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Provados na fornalha ardente

Pouco tempo antes, Nabucodonosor foi informado pelo profeta Daniel que ele era a cabeça de ouro da grande estátua que havia sonhado (Daniel 2:38). Um sentimento não muito nobre começou a tomar conta do poderoso monarca. Para um rei orgulhoso, ser só a cabeça de ouro não era o suficiente. Ele queria mais.

Foi então que os “sábios do seu reino, tirando vantagem disto e do retorno a idolatria, sugeriram que fizesse uma imagem semelhante àquela vista em sonho, e a erguesse em um lugar onde todos pudessem contemplar a cabeça de ouro”. Mas o orgulhoso é insaciável! Quanto mais tem, mais quer. Para o orgulhoso, não há limite. Este mal também ataca o ser humano nos dias atuais. Nós ouvimos com freqüência nos noticiários, de poderosos que estão com grandes fortunas em determinados paraísos fiscais, enquanto o povo que lideram morre de fome.

O rei ordenou que uma grande estátua fosse construída, mas não como Deus lhe havia mostrado. Foi erguida do jeito que ele achava ser o mais correto. Ao invés de ser apenas a cabeça de ouro, toda a estátua deveria ser de ouro, da cabeça aos pés (Daniel 3:1). Com esta atitude, Nabucodonosor, desejava mostrar a glória perpétua e universal de Babilônia.

Hoje encontramos pessoas agindo da mesma maneira. Aceitam a revelação de Deus até o ponto que os interessa, mas repudiam ou desprezam o que vai contra as suas atitudes ou filosofias de vida.

Os pesquisadores da Bíblia dizem que “era uma estátua que media um total de 31 metros de comprimento por 3m de largura. É claro que todos compreendemos que uma boa parte estava relacionado com a base para a estátua. Um exemplo é a estátua da liberdade, em Nova York, que tem uma altura de 93 metros, mas mais que a metade disto é de pedestal. A figura humana da estátua da liberdade é de apenas 34 metros do calcanhar até ao topo da cabeça”. A estátua foi construída no campo de Dura (Daniel 3:10). “A planície de Dura, é chamada hoje pelos Iraquianos como Kirkuk, que agora é o centro petrolífero do Iraque”.

A Bíblia conta que Nabucodonosor havia reconhecido o Deus de Daniel, como o único Deus (Daniel 2:48), mas com o passar do tempo, o sentimento de idolatria começou a voltar. Ao ser construída a estátua no campo de Dura, “ela representava a glória da Babilônia e a magnificência e poder, e deveria ser consagrada como objeto de adoração”.

A estátua ficou pronta e o foi marcado o dia para a inauguração e adoração. Todos os subordinados do rei foram convocados para estarem nessa festa. A ordem era que quando a musica fosse tocada, todos deveriam se ajoelhar diante da imagem de ouro, ou, em outras palavras, curvar-se a adorar a Nabucodonosor. Seria punido com a morte quem desobedecesse a ordem do rei (Daniel 3:5).

Estavam nessa cerimônia os três hebreus, amigos e companheiros de Daniel. Mas quando a música foi tocada eles não se curvaram para adorar a imagem. Imediatamente alguém foi correndo contar ao rei. Os três foram levados até a presença de Nabucodonosor. O monarca estava furioso com a desobediência dos três escravos. Após falar sobre quem ele era e o que podia fazer com eles, e que nenhum Deus poderia livrá-los da morte naquele momento, resolveu dar uma segunda chance.

Foi nesse momento que um dos hebreus profetizou, garantindo: “Se formos lançados na fornalha de fogo ardente, o nosso Deus, a quem servimos pode nos livrar-nos dela, e Ele nos livrará de tua mão” (Daniel 3:17). Que tremenda decisão! Deus em primeiro lugar, mesmo sabendo que em breve seriam lançados dentro de uma fornalha, que já estava preparada em lugar bem visível, para inibir algum ato de rebelião.

Que fé esses jovens de Deus possuíam!! Não ficaram envergonhados por serem diferentes. Hoje, a tendência de muitos cristãos modernos é ser o mais parecido possível com o mundo em seus costumes, modas e princípios, para evitar o menosprezo, o ridículo e a perseguição. Amado ouvinte, não tenha medo de ser diferente. Não tenha medo de falar a verdade, quando a maioria usa e abusa da mentira.

Os três hebreus ficaram firmes como uma rocha, enquanto todos se curvavam. A ira do rei atingiu o máximo. Ordenou que o forno fosse aquecido sete vezes mais que de costume (Daniel 3:19). A seguir os guardas amarraram os três rapazes e os lançaram na fornalha. O lugar estava tão quente que o calor matou os que atiraram os amigos de Daniel no fogo. (Daniel 3:20-22).

Algo estranho, porém, acontecia. Os três estavam vivos e caminhavam dentro da fornalha de fogo. E, para assustar mais a todos, não havia só três, mas quatro, e o quarto tinha a aparência do filho dos deuses (Daniel 3:25). Perceba que Nabucodonosor reconhece então, no quarto homem, o filho de Deus. O próprio rei pede que os servos do Deus altíssimo saiam da fornalha. Quando saem livres das chamas, não há sequer cheiro de fumaça em suas roupas (Daniel 3:26-27).

Assim o Deus do céu foi engrandecido. A imponente estátua foi esquecida. Nabucodonosor, pela segunda vez, reconheceu a supremacia do Deus dos hebreus sobre seus próprios deuses. Ananias, Misael, Azarias, foram testemunhas do verdadeiro Deus sem se importarem com as conseqüências.

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