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O Espírito derramado

A profecia que está registrada em Joel 2:28 e diz o seguinte: “E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões”.

A expressão “e há de ser que, depois”, com a qual começa o verso 28 de Joel, não tem uma definição clara de quando seria esse tempo. Podemos fazer algumas deduções:

Primeira delas: este era o sonho de Deus para o povo de Israel. O profeta mencionou a presença do dia do Senhor como sendo algo imediato, porém, o mesmo profeta já faz uma profecia mostrando o desejo de Deus para o futuro. Todos teriam que enfrentar o dia do Senhor, com todos os juízos e pragas sobre o povo. Contudo, o profeta orientado por Deus, mostra qual era a intenção futura do Senhor sobre esse assunto. Deus sonhava em dar muitas bênçãos espirituais ao povo dEle ao término da crise.

Segunda dedução: o arrependimento tão sonhado por Deus não aconteceu. Então, podemos concluir que esta profecia não se cumpriu com o Israel literal. O povo judeu foi rejeitado como nação representante de Deus. Todas as promessas de Deus ao Israel literal foram transferidas para o Israel espiritual.

Então, quando se cumpriu esta profecia? Vamos buscar na Bíblia a resposta desta pergunta?

Para entendermos este ponto, temos que saber como era a vida social do povo judeu. No calendário nacional existiam muitas festas; e uma delas veio dar origem ao que conhecemos hoje por festa do Pentecoste. “Essa festa também era chamada festa da colheita e festa das primícias (Êxodo 23:16; Números 28:26). Originalmente, era uma celebração da colheita. Posteriormente, se tornou conhecida como festa de Pentecoste, porquanto era celebrada no qüinquagésimo dia a partir do Sábado com que começava a Páscoa. Fazia-se uma convocação do povo, e eram oferecidas as ofertas e os holocaustos determinados” (Enciclopédia da Bíblia Teologia e Filosofia, vol.2, p.719).

“O termo Pentecoste é de origem grega, referindo-se a cinqüenta dias… Muitos eruditos supõem que sua origem era de alguma festa da colheita, celebrada pelos cananeus e por outros povos da área… O Pentecoste era celebrado no final de sete semanas envolvidas na colheita do cereal” (Enciclopédia da Bíblia Teologia e Filosofia vol.5, p.202).

Vamos relembrar uma dessas ocasiões? Aconteceu aproximadamente no ano 34 de nossa era. Judeus de diferentes lugares do mundo estavam em Jerusalém para participarem da grande festa. Um assunto monopolizava todas as conversas. A vida, morte e ressurreição de Jesus.

Cristo tinha sido crucificado poucos dias antes e tudo estava muito vivo na mente do povo. Os discípulos conviveram com Jesus durante quarenta dias após a ressurreição dEle (Atos 1:3). Depois disso subiu aos céus (Atos 1:9). Deixou, porém, a promessa que receberiam o poder do Espírito Santo para pregarem as boas notícias de salvação em todo o mundo (Atos 1:8). Para tanto, deveriam permanecer juntos em Jerusalém, esperando esse momento. Foram dez dias em oração (Atos 1:13-14) e no último dia da festa a promessa foi cumprida. Era a terceira hora do dia ou 9 da manhã e as pessoas já estavam em plena atividade em Jerusalém.
A Bíblia descreve que veio do céu um som como de um forte vento e foram vistas línguas como de fogo pousando sobre os discípulos (2: 2 e 3). Eles então passaram a falar em línguas desconhecidas, que não haviam aprendido antes (2:4). A multidão que se reuniu ali, de pelo menos 19 nações diferentes, ficou atônita, sem entender o que estava acontecendo. Ouviam a pregação do evangelho, cada um na sua própria língua de origem (2:6). Ninguém conseguia compreender como homens simples, iletrados, podiam falar outros idiomas (2:7). Alguns até chegaram a dizer que os discípulos estavam bêbados (2:13). Como tudo estava muito confuso, Pedro tomou a palavra e começou a dizer à multidão o que estava acontecendo. Explicou que não estavam embriagados pois eram apenas 9 horas da manhã e o que ocorria era o cumprimento da profecia de Joel (Atos 2:16).

Amigo ouvinte, o dom de línguas bíblico existe e é necessário. O dom de línguas bíblico está sempre ligado a evangelização. O dom de línguas, recebido pelos discípulos, foi o marco inicial da evangelização do mundo daquela época. Até então os discípulos estavam todos em Jerusalém e a partir daí cada um saiu para uma determinada região, dominando uma língua que não conhecia, mas agora anunciando com toda a clareza o Cristo que havia ressuscitado.

A profecia de Joel foi cumprida inicialmente nos dias dos apóstolos, exatamente no último dia da festa das colheitas. Como já mencionei, este dia era chamado de pentecostes, porque era o dia de número 50 depois da Páscoa. E foi marcado com algo que seria comentado em todo o mundo e em todos os tempos. O assombro foi grande pois cada um pode ouvir um discípulo falando em seu próprio idioma.

Perceba que esse derramamento do Espírito, esse dom de línguas, não se tratava de línguas (idiomas) desconhecidos. A Bíblia é muito clara ao afirmar que as pessoas que ouviram e entenderam, cada um no seu dialeto, o que estava sendo dito. O objetivo era a evangelização.

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