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José – Fidelidade à Toda Prova

Acredite, no céu, enquanto suas mágoas caem pelo chão, e as dores passam a ser apenas uma lembrança do passado, Jesus vai explicar a você o inexplicável, e dar a recompensa eterna da sua fidelidade.

Denis Versiani

Erros na Família e o Efeito Dominó

Se Deus é bom, por que coisas ruins acontecem? A resposta para esta pergunta é simples e dolorosa. Vivemos num mundo de pecado onde coisas ruins acontecem. Mas, a pergunta principal é: Se Deus é bom, como ele pode me ajudar a tirar proveito disso? Esta é uma pergunta de fé! Embora as coisas não sejam tão simples, é possível.

Veja a vida de José. Ele era o típico “filhinho de papai”. Embora ele tivesse um caráter bondoso, e amasse o Deus de seu pai, não tinha maturidade para lidar com os conflitos de uma família complicada, onde um homem toma quatro mulheres e tem treze filhos. Além disso, a predileção declarada de Jacó por José em detrimento dos irmãos mais velhos encheram-nos de uma inveja doentia.

José recebeu uma túnica que o investia com os direitos da primogenitura, algo que pertencia naturalmente a Rubem. Além disso, José delatava a Jacó a má conduta dos seus irmãos. Mas a gota d’água foi quando José contou ao pai e aos irmãos os sonhos que ele teve, onde feixes de trigo, o Sol, a Lua e as estrelas, símbolos da sua família, se prostravam diante de José. Embora José tivesse um caráter puro, ele não era maduro para escolher a melhor hora e o melhor modo de contar essas coisas. Por isso, a ira dos irmãos se acendeu de tal forma que, distantes 70 quilômetros do pai, ao avistarem o irmão se aproximando, pegaram-no e o venderam como escravo a mercadores ismaelitas por 200g de prata (leia essa história fatídica em Gênesis 37).

Ao entregarem a túnica manchada de sangue ao pai, inventaram uma mentira que dilacerou o coração de Jacó por mais de 21 anos. Não estamos falando de inimigos da família de José. Estamos falando dos próprios irmãos, o que torna essa atitude ainda mais absurda! Como foram capazes de ver o seu pai definhar com tamanha tristeza, e não se arrependerem?

Afinal, se Deus é bom, por que coisas ruins acontecem? Infelizmente, uma das respostas é que muitas vezes, nós mesmos alertados, ou sem aviso, com boas ou más intenções, acabamos trazendo situações desfavoráveis contra nós. Muitas vezes, Deus consegue nos livrar dessas encrencas. Mas outras vezes, Deus as usa para nos tornar pessoas melhores.

José no Egito – Prosperidade e Injustiça

“José foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda, egípcio, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá. O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa do seu senhor egípcio. Vendo Potifar que o Senhor era com ele e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos, alcançou José favoritismo perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha” (Gênesis 39:1-4).

No Egito, José foi exposto a todo tipo de tentações nada comuns. Ele estava no meio da idolatria. O culto aos deuses era cheio de requinte e realeza, apoiado pela riqueza e cultura da maior potência política e militar do mundo antigo. O ruído, a sensualidade e o vício estavam ao redor dele todos os dias. Longe dos seus pais, indignado com toda injustiça que sofreu, José poderia ter-se entregue a esse estilo de vida, e pode ser que conseguisse algumas vantagens passageiras.

Mas José lidou com isso com humildade, e foi firme em seus princípios. É óbvio que ele seria obrigado a trabalhar no sábado, a se prostrar diante dos deuses egípcios nas horas do culto. Mas, com humildade, José se negava, mesmo que isso custasse algum castigo em sua escravidão. Sua firmeza e fé foi compensada no fato de ser gentil e fiel ao seu chefe. Além disso, tudo o que ele fazia dava certo, porque José trabalhava com perseverança e energia. O seu sucesso era sempre atribuído a Yahweh, o Deus de seu pai Jacó. Mas José sempre teve a consciência de que ele ainda era um escravo.

A nossa sociedade já perdeu o rumo há muito tempo. “Dai a César o que é de Cesar” (Mateus 22:21). “Escravos, obedeçam em tudo o seu senhor… com singeleza de coração, temendo ao Senhor (Colossenses 3:22). “Os governantes devem ser respeitados” (Romanos 13:3). Nós até dizemos que fazemos a coisa certa. O problema é que muitos de nós fazemos as coisas certas pela razão errada, pensando, na verdade, em alguma recompensa, ou no que pode acontecer de mau se fizermos o que é errado. Mas, Deus precisa de homens que façam o certo simplesmente porque é certo, mesmo que isso resulte em uma situação desvantajosa para nós. Infelizmente, em nosso mundo de pecado, Satanás usa de tudo para nos destruir. E foi isso o que aconteceu com José.

“Aconteceu que, depois destas coisas que a mulher de seu senhor, pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. Ele porém recusou e disse à mulher do seu senhor: Meu senhor me tem por mordomo e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos… Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” (Gênesis 39:7-12).

Diante dessa proposta indecente, você pode pensar: “José era um patriarca, um profeta de Deus! Quem sou eu? Além disso, as coisas são diferentes hoje!” Mas vamos pensar mais claramente. Potifar não escolheria qualquer mulher. Provavelmente a sua esposa era uma das mulheres mais bonitas do Egito e José era um jovem na plenitude do seu vigor físico.

Como Potifar, sendo general no Egito, viajava muito, aquela “pobre mulher” se sentia sozinha e carente. Se José tivesse um caso com ela, provavelmente ninguém ficaria sabendo. Mas, José nem sequer hesitou; ele se afastou daquela mulher e recusou, por duas razões: lealdade ao chefe e fidelidade a Deus. Não importava se Deus o livraria dessa situação ou se ele apodreceria numa prisão. José era bem resolvido na sua fé, e não pecaria contra Deus.

Infelizmente, há muitos cristãos mal resolvidos no mundo. Eles professam crer em Deus, mas questionam os padrões da sua igreja e quebram os mandamentos de Deus. Eles usam drogas ilícitas, fazem sexo ilícito e se submetem a tantas perversões, acreditando que isso não vai destruir a sua mente, seus relacionamentos e seu futuro. Amigo, não justifique o seu pecado na sua personalidade, nos traumas de infância, no modo como você foi criado, ou no fato de vivermos no mundo moderno. O mundo precisa de homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo do seu coração sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus. Portanto, seja um crente bem resolvido.

Parece que as investidas daquela mulher foram se tornando mais atrevidas (Gênesis 39:10), até que ela “partiu para cima” de José. Para não usar de violência contra ela, ele fugiu deixando a sua capa. Acostumada a ter tudo o que queria, a mulher irada inventou uma mentira que lançou José na prisão. E lá, ele ficou por pelo menos dois anos.

A Bíblia não mostra o quanto José questionou a Deus a respeito de tudo o que estava dando errado em sua vida. Mas, pode ter questionado! Independente disso, José permaneceu fiel e confiante em Deus, e Deus o fez prosperar dentro daquela prisão. Até diante das promessas não cumpridas de um funcionário da coorte.

Zafenate-Panea – Da Vergonha a Honra

Por mais que parecesse, Deus não se esqueceu de José. Em Gênesis 41, José interpretou os sonhos do Faraó. Essa foi a oportunidade para José mostrar a todo alto escalão egípcio que ele servia o Deus dos deuses, o único Deus. O dom de interpretar sonhos “não está em mim; mas Deus dará a resposta favorável ao Faraó” (Gênesis 41:16). José não apenas deu a interpretação do sonho (Gênesis 41:17-24), mas também mostrou a solução para que o Egito prosperasse nos sete anos de fartura e sobrevivesse aos sete anos de fome, ajudando outras nações ao redor (Gênesis 41:33-36).

A história de José mostra uma coisa: não importa se você é justo ou corrupto. Não importa se você é um cristão de fachada ou um crente bem resolvido. Neste mundo, você vai sofrer, seja pelas investidas de Satanás, ou pelas fatalidades de um mundo de pecado.

Mas, uma verdade animadora é que “em todas as coisas, Deus age para o bem daqueles que o amam e são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28). Durante esses mais de 21 anos, José lutou com a saudade e diversas frustrações; Jacó amargava a morte do filho e os irmãos eram açoitados pela sua consciência. Mas, enquanto isso, Deus agia para proteger nações inteiras de uma seca tão severa que poderia ter dizimado até mesmo a linhagem de Abraão. Em José Deus abençoou todas as famílias da Terra (Gênesis 12:3). Assim, José se tornou o governador do Egito, e ainda se casou com Azenate, sendo abençoado com dois filhos (Gênesis 41:37-57).

Crescer Dói!

José finalmente alcançou paz de espírito, sabendo que Deus o havia guiado até lá para ser uma bênção. Então, sete anos depois, já no rigor da seca, dez homens se prostraram diante do governador. Eles não o reconheceram. Naquele momento, a mágoa aflorou descontroladamente. Nesse conflito, José se lembrou dos sonhos que teve aos dezessete anos e entendeu que eles estavam se cumprindo (Gênesis 42:7-9).

Aquele homem tinha todas as razões para fazer justiça. Ele era governador, legislador, o segundo homem mais poderoso da Terra. Seria até justo que José condenasse seus irmãos pelo crime hediondo que cometeram. Mas eles não o reconheceram. Aproveitando-se disso, José os submeteu a um terrível e longo teste de fidelidade, a fim de ver se eles haviam mudado. Para resumir a história, Judá viu o risco de ver seu pai amargar a morte de mais um filho, Benjamim, o filho mais novo de Raquel. Judá se prostrou e rasgou o coração diante de Zafenate-Panea (nome egípcio de José). Diante dele, confessou a sua preocupação com o velho pai diante da possibilidade de perder o irmão mais novo, e suplicou para ficar como escravo no lugar de Benjamim (Gênesis 44:14-34).

Não podendo mais se conter, José satisfez um desejo de 21 anos. Não o desejo de vingança, mas de perdoá-los e ser restituído à sua família. Então ele se fez conhecer aos seus irmãos. Num caloroso e apertado abraço, o perdão triunfou finalmente. Jacó teve a oportunidade de beijar seu filho novamente, e viver com ele no Egito até o fim da sua vida. José não era mais um menino imaturo de dezessete anos, mas um homem maduro, sábio, alguém que insistiu em confiar e esperar em Deus quando coisas ruins aconteceram.

Amigo leitor, a pergunta “Se Deus é bom, porque coisas ruins acontecem?” pode ter a seguinte resposta: Nunca se sabe por onde essa vida vai nos levar, ou que lutas teremos de enfrentar. Talvez, possamos prosperar como José, ou sermos perseguidos por causa da Justiça. Podemos descansar em paz como Daniel, ou ter nossa cabeça cortada, como a de João Batista. Mas Jesus deu a razão porque andar nos seus caminhos é certeza de sucesso. “No mundo vocês terão aflições, contudo, tenham ânimo. Eu venci o mundo!” (João 16:33). “Seja fiel até diante da morte, e eu lhe darei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).

Por isso, nunca desista! Você vai precisar lutar contra a sua natureza, contra os conceitos distorcidos da nossa sociedade, contra as tentações de Satanás. Mas não lute sozinho; “submetam-se a Deus e resistam ao diabo; e ele fugirá de vocês” (Tiago 4:7). Seja fiel, um cristão bem resolvido, mesmo que esse mundo tente ridicularizar a sua fé. Vai chegar o dia em que Jesus vai nos dizer pessoalmente: “Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que foi preparado para vocês desde a criação do mundo” (Mateus 25;34). Acredite, no céu, enquanto suas mágoas caem pelo chão, e as dores passam a ser apenas uma lembrança do passado, Jesus vai explicar a você o inexplicável, e dar a recompensa eterna da sua fidelidade.

Deus abençoe você!

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