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Ferido na casa dos amigos

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Para entendermos bem esta profecia, precisamos voltar e analisar o contexto em que este verso é apresentado. É bom lembrar que o profeta Zacarias está tentando de todos os meios animar seu povo com recados de esperança e prosperidade. O enfoque, porém, muda um pouco.

Zacarias passa a mencionar características que o Messias iria possuir, quando viesse. Esta profecia, em primeiro plano, está mostrando um falso profeta que abandonou o erro, e agora está do lado do Senhor. Os profetas pagãos, tanto no passado como em nossos dias, tinham o costume de nos seus ritos religiosos, ferirem o seu próprio corpo.

Não quero, porém, gastar muito tempo nessa aplicação e sim, na segunda aplicação. Zacarias apresenta o futuro glorioso que aguardava um povo desanimado. Eles não tinham entusiasmo nem para construir o templo e neste momento o profeta deixa os problemas do povo de lado e começa a mostrar o que aconteceria com a nação de Israel e a vinda do Messias.

Esta profecia foi cumprida com toda a sua clareza e intensidade nos dias de Cristo. Este pronunciamento profético de Zacarias aconteceu a aproximadamente 500 anos antes do seu cumprimento.

Toda a Nação de Israel esperava o Messias. Havia uma grande expectativa em torno da chegada dEle. Com o passar dos anos muitas idéias diferentes e erradas foram sendo assimiladas. O Messias esperado passou a ser muito diferente do que fora profetizado. Esperavam um salvador que os livrasse da opressão dos povos dominadores, um líder político ou militar.

Assim, esses conceitos errados foram sendo propagados e aceitos de geração em geração, como sendo verdade absoluta.

Imaginavam que o Messias deveria ter origem nobre. Por isso, quando Jesus nasceu e foi proclamado como o Salvador, gerou muitas dúvidas e descrédito. Qual é a sua família? Onde nasceu? Qual escola estudou? Quais são as suas idéias para livrar o seu povo da escravidão romana? Eu imagino que foram algumas perguntas que com certeza os lideres fizeram a Jesus. A investigação mostrou que a mãe se chamava Maria e Ele não tinha pai, fora gerado pelo Espírito Santo. Portanto, para alguns, Jesus era um filho bastardo, gerado em prostituição.

Esta origem de Jesus foi tão questionada que numa discussão com alguns judeus, este assunto foi objeto de ironia. “Nós não somos filhos ilegítimos…” (João 8:14). Não O aceitavam como tendo apenas mãe e não um pai.

O próprio José, quando soube que sua prometida estava grávida, resolveu acabar com o noivado. Deve ter pensando: “uma gravidez fora do casamento é coisa de prostituta. Eu não vou me casar com uma prostituta”. Foi preciso que um anjo explicasse e aconselhasse a José sobre o que estava acontecendo (Mateus 1:19-20).

Onde nasceu? Em Nazaré, era a resposta. “Nazaré, está a vinte e quatro quilômetros do mar da Galiléia; e a quase cento e treze quilômetros ao norte de Belém” (Enciclopédia de Bíblia teologia e filosofia, vol.4, p..464). Nazaré era uma cidade que despertava muitos preconceitos. Não era um bom lugar para morar ou nascer. Quando descobriram que Ele era de Nazaré, a rejeição aumentou.

Em qual escola estudou? Nos dias de Jesus havia duas grandes escolas dos rabinos. A de Hillel e Chamai. Ele disse que havia estudado em casa, provavelmente com a mãe dEle. Mais um choque para os lideres da época. Como pode alguém ser o Messias e não freqüentar nenhuma escola renomada?

Outra questão foi decisiva. As idéias de Jesus com relação a opressão romana. “Não será assim entre vós. Pelo contrário, todo aquele que, entre vós, quiser tornar-se grande, seja vosso servo, e quem dentre vós quiser ser o primeiro, seja vosso escravo, tal como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20:26-28). “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22:21). “Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. Ao que tirar tua capa, deixe que leve também a túnica” (Lucas 6:29). “Como quereis que os homens vos façam, da mesma maneira fazei-lhes vós também” (Lucas 6:31). “Se alguém te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mateus 5:41).

Você percebeu a complexidade e dúvidas que estavam na cabeça das pessoas e da liderança religiosa, na época de Jesus? O que eles haviam aprendido de seus pais não conferia com aquilo que estavam presenciando. A maneira do Messias se apresentar e os discursos dEle não eram de alguém que iria libertá-los da escravidão romana. Só poderia ser um impostor.

A falta de estudo e conhecimento da Palavra de Deus foi uma das causas dessa confusão toda. Para eles, o que valia era a tradição, as idéias e interpretações humanas. Por isso, prenderam a Jesus. O maltrataram ao extremo. Foi crucificado como o pior bandido da época. Atravessaram mãos e pés com enormes pregos. Sim, foi ferido na casa dos seus irmãos, conforme a profecia.

Amigo ouvinte, esse é o risco de confiar nas tradições ou no que dizem os líderes espirituais. Por isso, é importante o estudo aprofundado da Bíblia. Conferir se as coisas são realmente assim. Experimente fazer isso e você, provavelmente, descobrirá muita informação equivocada que precisa ser corrigida conforme, o “assim diz o Senhor”.

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