TEMPO PROFÉTICO https://tempoprofetico.com.br Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Marcos 16:15 Sun, 19 Apr 2026 20:17:41 +0000 pt-BR 1.2 https://tempoprofetico.com.br https://tempoprofetico.com.br 4 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2020/03/cropped-9405e34df4de152cba0e31c040f5675e-abra-o-cone-redondo-de-livro-by-vexels-32x32.png TEMPO PROFÉTICO https://tempoprofetico.com.br 32 32 <![CDATA[Aguardem,! Em Breve Novo Site sobre as Profecias!!]]> https://tempoprofetico.com.br/aguardem-em-breve-novo-site-sobre-as-profecias/ Sat, 28 Mar 2020 03:28:42 +0000 https://licao7.com.br/?p=415

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<![CDATA[A hora do julgamento]]> https://tempoprofetico.com.br/a-hora-do-julgamento/ Sat, 28 Mar 2020 04:23:03 +0000 https://licao7.com.br/?p=423 Em seu livro A Visão Apocalíptica e a Neutralização do Adventismo (CPB, 2010), George Knight chama atenção para a progressiva perda de visão do adventismo e o consequente enfraquecimento no cumprimento da missão. Ele também faz um apelo para que o adventismo se concentre na urgência de priorizar a comissão evangélica centrada no amor de Cristo nesses últimos dias, especialmente as três mensagens angélicas (Ap 14:6-12), e eu acrescentaria a mensagem de Elias (Ml 4:5, 6) [Roy Gane, Who’s Afraid of the Judgment? The Good News About Christ’s Work in the Heavenly Sanctuary (Nampa, ID: Pacific Press, 2006), p. 126-128]. No entanto, quero analisar um pouco mais detidamente algo que ele abordou sobre Daniel 8:14 que, a meu ver, poderia fortalecer sua mensagem geral (Clinton Wahlen, “The Pathway Into the Holy Places (Hb 9:8): Does it End at the Cross?”, Journal of Asia Adventist Seminary, n° 11 (2008), p. 47-51). Depois de afirmar sua crença de que a profecia foi cumprida em 1844, Knight continuou dizendo que não consegue ver um juízo pré-advento dos santos em Daniel 8:14, mas somente um julgamento sobre o chifre pequeno e a “purificação do santuário em relação com esse poder no fim dos 2300 dias” (George R. Knight, A Visão Apocalíptica e a Neutralização do Adventismo, p. 68). Ele encontra um juízo pré-advento contra o “chifre pequeno” a favor dos santos em Daniel 7 (p. 68, 69), mas somente é possível vê-lo começando em 1844 se tomar como base o paralelismo entre Daniel 7 e 8 (p. 69). O CONTEXTO DE DANIEL 8:14 Penso que Knight esteja certo em sua análise sobre o julgamento em Daniel 7, ou seja, a existência de um forte paralelo entre os capítulos 7 e 8, e a necessidade de se chegar a conclusões por meio de uma interpretação sólida, e não apenas pela leitura de um texto com outro. É verdade que o paralelo entre os capítulos é suficiente para associar o juízo pré-advento (Dn 7) com a purificação do santuário (Dn 8), de modo que o momento do segundo se aplique ao primeiro. Mas o que há em Daniel 8:14? Será que o texto se refere apenas a um julgamento pré-advento do “chifre pequeno” no fim dos tempos, e não contém um juízo investigativo dos santos? De fato, Daniel 8:14 também não menciona explicitamente o “chifre pequeno”. Diz apenas: “E ele me disse: ‘até 2.300 tardes e manhãs; e o santuário será [justificado]’” (grifo do autor). Isso não soa como pensamento completo porque está respondendo à pergunta do verso 13: “Até quando durará a visão do sacrifício diário [que inclui a] transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? (grifo do autor). Assim, justificar o “santuário” no fim dos 2.300 “dias” (v. 14) resolve o problema levantado no verso 13. Não podemos entender o significado de justificar o santuário sem compreender a natureza do problema que isso pretende resolver. A questão apresentada no verso 13 tem quatro partes: (1) a regularidade (diário), (2) a transgressão assoladora, (3) um santuário, e (4) ser pisado (Roy Gane, “The Syntax of Tet Va. in Daniel 8:13”, em J. Moskala (ed.), Creation, Life, and Hope: Essays in Honor of Jacques B. Doukhan [Berrien Springs, MI: Andrews University, 2000], 367-382). Mas essa lista enigmática não não nos diz muito por si só. O que aconteceu com “a regularidade” e “o santuário”? Quem é responsável pela “transgressão assoladora” e por “pisotear o exército”? O verso 13 é um resumo dos pontos-chave da visão descrita em Daniel 8:1 a 12 (a palavra “visão” em Dn 8:13 é hazon, que aparece várias vezes em conexão com essa interpretação; ver Dn 8:15, 17, 26; 9:21, 24). À luz da interpretação posterior, nesse mesmo capítulo (v. 15-26), a visão cobre os períodos da Medo-Pérsia ( v. 3-4, 20) e da Grécia, com seus quatro reinos helenísticos (v. 5-8, 21-22), os quais são substituídos por outro império maior, simbolizado por um “chifre” que começa pequeno, mas se expande horizontalmente na Terra, como poder político, e depois verticalmente em direção ao céu, como força religiosa (v. 9-12, 23-26). A expressão “até quando durará a visão?”, significa: Qual será o ponto final da visão como um todo (a partir do tempo da Medo-Pérsia), quando os males perpetrados pelo “chifre pequeno” serão corrigidos? Os ataques principais incluem (na ordem do v. 13): (1) remover a regularidade (na adoração e no ministério) do Príncipe do exército do Céu, ou seja, Cristo (v. 11; cf. Js 5:13-15); (2) atribuir/nomear, de maneira hostil, outro contra essa “regularidade” (Dn 8:12); (3) derrubar o local do santuário que pertence ao Príncipe do exército (v. 11); e (4) derrubar e pisotear alguns do exército celestial (v. 10). O chifre pequeno obviamente se destaca, mas onde está o povo fiel a Deus (os santos) em tudo isso? O “povo santo” aparece descrito no verso 24 (cf. v. 25), retratado como objeto de destruição pelo poder simbolizado pelo chifre pequeno. Visto que o povo santo pertence ao Deus do Céu e, portanto, ao Príncipe da hoste celestial, parece que destruí-lo literalmente expressa a mesma coisa que pisotear alguns do exército celestial (v. 10; cf. v. 13). Seja como for, Daniel 8 identifica explicitamente duas partes opostas: (1) o poder rebelde do chifre pequeno; e (2) o povo fiel de Deus, a quem o chifre persegue. Descobrimos que Daniel 8:14 responde à pergunta referente a um determinado cenário (v. 13) que tem seu desdobramento no restante do capítulo, tanto em uma visão anterior quanto em sua interpretação. Assim, o todo de Daniel 8 se concentra no versículo 14: “Até 2.300 tardes e manhãs e o santuário será purificado [justificado]” (grifo do autor). Agora sabemos o que isso significa: No fim de um longo período de 2.300 “dias” (obviamente muito mais que dias literais), que vão do período medo-persa até o fim do período de dominação do chifre pequeno, um santuário seria justificado. Esse evento do fim dos tempos (v. 19, 26) repararia os problemas causados pelo chifre pequeno, o qual interrompeu a adoração ao Deus verdadeiro, levantou oposição, contrafez o sistema da adoração, atacou o local do santuário de Cristo e atentou contra alguns de Seus súditos. NATUREZA DO JULGAMENTO De que maneira o fato de justificar o santuário resolveu essas questões? É verdade que o ataque do chifre pequeno contra o santuário de Deus foi apenas um de seus crimes, mas os outros crimes também interferem no santuário, porque ali é o local em que os fiéis súditos de Deus regularmente realizam sua verdadeira adoração. O “santuário” celestial (literalmente, [lugar de] santidade, em Dn 8:14) se refere ao Templo no Céu, a sede do governo divino, a representação de Sua administração, assim como a Casa Branca representa o governo dos Estados Unidos ou o Kremlin a administração da Federação Russa. Portanto, justificar o santuário de Deus, o local real em que Ele reside no Céu (Sl 11:4; Ap 4), compreende nada menos que vindicar Sua santa forma de governo, em oposição ao sistema do chifre pequeno. “Será purificado”, ou justificado (niphal de tsdq), em Daniel 8:14, é uma linguagem forense que indica um processo judicial, que demonstra que a administração de Deus, representada por Seu santuário, está correta (Jó 9:15, 20; Sl 19:10; 51:6; 143:2; Is 43:9, 26, etc. Em Jó 4:17, aquele que é “justo” (tsdq) diante de Deus está “puro/limpo” (verbo thr), isto é, “vindicado”). O mesmo verbo hebraico (com suas variantes) é usado em outros contextos legais (inclusive tendo Deus como Juiz) e, nesse sentido, referindo-se ao julgamento em favor de alguém (por exemplo, Gn 38:26; 44:16; Dt 25:1; 2Sm 15:4; 1Rs 8:32; Sl 51:4 [heb. v. 6]; Is 5:23; 43:9, 26). Obviamente, o resultado de ter justificado o governo divino foi benéfico para o “povo santo” (v. 24), Seus súditos leais. Mas o resultado do poder do “chifre pequeno” foi decididamente negativo. Ele foi condenado pela vindicação do santuário de Deus e, finalmente, será “quebrado”/destruído, não pela ação de nenhum poder humano, mas pelo próprio Deus (v. 25) [2Ts 2:8, destruição dos ímpios na segunda vinda de Cristo.]. Essa execução do julgamento implica um processo de investigação pré-advento, que Daniel 8:14 descreve em termos de demonstração de que a administração divina está correta. Observando Daniel 8 e seu contexto, verificamos que a vindicação do santuário de Deus no tempo do fim (v. 14) envolve um processo de justiça que resulta em benefício para Seu povo fiel e na condenação dos rebeldes. Portanto, após tudo isso, existe um julgamento envolvendo os “santos”, embora o texto não mencione isso com essas palavras. O pano de fundo do Dia da Expiação para Daniel 8:14 é evidente. Ele indica uma relação tipológica: o Dia da Expiação típico aponta para um futuro julgamento antitípico no fim dos tempos. O Dia da Expiação anual era um dia de julgamento em Israel, quando o ritual de purificação do santuário terrestre representava a vindicação da justiça divina, a qual confirmava os fiéis (Lv 16:29-31), mas condenava os infiéis (Lv 23:29, 30) entre Seu povo. Todos aqueles cujos pecados já haviam sido perdoados em um estágio anterior de expiação (Lv 4:20, 26, 31, 35 etc.), e que haviam demonstrado contínua lealdade no Dia da Expiação (Lv 16:29, 31; 23: 26-32), ficavam moralmente “puros” (livres de qualquer impedimento no relacionamento divino-humano) como resultado da purificação do santuário (Lv 16:30) [Roy Gane, Cult and Character: Purification Offerings, Day of Atonement, and Theodicy (Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 2005), p. 305-333]. Estamos começando a descobrir que há mais do que parece em Daniel 8, incluindo um julgamento que envolve o povo leal a Deus. Daniel 8 não detalha o processo investigativo por meio do qual o “povo santo” do Senhor é assim considerado, e pelo qual o “chifre pequeno” é irremediavelmente considerado culpado de alta traição. A relação dos crimes do chifre pequeno deixa claro as acusações contra ele. Por outro lado, o comportamento do “povo santo” não é explicitado. A ênfase não está no que eles fazem, mas no Príncipe a quem pertencem (Dn 7:13, 14; cf. 9:25; 1Jo 5:11-13). O fato de eles e o chifre pequeno estarem em lados opostos implica que o povo do Senhor está fazendo exatamente o oposto do trabalho realizado pelo chifre, mantendo uma adoração verdadeira, centralizada no verdadeiro santuário do Senhor (cf. Hb 8:1, 2). RELAÇÃO ENTRE DANIEL 7 E 8 De acordo com Knight, é em Daniel 7 que o processo de investigação judicial é descrito com alguns detalhes. Ele também reconhece que há um estreito paralelo entre Daniel 7 e 8 (referindo-se em 8:1 à visão do capítulo 7), o qual demonstra uma correspondência entre o juízo pré-advento e a purificação do santuário respectivamente.
Daniel 7 Daniel 8
Leão
Urso Carneiro (Medo-Pérsia, v. 20)
Leopardo Bode (Grécia, v. 21)
Animal terrível Chifre pequeno: crescimento horizontal
Chifre pequeno Chifre pequeno: crescimento vertical
Juízo pré-advento (v. 9-14) Purificação do santuário (v. 14)
Daniel 8 repete o mesmo período histórico coberto por Daniel 7 (exceto Babilônia, que já havia passado e, portanto, não mais era relevante). Os impérios são os mesmos, e a natureza do problema do poder do “chifre pequeno” é a mesma. O fato de o mesmo símbolo ser usado (embora o chifre em Daniel 8 inclua expansão horizontal por Roma pagã/imperial no v. 9) reforça a proximidade do paralelo. Depois dos ataques do chifre, há uma solução divina em cada capítulo, que é regulamentada em favor dos santos e contra o poder que os oprimiu. Os perfis proféticos correspondentes em Daniel 7 e 8 mostram que o juízo pré-advento e a justificação do santuário celestial são maneiras diferentes de descrever o mesmo evento: a vindicação de Deus diante dos seres criados por meio de um Dia da Expiação escatológico, que demonstra Sua justiça em condenar os desleais, mas salvar Seu povo leal e santo (Roy Gane, Who’s Afraid of the Judgment?, p. 40-45). Isso reforça a conexão entre Daniel 7 e 8 e confirma que o evento que começa no fim dos 2.300 “dias” proféticos nos envolve, como concluíram os pioneiros adventistas. Temos o privilégio e a responsabilidade de levar o último convite evangélico a todo o mundo (Ap 14:6-12) durante a fase final da expiação, enquanto Cristo está realizando uma obra especial pela humanidade. O que poderia ser mais importante e urgente do que isso? Esse é o maior empreendimento da história da humanidade, e é totalmente impossível fazer isso somente pelo esforço humano. Como nunca antes, precisamos buscar e receber humildemente o poder do Espírito Santo (At 2; cf. Jl 2), que vem do santíssimo do santuário celestial, onde Jesus está ministrando agora. Esse poder nos impele a sair de nossa zona de conforto e alcançar pessoas para Cristo, a fim de que elas tenham oportunidade de ser resgatadas e desfrutar a vida eterna. Continuemos respondendo ao desafio de Knight de explorar, viver e proclamar nossa visão apocalíptica em vez de neutralizá-la! ROY GANE é professor de hebraico e línguas do antigo Oriente Médio no Seminário Teológico da Universidade Andrews (Artigo publicado na edição de março-abril da revista Ministério)]]>
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<![CDATA[Ellen G. White e a Interpretação de Daniel e Apocalipse]]> https://tempoprofetico.com.br/ellen-g-white-e-a-interpretacao-de-daniel-e-apocalipse/ Sat, 28 Mar 2020 04:27:05 +0000 https://licao7.com.br/?p=426

Instituto de Pesquisas Bíblicas da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia

O estudo das profecias de Daniel e Apocalipse é importante para a dinâmica espiritual da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Segundo Ellen White: “Os ministros devem apresentar a firme palavra da profecia como o fundamento da fé dos adventistas do sétimo dia. As profecias de Daniel e Apocalipse devem ser cuidadosamente estudadas e, em ligação com elas, as palavras: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Obreiros Evangélicos, pág. 148. “Quando os livros de Daniel e Apocalipse forem bem compreendidos, terão os crentes uma experiência religiosa inteiramente diferente. Ser-lhes-ão dados tais vislumbres das portas abertas do Céu que o coração e a mente se impressionarão com o caráter que todos devem desenvolver a fim de alcançar a bem-aventurança que deve ser a recompensa dos puros de coração”. Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 114.

Método Historicista de Interpretação

Como todo leitor da Bíblia sabe, os livros de Daniel e Apocalipse são na maior parte escritos em símbolos. Os estudantes da Bíblia, consequentemente, os descrevem como profecias apocalípticas, para distinguir das profecias diretamente clássicas, tais como as que encontramos nos profetas maiores e menores do Velho Testamento. Nesses dois livros apocalípticos, Deus revela toda a extensão da controvérsia moral que convulsionou nosso planeta dando ênfase na derradeira vitória de Sua causa, e na final condenação das forças do mal. Desde o início, os Adventistas do Sétimo Dia seguiram o método histórico de interpretação profética para explicar os símbolos e seu significado. Algumas vezes esse método é chamado de historicismo, ou método histórico contínuo. O método histórico aceita o conceito de que as profecias de Daniel e Apocalipse destinam-se a ser reveladas e cumpridas no tempo histórico, isto é, no período decorrido entre os profetas Daniel e João respectivamente, e o estabelecimento final do reino eterno de Deus. O princípio de dia/ano (um dia simbólico = um ano literal) é parte integral deste método, desde que ele sirva para revelar os períodos de tempo simbólico para que possamos localizar os eventos preditos ao longo da História. Jesus usou o método histórico para interpretar Daniel quando Ele anunciou: “O tempo está cumprido e o reino de Deus está próximo (Mar 1:15). Nessa afirmação de cumprimento profético Ele se referiu à profecia de Daniel das 70 semanas (Dan 9:24-27) que predisse o aparecimento do Messias. Perto do final de Sua vida, Jesus novamente se referiu à mesma profecia. Dessa vez, porém, Ele apontou para outro aspecto – para “o príncipe que (há) de vir e (há) de destruir a cidade e o santuário” (v. 26). Ver Mat. 24:15; Luc 21:20. Esses eventos deveriam ocorrer depois de Sua morte e ascensão. Seu cumprimento histórico ocorreu na destruição de Jerusalém e do templo pelos romanos em 70 A.D. Os reformadores protestantes (de cujas raízes nós derivamos) empregaram da mesma forma o método histórico. Nessa base concluíram que o Papado era o foco de várias das profecias de Daniel e Apocalipse. Seguindo esse método, os pioneiros do início da obra Adventista do Sétimo Dia puderam perceber nosso próprio tempo, o ministério duplo de Cristo no santuário celestial, nossa identidade como um povo, e nossa missão. Nossa compreensão de Daniel e Apocalipse tornou-se a estrutura distinta para manter estável e para enfatizar as verdades bíblicas que ensinamos como Igreja.

Métodos Preteristas e Futuristas de Interpretação

As interpretações protestantes de Daniel e Apocalipse no século XVI abalaram a Igreja Católica Romana. Em contrapartida, o Concílio Reformatório Católico introduziu os argumentos iniciais para dois sistemas diferentes de interpretação profética: preterismo e futurismo. Essas posições serviram para desviar o dedo acusador da profecia contra o sistema papal. Preterismo (do latim  praeter, significando “passado”) argumenta que esses livros proféticos encontraram seu cumprimento no passado pré-cristão, ou nos primeiros séculos da era cristã. O preterismo eventualmente penetrou no pensamento protestante no final do século XVIII e tornou-se o ponto de vista do protestantismo liberal. Os ensinos da linha histórico-crítica hoje situam a obra de Daniel no II século a.C. e interpreta as profecias como se referindo a pessoa e tempos de Antíoco IV Epífanes, o rei selêucida da Síria. O livro de Apocalipse é restrito ao estado Romano nos primeiros séculos da era cristã. O futurismo penetrou na linha Protestante no primeiro quarto do século XIX. A forma mais proeminente de interpretação futurista hoje coloca o cumprimento do conteúdo do Apocalipse (excetuando os capítulos 1-3) num período de tribulação de 3 anos e meio, no final dos tempos, como um arrebatamento secreto da Igreja para o céu.  A 70.ª semana da profecia das setenta semanas de Daniel 9:24-27 é desconectada do todo e recolocada nos últimos sete anos do mundo. Muitos protestantes conservadores adotaram o futurismo (com acréscimos e variações) como seu sistema padrão para interpretar as profecias de Daniel e Apocalipse. Roma astutamente sabia que uma mudança no método de interpretar Daniel e Apocalipse levaria inevitavelmente a uma alteração nas conclusões. É fácil ver que tanto o preterismo como o futurismo desviam o enfoque profético de Roma e de suas atividades. O preterismo e os estudos histórico-críticos atuais colocam todos os cumprimentos no passado. O futurismo coloca o cumprimento do conteúdo do Apocalipse num ponto futuro – no final do mundo, após um pretendido arrebatamento secreto. (Os estudiosos histórico/críticos também vêem Daniel 11:40-45 como uma profecia que não se materializou). Atualmente, os Adventistas do Sétimo Dia permanecem virtualmente sozinhos como proponentes do método historicista de interpretar Daniel e Apocalipse, o método de Cristo, Paulo e dos Reformadores.

A Contra-Reforma “Bate” à Porta Adventista

De maneira muito real, o espírito da Contra-Reforma está batendo hoje à porta da Igreja Adventista e pressionando com urgência para entrar! Alguns estudiosos adventistas da bíblia propõem que a igreja considere seriamente as posições preteristas e histórico-críticas que compreendem esses livros proféticos como já cumpridos ou fracassados no passado. Diferentes abordagens são então adotadas para tornar tais profecias significativas e relevantes para a igreja hoje.

Variações Preteristas

Por exemplo, alguns sugerem que uma profecia pode ter múltiplos cumprimentos. Esse método iria assim sugerir que o pequeno chifre de Daniel 8 poderia ter vários cumprimentos (em diferentes épocas) em Antíoco IV, Roma pagã, Roma papal, e mesmo (um pouco antes do fim) em Satanás, quando ele personificar Cristo. Outra teoria afirma que as profecias de Daniel não são uma revelação da presciência de Deus. Ao invés disto, teriam sido dadas como uma definição de Seu propósito e eram condicionais à obediência de Israel. Quando Israel falhou em aceitar o Messias e foi rejeitado por Deus como Seu agente, a intenção original das profecias de Daniel falhou. Consequentemente, Daniel não significa nada para a igreja hoje, a não ser que escritores inspirados surgissem posteriormente para fazer uma reaplicação da profecia dada. Nessa base, a cena do juízo pré-advento registrada em Daniel 7:9, 10, 13, 14 forçosamente se tornaria a cena do juízo executivo de apocalipse 20:11-15, porque o segundo texto é considerado a reaplicação joanina de Daniel 7! Um terceiro produto da posição proterista é fazer com que alguns assumam uma visão idealista de Daniel e Apocalipse. Essa posição defende que os livros devem ser vistos como ilustrando (de forma simbólica) o grande conflito entre o bem e o mal – entre Deus e satanás, do qual podem ser extraídos apenas princípios espirituais. Enquanto tal batalha é evidente, o idealista escolhe não ir além; é incapaz de fazer aplicações específicas dos símbolos para as realidades históricas.

Variações Futuristas

Outros estudantes adventistas da Bíblia (pastores e da mesma forma leigos) estão assumindo uma posição orientadamente mais futurista. Geralmente declaram lealdade às interpretações historicistas de Daniel e Apocalipse, que nos mantém como um povo. Há, porém, uma influência profundamente arraigada para tornar essas profecias relevantes para os acontecimentos atuais. Enquanto alguns situam certas profecias depois  do encerramento da perseguição para seu cumprimento primário (como as 7 trombetas), é mais comum optar por um cumprimento duplo no tempo do fim de certas profecias selecionadas de Daniel e Apocalipse. A única maneira de firmar na posição historicista da igreja, segundo eles, e ao mesmo tornar relevantes algumas profecias, é empregar o plano de cumprimento duplo. Não á qualquer consistência nisso. Apenas alguns capítulos são reaplicados. Por exemplo, alguns estão ensinando que as bestas de Daniel 7 e 8 estão atualmente encontrando seu cumprimento nas atividades dos Estados Unidos, Rússia, Iraque e irã. Alguns argumentam que o período dos 1260 anos terá outro cumprimento no futuro, numa base de dia/dia, enquanto outros chegam mesmo a sugerir um duplo cumprimento para a profecia das 70 semanas. Essas pessoas bem intencionadas, que estão atualmente defendendo um duplo cumprimentos de profecias seletas em Daniel e Apocalipse, têm um coisa em comum: todas creem que Ellen White apoia a teoria do cumprimento duplo para o livros de Daniel e Apocalipse. Adventistas do Sétimo Dia sempre reconheceram através dos registros bíblicos que algumas profecias clássicas (nos profetas maiores e menores) dão clara evidência em seu contexto que pode ser esperado um mais completo cumprimento, após uma aplicação parcial, por exemplo, a profecia sobre o derramamento de Espírito Santo (Joel 2:28-32) e a profecia de Malaquias sobre a mensagem de Elias (Mal 4:5, 6). Contudo, nunca assumimos tal posição referente às profecias de Daniel e Apocalipse. Atribuir duplos e múltiplos cumprimentos a essas grandiosas revelações da presciência divina é dar à face da profecia um nariz de cera, que pode ser voltado para esse ou aquele lado. Duplos e múltiplos cumprimentos privam de real significado essas grandes profecias e anulam sua contribuição para nossa convicção religiosa. Os eventos das sete igrejas são únicos (Apoc 1-3). Quando escritas no princípio, essas mensagens tinham aparentemente uma aplicação direta para a situação local (1:11), e continuam a conter lições para a igreja em cada época. Mas mesmo nesse caso especial o Espírito parece ter pretendido somente um verdadeiro cumprimento profético. “Os nomes das sete igrejas são símbolos da Igreja em diferentes períodos da era cristã. O número sete indica plenitude, e simboliza o fato de que as mensagens se estendem até o fim do tempo, enquanto que os símbolos usados revelam o estado da Igreja nos diversos períodos da história do mundo.”  Atos dos Apóstolos, pág. 585. Será, porém, verdadeira a alegação de que se pode encontrar nos escritos de Ellen White as sementes de um novo método de interpretação de Daniel e Apocalipse, o método do cumprimento duplo? É possível que Ellen White realmente tenha ensinado e ratificado o método historicista de interpretar Daniel e Apocalipse, e ao mesmo tempo embutido aqui e ali frases das quais a igreja mais tarde formalizasse um novo método de interpretação profética? Não nos esqueçamos da verdade sólida que Roma reconheceu completamente quando seus teólogos jesuítas propuseram novos métodos para interpretar Daniel e Apocalipse: uma mudança de método inevitavelmente leva a uma alteração nas conclusões. Em termos de interpretação profética, a Igreja Adventista está numa encruzilhada. O espírito da Contra-Reforma bate à porta Adventista. A decisão de abrir a porta e seguir o caminho que o protestantismo primitivo seguiu, é uma opção. A tentação de acompanhar a tendência ecumênica atual é extremamente atraente. Há, porém, razões poderosas porque deveríamos permanecer leais à fé profética de nossos pais pioneiros.

Posição Historicista de Ellen G. White

Não há a menor evidência que Ellen White tenha pretendido que a igreja seguisse algum outro método de interpretar as profecias de Daniel e Apocalipse, além do método historicista. Seus comentários do livro de Apocalipse apresentam da maneira mais clara possível, a compreensão historicista do que as profecias de Daniel e Apocalipse revelam na história, desde os tempos de Daniel e João até o estabelecimento do reino eterno de Deus. Observe o seguinte: “O livro de Apocalipse revela ao mundo o que foi, o que é e o que será; destina-se para nossa instrução sobre como serão os fins dos tempos. Deveria ser estudado com reverente respeito. Somos privilegiados em conhecer o que é para nossa compreensão…” Ellen G. White Comments, SDABC, vol. 7, pág. 954, grifo acrescentado. “No Apocalipse são pintadas as coisas profundas de Deus… Suas verdades são dirigidas aos que vivem nos últimos dias da história da Terra, como o foram os que viviam nos dias de João. Algumas das cenas descritas nesta profecia estão no passado e algumas estão agora tendo lugar: algumas apresentam-nos o fim do grande conflito entre os poderes das trevas e o Príncipe do Céu, e algumas revelam os triunfos e o regozijo dos remidos na Terra renovada.” Atos dos Apóstolos, pág. 584; grifo acrescentado. Nessas declarações compreensíveis, Ellen White demonstra como a profecia apocalíptica foi designada por Deus para encontrar cumprimento seqüencial ao longo da história. (1) Algumas dessas profecias se cumpriram em épocas passadas; (2) algumas das profecias estão se cumprindo agora. (3) algumas enfocam o conflito final na controvérsia e não se cumpriram ainda; finalmente, (4) algumas porções das profecias se relacionam com a Nova Terra, e somente então se cumprirão. Ellen White observa que o livro de Apocalipse é tão importante para os cristãos dos últimos dias como era para os cristãos nos dias de João. “Suas verdades são destinadas para os que vivem nos últimos dias da história da terra.” Isso não é porque ele propõe duplos cumprimentos daquelas porções das profecias que já se cumpriram. As implicações de suas palavras são claras. O livro permanece relevante porque o cumprimento de algumas dessas profecias “estão ocorrendo agora” e outras logo irão se cumprir no “encerramento do grande conflito entre os poderes das trevas e o Príncipe do céu.” Além disso, o adventista de hoje pode continuar a extrair lições espirituais da história passada e do cumprimento profético. Desse modo as profecias de Daniel e Apocalipse continuam a trazer encorajamento, confiança e motivação aos cristãos do tempo do fim, mesmo que grande parte desses livros tenha encontrado cumprimento em épocas passadas. Ellen White não aborda cada parte de Daniel e Apocalipse em seus escritos. Suas apresentações mais detalhadas se encontram no bem conhecido livro, O Grande Conflito. Por exemplo, ela apresenta uma clara interpretação do chifre pequeno (Dan 7); do dragão (Apoc 12); da besta semelhante a um leopardo (Apoc 13); e os períodos de tempo respectivos (3 ½  tempos = 1260 dias = 42 meses  = 1260 anos de supremacia papal, 539-1798 A.D.) bem como da besta dos dois chifres (Apoc 13) e o conflito final acerca do Sábado, e a Lei de Deus simbolizada pela obrigação da “marca da besta” imposta pela “imagem da besta”. (Ver O Grande Conflito, Págs. 438-450). Esses trechos apóiam completamente o método historicista e as principais conclusões e posições adotadas pelos nossos pioneiros que adotaram esse sistema. Seus escritos divinamente inspirados confirmam o fundamento profético (derivado de Daniel e Apocalipse) no qual a Igreja Adventista do Sétimo Dia se baseia hoje.

Ensinam os Escritos de Ellen G. White algum outro método de Interpretação Profética?

Aqueles Adventistas que defendem uma aplicação do cumprimento duplo para determinadas profecias de Daniel e Apocalipse, geralmente argumentam que encontram o endosso desse método disfarçado em certas frases de Ellen White. Esses pontos alegados para um novo sistema de interpretação profética são descartados através de seu grande volume de escritos e obras, e têm sido trazidos à tona apenas recentemente. A seguir examinaremos citações que são comumente usadas, tentando não ser exaustivo:

Exposição 1

“O inundo está extremamente afetado com o espírito de guerra. As profecias de Daniel 11 quase atingiram seu cumprimento final”. Review and Herald, 24 de novembro de 1904. Argumento: a ênfase é colocada sobre a expressão o “cumprimente final”. Deduz-se que se a profecia tem um cumprimento final, deve ter tido cumprimentos prévios. Resposta: não está embutido aqui o princípio do cumprimento duplo ou múltiplo. Ellen White está simplesmente mencionando que a última parte desta grande profecia, Daniel 11, está quase se cumprindo. Que esse é o verdadeiro sentido da passagem que pode ser verificado quando comparada com a sua reafirmação do mesmo ponto cinco anos mais tarde no artigo intitulado, “A Última Crise”. Lemos: “O mundo está agitado pelo espírito de guerra. A profecia do capítulo 11 de Daniel está bem próxima de Seu completo cumprimento”. Testimonies, vol. 9, pág. 14 (publicado em 1909); grifo acrescentado.

Exposição 2

“Estamos no limiar de grandes e solenes acontecimentos. Muitas das profecias estão prestes a se cumprir em rápida sucessão. Cada elemento de energia está prestes a ser posto em ação. Repetir-se-á a história passada. Antigas controvérsias serão revividas, e perigos rodearão de todos os lados o povo de Deus. A tensão está se apoderando da família humana. Está permeando tudo na Terra…“Estudai o Apocalipse em ligação com Daniel; pois a história se repetirá…” Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 116; grifos acrescentados. “A profecia do capítulo 11 de Daniel está próxima de seu completo cumprimento. Muito da história que tem acorrido no cumprimento desta profecia se repetirá.” Carta 103, 1904; Manuscrito 489, 1077; grifos acrescentados. Argumento: Uma repetição dos eventos históricos que cumpriram determinada profecia indica que a profecia por si mesma tem um cumprimento duplo. Resposta: Ellen White usa a expressão “a história se repetirá” muitas vezes. Porém, história e profecia são duas questões diferentes. Não implica que uma repetição de experiência histórica também signifique uma repetição da mesma profecia. Tal conclusão distorce o que ela quis dizer com tal frase. Ellen White nos aconselha a estudarmos o cumprimento profético passado – estudas os princípios envolvidos – porque situações similares surgirão novamente e o povo de Deus terá que enfrentá-las. “Velhas controvérsias despertarão novamente.” Preparemo-nos para tais questões através da compreensão dos desafios envolvidos naqueles eventos passados. A História irá, sem dúvida, se repetir, mas não a mesma específica profecia que já se cumpriu no passado. Por exemplo, Daniel 7:25 e Apocalipse 13:7 são duas profecias que se referem à perseguição do povo de Deus durante os 1260 anos de domínio papal na Europa. Sabemos que a perseguição contra o povo de Deus se repetirá nos tempos finais da história humana, porque outra profecia diz que será assim (Apoc 13:15-17). Essa repetição de perseguição, porém, (história repetida) não envolve a repetição das profecias de Daniel 7:25 e Apocalipse 13:7. Estudar a vida dos fiéis e os problemas que enfrentaram em sua época – e como os encararam – pode nos fortalecer para enfrentar a perseguição que teremos em nosso próprio tempo.

Exposição 3

“A luz que Daniel recebeu de Deus foi dada especialmente para estes últimos dias. As visões que ele teve às margens do Ulai e do Hidequel, os grandes rios de Sinear, estão agora em processo de cumprimento e logo ocorrerão todos os acontecimentos preditos.” Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 113; grifos acrescentados. Essa afirmação se relaciona com a explanação do anjo Gabriel a Daniel após receber a visão do capítulo 8. “Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim.” (vol. 17) Argumento: Ellen White morreu no início do século XX. Como Gabriel, ela está evidentemente nos mostrando um evento futuro, além do seu tempo. Resposta: As citar isoladamente esse parágrafo (tirando-o do contexto dos escritos e das evidentes crenças dela), pode parecer que Ellen White está aqui apoiando um cumprimento duplo de Daniel 8. No capítulo, Gabriel menciona especificamente os reinos da Medo-Pérsia e da Grécia, como o cumprimento respectivo do carneiro e bode simbólicos (Dan 8:20, 21). Isso é agora história passada. Embora Ellen White pareça declarar que as visões que Daniel teve no capítulo 8 “estão agora em processo de cumprimento”, e visto que Gabriel também disse que o cumprimento se daria no “tempo do fim”, pareceria que deveria ser esperado um cumprimento atual ou duplo de Daniel 8. Contudo, tal conclusão ignora o contexto histórico no qual Ellen White escreveu o texto acima, bem como o aspecto particular da visão ao qual ela se referiu quando disse que estava “agora em processo de cumprimento.” Ellen White, juntamente com a Igreja Adventista em geral, cria que o período de opressão papal, os 1260 anos, se estendeu de 538 até 1798 A.D. Esse período profético é mencionado tanto em Daniel como em Apocalipse, sob três diferentes símbolos de tempo: (1) três tempos e metade de um tempo (Dan 7:25; 12:7; Apoc 12:14); (2) 1260 dias (Apoc 11:3, 12:6); (3). 42 meses (Apoc 11:2; 13:5). Em conformidade com isso, Ellen White e os pioneiros criam que o período de tempo transcorrido desde 1798 até o final do sofrimento humano seria o que foi designado como “o tempo do fim”, o período anunciado pelo anjo Gabriel. O Juízo pré-advento, ou investigativo, ocorreria nesse período e seria anunciado na terra pela mensagem do primeiro anjo (Dan 7:9,10,13,14; Apoc 14:6,7). Note como Ellen é clara sobre o assunto:
  1. “Daniel ficou na sua sorte para dar seu testemunho, que foi selado até o tempo do fim, quando deveria ser proclamada ao mundo a mensagem do primeiro anjo…” Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 115; grifos acrescentados.
  2.  “…Desde 1798, porém, o livro de Daniel foi descerrado, aumentou-se o conhecimento das profecias, e muitos têm proclamado a mensagem solene do juízo próximo”. O Grande Conflito, pág. 356.
  3. “A mensagem de Apocalipse 14, proclamando que é vinda a hora do juízo de Deus, é dada no tempo do fim”. Mensagens Escolhidas, vol. II, pág. 107; grifos acrescentados.
  4. “As visões proféticas de Daniel e João predizem um período de escuridão e declínio moral; mas no tempo do fim, o tempo no qual estamos agora vivendo, a visão deveria falar e não se esconder.” Testimonies, vol. 5, págs. 9-10; grifos acrescentados.
À luz das citações acima, é evidente que quando Ellen White declarou que as visões que Daniel teve (cap. 8) “estão agora em processo de cumprimento”, ela estava se referindo ao grande juízo investigativo, antes da vinda de Cristo (Dan. 7,8) que estava acontecendo no céu em seus dias, e que continuaria até o final da história humana. Ela não estava desvendando um princípio oculto para levar a igreja a interpretar um cumprimento duplo para o carneiro, o bode, os quatro chifres e o chifre pequeno. O aspecto da visão que Daniel viu junto ao rio Ulai, que ainda está em processo, de cumprimento, refere-se ao ministério de Cristo no Santíssimo, anterior à Sua recepção do reino eterno e Sua segunda vinda. Na Terra as mensagens dos três anjos (Apoc 14:6-14) continuam a anunciar aos povos a urgência da hora: “É chegada a hora de Seu (de Deus) juízo” (Apoc 14:7).

Exposição 4

“A questão do Sábado será ainda assunto de grande controvérsia, no qual todo o mundo tomará parte (Apoc 13:4-8, 10). Esse capítulo todo é uma reelação do que certamente irá ocorrer (Apoc 13:11; 15-17).” Ellen G. White Comments, SDABC, vol. 7, pág. 979; grifos acrescentados. Argumento: Essa passagem é mencionada como “decisiva” para provar que Ellen White ratificou um duplo cumprimento das profecias, e, como exemplo, uma repetição da profecia de 1260 anos como 1260 dias literais. O leitor é solicitado a observar que Ellen menciona Apoc 13:4-8, 10 no texto acima. O texto retrata o poder papal sob o símbolo da besta leopardo, com sete cabeças e dez chifres com coroas. A passagem também inclui o elemento tempo de sua supremacia antes de ser ferida: 42 meses proféticos ou 1260 dias proféticos. A atenção é então dirigida para a declaração após a passagem das Escrituras: “Esse capítulo todo é uma revelação do que certamente irá ocorrer” (grifos acrescentados). Desses dois pontos segue-se o seguinte raciocínio: O período de 1260 anos do reinado papal é passado. Mas agora Ellen White nos diz que esse “capítulo todo” – incluindo o elemento de tempo dos 42 meses – irá (futuro) certamente ocorrer. Aqui está uma prova irrefutável para adoção do princípio do duplo cumprimento para interpretar Daniel e Apocalipse, e torná-lo relevante para o nosso tempo. Resposta: essa declaração de Ellen White precisa apenas ser lida em seu contexto para se verificar que não provê base alguma para um cumprimento duplo de Apocalipse 13:1-10, ou seu período de tempo. Se o volume do SDABC estiver disponível, o leitor está convidado a acompanhar, à medida que estudamos o conteúdo desses dois parágrafos selecionados, o comentário de Apocalipse 14:9-12. O contexto “decisivo” começa num parágrafo anterior, onde Ellen White cita primeiramente Apocalipse 14:9-10, a advertência do terceiro anjo contra a marca da besta e sua imagem. Ela então faz uma observação: “É do interesse de todos compreender o que é o sinal da besta, e como poderão escapar dos terríveis castigos de Deus. Por que os homens não estão interessados em conhecer o que constitui o sinal da besta e sua imagem? [grifos acrescentados]. Está em contraste direto como o sinal de Deus”. Ela então cita Êxodo 31:12-17, que estabelece o sábado como “sinal” ou marca de Deus, implicando portanto que o “sinal da besta” é algo que está em oposição ao sábado. Ela continua: “A questão do Sábado será o ponto do grande conflito onde todo o mundo irá participar” (grifos acrescentados). Nesse ponto ela cita Apocalipse 13:4-8, 10. Essa passagem dá a informação de como se pode identificar a besta: sua origem e poder derivados do dragão; seu domínio de 42 meses proféticos; sua perseguição aos santos naquele tempo; sua blasfêmia contra o Céu; seu cativeiro; e o fato de que o mundo irá adorá-la e segui-la novamente. Com base nesses dados, pode-se determinar que a besta é o poder papal. Isso coloca o leitor em posição de identificar o sinal e a imagem da besta, como ela convidou a fazer no primeiro parágrafo de seu escrito. Depois de citar Apocalipse 13:4-8, 10 (dando as informações para se identificar a besta), Ellen White diz: “O capítulo todo é uma revelação do que certamente irá ocorrer.” Ela então cita imediatamente (para fins de explanação) Apocalipse 13:11, 15-17. Esses versos predizem o surgimento da besta de dois chifres (v.11) e a instituição da imagem da besta e a obrigatoriedade do sinal da besta, sob pena de perseguição e morte. Portanto, é bem claro que quando Ellen White diz: “O capítulo todo é uma revelação do que certamente irá ocorrer” ela não está dizendo que Apocalipse 13:4-8, 10 terá um duplo cumprimento. Forçar essa interpretação é extrair violentamente a declaração de seu contexto. Seu ponto não é um cumprimento duplo de Apocalipse 13:1-10, nem do período de tempo correspondente. Ao invés disso, seu assunto é “o sinal da besta” e sua imposição no tempo do fim. Essa é a ênfase de ambos os parágrafos nessa seleção. O único propósito ao citar Apocalipse 13:4-8,10 é que o leitor identifique a besta. Se ele puder identificá-la, está em posição de identificar o seu sinal, o qual, diz ela, é exatamente o oposto do sinal de Deus. Assim, com a besta e seu sinal identificados, ela aponta para a predição profética relacionada com a imagem da besta, e a obrigatoriedade do sinal, ou a crise que irá envolver esse ponto o futuro.

Exposição 5

Quanto a declarações concernentes ao discurso de Cristo em Mateus 24, os itens seguintes são geralmente mencionados: “Ao referir-se à destruição de Jerusalém, Suas palavras proféticas estenderam-se, para além daquele acontecimento, à conflagração final…” O Desejado de Todas as Nações, pág. 628. “Mas esta profecia foi dada também para os últimos dias.” Ibidem, pág. 631. “Esta profecia terá outra vez seu cumprimento.” Ibidem, pág. 633. “As profecias que tiveram seu parcial cumprimento na queda de Jerusalém, têm mais direta aplicação aos derradeiros dias.” O Maior Discurso de Cristo, págs. 120, 121. Argumento: Conclui-se desses textos que a profecia de Cristo referente à destruição de Jerusalém irá ter um segundo cumprimento na destruição do mundo. Assim, é colocado, de acordo com a exposição, que Ellen White na realidade ensinou o cumprimento duplo da profecia apocalíptica. Resposta:A seguir, o contexto das várias citações do Desejado e do Maior Discurso de Cristo sobre o sermão do monte das Oliveiras (Mateus 24): “Jesus não respondeu aos discípulos falando em separado da destruição de Jerusalém e do grande dia de Sua vinda. Misturou a descrição dos dois acontecimentos. Houvesse desenrolado perante os discípulos os eventos futuros segundo Ele os via, e não teriam podido suportar esse espetáculo. Por misericórdia com eles, Jesus misturou a descrição das duas grandes crises, deixando aos discípulos o procurar por si mesmos a significação. Ao se referir à destruição de Jerusalém, Suas palavras proféticas estenderam-se para além daquele acontecimento, à conflagração final do dia em que o Senhor Se levantará do Seu lugar para punir o mundo por sua iniquidade, quando a Terra descobrirá seu sangue, e não mais encobrirá seus mortos. Todo esse discurso foi dado, não para os discípulos somente, mas para os que haveriam de viver nas últimas cenas da história terrestre.” O Desejado de Todas as Nações, pág. 628; grifo acrescentado. Ver também a pág. 631. Deveria se notado também no início que Ellen White entendeu claramente que, em Seu sermão, Jesus falava de dois eventos distintos. Um evento tinha a ver com a destruição de Jerusalém, e outro se referia à Segunda Vinda e ao final do mundo. Ele combinou a descrição de ambos, porque os dois tinham semelhanças. Porque esses dois eventos estão misturados em um sermão, a profecia é válida para nós no tempo do fim do mundo, bem como o foi para os discípulos na ocasião. Não há o princípio de cumprimentos repetidos sendo enunciado aqui. Cada evento abordado por nosso Senhor tem o seu próprio tempo de cumprimento: a queda de Jerusalém, e, bem depois, no final dos tempos, a queda do mundo. Portanto, podemos dizer que ambos os pontos do discurso de nosso Senhor e os comentários de Ellen White no Desejado de Todas as Nações e no Maior Discurso de Cristo indicam claramente que Mateus 24 não é uma profecia única com duplo cumprimento. É,isso sim, uma profecia com duas faces, relacionada a dois eventos distintos (um evento visto como símbolo do outro, devido a certas semelhanças), cada evento se cumprindo no seu tempo respectivo. Consequentemente, nem Mateus 24 nem os comentários de Ellen White se constituem bases distintas das quais se induzir um princípio de duplo cumprimento para as profecias apocalípticas de Daniel e Apocalipse.

Exposição 6

“A grande obra do Evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início. As profecias que se cumpriram no derramamento da chuva temporã no início do evangelho, devem novamente se cumprir na chuva serôdia, no final do mesmo.” O Grande Conflito, pág. 617. Argumento: A profecia da chuva temporã (pentecostes) teria um segundo cumprimento no derramamento da chuva serôdia. Resposta: Os comentários de Ellen White sobre o derramamento do Espírito Santo são parecidos com seus comentários sobre Mateus 24. Imediatamente antes de escrever o parágrafo acima, ela menciona Oséias 6:3 e Joel 2:23. Ambas as passagens predizem dois eventos; uma chuva temporã e uma chuva serôdia, da mesma forma como costumava ocorrer em Israel nas estações naturais de chuva, de onde foi extraída a figura bíblica. Assim, essas profecias que ela cita tiveram seu cumprimento no Pentecostes (chuva temporã) e irão naturalmente ter outro cumprimento (chuva serôdia) quando a obra do evangelho for terminada.

Sumário

Essas seis exposições dão um consistente exemplo do tipo de argumento que alguns estudantes adventistas da Bíblia estão empregando na tentativa de encontrar suporte na Sra. White para o princípio do duplo cumprimento profético. Honestidade e senso de justiça deveriam nos prevenir de deturpar os escritos de alguém que permanece como forte defensora do método historicista, com uma teoria contrária de dois ou mais cumprimentos. Como vimos, quando os argumentos apresentados são devidamente analisados, somos forçados a admitir que não há qualquer princípio de duplo ou múltiplo cumprimento que seja usado como ferramenta para explicar as profecias apocalípticas de Daniel e Apocalipse.

Ellen White e os Defensores do Duplo Cumprimento

Na última década do século passado,alguns adventistas chegaram a sugerir cumprimentos futuros das Mensagens dos três Anjos (Apoc 14). Ellen White reprovou tais tentativas e considerou seus defensores como enganados. “Em nossos dias, como no tempo de Cristo, pode haver uma leitura ou interpretação errônea das Escrituras… “Alguns há que estão investigando as Escrituras em busca de provas de que essas mensagens estão ainda no futuro. Eles concluem pela veracidade cumulativa das mensagens, mas deixam de assinalar-lhes o devido o devido lugar na história profética..Portanto, essas pessoas acham-se em perigo de transviar o povo quanto a localizar as mensagens. Não vêem nem entendem o tempo do fim, nem o tempo a que devem aplicar essas mensagens.” Evangelismo, págs. 612, 613; grifos acrescentados. “Não consegui dormir depois de uma e meia da madrugada. Eu estava levando ao irmão T uma mensagem que o Senhor me dera para ele. Os pontos de vista particulares que ele mantém são uma mistura de verdade e erro… Os grandes sinais demarcadores da verdade, mostrando-nos a direção da história profética, devem ser cuidadosamente observados, para que não sejam derribados, e substituídos por teorias que trariam confusão em vez de genuíno arrependimento…” “Tem havido uns e outros que, estudando a Bíblia, julgaram descobrir grande luz, e teorias novas, mas não têm sido corretas. As Escrituras são todas verdade, mas por aplicarem-nas mal, homens chegam a erradas conclusões… Alguns tomarão a verdade aplicável a seu tempo, e pô-lá-ão no futuro. Acontecimentos na sequencia da profecia, que tiveram seu cumprimento no distante passado, são considerados futuros, e assim, por essas teorias, a fé de alguns é solapada. “Segundo a luz que o Senhor houve por bem conceder-me, estais em risco de fazer a mesma obra, apresentando perante outros verdades que tiveram seu lugar e fizeram sua obra específica para o tempo, na história da fé do povo de Deus. Reconheceis como verdadeiros esses fatos na história bíblica, mas os aplicais no futuro. Eles têm sua força ainda em seu devido lugar, na cadeia dos acontecimentos que nos tornaram, como um povo, o que somos hoje, e como tal, eles devem ser apresentados àqueles que se encontram nas trevas do erro. “As direções do Senhor foram assinaladas, e maravilhosissimas Suas revelações do que era a verdade. Ponto após ponto foi estabelecido pelo Senhor Deus do Céu. Aquilo que era verdade então [ênfase da autora], é verdadeiro hoje. Não cessam, porém, de ouvirem-se as vozes: ‘Isto é verdade. Eu tenho novo esclarecimento.’ Mas esses novos esclarecimentos em sentidos proféticos são manifestos em aplicar mal a Palavra e levar o povo de Deus ao sabor das ondas sem uma âncora que os segure…” Mensagens Escolhidas,vol. II, págs. 101-104; grifos acrescentados.

Conclusões

Desta pesquisa sobre Ellen White e a interpretação das profecias de Daniel e Apocalipse, destacam-se três aspectos:
  1. Ellen White claramente endossa o método historicista para interpretar as profecias desses dois importantes livros.
  2. Os escritos de Ellen White não contêm qualquer princípio de duplo cumprimento oculto em parágrafos por acaso, que apoie a prática de reaplicar certas profecias em Daniel e Apocalipse ao Cenário atual.
  3. Ellen White rejeita tentativas de dar a tais profecias um duplo cumprimento.
“Acontecimentos, na sequencia da profecia, que tiveram seu cumprimento no distante passado, são considerados futuros, e assim, por essas teorias, a fé de alguns é solapada.” Mensagens Escolhidas, vol. II, pág. 102. Os Adventistas do Sétimo Dia reconhecem que estamos vivendo “no tempo do fim”, a era final da experiência humana. Em harmonia com o método historicista, nós, juntamente com Ellen White, traçamos a revelação dos documentos proféticos de Daniel e Apocalipse. As profecias que se cumpriram no passado nos dão a plena certeza de que Deus irá fazer cumprir as poucas partes que ainda permanecem, e que se referem primordialmente ao conflito final entre o Céu e os poderes das trevas, em torno do selo de Deus e do sinal da besta. Que zelo errôneo nos constrangeria agora a alterar nosso método de interpretação profética? Qual a natureza do impulso que leva alguns dentre nós a especular como certas profecias devem se cumprir novamente, considerando esse “segundo” cumprimento mais importante que o “primeiro”, pessoas essas que prosseguem em tal despropósito? Cremos que tal especulação é enganosa, e se continuar, irá finalmente deixar “o povo de Deus ao sabor das ondas sem uma âncora que os segure.” Ibidem, pág. 104. À luz desta pesquisa podemos ter certeza de que, se a irmã White estivesse viva hoje, ela deploraria as correntes de interpretação que estão pressionando a Igreja, como resultado de se levantar o conceito do duplo cumprimento. Acrescentando, podemos estar certos de que ela pediria que seus escritos não fossem usados para apoiar tal erro. Provavelmente ela acrescentaria: “Se vocês desejam saber o que o Senhor me revelou sobre a profecia Bíblica, não tentem deduzir princípios isolados de um parágrafo aqui, de uma linha acolá. Ao invés disso, leiam minha obra, O Grande Conflito, onde são consideradas as partes principais de Daniel e Apocalipse. Essa é a verdade profética para nosso tempo.”]]>
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<![CDATA[A igreja está fechada, e agora?]]> https://tempoprofetico.com.br/a-igreja-esta-fechada-e-agora/ Sat, 28 Mar 2020 04:31:04 +0000 https://licao7.com.br/?p=429 Diante da epidemia fatal que se alastra por praticamente todos os países do globo, as autoridades têm ordenado o fechamento de templos religiosos e de todos os demais locais onde acontece ajuntamento de pessoas. Da noite para o dia, aquilo que só acontecia em nações onde há intolerância religiosa extrema torna-se realidade em todo o planeta. Mesmo nas democracias mais abertas, a liberdade de ir e vir e a liberdade de reunião é restringida como medida de proteção à vida de todos. As igrejas não devem abrir suas portas para a realização de cultos públicos porque qualquer aglomeração de pessoas eleva terrivelmente o risco de contaminação com um vírus novo para o qual ninguém está imunizado nem há remédio eficaz. Diante desse cenário sem precedentes, que muitos crentes aguardavam apenas para o período da grande tribulação, as perguntas que não querem calar são: O cristianismo sobreviverá sem as igrejas? Os crentes podem manter-se fiéis sem a comunhão com os irmãos? Como acontecerá a evangelização? Como deveremos cumprir a administração das ordenanças bíblicas de agora em diante? A resposta à primeira pergunta é sim, o cristianismo pode sobreviver sem templos. Aliás, durante seus primeiros séculos, os cristãos não tiveram locais de culto público. Durante as perseguições que a igreja enfrentou ao longo da história, cristãos fiéis à Bíblia congregavam escondidos em catacumbas, cavernas e casas. Mesmos sem poder adorar com as portas abertas e sem formar grandes congregações, os cristãos sobreviveram, cresceram e prosperaram. Apesar de não poderem congregar, os crentes não viverão de maneira alguma sem a comunhão dos irmãos. A fé cristã é uma fé comunitária. O crente adora e serve a Deus junto com seus irmãos e irmãs de fé. Diante do novo cenário, a comunhão assume outras formas. É preciso novamente lembrar a história de fiéis que se refugiaram em desertos ou passaram anos na prisão, como John  Bunyan, autor de O peregrino, que ficou doze anos na prisão de Bedford, na Inglaterra, condenado por pregar em praça pública; ou Martinho Lutero, isolado nove meses no castelo de Wartburg, tempo em que traduziu para o alemão o Novo Testamento. Sem a possibilidade de contato físico regular com a congregação, a chama do altar da família reacende, os cultos domésticos são reavivados, a oração intercessora se intensifica, especialmente pelos enfermos. As visitas aos enfermos serão feitas pelos anjos do céu em resposta às orações de seus irmãos. O novo cenário de caos e pânico pode tornar bastante promissora a aceitação do evangelho. Amedrontadas e desorientadas, as pessoas precisam mais do que nunca da esperança que só Jesus Cristo pode oferecer. Mas, como crerão, se não há quem pregue? Em sua providência misericordiosa, a poderosa mão de Deus refreou essa pandemia até um momento em que a tecnologia permitisse muitas oportunidades de comunicação rápida, fácil e barata. Pelos meios digitais, a mensagem de Jesus pode chegar a mais pessoas, que, na ausência de muitas de suas distrações mundanas, e carentes de consolo e orientação, poderão ser tocadas pelas boas-novas de salvação em Cristo. Além disso, muitos lares receberam livros e revistas cristãos que ainda não foram lidos, mas que agora poderão ser abertos e apresentarão o amor de Deus aos seus leitores. Finalmente, isolados em suas casas, é o momento de cada cristão intensificar seus esforços para alcançar para Cristo aqueles que estão perto de si, mas longes de Deus. Há um campo missionário imenso nos lares divididos, em que não é toda a família que serve a Deus. Outro desafio da igreja de portas fechadas será a administração das ordenanças bíblicas. O batismo, a Santa Ceia, a unção dos enfermos, a dedicação de crianças ao Senhor e a celebração do matrimônio não poderão acontecer na mesma frequência de antes. Mesmo cultos fúnebres podem ser inviáveis em algumas circunstâncias. Algumas atividades, como o ensino, a pregação e a doação de dízimos e ofertas continuarão por meio da moderna tecnologia. Mas os ritos da igreja só serão possíveis em situações muito restritas. Mesmo assim, cada cristão deve se alimentar todos os dias da Palavra de Deus e ser batizado diariamente com o Espírito Santo. Deve-se interceder para que os enfermos sejam ungidos pelo Espírito que opera cura e milagres. As cerimônias da igreja são uma demonstração pública da fé particular. O ritual não é a fé, apenas a demonstra. Sendo raras, as ordenanças do evangelho tornam-se ainda mais preciosas e significativas. A igreja é mais do que os templos. Cada fiel pode conectar-se diretamente com Deus sem a intermediação de pessoas ou a visita a locais sagrados. Pela graça de Deus, os cristãos poderão aproveitar as restrições para reunir-se, devido à pandemia, como uma oportunidade para se fortalecer pelo culto doméstico, aumentar a intercessão pelos perdidos, evangelizar seus familiares ainda não convertidos e preparar-se espiritualmente para outras provas que virão no futuro. Esse é o momento de fazer de cada lar uma igreja. É a ocasião para cada um buscar o fortalecimento espiritual individual e familiar. É a hora de ver o milagre de as dificuldades se transformarem em bênçãos. Após a crise, passada a pandemia, quando os cultos públicos forem retomados sem representar perigo para os adoradores, cada cristão poderá reconhecer mais do que nunca o privilégio que é se reunir com irmãos de fé na casa de Deus. Mais importante ainda se tornará o apelo do autor de Hebreus: “Não deixemos de congregar, como é costume de alguns. Pelo contrário, façamos admoestações, ainda mais agora que vocês veem que o Dia se aproxima” (Hebreus 10:25). A crise causada pela epidemia é um sinal e um tempo oportuno para, mais do que antes, a igreja se preparar para o breve dia do regresso de Jesus Cristo, quando todos os crentes de todo o mundo e de todas as épocas poderão congregar em uma só multidão para adorar o Rei em sua majestade, livres de quaisquer males e enfermidades que assolam este mundo de pecado. FERNANDO DIAS, pastor e mestrando em Teologia, é editor associado de livros na Casa Publicadora Brasileira]]> 429 0 0 0 <![CDATA[A profecia dos 1.260 anos]]> https://tempoprofetico.com.br/a-profecia-dos-1-260-anos/ Sat, 28 Mar 2020 04:33:25 +0000 https://licao7.com.br/?p=432

O período profético de “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (Dn 7:25) tem sido compreendido historicamente pelos adventistas como um período de 1.260 anos que ocorreu durante a Idade Média. Antes da Revolução Francesa, os pensadores cristãos expressaram uma série de pontos de vista de quando foi o início e o fim desse período. Mas, com a ascensão de Napoleão e o exílio e cativeiro do papa pelo general francês Berthier, houve um momento raro de uma quase unanimidade profética entre os expositores protestantes, que declararam que esse período terminou em 1798 d.C. Depois disso, era uma questão de voltar na linha do tempo para descobrir o ponto de início, que seria 538 d.C. (Ernest R. Sandeen, The Roots of Fundamentalism, 1978).

No entanto, com a diminuição do choque e da clareza dos eventos da década de 1790, alguns estudiosos não conseguiam ver um evento decisivo em 538 d.C. que correspondesse à clareza do exílio e morte do papa na prisão. Alguns concluíram que o início foi marcado quando o terceiro chifre de Daniel 7 foi arrancado, fato ocorrido quando Belisário, general de Justiniano, venceu os ostrogodos, em 538.

O problema era que essa “derrota” aparentava um pouco anticlimática, pois envolvia a quebra do cerco ostrogodo a Roma, por Belisário. O evento foi apenas uma etapa de um conflito em curso que continuou por pelo menos duas décadas. Na década de 540, os ostrogodos reconquistaram Roma e foi necessário expulsá-los outra vez. Os ostrogodos só foram completamente vencidos em 553 d.C. Então, o que tornou a batalha de 538 profeticamente tão mais importante e decisiva que as vitórias similares na década de 540 e a batalha final de 553?

A falta de uma resposta clara fez com que alguns argumentassem que o ano 538 não tinha significado inerente, e que ele foi escolhido simplesmente devido à relação conveniente com o fim decisivo em 1798. Isso levou alguns estudiosos, inclusive adventistas, a deixar de ver a profecia dos 1.260 anos como tendo uma aplicação histórica literal, passando a enxergá-la como um número simbólico. Essa abordagem também ganhou terreno em relação a alguns outros períodos de tempo proféticos, como os encontrados na quinta e sexta trombetas de Apocalipse 9.

Neste artigo, argumento que, em vez de considerar os eventos militares, devemos considerar a criação e dissolução das estruturas legais. Creio que essa abordagem jurídica ofereça uma base mais segura para o assunto, e talvez para outros períodos de tempo proféticos.

ABORDAGEM TRADICIONAL

Os pioneiros do adventismo adotaram a profecia como parte da herança historicista. A maioria dos expositores proféticos relacionou o tempo do início dos 1.260 anos com vitórias militares de Roma, até que os três chifres de Daniel 7:8, 20 e 24 foram finalmente arrancados pelo chifre pequeno. Isso é demonstrado em vários trabalhos escritos, a exemplo da obra intitulada Daniel and the Revelation (Daniel e o Apocalipse), de Uriah Smith, e o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia sobre o livro de Daniel.

Os escritos de Ellen G. White são uma exceção. No livro O Grande Conflito, ela escreveu: “No século VI o papado se tornou firmemente estabelecido. Fixou-se a sede de seu poderio na cidade imperial e declarou-se ser o bispo de Roma a cabeça de toda a igreja. O paganismo cedera lugar ao papado. O dragão dera à besta ‘o seu poder, e o seu trono, e grande poderio’ (Ap 13:2). E começaram então os 1.260 anos da opressão papal preditos nas profecias de Daniel e Apocalipse (Dn 7:25; Ap 13:5-7). Aqui, Ellen White se concentrou no momento do empoderamento da autoridade legal.

No entanto, alguns estudiosos adventistas começam a pensar nos 1.260 anos em termos de períodos de tempo gerais ou até simbólicos, não estando preocupados excessivamente com o início específico do tempo do fim. Essa mudança pende para uma posição simbólica ou idealística em relação aos períodos de tempo do Apocalipse, começando a desconectar o Apocalipse da história atual. Esse método seria muito diferente da abordagem sobre as profecias de Daniel e Apocalipse expressa pelos nossos pioneiros, ou apresentada no livro O Grande Conflito.

OUTRA INTERPRETAÇÃO

Um estudo cuidadoso de Daniel 7:24-26 e algumas passagens proféticas relacionadas revelam que os eventos decisivos dos momentos finais dos 1.260 anos devem ser compreendidos primordialmente por eventos legais, não militares. Uma vez que esse quadro legal seja compreendido e reconhecido o seu devido peso, torna-se mais claro como o evento de 538 está relacionado ao evento de 1798. Em síntese, o Código Justiniano, concluído em 534, “promulgou como lei o cristianismo ortodoxo”, colocando o papa como cabeça formal da cristandade; ordenou que todos os grupos cristãos se submetessem à sua autoridade e deu a ele o poder civil de sentenciar à morte os hereges (Will Durant, The Age of Faith, p. 112).

No entanto, esse código não foi legalmente promulgado, nem sancionado até o fim do cerco a Roma, em 538. Belisário, o general de Justiniano, tinha entrado na cidade sem oposição, no fim do ano 536, mas pouco depois os ostrogodos voltaram e sitiaram Roma. Aproximadamente um ano depois, o cerco foi quebrado e Belisário assumiu o controle de Roma e de seus arredores. Só então o código que atribuía poderes ao papado pôde ser realmente executado por Belisário, além das fronteiras de Roma. A Guerra Gótica continuou até 553, quando, finalmente, os ostrogodos foram expulsos.

Porém, essas batalhas e cercos posteriores não anularam o sistema do poder papal que havia entrado em vigor em 538. Mesmo quando Roma caiu outra vez no poder dos godos, estes não controlaram o papado, que na época já estava atuando fora de Roma. Em sua tese doutoral, o teólogo Jean Zukowski afirmou que, “depois de 538, o papado nunca mais foi submetido ao controle dos reis ostrogodos” (p. 160). Estabelecido como cabeça da cristandade pelo Código Justiniano, o sistema papal passou a ter o controle sobre a vida e a morte dos hereges. Esse decreto permaneceu em vigor no Ocidente por mais de mil anos, dando grande impulso nas revoluções dos séculos 11 e 12. Ele formou a base legal de muitos estados modernos. Sua influência se estendeu até as revoluções dos séculos 18 e 19, quando o código e seu caráter religioso foram explicitamente rejeitados.

Essas revoluções seculares começaram com a Revolução Francesa, que levou à captura e ao exílio do papa Pio VI pelo general Berthier, em 1798. Nesse caso, a substituição do Código Justiniano, de cunho religioso, pelo Código Napoleônico, de cunho secular, também foi mais importante que o evento político-militar da captura e exílio do papa. Esse código secular foi implementado pelo famoso projeto de lei número 8, de 15 de fevereiro de 1798, no qual o general Berthier declarou Roma como república independente. Consequentemente, foi suprimida qualquer outra autoridade temporal, emanada do antigo governo papal.

Creio que esse foco nos fatos legais, e não nos acontecimentos militares, é justificado e até requerido pelas passagens bíblicas ao redor do período dos 1.260 anos. Embora o fato de os três chifres terem sido arrancados seja realmente importante e ligado ao surgimento do chifre pequeno, o texto bíblico não enfatiza a questão militar como fator decisivo no tempo da profecia dos 1.260 anos. Ao contrário, o verso-chave é Daniel 7:25, onde diz que os santos “lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo”. O momento-chave relacionado ao período de tempo não é algo realizado pelo chifre pequeno para conquistar ou se afirmar; mas o foco está no tempo em que foi “dada” certa autoridade e domínio ao chifre pequeno. Essa profecia seria mais bem cumprida por um ato legal outorgando outra autoridade, que foi exatamente o que o Código Justiniano fez.

Assim, a igreja de Roma recebeu autoridade por uma combinação de eventos legais, eclesiásticos e militares. Os godos permaneceram em Roma e na Itália antes da chegada de Belisário, em 536. O papa Silvério havia sido escolhido pelo rei godo Teodato. Por sua vez, Justiniano escolheu a dedo o diácono romano Vigílio para ser o papa. Em 537, Belisário enviou o papa Silvério para o exílio e colocou Vigílio em seu lugar. O papa Vigílio foi o primeiro com lealdade inquestionável a Justiniano e a seu novo código, que se tornou efetivo pela primeira vez.

Há um paralelo claro e simétrico com o período de 1.260 anos, se considerarmos que ele começa com o exílio do papa e sua substituição por outro escolhido a dedo pelo imperador sob os auspícios de um novo código legal (o Código Justiniano), e termina com o exílio do papa e o código religioso sendo substituído por uma norma secular (o Código Napoleônico).

ENFOQUE LEGAL

A história das relações entre Igreja e Estado é extremamente útil para a compreensão da profecia. A remoção dos três chifres representa um processo histórico durante o período de 470 a 550 d.C. Mas as sanções legais podem oferecer um limite de tempo mais preciso. Por essa razão, creio que a Bíblia, quando lida com períodos históricos na profecia, com frequência focaliza os decretos legais. Visto pelo prisma legal, o evento de 538 então se destaca como um verdadeiro suporte para o evento de 1798.

Considerar uma estrutura legal de interpretação profética não é sugerir que a visão tradicional dos eventos miliares e batalhas sejam irrelevantes, mas que a relevância desses eventos é principalmente a de ajudar a demarcar o início e o fim dos regimes governamentais e legais. Ela oferece uma interpretação da profecia mais unificada, historicamente fundamentada no mundo real. Não seria esse um enfoque apropriado para um Livro e um Deus menos preocupado com a força e coerção, e mais com as demonstrações entre as formas de governo com base nos princípios contrastantes do amor e poder?

NICHOLAS P. MILLER, PhD, é professor de história da igreja no seminário teológico da Universidade Andrews (EUA)

“Este artigo foi publicado originalmente na edição de janeiro de 2019 da Revista Adventista/Adventist World)]]>
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<![CDATA[Segunda vinda de Jesus Cristo e os sinais do tempo do fim]]> https://tempoprofetico.com.br/segunda-vinda-de-jesus-cristo-e-os-sinais-do-tempo-do-fim/ Sat, 28 Mar 2020 04:35:20 +0000 https://licao7.com.br/?p=435

Pela cronologia do arcebispo Ussher, o mundo deveria ter acabado dia 23 de outubro de 1996. Isto não é uma piada. Há milhares de pessoas que creem que o mundo foi criado no dia 23 de outubro de 4004 a.C., às 17 horas, horário de Greenwich, e que sua duração deveria ser de 6.000 anos, terminando em 23 de outubro de 1996. Após esses seis dias de mil anos, o sétimo seria um milênio de descanso. Os cálculos do arcebispo irlandês (que viveu entre 1581 e 1656) falharam porque o fim do mundo ou, no caso, a volta de Jesus, não se resume a uma questão de matemática. É verdade que assim “como as estrelas no vasto circuito de sua indicada órbita, os desígnios de Deus não conhecem adiantamento ou tardança” (O Desejado de Todas as Naçõesp. 32). Também não há dúvida de que Daniel 9:24 a 27 indicou o tempo exato da primeira vinda de Jesus. Mas a respeito de Sua segunda vinda, afirmou Jesus que “o dia e a hora ninguém sabe” (Mateus 24:36 ). “Se a cronologia não serve para definir quão perto estamos da volta de Cristo, talvez a geografia ajude”, é o que pensam os que tomam Mateus 24:14 ao pé da letra, e ficam somando quantos países possuem presença cristã adventista e quantos são os ainda não alcançados. Ao contrário do grupo anterior, marcado por certo determinismo, os que exageram no argumento demográfico colocam muito peso na capacidade da Igreja para antecipar ou retardar a volta de Jesus. Há ainda os que relacionam o fim com um certo argumento sociológico, ou seja, Cristo está na dependência da união das igrejas, da alteração na constituição americana ou de outros fatos políticos. Em todos os casos, parece muito mais uma ânsia por adivinhar, prever, visualizar os “últimos dias”. Ora, os últimos dias começaram tecnicamente com a primeira vinda de Cristo e incluem toda a era cristã! Na ocasião em que os discípulos insistiram no “quando”, querendo um sinal (Mateus 24 e 25), Jesus lhes deu vários indícios, só que nenhum específico. Além disso, misturou os que se referiam à destruição de Jerusalém com os de Sua segunda vinda, e ainda chamou isso de “princípio das dores”, não de fim. A única vez, em que todo o capítulo 24 de Mateus, que Jesus utilizou a palavra “sinal” foi no verso 30, para Se referir ao próprio fato de Sua volta, e não a uma antecipação. Portanto, para Cristo, o verdadeiro sinal não é um lembrete ou convite para o evento, mas a abertura do próprio evento. O fim se aproxima. Essa é a linguagem da Bíblia (ver 1 Coríntios 7:29; Hebreus 10:25 e 37, 1 Pedro 4:7). “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mateus 24:13). Essa perseverança combina com fé e obediência (Apocalipse 14:12), mas não pode se apoiar em calendários, cálculos, fatos políticos, estimativas de níveis de santificação da igreja, nem nada que represente uma tentativa de “descobrir” aquilo que a soberania divina reservou, tendo em vista seguramente o nosso benefício. O fim se aproxima. “Vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20). O dia e a hora exatos da Sua vinda não foram revelados. Cristo disse aos discípulos que Ele Mesmo não sabia o dia ou a hora do Seu retorno, mas mencionou certos eventos através dos quais poderiam saber quando Sua vinda estaria próxima. “Haverá sinais”, disse Ele, “no Sol, na Lua e nas estrelas” (Lucas 21:25). E explicou com maior clareza ainda: “O Sol escurecerá, a Lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento” (Mateus 24:29). “Sobre a Terra”, disse Jesus, haverá “angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas, haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo” (Lucas 21:25 e 26). “E verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E Ele enviará os Seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mateus 24:30 e 31). O Salvador acrescentou ainda: “Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mateus 24:32 e 33). Cristo descreveu os sinais de Sua vinda. Disse que poderíamos saber quando Seu retorno estivesse às portas. Quando as folhas das árvores brotam na primavera, sabemos que o verão está próximo. Do mesmo modo, ao se cumprirem os sinais no Sol, na Lua e nas estrelas, podemos nos certificar de que a vinda de Cristo se aproxima. Esses sinais já se cumpriram. Em 19 de maio de 1780 o Sol escureceu. Esse dia ficou conhecido na história como “o dia escuro”. Na região Leste dos Estados Unidos, tão densas eram as trevas que as lamparinas foram acesas ao meio-dia e até depois da meia-noite, a Lua embora fosse cheia, negou-se a iluminar. Muitos acreditaram que o dia do juízo havia chegado. Nenhuma razão satisfatória pôde explicar a escuridão sobrenatural, exceto a que foi encontrada nas palavras de Cristo. O escurecimento do Sol e da Lua foi um sinal de Sua vinda. Em 13 de novembro de 1833, ocorreu uma deslumbrante queda de estrelas jamais contemplada pelo homem. Outra vez, as pessoas se convenceram de que era chegado o dia do juízo. Desde então, terremotos, furacões, maremotos, pestes, fomes, destruições por fogo ou por inundações têm-se multiplicado. Além disso, angústia e perplexidade entre as nações apontam para o iminente retorno do Senhor Jesus. Aos que haveriam de contemplar esses sinais, o Salvador disse: “Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça”.]]>
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<![CDATA[Filhos no tempo do fim – parte I]]> https://tempoprofetico.com.br/filhos-no-tempo-do-fim-parte-i/ Sat, 28 Mar 2020 04:40:44 +0000 https://licao7.com.br/?p=438

Ellen White aconselha a evitar a paternidade?

Daniel Oscar Plenc Diretor do Centro White da Argentina Tradução – Cristiane Perassol Sartorti

            Ellen White apoiou amplamente o plano original de Deus em relação ao matrimônio e a paternidade com bênçãos divinas para o homem. Ela comprovou com seu próprio exemplo ao casar-se e ter quatro filhos. Com respeito a oportunidade de ter ou não ter filhos neste tempo, é evidente que não vamos encontrar uma citação direta. A Sra. White não escreveu muito acerca de ter filhos no tempo do fim, apesar de mencionar a atuação dos filhos e jovens ao serem usados por Deus na pregação final do evangelho. “Nas cenas finais da história deste mundo, muitas destas crianças e jovens encherão de admiração o povo pelo seu testemunho em favor da verdade, o qual será dado de modo simples, no entanto com espírito e poder. Foi-lhes ensinado o temor do Senhor, e o coração se lhes abrandou por um estudo da Bíblia cuidadoso e acompanhado de oração. No próximo futuro, muitas crianças serão revestidas do Espírito Santo, e farão na proclamação da verdade ao mundo uma obra que, naquela ocasião, não pode bem ser feita pelos membros mais idosos das igrejas” (Conselhos aos Pais Professores e Estudantes, p. 166).             Ellen G. White também menciona que Deus permitirá que alguns filhos descansem antes dos tempos difíceis e finais. “Frequentemente o Senhor me tem revelado que muitos pequeninos hão de ser levados ao descanso antes do tempo de angústia. Veremos nossos filhos outra vez. Encontrar-nos-emos com eles e os reconheceremos nas cortes celestes. Ponde no Senhor a vossa confiança, e não temais (Carta 196, 1899, Orientação da Criança, p. 566). Ao verificarmos o que Ellen White escreveu sobre matrimônio e família (Lar Adventista), e sobre filhos e paternidade (Orientação da Criança) não vemos nada que possamos supor que o plano do Senhor para os matrimônios é que evitem ter filhos. Presumi-se que esses temas delicados são deixados para consideração da consciência de cada um, a busca por uma resposta concreta em oração e reflexão. Também é fato que Ellen White notava de maneira muito conveniente que alguns matrimônios que ela conhecia optaram por ter filhos. As seguintes declarações ilustram essa questão: “Foi-me mostrado que o irmão e a irmã E estão em perigo de centralizarem demais seus pensamentos em si mesmos; a irmã E está particularmente em falta nessa questão. Ela possui quase um amor supremo por si mesma…” “O egoísmo, que se manifesta de variadas formas, segundo as circunstâncias e a constituição peculiar dos indivíduos, deve morrer. Se tivessem filhos, e seu pensamento fosse compelido a desviar-se de si mesmo para o cuidado deles, para instruí-los e ser-lhes um exemplo, ter-lhes-ia sido isso uma vantagem. Você tem exigido em seu lar atenção e paciência que deveriam ser exercidas no trato com as crianças. Tem exigido e conseguido tal atenção. Contudo, não pensou em qualquer parte de seus deveres de cuidar dos outros nem procurar ser-lhes útil”. A irmã é voluntariosa e muito pronta em levar avante os próprios planos. Quando tudo vai bem em sua vida, você manifesta os frutos que esperamos ver num cristão, mas, quando seus passos são impedidos, o resultado é contrário. Como uma criança mimada que merece castigo, você tem períodos de perversa obstinação. Quando duas pessoas formam uma família, como no seu caso, e não há filhos para exercitar a paciência, a tolerância e o verdadeiro amor, há necessidade de constante vigilância a fim de que o egoísmo não domine, para que você não se torne o centro, e exija cuidado e interesse que não se sente na obrigação de conceder a outros. “O cuidado de crianças em uma família exige bastante tempo no lar, com as atenções comuns da vida doméstica, dando oportunidade para o cultivo da mente e do coração” (Testemunhos para a Igreja, Vol. 2, p. 230-231). “Daquilo que me foi mostrado, os adventistas guardadores do sábado têm um fraco sendo do imenso lugar que o mundo e o egoísmo ocupam em seu coração. Se têm desejo de fazer o bem o glorificar a Deus, há muitos modos de fazê-lo. Mas vocês não sentiram que esse é o resultado da verdadeira religião. Esse é o fruto que cada árvore boa produzirá. Não perceberam que lhes é requerido interessar-se pelos outros, considerar os casos deles como se fossem seus, e manifestar interesse altruísta por aqueles que estão em maior necessidade de ajuda. Vocês não têm  se achegado aos mais necessitados. Se tivessem filhos próprios para exercitarem cuidado, afeição e amor, não estariam tão encerrados em si mesmos com seus interesses pessoais. Se os que não têm filhos e a quem Deus fez mordomos de recursos, abrissem o coração para amparar crianças que necessitam de amor, cuidado e afeição e de serem ajudadas com os bens deste mundo, poderiam ser muito mais felizes do que são hoje” (Testemunhos para a Igreja, Vol. 2, p. 328-329).]]>
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<![CDATA[O monstro que surge do mar]]> https://tempoprofetico.com.br/o-monstro-que-surge-do-mar/ Sat, 28 Mar 2020 04:56:24 +0000 https://licao7.com.br/?p=441 Pesquisa explora a relação dos símbolos de Daniel 7 com a Bíblia Hebraica, a literatura e a iconografia do Antigo Oriente Médio Defendida em maio de 2019, esta dissertação foi apresentada no Programa de Pós-Graduação em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaica da USP (Universidade de São Paulo. Na pesquisa, o pastor, jornalista e coordenador da editoria de livros da Casa Publicadora Brasileira explora a relação dos símbolos de Daniel 7 com a Bíblia Hebraica, a literatura e a iconografia do Antigo Oriente Médio. Além de investigar fontes escritas em oito línguas e analisar 90 figuras antigas, Diogo Cavalcanti empreendeu uma jornada desafiadora ao abordar um texto apocalíptico que é objeto de debates intensos. Seguindo uma linha tênue que evita discussões infrutíferas da crítica histórica, a obra se concentrou em lançar luz sobre as relações intertextuais e o diálogo entre os três polos: Daniel, a Bíblia Hebraica e a cultura do Antigo Oriente Médio. Os resultados revelaram um diálogo maior do que muitos talvez supunham encontrar. 1 Resumo do trabalho O capítulo 7 de Daniel desenha uma das cenas mais impressionantes da Bíblia. Numa reminiscência do Gênesis, ventos agitam o mar. Algo está para emergir do caos aquoso, tão temido na mentalidade antiga. A cena também estabelece paralelos com os mitos canaanitas e mesopotâmicos das origens, em que criaturas fantásticas surgem do mar, mas em Daniel 7 não há um conflito direto com as criaturas. Independente dos mitos, embora dialogue com eles, a visão ecoa o Gênesis. O quadro todo se apresenta como o preâmbulo de uma nova criação. Do mar primevo surgiu a terra e o mundo ordenado, com os animais criados “segundo a sua espécie” (Gn 1:24, 25). Contudo, no anti-Gênesis de Daniel 7, do mar surgem quatro feras híbridas, impuras, com partes combinadas de animais diferentes – uma mistura transgressora de seres não marinhos que emergem das águas, violando as categorias estabelecidas no princípio pelo Criador. Desproporcionais, anômalas e vorazes, constituem verdadeiros monstros. O corpo transgressor dos animais traduz de maneira gráfica seu antagonismo a Yahweh; contudo, paradoxalmente, as feras se encontram sujeitas a Ele. Sendo combinações dos maiores predadores da terra e do ar conhecidos do mundo antigo, eles contrastam claramente com as figuras antropomórficas (com aparência humana) que surgem na sequência da visão. Se a primeira fera é “como leão” (kearyeh, v. 4), a figura que aparece nas nuvens do céu é “como Filho do Homem” (kebar ’enash, v. 13). Assim, nota-se nesse confronto do simbolismo do humano contraposto ao animal a representação de um conflito político, religioso e cósmico entre os impérios humanos e o reino divino. O Ancião de Dias e o Filho do Homem Se apresentam em forma humana, identificando-Se com os “santos do Altíssimo”, julgando sua causa e derrotando as feras, que representam os impérios opressores, a começar por Babilônia. A cena dos animais também lembra Ezequiel 1. Resguardadas as diferenças, assim como as quatro chayyot (“feras” ou “seres viventes” em hebraico) compostas (homem, leão, boi e águia) cercam o trono divino, as quatro chewata (“feras” em aramaico) de Daniel 7 também estão de certa forma próximas ao trono divino que as julga logo adiante. Contudo, diferentemente dos seres de Ezequiel 1, as feras não estão ali para servir, mas para transgredir e oprimir. As caraterísticas híbridas das feras denotam uma sobreposição de qualidades. Um leão alado, por exemplo, une a força do rei dos animais à agilidade da águia, a rainha dos ares, o que denota um poder formidável, envolvendo noções de domínio, velocidade e força. As asas eram vistas no mundo antigo como um meio de acesso ao domínio dos deuses. Para além da noção de agilidade, denotam pretensões de divinização. As feras híbridas, portanto, refletem a opressão dos impérios, que pretendiam agir violentamente como autoridades divinas na Terra. Paradoxalmente, as feras monstruosas estão subjugadas. O domínio lhes é dado; não é tomado à força por elas. São-lhes ditas palavras de ordem, as quais revelam que seu poder, apesar de assustador e humanamente insuperável, subsiste em regime de concessão temporária. A sujeição do leão, cujas asas são cortadas, ilustra o desamparo dessa fera que ganha um coração humano, em um processo incapacitante. Isso é exatamente o inverso do que ocorre em Daniel 4, quando o rei humano recebe um coração de fera. 2 Pergunta respondida A questão principal que norteou a pesquisa se desdobrou em duas: Existe alguma relação entre o simbolismo animal de Daniel 7 e a representação do leão e de outros símbolos relacionados nos textos e peças artísticas do mundo antigo? Quais seriam as conexões bíblicas entre os símbolos encontrados na visão? 3 Conclusão do autor Em Daniel 7, o monarca divino subjuga o leão, assim como os monarcas assírios, egípcios e de diversas nações subjugavam o leão na Antiguidade, conforme atestam inúmeros textos e peças artísticas. A exploração ambivalente da imagem do leão, ora retratado como o inimigo do rei, ora como o próprio rei, servia a propósitos propagandísticos de exaltação da figura real, de sua legitimação como líder capaz, como exaltação de seus atributos heroicos enquanto protetor da nação. Paradoxalmente, a pesquisa demonstra que, nas Escrituras hebraicas, refletindo a teocracia israelita, a figura do leão não é associada positivamente a reis humanos, e sim a Yahweh. Esse conceito da realeza divina e de que ela subjuga o leão pode ser notado em Daniel 7. Nesse capítulo, a sujeição do monstro leonino funciona como um modelo para as demais feras, as quais também terão a sua vez. As ações divinas ao longo da visão de Daniel 7 dialogam com o restante do livro para ressaltar a soberania e supremacia final de Yahweh. 4 Contribuição da pesquisa A pesquisa é uma nova referência para os estudos acadêmicos de Daniel em língua portuguesa. Ela serve a pesquisadores de estudos judaicos, linguistas, interessados em apocalipticismo, estudiosos do hebraico e do aramaico, teólogos e arqueólogos. Curiosos e outros interessados também se sentirão à vontade para ler O Monstro Leonino que Surge do Mar, pois o texto flui numa dinâmica atrativa, proporcionando uma leitura mais agradável. 5 Apêndice
Relevo assírio de alabastro, de 2,4 m de largura, encontrado em Khorsabad, Iraque, do tempo de Sargão II (721-705 AEC) e guardado atualmente pelo Museu do Louvre. Esse quadro reflete a ideia do mar na mentalidade do mundo antigo. Imaginavam-se as ondas inconstantes do mar (as linhas onduladas do desenho) como o reino da incerteza e do medo. Em meio às águas desconhecidas, cria-se, que habitavam seres alados fantásticos, junto aos animais comuns. Na poesia bíblica, enfrentar as águas, ou o abismo, significava desafiar a morte (Jó 28:22; Sl 42:7)
Ninurta versus anzû; painel de gesso; 2,4 m x 3,62 m; Assurnarsipal II; 865-860. Desenhado por L. Gruner. Objeto em exposição no Museu Britânico. Em inúmeras representações artísticas, animais ferozes, em especial o leão, são retratados sob o domínio e o controle dos monarcas, transmitindo imagens de poder
Rei ou herói segurando um leão; relevo; 5,52 m x 2,18 m x 0,63 m; palácio de Dur-Sharrukin (Khorsabad); Sargão II; 713-706. Foto: Diogo Cavalcanti / Museu do Louvre

FICHA TÉCNICA

 Título: O Monstro Leonino que Surge do Mar: Um estudo de Daniel 7:1-4 à luz de sua relação intertextual com a Bíblia Hebraica e a literatura e iconografia do antigo Oriente MédioN° de páginas: 253 Orientador: Dr. Gabriel Steinberg Schvartzman Ano: 2019 Universidade: USP Linha de pesquisa: Estudos Judaicos Link para a dissertação: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8158/tde-31072019-125515/pt-br.php
DIOGO CAVALCANTI, pastor e jornalista, coordena a editoria de livros da CPB]]>
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<![CDATA[O quarto reino]]> https://tempoprofetico.com.br/o-quarto-reino/ Sat, 28 Mar 2020 04:58:09 +0000 https://licao7.com.br/?p=445

Algumas pessoas no meio adventista têm defendido a posição de que a única ou principal maneira de identificar os poderes correspondentes aos símbolos das profecias de Daniel, especialmente a do capítulo 7, é por meio das citações encontradas nos livros de Ellen White. Elas alegam que não é possível entender as visões de Daniel somente pela Bíblia. Entre esse grupo estão os que usam tal pretexto para confirmar o dom profético de Ellen White. Essa interpretação resulta da compreensão equivocada das profecias, da história da igreja e da função da manifestação profética moderna.

Neste artigo, procuramos analisar e fundamentar três conceitos. Primeiro, que a identificação dos poderes simbolizados pelos animais de Daniel 7, especialmente o quarto animal, pode ser feita considerando somente as informações bíblicas, sem a necessidade de se fundamentar nos comentários de Ellen White. Segundo, que os pioneiros adventistas chegaram à mesma conclusão somente por meio do estudo da Bíblia. Terceiro, que a própria Ellen White não se via como intérprete final da Bíblia.

O QUARTO ANIMAL DE DANIEL 7

Daniel 7 apresenta uma sequência de cinco reinos, sendo o último o reino de Deus. O capítulo se divide em duas seções, uma é a visão (Dn 7:1-14) e, a outra, sua interpretação (Dn 7:17-27). Os quatro animais que aparecem na visão representam quatro reinos que se levantaram da Terra (Dn 7:17, 23).

Uma leitura detalhada do livro mostra a similaridade entre as visões e sonhos descritos nele. Informações sobre esses reinos aparecem em quatro capítulos de Daniel (Dn 2, 7, 8 e 11). Eles descrevem a ascensão e queda sucessivas desses reinos que culmina com a manifestação e o estabelecimento do reino de Deus. A repetição do reino de Deus em cada capítulo sugere que os outros reinos mencionados também são recorrentes, de modo que cada bloco se apresenta como uma repetição acrescida de novos detalhes e ênfases em relação ao bloco anterior. Assim, tem sido praticamente unânime a posição de que Daniel 7 corresponde simetricamente ao capítulo 2, acrescido de novas informações.

Indispensável para a identificação do quarto reino de Daniel 7 é reconhecer sua correlação com o restante do livro. O único reino expressamente declarado aqui é o reino de Deus. No entanto, a repetição desses reinos ampliada em seus detalhes, que aparece nos outros capítulos de Daniel, ajuda a identificá-los. Por exemplo, em Daniel 2:37 e 38, o reino de Babilônia é descrito como sendo o primeiro numa sequência de cinco reinos. Daniel 5:28 e 31 revela que o reino que sucederia o babilônico seria o da Medo-Pérsia. Daniel 8:20 e 21 informa que a Medo-Pérsia seria derrotada pela Grécia. O reino grego, por sua vez, seria substituído por um rei (reino) “de feroz catadura”, o qual será destruído “sem esforço de mãos humanas” (Dn 8:23, 25, ARA). Essa frase ecoa o evento catastrófico provocado pela vitória e pelo estabelecimento do reino de Deus, a rocha de Daniel 2:34 e 45. Ao longo do livro, o quarto reino, diferentemente dos outros, não é nomeado. O quarto animal é a representação de um governo humano que, tão logo substituísse o terceiro reino, permaneceria até que o reino de Deus o destruísse.

Considerando as informações do contexto: (1) o quarto reino de Daniel 7 viria após o reino da Grécia (168 a.C.) e seria mais forte do que ele; (2) sofreria uma divisão (simbolizada pelos dez chifres/reinos de Dn 7:24); (3) subsistiria como um poder religioso, representado pelo chifre pequeno, que perseguiria os santos do Altíssimo por um período de tempo; (4) modificaria os Dez Mandamentos; e (5) seria destruído na manifestação do reino de Deus (Dn 7:20-22, 25, 26). Quanto à expressão “cuidará em mudar os tempos e a lei”, é importante destacar que o termo aramaico dat, traduzido por “lei” em Daniel 7:25, aparece uma única vez no Pentateuco, em Deuteronômio 33:2. Sua ligação com essa passagem mostra que a mudança não se refere à lei (torah) como um todo, mas aos Dez Mandamentos. Já o termo “tempos”, do aramaico, zemnin, que também seria mudado, refere-se a um tempo estabelecido, fixado, que se repete. O resultado inevitável dessa mudança foi a alteração do sábado semanal, período de tempo fixado, estabelecido, que se “repete” nos Dez Mandamentos.

Podemos concluir pelas evidências textuais que nenhum reino, nas profecias de Daniel, preenche tão adequadamente essas descrições quanto o Império Romano. Ele se estabeleceu logo após a queda do reino da Grécia. Primeiramente em sua fase imperial e, depois, como poder religioso opressivo por meio da Igreja Romana. Ele exercerá influência e domínio global até a manifestação do reino de Deus, por ocasião da segunda vinda de Cristo.

A INTERPRETAÇÃO DOS PIONEIROS

Nesta seção, destacamos três pioneiros do movimento adventista e como eles apresentaram a profecia de Daniel 7 em suas obras publicadas. Começamos com Guilherme Miller. Em 1836, cerca de oito anos antes de Ellen White receber seu chamado para ser a mensageira do Senhor, Miller publicou o livro Evidence from Scripture and History of the Second Coming of Christ, About the Year 1843. Fruto dos anos de estudo pessoal da Bíblia, esse livro foi uma exposição de suas conclusões quanto às profecias de Daniel e como elas apontavam para o iminente retorno de Cristo.

No terceiro capítulo, Miller apresentou a maneira como interpretava a profecia das 2.300 tardes e manhãs de Daniel 8:14. Antes de chegar a essa explicação, ele comparou as grandes profecias de Daniel 2, 7 e 8, e como isso pôde ajudá-lo a interpretar cada uma delas. Seu entendimento quanto a Daniel 7:19 e 20 foi: “Nesses versos aprendemos que o quarto animal seria diverso [i.e., diferente] dos outros. Isso foi verdade com Roma.” Em seguida, avançando para o significado do chifre pequeno, ele declarou: “Essa descrição não pode se aplicar a qualquer outro poder a não ser à Igreja de Roma” (William Miller, Evidence From Scripture an History of the Second Coming of Christ, About the Year 1843 [Brandon, VT: Vermont Telegraph, 1833], p. 42).

Em 1855, Tiago White publicou o livro The Four Universal Monarchies of the Prophecy of Daniel, and God’s Everlasting KingdomO pequeno volume de 48 páginas, dividido em três seções, é uma exposição dos capítulos 2, 7, 8 e 9 de Daniel. Quanto à identificação do quarto animal, ele escreveu: “Não há senão pouca disputa sobre o que é simbolizado pelo quarto reino. Nenhum reino que já existiu sobre a Terra corresponderá a ele, exceto o reino [império] romano” (Uriah Smith, Considerações sobre Daniel e Apocalipse, 2ª ed. [Engenheiro Coelho: SP, Centro White Press, 2014], p. 68, 69). Mais adiante, identificando o poder retratado pelo chifre pequeno por meio das características descritas no texto bíblico, ele afirmou: “Deve ser admitido que tal poder se levantou e que ele é o Papado(James White, The Four Universal Monarchies of the Prophecy of Daniel, and God’s Everlasting Kingdom [Rochester, NY: Advent Review], p. 29). No artigo publicado na Review and Herald, em 17 de fevereiro de 1874, Tiago White apresentou as mesmas explicações tanto para o quarto animal quanto para o chifre pequeno de Daniel 7: “Essa besta representa o quarto império universal, que é Roma. Ela é a mesma besta simbolizada pela quarta, ou a parte de ferro da grande imagem metálica do capítulo 2 [de Daniel]. Roma corresponde à profecia na diversidade [i.e., diferença] dos outros reinos e na universalidade e tirania de seu governo férreo.”

O comentário de Uriah Smith conhecido como Considerações sobre Daniel e Apocalipse foi por longo tempo aceito como referência para a interpretação profética adventista. Sobre o quarto animal de Daniel 7, Smith escreveu: “Esse animal corresponde, naturalmente, à quarta divisão da grande imagem: as pernas de ferro. […] Com que exatidão Roma correspondeu à parte férrea da imagem! Com que precisão corresponde ao animal que temos diante de nós! Pelo espanto e terror que causou e por sua grande força, Roma correspondeu admiravelmente à descrição profética” (White, The Four Universal Monarchiesp. 30).

Comentando sobre o chifre pequeno de Daniel 7, Smith declarou: “Como esses chifres significam reinos, o chifre pequeno também deve denotar um reino, mas não da mesma natureza dos demais, porque é diferente dos outros que foram reinos políticos. Agora basta averiguarmos se desde 476 d.C. surgiu entre as dez divisões do Império Romano algum reino diferente de todos os demais; e se houve, qual foi? A resposta é: Sim, o reino espiritual do papado. Ele corresponde em todos os pormenores ao símbolo” (Smith, Considerações sobre Daniel e Apocalipse, p. 73).

Poderíamos citar outros pioneiros, como Joseph Bates, John Andrews, Alonzo Jones, Stephen Haskell e William Spicer, que interpretaram Daniel 7 de maneira igual. Contudo, mesmo nessa breve exemplificação, duas coisas ficam claras. Primeiro, em nenhum momento os pioneiros usaram os escritos de Ellen White para identificar os poderes descritos na profecia de Daniel 7, nem em outras profecias bíblicas. Miller não poderia ter chegado às suas conclusões pessoais com o auxílio dos escritos de Ellen White, uma vez que o dom profético foi dado a ela anos depois das descobertas dele. Mesmo Tiago White e Uriah Smith, que conviveram lado a lado com ela, não usaram seus escritos como fonte para a explicação das profecias. Segundo, para chegar às suas conclusões, os pioneiros se fundamentaram no estudo do texto bíblico e da história universal. Olhando para as características bíblicas dos símbolos, eles buscavam no relato dos movimentos históricos os poderes retratados pelas profecias.

ELLEN WHITE E A INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA

A relação entre a autoridade da Bíblia e a autoridade profética de Ellen White tem sido estudada por autores adventistas há muito tempo (Denis Kaiser, “Ellen G. White’s Role in Biblical Interpretation: A Survey of Early Seventh-day Adventist Perceptions”, Reflections 60 [2017], p. 1-6). É importante ressaltar que a autoridade de Ellen White está subordinada à autoridade bíblica. Isso pode ser constatado tanto em suas declarações quanto em estudos sérios feitos por eruditos adventistas.

Por exemplo, nas palavras de Frank Hasel, “Ellen White tratou as Escrituras com respeito e deferência ao longo da vida e valorizava a autoridade da Bíblia acima de qualquer outra, incluindo seu ministério profético” (Frank M. Hasel, “O Uso das Escrituras por Ellen White”, em Quando Deus Fala, eds. Alberto R. Timm e Dwain N. Esmond [Tatuí: SP, Casa Publicadora Brasileira, 2017], p. 351, 352). Ela “não se elevava a uma posição em que, com seus dons proféticos, ela se considerasse como a fonte autorizada para a interpretação das Escrituras. Em vez disso, ela afirmava, vez após outra, o grande princípio protestante” (Hasel, Quando Deus Falap. 353) Além disso, Ellen White “não assumia o papel de ser a intérprete oficial das Escrituras, mas encorajava os outros a serem estudiosos diligentes das Escrituras por conta própria” (p. 354). Em suas palavras: “O Senhor deseja que estudemos a Bíblia. Ele não deu nenhuma luz adicional para tomar o lugar de Sua Palavra. Esta luz [o dom de profecia] deve conduzir as mentes confusas à Sua Palavra”(Ellen G. White, Mensagens Escolhidas [Tatuí: SP, Casa Publicadora Brasileira, 2014], v. 3, p. 29). Ela também declarou: “Se há um ponto da verdade que não compreendem, com o qual não concordam, investiguem, comparem com outro. Adentrem bem fundo na mina da verdade da Palavra de Deus. Coloquem tanto vocês quanto suas opiniões no altar do Senhor, abandonem as ideias preconcebidas e deixem que o Espírito os dirija em toda a verdade”(Ellen G. White, Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, [Tatuí: SP, Casa Publicadora Brasileira, 2014], p. 476). “A Bíblia é seu próprio expositor. Uma passagem será a chave que esclarecerá outras passagens, e deste modo haverá luz sobre o significado oculto da Palavra. Comparando diversos textos que tratam do mesmo assunto e examinando sua relação em todo o sentido, o verdadeiro significado das Escrituras se torna evidente” (Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã [Tatuí: SP, Casa Publicadora Brasileira, 2016], p. 187).

Se queremos ser fiéis aos conselhos dados por Ellen White, a Bíblia deve ter primazia em nosso relacionamento com Deus. A escritora foi fundamental para o nascimento e desenvolvimento do movimento adventista, mas ela nunca se colocou no lugar das Sagradas Escrituras. Desde suas raízes mileritas, o adventismo nasceu como o movimento do “Livro”, isto é, da Bíblia, e não dos “livros”. Se queremos estar afinados com nossa herança denominacional, se queremos ser “adventistas históricos”, nada melhor do que nos voltarmos para a Bíblia como única fonte de fé e prática. 

CLAVIR VIRMES JUNIOR é professor de Novo Testamento na Faculdade Adventista da Bahia (FADBA); ISAEL COSTA é professor de Antigo Testamento no seminário da mesma instituição (Artigo publicado originalmente na edição de janeiro-fevereiro de 2020 da revista Ministério)  
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<![CDATA[Sábado da Criação]]> https://tempoprofetico.com.br/sabado-da-criacao/ Sat, 28 Mar 2020 05:00:42 +0000 https://licao7.com.br/?p=447

No calendário da igreja mundial, o dia 26 de outubro será o “Sábado da Criação”, data em que os adventistas irão promover ações voltadas para a divulgação do criacionismo. Pensando em ampliar o alcance das ações e motivar o engajamento das congregações locais, a sede da igreja e o Geoscience Research Institute (GRI) repaginaram o site creationsabbath.net. Além da nova identidade visual, a página da internet oferece novas ferramentas e recursos, como vídeos, cartazes e sermões para serem usados na programação. Outra novidade é a possibilidade de os membros registrarem os eventos, postando fotos e informações na plataforma  ]]>
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<![CDATA[O mistério do pecado]]> https://tempoprofetico.com.br/o-misterio-do-pecado/ Sat, 28 Mar 2020 05:07:52 +0000 https://licao7.com.br/?p=450

Oculto na coluna de nuvens, Cristo deu direções acerca desse amor. Estabeleceu distinta e claramente os princípios do Céu como regras que Seu povo escolhido devia observar em seu trato uns com os outros. Esses princípios viveu Cristo em Sua vida na humanidade. Apresentou em Seus ensinos os motivos que devem governar a vida de Seus seguidores. Os que partilham do amor de Deus mediante a recepção da verdade, darão testemunho disso fazendo diligentes e abnegados esforços para levar a outros a mensagem do amor de Deus. Tornam-se assim colaboradores de Cristo. O amor a Deus e uns aos outros, une-os com Cristo por cadeias de ouro. Sua vida está ligada com a dEle em santa e elevada união. … Esta união faz com que fluam continuamente abundantes correntes do amor de Cristo aos corações, daí fluindo em amor aos outros. As qualidades essenciais a todos a fim de conhecerem a Deus, são as que assinalam a inteireza do caráter de Cristo — Seu amor, Sua paciência, abnegação. Esses atributos são cultivados pela prática de atos de bondade com benigno coração. Ellen G. White, Para Conhecê-lo.]]>
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<![CDATA[Triste dia para o universo]]> https://tempoprofetico.com.br/triste-dia-para-o-universo/ Sat, 28 Mar 2020 05:09:46 +0000 https://licao7.com.br/?p=453

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Romanos 5:12. Sendo nossos primeiros pais colocados no belo jardim do Éden, foram provados quanto a sua lealdade para com Deus. Eram livres para escolher o serviço de Deus, ou, pela desobediência, aliarem-se ao inimigo de Deus e do homem. … Caso eles desconsiderassem os mandamentos de Deus, e dessem ouvidos à voz de Satanás ao falar ele por meio da serpente, não somente perderiam seu direito ao Éden, mas à própria vida. A primeira grande lição moral dada a Adão foi a da renúncia. Foram-lhe postas nas mãos as rédeas do domínio de si mesmo. Discernimento, razão e consciência deviam exercer o controle. Foi permitido a Adão e Eva partilharem de toda árvore do jardim, exceto de uma. Uma única proibição. A árvore proibida era tão atraente e bela como qualquer outra das árvores do jardim. Foi chamada a árvore da ciência, porque participando daquela árvore de que Deus dissera: “Dela não comerás” (Gênesis 2:17), teriam o conhecimento do pecado, a experiência do desobedecer. Com que intenso interesse observava todo o universo o conflito que decidiria da posição de Adão e Eva! Quão atentos escutavam os anjos as palavras de Satanás, o originador do pecado, enquanto ele… buscava anular a lei de Deus por meio de seu enganoso raciocínio! Quão ansiosos esperavam eles a ver se o santo par seria iludido pelo tentador, e cederia a suas artes! Eles se perguntaram a si mesmos: Vai o santo par transferir sua fé e amor do Pai e do Filho para Satanás? Aceitarão eles suas mentiras como a verdade? Adão e Eva persuadiram-se de que de coisa tão pequenina como comer do fruto proibido, não poderiam resultar tão terríveis conseqüências como Deus havia declarado. Esta pequena coisa, entretanto, era pecado, a transgressão da imutável e santa lei de Deus, e abriu as comportas da morte e indizível miséria veio sobre nosso mundo. … Não consideremos coisa trivial o pecado. Ellen G. White, Para Conhecê-lo, pág. 09.  ]]>
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<![CDATA[Coobreiros na criação]]> https://tempoprofetico.com.br/coobreiros-na-criacao/ Sat, 28 Mar 2020 05:11:16 +0000 https://licao7.com.br/?p=456

Disse Deus: Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança. … Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:26, 27. Depois que a Terra foi criada, com sua vida animal, o Pai e o Filho levaram a cabo Seu propósito, planejado antes da queda de Satanás, de fazer o homem à Sua própria imagem. Eles tinham operado juntos na criação da Terra e de cada ser vivente sobre ela. E agora, disse Deus a Seu Filho: “Façamos o homem à Nossa imagem.” Gênesis 1:26. Adão e Eva saíram das mãos de Seu Criador na perfeição de toda dotação física, mental e espiritual. Deus plantou para eles um jardim e circundou-os de tudo quanto era belo e atrativo aos olhos, e o que era exigido por suas necessidades físicas. O santo par olhava à natureza como um quadro de inexcedível beleza. A Terra marrom achava-se revestida de um tapete de vivo verdor, esmaltado por infinita variedade de flores aptas a se propagarem e se perpetuarem. Arbustos, flores e trepadeiras regalavam os sentidos com sua beleza e fragrância. As muitas variedades de árvores altaneiras achavam-se carregadas de frutos de toda espécie, e de delicioso sabor. Adão e Eva podiam ver a sabedoria de Deus e Sua glória em toda haste de relva, e era todo arbusto e flor. A beleza natural que os rodeava, refletia qual espelho a sabedoria, excelência e amor de seu Pai celeste. E seus hinos de afeição e louvor erguiam-se doce e reverentemente ao Céu, harmonizando-se com os cânticos dos anjos excelsos, e com os felizes passarinhos a gorjearem despreocupados. Não havia doenças, decadência nem morte em parte alguma. Vida, vida em tudo em que pousava o olhar! De vida se achava impregnada a atmosfera. Havia vida em cada folha, em cada flor, em cada árvore. Adão podia refletir que fora criado à imagem de Deus, para ser semelhante a Ele em justiça e santidade. Sua mente era susceptível a contínuo cultivo, expansão, refinamento e nobre elevação; pois Deus era o seu Mestre, e os anjos os seus companheiros. Ellen G. White, Para Conhecê-lo, pág. 08.]]>
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<![CDATA[Transformados na sua imagem]]> https://tempoprofetico.com.br/transformados-na-sua-imagem/ Sat, 28 Mar 2020 05:14:52 +0000 https://licao7.com.br/?p=459

E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. 2 Coríntios 3:18. Pessoas oprimidas, que se debatem com o pecado: Jesus, em Sua humanidade glorificada, ascendeu aos Céus para fazer intercessão por nós. “Porque não temos Sumo Sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça.” Hebreus 4:15-16. Devemos olhar continuamente para Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé, pois ao contemplá-Lo seremos transformados na Sua imagem, e nosso caráter será feito semelhante ao Seu. Devemos regozijar-nos de que todo juízo foi dado ao Filho, pois em Sua humanidade Ele Se tornou familiarizado com todas as dificuldades que afligem a humanidade. Santificar-se é tornar-se participante da natureza divina, captando o espírito e mente de Jesus, e aprendendo sempre na escola de Cristo. “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.” 2 Coríntios 3:18. É impossível para qualquer um de nós realizar tal transformação em nós mesmos por meio de nossa própria capacidade ou nossos próprios esforços. É o Espírito Santo, o Consolador, o qual Jesus prometeu enviar ao mundo, que transforma nosso caráter na imagem de Cristo; e quando isto é realizado, refletimos como num espelho, a glória do Senhor. Isto é, o caráter daquele que assim contempla a Cristo é tão semelhante ao dEle, que quando alguém olha para ele vê o próprio caráter de Cristo brilhando como de um espelho. De modo imperceptível a nós mesmos, somos transformados dia a dia, de nossos caminhos e vontade nos caminhos e vontade de Cristo, no encanto de Seu caráter. Assim crescemos em Cristo, e inconscientemente refletimos Sua imagem. Cristãos professos freqüentemente se mantêm muito próximos das baixadas. Seus olhos estão treinados para ver apenas coisas comuns, e sua mente se demora sobre as coisas que os olhos contemplam. Sua experiência religiosa é muitas vezes superficial e insatisfatória, e suas palavras levianas e fúteis. Como poderão eles refletir a imagem de Cristo? Como poderão eles irradiar os brilhantes raios do Sol da Justiça para os lugares escuros da Terra? Ser cristão é ser semelhante a Cristo. Enoque esteve sempre sob a influência de Jesus. Ele refletia o caráter de Cristo, exibindo as mesmas qualidades em bondade, misericórdia, compaixão, simpatia, longanimidade, mansidão, humildade e amor. Sua associação diária com Cristo o transformou na imagem dAquele com quem ele esteve tão intimamente ligado. Ellen G. White, Refletindo a Cristo, pág. 12.]]>
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<![CDATA[A compaixão de Cristo]]> https://tempoprofetico.com.br/a-compaixao-de-cristo/ Sat, 28 Mar 2020 05:17:44 +0000 https://licao7.com.br/?p=462

Para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças. Mateus 8:17. Nosso Senhor Jesus Cristo veio a este mundo como o infatigável servo das necessidades do homem. “Tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (Mateus 8:17), a fim de poder ajudar a todas as necessidades humanas. Veio para remover o fardo de doenças, misérias e pecados. Era sua missão restaurar inteiramente os homens; veio trazer-lhes saúde, paz e perfeição de caráter. Várias eram as circunstâncias e necessidades dos que Lhe suplicavam o auxílio, e nenhum dos que a Ele se chegavam saía desatendido. DEle procedia uma corrente de poder restaurador, ficando os homens física, mental e moralmente sãos. A obra do Salvador não estava restrita a qualquer tempo ou lugar. Sua compaixão desconhecia limites. Em tão larga escala realizara Sua obra de curar e ensinar; que não havia na Palestina edifício vasto bastante para comportar as multidões que se Lhe aglomeravam em torno. Nas verdes encostas da Galiléia, nas estradas, à beira-mar, nas sinagogas e em todo lugar a que os doentes Lhe podiam ser levados, aí se encontrava Seu hospital. Em cada cidade, cada vila por que passava, punha as mãos sobre os doentes, e os curava. Onde quer que houvesse corações prontos a receber-Lhe a mensagem, Ele os confortava com a certeza do amor de Seu Pai celestial. Todo o dia ajudava os que a Ele vinham; à tardinha atendia aos que tinham que labutar durante o dia pelo sustento da família. Jesus carregava o terrível peso de responsabilidade da salvação dos homens. Sabia que, a menos que houvesse da parte da raça humana, decidida mudança de princípios e desígnios, tudo estaria perdido. Esse era o fardo de Sua alma, e ninguém podia avaliar o peso que sobre Ele repousava. Através da infância, juventude e varonilidade, andou sozinho. Dia a dia enfrentava provas e tentações; dia a dia era posto em contato com o mal, e testemunhava o poder do mesmo sobre aqueles a quem buscava abençoar e salvar. Não obstante, não vacilava nem ficava desanimado. Era sempre paciente e bem-humorado, e os aflitos O saudavam como a um mensageiro de vida e paz. Via as necessidades de homens e mulheres, crianças e jovens, e a todos dirigia o convite: “Vinde a Mim.” Mateus 11:28. Ao passar por vilas e cidades, era como uma corrente vivificadora, difundindo vida e alegria. Ellen G. White, Refletindo a Cristo, pág. 11.]]>
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<![CDATA[Cristo se sacrificou por nós]]> https://tempoprofetico.com.br/cristo-se-sacrificou-por-nos/ Sat, 28 Mar 2020 05:24:15 +0000 https://licao7.com.br/?p=465

Vemos, todavia, Aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem. Hebreus 2:9. Deus criou o homem puro e santo. Mas Satanás o desencaminhou, pervertendo seus princípios e corrompendo sua mente, voltando seus pensamentos para uma direção errada. Seu objetivo era tornar o mundo inteiramente corrompido. Cristo percebeu o temível perigo em que o homem se achava, e decidiu salvá-lo, sacrificando-Se a Si mesmo. Para que Ele pudesse realizar o Seu amoroso propósito para com a humanidade, Ele Se tomou osso dos nossos ossos e carne da nossa carne. “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também Ele, igualmente, participou, para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. … Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, Se tomasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel Sumo Sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.” Hebreus 2:14, 15, 17-18. Por intermédio do Espírito Santo um novo princípio de poder espiritual e mental seria trazido ao homem, o qual, associado à divindade, se tornaria um com Deus. Cristo, o Redentor e Restaurador, santificaria e purificaria a mente do homem, tornando-a uma força capaz de atrair outras mentes para Si. É Seu propósito, através do poder santificador e enobrecedor da verdade, dar aos homens nobreza e dignidade. Ele deseja que os Seus filhos revelem o Seu caráter, exerçam Sua influência, para que outras mentes sejam atraídas em harmonia com a Sua mente. Por causa de nossa culpa, Cristo poderia ter-Se afastado de nós. Em vez de distanciar-Se, porém, ele veio habitar conosco, cheio de toda a plenitude da divindade, para ser um conosco, para que por meio de Sua graça pudéssemos alcançar a perfeição. Através de uma morte vergonhosa e sofrimento Ele pagou o preço de nossa redenção. Assombro-me ao ver que cristãos professos não compreendem os recursos divinos, que não vêem a cruz mais claramente como sendo o meio de perdão e absolvição, como o meio de colocar o orgulhoso e egoísta coração do homem em contato direto com o Espírito Santo, a fim de que as riquezas de Cristo possam ser incutidas na mente, e que o instrumento humano possa ser adornado com as graças do Espírito, para que Cristo seja louvado àqueles que não O conhecem. Ellen G. White, Refletindo a Cristo, pág. 09.]]>
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<![CDATA[O templo de Deus]]> https://tempoprofetico.com.br/o-templo-de-deus/ Sat, 28 Mar 2020 05:29:17 +0000 https://licao7.com.br/?p=468

E Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou. 2 Coríntios 5:15. O homem é a obra-prima de Deus, criado para um propósito elevado e santo; e Deus deseja escrever Sua lei em cada parte do tabernáculo humano. Cada nervo e músculo, cada dom mental e físico deve ser mantido puro. Deus deseja que o corpo seja um templo para o Seu Espírito. Quão solene é a responsabilidade que repousa sobre cada pessoa. Se profanamos o nosso corpo, causamos dano não apenas a nós próprios, mas a muitos outros. Cristo morreu para que a imagem moral de Deus pudesse ser restaurada na humanidade, para que homens e mulheres pudessem se tornar participantes da natureza divina, livrando-se da corrupção das paixões que há no mundo. Nenhuma faculdade de nosso ser deve ser utilizada para a satisfação do egoísmo, pois todas as nossas faculdades pertencem a Ele, e devem ser usadas para a Sua glória. A habitação humana, o edifício de Deus, requer vigilante proteção. Podemos exclamar com Davi: “Por modo assombrosamente maravilhoso me formaste.” Salmos 139:14. A obra das mãos de Deus deve ser preservada, para que o universo celestial e a raça apóstata possam ver que os homens e mulheres são templo do Deus vivo. A perfeição de caráter que Deus requer é a adaptação do ser todo como templo para a habitação do Espírito Santo. O Senhor requer o serviço da pessoa toda. Ele deseja que homens e mulheres se tornem tudo o que Ele lhes tornou possível ser. Não é suficiente que apenas certas partes do organismo humano sejam usadas. Todas as partes devem ser levadas à ação, caso contrário o serviço será deficiente. A vida física deve ser cuidadosamente educada, cultivada e desenvolvida, para que por meio de homens e mulheres a natureza divina seja revelada em sua plenitude. Deus espera que os homens utilizem o intelecto que lhes deu. Espera que usem seu poder de raciocínio para Ele. Devem dar à consciência o lugar supremo que lhe foi designado. As faculdades mentais e físicas, bem como as emoções, devem ser cultivadas de modo a atingirem a maior eficácia. Assim Cristo é representado ao mundo. Agrada-Se Deus ao ver algum dos órgãos ou faculdades que deu ao homem negligenciados, mal utilizados, ou desprovidos de saúde e de eficácia que lhes é possível ter? Então cultivai o dom da fé. Sede corajosos, e vencei toda e qualquer prática que prejudique o templo da alma. Somos totalmente dependentes de Deus, e nossa fé se fortalece ao crermos, embora não possamos entender o propósito de Deus em Seu trato conosco, ou as conseqüências de tal trato. A fé aponta para frente e para o alto, para as coisas vindouras, apegando-se ao único poder que nos pode tornar completos nEle. Ellen G. White, Cuidado de Deus, pág. 327.]]>
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<![CDATA[]]> https://tempoprofetico.com.br/?p=2396 https://tempoprofetico.com.br/?p=2396 ]]> 2396 0 0 0 <![CDATA[]]> https://tempoprofetico.com.br/?p=2400 https://tempoprofetico.com.br/?p=2400 ]]> 2400 0 0 0 <![CDATA[]]> https://tempoprofetico.com.br/?p=2405 https://tempoprofetico.com.br/?p=2405 ]]> 2405 0 0 0 <![CDATA[O tempo da angústia]]> https://tempoprofetico.com.br/o-tempo-da-angustia/ Sat, 28 Mar 2020 05:32:08 +0000 https://licao7.com.br/?p=472

Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela. Jeremias 30:7. O caminho da libertação do pecado é a crucifixão do eu, e conflito com os poderes das trevas. Ninguém se desanime em vista das provas cruéis a serem enfrentadas no tempo da angústia de Jacó, que ainda se encontra em sua frente. Devem trabalhar diligentemente, ansiosamente, não para aquele tempo, mas para hoje. O que necessitamos é ter conhecimento da verdade como é em Cristo, agora, e agora uma experiência pessoal. Nestas preciosas horas de graça, temos uma experiência viva e profunda a adquirir. Formaremos assim um caráter que assegurará nosso livramento no tempo da angústia. O tempo de angústia é o cadinho que produzirá caracteres à semelhança de Cristo. Designa-se a levar o povo de Deus a renunciar a Satanás e suas tentações. O último conflito revelar-lhes-á Satanás em seu verdadeiro caráter, o de um tirano cruel, e fará por eles o que coisa alguma poderia realizar erradicá-lo das afeições deles. Pois amar e nutrir o pecado, é amar e nutrir seu autor, aquele inimigo mortal de Cristo. Quando eles desculpam o pecado e se apegam à perversidade de caráter, dão a Satanás um lugar em suas afeições, e rendem-lhe homenagem. Todo o Céu se acha interessado no homem, e lhe deseja a salvação. … Causa o maior assombro aos exércitos celestiais que tão poucos se importem com livrar-se da servidão das influências malignas, tão poucos estejam dispostos a exercitar todas as suas habilidades em harmonia com Cristo na grande obra de seu livramento. Caso pudessem os homens ver reveladas as atuações do grande enganador a fim de os manter em fel de amargura e laço de iniqüidade, quão fervorosos seriam eles em renunciar às obras das trevas, quão cautelosos em não ceder à tentação, quão cuidadosos em ver e afastar todo defeito que desfigura a imagem de Deus neles; como se apressariam para o lado de Jesus, e que ferventes súplicas ascenderiam ao Céu por mais calmo, íntimo e feliz andar com Deus. Ellen G. White, Nossa Alta Vocação, pág. 319.]]>
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<![CDATA[Dez chaves para interpretar o Apocalipse]]> https://tempoprofetico.com.br/dez-chaves-para-interpretar-o-apocalipse/ Sat, 28 Mar 2020 12:19:05 +0000 https://licao7.com.br/?p=476

Saiba como compreender de maneira correta a mensagem do livro que encerra o cânon bíblico
O Apocalipse é, ao mesmo tempo, um dos livros mais importantes da Bíblia e um dos mais difíceis de ser compreendidos. Ele ocupa um lugar singular na interpretação bíblica e, assim, precisamos de alguns critérios para desvendar sua mensagem. Este artigo se concentra em dez chaves que ajudam o intérprete dessa obra apocalíptica a entender sua natureza singular.
Gênero O Apocalipse reivindica ser uma profecia. No prólogo do livro, é proferida uma bênção sobre aqueles que leem, ouvem e guardam as palavras “da profecia” (1:3). Novamente, no epílogo, encontramos uma declaração semelhante, pronunciada pelo próprio Jesus (22:7). E o anjo diz a João: “Não seles as palavras da profecia deste livro” (v. 10). O mesmo anjo, ao que parece, considerava João um dos profetas, porque ele se referiu a “teus irmãos, os profetas” (v. 9). Em 22:18 e 19, o Apocalipse é denominado profecia outras duas vezes. No entanto, dizer que o Apocalipse é uma profecia é contar apenas parte da história. O Apocalipse é um tipo muito especial de profecia. Não é apenas o único livro do Novo Testamento que lida quase que exclusivamente com o futuro, mas é também o melhor exemplo de profecia apocalíptica bíblica. Mais do que isso, é o livro do qual o gênero apocalíptico deriva seu nome. Embora não tenha sido a primeira obra apocalíptica, ele é o mais característico e mais bem conhecido de todos os apocalipses. O Apocalipse também tem elementos de epístola. Após o preâmbulo (1:1-3), há uma típica introdução epistolar (v. 4, 5), que segue um estilo semelhante ao das epístolas paulinas. Primeiro, é apresentado o nome do autor, seguido por uma identificação dos destinatários. Finalmente, há uma saudação, que deseja graça e paz da parte da Divindade triúna. Na visão subsequente (1:9-3:22), sete cartas são ditadas a João pelo Cristo glorificado e enviadas às sete igrejas mencionadas em 1:11. Cada uma dessas cartas, por sua vez, segue uma forma epistolar levemente modificada, na qual os destinatários são referidos antes que o autor se identifique. O livro em si também é concluído com um estilo epistolar formado por apelos, promessas e bênção final (Ap 22:21). Propósito O Apocalipse tem um propósito explícito e um implícito. O propósito explícito é declarado no primeiro versículo do livro: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer.” Ele mostra a orientação futura do conteúdo da profecia do livro. Ao mesmo tempo, transmite um senso da iminência dos eventos vindouros, porque afirma que esses eventos “em breve devem acontecer”. O versículo 3 acrescenta que são abençoados aqueles que leem, ouvem ou guardam as palavras da profecia, “pois o tempo está próximo”. Essa sentença é repetida em 22:10. Além desse propósito explícito de revelar o futuro como expectação iminente, parece haver um propósito implícito que coincide com o primeiro. Ele é encontrado nos repetidos chamados à perseverança e fidelidade da parte dos leitores e ouvintes. A profecia apocalíptica é dada para atender às necessidades daqueles que estão enfrentando adversidade. Jesus apela aos crentes que se mantenham firmes até que Ele venha, se necessário passando pela morte, de modo que recebam a coroa da vida (2:10, 25; 3:11). São feitas muitas promessas àqueles que vencerem por meio do sangue do Cordeiro, apesar dos obstáculos. Estrutura Quase não há consenso entre os acadêmicos sobre a estrutura geral do Apocalipse. Contudo, existem alguns elementos estruturais-chaves sobre os quais a maioria está de acordo. Provavelmente o elemento estrutural mais importante seja a divisão do livro em duas partes principais, uma enfatizando eventos históricos da salvação e a outra enfatizando eventos escatológicos. A maioria dos acadêmicos divide o livro entre os capítulos 11 e 13, o ponto que H. B. Swete, na obra The Apocalypse of St John, denomina o “grande corte” do Apocalipse. No entanto, muitos acadêmicos adventistas seguem a estrutura quiástica de Kenneth Strand, que localiza a divisão entre os capítulos 14 e 15. Em The Lamb Among the Beasts, Roy Naden propõe um quiasma que divide o livro entre 12:10 e 12:11. Contudo, os capítulos 12–14 constituem a unidade que contém eventos históricos mesclados com eventos escatológicos, tornando difícil atribuí-los exclusivamente a uma seção. Os capítulos 12–14 podem ser denominados a “visão do grande conflito”, que retrocede ao início da rebelião no Céu e avança para a vitória dos redimidos glorificados com o Cordeiro no monte Sião. Em todo caso, os capítulos 1–11 formam a seção histórica do livro, e os capítulos 15–22, sua seção escatológica. É arriscado para o intérprete fugir dessa diretriz estrutural.
A revelação do Apocalipse não foi preservada na Bíblia como um simples livro de história, mas como mensagem de Cristo a seu povo, com o objetivo de prepará-lo para o que está por vir. Créditos: Fotolia
Outro elemento estrutural importante é o uso explícito de “setenários” ao longo do livro. Há quatro: sete cartas, sete selos, sete trombetas e sete taças. Visto que os sete trovões não são desenvolvidos, eles não constituem um setenário estrutural. Alguns autores tentam estruturar todo o livro em setenários, mas isso vai além do que é autoevidente. Os setenários explícitos formam as unidades literárias que devem ser mantidas. Relação com o Antigo Testamento Nenhum outro livro é tão fortemente fundamentado no Antigo Testamento como o Apocalipse. João deve grande parte de sua teologia, vocabulário e simbolismo ao Antigo Testamento, embora sempre seja profundamente cristocêntrico. Isso implica aceitar a realidade de que contemplou coisas notavelmente semelhantes às reveladas aos profetas do Antigo Testamento e considerou conveniente descrever o que viu usando a linguagem e as formas de pensamento dessa parte da Bíblia. Tentar compreender o Apocalipse sem reconhecer as raízes do Antigo Testamento significa impedir toda a interpretação do livro. Porém, João não meramente transferiu conceitos do Antigo Testamento para o Apocalipse; ele os transformou de acordo com seus propósitos. É interessante notar que não há citações do Antigo Testamento no Apocalipse, mas apenas antecedentes aos quais João parece apontar mediante referência indireta ou alusão. Unidade No início do século 20, houve algumas propostas a respeito da origem do Apocalipse que contestaram sua unidade. Atualmente, essa não mais é a realidade. A maioria dos acadêmicos concorda sobre a unidade do livro. A complexidade da estrutura, interconectada como é, representa um dos argumentos convincentes em favor de sua unidade. Em The New Testament in its Literary Environment, David Aune declara: “O Apocalipse de João é estruturalmente mais complexo que qualquer outro apocalipse judaico ou cristão, e ainda está por ser analisado de modo satisfatório. Como outros apocalipses, ele é construído por uma sequência de episódios assinalados por vários marcadores literários, como a repetição de frases estereotipadas (‘Vi’, ‘Ouvi’, etc.) e por artifícios literários como quiasmas, intercalações (embora jamais interrompam a sequência narrativa), técnica de interconexão (uso de textos transicionais que concluem uma seção e introduzem outra) e várias técnicas estruturais (uso de septetos e digressões).” Dualismo ético Uma das características da literatura joanina, incluindo o evangelho e as epístolas, é seu dualismo ético. Esse dualismo, que se refere ao contraste entre o bem e o mal, e pode ser expresso e caracterizado de várias formas, é apresentado no Apocalipse, especialmente no tema do grande conflito, centrado no capítulo 12. Ele tem início com a guerra no Céu entre Miguel e o dragão e continua com a batalha na Terra entre o dragão e a besta, incluindo suas cabeças e chifres (poderes civis terrestres que cumprem os propósitos do dragão), e a mulher pura com sua semente, primeiramente o Filho varão (o próprio Cordeiro messiânico) e depois o restante de sua descendência. Esse dualismo ético tem vasto alcance no Apocalipse. Não há espaço para uma posição neutra. O ouvinte ou leitor do livro deve identificar o lado correto, associar-se a ele e permanecer fiel a essa decisão. Temas teológicos centrais No Apocalipse se destacam algumas questões teológicas. Uma delas, muito importante, é a soberania de Deus. Outra é a justiça divina. Um terceiro aspecto é o processo da salvação. O quarto é o papel de Cristo na história da salvação. O quinto tema é o papel da igreja no plano de Deus. O sexto é o papel da revelação e da profecia em comunicar o que é essencial à salvação. O sétimo é a função da decisão pessoal no preparo para o juízo. O povo de Deus, ou igreja, também desempenha uma parte significativa. Essas questões estão intimamente relacionadas. Todo o livro é chamado de revelação profética, bem como a palavra de Deus e o testemunho de Jesus (1:1-3). Essa não é meramente uma designação de gênero, mas uma declaração teológica. A expressão “a palavra de Deus e o testemunho de Jesus”, que aparece ao longo do livro, está enraizada no conceito legal das duas testemunhas necessárias para se estabelecer a verdade. Esse conceito se transforma em imagem no relato das duas testemunhas no capítulo 11, que profetizam durante 1.260 dias/anos e são martirizadas por causa de seu testemunho. As duas testemunhas representam a palavra de Deus e o testemunho de Jesus, ou o testemunho dos profetas, de Jesus e dos apóstolos. À medida que os leitores e ouvintes do livro respondem ao testemunho profético que os chama à salvação e a permanecer fiéis, eles se preparam para o juízo vindouro. Tudo no Apocalipse deve ser compreendido à luz desse juízo iminente. Santuário Outra importante chave para a compreensão do livro de Apocalipse é a percepção da abrangência com a qual o santuário funciona como pano de fundo da obra de Cristo em favor de nossa salvação. Isso ocorre em vários níveis. No primeiro nível, João menciona repetidamente o templo (3:12; 7:15; 11:1, 19; 14:15, 17; 15:5-6, 8; 16:1, 17; 21:22) e vários itens da mobília do santuário, como as sete tochas que ardem diante do trono (4:5), as taças de ouro cheias de incenso (5:8) e os incensários de ouro cheios de incenso (8:3-5), o altar de ouro diante do trono (8:3, 5; 9:13) e a arca da aliança (11:19). Também há indivíduos que parecem se vestir e atuar como sacerdotes (4:4; 5:8; 7:13-15; 8:2-6; 14:18; 15:6-7). No segundo nível, João se refere à ­execução de alguns dos rituais do santuário (5:6, 9; 8:3-6). A referência frequente ao Cordeiro e ao sangue do Cordeiro é em si mesma uma explícita imagem do santuário. No terceiro nível, o Apocalipse parece seguir o ciclo das festas anuais associadas ao culto hebraico, que estava centrado no santuário. Simbolismo e numerologia O livro de Apocalipse está repleto de simbolismo e numerologia. O uso extenso de simbolismo é uma das características da literatura apocalíptica. Alguns números são apenas simbólicos, ao passo que outros parecem ter valor literal, embora provavelmente contenham também algum valor simbólico. A chave é saber quando algo deve ser tomado literalmente e quando deve ser tomado simbolicamente. Richard Davidson apresenta uma sugestão para solucionar esse problema. O conceito tem que ver com a subestrutura escatológica da tipologia do Novo Testamento. Num capítulo sobre a tipologia do santuário publicado no livro Symposium on Revelation, Davidson nota que, “na era da igreja, os antítipos terrestres encontram, no reino espiritual da graça, um cumprimento espiritual (não literal), parcial (não final) e universal (não geográfico/étnico), visto que estão relacionados espiritualmente (mas não literalmente) a Cristo nos lugares celestiais. Assim, devemos esperar que, no Apocalipse, quando uma imagem relacionada ao santuário/templo é aplicada a um cenário terrestre na era da igreja, haja uma interpretação espiritual, e não literal, visto que o templo, na Terra, é espiritual”. Por outro lado, ele observa que, “durante a era da igreja, o reino espiritual terrestre é superado pelo domínio literal de Cristo nos lugares celestiais. De maneira consistente com essa perspectiva neotestamentária, a tipologia do santuário do Apocalipse, quando focalizada no santuário celestial, ­compartilha da mesma modalidade que a presença de Cristo, ou seja, um cumprimento antitípico literal”. Se esse princípio hermenêutico for seguido, muitos problemas podem ser evitados. Apesar disso, os números ainda podem ter valor simbólico, até nas cenas celestiais. Determinar o que os diversos números significam exige meticulosa pesquisa bíblica. A base primária para se interpretar tanto o simbolismo como a numerologia no Apocalipse deve vir de dentro das Escrituras. Mensagem de Cristo Ao interpretar o Apocalipse, devemos começar com as premissas corretas.  O que o livro tenta comunicar? Alguns acreditam que João estivesse escrevendo sobre eventos que ocorreriam em sua própria época. Esses intérpretes, denominados preteristas, ignoram as próprias reivindicações de João sobre o que ele registrou e por quê. Não aceitam que João tenha recebido revelações visionárias vindas de Deus sobre o futuro, especialmente em relação ao tempo do juízo escatológico e ao estabelecimento do reino eterno de Cristo. Eles veem apenas o início da história cristã, mas não seu meio ou fim. Tampouco veem a mensagem de Cristo a seu povo em todas as épocas. Outros leitores creem que João estivesse escrevendo apenas sobre escatologia, os eventos finais da história e o estabelecimento do reino de Deus na Terra. Não compreendem que João incluiu muita atividade histórica relacionada ao período anterior ao fim: seis selos e seis trombetas, durante os quais os eventos continuam a ocorrer na Terra. Somente nos dias em que a sétima trombeta soar, o mistério de Deus será concluído (10:7). Esses intérpretes, denominados futuristas, veem o fim da história da salvação cristã, mas não seu início e suas lutas durante as longas eras que antecedem o fim. Tampouco veem a mensagem de Cristo a seu povo de todas as épocas. Somente uma abordagem equilibrada, que mantenha em mente o verdadeiro objeto da revelação, trará resultados satisfatórios. A revelação não foi dada apenas a João ou às sete igrejas da província romana da Ásia, mas aos servos de Deus (1:1) que viveriam antes do juízo final, a fim de prepará-los para os eventos vindouros. A menos que leiamos o livro com a intenção de discernir essa mensagem dada por Cristo, deixaremos de compreender o conteúdo mais importante do livro. A parte mais significativa do livro para nossa experiência pessoal são as cartas de Cristo às sete igrejas. Nessa seção Cristo fala pessoalmente a cada indivíduo de cada época. As sete igrejas representam a realidade da igreja em todas as épocas, bem como as variadas experiências que cada cristão pode ter em qualquer tempo. Esse fato é comprovado pela declaração repetida várias vezes: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (2:7, 11, 17, 29; 3:6, 12, 22). O apelo é individual e a mensagem a cada igreja é aplicada a todas as igrejas. Se seguirmos uma abordagem semelhante no estudo de cada visão do Apocalipse, buscando a mensagem pessoal de Cristo ao leitor, receberemos a bênção de 1:3 e 22:7. Esse deve ser o objetivo do estudo do livro do Apocalipse. EDWIN REYNOLDS, doutor em Teologia pela Universidade Andrews, é professor de Novo Testamento e línguas bíblicas na Southern Adventist University (EUA)]]>
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<![CDATA[Cinco minutos decisivos]]> https://tempoprofetico.com.br/cinco-minutos-decisivos/ Sat, 28 Mar 2020 12:20:11 +0000 https://licao7.com.br/?p=480

Por fazer parte da quinta geração de adventistas do sétimo dia da minha família e ter crescido nessa comunidade de fé, sempre ouvi a afirmação de que “Jesus voltará em breve”. Por isso, quando me perguntam se ainda creio na iminência da volta de Cristo, prefiro responder como os discípulos: “O fim de todas as coisas está próximo” (1Pe 4:7); “A noite está quase acabando; o dia logo vem” (Rm 13:12, NVI); “Ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará” (Hb 10:37). Se acrescentarmos a essas confissões a promessa do próprio Senhor, incluída na última oração da Bíblia, que outra posição restaria para os adventistas defenderem? “Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! A graça do Senhor Jesus seja com todos” (Ap 22:20, 21). Sim, mas será que essas antigas passagens tinham realmente a intenção de ensinar que Cristo voltaria muito em breve? Já realizei o funeral de jovens que foram levados por uma morte repentina. Meu sentimento pastoral é de que o Espírito de Deus, que inspirou o senso de iminência do Novo Testamento, tinha sim a intenção de que sua mensagem fosse interpretada de maneira bem literal: “Viva na expectativa diária de que Cristo voltará em breve, pois seu último suspiro está a apenas um fôlego de distância de sua primeira respiração quando Jesus voltar.” Isso significa que estamos fadados a passar a vida em uma espécie de limbo escatológico, sem nunca ter a certeza ou a garantia de quando Jesus voltará? De jeito nenhum! A matemática do fim Deparei-me com uma ilustração que mudou radicalmente minha percepção de que o fim está muito mais próximo do que parece. Chris Martenson, pesquisador na área da economia e futurista, pede que imaginemos estar no Fenway Park, estádio-sede do time de beisebol Red Sox, na cidade de Boston. Ao meio-dia, ele nos algema ao banco mais alto das arquibancadas e então, com um conta-gotas mágico, pinga uma só gota de água na posição do lançador lá embaixo na arena. O detalhe é que essa gota dobra magicamente de tamanho a cada minuto. Uma gota se torna duas, duas viram quatro, e assim por diante. Se o estádio fosse à prova d’água, quanto tempo você teria para fugir antes de se afogar? Por minutos, não veria nenhum aumento considerável no nível da água. Às 12h44, por exemplo, haveria apenas um metro e meio de água no estádio, deixando ainda 93% da arena vazia. Mas a realidade assustadora é que, nos cinco minutos seguintes, a água cobriria seu banco na parte mais alta da arquibancada. Às 12h49, você estaria submerso. Esse é o poder da progressão geométrica. Durante 44 minutos, a percepção é de que haveria todo o tempo do mundo para deixar o estádio. Mas, cinco minutos depois, já era! Martenson adverte que essa mesma lógica pode ser observada no planeta hoje. O gráfico desse fenômeno ele compara ao formato de um taco de hóquei. Martenson destaca que tendências globais que hoje assustam – como o aumento da população da Terra, a escassez de combustível fóssil, água e alimento, e o crescimento da dívida nacional e pessoal – apresentaram comportamento vagaroso e progressivo ao longo de séculos. A aparência exterior era de que quase não havia água dentro do estádio. Entretanto, como o pesquisador adverte, nesses primeiros anos do terceiro milênio, a Terra está enfrentando uma verdadeira enxurrada de tendências preocupantes, cujas estatísticas revelam um crescimento vertiginoso. Achávamos que tínhamos tempo para nos preparar, mas o tempo acabou! Peças que se encaixam Martenson escreve sobre sobrevivência econômica e ecológica. Ellen White escreveu veementemente sobre a sobrevivência espiritual: “Grandes mudanças estão prestes a ocorrer no mundo, e os acontecimentos finais serão rápidos” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 9, p. 11); “O fim virá mais rapidamente do que os homens esperam” (O Grande Conflito, p. 631). Ela confirma a constatação do pesquisador. Embora ninguém saiba a data, é preciso ficar de sobreaviso porque, de acordo com a “função exponencial”, de repente, todos os indicadores atingirão um pico ao mesmo tempo, com velocidade aterradora! “Então, virá o fim” (Mt 24:14). Nos Estados Unidos, por exemplo, só é necessária uma grande crise de proporções esmagadoras para mudar tudo rapidamente. Pode ser um colapso financeiro nacional que incite a violência urbana e uma comoção social (econômica), um terremoto assassino ou o impacto de asteroide errante que cause dezenas de milhares de mortes (ecológica), uma bomba terrorista que destrua uma cidade (política), ou um passo em falso na esfera geopolítica que resulte em outra guerra mundial (militar). Basta uma crise debilitante para que a nação norte-americana caia de joelhos, conduzida por seus líderes religiosos, pedindo a Deus que não envie outros juízos. Agora, acrescente o fato de que pesquisas recentes têm apontado que, ao se depararem com a escolha entre segurança pessoal e liberdades constitucionais, os norte-americanos colocam a segurança em primeiro lugar. Uma só crise esmagadora e, de repente, o fim do jogo escatológico predito em Apocalipse 13, incluindo a adoração falsa ordenada pelo Estado descrita no livro O Grande Conflito, não só é possível, mas torna-se provável! A lição de Martenson: os últimos cinco minutos são críticos. Minha lição: podemos chegar lá a partir de onde estamos. Rapidamente! É por isso que os adventistas do sétimo dia não podem se deixar levar pelo engano fatal de que “todas as coisas permanecem como desde o princípio” (2Pe 3:4). As aparências não importam. Os últimos cinco minutos são cruciais. Como então devemos viver, já que nos encontramos no limiar da eternidade? (1) “Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 3:18). (2) “Quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lc 11:13). (3) “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16:15). (4) “Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25:40). (5) “E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (Rm 15:13). (6) “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus” (Fp 1:6). E (7) “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 21:20). DWIGHT NELSON é pastor da Pioneer Memorial Church, no campus da Universidade Andrews (EUA)]]>
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<![CDATA[Os ciclos econômicos e a profecia]]> https://tempoprofetico.com.br/os-ciclos-economicos-e-a-profecia/ Sat, 28 Mar 2020 12:24:30 +0000 https://licao7.com.br/?p=483

Onde estamos no cronograma profético? Será que alguém realmente sabe? Mesmo estudantes dedicados da Bíblia e das profecias continuam a pesquisar. Existe uma lacuna na compreensão dos adventistas sobre os eventos entre 1844 e a promulgação das leis dominicais, dois marcos importantes no caminho para a segunda vinda de Cristo. Em meio a todas as perguntas, Deus não deseja que sejamos apanhados de surpresa (1Ts 5:4). No entanto, a questão permanece: como podemos saber que estamos chegando ao fim? Há uma moldura conceitual que pode nos ajudar a preencher a lacuna entre 1844 e os eventos finais. Um elemento no estudo dos acontecimentos proféticos que tem sido amplamente ignorado é a economia. O tema do dinheiro é frequentemente encontrado na Bíblia, e as finanças mundiais se entrelaçam com a profecia tanto do passado quanto do futuro. Com a política econômica dominando os processos de decisão da maioria dos governos de hoje, seu impacto não pode ser esquecido na avaliação de eventos geopolíticos, ação militar, legislação e até mesmo da religião. O dinheiro exerce uma influência real e direta em nossa vida. Analisando o mundo das finanças, conseguimos ter uma visão melhor de onde estamos no fluxo de eventos proféticos. Um estudo dos ciclos econômicos pode nos ajudar a relacionar os acontecimentos proféticos do passado, a turbulência financeira de hoje e os conflitos que estão para explodir. A convergência da economia e da profecia pode nos ajudar a responder à pergunta: “Onde estamos no cronograma?” Esse pode ser o fio para nos ajudar a unir muitas partes de nossa compreensão profética. O ciclo de Kondratieff e 1844 Na década de 1920, um jovem economista russo chamado Nikolai Kondratieff estudou os ciclos econômicos de longo prazo. Enquanto o ciclo econômico típico abrange de 3 a 5 anos, incluindo crescimento, estagnação e recessão, Kondratieff observou que há ciclos econômicos mais longos, que abrangem de 50 a 70 anos. Esses ciclos, assim como a versão mais curta, passam pelo crescimento, a estagnação e o declínio, mas não são fenômenos regionais, e sim de alcance global. Finalmente, esses ciclos foram caracterizados como estações. Primeiro, há a primavera econômica e então o verão, quando as economias do mundo crescem bem. Essa fase é seguida por um período de estagnação, descrito como outono econômico. Finalmente, vem o inverno econômico, que tipicamente inclui crises devido às dívidas, quebras do mercado de ações, depressões, guerras mundiais e mudanças de regime nos governos. Em 1938, Kondratieff foi executado por Stalin pelo fato de suas ideias serem opostas às teorias comunistas. Após sua morte, outros continuaram o trabalho de Kondratieff sobre esses ciclos econômicos longos. Hoje tais ciclos são chamados de ciclos de Kondratieff ou ciclos longos. O gráfico mostra os quatro ciclos econômicos que ocorreram desde o fim do século 18, indicando o ano em que cada um desses ciclos terminou e um novo começou. Naturalmente, como adventistas, nossa atenção é logo atraída para a data de 1844, que assinala um evento muito significativo no início do nosso movimento. O ano de 1844 representa o fim do primeiro ciclo cheio do século 19. O período de cerca de 1837 a 1844 foi considerado um inverno econômico. Houve profunda depressão, guerras e turbulência política. Uriah Smith, em seu livro sobre Daniel e Apocalipse, indicou que em 1840 o regime otomano chegou ao fim, de acordo com a profecia. Nesse ambiente, Guilherme ­Miller começou a pregar que a segunda vinda de Jesus estava próxima. Podemos inferir que a triste condição do mundo, incluindo a turbulência financeira, abriu caminho para o sucesso de Miller. É claro que o poder do Espírito Santo era a verdadeira fonte de seu êxito, mas poderíamos dizer que as sementes haviam sido plantadas em solo fértil. As pessoas estavam mais receptivas às mensagens espirituais e a um apelo ao arrependimento. Assim, no fim da profecia das 2.300 tardes e manhãs, em 1844, um dos ciclos longos de Kondratieff chegou ao seu termo. A Revolução Francesa e a profecia dos 1.260 dias Vamos considerar o início do primeiro ciclo, em 1789. O maior evento que ocorreu naquele ano foi o começo da Revolução Francesa. Mais uma vez, esse evento foi precipitado pelas terríveis condições econômicas da classe camponesa, que se revoltou contra a aristocracia. Como resultado da Revolução Francesa, o papa Pio VI foi preso e exilado por Berthier, general de Napoleão. Esse ciclo também chegou ao fim com o cumprimento de outra importante profecia de tempo: os 1.260 dias de Daniel. Em 1776, durante o inverno econômico que conduziu à Revolução Francesa, foi assinada a Declaração de Independência dos Estados Unidos. “Nenhum imposto sem representação” foi o grito do povo norte-americano que lutava sob a opressão financeira imperial britânica. O Exército Continental se envolveu em uma guerra com o exército britânico, a qual terminou com a assinatura do tratado de Paris em 1783. Assim, outra grande profecia, a ascensão da besta de dois chifres retratada em Apocalipse 13, foi cumprida durante esse inverno econômico. O fim de cada um desses ciclos econômicos e eventos históricos significativos corresponderam ao cumprimento de grandes profecias. Vamos conferir o novo ciclo para ver se esse padrão continuou. O ciclo seguinte de Kondratieff terminou por volta de 1896, após uma longa e prolongada recessão econômica de mais de 20 anos. Em meio a esse mal-estar econômico, a igreja teve sua “experiência de 1888”. A pregação sobre a justificação pela fé devia ser acompanhada pelo derramamento da chuva serôdia. Em Mensagens Escolhidas (v. 1, p. 363), Ellen White declarou: “O alto clamor do terceiro anjo já começou.” Deus estava atuando para capacitar sua igreja a fim de terminar a obra e possibilitar a segunda vinda de Cristo. Mas a igreja não estava preparada para receber essa bênção especial. O pânico de 1873

Protesto nos Estados Unidos durante a Grande Depressão econômica. Foto: Wikimedia Commons
  A análise dos eventos que deram ­início ao inverno de Kondratieff das décadas de 1870 a 1890 pode ser esclarecedor para os adventistas hoje. Esse ciclo começou com o pânico de 1873, um colapso dos mercados financeiros que originou a “longa depressão”. Esse período durou mais de cinco anos e é o mais longo registrado, superando a grande depressão da década de 1930. Mesmo depois que a depressão terminou, com frequência a nação entrou em recessão nos 20 anos seguintes. No período pós-guerra civil americana, foi feito um tremendo esforço de reconstrução nacional. Uma das “novas tecnologias” promissoras foi a ferrovia. Pensava-se que a estrada de ferro pudesse cruzar o país para ajudar a transportar pessoas e bens, promovendo o crescimento econômico. A oportunidade parecia atraente, levando muitos a investir pesadamente na construção da rede ferroviária. Esperava-se que a ferrovia trouxesse prosperidade à nova nação. Porém, assim como o investimento em ações de empresas com base na internet levaram à crise de 2000, e a bolha imobiliária levou à grande crise financeira de 2008, a promessa de prosperidade desapareceu à medida que a bolha explodiu, deixando um rastro de dívidas impagáveis e sonhos desfeitos. O pânico de 1873 começou quando J. Cooke e Co, uma instituição bancária que investiu pesadamente em ferrovias, não conseguiu pagar sua dívida e faliu. Isso desencadeou uma crise financeira, pois os depositantes, temendo perder seu dinheiro, iniciaram uma corrida aos bancos para retirar os recursos. Os mercados de ações caíram e o sistema bancário ficou fechado por dez dias. A situação foi semelhante ao que ocorreu em 2008, quando o banco de investimentos Lehman Brothers declarou falência. No entanto, ao contrário de hoje, no fim dos anos 1800 não havia nenhuma Reserva Federal dos Estados Unidos para socorrer as instituições financeiras. A recuperação foi lenta e dolorosa. Ainda no ano de 1873, um grupo de mulheres se reuniu para compartilhar a preocupação com o declínio moral na América. Vícios como bebida alcoólica, prostituição e jogos de azar, bem como outros crimes, estavam aumentando. Elas formaram a União Feminina de Temperança Cristã, num esforço para devolver ao país seus valores cristãos. Em 1876, elas buscaram o apoio de um jovem senador dos Estados Unidos chamado William Blair. Juntos, procuraram promulgar uma lei para fechar salões e bares. Tiveram algum sucesso, mas a moralidade da nação não melhorou. Em 1888, Blair iniciou um novo esquema para lidar com a baixa condição espiritual da América. Ele levou ao Senado um projeto de lei que propunha um dia comum de adoração para todos os cidadãos. Uma “lei dominical” deveria determinar um dia para adoração! O senador ­voltou-se para a União Feminina de Temperança Cristã, entre outros, em busca de assinaturas em uma petição para esse fim. Quinze milhões de assinaturas foram coletadas, ou seja, cerca de metade da população dos Estados Unidos na época! Muitos adventistas estão familiarizados com esse evento. A Igreja Adventista, ainda relativamente jovem como denominação na época, se opôs a esse projeto de lei e enviou um de seus ministros, Alonzo T. Jones, para uma audiência no Senado. Ele foi preparado especialmente por Deus para atender a essa emergência, pois o Senhor lhe concedeu memória fotográfica e capacidade para recitar, de memória, passagens de livros de direito. Como premissa para seus argumentos, ele usou o texto da Bíblia que diz: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22:21), e obteve êxito em sua batalha contra esse projeto de lei. A ameaça da lei dominical declinou, e o mesmo ocorreu com a oportunidade de a igreja receber a bênção prometida do Espírito Santo. Na década seguinte, os reavivamentos foram recebidos com corações frios, orgulho e egoísmo, e o Espírito de Deus foi repetidamente rejeitado. O segundo ciclo de Kondratieff do século 19, concluído em 1896, manteve a promessa de outra profecia a ser cumprida, o esperado retorno de Cristo. Mas a igreja não estava pronta para receber a chuva serôdia, e o ciclo findou sem a realização dessa esperança. Embora esse ciclo tenha terminado em oportunidades perdidas, podemos nos beneficiar da experiência da igreja daquela época. Podemos reconhecer os padrões que ocorreram e compará-los às condições de hoje. O que poderia ter sido Em 1903, Ellen White recebeu uma visão na qual observou a igreja submissa ao poder do Espírito Santo e unida sob um espírito de amor e perdão. Infelizmente, era apenas uma visão do que poderia ter acontecido na assembleia da Associação Geral de 1901. Com tristeza, Ellen White escreveu o artigo “O que poderia ter sido” lamentando essa oportunidade perdida. Além disso, ela publicou vários outros artigos na Review and Herald recordando o fracasso de Israel em entrar na Terra Prometida. Seu sentimento foi de que parecia tarde demais para o Senhor voltar. Ao examinar o ciclo seguinte de Kondratieff, começando em 1896 e terminando em 1945, podemos ver as razões da tristeza de Ellen White. Durante esse ciclo, o planeta foi testemunha de um terrível derramamento de sangue diferente de qualquer coisa ocorrida. A Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa, a Segunda Guerra Mundial, o Holocausto, a bomba atômica, a Revolução Chinesa, a Guerra da Coreia e muitos outros conflitos marcaram essa era. Grande parte da população mundial ficou trancada atrás de fronteiras hostis ao cristianismo. A perda de vidas foi insuportável, e as guerras e tensões internacionais também criaram um ambiente hostil à difusão do evangelho. Talvez essa fosse a razão para a grande tristeza revelada no artigo “O que poderia ter sido”. Enquanto os três longos ciclos anteriores terminaram em grandes eventos proféticos, esse ciclo terminou em 1945, sem a oportunidade de finalizar a pregação do evangelho. O inverno de Kondratieff Isso nos leva ao ciclo atual. O fim da Segunda Guerra Mundial deu início a uma era de prosperidade sem precedentes. Enquanto o Plano Marshall ajudou a reconstruir as economias de guerra, os Estados Unidos se beneficiaram de seu dinamismo econômico. A primavera e o verão de Kondratieff floresceram durante 30 anos, dando à luz a burguesia da classe média americana. Porém, enquanto os Estados Unidos desfrutavam da riqueza durante os governos Reagan e Clinton, o ciclo de Kondratieff mudou silenciosamente para o outono. As economias começaram a estacionar. O nível da dívida teve um crescimento acentuado. No ano 2000, o estouro da bolha tecnológica inaugurou o inverno de Kondratieff, e ainda hoje estamos experimentando seus efeitos. As previsões para o fim desse ciclo são por volta do ano 2020. Se esse padrão for mantido, as condições do mundo declinarão rapidamente. Podemos ver muitas ameaças e desafios convergentes hoje, fazendo com que a previsão pareça bastante plausível. As tensões políticas estão aumentando em várias partes do mundo. As notícias estão cheias de histórias de terrorismo e crises dos refugiados políticos. Os mercados de ações também podem ter fortes instabilidades. Mas dessa vez os bancos centrais não têm munição para socorrer as empresas. Os estágios finais de um severo inverno de Kondratieff parecem estar sobre nós. Os trabalhadores são poucos O ponto crítico para os adventistas hoje, no entanto, não é que estamos em um inverno de Kondratieff, mas sim que a história nos mostra que esses invernos econômicos são realmente tempos de colheita para Deus. É o momento em que as pessoas estão prontas para ouvir uma mensagem de esperança, sensíveis à compaixão e à graça. É o tempo em que a colheita é abundante. Poderia esse “inverno” ser uma oportunidade para terminar a grande comissão que nos foi dada por Jesus? O próprio Cristo lamentou que a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos (Mt 9:37). Infelizmente, parece que isso não mudou. A igreja cristã se encontra em estado de mornidão e indiferença. Ela desconhece sua verdadeira condição e não percebe os eventos ao seu redor. Não tem muita motivação para aproveitar as oportunidades. Assim, a colheita amadurece, e Deus espera pacientemente que seu povo se mobilize para recolher o fruto das sementes plantadas há dois mil anos a um preço tão alto. O que Deus deve fazer, à medida que o tempo se torna curto? Será que Ele simplesmente espera que os trabalhadores se levantem? Vai esperar pacientemente à porta e bater até que ouçamos sua voz? Ou será que as batidas se tornarão mais insistentes e intensas para despertar seus trabalhadores por trás dessas portas? “Eu repreendo e disciplino a quantos amo”, diz a Laodiceia (Ap 3:19). Evidências sugerem que a repreensão e o castigo de Deus muitas vezes assumem a forma de uma crise financeira. Ao considerarmos a evidência dos ciclos econômicos de Kondratieff e a história profética que os adventistas conhecem muito bem, vemos como somos afortunados e quanto é grande a responsabilidade que está diante de nós. Não devemos usar a ideia dos ciclos econômicos para marcar datas e especular sobre a volta de Jesus, mas podemos usar os acontecimentos para motivar um despertamento. O apóstolo Paulo escreveu: “Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios” (1Ts 5:1-6). Você consegue ler os sinais ao seu redor? TIMOTHY AKA é tesoureiro associado mundial da Igreja Adventista, em Silver Spring (EUA)]]>
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<![CDATA[O código da profecia]]> https://tempoprofetico.com.br/o-codigo-da-profecia/ Sat, 28 Mar 2020 12:26:40 +0000 https://licao7.com.br/?p=489

Em anos recentes, alguns teólogos adventistas começaram a aplicar ao futuro os períodos de tempo em Daniel 12. Rejeitando a interpretação adventista tradicional que considera os três tempos e metade de um tempo (v. 7), os 1290 dias (v. 11) e os 1335 dias (v. 12) períodos proféticos já cumpridos, eles alegam que esses períodos devem ser entendidos como dias literais ainda no futuro. Para outros estudiosos, esses períodos de tempo seriam um mero recurso literário para indicar uma aparente “demora” do tempo do fim. Outros ainda acham que essas profecias podem ser interpretadas a partir de uma abordagem múltipla. Quem tem razão? Ao longo da história, os adventistas fizeram diferentes tentativas de explicar o significado dos 1290 e dos 1335 dias de Daniel 12. De acordo com Gerhard Pfandl, que atuou durante vários anos no Instituto de Pesquisa Bíblica, a interpretação desses versos constitui um dos dez maiores desafios proféticos que os teólogos adventistas enfrentam hoje. O consenso geral que há em relação aos 1260 dias e às 2300 tardes e manhãs não existe no caso dos 1290 e dos 1335 dias. As interpretações adventistas de Daniel 12:11 e 12 podem ser agrupadas em três categorias: (1) abordagem simbólica e historicista, que é a mais aceita pelos teólogos adventistas; (2) interpretação literal, que coloca os eventos totalmente no passado ou no futuro; e (3) visão idealista, a qual propõe que esses períodos possam ser ligados a vários eventos. INTERPRETAÇÃO HISTORICISTA A interpretação historicista tradicional vem de longe. Desde o tempo da Reforma, um grupo significativo de intérpretes tem estudado os períodos proféticos de Daniel a partir dessa metodologia. No fim do século 18, Thomas Newton (em seu livro Dissertations on the Prophecies) e John Bacon (em Conjectures in Prophecies) dedicaram bastante espaço à análise exegética das profecias de Daniel 12. Um novo interesse pelas profecias de Daniel atingiu seu clímax na primeira metade do século 19 com o movimento milerita. William Miller (mais conhecido no Brasil como Guilherme Miller) e um grupo de pregadores itinerantes apresentaram a abordagem pré-milenialista mais convincente das profecias de tempo de Daniel. Para eles, Jesus voltaria antes do milênio, e não depois dele. Miller desenvolveu uma série de princípios para interpretar a Bíblia e suas profecias. A 12ª regra dele dizia que o intérprete de Daniel e do Apocalipse deve descobrir “o verdadeiro evento histórico para o cumprimento de uma profecia”. O intérprete precisa comparar os detalhes proféticos com os registros históricos para determinar o evento que cumpre de maneira literal cada palavra da profecia. Seguindo seu método, Miller conectou o início dos 1290 e dos 1335 anos com a remoção da “abominação desoladora”, a qual ele identificou com Roma pagã. O pregador acreditava que o poder civil de Roma desfrutaria um total de 666 anos de supremacia (de 158 a.C. a 508 d.C.). A partir desse tempo (508 d.C.), os 1290 e os 1335 anos terminariam, respectivamente, em 1798 e 1843. Ele calculou o ponto inicial desses períodos conectando Apocalipse 13:18 com Daniel 11:31. O poder do papado, substituindo o poder da Roma pagã, duraria 1290 anos (de 508 a 1798). Em 1798, o poder do papado seria tirado, deixando 45 anos para o anúncio do evangelho e o preparo para a segunda vinda de Jesus. Miller assumiu que o número da besta se refere aos anos em que o quarto reino teria domínio sobre os judeus e os cristãos. O diagrama profético desenvolvido por Charles Fitch e Apollos Hale sintetizou, unificou e melhorou as posições mileritas sobre os tempos proféticos. Segundo o historiador Edwin LeRoy Froom, esse diagrama representou um “claro avanço” sobre os diagramas anteriores. Talvez sua omissão mais significativa tenha sido a conexão feita por Miller entre Apocalipse 13 e Daniel 11, identificando o “diário” com o paganismo. Contudo, esse diagrama manteve dois pontos essenciais: (1) o ano 508 como ponto de partida dos 1290 e dos 1335 anos; e (2) a harmonia desses períodos com os outros períodos proféticos do livro de Daniel. A interpretação de Miller teve grande impacto no pensamento dos pioneiros adventistas, que mantiveram as mesmas datas para o início e o fim dos 1290 e dos 1335 anos. James (ou Tiago) White, Ellen White, Joseph Bates, Hiram Edson e outros continuaram defendendo a precisão do diagrama profético de 1843. Em novembro de 1850, Ellen White escreveu na revista Present Truth: “Vi que o diagrama de 1843 foi dirigido pela mão do Senhor e que não deve ser alterado.” Um artigo publicado por Hiram Edson na Review and Herald em 1856 mostra que os adventistas ainda adotavam os cálculos de Miller para os 1290 e os 1335 anos e continuavam a ligar os tempos proféticos de Daniel 12 com as demais profecias de tempo do livro de Daniel. Por exemplo, Uriah Smith afirmou na Review and Herald em 1867 que “a primeira visão, com seu longo período de 2300 anos, estaria continuamente na mente de Daniel, e os outros períodos mencionados (1260, 1290 e 1335 dias) seriam apenas subdivisões do primeiro”. A maioria dos modernos intérpretes adventistas, com base na abordagem exegética, continua apoiando a posição tradicional dos pioneiros. William Shea, um grande estudioso das profecias, abraça todas as pressuposições do historicismo adventista. No livro Daniel: A Reader’s Guide, ele enfatizou que as profecias de Daniel “começam no tempo histórico do próprio profeta e se estendem ao futuro, após os dias do profeta”. Shea fez uma cuidadosa análise dos 1290 e dos 1335 dias e concluiu que essa parte é “um epílogo ou apêndice para as profecias de 11:2–12:4”. Segundo ele, a estrutura de Daniel indica que os períodos sempre seguem o relato da visão. Portanto, os componentes de tempo nunca são parte das visões, mas das explicações. Além disso, os tempos proféticos “estão ligados pelos eventos que eles descrevem” e “nunca datam novos eventos”. Em seu livro Daniel: The Seer of Babylon, Gerhard Pfandl igualmente usou argumentos exegéticos para explicar os 1290 e os 1335 dias a partir de bases históricas. Ele apoiou sua análise por meio de três pontos. Primeiro, há um notável paralelismo entre Daniel 12:11 e 11:31, indicando que ambos os textos representam os mesmos eventos históricos. Em segundo lugar, o conceito de “diário” (tamid) liga intimamente as passagens proféticas de Daniel 8:11, 11:31 e 12:11. Portanto, o significado da passagem prévia ajuda a esclarecer o significado das outras. Por fim, embora o anjo não tenha especificado para Daniel o ponto inicial dos 1335 dias, o contexto sugere que ele seja o mesmo dos 1290 dias. Um ano depois da publicação de seu livro, Pfandl ampliou e enriqueceu seus argumentos num panfleto intitulado Time Prophecies in Daniel 11, dizendo que as profecias de Daniel são apresentadas “de acordo com o princípio da repetição e ampliação”, em que cada visão “é sempre seguida por explicações”. Assim, Daniel 12:5-13 seria um “epílogo” ou ampliação da visão precedente de Daniel 11, e não “uma nova visão com um novo tópico”. Além disso, ele defendeu que as palavras hebraicas pala (“coisas incríveis”, “maravilhas”) e tamid (“diário”, “contínuo”) também ligam essas seções finais com os eventos de Daniel 11 como referência às horríveis blasfêmias pronunciadas pelo rei do norte. Pfandl concluiu que os 1290 e os 1335 dias começam com a conversão de Clóvis em 508 e terminam, pela ordem, em 1798 e 1843/1844. INTERPRETAÇÃO LITERAL A interpretação tradicional adventista, que defende que as profecias de Daniel 12 devem ser interpretadas usando- se o princípio de um dia por um ano (conforme Lv 25:8; Nm 14:34; Ez 4:6, 7) e o método historicista, permaneceu por décadas sem ser desafiada. Contudo, uma série de estudos recentes feitos por teólogos e leigos mudou o panorama. Por um lado, alguns sugerem que esses períodos proféticos cubram um período literal no passado, apenas alguns anos após a morte de Daniel. Essa escola, que teve pouco impacto no pensamento adventista, é conhecida como preterista. Por outro lado, há um grupo mais recente que começou a enfatizar uma nova abordagem futurista para os 1290 e os 1335 dias. Mas essa metodologia não deve ser confundida com a escola futurista protestante.

Todo Adventista deveria estudar o livro de Daniel para entender a história pela perspectiva de Deus, mas é preciso saber interpretar os códigos utilizados pelo profeta

Alberto Timm e Gerhard Pfandl consideram a interpretação futurista a mais desafiadora para a escatologia adventista. Ao que parece, Robert Hauser foi um dos primeiros a apresentar a ideia de um cumprimento futuro dessas profecias. Seu pensamento encontrou eco em alguns membros e até pastores e teólogos. Por exemplo, o Dr. Siegfried Schwantes, teólogo brasileiro, e Kenneth Cox, conhecido evangelista, defenderam um cumprimento literal desses “dias” de Daniel antes da segunda vinda de Jesus. Samuel Nuñez, um erudito na área do Antigo Testamento, também advoga essa interpretação. Para Nuñez, os 1260, 1290 e 1335 dias são literais e se cumprirão no futuro, tendo início com uma lei dominical nacional ou universal. Segundo ele, há várias razões para se pensar assim. Uma delas seria a estrutura quiástica de Daniel 12, a qual indica que os versos 1 a 6 e 8 a 13 têm que ver com os eventos do tempo do fim. Além disso, diz Nuñez, sempre que o Antigo Testamento usa as palavras yom ou yamim (“dia”, “dias”) com um número ordinal ou cardinal, a medida descrita é literal. Isso seria evidente pelo fato de que, ao apresentar os períodos simbólicos de Daniel 7 (iddan), Daniel 8 (ereb boqer), Daniel 9 (sabuim) e Daniel 12:7 (mo’ed [“tempo”]), o profeta nunca usou o termo yom (“dia”). Para Nuñez, Daniel empregou a mesma estratégia literária em todas as visões: descreve a visão e então menciona o período profético (7:2-14, 25; 8:3-12, 14, 26; 11:2–12:4, 7, 11, 12). Os únicos períodos que devem ser entendidos literalmente seriam os apresentados em Daniel 12:11 e 12. Porém, enquanto nas três primeiras visões do livro (capítulos 2, 7, 8) a estrutura literária tende a ser simbólica, nos últimos capítulos (11, 12) ela tende a ser literal. A expressão “homem vestido de linho” (11:6) indicaria que a visão de Daniel 12 deve ser entendida como apontando para o tempo do fim. Essa abordagem ganhou certo apoio no meio adventista, mas foi pequeno em comparação com a visão historicista tradicional. INTERPRETAÇÃO IDEALISTA A interpretação idealista, com sua perspectiva multifocal, também representa o pensamento da minoria. Não tiveram muita aceitação os cumprimentos múltiplos defendidos por Desmond Ford (o chamado “princípio apotelesmático”) e a abordagem literária de Zdravko Stefanovic. Ford propôs uma interpretação para tentar harmonizar todos os principais sistemas de estudos proféticos (historicista, preterista e futurista). Por sua vez, Zdravko defendeu uma abordagem idealista ou espiritual que minimiza a aplicação histórica das profecias apocalípticas. Desmond Ford analisou Daniel 12 a partir de um método histórico-crítico-gramatical-contextual. No prefácio do Commentary of Daniel escrito por Ford, o erudito F. F. Bruce observou que o teólogo adventista redigiu sua dissertação de doutorado “com base na exegese primária do texto bíblico”, enquanto no comentário ele explorou o “senso plenário” das visões de Daniel. Ford esboçou brevemente sua posição a respeito dos 1290 e dos 1335 dias, dizendo que essas datas poderiam ser entendidas pelo princípio do dia-ano ou dia-dia. Assim, esses períodos teriam dois cumprimentos completos. Para ele, a profecia se cumpriu com Antíoco Epifânio e suas ações repulsivas no templo de Jerusalém. Um cumprimento secundário teria ocorrido ao longo da história da igreja medieval, com “a supremacia do anticristo entre 538 e 1798”. Mas Ford não limitou os possíveis cumprimentos dessas profecias a esses dois eventos, pois haveria outro provável cumprimento nos últimos dias. Há poucos anos, Zdravko Stefanovic, professor de estudos em Antigo Testamento, escreveu um comentário sobre Daniel intitulado Daniel: Wisdom to the Wise, que recebeu elogios por apresentar novas perspectivas e, ao mesmo tempo, preservar a compreensão histórica adventista. O autor dividiu seu comentário em três partes principais. Primeiro, ele explorou os aspectos linguísticos, literários e históricos do texto original. Na segunda seção, ele fez uma exposição, apresentando o que o autor quis dizer. A última parte é um sumário do ensino do livro, explicando o significado do texto para hoje. Stefanovic se distanciou das aplicações históricas das profecias de Daniel e, portanto, do seu significado simbólico. Para ele, os 1260, os 1290 e os 1335 dias aparecem em progressão numérica, o que levaria o leitor do livro a saber que uma aparente “demora” quanto à expectativa do fim é possível do ponto de vista humano. Portanto, Deus não teria revelado a Daniel uma sequência histórica de suas ações, mas apenas informado que suas batalhas contra as forças espirituais antagônicas durariam mais do que Daniel e os crentes poderiam prever. Porém, nesse caso, Daniel seria um livro sem nenhuma ênfase profética e escatológica. Depois de analisar essas perspectivas, podemos concluir que a abordagem simbólica de Daniel 12:11 e 12 ainda é a interpretação mais plausível. Ela respeita a estrutura literária, contextual e temática do livro de Daniel. Conforme enfatizou Jean Zukowski em sua tese defendida na Universidade Andrews em 2009, os anos de 508 e 538 se destacam como datas-chave em que “os modelos de relacionamento entre igreja e estado e entre governantes e clérigos mudaram”. A interpretação adventista tradicional das profecias de Daniel continua válida e faz parte da nossa identidade escatológica. Contudo, aproveitando o conceito de “verdade presente” tão caro ao adventismo, ela pode ser refinada e se beneficiar da mentalidade pós-moderna para apresentar novos aspectos e apoiar uma contínua expectativa da segunda vinda de Jesus. [Créditos da imagem: Fotolia] ABNER F. HERNANDEZ está cursando o doutorado em história da igreja na Universidade Andrews]]>
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<![CDATA[Guerra dos tronos]]> https://tempoprofetico.com.br/guerra-dos-tronos/ Sat, 28 Mar 2020 12:28:39 +0000 https://licao7.com.br/?p=492

A expressão “guerra dos tronos” foi popularizada recentemente devido a uma violenta fantasia épica escrita por George R. R. Martin. A saga, pelo que se lê na imprensa, tem seduzido uma multidão de fãs ao apresentar o que a humanidade tem de pior. Os livros deram origem a uma das séries de TV mais caras da história, intitulada em inglês Game of Thrones. Imprópria para os cristãos, ela pode representar mais um passo para condicionar uma geração às estratégias do diabo no tempo do fim. Esse enredo é ficção, mas uma guerra real pelo trono do Universo ocorreu há muito tempo. Felizmente, o lado luminoso venceu, e os rebeldes foram expulsos do Céu (Ap 12:7-9). Ocorre que o conflito teve novos desdobramentos, em outros cenários, e agora ganha intensidade e dramaticidade no fim dos tempos (v. 12). O tema do trono permeia o Apocalipse, um mosaico dos grandes enfoques bíblicos, e mostra que os eventos retratados nesse livro que encerra o cânon incluem uma disputa mortal pelo poder, com repercussões eternas. No caso do oponente de Deus, o poder é apenas uma tentativa de controlar o mundo e receber adoração. Mas por que o trono ganhou tal destaque? SÍMBOLO DE SOBERANIA Trono é uma cadeira especial, ricamente ornamentada, tendo um assento alto, um encosto retangular e braços e pernas torneados, às vezes com figuras de animais, onde costumam sentar-se reis, monarcas, papas e outros dignitários poderosos. Em sentido abstrato, é uma metáfora para o poder real, um lugar de onde saem decisões e ordens, favores e sentenças, bênçãos e maldições, vida e morte. A palavra vem do grego, com o sentido de assento ou cadeira com um apoio para os pés. No grego antigo, a expressão Dios thronos era usada para descrever o “suporte dos céus”, o eixo do mundo. Desde a antiguidade, reis e divindades sentados em tronos são comuns na iconografia do Oriente Próximo. De acordo com Homero, os aqueus costumavam colocar tronos vazios nos palácios reais e nos templos para que os deuses pudessem sentar-se neles, caso desejassem. Por sua vez, os romanos tinham um trono para o imperador e um para a deusa Roma. Estátuas dela eram colocadas sobre os tronos, que se tornavam centros de adoração. O problema é que desses tronos não poderia surgir nenhuma ajuda. O auxílio também não podia vir dos tronos gravados nas moedas romanas e associados a vários deuses, tampouco dos tronos vazios, com apenas um capacete, símbolo da guerra e do governo. Bispos representantes da Igreja Católica, da Igreja Ortodoxa e da Igreja Anglicana, entre outras, também se assentam em um trono, a cathedra, que representa sua autoridade formal sobre o rebanho. O trono do papa (a Cathedra Romana) é localizado na Basílica de São João de Latrão, a catedral do bispo de Roma. Contudo, nenhum deles pode realmente defender os súditos. No contexto bíblico, o trono tem um lugar de destaque. No Antigo Testamento, em que o termo “trono” aparece 135 vezes, vemos muitas referências ao trono de Deus como símbolo de seu poder e personificação de sua justiça, especialmente nos Salmos. “O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de equidade é o cetro do teu reino”, diz o poeta (Sl 45:6). “Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem”, acrescenta (Sl 89:14). “Nos céus, estabeleceu o Senhor o seu trono, e o seu reino domina sobre tudo”, lemos em outro lugar (Sl 103:19). O Altíssimo tem um trono esplendoroso, e alguns profetas tiveram o privilégio de contemplá-lo. Em sua visão espetacular, Isaías (6:1-3) viu “o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono”, circundado por serafins. Usando linguagem parecida, Jeremias (17:12) diz: “Trono de glória enaltecido desde o princípio é o lugar do nosso santuário.” Com palavras pitorescas, Ezequiel (1:26, NVI) descreve: “Acima da abóboda sobre as suas cabeças havia o que parecia um trono de safira, e, bem no alto, sobre o trono, havia uma figura que parecia um homem.” Ao redor do trono divino sempre estão seres servindo, louvando e adorando aquele que vive para todo o sempre, o único digno de receber toda a glória e honra. Durando mais do que as estrelas, o trono divino está firme “desde a antiguidade” (Sl 93:2) e “subsiste de geração em geração” (Lm 5:19). Além de ser fundamentado na justiça e revestido de santidade, ele é o depósito dos infindáveis tesouros celestiais. MOLDURA CONCEITUAL Se o trono é mencionado em muitos lugares da Bíblia, é no Apocalipse que ele ganha destaque e centralidade. Das 62 vezes em que a palavra “trono” aparece no Novo Testamento, 47 se encontram nesse livro, sendo que 36 vezes (76,6%) se referem ao trono de Deus. Você acha que isso é coincidência? “Estruturalmente, a parte visionária do livro (4:1–22:5) começa e termina com visões que fortemente enfatizam a centralidade do trono: a primeira no contexto celestial (4:1–5:14) e a última no contexto terrestre de uma nova criação (22:1-5)”, escreveu Laszlo Gallusz num estudo recente publicado no Journal of the Adventist Theological Society. “Essa inclusão sugere que o livro tenha sido organizado dentro da moldura das visões do trono.” A visão da sala do trono, em Apocalipse 4 e 5, com seu duplo foco no trono de Deus (capítulo 4) e do Cordeiro (capítulo 5), concentra 19 menções ao trono em 25 versos. Como disse Elisabeth Schüssler Fiorenza em seu livro Revelation: Vision of a Just World, essa visão estabelece “o fundamento retórico e provê as imagens simbólicaschave para tudo o que vem a seguir”. Para Gallusz, que é professor no Seminário Teológico de Belgrado (Sérvia), “o status que o Cordeiro recebe no capítulo 5 se torna inteligível somente em relação ao trono divino”. A primeira coisa que João viu depois que a porta do Céu se abriu foi o trono (4:2), o que pode ser uma forma de indicar a mudança para a esfera celestial na visão. “Portanto”, conforme sublinha o teólogo, “o trono de Deus é retratado em Apocalipse 4 como o eixo do mundo, o centro imóvel de toda a realidade”. Deus e o Cordeiro estão no centro porque sãos os criadores de tudo, efetuaram a salvação da humanidade, garantem a justiça no Universo e merecem a adoração de todos os seres. O Cordeiro (arnion), principal título cristológico no livro, aparece 29 vezes, sendo 28 delas aplicadas a Cristo, que é o fator decisivo para a solução do conflito cósmico. Como se fosse um arco-íris, o Apocalipse retrata uma série de círculos concêntricos, mostrando Deus e Cristo no centro, depois os quatro seres viventes, os 24 anciãos, uma hoste de anjos e os redimidos de todos os tempos e lugares. As expressões “ao redor do trono”, “rodeando o trono” e equivalentes (4:3, 4, 6, 8; 5:11; 7:11), tradução dos termos gregos kyklothen e kyklo (“círculo”, “anel”), sugerem um arranjo circular. Essa ideia de que o Céu é “diagramado” em círculos concêntricos com um trono no meio não é exclusividade do Apocalipse, pois aparece também nos livros apócrifos de Enoque. As cenas de tronos em Apocalipse envolvem aspectos do ambiente do culto (vindos da tradição litúrgica judaica) e do mundo político (voltados ao contexto greco-romano). Os hinos de louvor, que aparecem em vários lugares do livro e acompanham seus eventos principais, indicam adoração. Em seu livro Revelation’s Hymns, lançado neste ano, Steven Grabiner argumentou que o tema do conflito cósmico é fundamental para a compreensão da narrativa do Apocalipse, e os hinos devem ser lidos nesse contexto. O conflito começou no templo celestial, onde a soberania absoluta de Deus foi desafiada, e os hinos de louvor ao Criador ocorrem nesse ambiente. Por sua vez, o ato de lançar as coroas diante do trono divino (4:10), indicando que apenas Deus merece toda honra, pode ser compreendido em contraposição aos cerimoniais reais helenísticos e romanos, em que os conquistados depositavam suas coroas aos pés do conquistador (Tácito, Anais 15.29). Por isso, o trono está ligado aos temas da adoração e da disputa pelo poder, coisas que formam o epicentro dos eventos finais. A ideia de que o motivo do trono estrutura todo o conteúdo do Apocalipse, como defende Gallusz, precisaria de um estudo mais aprofundado, mas não há dúvida de que esse é um dos temas centrais do livro. Não por acaso, a partir do capítulo 4, o autor retrata Deus como ocupando o trono celeste nada menos do que 12 vezes, empregando seis formas gramaticais diferentes. O trono não tem que ver apenas com o lado político da guerra, mas com a vindicação do caráter de Deus. A leitura do Apocalipse e da história religiosa do mundo a partir do plano da salvação, típica dos evangélicos, precisa ser completada por essa dimensão do grande conflito (ver Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 68). Uma perspectiva começa com o mundo e termina com o fim dele. A outra começa antes da criação e continua na eternidade. VOCÊ NO TRONO O trono divino revela claramente o poder de Deus, mas também sua santidade e seu amor. Por isso, ele está ligado aos principais eventos do plano da salvação. Conforme destacado por Gallusz, “as visões do trono aparecem em cinco contextos no Apocalipse: nas cenas do templo celeste, na descrição do ‘dia da ira’, na resolução do conflito cósmico, na cena do julgamento milenial e na visão final da nova criação”. Esses aspectos colocam outros grupos do Apocalipse em relação direta com o trono de Deus, seja na categoria de aliados (em que a esfera de ação é o Céu) ou na categoria de adversários (cuja esfera de ação é a Terra). A besta, que tem seu próprio trono (16:10), o que indica que ela tenta usurpar o poder de Deus, seguindo o espírito de Satanás, entra na segunda categoria. Na visão adventista, besta é o poder romano cristianizado, ou o cristianismo romanizado. A vitória do cristianismo sobre seu rival, o paganismo, criou um império alternativo. A ambição pelo poder brilhou nos olhos de alguns líderes dos primeiros séculos e eles se uniram a um império que criava seus próprios deuses. Surgiu então a igreja imperial. No livro Igreja: Carisma e Poder, lançado em 1981 e que o levou a ser silenciado pelo Vaticano, Leonardo Boff criticou a hierarquia “piramidal”, “personalizada”, “cósmica e sagrada” da igreja de Roma, em que a voz do superior é a voz de Deus. Falando da besta do mar descrita em Apocalipse 13, identificada por uma série de intérpretes como a Roma cristã, Jacques Doukhan escreveu em seu livro Secrets of Revelation: “Por trás da máscara de religiosidade esconde-se a aspiração totalmente humana pelo poder. Deus não tem importância para a igreja. É tudo um jogo político.” A aparente democracia do Vaticano na atualidade é vista por muitos como apenas uma estratégia para recuperar o poder e a influência de outros tempos. Isso pode demorar, pois Roma “pensa em séculos”, mas é o alvo final. A questão não é apenas estar no trono, pois no Apocalipse Jesus promete que os vencedores poderão sentar-se com ele em seu trono (3:21). Os santos receberão autoridade para julgar e se assentarão em tronos (20:4). A questão é sentar-se no trono para tentar tomar o lugar que pertence exclusivamente a Deus e a Cristo. Ao longo do livro, o trono serve para destacar a legitimidade do poder divino e a vindicação do caráter de Deus, pois o livro se encerra com as relações restauradas. No fim do Apocalipse (22:1-5), numa linguagem típica da criação e do Jardim do Éden, incluindo o rio e a árvore da vida, o fim da maldição e a vida novamente na presença de Deus, o conflito termina e tudo volta ao estado original. O trono de Deus (partilhado pelo Cordeiro), que aparece como a fonte dessas bênçãos (v. 1), estará no meio da cidade (v. 3), sem opositores e com milhões que celebram a vitória. “A cena visionária final também resolve a questão do poder, que é o assunto central no livro”, observa corretamente Gallusz. “Ela retrata o lado vitorioso do conflito cósmico, os legítimos ocupantes do trono, mas ao mesmo tempo ressalta a diferença fundamental entre a natureza do governo de Deus e a do governo dos poderes terrestres. Enquanto o regime da besta é voltado para si e nega a vida, o reinado de Deus promove a vida, pois busca o bem-estar da criação.” No novo mundo pós-conflito, Deus será o centro de toda a criação outra vez, e todos se regozijarão ao redor de seu trono. Se o trono de justiça foi usado para vencer e julgar, agora o trono de graça será a fonte de eterna felicidade. A melhor notícia é que Deus está no trono e sempre estará. O trono não está vago. O Universo não é governado por um déspota, mas pelo Rei amoroso e justo. Na verdadeira guerra dos tronos, o lado bom vence. MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista]]>
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<![CDATA[Dois anos de Francisco]]> https://tempoprofetico.com.br/dois-anos-de-francisco/ Sat, 28 Mar 2020 12:31:52 +0000 https://licao7.com.br/?p=495

O discurso pastoral do papa Francisco conquistou rapidamente os cristãos ao redor do mundo. Seu sorriso franco e o tom bem-humorado de suas falas abriram espaço nos meios de comunicação e na imprensa de modo geral. Dos últimos papas, este é o mais fotografado e o mais exposto. Após sua eleição em 13 de março de 2013, o papa disse que os cardeais foram buscá-lo “no fim do mundo”. É o primeiro americano e o primeiro jesuíta a exercer o pontificado. A eleição de Francisco ocorreu num momento em que tanto a Igreja quanto o Estado tinham baixa apreciação do público. No Oriente Médio e norte da África, a chamada “primavera árabe”, desde 2010, tinha escancarado a indignação das populações contra os regimes ditatoriais. No primeiro semestre de 2013, os esquemas de espionagem do governo americano, revelados por Edward Snowden no WikiLeaks, colocaram em descrédito a maior democracia do mundo. Na Europa, as figuras de Berlusconi e Putin criavam constrangimento para o poder político. Por outro lado, a Igreja Católica enfrentava constantes denúncias de pedofilia por parte de seus sacerdotes em diversas partes do mundo, além de sinais de corrupção na Cúria Romana. Nesse contexto de decadência da autoridade, o papa causou impacto ao escolher um nome de grande apelo social. Francisco de Assis é exemplo quase milenar de humildade e renúncia. Com sua fala cordial e simples, como o “papa dos pobres” e o “pastor das multidões”, Bergoglio passou a preencher uma lacuna e a capitalizar para o papado o prestígio perdido pelas figuras mais centrais do poder no mundo. O resultado da habilidade extrema de se relacionar com as massas e os meios de comunicação tem rendido ao papa uma exposição sem precedentes na história do papado. Nem mesmo João Paulo II teve tão generalizada apreciação por parte de católicos, da imprensa, dos políticos e até das demais religiões. O presidente americano, Barack Obama, disse que o papa possui “grande autoridade moral” e que pode “levar as pessoas ao redor do mundo a repensar atitudes antigas e recomeçar o mundo com decência e ­compaixão”. O rabino Abraham Skorka, amigo pessoal de Francisco, disse que o papa “leva Jesus a sério” e que tem potencial para grandes mudanças no catolicismo e na religião em todo o mundo. Se os papas anteriores (João Paulo II e Bento XVI) eram teólogos, Francisco também defendeu tese de doutorado e é autor de diversos livros, mas todos com forte tom pastoral. Um fenômeno de massas, ele tem mais de 17 milhões de seguidores no Twitter. Cativa as pessoas com suas atitudes simples e despojadas. Durante seus anos como cardeal em Buenos Aires, o estilo franciscano de Bergoglio já despertava admiração. Ele se locomovia em geral de ônibus e metrô, morava num pequeno quarto atrás da catedral metropolitana e preparava a própria comida. Como papa e chefe do Estado do Vaticano, ele tem recusado o luxo costumeiro dos estadistas europeus, mantendo o estilo de fazer ligações pessoais a amigos e fiéis. Na edição de 11 de dezembro de 2013, a revista Time elegeu o papa Francisco como a personalidade do ano. Segundo o periódico, “o que torna esse papa tão importante é a rapidez com que ele capturou a imaginação de milhões de pessoas que tinham perdido a esperança”. TENDÊNCIAS Cinco principais linhas de ação podem ser consideradas distintivas destes dois anos de pontificado. Primeiro, Francisco tem uma habilidade incomum de encantar e cativar as multidões, o que lhe projeta como um líder global com perfil messiânico. Mesmo na imprensa secular, ele é unanimidade como representante de direitos humanos, liberdade e paz. Francisco tem se revelado também um talentoso articulador político. Conseguiu promover a reaproximação entre Estados Unidos e Cuba, levando esses países a retomar relações interrompidas desde 1961, por ocasião da revolução cubana. Ele reuniu no Vaticano os presidentes da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e de Israel, Shimon Peres, acompanhados ainda de Bartolomeu, o patriarca ortodoxo de Constantinopla. Foi convidado a discursar no Parlamento Europeu, ocasião em que desafiou os políticos a buscar uma nova visão social e política para a “envelhecida Europa”. Em terceiro lugar, o papa tem mostrado um pendor em aproximar a igreja do mundo secular. Apesar de afirmar sua preocupação com o secularismo como o “trabalho do diabo e do anticristo”, ele tem se declarado favorável ao evolucionismo teísta, assim como o papa João Paulo II, além de sinalizar abertura ao ateísmo e homossexualismo. Soma-se a isso o fato de ele ser “antenado” e usuário perspicaz dos meios de comunicação, o que pode ser parte das estratégias de Francisco para atrair a Europa descrente e secularizada de volta ao catolicismo. Também é preciso destacar a aversão do papa ao fundamentalismo, vertente sociorreligiosa que tem se tornado progressivamente antagonizada no mundo. Segundo ele, sejam muçulmanos ou cristãos, os fundamentalistas são agressivos e perigosos, mesmo quando não praticam o terrorismo. Por fim, o papa Francisco se destaca como um articulador do ecumenismo. Ele enviou uma mensagem paradigmática a líderes carismáticos nos Estados Unidos, na qual conclamou os cristãos a superar as divisões obsoletas do passado e a caminhar para a formação de um único rebanho de Cristo no mundo. Em maio de 2014, em Jerusalém, ele pediu a união de todas as religiões em favor da paz mundial. Com essas frentes de ação, é possível imaginar os resultados do pontificado de Francisco em termos de um vasto ecumenismo, incluindo ateus e secularizados, como uma força-tarefa global em favor da paz. Isso seria uma grande realização, não houvesse o perigo de essa coalizão se voltar contra uma minoria que não veja nesse ecumenismo o resultado da ação do Espírito Santo em levar as pessoas a obedecer à Palavra de Deus.
ELE NÃO É O 8º REI

Os “reis” mencionados na visão de Apocalipse 17 devem ser entendidos dentro do contexto das relações entre Igreja e Estado, cuja descrição começa em Apocalipse 16. O parêntese na sexta praga mostra que “três espíritos” (poder religioso global) buscam o apoio dos “reis do mundo inteiro”. No capítulo 17, a visão da mulher (poder religioso) “montada” numa besta (poder político-militar) indica que a campanha dos espíritos foi bem-sucedida e que a religião conseguiu dominar o poder político. Por isso, a besta escarlate não exibe diademas (símbolo de poder real), pois, no contexto enfocado na visão, esse poder está nas mãos da mulher (igreja). Os sete “reis” devem ser vistos como poderes temporais (ou impérios) capazes de emitir decretos contra a obediência a Deus, ao longo da história. “Reis” é uma designação costumeira para reinos ou impérios (Dn 7:17, 23). O chamado “oitavo rei” deve ser entendido como um último poder político da mesma natureza dos sete anteriores. Os anteriores dão sustentação à religião falsa, ao longo da história, em sua luta contra o povo da aliança. A religião falsa, “montada” no poder dos impérios, difunde suas heresias (santidade do Sol e do domingo e imortalidade da alma, o vinho de Babilônia) desde o Egito até o fim do tempo, e persegue e mata profetas, santos e apóstolos (Ap 18:20, 24). Assim, o 8º rei deverá ser uma entidade de natureza política capaz de dar sustentação à igreja falsa em seu confronto final contra o remanescente de Deus no fim do tempo.  [Fotos: Gabriel Bouys/AFP e Fotolia] VANDERLEI DORNELES é redator-chefe associado da Casa Publicadora Brasileira e autor do livro O Último Império]]>
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<![CDATA[Retrato falado]]> https://tempoprofetico.com.br/retrato-falado/ Sat, 28 Mar 2020 12:35:09 +0000 https://licao7.com.br/?p=499 A descrição bíblica sobre a (i)moralidade social dos últimos dias se cumpre em nossa geração Sinais-retrato-falado-foto-fotolia Mensalão, petrolão, reality show, funk ostentação, selfie, relacionamento aberto, casamento gay, pedofilia, estupro, serial killer e muito mais. Monte o quebra-cabeça e você verá a terrível face da iniquidade. Esse horroroso e multifacetado retrato está estampado todos os dias nos meios de comunicação e reflete a degradação moral da sociedade contemporânea. Será que esse panorama tem alguma coisa a dizer sobre o fim do mundo? De acordo com a Bíblia, “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus” (2 Timóteo 3:1-4, itálico acrescentado). As palavras que introduzem esta matéria soam como uma espécie de “tradução na linguagem de hoje” dos termos que o apóstolo usou para caracterizar a sociedade do tempo do fim. Isso significa dizer que a situação moral do mundo atualmente é uma evidência inequívoca de que Jesus está próximo de voltar. É verdade que as ondas de imoralidade são cíclicas na história humana e que os pecados que degradam nossa sociedade não são novos. Porém, como “dores de parto”, a imoralidade de nossos dias entrou numa onda crescente, parecendo não haver mais limites para a maldade. Mais do que pecados cometidos aqui e ali, estamos assistindo à generalização da impiedade e à institucionalização da iniquidade. Em nome de um pretenso avanço, os mais nobres valores da espécie humana estão sendo esfacelados e substituídos por moralidades difusas, criadas para atender a insaciabilidade corrupta, promíscua e perversa que destrói a sociedade. Neste artigo, a maior parte dos exemplos vem da realidade brasileira, que pode representar perfeitamente o panorama mundial. Corrupção O sujo esquema de compra de votos de parlamentares conhecido como mensalão desviou para as contas de políticos corruptos 141,5 milhões de reais. Após quase nove anos da revelação dessa fraude de proporções monumentais, 24 dos 40 indiciados pelo Ministério Público foram condenados. No entanto, um detalhe chama a atenção: alguns políticos, ao serem presos após condenação por esse crime vexatório, deixaram-se fotografar com o punho levantado, sugerindo resistência e heroísmo. Não há arrependimento nem vergonha! Como se o mensalão não fosse suficiente, o país foi surpreendido com a notícia de que sua principal estatal, a Petrobras, vem sendo descaradamente assaltada pelo mesmo grupo político. A soma do roubo apurada até aqui já chega a meio bilhão de reais, valor que faz o mensalão parecer “mensalinho”. O mais triste é que posturas assim não são exclusivas de quem detém o poder, mas refletem o padrão social corrompido de nossos dias. Diga-se de passagem, as últimas eleições brasileiras evidenciaram que, na hora do voto, a maior parte do eleitorado não leva em consideração o tema da corrupção. Desvios de recursos públicos e coisas semelhantes apenas refletem o cotidiano de muitas pessoas. Sonegação de impostos, compartilhamento ilegal de sinal de internet e desonestidade de forma geral são algumas das práticas que revelam a face corrupta da sociedade. “Egoístas”, “avarentos”, “traidores” e “atrevidos”. Paulo realmente acertou em cheio na descrição da humanidade que viveria antes da volta de Jesus. O apóstolo Tiago (5:1-4) se uniu a ele, denunciando o acúmulo de riqueza adquirida por meio de fraude, corrupção e exploração. A corrupção gera opressão e sofrimento, e isso apressa o fim da longanimidade de Deus. A resposta divina para a recorrente pergunta bíblica sobre a injustiça, “até quando, Senhor?”, surge sempre quando o cálice dos opressores transborda (Gênesis 15:16; Êx 3:9). A vinda de Jesus é a resposta. Por isso, Tiago conforta a igreja: “Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tiago 5:8). O transbordamento inigualável da corrupção revela a iminência do retorno de Jesus. Orgulho Atualmente, assistimos também a uma avassaladora onda de autoexposição nas redes sociais. Só para se ter ideia, o termo selfie foi escolhido pelo dicionário Oxford como a palavra do ano em 2013. As pessoas andam narcisisticamente apaixonadas por si mesmas. Como a madrasta malvada de A Branca de Neve e os Sete Anões, milhares perguntam todos os dias: “Facebook, Facebook meu, existe alguém mais bonito, inteligente e espiritual do que eu?” Isso tomou conta do mundo. Porém, mesmo na classe artística, há quem esteja cansado dessa febre que parece não querer passar. A atriz Fernanda Montenegro declarou recentemente, em tom de desabafo: “Selfie é um terror, um horror, uma idiotice. Aí eu pergunto: vai fazer o que com isso?” Esse exibicionismo egolátrico, aparentemente inocente, relaciona-se com o orgulhoso desejo humano de ser mais do que o outro e estar sempre em evidência. É como escreveu C. S. Lewis: “O prazer do orgulho não está em se ter algo, mas somente em se ter mais que a pessoa do lado. Dizemos que uma pessoa é orgulhosa por ser rica, inteligente ou bonita, mas isso não é verdade. As pessoas são orgulhosas por serem mais ricas, mais inteligentes e mais bonitas que as outras” (Cristianismo Puro e Simples, p. 163). Orgulho é olhar para a vida e ver apenas um espelho. Talvez venha daí a volúpia das fotos com o celular na mão diante da própria imagem refletida, na súplica por curtidas e elogios. Existem também formas menos sutis de manifestação do orgulho. A disseminação de estilos musicais como funk ostentação escancara diante da sociedade o egotismo e a baixeza da condição humana, a qual em segmentos mais refinados está escamoteada em “boa educação” e finesse. Os chamados MCs ostentam, em clipes musicais e shows, todo tipo de artigos de luxo e instigam o desejo de adolescentes e jovens carentes de possuir esses itens. O resultado é frustração e criminalidade.

O mundo dá sinais evidentes de que a iniquidade chegou ao seu auge

No íntimo, o orgulho, com todas as práticas humanas que o refletem, está ligado a seu originador, Satanás: “Tu dizias no seu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14:13, 14). Lúcifer estava tão apaixonado por si mesmo que não conseguia imaginar ninguém acima dele, nem mesmo Deus. Nessa declaração, o sujeito “eu” aparece cinco vezes e indica a amplitude da egolatria do diabo, a qual também é estampada no rosto de todo ser humano não regenerado. O retrato da sociedade nos últimos dias é um traçado, cada dia mais aprimorado, da face de Satanás. Perversão sexual No âmbito da sexualidade, o quadro não é menos aterrador. Em 5 de maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, por unanimidade, a união civil entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. Desde essa data, o Estado brasileiro concede todos os direitos civis próprios de um casamento para as ­uniões estáveis homossexuais. Para instrumentalizar a decisão do STF e tornar ainda mais dramático o quadro, em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) baixou uma resolução que obriga os cartórios brasileiros a oficiar a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Nesse mesmo ano, foram realizados 3.071 casamentos homossexuais, de acordo com dados do Registro Civil e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na mesma direção, em 2011, o Conselho Federal de Medicina (CFM) também aprovou uma medida que garante aos casais homossexuais o direito de recorrer a técnicas de reprodução assistida financiadas pelo SUS. Decisões como essas afastam de forma definitiva a sociedade do ideal divino para a sexualidade humana e a família. O homossexualismo não é uma prática recente no mundo, mas a institucionalização e o incentivo dessa conduta aproximam a geração atual da condição dos habitantes de Sodoma e Gomorra, cidades condenadas e destruídas também porque adotaram como estilo de vida o pecado que a Bíblia chama de “abominação” (Gênesis 19:4, 5; Levítico 18: 22). O tratamento dado à homossexualidade atualmente é apenas um aspecto do panorama mais amplo e degradante em que se encontra a sexualidade humana. Depois do famigerado beijo gay na TV, a escala descendente de perversão na mídia flerta com o casamento aberto (tipo de relacionamento em que o cônjuge libera o parceiro para a infidelidade), o poliamor (casamento com múltiplos parceiros) e outras aberrações do gênero. Diante disso, o sempre presente adultério nas novelas brasileiras virou coisa pequena. Os reality shows popularizam todo tipo de perversão, incentivam a iniquidade e, o pior, arrebentam em audiência. Isso faz cumprir a descrição bíblica de que, nos últimos dias, os homens seriam “mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus”. Toda essa onda de pecaminosidade é encarada com a maior naturalidade do mundo. A respeito dessa insensibilidade humana para o erro, Isaías adverte: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce por amargo! […] Por isso, se acende a ira do Senhor” (Isaías 5:20-25). A relativização do pecado apressa o derramamento do cálice da ira de Deus (Apocalipse 14:10). Violência A criminalidade se multiplica de maneira assustadora. Centenas de pessoas são mortas todos os dias. Periodicamente, novos assassinos em série são revelados. O tráfico de drogas só cresce, e o número de suas vítimas fatais sobe em proporções dantescas. Essa barbárie é explorada sadicamente em programas de televisão, o que insensibiliza ainda mais a consciência humana, que já está cauterizada. Filmes e séries retratam heroicamente a violência, glorificam a maldade e barateiam a morte. Mais uma vez, Paulo acertou. Os homens são realmente “cruéis”, “implacáveis”, “inimigos do bem” e “sem domínio de si”. Sobra desamor em relação à vida humana, que, em alguns casos, é reduzida ao valor de coisas insignificantes. Roubos, latrocínios, assassinatos em série, chacinas, guerras e genocídios testemunham escandalosamente que o fim chegou. Você pode estar pensando: “Mas sempre houve maldade no mundo. O que me diz que o fim realmente está próximo?” O que diferencia esta geração são as proporções gigantescas e a dimensão global da iniquidade. “Com a crescente atividade do príncipe do mal, é de se esperar que o curso milenar do mal chegue a um clímax de intensidade nos ‘últimos dias’” (Comentário Bíblico Adventista, v. 7, p. 358). O mundo em que vivemos dá sinais evidentes de que a iniquidade encontrou seu auge. Vemos todos os dias a representação mais perfeita da imoralidade predita para o fim. Outro retrato Ao mesmo tempo, outro retrato com traços completamente opostos tem sido pintado: a face de Jesus, estampada no rosto de seus filhos. Como luz em meio a trevas, o povo de Deus comunica ao mundo a iminência do retorno do Senhor (Apocalipse 14:6-12) e espera com ansiedade esse acontecimento (2 Pedro 3:12). A iluminação da Terra com a mensagem do evangelho indica também que o fim chegou (Mateus 24:14; Apocalipse 18:1). A antítese entre o retrato de Jesus estampado na face de seus filhos e a selfie de Satanás publicada na sociedade é evidente. A atuação do povo de Deus ameniza as injustiças provocadas pelos ímpios, mas também acirra a oposição, o que resulta em perseguição e sofrimento. Por isso, a sociedade igualitária, sonhada nas utopias da modernidade, só será possível quando for estabelecido o reino de Deus na Terra (Isaías 65:17-25). Com o reflexo de Cristo em todos, o novo mundo será marcado por justiça, fraternidade, pureza e paz (2 Pedro 3:13). Qual deve ser nossa postura diante desses quadros tão antagônicos que anunciam o fim de todas as coisas? Vamos deixar Jesus responder: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lucsd 21:28). Vem, Senhor Jesus! [Imagem: Fotolia] Vinícius Mendes é editor associado na Casa Publicadora Brasileira]]>
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<![CDATA[Cidade de Ouro]]> https://tempoprofetico.com.br/cidade-de-ouro/ Sat, 28 Mar 2020 12:38:40 +0000 https://licao7.com.br/?p=503 Medidas da nova Jerusalém mostram a grandiosidade da futura capital do Reino de Deus
A belíssima canção “Jerusalém de Ouro” (Yerushalayim Shel Zahav), composta por Naomi Shemer em 1967, transformou-se num segundo hino nacional para o povo de Israel. Ela foi interpretada por grandes nomes da música, incluindo-se Ofra Haza, Roberto Carlos e o adventista Leonardo Gonçalves. Sua poesia traduz dois milênios do anseio de um povo pelo retorno à sua capital espiritual. Inicia com o “ar das montanhas” em uma cidade “aprisionada em seu sonho”. Fala de uma Jerusalém solitária, recolhida em si, como que tendo “um muro em seu coração”. “Choram os ventos nas cavernas das rochas”, lamentando ausências no “mercado vazio”, enquanto Sião anela rever seu povo no “templo da montanha” e os que descem “para o Mar Morto via Jericó”.

A nostalgia dá lugar a uma declaração de amor a Jerusalém, descrita em tons reluzentes, refletindo o imenso valor que seus filhos exilados lhe atribuem. No refrão irrompe um cântico de incomparável sonoridade na língua original: “Jerusalém de ouro, de bronze e de luz [veshel or]. Para todas as suas canções serei o violino [ani kinor]”.

Aos que estão familiarizados com as profecias bíblicas é impossível não relacionar essa poesia à Nova Jerusalém – uma cidade cujo brilho dourado não é apenas poético, mas incrivelmente literal. Uma cidade que concentra em si a realização de todas as promessas de Deus aos fiéis de todos os tempos.

Contudo, apesar de muito se falar e se cantar a respeito da Jerusalém futura, é preciso ir além para entender e, por que não, sonhar com o que foi revelado sobre ela. Há certas distorções a respeito da Nova Jerusalém. Isso se reflete, por exemplo, nas concepções artísticas da cidade, geralmente desenhadas como uma tímida Nova York de ouro, cheia de torres. Porém, não foi isso o que o apóstolo viu.

A visão

Assim como o idoso Moisés subiu a um monte e avistou milagrosamente toda a terra de Canaã (Deuteronômio 34:1-5), o velho ­apóstolo foi transportado a uma “grande e elevada montanha” para contemplar a cidade santa, cuja extensão é incomparavelmente maior (Apocalipse 21:2, 10).

Nas descrições da Nova Jerusalém, predomina um literalismo singular no Apocalipse. A cidade é uma cidade, o muro é um muro, as portas são portas, a árvore da vida é uma árvore, o rio é um rio, o trono é um trono, etc. Não há nenhuma indicação de um sentido subjacente a esses elementos. No entanto, cada componente literal da Nova Jerusalém tem uma representatividade, um significado especial para o povo de Deus.

Comecemos pelo formato da cidade, que João descreve como um cubo gigantesco – “seu comprimento, largura e altura são iguais” (Apocalipse 21:16). Isso remete o leitor ao único recinto cúbico do Antigo Testamento: o lugar santíssimo do santuário terrestre, onde se manifestava a presença visível de Deus (1 Reis 6:20; Êxodo 25:21, 22). A Nova Jerusalém será, toda ela, o lugar santíssimo, no qual toda criação adorará a Deus (Isaías 66:23; Apocalipse 21:22). Por isso, não haverá sentido em se construir ali um santuário, assim como não faria sentido colocar um aquário no fundo do mar.

As dimensões inimagináveis da cidade – “12 mil estádios” ou 2.200 km – também falam. Alguns eruditos, talvez assustados com o número, supõem que ele se refira à soma dos quatro lados. Porém, ainda que fosse assim (com lados de 550 km), a cidade superaria a extensão das maiores metrópoles mundiais somadas, e suas estruturas se projetariam para o espaço. No entanto, se as medidas da cidade forem de 2.200 km, também podemos acreditar, pois nela habitará aquele que não pode ser contido nem pelos “céus dos céus” (2 Crônicas 6:18).

Por outro lado, as dimensões exageradas da cidade nos falam sobre a “extravagância” da graça. A cidade reflete todo o “exagero” do amor de Cristo que foi “até o fim” (João 13:1), superlativo “em toda a sua largura, comprimento, altura e profundidade” (Efésios 3:18, NTLH). João descreve uma estrutura tão vasta que seus zeros não cabem numa calculadora: a grosso modo, equivalente a um prédio de 733 mil andares, cada um com uma área de 4,84 trilhões de metros quadrados, que ofereceriam 17 trilhões de apartamentos de 200 metros quadrados. Tanto a cidade quanto o amor divino refletem um conceito que, em física, se chama de singularidade – algo tão diferente quanto inexplicável.

Lugar para todos

A Nova Jerusalém não será um clube de poucos. O sangue de Cristo não foi derramado para salvar apenas um punhado de pessoas, mas uma “grande multidão que ninguém podia enumerar” (Apocalipse 7:9). O amor de Deus, embora resistível, é todo-inclusivo em suas intenções, “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9).

Pouco antes de dar sua vida, Jesus afirmou que na “casa” de seu Pai “há muitos aposentos” (João 14:2, NVI; do grego monai), como se Deus quisesse receber todos os filhos em sua casa, cada um em seu lugar reservado. O que parece uma simples afirmação poética de Cristo se mostra real na Nova Jerusalém. A tradição cristã, talvez influenciada pelo sonho americano, alterou a linguagem da promessa, ensinando que Cristo está construindo mansões. Porém, tanto Cristo como João nos falam de um novo lar, no singular, embora isso não impeça empreendimentos futuros na nova Terra. O Pai nos quer mais perto dele do que imaginamos. “Deus mesmo estará com eles [os seres humanos]. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Apocalipse 21:3, 4). Não há linguagem mais forte que essa!

Há profundas lições eclesiológicas sobre os nomes das tribos de Israel acima das portas, e dos apóstolos sobre os fundamentos da muralha, entre outros belíssimos aspectos. Todo esse “eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2 Coríntios 4:17), só nos faz sonhar e cantar sobre nossa formidável Jerusalém de ouro. Por outro lado, imaginamos que o Céu também anseia pela nossa presença. Talvez os lugares vazios “sintam” a ausência dos filhos de Deus. Numa época tão solene como esta, ainda há tempo para repensarmos nossas prioridades e a que lugar pertencemos. Neste mundo escuro “não temos cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” (Hebreus 13:14). Nenhum atrativo daqui pode ser mais compensador do que entrar “na cidade pelas portas” (Apocalipse 22:14). Não é por acaso que o Apocalipse termina com o maior e mais direto apelo da Bíblia: Vem!

Diogo Cavalcanti é editor na Casa Publicadora Brasileira

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<![CDATA[O cenário da batalha final]]> https://tempoprofetico.com.br/o-cenario-da-batalha-final/ Sat, 28 Mar 2020 12:40:31 +0000 https://licao7.com.br/?p=506 Adoração é a atitude decisiva no clímax do grande conflito, que se aproxima cada vez mais e envolverá o mundo todo

Você sabe em que consistirá a famosa batalha do Armagedom, por que ela ocorrerá e onde terá lugar? Descobrir esses aspectos é essencial para entender o cenário da guerra final, conforme retrata o Apocalipse. Para começar, o reavivamento da igreja dará grande ímpeto à restauração da verdade na Terra. O Apocalipse representa isso na imagem do quarto anjo (18:1) que se une aos três primeiros em proclamar as mensagens angélicas. O ponto de partida para a crise final é emergência do remanescente em assumir sua missão de forma corajosa. As três mensagens angélicas proclamam o “evangelho eterno” e anunciam o juízo iniciado em 1844. Além disso, constituem-se num ataque direto às estruturas da Babilônia mística e chamam os sinceros a repudiar a marca da besta a fim de se livrarem das sete últimas pragas (v. 9-10). Enfim, os três anjos chamam a humanidade a adorar e obedecer ao verdadeiro Deus. O movimento global de restauração da verdade desperta a ira dos inimigos de Deus. Por isso, o dragão entra em “guerra” direta contra o remanescente que vindica os “mandamentos de Deus” (Ap 12:17, ARC). A palavra para “guerra” vem do verbo grego polemeo, usado para a “batalha” entre Miguel e o dragão (Ap 12:7). Esse será o momento em que o remanescente é envolvido diretamente no grande conflito. A restauração da verdade conduz ao surgimento de uma geração de “santos”, uma coalizão de fiéis testemunhas da Palavra de Deus. Eles também são chamados de “cento e quarenta e quatro mil” (Ap 14:1) e os “eleitos e fiéis” (17:15). Paralelamente, as forças opositoras também caminham para a formação de uma coalizão. Isso é revelado na visão dos três espíritos imundos (Ap 16:13), uma contrafação dos três anjos de Apocalipse 14. Esses espíritos se dirigem aos “reis do mundo inteiro” com o objetivo de “ajuntá-los” para a “batalha” (do grego, polemos) do grande dia de Deus (Ap 16:14). Essa coalizão tem sua dimensão religiosa retratada na figura dos três demônios, a qual é chamada de “cidades das nações” (16:19) e “grande meretriz” (17:1, 18). A dimensão política é retratada na figura dos “reis do mundo inteiro” e, por sua vez, é chamada de “segunda besta” (13:11), “águas do Eufrates” (16:12) e “oitavo rei” (17:11). O teólogo adventista Jon Paulien afirma, no livro Armageddon at the Door, p. 133, que a formação dessas “confederações globais vai indicar claramente a chegada dos eventos finais na história da Terra”. Armagedom  Os três espíritos, representando as religiões de todo o mundo, conseguem congregar os “reis da terra”, e os ajuntam num lugar que “em hebraico se chama Armagedom” (Ap 16:16). Alguns acham que se trata de uma guerra entre as nações orientais e as ocidentais, no vale de Jezreel, na Palestina. Outros creem que a batalha seja de natureza religiosa, na qual os reis do mundo do inteiro, influenciados por suas religiões, farão uma investida final contra os fiéis de Deus. João viu que a sexta praga provoca a secagem das “águas do Eufrates”, preparando o “caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol” (Ap 16:12). Uma vez que as “águas” sobre as quais a meretriz se assenta são “povos, multidões, nações e línguas” (17:15), a sexta praga prevê, portanto, a retirada do apoio desses povos, o que resulta na própria queda da Babilônia. Nesse caso, a visão dos espíritos imundos em ajuntar “os reis do mundo inteiro” (Ap 16:14) seria um parêntese na narrativa da sexta praga para revelar como a situação de conforto e sustentação da Babilônia foi construída, naturalmente antes das pragas. Se o Armagedom é uma batalha dos reis e das religiões do mundo inteiro contra o remanescente fiel, espalhado por toda a Terra, por que João diz que os “reis” foram “ajuntados” num lugar chamado “Armagedom”? Enfim, onde será travada a última batalha? O estudo da palavra empregada por João tem levado estudiosos adventistas a conclusões pertinentes. A palavra “Armagedom” é a junção de duas palavras: (1) o termo hebraico har, que é “monte”; e (2) o nome Magedon, que é a transliteração do hebraico Megiddo para o grego. Assim, “Armagedom”, literalmente, quer dizer “Monte de Megido”. Para que o Apocalipse empregasse esse local como uma metáfora da última batalha do grande conflito, algo decisivo teria de ter acontecido ali. Os locais e eventos usados como símbolos no Apocalipse são aqueles de grande representação na história de Israel. No Antigo Testamento, Megido era parte da herança dada à tribo de Manassés (Jz 1:27). Era uma antiga cidade cananeia no vale de Jezreel, entre Samaria e a Galileia, com mais de 300 km2. O vale tem esse nome porque, na extremidade sul, ficava a cidade de Jezreel. O lado norte é limitado pelas montanhas de Nazaré, e o lado sul é formado pelos montes de Samaria, incluindo as montanhas de Gilboa. De fato, Megido era uma cidade, não um monte. Essa cidade é mencionada no relato da batalha entre os reis de Canaã contra Israel, liderado vitoriosamente por Débora e Baraque (Jz 5:19). Entretanto, essa não é pertinente como exemplo para a batalha final envolvendo adoração. Por outro lado, nenhum dos montes ligados ao vale de Jezreel teve importância no cenário do grande conflito. Carmelo Contudo, ao identificar todas as montanhas ligadas ao vale de Jezreel, chega-se, por fim, ao monte Carmelo, que é o cume da borda sudeste do vale, próximo à cidade de Megido. Consta que o Carmelo é o ponto mais alto no cume, exatamente olhando para Megido. Neste monte, realmente houve um confronto paradigmático entre Yahweh e Baal, entre Elias e os falsos profetas. Esse evento figura entre os grandes acontecimentos da história de Israel. Por sua coragem, Elias se projetou como um dos maiores profetas do povo hebreu. Ele se tornou um tipo de João Batista e do remanescente do fim do tempo, em preparar o caminho para a volta de Cristo. O Carmelo é o monte célebre mais próximo à cidade de Megido. Faz sentido que João se referisse a ele com o codinome “Monte de Megido”, ou seja, “Armagedom”, da mesma forma que o Corcovado pode ser chamado de Monte do Rio de Janeiro, pois este é o mais célebre dessa cidade. No monte Carmelo, Elias congregou o povo de Israel para a grande prova do verdadeiro Deus (1Rs 18:19-22, 36-38). O profeta mandou “ajuntar” na montanha de Megido “todo o Israel”, bem como a multidão dos profetas de Baal, os quais ensinavam o povo a adorar a um deus pagão. A falsa religião era comandada por uma rainha pagã, chamada Jezabel. Corajosamente, Elias “restaurou o altar de Deus que estava em ruínas” (1Rs 18:30). O evento do Carmelo se ajusta perfeitamente às visões de Apocalipse 13 e 17, nas quais uma religião falsa usa o poder político das nações, o que configura uma relação adúltera entre a igreja e o estado, como o ponto de partida para a guerra ao remanescente. Essa relação é miniaturizada para o profeta na figura de uma meretriz montada numa besta. A meretriz reproduz a figura de Jezabel, enquanto a besta reproduz a figura do rei Acabe. Jezabel conseguiu dominar a personalidade fraca de seu marido israelita, o que resultou num processo de paganização do reino de Israel. No Apocalipse, um processo de idolatria global resulta de a religião falsa conseguir “montar” (ou reinar) sobre os reis da Terra. No relato de 1 Reis, as palavras “ajuntar”, “todo” e “altar” são expressões-chave. Em Apocalipse 16:12-16, o verbo “ajuntar” ocorre duas vezes. João usa o termo synago, de onde vem “sinagoga”, que quer dizer “congregação”. No relato de 1 Reis, o verbo hebraico para “ajuntar” é qabats, o qual é traduzido na versão grega por episynago (1Rs 18:20), da mesma raiz. A noção de “totalidade” é bem atestada em ambos os relatos. “Todo” o Israel é reunido no monte Carmelo, bem como todos os falsos profetas. No Apocalipse, as três mensagens angélicas são proclamadas a todas as nações (Ap 14:6), e os espíritos de demônios se dirigem aos “reis do mundo inteiro” (16:14). Os termos comuns e o sentido compartilhado de restauração do altar, por parte de Elias, e de restauração da verdade, por parte do remanescente, sugerem que o evento do Carmelo poderia estar na mente de João ao visualizar a batalha do Armagedom. Tendo o evento do Carmelo como sua história de fundo, João prevê a batalha do Armagedom em termos de um confronto entre a verdadeira e a falsa religião. Entre o verdadeiro e o falso dia de adoração. Entre o Deus verdadeiro e a falsa representação dele na religião da meretriz e da besta. Dessa forma, a batalha do Armagedom não deverá ser um confronto no vale de Jezreel, na Palestina. Poderá, de fato, abarcar toda a Terra. Onde quer que a verdade e a lei de Deus sejam restauradas, ali se estabelecerá o conflito final. No Apocalipse, portanto, o Armagedom não deve ser exatamente um “monte geográfico”, mas um “evento escatológico” que se estenderá por toda a superfície da Terra e deverá se prolongar por certo tempo, pelo menos desde o decreto dominical até a queda da Babilônia, por ocasião da sexta praga. O reavivamento da igreja, no cumprimento de sua missão, deverá precipitar a última batalha na Terra. Nesse conflito, os fiéis de Deus sabem que são vitoriosos “pelo sangue do Cordeiro e pela Palavra do seu testemunho”. Vanderlei Dorneles, pastor e jornalista, é editor de livros na Casa Publicadora Brasileira]]>
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<![CDATA[A última moda]]> https://tempoprofetico.com.br/a-ultima-moda/ Sat, 28 Mar 2020 12:43:07 +0000 https://licao7.com.br/?p=509

Em meio à generalizada falta de pudor, representantes das novas gerações redescobrem a modéstia

A leitura de uma reportagem sobre jovens tradicionalistas católicos chamou-me a atenção sobre a ­recuperação de um valor que eu imaginava em estado de coma há tempos: a modéstia. Numa rápida pesquisa na internet, dando especial atenção às mídias sociais (onde se pode verificar as tendências mais recentes), descobri centenas de vídeos e textos dedicados à modéstia, a maioria produzida por moças da chamada geração Z (nascidas um pouco antes ou depois do ano 2000). Escolhi a esmo uma das postagens, cliquei, e eis que surge na tela uma adolescente sugerindo como transformar as “roupas antigas”, como ela especificou os vestidos e blusas de alças e as saias acima dos joelhos, em modelos mais recatados. Depois visitei a página virtual de uma livraria religiosa. Em destaque entre os mais vendidos aparecia uma coletânea de textos sobre a modéstia na aparência. Pelo menos entre esse segmento, parece que se vestir com decoro tornou-se a última moda.

A tendência de trajar-se com recato está associada com a valorização da castidade, que é levada a sério por esses jovens. Ainda na mesma matéria que me despertou para o assunto, uma das adeptas do novo conservadorismo, com 20 anos de idade, revelou que seus pais “acham um pouco exagerada a questão da castidade”. Espantei-me com a informação. Acostumados com a imensa permissividade da cultura contemporânea, a pureza parece escandalosa. Surge então uma garotada que, enfastiada com a promiscuidade, a vulgaridade e a falta de pudor da geração de seus pais, vai em busca de algo radicalmente diferente e a encontra na virtude cristã da decência.

Falar sobre modéstia na aparência é extremamente complicado. O tema suscita confusão e discussão desnecessárias. A modéstia é um valor essencialmente cristão, mas há motivos pouco cristãos para se insistir nela, como legalismo, moralismo, hipocrisia e até mesmo, ironicamente, vaidade e lascívia, justamente os pecados antagônicos à virtude em questão. Para muitos, a modéstia é uma força de opressão religiosa, com base em normas arbitrárias para controlar pessoas. Para outros, seus preceitos são tradições que seguem costumes infundados, futilidades diante da grandeza da revelação do evangelho. Apesar de as normas de um vestuário decente variarem com o tempo e a cultura, a modéstia continua sendo um princípio cristão permanente.

TRÊS VIRTUDES

O vestuário e os adereços que nos cobrem precisam ser determinados pela força de pelo menos três outros valores cristãos essenciais para a santidade de vida. A modéstia autêntica não é legalista nem moralista, mas é a expressão exterior das virtudes interiores da pureza, da simplicidade e do desprendimento.

Jesus Cristo ensinou um alto padrão de pureza moral. Em Sua época, havia a opinião de que a transgressão do sétimo mandamento, o “não adulterarás” (Êx 20:14), se restringia à relação sexual entre duas pessoas que não fossem casadas entre si. O Mestre pontuou que a imoralidade não se resume a um ato, mas expressa o que está no coração (Mt 15:19; Mc 7:21). O pecado da lascívia acontece também em pensamentos, sentimentos, palavras, olhares e insinuações. Contemplar uma pessoa para alimentar desejos indecentes com a imagem de seu corpo é pecado (Mt 5:27-30).

Obviamente, sugerir pensamentos sensuais em outros com a apresentação da própria imagem corporal também é pecado (Pv 7:10). O princípio da pureza na área da modéstia cristã estabelece que o cristão deve se vestir de modo a inibir pensamentos impuros naqueles que o veem. Apesar de não sermos responsáveis pelos desejos pecaminosos daqueles que nos enxergam, é nosso dever, por meio de nosso vestuário, tornar mais difícil para todos sentirem luxúria ao nos contemplarem.

O outro princípio da modéstia é a simplicidade. A roupa não é apenas um abrigo para preservar o corpo (no aspecto físico e moral); ela demonstra também o gosto, o estado de espírito e os valores. Independentemente da moda, o importante é que a roupa do cristão jamais transmita a impressão de vaidade, ostentação e extravagância. Essas obras da carne não combinam com o desejo de exaltar a Deus. Investir tempo, energia e dinheiro desproporcionais ao cuidado com a aparência constitui o pecado da vaidade.

Finalmente, o desprendimento também se manifesta na nossa maneira de revestir nosso corpo. Quando o patriarca Jacó conclamou sua família e agregados para uma reconsagração a Deus, eles se desfizeram de brincos e mudaram o vestuário, atitude que resultou em proteção divina (Gn 35:1-5). Apesar de, nos tempos bíblicos, o uso de joias ser comum, e de algumas passagens descreverem personagens bíblicos usando adornos, o ensinamento bíblico condena o ato de cobrir o corpo com adereços (Êx 33:3-6; Is 3:18-23; 1Tm 2:9, 10; 1Pe 3:3, 4). Entende-se, portanto, que é sinal de obediência a Deus abrir mão de usar brincos, colares, correntinhas, anéis, pulseiras, braceletes, tornozeleiras e piercings.

Da mesma forma, não há motivo para um cristão fazer tatuagens (Lv 19:28) ou encher o corpo de pinturas. As tatuagens estão ligadas a certos grupos e expressam uma ideologia. Em Levítico 19:28, Deus proíbe colocar marca sobre o corpo. Na época, os egípcios costumavam tatuar os corpos das mulheres em associação com cultos da fertilidade, enquanto os cananeus marcavam/cortavam o corpo com finalidade ritual. Até mesmo a maquiagem exagerada, sempre mencionada na Bíblia sendo usada por pessoas que desagradavam a Deus (2Rs 9:30; Jr 4:30; Ez 23:40-43), pode se transformar num problema. Isso bastaria para desestimular a pintura do corpo entre aqueles que desejam honrar a Deus.

Nosso corpo é destinado a ser santuário para a habitação do Espírito Santo (1Co 6:19). A santidade deve começar em nosso interior e alcançar nosso exterior (Mt 23:26). Diante do espelho, “revistam-se do Senhor Jesus Cristo e não façam nada que venha a satisfazer os desejos da carne” (Rm 13:14, NAA). Por isso, sem pender para o moralismo e o legalismo, é importante cuidar do vestuário.

FERNANDO DIAS, pastor e mestrando em Teologia, é editor associado de livros na Casa Publicadora Brasileira

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<![CDATA[A política da religião]]> https://tempoprofetico.com.br/a-politica-da-religiao/ Sat, 28 Mar 2020 12:46:19 +0000 https://licao7.com.br/?p=512

O mundo atual vive um paradoxo: ao mesmo tempo, ele se distancia e se aproxima de Deus, e os próprios atores políticos que defendem a liberdade religiosa correm o risco de impor um padrão de religião que ameaça destruir essa liberdade. Ou seja, à medida que a sociedade se torna mais secularizada, ela se volta também para a religião, o que desperta uma tentativa autoritária de salvar os princípios da religião livre. Em tal contexto polarizado, tudo é politizado, inclusive a religião, que se mistura com o neonacionalismo e o populismo radical. Há uma estranha narrativa político-religiosa sendo escrita em nível mundial.

Com diversos tons e um raivoso discurso antiglobalista, o fenômeno “imprevisto” do novo nacionalismo afeta um grupo crescente de países do Ocidente e do Oriente, incluindo Áustria, China, Dinamarca, Estados Unidos, Filipinas, França, Hungria, Holanda, Índia, Indonésia, Inglaterra, Israel, Itália, Japão, México, Polônia, Rússia, Turquia e, claro, o Brasil. Os motivos que desencadeiam esse fenômeno são vários: crise econômica, imigração incontrolável, crescente desigualdade social, perda de valores morais, enfraquecimento das instituições tradicionais… No vácuo da incompetência, da insegurança e do medo, os populistas entram com seu discurso moralizante e hostil às elites, mas, longe de renovar a moral e beneficiar o povo, constroem uma nova ideologia e substituem uma elite por outra.

Se o patriotismo cívico é saudável, o nacionalismo fanático e ideológico pode se tornar sanguinário. Alguns dos piores crimes da história foram cometidos em nome da nação, inclusive a morte de Cristo (Jo 11:50). O nacionalismo do século 19 parecia inocente, mas se tornou um monstro genocida na primeira metade do século 20. Em uma entrevista ao jornal La Stampa publicada no dia 9 de agosto, o próprio papa Francisco, preocupado com o nacionalismo, reclamou: “Ouvimos discursos que lembram os de Hitler em 1934.” A religião cívica parece inofensiva, mas pode se transformar em uma fera perseguidora.

Nesse cenário, torna-se perceptível a silhueta da Igreja cortejando o Estado, ou vice-versa. Alguns países simplesmente intensificaram a relação já existente entre política e religião, enquanto outros buscam uma espécie de detox do ópio (anti)religioso representado pela ideologia que dominou boa parte do mundo nas últimas décadas. A reação pendular aos males causados pelo esquerdismo trouxe de volta um direitismo que, em longo prazo, pode causar males igualmente nefastos. O problema não é a interação amistosa entre religião e política, e sim a instrumentalização da religião para promover o radicalismo ideológico. O risco da mistura entre política e religião é politizar a religião e “religionizar” a política, o que é ruim para ambas.

O caso mais típico nessa linha é a realidade norte-americana, em que Donald Trump, um presidente improvável que percebeu os novos gostos políticos e usou amplamente as mídias sociais, foi saudado como uma espécie de “messias” pelos evangélicos. Não por acaso, ele recebeu o apoio de mais de 80% dos evangélicos brancos na eleição de 2016, apesar de mostrar comportamentos pouco afins ao evangelho. Uma pesquisa realizada em agosto do ano passado pela Associated Press em conjunto com o NORC Center for Public Affairs Research revelou que sete em cada dez evangélicos brancos do país apoiam o presidente.

Esses religiosos engajados na política se esquecem de que, para merecer respeito e ter sua voz realmente ouvida, eles precisam ter uma religião acima dos partidos políticos. Até porque vários estudos têm demonstrado que a afiliação política acaba influenciando as próprias escolhas religiosas, como argumenta Michele Margolis em seu recente livro From Politics to the Pews (The University of ­Chicago Press, 2018). Em outras palavras, não é só a religião que afeta a política; uma identidade partidária forte tem efeitos religiosos.

Para não ficar somente no caso dos Estados Unidos, vale fazer uma breve menção ao Oriente Médio. Se em muitos países é a economia que move a política, nos territórios do Oriente Médio é a religião que ainda manda. Em Israel, na Turquia e na maioria dos países da região, o pertencer à religião e o viver no território nacional se misturam, e o Estado faz parte do coração da identidade religiosa, conferindo significado e coesão social. A redefinição da religião pela nação-estado, ou às vezes a definição do estado-nação pela religião, faz surgir um nacionalismo religioso e uma homogeneização religiosa, ao contrário da Europa e da América, onde a separação entre Igreja e Estado possibilitou o pluralismo religioso.

Conforme Jocelyne Cesari explica no artigo “Unexpected Convergences: Religious Nationalism in Israel and Turkey”, publicado na revista Religions em 2018, as instituições políticas desses países não somente se apropriam da religião e a instrumentalizam, mas a “redefinem como parte da nova ordem social e política”. Para ela, “o nacionalismo religioso não é simplesmente o uso do islamismo ou do judaísmo para o controle político pelo Estado, mas, em vez disso, é um traço da nova psiquê dos cidadãos sob a nova ordem política, incorporado em comportamentos automáticos inculcados desde a infância”. Enfim, o aparato do Estado se encarrega de transformar o país em religião, ou a religião em nacionalidade.

O PERIGO DO AUTORITARISMO

Alguém pode argumentar que a religião e a política nunca estiveram realmente separadas, o que é verdade. Em alguma parte do mundo, em qualquer fase da história, as duas sempre caminharam juntas. Desde o momento em que o imperador Constantino supostamente viu no céu o sinal da cruz, acompanhado da inscrição “com este sinal vencerás”, e se ajoelhou em oração antes da batalha da ponte Mílvia sobre o rio Tibre, em outubro de 312, o mundo ocidental sempre teve que lidar com a tentação de unir religião e política. Ao comentar esse acontecimento, num capítulo do livro Politics, Religion and Political Theology (Springer, 2017), Michael Allen Gillespie escreveu: “De várias maneiras, desde aquela época, papas e imperadores, reis e cardeais, reformadores e príncipes, grupos confessionais e parlamentos têm lutado para encontrar maneiras de coexistir.”

Mesmo nos Estados Unidos, onde há uma separação constitucional entre Igreja e Estado, uma invenção tipicamente americana, uma vez que na Europa a relação Igreja-Estado era vista como algo natural, sempre houve uma mistura de interesses nas duas esferas. Embora “Deus” e o termo “divino” não apareçam explicitamente na constituição do país, tanto um quanto o outro são mencionados pelo menos uma vez em cada constituição dos 50 estados norte-americanos, num total de quase 200 menções, segundo um levantamento do Pew Research Center. Algumas constituições se referem ao “Criador”, “Senhor”, “Todo-Poderoso”, “Ser Supremo” e “Supremo Governante do Universo”. E sete estados (Maryland e outros seis) proíbem os ateus de exercerem cargos públicos, embora a lei não venha sendo aplicada, por temor de ferir a carta magna. Em Maryland (“Terra de Maria”), a crença em Deus ainda é um requisito até para testemunhas.

No prefácio do livro God’s Democracy (­Praeger, 2008), o historiador italiano Emilio Gentile escreveu: “Todos os presidentes dos Estados Unidos, desde os tempos do primeiro presidente, George Washington, terminaram seu discurso inaugural pedindo que Deus ­abençoasse a América, e nenhum presidente deixou de mencionar, pelo menos uma vez, sua fé no Deus Todo-Poderoso, na origem divina da democracia americana e na missão providencial da nação. O presidente americano é não apenas o líder político da nação, mas também o pontífice de sua religião civil.” Assim, o governo é visto como o protetor legal da liberdade religiosa, enquanto os políticos usam a religião e os religiosos usam a política para alcançar seus fins.

Que a mistura de religião e política está crescendo no mundo está bastante claro. A novidade é a intensidade dessa relação. Destacados atores (países) no teatro político estão indo na mesma direção ao mesmo tempo, e normalmente com virulência. Resultado? Assim como (e)ventos políticos decisivos do passado instigaram movimentos semelhantes em outras paisagens, a exemplo da Revolução Francesa, do fascismo e do comunismo, a guinada político-religiosa do momento também tem o poder de facilitar outros experimentos na mesma direção. Embora seja difícil prever se esse ciclo direitista será longo, o alinhamento em escala global pode representar risco.

No caso dos Estados Unidos, o ataque terrorista de 2001 claramente representou um momento apocalíptico na história mundial recente e motivou uma guinada na política da maior nação do planeta. A fragilidade do poderoso império despertou seu ímpeto contra as ideologias ameaçadoras. “O trauma que os americanos sofreram na tragédia de 11 de setembro foi não somente psicológico, existencial e político, mas, para os crentes, também religioso”, avalia Gentile. Para a população altamente religiosa dos Estados Unidos, o impacto foi enorme. Como poderiam os representantes de uma fé radical diferente humilhar a nação escolhida? Teria Deus abandonado a América? O que fazer para conter a religião rival? A estratégia foi a aproximação da ala mais fundamentalista do cristianismo americano com o segmento mais conservador da política de Washington, dando origem ao novo americanismo.

O risco da mistura entre política e religião não é a defesa de valores e princípios, mas politizar a religião e “religionizar” a política. Foto: Adobe Stock

CHOQUE DE RELIGIÕES

Na visão profética adventista, os Estados Unidos vão liderar o alinhamento político-religioso de boa parte do globo no fim dos tempos, perseguindo os dissidentes (Ap 13:15-17). Para isso, terá que mudar sua retórica e abandonar sua ideologia da liberdade, pelo menos na prática. A nação posará de cordeiro, símbolo de Cristo, mas agirá como dragão, símbolo de Satanás (Ap 13:11). A lei humana será honrada acima da lei divina, e o resultado será o caos.

Ellen White, pioneira inspirada do movimento adventista, tinha uma preocupação com a interface entre religião e política no contexto americano, prevendo que a religião controlará a política, criando um monstro feroz. “A fim de formarem os Estados Unidos uma imagem da besta, o poder religioso deve a tal ponto dirigir o governo civil que a autoridade do Estado também seja empregada pela igreja para realizar os seus próprios fins”, ela escreveu (O Grande Conflito, p. 443).

Logo à frente, ela completa: “Quando as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apoie as instituições, a América do Norte protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a aplicação de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável” (p. 445). Embora tanto a direita quanto a esquerda possam ser cooptadas pelo mal e se transformar em “bestas”, aqui o perigo vem da extrema direita religiosa, que existe desde o início do século 19, mas ganhou influência nas últimas décadas.

Na verdade, a nação norte-americana já vive um paradoxo: ao se ver na obrigação de defender o mito de que o país é o paradigma da liberdade religiosa, acaba se posicionando como a guardiã global da religião livre e forçando um conformismo ao seu padrão. Assim, a religião passa a ser um elemento definidor por excelência de quem é amigo e digno de confiança. No livro Beyond Religious Freedom (Princeton University Press, 2015), Elizabeth Shakman Hurd discorre sobre esse tema e afirma: “O discurso da liberdade religiosa descreve e legalmente define indivíduos e grupos em termos religiosos ou sectários e não com base em outras afinidades e relações – como, por exemplo, afinidades políticas, laços históricos ou geográficos, vizinhança ou afiliações ocupacionais, redes de parentesco, vínculos geracionais ou fatores socioeconômicos. Ao posicionar a religião como prioritária em relação a essas identidades e afiliações, o modelo dos direitos religiosos aumenta a importância sociopolítica do que as autoridades nacionais ou internacionais designam como religião.” Assim, o critério para julgar alguém é o religioso, a chamada “ecologia de afiliação”.

No fim, o que vai desencadear a fúria imperial norte-americana contra os dissidentes? Um conjunto de fatores, mas com destaque para a religião que não se alinhar com a ideologia político-religiosa dominante. De acordo com a controvertida tese de Samuel Huntington a respeito do “choque de civilizações”, as diferenças mais importantes entre os povos no mundo pós-guerra fria não mais são “ideológicas, políticas nem econômicas”, mas culturais. E a chave para definir o elemento cultural seria a religião. Em grande medida, ele argumentou em The Clash of Civilizations (Touchstone, 1996), “as principais civilizações da história humana têm sido intimamente identificadas com as grandes ­religiões do mundo; e pessoas que compartilham etnia e linguagem mas diferem em religião podem massacrar umas às outras”. No caso, haverá um choque de religiões. A percepção do risco de descristianização da América e a ameaça de islamização do mundo são elementos importantes nessa trajetória profética. O processo pode ser longo, com idas e vindas, mas chegará aonde a profecia sinaliza.

A ligação entre religião e política ou Igreja e Estado nunca termina bem. Não importa se o Estado é de direita ou esquerda, em algum momento ele se tornará Leviatã, o monstro imperial que age como soberano absoluto. A metáfora do Leviatã como um governo central que concentra todo o poder em torno de si e controla as decisões da sociedade, a fim de evitar o caos social ou situações chamadas de “estado de natureza”, é associada ao livro homônimo de Thomas Hobbes lançado em 1651. Porém, o simbolismo do verdadeiro Leviatã vem da Bíblia. Os monstros ou bestas de Apocalipse 13 são poderes político-religiosos cooptados pelo dragão (Satanás) para promover sua agenda de intimidação e perseguição. O objetivo é desviar o foco da adoração de Deus para si mesmo. Portanto, a política local ganha uma dimensão maior ao ser vista como um estágio na geopolítica cósmica.

Em síntese, o mundo político-religioso está mudando. A ideia de que a religião desapareceria do mapa diante das forças modernistas era compartilhada por grandes pensadores sociais do século 19. Hoje, eles perceberiam a complexidade da sociedade e explicariam as coisas de maneira diferente. A aproximação entre religião e política no momento pode ser apenas a soma de coincidências sociopolíticas, mas pode também ser a acentuação de um movimento global com futuras implicações proféticas. Sem sensacionalismo e apavoramento, os cristãos conscientes observam os acontecimentos e mantêm a esperança de que, depois do caos político-religioso, virá um reino de paz.

MARCOS DE BENEDICTO, pastor, jornalista e doutor em Ministério, é redator-chefe da Casa Publicadora Brasileira

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<![CDATA[A renovação do louvor e de quem louva]]> https://tempoprofetico.com.br/a-renovacao-do-louvor-e-de-quem-louva/ Sat, 28 Mar 2020 12:47:56 +0000 https://licao7.com.br/?p=516

Por que a transformação espiritual deve preceder a modificação ou a manutenção de liturgias e louvores
A grande questão da “música da igreja” não é musical, mas sim uma questão espiritual. Queremos resolver os problemas discutindo sobre música, quando deveríamos buscar soluções espirituais. Fala-se de escalas e estilos musicais, lançam-se anátemas contra a percussão, contra o melisma e até contra a síncope, quando deveríamos estar examinando os próprios corações e buscando edificar a congregação, a igreja. É claro que se deve estudar música, sua história, sua relação com a mídia, com a cultura e com a religião. Da mesma forma, também é preciso seguir falando de princípios teológicos de adoração e, sobretudo, se engajar na missão confiada à igreja. Mas nem o estudo musical nem o conhecimento teológico são capazes de estimular sozinhos um espírito de louvor ou de envolver pessoas no evangelho. Então a saída seria modernizar o equipamento de som, apagar as luzes e fazer o coral cantar “louvorzão”? Ou, por outro lado, usar somente o piano no louvor, cantar música do hinário e ter um coral entoando “Com Som de Trombetas”? Nada disso significa que um grupo ou outro esteja mais comprometido com a comunhão e a pregação do evangelho. Aliás, pode significar apenas que um grupo está comprometido com os tradicionalismos e outro está comprometido com as novidades. Na verdade, essas atitudes são mais musicais do que espirituais e evidenciam uma preocupação em renovar a música do culto sem antes renovar aqueles que oferecem um culto a Deus. Toda renovação genuína da adoração passa primeiro pela renovação genuína do coração dos adoradores a fim de que Deus seja adorado “em espírito e em verdade” (João 4:23). Os profetas (Is 29:13; Os 6:6; Am 5:21) repudiavam os cultos solenes não por causa da solenidade, mas por causa da hipocrisia dos que ofereciam o serviço de adoração. O povo centrava sua adoração em formas externas, como cânticos e holocaustos, mas seu coração estava longe de Deus. “Misericórdia quero, e não sacrifícios”, pedia Jesus (Mt 9:13). Isso não implica o abandono de cânticos e ofertas, mas sim que a adoração espiritual genuína vale muito mais que louvores antigos ou contemporâneos e instrumentos acústicos ou eletrônicos. Por isso, adoradores reconsagrados oferecem um culto renovado, pois a transformação espiritual deve preceder a modificação ou a manutenção de liturgias e louvores. Se a congregação é pouco participativa no louvor, pode ser que a seleção dos cânticos e/ou a forma de conduzir o louvor não estejam adequadas. No entanto, mesmo esses fatores não são apenas musicais, mas são também espirituais. E questões espirituais se resolvem espiritualmente. Por exemplo, a dedicação de músicos e cantores no serviço da igreja é uma questão espiritual, decorrendo daí suas escolhas e suas condutas. Como escreveu A. W. Tozer em The Knowledge of Holy: “Por sermos obra das mãos de Deus, segue que todos os nossos problemas e suas soluções são teológicos”. A renovação genuína daqueles que louvam produz adoradores contritos pela morte redentora do Cordeiro na cruz e também felizes pela esperança de vida que só encontram no Cristo que ressurgiu dentre os mortos. Adoradores imperfeitos mas dedicados à missão das boas-novas, reunidos para celebrar a fé, a esperança e o amor. É possível louvar a Deus sem amar, mas é impossível amar a Deus e não louvar. JOÊZER MENDONÇA, doutor em Musicologia (Unesp) com ênfase na relação entre teologia e música na história do adventismo, é professor na PUC-PR e autor dos livros Música e Religião na Era do Pop e O Som da Reforma: A Música no Tempo dos Primeiros Protestantes]]>
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<![CDATA[Uma nova reforma da igreja]]> https://tempoprofetico.com.br/uma-nova-reforma-da-igreja/ Sat, 28 Mar 2020 12:51:23 +0000 https://licao7.com.br/?p=519
Mudanças de formato e de discurso não são a reforma de que a igreja necessita
Dia 31 de outubro de 1517 é a data memorável dos evangélicos. Nesse dia, o monge agostiniano Martinho Lutero, doutor em teologia, afixou na porta da igreja do castelo de Wittenberg, na Saxônia, um cartaz com 95 proposições escritas contra a venda de indulgências, os certificados de perdão de pecados expedidos em nome do papa. A repercussão das ideias apresentadas no papel foi muito além do que seu autor poderia prever. O conteúdo das 95 teses foi publicado e divulgado por toda a Alemanha. Os argumentos de Lutero despertaram um protesto contra a submissão religiosa a Roma, que reagiu energicamente contra o monge e seus apoiadores. Assim nasceram os evangélicos, cristãos que rechaçaram o sincretismo, a superstição, a simonia, o tradicionalismo, a corrupção, o misticismo e o clericalismo presentes na igreja do século 16.
Hoje, 502 anos depois, há, entre os cristãos evangélicos, também aqueles que propõem novamente a reforma da igreja. Apesar de eventuais retrocessos e equívocos do protestantismo evangélico, essa necessidade não é incoerente com o espírito da Reforma. Refletindo sobre a Reforma por volta de seu primeiro centenário, o calvinista holandês Gisberto Voécio (1589-1676) cunhou o lema latino ecclesia reformata et semper reformanda est (a igreja é reformada e está sempre se reformando). Sim, reformar a igreja é imperativo entre os evangélicos. Há muitas reformas sendo feitas e solicitações de reforma. Talvez seja mais próprio falar em mudanças, para não desgastar o termo. A seguir, há sete aspectos da igreja que têm sofrido algum tipo de mudança hoje. A adoração. O culto solene e formal, em que a congregação canta canções inspiradas nos salmos e hinos compostos na época da Reforma e dos grandes avivamentos espirituais dos séculos 18 e 19, é mudada para uma adoração em estilo de espetáculo, com música contemporânea, profissionalismo vocal, bastante percussão e muita expressividade corporal. Também a pregação bíblica tem perdido espaço para que outras formas de comunicação artística tenham seu lugar no culto. Até mesmo a arquitetura da igreja tem mudado, para que o templo lembre ambientes de entretenimento. O ministério. O protestantismo surgiu dando aos leigos amplas responsabilidades ministeriais. O princípio do sacerdócio de todos os fiéis entregou às pessoas comuns a oportunidade de participar na liderança da igreja, na pregação e na elaboração da teologia, coisa que normalmente não acontece no catolicismo romano. As denominações evangélicas geralmente surgiram com um ministério leigo forte, com um pastor remunerado cuidando de várias congregações pequenas, nas quais oficiais leigos ministravam em sua ausência. O pastor era um mobilizador da evangelização leiga, não só um evangelista. Com o tempo, a tendência é ter um ou mais pastores remunerados ocupados com uma única congregação. Muitas vezes, isso é agravado por uma liderança personalista, que sufoca ainda mais o engajamento leigo no ministério, e um academicismo que inibe a reflexão teológica leiga. A comunidade. A família de Deus é composta por pessoas de todas as idades e níveis sociais. A Reforma aboliu castas dentro da igreja, mas hoje isso tem mudado com o surgimento de congregações concentradas em atender apenas um nicho específico da sociedade, sem propiciar a comunhão com pessoas de diferentes classes sociais, cultura e idade. A missão, originalmente inclusiva, tem demonstrado tendências de segmentação de pessoas. Além disso, têm surgido ministérios para atender quem não aprecia a igreja como ela é, mas que também não quer abandonar sua resistência e preconceitos em relação à comunidade religiosa. Esses ministérios criam grupos não inseridos no corpo maior de Cristo. O resultado é uma religião individualista, que não tolera a convivência com irmãos de personalidade diferente. A disciplina. Martinho Lutero ficou escandalizado com a devassidão que encontrou em sua visita a Roma em 1510. A conivência da liderança da igreja de então com o pecado foi uma das motivações da Reforma. Tradicionalmente, os evangélicos sempre tiveram provas de discipulado difíceis e uma disciplina rígida. A fé cristã é intolerante com o pecado e rígida com o pecador, se bem que aberta a redimi-lo por meio da contrição, do arrependimento e da disciplina. Isso tem sido substituído por uma aceitação do pecado mascarada de “amor”. É declarado que Cristo Se acercava de pessoas de pior reputação. Não é lembrado de quanto Ele foi intransigente com aqueles que não aceitavam mudar de vida. Acolhe-se na igreja pessoas não dispostas a abandonar o pecado, dando-lhes a ilusão de que Deus as aceita como são, sem regeneração. Omitem que a mensagem de Jesus concita o arrependimento, a mudança de mentalidade, de linguagem, de vestuário, de aparência, de dieta, enfim, uma transformação radical de vida. Não se impõe a renúncia aos valores e entretenimentos mundanos, os quais sufocam a santidade. A instituição. Talvez essa mudança afete muito mais algumas denominações, mas, em longo prazo, tem o potencial de destruir o denominacionalismo como um todo. Os movimentos evangélicos que se organizaram em estruturas denominacionais foram muito mais eficazes em se espalhar pelo mundo e em manter instituições de apoio à evangelização, como editoras, veículos de comunicação em massa, hospitais, escolas, universidades e entidades assistenciais do que aqueles que preferiram o congregacionalismo. No entanto, o espírito da época é questionar as instituições e acusá-las de corrupção. As organizações eclesiásticas não escapam e sofrem descrédito. O clamor é que as instituições possam ser dissecadas, com a desculpa da transparência; manipuladas, sob o pretexto da representatividade; enfraquecidas, na ideia de enxugamento. A desinstitucionalização da igreja deixa as comunidades locais concentradas exclusivamente em si mesmas e inviabiliza a missão mundial. A missão. A proclamação da mensagem bíblica por meio de estudos bíblicos, pregação evangelística, testemunho pessoal e outras formas mais explícitas de proselitismo são desestimuladas. Em seu lugar, a igreja passa a se preocupar exclusivamente em questões sociais, culturais e ambientais, no anseio de se tornar relevante para a sociedade. Muito forte entre os evangélicos hoje, “ativismo político” resumia-se, no Novo Testamento, a orar pelas autoridades e tentar convertê-las. A pregação direta, que confronta o pecado e concita o arrependimento, não torna a igreja relevante perante o mundo, mas para Deus, sim. A identidade. A igreja é chamada a ser fiel a Cristo e a Seus mandamentos. Essa fidelidade implica distinção do mundo, de sua cultura, de seu modo de vida, de suas crenças e de sua maneira de pensar. No entanto, o cristão tem se tornado cada vez mais indistinto do não fiel na aparência exterior, nas opções de lazer e nas prioridades de vida. Essas mudanças não são a reforma de que a igreja necessita. Muitos apreciam essas mudanças. A igreja que as adota ganha visibilidade entre os não crentes. É aplaudida por seu papel social, por sua inclusão, por sua modernidade e criatividade. Porém, essas mudanças contribuem bem pouco para o cumprimento do roteiro que Cristo estabeleceu para Sua igreja.
  • Um estilo de adoração mais moderno pode agradar mais pessoas, mas nem sempre agrada a Deus.
  • Um ministério personalista, profissionalizado e com um pastor exclusivo para uma congregação pode dar a impressão de progresso, porém demonstra quanto a igreja se acomodou ao entendimento mundano sobre vocação.
  • Uma comunidade menos eclesial não insere seus membros no corpo maior de Cristo.
  • Uma disciplina mais branda e um padrão de discipulado mais baixo mantém mais gente na igreja, porém gera pessoas mais descompromissadas.
  • Uma instituição mais enxuta tem manutenção mais barata e causa menos preocupações. No entanto, toda a estrutura eclesiástica existe para expandir a missão, e, se for desmontada e reduzida, como querem alguns, será ineficaz em alcançar com a pregação do evangelho “até os confins da terra” (At 1:8).
  • Uma missão mais social cria prestígio para a igreja, mas a pregação do evangelho como ele é sempre suscita oposição.
  • A identidade do cristão é um chamado para ser distinto do mundo, pois, se o mundo não percebe a diferença entre um cristão e um não cristão, é porque esse cristão não experimentou o poder do evangelho.
Obviamente, algumas mudanças são necessárias e muito bem-vindas. O que se questiona neste texto não é a necessidade ou conveniência delas; o preocupante é a energia que muitos líderes e membros têm empregado em mudanças que não restauram a igreja ao que Cristo estabeleceu que ela devesse ser, isto é, uma “nação santa”, “a fim de proclamar as virtudes Daquele que os chamou das trevas para Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9). A reforma de que a igreja mais necessita não é superficial, de discurso, aparência e formato. A igreja necessita, acima de tudo, de uma reforma profunda, espiritual. FERNANDO DIAS, pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira, está cursando mestrado em Teologia]]>
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<![CDATA[Datas para o advento]]> https://tempoprofetico.com.br/datas-para-o-advento/ Sat, 28 Mar 2020 12:54:11 +0000 https://licao7.com.br/?p=522

A postura cristã correta é de vigilância e não de especulação sobre o dia do retorno de Cristo
Era terça-feira, 22 de outubro, como hoje. O grupo de pessoas da Costa Leste dos Estados Unidos acreditava que aquele não seria um dia qualquer, mas sim o último neste planeta. Uma pregação persuasiva, referente à volta de Jesus, que começou com um simples fazendeiro, no verão de 1831, terminou com um público expectante estimado em centenas de milhares, no outono de 1844 (Cf. S. Bliss, Memoirs of William Miller, 1853, p. 98; W. R. Cross, The Burned-over District, 1950, p. 287; C. E. Sears, Days of Delusion, 1924, p. 244, 245). Depois de um estudo extensivo e aprofundado das profecias bíblicas durante sete anos, de 1816 a 1823, Guilherme Miller concluiu que tudo chegaria ao fim (cf.: W. Miller, Apology and Defence, August 1, p. 15; Miller’s Works, v. 1. Views of the Prophecies and Prophetic Chronology, p. 11). Em seus primeiros anos de investigação (1816-1818), ele buscou compreender e harmonizar períodos proféticos, como os 2.300 dias de Daniel 8:14; os 1.290 dias e os 1.335 dias de Daniel 12:11, 12, bem como os 1.260 dias de Apocalipse 11:3 e 12:6 (cf. Daniel 7:25; Apocalipse 11:2; 12:14; 13:5). Isso levou-o à conclusão de que Cristo poderia retornar por volta de 1843 (Alberto R. Timm, “The Sanctuary and the Three Angels’ Messages” [tese de doutorado], 1995, p. 7). Os cinco anos subsequentes (1818-1823) foram de recapitulação minuciosa, somando-se a esses mais oito anos de luta angustiosa com Deus (1823-1831), por medo de proclamar a mensagem (Memoirs of William Miller, p. 97, 98).
Diagrama Profético de 1843 preparado por Charles Fitch e usado pelos mileritas, antes do Grande Desapontamento, na pregação da volta de Jesus. Crédito: Centro de Pesquisas Ellen G. White
Um fator fundamental para que os mileritas, movimento que recebeu o nome de seu primeiro pregador, acreditassem que a data do fim do mundo seria 22 de outubro de 1844 foi a dupla interpretação de Miller sobre a purificação do santuário de Daniel 8:14, referente à igreja e à Terra. Esse pensamento se tornou predominante após 1842 (Cf.: W. Miller, Letter to Joshua V. Himes on the Cleansing of the Sanctuary, 1842. p. 8; P. Gerard Damsteegt. Foundations of the Seventh-Day Adventist Message and Mission, p. 34). Partindo desse pressuposto, a Terra era o santuário que seria purificado com o fogo que acompanharia a volta de Jesus, sendo esse raciocínio parcialmente coerente com 2 Pedro 3:7, onde está escrito que “os céus e a terra que agora existem têm sido guardados para o fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e da destruição dos ímpios”. É importante lembrar que a transição a.C. – d.C., com inexistência de um ano zero na escala histórica, e a correção posterior feita por Samuel Snow, fixaram a data em 22 de outubro de 1844 (S. Snow, Midnight Cry. February 22, 1844; The True Midnight Cry. August 22, 1844). O cálculo foi corrigido, e as informações histórico-interpretativas, referentes às datas de Daniel 8:14 e 9:24-27, estavam corretas, com exceção de um detalhe hermenêutico que, em sua falta, gerou uma avalanche de problemas que tornou aquele dia de outono mundialmente conhecido como “O Grande Desapontamento”. O único ponto despercebido pelos mileritas, correspondia a um fator estrutural que está escrito em Hebreus 8:1, 2, onde há a afirmação de que Cristo, o Sumo Sacerdote, “Se assentou à direita do trono da Majestade nos Céus, como Ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem”. Esse texto transfere o santuário de Daniel 8:14 para o Céu, contrapondo-se à interpretação tradicional milerita. Um pequeno fator interpretativo gerou um turbilhão de relatórios dramáticos, associados à expectativa gerada entre aqueles que acreditavam que o mundo terminaria em 22 de outubro de 1844. Henry Emmons, um milerita, descreveu o desapontamento com as seguintes palavras: “Esperei toda a terça-feira [22 de outubro] e o querido Jesus não veio; esperei toda a manhã de quarta-feira e estava bem de saúde como sempre, mas depois das 12 horas comecei a me sentir fraco e, antes do anoitecer, precisei de alguém para me ajudar em meu quarto, pois minha força natural estava me deixando muito rapidamente, e fiquei prostrado por 2 dias, sem sentir qualquer dor – doente de decepção” (The Day-Star, October 25, 1845, p. 6). No estado de New Hampshire, irmãos que semearam e plantaram em seus campos, não fizeram a colheita “para mostrar fé por meio de suas obras e, assim, condenar o mundo”. Essa prática se estendeu rapidamente pelo norte da Nova Inglaterra (The Advent Herald, and Signs of the Times Reporter, October 16, 1844, p. 88). Joseph Marsh, pregador milerita, abriu sua loja no dia 21 de outubro, e convidou a multidão para que pegasse chapéus, guarda-chuvas e o que mais precisassem. O dono de uma padaria em um local próximo se desfez de seus bens da mesma maneira (George. R. Knight, William Miller and the Rise of Adventism, 2010. p. 96, 177). Henry Bear, que também acreditava que o mundo chegaria ao fim, saldou todos os débitos de seus devedores, e doou seus bens e a chave de sua casa, ficando com menos de 80 dólares (Ronald L. Numbers & Jonathan M. Butler (eds.), The Disappointed: Millerism and Millenarianism in the nineteenth century, 1993, p. 219, 220). No entanto, um problema ainda maior se configurava para os dias seguintes dos mileritas. Um primeiro desapontamento já havia acontecido no dia 21 de março de 1844. Catorze meses antes dessa data, em janeiro de 1843, Miller havia afirmado: “Acredito que o tempo possa ser conhecido por todos que desejam entender e estar prontos para Sua volta [de Jesus]. E estou completamente convicto de que em algum momento entre 21 de março de 1843 e 21 de março de 1844, de acordo com o modo judeu de computar o tempo, Cristo virá” (Signs of the Times, January 25, 1843, p. 147). Nesse sentido, o desapontamento de 22 de outubro, era o segundo e, infelizmente, não seria o último. “Confusão e desorientação caracterizaram tanto os líderes mileritas quanto os seguidores, entre 22 de outubro de 1844 e o fim do ano. Por um período, muitos continuaram a buscar diariamente o cumprimento imediato da profecia dos 2.300 dias e a volta de Cristo. Alguns estabeleceram a vinda para 23 de outubro, enquanto outros estabeleceram datas subsequentes. Entretanto, todas as previsões acabaram em frustração” (William Miller and the Rise of Adventism, 2010. p. 190). O fenômeno referente à marcação sucessiva de datas para a volta de Jesus se estenderia para além dos limites do milerismo e do século 19, até os nossos dias. Lembremos de outros casos desse tipo registrados ao longo desse período:
  • John George Rapp (1757-1847) fundou, na Alemanha, o segmento religioso chamado Harmony Society, e pregava que Jesus voltaria em sua vida. Rapp permaneceu com essa convicção, mesmo quando estava no leito de morte, em 7 de agosto de 1847 (A. Williams, The Harmony Society at Economy, Penn’a, 1866, p. 182).
  • John Wroe (1782-1863) foi um evangelista britânico que fundou a Igreja Israelita Cristã na década de 1820. Ele profetizou o começo do milênio para 1863 ( Lee, Dictionary of National Biography, v. 58, 1900, p. 160).
  • Charles Taze Russell (1852 – 1916) fundou o movimento Estudantes da Bíblia, e foi o primeiro editor da revista A Sentinela, publicada pelas Testemunhas de Jeová. Russell acreditava que Cristo havia retornado invisivelmente em outubro de 1874 ( W. Schulz, A Separate Identity: Organizational Identity Among Readers of Zion, v. 1, 2014, p. 162).
  • Testemunhas de Jeová. Os Testemunhas de Jeová acreditam que 1914 marcou o início da presença invisível de Cristo como o Rei do Reino de Deus (E.C. Gruss, Jehovah’s Witnesses, 2007, p.78).
  • John Chilembwe (1871-1915) foi um educador batista que, em 1915, liderou uma rebelião em Niassalândia, uma pequena região da África que, na época, estava sob o protetorado do Império Britânico. Ele previu que o milênio começaria naquele ano (Y. Gershoni, Africans on African-Americans, 2016, p. 50).
  • Rudolf Steiner (1861-1925) previu que Cristo reapareceria no plano etéreo entre 1930 e 1940 (The Reappearance of Christ in the Etheric).
  • Herbert W. Armstrong (1892-1986), pastor-geral e apóstolo da Rádio Igreja de Deus, e depois da Igreja Mundial de Deus, propôs o ano de 1975 para a volta de Jesus (S. W. Boston, The Essential Teachings of Herbert W. Armstrong, 2001, p. 238; Teresa Watanabe, The Year of Believing in Prophecies, Los Angeles Times, March 31, 1999).
  • Edward G. Dobson (1949 – 2015), pastor norte-irlandês-americano, previu a volta de Cristo para o ano 2000 (Ed. Dobson, 50 remarkable events pointing to the end: why Jesus could return by A.D. 2000, 1997).
  • Ronald Weinland (1949) propôs quatro datas para o retorno de Cristo: 2008, 2012, 2013 e 2019 ( Aragão, “Profeta” diz que Jesus Cristo está voltando em 27 de maio de 2012, 9 de janeiro de 2012; R. Weiland, Is Christ About to Return? …Could it be in less than a year?, June 9, 2018).
Diante do extenso histórico de fracassos e hipóteses, uma pergunta é inevitável: depois que a sirene tocou tantas vezes, e o alarme mostrou-se falso, ainda é válido esperar? A verdade é que todos esses eventos são cortinas de fumaça que fazem os desatentos se esquecerem de que o mais importante não é a data, mas a vigilância constante. A advertência que Cristo deu há dois mil anos para um grupo de discípulos, que também tinham uma expectativa equivocada sobre o fim, ainda é válida para o século 21: “Vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o Senhor de vocês. Porém, considerem isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso, estejam também vocês preparados, porque o Filho do Homem virá à hora em que vocês menos esperam” (Mt 24:42-44). Ao lembrarmos, 175 anos depois, do Grande Desapontamento, não podemos, evidentemente deixar no ar apenas o lado negativo da experiência milerita. Afinal, esse fato levaria um grupo de pessoas a se aprofundarem no estudo das Escrituras e a ter uma visão mais ampla das verdades bíblicas que deveriam ser proclamadas no tempo do fim. Assim, sob a perspectiva bíblica, mesmo essa situação de inexplicável perplexidade cumpriu um objetivo profético. Apocalipse 10:11 fala de um livro que era doce como o mel para quem o comia, porém “amargo” após ser comido. “A mensagem do livrinho era doce para os que a ouviram, mas tornou-se amarga quando Jesus não veio no tempo esperado (1844)” (J. J. Battistone, Sabbath School Lesson, 2nd, 1989, p. 83). “Os que proclamaram esta advertência [que corresponde à pregação de juízo do primeiro anjo de Apocalipse 14:6 e 7] deram a mensagem devida no devido tempo. Mas, assim como os primitivos discípulos, com base na profecia de Daniel 9, declararam: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo” – ao mesmo tempo em que deixaram de perceber que a morte do Messias estava predita na mesma passagem, de igual modo, Miller e seus companheiros pregaram a mensagem com base em Daniel 8:14 e Apocalipse 14:7, e deixaram de ver que havia ainda outras mensagens apresentadas em Apocalipse 14, que também deveriam ser dadas antes do advento do Senhor. Assim como os discípulos estiveram em erro quanto ao reino a ser estabelecido no fim das setenta semanas, também os adventistas se enganaram em relação ao fato a ocorrer à terminação dos 2.300 dias. Em ambos os casos houve aceitação de erros populares, ou antes, uma adesão a eles, cegando o espírito à verdade. Ambas as classes cumpriram a vontade de Deus, apresentando a mensagem que Ele desejava fosse dada, e ambas, pela sua própria compreensão errônea da respectiva mensagem, sofreram desapontamento” (E. G. White, O Grande Conflito, p. 352). Alguns anos depois do desapontamento, uma mulher simples e de oração, que também esteve no olho do furacão milerita, apresentou um conselho inspirado para os irmãos. Resumindo, a recomendação seria assim: em lugar de fazermos cálculos, como se soubéssemos que a obra fosse findar no outono, deveríamos, perguntar todos os dias para Deus: “Qual é a minha tarefa para hoje?” (E. G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 188). Nesse sentido, o próprio Cristo afirmou: “Não cabe a vocês conhecer tempos ou épocas que o Pai fixou pela Sua própria autoridade”. Porque “a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos Céus, nem o Filho, senão o Pai” (At 1:7; Mt 24: 36, 42-44). FLÁVIO PEREIRA DA SILVA FILHO, mestre em Teologia Bíblica, é pastor e jornalista]]>
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<![CDATA[Antes e depois da fé]]> https://tempoprofetico.com.br/antes-e-depois-da-fe/ Sat, 28 Mar 2020 12:56:48 +0000 https://licao7.com.br/?p=526

Entenda o princípio, o fundamento e a permanência da lei na dinâmica da salvação
Nos textos do Antigo Testamento, a justificação é apresentada por meio de um processo que demandava a realização de ritos e cerimônias ilustrativas (Lv 1–7; 16) que apontavam para o ministério e sacrifício de Jesus. A ênfase desse processo estava no cumprimento da lei, ou da Aliança (Êx 24:8), que tinha como elemento essencial o sacrifício do cordeiro (Êx 12:5; Is 53:7). Isso, porém, não anulava o papel da fé na dinâmica da salvação. Após a morte, ressurreição e ascensão de Cristo, as leis cerimoniais alusivas a Seu ministério deixaram de vigorar, uma vez que a sombra se encontrou com a realidade. Assim, o ensino do Novo Testamento passou a destacar o papel da fé necessária para uma pessoa ser justificada. Entretanto, ao longo dos séculos, o cristianismo, ou melhor, o catolicismo, criou práticas religiosas com as quais originou o dogma da salvação pelas obras. No século 16, após o surgimento da Reforma, a fé se tornou a virtude exaltada para obter a justificação (sola fide): “o homem é justificado pela fé” (Rm 3:28), anulando a vigência da lei: “ninguém será justificado por obras da lei” (Rm 3:20). A rigor, porém, o conceito sola fide padece de uma anomalia doutrinária, por eliminar a vigência da lei. Em sua definição, a lei não exerce função eficiente na justificação, mas mantém seu fundamento ou origem, e seu papel como princípio de toda existência. Este artigo, portanto, confirma a manifestação da fé como fundamento da justificação: “justificados, pois, mediante a fé” (Rm 5:1). Além disso, reflete a afirmação apostólica de que “sem lei não há pecado” (Rm 7:8), e pretende situar a lei em sua condição como princípio de toda existência, e seu fundamento como dom de Deus, vigente antes da fé e depois dela. A justificação não depende da lei, mas é inerente a ela. Sem lei não há vida, e vida eterna.  O FUNDAMENTO DA LEI Emitir um conceito sobre algo abstrato como a lei é uma tarefa limitada, em virtude da dificuldade de se exprimir com precisão o significado do termo. Daí a razão pela qual há dezenas de conceitos sobre ela, alguns mais identificados com suas finalidades. Em síntese, podemos conceituar a lei como norma ou conjunto de normas que orientam o comportamento das pessoas. Como norma, a lei pode ser elaborada sobre o fundamento da razão individual, do consenso de uma sociedade organizada ou, no caso das nações constituídas, da vontade do poder legislativo. Quando a lei visa ao bem-estar integral das pessoas, seu fundamento reside na vontade de Deus, independentemente de se originar como fruto da razão individual ou do consenso social. Em essência, eles refletem a lei divina, de onde também procede sua autoridade, quer os envolvidos em sua formulação reconheçam ou não a existência de Deus (Rm 13:1, 2). Assim, podemos afirmar que o fundamento da lei está na vontade divina. Estudos científicos afirmam que tudo na natureza está sob a regência de leis. Os elementos minerais, incluindo os corpos estelares, estão sujeitos aos princípios das leis físicas e químicas. Os seres dos reinos vegetal e animal, além de serem regidos pelas leis mencionadas, seguem as leis biológicas. Considerando o comportamento de todos os seres do Universo, pode-se concluir que há dois tipos de leis: as leis naturais, aplicadas aos minerais, vegetais e animais, e as leis morais, aplicadas de forma singular e exclusiva ao ser humano, escritas na mente e no coração (Jr 31:33). Cabe aqui um esclarecimento quanto à posição da raça humana na classificação dos reinos. De acordo com suas características físicas, ela é classificada como pertencente ao reino animal. Contudo, o ser humano tem outros atributos que nenhum outro ser da natureza possui, os atributos mentais e espirituais, que determinam a manifestação de qualidades morais. Por isso, a raça humana deve ser classificada como uma espécie distinta do reino animal. Em síntese, ao tratarmos do fundamento, tanto da lei natural quanto da moral, deve-se afirmar que o fundamento de ambas é a vontade de Deus. Ellen White corrobora essa afirmação ao dizer que “a lei de Deus é uma expressão da natureza divina […] o fundamento do Seu governo no Céu e na Terra” (Caminho a Cristo, 2017, p. 59). Do Senhor irradiam as leis que regem os atributos, os princípios e as propriedades que todos os seres do Universo manifestam. A LEI E A EXISTÊNCIA A criação foi o sublime ato divino, incompreensível à mente humana, pelo qual todo Universo veio a existir. A Bíblia revela esse fato sem acrescentar detalhes, afirmando que Deus falou e todas as coisas foram criadas (Sl 33:6; 148:5). Conforme foi apresentado na seção anterior, há leis que regem o comportamento ou a manifestação de princípios, propriedades e atributos dos seres do Universo. Assim, é possível afirmar que existe uma relação íntima entre a “observância da lei” e a existência de todos os seres encontrados na natureza. Ao longo do tempo, o estudo das características dos seres da natureza fundamentou a edificação das ciências. Parte desse estudo se propõe a identificar as leis que regem o Universo conhecido. Portanto, “fazer ciência” é descobrir ou enunciar leis e aplicá-las. Pela ciência, sabemos que a luz deve sua existência à observância de muitas leis. Por exemplo, ela depende das leis como a da irradiação eletromagnética, da natureza ondulatória, da velocidade, da frequência das ondas, da radiação espectral e do comprimento da onda. A constância dessas leis na produção da luz possibilita o estudo dos fenômenos luminosos. A omissão ou não cumprimento de qualquer uma dessas leis determinará a extinção da luz. Aceitando a relação entre lei e existência, podemos presumir que, na criação, Deus elaborou essas leis antes de ordenar: “haja luz” (Gn 1:3). Semelhantemente, procedeu assim ao criar tudo o mais no Universo. Primeiro, elaborou as leis; depois, ordenou a existência de todas as coisas. Sobre a soberania divina na natureza, Ellen White afirma: “Desde as estrelas, que em seus inexplicáveis trajetos através do espaço percorrem, século após século, os caminhos a elas designados, até o minúsculo átomo, as coisas da natureza obedecem à vontade do Criador” (Caminho a Cristo, P. 86). No caso da humanidade, além de estar sujeita às leis naturais, ela também é regida por valores morais e espirituais, baseados na lei de Deus. Sem as leis morais, o ser humano não poderia existir como pessoa; seria só mais uma espécie do reino animal. Assim, é possível afirmar que a existência da pessoa humana, à imagem do Criador, depende da vigência da lei moral.  A PERMANÊNCIA DA LEI A relação entre lei e existência é vital para qualquer ser do Universo. Isso também se aplica à relação da pessoa humana com a lei moral. Enquanto o ser humano existe, a lei moral está vigente, gravada no coração, mesmo para gentios ou descrentes (Rm 2:14, 15). Em sua essência, a lei natural possui os seguintes atributos: universalidade, obrigatoriedade, validade absoluta e causalidade. Isso quer dizer que ela está imposta a todos os seres criados (universalidade), deve ser cumprida (obrigatoriedade), não pode ser afetada (validade absoluta) e, caso seja anulada, causa a extinção do ser (causalidade). A lei moral também tem esses atributos, e eles se aplicam à relação entre ela e o ser humano. Contudo, na lei moral, o atributo da obrigatoriedade possui um elemento diferenciado, o livre-arbítrio (Gn 2:16, 17). O Criador estabeleceu que a observância da lei moral fosse um ato de livre escolha humana. A frase usada por Deus “da árvore do conhecimento do bem e do mal” (Gn 2:17) refere-se metaforicamente à lei moral. Ellen White favorece essa interpretação ao dizer que a “desobediência desconsiderada [de Adão e Eva] era a transgressão da imutável e santa lei de Deus” (Caminho a Cristo, p. 32). Paulo também ecoa esse conceito ao apresentar, em paralelo, os resultados da desobediência de Adão e da obediência de Cristo (Rm 5:19). A queda da humanidade no Éden levou à efetivação do plano da salvação, cuja essência reside na morte substitutiva de Cristo, no lugar do transgressor da lei (Gn 3:15; Rm 3:24). A aceitação do sacrifício mediante a fé determina a revogação da pena, justificando, assim, o pecador (Gl 2:16; 3:11). Desse modo, a vigência da lei é anterior à manifestação da fé. Dito de outra maneira, no processo da justificação, a lei precede à fé. Por sua vez, Paulo declara enfaticamente que ninguém é justificado pelo cumprimento da lei (Rm 3:20), embora ela tenha seu papel no processo da redenção, conforme reflete a orientação de Cristo ao jovem rico: “Se queres, porém, entrar na vida [eterna], guarda os mandamentos” (Mt 19:17). A lei moral é expressão do caráter de Deus e de Sua vontade para o homem (Êx 20:1-17), “por conseguinte, a lei é santa e o mandamento, santo, justo e bom” (Rm 7:12). Considerando sua origem divina, a lei é perfeita, e quem a praticar “esse será bem-aventurado no que realizar” (Tg 1:25). Sem lei, o homem ficaria privado da noção do bem, pois é pela lei que vem o conhecimento do mal (Rm 3:20). O propósito ou finalidade da lei é conduzir o homem a Cristo (Rm 10:4). A lei, sendo espiritual, ajuda o homem carnal a praticar o bem (Rm 7:14-22). A ética cristã, alicerçada na prática de “levar as cargas uns dos outros”, é o cumprimento da lei (Gl 6:2). Por fim, é importante lembrar o que Jesus afirmou em relação à lei: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5:17, 18). Portanto, a lei permanece após a fé. Para alcançar a vida eterna, o homem pecador precisa de uma declaração de justiça, obtida gratuitamente pela graça divina (Rm 3:24), uma vez que ninguém é justificado por obras ou méritos próprios (Rm 3:20). Os méritos da justificação são atribuídos ao ministério de Cristo e à Sua morte vicária (Rm 5:6, 9). Portanto, a salvação é mediante a fé em Jesus Cristo (Rm 3:22). Essa verdade já se encontrava no Antigo Testamento (Hc 2:4); porém, foi realçada no Novo Testamento (Rm 1:17). Contudo, as Escrituras indicam que a justificação pela graça mediante a fé não afeta a validade da lei. Em suas duas formas de expressão, natural e moral, a lei encontra seu fundamento na vontade de Deus. Ela tem origem Nele, reflete Seu caráter e, como tal, manifesta Sua perfeição e eternidade (Mt 5:18). Além disso, foi elaborada e definida antes mesmo da existência de qualquer coisa no Universo. A lei natural estabelece os princípios, atributos e propriedades que todo ser criado por Deus manifesta. Assim, ela determina a existência de todo ser. A lei moral, à semelhança da lei natural, também foi elaborada por Deus, antes de o ser humano ser criado à Sua imagem. O conteúdo da lei moral orienta como as pessoas podem se relacionar com Deus e com seus semelhantes, podem amar a Deus e ao próximo, pois, “destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22:40). Além disso, as Escrituras apresentam uma relação de leis alimentares, higiênicas, pedagógicas, sociais, entre outras, que, pelo seu propósito, devem ser consideradas como extensões da lei moral. Finalmente, o apóstolo Paulo, visualizando essa relação, recomenda glorificar “a Deus no vosso corpo” (1Co 6:20); ou seja, observar a lei moral e sua extensão para o bem-estar da própria pessoa. RUBEN AGUILAR, doutor em Arqueologia, é professor emérito de Teologia do Unasp, campus Engenheiro Coelho (SP)]]>
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<![CDATA[Em volta da mesa]]> https://tempoprofetico.com.br/em-volta-da-mesa/ Sat, 28 Mar 2020 12:58:45 +0000 https://licao7.com.br/?p=529

Quando pessoas se reúnem para comer e compartilhar a fé, a unidade da igreja é nutrida

Comer não é apenas uma necessidade básica. É também um saudável prazer. E quando comida e espiritualidade estão relacionadas, num contexto de formação de vínculos comunitários, a unidade da igreja sai ganhando. Prova disso é a importância que tem a reunião em torno da mesa em movimentos eclesiológicos que enfatizam o papel dos pequenos grupos.

Apesar de o ensino bíblico sobre o jejum ser claro, e tal prática apresentar vários benefícios físicos e espirituais, por muito tempo temos negligenciado a também direta relação entre alimentação e espiritualidade. Já estudei vários manuais para líderes de pequenos grupos e a maioria deles destaca Atos 2:42-47 como uma referência de vivência comunitária da igreja. O ponto é que costumamos enfatizar a oração e o estudo da Bíblia como elementos indispensáveis nas reuniões nas casas, mas ignoramos ou minimizamos a importância dos alimentos como fator agregador em nossos encontros.

Por isso, o objetivo deste artigo é destacar que as igrejas podem ganhar muito em unidade se realizarem mais encontros em torno da mesa. Afinal, não basta uma congregação ter pequenos grupos; esses agrupamentos precisam experimentar o nível de intimidade e engajamento que havia no começo do cristianismo. E compartilhar uma refeição favorece isso.

MAIS DO QUE ALIMENTO

Segundo a pesquisadora Heloísa Rodrigues, num artigo acadêmico sobre a relação entre alimentação e hospitalidade, “o ato de comer junto é uma forma de começar uma relação ou de mantê-la. Ao mesmo tempo em que a refeição satisfaz uma necessidade humana essencial, ela é fator fundamental no desenvolvimento da identidade cultural de uma sociedade. Dessa forma, o alimento para o ser humano ultrapassa as necessidades fisiológicas e exerce um papel muito mais amplo, fazendo parte da sua formação e caracterização” (revista Sinais, dezembro de 2012, p. 85-100). O “ritual” de comer com amigos, familiares e convidados em torno da mesa cria aproximação e reforça expectativas entre as pessoas do grupo.

Seguindo essa linha, alimentação e religião também têm muito que ver. No pensamento hebraico, por exemplo, que serviu de pano de fundo das Escrituras, a religiosidade estava relacionada às tarefas do cotidiano, não somente às que eram realizadas no templo ou em nome de Deus. Para os hebreus, especialmente no contexto de privação do deserto, “a bênção de comer e beber era ainda mais santificada, sendo considerada parte do plano divino”, explica Henri Daniel-Rops no livro A Vida ­Diária nos Tempos de Jesus (p. 228). O próprio princípio bíblico de temperança e cuidado com o corpo como templo do Espírito Santo já nos mostra a íntima relação entre alimentação e espiritualidade (1Co 6:19; 10:31).

Temos várias referências bíblicas sobre essa conexão. Por exemplo, o relacionamento perfeito entre Deus e a humanidade no Éden foi rompido após um teste relacionado à comida (Gn 3:6). Houve uma ceia para marcar a reconciliação de José e seus irmãos no Egito (Gn 43:16). O livro de Jó, típica literatura da era patriarcal e fortemente influenciado pela cultura de hospitalidade do Oriente, inicia falando da costumeira confraternização entre os filhos do protagonista (Jó 1:4) e encerra citando um banquete entre todos os amigos e irmãos do patriarca (Jó 42:11). Dessa mesma época, há o registro da hospitalidade de Abraão, que recebeu visitantes celestiais, incluindo o próprio Deus, a quem ofereceu uma refeição (Gn 18:5-8).

Por ocasião do êxodo do Egito, seguindo a orientação divina, o povo de Israel comeu em família ervas amargas, pão e carne na primeira Páscoa (Êx 12:8). Anos mais tarde, Deus instruiu que os recursos do povo fossem usados regularmente num banquete especial que incluísse os levitas, órfãos, viúvas e pobres (Dt 14:22-29). A pioneira adventista Ellen White confirma que essas solenidades anuais eram importantes para aproximar do povo os sacerdotes e levitas, a fim de que todo o Israel recebesse instrução e ânimo no serviço de Deus (Patriarcas e Profetas, p. 530).

No Novo Testamento, percebemos que continua a íntima relação entre alimentação e religião. Jesus comeu com os marginalizados (Mt 9:11; Mc 2:16), preparou uma ceia antes de sua morte (Mt 26:17-20) e serviu um desjejum aos discípulos para restaurar a liderança de Pedro e a unidade do grupo (Jo 21:9).

Merece destaque especial o texto de João 6:22-59, porque naquela ocasião, assim como na ceia, Cristo afirmou ser o pão da vida, ou seja, o alimento vital da humanidade. É em torno dele que a igreja pode experimentar real vivência comunitária. O texto ainda nos ensina três lições: (1) a essência da unidade vai além de compartilhar o pão material (Jo 6:27); (2) a multiplicação dos pães e peixes é feita num contexto de comunidade, de preocupação com a coletividade (Jo 6:32-34); e (3) Cristo relaciona comer a carne dele com a salvação (Jo 6:53, 54, 56-58). Vale lembrar que esse discurso não foi feito na ceia, mas por ocasião da multiplicação dos pães, numa refeição comum. O que nos faz entender que, quando nos desprendemos de nosso egoísmo para compartilhar o pão, a sociabilidade entre nós e Ele é alimentada.

A igreja cristã primitiva (At 2:42-47) também compartilhava o pão entre os irmãos. Novamente, esse ato não era apenas simbólico, como numa santa ceia, mas, provavelmente, uma atividade rotineira. O historiador Henri Daniel-Rops endossa essa ideia, afirmando que a expressão idiomática “partir o pão” na cultura judaica significava fazer uma refeição (p. 229).

Na visão do teólogo Wilson Paroschi, especialista em Novo Testamento, diferentemente de hoje, aquelas refeições não eram uma prática intencional com o objetivo de crescimento da igreja. Conquanto fosse uma cerimônia de profundo significado religioso, a santa ceia estava intrinsecamente ligada ao ambiente domiciliar e sua celebração era realizada em conexão com uma refeição comum. Portanto, havia um contexto cultural e histórico específico que favorecia essa prática (Teologia e Metodologia da Missão [Parma, 2011], p. 348). Porém, ao que parece, o hábito de compartilhar o pão acabou se tornando um poderoso instrumento para manter o senso de comunidade num dos momentos de maior intolerância contra o cristianismo.

QUEBRA DE BARREIRAS

É interessante observar que muitas mulheres brincam que conquistaram o esposo pelo estômago. O mesmo não poderia ocorrer na evangelização? Como igreja local, poderíamos promover interação em volta da mesa, de modo simples e espontâneo, mas com intencionalidade de aprofundar os relacionamentos. Isso ocorre porque compartilhar uma refeição quebra barreiras. Por ser um convite à amizade, comer junto em torno da mesa promove descontração entre as pessoas, deixando os participantes mais à vontade.

De acordo com a antropóloga Maria Maciel, a própria palavra “companheiro” em português, como ocorre também nas línguas francesa e inglesa, tem sua origem na ideia de pessoas que “compartilham o pão”. “Assim, a comensalidade, o ‘comer juntos’, é o momento de reforçar a coesão do grupo, pois, ao compartilhar a comida, compartilham também sensações, tornando-se uma experiência sensorial compartilhada”, completa a pesquisadora num artigo acadêmico publicado em 2001.

No pensamento oriental, essa ideia parece ser ainda mais forte do que na cultura ocidental. Henri Daniel-Rops afirma que “a mesa era um lugar de reunião de amigos” e que os convites para refeições feitos nos dias de Jesus eram geralmente para a noite, quando haveria mais tempo para o convívio (A Vida Diária nos Tempos de Jesus, p. 238). Além disso, os convidados comiam sentados ou deitados, apoiados sobre o cotovelo esquerdo e usando a mão direita para pegar a comida, sem talheres e no mesmo recipiente. Ou seja, era preciso ter afinidade ou desejar mais proximidade para dividir a refeição com alguém.

Entretanto, se o cristianismo começou com essa forte ênfase comunitária, por que essa característica parece ter se perdido ao longo do tempo? Teólogos como o norte-americano Russell Burrill, grande entusiasta do reavivamento da igreja contemporânea por meio dos pequenos grupos, acredita que, por volta do 4o século da era cristã, quando a igreja e o estado se uniram, o processo de institucionalização do cristianismo se intensificou (Como Reavivar a Igreja do Século 21, p. 12). Na visão de Burrill, programas religiosos semanais no templo têm sido mais enfatizados do que a experiência comunitária e de serviço fora da igreja, em atividades cotidianas.

Em seus livros, Burrill defende que o adventismo, movimento herdeiro de várias características do metodismo, tinha nas reuniões sociais (algo semelhante aos pequenos grupos de hoje) um dos seus elementos comunitários mais fortes. Nesse contexto do século 19, a pioneira adventista Ellen White já advertia quanto à glutonaria e aconselhava buscar uma vida mais saudável (Conselhos Sobre Regime Alimentar, p. 88). Portanto, uma lição que fica para nós é que o alimento não é um fim em si mesmo nas reuniões nas casas. Ele é uma ferramenta de socialização para fortalecimento da comunidade, e a temperança nunca deve ser negligenciada. O ponto é que, ao deixarmos de nos reunir num contexto mais informal, acolhedor e em torno de uma mesa, perdemos muitas oportunidades de estreitar laços, testemunhar da fé e até desenvolver hábitos alimentares mais saudáveis.

Não tenho dúvidas de que Deus acredita no papel de uma refeição compartilhada para a formação de comunidades. Em Apocalipse 19:6-9, lemos que, após o retorno de Jesus, as bodas do Cordeiro serão celebradas no Céu, com todos os salvos, em torno de uma mesa. Assim como na parábola de Lucas 15, em que uma refeição marcou a celebração pelo filho que estava perdido e foi achado, esse encontro histórico de toda a humanidade salva com seu Redentor se dará ao redor da mesa. Como não visualizar aqui o clímax da comunhão entre criaturas e Criador?

Em resumo, compartilhar uma refeição é uma ferramenta eficaz de socialização. Usada com temperança, ela pode colaborar para a unidade da igreja. Por isso, incentivo você, sempre que possível, fazer as atividades de seu grupo, ministério ou congregação em torno da mesa. Existe poder quando nos reunimos em nome de Jesus para participar de uma refeição. Experimente o impacto de compartilhar um pote de açaí, uma mesa de frutas, um patê com torradas ou um antepasto vegetariano. Quando abrimos a boca para comer, fica mais fácil abrir o coração e a mente. Bom apetite!

RAFAEL STEHLING, graduado em Administração e mestre em Teologia, é líder do Ministério Jovem na sede da igreja para a região sul do Espírito Santo

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<![CDATA[A qualquer momento]]> https://tempoprofetico.com.br/a-qualquer-momento/ Sat, 28 Mar 2020 13:02:35 +0000 https://licao7.com.br/?p=532

Inesperada para alguns e aguardada por outros, a vinda de Cristo surpreenderá a todos

Marcar datas para a segunda vinda de Jesus tem sido uma tentação para os cristãos ao longo da história. Adventistas e evangélicos em geral não estão livres dessa armadilha. Se a Igreja Adventista foi vacinada contra essa tendência no início do movimento, infelizmente ainda é possível encontrar especulações entre um ou outro membro.

Por incrível que pareça, os primeiros discípulos já eram inclinados a especular sobre a data da segunda vinda de Cristo. “Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da Tua vinda e da consumação do século”, eles pediram (Mt 24:3). Em Seu sermão profético (Mt 24–25), o Salvador os advertiu contra duas posturas errôneas: o sensacionalismo (capítulo 24) e a indiferença (capítulo 25). Ele sabia que somos susceptíveis a oscilar entre essas duas atitudes em relação a Seu retorno.

Mesmo hoje, muitos tentam marcar a data da vinda de Jesus ou dos eventos finais. Outros estabelecem uma data-limite e dizem que Cristo pode vir a qualquer dia antes do prazo que eles descobriram. Esses cálculos não autorizados por Deus (Mt 24:36) levam a negligenciar o preparo para o encontro com Cristo, pois ainda haveria algum tempo até o cumprimento da profecia, ou a desprezar os demais aspectos da vida, já que o tempo seria tão breve que não valeria a pena cuidar de nada mais.

Alguns somam um período de tempo mencionado na Bíblia à data de um fato com o fim de descobrir a data do cumprimento de uma profecia. Em 2018, quando o Estado de Israel completou 70 anos, alguns calcularam a data do “arrebatamento” a partir desse evento. O ano terminou e nada aconteceu, mas há ainda quem tente descobrir novas datas para o fim.

TEMPOS PROFÉTICOS

A Bíblia aponta períodos proféticos prévios à volta de Cristo. O profeta Daniel relatou: “Um deles disse ao homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio: Quando se cumprirão estas maravilhas? Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a esquerda ao céu e jurou, por Aquele que vive eternamente, que isso seria depois de um tempo, dois tempos e metade de um tempo. E, quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão” (Dn 12:6-7). O homem vestia o mesmo traje que o sumo sacerdote usava no Dia da Expiação (Lv 16:4, 32) e representa Cristo, nosso sumo sacerdote celestial (Hb 8:1; 9:11), oficiando no Dia da Expiação antitípico (Dn 8:14; Hb 9:7), quando há um juízo prévio de cada pecador (Lv 16:29-33; 23:27-29).

Em vista da dúvida do profeta a respeito do “fim destas coisas” (Dn 12:8), Deus lhe revelou outros períodos de tempo: 1.290 dias (v. 11) e 1.335 dias (v. 12). Anteriormente, Deus já lhe havia revelado outros prazos proféticos: 2.300 “tardes e manhãs” (Dn 8:14, 26); 70 semanas proféticas (9:24–27), divididas em períodos de “sete semanas” e 62 “semanas” (v. 25) e uma última “semana”, com a unção do Messias no início da semana e Sua morte na metade desta (v. 26, 27).

O período de “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (Dn 7:25; 12:7; Ap 12:14) equivale a três anos e meio, 42 meses (Ap 11:2; 13:5) ou 1.260 dias (Ap 11:3; 12:6). Aplicando o princípio de que, na profecia, um dia equivale a um ano (Nm 14:34; Ez 4:6), descobrimos um período de 1.260 anos de apostasia e opressão (Dn 7:25; Mt 24:22, 29; 2Ts 2:1-12; Ap 11:2, 3; 12:6, 14). Esse tempo se cumpriu entre os anos de 538 e 1798, respectivamente datas de ascensão e queda do papado como potência política.

Os demais períodos de tempo previstos por Daniel também levam em conta o princípio profético dia/ano e se encaixam uns nos outros, conforme se pode ver no diagrama. Entender que esses períodos de tempo se relacionam entre si e seguem o princípio de que um dia equivale a um ano previne o sensacionalismo. O ano 457 a.C., data do decreto para a reconstrução de Jerusalém, é o ponto de partida para as profecias de tempo (Dn 9:25; Ed 7). As demais datas articulam entre si.

NÃO HAVERÁ MAIS TEMPO

Daniel selou o livro que escrevia (Dn 12:4). No Apocalipse, o apóstolo João viu um livro selado ser aberto (Ap 5:1–6:17; 8:1). À medida que o livro era aberto, ocorriam sinais da vinda de Cristo (Ap 6). Depois, João presenciou os seis primeiros anjos tocarem suas trombetas (Ap 8, 9), o que tipifica o anúncio do Dia do Juízo (Lv 25:9; Js 6:5, 20; Is 27:13; 58:1; Jl 2:1). Então, antes de o último anjo tocar sua trombeta (Mt 24:31; 1Co 15:52; 1Ts 4:16; Ap 10:7; 11:15), João viu um “anjo forte” segurando um livro aberto (Ap 10:1).

Este anjo de Apocalipse 10 é semelhante a Cristo (ver Ap 1:12-16). Ellen G. White comentou: “O poderoso Anjo que instruiu João não era ninguém menos que Jesus Cristo” (Cristo Triunfante, p. 344). O Anjo aparece entre as nuvens (Ap 10:1), assim como o Filho do Homem veio entre nuvens até o Ancião de Dias para receber autoridade para julgar (Dn 7:13, 14). Como na visão de Daniel 12, o Anjo também faz um juramento: “Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por Aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora” (Ap 10:5, 6).

A palavra grega traduzida por “demora” é chronos, que significa “tempo”. A maioria dos tradutores da Bíblia parece não ter percebido muito bem o sentido na frase “já não haverá tempo” e preferiu traduzir chronos por “demora”. O verbo grego chronizo, derivado do substantivo chronos, significa “demorar” ou “atrasar- se” (Mt 25:5). O substantivo chronos, no entanto, nunca significa “demora”. Como se pode observar, há muitas semelhanças entre Daniel 12 e Apocalipse 10.

A diferença é que, enquanto na profecia de Daniel Cristo jurou que haveria períodos de tempo, em Apocalipse Cristo jurou que não haverá mais um chronos, isto é, um tempo. Por isso, Ellen G. White escreveu: “Esta mensagem anuncia o fim dos períodos proféticos” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 108). Os períodos preditos por Daniel terminaram em 1844, quando se completaram os 2.300 anos e iniciou no santuário celestial o Dia da Expiação profético (Dn 8:14). Depois, não há mais profecia de tempo para se cumprir.

Ellen G. White enfatizou: “Tenho sido advertida repetidamente com referência a marcar tempo. Nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada em tempo. Não devemos saber o tempo definido nem para o derramamento do Espírito Santo nem para a vinda de Cristo” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 188). “O tempo não tem sido um teste desde 1844, e nunca mais o será” (Primeiros Escritos, p. 75).

Deus, em Sua sabedoria, quis nos proteger dos perigos do sensacionalismo e da indiferença ao não nos revelar a data da vinda de Cristo e dos eventos que a antecedem. “E por que Deus não nos deu esse conhecimento? Porque não faríamos dele o devido uso […]. Não devemos viver em excitação acerca de tempo. Não nos devemos absorver com ­especulações relativamente aos tempos e às estações que Deus não revelou” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 189). Mais importante que saber quando Cristo virá, é preparar-se para encontrá-Lo.

FERNANDO DIAS, pastor e mestrando em Teologia, é editor na CPB

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<![CDATA[Cristo realmente ressuscitou?]]> https://tempoprofetico.com.br/cristo-realmente-ressuscitou/ Sat, 28 Mar 2020 13:05:12 +0000 https://licao7.com.br/?p=535

Quatro fatos reconhecidos por historiadores que confirmam a veracidade do relato bíblico sobre a ressurreição de Jesus
Um dos textos bíblicos que considero mais significativos é o de 1 Coríntios 15:14, que diz o seguinte: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé”. Essas palavras não poderiam ser mais verdadeiras. Como bem afirmou William Craig, filósofo e teólogo cristão, “o judaísmo pode sobreviver sem Moisés; o budismo, sem Buda; o islamismo, sem Maomé; o cristianismo, porém, não pode sobreviver sem Cristo” (Apologética Contemporânea, p. 276). A crença na ressurreição de Jesus se encontra no próprio cerne da religião cristã. De acordo com Paulo, ela é o próprio centro de nossa fé. Se o que as Escrituras afirmam a respeito da ressurreição não é verdade, então todas as crenças cristãs entram em colapso. Pensei em questões como essas nos últimos dias, enquanto o mundo cristão celebrava a Semana Santa. O domingo de Páscoa, que deveria ser chamado apenas de domingo da ressurreição, relembra o fato de que Cristo venceu a morte, saindo da sepultura para retornar ao Céu e continuar Seu ministério de redenção. LEIA TAMBÉM: O sepulcro vazio Infelizmente, cada vez mais o relato dos evangelhos acerca da ressurreição de Jesus vem sendo interpretado de maneira simbólica, visto que um número crescente de pessoas rejeita a ideia de uma ressurreição literal e histórica. Por exemplo, uma pesquisa realizada pelo Instituto ComRes para a BBC em 2017 revelou que 23% dos cristãos britânicos não acreditavam na ressurreição de Jesus. Mais preocupante ainda foi o fato de 57% dos cristãos que frequentavam a igreja pelo menos uma vez por semana terem dito que não criam que Jesus tenha realmente ressurgido dos mortos. Quando observamos esses dados, nos perguntamos o que aconteceu com a Inglaterra de homens como John Wesley, William Carey, William Wilberforce, George Whitefield, Charles Spurgeon e John Stott? A fervorosa Inglaterra de Wesley tornou-se ateia nos tempos de Richard Dawkins. Desde que pensadores cristãos, a exemplo de Rudolf Bultmann, reinterpretaram as narrativas dos evangelhos apenas como metáforas existenciais a fim de torná-las atraentes ao leitor moderno, um mar de relativismo inundou a igreja cristã, e provocou um esfriamento da fé como se vê em nossos dias. A grande questão é que os evangelhos também reivindicam a historicidade e autenticidade dos eventos ali narrados. Uma leitura fiel dos relatos da ressurreição de Cristo deve levar em consideração que os autores não estavam criando um conto de fadas, mas descrevendo acontecimentos que eles presenciaram (1Co 15:3-7; ver também 1Jo 1:1-4). Assim, nos perguntamos que evidências existem de que a ressurreição de Jesus é um evento histórico. William Lane Craig, que se tornou muito conhecido por seus debates com ateus, resume quatro fatos reconhecidos por historiadores, os quais apresentam fortes indícios de que nossa fé está fundamentada sobre firme alicerce (The Apologetics Study Bible: Real Questions, Straight Answers, Stronger Faith [A Bíblia de estudo apologética: questões reais, respostas diretas, mais firme fé, p. 1728-1734]). 1) Jesus foi sepultado por José de Arimateia em uma tumba. Se levarmos em consideração que havia muita hostilidade contra líderes judeus no período do cristianismo primitivo, é muito improvável que a história de que José de Arimateia, um membro da corte judaica, sepultou o corpo de Cristo, tenha sido inventada. Além disso, a história do sepultamento de Jesus não apresenta características de lenda. “Por essas e outras razões, a maioria dos críticos do Novo Testamento concordam que Jesus foi, de fato, sepultado por José de Arimateia em uma tumba”, afirma Craig (p. 1728). 2) A sepultura de Jesus foi encontrada vazia por um grupo de mulheres que O seguiam. Existem várias razões que atestam que são fidedignos os relatos dos evangelhos quanto ao fato de a tumba de Jesus ter sido encontrada vazia por um grupo de mulheres. Uma delas, e talvez a principal, é que, numa cultura patriarcal como a judaica, não se dava muito crédito ao testemunho de mulheres. Por essa razão, o fato de os evangelhos não omitirem que as coisas ocorreram dessa forma é uma forte evidência de que as narrativas são verdadeiras. Além disso, elas visivelmente não passaram por nenhuma espécie de embelezamento a ponto de parecer lendas. “Por essas e outras razões, a maioria dos estudiosos se apega firmemente à confiabilidade do testemunho bíblico a respeito da tumba vazia de Jesus”, acrescenta Craig (p. 1728). 3) Diferentes indivíduos e grupos viram Jesus vivo após Sua morte. Ainda que alguns críticos aleguem que os evangelhos são narrativas míticas, o que dizer da afirmação de Paulo em 1 Coríntios 15:5-8? Ele estava escrevendo uma carta, um gênero literário que tem a característica de ser tão factual quanto os evangelhos, que também se encaixam no gênero “biografia”. Além disso, não dependemos somente de um relato da ressurreição. As narrativas das aparições do Cristo ressurreto são múltiplas nos evangelhos, sem mencionar as cartas (1 Coríntios 15:5-8; Filipenses 3:9-10), os Atos dos Apóstolos (1:6-11) e mesmo o Apocalipse (1:12-16), para citar apenas alguns exemplos. “Mesmo os críticos mais céticos admitem que os discípulos viram Jesus vivo após Sua morte”, Craig completa (p. 1729). 4) Os discípulos creram “tão fortemente que Deus ressuscitou Jesus dos mortos que eles estavam dispostos a morrer por essa crença” (p. 1729). Diante desse fato, devemos nos perguntar: “Quem estaria disposto a morrer por uma lenda?” Se Jesus tivesse aparecido isoladamente apenas para uma pessoa após a ressurreição, alguém poderia considerar o relato dessa única testemunha como loucura ou devaneio. Mas o que dizer de um grupo que estava disposto a enfrentar mesmo as piores hostilidades de autoridades judaicas e romanas? A melhor explicação para a pergunta acima, bem como para os fatos anteriores, é que Jesus realmente ressuscitou. Porém, a maior evidência da ressurreição de Jesus é a experiência pessoal de cada crente com o Cristo ressurreto, por meio do testemunho do Espírito Santo no coração (Rm 8:11, 16-17). Como ouvi alguém dizer: “Eu sei que Cristo está vivo porque eu falei com Ele nesta manhã”. Essa deve ser nossa experiência diária! NILTON AGUIAR, mestre em Ciências da Religião, é professor de grego e Novo Testamento na Faculdade Adventista da Bahia e está cursando o doutorado em Novo Testamento na Universidade Andrews (EUA)]]>
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<![CDATA[Prova de amor]]> https://tempoprofetico.com.br/prova-de-amor/ Sat, 28 Mar 2020 13:07:15 +0000 https://licao7.com.br/?p=538

Precisamos resgatar a centralidade do sacrifício de Cristo como a verdadeira razão  da celebração da Páscoa
Segundo Rick Warren, pastor e escritor evangélico, “para construir uma ponte entre Deus e nós, Jesus precisou de apenas dois pedaços de madeira”. Com palavras inspiradas, Ellen White nos assegura de que “da cruz depende toda a nossa esperança” (Atos dos Apóstolos, p. 116). Paulo, diante da complexidade religiosa de Corinto, decidiu “nada saber […], senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1Co 2:2). E para você, qual é a importância da cruz? No Calvário, Deus provou seu “amor para conosco” (Rm 5:8), mesmo sem ter a garantia de uma resposta positiva. Depois de uma noite de profunda angústia e sem dormir, de enfrentar interrogatórios constantes, sofrer agressão física e levar a culpa do pecado de toda a humanidade, Jesus entregou a vida. Estava praticamente sozinho, abandonado por seus seguidores e entregue nas mãos dos malfeitores. Uma tremenda prova de amor! LEIA TAMBÉM: Rude cruz A caminho da cruz, foi maltratado e chicoteado. Uma cena dramática, em que a agressão era feita usando um açoite com tiras de couro e uma bola de ferro na ponta. O couro batia na pele, enquanto o ferro ou o chumbo rasgava a carne. Somente depois de todo esse sofrimento é que vinha a crucificação. Diante de cenas tão fortes, o sacrifício de Cristo não pode ser tratado como algo simples, pequeno ou apenas poético, mas como uma imensa prova de amor. O impacto da cruz sobre os primeiros cristãos foi tremendo, sendo visto não simplesmente como um fato histórico, mas como um agente transformador. Basta observar que 25% dos evangelhos são dedicados a apresentar a morte de Cristo. Se o restante de sua vida fosse relatado com os mesmos detalhes, precisaríamos de pelo menos 8.400 páginas! Sua morte é igualmente lembrada até hoje por duas das principais cerimônias cristãs: a Santa Ceia e o batismo. Além disso, já no 2º século, a cruz tornou-se o símbolo principal dos cristãos. A reação dos discípulos foi impressionante! Eles perderam o medo, não mediram as consequências e se entregaram completamente em resposta a essa prova de amor. Aos 75 anos, Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. Tiago foi decapitado. André foi crucificado. Mateus foi morto à espada. Felipe foi enforcado. Tomé foi atravessado por uma lança. E Marcos foi arrastado pelas ruas de Alexandria. Diante da cruz, o medo foi substituído pela ousadia no cumprimento da missão. O exemplo de sacrifício pela fidelidade também foi seguido por Lucas, que acabou enforcado. Estêvão foi apedrejado. E Paulo, decapitado. Será que o valor de nossa vida corresponde a esse sacrifício? Alguém teve a curiosidade de fazer as contas e descobriu que valemos bem pouco. Em média, nosso corpo equivale a 30 litros de água, gordura para fazer sete pedaços de sabão, carvão para alguns lápis, ferro para um prego, cal para caiar um galinheiro e enxofre para tirar as pulgas de um cachorro. Fazendo as contas rapidamente, não é difícil descobrir o baixo valor de nosso corpo. Porém, olhando para a cruz, fica evidente o alto preço de nossa vida. Amor verdadeiro não se revela só com palavras, mas se prova com atitudes. Por isso, Deus foi além das declarações de amor quando o “Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1:14). Ele “deu o seu filho único, para que todo aquele que nele crê não pereça” (Jo 3:16). Diante de expressões tão claras, qual é a prova de seu amor a Deus? Diante da cruz, nossa melhor resposta é reconhecer que não somos nada, mas Deus é tudo; que é preciso abandonar o engano do perfeccionismo para abraçar o poder da graça; que precisamos renovar a confiança de que Deus não vai desistir de nossa salvação, apesar de nossa condição; que precisamos pressa em compartilhar a mensagem do Salvador que morreu, preparando o caminho para o Rei que virá. ERTON KÖHLER é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul]]>
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<![CDATA[O ABC da justificação]]> https://tempoprofetico.com.br/o-abc-da-justificacao/ Sat, 28 Mar 2020 13:13:52 +0000 https://licao7.com.br/?p=541

Conheça o real significado da morte de Cristo e da justiça que vem pela fé

A sociedade quer cada vez mais justiça. Porém, paradoxalmente, o mundo se torna cada vez mais injusto. O pior é que, no sentido mais profundo, não há nenhum justo (Rm 3:10). Todos foram pegos na “lava-jato” de Deus, inclusive você. Como resolver a questão? Antes de as sociedades pensarem em códigos de justiça, o Senhor já Se preocupava com o assunto.

Neste mês em que a morte de Cristo é celebrada, pautamos o tema da justificação pela fé para que você conheça as nuances desse conceito tão fundamental e que tem sido objeto de tanto debate. Vou destacar três aspectos que o ajudarão a entender melhor o ABC da justificação:

1. Do começo ao fim, justificação é 100% obra de Deus. Qualquer tentativa humana de autojustificação é uma fraude, ou, mais que isso, a usurpação do papel de Deus. Nenhum símbolo revela tão claramente a origem divina da justificação quanto a morte do cordeiro. Desde o primeiro ser humano, passando pela primeira Páscoa, até a cruz, o cordeiro sempre morreu para que as pessoas vivessem. Na cruz, o processo se “inverteu”, porque o ­símbolo encontrou a realidade: no exato momento em que Jesus, o Cordeiro que tira o pecado do mundo (Jo 1:29), bradou “Está consumado!” (19:30), a terra tremeu, o cutelo caiu da mão trêmula do sacerdote e o cordeiro do sacrifício no templo escapou (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 757). Portanto, justificação pela fé é o gracioso ato judicial pelo qual Deus, com base na morte substitutiva de Cristo, declara santo o pecador, inocente o culpado e justo o injusto que crê (Rm 4:5-6). Se o pecador morre pela falta de fé, o justo vive pela fé. Simples assim!

2. Justificação é um ato exterior que transforma o interior. Conceito forense, a justificação vem de fora, mas fornece a base legal para que Deus atue dentro de nós. O termo justificação não é sinônimo de santificação, mas também não é antônimo. As duas coisas estão interligadas. Justificação se refere a status; santificação, ao estado. Ambas vêm de Cristo, assim como a luz e o calor vêm do sol. Na perspectiva bíblica, você é justificado e vive pela fé que age por amor, já que o amor que age pela fé (fidelidade) levou o Filho de Deus a ser condenado e morrer por você. A justificação é o evangelho personificado por Jesus, apropriado pela fé e dinamizado pelo Espírito Santo. Você não é justo porque faz coisas boas, mas faz coisas boas porque foi justificado.

3. A justificação nasce de um gesto da graça, mas não é menos do que um ato cósmico de julgamento. No grande litígio (rib em hebraico; ver Sl 82; Is 3:13-17; Mq 6:1-8) do Universo, Deus é julgado pela Sua forma de julgar e justificado pela Sua maneira de justificar (Rm 3:26). O grande conflito é também um conflito jurídico. Isso equivale a dizer que a justificação é uma teodiceia. Deus julga para restaurar a ordem cósmica. A justificação é uma espécie de veredito escatológico antecipado. Embora Paulo tenha usado várias metáforas para explicar como Deus nos salva, o evangelho é o poder (dynamis) divino para a salvação da humanidade (Rm 1:16-17) porque, pela morte de Cristo, Deus adquiriu o direito de declarar justo o pecador e definir o que permanece e o que desaparece pela eternidade afora. E isso não é uma ficção jurídica.

Enfim, justificação é a alteração legal no arquivo que registra o passado, o presente e o futuro da sua vida. Por isso, aceite esse dom imerecido e louve o Justificador.

MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista

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<![CDATA[A chama do reavivamento]]> https://tempoprofetico.com.br/a-chama-do-reavivamento/ Sat, 28 Mar 2020 13:15:30 +0000 https://licao7.com.br/?p=544

O que acontece quando um líder espiritual decide viver de acordo com a vontade de Deus

“Quem foi o melhor rei do Antigo Testamento?” Se você fizer essa pergunta à igreja, certamente a resposta oscilará entre Davi e Salomão. Este último é conhecido como o mais sábio, mas não necessariamente o melhor da história. Por sua vez, Davi é considerado um modelo, a ponto de outros reis serem comparados a ele. Por exemplo, é dito a respeito de Acaz que ele “não fez o que era reto perante o Senhor, como Davi, seu pai” (2Cr 28:1); sobre Ezequias, porém, se declara que fez “o que era reto perante o Senhor, segundo tudo quanto fizera Davi, seu pai” (2Cr 29:2).

Esses textos parecem indicar que Davi tenha sido o melhor monarca do Antigo Testamento. Contudo, 2 Reis 23:25 declara a respeito de Josias que “não houve rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse ao Senhor de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, segundo toda a Lei de Moisés; e, depois dele, nunca se levantou outro igual”.

Essa afirmação exige uma explicação. Por que Josias é considerado o melhor de todos? O que ele fez para que o autor bíblico o considerasse dessa maneira? O que um pastor pode aprender da vida de Josias e da influência dele sobre o povo de Deus? Neste artigo, eu gostaria de analisar o contexto do reinado de Josias, como ele governou e quais foram os resultados de sua liderança.

Reavivamento pessoal

A primeira parte da narrativa descreve uma situação paradoxal. A Bíblia declara em 2 Reis 22:3 a 7 que o rei Josias promoveu a restauração do Templo de Jerusalém. Nesse processo, ocorreu um fato sem precedentes. Hilquias, o sumo sacerdote, disse: “Achei o Livro da Lei na Casa do Senhor” (v. 8). O livro da Lei perdido em sua casa? Conforme Deuteronômio 31:24 a 26, o livro da Lei deveria estar ao lado da arca da Aliança. O problema da nação nos dias de Josias era que as pessoas haviam se esquecido do livro da Lei. Isso resultou em uma série de práticas que contrariavam explicitamente a Palavra de Deus.

Essa descoberta provocou um reavivamento na casa real e, em seguida, em toda a nação. Em 2 Reis 22:11, o autor bíblico explica que o rei escutou as palavras do livro da Lei e rasgou as vestes. Esse ato expressava profunda dor. Por exemplo, Jacó agiu da mesma forma quando recebeu a túnica de José banhada em sangue (Gn 37:33, 34). Jó, logo após perder suas posses e seus filhos, rasgou seu manto (Jó 1:20). Em ambos os casos, esses patriarcas rasgaram suas vestes em sinal de grande sofrimento. No caso de Josias, a atitude sucedeu a leitura das Escrituras. Como é possível que a leitura do texto sagrado tenha provocado uma reação tão intensa? A Bíblia pode causar dor no ser humano?

Para entender a atitude do rei é preciso compreender os eventos históricos. A descoberta do livro da Lei ocorreu em 621 a.C, quando o exército da Babilônia assediava a Assíria e pretendia conquistar a Palestina (J. B. Graybill, “Judah, Kingdom of”, The International Standard Bible Encyclopedia, v. 2, ed. Geoffrey W. Bromiley [Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1986)], p. 1147). Nabopolasar, pai de Nabucodonosor, começou sua trajetória vitoriosa em 626 a.C e, em 612, conquistou Nínive (Paul R. House, 1, 2, Kings, New American Commentary 8 [Nashville, TN: Broadman & Holman, 1995], p. 354). Foi nesse contexto que Josias ouviu pela primeira vez o livro da Lei. De acordo com as Escrituras, se Israel se distanciasse do Senhor para adorar outros deuses, uma nação distante invadiria a Terra Prometida e levaria o povo para o cativeiro.

Deuteronômio 28 declara que, como resultado da desobediência dos israelitas, “o Senhor levantará contra ti uma nação de longe, da extremidade da terra virá, como o voo impetuoso da águia, nação cuja língua não entenderás; […] Sitiar-te-á em todas as tuas cidades, até que venham a cair, em toda a tua terra, os altos e fortes muros em que confiavas; […] sereis desarraigados da terra à qual passais para possuí-la. O Senhor vos espalhará entre todos os povos” (v. 49, 52, 63, 64).

Evidentemente, Josias era consciente da situação espiritual em que se encontrava o povo, por isso rasgou as vestes. O rei temia que as palavras do livro da Lei se cumprissem. Logo a seguir, ele consultou a profetisa Hulda, para saber se as maldições da aliança se cumpririam. Ela confirmou as palavras das Escrituras; no entanto, também anunciou que Deus, por causa da atitude humilde do rei, do enternecimento do coração e do rasgar das vestes, adiaria o decreto celestial (2Rs 22:18-20).

Esse foi o início do reavivamento espiritual que ocorreu na vida do rei Josias. Fica evidente o papel fundamental que a Bíblia desempenhou nesse processo. Não existe renascimento espiritual sem o estudo das Escrituras Sagradas. Os ministros de Deus devem passar mais tempo com Sua Palavra, a fim de experimentar o reavivamento que só o Senhor pode realizar. Também é interessante notar o papel importante que o ofício profético desempenhou nessa narrativa. A profetisa Hulda confirmou a mensagem das Escrituras e exerceu influência sobre o rei para promover, mais adiante, uma reforma sem precedentes entre o povo de Deus.

Reavivamento coletivo

A resposta da profetisa Hulda deu início a uma série de ações que transformaram a atitude do povo. O rei mandou convocar todos os anciãos de Judá e Jerusalém. Em seguida, “subiu à Casa do Senhor, e com ele todos os homens de Judá, todos os moradores de Jerusalém, os sacerdotes, os profetas e todo o povo, desde o menor até ao maior” (2Rs 23:2). Ali, leu em voz alta todas as palavras do livro da Lei que havia sido achado no Templo do Senhor. Depois, fez um pacto diante de Deus, como representante da nação, comprometendo-se a segui-Lo, a guardar Seus mandamentos, testemunho e estatutos, de todo coração e alma, e a cumprir as palavras que estavam no livro da Lei. E todo povo anuiu à aliança (2Rs 23:1-3).

Assim, o reavivamento espiritual que o rei experimentou foi seguido por uma reforma que envolveu todo o povo. É importante destacar que essa mudança também foi guiada pela Palavra de Deus, uma vez que todos decidiram ser fiéis à aliança do Senhor (2Rs 23:3).

O que se vê na sequência é uma série de reformas relacionadas com a vida religiosa da nação. Por muito tempo, as pessoas acharam que, por pertencerem ao povo escolhido, estavam seguras, independentemente de seu compromisso pessoal com a aliança divina. Contudo, ao terem conhecimento do livro da Lei, perceberam que pesava sobre elas a condenação predita em caso de desobediência aos preceitos do Senhor.

Desse modo, 2 Reis 23:4 a 24 descreve todas as reformas realizadas. Em primeiro lugar, Josias eliminou os elementos idolátricos que se achavam no Templo do Senhor. Tirou de lá os utensílios que não pertenciam ao santuário e eram usados na adoração a Baal, ao poste-ídolo e a todo o exército dos céus (v. 4); destruiu as acomodações dos prostitutos cultuais, onde se adorava a deusa Aserá (v. 7); e demoliu os diferentes altares espalhados em todo território de Judá (v. 8-15), inclusive aqueles que estavam em Samaria e Betel (v. 19). Além disso, agiu contra os líderes da adoração idolátrica. O rei “destituiu os sacerdotes que os reis de Judá estabeleceram para incensarem sobre os altos nas cidades de Judá e ao redor de Jerusalém” (v. 5) e “matou todos os sacerdotes dos altos” que viviam em Samaria (v. 20). Por fim, eliminou os “médiuns, os feiticeiros, os ídolos do lar, os ídolos e todas as abominações que se viam na terra de Judá e em Jerusalém” (v. 24).

Todas as reformas feitas por Josias foram fundamentadas nas orientações encontradas no livro da Lei (v. 2, 24). Sob sua liderança, tudo que contrariava as indicações bíblicas relacionadas com a verdadeira adoração a Deus foi eliminado. Contudo, a verdadeira reforma não está completa quando se elimina os elementos estranhos à verdadeira adoração, mas quando inclui o verdadeiro sentido da adoração. Sensível a essa realidade, o rei ordenou “a todo o povo, dizendo: Celebrai a Páscoa ao Senhor, vosso Deus, como está escrito neste Livro da Aliança. Porque nunca se celebrou tal Páscoa como esta desde os dias dos juízes que julgaram Israel, nem durante os dias dos reis de Israel, nem nos dias dos reis de Judá” (v. 21, 22).

Três pontos da atitude do rei se destacam e devem ser aplicados em nossos dias. Em primeiro lugar, as reformas em favor da verdadeira adoração são promovidas por ministros que têm sido reavivados pelo estudo da Palavra de Deus. Em segundo lugar, uma mudança espiritual implica o estabelecimento da celebração da Páscoa como clímax da reforma. Finalmente, o ministro deve fazer o máximo possível para honra e glória de Deus.

O centro do reavivamento

A centralidade da celebração da Páscoa nas reformas de Josias é importante para entender o caráter de um reavivamento e uma reforma espiritual. A fim de compreender melhor esse assunto, é necessário analisar o significado da Páscoa no momento em que ela foi instituída. Nos dias do cativeiro egípcio, o Senhor Se manifestou de maneira poderosa em favor de Seu povo, executando Seus juízos contra o poder opressor do maior império daqueles dias.

Nove pragas já haviam caído, e Deus então declarou a Seu povo que deveria se preparar para finalmente sair da terra da escravidão (Êx 11, 12). Entretanto, os israelitas deveriam sacrificar um cordeiro sem mácula, de um ano, e passar o sangue do animal imolado nas ombreiras e na verga da porta de sua casa (Êx 12:3-7). O motivo para esse ritual era que, à meia-noite, o Senhor passaria pelo meio do povo, e o sangue do cordeiro seria o sinal para, em primeiro lugar, conservar com vida o primogênito daquele lar e, em seguida, libertar o povo da escravidão no Egito. Essa é a Páscoa do Senhor (Êx 12:11, 12).

Entender esse evento da história de Israel nos permite compreender a natureza e o propósito último dos atos divinos em favor de Seu povo: a libertação por meio de uma provisão celestial, a saber, o sacrifício do “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Em harmonia com essa realidade, João, no Apocalipse, afirmou que a vitória é obtida somente “por causa do sangue do Cordeiro” (Ap 12:11). O apóstolo Paulo também declarou que “Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado” (1Co 5:7).

O reavivamento e a reforma liderados por Josias são exemplos para pastores e igrejas da atualidade. À luz de 2 Reis 22 e 23, é importante destacar que o papel do líder espiritual é fundamental nesse processo. Em outras palavras, se o ministro não se importa com a espiritualidade, ele e o povo correm o risco de se perderem para sempre. Contudo, o desenvolvimento espiritual deve estar fundamentado no estudo da Bíblia e dos escritos inspirados. Como resultado, deve-se produzir um reavivamento (o desejo de seguir a vontade de Deus de maneira fiel e sincera) e uma reforma (mudanças nas práticas religiosas), eliminando condutas erradas e se entregando exclusivamente a Deus, por meio de Cristo, nossa Páscoa, como o centro da adoração e da vida religiosa.

ALVARO RODRÍGUEZ, doutor em Teologia, é professor da Universidade Peruana União]]>
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<![CDATA[Como evitar as tragédias]]> https://tempoprofetico.com.br/como-evitar-as-tragedias/ Sat, 28 Mar 2020 13:17:04 +0000 https://licao7.com.br/?p=547
A Bíblia apresenta protocolo eficaz para evitar desastres como os dos últimos dias
Parece consenso que o ano de 2019 tem sido um ano de tragédias muito frequentes. Isso não é estatístico, é simplesmente intuitivo, até porque é difícil mensurar uma tragédia. O que faria uma fatalidade ser mais trágica que a outra? O número de mortos? Cada vida tem valor inestimável. A maldade humana? Alguns desastres são resultado da ganância do ser humano, não necessariamente da intenção direta de destruir vidas. A extensão dos estragos? Quase sempre aqueles que têm menos são os mais atingidos e os que mais perdem nas calamidades. Perdem pouco em valor material, mas pedem tudo o que têm.
LEIA TAMBÉM: Presidente mundial pede oração por causa de ciclone em Moçambique Numa única semana, é difícil elencar a quantidade de fatalidades. No domingo, 157 pessoas morreram com a queda de um avião na Etiópia. As chuvas intensas na metrópole de São Paulo causaram a morte de 13 pessoas. Só na segunda-feira, 11, choveu na cidade o que se esperava que chovesse em todo o mês de março. Na terça-feira, 12, o destaque noticioso foi para os apagões na Venezuela, uma crise econômica e política que tem forçado muita gente a tentar fugir do país, o que acaba provocando repressão e violência próximo às fronteiras com as nações vizinhas. Na quarta-feira, 13, dois jovens “armados até os dentes”, isto é, com armas de fogo e outros instrumentos de violência menos sofisticados, provocaram um massacre em uma escola pública na cidade de Suzano, no estado de São Paulo, antes de tirarem a própria vida. Na quinta-feira, 14, o ciclone tropical Idai atingiu Moçambique e Malaui, dois dos países mais pobres do mundo, causando 122 mortes e deixando quase um milhão de pessoas desabrigadas. No mesmo dia ocorreu a queda de um edifício na Nigéria, que deixou dezenas de mortos, sendo muitas crianças. Na sexta-feira, 15, terroristas entraram simultaneamente em um templo religioso lotado para o culto e em um centro cultural associado ao templo em Christchurch, Nova Zelândia, e dispararam armas de fogo, matando 49 pessoas e ferindo pelo menos outras 48. Enquanto escrevo o texto, a semana nem terminou e já foi possível apontar uma tragédia para cada dia. Alguns desastres foram provocados pela irresponsabilidade de alguns profissionais. Outros surgiram pela revolta da natureza, agredida e alterada pela ação gananciosa do ser humano. Os mais pobres são geralmente as vítimas mais frequentes nos desastres; as más condições de vida em que vivem neste mundo em que uns têm tanto e outros têm tão pouco os deixam desprotegidos na hora da calamidade. O ódio irracional, o racismo e a xenofobia instigam massacres. O totalitarismo faz nações sofrerem na mão de déspotas que pouco se importam se o povo governado por eles carece dos artigos mais elementares para a sobrevivência e o conforto. E, o mais revoltante de tudo, algumas mortes não são explicadas pelo amor ao dinheiro e ao poder, nem pelo ódio a quem é diferente. Alguns matam e ferem simplesmente pelo bizarro prazer de matar e ferir. O articulista Rodrigo Constantino, ao comentar o massacre de Suzano, uma das várias desgraças desta semana, apontou, entre as várias possíveis motivações para comportamentos extremamente violentos, “o niilismo, a falta de sentido mais elevado para suas vidas, as famílias desestruturadas, jovens drogados como consequência disso, a ausência divina que costumava preencher o vazio existencial de muita gente no passado. A vida humana não é mais sagrada, foi banalizada.” Todas as infelicidades que atingem o mundo têm sua raiz no coração do ser humano (Mt 15:19; Mc 7:23; Gl 5:19-21). Direta ou indiretamente, a atitude negativa de alguns atinge a toda a humanidade. Isso acontece porque o homem é o responsável pelo planeta em que vive (Gn 1:28). Não só pelos recursos naturais, mas também pela vida dos demais membros da família humana. Na apuração da primeira morte trágica da história, Deus perguntou ao assassino Caim sobre seu irmão Abel, morto por ele. A resposta de Caim foi uma pergunta debochada: “Não sei; por acaso sou eu guardador do meu irmão?” (Gn 4:9). Sim, Caim, você é guardador do seu irmão. Todos nós somos responsáveis pela vida de nosso irmão. Sentimentos e atitudes destrutivas têm o potencial de surgir como ervas daninhas no solo do coração humano. Todos temos o germe do pecado em nosso ser (Rm 3:12-18). O simples descuido faz brotar um matagal de pensamentos deletérios. O mal latente pode ser irrigado com a exposição à violência e a sedução da cobiça. Em um determinado momento, não há espaço para o amor e o respeito ventilar dentro do coração. A alma se torna um território selvagem. As consequências de deixar crescer os espinhos são fatais. A indiferença, a irresponsabilidade, a ganância e a maldade estão grandes o suficiente para espetar e ferir o próximo. Em sua sabedoria, Deus estabeleceu um protocolo eficaz para evitar o surgimento, em seu nível mais incipiente, de tragédias como as desta semana. Se todos os desastres têm sua origem mais remota na maldade e na cobiça, sentimentos que brotam no interior do coração humano, é neste nível que o mal precisa ser combatido. As ervas daninhas da natureza má, que todos temos latente, não podem receber nutrição, enquanto as flores e os frutos da natureza boa, plantada por Cristo na vida por ocasião da conversão a Ele, precisam ser cultivados. “Como é que se alimentam as naturezas? Através dos cinco sentidos. Tudo o que entra em nossa mente através dos sentidos é alimento para uma ou outra natureza. Especialmente aquilo que vem através da visão e da audição. Este é o motivo pelo qual precisamos ser cuidadosos na escolha dos programas a que assistimos, dos filmes que vemos, das revistas e livros que lemos, das músicas que ouvimos e das conversas que participamos” (Alejandro Bullón, Conhecer Jesus é tudo, 2015, p. 45). A Bíblia orienta: “Aquele que anda em justiça e fala o que é reto; que despreza o ganho da opressão; que, com um gesto de mãos, recusa aceitar suborno, que tapa os ouvidos, para não ouvir falar de homicídios, e fecha os olhos, para não ver o mal. Este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio […]. Os olhos de vocês verão o Rei na Sua formosura, verão a terra que se estende até longe” (Is 33:15-17). Não é simplismo tentar resolver as grandes tragédias no nível do coração. As evidências têm demonstrado que não se pode subestimar o potencial violento de jovens e adultos que gastam horas consumindo conteúdo violento, que se entretém com jogos eletrônicos violentos e que se associam a grupos de ódio. Não se pode menosprezar o potencial deletério da irresponsabilidade de quem está operando uma máquina ou que supervisiona uma construção, uma irresponsabilidade alimentada pela indiferença com a vida e pela mesquinhez. As grandes tragédias surgem como pensamentos e sentimentos, e substituir pensamentos e sentimentos negativos por pensamentos e sentimentos positivos é o protocolo divino para evitar fatalidades. Cristo nos diz: “Finalmente, irmãos, tudo o que é puro, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o pensamento de vocês. O que também aprenderam, receberam e ouviram de Mim, o que viram em Mim, isso ponham em prática; e o Deus da paz estará com vocês” (Fp 4:9). Alimentar o espírito humano com reflexões a respeito da bondade, da mansidão e do amor vistos em Jesus é a única estratégia eficaz para prevenir tragédias. FERNANDO DIAS, pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira, está cursando mestrado em Teologia]]>
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<![CDATA[A mulher nos tempos da Bíblia]]> https://tempoprofetico.com.br/a-mulher-nos-tempos-da-biblia/ Sat, 28 Mar 2020 13:20:39 +0000 https://licao7.com.br/?p=550

Embora a cultura ocidental veja o “empoderamento” das mulheres como uma conquista recente, novos estudos têm mostrado que elas já exerciam influência em várias áreas no contexto do Antigo Testamento
Em 2017, o termo “feminismo” foi eleito pelo dicionário Merriam-Webster como “palavra do ano”. O interesse dos internautas pelo tema parece ter sido reflexo das diversas manifestações que ganharam repercussão internacional, como a Marcha das Mulheres (que levou milhares às ruas depois das afirmações polêmicas de Donald Trump) e os protestos de celebridades contra abusos sexuais cometidos por famosos de Hollywood.   Não é de hoje que as mulheres lutam por direitos iguais, reconhecimento, espaço e respeito. No fim do século 19, elas começaram a se mobilizar, reivindicando o direito ao voto, educação e trabalho. Hoje, apesar de ainda existirem desigualdades entre os sexos, as mulheres têm desempenhado um protagonismo maior, ocupando posições de destaque em várias áreas. O “empoderamento” feminino (para usar o neologismo que se popularizou nos últimos anos) é o tema do momento. Mas, embora a tendência da maioria das pessoas seja a de ver o protagonismo das mulheres como uma conquista recente do mundo ocidental, seu poder e influência também podem ser vistos em períodos anteriores. Apesar da imagem estereotipada que alguns têm da mulher na cultura dos tempos bíblicos, estudos etnográficos e arqueológicos recentes têm ajudado a desconstruir alguns mitos. Na realidade, se quisermos ter uma compreensão mais ampla da condição da mulher no Antigo Testamento, precisamos considerar quanto do retrato feminino no período vem da Bíblia e de outras fontes primárias e quanto é fruto de pressuposições do mundo ocidental moderno. Uma leitura superficial favorece um retrato limitado e distorcido da vida das mulheres no período monárquico de Israel. Por outro lado, se fizermos um estudo aprofundado, acompanhado de uma análise interdisciplinar, perceberemos que seu valor e influência foram muito além da esfera doméstica. NA ESFERA DOMÉSTICA Em um artigo publicado em março de 1991 na revista Biblical Archaeologist, Carol Meyers afirma que, na sociedade do Antigo Oriente Próximo, o contexto doméstico envolvia aspectos econômicos, sociais, educativos e até mesmo políticos e religiosos. Nessa cultura, a casa era economicamente autossuficiente e independente. O retrato advindo do texto bíblico demonstra que a mulher era respeitada como autoridade dentro de casa. Um exemplo foi Abigail, esposa de Nabal, a quem seus servos informaram e obedeceram sem questionar, mesmo quando ela foi contra a determinação do próprio marido (1Sm 25:14, 18-19). Outra evidência da autoridade feminina tem que ver com o fato de que, na maioria dos casos, era ela quem escolhia o nome dos filhos. Porém, o desenvolvimento histórico e o progresso tecnológico parecem ter mudado essa condição. De uma unidade doméstica economicamente independente, passou-se a valorizar o trabalho que resultava em maior contribuição econômica, algo que, nas sociedades modernas, sempre foi exterior ao âmbito doméstico e, ao longo dos séculos, tem sido dominado pelo sexo masculino. A partir do período helenístico, isso causou uma depreciação do poder econômico da mulher, diminuindo sua influência e autoridade dentro e fora da casa, conforme analisou W. C. Trenchard no livro Ben Sira’s View of Women: A Literary Analysis (1982, p. 57, 94). Outro aspecto interessante é que, no contexto do Antigo Testamento, frequentemente as mulheres eram associadas ao preparo de alimentos. Tamar foi chamada para assar bolos para seu irmão Amnom (2Sm 13:8); a viúva de Sarepta estava prestes a preparar o último bocado de pão quando Elias foi ao seu encontro (1Rs 17:12). Esse era apenas um dos passos no complexo processo de produção do principal item da dieta israelita antiga. O relato bíblico indica que, no plantio e colheita, ambos os sexos tomavam parte (Rt 2:8-9). No entanto, segundo Carol Meyers, o processamento do grão e a produção do pão ficavam a cargo das mulheres (Rediscovering Eve: Ancient Israelite Women in Context, 2013, p. 128). O fato de terem sido encontrados implementos e instalações para moer e assar em casas da época evidencia que o trabalho era feito no âmbito doméstico. Também foram achadas estatuetas e pinturas que retratam mulheres no processo de moer o grão e preparar a massa. Porém, durante o período helenístico, as ferramentas manuais começaram a ser substituídas por moinhos mais eficientes, movidos por animais. Por volta desse mesmo período, o pão passou a ser produzido fora de casa, em padarias especializadas, tirando das mãos das mulheres parte do valor econômico da produção de comida, além de isolá-las, já que a atividade geralmente era realizada com outras integrantes da comunidade. A tecelagem também é retratada dentro e fora da Bíblia como uma atividade feminina desenvolvida em conjunto. Por demandar tempo e habilidade, tinha alto valor econômico (Pv 31:13, 19, 21-22, 24), que também diminuiu a partir do período helenístico, com a invenção tecnológica do tear duplo.

FORA DE CASA

A mulher desse período tinha autoridade e presença dentro e fora de casa, em praticamente todas as esferas da vida diária: social, política e religiosa. Foto: Lightstock
Em 1 Samuel 8, por exemplo, vemos que o trabalho da mulher não estava limitado ao âmbito doméstico. De acordo com Nahman Avigad, diversos selos encontrados por aqueólogos estampavam nomes de mulheres, o que oferece pistas de seu papel em transações econômicas e políticas (Corpus of West Semitic Stamp Seals, 1997, p. 30 e 31). Três mulheres com grande poder político e religioso são descritas nas Escrituras: Maaca, rainha-mãe que foi deposta pelo próprio filho (1Rs 15:13); Atalia, que se fez rainha em lugar dos netos e estabeleceu um templo a Baal em Jerusalém (2Rs 11:1-20); e Jezabel, que reinou ao lado de Acabe e estabeleceu o culto a Baal em Israel (1Rs 18; 21:1-15). NA MÚSICA Elas também tinham participação no canto e na música instrumental. Apenas para citar alguns exemplos, mulheres cantaram e tocaram instrumentos ao receber o exército de Israel depois da vitória contra os filisteus (1Sm 18:6-7). A canção de Ana, relatada no capítulo 2 de 1 Samuel, evidencia que algumas também eram compositoras. Em um estudo sobre sexo, gênero e música, T. W. Burgh demonstrou a participação ativa de mulheres em performances musicais no Egito, Mesopotâmia, Fenícia, Filístia e Israel (Listening to the Artifacts: Music Culture in Ancient Palestine, 2006, p. 44-105). Ou seja, essa prática parece ter sido bem aceita culturalmente tanto no contexto israelita quanto fora dele. NA RELIGIÃO Apesar de não haver sacerdotisas no sistema ritual e religioso tradicional israelita, as mulheres não eram excluídas do processo de adoração e sacrifício. Ana foi ao templo sozinha para pedir a Deus um filho (1Sm 1:9-12). Depois de ter sua oração atendida, ela levou Samuel ao templo para os rituais de dedicação e do voto nazireu (v. 24 e 25). No mesmo período, há menção a mulheres que trabalhavam na entrada do templo. Apesar de a Bíblia não detalhar quais eram suas funções e tarefas (1Sm 2:22), o verbo hebraico utilizado nesta passagem (tsov’ot) é o mesmo usado para descrever a função dos levitas em seu serviço no templo (Nm 4:23; 8:24). Considerando o lugar das mulheres no culto de Israel, P. Bird sugere que elas preparavam as refeições sacrificiais (Ancient Israelite Religion, 1987, p. 406). Durante os séculos seguintes do período do Primeiro Templo, igualmente foi permitido o acesso das mulheres às áreas públicas do edifício sagrado. Elas também tinham liberdade para consultar os profetas (1Rs 14:2-3; 2Rs 4:22-23). Além disso, era comum sua participação em atividades rituais e em festivais religiosos, como indicado pela expectativa do marido da sunamita de que ela procurasse o “homem de Deus” (Eliseu) em um dia religioso. Contudo, conforme Ziony Zevit, as evidências arqueológicas sugerem que as mulheres estavam mais envolvidas com o culto doméstico do que com o oficial centralizado no templo (The Religions of Ancient Israel: a Synthesis of Parallactic Approaches, 2001, p. 554 e 555). O papel da mulher no período monárquico de Israel antigo parece ser, portanto, significativamente diferente do retrato geral imaginado nos dias de hoje sobre aquele período. A mulher dessa época tinha autoridade e presença dentro e fora de casa, em praticamente todas as esferas da vida diária: social, religiosa e política. A mulher tinha poder para realizar transações comercias (Pv 31), negociar questões militares (2Sm 20:15-22), governar (1Rs 15:13; 21:8-11; 2Rs 11:1-3) e participar de rituais religiosos (1Sm 1:24-25; Jr 7:18). A imagem da mulher como propriedade masculina, limitada ao ambiente doméstico, sem poder político ou comercial, parece vir de um tempo posterior ao retratado nas descrições da época dos reis de Israel e Judá. Provavelmente seja proveniente do período helenístico. Assim, se levarmos em conta o contexto histórico-cultural do Antigo Oriente Próximo, o retrato apresentado a respeito das mulheres no texto bíblico é muito positivo. Embora alguns continuem vendo a Bíblia como um livro machista, ela tem muito a nos ensinar sobre o valor e o papel da mulher. SAIBA + SABEDORIA FEMININA
Atos de sabedoria são igualmente associados à figura feminina no texto bíblico. Abigail, esposa de Nabal, é uma que recebe esse título (1Sm 25:3). Joabe busca uma mulher sábia em Tecoa para convencer Davi a levar Absalão de volta a Jerusalém (2Sm 14:2). Nos capítulos seguintes, vemos que uma mulher de Abel Bete Maacá negocia com ele em favor da cidade, desempenhando o papel de uma anciã influente (2Sm 20:15-22). Outro exemplo é o da rainha de Sabá, que viajou para testar a sabedoria de Salomão com “perguntas difíceis” (1Rs 10:1). Na cultura hitita, segundo D. P. Wright, mulheres de idade também eram consideradas sábias e responsáveis pela instrução das mais jovens, educando as novas gerações em práticas rituais (The Disposal of Impurity in the Priestly Writtings of the Bible with Reference to Similar Phenomena in Hittite and Mesopotamian Cultures, 1984, p. 36-38, 102, 246). CHRISTIE G. CHADWICK, doutora em Arqueologia Bíblica e História do Antigo Oriente pela Universidade Andrews (EUA), é professora no seminário teológico do Unasp, campus Engenheiro Coelho (SP) (Artigo publicado na edição de março de 2018 da Revista Adventista)]]>
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<![CDATA[Graça e verdade]]> https://tempoprofetico.com.br/graca-e-verdade/ Sat, 28 Mar 2020 13:22:32 +0000 https://licao7.com.br/?p=555

Nestes dias de polarização, precisamos manter o equilíbrio demonstrado por Jesus e buscar o centro

O evangelho de João foi escrito pelo último sobrevivente dos apóstolos, cerca de trinta anos depois dos demais evangelhos. Por isso, ele reúne as histórias mais conhecidas e que possivelmente mais marcaram a vida dos primeiros cristãos. O foco do autor, porém, está no Verbo, que é exaltado desde as primeiras palavras do livro. Os demais evangelhos apresentam Jesus como Messias de maneira indutiva, mas João expressa sua visão de forma direta desde o primeiro capítulo.

O evangelho inicia com o princípio de todas as coisas. Normalmente consideramos Gênesis 1:1 como o princípio da criação, mas João 1:1 vai mais longe. Por isso, em certo sentido, o primeiro verso de João é ainda anterior ao primeiro verso de Gênesis. Fala do começo de uma história que não tem começo: “No princípio era o Verbo”, que já existia antes de todas as coisas.

No entanto, a descrição mais marcante do Verbo e Sua encarnação é apresentada no verso 14 do primeiro capítulo: “E o Verbo Se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade.” Além da beleza e sensibilidade das palavras, gosto de observar o equilíbrio demonstrado por Cristo. Ele era “cheio de graça e verdade”. Em Suas atitudes, Jesus sabia oferecer as virtudes da graça, do perdão imerecido, do amor incondicional, da restauração de pecadores, das palavras dóceis, da preocupação com as pessoas. Mas também sabia viver, apresentar e defender a verdade. Não cedeu à tentação nem ao pecado, não negociou Sua missão, não rebaixou os princípios nem revogou os mandamentos.

Seu equilíbrio entre graça e verdade é um exemplo nestes dias de forte polarização, em que as pessoas, como o pêndulo de um antigo relógio de parede, não são capazes de se posicionar no centro e se movem sempre de um extremo ao outro. Elas perdem facilmente o ponto de equilíbrio em suas opiniões, interpretações, crenças e estilo de vida.

Alguns se apegam apenas à graça, o grande presente de Deus à humanidade, e deixam de lado a verdade. Sim, a graça é real, bíblica, a motivação do sacrifício de Cristo e de nossa salvação. Sem ela seríamos consumidos pelo salário do pecado. Porém, quando ela se torna um fim em si mesma, leva ao liberalismo, deixando de lado a fidelidade e seu impacto no estilo de vida. A religião passa a ser apenas uma experiência de consumo, em que Deus Se molda aos desejos, caprichos e interesses humanos. Não há necessidade de obediência, falta reavivamento, desaparece o conceito do remanescente, a Bíblia se torna apenas um livro devocional e a missão passa a ser uma questão opcional.

Outros se apegam apenas à verdade apresentada na Revelação, mas não experimentam nem exercem a graça. Sem dúvida, a Palavra de Deus não pode ser negociada, os testemunhos devem ser estudados e praticados, e o selo de Deus será colocado somente sobre os fiéis no tempo do fim. Mas a verdade desprovida de graça se transforma em radicalismo. Ela se torna árida, tira o brilho da vida cristã e a transforma numa busca permanente por perfeição. Pessoas assim estão sempre prontas a discutir, polemizar, agredir e dividir. Enfatizam o chicote do templo e desvalorizam os pregos da cruz.

O teólogo britânico John Stott expressa bem a ênfase equilibrada: “O amor sem a verdade é muito suave, mas a verdade sem amor é muito dura.” Por isso, precisamos, mais do que nunca, de cristãos capazes de equilibrar graça e verdade, evitando os extremos do liberalismo ou do radicalismo.

ERTON KÖHLER é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

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<![CDATA[O contexto bíblico do 666]]> https://tempoprofetico.com.br/o-contexto-biblico-do-666/ Sat, 28 Mar 2020 13:24:50 +0000 https://licao7.com.br/?p=558

As atitudes e entidades por trás do código
O 666 aponta não a uma entidade única, mas a uma atitude de incredulidade e rebeldia compartilhada pelo dragão, a besta, o falso profeta e por todos aqueles que não recebem o selo de Deus.

É bem antiga a interpretação do significado do número 666 pelo método chamado gematria. A aplicação do número ao alegado título papal “Vicarius Filii Dei” foi originalmente proposta por Andreas Helwig (1572-1643), em sua obra Antichristus Romanus, publicada em 1602. Muitos cristãos têm convicção da coerência dessa “exegese”. Além disso, protestantes históricos, desde os primeiros reformadores, relacionaram a entidade revelada por meio da metáfora do anticristo e da besta ao papado em sua trajetória perseguidora durante a Idade Média e no fim dos tempos, como o pretenso “substituto do Filho de Deus” (ver Robert O. Smith, More Desired than Our Owne Salvation: The roots of Christian zionism [Nova York: Oxford University Press, 2013], p. xxxv; Carl P. E. Springer, Luther’s Aesop [Kirksville, MO: Truman State University Press, 2011], p. 168. Antony C. Thiselton, 1 and 2 Thessalonians Through the Centuries [Malden, MA: Wiley-Blackwell, 2011], e-book).

No entanto, muitas questões surgem diante dessa interpretação. Primeiro, a palavra traduzida por “calcular” é o verbo grego psephizo, que tem o sentido de “contar” e “calcular”, mas também de “descobrir”, “interpretar” e “vir a conhecer” (Timothy Friberg, Barbara Friberg e Neva F. Miller, Analytical Lexicon of the Greek New Testament [Victoria, British Columbia: Trafford Publishing, 2005]). Ademais, outros nomes e títulos têm sido apontados como resultando em 666 por meio da gematria. Soma-se ainda o fato de que não há nada parecido em toda a Bíblia, nem em Daniel nem nos outros profetas. As metáforas ou símbolos deles não dependem de um cálculo numérico a partir de um nome ou título. Quando relatam visões, os profetas não usam códigos secretos, mas símbolos e metáforas, todos extraídos do contexto bíblico. Por fim, a aplicação do número a uma única entidade na história ignora que o 666 é mencionado em relação à besta em sua fase posterior à cura da ferida mortal, sendo algo ainda futuro. É importante destacar também que o número é da besta como um todo e não de uma de suas cabeças, aquela ferida em 1798.

Diante dessas considerações, diferentes autores têm se debatido em busca do verdadeiro significado do 666 (ver Beatrice S. Neall, The Concept of Character in the Apocalypse with Implications for Character Education [Washington, DC: University Press of America, 1983]; G. K. Beale, The Book of Revelation [Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2013]; e Craig R. Koester, Revelation [New Haven: Yale University Press, 2014]). O objetivo deste artigo é discutir o tema com mais atenção ao contexto bíblico. A proposta é ver o relato acerca da imagem da besta e do número 666 (Ap 13:11-18) como parte de um contexto maior em que o capítulo 14 deve ser considerado, tanto quanto a primeira parte do 13. Ao mesmo tempo, também se busca no contexto bíblico as referências dessa visão de João. Nesse sentido, a pergunta é: Quais textos das Escrituras se refletem nessa visão e como nos ajudam a entender o que o apóstolo tinha em mente com o número 666?

CONTEXTO NO APOCALIPSE

O mais natural na interpretação da imagem da besta é vê-la como uma aliada da primeira besta e do dragão, formando a trindade do mal. Esses símbolos representam inimigos do povo da aliança, os quais o perseguem em diferentes fases da história. No tempo de Cristo, o império romano era o poder opressor dos judeus, e foi pela mão de soldados romanos que ­Cristo foi crucificado (cf. Ap 12:4; 2:9-10, 13). Durante a Idade Média, os cristãos foram perseguidos por 1.260 anos por uma entidade representada nesses mesmos símbolos (12:6, 14; 13:5, 7). E no tempo do fim são previstas intolerância e perseguição por parte desses poderes e seus aliados (12:17; 13:11-18).

No entanto, se nos detivermos em Apocalipse 12 e 13 para tratar dos símbolos ali descritos, poderemos ter apenas um contexto parcial das visões e enfrentaremos dificuldades ao lidar com o número 666. Diante dos desafios, a tendência é isolar o símbolo de seu contexto e ir para fora do texto bíblico em busca de significados possíveis. É preciso enfatizar que esse é um método impreciso. Os símbolos bíblicos só encontram sua correta interpretação dentro do contexto bíblico.

A proposta então é estender a perícope de estudo até Apocalipse 14:12. O motivo são as conexões claras entre os dois capítulos. O capítulo 13 diz que a “marca” da besta é colocada sobre a “mão” e a “fronte” das pessoas (13:16); o 14 começa com a visão dos 144 mil, que têm o nome de ­Cristo e de “seu Pai” sobre sua “fronte” (14:1). No capítulo 13, a segunda besta impõe a “marca da besta”; a terceira mensagem no capítulo 14 adverte contra a “marca da besta”, numa clara continuação do tema. Além disso, é preciso notar a conexão entre Apocalipse 13 e o Pentateuco. O capítulo 13 diz que a terra e seus habitantes “adoram” a besta e o dragão (v. 4, 8, 12, 15); já o 14 traz o apelo do primeiro anjo para adorar o Criador que fez o “céu, e a terra, e o mar”, numa alusão a Gênesis 1 e 2 e Êxodo 20. Por fim, o capítulo 13 usa as palavras “fôlego” (pneuma) e “imagem” (eikon) para descrever a ressurreição da besta, e nisso também faz alusão ao relato da criação, quando pneuma (fôlego de vida) é assoprado para fazer Adão à “imagem” e “semelhança” de Deus (Gn 2:7; 1:27, 31). Assim, as visões de Apocalipse 13 e 14 estão interligadas e fazem referência ao relato da criação em Gênesis 1 e 2 e a Êxodo 20.

Com essa intertextualidade entre Apocalipse 13 e 14 e Gênesis 1 e 2 encontramos uma importante pista para a interpretação do significado do número da besta, que é dito ser “número de homem” (Ap 13:18). O contraste entre o “número de homem” (13:18) e o “selo de Deus” (7:2; 14:1) também retoma a criação, quando o Deus criador e o homem criatura estão juntos no dia de sábado (Gn 2:1-3; Êx 20:8-11). No livro Secrets of Revelation: The Apocalypse through Hebrew eyes (Review and Herald, 2002, p. 118), Jacques Doukhan diz que a tradição bíblica associa o número seis ao homem desde sua criação, no sexto dia, e que isso está implicado na frase “número de homem” (Ap 13:18).

DESCANSO E PLENITUDE

O relato de que Deus descansa no ápice de Sua criação (Gn 2) vem logo após a informação de que Ele criou o homem “à Sua imagem” (1:26). Isso indica que o autor de Gênesis considera o descanso de Deus no sétimo dia à luz do tema da criação do homem à “imagem de Deus” no sexto dia. O objetivo é ensinar que o homem cultiva sua semelhança com Deus ao entrar com o Criador no descanso do sétimo dia. Gregory Beale afirma: “A humanidade foi criada no sexto dia, mas sem o sétimo dia de descanso Adão e Eva estariam incompletos e imperfeitos” (The Book of Revelation, p. 724).

De fato, ao imaginarmos o sétimo dia da semana da criação, podemos atestar a imagem e semelhança entre Deus e o homem à luz do tema do descanso. Toda a natureza seguia seu curso normal ao entrar no sétimo dia. Contudo, Deus e o homem pararam a fim de descansar e contemplar. A natureza é incapaz de parar e descansar por que não foi criada à imagem de Deus.

No entanto, com o pecado, as pessoas resistem a entrar no descanso divino, por causa de incredulidade e desobediência (Sl 95:11; Hb 3:11, 18, 19). Nesse caso, aqueles que se recusam a entrar no sétimo dia do descanso de Deus indicam, com isso, que não se consideram parte da imagem divina, mas parte da natureza, que não altera seu ritmo ao entrar no sábado. O autor de Hebreus usa o tema do descanso ­sabático em referência ao santuário. Mas o que é o ­sábado senão um santuário, em que se entra ou se deixa de entrar? Que a entrada no descanso divino aproxima o homem do Criador é bem atestado pelo autor de Hebreus: “Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das Suas” (Hb 4:10).

Seguindo esse raciocínio, podemos dizer que, na semana da criação, avançar do sexto dia (o dia do homem) para o descanso do sétimo dia (o dia de Deus) é aceitar que fomos criados à imagem divina e que não viemos à existência por nós mesmos. A incredulidade referida em Hebreus consiste em não aceitar nossa origem divina por não entrar no descanso, referido com a linguagem do sábado. No entanto, quando o homem entra no descanso de Deus, ele se identifica com o Criador e deixa de ser parte da natureza para ser parte do ­círculo da divindade, como criatura que reflete a “imagem” e “semelhança” de Deus, atingindo a plenitude.

Nessa linha de pensamento, João pode ter empregado o número seis no Apocalipse como uma referência ao dia da criação do homem, mas fazendo menção ao homem que resiste a entrar no descanso de Deus, permanecendo assim na incompletude.

A ideia de incompletude referida pelo número seis no Apocalipse é bem clara. No sexto selo, sexta trombeta e sexta praga, o plano da salvação não está completado, e só se consuma quando se avança para o sétimo elemento. O “silêncio” do sexto selo (Ap 8:1), as “grandes vozes” celestiais da sétima trombeta (11:15) e o “está feito” da sétima praga (16:17) indicam o estado de plenitude a que chega a obra divina quando se avança do sexto para o sétimo elemento. “O sétimo em cada série no Apocalipse retrata a consumação do reino de Cristo. Cada série é incompleta sem o sétimo elemento” (The Book of Revelation, p. 722).

A MARCA E O SELO

João afirma que o selo divino é colocado sobre os “servos do nosso Deus” (Ap 7:3; 14:1). A palavra “selo” nesses versículos traduz o termo grego sphragis, o qual indica um meio ou instrumento de “autenticação”, “certificação”, “confirmação” e “reconhecimento” (Analytical Lexicon of the Greek New Testament). Nesse caso, o selo não é algo imposto, mas apenas uma forma de confirmar e certificar algo que é intrínseco, próprio do caráter e da escolha individual. Os servos de Deus já são servos antes do selo (Ap 7:3). Eles têm feito sua opção de servir ao Senhor e de ­adorá-Lo como Criador. Por isso têm o “selo” ou o “nome” divino em sua fronte (7:3; 14:1). O selo é algo que pode ser visto; é evidenciado na atitude dos servos de Deus em entrar no descanso divino no sétimo dia.

Por outro lado, o restante da humanidade, que não adora o Criador nem proclama a si mesmo como parte da criação à imagem e semelhança divina, recebe a “marca da besta” (Ap 13:17). A maioria das versões bíblicas traduz esse texto indicando que as pessoas recebem “a marca, o nome da besta ou o número do seu nome” como se fossem três coisas semelhantes. No entanto, o chamado Códex Alexandrino traz outra leitura (Revelation of Jesus Christ, p. 425). Literalmente, essa versão diz que as pessoas recebem “a marca, que é o nome da besta ou o número do seu nome” (Ap 13:17, NVI). Essa tradução se ajusta melhor ao contexto, ao indicar que a “marca” é uma forma de identificar aqueles que têm desenvolvido em si mesmos o “nome” ou o “número” da besta. “Nome” e “número” são indicativos do caráter dessas pessoas em sua associação com o dragão e a besta, inimigos de Deus, os quais não aceitam sua origem como criação divina.

A palavra grega usada para “marca” é káragma, que indica “marca ou carimbo feito por gravura, impressão, marcação”, em geral para marcar animais e escravos (Analytical Lexicon of the Greek New Testament). Enquanto o selo é uma autenticação de algo voluntariamente aceito, a marca é algo imposto como resultado de conformidade ou submissão. Assim, no contexto de Apocalipse 13 e 14, os “selados” são aqueles que assumem sua origem como “imagem” de Deus porque entram em Seu descanso e, assim fazendo, O adoram como Criador (Ap 14:7). Os “marcados” são aqueles que não assumem nem cultivam sua semelhança com Deus e, assim fazendo, não O reconhecem nem O adoram como Criador.

O ESPÍRITO DO ANTICRISTO

A resistência em adorar o Criador corresponde, portanto, a resistir em avançar da condição humana de número seis e ascender para o sete da perfeição. No entanto, a resistência a ser criatura divina e a entrar no descanso de Deus não é uma atitude final. Aqueles que não admitem sua filiação com Deus vão necessariamente tentar ocupar o lugar de Deus, no sentido de substituí-Lo. Com isso, assumem o espírito do anticristo, desejando colocar-se em lugar de Deus.

Sendo uma Trindade perfeita, Deus pode ser designado com a repetição tríplice do sete. Por outro lado, a trindade satânica (dragão, besta e falso profeta), sendo uma imperfeita contrafação da ­Divindade, seria designada com a repetição ­tríplice do seis, o que indica uma intensificação da incompletude (The Book of Revelation, p. 722).

Nesse caso, o número 666 pode indicar a tentativa repetida e frustrada por parte do diabo, da besta e do falso profeta em ser como o Deus perfeito, associado no Apocalipse ao número sete. Essa mesma tentativa é seguida por todos aqueles que não admitem sua origem divina. Por isso, eles têm o “nome” ou o “número” da besta. Assim, o número 666 pode ser visto como a “acumulação ou repetição tríplice do número seis”, da recusa insistente em assumir a própria identidade como imagem divina (Alan F. Johnson, Revelation [Grand Rapids, MI: Zondervan, 1981], p. 535).

O dragão, a antiga serpente, foi o primeiro a fazer essa investida. Ele recusou a se submeter a Deus como parte de Sua criação e não O glorificou como Senhor. Em seguida, desejou ocupar o lugar de Deus: “Eu subirei ao Céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14:13, 14). “Semelhança” aqui não indica afinidade, mas concorrência e substituição. Lúcifer queria assentar-se no santuário celestial, em lugar de Deus. Na sequência, ele disse a Eva: “Você será como Deus” (Gn 3:5), levando-a a imitá-lo em sua ofensiva fracassada.

Quando ergueu a estátua de ouro com 60 côvados de altura e seis de largura (­Dn 3:1), Nabucodonosor estava empreendendo a mesma tentativa de ocupar o lugar de Deus. O Senhor havia revelado que a cabeça de ouro da estátua do sonho representava Babilônia em sua fase na história (Dn 2:38, 39), e que por fim viria o reino de Deus (Dn 2:44). Entretanto, com uma estátua toda de ouro, o rei quis indicar que seu reino cobriria toda a história e não permitiria a chegada do reino de Deus. Nisso, ele exibia o mesmo espírito ou “nome” do anticristo.

A besta, ao imitar o dragão, faz a mesma investida. Ela pretende ser semelhante a Deus, no sentido de estar no lugar Dele, daí o pretenso título de “substituto do ­Filho de Deus”. Por isso, a respeito dela se indaga: “Quem é semelhante à besta?” (Ap 13:4), como se ela fosse superior a todos, incluindo Deus. Quando João diz que os ímpios têm a “marca” da besta, está dizendo que eles têm o mesmo caráter dela, ou seja, compartilham com ela e com o dragão o desejo de querer ocupar o lugar de Deus, tentando ser “semelhantes” a Ele, no sentido de concorrência e substituição.

Nessa linha, Beatrice S. Neall afirma que “o número 666 representa a recusa humana de ascender para o sete, de dar glória a Deus como Criador e Redentor”. Ele “representa o homem exercendo a soberania em lugar de Deus, o homem conformado à imagem da besta em lugar da imagem de Deus” (The Concept of Character in the Apocalypse, p. 154).

O nome e o número da besta, portanto, não são exclusivos dela. Ela os obteve ao se identificar com o próprio Satanás em sua campanha de tentar ser semelhante a Deus. A finalidade da besta é impor esse “nome” e “número” a toda humanidade. O dragão levou Eva a desejar ser “semelhante” a Deus, no sentido de concorrência e substituição. Ao partilhar da investida do dragão, a primeira mulher perdeu sua identidade com o Criador e se tornou a primeira pessoa a demonstrar um caráter associado ao nome e ao número da besta. Contudo, depois teve a oportunidade de se arrepender.

O 666, nessa perspectiva, aponta não a uma entidade única, mas a uma atitude de incredulidade e rebeldia compartilhada pelo dragão, a besta, o falso profeta e por todos aqueles que não recebem o selo de Deus, por não entrarem em seu descanso, com todas as implicações nisso envolvidas.

A suprema realização do ser humano não consiste em negar o Criador e tentar substituí-Lo, mas em avançar da condição do número seis (número de homem) para a plenitude do sete (o número divino). Entrar no descanso de Deus é assumir nossa identidade como filhos criados à imagem e semelhança divina. Todos aqueles que ­cultivam essa identidade recebem o selo do Deus vivo, preparando-se para estar com o Cordeiro sobre o monte Sião. 

VANDERLEI DORNELES, doutor em Comunicação, é coordenador de pós-graduação na Faculdade de Teologia do Unasp, campus Engenheiro Coelho (SP)]]>
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<![CDATA[A palavra mais relevante]]> https://tempoprofetico.com.br/a-palavra-mais-relevante/ Sat, 28 Mar 2020 13:26:26 +0000 https://licao7.com.br/?p=561
A esperança faz parte da visão profética para o tempo em que vivemos

Observando o mundo em que vivemos, que palavra você usaria para descrever nossa situação? Existem várias possibilidades, mas certamente “crise” estaria no topo da lista. Ela está na política, nos valores morais, na ecologia, no cenário financeiro e nas questões corporativas, profissionais, existenciais, familiares e espirituais. Com a expansão da internet, das redes sociais, das fake news e da irresponsabilidade virtual, o potencial de crises tornou-se ainda maior. Sem dúvida, essa é a palavra do momento.

No entanto, para um estudante da Bíblia, “esperança” é uma palavra ainda mais relevante. Afinal, crise se enfrenta com esperança (Hc 3:17-19). Ela deve estar no centro das atenções de alguém que conhece a visão profética para o tempo em que vivemos. O pastor Amim Rodor vai mais longe e reconhece que “o resumo da confissão adventista e? encontrado na palavra ‘esperança’”.

Há muito conteúdo transmitido pelas poucas letras desta palavra, que aparece cerca de 290 vezes na Bíblia e 4.406 vezes nos escritos de Ellen G. White. Esperança representa a maior expectativa do mundo; lembra a mensagem da segunda vinda de Cristo, descrita cerca de 2 mil vezes em toda a Bíblia; indica a identidade dos adventistas, que não nasceram de uma grande decepção, mas de uma esperança renovada; era a característica dos pioneiros adventistas, ilustrada por Tiago White ao concluir sua mensagem na primeira revista adventista (The Present Truth) com a expressão “na esperança”; e é a marca dos projetos missionários desenvolvidos hoje em toda a Divisão Sul-Americana. Realmente, essa palavra é um fio de ouro que liga sentimentos, mensagens e expectativas muito importantes.

Sua força aparece também no hino que representa a unidade e identidade da Igreja Adventista ao redor do mundo. Com certeza você já cantou ou pelo menos ouviu o hino “Oh! Que Esperança!”. Ele foi cantado pela primeira vez na assembleia da Associação Geral de 1962, realizada na cidade San Francisco e que teve o mesmo tema. Foi também a base da mensagem de abertura apresentada pelo pastor R. R. Figuhr, presidente mundial da igreja de 1954 a 1966, e que também havia sido presidente da Divisão Sul-Americana, de 1941 a 1950. Wayne Hooper, que era parte da equipe de A Voz da Profecia americana, compôs o hino especialmente para esse encontro mundial, mas seu impacto foi tão forte que passou a ser cantado pela igreja ao redor do mundo. Acabou sendo também o único hino oficial de cinco assembleias gerais. Além de 1962, foi repetido em 1966, 1975, 1995 e 2000. Nossa unidade e identidade estão construídas sobre essa esperança.

Mas o conselho bíblico vai além de simplesmente conhecer a força, o valor ou o significado da palavra “esperança”. O desejo do Senhor, apresentado pelo apóstolo Paulo, é que sejamos “ricos de esperança” (Rm 15:13). E, para isso que isso realmente aconteça durante este ano, quero convidá-lo a investir tempo na leitura das Meditações Diárias Nossa Esperança. Tive a oportunidade de escrever esse devocional e creio que, pelo poder do Espírito Santo, o contato com suas mensagens bíblicas, testemunhos marcantes e histórias poderosas vai tornar cada leitor mais “rico de esperança”. Nossos pés estarão na Terra, mas nossos olhos serão levados ao Céu, apegados à certeza da breve volta de Jesus.

Tire seus olhos da crise e coloque seu coração no pensamento de que o Senhor logo virá. Que essa esperança alegre nosso coração (ver Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 287)! Viva cada dia de 2019 alimentado por este sentimento que vem do Senhor.

ERTON KÖHLER é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

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<![CDATA[Teste para a unidade]]> https://tempoprofetico.com.br/teste-para-a-unidade/ Sat, 28 Mar 2020 13:29:01 +0000 https://licao7.com.br/?p=564

No início de outubro, a Associação Geral realizou seu concílio anual na cidade histórica de ­Battle Creek (EUA). Nessas reuniões participam delegados de todas as regiões do mundo. O encontro deste ano representou um verdadeiro teste para a unidade da igreja em nível mundial. A atenção de muitos esteve concentrada na discussão de um documento sobre conformidade com as regras estabelecidas, para evitar desvios de foco, de comportamento e de responsabilidade.

O tema ganhou força depois que a última assembleia mundial da igreja, que reuniu 2.570 delegados em 2015, não aprovou o pedido para que cada região tivesse liberdade para decidir sobre o tema da ordenação da mulher ao ministério pastoral. O assunto já havia sido discutido e votado em duas assembleias mundiais anteriores, com o mesmo resultado. Depois de horas de discussão, a maioria dos votos foi contrária a essa abertura. Apesar da não aprovação, a igreja renovou o reconhecimento à participação das mulheres em nossas congregações, bem como em funções de liderança dentro da estrutura da igreja.

Naturalmente, o voto dividiu opiniões. Algumas poucas sedes administrativas da igreja apresentaram suas razões e decidiram descumprir a decisão, ordenando mulheres em seu território. Começou então uma jornada de muita oração e ampla discussão sobre a necessidade de mantermos nossa unidade, não apenas na teologia, mas também nas decisões tomadas pelo corpo mundial. Somos uma igreja protestante que valoriza o estudo pessoal e o ministério de todos os crentes, mas também nascemos como uma igreja representativa, em que cada parte apoia as decisões do todo, sem vencedores e sem perdedores. Nosso foco é a edificação do corpo de Cristo.

Estamos organizados em 215 países, com a mesma mensagem e esperança, mas diferentes culturas, perspectivas e necessidades diversas. Por isso, não é tão simples resolver questões como essa. É preciso dedicar tempo à reflexão, à oração e ao diálogo aberto, com espírito redentor e que busque resgatar a unidade fragilizada. Ao mesmo tempo, é importante ter respeito pelas decisões tomadas pelo corpo de delegados escolhidos para representar a igreja em todo o mundo. Afinal, “quando numa assembleia geral é exercido o juízo dos irmãos reunidos de todas as partes do campo, independência e juízo particulares não devem obstinadamente ser mantidos, mas renunciados” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 3, p. 408).

Depois de um processo que durou cerca de três anos, foi aprovado um documento que define os passos a ser dados em caso de descumprimento das diferentes decisões tomadas numa assembleia mundial da igreja. Os dias anteriores e posteriores à votação despertaram muita agitação e inúmeros comentários. Alguns demonstrando serenidade, outros com atitudes desequilibradas. Alguns aumentando o problema, outros buscando uma solução. Essa discussão aberta é o resultado de um processo de decisão representativo e mundial, mas que precisa estar sempre ancorado no respeito ao próximo, à igreja e às crenças fundamentais que nos unem.

Acompanhei boa parte das discussões e a votação. Apesar das limitações humanas, a igreja trabalhou com abertura, paciência, diálogo e o desejo de resolver as diferenças. Uma tarefa difícil, que ainda segue sendo construída com oração, equilíbrio e humildade. Estou certo de que nossa unidade continuará forte, e a igreja militante dará mais um passo para ser triunfante.

Precisamos trabalhar mais intensamente pela unidade. Se cada um quiser conduzir a igreja de acordo com sua própria visão, ignorando as decisões do todo, nos tornaremos congregacionais ou independentes. Vamos construir a unidade com base na serenidade e respeito pelas diferenças, sempre buscando sabedoria na oração, profundidade na Palavra de Deus e harmonia com as decisões da igreja. Afinal, unidos somos mais fortes, chegamos mais longe e vamos mais rápido.

Por isso, diz o apóstolo Paulo: “Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês; antes, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer” (1Co 1:10, NVI).

ERTON KÖHLER é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

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<![CDATA[O enigma do mal]]> https://tempoprofetico.com.br/o-enigma-do-mal/ Sat, 28 Mar 2020 13:30:18 +0000 https://licao7.com.br/?p=567

Falar de dor ou sofrimento é fácil em um plano teórico, mas se torna mais difícil quando o mal, sem explicação, se aproxima do nosso território. Esse foi o caso de Shane Clifton, um professor de Teologia em Sydney, na Austrália. Em outubro de 2010, enquanto pedalava uma bicicleta, ele sofreu um acidente, quebrou o pescoço e ficou tetraplégico. E agora, diante dos meses de hospitalização, dos anos de reabilitação e da perda de mobilidade, com a palavra tetraplegia entranhada no cérebro, como entender por que Deus permitiu tal infortúnio?

“O problema da dor não é a dor em si”, ele escreveu. “A dor é um mecanismo que funciona para mostrar nossos limites. Em nenhuma circunstância isso é mais óbvio do que em uma lesão da medula espinhal, em que a ausência da capacidade de sentir certas dores é em si um perigo. O problema então não é a dor, mas o sofrimento, que é uma aflição prolongada (física, psicológica, social) que não serve a nenhum propósito significativo.”

Na prática, poucos problemas causam tanta perplexidade quanto o sofrimento inexplicável ou de inocentes. Por isso, a noção da teodiceia se tornou popular na teologia. Teodiceia, tema da matéria de capa desta edição, é a tentativa de defender a bondade, a justiça e a onipotência de Deus diante das coisas terríveis que nos acontecem. Enigma e mistério, a presença do mal no mundo se torna mais problemática por causa do tipo de Deus apresentado na Bíblia. Afinal, como disse Abraão, “não fará justiça o Juiz de toda a terra?” (Gn 18:25b). Ou como o próprio Deus desafiou Jó: “Você vai pôr em dúvida a Minha justiça? Vai condenar-Me para justificar-se?” (Jó 40:8, NVI). Se não houvesse um Deus bom, poderoso, fiel, justo e amoroso, ninguém teria motivo para questionar a existência das tragédias.

A linha entre o bem e o mal se tornou mais tênue no dia em que Adão e Eva se rebelaram contra a ordem estabelecida pelo Criador. Diante das indagações que o sofrimento levanta, as respostas religiosas têm sido atribuídas a três agentes principais: Deus, o ser humano e o diabo. A partir dos eventos descritos em Gênesis 3, fica claro que a alteração no plano original se deve à presença do pecado. Embora alguém possa questionar por que a ocorrência de um problema moral desencadearia as catástrofes que vemos no mundo e criaria também um estrago físico, o fato é que a queda do ser humano causou, em certo sentido, uma queda cósmica. A própria natureza foi afetada (Rm 8:22). Deus não é o culpado, mas entra na equação porque decidiu não criar um mundo totalmente fechado, livre de riscos e possibilidades. Na verdade, Ele mesmo assume riscos. Por isso, no espaço da liberdade, surgiram forças cósmicas contrárias à estabilidade e à harmonia da vida.

Felizmente, o Deus da Bíblia não é um Criador indiferente à sorte do mundo e às nossas dores. Nem o mal é eterno. No tempo certo, Ele vai agir. Ao visitar meus parentes no sul de Minas há poucos dias, fui ao cemitério da pequena cidade de Campestre e, com um misto de emoção e esperança, li a promessa de Apocalipse 21:4 gravada no mármore do túmulo de Geraldo e Benedita, meus amados pais. O texto diz que Deus vai reverter a ordem das coisas. Se 2 de novembro lhe traz saudade, tristeza e lágrimas, saiba que um dia elas serão substituídas por encontro, alegria e sorrisos.

MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista

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<![CDATA[Além do sofrimento]]> https://tempoprofetico.com.br/alem-do-sofrimento/ Sat, 28 Mar 2020 13:32:09 +0000 https://licao7.com.br/?p=570

Os grandes homens de Deus nunca tiveram vida fácil. Para realizar Sua obra, eles passaram por grande sofrimento, enfrentaram duras provas, mas permaneceram fiéis, vendo o invisível (Hb 11:27).

Paulo é um dos exemplos. Deus permitiu que ele enfrentasse muitas provações, mas transformou todas em oportunidades. Sua prisão em Roma é uma delas. Sem enfrentá-la, como teria conseguido falar a tantas pessoas importantes, expandindo o evangelho de maneira mais rápida? Roma era considerada a metrópole do mundo, onde poucos davam atenção à história de Jesus. Porém, segundo Ellen G. White, “em menos de dois anos, o evangelho teve acesso da modesta casa do prisioneiro aos recintos imperiais” (Atos dos Apóstolos, p. 461-462).

Quando o apóstolo foi levado à execução, poucos o acompanharam. Contudo, mesmo na hora da morte ele fez questão de perdoar seus ­executores e animar os cristãos. “Ao encontrar-se no lugar do martírio, não viu a espada do carrasco nem a terra que tão logo haveria de receber seu sangue; olhou, através do calmo céu azul daquele dia de verão, para o trono do Eterno” (p. 511-512). Ele conseguiu ver Deus por trás do sofrimento e encarar a dificuldade como oportunidade.

A história de João também é impressionante. Nos dias de perseguição da igreja primitiva, ele foi uma voz forte. “Quando a fé dos cristãos lhes parecia vacilar sob a feroz oposição que eram forçados a enfrentar, o idoso e provado servo de Jesus lhes repetia com poder e eloquência a história do Salvador crucificado e ressurgido” (p. 568).

No entanto, enquanto a igreja se fortalecia, os opositores se enfureciam. Por isso, João também foi convocado a Roma e exposto a falsas acusações. “Porém, quanto mais convincente era seu testemunho, mais profundo o ódio de seus opositores” (p. 569). Enquanto isso, “a mão do Senhor se movia invisível no meio das trevas” (p. 581). A crise era uma oportunidade especial para os grandes milagres de Deus.

Condenado ao martírio, João foi colocado dentro de um caldeirão de óleo fervente, “mas o Senhor preservou a vida de Seu fiel servo, da mesma forma que preservou a dos três hebreus na fornalha ardente” (p. 570). Foi exilado, então, em Patmos para ser silenciado. Mas foi ali que ele “recebeu a mensagem cuja influência devia continuar a fortalecer a igreja até o fim dos tempos” (p. 581).

Olhando para esses heróis da fé, podemos lembrar que Deus ­sempre dá “as batalhas mais difíceis aos soldados mais fortes”. Muitas vezes Sua obra é realizada “em meio a tempestades de perseguições, oposição atroz e acusações injustas” (p. 574), mas é preciso “repousar em Deus na hora mais escura, embora dolorosamente provado e sacudido pela tempestade, sentir que nosso Pai está ao leme. Somente os olhos da fé podem ver para além das coisas temporais e apreciar com acerto o valor das riquezas eternas” (p. 575).

Aprenda a confiar no Deus que vê além do sofrimento. Ele sabe como transformar aparentes injustiças em bênçãos sem medida. Sua mão se move silenciosamente através da história e no momento certo sempre se manifesta.

ERTON KÖHLER é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

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<![CDATA[Fim e começo]]> https://tempoprofetico.com.br/fim-e-comeco/ Sat, 28 Mar 2020 21:22:57 +0000 https://licao7.com.br/?p=573

Os sinais da volta de Cristo indicam que a história do mundo está chegando ao seu desfecho
Brexit, a palavra usada como marketing para a saída do Reino Unido da União Europeia, se transformou num sucesso entre os amantes da profecia. Mesmo antes do voto decisivo, ela já mobilizava os ânimos. De acordo com a revista The Economist, numa pequena cidade da Irlanda do Norte, um grupo de evangélicos foi para a rua principal com cartazes incentivando o voto pelo “sair” para que ninguém pusesse em risco sua alma ao optar por uma instituição política alinhada ao anticristo. O assunto também mexeu com os adventistas, pois somos uma igreja movida a escatologia. Os reformadores magisteriais deram uma importância especial à escatologia, elaborando uma filosofia da história e identificando o lugar do papado na profecia. Mas foram os reformadores radicais que mostraram mais entusiasmo com a promessa do advento e, por meio de seus sucessores, ajudaram a manter viva essa esperança nos séculos seguintes. O adventismo veio para dar nova tonalidade ao assunto, refinando as ideias escatológicas. A palavra escatologia vem do termo grego eschaton (“fim”) e significa o estudo sobre as últimas coisas. Ela tem conexão com o gênero apocalíptico, mas os termos não são sinônimos. Se o apocaliptismo tem que ver com um movimento social de reversão da ordem política, em que as pessoas marginalizadas passam a ter poder e as figuras poderosas e tiranas da ordem atual sofrem uma punição, a escatologia se concentra na interpretação das profecias ligadas ao futuro. Ao estudar e interpretar os últimos acontecimentos, ela nos ajuda a ter um vislumbre melhor dos planos de Deus. Aqui é bom lembrar que os últimos dias já foram inaugurados pela chegada de Jesus (Hb 1:2; 1Pe 1:20). A literatura apocalíptica bíblica não foi produzida por figuras ou movimentos marginalizados da fé judaica, mas pelo próprio núcleo do estabelecimento religioso/sacerdotal. O alvo da literatura apocalíptica é mostrar os perigos (filosóficos e físicos), reafirmar a vitória do Céu, descrever a recompensa pela fidelidade e motivar os leitores a perseverar até o fim. O gênero apocalipse, longe de ser destituído de valor ético, prega o dia em que a ética vencerá o mal.

“Ser adventista e não sonhar com a volta de Jesus, não orar por esse dia e não trabalhar pelo estabelecimento de seu reino é brincar de ser adventista e simular ter esperança”

A escatologia é a conclusão lógica da criação, da salvação, da cristologia, da profecia, da missão e da teodiceia (a justificação do jeito de agir de Deus). É a esperança de um mundo melhor. Ela engloba os principais temas bíblicos e dá sentido aos rumos da história. Um Deus perfeito não pode deixar uma criação imperfeita prosseguir assim para sempre. O advento não acontecerá apenas para o ser humano, mas para toda a criação e todo o Universo. Firmado nessa “bendita esperança” (Tt 2:13), o povo adventista une duas realidades em sua teologia: a protologia, doutrina das origens, e a escatologia, estudo das últimas coisas. Criação e nova criação, duas perfeições separadas por um período de catástrofe introduzido pelo pecado, fazem parte do mesmo horizonte. E a grande narrativa que conecta esses polos é a segunda vinda de Jesus. Esse evento glorioso está relacionado a tudo que já aconteceu e que acontecerá nos domínios de Deus. Sem a volta de Cristo, nada faria sentido. Há um significativo paralelo entre o início e o fim da Bíblia. O adventismo é o guardião da esperança escatológica para o tempo do fim, sendo convidado a antecipar e profetizar a volta de Cristo novamente (Ap 10:11). Não vivemos apenas de passado, mas de futuro. Não olhamos apenas para a Terra, mas para o Céu. Ser adventista e não sonhar com a volta de Jesus, não orar por esse dia e não trabalhar pelo estabelecimento de seu reino é brincar de ser adventista e simular ter esperança. Até que o sonho de eternidade se torne real, o povo do advento precisa nutrir constantemente sua esperança e preparar um povo para estar de pé no dia do Deus todo- poderoso. E, como enfatiza a matéria de capa desta edição, escrita a partir da efervescência despertada pelo movimento de uma peça no tabuleiro profético, é preciso saber ler os sinais, enxergar além do óbvio, entender as entrelinhas da história, perceber os caminhos do mundo e detectar a aproximação de Cristo.]]>
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<![CDATA[A Bíblia e a mentalidade científica]]> https://tempoprofetico.com.br/a-biblia-e-a-mentalidade-cientifica/ Sat, 28 Mar 2020 21:26:17 +0000 https://licao7.com.br/?p=576

Entenda a diferença entre o ceticismo contemporâneo e aquele que foi manifestado pelos personagens bíblicos e cientistas cristãos ao longo da história
Não é incomum encontrar ateus ou céticos de renome lamentando o fato de o cristianismo ainda ter tamanha influência na sociedade de nossos dias. A Bíblia é constantemente acusada de ser um livro obsoleto, que promove crendices tribalistas sobre a natureza e a origem do universo. As pessoas que viviam na época em que a Bíblia foi escrita são retratadas como simplórias, ingênuas e facilmente enganadas por seus líderes religiosos. Diante do intelectualismo e individualismo de nossos dias, a crença religiosa é vista como um entrave ao avanço científico. Alega-se que, depois de séculos de observações e pesquisas rigorosas dos fenômenos da natureza, muitos dos mitos que antes eram ensinados e disseminados foram finalmente abandonados. Também há quem defenda que as pessoas “educadas” não são nada parecidas com aqueles nômades ignorantes que vagueavam pelas terras de Canaã. Crer na história da criação, na travessia do Mar Vermelho ou do nascimento virginal de Jesus é tido hoje como estupidez, burrice e irracionalidade… Ser religioso em nossos dias é sinônimo de ignorância e cegueira. O religioso é tido como subjetivo, incerto ou irreal. Somente o que é científico e empírico deve ser aceito como objetivo, concreto e real. Por isso, não se vê diferença entre quem acredita na Bíblia e quem crê no Papai Noel, em unicórnios e dragões. Assim, a sociedade atual é estimulada a dar valor somente ao que pode ser comprovado em laboratório. Ceticismo saudável Em certa medida, concordo que devemos ser céticos quanto a algumas coisas. Questionar, duvidar e perguntar não só nos salvam de certas enrascadas, mas abrem portas para novos conhecimentos e oportunidades. No entanto, o quadro pintado por muitos céticos sobre a Bíblia está completamente equivocado. Às vezes, fico imaginando se eles realmente conhecem o livro que tanto criticam. As pessoas e as histórias que encontramos na Bíblia retratam uma realidade que imita nossa forma de agir e pensar em muitos aspectos. Longe de ser simplórios e crédulos, os personagens da Bíblia apresentaram muitas vezes um ceticismo que beirou à rebeldia – algo que podemos facilmente identificar em muitos nos dias de hoje. Gostaria de analisar o comportamento de três personagens bíblicos que, longe de ser a exceção, demonstraram ter uma pitada saudável de ceticismo. Esses exemplos são apenas alguns entre muitos que nos mostram claramente como as pessoas dos tempos bíblicos se preocupavam com o que era objetivo, concreto e real. Tomé O episódio de Tomé duvidando sobre a ressurreição de Jesus é um dos principais exemplos de ceticismo encontrados nas Escrituras (Jo 20:24-25). Sua declaração mostra que a relutância em crer na ressurreição não é de hoje. Afinal, quando foi a última vez que você testemunhou uma ressurreição? No caso de Tomé, ele havia presenciado a ressurreição de Lázaro e, mesmo assim, teve dificuldade em crer na ressurreição de Jesus. O que ele precisava era de evidências empíricas! Isso lembra um pouco David Hume, filósofo, historiador e ensaísta do século 18 que ficou conhecido por seu ceticismo! Ezequias Outro caso interessante é o do rei Ezequias. Depois de ter enfrentado Senaqueribe e vencido de forma milagrosa, o rei de Judá ficou doente “de uma enfermidade mortal” (2Rs 20:1). Triste, o rei clamou a Deus por misericórdia. Deus enviou o profeta Isaías, que lhe informou do plano divino em lhe conceder mais quinze anos de vida. Ezequias poderia ter se contentado com aquela resposta. Afinal, Deus já havia realizado tanta coisa no passado! Não haveria razão para duvidar da palavra do profeta. Mesmo assim, Ezequias questionou a autenticidade da declaração de Isaías e pediu um sinal. Indiferente à ofensa, Isaías lhe deu duas opções: “Você prefere que a sombra avance ou recue dez degraus?” (2Rs 20:9, NVI). Confesso que ver a luz do sol se adiantar dez graus seria uma experiência surreal. No entanto, Ezequias sabia que, em algum momento, ele mesmo poderia questionar a autenticidade do que estava vendo. Afinal de contas, a luz estaria fazendo o que faz todos os dias: avançar. A única diferença é que esse progresso se daria de forma acelerada – certamente alguém encontraria uma explicação plausível para esse fenômeno. O que seria realmente anormal era que a sombra do sol regredisse dez graus! Aí sim! Estaria indo na contramão de tudo o que se conhecia (e se conhece até hoje!). Ezequias pediu que a sombra retrocedesse dez graus, e assim aconteceu. Gideão O livro de Juízes relata como Gideão viu o Anjo do Senhor e foi ordenado a lutar contra os midianitas (Jz 6). Embora a ordem tivesse sido clara e o ajuntamento do povo de Israel pudesse servir de confirmação do chamado divino de Gideão, parecia que ele tinha suas dúvidas. Poderia ter sido uma visão, uma ilusão ou um devaneio. Quantas vezes já fomos enganados pelos nossos olhos? Achamos que vimos algo ou alguém e logo percebemos que fomos vítimas de uma ilusão ótica. Gideão precisava ter certeza. Ele não podia permanecer só na esfera da subjetividade. Assim, ele resolveu fazer um teste. “Eis que eu porei uma porção de lã na eira; se o orvalho estiver somente nela, e seca a terra ao redor, então, conhecerei que hás de livrar Israel por meu intermédio, como disseste” (Jz 6:37). O teste parecia simples. É impossível um pedaço de lã exposto ao relento ficar encharcado e o solo ao redor permanecer seco. Só que algo ainda parecia incomodar Gideão. E se a lã absorvesse toda a umidade ao redor? Não parecia tão improvável assim. Gideão decidiu fazer algo que todo cientista honesto faz nos dias de hoje: ele criou um grupo de controle e inverteu o pedido:Rogo-Te que mais esta vez faça eu a prova com a lã; que só a lã esteja seca, e na terra ao redor haja orvalho” (v. 39). Pronto! Assim ele estaria satisfeito. Independentemente de qual fosse a interação natural da lã com a umidade, a outra experiência seria a prova de que Deus estava com ele. Todas essas histórias mostram que as pessoas daquela época tinham uma clara percepção de como a natureza deveria se comportar. Talvez não conseguissem explicar o movimento dos astros como Isaac Newton fez, mas não eram adeptas de ideias mirabolantes sobre as leis da natureza. Qualquer coisa que aparentasse anormal era recebida com ceticismo. No caso de milagres, essas pessoas queriam ter certeza de que era Deus quem estava operando naqueles fenômenos. Diferente do ceticismo contemporâneo, que rejeita a participação divina nos eventos da natureza, o ceticismo desses personagens bíblicos tinha como objetivo se certificar de que era Deus que, de fato, estava agindo. Longe de ser vítimas de alucinações, enganos ou ilusões, aqueles que foram testemunhas das ações de Deus duvidaram do que seus sentidos lhes diziam e buscaram evidências irrefutáveis da autenticidade dos eventos que ocorreram. Tais exemplos nos inspiram a igualmente procurar desenvolver uma fé inteligente, questionadora, que procura entender os caminhos de Deus e discernir as ações dele na natureza. GLAUBER S. ARAÚJO, mestre em Ciências da Religião, é pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira. Além da teologia, se interessa pela física, astronomia e cosmologia]]>
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<![CDATA[O louvor que agrada a Deus]]> https://tempoprofetico.com.br/o-louvor-que-agrada-a-deus/ Sat, 28 Mar 2020 21:28:48 +0000 https://licao7.com.br/?p=579

Descubra os critérios bíblicos que devem orientar a música na igreja e a atitude do adorador
Há pessoas que falam de música sacra como se tivessem a fórmula da música que agrada a Deus. Elas garantem que só os hinos sem acompanhamento de guitarras ou percussão são aceitos por Ele. De outro lado, alguns afirmam que qualquer sonoridade contemporânea é capaz de satisfazer o Criador. Para esse grupo, a letra cristã santifica qualquer ritmo e melodia. No entanto, o que ambos os lados esquecem é que a postura de agradar a Deus com esse ou aquele tipo de música não tem nenhuma base bíblica. Mas há um livro antigo que revela o estilo de louvor que Ele espera. Embora não encontremos na Bíblia um versículo sequer identificando o estilo musical preferencial ou exclusivo para louvar a Deus, ela faz várias referências à atitude de quem louva ao Senhor. Isto é, as Escrituras não dizem com qual música é possível agradar a Deus, mas elas são bem claras quanto à conduta do adorador. Certas passagens bíblicas recomendam que o louvor seja feito com “júbilo e com arte” (Sl 33:3), com “espírito e entendimento” (1Co 14:15), e sem fingir santidade. “Afastai o estrépito de vosso cântico, porque não ouvirei a melodia de tuas liras”, a não ser que “corra a justiça como as águas” (Am 5:23, 24). O salmista recomenda alegria, a mesma atitude manifestada por quem tem prazer em estar entre os irmãos em união (Sl 133:1). Mas isso não deve ser somente uma capa de aparência de santidade. O profeta escreve que Deus despreza os cultos solenes (Am 5:21), as melhores ofertas (5:22) e o louvor musical de um povo que detesta quem conta a verdade (5:10), pisa no pobre (5:11), oprime o justo e aceita subornos (5:12). Deus não estava rejeitando a solenidade do culto nem os cânticos de quem se reunia no templo. Mesmo sem saber o que se cantava naquela época, ninguém pode dizer que os instrumentos e estilos musicais usados pelos levitas desagradavam a Deus. A partir desses versos, podemos entender de Amós que o cântico mais tradicional ou o mais contemporâneo se torna inaceitável se for feito por vozes que “honram a Deus com os lábios”, mas cujo coração está distante do Salvador (Is 29:13). Alguém pode dizer: “Ótimo! Nenhuma menção sequer é feita ao estilo musical. Posso tocar o que eu quiser e Deus aceitará meu louvor, pois basta que eu toque meu violão e cante com alegria, com boa técnica, dentro do espírito de louvor e com entendimento, e também com sinceridade e como fruto de amor, justiça e obediência”. A princípio, esse pensamento não está errado, visto que é exatamente desse tipo de coração e adoração que os versos bíblicos estão falando. Então, se os critérios são somente o coração do adorador, não há critérios para o louvor congregacional e não há regulamentação bíblica para o estilo musical na igreja, certo? Errado! Há critérios bíblicos que não precisam de partitura nem de gravações para indicar o estilo recomendável para o louvor congregacional que agrada a Deus. E onde estariam esses critérios? Alguns deles estão na carta do apóstolo Paulo aos coríntios. Ele escreveu que “todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas as coisas são lícitas, mas nem todas edificam” (1Co 10:23). Se não há uma clara desaprovação bíblica para nenhum estilo musical, por outro lado há uma advertência em relação à adequação ou conveniência do estilo. Então, a preocupação do cantor deve ser a mesma do pregador: edificar a igreja. Paulo apresentou outro critério para o louvor: “Enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5: 18-21). Além de cantar com júbilo e arte, e também sem fingimento de santidade, Paulo recomendou louvar com um coração sincero e grato, “submetendo-nos uns aos outros no temor de Cristo”. É possível imaginar como uma igreja se une quando alguém, ao escolher uma música para cantar, sujeita seu pensamento musical aos irmãos e irmãs que irão ouvi-lo no culto; ou, por outro lado, quando os irmãos que ouvem sujeitam seu pensamento musical ao do irmão que louva. Todos procurando, no amor e sabedoria de Cristo, sujeitar seus gostos e habilidades musicais quando estão cantando ou quando estão escutando. Os cristãos não discordarão de que a sujeição de “uns aos outros no temor do Senhor” é um princípio incontestável. Nesse sentido, pode existir um louvor que agrada a Deus. Um louvor em que todos sujeitam suas preferências musicais uns aos outros, em que se busca cantar com alegria, entendimento e gratidão. Um louvor que é precedido por obediência e serviço ao próximo. JOÊZER MENDONÇA, doutor em Musicologia (Unesp) com ênfase na relação entre teologia e música na história do adventismo. É professor na PUC-PR e autor do livro Música e Religião na Era do Pop]]>
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<![CDATA[Princípio ou cultura?]]> https://tempoprofetico.com.br/principio-ou-cultura/ Sat, 28 Mar 2020 21:30:14 +0000 https://licao7.com.br/?p=582

Entender a diferença entre esses dois conceitos gera fidelidade e leveza espiritual, além de fazer bem aos relacionamentos
Uma das tarefas mais urgentes no adventismo atual é fazer distinção entre princípio bíblico e costumes culturais. O primeiro é imutável. O segundo, não. Compreender e separar as duas coisas é essencial para a fidelidade a Deus, liberdade e leveza espiritual, além de facilitar os relacionamentos humanos. A dificuldade é que, ao mesmo tempo em que buscamos ser fiéis à vontade de Deus, estamos inseridos numa cultura. Inicialmente, vamos definir de maneira simples o que é princípio bíblico e o que é cultura. O primeiro diz respeito às revelações de Deus a todas as pessoas e transcende tempo e espaço, história e geografia. Ou seja, princípios bíblicos são aplicáveis a todas as pessoas, em qualquer tempo histórico e em todos os lugares. Por exemplo, amar a Deus sobre todas as coisas e amar Sua criação é um princípio bíblico. Por outro lado, cultura tem que ver com sistemas mais ou menos integrados que informam a maneira pela qual as pessoas pensam, sentem e se comportam. A tarefa de distinguir as duas coisas exige um esforço contínuo. Um bom exemplo para entendermos a diferença é o tema do sábado. Os adventistas acreditam que a obediência ao quarto mandamento seja um princípio bíblico desde a criação. Como princípio, ele é aplicável a todas as pessoas, em todos os tempos e em qualquer lugar do mundo. Porém, a forma de se observar o sábado varia. Quando eu pastoreava uma igreja multicultural com mais de trinta nacionalidades em Dubai, nos Emirados Árabes, percebi que era visível a diferença na prática do sábado entre diferentes culturas. Pessoas de países africanos localizados na região abaixo do deserto do Saara, em geral, vinham para o culto pela manhã preparados para ficar o dia todo nas dependências do prédio da igreja. Após o culto, eles se sentavam em grupos ao redor do prédio e conversavam sem pressa até o pôr do sol. Outros saíam para visitas e depois voltavam para mais bate-papo. Por sua vez, alguns participavam de grupos de oração ou cânticos em roda, todos muito espontâneos e sem preocupação com formato ou o horário. Já os filipinos encontravam um lugar reservado para um almoço tipo “junta panelas”, normalmente frequentado por amigos da mesma etnia. Imediatamente após o almoço, seguiam uma agenda rígida de programação que durava a tarde toda, sem sair de dentro do auditório principal. Canadenses, americanos, alemães e brasileiros costumavam sair logo ao fim do culto e passavam o restante do sábado com a família e os amigos. Todos seguiam o mesmo princípio, mas moldados pelo costume de seu próprio país. Compreender a diferença entre princípio e cultura é essencial para a fidelidade a Deus. No evangelho de Mateus, Jesus expôs exatamente essa realidade quando afirmou aos fariseus que a tradição deles anulava a Palavra de Deus (15:6). É comum pensar que inovações tendem a enfraquecer a firmeza doutrinária. Em muitos casos, o que acontece é que um costume cultural repetido por gerações tende a enrijecer o princípio bíblico e a se transformar em regra. É uma forma sutil de fossilizar o princípio. A natureza do princípio é flexível e, por isso, relevante para todo tempo, lugar e grupo de pessoas. Porém, quando se torna rígido e inflexível, normalmente passa a ser ferramenta de controle, um meio de exercer poder ou manipular. Quando isso acontece, confundimos fidelidade a Deus com o cumprimento de uma regra comportamental rígida a qual Jesus chama de hipocrisia, porque permite que a fidelidade seja medida pela “honra com os lábios”, isto é, pelo comportamento. Enquanto isso, “o coração está longe” (Mt 15:8). Jesus disse que esse tipo de suposta fidelidade é falsa, vazia e nula. Em segundo lugar, saber a diferença entre princípio e cultura comunica liberdade e leveza espiritual. Alguns pensam que a fé verdadeira é sacrificada e carrancuda; a tal religião do “não pode”. Confundir cultura com princípio bíblico normalmente exige uma submissão sem reflexão. Por outro lado, confundir princípio bíblico com cultura leva a uma fé egoísta que seleciona de acordo com a conveniência. É verdade que espiritualidade requer sacrifício em muitos casos. Mas, mesmo nessas circunstâncias, ela proporciona leveza e sensação de liberdade porque o sacrifício é uma escolha de fé consciente e não de submissão forçada. A consequência é paz mesmo em meio à dificuldade. O terceiro ponto é que reconhecer o que é princípio bíblico e o que é cultura facilita os relacionamentos humanos. Quando o princípio é enrijecido, ele costuma ser acompanhado de julgamento e acusação, o que, em muitos casos, se transforma em constrangimento ou dissenção. Já o princípio bíblico, por ser flexível e adaptável sem perder sua essência, permite diferenças. A fidelidade a princípios idênticos não impede a variedade e riqueza de práticas. Quando entendemos isso, passamos a celebrar as diferenças e não a condenar porque lá se faz diferente de cá. A vida cristã bem avaliada, consciente dos princípios que abraçamos e ajustada à cultura em que fomos formados, permitirá sermos fiéis a Deus e a vivermos integrados socialmente e em harmonia com todos. “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” (Mt 5:16). PAULO CÂNDIDO é doutor em Ministério e está cursando PhD em Estudos Interculturais no Seminário Teológico Fuller, em Pasadena, Califórnia (EUA)]]>
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<![CDATA[Cristo não era pecador]]> https://tempoprofetico.com.br/cristo-nao-era-pecador/ Sat, 28 Mar 2020 21:32:50 +0000 https://licao7.com.br/?p=585

Não teria sentido acreditar que o salvador que nos purifica do pecado tivesse uma natureza contaminada pelo mal
A cada fim de ano, as luzes do Natal se acendem e milhões de cristãos nominais se lembram de Jesus. Porém, mesmo os que não dependem dos atrativos dessa celebração costumam pensar no Salvador com mais frequência. Por isso, mais uma vez, Ele é o tema de capa. O enfoque não é o brilho nem o consumismo da estação, e sim o mistério da natureza humana de Cristo, assunto recorrente no meio adventista. Alguns teólogos defendem que Jesus veio com nossa configuração posterior ao pecado. Ele se identificou com o pecador em absolutamente todos os aspectos e é primariamente nosso Modelo. Outros advogam que Cristo veio com a natureza moral/espiritual de Adão antes da queda, embora fosse 100% humano e tivesse a possibilidade de pecar. Ele possuía diferenças em relação aos outros seres humanos e é primariamente nosso Substituto. Quem está certo? Sem dúvida, a segunda interpretação, que representa o pensamento adventista principal hoje, tem mais coerência. Veja sete razões para isso: 1. Analogia com o primeiro homem. Cristo é chamado de o segundo/novo Adão ou segundo homem (Rm 5:14-21; 1Co 15:45-49). Esses dois Adões são personalidades corporativas. Mas, em certo sentido, o primeiro Adão perdeu essa representatividade ao pecar. Portanto, a analogia tem mais sentido com o Adão de antes da queda, o qual ainda não possuía o “vírus” do pecado corrompendo seu sistema. 2. Singularidade de Cristo. Ele é único em sua categoria. A Bíblia o classifica como “ente santo” (Lc 1:35) e “Filho unigênito” (Jo 3:16), título aplicado apenas ao nosso incomparável Salvador. 3. Essência do pecado. Nas Escrituras, o pecado não é apenas um conjunto de atos maus que leva a uma condição de pecaminosidade, mas um estado pecaminoso que leva a atos maus. Ele procede do coração (Mt 15:19), tingindo todo o nosso ser. Se Cristo tivesse pecado em qualquer dessas dimensões, teria sido pecador. 4. Exigência de um sacrifício perfeito. Isso é tipificado pela oferta “sem defeito” (Êx 12:5; 1Pe 1:19) e é uma necessidade lógica. Para salvar, Jesus precisava ser sem pecado, absolutamente puro. Caso contrário, Ele teria que morrer primeiro por si mesmo. O pecado que o levou à cruz era nosso (Is 53:6; 2Co 5:21), não dele. 5. Separação dos pecadores. Jesus veio “em semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8:3), porém não era igual aos pecadores. Participou de “carne e sangue” (Hb 2:14), mas não do pecado. Identificou-se conosco em nossas tentações (4:15); contudo, é “santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores” (7:26). 6. Condição eterna. Jesus continuará sendo Deus-Homem para sempre. Como na eternidade não haverá vestígio do pecado, a não ser as marcas nas mãos de Cristo, se Ele tivesse uma natureza pecaminosa, precisaria ter sofrido uma transformação moral na ressurreição, ou terá que passar pelo mesmo processo de glorificação dos redimidos por ocasião da parousia! Não parece absurda a ideia da perpetuação de sinais morais do pecado no próprio destruidor do pecado? Tal latência do mal seria uma bomba armada no interior da Divindade! 7. Declaração inspirada. Na famosa carta escrita em 1895 ao pastor William Lemuel Henry Baker (1858-1933), Ellen White condenou a ideia de identificar Cristo 100% com o pecador. Além disso, estudos mostram que ela usou expressões de autores como Henry Melvill, Octavius Winslow e John Wesley sobre a natureza humana de Cristo. Em síntese, eles acreditavam que, em seu estado pré-queda, Adão não tinha “debilidades inocentes” nem “inclinações más”, enquanto nós temos ambas e Jesus tinha as primeiras, mas não as últimas. Gigantes da teologia como Karl Barth e Thomas Torrance sugeriram que Cristo precisava se identificar conosco em todos os aspectos. Isso é correto em termos, pois seria inviável um Salvador tão identificado com o pecador que não tivesse nada diferente dele. Afinal, antes de ser nosso Modelo, o Jesus da Bíblia é nosso Substituto. Neste Natal, louve a Deus por esse Presente! MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista]]>
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<![CDATA[Rumores proféticos]]> https://tempoprofetico.com.br/rumores-profeticos/ Sat, 28 Mar 2020 21:34:13 +0000 https://licao7.com.br/?p=588

Especular sobre as possíveis ações do novo presidente da maior potência do mundo não faz parte da nossa missão
Donald Trump é o 45° presidente eleito dos Estados Unidos. A notícia dominou as manchetes mundiais e trouxe preocupação para muita gente que não contava com essa possibilidade. Ao mesmo tempo em que as análises e declarações se multiplicavam e o mercado financeiro reagia com tensão, também apareciam os intérpretes mostrando que a eleição supostamente seria um passo decisivo no cenário profético dos eventos finais. Interessante ver como viralizaram as postagens sobre o assunto em redes sociais, blogs e sites de vídeos. Comentários variados e interpretações absurdas tiveram milhares de visualizações, curtidas e reações. Isso é apenas uma amostra do crescente interesse e da curiosidade por temas proféticos, mas também do desequilíbrio de alguns, que, de forma imprudente, se aproveitam dessa situação. A especulação não pode ser o combustível de nossa esperança, nem o alarmismo a base de nossa pregação. O tempo gasto com essas discussões promove um aparente reavivamento, mas por fim favorece o radicalismo, fragiliza a esperança e acaba fortalecendo o secularismo. É um prejuízo para a pregação do “evangelho do reino” (Mt 24:14). Sem dúvida, o país mais poderoso do mundo tem um papel relevante no cenário profético. Cada eleição presidencial é uma peça desse quebra-cabeças. Porém, não podemos dar à última eleição um protagonismo final. O momento é de análises variadas, declarações fortes, decisões polêmicas, protestos intensos e grandes expectativas. Contudo, não podemos esquecer que há muita diferença entre palavras de campanha e ações de governo. É muito cedo para qualquer interpretação escatológica. Nossos olhos estão nos sinais, mas nosso foco está no Senhor. Afinal, você não precisa saber a data em que Cristo vai voltar para estar preparado hoje. Esse era o foco de John Wesley, fundador do metodismo. Quando alguém lhe perguntava o que ele faria caso tivesse a certeza de que Jesus voltaria no dia seguinte, ele respondia que faria exatamente o que havia planejado. A verdade é que “precisamos de mais preparação e menos especulação sobre a volta de Jesus”, conforme expressou Matthew Westerholm. No sermão profético registrado em Mateus 24, o próprio Jesus colocou os sinais na perspectiva correta. Ao começar sua lista pelos sinais gerais negativos alarmistas e que não vêm de Deus, mas do inimigo, Ele lembrou: “não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim”(v. 6); “tudo isto é o princípio das dores” (v. 8); “aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (v. 13). Não é o inimigo, com seus sinais, que definirá o momento da segunda vinda de Jesus. O tempo será definido pelo Senhor, conforme apresentado no verso 14: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.” O sinal iminente é discreto, não provoca agitação, mas leva ao cumprimento da missão. Não provoca medo, mas destaca o amor de Deus. Afinal, Jesus não voltará por causa do aumento da maldade, mas como resultado da multiplicação da oportunidade de anunciar a salvação. Quem ama a volta de Cristo prega o evangelho do reino. A preocupação principal não está em documentos secretos, fatos extraordinários, decisões polêmicas nem nos valores corrompidos, mas em saber até onde a mensagem já chegou e em buscar ser parte desse movimento. É por isso que distribuímos milhões de livros missionários, usamos rádio, TV e internet, organizamos duplas missionárias, pequenos grupos e classes bíblicas. Nosso desafio não é gastar energia em agitação, mas ser mais intensos no cumprimento da missão. Ellen White escreveu: “Se cada soldado de Cristo houvesse cumprido seu dever, se cada vigia nos muros de Sião houvesse dado à trombeta um sonido certo, o mundo poderia ter ouvido a mensagem de advertência” (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 29). Nosso alvo deve ser testemunhar, e não “sensacionalizar”. ERTON KÖHLER é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul]]>
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<![CDATA[Mistérios do Universo]]> https://tempoprofetico.com.br/misterios-do-universo/ Sat, 28 Mar 2020 21:37:43 +0000 https://licao7.com.br/?p=591

Enigmas cósmicos intrigam a humanidade desde os tempos mais remotos
Uma pesquisa recente sobre as similaridades entre Europa, uma das 67 luas de Júpiter, e a Terra despertou mais uma vez a obsessão dos cientistas da NASA com a possibilidade de vida fora do nosso planeta. Publicado na revista Geophisical Research Letters, o artigo apresentou resultados sobre um estudo que buscou investigar o balanço químico dos supostos oceanos que existem nesse satélite do maior planeta de nosso sistema solar e sua semelhança com o balanço químico dos oceanos da Terra. Na mesma semana, o site da revista Galileu publicou notícia com um título nada despretensioso: “NASA descobre que lua de Júpiter pode abrigar vida” (itálico acrescentado). A “descoberta” está embasada na similaridade do balanço químico dos oceanos de Europa e da Terra, conforme mencionado acima. Ao ler a publicação, duas coisas me chamaram a atenção. Primeiro, um trecho com a contundente declaração: “não dá nem para afirmar se, de fato, existe um oceano ali” (grifos originais). Fiquei pensando: se, de fato, não existe um oceano ali, então os resultados do estudo não expressam qualquer significado, e toda a teoria cai por terra. Segundo, a frase final da notícia: “a pesquisa só reforça a ideia de que precisamos estudar com mais atenção os mistérios desta lua” (grifos acrescentados). Ao ler essas palavras finais, logo me veio à mente um pensamento sobre a impotência humana, e nossa incapacidade de compreender os grandes mistérios do Universo. Se os próprios cientistas da NASA, com toda aquela parafernália de equipamentos e uma alta soma em dinheiro para investir em pesquisas, não são capazes de desvendar os mistérios de uma lua dentro do nosso sistema solar, como podemos esperar respostas para mistérios muito mais intrigantes de nosso Universo? De um ponto de vista humano, simplesmente impossível. Poucos dias antes de ler essa notícia, Lucas, meu filho de quinze anos que é aficionado por Ciências Naturais, havia me convidado para assistirmos juntos em nossa sala de TV a um filme muito interessante de ficção científica. Em contrapartida, eu o convidei para aproveitarmos o momento e assistirmos também a um vídeo do pastor Louie Giglio, cujo título é “Indescritível”. A pregação de Giglio tem chamado a atenção de jovens no mundo inteiro em face de seu carisma e a maneira apaixonada de falar da grandeza de Deus. Amante da astronomia, ele apresenta fotos de diversas galáxias e nos leva a pensar em alguns detalhes que deveriam despertar um senso maior de reverência a Deus diante das coisas incríveis que Ele criou. Por exemplo, a nossa Via Láctea, apenas uma entre os bilhões de galáxias que povoam este vasto Universo, possui bilhões de estrelas. Com base na informação do Dr. David Block, astrônomo da Universidade Wits, em Johanesburgo, África do Sul, Louie comenta que, se contássemos as estrelas da Via Láctea, uma por segundo, levaríamos 2,5 mil anos para contar todas elas. E então cita Isaías 40:26: “Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser ele GRANDE em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar”. Desvendar os mistérios cósmicos é algo que intriga a humanidade desde os tempos mais remotos. O salmista, por exemplo, exclama boquiaberto: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres? E o filho do homem, que o visites?” (Sl 8:3-4). Ao mesmo tempo em que ele se encanta diante da complexidade da criação de Deus, também reconhece sua própria pequenez. No livro de Jó, o intrigante personagem Eliú reconhece: “Quão grande é Deus, e nós não o compreendemos” (Jó 36:26); e então arremata: “O Todo-poderoso está além do nosso alcance” (Jó 37:23). O próprio Jó, depois de ouvir uma enxurrada de perguntas sobre a complexidade da criação, responde a Deus: “Eu sei que tudo podes; nenhum dos teus planos pode ser impedido” (Jó 42:2). Gosto da célebre frase do famoso escritor inglês William Shakespeare: “há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia”. Há mistérios no Universo muito maiores do que os que envolvem a lua Europa, e todos nós sabemos disto. Ao lidar com esses mistérios, prefiro me unir a vários personagens bíblicos e seus escritos inspirados. Afinal, eles foram escritos por seres humanos como nós; que possuem os mesmos temores que nós possuímos e as mesmas fragilidades que nós apresentamos; eles ficam perplexos diante das mesmas complexidades do Universo; e não têm respostas para seus mistérios, assim como nós não as temos; porém, eles têm a mesma sede de Deus, e sabem que um dia todos os mistérios do Universo estarão abertos ao nosso estudo. Contudo já não estaremos limitados pelo tempo e espaço, mas com toda a eternidade pela frente. NILTON AGUIAR, mestre em Ciências da Religião, é professor de grego e Novo Testamento na Faculdade Adventista da Bahia e está cursando o doutorado em Novo Testamento na Universidade Andrews (EUA)]]>
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<![CDATA[O islã e a profecia]]> https://tempoprofetico.com.br/o-isla-e-a-profecia/ Sat, 28 Mar 2020 21:40:30 +0000 https://licao7.com.br/?p=594

Além de cristãos e judeus, Deus pode ter fiéis entre os demais descendentes de Abraão
Nos últimos anos o islamismo foi alçado ao centro das atenções no mundo. Essa popularização ganhou força com os atentados que derrubaram as famosas Torres Gêmeas. As imagens das torres em chamas, exploradas à exaustão, funcionaram com uma propaganda, e o crescimento posterior do islã sugere a eficácia dela. Segundo relatório do Pew Research Center, em 2050 os muçulmanos deverão chegar a 29,7% da população mundial, bem perto dos 31,4% de cristãos. A proporção atual é de 22,5% para 33%. Uma das grandes surpresas é que a Europa deverá ter 10% de muçulmanos em 2050. A população cristã na Europa e nos Estados Unidos encolheu de 93% em 1910 para 63% em 2010, embora tenha crescido na África e América do Sul. Além do crescimento, impulsionado também por taxas de natalidade, o islamismo tem chamado a atenção por causa da “primavera árabe” e das grandes migrações provocadas pela expansão do Estado Islâmico. De fato, o 11 de Setembro inaugurou uma nova modalidade de guerra. O mundo vive uma condição sócio-política sem precedentes. Jon Paulien diz que é a primeira vez na história que as nações ocidentais enfrentam um inimigo de natureza religiosa (Armageddom at the Door [Hagerstown, MD: Review and Herald, 2008], 184). Diante da grandeza e universalidade desses fatos, muitos estudiosos têm ido às profecias bíblicas em busca de descrições que revelem a emergência o islamismo e seu papel no contexto do fim dos tempos. No entanto, a profecia bíblica revela o futuro da perspectiva do grande conflito e trata dos poderes que se relacionam diretamente com o povo da aliança, como aliados ou perseguidores. Nesse caso, a tensão terrorista entre Oriente Médio e Ocidente, entre muçulmanos e judeus ou cristãos, como forças históricas, não é necessariamente um tema nas profecias. Apesar disso, as visões do tempo do fim incluem todos os “reis” da Terra, uns fracos e outros fortes (Dn 2:43, 44), ou os “reis do mundo inteiro” (Ap 16:14), e todos que “habitam sobre a terra” (Ap 13:14), entre os quais certamente estão os atuais países de maioria muçulmana. O “tempo do fim”, apontado pela profecia de Daniel, começa no final século 18. Além dos capítulos 2, 7 e 8, Daniel 11:40 a 45 provê um importante vislumbre desse período, com a imagem do conflito final entre o rei do Sul e o do Norte, no qual diversos povos são envolvidos. Até o v. 39 o profeta descreve os ataques do rei do Norte (papado) aos fiéis de Deus na Idade Média, ao estabelecer a “abominação desoladora” (v. 31). No entanto, o rei do Sul interrompe a opressão, com a Revolução Francesa (v. 40; cf. Ap 11:7-12). Mais à frente, o Sul é finalmente derrotado pelo Norte, ou seja, o papado suplanta os poderes ateístas e materialistas (v. 40-43). Por fim, o rei do Norte investe contra os santos (v. 44), a mesma batalha do Armagedom (Ap 12:17; 13:15; 16:16). Nessa última investida do Norte, o profeta diz que “muitos países cairão, mas Edom, Moabe e os líderes [as primícias] de Amom ficarão livres” (v. 41, NVI). A visão toda é relacionada ao povo da aliança, pois o anjo diz: “Agora, vim para fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo nos últimos dias” (Dn 10:14). Será possível que o islamismo faça parte desse cenário? O relato de Daniel 11:40 a 45 reflete certos elementos do êxodo e da peregrinação dos israelitas para a terra de Canaã. Na jornada, eles não tiveram qualquer apoio, senão hostilidade por parte de Edom, Moabe e Amom, por cujas terras poderiam ter atravessado. No contexto bíblico, os edomitas, moabitas e amonitas são tradicionais inimigos de Israel. Entretanto, eles são parentes ligados por laços sanguíneos a Abraão. Os moabitas e amonitas descendem de Ló, o sobrinho do patriarca. “E assim as duas filhas de Ló conceberam do próprio pai. A primogênita deu à luz um filho e lhe chamou Moabe: é o pai dos moabitas, até ao dia de hoje. A mais nova também deu à luz um filho e lhe chamou Ben-Ami: é o pai dos filhos de Amom, até ao dia de hoje” (Gn 19:36-38). Por sua vez, os edomitas são os descendentes de Esaú, que é conhecido também como Edom (Gn 36:1). Por meio de Esaú, os descendentes de Ismael foram reconectados ao pai Abraão. Moisés conta que “Esaú foi à casa de Ismael” e “tomou por mulher a Maalate, filha de Ismael” (Gn 28:9). Assim, os três povos têm suas origens ligadas a Abraão, por meio de Ló, Ismael e Esaú. Mas a inimizade perpetuou entre eles e Israel. Por ocasião do êxodo, Edom ameaçou Israel: “Não passarás por mim, para que não saia eu de espada ao teu encontro” (Nm 20:18). Mais tarde, após a conquista de Canaã, os filhos de Israel tiveram problemas permanentes com esses vizinhos. “Os amonitas e os moabitas, junto com os edomitas, invadiram o nosso país” (2Cr 20:10). O Salmo 83 é bastante representativo dessa inimizade histórica entre Israel e os reinos de Edom, Moabe, Amom e Ismael. O salmista clama pela intervenção divina em um momento quando não só a segurança, mas a sobrevivência de Israel parecia ameaçada diante de uma aliança de seus inimigos, entre os quais se destacavam os povos aparentados. Diz o salmo: “Ó Deus” os teus inimigos “tramam astutamente contra o teu povo”, dizendo: “Vinde, risquemo-los de entre as nações; e não haja mais memória do nome de Israel.” Os inimigos de Israel firmaram “aliança”, incluindo entre eles “as tendas de Edom e os ismaelitas, Moabe”, “Amom”; eles estão unidos à “Assíria”, constituindo “braço forte aos filhos de Ló” (Sl 83:1-8). É curioso que os ismaelitas sejam incluídos aqui, como parte da aliança inimiga. Isso sugere que a relação deles com Edom não se restringiu ao casamento da filha de Ismael com Esaú. Até o tempo do cativeiro babilônico, os três povos ainda afligiam os judeus (2Cr 20:10-11; Jr 9:26). Deus anunciou juízos contra eles (Jr 25:21; Ez 25:11; Sf 2:9). Entretanto, também fez promessas de salvação, com a típica expressão “mudarei a sorte de Moabe…” e “de Amom” (Jr 48:47; 49:6; Dn 11:41; cf. Am 9:12-14). O Senhor prometeu que Israel, por fim, iria integrar o remanescente de Edom (Am 9:12); e que Edom, Moabe e os filhos de Amom seriam parte do reino messiânico (Is 11:14). Mas, quem seriam esses povos na profecia do “fim dos tempos”? No período do Império Romano, Moabe já não existia mais, e Edom e Amom já não tinham qualquer influência ou poder político (ver The Achor Bible Dictionary, vol. 1:195). Portanto, de quem Daniel estaria falando? O teólogo adventista Ángel Manuel Rodríguez propõe que essas nações são mencionadas por Daniel como “símbolos” de outras realidades e não como “entidades geográficas” (“Daniel 11 and the Islam Interpretation”, Biblical Research Institute Release 13, maio de 2015, p. 11). Para ele, Moabe seria “representativo daquelas nações que virão ao monte de Deus a fim de aprender seus caminhos” de salvação (Is 16:1-5). Diante disso, Rodríguez diz: “Uma vez que Daniel também constrói sua profecia sobre a escatologia do Antigo Testamento, fica sugerido que as três nações, associadas ao êxodo de Israel do Egito, parecem representar pessoas das nações que invocarão o nome do Senhor e encontrarão refúgio e libertação no monte Sião” (p. 11). Assim, ele relaciona Edom, Moabe e Amom ao chamado “povo meu” que ainda está em Babilônia e que será chamado a sair (Ap 18:4) e se juntar ao remanescente fiel (Ap 12:17) a fim de formar o remanescente escatológico que verá o Senhor voltar. “Essas pessoas são encontradas em todas as comunidades cristãs e no mundo religioso” (p. 20). Essa é realmente uma boa possibilidade. No entanto, pode parecer um pouco restritiva se enfatizar só “comunidades cristãs” em um tempo quando o evangelho deverá soar com poder no mundo todo, incluindo a Ásia, o Oriente Médio e Norte da África. De fato, certas figuras históricas são empregadas nas profecias como símbolos, mas em geral representando entidades mais específicas. Jezabel (Ap 2:20; 17:4) já não existe mais, nem há uma montanha como o nome de Armagedom (Ap 16:16). Entretanto, o significado profético desses símbolos depende necessariamente do que essas figuras são na história bíblica. Além disso, o conjunto “Edom, Moabe e os filhos de Amom” é tão marcado nas Escrituras (cf. 2Cr 20:22; Is 11:14; Jr 9:26; 25:21; 27:3; 40:11; Sf 2:8) que dificilmente Daniel usaria a expressão sem nenhuma conexão com os três históricos povos vizinhos e inimigos de Israel. Como estadista ele trata de povos e nações bem definidos (Dn 7:17; 8:20, 21). No contexto bíblico, é curioso que, ao prometer restauração a Edom, Deus inclua outras nações como sendo chamadas pelo seu nome: “Naquele dia”, ou seja, o dia do Senhor, “levantarei o tabernáculo caído de Davi”, no reino messiânico, ocasião em que Israel vai possuir ou incluir o remanescente “de Edom” e de “todas as nações que são chamadas pelo meu nome, diz o Senhor” (Am 9:11, 12). Seriam essas nações chamadas pelo nome de Deus também descendentes de Abraão, por meio de Ló, Ismael e Esaú, a exemplo de Israel? A tradição islâmica considera a Caaba, o mais importante templo árabe, na Arábia Saudita, como obra de Abraão e Ismael. Alguns muçulmanos fazem menção ao texto de Gênesis 12:7 e 8, como indicativo desse empreendimento: “Apareceu o Senhor a Abrão e lhe disse: Darei à tua semente esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao Senhor, que lhe aparecera. Passando dali para o monte ao oriente de Betel, … ali edificou um altar ao Senhor.” Este texto é visto em paralelo à passagem de Alcorão, cap. 2, v. 127: “E quando Abraão e Ismael elevam as fundações da casa, dizendo, Nosso Senhor! aceita de nós (este trabalho).” Assim, para a tradição islâmica, o altar ou casa que Abraão e o filho Ismael edificaram seria no exato local da atual Caaba, em Meca (cf. Ira G. Zepp, A Muslim Primer: Beginner’s Guide to Islam [The University of Arkansas Press, 2000], 5; ver foto). Desta forma, os muçulmanos mantêm a tradição de que a religião fundada por Maomé, no 7º século, em Meca, tem suas raízes no monoteísmo estabelecido pelo pai da fé, de quem também se julgam descendentes espirituais. Os árabes pré-islâmicos circuncidavam seus filhos aos 13 anos, na idade em que que “Ismael, o pai da nação”, foi circuncidado. Os “sarracenos”, nome comum dos árabes antes do islamismo, ligavam suas origens a Ismael (F.E. Peters, Muhammad and the Origins of Islam [State University of New York Press, 1994], 120). “Os muçulmanos reivindicam que a grande nação prometida a Ismael é o povo árabe, que teria produzido o profeta Maomé” (Zepp, 5). Os atuais estados do Líbano, Iraque, Síria e Jordânia, vizinhos dos árabes, foram estabelecidos após a Primeira Guerra Mundial, em parte do antigo território do Império Otomano. A religião fundada por Maomé, no 7º século, espalhou-se por esses territórios, que hoje têm maioria absoluta de muçulmanos. Curiosamente, parte do território dessas nações muçulmanas eram os antigos reinos de Edom, Moabe e Amom, os povos que Daniel diz que vão escapar do rei do Norte, no tempo do fim (ver mapa) e que são mencionados como aliados dos “ismaelitas” no Salmo 83 (v. 6). Teria Deus entre essas nações um “povo seu” que poderá se juntar ao remanescente fiel no tempo do fim? Haverá entre eles quem possa “escapar” das mãos do “rei do Norte”, o papado? Ao incluir Edom, Moabe, Amom e Ismael entre os inimigos de Israel, o Salmo 83 assume os contornos de uma profecia. O salmista retrata as guerras de Israel como um evento do grande conflito entre Deus e Satanás, no qual o povo da aliança é ameaçado por uma aliança entre as diversas nações do mundo. Essa mesma visão é refletida no Apocalipse quando João vislumbra o Armagedom. Ele fala de uma aliança entre os três espíritos de demônios, que representam as religiões da Terra, com os “reis do mundo inteiro” com o fim de destruir o Israel de Deus (Ap 16:13-16). Nesse conflito final todas as nações da Terra estarão unidas em batalha contra o Israel de Deus. Os inimigos desejarão banir da Terra os guardadores do sábado, o selo de Deus. Segundo o Apocalipse (12:17; 13:14, 15; 16:16), a Babilônia terá o apoio dos reis da Terra em sua investida contra os santos. Entretanto, segundo Daniel 11:44 e 45, nesse conflito, o povo de Deus vence o rei do Norte. Além disso, um remanescente ou as primícias de Edom, Moabe e Amom serão integradas ao remanescente fiel. Por que descendentes desses inimigos históricos de Israel deveriam ser preservados do poder do rei do Norte, ou da Babilônia, na crise final? Curiosamente, Deus menciona um tipo de “pacto” com esses povos. Além da aliança com Israel como nação eleita, que recebeu por herança a terra de Canaã, Deus também tinha uma consideração especial por esses povos descendentes de seu amigo Abraão (Is 41:8; Tg 2:23). Ele disse claramente aos israelitas sobre os descendentes de Esaú: “Não vos darei a sua terra, nem ainda a pisada da planta de um pé; porquanto a Esaú [Edom] tenho dado a montanha de Seir por herança.” Além disso, Deus também falou dos filhos de Ló: “Então, o Senhor me disse: Não molestes Moabe e não contendas com eles em peleja, porque não te darei possessão da sua terra; pois dei Ar em possessão aos filhos de Ló” (Dt 2:5, 9). Apesar da inimizade histórica entre esses povos e os israelitas, Deus parece, segundo esses textos, considerar a descendência dos mesmos por amor a Abraão. E, assim como Ele salva um remanescente dos judeus (Rm 11:5), um remanescente, ou as primícias, dos descendentes de Ismael, Ló e Esaú também pode estar em foco na profecia de Daniel. Antes da investida final do rei do Norte, o remanescente fiel que guarda “os mandamentos de Deus” (Ap 12:17), sob o poder do Espírito Santo, fará soar o alto clamor. A Babilônia será desmascarada e o último apelo da graça alcançará os filhos de Deus que ainda se acham em seu domínio estendido sobre todo o globo, incluindo Oriente Médio e Ásia, os quais sairão dela para se juntar ao remanescente fiel de Deus e preparar-se para ver Jesus em glória e majestade. Entre esse imenso grupo a sair de Babilônia (o conjunto ecumênico das religiões mundiais) pode se esperar uma multidão de sinceros muçulmanos, filhos de Ismael, Ló e Esaú. Afinal, Deus tem uma consideração pelos demais filhos espirituais de seu amigo Abraão, os quais são monoteístas, creem no juízo final, têm normas de temperança e acreditam na criação segundo o Gênesis. Sem dúvida, além das “comunidades cristãs”, há entre eles aqueles que respeitam a vida criada por Deus, não praticam o terrorismo e aguardam a manifestação do Messias. Dentre esses, um grupo numeroso poderá atender ao chamado “sai dela, povo meu” para se juntar ao povo da aliança eterna. VANDERLEI DORNELES, pastor e jornalista, é doutor em Ciências pela Escola de Comunicação e Artes (USP), onde defendeu tese sobre os aspectos mitológicos da cultura norte-americana. Autor dos livros O Último Império e Pelo Sangue do Cordeiro, entre outros, atua como redator-chefe associado na CPB]]>
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<![CDATA[Além da Dor]]> https://tempoprofetico.com.br/alem-da-dor/ Sat, 28 Mar 2020 21:43:03 +0000 https://licao7.com.br/?p=598
O sofrimento faz parte da trajetória humana, mas algumas pessoas aprendem o caminho para transcendê-lo
A primeira fonte de ajuda para superar a dor e o sofrimento é Deus, e a segunda é você mesmo. Créditos da imagem: Fotolia
Todo bebê que chega ao mundo tem o poder de criar emoções e alterar rotinas em seu entorno. Porém, de uma hora para outra, com o surto de microcefalia, centenas de casais brasileiros viram o sonho de alegria ser transformado em motivo de apreensão. Se o Aedes aegypti, vetor dessa e de outras doenças, houvesse sido combatido com mais seriedade, a tragédia poderia ter sido evitada. Mas não foi. Assim, se todos nós estreamos na vida em meio a gritos, como se protestássemos contra as mudanças e o futuro incerto, esses bebês têm razões para chorar com mais sentimento. Dor e sofrimento fazem parte da história da humanidade. Quantas faces foram banhadas ao longo do tempo? Quantas lágrimas rolam a cada minuto? Quantos corpos gritam de dor e quantos corações quebram o silêncio com gemidos fabricados pela matéria-prima do sofrimento? Para citar um aspecto, a Organização Mundial de Saúde catalogou 12.420 códigos de doenças humanas no ICD-10. Num universo de 7,3 bilhões de pessoas, milhões vivem todos os tipos de experiências negativas e aflições intensas. Em diferentes escalas, é como se fossem réplicas, em miniatura ou em tamanho real, do Jó original. As perguntas a respeito do tópico têm variado. Seria a dor apenas uma ilusão? Se Deus é bom e poderoso, por que parece silencioso diante do mal e da dor? De onde vem a solução real para o sofrimento? Será que se refugiar em coisas como arte e filosofia resolve? É possível transformar a pessoa infeliz em feliz e a feliz em mais feliz? Temos o poder de alterar o padrão de nosso cérebro e o traçado do nosso destino emocional? Podemos controlar a memória e apagar as más lembranças? Se temos um “médico interior”, como disse Albert Schweitzer, por que ficamos doentes e conspiramos contra a própria felicidade? De igual modo, as respostas são diversas. Para os antigos hedonistas, que associavam o bem com o prazer e o mal com a dor, devemos evitar o sofrimento e ter um estado de tranquilidade. Para os estoicos, o melhor é adotar uma postura de indiferença (por isso, Epiteto ensinou seus discípulos a dizer: “Dor, você não passa de uma palavra”). Para um negativista, a dor é inevitável e não há o que fazer. Para um otimista, incontáveis células trabalham para nosso bem-estar e podemos fazer o mesmo. Para um moderado, devemos ouvir a dor e descobrir o que o corpo quer dizer. Para um pragmático, a solução é pegar o sofrimento pelo pescoço e eliminá-lo. Para um teólogo-filósofo, o importante é entender a liberdade no contexto do conflito cósmico entre o bem e o mal e buscar a cura divina para nossa miséria. O fato é que a dor, pessoal e intransferível, continua causando sofrimento e infelicidade. E ela afeta todos, sem distinção. Johann Sebastian Bach ficou órfão aos 10 anos. Edgar Allan Poe perdeu a mãe aos 3. Vincent van Gogh, o genial e atormentado pintor holandês, lutou contra a loucura e se matou aos 37. Edvard Munch, que sintetizou a angústia e o desespero em sua obra-prima O Grito, escreveu que “a Doença, a Insanidade e a Morte” foram os três anjos que embalaram seu berço. Conforme disse Roberto Badenas no livro Facing Suffering (Safeliz, 2013), “se alguém disser que nunca sofreu, essa pessoa perdeu a memória”. Mas por que algumas pessoas desabam diante do sofrimento, enquanto outras desafiam a adversidade e tiram de letra os quesitos da arte de viver? As incríveis histórias de superação retratadas na matéria de capa desta edição, escrita pela jornalista Mariana Venturi, que acabou de se mudar para a Austrália, revelam alguns segredos e representam um ótimo incentivo para iniciar o ano. A dor nossa de cada dia certamente pode ser potencializada por medo, ansiedade, tristeza, solidão, frustração, sentimento de fracasso e desânimo. Já a fé, a esperança, o amor, a perseverança e a resiliência podem ajudar a transcendê-la. A segunda melhor fonte de ajuda para superar a dor e o sofrimento somos nós mesmos. A primeira é Deus, com destaque para sua face humana, Jesus, que é “homem de dores” e “sabe o que é padecer” (Is 53:3). Apesar disso, como observou C. S. Lewis, “Deus não se importa de ser o último recurso para suas criaturas”.]]>
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<![CDATA[A tragédia humana]]> https://tempoprofetico.com.br/a-tragedia-humana/ Sat, 28 Mar 2020 21:44:36 +0000 https://licao7.com.br/?p=601

Entenda por que a cruz é nossa única segurança de que um dia, finalmente, toda a maldade do mundo chegará ao fim
“Mas quem é que está preparado para o impossível que vai acontecer? Quem é que está preparado para a tragédia e para o absurdo do sofrimento? Ninguém! A tragédia do homem despreparado para a tragédia – esta é a tragédia do homem comum”. Essas frases de Philip Roth, em seu livro Pastoral Americana, vieram à minha mente neste mês de novembro, enquanto acompanhava as informações sobre dois acontecimentos que atraíram a atenção da mídia internacional: o atentado terrorista em Paris e o rompimento das barragens da mineradora Samarco, em Mariana (MG). Tragédias dessa natureza provocam um clima geral de consternação e despertam o senso de solidariedade humana. As iniciativas de apoio às vítimas chamaram minha atenção, a exemplo da campanha empreendida pela Agência de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA Brasil) em favor dos desabrigados em Mariana e dos que sofrem com o ocorrido. Porém, fiquei refletindo especialmente sobre as comparações com desastres similares, as quais pude acompanhar em alguns pequenos artigos de notícias. Certo dia, após o atentado terrorista em Paris, o portal Exame.com trouxe a manchete: “Os números do maior ataque contra a França após a 2ª Guerra”; e a página do Fantástico, no portal G1, referiu-se à tragédia em Mariana como “o maior desastre ambiental de MG”. No ritmo das comparações, acabei me lembrando de outros acontecimentos. Os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos são quase unanimemente considerados o maior atentado terrorista da história. Por sua vez, a explosão de um dos reatores da usina nuclear em Chernobyl, Ucrânia, em 26 de abril de 1986, é vista como o pior desastre ambiental da humanidade. Outro acidente, ocorrido em 2 de dezembro de 1984 em uma fábrica de pesticidas na Índia, provocou a morte de mais de 15 mil pessoas, e afetou diretamente a vida de outras 500 mil, em função das doenças causadas pela emissão de 45 toneladas de metil isocianato na atmosfera, um produto altamente tóxico e destruidor. E o que dizer do holocausto, as guerras mundiais e tantos outros fatos na história que nos deixam perplexos? A lista poderia crescer a um número extremamente elevado. Porém, tudo isso se torna inexpressivo diante da maior tragédia humana, a qual remonta a um tempo muito distante. De fato, ela está registrada na Bíblia, e é mencionada inúmeras vezes para que não a percamos de vista. O apóstolo Paulo a resumiu da seguinte forma: “Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5:12). Todos os traumas humanos são meros desdobramentos da tragédia primordial. Quando o infortúnio bate à porta da nossa casa, quando o sofrimento atinge em cheio pessoas a quem amamos, ou mesmo quando ele afeta pessoas que não conhecemos – mas com quem nos identificamos simplesmente por serem tão humanos quanto nós – queremos dar um basta a tudo. Porém, um problema mais sério precisa ser tratado: a maldade no coração do homem. A Bíblia diz que a entrada do pecado no mundo não pegou Deus de surpresa. Retornando à pergunta de Philip Roth: “Quem é que está preparado para a tragédia e para o absurdo do sofrimento?”, a resposta é: Deus está! Quando João Batista viu Jesus pela primeira vez, prontamente declarou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Por sua vez, o livro do Apocalipse nos leva para um tempo antes da criação do homem, e apresenta o “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8). Paulo confirmou a ideia, declarando que a graça nos foi dada em Cristo Jesus, “antes dos tempos eternos” (2Tm 1:9; ver também Rm 16:25; Ef 1:4; Tt 1:2). A ideia por trás de todas essas passagens bíblicas é que havia um plano de emergência traçado em caso de corrupção da raça humana. Esse plano encontra seu ponto decisivo na cruz de Cristo. Deus criou as coisas para o uso humano, mas criou o coração humano como um lugar para Sua própria habitação. As coisas não deveriam ocupar o lugar interior. Mas o pecado entrou no mundo, e com ele a inversão de valores. A tragédia primordial humana foi tão além de qualquer desastre que possamos imaginar, que nada menos que a morte do Filho de Deus se tornou necessária para reverter seus efeitos. Por essa razão, conforme mencionou certa vez o famoso evangelista Billy Graham, a cruz é uma ofensa porque confronta as pessoas em suas atuações diárias, mas essa é uma confrontação a qual todos têm que enfrentar. Na cruz, o pior do homem e o melhor de Deus se encontraram. Ela é nossa segurança de que um dia, finalmente, toda a maldade do mundo chegará ao fim. O Céu será nosso lar definitivo e um feliz retorno ao estado original de toda a criação de Deus. NILTON AGUIAR, mestre em Ciências da Religião, é professor de grego e Novo Testamento na Faculdade Adventista da Bahia e está cursando o doutorado em Novo Testamento na Universidade Andrews (EUA)]]>
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<![CDATA[O oitavo rei]]> https://tempoprofetico.com.br/o-oitavo-rei/ Sat, 28 Mar 2020 21:46:04 +0000 https://licao7.com.br/?p=604

Nos anos recentes, os símbolos de Apocalipse 17 têm desafiado os intérpretes. A multiplicidade de interpretações, incluindo as de Ranko Stefanovic, Jon Paulien e Ekkehardt Müeller, reflete a complexidade da visão. As interpretações que identificam a besta escarlate com Roma papal (Ap 13:1) ou o diabo esbarram num problema claro: por fim (Ap 17:16), a besta escarlate odeia e destrói a meretriz. Nesse caso, o papado ou o diabo se levantariam contra si mesmos. Ver a figura da besta de sete cabeças a partir do contexto do Antigo Testamento pode nos ajudar a entender o enigma. Além disso, a pressuposição de que Apocalipse 12, 13 e 17 são visões paralelas deve ser levada em conta. Nos três capítulos, João descreve um símbolo comum: uma fera de sete cabeças e dez chifres que se reconfigura a cada nova visão. A BESTA NO ANTIGO TESTAMENTO João emprega a palavra grega therion (“besta”) 38 vezes. O termo é usado pela versão grega do Antigo Testamento para traduzir o hebraico chay, que se refere a animais e feras (ver Gn 1:24; Sl 49:10). Entretanto, a palavra therion também é usada como metáfora em profecia. Ezequiel diz que, no cativeiro, as “ovelhas” de Israel foram “espalhadas” e se tornaram “pasto para as feras [theria] do campo” (Ez 34:5). Prevendo a restauração, ele diz que Deus as congregaria “dos diversos países” (v. 13) e acabaria com “a besta ruim [therion] da terra” (v. 25, ARC). Então, garante: “E saberão que eu sou o Senhor, quando eu quebrar as varas do jugo e as livrar das mãos dos que as escravizam. Já não servirão de rapina aos gentios, e a besta-fera da terra nunca mais as comerá” (v. 27, 28, ARC). Assim, Ezequiel se refere às nações que escravizavam Israel com a metáfora da “besta”. O fim de cativeiro, quando Deus quebrasse o “jugo” de servidão, resultaria na destruição da “besta”. Isaías também profetizou o fim do cativeiro com linguagem paralela: “Naquele dia, o Senhor tornará a estender a mão para resgatar o restante do seu povo, que for deixado, da Assíria, do Egito, […] de Sinar [Babilônia]” (Is 11:11, 12; cf. Mq 7:12). Nessas profecias, therion é uma metáfora para o Egito, Assíria e Babilônia, os inimigos que impuseram o cativeiro ao povo da aliança. A palavra therion também é usada para os quatro animais de Daniel 7. Assim, o Antigo Testamento oferece um pano de fundo para a figura da “besta” vista por João. Além da palavra therion, João empregou 13 vezes o substantivo grego drákon, “dragão”, e quatro vezes ophis, “serpente”, em referência aos inimigos de Deus. Curiosamente, a metáfora do dragão também é usada em referência ao Egito e Babilônia. Falando do êxodo, o salmista afirmou: “Tu dividiste o mar pela tua força; quebrantaste a cabeça dos monstros das águas. Fizeste em pedaços as cabeças do leviatã” (Sl 74:13, 14). O salmista empregou de forma intercambiável os termos hebraicos tannyin e livyathan (drákon na Septuaginta) em referência ao Egito. Nos versos 13 e 14, ele usou a palavra hebraica ro’sh, “cabeças”. O fato de as cabeças do monstro serem quebradas pelo Senhor faz lembrar a promessa de que o Filho da mulher “esmagaria” a cabeça da “serpente”, do hebraico nachash (Gn 3:15; ophis na Septuaginta). Isaías e Ezequiel também se referiram ao Egito com a figura do tannyin, ou “dragão” (Is 51:9, 10; Ez 29:3; 32:2). Jeremias chamou Babilônia de tannyin (drákon na Septuaginta), o qual esmagou Judá (Jr 51:34, 36, 37). Isaías visualizava o fim do cativeiro em termos do “dia do Senhor” (Is 2:12; 10:20; 11:11; 34:8), quando “o Senhor castigará com a sua dura espada, grande e forte, o dragão, serpente veloz, e o dragão, serpente sinuosa, e matará o monstro que está no mar” (Is 27:1). Aqui, livyathan e tannyin (drákon na Septuaginta) são interpretados como a “serpente”, que é nachash (ophis na Septuaginta), termos gregos empregados por João. Por que o dragão ainda seria destruído pelo Senhor, se no êxodo ele já havia quebrado suas cabeças? A explicação do anjo de que cada cabeça da besta é um “rei” (Ap 17:9) indica que a besta de sete cabeças é uma entidade que tem sete ou oito vidas. Cada vez que Deus quebra um poder temporal que oprime seu povo, isso equivale à queda de um dos sete ou oito reis principais. Isso ocorre, portanto, diversas vezes ao longo do grande conflito. Jon Paulien afirma que “a imagem de uma besta de sete cabeças representa uma besta que vive, morre e torna a viver sete ou oito vezes”. Assim, a figura descrita por João como um dragão ou uma besta de sete cabeças parece ser uma reprodução de therion, tannin e livyathan bem como de ophis (a serpente) do Antigo Testamento. SETE IMPÉRIOS Nessa perspectiva, os profetas proveem a identificação das primeiras entidades referidas pelo anjo: Egito, Assíria e Babilônia. Daniel ampliou essa lista ao acrescentar, após Babilônia, a Pérsia, Grécia e Roma como poderes opressores do povo da aliança (Dn 7:3-7, 11, 17, 19, 23; 8:4). O Apocalipse, por sua vez, retrata com a imagem do dragão (Ap 12) o império romano, e com a figura da besta (Ap 13) o império dos papas. Nesse caso, resta o oitavo rei a ser identificado. A fera de sete cabeças era uma figura mitológica. “Na mitologia cananeia, ‘leviatã’ era uma serpente de sete cabeças que lutava contra os deuses e as forças do bem”, lemos no Comentário Bíblico Adventista (v. 4, p. 206). Ao empregar a imagem, os profetas não estavam endossando a mitologia dualista e maniqueísta. Na verdade, eles “desmitologizaram os mitos do monstro marinho ao retratar a vitória do Deus de Israel sobre as forças demoníacas do mal que em diversas manifestações tentavam destruir o povo de Deus”, diz Alan F. Johnson no volume Revelation (p. 524), do Expositor’s Bible Commentary. João viu que a meretriz estava “montada” na besta escarlate (Ap 17:3) e “sentada” nos “sete montes”, que são os sete impérios (Ap 17:9). O verbo grego usado nesses versículos é kathemai, que implica domínio e governo. Esse verbo foi usado por João 14 vezes em referência a Deus e a Cristo, que se assentam no trono celestial (ver Ap 4:2, 3; 5:1; 7:10, 19:4, 21:5). A meretriz estava “sentada como rainha” (Ap 18:7), naturalmente no trono dos reis/impérios. A besta escarlate não ostenta diademas, o que sugere que o poder dos sete reis, no momento enfocado na visão, é exercido pela mulher. Assim, sete reis/impérios “carregaram” a mulher ao longo da história, dando suporte à religião falsa. A meretriz é acusada do sangue de “santos, apóstolos e profetas” (Ap 18:20). Entretanto, o poder empregado contra esses mártires não é da mulher, mas da besta ou dos reis sobre quem ela domina. Apesar de o dragão e as bestas terem sete cabeças que representam sete impérios, o anjo afirmou que um oitavo “rei” é previsto, como se implantado tardiamente na besta. “A besta que era e não é, também é ele o oitavo rei, e procede dos sete” (Ap 17:11). O sentido pode ser de que a besta seja cada uma das sete cabeças/reis, mas é também um oitavo rei. Interpretar que a própria besta seja o oitavo rei (ver Ap 17:11, NVI) deixaria sugerido que ela não é cada um dos sete reis anteriores. Isso implica separar a besta de suas próprias cabeças. Sendo que o adjetivo ogdoós (oitavo) é masculino, ele pode ser relacionado aos “reis” (grego basileus, plural masculino). Nesse caso, seria mais natural ver o “oitavo” como mais um rei/império histórico do que como a própria besta, cujo gênero é neutro (Ap 17:10, 11). Além disso, a besta não pode “proceder” dos impérios nem ser “um” deles, já que ela é maior do que eles. O fato de o anjo dizer que cinco reis já haviam caído, um existia e outros dois ainda viriam (v. 10) sugere uma relação consecutiva e de semelhança entre os oito reis. Se o oitavo rei é semelhante aos sete anteriores e sobre ele também a mulher estará montada, esse deve ser também um poder político-militar. Como o último poder histórico a “carregar” a meretriz, ele precisa ser capaz de formular decretos e perseguir os dissidentes da religião falsa em nível global. Assim, no clímax do conflito, a meretriz deverá encontrar outro rei/império com o qual também manterá a mesma relação de prostituição espiritual (Ap 17:2; 18:3). O OITAVO REI Quem seria o oitavo império a dar suporte à religião falsa, no contexto do fim, quando uma nova união de Igreja e Estado criará um regime de intolerância? As visões paralelas “recapitulam e ampliam o assunto já apresentado”, acrescentando “detalhes ausentes no relato anterior”, como explica William Johnsson no Tratado de Teologia Adventista (p. 886, 887). Se as visões do dragão e das duas bestas (Ap 12, 13 e 17) são paralelas assim como Daniel 2, 7 e 8, então elas devem cobrir em linhas gerais o mesmo período histórico, com as mesmas entidades, sendo visões cumulativas e interdependentes. Nesse caso, em Apocalipse 12, a visão trata do conflito entre Cristo e Satanás desde a cruz até a crise final, com a perseguição do remanescente. Mas há um foco específico, em que o dragão é símbolo do império romano; ou seja, o destaque seria a atuação da sexta cabeça. Em Apocalipse 13:1-10, o período histórico enfocado é a Idade Média, com a atuação da sétima cabeça, que altera a lei de Deus (ver Ap 13:10; 14:12). Quando essa cabeça é ferida, a besta cessa de atuar (13:3). Em Apocalipse 17, com a mulher montada na besta escarlate, o foco parece ser a relação entre Igreja e Estado, e o contexto histórico específico seria o clímax escatológico, com a atuação do oitavo rei. Dispondo as visões em paralelo, quanto às entidades representadas pelo dragão e as bestas, temos a seguinte configuração: Apocalipse 12: O dragão persegue a mulher pura e Cristo (v. 4); nisso, ele representa especificamente Roma imperial. Mas ele também persegue a mulher por 1.260 anos (12:6, 14) e, assim, representa também Roma papal. No tempo do fim, ele persegue o remanescente (12:17); e, nisso, representa ainda a mesma a besta de dois chifres (13:15-17). Apocalipse 13: A besta recebe o trono do dragão (Ap 13:2), isto é, ela sucede Roma imperial, e persegue os santos por 1.260 anos (13:5); assim, ela representa Roma papal. Mas, no fim do tempo, ela ganha um aliado, a besta de dois chifres que emerge da “terra” (13:11), onde a mulher pura fora socorrida após os 1.260 anos (12:16). Assim, esta segunda besta representa um poder político do Novo Mundo que apoiará a primeira em perseguir os que não têm a marca da besta. Nessa aliança entre as duas bestas, elas passam a representar a mesma entidade já retratada nas ações do dragão contra o remanescente (12:17). Apocalipse 17: A besta escarlate (v. 9-10) representa cinco impérios já caídos no tempo de João, o que existia (Roma imperial) e o sétimo que ainda viria (Roma papal). Entretanto, ela também representa um oitavo (v. 8), um último poder consecutivo aos sete anteriores, sobre o qual a meretriz estará montada na crise final. Nisso, ela pode representar o mesmo poder retratado pela besta de dois chifres. COOPERAÇÃO Uma relação de cooperação é destacada entre os dois últimos reis. No clímax do conflito, a besta de dois chifres faz uma imagem à primeira besta e restaura sua ferida (13:14); nisso, a segunda besta se coloca a serviço da primeira. A besta escarlate “carrega” (17:7) a meretriz na qual esta está “montada” (v. 3). A besta de dois chifres lidera os que “habitam na terra” (13:14) ou os “reis do mundo inteiro” (16:14) contra Deus e seu povo no Armagedom. A besta escarlate lidera os “reis” da Terra em sua investida contra o Cordeiro na peleja final (17:14). Assim, nesses cenários, é prevista uma coalizão de poderes seculares, a serem liderados, segundo o cenário de Apocalipse 13, pela besta de dois chifres e, segundo Apocalipse 17, pela besta escarlate na fase do oitavo rei. O oitavo rei, portanto, deverá ser um aliado do sétimo em prover o poder político-militar que este perdeu no fim da Idade Média. João diz que a segunda besta “faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta” (Ap 13:12). Assim, uma relação de cooperação entre os dois últimos reis já estava estabelecida em Apocalipse 13. Tal relação é possível pela união da Igreja com o Estado. Essa união é representada em Apocalipse 13 pela cooperação entre a besta de dois chifres e a primeira besta, e em Apocalipse 17 pela mulher (poder religioso) montada na besta (poder político-militar). Ao descrever a segunda besta, João disse ter visto “outra besta emergir da terra” (Ap 13:11). Apesar de uma parecer leopardo e a outra cordeiro, ele não usa o adjetivo heterós (“outro”, mas diferente). De fato, a segunda besta é a única que repete o fenômeno observado na sétima cabeça: a união de Igreja e Estado, sendo ela mesma definida em termos de uma “imagem da besta”. Assim, a expressão usada por João, allo therion (13:11), indica que a segunda besta é da mesma natureza da primeira. Sendo que as cabeças da besta escarlate de Apocalipse 17 representam sete reis/impérios mundiais (Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia, Grécia, Roma e Roma papal), o oitavo rei pode ser, portanto, o mesmo poder representado pela besta de dois chifres em Apocalipse 13:11. O anjo diz que a besta escarlate (poder político-militar), apoiada pelos dez reis, por fim, destruirá a meretriz (poder religioso). No desfecho do conflito, a proclamação final das três mensagens angélicas no alto clamor (Ap 14:6-10; 18:1-3) provocará o desmascaramento da meretriz e contribuirá para sua queda, cujo clímax se dará na sexta praga (ver Ap 16:12; 17:15). Assim, as nações outrora unidas em favor da Babilônia não só deixarão de apoiá-la, mas se voltarão contra ela para destruí-la (17:16). Dentre as nações seduzidas pela meretriz, a mais forte é aquela representada pela besta de dois chifres, que lidera toda a coalizão política do fim do tempo. Esse poder político-militar parece preencher os requisitos do “oitavo rei”. A despeito da tribulação resultante da emergência desse poder, a profecia garante que os “eleitos e fiéis” vencerão juntamente com o Cordeiro (Ap 17:14). Esse quadro bíblico permite, assim, ter uma visão mais clara desses símbolos do Apocalipse. VANDERLEI DORNELES, pastor e jornalista, é doutor em Ciências pela Escola de Comunicação e Artes (USP), onde defendeu tese sobre os aspectos mitológicos da cultura norte-americana. Autor dos livros O Último Império e Pelo Sangue do Cordeiro, entre outros, atua como redator-chefe associado na CPB]]>
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<![CDATA[A queda de Babilônia]]> https://tempoprofetico.com.br/a-queda-de-babilonia/ Sat, 28 Mar 2020 21:49:36 +0000 https://licao7.com.br/?p=607

A história nos ensina que o momento de maior prazer pode ser o momento de maior ruína
O capítulo cinco de Daniel conta a história de um grande banquete oferecido por Belsazar, rei do antigo império da Babilônia e neto de Nabucodonosor. De fato, esse foi mais do que um banquete, tornando-se uma orgia insolente e irreverente contra Deus. Numa tentativa de mostrar que era maior do que o Deus de Israel, Belsazar mandou trazer os utensílios de ouro e de prata do templo em Jerusalém, os quais haviam sido saqueados por Nabucodonosor, e os utilizou na festa que ofereceu aos seus convidados. Mais do que isto, a Bíblia diz que eles “deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra” (Daniel 5:4). Ouro, prata, bronze e ferro compunham a sequência dos metais da estátua do intrigante sonho de Nabucodonosor. Em vez de dar honras ao Deus do Céu, Belsazar preferiu louvar os “deuses” deste mundo. Deus havia concedido a Belsazar muitas chances para corrigir seus erros, mas ele insistiu em sua vida de pecados. Esse lascivo rei figura como um exemplo de pessoas que buscam nas diversões uma válvula de escape, até perceberem que, passada a euforia, retornam ao ponto de partida ainda mais vazias e escravas de estímulos maiores, atingindo, por fim, a completa decadência. O prazer momentâneo, que havia obscurecido os sentidos de Belsazar, trouxe uma falsa sensação de segurança. Embora os guardas do palácio pudessem impedir ameaças terrenas, eles eram incapazes de deter o Mensageiro Divino. Foi em meio àquela ruidosa folgança que uma mão misteriosa e inesperada começou a escrever diante de olhos pasmados. Ninguém no reino sabia decifrar o enigma da escritura. Os sábios tiveram que reconhecer sua incapacidade para interpretar a mensagem do céu. Daniel, então, entra em cena, para traduzir o recado: “Tu te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos os utensílios da casa dele perante ti […] Além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra” (Daniel 5:23). A ordem dos metais já não é mais a mesma de Daniel 5:4. Na lista de Daniel, o ouro vem primeiro. Parece ter ficado claro para Belsazar que Deus havia julgado o seu reino, e o estava transferindo para o reino que, na estátua de Nabucodonosor (Daniel 2), estava representado pelo peitoral de prata, isto é, a Medo-Pérsia. Naquela mesma noite, diz Daniel, “foi morto Belsazar, rei dos caldeus, e Dario, o medo, ocupou o reino” (Daniel 5:30-31). Antes disso, porém, o rei teve que se deparar com as perturbadoras palavras: “Mas a Deus, em cuja mão está a tua vida, e todos os teus caminhos, a ele não glorificaste” (Daniel 5:23).
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Ilustração da queda de Babilônia diante da Medo-Pérsia. Imagem: Fotolia
Embora as palavras de Daniel não tenham representado uma boa notícia para o rei Belsazar, elas podem trazer esperança ao sabermos que a nossa vida está nas mãos de Deus, e Ele conhece todos os nossos caminhos. Uma das coisas que mais me deixa chocado no capítulo cinco de Daniel se encontra no verso 29: “Então mandou Belsazar que vestissem a Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro dominador do reino” (Daniel 5:29). Ele parece reconhecer a intervenção divina, por meio de seu profeta. Durante muito tempo, Daniel foi negligenciado pelo rei, mas agora os problemas lhe trazem alguma espécie de sabedoria. Porém, essa sabedoria, que chega tardiamente, apenas consegue aprofundar a consciência da sentença. Lembro-me de ter lido na adolescência um livro de Marcos Rey, em que um dos personagens principais repetia com bastante frequência o seguinte jargão: “muito tarde, meu caro! Muito tarde”. Os versos 30 e 31 do capítulo cinco de Daniel resumem a derrota de Belsazar, bem como a de seus convidados, suas mulheres, suas concubinas, seu reino. Era muito tarde! A história de Belsazar nos ensina que o momento de maior prazer pode ser o momento de maior ruína. NILTON AGUIAR, mestre em Ciências da Religião, é professor de grego e Novo Testamento na Faculdade Adventista da Bahia e está cursando o doutorado em Novo Testamento na Universidade Andrews (EUA)]]>
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<![CDATA[Por quê há tantas religiões?]]> https://tempoprofetico.com.br/por-que-ha-tantas-religioes/ Sun, 29 Mar 2020 06:47:39 +0000 https://licao7.com.br/?p=649

Essa é uma pergunta vital para definir a identidade humana. Esse artigo não é um estudo antropológico ou filosófico sobre a religiosidade humana, mas uma reflexão que se baseia na Bíblia...

Denis Versiani

É praticamente impossível mensurar o número de religiões que existe no mundo. Mas, atualmente, as religiões com mais adeptos na população mundial são o cristianismo (28%); islamismo (22%); hinduísmo (15%); e o budismo (8,5%). O judaísmo alcança aproximadamente 16 milhões de pessoas. O espiritismo, embora não considerado uma religião, possui cerca de 18 milhões de adeptos. A exemplo desses movimentos religiosos, a grande parte das religiões no mundo ainda se subdivide em grupos segmentados, partidos e denominações com diferenças doutrinárias e práticas. Além disso, existem religiões e seitas menores, praticados por etnias específicas, como grupos indígenas, aborígenes e tribos do interior da África que possuem o seu próprio sistema de crenças.

Muitos desse movimentos religiosos são monoteístas, como o cristianismo, islamismo e judaísmo, que compartilham a adoração pelo mesmo Deus, o Deus de Abraão, mas com diferenças doutrinárias marcantes entre elas. Outros grupos monoteístas como o sikhismo acreditam que a verdade não é limitada a uma só crença.

Por outro lado, existem religiões politeístas, que adotam um grupo de divindades em que cada uma é patrona de uma ou mais forças da natureza. Muitas dessas religiões politeístas recorrem ao ocultismo, o animismo e ao culto aos antepassados, entre outras crenças espiritualistas atribuídas aos seus deuses. Outras religiões, como o hinduísmo, creem que existe uma força divina vital que permeia todos os elementos da natureza, com o poder de transformar tudo o que existe em um deus potencial. Outras crenças alegam que os seres vivos, sobretudo os humanos estão presos ao mundo físico, e passam por uma peregrinação espiritual em busca de uma esfera superior de existência, como a iluminação, a eternidade ou o bem final. Essa peregrinação depende da força espiritual intrínseca ao ser humano, que pode durar eras de reencarnação.

Muitas dessas religiões possuem grande influência sobre a sociedade, a política e o governo. Essas influências se expressam na divisão de castas, como na Índia, ou na esfera civil, social e política, a exemplo da Itália, do Vaticano e da Turquia. Já outras nações adotam uma religião nacional oficial que dita a sua legislatura como os Emirados Árabes Unidos. Em muitos países onde a religião é oficial ou exerce influência social e política, existem perseguições e conflitos acirrados com outros grupos religiosos.

Existe também um grande número de pessoas que não confessa nenhuma religião (14,3% da população mundial). Esse grupo pode ser segmentado em pessoas que respeitam a religiosidade, mas não se posicionam em nenhuma crença; pessoas antirreligiosas e grupos hostis a qualquer religião. A ateísmo corresponde a quase 4% da população, e confessa não existir nenhum tipo de divindade.

Por que existem tantas religiões? Essa é uma pergunta vital para definir a identidade humana. Esse artigo não é um estudo antropológico ou filosófico sobre a religiosidade humana, mas uma reflexão que se baseia na Bíblia, adotando as seguintes premissas: 1) o Deus da Bíblia é o único e verdadeiro Deus; 2) a Bíblia, na sua totalidade, é a revelação de Deus para a humanidade; 3) Deus é o Criador do Universo, e fez os céus e a terra em seis dias literais; 4) o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus; mas, 5) vive atualmente fora dos padrões divinos da criação, em virtude do pecado.

A antropologia descritiva assume que todo tipo de religião é criado pela comunidade humana que se prostra diante dela, numa atitude de projeção. “Projeção” é um mecanismo de defesa em que atributos pessoais, pensamentos indesejados, traumas psicológicos, expectativas do futuro e emoções são atribuídos a outro indivíduo, grupo ou realidade (como um trauma do passado). No caso da religião, o ser humano projeta tudo isso em uma ou mais divindades, força sobrenatural, entidade espiritual, culto ou um ritual, para explicar a sua existência, seus complexos e perspectivas. Em outras palavras, o ser humano cria seus próprios deuses, cultos e rituais para justificar o seu modo de viver. Embora essa descrição seja plausível, ela não é absolutamente verdadeira, nem aplicável a todo movimento religioso.

Mas há um fator a se considerar. Essa afirmação comprova que a maioria dos seres humanos possui uma tendência inerente à religiosidade. Todo ser humano tem a necessidade de crer, adorar e servir alguém maior que ele. Até mesmo os ateus cultuam a razão e o conhecimento do Universo como algo maior que eles. Ora, se o Universo fosse o resultado de um processo meramente evolutivo ausente de qualquer poder sobrenatural ou divino que o guiasse, essa tendência natural que molda culturas não seria parte do ser humano.

Então, se nós temos a tendência de adorar, é lógico entender que fomos, de alguma forma projetados por um ser superior. A religião bíblica (e não estamos falando de um grupo ou denominação cristã específica, mas daqueles que creem na Bíblia como revelação de Deus) crê que o ser humano foi criado por Deus no sexto dia da criação. “Criou, Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). Isso explica a religiosidade humana. O ser humano criado por Deus se volta para Aquele que é o padrão da sua imagem.

“Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim” (Eclesiastes 3:11). Na Terra, toda a Criação era esteticamente perfeita e agradável aos sentidos. Deus presenteou o homem com o senso da eternidade, de que nós pertencemos a algo maior na dimensão do tempo e do espaço. Essa “consciência do infinito” gerava um sentimento de conexão entre o Criador e a criatura. No Éden, o senso da eternidade era perfeitamente preenchido por Deus, satisfeito na adoração do seu caráter de amor e no reconhecimento de que ele é o dom da vida.

Quando Adão e Eva, enganados por Satanás, buscaram o impossível de ser semelhantes ao Criador (Gênesis 3:1-6; veja Isaías 14:12-14), crendo que poderiam ser seus próprios deuses, abandonaram o verdadeiro e único Deus. Essa desconexão do infinito nos faz sentir pequenos, preocupados com o futuro que não conhecemos e insatisfeitos com as coisas transitórias e limitadas da nossa vida de pecado. Essa desconexão gerou uma busca incessante por aquilo que perdemos. O vazio precisava ser preenchido novamente; e Satanás se aproveitou disso para distorcer o conceito de adoração. À medida que as gerações passavam, antes e depois do dilúvio, o ser humano buscou satisfazer essa necessidade na procura de poder, prosperidade e no culto a deuses imaginários, imagens de escultura, ou a si mesmo (Êxodo 20:3-6). Por isso, a humanidade mergulhou nos piores estágios de violência, perversão, corrupção e degradação.

Hoje, mesmo que haja pessoas inconscientes ou céticas a respeito de Deus, todos nós sentimos a necessidade de segurança em relação ao infinito na dimensão espaço-tempo. Somos uma raça de quase 8 bilhões de pessoas vivendo em um minúsculo grão de poeira cósmica, totalmente expostos ao poder das forças do Universo. Como podemos saber se o Sol não vai nos fritar no calor de uma supernova, se a Lua vai se chocar com Terra, ou se algum asteroide vai causar uma extinção em massa? Como sabemos se vamos sofrer um acidente a caminho de casa, ou contrair uma doença fatal? Somos tão pequenos diante da imensidão!

Carl Sagan, cosmólogo ateu disse que “a imensidão só é tolerável por meio do amor”. Mas, João disse que “Deus é amor” (1 João 4:8). Por isso, o ser humano só pode encontrar verdadeira segurança e sentido para a vida voltando para suas antigas origens.

O termo grego que define “pecado” é “hamartia”, que significa “errar o alvo”, como quando um arqueiro errava o alvo ao atirar sua flecha. A “hamartia” ou “pecado” ocorre quando o ser humano se prostra diante da satisfação dos seus desejos pecaminosos, quando os coloca acima da vontade amorosa de Deus. Toda vez que pecamos, erramos o alvo, pois estamos adorando a nós mesmos.

Isso explica porque há tantas religiões. Nesse contexto, os antropólogos da religião estão certos ao afirmarem que fenômenos religiosos são criados pela comunidade humana que se prostra diante deles, como um mecanismo de projeção. O ser humano, na necessidade de satisfazer suas aspirações pecaminosas, se prostra diante de deuses fabricados, e lhes oferecem culto.

Um ponto importante que esse artigo quer ressaltar é que a maioria dos membros desses grupos religiosos promove a prática de boas obras, do bem estar social e da assistência aos necessitados. Isso ocorre no mundo inteiro. Devemos admitir que muitos princípios e valores de grandes religiões do mundo se parecem muito aos da Bíblia, e isso é louvável! Isso mostra que, mesmo pecadores, sentimos uma necessidade inerente pelo bem, mesmo que não consigamos praticá-lo. Realmente, há muita gente que não crê em Deus, que deve servir de exemplo para muitos que professam ser cristãos.

Esse artigo não tem o propósito de criticar a fé sincera de ninguém. Mas é um erro acreditar no provérbio de que “todos os caminhos conduzem a Deus”. Provérbios 16:25 diz que “há caminho que parece direito ao homem, mas afinal, conduz à morte”.

Um diferencial da religião da Bíblia, e não estamos falando do judaísmo ou de nenhuma denominação cristã, é o modo como Deus e o ser humano são retratados. Na maioria das religiões ao redor do mundo, o ser humano está num caminho e deve buscar e praticar o bem, ou guerrear por sua causa, a fim de evoluir para uma esfera superior. Os seus deuses muitas vezes são retratados como seres que evoluíram para o mundo espiritual, energias impessoais ou divindades preexistentes caprichosas e, muitas vezes cruéis, que precisam ter seu apetite satisfeito por meio de oferendas ou grandes sacrifícios. Essa, inclusive é a razão de muitos conflitos e atos terroristas no mundo.

Mas, a Bíblia retrata um Deus totalmente diferente. Ele é único, todo poderoso, criador de todas as coisas, e doador de vida, detentor de toda a autoridade do Universo e digno de adoração. Mas, Deus também é amor, e ama o ser humano a ponto de morrer para salvá-lo da sua condição irreversível de pecado. Ele também nos manda amar aqueles que pensam diferente de nós. Por isso, João 3:16 resume o trabalho de Deus em prol da humanidade caída: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna”. Enquanto muitas religiões no mundo, inclusive cristãs, advogam que o ser humano precisa de boas obras a fim de alcançar a salvação, a religião da Bíblia advoga que o único que pode salvar o homem e elevá-lo a um nível superior de existência é Deus.

Jesus, a revelação pessoal de Deus ao homem, deixou claro em Mateus 7:13 e 14 que só há dois tipos de caminhos. “Entrai pela porta estreita, pois larga é a porta, e espaçoso é o caminho que conduz para a perdição, e muitos os que entram por ela; porque estreita é a porta e apertado o caminho que conduz a vida, e são poucos os que acertam com ela”. Por isso, só um caminho conduz a Deus, e esse caminho é Jesus Cristo (João 14:6).

Sendo assim, devemos recorrer ao seu estudo para conhecer a Deus e adorá-lo. “Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:19-21).

A Bíblia diz que haverá muitas pessoas na eternidade que nunca tiveram ideia de quem é Deus, ou até mesmo receberam um conceito totalmente distorcido a respeito dele. Essas pessoas vão ter o privilégio de conhecê-lo cara a cara, e aprender do seu amor na eternidade.

Mas Jesus nos diz: “Vão e façam discípulos de todas as nações, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu ordenei a vocês” (Mateus 28:19, 20). O Senhor requer que o verdadeiro cristão fale, com firmeza e amor, a toda pessoa sobre o plano de Deus para nos salvar e nos restaurar ao propósito da existência que Ele idealizou para nós. Se amamos a Deus, devemos pregar a palavra a tempo e fora de tempo (2 Timóteo 4:2), aproveitando cada oportunidade para apresentar o Salvador ao mundo.

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<![CDATA[A Mulher de Jó – Quando o Luto Abala a Fé]]> https://tempoprofetico.com.br/a-mulher-de-jo-quando-o-luto-abala-a-fe/ Sun, 29 Mar 2020 06:49:03 +0000 https://licao7.com.br/?p=652

Como Jó, ela nunca entendeu a razão de toda aquela dor, mas Deus teve misericórdia dela.

Denis Versiani

Vivemos num planeta onde a tragédia é uma realidade comum na vida. Basta um segundo para perder a direção do carro e se chocar com a morte, para perder o chão sob os pés em virtude do diagnóstico de câncer, ou receber uma mensagem de texto informando a morte de um ente querido. Foi assim com Jó que, em aproximadamente trinta segundos, ficou sabendo que sua vida mudou completamente (Jó 1:13-19). Ele perdeu tudo: propriedades, gado, funcionários, amigos, e o mais importante, seus dez filhos. Pense no luto que o patriarca e sua esposa sentiram. Como se não bastasse, Jó foi acometido da doença mais mortal que alguém poderia ter (Jó 2:7); uma doença tão violenta que destruiu todos os seus órgãos e rasgou sua carne até os ossos, ao ponto de que, quando seus amigos o avistaram, ficaram em luto silencioso por sete dias e sete noites, “pois viam que a dor era muito grande” (Jó 2:13). Ninguém era capaz de entender como tantas calamidades poderiam ocorrer a uma só pessoa.

Embora Jó nunca tenha conhecido a razão do seu sofrimento, o livro deixa bem claro nos dois capítulos anteriores a sua razão: “Porventura Jó teme a Deus por nada? Acaso, não o cercaste com sebe, a ele, a sua casa e a tudo quanto tem?… Estende, porém, a mão [contra ele]” (Jó 1:9-11; 2:4, 5). Essa foi a reivindicação de Satanás diante da declaração de Deus sobre a integridade de Jó. Satanás acusava Jó de ter um relacionamento promíscuo com Deus, servindo-o por motivos egoístas. Para Satanás, a prosperidade de Jó era recompensa de propina pelos seus serviços. Se Deus retirasse todas as suas bênçãos, Jó blasfemaria e abandonaria a Deus. Satanás se referia a uma adoração comprada, alegando que ninguém no Universo era livre adorando um Deus que suborna, ou ameaça suas criaturas por meio de recompensa ou punição. Com essa acusação, Satanás queria mostrar ao Universo que a verdadeira religião não existe.

O que é a essência da verdadeira religião? Não é o serviço por uma recompensa ou pelo temor de alguma retaliação; não é desejar o Céu porque lá existe uma cidade de ouro. É servir a Deus e adorá-lo porque Deus é santo e merece nossa adoração e louvor; porque ele é bom e misericordioso. A verdadeira religião é desejar o Céu porque Deus é a sua maior riqueza.

A verdade deve ser dita: não foi Deus quem destruiu a família e o patrimônio de Jó, nem mandou a doença; foi Satanás. Deus permitiu pois conhecia a resistência de Jó e estaria com Ele.

E lá estava Jó, sofrendo com a doença mais agressiva e mortal que um ser humano poderia ter. À medida que o tempo passava, o patriarca se perguntava quando aquilo tudo ia acabar, quando Deus ia intervir contra aquela praga. Afinal, eles já enfrentavam um luto terrível pela morte dos seus filhos e pela perda de tudo o que tinham. Não pense, leitor, que ele ficou doente por uma semana ou um mês. Até que os amigos, que moravam a centenas de quilômetros um do outro ficassem sabendo e se planejassem para visitá-lo juntos, passou um período de seis meses a um ano pelo menos.

Foi nesse contexto, que a mulher de Jó apareceu dizendo: “Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre” (Jó 2:9). Provavelmente, eles estavam esperando uma solução da parte de Deus para aquele problema, ou o fim de tudo com a morte de Jó. Por isso que ela perguntou por que Jó insistia em permanecer íntegro diante de Deus.

A palavra “integridade”, o ponto de tensão do livro de Jó, pode ser traduzida como “perfeição, plenitude, inocência, justiça, inculpabilidade e maturidade”. Jó tinha um relacionamento maduro com Deus; ele o adorava pelas razões certas. Mas, sua mulher perdeu isso de vista ao questionar por que sua fidelidade não era recompensada da maneira certa. De que adiantava ser integro e terminar a vida de uma forma tão miserável? No original hebraico, a palavra “amaldiçoar” significa “renunciar, abandonar, maldizer, acusar” a Deus. Ela provavelmente disse isso para que ele morresse logo, e pusesse um fim à sua miséria.

“Mas ele lhe respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com seus lábios” (Jó 2:10). Por causa da sua integridade, Jó teve a maturidade de ver além do que a doença e o luto normalmente permitiriam. Jó considerava a Deus como o soberano sobre toda bênção e maldição. A visão dos patriarcas era baseada em causalidade, um hebraísmo, uma figura de linguagem que atribui a Deus a causa de ações que ele simplesmente permite, como endurecer o coração do faraó, e instigar Davi ao pecado (Êxodo 4:21; 2 Samuel 24:1), e permitir que Satanás atacasse a Jó pelas razões apresentadas nos dois primeiros capítulos. Embora Deus não possa tentar ninguém (Tiago 1:13), pela sua permissão, o mal age, a fim de que Satanás seja desmascarado diante do mundo e do Universo.

A palavra “doida” não representa doença mental. Ela se refere a um tipo de estupidez intelectual, falta de entendimento, visão distorcida dos fatos. A palavra usada foi o título dado a Nabal, esposo de Abigail, um homem estúpido e tolo que perdeu a sua vida por causa da sua estupidez (1 Samuel 25:2-38). A esposa de Jó estava sendo totalmente insensata. Suas palavras refletiam exatamente a acusação de Satanás contra Deus. Em sua insanidade, a mulher de Jó perdeu de vista a essência do relacionamento com o Altíssimo, e acusou a Deus de tirania. Por isso, mesmo tendo questionamentos semelhantes, Jó tentou trazê-la para a realidade: “Temos recebido o bem de Deus, e não receberíamos também o mal? Deus recebeu a nossa fidelidade nos bons momentos; será que ele não merece a nossa fidelidade também nos maus momentos? Se ele nos encheu de bênçãos, ele não teria a autoridade de retirá-las?”

Nós sempre caímos no grande erro de pensar que religião é fazer as coisas certas para recebermos recompensas, ou por medo das consequências de nossos erros. Dizimamos e ofertamos para que Deus abençoe nossas finanças. Obedecemos a Deus, porque, se não o fizermos, acreditamos que seremos destruídos no juízo final. Essa religião é exatamente a que Satanás quer que pratiquemos; uma religião de fachada. Mas ela é muito arriscada, pois, quando as coisas começam a dar errado, nos decepcionamos com Deus e dizemos: “O Senhor não é justo, pois eu tenho feito tudo direito, e os resultados não estão sendo como eu esperava”. É exatamente nesse ponto que nos revoltamos e amaldiçoamos a Deus.

Porém, devemos ouvir o conselho de Jesus: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mateus 7:1). Caro leitor, nós podemos julgar os fatos, mas só Deus tem autoridade e sabedoria para julgar as motivações. O que a mulher de Jó disse foi uma insensatez, e um pecado grave. Mas, se o próprio Jó, em sua integridade, questionou duramente a Deus, por que ela não o faria?

Deus, em sua infinita sabedoria e sua amorosa paciência, conhecia o luto doloroso e profundo que a mulher de Jó estava vivendo. Pode ser por isso que ela não estava pensando direito. Ver o seu esposo como um defunto vivo quebrantava o seu coração. Ela perdeu estabilidade familiar, financeira e mental. Essa dor a levou a esse estágio de insanidade e revolta. Como Jó, ela nunca entendeu a razão de toda aquela dor, mas Deus teve misericórdia dela.

Os alegados amigos de Jó, Elifaz, Bildade, Zofar e o jovem e imaturo Eliú, cometeram um grave pecado ao tentarem ser advogados de Deus, realçando a justiça do Criador, enquanto acusavam Jó de iniquidade. Como eles poderiam julgar o coração e as motivações do patriarca sem poder vê-las? Para Deus, esse pecado foi muito mais grave que o da mulher de Jó, que sabia que seu esposo era um “homem integro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1:1). Tanto foi que, ainda doente, Jó precisou interceder pelo perdão deles em holocausto, pois Deus aceitaria dele a intercessão. Mas nada é dito sobre Jó precisar interceder pelo perdão da sua esposa.

Por isso, podemos ver que o livro de Jó mostra a justiça e a misericórdia de Deus em lidar com cada caso de maneira particular e personalizada, mostrando ao Universo que o mal não presta.

Portanto, podemos tirar algumas lições da história de Jó e sua esposa: 1) nesse mundo, infelizmente, vamos sofrer, pois Deus precisa permitir que o Satanás opere o mal, e seu engano seja desmascarado; 2) embora Deus não permita tentação que não possamos suportar, às vezes, o sofrimento é muito grande e nos leva a momentos de insanidade; 3) Deus é paciente com a nossa revolta e desabafos, muitas vezes, insensatos; 4) nunca julgue os motivos da revolta de alguém, pois você não tem condições de se colocar no seu lugar para entender a sua dor; e 5) podemos entender que nenhuma dor é eterna, pois um dia, Deus fará justiça pelos seus, e responderá a todas as nossas perguntas, principalmente àquelas cuja resposta nunca vamos encontrar aqui na Terra.

Que Deus abençoe você!

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<![CDATA[Rebelião humana versus Ira e Perdão divinos]]> https://tempoprofetico.com.br/rebeliao-humana-versus-ira-e-perdao-divinos/ Sun, 29 Mar 2020 06:50:46 +0000 https://licao7.com.br/?p=655

Deus sempre respeita a liberdade que concedeu ao ser humano de rejeitá-lo... A Ira e o Perdão divinos refletem Sua justiça e amor.

  Você já leu o capítulo 16 de Números? Esse capítulo descreve uma rebelião liderada por Corá, bisneto de Levi. Ele se reuniu com com alguns amigos, da tribo de Rúben e se insurgiram contra Moisés e Arão. Veja como Moisés descreve o fato: “Com eles estavam duzentos e cinqüenta israelitas, líderes bem conhecidos na comunidade e que haviam sido nomeados membros do concílio. Eles se ajuntaram contra Moisés e Arão, e lhes disseram: ‘Basta! A assembleia toda é santa, cada um deles é santo, e o Senhor está no meio deles. Então, por que vocês se colocam acima da assembleia do Senhor?’ Quando ouviu isso, Moisés prostrou-se, rosto em terra. Depois disse a Corá e a todos os seus seguidores: ‘Pela manhã o Senhor mostrará quem lhe pertence e fará aproximar-se dele aquele que é santo, o homem a quem ele escolher. Você, Corá, e todos os seus seguidores deverão fazer o seguinte: peguem incensários e amanhã coloquem neles fogo e incenso perante o Senhor. Quem o Senhor escolher será o homem consagrado. Basta, levitas!’ Moisés disse também a Corá: ‘Agora ouçam-me, levitas! Não lhes é suficiente que o Deus de Israel os tenha separado do restante da comunidade de Israel e os tenha trazido para junto de si a fim de realizarem o trabalho no tabernáculo do Senhor e para estarem preparados para servir a comunidade? Ele trouxe você e todos os seus irmãos levitas para junto dele, e agora vocês querem também o sacerdócio? É contra o Senhor que você e todos os seus seguidores se ajuntaram! Quem é Arão, para que se queixem contra ele?'” (Números 16:2-11). Entendeu a causa da rebeldia? Insatisfação e rejeição à vontade de Deus. Poderíamos chamar isso de “idolatria à própria vontade”? “Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria” (1 Samuel 15:23). Eles eram levitas, mas invejaram o sacerdócio. Quer saber a causa? O capítulo 14 de Números registra a situação: “Então toda a congregação levantou a voz e gritou; e o povo chorou naquela noite. E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e Arão; e toda a congregação lhes disse: ‘Antes tivéssemos morrido na terra do Egito, ou tivéssemos morrido neste deserto! Por que nos traz o Senhor a esta terra para cairmos à espada? Nossas mulheres e nossos pequeninos serão por presa. Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?’ E diziam uns aos outros: ‘Constituamos um por chefe o voltemos para o Egito'” (Números 14:1-4). Vale lembrar que a vida no Egito era vida de escravidão: “Os israelitas gemiam e clamavam debaixo da escravidão; e o seu clamor subiu até Deus. Ouviu Deus o lamento deles e lembrou-se da aliança que fizera com Abraão, Isaque e Jacó. Deus olhou para os israelitas e viu qual era a situação deles” (Êxodo 2:23-25). Se desejar mais detalhes dessa fase de opressão, leia em Êxodo 5. De volta a Números 14, os versos seguintes, descrevem Josué e Calebe orientando o povo e dizendo-lhes para não serem rebeldes, relembrando a presença de Deus com eles. Sabe como eles responderam? Queriam apedrejá-los: “… toda a congregação disse que fossem apedrejados. Nisso a glória do Senhor apareceu na tenda da revelação a todos os filhos de Israel. Disse então o Senhor a Moisés: ‘Até quando me desprezará este povo e até quando não crerá em mim, apesar de todos os sinais que tenho feito no meio dele?’” (Números 14:10,11). Deus conhece o coração humano e as motivações para qualquer atitude. Nessa situação, quem sabe, os olhos do Eterno tenham visto desprezo, incredulidade e ingratidão, em outras palavras, as sementes da rebelião. Moisés intercede pelo povo que despertava a ira do Senhor e a misericórdia divina os poupa, contudo, Deus sempre respeita a liberdade que concedeu ao ser humano de rejeitá-lo, assim como sempre oferece perdão ao pecador, contudo, nessa situação, decide atender as palavras de murmuração do povo: “Perdoa, rogo-te, a iniquidade deste povo, segundo a tua grande misericórdia, como o tens perdoado desde o Egito até, aqui.” Disse-lhe o Senhor: ‘Conforme a tua palavra lhe perdoei; tão certo, porém, como eu vivo, e como a glória do Senhor encherá toda a terra,nenhum de todos os homens que viram a minha glória e os sinais que fiz no Egito e no deserto, e todavia me tentaram estas dez vezes, não obedecendo à minha voz, nenhum deles verá a terra que com juramento prometi o seus pais; nenhum daqueles que me desprezaram a verá'” (Números 14:19-23). “Depois disse o Senhor a Moisés e Arão: ‘Até quando suportarei esta má congregação, que murmura contra mim? tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, que eles fazem contra mim. Dize-lhes: Pela minha vida, diz o Senhor, certamente conforme o que vos ouvi falar, assim vos hei de fazer: neste deserto cairão os vossos cadáveres; nenhum de todos vós que fostes contados, segundo toda a vossa conta, de vinte anos para cima, que contra mim murmurastes, certamente nenhum de vós entrará na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. Mas aos vossos pequeninos, dos quais dissestes que seriam por presa, a estes introduzirei na terra, e eles conhecerão a terra que vós rejeitastes’” (Números 14:26-31). A decisão de Deus não foi nada agradável e as sementes da insatisfação foram assim germinadas. Eles resolveram culpar Moisés por perderem a oportunidade de entrar na Terra Prometida e isso culminou com a rebelião liderada por Corá, e apoiada por Datã, Abirão e alguns outros. Como você costuma reagir aos “nãos” de Deus? Bem, eles reagiram com revolta. Se recusaram a conversar com Moisés sobre o assunto. E como se estivessem cegos para a realidade e para a vontade de Deus, eles aplicaram ao cenário de seu cativeiro a mesma expressão com que o Senhor descrevera a herança prometida: “Então Moisés mandou chamar Datã e Abirão, filhos de Eliabe. Mas eles disseram: ‘Nós não iremos! Não lhe basta nos ter tirado de uma terra onde manam leite e mel para matar-nos no deserto? E ainda quer se fazer chefe sobre nós? Além disso, você não nos levou a uma terra onde manam leite e mel, nem nos deu uma herança de campos e vinhas. Você pensa que pode cegar os olhos destes homens? Nós não iremos!’” (Números 16:12-14). “Acusaram Moisés de pretender agir sob guia divina, como meio para estabelecer sua autoridade; e declararam que não mais se sujeitariam a ser levados como homens cegos, ora para Canaã, e ora para o deserto, conforme melhor conviesse a seus ambiciosos intuitos. Assim, aquele que fora como um terno pai, um pastor paciente, foi representado no mais negro caráter de um tirano e usurpador. A exclusão de Canaã, como castigo aos seus próprios pecados, foi a ele atribuída.” 1 O desfecho da história acontece no dia seguinte…]]>
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<![CDATA[A MORTE NÃO É O FIM]]> https://tempoprofetico.com.br/a-morte-nao-e-o-fim/ Sun, 29 Mar 2020 06:53:34 +0000 https://licao7.com.br/?p=658

Nós nos encolhemos quando pela primeira vez uma criança nos pergunta: “O que significa morrer?” Temos dificuldades de falar, ou até mesmo de pensar, na morte de alguém que amamos.

Oito verdades bíblicas sobre a morte

A morte é o inimigo em comum de todas as pessoas em todos os lugares. Quais são as respostas para as perguntas difíceis sobre a morte? Há vida após a morte? Será que voltaremos a ver nossos amados que morreram?

Enfrentando destemidamente a morte

Todos nós, em determinados momentos, talvez pouco depois do falecimento de um amigo ou pessoa querida, temos a sensação de um vazio no coração, um sentimento de solidão que toma conta de nós e que nos conscientiza da finitude da vida.

Com respeito a um assunto tão importante, tão cheio de emoções, onde podemos aprender a verdade sobre o que acontece quando morremos? Felizmente, parte da missão de Cristo aqui na terra foi libertar “aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte” (Hebreus 2:15). Na Bíblia, Jesus apresenta mensagens confortadoras, e responde claramente a todas as nossas perguntas sobre a morte e a vida futura.

A maneira que fomos feitos por Deus

Para entender a verdade sobre a morte na Bíblia, precisamos começar do princípio e ver de que maneira fomos feitos por Deus. “Então o Senhor Deus formou o homem [‘adam’, hebraico] do PÓ DA TERRA [‘adamah’, hebraico] e soprou em suas narinas O FÔLEGO DE VIDA, e o homem se tornou UM SER VIVENTE [‘ALMA’, hebraico]” (Gênesis 2:7).

Na Criação, Deus formou Adão do “pó da terra”. Ele tinha um cérebro em sua cabeça pronto para pensar; sangue em suas veias pronto para correr. Então, Deus soprou em suas narinas o “fôlego de vida”, e Adão se tornou “ser vivente” [em hebraico, ‘alma vivente’]. Note cuidadosamente que a Bíblia não diz que Adão recebeu uma alma; ao invés, diz que “o homem se tornou uma alma vivente”. Quando Deus deu o fôlego de vida a Adão, a vida começou a fluir de Deus. A junção do corpo com o “fôlego de vida” tornou Adão “um ser vivente”, “uma alma vivente”. Por essa razão, poderíamos escrever a equação fundamental do ser humano da seguinte maneira:

Pó da Terra” + “Fôlego de Vida” = “Alma Vivente”

Corpo sem Vida + Fôlego de Deus = Ser Vivente

Cada um de nós tem um corpo e uma mente racional. Enquanto continuarmos a respirar, seremos seres vivos, alma vivente.

O que acontece quando uma pessoa morre?

Na morte reverte-se do processo criativo descrito em Gênesis 2:7: “O pó volte à terra de onde veio, e o espírito [fôlego de vida] volte a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12:7).

A Bíblia frequentemente usa as palavras hebraicas para “fôlego” e “espírito” alternadamente. Quando as pessoas morrem, o corpo se torna “pó”, e o “espírito” (o “fôlego de vida”) retorna para Deus, que foi a sua fonte. Mas o que acontece com a alma? “Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus,… todas as almas são minhas;… a alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 28:3, 4, ARA).

A alma morre! Ela ainda não é imortal; ela pode perecer. A equação derivada de Gênesis 2:7, ao sermos feitos por Deus, faz o caminho reverso na morte:

Pó da Terra” – “Fôlego de Vida” = “Uma Alma Morta”

Corpo Sem Vida – Fôlego de Deus = Um Ser Morto

A morte é a cessação da vida. O corpo se desintegra e se torna pó, e o fôlego, ou espírito, volta para Deus. Somos uma alma com vida, mas na morte, nos tornamos apenas um cadáver, uma alma morta, um ser morto. Logo, os mortos não estão conscientes. Quando Deus toma para si o fôlego de vida que Ele nos deu, nossa alma morre. Mas, como veremos mais abaixo, temos esperança com Cristo.

Os mortos sabem de alguma coisa?

Depois da morte, o cérebro se desintegra; ele não tem capacidade de saber ou relembrar de coisa alguma. Todas as emoções humanas cessam. “Para eles, o amor, o ódio e a inveja há muito desapareceram…” (Eclesiastes 9:6). Uma pessoa morta não fica consciente, por isso não percebe nada do que está acontecendo. Eles simplesmente não têm contato algum com os vivos: Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos nada sabem” (Eclesiastes 9:5).

A morte é como um sono sem sonho; na verdade, a Bíblia chama a morte de “sono” em 54 vezes. Jesus ensinou que a morte é como um sono. Ele disse aos Seus discípulos: “‘Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou até lá para acordá-lo’. Seus discípulos responderam: ‘Senhor, se ele dorme, vai melhorar’. Jesus tinha falado da sua morte, mas os seus discípulos pensaram que ele estava falando simplesmente do sono. Então lhes disse claramente: ‘Lázaro morreu’” (João 11:11-14).

Lázaro já estava morto por quatro dias quando Jesus chegou. Mas quando se dirigiram à tumba, Jesus provou que é tão fácil para Deus ressuscitar alguém dos mortos quanto é para nós acordar alguém que esteja dormindo. É muito confortador saber que nossos amados que já faleceram estão “dormindo”, descansando em paz na confiança em Jesus. O túnel da morte, que nós mesmos poderemos atravessar algum dia, é um sono calmo e paz absoluta.

Deus se esquece dos que estão dormindo o sono da morte?

O sono da morte não é o fim da história. Na tumba, Jesus disse a Marta, irmão de Lázaro: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25). Aqueles que morrem “em Cristo” dormem na sepultura, mas ainda têm um futuro brilhante. Aquele que conta até mesmo os cabelos de nossa cabeça e que nos guarda na palma de Sua mão não se esquecerá de nós. Poderemos morrer e voltar ao pó, mas o registro de nossa individualidade permanece claro na mente de Deus. E quando Jesus vier, Ele acordará os justos mortos do sono da morte, da mesma forma que fez com Lázaro.

“Não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, par que não se entristeçam como os outros que não têm esperança… Pois dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. Consolem-se uns aos outros com essas palavras” (1 Tessalonicenses 4:13, 16-18).

No dia da ressurreição, o túnel da morte se parecerá mais com um breve descanso. Os mortos não têm consciência do que está acontecendo. Aqueles que aceitaram a Cristo como seu Salvador, serão despertados do sono pela Sua maravilhosa voz vinda dos céus. E a esperança da ressurreição não é a única: temos também a esperança de um lar celestial no qual Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor” (Apocalipse 21:4). Aqueles que amam a Deus não precisam ter medo da morte. Além da morte está uma eternidade de vida plena com Deus. Jesus tem “as chaves da morte” (Apocalipse 1:18). Sem Cristo, a morte seria uma estrada de mão única que terminaria num estado total de esquecimento. Mas em Cristo há uma esperança gloriosa e radiante.

Somos seres imortais?

Quando Deus criou Adão e Eva, eles foram criados seres mortais, isso é, sujeitos à morte. Se tivessem permanecido obedientes à vontade de Deus, eles nunca teriam morrido. Mas quando pecaram, eles abriram mão de seu direito à vida. Pela desobediência, eles ficaram sujeitos à morte. O pecado deles infectou a raça humana inteira, e já que todos pecaram, todos somos mortais, sujeitos à morte (Romanos 5:12). E não há nenhuma pista na Bíblia de que a alma humana possa existir como uma entidade consciente após a morte.

A Bíblia nenhuma vez descreve a alma como sendo imortal, isso é, não sujeita à morte. As palavras gregas e hebraicas para “alma”, “espírito” e “fôlego” aparecem 1.700 vezes na Bíblia. Mas nem mesmo uma vez a alma, o espírito ou o fôlego humano é chamado de imortal. Atualmente, apenas Deus possui a imortalidade.

Deus… é… O ÚNICO QUE É IMORTAL” (1 Timóteo 6:15, 16).

As Escrituras deixam claro que as pessoas nessa vida são mortais: sujeitas à morte. Mas quando Jesus retornar, nossa natureza passará por uma mudança radical. Eis que eu lhes digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade” (1 Coríntios 15:51-53).

Como seres humanos, não somos imortais. Mas a segurança do cristão é que nos tornaremos imortais quando Jesus vier a segunda vez a essa terra. A certeza da promessa da imortalidade foi demonstrada quando Jesus irrompeu para fora de Sua tumba e: “Tornou inoperante a morte e trouxe à luz a vida e a por meio do evangelho” (2 Timóteo 1:10).

A perspectiva de Deus sobre o destino humano é clara: morte eterna para aqueles que rejeitarem a Cristo e se apegarem a seus pecados, ou o dom da imortalidade quando Jesus vier para buscar aqueles que O aceitaram como Senhor e Salvador.

Enfrentando a morte de uma pessoa querida

Os medos com os quais naturalmente lutamos quando nos vemos em face da morte se tornam especialmente dolorosos quando alguém de quem gostamos morre. A solidão e o sentimento de perda podem ser dominantes. A única solução para a angústia causada pela separação de uma pessoa amada é o conforto que apenas Cristo pode dar. Lembre-se que nossos queridos estão dormindo, e que nossos amados que descansam serão ressuscitados por Jesus na “ressurreição para a vida” quando Ele vier.

Deus está planejando algumas reuniões maravilhosas. Os filhos serão devolvidos a seus pais, maridos e mulheres se entregarão a um terno e caloroso abraço. As separações cruéis da vida estarão terminadas. “A morte foi destruída pela vitória” (1 Coríntios 15:54). Alguns acham tão dolorosa a separação de seus queridos que morreram que tentam fazer contato com eles através de médiuns espiritualistas ou pessoas da Nova Era que se denominam canais de comunicação com os espíritos. A Bíblia nos dá um aviso muito especial sobre as tentativas de aliviar a dor da morte dessa maneira:

“Quando vos disserem: ‘Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram’, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?” (Isaías 8:19).

De fato, por quê? A Bíblia claramente revela que os mortos não têm consciência de nada. A verdadeira solução para a angústia causada pela separação das pessoas amadas é o conforto que apenas Cristo dá. Passar tempo se comunicando com Cristo é a maneira mais saudável para crescer durante os momentos de aflição. Lembre-se sempre que a próxima impressão consciente que virá aos que morrem em Cristo será o som da Segunda Vinda de Cristo despertando os mortos!

Enfrentando destemidamente a morte

A morte nos rouba praticamente tudo. Mas uma coisa que ela não pode tirar de nós é a confiança em Cristo, e Cristo pode colocar tudo de volta a seu lugar. A morte nem sempre reinará nesse mundo. O diabo, os ímpios, a morte, e o túmulo perecerão no “lago de fogo” que é “a segunda morte” (Apocalipse 20:14). Aqui estão quatro sugestões simples para enfrentar destemidamente a morte:

(1) Viva uma vida confiando verdadeiramente na esperança que Cristo dá, e você estará preparado para morrer a qualquer momento.

(2) Através do poder do Espírito Santo, seja obediente aos mandamentos de Deus, e você estará preparado para a segunda vinda, à partir da qual você nunca mais morrerá.

(3) Pense na morte como um curto tempo de sono do qual você será acordado pela voz de Jesus quando Ele vier a segunda vez.

(4) Aprecie a certeza que Jesus nos dá de que teremos um lar celestial com Ele por toda eternidade.

A verdade bíblica liberta uma pessoa do medo da morte porque revela a Jesus, o único que nem mesmo a morte conseguiu vencer. Quando Jesus entra em nossa vida, Ele faz nosso coração transbordar com paz:

Deixo-lhes a paz; a Minha paz lhes dou… Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo” (João 14:27).

Jesus também nos ajuda a lidar com a tragédia de perder alguém muito estimado. Jesus andou pelo “vale da sombra da morte”; Ele conhece as densas trevas que temos que atravessar. “Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele também participou dessa condição humana, para que, por Sua morte, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o Diabo, e libertasse aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte” (Hebreus 2:14, 15).

Dr. James Simpson, o grande médico que desenvolveu a anestesia, experimentou uma terrível perda quando seu filho mais velho morreu. Ele sofreu profundamente, como qualquer pai sofreria. Então, ele descobriu um caminho de esperança. No túmulo de seu amado filho, ele erigiu uma lápide e nela escreveu umas palavras que demonstravam Sua esperança e fé nas promessas de Jesus: “Apesar de tudo, Ele vive”. Isso diz tudo. Algumas vezes, uma tragédia pessoal pode aparecer repentinamente vindo do céu; apesar disso, Jesus vive! Nossos corações podem estar feridos; apesar de tudo, Jesus vive!

Em Cristo, temos esperança de vida após a morte. Ele é “a ressurreição e a vida” (João 11:25), e Ele promete: “Porque Eu vivo, vocês também viverão” (João 14:19). Cristo é nossa única esperança para a vida após a morte. E quando Cristo retornar, Ele nos dará a imortalidade. Nunca mais viveremos sob a sombra da morte, porque teremos vida eterna. Você já descobriu em sua vida a realidade dessa grande esperança que pode nos ajudar a enfrentar os momentos mais difíceis? Se você nunca aceitou a Jesus como seu Senhor e Salvador, por que você não faz isso agora mesmo?

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<![CDATA[Morrer uma só vez, vindo depois o Juízo]]> https://tempoprofetico.com.br/morrer-uma-so-vez-vindo-depois-o-juizo/ Sun, 29 Mar 2020 06:56:03 +0000 https://licao7.com.br/?p=661

Onde está escrito na Bíblia que o homem morre apenas uma vez, aguardando depois disto o juízo? O que dizer das chamadas experiências pós morte?

“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação” (Hebreus 9:28). A menção ao fato de Cristo morrer uma vez sugere, sem dúvida, que também as pessoas morrem uma só vez nesta terra. Por causa do pecado de Adão, a morte passou a todos os homens (Romanos 5:12). Está ordenado que as pessoas morram uma só vez antes do julgamento; mas isto não contradiz a ideia de que se o julgamento os condenar, tenham que morrer outra vez (Apocalipse 20:15). O termo “ordenado” empregado no texto grego é “apokeimai” e significa “ser guardado”, “colocado à parte”, “ser reservado”, “estar à espera de” (comparar com Lucas 19:20; Colossenses 1:5; 2 Timóteo 4:8). Nesse sentido a morte é um período de espera, na qual não há consciência de coisa alguma (Eclesiastes 9:5), mas ainda não é o fim. Haverá duas ressurreições: a primeira ocorrerá por ocasião da segunda vinda de Cristo e está reservada para os salvos que receberão a vida eterna; a segunda será para os ímpios, para o juízo de condenação, que ocorrerá depois do milênio (João 5:28, 29; cf. 1 Tessalonicenses 4:16; Apocalipse 20:5). A Bíblia ensina que um dia todos teremos que comparecer ante o tribunal de Cristo (2 Coríntios 5: 10).  Este fato se menciona aqui aparentemente para mostrar um paralelo com a obra de Cristo, cuja primeira vinda não seria Sua última, pois virá “pela segunda vez” (verso 28). O texto ensina de maneira muito clara que não existe reencarnação e que a recompensa não ocorre imediatamente após a morte (ver Lucas 14:14). Todos terão de comparecer diante do tribunal divino. Somente na volta de Jesus os salvos serão ressuscitados para receber a recompensa da vida eterna. Nesta ocasião a Terra sofrerá violentos impactos catastróficos (2 Pedro 3:10), todos os ímpios morrerão pela manifestação da vinda gloriosa de Cristo (2 Tessalonicenses 2:8; Apocalipse 6:16, 17) e estarão reservados para o juízo de condenação final que ocorrerá depois dos mil anos conforme descrito em Apocalipse 20 (ver versos 5, 6, 12-15; cf. João 5:28, 29). O presente é o tempo que possuímos para nos preparar para o evento que há de ser o mais feliz de toda a nossa vida – a volta de Jesus. Prepare-se, pois Cristo prometeu: “Certamente, venho sem demora!” (Apocalipse 22:20).]]>
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<![CDATA[100 Segundos para o Fim]]> https://tempoprofetico.com.br/100-segundos-para-o-fim/ Sun, 29 Mar 2020 06:57:23 +0000 https://licao7.com.br/?p=664

Da instabilidade climática à escalada nuclear, ou de um vírus pandêmico ao caos financeiro, a própria Ciência se prostra ante o futuro.

Coronavírus. Irã. Austrália. Filipinas. Trump. Kim Jong-un. Minas Gerais. Ukraine Airlines. PCC. Terremoto em Porto Rico. Recorde em Veneza. Kobe. Silvas. Tantos. 100 segundos.⁣ ⁣ O 1º mês de 2020 não acabou e os fogos fantasiando o Ano Novo já sumiram. Restam cinzas pelo chão e a escuridão da incerteza.⁣ ⁣Mas, tão cedo assim?⁣ ⁣“Quem vai atrás de fantasias não tem juízo” (Provérbios 12:11). Não se iluda. Não vai melhorar. A Bíblia não erra. Jamais. “Isso será apenas o começo dos horrores que virão – tenham cuidado” (Marcos 13:8-9). E quem se apega à está vida escreve sua pior história.⁣ ⁣ Há instantes, MEXERAM NO RELÓGIO DO FIM DO MUNDO! Novamente. Não menospreze isso! Os maiores cientistas do mundo, desde 1947, expressam sua apreensão através do Doomsclock Day. Este relógio regressivo imaginário tem ponteiros como espelho da humanidade. Estávamos há “2 minutos” desde 2018 (igualando o período mais ameaçador desde a 2ª Guerra Mundial – na Crise dos Mísseis em Cuba). Porém, agora, passamos contar em segundos:⁣ ⁣100 segundos.⁣ ⁣ Da instabilidade climática à escalada nuclear, ou de um vírus pandêmico ao caos financeiro, a própria Ciência se prostra ante o futuro. “Estranha e momentosa história está sendo registrada nos livros do Céu – eventos que, segundo foi declarado, precederiam de perto o grande dia de Deus. Tudo no mundo está em agitação.”¹ ⁣ Pânico? Jamais. Quem conhece o Porto Seguro não esmorece na tormenta junto à praia. Desespero? Se a raiz for maior que o vendaval, não. Pessimismo? Depende do Sol que você conhece além do furacão. Sensacionalismo? Corrupção barata da estabilidade profética. Quem crê sabe o que vem por aí.⁣ ⁣ “Tempos de perplexidade se acham diante de nós. O coração dos homens está desmaiando de terror das coisas que sobrevirão ao mundo. Mas os que crêem em Deus ouvirão Sua voz em meio à tormenta, dizendo: “Sou Eu. Não temais”.⁣² ⁣Podem mexer nos ponteiros. O Universo está no tempo da Onipotência. Esteja perto do Dono do relógio. ⁣ ⁣ Será em breve. Muito breve.⁣]]>
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<![CDATA[A Bíblia fala de quantas Ressurreições?]]> https://tempoprofetico.com.br/a-biblia-fala-de-quantas-ressurreicoes/ Sun, 29 Mar 2020 06:58:52 +0000 https://licao7.com.br/?p=667

Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos”. Apocalipse 20:6

A Bíblia afirma a existência de duas ressurreições. João 5:28 a 29 diz: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”. Agora, Apocalipse 20:5 e 6: “Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos”.

A Bíblia ensina que haverá uma ressurreição por ocasião da volta de Cristo, que será somente a ressurreição dos justos (I Tessalonicenses 4:16); e outra ressurreição que será após o período de mil anos, a dos ímpios (Apocalipse 20:5).

Essa segunda ressurreição (dos ímpios) não será com o intuito de dar-lhes outra chance de salvação, pois a Bíblia diz que nossa chance é apenas nesta vida (II Coríntios 6:1-2; Hebreus 3:7-8; Hebreus 9:27) e que a segunda morte não tem autoridade apenas sobre aqueles que participaram da 1ª ressurreição (Apocalipse 20:6).

A segunda ressurreição será para destruir definitivamente os ímpios: “Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar. Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu”. (Apocalipse 20:7-9).

As nações que rejeitaram à Deus, irão ressuscitar e serão enganadas por satanás e após uma tentativa frustrada de invasão à cidade Santa, serão destruídos definitivamente.

O motivo para a ressurreição dos ímpios não é lhes dar outra chance, mas em respeito a escolha que fizeram ao rejeitar a vida. Mas não haverá nenhum sofrimento eternizado, isso é contrário ao caráter de um Deus de amor. A pena permanente para o pecado é a separação eterna de Deus, a fonte da vida. Os salvos são poupados disso. Morte eterna significa não existência, em vez de sofrimento infinito.

No fim dos tempos, haverá duas classes de pessoas: os que escolheram o amor e os que rejeitaram o amor.

‘Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.

Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram”.

Então os justos lhe responderão: “Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?”

O Rei responderá: “Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram”.

Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: “Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber; fui estrangeiro, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram”.

Eles também responderão: “Senhor, quando te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso, e não te ajudamos?” Ele responderá: “Digo-lhes a verdade: o que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também a mim deixaram de fazê-lo”. E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna. Mateus 25:31-46

“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” 1 João 4:7, 8

“Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado.” 1 João 4:12

A grande questão que precisamos responder hoje é: que escolha faremos? Essa decisão irá se refletir na eternidade.

Hoje Deus nos oferece perdão, salvação, a certeza do seu amor e sua Graça! Aceite enquanto há oportunidade, hoje é o tempo aceitável, agora é o momento da salvação!

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<![CDATA[Em que sentido o castigo dos ímpios será eterno?]]> https://tempoprofetico.com.br/em-que-sentido-o-castigo-dos-impios-sera-eterno/ Sun, 29 Mar 2020 07:00:28 +0000 https://licao7.com.br/?p=670

Sofrimento sem fim parece não combinar com um Deus de amor eterno.

Muitas pessoas associam o “castigo eterno” (Mateus 25:46) com a crença popular de um inferno no qual os ímpios serão queimados por toda a eternidade. Mas, sendo assim, por que o pecado, que não é eterno, teve um início mas nunca poderá ter fim? Por que uma criança que viveu apenas 12 anos neste mundo e morreu deveria ser submetida às chamas torturantes do inferno por toda a eternidade, à semelhança dos maiores criminosos da História? Não estaria essa crença medieval distorcendo o conceito bíblico de um Deus justo e amoroso? É certo que a Bíblia relaciona o “castigo eterno” dos ímpios com o “fogo eterno” (Mateus 18:8; 25:41) ou “fogo inextinguível” (Marcos 9:43) que os haverá de destruir após o milênio (Apocalipse 20:7-15). Mas esse fogo será “inextinguível” no sentido de que não se apagará enquanto não houver cumprido completamente a sua missão destruidora. Será “eterno” em suas conseqüências. Aqueles que forem por ele destruídos jamais voltarão à existência. Judas 7 coloca a destruição de Sodoma, Gomorra e das cidades circunvizinhas (ver Gênesis 19:1-29), que não estão queimando até hoje, como um “exemplo do fogo eterno”. “A Bíblia esclarece que a sentença punitiva de cada impenitente será diretamente proporcional às suas obras” (Apocalipse 20:11-15; ver também Mateus 25:41-46). Cristo declara, em linguagem metafórica, que alguns serão castigados no juízo final com “poucos açoites” e outros com “muitos açoites” (Lucas 12:47 e 48). E o livro do Apocalipse afirma que o diabo, a besta e o falso profeta “serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 20:10). Mas mesmo esse tormento mais prolongado haverá de os destruir completamente, não deixando deles “nem raiz nem ramo”. “Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo.” Malaquias 4:1 O pecado e o sofrimento tiveram um início, e terão também um fim. Chegará o dia em que não haverá mais “lágrimas”, nem “luto, nem pranto, nem dor” (Apocalipse 21:4).]]>
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<![CDATA[Morte antes da Queda]]> https://tempoprofetico.com.br/morte-antes-da-queda/ Sun, 29 Mar 2020 07:01:40 +0000 https://licao7.com.br/?p=673

A vida só passou a ter um fim depois daquela escolha errada no Éden?

Essa pergunta parece ter uma resposta óbvia. Contudo, ela é um pouco mais complexa se pensarmos que não existe unanimidade para a definição de morte. Além disso, aparentemente a Bíblia não considera a vegetação como sendo formada por seres vivos. Portanto, ela não morre, mas simplesmente desaparece. Meu objetivo nesse texto não é definir a morte, e sim investigar se a Bíblia indica que havia morte antes da queda moral da humanidade.
  • Pecado e morte. A Bíblia estabelece uma correlação direta entre pecado, morte natural e eterna. Adão e Eva passaram pela morte como resultado de sua rebelião contra o Criador (Gênesis 2:17). Por causa da escolha deles, o pecado e a morte têm atingido toda a humanidade (Romanos 5:12; 6:23). A principal relação entre pecado e morte é a eterna separação de Deus, por ocasião do juízo final (Apocalipse 20:10, 14, 15). Para os pecadores arrependidos, porém, a morte natural é reversível, pois é um “sono” até o dia da ressurreição (João 11:11; 1 Tessalonicenses 4:13-18), quando o corpo dos crentes será redimido do poder da sepultura (Romanos 8:23; 1 Coríntios 15:53-56).
  • Criação e morte. Deus, que é a própria vida, é a única e exclusiva origem de toda a existência. Ele não criou um Universo com vida própria, mas um espaço que teve início e, teoricamente, poderá ter um fim. O Universo não emanou de Deus, não é uma extensão dEle. É Deus que, por meio da Sua presença e poder, sustenta Sua criação. Por isso, a imortalidade não é algo inerente a nenhuma criatura, senão ao Criador (1 Timóteo 6:16) que concede esse dom a quem Lhe convém. Contudo, a intenção de Deus não foi criar seres que tivessem um fim, mas sim seres que fossem eternamente sustentados por Ele. Consequentemente, não havia morte antes da queda moral de Adão e Eva.
  • Vida e morte. Ao chegar a essa conclusão, eu sugeriria que, antes da queda do Éden, a morte era conhecida apenas em nível conceitual, e não em nível experimental. Faz sentido pensar assim se, como sugeri, a criação não for auto-existente. Creio que Deus deve ter oferecido algum tipo de conscientização sobre a natureza das Suas criaturas. Isso pode soar especulação, mas não é. O conceito da morte foi introduzido por Deus antes da queda, quando Ele disse a Adão que ele morreria caso comesse do fruto proibido (Gênesis 2:17). Além disso, quando mentiu para Eva, a serpente (Satanás) não negou o conceito da morte, mas sim que a mulher efetivamente morreria. Essa é uma das mentiras mais radicais já pronunciadas por uma criatura na tentativa de equiparar um ser criado ao Seu Criador. A verdade é que a morte é o resultado do pecado, mas a vida é o resultado da morte de Cristo por todo aquele que nEle crê (Romanos 5:17).
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<![CDATA[O Mundo por um Fio]]> https://tempoprofetico.com.br/o-mundo-por-um-fio/ Sun, 29 Mar 2020 07:05:32 +0000 https://licao7.com.br/?p=676

Quem sabe como termina não se rende enquanto continua. Creia de verdade e você será inabalável.

Sempre esteve. A gente que se distrai. É incrível nos despertar de um sono que jamais deveríamos cochilar. Não haverá paz plena até a restauração plena. Se Jesus não voltou, Mateus 24 segue intocável. Nas últimas horas, o foco do mundo se volta para o Irã. Vespeiro cutucado. Ninguém sabe das picadas deste enxame. Mas a Bíblia já tornava ordinário o extraordinário. “Guerras e rumores de guerras”? Ainda NÃO será o fim (Mateus.24:6).⁣ Portanto, mesmo que a #TerceiraGuerraMundial salte em primeiríssimo lugar nos Trending Topics, ou o mundo viralize #wwIII, nosso planeta NÃO vai terminar numa guerra entre poderes humanos. É profético. Nem o Diabo toca na profecia!⁣ Isso não me deita numa rede de balanço. Jamais. Vivemos tempos absolutamente solenes. E o Trump não pode ter mais força em nos acordar do que Cristo vendo o templo e nos alertando antes de todos: “VIGIEM porque vocês não sabem a hora que virá o Senhor” (Mateus 24:2). Você estaria pronto?⁣ O que move sua convicção mais poderosa sobre o Fim dos Tempos? Pra agir. O evangelho está sendo pregado a todo o mundo? Pra orar. Você está totalmente em paz com sua consciência? Tristes tempos. Ficamos mais preocupados com a Guerra no Oriente Médio do que com as batalhas entre o bem e o mal dentro da nossa alma. Não se distraia!⁣Que sirva de clamor acima das notícias virais: Deus age misericordiosamente neste mundo apodrecido unicamente pra nos dar a chance da salvação. E você está vigilante nisso? “O tempo de angústia – angústia qual nunca houve, desde que houve nação (Daniel 12:1) – está precisamente sobre nós, e somos semelhantes às virgens adormecidas” (E.White, EF, p.12).⁣ ‪CHEGA. Já é tempo de apressar as horas nos preparando nos segundos. O que vive profeticamente nunca se desespera hipoteticamente. Quem sabe como termina não se rende enquanto continua. Creia de verdade e você será inabalável. Se vier uma grande guerra por aí? A maior de todas já acontece há tempo. Universal. E sabemos o resultado. ⁣ Deus vence. ]]>
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<![CDATA[10 SEGUNDOS]]> https://tempoprofetico.com.br/10-segundos/ Sun, 29 Mar 2020 07:07:06 +0000 https://licao7.com.br/?p=679

É um universo de escolhas ocorrendo a todo instante. E cada um é responsável por suas próprias resoluções.⁣

Tudo o que ele teve. Tempo pra decidir se era, ou não, um míssel de cruzeiro na direção do seu território. Imerso no veludo ameaçador da noite iraniana, o soldado tinha que escolher. Escolheu. O disparo riscou o céu de fogo. Explodiu o que parecia terrivelmente perigoso. Não era. O inocente avião comercial cairia segundos depois formando outra imensa bola de chamas. Agora, no chão. Todos morreram. 176 civis. 25 eram menores de idade.⁣ ⁣ Decisão. Limiar derradeiro da escolha antes das tremendas consequências. Boas ou ruins. Depende da direção tomada. Neste caso, o Irã busca palavras pra se desculpar perante o mundo enquanto familiares choram seus mortos que só queriam chegar no destino ucraniano. Nos outros casos? Nunca saberemos. É um universo de escolhas ocorrendo a todo instante. E cada um é responsável por suas próprias resoluções.⁣ ⁣ “Escolham hoje a quem irão servir” (Josué 24:15). Que frase! 10 segundos pra nortear sua eternidade. Qual o seu caminho? “Submetam-se a Deus” (Tiago 4:7). Errar aqui será fatal. Matará você, ou não. E não há margem pra delegar o momento, nem repassar a responsabilidade. ⁣ ⁣ Já pensou no perigo de confundir o imprescindível? O Inimigo reúne todo o seu arsenal pra distrair nossa percepção da realidade. Eva caiu, Ló errou, Davi pecou, Pedro negou, Saulo matou, Sansão cedeu. Percebe? Todos tiveram seus 10 segundos antes de despencarem no precipício do mal. Culpados, sofreram a dor do depois. ⁣ ⁣ “Satanás conjuga todas as forças, e arremessa ao combate todo o seu poder”¹ . Tempos urgentes demandam mentes despertas. A missão disparada neste clímax profético conclama serenidade. Toda a atenção possível é obrigatória neste campo de batalha. E se decidir é inevitável perder-se é opcional. Pois nem Deus, nem o demônio, invadem o livre-arbítrio. Meu. Seu. ⁣ ⁣ Decida de joelhos prostrados e jamais você errará o alvo. Toda a informação necessária está na Palavra de Deus. A seguir, é momento solene de escolha. Disso dependerá sua vida eterna. Não desperdice. Não confunda a salvação com nada mais. É pra sempre!⁣]]>
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<![CDATA[Qual é o significado de "firmamento" em Gênesis?]]> https://tempoprofetico.com.br/qual-e-o-significado-de-firmamento-em-genesis/ Sun, 29 Mar 2020 07:08:19 +0000 https://licao7.com.br/?p=682

"Gênesis 1 descreve a criação dos céus e do firmamento. Gostaria de entender exatamente o que Deus criou no segundo dia."

Segundo o Léxico de Português Hebraico (Strong) o termo “Céus” (hebraico Mymv – “shamayim”) refere-se: céu, céus, firmamento, céu como a morada das estrelas, como o universo visível, a atmosfera, e como a morada de Deus. Tanto a ciência quanto a Bíblia afirmam a existência de três céus, sendo que sobre o terceiro, a ciência difere da Bíblia quanto à sua definição. O primeiro céu é o céu atmosférico onde voam os pássaros e também chamada de camada formada por gases que protege a Terra, que transmite a luz, o som e fornece o ar que respiramos (Gênesis 1:6-8). O segundo céu é o céu sideral onde se encontram os planetas e as estrelas agrupadas em constelações, e estas em galáxias (Gênesis 1:16,17). Existem mais de 200 milhões de galáxias, tendo em média mais de 200 bilhões de estrelas em cada uma delas. Os planetas giram em torno do sol e junto com as demais estrelas, giram em torno de um ponto comum no meio da galáxia. Todos os planetas e estrelas têm o seu percurso perfeitamente traçado, onde se revolvem em perfeita simetria. As galáxias também têm o seu percurso, onde giram em torno de um ponto central do universo. Os cientistas não sabem o que é este centro do universo que mantém as galáxias ligadas a ele por uma força imaginavelmente poderosa. Contudo, a Bíblia nos afirma que este centro do universo é o terceiro céu, onde está o trono de Deus. É Deus quem comanda todas estas estrelas, planetas e galáxias, girando harmoniosamente em volta do Seu trono (2 Coríntios 12:2). É exatamente neste terceiro céu que passaremos o milênio, período que antecede a renovação desta Terra (1 Tessalonicenses 4:17; Apocalipse 20). Desejamos ardentemente que você e sua família estejam presentes e participem das alegrias eternas deste “novo céu e nova Terra” , nos quais habita a justiça” (Apocalipse 21; 2 Pedro 3:13). A expressão “criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1) tem sido compreendida como uma referência ao universo inteiro. Todavia, por causa do foco do relato da criação na Terra, ela também pode designar a Terra e o céu atmosférico que a cerca. Ambos os pontos de vista são possíveis. O segundo dia marca a criação do firmamento. O termo hebraico fala de uma “expansão”, que provavelmente se trata de um indicativo da atmosfera que envolve o planeta Terra, e no verso 8 é chamado de “Céus”.]]>
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<![CDATA[Vamos Morar no Céu ou na Nova Terra?]]> https://tempoprofetico.com.br/vamos-morar-no-ceu-ou-na-nova-terra/ Sun, 29 Mar 2020 07:10:11 +0000 https://licao7.com.br/?p=685

Deus vai purificar o nosso mundo com fogo consumidor, destruindo até a mínima mancha de pecado.

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (João 14:1-3). Jesus responde essa questão de forma bem simples. “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mateus 5:5). Logo, nosso lar por toda a eternidade será aqui. Mas, quando isso vai acontecer? Afinal, nosso planeta é o único lugar no Universo que está degradado pelo pecado. Satanás espalha o mal por esse planeta por mais de seis mil anos (Jó 1:7). Os profetas Daniel e João atestam que, antes de Jesus voltar, um julgamento precisa ser feito no Santuário Celestial (Daniel 7:9, 10, 25, 26; 8:13, 14 e Apocalipse 14:6-12). Na fase investigativa desse julgamento, Jesus está analisando as ações de todo ser humano desde Adão. Elas são as evidências forenses usadas para definir quem aceitou a salvação pela fé e quem a rejeitou. Aqui são definidos os santos do Altíssimo, aqueles que persistiram em guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Apocalipse 14:12). A fase investigativa está em vigor agora e, enquanto acontece, o Espírito Santo insiste para que cada coração busque a Deus. Quando todos tiverem sido julgados e Jesus encerrar o juízo investigativo, ele vai executar o sua sentença contra os ímpios (Apocalipse 15-18). O Espírito de Deus deixará de insistir com o homem, e a maldade se tornará desenfreada. Paulo diz que só “então, será, de fato revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda” (2 Tessalonicenses 2:7, 8). Nesse momento, o engano de Satanás será desmascarado, mas já será tarde de mais. As chances estão disponíveis agora. Depois pode ser tarde. Mateus 24:30 e 31 diz que “todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande som de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade do céu.” Não será arrebatamento secreto ou transmissão ao vivo pelos plantões noticiários; vai ser a poderosa manifestação pessoal e universal do próprio Jesus, com todo o seu exército de anjos, e todo olho o verá (Apocalipse 1:7). Paulo diz em 1 Tessalonicenses 4:13-18 que “dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo [o próprio Jesus], e ressoada a trombeta de Deus, [o próprio Jesus] descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre as nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”. Em 1 Coríntios 15:51, 52, Paulo diz que “nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. Essa é a glorificação; os mortos ressuscitam e os vivos, junto com eles, terão o seu corpo e mente totalmente transformado, livre da morte e do pecado, para viver eternamente em saúde e alegria com Jesus. Você notou que quando Jesus voltar, ele não vai pisar na Terra? Ao contrário, ele vai nos levar para encontrá-lo nas nuvens. Isso, porque a Terra é um planeta degradado pelo pecado e precisa ser purificado, mas ainda não. Jesus quer que o seu julgamento seja revisado antes, não porque ele errou, mas para que a sua justiça seja comprovada. Em Apocalipse 19:19-21, João relata que Satanás e seus agentes serão condenados, e os ímpios serão mortos. “Então, vi um anjo descer do céu; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até que se completem os mil anos. Depois disto é necessário que ele seja solto pouco tempo” (Apocalipse 20:1-3). De forma figurada, João descreve uma Terra totalmente desolada. Todos estarão mortos, exceto Satanás, que será preso aqui na Terra por mil anos sem poder enganar a humanidade. Nesse tempo, os salvos estarão no Céu, na Nova Jerusalém. Apocalipse 20:4 e 6 diz que eles se assentarão em tronos e receberão autoridade para julgar os vivos, os mortos e os anjos (1 Coríntios 6:3). “Eles serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos”. Ou seja, os salvos participarão da segunda fase do julgamento de Deus, a fase comprovativa. Analisando os registros celestes, veremos como Jesus julgou a cada ser humano, inclusive, nós mesmos. Vamos constatar em detalhes a misericórdia de Deus e o trabalho do Espírito Santo para salvar cada homem e mulher, bem como a resposta que cada um deu a essa oferta. Muitas pessoas que não conheceram Jesus estarão no Céu, e poderão conhecer pessoalmente a grandeza do seu amor e salvação. Para pessoas limitadas, amor ilimitado. Mas só estarão no céu aqueles que, conforme a luz que tiveram, buscaram fazer o bem (Atos 17:30). Em Daniel 12:2, é dito que os “que dormem no pó da terra ressuscitarão; uns para a vida eterna, e outros para a vergonha e horror eterno.” O próprio Jesus disse: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28, 29). Depois dos mil anos, vai começar a terceira fase do juízo: a fase executiva. A Nova Jerusalém vai empreender uma viagem pelo Universo; e quando se aproximar da Terra desolada, os ímpios ressuscitarão pelo poder da palavra de Deus. João descreve essa cena em Apocalipse 20:9, 11 e 21:2. Chegou a hora de a Terra ser limpa do pecado. “Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da Terra… a fim de reuni-las para a batalha. O número dessas é como a areia do mar” (Apocalipse 20:7, 8). João detalha ainda mais: “Vi um trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos… postos de pé diante do trono. Então se abriram os livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros” (Apocalipse 20:11, 12). Nessa fase, todas as pessoas verão quantas chances de aceitar a salvação foram desprezadas. O evangelho foi pregado por todo o mundo; pessoas falaram; a Bíblia estava disponível em livros, e-books, em cursos e em programas de TV e rádio; as igrejas estavam abertas; as redes sociais e as plataformas de streaming eram como pedras clamando; mas eles rejeitaram! Mesmo que alguém nunca ouvisse falar de Deus, todos tiveram a chance de fazer o bem. Salomão avisou que “Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Eclesiastes 12:14). Naquela hora, todos, bons e maus, salvos e perdidos reconhecerão que Deus é amor (Filipenses 2:10,11). Mas Satanás não se dará por vencido e tentará invadir a Nova Jerusalém uma última vez. Anjos caídos e nações se unirão a ele, e atacarão a cidade santa com toda força que puderem empregar. “Marcharam, então pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos, e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu. O diabo, o sedutor deles foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre… a morte e a sepultura foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo” (Apocalipse 20:9, 10, 14, 15). O fogo consumidor de Deus destruirá pecado e pecador. É o fim de uma história triste e o recomeço daquilo que Deus sempre planejou para nós. “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como uma noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:1-5). Aqui a nossa história recomeça. Deus vai purificar o nosso mundo com fogo consumidor, destruindo até a mínima mancha de pecado. Pela sua palavra, ele vai recriar a nossa Terra. A Nova Jerusalém, será a nossa capital, e a nossa Terra renovada será a capital do Universo por toda a eternidade. Durante toda a eternidade, em alegria e satisfação, viveremos na presença visível do nosso Deus, e estudaremos por toda a eternidade, não só os segredos do Universo, mas a grandeza e profundidade do amor de um Deus que deu a sua vida para salvar quem não merecia. Este será o nosso Éden para sempre. “Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro; e os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte estará o nome dele… O Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 22:3-5). Sim, bem aventurados os mansos, porque herdarão a terra! Que todos nós possamos nos preparar para ver Jesus, a nossa Salvação! Só depende de nós aceitarmos, pois a vida eterna começa agora.]]>
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<![CDATA[Dom de Línguas]]> https://tempoprofetico.com.br/dom-de-linguas/ Sun, 29 Mar 2020 07:12:44 +0000 https://licao7.com.br/?p=688

Como qualquer outro dom (2 Cor 12-14), ele vem para edificar a igreja. O foco do dom nunca é quem recebe, ele sempre está ligado a serviço e edificação da igreja.

Alberto Timm

Para identificar o verdadeiro dom de línguas, é necessário compreender primeiro o ensino bíblico sobre os dons espirituais. Em 1 Coríntios 12:1-11, Paulo esclarece que “os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo” (verso 4); que eles são distribuídos pelo Espírito “como Lhe apraz” (verso 11); e que eles são sempre concedidos “visando a um fim proveitoso” (verso 7). Esse fim pode ser “a edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4:12) ou a capacitação dos cristãos para a proclamação do evangelho (Atos 1:8).

Básico para a compreensão do dom de línguas é o conteúdo de 1 Coríntios 14, onde Paulo procura corrigir algumas distorções. O propósito essencialmente evangelístico desse dom é bem definido não apenas na declaração de que “as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos” (verso 22), mas também no testemunho pessoal de Paulo ao asseverar: “Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vós. Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua.”

Se considerarmos atentamente a experiência dos discípulos no Pentecostes, registrada em Atos 2:1-13, perceberemos que naquela ocasião estavam congregadas em Jerusalém pessoas provenientes “de todas as nações debaixo do céu” (verso 5; ver também os versos 9-11). Foi para proclamar o evangelho, nesse contexto específico, que o Espírito Santo concedeu aos discípulos o verdadeiro dom de línguas. E o próprio texto bíblico confirma que cada um dos presentes ao Pentecostes ouvia a mensagem em sua “própria língua materna” (versos 6, 8 e 11).

A teoria de que o genuíno dom de línguas se manifesta hoje na forma de línguas estáticas, não faladas atualmente por qualquer povo ou nação, carece de fundamento bíblico. As várias alusões, na Versão Almeida Revista e Corrigida, a “línguas estranhas” (1 Coríntios 14) não aparecem como tais no texto original grego, onde a expressão usada é simplesmente “línguas”. Por outro lado, a tentativa de identificar as modernas manifestações de línguas estáticas como sendo línguas “dos anjos” (1 Coríntios 13:1) não é sancionada pelas Escrituras. Todas as vezes em que os anjos bons falaram com seres humanos, eles o fizeram na própria língua das pessoas com as quais se comunicavam (Gênesis 18 e 19; Daniel 9:21-27; Lucas 1:11-20, 26-38; 2:8-15; Atos 12:6-8 e Apocalipse 22:8 e 9).

Cremos, portanto, que nem todos os pretensos dons de língua são de origem divina. O verdadeiro dom de línguas é concedido pelo Espírito Santo não para a exaltação pessoal do indivíduo diante da comunidade, mas para suprir uma necessidade existente. O recebimento desse dom leva a pessoa a falar em uma genuína língua de nação, até então desconhecida para ela, sempre com um propósito evangelístico.

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<![CDATA[Os Sinais cósmicos mencionados em Mateus 24:29 ainda estão para se cumprir?]]> https://tempoprofetico.com.br/os-sinais-cosmicos-mencionados-em-mateus-2429-ainda-estao-para-se-cumprir/ Sun, 29 Mar 2020 07:14:00 +0000 https://licao7.com.br/?p=691

Seriam os eclipses Sinais da abertura do sexto selo?

  O texto bíblico declara que a segunda vinda de Cristo seria precedida por um grande terremoto, bem como por sinais cósmicos no Sol, na Lua e nas estrelas (ver Joel 2:31; Mateus 24:29; Marcos 13:24, 25; Lucas 21:25; Apocalipse 6:12, 13). Os adventistas creem que esses sinais se cumpriram respectivamente com o terremoto de Lisboa, no dia 1º de novembro de 1755; o escurecimento do Sol e a Lua em cor de sangue, em 19 de maio de 1780; e a queda das estrelas, na noite de 13 de novembro de 1833. Mas pelo menos três argumentos básicos têm sido usados contra tais identificações. Um dos argumentos é que esses acontecimentos não passariam de fenômenos naturais, reincidentes e explicáveis cientificamente, que não poderiam ser considerados cumprimentos proféticos. Devemos reconhecer, no entanto, que esses fenômenos são “sinais” (Lucas 21:25) mais importantes pelo seu significado do que pela sua própria natureza. Além disso, em várias outras ocasiões Deus usou meios naturais com propósitos espirituais. Por exemplo, o dilúvio envolveu água e uma arca (Gênesis 6-8); e entre as pragas do Egito havia rãs, piolhos, moscas, pestes, úlceras, saraiva, gafanhotos e trevas (Êxodo 7–12). De modo semelhante, os sinais cósmicos, mesmo podendo ser explicados cientificamente, apontavam para importantes realidades espirituais. Outro argumento usado contra as identificações acima mencionadas é que elas já estão demasiadamente distantes da segunda vinda de Cristo para ainda ser consideradas sinais desse evento. Mas Cristo deixou claro que esses sinais deveriam ocorrer “logo em seguida à tribulação daqueles dias” (Mateus 24:29), ou seja, próximo ao término dos 1.260 anos de supremacia papal (Daniel 7:25). Apocalipse 6:12-14 esclarece que a sequência terremoto/sol/lua/estrelas ocorreria no contexto da abertura do sexto selo, e não do sétimo selo, que é a segunda vinda de Cristo. William H. Shea, em seu artigo “A marcha dos sinais”, Ministério, maio-junho de 1999, p. 12, 13, identifica a seguinte sequência profética: (1) o grande terremoto de 1755; (2) o dia escuro de 1780; (3) o juízo sobre a besta em 1798; (4) a queda das estrelas em 1833; e (5) o início do juízo investigativo pré-advento em 1844. Assim como o grande terremoto e o dia escuro precederam o juízo sobre a besta, a queda das estrelas antecedeu o início do juízo investigativo. Um terceiro argumento contra tais identificações é que o terremoto de Lisboa em 1755 não foi o mais intenso abalo sísmico já registrado. Independentemente de sua intensidade, o terremoto de Lisboa foi o mais significativo, em termos proféticos. Como prenúncio do término dos 1.260 anos de supremacia papal, o terremoto ocorreu em um domingo, Dia de Todos os Santos (…) (…) os sinais cósmicos mencionados especificamente pelo profeta Joel (Joel 2:31), por Cristo (Mateus 24:29; Marcos 13:24, 25; Lucas 21:25) e pelo apóstolo João (Apocalipse 6:12, 13) se cumpriram respectivamente em 1755, 1780 e 1833. Portanto, se aceita os eventos ocorridos nessas datas como sendo os sinais preditos em Mateus 24:29.]]>
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<![CDATA[Como entender Apocalipse 13?]]> https://tempoprofetico.com.br/como-entender-apocalipse-13/ Sun, 29 Mar 2020 07:15:56 +0000 https://licao7.com.br/?p=694

Apocalipse 13 é um texto simbólico profético que faz menção às duas bestas: a que emerge do mar e a que emerge da terra. A palavra "besta" em profecia representa poder religioso ou político".

Antes de buscarmos o entendimento acerca de Apocalipse 13, é bom compreendermos que as profecias apocalípticas estão intimamente relacionadas com as profecias de Daniel. Uma lança luz à outra. Logo, o estudo do livro de Apocalipse deve ser comparativamente feito com o livro de Daniel. Além disso, é bom frisarmos que o método de interpretação bíblica para as profecias é o método historicista, no qual compara-se a história com a Bíblia. Para uma maior compreensão deste extenso assunto, sugerimos para o seu estudo particular a leitura de dois importantes livros: Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel e Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse. Em resumo, Apocalipse 13 é um texto simbólico profético que faz menção às duas bestas: a que emerge do mar e a que emerge da terra. Tendo em vista que a palavra “besta” em profecia significa “poder religioso ou político”, podemos concluir que a primeira besta representa um poder religioso e a segunda besta, um poder político. Apocalipse 13 menciona a união entre essas duas bestas formando um poder político religioso. Estudando a fundo as profecias chegamos à conclusão que a primeira besta representa o sistema religioso papal e a segunda os Estados Unidos da América. Em 28 de Abril de 2011 saiu uma reportagem na Revista Veja sobre uma declaração da Hillary Clinton, Secretária de Estado americana, dizendo o seguinte: “Os Estados Unidos têm interesse em ser um aliado do Vaticano, de acordo com documentos revelados pelo site Wikileaks e antecipados pela revista italiana L’Espresso. Segundo os documentos, a secretária de Estado americana Hillary Clinton teria orientado embaixadores e diplomatas do país a criarem uma página na internet para acompanhar as novidades do governo pontifício. “O Vaticano pode ser uma potência aliada ou um inimigo ocasional. Devemos fazê-lo ver que a nossa política pode ajudá-lo a avançar em muitos princípios“, orientou o Departamento de Estado.1 Os Estados Unidos consideram o Vaticano um modelo a ser estudado com atenção, pois trata-se de uma armada impressionante: 400 mil sacerdotes, 750 madres, 5 mil monges e frades, relações diplomáticas com 177 países, três milhões de escolas, 5 mil hospitais, braço operativo de Caritas com 165 mil voluntários e dependentes que prestam assistência a 24 milhões de pessoas. O Departamento americano ainda apontou que a relação do país com o governo pontifício deve ser construída com cuidado. 2 Isso está em conformidade com o que está escrito em Apocalipse 13:15-17. Uma imagem é algo que lembra muito bem uma outra coisa. Se um jovem tem a mesma imagem do pai, é porque ele se parece muito com o pai. A besta- leopardo recebeu autoridade do grande dragão. Houve uma união da Igreja e do Estado que destruiu a liberdade religiosa. Vemos poderes em atividade para restringir nossas liberdades. Pessoas religiosas estão clamando que os Estados Unidos são um país muito secular. Essas pessoas pensam que o remédio é uma federação de igrejas com poder governamental. Se a igreja não pode salvar o povo por meio da pregação do evangelho, ela vai tentar conseguir isso através da política e da força. 3 Quais serão uma das formas de se concretizar isso? Veja uma declaração do Papa Bento XVI apresentada pela Revista Época em Outubro de 2011: “O Vaticano anunciou [na] quarta-feira ter preparado um documento para a reforma do sistema financeiro internacional no qual convoca a criação de uma “autoridade pública com competência universal”. O documento será apresentado na segunda-feira à imprensa e foi elaborado pelo Conselho Pontifício Justiça e Paz, liderado pelo cardeal africano Peter Kodwo Appiah Turkson. “A reforma do sistema financeiro internacional na perspectiva de uma autoridade pública de competência universal” é o título do documento, que ainda não teve seu conteúdo divulgado. O Vaticano apresenta assim propostas concretas perante a crise econômica e social que afeta o mundo desde 2008. Bento XVI se pronunciou em diversas ocasiões a favor de uma “intervenção pública” e denunciou o sistema econômico atual e suas consequências sobre os setores mais pobres da população, em particular os camponeses. “A crise financeira mundial demonstrou a fragilidade do sistema econômico atual e das instituições a elas conectadas”, declarou o Papa em abril. Para o chefe da igreja, é “um erro considerar que o mercado é capaz de se auto regular, sem a necessidade de uma intervenção pública e sem referências morais internacionais”, escreveu. […]  Em julho, o Papa condenou firmemente a “especulação financeira” com alimentos. “O quadro internacional e as frequentes preocupações causadas pela instabilidade, junto com o aumento dos preços dos alimentos, requerem propostas concretas e necessariamente unitárias para obter os resultados que os Estados não podem garantir individualmente”, ressaltou na época 4. Sabemos que o mundo está passando por uma grande crise mundial, principalmente Estados Unidos e os países da Europa. E a conclusão que muitos países europeus estão chegando é que para haver uma estabilidade financeira será necessário estabelecer um dia de guarda e de repouso para isso 5. E pelas profecias sabemos que será o domingo em lugar do sábado bíblico (Apocalipse 7:1-3; Isaías 8:16; Êxodo 20:1-17). Historicamente falando na Bíblia o selo possuía três características: nome, jurisdição (domínio, território) e a função ou cargo (Ester 8:10). Essas características são encontradas no quarto mandamento (Ezequiel 20:12,20). Mesmo que não tenhamos datas pré-estabelecidas, podemos perceber que as profecias estão se cumprindo. Ao domingo ser estabelecido como dia oficial de repouso, os guardadores do sábado serão perseguidos e sofrerão severas medidas para que haja conformidade. Os cristãos enfrentarão um boicote de alcance mundial. Os que se recusarem a alinhar-se com essa confederação político religiosa serão considerados dissidentes. A eles serão negados emprego e sustento. Mas Deus cuidará deles. Isso é o que representa o não comprar e nem vender. O sinal na mão direita e na testa significa que muitos aceitaram o falso dia de descanso por livre e espontânea vontade, ou seja, com plena consciência e outros aceitarão pela força das circunstâncias por não querem perder o trabalho, ou seja, por conveniência.Todas as profecias bíblicas têm apontado que a história do mundo está se aproximando do seu fim, Mateus 24 tem nos mostrado os sinais na natureza, na sociedade, no mundo religioso. Quando em Mateus 24:29, por exemplo, onde menciona sobre o sol e a lua isso é um texto literal que aconteceu em 19 de maio de 1780. Isso tudo nos mostra a importância de nos prepararmos a cada dia para a breve volta de Jesus e estudarmos as Escrituras, principalmente as profecias para não sermos pegos de surpresa.]]>
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<![CDATA[O que representavam as 10 pragas e quais deuses do Egito foram atingidos?]]> https://tempoprofetico.com.br/o-que-representavam-as-10-pragas-e-quais-deuses-do-egito-foram-atingidos/ Sun, 29 Mar 2020 07:18:41 +0000 https://licao7.com.br/?p=697

Uma das histórias mais espetaculares de toda a Bíblia e que chama a atenção de cristãos e não cristãos é a narrativa das 10 pragas derramadas pelo Senhor sobre o Egito, e a maneira incrível que o Êxodo aconteceu.

Uma das histórias mais espetaculares de toda a Bíblia e que chama a atenção de cristãos e não cristãos é a narrativa das 10 pragas derramadas pelo Senhor sobre o Egito, e a maneira incrível que o Êxodo aconteceu. Essas terríveis pragas tinham por objetivo conduzir Faraó ao arrependimento e revelar que Yahweh é o único verdadeiro Deus, o  Rei soberano no universo. O termo Faraó era o título dado ao rei do Egito, e ele se autointitulava “filho de Rá”, como um deus. Além do deus falso Rá, os egípcios criam em um panteão de outros deuses que eram tidos como os responsáveis pela vida, fertilidade, imortalidade, etc. Sendo que os israelitas foram reduzidos à escravidão por muitos anos, os egípcios, por meio do seu contato com eles, tiveram uma oportunidade de conhecer sobre o verdadeiro Deus. As orações dos israelitas, que clamavam por libertação da opressão, haviam ascendido aos céus e Yahweh os ouviu. Moisés e Arão eram irmãos e foram enviados por Deus para anunciar os juízos iminentes que cairiam sobre o Egito caso Faraó e seus oficiais não permitissem que os hebreus saíssem para adorar o Senhor no deserto. Um dos objetivos das 10 pragas era revelar a grandeza, o poder e a soberania de Yahweh como único e verdadeiro Deus em contraste com as falsas deidades egípcias. Faraó devia reconhecer e confessar que o Deus dos hebreus era supremo e que o Seu poder estava acima do rei do Egito e da nação que ele governava (Êxodo 9:16; 1 Samuel 4:8). As pragas foram juízos contra os egípcios, seus deuses e sua falsa religião (Êxodo 12:12). Como foi que isso aconteceu? Por que águas se transformaram em sangue? Por que pragas como infestações de rãs, piolhos e moscas aconteceram? Por que houve pestes no rebanho, feridas malignas nos egípcios, chuva de pedras, infestação de gafanhotos, escuridão e morte dos primogênitos? Existe algum significado para tudo isso? 1) Água em sangue (Êxodo 7:14-24) Cada uma das dez pragas foi dolorosamente literal e dirigida contra algum aspecto da falsa religião. A primeira praga – a transformação do Nilo e de todas as águas do Egito em sangue – foi uma ofensa ao deus Nilo (personificação de Hápi), que se acreditava ser o deus da fertilidade. Tal praga resultou na morte de peixes e foi, portanto, um duro golpe contra a religião egípcia que venerava algumas espécies de peixes (Êxodo 7:19-21). 2) Rãs (Êxodo 8:2-14)

As rãs eram animais sagrados para os egípcios e um de seus ídolos, a deusa Heqet, tinha cabeça de rã. Eles supunham que ela possuía poder criador. Embora o principal propósito dessa praga fosse punir os opressores de Israel, também atrairia desprezo por seus muitos deuses pagãos. A grande multiplicação de rãs fez com que a deusa Heqet parecesse maligna. Ela atormentou o povo que lhe era tão devoto. As superstições dos egípcios os obrigaram a respeitar as criaturas que a praga lhes fez odiar, e que, se não fossem deidades, teriam destruído (Êxodo 8:2-14).

3) Piolhos (Êxodo 8:16-19) Na terceira praga Arão estendeu a mão com o seu bordão e feriu o pó da terra que se tornou em piolhos que infestaram nos homens e no gado e por toda a terra do Egito. Os magos egípcios tentaram reproduzir tal feito, mas reconheceram a sua impotência e disseram: “Isto é dedo de Deus” (Êxodo 8:19). Atribuía-se ao deus Tot a criação do conhecimento, da sabedoria, da arte e da magia, mas nem mesmo essa divindade pôde ajudar os magos a imitar a terceira praga. Este foi mais um golpe contra a falsa religião do Egito. 4) Moscas (Êxodo 8:20-32) Novamente foi dada a chance para que faraó reconhecesse o Deus verdadeiro e se arrependesse, deixando os hebreus partirem para servirem o Senhor. A quarta praga consistia em enxames de moscas que infestariam todo o Egito. Um novo elemento é introduzido a partir dessa praga – a distinção entre os Egípcios e os adoradores do verdadeiro Deus (Êxodo 8:22). Enquanto as casas dos egípcios eram infestadas pelos enxames de moscas, os israelitas na terra de Gósen não foram atingidos (Êxodo 8:23, 24). Mais uma vez a falsa religião egípcia é derrotada. A separação entre israelitas e egípcios constituía uma evidência adicional do caráter miraculoso dos juízos divinos, planejados de modo a impressionar as pessoas de que Deus não era uma deidade local ou mesmo nacional, mas que possuía um poder que se estendia a todos os povos. Os egípcios, que estudavam o curso dos eventos durante essas semanas ou meses fatídicos, devem ter reconhecido a autoridade suprema do Deus de Israel sobre o Egito, bem como sobre os próprios hebreus. 5) Peste sobre bois e vacas (Êxodo 9:1-7) Foi anunciado com antecipação o dia em que o juízo divino cairia sobre o rebanho egípcio, em forma de pestilência sobre os animais.  Novamente há uma linha de separação entre os hebreus e os egípcios. Do rebanho de Israel nenhum animal foi atingido, enquanto que todo o rebanho dos egípcios morreu (Êxodo 9:6, 7). Esta praga certamente atingiu a crença em divindades muito populares no Egito Antigo: Ápis (deus sagrado de Mênfis, da fertilidade dos rebanhos); Hator (deusa-vaca, deusa celestial); Nut (algumas vezes representada como uma vaca). (Êxodo 9:1-7). 6) Feridas sobre os egípcios (Êxodo 9:8-12) Até aqui os magos egípcios estiveram presentes quando os milagres foram realizados. Embora tivessem reproduzido algumas falsas imitações utilizando as ciências ocultas, nesta ocasião a praga caiu sobre eles com tamanha severidade que não podiam continuar com o rei. Em vez disso, fugiram para as suas casas em busca de proteção e tratamento. Novamente houve clara distinção entre os egípcios e os hebreus. Nenhum poder mágico ou sobrenatural pôde protegê-los. 7) Chuva de pedras (Êxodo 9:13-35) Foi fixado o tempo para o começo da sétima praga (chuva de pedras). Ela deveria cair sobre o Egito no dia seguinte, caso o Faraó não se arrependesse e não deixasse os hebreus sair.  Esse período de tempo determinado testificaria ao rei que Yahweh é o único Senhor – o Criador da Terra e dos céus – e que toda a natureza animada e inanimada estão sujeitas ao Seu poder. Esses elementos, considerados pelos egípcios como seus deuses, longe de serem capazes de ajudá-los, estavam sob o controle do Deus de Israel, e Ele os usaria como instrumentos para punir aqueles que os adoravam. Como Deus se aborrece com a idolatria! Mesmo em meio ao castigo Deus mostrou misericórdia, advertindo os egípcios de seu destino iminente e avisando-lhes que protegessem a si mesmos e suas propriedades. Se o faraó e seus servos tivessem aceitado o aviso dado de maneira tão misericordiosa, a vida de homens e de animais teria sido poupada. Mas o aviso não foi considerado e houve grandes perdas. O verso 20 insinua que alguns egípcios haviam aprendido a temer a Deus. Talvez ainda não O conhecessem como o único Deus verdadeiro, mas apenas como alguém a quem convinha respeitar. A forte saraivada envergonhou os deuses considerados como tendo controle sobre os elementos naturais; por exemplo, Íris – deus da água e Osíris – deus de fogo. 8) Gafanhotos (Êxodo 10:1-20) A praga dos gafanhotos destruiu toda a vegetação que havia sobrado da devastadora chuva de pedras e demonstrou que Yahweh tinha controle absoluto sobre todos os elementos da natureza. O juízo divino era mais uma demonstração de que a crença egípcia em deuses que eles supunham garantir abundante colheita, eram falsos. Deus encheu o ar e a terra de gafanhotos e os deuses egípcios Xu (deus do ar) e Sebeque (deus-inseto) não puderam fazer nada para impedir (Êxodo 10:12-15). 9) Escuridão total (Êxodo 10:21-23) O Egito ficou em trevas tão densas que não era possível enxergar as pessoas e essa escuridão se estendeu por 3 dias. Mas na casa dos hebreus havia luz (Êxodo 10:23). Como as pragas anteriores, esta desferiu um forte golpe nos deuses egípcios. Por séculos o deus-sol tinha sido a principal divindade no Egito, e todo rei chamava a si mesmo de “filho de Rá”. Na época de Moisés esse deus era identificado com Amon e tinha o nome de Amon-Rá. Os maiores templos que o mundo já viu foram construídos em sua honra, e um deles, o grande templo em Karnak, no alto Egito, é ainda magnificente, mesmo em ruínas. Outro deus era o disco sol Aton, que poucas décadas depois do Êxodo tornou-se o deus supremo do sistema religioso egípcio. Por ocasião da nona praga, a completa impotência desses deuses estava demonstrada claramente aos seus adoradores. 10) Morte de todos os primogênitos (Êxodo 11-12) Este golpe cairia sobre os primogênitos dos homens e dos animais. Deus não desejava exterminar os egípcios e seu gado, mas apenas convencê-los de que a oposição ao Seu propósito para Israel não seria mais tolerada. A morte dos primogênitos causou o maior vexame para a religião do Egito. “Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR” (Êxodo 12:12). Os governantes do Egito chamavam a si mesmos de “filhos de Rá”, e se autoproclamavam divinos. A morte dos primogênitos foi uma grande humilhação. Certamente pressionado pela demanda popular, faraó enviou seus principais oficiais, ainda enquanto era noite, para chamar os odiados líderes hebreus, aos quais havia dito nunca mais vê-los (Êxodo 12:31). A rendição de faraó foi completa. Ele não apenas ordenou que deixassem o país e levassem tudo o que possuíam, como também pediu algo que os dois irmãos não poderiam imaginar: “Levai também convosco vossas ovelhas e vosso gado, como tendes dito; ide-vos embora e abençoai-me também a mim” (Êxodo 12:32). Se as palavras de Moisés e Arão tinham trazido maldição, faraó deve ter suposto que elas também poderiam trazer bênção. Não se sabe como seu pedido foi recebido, mas o fato de ter sido feito é um forte indício de quão subjugado estava o seu orgulho. O Êxodo foi a libertação da escravidão do povo hebreu do domínio egípcio. Esse evento é uma prefiguração que aponta para uma libertação muito maior realizada por Jesus Cristo – a libertação do pecado. Da mesma maneira como Deus conduziu Seu povo no passado, “com mão forte”, Ele também deseja nos conduzir à Canaã celestial. Por isso devemos caminhar humildemente com Deus, hoje, e todos os dias, e quando Cristo voltar, estaremos com Ele por toda a eternidade!]]>
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<![CDATA[Os tempos difíceis chegaram]]> https://tempoprofetico.com.br/os-tempos-dificeis-chegaram/ Sun, 29 Mar 2020 07:20:20 +0000 https://licao7.com.br/?p=700

Tempos difíceis relatados pela Bíblia sobre os últimos tempos têm relação com o amor ao próprio ego.

Entre tantas evidências dos últimos dias da Terra estão também fenômenos sociais e humanos. Jesus pede que estejamos atento aos tempos, assim como alguém se atenta para o dia da colheita de uma figueira (Mateus 24). É costume dos cristãos que aguardam a volta de Jesus tentar se atentar a sinais mais literais e físicos, como o escurecimento do sol, queda das estrelas, etc. No entanto, existem outros fatores tão evidentes quanto, mas que por sua natureza subjetiva são menos observados. Mas talvez sejam os mais evidentes. Na segunda carta a Timóteo, no capítulo 3, Paulo fala sobre o estado do homem no tempo do fim. Cada sentença poderia virar um texto diferente desta coluna, mas vou me ater a apenas uma dessas afirmações. Paulo diz que “nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis”. O que há de difícil nesses dias Paulo? “Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder”. Cumprimento imediato e futuro É verdade que o autor da epístola se refere a todo o período entre a primeira vinda de Cristo e Sua segunda vinda (período nomeado pela Bíblia como “os últimos dias”, a última fase de tempo da história do pecado). Porém, suas palavras são, como toda profecia, para cumprimento imediato e futuro. Sendo assim, temos aqui uma afirmação que narra o que Timóteo está vivendo. E o que nós também estamos vivendo, aqueles que estão na ponta do tempo mais próximos da segunda vinda. Cada dia mais vemos as características que Paulo mencionou na humanidade. Nosso egoísmo se agrava com o tempo e nossa presunção também. Amamos mais o entretenimento que a Deus, os prazeres pessoais que o Criador. E aqui está a frase que quero destacar: Neste tempo, temos a forma de piedade, a aparência de piedade, mas negamos o poder de Deus. Cada vez mais escuto discursos de amor. Todos vazios, embora muito coloridos e deslumbrantes.  Fala-se muito dessa palavra. Bandeiras são erguidas e balançadas no horizonte em nome desse tal amor. Mas o que é amor sem Deus? Sem Deus, o amor é a suposta benfeitoria do eu. É aqui que ele se esvazia. Se o que você faz de bom para o próximo não vem de Deus, então quem fez? Você, certo? Então quem é bom? Você! A usurpação do amor pelo eu é o ego procurando um enfeite para si mesmo. O amor legítimo esconde o ego. Deus nos deu o único meio de amarmos de verdade mesmo no estado do pecado: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (I João 4:19). “E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Coríntios 5:15). Deus nos deu o único caminho possível para amarmos sem a interjeição do eu. Amamos por causa dEle. O que conseguirmos fazer de bom pelos outros, não veio de nós, mas do nosso Pai. É Ele quem nos dá do Seu amor para que possamos compartilhar. A fonte, a inspiração e mais do que tudo isso, a razão para amar. A única. Qualquer outra coisa parece amor, mas fica só na aparência. Porque, sem Deus, não há razão para o amor que não esteja no próprio eu. E o eu é todo o problema do homem, tanto nas palavras de Paulo, como no tempo em que vivemos. Que Ele nos salve do nosso eu, todos os dias (Lucas 9:23 – desafio a ir ler).]]>
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<![CDATA[A justiça do reino dos céus versus a justiça dos escribas e fariseus]]> https://tempoprofetico.com.br/a-justica-do-reino-dos-ceus-versus-a-justica-dos-escribas-e-fariseus/ Sun, 29 Mar 2020 07:23:11 +0000 https://licao7.com.br/?p=703

O ser humano necessita ir a Cristo continuamente em busca de arrependimento, perdão, novo coração e santificação .

A Bíblia, em sua totalidade, é a suprema regra de fé e prática para o cristão. Ela oferece o mais elevado sistema ético, ensinando que pecado não é somente cometer atos pecaminosos, mas uma transgressão da Lei de Deus manifestada primeiro em um coração impuro, seguido externamente de atos (1 João 3:4; Mateus 15:19). No tempo de Cristo, a religião judaica estava corrompida em um formalismo de meras aparências e justificação pelas obras da Lei1, cujos principais representantes eram os escribas e fariseus (Romanos 9:31, 32; Filipenses 3:6-9).2 Os fariseus, ou “separatistas”, surgiram em torno de 120 a.C., e no tempo de Jesus eram cerca de seis mil membros3, formando o grupo religioso mais respeitado na Judéia.4 Enquanto escribas ou rabinos eram os intérpretes e especialistas da Lei (Mateus 7:29; 13:52; 23:2), os fariseus se esforçavam para fazer todos acreditarem que estavam aderindo a seus ensinamentos.5 Ser escriba era profissão e ser fariseu era pertencer a uma seita.6 Mas a maioria dos escribas fazia parte da seita dos fariseus (Marcos 2:16), unidos em um “puritanismo legalista”.7 Com centenas de regras cobrindo todos os aspectos do comportamento humano, escribas e fariseus aparentavam fazer grande esforço para obedecer a Lei perfeitamente.8 Aos olhos crédulos da população, aqueles perfeccionistas meticulosos da Bíblia eram os homens mais santos da nação (Marcos 7:1-4).9 De fato, segundo um equivocado provérbio judaico, “se apenas dois homens entrassem no céu, um seria escriba e o outro, fariseu”.10 Na verdade, eles eram hipócritas, pois amavam os primeiros lugares e focavam somente a letra da Lei, ignorando sua amplitude e profundidade espiritual. Em seu exibicionismo, se satisfaziam em obedecer a Lei apenas no exterior, sem permitir mudança em seus corações (João 1:11; Mateus 23:2-7). Jesus advertiu seus ouvintes para não se deixarem enganar pela justiça cega e hipócrita dos escribas e fariseus. “Porque vos digo que se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mateus 5:20). O verbo περισσεύω (perisseúō),  traduzido por “exceder”, também significa ter “mais do que suficiente”, “em abundância”.11 Já o adjetivo πλεῖον (pleion), traduzido por “muito”, também implica em “mais” e “muitíssimo”.12 Visão correta da Lei Segundo Jesus, a justiça de seus discípulos deveria exceder muitíssimo, e muito mais abundantemente, a justiça dos escribas e fariseus. A Lei governa os pensamentos e motivos internos, e não apenas suas ações externas13, pois retidão é questão do coração e não apenas do comportamento.14 Cristo argumentou com seis exemplos, seguidos de seis antíteses: “Ouvistes o que foi dito”; “Eu, porém, vos digo” (Mateus 5:21-47). A seguir, dois deles: “Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento…” (Mateus 5:21). Não só o assassinato, mas a ira é também pecado, pois viola o mandamento do amor (Levítico 19:18). Ao Jesus dizer: “Eu, porém, vos digo”, não está contrariando o Antigo Testamento, mas apenas contrapondo-se ao ensino dos escribas e fariseus. Embora Jesus fosse o Messias, Ele não se apresentou como um novo legislador, pois não veio para mudar ou anular a Lei e os Profetas (Mateus 5:18).15 Ele atuou como expositor fiel, explicando a natureza da Lei, sua extensão, removendo as falsas interpretações, restaurando-a à sua pureza.16 O adultério também surge primeiro no coração (Êxodo 20:17; Mateus 7:21-23; 2 Pedro 2:14). “Ouvistes o que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura no coração já adulterou com ela” (Mateus 5:27). No Sermão do Monte, Jesus proferiu nove bem-aventuranças sobre os que manifestam as características do coração que glorificam “o Pai que está nos céus” (Mateus 5:1-11, 16). São “traços de caráter que Ele sempre reconhece e abençoa”.17 Pelo contexto imediato (Mateus 5:43-47), a conclusão: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mateus 5:48) significa: “Sede misericordiosos como é misericordioso vosso Pai” (Lucas 6:27-36). Parece que ser misericordioso e amoroso aplica-se à série completa dos seis exemplos (Mateus 5:21-47). Assim, ser perfeito, neste contexto, teria conotação de inteireza em ser misericordioso. Jesus não está se referindo a uma vida “isenta” de pecado ou “impecabilidade”. A deturpação do significado de “perfeitos” (teleios) tem desviado pessoas da mensagem de Cristo para o perfeccionismo, um remanescente do antigo legalismo judaico.18 A propósito, nunca poderemos ser perfeitos como Deus é.19 Quando “a luz do Seu amor resplandece sobre nós”, apenas refletimos-lhe “a glória”, e somente“podemos ser perfeitos em nossa esfera, da mesma maneira como Deus é perfeito na Sua”.20 O preço da hipocrisia Em contrapartida, nas nove bem-aventuranças ensinadas aos seus seguidores, Jesus proferiu nove condenações contra os escribas e fariseus por praticar e ensinar a hipocrisia, um dos mais perversos e objetáveis traços de caráter (ver Mateus 23:14-31). “Ai de vós escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé…” (Mateus 23:23). Jesus não disse que dizimar não é importante, mas que a justiça, a misericórdia e a fé são os preceitos mais importantes.21 Quando afirmou: “…devíeis fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (Mateus 23:23), “Ele condenou fortemente os abusos, mas teve cuidado de não diminuir a obrigação”.22 O cultivo do coração puro é o mais importante e prioritário. Negligenciar isso é “comer o camelo” (Mateus 23:24). Já a prática exterior de dizimar é importante, e desprezar isso é comer o “mosquito” (Mateus 23:24). Evidentemente, a religião de Cristo é identificada “pelos seus frutos” exteriores (Mateus 7:15-23; João 15:1-5), mas primeiro vem o interior, que resulta no exterior. As obras são resultado da fé. “Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!” (Mateus 23:25). Escribas e fariseus “desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram ao que vem de Deus” (Romanos 10:3). Deve-se considerar que a justiça que vem de Deus não vem pela Lei, “em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado (3:20). “Não há um justo sequer”, “pois todos pecaram” (Romanos 3:10, 23). “A lei requer justiça – vida justa, caráter perfeito; e isso não tem o homem para dar”.23 Se a justiça fosse “mediante a Lei, segue-se que morreu Cristo em vão” (Gálatas 2:21), pois os pecadores são justificados diante de Deus somente pela fé em Jesus Cristo. Ele é a nossa justiça (Romanos 5:1; 2 Coríntios 5:21). Pela fé no Salvador prometido, as pessoas que viveram antes da morte de Cristo receberam o perdão e a salvação (Gálatas 3:6-9; Apocalipse 13:8; Hebreus 11). Entretanto, foi quando Jesus morreu na cruz, através de seu sacrifício expiatório, que foi provida a “justiça eterna” (Isaías 52:13-53:12; Daniel 9:24), “a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas” (Romanos 3:21). Portanto: “Como escaparemos nós se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hebreus 2:3). Necessitamos ir a Cristo continuamente em busca de arrependimento, perdão, novo coração e santificação, conforme o seu elevado padrão de justiça; primeiro o mais importante: a justiça, a misericórdia e a fé, que resulta em dizimar; primeiro o interno, que resulta no externo; primeiro a fé, que resulta em obras; primeiro o amor, que resulta em obediência. A propósito, “anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei” (Romanos 3:31), pois, “se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15).

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*Wilson Borba é Bacharel, Mestre e PhD em Teologia.

Referências:

1 A expressão técnica paulina “obras da lei” (Romanos 3:20; Gálatas 2:16) significa tentativa de alcançar justificação diante de Deus pela obediência à Lei. Este procedimento recebeu o nome de legalismo.

2 Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações. 22ª ed. (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2013), 35, 36.

3 William Coleman, Manual dos tempos e costumes bíblicos. 1ª ed. (Venda Nova, MG: Editora Betânia, 1991), 251.

4 Craig S. Keener, Comentário histórico cultural da Bíblia, 1ª ed. (São Paulo: Editora Vida Nova, 2017), 58.

5 William Hendriksen; Simon J. Kistemaker. New Testament CommentaryExposition of the Gospel According to Matthew (Grand Rapids: Baker Book House, 1953-2001, v.9), 293.

6 Ibíd., 294.

7 Puritanismo: Movimento religioso inglês do século XIX. Símbolo de austeridade, rigidez e moralismo. Francis D. Nichol. Comentário bíblico adventista do sétimo dia, v. 5, 1ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013), 32.

8 Andrew Knowles. The Bible Guide (Minneapolis, MN: Augsburg, 2001), 414.

9 Warren W. Wiersbe: The Bible Exposition Commentary (Wheaton, Ill.: Victor Books, 1996, c1989), S.  Mt 5:17.

10 John G. Butler, Analytical Bible Expositor: Matthew (Clinton, IA: LBC Publications, 2008), 82.

11 Spiros Zodhiates, The Complete Word Study Dictionary: New Testament. electronic ed. (Chattanooga, TN: AMG Publishers, 2000) S. G4052.

12 Pedro V. S. J. Ortiz, Concordancia manual y diccionario griego-espanol del Nuevo Testamento (Miami: Sociedades Bı́blicas Unidas, 2000).

13 Andrew Knowles. The Bible Guide (Minneapolis, MN: Augsburg, 2001), 414.

14 Larry Richards. The Bible Reader’s Companion (Wheaton, Ill.: Victor Books, 1991), 607.

15 A Lei e os Profetas, isto é, o Pentateuco e os escritos dos profetas do Antigo Testamento. Jesus não veio para anular estes escritos, mas guardá-los, especialmente a Lei dos Dez Mandamentos.

16 John Calvin: Calvin’s Commentaries (Galaxie Software, 2002).

17 Ellen G. White, Conselhos sobre Educação. 3. ed. (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2012), 221.

18 Para um estudo mais detido sobre o perfeccionismo, ler: Amin A. Rodor; Adriani Milli Rodrigo Follis,  Perfeccionismo: estudos sobre perfeição à luz da Bíblia. Revista Parousia, Unaspress, 2016; George Knight, Eu costumava ser perfeito. 1 ed. (Engenheiro Coelho: Unaspress, 2016); Jirí Moskala e John C. Peckam, God’s Character and the Last Generation (Nampa, ID: Pacific Press Publishing, 2018).

19 R. V. G. Tasker, Mateus. 1ª ed. (São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1985), 56.

20 Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo. 16 ed. (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2013), 77.

21 O autor credita a Wilson Endruveit ideias deste parágrafo, conforme suas aulas de Teologia Sistemática.

22 Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, 22. ed. (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2013), 614.

23 Ibíd., 762.

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<![CDATA[Pecado contra o Espírito Santo]]> https://tempoprofetico.com.br/pecado-contra-o-espirito-santo/ Sun, 29 Mar 2020 07:27:44 +0000 https://licao7.com.br/?p=706

Uma das obras mais importantes do Espírito Santo é levar os seres humanos ao arrependimento dos seus pecados e à aceitação de Cristo como Salvador e Senhor.

O que significa pecar contra o Espírito Santo (Mateus 12:31 e 32)? A questão do pecado contra o Espírito Santo é mencionada por Cristo no contexto da cura de um endemoniado cego e mudo (Mateus 12:22-32; Marcos 3:20-30). Essa cura levou “toda a multidão” que seguia a Jesus a indagar se não seria Ele, “porventura, o Filho de Davi”. Mas os fariseus, invejosos da popularidade de Jesus, contestaram: “Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios” (Mateus 12:23 e 24). É evidente que os fariseus atribuíam a Satanás a obra que o Espírito de Deus realizava através de Cristo. Para entender melhor o assunto, é preciso lembrar que uma das obras mais importantes do Espírito Santo é levar os seres humanos ao arrependimento dos seus pecados e à aceitação de Cristo como Salvador e Senhor. Mas essa obra acaba sendo neutralizada na vida daqueles que resistem persistentemente aos apelos do Espírito Santo. Assim, entristecem o Espírito Santo (Efésios 4:30) e apagam a Sua influência sobre a consciência individual (1 Tessalonicenses 5:19). Com o coração endurecido pelo orgulho (Hebreus 3:7-15), perdem a sensibilidade espiritual e as percepções morais, e acabam formando uma escala de valores distorcida, na qual a obra do Espírito Santo é muitas vezes atribuída a Satanás e a de Satanás, ao Espírito Santo. Nas Escrituras encontramos vários casos de pessoas que pecaram contra o Espírito Santo. Por exemplo, Faraó, diante do qual Moisés e Arão realizaram grandes sinais e maravilhas, endureceu o seu coração a ponto de o Espírito de Deus não mais ter acesso a ele (Êxodo 5 a 12). Judas Iscariotes não permitiu, a despeito das advertências de Cristo (Mateus 26:21-25), que o Espírito Santo o dissuadisse de trair o Mestre. Já Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo e foram punidos por isso (Atos 5:1-11). Sem dúvida, essas pessoas se perderam porque não permitiram que o Espírito Santo as levasse ao arrependimento. Por outro lado, a Bíblia menciona também alguns indivíduos que se afastaram de Deus e acabaram se arrependendo posteriormente. Sansão, a respeito do qual é dito que “ele não sabia ainda que já o Senhor Se tinha retirado dele” (Juízes 16:20), clamou depois e a sua oração foi atendida (Juízes 16:28-30). Seu nome aparece entre os heróis da fé (Hebreus 11:32). Manassés foi talvez o pior rei hebreu, mas, após ser levado em cativeiro pelo exército assírio, ele se humilhou perante Deus e empreendeu uma significativa reforma religiosa em Judá (2 Reis 21:1-18; 2 Crônicas 33:1-20). Esses exemplos revelam que mesmo casos aparentemente sem esperança podem ser revertidos, se a pessoa se humilhar perante Deus e clamar por socorro. O problema dos fariseus, mencionados acima, é que o orgulho e a auto-suficiência os haviam endurecido a ponto de não mais perceberem os milagres de Cristo como sinais operados “pelo Espírito de Deus” para evidenciar a chegada do “reino de Deus” (Mateus 12:28). Como o arrependimento é a condição para o perdão dos pecados (Atos 2:38), eles jamais seriam perdoados enquanto continuassem atribuindo a Satanás a própria obra do Espírito Santo efetuada para levá-los ao arrependimento. Diante disso, podemos concluir que o pecado contra o Espírito Santo é jamais reconhecer os próprios erros. Enquanto a pessoa reconhece que está errada e que deve mudar, ela pode ter certeza de que não foi longe demais. Aqueles que indagam se por acaso não cometeram o pecado imperdoável demonstram por essa atitude que sua consciência não perdeu completamente a sensibilidade. Quando a pessoa não mais reconhece seus próprios erros, ela se encontra no caminho perigoso. Mesmo assim, não podemos perder a esperança. Experiências como as de Sansão e Manassés revelam que mesmo pessoas totalmente degeneradas podem voltar a Deus, se derem ao Espírito Santo a oportunidade de realizar a Sua obra regeneradora.]]>
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<![CDATA[A realidade do Luto]]> https://tempoprofetico.com.br/a-realidade-do-luto/ Sun, 29 Mar 2020 07:30:20 +0000 https://licao7.com.br/?p=709

O Luto é um processo necessário diante da perda de alguém querido.

Inevitavelmente, a morte faz parte da nossa vida, não é mesmo? Todos nós, pelo fato de sermos pecadores, passaremos pela triste experiência de sepultarmos nossos queridos. A realidade da morte chegará para todos nós, querendo ou não. Será que é possível nos prepararmos para esses momentos de separação? Como agir diante de uma tragédia causada pela morte?1

Não é direito dizer aos que estão de luto: “Não chore! Não é direito chorar.” Estas palavras pouca consolação encerram. Não há pecado em chorar. 2 Jesus chorou junto ao sepulcro de Lázaro, e identifica Seus pesares com os dos filhos pesarosos.

O luto na Bíblia

O sábio Salomão escreveu: “É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério!” Eclesiastes 7:2

Entre os judeus, o período de luto era de sete dias (Gênesis 50:10, 1 Samuel 31:13), com carpideiras para confortar os aflitos (Marcos 5:38; João 11:19,31) 3

Processo necessário quando se perde um ente querido

A morte de alguém próximo é uma das dores emocionais mais fortes que uma pessoa pode sentir. Quando perdemos alguém muito importante para nós, nossa resposta é o sofrimento. Toda perda dói. Não é fácil nos desfazermos de uma realidade que não volta mais. O sofrimento nestas ocasiões é, então, algo natural e até mesmo saudável, porque é a forma de expressarmos aquilo que estamos sentindo.

O impacto provocado sobre o indivíduo ou família devido à morte de um ente querido é um dos acontecimentos mais estressantes da vida, gera profundo efeito emocional, cria uma crise, todo o sistema se desorganiza e se desestrutura, tentando adaptar-se ao evento traumático da dor e do sofrimento que recebe o nome de luto.

Cada um dos membros da família irá reagir de forma diferente. Essas diferenças individuais devem ser respeitadas, visto que a gama de emoções nem sempre segue uma ordem cronológica, mas aparece e some a partir do estado de choque ou estupor (primeira etapa), para um estado de desconhecimento, desespero, ações automáticas, incapacidade de aceitar a realidade e negação do fato.

Ocorre também um estado de raiva ou de agressividade, sentir-se culpado por estar vivo, acusar a si mesmo: se eu estivesse lá; se tivesse feito isso ou aquilo, (segunda etapa) com sentimento de injustiça, desamparo e confusão. Depois vem o estado da desorganização ou de desesperança (terceira etapa), e então começamos a tomar consciência de que nosso ente querido não mais estará entre nós, e assim ocorrem a tristeza apática, nostalgia, desinteresse ou até mesmo uma tendência ao abandono, até a instrumentação de certos mecanismos de autocontrole que permitem à pessoa superar o fato que lhe causou tanta dor (quarta etapa).

Depois de passar por todas essas sensações de dor, a vida já não voltará a ser a mesma porque a perda de um ente querido deixa um vazio que nada pode preencher. Nosso objetivo é analisar algumas situações que ocorrem nesse processo e como podemos acompanhar os enlutados, reconstruindo-lhes a existência com novo significado.

Toda essa gama de emoções e de sentimentos que ocorre nesse processo é normal e previsível em uma situação de perda. A aflição e a dor são intensas. Essa dor pode ser expressa de forma física: chorar, sentir dor no peito, transtornos intestinais, perda do apetite, problemas com o sono, etc.; e de forma emocional e psicológica: tristeza, ataques de ansiedade, fadiga crônica, depressão, pensamentos suicidas, etc.

Não é fácil seguir adiante depois da morte de um ente querido. A dor diminui com o tempo e isso terá que ser aceito como um processo natural. É importante não esconder as emoções e não negar a realidade.

Quanto tempo dura o luto?

O luto é pessoal e pode durar meses ou anos, dependendo da capacidade de elaboração da pessoa e da família de superar a dor. A finalidade do luto é dar expressão e manter os sentimentos sãos, abrandar o sofrimento, dominar a dor da separação, aceitar a morte e amar o falecido com uma nova linguagem do amor. Nesse processo é preciso encontrar novo significado para a vida.

Para concluir o processo de cura deve-se passar por todas as etapas já mencionadas. Poderá haver dias melhores ou piores e, às vezes, o sentimento que se imaginava estar superado volta a se manifestar.

Eu já perdi alguns entes queridos como meus pais, alguns amigos próximos e, como psicólogo profissional, acompanhei muitos de meus pacientes nesse processo.

Ao escrever este artigo, não posso deixar de lembrar do ocorrido em Buenos Aires, quando acompanhei uma família amiga que perdera seu filho mais velho. Era uma linda família cristã com três filhos, dois homens e uma mulher que ajudavam o pai nos negócios da família que passava por um momento de prosperidade. Certo dia, quando a filha estava na porta da empresa, dois rapazes a assaltaram e o irmão mais velho, que fazia caratê, tentou defendê-la. Um dos assaltantes disparou dois tiros contra o peito do rapaz, que morreu na hora.

O que fazer? Como avisar o pai que voltava de uma viagem? Como dar a notícia ao filho, de sete anos, de que seu pai não mais estaria entre eles? Esses foram os momentos de maior desestruturação no sistema daquela família. Somente a sabedoria divina para dar prudência diante de emoções tão fortes.

Cada membro da família reagiu e manifestou a dor pela perda de forma diferente. Nesse momento aparecem as perguntas e os porquês – processos previsíveis diante de uma tragédia dessa magnitude, a despeito de nossa religiosidade, fé e crença.

Senhor, onde estavas que não protegeste meu filho? Senhor, por que permitiste? O que queres de mim? Perguntas sem respostas. É aqui que surge a luta entre a desesperança da dor e a esperança do reencontro na manhã da ressurreição.

A despeito da dor e da amargura pelo fato, meu amigo e sua família focaram sua confiança em Deus e disseram como Jó em seu sofrimento: “Porque eu sei que o meu Redentor vive […]” (Jó 19:25)

Encontrar forças nesse momento de tanta amargura requer fé e confiança muito especiais que não podem ser construídas da noite para o dia. É o desenvolvimento da virtude da transcendência na ligação com o Superior, que faz com que as preocupações e os problemas sejam enfrentados com coragem, persistência, integridade, moderação e esperança, inspirando-nos a manter a vida com sentido, a despeito da dor que sentimos.

A tarefa daqueles que acompanham esse processo é favorecer o pensamento no futuro e minimizar o permanecer no passado e na nostalgia. 4

Jesus está perto

(…) o bendito Salvador está ao lado de muitos cujos olhos estão de tal modo cegados pelas lágrimas que não O distinguem! Ele almeja apertar firmemente nossa mão, enquanto a Ele nos apegarmos com fé simples, implorando-Lhe que nos guie. É privilégio nosso alegrar-nos em Deus. Se dermos entrada em nossa vida ao conforto e à paz de Jesus, seremos conservados bem perto de Seu grande coração de amor. 5

Os melhores consoladores

Os que têm suportado as maiores tristezas são freqüentemente os que levam aos outros os maiores confortos, introduzindo a luz do Sol aonde quer que vão. Esses (…) não perderam a confiança em Deus quando assaltados pelas dificuldades, mas se apegaram mais intimamente ao Seu protetor amor. Esses são uma viva prova do terno cuidado de Deus (…) 6

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<![CDATA[O que a Bíblia diz sobre a Morte?]]> https://tempoprofetico.com.br/o-que-a-biblia-diz-sobre-a-morte/ Sun, 29 Mar 2020 07:33:27 +0000 https://licao7.com.br/?p=712

20 perguntas sobre a Morte respondidas pela Bíblia.

Como é a morte?

É como um sono. A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:13 “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança..”

Onde dormem os mortos?

A Bíblia diz em Daniel 12:2 “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno.”

Os mortos sabem de alguma coisa?

A Bíblia diz em Eclesiastes 9:5-6, 10 “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”

A morte não é o fim?

A Bíblia diz em Isaías 26:19 “Os teus mortos viverão, os seus corpos ressuscitarão; despertai e exultai, vós que habitais no pó; porque o teu orvalho é orvalho de luz, e sobre a terra das sombras fá-lo-ás cair.”

Que promete Jesus aos que morrem?

A Bíblia diz em Oséias 13:14 “Eu os remirei do poder do Seol, e os resgatarei da morte. Onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó Seol, a tua destruição? A compaixão está escondida de meus olhos.”

O poder da ressurreição vem de Cristo?

A Bíblia diz em 1 Coríntios 15:21-22 “Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados.”

Por que Deus deu o Seu Filho ao mundo?

A Bíblia diz em João 3:16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Ambos os justos e os ímpios serão ressuscitados?

A Bíblia diz em João 5:28-29 “Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.”

Os justos serão ressuscitados na Segunda Vinda de Cristo?

A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:16-17 “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.”

Que acontecerá depois da ressurreição?

A Bíblia diz em Filipenses 3:20-21 “Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas.”

Por quanto tempo viverão os justos ressuscitados?

A Bíblia diz em Lucas 20:36 “Porque já não podem mais morrer; pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição.”

Quanto tempo têm que esperar os ímpios depois da primeira ressurreição para que eles mesmos sejam ressuscitados?

A Bíblia diz em Apocalipse 20:4-5 “E eles [os justos] reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. (Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem.).”

Qual é o destino dos ímpios?

A Bíblia diz em Apocalipse 20:9 “Mas desceu fogo do céu, e os devorou.”

Quem são os ímpios?

A Bíblia diz em Apocalipse 21:8 “Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte.”

Que diz a Bíblia sobre o céu?

A Bíblia diz em João 14:2-3 “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”

O conceito de céu é algo que já conhecemos?

A Bíblia diz em 1 Coríntios 2:9 “Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.”

Como descreveu Isaías o céu?

A Bíblia diz em Isaías 65:21-23 “E eles edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o fruto delas. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus escolhidos gozarão por longo tempo das obras das suas mãos: Não trabalharão debalde, nem terão filhos para calamidade; porque serão a descendência dos benditos do Senhor, e os seus descendentes estarão com eles.”

Haverá paz até no reino animal?

A Bíblia diz em Isaías 65:25 “O lobo e o cordeiro juntos se apascentarão, o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o Senhor.”

Os deficientes serão curados?

A Bíblia diz em Isaías 35:5-6 “Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se desimpedirão. Então o coxo saltará como o cervo, e a língua do mudo cantará de alegria.”

Quando a morte, lamento e dor vão acabar?

A Bíblia diz em Apocalipse 21:3-4 “E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.”]]>
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<![CDATA[Morte]]> https://tempoprofetico.com.br/morte/ Sun, 29 Mar 2020 07:34:57 +0000 https://licao7.com.br/?p=715

Uma das razões porque Jesus vai voltar é justamente para lhe explicar algumas questões que lhe causam sofrimento e Ele deseja respondê-las olhando em seus olhos.

Infelizmente enquanto Jesus não voltar, teremos que conviver com aflições, e talvez a maior de todas seja a morte de pessoas queridas. Jesus prometeu estar com você em todos os momentos e em breve voltará para por um fim nesse sofrimento e dor. Uma das razões porque Jesus vai voltar é justamente para lhe explicar algumas questões que lhe causam sofrimento e Ele deseja respondê-las olhando em seus olhos. “O justo perece, e ninguém pondera sobre isso em seu coração; homens piedosos são tirados, e ninguém entende que os justos são tirados para serem poupados do mal. Aqueles que andam retamente entrarão na paz; acharão descanso na morte” (Isaías 57:1, 2). Prepare-se para reencontrar-se com os seus amados muito em breve na manhã da ressurreição. A promessa bíblica diz que “Felizes são aqueles que morrem no Senhor” (Apocalipse 14:13). Eles estão guardados, dormindo, não mais sofrem. Na volta de Jesus serão trazidos à vida para um grande reencontro e a vida na eternidade sem mais dor, sem despedidas, sem morte. “Em meio de todas as nossas provações, temos um infalível Ajudador. Não nos deixa lutar sozinhos com a tentação, combater o mal, e ser afinal esmagados ao peso dos fardos e das dores. Conquanto Se ache agora oculto aos olhos mortais, o ouvido da fé pode-Lhe ouvir a voz, dizendo: Não temas; Eu estou contigo. ‘Eu sou… o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre’ (Apocalipse 1:18). Suportei as vossas dores, experimentei as vossas lutas, enfrentei as vossas tentações. Conheço as vossas lágrimas; também Eu chorei. Aqueles pesares demasiado profundos para serem desafogados em algum ouvido humano, Eu os conheço. Não penseis que estais perdidos e abandonados. Ainda que vossa dor não encontre eco em nenhum coração na Terra, olhai para Mim e vivei. “As montanhas se desviarão, e os outeiros tremerão; mas a Minha benignidade não se apartará de ti, e o concerto da Minha paz não mudará, diz o Senhor, que Se compadece de ti” (Isaías 54:10).1 “Nenhum suspiro se desprende, nenhuma dor é sentida, desgosto algum magoa a alma, sem que sua vibração se faça sentir no coração do Pai.”2 (DTN, p. 248)]]>
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<![CDATA[Três Coisas que Você Deveria Saber Sobre a Morte]]> https://tempoprofetico.com.br/tres-coisas-que-voce-deveria-saber-sobre-a-morte/ Sun, 29 Mar 2020 07:36:14 +0000 https://licao7.com.br/?p=718

É importante entender que, mesmo que haja uma razão para o sofrimento e a morte que suportamos, não é culpa de Deus.

Frederico Branco, editor*

Era uma manhã normal, como muitas mães já vivenciaram. Ela pegou as chaves do carro, correu porta afora, certificou-se de que o filho de cinco anos estava afivelado no banco da frente, colocou as chaves na ignição e se preparou para sair. De repente, ela percebeu que tinha esquecido sua bolsa, então correu de volta para a casa. Um telefonema indesejado parou-a em seu caminho. “Eu posso fazer isso rápido”, ela deve ter raciocinado, e terminou a chamada o mais rápido possível.

Correndo para fora, ela ficou horrorizada ao descobrir que seu filho havia sido atropelado pelo carro. Aparentemente, ele conseguiu se soltar; subir no banco do motorista e ligar o carro. Quando o veículo começou a se mover, ele deve ter entrado em pânico e saltado. Ela pediu ajuda imediatamente, mas já era tarde demais. Os próximos dias pareciam um pesadelo interminável para a mãe enlutada, enquanto ela lidava com o seu choque.

Seria ela curada de uma ferida tão permanente? Em seu livro, “The Healing Path” [O Caminho da Cura], o conselheiro cristão Dan Allender termina a história: “Dois anos depois do acidente a mulher estava muito melhor, mas ainda sofria ondas de náusea e culpa que ameaçavam afogá-la. Seu casamento estava em grande perigo, e ela continuou tomando medicação para a depressão. Sua história e a tristeza embutidas em seus olhos me abalaram. Mas um comentário em particular me agitou:

“Obrigado’, ela disse, ‘por me avisar que não é errado sofrer’. Todos queriam que ela ficasse ‘bem’, ela explicou. Eles queriam que ela seguisse em frente com sua vida. Ela disse que costumava ter sentimentos semelhantes em relação àqueles que sofreram perdas trágicas; ela não tinha entendido a profundidade da dor com a qual eles lutavam. Agora ela compreendia. Com tristeza, ela comentou: “Eu simplesmente nunca pensei que a tragédia pudesse, em realidade, chegar à minha porta”.

Muitas vezes, durante essas tragédias inesperadas, nos perguntamos: Onde está Deus em tudo isso? Em tragédias em massa, como terremotos ou outras calamidades, Deus recebe a culpa e pouco crédito. Desastres naturais são chamados de “atos de Deus”. Histórias milagrosas de sobrevivência são creditadas a “boa sorte”.

Não é culpa de Deus

Mas isso não é realmente a verdade. Deus nunca planejou que Seus filhos sofressem quando Ele criou a vida na Terra. Morte e sofrimento foram introduzidos à humanidade quando Adão e Eva aceitaram a oferta do inimigo de uma suposta vida melhor (veja Gênesis 3: 1-19). Mesmo que o salário do pecado trouxesse a morte como o destino final de todo ser humano, Deus introduziu a vida eterna novamente através do sacrifício de Seu Filho. Seu plano garantiria a estabilidade para sempre erradicando o pecado e protegendo completamente Seus filhos de Satanás, o autor do pecado e da morte (veja Romanos 6:23; Naum 1: 9).

Deus sabia que, para o universo ficar para sempre livre da rebelião contra as Suas leis, Satanás precisaria de tempo para demonstrar quão terrível é a rebelião e os resultados que ela traz. Então, quando os filhos da terra forem finalmente redimidos, eles nunca mais desejarão provar a terrível experiência do pecado novamente.

Portanto, é importante entender que, mesmo que haja uma razão para o sofrimento e a morte que suportamos, não é culpa de Deus. A boa notícia é que Deus está conosco através dessas circunstâncias difíceis. Nós nunca planejamos que a tristeza chegasse ao lar, mas quando isso acontece, temos um Salvador que é capaz de compreender a grande perda da morte. Ele deseja nos confortar e sustentar mesmo em meio às ondas de dor que ameaçam nos engolir (João 14:18). A Bíblia nos diz que “Jesus chorou” quando perdeu um amigo (João 11:35). Mesmo que Ele planejasse ressuscitar Lázaro, Aquele que disse ser “a vida e a ressurreição” chorou antes de realizar uma ressurreição. Ele dedicou tempo para lamentar a experiência desagradável da morte.

Seus entes queridos estão dormindo

Olhando um pouco mais de perto, vemos algo mais impressionante sobre a história da morte de Lázaro. Jesus sabia que Seu amigo estava doente por vários dias antes de realmente morrer, mas Jesus continuou curando os outros. Os discípulos ficaram preocupados e duvidaram da sinceridade do amor de Jesus por seu amigo. Por essa razão os discípulos ficaram surpresos, pois, finalmente, foi a morte de Lázaro o que motivou Jesus a agir.

A Bíblia diz que Jesus, quando “soube que Lázaro estava doente, ainda ficou dois dias onde estava. Então disse aos seus discípulos: — Vamos voltar para a Judéia.” Jesus explicou aos seus discípulos que “nosso amigo Lázaro está dormindo, mas eu vou lá acordá-lo”. Seus discípulos responderam, “Senhor, se ele está dormindo, isso quer dizer que vai ficar bom!” … Então, ele lhes disse claramente: “Lázaro morreu” (João 11: 6, 7, 11:14).

E essa não é a única vez em que Jesus comparou a morte ao sono. Mateus, Marcos e Lucas contam a história de outra ressurreição que Jesus realizou. Desta vez, o homem chamado Jairo tinha uma filha de 12 anos que estava gravemente doente. Ele veio a Jesus como um último esforço e Jesus concordou em acompanhar Jairo à sua casa. No entanto, a multidão de pessoas que buscavam a cura impediu seu progresso, e a viagem em direção à casa de Jairo se tornou uma jornada irritantemente lenta.

Finalmente, um mensageiro veio com a notícia avassaladora: “Não incomode o Mestre, é tarde demais, sua filha está morta” (veja Marcos 5:35). Apesar do aperto da multidão, Jesus fez contato visual com Jairo, dizendo: “Não tenha medo, apenas acredite” (versículo 36). Jesus tinha um plano. Ao entrar na casa Ele disse: “Por que tanto choro e tanta confusão? A menina não morreu; ela está dormindo” (Marcos 5:39).

Esses supostos amigos, que fingiam lamentar, na verdade riram de Jesus (Marcos 5:40). Eles riram porque podiam ver se os sinais vitais da vida estavam presentes ou não. Eles sabiam fazer distinção entre morte e vida. Mas eles perderam o maior conforto nas palavras de Jesus. A Bíblia nos diz que “os mortos nada sabem” (Eclesiastes 9: 5) e no dia em que eles morrem, “perecem os seus pensamentos” (Salmo 146: 4, ACF).

Jesus nos revela através dessas duas histórias o simbolismo do sono de que a morte é apenas uma inconsciente e pacífica espera da ressurreição. A Bíblia também nos diz que algumas pessoas serão ressuscitadas na primeira ressurreição para a vida e algumas enfrentarão o julgamento na segunda ressurreição (ver Apocalipse 20:6). Mas, felizmente, essa decisão depende de um Deus misericordioso que não deseja que ninguém pereça (veja 2 Pedro 3:9).

Só Ele pode ler o coração nos últimos momentos de vida de uma pessoa. Não podemos julgar, mesmo quando uma pessoa parece viver totalmente fora da vontade de Deus. Que conforto saber que nossos entes queridos não estão queimando no inferno, ou desfrutando da bem-aventurança do céu enquanto nos observam a sofrer ao longo da vida na Terra sem eles. Eles estão simplesmente descansando até que Deus os chame de volta à vida no dia da ressurreição.

Você vai se encontrar novamente

Jesus provou que Ele é um doador de vida. Sabemos que Ele ama restaurar os mortos para suas famílias e amigos. Portanto, podemos nutrir a esperança de que nos reuniremos um dia com nossos entes queridos, ainda que sejamos chamados a esperar com fé pela vitória final de Deus sobre a morte.

O artista cristão Steven Curtis Chapman conhece a dor da perda e a esperança do reencontro. Há alguns anos, ele perdeu sua filha de cinco anos, Maria, em um trágico acidente. Aparentemente, quando um adolescente saiu de sua garagem em um SUV, ele não viu a criança brincando. Essa tragédia aconteceu apesar do fato de os Chapmans terem feito trabalho missionário em orfanatos no exterior. Como pode ser justo que aqueles que estavam ajudando os filhos de outras pessoas perdessem um filho? Isso parecia tão errado. Como algo mal assim poderia acontecer com pessoas boas? Chapman e sua esposa devem ter ficado amortecidos pela tristeza, do mesmo modo como aquela mãe que nunca pensou que uma tragédia assim chegaria à sua porta até que ela perdesse o filho em um acidente semelhante.

No entanto, os Chapmans escolheram confiar em Deus, mesmo quando não compreendiam nada. Logo após essa perda terrível, Chapman compôs a canção “Beauty Will Rise” [A Beleza se Levantará], que é comovente e mostra a profunda saudade do coração para o dia do reencontro com seus entes queridos. Enquanto Chapman percorria as emoções daquela ferida aberta, tenho certeza de que isso influenciava a urgência de sua esperança de ver aquela menininha preciosa de novo. Ele diz: “Dessas cinzas … a beleza se levantará. Pois sabemos que a alegria está chegando de manhã … de manhã”.

Sim, a Bíblia diz: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5). Esta noite de agonia terminará para você um dia, pois a abençoada manhã da ressurreição virá. E quando Deus restaurar a beleza e a alegria para nós, quando recebermos nossos entes queridos, iremos para um lugar onde nunca mais sentiremos a dor da morte. A Bíblia promete que Deus “enxugará toda lágrima de seus olhos. Não haverá mais morte, luto, choro ou dor, pois a velha ordem das coisas já passou” (Apocalipse 21: 4). Naquele tempo Deus finalmente destruirá o pecado, Satanás e o último inimigo – a morte – não existirá mais (veja 1 Coríntios 15:25, 26). A bondade de Deus terá a vitória completa sobre o mal. O grito ascenderá: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (verso 55).

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<![CDATA[Imagem e Semelhança (parte 1)]]> https://tempoprofetico.com.br/imagem-e-semelhanca-parte-1/ Sun, 29 Mar 2020 07:38:55 +0000 https://licao7.com.br/?p=721

...ao homem foi delegado o poder de representar a Deus na criação.

Edson Nunes* O relato da criação de homem e mulher em Gênesis 1 e 2 guarda uma série de aspectos interessantes. Em Gênesis 1:26-27, a descrição da criação do primeiro casal é feita de maneira a ressaltar a relação deles com Deus. Em Gênesis 2:5-7 e 2:18-22, a estrutura do texto indica que o objetivo é descrever a relação deles entre si e com a criação. A criação do ser humano, no capítulo 1, segue o padrão literário da seção (1:1-2:3). Primeiramente, aparece uma espécie de anúncio do que será criado e, logo em seguida (geralmente com o uso de mesmo verbo e expressões semelhantes), o relato do que foi criado. Assim, em Gênesis 1:26, o anúncio é feito de modo a focar na função que ele (ser humano) teria: ser à imagem e semelhança de Deus. Dentre as várias possibilidades que esta expressão pode ter, uma que parece carregar um sentido mais próximo ao texto em seguida é a de que ao homem foi delegado o poder de representar a Deus na criação. Isto porque, após dizer que criaria o homem à Sua imagem e semelhança, a função deste homem é descrita como sendo “dominar sobre a criação”. Após a criação do ser humano (אדם), a ordem divina dada a ele é, além de dominar (רדה), subjugar (כּבשׁ) as outras criaturas. Esta ideia de domínio é a única que difere o homem das outras criaturas, já que, para ambos (homem e criaturas), também é ordenado que cresçam, se multipliquem e encham a terra. A fala divina em Gênesis 1:28 ecoa a de Gênesis 1:26, pois em ambos há a ideia de domínio sobre os animais, inclusive com o uso da mesma raiz hebraica, רדה. Existem ecos também do quinto dia, com a repetição dos imperativos de Gênesis 1:22: frutificar, multiplicar e encher. Entretanto, em 1:28 há o acréscimo da ordem de subjugar a terra. Basicamente, o ser humano, criado à “imagem e semelhança” de Deus, deverá subjugar a terra e dominar sobre os seres viventes. A raiz usada para falar da sujeição da terra é כּבשׁ, que aparece catorze vezes na Bíblia Hebraica. É uma raiz semítica e ocorre em muitas línguas semitas, como acádico, canaanita, árabe, etc. Em quase todas apresenta o mesmo significado do hebraico: subjugar, dominar. As ocorrências de subjugar podem ser divididas em quatro grupos pelo objeto ao qual se dirige o verbo. O elemento comum ao qual o verbo se refere no primeiro grupo é a terra e é formado pelos seguintes textos: Gênesis 1:28, Números 32:22, 29; Josué 18:1; 1 Crônicas 28:18. Tirando Gênesis 1:28, já visto, e que se trata de uma referência mais geral, todos os outros falam de uma terra específica conquistada nas batalhas. Terra subjugada Em Números 32:22, repetido em 32:29, o assunto é a divisão futura da terra e é feito um acordo com os filhos de Rúben e de Gade para que eles se juntassem ao resto do povo na conquista da terra de Canaã e quando a mesma fosse, por fim, subjugada, eles poderiam possuí-la. Josué 18:1 lida exatamente com a divisão da terra de Canaã e, já que naquele momento boa parte dela estava subjugada, Josué resolve dividi-la com as tribos que ainda não tinham recebido sua herança. A ideia sugestiva nestes textos é de que a terra está subjugada porque Deus a entregaria (e em Josué, entregou) a Israel e cumpriria a Sua promessa. Por fim, nos mesmos moldes, está I Crônicas 22:18. Na fala de Davi para Salomão, onde ele discursa sobre a incumbência da construção do Templo, agora que toda a terra estava “subjugada” e em “paz”. A raiz כּבשׁ também pode estar conectada a nações e isso ocorre apenas uma vez, em 2 Samuel 8:11. Trata-se da narrativa de diversas vitórias militares de Davi e de tudo que ele ia consagrando a Deus de “todas nações que subjugava”, culminando com o final do verso 14: “e o Senhor dava vitórias a Davi, por onde quer que ia”. Há, portanto, a relação entre “subjugar” e o agir divino no mesmo contexto: Davi subjuga as nações porque Deus vai lhe dando vitórias. Um terceiro uso tem relação com quem desempenha a ação: Deus. Acontece em Miquéias 7:19, onde o profeta promete que Deus se voltará para o povo e terá misericórdia, e irá “subjugar nossas iniquidades”. A ação de subjugar é, nesse caso, não só mais abstrata que nos outros, como é feita por Deus. Em Zacarias 9:15, num oráculo de castigo às nações e a promessa de um rei para Sião, YHWH garante proteção e vitória sobre os que combatem com fundas, pois esses serão subjugados por ele. Deus subjuga homens maus, inimigos de Israel. Aqui, o uso de “subjugar” é uma ação concreta executada por Deus. Em todos os outros versos a ação de subjugar está envolvida com alguma promessa de Deus, ou ordem dele, mas somente nesses dois versos aparece executada por ele. O grupo mais numeroso é o que trata de “subjugar” outros homens (ou mulher – Ester 7:8). Em II Crônicas 28:10, após uma guerra, Israel, vitorioso, leva homens de Judá cativos e é repreendido pelo profeta Oded por “subjugar os filhos de Judá”, tornando-os em escravos, levando Deus a irar-se contra Israel. Na ocorrência dupla de Jeremias 34, versos 11 e 16, o contexto é de opressão também. Judá havia resolvido arrepender-se e liberar os escravos, mas volta atrás e retoma a escravidão logo em seguida, subjugando-os contra a vontade divina. Amós 8:4 é um oráculo contra Israel porque gosta de subjugar os miseráveis. Ainda nesse conjunto, Neemias 5:5 traz “subjugar” relacionado à escravidão, mas agora como fruto de uma reclamação dos israelitas dirigida a Neemias, dizendo que o projeto para a reconstrução de Jerusalém fez com que eles subjugassem os filhos e os tornassem escravos. Todos esses textos tratam da realidade da escravidão e usam a raiz כּבשׁ num sentido de opressão. Ou seja, de maneira clara, os verbos usados para descrever o domínio do ser humano sobre a criação é o senhorio completo dele sobre a mesma. O homem é a imagem e semelhança de Deus porque, como Deus é o Rei, Ele concede ao homem o poder de reinar. Isto significa que o princípio imago Dei deságua em imitatio Dei.

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Fonte: *Edson Nunes é Graduado em Teologia e Letras, é mestre e doutor em Letras (Estudos Judaicos) pela Universidade de São Paulo (USP).

Bibliografia: 

BOTTERWECK, G. J; RINGGREN, H; FABRY, H. J. (eds.). Theological Dictionary of the Old Testament. 15 vols. Grand Rapids, MI: William Eerdmans Publishing Company.

CASSUTO, U. A Commentary on the Book of Genesis: from Adam to Noah. Jerusalem: Magnes Press, 1959.

CLINES, D. J. A. (ed.). The Dictionary of Classical Hebrew. Sheffield: Sheffield Academic Press; Sheffield Phoenix Press, 2011.

DOUKHAN, J. B. Genesis. Nampa: Pacific Press; Review and Herald, 2016. (Seventh-Day Adventist International Bible Commentary, 1).

EVEN-SHOSHAN, A. A New Concordance of the Old Testament: using the Hebrew and Aramaic text. Jerusalem: Kiryat Sefer Publishing House, 1989.

FREEDMAN, H.; SIMON, M. (eds.). Midrash Rabbah. 3ª impressão. 10 vols. London: The Soncino Press, 1961.

KÖEHLER, L.; BAUMGARTNER, W. The Hebrew and Aramaic Lexicon of the Old Testament. Study Edition. 2 vols. Leiden: Brill, 2001.

TURNER, L. A.  Anúncios de Enredo em Gênesis. Engenheiro Coelho: Unaspress; Terceira Margem do Rio, 2017.

_________. Genesis. 2ª ed. Sheffield: Sheffield Phoenix Press, 2009. (Readings: A New Biblical Commentary).

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<![CDATA[Imagem e Semelhança (parte 2)]]> https://tempoprofetico.com.br/imagem-e-semelhanca-parte-2/ Sun, 29 Mar 2020 07:40:26 +0000 https://licao7.com.br/?p=724

A construção da narrativa é impressionante: sua origem é também sua missão.

*Edson Nunes

Entre Gênesis 1:26 e 28, que tratam dessa imagem e semelhança, há um pequeno poema, em Gênesis 1:27, que é interessante por sua construção:

E criou Deus o homem na sua imagem

Na imagem de Deus criou ele

Macho e fêmea criou eles.1

O verbo criar é repetido três vezes, e o nome de Deus, duas vezes, sendo o sujeito do verbo em todas as três vezes em que este ocorre (na última linha, de maneira implícita). A expressão “na imagem” é repetida duas vezes. Por fim, em negrito estão as referências àquilo que Deus cria: o ser humano, que depois é mencionado por sinal do objeto direto mais sufixo pronominal no singular, na segunda linha, e sinal do objeto direto mais sufixo pronominal no plural, na terceira linha, em hebraico. Tudo isto para dizer que o ser humano é imagem e semelhança de Deus, que o ser humano é macho e fêmea e que ambos (juntos/separados) são imagem e semelhança de Deus.

Em Gênesis 2, a criação do ser humano segue dois estágios: primeiro do homem, depois da mulher. O homem é criado (Gênesis 2:7) do pó da terra e recebe um sopro de vida. O nome do homem está conectado diretamente à terra – ʾādām (homem) ʾădāmâ (terra) – sendo “terra” um substantivo feminino, e “homem”, um substantivo masculino, possivelmente da mesma raiz. Os animais, curiosamente, também são criados do pó da terra (Gênesis 2:19), e a ação da criação de ambos, homem e animais, é descrita com o mesmo verbo – formar/moldar (yṣr). O homem, que veio da terra recebe como missão/função cuidar dela (Gênesis 2:15). Como Deus plantou e preparou o jardim, o homem deve trabalhar nele (imitatio Dei).

Na parte final de Gênesis 2, a criação da mulher é apresentada de maneira curiosa. Deus constata que o homem necessitava de uma ajudadora (Gênesis 2:18). Ele então a forma de uma costela do homem. O verbo usado para esta operação de feitura da mulher é “construir” (bnh), bem mais elaborado do que o verbo usado para o homem. A função dada à mulher, de ajudadora, também merece nota. A palavra ajudadora, do hebraico, aparece poucas vezes no texto bíblico (cerca de 21) e na maioria esmagadora se refere a Deus; ou seja, Ele é o ajudador. Assim como Ele é o ajudador, a mulher também o será (imitatio Dei). A mulher, que veio do homem, recebe a função/missão de cuidar do homem. O nome dado a ela, inclusive, reflete esta relação: ela é ʾšh (mulher), porque veio do ʾyš (homem) – substantivo feminino e masculino da mesma raiz.

A construção da narrativa é impressionante: sua origem é também sua missão. O homem da terra trabalhará a terra. A mulher, do homem, ajudará o homem. Por isso que, em Gênesis 3, após o pecado, ao receberem a punição divina, ambos, mulher e homem, sofrerão nas “mãos” de sua missão/origem: a mulher é punida em relação ao homem (Gênesis 3:16); o homem é punido em relação à terra (Gênesis 3:17-19). A origem é também o destino, desde o princípio.

É importante realçar que, em nenhum momento, há qualquer ideia de superioridade do homem sobre a mulher. Ambos são declarados realeza em Gênesis 1 e ambos estão conectados, funcionalmente, à sua origem em Gênesis 2. Toda a ênfase, como visto, está no imitatio Dei, o que significa que ambos são criados para imitarem o Criador.

Por fim, uma última nuance ainda em Gênesis 2. Gênesis 2:15 diz: “Tomou Yahweh Deus o homem e o descansou no Jardim do Éden para o trabalhar e guardar.”2 O homem é tomado (lqḥ) por Deus e colocado (nḥ) no Éden. O verbo usado para dizer que o homem foi colocado no Éden é da raiz nḥ. Apesar do seu uso no hipʿil poder ser traduzido como assentar, deitar, deixar, colocar ou até mesmo pacificar, essas traduções parecem partir de seu significado principal, descansar. Em Êxodo 20:8-11 e 23:12, em textos que falam sobre o sábado, o sétimo dia, nḥ aparece em paralelo à raiz šbt, também traduzida como descanso.

Apesar de certa discussão sobre traduzir nḥ como descanso, pode-se ver pela continuação do verso que é uma alternativa possível e provável. Isso porque Deus coloca o homem no jardim para trabalhar (ʿbd) e guardar (šmr). E embora os verbos usados tenham um sentido básico simples de trabalho e serviço, carregam em si uma carga alta de relação com outros textos. Por exemplo, é a justaposição deles ligados à função sacerdotal no tabernáculo em Números 3:7-8; 8:26; 18:5-6 que chama a atenção. Em especial, o último texto citado, Números 18:5-6, além de colocar šmr e ʿbd como aquilo que os sacerdotes irão desempenhar, o narrador também usa o verbo lqḥ para apontar a escolha dos levitas. Os três verbos usados juntos em Gênesis 2:15 também o são no contexto sacerdotal de Números 18:5-6.

Diante disso, indica-se a função do homem no jardim como algo sacerdotal. Portanto, o uso desses verbos, com suas conexões sacerdotais, reforça que a tradução de nḥ deveria seguir uma linha também mais sacerdotal.

O uso de nḥ ao longo da Bíblia Hebraica parece indicar uma visão de que o descanso é um presente divino, pois Deus promete a Israel posse da terra e descanso de seus inimigos. Não obstante, dois textos conectam esse descanso dos inimigos com o santuário: Deuteronômio 12 e 1 Reis 5. Neles, o fato de Deus ter concedido descanso a Israel deveria ser um marco para que eles estabelecessem um lugar específico para Deus. Em outro conjunto de textos, agora com o uso de um substantivo derivado do verbo nḥ, esse Templo é associado ao lugar de descanso de Deus, onde estaria também seu trono (Salmos 132:7-8, 13-14; 1 Crônicas 28:2; entre outros). Ou seja, no jardim o homem descansa, servindo como um sacerdote numa espécie de santuário.

Desse modo, o ser humano é criado à imagem e semelhança de Deus, homem e mulher, para desempenhar uma função real e sacerdotal. Essas funções fazem do ser humano um imitador de Deus. A imagem de Deus é a imitação dEle: imago Dei deságua em imitatio Dei.

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Fonte: *Edson Nunes é Graduado em Teologia e Letras, é mestre e doutor em Letras (Estudos Judaicos) pela Universidade de São Paulo (USP).

Referências:

BOTTERWECK, G. J; RINGGREN, H; FABRY, H. J. (eds.). Theological Dictionary of the Old Testament. 15 vols. Grand Rapids, MI: William Eerdmans Publishing Company, 2006.

CLINES, D. J. A. (ed.). The Dictionary of Classical Hebrew. Sheffield: Sheffield Academic Press; Sheffield Phoenix Press, 2011.

DOUKHAN, J. B. Genesis. Nampa: Pacific Press; Review and Herald, 2016. (Seventh-Day Adventist International Bible Commentary, 1).

EVEN-SHOSHAN, A. A New Concordance of the Old Testament: using the Hebrew and Aramaic text. Jerusalem: Kiryat Sefer Publishing House, 1989.

KÖEHLER, L.; BAUMGARTNER, W. The Hebrew and Aramaic Lexicon of the Old Testament. Study Edition. 2 vols. Leiden: Brill, 2001.

TIMMER, D. C. Creation, Tabernacle, and Sabbath: the Sabbath frame of Exodus 31:12-17; 35:1-3 in exegetical and theological perspective. Göttingen: Vandenhoeck & Ruprecht, 2009. (Forschungen zur Religion und Literatur des Alten und Neuen Testaments).

TURNER, L. A.  Anúncios de Enredo em Gênesis. Engenheiro Coelho: Unaspress; Terceira Margem do Rio, 2017.

WOLDE, E. V. Words Become Worlds: semantic studies of Genesis 1-11. Leiden: Brill, 1994. (Biblical Interpretation Series, 6).

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<![CDATA[O criar na criação]]> https://tempoprofetico.com.br/o-criar-na-criacao/ Sun, 29 Mar 2020 07:42:49 +0000 https://licao7.com.br/?p=727

Um convite para um olhar mais literário do texto bíblico na busca de extrair o seu conteúdo primário.

Pr. Edson Nunes* O relato de Gênesis 1:1 – 2:3 guarda uma série de características importantes que serão tratadas em uma série de artigos, começando por esse. Muitos estudaram e estudam esses versos em busca de respostas, mas, infelizmente, na maior parte do tempo se perde a beleza de estudar o texto pelo que ele é: um texto. Isso não significa ignorar as perguntas e repostas normalmente trabalhadas por aqueles que acreditam na Criação, mas olhar o texto com um olhar mais literário e buscar, em sua forma, extrair seu conteúdo primário. A estrutura do texto é bem simples e começa com uma introdução que apresenta o personagem principal do texto: Deus. Deus não é apresentado de maneira tradicional, já que não há nenhuma descrição que lhe acompanhe, nem uma biografia. Diferente de outros relatos mesopotâmicos, não há batalhas entre deuses, nem o sangue desses deuses é usado na criação de algo. A descrição inicial de Deus é baseada em uma ação: criar. Essa narrativa abarcante e generalizada dos atos criativos divinos começa com limites de tempo (no princípio) e de espaço (céus e terra), e o que vai conectar essas duas dimensões é o verbo בּרא (br’). Para compreender o verbo em questão, de fato, é preciso deixar de lado a teologia, já que o entendimento dele é geralmente conectado ao conceito doutrinário de ex nihilo, ou seja, uma criação “do nada”, antes de haver matéria. O foco aqui não é discutir quando a compreensão de uma criação material a partir da não-matéria começou; se no período intertestamentário (antes do Novo Testamento) como uma resposta ao judaísmo helenizado, ou se no período dos apóstolos, por causa de textos como Hebreus 11:1-3 e Romanos 4:17, ou mesmo se posteriormente, como uma resposta ao gnosticismo, fruto do platonismo. Esta seria uma discussão muito extensa, até. A ideia é entender a palavra dentro do contexto bíblico e, por isso, é interessante notar como esse verbo “criar” é usado ao longo da Bíblia, especificamente no Antigo Testamento (AT). A origem de br’ é incerta, já que parece não haver uma raiz semítica equivalente. Há tentativas de ligar sua origem a um árabe antigo ou até a outra raiz hebraica, ambas com significado de “construir”. Br’ aparece 49 vezes no AT, e sempre com o mesmo sujeito: Deus. Como não há uma explicação satisfatória para seu significado – não há origem etimológica comprovada – o ideal é ver como e onde o verbo aparece, especialmente nos textos onde ele aparece em paralelo com outros verbos. Por exemplo, br’ aparece em uma quantidade razoável de textos em paralelo com o verbo עשה (‘śh), que significa “fazer, criar, elaborar, produzir, fabricar”. Esse verbo, por sua vez, aparece em diversos contextos tendo o homem como sujeito, e em ações que indicam manipulação da matéria. De fato, ‘śh é o verbo que mais aparece para falar da criação divina. Talvez o texto de Isaías 45:18 ajude a entender melhor a relação entre de br’ com os outros verbos: כִּ֣י כֹ֣ה אָֽמַר־יְ֠הוָה בּוֹרֵ֨א הַשָּׁמַ֜יִם ה֣וּא הָאֱלֹהִ֗ים יֹצֵ֨ר הָאָ֤רֶץ וְעֹשָׂהּ֙ ה֣וּא כֽוֹנְנָ֔הּ לֹא־תֹ֥הוּ בְרָאָ֖הּ לָשֶׁ֣בֶת יְצָרָ֑הּ אֲנִ֥י יְהוָ֖ה וְאֵ֥ין עֽוֹד׃ Pois assim diz o SENHOR, criador dos céus Ele é o Deus que moldou a terra e a fez Ele a estabeleceu, não um deserto Criou-a para habitação, moldou-a Eu Sou o SENHOR e não há outro.[i] Em negrito estão as ocorrências da raiz br’. Grifadas estão as ocorrências de outros verbos relacionados a criação. Na verdade, são três deles, sendo que um, יצר (yṣr ) que significa “moldar, dar forma ou formar”, foi usado duas vezes. Os outros dois são o já mencionado, ‘śh e kûn (כּוּן), que significa “estabelecer, preparar, fundar, criar”. O que uso de br’ em paralelo com esses verbos revela? Certamente a complexidade da ação divina de criar, como se br’ fosse um multifacetado verbo, que, de certa maneira, resume a ideia de todos os outros verbos, mas em nenhum de seus paralelos expressa a ideia de ex nihilo. Em suas ocorrências sozinho, br’ é usado em contextos diversos. A maior parte em referência direta ao que aparece criado em Gênesis 1 (céus e terra, homem e mulher, etc), mas algumas outras em referência a coisas já existentes, ou melhor, que não foram criadas ex nihilo (Malaquias 2:10 (povo); Isaías 43:10 (Israel); Isaías 54:16 (ferreiro e assolador) e Salmos 51:10 (coração)). Por fim, uma parcela de textos no qual esse “criar”, do qual somente Deus é o sujeito, aparece relacionado a coisas novas, renovadas, recriadas, como “novos céus e nova terra” (Isaías 65:17-18, etc). Talvez a evidência mais concreta de que br’ não evoca uma criação do nada seja o verbo usado no terceiro dia da criação: “seja vista a porção seca” (Gênesis 1:9). A terra que em Gênesis 1:2 estava coberta por água, é agora chamada a ser vista, ou seja, não há, no terceiro dia, uma criação material ex nihilo. O que tudo isso significa? Que br’ não é uma evidência de que Deus cria a Terra em um contexto imaterial, mas que a criação divina é complexa e envolve diversas ações das quais br’ é uma espécie de resumo. A complexidade e diversidade de br’ reforça o seu sujeito único, Deus, não por uma relação imaterial, mas pelo poder com que Ele, e somente Ele, pode criar. De qualquer forma, o que acontece na criação continua sendo uma prova de fé em um Deus Todo-Poderoso, como diz Paulo: “Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hebreus 11:3).

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*Possui graduação em Teologia e Letras pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), especialização em Teologia Bíblica também pelo UNASP e mestrado em Letras (Estudos Judaicos) na Universidade de São Paulo (USP). Atuou como pastor na Associação Paulistana da IASD auxiliando nas seguintes comunidades: Beth B’nei Tsion (Templo Judaico-Adventista), Nova Semente e Homechurch de Perdizes. Atualmente é professor de ensino superior do UNASP, doutorando em Letras (Estudos Judaicos) na USP e coautor do site www.terceiramargemdorio.org. É casado com Vanessa desde 2001 e pai de dois meninos, Daniel e Yossef.

Bibliografia:

ANTUNES, Davi Evandro. Uma breve análise do verbo בּרא: como entender a criação em Gênesis 1:1. Trabalho de Conclusão de Curso. (Bacharel em Teologia). Unasp, Engenheiro Coelho, 2016.

BERGMAN, J.; et al. “בּרא”. In: BOTTERWECK, Johannes; RINGGREN, Helmer; FABRY, Heinz-Joseph. Theological Dictionary of the Old Testament. Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans Publishing Company, 1979.

DOUKHAN, Jacques B. Genesis. Nampa, ID: Pacific Press, 2016. [Seventh-day Adventist International Bible Commentary]

_____________. Response to John H. Walton at the Adventist Forum Conference. 2011. Disponível em: <https://spectrummagazine.org/article/jacques-doukhan/2011/09/12/response-john-h-walton-adventist-forum-conference>. Acesso: Maio 2017.

EVEN-SHOSHAN, Abraham. A New Concordance of the Old Testament: using the Hebrew and Aramaic text. Jerusalem: Kiryat Sefer Publishing House, 1989.

KOEHLER, Ludwig; BAUMGARTNER, Walter. The Hebrew and Aramaic Lexicon of the Old Testament. Leiden: Brill, 2000.

TSUMURA, David Toshio. “The doctrine of Creation ex nihilo and the translation of tohû wabohû”. In: MORIYA, Akio; HATA, Gohei (eds.). Pentateuchal Traditions in the Late Second Temple Period. Leiden: Brill, 2012. (Supplements ot the Journal for the Study of Judaism, vol. 158)

TURNER, Laurence A. Genesis. Sheffield: Sheffield Phoenix Press, 2009. [Readings: a New Biblical Commentary]

WALTON, John H. Genesis 1 as Ancient Cosmology. Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 2011.

[i] Tradução e versificação própria. Todos os outros textos são citação da ARA.

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<![CDATA[Domingo não deveria ser o dia de guarda?]]> https://tempoprofetico.com.br/domingo-nao-deveria-ser-o-dia-de-guarda/ Sun, 29 Mar 2020 07:56:07 +0000 https://licao7.com.br/?p=730

Sendo que Cristo ressuscitou no domingo, não deveria este ser o dia de guarda para todos os cristãos?

A maioria dos observadores do domingo tenta justificar essa prática alegando que a ressurreição de Cristo ocorreu no primeiro dia da semana. Não resta a menor dúvida de que Cristo morreu numa sexta-feira à tarde, descansou na sepultura durante o sábado, e ressuscitou antes do alvorecer do “primeiro dia da semana” (ver Lc 23:44 a 24:12). Mas em nenhum lugar das Escrituras é feita qualquer alusão ao dia da ressurreição (domingo) como um novo dia de guarda, em substituição ao sábado do sétimo dia, que fora instituído pelo próprio Deus na semana da criação (ver Gênesis 2:1-3; Marcos 2:27). Esse dia foi incorporado por Deus no Decálogo (ver Êxodo 20:8-11), e é apresentado no Novo Testamento intimamente relacionado ao descanso da justificação pela fé em Cristo (ver Hebreus 4:4-11). Houvesse o dia da ressurreição se transformado no novo dia de repouso da igreja apostólica, e isso certamente transpareceria na linguagem empregada nos Evangelhos e nos demais livros do Novo Testamento, escritos vários anos após a ressurreição de Cristo. Mas os evangelhos de Marcos e Lucas (escritos cerca de 30 anos após a ressurreição), o de Mateus (escrito cerca de 35 anos após esse evento) e o de João (escrito cerca de 60 anos após o mesmo evento) referem-se ao dia da ressurreição simplesmente como o “primeiro dia da semana”, sem qualquer deferência especial para com ele (ver Mateus 28:1; Marcos 16:2; Lucas 24:1; João 20:1,19). Algumas pessoas também procuram justificar a observância do domingo com base na referência ao “dia do Senhor” de Apocalipse 1:10 e no fato de os discípulos haverem se reunido em dois domingos diferentes (ver João 20:19; Atos 20:7), seguindo o conselho de Paulo de separar uma oferta para os povos nesse dia (ver 1 Coríntios 16:2). Mas, se estudarmos detidamente o conteúdo desses textos, perceberemos que: (1) a reunião mencionada em João 20:19 foi realizada, não com o propósito de venerar o domingo, mas para esconder os seguidores de Cristo, perseguidos pelos judeus; (2) a reunião referida em Atos 20:7 era simplesmente para “partir o pão”, prática essa que podia ocorrer em qualquer dia da semana (ver Atos 2:42, 46); (3) o objetivo de cada um separar “em casa”, no “primeiro dia da semana”, uma oferta para os necessitados era simplesmente para que não se fizessem “coletas”quando Paulo fosse visitar os coríntios (1 Coríntios 16:2); (4) não existem quaisquer evidências bíblicas ou históricas de que, na época em que o apóstolo João escreveu o texto de Apocalipse 1:10, o domingo já fosse chamado de “dia do Senhor” (ver Isaías 58:13; Mateus 12:8), como foi o posteriormente. “Cristo repousou na tumba no dia de sábado, e quando os santos seres tanto do Céu como da Terra estavam em atividade na manhã do primeiro dia da semana, Ele ressurgiu do túmulo para reiniciar a tarefa de ensinar aos discípulos. Esse fato, no entanto, não consagra o primeiro dia da semana, nem o faz dia de repouso. Jesus, antes de Sua morte, estabeleceu um memorial de Seu corpo partido e Seu sangue derramado pelos pecados do mundo, na ordenança da Ceia do Senhor, dizendo: “Todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha.” 1 Coríntios 11:26. E o crente arrependido que dá os passos requeridos na conversão, comemora em seu batismo a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo. Ele é baixado às águas na semelhança da morte e sepultamento de Cristo, e levantado das águas na semelhança da Sua ressurreição… para viver uma nova vida em Cristo Jesus.”[i] Aqueles que aceitam a tradição pós-apostólica como normativa, não se constrangem em transportar a observância do domingo para dentro do Novo Testamento. Mas, com base no princípio de que a Palavra de Deus deve interpretar-se a si mesma, não conseguimos ver, nos textos acima mencionados, qualquer endosso bíblico para a observância do domingo.]]>
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<![CDATA[Sinais do fim]]> https://tempoprofetico.com.br/sinais-do-fim/ Sun, 29 Mar 2020 07:57:30 +0000 https://licao7.com.br/?p=733

O dia e a hora exatos da Sua vinda não foram revelados. Cristo disse aos discípulos que Ele Mesmo não sabia o dia ou a hora do Seu retorno, mas mencionou certos eventos através dos quais poderiam saber quando Sua vinda estaria próxima.

O dia e a hora exatos da Sua vinda não foram revelados. Cristo disse aos discípulos que Ele Mesmo não sabia o dia ou a hora do Seu retorno, mas mencionou certos eventos através dos quais poderiam saber quando Sua vinda estaria próxima. “Haverá sinais”, disse Ele, “no Sol, na Lua e nas estrelas.” Lucas 21:25. E explicou com maior clareza ainda: “O Sol escurecerá, a Lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento” (Mateus 24:29). “Sobre a Terra”, disse Jesus, haverá “angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas, haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo” (Lucas 21:25 e 26). “E verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E Ele enviará os Seus anjos, com grande clamor de trombeta, os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mateus 24:30 e 31). O Salvador acrescentou ainda: “Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mateus 24:32 e 33). Cristo descreveu os sinais de Sua vinda. Disse que poderíamos saber quando Seu retorno estivesse às portas. Quando as folhas das árvores brotam na primavera, sabemos que o verão está próximo. Do mesmo modo, ao se cumprirem os sinais no Sol, na Lua e nas estrelas, podemos nos certificar de que a vinda de Cristo se aproxima. Esses sinais já se cumpriram. Em 19 de maio de 1780 o Sol escureceu. Esse dia ficou conhecido na história como “o dia escuro”. Na região Leste dos Estados Unidos, tão densas eram as trevas que as lamparinas foram acesas ao meio-dia e até depois da meia-noite, a Lua embora fosse cheia, negou-se a iluminar. Muitos acreditaram que o dia do juízo havia chegado. Nenhuma razão satisfatória pôde explicar a escuridão sobrenatural, exceto a que foi encontrada nas palavras de Cristo. O escurecimento do Sol e da Lua foi um sinal de Sua vinda. Em 13 de novembro de 1833, ocorreu uma deslumbrante queda de estrelas jamais contemplada pelo homem. Outra vez, as pessoas se convenceram de que era chegado o dia do juízo. Desde então, terremotos, furacões, maremotos, pestes, fomes, destruições por fogo ou por inundações têm-se multiplicado. Além disso, angústia e perplexidade entre as nações apontam para o iminente retorno do Senhor Jesus. Aos que haveriam de contemplar esses sinais, o Salvador disse: “Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça”. “Passará o Céu e a Terra, porém as Minhas palavras não passarão” (Mateus 24:34 e 35). “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1 Tessalonicenses 4:16-18).]]>
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<![CDATA[A cruz de Jesus Cristo ou a sua cruz?]]> https://tempoprofetico.com.br/a-cruz-de-jesus-cristo-ou-a-sua-cruz/ Sun, 29 Mar 2020 07:59:26 +0000 https://licao7.com.br/?p=736

A crucifixão foi praticada desde o sexto século a.C. até por volta do quarto século d.C., quando foi abolida por ordem de Constantino I em 337 d.C.. Os fenícios e os gregos costumavam utilizar esse tipo de morte para punição política e militar...

A crucifixão foi praticada desde o sexto século a.C. até por volta do quarto século d.C., quando foi abolida por ordem de Constantino I em 337 d.C.. Os fenícios e os gregos costumavam utilizar esse tipo de morte para punição política e militar. Os persas e os cartagineses a utilizavam para punir altos oficiais, comandantes e líderes rebeldes. Os romanos usavam a cruz para punir classes inferiores (escravos, criminosos violentos e possíveis guerrilheiros de províncias rebeldes). E foram os romanos que se especializaram nesse tipo de tortura física e mental. A cruz era um bom instrumento de persuasão contra os rebeldes. Apesar de ser uma condenação terrível e vergonhosa, ela era praticada publicamente. Geralmente, a vítima era crucificada nua e não tinha o direito de ser sepultada dignamente. O corpo dela era deixado para os animais comerem ou era jogado no lixo público, onde se decompunha junto de excrementos e restos de lixo urbano. Cícero, um dos maiores juristas do Senado, e que viveu nos dias de Julio César, chamava a crucifixão de ‘summum supplicium e crudelissimum supplicium’, que traduzido seria ‘a mais extrema, mais cruel e angustiosa forma de punição’… Em 63 a.C., Rabirius, um senador romano, foi condenado à morte de cruz. Cícero, então, saiu em sua defesa argumentando que a simples menção da palavra ‘cruz’ era algo inadmissível aos ouvidos de um respeitado cidadão romano. Veja o que ele escreveu na ocasião: ‘Oh! Quão grave seria ser desgraçado publicamente por uma corte, quão grave seria sofrer um castigo, quão grave seria ser banido. Mesmo assim, em meio a um desastre, gozaríamos de certo grau de liberdade. Mesmo se formos condenados à morte, podemos morrer como homens livres. Mas… a simples menção da palavra ‘cruz’ deveria ser removida não apenas da pessoa de um cidadão romano, mas até mesmo de seus pensamentos, olhos e ouvidos… A simples menção dela é um desrespeito a qualquer cidadão romano ou homem livre.’” Plautos, um escritor que viveu por volta de 230 a184 a.C., foi, provavelmente, o mais antigo a dar evidências sobre a crucifixão em Roma. Descrevendo as peças teatrais, ele menciona a crucifixão de escravos. Flávio Josefo, um escritor judeu, também menciona a crucifixão, dizendo que ela era a “mais desgraçada de todas as mortes”. Havia vários tipos de cruz. Possivelmente, a mais antiga forma de cruz era a crux gammata, que parecia a junção de quatro letras do alfabeto grego. Esse não era um símbolo de condenação, mas de riqueza e prosperidade. Um outro tipo era a crux ansata, que também não simbolizava condenação ou sofrimento. Como instrumento de execução havia quatro tipos de cruz na época de Cristo. Uma era a cruz decussata, que tinha o formato da letra “x”. Ela era baixa e o condenado ficava com os pés apoiados no chão. Nessa cruz, enquanto ainda estava vivo, o condenado era deixado para que animais o comessem ou para servir de uma espécie de tiro ao alvo. Outra cruz era a immissa quadrata, uma cruz grega que se assemelhava à decussata. Ela tinha o travessão cortado na mesma medida do poste principal e também era baixa. Um terceiro tipo de cruz era a comissa, que tinha o formato da letra “T”. Essa cruz era um poste que, geralmente, ficava fixo no local da execução, ao qual se encaixava o travessão. A vítima era amarrada ao travessão e “puxada” até ao topo do poste vertical e permanecia agonizando à vista da multidão. O quarto tipo de cruz é a immissa ou capitata, que era a mais usada pelos romanos. Ela era muito alta e era formada por duas peças: o estipes (poste que, geralmente, ficava no local da execução) e o patibulum (o travessão que era carregado pelo condenado até o local da crucifixão). A cruz immissa é a mais aceita pelos pintores que retratam a morte de Cristo e é, sem dúvida, a aceita pela Igreja. Essa escolha deve-se a vários fatores: – somente essa e a cruz grega permitiam que uma placa fosse colocada acima da cabeça do condenado (Mateus 27:37); – a cruz immissa quadrata também permitiria a colocação da placa, mas é descartada porque era baixa, o que a faz não se encaixar nas descrições dos evangelhos porque a Bíblia diz que os soldados usaram um caniço para alcançar a boca de Jesus e uma lança para verificar se Ele estava morto (João 19:29 e 34). Se a cruz de Cristo fosse baixa, não seriam necessários o caniço e a lança, afinal, a haste da lança romana media cerca de dois metros. Isso descarta a possibilidade de ter sido usada a cruz grega, pois essa nunca passava de dois metros de altura; – a cruz romana era formada por duas partes: o poste principal e o travessão, que era carregado pelo condenado até o lugar da crucifixão. “No local da crucifixão, o stipes deitado no chão ficava à espera da parte que lhe completava. Sobre ele, então, fixavam o patibulum e, em seguida, pregavam a vítima. Depois, soerguiam a peça inteira até que caísse com violência num buraco previamente preparado para esse fim. A dor, nesses casos, era inimaginável… O condenado ficava nu e assentado com uma das nádegas apoiadas sobre um banquinho chamado sedícula. Os cravos eram pregados, geralmente, no antebraço, entre o rádio e o cúbito. A Bíblia, no entanto, diz que os de Jesus foram afixados através das mãos… Com os braços estendidos em forma de “v”, a vítima ficava com os pulmões apertados e tinha de erguer-se sobre as pernas para respirar melhor.”A história registra muitas crucifixões. Entre elas, citamos: – Heródoto comenta que Dario crucificou três mil babilônios em uma única vez; – Tito Lívio comenta que 25 escravos foram crucificados; – Osório testemunhou a crucifixão de 450 homens; – Seis mil escravos foram crucificados, em uma única vez, após a morte de Epartacus; – Adriano crucificou mais de dois mil judeus e usou os corpos deles como tochas para iluminar as estradas da Judeia. Em 1968, foram encontrados 15 túmulos de pedra (datados entre 70 a.C. a 70 d.C.) que continham os esqueletos de 25 pessoas. Um dos esqueletos era de um jovem de 20 a 30 anos que fora crucificado. Essa foi a primeira e única ossada encontrada completa de um homem que morreu crucificado (há outras, mas com ossos muito fragmentados). Através dela, reconstitui-se, provavelmente, a forma como Jesus morreu.” Seja feliz!  ]]>
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<![CDATA[Rebatismo]]> https://tempoprofetico.com.br/rebatismo/ Sun, 29 Mar 2020 08:01:11 +0000 https://licao7.com.br/?p=739

Se existe “um só batismo” (Efésios 4:5), por que rebatizar pessoas já batizadas por imersão?

Pr. Alberto R. Timm, Ph.D. Artigo Editado Algumas pessoas alegam, com base em Efésios 4:5 (“há um só Senhor, uma só fé, um só batismo”), que o batismo por imersão só pode ser ministrado uma única vez a cada indivíduo. Mas essa teoria acaba distorcendo, não apenas o sentido básico do texto bíblico, mas também o significado do rito batismal […]. Efésios 4:1-6 fala a respeito da unidade que deveria existir entre todos aqueles que ingressaram na comunidade dos crentes através do mesmo rito batismal. Andrew T. Lincoln esclarece que “o ‘um só batismo’ é o batismo nas águas, o rito público de confissão da única fé no único Senhor. O batismo é único, não por ter uma única forma ou por ser ministrado uma única vez, mas por ser a iniciação em Cristo, no único corpo”. Como todos os crentes se tornaram membros do corpo de Cristo através do batismo, esse rito é um “fator unificador” da igreja (Word Biblical Commentary, vol. 42, pág. 240). Biblicamente, o batismo não é um sacramento que concede méritos à salvação, e sim um símbolo visível de uma nova aliança salvífica entre Deus e o pecador regenerado pela graça divina. Através desse ato público, a pessoa se compromete a deixar de servir o pecado, passando a viver “em novidade de vida” (Romanos 6:1-7). A nova vida em Cristo implica na aceitação de Cristo como Salvador e Senhor, bem como na vivência prática de Sua vontade revelada nas Escrituras. O ideal é que o batismo seja ministrado uma única vez aos novos conversos, no início da vida cristã. Mas pode haver duas circunstâncias nas quais é aconselhável que a pessoa seja rebatizada. Uma delas diz respeito aos conversos provenientes de outras comunidades cristãs nas quais já foram batizados por imersão. Mesmo nunca tendo rompido seu relacionamento com Cristo, essas pessoas podem selar publicamente, por um novo batismo, sua aceitação de uma nova plataforma doutrinária, mais ampla e mais comprometida com o conteúdo geral das Escrituras (ver Mateus 4:4; 28:19 e 20; João 16:13). Que a aceitação de novos componentes doutrinários fundamentais pode justificar o rebatismo de um cristão é evidente… [na experiência de um grupo de crentes em Éfeso – ver Atos 19:1-7]. Somos informados em Atos 19:1-7 que, em Éfeso, o apóstolo Paulo encontrou “uns doze” discípulos já batizados por João Batista no “batismo de arrependimento” que nem ao menos haviam ouvido falar “que existe o Espírito Santo”. Após compreenderem essa verdade, eles foram rebatizados “em o nome do Senhor Jesus”. […] Outra circunstância é quando o crente rompe sua aliança com Cristo e volta a uma vida de pecado, ele se torna passível de ter seu nome eliminado do rol de membros da igreja. O seu reingresso na comunidade dos crentes deve ser assinalado por um novo testemunho público de uma mudança de vida, selado pelo rebatismo. […] Portanto, Efésios 4:1-6 ratifica a unidade da fé ao mencionar que todos os crentes se tornaram parte do corpo de Cristo através do mesmo rito público (o batismo) de confissão da única fé no único Senhor. Mas essa realidade não desaprova o rebatismo daqueles que assumem uma nova aliança com Cristo e com Sua Palavra.]]>
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<![CDATA[2.300 tardes e manhãs]]> https://tempoprofetico.com.br/2-300-tardes-e-manhas/ Sun, 29 Mar 2020 08:05:09 +0000 https://licao7.com.br/?p=742

Estudos históricos bem abalizados demonstram que, até meados do século 19, a grande maioria dos comentaristas bíblicos protestantes interpretava as 2.300 "tardes e manhãs" como 2.300 anos.

Pr. Alberto R. Timm, Ph.D. Estudos históricos bem abalizados demonstram que, até meados do século 19, a grande maioria dos comentaristas bíblicos protestantes interpretava as 2.300 “tardes e manhãs” como 2.300 anos (veja os citados por LeRoy E. Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers, p. 204-268; ou Alberto R. Timm, O Santuário e as Três Mensagens Angélicas [Engenheiro Coelho, SP: Imprensa Universitária Adventista, 2000], p. 21-25). Essa mesma interpretação continuou sendo aceita nos círculos protestantes pelo menos até o final do século 19. Existem várias razões que nos levam a aplicar o princípio “dia-ano” de interpretação profética às 2.300 tardes e manhãs. Uma delas é o relacionamento entre as 2.300 tardes e manhãs e as 70 semanas de Daniel 9:24-27. A visão sobre as 70 semanas foi dada a Daniel como explicação adicional à visão das 2.300 tardes e manhãs (Daniel 8:14, 26 e 27; 9:20-27). Nessa explicação, o único ponto de partida mencionado, que deve ser comum a ambos os períodos proféticos, é a expressão “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (Daniel 9:25). Essa ordem entrou em vigor em 457 a.C. (Esdras 7:13). E não há como fazer com que as 70 semanas se estendam “até ao Ungido, ao Príncipe” (Daniel 7:25), entre 27 e 34 d.C., sem que este período seja considerado como 70 semanas de anos, ou seja 490 anos. Agora, se aplicamos o princípio dia-ano às 70 semanas, como grande parte dos comentaristas o fazem, também devemos aplicá-lo às 2.300 tardes e manhãs. Outra razão é o próprio contexto histórico. A visão das 2.300 tardes e manhãs foi dada “no terceiro ano do reinado do rei Belsazar” (Daniel 8:1), rei de Babilônia. O cumprimento deveria ocorrer, segundo a própria visão, em “dias ainda mui distantes” (Daniel 8:26), estendendo-se “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (Daniel 9:25), ou seja de 457 a.C., até o “tempo do fim”, o “último tempo da ira” e o “tempo determinado do fim” (Daniel 8:17 e 19). Se interpretarmos as 2.300 tardes e manhãs como 1.150 dias literais (3 anos e meio) ou mesmo como 2.300 dias literais (7 anos), esse período não chegaria ao final do domínio persa, e muito menos ao tempo do fim. Uma terceira razão é o princípio da “simbolização em miniatura”, assim denominado em 1843 por George Bush, professor de Hebraico e Literatura Oriental da New York City University. De acordo com esse princípio, sempre que a entidade envolvida em uma profecia bíblica aparece simbolicamente miniaturizada, o tempo profético envolvido foi igualmente miniaturizado, e deve ser interpretado com base no princípio dia-ano. Por exemplo, em Números 14, assim como os doze espias simbolizavam doze tribos, os 40 dias representavam 40 anos (verso 34). De modo semelhante, em Daniel 8, assim como o carneiro e o bode simbolizam dois reinos (Medo-Pérsia e Grécia), as 2.300 tardes e manhãs representam 2.300 anos.]]>
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<![CDATA[O Juízo Final]]> https://tempoprofetico.com.br/o-juizo-final/ Sun, 29 Mar 2020 08:09:00 +0000 https://licao7.com.br/?p=745

Vários textos bíblicos indicam que antes de Cristo vir a este mundo, pela segunda vez, haverá um juízo. O profeta Daniel menciona em uma de suas visões a presença de um tribunal com livros sendo abertos.

O ensino uniforme em toda a Escritura é de que o homem será julgado de acordo com aquilo que tiver feito (Jeremias 17:10; 2 Coríntios 5:10; Apocalipse 2:23; 20:12; 22:12; Romanos 2:6). Todos serão recompensados ou condenados de acordo com as decisões e atitudes de sua vida (Eclesiastes 12:14; Mateus 16:27). Isto não quer dizer que a salvação será pelas obras. A salvação somente ocorre pela fé em Cristo como nosso Salvador pessoal. Mas o que ocorre é que as obras de uma pessoa seguem a sua fé. Se a pessoa tem fé em Cristo, suas obras demonstram isso. Se uma pessoa não tem fé em Cristo, sua vida e obras evidenciam de que lado a pessoa escolheu estar no grande conflito entre e bem e o mal. Vários textos bíblicos indicam que antes de Cristo vir a este mundo, pela segunda vez, haverá um juízo. O profeta Daniel menciona em uma de suas visões a presença de um tribunal com livros sendo abertos (Daniel 7:9, 10). Logicamente, todo julgamento envolve o que está nos relatos processuais. Por isso, a Palavra de Deus menciona a existência de vários livros usados pelo tribunal divino no Céu. (1) As Escrituras Sagradas – norma do juízo; (2) O livro da vida (Apocalipse 20:12); (3) O livro de registro dos pecados dos homens (Apocalipse 20:12); (4) O livro de memórias das boas obras do santos e, talvez, o livro da morte que registra os pecados dos impenitentes (Daniel 7:10; Malaquias 3:16; Neemias 13:14; 65: 6 e 7). Esses livros são usados por Deus para que o Universo saiba que Ele é justo ao condenar os ímpios e salvar aqueles que escolheram o plano divino através da morte substitutiva de Cristo. Após a abertura dos livros, o profeta Daniel nos apresenta a cena do juízo. Primeiro há o julgamento e depois a coroação de Cristo e a implantação do reino eterno (Daniel 7:13 e 14). Pedro nos diz que o julgamento do povo de Deus precede ao julgamento dos ímpios (1 Pedro 4:17). E então virá o decreto de Apocalipse 22:11: “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.”  Esse decreto virá no fim do juízo pré-advento, exatamente antes que Cristo venha pela segunda vez. Não haverá segundo tempo de graça. O julgamento divino é efetuado em três passos sucessivos: a) O juízo pré-advento – justifica o caráter de Deus diante dos seres celestiais. É realizado antes que Cristo retorne à esta Terra. Antes de Cristo vir a este mundo, pela segunda vez, para levar os que O aceitaram como Salvador pessoal e viveram uma vida de entrega a Ele, nos tribunais celestes será analisado quem Cristo irá levar para o Céu. A grande preocupação dos seres celestiais é o Céu não ser colocado em perigo por algum suposto cristão que não teve a vida totalmente transformada. Nesse julgamento, serão descartados os pretensos seguidores de Cristo, aqueles que têm o nome de cristãos, mas não O seguem de verdade. Os cristãos nominais serão julgados e condenados antes que Cristo venha para dar o galardão aos Seus filhos. Cristo, obviamente, não irá levá-los para o Céu. b) O juízo de confirmação– justifica o caráter de Deus diante dos remidos. É realizado pelos santos durante o milênio. Quando chegarmos ao Céu, certamente vamos nos surpreender por não encontrarmos lá algumas pessoas que imaginávamos que lá estariam. Para benefício dos salvos, Cristo abrirá todos os registros do Céu para que possamos confirmar a justiça de Deus em ter concedido a salvação a alguns e em não ter levado outros para o Céu. Esse juízo ocorre entre a segunda e a terceira vinda de Cristo a este mundo no período conhecido como milênio. O livro do Apocalipse (20:4) nos fala sobre os santos julgando durante os mil anos (milênio). Paulo declara que “o mundo” e os “anjos” serão julgados pelos santos (1 Coríntios 6:2 e 3; Judas 6). Essa será a principal obra dos santos durante o milênio – “reinarão e serão sacerdotes com Cristo durante 1000 anos” (Apocalipse 20: 4 e 6). Por ocasião da segunda vinda de Cristo, eles serão levados ao Céu e, ali, farão o julgamento. c) O juízo executivo final – justifica o caráter de Deus diante de todos os seres criados, bons e maus. É a proclamação da sentença condenatória contra os ímpios e sua destruição. Quando todas as dúvidas tiverem sido esclarecidas, no final do milênio, Jesus voltará novamente à Terra para ser reconhecido como justo por Satanás, seus anjos e todos os perdidos. Aqui se realizará o que está predito tanto no Antigo como no Novo Testamento: Isaías 45:23– “Por mim mesmo tenho jurado, já saiu da minha boca a palavra de justiça, e não tornará atrás; que diante de mim se dobrará todo o joelho, e por mim jurará toda a língua.” Romanos 14:11 – “Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, e toda a língua confessará a Deus.” É importante notarmos que todo joelho se dobrará a Deus não numa obediência forçada, mas num tributo de sincero reconhecimento de que Deus foi amoroso e justo em todo o seu trato com os pecadores. A razão pela qual essas pessoas não podem receber a imortalidade é porque rejeitaram a graça de Cristo e se apegaram ao pecado de tal forma que o pecado passou a ser, para elas, uma segunda natureza. Não podem fazer parte do Céu porque colocariam em risco a existência pacífica de todos os seres do Universo. Aquele que tem a Cristo como seu Salvador pessoal não precisa temer o juízo de Deus em nenhuma de suas fases. João 5:24 nos revela que aquele que ouve e pratica a Palavra de Jesus não entra em juízo, mas passa da morte para a vida, isto é, somente serão condenados aqueles que não fizeram uma entrega completa da vida a Deus. No final do milênio, todos os seres humanos estarão reunidos diante de Deus. Os salvos (que não serão mais julgados nesta ocasião) receberão a confirmação de sua salvação. Os ímpios estarão em pé diante dEle para receber a sentença final – o juízo executivo final. Fogo descerá do céu e destruirá, para todo sempre, todo e qualquer vestígio de maldade (Apocalipse 20:7-9). A Bíblia nos diz que o mal não se levantará pela segunda vez (Naum 1:9). Malaquias 4:1 e 3 – “Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo. E pisareis os ímpios, porque se farão cinza debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que estou preparando, diz o SENHOR dos Exércitos” Enquanto a Terra está envolta nos fogos da destruição1, os justos habitam em segurança na Santa Cidade. Sobre os que tiveram parte na primeira ressurreição, a segunda morte não tem poder. Ao mesmo tempo em que Deus é, para os ímpios, um fogo consumidor, é, para o Seu povo, tanto Sol como Escudo (Apocalipse 20:6; Salmo 84:11). “Vi um novo céu, e uma nova Terra. Porque já o primeiro céu e a primeira Terra passaram” (Apocalipse 21:1). O fogo que consome os ímpios purifica a Terra. Todo vestígio de maldição é removido. Nenhum inferno a arder eternamente conservará perante os resgatados as terríveis consequências do pecado. Apenas uma lembrança permanece: nosso Redentor sempre levará os sinais de Sua crucifixão. Em Sua fronte ferida, em Seu lado, em Suas mãos e pés estão os únicos vestígios da obra cruel que o pecado efetuou. Diz o profeta, contemplando Cristo em Sua glória: “Raios brilhantes saíam da Sua mão, e ali estava o esconderijo da Sua força” (Habacuque 3:4). Suas mãos, Seu lado ferido donde fluiu a corrente carmesim, que reconciliou o homem com Deus – ali está a glória do Salvador, ali está “o esconderijo da Sua força”. “Poderoso para salvar”, mediante o sacrifício da redenção, foi Ele, portanto, forte para executar justiça sobre aqueles que desprezaram a misericórdia de Deus. E os sinais da Sua humilhação são a Sua mais elevada honra; através das eras intérminas, os ferimentos do Calvário Lhe proclamarão o louvor e declararão o poder. Na terra renovada não mais haverá lágrimas, cortejos fúnebres, manifestações de pesar.  “Não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor,  porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:4). “E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absolvido da sua iniqüidade” (Isaías 33:24). Ali está a nova Jerusalém, a metrópole da nova Terra glorificada, como “uma coroa de glória na mão do Senhor e um diadema real na mão de teu Deus” (Isaías 62:3). “Sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como cristal resplandecente.” “As nações andarão à sua luz; e os reis da Terra trarão para ela a sua glória e honra” (Apocalipse 21:11 e 24). Diz o Senhor: “Folgarei em Jerusalém, e exultarei no Meu povo” (Isaías 65:19). “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus” (Apocalipse 21:3). “E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre” (Apocalipse 5:13). O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor.]]>
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<![CDATA[A tempo e fora de tempo]]> https://tempoprofetico.com.br/a-tempo-e-fora-de-tempo/ Sun, 29 Mar 2020 08:17:29 +0000 https://licao7.com.br/?p=752

Frequentemente, falhamos em testemunhar de Cristo e perdemos preciosas oportunidade de alterar o curso da história pessoal de alguém.

Pr. Amin Rodor, Ph.D.1

“Então, Se dirigiu a Seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos.”  Mateus 9:37  Martin Niemöller, um bispo luterano alemão, foi o responsável por negociar com Hitler, durante a Segunda Guerra Mundial, na tentativa de salvar a igreja na Alemanha de ser fechada pelo ditador nazista. Quase no fim de sua vida, Niemöller contava a respeito de um sonho que tinha com frequência. Nele, Niemöller via Hitler de pé diante de Jesus no dia do julgamento final. Jesus Se levantava de Seu trono, colocava o braço no ombro de Hitler e perguntava: “Adolf, por que você fez tantas coisas horríveis e cruéis?” Hitler, com a cabeça pendida, simplesmente respondia: “Ninguém nunca me disse quanto Você me amou.” O bispo dizia que, a essa altura do sonho, ele acordava com um suor frio, relembrando que, durante as muitas reuniões que tivera com Hitler, ele nunca dissera: “Führer, Jesus ama você. Ele o ama muito mais do que você jamais conseguirá entender. Ele o ama tanto que morreu por você. Você sabia disso?” Frequentemente, falhamos em testemunhar de Cristo e perdemos preciosas oportunidade de alterar o curso da história pessoal de alguém. Nossa omissão, às vezes, é resultado de mero desinteresse. Outras vezes, é resultado de vergonha ou manifesta simples descrença. Não cremos que as pessoas possam se interessar e ser alcançadas pela graça de Deus. Escrevendo aos Romanos, Paulo disse não ter vergonha do evangelho (Romanos 1:16). Jesus, consistentemente, ofereceu a todos, incluindo Nicodemos, a mulher adúltera, a samaritana, Zaqueu, o moço rico e pecadores comuns, a oportunidade do encontro com a graça. Especialistas em crescimento de igreja falam de uma Linha de Interesse pontuada de 0 a 10. Os que estão no nível “zero”, ou próximos a ele, são os que não têm qualquer interesse ou apenas um baixo grau dele. Os mais próximos do “dez” são aqueles que estão no limiar do reino de Deus. Contudo, devemos nos lembrar de que Deus pode utilizar as circunstâncias na vida de uma pessoa de tal forma que alguém no nível “zero” pode ser transportado para o nível “nove” num piscar de olhos. Um diagnóstico desfavorável, um telefonema no meio da noite, as perdas da vida, o cerco de uma enfermidade, os desencantos comuns a todos podem transformar a atitude e fazer brotar o interesse. Faça uma lista de parentes, amigos e conhecidos “desinteressados” e comece a orar por eles seriamente.]]>
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<![CDATA[Por que os justos serão julgados?]]> https://tempoprofetico.com.br/755-2/ Sun, 29 Mar 2020 09:40:49 +0000 https://licao7.com.br/?p=755

Cristo não pode assegurar a salvação àqueles que apenas professam ser cristãos com base nas boas obras que praticaram (Mateus 7:21-23). Os registros celestiais, portanto, são mais que apenas uma ferramenta que serve para separar os genuínos dos falsos.

Se aceitamos Jesus Cristo como nosso único Salvador e fomos perdoados de nossos pecados, por que teremos que ser julgados também? Porventura o juízo investigativo ameaça a salvação daqueles que creem em Cristo Jesus? De modo algum. Crentes genuínos vivem em união com Cristo, confiando nEle como intercessor (Romanos 8:34). Sua segurança é a promessa de que “temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2:1). O julgamento investigativo antes do advento não ocorre para benefício da Divindade. Destina-se, antes, primariamente ao benefício do Universo, servindo para responder às acusações de Satanás e para garantir aos seres não caídos que Deus permitirá a entrada em Seu reino tão somente daqueles que verdadeiramente se converteram. Dessa forma Deus abre os livros de registro a fim de permitir uma inspeção imparcial (Daniel 7:9 e 10). Os seres humanos pertencem a uma dentre três classes: (1) os ímpios, que rejeitam a autoridade de Deus; (2) crentes genuínos que, mediante a confiança nos méritos de Cristo pela fé, vivem em obediência à lei de Deus; e (3) aqueles que parecem ser cristãos genuínos, mas não o são. Os seres não caídos conseguem discernir facilmente a primeira dessas categorias. Mas… quem é um crente genuíno e quem não o é? Ambos os grupos têm seus nomes escritos no livro da vida, o qual contém os nomes de todos os que, alguma vez, entraram no serviço de Deus (Lucas 10:20; Filipenses 4:3; Daniel 12:1; Apocalipse 21:27). A própria Igreja tem, em suas fileiras, crentes genuínos e crentes falsos, o trigo junto com o joio (Mateus 13:28-30). As criaturas não caídas de Deus não são seres oniscientes; não conseguem ler os corações. Assim se faz necessário um julgamento – antes da segunda vinda de Cristo – a fim de separar o verdadeiro do falso e para demonstrar ao Universo expectante a justiça de Deus em salvar o crente sincero. A questão tem a ver com Deus e o Universo, não com Deus e o verdadeiro filho Seu. É necessária a abertura dos livros de registro, a exposição daqueles que professam fé e cujos nomes foram anotados no livro da vida. Cristo retratou esse julgamento através da parábola dos convidados à ceia de casamento que respondem ao generoso convite do evangelho. Pelo fato de nem todos que decidem ser cristãos serem efetivamente genuínos discípulos, o rei reconhece a necessidade de inspecionar os convidados e ver quem possui os trajes nupciais. “Pela veste nupcial da parábola é representado o caráter puro e imaculado, que os verdadeiros seguidores de Cristo possuirão. Foi dado à Igreja ‘que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente’ (Apocalipse 19:8), ‘sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante’ (Efésio 5:27). O linho fino, diz a Escritura, ‘são as justiças dos santos’ (Apocalipse 19:8). A justiça de Cristo e Seu caráter imaculado é, pela fé, comunicada a todos os que O aceitam como Salvador pessoal.” Quando o rei inspecionar os convidados, somente aqueles que estiverem vestidos das vestimentas da justiça de Cristo, tão graciosamente oferecidas no convite evangélico, serão aceitos como genuínos crentes. Aqueles que professam ser seguidores de Deus, mas vivem em desobediência e não estão cobertos pela justiça de Cristo, serão apagados do livro da vida (Êxodo 32:33). O conceito de um juízo investigativo de todos aqueles que professam fé em Cristo não contradiz o ensino bíblico da salvação unicamente pela fé através da graça. Paulo sabia que, um dia, ele próprio enfrentaria o juízo. Diante desse fato, expressou o desejo de “ser achado nEle, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé” (Filipenses 3:9). Todos os que estão unidos a Cristo possuem a certeza da salvação. Na fase pré-advento do último julgamento, os crentes genuínos, aqueles que possuem uma relação salvadora com Cristo, recebem a afirmação perante o Universo não caído. Contudo, Cristo não pode assegurar a salvação àqueles que apenas professam ser cristãos com base nas boas obras que praticaram (Mateus 7:21-23). Os registros celestiais, portanto, são mais que apenas uma ferramenta que serve para separar os genuínos dos falsos. Também representam o alicerce para confirmação dos crentes genuínos diante dos anjos. Longe de roubar ao crente de sua certeza em Cristo, a doutrina do santuário a sustenta. Ela ilustra e esclarece à mente do seguidor de Cristo o plano da salvação. Seu coração penitente regozija-se ao perceber a realidade da morte substitutiva de Cristo em favor de seus pecados, conforme prefigurada nos sacrifícios. Adicionalmente, sua fé alcança as alturas a fim de encontrar significado num Cristo vivo, que é o seu Advogado sacerdotal na própria presença santa de Deus.

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1 Nisto Cremos, (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, p. 424-426).

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<![CDATA[Momento crítico]]> https://tempoprofetico.com.br/momento-critico/ Sun, 29 Mar 2020 11:51:58 +0000 https://licao7.com.br/?p=760

Qual deveria ser a atitude da igreja quando o impensável acontece em seus domínios?

Crises. Quem não tem? Só quem está morto. Por isso, se você está lendo este texto, é sinal de que já enfrentou e enfrenta crises. Assim como elas atingem as pessoas, afetam também governos, empresas e igrejas. Na verdade, o próprio mundo começou com uma crise e terminará com outra. E a igreja cristã nasceu em meio a uma crise externa (perseguição) e outra interna (divisão teológica sobre a inclusão e a exclusão de pessoas no grupo), como registra o livro de Atos (6, 12, 15).

Entidades idealizadas no Céu e localizadas na Terra, compostas por cidadãos do futuro ainda vivendo no presente, igrejas são terrenos férteis para crises. Quando a igreja toma posições erradas, provê respostas erradas, se comporta de maneira errada e adota uma agenda errada, as crises aparecem. Se perguntássemos a um membro de qualquer denominação qual é a pior crise de sua igreja hoje, as respostas poderiam incluir dificuldade financeira, escassez de liderança, queda do número de membros, declínio da espiritualidade e imoralidade. Motivos para crises não faltam, pois há um departamento no inferno trabalhando dia e noite para idealizá-las.

A Igreja Católica, por exemplo, atravessa um de seus piores momentos. Se não bastasse a crise vocacional e de fé, alguns tradicionalistas insatisfeitos com a política do Vaticano até se perguntam se o papa é mesmo católico! Além disso, há os gravíssimos escândalos sexuais. Numa carta endereçada ao “povo de Deus” em 20 de agosto de 2018, o papa Francisco reconheceu a magnitude da dor causada aos mais vulneráveis pelo abuso sexual e de poder. E condenou a cultura do “clericalismo”, que permite o abuso e ainda tenta escondê-lo, mantendo silêncio.

Entretanto, não devemos apenas olhar criticamente para outros quintais. Temos nossos próprios problemas. Na área de teologia, o adventismo tem enfrentado várias crises, algumas surgidas e nutridas nos extremos da fé, como explora a matéria de capa. Naturalmente, o autor poderia mencionar outros casos relacionados a indivíduos ou instituições. As crises sempre irrompem quando as pessoas seguem caminhos errados e a igreja falha em ser igreja.

A igreja, em qualquer de suas formas, dá muito trabalho para Deus, embora também proporcione alegrias. Não é fácil gerenciá-la. O importante é que, apesar das crises, ela será vitoriosa (Mt 16:18). Resiliente, a igreja triunfa sobre as forças da morte não por ser invencível, mas por ser redimida, purificada e impulsionada por Deus. Enquanto a igreja estiver unida a Cristo, ela não perderá o rumo. “Haverá crises nesta causa”, diz Ellen White (Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 498). Contudo, se tivermos uma “ação pronta e decisiva”, os triunfos serão gloriosos. “Movimentos rápidos no momento crítico frequentemente desarmam o inimigo.”

No fundo, a questão não é a existência de crises, mas como as encaramos. Por isso, em palestras motivacionais virou lugar-comum dizer que os ideogramas chineses para “crise” (wei-ji) significam “perigo” e “oportunidade”, se bem que ji indica mais propriamente um “ponto crítico” em que as coisas acontecem do que “oportunidade”. A crise é a catalisadora da transformação. Para melhor ou pior, grandes crises desencadeiam enormes mudanças. Ninguém sai delas do mesmo jeito. Porém, será que aproveitamos nossas crises? Se a dor da crise não levar a uma fé mais robusta, a uma esperança mais forte e a uma vida mais santa, ela foi inútil. Assim, aproveite as crises para crescer.

MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista

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<![CDATA[A adoração da estátua: onde estava Daniel?]]> https://tempoprofetico.com.br/a-adoracao-da-estatua-onde-estava-daniel/ Sun, 29 Mar 2020 12:10:53 +0000 https://licao7.com.br/?p=764

Onde estava Daniel quando ocorreu a adoração da imagem? A verdade é que ele já havia dado mostras de sua fidelidade a Deus e às Suas orientações desde o tempo em que a ele e aos outros jovens hebreus foram oferecidos alimentos da mesa do rei, mas eles haviam recusado, porque aqueles alimentos não estavam de acordo com as normas bíblicas.

Dr. Ozeas C. Moura Nabucodonosor ordenou que todos os que não adorassem a estátua de ouro fossem mortos. Mas, onde estava o profeta Daniel, visto que ele não é citado com os três rapazes em Daniel 3? A adoração da estátua, levantada pelo rei Nabucodonosor, figura entre os grandes relatos de fé na Bíblia. Três corajosos e fiéis jovens – Sadraque, Mesaque e Abede-Nego – preferiram a morte em uma fornalha de fogo a desonrar o nome de Deus, curvando-se perante um ídolo. Só não morreram porque Deus interveio, enviando um Ser que, aos olhos do rei da Babilônia, parecia ser “o filho dos deuses” (Daniel 3:25), para estar com aqueles jovens. Esse Ser era Jesus, perante o qual o fogo perdeu seu poder destruidor e os jovens foram salvos de morte certa. Ao que tudo indica, ao fazer uma imagem toda de ouro, Nabucodonosor quis contradizer a interpretação dada por Daniel de que apenas a cabeça da estátua, vista em sonho pelo rei babilônico, era de ouro – essa interpretação indicava que o império babilônico não seria eterno e que outros impérios o sucederiam, conforme representados pelos diferentes metais (Daniel 2:31-43). O ato de se prostrar em adoração à imagem seria uma demonstração de lealdade e submissão ao império babilônico. Podemos apenas conjecturar quanto à data dessa adoração. Uma boa hipótese é aquela que aponta a ocasião em que o rei Zedequias fez uma viagem à Babilônia (Jeremias 51:59), no 4o ano do seu reinado (594/593 a.C), possivelmente atendendo à convocação de Nabucodonosor para que todos os seus magistrados e vassalos fossem à Babilônia para adorar a imagem de ouro (Daniel 3:2). Se essa viagem do rei Zedequias foi para atender à convocação do rei babilônico, podemos imaginar o espanto dos jovens hebreus ao verem o rei do povo de Deus adorando uma imagem – prática proibida pelo 1o e mandamentos. E também o espanto do rei de Judá ao ver seus súditos se recusarem a se prostrar, mesmo correndo risco de morte. E quanto a Daniel? Onde estava ele quando ocorreu a adoração da imagem? A verdade é que ele já havia dado mostras de sua fidelidade a Deus e às Suas orientações desde o tempo em que a ele e aos outros jovens hebreus foram oferecidos alimentos da mesa do rei, mas eles haviam recusado, porque aqueles alimentos não estavam de acordo com as normas bíblicas. Teria Daniel fraquejado no momento da adoração daquela imagem e se prostrado diante dela? A verdade é que não sabemos onde estava Daniel, por ocasião da adoração da estátua. Conhecendo bem o caráter desse profeta, como é mostrado no livro que leva seu nome, podemos estar certos de uma coisa: se ele estivesse presente àquela cerimônia, também não teria se prostrado. Ele era tão fiel às suas crenças que preferiu morrer devorado por leões a negar a fé (Daniel 6). Só não morreu porque Deus o protegeu miraculosamente, fechando a boca daqueles animais (Daniel 6:22). A seguir, eis algumas hipóteses sobre o não comparecimento de Daniel à adoração da imagem de Nabucodonosor: 1. Poderia estar enfermo. Que geralmente Daniel tinha boa saúde pode ser inferido do cuidado que ele tinha com sua alimentação (Daniel 1:8,11-15). Mas ele não estava totalmente imune à doença, como pode ser visto em Daniel 8:27: “Eu, Daniel, enfraqueci e estive enfermo alguns dias…” 2. Poderia ter recebido uma missão especial do rei e, assim, estaria em viagem pelo reino. Um exemplo de viagem pelo reino é encontrado em Daniel 10:4, 7, quando o profeta teve uma visão “à margem do grande rio Tigre”, no tempo do rei Ciro. 3. Poderia ter sido dispensado daquele ato de adoração pelo próprio Nabucodonosor. Aquele era um ato através do qual os súditos demonstravam lealdade ao rei, e Nabucodonosor não tinha dúvida quanto à lealdade de Daniel, tanto que o havia nomeado “governador de toda a província da Babilônia” (Daniel 2:48). Assim, poderia tê-lo dispensado. Ao agir assim, estaria evitando duas situações: (1) matar Daniel, pois o rei sabia que esse fiel servo não se prostraria diante da imagem. Mas, como Daniel era um oficial altamente capaz, qualificado e honesto, o rei não desejava perder um auxiliar tão valioso; ou (2) ser desmoralizado perante os grandes de seu reino, ao permitir que Daniel ficasse impune, mesmo não se prostrando diante da estátua. Essa opção também não estava nos planos do rei, que era arrogante e prepotente (Daniel 3:15,19), e não deixaria que alguém o desmoralizasse e humilhasse. Qualquer uma das três hipóteses é uma boa candidata para explicar por que Daniel não é mencionado no ato de adoração da estátua. A verdade é que, sempre que sua fé foi provada, ele se manteve fiel – um poderoso exemplo a nós, que vivemos no tempo em que deuses modernos desafiam nossas crenças e nossa fé.]]>
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<![CDATA[Morte, juízo e a segunda vinda de Cristo]]> https://tempoprofetico.com.br/morte-juizo-e-a-segunda-vinda-de-cristo/ Mon, 30 Mar 2020 03:50:16 +0000 https://licao7.com.br/?p=768

Este artigo é um breve comentário da sequência bíblica morte-juízo-segunda vinda de Cristo. “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação” (Hebreus 9:28, 29). A seguir, algumas considerações introdutórias. A carta aos hebreus foi escrita ainda em tempo de crise, após o concílio de Jerusalém, e evidentemente antes da destruição do templo pelos romanos.[1] “Cristãos judeus ainda observavam as festas, sacrificavam como antes e eram zelosos da lei cerimonial (Atos 15)”.[2] Ignoravam que, pela morte de Cristo, oficialmente cessaram os rituais simbólicos e tipológicos que apontavam para o Senhor e seu sacrifício, e que em sua ascensão, Ele passara a oficiar como Sumo Sacerdote em um santuário real que está no céu (Mateus 27:51; Hebreus 8:1, 2; 10:11-13).[3] Jesus no Santuário O autor sagrado não se detém a explicar em que lugar do santuário celestial Jesus oficiou em sua ascensão. Devido à familiarização dos leitores com o livro de Levítico, e o ritual do santuário terrestre, seria evidente concluir que o ministério celestial de Cristo iniciou no lugar santo. O uso da palavra hágia para o lugar santo sem o artigo, e o emprego da expressão hágia hagion para o lugar santíssimo (9:1-7) “sugere que o autor de Hebreus compreendia que o santuário celestial era uma estrutura dividida em duas partes”.[4] Mas, em Hebreus “o ministério de duas fases não faz parte do propósito do autor, embora ele nada diga que o invalide”.[5] O autor também “não faz nenhuma tentativa para detalhar o significado antitípico do santuário levítico”, porque o seu foco é explicar o motivo da cessação do mesmo.[6] Ele queria animar cristãos judeus a “correr com perseverança a carreira” que lhes estava “proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hebreus 12:1, 2). Para isto, deveria fazer seus leitores olharem para Jesus, seu legítimo Sumo Sacerdote oficiando no verdadeiro santuário, que está no céu. (Hebreus 8:1, 2).[7] Juízo A primeira parte do texto, em análise, inicia com a expressão “assim como”, e a segunda, com “assim também”. Estas palavras forneceram aos leitores a certeza de dois eventos no futuro, o juízo e a segunda vinda de Cristo. O texto “assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo”, é uma explícita declaração de que não há vida após a morte, mas sim, a perspectiva do juízo.[8] Por outro lado, não implica que o juízo é imediatamente após a morte de cada pessoa. “Hebreus não dá dicas sobre acontecimentos escatológicos no tempo”.[9] Não era propósito da pessoa divina do Espírito Santo fornecer em Hebreus uma data para o início do ministério de Cristo no lugar santíssimo do santuário celestial, o que envolve um juízo investigativo e a purificação do santuário, pois através do livro profético apocalíptico de Daniel, Ele já indicara que iniciaria em 1844 (2Pedro 1:20, 21; Daniel 8:13, 14; 9:24-27).[10] O fato do juízo vir após a morte também não significa que todos morrerão antes dele, pois, por ocasião da segunda vinda de Cristo, haverá pessoas vivas que serão trasladadas sem a experiência da morte (1Tessalonicenses 4:17). Entretanto, os que ficarem vivos para o retorno do Senhor, não estarão isentos deste processo legal (2Coríntios 5:10).[11] Cristo fez a promessa: “Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Apocalipse 22:12).[12] Sem dúvida, a expressão juízo investigativo pré-advento usada pelos adventistas do sétimo dia é apropriada, porque é antes da segunda vinda de Cristo que se definirá os que receberão a bênção da recompensa final.[13] A propósito, não precisamos temer o juízo, pois, nele será feito justiça aos santos do Altíssimo, concedendo-lhes o reino (Daniel 7:22).[14] De fato, no juízo, quem está verdadeiramente em Cristo, “não entra em condenação”, mas somente os desprovidos da justiça do Senhor (João 5:24; Mateus 22:11-14).[15] Tão certo como pecado, morte e juízo são realidades universais, “assim também Cristo”, ofereceu-se “uma vez para sempre para tirar os pecados”. Em relação aos seres humanos, se todos morrem é porque todos pecaram (Romanos 3:23), pois, “o salário do pecado é a morte” (6:23; 5:12). Entretanto, a morte de Cristo foge a esta regra, pois, Ele é o segundo Adão (Romanos 5:14; 1Coríntios 15:22). Cristo nasceu sem pecado, e embora com natureza bem mais fraca que a de Adão, continuou sem pecado, isento de qualquer corrupção e inclinação para o mal, do contrário, Ele também necessitaria de salvação (Hebreus 7:26, 27).[16] Contudo, “tornou-se pecado por nós” (2Coríntios 5:21), e ao receber sobre si a carga dos nossos pecados e culpas, sofreu o castigo que nos pertencia (Isaías 53:4, 5). Sendo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem[17] (João 1:1-3; 1João 5:20; João 1:14; Hebreus 2:14; 1 João 4:2, 3), para tirar nossos pecados, experimentou uma morte real, voluntária, vicária e expiatória (Gálatas 1:4; Efésios 1:7).[18] Após sua ressurreição e ascensão, necessariamente[19], Cristo passou a atuar como Sumo Sacerdote no santuário celestial (Hebreus 4:14-16; 8:1, 2).[20] Sem dúvida, Seu sacrifício foi aceito pelo Pai, do contrário, não poderia ser nosso advogado junto a Ele (Hebreus 10:12-18; 1João 2:1).[21] Embora, “o sangue de Cristo é a moeda corrente no Céu no que diz respeito à salvação”[22], apesar deste infinito investimento feito em favor dos pecadores, seu sacrifício, suficiente para salvar todos, infelizmente não será eficiente em todos. Beneficiará apenas a “muitos”, os que O buscaram, e dele receberam arrependimento e libertação dos pecados (João 1:29; 1 João 1:9).[23] Segunda vinda de Cristo Finalmente, logo após o término do juízo, Jesus “aparecerá segunda vez, sem pecado”. A primeira vez, sem pecado, lembra a impecabilidade de Cristo, mas, neste contexto, a segunda vez, sem pecado, indica que é no processo do juízo, e não na cruz, que os registros dos pecados serão eliminados para sempre (Daniel 7:10; 8:13, 14).[24] Após resolver definitivamente o problema do pecado por meio de Sua mediação e juízo, Cristo “aparecerá segunda vez,… aos que o aguardam para a salvação”. Outra evidência de que ninguém precisa perder a certeza da sua salvação diante a perspectiva do juízo, é a descrição de crentes fieis que aguardam o retorno do Senhor para a salvação. Assim como o juízo deveria ocorrer depois da morte, a segunda vinda de Cristo ocorrerá após o juízo (Apocalipse 14:6, 20). Sua volta é tão certa como Sua morte. Será a culminação do processo da redenção em favor dos Seus servos que morreram, e dos que O aguardam para a salvação. A vinda de nosso amado Senhor e Salvador Jesus Cristo será o grande clímax da história! A palavra aparecerá, tradução do termo grego ὀπτάνομαι (optanomai) apresenta-se no tempo futuro, e modo indicativo, pois se refere a um fato real a ocorrer no futuro. Das 58 ocorrências da mesma palavra no Novo Testamento, 53 vezes se referem explicitamente a um aparecimento pessoal, real, visível e audível, por exemplo: Mateus 17:3; 24:30; 26:64; 28:7, 10; Lucas 1:11; 21:27; 24:34; Atos 26:16; 1 Coríntios 15:6; 1João 3:2; Apocalipse 1:7.[25] O aparecimento do Senhor Jesus Cristo será globalmente visível, desde o oriente até o ocidente, e totalmente audível (Atos 1:11; Apocalipse 1:7; Mateus 24:27, 30, 31; 1Tessalonicenses 4:16). O Rei dos reis e Senhor dos senhores, virá com poder e muita glória, acompanhado por todos os anjos celestiais (Apocalipse 19:16; Mateus 24:30). Prezado leitor, que segurança você tem diante da realidade da morte, do juízo, e da segunda vinda de Cristo? Já aceitou a Jesus como seu Senhor e Salvador? Olhe para Ele crucificado, morto, ressuscitado, que intercede pelos pecadores, retornará em glória, e tome agora a sua decisão.
Referências: [1]Francis D. Nichol, ed., Comentário bíblico adventista do sétimo dia, 1ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2014), 7: 417, 416. A seguir: Comentário bíblico adventista do sétimo dia. [2]Ibíd., 417. [3]Edward Heppenstall, Nuestro sacerdote (Villa Libertador San Martin, Argentina: Editorial Ceapé), 28. A seguir: Heppenstall. [4]Ángel Manuel Rodriguez, “Santuário”, em Tratado de teologia adventista do sétimo dia, editado por Raoul Dederen, 1ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), 436. A seguir: Tratado de teologia adventista do sétimo dia. https://noticias.adventistas.org/pt/coluna/ wilson-borba/o-santuario-que-esta-no-ceu/. [5]Frank H. Holbrook, ed., A luz de hebreus, 2ª ed. (Engenheiro Coelho, São Paulo: Unaspress, 2013), 7. A seguir: A luz de hebreus. [6]Ibíd. [7]Heppenstall, 28. [8]Questões sobre doutrina, 1ª ed.(Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2009), 352-416. A seguir: Questões sobre doutrina; Norman Gulley, Christ Is Coming (Hagerstows, MD: Review and Herald Publishing,  Association, 1998), 283-298. [9]A luz de hebreus, 232. [10]Gerhard F. Hasel, “Julgamento Divino” em Tratado de teologia adventista do sétimo dia, 929; William H. Shea, Daniel (Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana, 2009), 183-188. A seguir: Shea; https://noticias.adventistas.org/pt/coluna/wilson-borba/22-de-outubro-de-1844/. [11]Ellen G. White, O grande conflito, 43ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013), 483. A seguir: O grande conflito. [12]Ibíd. 486. [13]João Antonio Rodrigues Alves, O juízo investigativo pré-advento (Cachoeira, BA: CePlib, 2008). [14]Shea, 216, 217; Frank H. Holbrook, O sacerdócio expiatório de Jesus Cristo, 1ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013), 218-220. A seguir: Holbrook. [15]A palavra krisis traduzida por condenação em João 5:24 é também traduzida por juízo; e, tem outras conotações como acusação (Jd 9; 2Pd 2:11), e condenação do inferno (Mt 23:33; Mc 3:29; Jo 5:29). Questões sobre doutrina, 301, 302. [16]Tratado de teologia adventista do sétimo dia, 185. [17]Heppenstall, 28. [18]Vicária, isto é, substitutiva. Sobre expiação ver: Questões sobre doutrina, 250-260. [19]Ibíd., 269-283; Heppenstall, 29. [20]Ibíd., 28. [21]Ellen G. White, Atos dos apóstolos, 9ª ed., (Tatuí, São Paulo: Casa publicadora Brasileira, 2013), 35, 138, 180, 334. [22]Holbrook, 7. [23]“O arrependimento inclui a tristeza pelo pecado e o afastamento dele”. Ellen G. White, Caminho a Cristo, 1ª ed. (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2008), 17; O grande conflito, 483. [24]Holbrook, 194. [25]J. Strong, The exhaustive concordance of the Bible: Showing every word of the text of the common English version of the canonical books, and every occurrence of each word in regular order, electronic ed. G3700 (Ontario: Woodside Bible Fellowship, 1996).]]>
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<![CDATA[Como será a segunda vinda de Jesus Cristo?]]> https://tempoprofetico.com.br/como-sera-a-segunda-vinda-de-jesus-cristo/ Mon, 30 Mar 2020 03:54:27 +0000 https://licao7.com.br/?p=771 Jesus prometeu aos Seus discípulos que Ele regressaria de novo. A Bíblia diz em João 14:1-3: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” Os anjos prometeram que Jesus viria de novo. A Bíblia diz em Atos 1:10-11: “Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.” Como regressará Jesus? A Bíblia diz em Lucas 21:27: “Então verão vir o Filho do homem em uma nuvem, com poder e grande glória.” Quantos o verão quando Ele vier? A Bíblia diz em Apocalipse 1:7: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o transpassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.” Que veremos e ouviremos quando Ele voltar? A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:16-17: “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.” Quão visível vai ser a Sua Vinda? A Bíblia diz em Mateus 24:27: “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem.” Como nos preveniu Jesus para que não sejamos enganados sobre a Sua Segunda Vinda? A Bíblia diz em Mateus 24:23-26: “Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis; porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que de antemão vo-lo tenho dito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis.” Alguém sabe a hora exata da Sua vinda? A Bíblia diz em Mateus 24:36: “Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai.” Sabendo quão humano é adiar tudo, que nos diz Cristo que devemos fazer? A Bíblia diz em Mateus 24:42: “Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.” Como nos preveniu Jesus para que não sejamos surpreendidos por este acontecimento? A Bíblia diz em Lucas 21:34-36: “Olhai por vós mesmos; não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e aquele dia vos sobrevenha de improviso como um laço. Porque há de vir sobre todos os que habitam na face da terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer, e estar em pé na presença do Filho do homem.” Por quê Jesus está demorando tanto? A Bíblia diz em 2 Pedro 3:8-9: “Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se.” Enquanto esperamos por Jesus, como devemos viver a nossa vida? A Bíblia diz em Tito 2:11-14: “Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos, para que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, que se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo todo seu, zeloso de boas obras.” Como estará o mundo quando Jesus regressar? A Bíblia diz em Mateus 24:37-39: “Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem.” Será a Vinda de Cristo uma altura para recompensas? A Bíblia diz em Mateus 16:27: “Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras.” A Bíblia diz em Apocalipse 22:12: “Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.” Por quê Jesus regressará? A Bíblia diz em Hebreus 9:28: “Assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” Na Segunda Vinda de Cristo, finalmente teremos a completa realidade da nossa salvação. A Bíblia diz em 1 Coríntios 1:7-8: “De maneira que nenhum dom vos falta, enquanto aguardais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual também vos confirmará até o fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.” (bibleinfo.com).  ]]> 771 0 0 0 <![CDATA[Segunda vinda de Jesus Cristo e os sinais do tempo do fim]]> https://tempoprofetico.com.br/segunda-vinda-de-jesus-cristo-e-os-sinais-do-tempo-do-fim-2/ Mon, 30 Mar 2020 03:56:03 +0000 https://licao7.com.br/?p=774

Pela cronologia do arcebispo Ussher, o mundo deveria ter acabado dia 23 de outubro de 1996. Isto não é uma piada. Há milhares de pessoas que creem que o mundo foi criado no dia 23 de outubro de 4004 a.C., às 17 horas, horário de Greenwich, e que sua duração deveria ser de 6.000 anos, terminando em 23 de outubro de 1996. Após esses seis dias de mil anos, o sétimo seria um milênio de descanso. Os cálculos do arcebispo irlandês (que viveu entre 1581 e 1656) falharam porque o fim do mundo ou, no caso, a volta de Jesus, não se resume a uma questão de matemática. É verdade que assim “como as estrelas no vasto circuito de sua indicada órbita, os desígnios de Deus não conhecem adiantamento ou tardança” (O Desejado de Todas as Naçõesp. 32). Também não há dúvida de que Daniel 9:24 a 27 indicou o tempo exato da primeira vinda de Jesus. Mas a respeito de Sua segunda vinda, afirmou Jesus que “o dia e a hora ninguém sabe” (Mateus 24:36 ). “Se a cronologia não serve para definir quão perto estamos da volta de Cristo, talvez a geografia ajude”, é o que pensam os que tomam Mateus 24:14 ao pé da letra, e ficam somando quantos países possuem presença cristã adventista e quantos são os ainda não alcançados. Ao contrário do grupo anterior, marcado por certo determinismo, os que exageram no argumento demográfico colocam muito peso na capacidade da Igreja para antecipar ou retardar a volta de Jesus. Há ainda os que relacionam o fim com um certo argumento sociológico, ou seja, Cristo está na dependência da união das igrejas, da alteração na constituição americana ou de outros fatos políticos. Em todos os casos, parece muito mais uma ânsia por adivinhar, prever, visualizar os “últimos dias”. Ora, os últimos dias começaram tecnicamente com a primeira vinda de Cristo e incluem toda a era cristã! Na ocasião em que os discípulos insistiram no “quando”, querendo um sinal (Mateus 24 e 25), Jesus lhes deu vários indícios, só que nenhum específico. Além disso, misturou os que se referiam à destruição de Jerusalém com os de Sua segunda vinda, e ainda chamou isso de “princípio das dores”, não de fim. A única vez, em que todo o capítulo 24 de Mateus, que Jesus utilizou a palavra “sinal” foi no verso 30, para Se referir ao próprio fato de Sua volta, e não a uma antecipação. Portanto, para Cristo, o verdadeiro sinal não é um lembrete ou convite para o evento, mas a abertura do próprio evento. O fim se aproxima. Essa é a linguagem da Bíblia (ver 1 Coríntios 7:29; Hebreus 10:25 e 37, 1 Pedro 4:7). “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mateus 24:13). Essa perseverança combina com fé e obediência (Apocalipse 14:12), mas não pode se apoiar em calendários, cálculos, fatos políticos, estimativas de níveis de santificação da igreja, nem nada que represente uma tentativa de “descobrir” aquilo que a soberania divina reservou, tendo em vista seguramente o nosso benefício. O fim se aproxima. “Vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20). O dia e a hora exatos da Sua vinda não foram revelados. Cristo disse aos discípulos que Ele Mesmo não sabia o dia ou a hora do Seu retorno, mas mencionou certos eventos através dos quais poderiam saber quando Sua vinda estaria próxima. “Haverá sinais”, disse Ele, “no Sol, na Lua e nas estrelas” (Lucas 21:25). E explicou com maior clareza ainda: “O Sol escurecerá, a Lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento” (Mateus 24:29). “Sobre a Terra”, disse Jesus, haverá “angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas, haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo” (Lucas 21:25 e 26). “E verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E Ele enviará os Seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mateus 24:30 e 31). O Salvador acrescentou ainda: “Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mateus 24:32 e 33). Cristo descreveu os sinais de Sua vinda. Disse que poderíamos saber quando Seu retorno estivesse às portas. Quando as folhas das árvores brotam na primavera, sabemos que o verão está próximo. Do mesmo modo, ao se cumprirem os sinais no Sol, na Lua e nas estrelas, podemos nos certificar de que a vinda de Cristo se aproxima. Esses sinais já se cumpriram. Em 19 de maio de 1780 o Sol escureceu. Esse dia ficou conhecido na história como “o dia escuro”. Na região Leste dos Estados Unidos, tão densas eram as trevas que as lamparinas foram acesas ao meio-dia e até depois da meia-noite, a Lua embora fosse cheia, negou-se a iluminar. Muitos acreditaram que o dia do juízo havia chegado. Nenhuma razão satisfatória pôde explicar a escuridão sobrenatural, exceto a que foi encontrada nas palavras de Cristo. O escurecimento do Sol e da Lua foi um sinal de Sua vinda. Em 13 de novembro de 1833, ocorreu uma deslumbrante queda de estrelas jamais contemplada pelo homem. Outra vez, as pessoas se convenceram de que era chegado o dia do juízo. Desde então, terremotos, furacões, maremotos, pestes, fomes, destruições por fogo ou por inundações têm-se multiplicado. Além disso, angústia e perplexidade entre as nações apontam para o iminente retorno do Senhor Jesus. Aos que haveriam de contemplar esses sinais, o Salvador disse: “Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça”. “Passará o Céu e a Terra, porém as Minhas palavras não passarão” (Mateus 24:34 e 35). “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1 Tessalonicenses 4:16-18). Prepare-se e seja feliz!]]>
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<![CDATA[A certeza da segunda vinda]]> https://tempoprofetico.com.br/a-certeza-da-segunda-vinda/ Mon, 30 Mar 2020 03:58:11 +0000 https://licao7.com.br/?p=777

“Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados” (Mateus 24:29). Em 1836 o Dr. Lardner, de Londres, disse enfaticamente: “Afirmo que nenhum navio a vapor pode cruzar o oceano, e escreverei um livro para prová-lo.” Ele produziu o livro e viveu para vê-lo sendo transportado através do Oceano Atlântico para a América num navio a vapor! Alguns têm escrito livros que denunciam a ideia do retorno de Cristo. Mas a vinda de Jesus é certa e alguns dos que ridicularizam essa ideia viverão para ver o Seu retorno. Jesus predisse quatro grandes eventos que precederiam Sua vinda: (1) a grande tribulação, (2) o escurecimento do sol, (3) o escurecimento da Lua e (4) a queda das estrelas. Após esses acontecimentos, “os poderes dos céus serão abalados” e então veremos “o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24:30). Cada um dos quatro eventos já aconteceu, exatamente como Jesus disse que aconteceria. Um dia, em breve, o Senhor Jesus Cristo aparecerá nos céus como nos disse que viria. A grande tribulação ocorreu durante a Idade Média. O grande terremoto de Lis- boa sacudiu poderosamente a terra às 9h30 do dia 1o de novembro de 1755 e metade do mundo sentiu suas convulsões. No dia 19 de maio de 1780, ocorreu o Dia Escuro. Herschel, o grande astrônomo, falou dele como “um dos maravilhosos fenômenos da natureza que será sempre lido com interesse, mas que a filosofia se perde para explicar”. Na noite seguinte, a Lua se tornou cor de sangue. Quando as estrelas caíram em 13 de novembro de 1833, muitos pensaram que o fim do mundo havia chegado. Como temos quatro espetaculares profecias ocorrendo em sequência definida, assim como Jesus predisse, isso deve ser mais do que coincidência. Certamente está próxima a vinda de Jesus. Está você aguardando com expectativa o retorno de Jesus? G. Campbell Morgan, um pregador britânico bem conhecido, disse: “Nunca inicio meu trabalho pela manhã sem pensar que talvez Ele me interrompa a atividade e comece a Sua. Não estou esperando a morte. Estou esperando por Ele! E você?”]]>
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<![CDATA[Veracidade dos Sinais da volta de Jesus]]> https://tempoprofetico.com.br/veracidade-dos-sinais-da-volta-de-jesus/ Mon, 30 Mar 2020 04:03:43 +0000 https://licao7.com.br/?p=780

Os sinais indicam que a vinda do Salvador está realmente próxima? Certamente! Veja o que diz a Bíblia a respeito: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima.” Lucas 21:28. Jesus falou que, ao sucederem os sinais que Ele profetizou, deveríamos exultar porque a nossa redenção se aproxima. Os sinais indicam que está muito, mas muito próximo de Jesus voltar. Alguns acham que o Salvador não voltará em breve “porque guerras e terremotos sempre existiram”. Porém, ao verificarem-se os dados estatísticos, veremos que tal “conclusão” não é válida, pois na época de Jesus, tais sinais não aconteciam com a mesma intensidade que hoje. Veja: Doenças, desastres, furacões, incêndios, maremotos, terremotos e tufões catastróficos
Data Região Mortos Magnitude Comentários
1290 27/09 Chihli, China 100.000
1556 23/01 Shensi, China 800.000
1737 11/10 Calcutá, India 200.000
1755 01/11 Lisboa, Portugal 70.000
1783 04/02 Calábria, Itália 50.000
1797 04/02 Quito, Equador 40.000
1828 12/12 Echigo, Japão 30.000
1868 16/08 Equador/Colômbia 70.000
1906 18/04 São Francisco, USA 700 8,25 Incêndio em São Francisco
1908 28/12 Messina, Itália 120.000 7,5
1920 16/12 Kansu,China 180.000 8,5
1923 01/09 Kwanto, Japão 143.000 8,2 Incêndio em Tóquio
1932 26/12 Kansu, China 70.000 7,6
1939 31/05 Quetta, India 60.000 7,5
1960 29/02 Agadir, Marrocos 14.000 5,9 Matou 40% da população
1964 28/03 Alaska 131 8,6 Grande destruição
1968 31/08 Iran 11.600 7,4 Falha superficial
1971 09/02 San Fernando, Calif. 65 6,5 Prejuízos meio bilhão de dólares
1972 23/12 Manágua, Nicaragua 5.000 6,2 Praticamente destruiu a capital
1975 04/02 Haicheng, China 1.328 7,4 Foi predito
1976 04/02 Guatemala 22.000 7,9 O falhamento rompeu cerca de  200 Km
1976 27/07 Tangshan, China 650.000 7,6 Ocasionou o maior número de mortos neste século
1985 18/09 México 10.000 8,1 Sérios danos na cidade do    México com  cerca de  US$3.5 bilhões de prejuízos
1989 17/10 Loma Prieta, Cal. 57 7,1 Prejuízos da ordem de US$ 6 bilhões
1994 17/01 Northridge, Cal. 62 6,7 Prejuízos da ordem de US$15 bilhões
1995 16/01 Kobe, Japão 5.500 6.8 Prejuízos da ordem de US$ 100 bilhões
2001 09/11 Nova Iorque, EUA 3.000 Atentado as Torres Gêmeas (World Trade Center)
2004 26/12 Indonésia, Ásia 250.000 Tsunami
2005 08 América e Europa O clima foi o responsável por tragédias. Em Portugal, imensas áreas foram devastadas por incêndios na seca de agosto. E enchentes mataram 30 pessoas na Áustria, Suiça e Romênia.
2005 08/27 Uttar Pradesh, Índia 800 Encefalite Japonesa ou Febre do Cérebro
2005 08/29 New Orleans, Luisiana, EUA 1036 Ventos de até 233 Km/h Katrina, o pior furacão dos EUA nos últimos 13 anos. – 50.000 casas danificadas. Causou um prejuízo de R$500 bilhões.
2005 09/29 Vietnã , Ásia 120 Tufão Damrey, destruiu ou danificou 10.400 casas e escolas vietnamitas, também devastou quase 120 km de diques construídos para proteger arrozais da água do mar, segundo o governo.
2005 09/23 New Orleans, Luisiana, Texas, EUA e Golfo do México 200 KM/h  (classificação 5 na escala de furacões) Furacão Rita – deixou mais de 1 milhão de casas sem energia elétrica. Provocou incêndios em várias cidades.
2005 10/06 Guatemala 652 Furacão Stan – cerca de 20.000 pessoas tiveram que buscar abrigo em albergues.

2005

Jan-Out

Golfo do México Tem a segunda pior estação de furacões da história. Foram 19 tempestades até agora.
2005 10/08 Afeganistão, Paquistão (norte), Índia e até Bangaladesh. 53.000 7.6 Terremoto. Vilas inteiras soterradas por avalanches provocadas pelo terremoto. Nas cidades do norte do país, bairros desaparecidos.
2005 10/16 Tóquio, Japão 6.2 Terremoto
2005 10/18 México, Cuba e Flórida 4 Furacão Vilma
Na época de Jesus, não ocorriam terremotos e furacões com tanta frequência e nem com tal poder de destruição como nos tempos atuais (no ano de 2005 ocorreram 12 furacões e dezenas de terremotos). Isso é uma forte evidência de que Jesus está realmente voltando para nos buscar: “Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória.” Lucas 21:27. As guerras também não ocorriam com a mesma força. Hoje, lemos sobre elas nos noticiários todos os dias. “Mais de 500 mil crianças, entre 7 e 18 anos, estão lutando atualmente em guerras em todo o mundo. A informação é da ONU.”[2] A intensidade dos sinais nos leva à conclusão de que algo está para acontecer. Até mesmo um professor meu de filosofia, no curso de jornalismo, confessou: “Vejam bem, a religião não é o meu objeto de estudo, mas, que há coisas estranhas acontecendo neste mundo, há.” Como disse Jesus: “Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá.” Mateus 24:44. Cristo profetizou que também ocorreriam sinais astronômicos antes dEle voltar: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.” Mateus 24:29. Vejamos: a) O Grande Terremoto “Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes.” Apocalipse 6:12-13. Este terremoto ocorreu em 1o de novembro de 1755. Destruiu Lisboa e atingiu três continentes. Foi apontado pelo geólogo J. Nurse como o maior terremoto da História. b) “O Dia Escuro” de 19 de maio de 1780 “Assim denominado em razão da extraordinária escuridão naquele dia – estendeu-se por toda a Nova Inglaterra (América do Norte). A escuridão começou cerca de 10h da manhã e continuou até a metade da noite seguinte, porém, com diferenças de graduação em diversos lugares. A verdadeira causa daquele extraordinário fenômeno não é conhecida.” Esse dia escuro não foi um eclipse. Isso é comprovado astronomicamente. Veja esse relato: “Que as trevas não foram causadas por um eclipse é manifesto pelas diferentes posições dos planetas de nosso sistema nessa ocasião; pois a lua estava a mais de cento e cinquenta graus do sol neste dia.”[4] c) A Lua tornou-se como sangue À noite, cientistas, meteorologistas e curiosos acompanhavam aquela singular escuridão e, de súbito, a Lua reapareceu no formato de um enorme “disco de sangue”. Cristo disse que seria assim e, dessa forma, aconteceu. O maior astrônomo da época, William Herschell, testemunha ocular desse fato, assim se manifestou: “O dia escuro da América do Norte foi um fenômeno maravilhoso da natureza, cujo relato será lido com interesse, e que nenhuma filosofia jamais saberá explicar.”[5] d) Queda de estrelas Este acontecimento foi apontado por Cristo como a referência astronômica que viria após o escurecimento do Sol e da perda da claridade natural da Lua (que se tornou em sangue). Disse Jesus em Mateus 24:29: “… as estrelas cairão do firmamento…” Naturalmente, Cristo fazia referência às chamadas “estrelas cadentes”. Vamos ver um dos muitos testemunhos que existem sobre tal evento: “Provavelmente o mais notável chuveiro meteórico até hoje visto foi o de Leônidas na noite que seguiu a 12 de novembro de 1833 (13 de novembro). Algumas estações meteorológicas estimam em mais de 200.000 meteoros por hora, durante cerca de cinco ou seis horas.”[6] Que impressionante! Até os astros nos dizem que Jesus está voltando! Veja que dos sinais preditos por Jesus em Mateus 24, todos já se cumpriram; falta apenas um (que já está em andamento), que é a pregação do evangelho em todo o mundo. Com relação ao Tsunami[7], nas palavras de Jesus, em Mateus 24 e Lucas 21, vemos implícita em Sua previsão o que aconteceu no dia 26 de dezembro de 2004. Deus conhece todas as coisas. Nada O surpreende. Há coisas estranhas que Ele permite e tolera; outras, envia como condenação. O maremoto que se abateu sobre o sudeste asiático foi consequência de uma desordem ampla e profunda, ocorrida pelo nosso planeta. Veja o seguinte texto do livro Patriarcas e Profetas, págs. 108 e 109: Nesse tempo [por ocasião do Dilúvio] imensas florestas foram sepultadas. Estas foram depois transformadas em carvão, formando as extensas camadas carboníferas que hoje existem, e também fornecendo grande quantidade de óleo. O carvão e o óleo frequentemente se acendem e queimam debaixo da superfície da Terra. Assim as rochas são aquecidas, queimada a pedra de cal, e derretido o minério de ferro. A ação da água sobre o cal aumenta a fúria do intenso calor, e determina os terremotos, vulcões e violentas erupções. O mais surpreendente desse ocorrido na Ásia é que nenhum animal foi morto pelas ondas, pois todos eles se refugiaram em algum lugar seguro. Pena que os seres humanos não perceberam isso. Não devemos ter uma visão caótica do fim do mundo, muito pelo contrário. A nossa visão é de uma intervenção divina nos assuntos humanos, quando Deus irá transformar nosso Planeta em seu estado original como era antes de o pecado fazer parte da nossa natureza. Não fomos criados para viver nesta condição na qual estamos; fomos feitos para a felicidade, santidade e eternidade. Devemos nos alegrar com o fato de que logo Jesus irá terminar com o mal e todas as consequências ruins. Portanto, prepare-se para se encontrar com seu Senhor, pois logo Ele virá: “Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará.” Hebreus 10:37.
[1] Disponível no site da Universidade de Brasília: www.unb.br [2] Este dado foi extraído da Revista Época. [3] Vocabulary of Names of Noted, de Webster. Citado em Daniel and Revelation, de Urias Smith, págs. 441 e 443. [4] Dr. Samuel Stearns, no Independent Chronicle, Boston, 22 de Junho de 1780. [5] Marcelo I, Fayard, em Hacia la Edad de Oro, pág. 271. [6] Charles A. Young, Astronomy Manual, pág. 469. [7] Rubens Lessa. Revista Adventista – Fev. 2005 – Editorial.  ]]>
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<![CDATA[Como me preparar para a volta de Jesus?]]> https://tempoprofetico.com.br/como-me-preparar-para-a-volta-de-jesus/ Mon, 30 Mar 2020 04:06:28 +0000 https://licao7.com.br/?p=783

A melhor maneira de preparar-se para este glorioso evento, que será a volta de Jesus, é estando em Cristo, comungando com Ele e permanecendo nEle: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. (2 Coríntios 5:17 RA). “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim”. (João 15:4 RA). É fundamental também que perseveremos (leia Hebreus 12:1) em seguir ao Senhor. Não devemos permitir que os problemas da vida e as provações nos façam esmorecer na fé, pois: “Todavia, o meu justo viverá pela fé; e: se retroceder, nele não se compraz a minha alma”. (Hebreus 10:38 RA). A fim de permanecer em Cristo, primeiramente a pessoa deve crer em Jesus e aceitá-Lo como seu salvador pessoal: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3:16 RA). A aceitação de Jesus e seu sacrifício é evidenciada pelo batismo por imersão: “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”. (Marcos 16:16 RA). Se você ainda não deu esse passo, deverá fazê-lo. Também é recomendado (pelo próprio Jesus) que vigiemos, ou seja, que tenhamos cuidado em aperfeiçoar pelo poder de Deus nosso caráter para que estejamos atentos aos sinais da volta de Jesus: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor”. (Mateus 24:42 RA). “Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá”. (Mateus 24:44 RA). “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima”. (Lucas 21:28 RA). Em suma, para preparar-nos para volta de Jesus devemos: 1)      Crer nEle e aceitá-Lo como salvador, evidenciando tal disposição através do batismo; 2)      Permanecer nELe, perseverando em estudar Sua Palavra e em nossas orações; 3)      Perseverar; 4)      Vigiar; 5)      Ir à igreja (Hb 10:25) Qualquer coisa que façamos de modo que estejamos investindo em nossa vida espiritual, contribuirá para nossa preparação. E você? Porque não permite que Jesus tome conta da sua vida? Porque não O aceita como seu salvador? Você pode fazer isso agora mesmo e começar sua preparação para a vida eterna hoje. Ele está muito desejoso de dar-lhe a vida eterna! Tome a decisão por Jesus; Ele está esperando-lhe: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo”. (Apocalipse 3:20 RA). Por que o ser humano lê tanto e nunca se transforma? Para sermos transformados, precisamos primeiramente nos colocar nas mãos de Deus. Pois, somos transformados mediante a Sua luz. A Bíblia nos diz em João 15:5: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer”. Esta também é uma questão de escolha; a cada momento fazemos escolhas, escolhemos a nossa roupa preferida, a nossa comida predileta, a cor que mais nos agrada, o perfume, etc.. Essas são algumas das escolhas que normalmente fazemos, muitas vezes as nossas escolhas acabam nos afastando de Cristo, pois são escolhas tolas, que fazemos sem antes consultar Aquele que tudo sabe, tudo vê e tudo conhece. Devemos orar constantemente para que possamos escolher o caminho correto. Alguns escolhem seguir a Cristo, escolha correta; outros escolhem seguir o mundo e o que nele há. A leitura não nos transforma, mas sim o Espírito Santo (ele pode usar a leitura para impressionar nossa mente).]]>
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<![CDATA[Haverá arrebatamento secreto antes da volta de Jesus?]]> https://tempoprofetico.com.br/havera-arrebatamento-secreto-antes-da-volta-de-jesus/ Mon, 30 Mar 2020 04:08:34 +0000 https://licao7.com.br/?p=786

Haverá arrebatamento secreto antes da volta de Jesus? Vejamos o que a Bíblia diz. Acompanhe o texto até o final: Mateus 24:38-44 diz: “Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra. Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem.” Nos dias de Noé, todo o mundo da época, com exceção de Noé e sua família, morreram no dilúvio. Eles não acreditaram que Deus mandaria chuva do céu, e, mesmo com os insistentes chamados de Deus através de Noé, eles continuaram sua vida tranquilamente até que veio o dilúvio e os levou a todos. Jesus nos diz que na volta dEle a este mundo, acontecerá da mesma forma. Muitas pessoas não vão acreditar na mensagem da volta de Jesus e vão continuar sua vida tranquilamente. Infelizmente o destino delas será o mesmo que o das pessoas do tempo de Noé – serão mortas com a vinda de Jesus e estarão perdidas para sempre (2 Tessalonicenses 1:8, 9; 2:8). Quando Jesus disse que “estando dois homens no campo, um será levado e um será deixado”, isto quer dizer que um deles estará preparado para a volta de Jesus e será salvo e levado nas nuvens para encontrar com Jesus. O outro não estava preparado e será morto porque não estava preparado para encontrar com Jesus em toda a Sua glória. Vamos ver outra passagem sobre o mesmo tema. Apocalipse 1:7 diz: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o transpassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.” Jesus virá nas nuvens do céu, e “TODO O OLHO O VERÁ”. Jesus voltará num mesmo instante para todos. Não existe arrebatamento secreto, muito menos arrebatamento desta ou daquela igreja em específico. Na verdade, todos os que creem em Deus e guardam os Seus Mandamentos formam a igreja verdadeira de Deus neste mundo. É esta igreja que será arrebatada na volta de Jesus. Todos os homens verão a Jesus num mesmo instante. Uns serão transformados e elevados nas nuvens para encontrar Jesus e para iniciar a vida eterna, enquanto os que não se prepararam e rejeitaram persistentemente a tão preciosa oferta de salvação, serão mortos pela vinda e aparecimento de Cristo. Os homens que fazem parte de “todas as tribos da terra”, “se lamentarão sobre ele”. Por quê? Porque não estavam preparados para a volta de Jesus. Se dedicaram tão somente a continuar vivendo tranquilamente aqui neste mundo e não quiseram acreditar que Jesus estava para voltar ou rejeitaram persistentemente todas as oportunidades de salvação que lhes fora ofertada. Desse modo, são pessoas que não desenvolveram fé e confiança nos méritos salvíficos de Cristo. Outra passagem sobre este tema é 1 Tessalonicenses 4:16-18 que diz: “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.” Note que haverá muito barulho na volta de Jesus por causa do “grande brado”, “da voz do arcanjo” e do “som da trombeta de Deus”. Assim não há nada de secreto no arrebatamento, ou seja, na volta de Jesus.]]>
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<![CDATA[Tenho medo da volta de Jesus… o que devo fazer?]]> https://tempoprofetico.com.br/tenho-medo-da-volta-de-jesus-o-que-devo-fazer/ Mon, 30 Mar 2020 04:14:29 +0000 https://licao7.com.br/?p=789

Você deve encarar a volta de Jesus da seguinte maneira: pensar em Quem virá, e não no que virá. O mais importante na vinda de Jesus será Sua presença conosco. Todas as vezes que você pensar na Volta de Jesus procure imaginá-lo como a Pessoa Maravilhosa que realmente Ele é: Aquele que te ama mais que todos, com “amor eterno” (Cf. Jeremias 31:3); não importa o que você tenha feito, Ele sempre te amará. Aquele que deu a vida para que você pudesse hoje ter vida, e que anseia muito poder ter-lhe no céu… Em I João 4:18, lemos “No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor.” Deus nos deu tempo para preparar-nos para esse grande dia, hoje é o dia de preparação. Essa preparação envolve comunhão, conhecimento e relacionamento íntimo com Deus (através do estudo da Bíblia e Oração). Hoje é o tempo de preparo, hoje precisamos conhecer ao máximo o Nosso Deus, para que por esse conhecimento venhamos a amá-lo e também confiar totalmente nEle. Não podemos confiar, nem tão pouco amar uma pessoa que não conhecemos. Lembre-se que o Deus que você aguarda é a pessoa mais confiável no mundo. E Ele deixou bem claro na Bíblia que não precisamos ter medo. Encontramos a palavra NÃO TEMAS, 366 vezes em Sua Palavra, isto significa que a cada dia do ano Deus está nos dizendo que não precisamos temer, e se o ano for bissexto, ainda assim Ele estará a nos dizer NÃO TEMAS. Imagine por um instante que ao você nascer aconteceu um problema e para que você não morresse seria necessário que alguém doasse o órgão necessário para que você pudesse viver. Com certeza você faria tudo para conhecer essa pessoa, não é ? Imagine ainda, que embora more longe essa pessoa vai viajar para lhe visitar, e lhe levar para passar uns dias em sua casa. (Isso não é maravilhoso ?) Acontece que para que essa pessoa venha é necessário que você enfrente tempestades, e uma série de coisas nada agradáveis para chegar ao local em que irá recebê-la, e ainda se sua família não quiser ir com você, você terá que deixá-los para ir encontrá-la. Valeria a pena passar por essas coisas para poder encontrar essa pessoa tão especial, não é ? Jesus além de nos dar a vida, ainda teve que sofrer muito, mais do que qualquer pessoa do mundo, e Ele é a única pessoa que nunca fez nada para merecer sofrer. Para Ele será uma alegria imensa saber que você estará aguardando-O com muita alegria!! Oremos a Ele para que nos ajude a estarmos prontos para encontrá-lo com alegria. A seguir enumeramos algumas razões pelas quais não precisamos temer: 1º Não há necessidade de nos preocuparmos com aquilo que haveremos de comer ou vestir, pois Deus providenciará tudo que for necessário para nossa sobrevivência, assim como Ele fez com o povo de Israel durante os 40 anos de peregrinação no deserto, assim como fez com Elias durante a seca, assim como fez com Hagar quando fugia, etc… 2º Deus nos protegerá em qualquer lugar que estivermos, quer seja no campo, quer seja na cidade. Lógico que será bem mais fácil sobreviver longe dos grandes centros, mas nem todos terão condições para tanto. 3º Assim como os filhos de Israel foram preservados durante as pragas que incidiram sobre o Egito, o povo de Deus também será preservado durante as últimas pragas, de tal forma, que nenhuma conseqüência delas os assolará. 4º Os últimos acontecimentos que antecedem a volta de Jesus serão muito rápidos. Confie em Deus, descanse em suas promessas e tenha coragem de entregar a Ele todos os seus sonhos, todos os seus planos e todo seu futuro – (I Pedro 5:6,7). Que Deus ilumine sua vida!  ]]>
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<![CDATA[Quem ressuscitou a Jesus Cristo? (João 10:17, 18)]]> https://tempoprofetico.com.br/quem-ressuscitou-a-jesus-cristo-joao-1017-18/ Mon, 30 Mar 2020 04:23:13 +0000 https://licao7.com.br/?p=792

Para um estudo bíblico e erudito sobre o tema, recomenda-se a leitura da obra Imortalidade ou Ressurreição, de Samuele Bacchiocchi, publicado no Brasil pela Imprensa Universitária Adventista. A TRINDADE SEMPRE ATUA UNIDA Realmente, Ellen G. White, ao comentar sobre João 10:17, 18 em O Desejado de Todas as Nações, p. 785 (entre outras referências), afirma que “o Salvador saiu do sepulcro pela vida que havia em Si mesmo”. Todavia, ela não afirma que a ressurreição do Senhor aconteceu apenas através da vida que havia nEle. No mesmo parágrafo a autora afirma que Seu retorno à vida ocorreu “Quando foi ouvida no túmulo de Cristo a voz do poderoso anjo, dizendo: ‘Teu Pai Te chama’”. Isso não diminui a Divindade de Cristo, mas, mostra a atividade Triúna em tudo o que acontece no universo (veja-se, por exemplo, Gn 1:1-2 e Jo 1:1-3). A Bíblia, nossa regra de fé e prática, é muito clara em ensinar que as Três Pessoas da Divindade estiveram envolvidas na ressurreição do Salvador. Veja: – O Pai ressuscitou a Cristo: Gl 1:1; – O Espírito Santo ressuscitou a Cristo: Rm 8:11; – Cristo, com a vida presente em Si, voltou à vida: Jo 2:19; 10:17, 18. Já Romanos 8:11 mostra uma relação muito profunda entre o Pai e o Espírito num trabalho conjunto para ressuscitar o Salvador: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus [o Pai] dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita”. Perceba que nesse texto Paulo nem menciona a Cristo como tomando parte na própria ressurreição. Quem o faz é outro autor, o apóstolo João (Jo 10:17, 18). Como é bom vermos que a Bíblia se completa, não é?! Biblicamente, podemos concluir que as Três Pessoas estiveram envolvidas no processo. Saber “como” isso aconteceu é outra história. Esse é mais um dos mistérios da divindade que não nos foi revelado (Dt 29:29). ESPECULAÇÃO DOS IMORTALISTAS QUANTO À MORTE DE CRISTO Alguns conjecturam que Jesus estava “consciente” na morte por Ele ser Deus e não poder morrer. Porém, isso não passa de mera especulação, que tenta encontrar algum tipo de argumento filosófico para defender a ideia antibíblica de que há “consciência depois da morte”. Esse argumento filosófico, por mais lógico que possa parecer, não se sustenta com inúmeros textos bíblicos que mostram ser a morte: Inimiga (1Co 15:26) e não “amiga”, que sirva de “ponte” para a eternidade; Um estado de plena inconsciência (Ec 3:19, 20; 9:5, 6, 10), no qual as pessoas se encontram “dormindo” (Sl 13:3; Jr 51:57; Dn 12:2, 12; Jo 11:11-14; 1Co 15:6, 18; 1Ts 4:13; 2Pe 3:4) até a Segunda Vinda de Cristo (Jo 14:1-3; 1Co 15:23), quando ocorrerá a ressurreição (1Ts 4:13-18). Um momento em que as pessoas não estão adorando a Deus (Sl 6:5), seja num “estado intermediário” ou no paraíso (Sl 88:10-12; 115:17); Um momento em que as pessoas não estão sofrendo o castigo no “inferno”, pois a Bíblia diz que: (a) na morte elas não sentem ódio e nem inveja daqueles que foram salvos (Ec 9;5, 6, 10); (b) o castigo no lago de fogo é um evento futuro e não presente (Compare-se Mc 9:43-47 com At 17:30, 31, 2Pe 2:4, Ap 20:10 e Ml 4:1-3). Além disso, esse argumento filosófico não pode ser sustentado porque tenta explicar humanamente um mistério divino e, portanto, é uma manifestação da arrogância humana. Arrogância essa que ainda não se dispôs a submeter-se à lógica divina (Is 55:8,9) por meio do silêncio humilde, em reconhecimento de que há coisas (como esse assunto) que só entenderemos quando tivermos uma explicação do próprio Deus, no momento em que estivermos com Ele face a face (Ap 22:4). CONSIDERAÇÕES FINAIS As Três Pessoas da Trindade sempre trabalharam juntas e continuarão atuando em perfeita harmonia por toda a eternidade (Gn 1:1; Jo 1:1-3; Hb 9:14). O Deus encarnado morreu na cruz para pagar por nossos pecados (At 20:28) e não temos como explicar, com nossa lógica corrompida pelo pecado, um mistério tão inatingível (Dt 29:29; Is 55:8,9). Se na cruz tivesse morrido apenas uma “criatura” e não o Deus encarnado, ainda estaríamos perdidos. Criatura alguma, nem mesmo anjos (Cf. Hb 1:14; compare com Hb 1:8) poderia pagar a dívida da humanidade para com a Lei de Deus (ver Gn 3), a não ser Ele mesmo, o “Legislador” da Lei (Ver Is 33:22; Tg 4:12). Nisso, os amigos Testemunhas de Jeová devem refletir com oração. O ensino de que há “consciência” na morte é uma negação de inúmeros textos bíblicos já citados no presente artigo (entre eles Sl 6:5; 1Co 15:23) e contradiz o ensino bíblico da ressurreição (1Co 15:1-58). Além disso, essa questão não deve ser abordada à luz de algum que é um dos “mistérios da piedade” (1Tm 3:16, adaptado): a encarnação e morte do Senhor Jesus Cristo. Além disso, a doutrina da imortalidade da alma contradiz a antropologia bíblica (holismo bíblico), que mostra ser possível existir vida e consciência apenas enquanto os três elementos da natureza humana (físico, mental e espiritual) estiverem em perfeito funcionamento, desenvolvendo-se harmonicamente (Cf. 1Ts 5:23, 24). Despeço-me amigo(a) leitor incentivando-lhe a ter sua esperança na Volta de Cristo (Tt 2:13; Ap 1:7), assim como o apóstolo Paulo (2Tm 4:7, 8). Afinal, é a volta do Senhor – e não a nossa grande inimiga chamada morte – que trará de volta pessoas que amamos, e nos permitirá estarmos na presença dEle em um mundo sem dor, sofrimento, morte e incerteza do amanhã (Ap 21:4). “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda” (2Tm 4:8). Um fraterno abraço!]]>
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<![CDATA[As 2300 Tardes e Manhãs e a Hora do Juízo]]> https://tempoprofetico.com.br/as-2300-tardes-e-manhas-e-a-hora-do-juizo/ Mon, 30 Mar 2020 17:44:45 +0000 https://licao7.com.br/?p=796

No livro do Apocalipse encontramos o anúncio de um juízo. Um juízo universal e de conseqüências eternas. Um dia Lúcifer disse que estava certo e Deus, errado. O Criador deu-lhe o tempo necessário para provar a validade de suas acusações e para esclarecer qualquer dúvida na mente das criaturas. Mas, finalmente, chega o dia em que todas as acusações e seus resultados devem ser julgados. No capítulo 14 de Apocalipse, o apóstolo João nos leva a contemplar essa cena crucial do grande conflito entre o bem e o mal. “Vi outro anjo” – diz o profeta – “voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, tribo, língua, e povo.” (Apocalipse 14:6).

Quem é esse anjo e a quem simboliza?

Ao longo de todo o livro do Apocalipse são mencionados muitos anjos. Dessa vez João vê outro anjo. Este “anjo” ou “mensageiro” representa, segundo os comentaristas bíblicos, “os servos de Deus empenhados na tarefa de proclamar o evangelho”.1 Afinal de contas, a missão de pregar o evangelho foi dada por Jesus aos discípulos antes de o Mestre partir.” (Marcos 16:15 e 16). Quer dizer que, hoje, existe neste mundo um povo especial, com uma mensagem especial para ser dada aos moradores da Terra.  A mensagem que essas pessoas proclamam é a seguinte: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora de Seu juízo.” (Apocalipse 14:7). Essa mensagem é de suma importância porque é o anúncio do dia do acerto de contas: finalmente chegou a hora do julgamento. Quando o juízo findar, todo o Universo saberá sem sombras de dúvidas quem estava com a razão: Satanás ou Cristo. Lá nos céus, muito tempo atrás, Lúcifer acusou a Deus de ser tirano, arbitrário e cruel. Acusou-O de estabelecer princípios de vida que nenhuma criatura poderia cumprir e, portanto, de não merecer mais adoração nem obediência. Mas agora chegou o momento do veredicto final. A História encarregou-se de acumular as provas. Os livros serão abertos, e o juízo começará. A Bíblia está cheia de afirmações que confirmam a existência de um juízo para a raça humana. Observe algumas delas: 1. “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.” (Eclesiastes 12:14) 2. “Porquanto [Deus] estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça…” (Atos 17:31) 3. “Porque importa que todos nós compareçamos ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo.” (II Coríntios 5:10) Mas a grande pergunta é: Quando acontece o juízo? Como saber o tempo exato em que esse julgamento terá início? Se nosso destino eterno está em jogo, não deveríamos preocupar-nos por estudar a profecia a fim de estar preparados para aquele dia?

Dia do juízo

Para compreender as profecias do Apocalipse é preciso conhecer bem o Velho Testamento. Isso porque, no Apocalipse, muitos detalhes proféticos do Velho Testamento cobram sentido. No Apocalipse está o maravilhoso final da história que começa no Gênesis. Portanto, para saber quando começa o juízo que o Apocalipse menciona, é preciso rever, na história bíblica, quando se realizava o juízo em Israel, o povo de Deus no Velho Testamento. Segundo o Mishná, que é a coleção dos escritos judeus, o juízo de Israel começava no primeiro dia do sétimo mês, com a Festa das Trombetas, e terminava no décimo dia, com a Cerimônia da Expiação. Até hoje esse dia é denominado “Yom Kippur”, que significa literalmente “dia do juízo”.2 Nesse dia, cada verdadeiro israelita renovava sua consagração a Deus e confirmava seu arrependimento, ficando, assim, perdoado e limpo. (Levítico 16:30) Nesse dia, também, o sumo sacerdote de Israel efetuava a limpeza ou purificação do santuário, com sacrifícios de animais. Note agora o que a Bíblia diz a esse respeito: “Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos Céus se purificassem com tais sacrifícios; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores. Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém, no mesmo Céu, para compadecer, agora, por nós, diante de Deus.” (Hebreus 9:23 e 24).

Um santuário no Céu e o juízo

Se você analisar com cuidado essa declaração bíblica, chegará à conclusão natural de que existe um Santuário lá nos Céus e que o santuário terreno do povo de Israel era apenas uma figura do verdadeiro que está nos Céus. Bom, se o dia da purificação do santuário de Israel era o dia do juízo para aquele povo, está claro que o dia da purificação do Santuário Celestial será também o dia do juízo da humanidade. Mas quando acontecerá isso? Se descobrirmos essa data, teremos descoberto a data do início do julgamento do planeta em que vivemos. Não é fascinante? Agora vem algo que surpreende: a Bíblia contém uma profecia quase desconhecida pela humanidade (se você tiver uma Bíblia em casa, é só conferir). Essa profecia esta registrada em Daniel 8:14, e diz assim: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado.” Essa profecia não pode se referir à purificação do santuário de Israel, porque essa purificação era realizada a cada ano. Aqui está falando necessariamente da purificação do Santuário nos Céus. E isto é confirmado pela própria Bíblia (Hebreus 9:25 e 26). Isso que dizer que, se descobrimos quando termina essa profecia, teremos descoberto o dia da purificação do Santuário Celestial, ou seja, o dia do juízo dos seres humanos. Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que, em profecia, um dia equivale a um ano (Números 14:34; Ezequiel 4:6 e 7). Para saber, então, quando termina esse período de dois mil e trezentos anos é preciso saber quando ele começa. Essa profecia foi revelada ao profeta Daniel com a seguinte advertência: “A visão da tarde e da manhã é verdadeira. Tu porém cerra a visão porque se refere a dias mui distantes.” (Daniel 8:26). E Daniel acrescenta: “Eu, Daniel, desmaiei, e estive enfermo alguns dias… E espantei-me acerca da visão, pois não havia quem entendesse.” (Daniel 8:27). Enquanto Daniel orava pedindo que Deus lhe revelasse o significado da profecia, o anjo apresentou-se novamente ao profeta, dizendo: “No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a palavra, e entende a visão… Sabe e entende, que desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Ungido, o Príncipe, haverá sete semanas e sessenta e duas semanas… E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício.” (Daniel 9:23 a 27). Nesse texto estão contidos dados necessários para entender a profecia. Com essa declaração bíblica podemos estabelecer o seguinte diagrama: (primeiro leia os pontos explicativos e depois olhe para o diagrama). 1. Perceba que o período profético de 2300 anos começa quando saiu “a ordem para restaurar e edificar Jerusalém”. (Daniel 9:25; Esdras 7:7 e 11; Esdras 7:21 e 22). E a História registra que essa ordem foi dada pelo rei Artaxerxes, da Pérsia, no ano 457 a.C. Este é, então, o ano do início do período profético. 2. A profecia diz que, do ano 457 a.C. “até o Ungido Príncipe” (ou seja, o batismo de Jesus), haveria “sete semanas e sessenta e duas semanas”. Esse total de 69 semanas, em linguagem profética, equivale a 483 anos, o que nos leva ao ano 27 d.C., data em que historicamente realizou-se o batismo de Jesus. Até aqui a profecia tem-se cumprido com exatidão. 3. A profecia fala de uma semana a mais (sete dias proféticos = sete anos), que nos leva do ano 27 d.C. até o ano 34 d.C., quando o apóstolo Estevão foi apedrejado pelo povo judeu e, com isso, o tempo de Israel estava acabado. “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo” (Daniel 9:24), tinha dito o anjo ao explicar a profecia para Daniel. Isso também se cumpriu com exatidão. 4. A profecia afirma que, na metade dessa última semana – que nos leva ao ano 31 d.C. – “fará cessar o sacrifício”. Noutras palavras, Jesus morreria na cruz e já não seria mais necessário o sacrifício de animais que Israel realizava. A História registra que, exatamente no ano 31 d.C., Jesus foi morto, e você pode ver mais uma vez como a profecia se cumpriu de maneira extraordinária. 5. Até aqui, tudo aconteceu como estava previsto. A profecia foi dada a Daniel por volta do ano 607 a.C. e, séculos depois, tudo se cumpriu ao pé da letra. 6. Agora me acompanhe no raciocínio. Se, depois do período de 70 semanas (490 anos) continuarmos contando o tempo, concluiremos que o período de 2300 anos termina em 1844. Quer dizer que, naquele ano, segundo a profecia, o Santuário Celestial seria purificado, ou seja, começaria o grande julgamento da raça humana. • 457 a.C. – Emissão da ordem para reconstruir Jerusalém (Esdras 7:11 e 12). • 408 a.C. – Jerusalém reconstruída e o Estado judeu restaurado. • 27 d.C. – Batismo de Jesus (Mateus 3:13 a 17). • 34 d.C. – Morte de Estevão (Atos 7:54 a 60); a Igreja é perseguida (Atos 8:1 a 3) e o Evangelho é levado aos gentios (Atos 13:44 a 48). 1844 – Início do Juízo Investigativo (Daniel 8:14; Apocalipse 3:7 e 8).

Vivendo em pleno juízo

Isso é algo surpreendente e de solene significado. A humanidade não pode viver este milênio sem saber que o juízo divino começou. Este não é um assunto para o futuro. Segundo a profecia, foi a partir de 1844 que o destino dos homens começou a ser definido, e milhões de pessoas no mundo ignoram essa verdade. Por isso o Apocalipse declara que era necessário levantar-se um anjo “voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a toda nação, tribo, língua, e povo, dizendo em grande voz: temei a Deus e dai-Lhe glória, pois “É CHEGADA A HORA DE SEU JUÍZO”. Perceba que o anjo voa. Isso é urgente. Voar significa rapidez. Não há mais tempo a perder. Perceba que a mensagem é dada em alta voz. Isso não pode ser ignorado por mais tempo. Precisa ser proclamado em toda a Terra e para todos os seres humanos. E, finalmente, perceba que este evangelho é eterno. Não é nada novo; algo que foi inventado por alguém. Trata-se da história do maravilhoso amor de Deus pelos seres humanos.  Infelizmente, o juízo, por algum motivo, é mal compreendido pela humanidade. Muitos confundem o juízo divino com os flagelos e catástrofes que acontecerão antes da volta de Cristo, e que também estão profetizados no Apocalipse. Só que aqueles flagelos são parte da sentença. Eles são resultado do juízo. Não é juízo. A prisão ou pena de morte, por exemplo, não é o juízo da pessoa, mas a condenação. Juízo é o processo pela qual se considera o caso: existe um juiz, um advogado, um promotor de acusação, testemunhas e provas. Veja como o profeta Daniel descreve o juízo celestial: “Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de dias Se assentou; Sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a lã pura… um rio de fogo manava e saía de diante dEle. Milhares e milhares O serviam, e miríades e miríades estavam diante dEle; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros.” (Daniel 7:9 e 10) Note, aí estão o Juiz e também os livros. Agora confira como o juízo é descrito pelo Apocalipse: “E olhei, e eis não somente uma porta aberta como também a primeira voz que ouvi dizendo: sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.” (Apocalipse 4:1). Depois de que coisas? Depois que a porta for aberta, claro. E quando é que a porta foi aberta?

Uma porta aberta em 1844

No santuário de Israel, a porta que levava do lugar santo ao lugar santíssimo, era aberta a cada ano, no Dia da Expiação (que era o dia do juízo). Com relação ao Santuário Celestial é dito que:  “Pois Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; nem também para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote de ano em ano entra no santo lugar com sangue alheio. Ora, neste caso, seria necessário que Ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, Se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado.” (Hebreus 9:24 a 26) Quer dizer que, em 1844, a porta entre o lugar santo e o lugar santíssimo, lá nos Céus, abriu-se para que Jesus pudesse iniciar a purificação do Santuário. E quando essa porta se abriu, veja o que João viu:  “Imediatamente, eu me achei no espírito, e eis armado no Céu um trono, e no trono alguém sentado.” (Apocalipse 4:2). Depois, João descreve a cena ao longo de todo o capítulo quatro de Apocalipse. Ali são mencionados: o trono de Deus, rodeado de querubins; um arco-íris em cima do trono; e, em volta, 24 pequenos tronos onde se assentam 24 anciãos, que declaram: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder.” (Apocalipse 4:11).  Não são semelhantes essa declaração e a do anjo de Apocalipse 14, que proclama: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora de seu juízo”? Anjos no Céu e homens na Terra confirmam que a glória pertence a Deus, porque alguém quer usurpar essa glória. Depois de descrever a cena, João continua: “Vi na mão direita dAquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro, e por fora selado com sete selos.” Está montada a cena. O tribunal está instalado. Segundo a profecia isso aconteceu em 1844 e, no presente momento, a humanidade está sendo julgada. Qual é o assunto em pauta? Qual é a acusação? Quais os argumentos? Quem é o acusador? Quem é o Advogado de defesa? Quem são as testemunhas? E quem é o Juiz? A cortina vai cair e o conflito dos séculos será desvendado. Alejandro Bullón, O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, 1.ª ed., 1998, pág. 29.

Referências

1. Seventh-Day Adventist Bible Comentary, vol.7, pág. 827. 2. The Jewish Encyclopedia, vol. 2, pág. 281.]]>
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<![CDATA[Os pecados de Sodoma]]> https://tempoprofetico.com.br/os-pecados-de-sodoma/ Mon, 30 Mar 2020 17:47:58 +0000 https://licao7.com.br/?p=799

A profecia que vamos estudar neste momento foi feita por dois anjos a um homem chamado Ló, mais ou menos no ano de 1898 AC. Está em Gênesis 19:12 e 13. “Disseram aqueles homens a Ló: Tens alguém mais aqui? Teu genro, teus filhos, tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar, porque nós vamos destruir este lugar, pois o seu clamor se tem avolumado diante do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo”. Para compreendermos bem esta profecia, precisamos analisar outros pontos que formam a base dessa drástica ação de Deus sobre Sodoma e Gomorra. Abraão e Ló eram parentes. Abraão era tio de Ló. Os dois saíram juntos de Ur dos Caldeus, em busca da terra prometida. Após alguns anos de convivência, os pastores dos rebanhos de Abraão e os de Ló começaram a brigar pelos melhores pastagens (Gênesis 13:7-9). Havia necessidade urgente de separação. E o que chamou a minha atenção foi a maneira de Abraão resolver o problema. Ele reuniu-se com o sobrinho e disse que não havia necessidade de estarem brigando, porque eles eram irmãos. Que grande lição! O verdadeiro irmão não briga. Se é para ter briga, é melhor se separar e continuarem amigos. Hoje, muitos agem de forma contrária. Brigam, se ofendem, se destroem, mesmo se chamando irmãos. Coube então a Ló a tarefa de escolher onde estabelecer as suas tendas. Imagino os dois em pé na parte mais alta da Palestina e Ló, olhando para o Oriente, e percebendo que o vale do Jordão era bem regado, escolhe aquela porção do território. Neste lugar havia muita água, muito pasto e boas cidades. Ló foi para o Oriente em direção à Sodoma, e Abraão foi para Canaã. A profecia do programa de hoje tem a ver com a família de Ló e os habitantes de Sodoma. Então vamos conhecer um pouco da história de Sodoma e sua localização. A cidade de Sodoma estava numa planície, com mais quatro cidades. Ficava na parte sul do Mar Morto. Essa planície era chamada de o jardim do Senhor. As colheitas eram abundantes, as flores enchiam o ar de perfume. O comércio era intenso, as caravanas do mundo inteiro passavam por ali. A riqueza também era característica de Sodoma. A ociosidade e a riqueza deram origem ao luxo e ao orgulho. Em Sodoma havia regozijo e orgia, banquetes e bebedice. O povo desafiava abertamente a Deus e a lei do Senhor; a violência era aceita por quase todas as pessoas. Em nossos dias isso, infelizmente, se repete. Muitos, inclusive jovens, parece que não têm mais nada a fazer. Como têm dinheiro pegam seus carros, enchem de amigos e saem para os bares em busca de diversão. Bebem o quanto podem e depois saem pelas ruas participando de rachas, sem nenhuma responsabilidade, matando e ferindo inocentes, tantas vezes. Um dos grandes problemas de Sodoma era a perversão sexual, em todas as suas esferas. Os relacionamentos homossexuais, condenados com veemência pela Bíblia Sagrada, eram praticados e incentivados abertamente. Como hoje em dia. A Bíblia chama isso tudo de “abominação” (Levítico 18:22). Porém é importante ressaltar que a repulsa de Deus é ao pecado. Ele ama o pecador e está pronto para perdoar e transformar, se houver interesse. No caso que estamos estudando hoje, Deus enviou dois anjos com um recado urgente. Ló deveria deixar a cidade o mais rápido possível pois Sodoma seria destruída. O texto bíblico sugere que os habitantes de Sodoma estavam decididos a abusar sexualmente dos dois seres que trouxeram o recado divino ao sobrinho de Abraão. A situação ficou muito tensa junto à porta da casa de Ló naquela noite. Gênesis 19:5-7 conta que os homens da cidade, desde o mais novo ao mais velho, foram buscar os forasteiros. As tentativas de Ló em acalmá-los, não deram certo. Ao ser atacado, Ló foi salvo pelos anjos que feriram de cegueira todas aquelas pessoas. O recado divino para Sodoma então é comunicado a Ló. “Deus vai destruir esta cidade com fogo. Avise seus parentes e saiam daqui”. Ló correu e avisou as filhas casadas. Regressou, porém, triste por causa das zombarias dos genros. E, como Ló estava demorando em agir, os anjos o apressaram. Deveria pegar sua esposa e as duas filhas que ainda eram solteiras, e todos fugirem o mais rápido possível para longe do lugar, sem olhar para trás. Era a hora difícil de deixar a bela casa, deixar amigos, deixar roupas, deixar o grande rebanho. Deixar tudo! Sodoma e as cidades vizinhas foram destruídas. Somente Ló e as filhas se salvaram. A esposa desobedeceu a ordem de não olhar para trás e, infelizmente, perdeu a vida. Hoje, amigo ouvinte, a palavra de Deus tem sido anunciada aos quatro cantos do mundo que a maldade está atingindo o seu limite e em breve, muito breve, Deus vai intervir e destruir esta terra. Você poderá até dizer ou pensar que isso é bobagem, que isso é fruto de mentes doentes, fanáticas, que isto é invenção de crentes. Bem, você é livre para pensar o que quiser, mas o nosso mundo cheio de violência, orgulho, sensualismo, má distribuição do dinheiro, cheio de perversidades sexuais, será destruído. A Bíblia garante isso. E promete novo céu e nova terra onde habitará para sempre a justiça. E a profecia de Sodoma nos dá essa garantia. O que Deus falou de fato aconteceu. Portanto, “creia no Senhor teu Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dele e você prosperará”.]]>
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<![CDATA[O que são os 42 meses ou 1260 dias de Apocalipse 12 e quando se cumpriram?]]> https://tempoprofetico.com.br/o-que-sao-os-42-meses-ou-1260-dias-de-apocalipse-12-e-quando-se-cumpriram/ Mon, 30 Mar 2020 17:50:17 +0000 https://licao7.com.br/?p=802

Segundo Apocalipse 12, para escapar aos ataques do inimigo, a igreja foge para o deserto, para um lugar que Deus lhe preparou, e aí é sustentada por 1260 dias proféticos. O período dos 1260 anos se refere à grande perseguição profetizada por nosso Senhor (Mateus 24: 15-22). Quando Cristo se ergueu da sepultura, tornou-se então o legítimo representante desse mundo. Sua morte reconciliou o mundo com Deus, e o acusador, o diabo, não tem mais direito algum sobre ele. Não admira que uma exclamação de triunfo fosse ouvida no céu! E mais, os habitantes do céu falam do diabo como “acusador de nossos irmãos”. Os anciãos sabiam alguma coisa de seu poder, pois também eles tinham-no enfrentado em combate mortal. O acusador e enganador fora finalmente lançado fora de seu lugar de usurpação, e Cristo, o segundo Adão, tornou-se nosso representante. Agora é revelada a causa oculta das grandes lutas da igreja. O diabo, sabendo que perdera a batalha contra Deus, e reconhecendo que lhe resta pouco tempo, está agora concentrando todo o seu poderio contra os seguidores de Cristo. Ao profeta foi mostrado este inimigo de Deus e do homem perseguindo a mulher – a igreja. Até a morte de Cristo, Satanás estava ansioso por reunir outros mundos em torno de si para rebelião contra Deus. Mas agora ele está derrotado. Assim ele transfere toda a sua energia para o combate à igreja. Para escapar aos ataques do inimigo, a igreja foge para o deserto, para um lugar que Deus lhe preparou, e aí é sustentada por 1260 dias proféticos, ou anos. Este período é mencionado sete vezes em Daniel e no Apocalipse: (1) Daniel 7:25; (2) Daniel 12:7; (3) Apocalipse 11:3; (4) Apocalipse 11:3; (5) Apocalipse 12:6; (6) Apocalipse 12:14; (7) Apocalipse 13:5. Começou como já vimos, com o decreto de Justiniano em 538 A.D., e terminou com o fim do domínio papal em 1798. Lugares ermos como os vales do Piemonte e as sólidas montanhas dos Alpes e mesmo a América recém descoberta, tornaram-se um céu de refúgio para o perseguido povo de Deus. Em Apocalipse 12:15 lemos: “A serpente lançou de sua boca , atrás da mulher, água como de um rio.” Água em profecia representa povo: (Apocalipse 17:15). Durante a supremacia papal, diferentes povos foram usados no esforço de destruir o fiel e verdadeiro povo de Deus. As páginas da História estão manchadas com sangue de amargas perseguições e impiedosos massacres. Tudo isto não foi em vão; ao contrário, “o sangue dos mártires foi semente da igreja”. O céu rejubila na vitória dos santos sobre o poder do dragão. “Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho”. (Apocalipse 12: 11). O profeta observa que outra tentativa, e mais sutil, é feita para destruir a igreja. O inimigo lança de sua boca um dilúvio para arrastar a mulher. Com efeito, um dilúvio de falsos ensinadores saturados de evolucionismo e filosofias humanas tem-se levantado para opor-se à verdade de Deus. Isto tem sido especialmente desde o fim dos 1260 anos. A água vinha da boca da serpente. O que não logrou por meio de exércitos de falsos educadores. A propaganda mentirosa e “falsamente chamada ciência” (1 Timóteo 6:20) alcançará o seu clímax na batalha final contra a verdade. Para fazer frente a esse novo ataque, “a terra abriu a sua boca”. Através dos séculos a terra tem ajudado a mulher, providenciando refúgio para o perseguido povo de Deus. Mas esse novo ataque vindo da boca da serpente tem sido derrotado de outro modo. Um século atrás veio à existência a nova ciência da arqueologia, e das cidades sepultadas no passado, as evidências se acumularam provando a Bíblia e confirmando a exatidão dos seus registros. Maravilhosas descobertas nos campos da Arqueologia, da História e da Geologia robusteceram e vindicaram a palavra de Deus. A pedra de Rosetta, descoberta em 1799, tornou-se a chave do passado, permitindo aos estudiosos aprenderem as línguas do Egito, desse modo abrindo ao conhecimento toda a história do passado. Milhares de descobertas tem sido feitas em confirmação com a História bíblica. A terra tem aberto, sem dúvidas, a sua boca, e as próprias pedras estão clamando aos ouvidos dos cépticos: “A tua palavra é a verdade”. A maior e final tentativa de Satanás será feita contra a própria última igreja chamada neste capítulo “o resto da sua semente”. Estes entes leais, obedientes aos mandamentos de Deus e possuindo “o testemunho de Jesus, permanecem como fiéis testemunhas. “Desde o início do grande conflito no céu, tem sido o intento de satanás subverter a lei de Deus. Foi para realizar isto que entrou em rebelião contra o criador e sendo expulso do céu, continuou a mesma luta na terra. O último grande conflito entre a verdade e o erro não é senão a luta final da prolongada controvérsia relativa à lei de Deus”. Em toda grande crise da história Deus tem tido fiéis servos cuja obediência a ele era mais preciosa do que a vida. O profeta Isaías, escrevendo num tempo em que a verdade estava sendo comprometida, falou dos que eram leais a Deus como sendo o seu “remanescente’ (Sofonias 3:12,13; Miquéias 4:7.) Na última grande crise do século, Deus terá um “remanescente” leal que por sua graça permanecerá firme pela verdade e pela justiça. João descreve este remanescente como aqueles que “guardam os mandamentos de Deus e tem a fé em Jesus”, testemunho este que o anjo declarou ser “o espírito de profecia”. (Apocalipse 12:17; 19:10). Por meio de sua palavra e os conselhos de seu Espírito, Deus está, mesmo agora, preparando esse “remanescente” para estar em pé “no dia mau”, quando os principados e potestades e “os príncipes das trevas deste século” farão seu último ataque à igreja. (Efésios 6:12,13 – 2 Tesssalonicenses 2:9-13). É por meio do “remanescente” que Deus está dando sua última mensagem de misericórdia ao mundo e revelado ao mesmo tempo as maquinações do “homem do pecado”, cujo sistema de falsificação da salvação tem obscurecido o glorioso evangelho de Cristo e sua graça salvadora. A igreja que “está aguardando a vinda do senhor” “nenhum dom lhe falta”, diz o apóstolo Paulo. (1 Corintios 1:7). Deus tem seus servos em todas as partes da terra. Estes está Ele reunindo por meio do poder do evangelho eterno que é proclamado para “toda a nação , e tribo, e língua e povo “. (Apocalipse 14:6). Isto é claramente expresso na seguinte citação de Ellen White: “Entre os habitantes do mundo , espalhados por toda terra , há os que não tem dobrado os joelhos a Baal . Como as estrelas do céu , que aparecem à noite, esses fiéis brilharão quando as trevas cobrirem a terra , e densa escuridão os povos . Na África pagã , nas terras católicas da Europa e da América do sul, na China, na Índia, nas ilhas do mar e em todos os recantos da terra , Deus tem em reserva um firmamento de escolhidos que brilharão em meio às trevas , revelando claramente a um mundo apóstata o poder transformador da obediência a sua lei” (Profetas e Reis , pp. 188, 189). Quando o paganismo invadiu a igreja, trouxe consigo apenas as suas vestimentas e os mistérios, mas também o seu espírito de intolerância. Quando o homem cessa de agir por amor, recorre à força. A igreja perdeu sua missão no mundo. Quando a primeira igreja começou a perder o seu “primeiro amor”, perdeu também a sua visão. Quando entrou na política, caiu de seu elevado estado espiritual. Em vez de continuar como um poderoso movimento missionário preocupado apenas em levar as boas novas de salvação a todos os homens em todos os lugares, ela começou a transformar-se numa grande instituição financeira, com declarado objetivo de reger as nações. Em vez, pois, de almejar a volta de Cristo, acompanhado por seus anjos, com poder e grande glória, como a consumação de suas esperanças, esta igreja apóstata começou a ensinar que sua missão ao mundo era estabelecer-se com liderança política no mundo mediante um assim chamado governo espiritual, introduzir o reino de Deus na terra. Este conceito da igreja e seu trabalho foi uma completa inversão da mensagem apostólica. O livro de Santo Agostinho “A Cidade de Deus”, interpreta Apocalipse 20 de modo que signifique o domínio da igreja sobre as nações. Nos dias dos apóstolos, a igreja fez tremendas conquistas espirituais, verdadeiramente ela “saiu vencendo e para vencer”. Sobreveio, porém, uma mudança. Paulo falou desses acontecimentos como de uma “apostasia”, a qual , ele disse, daria surgimento ao homem do pecado, que exaltaria a si mesmo no templo de Deus, declarando-se Deus, e que sob o disfarce do cristianismo, corromperia a verdade e se oporia a quem quer que dele dissentisse, segundo. (Tessalonicenses 2:3,4). O declínio do poder espiritual dentro da igreja estabelecida não foi de súbito. A história da igreja mostra os passos trágicos que finalmente puseram a autoridade civil e religiosa numa só mão. Papas sedentos de poder arrogaram-se o título de “substituto de Deus na terra”, assim usurpando as prerrogativas da divindade. Arrogando-se sucessores de Pedro, pretendiam autoridade, não sobre a igreja apenas, mas sobre todo o mundo. Inocêncio III, por exemplo, (papa de 1198 – 1216), escreveu que “assim como o sol e a lua estão postos no firmamento, o maior como luz do dia, e o menor para iluminar a noite, há dois poderes na terra: o maior, o pontifical e o menor, o real”. Propondo reis e depondo reis, os pontífices tinham aí o seu passatempo. Pisoteando os direitos da consciência, esses governantes medievais dominavam príncipes, estados e parlamentos, compelindo a submissão por meio do mais terrível engenho da tirania, a Inquisição. Maquinando e esquematizando para ganhar mais poder, esta igreja dominante continuou a destruir “os santos do Altíssimo”, e a atentar contra a lei de Deus. (Daniel 7:25). Isto devia continuar por 42 meses. Este período profético, já foi por João introduzido cinco vezes em três diferentes modos, enquanto Daniel dele fala duas vezes. O método de expressão usado por João como por Daniel é “um tempo, e tempos, e metade de um tempo”. (Apocalipse 12:14; Daniel 7:25; 12:7). Um “tempo” é modo hebreu de expressão para um ano. (Daniel 4: 16; 11: 13). A conclusão é clara e convincente. Um “tempo” seria um ano ou 360 dias, dois “tempos” seriam iguais a dois anos” ou 720 dias, meio “tempo” igualaria a meio ano, ou 180 dias . O total é 1260 dias. A expressão “42 meses” chama a atenção. Um mês profético consiste em 30 dias (proféticos), assim 42 meses multiplicado por 30, daria 1260 dias (anos). Autoridades bíblicas concordam que em profecia, um dia representa um ano. Começando com o decreto de Justiniano 538 A.D., o período nos leva a 1798 . Dois séculos e meio antes desta data significativa, a Europa estava sendo assolada por uma revolução de ideias oriundas especialmente da reforma protestante. Nação após nação sacudia sua subserviência a autoridade eclesiástica. A profecia bíblica predisse não apenas o surgimento do papado, mas também sua queda. Este poder que pretendia falar em nome de Cristo estava na realidade falando contra ele. Todos os reformadores, sem exceção, falaram dessa igreja apóstata como o “anticristo”. A palavra “anti” significa “contra, rivalidade ou suplantação”. O papismo preenche ambas as ideias, como os fundadores da reforma do século XVI tão habilmente mostraram. Mas o poder arrogante e blasfemo estava se aproximando do fim do período que lhe foi permitido dominar, e os acontecimentos políticos estavam trabalhando para o seu colapso. Napoleão, uma das mais poderosas figuras da História, começou depressa a mudar a face da Europa. Foi durante as guerras Napoleônicas que a cabeça papal dessa besta heterogênea foi “como que ferido de morte”. Verso 3. “Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto”. Verso 10. Em 1798, o General Berthier, de modo algum um general forte, aprisionou o papa Pio VI. Este papa ficou exilado até sua morte, um ano depois. Durante esse tempo não houve papa reinante. Com que notável precisão cumpriu-se de modo cabal o período profético de 1260 anos! João, porém, não predisse apenas que essa cabeça seria ferida e levada ao cativeiro, mas declarou que sua ferida mortal seria curada. Então, disse ele, “todo o mundo se maravilhou após a besta” (Verso 3) – Predição esta sobremodo notável. Quando a Itália foi unificada sob a revolução de Garibaldi (1866 – 1870), a igreja foi privada até de suas terras, ficando o papa como o virtual prisioneiro no Vaticano. 59 anos mais tarde , em 11 de fevereiro de 1929, a famosa concordata assinada por Mussolini e o cardeal Gaspar, restaurou parte das terras, sendo que a partir daí o papa voltou a ser contado entre os soberanos da terra. O relator oficial da igreja descrevendo este histórico acontecimento, disse: “estamos testemunhando agora o significado deste documento. Ao fluir a tinta dessa pena, estará sendo curada a ferida de 59 anos”. Até o observador mais casual é compelido a reconhecer o rápido crescimento e o prestígio internacional em poder da igreja católica Romana. Ela exerce nos negócios do mundo hoje uma influência maior do que em qualquer outro tempo de sua longa e movimentada história. E essa influência está sendo cada vez mais sentida nos Estados Unidos. Ao identificar esse poder perseguidor, seria bom ficar claro, que não podemos ter nenhuma espécie de preconceito ou hostilidade contra pessoas, suas crenças ou sua denominação. Jesus quer salvar a todos, e o nosso dever como cristãos, é aceitá-los com o amor de Cristo, procurando orientá-los com toda humildade e afeição. Palavra oficial Como adventistas, amamos a volta de Cristo. Essa é nossa grande esperança. Precisamos ter, porém, muito cuidado no sentido de não criar um clima de alarmismo sobre o assunto. Quando isso acontece, a esperança se transforma em dúvida e confusão. “Nossa posição tem sido a de esperar e vigiar, sem proclamações de algum tempo para interpor-se entre o fim dos períodos proféticos em 1844 e o tempo da vinda de nosso Senhor” (Eventos Finais, p. 32). A marcação de datas não é plano de Deus. Cada vez que elas são estabelecidas e não se cumprem, a fé e a esperança ficam abaladas. Ellen White já previa que “sempre haverá movimentos falsos e fanáticos feitos na igreja por pessoas que pretendem ser dirigidas por Deus – pessoas que correrão antes de ser enviadas, e darão dia e data para o cumprimento da profecia não cumprida. O inimigo se agrada de que assim procedam, pois seus sucessivos fracassos e direção em sentido falso, causam confusão e incredulidade’ (Ibidem, p. 32). Por favor, não dê ouvidos a essas pessoas e suas mensagens. Tenha sempre muito claro que: 1. Deus não apoia esses movimentos. Pessoas que andam espalhando datas, normalmente querem criar um “clima” de sensacionalismo e medo. Elas mesmas precisam de um empurrão para estarem preparadas. Podem estar bem-intencionadas, mas estão erradas. Acreditam que precisam reavivar a igreja, mas como sua mensagem não tem poder, resolvem explorar datas. Ellen White é clara quando diz que “Não devemos saber o tempo exato para o derramamento do Espírito Santo ou para a vinda de Cristo” (Ibidem, p. 30). 2. A Bíblia não define datas para os eventos finais. Ela sempre apresenta as características de um tempo. Não devemos nos concentrar em um dia, mas em um tempo. O dia não sabemos, mas o tempo é o que nós estamos vivendo. Pelas características, estamos muito perto. Ainda poderemos esperar alguns anos, ou tudo pode acontecer bem rápido, antes do que foi apresentado em sua igreja O importante é estar sempre preparado, 3. A marcação de datas enfraquece o preparo. Inconscientemente, muitos relaxam em seu preparo deixando para resolver questões espirituais mais perto do tempo marcado. ‘Deus não dá a nenhum homem uma mensagem de que decorrerão cinco, dez ou vinte anos antes que termine a história desse mundo. Ele não quer dar um pretexto para os seres viventes adiarem a preparação para o Seu aparecimento (Ibidem, p, 31). 4. Decisões movidas por agitação duram pouco tempo. Quando uma pessoa espera a volta de Cristo por outra motivação que não seja o amor a Ele, vai tomar decisões passageiras e frustrantes, movidas pelo medo do que vai acontecer. Às vezes, até parecem puras, sinceras e profundas, mas dependem de agitação para se manter. 5. Precisamos estar prontos a qualquer momento. Independente do dia em que Cristo vai voltar, ou do dia em que o decreto dominical vai ser oficializado, a vida de uma pessoa pode acabar hoje. Ê como se Cristo já tivesse voltado para ela. Precisamos ser como as virgens sábias que não esperaram a chegada do noivo para estar preparadas, mas têm sua provisão para qualquer tempo. 6. Acaba havendo confusão. Os constantes anúncios de datas para os eventos finais acabam trazendo um sentimento confuso, a ponto de, ao se cumprirem de verdade, muitos terem dificuldade em acreditar. Essa é uma obra do inimigo. 7. Cuidado com “novidades”. Perto do fim, mais pessoas vão apresentar estudos de “novas” profecias, uma “nova” visão de alguns pontos da Bíblia ou mesmo a descoberta do tempo certo para o cumprimento de algumas profecias. A verdade vai ser misturada com o erro. Essas pessoas vão se apresentar com ar de muita sinceridade ou trazendo estudos muito “profundos” e, por isso, vão enganar a muitos. A melhor saída é concentrar ávida espiritual no preparo diário, na comunhão, no testemunho e na frequência à igreja, para que não sejam pegas desprevenidas. Continue amando a volta de Cristo, mas faça isso com os olhos voltados para Ele. Os sinais servem para aumentar a esperança e fortalecer a fé.]]>
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<![CDATA[Quem são os Cavaleiros do Apocalipse?]]> https://tempoprofetico.com.br/quem-sao-os-cavaleiros-do-apocalipse/ Mon, 30 Mar 2020 17:53:24 +0000 https://licao7.com.br/?p=805

No capítulo 5 do Apocalipse, João descreve a cena em que Jesus toma o livro selado da mão de Deus sob uma aclamação nunca antes vista no Universo. Neste, vamos vê-Lo abrir os selos, um por um. O capítulo 6 trata dos seis primeiros selos, o sétimo será explorado no capítulo 8 de Apocalipse. Ao invés de palavras ditadas por Jesus, João agora visualiza cenas. Assim, como em outros capítulos, a simbologia é bastante utilizada. É importante citar que a seqüência profética e simbólica dos sete selos relaciona-se com o mesmo terreno coberto pela profecia das sete igrejas, mas dando ênfase a outros eventos. As profecias do Apocalipse não são sucessivas, mas repetitivas; isto é, elas são reafirmadas cobrindo os mesmos períodos de tempo. Os sete selos, por exemplo, e as sete trombetas cobrem o mesmo período das sete igrejas. O princípio de interpretação profética destacado pelo próprio Senhor Jesus é que somente quando a profecia encontra o seu cumprimento é que pode ser plenamente compreendida. Três vezes Jesus disse isso no cenáculo: “Eis que vos tenho dito antes que aconteça, para que quando acontecer possais crer” (Jo 14:29, 13:19 e 16:4). O propósito do cumprimento das profecias é fortalecer nossa fé. Os quatro cavalos e suas diferentes cores – conforme descrito nos quatro primeiros selos – representam as quatro primeiras fases da igreja cristã (Éfeso, Esmirna, Pérgamo e Tiatira).

Os quatros cavaleiros do Apocalipse

O primeiro selo

Apocalipse 6:1: “Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer, como se fosse voz de trovão: Vem!” Apocalipse 6:2: “Olhei, e vi um cavalo branco. O seu cavaleiro tinha um arco, e foi-lhe dada uma coroa, e ele saiu vencendo, e para vencer.” O cavalo branco simboliza pureza e vitória. Cristo é o cavaleiro. Nos dias em que o Apocalipse foi escrito, o cavalo era o meio mais rápido de comunicação (como o e-mail, hoje). Além disso, a cavalaria era a principal arma de guerra. Cavalo, portanto, é símbolo do poder e da rapidez necessários à pregação do evangelho; tarefa incumbida ao povo de Deus. A cor branca era símbolo de vitória sobre o inimigo. A mesma figura é aplicada na profecia que menciona a segunda vinda triunfal de Cristo, que o apresenta vindo à Terra vestido de branco e cavalgando um cavalo branco. O cavalo de cor branca é uma alusão aos triunfos da igreja apostólica, no período de 34 a 100 d.C. A igreja cristã era pura na doutrina porque foi conduzida diretamente por Cristo. O arco que o cavaleiro trazia, nos dias antigos, era uma arma de ataque; um poderoso instrumento de guerra. A grande munição dos exércitos daquele tempo eram as flechas. Ao sair para a batalha, o cavaleiro recebe uma coroa. Enquanto os vencedores deste mundo recebem a coroa somente após a vitória, Cristo, o cavaleiro do primeiro selo, recebe a coroa antecipadamente, como evidência segura de Sua vitória.

O segundo selo

Apocalipse 6:3: “Quando o Cordeiro abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: Vem!” Apocalipse 6:4: “Então saiu outro cavalo, vermelho. Ao seu cavaleiro foi dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros. Também lhe foi dada uma grande espada.” O cavalo vermelho simboliza sangue, corrupção e pecado. O cavaleiro representa o Império Romano pagão. O segundo selo apresenta a igreja em estado de corrupção. A cor vermelha, em se tratando de vida espiritual, simboliza o pecado. “Ainda que os vossos pecados sejam vermelhos como o carmesim…” (Is 1:18). A igreja incorporou doutrinas pagãs e abandonou a pureza da verdade. Este período do segundo selo, de corrupção dos princípios básicos da igreja, estendeu-se do ano 100 ao ano 313 d.C. Milhões morreram quando o Império Romano tentou varrer o cristianismo da face da terra. A perseguição contra cristãos foi seguida de muitas mortes, porém, por causa do sangue de muitos mártires, o cristianismo crescia a cada dia. Os cristãos primitivos não tinham liberdade como nós hoje de ir às igrejas prestar culto a Deus. Ser cristão era um crime punido com a morte. Conta-se que no Concílio de Nicéia, em 325 d.C., quase todas as pessoas presentes apresentavam algum tipo de mutilação, resultado da perseguição. O tempo do cavalo vermelho foi o tempo em que os pagãos perseguiram os cristãos.

O terceiro selo

Apocalipse 6:5: “Quando o Cordeiro abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: Vem! Olhei, e vi um cavalo preto. O seu cavaleiro tinha uma balança na mão.” Apocalipse 6:6: “E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes, que dizia: Uma medida de trigo por um denário, e três medidas de cevada por um denário, e não danifiques o azeite e o vinho.” O cavalo preto simboliza luto e trevas espirituais. O cavaleiro representa a figura do Imperador Romano. O cristianismo já não era mais ilícito, mas popular. As pessoas eram incentivadas a tornarem-se cristãs. Mas o cristianismo já não era mais puro. Não era mais branco. Era tão corrupto que foi representado por um cavalo preto. As doutrinas pagãs tomaram o lugar das doutrinas verdadeiras e puras da igreja primitiva. Foi durante esse período que a igreja começou a dominar o Estado ou o governo (313 a 538 d.C.). A partir daí não eram mais os pagãos que perseguiam os cristãos. Eram os cristãos que passaram a perseguir os pagãos. A balança é o símbolo da justiça. A utilização desse símbolo demonstra que a Igreja e o Estado estariam unidos para exercer a autoridade judicial. Isso foi verdade entre os imperadores romanos desde Constantino até Justiniano, quando ele entregou a mesma autoridade judicial ao bispo de Roma. Nesta visão, João viu uma balança na mão do cavaleiro. “Uma medida de trigo por um denário; e três medidas de cevada por um denário.” Deus havia ordenado que o pão da vida devia ser de graça. Mas agora estava sendo vendido. A religião tornou-se um negócio. O trigo representa a pura verdade do evangelho de Cristo, enquanto a cevada que não é tão pura assim, as tradições e erros que penetraram na igreja. Em razão de sua escassez, o trigo era vendido por valor maior do que a cevada. Três medidas de cevada eram vendidas pelo mesmo preço de uma medida de trigo. E até hoje esse estado de coisas perdura no chamado cristianismo nominal. Aquele que apresenta ao mundo, evidentemente, mais “cevada” do que “trigo”, ou seja, mais erros tradicionais do que verdades fundamentais. Nas Escrituras Sagradas o azeite é símbolo do Espírito Santo, enquanto o vinho representa o sangue de Cristo. A ordem “Não danifiques o azeite e o vinho” reclama que não se pode invocar o nome de Cristo e do Espírito Santo quando se prega o erro e a “tradição dos homens” em lugar da verdade de Deus.

O quarto selo

Apocalipse 6:7: “Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente, que dizia: Vem!” Apocalipse 6:8: “Olhei, e vi um cavalo amarelo. O seu cavaleiro chamava-se Morte, e o Inferno o seguia. Foi-lhes dado poder sobre a quarta parte da terra para matar com a espada, com a fome, com a peste e com as feras da terra.” O cavalo amarelo simboliza a morte. O cavaleiro é representado pelo Papado. Na verdade, a palavra grega que designa a cor deste cavalo é chloros, que é um esverdeado pálido. A cor da morte. Foi durante os 1.260 anos da perseguição que os templos pagãos viraram igrejas cristãs. Mas o povo verdadeiro de Deus teve que fugir para as montanhas a fim de adorar o seu Deus. Não eram mais pagãos perseguindo cristãos. Não eram mais cristãos perseguindo pagãos. Agora eram cristãos perseguindo e matando outros cristãos. A Roma cristã não crucificava pessoas como a Roma pagã fazia. A Roma cristã as queimava vivas. A Roma pagã torturava criminosos por roubarem, mas a Roma cristã torturava cristãos por lerem a Bíblia. No período do quarto selo, que foi de 538 a 1517 d.C., foi dado ao cavaleiro que monta o cavalo amarelo ou tem as rédeas da igreja em suas mãos o nome de “Morte”. É uma prova real da carnificina que foi a Inquisição. O papado efetuou grande chacina e levou multidões à sepultura. Inferno, ou “hades”, designa o lugar dos mortos ou sepultura.

O quinto selo

Apocalipse 6:9: “Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram.” Apocalipse 6:10: “E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Soberano, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” Apocalipse 6:11: “E foram dadas a cada um deles compridas vestes brancas, e foi-lhes dito que repousassem ainda por pouco tempo, até que se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos, como também eles foram.” O quinto selo é uma sucessão do quarto e estende-se do período que vai do ano 1517 a 1755. No quarto selo vimos os terríveis extermínios do papado contra o povo de Deus. O quinto selo nos mostra o quadro das testemunhas de Deus e de Seus filhos mortos pela espada papal. Para entender o que significam as almas debaixo do altar é preciso considerar quatro questões:

1. O que significa o termo “alma”?

A palavra “alma”, do nosso texto, vem do grego psyche e é mencionada 103 vezes no Novo Testamento. Psyche é traduzido em inúmeras passagens por “pessoa”. Por exemplo, referindo-se aos convertidos no Pentecostes, é dito que “naquele dia agregaram-se quase três mil almas” [psyche] (At 2:41). Fica claro que João teve a visão das próprias pessoas dos mártires das perseguições papais do quarto selo, e não supostas almas desencarnadas.

2. Existe algum altar de sacrifícios no Céu?

Por outro lado, no Céu não existe um altar para sacrifícios. Por isso, a declaração de João de que viu “debaixo do altar as almas dos que foram mortos” no período da perseguição papal deve ser entendida como uma afirmativa de que eles estão debaixo da terra, ou em seus sepulcros.

3. Pode haver espírito de vingança no Céu?

Não podemos imaginar que o espírito de vingança pudesse dominar de tal maneira as mentes das almas no Céu a ponto de fazer com que, a despeito da alegria e da glória do Céu, elas não ficassem satisfeitas enquanto não vissem a vingança praticada contra os seus inimigos. Há lugar para ódio no coração dos habitantes do Céu? Não, nunca. Jamais.

4. Por que essas almas estariam clamando por vingança?

Se a idéia popular que coloca essas almas no Céu fosse verdade, seus perseguidores estariam queimando num suposto inferno. Por que essas almas estariam clamando por vingança? Que vingança maior poderiam querer? O sangue clama por vingança é a mesma expressão usada no livro de Gênesis. O sangue de Abel clama por vingança (Gn 4:9, 10). O clamor figurado dos milhões e milhões de mártires do quarto selo longe está de afirmar que eles estejam no Céu. É apenas um alerta de que Deus punirá, no tempo certo, os Seus inimigos. O que João viu – numa visão simbólica – foi o clamor de justiça que será satisfeito no devido tempo. “A voz do sangue do teu irmão clama a Mim desde a Terra” (Gn 4:10). E, por acaso, sangue tem voz? É evidente que se trata de uma linguagem figurada. As vestes brancas comprovam o caráter daqueles que foram covardemente martirizados, não porque fossem criminosos, mas “por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram”. A frase “repouso por pouco tempo” é outra evidência de que não poderiam estar no Céu, mas em seus sepulcros onde deveriam permanecer mais um pouco.

O sexto selo

Apocalipse 6:12: “Olhei enquanto ele abria o sexto selo. Houve um grande terremoto. O sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue.” Apocalipse 6:13: “As estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira, sacudida por um vento forte, deixa cair os seus figos verdes.” Apocalipse 6:14: “O céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola, e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.” Apocalipse 6:15: “Os reis da terra, os grandes, os chefes militares, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes,” Apocalipse 6:16: “e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro!” Apocalipse 6:17: “Pois é vindo o grande dia da ira deles, e quem poderá subsistir?” João visualiza a abertura do sexto selo, onde estão descritos os sinais da iminente volta de Jesus. A linguagem que antes era simbólica passa a ser literal. Os escritores do Antigo Testamento, e o próprio Cristo, falaram muitas vezes de grandes sinais no universo físico, no Sol, na Lua, nas estrelas e na Terra. Esses sinais seriam indicações especiais da volta de nosso Senhor. No século 18, em 1º de novembro de 1755, na cidade de Lisboa, Portugal, ocorreu o maior terremoto de toda história. A maior parte da cidade foi destruída em apenas seis minutos. O sismo abalou outras cidades da Europa e da África. O dia escuro ocorreu no dia 19 de maio de 1780, principalmente na cidade de Connecticut. Na noite seguinte ao dia escuro, a Lua se mostrou vermelha como sangue. Na noite de 12 de novembro de 1833, uma tempestade de estrelas cadentes irrompeu sobre a Terra. A América do Norte recebeu o maior impacto desse chuveiro de estrelas. De acordo com a profecia descrita em Apocalipse 6, estamos vivendo entre os versos 13 e 14. Os eventos do verso 13 já ocorreram. Os próximos acontecimentos no programa de Deus estão descritos no verso 14. O Céu se retira como um rolo. Cada montanha e ilha serão removidas. João descreve que haverá um tempo em que as pessoas irão correr e se esconder da ira de Deus. Numa grande reunião irão desejar que montes e vales caiam sobre eles, pois não conseguirão encarar a face do Senhor. Essas pessoas são todos aqueles que, infelizmente, não dedicaram a vida a Deus. Não reconheceram Jesus como Salvador, Senhor e Advogado e recusaram todas as ofertas de salvação. Mas ainda há tempo! É preciso tomar uma decisão – a escolha deve ser imediata. (Texto da jornalista Graciela Érika Rodrigues, inspirado na palestra do advogado Mauro Braga)]]>
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<![CDATA[As 7 Trombetas do Apocalipse]]> https://tempoprofetico.com.br/as-7-trombetas-do-apocalipse/ Mon, 30 Mar 2020 17:55:19 +0000 https://licao7.com.br/?p=809

A linguagem e as imagens das 7 trombetas são complexas. Sua aplicação a eventos históricos específicos tem resultado em vários pontos de vista. As sete trombetas recapitulam a história desde uma perspectiva particular e, de certa forma, os eventos que ocorrem no toque das trombetas estão em paralelo com outros eventos mencionados em outros ciclos de sete no Apocalipse, como as sete igrejas, os sete selos e outros. Há, por exemplo, uma grande semelhança entre as sete trombetas e as sete pragas. A diferença entre elas, contudo, levam-nos a concluir que as sete trombetas são “juízos de advertência”. Aqueles que aprenderem as lições ensinadas pelas trombetas não terão de sofrer as catastróficas consequências das sete últimas pragas, tema que ainda estudaremos numa lição futura. Podemos ainda estabelecer uma série de comparações entre as trombetas e os selos do capítulo 6. Tanto as trombetas como os selos estão arranjados em grupos de quatro e três. Os quatro primeiros selos formam um grupo – os quatro cavaleiros do Apocalipse (Apocalipse 6:1-8). As últimas três trombetas também formam um grupo, os três medonhos ais (Apocalipse 9:12; 11:14). Além disso, após a abertura do sexto selo, quatro anjos seguram os ventos até que o selamento dos 144 mil se complete (Apocalipse 7:2-3), por outro lado, quatro anjos são vistos atados junto ao rio Eufrates sob a sexta trombeta (Apocalipse 9:14-15).

Uma cena no santuário celestial

Temos aqui mais uma cena no santuário celestial. Sete anjos estão diante do trono e recebem sete trombetas. Ao ser tocada, cada uma das trombetas apresenta um juízo divino. Estes não são os juízos finais, como na queda das sete pragas, mas juízos de admoestações preliminares. O fato dos anjos com as trombetas saírem do altar de incenso, sugere que o tempo de graça para o mundo ainda não terminou durante o toque das seis primeiras trombetas. O toque da sétima trombeta ocorre já no momento da Volta de Jesus (Apocalipse 11:15-18), assim como a abertura do sétimo selo (Apocalipse 8:1).

O que representa na Bíblia o toque de uma trombeta? Números 10:1-10.

O toque da trombeta nos dias do Antigo Testamento servia para convocações religiosas, guerras e anúncios (Números 10:2-12; Jeremias 4:19-20). No Novo Testamento, o toque da trombeta está associado à Volta de Jesus (1 Coríntios 15:51-52; 1 Tessalonicenses 4:16). As sete trombetas não são juízos finais de Deus sobre pecadores impenitentes, mas ocorrem dentro do fluxo da história. Portanto, devemos distinguir claramente entre o propósito das trombetas e das sete pragas (Apocalipse 16) que só ocorreram depois de terminada a graça para a humanidade (Apocalipse 22:11).

As quatro primeiras trombetas

Não é fácil definir o cumprimento histórico preciso das profecias, principalmente as sete trombetas. Toda interpretação sugerida necessita ser discutida em termos da validade da análise do texto bíblico e de seu cumprimento histórico. A visão que apresentaremos em seguida trata-se de um consenso de alguns teólogos da modernidade.

O que acontece quando o anjo toca a primeira trombeta? Apocalipse 8:7

Saraiva (granizo), fogo e sangue são figuras de juízo na Bíblia (Ezequiel 38:21-22; Salmo 11:6). Já a terça parte é uma expressão que denota uma medida imparcial ou incompleta. Esta primeira trombeta tem seu cumprimento nos juízos divinos que se abateram sobre Jerusalém. Em seu discurso profético Jesus havia advertido os discípulos sobre guerras (Mateus 24:6). Entretanto, na seção paralela descreve a queda de Jerusalém e as aflições pelas quais passaria o povo judeu (Mateus 24:15-19). Assim esta trombeta se cumpre nos juízos divinos, primeiro, com a destruição de Jerusalém no ano 70 a.D., e depois nas sucessivas perseguições dos imperadores Trajano e Adriano. Por volta de 135 a.D., dezenas de cidades e centenas de povoados já haviam sido destruídos.

O que acontece quando o anjo toca a segunda trombeta? Apocalipse 8:8-9

O texto fala de uma grande montanha. Montanha ou monte aparecem na Bíblia como um símbolo de um povo, nação, ou poder (Isaías 2:2-3; Daniel 2:35, 44-45; Ezequiel 35:2, 7-8). O fogo simboliza o poder de julgar e destruir (Isaías 10:16-17; Mateus 25:41). Já o mar representa povos, nações, multidões e línguas (Apocalipse 17:15). O transformar-se em sangue, é símbolo de guerra e derramamento de sangue. Logo, esta trombeta nos remete as invasões das tribos bárbaras que finalmente provocaram a queda do império romano do ocidente. De fato, depois do ano 70, quando Jerusalém foi destruída, Roma imperial passou a ser vista como uma nova Babilônia, porque como aquela, havia destruído o templo dos judeus e a cidade de Jerusalém (1 Pedro 5:13). A profecia de Daniel falava de dez reinos que minariam o poder de Roma (Daniel 2:41-44; 7:7, 24). Esta profecia tem seu cumprimento com as dez tribos bárbaras que invadiram a Itália, entre os anos 352 a 476 a.D. Como enxames incontáveis de gafanhotos devoradores, assolaram tudo o que encontravam pela frente. O império romano perdeu sua força e Odoacro, rei dos Hérulos, tomou Roma e foi proclamado rei da Itália em 476 a.D., o mesmo ano da morte de Rômulo Augusto, o último imperador de Roma.

O que acontece quando o anjo toca a terceira trombeta? Apocalipse 8:10-11.

A visão inaugural de Apocalipse apresenta Cristo segurando em sua mão direita sete estrelas (Apocalipse 1:16). Estas estrelas simbolizam os anjos das sete igrejas (Apocalipse 1:20). Apocalipse 12:1 usa “estrelas” como símbolo dos dirigentes do povo de Deus. O número 12 representando os 12 patriarcas do Antigo Testamento e os 12 apóstolos do Novo Testamento. Uma figura da igreja de Deus em todas as épocas. Ao longo da história, quase que imperceptivelmente os costumes do paganismo tiveram ingresso na igreja cristã. O paganismo, conquanto parecesse suplantado, tornou-se o vencedor. Seu espírito passou a dominar a igreja. Para conseguir vantagens e honras humanas, a igreja foi levada a buscar o favor e apoio dos grandes homens da Terra, e havendo assim rejeitado a Cristo, foi induzida a prestar obediência a um sistema antagônico ao governo de Deus. A queda dessa estrela, na terceira trombeta, simbolizaria então a apostasia da igreja cristã, um afastamento coletivo da verdade. Judas refere-se aos falsos mestres como “estrelas errantes” reservadas para as trevas (Judas 1:12-13). Como resultado, os ensinos da igreja e as formalidades religiosas seriam como águas amargosas e mortais para os homens.

O que acontece quando o anjo toca a quarta trombeta? Apocalipse 8:12-13.

A quarta trombeta atinge o sol, a lua e estrelas. Este é o conjunto de astros criados por Deus para iluminar a terra (Gênesis 1:14-16). Quando Deus pronunciou a condenação do Egito, através do profeta Ezequiel, Ele declarou: “Ao sol encobrirei com uma nuvem, e a lua não deixará resplandecer a sua luz. Todas as brilhantes luzes do céu enegrecerei sobre ti, e trarei trevas sobre a tua terra, diz o Senhor Jeová” (Ezequiel 32:7-8). As trevas preditas aqui sobre o Egito não era uma simples escuridão física. Era uma escuridão que deveria envolver toda a nação. A luz do Espírito que brilhara tão esplendorosamente e durante tanto tempo no oriente antigo, deveria apagar-se nas trevas. Assim, também, é predito na quarta trombeta um período de escuridão espiritual para o mundo. Quando se cumpriu essa profecia? Alguns afirmam que na Idade Média, também chamada de idade escura, quando as trevas espirituais e morais atingiu a humanidade, se cumpre o toque da quarta trombeta. Uma paralisia moral e intelectual caíra sobre a cristandade e milhares se afastaram da Palavra da verdade. Este afastamento propiciou o surgimento do ateísmo secular e a existência de Deus foi questionada.

As três últimas trombetas – os três ais

Apocalipse 8:13 introduz as últimas três trombetas, também chamadas de ais. Com estes ais ou maldições, Deus permite um aumento das manifestações demoníacas e trevas morais e espirituais sobre a terra. A longa descrição da quinta e sexta trombetas são intrigantes e a identificação dos fatos históricos não são simples de ser interpretados. Parece que elas nos falam dos tormentos espirituais daqueles que resistem à voz divina que clama por arrependimento.

O que acontece quando o anjo toca a quinta trombeta? Apocalipse 9:1-2.

Para muitos estudiosos, a quinta trombeta apresenta o surgimento e o progresso do Islamismo na Arábia a partir do século VII da era cristã. A Arábia tem sido chamada “o poço do abismo”, por causa de seus desertos e áreas vazias. Um adepto do islamismo é chamado de mulçumano “aquele que se submete”. Os mulçumanos acreditam em 25 profetas. Esta lista inclui Adão, Abraão, Moisés, Jesus e Maomé, que é visto como o Último Mensageiro, trazendo a mensagem final de Deus a toda a humanidade sob a forma do Alcorão, “recitação”, sendo por isso designado como o “Selo dos Profetas”. Os muçulmanos acreditam que Maomé recebeu ensinamentos de Alá (Allah, a palavra árabe para Deus) por intermédio do anjo Gabriel, através de revelações que ocorreram entre os anos 610 e 632 d.C. Maomé recitou essas revelações aos seus companheiros, e posteriormente foram registradas e deram origem ao livro sagrado do Alcorão. Maomé seria, para alguns estudiosos do Apocalipse, essa “estrela caída” da quinta trombeta (Apocalipse 9:1). Após sua morte, em 632 a.D., os árabes foram comparados às espessas nuvens de gafanhotos invadindo o mundo na tentativa de disseminar a religião muçulmana.

Um período de tormento

Por quanto tempo esse poder causaria dano aos homens? Apocalipse 9:5, 10. Cinco meses em profecia equivale a 150 anos (30 dias x 5 = 150 dias proféticos/anos literais). Alguns teólogos defendem que esse período se cumpre entre 27 de Julho de 1299, quando Otman (ou Osman), fundador do Império Otomano, invadiu pela primeira vez o território de Nicomédia, até 27 de julho de 1449, quando Constantino XII, último imperador grego, chega ao trono com a permissão do sultão do Império Otomano. A profecia revela que surgiria um rei cujo nome era “destruidor” (Abadom e Apolion – Apocalipse 9:11), e junto com seus súditos, representados pelos turcos otomanos, assolariam as províncias do Império Romano do Oriente. Como hordas de gafanhotos (soldados) saíram do fumo do maometismo e se lançaram a guerra até 27 de Julho de 1449, quando terminam os 150 anos do soar da quinta trombeta. Este é considerado o primeiro ai (Apocalipse 9:12).

O que acontece quando o anjo toca a sexta trombeta? Apocalipse 9:13-15

Quando o anjo toca a sexta trombeta, quatro anjos que se encontravam atados junto ao rio Eufrates são soltos. Alguns têm entendido estes quatro anjos como se aplicando aos quatro sultanatos principais: Alepo, Icônio, Damasco e Bagdá, que compreendiam o Império Otomano e estavam situados na região do Eufrates. Eles deveriam ser libertos por um período de tempo específico: “Uma hora, um dia, um mês, e um ano”. Quanto tempo soma este período em profecia? 1 hora = 15 dias 1 dia = 1 ano 1 mês = 30 dias = 30 anos 1 ano = 360 dias = 360 anos Total: 391 anos e 15 dias Esse período profético se cumpre na história exatamente a partir do dia 27 de julho de 1449, quando Constantino XII reconheceu a supremacia turco-otomana, ao submeter sua eleição ao consentimento do sultão, até 11 de agosto de 1840, quando é abatido o poderio otomano. Este é o segundo ai, faltando apenas agora o terceiro.

O que acontece quando o anjo toca a sétima trombeta? Apocalipse 11:15.

Quando João teve a visão do livrinho doce na boca e amargo no estômago, foi lhe dito que quando o sétimo anjo tocasse a trombeta, “cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas” (Apocalipse 10:7). O mistério de Deus está terminado, ou seja, “o reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11:15). O toque da sétima trombeta é a Segunda Vinda de Jesus em glória e majestade, ao som de trombetas e com todos os anjos do céu (1 Tessalonicenses 4:16; Mateus 25:31).

O que existe de diferente no cântico dos vinte e quatro anciãos após o soar a sétima trombeta? Apocalipse 11:16-17. Comparar com Apocalipse 1:8 e 4:8.

Antes da sétima trombeta Jesus era Aquele que estava por vir, mas agora Sua vinda é uma realidade. O quinto reino tão esperado do sonho profético de Daniel 2, representado por uma pedra, arrancada sem auxílio de mãos, agora chegou (Daniel 2:44-45). Aquele que prometeu voltar com as nuvens e todo olho O veria, agora veio. Todas as criaturas, na terra e no céu, se unem em louvor ao Deus Criador e Redentor. Os eventos atuais de nosso planeta nos mostram que estamos no limiar do reino. A porta da graça que ainda está aberta, logo se fechará. As vozes que se unem no anúncio do evangelho eterno logo silenciaram. Quando a sétima trombeta for tocada, qual será sua condição? Está sua vida nas mãos de Deus? Você já entregou seu coração a Jesus?

Conclusão

Como se diz no mundo do futebol, estamos jogando os últimos minutos do segundo tempo! Todos os anjos do céu olham atentamente para cada ser humano no desejo que seus corações se rendam a graça maravilhosa de Jesus. Cada trombeta tocada ao longo dos séculos foram advertências divinas para produzir arrependimento e salvação. Aqueles que não atentarem ao toque das trombetas sofrerão os juízos de Deus, sem misericórdia, no derramar das sete últimas pragas. É uma questão de escolha. De que lado você ficará?]]>
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<![CDATA[Quem é o arcanjo MIGUEL?]]> https://tempoprofetico.com.br/quem-e-o-arcanjo-miguel/ Mon, 30 Mar 2020 18:00:31 +0000 https://licao7.com.br/?p=812

Miguel significa “quem é semelhante a Deus” e é um desafio a Satanás, que desde o princípio quis ser igual ao Criador (Isaías 14:12-14). Sempre que Miguel é mencionado na Bíblia, refere-se à Pessoa de Jesus como Comandante dos exércitos celestiais em direta disputa com Satanás e os anjos maus. Para nossa felicidade eterna, Miguel sempre sai vitorioso. Leia: Judas 9; Daniel 10:13, 21;12:1; Apocalipse 12:7. Quando falamos que Miguel significa “semelhante a Deus”, no original e para a cultura hebraica, “semelhante” significa “igual” (ver João 5:18; 19:7). Miguel, portanto, seria um dos nomes de honra de Jesus, que o iguala a Deus Pai e que em nada diminui a Divindade dEle! Sendo Jesus chamado de “O Arcanjo” (e até de anjo algumas vezes, como veremos a seguir) nas Escrituras, isso não O torna “anjo” no sentido de criatura, assim como o fato de Ele ser chamado de cordeiro (João 1:29) e Leão (Apocalipse 5:5) não o torna animal. Da mesma forma que esses nomes simbólicos se referem a determinadas funções de Jesus, os termos “arcanjo” e “anjo” têm o mesmo propósito. Anjo significa “mensageiro” e Jesus é o “mensageiro de Deus Pai” à humanidade, o Mensageiro que comunica as boas novas de Salvação! Jesus é Deus no mais alto sentido e a Bíblia não deixa dúvidas quanto a isso: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez (João 1:1-3). E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai (João 1:14). Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste (Colossenses 1:15-17). Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai (Filipenses 2:5-11). Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade (Colossenses 2:9 – Grifo meu). ARCANJO RESPOSTAS A ALGUMAS OBJEÇÕES E o texto de Judas 9? Se o aplicarmos a Jesus, não estaríamos rebaixando a Sua autoridade perante Satanás? “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” (Judas 1:9). Este texto não rebaixa a autoridade de Jesus, mas contém uma preciosa lição para nós cristãos. Cristo, mesmo sendo Deus, não respondeu ao diabo da mesma forma: não se rebaixou ao ponto de proferir palavras de difamação a satanás (ver contexto), mesmo falando com autoridade. A natureza perfeita de Cristo não permite que Ele faça uso do mesmo comportamento que o inimigo (proferir palavras malignas, juízo infamatório, como diz o texto – compare-o com Filipenses 2:5-8). Em certa ocasião, Deus Pai, mesmo sendo Todo-poderoso, não optou por expulsar de vez Satanás de Sua presença e nem mesmo o repreendeu! (ler Jó 1:6-12). Do mesmo modo que o Pai não perdeu Sua autoridade por ter permitido que Satanás dialogasse, Jesus não perde a Sua autoridade Divina pelo fato de deixar o diabo falar e por não querer (Jesus) fazer parte daquele tipo de palavreado maldoso do inimigo. Jesus é um Deus de classe. Leia Zacarias 3:1-8, especialmente o verso dois, e poderá confirmar que o “Anjo do Senhor” (termo usado em referência ao próprio Cristo) é Miguel em Judas 9. Basta comparar os textos. Daniel 10:13? A expressão “um dos primeiros príncipes” não estaria sugerindo que há outros em igualdade a Miguel, ou seja, que este ser é um anjo mesmo? O fato de Jesus [Miguel] ser chamado de “um dos primeiros príncipes” não O coloca em igualdade aos demais anjos. No Céu há uma hierarquia de anjos (querubins, serafins…), cada um com um papel a desempenhar na adoração a Deus e no plano da salvação (Hebreus 1:14). Se Jesus escolheu alguns anjos para serem príncipes com Ele no governo dos demais anjos (sendo Ele o Príncipe Supremo), que problema haveria em Ele ser chamado de “um dos primeiros príncipes”? Não há dificuldades em Jesus ser o Príncipe Principal (por ser Deus) e estabelecer outros seres abaixo dEle, com o mesmo nível de governo, para dirigir os anjos; isso em nada afeta Sua autoridade Divina. O Pastor americano Mark Finley em seu livro Revelando os Mistérios de Daniel, p. 125, afirma que há traduções (em inglês) que traduzem Daniel 10:13 da seguinte forma: “o primeiro dos príncipes”. Interessante é que não são apenas os Adventistas do Sétimo Dia que identificam Miguel com o Senhor Jesus Cristo. Comentaristas como João Calvino, Matthew Henry, entre outros, tiveram a mesma opinião! Também é importante salientar que a mesma Bíblia que chama a Miguel de “um dos primeiros príncipes” diz ser Ele “o vosso príncipe” (Daniel 10:21) e “o grande príncipe” (Daniel 12:1). Comparando esses textos com Isaías 9:6 e Atos 5:31, não podemos ter dúvidas de que o Ser aí mencionado é Cristo. Veja que 1 Tessalonicenses 4:16 relaciona a “voz do arcanjo” com a ressurreição dos santos por ocasião da volta do Senhor Jesus. Cristo mesmo declarou que os mortos sairiam da tumba ao ouvirem a SUA VOZ (João 5:28, 29). Essa é outra evidência de que Miguel tem de ser um dos nomes de honra do Salvador. “A literatura judaica descreve a Miguel como o mais elevado dos anjos, o verdadeiro representante de Deus, e o identifica como “anjo de Yahweh”, o qual se menciona com frequência no Antigo Testamento como um ser divino” (Dicionário Bíblico Adventista do 7º Dia [CD ROM, espanhol]). Se Jesus é Deus, como pode ser chamado de Arcanjo? Ao compreendermos o sentido etimológico da palavra “arcanjo”, o aparente problema é resolvido. No grego, “arcanjo” significa “Chefe dos Anjos”. Esse título não precisa necessariamente referir-se apenas a um ser criado, assim como ocorre com o termo “anjo” (“Mensageiro”). É aceito entre os comentaristas (inclusive não-adventistas) que Jesus Cristo é o “Anjo do Senhor” mencionado no Antigo Testamento (ver Gênesis 16:7; 18:1, 2, 13 e 19; Êxodo 3:2-5; 23:20-33; 32:34; Juízes 6:11-24; 13:21-22. Eis uma nota explicativa da Bíblia de Estudo Almeida: “O Anjo do Senhor (lit. mensageiro ou enviado) não é aqui (comentando a respeito de Êxodo 3:2) um ser distinto do próprio Deus (conferir o verso 4), mas Deus mesmo, enquanto se faz presente para comunicar uma mensagem”. Do mesmo modo que Cristo não se torna uma criatura ao ser chamado de “Anjo do Senhor” (na verdade Ele é o “mensageiro”, de Deus Pai à humanidade), o mesmo ocorre quando é designado de arcanjo. Sendo que Ele é o Criador, automaticamente, é o “Chefe Supremo” de todos os anjos. A expressão “arcanjo” aparece apenas em passagens apocalípticas, onde Cristo está em confronto direto com satanás. Não temos base bíblica suficiente para crer que esse termo aplique-se a um anjo, um ser criado. É difícil provarmos pela Bíblia a ideia de que “arcanjo” seria uma classe de anjo, mesmo que um dos significados da palavra possa ser “anjo chefe”. Como sabemos, não devemos basear um ensino apenas no significado das palavras: um conjunto de textos bíblicos que esclareçam um ponto também deve ser considerado. MIGUEL NO ESCRITO PROFÉTICO DE DANIEL O livro do profeta Daniel, a meu ver, apresenta a maior das evidências de que o nome Miguel deve obrigatoriamente ser aplicado a Cristo. Temos nesse livro grandes blocos proféticos que dão ênfase a Jesus e ao Seu reino de glória. Esses blocos proféticos nos ajudam a entender o livro, seu propósito e também a descobrir quem é o personagem principal das profecias da Bíblia. Veja: • No Capítulo 2, Jesus aparece como sendo a Pedra que destrói a estátua; • No Capítulo 7, Jesus aparece como sendo o Filho do Homem que se dirige ao Ancião de Dias (Deus Pai); • Nos Capítulo 8, Jesus aparece em cena como sendo o Príncipe dos Príncipes; • Nos Capítulos 10-12, Jesus aparece como Miguel, o libertador. Veja que interessante: se Miguel não fosse Jesus o sincronismo do livro de Daniel (apresentado em seus blocos proféticos) seria quebrado! Seria muito estranho imaginarmos que nos três primeiros blocos proféticos o centro é Jesus enquanto que no último o personagem principal é um ser criado! Todos os blocos proféticos terminam com a manifestação de Cristo e a manifestação do Seu reino. Por isso, para que o sincronismo do livro de Daniel seja mantido, Miguel tem que ser um dos nomes de Jesus. Além disso, deve-se destacar que o conflito entre o bem e o mal se dá entre Cristo (Deus) e lúcifer (criatura) e não entre dois seres criados (ver Apocalipse 12:7-9). Com isso podemos ver que a posição Adventista a respeito do “Arcanjo Miguel”, levando em conta não apenas o sentido do termo, mas também outros textos paralelos, em nada afeta a suprema e absoluta Divindade do Senhor Jesus Cristo. Cremos na Divindade de Cristo (1 Jo 5:12, 20) e na Trindade, sem sombra de dúvidas! (Mateus 28:19; 2 Colossenses 13:13; Judas 1:20 e 21).]]>
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<![CDATA[Os observadores do domingo têm o sinal besta?]]> https://tempoprofetico.com.br/os-observadores-do-domingo-tem-o-sinal-besta/ Mon, 30 Mar 2020 18:04:32 +0000 https://licao7.com.br/?p=816

Os adventistas do sétimo dia não ensinam que os crentes que guardam o domingo têm o sinal da besta. Quem não entende isso, sofre de analfabetismo funcional. O livro “Questões Sobre Doutrina”, que apresenta a posição oficial dos adventistas a respeito de suas doutrinas distintivas, assim se posiciona a respeito de nossa compreensão sobre o “sinal da besta”: “Os adventistas do sétimo dia creem que as profecias de Daniel 7 e Apocalipse 13, relativas à besta, se referem particularmente ao papado[não aos irmãos católicos que nada têm a ver com isso!], e que as atividades e o futuro poder perseguidor serão postos em nítida evidência exatamente antes da volta do Senhor em glória. Compreendemos que o sábado, então [no futuro], se tornará uma prova mundial” (“Questões Sobre Doutrina” [Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2009], p. 158). Apesar de tamanha clareza, muitos críticos alegam que “os adventistas ensinam que os observadores do domingo têm o sinal da besta”. O texto a seguir de Ellen White deixará ainda mais escancarado a mentira dos tendenciosos que escrevem sem ir às fontes primárias: “Mas os cristãos das gerações passadas observaram o domingo, supondo que em assim fazendo estavam a guardar o sábado bíblico; e hoje existem verdadeiros cristãos em todas as igrejasnão excetuando a comunhão católica romana, que creem sinceramente ser o domingo o dia de repouso divinamente instituído. Deus aceita a sinceridade de propósito de tais pessoas e sua integridade (O Grande Conflito, p. 449) E ela continua, na mesma página: “Quanto, porém, a observância do domingo for imposta por lei [algo futuro], e o mundo for esclarecido[ninguém será pego de surpresa nesse ponto] relativamente à obrigação do verdadeiro sábado, quem então transgredir o mandamento de Deus para obedecer a um preceito que não tem maior autoridade que a de Roma, honrará desta maneira o papado mais do que a Deus. Prestará homenagem a Roma, e ao poder que impõe a instituição que Roma ordenou. Adorará a besta e a sua imagem”. (Confira também o que ela escreveu no livro “Evangelismo”, p. 234, 235). Perceba que Ellen White diz que as pessoas receberão a marca da besta “quando a observância do domingo for imposta por lei” e “o mundo for esclarecido” sobre o verdadeiro dia de guarda. Ela não afirma em hipótese alguma que os cristãos hoje têm a marca da besta, mas sim que certos religiosos terão tal sinal depois que for dado o decreto dominical (conferir Apocalipse 13), que obrigará a todos a fazerem do domingo o dia de guarda no lugar do sábado da criação, memorial do Deus Criador e sinal da autoridade dEle (Ex 20:8-11; Ap 14:6,7). Seria incoerente Ellen White acusar a todos os cristãos atuais de “seguidores da besta” sendo que ela mesma diz que eles estão “verdadeiros cristãos” e que estão “em todas as igrejas”! Avalie isso à luz da evidência. De maneira clara Ellen White – e os adventistas informados – ensinam que a observância do domingo hoje ainda não é o sinal da besta.   GOSTO PESSOAL VERSUS HONESTIDADE INTELECTUAL Que os críticos não gostem das mensagens de Ellen White é de se esperar. Porém, é lamentável a maneira tendenciosa com que muitos deles distorcem os escritos dela para colocarem em sua “caneta” aquilo que ela jamais escreveu. Pelo menos por uma questão de cristianismo, honestidade acadêmica e salvação eterna (Ap 22:15), deveriam apresentar todo o posicionamento dela sobre o assunto, para que pessoas sinceras não desenvolvam um preconceito injustificável contra a mensagem adventista que é puramente cristã. Graças a Deus por pessoas como o apologista Dr. Walter Martin, que depois de pesquisar pessoalmente sobre o adventismo, escreveu: “É minha convicção que não se pode ser uma verdadeira Testemunha de Jeová, Mórmon, cientista cristão, etc., e ser um cristão no sentido bíblico do termo; mas é perfeitamente possível de ser um Adventista do Sétimo Dia e ser um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo a despeito de certos conceitos heterodoxos…” (Walter Ralston Martin, “The Kingdom of the Cults” [Mineápolis, Minessota: Bethany House Publishers, 2003], p. 535) Dr. Martin não chegou a essa conclusão por acaso. Ele leu o que a liderança da Igreja escreveu sobre a marca da besta no livro “Questions on Doctrine”, publicado na língua portuguesa (Questões Sobre Doutrina), na página 161 (versão em português): “Temos a firme convicção de que milhões de cristãos piedosos de todas as crenças, através de todos os séculos do passado, bem como aqueles que atualmente confiam sinceramente no Salvador Jesus para se salvarem e que O seguem em conformidade com a luz que receberam, inquestionavelmente estão salvos”. Espero de coração que os críticos sinceros se arrependam de acusarem os adventistas de “exclusivistas”, pois, oficialmente reconhecemos que muitos que guardaram (e guardam) o domingo (na sua sinceridade de coração, conforme a luz que receberam) serão salvos, sem necessariamente serem adventistas do sétimo dia. Claro: isso não é desculpa para continuar pecando, transgredindo ao quarto mandamento, depois de receber luz sobre o assunto (1Jo 2:4; Mt 7:21-23; Ap 14:12). DICAS FINAIS Caso tenha vindo a sua mente uma citação de Ellen White em que ela “afirma” que “santificar o sábado implica em salvação eterna”, clique aqui para compreender o texto em seu contexto. Vá direto à “fonte” e não perca o seu tempo em sites e livros de críticos que são “mestres” em descontextualizar os escritos adventistas. Em momento oportuno irei expor a você um breve estudo exegético e histórico sobre Apocalipse 13. Enquanto procuro tempo para isso, você poderá: a) Estudar o ótimo livro “Podría Ocurrir? Apocalipsis 13 a la luz de la historia y los sucesos actuales”, de Marvin Moore. Pode ser adquirido com a Asociación Casa Editora Sudamericana (ACES, na Argentina) pelo site http://www.aces.com.ar (o valor está em Pesos, não em Reais) b) Ler a Parte V do livro “Questões Sobre Doutrina” que responde “Perguntas Sobre o Sábado, o Domingo e o Sinal da Besta” (p. 138-168), especialmente a resposta à pergunta 18 (p. 157-159), que apresenta “O Conceito Histórico do Sinal da Besta”. Você verá que a interpretação adventista de Apocalipse 13 (a respeito do papado na profecia e não do sábado) é a mesma seguida pelo protestantismo no passado! “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez,examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” (At 17:11)  ]]>
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<![CDATA[Por que o ano de 457 a.C. é o início da contagem dos 490 anos de Daniel 9:24-27?]]> https://tempoprofetico.com.br/por-que-o-ano-de-457-a-c-e-o-inicio-da-contagem-dos-490-anos-de-daniel-924-27/ Mon, 30 Mar 2020 18:07:06 +0000 https://licao7.com.br/?p=819

Pr. Gerhard F. Hasel, Ph.D. O ponto de partida para as “setenta semanas”, (setenta shabu’im [1] ) de acordo com ‘o historicismo’ [2], é a “saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém (vs. 25). Isso ocorreu no sétimo ano de Artaxerxes I (Ezrá, Esdras 7:7, 8), quando ele emitiu seu primeiro “decreto” (vs. 11-26). O sétimo ano de Artaxerxes é agora estabelecido firmemente como 458/457 a. C., com o retorno de Esdras em 457, e não em 458 a.C. Consequentemente, o primeiro ano de reinado de Artaxerxes no cálculo judaico começou em 1º de tishri de 464 a.C. Com base no fundamento histórico para essa data (457 a.C.) como o início das primeiras duas divisões do período das 70 semanas (7+62 semanas = 483 anos), a conclusão dos 483 anos é 27 d.C., o ano da “mikvê” de Yeshua. O mikvê marcou a inauguração do ministério público de Yeshua (Jesus) como o Mashiach, o Ungido. Há pelo menos duas fortes razões para a escolha do primeiro decreto de Artaxerxes I em 457 a.C. (Ezrá, Esdras 7) como o ponto de partida para os 490 anos. A primeira e principal razão é tanto exegética quanto histórica. Primeira Razão Daniel 9:25ª, identifica especificamente “a ordem” referente à restauração e reconstrução da cidade de Jerusalém como o início do período das 70 semanas. A “ordem” dificilmente é entendida como um decreto de Deus. Em vez disso, parece se referir a uma ordem real de um rei, assim como foi emitido o “decreto real” (dãt, Daniel 2:13,15) para matar os sábios. Esse decreto ou “ordem” tinha a ver com a restauração e reconstrução da cidade de Jerusalém. Portanto, não é possível indicar que se esteja falando do decreto real de Ciro emitido no ano 538/537 a.C. (Ezrá, Esdras 1:1-4), que impelia os judeus exilados a construírem a “casa de Deus”, ou seja o templo. Não há sequer uma só palavra no decreto de Ciro para restaurar e reconstruir a cidade, como uma cidade. O decreto real de Dario I (Esdras 6:1 a 12) confirmou o decreto de seu antecessor e relatou mais uma vez a reconstrução do templo. Ele, da mesma forma, não tinha nada a ver com a cidade, como uma cidade. O terceiro “decreto” ou ordem é a dada por Artaxerxes I no seu “sétimo ano” (Ezrá, Esdras 7:7, 8), isto é, 457 a.C. Essa ordem não pode referir-se à reconstrução do templo, pois ele foi concluído e dedicado em março de 515 a.C. (Esdras 6:13-18). Os eventos registrados na passagem de Esdras 4:7-23 nos falam de uma insatisfação por parte dos samaritanos devido ao fato de os judeus estarem “reedificando aquela rebelde e malvada cidade e vão restaurando os seus muros e reparando os seus fundamentos” (vs. 12 conforme vs. 13,16 e 21). Se esse relato é de uma época posterior à ordem do sétimo ano de Artaxerxes I, a saber, um período de condições políticas incertas para o monarca persa depois da revolta egípcia de 448, então é possível concluir com segurança que a ordem dada em 457 a.C. dizia respeito à restauração e reconstrução de Jerusalém. Deve-se notar que “os tempos angustiosos” (Daniel 9:25) durante os quais Jerusalém seria reconstruída novamente são refletidos claramente nos eventos registrados em Esdras 4:7-23. Embora a verdadeira palavra de comando de Artaxerxes I em 457 a.C. não faça menção explicita de nenhuma ordem para reconstruir a cidade de Jerusalém, até o momento é este o objetivo aparente conforme entendem os judeus, para quem foi dada a ordem. Treze anos depois da ordem de Artaxerxes I, ou seja, no vigésimo ano de seu reinado (445/444 a.C), Hanani conta a Neemias que “os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas (Neemias 1:3). Isso implica que a cidade tinha sido reconstruída, algo que que dificilmente poderia ter começado antes de 457 a.C., porque os decretos de Ciro e de Dario diziam respeito somente à construção do templo. O próprio Esdras confessa que Deus deu permissão por meio dos reis persas “para levantar a casa do nosso Deus, para restaurar as suas ruínas e para que nos desse um muro de segurança em Judá e em Jerusalém” (Ezrá, Esdras 9:9). Fica evidente, a partir de sua referência ao “decreto de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, rei da Pérsia” (Ezrá, Esdras 6:14), que Esdras considerou o terceiro “decreto” como a culminação dos três. Deve-se também notar que dos quatro decretos conhecidos, apenas dois são decretos importantes. O decreto de Ciro é um decreto importante, enquanto o de Dario simplesmente confirma o de Ciro. O outro decreto importante foi a ordem do sétimo ano de Artaxerxes, enquanto o decreto de seu vigésimo ano é nada mais que uma ampliação e renovação de seu primeiro decreto. O decreto de Ciro e Dario dizem respeito à construção do templo; os de Artaxerxes à condição de Judá e Jerusalém. Segunda Razão A segunda razão para a escolha do primeiro “decreto” de Artaxerxes em 457 a.C. baseia-se no cálculo dos 490 anos. Apenas essa ordem se ajusta ao cômputo dos 490 anos solares. O princípio de reconhecer o cumprimento da profecia também foi levado em conta. Aqui deve-se relembrar que a necessidade de encontrar um desfecho que se ajuste aos fatos históricos é compartilhada pela interpretação ‘historicista’ e suas opositoras da mesma forma. O final da primeira divisão de 7 anos é 408 a.C. Essa primeira divisão de 49 anos é designada à restauração e reconstrução de Jerusalém. Poucas informações do período por volta de 400 a.C. excluem inevitavelmente qualquer tentativa de se verificar a exatidão da data de 408 a.C. para a restauração da cidade de Jerusalém. A segunda divisão das 62 semanas, 434 anos, completa o período até o surgimento do Messias em 27 d.C. A interpretação ‘historicista’ tradicional segue a pontuação das versões LXX, Teodócio, Vulgata, Siríaca, a qual foi adotada nas versões inglesas atuais (KJV, ASV, ERV (margem), MLB, JB, NASB). Isso significa que a frase é lida assim: “até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão.” (9:25, NASB). “até que seja ungido um príncipe, passar-se-ão sete períodos; durante 62 períodos será reconstruída com suas praças e seus fossos.” (9:25, Bíblia Hebraica, português). Há versões inglesas que seguem a pontuação do texto massorético (VER, RSV, NEB) que tem uma athnach (o principal divisor disjuntivo dentro de um versículo) após as palavras “sete semanas”. Marcas de pontuação em manuscritos hebraicos não adquiriram uso geral antes do surgimento de uma grande atividade massorética em 600 d.C. e 930 d.C. Seu uso foi cristalizado na forma presente apenas no século 9/10, enquanto continuou em pequenas questões de acentuação no século 14. Evidências atuais sugerem que acentos nas versões gregas são anteriores aos dos manuscritos hebraicos dos massoretas. Considerações contextuais também têm sido citadas a favor da antiga pontuação. Além disso, a estrutura literária da poesia de Daniel 9:25 sugere também que a pontuação massorética está incorreta. Os textos do Qumran relacionados a Daniel 9:24-27 não apoiam a pontuação massorética ou moderna. Todas as traduções antigas seguem uma pontuação não-massorética, a saber, a Septuaginta e Teodócio, Símaco e Áquila além da Peshitta. Elas tratam as 7 e as 62 semanas como um período único ao final do qual o Messias viria. A pontuação não-messiânica da tradição massorética parece refletir uma “rejeição do papel messiânico de Yeshua (Jesus) e a frustração das outras esperanças messiânicas judaicas do primeiro e segundo séculos d.C. Portanto, ela reflete um preconceito anticristão. Parece, com base na evidência citada, que a pontuação tradicional nas versões antigas e refletidas em inglês nas KJV, ASV, MNLB, JB NASB, etc. deve ser mantida com base na evidência histórica, contextual, literária, e as versões sem fazer injustiça ao contexto hebraico. A terceira divisão de uma semana, os últimos sete anos, começa em sucessão cronológica às 69 semanas (483 anos) com a mikvê e o começo do ministério público de Yeshua (Jesus Cristo). “Na metade da semana” ( Daniel 9:27) (isto é, três anos e meio depois, em 31 d.C.) o Messias traria fim ao sistema sacrifical por sua morte… a última metade da semana chega ao fim com: – Morte de Estevão, (Atos 7:60). – Dispersão dos discípulos de Jerusalém, (Atos 8:1). – Pregação aos goin’s (gentios, Atos 8). – E possivelmente com a aceitação de Shaul (Paulo) de Yeshua (Jesus) como o Mashiach (Messias). A correlação cronológica exata entre Daniel 9:24-27 e os eventos históricos indicam notável superioridade da interpretação ‘historicista’ sobre os outros esquemas. O único esquema que pode reivindicar correlação e harmonia perfeitas entre a profecia e a história com relação a 9:24-27, ao ano e mesmo à metade do ano é o que sincroniza os 490 anos de 457 a.C. ao término em 34 d.C. Daniel 9:24-27 “é uma das mais notáveis profecias preditivas da ‘Bíblia Hebraica’”. O critico K. Koch observa que “o cumprimento matemático singular e absolutamente exato de uma predição messiânica da ‘Bíblia Hebraica’ quanto à vida do Mashiach na B’rit Hadashah desempenhou em séculos anteriores um importante papel como prova para a veracidade das Escrituras Sagradas”. As correlações cronológicas recentes dão apoio adicional ao “cumprimento matemático absolutamente exato” de 9:24-27. Fonte: Gerhard F. Hasel, “Interpretação da Cronologia das Setenta Semanas”, em Setenta Semanas, Frank B. Holbrook (Engenheiro Coelho, SP: Unaspress), p. 30-33. Referências: [1] A profecia das setenta semanas, Shabu’im = Semanas, sabu’im , de Sabua `, que sempre leva um plural feminino, sebu’ot , quando significa um período de sete dias , ou seja , uma ` semana . ‘ O masculino plural aqui, provavelmente, indica que a palavra é concebida como um heptad … de anos”. Davidson, 1966, “O hebraico Analítico e Caldeu Lexicon”, pp.698-699. [2] Historicismo é uma escola de interpretação profética que crê e ensina que as profecias das Escrituras Sagradas se cumprem no decorrer da história humana e não somente no passado ou especialmente no futuro. A profecia se cumpre na história.]]>
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<![CDATA[O Que Jesus disse sobre os sinais do fim]]> https://tempoprofetico.com.br/o-que-jesus-disse-sobre-os-sinais-do-fim/ Mon, 30 Mar 2020 18:12:28 +0000 https://licao7.com.br/?p=822

A Bíblia declara que o Senhor Jesus prometeu que voltará a este  mundo. Logicamente  a pergunta que fazemos  é:   quando Ele voltará? Como saberemos se está próxima a Segunda Vinda de Jesus? O título da palestra de hoje é: O QUE JESUS DISSE SOBRE OS SINAIS DE SUA VINDA. A Bíblia é clara com respeito a determinar o dia e a hora da volta do Senhor. Jesus mesmo disse que “dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão somente o Pai.” Mateus 24:36 Mas Jesus deu indicações  precisas  da proximidade da Sua volta a este mundo. Ele chamou essas indicações  de sinais, e recomendou que estivéssemos atentos a eles porque  a preparação  é  fundamental:  Disse Ele “Aprendei,  pois a parábola da  figueira: Quando já os seus ramos se renovam, e as folhas brotam, sabeis que está próximo  o verão.  Assim também vós, quando virdes todas estas coisas, sabei que esta próximo, às portas.” Mateus  24:32,33. Nas profecias  de Mateus 24, Jesus  combina  duas  ocorrências: Duas  destruições: a de Jerusalém e a do mundo  por ocasião da sua segunda vinda, para o estabelecimento do  Reino  Eterno. Os discípulos  de  Jesus  lhe perguntaram: “Quando  ocorrerão  estas  coisas  e que  sinais  haverá  da tua vinda e do fim do mundo?”  Mateus  24:3 Já dissemos que a primeira parte se referia à destruição de Jerusalém. Ela ocorreu no ano 70DC., quando Tito, general Romano a cercou e a destruiu. Onze  mil  prisioneiros  morreram  de fome.  O historiador  Josefo calcula  que  os Romanos  levaram  cativos  97.000 pessoas e que mais de um milhão morreram  durante  os 5 meses em  que  a cidade  foi sitiada. Alguns  sinais se cumpriram  na destruição  de  Jerusalém,  e  outros  apontariam  para  a gloriosa  volta do  Senhor. Assim, o que já  se cumpriu  reforça a nossa  confiança  na  parte final da profecia: “Vede  que  ninguém  vos  engane. Porque  virão muitos em meu nome, dizendo:  Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.   E,  certamente, ouvireis  falar  de guerras e  rumores  de  guerras; vede não  vos  assusteis,  porque  é  necessário assim  acontecer, mas ainda  não  é  o fim.   Porquanto  se levantará  nação  contra  nação,  reino  contra  reino, e haverá fomes  e terremotos   em  vários  lugares. Porém, tudo isto  é  o princípio  das dores. Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.”  Mateus  24: 4-8,11. “Porque surgirão falsos cristos, e falsos  profetas  operando  grandes  sinais e  prodígios  para enganar,  se  possível,  os  próprios  eleitos.   Portanto, se  vos  disserem :  Eis que ele esta no deserto!,  não saiais. Ou ei-lo  no  interior  da casa!,  não  acrediteis.  Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do homem.” Mateus 24:24-27. Jesus  também disse que  haveria  outros sinais  tais  como  o escurecimento do sol e da lua, e  a  queda  de  estrelas. Conforme Mateus 24: 29. Esses sinais  se  cumpriram   dia  19 de  maio  de 1780  e  13 de novembro de 1933 e  foram  amplamente  divulgados  pelos  jornais  e  meios  científicos.  Milhões  de  pessoas  ficaram  assustadas  pensando  que o fim  do mundo  havia chegado. Outro sinal  importante   dado  por  Jesus,   foi  a pregação   do  evangelho  em todas as partes:  “Então, disse  o   Senhor:   Virá  o   fim.”  Mateus  24:14. O Senhor também  previu  que as pessoas  iriam  esfriar em sua  fé. E está aí um  outro  sinal  importante:  “E por  se  multiplicar  a iniquidade  o  amor  de muitos  se esfriará.” Mateus 24:12. Um garoto  de  família  cristã, ficou  impressionado  com  a  volta  de Cristo  e  disse  a sua mãe:  Vou  dar  o  dinheiro  que  tenho  para  ajudar  as  pessoas  a  contarem  que Jesus vai voltar  em breve. Passaram-se  alguns  dias, e então  ele  disse  à  mãe.  Quero  meu  dinheiro  de  volta, porque  Jesus  não  voltou. Essa fragilidade infantil é também a nossa. Amigo, creia  nas palavras  de Jesus.  Não  se  desanime  com uma  aparente  demora. Isto faz parte  do plano. A Palavra  de Jesus  garante, Ele está  esperando  que  mais  pessoas  se convertam.  Provavelmente  Ele estava  esperando  por  você, ou por alguém que você conhece. A Bíblia nos diz: “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada, pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” II Pedro 3: 9. Ele virá no momento  que  as  pessoas  menos  esperam.  Inesperadamente  como  um  ladrão  de noite. Prepare-se  para  o  retorno  do Senhor. Que nada  roube a felicidade  que  espera por  você. Fique firme porque  a  promessa  de Jesus não falha. Ele sempre cumpriu o que prometeu. Ele virá. A Bíblia diz que “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente”. Hebreus 13:8. Ele não vai decepcionar você. Em breve, muito breve veremos Jesus voltando nas nuvens dos céus. Os sinais de Sua vinda dizem que em breve Jesus voltará. Está você preparado? Pr Neumoel Stina]]>
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<![CDATA[Apocalipse 14:6-12 e os Três Últimos Recados de Deus para a Humanidade]]> https://tempoprofetico.com.br/apocalipse-146-12-e-os-tres-ultimos-recados-de-deus-para-a-humanidade/ Mon, 30 Mar 2020 18:15:21 +0000 https://licao7.com.br/?p=825

Quando estudamos Apocalipse 13 podemos ver que, no fim dos tempos, dois poderes representados por bestas se unirão para obrigar as pessoas a aceitarem o domingo como dia santificado no lugar do Sábado bíblico* (Êxodo 20:8-11). Neste momento, ao analisar o capítulo 14, veremos que Deus tem Três Últimos Recados Para a Humanidade antes da gloriosa volta de Jesus. Esses Três Últimos Recados são a forma de um Deus de amor clamar para que os Seus filhos não escolham o sinal da besta. No terreno religioso não podemos ficar neutros: aceitamos a Deus ou não. Não há meio termo (conferir Apocalipse 3:15 e 16). O capítulo 14 de Apocalipse pode ser divido em pelo menos três partes: ? A primeira parte menciona a vitória dos que foram salvos por Cristo e perseveram em segui-Lo até o fim (versos 1-5); ? A segunda parte apresenta os Três Últimos Recados de Deus à Humanidade (versos 6-12); ? A terceira parte trata da volta de Jesus, para recompensar os fiéis e punir os infiéis (versos 13-20). A seguir, estudaremos de maneira breve as principais divisões do capítulo 14: Versos 1-5 Aqui, vemos o “cordeiro”, Jesus Cristo (João 1:29) em pé diante do monte Sião juntamente com os salvos. Em gratidão ao que o Salvador fez por eles, os salvos de todos os cantos da Terra e de todas as épocas cantarão louvores ao Criador. O verso 4 afirma que eles “não se contaminaram com mulheres”. “Mulher” em profecia significa igreja(2ª Coríntios 11:2 – compare com Apocalipse capítulos 12 e 17). Sendo assim, os salvos decidiram não se contaminar com as crenças erradas das igrejas que não seguem totalmente a Palavra de Deus. Estes fiéis não dividiram o seu amor com Deus e com suas denominações religiosas que não aceitaram o selo de Deus nos últimos dias (o Sábado – Ezequiel 20:12; 20 – Compare com Apocalipse 7:1-4). Eles dedicaram todo ao Eterno e, assim, não se contaminaram. Por isto, “não se achou mentira na sua boca”. Versos 6-12 Nesta parte chegamos ao tema central do capítulo 14. É muito importante que você estude com carinho e atenção as mensagens que Deus tem aqui. Que o Espírito Santo lhe guie na compreensão deste capítulo! O apóstolo João disse que viu um “anjo voando pelo meio do Céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo”. O termo “anjo” significa “mensageiro” e, em Apocalipse 14, representa aquelas pessoas que serão “mensageiras” de Deus para anunciar as três últimas mensagens divinas ao mundo. PRIMEIRO GRANDE RECADO DE DEUS À HUMANIDADE “… teimei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” Apocalipse 14:7. Deus nos avisa que “é chegada a hora do seu juízo”. Isto se refere à primeira fase do juízo que já começou, no Céu. Este juízo é conhecido como juízo investigativo e serve para: (1) mostrar ao universo que os filhos de Deus realmente O aceitaram como Salvador e, portanto, são dignos da salvação [os anjos não são Oniscientes com Deus] e (2) condenar o poder representado pelo “chifre pequeno” de Daniel 7, que corresponde ao poder representado pela besta em Apocalipse 13:1-10. (Sobre o porquê de um juízo de investigação, leia todo o capítulo 7 do livro de Daniel. Outro texto que fala de modo claro deste juízo é 1ª Pedro 4:17, entre outros). Em seguida, os seres humanos são convidados a ADORAREM “aquele que fez o Céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. Veja que o desfecho final entre o bem e o mal envolve a ADORAÇÃO (isto pode ser visto claramente em Apocalipse 13). Não é por acaso que as últimas palavras de Apocalipse 14:7 são as mesmas de Êxodo 20:11. Veja: “… fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. Apocalipse 14:7 “porque em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” Êxodo 20:11. Ao dar a razão pela qual devemos guardar o Sábado, deixando de lado as atividades cotidianas, os dois textos, juntos, estão dizendo: porque Deus criou todas as coisas em seis dias, vocês devem guardar o Sábado. Portanto, ADOREM a Deus no Sábado, dando sinal de que lembram dEle como Criador! Ligando os dois textos podemos ver que a primeira mensagem de Apocalipse 14 é para que guardemos o Sábado em atitude de ADORAÇÃO. SEGUNDO GRANDE RECADO DE DEUS À HUMANIDADE “Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” Apocalipse 14:8. O termo “Babilônia” significa “confusão” e está relacionado com o momento em que Deus confundiu a linguagem humana, quando pessoas rebeldes queriam construir a torre de Babel em uma atitude de desafio ao Criador (ver Gênesis 11:1-9). No Apocalipse, “babilônia” se refere a toda confusão religiosa que há no mundo. Hoje, existem milhares de religiões e seitas diferentes – o que tem confundido muitos, que se perguntam: “no meio de todas essas doutrinas, onde está a verdade?” O “vinho” de babilônia são suas doutrinas falsas: observância do domingo, crença na existência de um espírito ou alma que sai do corpo por ocasião da morte, tormento eterno dos ímpios, adoração e veneração de imagens, etc. A mensagem de Deus é: “um dia esta confusão religiosa (Babilônia) irá terminar”. Logo, “haverá um rebanho e um pastor” (João 10:16, última parte). TERCEIRO GRANDE RECADO DE DEUS À HUMANIDADE “Segui-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice de sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”Apocalipse 12:9-12. Na terceira e última mensagem angélica Deus adverte: se alguém adorar a besta e receber a sua imagem, ou seja, se aceitar o falso sábado, será castigado no lago de fogo e enxofre. Deus está dando um sério aviso para que não deixemos de lado a observância do Sábado da criação para seguir mandamentos de homens (Ver Mateus 15:3, 9). E o lago de fogo? Convém destacar que o lago de fogo não existe hoje. Este texto nos mostra que os injustos serão lançados no lago depois que Jesus voltar para dar a recompensa àqueles que aceitaram o sinal da besta** A crença de que os maus “estão num lugar de tormento” hoje não é bíblica. Veio do paganismo e é baseada em equivocadas interpretações dos textos bíblicos em que aparecem as expressões “inferno” e “tormento eterno”. *** A expressão “fumaça do seu tormento que sobe pelos séculos dos séculos…” (verso 11) deve ser entendida à luz do contexto bíblico. Além disso, devemos lembrar que a forma de a Bíblia se expressar não é a mesma da nossa cultura portuguesa. Assim, precisamos entender o significado de certas expressões com base na cultura bíblica. Lendo Isaías 34:9 e 10 podemos descobrir o que significa a “fumaça que sobe pelos séculos dos séculos”: “os ribeiros de Edom se transformarão em piche, e o seu pó, em enxofre; a sua terra se tornará em piche ardente. Nem de dia nem de noite se apagará; subirá para sempre a sua fumaça…”.  Notas: Veja que os ribeiros de Edom não estão queimando até os nossos dias para que a sua fumaça suba “eternamente”. Portanto, a conclusão a que podemos chegar é que a expressão “fumaça que sobe pelos séculos dos séculos” simboliza, na linguagem bíblica, a completa e definitiva destruição dos ímpios. Além disso, não devemos esquecer que, o fato de a Bíblia apresentar a morte como sendo um sono sem sonhos, indica que os mortos estão inconscientes até o dia da ressurreição (ver o Salmo 6:5, 13:3, 115:17, Eclesiastes 9:5, 6 e 10, João 11:11-14, 1ª Tessalonicenses 4:13, etc.). Já a expressão “fogo eterno” se refere ao um fogo eterno em suas conseqüências, ou seja: a pessoa será destruída e nunca mais ressuscitará. Ver Mateus 25:46. “Fogo eterno” não se refere a duração do castigo (Leia Mateus 11:21, 22 e perceba que há graus de castigo). Um exemplo bíblico de que a palavra “eterno” nem sempre significa um “período sem fim” encontramos em 1 Crônicas 28:4 e 29:27. O verso 4 afirma que Davi seria rei em Israel eternamente e, o verso 27 do capítulo 29, diz que a expressão eternamente equivalia 40 anos! Em resumo, isso é o que dizem os Três Últimos Recados de Deus para a Humanidade: • Adore a Deus também no Sábado; • Não faça parte da confusão religiosa que existe no mundo; • Não guarde o domingo como dia santo. Qual será a sua resposta a Deus? Nós do programa “Na Mira da Verdade” queremos ser instrumentos nas mãos do Criador para ajudar você e sua família a estudar cada vez mais esse assunto tão importante (e que não é ensinado!) Se precisar de auxílio, se sinta à vontade para manter contato. E, quando estiver no vale da decisão, considere as palavras dos apóstolos: “antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” Atos 5:29. Versos 13-20 No verso 13 lemos o conforto que Deus dá àqueles que morreram ou que terão de morrer por causa do evangelho. Em seguida, são apresentadas cenas que acompanharão o maior evento da história terrestre: a volta de Jesus, “sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” Mateus 24:30 (última parte). A “foice” na mão de Jesus simboliza a colheita que Ele fará no fim dos tempos: Cristo recolherá em seu “celeiro” os bons frutos, símbolo apropriado para os filhos fiéis (Mateus 13:30). Em contraste, aqueles que não aceitarem o dom gratuito de Deus que é a salvação por meio de Cristo; que não decidiram ser fiéis às 3 mensagens angélicas, terão de ser destruídos, pois assim o escolheram. Essa destruição em massa é representada pelo lagar pisado fora da cidade com extensão de mil e seiscentos estádios **** Ao final do terceiro e último recado de Deus é dito que os que decidirem seguir toda a Bíblia terão pelo menos três características. Vamos ler Apocalipse 14:12 e João 13:35: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.” Eis as características da igreja (composta de todos os filhos de Deus): 1) Guarda os mandamentos de Deus, inclusive o 4º que ordena a observância religiosa do Sábado; 2) Tem a a fé em Jesus; 3) Ama os irmãos na fé como resultado do amor de Deus no coração. Amigo(a) internauta: Quer você fazer parte desse povo? Aceite o convite de Deus e guarde em seu coração os três avisos que Ele deixou em Apocalipse 14. Jesus está voltando. Nosso Pai Celestial quer o seu bem e deseja muito que você aceite o Seu amoroso convite para habitar no lar eterno. E, lembre-se: A escolha é sua! “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: “Sim, venho em breve!” Amém. Vem, Senhor Jesus!” Apocalipse 22:20 (Nova Versão Internacional). Notas: Para um estudo mais aprofundado, recomendo os seguintes livros: “O Grande Conflito”, de Ellen G. White; “Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse”, de C. Mervyn Maxwell; “Apocalipse Verso por Verso”, de Henry Feyerabend. Ambos podem ser adquiridos diretamente com a editora Casa Publicadora Brasileira pelo telefone 0800-979-0606 ou pelo site www.cpb.com.br ** Isto acontecerá depois do milênio. Ver Apocalipse 20. *** Se quiser analisar o tema com vários textos bíblicos, poderá solicitar o material intitulado “O Inferno de Fogo”. Escreva para namiradaverdade@novotempo.org.br **** Estádio é uma medida de distância que equivale a aproximadamente 185 m.]]>
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<![CDATA[Por que não devemos venerar Maria?]]> https://tempoprofetico.com.br/por-que-nao-devemos-venerar-maria/ Mon, 30 Mar 2020 18:21:41 +0000 https://licao7.com.br/?p=828

Entretanto, a questão mais importante não é se Maria é ou não mencionada na Bíblia, pois é óbvio que as Escrituras contam parte da história da mãe do Salvador. A pergunta correta que deveria constar na charge é: a Bíblia apresenta algum exemplo de Maria sendo venerada? Outras perguntas que também seriam possíveis de constar são estas: “em algum momento Jesus reivindicou que Maria devesse ser venerada? “Maria mesma recebeu inspiração divina para reivindicar isso àqueles que viessem aceitar a Cristo como Salvador?” Partindo da pergunta correta, o estudante da Bíblia conclui que, apesar de Maria ter sido “bendita entre as mulheres” (Lc 1:42) por ter sido escolhida divinamente para abrigar no útero a Segunda Pessoa da Divindade, ela não é objeto de veneração. Veja que a pergunta correta traz consigo a resposta certa.

Por que não devemos venerar Maria? Eis alguns motivos:

  1. Ela não possuía dupla natureza (divina e humana). Somente um Ser divino e humano poderia aproximar a divindade da humanidade. Apenas Jesus cumpre tal requisito porque através de Sua divindade Ele aproximou Deus de nós (Jo 1:14; Mt 1:23) e, por causa de sua humanidade, nos uno novamente ao Criador (Ef 2:6).
  1. Somente um Ser divino, que pudesse ser sacrificado no lugar do pecador, poderia adquirir a prerrogativa divina para interceder pelos pecadores. 1 Timóteo 2:3-6 não deixa qualquer dúvida a respeito disso: “Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo”. Segundo Paulo, é exatamente a morte substitutiva de Cristo que permite Ele ser o mediador. Nem Maria ou qualquer outro ser humano morreu vicariamente (de maneira substituta) pelos pecadores.
  1. O livro de Hebreus, ao tratar do sumo sacerdócio de Cristo no Santuário Celestial, em momento algum destaca o papel de Maria na obra sumo-sacerdotal de Jesus (leia, por exemplo, Hb 7:20-28). Pelo contrário: o autor argumenta que Jesus é tão superior ao sacerdócio levítico que apenas Ele já é suficiente para que qualquer pecador possa se achegar a Deus em busca de perdão: “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele [não por Maria] se achegam a Deus, vivendo sempre para interceder [Jesus, não Maria] por eles” (Hb 7:25).
É improvável que o autor não tivesse dedicado ao menos uma linha ou versículo para tratar de Maria, caso ela tivesse alguma função no Santuário Celestial. Deus não negligenciaria uma informação tão importante sobre a veneração à Maria a ponto de confundir e, consequentemente, prejudicar a vida espiritual de Seus filhos. Não estou fazendo uso do chamado “argumento do silêncio”, mas apresentando um fato: somente Cristo está envolvido na obra sumo sacerdotal no santuário celestial. Isso deve ser suficiente para não aceitarmos qualquer teologia que coloque a mãe do Salvador numa posição em que ela não se encontra, e que possa de algum modo ofuscar a obra do divino e único mediador: Jesus Cristo (cf. 1Tm 2:5; Jo 14:6).
  1. Mesmo tendo sido alguém muito especial, pelo fato de também ter sido pecadora (veja-se Lc 1:46, 46, onde ela reconhece isso), Maria jamais poderia interceder por nós. Somente alguém “santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores” (Hb 7:26) poderia exercer tal função.
  1. A Bíblia também nos mostra que Maria não ascendeu ao céu com Jesus por ocasião da ascensão dEle: Eles sempre se reuniam todos juntos para orar com as mulheres, a mãe de Jesus e os irmãos dele” (Atos 1:14, Nova Tradução na Linguagem de Hoje).
Perceba que o costume de Maria em reunir-se para orar com os demais seguidores de Cristo se perpetuou depois da ascensão dEle, mencionada em Atos 1:9-11. Portanto, este versículo (Atos 1:14), utilizado pelos católicos (entre outros) na referida ilustração para justificar a veneração a Maria constitui-se um “tiro no próprio pé”. Não possuímos um versículo sequer para apoiarmos a crença na ascensão de Maria. É bem mais provável que ela tenha morrido para voltar à vida somente por ocasião da ressurreição dos mortos “no último dia” (Jo 6:40). Porém, se em algum momento Deus decidiu levá-la para o céu como o fez com Enoque (Gn 5:24), Moisés (Jd 1:9; Mt 17:1-4), Elias (2Rs 2:9-14), entre outros (Mt 27:52, 53 – compare com Ef 4:8, 9), isso não a tornaria intercessora diante dEle, do mesmo modo que a trasladação de tais homens não os tornaram mediadores dignos de veneração.

Textos bíblicos usados a favor da veneração de Maria 

Uma simples leitura dos versículos citados na charge católica revela que eles foram descontextualizados para dizerem aquilo que o catolicismo quer que eles digam. Todavia, devemos permitir que a Bíblia fale por si mesma, segundo os próprios critérios interpretativos dela, sem a interferência de nossas crenças pessoais e pressupostos religiosos. Analisarei com você brevemente o que cada um desses textos realmente ensina sobre Maria.
  • Lucas 2:41-52 – Obviamente, ao mencionar esse trecho do evangelho de Lucas, os irmãos católicos corretamente alegam que Jesus foi submisso à Maria. Porém, precisamos atentar para o tipo de submissão que Ele tinha para com ela. A leitura atenta revela que não era uma submissão hierárquica, como se ela fosse objeto de veneração, mas, uma submissão de filho para com a mãe, exigida por Deus para todo aquele que tem pai e mãe (ver Êx 20:12 e Ef 6:2, 3).
Além disso, o próprio texto afirma que Jesus não era obediente apenas à Maria, mas, também a seu “pai” humano, José. Se a submissão de Jesus a Maria indicasse que ela possui alguma hierarquia entre as pessoas da divindade, o mesmo significaria em relação a José, pois, Jesus era submisso e obediente também a ele. Com isso, arrumaríamos “argumentos” até mesmo para a veneração do pai humano de Jesus. Veja que tal raciocínio a favor tanto da veneração a Maria quanto da veneração a José não faz nenhum sentido.

O mandamento de Maria

Em João 2:5 encontramos o que podemos chamar de “o mandamento de Maria”. Nesse verso ela recomenda que as pessoas façam tudo o que Ele – Jesus – disser. Não incentivou em momento algum a obedecê-la, nem mesmo sugeriu que ela fosse a “intercessora” da humanidade diante Cristo. Seria muito importante para o crescimento espiritual dos demais irmãos que os teólogos católicos deixassem Maria falar por si, e não dessem uma interpretação que vá além do que o texto está dizendo. Caso a submissão de Cristo a Maria (analisamos sobre isso anteriormente ao abordarmos Lucas 2:41-52) indicasse que ela é intercessora da humanidade, Jesus não teria, respeitosamente, pedido a Sua mãe para não se intrometer em assuntos que eram apenas da alçada dEle: “Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho. Mas Jesus lhe disse: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora”. (Jo 2:3-4) Na cultura daquela época, o termo “mulher” usado por Cristo era uma forma de chamar a mãe de “madame” ou “minha senhora”, ou seja: um termo cheio de cortesia[i]. Desse modo, a alegação de alguns protestantes de que Jesus “desrespeitou” Maria é insustentável. Também é importante destacar que em Lucas 1 – outro capítulo mal interpretado – Maria foi considerada por Isabel como “bendita entre as mulheres” (Lc 1:42) não por ser mediadora, mas por ter sido escolhida para ser a mãe do Salvador. Não devemos no texto “algo a mais”, que definitivamente não existe. Dessa maneira, o papel de intercessão atribuído a ela, além de contradizer abertamente a 1 Timóteo 2:5, é algo totalmente contrário ao que ela mesma pensava a respeito de si: “Então, disse Maria: a minha alma engrandecer ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu salvador” (Lc 1:46, 47 – Grifos acrescidos). Ela sabia que era pecadora e sentia necessidade de um Salvador. Não tenho dúvidas de que após a volta de Cristo, quando os filhos de Deus de todas as épocas estiverem reunidos, Maria ficará chateada por terem lhe dado um papel que ela nunca sonhou para si, e que viesse a contradizer tudo aquilo que ela aprendeu na cultura hebraica sobre a adoração ou veneração ao único Deus de Israel (confira Dt 6:4). Por isso, querido leitor católico: tenha certeza absoluta de que ao deixar de venerar Maria ou de ter imagens dela em casa ou no escritório, de forma alguma estará desagradando-a! Depois da volta de Cristo a este mundo, você a encontrará pessoalmente e verá a alegria nos olhos dela em saber que um dia aceitou a verdade.

Outros textos usados a favor da veneração de Maria 

  • João 19:26, 27 – Diferentemente do que alega a referida charge, nesse texto Jesus não entrega Maria para ser “mãe da humanidade”, mas, para ser cuidada pelo “discípulo a quem ele amava”. No próprio verso 27 fica claro esse propósito do Salvador: “… Daquela hora em diante, o discípulo a recebeu em sua família” (Grifo acrescido).
Perceba que o verso sequer insinua que João entendeu que Maria deveria ser recebida como “Mãe da humanidade”. Apenas como membro da família do apóstolo. Isso possivelmente porque Jesus era filho único de Maria e seus irmãos (cf. Lc 8:19-21; Mt 12:46-50; Mc 3:31-35), filhos apenas de José de um primeiro casamento.
  • Apocalipse 12:1[ii]. Estudiosos católicos alegam que esse capítulo se refere à ascensão de Maria[iii] e que, portanto, Apocalipse 12 a qualifica como a “Rainha do Céu”. Porém, “essa linha de interpretação falha em não reconhecer a natureza simbólica do livro do Apocalipse”.[iv]
Quando analisamos todo o capítulo, vemos que João não tinha em mente a mãe de Jesus quando mencionou a “mulher vestida de Sol”. Especialmente os versos 5 e 6 são vitais para a correta compreensão do pensamento do apóstolo. O verso 5 diz: “Ela deu à luz um filho, um homem, que governará todas as nações com cetro de ferro. Seu filho foi arrebatado para junto de Deus e de seu trono”. Qualquer leitor pode compreender que não foi Maria a pessoa a ser arrebata, mais sim o “filho”: Jesus Cristo. Não é correto ler o texto e dar a ele o próprio ponto de vista para defender que Maria é a “Rainha do Céu”. Quem foi arrebatado ao trono e se tornou o “Rei do Céu” foi Jesus, não Sua amável mãe. E não poderia ser diferente porque “… abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4:12). Além disso, a Bíblia é clara em afirmar que apenas Jesus se encontra à destra do Pai: “O Filho brilha com o brilho da glória de Deus e é a perfeita semelhança do próprio Deus. Ele sustenta o Universo com a sua palavra poderosa. E, depois de ter purificado os seres humanos dos seus pecados, sentou-se no céu, do lado direito de Deus, o Todo-Poderoso.” (Hb 1:3, Nova Tradução na Linguagem de Hoje – Grifos acrescidos). Por sua vez, o verso 6 nos impede de aceitar que a nobre mãe de Jesus faça parte dessa profecia do livro do Apocalipse. Leiamos: “a mulher fugiu para o deserto, para um lugar que lhe havia sido preparado por Deus, para que ali a sustentassem durante mil duzentos e sessenta dias” (Grifo acrescido). Estudiosos que interpretam as profecias apocalípticas (livros de Daniel e Apocalipse) utilizando o princípio dia-ano (cf. Nm 14:34; Ez 4:5, 6), compreendem que os 1260 dias de Apocalipse 12:6 se referem a 1260 anos de perseguição contra mulher.[v] Em profecia, “mulher” representa o povo de Deus ao longo da história (ver Mq 4:9-5:4; Is 9:6; 7:14; 26:17; 66:7-8). A “mulher” se refere primeiramente a Israel que deu à luz ao Messias, trazendo-o para todos nós (cf. Rm 9). Refere-se também à Igreja, que prosseguiu na missão de levar o Messias ao mundo. Logo, a “mulher” representa o povo de Deus em suas duas fases: Israel e Igreja (veja os textos de 2Co 11:2 e Ef 5:25-32, onde “mulher” representa a igreja no Novo Testamento)[vi] Portanto, os 1260 anos de perseguição no período medieval contra a igreja cristã, que foi de 538 a 1798 d.C, é o evento histórico para o qual João apontava em Apocalipse 12. Maria não viveu 1260 anos e, portanto, jamais poderia estar sendo mencionada nessa profecia. Apocalipse 12 é uma profecia escatológica, ou seja: se refere aos últimos acontecimentos e se encontra num período histórico bem posterior à Maria, mãe do Messias.

Apocalipse 12: uma mensagem contra o catolicismo medieval

Longe de favorecer o catolicismo, Apocalipse 12 faz exatamente o contrário: profetisa que o catolicismo medieval perseguiria os cristãos que não se adequassem à tradição eclesiástica. Essa interpretação de que o papado faz parte das profecias apocalípticas foi adotada, por exemplo, por Sir Isaac Newton (1643-1727), cientista e profundo estudante das Escrituras. Veja o que ele escreveu sobre a presença do papado medieval nas profecias de Daniel 7 e 8, quando mencionam o “chifre pequeno” perseguidor:
“[…] o pequeno chifre é um pequeno reino. Era  um chifre da quarta besta e arrancou três dos primitivos. Por isso, devemos procurá-los entre as nações do IMPÉRIO LATINO, depois do aparecimento dos dez chifres. Mas era um reino com um rei diferente dos outros, tendo uma vida ou alma que lhe era peculiar, com olhos e boca. Por seus olhos era um Vidente e por sua boca falando insolências e mudando os tempos e as leis, era ao mesmo tempo um profeta e um rei. Tal vidente, profeta e rei é a IGREJA DE ROMA. Um Vidente, é um bispo, no sentido literal do vocábulo; e essa Igreja reivindica o bispado universal”.[vii]
Há outro aspecto que devemos considerar: a mulher de Apocalipse 12 é mencionada novamente em Apocalipse 17 como sendo a “grande prostituta”. Isso jamais poderia se referir à Maria. As mulheres de Apocalipse 12 e 17 representam a mesma igreja em duas fases: de pureza doutrinária (mulher vestida de Sol) e de apostasia (prostituta e embriagada com o sangue dos mártires, mortos na Idade Média – veja-se Apocalipse 12:6). Se em Apocalipse 12 a “mulher vestida de Sol” representasse Maria, por questões exegéticas (de interpretação), obrigatoriamente ela deveria também ser representada pela “grande prostituta” de Apocalipse 17. Isso seria uma aberração, uma heresia e uma afronta à tão nobre mulher[viii] que foi escolhida por Deus para ser aquela que educaria o Salvador do mundo.

Considerações finais

Veja o perigo de tirar um texto de seu contexto, como o fez o autor da charge católica abordada no presente artigo. Ele cria problemas interpretativos muito sérios, que comprometem a fé até mesmo dos sinceros e devotos irmãos Católicos Apostólicos Romanos. O “Está Escrito” e o “Assim Diz o Senhor” nunca devem ser colocados em uma posição de inferioridade em relação ao “assim diz a Igreja”. A Bíblia não deve ser interpretada à luz da tradição da Igreja, mas a tradição da igreja deve ser escrava das Escrituras. A Igreja Católica Apostólica Romana necessita com urgência apoiar a própria teologia na Palavra de Deus, ao invés de se apoiar na Tradição eclesiástica (leia Mt 15:3, 9). Fazer o contrário (interpretar a Bíblia segundo a Tradição) é trazer sobre si e aos membros da referida denominação sérios prejuízos espirituais, dos quais Deus pedirá contas no juízo final para toda a liderança. Que todos nós, protestantes, católicos, espíritas, budistas ou muçulmanos (etc), sejamos como os crentes de Bereia na maneira de avaliamos os ensinos religiosos que nos sãos transmitidos do púlpito, na missa ou em qualquer outro tipo de reunião religiosa:
“Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo” (At 17:11, Nova Versão Internacional).

REFERÊNCIAS

[i] F. F. Bruce, João: Introdução e Comentário. Série Cultura Bíblica (São Paulo: Vida Nova, 1987), p.70. [ii] Para uma análise mais ampla de Apocalipse 12, bem como dos detalhes da visão e as conexões que há entre Apocalipse 12 e Gênesis 3:15, mostrando que João explica sua visão tendo como base a primeira luta entre o bem e o mal ocorrida no Éden entre Eva e Satanás, veja-se Rodrigo P. Silva em “Comentário Gramático Histórico do Apocalipse” (Engenheiro Coelho, SP: Faculdade Adventista de Teologia, 2013), p. 146 e 147. Ver também Ranko Stefanovic, Revelation of Jesus Christ: Commentary on the Book of Revelation (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2009), p. 373-406. [iii] Argumentos católicos a favor da veneração e/ou assunção de Maria podem ser vistos, por exemplo, em: Vicente Wrosz, Respostas da Bíblia às várias distorções de seu verdadeiro sentido original (Porto Alegre, Rs: Padre Reus, 2001), p.p. 40-43; Alberto Luiz Gambarini, Perguntas e Respostas Sobre a Fé (Itapecerica da Serra, SP: Ágape, 1990), p.p. 71-76; Estêvão Tavares Bettencourt, Católicos Perguntam (São Paulo: O Mensageiro de Santo Antônio, 1997), p.p. 125-136; Felipe Rinaldo Queiroz de Aquino, Por Que Sou Católico? (Lorena, SP: Cléofas, 2015), p.p. 129-136. [iv] Stefanovic, Commentary on the Book of Revelation, p. 386. [v] Apocalipse 12:6 é paralelo a Daniel 7:25, que profetisa a perseguição dos filhos de Deus pelo poder representado pelo “chifre pequeno” – o mesmo poder que representa a primeira besta de Apocalipse 13 (a besta que “emerge do mar”, nos versos 1-10). Portanto, os 1260 dias proféticos de Apocalipse 12:6 equivalem ao mesmo período de “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” em Daniel 7:25. Ambos os períodos se referem à mesma coisa, ao mesmo evento histórico, e ao mesmo poder perseguidor: o papado medieval. [vi] Rodrigo P. Silva, “Comentário Gramático Histórico do Apocalipse”. (Engenheiro Coelho, SP: Faculdade Adventista de Teologia, 2013), p. 146. Anotações para acompanhamento de classes. [vii] Isaac Newton, As Profecias de Daniel e o Apocalipse. Tradução da edição inglesa de 1733 por Julio Abreu Filho (São Paulo: Édipo, 1950), p. p. 80, 81.]]>
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<![CDATA[Mil Anos no Céu]]> https://tempoprofetico.com.br/mil-anos-no-ceu/ Tue, 31 Mar 2020 03:49:55 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=852

Vamos entender, detalhadamente, o fim do diabo, do mal, do pecado e dos pecadores que não se arrependeram. Apocalipse 20:1-3 – “Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo”. O milênio é um assunto que gera algumas controvérsias entre os estudiosos da Bíblia. Particularmente, acho muito simples e fácil de ser compreendido. Os mil anos começam com a volta de Jesus. Paulo, na primeira carta aos Tessalonicenses, 4:16, conta que “o Senhor mesmo, dado a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.” O Novo testamento fala 318 vezes sobre a volta de Cristo. Com a vinda dEle algumas coisas começam a acontecer. Há uma grande ressurreição. Todos os justos, de todos os tempos e de todos os lugares ressuscitam (João 5:28-29; I Coríntios 15:52). Juntamente com os justos vivos são todos transformados, num momento, num piscar de olhos. Uma grande multidão está sendo organizada e convidada para viajar ao trono de Deus ( I Tessalonicenses 4:17; Mateus 24:31). “Os anjos ‘ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus’. Criancinhas são levadas pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos há muito separados pela morte, reúnem-se para nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria sobem juntamente para a cidade de Deus. E os remidos bradam: Aleluia! Enquanto prosseguem em direção à nova Jerusalém” (O Grande Conflito. 18.ª ed. 1975, p. 643). Onde estarão os ímpios durante os mil anos? A Bíblia diz que os ímpios, ou aqueles que não se prepararam, serão mortos pelo esplendor da vinda do Senhor (II Tessalonicenses 2:8; Apocalipse 6:15-17). Ficarão mortos pelo período de mil anos, mesmo tempo que a Terra ficaria vazia de seus moradores. Apenas Satanás e seus anjos, como vimos no texto lido no início, permanecerão aqui. Não terão acesso a nenhum outro lugar. O diabo terá a oportunidade de vaguear pelo planeta e contemplar os resultados de sua rebelião contra a lei de Deus. No céu, acontecem as bodas do Cordeiro. O noivo (Cristo), a noiva (Nova Jerusalém) e os convidados (os salvos). Durante mil anos os salvos terão a oportunidade de conhecer um pouquinho do grande universo de Deus. Apocalipse 20:4 diz ainda que vão reinar com Cristo e julgarão a Satanás, seus anjos e todos os ímpios (I Coríntios 6:2-3). Será a oportunidade de sanar todas as dúvidas com relação aos que foram salvos ou ficaram perdidos para sempre. O acesso aos arquivos celestiais estará liberado e todos poderão comprovar da bondade, disponibilidade e oferecimento de salvação dirigido a cada ser humano. Depois de completados os mil anos, Jesus retorna pela terceira vez a este planeta. Agora, na companhia de todos os salvos e com a Nova Jerusalém, a gigantesca cidade celestial. Acontece a segunda ressurreição, a de todos aqueles que não foram salvos. Satanás é solto de sua prisão, ou seja, tem novamente pessoas para serem manipuladas pelo engano. O texto bíblico conta que ele sairá pelos quatro cantos da Terra (norte, sul, leste e oeste) para enganar os ímpios ressuscitados, fazendo-os crer que é possível vencer os salvos e tomar a cidade celestial (Apocalipse 20:8). Não é possível precisar exatamente quanto tempo será necessário para toda a essa organização. Talvez algumas semanas ou meses. A Bíblia diz que será “um pouco de tempo”. Porém, ao se aproximarem do alvo, o trono de Deus se elevará da cidade e Cristo será coroado diante da humanidade inteira: os salvos e os perdidos. Após esse momento solene, os pecadores tentarão atacar a cidade e os salvos e, segundo a profecia bíblica, descerá fogo do céu para os consumir. A estranha obra de Deus será efetuada. Desaparecerão para sempre pecado e pecadores, raiz e ramos. O mesmo fogo que queimará tudo isso purificará o planeta e nEle Deus irá criar novos céus e nova Terra. O grande conflito terá terminado. Pecado e pecadores não mais existirão. “O universo inteiro estará purificado. … Desde o minúsculo átomo até o maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, irão declarar que Deus é amor.” (O Grande Conflito, p. 675).]]>
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<![CDATA[Rei dos reis]]> https://tempoprofetico.com.br/rei-dos-reis/ Tue, 31 Mar 2020 03:54:50 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=855

Estamos nos aproximando dos últimos momentos da história deste mundo. O caos social, político e religioso é a marca desse momento. Esse é um dos capítulos mais fascinantes do Apocalipse. No capítulo dezessete, Babilônia aparece com toda a sua glória e esplendor a todo o mundo. No capítulo dezoito, ela e suas filhas são desmascaradas diante de todo o Universo, e um grande apelo é feito para que todos deixem Babilônia, porque ela vai cair. No capítulo dezenove é descrita de uma forma extraordinária a vitória de Cristo sobre todos aqueles que se colocaram em oposição a Ele ao longo da história. É a vitória de Cristo e de Seus aliados contra os poderes satânicos e seus aliados. Hoje vamos estudar Apocalipse 19:16 – “Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito. REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.” Em que contexto esse título foi dado? Todo o capítulo dezenove homenageia a Cristo. João inicia mostrando que ouviu uma grande voz do céu, que dizia: Aleluia (19:1). Todo o céu se uniu em um grande coral para apresentar um cântico de louvor a Cristo. “Este cântico de louvor a Deus será imediatamente depois de que se haja completado a obra do sétimo anjo, que é portador das pragas… este hino se cantará em um momento imediatamente anterior à aparição de Cristo” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 884). Há um fato interessante entre o capítulo dezoito e o dezenove. No dezoito os ímpios, os reis e mercadores pronunciam três “ais”, ao perceberem a queda de Babilônia (18:10, 16 e 19), e no dezenove aparecem os anjos louvando a Deus e pronunciando três vezes a palavra “aleluia” (19:1, 3, 6). A palavra “ai” é usada em momentos que traduzem muita dor, tristeza e decepção. A palavra “aleluia” é usada em momentos onde o prazer, o contentamento e a alegria tomam conta de todos. É uma manifestação poderosa de satisfação com o que está acontecendo. Na terra, um grupo sofre os efeitos das sete pragas, e no céu há júbilo porque o grande conflito terminou e Cristo foi o grande vencedor desse combate. Cada um de nós tem que escolher hoje as palavras que vai usar no final de todas as coisas. Podemos usar “ai” ou “aleluia”. Podemos estar tomados de pavor, medo e dor ou cheios de esperança e alegria porque nosso Senhor é o vencedor e nós venceremos com Ele. Depois desse hino de louvor, o profeta apresenta a preparação que o céu fará para as bodas do Cordeiro. A idéia que João está passando numa figura de linguagem é que vai haver um casamento. Todos nós sabemos como funciona um casamento. Há três coisas que são indispensáveis: o noivo, a noiva e os convidados. Para a ceia do Cordeiro, todos são convidados. Não há limite de convites. “O espírito e a noiva dizem vem” (Apocalipse 22:17). Cristo é o noivo, mas quem é a noiva? “Babilônia, utilizada no Apocalipse como símbolo da falsa religião, foi outrora uma cidade real. A noiva do Cordeiro, a Nova Jerusalém – também uma cidade real – é usada no Apocalipse para simbolizar todo o grupo de seres humanos que decide confiar em Deus e servi-Lo em amor, lealdade e santidade. Suas vestes de linho finíssimo, seus trajes nupciais, são um símbolo dos atos de justiça dos Santos” (C. Mervyn Maxwell. Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse. 3ª ed. 2002, p. 488). “A esposa do Cordeiro é a grande cidade santa de Jerusalém. A Nova Jerusalém será a capital da Nova Terra, e a representante dos reinos do mundo, que têm servido ao nosso Senhor Jesus Cristo. Na Nova Jerusalém estará o jardim do Éden, no qual estará a árvore da vida. Estas bodas consistem em que Cristo receberá o Seu reino, representado pela Nova Jerusalém e a sua coroação como Rei dos reis e Senhor dos senhores nos céus, quando finalize seu ministério sacerdotal, antes que se derrame as sete pragas” (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 885). João estava encantado com o que estava ouvindo e vendo, e até quis prestar reverência a quem tinha mostrado todas essas coisas. Quis adorar o anjo Gabriel (19:10), mas imediatamente foi contido pelo anjo que o lembrou de um princípio fundamental do cristianismo. “Prostrei-me ante a seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e de teus irmãos que mantém o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (19:10). Os olhos do profeta se voltam para uma outra cena. É o momento que Jesus deixa o céu e volta a terra. Ele vem com o Seu manto e nele está escrito: “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES”. Os versos 11 a 18 do capítulo dezenove descrevem com muitos detalhes o retorno de Jesus. Ele vem como um grande general montado em seu cavalo branco. Essa profecia é mais uma que ainda não se cumpriu, porém, em breve o Filho de Deus deixará o céu mais uma vez e virá a esta terra buscar Seus filhos que foram seqüestrados por Satanás e até hoje são feitos seus reféns. Em breve todos nós seremos libertados do cativeiro pelo Rei dos reis e Senhor dos senhores e então participaremos da ceia das bodas do Cordeiro. Tudo está praticamente pronto. E você? Também está pronto? Creia no Senhor Deus para ficar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.]]>
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<![CDATA[Caiu a grande Babilônia!]]> https://tempoprofetico.com.br/caiu-a-grande-babilonia/ Tue, 31 Mar 2020 03:57:48 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=858

Todo o capítulo dezessete do Apocalipse é a descrição do julgamento da Babilônia espiritual. O dezoito mostra a queda total desse poder que tanto mal fez a Deus, Seu povo e Sua Palavra. Mostra a tragédia que esse poder vai enfrentar no futuro. A sua queda já está garantida por Aquele que não falha. “E clamou fortemente com grande voz, dizendo: caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios e coito de todo o espírito imundo, e coito de toda a ave imunda e aborrecível. E ouvi outra voz do céu que dizia: Sai dela povo meu, para que não sejas participantes dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas” (Apocalipse 18:2,4). Na Bíblia, a igreja é comparada a uma mulher. Uma moça na sua pureza moral representa a igreja de Cristo com toda a pureza de seus ensinos (Jeremias 6:2; II Coríntios 11:2), mas a igreja que perdeu seus objetivos e acabou se unindo ao Estado, tornando-se mais um clube social do que uma igreja é comparada a uma prostituta (Jeremias 3:20; Ezequiel 16). O profeta João viu a grande influência desse poder, cuja primeira manifestação foi transmitir seus ensinos a todas as partes da terra (Apocalipse 17:2). A segunda característica do poder dessa igreja são os recursos financeiros, pois ela é descrita como estando adornada com muitas jóias e pedras preciosas (17:4). Uma terceira forma de uma instituição mostrar seu poder é quando ela consegue formar seguidores. Essa igreja conseguiu que muitas outras comunidades religiosas aceitassem seus ensinos. Ela é descrita como tendo em sua mão uma taça, e dentro dessa taça estava todo tipo de imundícia. Ela deu de beber a muitas igrejas que se intitulam protestantes ou evangélicas, e conseguiu o título de “mãe das prostituições” (17:5). Após o anjo ter feito essa descrição, o sentimento que tomou conta do profeta foi uma grande admiração. O anjo o questiona do “por quê” da admiração (17:7), e logo em seguida começa a mostrar as fases pelas quais esse poder passaria. “As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo” (Apocalipse 17:9-10). “Roma é conhecida como a cidade das sete colinas ou sete montes, os quais são: Aventino, Palatino, Viminal, Quirinal, Ceoli, Janículo e Esquilino. Roma foi construída sobre as sete colinas, no ano 753 a.C” (Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse. 3ª ed. 1988, p. 282). Lembre-se que o profeta fala que a Babilônia espiritual está assentada sobre sete montes (Ap 17:9). Ele está querendo dizer mais do que os nomes das montanhas que cercam a cidade de Roma, onde está a sede da Babilônia espiritual. Montes têm o significado de poder, reinos (Jeremias 51:24-25; Daniel 2:35, 44; Isaías 13:4). Quando Deus revela que esse poder estaria apoiado sobre sete montes, está mostrando a grandeza e a autoridade que seriam manifestados por esse poder em todos os tempos. Já os sete reis são aceitos como sendo as sete formas de governo que Roma experimentou, que foram: os reis, Cônsules, Ditadores, Tribunos, Decenvirato, Imperadores e Papas. Nos dias de João, o anjo disse que cinco já haviam caído (Reis, Cônsules, Ditadores, Tribunos e Decenvirato), e um existe (Imperadores), e o outro não é vindo (Papal), e que duraria pouco tempo. Essa expressão “pouco tempo” pode ser entendida que esse último poder terá um tempo determinado. Ele não reinará eternamente. Um dia terá seu fim, um dia a grande Babilônia cairá. Após João contemplar algumas características da Babilônia espiritual, ele vê um outro anjo, como que vindo do trono de Deus. Dizia algo que aparentemente é impossível de acontecer. Na descrição do profeta, o anjo clamou com grande voz, o que indica que será algo ouvido em todas as partes do mundo, porque a sua atuação foi mundial. Seus ensinos atravessaram os mares, cruzaram continentes e alcançaram os lugares mais longínquos da terra. O seu vinho (doutrinas contrárias à Bíblia) foi a todos os povos da terra (18:3), e Babilônia foi vista em queda pelo profeta. Essa profecia é uma repetição da que já foi estudada na terceira mensagem apresentada em Apocalipse 14. A profecia aponta que esse poder apóstata caiu. A queda da Babilônia espiritual acontece em dois momentos. O primeiro é quando o “outro anjo” (18:1), descer do céu, e iluminar a terra toda. Se a terra precisa ser iluminada, é sinal que ela está em trevas. O mundo vive na mais densa escuridão, mas há uma profecia que aponta que chegará um dia que a luz vai ser difundida de uma forma muito ampla. A luz chegará a todas as pessoas e cada um terá que escolher: ficar nas trevas ou andar na luz que está sendo apresentada. A segunda etapa da queda será quando os ímpios entenderem que foram enganados por esse poder apóstata, e não mais lhe darão o seu apoio. É o momento que o rio Eufrates seca. O povo, inclusive, vai se voltar contra os líderes espirituais e familiares (O Grande Conflito. 18ª ed. 1975, pp. 610-611). Babilônia – a confusão religiosa – cairá. Saia dela enquanto é tempo. (Apocalipse 18:22).]]>
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<![CDATA[O cântico de Moisés]]> https://tempoprofetico.com.br/o-cantico-de-moises/ Tue, 31 Mar 2020 03:59:49 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=861

O livro do Apocalipse é um dos mais belos de toda a Bíblia. Ele apresenta o prêmio que os salvos receberão após passar por todas as dificuldades do desfecho final do grande conflito entre o bem e o mal. O capítulo quinze começa com a descrição de Deus se levantando e começando o processo de juízos contra aqueles que por toda a vida estiveram contra Ele e Sua Palavra. Do capítulo quinze até o vinte e dois a atenção do profeta foi dividida. Num momento ele vê o que vai acontecer com os ímpios e, em outro, o que acontecerá com os salvos. Vamos começar analisando uma das primeiras visões proféticas do que vai acontecer com os salvos. “Vi como que um mar de vidro, mesclado de fogo, e os vencedores da besta, e da sua imagem e do número de seu nome, que se achavam em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus; e entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro” (Apocalipse 15:2-3). Perceba que mais uma vez o profeta se refere ao trono de Deus. Ele vê algo muito bonito e a única coisa que veio à sua mente para descrever foi a imagem do mar, mas não o mar que o rodeava na ilha de Patmos, e sim um mar de vidro. “O vidro tinha no passado mais valor que tem hoje. Aqui representa a aparência clara e cristalina da superfície sobre a qual estava o trono” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 784). Nesse lugar semelhante ao mar de vidro, misturado com fogo, João viu um grupo de vencedores, um grupo que venceu a pressão que a besta e a sua imagem impuseram ao mundo. Deus sempre prestigia e dá valor a quem vence. Os vencedores desse poder paralelo estarão bem perto do trono de Deus. “Este é o povo que respondeu de forma positiva as advertências da mensagem de Apocalipse 14, e a aceitou. Eles foram salvos das dificuldades do mundo e do mal, e agora se encontram seguros no reino de Deus. A vitória foi conseguida através do sangue do Cordeiro (Apocalipse 12:11). Permaneceram fiéis a Deus quando se pronunciou a sentença de pena de morte contra eles (Apocalipse 13:15). Agora se acham a salvo sobre o mar de vidro. A vitória é completa; a luta passou. Venceram, triunfaram, e agora entoam o cântico da vitória no Reino Celestial” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 850). A expressão “estar em pé” significa que são vencedores. Só os que vencem é que ficam em pé. Eles estão diante do trono de Deus e ali não se cansam de cantar. E o que cantam? “E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!” (Apocalipse 15:3). Esse cântico é uma repetição do que já foi cantado numa das maiores demonstrações do poder de Deus diante do inimigo do povo de Israel, quando este estava saindo do cativeiro egípcio e viajava em direção à terra prometida. Após a travessia do Mar Vermelho, sendo perseguidos pelos egípcios, Deus manifesta-se de maneira grandiosa destruindo o exército inimigo. Como resultado disso, todos cantam um cântico de vitória. Esse cântico mostrava o poder de Deus em proteger Seu povo e ao mesmo tempo em destruir Seus inimigos (Êxodo 15:1-21). A primeira vez que foi cantado foi para celebrar a vitória de Deus sobre os egípcios. A segunda será para celebrar a vitória de Deus sobre a tirania da grande Babilônia. “Com o Cordeiro, sobre o monte Sião, tendo harpas de Deus, estão os 144.000 que foram remidos dentre os outros; e ouve-se, como o som de muitas águas e de grande trovão, uma voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas. E cantavam um cântico novo diante do trono – cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. É o hino de Moisés e do Cordeiro – hino de livramento. Ninguém, a não ser os 144.000, podem aprender daquele canto, pois é o da sua experiência – e nunca ninguém teve experiência semelhante” (O Grande Conflito. 18ª ed. 1975, p. 646). “Em todos os tempos os escolhidos do Salvador, foram educados e disciplinados na escola da provação. Seguiram na terra por veredas estreitas; foram purificados na fornalha da aflição. Por amor de Jesus suportaram a oposição, o ódio, a calúnia. Acompanharam-nO através de dolorosos conflitos; suportaram a negação própria – e experimentaram amargas decepções. Pela sua própria experiência dolorosa compreenderam a malignidade do pecado, seu poder, sua culpa, suas desgraças; e para ele olham com aversão… Muito amam, por que muito foram perdoados. Havendo participado do sofrimento de Cristo, estão aptos para serem co-participantes de Sua glória” (idem, p. 647).]]>
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<![CDATA[O Filho do homem e a colheita]]> https://tempoprofetico.com.br/o-filho-do-homem-e-a-colheita/ Tue, 31 Mar 2020 04:01:21 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=864

Apocalipse 14:14 – “Olhei e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante ao Filho do homem, tendo na cabeça, uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada”. O tempo está passando na história da humanidade. Estamos vivendo os últimos capítulos deste mundo marcado pelo pecado. Em pouco tempo, tudo será diferente. A profecia bíblica nos mostra que antes da segunda vinda de Cristo haverá um povo que escolheu receber o selo de Deus, e a qualquer preço proclamou a mensagem do terceiro anjo. Vamos conhecer as características desse povo. A perseverança é a primeira enumerada pelo profeta (Apocalipse 14:12). Essa palavra também pode ser traduzida por paciência. “O contexto mostra que haverá uma intensa luta contra a besta e sua imagem. Far-se-á todo o esforço possível para obrigar o remanescente a que se una com o movimento promovido pela segunda besta, que ameaçará o povo de Deus com a prisão e a morte (Apocalipse 13:11-17) (C.B.A.S.D. vol. 7, p. 846). A segunda característica é: “Aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus” (verso 12). “O mundo, cativado pelos enganos de Satanás, se inclinará diante da besta e da sua imagem e cumprirá todas as suas ordens, mas o fiel povo de Deus se negará a cumprir as suas exigências porque guardam os mandamentos de Deus” (idem). O ponto de maior conflito será o quarto mandamento da lei de Deus. A grande maioria dos cristãos concorda que os nove mandamentos da lei de Deus devem ser observados em nossos dias, mas não o quarto. No início da era cristã, o sábado começou a ser deixado de lado como dia santo. Aos poucos, o primeiro dia da semana passou a substituí-lo, e os cristãos daquele tempo e até os da atualidade têm apresentado muitas razões para essa mudança. As duas principais são: 1) Alguns afirmam que os Dez mandamentos foram abolidos com todas as leis cerimoniais do Antigo Testamento. 2) Outros afirmam que o elemento temporal do quarto mandamento é cerimonial, mas a ordem de observar um dia em sete é uma obrigação moral. Esses argumentos não têm a aprovação da Bíblia. Deus nunca alterou a Sua lei e nem mudou o dia que escolheu e definiu para Seus filhos O adorarem. A história mostra quem fez essa mudança. A Igreja Católica assume que ela tem autoridade para mudar a Bíblia. Afirma que transferiu o caráter sagrado do Sábado para outro dia. Os documentos católicos declaram: “O Papa tem poder para mudar os tempos, ab-rogar leis e dispensar todas as coisas, mesmo os preceitos de Cristo” (Estudos Bíblicos, 6ª ed. 1980, p. 181). A terceira característica é a fé em Jesus (Apocalipse 14:12). Essa é uma das mais importantes características de um verdadeiro cristão. O que significa ter fé em Jesus? “Tendo fé em Jesus, sua vida cristã demonstrar-se-á igual à vida de Jesus, vivida aqui na terra. Ele não pode espiritualmente ser diferente de Jesus…” (Aracely S. Mello, A Verdade Sobre as Profecias do Apocalipse. 2ª ed. 1982, p. 215). Conforme afirma a profecia, Cristo virá em uma nuvem branca, tendo uma coroa de ouro na cabeça e uma foice afiada na mão. João está falando do retorno de Cristo. Esse assunto está em toda a Bíblia. No Novo Testamento aparece 318 vezes e, em toda a Bíblia, mais ou menos 2.500 vezes. Quando Jesus veio pela primeira vez, a única coroa que os homens puderam oferecer-lhe foi a de espinhos. Mas ao vir pela segunda vez, Ele vem com uma coroa de ouro, para mostrar a todos que Ele é o único Rei de todo o Universo. Jesus vem pela segunda vez com uma foice na mão. Isso significa que Ele vem para ceifar, para colher o que plantou. Quando esteve pela primeira vez aqui Ele plantou a semente do evangelho num pequeno grupo e agora vem para fazer a colheita. Toda a colheita passa por dois processos simultâneos, mas distintos. O primeiro é de separar o que não presta e jogar fora, todo o corpo estranho ao grão tem que ser eliminado. O segundo processo é guardar em lugar próprio o precioso grão. A segunda vinda de Cristo terá essas duas conotações. Na linguagem figurada do profeta, a destruição final dos ímpios será assim: “Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios” (Apocalipse 14:19-20). Em breve essa profecia se cumprirá. Um grupo estará dentro da cidade, à semelhança do precioso grão, e o outro estará do lado de fora sendo esmagado pelos juízos de Deus que começarão com as sete pragas.]]>
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<![CDATA[A besta que emerge da terra]]> https://tempoprofetico.com.br/a-besta-que-emerge-da-terra/ Tue, 31 Mar 2020 04:03:08 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=867

Depois de ver a besta surgindo do mar, o apóstolo João viu, no Apocalipse, uma segunda besta. Esta, agora, surgindo da terra. Apocalipse 13:11 e 12, conta: “Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal foi curada.” “A besta com chifres de cordeiro ergueu-se da terra. As quatro bestas de Daniel sete surgiram do mar, de um mar tempestuoso. A besta semelhante a leopardo, que era composta pelas quatro bestas de Daniel, também surgiu do mar. A falsa mãe de Apocalipse 17:3 e 15, assenta-se sobre uma besta prostrada sobre o mar. Mas a besta com chifres de cordeiro emergiu da terra. “As águas que viste, onde a meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas” (Apocalipse 17:5). Quando, em profecia intimamente relacionadas, terra é colocado em contraste com o mar, e este representa vastas populações, somos levados a perceber que terra está representando uma área escassamente povoada” (C. Mervyn Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse, 3ª ed. 2002, p. 351). A primeira besta foi golpeada de morte em uma de suas cabeças no ano 1798, quando, pela primeira vez na história, o Papa foi preso e levado para o exílio. Note, porém, que a segunda besta surgiria antes da queda da primeira. Mas que poder surgiu antes do poder papal receber o mais duro golpe de sua história? “Quatro de julho de 1776 é a data considerada como a do nascimento da América, quando – conforme a expressão de Abraão Lincoln – os pais dessa nação trouxeram à luz, neste continente, um país concebido em liberdade. Em 4 de Julho de 1776 foi assinada a Declaração de Independência” (idem, p. 352). A nação que cumpre essa profecia é os Estados Unidos da América. Ela surgiu com um grupo de cento e dois cristãos que fugiram da intolerância religiosa na Europa. A viagem teve início no dia 6 de setembro de 1620. A aventura durou sessenta e sete dias à bordo de um navio, que ancorou em pleno inverno no continente americano. Esse grupo sonhava em estabelecer uma nação livre e que respeitasse as convicções religiosas de cada pessoa. Uma das frases mais famosas da declaração da Independência é: “Que todos os homens são iguais; que eles foram dotados por seu Criador com certos direitos inalienáveis, dentre os quais se destacam a vida, a liberdade e a busca da felicidade” (ibidem). O apóstolo João viu uma besta com chifres de cordeiro. A característica do cordeiro é a mansidão, a bondade e a maneira pacífica de viver. Esse novo poder que surgiria no cenário mundial iniciaria sua ação no mundo tendo as características de um cordeiro. Vinte e nove vezes, no Apocalipse, o termo cordeiro é aplicado a Jesus Cristo. Chifres são usados em Daniel e Apocalipse para descrever a autoridade de um governo. Os estudiosos das profecias afirmam que “uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América do Norte” (O Grande Conflito. 18a ed. 1975, p. 439). Mas o que significam os chifres nesse poder com dupla personalidade? “Os chifres semelhantes aos do cordeiro indicam juventude, inocência e brandura, o que apropriadamente representa o caráter dos Estados Unidos, quando apresentados ao profeta como estando a subir em 1798. Foi também concedido liberdade de fé religiosa, sendo permitido todo homem adorar a Deus segundo os ditames de sua consciência. Republicanismo e protestantismo tornaram-se os princípios fundamentais da nação. Estes princípios são o segredo de seu poder e prosperidade” (idem, p. 239-240). O que começou, aparentemente, bem, já está mudando. Inclusive existe uma lei proibindo orações nas escolas públicas americanas. Toda a liberdade e tolerância ainda vão diminuir consideravelmente. Segundo a profecia, esse poder dará todo o apoio, colocará toda força e influência à serviço da primeira besta. No verso 13 é dito que fará, inclusive, cair fogo do céu diante dos homens. À medida que essa união for se desenvolvendo, milagres serão feitos com a intenção de mostrar ao mundo que Deus está aprovando essa união. Já no verso 15 diz que irá ainda mais longe. Exigirá a obediência à imagem dela. Imagem é algo que se parece com o original, mas não é. Obediência do ser humano é o ponto que está sendo disputado entre Deus e Satanás. E mais: vai decretar a morte para os que não a adorarem. Também, segundo o verso 17, vai ordenar que se coloque a marca da besta sobre as pessoas. Quem não a tiver não poderá comprar nem vender. O tempo é curto para detalhar cada uma das características dessa besta que surge da terra, ou seja, os Estados Unidos da América. Vale a pena estudar com muita atenção todo o capítulo 13 do Apocalipse.]]>
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<![CDATA[A besta que emerge do mar]]> https://tempoprofetico.com.br/a-besta-que-emerge-do-mar/ Tue, 31 Mar 2020 04:05:05 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=870

No capítulo treze do Apocalipse, o profeta João fala do surgimento de dois poderes. O primeiro poder foi identificado desta forma: “Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. Então vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” (Apocalipse 13:1,3). Em linguagem figurada o profeta mostra o que viu surgindo do mar. O fato de descrever que esse poder surgia do mar quer dizer que surgiria de dentro do povo. O povo permitiria e apoiaria o surgimento desse poder. A expressão “mar” significa nações, povos, reinos (Apocalipse 17:15). O profeta João não encontrou na zoologia um animal que pudesse descrever o que ele estava vendo, mas tentou mostrar como era esse poder que surgiria do meio do povo e apoiado pelo povo. O mesmo animal mencionado em Apocalipse 12 é a besta vestida de escarlate descrita no capítulo 17. Todos esses símbolos representam um mesmo poder, que é identificado pelo Império Romano em suas duas fases, imperial e papal. Esse poder tinha dez chifres, sete cabeças, dez diademas, e sobre uma das cabeças nomes de blasfêmia. “Os dez chifres representam as divisões do Império Romano a partir de 476 da era cristã” (Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse. 2ª ed. 1988, p. 223). A história registra que após 476 d.C. o grande Império Romano se esfacelou. Rômulo Augusto foi o último imperador. Após sua queda o império foi dividido entre as tribos bárbaras. “As sete cabeças representam as sete formas de governo que Roma passou desde a sua fundação em 753 a.C. que são: reis, cônsules, ditadores, decênviros, tribunos, imperadores e papas” (idem). Os dez diademas sobre as cabeças representam o poder que seria dado para cada chifre, ou forma de poder para reinar e governar. A coroa é o símbolo máximo de poder. Esses poderes governariam ou reinariam de fato e de verdade. A profecia diz que nas cabeças estava escrito um nome de blasfêmia. Tanto os imperadores como os papas se colocavam como deuses. Eles requeriam adoração de seus súditos, uma afronta ao Deus Criador (Deuteronômio 17:36). Uma outra blasfêmia era a pretensão de ser igual a Deus. O poder romano, tanto imperial quanto papal, esqueceu o princípio básico que diz que a criatura nunca será igual o Criador (Mateus 26:64,65). O profeta menciona ainda que uma das cabeças seria ferida de morte. A história conta que a França entrou em revolução de 1789 a 1793. O desejo dos franceses era banir por completo a religião na França e nos países vizinhos. Napoleão Bonaparte ampliou as fronteiras da França, invadindo outros países, inclusive a Itália, onde algo extraordinário aconteceu. “Durante a Revolução Francesa, e sob as ordens do revolucionário governo francês, o general Alexander Berthier proclamou em Roma, aos 15 dias de fevereiro de 1798, que o Papa Pio VI não deveria mais exercer qualquer função a partir desta data. Richard Duppa, um escritor britânico que se encontrava em Roma naquela ocasião, diz que o papa foi aprisionado na capela Sistina, enquanto celebrava o vigésimo terceiro aniversário de sua coroação. … O papa, com mais ou menos 80 anos de idade, morreu em uma prisão, na cidade-fortaleza de Valença, em 29 de agosto de 1799. (C. Mervyn Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse. 3.ª ed. 2002, p. 337). Essa profecia se cumpriu ao pé da letra no dia 15 de fevereiro de 1798. Mas está escrito que essa cabeça ou esse poder, que tinha recebido uma ferida de morte, foi curada. O profeta está dizendo que esse poder voltaria ao cenário mundial com toda a pompa e poder que tinha antes de receber o mais duro golpe. Como começou a cura? “Passados dois anos, em 1800, um outro papa foi eleito; Pio VII foi colocado no trono de São Pedro. No entanto ele não possuía autoridade temporal como outrora e suas atividades religiosas eram bem restritas. Aos poucos, porém, começou a ganhar terreno, e a concordata assinada com o papa Pio VII em julho de 1801, estabelecia o culto católico na França” (Vilmar E. González, Daniel e Apocalipse. 2ª ed. 1988, p. 230). De forma lenta, mas segura, os passos foram dados no sentido de restabelecer os direitos à igreja. “No ano de 1929, foi assinado o tratado de Latrão, onde o poder temporal do papado foi restaurado. Foi separado da cidade de Roma, a cidade do Vaticano, com uma extensão de 44 hectares e devolvido à Igreja de Roma” (C.B.A.S.D. Vol 7, p. 832).]]>
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<![CDATA[A ira do dragão]]> https://tempoprofetico.com.br/a-ira-do-dragao/ Tue, 31 Mar 2020 04:06:41 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=873

Na primeira parte vimos Satanás atacando o filho da mulher. Jesus foi alvo do mais puro ódio do Dragão (Apocalipse 12:1-5). Na segunda parte, o ataque foi dirigido à igreja de Deus, que sempre foi perseguida, mas nunca perseguiu uma pessoa sequer (Apocalipse 12:6). Na terceira parte são apresentadas as características da igreja de Deus (12:13-17). Povo este que foi perseguido por 1260 anos, buscando nesse período abrigo nas cavernas, montanhas e nos lugares mais remotos da terra. Está profetizado que mesmo perseguida, a igreja sobreviveria e teria um remanescente nos últimos dias da história de nosso velho mundo. A terceira parte do capítulo doze mostra todo o ódio de Satanás ou do dragão contra o povo de Deus nos últimos dias. Outro detalhe é o cuidado que Deus tomou em identificar claramente Sua igreja. Ela tem características bem definidas. Veja: “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes de sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar” (Apocalipse 12:17). Essas duas características aparecem novamente em Apocalipse 14:12. “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” Deus sempre foi claro e preciso com as coisas que são importantes para os filhos dEle. Ele diz com todas as letras que Sua Igreja tem duas características: a fé em Jesus e a crença na validade dos mandamentos, tal como a Bíblia ensina. Ao longo da história Deus sempre teve os Seus filhos que, mesmo correndo o risco de serem mortos, O obedeceram. João viu o surgimento, no final do mundo, de um povo que defenderia a Jesus e os mandamentos bíblicos. Deus sempre teve e terá até o último dia um povo que defenda a pessoa de Cristo como o único que é capaz de salvar e interceder pelo ser humano diante de Deus. Essas duas características são manifestadas desde os primeiros dias em que a história começou a ser contada. “Lá no jardim do Éden, Adão e Eva eram a igreja de Deus. Eles eram Seus filhos, Seu povo. Mas o inimigo estava ali para destruir o povo de Deus e apresentou-se disfarçado de serpente, tentando desvirtuar os dois pontos básicos do relacionamento com o Criador: adoração e obediência. ‘Se comeres da árvore’ – disse a serpente – sereis como Deus. Você não precisa de Deus, pode ser o seu próprio Deus. Não tem por que obedecer” (O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse. 1ª ed. 1998, p. 53). Adão e Eva fracassaram. Por um minuto de curiosidade eles lançaram toda a humanidade num mundo que nem eles conheciam. Após o trágico momento de desobediência houve o arrependimento do casal, mas já era tarde demais. O ato de rebelião já havia sido praticado e as conseqüências seriam inevitáveis. Eles tiveram dois filhos, que receberam o nome de Caim e Abel. Deus pediu um sacrifício de um cordeiro como símbolo de Jesus, o cordeiro de Deus que um dia tiraria o pecado do mundo. Abel obedeceu. Levou seu cordeiro e o matou expressando sua fé no Salvador prometido. Caim desobedeceu. Ao invés de levar um cordeiro como Deus havia orientado, levou o fruto da terra. Levou os melhores frutos que a terra tinha produzido. O que ele quis dizer com esse gesto? Em primeiro lugar estava desobedecendo a uma ordem que Deus havia dado, e em segundo lugar, estava colocando como objeto de adoração não o Criador, mas o fruto de seu trabalho. Podemos assegurar que a partir daí surge a igreja que tinha a característica de obedecer aos mandamentos de Deus, representada por Abel, e a igreja inimiga e perseguidora do povo de Deus, representada por Caim. Os dias se passaram e logo o mundo estava divido em dois grupos distintos. “Vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram” (Gênesis 6:2). Assim foi também nos dias de Noé, no tempo de Abraão e com o próprio povo de Israel. Infelizmente os israelitas rejeitaram o Messias, preferindo aceitar o imperador romano como rei. Dos poucos que ficaram ao lado de Jesus, Ele organizou a igreja dEle. A igreja cristã em nossos dias corre o mesmo perigo. Ela não será a igreja de Deus só porque Jesus a estabeleceu no início de sua história. Só será a Igreja de Deus à medida que adore unicamente ao Deus verdadeiro, na pessoa de Jesus Cristo, e obedeça à Sua Palavra. Por isso a profecia afirma que no final da história da humanidade a igreja de Deus seria identificada por duas características: a primeira é crer em Jesus e a segunda é guardar os mandamentos de Deus. Amigo ouvinte, a igreja que você freqüenta tem essas duas características. Crê em Jesus e tem fé nEle como Salvador pessoal e guarda os mandamentos que Ele deixou, conforme Êxodo 20?]]>
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<![CDATA[Perseguição de 1.260 anos]]> https://tempoprofetico.com.br/perseguicao-de-1-260-anos/ Tue, 31 Mar 2020 04:09:10 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=876

O capítulo do Apocalipse que estamos estudando é o número 12, um dos mais importantes do livro. Ele encerra a etapa histórica do Apocalipse e inicia a fase escatológica do livro. Vimos no estudo anterior que o alvo inicial do dragão ou Satanás foi atacar a Jesus Cristo e a obra que Ele fazia. Fisicamente, o diabo não conseguiu muita coisa, porém, realizou um grande estrago na igreja cristã, com o passar dos séculos. Vamos ler o verso 12 – “E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias”. A Bíblia diz que “o dragão perseguiu a mulher que dera a luz o filho varão” (Apocalipse 12:13). O dragão não desiste dos seus intentos. Como não conseguiu destruir o filho da mulher, agora dirige ela, no caso, a igreja cristã. A profecia diz que a mulher ou a igreja não perseguiria, mas seria perseguida. Atente para este detalhe. Qual é a igreja que a história registra que perseguiu pessoas que não pensavam da mesma forma que seus líderes? Não foi a fiel igreja de Deus. Por causa dessa perseguição, a igreja cristã precisou fugir para o deserto por um período de 1.260 dias. Como você sabe, em profecia cada dia equivale um ano (Ezequiel 4:6-7; Números 14:34), isso significa 1.260 anos de perseguição, escondida num lugar deserto ou despovoado. Durante esse tempo de 1260 anos, os cristãos sinceros continuaram a insistir na idéia de que a Bíblia e somente a Bíblia deve ser obedecida. Por causa disso foram cruelmente perseguidos. Os Valdenses, por exemplo, tiveram que se esconder nas cavernas das montanhas para poder sobreviver. A Igreja perseguida fugia e a igreja romana, unida ao estado, perseguia. A razão de toda essa perseguição era simplesmente porque os cristãos sinceros davam atenção e cumpriam as doutrinas puras e simples da Bíblia Sagrada. Veja que a igreja perseguida é apresentada no capítulo doze como “vestida de sol”. Qual o significado disso. A Bíblia responde: “Porque o Senhor Deus é Sol e escudo” (Salmo 84:11). O texto diz ainda que a igreja tem a lua a seus pés. Essa lua não poderia ser a própria palavra de Deus? Salmo 119:105, diz “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e luz para os meus caminhos”. Voltando a história, esta profecia começou a se cumprir com o edito de Justiniano em 538 de nossa era. “Foi Justiniano quem, depois de derrotar os Ostrogodos, decretou que o bispo de Roma teria preeminência sobre os bispos das outras cidades, pelo fato de que Roma era a capital do Império e dominava o mundo político daqueles dias” (O terceiro Milênio, 1ª.ed., 1998, pg.52) A partir daí estava aberta a porta para a Igreja Católica de Roma iniciar uma caçada aos chamados hereges. Eram considerados hereges todos os que não obedeciam cegamente às ordens e leis da Igreja. Inclusive foi criada a chamada “Santa Inquisição” para aniquilar com os cristãos que persistiam em seguir a doutrina pura, deixada por Cristo. O período dos 1.260 anos foi marcado pela morte, separação e intolerância religiosa. A vida estava dependendo do que a pessoa acreditava. Neste tempo, ninguém tinha chance de viver se pensasse diferente da igreja dominante. Historicamente esta profecia começou no ano de 538, com o edito de Justiniano e terminou quando a França, na época da revolução francesa, quando quiseram banir de vez toda e qualquer religião. O período de perseguição terminou exatamente “em 1798, quando o General Berthier levou preso o líder da igreja, o papa Pio VI” (idem, p. 52). Uma das mais lindas histórias do cuidado de Deus por Sua igreja perseguida, aconteceu nas montanhas do noroeste da Itália. Lá viveram os valdenses. Tudo começou com “um homem por nome Pedro Valdo que estudava e pregava as verdades bíblicas por volta de 1170. Os líderes religiosos da igreja que dominava o mundo chamaram as suas crenças de heresias… muitos cristãos dos vales alpinos seguiram os ensinos de Valdo, e assim ficaram conhecidos como os Valdenses” (Heróis de todas as épocas, Virgil E. Robinson, 2ª. Ed. p.10). Este povo se caracterizou por amar as verdades que estavam na Bíblia. Eles rejeitavam a autoridade da igreja e ensinavam que a única autoridade é a Palavra de Deus. “Eles possuíam a Bíblia em sua própria língua, e faziam cópias manuscritas e partilhavam com outros. Como os Valdenses temessem que a preciosa Bíblia lhes fosse tirada, decoravam partes dela. As próprias crianças eram capazes de repetir de cor livros inteiros da Bíblia” (idem, p. 10 e 11) O tempo não permite contar aqui das atrocidades que foram cometidas pelas autoridades religiosas contra os valdenses. Sugiro para você a leitura do livro “Heróis de todas as épocas”, da Casa Publicadora Brasileira. O livro conta em detalhes a insanidade de gente que matava e torturava em nome de Deus. A profecia, como sempre, mais uma vez, foi cumprida.]]>
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<![CDATA[Amargura e desapontamento]]> https://tempoprofetico.com.br/amargura-e-desapontamento/ Tue, 31 Mar 2020 04:13:31 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=879

A profecia de João dizendo do livrinho que ele comeu. Doce na boca e amargo no estômago. O livro que deveria ser comido ou estudado, é o livro de Daniel que esteve selado até o “tempo do fim” (Daniel 12:4). Segundo a explicação do anjo Gabriel, em Daniel 11:40, o tempo do fim iniciou no ano de 1798. Portanto, em torno deste ano, o selo do livro de Daniel foi removido, tornando-se a partir de então aberto ao estudo e à pesquisa. Centenas de pessoas, em diferentes lugares do mundo, começaram então a descobrir as profecias de Daniel. Um grupo de cristãos dos Estados Unidos começou a estudar a profecia de Daniel 8:14, que dizia que “após 2.300 dias- anos, o santuário seria purificado”. Eles entenderam que o santuário que seria purificado era a Terra pela vinda de Cristo, quando ela seria destruída pelo fogo. A mensagem de segunda vinda de Cristo começou a ser pregada por um batista, Guilherme Miller, e se espalhou por muitos países e continentes. Milhares de pessoas foram contagiadas pela pregação de Miller e seus companheiros. Eles esperavam com muita alegria o dia 22 de outubro de 1844, como o dia que todos os seus problemas seriam resolvidos. Ninguém contava com a possibilidade de Jesus não vir. Pessoas de todas as religiões acreditavam na segunda vinda iminente do Senhor. Com isso, não se prepararam para o próximo inverno que se aproximava. Fazendeiros não colheram as suas plantações, as batatas foram deixadas a apodrecer na terra, donos de armazéns doaram as suas mercadorias aos pobres. Eles não precisavam mais de nada, pois no dia 22 de outubro Cristo viria para inaugurar uma nova era para os crentes. O dia 22 chegou e o que esperavam não aconteceu. O desapontamento foi total. Tristeza era o sentimento mais evidente em milhares de pessoas. A vergonha era geral. As pessoas não tinham coragem para olhar para amigos e vizinhos que não acreditavam na doutrina da segunda vinda de Cristo. A mensagem que tinha sido doce na boca se tornara, agora, amarga no estômago. Porém, a profecia de Apocalipse é extraordinária. Ela aponta um caminho pós-decepção. Veja o capítulo 10:11 – “E ele disse-me: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações e línguas e reis”. Como poderia esta profecia ser cumprida, se todos estavam humilhados e frustrados pelo erro de interpretação que cometeram? Um pequeno grupo continuou estudando com mais empenho o assunto. Um deles chamava-se Hiram Edson. Hiram saiu de sua casa para visitar um amigo, mas não teve coragem de ir pela estrada com receio de encontrar alguma pessoa e esta zombar de suas crenças; ele preferiu andar pelo meio de uma plantação de milho. Enquanto caminhava em meio à plantação, a sua mente foi iluminada com a convicção de que o santuário a ser purificado no fim dos 2300 anos era o santuário celestial e não a volta de Jesus. Ele viu que a compreensão do santuário estava equivocada. Jesus na data de 22 de Outubro de 1844, de fato iniciou a purificação do santuário. O equivoco do grupo de Miller, foi em afirmar que o santuário era a terra. Eles criam que Jesus viria naquela data para purificar o planeta com fogo. Os mileritas estavam certos na data. Nessa ocasião, conforme a profecia de Daniel, Jesus começou a purificação do santuário celestial. O evento ou local dessa purificação é que não estava correto. Com esta nova compreensão, o pequeno grupo perseverante de estudiosos debruçou-se sobre o tema do santuário confirmando a iluminação recebida por Hiram Edson. A crença na volta de Jesus passou a ser heresia pela maioria das igrejas cristãs, devido ao desapontamento que tiveram. Quem cresse nessa doutrina era expulso de sua igreja. Estes cristãos sinceros foram então se reunindo e organizando-se para dar seguimento ao texto profético: anunciar ao restante dos povos a mensagem de oportunidade e salvação. As verdades bíblicas que começaram a serem restauradas com os reformadores, em séculos anteriores, ganharam agora novo impulso. A responsabilidade de Apocalipse 14:6 e 7, pesava sobre eles: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação e tribo, língua e povo. Dizendo com grande voz: temei a Deus, e dai-lhe glória; porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. Era missão daquelas pessoas que haviam passado pelo desapontamento, não se acomodar diante da derrota. Era preciso “profetizar novamente”, conforme ordenava a profecia. Precisavam pregar um evangelho eterno, anunciar a mensagem do juízo, de que Jesus agora, como Sumo Sacerdote, iniciava uma nova fase do julgamento divino. Outras doutrinas essencialmente bíblicas foram resgatadas. Entre elas a da observância do sábado como dia de descanso, trazendo a memória o mandamento de Êxodo 20:8-11. Desse pequeno grupo do desapontamento de 1844 surgiu a Igreja Adventista do Sétimo Dia, conforme a profecia, trazendo no próprio nome o objetivo de sua missão: anunciar a volta do Senhor e resgatar o sábado bíblico, como selo de Deus, instituído na criação do mundo.]]>
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<![CDATA[Silêncio por meia hora]]> https://tempoprofetico.com.br/silencio-por-meia-hora/ Tue, 31 Mar 2020 04:16:42 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=882

Como você já percebeu, o sexto e o sétimo selos estão intimamente ligados. O sétimo é o desfecho do sexto. Isso significa o fim de todo o sofrimento e de toda a dor. Ao longo dos séculos, Deus foi desafiado, seus filhos foram jogados as feras, os filhos de Deus foram lançados nas masmorras e ali definharam até a morte. Muitos foram estraçalhados e outros foram queimados e suas cinzas jogadas no rio Reno. Hoje eles descansam o sono da morte, mas ao tombarem, foram confiantes que em breve o sétimo selo seria aberto e então Cristo viria dar a justa recompensa a todos os Seus filhos. Comecemos pela profecia de Apocalipse 8:1 – “E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora”. Os teólogos afirmam “que o silêncio no céu segue aos terríveis acontecimentos que sucederam na terra antes da segunda vinda de Cristo. Este silêncio se deve a ausência dos anjos, pois todos deixaram o céu para acompanhar a volta dEle à terra.” (C.B.A.S.D. vol.7 pg.802). Utilizando a forma bíblica de mensurar o tempo, em profecia (um dia equivale a um ano), o tempo de meia-hora significaria um período em torno de sete dias. Poderia ser justamente esse o período entre a vinda e a volta de Jesus ao terceiro céu, agora acompanhado dos salvos de todas as épocas. Há, porém, uma outra interpretação. O silêncio “é fruto de uma solene expectativa. Até este momento histórico as cortes celestiais têm sido descritas como estando cheias de musica e cânticos. Agora tudo está em silêncio, em solene expectativa das coisas que em breve vão acontecer” (idem). De qualquer forma, haverá silencio no céu. Não importa qual seja a melhor interpretação. O que está claro é que o céu ficará em silêncio porque o desfecho da humanidade e do planeta terra, finalmente acontecerá. Amigo ouvinte, finalmente chegamos ao fim da história deste mundo. No sétimo selo, Cristo retorna a esta Terra. A volta dEle é uma realidade. Queira você ou não. Aceite ou não. Esteja preparado ou não. Ele virá! Para muitos Ele virá de surpresa, como um ladrão ao meio da noite. E aí não haverá mais oportunidade de arrependimento ou salvação. Há vários programas temos estudado a história da igreja cristã. Foi possível comprovar que todas as profecias se cumpriram ao pé da letra. Todas as profecias relativas a tempo já se esgotaram. Restam pouquíssimas para o maior evento da história. Ao mencionar os sinais que antecederiam Seu retorno, o próprio Jesus alertou: “Quando virdes todas estas coisas acontecerem, sabei que está próximo, às portas” (Mateus 24:33). A volta de Cristo é, portanto, um acontecimento iminente. Está chegando a hora do acerto de contas. O convite foi amplamente oferecido. Jesus esperou por séculos o retorno dos filhos dEle. Finalmente, os que O escolheram como Salvador pessoal poderão ir para casa, para a casa do Pai (João 14:1-3). O apóstolo João descreveu este acontecimento desta forma: “Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante ao filho do homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão, uma foice afiada” (Apocalipse 14:14). Esse acontecimento será visível em todo o mundo e ao mesmo tempo. “Eis que vem com as nuvens e todo o olho O verá…” (Apocalipse 1:7). O evangelista Mateus deixou escrito que a volta de Jesus será tão visível como um relâmpago que corta o céu nos dias de chuva. “Porque assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra no ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mateus 24:27). Ninguém deixará de vê-Lo. Não aparecerá na Europa, nem nos Estados Unidos, nem na África ou América do Sul. Não se mostrará para uns poucos, num quarto, em forma de um espírito. Não começará fazendo curas milagrosas em algum canto do planeta. A segunda vinda de Cristo não será nenhum acontecimento secreto, nem silencioso. Ele virá! E enquanto muitos gritarão desesperados, porque sentem medo da presença dEle, outros levantarão as mãos para os céus e dirão: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Isaías 25:9). Amigo ouvinte, você estará nesse grupo de vitoriosos? Eu quero estar lá. Eu quero ir para a casa do Pai. Nunca mais sentiremos medo ou solidão. Nunca mais haverá traição, nem rejeição. Viveremos para sempre, sem mesmice ou monotonia. Cada dia um novo dia para crescimento físico, mental, material e espiritual.]]>
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<![CDATA[Vitoriosos na grande tribulação]]> https://tempoprofetico.com.br/vitoriosos-na-grande-tribulacao/ Tue, 31 Mar 2020 04:19:07 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=885

É importante lembrar que esta profecia ainda não foi cumprida, Também não podemos esquecer que esta série dos sete selos está contando a história da igreja cristã e ao mesmo tempo uma parte da história mundial. Estamos, justamente, no último período da história do mundo. O profeta João vê, em visão, o grupo que foi vencedor e que pode permanecer diante de Jesus quando do regresso dEle a esta Terra, acontecimento este do sétimo selo que vamos estudar no próximo programa. Voltemos ao assunto de hoje. Na visão, alguém pergunta: “Estes que estão vestidos de branco, quem são e de onde vieram? João respondeu: Senhor, Tu sabes de tudo. Estão é dito a João quem eram os que estavam de branco. Eles tinham vindo de um mundo que produziu muita tribulação por terem colocado Deus em primeiro lugar. A sociedade e o mundo em geral nunca tratar bem os que decidem ser cristãos autênticos e sinceros. Em todas as épocas sempre houve um certo desprezo por aqueles que viveram o evangelho e os ensinos de Cristo. Por isso é fácil entender que aqueles de branco, vistos por João, haviam sofrido muito. Ser um cristão na época das perseguições religiosas era algo extremamente perigoso e difícil. Nosso país, atualmente, não enfrenta nenhuma perseguição religiosa aberta a algum grupo específico. Temos liberdade religiosa. E, por causa disso, muita gente apenas tem o nome de “cristão”, ficando muito longe do real significado dessa palavra. Desde a entrada do pecado sempre houve tribulação para os filhos fiéis a Deus, e tem sido progressiva devendo alcançar o seu ponto máximo bem perto do advento de Jesus. Sempre houve tribulação para o povo de Israel ao longo de sua história no Velho Testamento. Houve tribulação para a Igreja cristã primitiva. Quantos cristãos foram mortos, apenas por serem cristãos! Houve tribulação para a igreja da Idade Média. Nesse tempo os cristãos foram perseguidos por uma igreja que se dizia cristã. Foi a época marcada pela intolerância religiosa e pelo desrespeito com tudo o que tinha a ver com Deus. Neste tempo foram apreendidas as Bíblias e queimadas em praça pública. “Em 1793 a assembléia francesa promulgou um decreto proibindo a leitura da Bíblia e foi ordenado que todas as Bíblias fossem levadas à praça pública e queimadas como evidência de que o governo francês não reconhecia a Palavra de Deus. Um jornal francês (Gazette Nationale), de 14 de Novembro de 1793, publicou a seguinte nota: “A sociedade popular da seção do museu faz ciente que os cidadãos desta seção tem dado boa conta de todos os livros da superstição e da mentira. Livros de missa e de oração, antigos e novos testamentos tem expiado numa grande fogueira as tolices que a raça humana foi levada a cometer” (O terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse, pg.58). Porém, a profecia menciona uma grande tribulação que ocorrerá antes da segunda vinda de Cristo. Como em todas as épocas, o povo de Deus não estará sozinho. Permanecerão em pé, fiéis, porque escolheram lavar e branquear suas vestes no sangue do Cordeiro. Dentro dessa grande multidão estarão os vencedores. Os que tomaram a postura firme e irredutível de confiar na salvação pela graça em Cristo Jesus. Que fizeram a vontade do Senhor, amando e guardando seus mandamentos – todos eles. Aqueles que escolheram aceitar a vitória de Cristo como sua própria vitória. Ao encerrar o programa de hoje quero desafiá-lo a permanecer firme, ao lado da verdade. A confiar em Deus. A seguir os passos de Jesus, a examinar profundamente a Bíblia Sagrada e valorizar os ensinos dele, praticando-os no seu dia-a-dia. Receber o selo dEle e estar garantido que a vitória é sua. Mesmo que isso signifique abandonar tradições e ensinamentos recebidos erroneamente uma vida toda.]]>
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<![CDATA[Selados antes do sétimo selo]]> https://tempoprofetico.com.br/selados-antes-do-setimo-selo/ Tue, 31 Mar 2020 04:32:10 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=888

A pergunta que ficou no ar é: “Quem poderá subsistir?” ou “Quem é que pode suster-se?”. Para respondê-la foi escrito todo o capítulo sete de Apocalipse. Lembre que a profecia do sexto selo já se cumpriu parcialmente com o grande terremoto, o escurecimento do sol e da lua e a queda das estrelas. Há um detalhe ainda para o futuro. Por isso é importante lermos também Apocalipse 7:1-3 – “E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. E vi outro anjo subir da banda do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado poder de danificar a terra e o mar, dizendo: Não danifiqueis a terra nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus”. Nós, os cristãos, somos privilegiados. Podemos conhecer futuro sem pagar nada para astrólogo ou feiticeiro. A Bíblia revela com clareza o que vai acontecer nos últimos dias da história deste planeta, com a última geração de cristãos. Veja que os anjos de Deus estavam retendo os ventos nos quatro cantos da terra. Ou seja: Deus está controlando os movimentos políticos e sociais, até que o seu trabalho seja concluído. O que significa ventos em profecia? Ventos, em profecia, representam agitação política ou guerras (Jer.4:11-13; 49:36-37).“Quando os quatro anjos deixarem finalmente de reter e controlar os ímpios desígnios de Satanás, as violentas paixões humanas, todos os elementos de contenda, se desencadearão. O mundo será envolvido em uma ruína mais espantosa que a que caiu antigamente sobre Jerusalém no ano setenta” (C.B.A.S.D., vol 7, p. 797). Como parte da resposta à pergunta feita no final do sexto selo, João, afirma que chegará um período de muitos ventos, e se Deus não segurar estes ventos o mundo será destruído por esta grande tempestade. O mundo está sofrendo uma ameaça de destruição, mas não com o juízo divino, e sim pela maldade de Satanás. Os anjos estão segurando estes ventos. Soltar os ventos significa que não haverá mais intervenção divina. Satanás estará livre para fazer a sua obra de destruição. Os ventos seriam seguros até o selamento dos filhos de Deus. Só poderá subsistir no final quem estiver selado. O selo de Deus é a garantia da sobrevivência no final. Só os que tiveram o selo de Deus é que serão vencedores. Mas, por que João usou a figura do selo? “Nos tempos antigos se usavam selos ou carimbos para autenticar e dar validade a documentos, bem como indicar o proprietário do objeto sobre o qual o selo é fixado. Também servia como uma espécie de fechadura para segurar caixas, tumbas, etc., para que não fossem roubadas ou violadas” (Daniel e Apocalipse, Vilmar E. Gonzáles, pg.166). Os selos antigos continham três elementos: O nome, a função e o território ou jurisdição de seu proprietário. Na Bíblia encontramos um selo, um sinal dado por Deus. Veja Ezequiel 20:12 – “Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica”. E mais, Êxodo 31:17 – “Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento”. Portanto, o sábado, o sétimo dia da semana, é o selo distintivo de Deus. Esta é a marca que os seres humanos estão recebendo para ficarem livres da destruição final. Como já disse, um selo precisa ter nome, função e jurisdição do proprietário. Tudo isso é encontrado em Êxodo 20:8,9 e 11, que diz: “Lembra-te do sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a sua obra… Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado e o santificou”. O nome? O Senhor. O cargo? Criador. A jurisdição? Sobre os céus, terra e mar. Amigo ouvinte, vivemos no momento crucial da história da humanidade. Os anjos de Deus seguram os ventos da destruição. Cada ser humano está tendo a oportunidade de escolher e receber o selo de identificação do Criador do Universo. Se você ainda não o tem, aceite a Jesus como Salvador pessoal e viva o evangelho na sua plenitude, cumprindo exatamente o que Ele orientou na Bíblia Sagrada.  ]]>
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<![CDATA[Vai abrir a porta?]]> https://tempoprofetico.com.br/vai-abrir-a-porta/ Wed, 01 Apr 2020 03:42:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=898

Laodicéia “foi fundada por Selêucida Antíoco II, quando então recebeu este nome baseado no nome próprio da esposa dele, Laodice. Nos tempos romanos, a posição geográfica de Laodicéia favorecia o seu desenvolvimento. Estava localizada entre as principais estradas… Essas estradas encorajavam o comércio em Laodicéia, que se tornou um centro bancário e comercial. Várias indústrias surgiram ali, como a de lã, a de tabletes medicinais e a de fabrico de roupas… Descobertas arqueológicas conseguiram recuperar uma pista de corridas e três teatros” (O Novo Testamento Interpretado, vol.6, pg.429-430). Portanto a cidade de Laodicéia tinha as seguintes características: havia muita gente rica; era um grande centro bancário e financeiro; era famosa pela fabricação de um tecido preto; havia uma escola da Medicina, que se destacou pelo “pó frígio”, que dissolvido em água servia de colírio. Quatro grandes estradas atravessavam Laodicéia. No ano 61 de nossa era foi praticamente destruída por um terremoto. Porém, os laodiceanos recusaram qualquer ajuda do governo romano. Eles mesmos reconstruíram o lugar. “Perto da cidade havia um bom numero de fontes de água mineral, fria, quente e morna. Acreditavam que as águas possuíam propriedades curativas. E, conquanto fossem agradáveis para banho, as águas mornas eram de sabor desagradável e produziam náuseas. Os banhos mornos e fontes minerais atraíam muitos visitantes da Europa e da Ásia” (A verdade sobre as Profecias do Apocalipse, Araceli de Mello, ed.1982, pg.45). A profecia feita para a Igreja de Laodicéia é uma das mais lindas de toda a série. Apresenta o grande sonho de Deus. “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Apocalipse 3:20). Antes de estudar a profecia, vejamos alguns outros detalhes que nos ajudam a compreender plenamente o assunto. Comecemos pelo significado do nome “Laodicéia”. É a junção de duas palavras gregas: “Laos”, que significa povo, e “dike”, que significa juízo. Portanto, a palavra Laodicéia significa “povo do juízo” ou “julgamento do povo”. O período que a Igreja de Laodicéia representa na história de Igreja cristã, vai de 1844 até a segunda vinda de Cristo. Este é o único período que tem data para começar, porém, não tem para terminar. Quando João escreveu o Apocalipse a igreja de Laodicéia já existia pelo menos uns 40 anos antes (C.B.A.S.D. vol.6 pg.776). Jesus a apresenta como a “amém” (3:14), ou seja, dá a entender que a história da igreja cristã está sendo concluída com ela. Também é apresentada como sendo testemunha fiel e verdadeira. Porém, nem tudo são flores. A igreja é duramente condenada pelo Senhor. E uma das características negativas é a mornidão. Para Deus, seria melhor que fossem frios ou quentes, e não mornos (Apocalipse 3:15). A mornidão é perigosa pois leva para uma posição confortável, despreocupada. Os laodiceanos tinham água morna em abundância em suas casas. Jesus, ao analisar a igreja de Laodicéia, diz que a vida religiosa deles é comparada a água morna. Isso causava náuseas, repulsa, vontade de vomitar (3:16). Esse é o sentimento dos céus com relação a posição acomodada dos cristãos do tempo do fim. E não somente com essa falta de envolvimento ou comprometimento. Também pelo orgulho decorrente da riqueza e do conforto. Os laodiceanos tinham orgulho da riqueza e prosperidade. Porém, ao serem avaliados por Jesus, é dito que não passavam de uns “desgraçados, miseráveis, pobres, cegos e nus” (3:17). Para essa igreja, que é rica aos olhos humanos, porém pobre aos olhos divinos, Jesus oferece uma solução: os cristãos de hoje são aconselhados a comprar o ouro provado no fogo, vestidos brancos e colírio para que a visão seja perfeita (Apocalipse 3:18). É interessante que nos dias de João, Laodicéia produzia um tecido preto muito famoso. Já a escola de medicina havia descoberto um colírio e uma grande parte se orgulhava de toda essa prosperidade. Mas qual é a solução para toda essa situação? A resposta também está nesta profecia. João profetizou que Jesus está à porta, batendo. Aquele que ouvir e abrir a porta para Ele, vai receber a visita dEle e mais: vai jantar com o Salvador. Aí está a solução. Jesus é a solução para ricos que são pobres e para pobres que podem ser ricos. Era muito comum em Laodicéia, uma pessoa, à noitinha, se aproximar de uma casa e pedir para dormir. Naquele lugar as pessoas trabalhavam muito. Por causa disso, as refeições da manhã e do almoço eram muito rápidas. Porém, a refeição da noite durava de duas a três horas. Ali comiam e conversavam longamente. É isso que Jesus quer fazer conosco, hoje. Habitar nosso coração, nossa vida. Fazer morada. Permanecer demoradamente, conviver conosco, transformar nossa dura realidade em vida rica de bênçãos. Ele continua batendo à porta de nossa mente, de nosso coração. Deixaremos Ele entrar? Creia no Senhor para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.]]>
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<![CDATA[Perseguição implacável]]> https://tempoprofetico.com.br/perseguicao-implacavel/ Wed, 01 Apr 2020 03:45:33 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=901

“Esmirna foi a terra da fábula de Dionisio, um deus que supostamente fora assassinado, mas que ressuscitara. Era o local da celebração dos jogos olímpicos, e contava com um dos maiores anfiteatros de toda a Ásia, ruínas do qual existe até hoje. Atualmente, a cidade que ocupa o local antigo se chama Izmir, e é a maior cidade da Turquia Asiática. O nome dessa cidade significa mirra, substância extraída de uma planta, por esmagamento. Essa substância era usada na fabricação de perfumes, também para embalsamamentos” (Novo Testamento Interpretado vol.6 pg.394). A profecia que foi feita a esta Igreja diz, entre outras coisas, o seguinte: “Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejas tentado; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10). A profecia para a Igreja de Esmirna também é aplicada a um período da Igreja Cristã, que vai do ano 100 a 313 d.C. O texto diz que eles não deviam temer pelas coisas que iriam padecer. E, não foi pouca coisa o que enfrentaram. Alguns historiadores dizem que os cristãos de Esmirna, foram literalmente esmagados, tornando-se um verdadeiro perfume para Cristo e o cristianismo. Por que eles não deviam temer? João apresenta a razão. “Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu” (Apocalipse 2:8). Sim, Jesus, Aquele que venceu a morte, tem domínio sobre ela. A vitória dEle é a vitória dos crentes dessa igreja. E não somente deles. O recado é válido para os cristãos de todos os tempos. Mesmo que o diabo lançasse muitos deles na prisão e outros perdessem a vida, a coroa da vida eterna estaria garantida. A profecia também diz que eles teriam uma tribulação de dez dias. O que significa este número? Este período de dez dias pode ser entendido como um período profético. Em profecia cada dia equivale a um ano (Números 14:34 e Ezequiel 4:6-7), portanto, pode ser entendido como um período de dez anos quando o Império Romano perseguiu de forma muito intensiva os cristãos. Dos anos 303 a 313 as perseguições foram mais cruéis. “Diocleciano, e seu sucessor, Galério, dirigiram nessa década a mais feroz campanha de aniquilamento que o cristianismo jamais sofrera nas mãos do Império romano” (C.B.A.S.D. vol.7 pg.764). A perseguição que moveu contra os cristãos, foi a mais cruel que houve na historia da cristandade. Os cristãos foram sentenciados pelo edito de Nicomédia (no ano 303). A perseguição seguiu-se por meio de outros quatro editos sucessivos. As igrejas e livros sagrados eram destruídos. Calcula-se que 50 mil cristãos foram martirizados (Vilmar Gonzalez, Daniel e Apocalipse, ed.1998, pg.135). A perseguição durou por dez anos e só terminou quando Constantino assumiu o trono de Roma. “Constantino desejava a pacificação. Logo após a sua vitória sobre Maxêncio, de acordo com o pagão Licinio, promulgou em Milão o célebre edito de tolerância que concedia igualdade a todos os cultos, e como garantia dessa pacificação, devolveu aos cristãos os seus bens” (idem). Os 10 anos da profecia estavam cumpridos. Porém, o texto faz ainda um apelo para a fidelidade. Aquele que for fiel ganhará a coroa da vida eterna. Nos dias que antecederam a Constantino, a perseguição aos cristãos era quase uma rotina. Um dos imperadores que muito perseguiu a Igreja foi Décio. Ele possuía quarenta gladiadores e todos aceitaram o cristianismo, declarando abertamente a sua fé em Cristo. O imperador irado deu ordem que levassem os quarenta gladiadores para uma região deserta, junto a um lago congelado para que morressem de frio. Deveriam ser abandonados sem roupa, sem abrigo e sem alimento. Quando a sentença foi comunicada aos gladiadores, eles disseram: “Não negaremos a Jesus, nosso Salvador”. Um grupo de soldados escoltou os gladiadores até o lago congelado. Próximo ao lago, os soldados armaram as suas tendas. O capitão dos soldados ouvia de sua tenda, a linda melodia que vinha do lago. Eles cantavam: “Quarenta gladiadores, por Jesus Cristo lutando, pedindo dEle a vitória, a coroa reclamando”. O capitão voltou-se para os seus soldados disse: “Nunca vi nenhum soldado ter tanta dedicação e bravura ao imperador como esses homens tem a Cristo”. Quando o capitão acabou de proferir estas palavras, a cortina da tenda foi aberta e um gladiador quase morto de frio disse: “Eu nego a Jesus; deixe-me viver”. Mesmo com o frio da noite ouvia-se o canto maravilhoso de vozes enfraquecidas. “Trinta e nove Gladiadores por Jesus Cristo lutando, pedindo dele a vitória, a coroa reclamando”. O comandante cheio de piedade perguntou-lhe: “És o único que se atreveu vir a mim, renunciando a sua fé?” “Sim, sou o único”, respondeu o homem. Num gesto imediato, o capitão tirou a sua capa, jogou-a sobre o gladiador quase morto de frio e disse: “Eu irei tomar o teu lugar”. Dentro de poucos momentos ouve-se a música novamente: “Quarenta gladiadores, por Jesus Cristo lutando, pedindo dele a vitória, a coroa reclamando”. A profecia diz que aquele que for fiel a Deus e a Palavra dEle na hora de crise, receberá a coroa da vida eterna. Creia em Deus para estar seguro e nos profetas dEle para prosperar.]]>
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<![CDATA[A revelação apocalíptica]]> https://tempoprofetico.com.br/a-revelacao-apocaliptica/ Wed, 01 Apr 2020 03:47:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=904

Antes, porém, é importante destacar aqui a autoria do livro, o ambiente histórico e outros detalhes que nos ajudarão grandemente na compreensão dos futuros estudos. É preciso ficar bem claro que Apocalipse não significa “fim do mundo”. Já no primeiro verso do primeiro capítulo encontramos a definição: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer”. Perceba que Deus esta se revelando para os servos dEle; Deus está se mostrando, está dizendo quem Ele é. E Deus não se revela para qualquer um. Ele se revela para um grupo especial, os servos dEle. Portanto, você é o objeto desta revelação. Você é importante para Deus. Não pense que você é um filho abandonado sem pai e sem mãe. Não. Você é objeto da revelação de Deus. O livro do Apocalipse é uma revelação. Ele não tem nada a ver com algo misterioso, ou alguma coisa que somente alguns podem entender. Através do Apocalipse, Deus quer fazer revelações importantes para os que O amam. Ele quer revelar coisas que brevemente irão acontecer. Em suma, o livro do Apocalipse é a resposta divina para o homem confuso e desorientado do século vinte e um. Se você quer saber o futuro, sem fanatismo e se medo, comece a estudar o Apocalipse. Faça isso com o desejo de encontrar a revelação de Deus e não para tirar as suas próprias interpretações. Para compreendermos bem o Apocalipse, precisamos conhecer o ambiente histórico em que ele foi escrito. Todos os estudiosos da Bíblia aceitam João, um dos discípulos de Jesus, como o autor do Apocalipse. “Este João não só foi um dos doze, mas também fazia parte do circulo íntimo de amigos de Jesus. A tradição cristã primitiva, o reconhece unanimemente como o autor do Apocalipse” (C.B.A.S.D. vol.7, p. 734). Na época em que o livro foi escrito, João era o único dos discípulos ainda vivo. Era tão conhecido das Igrejas cristãs, que não precisava assinar mais do que João, servo de Jesus Cristo. Jesus premiou mais uma vez a fidelidade desse servo dEle. Quando esteve na Terra, um dos melhores amigos de Jesus foi João. E quem foi João, antes de ser chamado para ser um servo de Jesus? “Quando João foi chamado por Jesus, era apenas um humilde pescador. Impetuoso e egoísta, João possuía uma personalidade rude e violenta. As pessoas o conheciam como o filho do trovão” (Terceiro Milênio e as profecias do Apocalipse, pg.14). O caráter de João lhe trazia muitos problemas e, com certeza, não era feliz. Imagino quantas vezes João lutou para vencer o temperamento violento. Só conseguiu isso quando teve um encontro e alguns anos de convivência com Jesus. Quando isso acontece, as coisas realmente mudam! Nos dias do Apóstolo João quem dominava o mundo era o Império Romano e o culto ao imperador era a religião oficial. Todo o mundo devia adorá-lo. Foi o jeito que os romanos encontraram para manter a unidade do império formado por dezenas de nações e povos diferentes. Uma única religião facilitava essa organização. “Dentre todos os Imperadores, Domiciano pode ser considerado um dos mais cruéis e perversos. Domiciano procurou estabelecer sua divindade através de holocaustos públicos. Os cristãos eram queimados como tochas vivas ou destroçados por feras famintas nos circos romanos” (idem, p. 16). O apóstolo João não escapou da fúria do imperador. Foi levado à Roma para ser julgado por sua fé. Ali o filho do trovão, agora transformado no discípulo do amor, defendeu sua crença. A argumentação era incontestável e convincente. “O imperador Domiciano, cheio de ira, mandou que jogassem o discípulo num caldeirão de óleo fervente, mas o Senhor Jesus preservou a sua vida” (ibidem, p. 16). Algum tempo depois o imperador decretou que o velho apóstolo João deveria ser enviado à ilha de Patmos. Esta ilha é um território rochoso, perto do litoral da atual Turquia. Para lá eram enviados os criminosos a fim de trabalhar e morrer. Foi justamente nessa ilha isolada de tudo e de todos que Deus premiou o seu fiel servo com a revelação do Apocalipse. O livro foi escrito entre os anos 95 e 96 de nossa era. João foi arrebatado em visão e levado para as cortes celestiais de onde pôde ver o desenrolar da história do mundo e do povo de Deus.]]>
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<![CDATA[Cair nas mãos de Deus]]> https://tempoprofetico.com.br/cair-nas-maos-de-deus/ Wed, 01 Apr 2020 03:52:19 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=907

O que o escritor bíblico está querendo dizer com esta profecia? Quando isto vai acontecer? Por que é horrendo cair nas mãos do Senhor? Antes de qualquer tentativa de explicação, vamos considerar um pouco sobre o caráter de Deus. A Bíblia O descreve assim: “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” (I João 4:8). Creio que não exista melhor definição sobre Deus do que esta feita por João. Ele é amor e não há necessidade de dizer mais nada. Este é o caráter de Deus. Ele é amor por natureza. Ele ama por princípio e não por qualquer outra razão. O amor de Deus não se extingue por reações do ser humano. Ele ama independentemente de ser ou não amado. O amor de Deus é incompreensível à mente humana. Há, porém, outro verso na Bíblia que revela algo mais sobre o caráter de Deus. Muitos não gostam ou preferem não falar sobre o assunto. Escuta aí: “Porque o Senhor se levantará como no monte de Perezim, e se irará, como no vale de Gibeão, para fazer a sua obra, a sua estranha obra, e para executar o seu ato, o seu estranho ato” (Isaías 28:21). Um dia Deus vai se levantar para fazer uma obra que é completamente estranha ao caráter dEle. Vai se levantar e demonstrar amor para um grupo e, para outro, Ele se levanta para destruir e matar. Sem dúvida, esta é uma obra estranha tanto para Isaías quanto para nós outros. O profeta Isaías tinha um conhecimento pleno do caráter do Deus que adorava. Sabia que Deus é amor, porém, não ignorava que um dia este Deus de amor fará uma obra estranha, que é destruir pecado e pecadores. Sempre é importante frisar: todos os pecadores que forem destruídos, o serão por escolha própria. Deus oferece tempo e oportunidades para que todos se arrependam e se coloquem do lado dEle. Porém, chegará um dia em que os que preferiram viver uma vida de desobediência e rebeldia colherão os frutos daquilo que semearam, ou seja, a destruição eterna. Quando a gente estuda esse assunto detalhadamente, entende que a destruição dos pecadores e do mal é um gesto de amor. Por amor aos que se colocaram ao lado dEle, como garantia de proteção e cuidado. O pecado e a dor nunca mais atingirão ninguém em lugar algum do Universo de Deus. Eu creio que agora estamos preparados para entender a profecia feita por Paulo. “Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. O que ele queria dizer com essas palavras tão assustadoras? Paulo está afirmando que um dia teremos que comparecer diante de Deus para um acerto de contas. É o Pai chamando os seus filhos para uma conversa séria, sem dissimulações. Deus vai arrancar toda a máscara de fingimento e hipocrisia. O juízo dEle é real e absoluto. Nenhum suborno alterará os seus propósitos; nem fama, nem riquezas e nem vantagens terrenas farão qualquer diferença no juízo celestial. Veja que o escritor bíblico utiliza uma figura de linguagem muito usada em nossos dias, que é “cair nas mãos”. Esta expressão significa que mais cedo ou mais tarde você e eu vamos cair nas mãos do Deus vivo. Não é nas mãos de um deus de madeira ou de gesso. É nas mãos do Deus vivo, que nos conhece como ninguém. Comparecer diante de Deus sozinho, apresentando as chamadas boas obras, que não tem valor nenhum (são como trapos de imundícia), deve ser terrível. A outra opção é ter um advogado, um bom advogado. Alguém que conheça a situação por todos os ângulos. E, melhor, que não cobre honorários. Na primeira carta de João 2:1, encontramos que “temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo”. Esse advogado deve ser contado hoje. Hoje é o melhor momento. Hoje Ele é o nosso advogado. Amanhã será nosso juiz. Ouça: “Conjuro-te, pois diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na Sua vinda e no Seu reino” (II Timóteo 4:1). Chegará um momento em que o julgamento terá fim. Apocalipse 22:11, conta: “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda”. Ou seja, ninguém poderá mudar de posição ou de lado. Em programas futuros vamos abordar as profecias do Apocalipse, entre elas, as 7 pragas que cairão antes da volta de Jesus, atingindo aqueles que recusaram o convite divino. Também vamos falar sobre a punição final que acontecerá após os mil anos, mencionados em Apocalipse 20 quando o fogo, vindo de Deus, purificará esse planeta; raiz e ramos, pecado e pecadores. Hoje é o tempo da oportunidade. Hoje é o tempo de salvação. Vais aproveitar?]]>
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<![CDATA[Não vai demorar]]> https://tempoprofetico.com.br/nao-vai-demorar/ Wed, 01 Apr 2020 03:56:56 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=910

Quero desafiá-lo a olhar para esta profecia como se Deus estivesse falando diretamente a você. Portanto, se você está triste porque a dor da perda de alguém querido é muito forte, creia que mais um pouquinho de tempo e o que tem que vir, virá. Por isso, no programa de hoje vamos responder pelo menos três perguntas: de quem o autor de Hebreus está falando? Quanto tempo seria essa espera? Qual a razão dessa demora? Não existe unanimidade sobre quem escreveu a carta aos Hebreus, porém, boa parte dos estudiosos da Bíblia crê que foi o apóstolo Paulo. Eu também acredito que tenha sido Paulo, porém, naturalmente, respeito quem pensa diferente. “Se aceita geralmente que Hebreus foi escrito antes da destruição de Jerusalém. O número de dirigentes da Igreja cristã antes do ano 70, era muito reduzido. Qual dos lideres antes deste tempo teria condição de discutir temas tão profundos como os que são discutidos na carta aos Hebreus? A pessoa com as melhores condições de discutir estes temas é Paulo” (C.B.A.S.D. vol.7, p.403). Paulo está profetizando que um pouquinho mais de tempo, um tempo bem reduzido, bem pequeno, e o que tem que vir virá. De quem ele está falando? Não há nenhuma dúvida de quem ele está dizendo que viria. É o mesmo que os outros profetas também aguardavam para os dias deles. E a promessa ficou muito bem registrada por João (14:1-3): “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. O evangelista e médico Lucas também foi bem claro e detalhista (21:27): “Então, se verá o filho do Homem vindo numa nuvem com poder e grande glória”. Veja que ele amplia a idéia da segunda volta de Cristo. Ela será com muito poder e glória. Muito maior do que a mais espetacular das festas promovidas pela realeza do passado e do presente. A cena será indescritível. Por isso, a única forma que Lucas encontrou para descrever foi dizer que “será com poder e grande glória”. Já o apóstolo Tiago, escrevendo sobre o tema da segunda vinda de Cristo, fez o seguinte apelo: “Sede, pois, também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (5:8). Poderia continuar apresentando outros textos de outros escritores bíblicos que registraram a promessa profética da volta do Senhor. O tempo, porém, não permite. Por isso, quero que, com estas três declarações, afirmar que Cristo vai voltar – acredite você ou não. A volta de Cristo não depende da vontade de nenhuma outra criatura neste grande Universo. A decisão da volta de Cristo está sob o absoluto controle de Deus. O autor de Hebreus tinha convicção de que seria dentro de pouco tempo. Porém, já se passaram quase dois mil anos e cadê o cumprimento da promessa feita por Jesus? Por que Ele ainda não veio? Amigo ouvinte, esta é uma boa pergunta. Mas não podemos tratar as coisas de Deus, usando os nossos conceitos. Deus não é limitado pelo nosso tempo. O tempo dEle é diferente do nosso. Pedro chegou a escrever que, para Deus, mil anos é como se fosse um dia e um dia como mil anos (II Pedro 3:8). Não tenha nenhuma dúvida. Esta profecia vai se cumprir no tempo certo, na hora certa, no tempo de Deus, no momento em que todas as oportunidades de salvação forem generosamente oferecidas ao ser humano. Estudando as cartas de Paulo você percebe a paixão e a expectativa pelo retorno do Senhor. Ele cria que Jesus voltaria nos dias dele. Por isso afirma que “um pouquinho mais e Ele virá”. Sabe, esse sentimento de urgência relativo a volta de Jesus deveria estar incendiando o coração de cada cristão. Com o passar do tempo parece que vemos a igreja perdendo o entusiasmo e a expectativa pelo retorno do Senhor. O assunto é poucas vezes falado dos púlpitos. E deveria ser o contrário, pois, afinal, essa é a razão da nossa esperança; Quanto tempo, ainda, vamos esperar? Jesus contou algumas parábolas buscando ensinar aos crentes de todas as épocas a importância da paciência e perseverança na espera. Uma delas, a parábola das dez virgens, fala do noivo que demora, mas que, finalmente chega. Metade do grupo é encontrado desprevenido. Amigo ouvinte, não importa quanto tempo tenhamos que esperar. O mais importante é o que estamos fazendo enquanto esperamos. Estamos aproveitando o tempo de graça e oportunidade para um preparo real para o encontro com o Senhor? Se fosse hoje, você estaria pronto? Encerro com as palavras do apóstolo Pedro, na segunda carta que escreveu, capítulo 3:9 – “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento”.]]>
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<![CDATA[Cristianismo de fachada]]> https://tempoprofetico.com.br/cristianismo-de-fachada/ Wed, 01 Apr 2020 04:05:27 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=913

Dentro dessa série sobre o comportamento do ser humano no tempo do fim, conforme profecia feita por Paulo, vamos abordar agora a traição. Antes, porém, sempre é bom repetir o texto completo de II Timóteo 3:1-5 – “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens, serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes”. Não preciso gastar muito tempo descrevendo o que é traição e como ela se manifesta. Há, pelo menos, duas formas de se tornar um traidor. A primeira é quando você promete lealdade a alguém pessoa e esta pessoa confia tudo o que tem a você; passado algum tempo, esta lealdade é rompida e todos os segredos e particularidades de quem confiou em você são expostos publicamente. Outra forma de se tornar um traidor é quando confiam em você, o defendem diante dos criticas e acusações pois acreditam quando você afirma inocência. Porém, com o passar do tempo, percebe-se que o que falavam de você era verdade. Você acabou sendo um traidor. Traiu a confiança que muitos depositaram em sua pessoa. A traição é uma das marcas de quem não tem Cristo no coração. Outra marca do comportamento humano, conforme o texto bíblico que estamos estudando, é o atrevimento. Isso tem a ver não apenas com as palavras como também com as ações, as atitudes. Há uma onda crescente de atrevimento, de insubordinação, de desrespeito aos mais velhos, às autoridades nos escalões básicos de uma sociedade organizada. Os presídios estão cheios de atrevidos, não esqueça disso. O texto bíblico menciona também os orgulhosos. E você sabe que o orgulhoso não tem bom senso. O bom senso é obscurecido pelo orgulho, por dar uma importância muito elevada ao próprio “eu”. O orgulho leva as pessoas a fazerem coisas irracionais. Inclusive despreza pais, irmãos, amigos, familiares. O orgulhoso também vive uma vida demonstrando que é auto-suficiente e que não precisa de ninguém para viver. Porém, há um grande contra-senso no mundo do orgulhoso. O mundo dele é tão pequeno que há espaço apenas para ele. Como deseja o mundo todo aos seus pés, acaba tendo apenas a si próprio. A profecia diz também que quando os dias se tornassem difíceis, as pessoas seriam “mais amigas dos deleites ou prazeres do que amigos de Deus”. Assim como no tempo de Paulo, o ser humano é fascinado pelo prazer, mesmo que seja passageiro e traga, no final, profunda tristeza e uma série de consequencias. E quando se tenta juntar cristianismo com libertinagem para agradar aos mais baixos sentimentos do corpo, não dá certo. É preciso, como recomenda o apóstolo, um cuidado especial com as amizades, com aquilo que não é recomendado. Amizade, aqui, é no sentido do tempo e da dedicação que separamos para atividades frívolas ou nada edificantes. A valorização ou prioridade daquilo que realmente importa ou interfere em nosso destino final: morte ou vida eterna. A profecia diz também que as pessoas do tempo do fim teriam apenas “uma aparência de piedade”. Que coisa triste! A religião hoje, para alguns se tornou um grande comércio, uma fonte de lucro; para outros uma forma de dominar os seus fiéis. O cristianismo para alguns é apenas uma capa, é algo superficial, que não atinge o coração e a mente. O cristianismo pouco ou em nada mudou a vida dessas pessoas. A mensagem de Cristo não produziu um novo estilo de vida. O mau testemunho de alguns (ou muitos!) cristãos tem levado os incrédulos a debochar do cristianismo. O batismo, quando acontece, é apenas um cerimonial vazio, um banho que não envolve comprometimento, mudança de pensamento, de procedimento, de hábitos, de vida. O profeta chega ao ponto de pedir que os cristãos sinceros se afastem dos que dizem que são, mas suas ações mostram o contrário. O cristão só de aparência ou fachada, não é uma boa companhia. Ele não é um bom modelo para ser seguido. Não é uma referência para quem quer alcançar o sucesso espiritual. Assim, chegamos ao fim dessa série sobre o tipo de pessoas e comportamento das mesmas no tempo do fim. Que nem eu e nem você estejamos nessa lista que Paulo deixou para Timóteo. Temos uma grande missão nesse mundo que é de não apenas anunciar o evangelho, mas vivê-lo em cada momento, em cada situação, em cada circunstância.]]>
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<![CDATA[Egoístas, avarentos e jactanciosos]]> https://tempoprofetico.com.br/egoistas-avarentos-e-jactanciosos/ Wed, 01 Apr 2020 04:08:41 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=916

Não há consenso entre os estudiosos da Bíblia se o apóstolo Paulo, escreveu 13 ou 14 cartas. Porém, todas elas contem ensinamentos muito preciosos para os cristãos de todos os tempos, inclusive as chamadas cartas pastorais, visando a unidade e a solução de problemas na igreja cristã primitiva. Nelas, porém, encontramos várias profecias. A profecia que vamos estudar hoje está na ultima carta que Paulo escreveu quando esteve na cadeia em Roma, pela segunda vez. “Ele foi preso em Troas e levado a Roma e, de acordo com a tradição, ficou encarcerado na prisão Mamertina, que fica próximo ao coliseu romano. Paulo foi morto entre os anos 66-68 DC. Lucas, Timóteo e Marcos são os que provavelmente estiveram com o apóstolo nos últimos anos de sua vida” (S.D.A.B.C. vol.6, pg.32). Paulo sabia que não sairia vivo desta prisão. Porém, no frio calabouço na cidade de Roma, o Senhor Jesus o iluminou e ele escreveu ao seu fiel companheiro de ministério, Timóteo, dizendo como seria o mundo nos últimos dias da história desta terra. Escreveu sobre a situação política do mundo, o relacionamento familiar e a luta entre o capital e o trabalho. Enfim, profetizou sobre como estaria a nossa sociedade contemporânea, nos dias que precedem a volta de Cristo a esta terra. Vamos para o texto bíblico? “Sabe, porém isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes, aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto o poder. Foge também destes” (II Timóteo 3:1-5). Paulo começa dizendo que os últimos tempos serão difíceis para os filhos de Deus. A vida no planeta Terra seria complexa. A luta pela sobrevivência seria dura. Segundo o apóstolo, verdadeiramente viver aqui não seria uma tarefa fácil. Por que o mundo seria tão difícil? O mundo não mudou. O mundo sempre foi o mesmo, porém, as pessoas estão cada dia se tornando mais complicadas e difíceis em seus relacionamentos. Estão tornando a vida do seu próximo, do seu semelhante cada vez mais dura e sofrida. Em outras palavras o homem está dificultando a sua própria vida. Vejamos algumas marcas do comportamento humano nos dias finais da história deste mundo. “Pois os homens serão egoístas”. Esta expressão é bem familiar para todos, porém, este é um dos grandes flagelos da humanidade. Os homens são amantes de si mesmos. O egoísmo domina a maioria das pessoas, sendo esta uma das causas do mundo estar como está. “Aristóteles referiu-se a este defeito de caráter da seguinte forma: Não se trata tanto do amor próprio, mas de amar indevidamente, tal como o amor as possessões materiais” (Novo Testamento Interpretado, vol.5, pg.386). O egoísmo é um vicio. Ele tem destruído a vida de muita gente. Tem escravizado pessoas que poderiam ser de uma grande utilidade para Deus e para o próximo. Amigo ouvinte, a vida neste mundo está difícil. Disso ninguém tem dúvida. Pense, porém, será que as suas e as minhas atitudes não estão contribuindo para tornar ainda pior o que já não é bom? É muito fácil encontrar por aí pessoas que, a única coisa que sabem fazer é criticar ou reclamar que tudo está indo de mal a pior, porém, não fazem absolutamente nada para mudar o quadro. Uma outra característica das pessoas nos últimos tempos é a “avareza”. O que é avareza? Como se comporta um avarento? “A palavra grega que foi traduzida por avareza, literalmente significa “amantes da prata”. O mundo está mal, mas está assim porque nele vivem pessoas apenas preocupadas com o seu próprio dinheiro e o lucro que podem adquirir. Deus nunca condenou o dinheiro. O que é condenado na Bíblia é o amor ao dinheiro. Aquele que é egoísta faz do seu próprio “eu”, um deus, pois vive uma vida de avarento, transformando o dinheiro e os bens que possuí em ídolos. Amigo ouvinte, qualquer pessoa pode ser um avarento. Inclusive os que não têm nada ou muito pouco. Por exemplo, um pobre que só tem uma carroça para recolher papel, pode se tornar um avarento, se na cabeça dele tiver uma única preocupação em “ter”, esquecendo-se do “ser”. Existem aqueles que roubam, mentem, matam, trapaceiam, enganam para conseguir seja cinco reais ou cinco milhões. Fazem isso sem nenhum constrangimento. E aí pode entrar o rico que tem uma mansão e anda de BMW. Por exemplo, torna-se um avarento quando os princípios dele estão condicionados somente ao quanto ele vai ganhar. Paulo, no texto que estamos estudando, lista outra característica do tempo do fim: “homens jactanciosos”. O que seria um jactancioso? Como este mal se manifesta? “A palavra grega é “alazon”, que significa arrogante, presunçoso. A raiz desta palavra é “ale”, que quer dizer “perambulação”. Esta palavra era usada para indicar a atitude mental enlouquecida ou distraída” (Novo Testamento Interpretado, vol.5, pg.386). Nem é preciso ir muito longe para encontrarmos arrogantes e presunçosos, não é mesmo? Pessoas que não abrem espaço e tempo para ouvir, nem mesmo a voz de Deus. Sinais do fim. De uma sociedade doente moralmente e espiritualmente. Não seja um deles, amigo ouvinte. Creia em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.]]>
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<![CDATA[O filho da perdição]]> https://tempoprofetico.com.br/o-filho-da-perdicao/ Wed, 01 Apr 2020 04:11:44 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=919

Hoje temos uma profecia desafiadora. Está em II Tessalonicenses 2:3-4 – “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição; o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”. Paulo está analisando a segunda volta de Jesus. Está explicando que o retorno do Salvador a esta terra será precedido por algumas coisas interessantes. Uma delas é esse homem do pecado, filho da perdição, ou anticristo. Esse anticristo tem algumas características. A primeira delas é o engano. “Ninguém de maneira alguma vos engane”. Assim começa a profecia. Uma das principais características deste poder é a capacidade de enganar. O grande truque ou segredo do engano é nunca colocar somente o erro. O enganador sempre vai temperar a verdade com um pouco de mentira. A verdade e o erro sempre estarão misturados no mundo de quem engana. A obra do engano neste mundo começou no Jardim do Éden, com Satanás. Ele usou verdade misturada com mentira, e conseguiu enganar a Eva. Veja como foi: “E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente; mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:16-17). Perceba a ordem que Deus havia dado a Adão e Eva. De todas as arvores poderiam comer. Apenas uma não deveria ser tocada. Mas veja o que Satanás disse para Eva: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” Satanás torceu tudo o que Deus havia dito. Ele pôs em dúvida o que Deus havia falado e insinuou que o Criador não havia dito toda a verdade. A fruta que tinha sido proibida, com o pretexto que produziria morte, na verdade, segundo o diabo, resultaria em muita vida e inteligência. O inimigo de Deus para enganar, se incorporou em uma serpente. Quando Eva percebeu, estava junto a arvore proibida onde ouviu uma voz que não era a de Adão. Logo viu algo inacreditável: a serpente estava falando. Ela tinha visto a serpente muitas vezes, porém, nunca havia falado antes… A serpente comia a fruta e mostrava com toda a energia que o que Deus havia dito não era a verdade. Ao comer a fruta ninguém morria. Ela estava comendo e estava bem viva. Não deu outra. Eva caiu na conversa de Satanás. Este foi o primeiro engano. Porém, o inimigo de Deus não se contentou com apenas esse engano. Satanás usa pessoas, instituições, líderes religiosos e políticos, professores, pais e mães, para continuar a sua obra de enganar. Assim, uma das características do anticristo, do homem do pecado, do filho da perdição, é o poder de enganar, ou seja, misturar a Palavra de Deus com conceitos humanos. A profecia diz que, antes da vinda de Cristo, Satanás fará de tudo para enganar o povo de Deus. Hoje encontramos muita gente vivendo e vivendo muito bem com a obra do engano. Mas o engano que mais me choca é o engano espiritual. Em todos os lugares surgem lideres religiosos praticando a obra do engano. Levam pessoas simples a crer em suas pregações, que se fossem postas à prova pela Bíblia Sagrada, não suportariam o menor teste. Para algumas ditas “igrejas”, quanto mais ignorante for o povo, mais fácil será para dominá-los. Há pregadores por aí que vivem uma vida repetindo as mesmas coisas. Não tem coragem de abrir a Bíblia e ensinar toda a vontade de Deus. Uma segunda característica do poder do anticristo é: “porque não será assim sem que antes venha a apostasia”. O que Paulo quer dizer com a expressão apostasia? Esta palavra significa, segundo o dicionário, abandono ou renúncia de doutrina ou crença. O apóstolo está dizendo que os dias que precederiam a segunda volta de Cristo, as pessoas e muitas instituições religiosas iriam abandonar as crenças originais dos apóstolos e passariam a ensinar, em nome de Jesus, coisas completamente contrárias ao que Ele ministrou quando esteve nesta Terra. A terceira característica é “e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição”. Este homem é um amante do pecado, e por conseqüência se torna filho da perdição. É alguém dominado por Satanás e, como não pode deixar o erro, já está destinado à perdição. No próximo programa continuarei a apresentar as marcas mais fortes e explícitas deste poder, e quando esta profecia será cumprida na sua plenitude. Quero, antes de encerrar, convidar você que me ouve a continuar com a mente bem aberta para descobrir e viver as grandes revelações de Deus sobre esse assunto.]]>
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<![CDATA[A garantia da ressurreição]]> https://tempoprofetico.com.br/a-garantia-da-ressurreicao/ Wed, 01 Apr 2020 04:13:49 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=922

Está em I Tessalonicenses 4:14 e diz: “Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele”. Esta profecia foi feita por Paulo, em torno do ano 51 de nossa era. Ele estava escrevendo uma carta para a Igreja de Tessalônica. Vamos conhecer um pouco desse lugar e da igreja que ali existia. “Tessalônica era uma cidade importante, capital da segunda divisão da Macedônia. Estava situada ao extremo norte do golfo Termaico, que agora se chama golfo de Salônica. Por esta cidade passava a via Ignaciana, que unia o Oriente com Roma. Nesta cidade havia uma grande quantidade de judeus e uma sinagoga. A cidade que hoje se chama Salônica é um dos centros comerciais mais importantes do norte da Grécia. Vivem nesta cidade aproximadamente cem mil habitantes, composta de maometanos, cristãos e judeus” (S.D.A.B.C. vol.7 pg.231). Paulo está abordando o assunto da ressurreição. Está fazendo uma afirmação muito forte, que para alguns, traz esperança e para outros traz duvida e desconfiança. Ele inicia a profecia afirmando que “se cremos que Jesus morreu e ressuscitou”. O apóstolo parte do princípio que se há na pessoa a crença que Jesus morreu e ressuscitou, ele precisa crer em mais algumas coisas. Amigo ouvinte, a crença na morte e na ressurreição de Cristo é a base da vida cristã. Uma pessoa que duvida da morte e ressurreição de Cristo, nunca poderá dizer que é um cristão. Crer na morte e ressurreição de Cristo é o diferencial na vida de qualquer pessoa. A morte de Cristo é o que dá a garantia a salvação. Este sacrifício voluntário de Jesus é o que dá certeza de um dia alguém poder desfrutar a vida eterna. Mas se Cristo tivesse morrido e não ressuscitado de nada adiantaria a morte dEle. Ele morreu, e com este ato, deu a garantia de salvação. Porém, pelo fato de ter ressuscitado, garantiu a continuação da vida. É muito importante crer que Jesus morreu e que ressuscitou. A morte dEle garante a salvação e a ressurreição, garante a vida. Se Cristo somente tivesse morrido e não tivesse ressuscitado, Ele teria garantido a salvação, mas não a vida. A profecia, diz então que se nós cremos que Jesus morreu e ressuscitou, “assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele”. O que Paulo está profetizando? Ele está afirmando que toda a pessoa que antes de morrer aceitou a Jesus como o Senhor e salvador de sua vida, num determinado momento, Deus vai fazer a mesma coisa que fez com Jesus. O mesmo poder que tirou Jesus da sepultura no domingo pela manhã vai tirar da sepultura todos os que ao morrem nessa certeza. Jesus comparou a morte a um sono (João 11:11) e Paulo está profetizando que todo o que morrer crendo em Cristo, no dia que somente Deus sabe, Ele vai fazer o mesmo que já fez com Jesus por ocasião da Sua ressurreição. Portanto, a nossa grande chance de vida é a pessoa de Cristo. Ele é a chave ou o passaporte da morte para vida. Todo aquele que em vida crer em Cristo, pode ficar tranqüilo ao enfrentar a morte. No tempo do fim Deus o acordará desse sono. Talvez a maior questão que fica na mente de alguém que está conhecendo a palavra de Deus seja quando isso vai acontecer. Quando voltará a rever parentes, amigos pessoas especiais que hoje dormem o sono da morte. A resposta responde nesse mesmo capítulo, porém no verso 16: “Porque o mesmo Senhor descerá dos céus com alarido e com voz de arcanjo, e com trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” (I Tessalonicenses 4:16). A resposta é clara. Esta profecia se cumprirá quando Jesus retornar pela segunda vez a esta terra. Ouça alguns detalhes importantes: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a ultima trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (I Coríntios 15:52). “E deu o mar os mortos que nele havia, e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia…” (Apocalipse 20:13). Que coisa impressionante! No dia da volta de Cristo, todos os mortos de todos os tempos, serão chamados por um poder muito maior que a própria morte, e sairão do mar e da terra, para fazer parte da grande família Deus. Hoje choramos e lamentamos quando perdemos alguém que amamos, mas a morte não é o fim para um cristão. Um dia ela terá fim. O que já venceu a morte virá para resgatar dela todos os que são seus e libertá-los para sempre. O que precisa ser feito hoje para que esta profecia se cumpra em sua vida? A resposta está novamente na Palavra de Deus. “Quem tem o filho tem a vida; quem não tem o filho não tem a vida” (I João 5:12). Você já tem o Filho de Deus? Já O aceitou como Salvador pessoal? Se ainda não, faça-o agora. Confesse os pecados e comece nova vida com Ele.]]>
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<![CDATA[A cidade do céu]]> https://tempoprofetico.com.br/a-cidade-do-ceu/ Wed, 01 Apr 2020 04:17:20 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=925

Hoje quero apresentar mais uma daquelas profecias que enchem o coração de esperança e alegria. Antes porém, quero falar de uma pequenina cidade na Suíça, chamada Luzer. O rio que passa pelo meio do lugarejo é completamente limpo. Tão limpo que é possível enxergar os peixes nadando tranquilament. Ninguém joga lixo na água ou fora do lugar. Um turista que visitou os arredores de Luzer ficou impressionado com o que fazem os pequenos produtores. Eles vendem, junto a estrada, orquídeas muito bonitas. As flores ficam ali expostas juntamente com o valor de cada arranjo. Não tem vendedor. Os interessados compram as flores e depositam o valor em um pequeno cofre. No final do dia o dono recolhe o dinheiro e o que sobrou das flores. E funciona, graças a honestidade dos que residem ali. Maravilhoso morar em um lugar como esse, não é mesmo? Mesmo assim, não é um lugar perfeito. A cidade dos sonhos não está aqui. Pelo menos, por enquanto, não está neste planeta. Por isso quero estudar hoje com você, Filipenses 3:20 – “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”. A cidade dos sonhos é a cidade que ainda está nos céus. Veja alguns detalhes que a Bíblia menciona. “E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho do leão e a ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e seus filhos juntos se deitarão; e o leão comerá palha com o boi. E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e já o desmamado meterá a sua mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano em todo o meu monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Isaías 11:5-9). Pela descrição destes versos, uma coisa muita interessante já é garantida: não haverá maldade entre os animais. Todos eles serão mansos. O instinto de ferocidade e sobrevivência que hoje é encontrado no mundo irracional, terá acabado para sempre. A Bíblia descreve esta cidade como um lugar onde as criaturas de Deus viverão em plena harmonia. Os animais não terão medo do homem. Muito diferente do que acontece hoje em dia. Infelizmente não podemos tocar em alguns animais que achamos tão bonitos pois eles fogem, tem medo. O que mais é dito sobre esta cidade? “Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se abrirão. Então os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará… E a terra seca se transformará em tanques, e a terra sedenta em mananciais de águas… E os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Isaías 35:5,6,9). Nesta cidade não haverá uma pessoa que sofra de cegueira. Todos ali poderão apreciar as cores das flores, o verde das arvores, o azul do céu, a natureza deslumbrante. Ali não haverá aleijados. Ninguém precisará de muletas para caminhar. Nenhuma dificuldade com acessibilidade será encontrada. Todos andarão com perfeição. Não haverá mudos ou tímidos. Todos poderão se expressar com muita naturalidade. Todos poderão dizer o que sentem e pensam. Ninguém precisará se esconder ou fazer gestos para tentar se expressar. A terra nunca mais experimentará a sequidão do sol. A terra, sempre estará na sua melhor condição de produzir. Ela será uma fonte de vida para os filhos de Deus. Há um detalhe nesta descrição que me encanta. A alegria será constante e continuamente na vida de todas as pessoas. Mas, tem mais! “E eu, João vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:2-4). O apóstolo João viu esta cidade. Viu a cidade que Paulo profetizou e que está no céu. João tentou descrever detalhes do lugar. Não existe nada que possa ser comparado ao que viu. O trono de Deus estará no centro. Os filhos de Deus que vivenciaram a experiência dura do pecado, agora poderão viver em segurança na companhia da Fonte da vida e da verdade. A morte, que tanto fere e causa dor no ser humano não vai mais existir. Tudo terá virado passado. A dor, o sofrimento, as lágrimas, o pranto, a saudade, tudo terá ficado para trás. Esta profecia ainda não se cumpriu. A cidade dos sonhos ainda está nos céus. Ansiamos pelo grande dia em que essa promessa finalmente se tornará realidade. Amigo ouvinte, eu creio que não está longe o dia quando o filho de Deus retornará a esta terra para nos levar para cidade que Ele está preparando (João 14:1-2). No tempo indicado Ele virá e tirará você e eu deste mundo de tanta maldade e insegurança. Dará novos céus e nova terra nos quais habitam a justiça e a paz. Você crê nisso? Eu creio. Eu aguardo ansiosamente por esse dia. Creia você também em Deus para estar seguro. Creia nos profetas dEle para prosperar.]]>
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<![CDATA[Semeadura e colheita]]> https://tempoprofetico.com.br/semeadura-e-colheita/ Thu, 02 Apr 2020 08:34:19 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=930

O que o apóstolo Paulo queria dizer com isso? Realmente cada um recebe, nessa vida, o que semeou? Aqui se planta e aqui se colhe? Primeiro precisamos entender o contexto e qual era o problema da igreja de Corinto a quem foi endereçada essa mensagem. Na época em que Paulo escreveu essa carta os cristãos na Judéia estavam passando fome. Não somente lá, em outras partes do mundo também. Assim, Paulo está ensinando aos crentes de Corinto, que ser cristão é fazer parte de uma família mundial. Quando um sofre, todos os demais também acabam sofrendo e devem ter disposição natural para ajudar a reverter a situação. Nesse texto Paulo utiliza dois desfechos completamente diferentes. Um é a satisfação pessoal, é a felicidade, é a alegria, é a abundância. O outro é a tristeza, a mesquinhez, a pobreza e a infelicidade. Perceba que Paulo combate a idéia ou desculpa do “destino”, da predestinação. É muito comum ouvirmos por aí que as pessoas apenas cumprem um papel. Tudo já foi decidido. Quem é mau vai continuar mau porque foi decidido que seria mau. E assim por diante. A Bíblia simplesmente declara que quem traça ou define o destino somos nós mesmos. São as escolhas que fazemos que nos colocam em lugares ou situações que amanhã poderão trazer alegria ou infelicidade. O destino não é uma decisão de Deus. O texto bíblico utiliza uma linguagem muito conhecida, tanto no passado como no presente: a lei da semeadura e colheita. Só podemos colher aquilo que plantamos. Não tem como ser diferente. Já mencionei que havia uma grande fome naquela época. Paulo estava em campanha buscando donativos para os cristão da Judéia. Os cristãos de Corinto estavam sendo desafiados a doarem um pouco de seus recursos para os irmãos distantes que passavam por privações. O apóstolo defende o principio da generosidade, afirmando que aquele que doar muito não receberá pouco de Deus, porém, aquele que doar pouco receberá proporcionalmente. Quero aproveitar este programa para apresentar duas coisas que estão muito ligadas a esta profecia. A primeira é a questão de dar. A lei da semeadura é muito real quando envolve ajudar, quando mexe na questão do dinheiro. Aliás, a Bíblia aborda esse assunto de dinheiro de forma franca e tranqüila. Veja, por exemplo, Malaquias 3:10-12 “Trazei todos os dízimos a casa do tesouro, para que haja mantimento em minha casa; e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós benção sem medida. Por vossa causa repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vida no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos. Todas as nações vos chamarão felizes, porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos”. Quando você devolve o dizimo, que pertence ao Senhor, está dizendo para Deus que confia nele e que depende dEle, e que deseja que Ele seja o seu sócio. Quando o dizimo é devolvido, você está reafirma que o dinheiro não é o deus de sua vida, que você não vive apenas para ganhar mais e mais. Talvez você esteja ouvindo sobre esse assunto pela primeira vez. Então, vale a pena esclarecer: A palavra dizimo significa “a décima parte”. Deus quer ser sócio do ser humano. Ele pede a menor parte. Dez por cento é para Ele e noventa por cento é para você. Este é o plano de Deus sobre o dizimo. Já as ofertas não são computadas dentro de um percentual. Trata-se de um gesto de liberalidade e gratidão do adorador. Há, ainda, um segundo ponto que desejo mencionar, que é muito real na lei da semeadura e da colheita. Está em Colossenses 3:25 – “pois aquele que faz injustiça receberá em troco a injustiça feita; e nisto não há acepção de pessoas”. Este texto deixa bem claro que aqui nesta terra a pessoa que pratica a injustiça, receberá a conta aqui mesmo. Aquele que, por exemplo, vive criticando os filhos dos outros, espere para ver o que vai acontecer com os seus, quando crescerem. Aquele que vive falando mal das outras pessoas, espere um pouco, que tudo o que você está dizendo dos outros vão dizer também de você. Vimos os dois lados desta profecia. O lado positivo, que foi exposto por um plantio grande e como conseqüência uma colheita generosa, e o lado negativo, apresentado por um plantio pequeno e uma colheita minúscula. Quero, porém, encerrar mostrando o lado positivo desta profecia. A generosidade de uma pessoa nesta terra tem efeitos na eternidade. Foi Jesus quem disse: “E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão” (Mateus 10:42). Não esqueça, porém, que o mais importante não é o tamanho da ação ou da oferta. O que Deus vê e o que realmente vale é o que está por trás das atitudes que tomamos.]]>
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<![CDATA[Diante do tribunal]]> https://tempoprofetico.com.br/diante-do-tribunal/ Thu, 02 Apr 2020 08:35:47 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=933

Paulo aos Coríntios 5:10 – “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo”. Antes de analisar a profecia e quando ela será cumprida, quero ajudá-lo a entender a razão que levou Paulo a usar este tipo de linguagem forense. “O uso que Paulo faz do termo, provavelmente se deveu ao conhecimento que ele tinha do fato de que seus leitores, familiarizados com os tribunais romanos, compreenderiam instantaneamente algo da solenidade em questão; pois enfrentar um juiz humano é uma coisa e enfrentar o juiz de toda a humanidade é outra coisa inteiramente diferente” (O Novo Testamento Interpretado, vol. 4, pg. 342). Paulo profetiza que todos terão que comparecer perante o tribunal de Cristo. Para ele isto era uma coisa muito séria. E que gerava preocupação, como escreveu no verso anterior: “É por isso que também nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes, para lhe sermos agradáveis” (II Coríntios 5:9). Por que há a necessidade de um juízo? “O juízo final é necessário para defender e justificar o caráter e a justiça de Deus” (S.D.A.B.C., vol.6, pg.861). O rei Davi, quando cometeu adultério com Bete Seba, após reconhecer o seu pecado, declarou: “Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que será tido por justo no teu falar e puro no teu julgar” (Salmo 51:4). Davi reconhecia que o julgamento de Deus seria justo. Não haveria falhas nesse juízo. O justo seria declarado justo e o injusto, condenado. Bem diferente da justiça humana que, por ser comandada por homens falhos, não é perfeita. Chegará o dia quando as injustiças atuais serão eliminadas. Portanto, o juízo é necessário para que Cristo possa consumar a vitória sobre o pai das injustiças e das mentiras, Satanás. Deus hoje é acusado de ser responsável por muita coisa errada em nosso mundo. No juízo, o Universo inteiro, vai saber quem é o verdadeiro culpado pelas guerras, furacões, assassinatos, e todo o tipo de maldade. Assim, o juízo serve também para defender e justificar o caráter de Deus. No juízo, todo o Universo vai compreender que Deus foi, é e sempre será justo. E como será esse juízo ou julgamento? A Bíblia afirma que Deus tem um dia para o juízo. “Porque estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (Atos 17:31). Neste dia todas as nossas ações serão julgadas, até as praticadas na noite mais escura ou no quarto mais escuro. “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão mais escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Eclesiastes 12:14). Jesus será o Juiz. “E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo o julgamento” (João 5:22). Haverá um grande trono, onde o Juiz julgará o mundo. “Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles”. (Apocalipse 20:11). Tudo será avaliado. “Vi também os mortos, os grandes e pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriu os livros. Ainda outro livro, o livro da vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros” (Apocalipse 20:12). Tiago 2:12 diz que a base do julgamento de Deus é a lei que Ele criou, ou seja, os dez mandamentos: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade”. Quando Jesus retornar segunda vez mais uma etapa do julgamento divino será cumprida. Levará os justos com Ele para um período de mil anos no céu. Depois, regressará com os salvos de todas as épocas para o encerramento ou a execução da pena aos que optaram por recusar o convite de salvação, conforme Apocalipse 20. Amigo ouvinte, preste bem atenção no que vou dizer agora. Hoje Cristo é o nosso advogado diante de Deus, o Pai. No juízo final, porém, será o Juiz. Não será mais oferecido o serviço de intercessão ou de mediação. Não teremos mais Cristo para interceder pelos pecadores, nem uma nova oportunidade de salvação. Hoje é o dia da decisão e da mudança. Hoje é o dia de uma avaliação particular, sincera. Hoje é o dia de abandonar definitivamente o pecado. Hoje é o dia de aceitar a Jesus como Salvador e Senhor de sua vida. Hoje é o dia de começar ou ser um verdadeiro cristão. Aqueles que aceitam a Cristo e vivem uma vida de amor a Jesus, no juízo, estarão protegidos sob o manto da justiça dEle. O apóstolo João assim escreveu: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:9).]]>
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<![CDATA[A morte da morte]]> https://tempoprofetico.com.br/a-morte-da-morte/ Thu, 02 Apr 2020 08:37:27 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=936

“Durante o primeiro século da era cristã, Corinto foi uma das principais cidades, não somente da Grécia, mas do mundo. Gregos, judeus e romanos, juntamente com viajantes de todas as terras, apinhavam-se nas suas ruas, intensamente entregues às atividades e aos prazeres. Grande centro comercial, situado com fácil acesso a todas as partes do império romano. Os coríntios tinham-se tornado notáveis, mesmo entre os pagãos, por sua grosseira imoralidade. Parecia que sua preocupação ou cuidado não ia além dos prazeres e passatempos da hora” (Atos dos Apóstolos, p. 243). “A cidade de Corinto, estava situada numa encruzilhada de rotas marítimas. Floresceu nela o flagelo da libertinagem, chegando ao ponto que o próprio nome da cidade se converteu em um sinônimo de sensualidade. O verbo corintianizar, significava libertinagem desenfreada. A divindade principal de Corinto era Afrodite, a deusa do amor, apresentada na forma mais sensual que se podia imaginar… mil belas jovens atuavam como prostitutas públicas diante do altar da deusa do amor. Essas mulheres eram mantidas pela venda do corpo a pessoas estrangeiras que visitavam a cidade” (S.D.A.B.C.vol.6, p. 6520). Para esse tipo de pessoas é que Paulo foi pregar o cristianismo. Sem dúvida, um grande desafio. Na primeira carta aos Coríntios, capítulo 15:54, escreveu: “E, quando isto que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”. Paulo está profetizando a morte da morte. E tudo começa com o maior evento da história: a volta do Senhor Jesus Cristo. O verso 52 detalha: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. Perceba que Paulo está dizendo que algo maravilhoso vai acontecer com os que estão mortos. Segundo a Palavra de Deus os que hoje dormem o sono da morte, voltarão à vida no tempo certo. Segundo a linguagem do apóstolo, será num momento, num piscar de olhos. As ações de Deus serão rápidas. Os que ressuscitarem por ocasião da segunda vinda de Cristo, se tornarão incorruptíveis, serão transformados. Nenhum efeito do pecado será mais sentido. Nunca mais existirá qualquer tipo de doença ou enfermidade. O segundo grande acontecimento é o prêmio oferecido. Note o que é dito: “…e que isto que é mortal se revista da imortalidade” (I Coríntios 15:53). Ou seja, imortalidade, viver para sempre. Vida eterna, afinal! Alguns ensinam por aí que a alma é imortal. A Bíblia diz diferente: todos somos mortais. Ou, todos seremos mortais até o recebimento da imortalidade, por ocasião da vinda de Jesus. Os que ensinam que o homem é imortal ou que tem uma alma imortal, estão dizendo que tem uma nova revelação. O que me preocupa é, quem revelou tal coisa? Quem é que está por traz de tal ensino? A revelação de Paulo, nós sabemos que foi de Deus, pois este ensino está em harmonia com toda a Bíblia, mas ensinar de que o homem é imortal ou tem uma alma imortal não tem apoio da Bíblia e entra em conflito com muitos textos das Escrituras. E há um outro detalhe: se o homem é imortal, e a alma já está no paraíso ou no inferno, por que haveria necessidade de ressurreição? A Bíblia informa ainda que somente Deus tem a imortalidade. “Aquele que tem, Ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum homem viu nem pode ver: ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” (I Timóteo 6:16). Que grande dia será esse quando a morte desaparecerá para sempre. Isso é um assunto que só Deus pode resolver, pois Ele é imortal. Jesus, inclusive, venceu a morte quando ressuscitou após ser crucificado. “… Eu sou o primeiro e o ultimo, e aquele que vive, estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1:17-18). O meu grande sonho é que esta profecia se cumpra em breve. Eu espero viver o dia em que o flagelo da morte não vai nos preocupar mais. Sim, a morte, um dia, será coisa do passado. Nunca mais dor, nunca mais sofrimento, nunca mais remédios, nunca mais separações, nunca mais a morte. E esse prêmio todo é seu através do altíssimo preço pago por Jesus na cruz do calvário. Aceite-O como Salvador pessoal agora, confesse a Ele seus pecados e receba gratuitamente a garantia da salvação.]]>
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<![CDATA[A promessa do Consolador]]> https://tempoprofetico.com.br/a-promessa-do-consolador/ Thu, 02 Apr 2020 08:39:36 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=939

O clima era de despedida. Os discípulos de Jesus estavam tristes e preocupados. O Mestre, então, faz uma profecia importantíssima. Promete a vinda do Consolador, do Espírito Santo. João 16:8 diz: “E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo”. É muito provável que Jesus tenha dito estas palavras a caminho do Getsêmani. O momento era de profunda preocupação e apreensão. A missão de pregar o evangelho ao mundo ainda não era entendida completamente por eles. O cumprimento dessa promessa se tornava indispensável para o progresso e sobrevivência da Igreja cristã. “Se o Espírito Santo não viesse, os discípulos estariam em situação muito difícil. Por que? Em primeiro lugar, padecendo perseguição, o que causaria para alguns o martírio e para outros a excomunhão das sinagogas. E, em segundo lugar, sofrendo a solidão que já começava a produzir-lhes tristeza” (Comentário do Evangelho de João, Mario Veloso, pg. 308). Os acontecimentos daquele final de semana foram rápidos. Jesus é preso na quinta-feira à noite, julgado, sentenciado e crucificado na sexta-feira. No sábado repousa na sepultura e, na madrugada do primeiro dia da semana, ressuscita. Depois de cerca de 40 dias com os discípulos, os reúne pela última vez no monte das Oliveiras. Ali deixa as últimas e importantíssimas instruções para aguardar a vinda do Consolador e depois alcançar o mundo com o evangelho (Atos 1:1-8). Nesse último contato com os queridos discípulos ficou para eles a garantia: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, até os confins da terra” (Atos 1:8). A profecia seria cumprida em algum momento. Não ficariam sozinhos. Só precisavam aguardar. Também não tinham razão alguma para duvidar de que a palavra do Mestre não seria cumprida desta vez. Tudo o que Ele tinha falado, aconteceu. Amigo ouvinte, a Bíblia descreve que depois disso os discípulos ficaram reunidos todos os dias para superarem as diferenças e buscarem o poder prometido. Conta também o que aconteceu: “de repente, veio do céu um som, como de vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E viram línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. Todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4). A profecia de Jesus demorou pouco mais de cinqüenta dias para ser cumprida. O Espírito Santo desceu sobre os discípulos e eles passaram a contar para o mundo todo que o único capaz de salvar o homem do pecado e das conseqüências dele é o Senhor Jesus. Creio que é importante ressaltar que esse momento glorioso não quer dizer que o Espírito Santo não esteve presente em outros momentos entre os homens. Ele esteve atuante várias vezes. No batismo de Jesus, por exemplo, quando a pomba desceu sobre Ele (João 1:32-33). Atuou de forma muito precisa nas pessoas, para que elas cressem em Cristo e se produzisse o novo nascimento (João 3: 5 e 6). É claro que quando Jesus disse que o Espírito Santo viria, seria para uma missão especifica. Ele teria que dar testemunho em favor de Cristo. Os discípulos necessitavam que o Espírito Santo viesse para ajudá-los na missão de levar os ensinamentos de Jesus para o mundo inteiro. A primeira manifestação do Espírito foi na festa de pentecostes. O momento não poderia ser melhor. Pessoas de muitos lugares do mundo estavam em Jerusalém. Visitavam a cidade, a maioria judeus que residiam em diferentes lugares do planeta naquela época. Assim, aqueles homens simples, que falavam apenas a sua língua materna, passaram a falar em outros idiomas. Receberam esse dom, esse presente de Deus. Cada um daquele grupo que se reuniu para ver e ouvir o que estava acontecendo teve o privilégio de entender o plano de salvação em seu próprio idioma. Isso foi, além de um fato curioso, motivo de grande surpresa para os habitantes da cidade e os visitantes. Inclusive para irritação dos líderes religiosos que poucas semanas antes haviam condenado Jesus à morte de cruz. Primeiro tentaram desacreditar o fenômeno dizendo que os discípulos estavam embriagados. Pedro diz, então, que isso era uma mentira. Afinal tudo acontecia às nove horas da manhã. O discurso de Pedro foi extraordinário. Apresentou a Jesus, aquele recentemente morto e ressuscitado como o Salvador da humanidade. Apelou aos ouvintes para que se arrependessem dos pecados e fossem batizados. O Espírito Santo de Deus operou maravilhosamente na vida daquela multidão. Mais de três mil aceitaram o convite e foram batizados. É interessante destacar também que essa profecia continua sendo cumprida nos dias de hoje. O evangelho, as boas notícias de salvação, tem sido pregado nos mais diferentes idiomas e línguas das nações da terra. Vidas tem sido transformadas, pecadores regenerados e o grupo dos salvos aumenta cada dia.]]>
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<![CDATA[Atrairei a todos]]> https://tempoprofetico.com.br/atrairei-a-todos/ Thu, 02 Apr 2020 08:41:12 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=942

O que Ele queria dizer ao fazer tal afirmação? Quando Ele seria levantado? Os estudiosos da Bíblia entendem que Jesus está fazendo referência a um incidente que ocorreu com o povo de Israel, no deserto, depois de sair do Egito. Estavam a caminho da terra prometida. As murmurações, reclamações e rebeldias eram constantes. Chegaram a dizer que era melhor ter sido ficar no Egito do que ser conduzido por Deus no deserto. Deus estava cuidando do povo muito bem. Havia providenciado alimento e água. Durante o dia protegia o povo com uma grande nuvem, proporcionado sombra e clima agradável. No período da noite, essa mesma cobertura providenciava o aquecimento necessário para suportarem as baixas temperaturas do deserto. Ouça como Moisés descreveu a rebelião dos israelitas: “… Por que nos fizestes subir do Egito, para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão e água há; e a nossa alma tem fastio deste pão vil” (Números 21:5). Após este ato de insurreição contra Moisés e contra Deus, serpentes venenosas invadiram o acampamento e milhares de pessoas começaram a morrer, vitimas das picadas. O povo, desesperado, vai então até Moisés reconhecendo o pecado de ingratidão contra Deus. Pede socorro, uma intervenção divina. Moisés ora ao Senhor e recebe a seguinte ordem: “Faze uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o mordido que olhar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal, e pô-la sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal, e ficava vivo” (Números 21:8-9). Foi nesse sentido que Jesus usou essa comparação com o Israel antigo. A solução para o pecado estava em olhar para Ele. Profeticamente Ele está dizendo a forma com a qual seria morto. Não está falando da ascensão aos céus. Está afirmando que será erguido, suspenso da terra, o que era um tipo vergonhoso de morte. A imagem física de uma serpente no deserto, não tinha poder de salvar a ninguém. Era apenas um ilustração da impotência humana diante da morte. Eles não podiam ver-se livres do veneno das cobras. Para serem curados precisavam ter fé na declaração de Moisés e olhar para a serpente de metal. Era uma situação humilhante para um cidadão daquela época seguir esse ritual. Mas, era a ordem. Olhar e viver. Não olhar significava a morte. Da mesma forma, Jesus estava dizendo que o que, aparentemente, era uma vergonha, uma humilhação, na verdade era a única forma de atrair as pessoas para se tornarem herdeiras da salvação. Outro detalhe: Jesus disse que quando fosse levantado, aí as pessoas iriam saber de fato quem Ele era (João 8:28). E todos seriam atraídos. O que isso quer dizer? Que o mundo inteiro seria convertido ao cristianismo? “Esta palavra, significa que não somente os judeus, mas também os gentios [estrangeiros], participariam dos benefícios da salvação, pois o cristianismo não é de âmbito local, como o judaísmo, e, sim, de aplicação universal” (Novo testamento interpretado, vol.5, pg. 491). Claro que você já sabe quando Jesus foi levantado, não é mesmo? O momento em que Jesus esteve mais alto aos olhos de Deus, foi quando ele esteve mais baixo aos olhos humanos. O momento de Sua maior glória aos olhos de Deus foi o momento de maior vergonha aos olhos humanos. A maior obra do Cristo não foi quando curou doentes, ressuscitou mortos, alimentou multidões, ou acalmou uma tempestade. O maior momento dEle foi quando esteve suspenso em uma cruz. Os milagres dEle não conseguiram atrair as pessoas do mundo inteiro. Nem mesmo quando, por duas vezes, alimentou grandes multidões. Somente quando foi pendurado no alto de uma cruz conseguiu atrair a atenção do ser humano de todos os tempos. O mundo está dividido por bandeiras, classes sociais, classes econômicas, raças e religiões. A suposta unidade dos povos é constantemente ameaçada por disputas intermináveis e guerras. Os lideres mundiais não conseguem unir ninguém. Somente Cristo é capaz de quebrar todas as barreias e levar a humanidade à mais pura união. A profecia foi cumprida naquela sexta-feira quando pessoas das mais diferentes crenças se uniram para ridicularizar, zombar e humilhar o filho de Deus. Foi aí, na maior humilhação produzida pelo homem, que Deus demonstrou a graça do perdão e a glória da salvação.]]>
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<![CDATA[Pão da vida]]> https://tempoprofetico.com.br/pao-da-vida/ Thu, 02 Apr 2020 08:43:08 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=945

Em qual contexto Jesus declarou isto? Vamos começar pelo que acontecera no dia anterior. Jesus estivera com uma grande multidão. Havia atravessado o mar da Galiléia e fora seguido por um grande grupo de pessoas. A situação ficou dramática pois depois de algum tempo todos estavam com fome e não havia onde comprar alimento para tanta gente. Jesus, preocupado com a situação, pediu a Filipe que desse um jeito. Ele, porém, argumentou que nem 200 denários seriam suficientes para comprar tanto pão ou comida para o povo (João 6:7). Filipe estava dizendo que o salário de 200 dias de trabalho eram insuficientes. Ou seja, um problema insolúvel aos olhos humanos. Naquela situação um tanto dramática, encontraram um garotinho com um lanche. Cinco pãezinhos e dois peixinhos. Ou seja, não faria nenhuma diferença para mais de cinco mil homens. Jesus, porém, faz o milagre toda aquela grande multidão é alimentada (João 6:11). Depois disso, naquela tarde, os discípulos atravessaram o mar da Galiléia em direção a Cafarnaum. Enfrentavam uma terrível tempestade quando Jesus, na hora mais escura, apareceu andando sobre o mar. Depois de subir ao barco, acalmou o temporal. No dia seguinte, aquela mesma multidão procura novamente a Jesus. O Mestre percebe qual é o interesse que os motivava e, então, faz um discurso mais forte, buscando levá-los a refletirem naquilo que realmente importava. Primeiro, faz uma dura crítica à motivação que os havia trazido para aquele lugar. “Em verdade em verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes pão e vos fartastes” (João 6:26). Hoje em dia não é diferente. Há muita gente por aí, que se diz religiosa, querendo tirar proveito de toda e qualquer situação. Como naquela época, não estão interessadas na salvação e na simplicidade do evangelho. Tem outros objetivos, segundas intenções. Como no tempo de Jesus, multidões correm em busca de um pedaço de pão. Ou de uma solução para algum tipo de problema circunstancial ou passageiro. Querem ganhar, ganhar. Apenas ganhar alguma coisa. Deus conhece o coração, lê os nossos pensamentos, sabe o que vai no íntimo da mente. Não há jeito de enganá-Lo. E qual foi a reação de muitos que ouviram esta declaração de Jesus? “As palavras de Cristo que identificavam a sua carne com o pão que desceu do céu provocou um verdadeiro escândalo entre o judeus. Quando Cristo disse que Ele era o pão que havia descido do céu, o judeus começaram a murmurar porque julgavam conhecer a Cristo muito bem. Ao identificar Sua carne com o pão vivo, a reação foi mais violenta” (Comentário do Evangelho de João- Mário Veloso- pg. 168). O que Jesus queria dizer com esta declaração? Este discurso de Jesus foi pronunciado próximo a festa da páscoa do ano 30 de nossa era. O sacrifício do cordeiro pascal comemorava a noite em que o povo de Israel fora libertado do Egito, e todos os israelitas deviam comer a sua carne. Jesus com toda a certeza está usando este exemplo para dizer que o verdadeiro cordeiro pascal estava diante deles. O único que podia libertá-los da escravidão do pecado era Ele. Se comessem a Sua carne, a semelhança do cordeiro pascal que foi comido na noite que antecedeu a saída do Egito, a liberdade que tanto sonhavam, seria definitivamente experimentada. Deus estava oferecendo um novo pão para a multidão. Porém, esta, agora, o rejeita. O povo quer discutir a origem, a validade, a loucura da proposta. No discurso de Jesus, quem comesse desse pão, teria a vida eterna (João 6:51). Para que esse pão, que é oferecido por Jesus, produza algum efeito na vida de uma pessoa, precisa ser experimentado, comido. Como fizera a multidão no dia anterior. Pena que só queriam o pão físico. Era mais fácil, mais cômodo, mais simples. Nenhum comprometimento. Jesus estava oferecendo – e continua fazendo isso hoje – a vida eterna para seus ouvintes. Eles não quiseram. Como muitos ainda não querem, hoje. Amigo ouvinte, qual será sua atitude ou resposta diante do oferecimento de Jesus? Comerá do pão da vida para viver eternamente? Oro, no meu coração, para que sua resposta seja sim e você viva completamente o plano de salvação estabelecido pelo céu.]]>
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<![CDATA[Água viva]]> https://tempoprofetico.com.br/agua-viva/ Thu, 02 Apr 2020 08:45:45 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=948

“Os judeus da Judéia evitavam o território dos samaritanos devido a hostilidade entre ambos, originada por ocasião da reconstrução to templo. Em 400 AC os samaritanos construíram o seu próprio templo, que os judeus queimaram em 128 AC, intensificando o ódio e o preconceito. Para irem a Galiléia preferiam passar pela Peréia, ao lado oriental do Jordão, o que significava um caminho mais longo. Samaria ficava do lado ocidental. Os Galileus, uma raça mais mista, não se deixavam levar por tal escrúpulo” (O Evangelho de João, José Carlos Ramos, p.125). “Negociar com os samaritanos, em caso de necessidade, era na verdade lícito pelos rabis; qualquer contato com eles era condenado. Um judeu não tomava emprestado nem recebia favores de um samaritano, nem mesmo um pedaço de pão ou um copo de água. Comprando comida, os discípulos estavam agindo em harmonia com o costume de nação” (Desejado de todas as nações, p. 163). Samaria, que fora a capital de Israel, reino do norte, emprestou seu nome para toda a região em que os samaritanos habitavam. Para que você entenda ainda mais a rivalidade que existia nos dias de Jesus entre judeus e samaritanos, no “ano 65 ou 66 AD uma norma foi estabelecida que proibia judeus de se utilizarem de utensílios na companhia de samaritanos. Ficou estabelecido também que as filhas da samaritanos eram supostamente menstruadas desde o berço, portanto, imundas todo o tempo. O rabi Eliezer afirmava: Aquele que come pão dos samaritanos é semelhante ao que come carne de porco. Outros rabinos afirmavam que um samaritano transmitia imundícia por aquilo que usava para dormir, para sentar, para cavalgar, e por sua saliva e urina. E que suas filhas eram imundas desde o berço, tal como os gentios” (O Evangelho de João, José Carlos Ramos, p.127). Este, portanto, era o ambiente histórico e social que envolvia esses dois povos. Jesus estava no meio desse conflito. Jesus era da Galiléia, e os judeus da Galiléia não tinham tanto preconceito como os da judéia. Jesus queria passar pelo território da Samaria, por algumas razões: Primeira. Ele não partilhava deste ódio racial. Segunda. Ele queria ensinar aos seus discípulos que todos são iguais perante Deus. Terceira. Ele tinha uma missão que envolvia todos os povos. Quarta. O que Jesus ensinava é que a verdadeira adoração a Deus não seria somente em Jerusalém ou Samaria. Era meio dia e o sol estava quente demais para continuar a caminhada. Como era a hora do almoço, Jesus e os discípulos dEle precisavam parar para descansar e também comer alguma coisa. Estavam, porém, em território de samaritanos. Enquanto os discípulos foram comprar comida, apareceu uma mulher para tirar água do poço, onde Jesus ficara. Para quebrar o preconceito, Jesus conversou com a mulher. Pediu água para beber. A samaritana ficou surpresa com o pedido, pois reconhecera que Jesus era judeu. Depois de alguns momentos de conversação, Jesus faz então a profecia de hoje, dizendo que se ela bebesse da água que Ele tinha para dar, jamais teria sede novamente. A mulher se tornaria numa fonte de água viva. Jesus não estava falando do líquido que a mulher viera buscar no poço. A água, na Bíblia, sempre esteve ou está associada à vida. A expressão “água viva”, significa águas correntes, que surgem de uma vertente ou de uma fonte, e, portanto, seriam muito superiores a aquele poço. O ponto alto daquela conversa foi quando a mulher reconheceu em Jesus o Messias prometido. Ele era a água viva que os sedentos deveriam experimentar. Como está escrito em João 7:37 e 38: “Se alguém tem sede venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a escritura, do seu interior fruirão rios de água viva”. A mulher, que fora buscar água naquele poço, não precisava mais do líquido que viera buscar. Ela precisava de salvação. Voltou para a cidade e convidou amigos, vizinhos, enfim, a população do lugar, para ouvirem Jesus pessoalmente. A transformação foi completa. Jesus fez a diferença na vida daqueles samaritanos, não apenas da mulher. Pessoas que eram desprezadas pela liderança religiosa da época foram valorizadas e transformadas pela presença do Salvador. Amigo ouvinte, Jesus é o único que pode mudar a vida de qualquer pessoa. É preciso primeiro ouvir o que Ele tem a dizer. E a Bíblia é o caminho para isso. É preciso parar, ouvir e aceitar as palavras da vida eterna. E quando isso acontece o transformado pelo evangelho passa a ser um conduto da água da vida eterna para outros. Como ocorreu com aquela mulher. O cântaro ficara de lado pois havia uma missão mais importante para ser cumprida. É assim que tem acontecido com você? Já bebeu da água da vida? Tem dividido com outros que ainda não o fizeram?]]>
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<![CDATA[O Cordeiro de Deus]]> https://tempoprofetico.com.br/o-cordeiro-de-deus/ Thu, 02 Apr 2020 08:49:36 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=951

Esta profecia foi feita por João Batista. Ele desenvolvia o seu ministério no deserto da Judéia. Naquele lugar ele fez as mais duras criticas aos lideres religiosos e ao povo judeu. Condenou severamente a hipocrisia, condenou os pecados dos governantes e apelou aos soldados que se contentassem com o seu salário e não aceitassem suborno. O que João queria dizer com a expressão “dia seguinte”? Um dia antes de João Batista fazer a esta profecia, viveu um dia muito intenso. Ele foi interrogado pelos autoridades religiosas sobre se ele era ou não o messias. De forma muito clara afirmou que não era o Messias, nem Elias, e que nem profeta era. Auto definia-se apenas como uma voz no deserto. Assim, após esse dia de definições, João estava batizando as pessoas no rio Jordão, quando se aproximou dele alguém especial. “João e Jesus eram primos, e intimamente relacionados pelas circunstâncias do seu nascimento; todavia não, haviam tido nenhuma comunicação direta um com o outro. A vida de Jesus foi passada em Nazaré, na Galiléia; e a de João, foi no deserto da Judéia. Em ambiente grandemente diverso, tinham vivido separados, e não se havia comunicado entre si. João tinha conhecimento dos fatos que haviam assinalado o nascimento de Jesus. Ouvira falar da visita que, em sua infância, fizera a Jerusalém, e do que se passara na escola dos rabinos. Quando Jesus foi para ser batizado, João reconheceu nEle a pureza de caráter que nunca tinha visto em homem algum. A própria atmosfera de Sua presença era santa e inspirava respeito… nunca, entretanto, estivera em contato com um ser humano de quem manasse tão divina influência. Tudo estava em harmonia com o que lhe fora revelado acerca do Messias” (O Desejado de Todas as Nações, p. 95-96). João se recusa a batizar Jesus. Reconhece que está diante de Alguém superior. Jesus, porém, argumenta: “Deixa por agora, porque assim convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu” (Mateus 3:15). Por que Jesus foi batizado nas águas do Jordão? Ele foi batizado para cumprir toda a justiça, ou seja, o batismo de Jesus não foi uma confissão dos pecados como eram os batismos de todas as pessoas. Jesus foi batizado para, de alguma identificar-se conosco, deixando o exemplo daquilo que devemos fazer. É lamentável que muitas igrejas que se dizem cristãs não fazem o que o filho de Deus fez. Muitas criaram o seu próprio ritual de batismo, deixando de lado a forma bíblica instituída por Deus, através de João Batista. A palavra batismo, inclusive, significa “mergulhar, afundar na água”. “Ao sair da água, Jesus se inclinou em oração à margem do rio. Nova e importante época abria-se diante dEle… O olhar do Salvador parece penetrar o céu, ao derramar a alma em oração… Suplica ao Pai poder para vencer a incredulidade deles, quebrar as cadeias com que Satanás os escravizou e derrotar, em seu benefício, o destruidor. Pede o testemunho de que Deus aceite a humanidade na pessoa de seu filho. …O povo ficou silencioso, a contemplar Cristo. Seu vulto achava-se banhado pela luz que circunda sem cessar o trono de Deus. Seu rosto erguido estava glorificado como nunca dantes tinham visto o rosto de um homem. Dos céus abertos, ouve-se uma voz dizendo: “Este é o meu filho amado em que me comprazo”. João ficara profundamente comovido ao ver Jesus curvado como suplicante, rogando com lágrimas a aprovação do Pai. Ao ser Ele envolto na glória de Deus, e ouve-se a voz do céu, reconheceu o Batista o sinal que lhe fora prometido por Deus. Sabia ter batizado o redentor do mundo. O Espírito Santo repousou sobre ele, e, estendendo a mão, apontou para Jesus e exclamou: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (idem, p. 98). Foi neste contexto que João Batista fez a sua maior profecia. Ele reconheceu em Jesus o cordeiro providenciado por Deus para tirar o seu, o meu, o nosso pecado. Esse tipo de comparação é usado unicamente por João. “O símbolo de cordeiro, faz ressaltar a inocência de Jesus, e sua perfeição de caráter” (S.D.A.B.C. vol.5 pg. 886). Quando João apontou para Jesus e fez esta profecia, ele estava criando um tremendo problema para a comunidade judaica. Este não era o tipo de Messias que todos estavam esperando. Nem a própria mãe e os discípulos entenderam a missão dEle. As pessoas não estavam preparadas para aceitar um Messias cordeiro. Eles aguardavam com muita ansiedade o Messias que viria libertá-los da escravidão que Roma os impusera. O povo daquela época não estava preocupado com os seus pecados, e sim com a independência de Roma. Eles não queriam ouvir sobre temas de salvação, perdão, conversão, ou qualquer coisa neste sentido. Queriam ouvir de revolução, guerra, morte aos romanos. O cordeiro de Deus cumpriu plenamente a Sua parte. Viveu praticamente sozinho neste mundo. Na hora de maior dor e medo os amigos mais próximos fugiram. O Cordeiro foi levado para o matadouro e suportou de maneira firme e decidida o sofrimento imposto pelos homens maus e Satanás. E não abriu a sua boca.]]>
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<![CDATA[Um ladrão no paraíso]]> https://tempoprofetico.com.br/um-ladrao-no-paraiso/ Thu, 02 Apr 2020 08:51:25 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=954

Lá estava Jesus, entre dois ladrões sendo vítima de toda sorte de crueldade e zombaria. Um dos bandidos passou a cobrar de Jesus uma ação imediata, ou seja, uma manifestação sobrenatural que tirasse os três daquela situação. O outro ladrão repreende a incredulidade do primeiro. Reconhece que ambos estão naquela situação porque merecem, estão pagando o preço dos pecados e crimes cometidos. Afirma ainda que Jesus não é culpado de nada e, então, faz um pedido: “Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino” (Lucas 23:42). Neste contexto Cristo faz uma das mais belas profecias de Seu ministério. “Em verdade te digo hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43). Creio que é importante dedicar o espaço deste programa para analisar esse verso que causa confusão para algumas pessoas. Ao ser traduzido para o português o texto ficou assim: “em verdade te digo hoje estarás comigo no paraíso”. Desse jeito dá a impressão que ainda naquela sexta-feira aquele ladrão convertido teria ido com Jesus para o paraíso. E não é uma questão difícil. A Bíblia explica a Bíblia. “O que necessitamos saber é se Jesus quis dizer “te digo hoje ou hoje estarás”. E para saber qual das expressões está correta, é necessário que descubramos as respostas na Bíblia das seguintes perguntas: O que é o paraíso? Foi Jesus ao paraíso, no mesmo dia em que morreu? Que ensinou Jesus acerca do momento quando os seres humanos recebem a recompensa no paraíso ou reino de Cristo?” (S.D.A.B.C. vol.5 pg. 855) Vamos começar entendendo o que Jesus queria dizer com a expressão paraíso. “Paraíso, vem de uma palavra persa que quer dizer “lugar cercado”, “parque”, onde há muitas árvores, e onde com freqüência se encontrava animais para a caça. Estava cercado com muros e muitas vezes, havia torres para os caçadores. A palavra hebraica pardes, também foi traduzida por bosque, jardim, jardim do Éden. No Novo Testamento a palavra paraíso, está muito ligada com o céu e a nova terra. Segundo apocalipse 2:7, a árvore da vida aparece “no meio do paraíso de Deus”. Em apocalipse 21:1-3, 10 e 22:1-5, a árvore da vida aparece junto com a nova terra, a nova Jerusalém, o rio da vida e o trono de Deus. Portanto não há duvida que a palavra paraíso é sinônimo do céu. Quando Jesus assegurou ao ladrão que ele teria um lugar no paraíso, Ele estava se referindo as muitas moradas da casa de seu Pai, e ao momento quando se reuniria com os filhos dEle (João 14:1-3). A segunda pergunta que precisamos responder é: “Foi Jesus ao paraíso no mesmo dia em que morreu?” “Na véspera da traição, menos de 24 horas antes da fazer esta promessa profética ao ladrão, Jesus havia dito aos doze: “Na casa de meu Pai há muitas moradas… vou preparar-vos lugar…virei outra vez , e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também” (João 14:1-3). No entanto, três dias mais tarde, Jesus disse para Maria: Não me detenhas, pois ainda não subi Meu Pai (João 20:17). É evidente que Jesus não foi ao paraíso e nem esteve no paraíso no dia da sua crucifixão e morte. Portanto, o ladrão não poderia ter estado com Jesus no paraíso naquela sexta-feira, quando foi feita a promessa.” (idem).Vamos a terceira pergunta: O que ensinou Jesus acerca do momento quando os seres humanos receberão a recompensa no paraíso? “Através de todo o Seu ministério, Jesus havia declarado especificamente que recompensaria a cada um segundo as suas obras, quando voltasse na glória de seu Pai e dos santos anjos (Mat.16:27). E somente neste momento é que convocaria e convidaria a todos os salvos de toda a terra e de todos os tempos para que herdem o reino que esta preparado desde a fundação do mundo (Mat.25:31,34)” (ibidem). O apostolo Paulo ensinou que os que dormem em Jesus sairão das tumbas quando Cristo vir a segunda vez ( I Coríntios 15:20-23), e somente então receberão a imortalidade, o grande prêmio de terem sido fiéis a Deus (I Coríntios 15:51-55). Assim, no momento em que Jesus retornar pela segunda vez, todos os justos mortos ressuscitarão e os justos vivos serão transformados e arrebatados para estarem para sempre com o Senhor (I Tessalonicenses 4:16-17). Mas por que, então, o texto aparece como que dizendo que Jesus estava garantindo que “hoje”, naquele dia, o ladrão estaria no paraíso? Quando a Bíblia foi escrita, não havia pontuação. As frases eram escritas sem pontos e ou vírgulas. A maneira coerente de traduzir este verso para a nossa língua e respeitando o que a Bíblia diz sobre todos os assuntos mencionados, seria assim: “Na verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso”. Colocando a vírgula no lugar certo o tema fica claro e de acordo com todo o restante da Bíblia. Não há recompensa, seja para o bem ou para o mal, antes da volta de Jesus. Isso é claríssimo em toda a Palavra de Deus. Milhares e milhões de salvos estarão no paraíso de Deus. Pecadores arrependidos como o ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus. Você já aceitou esse sacrifício tão grande? A oportunidade é oferecida por Deus a você, mais uma vez. Aceite-o agora. E Ele responderá: “Na verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso”.]]>
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<![CDATA[Palavras de sangue]]> https://tempoprofetico.com.br/palavras-de-sangue/ Thu, 02 Apr 2020 08:53:35 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=957

Pilatos não sabia o que fazer com o prisioneiro que estava em seu poder. Imaginou um plano com a intenção de salvar a Jesus, mas deu errado. O povo escolheu Barrabás para ser solto e Jesus crucificado. Não tendo mais vontade política de decidir, Pilatos acalmou a sua consciência, lavando as mãos e afirmando que ele era inocente do sangue daquele justo. Alguém, porém, fez a seguinte sugestão: “E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos” (Mateus 27:25). O cenário desta profecia coletiva era de medo, confusão, indefinição, mentira, traição, inveja, ódio e amor. Todos estes sentimentos foram aos poucos se formando e tomando conta da multidão na manhã daquela fatídica sexta-feira em Jerusalém. A liderança judaica já tinha feito o trabalho sujo na calada da noite e, bem de manhã, buscou apoio de quem os oprimia: os romanos. O povo aos poucos foi se aglomerando em torno do palácio e, incitado pelos líderes, começou a clamar pela morte de Jesus. Os discípulos tinham fugido. Um tinha se tornado o traidor e tirara a própria vida. O que jurara fidelidade até a morte chegou ao ponto de praguejar para convencer que não tinha nada a ver com Jesus. Percebe-se pelo relato bíblico que Pilatos queria libertar a Jesus pois as acusações eram muito fracas para condenar um homem à morte. Porém, com medo de ser denunciado a César, o imperador romano, preferiu contentar aos líderes e ao povo ordenando a crucifixão de Jesus. Pilatos foi um líder fraco. Na hora de maior crise, quando deveria ser verdadeiro e justo, sucumbiu diante da pressão político-religiosa e da multidão que gritava. Perpetuou, com o gesto de lavar as mãos, sua fragilidade e fraqueza como autoridade. Hoje também encontramos muitos líderes fracos. A única coisa que sabem fazer e pedir água para lavar as mãos, eximindo-se da responsabilidade de suas decisões. Temos também famílias com uma liderança fraca. Pais fracos, que não estabelecem limite para os seus filhos. Encontramos professores fracos, que não sabem ou não querem saber o que significa ser um educador. Encontramos líderes nos mais diversos escalões de poder, que agem sempre para tirar proveito próprio. Quanta falta fazem os bons líderes! A profecia coletiva não demorou muito para acontecer. Em menos de quarenta anos, esta profecia começou a ser cumprida com o povo que pediu que o sangue inocente caísse sobre as suas cabeças. No ano 70, o general Tito cercou a cidade de Jerusalém. Havia muita gente dentro de seus muros. Toda a comida acabou. Não havia nenhum tipo de alimento. “A cidade de Jerusalém foi assaltada na ocasião da páscoa, quando milhares de judeus estavam reunidos dentro dos muros… Tão atrozes eram os transes da fome que os homens roíam o couro de seus cinturões e sandálias, e a cobertura de seus escudos. Numerosas pessoas saíam da cidade a noite, furtivamente, para apanhar plantas silvestres que cresciam fora dos muros da cidade, se bem que muitos fossem agarrados e mortos com severas torturas; e muitas vezes os que voltavam em segurança eram roubados naquilo que haviam rebuscado em grande perigo. As mais desumanas torturas eram afligidos pelos que se achavam no poder… milhares pereceram pela fome e pela peste. A afeição natural parecia ter-se destruído. Maridos roubavam de sua esposa, e esposas de seu marido. Viam-se filhos arrebatar o alimento da boca de seus pais idosos. Os prisioneiros que resistiam ao cair presos eram açoitados, torturados e crucificados diante do muro da cidade. Centenas eram diariamente mortos desta maneira, e essa horrível obra prolongou-se até que ao longo do vale de Josafá e no calvário se erigiram cruzes em tão grande numero que mal havia espaço para mover-se entre elas” (O Conflito dos Séculos pg. 28-29). Infelizmente não apenas esta vez que a profecia se cumpriu. “Durante a segunda guerra mundial, somente nos campos de concentração, os nazistas aprisionaram e torturaram mais de 26 milhões de pessoas consideradas indesejáveis. Nesses locais, milhões de judeus morreram em câmara de gás”. “Entre os anos de 1933 e 1945, o preconceito contra esse povo levou os líderes nazistas alemães a ordenar a morte de mais de 6 milhões de judeus em campos de extermínio. Todos os judeus eram obrigados a usar uma “Estrela-de-Davi”, amarela, que os identificava” (Enciclopédia Ilustrada do Estudante pg.305 e 353). Amigo ouvinte, a profecia coletiva feita quando Cristo estava para ser crucificado tem se cumprido praticamente em cada geração dos judeus. A paz é algo que eles, infelizmente, não conhecem. É um povo que vive em constante apreensão. Nunca sabem onde o próximo carro bomba vai explodir. A Bíblia diz que por nossas palavras seremos julgados (Mateus 12:37). Ao proferir qualquer palavra reflita primeiro, porque elas amanhã poderão voltar sobre você. Nunca brinque com as palavras, pois há um Deus que a todas escuta, e no devido tempo, colhemos aquilo que semeamos.]]>
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<![CDATA[A vinda na glória]]> https://tempoprofetico.com.br/a-vinda-na-gloria/ Thu, 02 Apr 2020 08:55:54 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=960

A primeira parte da profecia diz que “quando o filho do homem vier em Sua glória”. O que Jesus queria dizer com estas palavras? Vamos começar com “Filho do homem”. Trata-se de “uma expressão hebraica que significa, principalmente uma posição humilde, depravação, ou ausência de privilégios especiais. Esta expressão é usada em torno de oitenta vezes, e sempre referido-se a Jesus” (O Novo Testamento Interpretado, vol.1, pg.343). Ela destaca a humanidade de Jesus, nosso perfeito representante. Mas, na conversa com os discípulos, Ele afirma que “quando o Filho do homem vier na sua glória”. O que ele queria dizer com “vier na Sua glória?” Quando veio a primeira vez, a glória e majestade dEle foram ou ficaram escondidas. Ele veio e viveu como um homem comum. Nasceu em Belém, como um bebê qualquer. Viver exemplarmente para estabelecer o reino da graça. Mostrou qual a única maneira do homem ser salvo do pecado: aceitá-Lo como Salvador pelo sacrifício feito na cruz do calvário. Porém, agora, a profecia diz que o retorno a este planeta será completamente diferente da primeira vez. Por ocasião do nascimento poucas pessoas ficaram sabendo. Depois, viveu uma vida simples com seus pais em Nazaré. Na segunda vez não será um mero desconhecido. Ele virá implantar o reino da glória. Será impossível não ver. A missão de Jesus será tomar posse do reino, até então sob o domínio de Satanás. Ouça o que Daniel escreveu: “E foi-lhe dado o domínio e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o Seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o Seu reino o único que não será destruído. E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o Seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão” (Daniel 7:14, 27). O apóstolo João, no Apocalipse, dá outros detalhes: “E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre” (Apocalipse 11:15). Outros textos bíblicos revelam que Jesus voltará acompanhado de todos os anjos. E estes tocarão suas trombetas (I Tessalonicenses 4:16). Nada será escondido ou em segredo. “Eis que vem com as nuvens e todo o olho O verá” (Apocalipse 1:7). Por muito tempo este planeta foi o centro das ações de Satanás. A partir daí, com o fim do usurpador, a humanidade passa a viver uma situação completamente diferente. Ao tomar posse do novo reino, o trono do Rei do universo será instalado aqui neste mundo. A terra passará a ser o centro do universo. Aqui será a morada de Deus. Aqui será o lugar da Sua habitação. A grande pergunta que talvez esteja em seu coração agora é: quando isso vai acontecer? Quando esse planeta deixará de ser comandado pelo mal e passará para o controle de Jesus? Amigo ouvinte, infelizmente eu não posso dizer o dia e a hora para você, pois isto não foi revelado, mas posso garantir que no tempo certo, na hora certa, o nosso Deus enviará o Seu Filho para nos resgatar deste mundo de medo, sofrimento e morte. Ele prometeu, e vai cumprir fielmente. Eu não sei o dia, eu não sei quando será. Os sinais apontam para breve. O que a Bíblia revela é como será. Já apresentei alguns textos do espetáculo da volta do Senhor. Veja mais alguns: A volta de Cristo será visível em todo o mundo. “Porque assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem” (Mateus 24:27). Quando Ele voltar, os que tiverem morrido fiéis na fé e na esperança, serão ressuscitados. “Porque o mesmo Senhor descerá dos céu com alarido, e com voz de trombeta de Deus e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” (I Tessalonicenses 4:16). Os anjos, além de acompanharem o retorno com o som de trombetas, também ajuntarão os escolhidos de todos os lugares da terra (Mateus 24:31). A promessa feita aos discípulos, aos primeiros cristãos, a certeza que estava no coração dos mártires e reformadores, finalmente se tornará realidade. Jesus virá como Rei dos reis e Senhor dos Senhores. Arrancará desse planeta, para todo o sempre, a tristeza, a doença, a morte e a dor. Apocalipse 21:1 e 5 diz que João viu um novo céu e uma nova terra. “Porque o primeiro céu e a primeira terra passaram. Eis que faço novas todas as coisas”. Deus é fiel no cumprimento daquilo que promete. Não precisamos temer ou duvidar. Nossa parte é apenas crer e estar preparados para esse encontro. Você está? Já aceitou a Jesus como Salvador pessoal? Já entregou a Ele sua vida e seu futuro? Faça isso agora. Se já fez, renove com Ele os votos de estar pronto e preparado para viver com Ele esse novo tempo.]]>
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<![CDATA[Como nos dias de Noé]]> https://tempoprofetico.com.br/como-nos-dias-de-noe/ Thu, 02 Apr 2020 08:57:54 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=963

Jesus está falando da segunda vinda dEle. E compara a situação social e espiritual aos tempos de Noé, antes do dilúvio. Por isso, é importante voltar um pouquinho no tempo e na história e relembrar os dias que antecederam ao dilúvio. Como foram os dias de Noé? Os estudiosos da Bíblia, entre eles, a escritora americana Ellen White assim descreve o quadro da época: “Havia homens gigantes, homens de grande estatura e força, afamados por sua sabedoria, hábeis ao imaginar as mais artificiosas e maravilhosas obras; sua culpa, porém, ao dar rédeas soltas à iniqüidade, estava em proporção com sua perícia e habilidade mental. Procuravam tão-somente satisfazer os desejos de seu coração, e folgavam em cenas de prazer e impiedade. Não desejando conservar a Deus em seu conhecimento, logo vieram a negar a sua existência. Adoravam a natureza em lugar do Deus da natureza. A impiedade do homem era franca e ousada, a justiça pisada no pó, e os clamores dos opressos chegava até os céus. A poligamia foi logo introduzida, contrariando as disposições divinas dadas no principio. Nem a relação do casamento nem os direitos da propriedade eram respeitados. Quem quer que cobiçasse as mulheres ou as posses de seu próximo, tomava-as pela força, e os homens exultavam com suas ações de violência. Deleitavam-se na destruição da vida dos animais. Não eram as multidões, ou a maioria, os que se encontravam ao lado do direito”. (Patriarcas e profetas pg.87-93). Você percebeu a enorme lista de pecados, comuns nos dias de Noé? Eram homens e mulheres que não estavam preocupados com normas ou princípios. Queriam tão somente satisfazer os próprios desejos, independentemente que do que precisassem fazer. Gostavam da violência. Tinham várias mulheres. A poligamia era uma prática comum, mesmo sabendo que no inicio Deus fez somente uma mulher para Adão. Os antediluvianos também apreciavam o luxo e os prazeres da carne. Os ricos oprimiam os pobres. A cobiça imperava em todas as situações, gerando violência. E mais: adoravam a natureza em vez de adorar o Criador da natureza. Qual foi a reação destas pessoas com a pregação de Noé? “O mundo antediluviano raciocinava que durante séculos as leis da natureza tinham estado fixas… Os rios jamais tinham passado os seus limites, mas com segurança tinham levado as suas águas para o mar… Manifestavam o seu desprezo pela advertência de Deus, fazendo exatamente como haviam feito antes que fosse apregoada. Continuaram suas festas e banquetes de glutonaria; comiam e bebiam, plantavam e edificavam, fazendo os seus planos com referência as vantagens que esperavam adquirir no futuro” (idem, p. 93). As pessoas da época de Noé, mesmo sendo advertidas e vendo a construção da arca, seguiram a a vida normalmente, sem dar a mínima importância ao que estava sendo feito ou dito. A impressão é de que os habitantes antediluvianos não deram a mínima importância à pregação de Noé. � Racionalmente não podia chover. Nunca tinha chovido até então. Não seria agora que tudo iria mudar. Só podia ser maluquice de um fanático. Vamos para um outro ponto deste texto, na profecia: o povo continuou casando e se dando em casamento. Há algum erro em casar? Não. Não tem nada de errado em casar, mas o que Jesus estava dizendo é que o povo estava completamente desligado com o que Noé estava dizendo. Para eles Noé falar ou não falar não fazia nenhuma diferença. Acho que já deu para você ter uma idéia do porque Jesus comparou o povo antediluviano com a geração que estaria vivendo nos dias da segunda volta dEle. Percebeu que não existe nada diferente? O povo de nosso tempo ama o luxo, está mais preocupado com a satisfação de seus prazeres do que com o bem estar dos outros. É racionalista. Nunca aconteceu. Não vai acontecer. Despreza as leis. Principalmente os mandamentos de Deus. Revolta-se contra o estabelecimento de limites e regras. A poligamia, a promiscuidade sexual, o desprezo ao casamento, a sensualidade (inclusive de crianças e pré-adolescentes) incentivadas pelos grandes veículos de comunicação não diferem em nada dos tempos antigos. Quando se fala hoje de volta de Jesus os incrédulos ridicularizam e taxam de fanáticos os que procuram viver o evangelho conforme o Mestre ensinou. Predomina o relativismo e uma sociedade pós-moderna preocupada apenas com suas necessidades individuais. Amigo ouvinte, mesmo diante de um quadro desanimador como esse, a verdade é uma só: o dilúvio veio e pegou a todos despreparados. Da mesma forma, Jesus virá com poder e majestade, surpreendendo também a esta geração secularizada. De que lado você estará? Pronto e preparado para ir com Ele?]]>
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<![CDATA[Sinais no céu]]> https://tempoprofetico.com.br/sinais-no-ceu/ Thu, 02 Apr 2020 09:00:01 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=966

Está em Mateus 24:29 -“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências do céu serão abaladas”. Que Jesus queria dizer com a expressão “logo depois”? “È aceito que esta expressão se refere ao período de 1.260 anos que o mundo foi dominado pela Igreja de Roma. Este período teve o seu fim no ano de 1798, quando o seu líder foi preso e levado para o cativeiro na França” (S.D.A.B.C. vol. 5, pg.490). Foram realmente anos de muita aflição. Milhares de pessoas tiveram de fugir por causa da perseguição que levava à prisão e à morte. A igreja dominante não tolerava os que discordassem da forma como viviam e ensinavam o cristianismo. Normalmente eram queimados na fogueira em praça pública. Um grupo de cristãos da Inglaterra deixou suas casas, amigos, parentes e fugiu para o novo e desconhecido continente americano. No dia 6 de setembro de 1620 embarcaram 120 pessoas em um navio (mais duas crianças nasceram durante a viagem) rumo ao outro lado do Atlântico, rumo a liberdade. Depois de uma travessia difícil, que durou sessenta e sete dias, o navio ancorou junto ao litoral do novo continente, em pleno inverno americano. Mais da metade morreu no primeiro ano. Das 18 esposas, apenas cinco sobreviveram. Antes de desembarcarem na América com suas Bíblias, hinários, roupas e poucos objetos de uso pessoal, firmaram um documento histórico – um pacto – reconhecido como uma autêntica carta magna de liberdade. Tudo para fugir da perseguição religiosa. Porém, seguindo na profecia de Jesus, após esse período de angústia, alguns sinais seriam visíveis no céu. “No dia 19 de maio de 1780 o sol escureceu de uma forma inexplicável. Aquele dia ficou registrado nos anais da história como o dia escuro. O fenômeno foi visto principalmente na região conhecida como Nova Inglaterra, nos Estados Unidos. O sol despontou claro e fulgurante. Mas por volta das nove horas começou a escurecer. As dez, já não era possível ler alguma coisa sem o auxílio de uma lanterna. Logo a escuridão ficou tão forte que o pânico tomou conta de toda a região. Referindo-se a este evento escreveu R. M. Devens: “Talvez o fenômeno mais misterioso e inexplicado de sua espécie na vasta sucessão de acontecimentos da natureza, durante o ultimo século, tenha sido o dia escuro de 19 de maio de 1780… que provocou intenso alarme e pânico em milhares de mentes, e confusão nas próprias criaturas brutas, tendo fugido as galinhas desorientadas para os seus poleiros, os pássaros para os seus ninhos, e os animais para as suas dependências. A noite seguinte foi provavelmente a mais escura desde o começo do mundo. Tão impenetrável se tornou, que mesmo um pedaço de papel branco diante dos olhos era tão invisível como o mais negro veludo.” Um oficial do exército americano assim descreveu esta noite: “As três horas da manhã, a lua, que parecia haver estado velada durante várias horas, escondida por alguma nuvem, apareceu repentinamente, mas com a cor de sangue escuro; além disso, estava atravessada por uma cruz negra e assinalada, por ambos os lados, com dois traços paralelos que tinham as cores do arco-iris” (Ano 2000 – Angustia ou Esperança, pg.218-219). Como nesse período não havia possibilidade de eclipse, até hoje os cientistas não conseguem explicar o que aconteceu. “Outro grande e surpreendente acontecimento ocorreu no dia 13 de novembro de 1833, quando no céu foi visto o maior espetáculo de estrelas cadentes. Este espetáculo foi testemunhado por milhares de pessoas, principalmente na costa leste dos Estados Unidos. Os escritores dessa época dizem que nenhum outro fenômeno celeste ocorreu jamais nesse país, desde o seu início, que tenha sido contemplado com tão intensa admiração por certa classe de pessoas ou com tanto temor ou pânico por outras… durante suas três horas de duração, pensava-se que o dia do juízo estava apenas aguardando o nascer do sol. Amigo ouvinte, os fenômenos celestiais de 19 de maio de 1780 e o de 13 de novembro de 1833 cumpriram-se com precisão. Nenhum outro acontecimento do passado cumpre satisfatoriamente esta profecia a não ser estes dois. Mas repare que a profecia que estamos estudando tem mais um outro detalhe. Ela afirma que as potências do céu serão abaladas. Isto já ocorreu ou vai ocorrer? Nós cremos que isto vai ocorrer quando a voz de Jesus sacudir a terra com a vinda dEle (Apocalipse 16:17-18). As profecias estão aí. Cumprem-se exatamente dentro do planejamento divino. Nossa atitude deve ser de vigilância. Devemos estar preparados para o maior encontro da história. O fim da era de pecado, tristeza e dor e o começo da eternidade de paz e progressos inimagináveis. Viva a vida com responsabilidade. Jesus em breve voltará. Esta é a maior e melhor notícia de todas. O mundo estremece. A natureza discursa. Tudo comunica que a esperança se tornará realidade em breve.]]>
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<![CDATA[Terremotos em larga escala]]> https://tempoprofetico.com.br/terremotos-em-larga-escala/ Thu, 02 Apr 2020 09:02:14 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=969

O cenário é o mesmo. Ano 33 de nossa era. No alto do monte das Oliveiras os discípulos ouvindo Jesus revelar o futuro do mundo. O Mestre explica que os dias seriam marcados pela guerra, pelo desejo de poder e por doenças incuráveis. Hoje, vamos abrir um pouco mais desta cortina e descobrir outras coisas reveladas naquela ocasião: “Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes, pestes, e terremotos em vários lugares” (Mateus 24:7). Já analisamos em programas anteriores um pouco sobre a guerra, a fome e as doenças. Hoje vamos nos deter nos sinais relativos aos terremotos. Esta profecia teve o começo de seu cumprimento poucos anos depois de Jesus ter falado sobre o assunto. “Houve um grande terremoto em Creta, em 46 ou 47 D.C. Em Roma houve um terremoto, nos dias de Nero, em 51 DC. Houve outro terremoto em Apamea, na Frígia, mencionado por Tácito, enquanto este mesmo historiador cita diversos outros terremotos em Campanha e em Laodicéia. Um severo terremoto sacudiu Jerusalém em cerca de 67 D.C., que ficou registrado por Josefo” (Novo Testamento Interpretado vol.1 pg.557). Os historiadores do passado tiveram a preocupação de registrar essas calamidades de seu tempo. Elas eram vistas pelos cristãos como um cumprimento das palavras de Cristo. Nos últimos séculos, porém, os terremotos ganharam destaque ainda maior por causa do grande número de vitimas. Não quero tornar-me cansativo ao relatar o que aconteceu e o número de vítimas fatais em cada um dos terremotos. Ouça, porém, de alguns. Em 1456, o terremoto de Nápoles na Itália matou 30 mil pessoas; em 1556 em Shensu, na China, um forte terremoto matou 820 mil pessoas; e o terremoto de Calcutá, em 1737, ceifou 130 mil vidas. Depois de 1755, um tremor em Tóquio, resultou na morte de 200 mil pessoas. O terremoto de Lisboa, em 1755, possivelmente 8,5 na escala Richter, foi, entretanto, um tremor regional, mesmo que o abalo tenha coberto cerca de dois milhões de quilômetros quadrados; mais que um terço da Europa. Em 1923, o abalo de Kwanto, Japão, matou 140 mil pessoas. Já em 1976, um terremoto na China, matou 650 mil pessoas. Qual deve ser a visão de um cristão diante deste quadro assustador? Primeira. Reconhecer que, quando acontecem essas calamidades, isto não significa que Jesus vem em seguida e que chegou o fim do mundo. O próprio Jesus afirmou o seguinte: “Mas todas estas coisas são o princípio das dores” (Mateus 24:8). Jesus está sendo muito realista com os discípulos e com você também. A vida neste mundo é composta de alguns momentos de alegria e felicidade, mas é marcada por duros momentos de dor e aflição. Ao dizer que aquelas calamidades que estavam sendo apresentadas eram apenas o inicio do fim de uma era dominada pelo pecado. Satanás, o autor do mal, se deleita em ver os filhos de Deus sofrerem com essas calamidades. Jesus já alertara a todos de como seria a vida aqui nesta terra. Não seria fácil. Porém, não é um mundo de catástrofes que Deus prometeu aos fiéis. Existe algo muito melhor!Antes de subir aos céus, Cristo fez a seguinte promessa: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:2-3). Este é o grande plano que Deus tem para você e para mim. Deus não é o autor do mal ou do sofrimento. O futuro que está às portas é completamente diferente! A segunda reação que se espera de um cristão, é que entenda que se os sinais indicados por Jesus estão se cumprindo na sua plenitude. A qualquer momento pode acontecer o cumprimento da grande promessa: Virei outra vez. Nenhum cristão duvida do cumprimento desta profecia. A grande dúvida é quando ela vai acontecer, ou quando será concretizada. O grande desafio para o cristão é viver uma vida de continuo preparo, pois ninguém sabe a hora em que a promessa deixará de ser promessa e se tornará realidade. A atitude que um verdadeiro cristão deve ter diante do que acontece é ser um contínuo vigilante. Um inspetor de uma escola ofereceu um prêmio para o aluno cuja carteira estivesse mais limpa quando ele voltasse. Quando o senhor voltará? Perguntaram os alunos. Eu não posso dizer-lhes. Uma menina, nada caprichosa e ordeira, decidiu ganhar o prêmio. Você? Disseram os colegas. Logo você com sua carteira em desordem! Eu vou limpá-la cada segunda-feira pela manhã, disse a menina. E se ele voltar no final de semana? Bem, então acho que vou arrumar minha carteira cada manhã. E se ele voltar no fim do dia? Bem então acho que vou manter minha carteira limpa todo o tempo. Amigo ouvinte, esta ilustração nos ensina como devemos agir com a promessa da volta de Jesus. Enquanto virmos os sinais se cumprirem a cada dia diante de nossos olhos, não podemos ficar sem uma reação. Os terremotos estão aí, acontecendo aos milhares cada ano. São avisos de que o fim se aproxima. De que Jesus em breve voltará. Você está preparado para este encontro, atento aos avisos de Deus?]]>
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<![CDATA[Fome e violência]]> https://tempoprofetico.com.br/fome-e-violencia/ Fri, 03 Apr 2020 03:20:13 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=973

O que aqueles homens queriam saber? Almejavam saber quando Jerusalém seria destruída e também a data da implantação do reino do Messias. Eles haviam presenciado a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, viram Jesus usar de Sua autoridade, quando expulsou os cambistas do templo. Também ficaram sabendo da destruição do próprio templo. Em outras palavras, eles estavam pedindo para Jesus que, por favor, os ajudasse a entender o que estava acontecendo e o que iria acontecer. Jesus, então, começa a responder, citando coisas que iriam ocorrer na época deles e outras no futuro, no tempo do fim. A profecia que vamos dedicar a atenção neste momento diz o seguinte: “Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio das dores” (Mateus 24:7-8). Jesus então passa a abrir as cortinas do tempo e revela detalhes do futuro não somente para o povo judeu como toda a humanidade. Parte da violência tomaria conta das nações. Uma nação se levantando contra a outra. Qualquer listagem ou estatística de violência que eu apresentar aqui ficará velha e ultrapassada em poucos dias. São guerras sangrentas, conflitos entre civis, revoluções, deposição de poderosos, assassinatos em massa, genocídios e uma lista interminável de homicídios contra crianças, mulheres e outros inocentes. Jesus falou sobre um dos grandes flagelos da humanidade, que seria a fome. Destacando o problema da fome, o doutor Ralph Phillips, calculou que se todos os habitantes do mundo sentassem a uma mesa para comer, sendo reservado para cada um sessenta centímetros de comprimento da mesa, em ambos os lados, seria necessário, para os bilhões de habitantes do nosso planeta, uma mesa que desse mais de cinqüenta e quatro voltas na Terra. Além do mais, esta mesa teria de ser aumentada a cada dia setenta e dois quilômetros. Usando essa ilustração do Dr. Ralph, com toda a certeza, nós veríamos milhões de pratos vazios. Milhares não terão nada para comer no dia de hoje e nenhuma perspectiva para o futuro. Em contrapartida, Jesus profetizou sobre as guerras. Quanto se gasta para produzir uma guerra?Magda Machale, pedagoga norte-americana, em uma de suas palestras, revelou que “um porta-aviões equivale, em termos de recursos financeiros a 12 mil escolas. Um míssil custa o mesmo que 40 milhões de almoços escolares. Um avião naval tem o mesmo valor de 285 apartamentos médios em Nova York. Um bombardeiro aéreo, equipado com todos os seus armamentos ocupa recursos financeiros suficientes para adquirir 250 milhões de cadeiras escolares, ou montar 35 universidades, ou 75 hospitais de 100 leitos ou comprar 100 mil tratores ou 15 mil colheitadeiras” (Alegria de servir pg.67). Infelizmente os lideres mundiais trocaram as suas prioridades. Gastam grandes fortunas em armas e dizem que não há dinheiro para alimentar uma multidão de miseráveis que perece de fome juntamente com seus familiares. Amigo ouvinte, a hora chegou, não podemos ser cumpridores desta triste profecia. É hora de fazer uma análise profunda de suas convicções pessoais. É hora de avaliar como você vê o mundo e os que nele habitam. Não veja este planeta como um lugar onde cada um tem que se armar mais do que os outros. Não seja um promotor da guerra ou de conflitos. Seja um defensor da paz em todos os lugares e circunstâncias. É tempo dos lideres deixarem de investir na guerra e nos interesses escusos e promoverem, verdadeiramente, a paz e o bem estar da humanidade. É tempo de os homens construírem escolas ao invés de porta-aviões. É tempo de distribuir alimentos aos famintos, ao invés de fabricar mísseis. É tempo de oferecer uma boa assistência médica e distribuir medicamentos, ao invés de equipar bombardeios aéreos e submarinos atômicos. A profecia de Mateus 24:7 e 8, feita em torno de ano 30 d.C., foi cumprida nos dias do povo judeu. Roma levantou-se contra Jerusalém e no ano 70 Tito, atacou com o seu exército e destruiu a cidade de Jerusalém. Como vimos no último programa, foi uma verdadeira tragédia. Antes da espada matar muita gente, a fome matou primeiro. Milhares de pessoas foram mortas de fome ou pela guerra. Diz o historiador Josefo que “no cerco e morticínio que se seguiram, pereceram mais de um milhão de pessoas”. Amigo ouvinte, a profecia de Cristo demorou poucos anos para se cumprir no primeiro século. Hoje, vemos ela se cumprindo diariamente nesse tempo que antecede o retorno do Salvador. Isso confirma que a esperança se tornará realidade, que a dor, a morte e a tristeza findarão para sempre e um novo tempo vai começar.]]>
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<![CDATA[Paz ou espada?]]> https://tempoprofetico.com.br/paz-ou-espada/ Fri, 03 Apr 2020 03:21:54 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=976 A profecia de hoje está em Mateus 10:35 e foi proferida pelo próprio Senhor Jesus Cristo. “Não penseis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas espada”. Esta profecia está dividida em duas partes. Na primeira, Jesus está alertando os discípulos a não se equivocarem com as reações quando os seus ensinos fossem passados adiante, e a segunda, Ele queria mostrar a divisão que os seus ensinos iriam causar. Vamos analisar a primeira parte: “Não penseis que vim trazer paz à terra”. O objetivo de Cristo ao mencionar tais palavras, era corrigir um conceito entre os seus discípulos de que a mensagem que haviam de pregar produziria uma única reação. A reação que alguns estavam sonhando era de plena aceitação por todos os que a ouvissem. Jesus está advertindo aos discípulos para que não criassem uma expectativa e sofressem decepção. Ao dizer, “não pensem que vim trazer paz a terra” Jesus não está incentivando a guerra, as rebeliões e a revolução. Ele não foi um revolucionário ou estrategista militar em seus dias. Muita gente não entende esse verso e pensa que há um aparente conflito entre duas declarações da Bíblia. No evangelho de João 14:27 é dito o seguinte: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou. Não vo-la dou como o mundo a dá”. Veja, Jesus veio trazer a paz, porque Ele é a paz. A paz foi anunciada que Ele nasceu. “Glória a Deus nas maiores alturas, paz na terra entre os homens a quem Ele quer bem” (Lucas 2:14). A vida de Jesus foi viver e ensinar e viver a paz. Nunca ensinou a fazer guerra com a nação que escravizava a sua gente. Como entender, então, essa declaração de Mateus 10:35 que não veio trazer a paz? “Cristo veio colocar os pecadores em paz com Deus, mas ao fazê-lo inevitavelmente causou a discórdia entre eles e os que recusaram receber a oferta de paz” (S.D.A.B.C. vol.5 pg.369). Um exemplo disso acontece aqui mesmo no Brasil, um país que diz cristão. A grande verdade é que uma boa parte da população não aceita e muito menos pratica os ensinos de Cristo. Aquele que prega e vive os ensinos de Jesus é objeto de desprezo e ridicularização em muitos lugares. Por isso, amigo ouvinte, se você é um cristão sincero e gosta de testemunhar de sua fé, esteja preparado para as reações negativas. Foi por isso que Cristo queria preparar os discípulos dEle para suportarem a afronta e a zombaria. A segunda parte apresenta o que aconteceria quando o evangelho fosse anunciado com toda a sua intensidade. “Não vim trazer paz, mas espada”. O que significam estas palavras? A espada era uma arma poderosa que por onde ela passasse ocorria uma divisão. Espada é símbolo de divisão. Jesus estava profetizando que onde os ensinos dEle fossem ministrados e praticados, fossem resultaria em divisão entre as pessoas. Como uma espada. O Salvador está profetizando a separação de amigos, familiares, marido e mulher, pais e filhos. O cristianismo ensina princípios que, infelizmente, causam reações e dificuldades na convivência com aqueles que não são crentes. Para que você tenha uma idéia da separação que os ensinos de Cristo fazem vou citar algumas coisas comuns da vida de nossa sociedade. No Natal, por exemplo. Veja o que acontece na véspera. Carrinhos e carrinhos de supermercados são abarrotados de bebida alcoólica. Os consumidores querem festejar o nascimento de Jesus ou simplesmente o feriado com cerveja e outros tipos de bebida. Como resultado disso, quantas brigas e acidentes acontecem! Um integrante de uma dessas famílias que deseja viver o cristianismo acaba ficando isolado dos demais, porque o ambiente e as práticas ferem os princípios básicos de sua fé. Quer mais um exemplo? Há uma prática muito comum em nosso país que é uma mentirinha, para enganar o pai, a mãe, o professor, o policial ou qualquer outra autoridade. Um cristão verdadeiro não vai pactuar com a mentira porque o próprio Cristo declarou: “Vós pertenceis ao vosso pai, o diabo, e quereis executar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, pois não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44). Portanto, se Satanás é pai da mentira, é porque existem os filhos. Todo aquele que mente, está se tornando filho do diabo. Mas, se alguém numa sala de aula falar a verdade ao professor, e contar que a grande maioria colou na prova, ficará alijado da turma. Hoje, para se dar bem, segundo dizem alguns, não se pode ser muito honesto. Por isso, amigo ouvinte, se você quiser ser um praticante dos ensinos de Jesus, esteja preparado para viver separado de gente que você gosta e ama. O cristianismo puro, como está na Bíblia, separa muitas pessoas. Ser um cristão, segundo o modelo bíblico, é andar contra a correnteza, ou é andar na contramão.]]> 976 0 0 0 <![CDATA[Primeiro o reino de Deus]]> https://tempoprofetico.com.br/primeiro-o-reino-de-deus/ Fri, 03 Apr 2020 03:24:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=979

É um privilégio estar com você promessas e profecias do evangelho de Mateus. Hoje vamos refletir sobre o conhecidíssimo texto de Mateus 6:33 – “Mas buscai primeiro o Seu reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. Mateus, antes de ser discípulo de Jesus, fora um publicado – ou seja, um cobrador de impostos, funcionário do tetrarca Herodes Antipas e deve ter trabalhado perto de Cafarnaum, provavelmente no posto fronteiriço da estrada que começava no Egito, passava pela Palestina e seguia em direção a Damasco, na Síria. Os publicanos eram desprezados pelo público em geral por causa dos abusos na cobrança de impostos e também pela forma avarenta e corrupta como viviam (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia vol. 4 pg.161). Buscar o reino de Deus em primeiro lugar. O que significa isso? Sempre é importante lembrar para quem, primeiramente, foram ditas essas palavras. Quem foi o público alvo? Quais eram as preocupações primárias que eles tinham? “O povo que escutava as palavras de Cristo, aguardava ansiosamente qualquer anúncio do reino terrestre. Enquanto Jesus lhes abria os tesouros no céu, a questão principal em muitas pessoas era: De que maneira, ligando-nos a Ele, pode aumentar nossas expectativas terrestres”? (O maior discurso de Cristo, p. 98). A preocupação do povo era uma só: livrar-se do jugo opressor dos romanos. Ansiavam ardentemente com a chegada do Messias, o libertador político da nação. Buscavam um reino terrestre com liberdade e prosperidade. Foi nesse contexto que apareceu Jesus ensinando algo totalmente diferente da expectativa em geral. Muito maior e mais importante do que aquilo que eles sonhavam. Um reino totalmente diferente. “A maior parte dos seres humanos está atarefada e ocupada em buscar a comida que perece, pela água que voltarão a ter sede. A maioria das pessoas gasta seu dinheiro naquilo que não é pão e fruto de seu trabalho, naquilo que não o satisfaz. Com muita freqüência os homens são tentados a fazer das coisas materiais o principal propósito de sua vida” (O maior discurso de Cristo, p. 99). Isso não significa que devemos ficar acomodados ou entregar-nos ao ócio e preguiça. Devemos ter objetivos materiais e de conquistas intelectuais. Sem, porém, negligenciar aquilo que é prioritário – que deve vir em primeiro lugar. E Jesus é o maior e melhor exemplo disso tudo. Quando por aqui passou Ele conservou perante os homens a glória do Pai. Cumpriu com todas as obrigações terrestres, em todos os pormenores. Nunca, porém, negligenciou o mais importante: a comunhão diária, no começo do dia, antes de tudo, com o Deus do universo. Talvez agora você pergunte o que significa a parte final do verso, onde “todas essas coisas serão acrescentadas”? Sabe, “não pode existir segurança longe de Deus. O melhor remédio para as preocupações e ansiedades é a confiança em Deus. Se fazemos fielmente a parte que nos toca, se damos o reino dos céus o primeiro lugar em nossos pensamentos e ações, Deus nos cuidará durante a nossa existência” (S.D.A.B.C. vol.5, p.342). Ainda dentro desse contexto, um pouco antes Jesus havia falado sobre as preocupações básicas da vida sobre o que comer e o que vestir. Jesus exemplificou com os lírios do campo e com os passarinhos, que não tem preocupação alguma, pois o Pai celeste cuida deles (Mateus 6:26 e 28). Jesus reforçou a certeza no coração deles de que Deus não quer ver seus filhos ansiosos pelo dia de amanhã. A ansiedade não resolve coisa alguma. Quando Deus diz que todas as demais coisas serão acrescentadas, Ele está falando de saúde, paz, alegria, roupa, o pão nosso de cada dia, um lugar para morar, um emprego para trabalhar, um salário para viver dignamente. Ou seja, tudo vem como resultado de colocar Deus em primeiro lugar na vida. Sabe, quando buscamos a Deus no começo do dia, em primeiro lugar, quando colocamos a nossa vida, pensamentos, presente e futuro nas mãos dEle, temos a garantia de que na labuta do dia a dia não estaremos lutando sozinhos. Ele vai à nossa frente. Ele derruba as muralhas, Ele vence os gigantes, ele aplaina o caminho e nos faz vencedores diante das adversidades e lutas da vida. Sem dúvida é por isso que a maioria que se diz cristã acaba fracassando com freqüência. Acorda tarde ou em cima da hora e não tira tempo para buscar o alimento e a força que vem do Alto. Corre o dia todo atrás do urgente e deixa de lado o mais importante, o primordial: o contato com Deus. E quando chega o fim do dia está cansado, estressado, derrotado, fracassado espiritualmente. Sem vontade de estudar a Bíblia ou mesmo orar. Os valores foram invertidos! Correu-se em busca das demais coisas e Deus ficou por último…]]>
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<![CDATA[Misericordiosos]]> https://tempoprofetico.com.br/misericordiosos/ Fri, 03 Apr 2020 03:33:38 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=982

Condição esta que só é conseguida por aquele que tem sua vida em harmonia com a vontade de Deus. Está em Mateus 5:7 – “Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”. Como você já deve ter percebido nos programas anteriores, na visão divina a felicidade não é encontrada ou conseguida na aquisição de bens materiais, ter muito dinheiro guardado no banco ou nos chamados paraísos fiscais. Ela é conseguida através de uma mudança de caráter. Jesus ensinou que feliz é aquele que é misericordioso. O que significa isto? “A palavra grega que foi traduzida por misericordiosos, quer dizer; piedoso, misericordioso, compassivo” (S.D.A.B.C. vol.5, p.318). Portanto, aquele que quer ser feliz, deve buscar desenvolver em sua vida a piedade, compaixão ou misericórdia. “O próprio Deus é a fonte de toda a misericórdia. Seu nome é “misericordioso e piedoso” (Êxodo 34:6). Ele não nos trata segundo os nossos merecimentos. Não nos pergunta se somos dignos de seu amor, mas derrama sobre nós as riquezas desse amor, a fim de fazer-nos dignos. Não é vingativo. Não busca punir, mas redimir. Mesmo a severidade que mostra por meio de suas providências, é manifestada para a salvação dos extraviados. Intensamente Ele anela aliviar as misérias dos homens e aplicar-lhes às feridas Seu bálsamo” (O maior discurso de Cristo, p. 22). Este deve ser o alvo de cada filho de Deus. A misericórdia e a piedade são frutos de um caráter bem formado. A misericórdia é resultado de vidas bem equilibradas e sadias. A misericórdia vem de uma pessoa verdadeiramente convertida ao cristianismo. Ser misericordiosos é ser cristão. Ser misericordioso é tratar os outros não como mereciam ser tratados, mas tratar como cada um desejaria ser tratado. Muitos hoje são duros com os erros dos outros; proferem duras condenações. Mas a experiência tem mostrado que quando os que hoje são duros caem num erro, eles não querem receber o mesmo tratamento que sempre defenderam para os outros. Reclamam da dureza como são tratados. Se a misericórdia faz parte da natureza de Deus, como posso ser um misericordioso, se eu não sou Deus? “O coração do homem é, por natureza, frio, escuro e desagradável; sempre que alguém manifeste espírito de misericórdia e perdão, faz não de si mesmo, mas mediante a influência do Espírito a mover-lhe o coração” (idem, p. 21 e 22). Nenhum dos filhos de Deus aqui neste planeta nasce com a predisposição de ser misericordioso ou piedoso com alguém. Isso é resultado da atuação do Espírito Santo de Deus na vida do ser humano. É preciso pedir e permitir que Ele atue e transforme os sentimentos. Naturalmente, o ser humano não gosta de atos de misericórdia, porém, quando é permitida a atuação de Deus na vida dele, começa a transformação e como resultado são vistos e praticados atos de misericórdia. A profecia diz que os misericordiosos alcançarão a misericórdia. Como será vista a misericórdia em ação? “Os misericordiosos são os que manifestam compaixão para com os pobres, os sofredores e oprimidos” (ibidem, p. 22). A Bíblia registra a história de um homem que era misericordioso.“Eu livrava o miserável que clamava, como também o órfão que não tinha quem o socorresse. A benção do que ia perecendo vinha sobre mim, e eu fazia que rejubilasse o coração da viúva. Cobria-me de justiça, e ela me servia de vestido; como manto e diadema era o meu juízo. Eu era o olho do cego, e os pés do coxo; dos necessitados era pai, e as causas de que eu não tinha conhecimento inquiria com diligência” (Jó 29:12-16). A Bíblia relata a história de Jó com o objetivo de estimular cada filho de Deus a buscar ser também misericordioso. Perceba que Jó era o olho do cego. Guiava os cegos. Ele era um auxilio a estes deficientes. Tinha uma palavra de estimulo para as viúvas. Era um homem bom. E nós? Como podemos ser misericordiosos nos dias atuais? “Palavras bondosas, olhares de simpatia, expressões de apreciação, seriam para muitas almas lutadoras e solitárias como um copo de água fria a uma alma sedenta. Uma palavra compassiva, um ato de bondade, ergueriam fardos que pesam duramente sobre fatigados ombros” (ibidem, p. 23). Amigo ouvinte, o mundo está carente de pessoas que demonstrem misericórdia. A sociedade está à procura de alguém que tenha uma boa palavra para dizer. As pessoas estão cansadas e estressadas. Sentem necessidade de atenção e misericórdia. A profecia diz que os misericordiosos alcançarão a misericórdia. Jesus não está aqui ensinando a salvação pelas obras. Ele está mostrando que os que estão praticando atos de misericórdia permitiram que o Espírito Santo os transformasse. Isso é resultado da salvação recebida gratuitamente de Jesus.]]>
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<![CDATA[Fome e sede de justiça]]> https://tempoprofetico.com.br/fome-e-sede-de-justica/ Fri, 03 Apr 2020 03:35:50 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=986

Essas bem-aventuranças são, na verdade, dicas divinas que promovem a felicidade do ser humano. E a do verso 6, que vamos estudar hoje, não é diferente: “Bem-aventurado os que tem fome e sede de justiça, porque serão fartos”. Você já sabe que “bem-aventurado” quer diz feliz. E a verdadeira felicidade só é encontrada em Jesus. Não está nas drogas, no sexo fácil, nas casas de jogos ou em qualquer outra coisa ou atividade. Somente nEle você será genuinamente feliz. O que Jesus queria dizer quando usou a palavra fome e sede nessa bem-aventurança? “Esta figura era especialmente chamativa em um país onde chove muito pouco. O que ocorre na Palestina, acontece em outras regiões do Oriente próximo. Por estar na fronteira de zonas desérticas, uma boa parte das terras habitadas pelos judeus eram semi-áridas. Sem duvida muitos dos que assistiam o sermão de Jesus, sabiam muito bem o que era experimentar a sede”. (S.D.A.B.C. vol.5 pg.317). Perceba que Jesus usou um método interessante para prender a atenção do seu publico. Ele partiu de um assunto conhecido para um desconhecido. A escassez de água era normal nos dias dEle e em muitas partes do território de Israel; mas Ele não queria falar de água, Ele queria falar de sede da justiça. “Aqui Jesus está falando da sede da alma (Salmo 42:1-2). Somente encontrarão os que anelam a justiça com grande ansiedade, como um viajante que está para morrer de sede. Nenhum recurso terrestre pode satisfazer a fome e sede de uma pessoa. Não são suficientes as riquezas materiais, nem o conhecimento de profundas filosofias, nem a satisfação dos apetites físicos, nem honras nem poder” (idem). O sábio Salomão, depois de buscar a felicidade em fontes não confiáveis, garantiu: “Tudo é vaidade” (Eclesiastes 1:2). Por isso é importante buscar água no lugar certo. Você sabe que sem água o ser humano não sobrevive. Quantos que já morreram procurando água. Morreram da sede física, pois não encontraram o líquido precioso. Já na vida espiritual, a situação é diferente. Todo o que busca, encontra. Todo o que pede, recebe. E fica completamente satisfeito. Vamos agora para a outra parte do verso? Que justiça é esta que devo buscar? “Entre os gregos, a justiça consistia em viver de conformidade com os costumes aceitos pela sociedade. Para os judeus, era estar em harmonia com os requerimentos da lei como interpretava a tradição judaica, mas para os cristãos a palavra justiça tem um sentido mais amplo” (ibidem). Ouça agora alguns textos bíblicos que podem esclarecer melhor o assunto: “Eis que estou a porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Apocalipse 3:20). “Então Jesus lhes declarou: Eu Sou o pão da vida. Aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede” (João 6:35). “Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei! Vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” (Isaías 55:1). “Nos seus dias de Judá será salvo, e Israel habitará seguro. Este é o Seu nome, com que nomearão: O Senhor, Nossa Justiça” (Jeremias 23:6). Creio que não há duvida mais sobre o que é justiça. Justiça para Deus, não é uma amontoado de regras, justiça para Deus é uma Pessoa, e esta Pessoa é Jesus Cristo. Por isso, quem procurar a Jesus com tanto desejo, como um viajante sedento procura água, ele será satisfeito plenamente. “Como o fatigado viajante procura a fonte no deserto e, encontrando-a sacia a sede abrasadora, assim há de o cristão ansiar e obter a pura água da vida, de que Cristo é a fonte” (O maior discurso de Cristo, p. 19). A profecia indica que nenhuma pessoa que busque a Jesus, ficará sem atenção. Todos ficarão saciados. A verdadeira felicidade, a verdadeira satisfação interior somente acontecerá com um relacionamento individual com a pessoa de Cristo. Quem tiver sede justiça, ou seja, sede de Cristo, ficará satisfeito quando O buscar. Imagine só quantos já tiveram essa experiência. Que pode ser sua hoje, agora. Deus quer cumprir essa profecia em sua vida. Está com sede, muita sede? Busque a fonte que nunca seca, que oferece gratuitamente a água da Vida. Não corra atrás de qualquer outra coisa. Não se satisfaça com imitação ou qualquer líquido que não seja a água da Vida. Quando você fizer isso, sabe o que vai acontecer? Palavras de Jesus: “A água que Eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” (João 4:14). Não tenha medo de experimentar Jesus. Dê uma chance para Ele e seja feliz!]]>
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<![CDATA[Roubando a Deus]]> https://tempoprofetico.com.br/roubando-a-deus/ Fri, 03 Apr 2020 03:38:56 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=989

Graça a Deus que Ele não muda. O caráter dEle é infalível e imutável. E Suas misericórdias também. Ele sempre cumpre a parte dEle. O ser humano, porém, como já vimos em muitos programas anteriores, deixa a desejar. Desde longa data o ser humano tem se desviado de Deus. Aconteceu com Israel e acontece conosco também. O apelo que Deus faz constantemente é que tornem a Ele e ele tornará para o ser humano. Não importa o tempo ou a distância. Deus está sempre esperando e pronto para perdoar e transformar. Em sua hipocrisia, a maioria ímpia da nação de Judá, nos tempos de Malaquias, estava satisfeita com seus caminhos desleixados. Não via a real necessidade de conversão ao Senhor e pergunta em que eles necessitam emendar os seus caminhos. “Em que havemos de tornar?” (verso 7). Deus responde que o homem está lhe roubando. Seria possível ao ser humano, na sua insignificância, roubar ao Deus infinito? Por incrível que pareça, isso acontecia nos tempos da Bíblia e acontece hoje também. Roubam a Deus nos dízimos e nas ofertas. A impressão que temos, ao ler Malaquias 3:8 é que o povo havia diminuído os dízimos e ofertas em virtude de condições adversas. As ofertas de Israel eram as primícias, não menos do que um sexto do cereal, do vinho e do azeite (Deuteronômio 18:4). Havia diversos tipos de dízimo: (1) o décimo do restante das primícias, quantia destinada aos levitas para a sua subsistência (2) o décimo que os levitas pagavam aos sacerdotes (3) o segundo décimo que a congregação pagava para as necessidades dos levitas e suas famílias no tabernáculo e (4) outro dízimo de três em três anos para os pobres. Esses dízimos todos não estavam sendo adequadamente dados pelo povo nos dias de Neemias e de Malaquias (Neemias 13:10). Por isso o povo é acusado de roubar a Deus. Buscando roubar a Deus, eles roubavam a si próprios, pois tinham fracasso da colheita e fome, juízos correspondentes ao seu pecado. Dessa maneira, eram amaldiçoados com a maldição, pois ainda estavam defraudando (é empregado aí o particípio) a Deus. E o mal estava sendo implantado por toda a nação. Contudo, nem toda a esperança está perdida. O profeta mostra o caminho do favor de Deus. Há um importante princípio espiritual aqui enunciado, aplicável em qualquer época: Deus retribui com bênção o coração inteiramente dedicado a Ele. Se desejarmos que Deus abra Seu armazém, a casa do tesouro, devemos primeiro abrir o nosso. A nação é aconselhada a trazer o dízimo todo à casa do tesouro, para que haja mantimento na casa do Senhor (3:10). O armazém constituía-se das câmaras (ou salas) que havia no Templo para onde eram levados os dízimos (Neemias 10:38 e 13:12). Em obediência a essa exortação eles verificariam mediante prova prática que o Senhor abriria as janelas do céu e derramaria bênção tal que não haveria espaço suficiente para contê-la. Deus gosta de apresentar a prova prática como em II Crônicas 31:10. Deus lhes enviaria chuvas abundantes. Bênção abundante é comparada à chuva. Nada seria retido no caminho da bênção. Evidentemente a terra havia sofrido as conseqüências da seca, como vemos no versículo 11. Agora haveria superabundância e o espaço seria insuficiente para recebê-la. Deus promete que todo fator prejudicial, o gafanhoto ou qualquer açoite similar procedente do Senhor, seria detido por amor a eles. Quando a chuva regasse os campos, o açoite, isto é, a praga não destruiria a safra. Destaca-se o gafanhoto, chamado devorador devido à sua insaciável ganância. No caminho da obediência e como resultado da bênção de Deus sobre eles, todas as nações os chamariam felizes. Tanto Deus como o homem encontrariam alegria e prazer em Israel. Então se cumpririam as promessas de Deuteronômio 33:29, Isaías 62:4 e Zacarias 8:13. Perceba, amigo ouvinte, o chamado insistente de Deus. “Tornai-vos para mim”. Este é o clamor constante do Senhor a Israel através do Antigo Testamento. Para reconhecer a bênção de Deus em sua vida nacional eles só precisam de voltar-se para Deus por intermédio do Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Precisamos proclamar em alto e bom som, continuamente, o apelo ao povo de Deus dessa época para que se torne para Ele, para que volte ao Senhor! Por isso quero terminar perguntando para você: como vai sua vida? Como vai seu relacionamento com Deus? Tem estado longe? Um pouco lá, um pouco cá? Tem sido fiel na devolução dos dízimos que pertencem a Senhor? Tem sido generoso com as ofertas voluntárias? Avalie sua vida e a maneira como tens encarado o cristianismo prático. Não viva uma religião de aparência. Seja fiel e cumpridor daquilo que Deus pede. A promessa é garantida: Deus vai abrir as janelas do céu e derramar bênçãos sem medida.]]>
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<![CDATA[Ferido na casa dos amigos]]> https://tempoprofetico.com.br/ferido-na-casa-dos-amigos/ Fri, 03 Apr 2020 03:41:31 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=992

Para entendermos bem esta profecia, precisamos voltar e analisar o contexto em que este verso é apresentado. É bom lembrar que o profeta Zacarias está tentando de todos os meios animar seu povo com recados de esperança e prosperidade. O enfoque, porém, muda um pouco. Zacarias passa a mencionar características que o Messias iria possuir, quando viesse. Esta profecia, em primeiro plano, está mostrando um falso profeta que abandonou o erro, e agora está do lado do Senhor. Os profetas pagãos, tanto no passado como em nossos dias, tinham o costume de nos seus ritos religiosos, ferirem o seu próprio corpo. Não quero, porém, gastar muito tempo nessa aplicação e sim, na segunda aplicação. Zacarias apresenta o futuro glorioso que aguardava um povo desanimado. Eles não tinham entusiasmo nem para construir o templo e neste momento o profeta deixa os problemas do povo de lado e começa a mostrar o que aconteceria com a nação de Israel e a vinda do Messias. Esta profecia foi cumprida com toda a sua clareza e intensidade nos dias de Cristo. Este pronunciamento profético de Zacarias aconteceu a aproximadamente 500 anos antes do seu cumprimento. Toda a Nação de Israel esperava o Messias. Havia uma grande expectativa em torno da chegada dEle. Com o passar dos anos muitas idéias diferentes e erradas foram sendo assimiladas. O Messias esperado passou a ser muito diferente do que fora profetizado. Esperavam um salvador que os livrasse da opressão dos povos dominadores, um líder político ou militar. Assim, esses conceitos errados foram sendo propagados e aceitos de geração em geração, como sendo verdade absoluta. Imaginavam que o Messias deveria ter origem nobre. Por isso, quando Jesus nasceu e foi proclamado como o Salvador, gerou muitas dúvidas e descrédito. Qual é a sua família? Onde nasceu? Qual escola estudou? Quais são as suas idéias para livrar o seu povo da escravidão romana? Eu imagino que foram algumas perguntas que com certeza os lideres fizeram a Jesus. A investigação mostrou que a mãe se chamava Maria e Ele não tinha pai, fora gerado pelo Espírito Santo. Portanto, para alguns, Jesus era um filho bastardo, gerado em prostituição. Esta origem de Jesus foi tão questionada que numa discussão com alguns judeus, este assunto foi objeto de ironia. “Nós não somos filhos ilegítimos…” (João 8:14). Não O aceitavam como tendo apenas mãe e não um pai. O próprio José, quando soube que sua prometida estava grávida, resolveu acabar com o noivado. Deve ter pensando: “uma gravidez fora do casamento é coisa de prostituta. Eu não vou me casar com uma prostituta”. Foi preciso que um anjo explicasse e aconselhasse a José sobre o que estava acontecendo (Mateus 1:19-20). Onde nasceu? Em Nazaré, era a resposta. “Nazaré, está a vinte e quatro quilômetros do mar da Galiléia; e a quase cento e treze quilômetros ao norte de Belém” (Enciclopédia de Bíblia teologia e filosofia, vol.4, p..464). Nazaré era uma cidade que despertava muitos preconceitos. Não era um bom lugar para morar ou nascer. Quando descobriram que Ele era de Nazaré, a rejeição aumentou. Em qual escola estudou? Nos dias de Jesus havia duas grandes escolas dos rabinos. A de Hillel e Chamai. Ele disse que havia estudado em casa, provavelmente com a mãe dEle. Mais um choque para os lideres da época. Como pode alguém ser o Messias e não freqüentar nenhuma escola renomada? Outra questão foi decisiva. As idéias de Jesus com relação a opressão romana. “Não será assim entre vós. Pelo contrário, todo aquele que, entre vós, quiser tornar-se grande, seja vosso servo, e quem dentre vós quiser ser o primeiro, seja vosso escravo, tal como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20:26-28). “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mateus 22:21). “Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. Ao que tirar tua capa, deixe que leve também a túnica” (Lucas 6:29). “Como quereis que os homens vos façam, da mesma maneira fazei-lhes vós também” (Lucas 6:31). “Se alguém te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mateus 5:41). Você percebeu a complexidade e dúvidas que estavam na cabeça das pessoas e da liderança religiosa, na época de Jesus? O que eles haviam aprendido de seus pais não conferia com aquilo que estavam presenciando. A maneira do Messias se apresentar e os discursos dEle não eram de alguém que iria libertá-los da escravidão romana. Só poderia ser um impostor. A falta de estudo e conhecimento da Palavra de Deus foi uma das causas dessa confusão toda. Para eles, o que valia era a tradição, as idéias e interpretações humanas. Por isso, prenderam a Jesus. O maltrataram ao extremo. Foi crucificado como o pior bandido da época. Atravessaram mãos e pés com enormes pregos. Sim, foi ferido na casa dos seus irmãos, conforme a profecia. Amigo ouvinte, esse é o risco de confiar nas tradições ou no que dizem os líderes espirituais. Por isso, é importante o estudo aprofundado da Bíblia. Conferir se as coisas são realmente assim. Experimente fazer isso e você, provavelmente, descobrirá muita informação equivocada que precisa ser corrigida conforme, o “assim diz o Senhor”.]]>
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<![CDATA[Vou morar com vocês]]> https://tempoprofetico.com.br/vou-morar-com-voces/ Fri, 03 Apr 2020 03:48:06 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=995

amos para o capítulo 2, versículos 10 e 11: “Exulta e alegra-te, ó filha de Sião; porque eis que venho, e habitarei no meio de ti, diz o Senhor. E naquele dia muitas nações se juntarão ao Senhor, e serão o meu povo; e habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti”. Esta é mais uma mensagem de coragem e ânimo para o povo de Deus que voltara do cativeiro babilônico. Ela revela o sonho de Deus e a promessa feita a Abraão, séculos antes. Perceba que a profecia faz um chamamento à alegria. O povo devia alegrar-se. Sem dúvida, o primeiro ingrediente para o sucesso de um projeto. A alegria dá vida a uma idéia, a um sonho. O medo, o remorso, a incerteza, não deveriam mais fazer parte da vida dos habitantes de Jerusalém. Deus quer alegria. E isso vale para hoje também. Você quer vencer na vida? Viva uma vida marcada pela alegria, otimismo, bom humor. Ao se envolver com um projeto, envolva-se com alegria e entusiasmo. Como tenho mencionado aqui nos últimos programas, havia muito trabalho a ser feito. Uma cidade precisava ser reconstruída. E o Templo, também! Era preciso alegria naquele presente, com os olhos voltados para o futuro. E qual era a promessa? “Exulta, e alegra-te, ó filha de Sião; porque eis que venho, e habitarei no meio de ti, diz o Senhor”. Veja. Sião (Jerusalém) foi convocada a regozijar-se. Se o povo de Israel tivesse dado ouvidos aos profetas, que era a vontade de Deus, a situação ou o resultado seria outro – completamente diferente. Deus iria morar no meio de Jerusalém e ela se tornaria um diadema de glória para o mundo. Imagine você: Deus viria morar no meio do seu povo! E muitas outras nações se ajuntariam ao Senhor. Era propósito de Deus que os homens de todas as nações, ao observarem a prosperidade de Israel e a vantagem de servir ao Senhor, se tornariam todos um só povo. Uma coisa, porém, precisa ser destacada: além de Deus querer habitar no meio do povo era necessário que o povo também tivesse esse desejo. Para haver um casamento tem que haver disposição das duas partes. Não é possível realizar um casamento quando só uma pessoa deseja se casar, não é mesmo? Através dessa profecia, Deus estava dizendo a Zacarias que da parte dEle não haveria problema algum em tornar tudo realidade. Esperava, porém, a resposta do seu povo. Isso era fundamental para o cumprimento da profecia. Sou tentado a imaginar o mundo inteiro correndo para Jerusalém. A curiosidade e a disposição de conhecer e servir ao Deus Eterno. E, a partir dali, espalhando-se pelo planeta inteiro. Essa seria a evangelização, pelo jeito de Deus. Um povo abençoado pregaria através da vida, das bênçãos resultantes da fidelidade. Mas, infelizmente, o sonho de Deus não foi concretizado. Houve falha nesse contrato, nessa promessa, nesse casamento. E quem falhou? Sim, exatamente. O povo. O ser humano. “Israel, depois do exílio, e mesmo antes de ir para o cativeiro, se negou a prestar atenção a luz enviada pelo céu” (SDABC, vol. 4, p. 1113). Que pena! Todo o esforço feito por Deus em enviar orientação através de tantos profetas, tudo ou quase tudo foi em vão. O povo estava inclinado a ouvir o que o próprio coração dizia, e não o que Deus falava. Deus prometeu a um grupo de pessoas temerosas quanto ao futuro, que não precisavam ter medo. Ele estaria presente. Ele os ajudaria a se tornarem vitoriosos. Preferiram, porém, não dar importância ao que Deus dizia. Você sabia que mesmo a profecia não tendo se cumprido com o povo de Israel, pode ser cumprida ainda hoje, de uma forma um pouco diferente? É verdade. Em Apocalipse 21:2 e 3 o plano divino é apresentado não apenas para um povo, mas para o mundo inteiro: “E, eu João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus”. Sim, você amigo ouvinte, é um dos candidatos que Deus planeja usar para que o plano dEle finalmente se torne realidade. O que uma nação deveria fazer, Deus espera que a igreja dEle faça. Deus deixou uma missão para a igreja cristã que é de anunciar ao mundo inteiro o evangelho – ou seja, as boas notícias de salvação. Avisar aos quatro cantos do planeta de que é possível viver eternamente e feliz! Isso tem acontecido de diferentes maneiras, nas mais distantes regiões do Planeta Terra. As boas notícias de salvação têm sido anunciadas de todas as formas e meios, transformando vidas, espalhando alegria e esperança onde antes havia dor, tristeza e amargura. Em breve a segunda parte da profecia se cumprirá. Deus estará no meio dos seus filhos. O que Ele promete, Ele cumpre. Quer, porém, você, estar junto a Ele? O povo de Israel, no tempo de Zacarias, não quis. E você? Qual é sua resposta? Permita que Ele habite em seu coração, transforme sua vida e produza resultados para a eternidade afora.]]>
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<![CDATA[Um convite insistente]]> https://tempoprofetico.com.br/um-convite-insistente/ Fri, 03 Apr 2020 03:50:40 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=998

Zacarias foi um dos filhos de judeus que, provavelmente, nasceu no cativeiro babilônico. O pai chamava-se Baraquias e o avô, Ido. O nome Zacarias significa “lembrado de Jeová”. “Zacarias, começou o seu ministério profético, quando era ainda bem jovem. Isso foi cerca de dezesseis anos depois do retorno dos judeus do cativeiro babilônico, em torno de 520 a 519 A.C. O mais provável, é que o profeta tenha vivido até a terminação da construção do templo, que ocorreu em 515 A.C.” (S.D.A.B.C. vol.4 pg.1107). A missão de Zacarias era a de animar o povo que estava vivendo um período de grande aflição e incerteza. Eles foram encorajados, através do ministério do profeta, a reconstruírem o templo e a cidade de Jerusalém. É interessante destacar que as mensagens proféticas de Zacarias foram dadas em forma de parábolas e símbolos, e chegaram num tempo de grande aflição e incerteza. Foram, porém, significativas para os homens que estavam avançando em nome de Deus. A maior tarefa de Zacarias era levar o povo a agir contra a oposição que os inimigos fizeram visando interromper a reconstrução do templo, na época do falso Smerdis em 522 AC. Zacarias apareceu na hora de maior dificuldade e desalento, para ajudar ao seu idoso colega Ageu, a fim de encorajar o povo com as suas mensagens proféticas. “As mensagens de Zacarias, mostrando o futuro glorioso, eram condicionais (6:15). Devido a falha dos judeus ao regressarem do cativeiro, em solucionar as condições espirituais as quais são básicas para a prosperidade, as profecias não se cumpriram em seu objetivo original. Contudo, certos fatos se cumprirão na era cristã” (Estudo sobre os Profetas Menores vol.2 pg.160-161). Creio que já possuímos as informações suficientes para compreendermos a profecia que vamos estudar hoje e nos próximos programas. Vamos, então, a Zacarias 1:3? “Portanto, dize-lhes: assim diz o Senhor dos exércitos: tornai para mim, diz o Senhor dos exércitos, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos exércitos”. O que Deus queria dizer com esta profecia? O profeta foi cuidadoso em relatar o momento histórico, quando Deus o chamou para uma tarefa específica. Ele foi chamado no oitavo mês do segundo ano do reinado de Dario (Zacarias 1:1). Para entendermos bem o que Deus estava tentando dizer ao povo através desta profecia, precisamos estudar alguns versos anteriores. No capitulo 1, verso 2, Deus faz um desabafo sobre o que tinha acontecido entre Ele e o povo dEle, da seguinte forma: “o Senhor tem estado em extremo desgosto com vossos pais”. O profeta coloca diante de seus ouvintes como Jeová se sentiu com as atitudes de seus pais no passado. Eu imagino que a geração, que estava esperando a hora de sair de Babilônia, muitas vezes tinha ouvido os comentários e as explicações sobre o cativeiro. Eles escutaram com seus ouvidos o que os seus pais a avós contaram e viram com os próprios olhos, o que restou. A ingratidão, a idolatria, a iniqüidade e rebelião, fizeram com que o Senhor ficasse extremamente desgostoso com o povo judeu. Por isso ficaram cativos durante tanto tempo fora do país. Conseqüentemente os filhos dos idólatras e rebeldes, que haviam afrontado a Deus com práticas pecaminosas, sofriam as agruras do cativeiro. Isso me faz pensar nas conseqüências causadas por pais, hoje em dia, na vida de seus filhos. Quantos que afogam suas mágoas na bebida, no crime, na violência, no sexo irresponsável, dirigindo perigosamente no trânsito, enfim, colocando em risco a vida de inocentes que nada tem a ver com as frustrações de terceiros. Decisões erradas que afetam ou afetarão diretamente familiares e amigos. Era mais ou menos isso que acontecia na época de Zacarias. Os velhos haviam morrido e a nova geração pagava agora alto preço pela desobediência dos progenitores. Imagine qual era a imagem que tinham de Deus. Talvez medo. Talvez dúvida ou, provavelmente, revolta. É justamente nesse contexto que a profecia é feita. Uma profecia de esperança. Apontando que Deus sempre está pronto para investir no ser humano. Pronto para recomeçar. Pronto para perdoar. Pronto para esquecer. Com braços abertos esperando o retorno dos filhos distantes. Perceba que o texto profético diz que se o povo tornasse para Deus, Ele estaria pronto a voltar-se para eles. Tornai para mim, é o que diz a profecia. Um chamado ao arrependimento. Assim, como hoje, Deus continua chamando o ser humano de volta ao lar. Muitos preferem pedir a Deus proteção, saúde, trabalho, inteligência, porém não desejam oferecer o principal e primeiro lugar da mente e do coração para Jesus. Até aceitam a Jesus como Salvador. Não O querem, infelizmente, como Senhor da vida. Sabe, é comum, hoje em dia, o desinteresse pelas coisas sagradas. A comodidade, os afazeres, a busca pela riqueza, pelo poder, pela satisfação própria, tem preenchido o espaço da religião viva e prática na vida do homem pós-moderno. Vive-se a vida de forma desenfreada, alucinada. Deus, quando é lembrado, só nos momentos de dor ou profunda preocupação. Deus, porém, amigo ouvinte, continua insistindo, perguntando, convidando, chamando, apelando: “volte-se para mim. Quero fazer de você e de sua vida, uma nova história. Ofereço a você vida em abundância. Vitória e vida eterna no final.”]]>
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<![CDATA[Um anel de selar]]> https://tempoprofetico.com.br/um-anel-de-selar/ Fri, 03 Apr 2020 03:52:46 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1001

Nos últimos programas falamos bastante sobre Zorobabel. “Zorobabel foi um judeu babilônico que retornou à Palestina, ao término do cativeiro caldeu. Atuou em Jerusalém como governador da Judéia, durante o tempo do rei persa Dario Histapes”. Após o decreto de Ciro, em 538 AC., quando os povos cativos pela Babilônia tiveram permissão de retornar às suas pátrias de origem, Zorobabel foi nomeado governador de Jerusalém. Foi o grande líder político de Jerusalém, durante o governo de Tatenai, governador militar da Judéia, sob o qual atuava… Dentro das tradições judaicas, Zorobabel aparece como homem renomado” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, vol. 6, p. 904e 905). Os profetas Ageu e Zacarias vieram incentivar a Zorobabel, para que não desanimasse diante das provas. Os povos inimigos não queriam que o templo fosse reedificado. Com isso Deus testava o caráter e a perseverança de Zorobabel. Em seguida, premiava com profecia. Você percebeu? Primeiro a prova, depois a recompensa. É assim que Deus trabalha, amigo ouvinte. Primeiro ele quer ver a sua lealdade, depois vem a benção! Hoje, muitos almejam a benção, mas não querem viver uma vida de lealdade a Jesus. Hoje muitos querem ter saúde, mas não vivem uma vida correta conforme os princípios de saúde. Hoje muitos desejam alcançar o sucesso na vida profissional, mas não querem encarar as lutas e as provas decorrentes disso! Como você está se saindo diante das provas e dificuldades que a vida tem lhe apresentado? As suas reações são reações de um vencedor? As palavras que você profere diante de algo que o magoou, tem a aprovação de Deus? Você tem entendido que se for fiel a Deus nas mínimas coisas, está sendo preparado para ser aprovado nas maiores? Sabe, Deus quer fazer de você um vitorioso, um campeão, um colecionador de vitórias, mas para você ser um vitorioso, tem que começar a ser aprovado nos pequenos testes que chegam diariamente. Foi nessa situação que Zorobabel recebeu a profecia. “E te farei um anel de selar”. O que Deus estava querendo dizer ao seu leal servo? Os comentaristas bíblicos dizem que “aos olhos de um oriental, o anel era um objeto de grande valor, importância e autoridade (Jeremias 22:24). Zorobabel, foi um servo escolhido, como foram Abraão, Jacó, Moisés, Davi” (Estudo sobre os Profetas Menores vol. 2 pg.150). Os reis é que possuíam um anel para selar. Era usado para confirmar, selar, autenticar, carimbar documentos oficiais. O anel representava poder. Em outras palavras, Deus estava demonstrando como na verdade trata os seus fieis servos. No momento que Deus falou que faria de Zorobabel um anel de selar, Ele estava dizendo que este seu servo era de muito valor! Zorobabel foi prestigiado pelo Rei do Universo! Deus reconheceu e aprovou a maneira dele se portar diante das dificuldades. Como é bom receber uma palavra de ânimo, de encorajamento ao enfrentar dificuldades. Como é bom ser valorizado após encarar toda a sorte de problemas. Como é bom receber uma palavra de apreço pelo bom trabalho feito! E foi exatamente assim que Deus agiu com Zorobabel. Enquanto todos os seus oponentes o criticavam e criavam dificuldades para que cumprisse a missão, o Todo Poderoso, enviou o profeta Ageu para transmitir uma mensagem de ânimo e entusiasmo ao principal líder de Jerusalém. Amigo ouvinte, Deus disse que faria de Zorobabel um anel de selar. É claro que esta premiação não veio de uma hora para outra. Este reconhecimento veio ao longo de uma vida, que foi marcada pela coragem de ficar ao lado do que é correto. Esta valorização aconteceu depois de muitos confrontos e vitórias diante das provas e tentações. Vamos trazer essa profecia para o nosso tempo. Para o século 21. Para a sua experiência religiosa. Você já parou para pensar o que Deus poderia dizer de você após analisar a sua vida? A quê ou a quem Deus poderia comparar você? Assim como Zorobabel foi animado e prestigiado por estar fazendo a vontade de Deus, independentemente das provas que estivesse enfrentado, o mesmo pode acontecer com cada um de nós. Se você agora está enfrentando duras provas por estar fazendo a vontade de Deus, saiba que o Rei do Universo não esqueceu de você. “Deus não permitirá que um de seus fiéis [filhos] fique sozinho para lutar, com grandes desvantagens e seja vencido. Ele o preserva como uma jóia preciosa, a cada um cuja a vida está escondida com Cristo em Deus. De cada um deles é feita a seguinte promessa: Te porei como um anel de selar, porque Eu te escolhi” (S.D.A.B.C. vol.4 pg.1103) Esta profecia nos ensina, amigo ouvinte, que independente das dificuldades, devemos fazer hoje o que está ao nosso alcance com fé e perseverança, apesar de eventuais dificuldades ou oposição. Por isso, não desista de fazer a vontade do Senhor, mesmo que as provas sejam as mais fortes. Você pode até ser abandonado, desrespeitado, humilhado, mas se for um fiel servo de Deus, você também será um anel de selar, porque o Senhor dos Exércitos é que quem falou.]]>
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<![CDATA[Virá o desejado de todas as nações]]> https://tempoprofetico.com.br/vira-o-desejado-de-todas-as-nacoes/ Fri, 03 Apr 2020 03:55:06 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1004

Os Judeus tiveram alguns templos. O mais famoso foi aquele construído nos dias do rei Salomão e destruído por Nabucodonosor, quando invadiu Jerusalém. O segundo templo foi erguido pelo governador Zorobabel, nos tempos de Ageu, e ficou conhecido como “o templo de Zorobabel”. Já o terceiro foi chamado de o “templo de Herodes”. Vamos conhecer um pouco da história de cada templo? O de Salomão foi o mais famoso. Ele começou a ser planejado por Davi, pai de Salomão. Coube a Davi preparar todos os materiais para essa obra. Entre outras coisas estavam cem mil talentos de ouro e um milhão de talentos de prata (I Crônicas 22:14). Para que você possa avaliar o tamanho e o valor de tudo isso quero atualizar em medidas de nossos dias (um talento, equivale a 28,38 kg. a 30,27 kg). Somente em ouro foi utilizado o equivalente a três mil e vinte e sete quilos; já de prata, foi o equivalente a 30 mil e 279 quilos. O luxo desse templo foi algo incomparável, na época. Quando este templo foi dedicado ao Senhor, a glória de Deus tomou conta dele (I Reis 8:29). “A construção do templo iniciou no quarto ano do reinado de Salomão (I Reis 6:1)” (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, vol.6, p. 429). “O templo construído por Salomão chegou ao fim por ocasião do reinado de Zedequias. Ele rebelou-se contra Nabucodonosor. No revide babilônico, a cidade de Jerusalém caiu, em 586 AC. Zedequias tentou fugir, sob a escuridão da noite, mas acabou sendo capturado pelas tropas inimigas. O templo e a cidade foram incendiados. Dessa maneira acabaram os trezentos e oitenta anos de história deste templo” (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, vol.6 p. 434). O segundo templo mencionado é o de Zorobabel. Este foi construído nos dias do profeta Ageu. Foi uma construção muito inferior a de Salomão. Ciro, rei da Pérsia, quando conquistou Babilônia, ordenou que os Judeus voltassem para a Palestina e deu condições para que a cidade e o templo fossem reedificados. “De acordo com o decreto de Ciro, o templo de Jerusalém deveria ser reconstruído com trinta metros de largura e trinta metros de altura… O templo de Zorobabel tornou-se conhecido como o segundo templo, e continuou servindo até o ano 20 AC, mais ou menos. Portanto perdurou mais de cem anos que o primeiro” (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia vol.6, p. 436). Essa construção, nos dias do rei Herodes, sofreu reformas e alterações. Por economia de tempo, não vou mencioná-las, mas acabou ficando um templo majestoso e imponente. Ele foi reconstruído com pedras calcárias brancas que, ao serem polidas, davam uma aparência extraordinária. Este templo era o orgulho dos Judeus nos dias de Cristo. Creio que agora já temos as informações necessárias para compreendermos a profecia de Ageu. Nos dias do profeta, o povo estava mais preocupado em cuidar dos seus interesses, do que dos de Deus. Quando o segundo templo começou a ser reconstruído, foram vistas duas reações bem distintas. Os mais velhos choravam de tristeza, e os mais jovens, gritavam de alegria (Esdras 3:12). Os mais velhos viam um templo bem menor do que o primeiro, e os mais jovens estavam felizes, porque um templo estava sendo finalmente construído. A inferioridade do templo era motivo de desânimo para os mais velhos. E o pior é que os mais jovens estavam sendo afetados grandemente pelas criticas e murmurações dos idosos. Os mais velhos estavam mais preocupados com a glória do templo, do que com as bênçãos espirituais que o templo podia proporcionar. Na profecia de Ageu, este templo receberia o Desejado de todas as Nações. Quando Ele viesse as nações seriam abaladas, a terra iria tremer. Era para isto que o povo nos dias de Ageu deveria olhar. Os olhos deveriam estar direcionados um pouco mais para frente. Esse templo seria muito mais famoso do que o de Salomão. Nos dias de Salomão apenas uma glória encheu o templo, mas na segunda construção, que o profeta procurava entusiasmar o povo para erguer, receberia o próprio Filho de Deus. E assim foi. “Encherei de glória esta casa”, era a promessa de Deus a um povo desanimado. Para os Judeus o que dava a glória era o ouro e a prata que havia em abundância no templo de Salomão, mas para Deus o que iria freqüentar o segundo templo, era muito superior a prata e o ouro. O que iria freqüentar o templo era o Dono da prata e do ouro de todo o mundo (Ageu 2:8). Amigo ouvinte, o que é que tem valor para você? É a prata ou o ouro? Ou é a pessoa de Cristo? Os judeus dessa época tiveram essa grande dificuldade pela frente. E hoje a história com facilidade é repetida. Pela prata e ouro, as pessoas dedicam muito de seu tempo e de suas energias, porque para eles é isto que somente tem valor, e bem poucos vêem valor na pessoa de Cristo.]]>
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<![CDATA[O justo viverá pela fé]]> https://tempoprofetico.com.br/o-justo-vivera-pela-fe/ Fri, 03 Apr 2020 03:59:02 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1007

Aqui está mais uma profecia para a nação de Judá, feita em torno ano 630 AC. Este é mais um recado para que o povo pudesse sobreviver a crise que estava sendo anunciada de forma clara e iminente. A primeira parte do texto (eis que a sua alma se incha, e não é reta nele), apresenta a visão de Deus sobre o profeta. Portanto, esta parte não é uma profecia, mas sim uma análise da maneira como Deus estava vendo o profeta. Deus, na verdade, estava reprovando a falta de fé de Habacuque. Ele estava com dificuldades para entender todo o plano de Deus. Não conseguia compreender o porquê de Deus ter que usar um povo mais ímpio para corrigir Israel, que não chegava nem perto da maldade assíria. Há uma outra tradução desta primeira parte que é apresentada desta forma: “Se ele voltar atrás, a minha alma não tem nele prazer”. E é isso mesmo. Deus não tem prazer em pessoas que ficam inchadas com suas próprias opiniões. Deus não tem prazer em pessoas que racionalizam as coisas espirituais e não se arrependem disso. Amigo ouvinte, coisas espirituais nem sempre seguem a lógica ou a compreensão humana. Deus tem os planos dEle, mas nem sempre eles são plenamente compreensíveis para nós. O Senhor está reprovando o profeta por ele estar reagindo de forma contrária ao que Deus dizia. Por isso apresenta então a única característica necessária para Habacuque sobreviver a crise que estava para acontecer em Jerusalém. E qual é esta característica? “… mas o justo pela sua fé viverá”. E quem é o justo? “A palavra justo, significa “justos”, “corretos”, “sem culpa”, usada como referência a pessoa ou coisa, que foi examinada e achada em boas condições” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol. 2, p.59). Esta pessoa boa, correta, devia desenvolver a fé. “O justo viverá pela fé”. Quero fazer duas perguntinhas a você neste momento: O que é fé? Você tem fé? Vamos tentar esclarecer o que é fé e assim fica mais fácil para você saber se tem ou não fé. “A palavra hebraica, que foi traduzida por fé, significa “constância”, “integridade” e “fidelidade”, e que descreve a relação de alguém para com Deus” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol. 2, pg.59). Com estas palavras, podemos começar a entender o que Deus queria dizer com “o justo viverá pela fé”. Amigo ouvinte, fé na visão de Deus é muito diferente do que se ouve em nossos dias no mundo cristão. Fé para Deus significa um relacionamento que é marcado pela constância, integridade e fidelidade. Há muitos por aí dizendo que têm fé, mas a vida deles mostra exatamente o contrário. O relacionamento deles com Deus é muito pobre e fraco. São cristãos apenas quando tudo está bem, ou até a primeira prova, o primeiro problema. Quando a dificuldade surge, abandonam tudo e passam a viver como qualquer descrente. De fato, não têm fé nenhuma. A palavra fé também significa um relacionamento marcado de fidelidade a Deus. Amigo ouvinte, é a hora da prova que mostra que tipo de cristão nós somos. A fidelidade a Deus deve ser a marca registrada do verdadeiro cristão. O cristão que tem fé não abandona as convicções diante da primeira dificuldade. Entre os muitos heróis da fé gostaria de destacar um escocês, que recebeu o nome de David Livingstone. David desde a infância ouvira falar dos missionários que deixavam a terra natal para irem a lugares difíceis e pregarem o evangelho. Na juventude estudou medicina para se tornar um médico missionário. Ao concluir o curso planejava ir para a China. Mas um dia, ao ouvir o discurso de um missionário que acabara de chegar da África, os planos mudaram. Aquele missionário, olhando nos olhos de Livingstone, disse: “Há uma vasta planície ao norte, onde tenho visto, todas as manhãs ensolaradas, a fumaça de milhares de aldeias, onde nenhum missionário ainda chegou.” Comovido, o jovem escocês respondeu: “Irei imediatamente para a África.” Às cinco horas da manhã do dia 17 de novembro de 1840, após ler o salmo 121 e o 135, viajou de Glasgow ao Rio de Janeiro e por fim à cidade do Cabo, na África. A viagem durou três meses. David, com 27 anos, chegou a África e dedicou toda a vida dele ao povo africano. Andou a pé fazendo o bem cerca de 17.600 quilômetros. Porém, no ano de 1873, fraco e doente, foi conduzido por dois de seus auxiliares até a aldeia Chitambo, em Ilala onde fizeram uma cabana para ele. Nessa cabana, no dia primeiro de maio de 1873, acharam David Livingstone de joelhos, ao lado da cama, morto. Orou enquanto viveu e morreu também orando. Os dois fiéis companheiros de David enterraram o coração dele debaixo de uma árvore em Chitambo, secaram e embalsamaram o corpo, e o levaram até a costa. Na viagem até o litoral, de Chitambo até o porto de Zamzibar (cerca de 1.600 quilômetros) precisaram cruzar o território de tribos hostis carregando o corpo do missionário. De Zanzibar ele foi transportado para a Inglaterra, onde foi sepultado na abadia de Westminster. No túmulo desse grande herói da fé podem ser lidas estas palavras: “O coração de Livingstone jaz na África, seu corpo descansa na Inglaterra, mas sua influência continua”. Amigo ouvinte, fé é ser fiel a Jesus independentemente do que venha a acontecer. É não desanimar. Não desistir. Ter fé em Deus é saber que o Senhor irá guiar você, irá proteger você, irá abençoar você. Habacuque afirma categoricamente que aquele que vive pela fé, confiando no Altíssimo, será salvo, enquanto que o orgulhoso, o arrogante, o impenitente perecerá em seus pecados. Sobreviverão a crise àqueles que aprenderem a confiar plenamente em Deus, independentemente de entender ou não o plano divino.]]>
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<![CDATA[Não há cura para tua ferida]]> https://tempoprofetico.com.br/nao-ha-cura-para-tua-ferida/ Fri, 03 Apr 2020 04:02:20 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1010

“Não há cura para a tua ferida; a tua chaga é fatal. Todos os que ouvem a notícia a teu respeito batem palmas sobre ti, pois quem não sentiu a tua crueldade sem fim?” (Naum 3:19). Todo o capítulo três é uma declaração profética sobre a destruição final de Nínive. Os pesquisadores dizem que “os cômoros, que assinalam o antigo local de Nínive, ficam situados à margem oriental do rio Tigre, diante da moderna cidade de Mosul, no norte do Iraque. Nínive tornou-se um centro de culto religioso e de comércio, mas só no ano 704 a.C., é que passou na ser a capital do império assírio. O palácio de Senaqueribe tinha 9.178 m2. Nas paredes estavam retratados em alto relevo as vitórias e a cobrança de tributos sobre Judá. Nos dia de Senaqueribe foram ampliadas as muralhas da cidade e introduzido um novo sistema de suprimento de água, com canais que vinham desde o rio Gomel. Nínive dispunha de quinze portões, e cada um desses portões era guardado por um touro gigantesco. Em escavações arqueológicas recentes, foi descoberta a maior biblioteca de tabletes em escrita cuneiforme” (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, vol. 4, p. 506-507). Naum descreve Nínive como “cidade sanguinária” (cap.3:1). “Nínive era um lugar onde o sangue jorrava livremente e aparentemente sem nenhuma atitude de remorso. Os monumentos assírios abundantemente apresentam como os cativos eram decapitados pelos pés ou mãos para morrer em vagarosa tortura… inscrições reais exibem um grande numero de inimigos mortos, cativos levados para outras regiões, cidades arrasadas, terras devastadas e plantações destruídas” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol.1., p. 286). No verso 14 o profeta recomenda que deveriam tirar e guardar água para o tempo de cerco. No verso 18 Naum anuncia que os pastores e nobres dormem. Perceba que ele está fazendo uma grave acusação contra os líderes civis e religiosos. A cidade estava prestes a cair nas mãos dos inimigos, mas a postura dos líderes era de um sono profundo. Infelizmente o quadro de hoje é parecido com o descrito por Naum. Muitos líderes dormem diante do perigo e da secularização que atinge comunidades e igrejas. Estão paralisados, impassíveis, diante de comportamentos e atitudes que envergonham o cristianismo. A profecia que estamos estudando afirma que não haveria cura para a ferida causada pela destruição. “Em 612 AC., os aliados Medos e Neobabilônicos atingiram o objetivo proposto: após uma luta ferrenha a cidade foi conquistada. Nínive foi presa da destruíção. O lugar que durante séculos promoveu expedições de conquista e ocupação, com torturas, terror, deportações em massa e só causara sangue e lágrima através do mundo antigo, finalmente desaparece. Nínive é destruída e queimada. O Oriente Médio respira aliviado” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol.1, p. 291). Deus, em Sua infinita sabedoria, mostrou através de Naum, qual seria a reação dos vizinhos de Nínive. A queda foi considerada como a melhor notícia para as nações próximas que bateram palmas de regozijo pois agora estavam livres da opressão da Assíria. A queda foi o triunfo, a vitória dos oprimidos. A ferida era incurável, não havia esperança, nem ajuda alguma. Não fizera amizades ou acordos de política externa. Tratou a todos com maldade e perversidade. Ninguém lamentou a derrota. Nínive foi sem deixar saudades. Amigo ouvinte, você já parou para imaginar o que as pessoas vão pensar a seu respeito depois que você sair do palco da vida? O estilo de vida adotado por você, a forma como você trata as pessoas, como você se relaciona com amigos e estranhos, fará que sintam a sua falta? Ou todos vão se alegrar com a sua ausência? Quando Nínive foi destruída, todos os povos vizinhos acharam que já ia tarde. Estavam ansiosos por esse dia. Ninguém se levantou para defendê-la. O pregador Andrew Robert, após estudar o livro de Naum, sugere: “Vamos, portanto, arrepender-nos de nossos pecados como nação, como família e como indivíduos, e trazer valiosos frutos de arrependimentos” (Estudo sobre os Profetas Menores vol.1 Pg.292). E ele está certo. Hoje é o dia de cada um fazer uma profunda auto-análise de sua vida. O que há de errado, o que precisa ser confessado? Está tudo certo nos negócios? Está tudo certo no relacionamento familiar? A maneira como estamos tratando os outros está de acordo com o evangelho de Cristo? Gostaria de deixar ainda mais um lembrete importante: não é o pecado que vai tirar muita gente do céu. O que vai tirar a vida eterna de muita gente é a falta de confissão do mesmo a Jesus. E o pior de todos os pecados é o orgulho. Este mal dominou Lúcifer, Saul, Nabucodonosor, e praticamente todos os moradores de Nínive. Por isso a escritora Ellen White, no livro Profetas e Reis, p.366, deixou a seguinte recomendação: “O orgulho da Assíria e sua queda devem servir como lição objetiva para o tempo do fim”. Amigo ouvinte, tudo o que foi profetizado a respeito de Nínive, aconteceu. O que permanece até hoje é a Palavra do Senhor. A cidade e os orgulhosos habitantes daquele lugar não existem mais, porém, as advertências e conselhos divinos continuarão para sempre. Que a arrogância e o orgulho fiquem longe de cada um de nós.]]>
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<![CDATA[Angústia nunca mais!]]> https://tempoprofetico.com.br/angustia-nunca-mais/ Fri, 03 Apr 2020 04:05:33 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1013

A Bíblia diz que Naum era um elcosita (Naum 1:1), provavelmente uma alusão ao lugar onde tenha nascido. “Alguns tem procurado identificar com Al-Kush, que fica cerca de 40 quilômetros ao norte de Mosul, cidade moderna, localizada perto da antiga Babilônia, no Iraque. Acredita-se que Naum pertencia a uma das dez tribos de Israel que foi deportada para aquela área” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol. 1, p.268). Segundo os teólogos, “Naum era um homem que tinha uma clara compreensão de Deus. Demonstrava profunda espiritualidade e grande intuição. Tinha uma natureza muito sensitiva e um hábil poder de observação. Naum usou a natureza para simbolizar os castigos e a fúria de Deus” (Estudo sobre os profetas Menores vol. 1 pg.269). O livro do profeta Naum tem um destino diferente do que temos estudado até agora. Todo o livro é uma profecia que diz respeito à cidade de Nínive. “Nos dias do profeta Naum, Nínive estava no zênite de sua força e esplendor. Não havia sinal visível de que Deus iria punir os ninivitas por causa dos seus maus atos. Judá sofrera amargamente os ataques desalmados dos assírios. Todavia, Naum sabia que nenhum povo poderia continuar desafiando a Jeová sem punição” (Estudo sobre os profetas Menores, vol. 1, p.270). “Naum escreveu o livro dele em torno do ano 640 AC” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol. 1, p.271). Ou seja, pelo menos 150 anos depois da missão de Jonas em Nínive. Naquela ocasião (mais ou menos o ano 790 AC), houve um arrependimento naquele lugar, mas, infelizmente, não durou para sempre. Portanto, o livro de Naum completa o livro de Jonas. Vamos conhecer a primeira profecia feita por Naum? Está no capítulo 1:9 “o que projetais vós contra o Senhor? Ele mesmo vos consumirá de todo; não se levantará por duas vezes a angústia”. Para entendermos melhor, dividiremos esta profecia em duas partes. A primeira delas é uma advertência que o profeta faz aos ninivitas. A Bíblia, na versão do Padre Mattos Soares, apresenta este verso da seguinte forma. “Por que formais projetos contra o Senhor?” ou “por que vós conspirais contra o Senhor?” Em outras palavras, o profeta adverte aos assírios que a jactância ou a arrogância deles contra Deus era o pior que poderiam estar fazendo. O profeta insiste com os assírios de que o orgulho e o desafio a Deus produzirão conseqüências desagradáveis. Amigo ouvinte, esta profecia não pode ser estudada sem nos envolvermos com ela. O orgulho e a arrogância dos assírios produziam ruína e destruição. O mesmo acontece com os arrogantes e orgulhosos de hoje. Infelizmente existem pessoas que ainda não entenderam que o orgulho, a arrogância e o desejo de querer ser mais do que os outros sempre precede a ruína. Temos exemplos de sobra que mostram o fim dos arrogantes. Você, com certeza, conheceu ou conhece algum orgulhoso ou arrogante que acabou, no final, em ruína completa. Na política, principalmente, isso é muito comum. No final, o pó, é o destino dos orgulhosos e arrogantes. Mas sabe, o pior dos arrogantes é quando estes se voltam contra Deus ou quando não deixam espaço para o Senhor do Universo. A pior tragédia para o ser humano, sem dúvida, é quando quer assumir o lugar de Deus, ou não reconhece a sua posição. O homem sábio reconhecerá sempre qual é o seu lugar; mas o homem tolo sempre irá querer estar no lugar que não lhe pertence. “O que projetais vós contra o Senhor”? É a pergunta que Naum faz. Porém, imediatamente já dá a resposta: “Ele mesmo vos consumirá de todo”. A profecia adverte que serão destruídos todos os que assumirem tal postura. Sim, o orgulho tem em si um poder corrosivo. Traz em seu bojo o vírus da destruição. Em nenhum lugar você vai encontrar alguém defendendo que o orgulho produz algum beneficio para o ser humano. No rastro do orgulho vem a queda; e com a queda vem a dor, a humilhação e a destruição. Por isso, o profeta afirma que os ninivitas não serão poupados por causa da arrogância e maldade que manifestam. A segunda parte da profecia diz o seguinte: “Não se levantará por duas vezes a angustia”. Aqui está a profecia para Nínive: a maldade e a arrogância não se levantarão novamente. Os assírios serão consumidos, virarão pó, para sempre. E “a profecia foi cumprida no ano 612 AC. Uma força combinada de Medos e Babilônicos atacou e capturou a cidade de Nínive; e assim desapareceu para sempre o cruel império assírio… O local foi subseqüentemente habitado, mas nunca mais adquiriu qualquer significação especial” (Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia, vol. 4, p.507). Mas é importante lembrar também que esta profecia tem uma aplicação universal. Deus também tem uma conta a acertar com o mundo inteiro. No final da história, após o milênio mencionado em Apocalipse 20, quando Deus purificar com fogo este planeta e criar novos céus e nova terra, nunca mais se levantará a angústia novamente. Por isso, a nossa esperança está no dia em que Jesus virá cumprir promessa que fez, de nos levar para reino dEle, um lugar de paz, amor, segurança e infinitas oportunidades de sucesso e crescimento. Os sinais estão aí, acontecendo a cada dia. Fome, tempestades, furacões, incêndios, violência. Tudo isto indica que o retorno de Jesus não vai demorar muito.]]>
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<![CDATA[Pecados nas profundezas do mar]]> https://tempoprofetico.com.br/pecados-nas-profundezas-do-mar/ Fri, 03 Apr 2020 04:07:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1016

As últimas profecias que estudamos mostram o anúncio de vários juízos de Deus caindo de diversas maneiras sobre o povo de Israel. Muitos foram os profetas enviados para advertir e tentar uma volta do povo para Deus. Infelizmente Israel rejeitou cada convite e advertência. Nessa profecia o profeta mostra um novo quadro, uma nova opção para o povo escolhido. Retrata o sentimento e a disposição de Deus em perdoar e demonstrar amor incondicional, apesar de tanto pecado e idolatria por parte do ser humano. Miquéias quer que Israel saiba que existe disposição divina para reverter a situação. Não haverá necessidade do cativeiro, do sofrimento, da dor se o povo se voltar para Ele. Por isso diz: “Deus tornará a apiedar-se de nós”. As iniqüidades de Israel, que deram muito trabalho e dissabores a Miquéias para expô-las, poderiam ter sido perdoadas por Deus. O Senhor ainda tornaria a manifestar sentimentos de perdão ao povo rebelde. Todas as iniqüidades seriam generosamente perdoadas. Amigo ouvinte, que quadro maravilhoso de nosso Deus. Ele sempre está disposto a perdoar, Ele é o Deus da segunda chance. Ele sempre dá o primeiro passo em direção ao faltoso. Deus sempre é o primeiro a estender a mão para reatar relacionamentos. Deus sempre está pronto a recomeçar. Perceba que Deus nos dá o exemplo de como devemos tratar os que erram. O Senhor Deus nunca erra, mas sempre é o que procura o pecador para recomeçar um relacionamento rompido. Assim deve ser na convivência humana. Quando acontece de um relacionamento ser quebrado, quer seja na família, no circulo de amigos, com os colegas de trabalho ou de estudos, o primeiro a dar o passo ou estender a mão para consertar a situação, deve ser sempre aquele que está com a razão. Nunca devemos esperar que o errado dê o primeiro passo. Ele até poder dar, mas é muito raro. Quando surgir algum problema entre o casal, o que estiver certo, seja o primeiro a estender a mão ao que errou para que tudo seja concertado o mais breve possível. Assim Deus age. Este era o sentimento que Deus queria manifestar para com o povo de Israel. Ele estava certo, mas sempre tomou a iniciativa para recuperar relacionamentos. Deus queria mostrar piedade aos seus filhos. Por isso eu gostaria que você atentasse para duas coisas que Deus queria fazer com os erros do povo. Primeira delas: “pisará aos pés as nossas iniqüidades”. O desejo de Deus era pisar aos pés todas as iniqüidades, ou seja, Deus iria esmagá-las, eliminá-las por completo da visão humana. A expressão “pisará aos pés”, significa que os erros seriam consumidos. Estariam para sempre destruídos aos olhos de Deus. A segunda: “Lançará no fundo do mar”. Esta outra figura de linguagem mostra a real intenção de Deus. Da parte dEle, no que dependesse dEle, os erros passados do povo seriam todos jogados nas profundezas do mar. Esta expressão em nossos dias significa muita coisa. Hoje muitos querem ir ao fundo do oceano na tentativa de encontrar tesouros de barcos que afundaram; a maioria, porém, fracassa por não ter equipamentos apropriados ou pela impossibilidade de descer a uma profundidade tão grande. Quando o profeta mencionou que Deus quer lançar os nossos erros no fundo do mar, Ele está dizendo que não quer mais lembrar de tais atos, sejam eles quais forem. Aqui, amigo ouvinte, precisamos fazer uma pequena reflexão. Quando Deus diz que perdoa e esquece, é verdade! Ele lança os nossos erros e pecados no fundo do mar. Isto significa que esses atos maus não serão mais cobrados ou jogados em nossa cara no futuro! Esta profecia, infelizmente, não pôde ser cumprida com a nação de Israel. Porém, com certeza, pode ser cumprida com cada um de nós. E por que não foi cumprida com toda a nação israelita? Simplesmente porque o povo não aceitou. Era necessário o arrependimento. Eles, porém, não demonstraram isso, não se interessaram por essa chance. Saiba que o perdão divino só será efetivado quando o ser humano sinceramente se arrepende dos erros e das faltas cometidas. E o que é arrependimento? Arrependimento significa tristeza e abandono por completo do que vinha sendo praticado. Arrependimento significa dar meia volta, mudar de rumo, seguir uma nova direção. Arrependimento significa completa mudança de mentalidade e reações. Mais do que percebido pelos homens, o arrependimento deve ser visto por Deus. Afinal, só Ele conhece profundamente o nosso coração. Nunca é demais lembrar que todos os pecados que uma pessoa cometer devem ser confessados a Deus somente, e abandonados imediatamente. Também não é o pecado que vai tirar alguém do céu. O que vai tirar alguém da vida eterna, é o ato de não ter confessado e abandonado ou se arrependido de tal procedimento. Note o que a Bíblia diz sobre o assunto: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13). E mais: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1:9). Oportuno também é o convite de Deus,em Ezequiel 18:32: “Pois não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Arrependei-vos e vivei”. Aproveite este momento e faça esse acerto de contas com Deus. Não custa nada. O preço (muito alto!) já foi pago na cruz do calvário. E o perdão agora, é de graça.]]>
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<![CDATA[A oportunidade perdida]]> https://tempoprofetico.com.br/a-oportunidade-perdida/ Fri, 03 Apr 2020 04:11:23 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1019

“Mas nos últimos dias o monte da casa do Senhor será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros e concorrerão a ele os povos. Irão muitas nações e dirão: Vinde, subamos ao monte do Senhor, e a casa do Deus de Jacó para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas. De Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor de Jerusalém” (Miquéias 4:1-2). Perceba que esta é uma profecia positiva. Deus sonhava com coisas boas para Israel. Não há menção de quando isso iria acontecer, apenas que seria nos “últimos dias”. “É aceito que esta expressão significa o fim de um período no qual o escritor está mencionando ou tinha em mente, podendo ser longo ou breve. Pode significar o fim de muitas coisas, mas nesta passagem o profeta tinha em mente os últimos dias do período de tribulação e exílio, ou estendendo um pouco mais, até o fim da história” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol.1, p.239). Deus tinha, portanto, um grande sonho com o povo judeu pois Israel tem em sua origem uma história de fé e puro envolvimento com o Criador do Universo. O sonho, o plano, era que após o cativeiro Babilônico o povo se voltaria plenamente para o Senhor. Tudo seria diferente. Uma delas seria que a casa do Senhor estaria estabelecida no cume dos montes. O que Deus estava querendo dizer? “A casa do Senhor no Velho Testamento é uma referência para o templo, que estava situado no monte Moriá. Este lugar o Senhor escolheu como o centro da adoração a Deus, e como o centro e símbolo do Judaísmo. A palavra montanha para um judeu é símbolo de poder, um poder nacional” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol.1, p.239). Sintetizando, Deus queria que Israel, como representante dEle, levasse a mensagem e a oportunidade de salvação para o mundo inteiro. A prosperidade seria tão grande que seriam reconhecidos como líderes espirituais. É interessante que outros profetas também reforçaram este mesmo plano de Deus para com o povo Judeu. Jeremias menciona todas as nações dos gentios vindo dos confins da terra, para adorarem ao Senhor (Jeremias 3:17; 16:19). Isaías escreveu que as nações que ficassem contra este plano seriam punidas (Isaías 60:12). A profecia vai mais longe dizendo que os povos das outras nações chegariam ao ponto de se auto convidarem para irem a Jerusalém, a fim de adorar o Deus criador do céu e da terra. O profeta Miquéias, inspirado por Deus, chegou a ouvir as palavras que seriam ditas a muitos anos a frente: “Vinde e subamos ao monte do Senhor”. Você já pensou que coisa maravilhosa? Se Israel tivesse sido fiel, leal a Deus, estas palavras seriam faladas pelos gentios (os estrangeiros) que estariam desejosos e dispostos a ir à Jerusalém para participarem dos atos de adoração a Jeová. Deus enviou profetas anunciando que em breve Israel iria receber as conseqüências da escolha que fizera. Viveriam com toda a intensidade o resultado de decisões tomadas ao longo do tempo. Mas, por outro lado, o mesmo Deus que anuncia o castigo, já envia mensagens de esperança e de um futuro melhor. Haveria uma segunda chance. Para isso, Israel deveria colaborar. A profecia também menciona a razão porque as pessoas buscariam adorar a Deus em Jerusalém. “… Porque de Sião procederá a lei, a palavra do Senhor de Jerusalém”. Jerusalém, no plano de Deus, seria uma fonte de irradiação da justiça, da paz e da verdade. Em Jerusalém seria ensinada a lei, a palavra do Senhor. A lei, a ordem e a obediência, sempre foram pontos que Deus levou muito a sério. No plano de Deus, Jerusalém seria um lugar que o mundo desejaria imitar. Os conceitos mais corretos e justos sempre iriam partir de Jerusalém. Hoje, encontramos muita gente dizendo que a lei de Deus foi abolida. Que não precisamos mais estar preocupados com regras ou mandamentos. Este é um argumento que não resiste a um estudo sério da Bíblia Sagrada. Deus ainda hoje diz: “Aquele que me ama guarda os meus mandamentos” (João 14:15). Será que da minha e da sua igreja tem saído as boas notícias de salvação, dela tem procedido a lei e a palavra do Senhor? Qual a base da crença que temos? Inteiramente bíblica ou há mistura com conceitos e teorias humanas? “Este glorioso quadro do eventual triunfo da verdade, tão decantado pelos profetas, infelizmente não teve o seu cumprimento com o Israel literal, mas graças ao Senhor será um dia realidade com o Israel espiritual, a Igreja remanescente de Deus em nossos dias” (Estudo sobre os Profetas Menores, vol.1 p.240). Hoje a nação de Israel não é mais a escolhida por Deus para iluminar o mundo. Eles rejeitaram esta oportunidade. Assim, este privilégio mudou de endereço. O centro de ensino da lei não é mais somente Jerusalém. Agora há centros espalhados por todo do mundo. O endereço pode ser o de sua casa, amigo ouvinte. Você que aceitou a Jesus, você que é um cristão, você é chamado a brilhar por Jesus e defender os ensinamentos da Palavra de Deus. Cristo, quando esteve entre os homens, disse que os discípulos dEle seriam testemunhas em Jerusalém, Samaria, Judéia e até os confins da terra (Atos 1:8).  ]]>
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<![CDATA[Preparado para o encontro?]]> https://tempoprofetico.com.br/preparado-para-o-encontro/ Fri, 03 Apr 2020 04:14:10 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1022

“Portanto, assim te farei, ó Israel! E porque isto te farei, prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus”. Convém relembrarmos aqui que Amós nasceu no sul, no reino de Judá, e desenvolveu o ministério dele na região norte, Israel. Não era uma missão fácil já que existiam muitos profetas naquela região. Imagine a cena: um dia chega àquela região o profeta Amós anunciando que o povo deveria se preparar para um encontro com Deus. O que o profeta queria dizer ao usar tais palavras? Para que possamos compreender estas expressões temos que descobrir o que Deus disse ao povo um pouco antes desta profecia. No capítulo 4, verso 8, lemos que as pessoas andavam duas ou três cidades a procura de água. A falta de chuva provocava uma grande seca fazendo com que o povo caminhasse grandes distâncias, humilhados em busca de água porque não se converteram ao Senhor. No verso 9 um outro flagelo atinge o território de Israel. O crestamento e a ferrugem nas plantações. “Um vento abrasador vindo do deserto produz o crestamento das plantas, tornando-as amarelas, causando uma destruição total. O que sobra das plantações é devorado pelos gafanhotos que são trazidos pelo vento abrasador do deserto. E isso ocorre de tal maneira, que forçosamente mostra ser vindo de Deus como castigo, mas não se converteram ao Senhor”. (Estudo sobre os Profetas Menores vol. I pg.76). Já o verso 10 do capitulo 4 diz que Deus enviou peste. Tente imaginar comigo a seguinte cena: primeiro a falta de água, depois o sol abrasador e mais tarde o crestamento e a ferrugem e, por ultimo, uma peste, provavelmente como as que caíram sobre o Egito. “Além disso, Israel sofreria o ataque dos inimigos assírios. No cerco de Samaria, os Israelitas sofreram muito, quando uma cabeça de jumento foi vendida por oitenta ciclos de prata ( II Reis 6:25; 8:7-12). As mães chegaram ao ponto de comer a carne de seus filhos mortos, por causa da fome. O mau cheiro dos corpos não enterrados causava pestilências. Miraculosamente foram salvos da destruição radical, mas ainda não se arrependeram”. (Estudo sobre os Profetas Menores, vol. I, pg.76). Por isso, quando o profeta usa a palavra “portanto”, ele está dizendo que os severos castigos tinham como objetivo despertar o povo para o arrependimento. Sabe, o que deve prender a nossa atenção ao estudar esta profecia não são os castigos, mas as oportunidades que Deus está concedendo para que os filhos dEle acordem, abram os olhos e vejam a real situação que vivem. Deus está, amigo ouvinte, procurando todos os meios possíveis para salvar o povo dEle antes de tomar medidas extremas. Perceba que Deus faz de tudo para salvar os Israelitas. Deus primeiro fala, orienta, para que as pessoas façam o que é melhor, mas se este método não funciona, então Ele permite que calamidades as atinjam e a atenção seja despertada. Esta é a maneira de Deus abrir os olhos dos homens para que possam se arrepender dos seus maus caminhos. Deus, quando disciplina tem como objetivo único a salvação, a restauração. A outra palavra usada é “prepara-te”. O que o profeta queria dizer era mais ou menos o seguinte: “Prepara-te para te encontrares com os juízos de Deus”. “Esta é uma frase militar e que deve ser entendida como um desafio no campo de batalha. É como se o Senhor tivesse dito: Eu irei atacar-te imediatamente. Prepara-te rapidamente para a defesa, e vejamos de quem será a vitória”(Estudo sobre os Profetas Menores, vol. I, p.77). A Bíblia, na versão dos Setenta ou a Septuaginta (LXX), traduziu este verso assim: “Prepara-te para invocar a teu Deus oh Israel” (S.D.A.B.C. vol.4 pg.991) E o que estava prestes a ocorrer com Israel? “Deus estava prestes a infligir o último e o pior de todos os castigos sobre Israel. É a extinção da nacionalidade israelense” (Estudo sobre os Profetas Menores vol. I pg.77). Amigo ouvinte, infelizmente a mensagem de Amós não foi ouvida e o pior aconteceu. “No ano 722 ou 721 Sargão II levou avante o cerco de Samaria, iniciado por seu antecessor, e pôs fim ao reino de Israel, transportando 27.290 dos habitantes de Samaria para a Mesopotâmia. As escavações demonstram que pelo menos uma parte da cidade foi incendiada pelos assírios, na ocasião. Esse foi o fim de Samaria” (Enciclopédia da Biblia e Teologia e Filosofia vol.6 pg.85). Que pena! O povo de Samaria não se preparou para o maior dos encontros. O resultado foi fome, morte, cativeiro, destruição. Eles, porém, não existem mais. Mas nós estamos aqui. Você está aí, do outro lado, ouvinte este programa. Você está preparado para esse encontro? Assim como nos tempos de Samaria, hoje em dia também o ser humano busca segurança no conhecimento, no dinheiro, na fama, no prestígio, no prazer. Nada disso, porém, o manterá seguro diante do que vai acontecer. Os deuses de Samaria não puderam fazer nada. Os de hoje também não poderão. Na II carta de Paulo aos Coríntios, 5:10, encontramos: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal”. Sim, um tribunal nos espera. Mas confiando nEle não teremos porque ficar temerosos. Ele mesmo prometeu: “…E o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6:37).]]>
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<![CDATA[O Espírito derramado]]> https://tempoprofetico.com.br/o-espirito-derramado/ Fri, 03 Apr 2020 09:10:56 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1026

A profecia que está registrada em Joel 2:28 e diz o seguinte: “E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões”. A expressão “e há de ser que, depois”, com a qual começa o verso 28 de Joel, não tem uma definição clara de quando seria esse tempo. Podemos fazer algumas deduções: Primeira delas: este era o sonho de Deus para o povo de Israel. O profeta mencionou a presença do dia do Senhor como sendo algo imediato, porém, o mesmo profeta já faz uma profecia mostrando o desejo de Deus para o futuro. Todos teriam que enfrentar o dia do Senhor, com todos os juízos e pragas sobre o povo. Contudo, o profeta orientado por Deus, mostra qual era a intenção futura do Senhor sobre esse assunto. Deus sonhava em dar muitas bênçãos espirituais ao povo dEle ao término da crise. Segunda dedução: o arrependimento tão sonhado por Deus não aconteceu. Então, podemos concluir que esta profecia não se cumpriu com o Israel literal. O povo judeu foi rejeitado como nação representante de Deus. Todas as promessas de Deus ao Israel literal foram transferidas para o Israel espiritual. Então, quando se cumpriu esta profecia? Vamos buscar na Bíblia a resposta desta pergunta? Para entendermos este ponto, temos que saber como era a vida social do povo judeu. No calendário nacional existiam muitas festas; e uma delas veio dar origem ao que conhecemos hoje por festa do Pentecoste. “Essa festa também era chamada festa da colheita e festa das primícias (Êxodo 23:16; Números 28:26). Originalmente, era uma celebração da colheita. Posteriormente, se tornou conhecida como festa de Pentecoste, porquanto era celebrada no qüinquagésimo dia a partir do Sábado com que começava a Páscoa. Fazia-se uma convocação do povo, e eram oferecidas as ofertas e os holocaustos determinados” (Enciclopédia da Bíblia Teologia e Filosofia, vol.2, p.719). “O termo Pentecoste é de origem grega, referindo-se a cinqüenta dias… Muitos eruditos supõem que sua origem era de alguma festa da colheita, celebrada pelos cananeus e por outros povos da área… O Pentecoste era celebrado no final de sete semanas envolvidas na colheita do cereal” (Enciclopédia da Bíblia Teologia e Filosofia vol.5, p.202). Vamos relembrar uma dessas ocasiões? Aconteceu aproximadamente no ano 34 de nossa era. Judeus de diferentes lugares do mundo estavam em Jerusalém para participarem da grande festa. Um assunto monopolizava todas as conversas. A vida, morte e ressurreição de Jesus. Cristo tinha sido crucificado poucos dias antes e tudo estava muito vivo na mente do povo. Os discípulos conviveram com Jesus durante quarenta dias após a ressurreição dEle (Atos 1:3). Depois disso subiu aos céus (Atos 1:9). Deixou, porém, a promessa que receberiam o poder do Espírito Santo para pregarem as boas notícias de salvação em todo o mundo (Atos 1:8). Para tanto, deveriam permanecer juntos em Jerusalém, esperando esse momento. Foram dez dias em oração (Atos 1:13-14) e no último dia da festa a promessa foi cumprida. Era a terceira hora do dia ou 9 da manhã e as pessoas já estavam em plena atividade em Jerusalém. A Bíblia descreve que veio do céu um som como de um forte vento e foram vistas línguas como de fogo pousando sobre os discípulos (2: 2 e 3). Eles então passaram a falar em línguas desconhecidas, que não haviam aprendido antes (2:4). A multidão que se reuniu ali, de pelo menos 19 nações diferentes, ficou atônita, sem entender o que estava acontecendo. Ouviam a pregação do evangelho, cada um na sua própria língua de origem (2:6). Ninguém conseguia compreender como homens simples, iletrados, podiam falar outros idiomas (2:7). Alguns até chegaram a dizer que os discípulos estavam bêbados (2:13). Como tudo estava muito confuso, Pedro tomou a palavra e começou a dizer à multidão o que estava acontecendo. Explicou que não estavam embriagados pois eram apenas 9 horas da manhã e o que ocorria era o cumprimento da profecia de Joel (Atos 2:16). Amigo ouvinte, o dom de línguas bíblico existe e é necessário. O dom de línguas bíblico está sempre ligado a evangelização. O dom de línguas, recebido pelos discípulos, foi o marco inicial da evangelização do mundo daquela época. Até então os discípulos estavam todos em Jerusalém e a partir daí cada um saiu para uma determinada região, dominando uma língua que não conhecia, mas agora anunciando com toda a clareza o Cristo que havia ressuscitado. A profecia de Joel foi cumprida inicialmente nos dias dos apóstolos, exatamente no último dia da festa das colheitas. Como já mencionei, este dia era chamado de pentecostes, porque era o dia de número 50 depois da Páscoa. E foi marcado com algo que seria comentado em todo o mundo e em todos os tempos. O assombro foi grande pois cada um pode ouvir um discípulo falando em seu próprio idioma. Perceba que esse derramamento do Espírito, esse dom de línguas, não se tratava de línguas (idiomas) desconhecidos. A Bíblia é muito clara ao afirmar que as pessoas que ouviram e entenderam, cada um no seu dialeto, o que estava sendo dito. O objetivo era a evangelização.]]>
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<![CDATA[O dia do Senhor está perto]]> https://tempoprofetico.com.br/o-dia-do-senhor-esta-perto/ Fri, 03 Apr 2020 09:12:35 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1029

“O nome Joel, significa ‘Jeová é Deus’. Além do profeta Joel, são encontrados mais doze pessoas com este nome no Velho Testamento. Joel era filho de Petuel, mas é impossível saber quem foi Petuel. O mais provável é que Joel era nativo de Judá e habitava em Jerusalém, mas não era sacerdote”. “Joel é chamado por muitos como o profeta do Templo. Ele desenvolveu o seu ministério profético no reino de Judá” (Enciclopédia de Bíblia e Teologia, vol.3, p.564). Uma curiosidade interessante sobre o livro de Joel: não há nenhuma menção sobre reis que reinavam no seu tempo; portanto, fica muito difícil de identificar a época em que esse livro foi escrito. Existem pelo menos três interpretações quanto ao tempo, porém, nenhuma é conclusiva sobre esta questão. O livro de Joel está dividido em duas partes. A primeira trata da descrição de uma invasão das lagartas, e de uma forte seca; a segunda apresenta o dia do Senhor, como algo mais no futuro e a restauração do favor divino. A profecia que vamos estudar agora está registrada no capitulo 1, versículo 15 e diz o seguinte: “Ah! aquele dia! Porque o dia do Senhor está perto, e virá como uma assolação do todo-poderoso”. A mensagem que está sendo anunciada é de que o dia do Senhor está perto e que todos terão que enfrentá-Lo. No começo do livro o profeta garante que o que escreve são palavras do Senhor. O que precisamos entender primeiramente é o que o profeta queria dizer com a expressão “dia do Senhor”. Perceba que a forma como ele começa a profecia é em tom de surpresa. Joel parece que está angustiado com a revelação que recebeu e, principalmente ao saber que o “dia do Senhor está perto”. “A expressão ‘dia do Senhor’ aparece pelo menos 20 vezes nos escritos dos profetas do Velho Testamento. Sempre foi usada com relação ao tempo do castigo divino sobre uma cidade ou nação. Esta expressão também é utilizada para se referir ao castigo final dos habitantes de toda a terra”. (S.D.A.B.C. vol. 4 p.204). A Bíblia menciona com muita ênfase um outro dia, que é chamado de o “dia da salvação (Isaías 49:8)” ou o “dia aceitável (Isaías 49:8)”. Estas expressões se referem ao tempo de graça divina para os homens ou para as nações. Quando um profeta usava a expressão “dia da salvação” ou “dia aceitável”, a ênfase era que Deus estava pronto em ajudar, em socorrer; quando a expressão usada era “dia do Senhor”, referia-se a ocasião ou fim de oportunidade ou tempo de graça e arrependimento para uma cidade ou nação. Assim, quando os profetas mencionam que “hoje é o dia da salvação”, é sinal que o ser humano ainda pode escolher entre fazer o bem ou fazer o mal; porém, quando o profeta usa o termo “dia do senhor”, a única vontade a prevalecer é a vontade do Senhor Deus. Portanto, a expressão “dia do Senhor”, em Joel, quer dizer que estava se aproximando o dia quando a nação de Judá não mais teria permissão de seguir com uma conduta ímpia, pois passaria a receber o castigo ordenado por Deus. O profeta estava alertando aos líderes de seu tempo que em breve eles teriam que enfrentar os juízos divinos, frutos da rebelião contra Deus e Palavra dEle. Os juízos divinos foram vistos de muitas formas ao longo da história. Alguns exemplos: o dilúvio no tempo de Noé (Gênesis 5:13-17); fogo queimando Sodoma e Gomorra (Gênesis 19:24); as pragas no Egito antes da libertação de Israel (Êxodo, capítulos 7 a 12). Mas de que forma esses juízos chegariam aos contemporâneos de Joel? No capítulo 1:4, 10-12, encontramos o seguinte: “O que ficou da lagarta, comeu o gafanhoto, e o que ficou do gafanhoto o comeu a locusta, e o que ficou da locusta o comeu o pulgão. O campo está assolado, e a terra triste; porque o trigo está destruído, o mosto se secou, o olho falta. Os lavradores se envergonham, os vinhateiros gemem, sobre o trigo e sobre a cevada; porque a colheita do campo pereceu. A vide se secou, a figueira se murchou; a romeira também, e a palmeira e a macieira; todas as árvores do campo se secaram, e a alegria se secou entre os filhos dos homens”. Os estudiosos da Bíblia afirmam que a profecia de Joel, que fala da seca e da invasão de insetos destruidores, é algo literal e não um simbolismo como querem afirmar alguns. O profeta usou o drama da seca e da invasão dos gafanhotos para levar o povo a um arrependimento sincero. A expressão “dia do Senhor” também aparece no Novo Testamento, relativa a volta de Jesus. Ouça o que apóstolo Pedro escreveu: “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há se queimarão” (II Pedro 3:10). Perceba que a profecia de Joel é daquelas que podem ter um duplo cumprimento. Cumpriu-se nos dias dele, quando Judá foi castigado pela desobediência e desleixo com as coisas sagradas e se cumprirá novamente, numa escala universal, quando Jesus retornar a esta terra. Como escreveu Pedro, todos os que estiverem vivos terão que enfrentar o dia do Senhor. Amigo ouvinte, qual será tua reação no “dia do Senhor”, no dia da volta de Jesus? A resposta pode ser encontrada agora, nas escolhas que fazemos, pela forma como vivemos a vida e para quem oferecemos nosso tempo, nossos talentos, recursos e o trono de nosso coração.]]>
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<![CDATA[Religião de aparência]]> https://tempoprofetico.com.br/religiao-de-aparencia/ Fri, 03 Apr 2020 09:14:45 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1032

A profecia está em Oséias 6:6, e diz o seguinte: “Porque eu quero misericórdia, e não sacrifício: e o conhecimento de Deus mais do que os holocaustos”. Hoje, é preciso, em primeiro lugar, descobrirmos qual era o plano de Deus ao fazer tantos apelos proféticos aos habitantes do reino do norte, Israel. Creio que você não terá grandes dificuldades para fazer essa descoberta. O sonho de Deus era levar o povo ao arrependimento e assim evitar o cativeiro assírio. Esse arrependimento foi o alvo de todos os profetas e de todas as mensagens proféticas proferidas. Todos os métodos e recursos foram usados, mas o sonho, infelizmente, não aconteceu. Vamos analisar alguns versos que antecedem esta profecia, para que tenhamos uma compreensão plena do assunto? No sexto capítulo, verso quatro, encontramos o seguinte quadro: “Que te farei, ó Efraim? Que te farei ó Judá? Porque a vossa beneficência é como a nuvem da manhã, e como o orvalho da madrugada, que cedo passa”. Aqui temos um retrato de como era a religiosidade de Efraim e Judá. A preocupação de Deus era tão grande que chegou ao ponto de perguntar: “Que te farei?” Ou, em outras palavras, “o que mais posso fazer para chamar a atenção de vocês? O que mais posso fazer para que mudem de comportamento?” Deus procurou todos os meios para levar os habitantes de Samaria ao arrependimento. Pela pergunta feita, Deus dá a entender que não há nada mais a fazer. Disse alguém que a atitude de Deus se “assemelha a um pai desejoso de reaver o filho extraviado; Deus pergunta sobre que outros meios deveria usar para reabilitar o povo rebelde. Ele não queria empregar o ultimo recurso, que é o castigo” (Estudo sobre os Profetas Menores vol.1 pg. 165). Um pai amoroso jamais se sentirá bem ao ter que castigar o seu filho. Isto sempre é desagradável. Os poucos momentos que Israel esteve ao lado de Deus foram curtos e inconsistentes que a lealdade e o amor foi comparado como a nuvem da manhã ou o orvalho da madrugada que cedo passa. Sim, as nuvens da madrugada não resistem o sol brilhante da manhã. A grande verdade é que Israel vivia mais em desobediência do que em obediência a Deus. Havia uma religiosidade só de aparência e este tipo de religião pode até servir para homens, porém não serve para Deus. Amigo ouvinte, Deus não deseja ver apenas uma aparência passageira, a semelhança de uma névoa, de uma nuvem. A religião no tempo do profeta Oséias era tratada dessa forma. Não havia comprometimento real com as coisas de Deus. Não era falta de religião ou religiosidade. A igreja funcionava com todos os seus rituais, mas no momento que foi avaliada por Deus, tudo o que eles faziam não passava de uma névoa que se dissipa com qualquer vento. Dentro deste contexto, uma religiosidade frágil, o profeta Oséias faz um apelo profético ao povo. A mensagem diz que Deus não queria mais presenciar esse tipo de adoração. Ele queria ver misericórdia e não sacrifícios, mais conhecimento e menos holocausto, ofertas. Menos formalidade e sim entrega do coração. A religião de aparência, o formalismo, desagradava a Deus. Grande parte dos sacrifícios e ofertas nessa época se tornaram uma forma de ostentar prestigio e poder financeiro. Os ricos ofereciam muitos sacrifícios apenas para cumprir um ritual e impressionar o povo. Amigo ouvinte, religião para Deus não tem nada a ver com mera aparência ou formalidade. Se você, por acaso, está vivendo uma vida religiosa apenas na formalidade ou cumpre alguns requisitos que a sua igreja estabeleceu, você está, segundo a mensagem do profeta Oséias, tendo uma religiosidade semelhante a névoa, a nuvem que passa. O que Deus queria e quer ver ainda hoje é um espírito de misericórdia, a religião na prática. O apóstolo Tiago descreve: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tiago 1:27). Desta profecia podemos tirar mais uma lição para a nossa vida. Deus valoriza não o que estamos fazendo, mas o sentimento que empregamos ao fazer tal serviço. Por isso, amigo ouvinte, é importante além de desenvolvermos muitas atividades em nossa comunidade, em nossa Igreja, termos consciência de que Deus está olhando para o nosso coração, a nossa motivação. A profecia diz que Deus queria ver naqueles dias a misericórdia em atividade e o conhecimento da vontade dEle. Deus não mudou. O mesmo sentimento é esperado de todos os que dizem que são religiosos. A maior prova de nossa religiosidade não é medida pelo que fazemos pela Igreja, nem o quanto damos para a Igreja ou para os pobres; mas, sim o espírito, a motivação com que fazemos todas essas coisas. Por isso quero deixar algumas perguntas para que meditemos no dia de hoje: 1. A minha, a sua religião, está baseada em que modelo? Divino ou humano? 2. Qual é o sentimento que está em nosso coração quando corrigimos o faltoso? 3. A minha, a sua vida, é marcada por atos, obras ou por um espírito amável e cristão? 4. A minha, a sua religiosidade, resiste a uma análise criteriosa de Deus?]]>
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<![CDATA[A multiplicação da ciência]]> https://tempoprofetico.com.br/a-multiplicacao-da-ciencia/ Fri, 03 Apr 2020 09:16:47 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1035

O capitulo doze de Daniel é muito rico em informações proféticas. Está no verso 4: “Mas tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até o fim do tempo. Muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará”. Era o ano de 534 AC quando essa profecia foi feita e Daniel já estava bem velhinho. A primeira ordem de Deus a Daniel era que ele fechasse, selasse o livro. Este livro não deveria ser aberto até um tempo muito especial; que é chamado de o tempo do fim. Eu imagino – e é pura imaginação – que Daniel ficou perplexo com a ordem de encerrar as palavras. Por que estou dizendo isto? Pode-se perceber em todo o livro a luta de Daniel para entender o que Deus estava mostrando. Ele almejava ansiosamente entender as visões que foram dadas. Agora, ele é informado de que alguma coisa teria que permanecer fechada até o tempo do fim. É verdade que o anjo Gabriel não ordenou que tudo o que estava sendo revelado deveria permanecer encerrado até o tempo do fim. Daniel compreendeu muita coisa do que foi revelado. Ele compreendeu toda a estátua do capitulo dois. Ele compreendeu a época do império babilônico, dos Medos e Persas. Daniel não suportando a angustia, se atreve a fazer mais uma pergunta: “Quanto tempo haverá até ao fim destas maravilhas?” (Daniel 12:6). Deus não respondeu a segunda pergunta, disse apenas: “Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até o tempo do fim” (Daniel 12:8-9). O enviado de Deus estava querendo dizer: “Daniel, você não está vivendo no tempo do fim, portanto não necessita compreender os detalhes de coisas que vão acontecer muitos dias a sua frente.” Aqui temos uma bela lição a aprender. As revelações de Deus são para fins práticos e não é para satisfazer a curiosidade de ninguém. Hoje encontramos muitas pessoas querendo informação sobre Deus e palavra dEle, mas não para aplicarem em sua vida e de sua família, mas apenas para satisfazer a curiosidade. Foi desta forma que Herodes agiu quando por ocasião do julgamento de Cristo. Encontrou-se com Jesus e ficou feliz porque esperava que um milagre fosse feito na presença dele. Pediu um milagre apenas para satisfazer a curiosidade. Jesus não o atendeu. Aliás, Deus não satisfará a curiosidade de ninguém. Deus satisfaz apenas os que com sinceridade buscam conhecer a vontade dEle e praticá-la. Perceba que o anjo não respondeu a primeira pergunta, mas respondeu a segunda: “Ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio, quando levantou a mão direita e a mão esquerda ao céu, e jurou por aquele que vive eternamente que depois de um tempo, de tempos e metade de um tempo. E quando tiverem acabado de destruir o poder do povo santo, todas estas coisas serão cumpridas” (Daniel 12:7). A expressão tempo, tempos e metade de um tempo, é a mesma coisa que os 1.260 dias de Apocalipse 11:3; e o mesmo que 42 meses de Apocalipse 11:2. Todos estes números, estão falando de um mesmo momento. “Período que começou no ano 538 com o edito de Justiniano. Foi Justiniano quem, depois de derrotar os Ostrogodos, decretou que o bispo de Roma teria preeminência sobre os bispos das outras cidades, pelo fato de que Roma era a capital do império e dominava o mundo político daqueles dias”. Se somarmos 1260 com os 538, nós vamos chegar a data de 1798. “Esse período abrange os anos que a Igreja perseguiu aqueles que se negavam a obedecer-lhe cegamente. Nesta época a Igreja utilizou um instrumento chamado Santa Inquisição e tentou impedir que qualquer pessoa estudasse a Bíblia. Isso para que ninguém percebesse os erros que foram transferidos da paganismo para o cristianismo daqueles dias”. Amigo ouvinte, eu creio que agora posso dizer algo muito importante para você. Você sabe em que tempo estamos vivendo? Segundo a palavra de Deus nós estamos vivendo no tempo do fim. Esse é o tempo da abertura das profecias de Daniel, conforme a profecia. Daniel havia fechado o livro, mas no tempo do fim ele seria aberto. Desde o ano 1798, as profecias de Daniel e Apocalipse vêm sendo estudadas de uma forma intensa. A profecia de Daniel diz que o saber se multiplicaria. Mas note uma coisa: o saber só seria multiplicado no tempo do fim. Algumas traduções dizem que a ciência se multiplicaria. A expressão “ciência se multiplicaria”, tem pelo menos dois sentidos. O primeiro sentido é a compreensão do livro de Daniel. Após o término da repressão da Igreja de Roma, a Bíblia começou a ser publicada e distribuída em abundância. Os pregadores da Bíblia se espalharam pelo mundo. A Europa, por exemplo, enviou missionários para os cantos mais remotos desta terra. Não podemos ignorar um outro lado desta profecia. A ciência, o saber, se multiplicaria também. E foi exatamente o que aconteceu, na mesma época do final do período mencionado por Daniel. Enquanto as profecias eram estudadas as grandes invenções e descobertas no mundo da ciência e da tecnologia surgiram também. “O telefone foi descoberto em 1876. O dínamo elétrico em 1878. O raio X em 1895. A fotografia foi descoberta em 1835, o rádio em 1902, o radar em 1940, a televisão em 1944, a bomba nuclear, em 1945”. Acredito sinceramente que a multiplicação da ciência é uma grande oportunidade para a propagação do evangelho. Aí estão os grandes meios de comunicação e agora também a internet, alcançando e transformando vidas nos mais diferentes lugares do mundo (Mateus 24:14).]]>
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<![CDATA[O começo do juízo no céu]]> https://tempoprofetico.com.br/o-comeco-do-juizo-no-ceu/ Fri, 03 Apr 2020 09:18:34 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1038

O tempo determinado a verdade com toda a sua clareza seria apresentada ao povo novamente. A profecia de Daniel 12:12 diz que seria feliz quem vivesse nesse tempo. Falamos que a alegria foi num crescendo à medida que a reforma religiosa se espalhava. A profecia afirmava que “bem-aventurado o que chega a 1335 dias” (Daniel 12:12). Se nós somarmos 508 (que é a data que marca a ascendência do bispo de Roma como o líder incontestável) a 1.335 anos nós chegaremos ao ano de 1843. Nessa época, como conseqüência de ruptura de Lutero com a Igreja de Roma, surgiram muitas correntes religiosas, todas tendo como base a Bíblia e defendendo liberdade para todas as pessoas. Todas estas Igrejas se alegravam por terem seus templos, poderem se reunir no dia e hora que achavam mais convenientes; poderem discordar de Roma, sem correr o risco de morte. Vibravam por possuíram a Bíblia como regra de fé. Os cristãos se alegravam em crer que Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens e que é o Único que pode perdoar pecados. Mas não eram somente estas duas verdades que precisavam ser ensinadas ao povo novamente. Já era um bom começo, porém apenas o início, eles precisavam avançar no conhecimento das verdades da Bíblia Sagrada. A profecia de Daniel 8:14 diz que após 2.300 tardes e manhãs e o santuário seria purificado. Já tivemos o privilégio de estudar sobre esse assunto e, hoje, veremos o que aconteceu depois desse período profético. Há um conceito que preciso lembrá-lo novamente. A Bíblia tem que ser a sua própria interprete. Por isso precisamos dar uma olhada no sistema de adoração dos judeus para entendermos bem esta profecia. “Segundo o Mishná, que é a coleção de escritos judeus, o juízo de Israel começava no primeiro dia do sétimo mês, com a festa das trombetas, e terminava no décimo dia, com a cerimônia de expiação. Até hoje é denominado ‘Yom Kippur’, que significa, literalmente, ‘dia do Juízo’”. Nesse dia cada israelita renovava sua consagração a Deus e confirmava seu arrependimento, ficando, assim perdoado e limpo (Levítico 16:30). Também nessa ocasião o Sumo Sacerdote de Israel efetuava a limpeza ou purificação do Santuário, com sacrifícios de animais. Note o que a Bíblia diz sobre este assunto: “Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus se purificassem com tais sacrifícios; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios a eles superiores. Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém, no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus” (Hebreus 9:23-24). Temos o desafio de neste programa entendermos o que significa a purificação do santuário e que santuário será este. “Esta profecia não pode se referir à purificação do santuário de Israel, porque essa purificação era realizada a cada ano. Aqui está se falando, necessariamente, da purificação do santuário nos céus (Hebreus 9:25-26). Isto quer dizer que se descobrirmos quando termina essa profecia, teremos descoberto o dia da purificação do santuário celestial, ou seja o dia do juízo dos seres humanos”. Já sabemos quando a profecia começou e só precisamos de um pequeno exercício para sabermos quando termina e, como conseqüência, quando o santuário celestial seria purificado. A profecia das 2300 tardes e manhãs começou em 457 AC e terminou em 1844. Já vimos que a purificação do santuário não é o terrestre, mas sim o celestial. Vimos também que o dia da purificação do santuário terrestre era um dia de juízo para os Judeus. Portanto, a partir de 1844 o mundo passou a ser julgado. Mas quem seria responsável por comunicar esta verdade? Como disse anteriormente, surgiram muitas igrejas cristãs, que defendiam a Bíblia, a salvação em Cristo. Porém, para esse momento João no Apocalipse, menciona “um anjo (mensageiros humanos), voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam na terra, e a toda nação, tribo, língua, e povo, dizendo em grande voz: temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo”. (Apocalipse 14:7-8). Enquanto no céu se instalava o juízo, aqui na terra, um cristão chamado Guilherme Miller, criado na Igreja Batista, começou a estudar a Bíblia. Quanto mais se aprofundava, mais se convencia de que existiam outras verdades na Bíblia para serem ensinadas e que nenhuma igreja estava dando importância. Miller começou um estudo sistemático da Bíblia. Descobriu a profecia de Daniel 8:14 e após alguma resistência começou a pregar a volta de Jesus que, segundo ele, deveria acontecer entre 1843 e 1844. E assim a mensagem do juízo se espalhou pelo mundo afora, com muitos outros pregadores, das mais diferentes religiões. Miller e uma grande multidão esperaram a volta de Cristo para 22 de outubro de 1844. Porém, Cristo não veio. Dessa grande multidão sobraram bem poucos que foram ver onde tinham errado e descobriram que a purificação do santuário não seria na Terra e sim no céu. Dia e noite, este pequeno grupo, chamado de adventistas, buscava mais luz da palavra de Deus e aos poucos novas verdades foram sendo descobertas. Entre elas o cuidado com a saúde, a mortalidade da alma e o sábado como dia de repouso. Amigo ouvinte, quero lhe fazer um convite: Deus precisa de mais pessoas para voarem pelo meio do céu contando que vivemos num tempo de Juízo e que em breve Jesus retornará a esta terra. Tome a decisão de ser um mensageiro dEle, um restaurador de verdades da palavra de Deus. E creia nEle e nos profetas dEle.]]>
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<![CDATA[1.290 anos de escuridão]]> https://tempoprofetico.com.br/1-290-anos-de-escuridao/ Fri, 03 Apr 2020 09:20:03 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1041

Todo o capítulo dez é a descrição do sofrimento e da tristeza de Daniel e como foi o encontro que teve com um anjo enviado por Deus para explicar a visão do capítulo oito. Nesse capítulo Deus revelou a Daniel o que estava acontecendo por trás dos bastidores. O anjo contou da luta de Deus para influenciar o rei da Pérsia a promulgar o decreto autorizando o povo Judeu a voltar para Jerusalém. É um capítulo que ilustra muito bem o grande conflito entre Cristo e Satanás. Satanás querendo que o povo vivesse como cativo e Deus querendo que o povo dEle voltasse a viver uma vida livre. Já o capítulo onze descreve as guerras que ocorreriam entre os Medos e Persas e a Grécia. Ainda não terminamos o estudo da profecia das 2300 tardes e manhãs. Vimos apenas a primeira parte, que é composta de setenta semanas. Ainda restam 1810 anos. A tarefa que temos, a partir deste momento, é descobrir o que estava profetizado para este grande período, e o que de fato aconteceu durante todo este tempo. Vamos ler então Daniel 12:11: “Desde o tempo que o continuo sacrifício for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias”. No capitulo dez é revelado a Daniel que o que ele estava ouvindo iria acontecer há muitos e muitos anos no futuro. Temos que lembrar que esta profecia foi feita em torno do “ano 534 AC.”(Bíblia de Thompson). No ano 34 de nossa era a profecia menciona a retirada do sacrifício contínuo e o início de uma abominação desoladora por 1.290 anos. Ou seja, Cristo não seria mais o único Intercessor como é apresentado em I Timóteo 2:5. Seres humanos, líderes religiosos, assumiriam a função de intercessores ou mediadores. Essa substituição de Cristo por um falso sistema de adoração foi sendo implantada aos poucos e a história registra que entre os anos 503 a 508 o sistema religioso dominante estava com uma forma mais definida. Entre 498 e 514 DC o papa Símaco teve uma divergência com seu rival, chamado Lorenzo. Afirmou então que ele “era juiz como vigário de Deus, e que não podia ser julgado por nada. Enódio, bispo de Pávia, havia consignado em um livro a pretensão de que o líder da igreja romana estava acima de toda a jurisdição temporal ou espiritual. Este livro foi lido no sínodo e adotado por unanimidade de votos como expressão do concílio. O rei Teodorico também concordou com esta decisão. Isto sucedeu em novembro de 503” (Los videntes y lo Porvenir, pg. 285). “Este ato”, afirmam os historiadores, “foi um decreto oficial de um concílio eclesiástico realizado em Roma em 503 AD., pelo qual foi declarado que como substituto de Deus, o papa era juiz, e não podia ser julgado por pessoa alguma”. (Councils, de Hardouin; Councils, de Lable em Cossart, citado em Estudos Biblicos – terceira edição pg. 217). “Então, pois, os bispos reunidos se declararam incompetentes para julgar o papa, e o reconheciam como o primado e o juiz de todos” (História de la Igreja Católica, pg. 856). “Nesta época, Clóvis ou Clodoveu, rei dos Francos, influenciado por sua esposa cristã, por nome de Clotilde, aceitou o cristianismo e se tornou um grande defensor do mesmo. Liderou grandes campanhas contra reinos hostis ao bispo de Roma” (Daniel a Apocalipse – Vilmar Gonzaléz, pg.67). “No ano 508 a França se converte ao Catolicismo. Clóvis, rei dos Francos, é batizado” (Profecia Bíblica – José Carlos Ramos pg. 55). Através destes relatos históricos podemos chegar a seguinte conclusão: o bispo de Roma recebeu todo o poder eclesiástico e religioso no ano 503 e recebeu todo o apoio político no ano 508, quando pelo esforço do rei Teodorico, não havia mais ninguém que se opusesse a autoridade do líder máximo da igreja. Agora quero convidá-lo a fazer um pequeno exercício de matemática. Somando 508, que foi a data que recebeu o apoio político, mais 1290, nós chegamos ao ano de 1798. Durante este período, o que esteve aconteceu? Impressionante como a profecia se cumpriu ao pé da letra. O bispo de Roma ficou com todo o poder, além do controle interno da igreja. Ninguém podia julgá-lo e tinha todo o poder civil. Estava o caminho aberto para o que é chamado na história mundial de “a supremacia papal”. De 508 a 1798 o bispo de Roma, fez o quis com as pessoas. A Bíblia, o ministério de Cristo no santuário celestial, a adoração, bem como a lei de Deus foram deixados de lado. Aconteceram memoráveis perseguições contra os que liam a Bíblia. Os que se preocupavam em ser fiéis a Deus eram chamados de hereges e condenados à tortura e morte. A igreja vendia lugares no céu em troca de propriedades e riquezas. Como havia sido profetizado por Daniel, o período dos mil duzentos e noventa anos foi marcado pela violência e desprezo para com a palavra de Deus. Amigo ouvinte, esta é uma verdade que muitos não gostariam que ela existisse. Mas a história está aí para confirmar esse triste período vivido pela humanidade, especialmente entre 508 e 1798. A única verdade – a da Bíblia – praticamente foi destruída. Sobraram bem poucos que ainda permaneciam fiéis à Palavra de Deus. Estes, para sua proteção, estavam espalhados nos lugares mais solitários da terra. Eram considerados como pessoas perigosas pela Igreja. Os Valdenses, no interior da Itália, sobreviveram pela graça e misericórdia de Deus.]]>
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<![CDATA[A profecia mais longa da Bíblia]]> https://tempoprofetico.com.br/a-profecia-mais-longa-da-biblia/ Fri, 03 Apr 2020 09:22:10 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1044

E a profecia foi cumprida. O Império Romano se desintegrou com o passar dos séculos. Conforme a profecia anunciou, surgiu um pequeno chifre, que aos poucos foi crescendo e causando muitos problemas. Eis alguns: proferia palavras contra o Altíssimo (7:25); destruiria os santos do Altíssimo (7:25); cuidaria em mudar os tempos e a lei (7:25); lançaria a verdade por terra (8:12); tiraria o sacrifício contínuo (8:11); prosperaria no que estivesse fazendo (8:12). Esse poder religioso que surgiu das cinzas do império romano trouxe muita dor e tristeza ao povo fiel de Deus. Usou o nome do Deus do céu para perseguir, prender e matar cristãos sinceros em todos os lugares. Era a chamada “santa inquisição”. A igreja dominante tentou impedir o estudo da Bíblia, pois o livro Sagrado condena as tradições e o paganismo que se infiltraram no mundo cristão. No último programa prometi que hoje falaríamos sobre o fim desse poder dominante. A profecia está em Daniel 8:13 e 14: “Depois disto vi um santo que falava, e disse outro santo a aquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício continuo, e da transgressão assoladora para que seja entregue o santuário e o exército a fim de serem pisados? Ele me disse: até duas mil e trezentas tardes e manhãs, e o santuário será purificado”. O grande desespero de Daniel era saber se um dia a verdade que estava sendo destruída, voltaria a ser ensinada para o povo. Ele manifesta a sua angustia ao dizer: até quando isto vai durar? Algum dia as verdades da Bíblia serão apresentadas ao povo novamente? Até quando o povo de Deus vai ser perseguido por este poder? A resposta foi clara. Até duas mil e trezentas tardes e manhãs, e o santuário será purificado (Danel8:14). O primeiro passo é entendermos o que o profeta quer dizer ao mencionar 2300 tardes e manhãs ou 2300 dias. Há um princípio que deve ser entendido de imediato. Em profecia, a Bíblia diz que um dia equivale a um ano – Números 14:33-34 e Ezequiel 4:6. Há um outro detalhe que precisa ser colocado antes de prosseguirmos. Esta profecia era para o tempo do fim. Não era para os dias de Daniel (8:17,19); a visão era verdadeira (8:26); a visão era para ser cerrada, fechada, porque seria entendida muito tempo depois (8:26). Daniel, ao ouvir tudo isto, ficou espantado sem conseguir compreender o que estava vendo e no final desmaia e adoece (8:27). O capitulo nove de Daniel é uma oração pedindo explicação sobre a profecia que está registrada no capitulo oito. E Deus enviou, então, o anjo Gabriel para explicar. Gabriel foi um verdadeiro professor. Com muita paciência começou a dizer que a profecia das duas mil e trezentas tardes e manhãs estava dividida em vários blocos. O primeiro bloco seria de setenta semanas. “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, sobre a tua santa cidade” (9:24). A palavra hebraica, que foi traduzida por “determinada”, significa cortar, dividir. O anjo Gabriel, estava dizendo para Daniel que do grande período, ele deveria cortar, separar setenta semanas. Usando a tabela oferecida pela própria Bíblia, que cada dia corresponde a um ano, nós temos um período de 490 dias ou quatrocentos e noventa anos. Esses 490 anos começaram, conforme Daniel 9:25, na ordem para restaurar e edificar Jerusalém. Os judeus foram levados cativos para Babilônia sob o comando de Nabucodonosor. Depois vieram os medos e persas. Havia uma profecia feita por Jeremias (25:12), que o cativeiro duraria setenta anos. Os judeus no cativeiro esperavam por esse dia. E há documentos arqueológicos que mencionam estrangeiros indo ao rei Ciro e pedindo para que fosse permitido voltarem a sua terra. Provavelmente entre estes cativos estavam os Judeus. Houve de fato três decretos para que o povo voltasse e reconstruísse a cidade. O primeiro decreto foi de Ciro, no ano 538 AC (II Crônicas 36:22). O segundo foi promulgado por Dario, no ano 519 AC (Esdras 6:1). E o terceiro decreto foi promulgado por Artaxerxes no ano 457 AC (Esdras 6:26). Amigo ouvinte, aqui esta a chave. O decreto, que de fato entusiasmou a grande maioria das pessoas e deu condições para que a cidade e o templo fossem reconstruídos, foi o último, o de Artaxerxes no ano 457 AC. Para marcar o inicio das setenta semanas, é aceito o ultimo decreto, porque este é o que teve maior efeito entre os cativos. Amigo ouvinte, Deus jamais deixará um filho sem entender plenamente a vontade dEle. Se você não consegue entender algo da Bíblia, faça como Daniel. Ore! Lembre-se que todo o capitulo nove do livro de Daniel é a oração dele em busca de conhecimento sobre as revelações de Deus.]]>
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<![CDATA[O Ministério da Profecia: Vá Além das Aparências e Descubra a Verdade]]> https://tempoprofetico.com.br/o-ministerio-da-profecia-va-alem-das-aparencias-e-descubra-a-verdade/ Fri, 03 Apr 2020 21:31:21 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1048

O Misterioso sonho de um antigo imperador babilônico decodificado por um sábio judeu relatou a queda de quatro grande impérios, o surgimento das monarquias europeias e detalhes da história cumpridos á risca. A última parte dessa profecia milenar está para se cumprir. O que irá ocorrer vai alterar definitivamente o panorama do mundo e a vida de cada pessoa sobre o planeta. Nesta obra, você terá oportunidade de conhecer muitos detalhes de antigas profecias, seu cumprimento histórico e os descobrimentos futuros. Em um mundo de incertezas e conflitos, você encontrará segurança para atravessar os momentos mais desafiadoras da história. Ao Abrir este livro, será revelado para você um futuro glorioso, quando todo o sofrimento terá Fim.

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Como sobreviver em um mundo com tantas mudanças? Existe uma profecia que revela o que está por trás de todas elas. É possível encontrar segurança em meio aos conflitos e incertezas. O sofrimento vai acabar, e o futuro será surpreendente. [embed]https://youtu.be/EsAAojSsXTM[/embed]]]>
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<![CDATA[O misterioso chifre pequeno]]> https://tempoprofetico.com.br/o-misterioso-chifre-pequeno/ Sat, 04 Apr 2020 03:01:50 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1058

O profeta, ao mencionar o leão com asas de águia estava se referindo a Nabucodonosor, rei de Babilônia. O urso representava a Medo Pérsia; o leopardo com quatro asas e quatro cabeças, representando Alexandre e o Império Grego e o animal terrível e espantoso, o império romano. Vamos ler e estudar hoje Daniel 7:8 “Estando eu observando os chifres, vi que entre eles subia outro chifre pequeno; e três dos primeiros chifres foram arrancados diante dele. Neste chifre havia olhos como olhos de homem, e uma boca que falava com vanglória”. Roma dominou o mundo de 168 AC a 476 de nossa era. Após essa data foi dividido em dez reinos – os dez chifres do animal terrível e espantoso. A profecia diz que Daniel estava olhando os chifres ou os reinos que iriam surgir, e viu que algo diferente estava acontecendo: surgia um chifre pequeno enquanto três outros chifres eram arrancados. Interessante é que o chifre pequeno tinha olhos e falava com insolência ou vanglória. E o profeta ficou muito preocupado com o que viu. Daniel 7:20 “Também tive desejo de conhecer a verdade a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça, e do outro que subia, diante do qual caíram três, isto é, daquele chifre que tinha olhos e uma boca que falava insolência, e parecia ser mais robusto do que seus companheiros.” Agora, Daniel 7:16 “Cheguei-me dos que estavam perto, e pedi-lhe a verdade acerca de tudo isto. E ele me disse, e fez-me saber a interpretação das coisas”. As principais características do poder que surgiu do império romano podem ser claramente entendidas se compararmos Daniel com Apocalipse. Ouça: – É um poder religioso e recebe adoração dos homens. “Adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra” (Apocalipse 13:8). – Também é um poder político de alcance mundial. “Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, nação e língua” (Apocalipse 13:7). – Blasfema contra Deus. “Proferirá palavras contra o Altíssimo” (Daniel 7:25). – Persegue o povo de Deus. “Destruiria os santos do Altíssimo” (Daniel 7:25). – Seu poder dura 42 meses, que em linguagem profética equivale a 1.260 anos (42 X 30 = 1260). Apocalipse 13:5, confirma: “Foi-lhe dada autoridade para agir 42 meses”. – Alega ter autoridade para mudar a Bíblia. “Cuidará em mudar os tempos e as leis” (Daniel 7:25). O que acabei de mencionar revela um poder que forçaria a consciência das pessoas para adorarem do jeito que este poder estabelecer. E, se você quiser descobrir quem é esse poder hoje, tudo que precisa é responder as seguintes perguntas: – Conhece você algum poder que, além de ser religioso, tem uma influência política, e cuja autoridade se faz sentir em cada tribo, língua e povo? – Onde você pode ver um poder religioso respeitado e admirado por reis, príncipes, presidentes e ministros de estado? – Porventura tem esse poder blasfemado contra Deus, ou, nas palavras de Daniel, tentado mudar os tempos e a lei de Deus? Basta conferir a lei de Deus, que está na Bíblia, em Êxodo 20, com a lei que a maioria dos seres humanos conhece hoje, bem diferente da original. Faça essa experiência e, depois, responda: quem mudou a lei de Deus, tirando um dos mandamentos e dividindo o décimo em dois? – E, uma quarta pergunta: tem esse poder religioso perseguido pessoas, em algum momento da história, porque esses cristãos sinceros preferiram ficar do lado de Deus, da Bíblia e não da igreja apostatada? Amigo ouvinte, eu acredito que ninguém precisa convencê-lo de nada. Tome a sua Bíblia, com oração e nenhum preconceito no coração, e responda essas perguntas que fiz. Eu não tenho dúvidas sobre qual será a conclusão que você chegará. Sabe, esta é uma das profecias mais difíceis – não de ser entendida e nem de ser explicada – mas, de ser aceita. Por quê? Porque ela fala de um poder político e religioso que surgiria das ruínas do império romano, em 476 de nossa era. Seria pequeno a princípio, mas iria crescer. Foi dotado de olhos, que é sinal de inteligência, de “ver as coisas”, de saber o que quer e para onde vai. Seria tão diferente dos outros poderes que ousaria falar contra o que o próprio Deus havia dito. Amigo ouvinte, não é minha intenção acusar este ou aquele, esta ou aquela religião. Só não dá para esconder a clara e importante verdade que está na sua e na minha Bíblia. Quer saber o mais importante de tudo isto? Daniel 7:27 diz que esse poder também não dominaria para sempre. Deus intervirá na história e “o Seu reino e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo. O seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão e o adorarão.” Aí está a chave para entender essa parte da profecia. Podem surgir poderes em todos os tempos e lugares. Podem tentar destruir o povo que segue o que a Bíblia diz, podem tentar mudar a lei do Senhor, mas quando o reino de Deus for estabelecido com a volta de Jesus a esta terra, todos O reconhecerão como Deus e dono da verdade. Por isso, eu apelo a você: estude a Bíblia sem preconceito e decida ficar ao lado da verdade, ao lado da Palavra eterna de Deus. Pois esta é a principal característica do povo que aguarda o retorno de Jesus. Está em Apocalipse 14:12: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”.]]>
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<![CDATA[Terrível, espantoso e forte]]> https://tempoprofetico.com.br/terrivel-espantoso-e-forte/ Sat, 04 Apr 2020 03:05:22 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1061

O profeta, ao mencionar o leão com asas de águia estava se referindo a Nabucodonosor, rei de Babilônia. O urso representava a Medo Pérsia e o leopardo com quatro asas e quatro cabeças, representando Alexandre e o Império Grego. Agora vamos conhecer o quarto animal. Daniel 7:7 – “Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis que o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres”. Os quatro animais representavam quatro reinos. Portanto, depois da Grécia, o império que mandou no mundo foi o romano. Os historiadores são unânimes em afirmar que essa transição foi muito lenta e é muito difícil encontrarmos uma data exata para queda dos gregos e a ascensão dos romanos. “No ano 197 AC Roma derrotou a Macedônia e colocou os estados gregos sob sua proteção. Alguns anos mais tarde, em 190, derrotou o Antíoco III e tomou o território Selêucida. No ano 168 AC, na batalha de Pidna, Roma acabou com a monarquia da Macedônia, dividindo-a em quatro confederações. Já no ano 146 AC Roma anexou a Macedônia como província e colocou a maior parte das cidades gregas sob o governador da Macedônia.” (S.D.A.B.C., vol 5, p. 852). Este seria um pequeno resumo de como caíram os gregos e como os romanos passaram a dominar o mundo. Não há uma data específica. Foi uma sucessão de eventos e vitórias. Por isso, a data mais aceita como o início da soberania romana é 168 AC. Foi em 22 de junho de 168 AC, ao meio-dia, que aconteceu a batalha mais importante contra os macedônios (História Universal de G. AncKem, vol. IV, p. 858). Daniel, quando viu o quarto animal, não pode compará-lo com algo conhecido. Descreveu-o como sendo terrível e espantoso. Além disso, ficou muito curioso para saber o que representava (Daniel 7:19). E é assim que a Bíblia descreve o quarto reino. Forte e destruidor. Vamos ler Daniel 7:23? “O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e pisará aos pés, e a fará em pedaços”. Os historiadores contam que “Roma começou a se destacar de uma maneira muito rápida, até conquistar toda a península Itálica, parte da Europa, África e toda a Ásia civilizada, pondo fim aos restos do Império de Alexandre” (El Desenlace del drama Mundial, p. 154). Vamos analisar agora algumas das características particulares desse quarto poder: Primeira – “Terrível, espantoso e muito forte”. A potencialidade, a força militar, política e econômica de Roma não havia sido manifestada por nenhum outro povo. O caráter terrível e espantoso revela-se nas conquistas. “A península itálica, Cartago, Macedônia, Síria, África, Espanha, Egito, Ásia Menor, Palestina, foram caindo uma após a outra para formar a imensa órbita política de Roma” (El Desenlace del drama Mundial, p. 154). Segunda – “o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços”. Na visão profética, o quarto animal – ou quarto reino – agiria de forma violenta e terrível para com aqueles que eram conquistados. “Roma fazia guerra não para conquistar e nem por necessidade de expansão, mas por idiossincrasia e prazer. O templo de Jano em Roma, devia ficar aberto durante todo tempo que houvesse guerra e ele esteve aberto permanentemente durante cinco séculos, salvo uma só vez e por poucos anos” (El Desenlace del drama Mundial, p. 155). Quando uma guerra era iniciada, os romanos saqueavam todo o país atacado. Os homens, mulheres e crianças eram vendidos como escravos e muitas vezes eram vítimas de castigos desumanos. Estabeleciam pesados tributos aos cativos. Os imperadores romanos eram implacáveis com seus inimigos. Terceira característica do poder romano – “pisava aos pés o que sobejava”. Essa figura de linguagem mostra uma fera que, após dominar sua vítima e já ter se alimentado da mesma, pisa em cima do que sobrou, de forma sádica. Quarta característica – “E tinha dez pontas/chifres” – Todos os que visitam Roma podem ver as ruínas do que foi esse grande império. Ninguém foi tão poderoso quanto eles. Os historiadores dizem que o sol não se punha no império romano. Ele abarcava desde a África, ao sul, até a Inglaterra, ao norte e desde a Pérsia ao leste e a Espanha ao oeste. Porém, não durou para sempre. Foi dividido em dez partes de onde surgiram as principais nações da Europa de hoje. Em 476 de nossa era se consumou a queda e a soberania romana.]]>
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<![CDATA[Leopardo com quatro cabeças]]> https://tempoprofetico.com.br/leopardo-com-quatro-cabecas/ Sat, 04 Apr 2020 03:10:35 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1064

O profeta, ao mencionar o leão com asas de águia estava se referindo a Nabucodonosor, rei de Babilônia. Na profecia, o leão perderia as asas de águia, uma referência a fraqueza e despreparo dos sucessores do rei caldeu. Já o urso, representava a Medo Pérsia. Neste programa vamos estudar Daniel 7:6, o terceiro animal: “Depois disto continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante ao leopardo, que tinha quatro asas de ave nas costas; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio.” Perceba que este terceiro poder – terceiro reino – teria características de leopardo, porém com algumas anormalidades como asas nas costas e quatro cabeças. “O leopardo é um grande felino, com manchas arredondadas pelo corpo e pertence a família do leão. É carnívoro e faz presa a qualquer animal que possa, incluindo antílopes, veados e animais menores, inclusive aves, mas a sua predileção é por cães. O leopardo é bem conhecido por causa de sua agilidade e velocidade”. Gostaria que você lembrasse do seguinte detalhe: essa profecia foi feita aproximadamente no ano de 555 antes de Cristo. Deus estava dando uma visão a Daniel do futuro político, histórico e religioso do mundo. Nessa visão os grandes reinos foram apresentados de uma forma simbólica. Os Medos e Persas – o urso da profecia – dominaram o mundo de 539 a 331 antes de Cristo. A História mostra que depois deles veio a Grécia, veio Alexandre, o Grande. Alexandre nasceu em 356 antes de Cristo e era filho de Filipe II. Em 336 AC herdou o trono da Macedônia. A sua primeira tarefa foi acalmar e reorganizar o seu próprio império. Depois que a ordem foi estabelecida na sua própria terra teve como alvo conquistar o império Persa, ambição que havia herdado do pai. Com 35 mil homens invadiu o território Persa. Um ano depois conquistou a cidade de Tiro, depois a Palestina e o Egito. No ano 331 fundou a cidade de Alexandria, no Egito. Ali se declarou sucessor de Faraó e sua tropa o aclamou como Deus. Já em 323 AC estabeleceu a sua capital em Babilônia, cidade que ainda mantinha muito da beleza e glória dos tempos de Nabucodonosor. (S.D.A.B.C, vol. 5, p. 848). O que chama a atenção de todos os que estudam a História universal é a idade de Alexandre. Com pouco mais de 20 anos estava conquistando o mundo. Impressiona também a influência que recebeu do pai. E aqui, amigo ouvinte, temos uma importante lição: a influência positiva ou negativa dos pais. A maneira como os pais envolvem seus filhos em outras atividades além dos estudos é fundamental para o crescimento intelectual, físico e moral das crianças. É muito triste quando vemos pais nada preocupados com o preparo dos filhos para a vida. E, estes, menos ainda. Alexandre com 25 anos já dominava o mundo. Era o leopardo com quatro asas nas costas. Não há símbolo melhor para descrever o jovem Alexandre e suas conquistas. Era ágil e cheio de energia. E é assim que precisamos ser. É assim que o mundo precisa de homens e mulheres. Findou-se o tempo de homens e mulheres estáticos, parados, sem iniciativa. A profecia diz que o leopardo tinha quatro cabeças. O que este símbolo quer dizer? Os estudiosos da Bíblia acreditam que as quatro cabeças tem mais a ver com o que aconteceu depois da morte do jovem conquistador. No ano 323 AC, após estabelecer Babilônia como sua capital, Alexandre se excedeu na bebida e caiu enfermo e morreu de “febre dos pântanos”, que se crê que era o nome usado naquela época para descrever a malária (S.D.A.B.C., vol. 5, p. 848). Ele estava com 33 anos e preparava uma expedição à Arábia. Morreu no dia 18 de junho de 323 AC. Como a morte do líder foi repentina, não deu tempo de ser preparado um sucessor. Seus quatro principais generais disputavam o trono. Não houve consenso entre eles. Guerrearam entre si e na famosa batalha de Ipsos, em 301 AC, o grande império Grego acabou sendo dividido em quatro partes – as quatro cabeças do leopardo. “Formaram-se então quatro reinos: o da Macedônia e Grécia com Cassandro, que triunfara sobre seus rivais; o da Síria com Seleuco; o do Egito, com Ptolomeu; e o da Trácia e parte da Ásia Menor com Lisímaco.” (História Universal, Rocha Pombo, p. 68). Portanto, após o ano 301 AC o grande império formado por Alexandre foi dividido em quatro partes e permaneceu dessa forma até ser conquistado por Roma, no ano 168 AC. Amigo ouvinte, quantas vidas foram apagadas cedo na História por falta de controle, de domínio próprio, seja do temperamento ou do apetite. Quanta bebedeira, quanta orgia, quanta droga e quantos vícios estão destruindo carreiras promissoras, jovens, pais de família. Poucos têm coragem de se levantar e condenar tais costumes. O povo, como argumentam os defensores dessas práticas, “precisa se divertir”. Mas e, quem paga a conta? Tratar os doentes causados pelo fumo, pelo álcool, drogas, acaba recaindo sobre outros que nada tem a ver com o assunto. Amigo ouvinte, seja um vencedor. Não só no campo profissional, mas também sobre o apetite. Alimente-se daquilo que contribuirá para a saúde e prosperidade. Na vá atrás das falsas promessas ou da propaganda enganosa. Busque e siga a orientação da Palavra de Deus.]]>
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<![CDATA[Urso devorador]]> https://tempoprofetico.com.br/urso-devorador/ Sat, 04 Apr 2020 03:12:01 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1067

O profeta, ao mencionar o leão com asas de águia estava se referindo a Nabucodonosor, rei de Babilônia. Na profecia, o leão perderia as asas de águia, uma referência a fraqueza e despreparo dos sucessores do rei caldeu. Hoje vamos estudar o segundo dos quatro animais. Daniel 7:5: “Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os dentes; e foi-lhe dito: levanta-te e devota muita carne.” O que Deus queria transmitir ao profeta, quando fez esse tipo de revelação? Primeiramente, vamos conhecer um pouco da vida e hábitos de um urso. A Bíblia diz que é um animal astuto (Lamentações 3:10); o urso defende furiosamente suas crias (II Samuel 17:8); tem muita força em suas patas (I Samuel 17:37). “Os ursos são classificados como carnívoros; mas na verdade eles se alimentam de outras coisas, incluindo plantas das mais variadas espécies, peixes e pequenos animais. Também comem formigas, abelhas e suas colméias. Os ursos normalmente evitam o homem, mas no inverno e começo da primavera, após saírem da hibernação parcial, os ursos estão muito famintos e podem atacar rebanhos. Já as ursas só tem filhotes uma vez por ano, dando até quatro crias de cada vez… Um único golpe da pata de um urso pode esmagar a cabeça de um homem ou animal.” (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, vol. 6, p. 697). Um outro fato que temos que lembrar é que, em profecias, a própria Bíblia diz que animal significa “reis e reinos”. Portanto, após a fase caracterizada pelo leão, surgiria um reino ou rei cujas ações seriam semelhantes as de um urso. E foi exatamente isto que aconteceu após o período babilônico. Astiages, rei dos Medos, teve uma filha que recebeu o nome de Mandana, e os oráculos diziam que ela seria forte, poderosa e destruiria o próprio pai. Astiages, com medo das profecias a respeito da filha, enviou-a para a Pérsia. Lá ela se casou com Cambises e desse casamento nasceu Ciro. “Calcula-se que Ciro nasceu perto do ano 600 antes de Cristo. Foi o fundador do império Persa e conquistador de Babilônia. Governou-a de 539 AC até morrer no ano 530.” (Arqueologia Bíblica, p. 282). Ao se tornar rei da Pérsia propôs a Astiages, rei dos Medos – que era seu avô – uma união para criar um grande exército. Astiages, lembrando das profecias sobre Mandana, mãe de Ciro, não aceitou a aliança. Ciro enviou os seus embaixadores mais importantes para convencer o avô das vantagens dessa aliança. Astiages prendeu os embaixadores e lhes cortou a língua, dizendo: “Voltem e digam a Ciro qual é a minha resposta”. Ciro, então, conquistou os Medos, mas não destruiu o avô. Dessa forma os dois povos foram unidos a força. Os Persas eram mais fortes. E, foi na noite de 13 de outubro de 539 AC que a cidade de Babilônia caiu diante do exército dos Medos e Persas, liderados por Ciro (Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, vol. 1, p. 752). Após a queda de Babilônia Ciro colocou Astiages como um dos líderes da cidade. A profecia mencionava que o urso estaria com um lado levantado; andaria com um lado do corpo mais alto do que o outro. Isto quer dizer que a sociedade proposta por Ciro ao seu avô não funcionou de forma perfeita. Astiages aceitou a união porque não lhe restava outra alternativa. Os Medos e Persas não viviam uma sociedade equilibrada. Um lado era mais forte que o outro. A profecia também afirmava que o urso tinha na boca três costelas. Interessante que as três conquistas mais importantes dos Medos e Persas foram a Lídia, em 546 AC, Babilônia, em 539 e o Egito, em 525 AC. A profecia se cumpriu plenamente. Gostaria de chamar sua atenção para um outro ponto importante: em Babilônia estavam os judeus cativos. E uma das tarefas de Ciro, segundo outra profecia já estudada nesse programa, era libertar os judeus da escravidão. E foi exatamente isso que ele fez. A arqueologia confirma isso. Foi encontrado um cilindro de 45 centímetros de comprimento que hoje está em um museu, em Paris. No cilindro está escrito: “Ciro desviou o rio e conquistou a Babilônia e recebeu a visita de líderes das nações que estavam no cativeiro, e depois desta visita, Ciro decretou que as nações voltassem para sua terra”. (J.A. Thomson. The Bible and Archaelogy. William Eardmann Publishers Co. Grand Rapids, Mi. 1982. p. 202). Deus, amigo ouvinte, tem um plano especial para você também como teve com Ciro. Ele está a procura de pessoas que, a semelhança de Ciro, se disponham a levar a verdadeira liberdade aos que se encontram de uma ou outra forma cativos. Quem sabe, prisioneiros de sentimentos de culpa, de complexos de inferioridade, infelizes com o que tem ou com o que são. Jesus Cristo veio a este mundo também para libertar. Libertar cada um de nós de qualquer problema ou situação que nos escravize. Deus almeja a nossa felicidade e, como escreveu Paulo, podemos todas as coisas nAquele que nos fortalece (Filipenses 4:13).]]>
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<![CDATA[Leão com asas de águia]]> https://tempoprofetico.com.br/leao-com-asas-de-aguia/ Sat, 04 Apr 2020 03:23:56 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1070

O capitulo sete é uma ampliação do capítulo dois. Já estudamos de uma forma completa esse capítulo em programas anteriores. Tanto o capítulo dois como o sete descrevem os reinos e as implicações e complicações religiosas, até o estabelecimento do reino de Deus. Daniel recebeu este sonho profético quando Belsazar era o rei co-regente de Babilônia, quando nessa ocasião o pai dele, Nabonido, estava em Temã se recuperando de problemas com a saúde. A visão aconteceu no primeiro ano de Belsazar (Daniel 7:1). Vamos ler os versos 2 a 4? “Na minha visão da noite eu estava olhando, e vi que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. Quatro animais, diferentes uns dos outros subiam do mar Grande. O primeiro era como leão, e tinha asas de águia. Eu olhei até que foram arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em pé como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem”. Antes de analisarmos o primeiro animal e o que ele significa, vamos deixar que a própria Bíblia interprete os seus símbolos. Mar, água é igual a povos, multidões e nações (Apocalipse 17:15). Já ventos são símbolos de agitação política sobre a terra (Jeremias 4:12-13). Animais, em profecia, são símbolos de reis e reinos (Daniel 7:17). Asas representam agilidade, destreza, rapidez, força (Jeremias 48:40). Depois desse esclarecimento bíblico podemos com toda a certeza entender perfeitamente a profecia de Daniel, capítulo sete. É importante também lembrar que quando lemos ou falamos “animal” ou “besta”, em profecia, estamos falando de um governo, reino, um poder. O primeiro animal era semelhante a um leão, com asas de águia; foi posto em pé e tinha um coração de homem. Sem dúvida nenhuma, o leão representa Babilônia, a potência que dominava o mundo daquela época. “O leão como rei das feras e a águia como a rainha das aves, representavam adequadamente o império Babilônico em seu apogeu e sua glória. O leão se destaca por sua força, entretanto a águia é famosa por seu vigor e no alcance dos seus vôos”. Este leão alado representava o período Neo-Babilônico, que sob Nabucodonosor, se tornou o maior e o mais forte império até aquela época. Daniel estava descrevendo de forma figurativa o que ele estava vendo. Em outras palavras, Daniel estava falando da força das conquistas de Nabucodonosor e a agilidade de suas ações. O leão alado representava força e agilidade. O poder de Nabucodonosor não foi somente sentido em Babilônia, mas desde o Mediterrâneo até o Golfo Pérsico, e desde a Ásia Menor até o Egito. O profeta Habacuque comparou os Caldeus como águias. Note a descrição: “Suscito os caldeus, nação feroz e impetuosa, que marcha sobre a largura da terra… Os seus cavaleiros espalham-se por toda a parte; os seus cavaleiros vêm de longe. Voam como águia que se apressa em devorar” (Habacuque 1:6 e 8). Até agora analisamos o que Daniel estava vendo, mas a partir deste momento começaremos a estudar o que iria acontecer. Trata-se de uma profecia. Ela dizia que as asas seriam arrancadas (Daniel 7:4). Isto significava o contrário do que dissemos até este momento. Se as asas significavam agilidade de movimentos, perder essas asas queria dizer que os sucessores de Nabucodonosor ficariam sem o prestígio e o poder mundial. A profecia diz ainda que o leão ficaria em pé (Daniel 7:4). Este é mais um símbolo profético. “Um leão, erguido sobre dois pés como homem, indica que ele perdeu suas qualidades distintivas de um leão”. Foi a decadência do império, com os sucessores de Nabucodonosor mais interessados em desfrutar das conquistas passadas do que fortalecer o reino. Algumas lições dessa profecia: a primeira delas é que se eu quero alcançar o sucesso em todas as áreas, especialmente no campo espiritual, não devo ficar amparado no que fiz no passado. Infelizmente muitos cristãos hoje em dia alicerçam a vida cristã no que fizeram: eu testemunhava, eu lia a Bíblia todos os dias, eu freqüentava a igreja regularmente… Amigo ouvinte, o que você fez no passado não vai garantir a sua sobrevivência espiritual no presente. O que vai mantê-lo em pé e ser um conquistador permanente, não é o que você fez, mas o que você está fazendo neste momento. Se hoje você não tem mais tempo para a Bíblia saiba que a sua queda é só uma questão de tempo. O passado é como um farol traseiro, só ilumina para trás. O que vale, o que importa, é o que você fazendo agora, hoje, neste momento. Há um outro conceito que precisa ser lembrado. A tendência natural de todas as coisas é a desorganização. Tudo está sujeito ao princípio da entropia, ou seja, tudo que é novo fica velho, tudo o que está funcionando bem hoje, amanhã estragará. O tempo não concerta nada, como dizem os evolucionistas, o tempo apenas destrói. Os evolucionistas ensinam que o tempo cria, mas esquecem da ação implacável do tempo em todas as coisas que nos cercam. O tempo passa, os anos se vão e cada um vai mostrando se está ou não aproveitando as oportunidades. Os sucessores de Nabucodonosor fizeram uso errado do tempo e das oportunidades. E foram destruídos.]]>
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<![CDATA[A escrita na parede]]> https://tempoprofetico.com.br/a-escrita-na-parede/ Sat, 04 Apr 2020 03:25:48 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1073

Essa profecia foi feita pelo próprio Deus em torno do ano de 539 AC. E cumprida imediatamente. Mas antes de entrarmos na análise da profecia vamos conhecer um pouco do que a história e a ciência falam do capitulo cinco de Daniel. Os críticos de Daniel têm dito que o livro é falho em registrar a história porque, segundo eles, o ultimo rei de Babilônia foi Nabonido e não Belsazar. A Bíblia estaria errada? A narrativa bíblica não merece confiança? A história registrou Nabonido como o último rei de Babilônia, porém os historiadores não contam os anos que esse rei se ausentou do governo para cuidar da saúde. A doença do rei foi omitida, certamente para proteção da imagem dele. A arqueologia, porém, vem confirmando o que a Bíblia registra. Um renomado comentário bíblico afirma que “Nabonido, estava no Líbano, se restabelecendo de uma enfermidade, quando chamou o seu filho mais velho, e lhe confiou o reino”. (S.D.A.B.C. vol.4 pg. 828). Na caverna numero quatro, próximo ao Mar Morto, foi encontrado, no ano de 1960, um documento que é chamado de “a oração de Nabonido”, hoje guardado no museu de Londres, e que diz o seguinte: “Quando eu estava doente por bolhas malignas, por ordem do Deus Altíssimo, na cidade de Temã por sete anos… então eu confessei meus pecados e Deus mandou um mágico dos Judeus do cativeiro… então sarei, fui perdoado e decretei adoração ao Deus Altíssimo”. “Belsazar, governou Babilônia por muitos anos, como co-regente com seu pai, enquanto Nabonido residia em Temã”. (S.D.A.B.C. vol.4, pg. 828). “Em 1950 foi descoberto a Stela de Haran, uma pedra triangular, onde esta registradoa que Nabonido deixou o reino para seu filho, e que estava no Oásis de Temã, na Arábia”. Vamos, então, entrar no estudo da profecia que Deus fez a Belsazar. Tudo começou com a festa que o rei promoveu (5:1). Babilônia havia se tornado muito próspera e fortificada desde os dias de seu avô Nabucodonosor. Todos acreditavam que Babilônia era invencível. “Os que estavam dentro dos muros riram do bloqueio [dos Medos e Persas], pois estavam providos do necessário para mais de vinte anos”. (Esboço de estudos de Daniel, Edwin R. Thiele pg.38). Babilônia estava numa posição estratégica. O rio Eufrates cortava a cidade e isto se tornava uma fonte inesgotável de água e alimento. A cidade “tinha a forma de um quadrado, cada lado com mais de 24 quilômetros. Havia terras aráveis e de pastagens suficientes para suprir as necessidades de sua população, que era de mais de um milhão de habitantes. As muralhas contavam com cem portões de bronze, vinte cinco de cada lado. A altura dessas muralhas era de 107 metros, com cerca de 27 metros de espessura.” (Enciclopédia de Bíblia e teologia e filosofia vol.1 pg.426). “Babilônia, foi sitiada por Ciro, sobrinho de Dario, o Medo, e comandante geral dos exércitos combinados da Média e da Pérsia. Mas, dentro das fortalezas, aparentemente inexpugnáveis, com suas muralhas maciças e seus portões de bronze, protegida pelo rio Eufrates, e com abundante provisão em estoque o monarca [Belsazar] sentia-se seguro, e passava seu tempo em folguedos e festança” (Profetas e Reis pg. 523). Já alcoolizado, o rei ordenou que os vasos sagrados que seu avô havia transportado de Jerusalém para Babilônia fossem introduzidos na festa, para que vinho fosse servido a ele e a seus convidados (Daniel 5:2-3). “Estadistas bebiam vinho como água… os mais baixos impulsos e paixões estavam em ascendência, o rei em pessoa tomou a dianteira na desbragada orgia” (Profetas e Reis pg.523). Enquanto se embebedavam e desprezavam as coisas consagradas a Deus foram surpreendidos com uma escrita estranha em uma das paredes do palácio (Daniel 5:5). A festa acabou, a alegria desapareceu de todos, enquanto observavam a mão traçando as misteriosas palavras. Daniel conta que o medo de todos foi muito grande, especialmente do rei, cujos joelhos batiam um no outro e as pernas tremiam (Daniel 5:6). Os sábios, feiticeiros e astrólogos foram chamados, mas não tiveram como interpretar o que estava escrito (Daniel 5:7-8). Alguém então se lembrou do velho Daniel e ele foi levado imediatamente ao palácio para desvendar mais este mistério. Foi dito a Daniel que se ele interpretasse as misteriosas palavras, seria coroado com colares de ouro. Daniel agradeceu a oferta do rei, respondendo: “As tuas dádivas fiquem contigo, e dá os teus presentes a outro” (Daniel 5:17). A interpretação foi clara e precisa. “Contou Deus o teu reino, e o acabou. Pesado foste na balança e foste achado em falta. Dividido foi o teu reino, e dado aos Medos e Persas” (Daniel 5:26-28). Ciro desviou as águas do rio Eufrates para um lugar próximo a Babilônia e na noite de “13 de outubro de 539 AC Babilônia caiu” (Arqueologia Bíblica pg.282). Belsazar foi morto e Dario, o Medo, ocupou o trono de Babilônia (Daniel 5:30-31). “Deus tem designado um lugar em Seu grande plano para cada nação e cada indivíduo. Homens e nações estão sendo testados pelo prumo na mão daquele que não erra. Todos estão por sua própria escolha decidindo o seu destino” (Profetas e Reis, pg.536). Sim, Deus tem um plano para você e para mim. Em tudo somos testados, provados, inclusive nas menores coisas. Cada decisão, cada atitude, vai traçando o nosso destino através das escolhas que vamos fazendo. Por isso, decida ficar ao lado de Deus, ao lado da verdade, ao lado da Bíblia.]]>
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<![CDATA[Provados na fornalha ardente]]> https://tempoprofetico.com.br/provados-na-fornalha-ardente/ Sat, 04 Apr 2020 03:27:46 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1076

Pouco tempo antes, Nabucodonosor foi informado pelo profeta Daniel que ele era a cabeça de ouro da grande estátua que havia sonhado (Daniel 2:38). Um sentimento não muito nobre começou a tomar conta do poderoso monarca. Para um rei orgulhoso, ser só a cabeça de ouro não era o suficiente. Ele queria mais. Foi então que os “sábios do seu reino, tirando vantagem disto e do retorno a idolatria, sugeriram que fizesse uma imagem semelhante àquela vista em sonho, e a erguesse em um lugar onde todos pudessem contemplar a cabeça de ouro”. Mas o orgulhoso é insaciável! Quanto mais tem, mais quer. Para o orgulhoso, não há limite. Este mal também ataca o ser humano nos dias atuais. Nós ouvimos com freqüência nos noticiários, de poderosos que estão com grandes fortunas em determinados paraísos fiscais, enquanto o povo que lideram morre de fome. O rei ordenou que uma grande estátua fosse construída, mas não como Deus lhe havia mostrado. Foi erguida do jeito que ele achava ser o mais correto. Ao invés de ser apenas a cabeça de ouro, toda a estátua deveria ser de ouro, da cabeça aos pés (Daniel 3:1). Com esta atitude, Nabucodonosor, desejava mostrar a glória perpétua e universal de Babilônia. Hoje encontramos pessoas agindo da mesma maneira. Aceitam a revelação de Deus até o ponto que os interessa, mas repudiam ou desprezam o que vai contra as suas atitudes ou filosofias de vida. Os pesquisadores da Bíblia dizem que “era uma estátua que media um total de 31 metros de comprimento por 3m de largura. É claro que todos compreendemos que uma boa parte estava relacionado com a base para a estátua. Um exemplo é a estátua da liberdade, em Nova York, que tem uma altura de 93 metros, mas mais que a metade disto é de pedestal. A figura humana da estátua da liberdade é de apenas 34 metros do calcanhar até ao topo da cabeça”. A estátua foi construída no campo de Dura (Daniel 3:10). “A planície de Dura, é chamada hoje pelos Iraquianos como Kirkuk, que agora é o centro petrolífero do Iraque”. A Bíblia conta que Nabucodonosor havia reconhecido o Deus de Daniel, como o único Deus (Daniel 2:48), mas com o passar do tempo, o sentimento de idolatria começou a voltar. Ao ser construída a estátua no campo de Dura, “ela representava a glória da Babilônia e a magnificência e poder, e deveria ser consagrada como objeto de adoração”. A estátua ficou pronta e o foi marcado o dia para a inauguração e adoração. Todos os subordinados do rei foram convocados para estarem nessa festa. A ordem era que quando a musica fosse tocada, todos deveriam se ajoelhar diante da imagem de ouro, ou, em outras palavras, curvar-se a adorar a Nabucodonosor. Seria punido com a morte quem desobedecesse a ordem do rei (Daniel 3:5). Estavam nessa cerimônia os três hebreus, amigos e companheiros de Daniel. Mas quando a música foi tocada eles não se curvaram para adorar a imagem. Imediatamente alguém foi correndo contar ao rei. Os três foram levados até a presença de Nabucodonosor. O monarca estava furioso com a desobediência dos três escravos. Após falar sobre quem ele era e o que podia fazer com eles, e que nenhum Deus poderia livrá-los da morte naquele momento, resolveu dar uma segunda chance. Foi nesse momento que um dos hebreus profetizou, garantindo: “Se formos lançados na fornalha de fogo ardente, o nosso Deus, a quem servimos pode nos livrar-nos dela, e Ele nos livrará de tua mão” (Daniel 3:17). Que tremenda decisão! Deus em primeiro lugar, mesmo sabendo que em breve seriam lançados dentro de uma fornalha, que já estava preparada em lugar bem visível, para inibir algum ato de rebelião. Que fé esses jovens de Deus possuíam!! Não ficaram envergonhados por serem diferentes. Hoje, a tendência de muitos cristãos modernos é ser o mais parecido possível com o mundo em seus costumes, modas e princípios, para evitar o menosprezo, o ridículo e a perseguição. Amado ouvinte, não tenha medo de ser diferente. Não tenha medo de falar a verdade, quando a maioria usa e abusa da mentira. Os três hebreus ficaram firmes como uma rocha, enquanto todos se curvavam. A ira do rei atingiu o máximo. Ordenou que o forno fosse aquecido sete vezes mais que de costume (Daniel 3:19). A seguir os guardas amarraram os três rapazes e os lançaram na fornalha. O lugar estava tão quente que o calor matou os que atiraram os amigos de Daniel no fogo. (Daniel 3:20-22). Algo estranho, porém, acontecia. Os três estavam vivos e caminhavam dentro da fornalha de fogo. E, para assustar mais a todos, não havia só três, mas quatro, e o quarto tinha a aparência do filho dos deuses (Daniel 3:25). Perceba que Nabucodonosor reconhece então, no quarto homem, o filho de Deus. O próprio rei pede que os servos do Deus altíssimo saiam da fornalha. Quando saem livres das chamas, não há sequer cheiro de fumaça em suas roupas (Daniel 3:26-27). Assim o Deus do céu foi engrandecido. A imponente estátua foi esquecida. Nabucodonosor, pela segunda vez, reconheceu a supremacia do Deus dos hebreus sobre seus próprios deuses. Ananias, Misael, Azarias, foram testemunhas do verdadeiro Deus sem se importarem com as conseqüências.]]>
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<![CDATA[A pedra que feriu a estátua]]> https://tempoprofetico.com.br/a-pedra-que-feriu-a-estatua/ Sat, 04 Apr 2020 03:29:19 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1079

Mas além da estátua o rei havia visto algo mais. Daniel 2:34 e 35: “Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxilio de mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou… Mas a pedra que feriu a estátua se fez um grande monte, e encheu toda a terra”. Daniel, finalmente, dá ao rei o significado da última parte do sonho. Versos 44 e 45: “Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído. Este reino não passará a outro povo, mas esmiuçará e consumirá todos estes reinos e será estabelecido para sempre. Como viste que do monte foi cortado uma pedra, sem auxilio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro, o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho e fiel a interpretação”. Tudo agora estava claro, tudo era compreensível, tudo fazia sentido. Nabucodonosor reconheceu que o Deus de Daniel era o maior de todos os deuses (Daniel 2:47). Era isto mesmo que ele havia sonhado. Estava convencido que a interpretação era correta. Daniel foi honrado pelo grande rei, com riquezas e prestigio político, pois chegou a ser o governador de toda a província de Babilônia (Daniel 2:48). Amigo ouvinte, o que desejo chamar a sua atenção neste último programa sobre Daniel, capítulo dois, é para a parte final da profecia. Todos os reinos passaram como Daniel profetizou. Um após o outro. No devido tempo surgiriam líderes e desapareceriam líderes. E, no tempo certo, Deus viria para intervir na história da humanidade. A pedra que foi cortada sem o auxílio de mãos humanas e feriu os pés da estátua, diz exatamente isto. É a intervenção de Deus sem o auxilio humano. A pedra é, portanto, a intervenção divina neste mundo. Mas a grande pergunta é: Quando acontecerá esta intervenção? Para entendermos bem este assunto temos que voltar no tempo. Temos que voltar ao inicio de todas as coisas, temos que ir ao Éden. Quando Deus criou Adão e Eva eles faziam parte do reino de Deus aqui neste planeta. Era o plano de Deus que a raça humana se multiplicasse até que enchesse toda a terra (Gênesis 1:28). Mas o diabo resolveu interferir no plano, no sonho de Deus. Satanás buscou uma forma de enganar o primeiro casal e apresentar uma nova proposta, uma nova maneira de viver. Deus havia dito que eles não deveriam se aproximar da arvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:17), mas Satanás estava justamente nesta árvore incorporado numa serpente e comia deliciosamente o fruto que Deus havia proibido (Gênesis 3:1-3). Eva cedeu ao apelo da serpente de ser igual a Deus, de querer ser mais, de saber mais, de achar que sabe mais do que Deus, e comeu do fruto e deu ao marido dela e ele comeu também (Gênesis 3:6). O novo mundo, através do simples gesto de comer de fruto, agora pertencia a outro senhor. Eva escolheu servir a outro senhor e Adão também. Venderam a humanidade toda por um minuto de prazer, por um minuto de curiosidade. O jovem casal não mais podia estar na presença de Deus. Tinham vergonha do Senhor. E procuraram se esconder do Pai celestial (Gênesis 3:8). Agora pertenciam a Satanás. Deus, porém, não podia suportar a idéia de ver os filhos dEle nas mãos de um seqüestrador, de um usurpador. Um plano foi colocado em ação. O Filho de Deus deveria vir a este mundo e pagar o preço do resgate, e dar a chance aos seres humanos de poderem estar com Ele novamente. E Ele veio no tempo estabelecido. Venceu a Satanás. Venceu a morte, pagou o preço do resgate e hoje temos a oportunidade de escolher entre fazer parte do reino de Deus ou do reino do diabo. Antes de voltar aos céus, prometeu regressar uma segunda vez para levar com Ele os redimidos de todos os tempos e de todas as épocas. Vivemos hoje a expectativa do retorno do advento, da segunda vinda de Jesus. Não sabemos o dia nem a hora. Mas Ele sabe. Deixou os sinais – e todos eles se cumprem de maneira rápida e segura. A profecia diz que no tempo indicado, Deus irá intervir. E Ele vai intervir “nos dias destes reis”. A Europa já está dividida há muitos séculos. A crise é mundial. As autoridades do mundo não têm solução para a maioria dos problemas. Fome, desemprego, doença, terrorismo, violência, guerras… uma lista interminável! A grande questão que nos deve levar a refletir é: estou preparado para viver neste lugar onde a morte a dor e a lagrima não mais farão parte? A vida que estou levando hoje é mais para o reino de Deus ou para o reino de Satanás? Tenho aceitado a Jesus como Salvador pessoal e feito a vontade dEle no meu viver? O desafio para você agora é aceitar a salvação gratuita que Ele oferece e se preparar para o encontro inevitável que teremos com Ele em breve. Faça isso agora. Você não se arrependerá. Jamais Ele deixou de cumprir as promessas que fez.]]>
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<![CDATA[Nos pés da estátua]]> https://tempoprofetico.com.br/nos-pes-da-estatua/ Sat, 04 Apr 2020 03:32:24 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1082 Vamos conhecer o que estava profetizado sobre o final do império simbolizado pelas pernas de ferro da grande estatua de Nabucodonosor. Daniel 2:33, 41-43: “…os seus pés em parte de ferro e em partes de barro. Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de oleiro. Como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte será forte, e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com o barro de oleiro, misturar-se-ão pelo casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro”. O império romano teve o seu início em torno do ano de 168 AC e conseguiu sobreviver as crises internas e externas até o ano de 476 DC. Nesse período de mais de meio século de domínio, vários problemas internos surgiram. Tribos bárbaras começaram a invadir o ocidente e o que nós conhecemos hoje por Europa foi resultado de parte dessa divisão. Hoje são encontradas muitas listas dessas tribos, mas por economia de tempo, vou apresentar apenas uma. Ostrogodos, Visigodos, Francos, Vândalos, Suevos, Alemanos, Anglo-saxôes, Hérulos, Lombardos e Burgundios. Estes nomes estranhos que mencionei são os modernos países da Europa de hoje. Uns mais fortes em poder militar, econômico e político e outros bem distantes dessa realidade. Resumindo, poderíamos dizer que o império romano, férreo e ditatorial, manteve-se no poder até o ano 476 DC, quando foi dividido em dez partes por tribos bárbaras que invadiram a Europa e sendo destronado o último Imperador romano – Rômulo Augusto. Com a queda do império romano em 476 DC, vários esforços foram feitos para unir todas essas nações. Líderes como Carlos Magno, Carlos V, Napoleão Bonaparte, Hitler, tentaram unificar politicamente a Europa, mas sem resultado. Outras tentativas foram feitas através de casamentos entre herdeiros das monarquias, algumas hoje já extintas. A profecia, porém, é bem clara: o ferro não se mistura com o barro (Daniel 2:43). Amigo ouvinte, a profecia de Daniel tem resistido ao tempo. Alguns poderes mundiais têm sido fracos e outros fortes. Temporariamente, alguns têm se juntado, mas não tem sido uma união pacifica e permanente. A profecia não declara que não poderá haver uma união temporária de alguns países, mediante a força das armas. A profecia também não diz que não poderá haver união econômica. O euro é um exemplo disso, a moeda única para os países da comunidade européia. Implantado apesar de grande resistência da população de alguns desses países. Qualquer tentativa de unidade política, segundo a profecia, fracassará. O barro não se ligará com o ferro. Mas, se algum dia, surgir um líder e conseguir unificar a Europa, será por pouco tempo porque está profetizado que os reinos divididos do grande império romano nunca mais iriam estar ligados outra vez. Estamos chegando ao final da profecia da grande estátua de Nabucodonosor. Você percebeu em que parte da história do mundo nós estamos? Não estamos vivendo no momento simbolizado pela cabeça da estátua, nem no período do peito. Também não vivemos no período de bronze e muito menos no período de ferro. Estamos vivendo na última parte da história deste mundo. Todos os reinos já passaram. Babilônia já passou. Os Medos e Persas já não dominam mais o mundo. Os gregos estão apenas com um pequeno país. O que sobrou para os romanos foi a Itália. Amigo ouvinte, a você também é revelada esta mensagem. Tudo aqui é passageiro, tudo aqui tem começo e fim. A profecia se cumpriu em todos os seus detalhes. E chegou até nós. Estamos dentro da grande profecia de Daniel, capítulo dois. Vivemos nos dias destes reis. Já se passaram centenas de anos desde que o quarto império se esfacelou. Os reinos se dividiram, como foi profetizado. Estamos nos pés da estátua. Nos dedos. Ou, na ponta das unhas, como disse alguém, certa vez. Não posso deixar de enfatizar que não há um outro reino terrestre previsto para surgir. Portanto, temos que reconhecer que chegamos, profeticamente falando, ao final da história política da humanidade. Você já parou para pensar em que ponto da história nós estamos? Até aqui tudo aconteceu como Deus falou. Não temos nenhuma razão para duvidar da profecia. A história confirma que a Bíblia é verdadeira. Então, o que falta acontecer para que a profecia de Daniel dois esteja concluída?]]> 1082 0 0 0 <![CDATA[O terrível reino de ferro]]> https://tempoprofetico.com.br/o-terrivel-reino-de-ferro/ Sat, 04 Apr 2020 03:34:09 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1085

A estátua, porém, era composta de pernas de ferro e os pés em parte de ferro e em parte de barro. Vamos falar então, sobre esse quarto poder? Daniel 2:40: “O quarto reino será forte como o ferro; pois, como o ferro esmiúça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as coisas, ele esmiuçará e quebrará”. Se formos à História veremos que o reino que derrotou os gregos e dominou o mundo com mãos de ferro foi o Império Romano. Após a morte de Alexandre, em 323 AC, o império grego foi dividido em quatro partes entre seus quatro principais generais: Casandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu. “Antígono se declarou rei de toda a nação e sucessor de Alexandre, juntamente com seu filho Demétrio. Mas os quatro se rebelaram com suas novas funções de Sátrapas. Aconteceram vários conflitos dentro do império grego. Na batalha de Ipso, em 301 AC, Antígono foi morto e o reino foi dividido em quatro grandes partes; Ptolomeu, ficou com o Egito, Palestina e parte da Síria; Casandro ficou com a Macedônia e a Grécia; Lisímaco, ficou com a Trácia e uma grande parte de Ásia menor; e Seleuco possuía a maior parte do império persa, que era composto de parte da Ásia Menor, norte da Síria, Mesopotâmia e o Oriente”. Porém, aos poucos, o império grego foi acabando. “No ano 200 AC, Roma já era dona do Mediterrâneo Ocidental. Em 197 AC Roma derrotou a Macedônia e colocou os estados gregos sob seu governo. Em 190 AC Roma derrotou Antíoco III e tomou o território Selêucida. Em 168 AC, na batalha de Pidna, Roma acabou com a monarquia da Macedônia”. É aceita a data de 168 AC como sendo o ano que Roma conseguiu alcançar o maior domínio sobre o império Grego. Portanto, esta é a data que, historicamente, marca do fim do império Grego e o surgimento do Império Romano. E o que aconteceu em torno desta data? Nessa época Roma já havia conquistado a Macedônia e já havia salvado o Egito de cair nas mãos dos Selêucidas, ao proibir Antioco IV de invadir o Egito. Isto demonstrava que Roma tinha autoridade sobre os quatro reinos principais que formavam o império Grego após a morte de Alexandre. Aos poucos o Império Romano foi sendo organizado e confirmado. “No dia 9 de Agosto de 48 AC, após a guerra civil de Farsalo, na província de Tessalônica, surge o primeiro Imperador romano”. E o poder estava nas mãos dele. A partir daí o mundo romano passa a ser governado por Imperadores. Gostaria de destacar dois desses imperadores para que você percebesse como a profecia, feita 400 anos antes, de um reino forte como o ferro, se cumpriu. Vamos começar por Tibério. “Tibério, governou de 14 a 37 de nossa era. Tinha cinqüenta e seis anos de idade quando Augusto faleceu. Pertencia a uma orgulhosa família. Tibério foi um dos imperadores mais impopulares durante os seus vinte e três anos de governo. Tibério via inimigos por toda a parte. Surgiram neste tempo os delatores que mataram muita gente inocente”. Outro imperador que se destacou pela crueldade foi Nero. “Nero foi o quinto Imperador romano e reinou de 54 a 68 de nossa era. Quando tinha doze anos a mãe dele se casou com o próprio tio, o imperador Cláudio. Nero sucedeu Cláudio no trono romano em 54 DC, e com a ajuda criminosa de sua mãe Agripina, mandou envenenar o tio e marido, a fim de garantir o trono para Nero. No ano 69 DC, Nero conseguiu do senado uma ordem para executar à própria mãe, Agripina, afim de agradar a amante, Popéia. Em 64 DC, Nero deliciou-se contemplando o incêndio da cidade de Roma. Os historiadores dizem que foi ele quem mandou colocar fogo na cidade. E, enquanto contemplava as chamas, como um incendiário louco, tocava lira e compunha versos… Acabou colocando a culpa do incêndio sobre os cristãos de Roma. E isto serviu de pretexto para iniciar a perseguição e a matança dos cristãos. Ainda sobre o incêndio de Roma, os historiadores relatam que “o fogo durou oito dias e dos seus quatorze departamentos, somente oito escaparam. Aos cristãos foi atribuída a culpa. Para castigá-los alguns eram cobertos de pele de animais selvagens para serem dilacerados por cães, outros crucificados; enquanto outros eram untados com matéria combustível e colocados à noite como lampiões e assim morriam queimados. Para esses espetáculos, Nero cedia seus jardins”. “Nero, foi declarado inimigo pelo senado romano, mas não teve coragem de enfrentar a justiça, e suicidou-se covardemente”. Como vimos, mais um reino subiu ao controle do mundo, e no seu devido tempo também desapareceu. Tudo aconteceu ao longo da história como Deus havia predito. A profecia se cumpriu plenamente. Mas a grande profecia de Daniel dois ainda não acabou. Vamos, no próximo programa, estudar o que aconteceu com o grande império romano. Como foi o seu fim e o que veio depois.]]>
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<![CDATA[O reino de bronze]]> https://tempoprofetico.com.br/o-reino-de-bronze/ Sat, 04 Apr 2020 04:01:57 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1088

Daniel, por revelação divina, deu a interpretação dizendo que a cabeça de ouro representava Babilônia e o peito de prata o reino que veio em seguida, a Medo-Pérsia. Viria depois, um terceiro reino. E é sobre ele que vamos falar neste programa. De que metal eram o ventre e as coxas da estátua? Daniel 2:32, responde: “e o seu ventre e as suas coxas eram de bronze”. Bem, esta informação o rei já sabia. Faltava saber o que este metal significava. Daniel prontamente conta ao rei o futuro do mundo. “…e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra” (Daniel 2:39). Daniel está falando da Grécia. “Alexandre, o grande, nasceu em 356 AC, filho de Filipo II. Foi rei da Macedônia desde o falecimento do pai em 336 AC até a morte em 323 AC”. “Alexandre, o grande, foi aluno de Aristóteles, foi o gênio militar que espalhou a cultura grega por todo o mundo conhecido e civilizado de sua época”. No ano de 336 AC Alexandre herdou o trono da Macedônia, estado semi-grego, que ficava na fronteira ao norte da Grécia. Filipo, pai de Alexandre, já havia unido debaixo do seu poder a grande maioria das cidades-estados da Grécia; isto em 538 AC. A primeira missão de Alexandre foi estabelecer a ordem em seu próprio reino. O pai havia agregado muitas cidades-estados, mas não conseguira submissão total. Após estabelecer a ordem interna, o jovem Alexandre começou a tarefa de conquistar o mundo. O primeiro a ser alcançado por sua ambição foi o império Persa. “Em 334 AC Alexandre cruzou o Helesponto e entrou no território Persa com apenas 35 mil homens e provisões para somente um mês. Foi uma sucessão de vitórias. A primeira foi em Grânico, a segunda em Isso, e a terceira foi em Tiro. Alexandre conquistou Gaza e depois entrou no Egito, praticamente sem oposição. Ali, no ano 331 AC, fundou a cidade de Alexandria e se declarou a si mesmo sucessor do Faraó”. O curioso é que os soldados gregos se distinguiam por sua armadura de bronze. Os capacetes, escudos, armas, tudo era de bronze. O grande sonho de Alexandre, porém, era conquistar a Mesopotâmia, com suas cidades cheias de tesouros. Por isso, lutou com o exército de Dario III, derrotando-o em três ocasiões. “Após uma série de batalhas, Alexandre conseguiu o controle de Babilônia, da metrópole de Susã, sede do poder, e de Persépolis, onde havia o tesouro e o mausoléu da primeira dinastia do império Persa”. Dario fugiu para o norte e depois para o leste, mas foi assassinado por um dos seus sátrapas, abrindo caminho para que Alexandre fosse proclamado o sucessor do trono Persa. Aos poucos, Alexandre foi dominando seus inimigos. “Após dois anos de lutas ele subjugou a Báctria, que hoje é o Afeganistão e o Kasaquistão. No ano 327 AC chegou ao vale do rio Indo, mas considerava que ali era o fim do mundo. Seus soldados se revoltaram e, como castigo, os enviou de volta a Babilônia pelo deserto do Irã”. O mundo estava aos pés do jovem Alexandre, mas o espírito conquistador não o deixava em paz. Almejava mais. “Ele queria saber se o mar Cáspio levava ao oceano, na direção norte, e se a Arábia representava outra Índia”. “Em meio a tantos planos de conhecer e avançar interminavelmente, cansado de bebedeiras e orgias, tendo contraído uma febre (que pode ter sido malária ou envenenamento) Alexandre morreu com a idade de trinta e três anos, em 323 a.C.. E “a história registra que o domínio de Alexandre se estendeu sobre a Macedônia, Grécia e o império Persa, Egito e Índia”. Antes de concluir o estudo e os outros detalhes deste grande império precisamos, quase que obrigatoriamente, fazer algumas reflexões. O primeiro ponto que temos que destacar é cumprimento exato da profecia. Daniel, mais de trezentos anos antes, quando estava cativo em Babilônia, contou ao rei Nabucodonosor o que iria acontecer no futuro. Todos os reinos vistos pelo rei tiveram a sua ascensão e queda como Deus havia previsto no sonho. O outro ponto que desejo chamar a sua atenção é para a vida de Alexandre. Ele nasceu e viveu para ser um grande conquistador, e de fato o foi. Com a idade de trinta e três anos dominava o mundo. Durante toda a vida dele aprendeu a conquistar os outros povos, porém não desenvolveu a grande arte de conquistar a si mesmo. Não se tem registro de que Alexandre tenha perdido alguma batalha. Mas de uma forma humilhante perdeu a guerra do domínio próprio. Um jovem ainda, com um grande futuro, com uma vida toda pela frente, não se mostrou capaz de dominar os impulsos e desejos. Os historiadores dizem que ele foi vítima de orgias e bebedeiras. Quantos Alexandres modernos nós encontramos em nosso caminho. Pessoas que nasceram com um futuro promissor, tiveram a melhor educação familiar, estudaram nas melhores escolas, mas com o passar do tempo enveredaram-se pelo caminho do vício e tudo acabou em sofrimento e humilhação. Lá se foram a família, o trabalho, a reputação e a saúde. Colhe-se o que é semeado! No próximo programa continuaremos a intrigante profecia de Daniel, capítulo dois, falando do reino seguinte, o império romano. Até lá e, não esqueça de continuar colocando o Deus do Céu, que conhece e revela o futuro, como o Único, o Principal em teu coração.]]>
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<![CDATA[O peito de prata]]> https://tempoprofetico.com.br/o-peito-de-prata/ Sat, 04 Apr 2020 04:20:21 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1091

É bom lembrar que o sonho da estátua foi dado ao rei Nabucodonosor, do império babilônico. Daniel, por revelação divina, deu a interpretação. A cabeça era de ouro, o peito de prata, o ventre e as coxas eram de cobre, as pernas de ferro, e os pés uma mistura de barro e ferro. Depois, uma pedra vinda do céu atingiu os pés da estátua destruindo-a completamente. No programa anterior vimos que a parte de ouro representava Babilônia. Eu posso imaginar a curiosidade do rei querendo saber o que significava o peito de prata da estátua. A resposta foi clara e objetiva: “Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu” (Daniel 2:39). Babilônia era humanamente invencível. Não havia país ou poder no mundo de então que pudesse derrubar a capital dos caldeus. Porém, uma nação inferior estava se projetando com força no cenário mundial. Ciro II é considerado pelos historiadores como o fundador do Império Persa. Nasceu provavelmente no ano 600 AC. Aos poucos foi se fortalecendo como um novo líder no cenário mundial. “Derrotou os Medos e os subjugou em 549 AC”. Além de um líder ágil em suas conquistas, Ciro valorizava o ser humano e os povos conquistados. A grande prova de humanidade de Ciro foi dada quando Babilônia caiu. Dario, o Medo, é que ficou governando em lugar do verdadeiro conquistador, Ciro. Babilônia, sem dúvida, era o projeto mais desafiador de Ciro. Ali estava o sonho de todo o monarca conquistador. No ano 539 AC, Ciro cercou a capital dos caldeus. “Heródoto escreveu que Ciro fez secar o Palacopas, um canal que atravessava a cidade de Babilônia, levando as águas supérfluas do Eufrates para o lago de Nitócris, a fim de desviar o rio para ali. Assim, o rio baixou de nível, e os soldados puderam entrar na cidade através do leito quase seco”. Nessa ocasião o rei de Babilônia era o fraco e soberbo neto de Nabucodonosor, Belsazar. Ele simplesmente ignorou os exércitos inimigos que estavam acampados fora da cidade. Belsazar, ao invés de estar preparando uma ação forte contra o inimigo, fez uma grande festa. Com essa festa queria dizer aos moradores da Babilônia que ficassem tranqüilos, “porque aqueles arruaceiros que estão do outro lado dos muros nada podem fazer contra nós. Os nossos muros nos protegerão.” Belsazar confiou apenas no que os seus antepassados haviam feito. Não se preocupou em fazer nada em seus dias. Dessa forma, muitas vezes, acontece com a nossa experiência cristã. Há muitos cristãos que vivem o presente só falando de seu passado. “No passado eu lia a Bíblia todos os dias. Eu já li a Bíblia 20 vezes de capa a capa.” Mas e hoje? “É… hoje eu não estou lendo mais. Sinto sono quando a leio.” Amigo ouvinte, a sua experiência religiosa passada não o isentará de uma vivência forte com Jesus e a Palavra dEle agora. O ter sido um bom cristão tem pouco ou quase nenhum valor para alguém que abandonou a Cristo e a Bíblia Sagrada. Uma vez salvo, salvo para sempre, não funcionou com os habitantes de Babilônia. Os muros protegeram até um determinado momento, mas não para sempre. Por isso, diante de qualquer sinal de perigo, reaja, grite, clame, mas nunca subestime o inimigo. Não vá fazer festa quando precisa estar lutando. Reconheça que tem problema e lute contra ele, que certamente você irá vencer com o poder de Jesus. Belsazar, na noite da festa, depois de muito vinho, ordenou que os vasos consagrados a Jeová – que seu avô tinha transportado de Jerusalém para Babilônia -, fossem introduzidos na festa para que ele o grande rei bebesse nos mesmos (Daniel 5:2-4). Enquanto bebiam, duas coisas importantes aconteciam. Ciro e seus soldados entravam sem a menor resistência em Babilônia. Creio que todos lembram do detalhe do desvio das águas do Eufrates. Os portões de bronze do rio não foram fechados. Parece que os guardas também foram aproveitar a festa. E, enquanto Ciro marchava em direção ao palácio, lá no salão nobre, os festejos foram interrompidos. Uma escrita indecifrável aparecia na parede. Ninguém sabia o que significava, nem os sábios do rei. Daniel foi chamado às pressas e interpretou: “Contou Deus o teu reino, e o acabou. Pesado foste na balança, e achado em falta. Dividido foi o teu reino, e dado aos Medos e P-ersas” (Daniel 5:26-28). “A cidade estava cheia de soldados inimigos, e os gritos triunfantes podiam ser ouvidos sobre o desesperado clamor dos foliões atônitos”. Na mesma noite Belsazar foi morto e um novo monarca ocupou o trono. No ano 539 AC Babilônia caiu, mesmo com toda a proteção dos seus muros.]]>
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<![CDATA[A cabeça de ouro]]> https://tempoprofetico.com.br/a-cabeca-de-ouro/ Sat, 04 Apr 2020 04:21:52 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1094

A profecia diz o seguinte: “Tu ó rei estava olhando, e viste uma grande estátua… A cabeça era de ouro fino, o peito e os braços de prata, e o ventre e as coxas de bronze, as pernas, em parte de ferro e em parte de barro… Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxilio de mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e barro, e os esmiuçou” (Daniel 2:32-34). Daniel orou ao Senhor e recebeu a revelação do que o rei havia sonhado e também qual era a interpretação. Deus estava honrando aqueles que O haviam honrado. Deus, amigo ouvinte, sempre está pronto a honrar todos os que nos momentos de prosperidade ou adversidade têm a disposição firme de colocá-Lo em primeiro lugar. O sonho profético tinha o propósito de revelar a Nabucodonosor que as nações não estavam sob o controle do monarca, mas sob o controle do Deus Todo Poderoso que ele estava começando a conhecer. Nabucodonosor teve então o grande privilégio de saber o futuro não só dele próprio como também o futuro do mundo todo. Agora estava nas mãos dele cooperar com o plano de Deus. Imagino que Nabucodonosor ficou muito satisfeito porque o sonho que tivera e esquecera fora trazido à memória. Talvez você agora esteja perguntando: “Mas, Amilton, por que Nabucodonosor esqueceu o sonho?” Eu creio que ele esqueceu para que o grande Deus, o Criador do céu e da terra, pudesse ser introduzido na capital do mundo daqueles tempos. Deus, amigo ouvinte, tem planos e maneiras de fazer as pessoas conhecê-Lo, que nos surpreendem muitas vezes. Outra razão de Deus ter dado um sonho deste tipo ao rei é que Nabucodonosor pensava que Babilônia permaneceria para sempre e Deus queria que o rei soubesse que só Ele – o Criador – é Eterno. Eu acredito que Nabucodonosor já confiava em Daniel e nesse momento estava quase que implorando que dissesse o que significava tudo aquilo que havia sonhado. “Por favor Daniel, diga-me o significa esta estátua?” E a resposta foi: “Tu, ó rei, és rei dos reis, a quem o Deus do céu deu o reino, o poder, a força e a majestade, em cujas mãos entregou os filhos dos homens, onde quer que habitem, os animais do campo e as aves do céu, e fez com que dominasse sobre todos eles. Tu és a cabeça de ouro” (Daniel 2:37-38). Eu imagino que depois disso o rei respirou profundamente e Daniel interpretou o resto do sonho. A interpretação e o cumprimento dessas profecias serão estudados nos próximos programas. Daniel dissera: “Tu és a cabeça de ouro.” Na grande estátua, o rei Nabucodonosor ocupava o lugar principal, o de maior destaque. Ele era a cabeça e tudo o que tinha alcançado foi permitido pelo Deus do céu. Todo o poder, toda a força, era um presente de Jeová. Nabucodonosor tinha que reconhecer que ele, o grande rei de Babilônia, não era nada aos olhos divinos. Babilônia se tornou uma das cidades mais famosas do mundo antigo e Nabucodonosor foi o grande responsável. Dizem os historiadores que “em Babilônia estava o centro e o ponto inicial da civilização que mais tarde se espalharia através da Ásia Ocidental”. “Babilônia representava a cultura, a civilização, a literatura e o poder soberanamente controlador da religião.” Tudo o que existia em Babilônia, em grande parte, se devia a Nabucodonosor através das conquistas militares que tivera. A arquitetura era ponto de referência. O ouro empregado era o mais puro e usado em abundância. “As imagens, o trono, as mesas, tudo era de ouro, escreveu o historiador Heródoto.” A riqueza era muito grande, o poder era mundial, a fama era inigualável; terreno fértil para germinar o diabólico mal do orgulho e da arrogância. Tudo o que tinha conquistado não foi tributado como um presente do Deus do céu. Por isso uma doença fatal atingiu Nabucodonosor durante sete anos até que um dia ele reconheceu quem é o Deus verdadeiro. (Estudaremos mais a frente, qual foi essa doença e qual o elemento que a causou – Daniel 4:34-35). Nabucodonosor realmente foi um homem privilegiado, pois em muitos momentos recebeu a orientação precisa de Deus. Somos hoje tão ou mais privilegiados que Nabucodonosor. Recebemos, dia após dia, revelações de Deus, não só de Daniel, mas de todos os profetas. O rei recebia orientações apenas de Daniel, nós recebemos de Jeremias, de Ezequiel, e dos demais profetas. Nabucodonosor morreu em agosto ou setembro de 562 AC e foi sucedido pelo filho, Evil- Merodaque. Depois, Belsazar assumiu o trono. Após o reinado desastroso de Belsazar, o império babilônico caiu nas mãos dos Medos e Persas. O tempo da cabeça de ouro estava passando e um novo império iria dominar o mundo. Nabucodonosor foi o maior de todos os reis, mas os seus sucessores esqueceram do Rei dos reis. A cabeça caiu de uma forma vergonhosa. O que Deus anunciou no ano 603 AC aconteceu no ano 539 AC pela mão dos Medos e Persas. Amigo ouvinte, Deus está no controle das nações. Ele é o único que sabe o futuro. Ele é o único em quem eu posso confiar. Ele é o único que merece a nossa adoração. Porque não deixar esse Deus maravilhoso guiar, dirigir a sua vida? Isto é o que Ele mais deseja. Você permitirá? Tome essa decisão e, não esqueça: creia no Senhor Deus e você estará seguro.]]>
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<![CDATA[Cozinhar carne humana]]> https://tempoprofetico.com.br/cozinhar-carne-humana/ Sat, 04 Apr 2020 04:25:02 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1097

mentações cap.4:10: “As mãos das mulheres piedosas cozeram seus próprios filhos, que lhe serviram de alimento na destruição da filha do meu povo”. Jeremias foi um dos profetas que mais tempo gastou trabalhando incansavelmente para evitar o cativeiro de Jerusalém. Muitos dias e noites foram usados conversando, aconselhando, para que o povo entendesse que precisava mudar. O caminho que estavam percorrendo era muito perigoso. O final seria terrível. As conseqüências seriam desastrosas. Apesar de todo o empenho, não quiseram mudar. Assim, mais cedo ou mais tarde colheriam as conseqüências da decisão tomada. Jerusalém era o palco de momentos espetaculares entre o profeta, lideres e povo. Também alvo dos inimigos impiedosos. Diversas vezes fora atacada pelos povos vizinhos, entre eles os babilônicos. Só o rei Nabucodonosor a atacou três vezes. Nunca, porém, chegaram ao extremo de comerem carne humana para sobreviverem. Volto a lembrá-lo que a profecia fora feita mais de cinco séculos antes da vinda de Cristo. O tempo passou, os judeus voltaram de Babilônia e Jerusalém continuava a viver a sua rotina. Em muitos momentos enfrentaram um clima de profunda paz, em outros, tempos de agitação e o pavor de uma nova invasão, a agonia de ver o inimigo as portas. Vinha, conseqüentemente, o desespero da fome e do cativeiro, de ter que abandonar os familiares, a casa e a cidade. Vamos para os anos 69 e 70 depois de Cristo. Nessa época era Roma quem dominava o mundo. O império Romano exerceu seu poder de 168 AC até 476 DC. Durante esse período Jesus nasceu e foi crucificado. Roma tornou-se conhecida pela forma dura e cruel que tratava os povos subjugados. Dirigia o mundo de então com mãos de ferro. Os judeus, freqüentemente, se rebelavam contra os romanos. Uma delas aconteceu por volta do mês de maio do ano de 66 DC. O general Céstio foi enviado com a missão de manter a paz na região da palestina. Os judeus estavam reunidos para a festa dos tabernáculos. Céstio, comandante romano, cercou a cidade por muito tempo, mas não a atacou. Já foi mencionei neste programa que as técnicas de guerra do passado diferenciavam muito das atuais. A tática mais usada era o cerco. Ninguém saia e ninguém entrava. Naquela ocasião os lideres judeus estavam prontos para abrirem os portões e se entregarem, porque a fome era muito grande, quando alguém trouxe a notícia que o exército inimigo estava desmontando o acampamento. Parecia ser bom demais para ser verdade. Porém, tudo foi confirmado e o inimigo batera em retirada. No ano seguinte, em 67 DC, Vespasiano invade a palestina com setenta mil homens. Neste tempo, Nero, que era o Imperador Romano se suicidou e Vespasiano foi obrigado a voltar a Roma, para assumir o trono. Mas, no ano 70 DC, o novo imperador ordenou que seu filho Tito fosse à Palestina para terminar o trabalho inacabado que ele havia começado. No mês de abril do ano 70 DC, logo após a páscoa, Tito cercou Jerusalém. A cidade estava repleta de estrangeiros e visitantes. O cerco durou aproximadamente cinco meses. A fome era tanta que os homens roíam o couro de seus cinturões e sandálias. Escritores dessa época relatam que os que saíam da cidade à noite em busca de plantas silvestres eram quase sempre torturados e mortos pelos romanos. Os que conseguiam retornar eram roubados pelos que estavam dentro da cidade. Milhares pereceram de fome e de peste. A afeição natural desapareceu das pessoas. Marido roubava de sua esposa e ela, de seu marido. Crianças tiravam da boca dos pais e dos idosos. A fome atingiu seu auge quando se cumpriu a profecia feita 14 séculos antes: os filhos passaram a ser servidos como alimento. As cenas de horror que viviam dentro dos muros de Jerusalém foram indescritíveis. Segundo o historiador Josefo, durante o período de cerco no ano 70, sob o comando de Tito, foram mortas aproximadamente um milhão e cem mil pessoas. 97 mil foram levadas como prisioneiros de guerra. Creio que há uma pergunta que você que me ouve deve estar fazendo neste momento: se a cidade seria destruída, porque Tito esperou tanto tempo? Os historiadores dizem que Tito não queria destruir a cidade e todo este período tinha como objetivo levar o povo a se entregar pacificamente. Não haveria necessidade de tanto sofrimento. Os lideres tiveram muito tempo, porém, não souberam usá-lo. Todo aquele sofrimento poderia ter sido evitado, se apenas a liderança fosse humilde e aproveitasse a oportunidade que Deus ainda lhes concedia. “O mal que abateu ao povo de Jerusalém, foi o resultado da obstinada rejeição do amor e misericórdia divina, os judeus fizeram com que a proteção de Deus fosse deles retirada, e permitiu-se satanás dirigi-los segundo a sua vontade. As horríveis crueldades executadas na destruição de Jerusalém são uma demonstração do poder vingador de Satanás sobre os que se rendem ao seu controle” (EGW, G.C. 34-35 ed.1962).]]>
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<![CDATA[O fim de Babilônia]]> https://tempoprofetico.com.br/o-fim-de-babilonia/ Sat, 04 Apr 2020 04:27:37 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1100

Um fato importante para a compreensão desta profecia é que Isaías profetizou a queda de Babilônia, aproximadamente um século antes da Babilônia se tornar a maior potência mundial, com a ascensão da dinastia dos Caldeus ao poder. É interessante notar que os Caldeus nem tinham o domínio total do mundo de então, e Deus já estava dando orientação de como seria o seu final. O profeta, ao fazer a profecia, descreve como seria Babilônia em seu apogeu, e isto está em todo o capitulo 13 de Isaías, mas logo em seguida conta quão trágico seria o seu fim. Capítulo 13:20 diz: “Nunca mais será habitada, nem reedificada de geração em geração; o árabe não armará ali a sua tenda, nem os pastores ali farão deitar seus rebanhos”. Vamos conhecer um pouco sobre a antiga cidade de Babilônia. Ela ficava às margens do rio Eufrates e cerca de 88 quilômetros ao sul da moderna cidade de Bagdá e ao norte da cidade de Hila, no centro do atual Iraque. Heródoto, historiador grego, que nasceu em 484 AC., afirma que a cidade media quase cem quilômetros. A população era de mais de um milhão de habitantes. As muralhas contavam com cem portões de bronze, vinte e cinco de cada lado. As muralhas chegavam em alguns lugares a ter 107 metros de altura e cerca de 27 metros de largura. Um profundo e largo fosso com água circundava as muralhas. As principais avenidas eram traçadas formando ângulos retos. Os jardins suspensos formavam um quadrado com 120 metros de cada lado, construídos em terraços. As partes mais altas dos jardins, continham árvores. Havia duzentos e cinqüenta torres nas muralhas. Numerosos canais cruzavam a região. Os maiores desses canais eram navegáveis e estavam todos ligados aos rios Eufrates e Tigre. Babilônia, começou a se tornar uma potência a partir do dia 22 de novembro de 626 AC, quando Nebopolassar, assumiu o trono. Aos poucos foi derrotando aqueles que se opunham ao seu comando. Em 612 derrotou a poderosa Assíria. Seu filho Nabucodonosor, derrotou Neco, do Egito, em Carquemis, no ano de 625 AC. Nabucodonosor, reinou de 605-556 AC e teve um longo e brilhante reinado. Foi durante o seu reinado que invadiu Jerusalém e levou o povo israelita cativo. Foi esse mesmo rei que lançou os três jovens hebreus na fornalha ardente. Nabucodonosor transformou a cidade de Babilônia na mais esplendorosa das capitais, tornando-a a principal no mundo civilizado da época. O tempo passou e Daniel, que havia sido levado bem jovem para Babilônia, agora era um senhor já bem idoso. Assumiu o poder, nesta ocasião, um nobre de Babilônia, por nome de Nabonido, mas acabou apontando a Belsazar, seu filho, como co-regente. Nabonido foi o último rei de Babilônia. No décimo sétimo ano de Nabonido, aproximadamente 539 AC., Ciro, rei da Pérsia, invadiu Babilônia. Qual foi o ultimo ato de Belsazar, antes da cidade ser tomada? O filho de Nabonido, Belsazar, estava dando uma grande festa a mil de seus grandes (Daniel 5:1). Bebeu muito vinho na presença dos convidados. Havia uma tranqüilidade total, mesmo sabendo que os Medos e Persas estavam para atacar a qualquer momento. Belsazar, sem dar a mínima importância ao exército inimigo, ordenou que os vasos sagrados de Jerusalém, que seu avô havia trazido de Judá para Babilônia, fossem buscados para a festa porque ele queria beber vinho nesses vasos. Porém, quando estavam no auge da festa, a atenção foi atraída para uma cena aterrorizadora. Uma mão escrevia algo na parede, que ninguém conseguia entender. O terror tomou conta de todos. A música parou de ser tocada. Daniel, o velho Daniel, foi chamado e deu a interpretação do que estava acontecendo. Note qual era a mensagem que coube a Daniel transmitir. “Deus contou o teu reino e o acabou. Pesado foste na balança e achado em falta. Dividido foi o teu reino, e dado aos Medos e Persas” (Daniel 5:26-28). O rei e seus súditos estavam confiantes nos muros inexpugnáveis de Babilônia, porém naquela noite que Belsazar dava a festa, fora dos muros, Ciro executava o seu plano para invadir a cidade. Herodoto, conta que Ciro havia anteriormente feito secar o Palacopas, um canal que atravessava a cidade de Babilônia, levando as águas supérfluas do Eufrates para o lago Nitócris, a fim de desviar o rio para ali. Assim, o rio baixou de nível, e os soldados puderam penetrar na cidade através do leito quase seco. Num outro momento nós vamos estudar o que aconteceu com os portões de Babilônia, que estavam abertos. Ciro entrou e tomou a cidade, e mais tarde fez de Susã a capital do seu reino. Babilônia, foi entrando em declínio, ao ponto de que no ano 24 DC ela já estava em ruínas, e segundo Jerônimo, que viveu no VI século DC, Babilônia se reduzira a um local de caçadas de monarcas persas, e que, a fim de preservar a caça, as muralhas eram reparadas de vez em quando. Amigo ouvinte, o que podemos aprender da profecia da queda de Babilônia? Primeiro que só Deus conhece o futuro. Ninguém mais. Outra coisa é que segurança mesmo só existe no Senhor. Nenhuma casa ou fortaleza é suficiente para nos proteger. E, também podemos destacar que o orgulho sempre precede a queda. Não foi diferente com Babilônia e não será diferente hoje em dia também.]]>
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<![CDATA[O fim do medo e da violência]]> https://tempoprofetico.com.br/o-fim-do-medo-e-da-violencia/ Sat, 04 Apr 2020 04:31:22 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1106

Mas o sonho de Deus continua porque a profecia não foi cumprida plenamente. Na vida de Cristo, ela foi parcialmente executada. Jesus viveu o reino de Deus em miniatura. Em breve o reino terá a extensão de toda a terra. Isaías 11:6-8, diz: “Morará o lobo com o cordeiro, o leopardo com o cabrito se deitará; o bezerro, e o filho do leão e o animal cevado viverão juntos, um menino pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, seus filhos juntos se deitarão, e o leão comerá palha com o boi. Brincará a criança de peito sobre a toca da áspide e já o desmamado meterá a mão na cova do basilisco”. Enquanto vivermos neste mundo dominado pelo pecado assistiremos a constante luta do mais forte contra o mais fraco, a luta do capital contra o trabalho, a luta do rico contra o pobre e vice-versa. Isto é o que é visto em qualquer parte deste planeta. Essa luta não é natural. Deus não criou este mundo para esse fim. A Terra foi criada para ter harmonia, paz, alegria entre os seus habitantes. O pecado, porém, ocasionou esse problema todo, iniciando o processo de separação entre o Criador e a criatura. E Satanás queria mais. Buscou separar o homem, um do outro, o homem dos animais e a separação entre a própria natureza. A profecia de Isaías diz, porém, que um dia tudo vai ser diferente. Antes de analisarmos as diferenças, quero fazer um pedido a você. Até aqui temos estudado profecias históricas. Os fatos estão aí para quem quiser por si mesmo comprovar. Mas a profecia de hoje foi cumprida em miniatura na vida de Jesus. O grande acontecimento está para o futuro e por isso agora entra um ingrediente chamado fé. Se você crê que a Bíblia é a palavra de Deus, essa profecia também terá o seu cumprimento no tempo devido. Isaías 11:6 diz que as coisas serão muito diferentes no reino do Messias. Os animais que hoje fogem um do outro, ou onde um tenta devorar o outro, viverão de forma pacífica. O temido lobo, no reino do Messias, mudará a sua conduta. No reino que Jesus prometeu ao Seu povo, o derramamento de sangue não mais existirá. Os instintos naturais dos animais serão inteiramente transformados. A lei do reino de Deus será a lei da vida e do amor. No reino de Deus não se conhecerá nenhuma forma de enfermidade ou dor. Isaías afirma, pela revelação de Deus, que a ferocidade dos animais desaparecerá. A convivência entre a vaca e o leão será de plena tranqüilidade. É interessante notar que Isaías amplia o quadro de paz e de harmonia ao dizer que um menino pequeno estará no meio de todos esses animais que hoje só podem ser vistos à distância. Amigo ouvinte, que quadro maravilhoso é apresentado por Isaías. Uma visão gloriosa é esta descrita pelo profeta. Em breve tudo voltará ao seu estado original. E ele menciona que a transformação será tão grande que o leão comerá palha com o boi. Isto quer dizer que no reino de Deus não existirão carnívoros. Nem animais e nem homens. O alimento cárneo não fará parte do regime alimentar no reino de Deus. O verso 8 de Isaías 11 diz que as crianças brincarão junto a toca da áspide. É mais uma demonstração de que o temor que há entre o homem e homem ou entre o homem e os animais desaparecerá. Nenhum sinal de pecado! As crianças andarão por todos os lados sem a mínima preocupação. Nenhuma mãe ficará ansiosa para saber onde está o seu filho, com que está brincando ou onde ele foi. Amigo ouvinte, quão bom seria se pudéssemos fugir deste mundo e começar já a viver neste tipo de lugar. Devemos permanecer firmes na fé e na certeza desse novo tempo. Por isso, não olhe só para as tragédias que a cada dia acontecem diante de você. Olhe para a doce profecia do reino de Cristo. Ele mesmo prometeu: “Na casa de meu pai há muitos lugares. Se não fosse assim, eu vô-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:2-3). Eu espero com muita ansiedade que esta profecia feita por Isaías, cerca de 700 anos antes de Cristo nascer, em breve possa ter o seu cumprimento completo e final. No reino de Deus tudo será diferente. A morte, a doença, o sofrimento, ficarão para um passado bem distante. Apocalipse 21:4 garante: “Deus enxugará de seus olhos toda a lágrima. Não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, pois já as primeiras coisas são passadas”. A dor não pode existir na atmosfera do céu e da terra renovada. Ali não mais haverá lágrimas, cortejos fúnebres, manifestações de pesar. “E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absorvido da sua iniqüidade” (Isaías 33:24). Hoje vivemos num mundo de conflitos. Ao olharmos para qualquer lado vemos manifestações dessa confusão em que vive a humanidade. Mas eu tenho uma boa notícia para você! Em breve diremos estas palavras: “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O universo inteiro está purificado… Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e gozo, declaram que Deus é amor” (A batalha final, pg.217).]]>
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<![CDATA[Ódio, vingança e profecia]]> https://tempoprofetico.com.br/odio-vinganca-e-profecia/ Sat, 04 Apr 2020 04:36:39 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1109 No verso 5 do capítulo 49 de Gênesis, Jacó os define: “São irmãos”. Não eram irmãos só na carne, mas eram semelhantes em pensamentos e em ações. Para entendermos bem este comentário de Jacó, nós temos que voltar alguns anos no tempo. Pelo menos uns 80 anos. Era mais ou menos o ano de 1.730 antes de Cristo, quando aconteceu um fato muito grave na família de Jacó. Jacó havia acabado de voltar para sua terra natal, com seus filhos e rebanhos. Fez as pazes com seu irmão Esaú e comprou um campo em Siquém. (Gênesis 33:19). Um dia Diná, filha de Jacó e Lia, que deveria ter uns 15 anos de idade, saiu para dar um passeio com as outras moças da região. Aí aconteceu a tragédia relatada em Gênesis 34:2-4: “Viu-a Siquém, filho do heveu Hamor, que era príncipe daquela terra, e, tomando-a, a possuiu e assim a humilhou. Sua alma se apegou a Diná, filha de Jacó, e amou a jovem, e falou-lhe ao coração. Então, disse Siquém a Hamor, seu pai: Consegue-me esta jovem para esposa.” O pai do moço, foi falar com Jacó e pediu a filha em casamento para o seu filho Siquém. Os irmãos de Diná, de uma forma premeditada disseram o seguinte: “Não podemos fazer isso, dar nossa irmã a um homem incircunciso; porque isso nos seria ignomínia. Sob uma única condição permitiremos: que vos torneis como nós, circuncidando-se todo macho entre vós.” O acordo foi aceito por Siquém. Este e o pai se encarregaram de convencer toda a cidade. A cidade de Siquém ficava uns 50 km ao norte de Jerusalém. Mas o plano não era se aparentar com os filhos de Hamor, e sim uma estratégia maldosa para vingar-se. O relato bíblico continua: “Ao terceiro dia, quando os homens sentiam mais forte a dor, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, tomaram cada um a sua espada, entraram inesperadamente na cidade e mataram os homens todos. Passaram também ao fio da espada a Hamor e a seu filho Siquém; tomaram a Diná da casa de Siquém e saíram. Sobrevieram os filhos de Jacó aos mortos e saquearam a cidade, porque sua irmã fora violada. Levaram deles os rebanhos, os bois, os jumentos e o que havia na cidade e no campo.” (versos 25-28) Neste ponto eu quero fazer uma pausa para refletirmos, sob a luz da profecia, sobre um assunto muito importante, que muitos tem usado: a vingança. O que você pensa sobre a vingança? É o modo correto de resolver um problema? A vingança é aprovada por Deus? Hoje, como em todas as épocas, pessoas por não perdoarem, armazenaram em seu coração o ódio e o desejo de vingança. Mas, como dizia o poeta italiano Juvenal, “a vingança é a pobre satisfação das mentes pequenas”. Sim, a vingança é fruto do ódio, e por isso, com muita precisão, Ellen White escreveu o seguinte: “Aquele que dá lugar ao ódio no seu coração, está pondo o pé no caminho do assassínio”. (M.C.P.2/526). Por isso o sábio Salomão afirmava: “O ódio excita contendas”. (Provérbios 10:12) Amigo ouvinte, não deixe que o ódio tome conta de seu coração. Lute contra você mesmo. Não aceite este tipo de pensamento em sua mente. Mesmo que alguém o ofendeu, busque ajuda de Jesus para perdoar os que fizeram o mal ou desejam o mal para você. Nunca queira fazer justiça pelas próprias mãos. Deixe para as autoridades, e se estas falharem, Deus fará justiça plena no tempo certo. Mas, ouça o resultado da vingança dos filhos de Jacó. Gênesis 34:30: “Então, disse Jacó a Simeão e a Levi: Vós me afligistes e me fizestes odioso entre os moradores desta terra, entre os cananeus e os ferezeus; sendo nós pouca gente, reunir-se-ão contra mim, e serei destruído, eu e minha casa.” � Já que compreendemos bem esta história, estamos prontos para entendermos a profecia feita a estes dois filhos. Gênesis 49:7 revela: “Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; dividi-los-ei em Jacó e os espalharei em Israel.” Estiveram juntos no mal, mas a profecia feita pelo pai, os separa definitivamente. A história nos mostra o cumprimento total desta profecia. Os seus descendentes estariam espalhados no território de Canaã. Não conseguiram estabelecer tribos independentes. Anos mais tarde, quando Moisés realizou o segundo senso em Israel, Simeão se havia convertido na mais fraca de todas as tribos. (Números 26:14) Na benção de Moisés, Simeão foi passado por alto. Para a tribo de Simeão, não foi designado um território separado como herança, mas ela recebeu uma quantidade de cidades, dentro do território de Judá. As famílias da tribo de Simeão não cresceram muito, e a maioria foi absorvida pela tribo de Judá. A tribo de Levi também não recebeu terra, eles receberam apenas 48 cidades espalhadas por todo o território de Israel. Mais tarde, a tribo de Levi, tomou uma posição firme ao lado de Deus. Você lembra daquele incidente no Monte Sinai, diante do bezerro de ouro? A única tribo que se uniu a Moisés foi a de Levi. Mas isto não mudou a profecia. Eles continuaram espalhados nas 48 cidades Porém, por esta postura foi dada a tribo de Levi a tarefa de cuidar dos serviços religiosos do tabernáculo (Êxodo 32:26). A tribo de Levi, por sua fidelidade a Deus, converteu a maldição em uma benção; continuavam espalhados pelo território, mas tinham o privilégio de trabalhar nos serviços sagrados do templo. Deste episódio podemos tirar algumas lições: o ódio é um sentimento que deve ser banido completamente de nosso coração. A vingança não deve fazer parte de nossa filosofia de vida. Para os dois irmãos foi dito a mesma coisa, mas a história final foi completamente diferente. A tribo de Simeão acabou praticamente desaparecendo, como organização. A tribo de Levi, por se posicionar na hora de maior crise espiritual ao lado do Senhor, tornou-se uma tribo de muita importância para a nação de Israel. Se você, amigo ouvinte, se colocar ao lado de Deus, muita coisa poderá ser revertida para que o seu futuro seja mais feliz e promissor. Independente do que você tenha feito, o que tenha praticado, pare e assuma uma posição firme ao lado de Deus, como fez Levi.]]> 1109 0 0 0 <![CDATA[Os pecados de Sodoma]]> https://tempoprofetico.com.br/os-pecados-de-sodoma-2/ Sat, 04 Apr 2020 04:39:28 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1112

Dois anjos a um homem chamado Ló, mais ou menos no ano de 1898 AC. Está em Gênesis 19:12 e 13. “Disseram aqueles homens a Ló: Tens alguém mais aqui? Teu genro, teus filhos, tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar, porque nós vamos destruir este lugar, pois o seu clamor se tem avolumado diante do Senhor, e o Senhor nos enviou a destruí-lo”. Para compreendermos bem esta profecia, precisamos analisar outros pontos que formam a base dessa drástica ação de Deus sobre Sodoma e Gomorra. Abraão e Ló eram parentes. Abraão era tio de Ló. Os dois saíram juntos de Ur dos Caldeus, em busca da terra prometida. Após alguns anos de convivência, os pastores dos rebanhos de Abraão e os de Ló começaram a brigar pelos melhores pastagens (Gênesis 13:7-9). Havia necessidade urgente de separação. E o que chamou a minha atenção foi a maneira de Abraão resolver o problema. Ele reuniu-se com o sobrinho e disse que não havia necessidade de estarem brigando, porque eles eram irmãos. Que grande lição! O verdadeiro irmão não briga. Se é para ter briga, é melhor se separar e continuarem amigos. Hoje, muitos agem de forma contrária. Brigam, se ofendem, se destroem, mesmo se chamando irmãos. Coube então a Ló a tarefa de escolher onde estabelecer as suas tendas. Imagino os dois em pé na parte mais alta da Palestina e Ló, olhando para o Oriente, e percebendo que o vale do Jordão era bem regado, escolhe aquela porção do território. Neste lugar havia muita água, muito pasto e boas cidades. Ló foi para o Oriente em direção à Sodoma, e Abraão foi para Canaã. A profecia do programa de hoje tem a ver com a família de Ló e os habitantes de Sodoma. Então vamos conhecer um pouco da história de Sodoma e sua localização. A cidade de Sodoma estava numa planície, com mais quatro cidades. Ficava na parte sul do Mar Morto. Essa planície era chamada de o jardim do Senhor. As colheitas eram abundantes, as flores enchiam o ar de perfume. O comércio era intenso, as caravanas do mundo inteiro passavam por ali. A riqueza também era característica de Sodoma. A ociosidade e a riqueza deram origem ao luxo e ao orgulho. Em Sodoma havia regozijo e orgia, banquetes e bebedice. O povo desafiava abertamente a Deus e a lei do Senhor; a violência era aceita por quase todas as pessoas. Em nossos dias isso, infelizmente, se repete. Muitos, inclusive jovens, parece que não têm mais nada a fazer. Como têm dinheiro pegam seus carros, enchem de amigos e saem para os bares em busca de diversão. Bebem o quanto podem e depois saem pelas ruas participando de rachas, sem nenhuma responsabilidade, matando e ferindo inocentes, tantas vezes. Um dos grandes problemas de Sodoma era a perversão sexual, em todas as suas esferas. Os relacionamentos homossexuais, condenados com veemência pela Bíblia Sagrada, eram praticados e incentivados abertamente. Como hoje em dia. A Bíblia chama isso tudo de “abominação” (Levítico 18:22). Porém é importante ressaltar que a repulsa de Deus é ao pecado. Ele ama o pecador e está pronto para perdoar e transformar, se houver interesse. No caso que estamos estudando hoje, Deus enviou dois anjos com um recado urgente. Ló deveria deixar a cidade o mais rápido possível pois Sodoma seria destruída. O texto bíblico sugere que os habitantes de Sodoma estavam decididos a abusar sexualmente dos dois seres que trouxeram o recado divino ao sobrinho de Abraão. A situação ficou muito tensa junto à porta da casa de Ló naquela noite. Gênesis 19:5-7 conta que os homens da cidade, desde o mais novo ao mais velho, foram buscar os forasteiros. As tentativas de Ló em acalmá-los, não deram certo. Ao ser atacado, Ló foi salvo pelos anjos que feriram de cegueira todas aquelas pessoas. O recado divino para Sodoma então é comunicado a Ló. “Deus vai destruir esta cidade com fogo. Avise seus parentes e saiam daqui”. Ló correu e avisou as filhas casadas. Regressou, porém, triste por causa das zombarias dos genros. E, como Ló estava demorando em agir, os anjos o apressaram. Deveria pegar sua esposa e as duas filhas que ainda eram solteiras, e todos fugirem o mais rápido possível para longe do lugar, sem olhar para trás. Era a hora difícil de deixar a bela casa, deixar amigos, deixar roupas, deixar o grande rebanho. Deixar tudo! Sodoma e as cidades vizinhas foram destruídas. Somente Ló e as filhas se salvaram. A esposa desobedeceu a ordem de não olhar para trás e, infelizmente, perdeu a vida. Hoje, amigo ouvinte, a palavra de Deus tem sido anunciada aos quatro cantos do mundo que a maldade está atingindo o seu limite e em breve, muito breve, Deus vai intervir e destruir esta terra. Você poderá até dizer ou pensar que isso é bobagem, que isso é fruto de mentes doentes, fanáticas, que isto é invenção de crentes. Bem, você é livre para pensar o que quiser, mas o nosso mundo cheio de violência, orgulho, sensualismo, má distribuição do dinheiro, cheio de perversidades sexuais, será destruído. A Bíblia garante isso. E promete novo céu e nova terra onde habitará para sempre a justiça. E a profecia de Sodoma nos dá essa garantia. O que Deus falou de fato aconteceu.]]>
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<![CDATA[A profecia do dilúvio]]> https://tempoprofetico.com.br/a-profecia-do-diluvio/ Sat, 04 Apr 2020 04:41:56 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1115

As profecias são importantes porque nos ajudam a conhecer melhor a Deus. Através delas podemos ver o amor e a misericórdia de Deus e também a paciência que Ele tem. Segundo Gênesis 7:6, Noé era da idade de 600 anos, quando veio o dilúvio. Com esta informação podemos chegar a idade de Noé, quando ele falou com Deus. Gênesis 6:3, última parte, diz: “Porém os seus dias serão cento e vinte anos”. Por que Deus estava disposto a agir desta forma? A resposta está em Gênesis 6:13: “Então disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra.” O grande sonho de Deus tinha sido frustrado pela escolha de Adão e Eva e pela atuação de Satanás. A violência dominava a terra. A lei do mais forte é que prevalecia. A justiça era feita, mas não de uma forma justa. O homem, que foi fruto exclusivo das mãos do Criador, agora estava a serviço de Satanás. Amigo ouvinte, quando você começa a praticar atos de violência contra você mesmo, contra o seu corpo, usando álcool, fumo, drogas, se prostituindo, você passa a ser dominado por Satanás. No sonho de Deus, ao criar o homem, a violência não fazia parte. Que pena que o homem se corrompeu tanto e a maldade atingiu um nível tão elevado que o próprio Deus se arrependeu de ter feito o ser humano. Gênesis 6:6 e 7 confirma: “então, se arrependeu o SENHOR de ter feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração. Disse o SENHOR: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito.” � Nem tudo, porém, estava perdido. No meio da maldade havia alguém que era justo, correto. “Porém Noé achou graça diante do SENHOR. Eis a história de Noé. Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus. Gerou três filhos: Sem, Cam e Jafé .” Gênesis 6:8 e 9. Amigo ouvinte: não viva de uma forma desiludida e pessimista. Nem tudo está perdido. Há muita corrupção no mundo de hoje. Há violência contra o patrimônio, seja público ou privado. Muita violência contra a família. Poucos querem construir uma família enquanto um grande grupo está empenhado em destruí-la. Hoje impera a violência contra as crianças. Não podemos negar. Mas temos que nos lembrar que há muitos homens e mulheres que não se corrompem. Há muitos que respeitam o patrimônio alheio. Há muitos que zelam pela família, e por uma boa educação. Assim foi nos dias de Noé. Ele era um homem justo. Ele andava com Deus. Deus vendo tudo isto deu 120 anos, tempo suficiente para que todos fossem avisados e entrassem na arca. Algumas pessoas perguntam hoje: “E se todos se convertessem caberiam na arca?” Tenho certeza que se todos se convertessem, não haveria dilúvio. Assim como aconteceu com Nínive no tempo do profeta Jonas. Noé era um homem correto e Deus o escolheu quando tinha 480 anos para anunciar ao mundo, que ele teria a seu fim. Deus daria 120 anos de tolerância. Mas, infelizmente, o tempo não foi aproveitado. Usaram o tempo para zombar, escarnecer e desprezar a Deus. Hoje, quando as verdades da Bíblia são apresentadas, muitos reagem da mesma forma que os antediluvianos: zombam, fazem piadas e desprezam a Palavra de Deus totalmente. Mas a profecia do dilúvio se cumpriu no tempo determinado. Findo os 120 anos, Noé e sua família entraram na arca e a chuva caiu torrencialmente. “No ano seiscentos da vida de Noé, aos dezessete dias do segundo mês, nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram, e houve copiosa chuva sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites.” Gênesis 7:11 e 12. � Muitos hoje temem o fim do mundo, mas quem, porém, seguir o exemplo de Noé, não precisará ficar aterrorizado. Como agiu Noé diante da profecia da destruição do mundo pelo dilúvio? Gênesis 6:9 responde: “Noé andava com Deus.” Gênesis 7:5 – “Fez Noé conforme tudo o que o Senhor lhe ordenara.” Amigo ouvinte, não tema o futuro, ande com Deus, faça tudo que Deus ordenou e o futuro será feliz e vitorioso. “O cristão não teme o futuro, o cristão prepara-se para o futuro”.]]>
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<![CDATA[O que é profecia?]]> https://tempoprofetico.com.br/o-que-e-profecia/ Sat, 04 Apr 2020 04:45:27 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1118

O mundo das profecias é extraordinário. Para muitos é algo completamente escuro e desconhecido. Às vezes, assustador. Por isso quero aproveitar este primeiro programa para apresentar algumas definições do que é profecia. Segundo o dicionário, profecia é “predição do futuro feita por um profeta; oráculo, vaticínio, presságio, prognosticar, prever, antever”. Que privilégio estar aqui para penetrarmos juntos no extraordinário mundo das profecias bíblicas. Espero, sinceramente, que este encontro com as profecias possa ajudá-lo no crescimento e conhecimento da Palavra de Deus. O mundo das profecias é extraordinário. Para muitos é algo completamente escuro e desconhecido. Às vezes, assustador. Por isso quero aproveitar este primeiro programa para apresentar algumas definições do que é profecia. Segundo o dicionário, profecia é “predição do futuro feita por um profeta; oráculo, vaticínio, presságio, prognosticar, prever, antever”. As profecias podem ser divididas em três grupos: segundo o modelo clássico, segundo o modelo preditivo e segundo o modelo de ensino. A profecia, segundo o modelo clássico, tem que ver com uma situação contemporânea. Em outras palavras, Deus enviava uma mensagem para o povo daquela época. Um exemplo disto são as profecias de Isaías e Jeremias, que continham muitas mensagens específicas para o povo de Judá e Israel. Este tipo de profecia foi muito usado. Deus enviou muitos profetas para falarem de coisas que iriam acontecer com povo israelita. Talvez esta foi a forma mais usada por Deus para Se comunicar com o povo dEle. Além do modelo clássico, temos a profecia segundo o modelo preditivo.  Este modelo está mais relacionado com profecias para o futuro. As profecias de Daniel e Apocalipse se enquadram nesta categoria. Tenho a impressão de que quando falamos em profecia, este tipo logo vem a nossa mente. Basta falar em profecias que pensamos logo nos livros de Daniel, Apocalipse, Ezequiel. Não é mesmo? Mas além dos modelos clássico e preditivo, temos também as profecias segundo o modelo de ensino. Ou seja, o dom de profetizar também está relacionado como dom de comunicar a mensagem de Deus através do ensino e da pregação. Na Bíblia temos vários exemplos de pessoas que desenvolveram este dom de ensinar a vontade de Deus ao povo. Mas há um outro ponto que gostaria de salientar neste momento: um profeta nunca se auto-proclama profeta. Ele é chamado por Deus. E esse chamado de Deus para ser profeta pode ser por um período de tempo ou por toda uma vida. Na Bíblia temos muitos exemplos de homens que foram profetas durante toda a sua vida. Um deles foi Daniel. Ele dedicou toda a sua vida a Deus e Deus o usou enquanto viveu. Por outro lado, temos Jaaziel, que exerceu esse dom só por um momento (II Crônicas 20). Pelo menos a Bíblia não menciona mais nada a seu respeito. Mas qual é o objetivo das profecias?  A escritora Ellen G. White, define o objetivo das profecias como sendo “a luz que brilha no caminho do justo para o louvor e no [caminho do] ímpio para guiá-lo ao arrependimento e à conversão.” E.G.W.  M.C.H. pg. 42 Não tenho a menor dúvida que o objetivo das profecias é revelar o caminho que Deus já mostrou aos nossos antepassados e que certamente será muito útil para todos nós.  Elas mostram um Deus cheio de amor que quer ter um relacionamento de amizade e companheirismo com o ser humano. Deixa eu contar uma história para você: San Pietro era a mais importante cidade das Antilhas Francesas, na América Central. Era conhecida por sua beleza, diversões e alto comércio. Nela atracavam navios de quase todos os países do mundo. Era uma cidade de vida noturna, e os seus habitantes se orgulhavam de residir na cidade mais depravada das Antilhas. Era maio de 1902. O povo foi avisado de que o vulcão Pelee estava dando sinais de erupção. Os habitantes, confiantes em si mesmos, não quiseram fugir. No dia 7 de maio de 1902 uma chuva torrencial desabou sobre a ilha. O dia seguinte amanheceu limpo e fresco. Repentinamente, às 8 horas, duas explosões foram ouvidas até nas Ilhas Dominicana e Santa Lúcia. Em seguida, uma espessa nuvem, com listas brilhantes, desceu da cratera do vulcão e cobriu totalmente a cidade de San Pietro. Em 45 segundos, 28 mil habitantes que não acreditaram nas advertências que lhes foram dadas pereceram. Amigo ouvinte, como é importante crer! Especialmente crer nos conselhos e advertências que Deus nos dá por intermédio de seus profetas. Lembre-se, as profecias são dadas para iluminar o caminho e levar outros a se converterem a este Deus, que nos ama e está disposto a nos ajudar.]]>
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<![CDATA[A VOZ DA PROFECIA – ROBERTO RABELLO]]> https://tempoprofetico.com.br/a-voz-da-profecia-palestra-001/ Sat, 04 Apr 2020 04:56:03 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1122

A VOZ DA PROFECIA  Esta mensagem é parte do programa “A Voz da Profecia“, remasterizado e produzido pelo Pr. Assad Bechara utilizando palestras recuperadas e editadas com a voz do Pr. Roberto Rabello. Esta palestra não está disponível por escrito. Em setembro de 1943, A Voz da Profecia foi ao ar pela primeira vez. Durante cerca de 50 anos o Pr. Rabello foi o orador do programa. Atualmente a função é desempenhada pelo Pr. Ivan Saraiva. [playlist ids="1149,1148,1147,1146,1145,1140,1141,1142,1143,1144,1139,1138,1137,1136,1135,1134,1133,1132,1131,1130,1129"]]]>
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<![CDATA[Testamento Escrito com Sangue]]> https://tempoprofetico.com.br/testamento-escrito-com-sangue/ Sat, 04 Apr 2020 10:25:30 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1154

É no sangue de Cristo que todo o ritual do santuário se cumpre. É no sangue de Cristo que a antiga aliança passa a ter sentido...

Denis Versiani Muitas brigas familiares poderiam ter sido evitadas se o pai ou a mãe falecidos tivessem feito um testamento expressando sua vontade com relação aos bens. Eu conheço um caso em que os pais faleceram sem legar a sua casa a seus filhos vivos, dividindo o valor do patrimônio como eles queriam por meio de um testamento. Assim, uma batalha judicial entre filhos e alguns netos pela partilha está acontecendo, e traz muita dor para a família. Por isso, fazer um testamento é importante. Quando alguém percebe que sua morte pode estar próxima ela pode passar seus bens a outras pessoas ou entidades por meio de um testamento. Nesse documento, a pessoa também pode nomear um tutor, confessar uma dívida ou reconhecer um filho. Por ser um documento tão importante e que expressa a vontade unilateral do testador, após a sua morte, o testamento passa a ter efeito solene, personalíssimo e jurídico, e não pode ser revogado ou modificado. O escritor do livro de Hebreus, falando sobre o efeito legal de um testamento, diz que, “No caso de um testamento é necessário que se comprove a morte daquele que o fez; pois um testamento só é validado no caso de morte, uma vez que nunca vigora enquanto está vivo quem o fez (o testador)” (Hebreus 9:16, 17). Como entender esse texto? O que o autor de Hebreus estava falando ao citar a importância de um testamento? Quando Adão e Eva caíram em pecado no jardim do Éden, eles foram alienados da glória e da vida concedida por Deus. Eles perderam seu status de filhos de Deus. Essa situação demandava a morte definitiva e imediata daquele casal. Eles deveriam ter sido destruídos. Mas, para demonstrar o seu amor à humanidade e ao Universo, Deus colocou em prática o plano da salvação, idealizado antes da fundação do mundo. Nesse plano, o Filho de Deus assumiria a natureza humana sem pecado, viveria como um homem e morreria, carregando sobre Si o pecado e a condenação de toda a humanidade (João 1:14, 29; cf. Isaías 53:4, 5). Por meio desse sacrifício, Jesus teria os méritos e a autoridade jurídica diante de todo Universo para declarar justo todo aquele que nEle cresse (João 3:16, 17). Porém, desde a queda de Adão até a morte de Cristo, o que aconteceu com os pecados cometidos? Eles ficaram sem ser perdoados? O que garantia a vida deles, já que Cristo ainda não tinha morrido? Com base nesse plano de salvação, uma aliança foi feita com todos os patriarcas desde Adão, e posteriormente ratificada por meio do ritual do Santuário israelita. O autor de Hebreus diz que um sacerdote deveria realizar o serviço sagrado pelos seus próprios pecados e pelos do povo. Isso mostra que o sacerdote também precisava de mediação por ser pecador. Para que o pecador não morresse, Deus estabeleceu que, desde Adão, e então no ritual do santuário, as coisas sagradas fossem santificadas com o sangue de bezerros e bodes (Hebreus 9:7, 19). Nessa aliança, o pecador deveria oferecer um animal para ser morto, tendo o sangue dele derramado em seu lugar, para perdão dos pecados. Tudo isso era uma parábola, uma ilustração do que sacrifício de Cristo no Calvário faria pelo pecador. A primeira, ou antiga aliança, simbolizada pelo ritual do tabernáculo israelita se baseava no derramamento de sangue de animais como substitutos do pecador. Mas, por sua imperfeição, diariamente, de manhã e de tarde um cordeiro precisaria morrer. O sacrifício teria que ser repetido todos os dias. Isso mostra que tudo aquilo era de fato ineficaz para aperfeiçoar o adorador (Hebreus 9:9, 10). Esses eram apenas símbolos de um processo didático que deveria ensinar o povo sobre o seu estado de pecado. Esses símbolos deveriam preparar o coração do adorador para receber, pela fé, o perdão que viria só no futuro. Conforme analisamos no início do artigo, um testamento tem o efeito jurídico de, por exemplo, legar a herança de um pai para seu filho. Qual é a nossa herança? Somos perdoados, adotados por Deus, fazemos parte do povo santo, somos declarados justos diante de todo o Universo e participantes da natureza divina, recebendo em nossa vida o amor e a presença de Deus aqui e na eternidade, essa é a nossa herança (Hebreus 8:10; João 3:16, 17; 1 João 4:9-12). Hebreus 9:11-14 nos diz que o sangue de animais poderia apenas purificar as coisas visíveis, mas não tinha efeito para salvar o pecador. Mas o sangue de Cristo, inocente, puro e sem pecado, tem o poder de purificar o pecador no nível da consciência. É no sangue de Cristo que todo o ritual do santuário se cumpre. É no sangue de Cristo que a antiga aliança passa a ter sentido, sendo convertida a uma nova e superior aliança. Por meio do sangue de Cristo, recebemos a justiça de Deus que limpa nossa consciência de todo o mal em que vivemos, e então vivemos para servir a Deus. Somos salvos pela graça por meio da fé, e isso não pode vir de nós, mas é um presente concedido por Deus (Efésios 2:8-10). Antes da morte de Jesus Cristo na cruz, todo esse ritual ainda era uma promessa. Adão e Eva e todos os que viveram antes de Cristo não morreram porque seus pecados ficaram impunes. Eles deveriam morrer, mas não morreram porque Deus deu-lhes um perdão pré-datado. Por isso, a nova aliança era um testamento que Deus fez, mas que ainda não havia sido validado porque Cristo não havia morrido (Hebreus 9:17). Porém, quando Cristo morreu na cruz e ressuscitou, Ele voltou aos céus e entrou no Santuário Celestial para ministrar a Sua justiça em favor de todo o que nEle crê (Hebreus 9:24-28). Nesse momento, o perdão dado por Deus foi visivelmente garantido. Quando Jesus Se tornou Sacerdote, depois de se oferecer como sacrifício, o testamento anunciado pela antiga aliança entrou em vigor. A partir daí, a antiga aliança deixou de vigorar pois o sangue derramado por Cristo para a salvação do pecador inaugurou uma superior aliança (Hebreus 8:6). Jesus morreu uma única vez para garantir a nossa herança e nos aperfeiçoar pela santificação (Hebreus 10:12-14). Nesse momento, Jesus assumiu sobre si a iniquidade de todos nós. Jesus não só garantiu o perdão definitivo a todos que viveram antes dEle, mas também para todos os que viriam a crer em Cristo nas gerações posteriores. Por meio desse sacrifício, somos justificados, santificados e aperfeiçoados com glória cada vez maior, tendo em nossa vida o poder do Espírito (2 Coríntios 3:18). Amigo leitor, esse testamento tem efeito personalíssimo, porque é o próprio Deus do Universo, feito homem, quem nos lega essa herança. Ele tem efeito jurídico, porque, por meio da sua aliança, somos declarados justos diante de todo o Universo. Esse testamento tem efeito irrevogável, porque ele foi sancionado sobre a lei da vida que rege o Universo, e que Deus quer tirar da pedra e escrever diariamente no nosso coração. Querido amigo, você foi salvo na Cruz do Calvário. A sua herança já foi garantida. Jesus hoje está no Santuário Celestial intercedendo por você para garantir a cada dia a sua santificação. “E assim também, como Cristo se ofereceu de uma vez para sempre para tirar de nós os pecados, aparecerá uma segunda vez, sem pecado aos que O aguardam para a salvação” (Hebreus 9:28 – tradução livre). Aceite essa herança e desfrute da paz de Deus que excede todo entendimento e guarda o seu coração em Cristo Jesus (Filipenses 4:7).]]>
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<![CDATA[Eu os Enganarei…]]> https://tempoprofetico.com.br/eu-os-enganarei/ Sat, 04 Apr 2020 10:28:19 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1157

Precisamos entender à luz de toda a Bíblia o que significa o falso profeta ser enganado pelo próprio Deus (verso 9).

Denis Versiani “Quando qualquer israelita ou qualquer estrangeiro residente em Israel separar-se de Mim, erguer ídolos em seu coração e puser um tropeço ímpio diante de si e depois for a um profeta para Me consultar, Eu, o Senhor, Eu mesmo, responderei a ele. Voltarei o Meu rosto contra aquele homem e farei dele um exemplo e um objeto de zombaria. Eu o eliminarei do meio do meu povo. E vocês saberão que Eu sou o Senhor. E, se o profeta for enganado e levado a proferir uma profecia, Eu, o Senhor, terei enganado aquele profeta e estenderei o Meu braço contra ele e o destruirei, tirando-o do meio de Israel, o meu povo” (Ezequiel 14:7-9). Ao lermos um texto como esse na Bíblia, é natural ficarmos confusos. Como um Deus verdadeiro, fiel e justo pode enganar uma pessoa, sobretudo, um profeta? Profetas não são homens e mulheres enviados por Deus para repreender, orientar e corrigir o seu povo? Como, então Deus mandaria um profeta falar oráculos enganosos? Perguntas como essas fazem muita gente considerar a fé em Deus como um grande engano. Para responder a essas questões precisamos partir do pressuposto de que a Bíblia é a revelação de Deus. Por isso podemos encontrar na própria Bíblia a resposta a essas perguntas. O livro de Ezequiel foi escrito no contexto da ruína de Judá e do cativeiro babilônico. O povo escolhido de Deus havia abandonado a aliança e mergulhado na prática de pecados detestáveis a Deus, como prostituição, corrupção, opressão e idolatria. Podemos dizer que a idolatria foi a causadora de toda degradação moral, ética e cultural, levando Israel a se afastar dos caminhos do Senhor. Antes de Jerusalém ser destruída pelos caldeus, vários profetas foram enviados por Deus a avisar o povo de Judá sobre os perigos que a nação corria. Nesse mesmo momento, Satanás também levantou os seus falsos profetas para enganar o povo. Mas o povo decidiu ouvir as falsas mensagens de paz, em vez de atender as advertências de Deus. É mais fácil ouvir palavras agradáveis do que repreensões duras. No capítulo 13, Ezequiel fala em nome do Senhor a esses homens e mulheres usados por Satanás para enganar o povo. “Filho do homem, profetize contra os profetas de Israel que estão profetizando agora. Diga àqueles que estão profetizando pela sua própria imaginação: Ouçam a palavra do Senhor! Assim diz o Soberano, o Senhor: Ai dos profetas tolos que seguem o seu próprio espírito e não viram nada! … Suas visões são falsas; suas adivinhações, mentira. Dizem ‘Palavra do Senhor’, quando o Senhor não os enviou; contudo, esperam que as suas palavras se cumpram… Por causa de suas palavras falsas e de suas visões mentirosas, estou contra vocês. Porque fazem o meu povo desviar-se dizendo-lhes ‘Paz’ quando não há paz…” (Ezequiel 13:1-10). Aqueles momentos não eram de paz. Os filhos de Israel estavam diante da sua ruína, mas preferiam se enganar na mentira satânica de paz e segurança. Em todo o capítulo 13, Ezequiel profere oráculos de repreensão e juízo contra esses profetas e profetisas de Satanás. “Por isso, vocês não terão mais visões falsas e nunca mais vão praticar adivinhação. Livrarei o Meu povo das mãos de vocês. E então vocês saberão que Eu sou o Senhor” (Ezequiel 13:23). Alguns anciãos de Israel se assentaram diante de Ezequiel. Esses líderes do povo misturavam o culto ao único Deus a rituais idólatras importados das nações vizinhas, esquecendo-se que essa foi a causa da ruína do Reino do Norte. A idolatria estava tão arraigada em suas mentes que o Senhor disse que eles “ergueram ídolos em seus corações e puseram tropeços ímpios diante de si” (Ezequiel 14:3). Dura foi a resposta que Ezequiel deu a esses líderes. “Por isso, diga à nação de Israel: Assim diz o Soberano, o Senhor: Arrependa-se! Desvie-se dos seus ídolos e renuncie a todas as práticas detestáveis” (Ezequiel 14:6). É nesse contexto que Ezequiel profere o oráculo dos versos 7 a 9, citados no início deste artigo. Todo homem que procurasse um falso profeta receberia uma resposta do próprio Deus, na forma de vergonha e castigo (versos 7, 8). O fato de o falso profeta ser enganado pelo próprio Deus (verso 9) deve ser entendido à luz de toda a Bíblia. A Bíblia diz que Deus endureceu o coração de Faraó (Êxodo 4:21), o coração de Acabe e os profetas (1 Reis 22:22), e incitou Davi a fazer o censo militar em Israel (2 Samuel 24:1). Mas, Deus não poderia se irar contra um mal que Ele mesmo causou. Isso seria injusto! O costume de Israel atribuir a Deus aquilo que Ele não impede de acontecer era uma cosmovisão comum nos povos do antigo Oriente. A Bíblia diz que aquilo que Deus não permite não vai acontecer. Por isso, sabemos que Satanás e seus anjos são autorizados a praticar o mal de forma limitada. Foi Satanás que incitou a rebeldia de Faraó, o engano no coração de Acabe e dos profetas de Baal, e o orgulho em Davi, da mesma forma como enganou os falsos profetas com manifestações espiritualistas no caso de Ezequiel. Ele é o pai da mentira, não Deus (João 8:44). Esse é o dilema de Deus. Num mundo de pecado, Deus precisou permitir que o mal se manifestasse para que a humanidade e os seres criados do Universo pudessem testemunhar os frutos da rebeldia de Lúcifer no Céu (Ezequiel 28:13-17; Isaías 14:12-14). Quando alguém decide se afastar de Deus, ele abre o coração para as influências do pecado. É assim que, sob a permissão de Deus, o homem sucumbe às tentações de Satanás. Isso é o que chamamos de livre arbítrio. Deus não vai obrigar ninguém a serví-Lo, da mesma forma como não vai induzir ninguém ao erro. Ele respeita a nossa vontade de nos entregarmos aos nossos impulsos naturais. Mas, se agirmos assim, vamos ter que encarar o castigo de Deus, mais cedo ou mais tarde. Foi assim que, acreditando nas falsas profecias de paz, Israel encontrou a guerra, e sucumbiu facilmente diante do inimigo. Amigo leitor, hoje nós estamos diante do mesmo perigo. Jesus disse: “Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em Meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo!’ e enganarão a muitos… Naquele tempo… numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos” (Mateus 24:4, 11). Esse é um dos sinais que mostram que estamos no limiar de um novo tempo. Muito em breve, o grande conflito entre Cristo e Satanás vai chegar ao seu ápice, e a última geração vai ter que se posicionar entre adorar o único Deus, ou se prostrar diante da imagem da besta. Hoje, vemos falsos profetas realizando sinais e prodígios, como curas miraculosas, expulsão de demônios e transes místicos. Outros pregam doutrinas espiritualistas, realizando manifestações mediúnicas de adivinhação ou comunicação com os mortos, práticas abomináveis, segundo a Bíblia (veja Levítico 19:31; Deuteronômio 18:10, 11). Professos cristãos pregam a prosperidade como resultado de suas ofertas, ou a liberação sexual baseada no amor ao próximo. Eles negam a lei de Deus, alegando que ela foi abolida na cruz. De fato, muitos deles fazem isso com tanta convicção que faz parecer que realmente crêem nos seus próprios enganos. A situação está tão terrível hoje, que ficamos perplexos, sem saber em que acreditar. “Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos” (Mateus 24:24). “Vejam que Eu os avisei antecipadamente” (Mateus 24:25 – leia até o verso 28). Da mesma forma que Deus avisou Israel por meio dos verdadeiros profetas, Ele também nos avisou, para que não morrêssemos entregues ao engano, assim como foi na época de Ezequiel. Amigo, o oráculo de Ezequiel 14:7-9 é uma profecia que se estende a nós, de forma universal. Ezequiel continua dizendo que “o profeta será tão culpado quanto aquele que o consultar; ambos serão castigados. Isso para que a nação de Israel não se desvie mais de Mim nem mais se contamine com todos os seus pecados. Serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus” (Ezequiel 14:10, 11 – veja Apocalipse 21:3). Quando Cristo voltar, Ele virá separar o joio do trigo, os maus dos bons. Os Seus escolhidos, aqueles que permaneceram fiéis e atenderam aos avisos de Jesus serão resgatados pelos santos anjos, e subirão para encontrar o Senhor nos ares para estar para sempre com Ele (Mateus 24:31; 1 Tessalonicenses 4:16, 17). Já, os ímpios serão destruídos, juntos com Satanás e seus anjos, pelo sopro da boca de Deus, não importam quantos “milagres”, sinais e maravilhas tenham feito (2 Tessalonicenses 2:8, 9). Querido leitor, Deus não engana a ninguém, mas também não impede que o homem se entregue a seus próprios enganos. Por isso, não se deixe enganar: “de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear isso também colherá” (Gálatas 6:7). Permita que Deus imprima no seu coração as verdades que levam à vida. Converta-se a Deus e busque a Cristo em oração e pelo estudo da Bíblia. Erga a Deus um altar no seu coração, e se apresente a Ele diariamente como sacrifício vivo, santo e agradável, por meio de um culto racional. Quem busca conhecer e servir a Deus de coração não será desamparado; e, no final dessa História, começará uma nova História, fazendo parte do povo de Deus na eternidade. Confie em Deus, pois Ele é justo e verdadeiro! Que Deus abençoe você!]]>
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<![CDATA[PRINCÍPIOS DE FÉ Igreja Adventista do Sétimo Dia — Movimento de Reforma — e sua ordem Eclesiástica]]> https://tempoprofetico.com.br/principios-de-fe-igreja-adventista-do-setimo-dia-movimento-de-reforma-e-sua-ordem-eclesiastica/ Mon, 06 Apr 2020 00:41:05 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1160

PRINCÍPIOS DE FÉ Igreja Adventista do Sétimo Dia  — Movimento de Reforma —  e sua Ordem Eclesiástica Exposição Concisa Publicada Pela Conferência Geral do Movimento de Reforma dos Adventistas do Sétimo Dia 14-20 de Julho de 1925

Prefácio Pela graça de Deus começou a última grande reforma efetuada pelo Evangelho eterno em todos os países onde penetrou a mensagem da volta de Cristo e da preparação para a mesma, segundo Ap 14:12. A grande apostasia predita entre o povo do advento deu motivo a que publicássemos os princípios de fé da terceira mensagem angélica. Para diferenciar-nos dos muitos ramos de Adventistas, chamamo-nos “Movimento de Reforma”, em conformidade com os Testemunhos. Portanto, nosso nome é: “Igreja dos Adventistas do Sétimo Dia — Movimento de Reforma”. Oxalá que, pelo exame desta posição decidida, à luz da Lei e do Testemunho, todos os que procuram a plena salvação em Cristo sejam levados a aceitar o conselho de Jesus nestes dias de sacudidura, para que levantem o alvo e proclamem a verdade direta. Orando para que também estes nossos princípios doutrinários e fundamentais sirvam para a honra de Deus e a consumação da obra de Cristo, enviamo-los a todo o mundo. A Conferência Geral.
1. Deus Cremos que existe um só Deus, que por meio de Sua onisciência e onipotência criou o Céu e a Terra (Êx 20:2, 3; Is 45:5, 6, 18). Deus é um Ser espiritual (Jo 4:24), “eterno”, sem princípio e sem fim (Ap 21:6), em toda parte presente (Sl 139:1-12). Ele tem Seu trono no Céu e é invisível aos homens no seu presente estado pecaminoso (1 Tm 6:16; Is 59:2; Jo 1:18; Êx 33:20). Somente pela fé podemos chegar-nos a Deus (Hb 11:6). 2. Jesus Cristo Cremos que Jesus Cristo é o vivo Filho de Deus, sendo, em essência, um com o Pai (Hb 1:1-3, 5). Desde a eternidade todas as coisas no Céu e na Terra foram criadas por meio dEle (Cl 1:15-17). Portanto, só Ele pode ser Mediador entre Deus e os homens (1 Tm 2:5). Em conformidade com o testemunho dos profetas, Ele foi gerado pelo Espírito Santo e nasceu como homem, da virgem Maria, nesta Terra, em Belém (Mt 1:18-23). Só por meio de Sua morte, e pela fé na graça que Ele nos deu, é que podemos ser salvos (Lc 1:77-79; At 4:12; Jo 14:15; 1 Jo 2:3-6). 3. O Espírito Santo Cremos que o Espírito Santo é o Representante de Cristo na Terra (Jo 14:16). Sem Este é impossível conhecer e cumprir a vontade de Deus. Também não é possível uma interpretação correta da Palavra de Deus sem o Espírito Santo (Jo 14:26; 1 Co 2:11). É um poder do Pai e do filho, e opera também por meio dos homens (2 Pe 1:21; 1 Pe 1:11). O Espírito Santo é um com o Pai e o Filho, de maneira que os crentes são batizados, não somente em nome dEles, mas também em nome do Espírito Santo, logo que O conhecem (Mt 28:19; 1 Jo 5:7; 2 Co 13:13). 4. A Escritura Sagrada Cremos que tanto o Novo como o Velho Testamentos da Escritura Sagrada, são a Palavra de Deus e que esta revela a vontade de Deus (Jo 5:39). A Bíblia foi escrita por inspiração do Espírito Santo (2 Tm 3:16; Rm 1:16; Ap 1:2), e forma a nossa norma e regra de vida. Nela está contido também todo o plano da salvação, sem que necessitemos de tradição humana ou de catecismo (Is 34:16; Ap 22:18, 19; Jo 5:39; 10:35; Mt 15:9; Pv 30:6). 5. A Lei de Deus (a Lei Moral dos Dez Mandamentos) Cremos que Cristo não veio para fazer qualquer melhoramento na Lei dada no Sinai e escrita pelo próprio dedo de Deus (Mt 5:17; Sl 119:142). Sendo que os Dez Mandamentos são perfeitos, não há possibilidade de melhoramento (Sl 19:7, 8). Cristo, sendo o mesmo que era no Velho Testamento, não poderia mudar essa Lei (1 Pe 1:10, 11; Cl 1:15, 16). Todo aquele que declara a Lei de Deus mudada ou anulada, prova, consciente ou inconscientemente, que peca contra Deus (Tg 2:10; 1 Jo 3:10; Mt 7:21). Pelo reconhecimento e observância dos Dez Mandamentos (Sl 119:153, 142; Jo 15:10; 17:17), mostramos que amamos a Deus, o Pai, e ao Seu Filho (Jo 14:15, 21; 1 Jo 2:3-6). Deus não admite transgressão da Sua Lei, mesmo sob coação ou perseguição por parte das autoridades (At 5:29; 4:19; Dn 3; Mt 22:21). Em questões de fé nem homem nem poder algum tem o direito de promulgar leis (Is 42:8; Jo 10:35). Os Dez Mandamentos rezam: 1. Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de Mim. 2. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque Eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta gerações daqueles que Me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que Me amam e guardam os Meus mandamentos. 3. Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão. 4. Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus: não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de sábado, e o santificou. 5. Honra teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. 6. Não matarás. 7. Não adulterarás. 8. Não furtarás. 9. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 10. Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo. 6. O 4º Mandamento — O sábado Cremos que também este mandamento, como todos os outros, é imutável (Tg 2:10; Mt 5:17). Somente o sétimo dia da semana é chamado “dia do Senhor”, sendo assim diferenciado de todos os outros dias (Êx 20:8-11; Mc 2:27, 28). Este mandamento santifica o Sábado e, portanto, proíbe as atividades profissionais e os trabalhos que não contribuam para a santificação do dia. Por exemplo: o preparo de comidas, que devem ser feitas no dia da preparação, isto é, na sexta-feira (Êx 16:23); os trabalhos profissionais ou as conversas a respeito dos mesmos (Is 58:13); e também o trabalho intelectual, secular, e o exercício do magistério secular. Igualmente, não mandamos nossas crianças à escola no Sábado. Funcionários públicos, comerciantes autônomos, como também empregados e empregadas, enfim, toda classe de pessoas, e mesmo o estranho que está em nossa casa, e bem assim os animais domésticos, têm o solene dever de guardar o Sábado (Ap 14:9-11). Também empreendimentos no Sábado, viagens, venda de publicações para fins missionários, etc.; não contribuem para a glorificação do Sábado, pelo que devem ser evitados. Para irmos às Igrejas que requeiram nossa assistência, e para lhes transmitirmos a mensagem que devem ouvir, segundo a vontade de Deus, pode tornar-se necessário viajarmos no Sábado, mas, na medida do possível, devemos comprar nossas passagens e providenciar todas as coisas necessárias para isso, no dia anterior. Quando empreendemos uma viagem mais longa, devemos esforçar-nos para formar nosso plano de tal maneira que não cheguemos ao nosso destino no Sábado. O fim da santificação do Sábado é a celebração de uma “festa de regozijo do Pai com os Seus filhos” (Gn 2:2, 3). É, portanto, nosso privilégio especial seguir o exemplo de Jesus em fazer o bem no Sábado (Mt 12:10-12). A edificação espiritual de jovens e velhos, o louvor em honra a Deus, as visitas aos doentes, a meditação e o descanso restaurador junto à natureza devem ocupar o Sábado. Cremos que a transgressão geral do santo Sábado, hoje, e a guarda do domingo, são o cumprimento da predição do profeta Daniel (Dn 7:25). Segundo essa profecia, o poder anticristão do papismo atreveu-se a mudar a Lei de Deus e os tempos. O segundo e quarto mandamentos foram mudados pela Igreja Católica, sob a afirmação de que ela tem direito para isso. Também as Igrejas protestantes seguem o exemplo de Roma. Enquanto a guarda do Sábado (selo de Deus) é o reconhecimento da autoridade do Criador, a observância do domingo (marca da besta) é o reconhecimento da autoridade do anticristo (Ap 7:1-3; 13:16-18). Cremos que cada qual, especialmente pela transgressão do Sábado, aceita o sinal da besta, e deve sofrer as consequências da desobediência. 7. A Lei Cerimonial, Mosaica Cremos que a Igreja do Novo Testamento está dispensada dessa lei. Portanto, não mais deve ser guardada, sendo que contém preceitos relacionados com o sistema de sacrifícios e cerimônias levíticas no serviço do templo, que ilustram a obra de salvação de Cristo. Essas leis eram uma sombra e símbolo das coisas futuras, e deixaram de vigorar no momento em que Cristo foi pregado na cruz como verdadeiro Cordeiro (Hb 10:1; Cl 2:17). 8. Os Sábados Cerimoniais Cremos que os dias de festas, luas novas e outros sábados, de que escreve Paulo em Cl 2:16; Gl 4:10; Rm 14:5, eram somente uma sombra, pelo que não devem ser confundidos com o Sábado semanal, o sétimo dia, que é santificado como “dia do Senhor”, na Lei moral. Este Sábado, que foi instituído na criação, não tem significação simbólica com relação ao plano de salvação. A lei cerimonial continha os seguintes sete sábados, que eram sombras: 1. O primeiro dia da semana da páscoa (Êx 12: 15, 16; Lv 23:6, 7). 2. O sétimo dia da semana da páscoa (Nm 28:17, 18, 25). 3. O primeiro dia do sétimo mês (Lv 23:24, 25; Nm 29:1-6). 4. O décimo dia do sétimo mês (Lv 23:27, 28, 31, 32; Nm 29:7). 5. O décimo quinto dia do mesmo mês (Nm 29:12). 6. O vigésimo segundo dia do mesmo mês (Lv 23:39). 7. O quinquagésimo dia (Pentecostes), também chamado “festa das semanas” (Lv 23:15, 16, 21; Êx 34:22). Se Jesus tivesse derrogado, por meio da Sua morte, o Sábado semanal do Decálogo, não poderia ter declarado: “Não vim a derrogar, mas a cumprir” (Mt 5:17). Os apóstolos também não poderiam ter escrito, 50 anos depois, o seguinte: At 16:13; Mc 2:27; Mt 24:20; At 13:13, 14, 42-44; 17:2; 18:2-4; Hb 4:9, 10). 9. A Graça e Seus Meios Cremos que a graça significa a cobertura de nossos pecados por meio de Cristo. Ele é o restaurador do reino da graça (Jo 1:17; Hb 4:16). Somente podemos ser beneficiados pela graça salvadora, se evitarmos o pecado pelo poder de Cristo unido à nossa vontade (Jo 14:5; At 2:38). Pela graça somos livres (Jo 8:31, 32). As palavras “a Lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1:17) não significam que a graça e a verdade existem somente desde a morte de Cristo, mas, sim, que foram dadas por Cristo muito antes. Cristo existia antes que Se tornasse carne (Sl 103:17; Êx 34:6, 7; Lm 3:22, 23), ou melhor, antes da fundação do mundo (Cl 1:15-20). O reino da graça foi fundado logo após a queda, sendo então introduzido o perdão por meio de Cristo (Gn 3:15). O reino da graça foi estabelecido em sua plenitude com a morte de Cristo, quando a redenção foi “consumada”. Cremos que Deus proveu diversos meios para atrair a Si os pecadores e dar-lhes a salvação prometida pela graça de Cristo (Ef 2:8). Esses meios são os seguintes: 1. A Palavra de Deus (Rm 10:13-17; Mc 16:15) 2. A Igreja de Deus Todos os que convertem sob a influência do Espírito Santo, podem tornar-se membros da Igreja de Deus pelo batismo (At 2:38-41; Mc 16:16; At 16:15, 33; 10:48). 3. O Lava-pés Todos os membros da Igreja de Deus podem tomar parte no lava-pés, segundo o exemplo de Jesus, que deve educar-nos na humildade de Cristo e na unidade do Espírito (Jo 13:1-14). 4. A Santa Ceia Neste memorial, instituído por Cristo, todos os membros da Igreja podem participar do pão e do vinho (suco de uva) que nos fazem lembrar a morte de Cristo e o Seu amor, que existe entre Ele e Sua Igreja (1 Co 11:17-34). 10. Arrependimento, Obediência e Renascimento Que Vêm da Palavra de Deus A) O arrependimento ou a contrição por causa dos pecados cometidos, e o abandono do pecado, operam-se por meio da Palavra e do Espírito de Deus (Hb 4:12; Rm 1:10-17). A Palavra de Deus é anunciada através da pregação feita pelos instrumentos humanos chamados para este fim (Rm 10:14-17; Lc 16:29-31). A diferença entre estes e os falsos pastores é evidenciada pela prática dos princípios do reino de Cristo (Jo 8:31, 32). Pelo ouvir a Palavra divina o pecador é ressuscitado da morte espiritual (At 2:37). A Palavra o conduz a uma fé verdadeira, com arrependimento das suas más obras, que o entristecem (Ne 9:13; 2 Co 7:10; Jn 3:5-9). Temendo a morte, o pecador procura refúgio (At 2:37), e a Palavra lhe aponta o verdadeiro Salvador (At 4:12; Jo 3:36). Ele fica então sabendo que a sujeição, que vem somente do medo da Palavra de Deus, não traz salvação (Mt 27:2-5; Dn 3:28-30). B) A sujeição (obediência) é um fruto da conversão. O arrependimento é o fruto da fé (Tg 2:16) e a fé o fruto da Palavra de Deus (Rm 10:17). Aquele que não se sujeita completamente à Palavra de Deus, não é perfeitamente convertido, pois prova por meio de suas obras que a ligação com o pecado (Mt 5:19; Tg 2:10) ainda não foi abandonada. C) O renascimento ou a nova criatura (Jo 3:3; 2 Co 5:17), o nascermos de novo, ou do Espírito, significa que nos deixamos guiar pelo mesmo, como uma criança obedece a seu pai que a gerou (Rm 8:9-13). O fermento velho, o afastar-se do espírito da Lei, deve ser removido inteiramente (Gl 5:19-21; Cl 3:5-10). Enquanto o homem não é renascido do Espírito, não pode participar da vida em Cristo (Jo 7:38, 39). 11. Batismo Segundo a Escritura Sagrada, cremos que o crente deve ser batizado enquanto a graça de Cristo estiver na Terra (Mt 28:19, 20; Mc 16:15, 16). Recebem o batismo somente as almas que creem em Jesus Cristo como nosso Salvador pessoal; que creem na Sua doutrina e na dos apóstolos e profetas do Velho e Novo Testamentos e que se convertem de tudo que a Palavra de Deus condena (Mt 28:19, 20; At 2:37, 38). As crianças, que não podem crer nem saber a diferença entre o justo e o injusto, não podem ser batizadas (At 19:112; 1 Pe 3:21). O ato batismal é executado por um obreiro evangélico credenciado pela consagração, (o qual batiza por meio de imersão na água, uma só vez, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Este ato de batismo representa o sepultamento e a ressurreição de Cristo, e, de igual maneira, o sepultamento do homem velho e a ressurreição para uma vida nova em Cristo (Rm 6:2-5; Cl 2:12). Crentes de outras denominações, que tenham recebido o batismo bíblico e que façam confissão de verdadeira fé em Cristo, afirmando que sempre se mostraram prontos para andar na Lei de Deus, não necessitam de outro batismo. Antes que alguém seja batizado, é necessário que faça confissão com respeito aos princípios de fé (At 8:37, 38; TI 113, “Exame de Candidatos”). A recepção na Igreja deve em todos os casos ser feita cuidadosamente após um exame radical. Na ocasião da recepção por meio de batismo ou votos, cada alma deve ter pedido demissão da Igreja ou denominação à qual pertencera. O batismo tem lugar só uma vez (Ef 4:5), enquanto outros meios da graça, como o lava-pés, a santa ceia e a oração se repetem na vida de fé. O batismo somente será repetido se da primeira vez não foi feito em conformidade com as regras da Bíblia ou se foi ministrado na incredulidade (At 19:2-6). 12. Santa Ceia Cremos que a participação no pão asmo e no vinho não fermentado (suco de uva), como são usados na santa ceia, simboliza a morte de Jesus. Não há perdão de pecados no comer o pão e tomar o vinho. Essa ceia de comunhão, comemorativa dos sofrimentos e da morte de Jesus, deve servir para fortalecimento da Igreja, devendo mantê-la em humildade, amor e união (1 Co 10:16, 17; 11:27-29). Cremos que o pão simboliza o corpo de Cristo, como diz o Senhor. Na santa ceia somente tomam parte os que são batizados (Mt 28:19, 20). 13.O Lava-pés (Jo 13:1-17) Cremos que este rito de Cristo é obrigatório para todos os cristãos (Jo 13:14, 15, 17). Este ato que Jesus introduziu na Sua Igreja, e que ensina a humildade, não é um costume judaico nem oriental, mas sim um novo Mandamento. Podemos ver isso na oposição inicial de Pedro e dos outros discípulos. O lavapés usual tinha lugar fora da porta da casa, e não teria causado admiração entre os discípulos. “O que Eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois”. Estas palavras de Jesus confirmam que o lava-pés representa um rito santo que não pode ser executado em espírito, mas só em realidade. Em Jo 13:17 são chamados bem-aventurados todos os que seguem o exemplo de Jesus no lava-pés. 14.As 2.300 Tardes e Manhãs Cremos que o grande período profético de Daniel 8:14 terminou no ano de 1844 e que a “purificação do santuário” tem a mesma significação que o começo do juízo de investigação no Céu (Ez 4:6; Nm 14:34; Dn 9:24-27). Segundo Esdras 7:11-26, esse período começou no ano 457 a. C. Alguns anos antes do término desse período, começou um despertamento mundial visando a preparação para a segunda vinda de Cristo. Em Ap 14:6-8 reconheceram os crentes fiéis do advento a mensagem que Deus lhes confiou. Apesar de que a maioria das Igrejas cristãs se opuseram aos sinceros apelos para a preparação, e assim se tornaram Babilônia (confusão), foi, pela segunda mensagem angélica, como advertência, aberto o caminho para a terceira (Ap 14:9-12), e desde então se anunciam as santas exigências de Deus — Seus Mandamentos — a todos os homens, povos, nações e línguas, preparando a Igreja do fim para a volta de Cristo. No fim desse período entrou Cristo como Sumo sacerdote no lugar santíssimo do santuário celestial. 15.A Tríplice Mensagem Angélica Cremos que a mensagem do Ap 14:6-12 constitui a última “verdade presente” do plano da salvação. Iniciada no tempo determinado em 1844 exorta hoje todos os homens a guardar os Mandamentos de Deus, especialmente o Sábado, e os adverte contra a adoração de sistemas religiosos terrestres (besta), que exigem obediência por meio do Estado. O fim desta última mensagem de graça é preparar, de todos os povos, um povo que se encontre com Jesus na Sua segunda vinda e que seja guardado das pragas que cairão, como ira pura de Deus, sobre a cristandade apostatada, ao terminar o tempo da graça (Ap 15:8; 16). 16. O Alto Clamor (Ap 18:1-4) Cremos que o despertamento atual entre o povo do advento apostatado da tríplice mensagem angélica, conduz para o cumprimento das profecias seguintes: “E ao início do tempo de angústia fomos cheios do Espírito Santo ao sairmos para proclamar o Sábado mais amplamente”. PE 33. “O início do tempo de angústia’ ali mencionado, não se refere ao tempo em que as pragas começarão a ser derramadas, mas a um breve período, pouco antes, enquanto Cristo está no santuário. Nesse tempo, enquanto a obra de salvação está se encerrando, tribulações virão sobre a Terra, e as nações ficarão iradas, embora contidas para não impedir a obra do terceiro anjo. Nesse tempo a chuva serôdia’, ou o refrigério pela presença do Senhor, virá, para dar poder à grande voz do terceiro anjo e preparar os santos para estarem de pé no período em que as sete últimas pragas serão derramadas.” PE 85, 86. “A mensagem da queda de Babilônia, conforme é dada pelo 2º anjo, é repetida com a menção adicional das corrupções que têm estado a entrar nas Igrejas desde 1844. A obra deste anjo vem, no tempo devido, unir-se à última grande obra da mensagem do terceiro anjo, ao tomar esta o volume de um alto clamor.” 2T 223; PE 277. O povo do juízo (Laodiceia), descrito pela Fiel Testemunha, em Apocalipse 3:14-22, como o Israel dos últimos dias, é chamado para uma reforma por meio de “severas provas de fé”, como Israel nos dias de Jesus, a fim de que possa anunciar a advertência final na plenitude do Espírito de Deus, para decisão. Sendo que o alto clamor é uma repetição acentuada da tríplice mensagem angélica, a força e o poder da terceira mensagem angélica, deve ter-lhe precedido uma rejeição por enfraquecimento e interpretação errônea da última mensagem. Em quase todos os países em que penetrou a tríplice mensagem angélica, a maioria do povo do advento conformou-se e sujeitou-se de tal maneira ao mundo na prática dos princípios e na pregação (dos mesmos), que em “declarações abertas” às autoridades foram anulados o Sábado e outras exigências de Deus. Todos os Testemunhos do Espírito de Deus declararam que os verdadeiros guardadores do Sábado se separariam, então, daqueles que lançassem por terra a bandeira da última mensagem. 17. O Espírito de Profecia ou o Testemunho de Jesus Cremos que Cristo falou à Sua Igreja por meio dos profetas, tanto no Velho como no Novo Testamento (1 Pe 1:10, 11; Ap 19:10; Cl 1:15-20; 2 Cr 20:20). Todos os que querem guardar os Mandamentos de Deus sem advertências e explicações dos profetas, andarão em trevas e se desviarão do caminho de Deus. Toda Igreja verdadeira deve possuir todos os dons espirituais, entre os quais se acha também o dom de profecia (com visões e sonhos). O dom de profecia é o olho do corpo (da Igreja) (Ef 4:11-14; 1 Co 12:6-11). Logo que uma Igreja perde ou despreza esse dom, ela apostata e anda em trevas (Pv 29:18). Profecia haverá na Igreja até a segunda vinda do Senhor (1 Co 13:8-13; Mt 28:20). Desde o ano de 1844, quando a última Igreja foi despertada para a obediência a Cristo, ela também foi abençoada com a manifestação da vontade divina por meio da irmã Ellen G. White. Conquanto Deus nesse tempo somente tenha podido servir-Se de uma irmã fisicamente fraca dentre Seu povo, verificou-se muitas vezes, no plano da salvação, que mulheres fiéis foram chamadas para esse encargo sagrado (Êx 15:20; Jz 4:4; 2 Re 22:14-16; Lc 2:36; At 21:9). As revelações dos profetas sempre foram, pelo conselho e auxílio de Deus, guardadas cuidadosamente e apresentadas ao Seu povo (Hc 2:2; Jr 30:2). A irmã White escreve a este respeito: “Os livros do Espírito de Profecia e os Testemunhos devem ser introduzidos em todas as famílias guardadoras do Sábado”. 4T 390. Os livros da Igreja devem, igualmente, ser oferecidos a todos, a preço reduzido, e devem também achar-se na bibliotecas. Cremos que estes Testemunhos do Espírito de Profecia não estão acima da Bíblia nem formam um apêndice da mesma, mas são conselhos de Deus que nos encaminham na verdade da Palavra divina. Outros importantes testemunhos nos serão dados por Deus somente quando a luz que já nos foi concedida nos tiver preparado, pela santificação, para novas revelações. 18.Matrimônio Cremos que o matrimônio foi instituído por Deus, sendo abençoado e santificado desde o paraíso até o fim do mundo (Gn 2:24; Hb 13:4; Ef 5:22, 23): a) Para a multiplicação da humanidade e não para a satisfação das paixões (Gn 1:27, 28); b) Para que o homem e a mulher, em união recíproca, se ajudem com amor (Ef 5:22-25); c) Para evitar o adultério e a prostituição (1 Co 7:1-9). É da vontade de Deus que um homem tenha uma só esposa, e uma mulher um só esposo (Mt 19:4-6; 1 Co 6:16). Cremos que os cristãos devem observar o princípio da temperança (pureza moral), para que suas forças físicas e espirituais não sejam sacrificadas no altar das paixões e concupiscências da carne. Os conselhos dados a esse respeito na Palavra de Deus, servem de marcos para a pureza completa. Por causa das grandes tentações de Satanás, a Sagrada Escritura ensina que a pessoa deve casar ou ficar solteira, cada um segundo a sua disposição física (1 Co 7:1, 2, 37, 38). Em todo caso, a recepção de um membro na Igreja depende da sua profissão quanto à “pureza moral em Cristo”. Cremos também que os cristãos devem casar somente com os da mesma fé. A Sagrada Escritura e os Testemunhos consideram o matrimônio com incrédulos como um grande pecado e como separação de Jesus. Neste caso deve-se aplicar o que está escrito em “Disciplina da Igreja” (Testemunhos para a Igreja, págs. 167-170). (1 Co 7:39; Js 23:12, 13; Ne 13:23-28). O divórcio não está em conformidade com a Palavra de Deus (Mt 19:6-8; 1 Co 7:10, 11). Somente em caso de adultério e perseguição da parte de um dos cônjuges contra o (ou a) crente, é permitido separar-se e permanecer sem casar até a morte da outra parte (1 Co 7:12, 13, 15). Em tal caso de separação, sem novas núpcias, evidencia-se se o motivo do desquite foi uma questão de consciência ou se há pecado de adultério expresso no desejo de novo casamento com outra pessoa (Rm 7:1-3). Cremos ainda que o matrimônio deve ser contraído dentro da ordem civil e religiosa, a saber, perante as autoridades civis e perante a Igreja (Rm 13:1). Igualmente, todos os que decidem casar, devem, depois de maduras reflexões perante Deus, procurar o conselho de seus pais ou substitutos e de seus mentores religiosos. Em vista das exigências do quinto mandamento e do exemplo dos pais da fé, essa prática será uma grande bênção para a Igreja do tempo do fim, no que diz respeito à questão matrimonial. 19. A Temperança ou Reforma de Saúde Cremos que é da vontade de Deus que todos os homens gozem saúde espiritual e física (1 Co 6:19, 20). Quem arruinar o seu corpo com intemperança, e quem transgredir as leis da natureza no seu organismo, peca contra a Lei de Deus e tem de sofrer, em consequência, os juízos temporais e os juízos divinos (1 Co 3:16, 17). A reforma de saúde é, para nós, em primeiro lugar, não só a aceitação e representação de princípios higiênicos, médicos e vegetarianos; a reforma de saúde é o braço direito da terceira mensagem angélica (1ME, pág. 112; CRA, pág. 73; 3T 62). Como João Batista, antes da primeira vinda de Cristo, teve de observar na sua vida a mais rigorosa temperança para poder cumprir a sua missão especial, isso é também necessário, especialmente, para o povo de Deus antes da segunda vinda de Cristo. Temperança significa total abstinência de bebidas e comidas que prejudicam o corpo e o espírito. Por exemplo: a) Carne, pescado, gorduras animais, bebidas alcoólicas, bebidas cocainadas, temperos fortes, queijos estragados e malcheirosos, café, chá preto, artigos de confeitaria difíceis de digerir, fumo, ópio, morfina etc. Segundo os Testemunhos, rejeitamos os medicamentos que contenham venenos, e somos contra toda espécie de vacina. b) À temperança cristã pertence também a reforma do vestuário. Luxo; tolices da moda; enfeites desnecessários que chamem a atenção; nudez ofensiva à moral mediante o uso de vestidos decotados ou fazendas transparentes; calçados insalubres e impróprios; coletes ou cintas que apertem o corpo — tudo isso é impróprio para o cristão. É dever do cristão, ao contrário, usar, em perfeita harmonia com a saúde, roupa distinta e própria, para que possa servir de exemplo. 20.As Autoridades Cremos que toda autoridade é ordenada por Deus e serve como ministro de Deus para proteger todos aqueles que fazem o bem (Rm 13:1-4). Cremos que temos de cumprir os nossos deveres para com as autoridades, não por força, mas por consciência. É um dever pagar impostos e honrar a autoridade do Estado (Rm 13:5-7; Tt 3:1-3; 1 Pe 2:13, 14, 17; Mt 22:21). Cremos também que as autoridades devem conceder a cada súdito liberdade para o exercício da sua fé. Ao forçar a consciência e ordenar contra a vontade de Deus, o Estado perde a autoridade, pois os verdadeiros cristãos se veem então obrigados a declarar: “Importa mais obedecer a Deus do que aos homens.” (At 5:29-42; Dn 3:8-30). Cremos que é necessário orar em favor das autoridades, para que haja paz e ordem entre os homens, para que cada qual possa viver segundo sua fé e para que o Evangelho de Cristo não seja impedido. Segundo a doutrina de Cristo, não podemos, como Seus seguidores, tomar parte em nenhum plano político, guerra, revolta ou derramamento de sangue. 21. O Assinalamento dos 144.000 segundo Apocalipse 7 Cremos que o assinalamento significa a restauração de caráter de Deus, por meio do Evangelho de Cristo, em base de todas as exigências da Sua santa Lei, num grupo de 144.000 pessoas, no tempo do fim. O sinal ou selo exterior de todos os verdadeiros combatentes de Deus é o Sábado, pelo qual sempre foi provada a fiel obediência de todos os crentes (Ez 20:20). A obra do assinalamento dos 144.000 começou com a proclamação da terceira mensagem angélica que exige obediência completa aos Mandamentos de Deus, incluindo a guarda do Sábado, antes da volta de Cristo. De todos os povos ajunta-se um povo que adora ao Rei dos Céus mediante fiel obediência e que está livre de todos os laços humanos (Ap 14:6-12). Cremos que o assinalamento durará até o fim do tempo de graça. O número de todos os assinalados, então, será de 144.000. O Israel espiritual (completamente vencedor) é escolhido maravilhosamente de todos os povos, tribos e línguas (Ap 7:2-8; 14:1-5; 15:1-5; GC 637, 645, 648). Todos os vencedores que guardaram o Sábado após o término do período das 2.300 tardes e manhãs no ano de 1844, inclusive aqueles que morreram assinalados durante a proclamação da tríplice mensagem angélica, são contados no grupo dos 144.000. Mediante uma ressurreição especial, no tempo das pragas, antes da vinda de Cristo, os que morreram assinalados se ajuntarão aos assinalados vivos e, depois de realizado o concerto de paz, serão transformados como primícias da salvação com a grande multidão e serão arrebatados por Cristo (Dn 12:2; PP 285-288; GC 635-637; “O Livramento do Povo de Deus”). 22.A Igreja do Senhor Cremos que a Igreja é o conjunto dos crentes em associação, segundo a vontade de Deus. É uma instituição que remonta ao princípio da obra salvadora de Cristo. Jesus mesmo renovou e reconstruiu a “tenda de Davi” por meio da Sua obra e da dos apóstolos (At 15:16; 20:28; 1 Co 16:19). Somente por meio da fé, conversão e batismo podemos tornar-nos membros da Igreja de Cristo ou membros do Seu corpo (1 Co 12:13; Mt 28:19, 20). Unicamente depois de ter cumprido estas condições pode o crente tomar parte no lava-pés e na santa ceia, como também em todos os outros meios da graça dados à Igreja. Cremos que nenhum filho de Deus, iluminado pela fé na Palavra de Deus, pode ficar separado ou independente das bênçãos da Igreja e crescer na graça de Deus. Por meio de instruções, experiências, exortações e consolações em conjunto, na escola de Cristo, isto é, na Igreja, todos devem aprender, preparando-se para a Igreja da eternidade. Como os membros do corpo não podem viver independentes uns dos outros, tão pouco o podem os membros da Igreja (1 Co 12:12-27). A imutável norma da Igreja de Cristo é a Lei de Deus, por meio da qual tem sido possível, em todos os tempos, reconhecer a apostasia na Igreja de Cristo e permanecer com o verdadeiro corpo de Cristo (Ef 2:20-22; Cl 2:1-5; 1 Co 3:911). 23.Os Cargos na Igreja Cremos que, conforme a Palavra de Deus, a própria Igreja deve eleger seus servidores, ou seja, seus oficiais (At 6:1-6; 20:28; 13:1-5). Os principais oficiais da Igreja são: 1. Ministro consagrado (também chamado apóstolo); 2. Ancião consagrado (também chamado intendente ou pastor); 3. Diácono consagrado (também chamado despenseiro). Depois de examinada sua dignidade e utilidade para seu serviço, estes são consagrados pela Igreja mediante a oração e a imposição das mãos (1 Tm 5:22; Tt 1:5). No tocante à sua posição, eles estão, em primeiro lugar, como todos os membros da Igreja, sujeitos à ordem e aos santos deveres, porém, com a diferença de que todos os membros lhes dispensem a consideração, a honra e o respeito que pertencem aos seus cargos e à sua responsabilidade (1 Tm 5:17, 19). A consagração para estes cargos realiza-se conforme a necessidade. Por meio da consagração não se alcança capacidade ou dignidade, as quais já devem ter sido constatadas pelo serviço anteriormente prestado. Mediante a consagração, somente lhes é concedida a autoridade da Igreja para o exercício de uma responsabilidade mais elevada, sendo implorada a bênção divina sobre o cargo. Somente estes servos consagrados estão autorizados a dirigir a obra evangélica e a cuidar da Igreja (organizar grupos), batizar e repartir a santa ceia. 24.A Recepção na Igreja A recepção na Igreja só pode ter lugar quando as almas que a desejem já tenham alcançado conhecimento e convicção básicos dos princípios de nossa fé, e se a Igreja não tiver nenhuma objeção. A Igreja também pede que seja dado testemunho perante a congregação. Pela conformidade manifestada para com essa profissão e por meio do estender da mão do servo consagrado, é confirmada a recepção na Igreja (At 2:37, 38, 41; 1 Tm 6:12). Todos os membros da Igreja se tratam como irmãos e irmãs em Cristo e saúdam-se, como irmãos entre si e irmãs entre si, com o ósculo santo (2 Co 13:12). O seguro de vida é contrário à doutrina de Cristo; portanto, um seguidor de Cristo não pode participar nele (1 Pe 1:17-19; Is 53:4; Pv 17:16; Cl 3:2-4; 1 Co 6:19, 20; 1TSM 176, 177). A recepção na Igreja exige também a saída de qualquer outra corporação religiosa, de toda sociedade secreta e de todo sindicato (2 Co 6:14-18; Ap 18:4; Tg 5:7-9; 2T 84). 25. Deveres dos Membros da Igreja Todos eles baseiam-se no amor mútuo (Jo 13:34, 35). Cada membro da Igreja reconhece que é um privilégio e dever tomar parte no lava-pés e na santa ceia, assistir às reuniões para ouvir a Palavra (Escola Sabatina) e frequentar os cultos no Sábado como também nos outros dias. Somente a doença ou outra causa justa pode desculpar a ausência (Sl 116:18). 26.Disciplina da Igreja Baseia-se na ordem dada por Jesus em Mt 18:15-17. (OE 498-503. “Disciplina da Igreja”). Todo membro da Igreja deve observar esta regra com exatidão, sem acepção de pessoas. Todo membro tem também o dever de aceitar as exortações feitas com amor (Pv 15:31, 32; 10:17). Somente a exclusão da Igreja autoriza os membros e a Igreja a considerarem como dissolvida a irmandade em Cristo. 27.Exclusão Baseia-se igualmente nas ordens de Cristo (1 Co 5:11-13). A Igreja tem perante Deus o dever de excluir aqueles membros cujos proceder é aberta e continuamente contrário aos princípios da nossa fé. Como no caso da recepção, somente a Igreja pode legalmente confirmar uma exclusão de acordo com a Palavra de Deus (1 Tm 1:19, 20; 1 Co 5:1-13; Tt 3:10, 11; 1 Tm 6:3-5). 28.Dízimo Cremos que a entrega do dízimo foi ordenada por Deus no princípio da obra da salvação. Este imposto devido à Igreja acha-se tanto no Velho como no Novo Testamento, e é destinado ao serviço do Evangelho (Gn 14:18-20; Nm 18:2024; 1 Co 9:7-14; 2 Co 11:8). Todo crente tem o privilégio e dever de dar o dízimo de todos os seus bens e de toda renda com que Deus o abençoou (Ne 13:10-12). Cremos que o dízimo não é uma oferta, mas, sim, “a santa propriedade do Senhor”. O Senhor considera o uso particular do dízimo para qualquer bom fim, ou a retenção do mesmo, como uma fraude que resulta em maldição (Ml 3:618). O dízimo é entregue ao tesoureiro eleito pela Igreja, o qual emite um recibo para cada quantia, e é empregado somente para a proclamação do Evangelho pelo ministério, segundo determinem as decisões da Igreja. Ninguém a não ser a Igreja ordenada tem o direito de arrecadar ou gastar, para quaisquer fins, o santo dízimo. 29.Ofertas Voluntárias Cremos que são meios ordenados pelo Senhor, para ajudar dentro e fora da Igreja (Lc 6:30-36; Dt 15:1-15). a. As ofertas do primeiro dia da semana são destinadas, segundo 1 Co 16:1-3, aos pobres da Igreja. Cada membro põe de lado no primeiro dia da semana, conforme sua prosperidade (Gl 6:9, 10), e entrega esta oferta mensalmente ao tesoureiro. b. A coleta da Escola Sabatina é uma oferta de gratidão pelos preciosos tesouros da verdade, que Deus nos dá na Escola Sabatina. Destina-se especialmente a espalhar os princípios da nossa fé oralmente e por escrito. É arrecadada pelo professor da Escola Sabatina no fim do estudo e entregue ao tesoureiro. c. As ofertas missionárias são contribuições voluntárias, dos membros e dos não-membros, empregadas em prol da nossa missão. d. As coletas gerais são levantadas na saída, ao fim de cada reunião, especialmente após a celebração da santa ceia. Estas são usadas para cobrir despesas de aluguel e calefação da sala de reunião e quaisquer outras necessidades das Igrejas ou dos grupos locais. 30.Juramento Cremos, segundo a Palavra de Deus, que o juramento falso e desnecessário é abominável a Deus (Mt 5:34-37; Tg 5:12). Em geral, a palavra do verdadeiro crente é: Sim, sim; não, não. Deus, todavia, permite o juramento necessário, de acordo com o Evangelho, a saber, quando se invoca a Deus como testemunha de que o que se diz é verdade (Rm 1:9; 2 Co 1:23; Gl 1:20; MDC 60, 61). 31.Pregação do Evangelho Cremos que a ordem do Senhor — “Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias até a consumação do mundo” (Mt 28:19, 20) — vigora especialmente hoje. Sentimo-nos na obrigação de tomar parte na proclamação do Evangelho em todo o mundo verbalmente ou por meio de publicações (Mc 16:15, 16; Ec 11:16; Mt 11:29, 30). 32. Obediência e Submissão dos Membros da Igreja Cremos que todos os membros da Igreja devem submeter-se à ordem da Igreja e seguir as determinações dos dirigentes e oficiais enquanto estes permanecem fiéis aos princípios de fé segundo a Palavra de Deus (Hb 13:7, 17; 1 Ts 5:12, 13). 33.A Segunda Vinda de Cristo Cremos que está muito próxima (Lc 21:25-27; Mt 24:3-14; 16:27; 25:31). Cristo virá com grande poder e glória (Mt 24:30). Cremos que a segunda vinda de Cristo é pessoal e visível (Mt 24:30; At 1:8-11; Mc 13:26; 14:62). Quando esta ocorrer, os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro, e os vivos serão transformados (1 Ts 4:15-17; 1 Co 15:51, 52). 34.O Estado dos Mortos Sabemos, pela Escritura Sagrada, que todos os mortos se acham em estado de inconsciência e inatividade até a hora da segunda vinda de Cristo (Ec 9:5, 6; Sl 146:4). Cremos também que o homem não tem alma imortal (Ec 9:5, 6). 35.A Ressurreição Todos os que estão nas sepulturas sairão mediante uma ressurreição corporal. Os justos serão despertados na primeira ressurreição, que terá lugar na vinda do Senhor, mas os ímpios se levantarão depois de mil anos; esta é chamada a segunda ressurreição (Jo 5:28, 29; At 24:15; 1 Ts 4:15; Hb 11:13; Ap 20:4-6). 36. O Milênio Mencionado no Apocalipse Cremos que, em seguida à segunda vinda do Senhor em glória, com Seus santos anjos, os justos, que tomam parte na primeira ressurreição, serão arrebatados com o Senhor ao Céu (1 Ts 4:17). Os ímpios, porém, serão destruídos pelo Seu aparecimento (2 Ts 1:6-8; 2 Pe 3:10; Ap 6:15, 16; 19:1721; Is 24:3-20). Os justos, depois de arrebatados e levados sobre as nuvens do céu para a Cidade Santa, estarão sentados com Jesus sobre cadeiras de juízes e julgarão os ímpios por mil anos (1 Co 6:3; Ap 20:4). Nesse tempo a Terra será deserta e não se achará nela nenhum ser humano. Terminado o juízo no Céu, Jesus descerá com os Seus santos sobre o Monte das Oliveiras, e depois baixará a Santa Cidade, a “Nova Jerusalém”. Na segunda ressurreição, um fogo consumidor purificará toda a Terra, e Satanás e todos os ímpios serão destruídos para sempre (Ap 20:11-13). Estará então completado o estabelecimento do bem-aventurado e eterno reino de paz, de Cristo (Zc 14:3-5; Ml 4:1-3; Ap 20:13-15; 21:8). 37.O Novo Céu e a Nova Terra Cremos que a velha Terra será purificada com fogo, e que haverá uma Nova Terra e um Novo Céu. A nova Terra com a Nova Jerusalém (Ap 21:1-4), chamada a Cidade Santa, será a herança eterna dos santos, o lugar onde os salvos habitarão felizes para sempre (2 Pe 3:13; Is 65:17, 18; 35:1-10; Sl 37:11, 29). II ORDEM ECLESIÁSTICA (1 Co 14:33) 1.Igreja Uma Igreja é formada por diversos crentes na tríplice mensagem angélica, e é dirigida por um ancião ou superintendente consagrado, um diácono, um tesoureiro e um secretário. Esses oficiais formam, com outros membros da Igreja, conforme necessário, uma comissão de 3 ou 5 ou 7 membros, a qual carrega a responsabilidade pelo progresso da Igreja, dentro dos moldes dos princípios de fé da denominação. 2.Grupo Um grupo é uma Igreja, como já foi explicado, mas sem ancião, sendo superintendida somente por um dirigente. 3. Direitos e Deveres dos Oficiais da Igreja a. O ancião consagrado tem, na sua Igreja, o direito de batizar e celebrar a santa ceia, de comum acordo com o presidente legal da Associação. Além disso, ele preside às reuniões da Igreja e, conforme a necessidade, convoca a comissão. Os cuidados espirituais da Igreja estão a seu cargo. b. O primeiro diácono trabalha em mui estreita ligação com o ancião da Igreja. A ele e aos demais diáconos compete cuidar dos pobres, doentes, fracos e faltosos. Ele tem de cuidar, igualmente, da ordem e limpeza do local de reunião, bem como dos preparativos para o lava-pés, santa ceia e batismo. A administração da caixa dos pobres e da caixa para as despesas da Igreja também está a seu cargo. c. O tesoureiro recebe o dízimo, a oferta do primeiro dia da semana, a coleta da Escola Sabatina, as ofertas para as reuniões e outras ofertas para a Igreja, e envia o dinheiro cada semana, ou, o mais tardar, cada mês, ao tesoureiro competente, da Associação. Trimestralmente o tesoureiro presta contas à Igreja. d. O secretário faz os registros no livro da Igreja. Este contém um apontamento exato, com indicação dos nomes, data de nascimento e data de recepção, de todos os membros da Igreja. Indica-se também de que Igreja os membros vieram e se foram recebidos por batismo ou voto. Saindo um membro de mudança, o secretário lhe providencia a carta (de transferência) da Igreja, segundo a decisão da comissão. Da mesma forma ele pede essa carta dos irmãos que venham de mudança, se a mesma (carta) não lhe tiver sido enviada. De maneira nenhuma deve essa carta ser entregue ao próprio membro que se muda. No fim de cada trimestre o secretário relata os acontecimentos especiais e faz uma ata da reunião trimestral. Cinco dias depois do fim do trimestre ele manda o relatório da Igreja, examinado pela comissão, ao presidente da Associação. O relatório deve conter os seguintes dados: d. 1. Número de membros acusados no último relatório. d. 2. Número e nomes das almas recebidas por meio de batismo, votos e cartas (de transferência); também número e nomes dos que foram deduzidos por exclusão, morte ou cartas (de transferência). e. A comissão da Igreja pode compor-se de três, cinco ou sete membros. À comissão devem sempre pertencer os oficiais da Igreja. Às reuniões da comissão o ministro consagrado sempre tem acesso. Obreiros bíblicos que estejam presentes, devem ser convidados. A comissão deve reunir-se mensalmente para: 1. Falar sobre o bem-estar espiritual da Igreja; 2. Tomar conselhos sobre a aplicação dos fundos e das ofertas para os pobres, para a santa ceia, para o aluguel, bem como sobre a obra missionária e seus fundos; 3. Fazer propostas para recepção ou exclusão; 4. Resolver desavenças entre irmãos ou exortar membros. 4. Direitos da Igreja a. Eleição dos oficiais da Igreja A Igreja elege, na presença do respectivo presidente ou de seu representante, no fim do ano, os seus oficiais. Para as propostas referentes à nova eleição escolhe-se uma comissão de nomeação, e esta se reúne em conselho com o presidente da Associação. b. Recepção de novos membros Ocorre somente depois de examinados pela Igreja e recomendados por ela. Antes da recepção, anunciam-se perante a Igreja os nomes dos que desejam ser recebidos por votos ou pelo batismo. c. Concessão e aceitação de cartas (de transferência) da Igreja Para todo membro que se mude, a comissão da Igreja faz um atestado e o envia à Igreja para onde ele se transfere. A comissão da Igreja também examina as cartas de transferência recebidas a respeito de membros que venham de mudança e as apresenta à Igreja numa reunião de negócios ou depois do culto, para que a Igreja possa confirmar a recepção (desses membros). d. Exclusão de membros Só pode ser feita pela Igreja de acordo com o presidente legal da Associação ou com o ministro consagrado da Igreja, e nunca pela comissão ou pelo ministro somente. É necessário que, antes da exclusão de um membro, seja observada a regra bíblica de Mt 18:15-17. Quando o trabalho pessoal e a exortação dos oficiais da Igreja não têm efeito, então o caso deve ser examinado pela comissão. É do interesse do próprio membro atender ao convite da comissão, pois, se ele não dá ouvidos a esta, o caso, com os motivos claramente fundamentados, deve ser apresentado à Igreja para decisão final. Em todos os casos, deve o membro em questão ser convidado com bastante antecedência, verbalmente ou por escrito, quer pelo ancião quer pelo secretário, a comparecer perante a Igreja. Nos casos complicados recomendase convidar o presidente do Campo ou a pessoa por ele autorizada. 5.Reuniões da Igreja Estas dividem-se em reuniões de culto e de negócios. Estas últimas são as reuniões ordinárias, realizadas no fim do trimestre, e as reuniões extraordinárias. A data da reunião trimestral e da reunião extraordinária deve ser anunciada com tempo a toda a Igreja. Propostas e pedidos, da parte dos irmãos, devem ser feitos se possível por escrito e entregues em tempo ao ancião ou a outro membro da comissão, para que a comissão possa falar a respeito, com antecedência. 6.Batismo Batizam-se os candidatos depois de terem sido instruídos em todos os pontos da verdade presente, depois de os obreiros, juntamente com a comissão, terem tomado conhecimento deles, e depois de terem sido examinados perante a Igreja. A Igreja providencia, conforme a possibilidade, roupões escuros, apropriados para o batismo. O solene ato batismal deve realizar-se em água corrente, quanto possível. 7.Lava-pés O lava-pés precede à santa ceia. A Igreja providencia a quantidade necessária de bacias e toalhas. Depois de cada uso individual a água é trocada. Os irmãos lavam os pés uns aos outros em separado das irmãs. É evidente que, segundo o relato bíblico, o lava-pés não deve ser considerado como um ato de purificação, mas, sim, como um procedimento santo. 8.Santa Ceia do Senhor Celebra-se somente com os membros da nossa Igreja. O pão usado neste ato deve ser sem fermento e o vinho sem álcool. O pão e o vinho devem ser repartidos de forma que nada venha a sobrar. Quanto aos vasos, recomenda se providenciar um jarro e cálices ou copos; também é desejável uma toalha de mesa, limpa e branca, e alguns guardanapos. Na ocasião da santa ceia devem ser anotados os membros que tomam parte. A data para a santa ceia deve ser anunciada com antecedência à Igreja, e aos irmãos que moram longe deve ser enviado aviso por escrito. Membros impedidos (de participar) não devem deixar de comunicar ao ancião a causa de sua ausência. 9.O Dízimo Deve ser entregue ao tesoureiro da Igreja, regularmente, se possível mensalmente. Os membros têm permissão para cada qual verificar somente sua própria parte no registro dos dízimos; em nenhum caso, porém, as cifras referentes aos seus irmãos. Também não é permitido dar informação verbal a respeito do dízimo dos outros. Somente o ancião (dirigente) e o presidente, ou quem for autorizado por ele, tem o direito de obter informação e fazer exames. Trimestralmente deve-se emitir e entregar aos membros uma folha de verificação dos seus pagamentos. Dízimos e ofertas de qualquer espécie, uma vez pagos, não podem ser reclamados em devolução. 10.As Ofertas São todas as ofertas da Escola Sabatina, do primeiro dia da semana, da Semana de Oração, como também todas as ofertas especiais para as missões. Incluem-se igualmente as ofertas para as sociedades missionárias. 11.A Escola Sabatina É constituída por todos os membros e visitantes assíduos, e seu fim é levar as mentes a aprofundarem-se na verdade presente e promover o crescimento espiritual. Os oficiais são: um dirigente, um vice dirigente, um secretário e, se for necessário, um tesoureiro especial. A Escola Sabatina divide-se em classes de 6 a 8 alunos. As instruções são ministradas com o auxílio de lições previamente impressas. Para a recapitulação da lição anterior empregam-se 20 minutos, e, para o estudo da nova lição, em classes, 20-30 minutos. Ao todo, a Escola Sabatina não deve durar mais de uma hora. Todas as vezes o secretário prepara um breve relatório do procedimento da reunião, mencionando o número de membros que participaram e o total da coleta da Escola Sabatina, e, no Sábado seguinte, ele o lê após a abertura da escola. Os professores são geralmente eleitos cada semestre, de preferência pela comissão da Igreja, com a presença do dirigente da Escola Sabatina, ou por uma comissão de nomeação eleita pela Igreja. 12.A Sociedade Missionária Tem por fim induzir todos os irmãos a participar da nossa literatura e introduzilos no trabalho com as almas. O lucro proveniente das publicações distribuídas, depois do acerto de contas, fica ao dispor da Igreja, para ser devidamente utilizado. Os oficiais são: um presidente, um administrador (tesoureiro) e, se necessário, um secretário. A sociedade é dirigida pelo presidente. As reuniões de obra missionária podem realizar-se semanal ou quinzenalmente. A entrega de publicações e a administração financeira estão a cargo do tesoureiro, que também administra a conta com a Editora. Nas reuniões trimestrais, ele presta conta à comissão e à Igreja. Seu relatório inclui o trabalho missionário realizado e informações sobre as finanças, a saber: a. todo dinheiro recebido pela Sociedade Missionária (vendas e ofertas); b. todas as despesas feitas, especialmente os totais enviados à Editora ou ao respectivo Depósito; c. o débito ou o crédito da sociedade; d. o dinheiro em caixa na data; e. o valor dos tratados, livros, Bíblias, revistas e outras publicações em estoque na ocasião; f. o valor dos débitos dos irmãos. Todas as ofertas para a Sociedade Missionária devem ser enviadas como “ofertas missionárias”, juntamente com as demais entradas, pelo tesoureiro da Igreja ao tesoureiro da Associação. O lucro da venda de publicações fica para a Igreja. O final acerto de contas com a Editora ocorre depois de um exame feito pela comissão. 13.A Liga Juvenil A Liga Juvenil tem por fim unir a nossa juventude, sob o cuidado de irmãos mais velhos, para a oração, o estudo da Bíblia, a obra missionária e a obra educacional. Este departamento reúne-se uma vez por semana, se possível. A Liga Juvenil, que é uma instituição existente dentro da Igreja, trabalha com ela e para ela. Os membros relatam seu trabalho ao secretário deste departamento. Este apresenta à Igreja, no fim de cada trimestre, um relatório geral do trabalho missionário, realizado pelo departamento dos jovens. Este relatório é incluído, pelo secretário da sociedade missionária, no relatório da obra missionária da Igreja. Se possível, a Liga Juvenil, em cada reunião, deve dispor de uma estante com literatura para o uso dos jovens. 14. A Escola Primária e a Escola Sabatina dos Menores Têm por fim deitar nos corações dos filhos dos nossos irmãos um fundamento na verdade presente e encaminhar sua vida juvenil para a nossa grande obra missionária. Pelo menos uma vez por semana, se possível, devem os filhos dos membros da Igreja, até a idade de 14 anos, receber instruções bíblicas na escola primária. Os oficiais são: diretor da escola primária, vice-diretor e secretário. As ofertas das crianças em reunião na escola primária, contam-se como coleta da Escola Sabatina e entregam-se à Igreja. O resultado da obra missionária das crianças entra na caixa missionária da escola primária. As publicações necessárias são obtidas da Sociedade Missionária ao preço de custo. 15.Eleição de Oficiais Os oficiais para a Escola Sabatina, Sociedade Missionária, Liga Juvenil e Escola Primária, são eleitos anualmente, junto com os outros oficiais da Igreja. 16.A Biblioteca da Igreja Pouco a pouco cada Igreja deve formar uma biblioteca, para que todos os irmãos possam ler nossos livros. Para conservação e aumento da biblioteca recomenda-se adotar uma taxa de empréstimo. Todos os livros gastos e documentos comerciais importantes devem ser entregues ao presidente do Campo. 17.A Propriedade da Igreja Uma instalação, colocada à disposição de uma Igreja local pela Associação ou União, permanece em todos os casos como propriedade da Associação ou União; contudo, mediante pagamento do respectivo valor, a mesma está livre para tornar-se propriedade da Igreja. Indivíduos não têm direito algum sobre propriedades da Igreja, nem mesmo em se tratando de objetos que eles mesmos tenham doado. No caso de se dissolver uma Igreja, todos os bens móveis passam para a Associação ou para a União à qual ela pertence. Os bens móveis compreendem os objetos pertencentes à Igreja, como cadeiras, mesas, lâmpadas, cortinas, etc. Esses bens, com os respectivos valores, devem ser registrados num livro próprio. De igual modo, trabalhos religiosos, artigos, livros, uma vez entregues à Igreja, não mais podem ser reclamados em devolução pelo autor, como sua propriedade. 18.O Recinto da Igreja Deve ser mantido limpo pelos diáconos e diaconisas, a quem competem igualmente as necessárias medidas para que todos os cultos sejam realizados sem ruído. No inverno, devem providenciar, com antecedência, a calefação; também devem cuidar da iluminação. Meia hora antes da abertura do culto ou de outras reuniões, deve o diácono ou seu assistente estar presente no local para receber os irmãos e interessados. Aos visitantes devem ser oferecidos hinários, em caráter de empréstimo, para o canto. Deve-se cuidar especialmente de que cada reunião seja iniciada com pontualidade. Para todos os cultos e reuniões servem de regra as instruções contidas em “Comportamento na Casa de Deus” em 2TSM, 193-203. 19. A Igreja dos Membros Isolados É formada pelos irmãos que vivem esparramados, e longe demais das Igrejas, de modo que não podem, em pessoa, participar na vida das Igrejas. Seus oficiais são: o presidente, o secretário e o tesoureiro da respectiva Associação. 20. Preparo de Colportores e Obreiros A Igreja tem diante de Deus o dever de preparar colportores para a distribuição de publicações, e, bem assim, obreiros para a obra de salvação de almas, de acordo com as instruções dadas através da irmã White em “O Colportor Evangelista” em 2TSM, 532-556. III ORGANIZAÇÃO DA IGREJA EM GERAL Base da Organização: “E escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os pôs por cabeças sobre o povo: maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta, e maiorais de dez.” Êx 18:25. “Cada membro da Igreja tem participação na escolha dos oficiais da Igreja. Esta escolhe os oficiais das Conferências estaduais. (Conhecidas hoje por associação). Os delegados escolhidos pelas Associações estaduais escolhem os oficiais das Uniões; e os delegados escolhidos por estas escolhem os oficiais da Associação Geral. Por meio desse sistema, cada associação, instituição, Igreja e pessoa, quer diretamente quer por meio de representantes, participa da eleição dos homens que assumem as responsabilidades principais na Associação Geral.” 3TSM 240, 241. A — A Igreja Igreja é o conjunto organizado de membros que representa uma identidade espiritual e administrativa. Seu dever é, em conjunto com os ministros e oficiais, ampliar a obra do evangelho no seu território, mediante contínua atividade e trabalhos ordenados e bem planejados. A Igreja está dirigida por uma Comissão local formada geralmente pelo ancião consagrado, o dirigente, o secretário, o tesoureiro, o diácono e os dirigentes dos departamentos. A Igreja é uma entidade subordinada à Associação. E esta é quem designa um ministro distrital para dirigir as principais reuniões da Comissão e da Igreja. Só ela pode admitir e excluir membros em conformidade com os Princípios de Fé. Grupo é uma Igreja em formação. B — A Associação A Associação é formada, numa conferência, pela associação de diversas Igrejas e grupos firmemente estabelecidos. Essas Igrejas e grupos devem, na sua totalidade, representar uma entidade espiritual e administrativa; além disso, devem estar em condições de ampliar juntamente com os ministros e oficiais, a obra do evangelho no seu território. O fim desta associação é promover os interesses da comunidade por meio de conselhos em conjunto e de trabalhos ordenados e bem planejados. A Associação ordena seu trabalho, presta contas e elege seus oficiais, da mesma maneira como uma Igreja. Para a conferência anual, cada Igreja e grupo, que faz parte da Associação, envia um delegado para os primeiros dez membros, e mais um delegado para cada dez membros restantes. Somente delegados eleitos segundo a ordem, e recomendados e reconhecidos pela Associação, têm direito a voto na conferência. Os oficiais da Associação são: 1. presidente 2. secretário 3. tesoureiro (em todos os Estados onde o valor da moeda é uniforme, todas as Associações têm um tesoureiro geral na União) 4. comissão. O presidente, juntamente com a comissão, carrega a responsabilidade por um ano (de uma conferência à outra) da mesma maneira como o dirigente da Igreja local. A ordem da conferência da Associação é a seguinte: O presidente depõe, sobre os ombros dos delegados, sua responsabilidade, a dos obreiros e a dos outros oficiais, tanto pelos trabalhos espirituais como pelos atos de administração econômica, e, bem assim, por todos os empreendimentos realizados durante o ano. Desta maneira ele devolve seu cargo e os dos seus coobreiros às mãos dos delegados e do presidente da União, que superintendem a Associação, para exame e eventual confirmação. Para este exame e novas eleições escolhem-se dentre os delegados: 1. Uma comissão de nomeação e credenciais, a quem compete: examinar todos os trabalhos espirituais e propostas relativas aos mesmos; fazer moções para confirmação ou nova eleição e fazer recomendações para a consagração, em se tratando 1.a. dos oficiais; de todos os obreiros da Associação; 1.b. de todos os colportores; e, 1.c. recomendar a eleição dos delegados para a próxima conferência da União. 2. Uma comissão de propostas, à qual compete discutir as propostas entregues pelos delegados, oficiais e obreiros, e formular resoluções e propô-las aos delegados para aceitação. 3. Uma comissão de contas, que tem a missão de examinar os livros e toda a administração econômica. Todos os dízimos, coletas da Escola Sabatina, e todas as outras ofertas da Associação, são enviados à União. Os obreiros da Associação, no seu trabalho, estão subordinados ao presidente da Associação. Admissões, demissões e mudanças de obreiros efetuam-se somente de acordo com a União. Colportores aptos podem a qualquer momento ser convocados pelo presidente da Associação para colaborarem (na obra bíblica), sendo assalariados por dia; não obstante, continuam como colportores. O presidente da Associação é em todos os casos um ministro consagrado; além disso, cada Associação tem ministros itinerantes e obreiros bíblicos. Em cada reunião de negócios da conferência e em todas as sessões de comissão devem ser lavradas atas em livros, e todas as decisões registradas devem ser assinadas pelo presidente e pelo secretário. C — O Campo Missionário O Campo Missionário é formado pela associação das Igrejas e grupos de um território missionário, que, por causa da língua ou da moeda corrente, possam mais proveitosamente cooperar uns com os outros e aconselhar-se juntos para o progresso da mensagem. O Campo Missionário é organizado da mesma maneira como a Associação, porém a direção do mesmo está nas mãos do presidente da União ou de um ministro por ele encarregado. Sendo possível, há uma prestação de contas anual em cada Campo Missionário. Não sendo possível, prestam-se contas e apresentam-se relatórios dos trabalhos em conexão com a conferência da União, na qual as Igrejas e grupos do Campo Missionário se fazem representar nas mesmas condições que as Igrejas locais na conferência da Associação. D — A União A União é formada pela reunião das Associações e Campos Missionários. A finalidade desta reunião é a mesma das Igrejas ou das Associações. Todas as Associações e Campos Missionários sob a dependência da União são por esta superintendidas no interesse da obra em geral, especialmente com respeito: 1. à proclamação da doutrina e dos princípios verdadeiros; 2. ao trabalho e cumprimento do dever, em todo sentido, também a respeito do dinheiro, segundo a ordem. Uma porção da organização que despreze os acordos existentes ou faça oposição à Igreja, por meio de facções, pode ser dissolvida pela União a qualquer tempo. A União está, por sua vez, na mesma ordem, sob dependência da Conferência Geral. Cada Associação Campo Missionário tem o direito de enviar um delegado para a conferência anual da União, qualquer que seja o seu número de membros; além deste, enviará, para cada 50 membros, mais um delegado. Os oficiais da União são: 1. presidente 2. tesoureiro 3. diretor de colportagem 4. gerente da Editora 5. secretário 6. revisor dos livros 7. comissão da União. O presidente da União supervisa todos os oficiais e, junto com a comissão, leva a efeito as decisões da conferência anual. Conforme a necessidade, a comissão se reúne, sendo convocada pelo presidente da União. A ordem da conferência (da União) é a mesma da Associação. O presidente da União está à disposição da comissão de nomeação e credenciados, e da comissão de propostas e decisões, como também da comissão de contas, para responder pelos relatórios e atas e prestar esclarecimentos sobre os mesmos; da mesma maneira o tesoureiro, quando necessário. O tesoureiro, o diretor da colportagem e o gerente da Editora apresentam relatórios e prestam contas na conferência da União. Os presidentes das Associações e Campos Missionários, estão sob dependência do presidente da União, e seu trabalho é regulamentado pela União. Como cada ministro, pastor itinerante, e obreiro bíblico submete mensalmente um relatório de trabalho e despesas ao presidente da Associação, bem como um balancete ao tesoureiro para acerto de contas, assim também os presidentes das Associações e dos Campos Missionários, mensalmente, de igual maneira, enviam um informe e um balancete ao presidente da União. Como as Igrejas e grupos enviam informes trimestrais ao presidente da Associação ou do Campo Missionário, sobre o acréscimo e o decréscimo de membros e sobre o movimento financeiro, assim os presidentes das Associações e dos Campos Missionários, da mesma maneira, informam o presidente da União, trimestralmente, sobre o movimento de membros e sobre as entradas em dinheiro e os gastos feitos. As finanças da União compõem-se de todos os dízimos e ofertas das Associações e dos Campos Missionários. A União paga à Conferência Geral um dízimo dos dízimos, da oferta do primeiro dia da semana e da coleta da Escola Sabatina. D — A Conferência Geral A Conferência Geral é o conjunto de todas as Uniões e, portanto, a associação da Igreja como um todo. “Deus ordenou que os representantes de Sua Igreja, de todas as partes da Terra, tenham autoridade quando reunidos numa Associação Geral”. OE, 485. O fim desta Associação é a proclamação do Evangelho eterno em todo o mundo. A missão especial da Conferência Geral, é, portanto, fazer provisões para que a mensagem penetre em novos territórios. Além disso, a Conferência Geral é a jurisdição convocada para decidir sobre os princípios da verdade. Os oficiais da Conferência Geral são: 1. presidente 2. secretário 3. tesoureiro 4. comissão O presidente junto com a comissão dirige o trabalho e leva a efeito as decisões da Sessão da Conferência Geral que se realiza cada dois anos. O presidente a convoca, e as Uniões mandam à mesma um delegado para cada 250 membros. Os delegados devem ser credenciados e notificados em tempo. Um Campo Missionário ou uma Associação que tenham sido organizados pela Conferência Geral, têm o direito de fazer-se representar por um delegado na Conferência Geral, caso essa entidade ainda não tenha sido incorporada numa União. Além disso, todas as Uniões relatam, cada trimestre, para a Conferência Geral, o número de membros, o trabalho e outras particularidades. A ordem da Conferência Geral é a mesma de todas as outras conferências. As finanças da Conferência Geral compõem-se do dízimo dos dízimos das Uniões, do dízimo da coleta da Escola Sabatina, do dízimo das ofertas do primeiro dia da semana, e da oferta da semana de oração, das mesmas (Uniões). O dinheiro deve ser enviado ao tesoureiro, cada trimestre. “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as Igrejas dos Santos” 1 Co 14:33.]]>
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<![CDATA[Jornada de leitura traz análises e reflexões sobre o tempo do fim - 06/04/2020]]> https://tempoprofetico.com.br/jornada-de-leitura-traz-analises-e-reflexoes-sobre-o-tempo-do-fim/ Tue, 07 Apr 2020 02:14:45 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1163

Iniciativa tem o objetivo de esclarecer dúvidas que surgem em tempos de crise sobre o fim da humanidade a partir do livro Eventos Finais. “Eventos Finais” é a obra mais completa da escritora Ellen White quando o assunto é o fim dos tempos. O momento é de tensão em todo o mundo. Muitas pessoas estão assustadas com a pandemia do novo coronavírus e passam a crer que esse pode ser o fim do mundo. Com o objetivo de esclarecer o significado de tudo o que está acontecendo, a Igreja Adventista está promovendo uma jornada de leitura com o livro Eventos Finais, da escritora norte-americana Ellen White. Segundo o diretor do departamento de Espírito de Profecia da sede sul-americana adventista, pastor Helio Carnassale, o objetivo da iniciativa é colocar os fatos na perspectiva correta, sem alarmismo ou catastrofismo. “Por aí,  o fim do mundo é predito com muito sensacionalismo em profecias obscuras, filmes dramáticos e relatórios científicos alarmantes”, alerta. Leia também: A mensagem bíblica mostra que crises como essa não são o fim. Porém, unidas aos demais sinais, são lembretes de que o fim está próximo. “O foco do livro Eventos Finais é apresentar o plano de resgate, conduzido por Jesus Cristo, para salvar aqueles que O amam da destruição final”, conclui Carnassale.

Junte-se à jornada

De 6 a 10 de abril, sempre às 8h30 (horário de Brasília), acompanhe no Youtube e Facebook da Igreja Adventista o vídeo com a reflexão do capítulo do dia, apresentada pelo pastor Helio Carnassale. Se não puder acompanhar ao vivo, veja mais tarde. Procure seu livro na estante, baixe em formato digital ou adquira seu exemplar e participe! ]]>
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<![CDATA[A Urgente Reforma dos Pastores]]> https://tempoprofetico.com.br/a-reforma-urgente-dos-pastores/ Wed, 08 Apr 2020 09:36:30 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1168

FAZER DOWNLOAD AQUI

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<![CDATA[Série fala de eventos finais para adolescentes]]> https://tempoprofetico.com.br/serie-fala-de-eventos-finais-para-adolescentes/ Fri, 10 Apr 2020 18:32:26 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1172

A realidade bíblica dos eventos finais é apresentada dentro de um contexto de adolescentes com suas lutas, seus medos e suas dúvidas. A pandemia do Covid-19 despertou, em muitas pessoas, a preocupação com a brevidade da vida. E, também, com o fim dos tempos. A série 23:59 – Até o último minuto, uma produção da Sétimo Filmes, foi pensada justamente para tratar do tema dos eventos finais sob o ponto de vista bíblico, em uma linguagem e contexto familiar para os adolescentes. A produção levou 4 meses para ser concluída e terá o lançamento do primeiro episódio nesta sexta-feira, 10 de abril, 19 horas (horário de Brasília), na plataforma Feliz 7 Play. Leia também: O diretor Robério D’Oliveira explica que a ideia da série é “mostrar que não é fácil fazer o que é certo neste mundo, porém agir corretamente é a melhor escolha. O preparo para os eventos finais não pode ser deixado de lado, não importa a sua idade. Mas se tem uma frase que representa o quão importante é esse tema é a de que para escolher entre a vida e a morte, não espere até o último minuto”. Basicamente, 23:59 – Até o último minuto conta o drama de três amigos de infância: Lucas, Thiago e Bela. Eles seguiram caminhos diferentes, tomaram grandes decisões de vida e seguiram suas vidas. Mas se deparam com a proximidade da volta de Jesus e todo o contexto em torno deste momento. Para a atriz Barbara Roman, “participar da série foi uma experiência incrível como atriz e como pessoa. Pelo fato de ser uma série adventista, eu aprendi muito sobre esse universo evangelístico em cada cena em que eu gravava”. Veja o teaser da série:
Ficha técnica:

Uma produção Sétimo Filmes

Concepção: Rogerio Lemos, Robério D’Oliveira e Ronaldo Lemos

Roteiro e Direção: Robério D’Oliveira

Direção de fotografia: Rogerio Lemos

Trilha sonora original e áudio direto: Ronaldo Lemos

Produção: Ana Cláudia Pereira Oliveira e Isabella Freitas

Supervisão de roteiro: Felipe Lemos

Figurino: Isabella Freitas

Maquiagem: Eduarda Gomes Ferrari, eIsabella Freitas

Equipe técnica: Elton L. S. Palhares, Douglas Dias da Conceição, Fernando Andrade, Matheus Falkoni, Adriano Ferreira, Matheus Cherobim, Daniela Cherobim, Isabella Freitas, Ana Cláudia Pereira Oliveira e Wlademir Alves de Freitas.

Preparação de elenco: Adriano Ferreira

2D Cidade Santa: Washington Tadeu Proença

Animação abertura: Rogerio Lemos

Música tema: Até o último minuto | Letra e música – Ronaldo e Rogerio Lemos

Interpretação – Sarah Gualberto

Arranjo instrumental – Ronaldo e Rogerio Lemos

Arranjo vocal – Sarah Gualberto

Gravação de voz – Bem Cantado estúdio

Gravação instrumental, Mixagem e Masterização – Ouvido Absoluto Studio

Apoio: Wilian Baldan, Raquel Baldan, Sonia Freitas, Pr. Gilberto Porto, Vânia Porto, Colégio Adventista de São José do Rio Preto, Marcos Fâncio, João Prato, Regina Prato, David Nascimento, Ouvido Absoluto Studio e Bem Cantado estúdio.

Marketing: Feliz7Play

Realização: Igreja Adventista do Sétimo Dia

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<![CDATA[Nossa atitude diante dos sinais da volta de Jesus]]> https://tempoprofetico.com.br/nossa-atitude-diante-dos-sinais-da-volta-de-jesus/ Fri, 10 Apr 2020 18:36:23 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1175

Palavra de Deus é o guia seguro no preparo para a volta de Jesus.

A pandemia universal da Corona vírus, além de mudar o mundo[1], proporcionou oportunidade para juristas, filósofos e ativistas atuais analisarem o impacto global da doença. Além de proporem soluções as quais, usando a linguagem de Jünger, não aparecem em “períodos de calma produtores de ilusões de ótica”.[2] Braulio García Jaén, em recente artigo publicado no jornal El País, retrata este momento crítico como oportuno por meio de provocativa afirmação e inquietante pergunta: “Crises globais exigem soluções globais: é hora de criar uma Constituição mundial?” Jaén menciona um grupo de juristas e ativistas atuais, apresentando norma que sirva de “bússola de todos os governos para o bom governo do mundo”.[3] Leia também: O referido grupo lançou a ideia de uma Constituição da Terra como ferramenta de governo globalizado. Mas o que é a Escola Constituinte Terra? É uma escola fundada recentemente em Messina, Itália, com o objetivo de ativar não apenas um pensamento, mas, também, fornecer um novo recurso para frear e até reverter a tendência destrutiva do planeta.[4] Este recurso e instrumento é uma “constituição da Terra para salvá-la hoje”.[5] Entre os promotores da Constituição da Terra se destaca Luigi Ferrajoli,[6] professor da Universidade de Roma Tre[7] e autor de Constitucionalismo más allá del Estado. Para ele, a pandemia planetária da coronavírus é “uma dramática confirmação da necessidade e da urgência de realizar um constitucionalismo planetário: aquele proposto e promovido pela escola “Constituinte Terra” que inauguramos em Roma no dia 21 de fevereiro”.[8] O que diz a Bíblia? O que a Bíblia ensina sobre alguma tentativa de futuro governo mundial na Terra? As Escrituras declaram que ocorrerá uma união religiosa, social e política de apoio à besta (Apocalipse 13:1-4, 11-15; 17:12-14) e à “Babilônia, a Grande, a Mãe das Meretrizes e das Abominações da Terra” (Apocalipse 13:1-4, 11-15; 17:5, 12-14). A palavra Babilônia deriva de Babel, que originalmente significava “a porta de Deus”, e, também, confusão.[9] “O termo Babilônia é empregado nas Escrituras para designar as várias formas de religião falsa ou apóstata. Em Apocalipse, capítulo 17, Babilônia é representada por uma mulher – figura que a Bíblia usa como símbolo de igreja.”.[10] Há um paralelo interessante entre a antiga Babel e a Babilônia do final da história descrita no Apocalipse. A construção da Torre de Babel foi uma rebelião mundial contra Deus (Gênesis 11:1-3).  “Os homens de Babel tinham-se decidido a estabelecer um governo que fosse independente de Deus”.[11] Aquela união tornou-se símbolo da união iníqua de apoio à besta e a Babilônia destes últimos dias. Assim como os construtores de Babel estavam unidos para formar um governo mundial, os apoiadores da Babilônia no final da história têm “um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem” (Apocalipse 17:13). Enquanto o projeto de governo mundial de Babel foi derrotado por Deus, os governos da Terra, em vão, “entregarão à besta seu poder e autoridade e pelejarão contra o Cordeiro”, porque “o Cordeiro os vencerá, pois é Senhor dos senhores e o Rei dos reis” (vs. 14). Mas o objetivo deste artigo não é aprofundar-se no estudo deste tema. Sinais do fim O propósito é considerar qual a atitude adequada ante os sinais da segunda vinda de Cristo. A propósito, os sinais dados pelo Senhor Jesus Cristo em relação a sua vinda são realmente importantes. Ninguém deveria duvidar de que a pandemia é um dos eloquentes sinais da volta de Cristo. No sermão do Monte das Oliveiras o Senhor deu vários sinais que precederiam o Seu retorno, como por exemplo “epidemias e fomes em vários lugares” (Lucas 21:11). No entanto, há pelo menos quatro perigos a evitar em relação aos sinais relacionados ao tempo do fim. (1) Panicodemia. Como sabemos, não adianta reagir com desespero diante da coronavírus. Precisamos seguir as recomendações quanto a lavar as mãos, manter a distância, o isolamento recomendado, usar máscaras, entre outras atitudes. Cristo anunciou com antecedência os sinais do fim e nos deu recomendações. Mas não fez isso para nos aterrorizar, porém para que estejamos despertos, alertas e preparados para o Seu retorno. Devemos fixar na mente que sinais não produzem esperança. É Deus e Sua Palavra que nos dão esperança (Salmo 71:5; 146:5; Atos 24:15; Romanos 15:4, 13; 1 Pedro 1:21). Se sua religião for centralizada nos sinais, será levado ao medo e terror, pois, “haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados (Lucas 21:26). (2) Paixonite pelos sinais. Os sinais não foram dados para ser um fim em si mesmo, mas servem para apontar algo muito melhor e maior. Eles funcionam como placas de avisos colocadas em uma rodovia. Imagine uma pessoa sedenta viajando em seu automóvel, e de repente avista uma placa com o anúncio “suco de laranja a 1 quilômetro”. Uma atitude saudável seria ler o aviso da placa, e dirigir-se ao local indicado para tomar o suco de laranja. Mas quanta insensatez seria aquele indivíduo terminar sua viagem ali, descer do carro e permanecer estático, admirado, apaixonado contemplando a placa, e ainda desviando outros do caminho. Infelizmente, há pessoas que se apaixonam mais pelos sinais da vinda de Cristo do que pela vinda do Senhor (Tito 2:13). Paulo não escreveu que a coroa da justiça está reservada aos que amam os sinais da volta de Cristo, mas para aqueles que “amam a Sua vinda” (2 Timóteo 4:8). O Senhor Jesus Cristo e a Sua segunda vinda são muito mais importantes do que todos os sinais. (3) Fanatismo. Quando a histeria em torno dos sinais do tempo do fim toma conta de alguns indivíduos, eles terminam se apaixonando mais por notícias catastróficas do que pelo próprio Senhor e Salvador Jesus Cristo. Fatalmente se desequilibram, tornando-se impacientes até ao ponto de marcarem datas para o retorno de Cristo. Com certeza, as profecias bíblicas se cumprirão plenamente. Nós devemos, por isso, tomar cuidado para não fazermos alarmes, como fazem os falsos anunciadores.  Sim, somos adventistas, mas não somos alarmistas. Pertencemos a uma igreja profética, mas não somos sensacionalistas nem marcadores de datas. Com fé em Deus, e estudo das profecias bíblicas devemos manter uma ardente expectativa da segunda vinda de Cristo, e ao mesmo tempo pacientemente aguardar a volta do Senhor, sem fanatismo e sem sensacionalismo (Romanos 8:19, 25).[12] (4) Conspiração contra a missão. Pregadores sensacionalistas, cuja mensag­em causa medo e histeria, atuam não como verdadeiros missionários, mas contra a missão da Igreja. Jesus não disse: “E esta pandemia será pregada no mundo inteiro em testemunho a todas as nações, então virá o fim”. Ele também não declarou: “e este movimento da Constituição da Terra, ou de uma reunião do papa será pregado em testemunho a todas as nações, então virá o fim”. Na verdade, Ele afirmou: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24:14). O fim não será determinado pelo ecumenismo, nem ecomenismo, nem por uma reunião em Roma, ou cataclisma mundial, mas pela pregação do evangelho bíblico do reino de nosso Senhor Jesus Cristo. O Senhor não ligou de modo determinativo a sua vinda a algo negativo. O que foi anunciado nas profecias terá de acontecer. Deixemos que elas se cumpram. O verdadeiro pregador apresentará fielmente os sinais que prenunciam o retorno de Cristo com ardente expectativa do retorno do Senhor, mas sem produzir no povo terror, fanatismo em torno de datas. E mesmo sem conspirar contra a missão de salvar pessoas. Daí a necessidade de apresentar profecias, e o cumprimento delas de forma cristocêntrica. Sempre na moldura do evangelho eterno da salvação alcançada por Cristo na cruz, e aplicada diariamente em nosso favor no Santuário celestial.  Centralizemos nossa mensagem em Cristo, o centro da nossa esperança. Que Deus nos abençoe para isto!]]>
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<![CDATA[Jesus não tarda Voltar]]> https://tempoprofetico.com.br/jesus/ Tue, 14 Apr 2020 03:10:57 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1183 ]]> 1183 0 0 0 <![CDATA[Certamente Venho Sem Demora]]> https://tempoprofetico.com.br/certamente-venho-sem-demora/ Tue, 14 Apr 2020 03:13:17 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1187 ]]> 1187 0 0 0 <![CDATA[Breve Virá]]> https://tempoprofetico.com.br/breve-vira/ Tue, 14 Apr 2020 03:14:46 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1190 ]]> 1190 0 0 0 <![CDATA[Eis que Venho em Demora]]> https://tempoprofetico.com.br/eis-que-venho-em-demora/ Tue, 14 Apr 2020 03:15:49 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1193

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<![CDATA[Ele nos Trouxe Esperança]]> https://tempoprofetico.com.br/ele-nos-trouxe-esperanca/ Tue, 14 Apr 2020 03:17:12 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1196

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<![CDATA[Eu quero Ver Jesus Voltar]]> https://tempoprofetico.com.br/eu-quero-ver-jesus-voltar/ Tue, 14 Apr 2020 03:18:56 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1199 ]]> 1199 0 0 0 <![CDATA[Jesus Voltará por Você]]> https://tempoprofetico.com.br/jesus-voltara-por-voce/ Tue, 14 Apr 2020 03:20:03 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1202

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<![CDATA[Ao Olhar para Cruz]]> https://tempoprofetico.com.br/ao-olhar-para-cruz/ Tue, 14 Apr 2020 03:21:03 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1205

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<![CDATA[Jesus se Entregou por Você]]> https://tempoprofetico.com.br/jesus-se-entregou-por-voce/ Tue, 14 Apr 2020 03:22:14 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1208

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<![CDATA[A Salvação]]> https://tempoprofetico.com.br/a-salvacao/ Tue, 14 Apr 2020 03:22:59 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1211

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<![CDATA[Tempos Difícies]]> https://tempoprofetico.com.br/tempos-dificies/ Tue, 14 Apr 2020 03:24:05 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1214

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<![CDATA[Ele Vive]]> https://tempoprofetico.com.br/ele-vive/ Tue, 14 Apr 2020 03:25:05 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1217

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<![CDATA[A Oração é a Saída]]> https://tempoprofetico.com.br/a-oracao-e-a-saida/ Tue, 14 Apr 2020 03:26:44 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1220

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<![CDATA[Olhar de Cristo: Esperança Além da Crise]]> https://tempoprofetico.com.br/1223-2/ Tue, 14 Apr 2020 04:00:53 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1223

Paz, Alívio, Esperança.

“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em Mim. No mundo, passais por aflições, mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo.” João 16:33

Confie no Olhar de Cristo

Muitas pessoas estão correndo pra lá e pra cá em busca de respostas. Às vezes, a impressão que temos é que não nos resta uma saída. Parece que estamos num caminho escuro, e não sabemos para onde ir. Mas não precisamos andar sem um rumo. Jesus disse: “Eu Sou a luz do mundo! Quem Me segue, não andará em trevas”!

Futuro Revelado

Não é maravilhoso poder confiar em alguém que já experimentou nossas aflições e já venceu? Os mistérios da profecia são revelados a nós. Podemos saber quem somos, onde estamos e, mais ainda, para onde vamos!

Existe uma esperança que não se limita somente a esta vida!

https://youtu.be/90J0bnrO-XQ Corremos diariamente em busca de respostas. O desespero, a crise e o medo, buscam nos dominar. A impressão é que não nos resta uma saída. Mas não estamos perdidos na história, nossa existência não se limitar a este mundo. Existe uma esperança! E só podemos vê-la quando deixarmos de olhar para a crise, e olharmos através do Olhar de Cristo. É Nele que encontramos fé, segurança e a paz que buscamos. “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em Mim. No mundo, tereis aflições, mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo. João 16:33. O tempo está encerrando, mas ainda hoje, te faço um convite: Confie no Olhar de Cristo. Acesse agora e descubra o que o Olhar de Cristo tem a nos revelar. www.olhardecristo.com.br  ]]>
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<![CDATA[O exemplo de Ellen White ao enfrentar o sofrimento]]> https://tempoprofetico.com.br/o-exemplo-de-ellen-white-ao-enfrentar-o-sofrimento/ Fri, 17 Apr 2020 02:57:05 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1229 Pessoas atingidas pela pandêmica gripe de 1918. Similaridades com o que Ellen White enfrentou anos antes.[/caption] O ano de 1891 foi marcante na vida de Ellen White. No dia 6 de fevereiro, ela escreveu uma carta à sua irmã gêmea, Elizabeth, fazendo um apelo para que entregasse a vida a Jesus. Lizzie, como era chamada, morreu em 21 de dezembro desse mesmo ano, sem que se saiba se recebeu a Cristo como Salvador[1]. De 5 a 25 de março, aconteceram em Battle Creek, MI, as reuniões da 29ª Conferência Geral dos adventistas. Durante a assembleia, Ellen White recebeu um chamado para ir a Austrália. Ela estava perto de completar 64 anos. Ao lado do filho, William C. White, ela desembarcou em Sydney, no dia 8 de dezembro[2]. Leia também: Já na Austrália, ela escreveu em 10 de julho de 1892, sobre esse chamado: “Por vezes, antes de vir da América, pensava que o Senhor não requeresse de mim ir a um país tão distante, na minha idade (64 anos) e quando me achava prostrada pela sobrecarga de trabalho. Segui, porém, a voz da Associação Geral, como sempre procurei fazer quando eu mesma não tinha toda clareza”[3]. Que exemplo de fé, coragem, dedicação e submissão à igreja e sua liderança.

Na Austrália

Durante o período que moraram em Melbourne, “Ellen ficou gravemente enferma com malária e reumatismo inflamatório. Foi o mais terrível sofrimento de sua vida inteira”[4]. Mas esse fardo teve um lado alegre. Escreveu ela: “Meu Salvador parecia estar bem ao meu lado. Sentia sua santa presença em meu coração e era grata. Os meses de sofrimento foram os mais felizes de minha vida, por causa da companhia do meu Salvador”[5]. Mesmo sem poder explicar e entender o sofrimento, Ellen White sentiu a preciosa força vinda da presença de Jesus ao seu lado. Há muitas coisas em nossa vida que não podemos compreender. Mas essas circunstâncias podem se tornar oportunidades para perceber a especial presença do amoroso Senhor ao nosso lado. Nesse mesmo ano, 1892, o livro Caminho a Cristo foi publicado. Esse foi o primeiro volume preparado com a expressa intenção de Ellen White de dar mais ênfase à vida e ao caráter de Cristo. Depois vieram: O maior discurso de Cristo (1896), O Desejado de todas as nações (1898) e Parábolas de Jesus (1900)[6]. Todos preparados enquanto ela esteve na Austrália. Na edição eletrônica da Advent Review do último 4 de abril[7], Melchor Ferreyra fez menção a uma carta escrita por Ellen White, em 13 de agosto de 1894, a Stephen N. Haskell, apresentando profunda preocupação com as pessoas que estavam morrendo por causa do vírus influenza. Ela escreveu: “Em Nova Gales do Sul, fomos provados e testados com a epidemia de gripe. Quase todas as famílias foram atingidas nas cidades e no campo. Alguns estão agora muito, muito doentes. Suas vidas estão penduradas por um fio. Oramos pelos enfermos e fizemos o que pudemos financeiramente e agora esperamos o resultado. […] Em um só dia, na semana passada, houve onze funerais. […] Fui severamente atacada e não posso participar de reuniões há quatro semanas; mas não desisti de levantar cada dia. Escrevi minha cota de páginas quase todos os dias, apesar de tossir, espirrar e sangrar pelo nariz. Quase todo mundo ao redor sofreu, mas agradeço ao Senhor por estar melhorando e tenho boa coragem no Senhor. Faremos tudo o que pudermos em nome do Senhor. […] O povo de Deus está sendo provado e testado e que Deus me conceda ser capaz de ajudá-los durante esse tempo […] que eu possa me apegar a Jesus com mais firmeza do que nunca” (Carta 30, 13 de agosto de 1894). De acordo com registros e dados históricos[8], o mundo sofreu, entre 1889 e 1890, uma terrível pandemia do vírus influenza (H2N2) que ficou conhecida como “gripe russa”. Estima-se que morreram cerca de 1 milhão de pessoas. Muito provavelmente, em 1894, Ellen White tenha enfrentado uma nova onda dessa epidemia.

Sua atitude diante da epidemia

Destacam-se alguns aspectos de sua atitude em relação à crise que estava enfrentando.
  1. Ela não se entregou à doença, apesar de estar bastante afetada e permanecer confinada, em quarentena;
  2. Ellen White manteve uma atitude positiva e de coragem em meio à dor;
  3. Ela não perdeu o foco na missão, pois continuou realizando seu trabalho como escritora, mesmo sem poder sair de casa;
  4. Também não ficou indiferente ao sofrimento das pessoas, pelo contrário, demonstrou preocupação com o que estava acontecendo;
  5. Ao mesmo tempo, expressou gratidão ao Senhor por estar melhorando;
  6. Ellen White não só orou, mas ajudou financeiramente aos que necessitavam e deu apoio ao povo de Deus;
  7. Ela fez da crise um motivo para se apegar mais firmemente a Jesus.
Que tremendo exemplo nos deixou Ellen White! Esses tempos têm sido muito desafiadores para a igreja e seus membros, para os líderes e para a população. Mas não permitamos que o desânimo tome conta do nosso coração. Na verdade, não há melhor remédio para qualquer onda de desgraça, do que se apegae firmemente em Deus, manter o foco na missão, continuar servindo ao Senhor e fazer a nossa parte para diminuir o sofrimento dos que estão ao nosso redor. Esse é o papel de uma igreja relevante, servidora. Que o Senhor nos encha de coragem para não desanimarmos e que façamos desses dias tão difíceis uma ponte de oportunidade para testemunhar do grande amor de Deus.
Referências: [1] Fortin, D. e Moon J. (ed). Enciclopédia Ellen G. White. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2018, p. 77 [2] Ibidem [3] White, Ellen G. Mensagens Escolhidas – II. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1986, p.239. [4] Fortin, D. e Moon J. (ed). Enciclopédia Ellen G. White. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2018, p. 78 [5] Ibidem [6] Fortin, D. e Moon J. (ed). Enciclopédia Ellen G. White. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2018, p. 87 [7] https://www.adventistreview.org/what-ellen-white-did-during-a-pandemic [8] www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/pmc3867475/]]>
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<![CDATA[Ele Deu Tudo de Si]]> https://tempoprofetico.com.br/ele-deu-tudo-de-si/ Fri, 17 Apr 2020 03:03:11 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1233 ]]> 1233 0 0 0 <![CDATA[Buscai a Deus]]> https://tempoprofetico.com.br/buscai-a-deus/ Fri, 17 Apr 2020 03:03:59 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1236 ]]> 1236 0 0 0 <![CDATA[Amor de Deus]]> https://tempoprofetico.com.br/amor-de-deus/ Fri, 17 Apr 2020 03:04:52 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1239 ]]> 1239 0 0 0 <![CDATA[Como interpretar a Pandemia]]> https://tempoprofetico.com.br/como-interpretar-a-pandemia/ Sun, 19 Apr 2020 06:59:20 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1243

Ajustando nossa sensibilidade apocalíptica em tempos de crise de coronavírus

Declarada pandemia em 11 de março pela Organização Mundial da Saúde e mais conhecida como coronavírus, a Covid-19 logo sequestrou as manchetes dos principais jornais do mundo. O surto que teve início no mercado de Wuhan, na China, rapidamente se espalhou por países da Ásia, Europa, do Oriente Médio e das Américas. Durante semanas, o assunto principal nos noticiários tem sido sobre o vírus e seus efeitos na saúde da sociedade, no comércio e na economia mundial.

Temerosos pelo risco de contaminação, diversos governos fecharam suas fronteiras, cancelando eventos e suplicando que as pessoas permaneçam em casa e limitem sua exposição a lugares públicos. O prejuízo financeiro provocado pela paralização do comércio e do setor industrial, agregado ao alarmismo alimentado pelas mídias, foi capaz de “derreter” as bolsas de valores das principais economias mundiais, levando, inclusive, o Índice Bovespa a cair mais de 50% em poucas semanas. Temendo que a situação tome proporções apocalípticas, milhões de pessoas correram aos mercados em busca de suprimentos. Movidos pelo medo de contaminação, muitos deixaram de sair, passear e interagir socialmente, optando pela privacidade e reclusão de seu lar. Outros foram forçados a isso.

LEIA TAMBÉM: O vírus do fim ou o fim do vírus?

Este cenário preocupante tem levado alguns fiéis a procurar entender o porquê desses eventos e o papel que isso poderia desempenhar no cumprimento das profecias sobre o fim. Como adventistas do sétimo dia, temos um grande interesse em eventos de proporções globais e de significado escatológico. Muitos têm perguntado: Essa pandemia é um dos sinais dos tempos? Afinal de contas, Jesus alertou que “haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares” (Mt 24:7, ARC). Ou devemos interpretar a Covid-19 como um castigo de Deus pela pecaminosidade humana? Essas são apenas algumas das várias conjecturas que surgiram nas redes sociais durante os últimos meses. Afloraram também textos de Ellen White procurando explicar o papel das pandemias no palco escatológico ou identificando o autor por trás de toda essa calamidade.

Considerando que somos um movimento profético que constantemente busca se manter atento ao cumprimento da profecia, é de suma importância analisarmos como a Bíblia descreve esses fenômenos e que explicação ela dá para sua ocorrência, antes que cheguemos a conclusões precipitadas ou alarmistas. Como veremos, pestes, pragas e moléstias relatadas na Bíblia nem sempre ocorrem pelos mesmos motivos ou agentes.

SATANÁS E JÓ

Talvez o exemplo mais emblemático de Satanás como um agente provocador de doenças esteja no livro que registra a experiência de Jó. Ali é relatado que esse “homem íntegro e reto, que temia a Deus e se desviava do mal” (Jó 1:1), foi acometido de uma enfermidade assustadora. Com “tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça” (2:7), Jó testemunhou vermes consumindo sua pele apodrecida (7:5). Em lamento, ele descreveu: “Enegrecida se me cai a pele, e os meus ossos queimam em febre” (30:30). Quando buscava alívio no sono, era angustiado por pesadelos (7:4), e assim sua tortura se sucedeu noite e dia. Embora seja complicado diagnosticarmos corretamente a doença que sobreveio ao patriarca, pois o termo usado para descrevê-la é empregado para se referir a uma categoria ampla de problemas cutâneos (Êx 9:9; Lv 13:20; 2Rs 20:7), dificilmente equipararíamos seu quadro à gripe que está afligindo a maioria das vítimas do coronavírus.

O autor do livro de Jó deixou claro que todo esse tormento foi provocado por Satanás (2:7). Esse ser angelical é retratado não apenas como o acusador de Jó, mas também como uma entidade sobrenatural que recebeu liberdade para executar seus planos malévolos, manipulando e controlando, dentro de certos limites, os fenômenos da natureza. Assim, mesmo sendo um ser criado, ele foi capaz de provocar desastres naturais (1:19), moléstias (2:7) e até imitar atos sobrenaturais que somente o Criador poderia executar (1:16; cf. 1Rs 18:20-40).

Muito se poderia dizer sobre a concessão dessa liberdade e a existência do mal. O ponto importante a ressaltar é que tudo o que Satanás faz está dentro dos limites estabelecidos por Deus. A exemplo dos ventos de destruição mencionados no Apocalipse (7:1), que são contidos por seres angelicais para que não danifiquem aqueles que estão sob a proteção divina, Satanás é retratado no livro de Jó como um ser poderoso e maligno que está constantemente sob a supervisão e controle divinos. Longe de ser um arqui-inimigo coeterno, uma metáfora da perversidade humana ou a representação de uma força impessoal malévola, ele é um ser angelical, criado em um ambiente de perfeição, mas que, por razões desconhecidas, se corrompeu e, desde então, tem atacado o caráter e a pessoa de Deus. Como se pode notar, ele não é um ser recluso à esfera espiritual. Satanás tem capacidade de manipular a realidade física, provocando desastres, criando doenças e operando sinais e maravilhas.

Em acordo com o texto bíblico, Ellen White afirma que Satanás “opera por meio dos elementos a fim de recolher sua colheita de almas desprevenidas. Estudou os segredos dos laboratórios da natureza e emprega todo o seu poder para dirigir os elementos tanto quanto Deus o permite. Quando lhe foi permitido afligir Jó, quão rapidamente rebanhos e gado, servos, casas, filhos, foram assolados, seguindo-se em um momento uma desgraça a outra!” (O Grande Conflito, p. 589). Esse poder não se manifestou somente em tempos bíblicos. Perto do fim dos tempos, Satanás “trará moléstias e desgraças até que cidades populosas se reduzam à ruína e desolação. Mesmo agora ele está em atividade. Nos acidentes e calamidades no mar e em terra, nos grandes incêndios, nos violentos furacões e terríveis saraivadas, nas tempestades, inundações, ciclones, ressacas e terremotos, em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo seu poder. Ele destrói a seara que está a amadurar, e seguem-se fome, angústia. Comunica ao ar infecção mortal, e milhares perecem pela pestilência” (p. 589-590).

Conforme Ellen White anteviu, “estas visitações devem tornar-se mais e mais frequentes e desastrosas” (p. 590). No entanto, isso só ocorrerá porque Deus retirará Seu braço protetor e permitirá que Satanás cumpra seus propósitos. “O mundo cristão mostrou desdém pela lei de Jeová; e o Senhor fará exatamente o que declarou que faria: retirará Suas bênçãos da Terra, removendo Seu cuidado protetor dos que se estão rebelando contra a Sua lei, e ensinando e forçando outros a fazer o mesmo. Satanás exerce domínio sobre todos os que Deus não guarda especialmente” (p. 589).

A última declaração, no entanto, não deve nos levar a concluir, equivocadamente, que a contaminação do coronavírus seja um indicador daqueles que estão sendo infiéis para com Deus. Da mesma forma que Deus permite que fenômenos naturais como o sol e a chuva alcancem justos e ímpios, Ele também permite que a doença siga seu caminho natural de infeção e contaminação sobre todos. Essa foi a mentalidade de Jó ao contestar a proposta de sua esposa: “Temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” (Jó 2:10).

Tendo dito isso, devemos reconhecer que a noção de um anjo caído capaz de provocar tempestades, terremotos e epidemias é extremamente objetável à mentalidade vigente em nossa sociedade tecnológica e científica. Por séculos, temos sido gradualmente condicionados a pensar de maneira materialista (ou cientificista), excluindo qualquer envolvimento ou manifestação sobrenatural. Atualmente, doenças e epidemias são tidas como resultantes da contaminação de micro-organismos no corpo.

Por isso, não se fala mais em abandonar o pecado, aceitar o senhorio de Cristo e confiar em Deus, como ocorria nos dias de Moisés, Jeremias ou Jesus. Em vez disso, somos orientados a sempre lavar as mãos, evitar tossir ou espirrar na presença de outras pessoas, e até não cumprimentar nem abraçar conhecidos. Pode surpreender alguns, mas esta visão científica dos mecanismos e leis que estão em ação no Universo não exclui necessariamente a crença em uma realidade sobrenatural que causa fenômenos naturais, sejam eles benéficos ou prejudiciais. Portanto, é perfeitamente coerente vivermos de maneira a obedecer às leis da higiene e da saúde, mas reconhecendo que existem forças além de nossa realidade que lutam contra nosso bem-estar e nossa salvação.

DEUS E O CASTIGO PELO PECADO

Talvez a parte desta reflexão que alguns achem mais difícil de assimilar seja a ideia de que, além de permitir o mal, em certos momentos Deus foi diretamente responsável por infligir doenças e pestes. Essa constatação pode levar alguns a perguntar: Como um Deus que é amor poderia provocar dor e sofrimento às Suas criaturas? Não seria isso absolutamente incompatível com a alegação cristã de que há um Criador maravilhoso que deseja nosso bem maior? Respondendo de forma sucinta, essas ideias não são incompatíveis. No entanto, precisamos ver alguns casos na Bíblia para entendermos como elas se correlacionam.

Existem vários exemplos bíblicos que poderíamos mencionar, mas, devido à limitação de espaço, vamos nos concentrar em dois. O primeiro se encontra no livro de Êxodo, onde é relatado que Deus enviou dez pragas sobre o Egito, das quais duas se encaixam na categoria de doenças: a peste nos animais (Êx 9:3, 6) e as úlceras (v. 10). Aqui vemos Deus enviando destruição e calamidades sobre uma nação pagã, politeísta e que havia rejeitado a ordem de deixar o povo de Deus sair em liberdade.

Cada praga que se sucedia crescia em intensidade e destruição. Como diz o próprio texto bíblico, as dez pragas serviram como “grandes manifestações de julgamento” (Êx 6:6; 7:4) pela desobediência explícita e contínua. Simultaneamente, cada praga foi um ato de misericórdia, conscientizando o faraó de seu estado endurecido e dando-lhe a oportunidade de se submeter à vontade divina. De igual forma, as pragas também serviram de recado à religião egípcia de que seus deuses não se comparavam em poder e autoridade ao Deus de Israel, e que somente Ele controla o mundo natural e sobrenatural.

No segundo caso que veremos, Deus não infligiu uma doença sobre um povo pagão, mas sobre Seu próprio povo. Em 2 Samuel 24:15-17 é relatado que Deus enviou uma peste sobre os israelitas durante três dias, em que 70 mil homens sucumbiram. Esse ato de castigo veio em consequência da iniciativa do rei Davi de fazer um censo nacional. Embora não fosse proibido por Deus, o censo que ele pretendia fazer era de natureza militar, movido pelo desejo de tornar o país semelhante aos países vizinhos, exaltando a grandeza da nação e de seu rei, e fortalecendo a confiança em seu próprio poderio.

Esse censo, que recebeu o apoio do povo, levaria a um afastamento de Deus, abrindo as portas para a tentação e para que Israel, em tempos de guerra, deixasse de confiar em Deus e passasse a confiar no elemento humano. A exemplo de outros momentos em que Israel se afastou da aliança com Deus, o castigo divino serviu para despertá-lo de sua condição de apostasia e reconduzi-lo a um relacionamento de confiança e obediência (cf. Dt 28:35). Mais uma vez, as moléstias foram um esforço pedagógico e misericordioso da parte de Deus para afastar Seu povo do pecado e reconduzi-lo à salvação. Ao assim fazer, o Senhor estava permitindo que um mal sobreviesse ao povo e que, por meio dele, um bem maior fosse alcançado.

Dessa forma, tanto no caso das pragas do Egito como na peste sobre Israel, a justiça de Deus se mesclou com Sua misericórdia ao tentar despertar o ser humano para sua condição de rebelião e pecaminosidade, na esperança de que entendesse os efeitos de sua atitude e mudasse sua trajetória obstinada antes que fosse tarde demais. Sob essa perspectiva, quando analisamos a dor pela qual passamos em nossa existência e a comparamos com o que Deus deseja realizar em nós, devemos ser capazes de reconhecer que Seus planos são melhores que os nossos.

O filósofo Richard Swinburne, em sua obra Providence and the Problem of Evil (Oxford University Press, 1998), argumenta que, por ser mais sábio, Deus é perfeitamente justificado em permitir o mal se este produzir um bem maior em nós, individualmente ou coletivamente. Por meio da dor, Deus pode alcançar bens e benefícios que não seriam possíveis de outra forma. Tendo em vista o conflito cósmico entre Cristo e Satanás, Paulo nos encoraja a olhar para além da dor e contemplar a recompensa eterna: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8:18).

O SER HUMANO E A DESOBEDIÊNCIA

Também existem casos de doença que são provocados pela ação humana ou por sua desobediência às leis de saúde. Um exemplo é o consumo de alimentos impróprios ou bebidas prejudiciais (Lv 11; Pv 23:30-33). Às vezes, um hábito pecaminoso pode, em longo prazo, gerar um quadro crônico, como parece ter sido o caso do paralítico de Betesda (Jo 5:8, 14). Graças à luz que hoje temos, por meio dos escritos inspirados, somos conscientes de que a higiene pessoal, o cuidado e a limpeza do lar, a ventilação dos aposentos, o consumo abundante de água, frutas, legumes e alimentos integrais, o exercício físico, bem como os cuidados que devemos ter com pessoas acamadas, são alguns dos vários aspectos elementares que precisam ser cultivados, caso desejemos afastar a doença e manter um corpo saudável. Até a questão das aglomerações em grandes cidades e o risco de contaminação de doenças era uma preocupação manifestada por Ellen White há mais de cem anos.

Em casos como os que estamos vendo, ninguém deve ser culpado a não ser o próprio ser humano. Seja a doença causada por problemas genéticos ou comportamentais, nem Deus nem Satanás devem ser culpabilizados. O ser humano tem a capacidade de provocar destruição a si e aos que estão ao seu redor. O descumprimento das leis de saúde durante séculos tem deixado sua marca em nossa sociedade, levando a humanidade a diminuir sua força, energia, saúde e inteligência.

O CENÁRIO ESCATOLÓGICO

Ao olhar para o futuro, Jesus Cristo previu que coisas como estas se tornariam mais comuns antes de Sua segunda vinda. Ele Se referiu a eles como “sinais” de que o tempo de Seu retorno estaria se aproximando. Esses sinais não deveriam nos assustar nem alarmar: “Vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim” (Mt 24:7). Esses fenômenos não devem surpreender o povo de Deus, mas servem como confirmação de que a palavra do Senhor é verdadeira e fiel. De igual modo, ao cumprirmos nossa missão profética de preparar o mundo para a volta de Jesus, nosso objetivo ao chamar a atenção das pessoas para esses desastres naturais não deve ser o de criar alarmismo, mas mostrar que ainda não é o fim e que este é o momento para se posicionar ao lado de Cristo.

Não devemos interpretar os sinais da vinda de Cristo como eventos pontuais, mas acontecimentos que se estendem até a segunda vinda de Cristo, criando uma janela de oportunidade para que “nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9). Marvin Moore nota corretamente que, quando se trata dos sinais do fim dos tempos (fomes, guerras, pestes), não devemos interpretá-los como eventos, mas tendências: “Creio que devemos ser muito cautelosos ao interpretarmos eventos específicos como sendo o cumprimento de uma profecia bíblica específica. Tendências são indicadores mais eficientes do queeventos singulares no cumprimento da profecia bíblica” (The Crisis of the End Time [Pacific Press, 1992], p. 14).

Por isso, não podemos ver a pandemia do coronavírus como o cumprimento principal da profecia de Mateus 24:7. Ela faz parte de uma sequência de sinais que estão alertando a sociedade de que a janela da oportunidade está se fechando e que este é o momento ideal para nos posicionarmos ao lado de Cristo no conflito cósmico. Momentos de epidemia como o que estamos vivenciando podem oferecer uma oportunidade única para alcançar pessoas que, em circunstâncias normais, nunca dariam ouvidos ao convite do evangelho eterno.

O risco de contaminação que muitos enfrentam se tornou um indicador da fragilidade de nossa sociedade. O orgulho do sucesso e dos avanços que o brilhantismo humano alcançou é jogado na lama da incerteza e do medo. Quando se trata de infecção epidemiológica, as barreiras que o ser humano criou caem por terra. Não existe mais distinção entre brancos, negros, ricos, pobres, cultos, iletrados, europeus, latinos ou africanos. Todos podem ser infectados! Por isso, povos que antes eram antagonistas, em nome da sobrevivência, estão se unindo para combater uma ameaça comum, mostrando que, em momentos de crise, inimigos podem se tornar colaboradores.

Não estou dizendo que esse é o fim. Mas a experiência que estamos vivendo pode servir de alerta e nos ajudar a entender melhor os cenários que se estabelecerão quando finalmente o mundo estiver maduro para a batalha final. Continuemos atentos e sóbrios enquanto a gloriosa pequena nuvem da comitiva de Cristo não aparece.

GLAUBER S. ARAÚJO, pastor e doutorando em Teologia, é editor de livros na CPB

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<![CDATA[Gráficos Proféticos da Bíblia (Daniel e Apocalipse)]]> https://tempoprofetico.com.br/graficos-profeticos-da-biblia-daniel-e-apocalipse/ Tue, 21 Apr 2020 03:31:32 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1247 1247 0 0 0 <![CDATA[Os Símbolos das Profecias]]> https://tempoprofetico.com.br/os-simbolos-das-profecias/ Tue, 21 Apr 2020 03:44:49 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1265

“A História que o grande EU SOU assinalou em Sua Palavra, unindo-se cada elo aos demais na cadeia profética, desde a eternidade no passado até a eternidade no futuro, diz-nos onde nos achamos hoje, no prosseguimento dos séculos, e o que se poderá esperar no tempo vindouro. Tudo o que a profecia predisse como devendo acontecer, até a presente época, tem-se traçado nas páginas da História, e podemos estar certos de que tudo que ainda há de vir se cumprirá em sua ordem” – Ellen White, Educação, p. 178. Este princípio é: A BÍBLIA INTERPRETA-SE A SI MESMA
“Porque é preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali.” Isaías 28:10.
As profecias relacionadas com o Grande Conflito entre o mal e o bem são apresentadas em forma simbólica - Os livros de Daniel e Apocalipse - mas podemos compreender plenamente se deixarmos a Bíblia falar por si mesma, se estudarmos o santo livro com o coração aberto à verdade de Deus.
“Bem-aventurado aquele que lê e aquele que ouve as palavras da profecia e guarda as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.” Apocalipse 1:3.
TABELINHA DE CONVERSÃO
  1. Animal - Daniel 7:17 e 23
  2. Mulher - Efésios 5:23 e 32
  3. Um Dia - Ezequiel 4:6-7
  4. Águas - Apocalipse 17:15
  5. Ventos - Jeremias 51:1 a 5
  6. Chifres - Apocalipse 17:12
  7. Tempos - Daniel 11:13
  8. Dragão - Apocalipse 12:9
  9. Cordeiro - João 1:29
  10. Cauda - Isaías 9:15
  11. Estrelas - Apocalipse 12:4 e Daniel 12:3
  12. Apocalipse - Apocalipse 1:3
“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. João 8:32 Jesus vai libertar você... ...do pecado, ...da dúvida, ...do medo, ...da insegurança, ...do mal, ...do orgulho, ...do vazio interior, e das garras de Satanás. É muito importante você conhecer a Bíblia Sagrada, mas Satanás não quer que você conheça a Palavra de Deus; ele não quer que você entenda as profecias... Por isso a dificuldade para você estudar a Bíblia. Fazer este curso já é uma vitória para você; já é uma bênção para sua vida espiritual, mas Deus quer revelar muito mais... Ele quer revelar a você o plano da salvação. À medida que você estudar a Bíblia, a luz da verdade irá iluminar a sua mente, as trevas irão se dissipar, e Deus vai tirar as trevas e trazer luz ao seu coração! Estudando a Bíblia, a verdade vai expulsar o inimigo da sua vida e a luz do evangelho fará de você um vitorioso no conflito entre o mal e o bem. Apocalipse 1:3.]]>
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<![CDATA[O Anticristo]]> https://tempoprofetico.com.br/o-anticristo/ Tue, 21 Apr 2020 03:49:14 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1268

Você tem dúvidas sobre quem é o Anticristo?

Reunimos abaixo artigos e vídeos que podem lhe ajudar.

Como saber se uma pessoa é o Anticristo?

Anticristo é tudo aquilo que se opõe à obra de Jesus, ou seja, todos aqueles que de uma forma ou de outra são contra a lei do Senhor. Para identificar se alguém é o anticristo, devemos identificar algumas características:
  1. Ter aparência de Cristo;
  2. Não aceitar toda a Bíblia;
  3. Operar milagres, prodígios;
  4. Dizer ser Cristo, mas negar algum ensino das escrituras.
“Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.” (2 Ts 2:3-4).
Dos muitos anticristos que já existiram, podemos estar certos de que o maior deles é um anjo, que já foi perfeito, mas que infelizmente decidiu seguir seu próprio caminho, sem Deus. Por ter achado que poderia ser como Deus, deixou que o orgulho tomasse conta de seu coração. Satanás é o maior anticristo, pois é completamente contra o ministério de Jesus e seu amor por nós. Ele ainda não se mostrou de maneira pessoal, mas está chegando o dia em que o ele irá se transformar em anjo de Luz, dizendo ser Cristo, para enganar o maior número de pessoas possível.
“E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras” (2 Coríntios 11:14-15).
Olhando o nosso mundo, vemos que têm surgido vários anticristos no decorrer do tempo. Nem sempre é fácil reconhecê-los; muitos acabam sendo atraídos por suas palavras. Somente saberemos identificar se alguém é ou não apenas se estivermos firmes na palavra de Deus, pois muitos deles têm falado a verdade, misturada de uma maneira bastante sutil ao erro. Leia a Bíblia, ore pedindo a guia do Espírito Santo em sua vida, tenha uma comunhão íntima com Deus, e assim Deus te guiará em todos os seus caminhos. Que possamos estar firmes nas verdades eternas, e estar preparados, para a volta de Jesus. Fonte: Escola Bíblica da TV Novo Tempo. Rede Novo Tempo de Comunicação

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<![CDATA[Tabela de conversão Profética]]> https://tempoprofetico.com.br/tabela-de-conversao-profetica/ Tue, 21 Apr 2020 03:56:53 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1273

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<![CDATA[Como identificar a igreja verdadeira (e as falsas)?]]> https://tempoprofetico.com.br/como-identificar-a-igreja-verdadeira-e-as-falsas/ Tue, 21 Apr 2020 04:00:47 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1277

1. Qual é o fim dos caminhos que parecem direito ao homem? 
R.: “Há caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte”. Provérbios 16:25
A Bíblia Sagrada nos adverte firmemente para tomarmos cuidado com determinados caminhos. Isto porque existem muitos caminhos religiosos que aos olhos dos homens parecem direito, razão pela qual supõem que conduz à vida eterna. Todavia, tais caminhos são enganosos, porque muitas vezes se apresentam revestidos de uma aparência de caridade, piedade, fé, ética cristã, fervor religioso, mas os seus ensinos doutrinários não estão de acordo com as claras revelações apresentadas nas Escrituras Sagradas. Não estão em perfeita harmonia com o Evangelho de Cristo e com a Lei de Deus. Portanto, não estão em harmonia com a expressa vontade de Deus. Por essa razão, tais caminhos acabam conduzindo os seus adeptos à morte eterna. Por isso, se tais caminhos não estiverem em perfeita harmonia com a Palavra de Deus, deve ser imediatamente desprezado. 2. Para poder ver a alva deve-se falar segundo o que? 
R.: “À Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva”. Isaías 8:20
Se esses caminhos, que supostamente dizem conduzir à vida eterna, não apresentarem suas doutrinas, fé e prática em sã conformidade com a Lei e com o Testemunho das Sagradas Escrituras, eles nunca verão a alva. Isto é, nunca terão a luz, mas permanecerão nas trevas. Deve-se entender que a palavra “Lei” é uma referência aos primeiros cinco livros do Antigo Testamento, todos eles divinamente inspirados e escritos por Moisés (Lucas 24:44). E a palavra “Testemunho” é uma clara referência aos demais escritos bíblicos produzidos pelos santos profetas de Deus, pois o “Testemunho de Jesus Cristo” (Apocalipse 12:17) é o “Espírito de Profecia”. (Apocalipse 19:10). Portanto, o ensino de qualquer caminho religioso deve ser analisado unicamente em função do que está registrado nas Sagradas Escrituras. Se as doutrinas ensinadas por tais caminhos não estiverem em perfeita harmonia com o que diz a Bíblia Sagrada, isto é uma clara indicação de que ao seu fim são caminhos de morte, e que nunca terão a luz da verdade e da salvação. Portanto, cuidado! Aplicando esse princípio bíblico os bereanos foram “mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim”. (Atos 17:11).

ADVERTÊNCIA DE DEUS 

3. O que acontecerá nos últimos tempos? 
R.: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”. I Timóteo 4:1
A palavra “apostatar” quer dizer mudar de crença. E o Espírito Santo afirma claramente que nos últimos dias da história deste mundo, algumas pessoas iriam abandonar a fé nos claros ensinos das Escrituras Sagradas para darem ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas criadas pelos demônios. Isso significa que nos últimos dias haveria homens pregando e conduzindo as pessoas por caminhos equivocados. Esses homens estariam ensinando doutrinas inspiradas pelos demônios. E como são inspiradas pelos demônios, tais doutrinas distorcem os claros ensinos da Palavra de Deus, visando unicamente enganar aqueles que nelas crerem. 4. O que surgirão nos últimos tempos e o que farão? 
R.: “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”. Mateus 24:24
Nos últimos dias, não sendo suficiente ensinar apenas doutrinas criadas pelos demônios; os falsos profetas – espíritos enganadores – visando seduzir as pessoas para os seus caminhos, ainda complementarão os seus ensinos com a realização de grandes sinais miraculosos e prodígios sobrenaturais. Destarte, os doentes serão curados de inúmeras enfermidades; nas sessões de exorcismos os demônios simularão estarem sendo expulsos; e os falsos profetas manifestarão uma multidão de revelações dadas por inspiração dos demônios. Mas tudo isso não passa de manifestações que a Bíblia chama de “prodígios de mentira” (II Tessalonicenses 2:9), porque com a realização dos mesmos, milhões de pessoas no mundo inteiro serão enganadas, e levadas a acreditarem nas doutrinas de demônios, simplesmente porque elas não se apegaram profundamente à Palavra de Deus. Esses sinais são realizados com o poder dos demônios pelos falsos profetas, visando unicamente enganar e seduzir os homens para os seus caminhos. E, se fosse possível, esses milagreiros dos demônios enganariam até mesmo os santos do Altíssimo. Mas como isso não é possível, porque os santos do Altíssimo estão alicerçados sobre a rocha da Palavra de Deus (Mateus 7:24-25), os falsos profetas conseguirão enganar somente os incautos. Aqueles que não receberam amor da verdade (João 17:17) para se salvarem. Por isso Deus permitirá a operação do erro, para que creiam na mentira. (II Tessalonicenses 2:10-11). 5. O que muitos dirão ao Senhor no dia do Juízo? 
R.: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci: apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. Mateus 7:22-23
No dia do juízo final, muitas pessoas terão a ousadia de chegar diante de Jesus Cristo para reivindicar a sua salvação pessoal. Elas estão crentes de que viveram suas vidas em perfeita comunhão com Jesus. Elas reivindicam sua salvação com base nos grandes sinais e prodígios que realizaram; alegam que profetizaram, que expulsaram demônios e que fizeram muitas outras maravilhas, tudo em nome do Senhor Jesus Cristo. Mas a verdade nua e crua é que esses sinais e prodígios de curas, exorcismos e revelações não vieram da parte de Jesus Cristo, posto que Ele mesmo afirma categoricamente que nunca conheceu aquelas pessoas que diziam ter operado maravilhas pelo Seu nome. Ora! Se não foi pelo poder do nome de Jesus Cristo que aquelas pessoas realizaram os grandes sinais e prodígios, tais como profecias, exorcismo e muitas outras maravilhas, então só pode ter sido pelo poder dos demônios que tais prodígios e maravilhas foram realizados (Mateus 24:24). A triste realidade é que todas essas pessoas não herdarão a vida eterna, mas se perderão. Pois Jesus mesmo ordena para que elas se apartem dEle, além de considerá- las praticantes de “iniquidade”. Pois, Segundo Jesus, “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aqueles que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7:21). A Bíblia define iniquidade da seguinte maneira: “Toda a iniquidade é pecado”. (I João 5:17). E pecado é transgressão da Lei de Deus (I João 3:4-ARA). Portanto, essas pessoas condenadas por Jesus cometem iniquidade porque foram ensinadas a transgredirem a Santa Lei de Deus. Logo, elas foram condenadas porque não fizeram a vontade de Deus, conforme claramente reveladas nas Sagradas Escrituras, mas se deixaram seduzir e enganar pelos grandes sinais e prodígios da mentira. Não confiaram nos claros ensinas da Palavra de Deus, mas confiaram em manifestações sobrenaturais.
“À Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva”. (Isaías 8:20).
Foram levadas a crerem que tinham a aprovação de Jesus ao realizarem os grandes sinais e prodígios em Seu nome, quando na verdade estavam sendo enganadas por uma força diabólica. Portanto, os milagres não servem como base de referência para demonstrar a aprovação divina sobre determinado grupo religioso, posto que os demônios possuem o poder para produzirem grandes sinais e prodígios, como por exemplo: profecias, exorcismos, curas e muitas outras maravilhas. Devemos tomar cuidado porque segundo as Escrituras Sagradas “há caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte”. (Provérbios 16:25). De uma maneira muito clara e significativa Jesus Cristo identificou esse grupo religioso como sendo constituído por cristãos, posto que têm Jesus Cristo como “Senhor”. Mas a que movimento cristão pertence esse grupo condenado por Jesus? A resposta encontra-se na própria Bíblia. Esses supostos “cristãos” são perfeitamente identificados por Jesus Cristo como sendo aqueles que realizam grandes sinais e prodígios em “nome” de Jesus Cristo, tais como profecias, exorcismos e muitas outras maravilhas. Ora! Se eles empregam o nome de Jesus Cristo em suas atividades religiosas, especialmente nas sessões de sinais e prodígios, é porque se trata dos grupos evangélicos, os quais se vangloriam de realizar, revelações, profecias, exorcismos, curas miraculosas em nome do Senhor Jesus, todavia ao mesmo tempo não possuem nenhum compromisso com a Lei e o Testemunho das Sagradas Escrituras. Todos esses grupos evangélicos são sinceros em sua fé, caso contrário não se atreveria a chegar diante de Jesus para reivindicar a sua salvação. É claro que a sinceridade é necessária na vida do cristão, todavia não é suficiente para a salvação. Pois a pessoa pode ser sincera e estar redondamente enganada quanto ao caminho que está seguindo. Além disso, a salvação não é dada somente pela sinceridade da pessoa, mas pela sincera fé no sangue remidor de Jesus Cristo. A pessoa verdadeiramente sincera é fiel em seguir a Deus com toda luz que possui a respeito da vontade do Senhor. Todavia, quando o seu erro lhes é mostrado pela Palavra de Deus, ela abandona o caminho falso para seguir a luz que lhe é apresentada. Isto porque o seu compromisso e sinceridade é exclusivamente para com Deus, e não para com os homens, ou para com qualquer denominação religiosa. 6. A quem devemos atribuir os milagres? 
R.: “Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-poderoso”. Apocalipse 16:14
Segundo as Escrituras Sagradas, na verdade quem realiza os grandes sinais e prodígios de curas miraculosas, quem simula os exorcismo e quem oferece supostas revelações são os demônios, sob o comando do diabo, que engana todo o mundo. E não poderia ser de outro modo, pois o Espírito do Senhor é concedido somente àqueles que obedecem a Deus. Eis o que diz as Sagradas Escrituras: “E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem”. (Atos 5:32). E obedecer a Deus implica em guardar os Seus mandamentos, caso contrário a pessoa é considerada mentirosa:
“Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade”. (I João 2:4).
A maioria das curas realizadas pelos evangélicos são resultados de simples “efeito placebo” e não de milagres, posto que 70% das doenças são de origem psicossomáticas. De forma que pelo efeito placebo, até mesmo um copo de água é remédio. Muitas outras supostas curas resultam da retirada, pelos próprios demônios, de encantamentos que anteriormente eles mesmos haviam lançado sobre determinadas pessoas. Você mesmo poderá constatar que muitas outras pessoas não são curadas nessas igrejas, porque elas realmente estão doentes. A desculpa que dão para o fracasso da cura é atribuída a um mistério de Deus. Quanto ao exorcismo, pode-se constatar que os demônios estão dentro das próprias igrejas evangélicas que realizam tais práticas (Apocalipse 18:2). Em determinado momento do culto religioso os demônios tomam posse do corpo e da mente de as suas vítimas, as quais normalmente são pessoas com as mente mais frágil, devido a alguma doença. A seguir o ministro, empregando o nome de Jesus Cristo, “pensa” estar expulsando o demônio do corpo da vítima, quando na realidade o demônio “simula” espontaneamente sua expulsão do corpo que acabara de possuir. E com essa atividade milhares de incautos desconhecedores da Palavra de Deus são enganados. No que se refere às revelações, os demônios conhecem muitos detalhes da vida íntima da pessoa a quem costuma acompanhar; bem como retiram informações do subconsciente das pessoas e transmitem essas informações aos falsos profetas, que as usa convenientemente. Assim, os falsos profetas supostamente revelam o passado da pessoa, mencionam membros de sua família e até mesmo fazem algumas previsões para as pessoas a quem eles estão revelando seu “dom”. Com relação às profecias, Satanás é capaz de fazer projeções no que se refere ao futuro. Pois ele possui uma mente poderosa e brilhante, possui milhares de anos de existência, conhece bem a natureza dos homens e o rumo que a história está tomando, além de conhecer as Escrituras Sagradas (Mateus 4:6) e suas profecias. Como se isso não bastasse Satanás ainda pode profetizar algum evento, e posteriormente provocar ou produzir o resultado por ele anunciado através dos falsos profetas. Portando, cuidado! 7. Quem se transfigura em anjo de luz?
R.: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito pois que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça: o fim dos quais será conforme as suas obras”. II Coríntios 11:14-15
Satanás é um anjo de trevas. Mas para enganar os homens ele até mesmo se transfigura em anjo de luz. Uma vez transfigurado em anjo de luz ele se esconde atrás do nome de Jesus Cristo, e realiza os chamados “prodígios da mentira”: curando, simulando exorcismo e dando supostas revelações aos seus ministros. Transfigurado em anjo de luz, o caminho apresentado por Satanás parece direito aos olhos dos homens, mas o seu fim são os caminhos da morte. Muitos acreditam que somente Deus tem o poder para operar milagres. Mas essa crença é um dos grandes enganos de Satanás. Pois as Escrituras Sagradas mostram claramente que os demônios também podem produzir milagres (Apocalipse 16:14). Logo, milagre não é critério de aprovação divina. Milagre não é regra que serve para confirmar se uma determinada igreja é verdadeira ou não. O único critério para identificar se uma igreja possui a verdade é o claro fundamento escrito da Palavra de Deus. Somente procedendo como os bereanos (Atos 17:11) é que nós poderemos estar livres da obra de engano religioso que campeia o mundo todo em nossos dias. 8. Com que propósito os falsos ministros fazem os sinais?
R.: “E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia”. Apocalipse 13:13-14
Com único propósito de enganar os habitantes da Terra, Satanás, através de seus falsos profetas – pregadores e pastores – os quais estão transfigurados em ministros da justiça, realiza grandes sinais. Esses sinais sãos fenômenos sobrenaturais nunca antes imaginados ou considerados pelos homens. A Bíblia é clara em dizer que é por intermédio desses sinais sobrenaturais que os homens são enganados. Os falsos profetas, transfigurados em ministros da justiça, parecem estar realizando a obra de Deus. Aos olhos dos homens aparentam estar conduzindo o rebanho pelo caminho da vida, quando na realidade estão seguindo o caminho da morte, pois o rebanho está sendo enganado e iludido pelos grandes sinais e prodígios realizados por Satanás através dos falsos pastores, missionários e evangelistas. À medida que o fim de todas as coisas se aproxima, Satanás – através de seus ministros – faz até mesmo descer fogo do céu à Terra diante dos olhos estarrecidos dos homens. E, uma vez enganados e seduzidos por esses grandes sinais e prodígios da mentira, os homens passam a acreditar piamente que se trata de uma obra de origem divina. E, seduzidos pelos milagres, os homens passam a acreditar e a fazer o que esses falsos ministros dizem, pois acreditam que é da vontade de Deus. A nossa única segurança para escaparmos do drama do engano que está sendo encenado na Terra, se restringe em conhecermos profundamente os ensinos das Sagradas Escrituras. Devemos estudá-la todos os dias de nossas vidas, com afinco, determinação e perseverança. Precisamos cultivar em nosso coração o mesmo espírito dos bereanos: “examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim”. (Atos 17:11). Devemos seguir as orientações de Jesus Cristo, que disse: “Examinais as Escrituras” (João 5:39).

CARACTERÍSTICAS DA IGREJA VERDADEIRA 

9. Contra quem o dragão foi fazer guerra? 
R.: “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo”. Apocalipse 12:17
Apesar da grande obra de engano realizada nestes últimos dias da história deste velho mundo, Deus possui na face da Terra um povo santo e fiel à Sua Palavra. A Bíblia diz claramente que Satanás irou-se contra a Igreja de Deus, e agora nestes últimos dias foi fazer guerra ao que restou da verdadeira Igreja de Deus. Esses remanescentes são identificados na Bíblia Sagrada por duas características fundamentais: (1) A primeira delas é que os remanescentes da verdadeira Igreja guardam os mandamentos de Deus, conforme constam das Sagradas Escrituras. (2) E a segunda característica, é que eles possuem o testemunho de Jesus Cristo. Para fazer guerra àqueles que guardam os mandamentos de Deus, os espíritos de demônios realizam muitas maravilhas, grandes sinais e prodígios da mentira, visando arregimentar o maior número possível de adeptos. Uma vez alcançado esse propósito vão fazer pressão aos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha contra o fiel povo de Deus, naquele grande dia do Deus Todo-poderoso. (Apocalipse 16:14). 10. Que duas coisas os santos guardam? 
R.: “Aqui está a paciência dos santos: aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus”. Apocalipse 14:12
Em contrastes com aqueles que seguem milagres como evidência da aprovação divina, os santos do Altíssimo são aqueles que observam a Palavra de Deus. Novamente, os santos são identificados como aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Portanto, os santos (João 17:17), guardam a Lei de Deus (Êxodo 20:3-17) e a justificação pela fé de Cristo (Gálatas 2:17). Como os santos guardam a “fé de Jesus”, isto indica claramente que eles são constituídos por um grupo de pessoas cristãs, pois possuem a fé de Jesus. Mas as Escrituras Sagradas dizem que não se trata de qualquer tipo de cristão, mas cristãos que guardam os Mandamentos de Deus, conforme estão registrados nas páginas das Sagradas Escrituras. Isto implica em guardar inclusive o dia do sábado, nos exatos termos da prescrição divina. (Êxodo 20:8-11).

CONCLUSÃO 

11. Babilônia se tornou morada do que?
R.: “E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e aborrecível”. Apocalipse 18:2
No Apocalipse a palavra “Babilônia” tem o significado de confusão religiosa. E nos dias de hoje vivemos numa verdadeira confusão de seitas evangélicas, cada uma acreditando ou rejeitando algum ponto doutrinário bíblico. Os movimentos pentecostais e carismáticos com centenas de ramificações se divergem doutrinariamente. Todas dizem que possuem a verdade, mas cada qual defende a sua posição doutrinária peculiar e distintiva. E, apesar de toda essa confusão, ainda assim manifestam em comum os mesmos sinais e prodígios. Teria Deus se tornado um Deus de confusão? Estaria Deus concedendo os dons do Espírito Santo a grupos tão divergentes e contraditórios? Estaria Deus concedendo os dons do Espírito aos idólatras veneradores da Virgem Maria? Teria Deus abandonado as doutrinas bíblicas para se concentrar apenas em dons de línguas, revelações, exorcismos e curas? É claro que não! Este não é o espírito dos ensinos das Sagradas Escrituras. Verdade é que as Escrituras Sagradas dizem que Babilônia se tornou morada de demônios. E sabemos pelas próprias Escrituras que são os espíritos de demônios que realizam os prodígios em Babilônia. Os demônios residem nessas igrejas. Pessoas em perfeito estado de saúde somente são possuídas pelos demônios quando visitam tais igrejas. Raramente elas são possuídas pelos demônios em suas casas, nas ruas, nas lojas, no trabalho; mas com freqüência são possuídas nessas igrejas. Portanto, cuidado! 12. Que chamado Deus faz ao Seu povo? 
R.: “E ouvi outra voz do céu que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”. Apocalipse 18:4
Deus tem um povo constituído por pessoas sinceras nessas igrejas. Pessoas que nunca ouviram falar das eternas verdades bíblicas. Pessoas que estão sendo enganadas pelos ministros dessas igrejas. Pessoas que se deixaram iludir por sinais e prodígios. Pessoas que nunca viram a Lei de Deus, sob sua verdadeira luz. Pessoas que nunca tiveram a oportunidade de examinar as Escrituras Sagradas por si mesmas e verificar o que é a verdade. A essas pessoas se dirige o chamado de Deus: para que saiam dessas igrejas caídas – verdadeiras moradas de demônios. Saiam para que não sejam participantes dos seus pecados. Saiam antes que caia as sete últimas pragas que atingirão os membros dessas denominações religiosas. Saiam e venham para junto dos santos, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. (Apocalipse 14:12). Você precisa se decidir! Se você é realmente uma pessoa honesta e sincera a Deus, você precisa abandonar esse mundo de trevas e de demônios em que se encontra, e tomar a decisão de seguir a luz que lhe é apresentada. Venha e siga a verdade claramente indicada na Palavra de Deus. A salvação é individual e a escolha é exclusivamente sua. FONTE: Esse artigo é de autoria de Leandro Bertoldo, para conhecer e adquirir o conteúdo integral acesse ? Leandro Bertoldo clube de autores.]]>
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<![CDATA[O Dom de Profecia no tempo do fim]]> https://tempoprofetico.com.br/o-dom-de-profecia-no-tempo-do-fim/ Tue, 21 Apr 2020 04:04:10 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1280

DEUS SE COMUNICA 1. Por intermédio de quem Deus falava aos antigos? 
R.: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”. Hebreus 1:1
No decorrer da história da humanidade Deus nunca deixou de se comunicar com os homens. As Escrituras Sagradas dizem que antigamente Deus falou muitas vezes e de muitas maneiras com o objetivo de edificar e aperfeiçoar a Sua Igreja. Entre os vários canais de comunicação com os homens, Deus empregou anjos, visões, sonhos, profetas, Urim e Tunim. Sendo que nestes últimos dias Deus nos tem falado através de Seu Filho Unigênito: Jesus Cristo. Todavia, a forma mais comum que Deus empregou para se comunicar com a humanidade foi através de Seus santos profetas. O “profeta de hoje antigamente se chamava vidente” (I Samuel 9:9). Eles são servos do Senhor (Amós 3:7). São homens santos de Deus que falam inspirados pelo Espírito Santo (II Pedro 1:21). Esses homens consagrados recebiam visões ou sonhos, e então transmitiam a mensagem divina aos homens na forma verbal ou escrita. Destarte os profetas são os porta voz de Deus, eles comunicam a vontade de Deus para com a humanidade. 2. Quais sãos os dois meios pelo qual Deus se revela aos profetas? 
R.: “E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o Senhor, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele”. Números 12:6
Em Seu incomensurável amor, Deus nunca abandonou a humanidade perdida ao seu próprio destino. Desde os tempos mais remotos, antes mesmo que a Bíblia fosse escrita, Deus tem chamado homens santos para serem profetas. Por exemplo, o livro de Judas nos relata que Enoque, o sétimo depois de Adão, e que viveu muito antes do dilúvio universal, era um profeta de Deus. Através dos santos profetas Deus se fez conhecer à humanidade. Por intermédio de sonhos e visões Deus tem falado aos Seus servos, os profetas. Desse modo o profeta é um homem santo de Deus que recebe as mensagens divinas através de visões ou sonhos e as transmite fielmente ao povo de Deus. A visão é um dom espiritual de recepção de imagens e mensagens por meio de um arrebatamento dos sentidos do profeta. 3. O que Deus proporá pelo ministério dos profetas?
R.: “E falarei aos profetas, e multiplicarei a visão; e pelo ministério dos profetas proporei símiles”. Oséias 12:10
Visando ao bem estar de Seu povo, Deus se compromete a falar aos profetas, bem como a multiplicar a visão. Deus ainda diz que pelo ministério dos profetas iria propor símile. Símile é a comparação de coisas semelhantes. Com isso Deus se compromete a falar e multiplicar a visão dos profetas propondo símiles. Isto significa que quando o profeta recebe uma visão ele não está vendo a realidade objetiva, mas sim uma imagem semelhante aos fatos que simbolizam a realidade. Foi desse modo que Daniel em visão observou o Pai na símile de um Ancião de dias. Viu reinos na símile de animais. Viu a sucessões dos reinos do mundo na símile de uma estátua de aparência humana etc. 4. Como a profecia nunca foi produzida? 
R.: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. II Pedro 1:21
O apóstolo Pedro afirma categoricamente que as profecias da Bíblia Sagrada não foram produzidas pela vontade de qualquer homem. Mas o santo apóstolo esclarece que homens comprometidos com Deus foram movidos inspirados pela terceira pessoa da Santíssima Trindade: O Espírito Santo.
“Ele revela o profundo e o escondido: conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz”. (Daniel 2:22).
Nas Escrituras Sagradas a palavra profecia possui um significado muito amplo, e não apenas o significado de vaticinação. Ela engloba “toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4).  Portanto, todas as mensagens da Bíblia Sagrada não são criações da inteligência humana, mas são produtos da inteligência divina. Também não é qualquer tipo de homem que recebe visões e sonhos da parte de Deus, mas homens santos de Deus. E os homens santos de Deus são aqueles que estão santificados na verdade; e a Palavra de Deus é a verdade (João 17:17).

CONHECENDO OS PROFETAS 

5. Do que devemos nos acautelar? 
R.: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores”. Mateus 7:15
Deus possui Seus verdadeiros profetas. Todavia, as Sagradas Escrituras nos adverte para tomarmos cuidado com os falsos profetas que viriam até nós transfigurados na aparência de ovelhas, mas na verdade em seus corações são lobos devoradores. Em nossa época o mundo está enxameado de doutrinas ensinadas por falsos profetas. Homens e mulheres alegam possuir poder de revelação e de profecia. Mas eles são a prova viva do cumprimento da mensagem bíblica, que diz que nos últimos dias surgirão falsos profetas. Os falsos profetas são homens e mulheres que no seu comportamento exterior aparentam honestidade e sinceridade a Deus, mas na verdade suas reais intenções estão carregadas de interesses particulares e egoístas. Esses interesses são vários. Podem ser o desejo pelas riquezas, status, poder, popularidade, influência, e coisas semelhantes a estas, as quais costumam satisfazer os desejos carnais. Muitos desses falsos profetas estão equivocados com o seu dom, posto que suas vidas não estão em perfeita conformidade com os claros ensinos da Palavra de Deus. 6. O que surgirão nos últimos dias? O que farão?
R.: “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”. Mateus 24:24
Jesus Cristo disse nos últimos tempos iriam surgir falsos cristos e falsos profetas. E que esses falsos profetas não se limitariam em apenas trazer uma doutrina ou mensagem sobre determinado assunto, mas que para darem veracidade às suas próprias palavras e ao seu próprio ministério iriam produzir diversos fenômenos sobrenaturais, que são chamados por Jesus de “grandes sinais e prodígios”, tais como revelações, curas, exorcismos e muitas outras maravilhas (Mateus 7:22-23). A obra de engano que abrangerá o mundo inteiro será tão intensa e tão parecida com os ensinos apresentados na Bíblia Sagrada que será muito difícil de distinguir o falso do verdadeiro. E, segundo Jesus, se fosse possível, enganaria até mesmos os fieis filhos de Deus. Portanto, para não sermos enganados devemos orar e vigiar, firmes no conhecimento da Palavra de Deus. O resultado imediato da obra dos falsos profetas é o engano. E para persuadir os homens a aderirem às suas idéias e doutrinas esses “obreiros fraudulentos” realizam grandes sinais e prodígios. Mas pergunta-se: De onde vem o dom milagreiro desses falsos profetas? A resposta é uma só: de Satanás, o pai da mentira, que engana todo o mundo (Apocalipse 12:9). Portanto, as Escrituras Sagradas esclarecem que “milagres” não são provas de que alguém é um profeta de Deus. Isto porque os falsos profetas também podem - pelo poder de Satanás - realizar milagres, que aos olhos humanos passam por fenômenos sobrenaturais de origem divina. 7. Os profetas devem falar em harmonia com o que? 
R.: “À Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva”. Isaías 8:20
Mas a Bíblia estabelece um princípio geral que permite identificar o verdadeiro profeta do falso. O verdadeiro profeta fala em conformidade com a Lei e com o Testemunho das Sagradas Escrituras. E se porventura os profetas não falarem em harmonia com a Lei e com o testemunho eles nunca verão a luz, pois estão em densas trevas. A “Lei” é o nome pelo qual era conhecida a porção das Escrituras Sagradas denominada “Pentateuco”, ou seja, os primeiros cinco livros do Antigo Testamento. O “Testemunho” corresponde à porção restante das Escrituras Sagradas do Antigo Testamento, ou seja, são os escritos dos profetas, que dão testemunho daquilo que ouviram e viram em visão ou em sonhos da parte de Deus. A Bíblia Sagrada é tão importante para livrar do erro que “não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei esse é bem-aventurado”. (Provérbios 29:18). Logo o verdadeiro profeta defende, ensina e fala em perfeita harmonia com os ensinos das Sagradas Escrituras, enquanto que o falso profeta fala em desarmonia com os ensinos sagrados. Portanto, devemos examinar os profetas sob a visão da Bíblia Sagrada. Se os ensinos e atitudes dos profetas não corresponderem com aqueles que estão revelados na Palavra de Deus, eles com certeza podem ser taxados como falsos profetas e devem ser evitados a todo custo, sob pena de sermos enganados e amarrados nos laços do diabo. 8. Como podemos distinguir o verdadeiro e o falso profeta? 
R.: “Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis”. Mateus 7:16-20
Podemos ainda identificar os profetas pelos frutos que produzem, pois foi Jesus quem disse que pelos seus frutos nós os identificaríamos. O verdadeiro profeta produz bons frutos e os profetas maus produzem frutos maus, porque não pode o profeta verdadeiro dar maus frutos e nem o falso profeta dar bons frutos. Podemos conhecer os profetas pelos frutos que produzem em seu comportamento. Se um profeta for caloteiro, orgulhoso, arrogante, briguento, instigador de discórdia, hipócrita, mentiroso, mundano, sensual ou adúltero, esse é um falso profeta: “pelos seus frutos os conhecereis”. Se um profeta não for piedoso, misericordioso, caridoso, humilde, paciente, obediente aos mandamentos divinos, santificado na Palavra de Deus, esse é um falso profeta, pois: “pelos seus frutos os conhecereis”. O verdadeiro profeta produz em sua vida frutos de verdadeiro e fiel cristão. Um dos frutos produzidos pelos profetas é avaliado por aquilo que ele ensina. Nesta conformidade, os escritos, as mensagens e os ensinos do verdadeiro profeta estão sempre em perfeita harmonia com os ensinos bíblicos. Isto porque o verdadeiro profeta é um homem santo de Deus (II Pedro 1:21) porque ele está santificado na verdade, sendo que a Palavra de Deus é a verdade (João 17:17). Logo, a vida e o ensino ministrado pelo verdadeiro profeta estão em perfeita harmonia com os ensinos das Sagradas Escrituras. 9. Como podemos conhecer o falso profeta? 
R.: “Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio. E suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los. Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos: porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais ao Senhor vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma”. Deuteronômio 13:1-3
Se um profeta que diz ter sonhos ou visões, apresentar um sinal ou prodígio, e vier a ocorrer tal sinal ou prodígio que foi antecipadamente anunciado, devemos ficar atentos ao que ele vai falar. Se com suas palavras ele procura desviar o crente dos ensinos da Bíblia Sagrada, esse tal profeta é falso. Portanto, não devemos dar ouvidos às suas palavras. Deus é contra os falsos profetas.
“Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o Senhor, e os contam, e fazem errar o meu povo com as suas mentiras e com as suas leviandades: pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e não trouxeram proveito nenhum a este povo, diz o Senhor”. (Jeremias 23:32).
Mais uma vez a Bíblia Sagrada mostra que milagres não são sinais de aprovação divina, pois o inimigo pode muito bem realizar ou simular milagres, com único propósito de enganar os homens, desviando-os da verdade divina. Por isso devemos ser sóbrios como os bereanos (Atos 17:11). A exemplo deles, devemos examinar nas Escrituras Sagradas para ver se a mensagem apresentada pelo profeta está em harmonia com a Lei e com o Testemunho. A regra é muito simples. Se o ensino de um profeta estiver em perfeita harmonia com a Bíblia, em princípio ele pode ser considerado como verdadeiro, todavia se o seu ensino não estiver em harmonia com o que diz a Palavra de Deus, ele pode ser imediatamente tachado como um falso profeta, e não devemos dar ouvidos a ele.
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas, que entre vós profetizam; ensinam-vos vaidades: falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor”. (Jeremias 23:16).
 

ÚLTIMOS DIAS 

10. A quem o Senhor Jeová revela Seus segredos? 
R.: “Certamente o Senhor Jeová não fará cousa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas”. Amós 3:7
A Bíblia Sagrada ensina que Deus revela os Seus segredos aos seus servos. “As cousas encobertas são para o Senhor nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para nossos filhos para sempre”. (Deuteronômio 29:29). Uma vez revelado, o segredo de Deus passa a pertencer a toda a humanidade para sempre. Deus nada fará sem antes ter revelado o Seu propósito aos santos profetas. Portanto, toda vez que Deus tiver a intenção de fazer alguma coisa, Ele promete manifestar-se aos Seus servos, que sãos os profetas. Portanto, devemos estar atentos ao que os santos profetas têm a nos dizer sobre a vontade de Deus para conosco.

CONCLUSÃO 

11. Em quem você deve crer para prosperar? 
R.: “Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros; crede nos seus profetas, e sereis prosperados”. II Crônicas 20:20
- 2ª parte Para estarmos seguros da nossa salvação devemos crer no Senhor nosso Deus, “porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6). Portanto, além de crermos que Deus existe, também devemos crer que Ele recompensa aqueles que O buscam. E se desejamos crescer, e prosperar em nossa vida espiritual devemos crer nos profetas de Deus, aceitando inteiramente suas mensagens. Quando cremos nos profetas de Deus somos conduzidos ao caminho que conduz à vida. Quando aceitamos as mensagens dos profetas de Deus iremos ter uma maior convicção e intimidade com as verdades divinas, e nossa própria existência será mais consagrada a Deus. Quando cremos nos profetas de Deus haverá mais espiritualidade e menos heresias e apostasias. Pois, “temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis, em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vossos corações”. (II Pedro 1:19). 12. O que você deve desprezar? 
R.: “Não desprezeis as profecias”. I Tessalonicenses 5:20
Encerramos esta mensagem com a admoestação do apóstolo Paulo, que diz que os cristãos não devem desprezar as profecias. Mas então pode surgir a pergunta: que tipo de profecias? As profanas ou as divinas? É evidente que se trata das profecias divinas, uma vez que é produzida por vontade de Deus através de homens santos em benefício de todos os crentes. Como vimos as profecias profanas são diabolicamente inspiradas e não tem luz. São provenientes do príncipe das trevas deste mundo: o pai da mentira. Visam unicamente enganar aos homens, desviando-os das verdades bíblicas, e se fosse possível enganariam até mesmos aqueles que herdarão a vida eterna. Apesar de existir falsos profetas, você não deve desprezar as profecias divinas.
“E não sejais como vossos pais, aos quais clamavam os primeiros profetas, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Converti-vos agora dos vossos maus caminhos e das vossas más obras; mas não ouviram, nem me escutaram, diz o Senhor”. (Zacarias 1:4)
FONTE: Esse artigo é de autoria de Leandro Bertoldo, para conhecer e adquirir o conteúdo integral acesse ? Leandro Bertoldo clube de autores.]]>
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<![CDATA[Profecia de Daniel: 2300 tardes e manhãs e as 70 semanas]]> https://tempoprofetico.com.br/profecia-de-daniel-2300-tardes-e-manhas-e-as-70-semanas/ Tue, 21 Apr 2020 04:14:21 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1285

2300 tardes e manhas grafico As profecias de Daniel apresentam um quadro que percorre um período que ultrapassa 2 milênios de história, a estátua do sonho de Nabucodonosor descreve a sucessão de reinos e impérios mundiais que dominaram o mundo, desde a antiguidade até os dias ainda futuros. Nesse artigo você vai entender o significado da profecia das 2.300 tardes e manhãs, ou 2.300 anos (Dn 8:14) e as 70 semanas, que é um período incluído dentro, e a partir do início dessa profecia.

SÍMBOLOS PROFÉTICOS

Toda a profecia de interpretação historicista baseia-se na premissa básica de que 1 dia equivale a 1 ano, a partir disso é possível calcular o tempo profético nos escritos de Daniel e Apocalipse. Fazendo isso, notasse que as profecias de Daniel assumem um papel revelador na história sagrada, a profecia das 70 semanas por exemplo, com impressionante precisão descreve com centenas de anos de antecedência, acontecimentos como: - O tempo da reconstrução de Jerusalém; - O nascimento de Cristo - O batismo de Jesus - Morte de Cristo - Início da graça para os gentios, marcado pelo apedrejamento de Estevam no ano 34 DC; - Purificação do santuário celestial em 1844, data final dos 2.300 anos.

SIGNIFICADO DOS TERMOS

70 semanas principio dia ano 1 TARDE E MANHÃ = 1 DIA (Gn 1) 1 DIA = 1 ANO (Ez 4:7 E Nm 14:34) 1 SEMANA = 7 DIAS = 7 ANOS 7 SEMANAS / 7 X 7 = 49 ANOS 62 SEMANAS / 62 X 7 = 434 ANOS 70 SEMANAS 70 X 7 490 ANOS 2.300 TARDES E MANHÃS = 2.300 DIAS / ANOS 42 MESES = 1.260 DIAS / ANOS

DETALHES DAS DATAS

  457 AC = Ordem para reconstrução 408 AC = Fim da primeira reconstrução 03 AC = Nascimento de jesus 27 DC = Batismo de jesus, 30 anos de idade 31 DC = Morte de jesus aos 33 anos 34 DC = Apedrejamento de estevam 1844 DC = Fim das 2.300 tardes e manhãs (*AC: Antes de Cristo *DC: Depois de Cristo)

HISTÓRIA IGREJA CRISTÃ

Do ano 34 ao tempo do fim, prefigurado nas profecias do Apocalipse. As sete eras da igreja crista

AS SETE IGREJAS

Se refere a história da igreja de Deus antecipadamente descrita. 1 Primeira igreja: Éfeso, de 34 a 100 - Boas obras; 2 Segunda igreja: Esmirna, de 100 a 313 - Igreja perseguida; 3 Terceira igreja: Pérgamo, de 313 a 538 - Igreja popularizada; 4 Quarta igreja: Tiatira, de 538 a 1517 - Igreja deturpada; 5 Quinta igreja: Sardes, de 1517 a 1833 - Reforma espiritual; 6 Sexta Igreja: Filadélfia, de 1833 a 1844 Igreja missionária; 7 Sétima igreja: Laodicéia, de 1844 até o fim - Igreja morna.

OS SETE SELOS 

Se referem à natureza da luta em que se envolvem as respectivas igrejas. Primeiro Selo - Cavalo branco: de 34 a 100 - PUREZA; Segundo Selo - Cavalo vermelho: de 100 a 313 - PERSEGUIÇÃO; Terceiro Selo - Cavalo preto: de 313 a 538 - APOSTASIA; Quarto Selo - Cavalo amarelo: de 538 a 1517 - TREVAS ESPIRITUAIS; Quinto Selo - Reforma Protestante: de 1517 a 1755 - ALMAS DEBAIXO DO ALTAR; Sexto Selo - Mensagem do Advento: de 1755 AOS NOSSOS DIAS - TEMPO DO FIM Sétimo Selo Apoc 8:1 - é a segunda vinda de Jesus Cristo.

AS SETE TROMBETAS

Se referem as guerras de natureza política mas com consequências no mundo religioso. Primeira Trombeta: Invasão da Europa pelos Godos comandados por Alarico (Apoc. 8:6-7), com destruição de Roma. Segunda Trombeta: Invasão pelos Vândalos de Genserico, vindo pelo mar e destruindo Roma em 455, saqueando-a por 14 dias e posterior destruição da esquadra naval com morte de 1/3 do exército romano, cerca de 30.000 soldados. Terceira Trombeta: Invasão pelos Hunos de Átila, que em 452, na batalha às margens do Marne, eliminou 150.000 soldados romanos. Quarta Trombeta:  Invasão dos Érulos de Odoacro, que destruiu definitivamente o Império Romano Ocidental, em 476, sendo deposto Rômulo, o último dos Césares. Quinta Trombeta:  Período de muitas guerras, onde se distinguiram as conquistas dos Sarracenos, Maomé e os Otomanos, e que culminou com a Queda de Constantinopla, em 1453, e o fim do Império Romano Oriental. Terminou de todo o império romano. Sexta Trombeta:  Foi o período de supremacia turca e árabe, e que terminou em 11 de agosto de 1840 com o fim da supremacia turca e a queda do império otomano. Sétima Trombeta: Está em vigor atualmente, com nações iradas e preparo para o fim do mundo e segunda vinda de Cristo.

CONCLUSÃO

Você aprendeu aqui sobre a Profecia de Daniel acerca das 2300 tardes e manhãs e as 70 semanas, com informações, significado de símbolos e gráficos explicativos. O que achou desse material? Deixe um comentário abaixo com sua opinião.]]>
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<![CDATA[A estátua do sonho de Nabucodonosor]]> https://tempoprofetico.com.br/a-estatua-do-sonho-de-nabucodonosor/ Tue, 21 Apr 2020 04:39:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1288

1. Qual era o nome do Rei que teve uns sonhos? 
R.: “E no segundo ano do reinado de Nabucodonosor teve Nabucodonosor uns sonhos; e o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o seu sono”. Daniel 2:1
O profeta Daniel diz em seu livro que Nabucodonosor estava no segundo ano do seu reinado, quando em certa noite teve uns sonhos impressionantes. Os sonhos o incomodaram de tal maneira, que o rei se sentiu extremamente perturbado a ponto de perder totalmente o seu sono. Na verdade o sonho foi tão perturbador que Nabucodonosor ficou apavorado, a ponto de acordar e esquecer totalmente do conteúdo do que havia sonhado. Cheio de aflição, mandou chamar imediatamente à sua presença, os caldeus, magos, encantadores e feiticeiros que viviam à suas custas em sua corte. Esses homens tinham grande poder e influência sobre o povo, e eram tidos como sábios, e conhecedores dos mistérios do Universo. Desesperado, o rei exigiu que algum dos seus sábios lhe dissesse qual tinha sido o seu sonho, bem como sua interpretação. Todavia, na presença do rei nenhum dos sábios pôde informar a Nabucodonosor qual tinha sido o seu sonho, e muito menos dar uma interpretação. O rei ficou indignado com a resposta evasiva dos sábios. Então, desconfiado das supostas habilidades mágicas dos sábios que viviam em sua corte e à suas custas, o rei ordenou por decreto que todos eles fossem mortos. 2. A quem foi revelado o segredo daquele sonho? 
R.: “Então foi revelado o segredo a Daniel numa visão de noite: então Daniel louvou o Deus do Céu”. Daniel 2:19
Daniel era um príncipe da Judeia que se encontrava cativo na corte de Babilônia. Na época do sonho de Nabucodonosor, Daniel contava aproximadamente vinte anos de idade. Ele havia estudado durante três anos na “Universidade de Babilônia”, e na época dos exames finais foi examinado pelo próprio rei Nabucodonosor, que o aprovou com louvor. Por essa razão Daniel era tido como um dos conselheiros e sábios da corte. Somente quando Daniel foi preso, é que ele soube do decreto de morte do rei. Nesse momento, mostrando uma tremenda presença de espírito e de fé, solicitou que o monarca lhe concedesse um certo prazo de tempo para que pudesse apresentar a revelação e a interpretação do sonho que o rei havia tido. O tempo solicitado lhe foi concedido pelo rei. Então Daniel convocou os seus três companheiros de exílio para juntos rogarem a Deus para que lhes fossem concedido a revelação e interpretação do sonho que Nabucodonosor havia tido e esquecido. A Bíblia diz que à noite Daniel teve uma visão, na qual Deus revelava o segredo do sonho (sonho e interpretação) que o rei Nabucodonosor tivera. Após a visão, Daniel agradecido e cheio de alegria, porque tão grande graça lhe foi concedida, louvou e atribuiu todo o crédito unicamente a Deus. O SONHO 3. O que o rei viu no sonho que esqueceu? 
R.: “Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua: esta estátua, que era grande e cujo esplendor era excelente, estava em pé diante de ti; e a sua vista era terrível”. Daniel 2:31
Daniel se apresenta diante do rei Nabucodonosor, e confiantemente revela o segredo do sonho. Quando Daniel começou a relatar o sonho para Nabucodonosor, este imediatamente – como num clarão fugaz – se recorda do sonho que havia tido e se esquecido. Segundo a descrição de Daniel, o rei havia sonhado com uma grande estátua, cujo esplendor era extraordinário e de beleza indescritível. No sonho, a estátua estava em pé diante do rei, que a admirava com grande interesse, mas cuja simples visão era assustadora. 4. De que eram feitas as várias partes da estátua?
R.: “A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços de prata; o seu ventre e as suas coxas de cobre. As pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro”. Daniel 2:32-33
A estátua estava bem delimitada por cinco partes: “cabeça”, “peito e braços”, “ventre e coxas”, “pernas” e “pés”. Cada uma das cinco partes da estátua estava caracterizada por cinco elementos de valor progressivamente inferior ao anterior: “ouro”, “prata”, “cobre”, “ferro” e “barro”. A cabeça da estátua era constituída pelo metal mais precioso: o ouro fino. O peito e os braços eram constituídos por um metal inferior ao ouro: a prata. O ventre e as coxas estavam caracterizados por um outro metal inferior à prata: o cobre. Já as pernas daquela espantosa estátua estavam caracterizadas pela dureza do ferro. E os pés eram em parte de ferro e em parte de barro. 5. O que foi que despedaçou a estátua?
R.: “Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou”. Daniel 2:34
No sonho que havia tido, Nabucodonosor estava admirando a estátua, quando de repente uma pedra foi cortada por uma mão invisível. A seguir a pedra foi lançada com ímpeto, e atingiu a estátua exatamente nos pés que eram em parte de ferro e em parte de barro. E devido à fragilidade dos pés, a estátua se desmoronou, vindo a se fragmentar diante dos olhos aterrorizados de Nabucodonosor.

INTERPRETAÇÃO DO SONHO 

6. Quem era representado pela cabeça de ouro? R.: “Tu, ó rei, és rei de reis: pois o Deus do céu te tem dado o reino, o poder, e a força, e a majestade. E onde quer que habitem filhos de homens, animais do campo, e aves do céu, ele tos entregou na tua mão, e fez que dominasses sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro”. Daniel 2:37-38 Deus concedeu a Daniel não apenas a revelação do sonho, mas também a interpretação do seu significado. Segundo Daniel, o rei Nabucodonosor havia fundado o seu império, e se tornando rei de reis porque Deus lhe havia dado o reino, o poder, a força e a majestade para poder fundar o fabuloso Império Babilônico. Segundo a explicação fornecida por Daniel, Deus havia entregado nas mãos e sob o domínio de Nabucodonosor todos os filhos dos homens, todos animais do campo e todas aves do céu. Com isso Nabucodonosor fundou e consolidou o seu império, tornando-se a cabeça desse império. Segunda a profecia de Daniel, a cabeça de ouro da estátua representa o Império Babilônico na pessoa de Nabucodonosor. A História Universal mostra que o Império Babilônico teve sua existência entre os anos de 605-539 a.C. 7. Como seria o reino que seguiria a Babilônia? 
R.: “E depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de metal, o qual terá domínio sobre toda a terra”. Daniel 2:39
- 1ª parte Em sua explanação ao rei, Daniel esclarece que o reino de Babilônia um dia iria cair. E em seu lugar se levantaria um outro reino, porém inferior ao reino que Nabucodonosor havia fundado, assim como a prata é inferior ao ouro. A História Universal mostra que sessenta anos após o sonho de Nabucodonosor, Babilônia caiu em poder do reino da “Medo-Persa” (539-331 a.C.). Na estátua, o peito e os braços de prata representa o segundo reino do sonho de Nabucodonosor: o reino Medo-Persa. Em 539 a.C. Ciro, eminente general persa, subjugou o poderoso e temível Império Babilônico. Com isso estabeleceu a segunda Potência Universal. 8. O que é dito sobre o terceiro reino? 
R.: “E depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de metal, o qual terá domínio sobre toda a terra”. Daniel 2:39 -
2ª parte A seguir Daniel informa a Nabucodonosor que o segundo reino também iria cair, e em seu lugar surgiria um terceiro reino, cujo domínio alcançaria uma grande extensão de terra. A História Universal revela que o reino que sucedeu ao Império Medo-Persa foi o reino da Grécia (331-168 a.C.). Nas batalhas de Grânico em 334 a.C. Isso em 333 a.C. e Arbela em 331 a.C., a Medo-Persa caiu diante das forças da Grécia comandadas por Alexandre o Grande. Na estátua, o ventre e as coxas de bronze, representam o terceiro reino: o reino da Grécia. 9. Qual é o metal que caracteriza o quarto reino?
R.: “E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro esmiuça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as cousas, ele esmiuçará e quebrantará”. Daniel 2:40
Daniel esclarece a Nabucodonosor que o terceiro reino também cairá, e em seu lugar surgirá um quarto reino. Esse reino será mais forte e mais violento do que todos os três reinos anteriores, sendo comparado à rigidez do ferro, que a tudo destrói. De forma que esse quarto reino esmiuçará e quebrantará sem misericórdia qualquer nação que se oponha aos seus desígnios. A História Universal mostra que o reino que sucedeu ao reino da Grécia foi o reino de Roma (168 a.C. a 476 d.C.). Na estátua, as pernas de ferro, simbolizam o quarto reino: o reino de Roma. Na batalha de Pidna, em 168 a.C., Roma dominou o reino da Grécia e se tornou a quarta Potência Mundial.

O REINO DIVIDIDO 

10. O que aconteceria com o reino de Roma? 
R.: “E, quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma cousa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil”. Daniel 2: 41-42
Finalmente chegamos aos pés e aos dedos da estátua. Segundo Daniel, por serem constituídos em parte de ferro e em parte de barro, isto significa que seria um reino dividido, posto que barro e ferro não dão liga. Mas, por um lado esses reinos divididos seriam firmes como o ferro e por outro lado seriam frágeis como o barro. O poderoso Império Romano tornou-se um reino dividido. Hoje é identificado como sendo a Europa dividida em vários países. Na estátua, os pés e os dedos em parte de ferro e de barro simbolizam os dez reinos em que Roma foi dividida. A História Universal mostra que as invasões dos bárbaros do norte da Europa terminaram por fragmentar o Império Romano em 476 d.C. E foi dividido exatamente em dez partes, tantas quantos são os dedos dos pés, a saber: 1) Lombardos - Itália; 2) Francos - França; 3) Saxônico - Inglaterra; 4) Alamanos - Alemanha; 5) Suevos - Portugal; 6) Visigodos - Espanha; 7) Burgundos - Suíça; 8) Vândalos; 9) Hérulos; 10) Ostrogodos. No século seguinte esses três últimos reinos foram destruídos. 11. Apesar de unido por laço de família, o que não aconteceria? 
R.: “Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro se não mistura com o barro”. Daniel 2:43
Daniel diz que embora o ferro e o barro não dão liga, eles estavam misturados, indicando claramente que os governantes desses reinos divididos iriam procurar se misturar através do casamento dando origem a descendentes com o intuito de ligaram um reino ao outro, mas, segundo a profecia, jamais se ligariam novamente, assim como o ferro e o barro não se ligam. Jamais se tornará um império. Diz a História Universal que Carlos Magno, Carlos V, Napoleão Bonaparte tentaram por todos os meios reunir os países europeus com o objetivo de fundar um Império Universal, mas fracassaram porque Deus disse que jamais se ligariam novamente, assim como o ferro e o barro não se ligam. Também foi por meio de casamentos que os governantes europeus procuraram formar laços de família com a intenção de fortalecer e ligar os reinos da Europa. Todavia, quando a primeira Guerra Mundial explodiu, era tio contra sobrinho, cunhado contra cunhado. Fracassaram porque Deus disse que jamais “se ligarão um ao outro, assim como o ferro se não mistura com o barro”. A profecia se mostrou mais forte que qualquer vontade humana, e assim permanecerá até os fins dos tempos. Os reinos da Europa jamais se ligarão politicamente para formarem um novo império com um único soberano. Sempre que isso foi tentado, também sempre redundou em guerra. E podemos concluir que sempre redundará em guerra. “Como pois se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?” (Mateus 26:54).

ESTABELECIMENTO DO REINO DE DEUS 

12. Nos dias de quem será estabelecido o reino de Deus? 
R.: “Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo: esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre”. Daniel 2:44
Quanto à pedra que foi cortada sem mão, e que atinge os pés da estátua, Daniel interpretou como sendo o estabelecimento do reino de Deus na Terra. Segundo a profecia, o reino de Deus jamais será destruído como os reinos anteriores o foram. Nunca será dominado por qualquer outro povo. Mas pelo contrário, o reino de Deus destruirá e consumirá até ao pó todos esses reinos, e será estabelecido por toda a eternidade. Nos dias de hoje, estamos vivendo no período representado pelos dedos dos pés da estatua, que é em parte de ferro e de barro. Disso se pode inferir que logo Deus intervirá na história da humanidade com a volta de Jesus Cristo e estabelecerá o seu reino de luz e paz de eternidade a eternidade. Destarte, o reino de Deus certamente será estabelecido para sempre na Terra. E como prova da veracidade dessa afirmação, temos as profecias do sonho de Nabucodonosor referente aos reinos de Babilônia, Medo-Persa, Grécia, Roma e os reinos divididos, cuja exatidão do cumprimento pode-se facilmente comprovar pela História Universal.

CONCLUSÃO

Você pode crer com segurança nas mensagens das Sagradas Escrituras. Pois as profecias cumpridas demonstram que a Bíblia realmente é divinamente inspirada. Sendo que as profecias cumpridas servem para comprovar que a mensagem bíblica é verdadeira. Além disso, fornecem a convicção de que as profecias que ainda restam para se cumprir, certamente se cumprirão com absoluta precisão.
“Buscai no livro do Senhor, e lede; nenhuma destas cousas falhará, nem uma nem outra faltará; porque a minha própria boca o ordenou, e o seu espírito mesmo as ajuntará”. (Isaías 34:16).
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<![CDATA[Apocalipse - Revelações de Esperança com Pr. Luis Gonçalves - Tema 01/21 - A Revelação]]> https://tempoprofetico.com.br/1293-2/ Tue, 21 Apr 2020 10:28:09 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1293

Olá amigos, todos nós estamos passando por momentos difíceis, muitas perguntas vêm a nossa mente, não é mesmo? Queremos te convidar para entender e conhecer as mais incríveis revelações de Deus para a humanidade. Pegue sua Bíblia e participe conosco! [embed]https://youtu.be/5kMaKShnl6A[/embed]]]>
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<![CDATA[E agora? É o fim? E se for?]]> https://tempoprofetico.com.br/e-agora-e-o-fim-e-se-for/ Sat, 25 Apr 2020 14:04:39 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1297

Covid-19. O mundo está virado de cabeça pra baixo num emaranhado de polêmicas sem fim. Perdidão! Quanto à origem dessa pandemia, há quem diga que teria sido por acidente, que seria consequência das imprudências alimentares de um povo, que seria a intenção de um governo em estabelecer controle demográfico ou que seria até mesmo uma conspiração visando imperialismo global. Leia também: Quanto à letalidade do coronavírus, enquanto muitos estão histericamente com medo do que poderia acontecer, outros tantos dão risada do que esperam como uma suposta gripezinha. Cada um diz uma coisa sobre quando teremos o pico pandêmico em nossa região, mas ninguém sabe ao certo. Isolamento vertical e isolamento horizontal passaram a ser verdades pelas quais brigam-se com grande paixão… Que loucura! Vale a pena entrar nessas discussões? Algumas coisas são fatos. O coronavírus existe, é transmissível, infecta pessoas, vitimiza parte delas e é derrotado por outra parte dos infectados. Mas, como consequência disso, outras guerras passaram a acontecer, como, por exemplo, a econômica. Da noite para o dia, o mercado financeiro inteiro se transformou, e surgiram dois grandes blocos: o dos que estão ganhando e o dos que estão perdendo muito dinheiro com essa situação. Em cada um deles, há ainda pelo menos dois tipos de gente: os idôneos e os inescrupulosos. Aqueles que querem se valer do oportunismo sem escrúpulos para ganhar muito dinheiro por causa do isolamento. Há, também, os inescrupulosos, que sofrem grandes perdas financeiras por causa do isolamento, com o discurso que minimiza o mesmo vírus em seu poder de contágio e letal. De econômica, a batalha passa a ser política e midiática. E a população? Em grande parte dividida, sem saber qual é o “tamanho real” de um vírus aumentado ou diminuído pelas lentes dos mal-intencionados. E o pior: isso se transforma em lutas pessoais, que terminam com tantos sentimentos feridos. E assim, sem negar a realidade biológica, é claro, quase podemos dizer que os principais, primeiros e mais frequentes sintomas dessa pandemia seriam a infodemia, os transtornos psicoemocionais e os problemas financeiros. O mundo já passou por muitas pandemias? Já. Mas esta é inédita, porque é a primeira na qual temos o smartphone e as redes sociais de forma tão acessível na palma da mão de todos. E isso gera um comportamento coletivo nunca experimentado antes pela sociedade. Portanto, este isolamento não é uma pausa; estamos numa passagem histórica sem precedentes. Depois que passar a crise do coronavírus, o mundo estará diferente, com novas formas de fazer muitas coisas, mudado para sempre.

Como devemos nos comportar?

E como cristãos, como devemos nos comportar? Vamos ficar brigando por bandeiras políticas? Poderemos nos perder nos oceanos incertos das ideologias? Devemos permitir-nos adoecer mentalmente? Entraremos numa luta materialista? “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se veem, mas sim nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, enquanto as que se não veem são eternas” (2 Coríntios 4:17-18). Em primeiro lugar, devemos nos apossar da consciência correta do que está acontecendo à luz dos pilares da nossa fé. Buscando isso, sobre essa pandemia, muitos perguntam: “E agora, é o fim?” Nosso Mestre e Seus apóstolos compartilharam conosco vários sinais do tempo do fim. E deles não temos como escapar. Se o evento mundial do Covid-19 for uma disputa entre potências mundiais, nação levantando-se contra nação, é sinal do tempo do fim previsto por Jesus em Mateus 24:6. Aos que dizem que o real problema desse acontecimento seria o risco da miséria, no mesmo versículo Jesus diz “haverá fomes”. Para os visualizadores de conspirações que imaginam que estamos diante de uma intenção de domínio psicológico de massas, a angústia entre as nações e a perplexidade dos seres humanos por causa dos grandes barulhos sociais também foram profetizadas por Jesus como sinais do tempo do fim em Lucas 21:15. Se o maior problema que estamos tendo for um possível comportamento histérico das pessoas, o versículo seguinte também apresenta o sinal nos “homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo”. E quanto à possibilidade de qualquer perversão dos fatos visando qualquer tipo de tomada de poder? Paulo explicou a Timóteo que, nos últimos dias, as pessoas seriam egoístas, avarentas, sem amor umas para com as outras, inimigas do bem e traidoras (2 Timóteo 3:1-4). Isto também se aplica aos aproveitadores inescrupulosos, caso alguém quisesse dizer que esta crise seria apenas mais uma guerra econômica e não um sinal do tempo do fim. Mas, limitando-nos à narrativa comum de que uma pandemia está em curso, ficamos enquadrados nas “epidemias… em vários lugares” previstas por Jesus para sinalizar o tempo que precederia Sua volta (Lucas 21:11).

Volta próxima

Enfim, seja o que for, esta crise é um sinal de que a volta de Jesus se aproxima. “Mas todas estas coisas são [apenas] o princípio das dores”, Ele explicou (Mateus 24:8). Ou seja, embora a pandemia seja um sinal do tempo do fim, ele pode não ser o fim. Seria, então, de importância pequena? Não! Você sabe de que dores Jesus estava falando? Paulo explica: são as dores de parto do planeta que geme cada vez mais forte por estar chegando a sua hora! (Romanos 8:22; 1Tessalonissenses 5:1-3). Quando dizemos que terremotos, guerras, fomes, epidemias, corrupções, etc., são sinais da volta de Jesus, há quem menospreze (2 Pedro 3:3-4) afirmando que essas coisas sempre aconteceram no mundo. Mas é importante observar o que Jesus e Paulo falam sobre a semelhança dessas ocorrências como sinais do tempo do fim com as contrações do parto. Com o passar do tempo, acontecem progressivamente repetidas vezes, e se tornam progressivamente mais longas, e intensificam-se progressivamente mais fortes. Por isso, em segundo lugar, devemos continuar estudando os eventos finais previstos pela Bíblia, para os mantermos bem claros na mente, a fim de não incorrermos em equívocos. Tem gente por aí tentando enquadrar essa pandemia como a primeira das sete pragas apocalípticas! E temos como saber que não é, porque a escatologia aponta o acontecimento dos eventos finais numa ordem sequencial. Primeiro, acontecerá o derramamento do Espírito Santo (Joel 2:28-29), depois a pregação do evangelho alcançará todos os povos (Mateus 24:14), a seguir acontecerá o decreto dominical (Apocalipse 13:16), seguida do fechamento da porta da graça (Mateus 25:10; Apocalipse 22:11), para, então, as últimas pragas começarem a acontecer (Apocalipse 16). E o terceiro ponto é o que realmente nos compete. “Os justos clamam, o Senhor os ouve e os livra de todas as suas tribulações” (Salmo 34:17). Se ainda não for o fim, se qualquer teoria estiver certa ou errada, como cristãos, nosso dever é lutar, mas de forma cósmica (Efésios 6:12), com os joelhos, para que Deus nos cure política, física, econômica e espiritualmente (2 Crônicas 7:14). Então a crise atual não tem nada a ver com os eventos finais? Tem tudo a ver!

O que devem fazer os cristãos diante disto?

Sem saber (ou talvez sabendo), o mundo se prepara, cada vez mais, para um cenário em que possivelmente poderes tenham controle social total sobre as escolhas das pessoas, o ir e vir dos cidadãos e a liberdade econômica de cada indivíduo. Você não acha que o que estamos vivendo é um grande ensaio para o que sabemos que acontecerá (Apocalipse 13:17)? Então, por que não ensaiarmos a nossa parte também? Se o próximo grande cumprimento profético que esperamos ver acontecer é a chuva serôdia, qual é a nossa parte nessa batalha? “Pedi ao Senhor chuva no tempo da chuva serôdia… e lhes dará chuvas abundantes” (Zacarias 10:1; Ezequiel 34:26). Está tudo parado? Para o cristão não deveria estar, pois ele deve se ocupar intensamente na atividade do clamor (Jeremias 29:12-13) pelo reavivamento. E antes que a porta da graça se feche (Isaías 55:6-13). E isso não deve ser motivo para medo: “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, alegrem-se e levantem a cabeça, porque a vossa redenção se aproxima” (Lucas 21:28).]]>
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<![CDATA[8 razões para você estudar e compreender o livro do Apocalipse]]> https://tempoprofetico.com.br/8-razoes-para-voce-estudar-e-compreender-o-livro-do-apocalipse/ Sat, 25 Apr 2020 23:20:12 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1300

O Apocalipse traz revelações inquietantes sobre o presente e o futuro. Saiba por que é importante compreendê-lo. A Bíblia é um livro, e todo livro nos convida à leitura. E quando se trata de leitura, há duas abordagens possíveis: ler para se informar e ler para entender. A abordagem “ler para se informar” é a mais comum, e a mais fácil. É o que ocorre quando lemos jornais, revistas, ou qualquer coisa que nos seja imediatamente inteligível – de acordo com a nossa capacidade e talento. Esse tipo de leitura aumenta nosso estoque de informações, mas é incapaz de aumentar nosso entendimento. E por quê? Porque a leitura do nível informativo não provoca inquietação intelectual, perplexidade intelectual, e nem nos desafia a um raciocínio apurado que esteja acima de nossa capacidade de compreensão. Mas a abordagem “ler para entender” é diferente. É o tipo de leitura de algo que, em princípio, não entendemos completamente. Normalmente essa “coisa” a ser lida é melhor ou maior do que o leitor. E o leitor sabe que essa leitura aumentará seu entendimento, pois desafiará seu intelecto. Digamos que é uma comunicação entre desiguais: o conteúdo do livro é maior que o leitor do livro, por isso o leitor aprende. E por isso este tipo de livro exige maior grau de inteligibilidade que o livro meramente informativo. Leia também:  Apocalipse é um tipo de leitura “ler para entender”. E, por isso, desafia nosso intelecto, porque estamos diante de um livro que é melhor e maior do que nós; afinal, seu autor é o próprio Deus, e seu escopo começou antes de nós e invade a eternidade. Além do mais, seu propósito não é nos informar, mas nos fazer compreender algo. E mais do que compreender: fazer-nos entender para acreditar, para viver, e para dar a vida por essa crença.

Oito razões 

Dito isto, o estudo e compreensão do Apocalipse é muito importante pelo menos por oito razões.

1. Porque é revelação “de” Jesus Cristo

De acordo com o teólogo Ranko Stefanovic, a frase introdutória de Apocalipse, “de Jesus Cristo”, pode se referir a Cristo como quem revela (“revelação que vem de Jesus Cristo”), ou como quem é revelado (“revelação acerca de Jesus Cristo”). Gramaticalmente, ambas as traduções são possíveis. Entretanto, o contexto favorece a primeira como o significado principal, porque Jesus recebe a revelação e a transmite a João. Então, se a revelação vem de Jesus Cristo, a atitude correta e esperada é que estudemos este livro com dedicação e afinco. Afinal, como poderíamos negligenciar conteúdo vindo do próprio Deus?

2. Porque é a revelação de Jesus

Ou seja, se bem que as visões apresentadas têm sua fonte em Jesus, também são sobre Ele. Ele é o grande herói do livro, a figura central. Ele anda entre os candelabros (igrejas) e mantém suas estrelas (ministros fiéis) em Sua mão direita (Apocalipse 1:12, 13, 20). Só ele é capaz de “tomar o livro e de abrir-lhes os selos” (5: 9). Ele acabará por “reger todas as nações com cetro de ferro” (12: 5). O Apocalipse está repleto de Jesus. Seus títulos ou alusões a Ele aparecem quarenta e nove vezes no capítulo 1; trinta e nove vezes no capítulo 2; quarenta e nove vezes no capítulo 3. Ele é o Criador, o Eterno, o Todo Poderoso, o Deus do Céu, o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, o Cordeiro – tanto o Cordeiro sacrificial como o Cordeiro conquistador, o Sol radiante e a Estrela da Manhã, o Santo. Ao todo, aparecem pelo menos dezenove nomes descritivos Dele dentro do livro. Chegamos a conhecer mais de Seu caráter e missão enquanto estudamos sua mensagem. Desta forma, precisamos nos debruçar no livro que tanto fala de Jesus Cristo, pois Ele é a figura central de toda a Sagrada Escritura, e a pessoa central do Apocalipse. Sim, “no Apocalipse, o Deus trino revela sua Palavra ao leitor.[4]

3. Porque o Apocalipse é o ápice da revelação divina

O livro de Apocalipse completa e coroa o cânon sagrado. Nela, versos de livros do Antigo Testamento (AT) se reúnem em um final triunfante. Os teólogos Westcott e Hort listam mais de 400 citações do AT no Apocalipse. Adicionando as alusões ao AT que o Apocalipse contém, esse número pode subir para mais de 500. E essas citações e alusões é maiormente de sete livros: Êxodo, Salmos, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel e Zacarias. O rico imaginário do Apocalipse é extraído do AT. Há nomes de lugares como Jerusalém, Babilônia, Eufrate. Há, ainda, nomes de objetos como o templo e seus móveis, bem como pessoas como Balaão e Jezabel. Assim, facilmente podemos concluir que o Apocalipse é ao ápice da revelação. Como diz Simon Kistemaster, “todo o livro do Apocalipse volta a nossa atenção para o seu autor principal, Deus. Ele é o artista divino, o arquiteto supremo. É um tomo divinamente elaborado, no qual Deus demonstra a sua mestria”.[5] Não resta dúvida: O Apocalipse merece ser lido e estudado!

4. Porque fornece avisos e promessas para a igreja, que apontam para a vitória final

Logo no verso 3 do capítulo 1, Apocalipse envia este recado fundamental: “Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia”. E no final do livro, João diz: “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro…” (22:18). O apóstolo João claramente pretendia que seus escritos fossem uma mensagem profética a ser dada às igrejas, com o propósito de iluminar sua caminhada. De fato, João “conclama a cristandade toda com as palavras: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 2:7,11,17).[6] Por isso, precisamos estudar o Apocalipse.

5. Porque o Apocalipse estabelece a verdadeira filosofia da história

O livro de Apocalipse revela Deus no controle da história, e evidencia uma filosofia da história que pode ser assim sintetizada: A vida humana se move em direção à consumação de um grande objetivo, de acordo com os propósitos da vontade soberana de Deus. O ser humano pode impedir, desviar ou atrasar os planos de Deus, mas não pode destruí-los. A justiça finalmente triunfará e o mal será vencido para sempre. E neste processo todo, Deus está com o Seu povo. Ele está guiando o curso dos eventos humanos e Sua causa finalmente triunfará. Ao leitor atento, fica evidente que “o livro do Apocalipse revela Jesus Cristo em Sua obra para aperfeiçoar um povo na Terra, a fim de que este reflita Seu caráter, e guiar a igreja através das vicissitudes da his­tória rumo ao cumprimento de Seu propósito eterno”.[7] É neste livro, de forma mais clara do que no restante da Bíblia, que se revela “ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contramarcha dos interesses, paixões e poderio humanos, a força de um Deus misericordioso, a executar de forma silenciosa e paciente os conselhos de Sua própria vontade”.[8] Não resta dúvida que o leitor que estuda e compreende o Apocalipse, tem a chance de viver com outro entendimento da vida, e com outro sentido de vida. Na verdade, o verdadeiro sentido.

6. Porque é um livro representativo[9]

Já percebeu que o livro de Apocalipse se torna mais significativo toda vez que há uma crise mundial, ou ao menos mais ampla? Quando se levanta um problema sério que afeta milhões de pessoas, dificilmente alguém pensa no majestoso livro de Isaías, ou no poético Salmos, e nem sequer no profundamente teológico livro de Romanos. Sempre que ocorre uma crise, sempre que há destruição e ameaça de perseguição, ou quando a fé é provada, recorremos ao Apocalipse para fortalecer a esperança e lembrar do futuro promissor ao lado de Deus. Ele tem a propriedade de encorajar e motivar.

7. Porque o livro de Apocalipse nos conduz ao clímax da narrativa bíblica

A leitura do Apocalipse deixa evidente: estamos chegando ao final da jornada. Sim, nele todos os grandes temas da revelação divina chegam ao clímax. A igreja militante termina sua caminhada com grande vitória, o pecado é eliminado, a morte desaparece, os inimigos de Deus são sumariamente derrotados, o bem vence o mal e a Nova Terra é instaurada. Assim, recomeça a eternidade e Cristo reina soberano sobre todos os poderes angelicais e humanos. Nenhum outro livro termina de modo tão triunfante!

8. Porque o Apocalipse fecha a bíblia com chave de ouro

O capítulo 21 descreve a Nova Jerusalém, com sua beleza e majestade. E o capítulo 22 apresenta o rio da vida, o trono de Deus e do Cordeiro, a árvore da vida.  E garante: “Estas palavras são fiéis e verdadeiras” (22:6). Que maneira cativante de concluir uma narrativa! Desta forma, o Apocalipse não é apenas o último livro da sequência canônica de nossa Bíblia, mas, também, a conclusão necessária e oportuna da revelação de Deus aos seres humanos. Realmente, Apocalipse é um livro precioso, pois não somente aguarda a futura consumação de todas as coisas e o triunfo definitivo de Deus e do Cordeiro. Além disso, liga as pontas soltas dos sessenta e cinco outros livros da Bíblia. De fato, é assim que podemos entender melhor este livro: conhecendo toda a Bíblia! As pessoas, os personagens, símbolos, eventos, números, cores e tudo mais, quase tudo isso é encontrado antes na Palavra de Deus. Por isso, alguns apropriadamente designaram este livro como “a Grande Estação Central” da Bíblia, porque é onde todos os “trens” chegam. E que trens são esses? As linhas de pensamento que começam em Gênesis e nos livros seguintes, tais como o conceito de redenção, a nação de Israel, as nações gentias, a igreja, Satanás, o adversário do povo de Deus, o Anticristo, e muitos outros.[10] E tem mais: a Igreja Adventista do Sétimo Dia nasceu e se criou nas profecias apocalípticas de Daniel e Apocalipse. Nos anos formativos da história da Igreja Adventista, os pioneiros adventistas conferiam a essas profecias destaque central. E havia várias razões para isso: a) Daniel e Apocalipse proveem muito do conteúdo que torna a teologia adventista singular no mundo cristão; b) esses livros apocalípticos fornecem o núcleo da identidade e da missão adventista, principalmente a convicção de que o movimento adventista deve desempenhar um papel decisivo na preparação do mundo para o breve retorno de Jesus; c) o senso apocalíptico de que Deus está no controle da história supria a confiança para prosseguir , mesmo quando o movimento ainda era pequeno e as dificuldades eram grandes; e d) o senso de um fim que se aproxima, favorecido pelo estudo de Daniel e Apocalipse, proporcionava a motivação para levar esta mensagem ao mundo em um breve período de tempo.[11] Por tudo isso, precisamos ler e compreender o Apocalipse. Termino com uma preciosa citação de Ellen White a respeito da importância crucial de estudar Apocalipse: “Quando os livros de Daniel e Apocalipse forem bem compreendidos, terão os crentes uma experiência religiosa inteiramente diferente. Ser-lhes-ão dados tais vislumbres das portas abertas do Céu que o coração e a mente se impressionarão com o caráter que todos devem desenvolver a fim de alcançar a bem-aventurança que dever ser a recompensa dos puros de coração”.[12] A mensageira do Senhor está dizendo: se quisermos ter uma experiência religiosa inteiramente diferente, devemos ler e compreender o Apocalipse. Se quisermos receber vislumbres das portas abertas do Céu, devemos ler e compreender o Apocalipse. Se quisermos desenvolver adequadamente nosso caráter, devemos ler e compreender o Apocalipse. Observe que Ellen White não está falando apenas de conhecimento teórico, ela está falando de experiência religiosa. Em outras palavras: ler e compreender o Apocalipse altera nosso cristianismo prático. O que você está esperando?! Tome sua Bíblia, leia, estude e compreenda o Apocalipse. Afinal, “Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Apocalipse 1:3). Amém! Clique aqui para entender mais sobre profecias bíblicas.

Referências

[1] Adler, Mortimer. Como ler Livros. São Paulo: É Realizações, 2010, p. 30. [2] Stefanovic, Ranko. La Revelación de Jesucristo: Comentario del libro del Apocalipsis (Spanish Edition) . Andrews University Press. Edição do Kindle. Posição 1504 de 15270. [3] Este item, bem como o 3o, 4º e 5º estão fundamentados em “Seven Reasons for Studying the Book of Revelation”. Orley M. Berg, disponível em https://www.ministrymagazine.org/archive/1978/01/seven-reasons-for-studying-the-book-of-revelation [4] Kistemaker, S. (2014). Apocalipse. (J. Hack, M. Hediger, & M. Lane, Trads.) (2a edição, p. 11). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã. [5] Kistemaker, S. (2014). Apocalipse. (J. Hack, M. Hediger, & M. Lane, Trads.) (2a edição, p. 12). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã. [6] Pohl, A. (2001). Comentário Esperança, Apocalipse de João (p. 32). Curitiba: Editora Evangélica Esperança. [7] Nichol, Francis D. Editor. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, volume 7. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2014, p. 799. [8] White, Ellen G. Educação. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2010, p. 173. [9] Os itens 6 a 8 estão fundamentados em Henry, M., & Lacueva, F. (1999). Comentário Bı́blico de Matthew Henry (p. 1914–1916). 08224 TERRASSA (Barcelona): Editorial CLIE. [10] MacDonald, W. (2004). Comentario Bíblico de William MacDonald: Antiguo Testamento y Nuevo Testamento (p. 1081). Viladecavalls (Barcelona), España: Editorial CLIE. [11] George W. Reid, editor. “A hermenêutica da apocalíptica bíblica”. In Compreendendo as Escrituras: Uma abordagem Adventista. Engenheiro Coelho, SP: UNASPRESS, p. 323. [12] White, Ellen G. Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 114.]]>
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<![CDATA[Apocalipse - Revelações de Esperança com Pr. Luis Gonçalves - Tema 02/21: O Verdadeiro Herói]]> https://tempoprofetico.com.br/apocalipse-revelacoes-de-esperanca-com-pr-luis-goncalves-tema-02-21-o-verdadeiro-heroi/ Mon, 27 Apr 2020 02:13:38 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1304

Olá amigos, todos nós estamos passando por momentos difíceis, muitas perguntas vêm a nossa mente, não é mesmo? Queremos te convidar para entender e conhecer as mais incríveis revelações de Deus para a humanidade. Pegue sua Bíblia e participe conosco! [embed]https://youtu.be/JI8o6MQR78c[/embed]]]>
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<![CDATA[Quanto tempo mais?]]> https://tempoprofetico.com.br/quanto-tempo-mais/ Sat, 09 May 2020 10:34:07 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1316 Mais importante do que especular sobre a proximidade do retorno de Cristo é estar preparado para ele.[/caption] Desde que surgiram como denominação, os adventistas do sétimo dia têm pregado sobre a breve volta de Jesus. A crença nesse retorno sustenta parte da identidade da Igreja. Mas uma pergunta ecoa repetidamente, especialmente nesses tempos de pandemia: quão breve é esse “breve”? Leia também: Minutos para o fim Fato é que todo esse contexto de crise, mortes e isolamento social expôs ainda mais as limitações humanas. Assim, a busca pela ajuda divina se intensificou, e cresceu a esperança na volta de Jesus como a solução definitiva para todos os problemas que estamos enfrentando. A vitória sobre esse inimigo invisível e assustador; a segurança que irá aniquilar os nossos medos e incertezas quanto ao futuro. Muitas pessoas associam esta pandemia ao fim do mundo. Creem que adentramos um estágio final de cumprimento das profecias e, agora, caminhamos rapidamente para o desfecho do Apocalipse. Por outro lado, considerando que a Covid-19 não é a primeira pandemia que a humanidade enfrenta, e que a crise financeira que se aproxima também não será inédita, muitos pensam que nada sobrenatural está por trás desses acontecimentos. Diante desses pontos extremos, é imprescindível uma compreensão profética para avaliar os cenários e trazer tanto a indiferença quanto o alarmismo escatológico a um ponto de equilíbrio.

Mateus 24

Jesus advertiu claramente que Sua vinda seria tardia (Mateus 25:5), que a aparente demora se tornaria uma tentação à infidelidade (Lucas 12:45), e que tentativas de determinar o tempo exato da Sua vinda seriam inúteis (Mateus 24:36). Em seu sermão profético (Mateus 24), Ele fala de sinais no campo político, religioso e na natureza, mas que estes ainda não indicariam o fim. É no verso 14 que encontramos o sinal mais importante da proximidade do Seu retorno: “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” Ellen White declara inequivocamente que a volta do Senhor “não será retardada para além do tempo em que a mensagem for levada a todas as nações, línguas e povos”. (Parábolas de Jesus, p. 69). Agora, considere que nós podemos encarar a pregação do evangelho com grande empenho e dedicação ou com desleixo e indiferença; no fim das contas, a ação humana implica em quanto tempo tardará o retorno de Cristo. A Bíblia diz que antes da volta de Jesus serão derramadas sete pragas sobre os que não aceitaram o plano da salvação (Apocalipse 16). Neste tempo, os salvos estarão selados por Deus para não serem alvo destes flagelos (Salmo 91:7-11). O início delas marcará o fim do juízo investigativo e da intercessão de Cristo no Santuário Celestial. Também se encerra o ministério do Espírito Santo na Terra, e a porta da graça se fechará; o justo continuará sendo justo e o ímpio continuará sendo ímpio. Haverá, então, um tempo de angústia, com intensa perseguição aos cristãos, e sobrevirão os juízos finais de Deus. A cronologia dos eventos finais, segundo as profecias bíblicas, está ilustrada nesse gráfico: Ellen White no livro O Grande Conflito (GC) estabelece uma sequência, baseada na Bíblia, para os acontecimentos depois do fechamento da porta da graça:
  1. Movimento para eliminação do povo de Deus (p. 635)
  2. Voz de Deus: “Está consumado” (p. 636)
  3. Eventos cataclísmicos (p. 636 e 637)
  4. Ressurreição especial (p. 637)
  5. Aparece no céu uma mão com as tábuas da lei (p. 639)
  6. Ímpios se autodestroem, especialmente os falsos líderes espirituais (p. 639, 640, 655 e 656)
  7. Deus declara o dia e a hora da Vinda de Jesus (p. 640)
  8. Aparece uma nuvem negra que se torna brilhante, cada vez mais (p. 640)
  9. Volta de Jesus com os seus anjos (p. 641)
  10. Ressurreição dos justos (p. 644)
  11. Justos vivos são transformados (p. 645)
  12. Salvos encontram-se com Jesus nos ares (p. 645)
  13. Ímpios são destruídos pelo poder da glória de Cristo (p. 645)
  14. Viagem para a Nova Jerusalém (p. 645)
  15. Remidos entram vitoriosos no céu (p. 646 e 647)
  16. Início do Milênio (p. 660)
A despeito de quando Jesus vai voltar, cada indivíduo tem apenas uma vida para se preparar para a eternidade. A única certeza que temos é sobre o momento presente. Mesmo se esperássemos a volta de Jesus para dentro de algumas semanas ou dias, ninguém poderia garantir que viveria até então. Por isso Deus apresenta o tempo como “em breve”. A Sua expectativa é que estejamos preparados a todo momento. Não é a intenção de sermos fieis no futuro que nos salvará, mas a decisão de sermos fieis agora. Olhando para as evidências no passado, temos a certeza do cumprimento daquilo que ainda está por acontecer. A nossa esperança se concretizará: “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. Daquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor.” (GC, p. 678).]]>
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<![CDATA[O declínio e a divisão do movimento milerita]]> https://tempoprofetico.com.br/o-declinio-e-a-divisao-do-movimento-milerita/ Tue, 12 May 2020 01:09:29 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1320

O grande desapontamento foi um duro golpe para os crentes mileritas que esperaram pela volta de Jesus em 22 de outubro de 1844. Um grande grupo de mileritas apostatou completamente da fé cristã. Outros voltaram as suas igrejas antigas. A grande maioria, contudo, mesmo desorientada, passando por uma crise existencial e sendo escarnecida na sociedade, manteve a fé, mas acabou se dispersando e originando novos movimentos que posteriormente originaram novas igrejas. Leia também: O movimento milerita e o Grande Desapontamento Guilherme Miller e alguns de seus apoiadores convocaram e realizaram duas assembleias para tentar evitar que isso acontecesse e na esperança de manter o movimento milerita unido. A primeira delas ocorreu entre os dias 28 e 29 de dezembro de 1844 na cidade de Low Hampton, Nova Iorque, Estados Unidos. Ela foi dedicada a apaziguar o ânimo dos líderes do movimento milerita e a mantê-los unidos. Assumiram que se havia cometido um erro humano em relação aos cáculos proféticos e que havia uma diferença de 4 a 5 anos ainda pendente para a volta de Jesus, o que abrandou o golpe do desapontamento.[1] A segunda assembléia aconteceu entre 29 de abril e o início de maio de 1845 na cidade de Albany, Nova Iorque.[2] Ela foi dedicada a 60 representantes do movimento milerita, com o objetivo de eliminar divergências doutrinárias, pois já haviam surgindo novas doutrinas[3] relacionadas à doutrina da segunda vinda de Cristo que ameaçavam a unidade do movimento. Uma das principais doutrinas foi a da porta fechada, precedida pelo clamor da meia- noite e baseada em Mateus 25,1-13. Era a ideia de que a obra da pregação da segunda vinda de Jesus havia sido concluída e que a porta da graça havia se fechado em 22 de outubro de 1844. Para os defensores dessa doutrina, todos os que até ali creram na pregação da segunda vinda de Jesus se encontravam salvos, e os que não haviam crido, nem se unido ao movimento, estavam perdidos. O objetivo dessas duas assembléias não foi alcançado. A unidade dos mileritas e a divisão do movimento aconteceu de maneira inevitável pouco tempo depois. Desse grande grupo de mileritas desapontados se originaram quatro movimentos que posteriormente se organizaram em novas igrejas:

Adventistas evangélicos

Os adventistas evangélicos se organizaram em 1858, sob a liderança do pastor Josias Litch e adotaram o nome Associação Americana do Milênio (American Millennial Association).[4] Continuaram publicando o jornal Advent Herald, fundado por Joshua Himes em Boston em 1840, então sob o título The Signs of the Times, que propagava seus ensinamentos escatológicos (sobre o final dos tempos). Criam no estado consciente dos mortos e no sofrimento dos perdidos no inferno de fogo eterno. Em 1906, o nome do jornal passou a ser Messiah’s Herald. A igreja possuía 481 membros, e continuou existindo até 1916, quando foi dissolvida.[5]

Adventistas cristãos

Os adventistas cristãos se separaram do movimento milerita ao redor de 1854, liderados por Jonathan Cummings. Em 1861, em SalemMassachusetts, é que eles se organizaram formalmente como igreja depois da adesão de Charles F. Hudson e George Storrs. Storss havia fundado o grupo União da Vida e do Advento, em Wilbraham, Massachussets e estava publicando semanalmente o jornal The Herald of Life and of the Corning Kingdom, em Springfield. Com a adesão de Storss, os adventistas cristãos passaram a se chamar Igreja Cristã Adventista. Criam na segunda vinda de Cristo de maneira pessoal, visível, literal e iminente, na inconsciência dos mortos, no batismo por imersão e observavam o domingo como dia de guarda. Em 1900, durante a sua Conferência Geral, eles aprovaram em assembleia o seu credo doutrinário. Em 1964, se fundiram com a Igreja Cristã do Advento, nome adotado até hoje.[6]

Adventistas sabatistas

A esse grupo pertenceram Jose Bates, Thiago White, Hira Edson, dentre outros. Após vivenciarem o grande desapontamento e padecerem grande amargura, decidiram perseverar em oração. O grupo se reuniu bem cedo de manhã, no dia 23 de outubro de 1844, no celeiro de Hiram Edson para orar pedindo luz sobre o que havia acontecido. Após o período de oração, tomaram o desjejum. Em seguida, Edson e seu amigo Owen Loomis Crosier foram visitar alguns crentes mileritas fortemente desapontados. Eles se dirigiram ao local tomando um atalho que passava por um campo de cultivo. De repente, no meio do caminho, Edson recebeu a resposta à oração deles. Ele se deteve por um momento, recebendo um lampejo de luz sobre o tema do grande desapontamento. Em 22 de outubro de 1844, Jesus saíra do lugar santo do santuário celestial para entrar no lugar santíssimo para iniciar o juízo pré-advento, em vez de sair do lugar santíssimo para vir a terra.[7] Imediatamente o texto de Apocalipse 10:10-11 fez todo o sentido: “Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo”. A esperança da iminente volta de Cristo ao mundo encontrada no livro de Daniel 8:14 foi para os mileritas “doce como o mel”, mas a experiência do grande desapontamento se tornara “amarga no estômago”. Assim, eles compreenderam que o grande desapontamento se encontrava profetizado na Bíblia e que estava se cumprindo, mas que ainda não havia chegado o tempo da volta de Jesus. Deus ainda lhes tinha dado uma grande obra a fazer: Apocalipse 10:11: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis”.[8]

Igreja de Deus do Sétimo Dia

A Igreja de Deus do Sétimo Dia foi fundada, em 1858, por Gilbert Cranmer, dissidente dos adventistas sabatistas por negar a inspiração profética de Ellen. G. White. A igreja iniciou a publicação do jornal The Hope of Israel, em 10 de agosto de 1863 em Hartford, Michigan. Este foi o principal meio de disseminação de suas crenças e que ajudou a igreja a se expandir para os estados de Missouri, Nebraska, chegando até o Canadá. Ainda em 1863 um outro corpo adventista sabatista independente, formado em 1860 em Marion-Iowa, uniu-se à Igreja. Criam nas doutrinas da segunda vinda e no sábado como dia de guarda, que a crucificação de Cristo ocorreu na quarta-feira e sua ressurreição no sábado. Em 1884 a Conferência Geral da Igreja de Deus foi organizada. Em 1899, eles incorporaram o sétimo dia como dia de guarda e, em 1923, foi acrescentado ao nome da denominação.[9]

Aplicação espiritual

Quando o sol está brilhando e o céu está azul, percorremos um trajeto de maneira fácil e tranquila. Mas quando no meio do caminho nos deparamos com um desvio que inesperadamente nos conduz a subidas e descidas, o tempo fecha e nos sentimos desolados e desorientados. Um pequeno grupo de mileritas desapontados, que posteriormente originou a Igreja Adventista do Sétimo dia, passou por isso no âmbito espiritual. Eles tinham motivos pra desanimar, mas não desistiram. Continuaram buscando a Deus em oração por nova luz, aprendendo a confiar em Deus vivenciaram Sua providência. Perseverar na fé em oração pedindo luz do céu mesmo sem entender o que se passa e cavar fundo na palavra de Deus em busca de respostas as nossas mais profundas inquietações faz diferença também pra nós hoje. Acabamos por nos dar conta que não precisamos entender, nem saber o porquê ou o para que tudo ocorre. Basta confiar na onisciência de Deus, pois Ele mesmo diz em Sua palavra “Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” Jeremias 29:11 NVI

Curiosidade

Além da Igreja Adventista do Sétimo Dia, existem até hoje pelo menos duas outras igrejas oriundas do movimento milerita. São elas: Uma delas é a Igreja Cristã do Advento (antes adventistas cristãos). Sua sede mundial se encontra no estado da Carolina do Norte, organizada em 25 asociações e possuem ao redor de 200 congregações e 25.000 membros espalhados pelos EUA e Canadá e outros 20 outros países. São os proprietarios da Aurora University, na cidade de Aurora, estado de Illinois, EUA.[10] A outra é a A Igreja de Deus do Sétimo Dia. Sua sede mundial foi estabelecida inicialmente em StanberryMissouri, Estados Unidos. Em 1933, passaram por um processo de divisão extrutural e, também, doutrinária. Em agosto de 1949 os grupos de Salem, Virgínia Ocidental e de Stanberry-Missouri se reunificaram. Atualmente publicam o jornal The Bible Advocate. A Igreja de Deus hoje conta com oficialmente 14.000 membros. Possui ao redor de 233 congregações, presentes em cerca de 20 países, mas que na sua grande maioria se encontram nos EUA, Canadá e Brasil. A igreja possue alguns sanatórios, e sua sede mundial e editora Bible Advocate Press estão localizadas na cidade de Denver, Colorado, USA.[11] Entenda mais sobre o movimento milerita no filme Como tudo começou: ]]>
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<![CDATA[Quem é o anticristo?]]> https://tempoprofetico.com.br/quem-e-o-anticristo/ Tue, 12 May 2020 02:46:29 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1324

Um dos pilares fundamentais da interpretação profética é que os eventos apresentados na Bíblia vão se cumprindo no decorrer da história, o que foi denominado como sistema protestante por ter sido adotado pelos reformadores ao interpretarem as profecias. As profecias preveem determinados eventos que ocorrem no transcurso da história desde o tempo em que o material profético foi dado até a consumação final da história. Atualmente, muitos filmes e novelas procuram explorar as temáticas proféticas. E uma pergunta, em especial, tem sido motivo de comentários e discussões: quem é o anticristo? A resposta está na Bíblia, especialmente no livro do Apocalipse, de cunho profético. O intérprete das profecias nem sempre pode determinar com exatidão como profecias não cumpridas vão se cumprir, pois não é objetivo único da profecia o mero desvendar do futuro. As profecias, em primeira instância, servem para fortalecer a fé na medida que se descobre como Deus tem a história de baixo do seu controle. Jesus mesmo afirmou: “Disse-vos agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós creais” (João 14:29). O intérprete não é um profeta no estrito senso de alguém que prevê o futuro, mas um aprendiz. A compreensão e a interpretação da profecia se desenvolvem e se aperfeiçoam com a passagem do tempo. Lutero tinha isso em mente quando declarou: “As profecias só podem ser entendidas perfeitamente depois de se cumprirem.” Com isso em mente, podemos entrar no conteúdo de Apocalipse 17. Leia também: Apocalipse 17 Os seis primeiros versos do capítulo 17 de Apocalipse descrevem uma prostituta assentada sobre a besta, numa atitude de afronta a Deus e a seu povo. Como virgem é sinônimo do povo de Deus (2 Coríntios 11:2), a prostituta representa aqui a igreja infiel (Ezequiel 23:37 a 39). Ela está montada sobre uma besta com sete cabeças, cujo significado é apresentado no próprio capítulo: são sete montes (Apocalipse 17:9). A besta também teria alcance mundial, pois está sentada sobre muitas águas que significam “povos, multidões, nações e línguas” (Apocalipse 17:15). Os detalhes vão se encaixando na leitura do mundo, onde percebemos que as características descritas apontam para a Igreja de Roma. Seu histórico de alianças político-militares com governantes do mundo (prostituição), sua disposição em perseguir os fiéis durante a Inquisição (embriaguez) e sua atitude em servir às nações o vinho do cálice de suas doutrinas adúlteras não deixam dúvidas quanto a identidade desse movimento religioso. No verso 5, de Apocalipse 17, encontramos que na fronte da meretriz estava escrito: “Babilônia, a grande, a mãe das meretrizes e das abominações da Terra”. O símbolo Babilônia vem do Antigo Testamento. Historicamente, este império foi o responsável pela destruição do Templo de Jerusalém (em 586 a.C.), por blasfemar o nome do Senhor e desprezar a verdade religiosa. Isaías profetizou que, após a sua destruição em 539 a.C., ela jamais voltaria a ser habitada (Isaías 13:19 a 21). No Apocalipse, o símbolo denota as características históricas do império, bem como a confusão doutrinária que se expande através de suas “filhas”. Interpretando, vemos que Roma é a igreja-mãe e as diversas igrejas que saíram dela conservam muito de seus vícios e da sua conduta religiosa equivocada. Os dois principais sinais identificadores da relação “maternal” entre a Igreja Romana e o Protestantismo apostatado são: a observância do domingo e a crença na imortalidade da alma. Estudo minucioso  Outra chave de interpretação está em como encontramos ampliações do conteúdo profético dentro do próprio livro do Apocalipse. A besta que aparece no capítulo 17 tem a mesma representação da besta do capítulo 13, baseados nas descrições que são feitas de ambas. Portanto, elas devem ser estudadas em conjunto, as informações se somam para se chegar ao produto final. Então, para interpretar Apocalipse 17 é necessário um cuidadoso estudo de Apocalipse 13. A besta de Apocalipse 17 é idêntica à besta semelhante ao leopardo, apresentada no capítulo 13, e ambas procedem das águas e possuem sete cabeças e dez chifres. Apocalipse 17:10 e 11 diz que os sete montes onde a meretriz está assentada “… são também sete reis; dos quais cinco já caíram, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar tem de durar pouco. E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição”. Ou seja, trata-se de uma sucessão de impérios perseguidores que culminará no oitavo. O ponto de partida para se entender os impérios é o tempo da visão dada a João – cinco já tinha passado (Egito, Assíria, Babilônia, Grécia e Medo-Persa), o que existia era o Império Romano. A besta não é uma oitava cabeça. A ela pertencem todas as sete cabeças anteriores. A expressão no grego de Apocalipse 17:11, que fala que o oitavo rei é um dos sete, significa que o oitavo terá a mesma personalidade, incorporando em si mesmo toda a iniquidade dos anteriores. Não significa necessariamente que o oitavo tem de ser um dos sete primeiros. Significa, sim, que virá no mesmo espírito de seus antecessores. Essa posição está em conformidade com o capítulo 13 de Apocalipse, porque ambos os capítulo falam da mesma besta. Em Apocalipse 13:3 é dito que uma das cabeças da besta foi ferida de morte (aprisionamento do papa Pio VI, em 1798, marcando o final da supremacia papal) e depois que sua chaga mortal começou a ser curada (em 1929 quando é assinado o Tratado de Latrão e o Vaticano é estabelecido em Roma, mas não é recuperado o poder político). Hoje, Roma cristã está suportando uma enfermidade crítica, resultante de sua ferida mortal. Estamos vivendo agora no tempo da Roma cristã ferida, marcada pela separação entre a Igreja e o Estado. A sétima cabeça será o restabelecimento de Roma, com a união da Igreja com o Estado, marcado pela perseguição aos cristãos com base na obediência da Palavra de Deus. A besta de Apocalipse 17 é uma unidade com sete cabeças, sendo assim deveria ter a mesma sede. Se usarmos o mesmo princípio em Daniel 2, por exemplo, vemos que a estátua também é uma unidade e fala de impérios mundiais. E como bem sabemos, pela história não tiveram a mesma sede governamental. A besta e a prostituta vistas por João em Apocalipse 17 representam a separação entre a Igreja e o Estado. A Igreja (prostituta) e o Estado (besta), embora relacionados (a prostituta está sentada sobre a besta), são entidades diferentes. Pastor Luís Gonçalves fala sobre o assunto (a partir de 7:30) E quem é, então, o anticristo? A besta, que representa a oitava cabeça, é o anticristo, um resumo demoníaco de todos os poderes perseguidores históricos do povo de Deus, prefigurado por um movimento liderado pelo homem do pecado (2 Tessalonicenses 2:3-4). Esse espírito do anticristo criou um caminho de destruição e morte. É importante muita atenção, pois esse anticristo traz consigo quatro características:
  • Tem a aparência de Cristo;

  • Não aceita toda a Bíblia;

  • Opera milagres e prodígios;

  • Diz ser Cristo;

O que o Deus da verdade quer de você e da igreja:
  1. Guarde os 10 mandamentos da Bíblia de Êxodo 20

  2. Respeite e guarde o dia santificado pelo Senhor o Sábado. Êxodo 20:8, Isaías 58:13

  3. Não adore ídolos e imagens de escultura. Êxodo 20: 4-6; Salmo 115

  4. Se prepare para a volta de Jesus. João 14:1-3

  5. Ensine que os mortos estão na sepultura e aguardam a ressurreição. Eclesiastes 9:5, João 5:28, 29, I Tessalonicenses 4.

  6. Oremos a Deus em nome de Jesus. João 14:13, Sal. 65:2

  7. Que confessemos nossos pecados a Jesus. I João 1:9; 2: 1,2.

  8. Tenhamos a Bíblia como regra de fé e prática. João 5:39, Ap. 1:3

  9. Cuidemos do corpo, não usando alimentos imundos. I Cor. 3: 16,17; Lev. 11

  10. O homem adore o criador. Ap. 14:7; Êxodo 20:3

  11. Tenha como mediador a Jesus Cristo. I Timóteo 2:5

O anticristo estabeleceu outras coisas no lugar da verdade:
  1. Guarde mandamentos de homens segundo tradições de homens.

  2. Respeite o Domingo sem base bíblica

  3. Adorem, rezem e venerem ídolos e imagens de gesso e madeira.

  4. Não acreditem na volta de Jesus.

  5. Céu, inferno, purgatório.

  6. Oremos a homens a São… Acendamos velas a esse e aquele.

  7. Que confessemos os pecados a homens.

  8. Que coloquemos a tradição acima da Bíblia.

  9. Comamos de tudo, bebamos de tudo.

  10. Que adoremos a criatura, aos apóstolos e a santos.

  11. Que Maria seja colocada como mediadora.

A decisão é sempre pessoal… “Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros” (2 Crônicas 20:20).
Bibliografia 

Comentário de Ellen G. White no  Seventh Day Adventist Biblical Comentary, Vol. 7, p.904.

Coenen, Lothar e Colin Brown. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, 2 vols. (São Paulo, SP: Edições Nova Vida, 2000) 1: 1075.

Josh McDowell e Bart Larson. Jesus – Uma Defesa Bíblica de Sua Divindade (São Paulo, SP: Editora Candeia, 1994), 60-62.

Wayne Grudem. Teologia Sistemática, 1ª ed. (São Paulo, SP: Edições Vida Nova, 1999), 444-447.

Ellen G. White. O Desejado de Todas as Nações, 17ª Ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1990), 39.

Ellen G. White. No Deserto da Tentação, 3ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1997), 22.

Seventh Day Adventist Biblical Comentary, Vol. 5, p. 1250.

Ellen G. White. No Deserto da Tentação, 34

A. V. Olson, O Ministério Adventista, setembro/outubro de 1962, pág. 10.

Pedro Apolinário, A Natureza Humana de Cristo (artigo, Revista Ministério, Jan. e Fev. de 2003), 18.

Leandro Quadros, da TV Novo Tempo, também fala do assunto: ]]>
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<![CDATA[Apocalipse 17 e o oitavo império]]> https://tempoprofetico.com.br/apocalipse-17-e-o-oitavo-imperio/ Mon, 18 May 2020 04:49:45 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1353

Por Vanderlei Dorneles (fonte) Que significam os símbolos proféticos de Apocalipse 17? Este artigo analisa os símbolos proféticos de Apocalipse 17 com a proposta de diferenciar a besta escarlate da meretriz bem como da primeira besta de Apocalipse 13:1. O estudo é feito à luz do contexto das sete pragas e do paralelo construído entre o clímax escatológico provido pelos capítulos 13 e 17, paralelo este usado como base para se sugerir uma relação entre a primeira besta e a meretriz, e entre a besta de dois chifres e a besta escarlate e seu oitavo chifre. Em seu contexto imediato, o texto de Apocalipse 17 é considerado como uma espécie de juízo de investigação seguido da execução de sentença sobre a meretriz (Ap 18). A oitava cabeça é distinguida do poder religioso e relacionada com os poderes político-militares.   Introdução O capítulo 17 é uma das seções mais desafiadoras e, ao mesmo tempo, mais fascinantes do livro do Apocalipse. Um dos anjos que têm as sete taças da ira de Deus (Ap 16) chama o profeta para uma nova sequência de visões, as quais se seguem à narrativa das pragas. O anjo inicia a comunicação com o anúncio: “Mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz” (Ap 17:1). A identidade da meretriz não tem sido um ponto de discussões tanto quanto a identidade da besta e de seus chifres. Uma vez que uma besta, também de sete cabeças e dez chifres, é descrita em Apocalipse 13:1 e se torna uma figura predominante no livro, a identificação da entidade representada nesse símbolo de Apocalipse 17 oferece grandes dificuldades. Uma das interpretações mais correntes tem sido que a besta em questão aponta para a mesma entidade representada pela besta de Apocalipse 13, e que seria o império romano, cuja capital foi considerada a “cidade das sete colinas”, como sugere o v. 9. Essa interpretação preterista é abraçada “pela maioria dos exegetas”[1] e resulta numa negação do dom profético na interpretação das visões do grande conflito narradas no livro. Outra linha de interpretação vê a besta de Apocalipse 17 como símbolo dos poderes políticos mundiais e o oitavo rei como um retorno do sétimo poder, ou seja, de “Roma papal”.[2] Nesse caso, o “oitavo rei” indicaria a fase final de atuação dessa entidade, após a restauração de seus poderes perdidos na revolução francesa, em 1798. Uma terceira interpretação considera que a besta “escarlate” (Ap 17) se relaciona com o dragão “vermelho” (Ap 12), sendo, portanto, uma referência ao próprio diabo em sua luta contra Deus e Seu povo, por meio de poderes terrenos.[3] Outra visão pontua que a besta “escarlate” deve representar uma “confederação de poderes” militares, seculares e civis em oposição a Deus no clímax do grande conflito.[4] Ainda uma interpretação mais popular e menos embasada teologicamente também vê a besta como sendo Roma papal e considera que a criação do estado do Vaticano, em 1929, pelo Tratado de Latrão, corresponderia à cura da ferida da besta de Apocalipse 13. Os sete reis representados pelas cabeças da besta seriam sete papas e o “oitavo”, portanto, seria um último papa que guardaria certas relações com seu antecessor.[5] A multiplicidade de interpretações reflete a complexidade da visão. Um dos desafios está no fato de diversos símbolos apocalípticos serem descritos como “besta” (ver Ap 11:7; 13:1, 11; 17:3). A palavra “besta” (gr. therion) ocorre 38 vezes no livro de Apocalipse, sendo traduzida sempre como “besta”, exceto em 6:8 (“feras”). Apesar de quatro bestas principais serem mostradas a João, em geral as referências à besta são encaradas como sendo àquela de Apocalipse 13:1, a segunda das quatro. Um dos caminhos para solucionar problemas de Apocalipse 17 é tentar distinguir as bestas apocalípticas. As interpretações que relacionam a besta “escarlate” com a primeira do capítulo 13 (Roma papal) esbarram num problema claro: por fim (17:16), a besta “escarlate” e os “reis da terra” odeiam e destroem a meretriz (o poder religioso romano), o que requer necessariamente uma distinção entre essas duas bestas. A “confederação de poderes seculares”[6] em vez de ser a besta “escarlate” pode representar a própria coalizão da besta e os “reis da terra”. Assim, é necessária uma definição mais objetiva da entidade. Outro aspecto a ser levado em conta é o contexto das sete pragas no qual se visualiza a meretriz e essa besta. A ideia de juízo é clara nessa seção do livro. Além disso, é preciso relacionar essa visão (Ap 17) com outras visões do livro na busca por elementos simbólicos paralelos. A visão Apocalipse 17 tem três partes principais: a fala do anjo ao profeta (v. 1, 2); a visão dos símbolos (v.3-6); e uma nova fala do anjo (v. 7-18). Na primeira, o anjo chama o profeta para ver o julgamento da “grande meretriz” e trata com a identidade da mulher: ela se assenta sobre muitas águas, prostituiu os reis e embebedou os habitantes na terra. A visão descreve os dois símbolos igualmente; e, na segunda fala, o anjo ainda trata com a identidade da mulher, mas dá mais atenção à identidade da besta. A visão é claramente simbólica, mas as duas falas do anjo devem ser consideradas como explicação e, portanto, como literais e temporais, no sentido de que elas desvendam os símbolos e ocorrem no tempo e nas circunstâncias do profeta.[7] Os tempos verbais usados na visão devem ser considerados. O anjo usa os verbos no passado ao tratar da identidade da meretriz em termos de seus pecados. Com ela se “prostituíram os reis da terra” e se “embebedaram os que habitam na terra” (v. 2). Essa prostituição indica idolatria. Mesmo Jerusalém foi descrita como prostituta por causa de sua idolatria (ver Ez 16, 23, Jr 51). Na segunda fala, ao tratar com a identidade da besta, o anjo usa verbos nos três tempos fundamentais. Ele diz que “caíram” cinco dos “sete reis”, um “existe” e outro ainda viria (v. 10). Ele também diz que os “dez reis”, que podem ser relacionados com as nações modernas constituídas a partir da queda do Império Romano, ainda não tinham recebido reino, mas receberiam (v. 12). E completa: esses dez reis e a besta “pelejarão” contra o Cordeiro (v. 14) e também “odiarão” a meretriz (v. 16). Juízo de investigação Na estrutura do livro, a visão de Apocalipse 17 faz parte do conjunto de visões relativas às sete pragas (Ap 15:5–18:24), que começa com uma cena do santuário celestial[8] em que o término da mediação é indicado (Ap 15:5-8). Essa seção mostra o juízo de Deus sobre os “portadores da marca da besta” (16:2; cf. 14:9, 10) e sobre a “meretriz” (Ap 17 e 18). A vingança divina sobre a “besta”, o falso profeta e o dragão ocorre mais tarde (Ap 19:20, 21; 20:10). Uma vez que o anjo que fala a João é um dos “que têm as sete taças”, o “julgamento” pode ser uma explicação relativa às pragas. Todas as pragas são narradas em linguagem literal, exceto a sexta (Ap 16:12-16), que fala do secamento das águas do rio Eufrates, o que constitui um pano-de-fundo tirado do Antigo Testamento. Isso sugere que essa praga pode ser o conteúdo a ser explicado com a visão subsequente. Jon Paulien diz que Apocalipse 17 pode ser considerado “uma exegese”[9] de Apocalipse 16:12-16, devendo ser considerados uma unidade. Assim, na sexta praga, a queda da Babilônia mística é representada pela queda da Babilônia antiga, quando Ciro desviou as águas do Eufrates e surpreendeu Belsazar em seu último banquete (Dn 6).[10] A sexta praga sugere o desfecho do Armagedom (16:16), uma luta de poderes políticos e religiosos unidos contra os fiéis de Deus. No auge desse conflito, Deus interfere para livrar Seu povo, provocando a queda da Babilônia, o que vai confundir a coalizão político-militar dos oponentes. A queda do poder religioso dessa coalizão pode ser, portanto, o efeito da sexta praga, a qual é explicada em detalhes literais no capítulo 18 (ver 18:2, 8, 9; cf. 17:16). O julgamento (gr. krima, “condenação”, “sentença”, “punição”) em Apocalipse 17:1 pode ser relacionado ao grande conflito. Os resultados dessa sentença repercutem além da terra, até o Céu. Por isso, após a visão do julgamento da meretriz, o profeta ouve uma voz de “numerosa multidão” no Céu, que diz: “Verdadeiros e justos são os Seus juízos, pois julgou a grande meretriz” e “das mãos dela vingou o sangue dos Seus servos” (Ap 19:1, 2).[11] Isso permite considerar a visão da queda da Babilônia como uma sequência de juízo de investigação[12] seguido de execução da sentença. A fim de legitimar e justificar a punição da meretriz, diante do Universo, Deus investiga a situação com uma testemunha terrena antes de executar a sentença. Essa atitude divina é comum. Ocorreu no caso de Adão e Eva (Gn 3:9), Caim (4:10), os antediluvianos (6:5), os edificadores de Babel (11:5) e Sodoma e Gomorra (19:1) entre outros.[13] Assim, o capítulo 17 apresenta um expediente de investigação, com a descrição das obras da meretriz: com o “vinho de sua devassidão” (v. 2) e com as “imundícias da sua prostituição” (v. 4) se “prostituíram” e “embebedaram” os reis e os que habitam sobre a terra. O capítulo 18, por sua vez, descreve a punição: a meretriz se torna covil de “demônios” e de “aves imundas” (v. 2), sofre os flagelos de “morte, pranto e fome” e é consumida no fogo (v. 8). Visões paralelas A relação do juízo da meretriz com a sexta praga lança luz adicional ao capítulo 17, no sentido de possibilitar uma mais ampla exploração das entidades retratadas nos símbolos da meretriz e da besta escarlate. Nessa praga, o mundo aparece completamente polarizado entre os inimigos de Deus e o remanescente. Os inimigos integram a coalizão feita pelo dragão, a besta e o falso profeta (16:13) que incorpora também os “reis do mundo inteiro” (16:14). O remanescente é composto pelo grupo que “vigia e guarda” para andar retamente diante de Deus (16:15). Ao guerrear contra o remanescente, os inimigos desafiam o “Deus Todo-Poderoso” (16:14). Pode ser considerado, portanto, que no Armagedom os inimigos de Deus reúnem os poderes religiosos da terra representados pelo dragão, a besta e o falso profeta (cristãos professos e espiritualistas) e os poderes políticos e militares representados pelos “reis do mundo inteiro”. Esses dois grupos são representados diversas vezes no Apocalipse, porém mais claramente no contexto do clímax do grande conflito descrito em Apocalipse 13 e 16–17. No capítulo 13, esse grupo opositor é representado por dois símbolos: a primeira besta, então curada de sua ferida mortal, e a besta de dois chifres (ver 13:11-17). No capítulo 17, esse mesmo grupo é representado por dois outros símbolos: a meretriz e a besta escarlate. Do capítulo 13 para os 16–17, há uma progressão em que a entidade representada pela primeira besta torna-se um poder apenas religioso e amplia seu espectro com a incorporação do “espiritismo” e “protestantismo”,[14] como sugerido em 16:13; por sua vez, a besta de dois chifres passa a incorporar “os reis da terra” (16:14; 17:12, 16). Essa ampliação na descrição das entidades justifica uma mudança nos símbolos. De forma que, no capítulo 17, a “besta de dez chifres” é mostrada na figura da “meretriz”, e a “besta de dois chifres” é substituída por outro símbolo (a besta escarlate ou oitavo rei). Essa troca de símbolos é comum na profecia apocalíptica, quando se deseja ampliar ou mudar o espectro da revelação. Em Daniel 2, uma sequência de impérios (Babilônia, Pérsia, Grécia, Roma e Roma papal) é representada pela estátua de ouro, prata, bronze, ferro e barro. A mesma sequência é retratada em Daniel 7 por quatro animais: leão, urso, leopardo e o quarto animal. Já em Daniel 8, os três últimos poderes são representados por um carneiro, um bode e um “chifre pequeno”. Assim, considerando o contexto comum do clímax do grande conflito e do Armagedom, em que os inimigos de Deus assumem essa composição político-religiosa, os capítulos 13 e 16–17 de Apocalipse podem ser postos em paralelo, de modo que a “primeira besta” está para a “meretriz”, assim como a “besta de dois chifres” está para a “besta escarlate”, consideradas as mudanças na configuração das entidades em questão e as ampliações na descrição delas. Identidade da besta Em seus aspectos visuais, a besta de Apocalipse 17 é diferenciada da primeira besta. Ela é “escarlate” (17:3), enquanto que a primeira besta (13:2) tem semelhança com leopardo, urso e leão (símbolos de Babilônia, Pérsia e Grécia, em Dn 7). Deve-se notar também que o dragão é “vermelho” (12:3) como a besta escarlate, e, da mesma forma que ela, tem dez chifres e sete cabeças. Assim, é sugerida uma relação entre a besta do capítulo 17 e o dragão.[15] No entanto, isso não esgota o símbolo, já que animais, bestas e chifres representam poderes políticos seculares (ver Dn 7:17, 24, 8:20, 21). O anjo explica ao profeta que as sete cabeças são “sete montes” e são também “sete reis” (v. 9). A interpretação de que os “sete montes” são as sete colinas de Roma contraria a lógica de que a besta e a meretriz representam realidades distintas. A palavra grega orosdeve ser traduzida por “montes” ou “montanhas”, mas a NVI a traduz por “colinas”. Johnson afirma que, neste caso, “uma exegese prévia influenciou a tradução”.[16] Os sete “montes” devem ser considerados como na mentalidade hebraica, ou seja, como reinos. Por meio de um paralelismo, Isaías usa de forma intercambiável “montes” e povo/nação: “Porque de [a] Jerusalém sairá o [b] restante, e do [a’] monte Sião, o que [b’] escapou” (Is 37:32; ver também Sl 48:2; Jr 51:25, Dn 2:35; 9:20, Zc 4:7). O mesmo ocorre com o termo “rei”, que os judeus usavam como equivalente de “reino” (ver Dn 7:17; 8:21, 23). Assim, “montes” e “reis” devem apontar para reinos ou impérios representados nas cabeças da besta. Contrariamente à relação entre os “montes” e a igreja romana, Johnson argumenta que esses símbolos “pertencem à besta [poder político] e não à meretriz [poder religioso]”.[17] Como a explicação do anjo (v. 10) é feita da perspectiva temporal do profeta, ou seja, no primeiro século, cinco deles já tinham se passado (Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia, Grécia), um existia (Roma) e o sétimo ainda viria (Roma papal). A afirmação do anjo de que o sétimo reino (Roma papal) teria de durar “pouco” (1.260 anos!) pode ser entendida da perspectiva da garantia da vitória dos fiéis de Deus alcançada na cruz e não do ponto de vista do tempo cronológico. O adjetivo “pouco” (gr. olígon, v. 10) é usado em Apocalipse, ao se afirmar que o diabo, após a cruz, sabia que tinha “pouco tempo” (olígon kairon, 12:12). Por outro lado, ao falar que o dragão será solto após o milênio, mas por “pouco tempo”, João usa mikron krónon (20:3), indicando um tempo cronometrado.[18] Na fala ao profeta, o anjo se refere à besta como algo que “era e não é, está para emergir” (v. 8, 11). A relação feita entre essa besta escarlate do capítulo 17 e a besta semelhante a leopardo, urso e leão (13:1) resulta de se interpretarem essas palavras como se proferidas pelo anjo ao profeta no período posterior a 1798, quando Roma papal tinha perdido seus poderes políticos com a revolução francesa, mas com a previsão de recuperá-los no fim dos tempos. No entanto, sendo que as duas bestas devem representar entidades diferentes, a fala do anjo pode não tratar com eventos temporais, mas ser vista como uma paródia em relação à pretensão do dragão, com quem essa besta se relaciona, de ser como Deus, “aquele que é, que era e que há de vir” (Ap 1:4, 8; 4:8), o único “Eu Sou” (Êx 3:14). O oitavo rei Em Apocalipse 17:11, o anjo prossegue a descrição da identidade da besta e acrescenta uma informação além da visão recebida pelo profeta. Ele afirma a emergência de um “oitavo” elemento, de natureza semelhante aos reis/impérios representados pelas cabeças da besta: “E a besta [...] também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete” (v. 11). Nesse ponto, o texto grego diz, literalmente: “ela [a besta] mesma é o oitavo”. A palavra rei é acrescentada em algumas versões, mas não ocorre no grego. O fato de o anjo dizer que cinco eram passados, um existia e o sétimo viria (v. 10) sugere uma relação consecutiva entre os “reis” bem como em relação a esse oitavo elemento. Além disso, ele acrescenta que o oitavo “procede” (gr. ek, denota “procedência”, “origem”) dos sete. Nesse caso, se os “reis” são os impérios mundiais, um oitavo império, proveniente dos sete, é previsto. Retomando o paralelo estabelecido anteriormente, em Apocalipse 13:11 a besta de dois chifres aponta para o império americano, cuja origem e procedência é europeia. Nesse caso, o “oitavo rei” seria o último império a exercer poder sobre os fiéis de Deus.[19] A relação entre o “oitavo rei” e o império americano, como a entidade por trás da besta de dois chifres, ainda pode ser ampliada à luz do cenário escatológico provido por Apocalipse 13 e 16–17. A besta escarlate “leva” (17:7; gr. bastazw, “carregar”, “conduzir”) a meretriz na qual esta está “montada” (v. 3). Em Apocalipse 13:14, a besta de dois chifres faz uma imagem à primeira besta e restaura sua ferida. Isto é, em Apocalipse 13, a segunda besta se coloca à disposição e a serviço da primeira. A besta escarlate, que também é o oitavo rei (17:11), lidera os “dez chifres” ou “dez reis” (nações modernas descendentes dos povos bárbaros que tomaram o Império Romano) em sua investida contra o Cordeiro, no Armagedom (17:14). Os que “habitam na terra” (13:14) e os “reis do mundo inteiro” (16:14) são liderados pela besta de dois chifres contra Deus e Seu povo. Nesses dois cenários, há a previsão de uma “grande coalizão” de poderes seculares, a serem liderados pela besta de dois chifres (Ap 13) e pela besta escarlate (Ap 17). No entanto, no auge do conflito, o clímax da proclamação das três mensagens angélicas (Ap 14:6-10) por parte do remanescente escatológico, batizado na chuva serôdia, provocará o desmascaramento da meretriz Babilônia e contribuirá para sua consequente queda. As “águas” que se “secam” (v. 17:15), a exemplo do rio Eufrates desviado por Ciro por ocasião da queda de Belsazar, apontam para a retirada do apoio das nações (13:14; 16:14; 17:12, 13) à causa da Babilônia mística. As nações outrora unidas em favor da Babilônia não só deixarão de apoiá-la, mas a odiarão e destruirão (17:16). Nesse caso, a ira de Deus sobre ela será executada por meio de seus próprios aliados que também são inimigos de Deus. No Antigo Testamento, Deus usou a Babilônia antiga para executar Seu juízo sobre Judá (2Rs 24:1-20; Jr 20:4), e a Pérsia, para se vingar de Babilônia (Is 13:19; 34:14). Diante das considerações feitas, algumas conclusões podem ser sugeridas quanto à besta e ao oitavo rei de Apocalipse 17. Uma vez que se diz que a besta é “também” o oitavo, conclui-se que ela é também cada um dos impérios representados por suas sete cabeças. A besta escarlate, nesse caso, pode representar o poder imperial que, ao longo da história, se opõe a Deus.[20] Sendo que ela está relacionada ao dragão vermelho (12:3), os impérios mundiais podem ser vistos como a materialização do governo de Satanás no mundo. “Cada cabeça da besta é uma encarnação parcial do poder satânico que governa o mundo por um período.”[21] Mesmo assim, eles pretendem ser permanentes e invariavelmente se opõem ao povo que segue a vontade de Deus. Todos os impérios afrontam a Deus, de alguma forma. O faraó do Egito questionou Moisés: “Quem é o Senhor para que Lhe ouça a voz e deixe Israel ir?” (Êx 5:2). O rei assírio Senaqueribe cercou Jerusalém e desafiou o “Senhor”, afirmando que, assim como os deuses das nações que tinha conquistado, o Senhor não poderia livrar Judá de suas mãos (2Rs 18:13, 30-35). Nabucodonozor ameaçou os judeus, dizendo: “Quem é o deus que poderá livrar-vos das minhas mãos” (Dn 3:15). Na Pérsia, Hamã quis exterminar os judeus porque eles seguiam as leis do Senhor (Et 3:8). O selêucida Antíoco matou judeus e profanou o templo. Roma crucificou Cristo e destruiu Jerusalém. Acerca de Roma papal, se indagaria: “Quem é semelhante à besta?” (Ap 13:4). Por sua vez, o poder americano previsto em Apocalipse 13:11 fará com que a Terra e seus habitantes “adorem” a primeira besta (13:12) e condenará à morte todos os que não fizerem isso (13:15). No panorama escatológico do Apocalipse, o último poder político-militar de alcance global (13:12) a assumir atitudes imperiais como os sete anteriores é o império americano, que é “procedente” da Europa e, portanto, tem uma relação com os anteriores em termos de origem. Sendo que as cabeças da besta escarlate representam sete impérios mundiais (Egito, Assíria, Babilônia, Pérsia, Grécia, Roma e Roma papal), a oitava cabeça pode ser, portanto, o poder americano, conforme representado pela besta de dois chifres em Apocalipse 13:11. Acerca dos impérios, não só o oitavo “procede” dos sete, mas todos eles guardam certas relações, sugerindo que são, ao longo da história, um poder comum em oposição a Deus. É um poder comum no sentido de que Satanás exerce o poder por trás de cada cabeça da besta. Por isso, justificaria serem representados por uma mesma besta de sete cabeças. “A imagem de uma besta de sete cabeças representa uma besta que vive, morre e torna a viver sete ou oito vezes”.[22] A expressão “era e não é, está para emergir” (17:8) pode ser vista também nessa perspectiva. O chamado “Grande Selo dos Estados Unidos”, estampado na cédula de um dólar é uma evidência dessa relação entre os impérios. O selo representa a integração de valores culturais dos impérios egípcio, grego, persa, babilônico e romano no império americano. Seus principais elementos são: (1) a pirâmide truncada egípcia muito usada pela maçonaria; (2) o olho da Providência, ou o olho de Hórus, deus solar filho de Osíris e Ísis, na mitologia egípcia; (3) a águia de cabeça branca, que era o pássaro de Zeus na mitologia grega e representava a descida do deus à Terra na crença egípcia; (4) as frases “annuit coeptis”, “novus ordo seclorum” e “e pluribus unum”, tiradas de Virgílio, poeta romano.[23] O desenho da águia, no selo, faz referência ao chamado “Faravahar”, uma efígie persa que simbolizava a luz celestial em torno dos reis, heróis e santos da Pérsia. As culturas imperiais, portanto, compartilham valores, símbolos, ideais, mitos, crenças e, sobretudo, uma visão comum de seu pretenso papel na manutenção da ordem do mundo.[24] A meretriz A meretriz não é objeto de grandes disputas por parte dos intérpretes, pois a mulher pura aponta para a igreja verdadeira tão claramente quanto a vulgar revela a religião corrompida. No entanto, se Apocalipse 17 e 18 apresenta um juízo de investigação seguido da execução de sentença, e sendo que em 18:24 se diz que a meretriz é culpada pelo sangue “de profetas, de santos e de todos os que foram mortos sobre a terra”, ela já devia existir antes da era cristã. Além disso, observando os tempos verbais na visão, o anjo diz a João que com ela se “prostituíram” os “reis da terra” (v. 2) e com seu vinho se “embebedaram” os que “habitam na terra” (v. 2). Os verbos conjugados no passado, no tempo de João, apontam para a relação da meretriz com os impérios que tinham existido até então (do Egito a Roma). João viu que a meretriz estava “montada” na besta escarlate (17:3), e o anjo disse que ela está “sentada” sobre muitas águas (17:1, 15) as quais representam povos e nações (17:15). Ela também está “sentada” nos sete montes, que são os impérios. O verbo grego usado nesses versos é o mesmo: kathemai. Para Johnson, “Babilônia é encontrada onde quer que haja engano satânico” e representa “a cultura do mundo separado de Deus”.[25] A meretriz, nesse caso, revela uma religião perversa que esteve difundida em todos os impérios, embora tenha sua manifestação mais plena e final na Babilônia mística dos últimos dias. O juízo divino traz à memória todos os profetas e santos mortos ao longo da história e os vinga sobre a meretriz, cujo incêndio faz prantear os próprios “reis da terra” (18:9, 10, 18). O anjo diz que a meretriz embebedou os que “habitam na terra” com seu vinho. Ora, o vinho de Babilônia, entre outras coisas, aponta para a santidade do dia do Sol e a “imortalidade da alma”, a mentira primordial.[26] O culto ao Sol e a crença na imortalidade da alma são encontrados em todos os impérios, desde o Egito. “O culto do Sol era difundido e sua deificação foi uma fonte de idolatria em cada parte do mundo antigo”.[27] Richard Rives afirma que egípcios, assírios, babilônios, medos e persas, gregos e romanos foram todos adoradores do Sol.[28] A proibição feita por Moisés atesta da atração desse culto naquele no tempo (Dt 4:19). No Egito, o extenso e dispendioso ritual de embalsamamento mostra a vitalidade da crença na imortalidade nesse primeiro império, a qual reporta ao Éden.[29] Essas duas heresias funcionaram ao longo da história como uma arma eficaz da meretriz para seduzir reis e povos e para perseguir os fiéis de Deus. Conclusões Assim, as visões narradas em Apocalipse 17 e 18 podem ser vistas como revelações adicionais e explicativas sobre a sexta praga e tratam com a queda da Babilônia. Há uma sequência de juízo de investigação (17) seguido de execução da sentença (18). A meretriz e a besta escarlate parecem revelar entidades diferentes constituintes do grupo dos inimigos de Deus no clímax do grande conflito, contra os quais Deus executa juízos. Após a investigação retratada no capítulo 17, o Apocalipse mostra a execução da sentença divina primeiramente sobre a meretriz (18:20), depois sobre a besta (escarlate) e o falso profeta (19:20) e, por fim, sobre o dragão (20:10). A relação da besta escarlate com o dragão vermelho (12:3) sugere que o diabo é o poder por trás de todos os impérios que, ao longo da história, se opuseram a Deus e a Seu povo. O paralelo entre o clímax escatológico descrito nos capítulos 13 e 16–17 favorece a comparação entre a primeira besta e a meretriz, bem como entre a besta de dois chifres e a besta escarlate ou oitavo rei. A oitava cabeça pode ser vista como um poder político-militar escatológico que, sucedendo as sete primeiras, seria o poder americano. A meretriz é culpada do sangue de santos e profetas (18:24) de toda a história, e o juízo de investigação retoma seus pecados desde o primeiro império, o Egito. O vinho com que ela embriagou os povos da Terra revela as duas heresias (imortalidade incondicional e culto do Sol/domingo) as quais atravessam todos os impérios. Essa visão do poder imperial e religioso que, ao longo da história, se opôs a Deus, sendo que um império herda e mantém valores e conceitos dos anteriores, mostrando-os conectados um ao outro, torna bastante apropriadas as palavras de Daniel a Nabucodonosor, acerca da pedra que caiu nos pés da estátua, sendo então “esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha”, e “o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios”. Mas “a pedra que feriu a estátua se tornou em grande montanha [reino], que encheu toda a terra” (Dn 2:35, 45). O reino de Cristo, ao ser estabelecido, não herdará nada dos anteriores, mas destruirá para sempre todas as obras humanas que os diferentes impérios compartilharam ao longo da história. (Vanderlei Dorneles, doutor em Ciências, é editor na Casa Publicadora Brasileira e professor no Salt-Iaene, na Bahia) Referências:
  1. Alan F. Johnson, in ed. Frank E. Gaebelein, The Expositor’s Bible Commentary (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1981), p. 554.
  2. Ver Ranko Stefanovic, Revelation of Jesus Christ (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2002), p. 515, 516; Francis D. Nichol, ed. Seventh-day Adventist Bible Commentary (Washington, DC: Review and Herald, ed. rev. 1980), p. 854-856.
  3. Ekkehardt Mueller, “A Besta de Apocalipse 17: Uma Sugestão”, in Parousia: Revista do Seminário Latino-Americano de Teologia, Unasp, Engenheiro Coelho, SP, 1º semestre de 2005, p. 39.
  4. Jon Paulien, Armageddon at the Door (Hagerstown: Review and Herald, 2008), p 136, 212; e Nichol, p. 851.
  5. Ver Paulien, 215, 216.
  6. Paulien, p. 212.
  7. Paulien, p. 214, 215.
  8. Richard Davidson diz que “todo o livro [do Apocalipse] é estruturado pela tipologia do santuário” (Richard M. Davidson, “Sanctuary Tipology”, in ed. Frank B. Holbrook, Symposium on Revelation: Introductory and Exegetical Studies, Book 1 (Silver Spring, MD: Biblical Research Institute, 1992), p. 112). Ver também Kenneth Strand, “The Eight Basic Visions”, in ed. Frank B. Holbrook, Symposium on Revelation: Introductory and Exegetical Studies, Book 1 (Silver Spring, MD: Biblical Research Institute, 1992), p. 35-49.
  9. Paulien, p. 208.
  10. Jon Paulien argumenta que “o Apocalipse não pode ser entendido sem contínua referência ao AT”, pois ele é um “perfeito mosaico das passagens do AT”. As recorrentes referências ao AT no Apocalipse indicam que ele é a principal chave para abrir o significado dos símbolos do livro. “O AT provê os meios para “decodificar a mensagem do Apocalipse” (Jon Paulien, “Interpreting Revelation’s Symbolism”, in ed. Frank B. Holbrook, Symposium on Revelation: Introductory and Exegetical Studies, Book 1 [Silver Spring, MD: Biblical Research Institute, 1992], p. 80).
  11. A meretriz de Apocalipse 17 reproduz a figura de Jezabel: ambas praticam prostituição (2Rs 9:22; Ap 17:2, 4, 5); derramam sangue de santos e profetas (2Rs 9:7; Ap 17:6; 18:20, 24); e têm a carne comida (1Rs 21:23; 2Rs 9:36; Ap 17:16).
  12. Paulien entende que “o santuário do AT e seus rituais exercem uma função estrutural na organização do livro do Apocalipse” (Jon Paulien, The Deep Things of God [Hagerstown, MD: Review and Herald, 2004], p. 124).
  13. Ver Gerhard F. Hasel, “Juízo Divino”, in Raoul Dederen, Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), p. 908-911, 935.
  14. Ellen G. White, O Grande Conflito (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1988), p. 588-589; ver Paulien, 2008, p. 160-165, 173.
  15. A figura do “dragão”, como representação das forças opositoras a Deus, é bem conhecida na Bíblia. Curiosamente, ele é relacionado ao faraó do Egito e a Nabucodonosor da Babilônia, dois impérios representados nas cabeças da besta escarlate (Ap 17). No êxodo, Deus esmagou a cabeça de tannyin (Sl 74:13; 91:13), que é traduzido por “monstro marinho” (ARA), “dragão” e “serpente”. Segundo os profetas, Deus esmagou tannyin no êxodo (Is 51:9) e no retorno do cativeiro de Babilônia (Jr 51:34; Is 52:11) e, no dia do Senhor, Ele esmagará tannyin (Is 27:1) definitivamente. No proto-evangelho, o Filho da mulher esmagaria a cabeça da “serpente” (Gn 3:15). No Apocalipse: a salvação é consumada quando o “dragão” (gr. drákon) que foi expulso do Céu (12:7-9) e perseguiu a mulher (12:17) for derrotado por Cristo no “lago de fogo” (20:10). A LXX usa o substantivo grego drákon para traduzir o hebraico tannyin.
  16. Johnson, p. 559
  17. Johnson, p. 560.
  18. Ver 1 Pedro 1:6, que também usa olígon no sentido de tempo não cronometrado.
  19. Sobre o desenvolvimento da interpretação adventista acerca da besta de dois chifres de Apocalipse 13:11, ver Vanderlei Dorneles, O Último Império (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012), p. 33-52.
  20. Stefanovic, p. 515.
  21. Robert L. Thomas, Revelation 8–22: An Exegetical Commentary (Chicago, IL: Moody Press, 1995), p. 292.
  22. Paulien, p. 211.
  23. Ver David Ovason, The Secret Symbols of Dollar Bill (New York, NY: Harper Collins, 2004).
  24. Ver Dorneles, O Último Império, p. 89-115; ver também Manly P. Hall, The Secret Destiny of America (New York: Penguin, 2008).
  25. Johnson, p. 554.
  26. Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1988), vol. 2, p. 68, 118.
  27. William T. Olcott, Sun Lore of All Ages (New York: Putnam’s Sons, 1914), p. 142.
  28. Richard Rives, Too Long in the Sun (Charlotte, NC: Partakers, 1999).
  29. Ver Samuele Bacchiocchi, Crenças Populares (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012), p. 50-60.
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<![CDATA[A importância das datas de 508 e 538 d.C. para a supremacia papal]]> https://tempoprofetico.com.br/a-importancia-das-datas-de-508-e-538-d-c-para-a-supremacia-papal/ Mon, 18 May 2020 04:51:57 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1357

Por Alberto R. Timm, Ph.D. Resumo: As datas de 508 e 538 d.C. são muito significativas para os adventistas do sétimo dia. A primeira é tradicionalmente reconhecida como o início dos 1.290 e 1.335 dias/anos de Daniel 12:11 e 12, e a segunda, como ponto de partida dos 1.260 dias/anos de Apocalipse 11:3 e 12:6. O presente artigo descreve o contexto histórico dessas datas, bem como o papel exercido por eventos importantes no processo de estabelecimento da supremacia papal. Abstract: The dates of A.D. 508 and 538 are very significant for Seventh-day Adventists. The first is traditionally aknowledged as the beginning of the 1,290 and 1,335 days/years of Daniel 12:11, 12, and the second, as the starting point of the 1,260 days/years of Revelation 11:3 and 12:6. The present article describes the historical background of those dates, as well as the rule played by major events in the process of establishment of papal supremacy. Introdução Uma das principais características da teologia adventista é a interpretação historicista das profecias apocalípticas das Escrituras fundamentada no assim chamado princípio dia-ano de interpretação profética.2 Baseado na ideia de que cada dia profético representa um ano literal, as 70 semanas de Daniel 9:24-27 devem ser vistas como sendo 490 anos; os 1.260 dias de Apocalipse 11:3 e 12:6 (ver também Dn 7:25; 12:7; Ap 11:2; 12:14; 13:5), como sendo 1.260 anos; os 1.290 dias de Daniel 12:11, como sendo 1.290 anos; os 1.335 dias de Daniel 12:12, como sendo 1.335 anos; e as 2.300 “tardes e manhãs” de Daniel 8:14,3 como sendo 2.300 anos. Tradicionalmente, os adventistas do sétimo dia apontam o ano 508 d.C. como sendo o início dos 1.290 e dos 1.335 anos, e, 30 anos depois, o ano 538 d.C. como sendo o início dos 1.260 anos.4 A principal data de referência para esses cálculos tem sido o ano de 1798 d.C., quando o papa Pio VI foi capturado e aprisionado na França, vindo a morrer no exílio.5 Subtraindo os 1.260 anos de 1798, os intérpretes adventistas chegaram até o ano de 538. Tirando 1.290 anos de 1798, eles chegaram ao ano de 508. Enquanto que os 1.290 e os 1.260 anos tiveram seu término no mesmo ano de 1798, os 1.335 anos são contados como terminando 45 anos depois, entre 1843-1844 (veja o diagrama abaixo). Embora a data de 1798 esteja bem estabelecida pelo importante evento que foi o aprisionamento do papa, o significado de 508 e 538 tem sido questionado por diversos intérpretes críticos que consideram essas datas como destituídas de um sentido histórico mais relevante.6 Mas, se vistas dentro do amplo contexto de estabelecimento da supremacia papal, as datas tomam sentido como importantes expressões desse processo. Entre os estudos mais relevantes das fontes históricas que sustentam essas datas figuram os de Uriah Smith, intitulado The Prophecies of Daniel and the Revelation (1944),7 e a dissertação de mestrado de C. Mervyn Maxwell, sob o título “An Exegetical and Historical Examination of the Beginning and Ending of the 1260 Days of Prophecy with Special Attention Given to A.D. 538 and 1798 as Initial and Terminal Dates” (1951).8 Mas parece evidente que essas investigações poderiam ser ampliadas, levando-se em consideração uma perspectiva histórica mais ampla. Diante disso, a presente investigação visa a prover uma contextualização histórica progressiva, que nos permita ver mais claramente o grau de validade das datas de 508 e 538 no contexto da interpretação profética. Devido às limitações de tempo e espaço, esta investigação se detém apenas nos principais desenvolvimentos históricos relacionados com o assunto em discussão. A pesquisa bibliográfica se limitou basicamente às fontes disponíveis em língua inglesa. Estudos futuros deveriam abranger também as fontes existentes em outras línguas, especialmente em latim, alemão, francês e italiano. O contexto histórico de 508 d.C. Eventos históricos não podem ser analisados com propriedade sem que se reconheçam os desenvolvimentos prévios que os geraram. É evidente, portanto, que nenhuma análise crítica séria pode ser feita quanto ao uso dos anos 508 e 538 d.C. sem que se leve em consideração alguns passos significativos, prévios, rumo à união entre a Igreja e o Estado, e o crescimento da autoridade temporal do bispo de Roma. O contexto histórico do ano 508 inclui importantes eventos como a conversão de Constantino, a publicação do livro de Agostinho De Civitate Dei (A Cidade de Deus) e a conversão de Clóvis. A conversão de Constantino Analisando-se a história dos primeiros séculos da Igreja Cristã, percebe-se que a conversão do Imperador Constantino, em 312 d.C., não apenas se tornou um importante referencial nas relações entre a Igreja e o Estado, mas também gerou uma mudança radical no status do Cristianismo. Tendo sido perseguido no passado, o Cristianismo conseguiu certa tolerância a partir de 311 por meio de um edito imperial.9 Foi, porém, o Edito de Milão, promulgado em 313 pelos imperadores Constantino e Licínio, que concedeu aos cristãos completa liberdade de culto.10 Durante os anos seguintes, sob a liderança de Constantino, as propriedades eclesiásticas confiscadas foram restauradas à Igreja, e o “Dia do Sol” (domingo) foi imposto “como um dia de descanso e culto”. Além disso, Constantino assumiu “uma posição de liderança teológica no concílio de Nicéia, em 325, quando arbitrou a controvérsia ariana”.11 Depois que Constantino mudou a capital do império de Roma para Constanti-nopla em 330, a liderança do bispo de Roma acabou sendo deixada sozinha “durante muito tempo”, e os romanos passaram a encará-lo naturalmente como o seu legítimo “líder temporal e espiritual” em situações de crise.12 A despeito do fato de Constantino jamais haver resignado sua posição como Pontifex Maximus, principal sacerdote da religião pagã estatal,13 suas decisões já eram “um grande ponto crucial”14 na história do Cristianismo. De acordo com Daniel Walther, “embora antes de 313 fosse difícil ser um cristão, era difícil não ser um cristão após essa data”.15 O processo de conceder privilégios à Igreja foi seguido pelos imperadores subsequentes. O título de Pontifex Maximus não foi mais usado pelo Imperador Graciano. Em 380, Teodósio I promulgou “um edito tornando o Cristianismo a religião exclusiva do Estado”, e “qualquer pessoa que seguisse outra forma de culto seria punida pelo Estado”. Por meio do Edito de Constantinopla, em 392, os cultos pagãos tornaram-se ilegais. Portanto, o Cristianismo acabou se transformando finalmente na religião do Estado, e começou a perseguir o paganismo da mesma forma como o paganismo o havia perseguido antes.16 A Cidade de Deus de Agostinho Ao mesmo tempo em que a Igreja Romana se tornava cada vez mais poderosa, o Império Romano enfrentava uma crescente fraqueza interna. Cônscio dessa realidade, Alarico invadiu a Itália com os visigodos em 401. Como as autoridades romanas não tinham mais condições de recrutar forças militares suficientes para deter as invasões desses povos bárbaros, os visigodos saquearam Roma em 410. Que a “Roma Eterna”, amada pelos deuses, fosse tratada dessa forma apenas podia ser interpretado pelos pagãos como a consequência do abandono dos seus antigos deuses, cuja adoração havia sido considerada ilegal desde 392.17 Em resposta a essa acusação, Agostinho escreveu, entre 413 e 426, sua famosa obra intitulada De Civitate Dei (A Cidade de Deus).18 Embora o livro fosse escrito originalmente para solucionar um problema específico da época, sua influência na história da Igreja Cristã vai muito além do seu tempo. Thomas Merton enfatiza o fato de que “a visão de Santo Agostinho da história é a visão mantida pela Igreja Católica e por toda a tradição católica”.19 Os historiadores concordam que Carlos Magno “encontrou na Cidade de Deus, de Santo Agostinho, uma inspiração para o Império Cristão que ele esperava reerguer no mundo transformado dos séculos 8º e 9º”.20 R. W. Collins vai além em declarar que “foi, sem dúvida, a Cidade de Deus que proveu a teoria do poder temporal do papado, com suas pretensões de domínio mundial”.21 L. P. Qualben explica que a “Cidade de Deus” exerceu uma profunda influência sobre o Cristianismo ocidental. Ela formou o pano de fundo religioso para a teoria do papado medieval. A Cúria Romana da Idade Média transformou realmente a Civitas Dei [cidade de Deus] na Civitas Terrena [cidade terrestre], representada pelo império visível da Igreja governado pelo Bispo de Roma. A “Cidade de Deus” acentuou também a forte distinção entre o sagrado e o secular, que ainda continua exercendo tão grande influência sobre a civilização ocidental.22 A conversão de Clóvis As invasões das tribos bárbaras trouxeram não apenas um problema político para o Império Romano, mas também muitas dificuldades para as pretensões do bispo de Roma. Além da tarefa de converter muitas tribos do paganismo, havia também o problema de converter os visigodos e os lombardos do arianismo para a ortodoxia cristã.23 Mas um evento muito significativo ocorreu quase no fim do quinto século. Em 493, Clóvis I, rei dos francos, casou-se com Clotilde, princesa católica de Borgonha.24 Mesmo permitindo que seus filhos fossem batizados, ele próprio hesitava abjurar “a fé dos seus ancestrais”.25 Mas ele viu também que a Igreja Católica Romana se tornaria “o grande poder eclesiástico do futuro”, e se defrontou com a questão básica: Deveria o seu grande poder político crescer “em aliança com esse outro poder ou em oposição a ele?”26 À semelhança de Constantino,27 Clóvis começou a perceber “a força que ele ganharia se aceitasse o Cristianismo”,28 e, durante uma batalha com os alamanos, ele jurou aceitar o Deus de Clotilde e se tornar um cristão se saísse vitorioso.29 Em decorrência de sua vitória, ele foi batizado no dia de Natal de 49630 “com três mil de seus soldados pelo Bispo Remígio de Reims”31 que proferiu na ocasião as conhecidas palavras: “Inclina a tua cabeça em humildade, ó sicambriano; adora o que havias queimado e queime o que havias adorado”.32 De acordo com E. E. Cairns, “a aceitação do Cristianismo por Clóvis teria efeitos duradouros na história futura da Igreja”.33 H. Rosenberg afirma que “a conversão de Clóvis lançou os fundamentos para uma importante aliança entre o papado e os francos”.34 É evidente que “isto não significa que o papa teve imediatamente grande influência sobre a política real”, mas o fundamento foi lançado naquela ocasião, pois “foram apenas os francos que se tornaram, de todas as tribos germânicas, um amplo poder na história geral da Idade Média”.35 E. Emerton declara que o papa ficou, por conseguinte, cheio de satisfação ao ouvir que o recém converso franco havia assumido a sua forma de fé cristã. Ele estava pronto a abençoar qualquer empreendimento deles como a obra de Deus, se apenas fosse em oposição aos pagãos arianos. Assim começou, já no ano 500, um acordo entre o papado romano e o império franco que haveria de amadurecer em uma íntima aliança, e de fazer muito para forjar toda a história futura da Europa.36 Para W. J. Courtenay, a conversão de Clóvis “transformou automaticamente as guerras de Clóvis em guerras santas contra os hereges e os descrentes”.37 Gwatkin e Whitney explicam que os bispos da Igreja de Roma exerceram a mais poderosa influência para apoiar a Clóvis em suas lutas contra as tribos bárbaras pagãs, e mesmo contra aquelas que aderiram à heresia ariana. Com tal apoio, suas guerras assumiram “o caráter de guerras religiosas – cruzadas, valendo-nos do termo usado posteriormente”.38 O ano de 508 d.C. Em 507, Clóvis declarou guerra contra os visigodos. Ele era o agressor, e acreditava que “era uma guerra religiosa para libertar a Gália dos hereges arianos”. Reunindo suas tropas, ele fez a elas um vigoroso discurso, no qual declarou: “Entristece-me o fato desses arianos dominarem uma parte da Gália. Marchemos, com a ajuda de Deus, e subjuguemos o seu país”.39 Sem dúvida, “o elemento religioso foi muito poderoso nessa guerra”,40 “da qual dependia, humanamente falando, a supremacia do credo católico ou do ariano na Europa ocidental”.41 Após a sua vitória, em 508, Clóvis recebeu honras especiais de Roma. De acordo com Auguste Dumas, em 508, enquanto retornava daquela conquista, Clóvis veio a Tours, oferecendo suas dádivas a São Martinho. Ele viu uma embaixada vindo de Constantinopla. “Ele recebeu, de acordo com Gregório de Tours, do Imperador Anastácio, o diploma de cônsul. Na basílica de São Martinho, ele vestiu-se com uma túnica púrpura, a clâmide, e colocou um diadema sobre a sua cabeça. Então, montado em um cavalo, ele jogou alguns pedaços de ouro e de prata para as pessoas reunidas na estrada. Daquela época em diante, ele era chamado de cônsul e Augusto.” (Hist. Franc., ii, 38).42 Em realidade, Clóvis “aparece como um dos grandes gênios criativos que dão um novo rumo ao curso da história”.43 Ele “foi o fundador da primeira monarquia bárbara plenamente capaz de resistir vitoriosamente aos últimos choques de invasão e de permanecer por muitos séculos”,44 e que “se tornou um sustentáculo vigoroso do papado na baixa Idade Média”.45 Victor Duruy enfatiza apropriadamente o importante papel desempenhado por Clóvis como um grande unificador. Ele diz: Clóvis foi o primeiro a unir todos os elementos dos quais a nova ordem social seria formada, a saber, os bárbaros, aos quais ele colocou no poder; a civilização romana, à qual ele rendeu homenagem ao receber a insígnia de patriarca e cônsul da parte do Imperador Anastácio; e a Igreja Católica, com a qual ele estabeleceu a frutífera aliança que foi continuada pelos seus sucessores. O Concílio de Orleans havia sancionado essa aliança, reconhecendo a Clóvis como o protetor da Igreja, cujas isenções ele confirmou nesse mesmo concílio. O papa já havia escrito a ele: “O Senhor proveu as necessidades da Igreja por lhe conceder como defensor um príncipe armado com o capacete da salvação: sejas sempre para ela uma coroa de ferro, e ela te concederá a vitória sobre os teus inimigos”.46 George B. Adams também enfatizou o fato de que Clóvis uniu os romanos e os germanos em termos iguais, preservando cada um deles as fontes de sua força, para formar uma nova civilização. Ele fundou um poder político que haveria de unir em si quase todo o continente, e dar fim ao período das invasões. Ele estabeleceu uma íntima aliança entre as duas grandes forças controladoras do futuro, os impérios que continuaram a unidade criada por Roma, o império político e o eclesiástico.47 O mesmo autor explica o significado eclesiástico dessa aliança, na seguinte declaração: É provável que o Império Franco poderia ter sido formado sem essa aliança. É possível também que uma organização eclesiástica comum poderia ter sido criada para todas as suas partes; mas teria sido impossível para tal igreja realizar a obra –tão importante fora das fronteiras francas como dentro delas – que a Igreja Católica levou a cabo.48 Do que foi dito até aqui, podemos concluir que (1) a conversão de Constantino foi o ponto crucial que permitiu que o Cristianismo se tornasse a religião oficial do Império Romano; (2) A Cidade de Deus, de Agostinho, proveu o ideal filosófico que inspirou o papado a construir um poder temporal para conquistar o mundo; (3) a conversão de Clóvis I abriu as portas para a unificação político-eclesiástica que era necessária para apoiar as pretensões católico-romanas durante a Idade Média; e (4) a guerra de Clóvis e a vitória final sobre os visigodos arianos, em 508, representa um passo extremamente importante em prover um exército efetivo para a Igreja Católica Romana punir os assim chamados “hereges”. Portanto, o que ocorreu em 508 pode ser considerado um dos passos mais significativos no processo de consolidação das pretensões temporais da Igreja Católica Romana, que atingiu sua culminância nas fortes perseguições da Idade Média. O contexto histórico de 538 d.C. Muitos eventos importantes ocorreram no longo processo de fortalecimento do papado. Tendo em mente o que foi dito até aqui, passaremos agora a considerar mais especificamente alguns desses eventos ocorridos desde o início do sexto século até o ano de 538. De especial relevância foi a eleição do papa Símaco e o apoio do imperador Justiniano I. O papa Símaco No período inicial da Igreja Cristã, todos os bispos possuíam quase que a mesma autoridade. Mas “entre 313 e 590, o bispo romano passou a ser reconhecido como o primeiro entre os iguais”. Com a ascensão de Leão I ao trono episcopal, em 440, o bispo de Roma começou a reivindicar mais explicitamente sua supremacia sobre os demais bispos. Alguns dos bispos romanos da segunda metade do quinto século eram homens poderosos, e “não deixavam passar nenhuma oportunidade que pudesse aumentar o seu poder”.49 Na passagem do quinto para o sexto século, o Papa Símaco foi “acusado de muitos crimes”, dentre os quais se destacavam o de “adultério” e o de “dissipar as propriedades da Igreja”. As acusações foram levadas ao herético rei ariano Teodorico, que convocou, com o consentimento do papa, um sínodo em 501 para tratar da questão. A despeito do fato de algumas pessoas argumentarem “que o bispo romano não podia ser julgado por qualquer outra pessoa, mesmo que fosse acusado de crimes como aqueles dos quais Símaco era acusado”, o problema não foi solucionado imediatamente. Mas finalmente, os membros de um sínodo realizado em 503 “exigiram que os oponentes e os acusadores do papa deveriam ser punidos, e saudaram a ele com altos brados de alegria”. Teodorico, rei dos ostrogodos, que estivera diretamente envolvido na solução do problema, “ordenou agora que todas as igrejas em Roma fossem entregues a Símaco, e que somente ele fosse reconhecido como bispo desta cidade”.50 Embora essas discussões tratassem mais especificamente da integridade moral pessoal de Símaco em ocupar o trono papal, a questão básica da autoridade papal também estava envolvida: poderia um papa ser julgado por um rei ou por outros bispos? Em resposta a essa questão, havia pelo menos um “infame e extravagante bajulador de Símaco”, chamado Enódio, que chegava mesmo a ponto de asseverar “que um pontífice romano era constituído juiz em lugar de Deus, posição por ele ocupada como o subgerente do Altíssimo”.51 Embora o próprio Símaco admitisse obedecer “aos poderes temporais quando estes se limitam à esfera deles”, ele era também capaz de condenar o imperador por “apoiar a heresia”, enfatizando a sua própria superioridade sobre o governante: Você imagina que, por ser um imperador, é permitido a você desprezar as ordenanças de Deus, e exaltar-se contra o poder de São Pedro? Compare a dignidade dos imperadores com a de um pontífice. Entre eles existe tanta diferença como entre um administrador das coisas terrestres e outro das celestiais. Embora você seja um príncipe, você recebe do pontífice o batismo e os sacramentos, e seu pedido de penitência. Em resumo, enquanto você é encarregado apenas de questões humanas, ele dispensa a você os bens celestiais. A dignidade dele, por conseguinte, é pelo menos igual à sua, para não dizer superior a ela.52 O imperador Justiniano Justiniano I tornou-se em 527 o único imperador do segmento oriental do Império Romano, conhecido como Império Bizantino. Seus ideais políticos e eclesiásticos são bem definidos por Daniel D. McGarry na seguinte declaração: Ele era inspirado por dois grandes projetos: [1] restaurar o Império Romano ao redor do Mediterrâneo Ocidental, e [2] restabelecer a unidade da Igreja Cristã. O primeiro alvo postulava a reconquista do ocidente do Mediterrâneo; o segundo, a erradicação da heresia no Egito e na Síria.53 Mas Justiniano não via esses dois alvos como dissociados um do outro. Em realidade, ele reconhecia que uniformidade em questões seculares só poderia ser bem-sucedida com “a mesma uniformidade em questões de fé.” Portanto, “Justiniano desejava reunificar todas as ramificações da Igreja Cristã e abolir todas as heresias”.54 De acordo com James Bryce: Não apenas orgulhava-se de sua ortodoxia, como vários soberanos anteriores haviam feito, mas tinha também grande confiança em sua própria capacidade como teólogo, e tomou parte ativa em todas as controvérsias da época. Sendo um estudante diligente e uma pessoa de algumas pretensões literárias, ele leu e escreveu consideravelmente sobre assuntos teológicos.55 Algumas decisões eclesiásticas muito significativas foram tomadas por Justiniano.56 Como um “campeão da ortodoxia”, ele “proibiu impiedosamente tanto o paganismo quanto a heresia”.57 R. W. Collins explica que os devotos das divindades pagãs foram privados de todos os direitos civis; assim eles não podiam exercer ofícios públicos, deixar como herança suas propriedades, ou servir como testemunha num julgamento. A pena de morte foi decretada a todos os que secretamente praticassem um culto pagão ou, uma vez convertidos, retornassem à sua antiga fé. Os filhos de pais pagãos deveriam ser tomados destes, batizados e instruídos na religião cristã. Todos os templos restantes eram convertidos em igrejas cristãs ou destruídos. Como um sopro final contra o paganismo, a Academia de Atenas, o último refúgio da filosofia pagã, foi fechada [em 529], seus professores foram dispersos, e suas doações, confiscadas.58 Considerando “a unidade da fé em um estado bem-organizado tão essencial quanto a unidade política”,59 Justiniano realizou um trabalho incomparável como “codificador e consolidador das leis preexistentes”, e como legislador, preparando “novas leis” que foram incorporadas em sua famosa Corpus Juris Civilis.60 Essa obra inclui não apenas leis civis, mas também leis eclesiásticas, por meio das quais a supremacia eclesiástica do papa foi oficialmente legalizada.61 Na segunda edição do seu Codex, publicado no dia 16 de novembro de 534,62 aparece uma carta escrita por Justiniano ao Papa João II, em 53363, na qual ele reconhece o papa como “o cabeça de todas as Sagradas Igrejas”. Justiniano inicia sua carta com as seguintes palavras: Justiniano, Vitorioso, Pio, Feliz, Renovado, Triunfante, sempre Augusto, a João, Patriarca, e o mais Santo Arcebispo da justa Cidade de Roma: Com honra à Sé Apostólica, e à Vossa Santidade, que é e sempre tem sido lembrada em Nossas orações, tanto agora como anteriormente, e honrando vossa alegria, como é próprio no caso de alguém que é considerado como um pai, Nós nos apressamos em trazer ao conhecimento de Vossa Santidade tudo o que esteja relacionado com a condição da Igreja, uma vez que sempre tivemos o maior desejo de preservar a unidade da Sé Apostólica, e a condição das Santas Igrejas de Deus, como elas existem no tempo presente, para que permaneçam sem distúrbios ou oposições. Portanto, Nós Nos empenhamos em unir todos os sacerdotes do Oriente e sujeitá-los à Sé de Vossa Santidade, e, em consequência das questões levantadas presentemente, embora elas sejam evidentes e livres de qualquer dúvida, e, de acordo com a doutrina da vossa Sé Apostólica, são observadas constantemente com firmeza e pregadas por todos os sacerdotes, Nós ainda consideramos necessário que elas sejam trazidas à atenção de Vossa Santidade. Pois não permitimos que nada que diga respeito à condição da Igreja, embora o que cause as dificuldades seja claro e livre de dúvida, seja discutido sem que seja trazido ao conhecimento de Vossa Santidade, porque Vós sois o cabeça de todas as Santas Igrejas, pois Nós Nos empenharemos de todas as formas (como já mencionado) para aumentar a honra e a autoridade da Vossa Sé.64 É importante notar também a maneira como o papa enfatizou sua própria autoridade em uma carta escrita a Justiniano: João, Bispo da Cidade de Roma, ao seu mais Ilustre e Misericordioso Filho Justiniano: Entre as conspícuas razões para louvar a vossa sabedoria e nobreza, Mais Cristão dos Imperadores, e um que irradia luz como uma estrela, se encontra o fato de que pelo amor do Pai, e movido pelo zelo pela caridade, tu, instruído em disciplina eclesiástica, tens mantido a reverência pela Sé de Roma, e tens subjugado todas as coisas à sua autoridade, e lhe tens dado unidade. O seguinte preceito foi comunicado ao seu fundador, isto é, ao primeiro dos Apóstolos, pela boca do Senhor, a saber: “Apascenta os meus cordeiros”. Esta Sé é, em realidade, a cabeça de todas as igrejas, como assegurado pelos preceitos dos Pais e decretos dos Imperadores, e testificado pelas palavras de vossa mais venerável piedade.65 No mesmo ano (533), Justiniano promulgou um edito “contra todos os hereges”.66 Também em 533, um acordo de paz foi firmado entre os persas e os romanos, e os laureados filósofos pagãos, que se refugiaram entre os persas após Justiniano haver decretado o fechamento da escola deles em Atenas (529), “desapareceram gradativamente nas escolas públicas e seminários de erudição, que deixaram, com o passar do tempo, de estar sobre a direção deles”.67 Uma das maiores evidências do interesse de Justiniano nas questões da Igreja pode ser observado, entretanto, “nos edifícios que ele construiu por todo o império”.68 O maior deles foi a Igreja da Hagia Sophia, ou a Igreja da Sagrada Sabedoria, que “foi designada para ser o símbolo visível do poder imperial”, e da qual o imperador considerava-se a si mesmo o representante terrestre”.69 Construída em Constantinopla e dedicada no dia de Natal de 537, esse edifício tem sido considerado “o mais magnífico monumento da arte bizantina da época” e “o mais importante edifício na história da arte cristã”.70 O ano de 538 d.C. Como visto anteriormente, muitos eventos importantes ocorreram durante o período anterior a 538, preparando o caminho para a supremacia papal da Idade Média. Embora Justiniano houvesse reconhecido oficialmente em 533 a primazia eclesiástica do papa, a Igreja de Roma ainda não tinha liberdade política para exercer sua supremacia. Desde a queda do Império Romano (476), Roma estava sempre sob domínio de um rei ariano. Os hérulos dominaram Roma até o tempo em que o seu rei Odoacro foi assassinado por Teodorico, em 493.71 Em 534, os vândalos foram completamente derrotados por Belisário e o seu exército. Mas Roma ainda não havia sido libertada do domínio dos ostrogodos. Em realidade, Roma, de acordo com Hodgkin, foi bloqueada por 374 dias, durante 537 e 538, pelo grande cerco dos ostrogodos. Mas por volta de 12 de março de 538, “os godos resolveram abandonar o seu cerco a Roma.”72 Herwing Wolfram esclarece que “no dia 21 de junho de 538, Belisário deixou Roma. Pouco depois, Narses, com sete mil homens, desembarcou em Picenum, provavelmente no porto de Firmum-Fermo. A superioridade numérica dos godos era agora uma coisa do passado.”73 Por conseguinte, “em 538, pela primeira vez desde o fim da linhagem imperial ocidental, a cidade de Roma estava livre do domínio de um reino ariano”.74 Isso não significa que naquela época o Império Ostrogodo sucumbiu, “mas a sepultura da monarquia ostrogoda na Itália foi cavada pela derrota desse cerco”.75 Também em 538 foi realizado o Terceiro Sínodo de Orleans,76 no qual “os bispos reunidos declararam a sua intenção de restabelecer as antigas leis da Igreja e aprovar novas leis”.77 Entre os 33 cânones, havia um (Cânone 13) no qual é dito que “os cristãos não devem se casar com judeus, nem mesmo comer com eles”;78 e outro (Cânone 28) diz: É uma superstição judaica a noção de que é ilegal cavalgar ou dirigir no Domingo, ou fazer qualquer coisa para decorar a casa ou a pessoa. Mas os trabalhadores do campo são proibidos, de maneira que o povo tenha condições de vir à igreja e adorar. Qualquer que agir de outra forma será punido, não pelos leigos, mas pelos bispos.79 No dia 29 de junho de 538, o Papa Virgílio respondeu uma carta de Profuturo, Bispo de Braga, na Lusitânia, na qual ele “condena aqueles que se abstêm de certos tipos de carnes, alegando serem proibidas, ou más em si mesmas, como se procedessem de um princípio mau; que foi a doutrina dos maniqueus”.80 O fato de Virgílio ser levado a Constantinopla e mantido lá por sete anos (547-554),81 por não haver obedecido à vontade imperial, não significa que naquela época não houvesse um poder eclesiástico para apoiar as ambições católico-romanas. O verdadeiro problema foi que Justiniano, “que se orgulhava de seu conhecimento teológico e que tinha um amor apaixonado por sutis debates teológicos”, não estava satisfeito apenas em convocar concílios, sancionar ou revogar seus decretos, formular confissões de fé, e proferir veementes anátemas; ele estava determinado mesmo “a dominar o Papa, bem como a Igreja oriental”.82 De acordo com Bémont e Monod, À medida que o bispo de Roma estava se tornando, desta maneira, o primata indisputável da Itália, e exercendo uma função de liderança na Igreja universal, ele começou a se envolver em questões temporais, não apenas em Roma, mas também no Império, e mesmo entre os reinos bárbaros. Até o sexto século, todos os papas são declarados santos nas martirologias. Virgílio (537-555) foi o primeiro de uma série de papas a não mais trazerem esse título, que foi conferido parcimoniosamente desde aquele tempo. Dessa época em diante, os papas, cada vez mais envolvidos em assuntos temporais, não pertenciam apenas à Igreja; eles são homens de Estado, e, então, governantes do Estado.83 Platt e Drummont declaram que “poucos imperadores da Roma antiga tiveram tanto poder como o Papa durante a Idade Média”.84 Do que foi dito sobre o contexto histórico de 538 d.C., podemos concluir que (1) a despeito do fato de Símaco ter legalmente de se submeter algumas vezes ao herético rei ariano Teodorico, ele não apenas se considerava superior ao governante secular, mas chegou mesmo a se auto-denominar “juiz em lugar de Deus” e “subgerente do Altíssimo”;85 (2) Justiniano I não apenas chamou o papa de “o cabeça de todas as Sagradas Igrejas”,86 mas também legalizou oficialmente a supremacia eclesiástica do papa; e (3) foi somente em 538 que a cidade de Roma se tornou livre do domínio de qualquer reino ariano “herético”, e a Igreja de Roma foi capaz de desenvolver mais efetivamente a sua supremacia eclesiástica. A seguinte declaração é muito significativa para se obter uma clara idéia do relacionamento entre 533 e 538, como mencionado anteriormente: Embora esse reconhecimento legal da supremacia eclesiástica do papa seja datado de 533, é óbvio que o edito imperial não pôde se tornar efetivo para o papa enquanto o reino ariano dos ostrogodos controlava Roma e grande parte da Itália. Foi somente após o domínio dos godos ter sido quebrado que o papado teve liberdade para desenvolver plenamente o seu poder. Em 538, pela primeira vez desde o fim da linhagem imperial ocidental, a cidade de Roma estava livre do domínio de um reino ariano. Naquele ano, o reino dos ostrogodos recebeu o seu golpe mortal (embora os ostrogodos sobrevivessem mais alguns anos como um povo). Esta é a razão porque 538 é uma data mais significativa do que 533.87 Resumo e conclusões Uma análise da história do Cristianismo revela que vários passos importantes ocorreram entre os séculos quarto e sexto no processo pelo qual a Igreja Romana tornou-se cada vez mais influente em questões seculares. Esse processo culminou na união entre a Igreja e o Estado. No tempo de Constantino, o Cristianismo obteve liberdade de culto, tornando-se uma das religiões oficiais do Estado. Os imperadores subsequentes avançaram mais e mais na direção de transformar o Cristianismo na religião exclusiva do Estado. Após o saque de Roma pelos visigodos em 410, Agostinho escreveu sua famosa obra A Cidade de Deus, na qual ele expôs “o ideal católico de uma igreja universal em controle de um estado universal”, provendo “a base teocrática para o papado medieval”.88 A conversão de Clóvis, rei dos francos, foi um evento muito significativo em prover a unificação da Europa Ocidental para apoiar o papado durante a primeira metade da Idade Média. E a guerra de Clóvis contra os visigodos arianos e sua vitória sobre eles em 508, representa um passo importante em prover um exército efetivo para a Igreja Católica Romana punir os “hereges”. A despeito do fato de o Papa Símaco ser fortemente acusado e ter de se submeter ao julgamento do herético rei ariano Teodorico, ele se considerava superior ao governante secular e foi chamado até mesmo de “juiz em lugar de Deus” e “subgerente do Altíssimo”.89 Já em 533, Justiniano, imperador do Império Bizantino, reconheceu a supremacia eclesiástica do papa quando o chamou de “a cabeça de todas as Sagradas Igrejas”,90 e, no ano seguinte (534), esse status foi legalizado oficialmente na segunda edição do Codex. Mas foi somente em 538 que a cidade de Roma acabou sendo libertada do domínio de um “herético” reino ariano, e a Igreja Romana foi capaz de desenvolver mais efetivamente sua supremacia eclesiástica. Podemos concluir, com base nas discussões anteriores, que, se tomarmos os eventos ocorridos em 508 e 538 isoladamente, sem levar em consideração os seus respectivos contextos históricos, poderemos ser tentados a negar a validade de se escolher essas datas como pontos de partida para os períodos proféticos dos 1.290 e 1.335 anos, e para os 1.260 anos. Mas se considerarmos os anos de 508 e 538 à luz dos seus respectivos antecedentes históricos, perceberemos que não existe qualquer razão para negarmos a importância histórica de tais datas no longo processo de estabelecimento da autoridade temporal do Bispo de Roma. Referências 1 Uma versão preliminar deste artigo foi publicada na Revista Teológica do Salt-Iaene 3 (janeiro-junho de 1999): 40-54. ↑ 2 Conceitos úteis sobre o princípio “dia-ano” de interpretação profética são providos em William H. Shea, Selected Studies on Prophetic Interpretation, Daniel and Revelation Committee Series, vol. 1 ([Washington, DC: Biblical Research Institute, General Conference of Seventh-day Adventists], 1982); Alberto R. Timm, “Miniature Symbolization and the Year-Day Principle of Prophetic Interpretation,” Andrews University Seminary Studies 42 (primavera de 2004):149-167; publicado em português sob o título “Simbolização em miniatura e o princípio ‘dia-ano’ de interpretação profética”, Parousia 3 (nº 1): 33-46. ↑ 3 Siegfried J. Schwantes demonstrou que, de acordo com Gênesis 1, a expressão “tardes e manhãs” representa “dias.” Ver S. J. Schwantes, “‘Ereb Boqer of Dan 8:14 Re-examined”, Andrews University Seminary Studies 16 (outono de 1978): 375-385. ↑ 4 O desenvolvimento da compreensão inicial dos adventistas do sétimo dia dos 1.260, 1.290 e 1.335 dias-anos é apresentado em P. Gerard Damsteegt, Foundations of the Seventh-day Adventist Message and Mission (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1977): 20-25, 38-40, etc. Ver também Alberto R. Timm, “Os 1290 e 1335 Dias de Daniel”, Ministério (Brasil), maio-junho de 1999, pp. 16-18; disponível em inglês como “The 1.290 and 1.335 Days of Daniel 12,” em http://biblicalresearch.gc.adventist.org/documents/daniel12.htm. ↑ 5 Ver Artaud de Montor, The Lives and Times of the Roman Pontiffs, from St. Peter to Pius IX (New York: D. & J. Sadlier, 1866), 2:486-513; Ludwig von Pastor, The History of the Popes from the Close of the Middle Ages (London: Routledge and Kegan Paul, 1953), 40:332-339; J. N. D. Kelly, The Oxford Dictionary of Popes (Oxford: Oxford University Press, 1986), 302; S. J. Watson, By Command of the Emperor: A Life of Marshal Berthier (London: Bodley Head, 1957), 67-70; Owen Chadwick, The Popes and European Revolution, Oxford History of the Christian Church (Oxford: Clarendon Press, 1981), 462-471. ↑ 6 Por exemplo, Bernard Grun, em sua obra The Timetables of History, nova 3ª ed. rev. (New York: Simon & Schuster, 1991), não apresenta qualquer evento histórico significativo relacionado tanto a 508 quanto a 538 d.C. ↑ 7 Uriah Smith, The Prophecies of Daniel and the Revelation, ed. rev. (Nashville, TN: Southern Publishing Association, 1944), 266-279, 323-334. ↑ 8 C. Mervyn Maxwell, “An Exegetical and Historical Examination of the Beginning and Ending of the 1260 Days of Prophecy with Special Attention Given to A.D. 538 and 1798 as Initial and Terminal Dates” (dissertação de mestrado, Seventh-day Adventists Theological Seminary, 1951). ↑ 9 Lars P. Qualben, A History of the Christian Church (Nova York: Thomas Nelson and Sons, 1940), 116. ↑ 10 Earle E. Cairns, O Cristianismo Através dos Séculos: Uma História da Igreja Cristã, trad. Israel Belo de Azevedo (São Paulo: Vida Nova, 1984), 100. ↑ 11 Ibid. ↑ 12 Ibid., 127. Ver também M. Creighton, A History of the Papacy from the Great Schism to the Sack of Rome (Londres: Longmans, Green, and Co., 1907), 1:7-8. ↑ 13 Cairns, 100. ↑ 14 Qualben, 116. ↑ 15 Daniel Walther, “I Believe… in the Millennium”, Review and Herald, 4 de maio de 1972, 5. ↑ 16 Cairns, 100-101. ↑ 17 Katherine F. Drew, “Barbarians, Invasions of”, em Joseph R. Strayer, ed., Dictionary of the Middle Ages (Nova York: Charles Scribner’s Sons, 1983), 2:90-91. ↑ 18 Ver R. H. Barrow, Introduction to St Augustine, The City of God (Londres: Faber and Faber, [1950]), 17. Em português, ver Santo Agostinho, A Cidade de Deus (contra os pagãos) (Petrópolis, RJ: Vozes, 1990). ↑ 19 Thomas Merton, “Introduction”, em Saint Augustine, The City of God (Nova York: Modern Library, 1950), ix. ↑ 20 Edward R. Hardy, Jr., “The City of God”, em Roy W. Battenhouse, ed., A Companion to the Study of St. Augustine (Nova York: Oxford University Press, 1955), 257. ↑ 21 Ross William Collins, A History of Medieval Civilization in Europe (Boston: Ginn and Company, s.d.), 102. ↑ 22 Qualben, 126. ↑ 23 Cairns, 103. ↑ 24 Walter C. Perry, The Franks, from Their First Appearance in History to the Death of King Pepin (Londres: Longman, Brown, Green, Longmans, and Roberts, 1857), 75. ↑ 25 H. M. Gwatkin e J. P. Whitney, The Cambridge Medieval History (Nova York: Macmillan, 1926), 2:111. ↑ 26 George B. Adams, Civilization during the Middle Ages (Nova York: Charles Scribner’s Sons, 1914), 140. ↑ 27 Cf. Brian Tierney e Sidney Painter, Western Europe in the Middle Ages: 300-1475, 3ª ed. (Nova York: Alfred A. Knopf, 1978), 54: “A história contada sobre a conversão de Clóvis é semelhante à de Constantino.” ↑ 28 Gwatkin e Whitney, 112. ↑ 29 Cf. Thomas Hodgkin, Theodoric the Goth; the Barbarian Champion of Civilization (Nova York: G. P. Putnam’s Sons, 1894), 189-190: “Clóvis, elevando os seus olhos aos céus e derramando lágrimas em agonia de alma, disse: ‘Ó Jesus Cristo!, a quem Clotilde declara ser o filho do Deus vivo, e de quem é dito dar ajuda aos abatidos e a vitória aos que em ti confiam, eu humildemente oro por tua gloriosa ajuda, e prometo que se me concederes a vitória sobre esses inimigos, eu crerei em ti e serei batizado em teu nome. Pois eu clamei aos meus próprios deuses e cheguei à conclusão de que eles não são de nenhum poder e não ajudam àqueles que os buscam.’” ↑ 30 Archibald Bower, The History of the Popes (Philadelphia: Griffith & Simon, 1844), 295. ↑ 31 Jean Hubert, “Clovis,” in Warren E. Preece, ed., Encyclopædia Britannica (Chicago, IL: Encyclopedia Britannica, 1971), 5:952. ↑ 32 Hodgkin, Theodoric the Goth, 190. ↑ 33 Cairns, 104. ↑ 34 Harry Rosenberg, “The West in Crisis”, em Tim Dowley, ed., Eerdmans’ Handbook to the History of Christianity (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1977), 220. ↑ 35 Adams, 135. ↑ 36 Ephraim Emerton, An Introduction to the Study of the Middle Ages (375-814) (Boston: Ginn and Company, 1916), 66. ↑ 37 William J. Courtenay, “Clovis I”, em The McGraw-Hill Encyclopedia of World Biography (New York: McGraw-Hill, 1973), 3:56 (grifos acrescentados). ↑ 38 Gwatkin e Whitney, 112 (grifos acrescentados). ↑ 39 Ibid., 113 (grifo acrescentado). ↑ 40 Thomas R. Buchanan, “Clovis”, em William Smith e Henry Wace, eds., A Dictionary of Christian Biography, Literature, Sects and Doctrines (Boston: Little, Brown, and Company, 1877), 1:582: “Que o elemento religioso foi muito poderoso nessa guerra (Rückert, i. 324) é evidente da carta de Clóvis aos bispos (Bouquet, l.c.), das tentativas inúteis de Alarico para confirmar a lealdade dos seus súditos católicos e romanos (Richter, p. 39, nota 2), e do que Cassiodoro (Var. iii. Ep. 1-4) nos diz das negociações anteriores à guerra.” ↑ 41 Perry, 85 (grifos acrescentados). ↑ 42 Auguste Dumas, “Clovis I”, em Alfred Baudrillart, A. De Meyer e Et. Van Cauwenbergh, eds., Dictionnaire D’Histoire et de Géographie Ecclésiastiques (Paris: Librairie Letouzey et Ané, 1956), 13:30. Ver também Gwatkin e Whithey, 115; Smith e Wace, 1:582-583. Cf. Jean Hubert, “Clovis”, em Encyclopaedia Britannica (Chicago: Encyclopaedia Britannica, 1971), 5:952: “Essa história [da visita de Clóvis a Tours em 508], uma vez questionada por alguns historiadores, tem sido corroborada, até certo ponto, por investigações posteriores.” ↑ 43 Adams, 137. ↑ 44 Victor Duruy, The History of the Middle Ages (Nova York: Holt and Company, 1904), 29. Cf. Strayer, ed., Dictionary of the Middle Ages, 2:94: “Em 508 ele [Clóvis] conseguiu eliminar todos os reis francos rivais, muitos dos quais eram parentes próximos.” ↑ 45 Cairns, 104. ↑ 46 Duruy, 32 (grifos acrescentados). ↑ 47 Adams, 142 (grifos acrescentados). ↑ 48 Ibid., 141. ↑ 49 Cairns, 127. ↑ 50 Charles J. Hefele, A History of the Councils of the Church, from the Original Documents (Edinburgh: T. & T. Clark, 1895), 4:59-62, 71, 74. ↑ 51 John L. Mosheim, An Ecclesiastical History, Ancient and Modern, from the Birth of Christ, to the Beginning of the Eighteenth Century (Londres: Impresso para R. Baynes, 1819), 2:113. ↑ 52 M. Gosselin, The Power of the Pope During the Middle Ages; or, An Historical Inquiry into the Origin of the Temporal Power of the Holy See, and the Constitutional Laws of the Middle Ages Relating to the Deposition of Sovereigns (Baltimore: J. Murphy & Co., 1835), 1:186 (grifos acrescentados). ↑ 53 Daniel D. McGarry, Medieval History and Civilization (Nova York: Macmillan, 1976), 119 (grifos acrescentados). ↑ 54 Shepard B. Clough, ed., A History of the Western World: Ancient Times to 1715 (Lexington, MA: D. C. Heath, 1969), 200. ↑ 55 James Bryce, “Justinianus I”, em Smith e Wace, 3:545 (grifos acrescentados). ↑ 56 Ver ibid., 545-551. ↑ 57 Collins, 156. ↑ 58 Ibid., 156-157. ↑ 59 Ibid., 156. ↑ 60 Ver Smith e Wace, 551-559. ↑ 61 Ver LeRoy E. Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers (Washington, DC: Review and Herald, 1950), 1:501-517. ↑ 62 Smith e Wace, 554. De acordo com ibid., 553, a primeira edição do Codex foi formalmente promulgado em abril de 529. ↑ 63 Cf. Maxwell, 82-83; Richard F. Littledale, The Petrine Claims (London: Society for Promoting Christian Knowledge, 1889), 291-293. ↑ 64 The Code of Justinian, 2ª ed., livro 1, título 1. Republicado em S. P. Scott, The Civil Law (Cincinnati: Central Trust Company, s.d.), 12:11-12 (grifos acrescentados). ↑ 65 Ibid., 12:10-11 (grifos acrescentados). Lamentavelmente, não foi possível ao autor do presente artigo descobrir a data dessa carta. ↑ 66 Richard F. Littledale, The Petrine Claims (Londres: Society for Promoting Christian Knowledge, 1889), 291 (grifos acrescentados). ↑ 67 Mosheim, 2:109. ↑ 68 Collins, 157. ↑ 69 A History of the Western World, 199. ↑ 70 Collins, 158. ↑ 71 Thomas Hodgkin, Italy and Her Invaders (Oxford: Clarendon Press, 1896), 3:212, 620-626. ↑ 72 Ibid., 4:250. Cf. Sir Edmund Barrow, The Growth of Europe Through the Dark Ages: A.D. 401-1100 (Londres: H. F. & G. Witherby, 1927), 71-72: “O cerco durou todo um ano, de fevereiro ou março de 537 a março de 538. … Os godos tentaram negociar, mas sem sucesso, e em março de 538 Vitiges suspendeu o cerco e se retirou na direção do norte.” ↑ 73 Herwig Wolfram, History of the Goths, trad. Thomas J. Dunlap, ed. rev. (Berkely, CA: University of California Press, 1988), 346. ↑ 74 Seventh-day Adventist Bible Commentary, 4:826-827. ↑ 75 Froom, 1:515; Hodgkin, Italy and Her Invaders, 251-252. ↑ 76 Ver Hefele, 204-209. ↑ 77 Ibid., 205 (grifos acrescentados). ↑ 78 Ibid., 207. ↑ 79 Ibid., 208-209 (grifos acrescentados). ↑ 80 Archibald Bower, The History of the Popes, from the Foundation of the See of Rome, to the Present Time (Londres: Impresso para o autor, 1750), 2:375-376 (primeiro grifo acrescentado). ↑ 81 De acordo com A. Bower, Virgílio chegou “em Constantinopla no dia 25 de janeiro de 547” (ibid., 384), e embarcou em seu retorno a Roma, levando consigo um “Constituição datada de 13 de agosto [de 554]” (ibid., 415-416). ↑ 82 Collins, 156, 158. ↑ 83 Charles Bémont e G. Monod, Medieval Europe from 395 to 1270 (Nova York: Henry Holt, 1902), 120-121. ↑ 84 Nathaniel Platt e Muriel J. Drummond, Our World Through the Ages (Nova York: Prentice-Hall, 1954), 141. Estes dois historiadores datam a Idade Média de ca. 500 a ca. 1500, de acordo com ibid., 134. ↑ 85 Mosheim, 2:113. ↑ 86 Scott, 12:12. ↑ 87 Seventh-day Adventist Bible Commentary, 4:827. ↑ 88 Ibid., 836. ↑ 89 Mosheim, 2:113. ↑ 90 Scott, 12:12. ↑ Fonte: Revista Parousia, 1° Semestre de 2005, UNASPRESS Alberto R. Timm, Ph.D. Professor de Teologia Histórica no SALT, Unasp, Campus Engenheiro Coelho, e diretor o Centro de Pesquisas Ellen White – Brasil]]>
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<![CDATA[A Mensagem de Apocalipse 17]]> https://tempoprofetico.com.br/a-mensagem-de-apocalipse-17/ Mon, 18 May 2020 04:53:52 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1361

Por Diogo Cavalcanti (RA, Junho 2013) Forças políticas e religiosas se unirão para perseguir o povo de Deus nos instantes finais da história. Sete séculos se passaram e mais de setenta papas se sucederam até que um novo pontífice abdicasse de sua função. O ato, considerado grave até mesmo por Bento XVI, despertou rumores sobre dificuldades sofridas por ele em seu pontificado. Contudo, as especulações sobre a renúncia papal têm ido muito além das questões internas do Vaticano. Em alguns círculos, elas intensificaram uma expectativa em torno da chamada “teoria dos sete reis”, construída sobre Apocalipse 17. Na Internet, a discussão sobre essa teoria foi intensa e erroneamente entendida como uma crença dos adventistas do sétimo dia. A teoria enumera os papas a partir do estabelecimento do Estado do Vaticano, em 1929, até a volta de Jesus. Portanto, Bento XVI, o sétimo papa desde então e cujo pontificado foi relativamente breve, é visto como o “rei” que tinha que “durar pouco” (Ap 17:10). Dessa forma, o papa Francisco, o oitavo, seria o último antes da segunda vinda de Cristo.* A teoria dos sete papas não recebe o apoio da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pois carece de fundamentação bíblica, como veremos a seguir, ao analisar a mensagem de Apocalipse 17.   A meretriz e a besta A interpretação de Apocalipse 17 é um dos maiores desafios para o estudante da Bíblia. Não existe pleno consenso sobre todos os pormenores dessa profecia. No entanto, com o avanço do estudo do Apocalipse, mais luz tem sido lançada sobre essa incrível seção do livro. Para se compreender os aspectos básicos de Apocalipse 17, é preciso que se entenda o propósito da visão e seu lugar no livro. A visão tem uma ligação direta com o capítulo 16, que trata das sete pragas, sendo que as duas últimas afligem a Babilônia espiritual ou mística (Ap 16:12-21). Ao fim do relato dessas pragas, um dos anjos que as derramaram convida João para ver o julgamento (do grego krima, “sentença”) da Babilônia espiritual, a “grande meretriz” (Ap 17:1). Em resumo, o anjo quer mostrar por que Babilônia e seus apoiadores foram tão severamente castigados por Deus (Jacques Doukhan, Secrets of Revelation, p. 160). João ouviu sobre uma meretriz “sentada sobre muitas águas”, mas o profeta viu uma “mulher montada numa besta escarlate” (Ap 17:1, 3). A figura da mulher nas profecias bíblicas sempre esteve relacionada ao povo de Deus, à igreja (Gn 3:15; Os 2:19; Jr 3:14; 2Co 11:2), ao passo que a prostituição sempre foi associada à infidelidade espiritual da igreja (Jr 3:20; Ez 16:32; Ap 2:20). A meretriz é a contrafação da “noiva, a esposa do Cordeiro”, que também foi apresentada a João por “um dos sete anjos que têm as sete taças” (Ap 21:9). A “grande cidade” (Ap 17:18) tenta imitar a “santa cidade” (Ap 21:10). Em síntese, a meretriz ou Babilônia pretende dominar o mundo com uma autoridade pretensamente divina, mas satânica em sua essência. A simbologia religiosa também é evidente na aparência da mulher, “vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas” e com uma inscrição “na sua fronte” (Ap 17:4, 5), elementos também presentes nas vestes do sumo sacerdote do antigo santuário (Êx 28:4-35; 35:9; 39:30; Ranko Stefanovic, Revelation of Jesus Christ. 2ª ed., p. 517, 518). A meretriz, portanto, representa um poder religioso que exercerá domínio global nos últimos momentos da história (Ap 17:15). Mas esse poder religioso não dominará sem ajuda. A meretriz precisará de apoio político das nações para exercer influência sobre as massas humanas, assim como a primeira besta depende da segunda, em Apocalipse 13. No capítulo 17, o instrumento que ela utiliza para dominar a humanidade é a besta sobre a qual está montada, que representa um poder político. Bestas (ou animais ferozes), em profecias bíblicas, sempre representaram potências que oprimiram o povo de Deus (Is 30:6, 7; Dn 7:5-7; 11, 19, 23; Ap 13:2, 11). A meretriz seduz a besta, e, por meio dela, exerce domínio mundial. As armas simbólicas de sua sedução estão em seu corpo e no cálice que ela segura. Ela usa o corpo para se prostituir com os reis da Terra, atraídos por seu luxo e aparência. A simbologia trata das alianças com os governantes, para benefício mútuo (Ap 17:2; 18:3, 12-17; cf. Is 23:15-17; Ez 23:3, 30). Por sua vez, as multidões são enganadas pelo “vinho de sua devassidão” contido no cálice (Ap 17:2, 4). Neste aspecto se representa o poder sedutor da meretriz, que faz uso de um falso evangelho e de milagres (Ap 13:13, 14; 18:23; 19:20; Francis D. Nichol (ed.), The Seventh-Day Adventist Bible Commentary, v. 7, p. 850). A própria meretriz se achava “embriagada com o sangue dos santos e [...] das testemunhas de Jesus” (Ap 17:6). Nos últimos momentos da história, a meretriz, antes mesmo de tentar derramar sangue inocente, já está embriagada, pois assassinou milhões de filhos de Deus por mais de um milênio (Dn 7:25) e se fez culpada do “sangue de profetas, de santos e de todos os que foram mortos sobre a terra” (Ap 18:24). Portanto, nenhum outro poder religioso pode se encaixar nessa descrição, além da Igreja romana. Ellen G. White identificou a meretriz como a Igreja romana (O Grande Conflito, p. 171), que será julgada pelos crimes cometidos contra o povo de Deus ao longo da história e até do sangue que intentará derramar no fim dos tempos (Ap 18:24; Nichol, p. 628). No entanto, a Igreja romana não estará isolada como poder religioso. A “mãe das meretrizes” (Ap 17:5) terá o apoio de outras organizações religiosas, em especial, de outras denominações cristãs, formando uma confederação (O Grande Conflito, p. 382, 383). Essa confederação religiosa, portanto, formará a Babilônia espiritual ou mística. A besta e suas cabeças Se a meretriz representa uma confederação religiosa, a besta, os dez chifres/reinos e os reis da Terra (Ap 17:12, 13, 16) representam uma confederação política que a sustentará no desfecho final, como veremos. Analisando a visão, identificamos uma distinção clara entre os poderes político (besta) e religioso (mulher; ver Nichol, p. 851). Neste ponto se encontra o principal equívoco da teoria dos sete reis como papas. Como as cabeças da besta seriam sete papas, se a besta representa o poder político que dá suporte ao papado? Outro erro: Se o oitavo rei representa o último papa, como ele se unirá aos dez chifres/reinos em ódio mortal à meretriz (Ap 17:16), que representa o próprio papado? O papa odiaria a si mesmo? Isso entra em contradição com o sentido lógico do texto. Ellen G. White descreve a situação crítica dos líderes religiosos apóstatas nos últimos momentos da história. Sofrendo sob as pragas, as multidões reconhecerão o “dedo de Deus” (Êx 8:19) e concluirão que foram iludidas por seus líderes religiosos. Por isso, dirigirão “suas mais amargas condenações contra os ministros”. Então se repetirá a matança ocorrida após o desafio de Elias (1Rs 18:40), e os falsos profetas do tempo do fim serão mortos por seus próprios seguidores (O Grande Conflito, p. 655, 656). Portanto, a confederação religiosa (meretriz) será odiada pelos seus apoiadores (governos e povos). Sobre as cabeças da besta, a chave para sua compreensão está na explicação do anjo (Ap 17:9). Embora o termo “montes” seja tradicionalmente defendido como “uma alusão à cidade de Roma, com suas sete colinas” (Nichol, p. 855), ele tem um sentido específico na antiga mentalidade hebraica. Daniel orou pelo “monte santo” do seu Deus, significando que orava por Jerusalém (Dn 9:16). Jeremias transmitiu uma ameaça divina contra a antiga Babilônia, chamando-a de “monte” que destrói (Jr 51:25). A pedra que destrói a estátua de Nabucodonosor se transforma numa grande montanha, o reino de Deus (Dn 2:35, 44). Assim, ao longo de todo o Antigo Testamento, percebe-se que a palavra “montes” também representa reinos (ver Sl 48:2; 78:68; Is 2:2, 3; 13:4; 31:4; 41:15; Ez 35:2, 3; Ob 8, 9; Stefanovic, p. 296). A interpretação católica, por sua vez, tenta restringir a figura dos sete montes às sete colinas da antiga Roma, para identificar a besta de Apocalipse 17 com o império romano. Em vista disso, Kenneth Strand, teólogo adventista já falecido, ressaltou que a tradução correta do termo grego oros em Apocalipse 17:9 é “montes”, não “colinas”. Afirmou também que, em sentido simbólico, ela sempre deve ser entendida como reinos e nunca como indivíduos ou governantes (Kenneth Strand. “The Seven Heads: Do They Represent Roman Emperors?” Simposium on Revelation – Book II, v. 7, p. 186; itálicos originais). Assim como “montes”, o termo “reis” também representa reinos (Is 14:4, 22, 23; Dn 2:37, 38, 42-44; 7:17). Portanto, como as cabeças são sete montes e sete reis (Ap 17:9), e ambos representam reinos, as cabeças também simbolizam reinos. Fator tempo Evidentemente, os sete reinos representados pelas sete cabeças da besta de Apocalipse 17 foram impérios sucessivos. Na explicação, o anjo afirmou que, no tempo de João, cinco já haviam passado e que “um existe” (Ap 17:10). Esta é a principal referência cronológica da profecia, pois a explicação do anjo fez uma referência aos dias do profeta. Ekkehardt Mueller, diretor associado do Instituto de Pesquisas Bíblicas da Associação Geral, afirma que, se a referência fosse a outro tempo ao qual o profeta tivesse sido transportado, não haveria como determiná-la. Para que a profecia se faça compreendida, a referência cronológica na explicação de qualquer profecia é sempre uma referência ao tempo do profeta. Esse princípio foi defendido primeiramente pelo escatologista Jon Paulien: “A visão não está necessariamente localizada no tempo e lugar do profeta. Mas, quando a visão é posteriormente explicada ao profeta, a explicação sempre vem no tempo, lugar e nas circunstâncias do que tem a visão” (ver Ekkehardt Mueller. “A Besta de Apocalipse 17: Uma Sugestão”. Parousia, 1° sem. 2005. p. 37; ver também Jon Paulien. Armageddon at the Door, p. 214). Assim, o versículo 10 constitui a âncora cronológica da interpretação das sete cabeças da besta de Apocalipse 17, algo que a teoria dos sete papas ignora. A sexta cabeça representa o império romano, existente no tempo de João. Antes do império romano, outros cinco oprimiram o povo de Deus, os impérios: egípcio, assírio, babilônico, medo-persa e macedônico (chamado de Grécia, na Bíblia). O sétimo rei (Roma papal) ainda estava no futuro, do ponto de vista de João, e se tornaria predominante na Europa por mais de mil anos. Roma papal é representada pela sétima cabeça, pois, assim como os outros impérios, concentrou poderes civis e políticos, incluindo o comando de exércitos, o domínio de territórios e influência determinante sobre as nações ao redor. Alguns veem inconsistência na interpretação do sétimo rei como Roma papal, quando se leva em conta que o sétimo rei deveria “durar pouco” (Ap 17:10). No entanto, segundo Ranko Stefanovic, a expressão “tem de durar pouco” (do grego: oligon auton dei meinai) tem um sentido “qualitativo”, da mesma forma que em Apocalipse 12:12, em que Satanás percebe que “pouco tempo lhe resta” (oligon kairon echei). Após Cristo subir ao Céu, Satanás percebeu que tinha “pouco tempo”, e esse período já se prolonga por quase dois mil anos! “Em outras palavras, a expressão indica que o tempo de Satanás é limitado. A expressão ‘pouco tempo’ de Apocalipse 17:10 está em contraste com mikron kronon (‘pouco tempo’) de Apocalipse 20:3, designado para Satanás, com referência ao julgamento pendente contra ele” (Stefanovic, p. 521). O oitavo rei –A figura do oitavo rei e alguns aspectos relacionados a ele são a parte mais enigmática da profecia. Sobre esse tópico, a Igreja Adventista do Sétimo Dia não tem uma interpretação estabelecida. Analisando a história da interpretação adventista de Apocalipse 17, Jon Paulien relata que Uriah Smith nem Ellen White definiram o sentido dos versículos 7 a 11 (Paulien, p. 166). Embora contribuições possam ser dadas, é preciso ter prudência, pois, de acordo com Paulien, “aplicações ultraespecíficas para o presente ou futuro imediato têm levado muitos a erros de interpretação embaraçosos”. Em alguns casos, é o testemunho histórico do cumprimento profético que nos permite interpretá-lo. Esse princípio é encontrado em João 13:19: “Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que Eu Sou” (ver Paulien, 166, itálicos originais). Analisando a profecia, percebemos que o surgimento do oitavo rei (reino, império) está relacionado aos momentos finais deste mundo. Seu aparecimento provoca admiração mundial (v. 8), sua autoridade dura apenas “uma hora”, ou seja, é efêmera (v. 12) e, logo que surge, esse poder “caminha para a destruição” (v. 8), pois vai se unir a dez reis/reinos para enfrentar o Rei dos reis e ser finalmente derrotado (Ap 17:14; 19:16). A expressão “era e não é” (v. 8, 11) possivelmente é “uma paródia do título de Deus como ‘Aquele que era, que é e que há de vir’” (Ap 4:8; ver 1:4, 8). O título divino se refere ao “nome da aliança de Deus” e a Sua “visitação escatológica” (David Aune, Revelation 17–22, p. 940. In: Stefanovic, p. 523), ou seja, Deus agindo no fim dos tempos para salvar Seu povo e condenar seus inimigos. Se Deus age desse modo, um poder terreno também atua contrariamente a Ele e a Seu povo. O título “era e não é” contrasta a onipotência de Deus com a transitoriedade e debilidade das nações (ver Is 40:15). Outros relacionam a expressão “era e não é” a Roma papal, representada pela primeira besta ferida mortalmente, mas que se recupera como força religiosa no fim dos tempos (Ap 13:1-10). Essa posição aparentemente é a mais plausível, no entanto, colide com pelo menos dois fortes argumentos: 1) A Igreja romana do fim dos tempos já está representada na visão como a mulher montada sobre a besta. É verdade que ela também é representada historicamente como a sétima cabeça, mas, no desfecho escatológico, a Igreja romana simbolizada pela meretriz; 2) ela será tão somente uma força religiosa, não político-militar, por isso depende da besta; 3) o oitavo rei ou reino, que é a própria besta (v. 11), odiará a mulher (Igreja romana e sua confederação, v. 16). Uma confederação religiosa (meretriz) terá o suporte de uma confederação política (a besta e os dez chifres), a qual se voltará contra a meretriz e a destruirá. Alguns ainda enxergam o oitavo rei ou a besta como o próprio Satanás (Nichol, p. 856; Mueller, p. 33), no entanto, esse não parece ser o caso. Embora a semelhança com o dragão de Apocalipse 12 seja evidente na cor, nas sete cabeças e dez chifres (Ap 17:3), percebemos que bestas em profecias apocalípticas geralmente representam impérios perseguidores (Dn 7:5-7, etc.). Nesse caso também é preciso repetir que a besta odiará a meretriz e a destruirá (Ap 17:16), o que não faz sentido em se tratando de Satanás. A desavença na aliança político-religiosa faz parte de um plano divino (v. 17; ver Ez 23:22-29), não satânico. Também não seria lógico crer que Satanás destruiria seus próprios instrumentos de engano e perseguição, pois atua em união com eles (Mt 12:25, 26). Por fim, o apêndice da visão (Ap 17:18) reforça a ideia de que a “grande cidade” (Babilônia mística) domina sobre os “reis da terra” (líderes humanos). A manifestação final de um poder perseguidor é representada pelo oitavo, que é a besta propriamente dita (v. 11). É interessante notar que o texto grego não afirma a existência de uma oitava “cabeça” e omite a palavra “rei”. Menciona-se apenas o “oitavo”, que, pelo contexto, entendemos ser um “oitavo rei”. Do versículo 12 em diante, a besta é mencionada nominalmente mais quatro vezes (v. 10, 13, 16, 17). Isso reafirma que a besta em si será o oitavo rei e que ela representa um poder mais escatológico que histórico, ou seja, que sua ação no contexto de Apocalipse 17 está mais relacionada ao fim dos tempos. Portanto, se as sete cabeças da besta representam “reis” (v. 9) ou impérios perseguidores, o oitavo rei será o último deles. Uma dificuldade desse ponto de vista é que o oitavo rei “procede dos sete” (v. 11), talvez indicando que o último império perseguidor seria Roma papal, que se recuperaria da ferida mortal (Ap 13:12) e voltaria com força renovada nos instantes finais deste mundo (Paulien, p. 219). No entanto, isso contraria o sentido geral do texto e confunde as identidades da mulher poder religioso) e da besta (poder político). Se a meretriz se prostitui com a besta (reis da Terra), ela não pode ser a besta. A expressão “procede dos sete” talvez tenha uma relação com a natureza do oitavo rei, no sentido de que ele seria semelhante aos anteriores (ver Paulien, p. 219). Alguns enxergam essa expressão como que estabelecendo uma distinção do oitavo reino em relação aos demais (ver Stefanovic, p. 525). Contudo, a expressão pode indicar tanto semelhança quanto distinção. A preposição grega ek, sem equivalente em português, tem o sentido de “vir de”, como a preposição inglesa from, e foi traduzida em português com o verbo “proceder” (ARA). João, assim como os demais escritores do Novo Testamento, utiliza ek abundantemente. Contudo, o texto joanino tem como uma de suas características marcantes o uso de ek, indicando associação, mesma natureza, semelhança e, ao mesmo tempo, distinção (confira o verbo “proceder” em Jo 15:26; 1Jo 2:16, 21; 3:8, 10; 4:1, 3, 5, 7; 3Jo 11; Ap 5:9). Assim, o texto parece indicar que o oitavo rei “procede dos sete” no sentido de ser como um deles e não necessariamente ter sido um deles, assim como o Consolador “procede” do Pai, mas não é o Pai (Jo 15:26). Que reino ou império (v. 9, 11) poderia ser o oitavo? Em primeiro lugar, ele deverá ser uma potência que dará apoio incondicional à Igreja de Roma às vésperas da volta de Jesus. Será um poder coercitivo de alcance mundial que se unirá aos ainda indefinidos dez chifres (reis ou reinos; ver v. 12) e que aglutinará todos os governantes da Terra, formando uma confederação política global (Ap 17:12, 13, 18; 18:3, 9). Essa coalizão se levantará contra Deus e Seu povo, mas será esmagada pelo Rei dos reis (Ap 19:18, 19). Para Paulien, a identidade do oitavo rei ainda está indefinida, mas representa a própria coalizão de nações (Paulien, p. 219). Conclusões Embora todas as análises de Apocalipse 17 sejam fascinantes, essa seção está em estudo e uma posição definida ainda é esperada. Este artigo não se propôs a esgotar a interpretação, mas o que foi exposto até aqui provê evidências suficientes para se rejeitar a teoria dos sete reis como uma sucessão de indivíduos ou papas. O contraste entre a superficialidade da teoria e os sólidos alicerces da interpretação profética nos relembra a exortação do autor do Apocalipse: “Provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1Jo 4:1). Não devemos aceitar prontamente as teorias que batem à nossa porta. Devemos ir às Escrituras como os antigos bereanos (At 17:11), para não sermos levados por “todo vento de doutrina” (Ef 4:14).   Por outro lado, no estudo de Apocalipse 17, percebemos como Deus tem o firme controle da história. Ele já sabe quais serão os próximos passos do inimigo e utiliza até mesmo suas manobras malignas para benefício de Seu povo. Embora esteja prevista a formação de uma imensa coalizão político-religiosa contra os “eleitos e fiéis” (Ap 17:14), Cristo, o Rei dos reis, Se levantará como nosso supremo Defensor (Dn 12:1). Aquele que nos criou e deu a vida por nós será nosso refúgio e baluarte. Assim, podemos ter certeza de que “mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (2Rs 6:16).]]>
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<![CDATA[A Ferida Mortal]]> https://tempoprofetico.com.br/a-ferida-mortal/ Mon, 18 May 2020 04:55:26 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1365 Por George McCready Price Um dos fatos mais proeminentes a respeito do tempo denominado na profecia de o tempo do fim, é que ele tem como paralelo outro período, denominado o tempo quando a besta semelhante ao leopardo sofre os resultados de uma ferida mortal. A natureza e a importância do mesmo no que respeita à obra do evangelho, merece nosso estudo cuidadoso, porque até agora o assunto não foi bem compreendido. Moffat verte a passagem como segue: "Uma das cabeças parecia como se tivesse sido ferida e morta". Desde que as sete cabeças sucedem uma a outra, e nós já aprendemos que a quinta do grupo é aqui mencionada, esta cabeça era da besta então existente; portanto, quando ela recebeu a ferida mortal, era a própria besta que foi posta fora de ação. Em outras palavras, a cabeça e a besta neste passo são sinônimas. Uma besta sem cabeça não teria poder. O grego literal desta passagem é muito expressivo, e parece mais incisivo do que qualquer tradução poderá indicar. Significa que a criatura parecia como "tendo sua garganta cortada para morte". A mesma frase é usada no capítulo 5, verso 6 a respeito do Cordeiro: "como tendo sido morto", estando portanto pronto para o sacrifício. Porém na passagem em tela é acrescentado que a garganta foi cortada "para morte". Deve ter sido com um propósito muito inteligente que a Inspiração usa aqui a mesmíssima expressão a respeito da besta que anteriormente fora usada a respeito de Cristo sob o símbolo de um cordeiro. E então o texto sagrado registra o admirável recobramento da besta: "mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou seguindo a besta" (Apoc. 13:3), ou "seguiu-a em admiração", como Moffat verteu o texto. Em Apocalipse 17:8 temos uma afirmação similar a respeito da admiração do povo de todo o mundo diante do inesperado recobramento da besta. Em ambos os textos os homens expressam sua surpresa numa linguagem que implica que o acontecimento é semelhante a uma ressurreição, provando, no dizer deles, que a besta restaurada deve ser divina. O incidente como um todo é tratado como se fosse uma imitação blasfema da morte e ressurreição de Cristo. A ferida mortal e sua cura tornam claro que o sistema "anti-cristianismo" representado pela besta semelhante ao leopardo, exerceria seu poder despótico e perseguidor durante dois períodos distintos. O primeiro seria longo - 1260 anos. O segundo será curto – "e quando chegar, tem de durar pouco" (Apoc. 17:10). Estes dois períodos do domínio da besta (perseguição) são separados por um período de inação, chamado "cativeiro" em Apoc. 13:10 – o período da ferida mortal. Como já foi afirmado, este período tem o seu paralelo no livro de Daniel, onde ele é chamado "o tempo do fim". Ele é também em sentido especial um tempo durante o qual a terra ajuda a mulher, engolindo o rio de perseguição que o dragão tinha arrojado de sua boca (Apoc. 12:16), e durante o qual a besta da perseguição "não é" (Apoc. 17:8). O assunto importante deste período da ferida mortal, do tempo do fim, é a liberdade religiosa, isto é, a ausência de perseguição. Quanto à precisão da data, ela começou com o término dos 1260 anos em 1798, que é também a data em que o papa foi feito prisioneiro pelas armas francesas. Porém as causas da ferida mortal, e do atual período quando ela ainda é impedida de sarar, jazem mais profundo do que apenas o fim do domínio temporal do papa, porque várias vezes antes desta data um papa foi derrotado e feito prisioneiro, porém em condições mundiais diferentes das que prevalecem hoje. Em linhas gerais, a perseguição terminou "um quarto de século antes" de 1798 (GC 306), o que corresponde ao surgimento dos Estados Unidos. E é-nos importante considerar os fatos que se sucederam para que se estabelecesse a presente ordem de coisas que perdura por cerca de dois séculos. É ponto pacífico que a causa da moderna paralisação da perseguição é mais profunda do que a captura da então reinante cabeça da Igreja Católica por ordem do Diretório francês, porquanto apenas poucos anos depois Napoleão assinou uma concordata com um novo papa. Após mais alguns altos e baixos em 1848 e 1870, o papa foi de novo feito um rei nominal em 1929; todavia a ferida mortal ainda não está curada. Se o fosse, como poderiam sermões adventistas serem irradiados em italiano através da pátria do papado, e literatura adventista ser vendida tão abertamente à sombra do Vaticano? Não, a ferida mortal permanece incurada. O que aconteceu então? Não me compreendam mal. A ferida foi infligida pelos exércitos franceses em 1798. "Nesta ocasião [1798] o papa foi aprisionado pelo exército francês, e o poder papal recebeu a chaga mortal, cumprindo-se a predição: 'Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá."' (GC 439). Este é o significado primário ou local da profecia. Não há aí nenhuma dúvida de que o evento descrito marca o início da ferida mortal. Porém, o que estava acontecendo então, tem em realidade sentido muito mais amplo do que a derrota e aprisionamento de Pio VI. Como já foi afirmado, em mais de uma ocasião anterior, um papa reinante foi derrotado e levado ao exílio. Mas por ocasião da passagem do século 18 para o século 19, a causa católica foi submetida à humilhação e repressão em todos os lugares. Um historiador menciona que cada governo católico do mundo experimentou uma revolução. Desde então, jamais lhe foi permitido exercer em grande escala o velho poder de lidar com os "heréticos". O que estava acontecendo então, e quais as causas da mudança no pensamento intelectual e cultural em todo o mundo civilizado? A besta do abismo não é uma nação; trata-se de uma ideologia de extensão internacional. A própria Igreja Católica moderna, como o Vaticano já evidenciou, não é limitada por qualquer fronteira nacional; ela é uma ideologia que penetra no mundo inteiro. A obra de Deus é mundial, e a oposição a ela tem a mesma extensão. Destarte, a mudança que sobreveio ao mundo há um século e meio, foi uma mudança fundamental de idéias. A França foi o agente concreto que iniciou tal modificação; atrás dela estava a ideologia, e não o Diretório, que então dominava em Paris. Este fato exige ênfase e uma explicação. Os cinco homens que compunham o Diretório, o governo da França de 1795 a 1799, eram em espírito apenas uma segunda edição dos jacobinos do Terror Vermelho alguns anos antes. Eles eram visionários, fanáticos utópicos, obcecado pelo que eles pensavam ser ciência e progresso, hipnotizados por este pensamento de impor a Revolução e seus ideais a todos os países europeus ao redor. Desde que não se conformaram com a maneira clemente com que seu general, o jovem Bonaparte estava lidando com o papa e a Igreja de Roma, enviaram a Berthier à Itália com ordens específicas de ação. É por isto que o papa, enfermo e idoso, foi seqüestrado com estudado desrespeito, e levado à França como prisioneiro. Uma das idéias básicas da Revolução, que esses líderes da França estavam determinados a difundir pela força no resto do mundo, era a completa separação entre igreja e Estado. Eles estavam constantemente tagarelando a respeito de liberdade civil e religiosa, as mesmas idéias do cordeiro que haviam sido incorporadas na Constituição Americana um quarto de século antes. Aqui necessitamos manter estrita nossa cronologia. Muitas pessoas, de outra maneira bem informadas, parecem pensar que a Revolução Francesa ateísta veio primeiro, e que a Revolução Americana veio após, e copiou dos franceses seus postulados, sendo que o inverso aconteceu. Lafayette, que posteriormente se tornou um líder na França, viera à América como jovem, onde atuou como assistente de Washington. Depois de retornar ao seu país natal, ele tentou pôr em prática as idéias e métodos que haviam sido estabelecidos com tanto êxito no outro lado do Atlântico. Berthier também havia estado na América quando jovem e durante algum tempo serviu sob Washington. Porém a tirania e hipocrisia religiosa haviam prevalecido tanto tempo na França, de modo que, a Revolução uma vez iniciada, ela se alastrou, e milhares de moderados como Lafayette não tinham condições de sustar a torrente temível de destruição e ruína. Nós precisamos lembrar que o que aconteceu na França foi permitido por uma Providência misericordiosa como uma advertência, um terrível exemplo, uma recapitulação preliminar numa escala pequena, ao que o mundo todo rapidamente se achega no próximo futuro. "A disseminação mundial dos mesmos ensinos que ocasionaram a Revolução Francesa – tudo propende a envolver o mundo inteiro em uma luta semelhante àquela que convulsionou a França." Ed., pág. 228. Certamente é inconcebível que o maldoso deliberadamente planejou ter intolerância e perseguição religiosa detida pelo que os seus fantoches faziam. Mas o sábio e misericordioso Administrador do Universo sobrepujou (ou deteve) neste caso, como em inúmeros outros, para fazer aparecer acontecimentos de acordo com Sua vontade. A Assíria foi usada como uma vara para o cumprimento do propósito de Deus. "Ela (Assíria) porém, assim não pensa" (Isaías 10:7), para estas cruéis, cabeçudas pessoas pensavam que estivessem justamente fazendo sua própria vontade. Deus usou de maneira similar os revolucionários franceses na captura do papa e em todos os outros eventos daquele tempo para introduzir o século moderno de liberdade, simbolizada na profecia da ferida mortal, a pancada mortal. Estas providências de Deus ainda exercem efeito em manter esta ferida por ser curada. Desde o início do trabalho de Lutero a questão da devida relação entre o Estado e a Igreja tinha sido discutido. Mas embora Lutero mesmo no princípio desejou conservar a igreja livre de qualquer aliança comprometedora com o governo civil, nenhuma das igrejas da pós-Reforma seguiu este princípio. Sem exceção todas elas continuaram bebendo o vinho de Babilônia por todas aceitarem subsídios do Estado e por manterem em vários graus de intimidade a mesma velha união com o poder civil que fora mantido desde os dias de Constantino. Mas os compreensíveis planos da Providência Divina estavam fazendo provisão de um novo estilo de governo civil, uma que não fosse opressivo de qualquer forma para a religião, não obstante não procuraria com mãos contaminadas deter a área sagrada quando aparentemente em perigo de colapso. Há muito tempo Deus experimentara o plano de uma genuína teocracia, sob o direto governo de homens de Sua própria escolha, um plano que durara vários séculos entre os israelitas. Foi um fracasso completo – não da parte de Deus, mas do lado do povo. Este plano foi descontinuado depois da solene advertência ter sido dada que este governo divinamente apontado seria arruinado, arruinado, arruinado, e então "já não será, até que venha aquele a quem pertence de direito; a ele a darei" (Ezeq. 21:27). Mas a Cabeça da igreja tinha ainda outro plano, parcialmente como o resultado dos princípios da Reforma, mas principalmente uma preparação providencial especial para o desenvolvimento de uma igreja perfeita e completa para encontrá-Lo como uma noiva pura para Sua segunda vinda. Ele planejava mostrar ao mundo e ao universal vidente um exemplo de um governo civil que protegeria a liberdade da alma de seus cidadãos, mas não mexeria com negócios religiosos de qualquer maneira, ensinando seu povo a dar a César as coisas que são de César e a Deus as coisas que são de Deus. Estas duas liberdades, civil e religiosa, pareciam originar-se com esta nova República do Ocidente. Falando humanamente, isto é verdadeiro. Mas estes princípios são de origem celeste, não humana. E do Ocidente eles se espalharam adiante até que essencialmente todos os povos da terra professam sua aceitação. Estas idéias, sem contradição possível, são a causa real da ferida mortal, e a causa contínua de ainda não ter sarado. Mas quais seriam os resultados naturais destas duas liberdades? Desde o seu começo esta nova potência mundial tem sido bem sucedida e próspera. Tão espetaculares têm sido suas consecuções que grandes partes do mundo têm imitado seu exemplo nas duas idéias básicas de processos democráticos e da liberdade de consciência. Assim a ferida mortal tem-se estendido e evitou-se sua cura. Por quase dois séculos a perseguição por causa da religião praticamente parou o mundo civilizado, em grande parte por causa do exemplo e influência do que nós podemos chamar o sonho da América Protestante. Falando claramente, não é só o protestantismo, pois nem na Alemanha, nem na Escandinávia, nem na Inglaterra este estilo de governo civil se desenvolveu. Mas no Novo Mundo, com os preconceitos e hábitos complexos de séculos deixados para trás, os dois princípios básicos da liberdade civil e religiosa, característica do verdadeiro cristianismo, podiam desenvolver-se e amadurecer. Por seus frutos gloriosos e influência contagiosa estes têm por aproximadamente dois séculos evitado que a ferida mortal sarasse. "Puritanismo", dizia James Russel Lowell, "acreditou-se prenhe com a semente da liberdade religiosa, mas pôs sem o saber o ovo da democracia." As duas idéias quando unidas provaram-se as mais dinâmicas em alcance espetacular que jamais moldavam a história natural de qualquer povo. Lowell continua dizendo que quando, em adição, a educação tornou-se universal e em certo sentido compulsória, o sonho Americano tornou-se uma realidade. Este sonho Americano pode parecer abstrato e intangível, mas sua influência mundial foi e ainda é profunda. Nada é mais real e invencível do que uma idéia profeticamente predita cujo tempo chegou. À primeira vista parece inconsistente dizer que a besta do abismo, na pessoa do Diretório Francês, deu a ferida mortal em 1798, mas isto é o espírito bondoso e tolerante do mundo intelectual moderno que agora evita uma volta à luta religiosa e à perseguição do passado que ainda impede esta ferida de se curar. Na realidade não há nada estranho ou inconsistente nisto, pois o sábio e todo-poderoso Administrador do Universo está continuamente fazendo a ira do homem louvá-Lo e detendo o restante. (Salmo 76:10). À besta do abismo se permitiu produzir o fim da perseguição religiosa, mas quando esse poder animal parecia sair do controle, o pequeno oficial a cavalo, com o seu chicote restaurou mais ou menos o status quo anterior. Vários altos e baixos desde então ocorreram. Embora uma grande proporção da população do mundo está agora na segurança deste mesmo poder satânico, e embora suas doutrinas e práticas infiltraram a vida social e intelectual do Ocidente, porém, a liberdade civil e eclesiástica ainda perdura na prática atual e assim perdurará até que a última mensagem de advertência e salvação de Deus tenha ido a todo o povo em todo o mundo. O fato de que um quarto de século antes de 1798 "a perseguição tinha cessado quase inteiramente (GC 306) é uma boa prova que a primeira causa da ferida mortal era alguma coisa precedente e vastamente mais importante do que a Revolução Francesa. É bem possível que o grande levante social e religioso no fim do século dezoito era propriamente apenas um produto secundário de algo maior e mais importante do que o que ocorreu na Itália e na França em 1798. O cativeiro do papa serviu admiravelmente para focalizar a atenção do mundo do que então estava acontecendo, mas era apenas um símbolo daquela paralisia do poder da besta satânica que então estava ocorrendo e que tem continuado sempre. Aquela "verdadeira Luz, que ilumina todo o homem que vem ao mundo" muitas vezes sofre tanta aberração cromática por causa da má educação e perversidade dos seres humanos que ela às vezes mostra formas e cores estranhas. A idéia essencial da Reforma Protestante era a prestação de contas pessoal do indivíduo a Deus e seu inalienável direito da 1iberdade da alma de toda a forma de domínio religioso. George Washington e seus compatriotas, com seu ambiente e crescimento cristão, conseguiram separar a Igreja e o Estado e ao estabelecerem estas liberdades de maneira ordenada e digna. O populacho de Paris, com seu ambiente essencialmente pagão, procurou imitar o que então justamente ocorrera do outro lado do Atlântico, mas não sabia como, e fizeram um triste angu de seu trabalho. O mundo em geral tinha sonhos loucos a respeito da inata vontade e perfectibilidade da natureza humana e da inevitabilidade de progresso, sonhos que em nossos dias tem-se expandido na teoria da evolução e a assim chamada compreensão científica do mundo. Mas o resultado de tudo isto tem sido o cumprimento da profecia que estamos estudando aqui, a execução da ferida mortal a todas as formas de perseguição religiosa uma ferida mortal que somente agora, após quase dois séculos mostra sinais visíveis de cura. Em Apocalipse 13:3 a mesma sentença que menciona a ferida mortal continua dizendo: "Mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta." Da seqüência próxima das duas declarações muitos tiraram a conclusão errada que a cura segue quase imediatamente depois do ferimento ter sido feito. Mas a ferida mortal foi alguma coisa vastamente mais importante do que o intervalo de um ano ou dois entre a morte do papa exilado e a eleição de seu sucessor. A ferida significa muito mais do que a interrupção temporária de algumas das funções da Igreja Católica. Voltando aos símbolos dados no capítulo 17, não foi a mulher que recebeu a ferida, mas a besta. Obviamente a ferida significa o tirar do animal o poder para dominar o mundo e lidar com "hereges". Esta ferida mortal não sarará até que o velho poder de perseguição seja restaurado. Como se explica que tantas pessoas apontam à presente popularidade e prosperidade da Igreja Católica como prova que a ferida mortal já sarou? Por que eles não vêm que confundem os símbolos de mulher e besta, e creditando à ainda defunta besta com a saúde e prosperidade da igreja, que nenhuma vez foi mencionada na profecia até seu final, inglório fim pelo fogo em Apocalipse 18? O mais chegado a algo como uma ameaça contra a prosperidade da igreja é encontrado em Apocalipse 18:7, onde a grande Babilônia se jacta de ser rainha e não viúva, plenamente deduzindo que sua rival, a "besta", voltou à vida outra vez, recuperou da ferida mortal. Mas sendo viúva por um tempo e imensamente diferente de estar morta de uma ferida mortal. Uma grande parte da mensagem do presente estudo é para esclarecer esta confusão a fim de habilitar os adventistas a apresentarem uma mensagem clara e convincente ao mundo nos dias por vir. Não pode haver disputa a respeito do crescimento e prosperidade da igreja de Roma. As três nações tradicionalmente protestantes – a Alemanha, a Inglaterra e a América – estão visivelmente viajando de carroça. Em todo o lado há sinais de respeito vivo pelo nome e as maneiras de Roma. Tudo isto indica um clima de um mundo mutável mais favorável à cura da ferida mortal de quase dois séculos atrás, mas em si mesmas estas atitudes variantes estão bem afastadas da cura profetizada. Não antes de Roma novamente ter o poder de fazer a sua vontade e doutrinas eficientes pela execução legislativa cooperante e decretos judiciais a ferida estaria curada. Mas tal dia se aproxima rapidamente. Talvez mesmo aqui um mal-entendido deve ser esclarecido. A ferida é mencionada no capítulo 13 num símbolo onde a Igreja e o Estado não são distinguidos, os dois sendo combinados sob o mesmo símbolo da besta leopardo; mas no capítulo 17, onde uma clara distinção é feita entre a mulher embriagada e a besta em que ela está montada, a mulher não é mencionada como ferida ou fora de ação. A besta só está afetada e está completamente paralisada – não "o é". (verso 8). No capítulo 18, significando um tempo posterior, a mulher se congratula por não ser mais uma viúva; mas é claro que nenhuma parte da profecia jamais representa a Igreja Católica como tendo sido ferida ou mesmo atingida. Seu amante é o que sofre a ferida, e ele está completamente fora de ação. Esta é exatamente a situação. A mulher está viva, obviamente com saúde e forte; mas a besta que ela antes guiava como queria, agora se recusa a obedecer suas ordens. Não obstante a profecia conta plenamente que uma mudança está vindo; a ferida mortal vai sarar. A besta "está para emergir do abismo". (Apoc. 17:8). Em toda a parte vemos sinais evidentes de um tal ressurgimento da intolerância animal dos séculos passados. De fato, uma mudança completa na opinião pública do mundo será necessária a fim de produzir uma condição tal. Justamente como esta mudança se há de operar unicamente o futuro revelará, mas o Administrador do Universo tem Seus próprios meios de produzir o cumprimento de Sua Palavra. A restauração do poder de lidar com a "heresia" está claramente predito em várias das profecias; e à vista destas predições nós temos fé para crer na Palavra de Deus em lugar de qualquer opinião humana ou adivinhação. Quando esta restauração do poder de lidar com "hereges" se der, quando a ferida mortal realmente estiver curada, o tempo profético do fim estará perto de terminar; e o clímax dos séculos seguirá.]]> 1365 0 0 0 <![CDATA[Os 1.260 Dias no Livro do Apocalipse]]> https://tempoprofetico.com.br/os-1-260-dias-no-livro-do-apocalipse/ Mon, 18 May 2020 04:58:17 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1369 Por Jon Paulien (Nota: A tradução deste artigo para o português foi feita de forma automática. Para ter acesso ao material original em inglês clique no título do artigo.) Alguns adventistas estão reconsiderando sistema da igreja de interpretação profética, promovendo uma mistura de historicismo e futurismo. Ocasionalmente, eles argumentam que os períodos proféticos do Apocalipse são referentes a eventos diferentes e que, em alguns casos, eles devem ser interpretados no futuro dias literais. Jon Paulien examinou os períodos proféticos de Apocalipse, a fim de determinar se eles são exegeticamente todos referentes ao mesmo período histórico ou não. Aqui vamos compartilhar com vocês os resultados de sua análise cuidadosa da evidência bíblica. O período de 42 meses de Apocalipse 13:5, portanto, não é parte da batalha final (terceira fase) da história cristã. A besta do mar "foi dado a autoridade" para governar por 42 meses. A actividade da besta do mar não se move para os tempos presentes ou futuros, até o versículo 8. Como parte da segunda fase e, em seguida, os 42 meses de Apocalipse 13:5 pertencem ao período médio da história da igreja, entre os eventos do primeiro advento de Jesus e dos acontecimentos que levaram à sua segunda vinda. Note a comparação de todos os três capítulos de Apocalipse, onde as passagens de 1260 dias ocorrem. Eles estão firmemente enraizado no coração da era cristã, e não nas bordas. Há cinco textos do livro do Apocalipse, que incluem um período de tempo que abrange 1.260 dias, de uma forma ou de outra. Dois desses textos especificamente utilizar a frase "1260 dias" (Ap 11:3 e 12:6), outros dois, a frase "42 meses" (Ap 11:2 e 13:5), eo quinto do tempo "enigmático, tempos, e metade de um tempo "de Daniel 7:25 (Ap 0:14, cf. Dan 12:7). Capítulos 12 e 13 de Apocalipse contêm referências repetidas Daniel 7. Há também alusões fortes para Daniel 12 em Apocalipse 10,1 Portanto, o uso desse período de tempo em Apocalipse é baseado em Daniel 7:25 (cf. Dn 12:7) mais do que está sobre a seca de Elias ou a duração do ministério de Jesus. É exegeticamente necessário, portanto, estudar os sete textos de 1260 dias de Daniel e Apocalipse juntos, como os adventistas têm feito no passado.
  1. Apocalipse 11
As duas primeiras ocorrências de 1.260 dias são encontrados imediatamente após o Apocalipse 10:8-11. Em Apocalipse 11 João continua a ser contratado (Ap 11:1-2) e dirigida (11:3 ss.) Por uma voz no céu (Ap 10:8). O ponto de vista de que John experiências capítulo 11 pode ser seu. Desde os 42 meses e 1260 dias são expressos no tempo futuro, esses períodos de tempo foram futuro a partir do ponto de vista de John. As duas testemunhas se forem introduzidas em Apocalipse 11:3-6. A introdução inclui uma descrição da sua aparência e das suas características e ações no presente (11:4-6) e nos tempos futuros (11:3). Seja qual for a interpretação que damos à duas testemunhas, eles tiveram algum papel já no contexto de João primeiro século. Em algum momento mais tarde na história, eles teriam "profecia" de 1260 dias, vestidas de saco. Em seguida, eles iriam experimentar a morte, ressurreição e ascensão (11:7-13). A resposta a essa ascensão do "resto" da cidade grande (medo e glória a Deus, dando-Apocalipse 11:13) é a resposta pediu na mensagem do primeiro anjo de Apocalipse 14:7. Portanto, esta resposta parece ser um evento do tempo do fim, pouco antes do soar da sétima trombeta.
  1. Seqüências de caracteres em Apocalipse 12
Os adventistas têm tradicionalmente entendida Apocalipse 12 para oferecer uma profecia apocalíptica de três etapas seqüenciais da história cristã. A primeira etapa é a volta de Cristo-evento, no primeiro século (Ap 12:1-5). A terceira é a batalha final entre o dragão eo remanescente (12:17). O segundo é o vasto período médio de 1260 anos (Ap 12:6, 14) da supremacia papal na Idade Média e além (Ap 12:6, 13-16). O Suporte para esta visão pode ser encontrada na maneira como dois dos personagens na narrativa passam por experiências sucessivas ao longo do tempo. Primeiro de tudo, uma mulher aparece no céu, vestida com o sol, com a lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça dela (12:1). A mulher de Apocalipse 12 tem um "pedigree" que carrega para trás bem na hora do prophets.2 Antigo Testamento, mas no versículo 5, ela atua no contexto da visão, dando à luz uma criança do sexo masculino que é geralmente reconhecida como uma símbolo de Jesus. Depois que ela dá à luz o filho (12:5), ela é visto fugindo para o deserto para "1260 dias" (12:6). Assim, a experiência da mulher em Apocalipse 12:1-6 é realmente retratada em três etapas: (1) o tempo de sua aparência e gravidez; (2) o momento do parto, e (3) o tempo de fugir para o deserto. O segundo personagem a ser introduzido neste capítulo é o dragão (Ap 12:3-4), que representa Satanás (Ap 12:9). Os estudiosos reconhecem amplamente que o ataque do dragão na criança do sexo masculino em Apocalipse 0:05 representa a tentativa de Herodes de destruir o menino Jesus (Mateus 2:1-18) .3 Antes de seu ataque à criança do sexo masculino, a cauda do dragão varre uma terço das estrelas do céu e arremessa-los para a Terra (Ap 12:4). Depois de seu ataque à criança do sexo masculino, o dragão persegue a mulher para o deserto (12:13-16) e, eventualmente, faz guerra com o resto da sua semente (12:17). Então o dragão no capítulo 12 é, na verdade descrita em termos de quatro estágios sucessivos: (1) seu ataque a um terço das estrelas (12:4), (2) seu ataque à criança do sexo masculino (12:4-5, 7 -9), (3) seu ataque contra a própria mulher (12:13-16) e, finalmente, (4) sua guerra contra o restante (12,17). O primeiro desses estágios é anterior à acção da visão, que começa com a ameaça do dragão contra a criança do sexo masculino. III. Três fases de ação em Apocalipse 12 (1) A Hora do Primeiro Advento. O primeiro estágio da seqüência de visionário do Apocalipse 12, então, se concentra em atacar o dragão contra a criança do sexo masculino no versículo 5. Quando o menino chega guerra rompe o céu lá fora, com o resultado que o dragão e seus anjos perder seu lugar no céu e são lançados à terra (12:7-9). Quando isso expulsando do céu acontece? O versículo 10 claramente no mesmo ponto no tempo como a guerra dos versículos 7-9. Assim, a primeira fase da seqüência da visão é executado a partir da encarnação de Jesus através da expulsão de Satanás do heaven.4 (2) O largo alcance da história cristã. Apocalipse 12, versículos 6 e 12, ambos parecem marcar uma transição entre o tempo da missão do primeiro século de Jesus, na terra, no versículo 5 e no céu, no versículo 10, e do exílio da mulher para o deserto. Desde a linguagem do Apocalipse 12:6 (1.260 dias) e 00:14 (tempo, tempos e metade de um tempo) é claramente paralelo, e ambos os eventos relacionados ao primeiro século, é provável que abrangem o mesmo período histórico . (3) o ataque final dos Remanescentes. Apocalipse 12:17 não é só a conclusão do capítulo 12, que serve como uma introdução sumária ao retrato do Apocalipse de uma grande crise no final a conclusão da história da Terra (Ap 13-14). Isso indica que há dois lados no conflito final, representada pelo dragão eo remanescente da semente da mulher. Em Apocalipse 12, portanto, pode-se detectar três fases da história cristã correr a partir do tempo de Jesus e João para o fim de todas as coisas. Quando notamos que, pelo menos, dois dos principais personagens no capítulo estavam ativos no tempo antes do nascimento de Jesus (que chamaremos de Estágio Zero abaixo), há um total de quatro etapas sucessivas da história. Estas podem ser resumidas como segue: 1) Fase Zero: Antes do tempo da visão (12:1-4) A guerra original no céu (4) O dragão personifica os reinos da terra (3) A mulher representa o verdadeiro povo de Deus (1-2) 2) Primeira Fase: O tempo de Jesus e João (12:5, 7-12) A mulher dá à luz o filho varão (5) Ele é arrebatado para o céu (5) Guerra no céu (7-9) 3) Fase Zero: Antes do tempo da visão (12:1-4) A guerra original no céu (4) O dragão personifica os reinos da terra (3) A mulher representa o verdadeiro povo de Deus (1-2) 4) Primeira Fase: O tempo de Jesus e João (12:5, 7-12) A mulher dá à luz o filho varão (5) Ele é arrebatado para o céu (5) Guerra no céu (7-9) Os dois textos de 1260 dias de Apocalipse 12, então, tanto ocorrer na Segunda Fase, o período central da história cristã. Eles caracterizam algo importante sobre a história entre a missão do primeiro século de Jesus e da batalha final no final. Esta localização mediana do tempo após a escrita do Apocalipse semelhante à situação das duas ocorrências no capítulo 11. Esta é mais uma prova de que os cinco ocorrências de "1260 dias" são uma referência para o mesmo período da história.
  1. Apocalipse 13
Apocalipse 13 descreve em detalhes o dragão guerra final contra os remanescentes da semente da mulher (Ap 12:17). Isto poderia sugerir que a referência a "42 meses", em Apocalipse 13:05 pertence a batalha final e é, portanto, não podem ser equiparadas com as quatro referências anteriores. No entanto, um aspecto pouco notado do capítulo 13 é a maneira os tempos dos verbos principal mudança em alguns pontos importantes ao longo do capítulo. Estes tempos devem ser lidas no contexto do ataque final de Apocalipse 12:17. Dois animais (a partir do mar e da terra) são introduzidas pela primeira vez usando verbos no pretérito (indicadores aoristo, imperfeito e perfeito-Ap 13:1-7; 13:11) .5 No Novo Testamento grego, os verbos indicativo aoristo expressa ação como um ponto de tempo no passado. As acções descritas nestas apresentações, portanto, ocorrer antes do final da guerra do dragão contra o remanescente (Ap 12:17; 13:8-10, 12-18). Em cada uma das duas cenas (Apocalipse 13:1-10 e 11-18) e, em seguida, o grego de Apocalipse 13 se move de uma descrição introdutória no pretérito (Ap 13:1-7; 13:11) para uma mistura dos tempos presente e futuro (Apocalipse 13:8-10, 13:12-18), descrevendo as acções destas duas feras no contexto da crise final do Apocalipse 12:17. Assim, duas fases da história estão claramente marcados pelos tempos gregos sinalização acontecimentos anteriores à guerra do dragão (passado) e os acontecimentos da guerra em si (tempos presente e futuro) .6 Apocalipse 13, portanto, não contém todos os quatro estágios da guerra do dragão, como descrito em Apocalipse 12. Ele oferece informações relacionadas com as duas últimas fases da sua actividade, listada como a Segunda Fase e Fase na tabela de Apocalipse 12. As porções pretérito de Apocalipse 13 correspondem à segunda fase, os eventos que precederam a batalha final. Os tempos presente e futuro dos verbos principais no capítulo 13 correspondem ao ataque final sobre o remanescente, mencionado pela primeira vez em Apocalipse 12:17. Observe a relação entre Apocalipse 12 e 13 no gráfico a seguir:Ver gráfico no original em inglês.
  1. Conclusão A perspectiva historicista tradicional Adventista do Sétimo Dia é que os cinco profecias de 1260 dias de Apocalipse 11-13 se referem ao mesmo período da história, o período médio da história cristã entre o tempo de João e os eventos do fim. Esta perspectiva é exegeticamente som. Enquanto João não dá nenhuma evidência de que ele está ciente de 2000 anos de história cristã, sua mensagem profética marca claramente as três fases da história e que o papel central das 1.260 dias dentro dele. Referencias: 1Compare Ap 10:5-6 com Dan 12:4-7. 2Rev 12:1-2 baseia-se na imagem do Velho Testamento de uma mulher virtuosa, como um símbolo do Israel fiel (Isaías 26:16-27; 54:5; 66:7-14; Oséias 2:14-20). 3Beale, O Livro do Apocalipse, 639, e J. Ramsey Michaels, Revelação, O IVP Série Comentário do Novo Testamento (Downer's Grove, IL: InterVarsity Press, 1997), 147. 4While a guerra celestial de Ap 12:7-9 é definida no contexto da ascensão de Jesus ao céu em 31 dC, ecoa uma guerra anterior brevemente descritos em Apocalipse 00:04 (ataque do dragão nas estrelas do céu). Esta guerra teve lugar antes da criação da Terra (Ap 13:8).5I estou me referindo ao verbo principal, claro que não, os verbos em orações subordinadas, cuja tensão não é relevante para o ponto.6Rev 13:1-7 = pretérito; Ap 13,8-10 = tempos presentes e futuras; Apocalipse 13:11 = pretérito; Ap 13:12-18 = tempos presente e futuro.7I estou em dívida para com o gráfico Hans LaRondelle em "O Fim dos Tempos Message in Historical Perspective," Ministério, em dezembro de 1996, 13.
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<![CDATA[Como se Distinguem os 144.000]]> https://tempoprofetico.com.br/como-se-distinguem-os-144-000/ Mon, 18 May 2020 05:03:41 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1373 Por Gerard F. Hasel (RA, jan/77) Quem são os 144.000 que aparecem no Apocalipse? Esta pergunta tem despertado a curiosidade tanto de leigos como de teólogos. João, o revelador, apresenta este grupo em Apoc. 7 e 14. No capítulo 7, ele vê os 144 mil quando são selados, e, no capítulo 14, vê-os sobre o Monte de Sião. Como leais seguidores de Cristo, ostentam certas características. Aparecem em contraste com os que têm o sinal da besta. (Apoc. 13:16 e 17). Justo antes da consumação de todas as coisas, os seres humanos estarão divididos em dois grandes grupos. Cada um deles terá seu sinal identificador. O decidir a qual destes grupos vamos pertencer, é um assunto de vida ou morte, que devemos resolver aqui e agora. Deste modo, cada ser humano decidirá seu destino. A quem vamos manifestar lealdade? Que nome vamos ter? Que sinal ou selo vamos possuir? Que caminho vamos seguir? Várias características importantes identificam os 144 mil que aparecem em Apocalipse 7 e 14. Em primeiro lugar, têm o nome do Cordeiro e o de Seu Pai escritos na fronte. (Apoc. 14:1). Em que se fundamenta a importância desse nome? De acordo com a Bíblia, há íntima relação entre uma pessoa e seu nome. Antigamente o nome representava a natureza e a personalidade de quem o possuía. Visto que os 144 mil levam o nome do Cordeiro e o de Seu Pai, devem, sem dúvida, participar da natureza e personalidade de ambos. São a imagem de Deus (Gên. 1:26 em diante) no mais amplo sentido da palavra. Ao se considerar um novo nome, está implícito o fato de que quem o ostenta é propriedade de quem o confere. Além disso, implica também a adoção na família de Deus. Toda a pessoa que recebe esses nomes entra numa nova existência, experimenta, por assim dizer, uma mudança de proprietário, e vive sob a autoridade e proteção do Pai amante e de Seu Filho. (Deut. 28:10; Isa. 43:7; 63:19; 65:1; Dan. 9:18, 19). Estas são as vantagens da adoção. O nome novo é escrito na "fronte" (Apoc. 14:1). Os neurologistas nos dizem que a parte anterior do cérebro, que se acha mais próximo da testa, encerra os centros do pensamento abstrato, da faculdade de raciocinar, da dedução e da lógica. Imagina-se que essa passagem menciona a "testa" por que é a parte do organismo em que se encontra o setor do cérebro onde ocorrem os processos chaves relativos ao pensamento e à razão. Se esta idéia for correta, é razoável pensar que os que levam este nome têm a verdade tão arraigada em seus pensamentos, como também a essência da natureza do Cordeiro e de Seu Pai, que não há teoria ou suposição, dificuldade ou perseguição, nada debaixo do céu que os pudesse apartar de sua fé e lealdade Àquele que os resgatou com Seu próprio sangue. Permanecerão firmes durante a angústia de Jacó. (Dan. 12:1-3). Sairão incólumes do grande dia da ira de Deus. (Apoc. 6:17). Estarão sob a proteção dAquele que é o Alfa e o ômega. (Apoc. 22:13).- Redimidos Dentre os da Terra Outra das características dos 144 mil é o fato de que são "redimidos" (Apoc. 14:3). A palavra traduzida "redimidos" em português, em grego é agorazo. Também poderia ser traduzida por "resgatados" ou "adquiridos". Estes vocábulos foram bem escolhidos porque, em realidade, o Cordeiro pagou com Seu próprio sangue o preço do resgate do pecado e escravidão. (I Cor. 6:20; 7:23; II Ped. 2:1; Apoc. 5:9; 3:18; 13:17; 18:11). Todavia, junto com a idéia de aquisição surge também o pensamento de separação do mundo. Por um lado, a aquisição dos redimidos é um ato de Deus, realizado por meio de Jesus Cristo, no qual o homem não tem parte alguma, nem mérito a invocar; por outro lado, é um ato de separação "dentre os da terra" (verso 3) e "dentre os homens" (verso 4). Em contraste com a multidão assinalada com o nome ou o número da besta (Apoc. 13:17), os 144 mil recebem o selo de Deus na fronte. A pergunta que surge ao se chegar a este ponto, é que se cada pessoa que se inteira destes assuntos pode afirmar que foi adquirida por Deus mediante o sangue do Cordeiro. Cremos que o mero conhecimento não basta. Somente os que cumprem as provisões de Deus, que conduzem a salvação e Seu reino, isto é, o remanescente, poderão gozar a salvação. Este remanescente participará da glória eterna por ocasião da consumação de todas as coisas. As enigmáticas palavras que aparecem em Apocalipse 14:4, onde se diz que estes resgatados "não se contaminaram com mulheres", pois "são Virgens", têm sido explicadas de diferentes maneiras. Devido à natureza simbólica do Apocalipse, pareceria prudente chegar à conclusão de que o fato de não se contaminarem com mulheres se refere à decisão de não participarem de práticas idólatras, que em profecia equivale a adultério e fornicação. (Apoc. 2:14, 15, 20-25; 17:1-7; Ezeq. 16: 1-58; 23:1-49). Os 144 mil não tiveram relações ilícitas com "a grande meretriz" (Apoc. 17:1), "a grande Babilônia, a mãe das prostitutas" (verso 5), nem com suas filhas, prostitutas também. Não há relação alguma entre o remanescente e os crentes nas religiões falsas simbolizadas pela mãe e pelas filhas da profecia. Afirma-se que os 144 mil são "virgens". A palavra grega da qual provém este termo não dá a idéia de que se trata só de mulheres. O vocábulo pode aplicar-se a ambos os sexos em grego, como também em português. São chamados "virgens" porque levam o sinal da pureza. São castos e têm-se mantido permanentemente incontaminados. Conservam uma fé pura. O fato de que não aceitaram nenhum tipo de relação ilícita com outros organismos religiosos, é um sinal de que têm alcançado êxito em manter-se fiéis em seu pacto com Deus. Só aceitam uma relação: a verdadeira relação de amor e fé com o Pai e com o Cordeiro, que os resgataram da escravidão do mundo e do pecado, adotando-os como filhos e filhas de Deus. A observação de que "em suas bocas não se achou engano" (Apoc. 14:5), sugere que seu caráter foi examinado. O poder transformador do Cordeiro modificou profundamente estes seres pecaminosos, desonestos e sujeitos ao erro, que não se acha neles atitude enganosa, nem nada que tenha que ver com a desonestidade e a mentira. Sem Mancha Diante de Deus A razão por que não se encontra engano nesta última geração de fiéis, reside em seu caráter imaculado. "São sem mácula" (Apoc. 14:5). A palavra grega da qual foi traduzido "sem mancha" é ámomos. Também se pode traduzir por "sem falta", "sem nódoa" e "sem falha". Dá a idéia de algo imaculado, tanto no sentido moral como no religioso. Era propósito de Deus que os membros da igreja cristã primitiva alcançassem esse nível. "Para que fôssemos santos e sem mácula diante dele" (Efés. 1:4), disse Paulo aos efésios. (Veja-se também Efés. 5:22). Os filipenses deveriam ser irrepreensíveis e sinceros" (Fil. 2:15). Afirma-se que Cristo queria apresentar ante o Pai os colossenses "santos e sem mácula e irrepreensíveis" (Col. 1: 22). Os que esperam novos céus e nova terra deveriam ser sem mácula e irrepreensíveis" (II Ped. 3:14). Noé, que viveu "conforme tudo o que Deus lhe ordenou," (Gên. 6:22) foi declarado irrepreensível e aparece junto com sua família fiel como os únicos sobreviventes da destruição universal ocasionada pelo dilúvio. Noé e sua família constituíam' o remanescente que sobreviveu por ocasião da primeira destruição do mundo, e por isso mesmo podem ser considerados como um símbolo do remanescente, isto é, dos 144 mil que sobreviverão à segunda destruição do mundo, que ocorrerá por ocasião da segunda vinda de Cristo. Na nova Jerusalém celestial, cantarão "um cântico novo diante do trono" (Apoc. 14:3). Este cântico novo", que só eles podem aprender, é o resultado do fato singular de fazerem parte do último grupo de fiéis que passará pela terrível tribulação que constituirá o tempo de angústia de Jacó, para ser testemunhas do regresso de Seu amado e esperado Senhor. Quem são os 144 mil a que se refere o Apocalipse? A resposta a esta pergunta encontramos em Apoc. 7 e 14. Os 144 mil são seres humanos que constituem o último remanescente fiel. São identificados: 1) por terem o nome do Cordeiro e de Seu Pai escrito na fronte (Apoc. 14:1); 2) por terem sido resgatados dentre os da Terra (versos 3 e 4); 3) por se haverem mantido incontaminados de relações ilícitas com outras organizações religiosas (verso 4); 4) porque possuem sinal de pureza (verso 4); 5) por levarem o sinal da veracidade (verso 5); 6) por levarem o sinal da pureza tanto moral como religiosa (verso 5); e 7) por seguirem o Cordeiro por onde quer que vá (verso 4). A pergunta: "quem são?" refere-se a nós. Não basta conhecermos os sinais de identificação. Muito mais importante que isto é saber se ostentamos ou não esses sinais. Vivemos em íntima comunhão com nosso Senhor, dia após dia, de tal sorte que nossa condição moral e religiosa reflita o Deus Altíssimo? Se assim não for, a mensagem dos 144 mil nos convida a obter essa consagração para que possamos experimentar então o começo da vida eterna, de maneira que possamos passar da morte para a vida (I João 3:14; .2 João 5:24; Efés. 2:1), e possamos contar-nos entre os 144 mil.]]> 1373 0 0 0 <![CDATA[O Selamento e os Selados]]> https://tempoprofetico.com.br/o-selamento-e-os-selados/ Mon, 18 May 2020 05:05:37 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1377
  • b) Sacudidura. Decretadas as leis dominicais, cada um por sua vez deverá tomar posição em favor da verdade ou contra ela; não haverá neutros. A lei de Deus e as leis dos homens serão projetadas diante da consciência de cada ser humano, cabendo a cada um tomar uma decisão irreversível, a qual o marcará com o sinal de Deus ou com o da besta. É a separação do falso e do verdadeiro, do joio e do trigo. Isso fará com que a Igreja seja sacudida em seus fundamentos. O sabatismo apenas intelectual ruirá por terra, mas os verdadeiros adoradores do Deus vivo permanecerão em pé, marcados pelo selo da verdade neles impresso pelo poder do Espírito Santo. Foi referindo-se a essa atitude de aceitação e rejeição da verdade que Jesus afirmou: "Então dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro, duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra." S. Mat. 24:40 e 41.
  • A sacudidura é uma obra de seleção. Cada um, individualmente, há de posicionar-se; e é essa posição, assumida contra ou a favor da verdade, que há de determinar se é o selo da verdade, da obediência, ou o selo da mentira, da desobediência, que será aplicado. Todos os falsos adoradores que estão dentro da Igreja não suportarão a prova e, em conseqüência, serão lançados fora. E todos os que são sinceros e que ainda estavam indecisos tomarão posição ao lado da verdade e unir-se-ão ao remanescente povo de Deus, ocupando os lugares vagos dentro da Igreja. "Começou a forte sacudidura e continuará, e todos os que não estiverem dispostos a assumir uma posição ousada e tenaz em prol da verdade, e a sacrificar-se por Deus e por Sua causa, serão joeirados.... Perguntei a significação da sacudidura que eu vira, e foi-me mostrado que era determinada pelo testemunho direto contido no conselho da Testemunha verdadeira à Igreja de Laodicéia. Isso produzirá efeito no coração daquele que o receber, e o levará a empunhar o estandarte e propagar a verdade direta. Alguns não suportarão esse testemunho direto. Levantar-se-ão contra ele, e isso é o que determinará a sacudidura entre o povo de Deus.... Os honestos, que tinham sido impedidos de ouvir a verdade, agora avidamente a ela aderiram. Fora-se todo o receio de seus parentes, e somente a verdade lhes parecia sublime. Haviam estado com fome e sede da verdade; esta lhes era mais querida e preciosa do que a vida. Perguntei o que havia operado esta grande mudança. Um anjo respondeu: 'Foi a chuva serôdia, o refrigério pela presença do Senhor, o alto clamor do terceiro anjo'."15
    1. c) Assinalamento dos fiéis. Já vimos que o assinalamento terá lugar logo após a decretação das leis dominicais, durante um curto período que se encerrará com o fechamento da porta da graça, período esse marcado pela sacudidura que há de purificar a Igreja preparando-a para o encontro com Jesus, visto que, quando se fechar a porta da graça, o joio deverá estar separado do trigo, a escória do ouro. Esse é o objetivo precípuo da sacudidura. Todos os fiéis estarão selados em suas testas. Por que na testa? Segundo comprovam os estudos científicos, o centro da consciência e razão humanas encontra-se localizado na parte anterior do cérebro em nível paralelo aos olhos. É aí nesse ponto que são tomadas as decisões segundo a consciência de cada um. O selo não é nenhum sinal visível, mas uma decisão irreversível ao lado da verdade. Ficar ao lado da verdade, ou não, é uma questão de consciência, e essa decisão é tomada no centro da consciência humana, localizado na parte anterior do cérebro, na testa, em outras palavras.
    2? Decreto Fechando a Porta da Graça: Esse decreto é promulgado por Jesus Cristo ao encerrar Seu ministério sacerdotal no lugar santíssimo do santuário celestial. Esse decreto divino encontra-se em Apocalipse, e assim reza: "Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se." Apoc. 22:11. Comentando este texto, escreveu E. G. White: "Quando Jesus sair do santuário, os que são santos e justos serão santos e justos ainda; pois todos os seus pecados estarão apagados, e eles selados com o selo do Deus vivo. Mas aqueles que forem injustos e sujos, serão injustos e sujos ainda; pois não haverá então sacerdote no santuário para apresentar seus sacrifícios, confissões e orações perante o trono do Pai. Portanto o que se há de fazer para livrar as almas da tormenta vindoura da ira, deve ser feito antes [agora] que Jesus saia do lugar santíssimo do santuário celestial."16 3? Decreto de Morte. O terceiro e último decreto será promulgado depois do fechamento da .porta da graça e durante as pragas, que começarão a ser vertidas sobre a terra imediatamente após o fim do tempo de graça. Nessa altura dos acontecimentos o fiel povo de Deus estará refugiado nas montanhas e cavernas e milhares recolhidos nas prisões, acusados de serem as causas das tormentas e pragas que assolam a Terra. Julgados pelos tribunais, serão declarados culpados por rebeldia, pois não se submeteram às leis humanas, o que os levaria a violentar os ditames de sua consciência. Eles tomaram uma decisão irreversível ao lado da verdade e permanecem inabaláveis, arraigados a ela que lhes é mais preciosa que todos os tesouros da Terra. E então vem a sentença! Que sentença?"Vi que Deus preservara Seu povo, de maneira maravilhosa, durante o tempo de angústia. Como Jesus derramou Sua alma em agonia, no Jardim, eles hão de clamar e angustiar-se fervorosamente dia e noite, pedindo libertação. Sairá o decreto para que eles rejeitem o sábado do quarto mandamento e honrem o primeiro dia, ou morram."17 "Estas pragas enfureceram os ímpios contra os justos, pois pensavam que nós havíamos trazido os juízos divinos sobre eles, e que se pudessem livrar a Terra de nós, as pragas cessariam. Saiu um decreto para se matarem os santos, o que fez com que estes clamassem dia e noite por livramento. Esse foi o tempo da angústia de Jacó. Então todos os santos clamaram com angústia de espírito, e alcançaram livramento pela voz de Deus. Os cento e quarenta e quatro mil triunfaram."18 O decreto de morte será promulgado, mas não executado, pois na hora aprazada para o extermínio, Deus manifestar-Se-á para salvar Seus filhos que mesmo em face à morte, preferiram selar sua sorte ao lado de Deus, honrando Sua sagrada lei, sobretudo o quarto mandamento, identidade do Deus criador e mantenedor de todas as coisas. "As hostes de Satanás e homens ímpios os rodearão, e exultarão sobre eles, pois parecerá não haver escape para eles. Em meio, porém, de sua orgia e triunfo, ouve-se ribombo após ribombo dos mais estrondosos trovões. Os céus se enegrecem, sendo iluminados apenas pela brilhante luz e a terrível glória do céu ao fazer Deus soar Sua voz desde Sua santa habitação. Abalam-se os fundamentos da Terra; os edifícios vacilam e caem em terrível fragor. 0 mar ferve como uma caldeira, e a Terra toda se acha em horrível comoção. Vira-se o cativeiro dos justos e, em suaves e solenes murmúrios, dizem uns aos outros: 'Somos libertados. É a voz de Deus'.... Satanás e seus anjos e os ímpios, que há pouco se regozijavam de que o povo de Deus se encontrasse no poder deles, para os destruírem da Terra, testemunham a glória conferida aos que honraram a Santa Lei de Deus. Contemplam os rostos dos justos iluminados e refletindo a imagem de Jesus. Os que estavam tão ansiosos de destruir os santos não podem resistir à glória que se manifesta sobre os libertados, e caem por terra como mortos. Satanás e os anjos maus fogem da presença dos santos glorificados. Desaparece para sempre, seu poder de os molestar."19 Terminou a batalha, a luta entre a verdade e a mentira. Ganha foi a vitória, e o povo de Deus está a salvo do outro lado do vale da sombra da morte. Os Assinalados Por uma questão de lógica, não se pode falar sobre Obra de assinalamento sem fazer menção aos assinalados. O verso 4 de Apocalipse 7 informa-nos que o apóstolo João ouviu o número dos assinalados, que era de cento e quarenta e quatro mil. Sobre a identidade dos cento e quarenta e quatro mil, muito se tem dito, havendo mesmo várias teorias em confronto. Não é nosso propósito demorar sobre o assunto, analisando cada ponto de vista, mesmo porque não é produtivo do ponto de vista espiritual saber quem são os cento e quarenta e quatro mil. O que é mais importante não é saber quem são eles mas, sim, o que são eles. Nossa preocupação primeira é exaltar as qualidades que os transformarão em um grupo especial que se destaca da multidão de salvos de todos os tempos. Vejamos alguns pontos relacionados com eles.
    1. Receberão definitivamente o selo de aprovação de Deus após a decretação das leis dominicais, permanecendo seu caráter puro e sem mácula. 2. Não serão os únicos salvos pois além deles João contemplou uma multidão incontável (Apoc. 7:9). 3. É um grupo especial que terá privilégios também especiais. 4. Estarão no Monte de Sião com o Cordeiro e cantarão um cântico novo (Apoc. 14:1-3). 5. Seguem o "Cordeiro por onde quer que vá" (Apoc. 14:4). 6. Foram redimidos dentre os homens como primícias para Deus. 7. Em sua boca não se achou engano porque são irrepreensíveis diante de Deus (Apoc. 14:5). 8. Não foram encontrados contaminados com falsas doutrinas (mulheres). Com base nestes fatos inspirados, de saída, chegamos à seguinte conclusão: Os cento e quarenta e quatro mil, ao chegarem ao Céu, terão passado, todos eles, por uma experiência idêntica na Terra. E isto nos leva a crer que eles deverão estar vivendo na Terra ao mesmo tempo, numa mesma época definida e sob as mesmas circunstâncias.
    Primícias Para Deus e o Cordeiro "São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro." Apoc. 14:4. Que são primícias? Qualquer bom dicionário nos informa que primícias são os primeiros frutos da lavoura, primeiras produções ou ainda primeiros efeitos de uma causa. Para o agricultor, as primícias são os primeiros frutos a amadurecerem em sua lavoura antes de a mesma estar preparada para a colheita total. No plano da salvação Cristo é chamado "as primícias" da grande ressurreição dos justos que ainda jazem na sepultura. Nesse sentido Ele é o primeiro ressurreto que encabeça a ressurreição geral dos santos, que ocorrerá por ocasião de Sua vinda. A Bíblia usa a expressão "primícias" referindo-se aos cristãos gerados pela palavra: "Segundo o Seu querer, Ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das Suas criaturas" S. Tiago 1:18. Assim são os cento e quarenta e quatro mil. Ao voltar o Salvador, para efetuar a colheita dos Santos, eles serão os primeiros frutos maduros visíveis que o divino Segador terá diante de Seus olhos. A Identidade dos 144.000 Sem entrar no mérito de outras teorias que existem tentando provar a identidade dos componentes do grupo dos cento e quarenta e quatro mil, tentaremos trazer à consideração algumas declarações da Bíblia e do Espírito de Profecia que nos parecem bem elucidativas. Voltando a Apocalipse 14, vimos que eles foram comprados, redimidos, ou ainda tirados dentre os vivos. Ora, se foram tirados dentre os vivos é claro que estavam vivos quando foram resgatados. Na resposta do Ancião dada ao apóstolo João há uma evidência bem clara quanto ao tempo em que estarão vivendo os cento e quarenta e quatro mil. Referindo-se ao grupo, o Ancião perguntou a João: "Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, quem são e donde vieram? Respondi-Lhe: Meu Senhor, Tu o sabes. Ele, então, me disse: São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras, e as alvejaram no sangue do Cordeiro, razão por que se acham diante do trono de Deus e O servem de dia e de noite no Seu santuário; e Aquele que Se assenta no trono estenderá sobre eles o Seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que Se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda a lágrima" Apoc. 7:13-17. No texto supracitado há algumas assertivas esclarecedoras. /. _ Vieram "da grande tribulação". A tribulação aqui mencionada- é uma referência ao "tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo", citado por Daniel na profecia do capítulo 12:1. É o mesmo tempo das sete últimas pragas, época em que estará vivendo o grupo cento e quarenta e quatro mil. 2. "Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum." Se nunca mais terão fome, sede e não sofrerão o calor solar, isso significa que passarão por essas calamidades que marcarão um período terrível. 3. "Vencedores da besta, da sua imagem e do número do seu nome, ... e entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro..." Apoc. 15:2 e 3. Comentando esse texto, escreveu Ellen G. White: "No mar cristalino diante do trono, naquele mar como que de vidro misturado com fogo — tão resplendente é ele pela glória de Deus — está reunida a multidão dos que 'saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome'. Apoc. 15:2. Com o Cordeiro, sobre o monte Sião, 'tendo harpas de Deus', estão os cento e quarenta e quatro mil que foram remidos dentre os homens; e ouve-se como o som de muitas águas, e de grande trovão, 'uma voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas'. E cantavam um 'cântico novo diante do trono' — cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. E o hino de Moisés e do Cordeiro — hino de livramento. Ninguém, a não ser os cento e quarenta e quatro mil, pode aprender aquele canto, pois é o de sua experiência — e nunca ninguém teve experiência semelhante. 'Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai'. 'Estes, tendo sido trasladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como as primícias para Deus e para o Cordeiro.' Apoc. 14:1-5; 15:3. 'Estes são os que vieram de grande tribulação' (Apoc. 7:14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. Mas foram livres, pois 'lavaram os seus vestidos,, e os branquearam no sangue do Cordeiro'. 'Na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis' diante de Deus. 'Por isso estão diante do trono de Deus, e O servem de dia e de noite no Seu templo; e Aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua sombra.' Apoc. 7:15. Viram a Terra devastada pela fome e pestilência, o Sol com poder para abrasar os homens com grandes calores, e eles próprios suportaram o sofrimento, a fome e a sede. Mas, 'nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem Sol nem calma alguma cairá sobre eles. Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima'. Apoc. 7:16 e 17."' O trecho transcrito não deixa nenhuma dúvida quanto ao tempo em que estarão vivendo na Terra os cento e quarenta e quatro mil, ficando claro, tão claro como a luz meridiana, que estarão vivos após o fechamento da porta da graça. Suportarão, naquele tempo, a fome, a sede e o calor abrasador do Sol que, na quarta praga há de atingir os homens (Apoc. 16:8 e 9). Eles enfrentarão antes a ira do dragão, sofrendo os rigores da imposição do primeiro decreto impingindo as leis dominicais; mas sairão vitoriosos sobre a besta, sua imagem, seu sinal e o número de seu nome. Atravessarão o tempo de angústia que se seguirá ao fechamento da porta da graça sem um mediador ou intercessor. Em conseqüência, cantarão no mar de vidro üm cântico que ninguém, nem mesmo os anjos, pode aprender, pois é o cântico da libertação, o cântico de sua experiência, experiência essa jamais vivida por alguém antes deles. Sofrerão fome, sofrerão sede, sofrerão os rigores dos calores solares, verterão lágrimas, mas agora estão do outro lado do vale da sombra da morte, com o Cordeiro, livres da fome, da sede, do calor abrasador, da angústia e das lágrimas. É evidente que os cento e quarenta e quatro mil são os justos vivos (não ressuscitados) que estarão em pé por ocasião da vinda de Cristo no fim da sétima praga; foram tirados "dentre os vivos", o que é bem diferente de serem tirados dentre os mortos. Há aqueles que sustentam a tese de que haverá uma multidão de santos vivos por ocasião da vinda de Cristo, sendo, porém, os cento e quarenta e quatro mil, um grupo especial tirado dentre eles e que passaram por uma experiência especial, diferente da experiência dos demais. Com base no que há revelado no Espírito de Profecia e na própria Bíblia, todos os que entrarem no período de angústia após o fechamento da porta da graça, viverão a mesma e idêntica experiência. É verdade que muitos estarão encarcerados, outros, refugiados nas montanhas e nas cavernas, cercados pelos irados inimigos, mas, em essência, a experiência da fome, sede, calores, angústias e outros sofrimentos será a mesma. Todos foram proscritos, cifrados de rebeldes, culpados pelas calamidades das pragas que assolam a Terra, e em virtude disso, condenados à morte. Faremos a seguir, uma citação da pena inspirada que se nos afigura profundamente esclarecedora: "Logo ouvimos a voz de Deus semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão, ou terremoto... Os 144.000 estavam todos selados e perfeitamente unidos. Em sua testa estava escrito: 'Deus, Nova Jerusalém', e tinham uma estrela gloriosa que continha o novo nome de, Jesus... Então a trombeta de prata de Jesus soou, ao descer Ele sobre a nuvem, envolto em labaredas de fogo. Olhou para as Sepulturas dos santos que dormiam, ergueu então os olhos e mãos aos céus, e exclamou: — 'Despertai! despertai! despertai, vós que dormis no pó, e levantai-vos!' Houve um forte terremoto. As sepulturas se abriram, e os mortos saíram revestidos de imortalidade. Os 144.000 clamaram — 'Aleluia!', quando reconheceram os amigos que deles tinham sido separados pela morte..."2 Dois Grupos Distintos Na citação acima, estão bem caracterizados dois grupos de salvos distintamente destacados. 1. Santos vivos. 2. Santos ressuscitados. De maneira idêntica, o apóstolo Paulo assim os viu: "Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor." I Tess. 4:15-17. Em outro testemunho a senhora White confirma acreditar que os cento e quarenta e quatro mil são os assinalados no curto período precedente ao fechamento da porta da graça. "Não há nisto nada que não sustentemos ainda. Referências a nossas obras publicadas mostrarão nossa crença de que os vivos justos receberão o selo de Deus antes do fim da graça; também que eles fruirão honras especiais no reino de Deus."3 Os 144.000 hão de fruir honras especiais. Diante das declarações de Ellen G. White, destacando o tempo do assinalamento dos cento e quarenta e quatro mil, temos que concluir dizendo: os cento e quarenta e quatro mil são aqueles que estarão em pé por época da segunda vinda de Jesus; aqueles, pois, que não provarão a morte e que, ao fechar-se a porta da graça, estarão assinalados pela verdade, neles grafada pelo poder do Espírito, atravessando o tempo de angústia sem um intercessor. Essa foi a posição de pioneiros contemporâneos de Ellen G. White. Entre eles citaremos Uriah Smith: "Embora seja verdade, até certo ponto para todos os cristãos, que 'por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus', isso é verdade, de um modo muito particular, relativamente aos 144.000. Eles passam através do grande tempo de angústia qual nunca houve, desde que houve nação (Dan. 12:1). Experimentam a ânsia mental do tempo de angústia de Jacó (Jer. 30:4-7) Estão sem mediador através das terríveis cenas das sete últimas pragas — dessas manifestações da não-misturada ira de Deus na Terra. Apocalipse, capítulos 15 e 16. Passam através do mais duro tempo de angústia que jamais o mundo conheceu, se bem que sejam libertados."4 "... Uma redenção dentre os homens, dentre os vivos, deve significar uma coisa diferente, e só pode significar uma coisa — a trasladação. Por isso os 144.000 são os santos vivos, que serão trasladados por altura da segunda vinda de Cristo."5 Seguramente surgirá a pergunta: Estarão vivos por ocasião da vinda de Cristo apenas 144.000 pessoas assinaladas para o reino de Deus? Há muita especulação em torno do número dos assinalados. Não é de nenhuma importância espiritual saber se são somente 144.000, e por que só 144.000, se é real ou simbólico esse número, etc. Não importa em nada se é real ou simbólico! É possível que seja simbólico, uma vez que o capítulo sete de Apocalipse é profundamente simbólico. As doze tribos ali apresentadas são apenas simbólicas, podendo ocorrer que o número 144.000 destacado dentre elas seja um número simbólico. O importante é que os assinalados foram identificados por um número não importando se esse número se refere a um grupo maior ou menor. O que importa verdadeiramente são as qualidades de caráter que os habilitaram para o reino de Deus. Nos dias de Ellen G. White havia muita discussão sobre o grupo dos 144.000, havendo três correntes de.pensamentos divergentes. Muito tempo se gastava em polêmicas infrutíferas. Para corrigir essa perda de tempo, escreveu a Sra. Ellen G. White: "Não é Sua vontade que entrem em discussão sobre questões que.não os ajudarão espiritualmente, como por exemplo essa de querer saber quem fará parte dos cento e quarenta e quatro mil."6 Conclusão Com base nesse conselho do Espírito de Profecia, a Igreja Adventista tem adotado uma posição, aliás, muito correta: não se preocupar com a questão — Quem são os cento e quarenta e quatro mil? Mas, preocupar-se em saber o que eles são, isto é, preocupar-se em saber quais as qualidades de caráter, as virtudes que os marcaram, transformando-os em um grupo especial, distinto da multidão de salvos de todos os tempos, e que acompanharão o Cordeiro por onde quer que for. Deles é dito que são verdadeiros (Apoc. 14:5). São verdadeiros porque amaram a verdade e nela se firmaram de tal maneira que se tornaram inabaláveis mesmo sob os horrores das provações quase ao ponto do desfalecimento. Permanecerão irrepreensíveis diante de Deus. Essas virtudes de caráter, todavia, não lhes foram dadas num passe de mágica. Todo e qualquer poder transformador emana da cruz do Calvário! Os cento e quarenta e quatro mil, bem como todos quantos hão de alcançar o Céu, fizeram da graça remidora de Cristo — justiça pela fé, sua única fortaleza. Transformados pelo poder remidor que emana da cruz, desconfiando constantemente do eu e confiando no Salvador, eles tornaram-se vencedores. Estudaram, entenderam e, mediante o assessoramento do Espírito Santo, viveram de maneira prática a fé que abraçaram. O fato de em sua boca não se encontrar engano, e ser irrepreensíveis diante de Deus, não significa que nunca erraram. Erraram, sim! Mas mediante o poder da graça de Cristo, eles venceram todos os defeitos de caráter. É com essas qualidades de caráter dos cento e quarenta e quatro mil que devemos preocupar-nos, buscando, mediante a fé, os poderes que vêm através da justiça de Cristo imputada e comunicada, a fim de corrigirmos os defeitos de caráter. Somente assim haveremos de nos tornar vitoriosos sobre a besta, seu nome e seu número, se nos for dada a oportunidade de enfrentarmos os terríveis dias preditos na profecia, pelos quais hão de passar os cento e quarenta e quatro mil. Ao ler essas linhas, embora tenhamos afirmado ser os cento e quarenta e quatro mil os justos vivos, ou aqueles que hão de encontrar-se com o Senhor sem haverem passado pela morte, não se preocupe demais com esse aspecto. Não se demore em saber quem são eles, mas demore-se, e demore-se com meditação profunda, em saber o que eles são. Lance mão dos poderes que emanam da cruz para o aperfeiçoamento de seu caráter até à semelhança do caráter de Cristo, fator esse que há de torná-lo vitorioso, candidato ao reino dos Céus. Se permanecermos fiéis aos princípios da verdade, batalhando as batalhas do Senhor, logo, muito logo, estaremos do outro lado do vale da sombra da morte, onde haveremos de trocar nossa cruz de espinhos por uma coroa de glória. "Sobre eles está a marca indelével de Deus. Deus pode alegar que o Seu próprio nome ali está escrito. Deus os circunda. Seu destino está escrito: 'DEUS, NOVA JERUSALÉM.' São a propriedade de Deus, a Sua possessão. Será este selo colocado sobre o que tem a mente impura, o profano, o adúltero, o homem que cobiça a mulher do próximo? Responda vossa alma à pergunta: Corresponde meu caráter às qualificações essenciais para que eu possa receber um passaporte para as mansões que Cristo preparou para os que para elas estão habilitados? A santidade deve estar gravada em nosso caráter."7 Lave as vestimentas de seu caráter no sangue do Cordeiro e você será, em conseqüência, um súdito do Seu reino! Referências:
    1. S.D.A. Bible Commetuary, vol. 7, pág. 782.
    2. E. G. White — Manuscrito 173-1902.
    3. E. G. White — Testemunhos Seletos, vol. 2. págs. 70 e 71.
    4. E. G. White — Primeiros Escritos, pág. 58.
    5. Idem, pág. 271.
    6. E. G. White — Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 68.
    7. Idem, pág. 69.
    8. Ibidem.
    9. E. G. White — Parábolas de Jesus, pág. 158.
    10. Idem, pág. 311.
    11. E. G. White — Testemunhos Seletos, vol. 1. pág. 478.
    12. Idem, pág. 131.
    13. E. G. White — O Conflito dos Séculos, págs. 616, 617.
    14. E. G. White — Primeiros Escritos, págs. 85. 86.
    15. Idem. págs. 50, 270. 271.
    16. Idem, pág. 48.
    17. E. G. White — Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 131 • (grifo acrescentado)
    18. E. G. White — Primeiros Escritos, págs. 36 e 37.
    19. E. G. White — Testemunhos Seletos, vol. 1 págs. 131. 132.
    Referências:
    1. E. G. White — O Grande Conflito, págs. 653 e 654.
    2. E. G. White — Vida e Ensinos, págs. 58 e 59.
    3. E. G. White — Mensagens Escolhidas, vol I. pág. 66.
    4. Uriah Smith — 45 Profecias do Apocalipse, pág. 120.
    5. Idem, pág. 260.
    6. E. G. White — Manuscrito 26, 1901.
    7. E. G. White — Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 446.
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    <![CDATA[Quem são realmente os 144 mil?]]> https://tempoprofetico.com.br/quem-sao-realmente-os-144-mil/ Mon, 18 May 2020 05:08:27 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1381 Por Ganoune Diop (A tradução foi feita de forma automática. Para ter acesso ao material original em inglês clique no título do artigo) A 144,000. É um tema favorito de "conversa de salão", nas tardes de sábado, principalmente entre os adventistas, mas é de nenhuma maneira uma diversão. ​​A palavra" polêmica "nos dá uma dica do que ela estava argumentando contra. Ela emerge de um estudo aprofundado da Escritura, pero Inevitavelmente a conversa inclui o pensamento e comentário de mensageira profética do adventismo, Ellen White. Olhando Através dos escritos de Ellen White sobre o assunto pode desencorajar qualquer tentativa de entender que o número 144,000 significa realmente crentes. Em 1901, ela escreveu: "Não é a sua [de Deus] vai entrar em que devem controvérsia sobre questões que não vai ajuda-los espiritualmente, tais como: Quem é para compor a Mil cento e quarenta e quatro? Este aqueles que são os eleitos de Deus saberá em um curto período de tempo sem causa. "1 Esse número captura a imaginação, mas não é um número que tomamos de ânimo leve. Para Compreender o significado ea importância dos 144.000, o melhor é considerar cuidadosamente a teia de palavras em que ela é usada. Normalmente, nós chamamos isso de contexto. Afinal, o sentido é inseparável das relações ou relacionamentos. O número 144,000 Ocorre apenas duas vezes nas Escrituras, nas duas vezes no livro do Apocalipse, e em contextos significativa. Encontramo-lo em primeiro lugar entre o sexto eo sétimo selos, antes da Segunda Vinda Prever como o dia da ira, que é o desaparecimento de quem se tenha oposto a Deus (Ap 7:4). A segunda ocorrência em Apocalipse 14 é anterior à mensagem dos três anjos ea segunda vinda de Cristo. Por conseguinte, faz sentido supor que o tempo o número de pessoas designadas um fim-de entidade de Deus durante a última fase da história mundial. A questão é esta: os 144.000 ao subgrupo de Deus, pessoas especiais, ou este é um número de representação simbólica da totalidade do povo de Deus? Que se ocultam sob estas perguntas são os conceitos de acessibilidade de vedação e de salvação após o número 144,000 é atingido, ea questão mais profunda da arbitrariedade dos eventos Decretos de Deus ou a natureza de seu caráter moral. Os intérpretes que consideram o número a ser um literal de um em especial no mundo evangélico, geralmente afirmam que os árbitros para os judeus que aceitam o Evangelho e contribuir para a partilha do Evangelho com os outros judeus. Eles sugerem que o ritmo agrícolas das primícias "bem conhecido no antigo Israel, apóia essa visão. No entanto, existem vários indícios de que é um número simbólico, não para serem interpretadas literalmente. A natureza das sugestões número STI Itself simbolismo: 144,000 é de 12 x 12 x 1,000. Mas, para compreender o seu significado, devemos explorar, a rede de palavras, temas e motivos associados a ele no contexto. 1. A 144,000 são associadas com a ideia de pé. A primeira ocorrência do número 144,000 é uma resposta a uma das quatro questões encontradas na série de selos. As pessoas estão aterrorizadas chorando aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da presença daquele que está assentado no trono, e da ira do Cordeiro, para o grande dia da sua ira chegou, e que é capaz subsistir? "(Apocalipse 6:16, 17) .* Há questões mais Mas a resposta. Primeiro: Quem é digno? (Apocalipse 5:2); Até quando? (Apocalipse 6:10) e, finalmente, quem são estes, e de onde eles vêm? (Apocalipse 7:13). A 144,000 se pode estar aqui, porque eles adoram o Cordeiro. Não obstante os anjos que estão no livro do Apocalipse, os humanos são capazes de estar Porque o Cordeiro está de pé. Apocalipse 5 nos diz que o Cordeiro que foi morto Mas WAS está de pé. Esta árbitros para a morte e ressurreição de Cristo, na linguagem apocalíptica. O conceito de vitória é fundamental para toda a mensagem do capítulo 5. Sem a vitória do Cordeiro, Não há outra vitória. Não é por acaso que o Apocalipse 14, em referência ao 144.000, descrevê-los em pé com o Cordeiro no Monte Sião e do Cordeiro que seguem onde quer que Ele vá (Ap 14:1-5). No contexto dos primeiros sete capítulos, destacando aqueles que são aqueles que vieram vitorioso sobre as diversas situações Descrito na enviaram cartas às Sete Igrejas. O convidado Espírito ser crentes convertidos e para perseverar na fé e lealdade ao Senhor Jesus Cristo. Assim, a fim de continuar a poder estar, deve-ouvir o que o Espírito diz à Igreja. 2. A 144,000 são poupados e selado. No Antigo Testamento Fiel poupado do Juízo, especificamente a partir da vinda do dia do Senhor, são descritas de várias formas. Para a cena de fundo em causa é registrado em Ezequiel 9 wheres Aqueles poupadas são selados e referidos como os que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio de Jerusalém. Em Ezequiel 14:12-23 o remanescente justo de Israel são salvos do Juízo. Sua atitude é, que está longe de ser hipócrita, é significativa. O que sabemos desse remanescente justo é que eles têm uma atitude de profunda contrição Devido à apostasia do povo de Deus. Ser selado ou marcado poderia se referir a idéias diversas, como propriedade, mas o natural deve caber no contexto de Apocalipse 7 é a proteção contra a ira de Deus e do Cordeiro.
 expansão contínua no 144,000 's compromisso com Deus, Ellen White escreveu: "Aqueles que têm nas suas testas o selo do Deus infinito vai encarar o mundo e suas atrações como subordinadas aos interesses eternos" 2. 3. O Chamado 144,000 são servos. Em Apocalipse 7, a 144,000 são referidos como servos. A palavra "servo" no livro do Apocalipse tem uma adoração conotação. O seu serviço a Deus não é em relação às realidades sócio-económicas, mas destaca uma realidade religiosa ou de culto. A conotação adoração desta Traz termo-nos de volta a Deus principais objectivos, tal como revelado neste livro: fazer com que homens e mulheres de toda tribo, língua, povo e sacerdotes nação que poderia entrar no templo escatológico e eternamente adorar a Deus, o Criador e Redentor. Entende-se que exclusivamente Esses servidores vivem para Deus e para Seu reino. Informações mais detalhadas sobre as funções do grupo do fim dos tempos pode ser encontrada em Apocalipse 14. O nome do Cordeiro e do Pai é escrito em suas testas. A idéia de pertencimento é representado pela escrita dos nomes. Essas pessoas foram resgatadas e têm as qualificações a aprender uma canção de redenção. Que possamos, legitimamente deduzir o contexto de Apocalipse 12-15 144,000 são Que o vitorioso sobre a besta, sua imagem, e mark.3 histórica Sua lealdade e dedicação a Deus são representados por várias imagens. Esses crentes são virgens, sem mácula. Essas imagens simbólicas são uma forma de expressar povo que Deus é o fim dos tempos está inteiramente dedicado a Deus como uma noiva para seu noivo. Em outras palavras, eles são cônjuges fiéis, seguindo o Cordeiro por onde passa. Uma imagem también agrícola usada para significar o seu valor a Deus como primícias. Além disso, em consideração da rede contextual Aqueles do lado de Deus mostra a sua adesão aos valores designados como os mandamentos de Deus e ao testemunho de fé e Jesus. Que significa tudo isso? O número 144,000 Esse é um número simbólico árbitros para a totalidade do povo de Deus vivo, através de grandes tribulações e enganos do final dos tempos. Eles saem vitoriosos sobre o Desafio do Fim dos Tempos orquestrada pelo antitrinity descrito em Apocalipse 12 e 13, imita o dragão que Deus o Pai, o Anticristo, ea contrafacção Espírito Santo. Ellen White, longe de desencorajar qualquer tentativa de compreender as características e funções dos 144,000, Gabe Após a advertência: "Aqueles a quem o cordeiro se levar pelas fontes de águas vivas, e dos olhos de quem eu enxugará todas as lágrimas, Will Be Aqueles que agora recebem o conhecimento revelado eo entendimento da Bíblia, a Palavra de Deus "4. Além disso, ela afirma: "Nós não somos seres humanos para copiar. Não há ser humano sábio o suficiente para ser o nosso critério. Estamos a olhar para o homem Jesus Cristo, que se completa na perfeição da justiça e santidade. Ele é o autor e consumador da nossa fé. Ele é o padrão do homem. Sua experiência é a medida da experiência que estamos a ganhar. Seu personagem é o nosso modelo. Vamos, então, tirar as perplexidades nossas mentes e as dificuldades desta vida, e corrigi-los nEle, mediante a contemplação de nós que podem ser alteradas à Sua semelhança. Que possamos ver Cristo em bons propósitos. May Safely Nós olhamos para Ele, porque Ele é onisciente. Ao olharmos para ele e pensar Nele, Ele será formado dentro, a esperança da glória "5. Mas a última exortação de contexto é ainda mais significativo: "Vamos com todo o poder pouparemos esforços para que Deus nos deu para estar entre os cento e quarenta e quatro mil" 6. Em essência, a adesão a Escritura como guia infalível em um mundo de ideologias opostas, filosofias e religiões, a emulação de Cristo, ea determinação de ser leal a ele, não importa o custo são as principais características do povo de Deus do fim dos tempos. Elas estão fechadas para uma vida eterna de adoração e comunhão com o Deus de amor, Pai, Filho e Espírito Santo. A 144,000 tem uma ligação orgânica com o resto do capítulo 12. A devoção a Cristo é reminiscente do fato de que eles suportam as características do remanescente em guardar os mandamentos de Deus ea fé de Jesus (Apocalipse 12:17). Eles adoram o Cristo total e completamente. Apocalipse 12:11 Eles superaram o dragão diz: "Por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do seu testemunho." Todo crente tempo do fim, pode ser parte deste número. Quem quer o mesmo Deus que todas as pessoas cheguem ao conhecimento da verdade e sejam salvos (1 Tm. 02:03, 4) Não é caprichosamente Limitar o número do Redentor. Hora de fim-de vedação e salvação estão abertas a todos. ________ * As citações bíblicas neste artigo são da New American Standard Bible, copyright © 1960, 1962, 1963, 1968, 1971, 1972, 1973, 1975, 1977, 1995 pela Fundação Lockman. Usado com permissão. _______________ 1Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, livro 1, p. 174. 2White, The Advent Review eo Sabbath Herald, 13 de julho, 1897. 3White, O Grande Conflito, pp 648, 649. 4White, The Advent Review eo Sabbath Herald, 9 de março de 1905, como citado em SDA Bible Commentary, vol. 7, p. 970. 5Ibid. 6Ibid. _________________ Ganoune Diop, Ph.D., é diretor do Centro para o Estudo das Religiões do Mundo e Filosofias da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo dia. Este artigo foi publicado 22 de outubro de 2009.]]> 1381 0 0 0 <![CDATA[Quem são os 144 mil?]]> https://tempoprofetico.com.br/quem-sao-os-144-mil/ Mon, 18 May 2020 05:10:28 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1385 Por Alberto R. Timm Em Apocalipse 14 encontramos uma estrutura proléptica, na qual primeiro é descrito o grupo dos 144 mil (versos 1-5), para então serem mencionadas as três mensagens angélicas responsáveis pela origem desse grupo (versos 6-12). Tanto a proclamação das mensagens quanto a formação do grupo são descritas como ocorrendo no período final da história humana, que antecede a segunda vinda de Cristo e o juízo final (versos 14-20). Nesse contexto, os 144 mil aparecem como a última geração dos verdadeiros adoradores de Deus (verso 7), que “guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (verso 12), em contraste com aqueles que adoram “a besta e a sua imagem” e recebem “a sua marca na fronte ou sobre a mão” (versos 9-11). O fato de Apocalipse 7:1-8 mencionar o mesmo grupo de 144 mil como sendo formado “de todas as tribos dos filhos de Israel” (verso 4) tem levado alguns comentaristas a sugerir que esse grupo será formado por judeus literais, em cumprimento a certas promessas do Antigo Testamento para com a nação de Israel. Essa interpretação carece, no entanto, de base bíblica e de fundamentação histórica, pois (1) as tribos mencionadas em Apocalipse 7:1-8 não são exatamente as mesmas que aparecem na promessa de Ezequiel 48:1-8, 23-29 (ver também Gênesis 49:1-28); (2) seria praticamente impossível reunir ainda hoje “doze mil pessoas de cada tribo de Israel, uma vez que tais distinções tribais desapareceram quase que em sua totalidade, devido à deportação compulsória e miscigenação das tribos do norte (ver II Reis 17); e (3) no Novo Testamento a salvação “em Cristo” desfaz toda e qualquer distinção étnica (ver Gálatas 3:26-29). Diante disso, somos levados à conclusão de que os 144 mil serão formados pela última geração do povo remanescente de Deus, também chamado de Israel espiritual (ver Romanos 9:6-8; I Pedro 2:9 e 10). Uma vez que as doze tribos de Apocalipse 7 devem ser interpretadas simbolicamente, surge a indagação: podemos entender o seu número como literal? Embora alguns comentaristas o façam, existe uma forte tendência de ver nessa multiplicação de 12 vezes 12.000 (= 144.000) apenas um símbolo da totalidade de componentes da última geração dos salvos que estarão vivos por ocasião da volta de Cristo. Fonte: Sinais dos Tempos, julho de 1998. p. 29]]> 1385 0 0 0 <![CDATA[Princípio Dia-Ano]]> https://tempoprofetico.com.br/principio-dia-ano/ Sat, 23 May 2020 04:49:42 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1391 Pelo Dr. José Carlos Ramos (RA, Dez/2006, p. 17) É possível inferir de citações bíblicas e do Espírito de Profecia a idéia de que o princípio dia/ano não deve ser aplicado depois de 1844? E como fica a interpretação de Apoc 8:1 de que "quase meia hora profética" equivale a sete dias? - M. T. F. Calculamos as 2300 tardes e manhãs de Daniel 8:14 como 2300 anos mediante a aplicação do princípio dia-ano. Considerando que a purificação do santuário terrestre ocorria num único dia, não deveria o juízo investigativo, nesse caso, ter durado apenas um ano? Por que esse princípio deixa, agora, de ser aplicado?   O princípio dia/ano é aplicável exclusivamente a períodos de tempos proféticos apocalípticos que se estendem no máximo até 1844. Não po de ser aplicado de outra forma. É verdade que a purificação do antigo santuário terrestre ocorria num determinado dia do ano litúrgico de Israel. Mas não tomava o dia todo, para que valesse um ano completo pelo aludido princípio. Mesmo que o tomasse, esse dia, a exemplo do que ocorria com outros dias de eventos religiosos, era apenas uma data de calendário e nada mais que isso; não perfazia um "período profético" menos ainda apocalíptico; portanto, o princípio dia/ano nada tem que ver com aqueles dias, e vice-versa. Se tivéssemos que aplicar o princípio a essas datas, entraríamos em sérias dificuldades. Por exemplo, a festa dos "pães asmos" que apontava para o corpo de Jesus oferecido na cruz, durava sete dias. Se a aplicação fosse correta, o corpo de Jesus deveria permanecer na forma de um sacrifício (na cruz, ou mesmo na sepultura), por sete anos. A festa de Pentecostes, que apontava para a descida do Espírito Santo, era comemorada, a exemplo da Expiação, num dia apenas; deveria, então, o Espírito Santo ter vindo sobre a Igreja apenas durante um ano? E assim por diante. Cada festa religiosa dos judeus tinha uma importante aplicação escatológica, concernente ao seu significado, mas não ao tempo de sua duração. Uma coisa é independe da outra. Com respeito à primeira pergunta, lembro que toda vez que nos desviamos de nosso critério de interpretação profética, o historicismo, nos arriscamos a descambar para a fantasia. Ellen G. White sempre respeitou esse critério em seus comentários sobre as profecias (ver especialmente o livro O Grande Conflito), e é por isso que ela afirmou categoricamente que "o tempo não tem sido um teste desde 1844, e nunca mais o será" [Primeiros Escritos, pág. 75); depois de 1844 "não pode haver contagem definida de tempo profético" [Manuscrito 59,1900). É por isso também que ela afirma que "nenhum período profético se estende até ao segundo advento" (O Grande Conflito, pág. 456) e que "quanto mais freqüentemente se marcar um tempo definido para o segundo advento, e mais amplamente for ele ensinado, tanto mais se satisfarão os propósitos de Satanás" (Ibidem, pág. 457). Tudo isto subentende que o princípio dia-ano não deve ser aplicado para além de 1844. Apocalipse 10:6 afirma que já não haveria "mais demora" quando o anjo estivesse para tocar a sétima trombeta (v. 7). O termo original grego vertido como "demora" nesse texto é chronos, que quer dizer "tempo que transcorre" (vem daí a palavra cronômetro). Entendemos que a sétima trombeta é tocada a partir de 1844. Em 1840 completou-se o período de 391 anos e 15 dias da sexta trombeta (9:15). A expressão "para tocar" significando a iminência do toque, aponta para um pouco de tempo antes de 1844. Nessa ocasião, o estudo profético era intenso, e abriu a perspectiva do cumprimento do "mistério de Deus" como previsto em Apoc. 10:7. "Tempo que transcorre" é a condição sine qua non para qualquer período, não importando a sua duração. Naturalmente, "tempo que transcorre" não significa necessariamente "períodos de tempo" previamente estabelecidos; mas sem "tempo que transcorre" não haverá o estabelecimento de qualquer período. O que o anjo está dizendo, portanto, não é que não haveria passagem de tempo desde o toque da sétima trombeta até a volta de Jesus, pois ninguém é tão tolo que afirme que o tempo, de lá para cá, não tem transcorrido. Significa, sim, que não haveria mais período definido, específico, de tempo profético a ser inserido em qualquer época após 1844. Os que pospõem, por exemplo, o cumprimento dos 1290 e 1335 dias de Daniel 12:11 e 12 para imediatamente antes da volta de Jesus estão violando o que o Apocalipse declara. Ellen G. White confirma tudo isso. Comentando Apocalipse 10:6, ela diz: "Esse tempo, que o anjo anuncia com solene juramento, não é o fim da história deste mundo, nem do tempo de graça, mas de tempo profético que precederia o advento de nosso Senhor; isto é, as pessoas não terão outra mensagem sobre tempo definido. Após este período de tempo, que se estende de 1842 a 1844, não pode haver um delineamento definido de tempo profético. O cômputo mais longo se estende até o outono de 1844" (SDABC, vol. 7, pág. 971). "Esta mensagem anuncia o fim dos períodos proféticos." - Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 108. Portanto, se os períodos de tempo profético avançam, no máximo, até 1844, segue-se que o princípio dia-ano (necessário para o cálculo dos referidos períodos) não mais é válido para depois desta data. Isto significa que a interpretação correta de Apoc. 8:1 não exigirá o emprego deste princípio, da mesma forma que não o empregamos na interpretação do milênio do capítulo 20. Revista Adventista, Dez/2006, p. 17. José Carlos Ramos, professor de Teologia no LINASP, campus Engenheiro Coelho, SP]]> 1391 0 0 0 <![CDATA[Nossa Garantia Profética - Apoc. 10: 2, 9, 10]]> https://tempoprofetico.com.br/nossa-garantia-profetica-apoc-10-2-9-10/ Sat, 23 May 2020 04:56:22 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1395 Por Wilson Luiz Paroschi (RA, out/84) Antes mesmo que raiasse o dia, naquela terça-feira, a meninazinha, bastante apressada, saltou de sua cama e foi correndo até onde estavam seus pais. que nem sequer haviam dormido aquela noite. —É hoje, mamãe? — perguntou ela, com toda a sua euforia infantil. — Sim, querida! É hoje o dia — respondeu a mãe num tom de felicidade. — Mas, a que horas vai ser, mamãe? —Não sabemos, filhinha. Só sabemos que será hoje. A pequena se afastou entusiasmada a fim de se aprontar. Sua mãe lhe mandara fazer um vestidozinho branco especialmente para aquela ocasião. O clima naquele lar era de ansiedade e expectativa. Em sua inocência infantil, aquela meninazinha não conseguia compreender o significado daquela data. Naquele dia ela sabia que algo diferente e extraordinário haveria de acontecer, e ela vibrava com aquilo. Mas, sua ingenuidade de criança não permitia que ela vislumbrasse a importância e a grandiosidade plena do evento. Seus pais, que outrora felizes ansiavam por esse momento, iam ficando mais e mais preocupados à medida que os minutos passavam. Não haviam tido sono naquela noite, e havia várias noites que a expectativa não os deixava dormir. Porém, a convicção de que tudo daria certo enchia-lhes a alma de segurança e tranqüilidade. Havia já muito tempo que vinham se preparando para aquele momento, e tinham certeza de que não se decepcionariam. Todas as providências haviam sido tomadas para que tudo saísse perfeito. Todos os detalhes haviam sido considerados cuidadosamente para que não houvesse nenhuma surpresa. Embora as noites outonais fossem um pouco mais longas, aquela, em especial, parecia não ter mais fim. Os segundos pareciam ter-se tornado em minutos, e os minutos, em longas horas. O tempo parecia não passar. O relógio se tornara um instrumento de tortura, e a mente um verdadeiro campo de batalha. Mas, estavam seguros. A noite haveria de passar, e o dia haveria de raiar, raiando também a concretização de seu tão esperado e cobiçado sonho. Seis horas da manhã. Os primeiros raios do sol começavam a surgir no horizonte, despertando a Natureza adormecida. Os passarinhos começavam a cantar; as flores começavam a abrir suas pétalas, saudando o novo amanhecer. O pai, a mãe e a filha saíram da casa a fim de examinar o tempo. O céu estava limpo. Tudo parecia normal. A Natureza toda parecia nada saber sobre aquele acontecimento. Parecia não se importar com aquele dia. A família quase não conversava. Apenas se entreolhavam calados. Caminhavam de um lado para o outro, e olhavam impacientemente para o relógio... Enquanto isso o Sol se erguia poderosamente no azul do firmamento. O dia estava muito bonito. Porém, nada prenunciava o que estava para acontecer. Chegara o momento de ir ao trabalho, e o esposo não saiu como de costume. Aliás, havia vários dias que ele não trabalhava, pois já fazia duas semanas que havia vendido sua loja e doado todo o dinheiro aos pobres. A mãe, nesse dia, não estava preparando o alimento, como de costume. A filhinha não estava brincando com suas coleguinhas, como o fazia sempre. Apenas estavam prontos, e aguardando o grande momento. As horas passavam lentamente. Estavam aflitos, angustiados... E, apesar da temperatura amena, grandes gotas de suor brotavam-lhes pelo corpo. Meio-dia! Tudo normal. Nada parecia estar por acontecer. O drama dessa família era enorme. Sabiam que era esse o dia. Haviam feito todos os preparativos. Tudo estava em ordem. Mas, algo os angustiava: não sabiam a que horas seria o evento. Essa família não era a única nessa ansiedade. A mesma experiência estava sendo sentida, naqueles mesmos instantes, por milhares de outras famílias e indivíduos em quase todo o território norte-americano. Só nos Estados Unidos, cerca de cem mil pessoas haviam depositado totalmente suas esperanças naquele dia memorável. Muitas cidades estavam quase completamente paradas. Todos aguardavam, roendo as unhas de expectativa, o grandioso momento. A tensão era geral, e grande demais para ser suportada. E não era para menos, pois a convicção de que o Senhor voltaria naquele exato dia havia provocado uma reação tal entre os crentes, que foi algo realmente impressionante. A consagração e dedicação que demonstraram foi surpreendente. Os comerciantes adventistas haviam fechado os seus estabelecimentos; mecânicos haviam trancado suas oficinas; empregados haviam abandonado os seus empregos. Fazendeiros haviam deixado de colher suas lavouras; as batatas foram deixadas no solo; as maçãs apodreciam nos pomares; o feno caía pelos campos. Magistrados, professores, oficiais de justiça haviam deixado suas funções. Uma grande instituição comercial no Brooklin havia dispensado todos os seus empregados, e inúmeras outras lojas foram fechadas em honra ao advento do Rei dos reis. Grandes somas de dinheiro haviam sido doadas para que os pobres pudessem liqüidar suas dívidas, bem como para a publicação de literaturas, que anunciavam o iminente retorno do Salvador. Impressoras a vapor haviam operado dia e noite produzindo centenas de milhares de publicações em muitas das principais cidades americanas e canadenses. Centenas de metodistas, congregacionais, presbiterianos, por toda a parte, haviam confessado suas faltas, e se apressado em descer às águas batismais. Todos se preparavam! Todos se consagravam! O mundo exterior aguardava em suspense. Milhares que nunca se haviam unido ao movimento examinavam o coração com temor de que fosse verdade. Todos estavam convencidos de que Cristo voltaria naquela data. Os cálculos proféticos haviam sido examinados, estudados e reestudados. Não tinham dúvidas de que aquele era o dia — 22 de outubro de 1844. E, o dia chegara! O grande dia chegara! Mas, algumas horas já se haviam passado, e nada. E o dia começava a descambar para os seus momentos finais. A aflição de todos chegava a um ponto insuportável. O tique-taque do relógio produzia um som estarrecedor. A respiração tornara-se difícil e freqüente. Milhares de olhos arregalados procuravam desesperadamente por algum pequenino sinal no céu, mas em vão. O Sol se punha no horizonte, com toda a crueldade de sua indiferença. E Cristo não voltava! As sombras do ocaso se estendiam serena e friamente por sobre a Terra. A noite chegara, e suas horas passavam vagarosamente. Em desconsolados lares de adventistas, os relógios iam dando as últimas badaladas daquele dia, até que assinalaram meia-noite. 22 de outubro havia terminado. Jesus não viera! Ele não voltara! — Por que papai não veio hoje? — desabafaram em pranto incontido os dois filhos da Sra. Fitch. O pai deles, Carlos Fitch, havia falecido havia somente oito dias, com apenas trinta anos de idade. Carlos Fitch era pastor da Igreja Congregacional, e se havia unido decisivamente ao movimento que pregava e aguardava o iminente retorno do Salvador. Certo dia, após batizar três grupos de conversos ao ar livre, num dia frio, e nas águas geladas de um lago, ele contraiu pneumonia, o que o levou à morte no dia 14 daquele mesmo mês. Um periódico havia relatado que sua viúva e os filhos órfãos estariam agora no Estado de Cleveland, aguardando confiantemente a vinda do Senhor para reunir os membros espalhados da família. Não é difícil imaginar os dois filhos sobreviventes perguntando em meio às lágrimas, após o funeral: — Mamãe, nós veremos papai novamente? — Sim, queridos — respondia corajosamente a Sra. Fitch. — Em poucos dias, quando Jesus retornar, Ele despertará papai e seus irmãos adormecidos também, e então seremos uma família completa e feliz outra vez, para sempre! Na noite de segunda-feira, 21 de outubro, as crianças perguntaram: — Mamãe, amanhã tornaremos a encontrar papai? — Sim, queridos! E na noite do dia seguinte, terça-feira, depois de passar um dia em meio a angústia e segurança, aflição e esperança, as lágrimas do desespero rolaram-lhes pela face, e, soluçando, perguntaram: — Por que papai não veio hoje? Essa, contudo, não era a única família nessas condições. Havia muitas outras cujos filhos ou pais tinham morrido de tuberculose, cólera e outras doenças fatais. Muitos antecipavam uma alegre reunião quando Jesus viesse novamente. Mas Ele não voltara. Os crentes não conseguiam aceitar os fatos. "No que erramos?" clamavam eles em desespero de alma. A cruel realidade era como um enorme peso a esmagar-lhes o coração. Ás profecias haviam sido estudadas cuidadosamente. Os cálculos haviam sido feitos detalhadamente. Não conseguiam aceitar a realidade de mais um dia neste mundo cruel e miserável. Não conseguiam aceitar a realidade de mais uma noite neste planeta escuro e sombrio. Não conseguiam aceitar a realidade de mais um inverno nesta Terra fria e melancólica. Sentiram-se traídos pelas suas convicções! Enganados pelas suas crenças! Todos choraram como crianças. Muitos não mais possuíam casas a que retornar, pois haviam vendido tudo o que tinham — casas, lojas, fazendas — e doado o dinheiro aos pobres e à obra. Não é sem razão que 22 de outubro de 1844 passasse para a História como o dia do "Grande Desapontamento". Quão dolorosa foi essa experiência para aqueles adventistas! Quão cruel foi para eles essa grande decepção! Apocalipse 10:9 e 10 relata a figura com que o grande desapontamento fora profetizado: "Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele então me fala: Toma-o, e devora-o; certamente ele será amargo ao teu estômago, mas na tua boca, doce como mel. Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e na minha boca era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo." Quando os crentes dos últimos séculos, em especial do século passado, começaram a estudar e a compreender o livro do profeta Daniel (o "livrinho aberto" mencionado em Apoc. 10:2, 9 e 10), o qual estivera selado desde os dias de sua composição (Dan. 12:4), uma nova animação tomara conta deles. O estudo dos cálculos proféticos, em particular o dos 2.300 dias, fez com que milhares deles vibrassem de alegria, pois pensavam que o retorno de Cristo se daria em 22 de outubro de 1844, exatamente em seus dias. Era a doçura do mel! Era o gosto da felicidade! Era a certeza de que aquela geração haveria de se encontrar, viva, com o Senhor nos ares. Mas, o dia passou, e o desapontamento foi muito maior do que se possa imaginar. Foi o amargor da alma! Foi o sabor da decepção! Foi a triste realidade que tiveram de "engolir". E no dia 22 deste mês, outubro de 1984, esse acontecimento estará completando 140 anos. Entretanto, esse desapontamento não ocorreu por falha divina. Não fora Deus quem faltara com Suas promessas, e sim o povo, que falhara em não compreender o sentido correto da profecia, muito embora o cômputo estivesse exato. Mas, ao passar o dia fatídico, na manhã seguinte, dia 23, Hirã Edson teve uma visão vinda dos Céus, e o detalhe vital, no qual haviam errado, foi esclarecido. E isto aconteceu porque não desanimaram diante da decepção. Foram desapontados, porém não desesperançados. E o adventismo se expandiu rapidamente desde então, procurando cobrir com sua mensagem todos os quadrantes da Terra, em cumprimento às profecias de Apocalipse 10:2 e 14:6. Enfrentou, e ainda enfrenta muitos obstáculos, mas tem progredido, e vai continuar progredindo sempre, até ver suas esperanças se realizarem. E a prova profética desse triunfo final está em Apocalipse 14:16 e 17, onde Cristo é apresentado como efetuando a colheita dos justos (em contraste com a colheita dos ímpios, retratada nos versos 18 a 20), exatamente após o triunfo da tríplice mensagem angélica (versos 6 ali), cuja proclamação foi iniciada justamente pelo movimento adventista. E aqui estamos nós, 140 anos depois. Possuímos em nosso passado as marcantes cicatrizes de uma grande decepção, mas ainda sustentamos firmemente a bendita mensagem do iminente retorno de Cristo. Não seremos desapontados novamente. A profecia nos garante esse fato, e também a grande luz que possuímos agora nos permite afirmar com segurança que, desta vez, realmente, estamos vivendo nos últimos dias da história deste velho mundo. Temos a nosso favor os testemunhos eloqüentes da Palavra de Deus e do Espírito de Profecia, os quais são mais do que confirmados pelas condições reinantes no mundo contemporâneo. Sem medo de errar, afirmo que não estamos incorrendo em outro erro decepcionante como o fizeram os pioneiros do movimento milerita. As profecias bíblicas indicam claramente que o "tempo do fim" para a humanidade teve o seu início no ano de 1798, ano em que findou o período profético dos 1.260 anos (Dan. 7:25 e 26). E, de lá para cá, dar-se-iam numa rápida sucessão muitos outros acontecimentos que consolidariam a identificação deste tempo como "o tempo do fim". Assim, o dia 22 de outubro de 1844 marcou, não o dia do retorno de Cristo à Terra para purificar o mundo e julgar a igreja como Rei dos reis, mas sim, o início da purificação do santuário celestial e do juízo investigativo, atividades de Cristo que deveriam preceder Sua segunda vinda. Não, o Senhor não voltaria naquele dia, como pensava Guilherme Miller, mas a partir daquele dia o Senhor poderia voltar a qualquer momento. Segundo as palavras do anjo Gabriel, o término do período profético não marcaria o fim de tudo, mas o próprio cumprimento da profecia deveria encaixar-se num período mais amplo, ou seja, no "tempo determinado do fim" (Dan. 8:19). O próprio Cristo nos ajudou, também, a identificar mais pormenorizadamente esse "tempo do fim". Ele falou dos muitos sinais que haveriam de caracterizar esse período, os quais indicariam, também, que o "fim" do "tempo do fim" (um tempo bastante curto) estaria bem próximo. "Quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas" (S. Mat. 24:33). Os sinais anunciados pelo Mestre, que haveriam de se evidenciar nos astros, na Terra, na Natureza, no mundo social, político e econômico, deveriam, principalmente, servir de alerta e confirmação para todos os crentes de que Sua volta estaria muito breve. E a cada minuto que passa não temos dúvidas de que este velho e sofrido planeta está realmente, em seus momentos finais. "Já é a última hora", é a linguagem bíblica (I S. João 2:18), e esta expressão está de todo correta. Ao darmos uma olhada para trás, para as páginas da História, percebemos que quase todos os sinais anunciados por Cristo já se cumpriram, e que já podemos, inclusive, ao olhar para a frente, para as poucas páginas restantes, presenciar e sentir alguns relances prévios da glória colossal daquele memorável dia. O constante fremir da Terra é como que o sentir os passos poderosos de um Rei que Se aproxima. O gemer angustiante do mundo é como que o ouvir o som portentoso da grande comitiva celestial que se aproxima. O próprio Jesus falou, referindo-Se a isso: "Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei as vossas cabeças; porque a vossa redenção se aproxima" (S. Luc. 21:28). Exultemos, irmãos, o Senhor vem vindo! Levantemos os olhos, e tentemos divisar por detrás da fumaça deste mundo em chamas, Aquele que vem vindo em glória e majestade para trazer a salvação final a todos os crentes. Alegremo-nos por isso! O Senhor está voltando! Já está para soar meia-noite no relógio histórico-profético, a hora suprema que marca o salvamento da humanidade. E nesses derradeiros momentos da história terrestre, Cristo intervirá nos destinos do mundo e conduzirá os crentes ao paraíso celeste. Desta vez não fracassaremos! Não seremos desapontados novamente! A igreja triunfará em glória! Portanto, meu irmão, cuide para que você, particularmente, não fracasse naquele dia. Prepare-se! Consagre-se! Senão, o desapontamento será apenas seu! Bibliografia: Maxwell. C. M.. História do Adventismo. Oliveira, M. M.. História da IAS D. SDA Bible Commentary. Spalding, A. W., Origin And History of Seventh-Day Ad-ventists. vol. 1  ]]> 1395 0 0 0 <![CDATA[A Chuva Têmpora e a Chuva Serôdia]]> https://tempoprofetico.com.br/a-chuva-tempora-e-a-chuva-serodia/ Sat, 23 May 2020 04:58:32 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1399 Por Ralph Larson (RA, out/1988) Três Grandes verdades bíblicas unem a experiência da igreja no Novo Testamento com a experiência da igreja dos últimos dias — a expiação, o selamento e as chuvas têmpora e serôdia. A Expiação Cristo fez expiação quando morreu no Calvário como sacrifício por nossos pecados e deste modo nos reconciliou com Deus (II Cor. 5:18; Rom. 5:18). Esta fase sacrificial da expiação foi perfeita, plena e completa (Heb. 9:26). Todavia, restava um ministério sacerdotal ulterior daquela mesma expiação no santuário celestial. Quando Cristo intercede diante de Deus com os méritos de Sua morte em favor do pecador penitente, Ele efetua a expiação pela mediação, porque Sua intercessão reconcilia o crente com Deus. Em 1844 Cristo entrou no Lugar Santíssimo do santuário celestial para levar a termo o Seu ministério final — expiação por juízo (o antí-tipo do Dia da Expiação. Lev. 16). Este ministério resultará na solução do problema do pecado e na reconciliação com Deus de todas as coisas que estão no Céu e na Terra (Efés. 1:10). O aspecto final da expiação de Cristo continuará até que o Seu ministério sacerdotal esteja concluído e saia o decreto que lemos em Apocalipse 22:11, 12. Este conceito de expiação sacerdotal é escriturístico. Nos primeiros 15 capítulos de Levítico encontramos mais de 15 descrições de sacrifícios (ofertas pelo pecado), sendo todas elas tipos ou símbolos do sacrifício expiatório de Cristo na cruz. Em cada uma destas descrições vemos que o sacerdote "fará expiação" por ele, ou por ela, ou por eles, seja qual for o caso. Esta expiação era feita em qualquer dia em cada dia durante o ano. Quando continuamos no capítulo 16 lemos de um Dia da Expiação que ocorria apenas um dia em cada ano. Esta descrição relata que cinco vezes é feita uma expiação pelo santuário e pelo povo — apesar do fato de que uma expiação já havia sido feita pelo povo anteriormente durante o ano em que eles traziam seus sacrifícios ao santuário. Era esta expiação descrita em Levi tico 16 uma negação do valor dos sacrifícios expiatórios e mediação anteriores? De modo algum; o próprio Deus estabeleceu o processo e Ele mesmo aplicou a palavra expiação em seus vários aspectos. Semelhantemente, nossa designação da segunda fase do ministério sacerdotal de nosso Senhor no santuário celestial como a expiação final em nenhum sentido deprecia o valor do sacrifício expiatório de Cristo na cruz. Escreveu Paulo em I Coríntios 15: "E, se Cristo não ressuscitou, é vão a nossa pregação e vã a vossa fé" (verso 14). "E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados" (verso 17). Conseqüentemente, todas as fases da expiação são necessárias. Conquanto alguns em nosso tempo neguem o valor expiatório do sacrifício de Cristo e outros neguem o valor expiatório do Seu ministério sacerdotal, nós adventistas do sétimo dia, seguindo estritamente as Escrituras, aceitamos a ambos. E agindo assim vemos uma conexão entre a experiência da igreja do Novo Testamento e a igreja dos últimos dias, da qual fazemos parte. O Selamento Ao estudar o sábado, nossos pioneiros adventistas descobriram que o mandamento sabático é o selo de Deus em Sua santa lei, sendo que ele é a única parte da lei que O identifica como Criador do Céu e da Terra. Raciocinaram, portanto, que o sincero e leal seguidor de Jesus que guarda o sábado tem o selo de Deus. Por isso eles tomaram a sério o sábado com grande afeição e o guardaram com deleite, vendo-se a si mesmos como estando repetindo a experiência do Novo Testamento. Amavam o sábado e falavam muitas vezes do seu precioso valor como um sinal entre eles e o Senhor que os santificava (Ezeq. 20:12, 20). Nossos pioneiros viram o tempo da expiação final (de 1844 até o fim do tempo da graça) como o tempo do selamento. E divisaram a mensagem que pregavam, convidando o povo a prestar obediência a todos os mandamentos de Deus, como a mensagem do selamento. As Chuvas Têmpora e Serôdia A terceira verdade que une a igreja do Novo Testamento com a igreja dos últimos dias é a da chuva têmpora e serôdia. "O derramamento do Espírito nos dias dos apóstolos foi o começo da primeira chuva, ou têmpora, e glorioso foi o resultado" (Atos dos Apóstolos, pág. 54). Esse glorioso resultado foi visto em uma maravilhosa colheita de pessoas. Do registro de Atos podemos facilmente visualizar que uns 20.000 ou mais aceitaram a mensagem do Salvador ressurreto e Lhe entregaram a vida dentro de um breve espaço de tempo sob a influência da primeira chuva do Espírito Santo. Que dizer, então, da chuva serôdia? O resultado não será menos glorioso! Diz Eilen White: "A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início. As profecias que se cumpriram no derramamento da chuva têmpora no início do evangelho, devem novamente cumprir-se na chuva serôdia, no final do mesmo.... "Agora os raios de luz penetram por toda parte, a verdade é vista em sua clareza, e os leais filhos de Deus cortam os liames que os têm retido. Laços de família, relações na igreja, são impotentes para os deter agora. A verdade é mais preciosa do que tudo o mais. Apesar das forças arregimentadas contra a verdade, grande número se coloca ao lado do Senhor" (O Grande Conflito, págs. 617, 618). Vemos assim estreito paralelismo no tempo da expiação final, do selamento e da chuva serôdia. A experiência da igreja e de seus membros durante esse período de crise da história terrestre é colocada diante de nós com uma abundância de ênfase e clareza. Primeiro, é um tempo de responsabilidade. Devemos lembrar-nos de que a crescente luz e oportunidades espirituais trazem um aumento correspondente de responsabilidade. Este princípio tem sido sempre uma parte do plano da salvação. "Nossas responsabilidades são exatamente proporcionais à nossa luz, oportunidades e privilégios" (Testimonies, vol. 4, pág. 416). Escreve Ellen White: "Não estamos vivendo na época em que viveram nossos pais. Deus lhes concedeu os tesouros da sabedoria que, através da manifestação do Espírito Santo e pelo testemunho e exemplo de Seus filhos de geração em geração, vêm sendo transmitidos em toda a linha até ao nosso tempo. Temos toda a luz que eles tiveram, e luz adicional está brilhando continuamente e brilhará mais e mais até ser dia perfeito. Esta geração é responsável, não somente por toda a luz que Deus tem comunicado às gerações passadas por intermédio do Seu Espírito e de Sua Palavra, mas pela luz mais abundante que agora está brilhando. Não podemos ser aceitos e honrados por Deus prestando o mesmo serviço e fazendo as mesmas obras que nossos pais fizeram. A fim de sermos abençoados por Deus como eles foram, devemos ser fiéis em aproveitar-nos da crescente luz, como eles foram fiéis em aproveitar-se da luz que Deus lhes concedeu" (Review and Herald, 5 de janeiro de 1886). Segundo, é um tempo de urgência. Não pode haver nenhum equívoco na urgência com que a serva do Senhor apela a nós para que não protelemos aquela obra espiritual que deve ser feita agora e que não poderá ser feita depois de haver passado este tempo especial. "Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote está a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo" (O Grande Conflito, pág. 628). "O tempo do selamento é muito curto, e logo passará. Agora, enquanto os quatro anjos estão contendo os ventos, é o tempo de fazer firme a nossa vocação e eleição" (Primeiros Escritos, pág. 58; grifos supridos). "Se não progredirmos, se não nos colocarmos na atitude em que tanto possamos receber a chuva têmpora como a serôdia, perderemos nossa alma e a responsabilidade jazerá à nossa porta" (Testemunhos para Ministros, pág. 508). Terceiro, deve ser um tempo de vitória. O tema dos escritores do Novo Testamento, especialmente do apóstolo Paulo, era vitória pelo poder de Cristo — vitória sobre as circunstâncias, vitória sobre a oposição, vitória sobre o eu, sobre as tentações e mesmo sobre a própria morte (I Cor. 15:51-58). Sendo que Paulo selou seu testemunho com sangue, provavelmente não houve nenhum escritor cristão que tivesse tão irresistível senso de vitória, tão "complexa vitória", como ele teve até a vinda de Ellen White. Esta humilde e escolhida mensageira da igreja remanescente escrevia incessantemente sobre a vitória pelo poder de Cristo! Um exame recente de aproximadamente 10.000 páginas do material que compõe seus principais livros revelou mais de 1.000 declarações de vitória, uma média de uma para cada 10 páginas de material escrito. Exemplo semelhante pode ser encontrado em seus artigos de revistas. Ela fazia soar a nota de vitória com tremendo poder. Agora, no tempo da expiação final; agora, no tempo do selamento; agora, no tempo da chuva serôdia, a vitória está inteiramente à disposição de todos os que sinceramente a desejam e ardentemente a buscam do Senhor. "Pelo poder do Espírito Santo deve a imagem moral de Deus ser aperfeiçoada no caráter. Devemos ser completamente transformados à semelhança de Cristo" (Ibid., pág. 506). Duas frases que ocorrem freqüentemente nas declarações de vitória de Ellen White são as expressões "ampla provisão" e "mais do que vencedores". "Amplas provisões foram feitas para que todo filho e filha de Adão obtenha individualmente um conhecimento da vontade divina, aperfeiçoe um caráter cristão e seja purificado mediante a verdade" (Testimonies, vol. 2, pág. 644). "Deus tem dado o Seu Espírito como um poder suficiente para subjugar todas as suas tendências hereditárias e cultivadas para o mal. Pela entrega da mente ao controle do Espírito, você crescerá à semelhança do caráter perfeito de Deus e se tornará uma instrumentalidade por meio da qual Ele poderá revelar Sua misericórdia, bondade e amor. Sejam quais forem os seus defeitos, o Espírito Santo os revelará e lhe será dada a graça para vencê-los. Por meio dos méritos do sangue de Cristo você será um vencedor, sim, mais do que vencedor" (Youth's Instructor, 2 de out. de 1902). Em parte alguma Ellen White apresentou mais fortes afirmações de vitória do que em suas mensagens à juventude da igreja. Nos artigos que ela escreveu para o Youth's Instructor [Instrutor da Juventude] através de sua longa existência, encontramos mais de 500 declarações de vitória. Em sua última mensagem à juventude encontramos estas palavras: "Sinto um ardente desejo de que cada um de vós seja vitorioso na luta contra o mal.... Se pedirdes a Deus que vos ajude a vencer o que é dessemelhante de Cristo em vossas disposições, Ele vos preparará para a entrada no Céu, onde nenhum pecado pode entrar.... Se vos entregardes completamente a Ele, sereis vencedores na guerra contra o pecado.... Quando lutardes para vencer tudo o que desagrada a Deus, anjos do Céu vos ajudarão.... Ser-vos-á dado poder do Alto Descobrireis que Ele vos dá força diária para vencer.... Podereis vencer o mal — maus pensamentos, maus desejos — pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do vosso testemunho" (Ibid., 9 de junho de 1914). Estamos vivendo no tempo da expiação final, do selamento do povo de Deus e da chuva serôdia. É um tempo de grande luz espiritual e de grande responsabilidade espiritual. É um tempo que tem sido prolongado, pela misericórdia divina. Mas as extensões devem ser limitadas. Elas não podem continuar infindavelmente. O ponto terminal logo deverá ser atingido. Estaremos preparados? A decisão é nossa. Ampla provisão tem sido feita. Aproveitar-nos-emos disto? Perguntas para discussão:
    1. Por que acha você que Cristo designou uma segunda fase no Céu para a Sua obra expiatória?
    2. Traz-lhe hoje o ministério celestial de Cristo temor ou felicidade? Por quê?
    3. Como preparará a chuva serôdia a igreja para o regresso de Jesus?
    4. Existe qualquer conexão entre o santuário e o Espírito Santo?
    5. Está o Espírito Santo envolvido apenas na justificação ou também na santificação?
    6. Por que disse Ellen White que a mensagem de justiça pela fé em 1888, era o início da chuva serôdia e do alto clamor? (Veja Mensagens Escolhidas, livro 1, pág. 363 e Primeiros Escritos, pág. 271.)
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    <![CDATA[Haverá oportunidade de salvação para algumas pessoas após o fechamento da porta da graça?]]> https://tempoprofetico.com.br/havera-oportunidade-de-salvacao-para-algumas-pessoas-apos-o-fechamento-da-porta-da-graca/ Sat, 23 May 2020 05:00:38 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1403 Por Alberto R. Timm A teoria de que o acesso à salvação continuará disponível para algumas pessoas após o fechamento da porta da graça deriva de uma leitura descontextualizada de uma declaração de Ellen G. White escrita originalmente em 1903. Identificando “as terríveis calamidades” que já ocorriam nos Estados Unidos como manifestações dos “juízos de Deus” na Terra, a Sra. White asseverou: “Muitos que conheceram a verdade corromperam seu caminho diante de Deus e afastaram-se da fé. Os lugares vagos nas fileiras serão preenchidos pelos que foram representados por Cristo como tendo chegado na hora undécima. Há muitos com quem o Espírito de Deus está lutando. O tempo dos juízos destruidores da parte de Deus é o tempo de misericórdia para aqueles que [agora] não têm oportunidade de aprender o que é a verdade. O Senhor olhará para eles com ternura. Seu coração compassivo se enternece, e a mão do Senhor ainda está estendida para salvar, enquanto a porta é fechada para os que não querem entrar. Será admitido um grande número de pessoas que nestes últimos dias ouvirem a verdade pela primeira vez.” – Carta 103, de 3 de junho de 1903 (para G. B. Starr e esposa); publicada parcialmente em Eventos Finais, pág. 157. Após o Terremoto de São Francisco, ocorrido no dia 18 de abril de 1906, parte da declaração anterior foi publicada em um artigo de Ellen White intitulado “Os Juízos de Deus Sobre Nossas Cidades” (ver Review and Herald, 5 de julho de 1906, pág. 9). O conteúdo básico da mesma citação apareceu também no capítulo “A Obra Atual” de Testimonies for the Church, vol. 9, pág. 97 (republicado em Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 333). Em novembro de 1906, a Sra. White acrescentou: “O tempo de graça não durará muito mais. Deus está retirando da Terra Sua mão refreadora. Por longo tempo Ele tem falado a homens e mulheres mediante a atuação de Seu Espírito Santo; mas eles não têm atendido ao apelo. Agora está falando a Seu povo e ao mundo por meio de Seus juízos. O tempo desses juízos é um tempo de misericórdia para os que ainda não tiveram a oportunidade de aprender o que é a verdade. O Senhor olhará para eles com ternura. Seu coração compassivo se enternece, e a mão do Senhor ainda está estendida para salvar. No aprisco seguro será admitido um grande número de pessoas que nestes últimos dias ouvirem a verdade pela primeira vez.” – Review and Herald, 22 de novembro de 1906, págs. 19 e 20; republicado em E Recebereis Poder (Meditações Matinais 1999), pág. 159. Tanto o contexto quanto o conteúdo dessas declarações confirmam o fato de que Ellen White estava se referindo a calamidades que ocorriam já no início de século 20 como manifestações presentes dos juízos divinos sobre um mundo prestes a ser destruído. Mesmo antes do fechamento da porta da graça para o mundo como um todo, essa porta já começa a se fechar para aqueles que tiveram a oportunidade de conhecer a verdade, mas que “não querem entrar”. O lugar desses é tomado por aqueles que, não tendo conhecimento prévio da verdade, “nestes últimos dias ouvirem a verdade pela primeira vez” e a aceitarem. Essas declarações de Ellen White parecem combinar, em certo sentido, a noção dos convidados para as bodas que se demonstraram indignos (ver Mat. 22:1-14) com a analogia da aceitação, ainda na hora undécima, de novos trabalhadores para a vinha (ver Mat. 20:1-16). A ênfase da discussão pode ser resumida na advertência de Apocalipse 3:11: “Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”. Por contraste, a tentativa de identificar os “juízos” mencionados nessas citações de Ellen White com as sete últimas pragas do Apocalipse (caps. 15 e 16) acaba, não apenas descontextualizando essas declarações, mas também sugerindo a falsa teoria de que pessoas ainda poderão ser salvas após Cristo já haver concluído a Sua obra mediatória no santuário celestial (ver Apoc. 15:5-8). É evidente, portanto, que, se alguém ainda terá acesso à salvação durantes os juízos divinos, esses juízos devem se referir a juízos anteriores ao fechamento da porta da graça. Além disso, se durante os mesmos juízos algumas pessoas já terão a sua porta da graça fechada, isso não se refere ao fechamento final dessa porta para o mundo todo, mas apenas em âmbito individual para aqueles que, resistindo aos apelos do Espírito Santo, fecham para si mesmo essa porta (ver Mat. 12:31 e 32). (publicado na Revista do Ancião em janeiro – março 2005)]]> 1403 0 0 0 <![CDATA[O Calendário no Céu]]> https://tempoprofetico.com.br/o-calendario-no-ceu/ Sat, 23 May 2020 05:08:31 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1407 Por Emilson dos Reis (RA, nov. de 1992) Alguma vez, Deus enviou a Seu povo uma mensagem que envolvia um tempo específico, uma data marcada? Deus usa esse método hoje, ou irá usá-lo no futuro? É possível, de acordo com a Bíblia ou com os escritos de Ellen White, descobrir quando ocorrerão os últimos eventos, tais como o derramamento da chuva serôdia, o fechamento da porta da graça, as sete pragas e a própria segunda vinda de Cristo? Quando surge uma pessoa dizendo ter uma mensagem de Deus para Seu povo, é possível saber se Deus a enviou mesmo ou não? Essas perguntas merecem respostas. Atualmente, em alguns lugares, têm surgido pessoas dizendo haver recebido revelações de Deus com relação à marcação de datas, através de visões, sonhos, orientação do Espírito Santo, estudo das Escrituras e dos escritos de Ellen White. Vamos, pois, começar por este ponto — verificando como se reconhece um profeta. Os falsos profetas De um modo especial, os mensageiros de Deus no Antigo Testamento eram os profetas. "Profeta" é freqüentemente a tradução da palavra hebraica nabhi, que significa "o que fala por outro", "porta-voz". Portanto, um profeta é um mensageiro de Deus, um porta-voz de Deus, alguém que recebe uma mensagem de Deus e a comunica a Seu povo. A principal tarefa dos profetas não é realizar milagres, nem mesmo predizer o futuro, embora eles freqüentemente o façam, mas transmitir a revelação que Deus lhes deu. Há, no Antigo e no Novo Testamento, dezenas de profetas, maiores, menores e anônimos, que foram enviados por Deus. É através deles que Deus tem revelado os Seus segredos e aquilo que pretende realizar no futuro. Visto o ministério dos profetas ter sido um método tão amplamente utilizado por Deus para informar, consolar e transformar Seu povo, Satanás bem cedo começou a usá-lo também, enviando os seus mensageiros, os falsos profetas, como uma contrafação. Os profetas verdadeiros são instrumentos de bênção, enquanto que os falsos são agentes do mal. Os primeiros são de fato profetas; os segundos, apenas verossimilhantes: parecem, mas não são. Parecem, sim, porque freqüentemente usam a verdade de mistura com o erro, já que, nesse caso, seu poder de persuasão é maior. Quem está sendo iludido olha para as coisas boas que dizem ou fazem e imagina que vêm de Deus, não percebendo que sua porção de verdade visa apenas encobrir o engano que está por detrás. No tempo do Antigo Testamento, em todo o período da era cristã e mesmo nos dias de Ellen White, houve falsos profetas; ainda hoje, eles estão em atividade, e existirão até o final de todas as coisas. Observemos algo que a Bíblia declara a respeito deles:
    • Eles surgem dentro do próprio povo de Deus (Atos 20:29-31; II Pedro 2:1).
    • Eles parecem ovelhas (Mateus 7:25).
    • Eles vêm em nome de Jesus (Mateus 24:5).
    • Eles são em grande número (Mateus 24:11).
    • Eles conseguirão enganar a muitos (Mateus 24:11).
    Felizmente, Deus não nos deixou sem a luz necessária para detectar os falsos profetas. Existem alguns testes que devemos aplicar aos pretensos profetas para saber se são verdadeiros ou não (I João 4:1). Todos os profetas, verdadeiros ou falsos, devem ser submetidos a eles. Os verdadeiros sempre passaram nessas provas, inclusive Ellen White. Devemos observar, contudo, que não é suficiente passar em um teste; o profeta deve passar em todos. Se não for aprovado em qualquer um deles, não precisamos perder tempo aplicando outros. Não vamos analisar todas as provas, porque isso não é necessário. Com relação à "marcação de datas", apenas uma prova é suficiente (Jeremias 28:1-9, 15-17). Para mim, essa é a mais importante de todas as provas apresentadas nas Escrituras. Aproveito para sugerir ao leitor que, sempre que aparecer alguém alegando ter uma revelação de Deus, use primeiro essa prova; somente depois, se ainda for necessário, aplique as outras. Jeremias diz que a mensagem do verdadeiro profeta se harmoniza com todas as mensagens que Deus enviou anteriormente através dos outros profetas. Um novo profeta pode trazer informação nova, algum detalhe a mais, porém nunca entrará em contradição com a mensagem dos que vieram antes dele. Segundo Jeremias, a mensagem de Hananias (versos 1 a 4) não se harmonizava com as mensagens dos verdadeiros profetas que haviam profetizado anteriormente (verso 8); esse fato era evidência de que o Senhor não o havia enviado, de que ele era um falso profeta e de que sua mensagem era mentirosa. A mensagem de Hananias era agradável aos ouvidos, era uma boa notícia para o povo de Deus daqueles dias, era o que o povo mais queria ouvir, era o que mais desejava, mas era uma mensagem mentirosa, e por isso Deus o condenou, e por isso ele morreu. Igualmente, se Deus enviar um profeta hoje, ou no futuro, ele deve concordar com os que vieram antes, isto é, com os profetas do Antigo Testamento, com os do Novo e com Eilen White. Se a sua mensagem for de oposição ao que eles ensinaram, então sabemos que não provém de Deus. Agora, vamos examinar o que dois profetas do passado escreveram a respeito de marcação de datas. O ensino de João O apóstolo João, em Apocalipse 10, diz algo importante. Vamos ver o relato, verso por verso. O verso 1 mostra um anjo diferente de outros anjos do Apocalipse. Ele se apresenta da mesma maneira que Deus e Seu Filho, quando Eles aparecem em outros lugares da Escritura. No verso 2, a idéia é que antes o livrinho estivera fechado, mas agora se encontra aberto. Além disso, a mensagem desse anjo está relacionada ao tempo. Devemos examinar a Bíblia para descobrir um livro que possuía as seguintes características: (a) é pequeno (b), estivera fechado e (c) está relacionado ao tempo. Creio que o livro de Daniel, particularmente as profecias seladas relativas ao tempo do fim, é o livrinho, agora aberto na mão do anjo (Daniel 2:4). A posição que ele assume colocando um pé sobre o mar e outro sobre a terra indica sua autoridade sobre o mundo, bem como o valor de sua mensagem para toda a humanidade. "O poderoso anjo que instruiu a João não era nenhuma outra personagem senão Cristo. Colocando o Seu pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra seca, mostra o papel que está desempenhando nas cenas finais da grande controvérsia com Satanás. Esta posição denota o Seu poder e autoridade supremos sobre toda a terra", comenta Ellen White no SDABC, vol. 7, pág. 971. Os versos 3e4 apresentam uma visão simbólica. O profeta ouviu sete trovões falarem e entendeu sua mensagem; estava a ponto de escrevê-la, mas uma voz do Céu lho proibiu. Não seria proveitoso para o povo de Deus conhecer aquela mensagem. "A luz especial dada a João, expressa nos sete trovões, foi uma delineação dos eventos que transpirariam sob as mensagens do primeiro e segundo anjos. Não era o melhor para o povo saber estas coisas, pois a sua fé devia ser necessariamente provada", diz Ellen White, na mesma obra. No verso 8, comer o livro indica o recebimento da mensagem de Deus, a assimilação e o entendimento da mesma. Isso ilustra adequadamente o que ocorreu aos adventistas/mileritas, especialmente entre 1842 e 1844. Retrata sua alegria ao receberem a mensagem da breve volta de Jesus; de fato, uma mensagem doce como o mel. Contudo, quando chegou o dia tão esperado, 22 de outubro de 1844, e Jesus não regressou, amargo foi o seu desapontamento. Amargo como o fel. Voltando aos versos 5 e 6, o anjo que simboliza Cristo jura em nome dAquele que é o Criador, isto é, dEle mesmo: "Já não haverá mais demora." Em grego, a língua em que o Apocalipse foi originalmente escrito, a palavra que aparece aqui é cronos. É a mesma palavra que aparece dezenas de vezes no Novo Testamento, traduzida por "tempo". Exemplos: Apocalipse 2:1; 6:11; 20:3. O dicionário de grego afirma que ela significa "tempo, duração, um período de tempo". A Bíblia de Jerusalém, uma das traduções mais perfeitas para a nossa língua, reza assim: "Já não haverá mais tempo." Que tempo é esse?
    1. Ele está relacionado com o livro de Daniel.
    2. Ele está relacionado com a experiência dos adventistas mileritas que esperavam o retorno de Cristo em 22 de outubro de 1844.
    3. Ele está relacionado, de acordo com o verso 7, com a sétima trombeta, cujo conteúdo aparece em Apocalipse 11:15-18. Observando os últimos dois versículos, percebemos que essa trombeta e, portanto, o tempo da profecia do capítulo 10 estão relacionados com o julgamento dos mortos e com o santuário.
    Continuamos a perguntar: que "tempo" é esse que terminou? Não é o "tempo" da história humana, porque o mundo e a história continuam até hoje. Não é o "tempo" da graça, da oportunidade de salvação, porque ainda hoje os homens continuam se arrependendo e sendo salvos, e você e eu somos prova disso. O "tempo" mencionado nessa profecia é o tempo profético. O anjo está jurando que nunca mais haverá outro tempo profético, nunca mais haverá outra profecia que envolva um tempo específico, uma data marcada. É por essa razão (verso 11) que o povo da profecia, representado por João, deveria continuar a profetizar e a anunciar a mensagem de Deus. O último tempo profético, a última data marcada é a que aparece no livro de Daniel, naquela porção que Deus mandou selar e que diz respeito à profecia das 2.300 tardes e manhãs, que terminou em 22 de outubro de 1844. O povo de Deus acertara na data, mas errara no acontecimento. Naquela ocasião, o Senhor Jesus não veio como esperavam, mas, no santuário celestial, deixou o lugar santo e passou para o lugar santíssimo, onde se encontra a arca da aliança, com os Dez Mandamentos originais, e começou a julgar os mortos para determinar o galardão de Seu povo. Após o desapontamento de 1844, alguns adventistas/mileritas, que vieram a tornar-se os pioneiros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, entenderam, estudando Apocalipse 10, que o grande desapontamento de 1844 fora previsto por Deus e revelado a João, em Patmos, mais de 1.700 anos antes que ele ocorresse. O próprio Deus estabelecera uma profecia com data marcada para cumprir-se. Isso ocorreu para provar o povo de Deus, que se dizia desejoso de aguardar a Cristo. E de fato provou, de modo que muitos não suportaram a prova e se afastaram dos caminhos de Deus. Agora, em Apocalipse 10, Deus está dizendo que nunca mais haverá outra data marcada. Como Deus utilizou o dilúvio uma vez e disse que nunca mais usaria tal método, também usou a marcação de datas para o Seu propósito, mas prometeu nunca mais fazer uso desse método. Portanto, no último livro da Bíblia, um profeta genuíno, João, apresenta claramente a mensagem de que nunca mais haverá um tempo profético, uma data marcada. Observe que nessa profecia o Criador não apenas fala, não apenas promete, mas Ele jura, e, como não há nenhum nome maior que o Seu pelo qual jurar, Ele faz um solene juramento em Seu próprio nome: "Não haverá mais tempo." O que diz Ellen White Comentando Apocalipse 10, Ellen White escreveu: "Este tempo, que o anjo declara com juramento solene, não é o fim da história deste mundo, nem do tempo probatório, mas do tempo profético que precederia o advento de nosso Senhor. Após este período não terá outra mensagem sobre o tempo definido. Após este período de tempo abrangendo de 1842 a 1844, não haverá nenhum vestígio de tempo profético. O cálculo mais longe atinge o outono de 1844." Isso também está no Comentário Bíblico Adventista. Por essa citação, já se pode ter uma idéia do pensamento de Ellen White com relação à marcação de datas. Contudo, para que ninguém tenha dúvida, vamos examinar mais algumas de suas citações (há muitas outras) que aparecem no primeiro volume do livro Mensagens Escolhidas, e em Testemunhos para Ministros (os grifos foram acrescentados):
    • "Tenho sido repetidamente advertida com referência a marcar tempo. Nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada em tempo. Não devemos saber o tempo definido nem para o derramamento do Espírito Santo nem para a vinda de Cristo."
    • "O Senhor mostrou-me que a mensagem deve ir, e que não deve depender de tempo: pois o tempo não será nunca mais uma prova. Vi que alguns estavam ficando com uma falsa excitação, nascida de pregar o tempo; vi que a terceira mensagem angélica pode subsistir sobre seu próprio fundamento, e que não precisa de nenhum tempo para fortalecê-la e que ela irá com forte poder e fará sua obra e será abreviada em justiça."
    Em 1844, um homem estava marcando tempo e espalhando largamente seus argumentos para provar suas teorias. Ellen White ficou sabendo disso em uma reunião campal. Ela mesma conta a resposta que deu:
    • "... eu disse ao povo que não necessitava dar atenção à teoria desse homem pois o acontecimento que ele predizia não havia de ter lugar. Os tempos e estações, Deus estabeleceu por seu próprio poder. E por que não nos deu Deus esse conhecimento? Porque não faríamos dele o devido uso, caso Ele assim fizesse. Desse conhecimento viria em resultado um estado de coisas entre nosso povo, que retardaria grandemente a obra de Deus no preparar um povo para subsistir naquele grande dia que há de vir. Não devemos viver em excitação acerca de tempo."
    • "Não há, porém, nenhum mandamento para ninguém pesquisar as Escrituras, a fim de verificar, se possível, quando terminará o tempo de graça. Deus não tem tal mensagem para quaisquer lábios mortais. Ele não quer que nenhuma língua mortal declare aquilo que Ele ocultou em Seus secretos concílios."
    • "Em vez de viver na expectativa de algum tempo especial de excitação, cumpre-nos aproveitar sabiamente as oportunidades presentes, fazendo o que deve ser feito para que almas sejam salvas."
    • "Precavenham-se todos os nossos irmãos e irmãs de qualquer que marque tempo para o Senhor cumprir Sua palavra a respeito de Sua vinda, ou acerca de qualquer outra promessa de especial importância, por Ele feita. 'Não nos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo Seu próprio poder.' Falsos mestres podem parecer muito zelosos da obra de Deus, e podem despender meios para apresentar ao mundo e à igreja as suas teorias; mas, como misturam o erro com a verdade, sua mensagem é de engano, e levará almas para as veredas falsas. Deve-se-lhes fazer oposição, não porque sejam homens maus, mas porque são mestres de falsidades e procuram colocar sobre a falsidade o sinete da verdade."
    Em 1893, quando se encontrava na Austrália, Ellen White escreveu uma carta a um de nossos irmãos que estava marcando datas:
    • "Não sois o único homem que o diabo tem enganado nessa questão. ... Durante os últimos quarenta anos, um homem após outro tem se levantado, alegando que o Senhor o enviou com a mesma mensagem; mas permiti-me dizer-vos-, como a eles tenho dito, que essa mensagem que proclamais é um dos enganos satânicos destinados a criar confusão entre as igrejas."
    A vitória Faço-lhe agora uma pergunta: baseado na Palavra de Deus, o que você pensa a respeito dessas pessoas que têm anunciado datas para o cumprimento dos eventos finais? Sim, são falsos profetas. Certamente foram enviadas, mas não por Deus. Consciente ou inconscientemente, estão trabalhando a favor de Satanás e contra o Senhor Jesus e Seu povo. Os falsos profetas se vestem como ovelhas e parecem ovelhas (usam bastante a Bíblia e os escritos de Ellen White e até dizem e fazem algumas coisas boas), mas não são ovelhas; são lobos devoradores. É para que não sejamos enganados e devorados por eles que Deus capacitou sua igreja a discernir entre o verdadeiro e o falso. Primeiramente, Deus nos deu Sua Palavra. Ouvindo e praticando, estaremos firmados sobre a Rocha. Em segundo lugar, Ele nos deu o dom de profecia. Deus sabia que os nossos dias seriam os mais perigosos e difíceis da história humana, e por essa razão nos legou as milhares de páginas do Espírito de Profecia, de modo que pudéssemos ser mais do que vencedores. Em terceiro lugar, Deus deu a alguns dos membros de sua igreja a capacidade de discernir o mal e guiar com segurança o Seu povo. Não sejamos cristãos instáveis, inconstantes; vamos fazer uso desses três recursos concedidos pelo Céu para que estejamos firmados sobre a Rocha.]]>
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    <![CDATA[1844: coincidência ou providência?]]> https://tempoprofetico.com.br/1844-coincidencia-ou-providencia/ Sat, 23 May 2020 05:19:35 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1411

    Por Ron du Preez Foram os eventos ocorridos no ano de 1844 apenas um acidente? Ou tem esse ano um significado mais profundo na compreensão bíblica do plano de Deus na história da redenção? Como adventistas do sétimo dia, deveríamos aceitar a segunda posição. Para nós, 1844 é o ano em que terminou a profecia dos 2300 dias de Daniel 8:14, o marco que assinala o início do julgamento pré-advento no céu, e a culminação do mais longo período profético da Bíblia, proclamando ao mundo que o fim não vai demorar e que a segunda vinda de Jesus está próxima. O que muitos não sabem, inclusive entre os adventistas, é que 1844 é importante não apenas em relação à história sagrada, mas também em relação a outros eventos mundiais de grande magnitude que fazem desse ano uma espécie de divisor de águas. Antes, porém, vamos traçar a importância de 1844 para a Igreja Adventista do Sétimo Dia. De um grande erro a uma poderosa mensagem Por volta de 1840, muitos pregadores pelo mundo estavam proclamando que Jesus estava para voltar. O pesquisador Le Roy Edwin Froom indica que entre esses pregadores, de várias denominações cristãs, havia brancos, negros, mulheres e até mesmo crianças. Houve uma garota do campo na Europa que atraiu de três a quatro mil pessoas ao pregar sobre o fim do mundo. Grande foi o impacto que ela exerceu na vida de muitos.1 Nos Estados Unidos, foi a pregação e os escritos de Guilherme Miller, um fazendeiro que se tornou pregador, que despertou a paixão tanto de crentes quando de descrentes. Miller e seus associados proclamavam a seguinte mensagem: “Assim como o primeiro advento de Jesus Cristo foi predito em Daniel 9, Seu segundo advento é identificado em Daniel 8:14. Visto que a terra deve ser o ‘santuário' a ser ‘purificado', isso vai acontecer por meio do fogo quando Jesus voltar. Começando com 457 a.C., a profecia dos 2300 dias/anos de Daniel 8:14 culminará ao redor de 1843-1844. Jesus virá outra vez por volta desse tempo. Portanto, prepare-se para encontrá-Lo! Sua volta será um evento literal e visível que precederá o milênio.” Essa era a essência da proclamação milerita. Vinte e dois de outubro de 1844 foi finalmente estabelecido como o dia em que a profecia terminaria. Aquele era o dia em que a terra seria purificada pelo retorno de Jesus. Milhares de mileritas, vários milhares, aguardaram pacientemente, fervorosamente, até que o dia chegou. Então eles esperaram o dia inteiro, mas Jesus não veio, deixando-os profundamente desapontados. Eles foram forçados a admitir que alguma coisa havia saído errado. Uns poucos dentre os desapontados estudaram as Escrituras ainda com mais fervor. Não demorou para que aprendessem que embora a data de 22 de outubro de 1844 estivesse correta, o evento estava errado. Esses crentes entenderam que o santuário a ser purificado não estava na terra, mas no céu. Jesus havia entrado no santo dos santos do santuário celestial para dar início a Sua obra de julgamento. Como Ellen White mais tarde declarou: “O assunto do santuário foi a chave que desvendou o mistério do desapontamento de 1844.”2 Ángel Manuel Rodríguez comenta: “Tendo completado na terra a obra para a qual viera (João 17:4, 5; 19:30), Cristo ‘foi elevado ao céu' (Atos 1:11) para ‘salvar definitivamente aqueles que, por meio dEle, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles' (Hebreus 7:25), até que em Sua segunda vinda Ele vai aparecer ‘não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que O aguardam' (Hebreus 9:28). Entre esses dois pólos, a cruz e o glorioso retorno do Senhor, Cristo atua como sacerdote real ‘no santuário, no verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem' (Hebreus 8:2), o advogado (I João 2:1) e intercessor daqueles que nEle crêem (Romanos 8:34). Como nosso Sumo Sacerdote, Cristo está ministrando os benefícios de Seu sacrifício àqueles que vêm a Ele, um ministério tão essencial à nossa salvação como Sua morte substitutiva.”3 Assim, o grande desapontamento de 22 de outubro de 1844 se tornou uma poderosa mensagem. É verdade que Jesus não veio como os mileritas pensavam. Mas, um pequeno grupo de crentes desapontados descobriram nova luz bíblica – a verdade de que Cristo entrou na fase final de Seu ministério sumo-sacerdotal no santuário celestial, após o qual Ele vai finalmente voltar para redimir Seu povo. Assim nasceu a Igreja Adventista do Sétimo Dia, com sua fé firmemente ancorada no breve retorno de Jesus e com o compromisso de pregar toda a verdade em Jesus. O ano de 1844 é, de fato, importante para o nascimento do adventismo. Mas, 1844 é de interesse em outras áreas também. Movimentos surpreendentes e destrutivos à fé surgiram no panorama mundial na mesma época, formando um cenário de desafio e urgência para a proclamação adventista, e chamando os habitantes do mundo a olhar para a genuína verdade acerca de Deus e Seu papel no final da história humana. Examinaremos três desses movimentos. O surgimento do marxismo Em agosto de 1844, Frederick Engels se encontrou com Karl Marx em Paris e eles se tornaram parceiros numa luta revolucionária – “um relacionamento duradouro que iria mudar o mundo”, como disse alguém.4 Enquanto os cristãos que acreditavam na Bíblia pregavam que Jesus logo iria voltar para levar Seu povo para o céu e pôr fim ao pecado e sofrimento e prover paz e felicidade eternas, Marx e Engels estavam proclamando que o caminho para a verdadeira felicidade era eliminar Deus da vida; que o caminho para a paz e segurança era através dos princípios do socialismo e comunismo; que eles podiam e haveriam de libertar os cativos do mundo e promover uma sociedade harmoniosa e sem divisão de classes na terra.5 Marx e Engels, portanto, tentaram direcionar a esperança humana para longe da segunda vinda de Cristo, para uma utopia comunista sob a qual milhões foram subjugados na maior parte do século passado. No contexto desse desafio, o movimento do advento de 1844 foi conclamado a proclamar o evangelho eterno do santuário celestial onde todas as nossas esperanças devem estar ancoradas. Dispensacionalismo e falsas noções de salvação Enquanto o grande despertar do segundo advento estava se alastrando por muitos países, um pregador evangélico europeu itinerante chamado John Nelson Darby começava a disseminar uma nova teoria acerca da segunda vinda de Jesus. Enquanto pregava na Suíça, Darby desenvolveu a teoria do “dispensacionalismo” – uma teoria que divide a história em sete eras ou dispensações, desde a era da inocência antes da queda à era da restauração no fim dos tempos. Embora Darby insistisse que havia extraído sua doutrina do dispensacionalismo da Bíblia somente, entre 1843 e 1845 ele introduziu uma surpreendente inovação – o arrebatamento secreto.6 A teoria do arrebatamento secreto ensina que Cristo virá em segredo, arrebatará os santos e os levará para o céu. Um comentário moderno desse arrebatamento secreto é a agora famosa série de livros Deixados para Trás, da qual mais de sessenta milhões de cópias já foram vendidas em todo o mundo. Os autores desses livros populares argumentam que embora milhões serão deixados para trás durante o arrebatamento, eles não serão deixados sem esperança. Eles terão uma segunda chance de salvação. Tim LaHaye e Jerry Jenkins, dois autores da série Deixados para Trás, promovem diretamente a teoria da “segunda chance”: “Milhões de homens, mulheres, meninas e meninos vão reconhecer que, embora eles perderam o arrebatamento e assim terão de enfrentar os terrores da tribulação, Deus ainda os chama, anelando por vê-los ao Seu lado... Nós cremos que esses ‘santos da tribulação' podem muito bem ser contados aos bilhões. E não se esqueça: cada um desses novos crentes terá sido deixado para trás depois do arrebatamento precisamente porque ele ou ela tinha (até aquele ponto) rejeitado a oferta de salvação de Deus. Mas, mesmo então, o Senhor não desistirá dele.”7 Essa é a parte mais alarmante e perigosa da teoria do arrebatamento – a crença de que pessoas terão uma segunda chance de salvação. A Bíblia, porém, em nenhum lugar ensina o arrebatamento secreto e muito menos uma segunda chance de salvação após a morte. O ensino consistente da Escritura é que o segundo advento de Jesus vai ocorrer apenas como um único grande evento: ele será pessoal e literal (Atos 1:11), visível e audível (Apocalipse 1:7; I Tessalonicenses 4:16), glorioso e triunfante (Mateus 24:30), cataclísmico (Daniel 2:44; 2 Pedro 3:10) e repentino (Mateus 24:38, 39, 42-44). Vários sinais, alguns dos quais inclusive já ocorreram, hão de preceder esse evento, no mundo natural (Apocalipse 6:12-13), no mundo moral com o aumento da ilegalidade e corações saturados do pecado (Mateus 24:37-39), e no mundo religioso com falsos profetas enganando a muitos (vs. 24). Quando todos os sinais que apontam para o segundo advento tiverem sido cumpridos, então Jesus voltará – para reunir Seu povo, para ressuscitar os justos mortos, para transformar e receber todos os santos, para destruir os poderes maus e perversos, para vindicar o caráter de Deus, para restaurar a terra e para restabelecer a comunhão com Deus! A linguagem bíblica acerca da segunda vinda não dá margem para um arrebatamento secreto. As Escrituras também não falam de uma segunda chance de salvação após a morte. A posição bíblica é clara: depois da morte, não há nenhuma possibilidade de uma segunda chance; existe apenas um julgamento. “O homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo” (Hebreus 9:27 – NVI). Porém, quão sinistra e quão sutil é a teoria do arrebatamento. Definitivamente, trata-se de um atentado ao cristianismo, um assalto à preciosa doutrina da salvação e da segunda vinda de Cristo.8 Seria apenas um acidente Deus ter escolhido o movimento do advento em 1844, para proclamar as genuínas verdades da segunda vinda e do juízo, mais ou menos na mesma época em que tais doutrinas enganadoras, como o arrebatamento secreto e o dispensacionalismo, entraram em cena no mundo? Darwin e o surgimento da evolução naturalística Depois de cinco anos de uma viagem científica a bordo do navio HMS Beagle, Charles Darwin voltou para casa na Inglaterra em 1836. A viagem o levou a “pensar muito acerca da religião” e ele começou a “descrer no cristianismo como uma revelação divina”.9 Mais tarde, Darwin declarou: “Em junho de 1842, eu primeiro tive a satisfação de escrever um breve resumo da minha teoria [da evolução] a lápis em 35 páginas; esse resumo foi ampliado no verão de 1844 para 230 páginas.” Assim começou A Origem das Espécies de Darwin, um livro que revolucionou o pensamento científico e marcou o início da negação do relato bíblico da criação. Todavia, naquele mesmo ano de 1844, Deus estava trazendo à luz uma verdade bíblica por muito tempo negligenciada: o sábado, que celebra Deus como o Criador. Uma denominação relativamente pequena, os Batistas do Sétimo Dia da América do Norte, haviam se preocupado bastante em 1843 com a ameaça da recente legislação quanto ao domingo, que poderia afetar suas liberdades. Assim, eles se dedicaram a orar e a se envolver mais ativamente em favor do sábado do sétimo dia, separando um dia em 1843 e, mais tarde, outro em 1844 para jejum e oração, para que Deus Se “levantasse e defendesse Seu santo sábado”. No inverno de 1844, uma senhora chamada Rachel Oakes, uma batista do sétimo dia de Nova Iorque, estava visitando a filha em New Hampshire. Lá, ela visitou a Igreja Cristã Washington, onde um serviço de comunhão estava sendo ministrado por Frederick Wheeler, um ministro metodista que havia aceitado a mensagem milerita. A Sra. Oakes ficou surpresa ao ouvir Wheeler dizer: “Todo aquele que confessar comunhão com Cristo numa cerimônia como esta deveria estar disposto a obedecer a Deus e guardar Seus mandamentos em todas as coisas.” Quando o Pr. Wheeler visitou a família Oakes pouco tempo depois, a Sra. Oakes lhe disse que ela quase se levantara aquele dia na igreja para lhe dizer que seria melhor para ele não participar da cerimônia enquanto ele mesmo não estivesse disposto a guardar todos os mandamentos de Deus, incluindo o sábado.” Ao voltar para casa, Frederick Wheeler estudou sinceramente sua Bíblia, e algumas semanas depois, aceitou o ensino bíblico acerca da santidade do sétimo dia, o sábado, e pregou seu primeiro sermão sobre o assunto em março de 1844. Muitos membros de sua igreja abraçaram a verdade do sábado. Das sessenta ou mais pessoas daquela vizinhança que experimentaram o grande desapontamento de 1844, umas quarenta aceitaram a doutrina do sábado e mais tarde se tornaram membros da primeira igreja adventista a guardar o sábado. Outro pregador milerita, um batista chamado Thomas Preble, ouviu que a mensagem do sábado estava sendo pregada em New Hampshire, e decidiu investigá-la. Ele também, em agosto de 1844, abraçou a verdade do sábado. Cerca de quatro meses após o grande desapontamento, Preble escreveu um artigo acerca do sábado no periódico milerita The Hope of Israel. José Bates, um capitão de navio aposentado, leu-a e não só aceitou o sábado como também passou a publicar uma série de artigos sobre o assunto. Desse tempo em diante, José Bates, um dos fundadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia, tornou-se um líder na proclamação da mensagem do sábado. Como se sabe, a questão do sábado era tão importante que se tornou parte do próprio nome da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ellen White falou diretamente da importância do sábado em destacar um Deus-Criador. “A suposição infiel de que os eventos da primeira semana requereram sete períodos de tempo vastos e indefinidos para que se completassem atinge o sábado do quarto mandamento diretamente em sua base.”10 Seria mera coincidência Deus ter levantado uma igreja, para que pregasse a verdade do sábado e o poder criador divino, ao mesmo tempo em que Darwin escreveu sua teoria evolucionária negando a atividade criadora de Deus? A mensagem dos três anjos de Apocalipse 14 e o compromisso adventista de proclamá-la seriamente, como a advertência final de Deus ao mundo, não são mero acaso. Na verdade, são parte do plano de Deus para o fim dos tempos. O cientista adventista Ariel Roth comenta o seguinte desafio: “Nossa confiança de que a Bíblia é a Palavra de Deus não dá espaço para alternativas à criação [bíblica] tais como uma criação progressiva, evolução teística, ou evolução naturalística. Não deveríamos nos envolver em especulações infrutíferas. Como ‘o povo do Livro', nós temos uma oportunidade sagrada de apresentar toda a Bíblia, incluindo sua mensagem da criação, para um mundo que está desorientado quanto à grande questão de como começou a vida sobre a terra.”11 Nada a temer quanto ao futuro Em nossa breve, mas esclarecedora viagem de volta aos anos de 1840, nós recapitulamos o surgimento de alguns dos maiores movimentos globais – marxismo, dispensacionalismo e evolucionismo – que desafiaram importantes verdades acerca de Deus nesses tempos finais. Além disso, deveríamos também ter examinado outros importantes eventos que ocorreram na mesma época, tais como o surgimento do espiritismo moderno, o início da religião Bahai no oriente e a emergência do existencialismo na Europa. Mas, a verdade nunca foi deixada sem seus defensores. Deus, em Sua graça e providência, sempre tem levantado um pequeno, mas corajoso, grupo de crentes na Bíblia para descobrir a verdade em sua plenitude e torná-la sua prioridade de missão global e testemunho. Não, 1844 e o surgimento do adventismo não são meros acidentes! São o plano de Deus para manter viva a chama da verdade em meio às trevas de engano que envolveram a história humana por volta da mesma época. O ano de 1844 e sua grande importância não podem jamais ser minimizados ou esquecidos. O conselho de Ellen White é oportuno: “Ao recapitular a nossa história passada, havendo percorrido todos os passos de nosso progresso até ao nosso estado atual, posso dizer: Louvado seja Deus! Quando vejo o que Deus tem executado, encho-me de admiração e de confiança na liderança de Cristo. Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado.”12 Ron du Preez (D.Min., Universidade Andrews; Th.D., Universidade do Sul da África) tem atuado como missionário e professor universitário, e atualmente serve como pastor na Associação de Michigan. Este artigo foi adaptado de seu livro No Fear for the Future, distribuído pela Review and Herald Publishing Association, Hagerstown, Maryland, EUA. Ele pode ser contatado pelo e-mail faithethics@yahoo.com REFERÊNCIAS
    1. Veja Le Roy Edwin Froom. The Prophetic Faith of Our Fathers: The Historical Development of Prophetic Interpretation. Washington, D.C.: Review and Herald Publ. Assn., 1954, vol. 4. pp. 443-718 (veja especialmente pp. 699-718).
    2. Ellen G. White. O Grande Conflito. 42. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 423.
    3. Ángel Manuel Rodríguez. Handbook of Seventh-day Adventist Theology. Hagerstown, Maryland: Review and Herald Publ. Assn., 2000. p. 375.
    4. Disponível em: <http://www.marxists.org/archive/marx/works/1845/holy-family/index.htm> Acesso em: 16 jun. 2004 (página introdutória).
    5. Veja, por exemplo: Preface to Marx-Engels Collected Works, vol. 3: Works 1843-1844. Disponível em: <http://www.marxists.org/archive/marx/works/cw/volume03/preface.htm> Acesso em 16 jun. 2004.
    6. Clarence B. Bass. Backgrounds to Dispensationalism: Its Historical Genesis and Ecclesiastical Implications. Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1960. p. 139.
    7. Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins. Are We Living in the End Times? Wheaton, Illinois: Tyndale, 1999. pp. 157-58.
    8. Uma refutação da teoria do arrebatamento e crenças relacionadas pode ser encontrada em: Steve Wohlberg. End Time Delusions: The Rapture, the Antichrist, Israel, and the End of the World. Shippensburg, Pennsylvania: Treasure House, 2004; e Hans K. LaRondelle. The Israel of God in Prophecy: Principles of Prophetic Interpretation. Berrien Springs, Michigan: Andrews University Press, 1983.
    9. Nora Barlow. The Autobiography of Charles Darwin, 1809-1882. Nova York: Norton, 1958. pp. 85-86.
    10. Ellen G. White. Spiritual Gifts. Battle Creek, Michigan: Steam Press of the Seventh-day Adventist Publishing Association, 1864, vol. 3. p. 91.
    11. Ariel A. Roth. “Adventism and the Challenges to Creationism.” Adventists Affirm, Spring, 2002. pp. 20-21.
    12. Ellen G. White. Mensagens Escolhidas. 3. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 1987, vol. 3. p. 196.
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    <![CDATA[O Juízo Pré-advento]]> https://tempoprofetico.com.br/o-juizo-pre-advento/ Sat, 23 May 2020 05:23:32 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1415

    Por Edward Heppenstall Desde 1844, o ensino adventista no ministério sacerdotal de Cristo elevado no Santíssimo do santuário celestial, tem-se centrado na doutrina de um juízo pré-advento. Até 22 de outubro de 1844, os primeiros adventistas acreditavam que o santuário fosse a terra, que Jesus Cristo purifica pelo fogo na Sua segunda vinda nessa data. A manhã depois da grande decepção, Hiram Edson afirmou ter recebido uma nova visão e correção sobre a purificação do santuário. Sua mensagem? O santuário referido em Daniel 8:14 está nos céus. A sua "limpeza" envolve o que veio a ser conhecido como o "juízo investigativo" dos santos, a partir 22 de outubro de 1844, e que encerra no final do estágio. Este apelo pelos primeiros pioneiros para o santuário celeste foi determinar toda a doutrina do dia antitípico da expiação e do juízo pré-advento. Levítico 16:30 foi citado em apoio desta doutrina: "Porque naquele dia o sacerdote fará expiação por vós, para purificar você, para que sejais purificados de todos vossos pecados perante o Senhor." Esta limpeza foi identificado com Daniel 8:14 : "Até duas mil e 300 dias, então o santuário será purificado." Assim, os pioneiros acreditavam firmemente que a palavra limpo em ambos os textos encaminhados ao mesmo evento. Esta interpretação tem sido contestada recentemente. Resumidamente, é agora apontado que:
    1. As palavras traduzidas como "limpos" em ambos os Lv 16 e Daniel 8 não são a mesma palavra hebraica. Em Levítico 16, a palavra hebraica é Taher , a palavra comum para a limpeza. Em Daniel 8:14 , a palavra usada é tsadaq , ou seja, para justificar ou restaurar. Este verbo hebraico último ocorre quarenta e uma vezes no Antigo Testamento, mas é traduzida como "purificado" apenas uma vez em Daniel 8:14 . Na maioria dos casos, é traduzida por "justificar". Por conseguinte, é argumentado que as duas palavras não significam a mesma coisa, em qualquer caso, é indesejável para construir uma interpretação ou doutrina sobre uma única palavra.
    2. Os contextos em ambos os capítulos tratam de duas situações completamente diferentes. Em Levítico 16, a questão do santuário é entre Deus eo Seu povo Israel, mas em Daniel 8, o santuário é questão entre Deus eo apóstata do chifre, o anticristo.
    Como, então, podemos conciliar o que parece ser duas posições opostas ou interpretações? A solução para boa parte da discussão atual do tema, parece-me, é reconhecer o verdadeiro alcance do juízo pré-advento. Coerência tanto a nossa posição histórica e do contexto bíblico exige que se reconheça um aspecto dual ao ministério sacerdotal de Cristo no santuário celeste julgamento-um tanto do povo de Deus e do anticristo. Quando nossa perspectiva é, portanto, alargado, estes dois aspectos não precisam ser vistos como contraditórios, mas complementares. Que razão válida existe para limitar a preocupação deste juízo pré-advento apenas para os santos? Este julgamento é um processo divino no qual Deus e Seu povo, assim como seus inimigos, estão incluídos. Acórdão de Daniel Vamos considerar as grandes profecias nos livros de Daniel e do Apocalipse que incidem sobre o objecto do juízo pré-advento. Eles são como tantas janelas através das quais somos capazes de ver todos os temas e as partes envolvidas na história da salvação, tanto no resgate e julgamento. Muitas das grandes profecias cobrem grande parte do mesmo terreno, e não como reproduções exatas cobrindo os mesmos eventos, mas como recapitulações com recursos adicionais. Quase invariavelmente, a seqüência histórica de impérios mundiais, nações e poderes religiosos, tal como consta nessas profecias segue o mesmo trecho da história da salvação: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma, dez chifres, apóstata do chifre, o acórdão. Dois capítulos cruciais para o nosso estudo são Daniel 7 e 8. O capítulo 7 é estruturado em três partes: (1) a visão é dado e registrado como Daniel viu (versículos 1-14), (2) Daniel deseja conhecer o significado da visão, eo anjo responde com uma interpretação parcial ( versículos 15-22), (3) o retorno do anjo e interpreta as outras características da visão, incluindo a terrível fera quarta e todo-poderoso, apóstata "pequeno chifre" (versículos 23-27). Cada seção é culminou com uma cena de tribunal no santuário celestial, um evento que segue a seqüência natural das potências mundiais e do "pequeno chifre". A primeira é encontrada nos versículos 9 e 10, "'Quando eu olhei, tronos foram instalados no local, e um ancião de dias se assentou Milhares e milhares de pessoas participaram dele,.... Dez mil vezes dez mil se postaram diante dele. O tribunal estava sentado, e os livros foram abertos "(NVI) .* A cena do tribunal de segunda parte ocorre nos versículos 21, 22: "Enquanto eu olhava, o chifre foi entrar em guerra contra os santos e vencê-lo, até que o Ancião de Dias veio e pronunciou o julgamento a favor dos santos do Altíssimo , e chegou o tempo quando eles possuíram o reino "(NVI). E o terceiro diz: "" Ele falará contra o Altíssimo e oprimir os seus santos e tentar mudar os tempos e as leis. Os santos serão entregues a ele por um tempo, tempos e metade de um tempo. Mas o tribunal vai se sentar, e seu poder será tirado e completamente destruídos para sempre. Então a soberania, poder e grandeza dos reinos debaixo de todo o céu será entregue aos santos, o povo do Altíssimo "'" (versículos 25-27, NVI). As cenas de tribunal, segundo e terceiro recapitular o que foi dado no primeiro, com recursos adicionais na interpretação da visão. O terceiro fornece o tempo (a seguir "" tempo, tempos e meio, "" ou logo após 1798), quando este juízo pré-advento é começar. O dia do juízo referido três vezes, Daniel 7 é a montagem do alto tribunal dos céus em um ponto definido de tempo e espaço. O trono de julgamento não está ocupado até o Ancião de dias vem e toma o seu lugar na sequência da "" tempo, tempos e meio. "" "Na visão de Daniel vê um ancião de dias tomar o seu lugar no trono. Segundo os versículos 9 e 10 "," tronos "são colocadas, ou configurar. "A '" tronos "estão no plural, sugestivo de um júri celestial. A importância desse julgamento não seria tão fundamental, se Deus sentou-se ao mesmo. A vista paralela nas fotos Apocalypse o Pai sentado no trono, e "ao redor do trono havia vinte e quatro tronos outro, e eles estavam sentados em 24 anciãos. Eles estavam vestidos de branco e com coroas de ouro sobre suas cabeças" ( Rev. 04:04 , NVI). Os tronos são agora ocupados em um momento específico, o momento em que o julgamento tem início e os livros estão abertos. Nenhum livro único, teria bastado. "'Tu areias de milhares o serviam, dez mil vezes dez mil estavam diante dele" ( Dan 7:10. ). Porque é que o host presente angélico inteiro? Eles não estão em julgamento diante de Deus. Por que sua presença é tão importante? Eles estão presentes para dar a aprovação do presente acórdão que decide o destino de todos os homens. Eles também são atendentes de Cristo, quando o domínio é retirado do poder apóstata do chifre e dado a ele. Obviamente este é um julgamento de grande magnitude, um dos grandes acontecimentos na história da salvação. Não é uma questão importante envolvida: Há alguma mudança no ministério sacerdotal de Cristo que se realiza no santuário celestial, quando este tribunal está sentado e os livros são abertos logo após o período de 1260 anos e antes da volta de Cristo ? Três vezes neste capítulo este celeste veredito é dito estar na seguinte seqüência histórica do "pequeno chifre". A Escritura não diz quanto tempo esse juízo pré-advento vai durar, mas temos todas as razões para acreditar que ela é parte da mesma seqüência que rapidamente segue o longo período da perseguição dos santos, em 1798. A pergunta básica é esta: Neste momento, após o longo período da a perseguição dos santos, eo domínio do "pequeno chifre", há uma mudança no ministério alta de Cristo sacerdote, uma ação divina inteiramente novo, que não tem ocorrido anteriormente no santuário celestial? Âmbito do Acórdão pré-advento Quem são as partes envolvidas neste paradisíaco veredito? Qual é o seu alcance? Quem são incluídos, e que estão a comparecer perante este tribunal? Temos normalmente ensinado que o seu âmbito é definido pela expressão "juízo investigativo" e se limita aos santos. Eu sugiro que nós temos tão enfatizado esse aspecto escatológico que não conseguimos ver um âmbito mais amplo. Para a maior parte, nos baseamos nossa interpretação sobre um recurso para o Dia da Expiação típico em Levítico 16. Parece-me que, condicionada pelo contexto histórico de seu próprio tempo, os pioneiros adventistas viu apenas ver esta limitada. O trauma de sua decepção em 1844 deve ter sido grave-Cristo não tinha vindo como tinham esperado e previsto, e eles foram expulsos das igrejas estabelecidas. É inconcebível que a sua principal preocupação era a sua posição diante de Deus a seguir tal má interpretação das Escrituras? Assim, quando eles fizeram o seu apelo ao santuário no céu, onde Cristo sentado à direita do Pai, a sua principal preocupação era a sua própria posição diante do tribunal de Deus, e para eles o alcance do acórdão limitou-se à santos. Mas agora, quando examinamos cuidadosamente os capítulos 7 e 8 de Daniel, o julgamento é visto como tendo um âmbito mais amplo. primeiro julgamento do pré-Advento é a favor dos santos. "'Enquanto eu olhava, o chifre foi entrar em guerra contra os santos e vencê-lo, até que o Ancião de Dias veio e pronunciou o julgamento a favor dos santos do Altíssimo, e chegou o tempo quando eles possuíram o reino" (versos 21, 22, NVI). Esta tradução é ligeiramente diferente da versão King James, que diz: "o julgamento foi dado aos santos do Altíssimo." Brown, Driver e Briggs tornar esta frase: ". A decisão foi proferida em favor de" Por 1.260 anos os santos haviam sido perseguidos, condenados e mortos sob o domínio do poder apóstata do "pequeno chifre", que pretendia ficar no lugar de Deus, com o direito de perdoar pecados e decidir casos para a felicidade ou para a desgraça. O julgamento da igreja na terra tinha ido de encontro a eles todos esses anos. Por fim, o registro é para ser colocado em linha reta. O juízo pré-advento, irá inverter a sentença contra eles pelo anticristo e seus agentes terrestres. Esta sentença proferida pelo tribunal celestial não pode ser posta em causa. É o tribunal de recurso só é verdade; julgamento de Deus no ea partir do santuário celeste irá revelar quem são os verdadeiros santos. Uma vez que o julgamento tenha sido concluído, o texto declara: "O tempo veio quando eles possuíram o reino" (v. 22, NVI). E quando é que os santos possuirão o reino? "Quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória.... Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo "( Mateus. 25:31-34 ). É bastante simples a partir dessas escrituras que a celeste assize constantes Daniel tenha lugar antes da volta de Cristo, uma vez que os santos possuirão o reino como um resultado da mesma. Segundo, este juízo pré-advento é contra o poder apóstata que perseguiu os santos, que lançou a verdade por terra, que falou palavras contra o Altíssimo, e que trilhou seu santuário. Pela própria natureza do caso, uma decisão em favor dos santos envolve um julgamento contra os inimigos de Deus e Seu povo. "" Ele falará contra o Altíssimo e oprimir os seus santos e tentar mudar os tempos e as leis. Os santos serão entregues a ele por um tempo, tempos e metade de um tempo. Mas o tribunal vai se sentar, e seu poder será tirado e completamente destruídos para sempre. Então a soberania, poder e grandeza dos reinos debaixo de todo o céu será entregue aos santos, o povo do Altíssimo '"( Dan. 7:25-27 , NVI). Deus faz mais para os santos no presente acórdão que simplesmente pronunciar um veredicto a seu favor. À luz dos esforços de longa data do anticristo para falsificar o ministério de Cristo no santuário celestial e para perseguir os santos, Deus passa a reivindicar o seu povo com a finalidade de dar-lhes o reino. O apóstolo João, na visão dos sete selos, complementa o que Daniel disse: "Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que tinham mantida. Chamavam-lhes em voz alta, "Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, até que você julgar os habitantes da terra e vingar o nosso sangue? '" ( Apocalipse 6:9 , 10 , NVI). Em nenhum outro momento é revelado aos homens na medida em que Deus está envolvido de seu santuário em um julgamento que engloba todos os homens. A questão importante é esta: Deus é direta e pessoalmente envolvido nos movimentos finais da história deste mundo? Se responder afirmativamente, então o período do juízo pré-advento é parte de seu envolvimento e culminou com o retorno de Cristo. Acórdão não instantânea Objeção pode ser levantada contra a ter um período tão longo de tempo para o julgamento do ponto de vista da onisciência e onipotência de Deus. É claro que Deus não precisa de 140 anos ou mais para determinar quem são os verdadeiros santos, como se isso é tudo que existe para o juízo pré-advento! Ele sabe que o tempo todo. O acórdão e do santuário celeste não é um assunto privado entre Deus e da igreja remanescente. Ele também tem sua contraparte na terra em julgamentos que são derramadas sobre os maus como descrito nos selos, as trombetas e as pragas do Apocalipse. É um juízo que fornece os anjos e todas as criaturas de Deus em todo o universo com a revelação de Sua justiça. Embora possamos estar relutante em aceitar um tempo prolongado para que Deus julgar o mundo e reivindicar os santos, as profecias de Daniel e do Apocalipse apresentá-lo desta forma, tanto para o justo eo ímpio. Julgamento não é algo feito por Deus de forma isolada ou em um instante. O pleno significado e alcance de tudo o que está acontecendo no santuário celeste antes da volta de Cristo, tanto mais que é retratado tanto em Daniel e Apocalipse, pode escalonar a mente. Seria insensato afirmar que essa igreja sabe tudo sobre a fase final do ministério de Cristo no santuário celestial. No entanto, nós acreditamos o tempo todo, com base nesses grandes profecias, que neste trabalho de resgate e julgamento antes de seu retorno, nós, como povo de Deus, estão profundamente envolvidos. Os resultados pré-julgamento do Advento em domínio universal a ser dado ao Filho de Deus. "Na minha visão à noite eu olhei, e diante de mim era como um filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu. Aproximou-se do Ancião de Dias e foi levado à sua presença. Ele foi dado, glória e autoridade soberana poder; todos os povos, nações e homens de todas as línguas o adoraram. "seu domínio é um domínio eterno será que não passará, eo seu reino é uma vontade que nunca será destruído" ( Dan 7:13. , 14 , NVI). Jesus vem ao Pai, antes que este ajuntamento enorme no céu , não para a Terra. Neste juízo pré-advento Ele é dado o "domínio". A palavra hebraica, sholtan , indica o direito de governar, não território, mas as pessoas. O Pai preside neste julgamento perante as hostes angelicais, é revelado que Cristo tem muitos assuntos para que "todos os povos, nações e línguas o servissem." Neste julgamento, Cristo se levanta para reclamá-los todos, pois Ele tem todo o direito de fazê-lo. Seu reinado eo seu reino não pode ser considerado realizado e vitorioso, até à sua reivindicação de todos os seus seguidores é reconhecida perante as hostes angelicais e do universo. Por 1.260 anos a questão foi ou o domínio do anticristo, que alegou estar no lugar de Deus, ou o domínio de Cristo Jesus, o Senhor, que julga a partir de seu trono no santuário. Na Terra, a comissão de proclamar ao mundo esta mensagem acórdão horas tem sido dada à Sua Igreja. Esta mensagem visa mudar o curso dos acontecimentos na Terra. Quanto mais compreendemos a natureza, o tempo, e no âmbito deste juízo pré-advento, quanto mais ficar sob o propósito de Deus para o mundo e para nós até a consumação de todas as coisas. Purificação do santuário "Fora de um deles saiu um chifre pequeno.... Sim, ele se engrandeceu até o príncipe do exército, e por ele o sacrifício diário foi levado embora, eo lugar do seu santuário foi deitado abaixo... . Então eu ouvi alguém falando santo, santo e uma outra até que o santo certos que falou, quanto tempo deve ser a visão do sacrifício diário, ... à entrega do santuário e do exército, para serem pisados? E ele disse: mim, Até duas mil e 300 dias, então o santuário será purificado "(cap. 8:9-14). "Então, o santuário será restaurado ao seu estado de direito" (RSV) f "Então, os erros do santuário ser corrigido." (Goodspeed) ^:. "Então, o Santo Lugar deve sair vitorioso" (NEB). § O oitavo capítulo de Daniel é uma grande recapitulação de Daniel 7 eo clímax para ele. Não é quase a mesma seqüência de poderes terrestres, não contemporâneos, mas uma sucessivas e diversas entre si. Mais uma vez somos confrontados com este "pequeno chifre" que é mais poderoso do que as nações que daí decorre. A diferença entre o "chifre" de Daniel 7 eo "chifre" em Daniel 8 é mais conjecturas do que real. A de Daniel 8 inclui tanto pagã e Roma papal, já que seu poder e reinado estendeu quase até o final dos 2300 anos. Ambos estão unidos na sua oposição a Deus, a sua apostasia, e sua perseguição aos santos. A 1.260 anos estão localizados dentro dos 2300 anos, tanto de fechamento dentro de poucos anos um do outro. Ação do santuário celestial ocorre em ambos os casos, justificando, restauração, limpeza. O longa perseguição do povo de Deus pelo chifre apóstata parece ser uma das causas que exigem esse juízo pré-advento. A ação do poder perseguidor faz com que Deus parece que ele se esqueceu de ser justo. Os santos na terra foram ridicularizados, condenados e mortos. Nada pode apagar e reivindicar eles, exceto um julgamento divino de Deus, aprovado pela angelical acórdão host-a de Deus em seu favor. Na limpeza, restauração, corrigindo, e emergindo vitorioso do santuário celestial, há um forte elemento de justificação de Deus e de Seu povo. É importante para que todos possam descobrir se a justiça de Deus ea justiça irão prevalecer em face de um veredicto de terreno que foi contra os verdadeiros santos de Deus. As hostes angélicas louvar e admirar o julgamento de Deus do santuário no céu, pois é o único que é justo, e, portanto, é o único que conta. Os santos requerem este tipo de juízo de Deus. O recurso adicional aqui é que o santuário celestial eo seu ministério de julgamento sair vitorioso. Após o julgamento sobre a terra foi contra o santos, é necessário que a justiça de Deus do santuário se manifestam claramente a todas as criaturas de Deus e permanecem para sempre. Este julgamento tem o projeto de justificar, limpeza e restauração do santuário, assim como Deus eo Seu povo, para que finalmente resolve todos os problemas na grande controvérsia. A menos que o caráter de Deus é claro para todo o universo, incluindo os anjos e os remidos, não pode haver triunfo do governo soberano de Deus, desde o seu santuário. O tsadaq palavra hebraica traduzida como "purificado", "justificado", "restaurado", significa uma compreensão correta e vindicação de Deus e seu povo por meio de um julgamento justo. O ministério de Cristo, nosso Sumo Sacerdote no santuário celeste é a mensagem que Deus confronta o homem com as duas redenção e juízo, a fim de que ele poderia estar redimido e finalmente justificado diante do trono de Deus. O juízo pré-advento é fundamentada na justiça de Deus. Aqui, Deus defenda activamente o direito de interesse apaixonado por seu povo e para o amor da sua justiça. Acórdão como revelação Além disso, os eleitos de Deus estão em oposição ao resto da humanidade. O juízo pré-advento é uma revelação do santuário respeitando o destino dos santos. Este julgamento tem uma fundação firme. A fé dos santos foi severamente julgado pela injustiça de seus inimigos. Parece que a justiça ea retidão foram suprimidos. O juízo pré-advento não é um regime de castigo porque Deus tem dúvidas sobre o Seu povo. É uma verdadeira revelação de sua posição diante de Deus como eles são encontrados para ser em Cristo. Sem julgamento de seu santuário pode colocar em risco os santos. O aterramento da sua vida em Cristo significa que eles não têm nada a temer. Viver e morrer em Cristo é para ler o acórdão com louvor, gratidão, ea certeza da salvação. Assim, o juízo pré-advento revela ao povo de Deus a vinda de dias melhores, com base em sua defesa diante das hostes angelicais e todas as criaturas de Deus ao redor do universo. O trono de julgamento vão surgir, ea verdade sobre seus filhos serão conhecidos. Tão notável e digno de confiança são os conteúdos dos registros celestiais, que falam do juízo divino em seu favor e contra os seus inimigos, que o triunfo final dos santos e sua recepção do reino que Cristo vem já está garantida. Assim fala o profeta Daniel do acórdão após a 1.260 anos, não na terra quando Cristo voltar, mas a celestial assize no santuário, quando Deus se revela pela primeira vez o que ele sempre soube: quem são os salvos e os perdidos que estão . Tal juízo vem em destaque entre o final dos tempos e profético o retorno de Cristo. Deus se dá tempo para trabalhar e concluir os Seus propósitos em ambos redenção e juízo. Aqui temos a última evidência cheia de graça divina, a misericórdia ea urgência para a salvação dos homens. É um momento de crise, um momento em que os homens são chamados a prestar contas. É um momento em que a maldade vai prevalecer sobre a terra de uma forma incomparável. Deus está agora fazendo essa coisa incrível para o seu povo em todo o mundo e em todas as igrejas, esperando pacientemente por seu arrependimento e entrega total. O trabalho terminou na cruz, não pode significar nada menos que haja uma acção continuada no ea partir do santuário celestial, em termos de redenção e juízo. A obra salvífica de Deus antes da volta de Cristo deve, inevitavelmente, aparecem sob a forma de acórdão, uma vez que os acórdãos decisivo para todos os homens continuam a ser efectuadas. A expiação é o cumprimento do propósito de Deus para lidar com o problema do pecado. O ministério de Cristo, nosso Sumo Sacerdote no santuário celeste é a sequela de que a expiação feita no Calvário. A verdadeira compreensão da verdade do santuário e ministério sacerdotal é que é absolutamente impossível para qualquer homem de se salvar. Esta acção divina tanto na cruz e no santuário celestial é uma parte essencial da história da salvação, que Cristo em Sua ascensão começou a funcionar de uma maneira nova na obra da redenção humana e julgamento. Esta obra salvífica de nosso Senhor continua fazendo por nós e em nós que não poderíamos fazer por nós mesmos. Deus deve dirigir-nos de Seu santuário se a vitória final será alcançada. Deus trouxe o mundo para a hora do julgamento antes de seu retorno, um julgamento que fala a todo o mundo e decide o destino de todos os homens. O ministério sacerdotal do Senhor é baseado em tempo. Parece-me que as seqüências históricas indicado nestas profecias de tempo dos livros de Daniel e do Apocalipse são inevitáveis, pelo fato de que o julgamento segue a perseguição dos santos, durante o período de 1260 anos. Aqui, Deus eo Seu povo são parte da vindicação divina que leva ao retorno de Cristo. Não há razão para insistir em que o juízo pré-advento está preocupado apenas com os santos. Temos de incluir todos os poderes e os partidos que a Escritura envolve nele. Devemos ter em mente que o acórdão que afectam os santos é parte de um todo maior. A voz do santuário traz a convicção: "Deus, sê propício a mim, pecador". O choro é profética de um julgamento divino. Cristo, nosso Sumo Sacerdote, os ministros em tudo o que precisa ser feito para salvar-nos ao máximo, para nos julgar, e para reivindicar nós. Desde sua ascensão à direita do Pai, Cristo não nos deixou com um espaço em branco no tempo e na história. As profecias de Daniel e Apocalipse foram dadas com todo o conhecimento de Deus do fracasso de Israel. Deus não se encontra de repente é necessário mudar os seus planos ou reinterpretar as profecias. Não há atrasos com Deus, só com homens. Notas: Textos creditados NVI são da Bíblia Sagrada: Nova Versão Internacional . Copyright © 1978 pelo New York International Bible Society. Usado com permissão da Zondervan Bible Publishers. + Textos creditados RSV são da Versão Revisada Padrão, Thomas Nelson, Inc., editora. + Textos creditados Goodspeed são de Smith e Goodspeed, a Bíblia completa: Um americano de Tradução . Copyright 1939 pela Universidade de Chicago.
    • Textos creditados NEB são de Inglês The New Bíblia . © Os Delegados da Oxford University Press e os Síndicos da Cambridge University Press 1961, 1970. Reproduzido com permissão.
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    <![CDATA[1844 - é bíblico?]]> https://tempoprofetico.com.br/1844-e-biblico/ Sat, 23 May 2020 05:25:13 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1419 Por Martin Weber (Nota: A tradução deste artigo para o português foi feita de forma automática. Para ter acesso ao material original em inglês clique no título do artigo.) Nada de especial aconteceu nos céus em 1844? Alguns adventistas do sétimo dia, até mesmo pastores, não estão convencidos de que Jesus começou a fase final em seu ministério sacerdotal alta. Muitos pretensos defensores da fé para a corrida de recuperação com citações de Ellen White. No que se refere a seu dom profético, contudo, que fazemos bem para ter seu próprio conselho e estar sobre a rocha sólida da sola scriptura . Se 1844 não é um marco profético de fé na Escritura, então vamos puxar o plugue extrabiblical de suporte artificial de vida e, em seguida, colocá-lo respeitosamente, para descansar. Se, no entanto, nossa teologia sobre 1844 é apoiada nas Escrituras, então vamos apoiá-la a nós mesmos e proclamá-lo com entusiasmo. Um fato reconhecido por todos é que o ano de 1844 como um cumprimento da profecia bíblica está em pé ou cai no dia, hora span-2300 de Daniel 8:14 . Este artigo centra-se em quatro pressupostos que, se legítima, afirmamos a nossa interpretação histórica dos 2300 dias / anos de Daniel 8:14 . Se: (1) um dia apocalíptico equivale a um ano literal, e (2) Daniel 9 explica o mistério de Daniel 8, e (3) os 490 anos de Daniel 9 são cortadas a partir de um período mais longo de 2.300 anos, e (4) a data de início para o 2300 - profecia ano é 457 aC, o ano de 1844 deve ser biblicamente fé. Esse fato estabelecido justificaria a alegação dos adventistas do sétimo dia a ser um movimento profético do destino. Muito está em jogo ao examinarmos estes quatro pressupostos, um por um.
    1. Um dia apocalíptico equivale a um ano literal.
    Os adventistas não inventou este princípio de interpretação profética; 450 anos atrás era a posição histórica dos reformadores protestantes. Mesmo alguns estudiosos católicos e judeus em 2300 interpretou Daniel dias, 2.300 anos literais. 1 Conforme documentado uma geração atrás pelo falecido erudito adventista LeRoy E. Froom e fundamentados, mais recentemente, os sete volumes de Daniel e Apocalipse série Comité do Instituto de Pesquisa Bíblica, há precedentes históricos e apoio bíblico para o dia / princípio de ano. O facto de a maioria dos comentadores dos últimos 150 anos ter abandonado a sua própria herança do historicismo não é motivo para nós a segui-las para o precipício em futurismo ou a mergulhar no lago estagnado do preterismo. 2 Assim, o dia / princípio ano não foi a invenção do Millerites overeager no século XIX, nem era meramente um ace exegética as mangas dos reformadores papa que odeia no século XVI. Sólido conhecimento bíblico apóia na convicção de que um dia na profecia apocalíptica tempo é igual a um ano literal. E não precisamos replicar o heroísmo provas textuais de nossos pioneiros adventistas! Muito mais convincente evidência contextual. Por exemplo, o contexto de ambos os capítulos 7 e 8 de Daniel nega a noção que ocupa o seu tempo pode ser literal. Capítulo 7 é chifre pequeno sai do quarto império mundial no século VI dC e sobrevive até ao tempo da sentença e do Advento, versículo 25 mostra que o período de "um tempo, dois tempos ea metade de um tempo" (RSV ) deve estender-se sobre a maioria das pessoas há muitos séculos. Isso seria impossível se apenas três anos e meio foram destinados. Mover-se em Daniel 8, vemos no versículo 17 que os 2300 dias do versículo 14 se estendem desde a restauração do santuário, o que iria acontecer no século V aC, até que "o tempo do fim" de uma extensão de cerca de 2300 anos. Seu cumprimento é especificamente alinhada com os últimos dias, o momento imediatamente anterior à proclamação final do evangelho pelos "sábios" (ver Daniel. 00:03 , 4 ). Os críticos ignoram o facto de Daniel 8:17 , quando está ligado com Daniel 12:3-13 , conclusivamente mostra que a profecia dos 2300 dias abrange muitos séculos. William H. Shea da Conferência Geral, Instituto de Pesquisa Bíblica fez ampla análise da profecia do tempo em que se refere ao dia / princípio de ano. 3 particularmente fascinante são os seus safaris escolar no Antigo Testamento, escritos poéticos 4 e os intérpretes pós-Qumran. 5 Shea reforça o seu caso para o dia / princípio de ano, sugerindo: "Neste momento de nossa história da igreja, quando a nossa atenção foi chamada para algumas das doutrinas dos reformadores, como a justificação pela fé e justiça, faríamos bem em prestar atenção seus princípios de interpretação profética também. " 6
    1. Daniel 9 explica o mistério de Daniel 8.
    O capítulo 8 de Daniel termina com o idoso profeta em profunda aflição. Horrorizado com as atrocidades que o pequeno chifre atropelamento seria infligir o povo de Deus, seu santuário, e Sua verdade, o profeta desmaia idosos. Até o momento ele se recupera, o anjo foi embora, deixando Daniel "estupefacto com a visão, e não havia ninguém para explicar" ( Dan. 08:27 ) .* Note-se que o único elemento da 8 Daniel visão ainda inexplicada foi o seu timing . Uma década ou assim que passa com o tempo de tribulação que ainda é um mistério. Então chegamos a Daniel 9, que abre com uma referência à previsão de Jeremias que é desolação de Jerusalém deveria durar 70 anos (cf. v. 2). Apenas um par de anos antes que a restauração ficou agendada, mas nada parecia estar acontecendo. Foi a libertação retardada? Talvez sim, porque junto com a promessa da restauração de Jerusalém, Jeremias tinha advertido que as promessas de Deus foram depender da cooperação do seu povo (cf. Jer. 18:09 , 10 ). Como Daniel testemunhou a impiedade continuou e "ignomínia" ( Dan. 09:07 ) de seu povo, ele temia que Deus realmente pode decidir adiar sua libertação. Nesse contexto, o profeta rezou com fervor idosos "saco de pano, o jejum, e na cinza" (vers. 3). Em uma das coração tocar súplicas mais de toda a Escritura, Daniel implorou a misericórdia de Deus para os pecadores. Ele derramou o seu coração na preocupação com o "santuário desolado" (versículo 17). Em seguida, ele acrescentou: " Não demora , porque cidade eo teu Teu povo são chamados pelo teu nome "(vers. 19). Apesar da situação desesperadora, súplicas de Daniel foram misturadas com confiança e até mesmo esperança. Ele sabia que Deus ama o seu povo e está sempre ansioso para perdoar. Além disso, o Senhor tinha ordenado Gabriel para "dar a este homem uma compreensão da visão" ( Dan. 08:16 ). Este mandato de Gabriel ainda estava insatisfeito , deixando os 2300 dias o santuário desolado e envolta em mistério. De repente, veio a resposta. Gabriel apareceu novamente e disse: "Daniel, agora vim para trás para lhe dar uma visão com o entendimento entendimento da visão.... Então, atenção à mensagem e dar lucro" ( Dan 9:22. , 23 ). Como profeta, a oração para a compreensão envolveu o momento da prometida recuperação, Gabriel começa com uma explicação do tempo: "Setenta semanas foram decretadas para o seu povo e sua santa cidade, para cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão ea profecia e para ungir o lugar mais santo "(verso 9:24). Que visão era Gabriel se referindo? A única resposta possível é a visão deixou por resolver no capítulo anterior. Assim, a explicação de Daniel 9 resolve o mistério de Daniel 8. Como observado por Gerhard F. Hasel, 7 existe uma conexão ser atraente entre os dois capítulos.
    1. Os 490 anos de Daniel 9 são "cortados do maior intervalo de tempo de 2300 anos.
    Este ponto é crucial e facilmente demonstrável. Enquanto a maioria das traduções de Daniel 9:24 usam palavras como "determinado" (NVI, NTLH) ou "decretou" (NASB, NIV, RSV), a tradução poderia tão facilmente e de forma bastante precisa ser "cortado". William Shea afirma que "a análise dos escritos hebraicos, tais como o Mishnah revela que, embora chathak pode significar "determinar", o significado mais comum tem "a ver com a idéia de cortar. '" 8 antiga literatura rabínica empregou a palavra como "amputado. " 9 "O conhecido dicionário hebraico-Inglês por estados Gesenius que propriamente significa" cortar "ou" dividir ". " 10 Mais do que alguns comentadores clássicos cristãos concordam com a interpretação adventista histórico aqui. Considere Newell's comentário Phillip, por exemplo: "aqui... Tem a palavra hebraica literal de conotação" corte "no sentido de separar a partir de uma porção maior. Utilizado" 11 Comentário do Púlpito está de acordo que "determinada", como já indicado, significa "cortar". 12 O léxico na Concordância de Strong suporta a mesma conclusão. Os adventistas do sétimo dia são justificadas, então, ao ver os 490 anos de Daniel 9 como cortado do período de tempo maior dos 2300 anos de Daniel 8. A esquerda única pergunta é quando começar a contagem regressiva profético. Daniel 9:25 disse que deve iniciar com o comando para restaurar e reconstruir Jerusalém. Em que ano isso aconteceu?
    1. A profecia dos 2300 anos começaram em 457 aC
    Arqueologia documentos agora o calendário Adventista para o decreto histórico para reconstruir Jerusalém. Assim, um recente livro de Zondervan amplamente divulgado e aclamado entre os evangélicos, Enciclopédia da Bíblia Dificuldades, conjuntos de 457 aC como Daniel 9 é a data de início profético (embora o autor não tenta conexão com Daniel 8). 13 Na verdade, antes do jesuíta j heresias gêmeas do futurismo e preterismo prejudicada historicismo bíblico, muitos respeitados estudiosos de diferentes origens durante o milênio passado, colocou a data de início para o dia 2300 / profecia anos no século V aC . 14 Entre os católicos, "cerca de 1292 Arnold de Villanova, disse que os 2300 dias representam 2300 anos, contando o período compreendido entre o tempo de Daniel até o Segundo Advento .... Mais conhecido para a igreja a maioria dos historiadores é o ilustre Krebs Nicholas de Cusa, cardeal católico romano, erudito, filósofo e teólogo, que em 1452 declarou que a 2300 anos-dia começou na época da Pérsia. " 15 "No século depois da Reforma Protestante, muitos pregadores protestantes do Inglês teólogo George Downham (falecido em 1634) para a British advogado Edward King em 1798, declarou que o número de 2300 envolveu o mesmo número de anos. Tillinghast João (falecido em 1655) terminou-os no Segundo Advento e do reinado de mil anos dos santos. Tillinghast foi o primeiro a afirmar a 70 semanas de anos a ser menor época, dentro do maior período de 2300 anos . " 16 John Fletcher, um associado de John Wesley, em 1755, interpretou a purificação do santuário como uma restauração da verdade do erro papal, no final de um período de-ano 2300, que começou com a Pérsia. 17 E Johann Petri, um pastor reformado alemão ", em 1768 introduziu o passo final... que conduz à inevitável conclusão de que o clímax e 490 anos (70 semanas de anos) são a primeira parte dos 2300 anos. Iniciou-los de forma síncrona, 453 anos se frente ao nascimento de Cristo, que encerra o 490 anos em 37 dC, e os 2300 anos em 1847.... Logo os homens em ambos os lados do Atlântico, na África, mesmo na Índia e outros países, começou a expor as suas convicções na veia similar. " 18 Aqueles que procuram desmantelar a plataforma profética da Igreja Adventista do Sétimo Dia deve fazer uma pausa e considerar que, se merecem censura por nossas interpretações, por isso deve a ilustre companhia de estudiosos da Bíblia que nos deu a nossa herança profética. Estamos simplesmente carregando tocha. Esclarecer os decretos confuso Neste ponto, alguns gostariam de protesto que o próprio texto do comando de Artaxerxes I de 457 BC não faz nenhuma menção explícita de qualquer ordem para reconstruir a cidade de Jerusalém, em cumprimento de Daniel 9 é ponto de partida. Esta ameaça à interpretação adventista desaparece quando se considera que o decreto para reconstruir e restaurar Jerusalém era na verdade uma unidade combinada de três decretos ligados como uma que culminou no ano 457. O primeiro desses decretos de Ciro, o Grande, em 538 (ou talvez 537) permitiu que os exilados judeus para se restabelecer em sua terra natal e deu-lhes poder de construir para Deus ", uma casa em Jerusalém" ( Esdras 1:2-4 ). O segundo decreto veio em torno de 519 de Dario I, con firmando original decreto "Ciro ( Esdras 6:1-12 ). Assim, sob Ciro, a reconstrução começou, e foi concluída sob Dario ( Esdras 6:15 ). No entanto, foi quem restaurou Artaxerxes, ou "adornado" ( Esdras 7:27 ), o templo concluído. Este terceiro decreto ( Esdras 7:11-26 ) colocar o toque final nos dois primeiros, por isso encomendou Esdras a nomear juízes com autoridade política e religiosa completa. Não até que esta ordem final foi restaurada Jerusalém como a capital nacional. Isso explica porque os três decretos são listados como uma unidade na Escritura: "Eles terminaram de construir de acordo com a ordem do Deus de Israel e do decreto [singular] de Ciro, Dario e Artaxerxes, rei da Pérsia" ( Esdras 6:14 ). Para ilustrar isso, imagine que Ciro começou a construir um carro e Dario terminar a sua construção, mas não até Artaxerxes emitiu o certificado de matrícula pode o rolo de carro pela estrada profético. E assim temos a data de reconstrução de Jerusalém ea restauração da ordem do rei terceiros. Lembremo-nos que a desolação de Jerusalém envolvia muito mais do que a destruição de edifícios, e assim a profecia de Daniel 9 incluídas restauro, bem como a reconstrução. O privilégio de Jerusalém para administrar as leis de Deus tinha sido perdido, para a restauração da cidade desejada indicando a rédea do governo civil e religioso. Esta última foi realizada em pelo decreto de Artaxerxes, no ano 457 aC, uma data que temos notado é reconhecido pelos estudiosos evangélicos. Em conclusão: É verdade que (1) um dia apocalíptico equivale a um ano literal (2); Daniel 9 explica o mistério de Daniel 8, (3) os 490 anos de Daniel 9 são "cortados do período mais longo de 2300 anos e (4) a data de partida para a profecia dos 2300 anos é 457 aC Portanto, o ano de 1844 na profecia bíblica deve ser legítima --- e, por extensão, a autenticidade da Adventista do Sétimo Dia Igreja como um movimento profético de destino. 1844, deve ser bíblico Jesus iniciou sua missão de Messias no ano 27 dC no horário certo , para "selar a visão ea profecia" em Daniel 09/08 a respeito da confiabilidade da escala de tempo previsto. No meio da septuagésima semana de anos, Cristo foi "cortado na cruz direita --- na programação . Ele então subiu ao santuário do céu para mediar os benefícios do Calvário de uma vez por sacrificar tudo, e no final do 2300 anos em 1844 --- no horário certo --- Começou a fase final do Seu ministério celestial. Tudo aconteceu exatamente como a Bíblia disse que, em harmonia com a nossa herança historicista. Para nós, adventistas, isto significa que podemos ter plena confiança sobre a direção de Deus em nossa mensagem ea nossa missão. E para o mundo, as pessoas precisam saber o que temos para compartilhar. Neste artigo analisamos tanto testemunho bíblico e histórico em relação ao ano 1844 e também confrontado perguntas sobre este marco da profecia bíblica. A evidência é clara para todos os que têm olhos para ver e um coração para crer. Talvez tudo se resume à honestidade intelectual e qualidades espirituais compromisso de que não vai faltar no final remanescente de Deus. * Salvo disposição em contrário, todos os textos são da New American Standard Bible.
    1. LeRoy Froom E. et al. Veja, os adventistas do sétimo dia Answer Questions on Doctrine (Washington, DC: and Herald. Pub Association Revisão 1957.), pp 309-316. Consulte também os capítulos 4, 12 e 23 dias os adventistas do sétimo Acredite ... uma exposição bíblica, de 27 Doutrinas Fundamentais (Silver Spring, Maryland: Conferência Ministerial da Associação Geral, 1988).
    2. Simplificando, "futurismo" é a crença de que a maior parte das profecias bíblicas ainda está para ser cumprida. No extremo oposto, "preterismo" ensina que a maioria das profecias conheceu seu passado intime cumprimento. "Historicismo" afirma que a profecia teve um cumprimento desdobramentos ao longo da história, deixando espaço para o seu ponto culminante grande no futuro de vinda de Cristo.
    3. Veja William H. Shea, Estudos Selecionados em Interpretação Profética (Washington, DC: Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, 1982), pp 56-93. do livro de Shea é um volume em Daniel e Apocalipse Comité série, compilado pelo Instituto de Pesquisa Bíblica e está disponível em livrarias adventistas. Talvez todos os pastores adventistas faria bem para comprar e ler a mina de ouro de informações exegéticas, especialmente em volumes de 1 a 5.
    4. Ibid., P. 68f.
    5. Ibid., P. 92, 93.
    6. William H. Shea, "O Dia de Ano no Princípio Profecia", Gravador de Union Pacific , 22 de setembro de 1980, p. 2.
    7. Gerhard Hasel assinala que enquanto o "normal a designação de" visão "de Daniel é o Hazon prazo", a palavra usada em 8:16 e 8:26, 27 é mar'eh . Significativamente, é mar'eh que aparece novamente em 9:23: "a visão. entendem" "Diferentes estudiosos têm reconhecido uma ligação entre os capítulos 8 e 9 por causa do uso desse termo." (Gerhard F. Hasel, "The Audition Sobre o Sanctuary", em Frank B. Holbrook, ndr]., Simpósio sobre Daniel [Washington, DC: Instituto de Pesquisa Bíblica, 1986, p. 437.) Veja também Gerhard F. Hasel, "Revelação e Interpretação de Daniel," Ministério , outubro de 1974, pp 20-23.
    8. Shea, "A Relação entre as profecias de Daniel 8 e 9 Daniel", em O Santuário e da Expiação , editor Arnold Wallenkampf, (Washington, DC: Herald Pub. Assn Review. e, em 1981), p. 242. Citado em dia os adventistas do sétimo Acredite ..., p. 330, n. 40.
    9. Jacques Doukhan, "setenta semanas de Daniel 9: Um estudo exegético", do Santuário e da Expiação , p. 263f, n. 11.
    10. Genésio, Hebraico e Caldeu Lexicon ao Testamento Escrituras Velho , trans. Samuel P. Tregelles (Grand Rapids: WB Eerdmans, reimpresso em 1950), p. 314. Citado em -Igreja Adventista do Sétimo Dia Acredite ..., p. 323.
    11. Citado em Ford Desmond, Daniel (Nashville: Assoc. sul. Pub, 1978), p. 225.
    12. O Pulpit Commentary , ed. Spence HDM (New York: Funk & Wagnalls, 1950), vol. XIII, p. 218.
    13. Gleason Archer L., Enciclopédia de Dificuldades da Bíblia (Grand Rapids: Zondervan, 1982). Ver p. 290.
    14. Questions on Doctrine , pp 309-316.
    15. Ibid ., p. 311.
    16. Ibid ., p. 312. A ênfase pelo autor.
    17. LeRoy E. Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers (Washington, DC: and Herald. Pub Association Revisão 1954.), vol. II, p. 688.
    18. Questions on Doctrine , p. 313.
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    <![CDATA[Julgamento ou justificação?]]> https://tempoprofetico.com.br/julgamento-ou-justificacao/ Sat, 23 May 2020 05:27:29 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1422 Por Roy Adams (Nota: A tradução deste artigo para o português foi feita de forma automática. Para ter acesso ao material original em inglês clique no título do artigo.) Historicamente, os adventistas têm entendido o juízo investigativo para representar o final e segunda fase do ministério sacerdotal de Cristo para a humanidade. Este julgamento, que está em processo, implica o exame individual de professo povo de Deus, vivo e morto. Provavelmente nenhuma outra doutrina ensinada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia tem causado mais ridículo e desprezo do que o juízo investigativo. Praticamente todos os teólogos não-adventistas reagem negativamente. Mesmo dentro da Igreja Adventista, os líderes proeminentes de vez em quando expressou dúvidas fortes sobre o conceito. 1 Esta reação negativa parece surgir de uma percepção de que um juízo investigativo voa na cara da justificação pela fé cristã e garantia. Isto foi claramente o caso com defrocked Adventista ministro-evangelista, Albion Ballenger Fox (1861-1921). 2 a experiência Ballenger é interessante para este ano de aniversário. Por um lado, ele começou seu ministério na Igreja Adventista em 1880. E embora seja difícil determinar até que ponto ele foi influenciado pelo debate de justiça de 1888, está fora de questão que foi esta doutrina que acabou por dominar a sua teologia. 3 Mas enquanto o debate 1888 tinha a ver com conflito ou competindo ênfases na lei versus graça, a preocupação Ballenger para a justificação pela fé havia pouco, ou nada, a ver com um adventista mais ênfase na lei. "A base da sua acusação era, sim, o adventismo é a compreensão da doutrina do santuário." Para ele, esse era o coração de legalismo Adventista. 4 Assim, quando assumiu a sua reinterpretação radical da doutrina do santuário Adventista, foi para eliminar todos os elementos do legalismo. Curiosamente, com exceção de uma, ele manteve todos os componentes principais do santuário teologia adventista tradicional. A exceção: o juízo investigativo. Este ensinamento, ele repudiou completamente. 5 como outros críticos dessa doutrina Adventista, ele achou absolutamente contrárias à justiça pela fé cristã e garantia. A avaliação inicial da crítica Os adventistas do sétimo dia são veteranos da oposição e de desdém, e os críticos têm sido repetidamente frustrada pela nossa capacidade de absorver as suas ofensas teológica. Especialmente a igreja empresta um ouvido surdo, quando a crítica é fundamentalmente falho, porque é neste caso. Pois, se a noção de uma investigação acórdão é contrária à justiça e pela garantia de Christian fé, então, ipso facto, a noção de julgamento, por si só, deve ser também. Mas como alguém pode negar a credibilidade que o julgamento é um Novo Testamento de ensino fundamental? Observe como claramente o conceito surge a partir desses textos: "Porque, se continuarmos a pecar deliberadamente depois de receber o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectativa terrível de julgamento, ea fúria de um incêndio que vai consumir os adversários.... Para nós conhecemos aquele que disse: "Minha é a vingança, eu retribuirei. 'E outra vez: O Senhor julgará o seu povo" ( Hb. 10:26-30 ) .* "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, que cada um pode ser recompensado por suas obras no corpo,... Seja bom ou mau" ( 2 Coríntios. 05:10 ). "Por isso é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus, se for gins com nós, qual será a saída vem para aqueles que não obedecem ao evangelho de Deus" e " ( 1 Pedro 4:17 ). Se a nossa necessidade para a garantia ou a nossa ênfase na justificação pela fé, tão válida como estes são, obscurece o ensinamento bíblico do juízo, então temos que lhe permitiu tornar-se uma obsessão. Justificação pela fé cristã e garantia são de fato os ensinamentos fundamentais do Novo Testamento. Mas isso é o julgamento. Nós não ganham nada, quer teologicamente, ou pela experiência, pela tentativa de negar ou neutralizar qualquer um deles. Como teólogos e estudiosos da Bíblia, nós não criamos a teologia, que descobri-lo. Isto implica que nós estamos (ou talvez melhor, ajoelhar-se) antes da palavra, sem preconceitos, e ouvir. Para permitir que qualquer uma ênfase bíblica para assim dominar o nosso pensamento como se tornar um teste da validade de todas as outras pessoas é um curto-circuito no processo de escuta. Esta foi a mentalidade que levou Martinho Lutero, reformador que altaneiro, para repudiar o livro de Tiago. maturidade teológica visa manter em equilíbrio (às vezes em tensão) os vários temas bíblicos fundamentais. Assim, a justiça, por mais importantes pela fé, e no entanto garantia desejáveis ​​cristãos, não podemos negligenciar o julgamento e permanecer fiel às Escrituras. Entendendo nossos críticos À luz da afirmação do Novo Testamento inequívoca da sentença, porque a crítica continuou vigoroso da posição adventista? Nossa observação neste ponto sugere duas possíveis razões, ambas essencialmente psicológico. A primeira tem a ver com a natureza contemporânea do juízo investigativo. advogado veterano Nizerre membros Louis que "na manhã do julgamento, todos os indícios físicos da ansiedade insuportável são evidentes. As mãos são pegajosas, testas... molhada, bochechas... ou pálida, os olhos lavados... avermelhados, vozes... sapo, há bocejos artificial, lábios secos, e... freqüentes visitas ao banheiro. " 6 Os adventistas sempre ensinou que o acórdão está em sessão, um anúncio potencialmente perturbadora para quem já foi intimado a comparecer em um tribunal humano e que ainda se lembra da voz estridente do funcionário chamando todos a se levantar enquanto o juiz entra. A sentença, no final de todos os tempos ou depois do milênio não tem o mesmo impacto psicológico. Distância tende a minimizar o seu terror. Muito menos preocupante é o artifício teológico que coloca esse julgamento na cruz há muito tempo e muito longe. Mas o julgamento em sessão agora! Isso é sinistro! A segunda razão é essencialmente ligada à primeira, e gira em torno da palavra de investigação. Relacionada com a contemporaneidade do evento, este chavão evoca a imagem dos cristãos sob vigilância de um ser celestial,-capa e espada, à volta do relógio, unidade de investigação. 7 Para aumentar a tensão ainda mais longe, alguns pastores adventistas têm sugerido que a qualquer momento este veredito celeste pega o caso de qualquer pessoa viva, ele passa uma decisão final, e ali e depois fecha a provação de que o indivíduo. Caso isto aconteça num momento em que houve a satisfação da menor pecado ou mal na vida, a pessoa está perdida para sempre. 8 É instrutivo observar que foi este ponto de vista do juízo investigativo que Ballenger abraçado antes que ele repudiou a doutrina inteiramente. 9 Nem sempre tem sido fácil dar a partir da Escritura uma demonstração direta da noção de um juízo investigativo. No entanto, o conceito de uma decisão pré-advento bastante permeia apocalipse bíblico. Por exemplo, em Daniel 12:1 , somos informados de um tempo escatológico da crise da qual apenas os "achado escrito no livro" serão resgatados. E no relato apocalíptico de Mateus, aprendemos que, no momento da Parusia, uma chamada reúne trombeta juntamente com os "escolhidos desde os quatro ventos" ( Matt. 24:30 , 31 ). Os contextos dessas duas passagens implicam claramente uma determinação prévia da posição espiritual desses indivíduos. Em Apocalipse 16, os sete últimos flagelos, como mísseis guiados, perseguir só aqueles que têm "a marca da besta" (RSV). Obviamente, houve uma avaliação prévia, a fim de "legalmente" apor a marca para alguns e não para outros. O locus classicus de um juízo pré-advento é Daniel 7. Nesta passagem apocalíptica, o profeta observa na visão chifre nefasto de atividades pouco sobre a terra e, simultaneamente, vê uma cena do julgamento no céu. Ele alterna-se da terra ao céu, estudando essas duas cenas prender, até que o chifre pequeno notório é destruído e as decisões proferidas em favor dos santos (cf. Dan. 07:22 ). Em sua recente dissertação, Arthur Ferch conseguiu demonstrar que essas duas atividades transpirar dentro do tempo histórico e, portanto, o julgamento de Daniel 7 é pré-advento. 10 Não se deve avançar com o argumento inútil que uma vez que Deus sabe todas as coisas, o conceito de um juízo pré-advento é teórico e desnecessária. Tal abordagem, levada à sua conclusão lógica, repudia a noção bíblica de julgamento. Ela surge de uma superficialidade teológica que não podemos conceber mundos e sistemas de inteligências criadas, além da nossa, que, se o versículo uni é para ser seguro, deve estar satisfeito com a integridade da eleição de Deus. E a grande polêmica gira em torno do fato de que nem todas as inteligências como são amigáveis. Alargando o âmbito do julgamento Os primeiros adventistas podem assim ter encontrado o termo juízo investigativo suficiente em parte devido à sua própria concepção limitada da natureza e âmbito de aplicação da actividade em causa. Perceberam apenas o aspecto subjetivo deste julgamento está tendo a ver com nossa posição diante de Deus. E, a sua preocupação com este aspecto do acórdão cegou aos seus outros componentes importantes, como a preocupação com a justificação pela fé cega para alguns, a ênfase bíblica sobre o julgamento. Montado como eles fazem sobre os ombros destes pioneiros, contemporâneos teólogos adventistas têm crescido cada vez mais consciente do alcance universal desta atividade julgamento. Essa consciência tem levado a questão de saber se a palavra de investigação é suficientemente abrangente para descrevê-lo. Especialmente isso se torna evidente a partir de uma conta de Daniel 7. Obviamente, neste capítulo, o chifre pequeno é um dos principais alvos da sentença. Este fato por si só basta para mostrar que esse julgamento tem um quadro muito mais amplo de referência que os nossos pioneiros foram capazes de ver em seu tempo. As dimensões expandir ainda mais se compara com as atividades descritas em Daniel 7 com as do Apocalipse 12-14-n Essa comparação deixa claro: (1) que esta sentença é pós-cruz, chegando, como o faz, após o final dos 42 meses ou 1.260 anos mencionado nas duas contas, e (2) que seu alcance é universal. Apocalipse 12 e 13 de desmascarar o poder por trás da besta (o chifre pequeno de Daniel 7), retratando-o como o dragão, que "a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo" ( Apocalipse 12: 09/07 , RSV, cf. Rev. 13:1-3 ). Através de seus agentes, este gênio do mal profere blasfêmias contra Deus, Seu nome, seu santuário, e os habitantes do céu (cf. Ap 13:6 ). Em outras palavras, o próprio Deus é acusado! E aqui reside o lado do presente acórdão que nossos pioneiros não ver claramente, o objectivo lado. Para ter certeza, essa decisão não é verdadeira santos de Deus separado da multidão que falsamente afirmam o seu nome, e, neste sentido, pode ser chamado de investigação. Tenha em mente que neste veredito grandes livros são abertos. Seja lá o que isso significa, a idéia de avaliação, de controlo, de investigação , por favor, não pode ser ignorado. ", Diz... Nem todo mundo que: 'Senhor, Senhor' entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus" ( Mateus 7:21. ). A avaliação é uma parte essencial do presente acórdão, e é esse aspecto que impressionou nossos pioneiros. Enervante? Sim. Mas isso é o que o aflige a alma do Yom Kippur foi tudo (ver Lv. 23:26-32 ). Mas o âmbito do presente acórdão é muito mais amplo. Vindicação é a sua reivindicação preocupação fundamental do santuário de Deus, vindicação do nome de Deus, reivindicação do povo de Deus. Não podemos visualizar todas as ramificações do presente acórdão, é claro. Mas, certamente, seu foco é o santuário celeste, a sede da lei de Deus e do governo, o centro nervoso da salvação humana. Após a sua reivindicação não reage a segurança do universo. Assim, o significado teológico do que a declaração enigmática em Daniel 8:14 : "Até duas mil e 300 dias, então o santuário será purificado" (KJV). Esta mensagem julgamento dia está muito longe do pé-stomping, pabulum amen-'rousing de muito do que passa para a teologia do evangelho de hoje. Mas é uma mensagem que leva a maior conta da realidade como a conhecemos através da experiência e da revelação. Antes do Segundo Advento, o acórdão agora em sessão resolve a questão do amor a Deus e à justiça. Isto confirma a validade e legalidade do plano de salvação, e carrega em seu veredicto a vindicação final do povo de Deus. É neste contexto que entendemos o grito de júbilo do mensageiro celeste, "Alegra-te sobre ela, ó céus, e vós, santos e apóstolos e profetas, porque Deus tem para você sentença pronunciada contra ela" ( Apocalipse 18:20 ). Que garantia! Que segurança!
    1. Desmond Ford fez uma lista catálogo inteiro dos trabalhadores adventista alega ter tido sérias dúvidas sobre a doutrina. Veja Desmond Ford, " Daniel 8:14 , o Dia da Expiação, e Juízo Investigativo "(manuscrito inédito, 1980), p. 47-147. Ford próprio afirma categoricamente que a doutrina não está na Bíblia ( Ibid ., p. 14).
    2. Roy Adams, A Doutrina do Santuário: Três Abordagens na Igreja Adventista do Sétimo (Berrien Springs, Mich: Andrews University Press, 1981), pp 104-107, 135-140. Cf. Ford, p. 42.
    3. Adams, pp 104-107.
    4. Ibid ., p. 107.
    5. Ibid ., p. 136.
    6. Louis Nizer, Minha Vida na Corte (New York: Publicações Pirâmide, Inc., 1944), p. 39.
    7. É dispensável o termo? Esta é uma questão sensível. Isso soa muito como adulteração com os fundamentos. Mas a investigação do termo não é absolutamente indispensável para fazer o caso para a doutrina há vários anos os pioneiros foram capazes de fazê-lo sem ela.
    O termo juízo investigativo foi aparentemente utilizado pela primeira Everts Elon em uma carta para a revisão do editor, de 17 dezembro de 1856, árido, publicado na edição de 01 de janeiro de 1857 (Paul Gordon, O Santuário de 1844, e os pioneiros [Washington, DC: Review and Herald Pub 87.) Assoc., 1983], p.. Quatro semanas mais tarde, James White usou a terminologia em um artigo, e logo entrou em uso geral entre os primeiros adventistas, incluindo, naturalmente, Ellen G. White. Foi essencialmente um termo de conveniência, e nem todos estavam satisfeitos com ele. Uriah Smith implícito que ele mudaria para uma linguagem mais adequada se tal poderia ser encontrado (Adams, p. 81). A expressão pré-advento faria um bom substituto (ibid., pp 260-262). Quatro razões são: Aceitação dentro da igreja. Pré-Advento bug já foi testada a expressão tem sido usada em círculos adventistas, pelo menos, 27 anos (ver Lemos, com discussões doutrinárias [Washington, DC: Review and Herald, sd], Caps III, IV.) E está encontrando crescente aceitação dentro contemporâneos adventismo contemporânea. Apologética. Pré-Advento evita a desnecessária vermelho-sinalização de que os nossos críticos de investigação parece envolver. No entanto, faz um ponto essencial: este julgamento especial antecede a parusia. Facilidade de demonstração. Nem sempre tem sido fácil. proporcionar uma demonstração da Escritura ala straightfor da noção específica de um juízo investigativo. No entanto, como o meu artigo aponta, o conceito de uma decisão pré-advento bastante permeia apocalipse bíblico. Adequação da linguagem. No meu artigo sugere, de investigação podem ser muito estreita um termo para este julgamento. Pré-Advento permite um alcance mais amplo que pode incluir conceitos edificados sobre o fundamento do acórdão do pioneiros de investigação definidas.
    1. Esta interpretação assustadora, o que ouvimos do púlpito como recentemente, reunião campal do verão passado, felizmente, não pode ser fundamentado na fé do adventismo.
    2. Adams, p. 135, 136.
    3. Para um resumo desta constatação, veja Arthur J. Ferch, na Adventist Review, 30 de outubro de 1980, pp 4-7.
    4. Que estas duas seções apocalípticas de a Escritura são paralelos e complementares está fora de questão. Por exemplo:
    5. Em Daniel 7:25 , de santos de Deus são perseguidos "por um tempo, dois tempos ea metade de um tempo" (RSV). Correspondentemente, Apocalipse 12:14 retrata a mulher, por causa da perseguição, indo underground "por um tempo, e tempos, e metade de um tempo" (RSV).
    6. Em Daniel 7:25 , o hom pouco fala "palavras contra o Altíssimo" e continua por três vezes e meia (ou 42 meses). Em Apocalipse 13:5 , a besta fala "palavras arrogantes e blasfêmias" contra Deus e continua "para 42 meses" (RSV).
    7. Em Daniel 7:25 , o chifre pequeno tentativas de mudar os tempos ea lei. Em " Apocalipse 12:17 , o dragão se enfurece contra aqueles que guardam a lei de Deus.
    8. Em Daniel 7:22 , 25-27 , a perseguição de pessoas de Deus é seguido pelo julgamento contra seu perseguidor, e uma decisão a seu favor. Em Apocalipse 14:06 e ss , o julgamento é anunciado contra os perseguidores, e de um acórdão (versículos 12, 13) é processado em favor dos santos.
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    <![CDATA[Expectativa e paciência: riscos na espera dos últimos eventos – Parte 1]]> https://tempoprofetico.com.br/expectativa-e-paciencia-riscos-na-espera-dos-ultimos-eventos-parte-1/ Mon, 01 Jun 2020 09:18:46 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1428 A volta de Jesus Cristo está totalmente associada ao fim dos tempos e eventos finais.[/caption] “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.” Romanos 8:19-25 Leia também: Esses textos apresentam um dos diversos contrastes paulinos. Em diversos momentos, nos escritos de Paulo, ele parece se contradizer em seus ensinos. Há momentos em que ele parece estar contra a lei: “Vós estais mortos para a Lei” (Romanos 7:4), e, em seguida, ele diz que a lei é “santa, justa e boa” (Romanos 7:12). Ou quando ele parece estar desmerecendo o judaísmo (Romanos 2:25-29) e em seguida afirma que ser judeu tem muitas vantagens (Romanos 3:1-2). Cada uma dessas aparentes “contradições” tem uma linda e profunda explicação. A aparente contradição do texto de Romanos 8:19-25 é que no verso 19 Paulo fala sobre esperar o retorno de Cristo com “ardente expectativa” e no verso 25 ele fala para esperar com paciência. A pergunta a ser feita é: devemos esperar os eventos finais com ardente expectativa ou com paciência?

    Como esperar a redenção final

    Para compreendermos esse texto precisamos analisar o contexto do capítulo oito. Esse capítulo é um contraponto ou uma resposta ao capítulo sete. No capítulo sete, Paulo usa treze vezes a palavra pecado e treze vezes a palavra morte. Paulo apresenta nesse capítulo a falência do homem que vive na carne. Já no capítulo oito, o apóstolo está chegando no auge da sua carta aos Romanos. E algumas das palavras importantes do capítulo oito são: glória, vida, esperança, filhos, herdeiros e redenção. No capítulo oito, ele quer levantar os olhos dos seus leitores para a bendita esperança da redenção completa em Jesus Cristo. Ele apresentou nos capítulos anteriores o que a Cruz fez por nós, o que a cruz ainda faz em nós e finalmente o que a Cruz fará por nós. Mas enquanto a redenção completa não chega, ele apresenta no capítulo oito dois conselhos sobre como esperar a redenção. O primeiro conselho é o dos versos 19 e 23, onde ele diz que não apenas as criaturas, mas nós, também, devemos esperar com “ardente expectativa” a redenção. Esta é uma expressão muito forte e para você entendê-la deve criar uma imagem em sua mente. Imagine alguém na ponta dos pés, pescoço esticado com o corpo inclinado para frente, com a mão na testa e fechando um pouco os olhos para olhar fixamente para um ponto no horizonte de onde virá aquilo que espera. Isso para Paulo é expectativa ardente. Na tradução Phillips, essa passagem foi traduzida assim: “Toda a criação está na ponta dos pés para ver o maravilhoso espetáculo dos filhos de Deus recebendo o que lhes pertence.” No segundo conselho no verso 25, ele diz que devemos “esperar com paciência”. Como em todas as aparentes contradições dos escritos de Paulo essas passagens não se excluem, mas se complementam. É como se ele estivesse nos dizendo que há uma maneira correta e uma incorreta de esperarmos a redenção e os eventos finais. Você não deve esperar com tanta paciência que acabe perdendo a expectativa e não pode esperar com tanta expectativa que acabe perdendo a paciência. Mas na vida cristã, muitas vezes, é difícil manter um equilíbrio entre expectativa e paciência.

    Expectativa impaciente

    Vamos começar estudando sobre a maneira errada de esperar a redenção. Alguns dão uma ênfase exagerada na expectativa e não possuem paciência de esperar as promessas. Isso gera o que eu chamo de uma expectativa impaciente. Eles querem experimentar agora aquilo que ainda não está disponível. Quando uma pessoa começa a pregar que aqui já podemos ter a vitória completa sobre o pecado. Ou, então, que uma geração sem pecado irá surgir nos últimos dias, ela está deixando que a expectativa da glória saia dos trilhos. E demonstra uma expectativa impaciente. Infelizmente esse ensino leva inevitavelmente ao legalismo amargo ou à hipocrisia. Como eu anseio ouvir Jesus dizendo: “Vosso conflito está terminado”. Quando ouvirmos isso entenderemos que nunca mais teremos lutas contra o pecado, mas só ouviremos isso em frente a porta de pérola do céu! Ellen White afirma, no livro O Grande Conflito, página 646, que “Jesus abre amplamente as portas de pérolas, e as nações que observaram a verdade, entram. Ali contemplam o Paraíso de Deus, o lar de Adão em sua inocência. Então aquela voz, mais harmoniosa do que qualquer música que tenha soado já aos ouvidos mortais, é ouvida a dizer: “vosso conflito está terminado”. Então tenha cuidado com essa expectativa impaciente de querer antecipar a perfeição e a vitória completa! Expectativa impaciente também acontece quando uma pessoa começa a buscar na internet vídeos especulativos e sensacionalistas sobre os eventos finais, a respeito do decreto dominical, perseguição, ou ecumenismo. Tudo isso vai acontecer, mas está no tempo de Deus, e não no meu. Deus está agindo na história para efetuar a nossa salvação, mas se sua “ardente expectativa” se concentrar apenas na especulação de eventos você poderá perder o foco dos eventos finais. O foco dos eventos finais deve ser Cristo e não o Papa, perseguição, decretos, bestas ou ecumenismo. Quando o Reino Unido decidiu se separar da União Europeia alguns começaram a especular sobre datas e eventos, sendo que Daniel, capítulo 2, já falava que nunca mais os reinos se uniriam perfeitamente. Isso não quer dizer que não devemos estudar as profecias ou conhecer o momento histórico em que estamos vivendo, pelo contrário, devemos estar sempre alertas e vigilantes. O que não deve acontecer é especulação e criação de teorias que não tenham um claro respaldo na revelação da Bíblia. Cristo está no controle do tempo e dos eventos. Ele vai voltar como prometeu para estabelecer o reino eterno e, se perdermos o foco em Cristo, poderemos perder o principal evento das profecias bíblicas, o retorno de Cristo. Jesus Cristo irá voltar e os sinais e ventos servem não para especular e marcar datas, mas para nos despertar e nos manter vigilantes. Então a primeira maneira errada de esperar os eventos finais é com uma expectativa impaciente.

    Paciência irresponsável

    A segunda maneira errada de esperar Jesus voltar é o que eu chamo de paciência irresponsável. Alguns dão uma ênfase exagerada a paciência e caem na letargia, apatia e frieza espiritual. Quando as promessas da segunda vinda já não aquecem seu coração e você vai sendo vencido pela incredulidade isso quer dizer que você está com uma paciência irresponsável. Se você estudar os sermões de Cristo irá perceber que esse tema era a base de muitos dos seus ensinos. Um dia ele pregou sobre dois servos um que estava preparado para o retorno do seu senhor e outro que estava completamente despreparado. Esse sermão está registado em Lucas 12: 43-46. Qual era o problema desse servo despreparado? Ele se tornou tão paciente que perdeu a expectativa, ele sabia e cria que o seu senhor retornaria, mas disse “em seu coração” meu Senhor tarda em vir. Será que esse não é o seu problema? Você crê no retorno, você canta sobre ele, você segue a igreja que proclama a segunda vinda, mas você está tão paciente que perdeu a expectativa? E o grande perigo é que isso acontece no coração, você não precisa proclamar que não crê na volta de Jesus, você não perdeu a fé, você ainda lê sobre esse assunto, você canta sobre isso, mas de maneira sutil você tem agido como alguém que perdeu a expectativa. Peça a Deus para ter não cair em nenhum desses dois erros. Não ter uma “expectativa impaciente” nem uma “paciência irresponsável”. No próximo artigo iremos tratar sobre a maneira correta de esperar o retorno de Jesus é o que eu chamo de expectativa paciente e paciência expectante. Que Deus o ajude a ter o equilíbrio bíblico para a compreensão e vivência dos últimos eventos dessa terra.]]>
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    <![CDATA[O paradoxo das pandemias]]> https://tempoprofetico.com.br/o-paradoxo-das-pandemias/ Sat, 06 Jun 2020 09:21:34 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1432

    Ao longo dos séculos, pragas dizimaram populações, mas também aceleraram o crescimento do cristianismo de maneiras surpreendentes. Por que e como isso ocorreu?
    Marcos De Benedicto

    Uma pandemia tem o poder de mudar a rotina imediata das religiões e alterar tradições centenárias: o cristianismo fechou igrejas e celebrou a Páscoa de 2020 em isolamento; o islamismo teve que proibir peregrinações a lugares sagrados e incentivar um Ramadã privado, sem orações coletivas; líderes do judaísmo promoveram em fevereiro uma sessão de oração massiva no Muro das Lamentações pelo fim da doença. Mesmo as igrejas inovadoras, acostumadas ao uso da tecnologia, tiveram que improvisar.

    Sem dúvida, a crise do coronavírus tem sido um teste para as religiões. Por definição, uma pandemia tem o potencial de causar um estrago global e ninguém está imune. Vírus não respeitam fronteiras nem credos. Mas, em longo prazo, qual seria o impacto das pandemias na história dos movimentos religiosos? Especificamente, será que as pragas tiveram influência positiva na trajetória do cristianismo?

    PRIMEIROS SÉCULOS

    No caso do cristianismo, sua experiência com pandemias e pragas está na pré-história e na pós-história do movimento. Para começar, a religião judaico-cristã teve origem durante as pragas do Egito (Êx 5–12), episódio que ­deixou profundas marcas na metanarrativa bíblica. O festival da Páscoa foi instituído para celebrar não só o fim da escravidão, mas também o livramento da pandemia controlada e direcionada, numa guerra de deuses (Êx 12:12) em que o monoteísmo venceu o politeísmo.

    Depois da libertação das pragas, Yahweh Se apresentou como o Médico de Israel e prometeu livrá-lo das doenças que tinha enviado sobre o Egito (Êx 15:26). Foi nessa época também que Ele estabeleceu o princípio do isolamento social para certas doenças (Lv 13).

    Então, no início do cristianismo, Jesus foi apresentado como a nova Páscoa, morrendo e ressuscitando para garantir a vida da humanidade. Como que numa moldura, o último livro da Bíblia apresenta uma nova sequência intensificada de pragas finais (Ap 15, 16), prometendo livramento para os fiéis (veja a matéria “Sete taças” na edição de maio).

    Depois desse aspecto conceitual, veio a experiência prática. No 2º século, o Império Romano foi atingido pela chamada peste antonina (165-180), que tinha taxa de mortalidade de cerca de 25% entre os doentes e matou mais de 5 milhões de pessoas. Durante um novo surto da doença em 189, segundo o historiador Cássio Dio, morriam 2 mil pessoas por dia na capital do império. Quando a peste atacou Roma em 166, o grande médico Galeno se refugiou em sua casa na Ásia Menor, mas voltou em 168, convocado pelos co-imperadores Marco Aurélio e Lúcio Vero.

    Aparentemente, ao abandonar os pacientes, ele estava seguindo a ética médica da época. Em tempos de pestilência, os médicos eram os primeiros a deixar a cidade, caso achassem que não podiam fazer nada para resolver o problema. Embora haja um debate sobre o tipo de pandemia que atingiu aquela população, pode ter sido uma infecção viral violentíssima, causando medo e turbulência no império.

    O fato é que a doença ofereceu uma oportunidade para os cristãos praticarem seu discurso a respeito do amor. Convencido de que os deuses estavam enfurecidos porque os cristãos se recusavam a honrá-los, Marco Aurélio moveu uma perseguição aos seguidores de Cristo. Mesmo assim, eles assistiam os doentes. Enquanto os pagãos fugiam, eles ficavam e ajudavam. Isso criou uma boa imagem do cristianismo. Além disso, a nova religião tinha uma excelente teologia para tempos de pandemia, oferecendo esperança de rever os entes queridos no futuro e conferindo sentido para a vida em meio à crise.

    No 3º século (249-262 d.C.), uma nova e misteriosa pandemia atingiu fortemente o Império Romano, matando até 5 mil pessoas por dia na capital (Roma). A doença ficou conhecida como “peste de Cipriano” porque o líder religioso de Cartago escreveu um sermão ou panfleto sobre a pandemia, fortaleceu a fé dos cristãos e promoveu uma agenda positiva em meio ao caos. Em “Sobre a Mortalidade” (De mortalitate), Cipriano se dirigiu aos que achavam que a praga estivesse sendo democrática demais, sem fazer diferença entre pagãos e cristãos, explicando que, enquanto os cristãos estiverem no mundo, estarão sujeitos à mortalidade. Num estilo sereno, ele ofereceu o conforto da verdade bíblica para fortalecer a atitude da igreja.

    Os historiadores são quase unânimes em afirmar que essa pandemia, que exerceu influência na queda de Roma, ajudou na expansão do cristianismo. Os cristãos estavam presentes na hora da ausência e foram a ajuda visível diante do inimigo invisível. De acordo com Dionísio de Alexandria, ao menor sinal da doença, os pagãos abandonavam os enfermos e fugiam de seus queridos, jogando-os nas ruas. Já os cristãos, seguindo o exemplo de Cristo, mostravam grande amor e cuidado pelos doentes. “Muitos, ao cuidar dos outros e curá-los, transferiam a morte para si mesmos e morriam em seu lugar” (Letters and Treatises [Macmillan, 1918], p. 72). Além de prover água, alimentos e medicamentos para os doentes, os cristãos os limpavam e até providenciavam um sepultamento digno. Para os que haviam perdido os parentes na pandemia, eles ofereciam uma nova família.

    “No calor da perseguição e da praga, Cipriano apelou para que seu rebanho mostrasse amor ao inimigo”, sublinhou o historiador Kyle Harper (The Fate of Rome: Climate, Disease, and the End of an Empire [Princeton University Press, 2017], p. 156). Segundo ele, “depois que o fogo da crise se apagou, suas cinzas deixaram um campo fértil para a expansão do cristianismo.” Esse é um exemplo positivo para os cristãos de hoje, que não devem ignorar o sofrimento alheio, mas mostrar solidariedade.

    Para o sociólogo Rodney Stark, autor de The Triumph of Christianity (HarperOne, 2011), o serviço ao próximo foi um dos fatores decisivos para a expansão do cristianismo nesse período. “É bem plausível que o cuidado provido pelos cristãos tenha reduzido a mortalidade em dois terços” (p. 117). Além do impacto do testemunho, o cuidado que os cristãos já mostravam no dia a dia uns pelos outros ajudou no índice de sobrevivência deles, colaborando também para o crescimento do cristianismo (p. 118).

    Na antiguidade, o cuidado da saúde estava principalmente nas mãos de sacerdotes e pessoas não especializadas. Se os ricos conseguiam acesso aos melhores médicos, os marginalizados tinham que se contentar com a “medicina” popular e a ajuda dos deuses. A partir do 2º século d.C., diz George Rosen no livro A History of Public Health (Johns Hopkins University Press [2015], p. 15, 16), os romanos estabeleceram o serviço médico público, inclusive com médicos municipais e ligados às instituições. Os romanos não deram grande contribuição para a teoria nem para a prática da medicina, mas foram eficientes na organização do serviço médico.

    A combinação entre cuidado solidário dos doentes, ensino de um estilo de vida saudável, a crença em uma metanarrativa inteligente e a pregação apocalíptica tem se mostrado o caminho de crescimento da igreja em tempos de pandemia

    Nesse contexto de medicina ainda precária, os cristãos foram muito úteis, e sua religião levava vantagem sobre as demais. Além disso, considerando que as doenças infecciosas geralmente têm origem nos animais, mas sua transmissão depende do fator humano, os cristãos talvez tivessem mais conhecimento prático sobre higiene, alimentação e prevenção. As leis bíblicas sobre alimentos “puros”, princípios de saúde e isolamento social, quando seguidos, representavam um grande diferencial.

    O cristianismo ajudou até mesmo na reconfiguração das ideias dos romanos, que na era pré-cristã adoravam a deusa da febre (Dea Febris) na tentativa de manter a malária sob controle! Isso não quer dizer que a teologia cristã da época fosse livre de erros e superstições. Seja como for, a confiança em Jesus como Doador da vida era enorme e teve impacto no pensamento popular.

    FUGIR OU FICAR?

    Em meados do século 14, a chamada peste negra, aparentemente causada por uma pequena bactéria (Yersinia pestis), devastou a Ásia e a Europa. O nome da doença, cujo pico de contágio ocorreu entre 1347 e 1351, se deve ao escurecimento da pele dos mortos por causa de hemorragia subcutânea. As estimativas de morte variam de 25 a 75% da população desses continentes. Entre 75 e 200 milhões de pessoas perderam a vida. Quase 70% dos estudantes da Universidade de Oxford sucumbiram. A população de Paris foi reduzida em 42%. Veneza teve uma taxa de mortalidade de 60%. Em Florença, a mortalidade chegou a 90%. Em média, as cidades levaram dois séculos para recuperar sua população pré-epidemia.

    As pragas desse período, assim como em outros casos, tiveram um impacto monumental na economia, nos padrões demográficos, na estrutura das cidades, no cenário internacional, no avanço das civilizações e, naturalmente, na vida das pessoas. Por exemplo, durante a peste que assolou a Inglaterra no século 17, tornou-se comum transferir os doentes para hospitais isolados nos subúrbios (as pesthouses, literalmente “casas da peste”), e muitos serviços públicos entraram em colapso. O comércio virtualmente morreu. E o mundo religioso fazia parte do epicentro conceitual da pandemia.

    Entre outras coisas, a peste era atribuída “à ira de Deus, à punição pelos pecados e a uma conjunção de estrelas e planetas”, registra a Encyclopedia of Plague and Pestilence (Facts on File, 2007, p. 32). “Fanáticos religiosos diziam que os pecados humanos haviam suscitado a pestilência terrível. Eles vagavam de um lugar para outro flagelando-se em público. Em certos lugares, a praga era atribuída aos deficientes físicos, nobres e judeus, que eram acusados de envenenar as fontes de água e eram expulsos ou mortos pelo fogo ou tortura. Havia pânico em toda parte, com homens e mulheres sem saber o que fazer para cessar a praga, a não ser fugir dela.”

    Para muitos estudiosos, a peste negra marcou o fim da Idade Média e abriu o caminho para a Idade Moderna. Foi uma convulsão política, social e religiosa descomunal. Isso obviamente teve impacto no cristianismo. Muitos sacerdotes morreram. A igreja teve que baixar os critérios para repor os religiosos. O próprio papa temia perder parte de seu poder. Se o fanatismo floresceu, também surgiram novas maneiras de pensar a religião. Como a peste teve muitos outros surtos, inclusive a grande praga de Londres em 1665, ela atravessou o período da Reforma Protestante.

    No século 16, vários reformadores sentiram o impacto da pandemia. O teólogo Andreas Karlstadt (1486-1541), o pastor anabatista Conrad Grebel (1498-1526) e o pintor Hans Holbein, o Jovem (1497-1543) morreram em consequência da praga. Em 2 de agosto de 1527, a pandemia chegou a Wittenberg. Johann, Eleitor da Saxônia, ordenou que Lutero fosse para Jena, local para onde a universidade havia se mudado temporariamente. Ele se recusou a sair e ficou para cuidar dos doentes, o que ­custou a vida de sua pequena filha Elizabeth. Sua casa se transformou em um pequeno hospital. Consultado sobre a postura cristã adequada diante da pandemia, ele escreveu o panfleto “Se Alguém Deve Fugir de uma Praga Mortal”. Embora Lutero protegesse a santidade da vida e sugerisse evitar o risco desnecessário, se a pessoa não tivesse uma função pública, a essência de sua resposta foi: devemos morrer em nossos postos.

    Um pouco antes, em 1519, quando a pestilência atacou ­Zurique, Ulrico Zuínglio ficou muito doente. Apesar disso, ­procurou cumprir fielmente suas atividades pastorais. Surgiram até rumores de que ele havia morrido, mas sobreviveu e retratou sua experiência numa canção de 1520 sobre o Salmo 69. Ellen White relata o episódio do reformador no livro O Grande Conflito (CPB, nova edição, p. 179, 180) e destaca que essa peste proporcionou um grande impulso à Reforma, pois levou as pessoas a concluir que o perdão que haviam comprado não lhes trazia paz diante da morte. A pioneira adventista escreveu também que, após ter escapado da sepultura, Zuínglio pregou com mais fervor e um poder incomum. O povo, por sua vez, recebeu a mensagem com alegria, pois havia experimentado também o valor do evangelho, ao cuidar dos moribundos.

    O próprio Zuínglio, diz a autora, havia alcançado “uma compreensão mais clara” das verdades do evangelho “e experimentado em si mesmo, de forma mais plena, seu poder renovador”. E conclui: “O interesse pela pregação de Zuínglio era tão grande que a catedral não comportava as multidões que vinham para ouvi-lo.”

    De modo semelhante, a grande praga de Londres em 1665 transformou a mentalidade da época. “Os textos religiosos e médicos estavam entre os mais procurados nos tempos da praga”, avalia Kathleen Miller em The Literary Culture of Plague in Early Modern England (Palgrave Macmillan, 2016, p. 214), referindo-se aos dois subgêneros literários que dialogavam entre si e passaram por grandes transformações.

    NO VELHO E NO NOVO MUNDO

    As pandemias, naturalmente, não ficaram restritas ao Velho Mundo. Numa comparação entre o desenvolvimento do cristianismo no Império Romano e no México colonial, Daniel T. Reff defendeu a tese de que o processo de cristianização foi parecido na Europa e na América Latina. Ambos os contextos foram marcados por epidemias e doenças infecciosas que “solaparam a estrutura e o funcionamento das sociedades pagã e indígena, respectivamente” (Plagues, Priests, and Demons [Cambridge University Press, 2005], p. 1-2).

    “Tanto os pagãos europeus quanto os índios mexicanos foram atraídos por crenças e rituais cristãos porque eles representavam um meio de compreender e lidar com as doenças epidêmicas e as calamidades. As estratégias organizacionais fundamentadas na caridade e na reciprocidade implementadas pelos primeiros cristãos e mais tarde utilizadas por missionários no México também foram especialmente atraentes num contexto de profunda turbulência sociocultural.”

    Ao longo do tempo, no contexto de doenças, muitos milagres foram associados ao cristianismo. Raymond Van Dam sugeriu que a cura miraculosa e as noções medievais de doença e restauração ofereceram um “idioma” para que as pessoas pudessem conceituar Deus e descrever sua própria identidade (Saints and Their Miracles in Late Antique Gaul [Princeton University Press, 1993], p. 84, 91). O cuidado, o sistema de crenças e os rituais do cristianismo eram mais eficazes para lidar com os efeitos devastadores das pandemias.

    Avançando no tempo, a década de 1840 foi de grandes redefinições nas áreas científica, filosófica e religiosa. Os conceitos de saúde e doença também estavam sendo revistos. Por exemplo, foi em 1849 que um médico inglês chamado John Snow publicou um panfleto sobre o modo de transmissão do cólera em que defendeu que esse “veneno” era transmitido pela água e reproduzido no corpo. Na época, a teoria dominante dizia que a doença era transmitida pela inalação de ar sujo. Ele se tornou o pai da moderna epidemiologia. Nesse período de medicina amadora, saúde precária e busca de bem-estar, o adventismo surgiu pregando uma revolução nos cuidados da saúde.

    No entanto, a igreja não ficou apenas no nível teórico. No início do século 20, a pandemia de influenza de 1918-1919, a chamada “gripe espanhola”, que por sinal surgiu nos Estados Unidos, infectou cerca de 500 milhões de pessoas e matou de 50 a 75 milhões. Dentro de um ano a partir de sua identificação, o vírus ganhou uma dimensão global. Ao contrário da pandemia atual, ela vitimou muita gente jovem, às vezes causando a morte dentro de 24 horas depois da manifestação dos primeiros sintomas. Os novos meios de transporte ajudaram a espalhar a doença, assim como ocorre hoje, de modo mais acelerado, no mundo globalizado.

    A Igreja Adventista também foi afetada pela crise e o isolamento, mas procurou responder com ajuda ao próximo, inclusive por meio de sua rede hospitalar. Em 11 de outubro de 1919, os líderes da sede mundial tomaram uma resolução intitulada “Organizando as Igrejas para o Trabalho de Emergência”. O documentou recomendava que as igrejas fossem mobilizadas e preparadas para atender os próprios adventistas e o restante da população. E que todo esse trabalho estivesse sob a orientação dos médicos e enfermeiros adventistas (General Conference Committee Minutes, 11 de outubro de 1919, p. 412). Igreja existe também para ajudar na hora da morte.

    VITÓRIA SOBRE A PANDEMIA

    As pandemias do passado “são lembretes de que esses surtos periódicos de doenças terríveis são como se a natureza estivesse segurando uma espada sobre a cabeça da humanidade, sugerindo uma metáfora de batalha ou guerra”, comparou Michael C. LeMay (Global Pandemic Threats [ABC-CLIO, 2016], p. 6). Independentemente da metáfora, esses lembretes costumam ficar gravados na memória coletiva por muito tempo; e também na memória de Deus, como mostra o evento do êxodo.

    Alguém pode imaginar o Todo-poderoso em Seu palácio celestial, imune ao sofrimento do mundo, talvez até com um sorriso sádico dizendo: “Eu não avisei?” Mas esse não é o quadro pintado na Bíblia. O Deus bíblico sofre com o mundo sofredor. Em Gênesis, Ele sofreu quando a violência dominou a Terra. No fim de Seu ministério, Jesus chorou quando pensou no destino de Jerusalém. Em Romanos 8, o Espírito geme pelas dores da natureza. No Apocalipse, Deus envia aviso após aviso para tentar livrar a humanidade das pragas finais.

    Infelizmente, devido à condição danificada do mundo, grandes pandemias têm ocorrido (veja o infográfico) e continuarão ocorrendo. O lado positivo, se é que existe, é a busca maior por Deus nesses momentos. O judaísmo nasceu num contexto de pragas. O cristianismo se expandiu num mundo de pandemias. A Reforma cresceu num ambiente de epidemias. O adventismo se fortaleceu numa época de pandemias. O reino de Deus será estabelecido após a vitória final sobre as pragas.

    Ao longo da história, portanto, a combinação entre cuidado solidário dos doentes, ensino de um estilo de vida saudável, a crença numa metanarrativa inteligente e a pregação apocalíptica tem se mostrado o caminho do crescimento da igreja em tempos de pandemia. Afinal, não só de máscaras vivem os homens, mas de todo o conhecimento que procede de Deus.

    SAIBA +

    MARCOS DE BENEDICTO, pastor e doutor em Ministério, é o editor da Revista Adventista

    (Artigo publicado originalmente na edição de junho de 2020)]]>
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    <![CDATA[Tempo de oportunidades]]> https://tempoprofetico.com.br/tempo-de-oportunidades/ Sat, 06 Jun 2020 09:24:18 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1436

    As mudanças provocadas e aceleradas pela pandemia abrem caminhos para a missão adventista

    A pandemia do novo coronavírus tem desafiado significativamente a religião e suas práticas, como o culto, a vivência comunitária, o ensino, a pregação e também a missão. Apesar de ninguém saber exatamente como a sociedade se reorganizará depois dessa primeira onda, líderes que atuam em vários segmentos da sociedade já começam a planejar os próximos passos. E a Igreja Adventista deve estar atenta à condução de Deus e preparada para aproveitar esses movimentos.

    De dimensões sem precedentes, nos tempos modernos, essa pandemia levou a uma reconfiguração do cotidiano, marcada pelo distanciamento social e a quarentena de boa parte da população. Por causa desse esforço inicial de conter o avanço do vírus e evitar um colapso do sistema de saúde, todas as dimensões da vida foram afetadas, como o trabalho, a educação, o lazer e a religião. Com os templos fechados, as igrejas tiveram que se “reinventar”.

    A realização de cultos via internet talvez tenha sido a mudança mais emblemática dessa “reinvenção”. Segundo uma pesquisa divulgada no fim de abril pelo Pew Research Institute, 91% das igrejas norte-americanas fecharam as portas para o público. Porém, 80% dos cristãos assíduos entrevistados disseram que suas congregações estavam transmitindo o culto pela internet ou TV, e 57% desses adultos estavam acompanhando essa programação.

    Contudo, a quarentena não teve impacto somente nos cultos, mas também na coleta de dízimos e ofertas, reuniões de oração, nos estudos bíblicos, concertos musicais e nas mobilizações missionárias. Até velórios e batismos tiveram que ser adaptados. No geral, as igrejas tiveram que se apresentar na internet, abraçar as mídias sociais, arriscar mudanças inovadoras e encarar o resgate de sua essência.

    SINAIS DA MUDANÇA

    Uma das explicações para a religião é o fato de ela ser um fenômeno social relacionado ao seu contexto, tanto como causa quanto consequência. Portanto, diante da realidade atual e das projeções para o “novo normal”, quais elementos de um futuro próximo deveriam chamar a atenção da igreja para novas possibilidades de testemunho?

    1. Afeto e intimidade

    Neste período de pandemia, deixaram de existir para muitas pessoas a distância e a falta de tempo que roubavam a oportunidade ou serviam de desculpa para que familiares e amigos não convivessem. Ao permanecerem confinadas juntas, as famílias tiveram que encarar suas dificuldades e questões não resolvidas, optando ou não por alimentar o afeto e desenvolver maior intimidade.

    De acordo com os portais de notícias G1 e BBC Brasil, a metrópole chinesa Xi’am registrou um aumento drástico de divórcios devido ao confinamento. E no Brasil, bem como em outras partes do mundo, o longo período de quarentena tornou ainda mais vulneráveis as mulheres vítimas de violência doméstica. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a Polícia Militar paulista, por exemplo, registrou o crescimento de 45% no número de atendimentos em março de 2020 em relação a março de 2019.

    2. Solidariedade e vulnerabilidade

    No contexto da pandemia, muitas iniciativas de solidariedade têm demonstrado o melhor do ser humano. Desprendimento, sacrifício e amor ao próximo marcaram muitas ações voltadas, por exemplo, aos idosos, às pessoas em situação de rua e com dificuldades emocionais.

    Essas manifestações de empatia em situações de crise são estudadas por pesquisadores há um bom tempo. No século passado, por exemplo, quem se debruçou sobre esse tema foi o antropólogo britânico Victor Turner, no livro The Ritual Process: Structure and Anti-Structure. Ele apontou que, em contextos de liminaridade, como desastres naturais e guerras, as pessoas podem desenvolver o que ele chamou de communitas, uma reestruturação das relações sociais com base na empatia. No entanto, o problema é que a maioria das pessoas volta a viver com relativa indiferença quando a situação é normalizada.

    A pandemia tem testado nossa empatia e parece que o mundo pós-Covid-19 fará o mesmo também. A desigualdade social, por exemplo, tende a se aprofundar. A previsão da ONU para 2020 é de que 265 milhões de pessoas passem fome, o dobro daquelas que estavam em situação de miséria em 2019. O desemprego é outro fantasma que deve assombrar mais gente daqui para a frente. No Brasil, o número de desempregados já ultrapassa os 13 milhões e pode chegar a 40 milhões, segundo algumas previsões. De acordo com o IBGE, o índice de desemprego já havia crescido em 14 das 27 unidades da Federação no primeiro trimestre deste ano. Em alguns estados, como o Amapá, essa taxa está em torno de 20%.

    3. Longevidade

    Logo no início da pandemia, os maiores cuidados se voltaram para as pessoas com mais de 60 anos de idade, faixa etária que faz parte do grupo de risco. E a crise sanitária nos fez pensar em algumas questões relacionadas aos idosos, como o acesso deles ao serviço de saúde e aos recursos tecnológicos, além do fato de como a pobreza os atinge de modo específico.

    Com o aumento da longevidade no Brasil, a estimativa do IBGE é que, até 2060, de cada quatro brasileiros, um será idoso. Isso significa dizer também que, se a taxa de expectativa de vida continuar subindo, os brasileiros que hoje vivem 72 anos poderão chegar aos 77, e as mulheres saltariam de 79 para 84 anos. A previsão é que em menos de 20 anos haverá mais idosos do que crianças no Brasil.

    Esse fenômeno certamente levaria a uma redefinição de quando começa a velhice, algo que já ocorre em outras sociedades mais longevas. Vale lembrar que os idosos do século 21 são pessoas ativas, que consomem, estão no mercado de trabalho e são, muitas vezes, responsáveis pelo sustento da família.

    4. Sociedade virtual

    Estudiosos têm observado que cada geração tem sido marcada por uma crise. Os baby boomers lidaram com a guerra do Vietnã; a geração X, com a epidemia da Aids; a geração Y ou millennials, com o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 e a crise econômica de 2008. Agora, a pandemia do novo coronavírus seria um fator definidor para a geração Z, aqueles que nasceram depois de 1995.

    A crise atual deve influenciar esses jovens e futuros adultos a assumir um posicionamento político mais independente, uma postura mais inclusiva e uma atitude ainda mais criativa e empreendedora. Além disso, a geração Z deverá apresentar um engajamento maior no voluntariado.

    No entanto, tudo isso acontecerá numa dinâmica diferente do passado, pois as pessoas da geração Z (12 a 25 anos) e Alpha (até 11 anos) nasceram no mundo digital. Não sabem o que é a sociedade pré-tecnologia digital. Para eles, computadores, tablets e celulares são extensões do próprio corpo e as lentes pelas quais conhecem o mundo e se relacionam com ele. Para essa moçada, as dimensões presencial e virtual são uma realidade integrada.

    5. Ciência e religião

    A discussão sobre os pontos de convergência e divergência entre ciência e religião não é nova. Porém, durante a pandemia, em alguns contextos mais do que em outros, o posicionamento de líderes políticos e a mobilização de movimentos negacionistas confrontaram as instruções médicas e sanitárias. Orientações sanitárias majoritárias, com base em modelos epidemiológicos, indicavam o distanciamento social como medida de prevenção.

    O discurso religioso apareceu nesse contexto, muitas vezes, como argumento dos posicionamentos anticientíficos. Argumentou-se, por exemplo, que as orientações científicas deveriam ser desconsideradas e substituídas pela confiança em Deus, por meio do jejum e da oração. Essa atitude foi fortalecida pelos embates provocados por algumas igrejas evangélicas que se recusaram a aderir às medidas de distanciamento social.

    6. Responsabilidade ambiental

    A relação do ser humano com a natureza também foi um tópico que ficou em evidência na pandemia. Por um lado, tudo leva a crer que foi o contato de seres humanos com a carne de animais silvestres que gerou essa pandemia; por outro lado, a quarentena diminuiu a poluição de várias metrópoles e destinos turísticos, mostrando belezas naturais esquecidas ou desconhecidas. Enquanto os humanos se confinaram, a natureza se revelou.

    Dessa maneira, o confinamento tem nos levado a refletir sobre as consequências do consumismo sobre o planeta. Não seria essa uma chance de desenvolver novos hábitos que valorizem e protejam os ecossistemas, redefinindo nossa relação com a criação?

    OPORTUNIDADES PARA A MISSÃO

    Os mais pessimistas imaginam que o ser humano pós-pandemia não será muito diferente de antes. Esse grupo sustenta sua opinião com base nas epidemias anteriores enfrentadas pela humanidade, que não teriam tido um impacto significativo em mudar quem somos.

    1. Sensibilidade espiritual

    Um olhar otimista, no entanto, identifica oportunidades no contexto pós-pandemia. Talvez a maior delas seja a percepção de que as pessoas reavaliarão suas crenças e valores. Durante o confinamento, é provável que muitos passaram a ter mais tempo para retomar projetos e passatempos esquecidos, enfrentar dramas pessoais e refletir sobre decisões e relacionamentos. Em momentos assim, somos desafiados a avaliar a coerência da nossa cosmovisão, ficamos mais inclinados a repensar posicionamentos e a nos abrir para novos conhecimentos e experiências, inclusive religiosos.

    Um olhar otimista sobre o movimento atual indica que há uma grande oportunidade de reflexão, reavivamento e mobilização da igreja

    Um contexto que foge ao controle de todos faz as pessoas se questionarem a respeito do sobrenatural. Uma evidência disso é que a pesquisa no Google sobre o termo “oração” nunca foi tão grande como agora no contexto da Covid-19. O estudo é da professora ­Jeanet Sinding Bentzen, do departamento de Economia da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca. A pesquisa de Bentzen mostrou que as pessoas estão mais sensíveis às questões existenciais e espirituais.

    Aquele levantamento divulgado pelo Pew Research Institute, já mencionado aqui, revela também que 25% dos entrevistados disseram que sua fé havia sido fortalecida nesse contexto de pandemia. Ao que parece, em tempos de crise, quando somos privados de certas facilidades e confortos, há um retorno para o que é essencial. Isso inclui equilibrar a rotina e rever a escala de valores em relação a Deus, a si mesmo e à família.

    Esse cenário se mostra terreno fértil para uma igreja que está atenta e preparada para responder às necessidades do seu bairro e cidade. Para tanto, é importante notar que não é o fato de as pessoas se reunirem semanalmente no mesmo templo, e por muitos anos, que faz desse grupo uma igreja. A consciência do coletivo é construída por meio de relacionamentos significativos, valores em comum e o cultivo de um senso de missão que se traduz em serviço ao próximo.

    2. Disposição para o serviço

    Especialmente dos cristãos, espera-se que a solidariedade seja parte da sua identidade. Por isso, há uma expectativa de que as pessoas que redescobriram a alegria e o sentido da vida no serviço, continuem vivendo assim no período pós-­pandemia. Sabemos do poder transformador desse envolvimento na missão.

    Mas isso ocorre quando as pessoas entendem por missão falar de Jesus e demonstrar Seu amor, ou seja, não fazendo uma dicotomia entre servir e salvar ou entre proclamar a boa notícia e praticar as boas obras. Até porque essas duas dimensões são faces inseparáveis da mesma moeda. Por essa razão, há motivos para acreditar que, depois dessa crise, o apoio para pessoas em situação de vulnerabilidade social deverá ser uma das prioridades da nossa ação missionária.

    Entre os grupos mais fragilizados por esse contexto estão os enlutados da Covid-19 e os idosos. A maior longevidade da população brasileira implicará, entre outras coisas, que as gerações passarão a conviver mais, inclusive na igreja. Pouco a pouco, percebe-se que as denominações e congregações vão dedicando mais atenção aos idosos. Porém, não basta pensar nisso apenas como um ministério específico, mas, sim, como uma visão que integre os mais experientes em todas as atividades da igreja, o que inclui a missão.

    Outra oportunidade que se vislumbra em curto prazo é que as gerações mais antigas passarão a perceber melhor a dimensão virtual da vida. Durante a pandemia, ficou mais evidente que a sociedade atual é dependente, em grande medida, da internet e das mídias sociais para trabalhar, se entreter, aprender e se relacionar.

    3. Uso das tecnologias digitais

    Mesmo os mais céticos ou resistentes ao mundo digital foram surpreendidos com o fato de que essas novas tecnologias têm mais a nos oferecer do que eles imaginavam. Apesar de não substituir a dimensão presencial, há muito de real nos relacionamentos desenvolvidos virtualmente. Afinal, as mídias sociais não são um lugar só para compartilhar informação, mas, acima de tudo, para exercitar a sociabilidade.

    Desmistificando o pessimismo tecnológico de alguns cristãos tradicionalistas, a igreja tem a oportunidade de promover os relacionamentos para além do templo e dos dias de culto, colaborando assim para desconstruir a ilusória divisão entre a igreja e o mundo. Olhar para essa realidade de maneira diferente ajudará as pessoas a desenvolver uma espiritualidade mais sadia e integral, que permeie todos os dias da semana e todas as dimensões da vida.

    Nos Estados Unidos, pesquisas do Instituto Barna já apontavam, antes da pandemia, que mais da metade dos entrevistados da geração Y já se dividia entre a frequência a cultos presenciais e on-line. Além disso, 44% deles usavam a web para postar ­conteúdos religiosos e 41% para conversar com outros a respeito de espiritualidade.

    4. Potencialização do testemunho na esfera pública

    Por fim, no debate a respeito de ciência, política e religião, talvez o mais preocupante não seja a divergência de opiniões, mas o extremismo e o desequilíbrio adotado em alguns discursos. Esse tópico exige mais reflexão dos adventistas, porque de longa data temos procurado harmonizar a Bíblia e a ciência, por compreendermos que Deus tem usado essas duas fontes de conhecimento para abençoar Seus filhos.

    Porém, no Brasil, especialmente os evangélicos pentecostais têm ganhado visibilidade no espaço público e na política, assumindo um discurso que nem sempre contribui para a boa reputação da fé que professam. Na verdade, muitas vezes, ao defender argumentos anticientíficos e antidemocráticos, esses grupos têm reforçado o estereótipo de que evangélicos são homofóbicos, irracionais, exclusivistas, incoerentes e machistas. Esse cenário coloca ainda mais responsabilidade sobre o testemunho cristão.

    O mundo pós-pandemia oferece oportunidades para que novas lideranças espirituais surjam, levando em conta as demandas do nosso tempo e as causas dignas do nosso engajamento. Minha sugestão é que você proponha um diálogo na sua igreja, cuja pauta sejam as oportunidades de missão tratadas neste artigo. Talvez estes tópicos possam servir para vocês como ponto de partida, a fim de identificarem pontes de conexão com a comunidade.

    SUA TAREFA NESTE TEMPO

    Nas crises, Deus tem oferecido oportunidades para que o mundo reflita sobre sua condição, reconheça a soberania divina, decida seguir Seus caminhos e se mobilize para viver Sua vontade. Jesus, por ocasião da Sua ascensão, explicou que o estabelecimento final do Seu reino, no que se refere ao tempo, não poderia ser completamente compreendido pelos discípulos naquele momento. Talvez o mesmo se aplique a nós (Mt 24:36). Porém, tanto para os discípulos do passado como para os do presente, a tarefa mais urgente parece ser a mesma: ser testemunhas Dele “em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da Terra” (At 1:8, NVI).

    A seguinte citação de Ellen White, escrita em 1902, num conselho às editoras adventistas, pode nos servir de lembrete da nossa responsabilidade missionária como igreja: “Os adventistas do sétimo dia foram escolhidos por Deus como um povo peculiar, separado do mundo. Com a grande talhadeira da verdade Ele os cortou da pedreira do mundo, e os ligou a Si. Tornou-os representantes Seus, e os chamou para ser Seus embaixadores na derradeira obra de salvação. O maior tesouro da verdade já confiado a mortais, as mais solenes e terríveis advertências que Deus já enviou aos homens, foram confiadas a este povo, a fim de serem transmitidas ao mundo” (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 140).

    Além de compreender como interpretar profeticamente o tempo atual, é importante refletir sobre esses elementos escatológicos à luz da missão. Sua sensibilidade apocalíptica só estará bem ajustada se, em tempos de crise, você se tornar uma testemunha do amor de Deus.

    Como destacou o falecido missiólogo britânico Lesslie Newbigin, no livro The Household of God (Friendship Press, 1954), uma escatologia saudável leva à obediência missionária. Por sua vez, Ellen White, ao visitar Copenhagen, na Dinamarca, em 1886, e refletir sobre a evangelização das grandes cidades no tempo do fim, escreveu: “Se já houve um tempo em que convinha que cada pessoa que teme a Deus refletisse seriamente, este tempo é agora, quando a piedade pessoal é essencial. Deve ser feita a indagação: ‘O que eu sou, e qual é minha obra e missão neste tempo?’” (Eventos Finais, p. 73).

    Portanto, um olhar otimista sobre o momento atual indica que há uma grande oportunidade de reflexão, reavivamento e mobilização da igreja.

    MARCELO DIAS é doutor em Missiologia pela Universidade Andrews (EUA) e professor na Faculdade de Teologia do Unasp, campus Engenheiro Coelho (SP)

    (Matéria de capa da edição de junho de 2020 da Revista Adventista)]]>
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    <![CDATA[As pandemias e a interpretação adventista]]> https://tempoprofetico.com.br/as-pandemias-e-a-interpretacao-adventista/ Sat, 06 Jun 2020 09:26:14 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1440

    Como a igreja reagiu às crises sanitárias do início dos séculos 20 e 21
    Márcio Tonetti e Wendel Lima
    A cada semana, temos procurado mostrar por meio do boletim Mundo em Revista como tem sido a resposta da igreja à pandemia do novo coronavírus. Mas hoje, no podcast da Revista Adventista, a gente resolveu fazer uma viagem no tempo para entender como os adventistas reagiram a outra catástrofe: a “gripe espanhola”, mãe das pandemias modernas. O novo episódio também explica por que as epidemias ajudaram a impulsionar o crescimento do cristianismo ao longo dos séculos e faz algumas projeções em relação às oportunidades para a missão no contexto da crise atual. [embed]https://youtu.be/o4n-cYWaT2o[/embed]
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    <![CDATA[O suporte emocional em meio à pandemia]]> https://tempoprofetico.com.br/o-suporte-emocional-em-meio-a-pandemia/ Sat, 06 Jun 2020 09:28:11 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1444

    Serviços profissionais e voluntários de atendimento psicológico on-line ganham relevância no contexto da crise sanitária
    Márcio Tonetti e Wendel Lima
    Eles podem ser chamados de “SOS Coronavírus” ou de “Telepaz”. E ser oferecidos por uma igreja, ONG, universidade ou órgão público. Mas o que há de comum nos serviços profissionais e voluntários de atendimento psicológico on-line é que eles se multiplicaram nos últimos meses, a fim de minimizar o impacto emocional da quarentena e da atual crise sanitária. No décimo episódio do podcast da Revista Adventista, conversamos com uma psicóloga que coordena um serviço de escuta gratuito, um pesquisador que estuda os efeitos da pandemia na saúde emocional e com um pastor pioneiro que iniciou um projeto de tele-atendimento há 50 anos em Curitiba (PR). [embed]https://youtu.be/yt046jXZk_4[/embed]]]>
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    <![CDATA[O impacto da pandemia numa igreja global]]> https://tempoprofetico.com.br/o-impacto-da-pandemia-numa-igreja-global/ Sat, 06 Jun 2020 09:30:19 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1448

    Terceiro episódio do podcast conta como os adventistas têm lidado com a crise na Ásia, Europa e nos Estados Unidos
    MÁRCIO TONETTI E WENDEL LIMA
    Dois bilhões e meio de pessoas em quarentena, mais de 380 mil infectadas e 16 mil mortas. Números que assustam, geram pânico e que infelizmente não param de subir. Diante do avanço da pandemia do novo coronavírus sobre a maior parte dos países do planeta, os jornalistas Márcio Tonetti e Wendel Lima contam como brasileiros que vivem em várias partes do mundo têm lidado com a pandemia e qual tem sido o impacto dessa crise numa igreja global.
     Assine o podcast: Anchor | Spotify | Breaker | Google Podcasts | Pocket Casts
    LINKS CITADOS
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    <![CDATA[Breves esclarecimentos sobre aspetos proféticos]]> https://tempoprofetico.com.br/breves-esclarecimentos-sobre-aspetos-profeticos/ Sun, 07 Jun 2020 04:28:00 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1452

    Nos últimos anos, têm sido debatidas entre os adventistas algumas interpretações alternativas a assuntos proféticos que, mais do que colocar em causa o nosso entendimento escatológico, têm provocado alguma celeuma e perturbação. Pior ainda, é quando essas interpretações incorrem em erros que levam a outros erros ou até mesmo minam princípios de interpretação e entendimento. Não é o propósito aqui fazer uma análise elaborada e detalhada de cada um desses pontos. Faremos apenas uma breve revisão de matéria que nos permita perceber as falhas de algumas dessas interpretações que têm surgido. O objetivo não é denunciar pessoas, mas sim levar o estudante da Bíblia ao correto entendimento dos textos e profecias em causa.

    Apocalipse 4, 5

    Tem sido sugerido que os capítulos 4 e 5 de Apocalipse se referem à entrada de Jesus no lugar Santíssimo do Santuário celestial em 1844, dando assim início ao juízo investigativo, o que contraria a posição prevalecente de que o relato que João ali faz ocorreu no ano 31, aquando da ascensão definitiva de Cristo ao céu após a sua vida, morte e ressurreição nesta terra, descrevendo a Sua consequente entronização diante de todos os exércitos celestiais. Pensamos que breves argumentos serão suficientes para demonstrar que Apocalipse 4 e 5 não pode referir-se ao episódio ocorrido em 1844, nomeadamente a entrada de Jesus no lugar Santíssimo para início da obra de juízo investigativo. 1. Em Apocalipse 5:1 aparece um livro selado com sete selos. Após o clamor de um anjo acerca de quem será digno de abrir o livro com os selos, o versículo 5 aponta quem poderá abrir: o “Leão da tribo de Judá, a raiz de David”, uma referência óbvia a Jesus, identificado e confirmado como Cordeiro nos versículos 6-9. Esse livro e em especial os seus selos são abertos em Apocalipse 6:1-17 e 8:1. Esses selos representam diferentes períodos da História da igreja cristã, começando na época de João, no primeiro século, e estendendo-se até ao fim do tempo: o primeiro selo coincide com o tempo da igreja de Éfeso (2:17), até ao final do primeiro século; o segundo coincide com o tempo da igreja de Esmirna (2:8-11), até ao ano 313; o terceiro coincide com o tempo da igreja de Pérgamo (2:12-17), até ao ano 538; o quarto coincide com o tempo da igreja de Tiatira (2:18-29), até 1517; o quinto selo decorre até meados de século XVIII; o sexto selo profetiza o terramoto de Lisboa de 1755, o escurecimento do sol de 1780 e a queda das estrelas de 1833 (6:12, 13) e segue até quase ao final da História da Terra. Assim sendo, surge a pergunta: se os selos que Cristo recebe em Apocalipse 5 e são de seguida abertos apontam profeticamente para eventos da História da igreja cristã que começam logo no primeiro século, como será possível que o capítulo 5 descreva um evento ocorrido em 1844? A resposta só pode ser uma: o capítulo 5 não descreve eventos ocorridos em 1844. [Para derrubar este raciocínio que fizemos, existe o argumento de que os 7 selos ainda hoje estão à frente no tempo. Mais abaixo, ao abordarmos as 7 trombetas, veremos que tal argumento é ilógico. 2. Em Apocalipse 4 temos menção à presença tanto do Pai (4:8) quanto do Espírito Santo (4:5, cf. 1:4) – Jesus não aparece. Já no capítulo 5, temos menção à presença do Pai (5:13, cf. 4:2, 9) e de Jesus (5:5, 6, 8, 12, 13) – o Espírito Santo não aparece. Por que razão Jesus (ainda) não aparece no capítulo 4 e o Espírito Santo (já) não aparece no capítulo 5? Nos últimos dias da Sua passagem por este mundo, Jesus tinha advertido os discípulos para aguardarem por algo específico: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.” (Lucas 24:49) Esta promessa, este revestimento de poder seria o Espírito Santo que já tinha sido prometido antes: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.” (João 14:16,17) Portanto, quando Jesus fosse embora deste mundo, Ele enviaria o Espírito Santo para cá. Dar-se-ia uma espécie de substituição: Jesus sairia da Terra, entraria no céu; o Espírito Santo sairia do céu, entraria na Terra. Mas, como já vimos, Jesus também tinha dito aos discípulos que o Espírito Santo não chegaria imediatamente no momento da Sua partida, mas que eles deveriam aguardar pela chegada do Espírito. E porque razão deveriam aguardar? Porque Jesus precisava ser entronizado ao chegar ao céu, ocupando ali o Seu lugar, permitindo então que o Espírito viesse para cá, em cumprimento da promessa. Isto é confirmado no livro de Atos 2:32, 33: “Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis” – notemos no uso da expressão “exaltado pela destra de Deus”, que faz lembrar Apocalipse 5:1, 7. Mais confirmado ainda é por Ellen White: “A ascensão de Cristo ao Céu foi, para Seus seguidores, um sinal de que estavam para receber a bênção prometida. Por ela deviam esperar antes de iniciarem a obra que lhes fora ordenada. Ao transpor as portas celestiais, foi Jesus entronizado em meio à adoração dos anjos. Tão logo foi essa cerimónia concluída, o Espírito Santo desceu em ricas torrentes sobre os discípulos, e Cristo foi, de fato, glorificado com aquela glória que tinha com o Pai desde toda a eternidade. O derramamento pentecostal foi uma comunicação do Céu de que a confirmação do Redentor havia sido feita. De conformidade com Sua promessa, Jesus enviou do Céu o Espírito Santo sobre Seus seguidores, em sinal de que Ele, como Sacerdote e Rei, recebera todo o poder no Céu e na Terra, tornando-Se o Ungido sobre Seu povo.” Atos dos Apóstolos, p. 20 E assim temos Apocalipse 4 e 5: Jesus ascende aos céus no ano 31, após a sua ressurreição, e “substitui” o Espírito Santo, que desce até à Terra. Sendo que as cenas destes capítulos ocorrem integralmente no céu, é por isso que o Espírito Santo (ainda) aparece no capítulo 4, mas (já) não aparece no capítulo 5, e é por isso que Jesus (ainda) não aparece no capítulo 4 mas (já) aparece no capítulo 5. 3. Finalmente, encontramos outra evidência de que o capítulo 5 de Apocalipse aconteceu no ano 31 em “O Desejado de Todas as Nações”, p. 590 e 591, pela pena de Ellen White. Descrevendo a cerimónia de entrada de Cristo no céu após sua ascensão, a serva do Senhor relatou como segue. Não colocaremos o relato integral desse episódio (poderá confirmá-lo nas páginas atrás mencionadas), mas apenas o término do mesmo, chamando a sua particular atenção para as referências bíblicas que Ellen White coloca no final dos dois últimos parágrafos. “Com inexprimível alegria, governadores, principados e potestades reconhecem a supremacia do Príncipe da Vida. A hoste dos anjos prostra-se perante Ele, ao passo que enche todas as cortes celestiais a alegre aclamação: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças”! Apocalipse 5:12. Hinos de triunfo misturam-se com a música das harpas angélicas, de maneira que o Céu parece transbordar de júbilo e louvor. O amor venceu. Achou-se a perdida. O Céu ressoa com altissonantes vozes que proclamam: “Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre”. Apocalipse 5:13.” Portanto, Ellen White aponta claramente o capítulo 5 de Apocalipse como estando enquadrado no momento em que Cristo entrou no céu após a sua ascensão. Apocalipse 17 O capítulo 17 de Apocalipse é um dos textos bíblicos mais estudados e debatidos entre os académicos adventistas, dada a sua enorme riqueza e complexidade de símbolos. Dentro deste contexto, o significado dos 7 reis que aparecem nos versículos 9 e 10 têm sido interpretados como sendo 7 poderes ou nações que, ao longo da História, têm assumido impacto junto do povo de Deus. A maioria desses estudiosos apenas diverge acerca de qual nação será a primeira nesse fluxo histórico: Egito, Assíria, Babilónia, Medo-pérsia, Grécia, Roma imperial, Roma papal é uma das hipóteses; outros começam pela Assíria e colocam os EUA (besta da terra, Apocalipse 13:11) lá quase no final da lista; outros ainda começam em Babilónia e acrescentam os EUA e a revolução francesa (besta do abismo, Apocalipse 11:7). O que é certo e consensual é o uso de impérios, nações, poderes, sistemas globais para identificar os 7 reis, jamais se usando pessoas específicas de qualquer uma ou de todas essas nações. Contudo, uma outra leitura entende que esses 7 reis são 7 papas, pontífices romanos, contados em linha sucessória a partir de um determinado ponto na História, nomeadamente 1929, com a assinatura do tratado de Latrão entre a Santa Sé e o estado italiano. 1. O primeiro problema desta teoria é que interpreta o termo “reis” (17:10) como sendo pessoas, homens específicos à cabeça de uma nação ou poder, quando em toda a leitura profética “reis” são entendidos como a nação, o poder em si. Por exemplo: em Daniel 2:38, interpretando o sonho de Nabucodonosor, o profeta declarou ao monarca da Babilónia: “Tu és a cabeça de ouro”. Acontece que quando Babilónia foi conquistada pela Medo-pérsia, o rei em Babilónia já não era Nabucodonosor mas sim Belsazar (Daniel 5:1). Isto quer dizer que caso em Daniel 2:38 o profeta se estivesse a referir à pessoa de Nabucodonosor como sendo, ele mesmo, a cabeça de outro, essa interpretação estaria errada – na verdade, a expressão “Tu és a cabeça de ouro” era referência a Babilónia. Como sabemos isso? Porque em Daniel 2:39, logo de seguida, Daniel afirma: “Depois de ti se levantará outro reino”. E quando se levantou outro reino? Apenas depois de Belsazar, neto de Nabucodonosor. Portanto, a cabeça de ouro era Babilónia, não Nabucodonosor, como certamente todos concordam. Assim sendo, por que razão interpretar seletivamente os 7 reis de Apocalipse 17 como sendo 7 homens, sejam papas, imperadores ou presidentes? Por que razão profeticamente “reis” sempre aparecem como reinos, nações, poderes, mas aqui especificamente seriam pessoas? Inclusive, no versículo 11 é mencionado que “a besta que era e já não é, é ela também o oitavo rei, e é dos sete” – “besta” também representa sempre um reino, uma nação, um poder; será que aqui neste versículo “besta” estaria a representar um homem? Ainda no contexto de Apocalipse 17, fazemos outra questão: se os 7 reis do versículo 10 são 7 homens (no caso, papas) e não 7 nações, quem são os 10 reis do versículo 12? Serão os 10 últimos papas? Serão os 10 últimos presidentes americanos? Serão os 10 últimos secretários-gerais da Nações Unidas (apenas para evocar uma teoria que também existe)? Parece-nos que nenhuma destas perguntas pode ter outra resposta a não ser esta: “reis” representam reinos, nações, poderes, e não homens. 2. Todo o raciocínio que lê os 7 reis de Apocalipse 17:9, 10 como sendo 7 papas, em linha sucessória desde 1929, parte da premissa que a ferida mortal infringida ao papado romano (Apocalipse 13:3) foi curada em 1929, daí se contar o número de papas que exerceram o pontificado romano desde então. Contudo, esta premissa não está correta; o papado romano não recuperou da ferida mortal em 1929, o que de imediato compromete todo o fundamento desta teoria. Para explicarmos por que razão a ferida mortal no papado não foi curada em 1929, comecemos por perguntar: o que é que aconteceu ao papado em 1798? Qual a “ferida” que o atingiu? Desde o século VI, o papado dispunha de um poder imenso junto das nações da velha Europa, lugar da sua sede e quase completa influência. Veja as evidências: “O altivo pontífice também pretendia o poder de depor imperadores; e declarou que sentença alguma que pronunciasse poderia ser revogada por quem quer que fosse, mas era prerrogativa sua revogar as decisões de todos os outros.” Ellen White, O Grande Conflito, p. 57; “O papado se tornou o déspota do mundo. Reis e imperadores curvavam-se aos decretos do pontífice romano. O destino dos homens, tanto temporal como eterno, parecia estar sob seu domínio. … Seu clero era honrado e liberalmente mantido. Nunca a Igreja de Roma atingiu maior dignidade, magnificência ou poder.” Ellen White, O Grande Conflito, p. 60 Portanto, vemos aqui que o domínio de Roma abrangia tudo: poderes religioso, secular, político, civil, militar (usando a força dos estados), etc., tudo estava sobre a ordem do pontífice romano. Então, algo mudou. Em fevereiro de 1798, o General francês Berthier entrou em Roma, e numa ação militar que durou poucos dias, prendeu o Papa Pio VI, proclamou uma república e retirou o poder temporal (secular, político, civil) ao papado, cumprindo a profecia de Apocalipse 13:3 “Vi uma de suas cabeças como ferida de morte.” A inspiração profética confirma este cumprimento profético: “Nesta ocasião [1798] o papa foi aprisionado pelo exército francês, e o poder papal recebeu a chaga mortal.” Ellen White, O Grande Conflito, p. 439 Cessou aqui – melhor dizendo, interrompeu-se por algum tempo – o domínio absoluto, despotismo e tirania da igreja romana. Mas, o mesmo versículo de Apocalipse que já lemos (13:3) continua dizendo: “E a sua chaga mortal foi curada”, o que indica que essa interrupção chegaria ao fim e o papado seria novamente restituído ao seu poderio anterior a 1798. É justamente aqui que a maioria dos autores e comentadores adventistas chega a 1929. O que aconteceu neste ano de significativo com o papado? A 7 de junho de 1929, o reino de Itália e a Santa Sé ratificavam uma série de três tratados, assinados a 11 de fevereiro do mesmo ano, cujos documentos atestavam: a) O reconhecimento total da soberania da Santa Sé no estado do Vaticano; b) Uma concordata regulando a posição da religião católica no Estado; c) Uma convenção financeira acordando a liquidação definitiva das reivindicações da Santa Sé por suas perdas territoriais (estados pontifícios) e de propriedade. Portanto, o que Roma recuperou em 1929 foi território, poder religioso (não obrigatório, não vinculativo) e bens patrimoniais e financeiros. Assim sendo, pergunta-se: em 1929, Roma recuperou o poder temporal (secular, político, civil) que havia perdido em 1798? A resposta é não. Então, de que é que Roma recuperou em 1929? Pois bem, nesta data, Roma recuperou de uma outra ferida (permita o uso deste termo, apenas para fazer paralelo) que tinha sofrido em 1870: no dia 20 de setembro, e após alguns anos de disputas políticas internas e europeias, o Rei Victor Emanuel II (monarca do reino de Itália) anexou a cidade de Roma como parte do processo de unificação da península italiana, retirando assim a soberania papal sobre todos os territórios conhecidos como estados pontifícios ou papais. Resumindo: em 1929, Roma recuperou, sarou essencialmente a ferida que tinha sofrido em 1870 – os territórios físicos do seu domínio. Mas não houve recuperação nem sarar do seu poder temporal perdido em 1798! Vejamos o que diz a Bíblia, no texto já usado antes: “Vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta.” Apocalipse 13:3. Portanto, o oráculo profético de Patmos indica que a seguir à ferida de morte (sofrida em 1798) ser curada, toda a Terra se maravilhará após (ou diante, ou com) a besta (papado romano). Perguntamos: a Terra toda já se maravilhou com a besta após 1929 e até agora? Não, claro que não. Então, por dedução lógica, isso quer dizer e confirma que a ferida de morte sofrida em 1798 não foi curada naquela data. Neste momento deverá estar a pensar: então, será que a ferida papal de 1798 já foi curada? Se sim, quando foi? Se não, quando será? Veja como Ellen White comenta esse momento em que, de facto, toda a Terra se maravilhará após a besta, ato contínuo à cura da ferida sofrida em 1798. “A profecia do Capítulo 13 do Apocalipse declara que o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro fará com que a “Terra e os que nela habitam” adorem o papado, ali simbolizado pela besta “semelhante ao leopardo.” A besta de dois chifres dirá também “aos que habitam na Terra que façam uma imagem à besta;” e, ainda mais, mandará a todos, “pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos”, que recebam o “sinal da besta.” Apocalipse 13:11-16. Mostrou-se que os Estados Unidos são o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro, e que esta profecia se cumprirá quando aquela nação impuser a observância do domingo, que Roma alega ser um reconhecimento especial de sua supremacia. Mas nesta homenagem ao papado os Estados Unidos não estarão sós. A influência de Roma nos países que uma vez já lhe reconheceram o domínio, está ainda longe de ser destruída. E a profecia prevê uma restauração de seu poder. “Vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta.” Apocalipse 13:3. A aplicação da chaga mortal indica a queda do papado em 1798. Depois disto, diz o profeta: “A sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta.” Paulo declara expressamente que o homem do pecado perdurará até ao segundo advento. 2 Tessalonicenses 2:8. Até mesmo ao final do tempo prosseguirá com a sua obra de engano. E diz o escritor do Apocalipse, referindo-se também ao papado: “Adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida.” Apocalipse 13:8. Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma.” Ellen White, O Grande Conflito, p. 579 Vemos que Ellen White relaciona diretamente a cura da ferida de 1798 com o reconhecimento do domingo como dia santo (que na verdade é o falso Sábado) – será aqui que Roma recuperará totalmente o que perdeu em 1798: o poder temporal (secular, político, civil), agora associado ao religioso que já dispõe. E isto será feito com uma importante e decisiva intervenção dos Estados Unidos da América do Norte, o que não sucedeu até ao dia de hoje. Podemos com algum esforço dizer que em 1929 a ferida começou a curar ou se deram os primeiros passos nessa cura? Possivelmente, sim; mas dizer que a ferida mortal de Apocalipse 13:3 foi curada em 1929, simplesmente não está correto. Assim sendo, assumir a data de 1929 como algo de profeticamente marcante é um exagero de interpretação. Todas as leituras que surjam após e baseadas nesta premissa estão comprometidas à nascença.

    As 7 trombetas

    As 7 trombetas proféticas mencionadas em Apocalipse 8:6-9:21 e 11:15-19, são normalmente entendidas como se referindo a juízos da parte de Deus (Levítico 25:9, Juízes 6, Sofonias 1:16). Mais ainda, o seu cumprimento é entendido como se estendendo cronologicamente ao longo da História, desde o tempo de João, no primeiro século até ao momento da segunda vinda de Jesus. Este é o mesmo entendimento sobre as 7 igrejas e os 7 selos: começam no tempo de João e desenvolvem-se até ao tempo do fim, por vezes simultaneamente entre si, outras vezes não. Existe, contudo, uma linha de pensamento sugerindo que as 7 trombetas de Apocalipse se referem a acontecimentos que, hoje, estão ainda no futuro. Cronologicamente, sugere-se que tivemos já as 6 primeiras igrejas de Apocalipse 2 e 3, estamos atualmente no tempo da sétima igreja (Laodiceia), ao que se seguirá os sete selos de Apocalipse 6 e 8:1 e, depois disso, as 7 trombetas. 1. Esta tese é defendida partindo do princípio que estes símbolos proféticos da primeira parte do livro de Apocalipse, descritos com recurso comum ao número 7, estão dispostos em ordem cronológica. Tal premissa é desde logo inconsistente com o estilo literário de Apocalipse. Por exemplo: as 7 igrejas são concluídas em 3:22. Depois, nos capítulos 4 e 5 temos, como já vimos, a cerimónia de entronização de Cristo após a sua ascensão, no ano 31 – nesse caso, se houvesse ordem cronológica na redação do livro, a igreja de Laodiceia teria de estar no tempo antes do ano 31, ou a ascensão de Cristo teria de estar ainda no futuro! E mesmo admitindo a hipótese, que consideramos errada, de os capítulos 4 e 5 se referirem à entrada de Jesus no lugar Santíssimo do Santuário celestial em 1844, ainda assim a igreja de Laodiceia teria de estar no tempo antes de 1844, o que sabemos não estar certo. 2. Verificamos também que na abertura do sétimo selo (Apocalipse 8:1) faz-se menção a “quase meia hora de silêncio do céu”. Esta “quase meia hora” (que são 7 dias e meio literais, partindo do princípio interpretativo de 1 dia profético = 1 ano literal) é um período de tempo profético que tem intrigado os estudiosos, uma vez que não se repete em nenhum outro ponto das Escrituras. Precisamos aqui da ajuda de Ellen White, uma vez que há um texto que nos pode esclarecer. Em “Primeiros Escritos”, p. 16, lemos: “Todos nós entramos na nuvem, e estivemos sete dias ascendendo para o mar de vidro.” O “mar de vidro” é referido duas vezes em Apocalipse: 15:2, onde os salvos (“vitoriosos da besta”) estão cantando com harpas; e 4:6, onde se descreve um trono no céu (4:1-6), o que só poderá ser o trono do próprio Deus. E por que razão há silêncio no céu durante “quase meia hora”? Porque, de acordo, com Apocalipse 19:14, os exércitos do céu seguem, acompanham Jesus na Sua segunda vinda, deixando assim o céu vazio, sem ninguém para quebrar o silêncio. Juntando tudo isto, facilmente concluímos que aquele texto de Ellen White se refere aos 7 dias que os salvos demoram a subir da terra até ao céu, aquando da segunda vinda de Jesus, que é o período de tempo de “quase meia hora” profética de Apocalipse 8:1, na abertura do sétimo selo. Isso quer dizer que caso os relatos das 7 igrejas, 7 selos e 7 trombetas estejam em ordem estritamente cronológica, então a segunda vinda de Jesus acontecerá antes sequer do tempo da primeira trombeta! Repetindo e reforçando: nesta leitura, a primeira trombeta terá de acontecer após a segunda vinda de Jesus ou, na melhor das hipóteses, no momento dessa segunda vinda. 3. Em “O Grande Conflito”, p. 334, Ellen White confirma e comprova a correta interpretação do tempo referente à sexta trombeta: “No ano de 1840 outro notável cumprimento de profecia despertou geral interesse. Dois anos antes, Josias Litch, um dos principais pastores que pregavam o segundo advento, publicou uma explicação de Apocalipse 9, predizendo a queda do Império Otomano. Segundo seus cálculos esta potência deveria ser subvertida “no ano de 1840, no mês de agosto”; e poucos dias apenas antes de seu cumprimento escreveu: “Admitindo que o primeiro período, 150 anos, se cumpriu exatamente antes que Deacozes subisse ao trono com permissão dos turcos, e que os 391 anos, quinze dias, começaram no final do primeiro período, terminará no dia 11 de agosto de 1840, quando se pode esperar seja abatido o poderio otomano em Constantinopla. E isto, creio eu, verificar-se-á ser o caso.” — Josias Litch, artigo no Signs of the Times, and Expositor of Prophecy, de 1º de agosto de 1840. No mesmo tempo especificado, a Turquia, por intermédio de seus embaixadores, aceitou a proteção das potências aliadas da Europa, e assim se pôs sob a direção de nações cristãs. O acontecimento cumpriu exatamente a predição.” As quinta e sexta trombetas em Apocalipse têm dois períodos de tempo profético associado: “cinco meses” proféticos ou 150 anos literais (9:5, quinta trombeta) e “hora, dia, mês, ano” proféticos ou 391 anos e 15 dias literais (9:15, sexta trombeta). No texto de Ellen White que colocamos no parágrafo anterior, a mensageira do Senhor confirma que período o profético referente à sexta trombeta se cumpriu em 11 de agosto de 1840. Assim sendo, se a sexta trombeta se cumpriu há precisamente 180 anos, como será possível que as 7 trombetas tenham o seu cumprimento ainda no futuro? A única resposta é: não é possível. 4. Mas fazemos ainda um outro raciocínio: imaginemos que os proponentes desta teoria admitem, concedem que, na verdade, o Apocalipse não está redigido em exata ordem cronológica, e que as 7 trombetas de Apocalipse acontecem antes da segunda vinda de Jesus, embora estejam todas no ainda no futuro; isto é, acontecem algures entre hoje e a segunda vinda de Jesus. Ora, se as 7 trombetas estão ainda no futuro e acontecerão algures entre hoje e a segunda vinda de Jesus, então os tempos proféticos mencionados nas quinta e sexta trombetas (150 anos; 391 anos e 15 dias literais) forçosamente estão ainda no futuro. Portanto, neste caso, as conclusões seriam: a) aquele texto de Ellen White em “O Grande Conflito” está errado, é uma falsa interpretação profética; b) Jesus não voltará nos próximos 541 anos (150+391), o que implica marcar data profética após 1844. A única conclusão lógica de tudo isto é que colocar as 7 trombetas de Apocalipse no futuro é um erro enorme e perigoso. 5. Recorre-se muitas vezes a um texto de Ellen White onde é mencionado o seguinte: “Solenes acontecimentos ainda ocorrerão diante de nós. Soará uma trombeta após a outra; uma taça após a outra será derramada sucessivamente sobre os habitantes da Terra.” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 426) Segundo alguns proponentes, isto indica que as 7 trombetas de Apocalipse estão ainda no futuro. Pelo exposto nos pontos anteriores, tal não pode ser. Podemos facilmente perceber a que se refere aquele texto de Ellen White recorrendo a Apocalipse 16. Neste capítulo são apresentadas as “sete taças da ira de Deus” que serão “derramadas sobre a terra” (16:1). Ora, se quiser reler o texto acima de Ellen White é exatamente nestes termos que a mensageira de Deus se expressa: “uma taça após a outra será derramada sucessivamente sobre os habitantes da Terra”. Portanto, aqui Ellen White refere-se às sete últimas pragas que serão derramadas sobre um mundo perdido, já após o encerramento da porta da graça, que são seguramente juízos de Deus sobre os ímpios, daí o uso da imagem de “trombetas”. Nada mais do que isso.

    Daniel 12

    Um dos pontos mais controversos de interpretação profética diz respeito aos tempos mencionados em Daniel 12: argumenta-se que os 1260, 1290 e 1335 anos devem ser entendidos de forma literal e não simbólica. Reproduzimos um breve artigo do Pr. Ángel Manuel Rodríguez, ex-diretor do Instituto de Pesquisas Bíblias da Conferência Geral, que resume muito bem as razões pelas quais esses períodos proféticos devem ser entendidos simbólica e não literalmente. “Os adventistas seguem o método historicista de interpretação profética, pelo qual as profecias recebidas por Daniel abrangem o tempo desde os dias do profeta até o estabelecimento do reino de Deus. De acordo com essa abordagem, o princípio do dia/ano (Ezequiel 4: 6) é usado para interpretar períodos proféticos. A abordagem historicista afirma que esses períodos foram anos e que eles foram cumpridos durante o final da Idade Média. Alguns adventistas agora argumentam que o princípio do dia/ano não se aplica a essas duas profecias e que esses períodos proféticos devem ser entendidos como dias literais de eventos a serem cumpridos antes da volta de Jesus. Eles são forçados a especular sobre quais eventos marcarão a conclusão desses períodos. Vamos examinar o contexto da passagem para obter orientação. A. Contexto imediato e o tempo do fim. Nem tudo descrito em Daniel 12: 5-13 está relacionado ao tempo do fim. Por exemplo, o selamento do livro e o aumento do conhecimento começam antes desse tempo (versículos 4 e 9); é antes do tempo do fim que o ser celestial jura “por quem vive para sempre” (versículo 7), ocorre a quebra do poder do povo santo, e as “maravilhas” terminam (versículo 8). O refinamento do povo de Deus ocorre ao longo da história, não simplesmente no tempo do fim (versículo 10). Portanto, é incorreto dizer que, como o contexto imediato menciona o tempo do fim, os períodos proféticos pertencem ao mesmo tempo. B. Períodos proféticos em Daniel. Mesmo que reconheçamos que os períodos proféticos estão em um contexto em que não há visões e que a linguagem é predominantemente literal, isso não significaria que os próprios dias são literais. Em Daniel, os períodos proféticos nunca são dados em forma visual. O profeta ouve ou lhes é dito por um ser celestial. Em Daniel 7:25, os três tempos e meio são introduzidos não durante a visão, mas durante a explicação do anjo sobre a visão. Em Daniel 8:14, os 2300 dias são dados no contexto de uma revelação na qual a linguagem é predominantemente literal. Finalmente, em Daniel 9 encontramos a profecia das 70 semanas dadas a Daniel por meio de uma explicação oral. Em todos esses casos, a linguagem usada na interpretação da visão é basicamente literal, mas os períodos proféticos não são. Eles são apresentados após a visão como informações adicionais, mas seu conteúdo simbólico não é totalmente explicado. É exatamente o que encontramos em Daniel 12:11, 12. Durante a apresentação oral, períodos proféticos são dados sem uma interpretação detalhada. Daniel é incapaz de entendê-los, mas ele é levado a acreditar que o povo de Deus os entenderá no futuro. C. Conexão entre os períodos. Os 1290 dias são uma extensão dos 1260 dias mencionados em Daniel 7:25 e 12: 7 como um “tempo, tempos e metade de tempo”. A diferença em Daniel 12:11 é de 30 dias, sugerindo que um mês adicional foi adicionado para estender o período (uma prática comum nos calendários lunares). Como o período de 1290 dias se baseia nos 1260 dias e como os intérpretes historicistas reconhecem que os 1260 dias são anos, temos que concluir que o princípio dia/ano também se aplica aos 1290 dias. A referência aos 1260 dias em Daniel 7:25 enfatizou o tempo durante o qual o povo de Deus sofreria perseguição. Daniel 12:7 enfatiza o momento em que as atividades dos inimigos de Deus terminariam. Os 1290 dias em Daniel 12:11 enfatizam o momento em que o tempo profético começa. Para sincronizar o início da profecia com um evento específico, o período é estendido adicionando um mês extra – em vez de 42 meses (1260 dias), agora temos 43 (1290 dias). Essa intercalação permite que o anjo intérprete seja mais preciso em relação ao evento que inicia o período, bem como a toda a sua extensão. O período profético de 1290 dias é então prorrogado por 45 dias extras, totalizando 1335 anos proféticos, com base no princípio do dia/ano. Em conclusão, esses dois períodos são extensões de um período profético bem estabelecido e devem ser interpretados simbolicamente, de acordo com o restante da profecia.” Fonte: Biblical Research Institute Terminamos este esclarecimento citando um texto de Ellen White que nos parece encaixar muito bem na exposição que fizemos, e que deve servir de orientação para qualquer estudo da Bíblia, particularmente a profecia. “Tem havido uns e outros que, estudando a Bíblia, julgaram descobrir grande luz, e teorias novas, mas não têm sido corretas. As Escrituras são todas verdade, mas por aplicarem-nas mal, homens chegam a erradas conclusões. Achamo-nos empenhados em grande conflito, e ele se tornará mais rigoroso e decidido ao nos aproximarmos da luta final. Temos um inimigo vigilante, e está em constante atividade na mente humana que não teve experiência pessoal nos ensinos do povo de Deus pelos cinquenta anos passados. Alguns tomarão a verdade aplicável a seu tempo, e pô-la-ão no futuro. Acontecimentos, na sequência da profecia, que tiveram seu cumprimento no distante passado, são considerados futuros, e assim, por essas teorias, a fé de alguns é solapada.” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 102).]]>
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    <![CDATA[Passos Para o Reavivamento Pessoal]]> https://tempoprofetico.com.br/passos-para-o-reavivamento-pessoal/ Sun, 07 Jun 2020 04:32:17 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1456

    Hoje eu estou convencido de que por trás de muitos de nossos problemas pessoais, nas igrejas locais e na igreja mundial está a mesma deficiência espiritual. É a falta do Espirito Santo. Como esta deficiência é a causa, então nós devemos tratar com urgência desse assunto. Assim que este problema for removido ou consideravelmente reduzido, então muitas das nossas dificuldades se tornarão insignificantes ou serão resolvidas. BAIXAR O LIVRO AQUI]]>
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    <![CDATA[Existe tempo profético marcado para depois de 1844?]]> https://tempoprofetico.com.br/existe-tempo-profetico-marcado-para-depois-de-1844/ Sun, 07 Jun 2020 04:37:11 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1460

    Um dos princípios interpretativos de profecias cronológicas (isto é, com tempo determinado) entre os adventistas do sétimo dia defende que todas as profecias que se aplicam após 1844 não têm tempo determinado associado – dito de outra forma: a profecia revela o que irá acontecer, mas não refere o tempo em que irá acontecer nem quanto tempo durará o acontecimento. Portanto, todas as profecias cronológicas aconteceram até 1844, sendo que a grande profecia das 2300 tardes e manhãs (Daniel 8:14) e seus desdobramentos (Daniel 9 e 12) serão um dos melhores exemplos. Esta ideia encontra fundamento nos escritos de Ellen White: “O povo não terá outra mensagem com tempo definido. Após o fim desse período de tempo, que vai de 1842 a 1844, não pode haver um traçado definido de tempo profético. O mais longo cômputo chega ao outono de 1844.” Cristo Triunfante, p. 380. Contudo, é fácil perceber que a Bíblia menciona profeticamente eventos que ainda não se concretizaram (e, portanto, serão concretizados no pós-1844), associando-lhes um período de tempo profético específico. Eis um exemplo: “Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga.” Apocalipse 18:8 Este versículo menciona um período profético de um dia (ou um ano literal), um tempo durante o qual as pragas previstas em Apocalipse 16 se abatem sobre a terra, entre o fim do tempo da graça e a volta de Jesus. Reforçando: isto está ainda no futuro; portanto, tem tempo determinado e acontecerá após 1844. No mesmo capítulo de Apocalipse, temos um outro período de tempo profético mencionado em três diferentes versículos: “Estando de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: Ai! Ai daquela grande Babilónia, aquela forte cidade! Pois numa hora veio o seu juízo.” Apocalipse 18:10 “E dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! Que estava vestida de linho fino, de púrpura, de escarlata; e adornada com ouro e pedras preciosas e pérolas! Porque numa hora foram assoladas tantas riquezas.” Apocalipse 18:16 “E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamaram, chorando, e lamentando, e dizendo: Ai, ai daquela grande cidade! Na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua opulência; porque numa hora foi assolada.” Apocalipse 18:19 Nestes textos, temos um período profético de uma hora (ou 15 dias literais), um tempo que indica a queda final de Babilónia, que se concretizará desde o livramento do povo de Deus (no dia de execução do decreto de morte) até à volta de Jesus, quando Babilónia é frustrada nos seus planos de destruir os santos e é desolada pelos antigos apoiantes. Reforçando: também isto está ainda no futuro; portanto, tem tempo determinado e acontecerá após 1844. Mas o mais célebre texto do último livro da Bíblia que menciona um tempo profético específico ainda no porvir será seguramente este: “Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos.” Apocalipse 20:2 Aqui temos um período de tempo de 1000 anos (não é o propósito neste momento, mas poderíamos debater se se trata de tempo profético ou literal) que se refere ao tempo de “prisão” de Satanás na Terra enquanto os salvos fazem juízo no céu. Reforçando: também isto está no futuro; portanto, tem tempo determinado e acontecerá após 1844. Assim, temos no livro de Apocalipse três períodos de tempo determinado (dois seguramente proféticos, o outro será profético ou literal) que irão concretizar-se após 1844. Para uma melhor perspetiva, consulte o gráfico: Assim sendo, estará a declaração inicial de Ellen White errada? É importante verificar o seguinte: a mensageira do Senhor confirma que “Após o fim desse período de tempo, que vai de 1842 a 1844, não pode haver um traçado definido de tempo profético.” E, na realidade, não há nestes casos mencionados um traçado definido de tempo. A razão? Desde logo, em nenhum dos três casos sabemos quando começa esse período, e por isso não há possibilidade neste momento de fazer qualquer previsão, muito menos fixação de datas. Repare bem: ali estão um tempo de um ano, outro de quinze dias e outro de mil anos; alguém pode afirmar quando começam esses períodos? Alguém pode afirmar quanto falta para cada um desses momentos? Não, não há indicação que nos permita sequer projetar uma data para isso. Portanto, não sabemos quando eles começarão e, consequentemente, não podemos saber quando terminarão. Sabemos que acontecerão e durarão aquele período de tempo; sabemos que outros acontecimentos ocorrerão antes, durante e depois; mas não temos indicação para saber especificamente quando acontecerão na linha de medição do tempo. Não menos importante é o facto de estes três tempos proféticos estarem, no fluxo histórico, todos claramente localizados após o encerramento da porta da graça, após o momento em que Cristo termina o Seu serviço no lugar santíssimo do santuário como Sumo-sacerdote, e quando, em função disso, todos os casos estarão decididos, mais nenhuma intercessão haverá e mais nenhuma mensagem produzirá efeito algum. Tendo em conta que o tempo de prova ou teste termina com o fim do tempo de graça, isto tem ainda mais consistência à luz da seguinte afirmação: “O tempo não tem sido um teste desde 1844, e nunca mais o será.” Primeiros Escritos, p. 74 Assim sendo, é certa a afirmação de Ellen White. “O povo não terá outra mensagem com tempo definido” – entre 1844 e o encerramento da porta da graça, enquanto se prega a última mensagem, não há, de facto, nenhum tempo profético mencionado. Conclusão: Deus, na Sua sabedoria que não comete erros, decidiu o que deveria revelar ao Seu povo e também o que lhe deveria ficar oculto, para benefício desse mesmo povo. Isso quer dizer que devemos estudar profundamente o que pela revelação podemos ter certeza, e deixar para confirmar mais tarde aquilo que não sabemos completamente.]]>
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    <![CDATA[Está a profecia de Isaías 17 a cumprir-se atualmente na Síria?]]> https://tempoprofetico.com.br/esta-a-profecia-de-isaias-17-a-cumprir-se-atualmente-na-siria/ Sun, 07 Jun 2020 04:40:26 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1464

    Voltou novamente a ser falada e divulgada uma profecia de Isaías, supostamente relativa e aplicável à guerra que está atualmente a ocorrer na Síria: “Peso de Damasco. Eis que Damasco será tirada, e já não será cidade, antes será um montão de ruínas. As cidades de Aroer serão abandonadas; hão de ser para os rebanhos que se deitarão sem que alguém os espante. E a fortaleza de Efraim cessará, como também o reino de Damasco e o restante da Síria; serão como a glória dos filhos de Israel, diz o Senhor dos Exércitos.” Isaías 17:1-3. Algumas pessoas mais atentas já tiveram o cuidado de fazer o necessário alerta – essa profecia não está a ser cumprida atualmente na Síria, mas refere-se a algo que sucedeu no passado. Veja, por exemplo, o comentário do Pr. Michelson Borges ou a entrevista com o Pr. Wilson Borba (resumindo: os Assírios conquistaram a Síria em 732 AC, cumprindo esta profecia). Ainda assim, alguém poderia apontar, e bem, que algumas profecias têm uma dupla aplicação ou duplo cumprimento. Um exemplo muito conhecido é o do cerco à cidade de Jerusalém: confirmando uma profecia registada por Moisés (Deuteronómio 28:51-53, 56, 57), Jesus anunciou (Lucas 21:20-24) esse evento como precedente à tomada da cidade pelos Romanos, algo que sucedeu, de facto, no ano 70. Posteriormente, Ellen White esclareceu (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 166) que um segundo cumprimento dessa mesma profecia dar-se-á aquando da promulgação de um decreto dominical, que será o cerco antitípico ao povo de Deus que materializará esse segundo cumprimento. Embora essa leitura seja verdade em várias histórias ou profecias, tal não se verifica neste caso, ao contrário do que está a ser apontado. Para chegar a essa conclusão, gostaria de destacar um princípio interpretativo da profecia bíblica que nos permite desde logo descartar essa leitura equivocada. Quando falamos de cumprimento profético no final dos tempos, devemos perceber que os dados apresentados na profecia devem ser interpretados simbólica e não literalmente. Assim sendo, se aplicarmos à profecia dos primeiros versículos de Isaías 17 um qualquer cumprimento profético atual, isso quererá dizer que Israel (v.3) tem de ser entendido não como a nação literal de Israel mas sim como o povo de Deus, e a Síria (v. 3, com alusão também a Damasco, a capital, nos v. 1 e 3) deve ser entendida não como a nação literal da Síria, presidida por Bashar Al-Assad, mas sim como um qualquer outro povo, possivelmente de âmbito religioso devido ao facto da Síria estar a norte de Israel. Fazer qualquer leitura que implique a Síria profetizada em Isaías 17 com o atual país literal da Síria seria incorrer no erro dispensacionalista (veja aqui) que faz uma leitura literal e não simbólica de todos os elementos constante da profecia bíblica. Em termos escatológicos, isso iria resultar em sérios problemas. Por outro lado, entender todo o capítulo 17 de Isaías desta forma, implicará que a nação literal de Israel seja também conquistada (v. 8-14, já previsto em Isaías 8:1-4, algo que se cumpriu em 722 AC) – e não vemos ninguém a sugerir isso. Um conselho: é melhor perceber o que a Bíblia realmente diz em vez de acreditar no primeiro post no Facebook ou vídeo no YouTube que nos aparece pela frente…]]>
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    <![CDATA[Queda das estrelas de 1833]]> https://tempoprofetico.com.br/queda-das-estrelas-de-1833/ Sun, 07 Jun 2020 04:42:01 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1468

    Passam hoje 184 anos de um dos mais impressionantes cumprimentos proféticos no mundo natural – a 13 de novembro de 1833, uma enorme chuva de estrelas na América do Norte cumpriu as palavras que o próprio Jesus tinha deixado. Ellen White relata essa ocasião desta forma: “Em 1833, dois anos depois que Miller começou a apresentar em público as provas da próxima vinda de Cristo, apareceu o último dos sinais que foram prometidos pelo Salvador como indícios de Seu segundo advento. Disse Jesus: “As estrelas cairão do céu.” Mateus 24:29. E João, no Apocalipse, declarou, ao contemplar em visão as cenas que deveriam anunciar o dia de Deus: “E as estrelas do céu caíram sobre a Terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.” Apocalipse 6:13. Esta profecia teve cumprimento surpreendente e impressionante na grande chuva meteórica de 13 de novembro de 1833. Aquela foi a mais extensa e maravilhosa exibição de estrelas cadentes que já se tem registrado, “achando-se então o firmamento inteiro, sobre todos os Estados Unidos, durante horas, em faiscante comoção! Neste país, desde que começou a ser colonizado, nenhum fenômeno celeste já ocorreu que fosse visto com tão intensa admiração por uns ou com tanto terror e alarma por outros.” “Sua sublimidade e terrível beleza ainda perdura em muitos espíritos. … Raras vezes caiu chuva mais densa do que caíram os meteoros em direção à Terra; Leste, Oeste, Norte e Sul, tudo era o mesmo. Em uma palavra, o céu inteiro parecia em movimento. … O espetáculo, como o descreveu o diário do Prof. Silliman, foi visto por toda a América do Norte. … Desde as duas horas até pleno dia, estando o céu perfeitamente sereno e sem nuvens, um contínuo jogo de luzes deslumbrantemente fulgurantes se manteve em todo o firmamento.” — Progresso Americano, ou Os Grandes Acontecimentos do Maior dos Séculos, R. M. Devens. “Nenhuma expressão, na verdade, pode chegar à altura do esplendor daquela exibição magnificente; … pessoa alguma que não a testemunhou pode ter uma concepção adequada de sua glória. Dir-se-ia que todas as estrelas se houvessem reunido em um ponto próximo do zênite, e dali fossem simultaneamente arrojadas, com a velocidade do relâmpago, a todas as partes do horizonte; e, no entanto, não se exauriam, seguindo-se milhares celeremente no rastro de milhares, como se houvessem sido criadas para a ocasião.” — F. Reed, no Christian Advocate and Journal, de 13 de dezembro de 1833. “Não era possível contemplar um quadro mais fiel de uma figueira lançando seus figos quando açoitada por um vento forte.” — The Old Countryman, no Advertiser, vespertino de Portland, de 26 de novembro de 1833. No Journal of Commerce, de Nova Iorque, de 14 de novembro de, apareceu um longo artigo considerando este maravilhoso fenômeno, o texto continha esta declaração: “Nenhum filósofo ou sábio mencionou ou registrou, suponho-o eu, um acontecimento semelhante ao de ontem de manhã. Um profeta há mil e oitocentos anos predisse-o exatamente — se não nos furtarmos ao incômodo de compreender o chuveiro de como a das mesmas, no único sentido em que é possível ser isso literalmente verdade.” Assim se mostrou o último dos sinais de Sua vinda, relativamente aos quais Jesus declarou a Seus discípulos: “Quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas.” Mateus 24:33. Depois destes sinais João contemplou, como o grande acontecimento a seguir imediatamente, o céu retirando-se como pergaminho que se enrola, enquanto a Terra tremia, montanhas e ilhas se removiam dos lugares, e os ímpios procuravam, aterrorizados, fugir da presença do Filho do homem. Apocalipse 6:12-17. Muitos que testemunharam a queda das estrelas, consideraram-na um arauto do juízo vindouro — “sinal espantoso, precursor certo, misericordioso prenúncio do grande e terrível dia.” — The Old Countryman. Deste modo a atenção do povo foi dirigida para o cumprimento da profecia, sendo muitos levados a dar atenção à advertência do segundo advento.” O Grande Conflito, p. 333, 334]]>
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    <![CDATA[Estará o povo de Deus em cativeiro no final dos tempos?]]> https://tempoprofetico.com.br/estara-o-povo-de-deus-em-cativeiro-no-final-dos-tempos/ Sun, 07 Jun 2020 04:45:09 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1472

    Gosto particularmente de tipologia bíblica – ver como os tipos encaixam histórica e profeticamente nos antítipos. Creio que isso ajuda muito a leitura e interpretação profética, ao mesmo tempo que dá indicações seguras quanto ao que está a acontecer e o que ainda acontecerá. Como sabemos, a profecia indica que no tempo do fim existem dois poderes antagónicos que, de acordo com os últimos versos de Daniel 11, acabarão por lutar entre si: o rei do norte (papado romano, que nega Deus por usurpação) e o rei do sul (ateísmo, secularismo, que nega Deus por omissão), com prevalência final do primeiro. Ora, o reino bíblico tipológico incorporado pelo papado romano é Babilónia; por sua vez, o reino bíblico tipológico incorporado pelo ateísmo é o Egito. O ponto crucial aqui é percebermos que Israel, o povo de Deus que também encontra paralelo tipológico no final da história, foi nos tempos bíblicos prisioneiro e escravo nestas duas nações: Babilónia (II Reis 25, Jeremias 25:11) e Egito (Êxodo 1:8-14, 12:40, 41). Sendo que há o entendimento que no final dos tempos como que todas as profecias se juntam para se cumprirem ou até mesmo cumprirem novamente, em repetição, será que isso indica que o povo de Deus deste tempo se deixará novamente enganar e “tomar cativo” pela Babilónia e Egito antitípicos? A resposta é sim. A diferença é que, desta vez, o cativeiro não será físico mas ideológico, nos seus princípios, valores, doutrinas, sofismas e enganos. Espantosamente, este raciocínio não se trata de qualquer profecia ou antevisão do que irá acontecer, mas apenas a descrição daquilo que temos já hoje diante dos nossos olhos. Veja-se a simpatia com que mesmo entre o povo de Deus se olha atualmente para o romanismo, em plena imitação do que já acontece entre o protestantismo caído. Se há alguns anos um pastor e articulista adventista escrevesse um artigo afirmando que a liderança adventista deveria aprender com o que o papa tem feito, ou um professor de teologia apresentasse aulas elogiando o papado e levando os seus alunos a participar de retiros e celebrações católicas, isso seria motivo para fazer soar todos os alarmes; mas hoje, isso acontece normalmente, parece ser merecedor de elogios e é alegremente patrocinado. Frases como “Roma já não é o que era”, normalmente atribuídas a protestantes apostatados, são hoje escutadas nos meios adventistas. Mais: nos tempos bíblicos, havia entre o povo escolhido de Deus, incluindo líderes, aqueles que profanavam o templo com imagens e adoração pagãs. Nesse tempo, algumas das práticas que o próprio Deus denunciou ao profeta incluíam veneração aos mortos (Ezequiel 8:14) e adoração ao sol (8:16). Sendo que estes são dois traços caraterísticos fundamentais do catolicismo romano, faça o paralelo tipológico e tire a conclusão óbvia… E quanto ao ateísmo e secularismo? Poderá o último povo de Deus “aventurar-se” por esse caminho? Não apenas poderá como já o faz, não em segredo mas abertamente. Veja-se o desplante e o à vontade com que a agenda social de esquerda entrou e se instalou entre o povo adventista. O patrocínio e favorecimento da homossexualidade, que já vai ao ponto de termos pastores a ordenar anciãos homossexuais e a celebrar casamentos entre pessoas do mesmo sexo, bem como membros de igreja que são ativistas da mesma causa (a este propósito convém não confundir ações individuais de pessoas com a posição oficial e vinculativa da Igreja, que não reconhece este tipo de comportamento – o que descrevi são ações individuais); a dúvida lançada sobre o relato literal de Génesis 1 a 11 (ficou célebre aquela mãe que, em 2015 e publicamente, diante da igreja mundial, contou a história do seu filho que desde criança pequena até à Universidade sempre frequentou escolas adventistas e terminou a sua formação superior como ateu convicto, bem como o artigo numa publicação oficial da igreja a ridicularizar a crença numa criação em seis dias literais e consecutivos de 24 horas e a existência de um dilúvio universal); o questionamento de declarações e princípios bíblicos para defender doutrinas humanistas; a deturpação da clara orientação patriarcal das Escrituras (com as gravíssimas consequências administrativas que se avizinham), são apenas alguns exemplos que se podem citar. Quer isto dizer que estamos todos “condenados” a cativeiro? Bom, usando do mesmo princípio de paralelismo tipológico, é claro que não estamos. Mesmo em meio a apostasia, há sempre aqueles que não dobram os joelhos a Baal nem o beijam (I Reis 19:18) e que se aborrecem, não compactuam, gemem e suspiram pelas abominações que se praticam (Ezequiel 9:4). Diz a Escritura que “O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1:9). Fica claro que uma boa maneira de percebermos o que acontece hoje com o povo de Deus é estudar a história do povo de Deus que está revelada na Bíblia.]]>
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    <![CDATA[O maior erro de Caim]]> https://tempoprofetico.com.br/o-maior-erro-de-caim/ Sun, 07 Jun 2020 04:46:45 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1476

    Abel e Caim foram oferecer um sacrifício a Deus. Abel levou um cordeiro, conforme Deus tinha ordenado, Caim levou do fruto da terra, conforme sua própria vontade. Deus aceitou a oferta de Abel e não aceitou a de Caim. Então, Caim enfureceu-se e matou seu irmão Abel. Talvez este possa ser um resumo de uma das primeiras tragédias humanas e familiares que a Bíblia relata. E por isso, olhamos para Caim e percebemos que a maldição que lhe foi atribuída por Deus surgiu em consequência de ter assassinado seu irmão. Contudo, existem outros detalhes na história que nos permitem perceber melhor por que razão Caim chegou até esse ponto. O primeiro desses detalhes está ainda antes de Caim ter feito o horrível crime contra seu irmão. Em Génesis 4:6, logo a seguir a Caim se ter irado quando a sua oferta não foi aceite, Deus lhe pergunta: “Por que te iraste? E por que descaiu teu semblante?” O facto de Deus ter-se dirigido a Caim com perguntas, traz de imediato à memória o tratamento que o Senhor teve com o seu pai, Adão, no capítulo anterior, logo após a primeira desobediência: “Onde estás?” (3:9); “Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?” (3:10). Ou seja, em ambos os casos, Deus opta por realizar de imediato um juízo investigativo, um rigoroso apuramento dos factos, dando oportunidade ao errante para apresentar as suas razões. Adicionalmente, Ellen White explica o que Deus providenciou neste momento, apelando a Caim para que corrigisse o seu comportamento:
    “Deus condescendeu em mandar um anjo para conversar com ele. O anjo inquiriu quanto à razão de sua ira, e informou-o de que, se ele fizesse o bem e seguisse as orientações que Deus tinha dado, Ele o aceitaria e estimaria sua oferta. Mas se não se submetesse humildemente aos planos de Deus, crendo e obedecendo, Ele não podia aceitar sua oferta. Se fizesse o bem seria aceito por Deus, e seu irmão lhe daria ouvidos, e Caim o guiaria, porque era o mais velho. Mas mesmo depois de ser assim fielmente instruído, Caim não se arrependeu.” História da Redenção, p. 53
    Há ainda um outro apelo e advertência que Deus faz a Caim – depois da sua oferta ter sido rejeitada e antes de ele se levantar para tirar a vida de seu irmão, o Senhor diz-lhe:
    “Se bem fizerdes, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à tua porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás.” Génesis 4:7
    Um dado muito importante: a primeira pergunta que Deus faz neste último versículo (“Se bem fizerdes, não haverá aceitação para ti?”) comprova que Deus estava disposto a receber novamente um sacrifício de Caim e a aceitá-lo, desde que esse ato fosse efetuado conforme as instruções que Deus tinha dado a seus pais e, naturalmente, também a ele e seu irmão! Génesis 4:8 mostra que Caim não atendeu aos apelos divinos; pelo contrário, saiu em incredulidade e rebelião contra Deus para tirar a vida do seu irmão:
    “E falou Caim com o seu irmão Abel: e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou.”
    A serva do Senhor esclarece ainda:
    “Caim era incrédulo quanto à necessidade de sacrifícios; recusou-se a discernir que Cristo era tipificado pelo cordeiro morto; o sangue de animais parecia-lhe não ter virtude alguma. O evangelho foi pregado a Caim, assim como para seu irmão; mas foi-lhe um cheiro de morte para morte, visto como não reconheceu, no sangue do cordeiro sacrifical, a Jesus Cristo – a única provisão feita para salvação do homem.” Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 231
    Portanto, apesar do seu erro inicial, ainda assim Caim teve uma nova e grande oportunidade de encontrar o favor divino; mas ele recusou, rejeitou essa oferta de graça e misericórdia de Deus, entregando-se a uma rebelião declarada contra Ele. Ellen White descreve assim o contraste entre os comportamentos de Abel e de Caim:
    “Abel escolheu a fé e a obediência; Caim, a incredulidade e a rebeldia. Nisto consistia toda a questão.” Patriarcas e Profetas, p. 72
    Já vimos que logo após ter rejeitado a oferta de Caim, o Senhor entrou em ação para tentar recuperar o errante, fazendo-lhe algumas perguntas. Ora, o mesmo aconteceu após o assassínio de Abel:
    “E disse o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão?” Génesis 4:9
    Espantosamente, depois de já ter sido advertido por Deus e não restando justificação para o seu ato, Caim repete um erro que seus pais tinham cometido no Éden: culpar outros pelos próprios erros – Adão culpou Eva e o próprio Deus (3:12); Eva culpou a serpente (3:13); e agora, além de proferir uma mentira, Caim culpou o próprio irmão, respondendo: “Não sei: sou eu o guardador de meu irmão?”, como que querendo dizer que Abel é que devia ter tido cuidado com ele mesmo. Nada pode ficar escondido e desconhecido aos olhos de Deus. Por isso, em Génesis 4:10-12, Deus profere uma pesada sentença sobre Caim, amaldiçoando-o na terra onde deveria viver. A reação de Caim é esclarecedora: “É maior a minha maldade que a possa ser perdoada” (4:13). Tragicamente, Caim não quis ouvir, antes recusou as oportunidades que Deus lhe deu para arrependimento e confissão, para apresentar um novo sacrifício que o Senhor aceitaria. Lançando-se em rebelião declarada contra Deus, matando seu irmão e tentando fugir a quaisquer responsabilidades, passou para lá do alcance da graça de Deus, aquele ponto em que a rejeição propositada do Espírito do Senhor nos torna portadores do pecado imperdoável (Mateus 12:32, Marcos 3:29). Conclusão: o maior erro de Caim não foi oferecer os frutos da terra, mas sim rejeitar os apelos de arrependimento da parte de Deus, recusar confessar o seu erro mesmo quando diretamente questionado, e finalmente declarar-se em rebelião contra Deus. No fundo, Caim repetiu a experiência de Lúcifer, exatamente como repetimos todos nós quando temos os mesmos comportamentos e atitudes.]]>
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    <![CDATA[A eternização da graça de Deus]]> https://tempoprofetico.com.br/a-eternizacao-da-graca-de-deus/ Sun, 07 Jun 2020 04:49:31 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1480 Não é novidade para ninguém que preferimos o agradável ao desagradável, o confortável ao desconfortável. O problema apenas surge quando o desagradável e o desconfortável são uma inevitabilidade que não conseguimos contornar nem eliminar. O mesmo acontece na vida cristã. É certamente melhor nos demorarmos em contemplação e desfrute daquilo que é bom, que nos faz sentir bem, que dá uma sensação ou certeza de alegria, satisfação, descanso e segurança. Contudo, não devemos esquecer que isso pode não corresponder necessariamente à realidade que nos rodeia, envolve, ultrapassa e transcende. A graça de Deus é agradável e confortável, dá segurança e certeza para o que está à frente. E por isso, muito do mundo cristão, Adventistas incluídos, se demora na graça de Deus, na sua misericórdia e compaixão para com a raça caída. É isso mau? Não, de forma alguma – apenas convém relembrar que é perigoso quando não o fazemos dentro do âmbito completo desse favor imerecido que Deus nos oferece: como um belíssimo e primaveril dia de sol, a graça de Deus acaba. Leia com atenção estes textos de Ellen White:
    “Quando a obra de investigação se encerrar, examinados e decididos os casos dos que em todos os séculos professaram ser seguidores de Cristo, então, e somente então, se encerrará o tempo da graça, fechando-se a porta da misericórdia.” Cristo em Seu Santuário, p. 101 “Era necessário que os homens fossem advertidos do perigo; que se despertassem a fim de preparar-se para os acontecimentos solenes ligados ao final do tempo da graça.” O Grande Conflito, p. 310 “A grande prova final virá no fim do tempo da graça, quando será tarde demais para se suprirem as necessidades do espírito.” Parábolas de Jesus, p. 412 “Os ímpios passaram os limites de seu tempo de graça; o Espírito de Deus, persistentemente resistido, foi, por fim, retirado.” O Grande Conflito, p. 614
    O que erradamente fazemos é, através do nosso comportamento errado e noções deturpadas, querer eternizar a graça de Deus, como se estivesse sempre ali à mercê e disposição aleatória, pronta ou prontíssima para uso de recurso em todo o devaneio em que a mente carnal incorra, tratando-a como um seguro de vida vitalício, eterno, sem fim ou limites, que podemos usar e abusar sem qualquer refreio ou cuidado especial. Isso arrasta, adia sine die o arrependimento e a conversão necessários à salvação. Ao estilo evangélico, dizemos não acreditar num “salvo uma vez salvo para sempre”, mas acreditamos num “recebendo a graça uma vez recebemos para sempre”, apenas para terminar no mesmo fim. Dito de outra forma, deixamos de pecar para passarmos a viver em pecado, o que é bem pior. Talvez seja boa ideia perceber até onde o apóstolo nos quis alertar quando repetiu várias vezes: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações” (Hebreus 4:7). É que amanhã pode ser tarde demais. ]]>
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    <![CDATA[A reinvenção do cotidiano]]> https://tempoprofetico.com.br/a-reinvencao-do-cotidiano/ Sun, 07 Jun 2020 05:01:36 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1485

    Ao longo do tempo, as doenças infecciosas têm mudado a sorte de impérios, tirado cidades do mapa e redefinido conceitos religiosos. ­Muitas pragas efetivamente alteraram o rumo da história. O problema era tão sério que, na primeira metade do século 20, o bacteriologista Hans Zinsser ironizou: “A doença infecciosa é uma das poucas aventuras genuínas deixadas no mundo. Os dragões estão todos mortos e a lança está enferrujando no canto da chaminé” (Rats, Lice and History [Black Dog & Leventhal, 1935], p. 13).

    Então, aparentemente, a situação ficou mais tranquila. Parecia que estávamos ganhando a guerra. “Pela primeira vez na história, parasitas, vírus, bactérias e outras doenças infecciosas não são a principal causa de morte e incapacitação em nenhuma região do mundo”, observou recentemente o especialista em saúde global Thomas J. Bollyky (Plagues and the Paradox of Progress [MIT Press, 2018], p. xiii). Seu livro foi classificado pelo jornal Financial Times como “marcante” e pela revista Nature como “um estudo rico e incisivo”.

    No entanto, de repente, o novo vírus veio para desafiar nosso progresso. É verdade que vários estudos também haviam alertado sobre a possibilidade de novas pandemias, mas os governantes não levaram a sério as advertências. E aconteceu o que aconteceu. Mundo parado por um minúsculo vírus (bem, “zilhões” deles), cidades vazias, templos do consumo silenciosos, selfies com Monalisa interrompidas, ritual de despedida negado a muitos, ninguém esteve imune ao caos. A crise acabou revelando o tamanho real das pessoas e nos forçou a repensar a vida e o futuro. Afinal, grandes catástrofes nivelam o mundo, mostram o que tem valor e sinalizam o que é descartável.

    Vários filósofos e sociólogos, refletindo sobre o que nos aguarda, sugeriram que precisamos mudar a maneira de viver. Momentos de dissonância cognitiva, em que o discurso conhecido não mais faz sentido, exigem reinterpretações. Alguns ativistas reforçaram o pedido de uma constituição global da Terra como ferramenta de governança, pois, segundo matéria do jornal El País, “crises globais exigem soluções globais”.

    Deus nos chamou para ajudar o mundo a entender o que está acontecendo no nível macro

    O ponto é que, apesar dos infindáveis estudos científicos, não sabemos o dia em que o inimigo invisível irá embora, nem exatamente o que vai acontecer no pós-pandemia. Em matéria na revista Scientific American, Jessica Hullman argumentou que os modelos matemáticos não são totalmente confiáveis, pois os dados que os alimentam são incompletos, os computadores apresentam simplificações grosseiras das situações reais e existem fatores não mensuráveis, como a reação humana. Assim, a incerteza prevalece.

    Felizmente, os cristãos não dependem apenas de matemática ou filosofia para enfrentar o futuro. Temos a Palavra revelada que nos ajuda a vislumbrar o fim desde o princípio, a ir além das manchetes e a caminhar com fé em meio ao medo. Resistindo aos arautos do negacionismo e aos profetas do alarmismo, com suas respostas inadequadas, vimos que é possível criar espaços para iniciativas práticas, assistência pastoral/psicológica inestimável e pensamento teológico sério.

    Assim como ocorreu em outras épocas, Deus nos chamou também para ajudar o mundo a entender o que está acontecendo no nível macro e a se preparar para tempos ainda mais difíceis, como as sete pragas finais, tema de capa desta edição. Mas, até lá, devemos viver com total confiança Naquele que segura os ventos e controla todas as coisas. Dias melhores, sem vírus, estão pela frente.

    MARCOS DE BENEDICTO é o editor da Revista Adventista

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    <![CDATA[Sair das grandes cidades: agora ou quando? Parte I]]> https://tempoprofetico.com.br/sair-das-grandes-cidades-agora-ou-quando-parte-i/ Fri, 12 Jun 2020 21:52:40 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1492 Em tempos de crise e tensão ressurge entre os adventistas um interesse sobre os eventos finais, tema esse que deveria ser objeto contínuo de cuidadosa reflexão, pois Ellen White, mensageira e co-fundadora da Igreja Adventista, recomendou: “Deve-se fazer um grande esforço para manter este assunto perante o povo”. Em situações ameaçadoras surgem alusões escatológicas de todos os perfis, e entre elas, as que exortam o abandono imediato das grandes cidades. O que existe revelado sobre essa questão nos escritos inspirados deixados por ela é o que será considerado neste artigo. Denis Fortin, um dos editores da Enciclopédia Ellen G. White, menciona os argumentos principais em torno dos quais giram os apelos de Ellen White para as famílias adventistas mudarem para áreas rurais, conforme citações encontradas no livro Vida no Campo. Ele afirma que a maioria desses conselhos foram escritos entre 1890 e 1910 e tiveram como objetivo incentivar um estilo de vida mais simples, o desenvolvimento do caráter e a obtenção de melhor saúde física, mental e espiritual.

    Leia também:

    Uma abordagem consciente desse tema deve levar em conta pelo menos quatro aspectos: 1) As vantagens e desafios de se mudar para o campo; 2) a orientação escatológica para sair das grandes cidades e o decreto dominical; 3) o tempo para vender propriedades e 4) o compromisso da Igreja Adventista com os grandes centros.

    Vantagens e desafios de se mudar para o campo

    É inegável o conjunto de recomendações e razões deixadas para que os adventistas do sétimo dia possam optar por viver junto à natureza. Ellen White escreveu sobre isso em várias ocasiões e esses conselhos estão registrados em muitos de seus livros, e guardam estreita relação com a proposta de um estilo de vida saudável. Além dos perigos e riscos de viver nas cidades grandes, destacam-se muitas vantagens de uma vida no campo. Algumas delas são: 1) Proporciona melhor ambiente para a família e para a educação dos filhos; 2) gera oportunidade para uma vida mais espiritual e missionária; 3) permite afastar-se dos elementos nocivos e tentadores das cidades; 4) facilita a edificação do caráter; 5) oferece benefícios físicos, mentais e espirituais para todos os membros da família; 6) propicia cultivar os próprios alimentos; 7) possibilita estar em contato direto com as obras de Deus na natureza. Em 1903, ela escreveu: “Deve-se sair das grandes cidades o mais depressa possível e adquirir um pedaço de terra, onde seja possível ter um jardim em que os filhos vejam as flores crescer e delas aprendam lições de simplicidade e pureza”. Esse parágrafo responde a questão levantada neste tópico, sugerindo que o tempo para sair das grandes cidades deve ser o mais depressa possível. Mas isso precisa ser claramente compreendido. Por isso, recomenda-se, para uma visão mais abrangente, a leitura do livro Vida no Campo ou do capítulo “Vida no campo”, de Eventos Finais, de autoria de Ellen White. A mensagem para deixar as grandes cidades o mais depressa possível, como muitos outros conselhos de Ellen White, tinha como pano de fundo a convicção da iminência da volta de Cristo e um senso de urgência para a pregação do evangelho, que caracterizou os pioneiros adventistas. Mas a recomendação de mudança para o campo é apresentada com o reconhecimento de que alguns poderiam ter dificuldades para deixar tudo imediatamente; e, sem condená-los, ela indica qual deveria ser a conduta desses irmãos: “Mas até que seja possível sair, durante todo o tempo que permanecerem ali, devem ser muito ativos em fazer trabalho missionário, por mais limitada que seja sua esfera de influência”.

    Análise individual

    Ellen White apela para sair o quanto antes e, ao mesmo tempo, admite a existência de impedimentos circunstanciais aceitáveis. Deve-se observar, ainda, as recomendações para cuidadosa avaliação e planejamento envolvidos na mudança e o caráter pessoal dessa decisão. Na seção VII do livro Vida no Campo encontra-se uma carta que ela escreveu em 1892 em resposta à notícia recebida de que muitas famílias estavam se preparando para sair da cidade de Battle Creek, então sede do adventismo. Veja dois trechos: Primeiro: “Vossa carta me diz, meu irmão, que há muitas pessoas que estão profundamente empolgadas no sentido de se mudarem de Battle Creek. Há necessidade, grande necessidade, de esse trabalho ser feito, e agora. Aqueles que têm consciência disto, finalmente, devem se mudar, mas não o façam às pressas, com excitação, de maneira precipitada ou de um modo em que, no futuro, se tenham de arrepender profundamente de se haverem mudado”. Segundo: “Nada se faça de maneira desordenada, para que não haja grande perda ou sacrifício de propriedade, devido a discursos ardentes e impulsivos que despertam um entusiasmo que não é segundo a vontade de Deus; para que, por falta de equilibrada moderação, da devida reflexão, e de sãos princípios e propósitos, uma vitória que necessitava ser ganha se transforme em derrota”. Mais um conselho precioso foi dado: “Pode haver indivíduos que façam tudo precipitadamente e entrem em algum negócio de que nada sabem. Deus não exige tal coisa. Pensai com simplicidade, de maneira piedosa, estudando a Palavra de Deus com todo cuidado e devoção, tendo o espírito e o coração despertos para ouvir a voz de Deus”. Portanto, a decisão quanto ao tempo para sair das grandes cidades é uma resposta individual, resultante de comunhão pessoal com Deus, planejamento consciente e nunca da pressão de discursos acalorados e alarmistas.

    Referências

    1. White, Ellen G. Fundamentos da Educação Cristã. Casa Publicadora Brasileira, 1975, p. 336. 2. Fortin, Denis. “Vida no Campo”. Fortin, Denis & Moon, Jerry (edit.). Enciclopédia Ellen G. White. Casa Publicadora Brasileira, 2018, p. 1361. 3. White, Ellen G. Eventos Finais. Casa Publicadora Brasileira, 2014, p. 61. 4. Idem, p. 76 5. White, Ellen G. Vida no Campo. Casa Publicadora Brasileira, 1983, p. 37. 6. Idem, p. 39-40.]]>
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    <![CDATA[Eu os Enganarei…]]> https://tempoprofetico.com.br/eu-os-enganarei-2/ Fri, 17 Jul 2020 01:10:33 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1500

    Precisamos entender à luz de toda a Bíblia o que significa o falso profeta ser enganado pelo próprio Deus (verso 9).

    Denis Versiani “Quando qualquer israelita ou qualquer estrangeiro residente em Israel separar-se de Mim, erguer ídolos em seu coração e puser um tropeço ímpio diante de si e depois for a um profeta para Me consultar, Eu, o Senhor, Eu mesmo, responderei a ele. Voltarei o Meu rosto contra aquele homem e farei dele um exemplo e um objeto de zombaria. Eu o eliminarei do meio do meu povo. E vocês saberão que Eu sou o Senhor. E, se o profeta for enganado e levado a proferir uma profecia, Eu, o Senhor, terei enganado aquele profeta e estenderei o Meu braço contra ele e o destruirei, tirando-o do meio de Israel, o meu povo” (Ezequiel 14:7-9). Ao lermos um texto como esse na Bíblia, é natural ficarmos confusos. Como um Deus verdadeiro, fiel e justo pode enganar uma pessoa, sobretudo, um profeta? Profetas não são homens e mulheres enviados por Deus para repreender, orientar e corrigir o seu povo? Como, então Deus mandaria um profeta falar oráculos enganosos? Perguntas como essas fazem muita gente considerar a fé em Deus como um grande engano. Para responder a essas questões precisamos partir do pressuposto de que a Bíblia é a revelação de Deus. Por isso podemos encontrar na própria Bíblia a resposta a essas perguntas. O livro de Ezequiel foi escrito no contexto da ruína de Judá e do cativeiro babilônico. O povo escolhido de Deus havia abandonado a aliança e mergulhado na prática de pecados detestáveis a Deus, como prostituição, corrupção, opressão e idolatria. Podemos dizer que a idolatria foi a causadora de toda degradação moral, ética e cultural, levando Israel a se afastar dos caminhos do Senhor. Antes de Jerusalém ser destruída pelos caldeus, vários profetas foram enviados por Deus a avisar o povo de Judá sobre os perigos que a nação corria. Nesse mesmo momento, Satanás também levantou os seus falsos profetas para enganar o povo. Mas o povo decidiu ouvir as falsas mensagens de paz, em vez de atender as advertências de Deus. É mais fácil ouvir palavras agradáveis do que repreensões duras. No capítulo 13, Ezequiel fala em nome do Senhor a esses homens e mulheres usados por Satanás para enganar o povo. “Filho do homem, profetize contra os profetas de Israel que estão profetizando agora. Diga àqueles que estão profetizando pela sua própria imaginação: Ouçam a palavra do Senhor! Assim diz o Soberano, o Senhor: Ai dos profetas tolos que seguem o seu próprio espírito e não viram nada! … Suas visões são falsas; suas adivinhações, mentira. Dizem ‘Palavra do Senhor’, quando o Senhor não os enviou; contudo, esperam que as suas palavras se cumpram… Por causa de suas palavras falsas e de suas visões mentirosas, estou contra vocês. Porque fazem o meu povo desviar-se dizendo-lhes ‘Paz’ quando não há paz…” (Ezequiel 13:1-10). Aqueles momentos não eram de paz. Os filhos de Israel estavam diante da sua ruína, mas preferiam se enganar na mentira satânica de paz e segurança. Em todo o capítulo 13, Ezequiel profere oráculos de repreensão e juízo contra esses profetas e profetisas de Satanás. “Por isso, vocês não terão mais visões falsas e nunca mais vão praticar adivinhação. Livrarei o Meu povo das mãos de vocês. E então vocês saberão que Eu sou o Senhor” (Ezequiel 13:23). Dura foi a resposta que Ezequiel deu a esses líderes. “Por isso, diga à nação de Israel: Assim diz o Soberano, o Senhor: Arrependa-se! Desvie-se dos seus ídolos e renuncie a todas as práticas detestáveis” (Ezequiel 14:6). É nesse contexto que Ezequiel profere o oráculo dos versos 7 a 9, citados no início deste artigo. Todo homem que procurasse um falso profeta receberia uma resposta do próprio Deus, na forma de vergonha e castigo (versos 7, 8). O fato de o falso profeta ser enganado pelo próprio Deus (verso 9) deve ser entendido à luz de toda a Bíblia. A Bíblia diz que Deus endureceu o coração de Faraó (Êxodo 4:21), o coração de Acabe e os profetas (1 Reis 22:22), e incitou Davi a fazer o censo militar em Israel (2 Samuel 24:1). Mas, Deus não poderia se irar contra um mal que Ele mesmo causou. Isso seria injusto! O costume de Israel atribuir a Deus aquilo que Ele não impede de acontecer era uma cosmovisão comum nos povos do antigo Oriente. A Bíblia diz que aquilo que Deus não permite não vai acontecer. Por isso, sabemos que Satanás e seus anjos são autorizados a praticar o mal de forma limitada. Foi Satanás que incitou a rebeldia de Faraó, o engano no coração de Acabe e dos profetas de Baal, e o orgulho em Davi, da mesma forma como enganou os falsos profetas com manifestações espiritualistas no caso de Ezequiel. Ele é o pai da mentira, não Deus (João 8:44). Esse é o dilema de Deus. Num mundo de pecado, Deus precisou permitir que o mal se manifestasse para que a humanidade e os seres criados do Universo pudessem testemunhar os frutos da rebeldia de Lúcifer no Céu (Ezequiel 28:13-17; Isaías 14:12-14). Quando alguém decide se afastar de Deus, ele abre o coração para as influências do pecado. É assim que, sob a permissão de Deus, o homem sucumbe às tentações de Satanás. Isso é o que chamamos de livre arbítrio. Deus não vai obrigar ninguém a serví-Lo, da mesma forma como não vai induzir ninguém ao erro. Ele respeita a nossa vontade de nos entregarmos aos nossos impulsos naturais. Mas, se agirmos assim, vamos ter que encarar o castigo de Deus, mais cedo ou mais tarde. Foi assim que, acreditando nas falsas profecias de paz, Israel encontrou a guerra, e sucumbiu facilmente diante do inimigo. Amigo leitor, hoje nós estamos diante do mesmo perigo. Jesus disse: “Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em Meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo!’ e enganarão a muitos… Naquele tempo… numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos” (Mateus 24:4, 11). Esse é um dos sinais que mostram que estamos no limiar de um novo tempo. Muito em breve, o grande conflito entre Cristo e Satanás vai chegar ao seu ápice, e a última geração vai ter que se posicionar entre adorar o único Deus, ou se prostrar diante da imagem da besta. Hoje, vemos falsos profetas realizando sinais e prodígios, como curas miraculosas, expulsão de demônios e transes místicos. Outros pregam doutrinas espiritualistas, realizando manifestações mediúnicas de adivinhação ou comunicação com os mortos, práticas abomináveis, segundo a Bíblia (veja Levítico 19:31; Deuteronômio 18:10, 11). Professos cristãos pregam a prosperidade como resultado de suas ofertas, ou a liberação sexual baseada no amor ao próximo. Eles negam a lei de Deus, alegando que ela foi abolida na cruz. De fato, muitos deles fazem isso com tanta convicção que faz parecer que realmente crêem nos seus próprios enganos. A situação está tão terrível hoje, que ficamos perplexos, sem saber em que acreditar. “Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos” (Mateus 24:24). “Vejam que Eu os avisei antecipadamente” (Mateus 24:25 – leia até o verso 28). Da mesma forma que Deus avisou Israel por meio dos verdadeiros profetas, Ele também nos avisou, para que não morrêssemos entregues ao engano, assi como foi na época de Ezequiel. Amigo, o oráculo de Ezequiel 14:7-9 é uma profecia que se estende a nós, de forma universal. Ezequiel continua dizendo que “o profeta será tão culpado quanto aquele que o consultar; ambos serão castigados. Isso para que a nação de Israel não se desvie mais de Mim nem mais se contamine com todos os seus pecados. Serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus” (Ezequiel 14:10, 11 – veja Apocalipse 21:3). Quando Cristo voltar, Ele virá separar o joio do trigo, os maus dos bons. Os Seus escolhidos, aqueles que permaneceram fiéis e atenderam aos avisos de Jesus serão resgatados pelos santos anjos, e subirão para encontrar o Senhor nos ares para estar para sempre com Ele (Mateus 24:31; 1 Tessalonicenses 4:16, 17). Já, os ímpios serão destruídos, juntos com Satanás e seus anjos, pelo sopro da boca de Deus, não importam quantos “milagres”, sinais e maravilhas tenham feito (2 Tessalonicenses 2:8, 9). Querido leitor, Deus não engana a ninguém, mas também não impede que o homem se entregue a seus próprios enganos. Por isso, não se deixe enganar: “de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear isso também colherá” (Gálatas 6:7). Permita que Deus imprima no seu coração as verdades que levam à vida. Converta-se a Deus e busque a Cristo em oração e pelo estudo da Bíblia. Erga a Deus um altar no seu coração, e se apresente a Ele diariamente como sacrifício vivo, santo e agradável, por meio de um culto racional. Quem busca conhecer e servir a Deus de coração não será desamparado; e, no final dessa História, começará uma nova História, fazendo parte do povo de Deus na eternidade. Confie em Deus, pois Ele é justo e verdadeiro! Que Deus abençoe você!]]>
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    <![CDATA[O Bem e o Mal vem do Senhor?]]> https://tempoprofetico.com.br/o-bem-e-o-mal-vem-do-senhor/ Fri, 17 Jul 2020 01:12:41 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1504

    Pensamentos sobre Lamentações 3:37 e 38.

    Denis Versiani “Quem poderá falar e fazer acontecer, se o Senhor não o tiver decretado? Não é da boca do Altíssimo que vêm tanto as desgraças como as bênçãos?” (Lamentações 3:37, 38). Ao ler um verso como esse, um leitor desatento corre o risco de pensar que o “bom Deus” dos cristãos é na verdade um tirano implacável e sem escrúpulos. Por que Jeremias diz que bênçãos e desgraças provém de um Deus que a Bíblia descreve como sendo de amor? Como o mal pode sair das mãos de um Deus essencialmente bom? Para entendermos isso, precisamos estudar o contexto em que Jeremias o escreveu. Aqueles foram tempos difíceis, sobretudo após a morte do rei Josias. Os quatro últimos reis de Judá, Jeoacaz, Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, fizeram “o que era mal perante o Senhor” (2 Reis 24:19). O cenário político e religioso estava se deteriorando rapidamente, diante das ameaças externas ao reino de Judá. Por quarenta anos, Jeremias aconselhou o povo e os líderes de Judá para que se arrependessem dos seus pecados e se convertessem novamente ao Senhor, abandonando a idolatria, o formalismo religioso, a corrupção e a opressão. Mas de nada serviram suas advertências. Judá afundou cada vez mais em seus pecados. A maior dor de um pai é ter que castigar o seu filho. Mas, quantas vezes, após muitos avisos, o castigo e até a palmada ou chinelada são a última opção para fazer a criança se dar conta do seu erro. Muitas vezes, o filho colhe os frutos da sua própria desobediência, caindo da cadeira onde ele estava pulando, cortando o dedo por brincar com a faca afiada, ou engravidando depois de tantos alertas dos pais. Aliás, às vezes, os pais precisam deixar os filhos colherem as consequências dos seus erros. Infelizmente, faz parte da educação dos filhos num mundo pecador, que eles aprendam “se dando mal”. Mais triste é quando precisam intervir de forma dura para repreender um filho imaturo ou rebelde. Foi o que Deus precisou fazer! Mais de cem anos antes da queda de Jerusalém, os profetas Miquéias e Habacuque predisseram a destruição de Judá, porque os seus líderes edificavam “a Sião com sangue e a Jerusalém, com perversidade”. Mas, a despeito dos oráculos proféticos, a incredulidade se tornou uma doença, e o povo insistia em pensar que estava seguro no seu formalismo religioso misturado com idolatria e corrupção. Foi nesse momento, enquanto a crise política e religiosa se aprofundava, que Jeremias começou a escrever seus poemas de lamentação. Jeremias retratou publicamente a condição desesperadora de Judá. Nas ondas de ataques dos caldeus ele disse: “Judá foi levado ao exílio, afligido e sob grande servidão; habita entre as nações e não acha descanso; todos os seus perseguidores o apanham nas suas angústias” (Lamentações 1:3). “O Senhor… derrubou ao chão e desonrou o seu reino e os seus líderes. Em sua flamejante ira, cortou todo o poder de Israel. Retirou a sua mão direita diante da aproximação do inimigo. Queimou Jacó como um fogo ardente que consome tudo ao redor” (Lamentações 2:1-3). Israel era o povo da aliança, liberto da escravidão por Deus, guiado em segurança pelo deserto. Deus lutou suas batalhas e os levou até Canaã. Israel tinha uma missão especial como povo escolhido. Por seu exemplo de saúde, sabedoria e obediência a Deus (Deuteronômio 4:6), Israel deveria guiar as nações à promessa do Messias, a semente da linhagem de Davi, que traria salvação ao mundo. O próprio Moisés, no fim do seu ministério, discursando a Israel, alertou que o povo tinha nas suas mãos bênção ou maldição. Se andassem nos caminhos do Senhor, seriam abençoados e andariam seguros. Se rejeitassem a aliança, Deus os consumiria com seca, fome e doenças; as outras nações os dominariam, até que fossem totalmente destruídos (Deuteronômio 28:15-68). Essa era uma profecia condicional, cujo cumprimento, para o bem ou para o mal, ocorreria segundo a escolha da nação. Nesse contexto, Jeremias lamenta a péssima escolha tomada por geração após geração, dizendo: “Quem poderá falar e fazer acontecer, se o Senhor não o tiver decretado? Não é da boca do Altíssimo que vêm tanto as desgraças como as bênçãos?” (Lamentações 3:37, 38). Por renegar a sua responsabilidade em proclamar a Salvação ao mundo pecador, por rejeitar a aliança, Israel estava sendo rejeitado. Deus estava retirando a sua mão direita, liberando o caminho para o inimigo arrasar aquele povo rebelde (Lamentações 2:3). Israel sofreu as mais intensas dificuldades durante o cerco babilônico. Praticamente toda a população foi arrasada pelas sucessivas ondas de ataques entre 588 e 586 a.C. Muitos foram levados cativos. Os mais pobres foram abandonados, espalhados pelas cidades e regiões rurais destruídas pelos ataques. Foi pela desobediência obstinada de Israel que Deus trouxe a desgraça. Ao ver Deus trazendo desgraça sobre o ser humano, não podemos dizer que Ele é injusto ou cruel. Jeremias diz: “Como pode um homem reclamar quando é punido por seus pecados?” (Lamentações 3:39). O Midrash, comentário judeu tradicional escreve: “Para ele, viver é suficiente” (Midrash Rabbah, Lamentations, séc. 9). Isso quer dizer que só o fato de estar vivo já é suficiente para lembrar que a mão divina o preserva, a despeito do mal que cometeu e de suas consequências. Jeremias usa de um pouco de ironia para dizer que não faltaram advertências e convites ao arrependimento. Mas, ainda agora, sob os juízos e castigos de Deus, a vida do pecador é preservada, a fim de que aprenda, se arrependa e se converta a Deus, dizendo: Pecamos e nos rebelamos, [por isso] Tu não nos perdoaste” (Lamentações 3:40-42). Isso nos traz algumas lições. A primeira delas é que, embora a graça de Deus seja sem limites para salvar o pecador arrependido e cuidar dele (Mateus 5:45), a paciência de Deus para com o rebelde insistente tem limites, e um dia acaba. Chega uma hora em que, para impedir que o mal se perpetue, Deus, em sua ira e desagrado, vai intervir, quebrando o orgulho do pecador obstinado, trazendo doença, falência, angústia e morte, se preciso. Não se esqueça, há uma grande diferença entre liberdade e libertinagem. Libertinagem é se entregar sem moderação a tudo o que degrada e destrói neste mundo pecador. É nessa falsa sensação de liberdade que o diabo torna o pecador escravo da sua própria vontade. Liberdade real é o direito de ir e vir dentro de limites pré-estabelecidos para a segurança e felicidade de quem quer ser livre. Foi o próprio Deus quem estabeleceu esses parâmetros desde a criação. Outra lição é que Deus não tem prazer em castigar o injusto. “O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nEle, para com aqueles que O buscam” (Lamentações 3:25). “Porque não é do Seu agrado trazer aflição e tristeza aos filhos dos homens” (Lamentações 3:33). Mas, Ele o faz, com o objetivo de levar o pecador a acordar para vida, e se arrepender, convertendo-se dos seus maus caminhos. “Porque o Senhor não o desprezará para sempre. Embora Ele traga tristeza, mostrará compaixão, tão grande é o Seu amor infalível” (Lamentações 3:31, 32). Querido leitor, como um pai que não retém a vara ao seu filho a quem quer bem (Provérbios 13:24), o Senhor corrige a quem ama (Provérbios 3:12). Pode ser que você não leve a vontade de Deus a sério. Pode ser que você esteja brincando com o fogo do pecado. Se esse é o seu caso, é hora de acordar e ver que você está em perigo. Acredite, você não vai viver para sempre! Depois da morte virá o juízo (Hebreus 9:27), a hora em que você ressuscitará para prestar contas a Deus por tudo o que você faz aqui, quer seja bom ou mau (Eclesiastes 12:13, 14). Não se esqueça que cada milissegundo da sua vida é presente de Deus a você. Por isso, converta o seu coração a Deus, pois Ele tem misericórdia de você, e quer lhe dar muito mais do que essa vida pecadora e limitada pode oferecer. Um dia, os juízos de Deus vão recair sobre a Terra, para purificá-la do pecado. Nesse dia, pecado e pecador serão destruídos, mas quem permanecer fiel a Ele receberá a coroa da vida eterna (Apocalipse 2:10; 3:11). Então, juízo! E que Deus o abençoe!]]>
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    <![CDATA[O Espírito Santo vai se retirar da terra, ou só dos ímpios?]]> https://tempoprofetico.com.br/o-espirito-santo-vai-se-retirar-da-terra-ou-so-dos-impios/ Fri, 17 Jul 2020 01:25:02 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1508

    O Espírito Santo e o Tempo do Fim. Como vai ser viver sem um intercessor?

    Denis Versiani

    “Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se” (Apocalipse 22:11).

    Eu conheci a história de uma agência de banco que funcionava dentro de um campus universitário. Se eu não me engano, essa agência havia sido roubada quatro vezes. De trágica, a situação estava chegando a um ponto de se tornar cômica. Eu ouvi dizer que, na última vez, os gerentes foram avisados que eles seriam assaltados naquela semana. O óbvio a se fazer era contactar a polícia, ou solicitar reforço da equipe de segurança contratada para defender a agência. Mas nada que fosse eficaz foi feito; e aquela agência foi assaltada mais uma vez. Em vez de revisar seus procedimentos de segurança, o banco resolveu fechar aquela agência para evitar mais prejuízos.

    “Entendam isso: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Assim, vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam” (Mateus 24:43, 44). Antes de voltar ao Céu para nos preparar um lugar, Jesus deixou claro que, ainda que a data não tenha sido revelada, sinais na sociedade e na natureza anunciariam que Jesus está voltando (veja Mateus 24, 25). Para que os seus filhos estivessem preparados, Jesus garantiu que não estaríamos sozinhos.

    “Quando o Consolador vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado porque os homens não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e vocês não me verão mais; e do juízo, porque o príncipe desse mundo já está condenado” (João 16:8-11). “Mas, quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si esmo; falará apenas o que ouvir, e anunciará a vocês o que está por vir” (João 16:13).

    O ministério do Espírito Santo, simbolizado pelo candelabro de sete lâmpadas no lugar santo está intimamente relacionado ao ministério de Jesus Cristo como Sumo Sacerdote do Santuário Celestial. Desde sua entronização no céu, Jesus desempenha a função sacerdotal de intercessor entre o homem pecador e o Santo Deus. Por meio dos méritos do seu sangue, derramado em um único e suficiente sacrifício, Jesus concede perdão e propicia justiça a todo coração arrependido (Hebreus 9:11, 12; 1 João 1:9; 2:1, 2). Ao ser entronizado, Jesus enviou para nós o Espírito Santo, que atua na mente e no coração do pecador, levando-o a compreender as escrituras, a desenvolver fé na graça salvadora e a participar de um processo diário de conversão. Por meio do Espírito, o ser humano tem acesso direto ao trono da graça, adquirido por meio dos méritos de Cristo. Ou seja, o Espírito Santo atua ativamente na obra da santificação, em que o caráter do homem gradualmente se molda à imagem do caráter de Deus.

    Ao convencer o mundo do pecado, o Espírito faz o pecador ter consciência de que sua natureza é naturalmente pecaminosa e incurável por meio de esforços humanos (Isaías 64:6; Jeremias 17:9, 10; Mateus 15:19). É permitindo a atuação do Espírito Santo que o homem se convence da justiça; ou seja, vendo que a sua natureza é essencialmente má, o homem é conduzido ao arrependimento e confissão dos pecados, recebendo a justiça imputada de Cristo por meio da oração da fé (Marcos 9:24). Ao convencer o ser humano do juízo, o Espírito Santo coloca no coração do homem o senso do que é certo e errado, e a consciência de que suas ações, boas e más, até as que estão escondidas, não passarão sem ser notadas (Eclesiastes 12:13, 14).

    Expiação significa purificação, conciliação. Quando o dia antitípico da expiação anunciado em Daniel 8:14 começou no Santuário Celestial, Jesus, nosso Sumo Sacerdote, iniciou uma nova fase em seu ministério, a fase judicial. Além de nosso advogado e intercessor perante Deus, Jesus se tornou juiz diante de Deus, investigando todas as ações e motivações de cada coração desde Adão. Essa é a fase mais solene da história da Terra. Jesus, que assumiu na cruz a responsabilidade pelos pecados dos homens, começou a dar cabo do pecado, separando o joio do trigo, o justo do injusto. O juízo investigativo é o processo jurídico em que Jesus atribui ao culpado a condenação pelos seus pecados. O que se arrependeu e confessou confiante nos méritos da cruz, Jesus declara inocente, e transfere a culpa dos seus pecados a Satanás e seus anjos, os causadores da terrível condição pecaminosa da Terra. Esse processo possibilita a purificação do Santuário Celestial e do Universo da realidade do pecado (Hebreus 9:23, 24). Para saber mais sobre o dia da expiação, leia o artigo: “Expiação – Uma Santa Convocação para Você”.

    Outra função de Jesus como Sumo Sacerdote na expiação é a de vindicar os santos, ou seja, requisitar como sua propriedade exclusiva aqueles que, ao longo da história guardaram “os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:12). Paulo diz que “os santos hão de julgar o mundo” (1 Coríntios 6:12). Estes são os que ouviram a voz do Espírito e não endureceram o seu coração. Os “santos do Altíssimo” sempre foram perseguidos pelos agentes de Satanás (Daniel 7:21, 25), e essa perseguição se intensificará ao se aproximar o tempo do fim. Mas eles permaneceram e permanecerão fiéis, não importando as angústias que terão que passar.

    Enquanto o juízo está sendo realizado no céu, o Espírito Santo guia a sua igreja que prega as três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12.

    Ao finalizar o seu julgamento no céu, a pregação da mensagem do terceiro anjo também vai terminar. Até lá, o poder do Espírito vai continuar sobre o seu povo, como no pentecostes, e sinais na Terra e no céu continuarão a ser vistos com mais intensidade por todos os olhos (Atos 2:1-4; Joel 2:28-31; Mateus 24:12, 14, 29). O Espírito ainda continua refreando a força do mal perpetrado por Satanás sobre as nações (Apocalipse 7:1-3) até que todos os santos sejam selados no juízo, separados por Cristo por crerem no Filho Unigênito e no amor de Deus (João 3:16).

    Com o fim do julgamento, o período de graça vai se encerrar e o mal não mais será refreado no coração do homem. A porta da graça, que dá o acesso irrestrito ao trono da graça vai se fechar (Hebreus 4:16). “Depois disso olhei e vi que se abriu nos céus o santuário, o tabernáculo da aliança. Saíram do santuário os sete anjos com as sete pragas… E um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro cheias da ira de Deus, que vive para todo o sempre. O santuário ficou cheio da fumaça da glória de Deus e do seu poder, e ninguém podia entrar no santuário enquanto não se completassem as sete pragas dos sete anjos” (Apocalipse 15:5-8). Ou seja, o acesso ao santuário vai chegar ao seu final.

    É nessa hora que o Espírito vai se retirar do coração de todo homem que recusou a redenção provida no Calvário, e se posicionou, por consciência ou por comodismo, ao lado da besta, e recebeu a sua marca. Assim foi logo antes do dilúvio, quando Deus disse a Noé: “Por causa da perversidade do homem, meu Espírito não contenderá com ele para sempre” (Gênesis 6:3). Após o fechamento da porta da graça, o Espírito não contenderá mais com o homem, para que ele se arrependa e busque o Senhor, nem mais pleiteará a seu favor. O mal atuará livremente no coração dessas pessoas, impulsionando-as a fazer atrocidades. Nessa hora, encerra-se o tempo de comprovação que o mal não presta. Durante o derramamento das sete pragas, o homem se tornará tão insensível que, mesmo reconhecendo sua culpa, blasfemará contra Deus (Apocalipse 16:8-11).

    Porém, com os selados não será assim. Paulo diz que os santos estão selados no Espírito “para o dia da redenção” (Efésios 4:30). Por meio do Espírito Santo, Jesus estará conosco “todos os dias até a consumação dos séculos” (Mateus 29:20). O fato é que, com o fim do juízo investigativo e o fechamento da porta da graça, Satanás não mais terá permissão para tentar os santos a pecar. Logo, não precisaremos mais da intercessão do Espírito, porque já estamos selados, muito embora ainda continuemos a carregar a natureza pecaminosa.

    Já que não mais terá acesso aos selados, Satanás vai direcionar todos os poderes religiosos, políticos e militares contra eles. Os próprios anjos caídos investirão contra os santos para destruí-los. Esse será um período de grande tribulação e angústia para os filhos de Deus, durante o derramamento das sete pragas. Sua angústia não será pela perseguição em si, mas para saber se realmente confessaram a Deus todo mal com que lutavam. Essa angústia é comparada à angústia de Jacó no vale de Jaboque. Mas, mesmo em meio a angústia e dura perseguição, os selados não sofrerão dano de nenhuma praga, pois contarão com a presença do Espírito atuando em seu favor, protegendo-os de toda tentação. Por isso, o injusto continuará a cometer a injustiça, e o justo continuará a praticar a justiça; o imundo continuará na sua imundícia, e o santo continuará a santificar-se (Apocalipse 22:11).

    No início desse artigo, nós contamos a história daquela agência que fechou por não aprender a lição de se preparar. Eles foram avisados que seriam roubados, mas não fizeram nada eficaz. Isso pode parecer absurdo, mas não se engane: muitos de nós estamos vivendo na mesma situação. Mas, o risco agora envolve consequências eternas para a vida ou para a morte. O Espírito Santo nos ajuda em nossa fraqueza, nos mostra a necessidade de orar, intercede pelos santos com gemidos inexprimíveis (Romanos 8:26, 27). O trabalho que o Espírito desenvolve é o de colocar em nosso coração a necessidade de vigilância contínua num mundo satânico que quer nos engolir.

    Ao guiar-nos a toda a verdade, o Espírito nos ajuda a nos munirmos da armadura de Deus para apagar as flechas incandescentes do Maligno. É com a espada do Espírito, a palavra de Deus, que podemos contra-atacar o inferno, e nos tornarmos mais que vencedores naquele que nos amou. “Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos” (Efésios 6:16-18).

    Então, amigo leitor, preste atenção: o tempo não para e o fim da história está chegando rápido! A porta da graça ainda está aberta. Jesus, nosso Sumo Sacerdote, ainda intercede por nós no Santuário Celestial, enquanto o Espírito intercede por nós aqui na Terra. Temos o Deus do Universo ao nosso favor, como nosso advogado e juiz. Mas, um dia o julgamento vai acabar; a intercessão vai acabar. Se você não está levando a vida ao lado de Deus muito a sério, vai chegar o momento em que o Espírito vai parar de atuar em você, e pode ser que você nem note quando isso acontecer.

    De que lado nós estaremos, do lado dos santos do Altíssimo, aqueles que guardaram os mandamentos de Deus e a fé em Jesus, e que permaneceram vigilantes na oração e na prática do amor? Ou estaremos do lado dos seguidores de Satanás, aqueles que praticaram o mal, ou, por comodidade, não se interessaram em conhecer a Deus? Qual sinal vamos receber: o selo de Deus no Espírito, ou a marca da besta (Apocalipse 13:8, 16, 17)? Amigo, se hoje você ouvir a sua voz, não endureça o seu coração. Jesus está voltando para nos dar vida eterna. Então, prepare-se, porque a nossa redenção está mais próxima do que quando cremos (Romanos 13:11). Vamos nos preparar para o dia da redenção!

    Deus abençoe você!

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    <![CDATA[Esperança em Tempos de Pandemia]]> https://tempoprofetico.com.br/esperanca-em-tempos-de-pandemia/ Fri, 17 Jul 2020 01:27:43 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1512

    Qual é a postura do cristão ao enfrentar a realidade do coronavírus?

    Denis Versiani

    É interessante como sempre começamos o ano dizendo coisas como, “Agora vai! 2020 é nosso!” Três meses depois, vemos o mundo mergulhar na histeria diante de uma crise sanitária e econômica sem precedentes. Desde 31 de dezembro de 2019, quando a Organização Mundial da Saúde emitiu o primeiro alerta sobre uma nova variação de coronavírus em Wuhan, na China, nós temos visto coisas improváveis acontecendo muito rápido. A pandemia de COVID-19 se espalhou rapidamente por todos os continentes. Embora tenha baixa taxa de mortalidade, milhares de pessoas estão morrendo. As más notícias deixaram o mercado em convulsão; as bolsas estão despencando e o dólar, decolando. Shoppings, lojas, parques e teatros estão fechados. As fronteiras estão fechadas e a maior ponte aérea do mundo, Estados Unidos-Europa está fechada. Cancelados os grandes eventos culturais, esportivos e políticos. O SARS-Cov-2 também lançou uma pandemia de histeria e desespero. Realmente, será que 2020 será nosso? É claro que os cristãos não são superiores a ninguém, mas, diante da pandemia de coronavírus, qual deve ser a postura de um povo que prega esperança?

    O Salmo 91 trata desse assunto dizendo: “Não te assustarás do terror noturno, nem da seta que voa de dia, nem da peste que se propaga nas trevas, nem da mortandade que assola ao meio dia… Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua tenda. Porque aos Seus anjos dará ordem ao teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos.” (Salmo 91:5, 6, 10, 11).

    O Salmo 91 era cantado pelos israelitas quando iam para as festas religiosas anuais de Israel. Ao cantar este Salmo, eles expressavam a confiança de que viajariam seguros, e seus lares estariam protegidos. Mas precisamos entender uma coisa importante: este salmo não está querendo dizer que você não vai sofrer nenhuma dificuldade com crises como a do coronavírus. Você pode ser fiel a Deus e ainda ser acometido por uma doença grave que pode, inclusive levar você a morte. Este salmo foi escrito no contexto atender ao chamado de Deus para o serviço. Se você precisar servi-Lo em uma situação de perigo, Ele vai proteger você. Mas em uma situação cotidiana como a que estamos vivendo, existe sim o risco de sermos contaminados.

    Porém, quando pautamos os nossos caminhos nos princípios estabelecidos por Deus (verso 11), podemos ter a certeza de que estaremos em uma situação de maior segurança, pois estaremos colaborando com os santos anjos no cuidado com nós mesmos e com os outros.

    Amigo leitor, diante da crise, essa é uma ideia animadora. Deus conhece o caminho do justo porque o caminho do justo é moldado pelos princípios da lei de Deus, os Dez Mandamentos. Talvez você não saiba, mas, com base nos Dez Mandamentos, o Senhor deixou uma série de leis para Israel, inclusive leis de saúde, envolvendo alimentação, higiene e cuidados com o corpo, a mente e o relacionamento social. Cumprir essas leis garantia a saúde do povo e impedia que doenças graves da época, como a lepra se espalhassem.

    Embora o contexto seja diferente, hoje, pelas tecnologias que temos na área da medicina, os princípios continuam os mesmos. Paulo diz em 1 Coríntios 16:19, 20 que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, e que tudo o que fizermos, inclusive na comida e bebida, deve ser para a glória de Deus, de acordo com a vontade dEle. Isso implica que devemos cuidar da nossa saúde para glorificar a Deus e entender a Sua vontade. Se moldarmos os nossos caminhos com base nos princípios de saúde, os anjos de Deus vão cuidar de nós. Por isso, em vez de histeria, Deus nos recomenda oito remédios naturais que podem nos ajudar a enfrentar o coronavírus, mesmo que sejamos infectados.

    Alimentação Saudável – Evite alimentos com muito açúcar, muito sal ou gordura, e que prejudicam o organismo. Dê preferência para uma alimentação mais natural e vegetariana, rica em fibras e nutrientes encontrados em alimentos integrais. Faça uso de frutas e hortaliças cruas bem lavadas. Se for comer carne e ovos, verifique a procedência, higienize-os e cozinhe-os bem. Siga as orientações de Levítico 11 e 1 Coríntios 10:31.

    Consumo de Água – A água é essencial para transportar alimentos, oxigênio e sais minerais, além de auxiliar na eliminação de toxinas pelo suor e urina. A água está presente na linfa, no plasma sanguíneo e nas articulações. Auxilia o sistema digestivo, nervoso, e na hidratação da pele. No sistema respiratório, a água auxilia na troca dos gases, o que ajuda a combater o coronavírus. Por isso, beba muita água. Além disso, lave constantemente suas mãos com água e sabão; e, sempre que voltar para casa, tome um banho morno para se limpar. No tratamento da febre, use compressas com água fria ou morna.

    Respirar Ar Puro – Com o medo de contrair o coronavírus, muita gente isola a casa fechando as janelas. Não deve ser assim. Mantenha as janelas de casa ou do trabalho abertas para circulação e ventilação. Busque estar ao ar livre, respirando profundamente, para oxigenar o corpo e o cérebro, se não estiver no grupo de quarentena. Um corpo bem ventilado desenvolve um sistema imunológico mais eficaz.

    Luz Solar – A luz solar é eficaz na produção de vitamina D, importante na manutenção do tecido ósseo, e atua no sistema imunológico, prevenindo doenças autoimunes e 17 tipos de câncer. Coloque sua roupa de cama e roupas que não podem ser lavadas constantemente ao Sol. A luz solar mata o coronavírus.

    Exercício Físico – É recomendável que se pratique atividade física diariamente por pelo menos 20 minutos. O exercício físico contribui para a oxigenação do corpo, aumento da massa muscular, além de liberar no cérebro hormônios como a endorfina e serotonina, que causam bem-estar, prazer e controle mental. Além disso, aumenta o metabolismo, prevenindo doenças respiratórias, cardiovasculares, artrites e obesidade. Com mais vigor físico é mais fácil resistir ao coronavírus.

    Repouso – Nosso corpo e nossa mente precisam descansar para se restabelecer. Além de se dormir um sono regular de oito horas em média, é necessário um dia na semana para descansar o corpo das atividades físicas e mentais cotidianas. Deus recomenda o sábado como o Seu dia de descanso e adoração (Êxodo 20:8-11). Não se esqueça, só com Deus você pode repousar seguro (Salmo 4:8).

    Equilíbrio e Temperança – Bom senso é essencial. Diante da crise do coronavírus, o melhor e buscar as notícias corretas. Faça sua compra no mercado para que você não tenha que sair desnecessariamente, mas não compre o mundo. Deixe para que outros possam comprar também. Exerça o equilíbrio nos seus gastos e mantenha uma distância segura para bons relacionamentos sem se contaminar. Para um temperamento equilibrado, leia Salmo 51:10; Provérbios 15:1, 2, 13, 33.

    Confiança em Deus – De todos os remédios que Deus recomenda, esse é o mais importante. “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio” (Salmo 91:1, 2). Se você descansa em Deus, Ele vai dizer de você: “Ele me invocará e eu lhe responderei; na sua angústia Eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei. Saciá-lo-ei com vida longa e lhe mostrarei a minha salvação” (Salmo 91:15, 16). Confiar em Deus é entender o nosso papel na sociedade diante da crise. Lembre-se, Deus está no controle, cuidando de nós inclusive na angústia, mesmo que fiquemos doentes. Sejamos prudentes, cuidemos uns dos outros e confiemos nas promessas do Senhor!

    Enquanto você se prepara para enfrentar a crise com serenidade, estude os princípios de saúde, informe-se sobre as melhores atitudes, mas acima de tudo, busque a Deus em oração. “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração… Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará… Orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tiago 5:13-16). O Deus Todo-Poderoso está com os Seus ouvidos bem abertos para atender a sua oração e agir por você e sua família. Confie!

    Saúde! E que Deus abençoe você!

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    <![CDATA[A Nova Ordem Mundial na Bíblia]]> https://tempoprofetico.com.br/a-nova-ordem-mundial-na-biblia/ Fri, 17 Jul 2020 01:29:33 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1516

    O que teria a Bíblia a nos dizer sobre uma reorganização política mundial e constitucional?

    Maiara Costa

    Você já ouviu falar da Nova Ordem Mundial? Muito provável que sim! E imagino que a grande maioria que tenha ouvido falar desse assunto, provavelmente tenha sido dentro de alguma palestra feita na igreja, certo? Por conta disso, somos tentados a pensar que essa temática, seja de cunho exclusivamente religioso. Porém, se sairmos um pouco do campo religioso para observarmos o mundo em redor, perceberemos que a nova ordem mundial é algo que permeia muitas áreas do saber. O mundo: judicial, comercial, econômico, tecnológico, ativista e filosófico, por exemplo, também estuda e aguarda o surgimento dessa ordem. Para essas áreas todas, a nova ordem representa uma reorganização política internacional, tendo como base uma constituição única e universal. Na visão de sociólogos e estudiosos da futurologia, o mundo pode ser comparado a uma criança correndo desgovernada e sem controle, tornando-se assim necessário, um adulto para tomar conta. O que teria a Bíblia a nos dizer sobre essa reorganização política mundial e constitucional? Nova Ordem Mundial e a Bíblia Em meio a esse cenário é que a Bíblia descreve em Apocalipse 13, o surgimento no cenário mundial de uma aliança entre dois poderes terrestres. O primeiro é apresentado na figura simbólica de um animal saindo da água, o segundo é descrito como um animal saindo da terra. Dentro do contexto literário do Antigo Testamento, essas duas figuras mitológicas são uma representatividade do mal. João usa esse contexto como pano de fundo para descrever que no tempo do fim, haverá dois poderes humanos, considerados aliados do dragão que é uma representatividade do diabo (Apocalipse 12:7-9), que se unirão, formando assim uma nova ordem mundial. A união desses poderes é algo tão poderoso e influente que seduzirá todos os habitantes da Terra (Apocalipse 13:14), e mexerá com a economia e a liberdade civil (Apocalipse 13:16,17). A primeira besta, conforme a sua descrição, representa Roma (Daniel 7:7,17; Apocalipse 17:18), a segunda besta, será um aliado político dela. Quando esses dois poderes se unirem e fundirem num só, estará formado aquilo que a teologia entende como Nova Ordem Mundial. Essa união do poder religioso com o político, estabelecerá um decreto que será de nível mundial e com fortes represália aos seus opositores. Podemos concluir então que a política será reorganizada mundialmente, passando a existir apenas uma forma de governo? A resposta é um sonoro sim! Embora, o Apocalipse não detalhe como acontecerá e nem quando, ele descreve que acontecerá. Um fator muito interessante é que desde que a pandemia de coronavírus se intensificou, os apelos para uma constituição mundial, tem se tornado cada vez mais fortes. O que acontecerá com a humanidade quando a nova ordem mundial se estabelecer? Será imposto sobre ela uma marca e ela é quem definirá quem está a favor ou contra essa coligação. O cenário de união entre as potências religiosas e políticas do mundo é um dos últimos sinais que vão anteceder a segunda vinda de Cristo e o fim do mundo. Quando Cristo vier, as autoridades políticas e religiosas vão perder seus poderes, e Deus salvará o seu povo e será o único governante do Universo, e “Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11:15). Sendo assim, o único governo que reinará proeminentemente na história, formando a verdadeira nova ordem mundial, será o reino de Deus.]]>
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    <![CDATA[O que representavam as 10 pragas e quais deuses do Egito foram atingidos?]]> https://tempoprofetico.com.br/o-que-representavam-as-10-pragas-e-quais-deuses-do-egito-foram-atingidos-2/ Fri, 17 Jul 2020 01:31:26 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1521

    Uma das histórias mais espetaculares de toda a Bíblia e que chama a atenção de cristãos e não cristãos é a narrativa das 10 pragas derramadas pelo Senhor sobre o Egito, e a maneira incrível que o Êxodo aconteceu.

    Essas terríveis pragas tinham por objetivo conduzir Faraó ao arrependimento e revelar que Yahweh é o único verdadeiro Deus, o  Rei soberano no universo. O termo Faraó era o título dado ao rei do Egito, e ele se autointitulava “filho de Rá”, como um deus. Além do deus falso Rá, os egípcios criam em um panteão de outros deuses que eram tidos como os responsáveis pela vida, fertilidade, imortalidade, etc. Sendo que os israelitas foram reduzidos à escravidão por muitos anos, os egípcios, por meio do seu contato com eles, tiveram uma oportunidade de conhecer sobre o verdadeiro Deus. As orações dos israelitas, que clamavam por libertação da opressão, haviam ascendido aos céus e Yahweh os ouviu. Moisés e Arão eram irmãos e foram enviados por Deus para anunciar os juízos iminentes que cairiam sobre o Egito caso Faraó e seus oficiais não permitissem que os hebreus saíssem para adorar o Senhor no deserto. Um dos objetivos das 10 pragas era revelar a grandeza, o poder e a soberania de Yahweh como único e verdadeiro Deus em contraste com as falsas deidades egípcias. Faraó devia reconhecer e confessar que o Deus dos hebreus era supremo e que o Seu poder estava acima do rei do Egito e da nação que ele governava (Êxodo 9:16; 1 Samuel 4:8). As pragas foram juízos contra os egípcios, seus deuses e sua falsa religião (Êxodo 12:12). Como foi que isso aconteceu? Por que águas se transformaram em sangue? Por que pragas como infestações de rãs, piolhos e moscas aconteceram? Por que houve pestes no rebanho, feridas malignas nos egípcios, chuva de pedras, infestação de gafanhotos, escuridão e morte dos primogênitos? Existe algum significado para tudo isso? 1) Água em sangue (Êxodo 7:14-24) Cada uma das dez pragas foi dolorosamente literal e dirigida contra algum aspecto da falsa religião. A primeira praga – a transformação do Nilo e de todas as águas do Egito em sangue – foi uma ofensa ao deus Nilo (personificação de Hápi), que se acreditava ser o deus da fertilidade. Tal praga resultou na morte de peixes e foi, portanto, um duro golpe contra a religião egípcia que venerava algumas espécies de peixes (Êxodo 7:19-21). 2) Rãs (Êxodo 8:2-14)

    As rãs eram animais sagrados para os egípcios e um de seus ídolos, a deusa Heqet, tinha cabeça de rã. Eles supunham que ela possuía poder criador. Embora o principal propósito dessa praga fosse punir os opressores de Israel, também atrairia desprezo por seus muitos deuses pagãos. A grande multiplicação de rãs fez com que a deusa Heqet parecesse maligna. Ela atormentou o povo que lhe era tão devoto. As superstições dos egípcios os obrigaram a respeitar as criaturas que a praga lhes fez odiar, e que, se não fossem deidades, teriam destruído (Êxodo 8:2-14).

    3) Piolhos (Êxodo 8:16-19) Na terceira praga Arão estendeu a mão com o seu bordão e feriu o pó da terra que se tornou em piolhos que infestaram nos homens e no gado e por toda a terra do Egito. Os magos egípcios tentaram reproduzir tal feito, mas reconheceram a sua impotência e disseram: “Isto é dedo de Deus” (Êxodo 8:19). Atribuía-se ao deus Tot a criação do conhecimento, da sabedoria, da arte e da magia, mas nem mesmo essa divindade pôde ajudar os magos a imitar a terceira praga. Este foi mais um golpe contra a falsa religião do Egito. 4) Moscas (Êxodo 8:20-32) Novamente foi dada a chance para que faraó reconhecesse o Deus verdadeiro e se arrependesse, deixando os hebreus partirem para servirem o Senhor. A quarta praga consistia em enxames de moscas que infestariam todo o Egito. Um novo elemento é introduzido a partir dessa praga – a distinção entre os Egípcios e os adoradores do verdadeiro Deus (Êxodo 8:22). Enquanto as casas dos egípcios eram infestadas pelos enxames de moscas, os israelitas na terra de Gósen não foram atingidos (Êxodo 8:23, 24). Mais uma vez a falsa religião egípcia é derrotada. A separação entre israelitas e egípcios constituía uma evidência adicional do caráter miraculoso dos juízos divinos, planejados de modo a impressionar as pessoas de que Deus não era uma deidade local ou mesmo nacional, mas que possuía um poder que se estendia a todos os povos. Os egípcios, que estudavam o curso dos eventos durante essas semanas ou meses fatídicos, devem ter reconhecido a autoridade suprema do Deus de Israel sobre o Egito, bem como sobre os próprios hebreus. 5) Peste sobre bois e vacas (Êxodo 9:1-7) Foi anunciado com antecipação o dia em que o juízo divino cairia sobre o rebanho egípcio, em forma de pestilência sobre os animais.  Novamente há uma linha de separação entre os hebreus e os egípcios. Do rebanho de Israel nenhum animal foi atingido, enquanto que todo o rebanho dos egípcios morreu (Êxodo 9:6, 7). Esta praga certamente atingiu a crença em divindades muito populares no Egito Antigo: Ápis (deus sagrado de Mênfis, da fertilidade dos rebanhos); Hator (deusa-vaca, deusa celestial); Nut (algumas vezes representada como uma vaca). (Êxodo 9:1-7). 6) Feridas sobre os egípcios (Êxodo 9:8-12) Até aqui os magos egípcios estiveram presentes quando os milagres foram realizados. Embora tivessem reproduzido algumas falsas imitações utilizando as ciências ocultas, nesta ocasião a praga caiu sobre eles com tamanha severidade que não podiam continuar com o rei. Em vez disso, fugiram para as suas casas em busca de proteção e tratamento. Novamente houve clara distinção entre os egípcios e os hebreus. Nenhum poder mágico ou sobrenatural pôde protegê-los. 7) Chuva de pedras (Êxodo 9:13-35) Foi fixado o tempo para o começo da sétima praga (chuva de pedras). Ela deveria cair sobre o Egito no dia seguinte, caso o Faraó não se arrependesse e não deixasse os hebreus sair.  Esse período de tempo determinado testificaria ao rei que Yahweh é o único Senhor – o Criador da Terra e dos céus – e que toda a natureza animada e inanimada estão sujeitas ao Seu poder. Esses elementos, considerados pelos egípcios como seus deuses, longe de serem capazes de ajudá-los, estavam sob o controle do Deus de Israel, e Ele os usaria como instrumentos para punir aqueles que os adoravam. Como Deus se aborrece com a idolatria! Mesmo em meio ao castigo Deus mostrou misericórdia, advertindo os egípcios de seu destino iminente e avisando-lhes que protegessem a si mesmos e suas propriedades. Se o faraó e seus servos tivessem aceitado o aviso dado de maneira tão misericordiosa, a vida de homens e de animais teria sido poupada. Mas o aviso não foi considerado e houve grandes perdas. O verso 20 insinua que alguns egípcios haviam aprendido a temer a Deus. Talvez ainda não O conhecessem como o único Deus verdadeiro, mas apenas como alguém a quem convinha respeitar. A forte saraivada envergonhou os deuses considerados como tendo controle sobre os elementos naturais; por exemplo, Íris – deus da água e Osíris – deus de fogo. 8) Gafanhotos (Êxodo 10:1-20) A praga dos gafanhotos destruiu toda a vegetação que havia sobrado da devastadora chuva de pedras e demonstrou que Yahweh tinha controle absoluto sobre todos os elementos da natureza. O juízo divino era mais uma demonstração de que a crença egípcia em deuses que eles supunham garantir abundante colheita, eram falsos. Deus encheu o ar e a terra de gafanhotos e os deuses egípcios Xu (deus do ar) e Sebeque (deus-inseto) não puderam fazer nada para impedir (Êxodo 10:12-15). 9) Escuridão total (Êxodo 10:21-23) O Egito ficou em trevas tão densas que não era possível enxergar as pessoas e essa escuridão se estendeu por 3 dias. Mas na casa dos hebreus havia luz (Êxodo 10:23). Como as pragas anteriores, esta desferiu um forte golpe nos deuses egípcios. Por séculos o deus-sol tinha sido a principal divindade no Egito, e todo rei chamava a si mesmo de “filho de Rá”. Na época de Moisés esse deus era identificado com Amon e tinha o nome de Amon-Rá. Os maiores templos que o mundo já viu foram construídos em sua honra, e um deles, o grande templo em Karnak, no alto Egito, é ainda magnificente, mesmo em ruínas. Outro deus era o disco sol Aton, que poucas décadas depois do Êxodo tornou-se o deus supremo do sistema religioso egípcio. Por ocasião da nona praga, a completa impotência desses deuses estava demonstrada claramente aos seus adoradores. 10) Morte de todos os primogênitos (Êxodo 11-12) Este golpe cairia sobre os primogênitos dos homens e dos animais. Deus não desejava exterminar os egípcios e seu gado, mas apenas convencê-los de que a oposição ao Seu propósito para Israel não seria mais tolerada. A morte dos primogênitos causou o maior vexame para a religião do Egito. “Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR” (Êxodo 12:12). Os governantes do Egito chamavam a si mesmos de “filhos de Rá”, e se autoproclamavam divinos. A morte dos primogênitos foi uma grande humilhação. Certamente pressionado pela demanda popular, faraó enviou seus principais oficiais, ainda enquanto era noite, para chamar os odiados líderes hebreus, aos quais havia dito nunca mais vê-los (Êxodo 12:31). A rendição de faraó foi completa. Ele não apenas ordenou que deixassem o país e levassem tudo o que possuíam, como também pediu algo que os dois irmãos não poderiam imaginar: “Levai também convosco vossas ovelhas e vosso gado, como tendes dito; ide-vos embora e abençoai-me também a mim” (Êxodo 12:32). Se as palavras de Moisés e Arão tinham trazido maldição, faraó deve ter suposto que elas também poderiam trazer bênção. Não se sabe como seu pedido foi recebido, mas o fato de ter sido feito é um forte indício de quão subjugado estava o seu orgulho. O Êxodo foi a libertação da escravidão do povo hebreu do domínio egípcio. Esse evento é uma prefiguração que aponta para uma libertação muito maior realizada por Jesus Cristo – a libertação do pecado. Da mesma maneira como Deus conduziu Seu povo no passado, “com mão forte”, Ele também deseja nos conduzir à Canaã celestial. Por isso devemos caminhar humildemente com Deus, hoje, e todos os dias, e quando Cristo voltar, estaremos com Ele por toda a eternidade!]]>
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    <![CDATA[Os Gafanhotos e O Tempo do Fim]]> https://tempoprofetico.com.br/os-gafanhotos-e-o-tempo-do-fim/ Fri, 17 Jul 2020 01:33:04 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1525

    Teria sido profetizada na Bíblia uma nuvem de gafanhotos no tempo do fim?

    Maiara Costa Chega meia noite, mas não chega meio dia! Tenho certeza que você já deve ter ouvido ou quem sabe usado essa expressão em algum momento de sua vida! Ela denota certo grau de impaciência e ansiedade. Imagino que muitos estejam repetindo com certa constância: “chega dezembro, mas não chega janeiro!” Com o desejo que esse ano de 2020, acabe logo! Além de todos os desafios que o Brasil e o mundo enfrentam com o novo coronavírus, nessa última semana, fomos surpreendidos com a notícia de que o Sul de nosso país, seria invadido por uma nuvem de aproximadamente quarenta milhões de gafanhotos. Após um tour por Chile e Argentina, os bichinhos chegariam ao Brasil, trazendo destruição para as plantações que encontrassem pela frente. Essa notícia gerou muito medo e inquietação, e fez com que muitos acreditassem que as pragas do Apocalipse já estavam acontecendo. Teria sido profetizada na Bíblia uma nuvem de gafanhotos no tempo do fim? Seria essa nuvem, uma das sete pragas do Apocalipse? Vamos à Bíblia então, para ver o que ela tem a nos dizer sobre praga com gafanhotos: “O SENHOR disse a Moisés: — Vá falar com Faraó, porque lhe endureci o coração e o coração de seus oficiais, para que eu faça estes meus sinais no meio deles, e para que você possa contar aos seus filhos e aos filhos de seus filhos como zombei dos egípcios e quantos sinais fiz no meio deles, e para que vocês saibam que eu sou o SENHOR. Moisés e Arão apresentaram-se a Faraó e lhe disseram: — Assim diz o SENHOR, o Deus dos hebreus: “Até quando você se recusará a humilhar-se diante de mim? Deixe o meu povo ir, para que me adore. Se você não deixar o meu povo ir, eis que amanhã trarei gafanhotos ao seu território. Eles cobrirão de tal maneira a face da terra que não será possível ver o chão. Comerão o restante que escapou, o que restou depois da chuva de pedras, e comerão todas as árvores que crescem no campo. Os gafanhotos encherão as suas casas, as casas de todos os seus oficiais e as casas de todos os egípcios, como nunca viram os seus pais, nem os seus antepassados desde o dia em que se estabeleceram na terra até o dia de hoje.” Êxodo 10:1-6 Temos aqui a primeira ocorrência bíblica que menciona uma praga com gafanhotos. Isso aconteceu no Egito, na época em que o povo de Deus estava sendo mantido em cativeiro. E ao contrário do que muita gente pensa, as pragas que foram derramadas, não o foram com o intuito de castigar e punir os egípcios. Todas as pragas que sobrevieram a eles, feriram cada uma das suas divindades, foi um juízo divino contra os deuses egípcios (Êxodo 12:12). Não encontramos aqui nesse texto, nenhum elemento preditivo para o futuro. O que vemos aqui é como Deus provou ser o único Deus verdadeiro, ferindo cada um dos deuses do Egito. Dá mesma forma, como fez com o faraó anterior, o Senhor estava tentando ganhar o coração deste faraó, porém a cada tentativa, ele permanecia cada vez mais endurecido. Uma segunda ocorrência sobre uma praga com gafanhotos, encontramos em Malaquias 3:11, o texto faz a seguinte afirmação: “Por causa de vocês, repreenderei o devorador, para que não consuma os produtos da terra, e não deixarei que as suas videiras nos campos fiquem sem frutos, diz o SENHOR dos Exércitos”. Há muita gente que entende que esse devorador mencionado aqui, seria uma praga de gafanhotos. Nunca devemos esquecer que o texto precisa ser entendido dentro de seu contexto. O texto não faz menção direta a gafanhotos, ele pode ser entendido como pragas. Encontramos aqui, Deus trazendo a memória de Seu povo, os termos da aliança, as bençãos e as maldições provenientes da permanência ou quebra da mesma. E mais uma vez, não encontramos nenhum elemento preditivo para o tempo da última ira ou tempo do fim (Daniel 8:19), sobre uma nuvem de gafanhotos.

    Tempo do Fim

    Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a Bíblia descreve uma série de coisas que acontecerão no período denominado tempo do fim. Contudo, nada aponta para o surgimento de uma praga com gafanhotos. Aqueles que interpretaram o ocorrido, usando Apocalipse 15 e 16 para isso, o fizeram sem o devido conhecimento prévio, pois em nenhuma das sete pragas descritas, encontramos os tais gafanhotos.

    Entendendo o fenômeno à luz da Biologia

    De acordo com especialistas, nuvens de gafanhoto não é uma novidade! Conta-se que mais de 60 países estão suscetíveis a isso. Passados o período de escassez e vinda as chuvas, criadouros úmidos se formam, e a população dos gafanhotos crescem, esses insetos voam para outros lugares em busca de alimento e um novo habitat. E o que se sabe é que especialistas conseguem prever onde essas nuvens podem se formar e medidas podem ser tomadas. Portanto, podemos concluir que nada há profetizado na Bíblia sobre uma atual praga com gafanhotos e que esse fenômeno não é desconhecido dos especialistas em biologia, podendo ser perfeitamente por eles, explicado. Amigo (a), não dependa de notícias dos jornais para ter um despertamento espiritual e uma correta preparação para o advento de Cristo! Estude a Bíblia e as profecias, não apenas para ficar inteirado dos últimos acontecimentos! Mas para ter um encontra diário com Deus. Para aprender com Ele como é a vida em Seu Reino que já foi inaugurado. Lembre-se que o maior propósito de qualquer parte da Bíblia, é testificar e nos revelar Cristo (Lucas 24:44). *Maiara Costa é Teóloga.]]>
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    <![CDATA[A tríplice mensagem angélica e o alto clamor do terceiro anjo]]> https://tempoprofetico.com.br/a-triplice-mensagem-angelica-e-o-alto-clamor-do-terceiro-anjo/ Thu, 23 Jul 2020 17:42:46 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1529 A proclamação da mensagem do evangelho eterno tem recebido uma ênfase muito forte desde 1844.[/caption] Os três anjos, conectados sequencialmente em Apocalipse 14:6-12, simbolizam o povo de Deus a pregar uma tríplice mensagem de âmbito mundial, antes do final do tempo da graça e da segunda vinda de Cristo (Apocalipse 14:14). Os mensageiros devem ser pessoas santificadas, e totalmente comprometidas à semelhança dos santos anjos (Apocalipse 14:1-5, 12; Hebreus 1:14). As três mensagens se complementam unidas em “uma sólida plataforma inamovível”[1]. E são pregadas, de forma integral, até o final. “A primeira e a segunda mensagem (Apocalipse 14:6-8) foram dadas em 1843 e 1844, e estamos agora sob a proclamação da terceira. Mas todas as três mensagens devem ainda ser proclamadas. Não pode haver uma terceira sem a primeira e a segunda”.[2] Leia também: O primeiro anjo tem um “evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (verso 6). Por isso, o objetivo da tríplice mensagem não é aterrorizar pessoas, mas lhes dar esperança e salvá-las pela fé no sacrifício expiatório de Jesus Cristo (Apocalipse 1:5; 14:12). Deve ser pregada com grande voz, resultando em pessoas convertidas “que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (verso 12). Esse processo inclui a justificação pela fé em conexão com a santificação pela fé em Cristo. “Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, o mar, e as fontes das águas” (verso 7).

    Momento de juízo

    O motivo para o temor reverencial e dar glória a Deus é o início do Seu juízo. Trata-se do juízo investigativo pré-advento iniciado em 1844, e ensinado em Daniel 7:9-14 e 8:14.[3] O evangelho eterno não anula a base bíblica e a relevância do juízo (2 Coríntios 5:10; Hebreus 9:27-28; Apocalipse 22:11).[4] Pessoas transformadas pelo evangelho glorificam a Deus em tudo (1 Coríntios 10:31). Pois, “dar glória a Deus é revelar o caráter dEle por meio do nosso e, assim, torná-Lo conhecido”[5]. No século XIX, surgia a enganadora teoria ateísta da evolução das espécies. “O fato de o anjo enfatizar a adoração a Deus como Criador do céu e da Terra (verso 7) aponta inequivocamente para o negligenciado quarto mandamento da lei de Deus, o preceito do sábado do sétimo dia (Êxodo 20:8- 11)”.[6] Conforme Stefanovic, “a questão central na crise final será adoração”, e o apelo para adorar “Aquele que fez o céu, e a terra, o mar, e as fontes das águas” é uma evidente alusão ao quarto mandamento do Decálogo”.[7] Adorar a Deus neste tempo do fim contrasta com a adoração à besta mencionada na terceira mensagem. Implica, também, em ser criacionista e não evolucionista, e em santificar o sábado bíblico do quarto mandamento. “Essa mensagem (Apocalipse 14:6, 7), se recebida, chamará a atenção de toda nação, tribo, língua e povo para um meticuloso exame da Palavra, e para a verdadeira luz a respeito do poder que mudou o sábado do sétimo dia para um sábado espúrio”.[8]

    Queda de Babilônia

    Na sequência, o segundo anjo anuncia: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (vs. 8). “Em Apocalipse capítulo 17, Babilônia é representada por uma mulher. Trata-se de uma figura que a Bíblia usa como símbolo de igreja, sendo uma mulher virtuosa a igreja pura, e uma mulher desprezível, a igreja apóstata.[9] Em Isaías 14, o rei de Babilônia é o representante de Lúcifer (Isaías 14:4, 12-14). A “taça de veneno que ela oferece ao mundo representa as falsas doutrinas que aceitou, resultantes da união ilícita com os poderosos da Terra”.[10] Babilônia “mudou o dia de repouso, colocando o primeiro dia da semana onde deveria estar o sétimo”.[11] Deus ordena não adorar imagens de escultura (Êxodo 20:4-6), porém, ela induz multidões a este grande pecado. Enquanto a Bíblia ensina a salvação pela fé no sacrifício de Jesus Cristo (Atos 4:12; Apocalipse 13:8), Babilônia promove hereticamente salvação por sacramentos, indulgências e boas obras. Enquanto Cristo intercede por seu povo no santuário celestial, ela estabeleceu um sistema terrestre rival por meio da missa e da intercessão sacerdotal.[12] Esta mensagem continuará até o fim, uma vez que Babilônia é descrita como se tornando cada vez pior.[13] Por sua vez, o terceiro anjo segue o segundo, “com grande voz”. “Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice de sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:9-12). Pregar esta mensagem é a nossa obra. Embora seja uma poderosa advertência mundial feita aos homens contra a adoração à besta e a sua imagem, “a terceira mensagem angélica é a mensagem do evangelho para os últimos dias”.[14] Ela convida “o povo para receber a justiça de Cristo, que se manifesta na obediência a todos os mandamentos de Deus”.[15] Esta mensagem deve ser pregada com alto clamor, conforme declara a seguinte profecia.

    Alto clamor

    “Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória. Então, exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável” (Apocalipse 18:1-2). Este é o alto clamor do terceiro anjo. Capacitado pela chuva serôdia do Espírito Santo, o povo de Deus anunciará a queda completa de Babilônia, pois todas as nações terão bebido completamente “do vinho do furor da sua prostituição” (verso 3). A primeira chuva do Espírito Santo foi nos dias apostólicos (Atos 2:1-15). A última ocorrerá “antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor” (Joel 2:23, 28-32; Atos 2:17-21).[16] “De fato, todo mundo será cheio ou do Espírito Santo ou do espírito de demônios. Não haverá experiência neutra”.[17] Servos de Deus com o “rosto iluminado e resplandecendo com santa consagração”[18] farão os derradeiros, e mais poderosos apelos para salvação aos sinceros no vale da decisão: “Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Apocalipse 18:4). Por desprezar verdades bíblicas, Babilônia caiu ao ponto de se tornar “morada de demônios” e “covil de toda espécie de espírito imundo”. Deus chama seu povo para sair dela, pois, aqueles que ficarem se tornarão “cúmplices em seus pecados”.

    Fidelidade ao Criador

    A terceira mensagem angélica faz alusão a Apocalipse 13 e à marca da besta, a ser imposta por decreto a partir dos Estados Unidos da América.[19] Conforme as Escrituras, o selo da lei de Deus se encontra no quarto mandamento (Isaías 8:16; Êxodo 31:17; Isaías 8:16; Ezequiel 20:12, 20). “Unicamente este, entre todos os dez, apresenta não só o nome, mas o título do Legislador. Declara ser Ele o Criador dos céus e da Terra, e mostra, assim, o Seu direito à reverência e culto, acima de todos”.[20] No entanto, a observância do primeiro dia da semana é o sinal da besta.[21] Mas “ninguém recebeu até agora o sinal da besta”.[22] Quando “a observância do domingo for imposta por lei, e o mundo for esclarecido relativamente à obrigação do verdadeiro sábado, quem então transgredir o mandamento de Deus para obedecer a um preceito que não tem maior autoridade que a de Roma, honrará desta maneira ao papado mais do que a Deus. Prestará homenagem a Roma, e ao poder que impõe a instituição que Roma ordenou. Adorará a besta e a sua imagem”.[23] Temos de evitar o que a inspiração chama de “criminosa indiferença”.[24] “Com tal maldição pesando sobre os transgressores do santo sábado de Deus, não deveríamos mostrar maior fervor, mais zelo? Por que somos tão indiferentes, tão egoístas, tão absorvidos pelos interesses temporais?”.[25] Por outro lado, Ellen White, citando 2 Coríntios 7:1, reconheceu que devido à indiferença para com a reforma de saúde “o povo de Deus não está preparado para o alto clamor da terceira mensagem angélica”.[26] É necessária uma “reforma do coração”[27] que resulte na reforma de hábitos. É bom lembrar que “toda verdadeira reforma tem seu lugar na obra da terceira mensagem angélica”.[28]

    Tempo de proclamar

    Este tempo é tremendamente solene, e de muitas oportunidades para a pregação do evangelho e da verdade presente. Segundo Ellen White, mesmo antes do tempo de prova “o alto clamor do terceiro anjo já começou na revelação da justiça de Cristo, o Redentor que perdoa os pecados.[29] Precisamos do “espírito do alto clamor”. “Oh, vejo tanto a necessidade de nossos ministros se possuírem do espírito do alto clamor antes que seja demasiado tarde para trabalhar pela conversão de almas!”.[30] Agora é o tempo de consagração total à missão. Quantas pessoas estão perdidas, necessitando receber salvação! “Jesus tem pressa de voltar (Apocalipse 22:20). Se estivermos “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2 Pedro 3:12), logo veremos o Senhor voltando em glória e majestade. Façamos agora a nossa parte, a fim de salvar o máximo de pessoas. Que as seguintes profecias se cumpram por meio de nós. “Viam-se centenas e milhares visitando famílias e abrindo perante elas a Palavra de Deus. Os corações eram convencidos pelo poder do Espírito Santo, e manifestava-se um espírito de genuína conversão”.[31] “É em grande parte por meio de nossas casas editoras que se há de efetuar a obra daquele outro anjo que desce do Céu com grande poder e, com sua glória, ilumina a Terra”.[32] Nossa missão nunca foi pregar algo sensacionalista, maravilhoso e arrebatador, mas sim a verdade presente, a tríplice mensagem angélica em um alto clamor. Você já está comprometido e participando das alegrias de salvar pessoas para o reino de Deus?
    Referências [1]Ellen G. White, História da redenção, 11ª ed. Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 385. [2]_______, Cristo triunfante, MM 2002, p. 337. [3]Tratado de teologia adventista do sétimo dia, 1ª ed., editado por Raoul Dederen, Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2011; p. 965. [4]Sobre a doutrina do juízo investigativo pré-advento ver: Ellen G. White, O grande conflito, 43ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 317-342; Tratado de teologia adventista do sétimo dia, p. 904-948. Wilson Borba, https://noticias.adventistas.org/pt/coluna / wilson-borba/morte-juizo-e-a-segunda-vinda-de-cristo/; https://noticias.adventistas.org/pt/coluna/wilson-borba/22-de-outubro-de-1844/. [5]Francis D. Nichol, ed., Comentário bíblico adventista do sétimo dia, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2014, v. 7, p. 1094. [6]Tratado de teologia adventista do sétimo dia, p. 969. [7]Ranko Stefanovic, Revelation of Jesus Christ, Berrien Springs, MI: Andrews University Press, p. 455. [8]Ellen G. White, Cristo triunfante, p. 337. [9]_______, O grande conflito, p. 381. [10]Ibidem, p. 388. [11]Ellen G. White, Eventos finais, Copyright © 2013, Ellen G. White Estate, 2004, p. 124. [12]C. Mervin Maxwell, Uma nova era segundo as profecias de Daniel, 2ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011, p. 190. Wilson Borba, “La doctrina católica romana de la transubstanciación a la luz de Mateo 26:26-28, e implicaciones con el ministério de Cristo en el santuario celestial”. Tesis de maestria (2014) Universidad Peruana Unión. [13]Tratado de teologia adventista do sétimo dia, p. 965-966. [14]Ellen G. White, Conselhos sobre saúde, 4 ed. Tatuí, São Paulo, Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 524. [15]_______, Evangelismo, 3ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 190. [16]LeRoy Edwin Froom, A vinda do Consolador, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1988, p. 96-135; Ron E. M. Clouzet, La maior necesidad del adventismo, Buenos Aires: casa Editora Sudamericana, 2011. Wilson Borba, “Haverá um segundo Pentecostes”. https://noticias.adventistas. org/pt/coluna/wilson-borba/havera-um-segundo-pentecostes/. [17]Norman Gulley, “O ‘Outro’ Segundo Advento” em O futuro, editado por Alberto R. Timm, Amin A. Rodor e Vanderlei Dorneles, Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2004, p. 216. [18]Ellen G. White, História da redenção, p. 401. [19]Para um estudo mais detido sobre o assunto ler: Marvin Moore, Apocalipse 13, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013; C. Mervyn Maxwell, Uma nova era segundo as profecias do apocalipse, 3ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, p. 390-433. [20]Ellen G. White, O grande conflito, p. 452. [21]_______, Testemunhos para ministros, 3ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1993, p. 133. [22]_______, Evangelismo, p. 234. [23]Ibidem, p. 233-234. [24]Ellen G. White, O grande conflito, p. 315. [25]_______, Conselhos sobre mordomia, 5ª ed. Tatuí, Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 51. [26]_______, Conselhos sobre o regime alimentar, 12ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 33. [27]_______, Ibidem, p. 35. [28]_______, Conselhos sobre saúde, p. 433. [29]_______, Mensagens escolhidas, 2ª ed. Santo André, SP: casa publicadora Brasileira, 1985, v. 1, p. 363. [30]_______, Evangelismo, p. 405. [31]_______,Conselhos sobre saúde, p. 580. [32]_______, O colportor-evangelista, 10ª ed., Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1999, p. 4.]]>
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    <![CDATA[Especialista explica sobre pestes, Armagedom e volta de Jesus]]> https://tempoprofetico.com.br/especialista-explica-sobre-pestes-armagedom-e-volta-de-jesus/ Mon, 27 Jul 2020 03:37:12 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1535 Volta de Jesus é um tema muito estudado e que tem forte consistência no texto bíblico.[/caption] A volta de Jesus e o final dos tempos são explicados por teólogo dedicado aos estudos da chamada área escatológica, especialmente no livro do Apocalipse. Os tempos de pandemia revelaram, para muitas pessoas, um momento de profunda insegurança e medo quanto ao futuro. Temas como a relação entre pestes e estudo do final dos tempos, volta de Jesus, entre outros assuntos relacionados, acabaram se tornando objeto de preocupação de muita gente. A Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) resolveu esclarecer estes temas, sob o ponto de vista bíblico, com um profundo estudioso do tema da escatologia. O entrevistado é o teólogo Jonathan Paulien, de 71 anos, mais conhecido como Jon Paulien. Ele é bacharel em Teologia, que incluiu um ano no exterior estudando na Alemanha. É, também, mestre e doutor em Novo Testamento.

    Leia também:

    Membro da Sociedade de Literatura Bíblica e da Sociedade Adventista de Estudos Religiosos, Paulien escreveu dezenas de resenhas de livros e tem publicado sobre tópicos relacionados à história da Igreja Adventista e ao livro do Apocalipse. É atualmente professor de teologia na Universidade de Loma Linda, nos Estados Unidos. De acordo com suas pesquisas, como a pandemia de Covid-19, bem como outros fenômenos globais, como terremotos, pragas e outros, podem ser entendidos à luz do estudo profético bíblico? Desde o início da pandemia do coronavírus, muitas pessoas estão fazendo perguntas baseadas na fé. Este é um julgamento de Deus sobre a raça humana? Isso é um sinal do fim? A profecia bíblica fala sobre isso? Mesmo que as pessoas não acreditem em Deus ou na Bíblia, elas estão se perguntando o que seus vizinhos cristãos estão pensando sobre o assunto. Portanto, abordarei o que a Bíblia tem a dizer sobre doenças contagiosas e o papel que elas podem desempenhar como sinais do fim da profecia bíblica. A pandemia atual é o grande evento que muitos temiam? Para começar, vamos todos respirar fundo e ter alguma perspectiva. Infelizmente, a Covid-19 levou a centenas de milhares de mortes prematuras, mas ainda é pouco significativo em relação à gripe espanhola de 100 anos atrás. Isso resultou em 50 a 100 milhões de mortes em todo o mundo, em uma época em que a população mundial era inferior a dois bilhões (hoje são quase oito bilhões). E mais atrás, na história, está a Peste Negra, cuja estimativa é que tenha matado de 75 a 200 milhões de pessoas (1347-1351 d.C.) em uma época em que a população mundial era inferior a 500 milhões. Essa é uma proporção tão alta quanto uma em cada três pessoas no mundo, mais ou menos. Portanto, embora a situação atual seja muito séria, em termos humanos, ainda não está no nível do que se poderia chamar de “proporções apocalípticas”. Obrigado. É um importante contexto. Mas e o que o texto bíblico nos ensina? O que a Bíblia tem a dizer sobre doenças contagiosas ou pandemias? Na parte mais antiga da Bíblia, o principal idioma é o hebraico antigo. A palavra hebraica para doença contagiosa ou pandemia é dever. Ela aparece cerca de 50 vezes no Antigo Testamento. A palavra raiz no hebraico tem o significado de destruir, com um significado estendido de pestilência ou praga. Ironicamente, essa palavra não está associada somente a doenças contagiosas, mas também a animais. É a “doença do gado” (Êxodo 9:3). Deus estava planejando usar a ameaça de pestilência para assustar os cananeus (habitantes locais da terra de Canaã), para que Israel não tivesse de lutar para entrar na “terra prometida” (Números 14:12). A partir da experiência atual, sabemos com que facilidade uma pandemia pode induzir um comportamento de pânico e irracional. A ocorrência mais comum de pestilência na parte hebraica da Bíblia foi uma consequência da infidelidade de Israel a Deus. Quando Israel foi infiel a Deus, eles perderam Sua proteção, com o resultado de que inimigos invadiriam suas terras e causariam destruição. Nesse contexto, encontramos repetidamente o famoso trio: guerra, fome e peste (Levítico 26:25; Jeremias 24:10; Ezequiel 14:12-21). Os três juntos retratam o cerco de uma cidade antiga. A guerra leva um povo para dentro dos muros da cidade, a fome segue enquanto o cerco continua, o resultado final é uma doença contagiosa seguida pelo exílio (Levítico 26:21-26; Jeremias 21:6-9; Ezequiel 7:15). O ponto importante para as perguntas, no início, é que a doença contagiosa (hebraico: dever) não é nesses contextos retratada como uma punição ativa de Deus, mas como a consequência da desobediência, que resulta na perda da proteção de Deus (Jeremias 27:13; 32:14; 34:17; 38:2). As pandemias não ocorrem porque Deus está zangado com as pessoas. Elas são as consequências naturais da insensatez e rebelião humanas. A parte mais recente da Bíblia (o Novo Testamento — escrito no grego comum do mundo romano) tem menos a dizer sobre doenças contagiosas. Lucas 21:11 associa pestilência (grego: loimos, loimoi) a terremotos, fomes e sinais celestiais que ocorreriam no momento da destruição de Jerusalém em 70 d.C. A palavra não é encontrada na parte de Lucas 21 que aborda o fim do mundo (Lucas 21:25-28). Um texto paralelo a Lucas 21:11 é Mateus 24:7. Lá você encontrará pestes em algumas versões da Bíblia, mas não em outras. A razão é que os manuscritos gregos, nos quais as traduções se baseiam, incluem, às vezes, pestes e outras não. É provável que pestes não estejam no original em Mateus. Porém, mesmo que fosse, Mateus 24:8 não coloca isso no fim do mundo, mas como “o começo das dores de parto”. Jesus via as pestes como algo geral para a experiência humana, não como algo especialmente associado ao fim. A palavra, também, é usada metaforicamente em Atos 24:5, como em: “este homem [Paulo] é uma peste”. Essa referência depreciativa não é, obviamente, nenhuma pista do significado da Covid-19 hoje. Há outra palavra grega que é frequentemente traduzida como peste. É thanatos — uma palavra grega comum para morte. Por qualquer motivo, é normalmente a palavra usual escolhida no Antigo Testamento Grego (versão da Septuaginta) para traduzir a palavra hebraica para doença contagiosa, dever. Portanto, a palavra grega para morte no momento em que o Novo Testamento foi escrito pode conter conotações de peste ou pandemia. É usada dessa maneira três vezes no livro do Apocalipse. Em Apocalipse 2:23, ela é usada no contexto de um evento específico que está no passado hoje. A segunda referência é encontrada em Apocalipse 6:8. O cavaleiro no cavalo pálido (ou de cor amarela) recebe autoridade sobre um quarto da terra, para ferir com espada, fome e peste. Como Mateus 24 e Lucas 21, a peste é prevista como uma característica geral da história humana, o que certamente tem sido o caso. No entanto, a terceira referência a thanatos (morte/pestilência) está claramente ligada a um contexto de fim dos tempos. A pestilência é uma das consequências da queda de Babilônia pouco antes da segunda vinda de Jesus. Esse texto não nos diz que a Covid-19 é um sinal do fim. Não há informações suficientes para ser tão específico. Mas indica, mais do que outros textos bíblicos, que a pandemia provavelmente será uma característica do fim dos tempos. Há outro texto do fim dos tempos que pode ser relevante para nossas perguntas, e é Apocalipse 16:2, que fala de feridas que afetam aqueles que têm a marca da besta. Embora essas feridas sejam graves, as palavras bíblicas para doença contagiosa ou pandemia não são usadas lá. E qual é sua conclusão? A curta conclusão deste estudo bíblico é dupla. A pandemia, como tal, não é um “sinal do fim”. Como pandemias muito piores já ocorreram, a Covid-19 não deve ser usada como um indicador de onde estamos na história. Se o fim dos tempos estiver próximo, outros indicadores serão mais significativos que este. Em outras palavras, a profecia bíblica não indica que a pandemia é um elemento-chave dos “sinais do fim”, nem a exclui como um dos problemas do fim. A pandemia não é um castigo direto e ativo de Deus; é uma consequência da condição humana que a Bíblia chama de pecado e rebelião contra Deus. De acordo com a Bíblia, Deus (por meio de Jesus Cristo) é o autor e sustentador da vida (João 1:3-5). Mas existem forças no universo que se opõem a Deus e criam dor e destruição (Jó 1:6-12; 2:1-6). Na medida em que a palavra julgamento é apropriada em uma pandemia, é Deus permitindo que a condição humana siga seu curso e colha suas consequências.

    Datas para volta de Jesus

    Como você vê tentativas de estabelecer datas para o retorno de Jesus, para o resultado final neste mundo, especialmente quando muitas pessoas procuram respostas na Bíblia? Escrevi longamente sobre esses tópicos em dois livros, What the Bible Says About the End-Time (O Que a Bíblia Diz sobre o Fim dos Tempos) e The Millennium Bug (O Bug do Milênio). A resposta curta para essa pergunta é que Jesus alertou especificamente as pessoas para não definir datas do fim. Em Mateus 24, Ele citou guerras, fomes, pestilências, terremotos, etc., todos “sinais do fim” no judaísmo. Mas Ele os citou para dizer: “Ainda não é o fim”. O único sinal do fim que Ele oferece é a segunda vinda em si (Mateus 24:30). Isso é confirmado por Ellen G. White no livro O Grande Conflito, página 640, onde uma voz informa o povo de Deus que aprendeu sobre o tempo da volta de Jesus apenas um instante antes de começar a vê-lo. A evidência científica da tolice da definição de datas é que todas as datas já marcadas para o retorno de Jesus em todos os 2.000 anos da história cristã estão erradas. Sei que em algum momento, algum dia, alguém pode realmente acertar, mas seria como um relógio parado, refletindo com precisão a hora duas vezes por dia. Não seria mais útil ao povo de Deus do que uma previsão fracassada. Há muita sabedoria e equilíbrio na declaração a seguir. “Não devemos viver em agitação acerca de tempo. […] ninguém, no entanto, será capaz de predizer exatamente quando virá aquele tempo. […] Não sereis capazes de dizer que Ele virá dentro de um, dois, ou cinco anos, nem deveis retardar Sua vinda, declarando que não será por dez, ou vinte anos” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, volume 1, página 189).

    Armagedom

    Você fala e estuda muito sobre o Armagedom, uma batalha apresentada no contexto de Apocalipse 16. Essa luta é vista por muitos estudiosos da profecia como espiritual e não literal, embora implique efetivamente um conflito entre o inimigo de Deus e os poderes a seu serviço e o fiel remanescente aos princípios de Deus. O que ainda podemos dizer sobre o Armagedom, a partir da interpretação do texto bíblico? Escrevi longamente sobre esse tópico no livro Armageddon at the Door (Armagedom à Porta), disponível em espanhol e em inglês. Segue um breve resumo. A palavra Armagedom aparece apenas uma vez em todas as Escrituras, em Apocalipse 16:16. É o local da batalha final da história da Terra. O fato de a batalha ser principalmente espiritual é indicado no versículo anterior (Apocalipse 16:15). Nessa batalha, a trindade profana (Apocalipse 16:13 — os mesmos três que o dragão, a besta do mar e a besta da terra de Apocalipse 13) envia três anjos demoníacos para proclamar um evangelho falsificado ao mundo (Apocalipse 16:13-14), em contraste com os três anjos de Apocalipse 14. Nesse contexto, há um apelo final à prontidão para a segunda vinda (Apocalipse 16:15). Portanto, existem duas trindades, dois grupos de anjos e duas mensagens conflitantes do evangelho. O Armagedom é um confronto mundial que chama o mundo a decidir entre duas visões de Deus e dois evangelhos diferentes. Esse conflito será como o confronto no Monte Carmelo, onde desceu fogo do Céu para demonstrar que Deus era o verdadeiro Deus (ver Apocalipse 13:13-14). No hebraico, Armagedom provavelmente significa Monte de Megido, o monte perto da antiga planície e cidade de Megido, o Monte Carmelo. No contexto do tempo do fim, as pessoas serão capazes de discernir qual é o Deus verdadeiro pelo caráter das respectivas divindades disponíveis. De acordo com Apocalipse 13, o deus por trás do dragão, da besta e do falso profeta procura persuadir pela força, ameaça e intimidação (Apocalipse 13:15-17) e por grandes demonstrações de poder, resultando em decepção (Apocalipse 13:13-14). Em contraste, o verdadeiro Deus apela ao mundo com base no autossacrifício (Apocalipse 5:6; 12:11) e na verdade (Apocalipse 15:3-4). O contraste não poderia ser mais nítido. Aqueles que escolheram a Trindade demoníaca se tornarão cada vez mais parecidos com eles. Aqueles que escolherem o verdadeiro Deus O honrarão, Lhe darão glória e O adorarão. Eles confiarão e obedecerão a Ele (Apocalipse 14:12), mesmo em assuntos como o sábado, independentemente das consequências (Apocalipse 12:11). A batalha do Armagedom finalmente expõe quem cada pessoa adora e admira. Prepara para o fim da Liberdade condicional e a conclusão de todas as coisas. A batalha do Armagedom é mais bem preparada com atenção a 2 Coríntios 10:3-35 e Efésios 6:10-17.]]>
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    <![CDATA[Existe predestinação?]]> https://tempoprofetico.com.br/existe-predestinacao/ Mon, 27 Jul 2020 03:44:44 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1540

    Certas coisas foram decretadas pelo livre-arbítrio de Deus, e uma delas é a lei da escolha e suas conseqüências.

    Pr. Alberto R. Timm, Ph.D.

    Deus sabe realmente quem vai ser salvo e quem se perderá, porque Ele é “perfeito em conhecimento” (Jó 37:16) e “conhece todas as coisas” (1 João 3:20), inclusive “o que há de acontecer” (Isaías 46:10). Mas esse conhecimento divino, que é absoluto, mas não-causativo, não restringe de qualquer forma a liberdade humana de escolher o caminho da salvação ou da perdição. A Bíblia deixa claro que o mesmo Deus que “faz nascer o sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mateus 5:45) também oferece a salvação a todos igualmente. Ele não apenas ordena que o evangelho seja pregado “a toda criatura” (Marcos 16:15), mas também convida: “Ah! Todos vós os que tendes sede, vinde às águas…” (Isaías 55:1) e “Vinde a Mim, todos…” (Mateus 11:28). O mesmo conceito da imparcialidade divina é apresentado pelo apóstolo Pedro em sua declaração: “Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que O teme e faz o que é justo Lhe é aceitável” (Atos 10:34 e 35). Alegar que todos os seres humanos já nasceram individualmente predestinados para a salvação ou para a perdição implica na rejeição das declarações apostólicas de que Deus “deseja que todos os homens sejam salvos” (1 Timóteo 2:4) e “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9). Como poderia o apóstolo Paulo haver instado a “que todos, em toda parte, se arrependam” (Atos 17:30), se nem todos pudessem se arrepender? Embora a salvação seja oferecida gratuitamente a todos indistintamente, somente aqueles que a aceitam pela fé serão salvos (Efésios 2:8-10). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). A perdição dos ímpios não é, portanto, o resultado de um decreto divino arbitrário, mas sim a conseqüência natural de haverem rejeitado individualmente a oferta de salvação. A. W. Tozer comenta: “Certas coisas foram decretadas pelo livre-arbítrio de Deus, e uma delas é a lei da escolha e suas conseqüências. Deus declarou que todo aquele que voluntariamente se entrega a Seu Filho Jesus Cristo na obediência da fé, receberá a vida eterna e se tornará filho de Deus. Decretou também que aqueles que amam as trevas e continuam em sua rebeldia contra a suprema autoridade do Céu, permanecerão em estado de alienação espiritual e sofrerão afinal a morte eterna” (Mais Perto de Deus – São Paulo: Mundo Cristão, 1980 – p. 132). Embora Deus haja predestinado à salvação todos os que voluntariamente aceitam a Cristo (Efésios 1:3-14), Ele não predestinou ninguém para a perdição. Que compete ao próprio homem (e não a Deus) escolher o seu destino é óbvio nas seguintes palavras de Josué 24:15: “Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” O Novo Testamento esclarece que mesmo os eleitos do Senhor podem cair da salvação, ao se afastarem de Cristo (Hebreus 6:4-6). Por essa razão, o apóstolo Paulo declarou: “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1 Coríntios 9:27). E é pelo mesmo motivo que Cristo disse que somente os que perseverarem até o fim serão salvos (Mateus 10:22; 24:13; Marcos 13:13). Portanto, embora o homem seja completamente incapaz de salvar-se a si mesmo, ele pode escolher permitir que Deus o salve ou não.]]>
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    <![CDATA[A Predestinação em Marcos 4:11-12 um Mito]]> https://tempoprofetico.com.br/a-predestinacao-em-marcos-411-12-um-mito/ Mon, 27 Jul 2020 03:46:47 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1544

    Isso não indicaria que Deus “predestinou” que somente esses poucos compreendessem a mensagem e aceitassem a Cristo?

    Leandro Quadros

    Introdução

    Lemos em Atos 17:30 que Deus “ordena que todas as pessoas, em todos os lugares, cheguem ao arrependimento”, o que parece contradizer Marcos 4:11-12, que diz: Então, lhes revelou: “A vós foi concedido o mistério do Reino de Deus; aos de fora, entretanto, tudo é pregado por parábolas, com o propósito de que: ‘mesmo que vejam, não percebam; ainda que ouçam, não compreendam, e isso para que não se convertam e sejam perdoados’” (Versão King James Atualizada). Para os que creem na dupla predestinação, em Marcos 4:11-12 Jesus estaria confirmando tal doutrina. Entretanto, se não desconsiderarmos Atos 17:30, o contexto de Marcos 4 e alguns textos paralelos, veremos que os predestinistas precisam com humildade reconhecer que viram no texto algo que ele não disse.

    Pistas para a interpretação de Marcos 4:11-12

    Temos 3 pistas importantes para compreendermos corretamente o texto em discussão: 1ª pista: O verso 10 de Marcos 4. 2ª pista: O texto de Isaías 6:9-10 juntamente com Isaías 1:2-4; 3ª pista: O texto paralelo de Mateus 13:15, que assim como Marcos 4:11-12, trata do mesmo assunto. Atente para cada uma delas no restante desse post.

    Análise contextual de Marcos 4:11-12

    Em Marcos 4:10-20 Jesus está explicando a parábola do semeador, contada nos versos anteriores (1-9). No verso 10 obtermos a primeira pista para a interpretação que se distancia – e muito – daquele oferecida por calvinistas. Diz o texto que “quando se afastaram das multidões”, os doze discípulos “e alguns outros que o seguiam” pediram a Jesus que elucidasse a parábola. Perceba que muitos ouviram a pregação de Cristo, mas apenas uns poucos realmente estiveram dispostos a aprenderem. Isso não indicaria que Deus “predestinou” que somente esses poucos compreendessem a mensagem e aceitassem a Cristo? Não, pois se o oferecimento da salvação é universal (leia 1 Tm 2:1-4), não haveria lógica em pregar para todos. Seria muito mais coerente e produtivo Cristo pregar diretamente àqueles que foram “predestinados”. Desse modo, o texto revela que apenas uns poucos estiveram realmente interessados, e que o desinteresse da multidão não é atribuído à predestinação da parte de Deus. A segunda pista para a correta interpretação encontramos em Isaías 6:9-10, por ser este o texto usado por Marcos:
    “Ele me respondeu: ‘Vai e dize a este povo: Podeis ouvir constantemente, mas não haveis de compreender; podeis ver e continuar a ver sempre, contudo jamais percebereis! Embota o coração deste povo; torna esta gente incapaz de escutar os seus ouvidos e tapa-lhe os olhos. Que essas pessoas não enxerguem com os olhos, não consigam ouvir mediante os ouvidos, e não possam entender com o coração, a fim de que não recebam a conversão e se tornem sãos!”
    Você pode estar se perguntando: “mas de que maneira Isaías 6:9-10 ajudou na compreensão? Não reforçou a ideia de que Deus predestina pessoas para que se tornem duras e venham a se perder?” Não seja tão rápido em sua conclusão. Antes, leia o que Isaías nos informa alguns capítulos antes, para que possa compreender devidamente o que Deus quer nos transmitir tanto em Isaías 6:9-10 quanto em Marcos 4:10-11. Destacarei algumas palavras para facilitar a análise:
    “Ouvi, ó céus, presta atenção, ó terra! Eis que assim diz Yahweh, o SENHOR: “Criei filhos e os fiz desenvolver, todavia eles se revoltaram contra minha pessoa. O boi conhece o seu dono e o jumento conhece o local onde o seu senhor costuma depositar o alimento diário; contudo, Israel não deseja me compreender, o meu próprio povo não age com sabedoria”. Ah, que tristeza! Nação pecadora, povo carregado de malignidade! Raça de perversos, filhos que amam a corrupção! Eis que abandonaram o Eterno, desprezaram o Santíssimo de Israel, e afastaram-se do SENHOR!” (Is 1:2-4).
    O contexto deixa muito claro que:
    • “Eles se revoltaram” contra a pessoa de Deus. Não foi Deus quem os predestinou para se revoltarem.
    • “Israel não deseja” compreender a Deus. Não foi Deus quem predestinou que Israel não O compreendesse e buscasse.
    • Deus e Isaías ficaram muito “tristes” pela rebeldia do povo. Deus teria de sofrer de uma espécie de “esquizofrenia divina” para endurecer pecadores e, ao mesmo tempo, ficar triste por isso. É melhor ser ateu do que crer num Deus tão incoerente. Pode ser que tenha vindo à sua mente o “endurecimento do coração de faraó”. Clique aqui para ler o artigo onde explico esse texto de Êxodo 7:3. O artigo interessante, intitulado “Doutrina da dupla predestinação prejudica a mente”, pode ser lido aqui.
    • O povo é acusado de ser “carregado de malignidade”, “perversos” e amantes da “corrupção”. É óbvio que Deus não torna ninguém assim, mas quem o faz é o Diabo e a própria obstinação do pecador.
    • Foram eles quem “abandonaram”, “desprezaram” e “afastaram-se” do Senhor, ou seja: Deus e Sua predestinação nada têm a ver com algo tão maligno.
    A conclusão óbvia que chegamos por meio dessa breve análise contextual é:
    Em Marcos 4:11-12 Jesus está ensinando que é a própria obstinação da maioria que os impede de compreenderem e aceitarem a mensagem divina, e de alcançarem a salvação.
    O texto paralelo, que nos oferece a 3ª pista para a interpretação, confirma essa conclusão. Afinal, ele também cita Isaías 6:9-10, assim como o faz Marcos:
    “Posto que o coração deste povo está petrificadode má vontade escutaram com seus ouvidos, e fecharam os seus olhos; para evitar que enxerguem com os olhos, ouçam com os ouvidos, compreendam com o coração, convertam-se, e sejam por mim curados” (Mt 13:15).
    Mais claro, impossível: Mateus revela que o coração do povo foi endurecido pelo próprio povo, que teve má vontade em escutar a Deus e, por livre e espontânea vontade, “fecharam os seus olhos” para a verdade.

    Porque Jesus ensinava por parábolas

    Cristo contava parábolas não para que “somente os predestinados as compreendessem”, mas por ser este um recurso didático eficaz (Mc 4:33), e para atrair a Ele quem fosse sincero e estivesse realmente interessado no que Ele tinha a dizer (Mc 4:34): Assim, por meio de muitas parábolas semelhantes Jesus lhes comunicava a Palavra, conforme a medida das possibilidades de compreensão de seus ouvintes. E nada lhes transmitia sem usar alguma parábola. Entretanto, quando estava em particular com os seus discípulos, explicava-lhes tudo claramente (Mc 4:33-34). Como bem comentou a Bíblia King James Atualizada – Edição de Estudo:
    O estilo de pregação e ensino de Jesus se assemelha ao ministério de Isaías, o qual conquistou muitos discípulos (Is 8:16), mas igualmente desmascarou a falsidade e a dureza de muitos corações incrédulos face aos inúmeros apelos de Deus.1

    Conclusão

    Essa interpretação contextual de Marcos 4:11-12, com o auxílio dos textos paralelos, está em perfeita harmonia com o Deus bíblico que conhecemos, que não tem “nenhum prazer na morte de quem quer que seja”, e que, ao invés de predestinar uns poucos, apela a todos: “Convertei-vos, pois, e vivei!” (Ez 18:32 – King James Atualizada).

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    Referência

    1 Bíblia King James Atualizada – Edição de Estudo – 400 anos (São Paulo: Abba Press, 2012), p. 1839. Veja-se a nota de número 5.

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    <![CDATA[A Nova Ordem Mundial na Bíblia]]> https://tempoprofetico.com.br/a-nova-ordem-mundial-na-biblia-2/ Mon, 27 Jul 2020 03:48:19 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1548

    O que teria a Bíblia a nos dizer sobre uma reorganização política mundial e constitucional?

    Maiara Costa

    Você já ouviu falar da Nova Ordem Mundial? Muito provável que sim! E imagino que a grande maioria que tenha ouvido falar desse assunto, provavelmente tenha sido dentro de alguma palestra feita na igreja, certo? Por conta disso, somos tentados a pensar que essa temática, seja de cunho exclusivamente religioso. Porém, se sairmos um pouco do campo religioso para observarmos o mundo em redor, perceberemos que a nova ordem mundial é algo que permeia muitas áreas do saber. O mundo: judicial, comercial, econômico, tecnológico, ativista e filosófico, por exemplo, também estuda e aguarda o surgimento dessa ordem. Para essas áreas todas, a nova ordem representa uma reorganização política internacional, tendo como base uma constituição única e universal. Na visão de sociólogos e estudiosos da futurologia, o mundo pode ser comparado a uma criança correndo desgovernada e sem controle, tornando-se assim necessário, um adulto para tomar conta. O que teria a Bíblia a nos dizer sobre essa reorganização política mundial e constitucional? Nova Ordem Mundial e a Bíblia Ao estudarmos as profecias de Daniel e Apocalipse, juntamente ao sermão profético feito por Cristo nos três evangelhos, percebemos que de fato, o mundo tende a rumar ao colapso. O texto bíblico nos informa que quanto mais o tempo passar, mais o amor se esfriará pelo aumento da iniquidade no coração humano (Mateus 24:12). Haverá cada vez mais conflitos, rumores de guerras, epidemias, fome (Mateus 24:6,7; Lucas 21:11,12), problemas que poderiam ser resolvidos, se não houvesse tanto interesse egoísta envolvido. Em meio a esse cenário é que a Bíblia descreve em Apocalipse 13, o surgimento no cenário mundial de uma aliança entre dois poderes terrestres. O primeiro é apresentado na figura simbólica de um animal saindo da água, o segundo é descrito como um animal saindo da terra. Dentro do contexto literário do Antigo Testamento, essas duas figuras mitológicas são uma representatividade do mal. João usa esse contexto como pano de fundo para descrever que no tempo do fim, haverá dois poderes humanos, considerados aliados do dragão que é uma representatividade do diabo (Apocalipse 12:7-9), que se unirão, formando assim uma nova ordem mundial. A união desses poderes é algo tão poderoso e influente que seduzirá todos os habitantes da Terra (Apocalipse 13:14), e mexerá com a economia e a liberdade civil (Apocalipse 13:16,17). A primeira besta, conforme a sua descrição, representa Roma (Daniel 7:7,17; Apocalipse 17:18), a segunda besta, será um aliado político dela. Quando esses dois poderes se unirem e fundirem num só, estará formado aquilo que a teologia entende como Nova Ordem Mundial. Essa união do poder religioso com o político, estabelecerá um decreto que será de nível mundial e com fortes represália aos seus opositores. Podemos concluir então que a política será reorganizada mundialmente, passando a existir apenas uma forma de governo? A resposta é um sonoro sim! Embora, o Apocalipse não detalhe como acontecerá e nem quando, ele descreve que acontecerá. Um fator muito interessante é que desde que a pandemia de coronavírus se intensificou, os apelos para uma constituição mundial, tem se tornado cada vez mais fortes. O que acontecerá com a humanidade quando a nova ordem mundial se estabelecer? Será imposto sobre ela uma marca e ela é quem definirá quem está a favor ou contra essa coligação. O cenário de união entre as potências religiosas e políticas do mundo é um dos últimos sinais que vão anteceder a segunda vinda de Cristo e o fim do mundo. Quando Cristo vier, as autoridades políticas e religiosas vão perder seus poderes, e Deus salvará o seu povo e será o único governante do Universo, e “Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11:15). Sendo assim, o único governo que reinará proeminentemente na história, formando a verdadeira nova ordem mundial, será o reino de Deus.

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    Maiara Costa é teóloga.

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    <![CDATA[A Escritura e os Paradoxos]]> https://tempoprofetico.com.br/a-escritura-e-os-paradoxos/ Mon, 27 Jul 2020 03:50:34 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1552

    Uma vez que a Escritura está repleta de paradoxos, surge a pergunta: Como lidar com eles? Alguns desses paradoxos nos causam surpresa, mas são em grande medida auto-explicativos.

    Ekkehardt Mueller I. O que é um paradoxo? Um jornal discutiu recentemente em um artigo o “paradoxo da abundância.” À longo prazo a presença de petróleo, gás, diamantes (e coisas similares) conduzem os países em desenvolvimento e que têm esses recursos à pobreza. Os economistas falam disso sob o termo “doença holandesa.” (Dutch disease, em inglês – nota do tradutor) A exportação de recursos naturais fortalece a moeda, mas enfraquece a indústria nacional e a agricultura, e conduzem à futura dependência de recursos naturais. A afirmação “eu estou mentindo” é um paradoxo, pois caso seja verdade é um erro. E se for errado, é verdade. Normalmente um paradoxo é algo aparentemente contraditório, mas que ainda assim faz sentido e é “profundamente verdadeiro.”1 É uma afirmação que é contrária à expectativas comuns e bastante difundidas. O paradoxo comunica significado e sentido ao que é aparentemente sem sentido, e contém um elemento de surpresa. K. S. Kantzer sugere que um paradoxo, tal qual ele se encontra na Bíblia consiste de: (1) uma afirmação que é auto-contraditória, ou (2) duas ou mais afirmações que são mutuamente contraditórias, ou (3) uma afirmação que contradiz alguma posição bem estabelecida a respeito de um assunto específico.”2 Ele também faz uma distinção entre paradoxos retóricos e paradoxos lógicos. Um paradoxo retórico é, por exemplo, uma afirmação tal qual a que se segue: “Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos” (Lucas 9:60). Isso é uma figura de linguagem. Um paradoxo lógico “surge da tentativa da mente humana em unificar e coordenar as múltiplas facetas da experiência.”3 II. Paradoxos na Escritura Ambos os tipos de paradoxo são encontrados na Escritura. Jesus falou em forma de paradoxos. De fato, seus discursos estavam cheios de paradoxos. “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos porque herdarão a terra.” (Mateus 5:3-5); “Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra” (Mateus 5:39); “os últimos serão primeiros e os primeiros serão últimos” (Mateus 20:16); “Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á.” (Marcos 8:35); “todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.” (Lucas 18:14); “Mais bem-aventurado é dar que receber” (Atos 20:35). Paradoxos também são usados no Antigo Testamento: “A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda.” (Provérbios 11:24). Paulo também tem sua própria lista de paradoxos: “Porque o que foi chamado no Senhor, sendo escravo, é liberto do Senhor; semelhantemente, o que foi chamado, sendo livre, é escravo de Cristo.” (1 Coríntios 7:22); “como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo” (2 Coríntios 6:9-10); “quando sou fraco, então, é que sou forte.” (2 Coríntios 12:10); “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo.” (Filipenses 3:7). Todas essas afirmações não fazem sentido humanamente falando. O mandamento de Jesus de que amemos nossos inimigos é chamado de “um pedido antinatural no mais alto grau e empiricamente contrário à natureza humana.”4 Enquanto a ética grega “culmina na conformidade harmoniosa com a natureza humana,” a ética cristã “ensina que a natureza humana deve ser transcendida.”5 Essa pode ser uma razão pela qual algumas afirmações bíblicas podem parecer paradoxais em nossa opinião. Outra razão é de que a realidade pode ser mais complexa do que nós somos naturalmente capazes de perceber e compreender. Existem, entretanto, conceitos teológicos mais amplos expressos nas Escrituras que soam paradoxais aos nossos ouvidos. Nós já fomos salvos, mas ainda não fomos completamente salvos. Nós ainda estamos esperando pela consumação final, mas já possuímos a vida eterna aqui e agora. Conquanto as obras não contribuam para a nossa salvação elas não são desimportantes. Ou “como é possível que os seres humanos sejam simultaneamente pecaminosos e salvos?”6 Nossa salvação é uma realidade paradoxal. Deus é retratado na Escritura como um, e ainda assim Pai, Filho e Espírito Santo são chamados: Deus. Jesus é eterno, assim também é Yahweh. Ele é adorado, a Ele oramos. Os cristãos têm expressado o conceito bíblico de um Deus e três pessoas dentro da Divindade. “Três que são um” é um conceito que não faz sentido matematicamente; é um paradoxo, e ainda assim é uma verdade. E o que dizer da natureza de Cristo que era completamente humano e completamente Divino enquanto vivia entre nós? Devolver dízimo é algo que beira o paradoxo. Quando nós devolvemos parte de nosso dinheiro para a causa de Deus a quantidade menor de dinheiro que nos sobre rende mais do que se gastássemos tudo sem separar o dízimo. O maior paradoxo é a cruz de Cristo. “Na teologia cristã, e no pensamento paulino particularmente, a crucifixão de Cristo é o paradoxo fundamental [que está em sua base ou fundamento. Nota do tradutor] (1 Coríntios 1;22-25).” Deus morre por nós para que sejamos salvos. Não é de se espantar que a cruz seja para muitas pessoas uma pedra de tropeço e uma bobagem . Não é de se espantar que a cruz esteja sendo “reinterpretada” em nossos dias e que uma religião sem sangue está sendo criada para tomar o lugar da noção da expiação substitutiva de Cristo em troca um amor sentimental que parte de Deus em direção à humanidade. III. Como lidar com os paradoxos? Uma vez que a Escritura está repleta de paradoxos, surge a pergunta: Como lidar com eles? Alguns desses paradoxos nos causam surpresa, mas são em grande medida auto-explicativos. Mas o que dizer a respeito daqueles que consistem em afirmações aparentemente contraditórias que não são encontrados em um verso ou passagem apenas? Muitas vezes esses paradoxos revelam conceitos teológicos que têm tremendas implicações, e moldam o relacionamento dos seres humanos para com Deus afetando o dia-a-dia da vida cristã. Nesses casos nós devemos aprender a viver com afirmações que na perspectiva humana possam parecer ilógicas, mas que não deixam de ser verdades. Escolher um grupo de afirmações e desconsiderar aquelas que pareçam contraditórias com esse grupo de passagens conduz à heresia. Optar pela unicidade de Deus e, dessa forma, excluir a noção da Divindade de Cristo (e do Espírito Santo – Nota do tradutor) é tão errado quanto fazer do Pai, do Filho e do Espírito Santo três deuses. Limitar a salvação ao presente ou ao futuro não faz justiça ao registro bíblico. Kantzer corretamente atesta: “Em tais casos o homem estará mais perto da verdade quando ele defende ambos os lados da uma questão paradoxal do que quando ele desiste de um lado da questão em favor de outro.” 7 Como cristãos devemos aprender viver entre tensões, por que a verdade pode muitas vezes ser expressa somente em termos paradoxais. Ekkehardt Mueller é PhD em Ministério e Divindade.

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    1 Richard N. Soulen, Handbook of Biblical Criticism, second edition (Atlanta: John Knox Press, 1981), 140 2 K. S. Kantzer, “Paradox,” in Evangelical Dictionary of Theology, edited by Walter A. Elwell (Grand Rapids: Baker Book House, 1984), 826 3 Ibid. 4 Wolfgang Schrage, The Ethics of the New Testament (Philadelphia: Fortress Press, 1990), 77 5 Ibid. 6 R. V. Schnucker, “Neo-orthodoxy,” ” in Evangelical Dictionary of Theology, edited by Walter A. Elwell (Grand Rapids: Baker Book House, 1984), 755 7 Kantzer, 826
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    <![CDATA[O que significou Jesus soprar o Espírito Santo sobre os discípulos?]]> https://tempoprofetico.com.br/o-que-significou-jesus-soprar-o-espirito-santo-sobre-os-discipulos/ Mon, 27 Jul 2020 03:52:17 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1556

    Por que eles receberam o Espírito Santo apenas no Pentecostes?

    Débora Pinheiro Você já se perguntou por que os discípulos só receberam o Espírito Santo no Pentecostes se Jesus soprou o Espírito Santo sobre os discípulos ao se despedir deles? ‘A plenitude do Espírito Santo não poderia ser concedida a não ser depois que Jesus tivesse completado Sua missão. Sua morte na cruz e ressurreição ao terceiro dia faziam parte do plano da salvação. Faltava ainda mais um passo – o Pai aceitar o sacrifício do Filho em favor do ser humano pecador. Quando o sacrifício vicário (ou substitutivo) de Jesus foi aceito por Deus, Jesus foi glorificado, e o Espírito, enviado à Terra. Pedro afirmou: “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis”’ (Atos 2:33). 1 O sopro foi um símbolo de que a vida espiritual deles, assim como toda a sua capacidade para o trabalho, seriam derivados e dependiam dEle. “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” João 3:8 “E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.” Atos 2:1,2 Veja como Lucas descreveu esse momento de despedida: ‘”Eu lhes envio a promessa de meu Pai; mas fiquem na cidade até serem revestidos do poder do alto“. Tendo-os levado até as proximidades de Betânia, Jesus levantou as mãos e os abençoou.’ Lucas 24:49,50 O dom do Espírito Santo não seria recebido em sua plenitude até que os discípulos se entregassem plenamente a recepção do mesmo. ‘Somente depois da ascensão, porém, foi o dom recebido em sua plenitude. Apenas quando os discípulos se renderam plenamente à Sua operação em fé e súplicas, foi derramado sobre eles o Espírito Santo. Então os bens do Céu foram concedidos aos seguidores de Cristo em sentido especial. “Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens.” Efésios 4:8 “Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo” (Efésios 4:7), repartindo o Espírito particularmente “a cada um como quer”. 1 Coríntios 12:11. Estes dons já são nossos em Cristo, mas a posse real depende de nossa recepção do Espírito de Deus.’ 2 O Espírito Santo foi derramado após a entronização de Cristo no Santuário Celestial.  

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    1 Ensinos de Jesus, p. 14

    2 Parábolas de Jesus, p. 174

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    <![CDATA[O que Paulo quer dizer quando ele escreve: “a mulher será salva dando à luz filhos”?]]> https://tempoprofetico.com.br/o-que-paulo-quer-dizer-quando-ele-escreve-a-mulher-sera-salva-dando-a-luz-filhos/ Mon, 27 Jul 2020 03:53:26 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1560

    Por que o parto é mencionado, e a que ele se refere?

    Ángel Manuel Rodríguez Como frequentemente digo, algumas passagens são passíveis de diferentes interpretações. Nesses casos temos que examinar o contexto imediato, bem como o contexto bíblico geral, e oferecer o que consideramos a melhor opção sem ser dogmáticos. Assumo que muitos acham perturbador que este texto pareça sugerir que a salvação não é pela fé, e que ele revela um ponto de vista restritivo das mulheres (i.e., seu lugar é no lar criando filhos). 1. Comentários Sobre Terminologia: Observe estes três termos. O primeiro é o verbo “salvar” (Grego, sozo), usado nas Epístolas Pastorais (1, 2 Timóteo e Tito) para se referir à salvação espiritual efetuada por Deus através de Jesus (e.g., 1 Timóteo 1:15; 2:4; 2 Timóteo 1:9). Esta salvação é sempre recebida pela fé. O segundo termo é a preposição “através” (Grego dia). Ela aparece para introduzir os meios da salvação, como, por exemplo, em 1 Coríntios 15:2. O terceiro termo é o substantivo Grego teknogonia, cuja forma verbal significa “dar à luz filhos,” e implica a dor que acompanha o parto (1 Timóteo 5:14). 2. Variedade de Interpretações: Essas palavras são interpretadas de diferentes maneiras. O verbo “salvar” é entendido por alguns como significando “manter salvo/preservar,” no sentido que a vida da mulher será preservada durante o parto. Isto dificilmente pode ser defendido visto que mulheres Cristã têm morrido durante o parto. Outros introduzem as ideais não encontradas no texto. O substantivo “parto” tem sido entendido como designando o nascimento do Messias. As mulheres serão salvas através do nascimento da Criança prometida à Eva. Mas isto, embora seja possível, vai além do que o texto afirma. Muitos retêm a leitura tradicional lendo (“as mulheres serão salvas através do parto”), mas interpretam a preposição “através” de diferentes maneiras. Uma de elas é que as mulheres são salvas “não obstante darem à luz filhos com dor” (i.e., o parto é a circunstância que acompanha a salvação, não o meio), ou que elas serão salvas em virtude do cumprimento de seu papel como mães. 3. Considerações Contextuais: Em 1 Timóteo 2:11-14 Paulo instrui as mulheres a respeito das atitudes apropriadas durante as instruções na igreja. Estas experiências de aprendizado deveriam acontecer livres de divisão e em submissão ao mestre. Este conselho foi necessário por que falsos mestres estavam usando mulheres para promover seus ensinos. Paulo deseja que as mulheres aprendam e não atuem independentemente dos outros. Ele ilustra a situação usando a experiência de Adão e Eva. Eva agiu independentemente de Adão em sua busca por conhecimento; e como resultado caiu em pecado e se tornou um instrumento do inimigo. Paulo não deseja que isto aconteça na igreja. Ele deseja que as mulheres experimentem a salvação e perseverem nela. 4. Interpretação Sugerida: Por que o parto é mencionado, e a que ele se refere? Primeiro, observe que o sujeito do verbo está no singular – “Ela será salva.” No contexto a referência é à Eva como uma representante dos membros femininos da igreja. Segundo, o parto parece fazer alusão à experiência de Eva depois da queda. O Senhor lhe diz que ela experimentaria “sofrimento na gravidez; com sofrimento você dará à luz filhos” (Gênesis 3:16, NIV). Este era um dos resultados de sua queda. Também apareceriam esses falsos mestres desencorajando o casamento e a procriação e Paulo parece estar se opondo a eles (cf. 1 Timóteo 4:3). Terceiro, se esta leitura do texto estiver correta, seria melhor entender a preposição “através” como significando “apesar de,” descrevendo as circunstâncias sob as quais a salvação acontece (cf. 1 Coríntios 3:15). A mulher será salva apesar do fato que ela continua a experimentar dor no parto – uma lembrança de seu pecado. Que a salvação não é através do dar à luz filhos é indicado pelo uso do verbo na voz passiva (“ela será salva”), implicando que é Deus quem salva (o sujeito da ação implicado). Quarto, a última parte do verso declara que “ela – mg.” será salva “se permanecerem (sic.) [perseverar] na fé, no amor e na santidade, com bom senso” (1 Timóteo 2:15b, NVI). A salvação requer perseverança, não dar à luz filhos. A lembrança de nossa degradação não deve interromper nossa certeza de salvação, mas deve nos motivar a fé, o amor e a santidade.

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    Ángel Manuel Rodríguez é PhD em Teologia Sistemática.

    Fonte: Biblical Research Institute

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    <![CDATA[Morte antes da Queda]]> https://tempoprofetico.com.br/morte-antes-da-queda-2/ Wed, 29 Jul 2020 02:35:34 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1564

    A vida só passou a ter um fim depois daquela escolha errada no Éden?

    Essa pergunta parece ter uma resposta óbvia. Contudo, ela é um pouco mais complexa se pensarmos que não existe unanimidade para a definição de morte. Além disso, aparentemente a Bíblia não considera a vegetação como sendo formada por seres vivos. Portanto, ela não morre, mas simplesmente desaparece. Meu objetivo nesse texto não é definir a morte, e sim investigar se a Bíblia indica que havia morte antes da queda moral da humanidade.
    • Pecado e morte. A Bíblia estabelece uma correlação direta entre pecado, morte natural e eterna. Adão e Eva passaram pela morte como resultado de sua rebelião contra o Criador (Gênesis 2:17). Por causa da escolha deles, o pecado e a morte têm atingido toda a humanidade (Romanos 5:12; 6:23). A principal relação entre pecado e morte é a eterna separação de Deus, por ocasião do juízo final (Apocalipse 20:10, 14, 15). Para os pecadores arrependidos, porém, a morte natural é reversível, pois é um “sono” até o dia da ressurreição (João 11:11; 1 Tessalonicenses 4:13-18), quando o corpo dos crentes será redimido do poder da sepultura (Romanos 8:23; 1 Coríntios 15:53-56).
    • Criação e morte. Deus, que é a própria vida, é a única e exclusiva origem de toda a existência. Ele não criou um Universo com vida própria, mas um espaço que teve início e, teoricamente, poderá ter um fim. O Universo não emanou de Deus, não é uma extensão dEle. É Deus que, por meio da Sua presença e poder, sustenta Sua criação. Por isso, a imortalidade não é algo inerente a nenhuma criatura, senão ao Criador (1 Timóteo 6:16) que concede esse dom a quem Lhe convém. Contudo, a intenção de Deus não foi criar seres que tivessem um fim, mas sim seres que fossem eternamente sustentados por Ele. Consequentemente, não havia morte antes da queda moral de Adão e Eva.
    • Vida e morte. Ao chegar a essa conclusão, eu sugeriria que, antes da queda do Éden, a morte era conhecida apenas em nível conceitual, e não em nível experimental. Faz sentido pensar assim se, como sugeri, a criação não for auto-existente. Creio que Deus deve ter oferecido algum tipo de conscientização sobre a natureza das Suas criaturas. Isso pode soar especulação, mas não é. O conceito da morte foi introduzido por Deus antes da queda, quando Ele disse a Adão que ele morreria caso comesse do fruto proibido (Gênesis 2:17). Além disso, quando mentiu para Eva, a serpente (Satanás) não negou o conceito da morte, mas sim que a mulher efetivamente morreria. Essa é uma das mentiras mais radicais já pronunciadas por uma criatura na tentativa de equiparar um ser criado ao Seu Criador. A verdade é que a morte é o resultado do pecado, mas a vida é o resultado da morte de Cristo por todo aquele que nEle crê (Romanos 5:17).
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    <![CDATA[100 Segundos para o Fim]]> https://tempoprofetico.com.br/100-segundos-para-o-fim-2/ Wed, 29 Jul 2020 02:36:54 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1568

    Da instabilidade climática à escalada nuclear, ou de um vírus pandêmico ao caos financeiro, a própria Ciência se prostra ante o futuro.

    Coronavírus. Irã. Austrália. Filipinas. Trump. Kim Jong-un. Minas Gerais. Ukraine Airlines. PCC. Terremoto em Porto Rico. Recorde em Veneza. Kobe. Silvas. Tantos. 100 segundos.⁣ ⁣ O 1º mês de 2020 não acabou e os fogos fantasiando o Ano Novo já sumiram. Restam cinzas pelo chão e a escuridão da incerteza.⁣ ⁣Mas, tão cedo assim?⁣ ⁣“Quem vai atrás de fantasias não tem juízo” (Provérbios 12:11). Não se iluda. Não vai melhorar. A Bíblia não erra. Jamais. “Isso será apenas o começo dos horrores que virão – tenham cuidado” (Marcos 13:8-9). E quem se apega à está vida escreve sua pior história.⁣ ⁣ Há instantes, MEXERAM NO RELÓGIO DO FIM DO MUNDO! Novamente. Não menospreze isso! Os maiores cientistas do mundo, desde 1947, expressam sua apreensão através do Doomsclock Day. Este relógio regressivo imaginário tem ponteiros como espelho da humanidade. Estávamos há “2 minutos” desde 2018 (igualando o período mais ameaçador desde a 2ª Guerra Mundial – na Crise dos Mísseis em Cuba). Porém, agora, passamos contar em segundos:⁣ ⁣100 segundos.⁣ ⁣ Da instabilidade climática à escalada nuclear, ou de um vírus pandêmico ao caos financeiro, a própria Ciência se prostra ante o futuro. “Estranha e momentosa história está sendo registrada nos livros do Céu – eventos que, segundo foi declarado, precederiam de perto o grande dia de Deus. Tudo no mundo está em agitação.”¹ ⁣ Pânico? Jamais. Quem conhece o Porto Seguro não esmorece na tormenta junto à praia. Desespero? Se a raiz for maior que o vendaval, não. Pessimismo? Depende do Sol que você conhece além do furacão. Sensacionalismo? Corrupção barata da estabilidade profética. Quem crê sabe o que vem por aí.⁣ ⁣ “Tempos de perplexidade se acham diante de nós. O coração dos homens está desmaiando de terror das coisas que sobrevirão ao mundo. Mas os que crêem em Deus ouvirão Sua voz em meio à tormenta, dizendo: “Sou Eu. Não temais”.⁣² ⁣Podem mexer nos ponteiros. O Universo está no tempo da Onipotência. Esteja perto do Dono do relógio. ⁣ ⁣ Será em breve. Muito breve.⁣]]>
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    <![CDATA[Fé é Sentimento?]]> https://tempoprofetico.com.br/fe-e-sentimento/ Wed, 29 Jul 2020 02:38:12 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1572

    fé genuína é reconhecer a fidelidade de Deus e em resposta a isso é ser movido por ela."

    Maiara Costa

    Uma palavra tão pequena e tão complexa. Uma das palavras mais difíceis de se encontrar um significado simples e objetivo. Para o dicionário da língua portuguesa fé pode significar muitas coisas, tais como: Crença, crédito; convicção da existência de algum fato ou da veracidade de alguma afirmação. Crença nas doutrinas da religião cristã. Fidelidade a compromissos e promessas.

    No latim esse termo assume duas formas ou tipos: a fé doutrinal e a fé relacional.

    Mas afinal de contas o que é fé? É um sentimento? É uma sensação? É uma pensamento positivo?

    Será que para termos certeza se temos ou não fé, dependemos de estarmos sentindo algo? Tipo, se não sinto, significaria que não a tenho?

    Para começarmos a entender esse tão importante assunto (Hebreus 11:6), não iremos ficar aqui filosofando ou fazendo um estudo etimológico exaustivo, mas iremos tentar entender a fé da maneira mais simples possível, ou seja, através de uma história, do exemplo de alguém que foi considerado uma pessoa de fé (Hebreus 11:8).

    Abra sua Bíblia no livro de Gênesis, capítulo 12, encontramos aqui a história de um dos maiores personagens do Antigo Testamento que é Abraão, considerado pai da fé.

    O texto bíblico vai nos informar que Abrão era um homem de setenta e cinco anos de idade que morava em Ur dos Caldeus, casado, sem filhos, foi uma pessoa que construiu a sua vida em Harã, tinha posses, tinha servos e aparentemente tinha estabilidade em todas as áreas. A história narra que num determinado momento ele ouve a voz de Deus falando com ele, fazendo um pedido que para nós pode soar demasiadamente estranho. A voz diz à ele para abandonar a sua parentela, ou seja, tudo aquilo que poderia representar sua segurança e estabilidade e partir para um lugar desconhecido. A narrativa continua e nos mostra que algumas promessas e um propósito são apresentados para Abrão. Sem muitas perguntas ou mesmo sequer diálogo a história conta que ele ouve a voz de Deus e lhe obedece (Gênesis 12:1-8).

    O que essa história pode nos ensinar sobre o que é ter fé?

    1. Não encontramos em nenhum momento do texto um diálogo entre Deus e Abrão. Deus fala e Abrão escuta.

    2. Não encontramos no texto Deus dando todas as coordenadas e informações para Abrão. Deus fala o que vai ser, mas não como.

    3. Não encontramos no texto Deus fazendo garantias do quando.

    1. Nem sempre teremos respostas para todas as perguntas.

    2. Nem sempre teremos todas as informações necessárias.

    3. Nem sempre entenderemos tudo de imediato.

    Isso nos ensina que uma pessoa de fé é aquela que ouve e faz. Por isso que o conceito bíblico de fé é uma firme convicção (Hebreus 11:1), essa convicção não vem de sentimentos ou assentimentos, emoções, sensações, arrepios e etc, mas vem de um profundo relacionamento. A palavra hebraica usada para fé é emunah e ela foi extraída de uma expressão: “Elohim melekh naahmam” que significa Deus é um rei fiel.

    Perceba que fé para a mentalidade hebraica não era algo baseado nos sentimentos ou sensações, mas sim na convicção da fidelidade de Deus. A fé é um reconhecimento dessa fidelidade. A fé é a confiança em Alguém. NEle eu me firmo, porque Ele é um rei fiel.

    A fé que tem sido incentivada hoje é baseada no que os olhos podem ver e no que eu posso sentir. Porém, a fé genuína é reconhecer a fidelidade de Deus e em resposta a isso é ser movido por ela.

    Concluo com o seguinte pensamento: Mesmo que as evidências não respondam tudo acerca de Deus, ou mesmo se quer não consigam provar a Sua existência, que o meu relacionamento pessoal com Ele cubra aquilo que não entendo ou mesmo não tenho resposta. Porque Ele tem sido um rei fiel a mim.

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    <![CDATA[Morrer uma só vez, vindo depois o Juízo]]> https://tempoprofetico.com.br/morrer-uma-so-vez-vindo-depois-o-juizo-2/ Wed, 29 Jul 2020 02:40:13 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1576

    Onde está escrito na Bíblia que o homem morre apenas uma vez, aguardando depois disto o juízo? O que dizer das chamadas experiências pós morte?

    “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação” (Hebreus 9:28). A menção ao fato de Cristo morrer uma vez sugere, sem dúvida, que também as pessoas morrem uma só vez nesta terra. Por causa do pecado de Adão, a morte passou a todos os homens (Romanos 5:12). Está ordenado que as pessoas morram uma só vez antes do julgamento; mas isto não contradiz a ideia de que se o julgamento os condenar, tenham que morrer outra vez (Apocalipse 20:15). O termo “ordenado” empregado no texto grego é “apokeimai” e significa “ser guardado”, “colocado à parte”, “ser reservado”, “estar à espera de” (comparar com Lucas 19:20; Colossenses 1:5; 2 Timóteo 4:8). Nesse sentido a morte é um período de espera, na qual não há consciência de coisa alguma (Eclesiastes 9:5), mas ainda não é o fim. Haverá duas ressurreições: a primeira ocorrerá por ocasião da segunda vinda de Cristo e está reservada para os salvos que receberão a vida eterna; a segunda será para os ímpios, para o juízo de condenação, que ocorrerá depois do milênio (João 5:28, 29; cf. 1 Tessalonicenses 4:16; Apocalipse 20:5). A Bíblia ensina que um dia todos teremos que comparecer ante o tribunal de Cristo (2 Coríntios 5: 10).  Este fato se menciona aqui aparentemente para mostrar um paralelo com a obra de Cristo, cuja primeira vinda não seria Sua última, pois virá “pela segunda vez” (verso 28). O texto ensina de maneira muito clara que não existe reencarnação e que a recompensa não ocorre imediatamente após a morte (ver Lucas 14:14). Todos terão de comparecer diante do tribunal divino. Somente na volta de Jesus os salvos serão ressuscitados para receber a recompensa da vida eterna. Nesta ocasião a Terra sofrerá violentos impactos catastróficos (2 Pedro 3:10), todos os ímpios morrerão pela manifestação da vinda gloriosa de Cristo (2 Tessalonicenses 2:8; Apocalipse 6:16, 17) e estarão reservados para o juízo de condenação final que ocorrerá depois dos mil anos conforme descrito em Apocalipse 20 (ver versos 5, 6, 12-15; cf. João 5:28, 29). O presente é o tempo que possuímos para nos preparar para o evento que há de ser o mais feliz de toda a nossa vida – a volta de Jesus. Prepare-se, pois Cristo prometeu: “Certamente, venho sem demora!” (Apocalipse 22:20).  ]]>
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    <![CDATA[Deus: Existência e Presença]]> https://tempoprofetico.com.br/deus-existencia-e-presenca/ Wed, 29 Jul 2020 02:41:37 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1580

    Considerando a nossa realidade finita e humana, se torna mais importante saber sobre sua presença, caráter e atuação do que sobre a origem de sua existência, já que esta foge ao nosso alcance.

    Débora Pinheiro   Em Sua Palavra, Deus é apresentado como “o Deus eterno”. Esse nome abrange o passado, o presente e o futuro. Deus existe de eternidade a eternidade. Ele é o Eterno.¹ “O Senhor reina; está vestido de majestade; o Senhor Se revestiu e cingiu de fortaleza; o mundo também está firmado e não poderá vacilar. O Teu trono está firme desde então; Tu és desde a eternidade.” Salmos 93:1, 2. “… único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores; Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.” 1 Timóteo 6:15,16 “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.” Apocalipse 1:8 “E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele”. Colossenses 1:17. “Jeová, o Ser eterno, existente por Si mesmo, incriado, sendo o originador e mantenedor de todas as coisas, é o único que tem direito a reverência e culto supremos. Proíbe-se ao homem conferir a qualquer outro objeto o primeiro lugar nas suas afeições ou serviço. O que quer que acariciemos que tenda a diminuir nosso amor para com Deus, ou se incompatibilize com o culto a Ele devido, disso fazemos um deus.”² “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre.” Deuteronômio 29:29 Nenhuma mente humana pode compreender a Deus. Somos finitos e limitados por natureza. Se pudéssemos compreender a origem de Deus, não seríamos criaturas. O Onisciente está acima de qualquer discussão. Em vez de especular com respeito a Sua natureza ou Suas prerrogativas, prestemos atenção às palavras que pronunciou: “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus.” Salmos 46:10. “Porventura, alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso? Como as alturas dos céus é a Sua sabedoria; que poderás tu fazer? Mais profunda é ela do que o inferno; que poderás tu saber? Mais comprida é a sua medida do que a Terra; e mais larga do que o mar.” Jó 11:7-9. Apesar de não termos como entendê-Lo e explicar sua origem, Ele se revela a nós através de Sua Palavra, de Jesus, da natureza e do Seu Espírito. Considerando a nossa realidade finita e humana, se torna mais importante saber sobre sua presença, caráter e atuação do que sobre a origem de sua existência, já que esta foge ao nosso alcance. Ele se apresenta como “Eu Sou” e como “Deus conosco” sempre, atento ao nosso sofrimento. O Criador que colocou em nós a resiliência. Um Deus presente, que se importa, que ouve o clamor e age para o bem daqueles que o amam. Não permite que ninguém passe por algo que não tenha condições de suportar. Disse ainda o Senhor: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; Êxodo 3:7 Deus lhe respondeu: Eu serei contigo… Êxodo 3:12 Disse Deus a Moisés: Eu Sou o Que Sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós outros. Êxodo 3:14 Esse Deus se revela como o Amor, e ama se relacionar com a humanidade, deseja habitar em nosso coração, por isso preparou um espaço dentro de seres finitos para abrigar o Eterno. “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.” Eclesiastes 3:11 “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos.” Isaías 57:15 “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” 1 João 4:8 “Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado.” 1 João 4:12 “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel” que significa “Deus conosco”. Mateus 1:23 Assim como Sua origem, inexplicável também é o Seu imenso e incondicional amor por nós que teve sua expressão máxima ao dar nos dar Cristo a vida eterna através de Seu sacrifício na cruz. “Deus deu Seu Filho unigênito para morrer por nós. … Quando nossa mente demora constantemente no incomparável amor de Deus à humanidade caída, começamos a conhecer a Deus, a familiarizar-nos com Ele. … Exatamente aqui, neste pequenino átomo de mundo, desdobraram-se as mais grandiosas cenas já conhecidas pela humanidade. Todo o universo celestial foi espectador, intensamente interessado. … Como devia Deus ser apresentado ao mundo? Como devia tornar-se conhecido que Ele era um Deus de amor, cheio de misericórdia, bondade e piedade? Como devia o mundo saber isso? Deus enviou Seu Filho, e Este devia apresentar ao mundo o caráter divino.” 4 “Mas em nossa contemplação de Cristo, estamos apenas demorando à beirada de um amor que é imensurável. Seu amor é qual vasto oceano, sem fundo nem praia.” ³   Equipe Biblia.com.br

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    ¹ Testemunhos Para a Igreja v. 8, p. 270

    ² Patriarcas e Profetas, 305

    ³  The Review and Herald, 6 de Maio de 1902

    4 Nos Lugares Celestiais, p. 7

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    <![CDATA[A Bíblia fala de quantas Ressurreições?]]> https://tempoprofetico.com.br/a-biblia-fala-de-quantas-ressurreicoes-2/ Wed, 29 Jul 2020 02:43:31 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1584

    Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos”. Apocalipse 20:6

    A Bíblia afirma a existência de duas ressurreições. João 5:28 a 29 diz: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”. Agora, Apocalipse 20:5 e 6: “Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos”.

    A Bíblia ensina que haverá uma ressurreição por ocasião da volta de Cristo, que será somente a ressurreição dos justos (I Tessalonicenses 4:16); e outra ressurreição que será após o período de mil anos, a dos ímpios (Apocalipse 20:5).

    Essa segunda ressurreição (dos ímpios) não será com o intuito de dar-lhes outra chance de salvação, pois a Bíblia diz que nossa chance é apenas nesta vida (II Coríntios 6:1-2; Hebreus 3:7-8; Hebreus 9:27) e que a segunda morte não tem autoridade apenas sobre aqueles que participaram da 1ª ressurreição (Apocalipse 20:6).

    A segunda ressurreição será para destruir definitivamente os ímpios: “Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a peleja. O número dessas é como a areia do mar. Marcharam, então, pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu”. (Apocalipse 20:7-9).

    As nações que rejeitaram à Deus, irão ressuscitar e serão enganadas por satanás e após uma tentativa frustrada de invasão à cidade Santa, serão destruídos definitivamente.

    O motivo para a ressurreição dos ímpios não é lhes dar outra chance, mas em respeito a escolha que fizeram ao rejeitar a vida. Mas não haverá nenhum sofrimento eternizado, isso é contrário ao caráter de um Deus de amor. A pena permanente para o pecado é a separação eterna de Deus, a fonte da vida. Os salvos são poupados disso. Morte eterna significa não existência, em vez de sofrimento infinito.

    No fim dos tempos, haverá duas classes de pessoas: os que escolheram o amor e os que rejeitaram o amor.

    ‘Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.

    Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram”.

    Então os justos lhe responderão: “Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?”

    O Rei responderá: “Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram”.

    Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: “Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber; fui estrangeiro, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram”.

    Eles também responderão: “Senhor, quando te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso, e não te ajudamos?” Ele responderá: “Digo-lhes a verdade: o que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também a mim deixaram de fazê-lo”. E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna. Mateus 25:31-46

    “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.” 1 João 4:7, 8

    “Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós, aperfeiçoado.” 1 João 4:12

    A grande questão que precisamos responder hoje é: que escolha faremos? Essa decisão irá se refletir na eternidade.

    Hoje Deus nos oferece perdão, salvação, a certeza do seu amor e sua Graça! Aceite enquanto há oportunidade, hoje é o tempo aceitável, agora é o momento da salvação!

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    <![CDATA[Romanos 10:4 não contradiz Mateus 5:17?]]> https://tempoprofetico.com.br/romanos-104-nao-contradiz-mateus-517/ Wed, 29 Jul 2020 02:46:40 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1588

    Uma texto fala de Cristo como o fim da lei, no outro, Jesus diz que não veio para revogá-la. Como entender?

    Leandro Quadros “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (Romanos 10:4). “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mateus 5:17). Muitos acham que este verso de Romanos refere-se à abolição da Lei, mas estudando-o em sua língua original, veremos que ocorre o contrário: este texto é uma forte evidência da validade da lei. A palavra “fim” neste texto vem do grego “Telos” e significa “alvo, objetivo”. Esta é a mesma que aparece em 1 Pedro 1:9: “Obtendo o fim (Telos) da vossa fé: a salvação da vossa alma”. Será que a Bíblia está dizendo aqui que a fé teve um fim, ou que não precisamos mais ter fé para sermos salvos? Claro que não! Seria uma heresia tal afirmação. De acordo com o original grego, a tradução correta deste texto é: “Obtendo o alvo (ou objetivo) da vossa fé: a salvação da vossa alma”. Portanto, a tradução correta de Romanos 10:4 é: “Porque o alvo (objetivo) da Lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”. Isto nos ensina que, o objetivo da Lei não é nos salvar, mas nos aproximar de Cristo, através da obediência por amor (João 14:15). Este verso confirma a validade da lei de Deus, pois diz que a lei tem um objetivo de nos conduzir a Cristo, que nos salva.]]>
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    <![CDATA[O papel da Oração em Crises de Sofrimento Importante]]> https://tempoprofetico.com.br/o-papel-da-oracao-em-crises-de-sofrimento-importante/ Wed, 29 Jul 2020 02:49:23 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1592

    A Oração pode ser um instrumento poderoso, não somente em momentos de crise, porém em todos os momentos da vida.

    Felipe Lemos e Pr. Marcos Bomfim Diante de situações que provocam decepções, tristezas e frustrações, a Oração se mostra muito mais importante do que se imagina. Nas relações pessoais e com Deus, o hábito da oração se mostra de grande valor. Qual é a importância da oração em momentos de crise pessoal ou quando há decepções grandes? É a oração que pode devolver a calma que se afundou no caos, prover direção em meio à confusão, trazer de volta o equilíbrio perdido nas quedas, restaurar a esperança que se foi ou a cura em meio à dor. É, também, a oração um dos elementos que afina as percepções espirituais (outros são o estudo da Palavra de Deus e o serviço ao semelhante) e que ajudam a identificar saídas onde antes só haviam portas fechadas. Mas a oração, em lugar de ser um evento, precisa ser um hábito de vida. Não que Deus não possa ouvir orações eventuais (há vários exemplos deste tipo de oração na Bíblia). É que essas orações podem até mudar as circunstâncias, mas, geralmente, não mudam a vida, não produzem salvação, vida eterna. A exceção fica para o ladrão na cruz, que resolveu a vida com uma só oração, mas que também foi a última. É que ele não estava mais orando para resolver as encrencas aqui de baixo. Ele agora queria salvação eterna, e isso ele ganhou. Mas a oração não é uma ajuda? Por outro lado, tem gente que está atrás apenas de uma ajudinha para sua vida, e do seu jeito, mas não de uma transformação de vida. Não é uma busca por vida eterna. Nesse caso, eu procuro a Deus quando preciso, e se acho que não necessito, Ele fica lá, à disposição. Isso parece muito conveniente. Um Deus apenas servo da minha necessidade é um deus da minha criação, que não corresponde em nada ao Deus da Bíblia, Criador e Mantenedor do universo, o Juiz de toda a terra. Para mim, o grande desafio, a parte mais difícil da religião, não é orar em tempos de crise, mas é continuar orando, dia após dia, quando tudo vai bem. Isso significa que eu preciso ter horários estabelecidos para orar, como Daniel (Daniel 6:10, 13) e Davi (Salmos 55:17), formar rotinas. Claro que para desenvolver hábitos, preciso repetir ações, sempre da mesma maneira, no mesmo horário, no mesmo lugar, sem exceções, porque as exceções são destruidoras dos hábitos. É essa busca formal, regular, constante, por Deus, em tempos de paz, que nos dá energia espiritual para encontra-Lo mais facilmente, seja na informalidade ou em momentos difíceis. E para a espiritualidade das famílias, de que forma prática a oração funciona? Eu me lembro de entrar no quarto dos meus pais, e ver o meu pai de joelhos, com a Bíblia aberta em cima do sofá, orando. Eu me lembro da minha mãe reunindo os hinários e os livros de estudo enquanto meu pai chamava para o culto familiar. Eu sei que essa visão pode mudar a vida dos filhos, porque quando os pais têm esse tipo de vida de oração, conectada com a Palavra, por mais defeituosos que sejam, vão ser uma influencia tremenda dentro de casa. Claro que meus pais tinham defeitos, mas de algumas coisas eu não tinha dúvidas: eles queriam a Deus, queriam o Céu, e queriam fazer tudo que fosse preciso para que nós, os filhos, também estivéssemos lá, mesmo que estas coisas temporariamente nos desagradassem ou até circunstancialmente trouxessem um mau ambiente para eles. Estava muito claro para nós os filhos que eles não estavam ali para nos agradar, mas para agradar a Deus. Acho que um grande desafio em família é fazer da oração um hábito. Como pai ou mãe, preciso lutar com todas as forças para estabelecer este hábito na vida dos filhos antes que eles saiam de casa. Para isso, preciso eu mesmo adotar o principio de Primeiro Deus (Mateus 6:33), que se aplica a tudo na vida espiritual – da devoção pessoal e familiar, à vida financeira (dízimo e pacto) ou a frequência à igreja. Isso quer dizer que Deus precisa ser buscado primeiro, antes de absolutamente tudo mesmo – incluindo redes sociais, noticiário, desjejum, exercício físico, ou outra coisa qualquer. Na verdade, a família toda deve acordar para orar e estudar a Bíblia (…), primeiro individualmente, depois em grupo (culto familiar) – conexão com Deus antes de qualquer conexão com o mundo. Esta precisa ser a motivação diária para sair da cama, seja o dia um feriado, A frequência à igreja, ou mesmo o trabalho formal ou informal na igreja, não terão poder para afetar a espiritualidade pessoal ou familiar se Deus não estiver sendo buscado, e em primeiro lugar, dentro de casa, por meio da 1 comunhão particular de cada membro da família e do 2 Culto Familiar – um momento bem curto, todos juntos (nenhum membro da família com permissão especial para ficar na cama ou faltar), duas vezes por dia (manhã e à tardinha), orando, cantando, e estudando algo relacionado à Palavra de Deus. Na casa dos meus pais, isso era mais importante que a comida, estudo ou brincadeiras, e mesmo as visitas logo entendiam que também estavam incluídas. Mesmo em viagem, o carro parava no horário do culto, porque se Deus não for o primeiro e o último, não vai ocupar lugar algum.]]>
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    <![CDATA[Deus Continua Falando]]> https://tempoprofetico.com.br/deus-continua-falando/ Wed, 29 Jul 2020 02:50:49 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1596

    Deus falou, fala e continua falando de conforto, segurança, direção e esperança...

    Amin Rodor

    “E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações;” 2 Pedro 1:19

    Deus falou e continua falando. Este é o claro testemunho a respeito dEle: Deus falou por meio dos Seus profetas e mensageiros. Por intermédio de Elias, Ele se apresenta como o único Deus que merece o culto e adoração do homem. Isaías diz que Deus, o autor de toda vida, é honrado pela justiça, e para isso Ele não aceita substitutos cerimoniais, dias de festa nem rituais elaborados. Amós clama que a injustiça subverte as nações, e que Deus é, afinal responsável por trazer justiça e julgamento. Miqueias declara que o reino de Deus é tanto julgamento quanto promessa (Miqueias 4:4). Oseias, em uma das mais ousadas figuras de toda a literatura religiosa, assemelha Deus a um esposo e Pai que perdoa e restaura. Jeremias prevê um novo concerto, com a Lei escrita em tábuas do coração. Ezequiel fixa a responsabilidade de cada um em suas escolhas. Deus fará justiça para todos, diz Daniel, quando os “livros serão abertos”, e nenhum subterfúgio de “apelos” infindáveis será possível nem permitido. Deus falou, fala e continua falando de conforto, segurança, direção e esperança por meio dos Salmos, joias de beleza indescritível. Deus falou por meio dos Seus poderosos atos de libertação e das repetidas ondas de misericórdia e graça. Ele falou e fala por meio de secas e enfermidades, por meio de despotismo de governantes e da crueldade de invasores. No Antigo Testamento, por meio dos profetas nos é dado ver a Deus agindo à sombra da história. O que dizer da voz de Deus por intermédio da cruz e de Jesus Cristo com Sua palavra de salvação e julgamento? Se você quer ouvir a mais clara manifestação da voz de Deus, estude Jesus Cristo. Ele é o coração da mensagem cristã. (…) Jesus Cristo é como o sol, um dos Seus símbolos mais claros e perfeitos. Cremos no sol não apenas porque o vemos, porém, mais ainda, porque por meio dele vemos todas as coisas!]]>
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    <![CDATA[Em que sentido o castigo dos ímpios será eterno?]]> https://tempoprofetico.com.br/em-que-sentido-o-castigo-dos-impios-sera-eterno-2/ Wed, 29 Jul 2020 02:52:38 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1600

    Sofrimento sem fim parece não combinar com um Deus de amor eterno.

    Muitas pessoas associam o “castigo eterno” (Mateus 25:46) com a crença popular de um inferno no qual os ímpios serão queimados por toda a eternidade. Mas, sendo assim, por que o pecado, que não é eterno, teve um início mas nunca poderá ter fim? Por que uma criança que viveu apenas 12 anos neste mundo e morreu deveria ser submetida às chamas torturantes do inferno por toda a eternidade, à semelhança dos maiores criminosos da História? Não estaria essa crença medieval distorcendo o conceito bíblico de um Deus justo e amoroso? É certo que a Bíblia relaciona o “castigo eterno” dos ímpios com o “fogo eterno” (Mateus 18:8; 25:41) ou “fogo inextinguível” (Marcos 9:43) que os haverá de destruir após o milênio (Apocalipse 20:7-15). Mas esse fogo será “inextinguível” no sentido de que não se apagará enquanto não houver cumprido completamente a sua missão destruidora. Será “eterno” em suas conseqüências. Aqueles que forem por ele destruídos jamais voltarão à existência. Judas 7 coloca a destruição de Sodoma, Gomorra e das cidades circunvizinhas (ver Gênesis 19:1-29), que não estão queimando até hoje, como um “exemplo do fogo eterno”. “A Bíblia esclarece que a sentença punitiva de cada impenitente será diretamente proporcional às suas obras” (Apocalipse 20:11-15; ver também Mateus 25:41-46). Cristo declara, em linguagem metafórica, que alguns serão castigados no juízo final com “poucos açoites” e outros com “muitos açoites” (Lucas 12:47 e 48). E o livro do Apocalipse afirma que o diabo, a besta e o falso profeta “serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 20:10). Mas mesmo esse tormento mais prolongado haverá de os destruir completamente, não deixando deles “nem raiz nem ramo”. “Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo.” Malaquias 4:1 O pecado e o sofrimento tiveram um início, e terão também um fim. Chegará o dia em que não haverá mais “lágrimas”, nem “luto, nem pranto, nem dor” (Apocalipse 21:4).]]>
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    <![CDATA[Por que Deus não impede atentados terroristas?]]> https://tempoprofetico.com.br/por-que-deus-nao-impede-atentados-terroristas/ Sat, 01 Aug 2020 05:06:59 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1604

    Jesus prometeu estar todos os dias com você (Mateus 28:20), comigo, com todos os brasileiros de Mariana, franceses, africanos, sírios enfim, com todo ser humano independente de nacionalidade ou religião, até que Ele volte para por um ponto final nessa história de dor, violência e morte.

    Débora Teixeira “Eu vi a morte várias vezes… É como se fosse uma corrida da morte… Pior que o barulho de bombas, explosões… é você ver 80 mil pessoas correndo, passando umas por cima das outras, após sair do estádio… É como se fosse uma corrida da morte… Quando eu caí, outra pessoa caiu em cima de mim… “Pra quem tá lá dentro, cada segundo é muita coisa. Cada segundo você vive e morre. Você morre e vive, porque você pensa: Eu vou morrer, eu vou morrer, porque você vê a multidão correndo, barulho de bomba e você não sabe o que está acontecendo, e você pensa: já era. É horrível psicologicamente.” Tiago Luna, 19 anos – sobrevivente a série de explosões próximo ao Estade de France em Paris, 13/11/15. “Vez em quando eu tremia, suplicava por socorro médico, olhava para um lado e para outro e encontrava aqueles olhares serenos das outras vítimas, talvez as únicas pessoas que meio em choque, meio na modéstia ou resistência das pessoas vulneráveis, olhavam aquele movimento como anjos, esperando. processando. Olhando o mundo do alto, talvez, mais do que nós, estarrecidos com esse mundo cada dia mais terrível, mais intolerante, mais cheio de ódio, de ressentimento, de pavor, de desespero. Não conseguia me mexer pra ajudar os outros, as outras, corpos tão frágeis, mais e menos feridos, com seu olhar atento a tudo o que se passava. Estávamos magnetizados pelo objetivo único de salvar nosso amigos (…) “(…) só quero lhes dizer que o que me preocupa mesmo, e cada vez mais na vida, é o sentimento no singular, a dor no singular, de gente no singular. Algo tão difícil de transmitir, de co-sentir como sabemos, e também (e não apenas) por isso tão negligenciada pelas análises, pelas notícias, pelos dirigentes, pelos agressores, pelas pessoas e grupos, acostumados a falar de dezenas, de centenas, de milhares. Não falo de suas personalidades, se são inteligentes ou não, legais ou caretas, felizes ou nem tanto, bem sucedidas ou frustradas. Mas de seus corpos, sua dor, seu olhar, sua fragilidade, sua ínfima condição, de nossa pele que se rasga facilmente. de nossos ossos que se partem. mesmo. de nossos órgãos que às vezes falham. de nossa respiração, entrecortada às vezes. De nossa voz que murmura, que suspira, que geme, que fala, pede ajuda se precisa, quando pode, de nossos corpos que se chocam, travam, podem apoiar outros corpos, acalenta-los, proteger outros em risco, fugir quando ameaçado, de nossas reações meio automáticas que dizem o tempo todo, “eu quero a vida”, quero preservar a vida, essa potência de sentir, de agir, de pensar. Tão brutalizada hoje.” José Lira, sobrevivente ao atentado em Paris quando jantava no restaurante Le Petit Cambodge em novembro de 2015. Deus seja louvado pela atitude dos sobreviventes: viver para salvar. Isso nos lembra de que nosso planeta de fato é o cenário do Grande Conflito Cósmico onde estamos inseridos… E a cada dia temos a oportunidade de viver a salvação e ajudar outros a encontrá-la. Você já parou pra pensar quem é você nesse cenário? Um ferido, um morto ou um sobrevivente? Os sobreviventes tem uma única preocupação: salvar o maior número de pessoas ao redor…. “Contudo, diante de tragédias como essas, muita gente questiona a existência de Deus ou o porquê de sua permissão… Na Bíblia em Lucas 13:1-3 lemos sobre quando levaram a notícia de uma catástrofe com alguns galileus a Jesus… “Os homens de então estavam tão prontos, porém, como hoje estão, para concluir que são os favoritos do Céu, e que a mensagem de advertência destina-se para os outros. Os ouvintes contaram a Jesus de um acontecimento que acabava de causar grande sensação. Algumas medidas de Pôncio Pilatos, o governador da Judéia, escandalizaram o povo. Houvera um levante em Jerusalém, e Pilatos tentara sufocá-lo pela violência. Numa ocasião seus soldados invadiram o átrio do templo, e degolaram alguns peregrinos galileus, no ato de oferecer seus sacrifícios. Os judeus consideravam a calamidade um castigo motivado pelos pecados das vítimas; e aqueles que narravam esse ato de violência, faziam-no com satisfação íntima. Segundo seu modo de ver, sua felicidade era prova de serem muito melhores, e por isso mais favorecidos de Deus do que aqueles galileus. Esperavam ouvir de Jesus palavras de condenação sobre esses homens que, sem dúvida, haveriam merecido a pena. (…) Voltando-se para a multidão, o Salvador disse: “Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo; antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.” (Lucas 13:2, 3).¹ Jesus não deu uma explicação naquele dia… E até que Ele volte segunda vez não teremos todas as respostas aos nossos “por quês”… Mas cremos que uma das razões pelas quais Ele voltará é para dizer olhando em seus olhos, o propósito por trás da dor e sofrimento causado pelas tragédias… Vale lembrar que Jesus prometeu estar todos os dias com você (Mateus 28:20), comigo, com todos os brasileiros de Mariana, franceses, africanos, sírios enfim, com todo ser humano independente de nacionalidade ou religião, até que Ele volte para por um ponto final nessa história de dor, violência e morte. Há uma esperança para todos os que choram, o consolo do Senhor! A volta de Jesus de fato é a maior de todas as esperanças, pois com ela acontece a ressurreição onde as famílias, os amigos e queridos que morreram no Senhor irão se reencontrar para nunca mais separar. Não mais dor, morte ou saudade… “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou”. (Apocalipse 21:4). “Deus tem um código de honra inalterável: ninguém que confie nEle chora sozinho. Quando você chora, Ele sente o gosto do sal em Seus lábios. ‘Confie em Mim, confie em Mim’, Ele apela a você.”

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    (Foto: AP Photo/Kamil Zihnioglu)

    ¹ Ellen G. White, Parábolas de Jesus (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira), p. 109-110.

    ² Amin Rodor, Meditações Diárias: Encontros com Deus (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira).

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    <![CDATA[O que é uma seita?]]> https://tempoprofetico.com.br/o-que-e-uma-seita/ Sat, 01 Aug 2020 05:12:57 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1608

    Como saber se uma igreja é ou não uma seita? Evangélicos são considerados aqueles que aceitam as doutrinas essenciais bíblicas, principalmente as que dizem respeito ao trabalho de Cristo.

    Como saber se uma igreja é ou não uma seita? Evangélicos são considerados aqueles que aceitam as doutrinas essenciais bíblicas, principalmente as que dizem respeito ao trabalho de Cristo. Veja o que escreveu Eddie Gibbs, um renomado escritor em seu livro “Church Next”: “Podemos definir igrejas evangélicas como aquelas que tem se comprometido com certos fundamentos teológicos inegociáveis. Isto inclui: 1) A natureza de Deus revelado como três em um na Trindade. 2) Os evangélicos creem na singularidade de Jesus Cristo como o Filho de Deus, que é completamente divino, contudo tornou-se plenamente humano através de sua encarnação. 3) Eles mantêm a crença de que Deus escolheu revelar-se a si mesmo para a humanidade através dos seus atos poderosos e palavra falada fielmente registradas nas Escrituras e supremamente revelada na pessoa de Cristo. 4) Eles insistem na necessidade universal de salvação e na singularidade do trabalho salvador de Cristo para trazer perdão, livramento, regeneração, adoção e santificação. 5) Eles são encorajados pela segura esperança do retorno pessoal de Cristo, 6) E afirmam que todas as pessoas irão postar-se diante de Deus no julgamento final. “São estas convicções inamovíveis que constituem a base para a dedicação dos evangélicos à evangelização mundial.”1 Seita é todo o movimento que não aceita a Bíblia como regra de fé e não aceita a Jesus como salvador. Veja algumas características de uma seita: 1) Substitui a Jesus por um líder humano ou nega a plena divindade de Cristo; 2)  Substitui a Bíblia pelas tradições humanas ou por crenças consideradas heresias na Bíblia; 3) Usa da coerção para fazer com que seus seguidores sigam suas opiniões, bloqueando assim a liberdade de escolha destes. Portanto, definir se uma igreja é ou não uma seita é necessário usar critérios teológicos, como os que foram apresentados por Eddie Gibbs no texto acima. Cada sincero pesquisador da verdade deve analisar os ensinos e práticas de uma determinada organização e chegar a sua própria conclusão. Para isso é preciso pedir ao Espírito Santo a iluminação para discernir bem este assunto. O fato de um movimento ser tachado ou considerado popularmente como “seita” não quer dizer que o seja. Por exemplo, o próprio Apóstolo Paulo foi acusado de pertencer a uma seita. Veja: “Porém confesso-te que, segundo o caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas” (Atos 24:14). É preciso lembrar que estamos todos imersos na grande guerra entre o bem e o mal. Como numa guerra real existe a informação e a contra-informação. Satanás, o inimigo de Deus, quer conseguir com que o erro pareça ser verdade e a verdade pareça ser erro. Colossenses 1:9: “Por esse motivo, desde o dia em que ficamos sabendo de tudo isso, nunca paramos de orar em favor de vocês. Pedimos a Deus que encha vocês com o conhecimento da sua vontade e com toda a sabedoria e compreensão que o Espírito de Deus dá”. O fato de Paulo ser acusado de pertencer a uma seita não demonstra que ele pertencia a uma seita. Nós sabemos que ele seguia o caminho ensinado por Jesus e os apóstolos. Dessa forma, para sabermos com certeza se uma determinada religião é ou não uma seita, temos que conferir seus ensinos com a fonte de toda verdade – a Palavra de Deus. Daí a importância de estudarmos com cuidado a Bíblia e submetermos à ela todo ensino e experiência. Se algum ensino não estiver em conformidade com as verdades das Escrituras Sagradas, deve ser rejeitado (Isaías 8:20).]]>
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    <![CDATA[Direito de Resposta]]> https://tempoprofetico.com.br/direito-de-resposta/ Thu, 06 Aug 2020 03:13:33 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1614

    Clássico do adventismo que trata das principais críticas à pessoa, à obra e ao dom profético de Ellen White ganha versão em português.
    André Vasconcelos

    Um dos pilares doutrinários da Igreja Adventista do Sétimo Dia é a crença no dom de profecia. Com base em Apocalipse 12:17 e 19:10, os pioneiros da denominação chegaram à conclusão de que essa habilidade concedida pelo Espírito Santo é uma das marcas distintivas do povo de Deus no tempo do fim. Eles também acreditavam, e com razão, que esse dom espiritual se manifestou na vida e no ministério de Ellen White.

    Com o passar do tempo, porém, morreram aqueles que conheceram pessoalmente Ellen White. E as gerações posteriores de adventistas, que viveram mais distantes geográfica e cronologicamente da pioneira, têm se afastado dos escritos dela, o que gerou um desconhecimento de sua vida e obra. O resultado é que, aos poucos, a igreja tem se tornado indiferente aos conselhos inspirados e relativizado o que a mensageira do Senhor escreveu.

    Por outro lado, os críticos têm se tornado cada vez mais agressivos. De Dudley M. Canright aos opositores atuais, que propagam mentiras como “folhas de outono” por meio da tecnologia digital, Ellen White tem sido acusada de falsidade, racismo, plágio, ganância, esquizofrenia e oportunismo. Por isso, torna-se cada vez mais necessário responder satisfatoriamente a essas questões; não apenas para oferecer um contraponto aos críticos, que quase nunca estão dispostos a reavaliar suas crenças, mas para fortalecer e orientar aqueles que estão em dúvida.

    Num contexto em que muitos adventistas desconhecem os escritos dela, o livro Ellen White e Seus Críticos (CPB, 2020, 568 p., R$ 113,80), lançado recentemente, nunca foi tão necessário. Dividida em 33 capítulos e 17 apêndices, com mais de 500 páginas, essa obra responde a quase todas as críticas que já foram feitas à pessoa, à obra e ao dom profético da cofundadora da Igreja Adventista. Geralmente, cada capítulo começa com uma acusação, na maioria das vezes feita por Dudley M. Canright. Na sequência, essa crítica é analisada e respondida, sempre com argumentos detalhados, lógicos e consistentes.

    Será que Ellen White acreditava na doutrina da porta fechada? É verdade que ela e o esposo criam que Jesus ia voltar em 1851, conforme a teoria dos sete anos de José Bates? O que ela quis dizer com “amalgamação de homem e animal”? Por que suprimiu alguns de seus escritos? Essas e outras questões são abordadas e respondidas no livro.

    Escrito por Francis D. Nichol, editor-geral do Comentário Bíblico Adventista, essa obra é um dos materiais mais abrangentes e profundos sobre o assunto; por isso, é considerada um clássico do movimento adventista. Apesar de ter sido lançada em inglês há cerca de 70 anos, ela continua atual e relevante. É um antídoto contra o veneno dos falsos mestres que têm a aparência de piedade. Afinal, o conselho inspirado continua o mesmo: “Crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr 20:20).

    TRECHO
    “Ninguém lê a história do povo do advento sem ser, com frequência, impressionado poderosamente com o fato de que foram os conselhos de Ellen White que, por meio da inspiração, guiaram e firmaram o movimento” (p. 16).

    ANDRÉ VASCONCELOS é pastor e editor de livros na CPB.

    Descrição

      Respostas aos principais ataques à pessoa, obra e dom profético A vida e o ministério de Ellen White têm sido alvo de ataques desde século 19 até nossos dias. Muitos se levantaram para combater sua mensagem, mas ninguém pôde anular o testemunho de uma vida dedicada à pregação do evangelho integral. Nesta obra clássica, Francis D. Nichol, um dos maiores defensores da fé adventista, retoma as principais acusações feitas contra a mensageira de Deus e responde aos críticos com sólida fundamentação. O autor faz um convite para o leitor examinar as provas de acusação e de defesa, de modo a chegar às próprias conclusões. As críticas são colocadas em seu pano de fundo e analisadas de modo minucioso, sem fugir às perguntas difíceis. Assim, todos os que desejam respostas honestas sobre as principais polêmicas acerca de Ellen White encontrarão aqui uma excelente fonte de pesquisa. Em uma época de boatos e discussões rasas, esta obra traz ao leitor uma defesa da fé que conjuga honestidade intelectual, precisão histórica e compromisso com os fatos. Por esse motivo, Ellen White e seus críticos é uma leitura indispensável tanto aos que duvidam quanto aos que creem. Não duvide, leia. https://www.cpb.com.br/produto/detalhe/17510/ellen-white-e-seus-criticos
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    <![CDATA[Uma profetisa entre nós]]> https://tempoprofetico.com.br/uma-profetisa-entre-nos/ Thu, 06 Aug 2020 03:15:04 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1618

    Uma jovem com cerca de 20 anos, de saúde frágil e pouco estudo formal, e um experiente capitão da marinha e astrônomo amador estão no mesmo recinto, numa reunião de oração. De repente, ela entra em transe. Mais uma visão. Em sua excessiva cautela, o capitão permanece cético. Como das outras vezes, ele se recusa a aceitar aquela manifestação como vinda de Deus. A franzina visionária começa a falar. Com riqueza de detalhes, descreve planetas e estrelas. A descrença do velho comandante se desfaz à medida que a visão é relatada. Ele identifica na descrição um conhecimento muito superior ao que encontrou nos livros. Impressionado, pergunta à jovem, já consciente, se alguma vez havia estudado astronomia. A resposta é “não”. Então, plenamente convencido e com entusiasmo, o capitão reconhece: “Isto procede do Senhor!” (Vida e Ensinos, p. 88, 89).

    Foi assim que José Bates, um dos cofundadores do adventismo, rendeu-se à convicção de que Ellen Gould White possuía o dom de profecia. Sua aceitação ilustra a experiência dos primeiros adventistas, que cresceram gradativamente na compreensão daquele dom, a ponto de elaborarem uma teologia sólida sobre o tema.

    No entanto, isso não ocorreu da noite para o dia. Em seu livro Accepting Ellen White (Pacific Press, 2017), Theodore N. Levterov, diretor do Centro de Pesquisas Ellen G. White da Universidade de Loma Linda, na Califórnia (EUA), divide esse processo em quatro fases: aceitação, defesa, afirmação e refinamento.

    FASE DA ACEITAÇÃO (1844-1850)

    Em dezembro de 1844, Ellen White teve sua primeira visão, a do “caminho estreito” (Primeiros Escritos, p. 13-24). Essa revelação foi destinada especialmente a confortar e encorajar os que haviam se desiludido com o fato de Jesus não ter voltado em 22 de outubro daquele ano.

    Apesar da rejeição de alguns, essa e outras visões foram recebidas com certa facilidade por muitos mileritas como mensagens proféticas genuínas. Essa pronta aceitação se explica, em grande parte, pelo contexto histórico e religioso da época. Os Estados Unidos do século 19 eram um terreno fértil a manifestações carismáticas. Aflorava uma espiritualidade exacerbada que predispunha os cristãos de diferentes denominações a desejar uma experiência sobrenatural com Deus, seguida de visões, sonhos, curas e milagres.

    Portanto, era comum o aparecimento de pessoas alegando ter recebido revelações, mesmo entre os mileritas, a exemplo de William E. Foy (1818-1893), que sustentava ter tido visões no início dos anos 1840. Além disso, a tradição cristã da qual os primeiros adventistas eram herdeiros acreditava na continuidade dos dons espirituais até antes da volta de Jesus. Embora esse ambiente tenha favorecido a aceitação de Ellen White como profetisa, acabou também significando um obstáculo, pois exigia que fossem apresentadas credenciais que a distinguissem dos demais pretensos profetas.

    Diante dessa necessidade, os que defendiam sua inspiração foram levados a sistematizar as evidências desse dom em quatro argumentos básicos: (1) a Bíblia prevê a manifestação dos dons (incluindo o dom de profecia) nos “últimos dias” (Jl 2:28-30; At 2:17, 20); (2) Ellen White falava exatamente de acordo com as Escrituras (Is 8:20); (3) seu ministério teve um efeito positivo no crescimento do movimento adventista e na edificação de muitos cristãos (Mt 7:15-20); e (4) a previsão de que surgiriam falsos profetas no tempo do fim reforça a possibilidade de existirem verdadeiros profetas modernos (Mt 24:24).

    Esses parâmetros faziam com que Ellen White fosse considerada uma autêntica profetisa – ainda que ela mesma nunca tenha reivindicado essa distinção, preferindo a designação de “mensageira do Senhor” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 32).

    EM DEFESA DO DOM (1851-1862)

    Nos anos seguintes, novos desafios impulsionaram os adventistas a definir em termos mais claros o papel de Ellen White. Em 1853, por exemplo, surgiram os primeiros dissidentes entre os adventistas sabatistas. O “Grupo Mensageiro”, como ficou conhecido, fazia ataques a Ellen White na revista Messenger of Truth (Mensageiro da Verdade). Associado a esse grupo, havia os “adventistas da era vindoura”, que entendiam o milênio como um novo tempo de graça e que também se voltaram contra as visões da profetisa. Eles acusavam os adventistas de tomar as revelações de Ellen White como uma regra de fé adicional à Bíblia e uma prova de comunhão. Eles também negavam a possibilidade de uma mulher exercer o ministério profético.

    Em face dessas acusações, Tiago White e os demais adventistas guardadores do sábado reforçaram de forma oral e escrita a convicção que tinham de que a Bíblia constitui o único padrão de fé e prática, e de que os dons espirituais, incluindo o profético, não tinham o objetivo de substituir as Escrituras. Ellen White confirmou essa ideia ao escrever que as “visões nos últimos dias” serviam para “corrigir” os que se desviavam da verdade bíblica (A Sketch of the Christian Experience and Views of Ellen G. White, p. 64).

    A fim de reforçar a primazia da Bíblia, Tiago decidiu não publicar as visões da esposa na Review and Herald, principal periódico dos adventistas na época. Posteriormente, porém, essa atitude foi reprovada por alguns que a interpretaram como falta de coragem para assumir publicamente a crença no ministério profético de Ellen White. De todo modo, a decisão teve um impacto negativo ao arrefecer o interesse do público no conteúdo das visões.

    Essa situação motivou os participantes de uma assembleia geral de adventistas em 1855 a nomear uma comissão para ressaltar a importância e função dos dons espirituais, especialmente do dom de profecia. A despeito dessa medida, ainda levaria alguns anos até que os adventistas abandonassem o excesso de cautela em vista do preconceito externo e assumissem uma atitude mais intencional na divulgação das mensagens da profetisa.

    Quanto à acusação de que os sabatistas tinham a aceitação de Ellen White como uma prova de comunhão, Tiago, a esposa e outros líderes negavam ter vinculado isso à inclusão de novos membros na igreja. Mais tarde, em 1861, Uriah Smith fez distinção entre crer no dom de profecia e aceitar Ellen White como profetisa. Para ele, o primeiro constituía, sim, um critério de comunhão, mas o último não. Entretanto, esperava-se que, uma vez que conhecesse as evidências, a pessoa aceitasse o dom de Ellen White como genuíno. A partir de então, a oposição ao ministério dela passou a ser vista como uma ameaça à unidade da igreja. Mesmo assim, havia tolerância para com aqueles que lutavam com suas dúvidas.

    Com relação ao fato de Ellen White ser uma mulher, o texto de Joel 2, que menciona “filhos” e “filhas” recebendo o dom de profecia, e os exemplos de profetisas na Bíblia eram frequentemente apresentados para rebater as acusações dos que argumentavam que o ofício profético estava restrito ao gênero masculino.

    Dessa forma, com o tempo, a aceitação do dom de profecia em Ellen White foi ganhando consistência teológica e contornos cada vez mais bem definidos.

    AMADURECIMENTO E AFIRMAÇÃO (1863-1881)

    Nos anos seguintes, os problemas envolvendo a aceitação de Ellen White continuaram e, embora se concentrassem basicamente nas mesmas objeções de sempre, trouxeram novas nuances. Acusava-se os adventistas de omitir escritos mais antigos em que ela supostamente teria cometido erros doutrinários, e sustentava-se que seu dom não continha nada de extraordinário nem sobrenatural.

    Em resposta a essas críticas, foi explicado que, de fato, partes dos primeiros escritos de Ellen White não foram incluídas em publicações posteriores, mas não com o fim de esconder supostas inconsistências doutrinárias, e sim por razões meramente editoriais. Além disso, os trechos suprimidos não alteravam o sentido geral das visões e mensagens relatadas.

    Para contrapor à alegação de que o ministério profético dela não possuía características sobrenaturais, os adventistas começaram a explorar o aspecto extraordinário de suas visões. Eram ressaltadas, por exemplo, (1) as condições físicas anormais apresentadas por ela enquanto estava em visão; (2) as revelações de fatos e informações desconhecidos para ela; e (3) a prolongada e incontrolável duração de suas visões. Além desses fatores, havia também o elemento confirmatório das numerosas testemunhas oculares que presenciavam a maior parte de suas revelações.

    Estando já amadurecida a crença e a argumentação em sua defesa, entre as décadas de 1860 e 1870, os adventistas do sétimo dia já não hesitavam em declarar abertamente que Ellen White era portadora do autêntico dom de profecia. Nessa época, Uriah Smith usou pela primeira vez uma abordagem apologética para responder às ­acusações levantadas pela obra The Visions of E. G. White, Not of God (Visões de E. G. White, Não de Deus), de B. F. Snook e William H. Brinkerhoff. Além disso, a sede mundial adventista emitiu resoluções confirmando a crença da denominação no ministério de Ellen White.

    Em 1872, quando se formulou a primeira declaração de crenças adventistas do sétimo dia, os dons espirituais, incluindo o de profecia, foram reconhecidos como elementos inseparáveis do corpo de doutrinas da igreja.

    REFINANDO A COMPREENSÃO (1882-1889)

    Nas últimas décadas do século 19, o tema do dom profético de Ellen White continuou a gerar controvérsias dentro e fora do adventismo, sendo alvo de fortes ataques, como os do ex-pastor adventista Dudley M. Canright (1840-1919), cujas obras servem até hoje como referência para os críticos. Sua principal acusação era de que Ellen White teria cometido plágio em seus escritos. A resposta da igreja tem sido que citar outros autores sem indicar a fonte foi prática comum dos profetas canônicos e entre os comentaristas bíblicos até meados do século 19.

    Ao longo do século 20, novos críticos surgiram, mas suas contestações eram basicamente a repetição do que seus antecessores já haviam levantado, como mostrou Francis D. Nichol no livro Ellen White e Seus Críticos, recentemente lançado em português pela CPB. A constante discussão sobre o assunto e a necessidade de apresentar argumentos sólidos levaram a denominação e refinar sua teologia dos dons espirituais e a ver a relação entre Ellen White e a Bíblia na perspectiva correta.

    PROBLEMA ANTIGO, DESAFIO ATUAL

    Embora as objeções do passado continuem sendo apresentadas, os desafios quanto à aceitação de Ellen White nos dias atuais apresentam matizes ligeiramente diferentes. Segundo Alberto Timm, diretor associado do Patrimônio Ellen G. White, em nossa sociedade pós-moderna, a abertura a novos conhecimentos, às experiências sobrenaturais e a ênfase no papel da mulher facilitam a apreciação do dom profético de Ellen White. Contudo, sua plena aceitação levaria a pessoa a um compromisso com a mensagem adventista, o que explica a relutância de muitos. “Já nos círculos adventistas”, completa o teólogo, “talvez o maior desafio seja a apatia das novas gerações provenientes de lares secularizados, em que a religião não passa de mais uma atividade social”.

    Por sua vez, Hélio Carnassale, diretor do departamento de Espírito de Profecia da Divisão Sul-Americana, considera que a dificuldade em aceitar o dom profético de Ellen White seja, na maior parte das vezes, devida ao pouco (ou nenhum) conhecimento de sua vida e seus escritos. Carnassale acrescenta que “a maioria dos críticos pouco leu os livros de Ellen White ou pouco se envolveu com eles”. Outro fator que dificulta a aceitação é o desserviço prestado por aqueles que, equivocadamente, exaltam os escritos de Ellen White acima da Bíblia. “Isso gera rejeição e descrédito”, afirma Renato ­Stencel, diretor do Centro de Pesquisas Ellen G. White do Unasp, campus Engenheiro Coelho.

    Tudo isso ressalta a importância de incentivar, na igreja e fora dela, a familiaridade com os escritos da pioneira adventista. Como na experiência do capitão Bates, conhecer a fundo a vida e a mensagem de Ellen White pode desfazer preconceitos e abrir caminho para a convicção.

    EDUARDO RUEDA é pastor, mestre em Teologia e editor dos livros de Ellen White na CPB

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    <![CDATA[O que significou Jesus soprar o Espírito Santo sobre os discípulos?]]> https://tempoprofetico.com.br/o-que-significou-jesus-soprar-o-espirito-santo-sobre-os-discipulos-2/ Sun, 16 Aug 2020 04:47:26 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1640

    Por que eles receberam o Espírito Santo apenas no Pentecostes?

    Débora Pinheiro

    Você já se perguntou por que os discípulos só receberam o Espírito Santo no Pentecostes se Jesus soprou o Espírito Santo sobre os discípulos ao se despedir deles? ‘A plenitude do Espírito Santo não poderia ser concedida a não ser depois que Jesus tivesse completado Sua missão. Sua morte na cruz e ressurreição ao terceiro dia faziam parte do plano da salvação. Faltava ainda mais um passo – o Pai aceitar o sacrifício do Filho em favor do ser humano pecador. Quando o sacrifício vicário (ou substitutivo) de Jesus foi aceito por Deus, Jesus foi glorificado, e o Espírito, enviado à Terra. Pedro afirmou: “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis”’ (Atos 2:33). 1 O sopro foi um símbolo de que a vida espiritual deles, assim como toda a sua capacidade para o trabalho, seriam derivados e dependiam dEle. “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” João 3:8 Veja como Lucas descreveu esse momento de despedida: ‘”Eu lhes envio a promessa de meu Pai; mas fiquem na cidade até serem revestidos do poder do alto“. Tendo-os levado até as proximidades de Betânia, Jesus levantou as mãos e os abençoou.’ Lucas 24:49,50 O dom do Espírito Santo não seria recebido em sua plenitude até que os discípulos se entregassem plenamente a recepção do mesmo. ‘Somente depois da ascensão, porém, foi o dom recebido em sua plenitude. Apenas quando os discípulos se renderam plenamente à Sua operação em fé e súplicas, foi derramado sobre eles o Espírito Santo. Então os bens do Céu foram concedidos aos seguidores de Cristo em sentido especial. “Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens.” Efésios 4:8 “Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo” (Efésios 4:7), repartindo o Espírito particularmente “a cada um como quer”. 1 Coríntios 12:11. Estes dons já são nossos em Cristo, mas a posse real depende de nossa recepção do Espírito de Deus.’ 2 O Espírito Santo foi derramado após a entronização de Cristo no Santuário Celestial.  

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    1 Ensinos de Jesus, p. 14

    2 Parábolas de Jesus, p. 174

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    <![CDATA[Como entender Romanos 9:13-18 em relação a Predestinação?]]> https://tempoprofetico.com.br/como-entender-romanos-913-18-em-relacao-a-predestinacao/ Sun, 16 Aug 2020 04:53:45 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1644

    Todo estudioso sabe que Deus é apresentado na Bíblia fazendo coisas que Ele não impede de acontecerem.

    Leandro Quadros

    Os textos a seguir são muito claros em afirmar que Deus não predestina para a perdição eterna: Jeremias 21:8, Ezequiel 18:23 e 32; Mateus 7:21, Atos 10:34, 35, 17:30, 2 Pedro 3:9, Apocalipse 2:10, 22:17, etc. Para entender Romanos 9:13-18 – texto usado pelos Calvinistas “a favor” da predestinação (a não-bíblica), é importante seguir alguns passos (aprendi a fazer tal análise com o Dr. Reinaldo Siqueira, professor de Teologia no Centro Universitário Adventista em Artur Nogueira, SP): 1) Analisar a perícope (bloco de um texto que trata do mesmo assunto), que vai do capítulo 9 ao 11. É importante ler os três capítulos que tratam do mesmo tema, pois, é ao considerar o todo que podemos entender o específico (nesse caso, a mensagem que a Bíblia quer transmitir sobre a predestinação). 2) Ficar atento(a) às seguintes palavras-chave: “eleição” e “coração endurecido”. Isso ajudará sua mente a entender o uso de tais termos no contexto bíblico. 3) Relacionar as seguintes informações e ideias contidas nos capítulos: (1) Paulo está falando do povo de Israel; (2) Deus e Sua Palavra não falharam em relação às promessas ao povo; (3) Israel errou; (4) A justiça vem de Deus, nas das obras; (5) Não há diferença entre judeus e gentios (10:12). Deus abençoa a todos; (6) Israel era rebelde e desobediente (10:21). Perceba que o assunto já se torna mais fácil de entender: o endurecimento do coração veio da parte deles. Todo estudioso sabe que Deus é apresentado na Bíblia fazendo coisas que Ele não impede de acontecerem. Portanto, o Senhor não pode ser acusado pelo “endurecimento” do coração do povo (e muito menos de faraó – ver Êxodo 7, 8). (7) Deus não rejeitou Israel (11:1); (8) Deus conheceu o Seu povo de antemão (11:2); (9) Alguns “ramos” (Israelitas) foram cortados por causa da incredulidade deles! (11:20). Depois dessas informações, podemos concluir que: (1) O “fazer vasos para a ira” da parte Divina depende da resposta negativa do pecador ao plano de Salvação. A pessoa se torna “vaso de ira” se rebelar-se e se desviar dos caminhos do Criador (11:22 e 23). (2) Deus não faz ninguém ser um “vaso para ira” (1 Tessalonicenses 5:9), a não ser que a pessoa queira se perder (ver 1ª Timóteo 2:4; Apocalipse 22:17). (3) O Senhor permitiu que todos, Israelitas e gentios, fossem pecadores (Romanos 3:23) para que todos recebessem a misericórdia (11:32). Não é por acaso que Paulo finaliza do assunto com um hino de louvor a Deus por Sua Salvação disponibilizada a todas as raças! (compare com Mateus 24:14): “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”Romanos 11:36. E, para finalizar: o texto que “resume a Bíblia” é suficiente: “Porque Deus amou ao mundo >[todos] de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê [não somente os “predestinados” no conceito de João Calvino] não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16. Um grande abraço,

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    Leandro Quadros é Teólogo e Jornalista

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    <![CDATA[Engano intencional]]> https://tempoprofetico.com.br/engano-intencional/ Mon, 17 Aug 2020 05:35:11 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1647

    Por que o mundo se transformou em uma gigantesca fábrica de mentiras

    Nos últimos anos, a disseminação de notícias falsas atingiu um nível alarmante. A fronteira entre fatos e boatos, verdade e mentira, realidade e fantasia tornou-se tão tênue que muitos a cruzam sem perceber. E o tema ganhou uma atenção descomunal. Há inúmeros estudos ­acadêmicos sobre o tópico. A viralização das fake news até levou o Supremo Tribunal Federal a validar um inquérito para apurar como a questão afetou as eleições presidenciais de 2018.

    Um estudo do MIT sobre transmissões de 126 mil notícias (threads) pelo Twitter entre 2006 e 2017 indicou que a mentira circula muito mais rapidamente e vai mais longe do que a verdade. A probabilidade de que uma notícia falsa seja retuitada é 70% maior. Enquanto os robôs aceleram a circulação de verdades e mentiras, as pessoas espalham mais a mentira. As mídias sociais, em especial, se tornaram fontes de falsidades. O pior é que em 2022, segundo a consultoria Gartner, a população consumirá mais notícias falsas do que verdadeiras.

    Muitas notícias falsas simulam o estilo das notícias reais a fim de passar credibilidade. Mas, com um olhar crítico, elas podem ser detectadas. A simples conscientização a respeito da desinformação já melhora a capacidade de percebê-la. Por isso, é importante desenvolver a “meta-alfabetização”, uma combinação de conhecimentos sobre a mídia, o ambiente digital, o aspecto visual, o ciberespaço e a informação. É importante verificar quem é o autor, a origem da notícia, a data, a confirmação por outros meios, o fato por trás da manchete, os interesses envolvidos e, se necessário, consultar um especialista ou site de verificação.

    Conforme Michael V. Bronstein e outros descreveram em um artigo no Journal of Applied Research in Memory and Cognition em 2019 (v. 8, p. 108-117), algumas pessoas são mais predispostas a acreditar em ilusões e ideias implausíveis, devido à sua tendência de não se engajar em pensamento crítico e analítico. Por incrível que pareça, “indivíduos dogmáticos e fundamentalistas religiosos também se mostraram mais inclinados a acreditar em notícias falsas”.

    Isso indica que precisamos desenvolver nossa capacidade de fazer uma leitura crítica dos fatos. Alguns países, como Itália e Portugal, já estão investindo em educação para a mídia. Isso é fundamental. Mas, em nosso contexto, o aprendizado da verdade revelada é ainda mais importante, pois fornece a ferramenta para ler toda a realidade de maneira consciente.

    Do ponto de vista escatológico, a mentira se intensificará cada vez mais, como mostra a matéria de capa. O regime de engano entrou no mundo por meio da serpente (Gn 3) e será erradicado somente quando a antiga serpente for destruída (Ap 20). Até lá, a mentira ganhará terreno, tentando matar a verdade. Jesus insistiu que devemos cuidar para não sermos enganados, especialmente no fim (Mt 24:4, 5, 11). A mentira seria tão elaborada que, se possível, os próprios escolhidos seriam enganados (v. 24). Somente quem ama a verdade conseguirá discernir os enganos (2Ts 2:10). O Apocalipse apresenta um cenário de engano sistemático, generalizado e intencional. Não se trata de um mero declínio da verdade, mas de uma tentativa de estabelecer o reino da mentira, um mundo de versões alternativas.

    Na Bíblia, verdade e mentira têm origens opostas: Jesus, a personificação da verdade (Jo 14:6), e Satanás, o “pai da mentira” (Jo 8:44). De que lado estamos? Neste mundo alvejado pela mentira, fiquemos com a verdade, que ilumina a vida, desperta o amor e liberta.

    MARCOS DE BENEDICTO é o editor da Revista Adventista

    (Editorial da edição de agosto de 2020)]]>
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    <![CDATA[As fake news e o Apocalipse]]> https://tempoprofetico.com.br/as-fake-news-e-o-apocalipse/ Mon, 17 Aug 2020 05:36:46 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1651

    Vivemos na era das fake news, um tipo de jornalismo, propaganda ideológica e talvez até mesmo uma abordagem à vida que lança mão de informações incorretas de maneira deliberada. Mensagens falsas são escritas e postadas com a intenção de criar a própria “verdade”, esconder motivações e atos pessoais e, numa esfera mais ampla, enganar organizações e/ou indivíduos, obter vantagens financeiras ou políticas e prejudicar outros.

    As notícias falsas costumam ser espalhadas com alegações sensacionalistas, exageradas ou inverídicas a fim de atrair a atenção. Não se limita às mídias sociais, mas também são encontradas na política, em pesquisas de mercado, na ciência, no mundo religioso e em vários outros lugares.

    Ao passo que enganos e informações intencionalmente equivocadas sempre acompanharam a humanidade (desde a serpente no paraíso), parece que a situação alcançou um nível inesperado e assustador, uma vez que se tornou quase impossível discernir a verdade das mentiras e falsidades.

    TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO

    Relacionadas às fake news, as teorias da conspiração consistem em explicações de eventos e situações do passado, presente e futuro que sugerem que algumas pessoas e certos grupos poderosos nos bastidores correm atrás de objetivos ameaçadores e danosos relacionados à vida ou ao estilo de vida de indivíduos ou de populações inteiras. Elas podem ser engatilhadas por uma desconfiança profunda de explicações oficiais e motivadas por teorias religiosas ou agendas políticas.

    Por definição, as teorias da conspiração são incapazes de provar suas alegações, isto é, suas evidências são insuficientes. Em contrapartida, não podem ser facilmente invalidadas ou refutadas. Assim, tornam-se uma questão de fé. Os adeptos de teorias da conspiração costumam viver dentro de um mundo próprio. Suas teorias se tornam reais para eles, mesmo que sejam questionáveis, erradas e nocivas.

    Alguns também acreditam que essas teorias devam ser compartilhadas e enfaticamente defendidas. Em geral, tais pessoas não podem mais ser alcançadas com argumentos racionais. Em vez disso, cada argumento contrário a determinada teoria da conspiração costuma ser incorporado à mesma a fim de fortalecê-la e confirmá-la.

    Scott A. Reid afirma na Enciclopédia Britânica on-line: “As teorias da conspiração aumentam durante períodos em que predominam ansiedade generalizada, incertezas e dificuldades, como guerras, depressões econômicas e após desastres naturais como tsunamis, terremotos e pandemias. […] Isso sugere que o pensamento conspiratório seja impulsionado pelo forte desejo humano de encontrar sentido em forças sociais que possuem relevância própria, são importantes e ameaçadoras. […] O conteúdo das teorias da conspiração tem forte carga emocional e sua suposta descoberta pode ser gratificante” (bit.ly/3gLGuTA). “Teorias da conspiração limitadas no passado a públicos específicos assumiram lugar-comum na mídia massificada, emergindo como fenômeno cultural do fim do século 20 e início do 21”, registra a Wikipédia.

    Entre os exemplos de teorias da conspiração estão os seguintes: (1) o governo dos Estados Unidos supostamente tenha criado o vírus da Aids para “matar homossexuais e negros norte-americanos” (bit.ly/3gLGuTA); (2) existem “alegações de que a morte de Elvis Presley foi forjada e de que Adolf Hitler sobreviveu à Segunda Guerra Mundial e fugiu para o continente americano, a Antártida ou a Lua”; (3) “o aeroporto internacional de Denver fica em cima de uma cidade subterrânea que serve de sede da nova ordem mundial”; (4) “partes significativas do Novo Testamento são falsas ou foram omitidas” (bit.ly/3iNe1yE); (5) a Associação Geral está infiltrada por jesuítas; (6) Bill Gates seria “o criador da Covid-19”, “pois lucrará com a vacina conta o vírus” e faz parte de uma trama para “vigiar a população global” (nyti.ms/322CE4p).

    Quais são alguns dos problemas das teorias da conspiração?

    Em primeiro lugar, elas podem ser verdadeiras ou falsas. Por definição, não sabemos. Se não temos como saber que possam ser fundamentadas por evidências claras além de qualquer possibilidade de dúvida, é irresponsável e moralmente errado disseminá-las.

    Em segundo lugar, elas podem causar danos graves àqueles que são atacados, sobretudo se os alvos forem pessoas inocentes.

    Em terceiro lugar, as teorias da conspiração podem destruir a confiança, que é o principal componente da sociedade. Por exemplo, não há como saber se jesuítas se infiltraram na igreja. Mas, se pensarmos neles constantemente, passaremos a suspeitar de todos os obreiros. E, se o fizermos, outros também assumirão a mesma postura e a organização se tornará inoperável. Mas não devemos nos esquecer de que Deus prometeu cuidar de Sua igreja.

    Em quarto lugar, as teorias da conspiração criam uma realidade alternativa. Quanto mais ouvimos e falamos sobre elas, mais elas assumem vida própria e mais tendenciosos nos tornamos, convencidos de sua verdade, mesmo que estejam erradas. Essas teorias não permitem que analisemos todas as evidências com imparcialidade.

    Por fim, os evangelhos não retratam Jesus buscando e compartilhando teorias da conspiração. Por exemplo, quando Ele confrontou o estilo de vida e a teologia dos fariseus, não foi uma teoria da conspiração. Suas acusações eram verificáveis. Ele falou profeticamente porque conhecia os acontecimentos futuros. As profecias bíblicas não são obra de adivinhação, que podem ser verdadeiras ou falsas, mas, sim, a revelação divina da realidade.

    Ilustração: Adobe Stock

    Várias teorias da conspiração surgiram no contexto da Covid-19 e circularam até nos meios adventistas. Assim, a pandemia levantou mais uma vez a questão da verdade versus mentira. Mas a questão é mais profunda que ocasionais teorias da conspiração; trata-se de um ataque básico e sistemático à verdade.

    VERDADE E MENTIRA

    Alexander Schwalbe reconhece que há “mentiras e enganos por toda a parte”. E observa: “No processo de secularização, Deus perdeu a centralidade. […] A fragmentação da realidade e a dissolução de nossa experiência anterior de mundo parecem ser sucedidas por uma destruição da verdade. Após Deus ser esquecido, […] a verdade também pode ser esquecida” (“Die Gotteskrise und die Lust zu lügen”, Christ in der Gegenwart 68, 2016).

    “Mentir é o pecado do anticristo (1Jo 2:22) e todos os mentirosos habituais perderão a salvação eterna (Ap 21:27)”, ressalta A. Flavellem (“Lie, Lying”, New Bible Dictionary [InterVarsity, 1996], p. 687). Infelizmente, os cristãos são afetados por esse problema. Queiramos ou não, a cultura exerce influência sobre nós e, até certo ponto, nos molda. Na esfera pública, as mentiras costumam ser aceitáveis e não são punidas, a menos que se trate de perjúrio. As “mentiras brancas” são consideradas toleráveis ou talvez até mesmo necessárias. Por exemplo, no mundo mediterrâneo, o engano “é uma estratégia para estabelecer e proteger a honra, bem como para lançar vergonha sobre os inimigos” (John J. Pilch e Bruce J. Malina [eds.], Handbook of Biblical Social Values3ª ed. [Cascade, 2016], p. 38).

    Mesmo que professemos aceitar os Dez Mandamentos, consideramos alguns mais importantes que outros. Mentira, fake news e teorias da conspiração são consideradas transgressões triviais, ao passo que o assassinato é visto como um crime grave. Em geral, as consequências do adultério são mais dramáticas que os efeitos de uma mentira. Entretanto, é possível levar pessoas ao suicídio com uma mentira ou incitar uma perseguição depois de fazer alegações falsas. Uma ofensa contra o mandamento que fala do engano é tão grave quanto a desobediência a qualquer outro mandamento.

    G. H. Clark argumenta: “É preciso ter em mente que as verdades morais e espirituais são tão verdadeiras quanto as verdades matemáticas, científicas e históricas. Todas são igualmente ‘intelectuais’: uma verdade não intelectual é impensável. Não é verdade que o conceito comum de verdade como fato ou o que é real ‘não tem mais relevância moral ou espiritual’. É só nos lembrarmos de que foi Deus quem nos deixou os Dez Mandamentos” (“Truth”, Evangelical Dictionary of Theology [Baker, 1984], p. 1114).

    Não podemos reivindicar a verdade e proclamar a verdade se nós mesmos não buscamos ser verdadeiros

    A MENTIRA NO LIVRO DE APOCALIPSE

    No livro de Apocalipse, há nove textos sobre o tema da mentira. Há falsos profetas mentirosos (pseudes, Ap 2:2). Alguns indivíduos afirmam ser judeus, mas não são. Estão mentindo (pseudomai, Ap 3:9). O falso profeta (pseudoprophetes, Ap 16:13; 19:20; 20:10) espalha mentiras e falsidades. Três textos descrevem as consequências terríveis para os mentirosos (Ap 21:8; Ap 21:27; Ap 22:15). Felizmente, existe um grupo dos seguidores verdadeiros de Jesus, os 144 mil: “Não se achou mentira [pseudos] na sua boca” (Ap 14:5). Essas passagens nos fornecem as seguintes informações:

    • Se existe mentira, então também deve haver verdade. Sem verdade, não há mentira. Enquanto a verdade hoje é questionada e as pessoas não conseguem mais diferenciar entre a verdade e a mentira, o caos se descortina bem diante de nossos olhos. Em termos conceituais, a mentira e o engano estão intimamente ligados. Jezabel, alegando ser profetisa, seduz (planao) os servos de Deus (Ap 2:20). Satanás engana (planao) o mundo inteiro (Ap 12:9), isto é, todos os povos e todas as nações que o seguem (planao, Ap 20:3, 8, 10). A besta que emerge da terra “seduz [planao] os que habitam sobre a Terra” (Ap 13:14). Por ser um falso profeta (pseudoprophetes), desempenha sinais milagrosos, enganando (planao) aqueles que recebem a marca da besta e os que adoram sua imagem (Ap 19:20). Babilônia engana (planao) todas as nações por meio de sua feitiçaria (Ap 18:23). Logo, engano e mentiras são temas importantes em Apocalipse.

    Em contrapartida, o livro usa a palavra “fiel” ou “verdadeiro” (alethinos). Deus (Ap 6:10) e Jesus (Ap 3:7, 14; 19:11) são verdadeiros; portanto, os caminhos de Deus (Ap 15:3), Seus juízos (Ap 16:7; 19:2) e Suas palavras (Ap 19:9; 21:5; 22:16) também são. Mentira é mentira e verdade é verdade. A verdade é absolutamente verdadeira, coerente e consistente. Ela não pode ser misturada a mentiras. Caso contrário, deixa de ser verdade. Verdade e mentira são opostas e mutuamente excludentes. A verdade corresponde ao caráter de Deus; a mentira reflete o caráter de Satanás. Assim, a verdade deve ser personificada nos seguidores de Jesus. Meias verdades e mentiras brancas não têm lugar entre os cristãos. Ignorar a verdade significa se prostrar diante da mentira.

    • É extremamente perigoso mentir. O Apocalipse faz declarações bem francas sobre a mentira. Aborda os mentirosos e aqueles que amam e praticam a mentira. Uma vez que o reino de Deus é verdade, os mentirosos, os enganadores e aqueles que conscientemente se permitem ser enganados não têm lugar nesse reino. Mentir é tão grave que exclui o acesso à Nova Jerusalém e a Deus, conduzindo à segunda morte, que é eterna.

    • Mentiras e enganos ameaçam a comunidade cristã e os cristãos individualmente. A mentira destrói completamente a fé ou altera o conteúdo da fé, de modo que deixa de representar corretamente o caráter, a vontade e o plano de Deus para a humanidade. Portanto, o mentiroso se rebela contra Deus e rompe o relacionamento com Ele. Mas a mentira também tem potencial para destruir os relacionamentos humanos.

    D. W. Gill destaca algumas consequências da mentira: “Mentir é errado, em primeiro lugar, porque nos aliena de Deus, que é a própria verdade. Segundo, a mentira destrói a comunidade e os relacionamentos interpessoais […]. A confiança essencial para a construção da comunidade é minada. O terceiro problema da mentira é que ela destrói o mentiroso em si. A contradição entre o conhecimento da verdade e a participação do indivíduo na mentira é uma rendição desumanizante da plenitude e integridade pessoais. Além disso, uma mentira leva inexoravelmente a outras para acobertar a primeira. A teia da falsidade gera uma espécie de cativeiro, que é a situação oposta do conhecimento e da prática da verdade que liberta” (“Lie, Lying”, Evangelical Dictionary of Theology [Baker, 1984], p. 639).

    • Há mentira não só como ato individual, mas também como sistema. Existem mentiras individuais e há também a falsidade coletiva. Isso pode ser identificado no falso profeta, controlado por poderes demoníacos, e nos falsos apóstolos. A Babilônia apocalíptica engana a humanidade para alcançar seus objetivos. Isso é feito para desencaminhar o cristianismo e os seguidores fiéis de Jesus.

    • Somos responsáveis pela mentira. É claro que circunstâncias difíceis podem levar as pessoas a tentar escapar delas por meio do uso de mentiras – por exemplo, quando parece não haver uma boa alternativa e a honestidade pode ser considerada um risco à vida. Contudo, somos responsáveis pela nossa maneira de lidar com tais situações. Carl Zuckmayer (1898-1977), escritor e dramaturgo alemão, cujo pai era de origem judaica, mas se converteu ao cristianismo, teve problemas com o regime nazista. Quando tentou fugir para a Suíça, foi interrogado por um oficial nazista na fronteira. Em vez de mentir em relação a seus problemas, admitiu que não era membro do partido, que suas obras haviam sido proibidas na Alemanha e que não concordava com a visão de mundo do Nacional-Socialismo. No entanto, em vez de prendê-lo, o oficial ficou tão pasmo com a honestidade de Zuckmayer que o ajudou a atravessar a fronteira até a Suíça e chegar ali em segurança (“Ehrlichkeit”, em Lesebuch fur den Religionsunterricht für 14-16 Jahrige [Calwer Verlag Stuttgart, 1969], p. 167-170). Porém, não renunciamos à mentira apenas por esperar que as coisas deem certo. Isso nem sempre acontece. Nós a rejeitamos porque é certo falar a verdade e errado mentir, a despeito das circunstâncias.

    • Somos responsáveis não só quando mentimos, mas também quando aceitamos a mentira. Apocalipse 22:15 fala sobre o amor à mentira. De maneira semelhante, Paulo declarou: “É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça” (2Ts 2:11, 12). É claro que a pessoa pode apreciar o escândalo. Mas isso é tão repreensível quanto mentir. Os seguidores de Jesus são comprometidos com a verdade.

    • Felizmente, existem pessoas que se distanciaram completamente da mentira. O contexto deixa claro que elas adoram a Deus e guardam Seus mandamentos. Estão claramente do lado de Deus, confiando em Seu poder e amor para tomar as decisões certas em meio às situações mais difíceis. Comprometeram-se com a verdade e a proclamam (Ap 14:6 a 12). Portanto, automaticamente expõem o engano.

    DESDOBRAMENTOS

    O compromisso com a verdade e a oposição à mentira, à falsidade e ao engano levam aos seguintes desdobramentos:

    1. Rejeitamos o plágio em todas as suas formas. Mesmo que seja comum em círculos eruditos ou nem tão eruditos assim, não reivindicamos o trabalho de outras pessoas como se fosse nosso. Não trapaceamos.

    2. Não condescendemos com teorias da conspiração e não as proclamamos publicamente. Elas não podem ser comprovadas. A necessidade de se retratar ou a comprovação de que estavam erradas podem causar prejuízos à causa de Deus. Também precisamos ser tão objetivos quanto possível e avaliar a questão com base em perspectivas diferentes. As mensagens claras devem ser proclamadas em relação aos pontos em que as Escrituras são inequívocas.

    3. Evitamos usar dois pesos e duas medidas. É problemático tentar promover o que é bom de maneira antiética porque achamos que o bom deve ser propagado a qualquer custo. Em nome da verdade, a moralidade muitas vezes é facilmente abandonada. Os fins não justificam os meios.

    4. Nós nos comprometemos de forma clara e individual com Jesus. Não O negamos com nossa conduta, complacência ou covardia. Pagamos os impostos ao governo. Apoiamos a justiça. Mas, acima de tudo, somos leais a Deus e à verdade.

    5. O cristianismo é especialmente afetado por mentiras e teorias da conspiração promovidas em mídias sociais e outros ambientes. As fake news não são engraçadas, nem uma forma de entretenimento, mas, sim, absolutamente destrutivas. Afinal, se tudo é questionado e a verdade não consegue mais ser identificada, como as bases do cristianismo podem ser exaltadas? A mentira não só desintegra nossa cultura e coexistência, como também destrói o cristianismo e a vida de cada pessoa.

    Para concluir, sim, existem mentiras e falsidades, conforme o Apocalipse admite. Há até mesmo o perigo de adquirir o hábito de mentir, de aprender a amar tanto a mentira quanto a falsidade e de ser excluído da cidade de Deus. Mas existem também cristãos verdadeiros, que se distanciaram da mentira. Estão comprometidos com a verdade em todas as suas formas, sobretudo com a Verdade personificada, Jesus. Não podemos reivindicar a verdade e proclamar a verdade se nós mesmos não buscamos ser verdadeiros.

    No fim, o que é verdadeiro ainda conta. J. Hamel parece estar correto ao dizer: “A questão não é se opor a pontos de vista possivelmente errados. É muito mais: por meio de nós, Deus quer trazer à tona Sua verdade e libertar as pessoas do poder da mentira” (“Von Wahrheit und Lüge”, em Christliche Ethik [Vandenhoeck and Ruprecht, 1966], p. 57). A verdade liberta.

    Este artigo foi extraído e adaptado da newsletter do Instituto de Pesquisa Biblica, Reflections (abril-junho de 2020), e traduzido por Cecília Eller.

    EKKEHARDT MUELLER é diretor associado do Instituto de Pesquisa Bíblica na sede mundial da Igreja Adventista, em Silver Spring (EUA)

    (Matéria de capa da edição de agosto de 2020 da Revista Adventista)]]>
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    <![CDATA[Criar filhos é assustador]]> https://tempoprofetico.com.br/criar-filhos-e-assustador/ Mon, 17 Aug 2020 05:39:05 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1655

    Como superar os temores da paternidade e maternidade?

    Havíamos acabado de dar à luz ao nosso primeiro filho. Éramos pais novatos, aventureiros de primeira viagem. Por isso, foi assustador perceber que, do dia para a noite, passamos a ser responsáveis por outra vida humana. Nosso filho não conseguia se alimentar sozinho, nem fazer sua higiene. Era totalmente dependente de nós. Nesse processo percebemos que nossas ideias pré-concebidas sobre criação de filhos não eram suficientes. Precisávamos dos conselhos de outros.

    Talvez os leitores que acabaram de pegar seu filho nos braços sintam-se como nós e estão se perguntando onde buscar ajuda. Conselhos de amigos e familiares mais experientes? Um curso sobre educação de filhos ou a leitura de livros sobre o tema? Ironicamente, criar um filho é o trabalho mais importante do mundo, mas é também aquele para o qual somos menos qualificados. E a missão se torna mais complexa quando uma família tem mais de um filho, pois cada criança é diferente e o que “funciona” para uma não funciona necessariamente para a outra.

    A RAZÃO DO TEMOR

    O que há de assustador em criar uma criança? A Bíblia descreve os filhos como um presente do Senhor (Sl 127:3). Assim, naturalmente, a educação deles gera certo nível de ansiedade nos pais. Além disso, é normal ficar ansioso e com medo neste mundo. Afinal, o planeta inteiro está tomado pela pandemia do novo coronavírus. Porém, há grande diferença entre sentir algum nível de medo e ser dominado por ele.

    O que queremos é ser pais direcionados pelo amor e não tomados pela ansiedade. O que pode ser mais difícil para aqueles que têm certo tipo de temperamento, vive em lugares mais vulneráveis ou estão sob uma circunstância de maior risco. Isso é muito real, por exemplo, para famílias cujos filhos estão sofrendo bullying; para aquelas que estão temendo pela segurança dos filhos ou preocupadas se conseguirão prover a próxima refeição para eles. É muito real também para as famílias que precisaram fugir e se refugiar em outro país. Existem aqueles pais que também estão preocupados em relação ao tempo que passam com os filhos ou com o tanto de tempo que suas crianças ficam diante das telas. De modo geral, os cristãos se preocupam se seus filhos vão ou não seguir a Jesus.

    QUAL É A RESPOSTA?

    Então, como podem os pais criar seus filhos sem se sentirem assustados e oprimidos pela enorme responsabilidade associada a essa tarefa? Podem começar, por exemplo, dando nome aos seus receios pessoais. Escrever sobre os próprios medos e ansiedades pode nos ajudar a determinar em que ponto nossas emoções se encontram atualmente, além de contribuir para minimizar essas tensões internas. Nesse contexto, vale se perguntar: “Será que meu medo é realista? Posso fazer alguma coisa para mudar isso?”

    Deus ama nossos filhos mais do que somos capazes de amar, e Ele estará sempre ao nosso lado e ao lado deles

    Como cristãos, podemos levar a Deus todos os nossos sentimentos. Experimentar essa entrega nos ajuda a enxergar que, como observou Ellen White, “nosso Pai celestial tem mil maneiras de nos prover, das quais nada sabemos” (A Ciência do Bom Viver, p. 481). Confiar nossos filhos a Deus significa também nos colocarmos na posição de filhos diante do Pai, dispostos a ser ensinados por Ele. Desse modo, é possível encarar a paternidade como uma aventura na qual não estamos sozinhos.

    Outro fator importante para conter a ansiedade é compartilhar nossas preocupações com nosso cônjuge ou com um amigo de confiança. Geralmente, falar com outras pessoas minimiza o estresse e nos ajuda a olhar o problema de outra perspectiva. Igualmente importante é dedicar tempo para cuidar da saúde, fazendo exercício físico, relaxando em meio ao ar puro e mantendo uma boa alimentação.

    AMOR E ORIENTAÇÃO

    Um dos meus ex-professores resumiu a criação dos filhos como um relacionamento com base no afeto previsível e estável, que sirva de incentivo constante para eles. As crianças precisam saber que seus pais estão do lado delas. Quando elas são respeitadas por seus progenitores, acabam aprendendo a respeitar os demais. Por isso, fale com seus filhos e mantenha um canal aberto de diálogo com eles, de modo que se sintam à vontade para expressar os próprios pensamentos e sentimentos.

    Acima de tudo, mostre a eles o amor de Deus. Eles cometerão erros, mas isso não significa que vamos deixar de amá-los. O amor e a orientação também envolvem o estabelecimento de limites realistas para os filhos. Dê a eles tarefas e responsabilidades que os direcionem para uma vida saudável. Ensine-os a viver de forma ética e moral, a partir dos princípios bíblicos. Acima de tudo, a melhor maneira de preparar nossos filhos para viver bem é colocar em prática o que pregamos. Eles aprendem melhor nos observando do que apenas nos ouvindo. Ser bons pais requer amor e sabedoria. Requer também autodisciplina e comprometimento de continuar aprendendo a educá-los.

    Por fim, não importa quem nossos filhos vão se tornar, lembre-se de que eles serão sempre um presente do Senhor. Por isso, somos apenas mordomos; cuidadores responsáveis que devem confiar nas promessas de Deus (Mt 11:28-30; Hb 4:15 e 16; Tg 1:5 e 6). Deus ama nossos filhos mais do que somos capazes de amar, e Ele estará sempre ao nosso lado e ao lado deles.

    CLAIR SANCHES é diretora do Ministério da Criança e da Mulher da Divisão Transeuropeia da Igreja Adventista; JOHN SANCHES, seu esposo, é pastor e psicólogo clínico e forense. Eles têm dois filhos e vivem no Reino Unido

    (Artigo publicado na edição de julho de 2020 da Revista Adventista / Adventist World)]]>
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    <![CDATA[Deus Falou]]> https://tempoprofetico.com.br/deus-falou/ Wed, 19 Aug 2020 03:17:20 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1660

    Quando Deus fala, Ele não silencia a razão humana, conforme alguns poderiam pensar, mas a liberta, garantindo uma perspectiva mais ampla, com novos significados e possibilidades.

    “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós. Vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” João 1:14
    As Escrituras dão testemunho de que Deus não apenas existe, mas Ele se comunica. Deus falou no passado e continua falando por meio do que Ele já revelou. Quando Deus fala, Ele não silencia a razão humana, conforme alguns poderiam pensar, mas a liberta, garantindo uma perspectiva mais ampla, com novos significados e possibilidades. O que é ofendido quando Deus fala é o orgulho da razão humana, que pretende dar ao homem atributos que ele realmente não tem, o que é visto em suas tentativas frustradas de oferecer “significado” à vida com “respostas” superficiais. Por causa dos “ruídos” e da propaganda ao nosso redor, muitos pensam que “sabemos muito”. Será? Será que estamos mesmo fazendo as perguntas certas em relação à vida? Observe os comentários de cientistas, economistas, políticos, advogados, artistas, sociólogos, apresentadores de TV, executivos, médicos, psicólogos, filósofos, comentaristas de esportes, ambientalistas e tantas outras vozes. Sem desmerecer o que é realmente genuíno e autêntico no homem, parece que nem mesmo estamos certos sobre a região da vida em que as questões importantes residem. No meio de uma variedade tão grande de  “opiniões” e “achismos”, até nos tornamos mais confusos e desorientados pelas contradições. O que é mais importante: Segurança? Alimento? Abrigo? Saúde? Casamento? Trabalho? Família? Posição Social ou prazeres? Como podemos nos entender com os vizinhos ou com os outros que partilham o trânsito conosco a cada dia? O que realmente é final na vida? Essas são apenas algumas das questões, mas qual é a mais importante? Sem Deus e Sua Palavra o homem está vagando em território não mapeado. Deus fala por meio das glórias da natureza, da consciência e do Espírito Santo. Pelo testemunho das Escrituras e, sobretudo, por meio da Palavra Encarnada, que é Jesus Cristo, podemos ouvir e aprender do Eterno o que realmente é importante no curto espaço de nossa presença no planeta Terra.

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    Amin Rodor é PhD em Teologia Sistemática pela Universidade Andrews, nos Estados Unidos.

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    <![CDATA[O Bem e o Mal vem do Senhor?]]> https://tempoprofetico.com.br/o-bem-e-o-mal-vem-do-senhor-2/ Wed, 19 Aug 2020 03:19:13 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1664

    Pensamentos sobre Lamentações 3:37 e 38.

    Denis Versiani

    “Quem poderá falar e fazer acontecer, se o Senhor não o tiver decretado? Não é da boca do Altíssimo que vêm tanto as desgraças como as bênçãos?” (Lamentações 3:37, 38). Ao ler um verso como esse, um leitor desatento corre o risco de pensar que o “bom Deus” dos cristãos é na verdade um tirano implacável e sem escrúpulos. Por que Jeremias diz que bênçãos e desgraças provém de um Deus que a Bíblia descreve como sendo de amor? Como o mal pode sair das mãos de um Deus essencialmente bom? Para entendermos isso, precisamos estudar o contexto em que Jeremias o escreveu. Aqueles foram tempos difíceis, sobretudo após a morte do rei Josias. Os quatro últimos reis de Judá, Jeoacaz, Jeoaquim, Joaquim e Zedequias, fizeram “o que era mal perante o Senhor” (2 Reis 24:19). O cenário político e religioso estava se deteriorando rapidamente, diante das ameaças externas ao reino de Judá. Por quarenta anos, Jeremias aconselhou o povo e os líderes de Judá para que se arrependessem dos seus pecados e se convertessem novamente ao Senhor, abandonando a idolatria, o formalismo religioso, a corrupção e a opressão. Mas de nada serviram suas advertências. Judá afundou cada vez mais em seus pecados. A maior dor de um pai é ter que castigar o seu filho. Mas, quantas vezes, após muitos avisos, o castigo e até a palmada ou chinelada são a última opção para fazer a criança se dar conta do seu erro. Muitas vezes, o filho colhe os frutos da sua própria desobediência, caindo da cadeira onde ele estava pulando, cortando o dedo por brincar com a faca afiada, ou engravidando depois de tantos alertas dos pais. Aliás, às vezes, os pais precisam deixar os filhos colherem as consequências dos seus erros. Infelizmente, faz parte da educação dos filhos num mundo pecador, que eles aprendam “se dando mal”. Mais triste é quando precisam intervir de forma dura para repreender um filho imaturo ou rebelde. Foi o que Deus precisou fazer! Mais de cem anos antes da queda de Jerusalém, os profetas Miquéias e Habacuque predisseram a destruição de Judá, porque os seus líderes edificavam “a Sião com sangue e a Jerusalém, com perversidade”. Mas, a despeito dos oráculos proféticos, a incredulidade se tornou uma doença, e o povo insistia em pensar que estava seguro no seu formalismo religioso misturado com idolatria e corrupção. Foi nesse momento, enquanto a crise política e religiosa se aprofundava, que Jeremias começou a escrever seus poemas de lamentação. Jeremias retratou publicamente a condição desesperadora de Judá. Nas ondas de ataques dos caldeus ele disse: “Judá foi levado ao exílio, afligido e sob grande servidão; habita entre as nações e não acha descanso; todos os seus perseguidores o apanham nas suas angústias” (Lamentações 1:3). “O Senhor… derrubou ao chão e desonrou o seu reino e os seus líderes. Em sua flamejante ira, cortou todo o poder de Israel. Retirou a sua mão direita diante da aproximação do inimigo. Queimou Jacó como um fogo ardente que consome tudo ao redor” (Lamentações 2:1-3). Israel era o povo da aliança, liberto da escravidão por Deus, guiado em segurança pelo deserto. Deus lutou suas batalhas e os levou até Canaã. Israel tinha uma missão especial como povo escolhido. Por seu exemplo de saúde, sabedoria e obediência a Deus (Deuteronômio 4:6), Israel deveria guiar as nações à promessa do Messias, a semente da linhagem de Davi, que traria salvação ao mundo. O próprio Moisés, no fim do seu ministério, discursando a Israel, alertou que o povo tinha nas suas mãos bênção ou maldição. Se andassem nos caminhos do Senhor, seriam abençoados e andariam seguros. Se rejeitassem a aliança, Deus os consumiria com seca, fome e doenças; as outras nações os dominariam, até que fossem totalmente destruídos (Deuteronômio 28:15-68). Essa era uma profecia condicional, cujo cumprimento, para o bem ou para o mal, ocorreria segundo a escolha da nação. Nesse contexto, Jeremias lamenta a péssima escolha tomada por geração após geração, dizendo: “Quem poderá falar e fazer acontecer, se o Senhor não o tiver decretado? Não é da boca do Altíssimo que vêm tanto as desgraças como as bênçãos?” (Lamentações 3:37, 38). Por renegar a sua responsabilidade em proclamar a Salvação ao mundo pecador, por rejeitar a aliança, Israel estava sendo rejeitado. Deus estava retirando a sua mão direita, liberando o caminho para o inimigo arrasar aquele povo rebelde (Lamentações 2:3). Israel sofreu as mais intensas dificuldades durante o cerco babilônico. Praticamente toda a população foi arrasada pelas sucessivas ondas de ataques entre 588 e 586 a.C. Muitos foram levados cativos. Os mais pobres foram abandonados, espalhados pelas cidades e regiões rurais destruídas pelos ataques. Foi pela desobediência obstinada de Israel que Deus trouxe a desgraça. Ao ver Deus trazendo desgraça sobre o ser humano, não podemos dizer que Ele é injusto ou cruel. Jeremias diz: “Como pode um homem reclamar quando é punido por seus pecados?” (Lamentações 3:39). O Midrash, comentário judeu tradicional escreve: “Para ele, viver é suficiente” (Midrash Rabbah, Lamentations, séc. 9). Isso quer dizer que só o fato de estar vivo já é suficiente para lembrar que a mão divina o preserva, a despeito do mal que cometeu e de suas consequências. Jeremias usa de um pouco de ironia para dizer que não faltaram advertências e convites ao arrependimento. Mas, ainda agora, sob os juízos e castigos de Deus, a vida do pecador é preservada, a fim de que aprenda, se arrependa e se converta a Deus, dizendo: Pecamos e nos rebelamos, [por isso] Tu não nos perdoaste” (Lamentações 3:40-42). Isso nos traz algumas lições. A primeira delas é que, embora a graça de Deus seja sem limites para salvar o pecador arrependido e cuidar dele (Mateus 5:45), a paciência de Deus para com o rebelde insistente tem limites, e um dia acaba. Chega uma hora em que, para impedir que o mal se perpetue, Deus, em sua ira e desagrado, vai intervir, quebrando o orgulho do pecador obstinado, trazendo doença, falência, angústia e morte, se preciso. Não se esqueça, há uma grande diferença entre liberdade e libertinagem. Libertinagem é se entregar sem moderação a tudo o que degrada e destrói neste mundo pecador. É nessa falsa sensação de liberdade que o diabo torna o pecador escravo da sua própria vontade. Liberdade real é o direito de ir e vir dentro de limites pré-estabelecidos para a segurança e felicidade de quem quer ser livre. Foi o próprio Deus quem estabeleceu esses parâmetros desde a criação. Outra lição é que Deus não tem prazer em castigar o injusto. “O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nEle, para com aqueles que O buscam” (Lamentações 3:25). “Porque não é do Seu agrado trazer aflição e tristeza aos filhos dos homens” (Lamentações 3:33). Mas, Ele o faz, com o objetivo de levar o pecador a acordar para vida, e se arrepender, convertendo-se dos seus maus caminhos. “Porque o Senhor não o desprezará para sempre. Embora Ele traga tristeza, mostrará compaixão, tão grande é o Seu amor infalível” (Lamentações 3:31, 32). Querido leitor, como um pai que não retém a vara ao seu filho a quem quer bem (Provérbios 13:24), o Senhor corrige a quem ama (Provérbios 3:12). Pode ser que você não leve a vontade de Deus a sério. Pode ser que você esteja brincando com o fogo do pecado. Se esse é o seu caso, é hora de acordar e ver que você está em perigo. Acredite, você não vai viver para sempre! Depois da morte virá o juízo (Hebreus 9:27), a hora em que você ressuscitará para prestar contas a Deus por tudo o que você faz aqui, quer seja bom ou mau (Eclesiastes 12:13, 14). Não se esqueça que cada milissegundo da sua vida é presente de Deus a você. Por isso, converta o seu coração a Deus, pois Ele tem misericórdia de você, e quer lhe dar muito mais do que essa vida pecadora e limitada pode oferecer. Um dia, os juízos de Deus vão recair sobre a Terra, para purificá-la do pecado. Nesse dia, pecado e pecador serão destruídos, mas quem permanecer fiel a Ele receberá a coroa da vida eterna (Apocalipse 2:10; 3:11). Então, juízo! E que Deus o abençoe!

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    Denis Versiani é Mestre em Teologia.

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    <![CDATA[O milagre de Hiroshima]]> https://tempoprofetico.com.br/o-milagre-de-hiroshima/ Wed, 09 Sep 2020 05:17:49 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1673 Na foto, resultado da detonação da bomba atômica em Hiroshima (esquerda) e Nagazaki.[/caption]

    A informação compartilhada por uma garotinha mudou a vida de uma jornalista japonesa e a levou a entregar sua vida a Jesus.

    No dia 6 de agosto de 1945, Hiroshima, no Japão, tornou-se a primeira cidade da história a ser destruída por uma bomba nuclear. Embora a devastação e a perda de vidas tenham sido atrozes, 75 anos depois daquele evento, reflita sobre as histórias dos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Hiroshima – todos os quais sobreviveram. — Os editores. Asako Furunaka nasceu em 12 de agosto de 1921, filha de um empresário bem-sucedido no Japão. Determinada e muito inteligente, frequentou a escola noturna após se formar como professora. Aos 32 anos, se tornou repórter de um jornal, uma coisa rara para uma mulher de sua época. Ela se casou com um professor universitário e, embora eles não viessem a ter filhos, ela tinha uma vida feliz. Um dia, aos 20 e poucos anos, a vida de Asako foi estilhaçada quando seu marido confessou que tinha uma amante e queria o divórcio. Sentimentos de desespero e raiva a dominaram; tristeza e ódio pelo marido encheram seus dias e noites. Ela sentiu que nunca mais poderia acreditar em nada e caiu em uma depressão profunda. Leia também: Quando a vida estava no pior momento, alguém convidou Asako para ir a um templo adventista, e ela começou a frequentar regularmente. Ela aprendeu sobre o perdão e encontrou esperança na Bíblia. A paz retornou ao seu coração. Mas na época ela não conseguia decidir ser batizada.

    Histórias inacreditáveis

    Por causa de suas habilidades e qualificações, Asako foi convidada para ser a professora de Bíblia das crianças na igreja. Ela aceitou com alegria o cargo e começou a ensinar as lições da Escola Sabatina das crianças. Um dia, a lição era sobre a história do livro de Daniel sobre os três jovens que foram mantidos em segurança apesar de terem sido jogados em uma fornalha ardente. Ela ensinava a lição fervorosamente, mas quando terminou, um dos garotinhos exclamou: “Eu não acredito nisso!” Então, uma das meninas disse: “Eu acredito, porque minha avó me disse que nenhum membro da Igreja Adventista de Hiroshima morreu quando a bomba atômica foi lançada em Hiroshima.” Ao ouvir aquilo, Asako percebeu que, embora estivesse ensinando a lição, ela também não acreditava realmente, nem podia acreditar no que a garotinha havia dito. Mas, ao mesmo tempo, um pensamento veio à mente: Eu sou uma repórter de jornal, não sou? Eu deveria conseguir descobrir se o que essa garota disse é verdade ou não. Eu deveria verificar isso. Assim, começou sua jornada para visitar cada um dos membros da Igreja que estavam em Hiroshima quando a bomba explodiu.

    Dia fatídico

    A primeira bomba atômica do mundo foi lançada em Hiroshima, Japão, em 6 de agosto de 1945. Ela destruiu tudo em um raio de 2 quilômetros: a temperatura do chão alcançou inimagináveis 6.000 °C. Todas as pessoas em um raio de 4 quilômetros morreram queimadas. Um vento tremendo, com velocidade de 4,4 quilômetros por segundo, foi gerado, fazendo com que até mesmo prédios de concreto desmoronassem e vidros quebrados voassem a até 16 quilômetros de distância. A radiação da bomba era incrivelmente forte, fazendo com que aqueles expostos a ela perdessem todas as funções corporais e suas células sofressem apoptose, um tipo de suicídio celular. Entre a própria explosão, os incêndios resultantes em toda a cidade e as queimaduras de radiação, alguns estimam que 200 mil cidadãos de Hiroshima perderam a vida.

    Nenhum adventista ferido

    Em meio a toda essa devastação, era realmente possível que nenhum membro da Igreja, mesmo aquele vivendo a menos de 1 quilômetro de onde a bomba atingiu, fosse morto ou mesmo ferido? Com um coração duvidoso, Asako começou a visitar cada membro da Igreja que estivera lá na época. Ela descobriu que mesmo em meio a todas as terríveis possibilidades de morte naquele dia, nenhum dos membros morreu ou ficou ferido. A garotinha que disse que acreditava que os três fiéis foram salvos da fornalha ardente porque sua avó lhe disse que nenhum membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Hiroshima se feriu, falou a verdade. Durante sua investigação, a jornalista ouviu o testemunho de Hiroko Kainou, que, surpreendida pelo vento forte e repentino, caiu de joelhos e orou. Embora todos os pedaços de vidro da casa tenham estourado, ela saiu sem um único arranhão. Dos 20 membros da Igreja Adventista em Hiroshima, todos foram mantidos sãos e salvos.

    Iwa Kuwamoto foi uma das sobreviventes da tragédia (Foto: Divulgação)

    Iwa Kuwamoto estava a 1 quilômetro do local da bomba. Quando rastejou para fora dos edifícios caídos, ela testemunhou a nuvem gigante em forma de cogumelo gigante que encobriu o sol e envolveu a área na escuridão. Ela tentou desesperadamente ajudar seu marido, um incrédulo, a sair de debaixo da precipitação radioativa, mas grandes incêndios amaçavam se aproximar deles. Segurando a mão do marido, ela disse: “O fogo chegará aqui em breve. Não posso fazer mais nada; vamos morrer juntos. Deus sabe de tudo. Por favor, creia em Jesus Cristo. Eu não posso salvá-lo!” O marido dela respondeu: “Não, eu morrerei aqui; mas você precisa fugir pelo bem dos nossos filhos. Você precisa de alguma forma ficar em segurança e encontrar as crianças. Faça isso pelas crianças!” Novamente, ela disse: “Não tem como eu escapar desse fogo. Eu morrerei aqui com você.” Mas seu marido continuou: “Não! Eu ficarei bem aqui. Por muito tempo eu me rebelei contra minha mãe e contra você e não acreditei em Deus. Mas agora, eu acredito na salvação de Deus, então nós nos encontraremos novamente. Por favor, por favor, vá e encontre as crianças. Por favor, vá!” Então, com lágrimas ardentes e com o coração partido, ela deixou seu esposo ali e, despejando água sobre si pelo caminho, ela escapou das chamas e finalmente se reuniu com seus filhos.

    Mesmo com a situação, Tomiko fez o que pôde para salvar vidas (Foto: Divulgação)

    Tomiko Kihara era uma médica que tinha sua própria clínica na época. Ela havia estado de plantão na noite anterior à explosão e havia chegado em casa às 2:00 da manhã. Ela estava dormindo quando a bomba caiu. Embora estivesse a menos de 1 quilômetro do local da explosão, nada caiu sobre ela, e ela não foi ferida de forma alguma. Chocada com a explosão, ela correu para fora para ver o que estava acontecendo, mas tudo o que ela conseguia ver era o chão queimado e enegrecido. Percebendo a gravidade da situação, ela correu para um hospital na periferia da cidade, e lá por uma semana sem descansar ou dormir, ela trabalhou pelas vítimas como um dos poucos médicos que ainda estavam vivos na cidade após a explosão. Nas semanas e meses que se seguiram à tragédia, ela continuou a usar tudo o que tinha para ajudar as vítimas. Ela conseguiu testemunhar para muitos dessa maneira.

    Uma vida de serviço

    Como resultado de ouvir essas histórias, Asako Furunaka passou a acreditar totalmente em Deus e foi batizada. Ela recebeu um chamado para compartilhar com outros sobre a fidelidade do Salvador. Aos 58 anos, ela se matriculou no programa de teologia da Univerdade Saniku Gakuin. Após a formatura, ela se tornou uma pastora na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Kashiwa e posteriormente trabalhou como instrutora bíblica no templo adventista de Kisarazu. Após sua jubilação, ela continuou a ser uma evangelista ativa para as pessoas ao seu redor. Ela dizia: “Eu não tenho nenhuma família terrena para me apoiar. Mas eu sei que Deus me ama, então estou contente.”

    Maldição que se transformou em bênção

    Vista do antigo templo adventista em Hiroshima (Foto: Divulgação)

    O governo japonês ordenou que o edifício da Igreja Adventista fosse demolido no verão de 1945. O próprio primeiro ancião teve que supervisionar a demolição da igreja que estava em serviço desde 1917. Foi um dia triste. Por causa da demolição da igreja, os membros se espalharam. O que parecia ser uma tragédia se transformou em uma benção quando a bomba caiu em Hiroshima. Por causa do desmonte da igreja, apenas 20 dos membros permaneceram em Hiroshima. Todos sobreviveram ao bombardeio.
    Ryoko Suzuki serviu como bibliotecária na Divisão Norte-Asiática do Pacífico, localizada na República da Coreia. Seu marido, Akeri Suzuki, era o secretário executivo da Divisão. O casal serviu pastoreando igrejas locais no Japão por mais de 30 anos.  ]]>
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    <![CDATA[Vida urbana ou Rural]]> https://tempoprofetico.com.br/vida-urbana-ou-rural/ Thu, 10 Sep 2020 03:57:10 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1679

    Chegou a hora de deixar as cidades e viver no campo?

    Quando Deus criou Adão e Eva, colocou-os no Jardim do Éden e os abençoou com as seguintes palavras: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra!” (Gn 1:28, NVI). Aquele jardim “era uma representação do que Deus desejava se tornasse a Terra toda” (Ellen G. White, Educação, p. 22).

    Após a queda, a população da Terra cresceu significativamente e começaram a surgir as cidades. Josué, sob a direção de Deus, distribuiu os assentamentos de Canaã entre as tribos israelitas (Js 13–21). Eventualmente, Jerusalém se tornou o centro religioso de Israel e a cidade na qual o Senhor colocou o Seu nome (2Sm 7:13; 2Rs 21:4). O próprio Deus é o “Arquiteto e Edificador” da Nova Jerusalém (Hb 11:10; Ap 21:2, 10), que será nosso “lugar de descanso” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 287; Vida e Ensinos, p. 236).

    E quanto às cidades do nosso mundo no tempo do fim? Como devemos agir em relação a elas? Pesquisando a Bíblia e os escritos de Ellen White, nota-se uma tensão intrigante entre morar nas cidades e deixar as cidades. Vamos refletir brevemente sobre essa tensão.

    MORAR NAS CIDADES

    A Bíblia menciona pessoas fiéis que moravam em cidades. José, por exemplo, foi o primeiro-ministro na corte do faraó e deve ter morado na capital (Gn 41:44; 44:4). Daniel e seus companheiros serviram na corte da Babilônia (Dn 2:49; 6:1-3). Paulo, como missionário itinerante, ia de cidade em cidade (At 20:18-24), e finalmente morou dois anos inteiros em uma casa alugada em Roma (cf. At 28:16, 30).

    Jesus disse aos Seus discípulos que Jerusalém seria destruída e que teriam de fugir (Lc 21:20, 21). Eles não deixaram a cidade para proteger sua própria espiritualidade. Ao contrário, permaneceram lá e pregaram o evangelho de forma tão convincente que até o grande sacerdote reconheceu: “Vocês encheram Jerusalém com sua doutrina” (At 5:28, NVI). Somente uma perseguição severa expulsou muitos deles da cidade, permitindo que pregassem o evangelho em outros lugares (At 8:1, 4). Diante dos eventos finais, não há desculpa hoje para sermos menos corajosos e menos intencionais.

    Ellen White declarou em 1888: “A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Deus do que a que assinalou o seu início. […] Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Sobre toda a Terra, a advertência será dada por milhares de vozes” (O Grande Conflito, p. 611, 612).

    Ellen White, inclusive, apelou para que famílias trabalhassem nas cidades. Em 1892, ela escreveu: “Muitos nos Estados Unidos que podem devem mudar com sua família para diferentes povoados e cidades e lá elevar o estandarte da verdade” (Manuscript Releases, v. 12, p. 331). Em 1908, ela incentivou as pessoas a mudar das cidades, embora reconhecendo que “alguns devem permanecer nas cidades para dar a última nota de advertência” (Ministério Para as Cidades, p. 112). Em 1910, ela acrescentou: “Não é tempo agora de se estabelecerem colônias. A obra deve ser levada rapidamente de cidade em cidade” (p. 146).

    DEIXAR AS CIDADES

    A Bíblia também menciona famílias que se mudaram de cidades para áreas mais remotas. Abraão e sua família, por exemplo, foram de Ur dos Caldeus para a terra de Canaã (Gn 11:31; 12:1-4). Ló e suas duas filhas deixaram Sodoma e habitaram nas montanhas próximas a Zoar (Gn 19:15-17, 30). Quando o cerco romano foi provisoriamente interrompido (Lc 21:20, 21), os cristãos que moravam em Jerusalém deixaram a cidade, seguindo o alerta de Cristo. Como resultado, nenhum deles pereceu (O Grande Conflito, p. 30, 31).

    Por muitos anos, Ellen White incentivou os membros da igreja a se mudarem das cidades para as áreas rurais (veja o livro Vida no Campo). Em 1906, ela afirmou: “Conforme o tempo avança, cada vez mais terá nosso povo de sair das cidades. Durante anos temos recebido a instrução de que nossos irmãos e irmãs e especialmente as famílias que têm filhos devem fazer planos para abandonar as cidades, conforme diante deles se abrir o caminho para fazê-lo” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 360).

    Além de saúde e benefícios espirituais, o ambiente no campo afasta as famílias da influência destruidora das grandes cidades. Ellen White explicou: “O inimigo da justiça tem todo tipo de prazer preparado para os jovens em todas as circunstâncias da vida; e elas não se apresentam apenas nas grandes cidades, mas em todo lugar habitado por seres humanos” (Mensagens aos Jovens, p. 407, 408). “Mas, nas grandes cidades, seu poder sobre as mentes é maior e suas redes para enlear os pés dos incautos são mais numerosas” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 423).

    A decisão de sair das cidades é uma escolha particular e da família; ninguém deve forçar ninguém. Deve ser considerada com oração, levando em conta todas as condições e implicações, aconselhando-se com outros e seguindo fielmente o que a consciência indicar.

    Chegará o tempo em que essa mudança será imperativa. “Como o cerco de Jerusalém pelos exércitos romanos era o sinal de fuga para os cristãos judeus”, escreveu Ellen White, “assim o arrogar-se nossa nação o poder para decretar obrigatório o dia de repouso papal será uma advertência para nós. Será então tempo de deixar as grandes cidades, passo preparatório para sair das menores para lares retirados em lugares solitários entre as montanhas” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 464, 465; Testemunhos Seletos, v. 2, p. 166)

    Uma mudança bem planejada da cidade para uma área rural pode nos aproximar do plano original de Deus para a humanidade. Mas nunca deve enfraquecer nossos esforços missionários nem nos levar a uma forma egocêntrica de religião. Nossa missão para as cidades não está terminada e não podemos nos tornar Jonas modernos (cf. Jn 1:1-3).

    Na verdade, devemos nos guiar pelo compromisso incondicional de Paulo: “Todavia, não me importo [com as prisões e tribulações], nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus” (At 20:24).

    ALBERTO R. TIMM é diretor associado do Patrimônio Ellen G. White, em Silver Spring (EUA)

    (Artigo publicado na edição de agosto de 2020 da Revista Adventista / Adventist World)]]>
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    <![CDATA[Os últimos Mensageiros]]> https://tempoprofetico.com.br/os-ultimos-mensageiros/ Thu, 10 Sep 2020 03:59:17 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1683

    As publicações contendo o evangelho eterno irão preparar o mundo para a obra de selamento

    Qual é o futuro dos livros e revistas impressos? Qual será a relevância da informação distribuída em papel e tinta para a geração de nativos digitais? Perguntas como essas têm trazido preocupação a grande parte dos profissionais do ramo editorial. Mas, enquanto muitos olham para a crise, outros vislumbram as oportunidades. Isso é o que faz Lemuel Olán Jiménez, no livro A Última Voz (CPB, 2020, 128 p.). Ele, porém, não focaliza as possibilidades de expansão do negócio editorial, mas vê sobretudo o papel de destaque das publicações cristãs nos momentos finais da história da Terra.

    Segundo o autor, os livros impressos com a mensagem bíblica não deixarão de existir. Isso por um simples motivo: eles terão uma função essencial nos eventos ligados ao fim como os últimos mensageiros de Deus ao mundo. Sua convicção está solidamente alicerçada na compreensão adventista sobre os eventos finais. Um ponto fundamental para compreender a obra são as profecias apocalípticas de um acirramento do grande conflito entre o bem e o mal, em que o povo de Deus será perseguido e boicotado (ver Ap 13) antes da libertação sobrenatural por ocasião da segunda vinda de Cristo.

    Em um futuro cenário de censura à pregação do evangelho eterno, Jiménez argumenta que a pregação pública e por meios eletrônicos e digitais estará proibida ou bloqueada. Nesse cenário, os livros que forem distribuídos até aquele momento serão os últimos pregadores. Eles irão atuar preparando o mundo para a obra divina de selamento, em que cada pessoa poderá escolher entre obedecer aos mandamentos de Deus ou aos decretos humanos.

    Essa compreensão escatológica tem, segundo o autor, um desdobramento bastante prático e urgente: a igreja precisa distribuir o maior número possível de publicações para o maior número de pessoas, e isso o mais rapidamente possível. De acordo com Ellen White, “aproximamo-nos rapidamente do fim. A impressão e circulação dos livros e revistas que contêm a verdade para este tempo devem ser nossa obra” (O Colportor-Evangelista, p. 5).

    Jiménez não minimiza a importância da integração de mídias e de todas as formas de evangelismo na atualidade, mas alerta para o fato de que o cenário profetizado sobre os acontecimentos finais deve fazer a igreja multiplicar esforços para distribuir livros, a exemplo do que ocorre na América do Sul, no Impacto Esperança, que em mais de dez anos tem levado literatura missionária a cada família em oito países que compõem seu território. Segundo o autor, o tempo de evangelizar com publicações é agora.

    Vale a pena ler o material, alcançar novas perspectivas sobre o assunto e, acima de tudo, engajar-se nessa missão.

    TRECHOS

    “A fim de salvar o mundo dos enganos fatais do tempo do fim, este livro sugere não só o que devemos fazer, mas também quando, como e por que isso precisa ser feito. Deus nos concedeu a maior oportunidade do mundo para esta época” (p. 26).

    “Se decidirmos acabar com algo, é porque vemos seu perigo em potencial. Toda a perseguição contra os livros ao longo da história é uma demonstração de que a literatura tem poder” (p. 82).

    GUILHERME SILVA é pastor e editor de livros na Casa Publicadora Brasileira

    (Resenha publicada na seção Estante da edição de agosto de 2020 da Revista Adventista)]]>
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    <![CDATA[Além de conspirações e suposições especulativas]]> https://tempoprofetico.com.br/alem-de-conspiracoes-e-suposicoes-especulativas/ Thu, 10 Sep 2020 10:23:46 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1688 Importante é compreender a essência ou propósito da voz profética, tanto de uma perspectiva bíblica quanto da voz inspirada e inspiradora nos escritos de Ellen White.[/caption] A compreensão correta da voz profética bíblica, defendida pelos adventistas, é uma aliada importante contra suposições especulativas quanto ao futuro. Que ano de desafios inesperados! A Covid-19 nos pressionou para mudar a maneira como vivemos e trabalhamos. O impacto global, cenas apocalípticas de tristeza e desgraça, perda de vidas, instabilidade na economia e na política aumentaram nossos medos. Infelizmente, muitos entraram na onda da teoria da conspiração, criando uma série de suposições especulativas sobre o futuro. Nos últimos três meses, as perguntas que recebi sobre os eventos finais me fizeram pensar se verdadeiramente acreditamos que Deus está no controle de nosso futuro ou apenas na fantasia de suposições especulativas. As redes sociais estão cheias de tópicos que parecem ter a intenção de assustar as pessoas para o céu. Citações dos escritos de Ellen White são usadas fora de contexto para apoiar conjecturas pessoais. Essas perguntas me desafiaram a examinar a essência ou propósito da voz profética, tanto de uma perspectiva bíblica quanto da voz inspirada e inspiradora nos escritos de Ellen White. Leia também:

    Perspectiva bíblica

    A Bíblia descreve um propósito específico para a voz profética. Primeiro, a voz profética fornece um caminho de foco seguro e inspirador que nutre nossa vida espiritual. Ela transmite conforto, encorajamento e esperança garantidos na fidedignidade da mensagem profética (1 Coríntios 14:3; 2 Pedro 1:19). Em segundo lugar, a essência, ou o coração da voz profética, revela a visão panorâmica dos atos salvadores de Deus por meio de Jesus. Afasta a mente humana do medo de eventos impulsionados pela fantasia de interpretações variadas. Em vez disso, chama a atenção para o evento culminante — o evento messiânico (1 Pedro 1:10-12). Terceiro, ela oferece um ambiente para mudança transformacional, que motiva os crentes a recapturar a profundidade do amor incompreensível e do cuidado de Deus em lugares onde nossas vidas se tornam difíceis e não conseguimos ver Deus agindo (1 Pedro 1:18-21; Isaías 40:9-11). Não é de admirar que a convicção de Pedro sobre a confiabilidade da voz profética vá além do quadro de ideias especulativas. “De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; pelo contrário, nós fomos testemunhas oculares da sua majestade” (2 Pedro 1:16, NVI). O relato de Pedro afirma a credibilidade das promessas infalíveis de Deus.

    A comunicação reveladora de Deus

    Ao comentar sobre o propósito da intenção comunicativa de Deus em Hebreus 1:1-3, o teólogo F. F. Bruce afirma: “Se Deus tivesse permanecido em silêncio, envolto em densa escuridão, a situação da humanidade teria sido realmente desesperadora; mas agora Ele falou Sua palavra reveladora, redentora e vivificante, e na Sua luz nós vemos luz”.1 Ele expande seu pensamento ainda mais profundamente, afirmando que “a revelação divina é, portanto, considerada progressiva — mas a progressão não é de menos verdadeira para mais verdadeira, de menos digna para mais digna, ou de menos madura para mais madura… . A progressão vai da promessa ao cumprimento”. O envolvimento de Deus na vida humana abrange o desenvolvimento mais amplo da promessa messiânica dada a Adão e Eva no contexto de medo e confusão (Gênesis 3:15). Ao tocar a impureza da vida humana, Deus providenciou conforto e encorajamento fluindo de Sua presença garantidora e a esperança embutida na promessa messiânica. O propósito contínuo das vozes proféticas lembrou as pessoas sobre a confiabilidade da promessa de Deus e as desafiou a acomodar uma perspectiva visionária da esperança messiânica (Isaías 42:5-7). Chegou um momento em que, por meio de Jesus, Deus tocou a impureza da vida humana novamente para transmitir conforto, encorajamento e esperança. Não é de se admirar que, no contexto de Seu retorno prometido (João 14:1-3), Jesus disse: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo” (João 14:27, NVI). É tão fácil perder o foco no elemento central da fé cristã, ou seja, toda a riqueza da profundidade espiritual embutida em Jesus, o Messias prometido (2 Pedro 1:3, 4). A narrativa de Jesus é o eixo de conforto, encorajamento e esperança cristãos. Aqui se encontra a essência da voz profética, que desdobra a visão panorâmica dos atos salvíficos de Deus. A história messiânica afasta a mente humana do medo de eventos, movida pela fantasia de interpretações variadas. Em vez disso, ela nos desafia a recapturar a profundidade do amor e do cuidado incompreensíveis de Deus, que gentilmente nutre a fé nos lugares onde a vida se torna difícil. Essa voz continua a lembrar a igreja sobre a fidedignidade da volta prometida de Cristo (Hebreus 10:35–37) arraigada na autoridade confiável da Bíblia (2 Timóteo 3:16; 2 Pedro 1:16, 17). Perspectiva de Ellen White Por que foi conveniente para Deus levantar uma voz profética no século XIX? Quão relevante é essa voz para a jornada contínua de fé? Ellen White claramente compreendeu a essência de sua voz profética. Em 1901, ela escreveu: “O Senhor deseja que estudeis a Bíblia. Ele não deu alguma luz adicional para tomar o lugar de Sua Palavra”.2 Além disso, ela entendeu sua relação com a autoridade da Bíblia. “O Espírito não foi dado — nem nunca o poderia ser — a fim de sobrepor-Se à Escritura; pois esta explicitamente declara ser ela mesma a norma pela qual todo ensino e experiência devem ser aferidos.”3 Sua voz encorajou o movimento a mergulhar a experiência de vida no poder da Palavra de Deus. “Senti-me impelida a incitar a todos da necessidade de pesquisar as Escrituras por conta própria, para que conheçam a verdade, e possam discernir de forma mais clara a compaixão e amor de Deus…. Há uma grande verdade central, que sempre devemos conservar em mente, no estudo das Escrituras: Cristo, e Ele crucificado.”4 Sua voz moldou um quadro motivacional e inspirador do propósito designado por Deus para a vida cristã. Ela convocou o movimento sinuoso a viver uma vida de relação espiritual, ancorada nos ensinos de Jesus, e a demonstrar ao mundo o impacto transformador da graça de Deus. Finalmente, sua ênfase no amor de Deus e na confiabilidade de Suas promessas buscou inspirar uma vida espiritualmente missionária. No contexto de sua compreensão progressiva do amor incondicional de Deus pelo mundo, expresso por meio de Jesus, Ellen White expandiu a visão da missão. Foi além da proclamação de doutrinas distintivas específicas. A partir de 1900, Ellen White pediu um envolvimento inclusivo na missão, que “não será feito meramente pela pregação da Palavra, mas por obras de amorável serviço”.5 O desafio para um envolvimento inclusivo era um chamado para pastores, médicos, enfermeiros, professores, alunos e pessoas de todas as profissões e posições sociais para compartilhar o conhecimento de Jesus.6 A voz profética de Ellen White se concentra em Jesus e fornece uma visão da aplicação prática da fé. “A obra que Cristo veio realizar em nosso mundo não era para criar barreiras e constantemente impor sobre as pessoas o fato de estarem erradas. Embora Ele fosse judeu, Ele Se misturava livremente com os samaritanos, desprezando os costumes farisaicos de Sua nação. Em face de seus preconceitos, Ele aceitou a hospitalidade dessas pessoas desprezadas. Ele dormia com eles sob seus tetos, comia com eles em suas mesas — partilhando da comida preparada e servida por suas mãos — ensinou em suas ruas e tratou-os com a maior bondade e cortesia.”7 Sua voz desafia a igreja a se afastar de uma suposição especulativa sobre o futuro, resultante de uma resposta reacionária aos eventos atuais. Em vez disso, convoca o movimento para recuperar o poder da graça transformadora de Deus, para manter uma confiança implícita em Suas promessas infalíveis e para esperar com plena confiança por Seu retorno. “Por isso, não abram mão da confiança que vocês têm; ela será ricamente recompensada. Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que ele prometeu; pois em breve, muito em breve ‘Aquele que vem virá, e não demorará’” (Hebreus 10:35-37, NVI). Além disso, sua voz enfatiza que “No[s] tempo[s] de confusão e angústia que se acha diante de nós, um tempo de dificuldade como nunca houve desde que existe nação, o Salvador enaltecido será apresentado às pessoas em todas as terras, para que todos que O contemplarem com fé possam vive”.8  A versão original desse artigo foi postada pela Adventist Record.
    Referências:
    1. F. F. Bruce, The Epistle to the Hebrews (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2012), 1, 2.
    2. Ellen G. White, Carta 130, 1901, p. 1, em Mensagens Escolhidas, Vol. 3, (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, ????), p. 29.
    3. Ellen G. White, O Grande Conflito (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1911), p. 9.
    4. Ellen G. White, “Circulation of the Great Controversy,” Ms. 31, 1890, § 14.
    5. Ellen G. White, Medicina e Salvação, (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, ????), p. 263.
    6. Ellen G. White, “How Much Owest Thou Unto My Lord?” Ms. 79, May 1, 1899.
    7. Ellen G. White, “Our Duty Toward the Jews,” Ms. 87, August 16, 1907.
    8. Ellen White, Testemunhos para a Igreja, Vol. 8 (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), p. 50
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    <![CDATA[O Tempo do fim Sinais do fim – todos de uma vez]]> https://tempoprofetico.com.br/o-tempo-do-fim-sinais-do-fim-todos-de-uma-vez/ Tue, 15 Sep 2020 00:36:39 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1692

    Estamos vivendo em tempos difíceis. As tragédias naturais, o comportamento vergonhoso de muitas pessoas, como a moral decadente a falta de honestidade levam muitos a desanimar da virtude e perder a esperança. No entando ainda há esperança para a humanidade: Jesus prometeu que vai voltar! (João 14:1-3) Abaixo leia um artigo que apresenta os principais sinais da volta de Jesus: "Quando são mencionados os sinais da volta de Jesus, algumas pessoas respondem mais ou menos assim: “Terremotos, fome e violência sempre existiram.” É verdade, muitas dessas mazelas sempre existiram, desde que Adão e Eva foram expulsos do paraíso após desobedecerem a Deus. Ao que tudo indica, terremotos são efeitos secundários do dilúvio, que causou a fragmentação da crosta terrestre em grandes placas mais ou menos instáveis. O que muitos não estão se dando conta é da intensidade e ocorrência simultânea de todos os sinais numa mesma época. É como as dores do parto que vão se tornando mais intensas e sentidas a intervalos cada vez menores à medida que vai chegando o momento de dar à luz. Jesus breve voltará para dar fim à história de pecado e para enxugar dos olhos toda a lágrima (Ap 21:4). A Revista do Ancião (CPB) de abril-junho de 2011 traz um esboço de sermão interessante preparado por Frank Breaden, da Austrália. O título é “Dez Grandes Sinais da Volta de Jesus”. Confira a lista: 1. O sinal dos “escarnecedores” (2Pe 3:3, 4). Pedro anunciou que as condições prevalecentes nos “últimos dias” seriam de descrença a respeito dos sinais da vinda de Cristo. Sem dúvida, isso é verdade hoje. Cada escarnecedor moderno é um sinal que fala e se move. O cristão pode dizer ao escarnecedor: “Amigo, Pedro fez uma predição a seu respeito. Você é um dos últimos sinais que estou vendo!” 2. O sinal da “guerra” (Mt 24:6, 7). O século 20 testemunhou as duas maiores guerras da história (1914-1918; 1939-1945). No total, mais de 70 milhões de pessoas morreram, ficaram feridas ou desapareceram). O século 20 foi o mais sangrento já registrado. [E as guerras continuam...] 3. O sinal da “fome” (Mt 24:7). Os últimos cem anos testemunharam quatro das maiores fomes de toda a história (Rússia 1921, 1933; China 1928-1930; Bangladesh 1943-1944. Estima-se que cerca de 20 milhões de pessoas morreram). [Leia mais aqui.] 4. O sinal da “pestilência” (Mt 24:7). O século passado testemunhou também uma das maiores pestilências de toda a sua história (“Gripe Espanhola” de 1918. Estima-se 21 milhões de vítimas). [Isso sem contar o iminente risco da superbactéria.] 5. O sinal dos “terremotos” (Mt 24:7). O último século ainda testemunhou dois dos maiores terremotos da história (China, 1920, 180 mil mortos; Japão, 1923. Total de feridos 1,5 milhão, dos quais 200 mil morreram). O terremoto no Japão foi descrito na ocasião como a “maior catástrofe desde o dilúvio”. [Faltou mencionar os terríveis terremotos do Haiti, no ano passado, e o quarto maior terremoto da história, ocorrido neste mês, no Japão, com intensidade máxima de 9 graus na escala Richter.] 6. O sinal dos “tempos difíceis” (2Tm 3:1-3). A despeito dos equipamentos mais engenhosos e caros para combater o crime, a violência, assassinato, roubo e estupro, estes estão aumentando em proporções alarmantes. Os governos podem restringir, mas não eliminar esses problemas. 7. O sinal do “temor” (Lc 21:25-26). Desde o advento da bomba nuclear, nosso sonho de paz e segurança se transformou em terrível pesadelo, quando o grande conhecimento que os seres humanos adquiriram deveria lhes garantir segurança. [O terrorismo crescente também gera medo.] 8. Sinal dos “Dias de Noé” (Mt 24:37-39). Nos dias de Noé, o avanço e grande conhecimento da civilização foram ofuscados pela violência desenfreada e pela escandalosa imoralidade. O mesmo ocorre hoje. [Mundo torto.] 9. O sinal do “evangelho” (Mt 24:14). Durante os últimos anos, por meio da página impressa, da internet, rádio e televisão, a pregação do evangelho em escala mundial se tornou uma possibilidade real. Um único homem pode atingir uma audiência de dezenas e mesmo centenas de milhões de pessoas! A Bíblia está traduzida em mais de 1.300 línguas e é distribuída a uma média de 100 milhões de cópias por ano. 10. O sinal “estas coisas” (Lc 21:28-32). Quando confrontadas com a impressiva relação de sinais, algumas pessoas argumentam: “Mas crimes, guerras, terremotos e pestilências sempre ocorreram. Não há nada de anormal nisso; portanto, como tratá-las como sinais? Além do mais, pessoas sinceras no passado esperaram a volta do Senhor em seus dias e foram desapontadas. Elas interpretaram mal os sinais. Não poderíamos estar cometendo o mesmo equívoco?” Aqueles que levantam essa objeção deixam de considerar uma diferença muitíssimo significativa entre a nossa geração e as gerações passadas: hoje, pela primeira vez, desde que Jesus ascendeu ao Céu, todos os principais sinais preditos para o tempo do fim estão sincronizados! Um ou mais desses sinais podem ter ocorrido nas gerações passadas, mas nunca todos eles ocorreram simultaneamente, como vemos hoje! Conclusão 1. Jesus nunca nos pediu que crêssemos na proximidade de Sua vinda com base apenas em um sinal. Um floco de neve não provoca uma avalanche. Mas quando todos os sinais rapidamente se multiplicam, dando assim seu testemunho acumulado, se transformam em uma avalanche de irresistível poder. Portanto, inequivocamente esses sinais da vinda de Cristo não deixam margem para que pessoas inteligentes deixem de reconhecê-los. São tão claros como se Deus estivesse falando por intermédio dos trovões ou se estivesse escrevendo em letras gigantescas no céu! 2. Por que você imagina que Deus nos deu a oportunidade de ouvir essas maravilhosas boas-novas? Para que pudéssemos “discernir os sinais dos tempos” e estar prontos para receber Jesus com avidez e alegria. 3. Lucas 21:28: “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça; porque a vossa redenção está próxima.”
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    <![CDATA[Ano Novo, Esperança Renovada]]> https://tempoprofetico.com.br/ano-novo-esperanca-renovada/ Tue, 15 Sep 2020 00:44:48 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1696

    A celebração do ano novo é também chamada réveillon, termo oriundo do verbo francês réveiller, que em português significa “despertar”. Este sempre é um momento de grande reflexão. Paramos, analisamos, e planejamos. Os últimos dias do ano nos trazem a sensação de que as coisas poderão mudar; se más para melhor, se já estão bem, pensamos que o novo ano trará consigo muitas alegrias. Milhares estão felizes com as festas de fim de ano. Organizando jantares, almoços. Estes são geralmente momentos inesquecíveis, a família e amigos reunidos para comemorar a esperança de dias melhores. Desde criança, aprendi a apreciar muito essas comemorações, os sorrisos, os abraços, o colo da minha avó querida, os tios e primos, todos reunidos. Quantas alegrias presenciei ao longo de minha vida nas festas de fim de ano. A expectativa do reencontro era tão grande que jamais, nenhum pensamento de descontentamento ou de tristeza veio à mente. A verdade, no entanto, é diferente. Enquanto muitos corações se alegram por reverem seus entes queridos, muitos outros estão em prantos pela perda. Enquanto muitos estão em volta de uma belíssima mesa desfrutando uma deliciosa refeição, tantos outros nada têm. Pode parecer piegas e mesmo desconfortante falar de tristeza neste momento, “um estraga prazer”. Mas fico pensando como vou comemorar o novo ano, se o coração do meu pai está em frangalhos? Seu irmão caçula, o mais querido, mais próximo, faleceu depois de uma fatalidade. Um acidente na BR 020, ele estava retornando de férias, ansioso para chegar em casa, no trevo da BR um carro cruzou na frente do seu e nada pode ser feito. Naquele carro havia uma grande família composta por seis pessoas, nenhuma suportou a tragicidade do acidente. Tudo isso me leva a pensar em tantos outros casos como este, de morte, ou mesmo de doença, em que pessoas estão sofrendo. Parece contraditório, ano novo, esperança de melhoras, mas as lágrimas insistem em cair. Por mais que tente conte-las, nada pode ser feito. Quantas famílias estão neste momento enfrentando a dor, a doença. Quantos estão sofrendo pelo descaso, pela falta de amor. Sabe, a verdade é que este precisa ser o momento de parar e pensar nestas coisas sim. É tempo de verdadeiramente refletirmos sobre o nosso mundo, nossa sociedade, pensar no ser humano, e ver que muitas coisas não estão indo bem. Este é certamente o tempo de renovarmos as nossas esperanças, não no novo ano, com suas novidades, mas em Deus, nossa grande esperança de glória eterna. Desde criança aprendi que no Céu, não haverá lágrimas, e desde então, sempre tenho trazido comigo está belíssima passagem: “E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” (Apocalipse 21: 1-4). Tenho esperado ansiosamente por este dia, ali, todas as razões serão esclarecidas, toda dor removida e todas as alegrias restauradas. Recentemente, o Quarteto Arautos do Rei lançou uma música que fala exatamente da alegria que muitos estão hoje aguardando: “Mal posso esperar pra herdar, então, meu lar Conforme a promessa pela qual lutei Rever os meus amados, que em Cristo descansaram E ao grande coro quero me unir E juntos celebrar Jesus...” Pelas páginas da Bíblia, “Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o orgulho deles é canseira e enfado, pois cedo se corta e vamos voando. Quem conhece o poder da tua ira? Segundo és tremendo, assim é o teu furor.Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios” (Salmos 90: 10-14); “E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:3), como também nas belíssimas melodias, podemos renovar nossas forças, pois temos a certeza que ainda há esperança. Esta precisa ser a razão de nossa alegria, mesmo que as lágrimas insistam em rolar, renove suas esperanças nAquele que um dia voltará e nos libertará desse julgo de dor e sofrimento. Este é o momento de nos alegrarmos, pois com o despertar de mais um ano, temos a certeza que nossa redenção se aproxima.
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    <![CDATA[Ele vai voltar]]> https://tempoprofetico.com.br/ele-vai-voltar/ Tue, 15 Sep 2020 00:46:04 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1700

    “Sê fiel até a morte, e Eu te darei a coroa da vida” Apocalipse. 2:10. A primeira certeza que Deus deu a Adão e Eva antes mesmo de pecarem foi: Se vocês pecarem, certamente morrerão. Longe de ser uma ameaça, Deus, como Pai amoroso e preocupado com a felicidade e bem-estar de Seus filhos, apenas adiantou a consequência da desobediência. Em função de não sermos eternos, não temos como imaginar o desespero, a angústia e a tristeza pela qual passaram nossos primeiros pais, quando compreenderam o que perderam ao desobedecerem. A partir do momento em que foram criados, Adão e Eva receberam a promessa de viverem felizes por um tempo sem fim, desde que permanecessem fiéis. Hoje, entretanto, temos uma clara percepção do que é o oposto da vida - a morte. Desde que nascemos essa é a primeira certeza que temos, mas não precisa ser a última. Quando Jesus veio a esta terra deixou isso muito claro ao afirmar que o motivo principal de sua vinda era “para que todo aquele que Nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Veja que a promessa é condicional: aquele que crer. Você crê? Certa vez um pai precisou fazer uma viagem separando-se de sua família por um pouco de tempo. Os filhos não queriam ficar distantes do pai. Vendo a tristeza nos olhinhos das crianças aquele pai deixou várias cartas, uma para cada dia de sua ausência. Quando viajou, todos os dias, antes de dormir, a mamãe lia a carta daquele dia para seus filhos, e por alguns momentos eles podiam sentir como se o pai estivesse ali com eles. No final de cada carta sempre tinha um “ps” que dizia: Podem confiar, eu já estou voltando! Jesus também prometeu voltar, e enquanto Ele não vem para nos dar a vida eterna, Ele deixou por escrito uma carta que nós podemos ler todos os dias e que tem sempre um “ps” que diz: Meu filho, Eu já estou voltando! Até esse dia chegar, não há muitas coisas que precisamos ter em mente, na realidade, há apenas uma: prestar atenção à voz do Pai. Não há muitas decisões que precisamos tomar, na realidade, há apenas uma: buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e Sua justiça. E não há muitas tarefas que precisamos fazer, na realidade, há apenas uma: obedecer a Deus em todas as coisas. Continue sendo fiel, pois a promessa já foi feita: “Sê fiel até a morte, e Eu te darei a coroa da vida” (Ap. 2:10).
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    <![CDATA[Lágrimas no céu]]> https://tempoprofetico.com.br/lagrimas-no-ceu/ Tue, 15 Sep 2020 00:50:38 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1704

    “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima.” Apoc. 21:4 Este é um dos textos mais confortadores e tocantes da Bíblia. Imagine Deus mesmo tomando Seus filhos nos braços a fim de confortá-los e com Suas mãos, como um pai que muito ama seu filho, enxugando-lhe as lágrimas e dizendo: "Não haverá mais morte, pranto ou dor [Meu filho] tudo já passou... eis que faço novas todas às coisas" (Apoc.21:4,5) não chore mais. Quando medito no contexto dessa promessa vejo o que ocorrera após João ter visto novo céu e nova terra. Minha mente transporta-se para a cena ali descrita. Estaremos no céu, usufruindo das maravilhas dos primeiros momentos da eternidade. Vamos abraçar nossos companheiros de jornada com tanta alegria que as palavras são insuficientes para descrever. Encontrando um, outro e outro, beijos e abraços, sorrisos de alegria, prazer, felicidade. Chegamos! Chegamos! Vencemos! Vencemos! Anjos comemorando conosco, mas... de repente... a lembrança: Onde está fulano? E aquele irmão que eu batizei? Aquele colega que se formou conosco? Aquela irmã diretora de...? Acredito então, que, ao sentirmos falta de pessoas que conhecemos e com quem convivemos por anos, (ao mesmo tempo em que desfrutamos as alegrias do céu), inevitavelmente as lágrimas nos virão aos olhos. Também, por estarmos conscientes que não poderão ali estar e que talvez fizemos tão pouco por elas. Não tivemos tanto amor quanto poderíamos, enquanto tivemos oportunidade. Aqueles momentos de êxtase e alegria transformam-se em lágrimas... Lembro dos momentos que chorei de tristeza pela perda de pessoas queridas, mas que não amei tanto quanto poderia ter amado. O vazio da inexistência delas dói. Há uma música secular que diz: “... é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã...” Como se amanhã elas não fossem mais existir. Ame as pessoas. Amar é tratar bem, ter boas palavras, consideração, compadecer-se, fazer qualquer coisa boa por elas, perdoar, ser amigo, sorrir, ser dócil, agradável etc. E.G.White diz: “amanhã, talvez, algumas dessas pessoas estarão onde nunca mais as poderemos alcançar.” MM 2009, 249 . Ame! Se você não conseguir salvá-las, Deus vai compreender sua dor. Talvez você olhará para o Pai e dirá: Senhor, eu poderia ter feito algo mais para salvá-las. Então Deus lhe enxugará dos olhos toda lágrima. Portanto meu querido, saia hoje disposto a amar um pouco mais as pessoas, isso poderá fazer diferença pela eternidade.
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    <![CDATA[Sinais do fim: "Exultai e levantai a vossa cabeça..."]]> https://tempoprofetico.com.br/sinais-do-fim-exultai-e-levantai-a-vossa-cabeca/ Tue, 15 Sep 2020 00:52:04 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1708

    Nos últimos anos fenômenos assustadores da natureza vem se sucedendo cada vez mais intensamente. O que esta acontecendo com a natureza? Onde vamos parar? Qual a solução? Estaríamos caminhando para o colapso? O homem tem danificado a terra através de suas ações. Por isso todos estes eventos são sinais do fim. Jesus profetizou que estes fenômenos marcariam a época em que Ele voltaria à Terra (Mateus 24) e os comparou com as contrações de uma mulher que está para dar a luz. Quanto mais intensas e freqüentes mais perto o dia que o filho chegará. “A mulher, quando está para dar à luz, tem tristeza, porque a sua hora é chegada; mas, depois de nascido o menino, já não se lembra da aflição, pelo prazer que tem de ter nascido ao mundo um homem.” João 16:21 “Esse tempo está às portas. Hoje, os sinais dos tempos declaram que nos achamos no limiar de grandes e solenes acontecimentos. Tudo em nosso mundo está em agitação. Ante os nossos olhos cumpre-se a profecia do Salvador relativa aos acontecimentos que precedem Sua vinda: "Ouvireis de guerras e de rumores de guerras. ... Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares." Mateus 24:6 e 7.” Educação, 179. Somente nos últimos dias os meios de comunicação anunciaram tragédias que revelaram mais uma vez que estes sinais estão se cumprindo diante de nós. Na Bahia, 91 cidades estão em emergência: 41 devido à seca e 50 por causa da chuva. "O volume de precipitações na cidade, nesse período, é o maior dos últimos 39 anos, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) da Bahia. As chuvas recentes provocaram estragos e mortes, em consequência de desabamentos. Somente em 1971 se verificou um volume de chuvas parecido. (...)" "Das 266 cidades situadas no semiárido, diz o superintendente, 160 enfrentam anualmente um período forte de estiagem. (...) Conforme o superintendente, são quase 3 milhões de pessoas submetidas a essa condição (...) No total, de acordo com números da Coordec, existem hoje 41 municípios em situação de emergência decretada devido à seca. Enquanto isso, 50 pedidos de decretos de situação de emergência devido à chuva, sendo que 42 já foram decretados pelo Estado." Chuvas deixam 34 mortos e 28 desaparecidos na China. "Pelo menos 34 pessoas morreram, 28 desapareceram e 12,4 mil tiveram de deixar suas casas entre sexta-feira (23/07) e sábado (24/07) por causa das enchentes e deslizamentos de terra provocados pelas chuvas torrenciais que atingem a China. (...) Na sexta-feira, os dados oficiais registravam 742 mortos e 367 desaparecidos. (...) No sábado, outro incidente atingiu a província de Shaanxi, onde 9,3 mil pessoas foram evacuadas depois que um rio transbordou. (...) Este é o ano com mais tragédias desde 1998, quando morreram milhares de pessoas." (Terra) No Peru a população sofre com onda de frio que chega -24°C. "Centenas de pessoas - quase metade delas crianças muito jovens - morreram de doenças relacionadas ao frio, como pneumonia, nas regiões montanhosas do sul do Peru, onde a temperatura tem atingido -20°C. As populações rurais pobres, que vivem 3.000 metros acima do nível do mar, são as mais afetadas." (Terra) Enquanto isso terremoto de 6 graus atinge as Ilhas Samoa, na Oceania "Um terremoto de 6 graus na escala Richter atingiu as Ilhas Samoa na madrugada deste domingo (25/07), 16h39 de sábado pelo horário local segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). O epicentro do tremor foi registrado a 237 km de Apia, capital da Samoa, com 41,2 km de profundidade. (...) Em setembro de 2009, um terremoto de 7,9 graus provocou um tsunami que arrasou povos litorâneos e deixou quase 250 mil desabrigados em Samoa e na vizinha Tonga." (Terra) Taiwan também foi sacudida por um tremor de 5,4 graus. "O terremoto balançou Taiwan na madrugada deste domingo (25/07), às 11h52 pelo horário local, 0h52 pelo horário de Brasília. O tremor foi registrado a 30 Km de T'ai-tung e a 260 Km da capital Taipei. O epicentro ocorreu a 29,9 Km de profundidade do solo. Até o momento, não há informações sobre danos, feridos ou mortos. (...) Em 21 de setembro de 1999, um tremor de magnitude 7,3 atingiu Taiwan e deixou mais de 2,4 mil mortos." (Terra) No Brasil abalos sísmicos têm sido mais detectados no Nordeste. "As cidades de Belém de Maria e Cupira, em Pernambuco, registraram mais de cem tremores de terra de baixa magnitude em um único dia. No mês anterior, os moradores de Alagoinha haviam sentido 50 tremores entre 1,8 e 3,2 graus na escala Richter. Já o terremoto de maior magnitude do ano, que atingiu 4,3 graus, ocorreu em janeiro, em Taipu, no Rio Grande do Norte, e foi sentido em um raio de 350 quilômetros." Ellen White escreveu que “as nações estão agitadas. Tempos de perplexidade se acham diante de nós. O coração dos homens está desmaiando de terror das coisas que sobrevirão ao mundo.” Eventos Finais, 19 “Em incêndios, em inundações, em terremotos, na fúria das grandes profundezas, nas calamidades por mar e terra, é transmitida a advertência de que o Espírito de Deus não agirá para sempre com os homens. Antes que o Filho do homem apareça nas nuvens do céu, tudo na natureza estará em convulsão.” Eventos Finais, 26 “Quão freqüentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades! Aparentemente essas calamidades são caprichosos desencadeamentos de forças da natureza, desorganizadas e desgovernadas, inteiramente fora do controle do homem; mas em todas elas pode ler-se o propósito de Deus. Elas estão entre os instrumentos pelos quais Ele busca despertar a homens e mulheres para que sintam o perigo. O mundo não está sem um governante. O programa dos sucessos futuros está nas mãos do Senhor.” Eventos Finais, 29,30 Por isso Paulo apela: “Irmãos, acerca dos tempos e das épocas não necessitais de que se vos escreva: porque vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite; pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão.” I Tessalonicenses 5:1-3. Mais do que nunca é chegada a hora de pregar. Depois de discursar sobre os sinais do fim (Mateus 24) Jesus mencionou que o último sinal antes de Sua vinda é a pregação do Evangelho. Ele disse que “este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim” Mateus 24:14. Portanto convido você a pregar o evangelho e a ter certeza da volta de Jesus. Ele disse: “Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção se aproxima” Lucas 21:28.
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    <![CDATA[SÓ NA VOLTA]]> https://tempoprofetico.com.br/so-na-volta/ Tue, 15 Sep 2020 00:53:10 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1712

    Certamente você já leu algumas frases escritas em pára-choques de caminhão. São a dita sabedoria popular. Algumas são engraçadas, outras profundas, superficiais e até impróprias. Entretanto, li noutro dia uma frase que me fez pensar. Dizia o seguinte: “Só na volta”. Fiquei pensando o mundo de interpretação que esta frase pode gerar. Só na volta o que? Só na volta eu te pago? Só na volta eu brinco com as crianças? Só na volta eu beijo a esposa? Só na volta...? Só na volta...? Tal frase me fez pensar numa das maiores promessas de Jesus: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” João 14:1-3. Quantos problemas enfrentamos hoje no mundo político, social, religioso e familiar! Quantos se perguntam: quando vai acabar o sofrimento? Ellen White escreveu que “a transgressão atingiu quase seus limites” S.C. p. 51. “O refreador Espírito de Deus está mesmo agora sendo retirado do mundo. Furacões, tormentas, tempestades, incêndios, inundações, desastres em terra e mar, seguem-se um ao outro em rápida seqüência.” S.C. p. 52. “Homens possuídos de demônios tiram a vida de homens, mulheres e crianças. Os homens têm-se enchido de vícios, e campeia por toda parte toda espécie de mal.” Além disso, “Satanás é diligente estudante da Bíblia. Sabe que seu tempo é curto e procura em todos os pontos opor-se à obra do Senhor na Terra”, sua estratégia é envolver o seu povo cada vez mais no pecado e mantê-lo em “estado de inatividade” SC. p. 54 Quando tudo isto vai acabar? Só na volta! Estamos vivendo às portas do retorno de Cristo. Quando este mundo escuro terá fim e terá lugar o raiar de um novo dia? Só na volta! Apesar de não sabermos o dia e a hora (Mt. 24:36), podemos estar certos de que estamos às portas da volta de Jesus. Os sinais clamam cada vez mais forte: Breve Jesus voltará! Neste cenário Deus tem “muitos milhares cujos joelhos não se dobraram a Baal”, e Ele “requer que Seu povo brilhe como luzes no mundo” S.C. p. 20. Isso aumenta nossa responsabilidade, uma vez que somos representantes de Cristo a fim de iluminar os que estão nas trevas do pecado. Deus nos chama para testemunhar através de um Estudo Bíblico, Pequeno Grupo, Classe Bíblica, Recepção da Igreja, Discipulado, entre outros. Porém, devemos também testemunhar através de nosso estilo de vida, usando roupas decentes, cuidando com as músicas que ouvimos, lugares que freqüentamos, aquilo que comemos, pela maneira honesta com que nos portamos nos negócios, em nosso relacionamento com a família e muitos outros. Muitos gostariam de trabalhar, todavia não sabem o que fazer nem como começar. Pastores foram chamados por Deus com o foco de ensinar a igreja a testemunhar. “Ensinem os ministros aos membros da igreja que, a fim de crescer espiritualmente, devem levar o fardo que o Senhor sobre eles pôs - o encargo de conduzir almas à verdade. Aqueles que não estão fazendo face a suas responsabilidades devem ser visitados, orando-se e trabalhando-se com eles.” Quando todo sofrimento acabará? Ellen White responde: “Se todos os que professam Seu nome produzissem fruto para Sua glória, quão depressa não estaria o mundo todo semeado com a semente do evangelho! Rapidamente amadureceria a última grande seara e Cristo viria recolher o precioso grão.” P.J. p. 69. Que este ano você possa influenciar um número cada vez maior de pessoas para semear a semente do evangelho.]]>
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    <![CDATA[As sete cabeças da besta de Apocalipse 17 podem ser 7 papas?]]> https://tempoprofetico.com.br/as-sete-cabecas-da-besta-de-apocalipse-17-podem-ser-7-papas/ Tue, 22 Sep 2020 06:34:48 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1721

    A reconhecida busca pela compreensão profética comum nas últimas décadas experimentou um aumento reconhecido e mesmo exponencial nos últimos meses. Envolventes exposições de certas porções apocalípticas têm impulsionado a forma de como a igreja e o mundo em geral deve interpretar o texto profético e seus símbolos. Aí temos o fator inovador do então movimento denominado de historicismo presentista. Tal movimento se considera historicista, ao mesmo tempo em que sugere uma “abordagem atualizada” de interpretação profética. Neste movimento é muito comum a particularização de elementos simbólicos na profecia bíblica. Por exemplo: a sugestão de que cabeças de um animal simbólico pode ser a representação de pessoas individuais específicas. Deste modo, então, afirma-se que as 7 cabeças da besta de Apocalipse 17 seriam a atualização da mensagem profética para o tempo do fim, de modo que essas cabeças seriam 7 pessoas específicas, isto é, 7 papas. Leia também:

    Padrões comparativos como método de interpretação profética

    Dentre os muitos esforços para tentar sustentar essa “teoria” interpretativa tem sido sugerido um eventual suporte a essa ideia ao comparar-se a natureza dessas 7 cabeças com as 4 cabeças do leopardo de Daniel 7. O raciocínio é o seguinte: as 4 cabeças do leopardo de Daniel 7 são a representação simbólica dos quatro generais gregos que assumem a Grécia após a morte de Alexandre Magno. Seguindo esta forma de compreensão, então aí estaria um padrão que suporta a ideia de que as sete cabeças da besta também podem ser pessoas individuais. A lógica soa criativa e bem significante, no entanto, existem alguns elementos que precisam ser considerados e prontamente esclarecidos aqui:
    • De fato, Daniel 7 acha-se definitivamente relacionado verbal e tematicamente relacionado a Apocalipse 17, de maneira que o modo de interpretação aplicado a um desses capítulos deve ser o modo que também deve se aplicar ao outro.
    • Daniel 7 é assimetricamente repetido e ampliado em Daniel capítulo 8,[i] de maneira que a interpretação provida pelo anjo interprete no capítulo 8 se ajusta quanto interpretação para o capítulo 7 semelhantemente;
    Assim temos:
    Daniel 7 Daniel 8
    Urso com um lado mais alto Carneiro com duas pontas uma sendo mais alta
    Três costelas na boca Dava marradas em três direções
    Leopardo quatro asas e Bode que voa sem tocar o chão
    Quatro cabeças Quatro pontas

    Correspondência entre Daniel 7 e 8

    Não precisa ser um especialista para perceber a óbvia correspondência entre os dois capítulos. Deste modo, é indispensável atentar para a explicação provida pelo agente intérprete quanto às quatro pontas do bode no capítulo 8. De modo que, por correspondência paralela, essa será a explicação equivalente para as quatro cabeças do leopardo: “Aquele carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia; mas o bode peludo é o rei da Grécia; O chifre grande entre os olhos é o primeiro rei; o ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão deste povo, mas não com força igual à que ele tinha”. Daniel 8:20-22. Aqui é dito claramente que as quatro pontas que se levantam depois que a grande ponta do bode se quebra são quatro reinos, não quatro pessoas. É um equívoco a afirmação de que essas quatro pontas (e, por correspondência, as quatro cabeças do leopardo) representam os quatro generais Cassandro, Lísimaco, Seleuco e Ptolomeu. Na verdade, trata-se de quatro reinos dinásticos a partir desses quatro generais, reinos que dominaram a geografia grega anteriormente regida pela dinastia Alexandrina. Percebe-se, também, que mesmo a grande ponta ou o primeiro rei não se trata exclusivamente de Alexandre Magno visto que o texto diz que esse “primeiro rei e grande ponta” é chamado de um povo e não de uma pessoa.[ii] Desta maneira, a “grande ponta” não é Alexandre, mas sua dinastia, que sobrevive cerca de vinte anos após sua morte[iii] e, então, as quatro casas dinásticas dos generais assumem o reino dividido da Grécia.

    Cabeças ou pontas simbólicas nunca representam pessoas específicas

    Desta explicação textual, provida pelo anjo intérprete, a proposta de que cabeças em animais simbólicos podem representar pessoas não encontra apoio. Por sua vez, a ideia de que, tanto as cabeças da besta de Apocalipse 17 quanto pessoas individuais, por mais criativa e envolvente que aparente ser, não tem suporte interpretativo. Enquanto homens, mesmo bem-intencionados, sugerem cabeças de animais simbólicos quanto pessoas individuais, anjos como agente intérpretes, por outro lado, são enviados por Deus aos escritores bíblicos para explicar que são reinos. A pergunta que cabe se fazer agora é: a quem devo seguir quanto guia interpretativo, anjos-agentes intérpretes comissionados por Deus ou pessoas com inovações interpretativas oriundas de suas próprias imaginações humanas?
    Referências: [i] Stefanovic, Zdravko. Daniel: Wisdom to the Wise : Commentary on the Book of Daniel. Nampa, Idaho: Pacific Press Publ. Association, 2007 Shea, William H., and George R. Knight. The Abundant Life Bible Amplifier: Daniel. 1996. Doukhan, Jacques, and Jacques Doukhan. Daniel die Vision vom Ende. 1993. [ii] Diestre Gil, Antolín. El sentido de la historia y la palabra profética: un análisis de las claves históricas para comprender el pasado, presente y el futuro político-religioso de la humanidad desde la civilización babilónica hasta el Nuevo Orden Mundial. Terrassa (Barcelona): Editorial CLIE, 1995. [iii] Núñez, Samuel. Las profecías apocalípticas de Daniel: la verdad acerca del futuro de la humanidad – tomo II. 2006.]]>
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    <![CDATA[Batismo e rebatismo]]> https://tempoprofetico.com.br/batismo-e-rebatismo/ Sun, 27 Sep 2020 17:49:25 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1727 O batismo simboliza o arrependimento e a conversão do pecador em uma nova criatura para o Reino de Deus.[/caption] A salvação é o grande tema do evangelho de Jesus Cristo (Mateus 28:19; João 3:16; 4:42; Atos 10:34-36; 16:31; Gálatas 3:8; Apocalipse 14:6). A palavra grega ευαγγέλιο significa boas novas.[1], e Jesus e seus discípulos tinham como propósito anunciar essas boas notícias por onde passavam (Mateus 4:23; Marcos 1:14, 15; Atos 8:25, 40; 15:7; Romanos 1:1, 9; 15:16; 1Coríntios 15:1-4; Colossenses 1:23; 1 Tessalonicenses 2:2; 1 Pedro 4:17). Segundo as Escrituras, “não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).

    Leia também:

    Também vemos na Bíblia que “quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Marcos 16:16). Aquele que aceita esta “tão grande salvação” em Jesus (Hebreus 2:3) voluntariamente é batizado firmando uma “aliança com Deus” (Colossenses 2:11, 12), e alegremente recebido em Sua família.[2] Batizar-se implica crer e aceitar de todo o coração que Jesus Cristo é o Filho de Deus e recebê-Lo como único Senhor e Salvador pessoal (Atos 8:35-38; Pedro 1:1). O batismo representa o arrependimento pelos pecados e a conversão, comprovados na morte do velho homem, no novo nascimento e na produção de frutos para o Reino de Deus (Atos 3:19; João 3:3-5; João 15:1-8). O capítulo seis de Romanos apresenta a mais completa explicação sobre a teologia do batismo cristão. Paulo esclarece que o batismo simboliza a morte do pecador arrependido para o pecado, o sepultamento do velho homem e a ressurreição de uma nova criatura para glória de Deus.  Portanto, “o batismo é a participação na morte e ressurreição de Cristo que efetua uma transição para uma nova criação”.[3]

    Batismo por imersão

    Ao exaltar a unidade do Espírito Santo (verso 5), Paulo afirmou a existência de “um só batismo”, e aí vemos a importância de estudarmos os significados etimológicos. “As palavras “batizar” e “batismo” vêm da raiz grega baptizõ, “imergir”. A raiz baptizõ é usada mais de 60 vezes para designar o batismo de pessoas por imersão para o arrependimento, como no batismo de João ou, depois da ressurreição, o batismo em Cristo”.[4] Além disso, alguns detalhes no texto bíblico demonstram a necessidade de água suficiente para a imersão. Por exemplo: “batizado Jesus, saiu logo da água” (Mateus 3:16); e João batizou em Enom, perto de Salim, “porque havia ali muitas águas” (João 3:23). Em Atos 8:38 e 39, tanto Filipe quanto o eunuco desceram à água e dela saíram.[5] Vale destacar que temos um Modelo suficiente para imitar: Jesus. E pelas evidências bíblicas, Seu batismo foi por imersão (Efésios 4:3; Mateus 3:16). Já cerimônias por aspersão, efusão ou mesmo por imersão parcial não se harmonizam com a teologia bíblica do batismo.[6]

    A ação do Espírito Santo

    Em resposta à atuação convertedora do Espírito, o batismo é realizado em nome de toda a Trindade. Assim foi ordenado por Cristo (Mateus 28:19). Além disso, esta é também uma condição para a entrada no Reino de Deus (João 3:5) . “Fazendo do batismo o sinal de entrada para o Seu reino espiritual, Cristo o estabeleceu como condição positiva à qual têm de atender os que desejam ser reconhecidos como estando sob a jurisdição do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.[7] Jesus também revela a unidade do batismo nas águas com o batismo do Espírito Santo, o qual desceu sobre Ele tão logo foi batizado no rio Jordão (Mateus 3:13-17; Lucas 3:21, 22; Atos 10:38). Assim também aconteceu na igreja apostólica (Atos 2:38; 9:17, 18; 10:44-48). De acordo com Bruner, em Atos 8, no batismo do eunuco, “o Espírito Santo marcou o encontro (vs. 29),  terminou-o (vs. 39ª), e foi provavelmente a origem do júbilo (chairon) do eunuco a caminho do lar, pois em vários lugares do Novo Testamento a alegria é considerada um fruto especial do Espírito”. [8] É correto afirmar que “o Espírito Santo pode vir imediatamente antes do batismo (pelo menos nesta única ocorrência – Atos 10:44-48), imediatamente depois do batismo (cf. Atos 19:5, 6) ou juntamente com o batismo (Atos 2:38), mas nunca, em qualquer parte do Novo Testamento depois do Pentecoste, à parte do batismo”.[9] Por sua vez, Marshall também declara coerentemente: “Pode-se dizer com segurança que o Novo Testamento não reconhece a possibilidade de alguém ser cristão sem possuir o Espírito (João 3:5; Atos 11:17; Romanos 8:9; 1 Coríntios 12:3; Gálatas 3:2; 1 Tessalonicenses 1:5-6; Tito 3:5; Hebreus 6:4; 1 Pedro 1:2; 1 João 3:24; 4:13)”.[10]

    O rebatismo

    A experiência de Jesus nos “revela que o batismo pela água e o batismo pelo Espírito devem andar juntos, e que o batismo que não veio acompanhado da recepção do Espírito Santo constitui uma experiência incompleta”.[11] Essa foi a razão do primeiro rebatismo. Na cidade de Éfeso, o apóstolo Paulo encontrou doze efésios, que tinham sido batizados no batismo de João para arrependimento. Aqueles homens “lhe pareciam ser discípulos, mas por ter dúvidas acerca da posição deles como cristãos, passou a examinar com mais cuidado as suas alegações”.[12] Paulo perguntou-lhes: “Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes? Ao que lhe responderam: Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo”. Então, Paulo perguntou: Em que, pois, fostes batizados? Responderam: No batismo de João. Disse-lhes Paulo: João realizou batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse naquele que vinha depois dele, a saber, em Jesus” (Atos 19:2-4). Aquelas pessoas não conheciam a Cristo nem ao Espírito Santo. “Como faltavam esses dois elementos ao batismo dos efésios, Paulo considerou inválido o batismo deles e os rebatizou. Paulo os rebatizou depois que obtiveram um entendimento mais completo”.[13] Conforme o Manual da Igreja, “com bases bíblicas, pessoas de outras comunidades cristãs que tenham abraçado as crenças adventistas do sétimo dia e que tenham sido previamente batizadas por imersão podem solicitar o rebatismo”.[14] Entretanto, as Escrituras deixam claro que o rebatismo também deve ser ministrado em caso de apostasia da fé, pois, “se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro” (2 Pedro 2:20). A apostasia é “viver deliberadamente em pecado, depois de ter recebido o pleno conhecimento da verdade”, “calcar aos pés o Filho de Deus”, “profanar o sangue da aliança com o qual foi santificado”, e “ultrajar o Espírito da graça” (Hebreus 10:29). Observe o quadro a seguir. Nos dois casos o Espírito de Deus está ausente, mas a segunda situação parece mais grave.
    Motivo Consequência
    Ignorar a Cristo e ao Espírito Santo Não receber o Espírito Santo no batismo
    Rejeitar a Cristo e ao Espírito Santo Perder o Espírito Santo depois do batismo
    Por ignorar a doutrina cristã, aqueles doze efésios não receberam o Espírito Santo, e necessitaram do rebatismo. Ora, “aquele que violou abertamente a lei de Deus e foi excluído da igreja deve, pelo rebatismo, tornar a integrar o corpo de Cristo”. [15] Segundo Ellen White, “O Senhor requer decidida reforma. E quando uma alma está verdadeiramente reconvertida, seja ela rebatizada”.[16] Embora possamos rebelar-nos contra Deus, Ele nos ama e nos atrai com “amor eterno”, pois deseja “que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (Jeremias 31:3; 1 Timóteo 2:4). Ele trabalha ativamente por meio do Espírito Santo, dos santos anjos e de Sua igreja para “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9; João 16:7, 8; Hebreus 1:14; 1Pedro 2:9). Assim como o apóstolo Paulo interessou-se pela vida espiritual dos doze efésios, temos algo a fazer por conhecidos e ex-irmãos. Para isto, Deus nos batiza não apenas com água, mas também com o “Espírito Santo e com fogo” (Mateus 3:11). “O poder do fogo do Espírito Santo destina-se ao serviço e ao testemunho; purifica e limpa nossa vida, preparando-nos assim para tornar-nos condutos através dos quais o Espírito Santo possa fluir em serviço para outros”.[17] Você realmente recebeu o Espírito Santo quando creu?

    Referências

    [1] O verbo evangelizomai (Aristófanes), evangelizo, uma forma que só se encontra no Grego posterior, juntamente com o substantivo adjetival evangelion (Homero) e o substantivo evangelhos (Ésqui.) são todos derivados de angelos, “mensageiro” (é provável que originalmente fosse uma palavra iraniana tomada por empréstimo), ou do verbo angello, “anunciar”; (Anjo), evangelhos, “mensageiro”, é aquele que traz uma mensagem de vitória ou quaisquer outras notícias políticas ou pessoais que causam alegria. BROWN, Colin. Dicionário internacional de teologia do Novo Testamento. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1989. p. 167. [2]Manual da Igreja, 22ª ed., Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2015, p. 46. [3]Theological Dictionary of the New Testament, edited by Gerhard Kittel and Gerhard Friedrich traduzido por Geoffrey W. Bromiley, Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans Publishing Company, 1985, p. 84. [4]Raoul Dederen, ed. Tratado de teologia adventista do sétimo dia, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011, p. 647. [5]Ibidem. [6]Millard J. Erickson, Introducing Christian Doctrine, editado por L. Arnold Husta. Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1998, p. 352. [7]Ellen G. White, Evangelismo, 3ª ed. São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 307. [8]Frederik Dale Bruner, Teologia do Espírito Santo, 2ª ed. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1970, p. 147. [9]Ibidem, p. 150. [10]I. Howard Marshall, Atos, 1ª ed. São Paulo: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1985, p. 287. [11]Nisto cremos, 10ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2018, p. 247. [12]Marshall, p. 288. [13]Bíblia de Estudos Andrews, em “19:1-7 Éfeso”. Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2015, p. 1438. [14]Manual da Igreja, p. 51. [15]Tratado de teologia adventista do sétimo dia, p. 652. [16]Ellen G. White, Evangelismo, p. 375. [17]LeRoy Edwin Froom, A vinda do Consolador, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadoras Brasileira, 1988, p. 282.]]>
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    <![CDATA[Simpósio criacionista terá sua primeira edição sul-americana online]]> https://tempoprofetico.com.br/simposio-criacionista-tera-sua-primeira-edicao-sul-americana-online/ Fri, 02 Oct 2020 03:43:38 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1732 Instituto de Pesquisa e Geociência da Igreja Adventista na América do Sul (GRI-DSA) vai promover neste fim de semana o 1º Simpósio Criacionista da Igreja Adventista no território. Com o tema “Origens”, o evento contará com a participação de convidados, com transmissão online nos canais oficias da denominação. Michelson Borges, jornalista e vice-presidente da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), será um dos palestrantes do evento. Ele vai tratar da panspermia, uma teoria que considera que microrganismos ou precursores químicos da vida podem estar presentes no espaço, sendo capazes de dar surgimento à vida quando encontrarem um planeta adequado.

    Leia também:

    O doutor em Ciências Biológicas, Tiago Alves, abordará a origem das etnias humanas e o racismo, temática que ganhou o mundo nos últimos meses. A paleontologia e o dilúvio serão pauta da discussão do biólogo e professor universitário Danilo Oliveira. “Nosso objetivo é divulgar o Criacionismo, iniciar as comemorações do Sábado da Criação e mostrar que temos respostas para questionamentos atuais no campo da ética e da ciência”, explica o doutor em Geologia e presidente da SCB, Marcos Costa. O Sábado da Criação, celebrado anualmente no quarto sábado de outubro, foi instituído pela sede mundial da Igreja Adventista como uma oportunidade de prestar honra e gratidão ao Criador pelas Suas obras. A programação do simpósio Origens terá início nesta sexta-feira, dia 2 de outubro, às 19h30, nos canais da Igreja Adventista no Youtube e no Facebook. Já no sábado, dia 3, a transmissão começará às 16h, . ]]>
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    <![CDATA[A bela e a fera]]> https://tempoprofetico.com.br/a-bela-e-a-fera/ Mon, 12 Oct 2020 03:31:59 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1737 A Cortesã Babilônia Sentada no Dragão, pintura na igreja de San Giovanni Evangelista por Grazio Cossali (século 16)[/caption] Como decifrar a identidade do monstro imperial que perseguirá o povo de Deus no fim dos tempos

    Charles Dickens iniciou seu romance histórico A Tale of Two Cities (Um conto de duas cidades, original de 1859) com uma frase classificada entre as melhores aberturas de obras literárias: “Foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos, foi a idade da sabedoria, foi a idade da tolice, foi a época da fé, foi a época da incredulidade, foi a estação da luz, foi a estação das trevas, foi a primavera da esperança, foi o inverno do desespero, tínhamos tudo diante de nós, tínhamos nada diante de nós.”

    O Apocalipse também apresenta uma narrativa de duas cidades, mas não Londres e Paris, e sim Babilônia e a Nova Jerusalém. A cidade de Deus e a cidade dos homens ou a metrópole do Cordeiro e a capital do dragão expressam realidades opostas. E a perspectiva do pior e do melhor dos tempos vai marcando nosso cotidiano, com o destino dessas cidades sendo cada vez mais delineado no horizonte da história.

    Ocorre que, no meio do relato a respeito da cidade babilônica, surgem personagens estranhos, que têm povoado a imaginação dos leitores e desafiado os neurônios dos estudiosos. “João fica grandemente maravilhado pela meretriz, mas é a besta que lhe é explicada. Talvez o ponto seja: para entender a meretriz, observe a besta”, sugeriu John R. Yeatts (Revelation [Herald Press, 2003], p. 312). Ou, eu diria, para entender a besta, observe a meretriz. Afinal, quem é a besta escarlate de sete cabeças e dez chifres? Por que ela carrega uma mulher sedutora? Será possível avançar na busca de consenso? Vamos ao estudo desse tema polêmico, que voltou a ser discutido e precisa de alguns ajustes.

    O CONTEXTO

    “Um dos sete anjos que tinham as sete taças veio e falou comigo”, relata João de início (Ap 17:1). Mas qual taça? Bíblia de Estudo Andrews (CPB, 2015, p. 1671) sugere ser o anjo da sexta taça (Ap 16:12), pois ele fala do secamento do rio Eufrates, enquanto o ser angélico de Apocalipse 17 anuncia que a mulher está assentada sobre muitas águas (17:1b, 15). Por outro lado, quando o sétimo anjo derrama sua taça, há um forte terremoto e a grande cidade se divide em três partes. Então Deus Se lembra de Babilônia (16:17-21), um julgamento que está no centro dos capítulos 17 e 18. Portanto, pode ser o anjo da sexta ou o da sétima praga. O fato é que a visão retrata eventos que culminam as séries de sete.

    Esse anjo passa a descrever a mulher e a besta, comparando a mulher a uma “prostituta” (17:1b), metáfora comum para indicar idolatria. Depois de misteriosas descrições e digressões, a prostituta é identificada: “A mulher que você viu é a grande cidade que domina sobre os reis da terra” (17:18). Se esse é o caso, por que ele simplesmente não afirmou o óbvio? Por que empregar dois símbolos para depois unificá-los? Nuances apocalípticas. Assim como a noiva de Cristo é uma mulher pura e também uma cidade (a Nova Jerusalém), a amante de Satanás também apresenta duas dimensões. Uma cidade não tem finalidade se não tiver população. Por isso, o duplo simbolismo enriquece a descrição e acrescenta camadas de significados. A mulher imoral de Apocalipse 17, com base em Ezequiel 16, entre outros textos, está em contraste intencional com a mulher pura de Apocalipse 12 e 19.

    Alguns defendem que “Babilônia” é a Babilônia literal, outros dizem que se trata de um código para Jerusalém, enquanto outros ainda aplicam o nome a Roma. Mas as coisas são mais complexas. A Babilônia de Apocalipse é claramente simbólica. Ela começa com Roma, porém transcende Roma. É uma instituição apostatada, um aglomerado de religiões falsas, uma entidade escatológica que se opõe ao povo de Deus no fim dos tempos, conceito entrelaçado com o tema do grande conflito. Babel no início, Babilônia no meio, Babilônia mística no fim. “‘Babilônia’ no Apocalipse é mais bem entendida como uma entidade que transcende a situação histórica específica, seja a antiga Babilônia ou a Roma imperial”, afirma Sigve K. Tonstad (Revelation [Baker Academic [2019], p. 243). Roma seguiu o padrão de Babilônia, que prefigura a Babilônia final.

    Babilônia é uma ideologia do mal, o ponto de encontro dos falsos deuses, o parque de diversão dos anjos das trevas, o bordel dos idólatras, o espaço em que os poderes do mal, entre bebidas intoxicantes, tramam a destruição dos servos de Deus. Mais do que o caos religioso, é a globalização do mal. Rival de Jerusalém, é a capital do reino de Satanás, uma entidade que mistura falsos ensinos, engano, manipulação, blasfêmia, exploração, opressão e derramamento de sangue. Porém, a cidade tem face e identidade. A tradição protestante identificou Babilônia com o papado, enquanto o adventismo seguiu essa interpretação e reconheceu uma esfera mais ampla.

    Ao falar de Babilônia, o anjo de Apocalipse 17 introduz três dificuldades principais, que serão discutidas: quem é a besta de sete cabeças que carrega a meretriz, quem é o oitavo rei e qual é a referência temporal da visão (ou seja, João descreve os eventos de Apocalipse 17 da perspectiva do 1º século ou de um tempo futuro?).

    AS PROPOSTAS

    Há várias interpretações para a besta escarlate de sete cabeças. Mencionarei aqui as principais.

    1. As cabeças da besta representam figuras imperiais/reais. Para muitos intérpretes preteristas, Jerusalém é a mulher/prostituta de Apocalipse 17. “Estou convencido além de qualquer dúvida de que esta meretriz é a Jerusalém do 1º século”, afirmou Kenneth L. Gentry (He Shall Have Dominion2ª ed. [Tyler, TX: Institute for Christian Economics, 1997], p. 392). Assim, a besta seria Roma, que destruiu Jerusalém no ano 70. Desde a antiguidade, Roma era amplamente considerada a “cidade das sete colinas” (Cícero, Cartas a Ático 6.5; Plínio, História Natural 3.9.11; Estrabão, Geografia 5.3.7). Portanto, esses teólogos colocam o foco na Roma imperial e identificam as cabeças com imperadores romanos do 1º século. O mito de “Nero redivivo” ocupa um papel central no argumento, que não tem base bíblica e já foi amplamente contestado. Entre os futuristas, alguns veem a besta como o Império Romano revivido. Contudo, eles não conseguem articular quem seriam os dez “reis”, pois estão no futuro.

    No meio adventista, desde que o Tratado de Latrão foi assinado e ratificado em 1929, reconhecendo a Cidade do Vaticano como estado independente sob a soberania da Santa Sé, alguns intérpretes populares têm especulado sobre a identificação dos papas (monarcas/reis) com as sete cabeças. A partir de 1929, diz a teoria, surgiriam sete pontífices. Quando o papa João Paulo II morreu, em 2005, as especulações explodiram. Com a eleição de Bento XVI, o fim estava próximo de novo, uma vez que ele seria o sétimo desde 1929. Com sua renúncia em 2013, os propagadores da teoria readequaram o discurso, dizendo que Bento XVI é o papa que durou “pouco tempo” (oito anos), cumprindo Apocalipse 17:10, se bem que João XXIII durou menos tempo (quatro anos) e João Paulo I ainda menos (33 dias). Francisco seria o oitavo, funcionando como uma extensão do sétimo.

    Essa posição é descartada por virtualmente a totalidade dos eruditos e teólogos adventistas atuais, até porque ela não é historicista o suficiente, além de ser uma forma disfarçada de marcar uma data para a volta de Jesus. Um dos argumentos contrários é que a palavra oros em Apocalipse 17:9 significa “montanha”, “monte”, e não mera “colina”. Assim, João estava falando de impérios, e não de Roma e seus líderes. A própria expressão “cinco caíram” (17:10) combina mais com reinos sequenciais do que com montes. Como explicar que as colinas de Roma caíram uma após a outra? Na Bíblia, “montes” representam reinos/impérios (Jr 51:24, 25; Dn 2:34, 35, 44, 45), e não governantes individuais. João não se limita à geografia; ele apresenta escatologia.

    2. A besta de Apocalipse 17 é a besta da terra. Tradicionalmente, os adventistas têm interpretado a segunda besta de Apocalipse 13 como os Estados Unidos. Que essa fera terá um papel importante no fim dos tempos, o Apocalipse deixa claro. Porém, seria ela a besta escarlate de Apocalipse 17? Essa é a visão defendida, entre outros, por Vanderlei Dorneles, que tratou do assunto em artigos e no livro Pelo Sangue do Cordeiro (CPB, 2015). “Se a crise final é desencadeada pelo surgimento da besta de dois chifres em Apocalipse 13, esse poder precisava necessariamente estar representado no cenário da crise final, descrito em Apocalipse 17”, ele pondera (p. 112). Essa besta seria também o oitavo rei. “Uma vez que os Estados Unidos não são representados em Apocalipse 13 como uma das sete cabeças da besta principal, mas como uma besta a mais, é também natural que, em Apocalipse 17, esse poder fosse representado como um oitavo, ou um rei acrescentado na sequência dos sete impérios anteriores” (p. 105).

    A sugestão é bem-vinda para enriquecer o debate, mas tem fragilidades. Primeiro, as duas bestas possuem quantidades diferentes de chifres. A estrutura do simbolismo de poder da besta de Apocalipse 17 (sete cabeças e dez chifres) segue o padrão da primeira besta de Apocalipse 13, inspirada nas bestas de Daniel 7. Isso não se aplica à besta de dois chifres de Apocalipse 13. Na verdade, Daniel deixa claro que existem apenas quatro impérios globais na sequência profética, os quais se situam na região do Mediterrâneo e estão em relação direta com o povo de Deus. Roma é o último deles. Segundo, em nenhum lugar de Apocalipse 17 (ou mesmo 13) é sugerido que a besta da terra terá esse protagonismo todo no fim. Ela é o poder político-religioso que cria a imagem da besta do mar e exige a adoração a ela. Terceiro, a besta da terra é representada no complexo literário de Apocalipse 16–19 como o “falso profeta”. Em Apocalipse 16:12-14, aparecem três entidades distintas: o dragão, a besta e o falso profeta. Ao comparar Apocalipse 19:20 com Apocalipse 13:11-15, fica claro que a besta da terra e o falso profeta são a mesma entidade. Por fim, as bestas do mar e da terra (uma sob o simbolismo da besta escarlate e a outra sob o nome de falso profeta) têm o mesmo destino, sendo lançadas simultaneamente no lago de fogo (19:20b). Portanto, é muito pequena a chance de João ter identificado a besta de dois chifres (os Estados Unidos) com a besta escarlate e o oitavo rei em Apocalipse 17.

    3. A besta de Apocalipse 17 é a besta do mar. A besta do mar em Apocalipse 13, uma fera composta com traços de leão, urso e leopardo (13:2), é modelada a partir dos animais de Daniel 7, que também surgem do mar (v. 2, 3). Esses monstros híbridos violam os limites da ordem criada e funcionam como inimigos perseguidores do povo de Deus. “Quando você examina cuidadosamente essa visão”, nota Jon Paulien, “percebe que as quatro bestas de Daniel 7 totalizam sete cabeças e dez chifres!” (Armageddon at the Door [Autumn House, 2008], p. 210). Segundo Ellen White, essa besta simboliza, “inquestionavelmente”, o papado (O Grande Conflito, p. 439). Mas seria a besta de Apocalipse 17?

    Uma besta apocalíptica consiste no poder religioso controlando o poder civil para alcançar seus próprios objetivos e usando a máquina estatal para restringir a liberdade e perseguir os “dissidentes” que preferem seguir a lei divina. Em Apocalipse 13, esses dois aspectos estão unificados em uma só entidade (o papado, que detinha o poder religioso e o secular), enquanto em Apocalipse 17 eles aparecem separados, uma vez que a configuração final não será uma réplica fiel da estrutura medieval. Há uma pequena diferença na “formatação” da besta. Portanto, é essencial manter a distinção entre a “mulher” (sistema religioso) e a “besta” (poder civil controlado pelo sistema religioso). Os dois símbolos estão interligados, mas pertencem a campos diferentes e têm vida própria.

    Há vários indícios que favorecem a identificação da “besta do mar” de Apocalipse 13 com a “besta do abismo” de Apocalipse 17. Para começar, a origem das duas parece ser a mesma, já que a palavra “abismo” pode simplesmente indicar a profundidade dos oceanos (Ap 13:1a; 17:8a). Em segundo lugar, as duas bestas têm sete cabeças e dez chifres (Ap 13:1; 17:3), um elemento identificador importante. Terceiro, a besta do mar foi ferida de morte e curada, enquanto a besta do abismo “era e não é mais, e está para emergir”, o que sugere um paralelismo relacionado ao período de inatividade/atividade como entidade perseguidora (13:3a; 17:8a). Quarto, “toda a terra se maravilhou” ao ver a besta do mar depois de sua ferida mortal ter sido curada, e igualmente os que “habitam sobre a terra” “se admirarão” ao ver “a besta que era e não é mais, mas tornará a aparecer” (13:3, 8; 17:8). Note que a última parte de 17:8 é basicamente uma repetição de 13:8, o que solidifica a relação entre essas bestas. Quinto, o dragão deu à besta do mar “o seu poder, o seu trono e grande autoridade”, ao passo que os “reis” oferecem à besta do abismo “o poder e a autoridade que possuem” (13:2b; 17:13). Sexto, ambas as bestas proferem arrogâncias e blasfêmias (13:5, 6; 17:3). Sétimo, uma besta vem da água (mar) e a outra carrega uma mulher sentada sobre as águas/povos (13:1a; 17:1b, 15). Por fim, a besta do mar persegue os santos, enquanto a besta do abismo carrega uma mulher “embriagada com o sangue dos santos” (13:7a; 17:6).

    Existem outros paralelos e conexões, como o motivo do vinho de Babilônia, a queda dessa grande cidade e sua punição no fogo em ambos os contextos (14:8-11; 18:2, 3, 8, 9), mas os argumentos listados são suficientes. Há também diferenças, porém elas são menores. Em Apocalipse 17, por exemplo, os dez chifres não têm diademas/coroas, ao contrário do que ocorre no capítulo 13. Isso pode simplesmente indicar que a natureza do poder representado pelos chifres nesse momento é diferente da fase anterior ou que a sua autoridade foi retirada. Para Hans LaRondelle, os chifres com diademas representam as monarquias europeias do período medieval, enquanto os chifres sem coroas simbolizam as democracias que apoiarão a besta no fim (How to Understand the End-Time Prophecies of de Bible [First Impressions, 1997], p. 412). Por sua vez, a besta de Apocalipse 17 é escarlate, enquanto a cor da besta do mar em Apocalipse 13 não é mencionada. Mas a intenção pode ser associar a besta escarlate mais intimamente com o dragão.

    4. A besta de Apocalipse 17 é o próprio Satanás. Essa ideia tem sido ventilada desde o início do século 20, mas ganhou força recentemente. Na época, o teólogo alemão Ernst Lohmeyer sinalizou que ainda não havia sido demonstrado que a besta que “era e não é mais”, “está para emergir do abismo” e “caminha para a destruição” deva ser entendida no sentido histórico. “Essas são expressões míticas relacionadas a um poder demoníaco que odeia Deus”, escreveu (Die Offenbarung des Johannes [J. C. B. Mohr, 1926], p. 142). Outros defenderam ideias parecidas. Para Robert L. Thomas, “cada cabeça da besta é uma encarnação parcial do poder satânico que reina por determinado período, de modo que a besta pode existir na Terra sem interrupção na forma de sete reinos consecutivos” (Revelation 8–22 [Moody Press, 1995], p. 292).

    Entre os adventistas, Edwin Reynolds argumentou num artigo em 2003 que a besta escarlate é o próprio diabo. “Há somente uma besta que vai para o abismo no Apocalipse e dele sai novamente. É o dragão, descrito em 20:2 e 3 como estando preso no abismo por mil anos, então sendo solto por um pequeno período antes de ir para o lago de fogo”, escreveu (“The Seven-Headed Beast of Revelation 17”, Asia Adventist Seminary Studies 6 [2003], p. 101). Portanto, o teólogo associou a fase de inatividade do diabo (o período em que a besta “não é”) ao milênio (Ap 20). A volta de Satanás do abismo “é como o retorno dos mortos” (p. 103). Para Reynolds, a besta do mar é a sexta cabeça, enquanto a besta da terra, paradoxalmente, seria a sétima (p. 105, 106).

    Em 2007, Ekkehardt Mueller, teólogo do Instituto de Pesquisa Bíblica da sede mundial da igreja, ampliou a análise e concluiu que, no Apocalipse, o abismo é o lugar da habitação dos demônios e está ligado com Satanás. “Portanto, a besta sobre a qual Babilônia se assenta, ou seja, a besta de Apocalipse 17, que está associada com o abismo e difere da besta do mar em Apocalipse 13, é mais bem compreendida como sendo Satanás, que opera por meio de poderes políticos” (“The Beast of Revelation 17: A Suggestion (Part I)”, Journal of Asia Adventist Seminary 10/1 [2007], p. 50). Na parte 2 do artigo, ele também defende que a fase “não é” da besta (Satanás, na visão dele) corresponde ao período da prisão do diabo durante o milênio (Journal of Asia Adventist Seminary 10/2 [2007], p. 157).

    Satanás é o poder por trás das ações da besta. Porém, nos momentos críticos, a interação entre eles se acentua e suas ações se confundem. A besta usa o template do diabo, que usa a estrutura da besta. Há uma fluidez nos símbolos, mas sem suprimir a identidade

    Essa interpretação tem méritos e será utilizada na síntese a seguir, mas simplesmente igualar a besta com Satanás é desconsiderar os fatos bíblicos. Primeiro, em nenhum lugar do Apocalipse o dragão (drakon) é chamado de besta (therion), embora um dragão ou serpente seja um animal/besta. Segundo, enquanto o dragão vem inicialmente do Céu (Ap 12:7-10), a besta escarlate surge do abismo (17:8), termo que em muitos casos no Antigo Testamento está associado com água (Gn 1:2). De fato, no Apocalipse o abismo é o reino satânico, mas nem tudo o que vem do abismo é Satanás em pessoa. Terceiro, a cor escarlate da besta não significa identidade com o dragão, mas apenas afinidade, uma vez que a mulher também usa roupa escarlate e não é o dragão. Nesse estágio, vemos um alinhamento: a prostituta, a besta e o dragão compartilham a mesma cor (12:3; 17:3; 17:4). As identidades deles quase se confundem, mas não chegam a esse ponto. Quarto, a mulher está simbolicamente montada na besta (17:3), uma posição de domínio e controle, o que não faria sentido se a besta fosse Satanás. Quinto, o fato de o dragão e a besta escarlate terem o mesmo número de cabeças e chifres (12:3; 17:3) não significa que os dois sejam a mesma entidade, pois a besta do mar também tem “dez chifres e sete cabeças” (13:1) e obviamente ela e o dragão são coisas distintas. Sexto, com base na frase “era e não é mais” (17:8), alguns acham que a besta em Apocalipse 17 seja uma paródia do Pai, “que é, que era e que há de vir” (1:4, 8; 4:8). Porém, conceitualmente, a paródia mais apropriada é com o Cordeiro, que foi morto, mas voltou a viver (1:18), fato aplicável à besta do mar, que “foi ferida à espada e sobreviveu” (13:14). Afinal, na estrutura do Apocalipse, o dragão parodia o Pai, a besta do mar imita o Filho e a besta da terra (o falso profeta) simula o Espírito Santo. Paródia é a “ferramenta perfeita” para desmascarar a pretensão e revelar o engano, nota Greg Carey (Elusive Apocalypse [Mercer University Press, 1999], p. 154). Além disso, os chifres/reinos oferecem sua autoridade à besta (17:13), o que seria estranho se ela fosse o diabo.

    Finalmente, mas sem esgotar os argumentos, enquanto a besta e o falso profeta são lançados no lago de fogo por ocasião da volta de Cristo (19:20), o diabo é preso nessa ocasião, mas somente é lançado no lago de fogo depois do milênio (20:1-3). Para não deixar dúvida, o texto diz que, após os mil anos (20:7), Satanás “foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde já se encontram a besta e o falso profeta” (20:10). Se a besta e o falso profeta (a besta da terra) já estavam lá, então o diabo não é a besta. A besta surge do abismo quase no momento em que o diabo está sendo confinado no abismo. A destruição dela é importante na estrutura literária, mas não é o clímax do enredo. Num livro ou filme, primeiro você destrói os personagens secundários, depois coloca os protagonistas cara a cara. Logo, igualar a besta com o diabo é errar por mil anos!

    O diabo é muita coisa, inclusive o “protótipo” das bestas, mas não é a besta escarlate. O próprio Reynolds reconhece corretamente que o monstro que aparece em 13:1-10; 14:9, 11; 15:2; 16:2, 10, 13; 19:19, 20; e 20:4 e 10 “é consistentemente a besta do mar, conforme os respectivos contextos indicam” (Asia Adventist Seminary Studies 6 [2003], p. 101). Por que então a besta do abismo de Apocalipse 17 também não seria a besta do mar de Apocalipse 13? A origem abissal pode funcionar apenas como um adjetivo para qualificar a origem diabólica da entidade, sua ligação íntima com o diabo e sua disposição de cumprir o propósito dele.

    O TEMPO

    Se identificar a besta de Apocalipse 17 é difícil, estabelecer o tempo de sua atuação não é menos complicado. O que as cabeças representam e quando elas atuam? Em 17:8-14, o anjo transmite várias informações: (1) “a besta que você viu era e não é mais, e está para emergir do abismo, e caminha para a destruição”; (2) “as sete cabeças são sete montes” e “também sete reis”; (3) “cinco caíram, um existe e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco tempo”; (4) “a besta, que era e não é mais, é também o oitavo rei, mas faz parte dos sete”; (5) os “dez chifres que você viu são dez reis, que ainda não receberam reino”; (6) eles “oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem”; e (7) “lutarão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá”.

    Entre os historicistas há duas linhas principais de interpretação: uma começa com o Egito, um dos grandes impérios globais que perseguiram o povo de Deus ao longo da história; a outra começa com Babilônia, que é o ponto de partida das profecias de Daniel e que serve de base para essa parte do Apocalipse. As duas interpretações são possíveis, e os intérpretes adventistas estão divididos (veja o quadro). A primeira é mais simples, mas depende de raciocínio dedutivo e de inferências, embora João fale do Egito no contexto das pragas (Ap 16) e Isaías (30:6) chame o Egito de “Besta do Sul”. A segunda é mais complexa, mas tem base textual sólida.

    A informação de que “um existe” (agora, o tempo presente) se refere (1) ao tempo de João, (2) ao período da ferida mortal ou (3) ao julgamento da meretriz no fim dos tempos? Jon Paulien acredita que o “agora” deve ser visto a partir da perspectiva de João. Ele se apoia em dois princípios: (1) Deus encontra os profetas onde eles estão, no seu tempo e em suas circunstâncias; e (2) durante a visão apocalíptica, o profeta pode navegar no espaço para qualquer parte do Universo e no tempo para qualquer época, mas a interpretação da cena sempre vem no tempo, no lugar e nas circunstâncias do vidente (Armageddon at the Door, p. 214).

    Por outro lado, Hans LaRondelle ressalta que é importante coordenar as três fases da besta (era, não é e virá); “portanto, é mais ­razoável adotar o ponto de vista escatológico apresentado pelo próprio anjo” (How to Understand the End-Time Prophecies of the Biblep. 411). Para o teólogo, a besta na fase “era” representa a perseguição, ao passo que a fase “não é” simboliza o período sem perseguição, pois foi ferida (p. 412). Tonstad chama essas fases de “presença, então ausência, então presença”, mas prefere aplicá-las ao período em que o dragão delega seu poder para a besta do mar, desaparece, depois volta (Revelation, p. 246). Contudo, diz ele, Satanás nunca fica sem representação no mundo, mesmo na fase “não é”. “A linguagem descreve ausência, mas ausência não significa inexistência” (p. 250).

    As duas perspectivas (a partir do Egito ou de Babilônia) são defensáveis, mas a segunda leva vantagem. Primeiro, o anjo transporta João “em espírito” para o deserto a fim de mostrar o julgamento da meretriz. Se ele é transportado a outra dimensão do espaço, o mesmo princípio vale para o tempo. Segundo, a estrutura profética/escatológica do Apocalipse trabalha com a moldura dos reinos de Daniel 7, que se iniciam com Babilônia. Considerando que Apocalipse 17 fala da Babilônia mística, faz mais sentido começar com Babilônia, até pelo motivo das “águas”, o qual está relacionado com a queda desse império. Terceiro, João viu então uma “mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus” (17:6). No 1o século, se pensarmos nos 1.260 de perseguição, isso ainda não havia acontecido. Quarto, o anjo informou que, nesse momento, a besta “era e não é mais” (17:8) e cinco das sete cabeças haviam caído. Isso não poderia se aplicar ao Império Romano do 1século, que ainda existia. Quinto, nessa fase, a mulher estava “sentada” sobre a besta (17:9), o que não poderia se aplicar à relação igreja/império no 1o século. Sexto, a informação sobre o “oitavo rei” que caminha para a destruição rápida (17:11) e sobre os dez reis (chifres) que ainda não tinham recebido reino e ofereceriam seu poder para a besta (17:12, 13) faz mais sentido no contexto do fim. Além disso, a besta e seus aliados fazem guerra contra o Cordeiro (17:14), o que indica um horizonte relacionado à volta de Jesus.

    Por esses e outros motivos, tecnicamente é preferível o ponto de vista que enfatiza o julgamento da meretriz no tempo do fim. No entanto, a perspectiva adotada, desde que siga a interpretação historicista, não altera muito o resultado.

    A SÍNTESE

    A esta altura, você pode estar se perguntando: afinal, a besta escarlate de Apocalipse 17 deve ser identificada com o Império Romano, a besta da terra (Estados Unidos), a besta do mar (Roma papal), Satanás ou outra coisa? A resposta curta é: a besta escarlate do abismo é a besta do mar em sua fase recuperada da ferida mortal, que liderará uma confederação global com a ajuda da besta da terra e levará o mundo a um tempo de crise sem paralelo, culminando com um breve domínio do próprio Satanás personificado como Cristo. O dragão já estava presente por meio das cabeças, mas então se manifestará como um “oitavo” poder que, quebrando as regras da matemática, misteriosamente faz parte dos sete. No original, a palavra “rei” não ocorre depois de “oitavo” (ogdoos) em 17:11, tampouco aparece o artigo definido. Isso sugere que o numeral ordinal “oitavo”, um adjetivo masculino, embora relacionado com as cabeças, pertence a outra categoria. Pode ser uma referência ao diabo, que sintetiza e encarna a besta em si. Por ser a soma de tudo, ele é e não é um integrante do G7.

    Exegeticamente, a ideia de que a besta do abismo seja a besta do mar em sua fase da ferida mortal curada é bem sólida. As inovações interpretativas mais recentes contribuíram com novos ângulos, mas esbarram nas informações do próprio texto bíblico. O Comentário Bíblico Adventista (CPB, 2015, v. 7, p. 943, 944), embora reconheça que a besta de Apocalipse 17 possua semelhanças com o dragão vermelho (Ap 12), sinaliza que ela tem mais afinidade com a besta do mar (Ap 13). O total de cabeças (sete) e chifres (dez) que caracteriza o dragão, a besta do mar e a besta do abismo estabelece uma conexão entre essas entidades que não pode ser desconsiderada.

    Em todo o Apocalipse existem somente sete cabeças. Segundo Paulien, “a besta simboliza a confederação mundial de poder civil e secular” e “a imagem da besta de sete cabeças representa uma besta que vive, morre e ressurge sete ou oito vezes” (Armageddon at the Door, p. 136, 211). Por isso, a ênfase está na sétima cabeça, que volta do abismo. Esse aparecimento é descrito em 17:8 pelo verbo parestai, relacionado à palavra parousia, termo comum para a volta de Cristo (1Co 15:23, 1Ts 2:19, 1Jo 2:28, etc.). É como se o diabo ressurgisse na figura da besta para, finalmente, se apresentar como o falso Cristo.

    Satanás é o poder por trás das ações da besta, controlando uma cabeça de cada vez. Porém, nos momentos críticos, a interação entre eles se acentua e suas ações se confundem. A besta usa o template do diabo, que usa a estrutura da besta. Há uma fluidez nos símbolos, sem suprimir a identidade. Além disso, assim como Satanás age por meio da besta, a besta atua por meio de seus chifres. Vou exemplificar.

    Os oráculos contra Babilônia em Isaías 14 e contra Tiro em Ezequiel 28 começam falando dos reis dessas cidades, mas logo fica evidente que se referem a um ser sobrenatural (Lúcifer). É como se essas cidades fossem uma expressão direta do ser e do comportamento do diabo. Assim como Jesus é a personificação do reino de Deus, Satanás é a personificação do reino do mal, e os poderes imperiais são uma expressão de seu domínio.

    Em Apocalipse 12, o capítulo central sobre o dragão e o conflito cósmico, vemos Satanás usando a potência romana como seu instrumento e quase se confundindo com ela. A tentativa inicial de matar o “Filho” da mulher em Apocalipse 12 se deu por meio de Herodes e a morte Dele ocorreu na jurisdição de Pilatos, representante do aparato romano. Por isso, ao falar sobre a “cadeia de profecias” que se inicia em Apocalipse 12, destacando a ação de Satanás por meio de seus agentes na época, Ellen White reconhece: “Assim, embora o dragão represente primeiramente Satanás, é também, em sentido secundário, símbolo de Roma pagã” (O Grande Conflito, p. 438). O mesmo princípio vale para o dragão e a besta em Apocalipse 17, apenas em ordem inversa: a besta escarlate representa primeiramente o aparato político-­militar que carrega a mulher, mas, em sentido secundário, simboliza também Satanás.

    Ellen White identifica a “besta que surge do abismo” e faz guerra contra as duas testemunhas (Ap 11:7) como sendo a França ­ateísta, pervertida e sanguinária do período da Revolução Francesa (1789-1799). Entretanto, ela destaca a participação direta de Satanás: “Em muitas das nações da Europa os poderes que governaram na Igreja e no Estado foram durante séculos dirigidos por Satanás, por intermédio do papado. Aqui, porém, se faz referência a uma nova manifestação do poder satânico” (O Grande Conflito, p. 268). Logo à frente, no contexto do genocídio da noite de São Bartolomeu, em 1572, ela comenta que Satanás foi “o chefe invisível de seus súditos na horrível obra de multiplicar os mártires” (p. 272). Isso fornece uma lógica para dizer que, em momentos extremos de caos e perseguição, Satanás e a besta instrumentalizada por ele se confundem, mas sem perder a identidade.

    É bom frisar que a besta do abismo que atuou na Revolução Francesa não era outra besta na sequência profética, mas uma extensão da besta romana/papal. O ataque de Paris a Roma, que depois acabaram se tornando cidades-irmãs, foi uma espécie de ferimento autoinfligido, numa prefiguração da destruição que a prostituta de Apocalipse 17 sofrerá pelos próprios apoiadores!

    O texto mais explícito sobre a simbiose entre Satanás e as entidades que promovem sua agenda está em Apocalipse 13. Quando o dragão se põe “em pé sobre a areia do mar” (12:18), surge em seguida a besta do mar (13:1), parecida com ele. Simbolicamente, a besta senta-se no trono do dragão e age como se fosse ele, fazendo “toda a terra” se maravilhar (v. 3). Aqui o dragão e a besta, embora distintos, se identificam de tal maneira que se tornam objetos de adoração (v. 4).

    Note que a besta da terra também fala como o dragão (v. 11). No caso da “besta francesa”, um antigo aliado se tornou inimigo de Roma e causou a ferida de morte, em 1798, ao destituir o papa; no caso da “besta norte-americana”, que se expandiu na mesma época, um tradicional inimigo de Roma se tornará aliado e causará a cura.

    Por tudo isso, minimizar o papel da besta do mar em Apocalipse 17, apesar de sua ressurreição em Apocalipse 13 e de toda sua relevância na polarização final sobre adoração, seria deixar um personagem quase central sem desfecho, o que não acontece. Literariamente, João destrói a prostituta (17:16), fazendo um forte caso jurídico contra Babilônia e um longo lamento por sua queda (18, 19), e depois mata a própria besta (19:20). A morte do dragão só ocorre depois do milênio (20:2, 3, 10), o que inviabiliza cronologicamente a proposta de Reynolds e Mueller de equiparar a fase “não é” com o milênio.

    Portanto, a besta escarlate de Apocalipse 17 é a nova manifestação da besta do mar de Apocalipse 13 que foi ferida e reviveu, e dessa vez encarnando ainda mais a crueldade do dragão. Trata-se de um retorno espetacular que deixará as pessoas admiradas ou deslumbradas (17:8). Em síntese, a besta de sete cabeças é a expressão fiel do dragão, mas não é o dragão. No ataque final contra Deus e Seu povo, essa besta contará com a ajuda da besta da terra e de uma confederação de aliados. Como diz uma nota na Bíblia de Estudo Andrews (p. 1671), a besta escarlate “representa o poder político do mundo inteiro apoiando a Babilônia do fim do tempo”. Os dez reis/reinos, número literal (dez nações ou entidades, com seu epicentro na Europa, território do Império Romano original) ou simbólico (uma confederação mundial, incluindo a virtual totalidade das nações), exercerão seu poder num momento decisivo da história. Instrumentalizados por Satanás, serão seus agentes e extensões do seu domínio. Mas por um curto período.

    No fim, as coisas mudam. Sentindo-se enganados, sem proteção contra as pragas, os reinos (poder político-militar) destroem a “mulher” (sistema religioso) a quem haviam apoiado (17:16). E aqui a imagem do casamento é retomada. Enquanto o Cordeiro celebra as bodas com Sua linda noiva vestida com “linho finíssimo” e a protege (19:8), a besta e seus mínions destroem a prostituta, a deixam nua, servem sua carne e a queimam no fogo (17:16), sem que o dragão defenda sua amante. No reino do dragão, a infidelidade é norma.

    Quando esse sistema religioso for destruído, Satanás assumirá a identidade de Cristo e se manifestará como a personificação Dele (2Ts 2:3-10; O Grande Conflito, p. 624). Mas isso não torna o diabo em si a besta escarlate, a estrutura humana que possibilitará seu domínio sobre o planeta por um curto período antes da volta de Jesus. Contra o dragão infiel e mentiroso, apoiado por sua monstruosa besta escarlate, o Cavaleiro Fiel e Verdadeiro, em Seu cavalo branco, guerreia com justiça e protege o reino (Ap 19:11).

    O Apocalipse não é apenas uma obra-prima literária polissêmica, política ou anti-imperial, mas uma metanarrativa escatológica. Mais que um épico, é a história de uma guerra cósmica que envolve dragão, noivas, cidades e reinos. E, como em toda boa história, o clímax fica para o fim. Primeiro, o Noivo enfrenta a rainha má e destrói seu domínio; em seguida, prende o desafiante para destruí-lo mil anos depois. A questão é se estaremos do lado do Herói ou do vilão.

    MARCOS DE BENEDICTO, pastor e doutor em Ministério, é editor da Revista Adventista

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    <![CDATA[Alerta urgente]]> https://tempoprofetico.com.br/alerta-urgente/ Mon, 12 Oct 2020 03:33:14 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1742

    Cuidado com os cinco “ismos” do mal

    Estamos em guerra! Essa é a principal lembrança de Apocalipse 12 para aqueles que vivem no fim do tempo do fim. Uma batalha contra o maior “sedutor” (Ap 12:9) de todos os tempos. Para ­enfrentá-lo, nosso coração não pode ser apenas controlado pelos desejos, mas precisa ser comandado pela Palavra. Fique alerta contra cinco “ismos” destruidores.

    Comodismo. É a doença daqueles que vivem confortáveis com o pouco que possuem, subnutridos espiritualmente e mantidos pelo consumismo espiritual. Não usam seus dons, não participam em ministérios, não se aprofundam na mensagem, não cumprem a missão e, o pior, não passam um legado espiritual às novas gerações. Para eles, receber é uma obrigação e oferecer é um sacrifício. Pensam estar alertas, mas estão dormindo.

    InstitucionalismoÉ a doença do triunfalismo religioso e do formalismo espiritual, a síndrome de Laodiceia, que se julga rica, mas é miserável (Ap 3:17, 18). Seus adeptos acreditam que o fato de cumprir regras, manter cerimônias, proteger tradições e viver uma vida repetitiva os manterá seguros e agradará a Deus. Também se encantam com resultados, aplausos, notícias, curtidas, investimentos, eventos e outras formas de parecer relevantes. Suas atitudes fazem a igreja deixar de ser movimento para se tornar monumento, deixar de ser conhecida pela mensagem para ser aplaudida pela grandeza. A relevância social se torna mais importante que o crescimento espiritual. Causar boa impressão passa a ser mais importante que o cumprimento da missão. Sobram glórias e falta coração. Sua mensagem é defendida, mas não encarnada.

    AchismoÉ apenas um sintoma do secularismo que vê a simplicidade da vida cristã como um suicídio intelectual. Busca uma religião racional, cheia de lógica, vazia de fé e distante de Deus. Seus adeptos não adoram o “Deus Eu Sou”, mas o “Deus que querem que Ele seja”. Para seu racionalismo Deus não é suficiente e para sua independência Deus não é necessário. Não notam que estão envolvidos num ciclo de deterioração da verdade, criado pelo próprio “sedutor”. No Jardim do Éden éramos guiados pela verdade. Na tentação, a serpente questionou a verdade. Séculos mais tarde, a igreja romana modificou a verdade. Anos depois, a Revolução Francesa tentou destruir a verdade. Mais perto de nós, o pós-modernismo estabeleceu que cada um é dono de sua própria verdade. E a multimodernidade, em nossos dias, trouxe a intolerância com a verdade do outro.

    CriticismoÉ consequência do achismo e efeito colateral do egoísmo. Pessoas contaminadas por esse mal se importam apenas consigo mesmas. Tudo o que foge aos seus padrões pessoais e não atende aos seus interesses particulares serve de vitamina para a crítica. Seus adeptos estão em busca de justiça para todos e esperam misericórdia para si mesmos. Falam sem conhecer, machucam sem se importar e derrubam sem levantar. Descarregam suas frustrações sobre pessoas, situações ou instituições. A igreja sofre com esses “reformadores” modernos, que são capazes de corrigir a todos, menos a si mesmos. São especialistas em apontar falhas, mas incapazes de construir soluções. Cultivam pouca gratidão e muita indignação, muita desconfiança e pouca esperança, muito zelo e pouco amor. Podem ter até boas intenções, tentando ser instrumentos do “Consolador” (Jo 14:26), mas acabam se tornando agentes do “acusador” (Ap 12:10).

    SensacionalismoÉ a doença do superficialismo. Daqueles que têm pouco de Deus no interior e precisam de muito estímulo exterior. Navegam pelo mundo real e virtual em busca de novidades. Novas interpretações, novas datas, novos vídeos, novas descobertas, novos oradores carismáticos. Não se alimentam do “Assim diz o Senhor”, mas do “assim diz o pastor, o pregador, o influenciador”. Acabam afetados pela rotina, decepcionados pelo engano e destruídos pela apostasia.

    Por que não substituir esses “ismos” do mal pelos “ismos” do Senhor? Oferecer palavras de otimismo, desenvolver atitudes de altruísmo e cumprir a missão do adventismo.

    ERTON KÖHLER é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

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    <![CDATA[Etiqueta pós-quarentena]]> https://tempoprofetico.com.br/etiqueta-pos-quarentena/ Mon, 12 Oct 2020 03:36:50 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1746 O impacto dos cuidados com a saúde nas regras de boa convivência
    Gislaine Westphal e Wendel Lima

    A pandemia da Covid-19 teve impacto direto na convivência social. Nesse contexto, muita gente tem se perguntado como se portar, por exemplo, no ambiente profissional, durante uma videoconferência, no transporte público, na igreja e ao receber alguém em casa ou visitar amigos e familiares. De modo geral, as novas regras de conduta devem ter como objetivo o cuidado consigo mesmo e principalmente a proteção do outro. Veja algumas dicas.

    COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL

    Com o uso da máscara, a comunicação interpessoal fica mais difícil. A voz é abafada e as expressões faciais são parcialmente cobertas. Por isso, é importante se conectar com seu interlocutor, mantendo contato visual com ele, ainda que a distância. Evite tocar nas pessoas ao cumprimentá-las, o que é difícil para a cultura brasileira. Uma alternativa para o aperto de mão e abraço são cumprimentos utilizados em outros contextos, como colocar a mão próximo do próprio coração e acenar.

    VISITAS EM CASA

    Se vai visitar alguém, pergunte quais são as regras de prevenção que a família tem adotado. Talvez seja necessário tirar o calçado antes de entrar; por isso, leve um chinelo pessoal e limpo. Caso vá receber amigos e familiares, informe as medidas que vocês têm adotado em casa. Ofereça, por exemplo, logo na entrada, álcool em spray para os visitantes borrifarem na roupa, bem como um propé, aquela sapatilha de tecido fino descartável, que deve depois ser descartada em alguma lixeira próxima. De preferência, receba as pessoas ao ar livre ou mantenha o ambiente arejado. No banheiro, disponibilize toalha de papel e sabonete líquido. À mesa, dê maior espaço entre as cadeiras e abra mão de cardápios com comidas compartilhadas, como o fondue.

    TRANSPORTE PÚBLICO

    Esqueceu a máscara? Compre uma mais simples no caminho ou utilize peças de roupa como proteção facial. Mantenha distância dos demais passageiros e evite pagar em dinheiro. Ao sair da condução, lave as mãos ou as higienize com álcool em gel. Uma alternativa é usar luvas descartáveis no transporte público. Se for utilizar táxi ou o serviço de motorista por aplicativo, sente-se no banco de trás e com a janela aberta.

     

    REUNIÕES VIRTUAIS

    A videochamada veio para ficar, tanto no âmbito profissional como no pessoal. Porém, avise antes de ligar, pergunte se a pessoa pode atender. Em reuniões coletivas, ligue a câmera num local mais reservado, próximo a uma parede, para evitar que alguém apareça no vídeo. Além disso, acione seu áudio apenas quando for falar e desligue sua câmera quando a reunião acabar. Apesar de estar em casa, não é conveniente participar de pijama nem deitado no sofá. Comunique interesse por meio de sua postura. Se estiver conduzindo a reunião, seja pontual para começar e terminar, adiante a pauta, reduza o número de quadros da apresentação, incentive a participação e deixe claro o que se espera como resultado daquele encontro.

    CULTOS NA IGREJA

    No caso das congregações que já reabriram, respeite as regras de prevenção adotadas, como o número máximo de participantes por culto, os horários reduzidos e a recomendação para que crianças, pessoas do grupo de risco e sintomáticas não frequentem as reuniões. Atente igualmente para o uso de máscara no templo, a higienização das mãos e o distanciamento social.

     

    GISLAINE WESTPHAL é jornalista e consultora de imagem e estilo e WENDEL LIMA é editor associado da Revista Adventista

    Fontes: reportagens “O mundo pós-coronavírus”, revista Superinteressante, em 22 de abril (super.abril.com.br); “Quais vão ser as novas regras para receber os amigos no pós-quarentena”, revista Veja SP, em 19 de junho (vejasp.abril.com.br); “O Zoom nosso de cada dia”, revista Você S/A, de 19 de agosto (vocesa.abril.com.br).
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    <![CDATA[Narrativa coerente]]> https://tempoprofetico.com.br/narrativa-coerente/ Mon, 12 Oct 2020 03:39:11 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1750

    O cenário atual pode abrir caminho para a manifestação do poder ditatorial previsto em Apocalipse 17

    O mundo está pendendo para o autoritarismo. Regimes ditatoriais, sejam de direita ou de esquerda, não florescem sem personalidades autoritárias, que, por sua vez, dependem de uma predisposição autoritária da sociedade, um tipo de mentalidade que favorece a homogeneidade, não reconhece a complexidade e não tolera a pluralidade de ideias. Os maiores beneficiários são os apoiadores do regime e o círculo próximo dos autoritários.

    Essa é a opinião da jornalista Anne Applebaum em seu recente livro Twilight of Democracy (Doubleday, 2020). Segundo ela, a classe intelectualizada, incluindo os ideólogos e a elite que sabe usar a linguagem jurídica sofisticada, tem um papel destacado no aumento da polarização e da intolerância. “Na Roma antiga, César mandava os escultores fazerem versões múltiplas da sua imagem. Nenhum autoritário contemporâneo pode triunfar sem o equivalente moderno: escritores, intelectuais, panfletários, blogueiros, marqueteiros, produtores de programas de TV e criadores de memes que vendem sua imagem para o público” (p. 17).

    Independentemente do mérito do livro ou de qualquer viés ideológico, sem dúvida a política está mais raivosa, o que pode caminhar para a intolerância em regimes tradicionalmente democráticos. A própria eleição norte-americana, em novembro, pode ter um impacto significativo na geopolítica e no rumo da democracia. Mas como interpretar isso do ponto de vista profético?

    No meio adventista, o interesse por temas escatológicos cresceu nos últimos meses. Evidências disso são as inúmeras lives, pregações e palestras sobre o assunto. Por exemplo, a convite da sede sul-americana da igreja, teólogos do Brasil e do exterior estão realizando 14 palestras sobre escatologia para pastores nos meses de setembro e outubro. Um dos temas escolhidos para esse curso é a besta de Apocalipse 17, tópico reconhecidamente difícil. Afinal, o que tem de especial esse misterioso monstro que era, não é e ressurgirá? Qual é seu papel no fim dos tempos? Quem é o oitavo rei?

    “O Apocalipse é um painel pintado com habilidade por meio de símbolos que criam um sentido transcendente para a história”

    Levando em conta a importância do assunto e a variedade de interpretações, a Revista Adventista pautou o tema na tentativa de lançar um pouco de luz sobre esse assunto importante e intrigante. Para fazer sentido e ser convincente, a interpretação deve ser sólida exegeticamente, prestando atenção aos detalhes, e ter coerência interna, evidenciando a simetria e a beleza da narrativa. Nossos pioneiros avançaram no estudo das bestas de Apocalipse 13, mas ainda precisamos de mais solidez em relação ao capítulo 17.

    Nesse estudo é importante observar o que o próprio autor do Apocalipse diz e a maneira pela qual ele organizou sua narrativa. O apóstolo João, em sua obra-prima sobre o grande conflito cósmico, construiu uma metanarrativa coerente, unindo inúmeros retalhos das profecias bíblicas. O Apocalipse é um painel pintado com habilidade por meio de símbolos que criam um sentido transcendente para a história.

    Como sabemos, uma bênção especial é reservada para quem estuda o Apocalipse: “Bem-aventurado aquele que lê, e bem-aventurados aqueles que ouvem as palavras da profecia” (1:3). A diferença entre “o que lê” (singular) e “os que ouvem” (plural) indica o ambiente da igreja, em que uma pessoa apresenta o conteúdo do livro e o público acompanha a leitura. Busquemos essa bênção!

    MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista

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    <![CDATA[“O juízo começa pela casa de Deus”]]> https://tempoprofetico.com.br/o-juizo-comeca-pela-casa-de-deus/ Mon, 26 Oct 2020 00:07:34 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1758 Dissertação faz análise exegética de passagem bíblica utilizada pelos adventistas para defender a crença no juízo investigativo Apresentada no programa de mestrado em Teologia da Universidad Peruana Unión (UPeU), em Lima, a pesquisa foi realizada pelo pastor Eduardo Rueda Neto, responsável pela editoria dos livros de Ellen White na CPB. O estudo lança luz sobre a interpretação de 1 Pedro 4:17, onde aparece a expressão “o juízo começa pela casa de Israel”, e seu uso para apoiar a crença no juízo investigativo. 1. Resumo do trabalho A pesquisa consiste em uma análise exegética dos textos de Ezequiel 9:6, Malaquias 2:17–3:5 e 1 Pedro 4:17 com base em seus respectivos contextos literário, histórico e teológico. A partir do cruzamento de informações, busca identificar paralelos linguísticos, temáticos e estruturais, bem como as influências intertextuais que as duas passagens do Antigo Testamento exerceram na elaboração da declaração de 1 Pedro 4:17. Como resultado, a pesquisa lança luz sobre a interpretação desse texto do apóstolo Pedro e seu uso para apoiar a crença no juízo investigativo.   2. Pergunta respondida Desde os primórdios do adventismo, o texto de 1 Pedro 4:17 tem sido utilizado para apoiar a crença no juízo investigativo, segundo a qual o julgamento divino que antecede a segunda vinda de Cristo deve começar – ou melhor, já começou – pelo povo de Deus. No entanto, essa afirmação muitas vezes é feita sem levar em conta o contexto da passagem de 1 Pedro 4:17 e sem considerar também as influências que textos do Antigo Testamento exerceram na composição desse verso. Estudiosos da primeira epístola de Pedro sugerem que o autor se embasou principalmente na linguagem e nos conceitos expressos em Ezequiel 9:6 e Malaquias 2:17–3:5 para elaborar sua declaração. Dessa forma, para se obter um entendimento mais completo da passagem de 1 Pedro 4:17, bem como para averiguar se ela realmente é adequada para apoiar o ensino do juízo pré-advento, é necessário entender tanto o contexto da passagem quanto suas relações intertextuais com o Antigo Testamento. Tendo isso em vista, a pesquisa procura responder à seguinte pergunta: Qual é o significado da afirmação de que o juízo começa pela casa de Deus (1Pe 4:17), considerando seu contexto e suas conexões intra-bíblicas com as passagens de Ezequiel 9:6 e Malaquias 2:17–3:5? 3. Conclusão do autor Após a análise exegética dessas três passagens bíblicas, o cruzamento das informações e a identificação de paralelos, concluiu-se que:
    1. a) Nos três trechos bíblicos examinados, o tema/motivo do santuário/templo ocupa uma posição central, funcionando não apenas como pano de fundo para o desenvolvimento da narrativa, dos oráculos proféticos e do discurso apostólico, mas também como eixo temático organizador, ao redor do qual são construídos e entrelaçados os conceitos teológicos e as metáforas utilizadas em cada passagem.
    2. b) Todas as passagens têm um forte e perceptível teor escatológico. Embora as profecias de Ezequiel e Malaquias sejam aplicadas primeiramente a um contexto específico da história de Israel, seus contornos e linguagem evidenciam características apocalípticas que representam em caráter microcósmico realidades mais amplas e complexas que deveriam se cumprir no tempo do fim. Essa ideia é corroborada pelo uso que o livro do Apocalipse faz das imagens e da linguagem que estão presentes nessas passagens. No que se refere ao texto de 1 Pedro, o tom escatológico se verifica pela evidente expectativa do autor em relação à iminência da volta de Cristo e pelo uso que ele faz das outras duas passagens do Antigo Testamento analisadas na pesquisa.
    3. c) Os textos bíblicos analisados trazem à luz uma lógica que se repete ao longo das Escrituras e que revela o modus operandi pelo qual Deus desenvolve Seu processo judicial que envolve os seres humanos, sintetizado na essência da afirmação de Pedro: “O juízo começa pela casa de Deus”. Na economia do plano da redenção, Yahweh outorga ao Seu povo altos privilégios e bênçãos especiais a fim de que seja Seu representante na Terra e estenda aos demais pecadores a oportunidade de se transformarem em súditos do reino celestial. Além das bênçãos, Deus faz chegar primeiramente a esse povo escolhido a mensagem da salvação. De maneira correspondente, ao aplicar Seu juízo, Ele Se reporta primeiro ao Seu povo, na expectativa de encontrar frutos equivalentes aos privilégios. Terminada essa fase, dirige Sua atenção aos que não aceitaram participar das bênçãos de Sua aliança e que, portanto, não formam parte do povo escolhido. Esse procedimento revela justiça e imparcialidade por parte do Juiz universal.
    4. d) Ao declarar que “a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada”, Pedro se apropria da linguagem e dos temas presentes em Ezequiel 9 e em Malaquias 3 para construir e fundamentar sua argumentação dentro da perícope em que busca consolar os cristãos perseguidos. Na visão do apóstolo, o sofrimento forma parte de um processo de refinamento e, ao mesmo tempo, aponta para a esperança de um juízo iminente que redundará no castigo dos opressores.
    5. e) Considerando que Pedro provavelmente não tinha em vista o juízo pré-advento (embora suas palavras tenham um forte teor escatológico e suas fontes do Antigo Testamento apresentem juízos de caráter investigativo), parece impróprio utilizar 1 Pedro 4:17 como único texto-prova para fundamentar um aspecto da crença no juízo investigativo. Por outro lado, o texto serve muito bem ao propósito de indicar o modus operandi de Deus em Sua atividade judicial (ou seja, que Deus sempre começa Seus juízos pelo povo escolhido), o que pode, sem problema algum, ser aplicado ao juízo pré-advento. Em função disso, é desejável que os pregadores e expositores adventistas em geral deixem claro o fato de que o apóstolo estava refletindo uma tradição bíblica bem estabelecida e, ao mesmo tempo, enunciando uma espécie de princípio teológico e hermenêutico, e não interpretando esta ou aquela profecia.
    4. Contribuição da pesquisa A crença de que o julgamento divino do povo de Deus ocorre antes da segunda vinda de Cristo é fundamental para a teologia adventista. O conceito de juízo pré-advento está estreitamente relacionado com a doutrina bíblica do santuário – outra crença fundamental dos adventistas do sétimo dia –, pois ocorre no contexto do santuário celestial, e molda em grande medida nossa escatologia. É na compreensão de um juízo investigativo que o adventismo encontra o cumprimento último da maior profecia de tempo da Bíblia, as “duas mil e trezentas tardes e manhãs” (Dn 8:14) – que, segundo os cálculos proféticos, terminaram no ano de 1844, data de início do julgamento do povo de Deus. E foi nessa mesma ideia que nossos pioneiros encontraram uma explicação plausível para o fato de Jesus não ter voltado ao fim daquele período. Sendo assim, é de suma importância que conheçamos os fundamentos bíblicos dessa crença. Considerando que 1 Pedro 4:17 é um dos textos mais citados em apoio a ela, não há como diminuir a necessidade de um acurado estudo dessa passagem. Todo estudante da Bíblia, especialmente quem ministra estudos bíblicos, deveria conhecer o contexto de 1 Pedro 4:17, bem como suas relações intertextuais com o Antigo Testamento, principalmente para não distorcer a passagem, aproveitando-se da linguagem do texto para sustentar uma crença, mas ignorando seu sentido e a intenção original do autor. Além disso, conhecer esses detalhes ajudará o estudante a ter uma visão mais ampla da dinâmica da salvação e do processo pelo qual Deus lida com o pecado e com o pecador.

    FICHA TÉCNICA

    Título: “El Juicio comienza por la casa de Dios”: Un estudio de 1 Pedro 4:17 y sus conexiones Intra-Bíblicas con Ezequiel 9:6 y Malaquías 2:17-3:5  N° de páginas: 157 Orientador: Dr. Gluder Quispe Huanca Ano: 2017 Universidade: UPeU Linha de pesquisa: Teologia Bíblica Link para a dissertação: https://repositorio.upeu.edu.pe/handle/UPEU/1112
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    <![CDATA[Cuidando dos Irmãos e Irmãs: Mateus 18:15-20 (parte 1)]]> https://tempoprofetico.com.br/cuidando-dos-irmaos-e-irmas-mateus-1815-20-parte-1/ Wed, 04 Nov 2020 11:37:48 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1781

    A questão é se um crente deve confrontar um irmão da igreja envolvido em algum tipo de pecado?

    Ekkehardt Mueller “Se o seu irmão pecar, vá e mostre a ele sua culpa em particular; se ele o ouvir, você ganhou o seu irmão. Mas se ele não o ouvir, tome um ou dois mais com você, de modo que pela boca de duas ou três testemunhas todos os fatos possam ser confirmados. Se ele se recusar a ouvi-los, diga-o à igreja; e se ele se recusar a ouvir até mesmo a igreja, o considere como um gentio e um cobrador de impostos. Verdadeiramente eu digo a você, o que quer que você ligar na terra terá sido ligado no céu; e o que quer que você desligue na terra terá sido desligado no céu. Novamente, digo a vocês que, se dois de vocês concordarem na terra sobre qualquer coisa que possam pedir, será feito por vocês pelo Meu Pai que está no céu. Porque onde dois ou três se reuniram em Meu nome, Eu estou ali em seu meio.” Mateus 18:15-20 Nesta famosa passagem do Evangelho de Mateus, Jesus aborda a questão da disciplina da igreja de uma forma não relatada nos outros Evangelhos. Este artigo não está muito interessado no procedimento preciso de como agir quando um membro da igreja peca. Em vez disso, ele só se concentra na primeira parte do verso 15. No entanto, aqui encontramos um problema que influencia todas as discussões adicionais sobre a passagem. A New American Standard Bible (NASB) diz: “Se seu irmão pecar, vá …” e sua tradução é apoiada pela Nova Versão Internacional e pela New English Translation. No entanto, a English Standard Version (ESV) diz: “Se seu irmão pecar contra você [singular],¹ vá…” e é apoiada pela King James Version, a New King James Version, a New Living Translation, e a New Revised Standard Version. Três perguntas devem ser feitas: (1) Qual é a verdadeira diferença entre “se o seu irmão pecar” e “se o seu irmão pecar contra você?” (2) Por que essa diferença existe? (3) Qual leitura está mais bem alinhada com os pensamentos e a intenção de Jesus? Qual é a Diferença? Em Mateus 18, Jesus dirige-Se a Seus discípulos. Quando Ele fala com os Doze, todos os Seus seguidores estão incluídos no que Ele lhes instrui a fazer e a evitar. Se “contra você” está incluído no texto ou não, é geralmente reconhecido que estas instruções têm uma aplicação mais ampla para a igreja. A questão é se um crente deve confrontar um irmão da igreja envolvido em algum tipo de pecado. ² A leitura “se ele pecar contra você” poderia ser entendida no sentido que os crentes deveriam falar com outros crentes, tentando trazer uma mudança de mente e, possivelmente, arrependimento, somente se eles forem pessoalmente afetados pelo delito do outro – mais precisamente, se um crente tem diretamente pecado contra outro crente, por palavras e/ou ações. Em outras palavras, se ele ou ela não é pessoalmente ferido de uma forma ou de outra, ele ou ela não tem nenhuma razão para intrometer-se nos assuntos de outro crente, mesmo que um terceiro tenha sido seriamente ofendido ou ferido. A leitura mais curta, “se o seu irmão pecar,” cobra os crentes a se envolverem se observarem irregularidades de outros Cristãos, não importa contra quem elas sejam dirigidas. Eles não podem apenas ficar em pé, assistir, ouvir, e depois olhar para longe quando as coisas estão terrivelmente erradas. É tarefa e responsabilidade de cada Cristão intervir e tentar resolver uma situação ruim, trazendo reconciliação, arrependimento e restituição, quando necessário, salvando o ofendido e o infrator. ³ Desta perspectiva, a leitura curta é muito mais radical e muito mais exigente. Ela vai contra a estrutura das sociedades Ocidentais individualistas, dizendo aos crentes que eles têm responsabilidade um pelo outro e não pode simplesmente olhar para longe e ser indiferente quando a vida corre mal. A igreja é de fato uma família de irmãos e irmãs no Senhor, na qual se torna impossível para o membro individual responder como Caim: “Sou eu guardador do meu irmão?” (Gênesis 4:9). Por que as Traduções Diferem Amplamente? Existe uma grande diferença de significado entre as duas interpretações. Essa diferença precisa ser explicada. À primeira vista, podemos atribuir a diferença de redação às escolhas diferentes que os tradutores fizeram ao traduzir o texto bíblico. No entanto, a questão não é um problema de tradução. Neste caso, não se pode acusar os tradutores de terem adicionado ou omitido palavras do texto bíblico. A leitura mais curta (sem a frase “contra você”) e a leitura mais longa (incluindo a frase “contra você”) são encontradas em manuscritos bíblicos, o que complica o assunto. A maioria dos manuscritos tem a leitura mais longa, mas a versão mais curta tem bom apoio de manuscrito mais antigo. Usar a maioria dos manuscritos como o único critério para determinar a melhor leitura pode não ser útil. A maioria pode estar certa ou errada – até mesmo a maioria dos manuscritos. A maioria dos manuscritos são manuscritos tardios que foram copiados uns dos outros. Se os copistas cometeram erros, estes erros foram copiados repetidas vezes. Assim, o grupo majoritário pode não ter necessariamente um texto Grego mais confiável do que o encontrado em noutros manuscritos. Por outro lado, não se pode presumir que o texto mais comum seja automaticamente errado. Portanto, os estudiosos procuram não um, mas diversos critérios para determinar qual leitura seja mais provavelmente a melhor. Mas este caso é especialmente difícil. Um membro do comitê editorial do projeto Grego do Novo Testamento das Sociedades Bíblicas Unidas escreve: É possível que as palavras εἰς σέ [“contra você”] sejam uma interpolação primitiva no texto original, talvez derivada por copistas do uso de εἰς ἐμέ [“contra mim”] no verso 21. Por outro lado, também é possível considerar sua omissão como deliberada (a fim de tornar a passagem aplicável ao pecado em geral) ou acidental.⁴ Outro erudito sugere que uma audição equivocada levou à diferença nos manuscritos.⁵ Em qualquer caso, o comitê das Sociedades Bíblicas Unidas decidiu deixar “contra ele” (εἰς σέ) em colchetes no texto, indicando que a expressão pode ou não pertencer ao texto original. Então, o que deve ser feito? Como determinamos a melhor opção? Qual Leitura é a Melhor Opção? Esta pergunta não é fácil de responder. Os editores do texto Grego do Novo Testamento deixaram a decisão individual aos eruditos. Assim, há aqueles que defendem a leitura mais longa,⁶ aqueles que favorecem a versão mais curta⁷  e aqueles que permanecem neutros ou ambíguos.⁸ Por que estudar manuscritos Gregos não ajuda muito neste caso, outras possibilidades devem ser exploradas. Estas estão relacionadas a um estudo aprofundado de Mateus 18:15 em seu contexto. Podemos obter entendimento do contexto do texto do Velho Testamento, do contexto, do próprio verso e do Novo Testamento, como os seus escritores entenderam o texto. Compreensão do Contexto do Velho Testamento É bastante provável que a declaração de Jesus esteja baseada em Levítico 19:17: “Você não deve odiar seu irmão em seu coração; você deve discutir francamente com seu próximo” (ESV). A NASB traduz: “Você certamente pode reprovar o seu próximo.” O termo elechnō, “trazer à luz, reprovar, condenar,” de Mateus 18:15 também aparece em Levítico 19:17, além do substantivo elegnos, “repreender.” Então, existe uma conexão entre os dois textos. No entanto, o texto de Levítico não indica que um irmão peca contra outro irmão. Ele é de natureza geral, como parece ser o caso com Mateus 18:15. Compreensão do Contexto Mais Amplo A leitura mais longa sugere uma atitude passiva. Uma pessoa só se envolve com um irmão Cristão se for ofendido pessoalmente. A leitura mais curta, no entanto, espera uma atitude ativa, interpondo-se percebe-se que a vida espiritual e a vida eterna dos irmãos da igreja são prejudicadas. No Evangelho de Mateus, Jesus normalmente enfatiza um papel ativo para Seus seguidores. Seus discípulos não são apenas cidadãos pacíficos, mas pacificadores (Mateus 5:9). Eles deixam sua luz brilhar diante dos seres humanos (Mateus 5:16). Eles oram por seus perseguidores (Mateus 5:44). Eles “buscam Seu reino e Sua justiça” (Mateus 6:33) e tratam as pessoas da mesma maneira que gostariam de ser tratados (Mateus 7:12) — o que é mais do que não tratar a outro como se não quisesse ser tratado. A Regra de Ouro é sobre ser proativo, não reativo. Os Doze devem ir “à ovelha perdida da casa de Israel” (Mateus 10:7). Eles são enviados como ovelhas entre os lobos (Mateus 10:16), confessando Jesus (Mateus 10:32). A ênfase de Jesus no comportamento ativo apoia a leitura mais curta. Sim, os Cristãos também fazem algo se eles são pessoalmente afetados. Buscam a reconciliação assim que estiverem cientes “que seu irmão tem algo contra” eles (Mateus 5:23, 24). Mas, como indicam muitos outros provérbios de Jesus, eles não se limitam apenas a questões pessoais. [continua…]

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    Ekkehardt Mueller é PhD em Ministério e Divindade.

    ¹No Grego, o texto não é ambíguo, e o “ você” no verso 15 é um pronome no singular. Portanto, “ você” deve ser entendido por um público de fala Inglesa como um pronome no singular.

    ² Donald A. Hagner, Matthew 14-28, Word Biblical Commentary 33B (Dallas, TX: Word, 1995), 531, observa: “Presumivelmente… dado o procedimento que se segue, o tipo de pecado que está sendo considerado é de uma natureza substancial em vez de trivial ou meramente pessoal…” Embora todo pecado seja injustiça, cf. 1 João 5:16, 17 onde o pecado (hamartia) pode ser pecado que não conduz à morte ou ao pecado que leva à morte.

    ³ R. T. France, The Gospel of Matthew, The New International Commentary on the New Testament (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2007), p. 690, observa que “é o indivíduo que está em questão, não um líder ou grupo designado, que é esperado que atue em primeira instância; a comunidade em geral está envolvida apenas quando essa iniciativa individual se revela inadequada e, em seguida, apenas para fazer recuar a preocupação individual.”

    ⁴ Bruce M. Metzger, A Textual Commentary on the Greek New Testament, 2ª ed. (Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 1994), p. 36.

    ⁵ France, p. 689.

    ⁶ E.g., David L. Turner, Matthew, Baker Exegetical Commentary on the New Testament (Grand Rapids, MI: Baker Academic, 2008), p. 444; possivelmente Hagner, p. 531. Ulrich Luz, Matthew 8-20, Hermeneia – ACritical and Historical Commentary on the Bible (Minneapolis, MN: Fortress, 2001), p. 451, fale sobre os membros da igreja ofendidos por outros membros da igreja, mas acrescenta: “No entanto, o ‘pecado’ que um membro da igreja cometeu contra outro não é um assunto privado sobre o qual a igreja não está preocupada. É uma convicção bíblica, Judaica e Cristã primitiva que todo pecado afeta a igreja toda.”

    ⁷ E.g., France, pp. 689-693; David Hill, The Gospel of Matthew, The New Century Bible Commentary (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1990), 275; John Nolland, The Gospel of Matthew: A Commentary on the Greek Text, The New International Greek Testament Commentary (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2005), 745–746; Charles H. Talbert, Matthew, Paideia Commentary on the New Testament (Grand Rapids, MI: Baker Academic, 2010), pp. 219-221.

    ⁸ E.g., Leon Morris, The Gospel According to Matthew, The Pillar New Testament Commentary (Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1992), pp. 466, 467; Grant R. Osborne, Matthew, Zondervan Exegetical Commentary on the New Testament (Grand Rapids, MI: Zondervan, 2010).
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    <![CDATA[Respeito a Dor de uma Criança Violentada]]> https://tempoprofetico.com.br/respeito-a-dor-de-uma-crianca-violentada/ Wed, 04 Nov 2020 11:40:10 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1785

    Em assuntos severos e complexos demais como um crime tão perverso e seus desdobramentos, reconheçamos nossa limitação pra resolver tudo com um “concordo” ou “não concordo”.

    Darleide Alves

    Alguns chamaram o filho de Deus de “Belzebu” mas alguns não são todos. Uma multidão gritou “crucifica-o”, mas nem mesmo uma multidão representa a todos. Sempre existiu gente barulhenta e apaixonada, sem domínio da razão. Elas gritavam diante da cruz como gritam na porta de hospital chamando criança estuprada e grávida de assassina. É tudo tão triste, tão miserável… Mas não se trata de uma mulher que resolveu abortar e jogar seu filho no lixo por que “seu corpo, suas regras” pra seguir curtindo a vida. Trata-se de uma criança violentada desde os seis anos de idade por um parente desgraçado e criminoso. Olha pra uma criança de seis anos. Seis anos. Hoje tem somente dez. É fácil responder apenas com um “concordo” ou “não concordo” é “certo” ou “errado” como fizeram os amigos de Jó. Os argumentos podem parecer os melhores, mas eles estavam errados. Isso serve para todos nós. Até Jó, um homem justo, argumentou com toda coragem e certeza a favor da própria inocência; e era inocente mesmo. Ainda assim, foi incapaz de responder ao menos uma das oitenta perguntas que lhe fizera Deus. Finalmente Jó declara “Falei de coisas de que eu não entendia [ Jó 42:3] Retiro tudo que disse e me sento arrependido no pó e nas cinzas”. [Jó 42:6]. É que nem mesmo os “justos” se sustentam diante da justiça de Deus. Vamos vigiar a nossa língua pra não gritarmos como alguns e nem como a multidão. Comportemos-nos como remanescentes. Se não for assim haveremos de responder ao Senhor quando perguntar “me condenará só para provar que tem razão? [Jó 40:8]. Em assuntos severos e complexos demais como um crime tão perverso e seus desdobramentos, reconheçamos nossa limitação pra resolver tudo com um “concordo” ou “não concordo”. Talvez seja mais sábio fazer o que os amigos de Jó fizeram por sete dias e sete noites: silêncio. “Não disseram nada por que viram que o sofrimento dele era muito grande.” [Jó 2:13] Foi quando caíram na besteira de falar em nome da justiça que erraram. Mas, tem algum “Jó justificado” aí para interceder pelos errados? #palavrasbenditas

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    Darleide Alves é apresentadora do programa Consultório de Família da TV Novo Tempo

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    <![CDATA[O Ciclo da Violência]]> https://tempoprofetico.com.br/o-ciclo-da-violencia/ Wed, 04 Nov 2020 11:42:35 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1790

    Deveria ser considerado normal viver sob xingamentos, negligência, insultos, agressões físicas, verbais e psicológicas?

    Darleide Alves

    “Não tenha inveja de quem é violento nem adote nenhum dos seus procedimentos, pois o Senhor detesta o perverso, mas o justo é seu grande amigo.” Provérbios 3:31,32 A psicóloga norte-americana Lenore Walker identificou que as agressões cometidas em um contexto conjugal ocorrem dentro de um ciclo que é constantemente repetido. AUMENTO DA TENSÃO O agressor mostra-se irritado por coisas insignificantes. Tem acessos de raiva, humilha, faz ameaças, destrói objetos… A mulher tenta acalmar o agressor, fica aflita e evita tudo para não “provocá-lo”. Isso causa tristeza, angústia, ansiedade, medo… Causa vergonha também e ela esconde o que está acontecendo. Mas aquilo pode evoluir para a fase 2. ATO DE VIOLÊNCIA A falta de controle chega ao limite e leva ao ato violento. A tensão acumulada na Fase 1 se materializa em violência verbal, física, psicológica, moral… O sentimento da mulher é de paralisia. Ela sofre de uma tensão psicológica severa como insônia, perda de peso, fadiga constante, ansiedade, e sente medo, ódio, solidão, pena de si mesma, vergonha, confusão e dor… Talvez, ela até se afaste do agressor, mas há um terceiro movimento neste ciclo: ARREPENDIMENTO E COMPORTAMENTO CARINHOSO Também conhecida como “lua de mel”. O agressor se torna amável para conseguir a reconciliação. A mulher acredita que ele vai mudar e aceita. Por alguns dias tudo fica calmo, feliz… Ela se sente responsável por ele, pelo casamento… Mas, o risco de o ciclo voltar para a primeira fase é comum, isso não é relacionamento. Isso é sofrimento. Não se trata de uma “briguinha de casal”, mas de violência real. “O homem violento coage o seu próximo, e o faz deslizar por caminhos nada bons. O que fecha os olhos para imaginar coisas ruins, ao cerrar os lábios pratica o mal. Melhor é o que tarda em irar-se do que o poderoso, e o que controla o seu ânimo do que aquele que toma uma cidade.” Provérbios 16:29-30 e 32

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    Darleide Alves é apresentadora do programa Consultório de Família da TV Novo Tempo

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    <![CDATA[Pai, eu prometo!]]> https://tempoprofetico.com.br/pai-eu-prometo/ Wed, 04 Nov 2020 11:44:43 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1794

    A Bíblia também reforça a construção de um relacionamento saudável e duradouro entre pais e filhos!

    Adolfo Suárez

    Mesmo havendo convivido pouco tempo com ele, eu tenho gratas memórias do meu pai: passeios de bicicleta, pescaria, banho nas cachoeiras, o presente do Natal de 1975, o cachorrinho León, que chegou de surpresa… Foram apenas sete anos de convivência até sua sentida morte, em 1977. Crescer sem pai é sofrido, mas guardar boas lembranças é confortante. Como fiquei órfão muito cedo, tive pouco tempo para demonstrar meu carinho de filho. Mas hoje, como pai de duas meninas, posso dizer com experiência: é ótimo receber o carinho dos filhos. Sim, a melhor recompensa da paternidade é o trato amigável e afetuoso de nossos meninos e meninas. Por isso, pensando no relacionamento familiar, proponho que você, filho e filha, faça algumas promessas ao seu pai. Aqui estão as que eu faria ao seu Joaquín, se ele estivesse vivo.

    Pai, eu prometo honrar seu nome

    Está escrito em Êxodo 20:12: “Honra a teu pai…” O mandamento não diz “obedeça ao seu pai”, mas sim “honre ao seu pai”. Qual é a diferença entre obedecer e honrá-lo? Obedecer significa concordar em fazer algo, concordar em ser conduzido, sem necessariamente respeitar ou ter estima pelo pai. Um filho pode obedecer ao seu pai sem tê-lo em alta consideração. Obedece por medo, por pressão, por obrigação. Honrar tem um significado bem mais amplo: valorizar, considerar altamente, ter em grande estima, respeitar. O mandamento afirma: “honre” – e não “obedeça” –, porque os filhos até podem obedecer sem honrar, mas jamais podem honrar sem obedecer. Honrar nosso pai significa querer o bem dele, querer que ele se sinta bem, e agir para que se sinta bem. Honrar nosso pai significa ouvir seus conselhos. Honrar nosso pai significa falar bem dele; significa procurar maneiras de mostrar-lhe apreço, respeito, admiração: seja mediante uma mensagem de Whats, um e-mail, um cartão, um presentinho, um telefonema, um abraço, um beijo, uma declaração de amor. Filhos e filhas: honrem seu pai!

    Pai, eu prometo respeitar suas chamadas de atenção

    O apóstolo Paulo escreveu em Efésios 6:4: “Pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”. Neste versículo, Paulo apresenta as responsabilidades dos pais para com os filhos. Mas, indiretamente, ele também conscientiza os filhos sobre o que devem esperar dos pais, avisando-lhes que não podem esperar dos pais uma atitude displicente, irresponsável. Nada disso. Os filhos devem esperar dos pais disciplina e admoestação do Senhor. Por sua natureza mais firme, e sua voz mais potente, o pai representa a justiça, a disciplina e os limites dentro de um lar. É dele que se espera o estabelecimento de regras, e também a cobrança delas; espera-se o discurso do “isto pode e isto não pode”. E o pai cobra isso tudo por uma razão: segurança e felicidade dos filhos. E como os filhos deveriam reagir às regras e exigências coerentes e justas do pai? Com profundo respeito! E como os filhos deveriam reagir às chamadas de atenção quando essas regras e exigências não são obedecidas? Com profundo respeito! Afinal, a obediência a limites seguros e a submissão aos “mandamentos” de um pai temente a Deus farão de filhos e filhas cidadãos conscientes e de bem. Filhos e filhas, respeitem as chamadas de atenção de seu pai!

    Pai, eu prometo ser responsável

    O sábio escreveu: “Ouçam, meus filhos, a instrução de um pai; estejam atentos e obterão discernimento” (Provérbios 4:1). Quando Salomão diz “ouçam” e “estejam atentos”, está falando de responsabilidade diante das instruções de um pai sábio, temente a Deus. E qual o resultado disso? O filho responsável ganhará prudência; ou seja, ganhará equilíbrio, sensatez, conhecimento, sabedoria. Assim sendo, quando os filhos agem com responsabilidade diante dos ensinamentos do pai, eles são os maiores beneficiados. Há muitos filhos e filhas que, diante dos bons ensinamentos do pai, reagem com desprezo, deboche e revolta. E pensam que dessa forma ferem o coração do homem que cuida deles. Sim, eles podem magoar o coração dele, mas os maiores perdedores são eles próprios – filhos e filhas –, pois sua insensatez os priva do tremendo lucro de uma vida vivida com responsabilidade. Filhos e filhas, sejam responsáveis com seu pai!

    Pai, eu prometo causar-lhe alegria

    Salomão escreveu: “O filho sábio dá alegria ao pai” (Provérbios 10:1). O pai certamente fica feliz quando seus filhos tiram boas notas na escola, quando conseguem um bom emprego, quando superam seus desafios ou quando ganham medalha no campeonato do colégio. Mas nenhuma alegria supera a felicidade que o pai sente quando vê seus filhos agindo com sabedoria e bom senso nas pequenas e grandes atividades e ocupações da vida. Afinal, se o filho é sábio, terá tudo de melhor na vida; e mesmo diante de circunstâncias adversas, terá condições plenas de superação. Filho sábio é aquele que:
    • Respeita as pessoas;
    • É honrado nos negócios;
    • Encara os estudos com responsabilidade;
    • Cresce em maturidade;
    • É amigo de Deus.
    Filhos e filhas, alegrem seu pai vivendo de modo sábio!

    Pai, eu prometo dedicar tempo a você

    Quando os filhos e filhas são pequenos, querem ficar o tempo todo com os pais. Mas alguns, quando crescem, viram adultos e saem de casa e se esquecem deles. Em casos extremos, até perdem o contato com o pai: não ligam, não escrevem, não aparecem. A melhor maneira de mostrar que seu pai é importante é dedicando-lhe tempo de qualidade, e, se possível, em quantidade. O doutor Armand Nicholi, professor clínico de psiquiatria na Harvard Medical School e no Massachusetts General Hospital, afirma que “o tempo é como o oxigênio: há uma quantidade mínima necessária à sobrevivência. E é preciso tanto quantidade quanto qualidade para desenvolver relacionamentos carinhosos e afetivos”.1 Por isso, demonstre carinho e afetividade. Que tal ligar agora para seu pai e dedicar-lhe um pouquinho de tempo?!

    Pai, eu prometo cuidar de você!

    Escrevendo ao jovem Timóteo, o apóstolo Paulo disse: “Se alguém não cuida de seus parentes e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente” (1 Timóteo 5:8). Os pais, antes fortes, saudáveis e independentes, um dia se tornam frágeis, enfermiços e dependentes. Aqueles que antes seguravam as mãos dos filhos, um dia precisarão que estes lhes segurem as mãos. E o que os filhos devem fazer? Cuidar deles! Fazer sacrifícios por eles! Afinal, a história poderá se repetir: os filhos que hoje cuidam do pai, amanhã serão cuidados por seus próprios filhos. Obviamente, o cuidado do pai não deve ser praticado por mero interesse, mas porque o cuidado da família é um dever de todo filho e filha de Deus. O melhor presente que você pode dar a este homem de sua vida é fazer ou renovar estas seis promessas:
    1. Pai, eu prometo honrar você;
    2. Pai, eu prometo respeitar suas chamadas de atenção;
    3. Pai, eu prometo ser responsável;
    4. Pai, eu prometo trazer-lhe muitas alegrias;
    5. Pai, eu prometo dedicar tempo a você;
    6. Pai, eu prometo cuidar de você.
    Estas promessas de honra, respeito, responsabilidade, alegria, tempo e cuidado constituem uma clara evidência de que os filhos e filhas são sábios, e que estão preparados para conviverem, pela eternidade, com o Pai Celestial.

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    Adolfo Suárez é Teólogo e educador,  Mestre e doutor em Ciências da Religião, com pós-doutorado em Teologia, é autor de diversos livros, e membro da Society of Biblical Literature.

    Referências:

    1 Citado em John Maxwell. O Sucesso de Amanhã Começa Hoje, p. 126.

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    <![CDATA[O papel do dom profético na construção da identidade adventista]]> https://tempoprofetico.com.br/o-papel-do-dom-profetico-na-construcao-da-identidade-adventista/ Sat, 14 Nov 2020 09:00:06 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1799

    “Então me disseram: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Apocalipse 10:11). Depois de analisar o papel do movimento milerita na construção da identidade adventista, vamos voltar o nosso olhar para o grupo de adventistas sabatistas, como ficariam conhecidos aqueles que deram origem à Igreja Adventista do Sétimo Dia. Seus líderes e fundadores – José Bates, Tiago White e Ellen Harmon, aceitaram a mensagem da volta de Jesus[1]. Apenas Bates teve algum destaque no movimento milerita. Bates, Tiago e Ellen se tornaram os três pilares do adventismo sabatista e são reconhecidos como fundadores da Igreja Adventista do Sétimo. Bates e Tiago eram da Conexão Cristã, uma denominação com forte ênfase no restauracionismo. Já Ellen e a família Harmon eram metodistas. Ela e mais seis de um total de 10 pessoas de sua casa foram excluídas da Igreja Metodista da rua Chestnut, da cidade de Portland, em setembro de 1843, onde Miller havia pregado duas vezes, em março de 1840 e junho de 1842[2].

    Leia também:

    Ellen Harmon escreveu sobre dois momentos de sua experiência com a volta de Jesus: antes e depois de 22 de outubro de 1844.  Antes: “Esse foi o ano mais feliz de minha vida. Meu coração transbordava de alegre expectativa; mas sentia grande dó e ansiedade pelos que se achavam desanimados e não tinham esperança em Jesus. Unimo-nos, como um só povo, em fervorosa oração para alcançar uma verdadeira experiência e inequívoca prova de nossa aceitação da parte de Deus”[3]. Depois: “Ficamos desapontados, mas não desanimados. Resolvemos refrear-nos da murmuração naquela severa prova pela qual o Senhor nos estava purificando das escórias e refinando-nos como o ouro no fogo; resolvemos submeter-nos pacientemente ao processo de purificação que Deus julgava necessário para nós, e aguardar com paciente esperança que o Salvador remisse Seus filhos provados e fiéis”[4]. Foi em meio a esse cenário de dor, decepção e confusão que Deus Se manifestou em visão à jovem Ellen Harmon, que recém havia completado 17 anos. Seu estado de saúde havia se agravado com as tristezas do desapontamento, e Elizabeth Haines, uma amiga apenas um pouco mais velha do que ela e que também morava em Portland, convidou-a para visitá-la e passar alguns dias em sua casa. Era o final do mês dezembro de 1844. Foi numa reunião de oração, no culto da manhã, em que estavam presentes apenas cinco mulheres, que o Senhor deu a Ellen a primeira visão. Ela assim descreveu: “Enquanto eu estava orando junto ao altar da família, o Espírito Santo me sobreveio, e pareceu-me estar subindo mais e mais alto da escura Terra. Voltei-me para ver o povo do advento no mundo, mas não o pude achar, quando uma voz me disse: “Olha novamente, e olha um pouco mais para cima.” Com isto olhei mais para o alto e vi um caminho reto e estreito, levantado em lugar elevado do mundo. O povo do advento estava nesse caminho, a viajar para a cidade que se achava na sua extremidade mais afastada”[5]. A visão completa pode ser lida em Primeiros Escritos, Vida e Ensinos ou Testemunhos Para a Igreja, volume I. Os depositários do patrimônio de Ellen G. White entenderam que: “Nessa visão, o Senhor descreveu-lhe a jornada do povo do Advento para a Nova Jerusalém. Conquanto essa visão não explicasse a razão do Desapontamento — explicação esta que só podia provir do estudo da Bíblia — ela deu-lhes a certeza de que Deus os estava guiando e continuaria a guiá-los em sua peregrinação rumo da cidade celestial”[6]. Uma semana depois, Ellen recebeu a segunda visão, em que lhe foi dada a ordem de compartilhar a mensagem recebida[7]. Foi lhe revelado que sua missão não seria fácil, mas que o Senhor estaria ao lado dela. Devido à fragilidade de seu estado de saúde, ela inicialmente resistiu, mas acabou aceitando humildemente o chamado, confiando que Deus a sustentaria. O grupo de Albany havia assumido firme posição contrária a toda e qualquer espiritualização na interpretação bíblica e contra toda manifestação espiritual, como sonhos e visões, porque naqueles dias haviam surgido muitos que reivindicavam ser profetas e o fanatismo proliferava. As condições para a jovem Ellen seriam extremamente difíceis. Ela teria que enfrentar muita desconfiança e oposição. Seria considerada mais uma fanática, com problemas neurológicos, afirmando ter revelações especiais da parte de Deus. Em parte, foi por isso que, por quase 40 anos, Ellen continuou tendo visões em público, exatamente para confirmar a validade do fenômeno espiritual, semelhante aos profetas bíblicos. Assim que Ellen aceitou o chamado, passou a aproveitar cada oportunidade que surgia para apresentar as mensagens que estava recebendo. Foi numa dessas viagens, em 1845, que ela conheceu o jovem ministro Tiago White[8]. Posteriormente, ele se ofereceu para acompanhar Ellen e sua companheira em outras viagens. Tiago ficou plenamente convencido da autenticidade das visões que ela recebia. Aí começou uma amizade que resultou no casamento deles, pois muito provavelmente o fato de um jovem solteiro acompanhar duas senhoritas poderia gerar uma situação constrangedora e facilmente colocaria empecilhos à obra de Ellen. Eles casaram-se em 26 de novembro de 1846, na cidade de Portland[9]. Bates, Tiago e Ellen estavam entre aqueles que acreditavam na doutrina da porta fechada e, por isso, não compareceram na assembleia de Albany. Havia ainda outros crentes que, como eles, tinham convicção de que todo aquele movimento não havia sido em vão. Queriam encontrar na Bíblia a razão de sua decepção. Além de serem poucos, estavam isolados uns dos outros, espalhados pelo norte central e nordeste dos Estados Unidos. Eles concordavam com os espiritualizadores na aceitação da exatidão do cálculo profético, mas discordavam quanto à natureza espiritual da volta de Cristo. Eles acabariam formando a terceira e menor corrente egressa de milerismo[10]. O estudo da Bíblia e a base doutrinária dos adventistas O grupo que logo ficaria conhecido como adventistas sabatistas começou a estudar e buscar na Bíblia, no dia 23 de outubro, as razões para o desapontamento. Assim foi com Hiram Edson, um fazendeiro metodista de Port Gibson, Estado de Nova Iorque, e líder local dos adventistas. Com o propósito de animar os irmãos, foi surpreendido por uma compreensão especial a respeito da passagem de Cristo do compartimento “santo” para o “santíssimo” no santuário celestial. Com Owen R. L. Crosier e o doutor Franklin B. Hanh, Edson estudou profundamente esse assunto seguindo o método de concordância de Miller. Juntos concluíram que o santuário a ser purificado em Daniel 8:14 não era a Terra nem a igreja, mas o santuário celestial, do qual o santuário terrestre havia sido uma cópia ou um tipo[11]. É interessante notar que outros pastores adventistas mileritas também haviam estudado e apresentado reflexões sobre o tema do santuário logo após a primeira decepção, em março de 1844, mas parece não ter surtido efeito sobre os mileritas. Igualmente ao tema do santuário, alguns mileritas já haviam focado na questão da guarda do sábado, mesmo antes de 22 de outubro. Mas essas sementes lançadas só frutificaram quando Bates leu o artigo do pastor Tomas Preble, publicado no jornal “Hope of Israel[12]. Bates imediatamente comparou com a Bíblia as provas apresentadas por Preble que, por sua vez, havia recebido essa mensagem dos batistas do sétimo dia por meio da irmã Rachel Oaks-Preston. Ficou convencido de que a santidade do sábado não havia mudado. A partir daí, passou a defender vigorosamente a validade do quarto mandamento. Voltando a Port Gibson, Crosier concordou em escrever as conclusões a que haviam chegado e elas foram publicadas inicialmente na revista Day Dawn, nos primeiros meses de 1845. Mas foi em 7 de fevereiro de 1846 que Crosier apresentou suas conclusões, agora bem amadurecidas, na edição extra da revista Day-Star, sob o título “A Lei de Moisés”. Seu artigo não passou despercebido para aqueles que haveriam de ser os líderes dos adventistas sabatistas[13]. Quando Bates leu o artigo sobre o santuário no início de 1846, não teve dúvidas sobre o assunto. Ao que tudo indica, viajou os 600 km, de Fairhaven, onde morava, para Port Gibson, a fim de conversar com Edson, Crosier e Hanh. Ele ficou convencido da verdade do santuário e eles ficaram convencidos da santidade do sábado[14]. A partir daí, Bates começou a escrever uma série de livretos em que apresentava a verdade do sábado como dia de guarda, com grande diferencial: incorporou uma teologia que integrava as doutrinas do santuário celestial, da volta de Cristo e do sábado. Mas ele ainda foi além e inseriu essas doutrinas no contexto histórico-escatológico de Apocalipse 11 a 14. Quando Bates, Tiago e Ellen se conheceram, nem Bates se convenceu da autenticidade do dom profético de Ellen, nem os dois ficaram convencidos sobre o sábado. Mas logo depois do casamento deles, em agosto de 1846, ao receberem o panfleto “O sábado do sétimo dia, um sinal perpétuo”[15], escrito por Bates, eles reconsideraram as evidências bíblicas e começaram a guardar, defender e ensinar sobre o sábado bíblico. Pouco depois, em novembro desse mesmo ano, Bates se convenceu da autenticidade do dom profético dado a Ellen White. Foi numa reunião ocorrida em Topsham, Maine, que ela foi tomada em visão e passou a descrever alguns planetas, que o velho capitão Bates prontamente identificou. Ao descobrir que Ellen não possuía nenhum conhecimento de astronomia, convenceu-se de que as revelações que ela recebia eram de origem sobrenatural. A partir daí, Bates e o casal White uniram seus esforços[16]. Especialmente entre os anos de 1848 e 1850, os adventistas sabatistas empreenderam decididos esforços para reunir os irmãos que haviam aceitado a mensagem até 22 de outubro de 1844 e se dedicaram intensamente ao estudo da Bíblia e à oração, com o propósito de unificar suas ideias e crenças. Essas reuniões ficaram conhecidas como “conferências sabatistas”[17]. Além do esforço de reunir pessoas, os adventistas investiram na publicação de folhetos, jornais e revistas, iniciando assim um ministério de publicações resultante de uma visão recebida por Ellen White em novembro de 1848[18]. Por essa razão, gosto de dizer que esta igreja nasceu em uma berço forrado de papel e tinta. Foi ainda nesse período que uma quarta e muito importante doutrina, que viria a ser mais um pilar doutrinário, foi adotada pelos adventistas sabatistas. Tinha que ver com a correta compreensão da natureza humana e o estado dos mortos[19]. A imortalidade condicional se harmonizava perfeitamente com a nova teologia adventista e apoiava o ensino do juízo investigativo. Assim, no início de 1848, os líderes adventistas sabatistas, por meio de intenso estudo da Bíblia e oração, haviam chegado a um consenso em pelo menos quatro pontos: 1) a volta pessoal, visível e pré-milenar de Jesus; 2) o ministério bifásico de Cristo no santuário celestial; 3) a perpetuidade do sábado do sétimo dia e sua importância escatológica; 4) a imortalidade condicional da alma, conhecida como condicionalismo e a destruição eterna dos ímpios definida como aniquilacionismo. Outros dois aspectos ainda seriam acrescentados como sendo os pilares ou marcos do adventismo: 5) a santidade da lei de Deus; e 6) a proclamação profética das três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12. Essas seis colunas distinguiram os sabatistas dos outros mileritas, mas também de outros cristãos em geral. Esses pilares se tornaram um conjunto de crenças distintivas que forneceram uma identidade aos adventistas. Embora tivessem vários pontos de doutrina comum a outros cristãos, eles viam sua mensagem como sendo a verdade presente. Percebiam que possuíam uma mensagem distintiva, especialmente por conta de dois pontos: o santuário celestial como o grande centro unificador das demais crenças e sua teologia que envolvia a proclamação da mensagem dos três anjos[20]. No início da década de 1850, reconheceram que deveriam abandonar toda e qualquer tentativa de marcar datas para a volta de Cristo e também perceberam que a doutrina da porta fechada não se harmonizava com sua teologia. Dessa forma, os adventistas sabatistas haviam verdadeiramente encontrado a sua identidade[21].

    O papel de Ellen G. White na formação doutrinária dos adventistas

    Ainda é necessário destacar o papel de Ellen White e do dom profético no processo da definição da identidade do adventismo. Seu papel foi sempre de confirmação[22]. Tanto a doutrina do sábado como a doutrina da volta de Cristo já existiam antes de Ellen White começar seu ministério profético. Devemos entender claramente que os primeiros adventistas eram um povo da Bíblia e suas doutrinas distintivas foram definidas em resultado de intenso estudo das escrituras e oração e não em função das visões de Ellen White. Mas suas visões livraram os adventistas de muitos enganos. Como exemplos: sua primeira visão confirmou a validade dos cálculos proféticos, mas o que de fato havia acontecido, veio em resultado do estudo da Bíblia. Outro engano que o dom profético livrou os adventistas sabatistas foi o erro de marcar datas para a volta de Cristo. Além disso, Ellen White confirmou claramente a verdade das doutrinas do santuário e do sábado. É provável que o seguinte texto seja a fonte que melhor esclareça o papel e a relação dela na confirmação das doutrinas e não no seu estabelecimento. “Muitas vezes ficávamos reunidos até alta noite, e às vezes a noite toda, pedindo luz e estudando a Palavra. Repetidas vezes esses irmãos se reuniram para estudar a Bíblia, a fim de que conhecessem seu sentido e estivessem preparados para ensiná-la com poder. Quando, em seu estudo, chegavam a ponto de dizerem: “Nada mais podemos fazer”, o Espírito do Senhor vinha sobre mim, e eu era arrebatada em visão, e era-me dada uma clara explanação das passagens que estivéramos estudando, com instruções quanto à maneira em que devíamos trabalhar e ensinar eficientemente”[23]. Teria sido obra do acaso que o menor grupo do movimento milerita, 176 anos mais tarde, se tornasse o maior, com cerca de 22 milhões de membros em praticamente todo mundo? É fato inequívoco que não foi fruto do acaso, nem mesmo da habilidade humana. As razões da expansão dos adventistas podem ser identificadas nos seguintes aspectos: 1) a iniciativa de Deus em chamar e abençoar um povo para proclamar que a hora de seu  juízo havia chegado; 2) um conjunto de crenças distintivas baseadas em sua missão apocalíptica; 3) uma estrutura organizacional capaz de sustentar a missão e os desafios de sua mensagem; 4) um senso de missão e urgência gerado pela compreensão profética de seu movimento; 5) a direção e proteção da manifestação moderna do dom profético como fonte de segurança e prosperidade, conforme II Crônicas 20:20: “Crede no Senhor vosso Deus  e estareis seguros, crede nos Seus profetas e prosperareis”. Ao terminar este artigo, deixo com os leitores um conjunto de reflexões e decisões a serem tomadas: 1) ser dedicados estudantes da Bíblia e perseverantes na oração; 2) reconhecer o papel distintivo da Igreja Adventista do Sétimo Dia como possuidora da verdade presente; 3) fazer com que os escritos de Ellen G. White, também conhecidos como espírito de profecia, sejam uma fonte individual de segurança e prosperidade espiritual; 4) permitir que o Senhor desperte o senso de missão e urgência que marcou os pioneiros adventistas; 5) pregar o evangelho com ousadia para, finalmente, ver o breve retorno Cristo em nossa geração. “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:12).
    Referências: [1] Knight, George R. Adventismo. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira. p. 278-279. [2] Fortin, D. e Moon J. (ed). Enciclopédia Ellen G. White. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2018, p. 39. [3] White, Ellen G. Primeiros Escritos. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira. p. 51. [4] Idem, p. 54 [5] White, Ellen G. Primeiros Escritos. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira. p. 14. [6] Idem, p. XVI. [7] White, Ellen G. Vida e Ensinos. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira. p. 65. [8] Fortin, D. e Moon J. (ed). Enciclopédia Ellen G. White. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2018, p. 44. [9] Idem, p. 45. [10] Knight, George R. Em Busca de Identidade. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira. p. 57. [11] Idem, p. 63. [12] Idem, p.68. [13] Idem, p. 64. [14] Idem, p.69. [15] Knight, George R. Adventismo. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira. p. 289. [16] Fortin, D. e Moon J. (ed). Enciclopédia Ellen G. White. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2018, p. 45. [17] Knight, George R. Adventismo. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira. p. 297. [18] White, Ellen G. Vida e Ensinos. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira. p. 251. [19] Knight, George R. Em Busca de Identidade. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira. p. 73. [20] Knight, George R. Em Busca de Identidade. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira. p. 76. [21] Knight, George R. Em Busca de Identidade. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira. p. 83-85. [22] Fortin, D. e Moon J. (ed). Enciclopédia Ellen G. White. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2018, p. 46. [23] White, Ellen G. Mensagens Escolhidas-II. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira. p. 206.]]>
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    <![CDATA[Épico adventista]]> https://tempoprofetico.com.br/epico-adventista/ Sun, 03 Jan 2021 04:22:14 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1812

    Conheça o poema escrito em esperanto que reflete a visão de Ellen White sobre o conflito entre o bem e o mal.

    Beth Thomas

    Edwin de Kock se tornou adventista aos cinco anos de idade, quando a mãe, lendo os Dez Mandamentos, descobriu o sábado. Natural da África do Sul, Kock graduou-se em Teologia na Faculdade de Helderberg, próximo à Cidade do Cabo. Continuando seus estudos, ele concluiu uma graduação e mestrado em idiomas e obteve outro diploma na área de educação. Por mais de 40 anos, Kock lecionou para o ensino médio e em universidades, tanto adventistas como seculares, na África do Sul, Coreia do Sul e nos Estados Unidos, onde ele e a esposa conseguiram a cidadania em 2000.

    Enquanto estudava na Universidade de Stellenbosch, na África do Sul, Kock conheceu Nico van der Merwed, que lhe apresentou o esperanto, idioma desenvolvido por Ludwek Lejzer Zamenhof, poliglota judeu polonês. Em 1887, Zamenhof publicou um livreto no qual apresentou a gramática e o vocabulário básico do esperanto, além de exercícios e vários poemas escritos nesse idioma.

    Um diferencial do esperanto é que se trata de uma língua construída. Seu vocabulário foi formado por elementos comuns ao inglês, italiano, espanhol, português e ­francês, além do grego clássico e latim. Todos esses elementos estão reunidos numa gramática que, segundo Kock, é uma ­obra-prima de simplicidade e flexibilidade.

    Segundo Kock, o objetivo de Zamenhof com o esperanto não era tomar o lugar de nenhum idioma, porém oferecer uma possibilidade para que todas as pessoas da Terra se comunicassem. A ideia de Zamenhof era que o esperanto fosse a segunda língua de todos aqueles que quisessem se comunicar com o restante do mundo.

    Quando recebeu emprestada de Nico van der Merwe uma Bíblia em esperanto, Kock ficou intrigado com a língua e procurou estudá-la. Ele observou a alta qualidade dos escritos produzidos por quem domina esse idioma, cerca de 2 milhões de pessoas ao redor do mundo.

    Kock escreveu seu primeiro poema em esperanto cinco meses após aprender o idioma. Ao se comunicar com outros autores do mundo todo, suas poesias logo foram publicadas em revistas e livros. Isso o levou à obra da sua vida: um épico intitulado La Konflikto de la Epokoj (O Conflito dos Séculos).

    A OBRA DE UMA VIDA

    Um épico é um poema ambicioso, às vezes com centenas de páginas, sobre um tema de grande importância. Muitas vezes por trás do tema está a perspectiva de seu autor e até mesmo do país ou do grupo de pessoas a que ele pertence. Epopeias famosas são a Ilíada e a Odisseia, ambas ­atribuídas a Homero, um grego que viveu cerca de 750 a.C. Por sua vez, Eneida, escrita em latim, do romano Virgílio (70-19 a.C.), também é outro clássico. Podemos falar o mesmo de A Divina Comédia, do italiano Dante Alighieri (c. 1265-1321); de Os Lusíadas, do português Luís Vaz de Camões (c. 1524-1580); e da obra O Paraíso Perdido, do britânico John Milton (1608-1674).

    Kock começou a trabalhar no seu poema épico em 1959. Devido a várias interrupções, em 1992 ele havia terminado pouco mais de um terço do livro. Somente em 2015 ele retomou essa hercúlea tarefa e a concluiu em 2018, aos 88 anos de idade.

    O trabalho de Kock, embora homônimo do livro da pioneira adventista Ellen White, O Conflito dos Séculos, não é uma tradução da série de cinco volumes, mas uma descrição do tema do grande conflito que permeia toda a Escritura, mesclado com a exposição de várias profecias. Kock afirma que, teologicamente, esse épico é uma obra puramente adventista do sétimo dia, pois contém suas crenças fundamentais.

    O poeta adventista sul-africano Edwin de Kock concluiu seu épico somente em 2018, aos 88 anos de idade

    Muito influenciado pelos escritos de Ellen White e pela Bíblia, o épico destaca como a lei e o amor se reconciliam pelo incomparável presente de Deus: o sacrifício de Seu Filho para salvar o mundo rebelde. Ele também enfatiza o valor de cada ser humano aos olhos do Senhor.

    Kock é o protagonista no La Konflikto de la Epokoj, mas seu personagem representa cada pessoa que sofre com o peso do pecado, da tristeza, da dúvida e da incerteza. Uma das lições da obra é que todos precisam de esclarecimento, orientação e salvação.

    Em seu poema, Kock leva os leitores a uma jornada imaginária através do tempo e do espaço, começando com a queda de Lúcifer, seguindo pelo pecado de Adão e Eva e terminando com a Terra renovada, onde e quando pecado e pecadores não existirão mais.

    Em sua jornada, Kock se encontra com quatro personagens bíblicos que agem como seus companheiros e intérpretes: Enoque, que nunca morreu; Moisés, que ressuscitou algum tempo depois de ter sido sepultado; e Esdras e Isaías, que representam aqueles que ressuscitaram por ocasião do terremoto que sucedeu a morte de Jesus (Mt 27:51-53). Durante toda essa expedição, Kock também está acompanhado de seu anjo da guarda.

    O autor sul-africano aspirava criar uma obra-prima em esperanto; porém, mais do que isso, ele queria oferecer um contraponto à influência ideológica de incrédulos como o poeta esperantista William Auld (1924-2006), que escreveu La Infana Raso (A Raça Infantil), em 1956. Em 169 páginas, Auld apresentou de maneira sedutora a cosmovisão evolucionista ateísta. “Como cristão adventista do sétimo dia, queria apresentar meu Senhor e Salvador Jesus Cristo, com a esperança de que alguns dos meus leitores fossem atraídos para Ele e salvos eternamente”, justificou Kock.

    Até onde Kock saiba, La Konflikto de la Epokoj é a única obra impressa em esperanto que reflete, ao mesmo tempo, as ideias de Ellen White e as raízes escriturísticas do tema do grande conflito. Ele é reconhecido como um dos principais poetas esperantistas do mundo. Talvez o poeta adventista nunca saiba qual foi o impacto de sua produção para aqueles que falam e leem em esperanto, mas certamente seu empenho representa uma voz adventista num segmento populacional tão especializado.

    BETH THOMAS é escritora freelance e vive em Michigan (EUA)

    (Matéria publicada na edição de dezembro de 2020 da Revista Adventista / Adventist World)]]>
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    <![CDATA[Da cruz ao trono]]> https://tempoprofetico.com.br/da-cruz-ao-trono/ Sun, 03 Jan 2021 04:24:13 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1816

    Em Sua mais longa e sublime oração registrada nos evangelhos, Jesus orou pedindo que o Pai Lhe restabelecesse a glória que tivera no Céu desde antes da formação do mundo (Jo 17:5). Na oração, feita na noite anterior à Sua morte, Jesus assumiu que Sua missão na Terra estava concluída (v. 4) e que o propósito pelo qual viera ao mundo já havia sido alcançado, embora a cruz ainda estivesse por vir. Mas o que exatamente significava reaver a glória que Ele tivera no passado e quais são as implicações disso?

    O SIGNIFICADO DA CRUZ

    Visto que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23), a cruz foi necessária para que o ser humano pudesse ser salvo (Hb 9:22). Porém, a vinda de Jesus ao mundo teve um propósito maior, que foi a vindicação do caráter de Deus. É sobre isso que Jesus falou na oração de João 17 antes de pedir que o Pai O glorificasse: “Eu Te glorifiquei na Terra, realizando a obra que Me deste para fazer. E agora, ó Pai, glorifica-Me Contigo mesmo com a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse mundo” (Jo 17:4, 5).

    A ideia de que, com Sua morte, Jesus estava glorificando o Pai deve ser vista no contexto do grande conflito entre o bem e o mal. O originador do mal levantou dúvidas sobre o caráter de Deus. Alguma coisa tinha dado errado com a criação do ser humano (Rm 3:9-12) e era natural que a responsabilidade recaísse sobre o Criador. O pecado, porém, foi um risco calculado antevisto por um Deus de amor ao dotar Suas criaturas do direito de escolha. Entretanto, o pecado nunca O intimidou. Deus nunca perdeu o controle das coisas e, desde o início, já havia estabelecido um plano para salvar a humanidade, caso esta usasse o ­livre-arbítrio para ­desobedecer-Lhe (Rm 16:25, 26; 2Tm 1:8-10; 1Pe 1:19, 20; Ap 13:8). E foi na cruz que o amor e o poder de Deus foram vindicados, ao mesmo tempo em que a natureza do mal foi plenamente revelada (Jo 12:31; 16:11; Cl 2:14, 15).

    O custo de tudo isso foi enorme. A abnegação de Cristo ao deixar a glória do Céu, tornar-Se humano e morrer como se fosse um vil pecador (Fp 2:5-8; 2Co 5:21; Gl 3:13) jamais poderá ser totalmente compreendida por mentes finitas (Rm 11:33). E agora, uma vez concluída Sua missão, era hora de retornar para junto do Pai (Jo 16:5, 28) e reassumir Sua glória anterior. Mais que isso, a ascensão de Jesus desencadearia uma série de eventos importantes como parte do plano da redenção.

    A ENTRONIZAÇÃO DE CRISTO

    O retorno de Jesus para junto do Pai e Sua entronização no Céu foram preditos no Antigo Testamento (Sl 110:1, 2) e descritos em tons dramáticos no capítulo 5 de Apocalipse. O desespero de João (Ap 5:4) revela o temor de que o caráter de Deus tivesse sido para sempre comprometido pela história do pecado e Ele houvesse perdido as condições morais de governar. Mas alguém lhe disse: “Não chore! Eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para quebrar os sete selos e abrir o livro” (v. 5). Quando João olhou, porém, o que ele viu não foi um Leão, e sim “um Cordeiro que parecia que tinha sido morto” (v. 6). E o que se segue é a cena, descrita em termos apoteóticos, da entronização de Cristo no Céu.

    Foto: Adobe Stock

    A tônica da narrativa é clara: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e o louvor” (v. 12), um reconhecimento que começa aparentemente com seres humanos redimidos (v. 8), passa para os milhões de anjos celestiais (v. 11) e termina com toda a criatura no vasto Universo de Deus (v. 13). Um momento de glória e louvor indescritíveis. Jesus venceu! Deus venceu! Seu caráter foi passado a limpo e Seu direito de reinar, bem como o de Cristo, plenamente vindicado, e por isso Jesus pôde dizer pouco antes de ascender ao Céu: “Toda a autoridade Me foi dada no Céu e na Terra” (Mt 28:18). Embora esse não tenha sido ainda o momento em que as forças do mal foram definitivamente aniquiladas, a destruição delas e o triunfo do plano divino já estavam assegurados (Sl 110:1; Ef 1:19-22; Fp 2:10, 11).

    A entronização de Cristo à destra do Pai, mencionada inúmeras vezes pelos escritores do Novo Testamento (At 2:32-36; 5:31; 7:55, 56; Rm 8:34; Ef 1:20; Cl 3:1; Hb 1:3, 13; 8:1; 10:12; 12:2; 1Pe 3:22; Ap 3:21) e antecipada pelo próprio Jesus diante do Sinédrio (Lc 22:69), ocorreu na sala do trono celestial, simbolizado pelo Santo dos Santos do santuário terrestre (Êx 25:17-22; Nm 7:89; 1Sm 4:4; 2Sm 6:2; 2Rs 19:15; 1Cr 13:6; Sl 99:1; Is 37:16) e o lugar mais sagrado do Universo. A sacralidade do local é determinada pela presença de Deus. Detalhe interessante é que no evangelho de João Jesus é explicitamente apresentado como o “Eu Sou” do Antigo Testamento (Jo 8:28, 58; 13:19), inclusive como Aquele que Isaías viu “assentado sobre um alto e sublime trono,” rodeado por serafins que clamavam uns para os outros: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos” (Is 6:1, 3; cf. Jo 12:41). Ou seja, de acordo com João, o Ser divino, glorioso e majestoso que Isaías viu na sala do trono do santuário celestial era o próprio Jesus, o que ajuda a entender o que Jesus quis dizer quando Ele orou para reaver a mesma glória que Ele tivera desde a eternidade passada.

    A VINDA DO ESPÍRITO

    A ascensão e a entronização de Jesus inauguraram uma nova fase na história da redenção. Ao revelar o verdadeiro caráter de Deus e desmascarar Satanás, a cruz conferiu a Deus o direito definitivo de resgatar a humanidade de volta para Si (Rm 3:24-26; Hb 7:25; 9:12). Isso significa que, nos tempos do Antigo Testamento, as ações salvíficas de Deus ainda eram de certo modo limitadas e provisórias, porque dependiam da morte de Jesus na cruz (Hb 9:15, 22). Talvez isso explique por que o Espírito Santo não poderia vir em Sua plenitude senão após o sacrifício de Jesus ter sido confirmado no Céu e Ele ter ­ocupado novamente Seu lugar à destra do Pai (Jo 7:39). O Espírito Santo sempre estivera presente. Ele é mencionado quase 400 vezes no Antigo Testamento, mas ao mesmo tempo há ali várias profecias que se referem a Ele como o dom da era messinânica (Is 11:1, 2; 32:15; 44:3; Ez 11:19; 36:26, 27; 37:1-14; Jl 2:28, 29), indicando uma vinda futura muito mais abundante que até então.

    Isso se cumpriu no Pentecostes (At 2:1-4), como Pedro deixou bem claro em seu sermão (v. 16-21, 32-36), o que resultou, já no primeiro momento, no batismo de quase 3 mil pessoas (v. 41; cf. 2:47; 4:4; 5:14). Após a cruz e o fim do reino teocrático de Israel (Jo 19:14, 15), não era mais Jerusalém que deveria atrair as nações (1Rs 8:41-43; Sl 22:27; 66:5; Is 2:2-4; 42:6, 7; 56:6-8; Mq 4:1-3; Sf 3:9, 10), mas o povo de Deus que, cheio do Espírito, deveria sair e testemunhar de Jesus a todas as nações, tribos, línguas e povos (Mt 24:14; 28:19, 20; Mc 13:10; Lc 24:47; At 1:8). O Espírito não só atuaria de forma ainda mais intensa para convencer “o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8) como também capacitaria os seguidores de Jesus para que alcançassem até os confins da Terra com a mensagem do evangelho.

    Numa pequena parábola, Jesus declarou que, se alguém quiser entrar na casa de um homem forte para lhe roubar os bens, terá primeiro que neutralizar o homem forte. Então estará à vontade para lhe saquear a casa (Mt 12:29). Na cruz, o príncipe deste mundo foi para sempre neutralizado (Jo 12:31; 16:11). Sua derrota foi flagorosa (Ap 12:7-9). Havia chegado a hora de invadir seu reino e levar de volta para Deus as pessoas que ele mantinha sob seu domínio. O Espírito veio com essa finalidade.

    A INAUGURAÇÃO DO SANTUÁRIO

    Assim que o sacrifício de Jesus foi aceito pelo Pai, conferindo-Lhe o direito de salvar o pecador sem anular Sua justiça e santidade (Rm 3:24-26), e Jesus foi entronizado, o santuário celestial entrou em cena como a sede das ações salvíficas divinas. É ali, na parte mais interior do santuário, que está o trono de Deus.

    O santuário celestial sempre existiu. Foi ele que Deus usou como modelo para que Moisés contruísse o tabernáculo no deserto (Êx 25:40; At 7:44; Hb 8:5; 9:23, 24), mas ele somente entrou oficialmente em operação no que diz respeito à salvação da humanidade quando Jesus ascendeu ao Céu, levando por assim dizer o próprio sangue para ministrar na presença de Deus. O livro de Hebreus é claro a esse respeito (Hb 9:11-14, 23-28), como também ao afirmar que o antigo tabernáculo era uma “figura e sombra das coisas celestiais” (8:5) ou “uma parábola para a época presente” (9:9). Assim como o antigo tabernáculo foi inaugurado ou consagrado por ­Moisés para que entrasse em operação (Êx 40:1-9; Lv 8:10-12; Nm 7:1; Hb 9:18), o mesmo aconteceu com o santuário celestial (Hb 6:19, 20; 10:19, 20).

    A mesma ideia está presente na profecia de Daniel 9, uma das mais impressionantes profecias messiânicas do Antigo Testamento por antecipar não apenas a obra do Messias, mas também o tempo exato de Sua vinda (v. 24-27). Entre as coisas que aconteceriam ao final do período profétido das 70 semanas, uma delas seria exatamente a unção ou consagração do Santo dos Santos do santuário celestial (v. 24). Desde os primórdios do adventismo a expressão “ungir o Santo dos Santos” nesse versículo tem sido interpretada como uma referência à inauguração do santuário celestial por Jesus em Sua ascensão.

    O INÍCIO DA OBRA INTERCESSÓRIA

    Os sacrifícios do Antigo Testamento eram simbólicos e, portanto, imperfeitos. Não consistiam numa solução real e definitiva para o problema do pecado (Hb 9:9; 10:1-4, 11). Eles apenas apontavam para o sacrifício de Jesus, “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). Por ser perfeito e eficaz, o sacrifício de Jesus não precisa ser repetido (Hb 9:26, 28; 10:10, 12-14; 1Pe 1:19). Ele morreu uma vez para sempre, cumprindo assim a tipologia de todos os sacrifícios do passado. Em Sua asensão, Jesus Se tornou Sumo Sacerdote (Hb 6:20), passando a aplicar diante de Deus os benefícios de Seu sacrifício em favor do pecador arrependido (Hb 9:12-14, 23-28).

    Assim como no santuário terrestre, o ministério de Cristo no santuário celestial se desenvolve em duas fases: no Lugar Santo e no Lugar Santíssimo. A primeira é de intercessão; a segunda, de julgamento. A profecia de Daniel 8:14 nos ajuda a entender a cronologia das duas fases. Dizer que, em Sua ascensão, Jesus foi ao Santo dos Santos (entronização e inauguração do santuário celestial) não anula Seu ministério em duas fases, as quais são tão essenciais à salvação como Sua morte na cruz.

    A glorificação de Jesus no Céu foi o reconhecimento de Seu triunfo na cruz, que vindicou o governo de Deus no Universo e assegurou a Ele o direito de salvar o pecador

    Mesmo que a morte de Jesus tenha sido perfeita e tenha provido ampla e suficiente expiação pelos pecados (Rm 3:24, 25; Hb 2:17; 1Jo 2:2; 4:10), a justiça divina requer cuidado na aplicação do perdão. Embora Deus possa perdoar a todos indistintamente (1Tm 2:4, 6; 4:10; Tt 2:11; 1Jo 2:2), o perdão só é realmente outorgado àquele que responde com fé (Jo 3:16; At 10:43; 13:39; 16:31; Rm 1:16; 3:22, 25-28). Nem todos, portanto, serão salvos (Jo 3:16-19). É aqui que entra a intercessão de Cristo, ministrando diante de Deus em favor daqueles que se arrependem e creem (Rm 8:34; Hb 7:25; 1Tm 2:5; 1Jo 2:1, 2). No dia antitípico da expiação (ou seja, a segunda fase do ministério sumo-sacerdotal de Cristo), o próprio registro de pecado é removido, o ­santuário é purificado e o perdão ratificado para sempre.

    NOVO E VIVO CAMINHO

    O pecado nos baniu da presença de Deus (Gn 3:23, 24; Is 59:2). Como pecadores, não mais podíamos ter acesso direto a Ele. A mediação era feita pelos sacerdotes, que, sendo igualmente pecadores, precisavam primeiro fazer rigorosa expiação pelos próprios pecados para que pudessem interceder pelo povo (Hb 5:1-3). A presença de Deus entre o povo de Israel era real, mas velada e circunscrita ao Santo dos Santos do antigo tarbernáculo (Êx 40:34-38) e depois do templo (2Cr 7:1-3).

    Quando Jesus morreu, provendo completa expiação pelo pecado, o véu interior do templo de Jerusalém se rasgou de alto a baixo (Mt 27:51), deixando a descoberto o Santo dos Santos. Era o fim da alienação. E, ao ascender ao Céu como um de nós (1Tm 2:5), Cristo, como nosso Precursor, entrou “no santuário que fica atrás do véu” (Hb 6:19), readmitindo-nos à presença de Deus. No Antigo Testamento, a expressão “atrás do véu” ou “dentro do véu” sempre se refere ao véu mais interior, que dava acesso ao Santo dos Santos (Êx 26:33; Lv 16:2, 12, 15). Paulo falou que, justificados pela fé, “temos paz com Deus” (Rm 5:1). Não somos mais inimigos, estranhos nem alienados. Fomos reconciliados com Ele (2Co 5:19, 20; Cl 1:20-22). Recuperamos a condição de filhos e podemos novamente chamá-Lo de “Pai” (Rm 8:15; 2Co 6:18; Gl 4:4-7; Ef 2:17, 18).

    É por isso que somos instados a nos achegarmos ao “trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno” (Hb 4:16). Pela fé, podemos hoje entrar à presença de Deus “pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos abriu por meio do véu, isto é, pela Sua carne” (Hb 10:19, 20). Isso significa entrada irrestrita à sala do trono celestial, confiados na obra intercessória de Cristo (v. 21) e “em plena certeza de fé” (v. 22). Guardemos firmemente, portanto, “a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel” (v. 23).

    TRIUNFO COMPLETO

    A glorificação de Jesus no Céu foi o reconhecimento de Seu triunfo na cruz, que vindicou o caráter e o governo moral de Deus no Universo e assegurou a Ele o direito de salvar o pecador. Após a glorificação, seguiu-se uma série de eventos destinados a tornar real a salvação do ser humano: o envio do Espírito Santo, que capacitaria a igreja para o cumprimento da missão; a inauguração do santuário celestial, onde seriam aplicados os benefícios do sangue expiatório de Cristo; a unção de Cristo como Sumo Sacerdote, habilitando-O a interceder por nós; o início de Sua obra intercessória em favor daqueles que se arrependessem e cressem; e nossa restauração à presença de Deus, de modo que novamente podemos nos dirigir a Ele como “Pai”.

    Embora a obra de Cristo no santuário celestial ainda não esteja concluída, já temos a certeza de que “não existe nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1). “Se Deus é por nós,” pergunta Paulo, “quem será contra nós?” Quem intentará ­acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo?” (v. 31-35). Na sequência (v. 37-39), o apóstolo responde: Nada! Ninguém! Jamais!

    WILSON PAROSCHI, doutor em Teologia, é professor de Novo Testamento na Universidade Adventista do Sul, em Collegedale (EUA)

    (Artigo publicado na edição de dezembro de 2020 da Revista Adventista)]]>
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    <![CDATA[O reino tem rei]]> https://tempoprofetico.com.br/o-reino-tem-rei/ Fri, 12 Feb 2021 03:48:16 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1825

    Seguir o rei significa aceitá-lo e fazer Sua vontade.

    O tema do reino de Deus tem se tornado popular entre jovens cristãos como uma mensagem de aceitação, tolerância e prática de obras de misericórdia. No entanto, há uma notável tendência de retratar o reino com tons hostis à lei, à obediência, à doutrina bíblica e até à Igreja, como se o reino não tivesse um rei. Primeiramente, não há motivos para colocar em extremos opostos o grande mandamento e a grande comissão. Jesus ordenou as duas coisas: amar e doutrinar. Além disso, Ele não veio apenas nos mostrar como amar, Ele veio para nos resgatar. A humanidade não precisa apenas de um bom exemplo: ela precisa de um Salvador.

    Leia também:

    O reino tem rei, e ele dá as ordens: “Arrependei-vos porque é chegado o reino de Deus” (Mateus 4:17; cf. 3:2). Como posso anunciar a chegada do reino sem mencionar o arrependimento? O próprio rei disse que “aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” e que “aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (João 3:3-6). Quem sou eu, um mero súdito, para omitir essas condições em meus discursos sobre o reino dEle? Buscar o reino significa ter consciência de que o rei manda e súditos obedecem, pois a graça traz o desejo de obedecer a Deus (Romanos 6:17). Sim, há condições: “Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus” (1Coríntios 6:9-10).

    Dinâmica do reino

    O reino não nos fala apenas de aceitação à mesa, mas também de submissão. Os filhos do reino são intimados a ser perfeitos, reconhecer seus pecados, se arrepender deles e pedir perdão (Mateus 5:48; 6:12-15). Quando usamos a metáfora da “mesa”, precisamos nos lembrar que há duas mesas: “não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Coríntios 10:21). Não é graça dizer ao pecador que seu pecado não é pecado. A graça não nega que o pecado existe, mas mostra que o pecador precisa de um Salvador. A “mesa” não se trata apenas de um ambiente acolhedor, um safe-space para o ser humano expressar sua natureza pecaminosa tranquilamente. A graça fustiga o nosso ego. Não tem a ver com discursos de autoafirmação e autoestima que apenas nos empurram para um lago narcisista. O convite da graça nos diz quem éramos sem Cristo e o que somos em Cristo, gerando uma vida cristocêntrica na qual o que vale é a vontade do rei. No reino, a graça não é transformada em libertinagem (Judas 4), pois fomos salvos para boas obras (Efésios 2:10). A promessa da Nova Aliança não era que a lei de Deus deixaria de existir, mas que nossos desejos seriam alinhados à lei (Jeremias 31:33). No reino, a obediência é motivada por amor e gratidão, e um coração cheio de favor imerecido transborda favores imerecidos (boas obras). A vinda do reino está ligada ao cumprimento da vontade de Deus entre os homens (“venha o teu Reino, seja feita a tua vontade”; Mateus 6:10). O evangelho do reino é o evangelho da graça, e quem derrama a graça que liberta é quem dita as regras. Quem tira escravos do Egito é o mesmo rei-libertador que dá os mandamentos a um povo livre e o guia à terra prometida.]]>
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    <![CDATA[A beleza das Escrituras]]> https://tempoprofetico.com.br/a-beleza-das-escrituras/ Sun, 14 Feb 2021 05:02:38 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1832

    Por que a Bíblia é um livro singular Há pelo menos 25 anos leio a Bíblia com regularidade diária. Há muito essa leitura deixou de ser linear. Costumo seguir também o método do “ano bíblico”, programa para leitura de toda a Bíblia em um ano. Porém, não me detenho a isso, pois às vezes adianto-o um pouco lendo vários capítulos seguintes que me parecem interessantes. Isso acaba compensando o atraso quando tenho que passar por trechos mais enfadonhos. Sim, ainda não consegui deslumbrar-me com algumas passagens, como as longas sentenças dos profetas contra as nações do antigo Oriente Próximo. Mas, sem perder a esperança de um dia vislumbrar alguma glória velada nelas, não as negligencio, apenas avanço com passos mais arrastados. A perseverança, no entanto, compensa. Não é incomum que nos trechos que descrevem episódios aparentemente mais distantes da minha realidade encontre uma aplicação que responda às minhas inquietações mais pessoais. Além dessa disciplina que me possibilita contemplar toda a Escritura dentro do período de um ano, exploro com mais assiduidade as passagens que me interessam. É comum reler várias vezes um capítulo já conhecido até descobrir nele novas verdades não percebidas antes. Lembro-me de ter relido em seguida cem vezes, ou mais, livros menores como as cartas a Filemom e a primeira de João, ou trechos como o Sermão do Monte. Algumas vezes, fiz um “intensivão” lendo um livro da Bíblia por dia. Só não consegui ler Jeremias em um único dia. Pouca gente sabe que o livro de Jeremias é o maior da Bíblia, em número de palavras. Talvez daí meu fracasso em digeri-lo por inteiro em uma só sentada. O tempo para isso? Bem cedo descobri que, se empregasse o tempo que se gasta para assistir a um telejornal e a uma novela, diariamente, é possível ler a Bíblia inteira assombrosas oito vezes em um ano. Mantendo distância do televisor, e nos últimos anos do smartphone, sobra-me tempo para a leitura. Não fico tão desinformado porque as pessoas se encarregam voluntariamente de me transmitir as notícias mais relevantes (e outras nem tanto). Não conto isso para me gloriar, ou para dar a impressão de ser “superespiritual”. Na verdade, estou bem longe disso. Frustra-me o fato de praticar exercício e desenvolver pouco músculo. Mas, mesmo assim, prossigo. Por alguma razão, me tornei um “bibliodependente”, um adicto da Palavra, alguém que não consegue ficar sem ela. Mesmo que eventualmente passe alguns dias me mantendo com um pequeno comprimido das Escrituras tirado da caixinha de promessas, logo entro em crise de abstinência e surge uma fome avassaladora que me impulsiona sobre a Palavra com uma gula insaciável por verdade, vida, consolo, paz e perdão. Naturalmente não entendo tudo o que leio, nem o propósito de muitos trechos. Não sei por que tantas e tão longas genealogias no primeiro livro das Crônicas, a descrição de aspectos estéticos sem nenhuma metáfora espiritual do santuário israelita em Êxodo, a enumeração de centenas de cidades em Josué, o que parece só servir para alguns arqueólogos peneirarem toneladas de terra para tentar encontrar os cacos de uma cerâmica que comprovam um assentamento humano no local há três mil anos. Surpreende-me o fato de Ezequiel gastar longos trechos de seu livro para descrever em detalhes minuciosos um templo que jamais foi construído. Ao mesmo tempo que me incomodo com as longas passagens aparentemente desnecessárias, inculca-me as espantosas omissões de informações importantes. Enquanto é possível traçar toda a genealogia de um periférico Aimaás até Adão, não sei nada sobre a família de Elias e menos informações ainda sobre Malaquias, autor de um dos livros da Bíblia. Sobre Jesus, o protagonista, não sabemos quase nada sobre seus primeiros trinta anos de vida e absolutamente nada entre seus doze e trinta anos. Talvez, se eu tivesse escrito a Bíblia, julgaria mais prático produzi-la na forma de um dicionário, ou de uma enciclopédia sobre a vida espiritual, com verbetes para cada tema. Assim, se meu problema fosse o sentimento de culpa, abriria na letra “c” e encontraria no verbete “culpa” as respostas de Deus para minha inquietação. Se estivesse com medo do futuro, uma busca combinada em “medo” e “futuro” trariam refrigério para minha alma. Mas Deus não é como eu, e, graças a Ele, a Bíblia não é assim. Pois é justamente essa assimetria da Bíblia, suas aparentes contradições e mistérios, as partes que para alguns podem ser chatas e confusas, o que a torna tão deslumbrante. A Bíblia descreve centenas de guerras e homicídios, mas, mesmo assim, sua leitura formou os melhores pacifistas do mundo. Nela encontramos expostos fracassos humanos, o que paradoxalmente incentiva a busca da santidade. Muitas de suas personagens foram promíscuas e polígamas, mas seu texto tem a força de tornar seus leitores castos e puros. Há uma discrepância enorme entre o gênero das personagens. A maioria esmagadora é de homens (o que eu tento desculpar dizendo às mulheres que é porque os homens precisam mais de exemplos e repreensão). Apesar disso, as virtudes mais femininas da gentileza, da hospitalidade, da amabilidade, entre outras, são incentivadas de forma equilibrada com as virtudes mais masculinas da honradez, da lealdade e da coragem. Enfim, eu compararia a beleza das Escrituras não à de uma moderna cidade com seus retilíneos arranha-céus espelhados, mas a uma floresta de árvores tortas e terreno irregular. A metrópole pode ser organizada e prática, mas encontramos muito mais beleza, inspiração, graça e mistério na floresta. Não é à toa que o lugar mais apropriado para a leitura da Palavra seja à sombra de uma árvore retorcida. Dentro da floresta, não há um caminho traçado, mas eu prossigo. Às vezes, o que me impressiona é o canto do passarinho, outras vezes é a beleza da flor. As sombras das copas podem amedrontar-me com seu frio tenebroso, os espinhos do mato me atingirem, mas eu não perco o gosto de estar na floresta por conta desses inconvenientes. O prazer de estar ali agrada tanto a mim, que não sou capaz de saber o nome da imensa maioria das árvores que ali vicejam e de muitos dos pássaros que ouço, quanto deleita o mateiro mais experiente ou ainda o biólogo mais especializado. A beleza da mata está justamente por não haver nela uma linha reta sequer, uma funcionalidade em cada galho de árvore caído ao chão. Isso é o que torna o bosque tão mais agradável do que o centro de uma cidade grande, onde toda construção é simétrica e tudo é funcional. É por isso que posso sair da mata refrigerado, inspirado e renovado. Assim é com a leitura da Bíblia, esse livro de interesse fascinante justamente por ser assimétrico e paradoxal. O fato de a Bíblia ser radicalmente tão diferente de tudo o que eu planejaria escrever sobre o que eu penso ser relacionado a Deus me convence de que ela tem, de fato, autoria divina, e que sua leitura me tornará, pelo poder de Deus, mais parecido com Ele. Leia a Bíblia com o prazer deslumbrante de quem não consegue entendê-la toda, mas não consegue viver sem ela. FERNANDO DIAS, pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira, está cursando mestrado em Teologia

    Última atualização em 12 de fevereiro de 2021 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[Estratégia sideral]]> https://tempoprofetico.com.br/estrategia-sideral/ Sun, 14 Feb 2021 05:03:57 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1836

    Diante do desafio e da urgência de pregar a última mensagem de advertência ao mundo, a igreja tem sonhado alto. E durante a reunião do 1º Conselho Mundial de Liderança da Igreja, realizado nesta semana, teve quem cogitasse até a aquisição de um satélite. Foto: NASA
    O que você pensaria sobre a possibilidade de a igreja comprar um satélite para garantir que sua mensagem seja proclamada nos últimos dias? Sem dúvida, é sonhar bem alto. Mas essa foi uma das ideias criativas sugeridas durante um momento de brainstorming na conferência que discutiu a implementação do plano quinquenal “I Will Go”. O 1º Conselho Mundial de Liderança da Igreja, realizado pelo aplicativo Zoom nos dias 9 e 10 de fevereiro, deu uma ênfase especial no fato de que inovação e criatividade, com o poder do Espírito Santo, são essenciais para o cumprimento da missão da igreja. “Existem desafios inacreditáveis ??para o futuro”, enfatizou o pastor Ted Wilson, presidente da Igreja Adventista em nível mundial, no encontro virtual que reuniu 70 representantes da Associação Geral, das 13 Divisões, instituições educacionais e outras organizações administradas pela denominação. “Esta é uma oportunidade de ser criativo e permitir que o Espírito Santo forneça essa criatividade”, ele frisou. Ao reafirmar o compromisso da igreja em proclamar as três mensagens angélicas (a última advertência de Deus ao mundo), o pastor Wilson defendeu que novos métodos são necessários para transmiti-la. “A mensagem não mudou, mas os métodos mudaram”, ele ressaltou. O evangelista Mark Finley, assistente do presidente da Associação Geral, relembrou que a Igreja Adventista tem um chamado profético para compartilhar a mensagem de Apocalipse 14:6-12. “Os adventistas acreditam que Deus lhes confiou uma mensagem para os últimos dias que deve ser compartilhada com um mundo necessitado”, observou. Conforme ele disse, essa mensagem é tão importante quanto a que foi pregada por Noé e João Batista. “João Batista foi levantado para preparar o mundo para a primeira vinda de Cristo. E nós temos a missão de preparar o mundo para a sua segunda vinda”, completou. Os palestrantes falaram sobre novas oportunidades que surgiram em um mundo drasticamente alterado pela pandemia. Um dos exemplos citados foi a ferramenta Zoom. “Com a pandemia, vejam o que aconteceu com esse aplicativo”, disse em sua apresentação Geoffrey Mbwana, vice-presidente geral da igreja. “Costumávamos viajar, mas agora estamos percebendo que podemos fazer muito utilizando esse tipo de aplicativo”, comentou. Por sua vez, Artur Stele, outro vice-presidente da sede mundial, chamou a atenção para o significativo número de pessoas que têm acompanhado conferências bíblicas virtuais. Ele comentou que, antes da pandemia, algumas reuniões evangelísticas presenciais reuniam milhares de pessoas, mas que o engajamento on-line em eventos como os que foram realizados recentemente pela Divisão Euroasiática e pela Divisão do Pacífico Sul-Asiático está sendo muito maior. “Isso nunca teria acontecido presencialmente”, ele acredita. O pastor Stele, que proferiu uma palestra sobre o uso da internet e das mídias sociais na implementação do plano “I Will Go”, advogou que as plataformas virtuais parecem ser mais eficazes para proclamar o evangelho do que para nutrir a fé das pessoas, mas que ainda assim, elas também podem ajudar a cumprir esse segundo objetivo. Citando um exemplo, o pastor Stele mencionou que, recentemente, um membro da igreja do outro lado do mundo assistiu ao vídeo de um de seus sermões e depois fez contato com ele, agradecendo pela mensagem que lhe trouxe encorajamento em um momento de profundo desânimo. NA AGENDA DA IGREJA O tema da inovação e missão também direcionou a agenda de uma reunião de líderes mundiais da denominação realizada no ano passado na Cidade do Cabo (África do Sul). E, como resultado dessas reflexões, a igreja mundial está propondo a criação de um instituto focado em liderança, inovação e missão, que ofereceria treinamento para líderes de todo o mundo. Durante o 1º Conselho Mundial de Liderança da Igreja, o pastor Ted Wilson informou que o projeto foi deixado de lado por causa da pandemia, mas que a intenção da Associação Geral é “compartilhar uma versão expandida sobre os planos de inovação nos próximos meses.” PENSANDO FORA DA CAIXA Em uma apresentação sobre inovação na conferência desta semana, Ray Wahlen, tesoureiro associado na sede mundial adventista, exortou os líderes a serem criativos e a irem além das ideias convencionais. A mesma ênfase foi dada pelo pastor GT Ng, secretário executivo da igreja mundial. “Reciclamos as mesmas ideias repetidamente, mas precisamos pensar fora da caixa!”, ele sublinhou em um painel sobre o tema. O secretário executivo ainda apresentou algumas ideias criativas que, na visão dele, poderiam ser consideradas pela igreja, incluindo a possibilidade até mesmo de adquirir um satélite, o que representaria uma “estratégia sideral” para uma missão que é global. Para Hensley Moorooven, subsecretário da sede mundial, os líderes e membros da igreja podem ser flexíveis e criativos em relação às formas como o plano “I Will Go” será implementado. Usando a analogia de um mapa rodoviário, ele comparou a missão a um GPS. Para ele, não importa se faremos o trajeto de “carro, van, ônibus, bicicleta, avião, helicóptero ou a pé”. O importante é que todos cheguem ao destino final. ANDREW MCCHESNEY é editor da Mission Quarterly

    (Versão adaptada do texto publicado originalmente no site da Adventist Mission)

    Última atualização em 12 de fevereiro de 2021 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[24 Sermões em Áudios da Conferência Internacional Online “Eventos Finais”]]> https://tempoprofetico.com.br/24-sermoes-em-audios-da-conferencia-internacional-online-eventos-finais/ Sun, 14 Feb 2021 05:19:21 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1840

    TEMAS DA CONFERÊNCIA

    ABERTURA DA CONFERÊNCIA
    1. AS TRÊS MENSAGENS ANGÉLICAS
    2. O JUÍZO INVESTIGATIVO
    3. REAVIVAMENTO E REFORMA
    4. A SACUDIDURA
    5. A CHUVA SERÔDIA
    6. O ALTO CLAMOR
    7. A PREGAÇÃO DO EVANGELHO
    8. A LEI DOMINICAL
    9. O POVO DE DEUS FOGE DAS CIDADES
    10. O SELAMENTO DO POVO DE DEUS
    11. SATANÁS PERSONANIFICA A CRISTO
    12. O FIM DO TEMPO DA GRAÇA
    13. O TEMPO DE ANGÚSTIA DE JACÓ
    14. AS SETES ÚLTIMAS PRAGAS
    15. O DECRETO DE MORTE
    16. O ARMAGEDOM
    17. UMA RESSURREIÇÃO ESPECIAL
    18. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
    19. A RESSURREIÇÃO DOS JUSTOS
    20. A DESTRUIÇÃO DOS ÍMPIOS
    21. O MILÊNIO
    22. A PRISÃO DE SATANÁS
    23. A  CIDADE SANTA DESCE Á TERRA
    24. UM NOVO MUNDO SEM PECADO

    [button color="blue" size="medium" link="https://drive.google.com/drive/folders/19joVE-XBXC-hLQ2ycLdiHdCCG2j9118D" icon="" target="true"]ACESSE OS SERMÕES AQUI[/button]


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    <![CDATA[Falta pouco ainda que falte muito]]> https://tempoprofetico.com.br/falta-pouco-ainda-que-falte-muito/ Sun, 14 Feb 2021 06:25:18 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1851

    Desde que o mundo é mundo aguardamos o Messias. Sempre foi notável a necessidade de intervenção exterior em nossa realidade caída. O Messias veio e nos deixou Seu Reino, assim como a promessa de que voltaria para nos buscar e estabelecer seu Reino de uma vez por todas. Desde então nossa espera tem sido essa. Desde os dias de Jesus que seus seguidores aguardam ansiosamente Seu retorno. Nesse momento da história que estamos pesa o fato de que essa espera já tem mais de dois milênios. É muito tempo. Alguns se sentem convidados por esse fato a duvidar do dia ou mesmo descansar em relação a sua busca por Ele. Impressionados pela contagem do tempo de espera em relação ao tamanho de suas vidas se veem como um átomo diante de um elefante. Se Ele não veio até agora, por que haveria de vir na minha vez? Quais as chances de que eu seja o contemplado com Sua vinda? Na parábola das dez virgens, contada por Jesus no Monte das Oliveiras em seu último discurso, a multidão já nos avisava que haveria aparente demora para os que esperavam “o noivo” e “sonolência” em todos os que esperavam. Mais do que sonolência, eles dormiram de fato. E para tornar a imagem clara e vívida, Jesus chega ao cúmulo de se comparar a um “ladrão”. Um ladrão que inesperadamente faz sua abordagem; pois assim haveria de ser a segunda vinda de Cristo, de tal maneira que surpreenderia. É de se considerar aqui que seguir a Cristo envolve esperar esse dia, milhares de pessoas em todas as eras assim o fizeram, é a maior espera da história da Terra, e ainda assim há de nos pegar desprevenidos? Não é a espera de alguns, é a de bilhões de pessoas ao longo de uma longa história que soma hoje mais de dois mil anos. Ainda assim, pegará as pessoas de surpresa? Possivelmente, a indicação de Cristo sobre essa questão seja a de que perto de sua vinda as pessoas já não estariam esperando tanto. Afirmações como: “quando o filho do homem vier achará, porventura, fé na Terra?” (Lucas 18:8) deixam claro que o caso da surpresa tem a ver com nossa postura de alerta ou com a falta dela. Talvez você seja tentado a achar que ainda falta muito tempo. Eu sei como é, também tenho essa tentação. E não, eu não estou aqui para dizer que sua vida é curta e por isso você tem de se preparar para a volta de Jesus porque não sabe que dia irá morrer. Isso é uma grande verdade, não sabemos que dia morreremos, pode ser a qualquer momento (não vou dar exemplos porque as pessoas são muito sensíveis a esse assunto, mas você sabe o quão inesperado isso pode ser). Mas não vou usar esse argumento porque ele não funciona. A verdade é que mesmo sabendo que podemos morrer na próxima esquina, ninguém vive como se fosse assim de fato. Todos nós achamos que a morte está longe. Ainda bem ou então viveríamos estressados e loucos. A questão não está no tempo da sua vida, mas no tempo da vida dos outros. Tudo bem, você acha que ainda tem muita vida pra viver, mas e as pessoas que você ama? Quantas já perdeu? Quantos amigos você já viu partir de maneira inesperada? Quantas pessoas você já viu partir de maneira inesperada? E quando muitas de uma única vez vão embora dessa existência (vide a triste infelicidade com o avião da Chapecoense)? E se você parar para pensar quantas pessoas existem no mundo hoje que nem se quer sabem da maior esperança de todas? Que a intervenção do bem está a caminho! Preparar outros, eis a missão! Nosso senso de espera e de urgência não tem que ver com nossa vida, mas com a vida de todos nós. Não se trata de ME preparar, mas de preparar a todos quanto eu puder porque o dia está chegando! Alguém pode cair na besteira de achar que será daqui a 200 anos, ou mesmo daqui a 40 anos, ou daqui a 2 anos, tanto faz, já viu tantos a quem temos de levar o Reino antes que o Reino chegue? Já vislumbrou o tamanho do desafio que todos nós cristãos temos pela frente? Não há mais tempo a perder! Ainda que falte muito tempo, faltam muitas pessoas, e isso encurta o tempo! Leve o tempo que for para Jesus voltar, nós estamos atrasados em nossa missão. Nossa urgência não é para que nossa vida esteja logo em paz no céu. Isso é egoísmo travestido de Cristianismo. Nossa urgência e pressa é para salvar o maior número de pessoas possíveis. É encher o Reino de Deus com Seus filhos e o relógio está contra nós nesse caso. Estamos vivendo como se Cristo não fosse voltar. Trabalhando e aproveitando a vida como podemos e sonhamos. Alguns de nós nem estamos aproveitando nada, mas sonhamos com o dia que faremos isso e continuamos trabalhando, estudando e sonhando. Colocando nossos esforço naquilo que é material nos tornarmos aquilo que Cristo denunciou em Seu último discurso: “Porém, se aquele mau servo disser consigo: O meu Senhor tarde virá; e começar a espancar os seus conservos, e a comer e a beber com os ébrios, virá o Senhor daquele servo num dia em que O não espera”. Mateus 24:48-50. O mau servo diz em seu coração: “O meu Senhor tarde virá.” Não diz que Cristo não virá. Não zomba da idéia de Sua segunda vinda. Mas, em seu coração e por suas ações e palavras declara que a vinda do Senhor demora. Afasta da mente dos outros a convicção de que o Senhor presto virá. Sua influência leva os homens a uma presunçosa, negligente demora. São confirmados em sua mundanidade e torpor. Paixões terrestres, pensamentos corruptos tomam posse da mente. O mau servo come e bebe com os bêbados, une-se com o mundo na busca do prazer. Espanca seus conservos acusando e condenando…”(Ellen White, O Desejado de Todas as Nações, página 449). Viver como se Cristo fosse demorar é tão ruim quanto viver como se Ele nem viesse ou nem soubéssemos disso. Tornar-nos, inclusive, parte da opressão ao próximo. Nós nos esquecemos do que verdadeiramente importa e vivemos para o que vai passar. Eu me uno aos desunidos e entro na fila dos que serão surpreendidos. Meu convite a você nesse texto é esquecer a perspectiva desanimadora de nossas expectativas mundanas de benefícios pessoais, que buscam a volta de Cristo para fins individuais, e que portanto causam desânimo diante de uma possível espera ainda mais longa. Eu lhes chamo aqui para olhar por outro ângulo, pelo ângulo do Ceú, que há muito trabalho para ser feito diante de um tempo que se encurta. Que há ainda muitas vidas para buscar e muita gente para iluminar antes que Ele volte. E vai ser logo. Não sei se vai ser na minha vida, mas eu não tenho tempo a perder pensando na minha vida. A tarefa é urgente e o tempo nunca esteve tão próximo.]]>
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    <![CDATA[Aborrecendo-se com a igreja]]> https://tempoprofetico.com.br/aborrecendo-se-com-a-igreja/ Sun, 14 Feb 2021 06:28:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1855

    Como todo mundo que nasceu em uma família convertida, eu tenho muitos anos de vida dentro da igreja. E como todo mundo que tem muitos anos de vida dentro da igreja, consigo ver os movimentos e transformações que ela sofre. Tanto no aspecto organizacional, quanto no aspecto da comunidade em si. Com essa experiência eu posso ver claramente que existe hoje uma insatisfação da parte de muitos, principalmente daqueles vivendo em regiões urbanas e portanto mais globalizadas. A insatisfação é em relação a própria religiosidade ineficaz e uma autenticidade de fé cada vez mais rara. Entenda-se por falta de autenticidade na fé uma fé que se traveste, mas não é. Que finge, que parece, que externa, mas que não é o que aparenta. Mesmo que muitas vezes esse fingimento seja involuntário. E por religiosidade ineficaz, todo o esforço empreendido em cultos, eventos, projetos e etc, mas cujo resultado é nulo, embora estimado de alguma maneira equivocada. Há também um outro grupo. Outros que, pelas mesmas razões, encontram-se insatisfeitos, mas a resposta que encontraram vai na contramão do grupo anterior. Esses acreditam que o problema da igreja está em não manter corretamente sua identidade, seu rigor, seus princípios, que aqui nesse grupo são confundidos como coisas de “usos e costumes”. Eles entendem que os princípios da igreja e sua identidade se resumem a pequenas regras (muitas não bíblicas) sobre o que vestir, onde andar, com quem falar, o que fazer, o que comer e etc… Reduzindo a fé a comportamentos. Seja de que lado que você, leitor, estiver, estamos todos insatisfeitos com a presente realidade da igreja. Todos nós buscamos soluções para uma sociedade que cada vez mais se afasta das realidades espirituais, na busca de uma igreja cada vez mais fervorosa e reavivada. De uma religião que é eficiente em transformar o mundo e salvar pessoas. De gente que tem erros sim, mas que opera em sinceridade de fé e transparência. O problema é buscarmos respostas diferentes para esses problemas. O problema é no meio de nossa insatisfação nos dividirmos. Há dois textos da escritora norte-americana e uma das fundadoras da Igreja, Ellen White, que podem nos ajudar a entender o que está acontecendo com a igreja hoje, e também o que pode ser feito para mudar esse quadro. Em primeiro lugar, é importante lembrar de quem é a Igreja: “Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular”(1Coríntios 12:27). “E Ele [Jesus Cristo] é a cabeça do corpo, da igreja…” (Colossenses 1:18). “E [Deus] colocou todas as coisas a seus [de Cristo] pés, e sobre todas as coisas constituiu como cabeça da igreja que é o Seu corpo…” (Efésios 1:22-23). A igreja é de Cristo e Ele é seu líder e cabeça. O próprio Cristo também prometeu: “…sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18). Sendo assim, a responsabilidade sobre a igreja não está sobre mim e você, mas sobre Cristo, o dono da igreja. Aquele quem prometeu sua vitória é precisamente quem a garantirá! Não nós. Muitos tornam-se protetores da igreja, defensores dos “princípios” e assumem um papel que Deus não pediu deles. O dono da Igreja é Cristo, e Ele é quem se preocupa com ela e a tratará e a cuidará. Tendo compreendido isso, vamos olhar para o momento no qual podemos estar vivendo. Não há do que se envergonhar, o momento que a igreja vive foi vivido por homens importantes da Bíblia como Moisés. E é exatamente no contexto de Moisés que Ellen White afirma: “Deus fala a Seu povo pelas bênçãos concedidas; e, quando estas não são apreciadas, Ele lhes fala pelas bênçãos que lhes remove, a fim de que sejam levados a ver seus pecados, e voltem a Ele de todo o coração. Patriarcas e Profetas, página 344. Em outras palavras, a autora não está advogando que Deus “castiga”. Muito pelo contrário está dizendo que, nesse caso, Deus fala conosco de duas maneiras: primeiro pelas bênçãos e depois com a retirada delas. O objetivo da segunda técnica de Deus é simplesmente permitir que nós vejamos as consequências de nossas próprias decisões sem que Ele interfira a nosso favor. Dessa maneira torna-se claro e óbvio o quão danoso é nosso próprio caminho e métodos. Falando sobre a igreja nos últimos tempos ela faz uma afirmação bombástica: “A menos que se arrependa e converta a igreja que agora está a levedar-se com sua apostasia, comerá do fruto de seus próprios atos, até que se aborreça a si mesma” (Eventos Finais, página 60). Fica claro por essa citação que, em algum momento, Deus ergueria Sua mão abençoadora e deixaria que nós comêssemos “do fruto” dos nossos “próprios atos”. Até que, pela consciência de que nossos métodos e ações são na verdade ineficazes e infelizes, nós nos tornássemos aborrecidos com a igreja e nós mesmos. Isso explica os caminhos atuais da igreja. Os erros sistemáticos, os métodos humanos e corporativos destituídos de sentido invadindo o território da fé, explicam a frieza de membros, explicam a corrupção dos princípios, explicam as máscaras, e todas as coisas que nos irritam e nos inconformam na igreja. E eis aí uma outra afirmação chocante, mas que combina exatamente com o texto bíblico de Apocalipse 3, que fala sobre a Laodiceia, a última igreja. A Igreja está a “levedar-se em apostasia”. O que isso realmente quer dizer? E como resolver essa situação? Por que Deus quer que nos aborreçamos com nossos próprios métodos e ações religiosas? Tudo isso vamos tratar no próximo texto. Mas enquanto isso, fica aqui uma ótima notícia: se Deus está agindo, ainda que seja em retirar as bênçãos, para que percebamos nossa condição, isso quer dizer que Deus já está agindo a nosso favor e o que Sua promessa irá se cumprir: “As portas do inferno não prevalecerão contra ela”.]]>
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    <![CDATA[Isso muda tudo!]]> https://tempoprofetico.com.br/isso-muda-tudo/ Sun, 14 Feb 2021 06:31:12 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1859

    Tente ler este texto sozinho, em um momento de reflexão pessoal. As palavras são limitadas demais. Elas não conseguem expressar completamente muito das nossas próprias experiências ou realidades do mundo. Procuro palavras para descrever o que preciso que você entenda neste texto, e vou tentar com as que tenho mesmo. Para quem é cristão, pode ser que esta reflexão seja recorrente. Independente disso, é a mais necessária. Já imaginou se Jesus estivesse agora aí com você nesse mesmo recinto em que você está agora? Eu sei. Você vai dizer que “claro” e blá blá blá. Mas eu quero desafiar sua consciência. Não estou falando para você imaginar o personagem “Jesus” que você montou em sua cabeça ao longo dos anos. Quero que imagine alguém de verdade. Se a porta do lugar em que você está fosse aberta agora e alguém de verdade a cruzasse, seu estado atual, lendo esse artigo, seria completamente alterado. Imagine que fosse um amigo que você não vê há muito tempo. Agora pare e imagine o que você faria se fosse qualquer um desses personagens: um amigo chato, um policial, seu médico, seu pai, seu irmão ou irmã. Como seria? Você continuaria lendo? Iria ignorá-los e continuar em seus pensamentos? Ainda que sim, teria de lidar com eles primeiro. A presença de alguém que se ama gera verdadeiras reações. No caso de reações falsas ou ensaiadas, como num culto vazio e formal, elas indicam ou ausência da consciência dessa presença ou falta de amor por quem está presente. Portanto, se você imagina Cristo presente, mas isso não gera verdadeiras reações é porque para você Ele não está verdadeiramente presente. Sou pastor e muitas vezes já vivi, e ainda vivo, em meio às minhas tarefas, sem nem perceber que Ele está ali. Mas Ele está! Prometeu que estaria “até o fim da história” (Mateus 28:20). Se Cristo está aí agora onde você se encontra, um calafrio é o mínimo que você pode sentir. Se Ele está mesmo aí agora, tudo tem que mudar, desde o que nos aventuramos a pensar, até o modo como olhamos e tratamos os outros. Se Ele está aí agora, nossas decisões, palavras e ações não podem ser tomadas ignorando essa presença. A presença do Rei impõe o Seu Reino. É impossível estar diante do Soberano e não aceitar o seu reinado. O Reino está onde Ele está. O problema é que vivemos como se Ele estivesse sempre “lá”, longe. Estamos aqui enquanto Ele está “lá” no céu. “Lá” com os pobres. “Lá” no Trono. “Lá” na igreja. “Lá” com o fulano que é santo. “Lá”. Agora entenda: onde quer que você esteja, Ele está “aí” com você. “Aqui” comigo. Não tente imaginar o seu personagem “Jesus”. Ele é independente do que pensamos dEle. Mas está de fato aí. Com Seus olhos em você, com Sua expectativa no que você faz e é. Com Seu cuidado, amor e paciência. Não sei como são os olhos dEle, sei que Sua mão esta ferida, mas não sei como ela é. Seja como for, hoje eu sei que Ele está aqui, me ajudando a escrever este texto. E você, está vendo Ele por “aí”?]]>
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    <![CDATA[Exegese do diabo]]> https://tempoprofetico.com.br/exegese-do-diabo/ Sun, 14 Feb 2021 06:33:18 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1863

    Não, esse texto não fala sobre um tipo errado de exegese que pode ser considerado do diabo. O “do” no título não se refere ao tipo de exegese, mas à fonte de origem. Exegese é a arte de interpretar o texto, as palavras, e até os fatos. Usamos a exegese sempre que tiramos conclusões e fazemos nossas interpretações. A Bíblia é estudada por meio da exegese do texto bíblico. Ela é pá que desenterra a Palavra de Deus os ensinos, princípios e tudo aquilo que alimenta nossa fé e espiritualidade cristã. O problema é que não fazemos apenas interpretações da Bíblia (exegese) para alimentar nossa fé. Tem se tornado comum entre cristãos alimentar a própria espiritualidade com aquilo que não é da Revelação de Deus. Buscamos na nossa própria experiência humana as verdades, esquecendo-nos que nossa própria experiência pode ser enganosa. E sobre uma das piores fontes de declarações possíveis que encontramos no campo da experiência: as declarações de satanás. Sim, infelizmente, muitos de nós fazemos e estamos dispostos a fazer interpretações e suposições baseados em experiências que envolvem diretamente o diabo e suas aparições. Usamos histórias e momentos em que o diabo aparece em possessões e/ou em histórias que tentam contar como acontecem as coisas no campo do inimigo e nos envolvemos curiosamente com essas informações achando que elas são positivas e proveitosas. Certa vez um professor de ensino religioso começou a aula falando do que já foi uma coisa muito comum de se comentar: “M.O de Satanás” ou Modo de Operação de Satanás. Lembro de uma aula inteira que não falou de Deus, e seu Reino, mas do diabo e suas táticas. Se é que realmente conhecemos suas táticas de alguma maneira. Eu creio que não. Seres humanos, muitas vezes inferiores em inteligência e experiência de vida no Universo, não têm a mínima condição de vencer satanás ou mesmo lutar diretamente contra ele. É Jesus quem vence essa batalha e é dele que unicamente dependemos nessas lutas. Outra ocasião assisti à danosa cena em que um irmão da igreja pediu o microfone para contar a dantesca história de uma das aparições do diabo em uma outra congregação muito longe dali. Ele repetiu no microfone as palavras do diabo e usou-as de exemplo para a congregação. “Viu irmãos, o diabo disse que gosta de [tal procedimento] então temos de fugir de agir assim, porque ele se agrada”. Em suma, o diabo pregou e exerceu sua voz de influência sobre os irmãos. Gostaria de fazer algumas perguntas para reflexão. Será que o que o diabo diz deve ser levado a crédito? Será que um “reavivamento” baseado no inimigo de Deus tem valor? Será que devemos agir e mudar atitudes por causa daquilo que o diabo diz? O que Deus deve pensar sobre a maneira como acolhemos os ditames de satanás por medo e ignoramos muitas das coisas que Jesus nos ensinou? Não fosse só isso ainda temos o problema de livros que são escritos e se propagam como fogo que baseiam toda sua teologia nas coisas de satanás. Livros espiritualistas que contam experiências humanas com satanás ou seus correligionários e ainda assim se pretendem ser verdadeiros. Você acha mesmo que satanás faz parcerias com os homens a ponto de lhes revelar todos os segredos de seus esquemas? Ou que é tolo o bastante para contar a alguém que um dia pode escrever um livro e sair pregando por aí? Muita inocência nossa. E muitos de nós podemos até ter nos convertido com histórias como essas. Não importa, Deus é capaz de transformar maldição em benção e sua experiência espiritual pode ter sido tocada e reavivada em assuntos como esse. Já aconteceu comigo também antes de aprender mais sobre o Senhor. Mas isso, nossa experiência, não determina a verdade. A verdade está revelada na Palavra DE Deus. É nEle que nos apoiamos e dependemos. Nem mesmo em nossas experiências particulares, mas no amor e na revelação do nosso Deus. Você já percebeu que em lugar nenhum da revelação de Deus, a Bíblia, você irá encontrar detalhes sobre o mundo espiritual e a vida dos demônios? Deus não se preocupa em falar ou revelar como são as técnicas de Satanás ou como são os planos do inimigo em enredar a humanidade. Não há nem mesmo na Bíblia, se não uma única citação, sobre como expulsar demônios. Deus não está interessado em nos revelar essa parte. E a razão é simples, isso não importa! Jesus é suficiente e abundante em nos revelar a verdade, salvar e proteger. Não precisamos de nada mais do que conhecer a Deus. A preocupação de Deus é uma só que conheçamos quem Ele é e o amor que tem. “E a vida eterna é esta: Que te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). Não precisamos estudar a vida dos demônios, e nem mesmo aprender e descobrirmos mais sobre o “mal”. Muitos desculpam sua curiosidade e mesmo sua perversão ao dizer que precisam conhecer o mal para poder evita-lo. Isso é inútil e uma armadilha. Não precisamos disso, por isso Deus não se preocupou em revelar as coisas do mundo espiritual, principalmente referente aos anjos caídos. Basta um único texto da Bíblia para deixar de vez essa mania terrível. “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira. Mas, porque vos digo a verdade, não me credes” (João 8:44-45). Quantas conclusões podemos tirar desse texto. Nossa exegese da Bíblia nos mostra algumas coisas nesse texto: 1) Quem crê no diabo é filiado a ele. 2)O diabo nunca se firmou na verdade, portanto o que ele diz, nunca, nunca, nunca, deve ser considerado verdade, por mais verdade que seja. As vezes dizer a verdade pode ser uma técnica de mentir. Veja no exemplo de Jesus. Quando os demônios gritavam que Jesus era o Filho de Deus, estavam dizendo a verdade, mas isso soava como mentira aos ouvidos de pessoas que achavam que o Messias não tinha vindo para morrer e sim para conquistar. Soava como uma amizade entre os demônios e esse Jesus que dizia ser uma coisa que não parecia aos olhares judaicos da época. No diabo “não há verdade”. 3) Ele é o pai da mentira, dai o significado da palavra diabo. 4) É mais fácil crer no diabo do que em Deus. E muitas outras conclusões. Resumindo. Nunca acredite no diabo e em suas manifestações. Suas palavras devem ser completamente ignoradas. Nada deve ser considerado e nenhuma interpretação deve ser feita em nada que se relaciona com as ações de satanás. Não é porque o diabo se manifesta em algum lugar que isso valida o valor espiritual de alguma coisa. Muitos costumam dizer: “Deus está nesse plano, porque o diabo já está até se manifestando!” Nãããoooo! Não é o diabo que valida a fé, é Deus. Se Deus agir, podemos considerar aquilo um plano de Deus, mas se o diabo se manifesta, não quer dizer nada! Se a presença do diabo fosse sinal da presença de Deus, muitas igrejas por ai estariam validadas. As manifestações de satanás devem ser todas ignoradas. Com o diabo não se conversa, não se discute, nem se dá atenção. Quando ele aparece, paramos de olhar para ele e buscamos o nosso Deus. É tudo o que precisamos. Deixe esses assuntos para lá e concentre-se em Conhecer a Deus e a Jesus Cristo a quem Ele nos enviou!]]>
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    <![CDATA[Líquido ou sólido?]]> https://tempoprofetico.com.br/liquido-ou-solido/ Sun, 07 Mar 2021 23:38:34 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1868

    O povo de Deus precisa resistir à tentação de se moldar aos padrões do mundo

    A água é um elemento vital para a manutenção da vida, mas também uma grande fonte de ilustrações espirituais. Na Bíblia, ela é símbolo de várias coisas. No santuário, a água era purificadora (Êx 29:4; Nm 8:6, 7). Na igreja, a “lavagem de água pela Palavra” leva à santificação (Ef 5:25-27). Na conversão é necessário “nascer da água e do Espírito” (Jo 3:5). Mas a grande força de sua mensagem está em Deus, a “fonte de água viva” (Jr 2:13), que se revela por meio de Jesus (Jo 4:10) e que faz de Seus filhos “rios de água viva” (Jo 7:38) para compartilhar a salvação. Em seu livro Desconforme-se (Thomas Nelson, 2017), Richarde Guerra usa a água como ilustração de nossa postura espiritual nestes dias tão desafiadores. Ele mostra que uma poça de água e um cubo de gelo são quimicamente iguais, mas na prática são diferentes. O estado líquido tem o que se chama de “forma variável”. Nele a água se molda ao recipiente onde é colocada. Pode ser um copo, uma fôrma, uma bacia ou qualquer outro objeto, ela se adapta imediatamente. O estado sólido, porém, tem uma “forma constante”. O cubo de gelo, dentro de um copo, bacia ou fôrma, terá exatamente o mesmo formato de cubo. Isso nos ajuda a entender melhor a recomendação do apóstolo Paulo: “E não vivam conforme os padrões deste mundo” (Rm 12:2). Se ele fosse um químico, teria escrito: “Não sejam líquidos” ou “Não assumam a forma do recipiente em que vocês estão”. Seu convite é para que sejamos cubos de gelo que não se derretam diante dos desejos secularizados. A sedução para nos moldarmos aos padrões do mundo é muito grande. Esses padrões aparecem na tela do celular, do computador ou da TV. Estão nos livros, revistas e vídeos. Manifestam-se nas casas, ruas e até mesmo em algumas de nossas igrejas, atraídas por uma visão secular. Nesse contexto, “a Bíblia passa a ser interpretada majoritariamente pela cultura, predomina a religião existencialista do aqui e agora, a missão se resume à assistência social, o pentecostalismo rapta o louvor e a adoração, os métodos são mais importantes que o conteúdo, santidade se torna legalismo e fé é confundida com sentimentalismo” (Vinícius Mendes, “Do Calvário ao Santuário”, Revista Adventista, abril de 2019, p. 15). É fundamental retornar ao estado sólido que marcou o cristianismo em seu começo. Conforme ressaltou Ben Franks, o cristianismo nasceu desafiando a ordem social “em pelo menos três áreas amplas”: (1) “era uma religião distinta”, (2) “tinha uma ética distinta” e (3) “era uma cultura distinta” (bit.ly/3tGMNz4). Por mais atraente que uma “religião líquida” possa parecer, Ellen White alerta contra a tentação de “baixar ao nível do mundo” em nome da aceitação ou cumprimento da missão. Ela insiste: “Nas palavras, no vestuário, no espírito, em tudo, enfim, deve haver assinalada distinção” (Para Conhecê-Lo, p. 305). Ser como água que se molda às necessidades do próximo leva esperança e compartilha o amor de Deus. Mas ser como o gelo significa manter a identidade e não negociar princípios. Para isso, precisamos mergulhar a mente na água transformadora da Palavra de Deus. Só ela é capaz de purificar nossas referências e nos tornar mais sólidos e mais consistentes. ERTON KÖHLER é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

    (Artigo publicado originalmente na seção Bússola da edição de março de 2021 da Revista Adventista)

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    <![CDATA[Decreto dominical]]> https://tempoprofetico.com.br/decreto-dominical/ Sun, 07 Mar 2021 23:40:36 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1872

    O que levou o imperador romano Constantino a estabelecer oficialmente o domingo como dia de repouso há 1.700 anos. Estátua de bronze de Constantino, o Grande, em frente à catedral de York (Inglaterra). Uma das perguntas da área de História que apareceram na prova da segunda fase do vestibular da Fuvest deste ano teve que ver com a transformação do cristianismo de religião perseguida em religião do Estado. O ponto em questão era o que levou o Império Romano a adotar o cristianismo como religião oficial. Uma das possíveis respostas para essa pergunta está na busca do Império Romano por um ponto de apoio que contribuísse para a sua estabilização. E o cristianismo, que estava em franca expansão, apesar das perseguições, possuía características para potencializar essas aspirações. Com base nessa hipótese, O Livro da História (Editora Globo, 2017, p. 67) diz que o cristianismo se tornou uma ferramenta para a unidade e uma validação da autoridade imperial. Nesse sentido, em 313 d.C., o imperador Constantino concedeu liberdade religiosa em todo o Império Romano, por meio do Edito de Milão (Gilberto Cotrim, História Global [Saraiva, 2005], p. 93). Por outro lado, em março de 321 ele promulgou um decreto estabelecendo o domingo como dia de repouso. Esse edito exigia que a população das cidades por ele dominadas suspendesse as atividades “no venerável dia do Sol” (venerabili die Solis), embora fosse mais flexível em relação aos camponeses. O documento estabelecia o seguinte: “Que os magistrados e as pessoas que residem nas cidades, bem como os comerciantes, repousem no venerável dia do Sol. Aos moradores do campo, porém, conceda-se atender livre e desembaraçadamente aos cuidados de sua lavoura, visto suceder frequentemente não haver dia mais adequado à semeadura e ao plantio das vinhas, pelo que não convém deixar passar a ocasião oportuna e privar-se a gente das provisões oferecidas pelo Céu” (Codex Justinianus). Na realidade, tratava-se de um estatuto pagão, mas que foi nominalmente aceito pelo cristianismo (Philip Schaff; David S. Schaff, History of the Christian Church, v. 3 [C. Scribner’s, 1889], p. 380; Paul Krueger, Codex Justinianus [Weidmann, 1877], p. 248; Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 53, 574). Ao que se sabe, o chamado Edito de Constantino foi o primeiro registro de lei, de natureza eclesiástica ou civil, em que a observância sabática (no sentido de cessar o trabalho) do domingo foi ordenada (Joseph Harvey Waggoner, The Origin and Growth of Sunday Observance in the Christian Church [Pacific Press, 1889], p. 21). Esse decreto foi uma lei dominical matricial. Ou seja, dele surgiu uma série de editos sobre a observância do domingo que influenciaram profundamente os europeus e a sociedade americana. Se no período de domínio do Império Romano a observância do domingo foi reforçada por estatutos civis, mais tarde, a igreja, sob a autoridade papal, impôs esse decreto por meio de editos eclesiásticos e civis (ver Walter W. Hyde, Paganism to Christianity in the Roman Empire [Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 1946], p. 261). O decreto de Constantino fazia parte de uma pauta de trabalho imperial que tinha como fundamento a promoção de um amálgama entre o paganismo e o cristianismo. Nesse sentido, o “dia do Sol”, que corresponde ao domingo do calendário atual, deveria ser um dia de descanso geral para cristãos e pagãos (Christian Edwardson, Facts of Faith [Southern Publishing Association, 1943], p. 109). Dentro dessa perspectiva, a etimologia da palavra inglesa sunday, que corresponde ao termo domingo em alguns idiomas latinos, tem exatamente o sentido de “dia do Sol”, reforçando a influência que essa pauta mantém dezessete séculos depois sobre a sociedade ocidental. Em uma via de mão dupla, para dar uma sanção teológica à legislação imperial que exigia a cessação de trabalho no domingo, as hierarquias eclesiásticas apelaram frequentemente ao preceito criacionista do quarto mandamento, mas adaptando-o à observância do domingo (Samuele Bacchiocchi, Divine Rest for Human Restlessness [The Pontifical Gregorian University Press, 1980], p. 35). E o que esse fato histórico tem que ver com o nosso futuro? Sob a perspectiva bíblico-profética adventista, a aproximação entre Igreja e Estado, dentro do contexto do capítulo 13 do livro de Apocalipse, demonstra que uma lei universal, à semelhança do Edito de Constantino, terá interferência direta sobre o arbítrio de todos os seres humanos da face da Terra (v. 16). E que, sob a boa intencionalidade de um objetivo comum, haverá uma crise que dividirá todos os cristãos do planeta. FLÁVIO PEREIRA DA SILVA FILHO, mestre em Teologia Bíblica, é pastor jornalista

    Última atualização em 4 de março de 2021 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[O evangelho de Apocalipse 14]]> https://tempoprofetico.com.br/o-evangelho-de-apocalipse-14/ Sun, 07 Mar 2021 23:42:57 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1876

    As três mensagens angélicas descrevem a ação final de Deus para restaurar a verdadeira adoração, destruir o mal e preservar sua criação e suas criaturas.  “Temei a Allah (Deus) e dai-Lhe glória. A hora do juízo se aproxima. Adorai o Criador de todas as coisas.” É o que Emir escutou em seu sonho relatado em 1º de dezembro de 2020, fenômeno que tem se tornado comum (ver Abed Al-Masih, “I Had a Dream. Can You Help Me?”, Adventist Frontiers, janeiro de 2021, p. 4, 5). Emir é um dos vários muçulmanos no Oriente Médio que, nos últimos meses, têm recebido visões de um homem de branco com marcas em suas mãos alertando-os a respeito da vinda de Jesus e do juízo. A mensagem que Emir escutou é a mesma que os adventistas do sétimo dia conhecem (ou deveriam conhecer) muito bem. O fato de mensageiros divinos serem enviados diretamente a pessoas de países em que o cristianismo é quase inexistente sugere que o evangelho eterno deve ser proclamado neste momento em alta voz e ao redor do mundo. O recado do sonho de Emir é encontrado em toda a Bíblia, mas as palavras específicas vêm de Apocalipse 14:7. As três mensagens angélicas ganharam importância na história da interpretação do Apocalipse e no cristianismo em geral somente no século 19. Antes desse tempo, seu conteúdo quase não era mencionado diretamente por pregadores cristãos. Essas mensagens pressupõem a crença na iminente volta de Jesus, conforme lemos no Novo Testamento, e talvez por isso sua ênfase foi, com o passar do tempo, suplantada por uma compreensão terrena do reino de Deus. Primasius, bispo de Hadrumetum no norte da África no 6º século, escreveu no seu comentário sobre o Apocalipse: “Embora do início da fé cristã temos aprendido que o reino dos Céus se aproxima, aqui [Ap 14:7], no entanto, se proclama que a hora do juízo virá muito em breve e virtualmente já chegou. […] A temporalidade do poder da besta deve ser considerada como insignificante” (“Commentary on the Apocalypse,” em Revelation, Ancient Christian Commentary on Scriptures 12, editado por William C. Weinrich [InterVarsity, 2005], p. 224-225). Enquanto para Primasius a temporalidade da besta não importava, a identidade de Babilônia se tornou central em interpretações historicistas da mensagem dos três anjos do Apocalipse. Durante séculos, os cristãos interpretaram Babilônia como sendo os não cristãos, ou pagãos. Porém, na Reforma Protestante, a identificação de Babilônia e do anticristo com o cristianismo corrompido, com base em interpretações anteriores como as de Joaquim de Fiore e Gregório I, fez com que parte da mensagem dos três anjos de Apocalipse 14 ganhasse importância imediata. Com o ressurgimento da crença do retorno de Jesus no grande reavivamento do século 19, as profecias do Apocalipse voltaram a ser centrais na identificação da comunidade do povo de Deus e do inimigo representado por Babilônia em determinado ponto da longa “cronosofia” profética bíblica, principalmente no tempo do fim. Cronosofia é a articulação do propósito da história guiado por agentes extra-humanos, como Deus. Trata-se de um conceito diferente de cronologia, que é a descrição linear de eventos sem explicação de causa ou efeito. Guilherme Miller, por exemplo, fundamentado na sua interpretação de Daniel 8:14, postulou que a hora do juízo chegaria em 1843-1844, o que levou a uma precisão quanto à identidade de Babilônia. A princípio, a maioria dos mileritas viu no protestantismo norte-americano o cumprimento da Babilônia caída de Apocalipse 14:9. No entanto, após o desapontamento da expectativa do retorno de Jesus em outubro de 1844, os adventistas reinterpretaram o significado histórico de Babilônia e consequentemente a “hora do juízo”. O pioneiro adventista John N. Andrews chegou à conclusão de que Babilônia incluía tanto a primeira como a segunda besta de Apocalipse 13, representando o cristianismo corrompido do catolicismo romano e do protestantismo (The Three Angels of Rev. XIV, 6-12 [James White, 1855], p. 57), interpretação que influenciou a compreensão vigente no adventismo. Ao se identificarem como o povo de Deus, em contraste com Babilônia, os adventistas relacionaram a mensagem dos três anjos com as crenças distintivas do movimento, em comparação com outros cristãos. Delas, as mais relevantes são o sábado, em contraste com o domingo; a imortalidade condicional, em contraste com a imortalidade da alma; e o ministério celestial de Jesus e o significado profético dos rituais do santuário. Tais crenças serviram de guia teológico na interpretação de Apocalipse 14:6-12, assunto que foi amplamente estudado por P. Gerard Damsteegt (Foundations of the Seventh-day Adventist Message and Mission [Eerdmans, 1977]), e Alberto R. Timm (O Santuário e as Três Mensagens Angélicas [Unaspress, 1999]). Como a articulação adventista da mensagem dos três anjos em seu contexto bíblico-teológico é bem documentada por esses dois autores e John T. Anderson (Three Angels, One Message [Review and Herald, 2012), entre outros, minha reflexão vai se restringir a pensar a importância e o papel desse último recado divino no próprio livro do Apocalipse. E vou fazer isso à luz do apocalipticismo judaico do mesmo período. Obviamente, a revelação divina não é limitada ao contexto da época, nem dependente dele, mas essa análise ajuda a esclarecer certos aspectos do último livro da Bíblia. CONTEXTO LITERÁRIO A mensagem dos três anjos de Apocalipse 14 segue uma longa descrição das atividades destrutivas do inimigo de Deus. O leitor do Apocalipse pode até se sentir desencorajado com a sua mensagem, visto que até o capítulo 14 o povo de Deus sofre os ataques do destruidor (Ap 9:11). Num contexto imediato, João descreveu o dragão irado, a besta violenta do mar e a besta da terra perseguindo o povo de Deus (Ap 12–13). Numa perspectiva mais ampla no livro, as atividades destrutivas das três bestas são as últimas de uma longa sequência de tentativas de destruir a criação divina. Não é sem razão que João escutou o clamor dos que sofrem questionando a Deus: “Até quando, ó Soberano Senhor?” (ver Ap 6:10). João também escutou o anjo anunciando: “é chegada a hora” (Ap 14:7; cf. 10:6, 11). O clamor dos santos não foi em vão. A partir de Apocalipse 14, o apóstolo começou a descrever o esfacelamento das forças do mal. O Cordeiro entende o clamor dos santos, pois Ele também sofreu a violência das forças do mal ao ser assassinado (Ap 5:6; 6:12). Mas a mensagem do Apocalipse é de conforto aos seguidores de Cristo. Após a longa sequência de visões da criação sendo destruída, João visualizou o Cordeiro em pé no monte Sião, e com Ele os Seus seguidores (Ap 14:1-5). Apesar de todas as tentativas, a besta não venceu. Jesus conquista a morte (Ap 20:14; cf. 1Co 15:54-57). A longa descrição das atividades do destruidor tem um objetivo: deixar bem claro quem é responsável pelo mal. Os anjos anunciam que chegou a hora do juízo, pois Babilônia caiu. A mensagem é presente, não futura. Pode até não parecer, mas na perspectiva apocalíptica o mal já foi vencido. Na cruz Jesus clamou: está consumado (Jo 19:30). Mas o mistério de Deus se resolve no longo prazo e em etapas. A mensagem dos três anjos vem logo após a aparição de três bestas que atuam na Terra. Os três poderes do Céu anunciam o término das forças do mal, que em toda a narrativa apocalíptica somente destroem o que Deus fez. O resultado então é esperado. O destruidor será destruído. O primeiro anjo começa a proclamação do veredito celestial exclamando: “Adorem Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas” (Ap 14:7). Em Apocalipse 4:11, a adoração a Deus é justificada: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas e por Tua vontade elas vieram a existir e foram criadas.” O SÁBADO PROFÉTICO Não é por acidente que o sábado como memorial da criação é o fundamento temporal na literatura apocalíptica judaica. Por exemplo, o livro apócrifo dos Jubileus, que fazia parte da biblioteca dos essênios da Comunidade de Qumran, usa períodos de sete e narra profeticamente a história do povo de Deus em ciclos de 49 anos. O Apocalipse também utiliza séries de sete. Esse padrão tem sua origem no Antigo Testamento. Em Levítico 23, os sete dias da criação se expandem para sete comemorações anuais. Em Levítico 25, os sete dias tornam-se símbolos para um ciclo da agricultura de sete anos, que por sua vez é expandido setes vezes, culminando no jubileu, o ano da libertação. Nesses anos sabáticos, a natureza descansava, e a ordem divina era restabelecida. O plano de Deus para Israel era que cada família possuísse sua propriedade na terra que havia sido distribuída igualmente. No entanto, por causa da ganância, pessoas e terras eram adquiridas e deslocadas. O ano sabático reordenava a criação de Deus. As terras e as pessoas deslocadas de sua original posição eram retornadas aos seus devidos lugares. Na narrativa apocalíptica, o dragão é aquele que usurpa o território do Cordeiro (ver Mt 4; Jó 1; Ap 5:12 em contraste com 12:12), que redime a criação da opressão do destruidor. Ao entrar na sinagoga em Nazaré, Jesus proclamou o profético ano de jubileu (Lc 4:18, 19). De acordo com os evangelhos, a obra do Ungido (Messias ou Cristo) do Senhor envolveu, em diversas maneiras, a cura física e mental de uma humanidade oprimida pelas forças das trevas. Jesus curou, perdoou, libertou da culpa e restabeleceu o que havia feito no princípio, quando tudo “era muito bom” (Gn 1:31). A ordem da criação proclamada pelo primeiro anjo de Apocalipse 14 também ecoa a narrativa do dilúvio: “adorem Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas” (Ap 14:7, itálico acrescentado). O paralelismo com Êxodo 20:11 é claro: “o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há”. A sequência de céu, terra e mar é a mesma do quarto mandamento, mas o anjo de Apocalipse vai além e introduz as fontes de águas do abismo (Gn 1:2; 7:11). A ligação da criação com o dilúvio também era um tema comum no apocalipticismo judaico, conforme destacou Jeremy Lyon (Qumran Interpretation of the Genesis Flood [Pickwick, 2015]). A DETURPAÇÃO DA CRIAÇÃO
    Foto: Adobe Stock
    Semelhantemente à comparação de Jesus entre o juízo final e o tempo de Noé (Mt 24:38), o segundo anjo, ao proclamar a queda de Babilônia, denuncia os dois grandes problemas na criação deturpada: comida e sexo: “Caiu! Caiu a grande Babilônia que fez com que todas as nações bebessem o vinho do furor da sua prostituição” (Ap 14:8, itálico acrescentado; ver Ap 17:1-5). Em Gênesis 1–3, Deus dá duas ordens: uma relacionada à dieta (Gn 1:29, 2:16, 17) e a outra à sexualidade (Gn 1:28, 2:24), duas fontes de vida. O destruidor fez Eva acreditar que a criação pode se tornar independente do Criador. Depois da transgressão alimentar, o que aparece na narrativa é a nudez, termo em hebraico sinônimo com intimidade sexual, conforme observa Jacob Milgrom (Leviticus 17–22 [Doubleday, 2000], p. 1535). A dependência dos prazeres da carne fora dos parâmetros da criação acaba destruindo a ordem divina. Em uma comum interpretação judaica do dilúvio e as origens do mal, a corrupção da criação é compreendida como fruto da relação sexual entre os filhos de Deus (os anjos) e as filhas do homem (Jubileus 5:1; ver 1 Enoque 6–9). Numa amálgama textual entre Gênesis 3 e 6, a interpretação do livro dos Jubileus compara a atração de Eva pelo fruto que daria conhecimento com a interação espúria entre os filhos de Deus na Terra e os filhos de Deus no Céu. Visto que no hebraico a palavra para relação sexual (ydh) também significa “conhecer”, os intérpretes modernos desse livro sugerem que esse texto possivelmente produzido no período grego antes de Jesus denunciava a relação iníqua dos sacerdotes de Jerusalém com as autoridades político-religiosas helenísticas, segundo explica George W. E. Nickelsburg (Jewish Literature between the Bible and the Mishnah, 2ed. [Fortress, 2005], p. 49-51, 72). No Apocalipse, os anjos caídos “coabitam” com a igreja, a esposa do Cordeiro (Ap 2:14, 20, 21; 12:13, 17; 17:1-6; ver Ez 23), e o resultado dessa união religiosa promíscua são as bestas deformadas. A criação rebelde amalgamada produz cenas dignas de filmes de terror. Uma das bestas com múltiplas cabeças e bocas cheias de sangue carrega a mulher que abandonou seu Criador para seguir um caminho de promiscuidade (Ap 13, 17). Repetindo a união de Eva com o maligno que gerou filhos violentos para morte (Gn 4:1-7; 1Jo 3:12), o casamento espúrio de Satanás com os reis da terra cria o mesmo resultado (Ap 17:1, 2, 8; 18:9, 17). Na narrativa do Apocalipse, a criação divina, inicialmente perfeita, se deforma ao ponto de autodestruição. O terceiro anjo de Apocalipse 14 apenas anuncia o esperado: “Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na testa ou na mão, também esse beberá do vinho do furor de Deus, preparado, sem mistura, no cálice da Sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre. E os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do nome da besta não têm descanso algum, nem de dia nem de noite” (Ap 14:9-11, itálico acrescentado). Note que os aliados do destruidor não descansam. Ao rejeitar o Criador do sábado, eles não desfrutam o descanso sabático e também ignoram o convite de Jesus para encontrar alívio Nele (Mt 11:28, 29). O primeiro dia completo da humanidade no Éden foi um dom gratuito de Deus que marcou uma completa dependência da criação em relação a Deus. Mas os adeptos do estilo de vida pecaminoso de Babilônia não aproveitam esse dom. A mensagem dos três anjos é uma: quem não for restaurado, recriado, será destruído. O segundo anjo esclarece o diagnóstico da condição humana. O terceiro anjo profere a consequência, caso nada seja feito. E o primeiro anjo oferece a solução. Observe que Deus começa com a oferta da vida eterna. Esse é Seu maior interesse (Jo 3:16-18). Quem não escolher a vida inevitavelmente se apegará à morte. O dualismo do apocalipticismo judaico é bem claro. A batalha para dominar a criação é entre as forças da luz e das trevas (Jo 3:18, 19), entre o bem e o mal. No Apocalipse, a guerra é entre o Cordeiro e o dragão. Não há alternativa. O Apocalipse de João deixa nítido que o conflito é entre o destruidor da criação e o que gera vida. O APELO ECOLÓGICO E TEOLÓGICO DO CRIADOR O Apocalipse, mais que qualquer livro da Bíblia, explicita a real condição do planeta Terra: “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vocês, cheio de fúria, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap 12:12). Ou seja, ainda não chegou o fim. A mensagem dos três anjos deve ser proclamada, alertando àqueles que destroem a criação que um dia, se não escolherem o Criador e a vida, também serão destruídos juntamente com o destruidor (Ap 20:10, 15). Como o livro descreve, das intrigas nas sete igrejas aos ataques das bestas, as obras do inimigo só geram morte. O Céu, no entanto, regozija-se, pois o domínio de Satanás é temporário (Ap 11:17, 18). O problema retratado nas três mensagens angélicas não é apenas a destruição do planeta a partir de uma perspectiva ecológica, o que é uma preocupação contemporânea; é principalmente o abandono do Criador e do Seu memorial da criação, o que leva a uma inversão no ato de cultuar. O objetivo do dragão e das bestas é obter a adoração que pertence somente a Deus. Mas isso resultará em destruição. Na verdade, o juízo já começou, e a humanidade deve ser alertada sobre ele. Portanto, além de aceitar o convite divino, é preciso proclamar a mensagem final de Deus ao mundo. RODRIGO GALIZA, graduado em Jornalismo e Teologia, é mestre em Teologia e doutorando em História da Igreja pela Universidade Andrews (EUA)

    (Matéria de capa da edição de março de 2021 da Revista Adventista)

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    <![CDATA[Entre dois mundos]]> https://tempoprofetico.com.br/entre-dois-mundos/ Sun, 07 Mar 2021 23:45:17 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1880

    Ficção cristã alerta jovens sobre o perigo da vida dupla, Mateus era um menino feliz e comum. Amado pelos pais, Júlia e Marcos, teve o privilégio de crescer em um lar cristão. Os amigos e a namorada professavam a mesma fé, o que lhe proporcionava, do ponto de vista religioso, relacionamentos saudáveis e um ambiente social seguro. Porém, conforme o tempo foi passando, as influências negativas se tornaram mais fortes, assim como as dificuldades na vida cristã. Lucas, o melhor amigo de Mateus, e Letícia, a namorada dele, tentaram adverti-lo, mas ele precisava tomar uma decisão. Afinal, ninguém pode pertencer a dois mundos! Em resumo, esse é o enredo de Sono Eterno (CPB, 2021, 80 p.). Essa ficção cristã, que lembra o livro Projeto Sunlight (CPB, 2011), de June Strong, nos mostra o perigo de ficar sobre o muro da incerteza. É uma reflexão útil para juvenis, adolescentes e jovens que insistem em manter uma vida dupla: pela manhã estão na igreja e à noite vão para a balada. Quanto ao gênero ficção, é importante lembrar que Jesus empregou esse recurso na ­parábola do rico e do mendigo, em Lucas 15:19 a 31, e que Ellen White recomendou a clássica alegoria de John Bunyan, O Peregrino (1678). Além disso, ela mesma compilou e publicou, em 1863, 129 contos/histórias e 25 poemas numa série que ficou conhecida como Sabbath Readings: Moral and Religious Lessons for Youth and Children. Posteriormente, Ellen White ampliou essa série, que recebeu o título de Sabbath Readings for the Home Circle. A nova série de quatro volumes continha 200 contos/histórias e 86 poemas. Esses exemplos são evidências de que há espaço para a boa ficção, isto é, histórias e contos que ensinem valores bíblicos, utilizem linguagem sadia, despertem reflexão, enalteçam o bem e evitem elementos fantasiosos. De fato, a maioria dos problemas relacionados ao gênero não tem que ver necessariamente com especificidades literárias, mas com valores duvidosos. Alinhado aos princípios que caracterizam a boa ficção, Sono Eterno convida o leitor a desviar a mente do que é efêmero e transitório para o eterno e duradouro. É um apelo para refletir sobre o presente com vistas ao futuro. Como Mateus, o personagem principal da trama, cada pessoa é levada a escolher de que lado estará na batalha final, antes que seja tarde demais. Não podemos revelar o fim do livro, pois seria um spoiler indesejado, mas a obra foi bem escrita pela jovem Karol Aguiar, estudante de Jornalismo e Comunicação Social no Unasp, em Engenheiro Coelho. Com apenas 23 anos, ela retratou com sensibilidade os problemas e tentações que os jovens enfrentam diariamente em nossa sociedade.

    TRECHO

    “Júlia e Marcos saíram do quarto a fim de dar um tempo para que o filho fizesse sua meditação diária. E ele sabia disso. No entanto, simplesmente se esticou até alcançar o celular no criado-mudo, acomodou-se de lado e começou a checar todas as suas redes sociais. Fazia muito tempo que Mateus não desfrutava de um relacionamento com Deus. Na verdade, tirando a hora das refeições em família e os momentos que passava na igreja, ele não conseguia se lembrar da última vez que tinha orado. […] E, ainda assim, todos o viam como um cristão perfeito! Até porque ele se comportava como um na frente das pessoas” (p. 35). ANDRÉ VASCONCELOS é pastor e editor de livros na CPB

    (Resenha publicada na edição de março de 2021 da Revista Adventista)

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    <![CDATA[Reavivados pelo Espírito de Profecia]]> https://tempoprofetico.com.br/reavivados-pelo-espirito-de-profecia/ Fri, 12 Mar 2021 19:10:18 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1884 Orientações deixadas pelos profetas são úteis para direcionar pessoas a Deus.[/caption] Quero revelar a você um segredo pessoal meu. Dentre as disciplinas devocionais que pratico, uma que serve para me revigorar espiritualmente e ajudar continuamente na substituição de maus hábitos por hábitos melhores é a leitura de um legado literário específico: o de Ellen White. Sim, para manter-me num processo contínuo de dar lugar para que Deus vá reavivando e reformando minha vida, uma das coisas que sempre faço é ler os livros dessa “coleção”. O teólogo Leniberto Miranda considera a autora de tais livros “uma profeta de Deus… inspirada por Deus.” E como a Bíblia ensina que o dom de profecia é “para o desempenho do Seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4:12), esse pastor, ao também colecionar vários livros da escritora e usá-los,[1] é alcançado e beneficiado por esse ministério profético do testemunho de Jesus (Apocalipse 12:17 e 19:10).

    Leia também:

    Há poucos dias, visitando uma senhora que já tem mais de 80 anos, rodeada por seus filhos, netos e bisnetos, todos firmes na fé, perguntei como ela havia conhecido a Igreja Adventista. Com um sorriso, respondeu: “Nasci na igreja”. E ao contar melhor a história, revelou que seu avô, depois de ter comprado e lido um livro, passara a viver como o povo remanescente, esperando com paciência, até conhecer um pastor que o batizasse e o ajudasse a vir a ser o pioneiro de toda a história do adventismo naquela cidade e região. Voltando mais ainda no tempo, podemos visualizar, através dos registros históricos, os crentes que “estavam desencorajados após o não retorno de Jesus em 22 de outubro de 1844” sendo incentivados e edificados. A mesma autora do livro que o vovô pioneiro leu no início do século 20, há mais de meio século, recebera “uma mensagem de encorajamento através de uma revelação divina”. Sim, “Deus usou uma jovem mulher”, a senhorita Harmon, “para ajudar a igreja de Deus”[2]. Com Thiago White, seu futuro esposo, ela e vários outros tornaram-se um povo fortemente reavivado e reformado.

    Papel do dom de profecia

    Um pesquisador cristão enriquece academicamente, a chama da verdade da mensagem divina é acendida e passa a iluminar tantas gerações em uma localidade, e um movimento cristão mundial nasce e prospera por séculos. Tudo apenas como exemplo de tantos outros milhões que passam a ter sua fé reanimada e sua vida reorientada através do talento exercido por uma mesma serva do Senhor. Estas experiências são, visivelmente, amostras de reavivamento e reforma consequentes do exercício do dom de profecia! O apóstolo Paulo explica que dons como esse são “para os que creem”, e orienta a estes que “busquem com dedicação o profetizar” (1Coríntios 14:22 e 39). Sempre que o povo de Deus esteve em risco de vida, a ordem “crede em Seus profetas” (2Crônicas 2:20) lhes ressoou em claro som, ao longo de toda a história. Inclusive, está profetizado que, ao aproximar-se o fim deste mundo, uma das duas características que identifica o remanescente de Deus é o Espírito de Profecia (Apocalipse 12:17 e 19:10) .[3] Nisto cremos! A Bíblia é a Palavra de Deus, nossa única regra de fé e prática. Jesus é o nosso único mediador e salvador. A Igreja é o canal de oportunidade de nos mantermos na fé e participarmos da grande comissão cristã. E os testemunhos legados pelos escritos inspirados de Ellen White são a ferramenta divina para que a contextualização disso tudo possa ser relevante o suficiente para nos reavivar e reformar. Atualmente, estou relendo Caminho a Cristo[4] e minha vida espiritual está sendo renovada pela obra do Espírito Santo. Reavive-se colecionando e lendo, em oração, os livros do Espírito de Profecia. Você pode encontrá-los aqui. Estarei em oração para que você coloque o que tiver aprendido em prática e para que Deus lhe conduza à autêntica experiência de reavivamento e reforma. Para este mesmo propósito, por favor, você pode orar por mim também?

    Entenda mais sobre a vida e legado de Ellen White no vídeo abaixo:


    Referências:

    [1] MIRANDA, Leniberto. Teologia ao alcance de todos: sou herege agora? Só porque eu tenho livros adventistas? Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5RX4HRl0cM4&t=0s (minutos 5’44 – 5’53). Acesso em: 02 mar. 2021. [2] CAMPBELL, Michael W. Daily Bible reading: believe his prophets. Disponível em: https://www.revivalandreformation.org/?id=1322 (Commentary). Acesso em: 02 mar. 2021. [3] Nisto Cremos: as 28 crenças fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 8ª ed. 2008, O Dom de Profecia, p. 276-292. [4] WHITE, Ellen. Caminho a Cristo. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 4ª ed. 2000. ]]>
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    <![CDATA[Livro apresenta evidências geológicas sobre grande extinção em massa]]> https://tempoprofetico.com.br/livro-apresenta-evidencias-geologicas-sobre-grande-extincao-em-massa/ Mon, 15 Mar 2021 11:04:08 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1889

    Obra ajuda leitor a mergulhar no universo da geologia e perceber como rochas se transformam em lentes para entender o passado e o presente. A recém-lançada obra A Grande Extinção em Massa apresenta evidências e implicações da maior tragédia ambiental da história. O livro foi escrito com uma linguagem mais científica pelo doutor em geotecnia, o geólogo Nahor Neves de Souza Júnior. E tem como público prioritário cientistas evolucionistas ateus. A ideia é que o leitor racional e exigente mergulhe no universo da geologia e perceba como as rochas podem se transformar em lentes para entender o passado e o presente, e descobrir o que os fenômenos geológicos dizem ao observador atento. A literatura científica apresenta determinados eventos geológicos do passado que ajudam a entender o presente. Estes eventos, quando comparados aos desastres geológicos atuais como deslocamentos repentinos de placas tectônicas, movimentações catastróficas de tsunamis, erupções vulcânicas devastadoras, mortandade em massa e alterações climáticas extraordinárias, encorajam as pessoas a admitir a ideia de que “o presente é a chave do passado”. O livro, portanto, é uma viagem (primeira e segunda seções), no espaço e no tempo, por meio da coleta de dados e da comparação de perspectivas e análise de fenômenos geológicos globais que, em curtos intervalos de tempo geológico, teriam produzido o maior desastre ambiental da história do planeta Terra.

    Achados importantes

    Segundo o autor, quando se observa a porção mais superficial da crosta terrestre, nas áreas continentais, é possível perceber que ela é formada por um conjunto de diferentes e imensas camadas de rochas sedimentares, vulcânicas e subvulcânicas. Muitas das camadas sedimentares contêm grande quantidade de fósseis, restos de animais ou plantas que foram rapidamente soterrados, cujos tecidos orgânicos foram mineralizados totalmente ou de forma parcial (fósseis com matéria orgânica preservada não podem ter milhões de anos). Nessas mesmas camadas com fósseis, e rochas vulcânicas associadas (chamadas Grandes Províncias Ígneas), é possível identificar a ação de gigantescos impactos meteoríticos, cujos efeitos (crateras de impacto) se encontram por toda a superfície da Terra. “Na realidade, todas essas feições geológicas (ou geocicatrizes) constituem evidências de uma única catástrofe geológica e biológica de proporções globais – a grande extinção em massa”, afirma Souza Jr. Essas evidências científicas se harmonizam, notavelmente, com a narrativa bíblico-histórica do dilúvio de Gênesis.

    Investigação das origens

    A terceira seção do livro – Investigando as Origens – dedica-se a uma breve discussão sobre as lacunas do conhecimento em questões envolvendo as origens (da vida, dos fósseis, etc). Para o autor, a pesquisa científica se limita àquilo que sensorialmente é passível de ser verificado pela observação e experimentação. Assim, tendo em vista a insuficiência do método científico no estudo dos eventos singulares e irreproduzíveis do passado, envolvendo, por exemplo a origem dos fósseis, o pesquisador utilizará, inevitavelmente, pelo menos duas fontes distintas de conhecimentos complementares. São elas: os pressupostos filosóficos (base do paradigma evolucionista das origens), ou documentos históricos fidedignos (narrativas bíblico-históricas do criacionismo). O pesquisador e autor do livro alerta quanto ao fato de se tentar preencher as reais lacunas do conhecimento científico com pressupostos filosóficos equivocados como se fossem leis naturais. Neste caso, as evidências contrárias (legítimas e esclarecedoras) são descartadas ou omitidas, o que resulta no afastamento da realidade dos fatos, com prejuízos incalculáveis para o avanço do conhecimento científico. Por outro lado, “documentos antigos autênticos e relatos históricos genuínos são muito importantes, pois representam componentes legítimos e imprescindíveis na complementação do conhecimento científico em pesquisas sobre as origens”, explica Nahor. Os esclarecedores e promissores resultados oriundos da associação coerente e sustentável entre conhecimento bíblico e aquele de natureza científica são exaustivamente explorados nas seções quatro e cinco do livro.

    Sobre o autor

    Nahor Neves de Souza Júnior é geólogo e foi professor e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) por 13 anos, e do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp) por 24 anos. É doutor em Geotecnia pela USP. Foi coordenador do curso de Engenharia Civil da Unesp e do Unasp e diretor da sub-sede brasileira do Geoscience Research Institute. O autor dedicou sua vida à docência universitária e pesquisas no campo da Geologia. Nos últimos 25 anos, além da divulgação no contexto da comunidade criacionista, participou de eventos em universidades públicas de todo o Brasil. A grande extinção em massa é a versão mais atualizada de seus estudos. O livro conta com mais de 140 ilustrações, fotos e gráficos e tem uma linguagem precisa, rigor técnico e empatia aos menos treinados. A literatura acaba de ser publicada pela Casa Publicadora Brasileira (CPB), com 352 páginas, divididas em cinco seções. A obra pode ser adquirida pelo site da editora.  ]]>
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    <![CDATA[A última advertência]]> https://tempoprofetico.com.br/a-ultima-advertencia/ Wed, 17 Mar 2021 04:25:26 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1894

    O que três anjos voando pelo meio do céu teriam a dizer para os adventistas e o mundo? Precisamos proclamar as três mensagens com poder e rapidez, não com lentidão e timidez. Houve uma reunião no Céu para definir qual seria a última mensagem a ser dada ao planeta em rebelião. “É essencial incluir o evangelho eterno, porque ele expressa o amor demonstrado pelo Meu Filho amado para salvar o mundo”, disse Deus. “Deve ser um chamado para adorar o Criador do Céu, da Terra e das fontes das águas”, ponderou o Filho, que sempre buscou glorificar o Pai. “Além disso, precisamos incluir as consequências de ficar do lado errado na guerra entre o bem e o mal”, acrescentou o Espírito Santo, com Seu toque de sensibilidade. E assim o aviso final chegou a João, que viu três anjos voando pelo meio do Céu, o espaço de Deus, um lugar de grande visibilidade, e o registrou em Apocalipse 14. O evangelho de Apocalipse 14 A reunião é imaginária, mas o conteúdo é real. Encapsulada em sete dos 404 versos do Apocalipse (14:6-12), essa tríplice mensagem tem um roteiro impressionante: vem de Deus, sintetiza conteúdo teológico riquíssimo, aplica-se a um momento crítico, é proclamada com senso de urgência, visa a uma audiência global e deve ser pregada por um povo especial. Não é por acaso que líderes da igreja, editores, teólogos, evangelistas, dissidentes, todos gostam de falar da mensagem dos três anjos. Por sua importância, precisamos proclamá-la com poder e rapidez, não com lentidão e timidez, a fim de alcançar cada nação, tribo, língua, povo, pessoa e neurônio… E na ordem correta, uma mensagem servindo de fundamento para a outra, embora as três sejam cumulativas: (1) temam a Deus, deem-Lhe glória e adorem o Criador, pois chegou a solene hora do julgamento; (2) está caindo o gigantesco sistema de Babilônia, a cidade da conspiração que engana o mundo com a mentira e o embriaga com o vinho da corrupção moral e espiritual; (3) quem adorar o monstro imperial e aderir ao seu falso sistema de adoração sofrerá penalidade eterna. Desde o início do adventismo, essas mensagens foram compreendidas como a síntese do plano da redenção, pois falam da criação, destacam o sábado como o sinal de lealdade ao Criador, indicam que o julgamento começou em 1844 e denunciam o antievangelho promovido pela trindade satânica descrita no Apocalipse. Na textura do Apocalipse, com reflexos no capítulo 14, há um choque de cosmovisões, valores, filosofias, métodos e comportamentos. A linguagem não reflete primariamente a cultura da época, mas a intertextualidade dos profetas; o foco não está somente na brutalidade do Império Romano, mas no conflito entre o dragão e o Cordeiro; o tempo não é exclusivamente o 1º século, mas toda a história; o escopo não é simplesmente geográfico, mas cósmico. Os pioneiros perceberam esses detalhes e suas implicações para a identidade e a missão da igreja. Aos adventistas, acentuou Ellen White, “foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer”, que é a proclamação das três mensagens angélicas. “Nenhuma obra há de tão grande importância” (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 19). Por isso, o Comitê Executivo da Associação Geral agiu bem ao decidir, em 14 de outubro de 2020, dar-lhe uma ênfase especial. Curiosamente, dias atrás um líder cogitou se a igreja deveria comprar um satélite para potencializar a pregação global, o que é um plano ousado. Mas, acima de qualquer tecnologia no espaço, os verdadeiros “anjos” somos nós. Quem não viver e não compartilhar essas verdades agora dificilmente vai defendê-las no momento da crise final. MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista

    (Editorial da edição de março de 2021)

    Última atualização em 8 de março de 2021 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[O evangelho de Apocalipse 14]]> https://tempoprofetico.com.br/o-evangelho-de-apocalipse-14-2/ Wed, 17 Mar 2021 04:28:02 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1898

    As três mensagens angélicas descrevem a ação final de Deus para restaurar a verdadeira adoração, destruir o mal e preservar sua criação e suas criaturas.  “Temei a Allah (Deus) e dai-Lhe glória. A hora do juízo se aproxima. Adorai o Criador de todas as coisas.” É o que Emir escutou em seu sonho relatado em 1º de dezembro de 2020, fenômeno que tem se tornado comum (ver Abed Al-Masih, “I Had a Dream. Can You Help Me?”, Adventist Frontiers, janeiro de 2021, p. 4, 5). Emir é um dos vários muçulmanos no Oriente Médio que, nos últimos meses, têm recebido visões de um homem de branco com marcas em suas mãos alertando-os a respeito da vinda de Jesus e do juízo. A mensagem que Emir escutou é a mesma que os adventistas do sétimo dia conhecem (ou deveriam conhecer) muito bem. O fato de mensageiros divinos serem enviados diretamente a pessoas de países em que o cristianismo é quase inexistente sugere que o evangelho eterno deve ser proclamado neste momento em alta voz e ao redor do mundo. O recado do sonho de Emir é encontrado em toda a Bíblia, mas as palavras específicas vêm de Apocalipse 14:7. As três mensagens angélicas ganharam importância na história da interpretação do Apocalipse e no cristianismo em geral somente no século 19. Antes desse tempo, seu conteúdo quase não era mencionado diretamente por pregadores cristãos. Essas mensagens pressupõem a crença na iminente volta de Jesus, conforme lemos no Novo Testamento, e talvez por isso sua ênfase foi, com o passar do tempo, suplantada por uma compreensão terrena do reino de Deus. Primasius, bispo de Hadrumetum no norte da África no 6º século, escreveu no seu comentário sobre o Apocalipse: “Embora do início da fé cristã temos aprendido que o reino dos Céus se aproxima, aqui [Ap 14:7], no entanto, se proclama que a hora do juízo virá muito em breve e virtualmente já chegou. […] A temporalidade do poder da besta deve ser considerada como insignificante” (“Commentary on the Apocalypse,” em Revelation, Ancient Christian Commentary on Scriptures 12, editado por William C. Weinrich [InterVarsity, 2005], p. 224-225). Enquanto para Primasius a temporalidade da besta não importava, a identidade de Babilônia se tornou central em interpretações historicistas da mensagem dos três anjos do Apocalipse. Durante séculos, os cristãos interpretaram Babilônia como sendo os não cristãos, ou pagãos. Porém, na Reforma Protestante, a identificação de Babilônia e do anticristo com o cristianismo corrompido, com base em interpretações anteriores como as de Joaquim de Fiore e Gregório I, fez com que parte da mensagem dos três anjos de Apocalipse 14 ganhasse importância imediata. Com o ressurgimento da crença do retorno de Jesus no grande reavivamento do século 19, as profecias do Apocalipse voltaram a ser centrais na identificação da comunidade do povo de Deus e do inimigo representado por Babilônia em determinado ponto da longa “cronosofia” profética bíblica, principalmente no tempo do fim. Cronosofia é a articulação do propósito da história guiado por agentes extra-humanos, como Deus. Trata-se de um conceito diferente de cronologia, que é a descrição linear de eventos sem explicação de causa ou efeito. Guilherme Miller, por exemplo, fundamentado na sua interpretação de Daniel 8:14, postulou que a hora do juízo chegaria em 1843-1844, o que levou a uma precisão quanto à identidade de Babilônia. A princípio, a maioria dos mileritas viu no protestantismo norte-americano o cumprimento da Babilônia caída de Apocalipse 14:9. No entanto, após o desapontamento da expectativa do retorno de Jesus em outubro de 1844, os adventistas reinterpretaram o significado histórico de Babilônia e consequentemente a “hora do juízo”. O pioneiro adventista John N. Andrews chegou à conclusão de que Babilônia incluía tanto a primeira como a segunda besta de Apocalipse 13, representando o cristianismo corrompido do catolicismo romano e do protestantismo (The Three Angels of Rev. XIV, 6-12 [James White, 1855], p. 57), interpretação que influenciou a compreensão vigente no adventismo. Ao se identificarem como o povo de Deus, em contraste com Babilônia, os adventistas relacionaram a mensagem dos três anjos com as crenças distintivas do movimento, em comparação com outros cristãos. Delas, as mais relevantes são o sábado, em contraste com o domingo; a imortalidade condicional, em contraste com a imortalidade da alma; e o ministério celestial de Jesus e o significado profético dos rituais do santuário. Tais crenças serviram de guia teológico na interpretação de Apocalipse 14:6-12, assunto que foi amplamente estudado por P. Gerard Damsteegt (Foundations of the Seventh-day Adventist Message and Mission [Eerdmans, 1977]), e Alberto R. Timm (O Santuário e as Três Mensagens Angélicas [Unaspress, 1999]). Como a articulação adventista da mensagem dos três anjos em seu contexto bíblico-teológico é bem documentada por esses dois autores e John T. Anderson (Three Angels, One Message [Review and Herald, 2012), entre outros, minha reflexão vai se restringir a pensar a importância e o papel desse último recado divino no próprio livro do Apocalipse. E vou fazer isso à luz do apocalipticismo judaico do mesmo período. Obviamente, a revelação divina não é limitada ao contexto da época, nem dependente dele, mas essa análise ajuda a esclarecer certos aspectos do último livro da Bíblia. CONTEXTO LITERÁRIO A mensagem dos três anjos de Apocalipse 14 segue uma longa descrição das atividades destrutivas do inimigo de Deus. O leitor do Apocalipse pode até se sentir desencorajado com a sua mensagem, visto que até o capítulo 14 o povo de Deus sofre os ataques do destruidor (Ap 9:11). Num contexto imediato, João descreveu o dragão irado, a besta violenta do mar e a besta da terra perseguindo o povo de Deus (Ap 12–13). Numa perspectiva mais ampla no livro, as atividades destrutivas das três bestas são as últimas de uma longa sequência de tentativas de destruir a criação divina. Não é sem razão que João escutou o clamor dos que sofrem questionando a Deus: “Até quando, ó Soberano Senhor?” (ver Ap 6:10). João também escutou o anjo anunciando: “é chegada a hora” (Ap 14:7; cf. 10:6, 11). O clamor dos santos não foi em vão. A partir de Apocalipse 14, o apóstolo começou a descrever o esfacelamento das forças do mal. O Cordeiro entende o clamor dos santos, pois Ele também sofreu a violência das forças do mal ao ser assassinado (Ap 5:6; 6:12). Mas a mensagem do Apocalipse é de conforto aos seguidores de Cristo. Após a longa sequência de visões da criação sendo destruída, João visualizou o Cordeiro em pé no monte Sião, e com Ele os Seus seguidores (Ap 14:1-5). Apesar de todas as tentativas, a besta não venceu. Jesus conquista a morte (Ap 20:14; cf. 1Co 15:54-57). A longa descrição das atividades do destruidor tem um objetivo: deixar bem claro quem é responsável pelo mal. Os anjos anunciam que chegou a hora do juízo, pois Babilônia caiu. A mensagem é presente, não futura. Pode até não parecer, mas na perspectiva apocalíptica o mal já foi vencido. Na cruz Jesus clamou: está consumado (Jo 19:30). Mas o mistério de Deus se resolve no longo prazo e em etapas. A mensagem dos três anjos vem logo após a aparição de três bestas que atuam na Terra. Os três poderes do Céu anunciam o término das forças do mal, que em toda a narrativa apocalíptica somente destroem o que Deus fez. O resultado então é esperado. O destruidor será destruído. O primeiro anjo começa a proclamação do veredito celestial exclamando: “Adorem Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas” (Ap 14:7). Em Apocalipse 4:11, a adoração a Deus é justificada: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas e por Tua vontade elas vieram a existir e foram criadas.” O SÁBADO PROFÉTICO Não é por acidente que o sábado como memorial da criação é o fundamento temporal na literatura apocalíptica judaica. Por exemplo, o livro apócrifo dos Jubileus, que fazia parte da biblioteca dos essênios da Comunidade de Qumran, usa períodos de sete e narra profeticamente a história do povo de Deus em ciclos de 49 anos. O Apocalipse também utiliza séries de sete. Esse padrão tem sua origem no Antigo Testamento. Em Levítico 23, os sete dias da criação se expandem para sete comemorações anuais. Em Levítico 25, os sete dias tornam-se símbolos para um ciclo da agricultura de sete anos, que por sua vez é expandido setes vezes, culminando no jubileu, o ano da libertação. Nesses anos sabáticos, a natureza descansava, e a ordem divina era restabelecida. O plano de Deus para Israel era que cada família possuísse sua propriedade na terra que havia sido distribuída igualmente. No entanto, por causa da ganância, pessoas e terras eram adquiridas e deslocadas. O ano sabático reordenava a criação de Deus. As terras e as pessoas deslocadas de sua original posição eram retornadas aos seus devidos lugares. Na narrativa apocalíptica, o dragão é aquele que usurpa o território do Cordeiro (ver Mt 4; Jó 1; Ap 5:12 em contraste com 12:12), que redime a criação da opressão do destruidor. Ao entrar na sinagoga em Nazaré, Jesus proclamou o profético ano de jubileu (Lc 4:18, 19). De acordo com os evangelhos, a obra do Ungido (Messias ou Cristo) do Senhor envolveu, em diversas maneiras, a cura física e mental de uma humanidade oprimida pelas forças das trevas. Jesus curou, perdoou, libertou da culpa e restabeleceu o que havia feito no princípio, quando tudo “era muito bom” (Gn 1:31). A ordem da criação proclamada pelo primeiro anjo de Apocalipse 14 também ecoa a narrativa do dilúvio: “adorem Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas” (Ap 14:7, itálico acrescentado). O paralelismo com Êxodo 20:11 é claro: “o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há”. A sequência de céu, terra e mar é a mesma do quarto mandamento, mas o anjo de Apocalipse vai além e introduz as fontes de águas do abismo (Gn 1:2; 7:11). A ligação da criação com o dilúvio também era um tema comum no apocalipticismo judaico, conforme destacou Jeremy Lyon (Qumran Interpretation of the Genesis Flood [Pickwick, 2015]). A DETURPAÇÃO DA CRIAÇÃO
    Foto: Adobe Stock
    Semelhantemente à comparação de Jesus entre o juízo final e o tempo de Noé (Mt 24:38), o segundo anjo, ao proclamar a queda de Babilônia, denuncia os dois grandes problemas na criação deturpada: comida e sexo: “Caiu! Caiu a grande Babilônia que fez com que todas as nações bebessem o vinho do furor da sua prostituição” (Ap 14:8, itálico acrescentado; ver Ap 17:1-5). Em Gênesis 1–3, Deus dá duas ordens: uma relacionada à dieta (Gn 1:29, 2:16, 17) e a outra à sexualidade (Gn 1:28, 2:24), duas fontes de vida. O destruidor fez Eva acreditar que a criação pode se tornar independente do Criador. Depois da transgressão alimentar, o que aparece na narrativa é a nudez, termo em hebraico sinônimo com intimidade sexual, conforme observa Jacob Milgrom (Leviticus 17–22 [Doubleday, 2000], p. 1535). A dependência dos prazeres da carne fora dos parâmetros da criação acaba destruindo a ordem divina. Em uma comum interpretação judaica do dilúvio e as origens do mal, a corrupção da criação é compreendida como fruto da relação sexual entre os filhos de Deus (os anjos) e as filhas do homem (Jubileus 5:1; ver 1 Enoque 6–9). Numa amálgama textual entre Gênesis 3 e 6, a interpretação do livro dos Jubileus compara a atração de Eva pelo fruto que daria conhecimento com a interação espúria entre os filhos de Deus na Terra e os filhos de Deus no Céu. Visto que no hebraico a palavra para relação sexual (ydh) também significa “conhecer”, os intérpretes modernos desse livro sugerem que esse texto possivelmente produzido no período grego antes de Jesus denunciava a relação iníqua dos sacerdotes de Jerusalém com as autoridades político-religiosas helenísticas, segundo explica George W. E. Nickelsburg (Jewish Literature between the Bible and the Mishnah, 2ed. [Fortress, 2005], p. 49-51, 72). No Apocalipse, os anjos caídos “coabitam” com a igreja, a esposa do Cordeiro (Ap 2:14, 20, 21; 12:13, 17; 17:1-6; ver Ez 23), e o resultado dessa união religiosa promíscua são as bestas deformadas. A criação rebelde amalgamada produz cenas dignas de filmes de terror. Uma das bestas com múltiplas cabeças e bocas cheias de sangue carrega a mulher que abandonou seu Criador para seguir um caminho de promiscuidade (Ap 13, 17). Repetindo a união de Eva com o maligno que gerou filhos violentos para morte (Gn 4:1-7; 1Jo 3:12), o casamento espúrio de Satanás com os reis da terra cria o mesmo resultado (Ap 17:1, 2, 8; 18:9, 17). Na narrativa do Apocalipse, a criação divina, inicialmente perfeita, se deforma ao ponto de autodestruição. O terceiro anjo de Apocalipse 14 apenas anuncia o esperado: “Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na testa ou na mão, também esse beberá do vinho do furor de Deus, preparado, sem mistura, no cálice da Sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre. E os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do nome da besta não têm descanso algum, nem de dia nem de noite” (Ap 14:9-11, itálico acrescentado). Note que os aliados do destruidor não descansam. Ao rejeitar o Criador do sábado, eles não desfrutam o descanso sabático e também ignoram o convite de Jesus para encontrar alívio Nele (Mt 11:28, 29). O primeiro dia completo da humanidade no Éden foi um dom gratuito de Deus que marcou uma completa dependência da criação em relação a Deus. Mas os adeptos do estilo de vida pecaminoso de Babilônia não aproveitam esse dom. A mensagem dos três anjos é uma: quem não for restaurado, recriado, será destruído. O segundo anjo esclarece o diagnóstico da condição humana. O terceiro anjo profere a consequência, caso nada seja feito. E o primeiro anjo oferece a solução. Observe que Deus começa com a oferta da vida eterna. Esse é Seu maior interesse (Jo 3:16-18). Quem não escolher a vida inevitavelmente se apegará à morte. O dualismo do apocalipticismo judaico é bem claro. A batalha para dominar a criação é entre as forças da luz e das trevas (Jo 3:18, 19), entre o bem e o mal. No Apocalipse, a guerra é entre o Cordeiro e o dragão. Não há alternativa. O Apocalipse de João deixa nítido que o conflito é entre o destruidor da criação e o que gera vida. O APELO ECOLÓGICO E TEOLÓGICO DO CRIADOR O Apocalipse, mais que qualquer livro da Bíblia, explicita a real condição do planeta Terra: “Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vocês, cheio de fúria, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap 12:12). Ou seja, ainda não chegou o fim. A mensagem dos três anjos deve ser proclamada, alertando àqueles que destroem a criação que um dia, se não escolherem o Criador e a vida, também serão destruídos juntamente com o destruidor (Ap 20:10, 15). Como o livro descreve, das intrigas nas sete igrejas aos ataques das bestas, as obras do inimigo só geram morte. O Céu, no entanto, regozija-se, pois o domínio de Satanás é temporário (Ap 11:17, 18). O problema retratado nas três mensagens angélicas não é apenas a destruição do planeta a partir de uma perspectiva ecológica, o que é uma preocupação contemporânea; é principalmente o abandono do Criador e do Seu memorial da criação, o que leva a uma inversão no ato de cultuar. O objetivo do dragão e das bestas é obter a adoração que pertence somente a Deus. Mas isso resultará em destruição. Na verdade, o juízo já começou, e a humanidade deve ser alertada sobre ele. Portanto, além de aceitar o convite divino, é preciso proclamar a mensagem final de Deus ao mundo. RODRIGO GALIZA, graduado em Jornalismo e Teologia, é mestre em Teologia e doutorando em História da Igreja pela Universidade Andrews (EUA)

    (Matéria de capa da edição de março de 2021 da Revista Adventista)

    Última atualização em 8 de março de 2021 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[Cúmplice ou vítima?]]> https://tempoprofetico.com.br/cumplice-ou-vitima/ Wed, 17 Mar 2021 04:31:46 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1902

    Uma reflexão sobre o caso entre o rei Davi e a linda Bate-Seba. Ela era uma linda e jovem mulher casada, sem filhos, no frescor da feminilidade dos seus 19 anos. Não judia, de família honrada e nobre, era filha de Eliã, um dos 30 principais valentes do exército israelita, e seu avô Aitofel era um sábio estrategista, conselheiro de guerra do rei Davi. Seu marido, Urias, heteu convertido ao judaísmo, era um dentre os 30 mais fiéis soldados-heróis do exército de Israel. Bate-Seba veio a se tornar o pivô da mais triste e lamentável nódoa na biografia do bom e querido rei Davi, com ingredientes hollywoodianos de adultério, traição e assassinato frio e premeditado por parte daquele que se considera como tendo sido o maior rei de Israel. VISÃO DO TERRAÇO No recôndito indevassável do jardim interno de seu lar, numa casa típica das famílias nobres de Jerusalém, estava Bate-Seba tomando banho, alheia ao fato de que, do privilegiado terraço do palácio real, Davi a espionava, invadindo sua privacidade, e que, extasiado com sua beleza, a desejou com todo o vigor da virilidade dos seus cerca de 40 anos. Não era para o rei estar ali. Era primavera, época em que os reis saíam à guerra, e ninguém poderia sequer imaginar que Davi, cuja vitória sobre o gigante Golias o catapultara instantaneamente à invejável condição de herói nacional, e cujo máximo prazer era liderar seu exército à frente de renhidas batalhas, desta vez havia ordenado que Joabe e seus comandados fossem à guerra sem ele. Quedou-se Davi mentalmente a degustar as glórias de sua fama em função de suas fantásticas conquistas, num afago ao ego por sua reconhecida e decantada inteligência e valentia: bonito, atraente, poeta, músico, cantor, salmista, temido e respeitado guerreiro, não existia rei como ele! E permitiu que seus pensamentos fluíssem ao léu, dando asas à imaginação… Ao flagrar Bate-Seba em seu banho (cerimonial, de purificação?), sob o rubor da integridade moral estampado em sua face, Davi deveria ter desviado o olhar e fugido em respeito à intimidade dela, ainda mais sendo ele o líder espiritual de Israel. Deveria, mas não o fez. Ao contrário, quanto mais se demorava em contemplar a estonteante beleza de Bate-Seba, obcecado por cada gesto, mais o fogo da paixão o inflamava, a tal ponto que racionalizou: “Afinal, não sou o rei? Aos reis nada é vedado. Tenho esse direito.” Davi indagou quem era aquela mulher, e recebeu informações pormenorizadas dos informantes, talvez na sutil esperança de demovê-lo de suas previsíveis más intenções: “É BateSeba, filha de Eliã, mulher de Urias, heteu, fiel soldado do seu exército, que está no campo de batalha, arriscando a própria vida em defesa do nosso povo…” (ver 2Sm 11:3). Porém, o grande dominador Davi deixou-se dominar por seus instintos carnais, e ninguém o demoveria de sua decisão. Ordenou que fossem buscá-la. Intrigada, sem sequer imaginar as pretensões do rei, Bate-Seba, sem hesitar, os acompanhou servilmente, como era próprio das mulheres e dos súditos da época. E então, surpreendida, acuada, subjugada por um rei todo-poderoso, sem outra opção, ela se submeteu passivamente aos irrefreáveis caprichos e desejos de Davi. Mas por que não resistiu? Por que não gritou? Simples: de que adiantaria? Quem se arriscaria a tentar livrá-la de um rei considerado pelo próprio Deus um guerreiro sanguinário? (1Cr 28:3). Ato contínuo, saciado em sua avassaladora e inconsequente volúpia, indiferente aos mais íntimos sentimentos de Bate-Seba, ele a despediu secretamente. Mas aquilo com que Davi não contava aconteceu. Discretamente, ela lhe enviou uma mensagem: “Estou grávida!” No laconismo desse recado, evidenciam-se dois fatos: (1) seu banho realmente não havia sido uma exibição sensual e provocativa, a fim de atrair a atenção do rei, como alguns insinuam (um forjado álibi dos “advogados” de Davi, para atenuar a extensão de sua queda); (2) durante um mês inteiro, Bate-Seba, na solidão da sua casa, quedou-se reclusa no seu canto, sem buscar contato com Davi, o que seria próprio de uma mulher leviana e chantagista, como se busca injustamente imputar ao seu caráter, e só o contactou após se certificar de sua gravidez, com a quebra do ciclo menstrual (não havia exames laboratoriais). O PLANO ESTRATÉGICO O estrategista Davi, então, arquitetou um “infalível” plano. Usando suas prerrogativas de comandante-em-chefe do exército, mais que depressa mandou tirar Urias do campo de batalha, levou-o até o palácio, e, com palavras lisonjeiras, ofereceu-lhe um lauto banquete, regado com o melhor vinho, após o que, com presentes e um salvo-conduto real, instou-o a ir para casa e gozar as legítimas delícias matrimoniais com sua jovem e bela mulher, como se fosse um prêmio por sua bravura. O relato evidencia a intenção de Davi em que a gravidez fosse atribuída ao próprio marido. Quem sabe, se Urias tivesse caído na armadilha, sob os auspícios e a liberação do rei, e estivesse com Bate-Seba, além de lhe atribuir a paternidade do seu filho, Davi poderia até condená-lo a apedrejamento, por ter infringido as práticas de guerra da época. No entanto, Urias era mais nobre e fiel ao Deus de Israel do que o Seu ungido: “A arca, Israel e Judá ficam em tendas. Joabe, meu senhor, e os servos de meu senhor estão acampados ao ar livre. Como poderia eu ir para casa, comer e beber e me deitar com a minha mulher? Juro pela vida do rei que não faria tal coisa” (2Sm 11:11). Davi tudo fez para convencer Urias, oferecendo-lhe novo banquete mais farto e embebedando-o com o mais fino dos vinhos de sua adega real. Mas Urias manteve firme sua consciência religiosa e ética, e não desceu à sua casa. Com obstinada fidelidade, acabou por levar em mãos sua própria sentença de morte, assinada pelo rei, numa trama sórdida e ­calculista, acobertada pelo general Joabe, que mais tarde traiu sua fidelidade a Davi. Respeitados os dias de luto (segundo o costume, uma semana), na vã tentativa de ele próprio assumir a gravidez, Davi tomou Bate-Seba como sua mulher. Mas ambos sofreram amargamente a doença mortal que atingiu seu inocente primogênito, com apenas um aninho de vida. Desse casamento legítimo, posto que Bate-Seba havia ficado viúva, mas imoral, dadas as artimanhas que o possibilitaram, nasceram mais quatro filhos, dentre os quais o rei Salomão, de cuja descendência veio ninguém menos que o Salvador da humanidade! E o evangelista, apesar de evitar mencionar seu nome, inclui BateSeba na genealogia de Jesus (Mt 1:6)! O PECADO DO REI Não há como atribuir culpa alguma a Bate-Seba em todo esse imbróglio, na velada intenção de atenuar a culpa de Davi. Sintomaticamente, a Bíblia e Ellen White silenciam sobre sua participação, um silêncio eloquente, referindo-se única e exclusivamente ao “pecado de Davi”. Mas por que, na ausência de registro contra ou a favor, opta-se pelo contra? Seria por se tratar de uma mulher, via de regra incriminada como corruptora? Várias opções têm sido oferecidas: (1) BateSeba banhava-se “em público”, “sensualmente”, para atrair a atenção de Davi; (2) sabendo-se muito bonita, ela teria se envaidecido por ter sido escolhida dentre todas as mulheres de Israel, que adorariam estar em seu lugar; (3) ela não teria sido forçada pelos emissários do rei, tendo aceitado ir ter com Davi espontaneamente; (4) ela teria participado na trama da morte de Urias, para livrar a própria pele do apedrejamento; (5) Davi e Bate-Seba tiveram vários encontros de prazer, até que ela engravidou, o que foge totalmente da revelação direta da Palavra (2Sm 11:4, 5). Quanta imaginação fértil, tendenciosa, sem a mais remota evidência escriturística! Em contraposição, nas sete vezes em que Ellen White se refere a Bate-Seba, em nenhuma delas a mulher tem sua conduta moral desabonada. Em duas dessas referências, a mensageira indica, de forma sensível e cristalina, que ela não foi cúmplice, mas vítima: “Passando-se o tempo, o pecado de Davi contra Bate-Seba se tornou conhecido, e despertou a suspeita de que ele havia tramado a morte de Urias” (Patriarcas e Profetas, p. 720). “Davi tinha cometido um grave pecado, tanto contra Urias como contra Bate-Seba, e intensamente o sentia. Mas infinitamente maior era seu pecado contra Deus” (p. 722). A inteligente alegoria que o profeta Natã, inspirado pelo Espírito Santo, enunciou a Davi, comparando Bate-Seba a uma ovelhinha frágil, indefesa, inocente, que o “homem rico” matou (moralmente), é tão contundente que Davi se sentiu sensibilizado e, num impulso de justificada ira e revolta, foi movido a usar de sua autoridade e declarar uma sentença real: “Morte a esse homem!” Ao dizer isso, Davi estava sentenciando a si mesmo, tanto que o profeta Natã lhe disse: “Também o Senhor perdoou o seu pecado; você não morrerá” (2Sm 12:13). O drama (i)moral que Bate-Seba involuntariamente protagonizou era de tal gravidade para a cultura oriental que seu avô Aitofel bandeou-se para o lado de Absalão, como que para “lavar a honra” maculada de sua família pelo ato de Davi. Felizmente, para nosso ensino e advertência, a Palavra de Deus revela, sem rodeios e subterfúgios, as gravíssimas consequências dos impensados e condenáveis atos de Davi e, por extensão, de todos nós. Mas, de igual modo, para nossa inspiração, nos belíssimos e tocantes Salmos 32 e 51 está registrada a profundidade do seu arrependimento, num arroubo poético de rara beleza e sinceridade. É bonito constatar que, por divina inspiração, a Bíblia relata que Davi teve a honestidade moral e espiritual de assumir as consequências dos seus atos pecaminosos, eximindo totalmente Bate-Seba de culpa (ver Sl 32:1-5; 51:3, 4, 7, 8). Atente-se para a dramaticidade do registro do seu profundo remorso e o patético relato de seu jejum, por sete dias, intercedendo em angústia pelo filho de apenas um aninho, acometido de mortal enfermidade, fruto inocente de sua insensatez (2Sm 12:15-23). Embora Deus tivesse dito a Samuel que encontraria um homem segundo o Seu coração para suceder Saul, foi a partir do inspirador desfecho dessa amarga experiência que ao nome de Davi, como num sobrenome restaurador, se acrescentou carinhosamente o qualificativo “o homem segundo o coração de Deus” (1Sm 13:14; At 13:22). Os evangelistas e os contemporâneos de Jesus se referem a Ele como “filho de Davi”, admirado e até hoje muito amado. Após esse triste episódio, Davi reinou ainda por cerca de 30 anos e, como havia profetizado Natã, a espada nunca se afastou do seu reinado (2Sm 12:9-15). Queira Deus que, mercê da imerecida graça divina, tenhamos o privilégio e a alegria de testemunhar a comovente cena do reencontro entre Urias, Bate-Seba, Davi e o anônimo bebê, num longo e forte abraço de perdão e restauração, sob o sorriso feliz e o satisfeito olhar de Jesus! FRANCISCO GONÇALVES, graduado em Teologia e pós-graduado em Gestão Empresarial, foi barítono da 7a formação dos Arautos do Rei (1979-1980)

    (Artigo publicado originalmente na edição de março de 2021 da Revista Adventista)

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    1902 0 0 0
    <![CDATA[Extinção em massa]]> https://tempoprofetico.com.br/extincao-em-massa/ Wed, 17 Mar 2021 04:33:31 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1906

    Como as evidências da Geologia e Paleontologia apontam para um único desastre global O planeta Terra claramente passou por diversas extinções, algumas menores, outras mais abrangentes. Pelo menos é isso que geólogos e paleontólogos afirmam quando estudam a crosta de nosso planeta empregando seu conhecimento de fenômenos geológicos atuais. O consenso é de que houve pelo menos cinco grandes extinções ao longo de toda da história da Terra. A ação vulcânica, o impacto de cometas e meteoritos, a tectônica de placas e a ação devastadora de imensos corpos de água são muitas vezes apontados como os principais causadores de tanta mortalidade. Paleontólogos estimam que a maior extinção de todas teria ocorrido no período Permiano-Triássico. Eles estimam que o fenômeno provavelmente ocorreu há aproximadamente 252 milhões de anos, tendo sido provocado pelo impacto de um grande meteorito, que desencadeou erupções vulcânicas simultâneas em várias áreas do planeta, fratura da crosta terrestre, tsunamis e outros fenômenos correlacionados. Cenas que Hollywood consegue retratar muito bem em seus filmes apocalípticos. Estima-se que, durante esse evento, aproximadamente 96% de todas as espécies marítimas e 70% das espécies terrestres tenham sido destruídas. Paleontólogos defendem que o planeta levou entre 5 e 10 milhões de anos para se recuperar dessa catástrofe e a vida a voltar a florescer em toda a sua diversidade, embora eles acreditem que as espécies que evoluíram durante esse período não foram as mesmas que estão vivas hoje. Isso teria ocorrido pelo menos umas cinco vezes ao longo de toda a história do planeta. Obviamente, essas postulações científicas são bastante divergentes daquelas que estamos acostumados a ouvir em círculos criacionistas. Para nós, a Terra não sofreu várias extinções globais, mas uma única, conhecida como dilúvio. Segundo o relato de Gênesis 7, o mundo foi inundado pelas águas, matando e sepultando toda vida animal e vegetal que existia, com exceção daqueles que entraram na arca de Noé. Isso não teria ocorrido há milhões de anos, mas em um período bem mais recente. Os registros fósseis dessa tragédia indicam que todas as espécies de animais e plantas que foram soterrados viviam juntos em uma única “ecoesfera” – não em eras e períodos consecutivos. Eles morreram e forram soterrados em um período muito curto de tempo.
    Fundamentado em anos de pesquisas geológicas, o livro reinterpreta os modelos geológicos contemporâneos
    A divergência que existe entre as teorias evolucionista e criacionista pode ser amenizada dependendo de como se analisa os fenômenos naturais que estão ocorrendo atualmente e como se projeta eles no passado. O doutor Nahor N. Souza Jr. faz exatamente isso em seu livro A Grande Extinção em Massa (CPB, 2021, 352 páginas). Ao reavaliar as evidências que existem no campo da Geologia, ele propõe uma forma alternativa de interpretação para a história geológica da Terra. Partindo das evidências catastróficas que existem na superfície do planeta, e analisando o relato bíblico do dilúvio, o geólogo foi capaz de desenvolver uma teoria científica para explicar como o dilúvio ocorreu. Para isso, anos de estudos, observação de fenômenos, identificação de padrões e anomalias, e elaboração e avaliação de hipóteses foram necessários para chegar à produção desta obra. Dividido em cinco seções, o livro compara os fenômenos geológicos atuais e do passado, analisa os fenômenos geológicos globais que deixaram suas marcas na crosta do planeta, discute as pressuposições filosóficas que participam do esforço científico pela busca do conhecimento, aborda as evidências paleontológicas, e compara os documentos e relatos históricos que parecem sugerir uma única catástrofe global. Persistente em sua tese, o autor argumenta que ler no passado geológico da Terra múltiplas catástrofes globais não é mais compatível com as últimas evidências que a Geologia tem fornecido. E por contestar o modelo geológico padrão da história da Terra, a obra do doutor Souza Jr. certamente provocará debates no meio científico. Para leitores que são leigos no jargão científico, o livro apresenta certos desafios, mas as ideias ali contidas poderão abrir os olhos para muitas coisas que antes não percebíamos ao observar a superfície do nosso planeta.

    TRECHO

     “A realidade do registro fóssil é, sem sombra de dúvida, a mais forte evidência e a mais trágica manifestação da Grande Extinção em Massa. A impressionante preservação desses seres nas camadas sedimentares do Cambriano ao Neógeno se deve justamente ao curto tempo que se deu entre a morte subida e o soterramento rápido desses organismos” (p. 145).

    GLAUBER S. ARAÚJO, mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) e doutorando em Teologia Sistemática pela Universidad Adventista del Plata (UAP), é editor de livros denominacionais na CPB

    Última atualização em 8 de março de 2021 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[A Bíblia e o fim das esquerdas]]> https://tempoprofetico.com.br/a-biblia-e-o-fim-das-esquerdas/ Wed, 17 Mar 2021 04:37:05 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1910 O estadista e profeta Daniel previu a luta entre esquerda e direita no tempo do fim. A atual sucessão de governos na América do Sul revela o esgotamento das políticas de esquerda. Isso ocorre em paralelo a uma retomada da economia americana. Os Estados Unidos e o bloco europeu parecem reafirmar suas posições de liderança e hegemonia no mundo. O que isso tem a ver com as profecias bíblicas? De fato, o chamado chavismo perdeu espaço na Venezuela nas eleições legislativas de 2015, e a hegemonia de 16 anos da ideologia de Hugo Chávez está ameaçada. Na Argentina, o longo período de 12 anos dos Kirchner (Nestor, depois Cristina) chegou ao fim com a vitória do liberal Mauricio Macri. Na Bolívia, o socialista Evo Morales não poderá disputar um terceiro mandato; foi a decisão do referendo de fevereiro deste ano. No início dos anos 2000, a ascensão de Lula, Chávez e Kirchner, respectivamente, no Brasil, Venezuela e Argentina, provocou uma onda das políticas sociais de esquerda na América do Sul. Na força dessa onda, em 2005 o Uruguai elegeu Tabaré Vázquez; em 2006 a Bolívia elegeu Morales e o Chile, Michelle Bachelet. Essa onda alimentou o ideal de políticas sociais igualitárias e paternalistas na população sul-americana, uma das sociedades mais desiguais do planeta. Ao final de quase 15 anos, os elos dessa corrente têm se enfraquecido e quebrado um após o outro. No Brasil, a maior potência econômica da região, o governo de Dilma Rousseff está seriamente ameaçado pelos mesmos motivos dos demais: evidências de corrupção e falência das políticas populistas. O enfraquecimento das esquerdas na América do Sul faz parte do processo de desorganização da ideologia socialista como um todo em curso desde a queda do Muro de Berlim, em 1989. A falência do maior estado sócio-político construído sobre essa ideologia, a União Soviética, fragilizou o discurso revolucionário ao redor do mundo. Além disso, o regime comunista em Cuba e na Coreia do Norte só tem fortalecido a mentalidade capitalista devido às agruras sociais e econômicas evidentes nesses países. O comunismo chinês sustentou elevados índices de crescimento econômico nos últimos anos, mas somente graças à abertura para a economia de mercado em curso ali desde os anos 1970. No entanto, apesar de representar uma salvaguarda para a ideologia socialista, o milagre chinês começa a apresentar sinais de esgotamento. Nos dois últimos anos, a China tem enfrentado crescente fuga de capitais, queda da bolsa, desvalorização da moeda e do mercado imobiliário e evidências de corrupção. Este período da economia chinesa tem sido avaliado como o fim de um ciclo. O enfraquecimento dessas economias coincide com a retomada do crescimento dos Estados Unidos. Muita coisa não vai bem nas economias modernas, mas o que se assiste nestes tempos pode ser considerado como um esgotamento quase final das ideologias de esquerda e um fortalecimento da economia de mercado em nível global. Uso aqui a expressão “esquerda” em referência às políticas voltadas para o estado intervencionista e controlador da liberdade geral, e “economia de mercado” para aquelas fundadas na ideia da suficiência do mercado em regular a si mesmo. Em geral, as políticas de esquerda defendem a igualdade, e as de direita, a liberdade. No livro Destra e Sinistra, o filósofo italiano Norberto Bobbio diz que a esquerda procura eliminar as desigualdades sociais com medidas protecionistas, já a direita entende que essas desigualdades são naturais e que a sociedade se autorregula. Outro aspecto das ideologias de esquerda é a negação da dimensão religiosa da sociedade. Por sua vez, a direita se adapta ao discurso religioso e o utiliza como parte de suas estratégias de poder. Essa tensão entre uma esquerda que nega Deus e uma direita que pretende usar o nome de Deus foi prevista por Daniel, profeta e também estadista. As visões relatadas nos capítulos 2, 7 e 8, de seu livro, têm o foco no “tempo do fim”, quando o poder perseguidor dos “santos” emerge mais uma vez, mas só para ser destruído com a chegada do reino de Deus. O profeta diz que o reino de Deus “esmiuçará e consumirá todos estes reinos” humanos (Dn 2:44), e que “o domínio, e a majestade dos reinos” serão dados aos “santos do Altíssimo” (7:27; ver 8:9-12). Mas, onde está a esquerda e a direita na profecia? As profecias apocalípticas se desdobram em quadros paralelos, os quais acrescentam novos detalhes ao tema já abordado. Tratando do mesmo “tempo do fim”, a visão de Daniel 11 descreve um conflito prolongado entre o chamado “rei do Norte” e o “rei do Sul” (v. 40-45), no qual o Norte prevalece sobre o Sul, pouco antes de investir contra o “glorioso monte santo”, ou seja, os mesmos “santos” das visões de Daniel 7 e 8. As expressões “monte santo” e “monte Sião” frequentemente indicam o santuário e o povo de Deus (Ez 20:40; 28:14; Dn 9:16, 20). O perseguidor dos “santos”, de acordo com Daniel 7 e 8, é o “chifre pequeno”, símbolo do papado. Ele muda a lei de Deus, persegue os que permanecem fiéis às Escrituras e pretende tomar o lugar de Deus na Terra (Dn 7:8, 21, 25; 8:9-12). Entretanto, antes de perseguir os santos, no tempo do fim, o “chifre pequeno”, que é o mesmo “rei do Norte” (Dn 11:31, 36, 37), terá de suprimir o “rei do Sul”. Mas, no clímax da investida contra o “monte santo”, o tal “rei do Norte” será derrotado (11:45; ver 8:25). Os “rumores do Oriente” que o perturbam são as claras evidências da chegada do reino de Deus com a volta de Cristo (11:44; 8:13, 22). Da perspectiva de Israel, o Norte era a posição de Babilônia e o Sul, a do Egito. Na Bíblia, frequentemente o Norte representa aquele que deseja estar em lugar de Deus. Lúcifer desejava subir ao “céu”, exaltar seu trono “nas extremidades do Norte” e ser “semelhante ao Altíssimo” (Is 14:13, 14). Babilônia é referida como o poder do “Norte” que derrama “o mal sobre todos os habitantes da terra” (Jr 1:13-16; 6:22, 23). O rei de Babilônia teve a arrogância de desafiar a Deus (Dn 3:15; 4:24, 25). Daniel afirma que o “chifre pequeno” provém do Norte (Dn 8:9). No Apocalipse, o poder que se levanta contra os fiéis de Deus no tempo do fim é retratado como “besta” ou “Babilônia” (Ap 13:1, 7; 14:8; 17:5; 18:2, 10, 21). Se o “rei do Norte” é o mesmo “chifre pequeno”, que é o papado em sua investida contra os “santos”, quem é o “rei do Sul” que será suprimido antes da perseguição aos “santos do Altíssimo”? Jacques Doukhan, em seu livro Secrets of Daniel, comentando Daniel 11, diz que o Sul simboliza, na tradição bíblica, “o poder humano sem Deus”. O Sul aponta para o Egito (Dn 11:43), especialmente para o orgulhoso faraó: “Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor” (Êx 5:2). Uma aliança de Israel com o Egito seria um deslocamento da fé, uma troca de Deus pela humanidade, ou seja, a fé na humanidade substituindo a fé em Deus. Isaías diz: “Ai dos que descem ao Egito em busca de socorro e se estribam em cavalos; que confiam em carros, … mas não atentam para o Santo de Israel, nem buscam ao Senhor! … Pois os egípcios são homens e não deuses” (Is 31:1-3). Assim, no conflito protagonizado pelo Norte e o Sul, nessa visão de Daniel 11, “o Norte representa o poder religioso” que pretende ocupar o lugar de Deus, o poder do estado perseguidor dos “santos”; e o “Sul representa os esforços humanos que rejeitam Deus e têm fé apenas na humanidade”, ou seja, os poderes seculares fundados nas ideologias ateísticas e materialistas (Secrets of Daniel, p. 173). Nesse caso, as ideologias de esquerda e seus estados socialistas são aqui retratados com a figura do Egito e do Sul. Assim, Daniel previu um conflito prolongado, no tempo do fim, entre o poder político-religioso e o poder ateísta e materialista. Ele visualizou a resistência do poder materialista, mas profetizou que este último terminaria sendo suplantado. O Apocalipse não dá esses detalhes do conflito providos pelo estadista Daniel. João visualizou o momento posterior em que todos os que “habitam sobre a terra” (Ap 13:14) e os “reis do mundo inteiro” serão envolvidos pelo poder da Babilônia, no Armagedom (16:14, 16). Essa profecia de Daniel 11 é extremamente significativa diante da nova configuração geopolítica do mundo desde a queda do muro de Berlim. Os poderes políticos capitalistas, unidos ao poder religioso cristão desviado da verdade bíblica, conseguiram desorganizar o estado comunista e materialista europeu no fim da Guerra Fria. Nos anos 1990, o poder americano despontou como a única potência global, deixando em seu rastro as ideologias de esquerda em completa confusão. O Norte se sobrepôs ao Sul. No desfecho desse conflito que resultou na queda do comunismo no Leste europeu, os Estados Unidos tiveram um decisivo aliado: o papa João Paulo II, que conseguiu restaurar a influência religiosa do Vaticano no mundo. Isso é o que contam os jornalistas Carl Bernstein e Marco Politi, no livro Sua Santidade: João Paulo II e a História Oculta do Nosso Tempo (Objetiva, 1996). Nesta década, a segunda etapa de desorganização das ideologias e dos regimes de esquerda, incluindo os da América do Sul, aponta para o crescente poder do “rei do Norte”. Segundo a profecia, sua agenda prevê investidas iminentes contra o “monte santo de Deus”. Esta será a última batalha do “rei do Norte”, na qual, porém, será completamente derrotado. O Apocalipse prevê a dramática queda da confederação da Babilônia, que é o mesmo “rei do Norte” (Ap 18:1-8). Daniel garante que Deus se levantará em defesa de seu povo, e o fim chegará para o opressor, e “não haverá quem o socorra” (Dn 11:45). VANDERLEI DORNELES, pastor e jornalista, é doutor em Ciências pela Escola de Comunicação e Artes (USP), onde defendeu tese sobre os aspectos mitológicos da cultura norte-americana. Autor dos livros O Último Império e Pelo Sangue do Cordeiro, entre outros, atua como redator-chefe associado na CPB

    Última atualização em 18 de março de 2019 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[Ellen White fez profecias que não se cumpriram?]]> https://tempoprofetico.com.br/ellen-white-fez-profecias-que-nao-se-cumpriram/ Wed, 17 Mar 2021 04:39:26 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1914

    Confira respostas a questionamentos sobre algumas predições da pioneira adventista.  A Bíblia estabelece os critérios para se reconhecer um profeta verdadeiro. Entre esses, está a realização de suas previsões (Dt 18:22), um indicativo de que o profeta em questão realmente recebeu mensagens Daquele que é presciente e conhece o fim desde o princípio (Is 46:10). Os autores da Bíblia atendem a esse requisito, uma vez que as predições bíblicas têm se cumprido ao longo da história. Mas não foram só os cerca de 40 autores da Bíblia que foram profetas. A própria Bíblia descreve muitos outros que não escreveram uma linha sequer das Escrituras Sagradas, mas que trouxeram mensagens inspiradas por Deus ao mundo. A lista inclui Abraão (Gn 20:27), Arão (Êx 7:1), Miriã (Êx 15:20), Débora (Jz 4:4), Eliseu (2Rs 9:1), Hulda (2Rs 22:14; 2Cr 34:22), a esposa de Isaías (Is 8:3), João Batista (Mc 11:32), Ana (Lc 2:36), Ágabo (At 21:10) e as quatro filhas de Filipe (At 21:9). A Bíblia também menciona profetas que escreveram livros que não compõem o cânon bíblico. Entende-se que essas obras foram inspiradas por Deus, mas não estão na Bíblia porque sua mensagem tinha uma aplicação para pessoas específicas que viveram em determinada época, ou porque seu conteúdo apenas repete ou explica o que está nos livros da Bíblia. Entre esses livros, a Bíblia menciona: uma carta do profeta Elias (2Cr 21:12); um livro sobre a vida do rei Uzias, escrito pelo profeta Isaías (2Cr 26:22); os escritos do profeta Natã (2Cr 9:29); o livro do profeta Aías (2Cr 9:29); o livro do profeta Ido (2Cr 9:29; 12:15; 13:22); o livro do profeta Semaías (Cr 12:15); as crônicas do profeta Jeú (2CR 20:34); um volume de Lamentações de Jeremias sobre a morte de Josias (2Cr 35:21); uma carta de Paulo escrita aos cristãos coríntios anteriormente à carta de 1 Coríntios encontrada na Bíblia (1Co 5:9); outra carta aos coríntios escrita entre 1 e 2 Coríntios, cheia de repreensões, mas que não está na Bíblia (2Co 7:8); uma carta de Paulo aos laodicenses (Cl 4:16); e um possível evangelho escrito por Paulo (Rm 2:16; 16:25; 2Tm 2:8). Mesmo não tendo como saber tudo o que esses profetas disseram e escreveram, cremos que eles, sua mensagem e seus escritos atenderam aos critérios bíblicos de um verdadeiro profeta, independentemente de estarem na Bíblia. Caso contrário, não seriam chamados assim nas Escrituras. A Palavra de Deus tem a autoridade doutrinária sobre o cristão (2Tm 3:16, 17), mas, se nem mesmo na época de composição do cânon bíblico Deus restringiu Sua revelação ao que deveria compor a Bíblia, por que seria diferente após a conclusão do livro sagrado? O dom de profecia tem sido dado por Deus a homens e mulheres ao longo da história. Na Bíblia, há a predição de que, no tempo do fim, pessoas receberiam revelações especiais de Deus (Jl 2:28-31; At 2:17-21; 1Co 14:1). Cada vez mais, diferentes segmentos do cristianismo aceitam a verdade bíblica de que a manifestação dos dons espirituais, entre eles o dom de profecia, não ficou restrita ao período de composição das Escrituras e é uma dádiva de Deus que será concedida à igreja até a segunda vinda de Cristo (1Co 13:8-13). Entre as pessoas em quem se reconhece a manifestação do dom de profecia está Ellen White (1827-1915). Essa senhora recebeu aproximadamente 2 mil visões e sonhos proféticos entre 1844 e o ano de sua morte. Seu trabalho foi essencial para a formação e organização da Igreja Adventista do Sétimo Dia. De sua lavra, foram produzidas cerca de 35 mil páginas de conteúdo impresso, entre livros, folhetos e artigos de revista, além de centenas de cartas, sermões, manuscritos e vários diários. Esses escritos são frequentemente chamados de “Espírito de Profecia”. Entende-se que os textos de Ellen White são inspirados por Deus da mesma forma que a Bíblia é, mas os escritos dela são uma mensagem específica para o povo de Deus no tempo do fim e não têm a mesma autoridade da Bíblia. Sua importância e autoridade é semelhante ao que os profetas antigos falaram ou escreveram inspirados por Deus, mas que não está na Bíblia. A maior parte dos escritos de Ellen White trata de Jesus Cristo e do plano da salvação (seu assunto preferido), ou são comentários sobre passagens bíblicas e conselhos sobre a vida cristã, educação, saúde, liderança e a vida em família. No entanto, ela também fez algumas predições ou fez afirmações científicas e históricas que só se confirmaram bem depois de ela as ter dito ou escrito. Apesar disso, é acusada de ter feito algumas profecias que nunca teriam se cumprido. Desde o início de seu ministério profético, Ellen G. White teve seu dom de profecia contestado inúmeras vezes por vários opositores. A maioria dos ataques contra Ellen G. White já foi respondida. O livro de Francis D. Nichol, Ellen G. White and Her Critics (Review and Herald, 703 páginas), concentra praticamente todos os questionamentos possíveis feitos contra o que Ellen G. White escreveu ou disse. Mesmo assim, muita gente tem dúvida a respeito de afirmações feitas pela profetisa sobre o futuro e que, supostamente, não se realizaram. A seguir, há uma lista de quatorze previsões de Ellen White que tem sido usada por muitos para desacreditarem a autenticidade de seu dom profético. Cada uma dessas predições supostamente não cumpridas é acompanhada de um comentário explicando porque os argumentos não desqualificam Ellen G. White como uma autêntica demonstração de alguém que, em época relativamente recente, recebeu do Espírito Santo o dom de profecia. 1. Questionamento. Ellen G. White predisse que a Inglaterra declararia guerra contra os Estados Unidos. Sua profecia com relação à Inglaterra dizia respeito à Guerra Civil americana e não se cumpriu (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 259). Resposta. Na página citada, escrita em 1862, durante a Guerra de Secessão nos Estados Unidos, Ellen White escreveu: “A Inglaterra está estudando se é melhor tirar proveito da presente condição do país, guerreando contra ele. Examina a questão e sonda outras nações. Teme que, se iniciar uma guerra no exterior, ela se enfraqueça e outras nações possam tirar proveito da situação. Outros países estão fazendo preparativos silenciosos, mas diligentes, para a luta armada e esperando que a Inglaterra combata os Estados Unidos, para então terem a oportunidade de vingar-se da exploração e injustiças de que foram vítimas no passado. Uma parte dos países sujeitos à rainha está esperando uma chance favorável para quebrar seu jugo. Mas se a Inglaterra pensar que isso valerá a pena, não vacilará um momento para aumentar as chances de exercer o poder e humilhar nosso país. Quando a Inglaterra declarar guerra, todas as nações terão interesses próprios a atender, haverá guerra e confusão totais.” Nessa citação, Ellen G. White revelou a seus leitores que o alto escalão do governo britânico considerava intervir na Guerra Civil Americana, mas a possibilidade de que a participação inglesa no conflito pudesse dar ocasião ao surgimento de movimentos separatistas nas colônias pesava contra a decisão. De fato, a história registra que o país europeu cogitou, durante os primeiros dezoito meses da guerra (exatamente a época em que Ellen G. White escreveu o texto mencionado), uma intervenção militar na Guerra de Secessão. É provável que os leitores de Ellen G. White (e talvez nem ela mesma) não tivessem como saber o que o governo britânico planejava em relação à guerra nos Estados Unidos. Deus, porém, revelou a Ellen que, do outro lado do oceano Atlântico, autoridades britânicas consideravam um ataque que poderia ser trágico para os Estados Unidos, mas estavam prestes a desistir da ideia por temerem as consequências da investida para a integridade de seu vasto império. Finalmente, o Reino Unido optou por permanecer neutro em relação à Guerra Civil nos Estados Unidos, e manteve o domínio sobre suas colônias durantes as décadas seguintes. Na Bíblia, há um exemplo semelhante de profecia que descreve as consequências que poderiam seguir se determinada decisão fosse tomada (ver Jeremias 42:10-19). 2. Questionamento. Ellen G. White predisse que Jerusalém jamais seria reconstruída. A cidade de Jerusalém foi reconstruída e Israel voltou a existir como país (Primeiros Escritos, p. 75). Resposta. Antes de comentar, vamos ler o trecho, escrito em 1851: “Foram-me indicados então alguns que estão em grande erro de crer que é seu dever ir à antiga Jerusalém, entendendo que têm uma obra a fazer ali antes que o Senhor venha. Tal opinião é de molde a afastar a mente e o interesse da presente obra do Senhor, sob a mensagem do terceiro anjo, pois os que pensam ser seu dever, não obstante, ir à velha Jerusalém terão sua mente firmada ali, e os seus recursos serão tirados da causa da verdade presente para permitir a eles e a outros estarem ali. Vi que tal missão não realizaria nenhum bem real, que levaria um bom espaço de tempo para levar alguns judeus a se tornarem crentes mesmo na primeira vinda de Cristo, quanto mais no Seu segundo advento. Vi que Satanás havia enganado sobremodo alguns neste ponto e que as almas ao redor deles, neste país, poderiam ser ajudadas por eles e levadas a guardar os mandamentos de Deus, mas deixaram-nas a perecer. Vi também que a velha Jerusalém jamais seria reconstruída, e que Satanás estava fazendo o máximo para levar a mente dos filhos do Senhor para essas coisas agora, no tempo do ajuntamento, impedindo-os de dedicar todo o seu interesse à presente obra do Senhor, levando-os assim a negligenciar a necessária preparação para o dia do Senhor.” Nesse trecho, Ellen White expõe e combate as decisões equivocadas que podem tomar os que acreditam em teorias proféticas que tentam encaixar a todo custo Jerusalém e os judeus nos eventos do tempo do fim. Ela simplesmente afirma que viu que “a velha Jerusalém” não seria reconstruída. Em 1851, quando Ellen White escreveu esse texto, Jerusalém não era uma cidade destruída, mas a capital da província otomana da Palestina. Um censo de 1845 mensurou a população da cidade em 16.410 pessoas. A cidade, destruída no ano 70 d.C., foi total ou parcialmente reconstruída e destruída inúmeras vezes desde então. Ellen G. White, ao falar em “a velha Jerusalém”, se referia à restauração da cidade ao mesmo papel que teve nos tempos bíblicos como palco das manifestações de Deus na Terra e à reconstrução do Templo. De fato, “a velha Jerusalém”, totalmente judaica e com o Templo, nunca foi reconstruída. 3. Questionamento. Ellen G. White, fundamentando-se equivocadamente em outros autores, predisse que a Turquia deixaria de existir. A Turquia continua a existir e atualmente não parece haver possibilidades de que venha a deixar de ser um país tão cedo. (Veja Josias Litch, “The Rise and Progress of Adventism”, em The Advent Shield and Review, maio de 1844, p. 92, citado no Seventh-day Adventist Bible Students’ Source Book, p. 513). (Veja também: The Seventh-day Adventist Encyclopedia, v. 11, p. 51 e 52). Resposta. A Turquia é um país que nem sequer existia quando Ellen G. White viveu, pois só se tornou independente em 24 de julho de 1923, com o Tratado de Lausana. Isso foi oito anos após ela ter morrido. Mas Ellen G. White apoiou a interpretação do ministro metodista Josias Litch, de que a ascensão e o declínio do Império Otomano estão profetizados em Apocalipse 9:13-21 (veja O Grande Conflito, p. 334, 335). Devido ao fato de que no Império Otomano eram pessoas de etnia turca que subjugavam povos de outras etnias, era comum na época chamar esse império de “Turquia”, assim como é comum hoje chamar a Grã-Bretanha de “Inglaterra” ou os Países Baixos de “Holanda”, apesar de esses países incluírem outras nacionalidades. Por duas vezes, Ellen G. White chamou o Império Otomano de Turquia (O Grande Conflito, p. 35; Evangelismo, p. 408). De fato, esse império que dominou extensas áreas da Ásia, África e Europa entre os séculos 14 e 19, foi perdendo muitos de seus territórios durante o século 19, até ser reduzido a uma pequena área da Anatólia e deixar de existir oficialmente em 1º de novembro de 1922, confirmando a interpretação profética de Josias Litch. 4. Questionamento. Ellen G. White profetizou que alguns que estavam vivos em 1856 estariam vivos por ocasião do retorno de Cristo. (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 131, 132). Ela se referia a pessoas que estavam presentes em uma reunião da Igreja Adventista e, por já haverem morrido todos, essa profecia também não se cumpriu. Resposta. A seguir, está a seguinte declaração feita por ela em 1856: “Foi-me mostrado o grupo presente à assembleia. Disse o anjo: ‘Alguns servirão de alimento para os vermes, alguns estarão sujeitos às setes últimas pragas, outros estarão vivos e permanecerão sobre a Terra para serem transladados na vinda de Jesus’”. Todo aquele que crê que Cristo virá em breve à Terra costuma falar dessa ocasião como sendo para seus dias. O apóstolo Paulo acreditava que estaria vivo quando Jesus Cristo aparecesse nas nuvens do céu (1Ts 4:15). No entanto, o fato de Paulo ter morrido antes do regresso do Senhor não faz dele um falso profeta. Ele apenas foi um cristão esperançoso e confiante que acreditou que o segundo advento de Cristo aconteceria em seus dias, como todo cristão deve acreditar. Ellen White frequentemente descreveu a vinda de Cristo como estando para acontecer em seus dias, seguindo o exemplo dos autores bíblicos. Ela explicou sua declaração de 1856 em uma nota escrita em 1883, que foi citada por Francis M. Wilcox em O Testemunho de Jesus (CPB), p. 108: “Os anjos de Deus apresentam o tempo como sendo muito breve. Assim me tem sempre sido apresentado. Verdade é que o tempo se tem prolongado além do que esperávamos nos primitivos dias desta mensagem. Nosso Salvador não apareceu tão breve como esperávamos. Falhou, porém, a Palavra de Deus? Absolutamente! Cumpre lembrar que as promessas e as ameaças de Deus são igualmente condicionais”. “Não era a vontade de Deus que a vinda de Cristo houvesse sido assim retardada. Não era desígnio Seu que Seu povo, Israel, vagueasse quarenta anos no deserto. Ele havia prometido conduzi-los diretamente à terra de Canaã, e estabelecê-los ali como um povo santo, sadio e feliz. Aqueles, porém, a quem foi primeiro pregado, não entraram “por causa da incredulidade”. Seu coração estava cheio de murmuração, rebelião e ódio, e o Senhor não podia cumprir Seu concerto com eles”. “Por quarenta anos a incredulidade, a murmuração e a rebelião excluíram o antigo Israel da terra de Canaã. Os mesmos pecados têm retardado a entrada do Israel moderno na Canaã celestial. Em nenhum dos casos houve falta da parte das promessas de Deus. É a incredulidade, a mundanidade, a falta de consagração e a contenda entre o professo povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor por tantos anos” (Ms 4, 1883, citado em Evangelismo, p. 695, 696). 5. Questionamento. Em 1850, Ellen G. White afirmou que Cristo retornaria em poucos meses (Primeiros Escritos, p. 58, 64, 67). Resposta. Vejamos o que Ellen G. White realmente escreveu: “Alguns estão supondo a vinda do Senhor num futuro muito distante. O tempo tem continuado alguns anos mais do que eles esperavam, e assim pensam que continuará mais alguns anos, e dessa maneira suas mentes são desviadas da verdade presente para irem após o mundo. Nisso vi grande perigo, pois se a mente está cheia de outras coisas, a verdade presente é deixada fora, e não há lugar em nossa fronte para o selo do Deus vivo. Vi que o tempo para Jesus permanecer no lugar santíssimo estava quase terminado e esse tempo podia durar apenas um pouquinho mais; que o tempo disponível que temos deve ser gasto em examinar a Bíblia, que nos julgará no último dia” (Primeiros Escritos, p. 58). “Numa visão dada em 27 de junho de 1850, meu anjo acompanhante disse: ‘O tempo está quase terminado. Vocês estão refletindo, como deveriam, a amorável imagem de Jesus?’ Foi-me indicada então a Terra e vi que tinha que haver uma preparação da parte daqueles que, nos últimos tempos, abraçaram a terceira mensagem angélica. Disse o anjo: ‘Preparem-se, preparem-se, preparem-se! Vocês terão que experimentar uma morte para o mundo, maior do que jamais experimentaram antes.’ Vi que havia grande obra a ser feita por eles e pouco tempo para fazê-la. Vi então que as sete últimas pragas deviam ser logo derramadas sobre os que não têm abrigo” (Idem, p. 64). “Ao ver o que precisamos ser para herdar a glória, e quanto Jesus havia sofrido para alcançar para nós tão rica herança, orei para que fôssemos batizados nos sofrimentos de Cristo, a fim de não recuarmos nas provas, mas sofrê-las com paciência e alegria, sabendo o que Jesus havia sofrido, para que por Sua pobreza e sofrimento fôssemos enriquecidos. Disse o anjo: ‘Neguem a si mesmos. Vocês precisam caminhar depressa.’ Alguns de nós têm tido tempo de ter a verdade e progredir passo a passo, e cada passo dado tem-nos propiciado força para o seguinte. Mas agora o tempo está quase findo, e o que durante anos temos estado aprendendo, eles terão que aprender em poucos meses. Terão também muito que desaprender e muito que tornar a aprender” (Idem, p. 67). Ellen G. White, assim como o apóstolo Pedro (At 2:17), sempre acreditou que estava vivendo os últimos dias antes do retorno de Jesus. Ela escreveu muito sobre a necessidade de pressa em se preparar para esse dia. Nas citações, ela apenas mencionou que o último período de provação será breve, e que pessoas que negligenciam seu preparo espiritual hoje terão apenas “poucos meses” para aprender o que cristãos mais dedicados demoraram anos para desenvolver na vida. 6. Questionamento. Ellen G. White afirmou que a Guerra Civil Americana era um sinal de que Cristo iria logo retornar (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 260). A Guerra Civil americana terminou em 1865. Resposta. Jesus disse, em Mateus 24, que todas as guerras são um sinal de sua segunda vinda, a começar pelas guerras que levaram à destruição de Jerusalém no ano 70. Na página citada, ela afirma: “Vi na Terra uma aflição maior do que nunca testemunhamos. Ouvi gemidos e gritos de aflição, e vi grupos em diligente batalha.” Ela prosseguiu descrevendo a cena de guerra e alertando para “a grande angústia vindoura”. Em nenhum momento do texto ela falou que a guerra que viu em visão era a Guerra Civil Americana, que acontecia em seus dias. É claro, para quem lê todo o texto, que Deus aproveitou o contexto da Guerra Civil Americana para dar a ela uma visão de um período de grande aflição a acontecer imediatamente antes da vinda de Cristo. 7. Questionamento. Ellen G. White profetizou que Cristo voltaria antes de a escravidão ser abolida (Primeiros Escritos, p. 35). Resposta. A Bíblia também fala que haveria escravos quando Cristo retornasse à Terra (Ap 18:13; 19:18). Apesar de legalmente abolida, a escravidão continua existindo ilegalmente em diferentes situações ao redor do mundo. Ellen G. White afirmou nesse trecho, em que descreve a vinda do Senhor: “Começou então o jubileu, período em que a Terra devia descansar. Vi o piedoso escravo levantar-se em triunfo e vitória e sacudir as cadeias que o prendiam, enquanto o seu ímpio senhor estava em confusão e não sabia o que fazer” (Primeiros Escritos, p. 35). O texto apenas descreve que o retorno de Cristo à Terra será ocasião de libertação dos cativos. Não fala nada a respeito de a escravidão ainda estar legalizada quando Cristo vier. 8. Questionamento. Ellen G. White profetizou que a escravidão seria restabelecida nos estados do sul dos Estados Unidos (Spalding Magan Collection, p. 21; e Manuscript Releases, v. 2, nº 153, p. 300). A escravidão não voltou a ser legalizada no sul dos Estados Unidos. Resposta. A afirmação está num manuscrito datado de 1895, com respostas de Ellen G. White a perguntas sobre o trabalho com populações negras no sul dos Estados Unidos e as dificuldades enfrentadas pelos adventistas nessa região com leis locais que restringiam o trabalho aos domingos. Ao ser perguntada se os adventistas desses estados deveriam trabalhar aos domingos, Ellen G. White respondeu: “A escravidão novamente será revivida nos estados sulistas, pois o espírito da escravidão ainda vive.” O comentário não afirma que os escravos libertos retornariam à sua condição de cativeiro, mas que o “espírito” de dominar sobre outras pessoas ainda estava vivo nos antigos senhores de escravos (veja: “Slavery, Will It Be Revived?”). Prova disso é que, na segunda metade do século 20, décadas depois de as palavras de Ellen White terem sido escritas, a segregação racista dos descendentes dos antigos escravos estava legalizada em vários estados do sul dos Estados Unidos, uma nódoa que revivia a escravidão abolida em 1863. 9. Questionamento. Ellen G. White profetizou que a Terra seria logo despovoada se Jesus demorasse a voltar (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 304). A despeito de tantas guerras, fomes e epidemias, o que vemos é que a Terra está cada vez mais povoada a medida que o tempo passa. Resposta. Esta é a declaração de Ellen G. White: “Foi-me apresentada a condição de degeneração atual da família humana. Cada geração se tem vindo enfraquecendo mais, e a humanidade é afligida por toda forma de enfermidade. Milhares de pobres mortais de corpo deformado, doentio, nervos em frangalhos e mente sombria, vão arrastando uma existência miserável. Cresce o poder de Satanás sobre a família humana. Não viesse em breve o Senhor e destruísse o seu poder, e não tardaria que a Terra estivesse despovoada.” Ao contrário do que foi questionado, Ellen G. White apresenta que Cristo destruirá em Sua vinda o poder de Satanás para causar doenças antes que todas as doenças que o diabo dissemina despovoem o mundo. 10. Questionamento. Ellen G. White predisse que os senhores dos escravos dos seus dias experimentariam as sete últimas pragas descritas no livro do Apocalipse (Primeiros Escritos, p. 276). Todos os senhores dos escravos de seu tempo já estão mortos. Resposta. O texto apenas declara: “Vi que o senhor de escravos terá que responder pela salvação de seus escravos a quem ele tem conservado em ignorância; e os pecados dos escravos serão visitados sobre o senhor” (Primeiros Escritos, p. 276). A frase apenas descreve que os senhores de escravos terão que prestar contas a Cristo por ocasião de Sua vinda, assim como cada pecador terá que fazê-lo. 11. Questionamento. Ellen G. White profetizou que estaria viva quando Jesus regressasse (Primeiros Escritos, p. 15-16). Resposta. No trecho mencionado em Primeiros Escritos (p. 14-16), Ellen White descreve uma visão que teve sobre a vinda de Cristo. Não menciona que estaria viva por ocasião do segundo advento de Jesus. Daniel, Paulo e João também descreveram visões do regresso de Cristo nas nuvens do céu sem que isso significasse que viveriam para presenciar o que Deus lhes revelava em visão. 12. Questionamento. Às vezes, Ellen G. White fazia predições específicas que envolviam certas pessoas. Uma delas foi o pioneiro adventista Moses Hull. Em 1862, Hull estava no processo de perder sua fé no adventismo. Parece que o casal White desistiu de argumentar com ele, e Ellen G. White profetizou sobre o terrível futuro que o aguardava se ele deixasse de fazer parte do povo do advento: “Se continuar da maneira em que começou, a miséria e a desgraça o esperam. A mão de Deus o prenderá de um modo que não lhe agradará. Sua ira não dormitará” (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 431). Isso nunca aconteceu. Apesar das advertências de Ellen G. White, ele abandonou o adventismo. Segundo testemunhas, o “senhor Hull se manteve bem por muitos longos anos até uma idade avançada e nada do que foi predito aconteceu” (D.M. Canright, Life of Mrs. E.G. White, The Standard Publishing Company, 1919, p. 234). Resposta. Moses Hull foi um adventista de espírito competitivo, que gostava de entrar em discussões sobre religião com pessoas de outras crenças. Ele alimentou dúvidas com respeito à fé em Cristo. Ellen G. White o advertiu de que, se continuasse com essa atitude, arruinaria sua vida. O texto mencionado continua com uma mensagem de esperança para Hull: “Mas agora Ele [Deus] o convida. Agora, justamente agora, Ele lhe pede que volte para Ele sem demora, e Ele graciosamente perdoará e curará todas as suas apostasias” (Testemunhos para a Igreja, v. 1, p. 431). Infelizmente, Hull não atendeu ao apelo para mudar de vida, acabou abandonando a Cristo e se tornou adepto do espiritismo. Hull pode não ter ficado pobre, mas a predição se cumpriu fielmente, pois ele se tornou espiritualmente miserável por ter trocado a Palavra do Deus vivo pelas mensagens do mundo dos mortos. Dudley Marvin Canright, o autor original desse ataque a Ellen G. White, foi um ex-pastor adventista. Tiago e Ellen G. White o prepararam para que ele se tornasse um ministro do evangelho. Infelizmente, Canright começou a alimentar a ambição de se tornar um pregador famoso. Ellen G. White o advertiu dos perigos de alimentar o orgulho e a vaidade. Canright acabou abandonando a Igreja Adventista e foi nomeado pastor de outra denominação cristã, tornando-se um crítico mordaz da doutrina adventista e da pessoa de Ellen G. White. 13. Questionamento. Ellen G. White afirmou que a “a enfermidade” do irmão Carl Carlstedt “não era para morte, mas para a glória de Deus” (Carl Carlstedt estava gravemente enfermo de febre tifoide e parecia que não viveria muito tempo mais). Ele morreu dois dias depois. (Charles Lee, Three Important Questions for Seventh-Day Adventists to Consider, 1876). Charles Lee, um ex-pastor adventista, relata em seu livro que ele foi junto com Tiago e Ellen White, Urias Smith e outro homem visitar Carl Carlstedt, o editor da Revista Adventista em sueco, que estava doente com febre tifoide. Lee relata ter ouvido ela orando ao Senhor, “ali presente com Seu poder restaurador, para erguer Carlstedt, cuja doença não era para a morte, mas para a glória de Deus”. Lee também disse que, ao sair da casa, Ellen revelou que acreditava que Carlstedt teria a saúde restaurada novamente. Lee viajou para Chicago, e no dia seguinte recebeu uma correspondência informando que Carlstedt havia morrido. Infelizmente, só existe registrada a versão de Lee sobre o incidente e a oração que Ellen G. White teria feito por ele. Nem Ellen, seu esposo Tiago, Urias Smith ou a outra pessoa presente escreveram sobre o episódio. Como as outras testemunhas da visita a Carlstedt não registraram o que Ellen G. White falou, não podemos ter certeza de que Lee tenha sido preciso ao relatar o que a senhora White disse em sua oração. Mas, mesmo que Ellen G. White tenha realmente dito o que Charles Lee afirmou que ela falou, precisamos entender que um profeta não é inspirado por Deus em tudo o que diz. Por exemplo, o profeta Natã, na Bíblia, deu uma orientação errada a Davi e teve que se retificar (2Sm 7:1-17); um velho profeta de Betel desencaminhou um profeta de Judá, levando-o a desobedecer a Deus, e depois foi usado por Ele para repreendê-lo e condená-lo (1Rs 13 11-32); Elias, em um momento nada inspirado por Deus, desejou a morte (1Rs 19:4); o apóstolo Pedro agiu contrariamente aos seus próprios ensinos, e foi repreendido por Paulo (Gl 2:11-14). Naturalmente, nem tudo o que Ellen G. White falava ao conversar corriqueiramente era inspirado por Deus, e pode ser que ela realmente acreditasse na recuperação de Carlstedt, sem ter recebido nenhuma mensagem de Deus sobre o que aconteceria com ele. 14. Questionamento. Embora tenha predito a destruição de São Francisco, ela não fez nenhuma menção de terremoto e incêndio como possíveis causas. Na mesma profecia (veja Manuscrito 30, 1903), ela incluiu a cidade de Oakland, que praticamente não foi atingida pelo tremor que destruiu São Francisco em 1906. Mais tarde ela escreveu sobre Oakland: “São Francisco foi visitada com duros juízos, mas Oakland foi misericordiosamente preservada” (Evangelismo, p. 296). No Manuscrito 30, de 1903, Ellen G. White falou da necessidade de evangelizar as grandes cidades da costa oeste dos Estados Unidos e de estabelecer nelas instituições que promovessem um estilo de vida saudável. Ela afirmou que “São Francisco e Oakland estão se tornando como Sodoma e Gomorra, e o Senhor irá puni-las. Não vai longe o tempo em que elas sofrerão os Seus juízos”. Ela não especificou nesse texto, que tipo de punição seria esperado para ambas as cidades. Ela também mencionou punições divinas para algumas outras das maiores cidades dos Estados Unidos, que já naquela época estavam muito tolerantes com a criminalidade, a exploração sexual, o tráfico de drogas e álcool e os jogos de azar. Uma vez que, em 18 de abril de 1906, a cidade de São Francisco foi tragicamente destruída por um terremoto, o fato é apontado como uma predição de Ellen G. White que se cumpriu. A respeito de Oakland, ela fez um apelo para a evangelização das grandes cidades, onde acentuadamente prosperava a impiedade: “São Francisco foi visitada com rigorosos juízos, porém Oakland foi até aqui misericordiosamente poupada. Virá o tempo em que nossa obra nesses lugares será abreviada; portanto, é importante que se façam diligentes esforços agora para proclamar a seus habitantes a mensagem do Senhor para eles” (Evangelismo, p. 404). Assim como a ímpia Nínive foi misericordiosamente poupada por Deus nos dias de Jonas (Jn 3:10; 4:11) apesar de o profeta ter anunciado sua destruição para uma data específica (Jn 3:4), Deus também poupou misericordiosamente Oakland, apesar de Ellen G. White ter anunciado que os juízos divinos estavam prestes a cair sobre a cidade. A alegação de Ellen G. White, de ter sido inspirada por Deus, é muito séria, e é esperado que pessoas que não queiram aceitar a mensagem que ela ensinou questionem a autenticidade de seu dom profético. No entanto, a leitura cuidadosa de cada uma de suas declarações e o conhecimento de como a inspiração divina atuava nos profetas bíblicos dissipam as dúvidas sobre a validade de seu chamado profético. Numa época em que há tantos líderes religiosos alegando ter o dom de profecia e de revelação, e se autoproclamando “apóstolos”, “profetas”, “levitas” e “sacerdotes”, é acertado verificar quem é realmente inspirado por Deus. Como vimos, em todos esses quatorze casos, os ataques feitos a Ellen G. White não foram suficientes para desqualificá-la como uma autêntica portadora do dom de profecia prometido na Bíblia a pessoas no tempo do fim (Jl 2:28-32; At 2:17-21; Ap 12:17; 19:10). O dom de profecia operou nela com as mesmas características apresentadas nos profetas descritos na Bíblia. FERNANDO DIAS é pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira

    Última atualização em 16 de outubro de 2017 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[Decreto dominical: a lealdade ao Deus criador posta à prova – Parte 1]]> https://tempoprofetico.com.br/decreto-dominical-a-lealdade-ao-deus-criador-posta-a-prova-parte-1/ Wed, 17 Mar 2021 18:59:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1918

    O que a Bíblia fala sobre um decreto dominical? Como o assunto pode ser lido, especialmente a partir da compreensão do livro do Apocalipse? A Bíblia e os escritos de Ellen White tratam do decreto dominical. Para autor, cenário se desenrola no livro do Apocalipse, sobretudo no capítulo 13. Desde os primeiros adventistas sabatistas o decreto dominical é visto na escatologia adventista como um evento do fim do tempo. A partir da ideia da “marca da besta” e do “selo de Deus” no Apocalipse, entende-se que a lei dominical vai distinguir os que pertencem ao reino de Deus daqueles que optam pelo governo da besta. A escolha de se obedecer à lei de Deus implicará a exposição a um estado de intolerância e perseguição momentânea. Por outro lado, a decisão de se filiar à besta terá consequências eternas. Essas questões estão bem claras nas visões proféticas de Daniel e Apocalipse. As profecias e a lei de Deus Em Apocalipse 13, duas metáforas proféticas representam a atuação do papado na Idade Média e nos Estados Unidos no tempo do fim. O entendimento dessas visões elucida a perspectiva dos pioneiros adventistas referente ao tal decreto. Curiosamente, ambas as metáforas apocalípticas retomam símbolos de Daniel. A primeira besta de sete cabeças e dez chifres (Apocalipse 13:1) é construída a partir dos quatros animais: leão, urso, leopardo de quarto cabeças e o animal terrível de dez chifres (Daniel 7:3-7). A besta não só apresenta elementos desses animais, como suas sete cabeças são a soma das cabeças das quatro bestas de Daniel. Isso indica que João viu a besta como sendo um desdobramento do poder perseguidor já representado nesses animais figurativos dos impérios babilônico, persa, grego e romano. Observa-se que as características humanas retratadas no tal “chifre pequeno” (Daniel 7:8) e na besta (Apocalipse 13:5-6) indicam que essas entidades incorporam tanto uma dimensão política quanto religiosa. De fato, o papado medieval era um poder político e religioso. É a religião que, ao manipular o poder político, leva esse poder a perseguir o povo de Deus, como se vê na visão da mulher “montada” na besta em Apocalipse 17. Em Daniel, o “chifre pequeno” faz guerra contra os “santos” (Daniel 7:21) e cuida em “mudar os tempos e a lei” (7:25). Da mesma forma, a besta persegue os “santos” (Apocalipse 13:7), os quais guardam os “mandamentos de Deus” (14:12). Nota-se que a investida tanto do “chifre pequeno” quanto da “besta” contra os “santos” tem sua motivação na adesão deles à lei de Deus, naquele ponto em que essa lei implica uma diferença social: a prática do sábado. É importante lembrar que tanto o Império Romano quanto o papado medieval sustentaram uma lei dominical contrária à lei de Deus.

    Apocalipse 13 e Daniel 8

    Por outro lado, a besta de dois chifres parecendo cordeiro (Apocalipse 13:11) retoma o carneiro de Daniel 8. Os chifres indicam que os símbolos representam um poder resultante da união de duas entidades, e que são a princípio aliados do povo de Deus, mas depois são perseguidores. Os persas fizeram aliança com os medos e, assim, se formou o Império Persa. Com essa coalizão, Ciro conseguiu tomar a Babilônia de Belsazar (Daniel 5). Ele libertou os judeus e os permitiu voltar à sua terra (Isaías 44:28; 45:1-7) e gozar de liberdade civil e religiosa (Esdras 7:21-26). Porém, no tempo da rainha Ester, a Pérsia chegou a emitir um decreto de morte aos judeus (Ester 3:8-9). No Apocalipse, a região denominada como “terra” é lugar de proteção e guarida para a “mulher” após os 1.260 dias-anos (Apocalipse 12:1, 14-16). No entanto, nesta mesma “terra”, depois se levanta a besta de dois chifres para perseguir os que não têm a “marca da besta” (Apocalipse 13:11, 17). Há um paralelismo entre Apocalispe capítulos 12 e 13, que elucida o antagonismo da besta de dois chifres aos que não têm a marca. Em Apocalipse 12, após a menção ao fato de a mulher achar guarida na “terra” após os 1.260 anos, é dito que o dragão investe contra ela e faz guerra aos seus descendentes “que guardam os mandamentos de Deus”. Em Apocalipse 13, após os 42 meses (1.260 dias) de atuação da besta (Apocalipse 13:5), ela é ferida de morte, e então retorna por meio da “imagem da besta” que impõe o boicote econômico e a perseguição aos que não têm a “marca da besta”. Isso indica que os que guardam os mandamentos de Deus são os mesmos que não têm a marca.

    O surgimento da imagem da besta

    A segunda visão de Apocalipse 13 pode ser dividida em duas fases. Incialmente a besta “opera” sinais (v. 13), “seduz” as pessoas (v. 14) e comunica “fôlego” à imagem da besta (v. 15). Nesta fase inicial, ela é, portanto, um poder religioso, ou seja, atua como o “falso profeta” (Apocalipse 16:13; 19:20). Após esse poder religioso comunicar fôlego ao que está morto no contexto, ou seja, a primeira besta, levanta-se a “imagem da besta”. De fato, a besta ferida de morte ressuscita, mas por meio da “imagem da besta”. Assim, nesta segunda fase da visão, a imagem “faz” morrer (v. 15), impõe uma marca (v. 16) e controla a economia (v. 17). Agora, trata-se, portanto, de um poder político: “um rei” (conforme Apocalipse 17:11; 19:20). Ellen White, pioneira adventista, profetisa e escritora, explica a formação da imagem da besta a partir da aproximação dos poderes religioso e civil. “A imagem é feita pela besta de dois chifres [enquanto falso profeta], e é uma imagem à primeira besta.” Portanto, “a fim de formarem os Estados Unidos uma imagem da besta, o poder religioso deve a tal ponto dirigir o governo civil que a autoridade do estado também seja empregada pela igreja para realizar os seus próprios fins”[1] Para ela, a “imagem da besta” representa “a forma de protestantismo apóstata que se desenvolverá quando as igrejas protestantes buscarem o auxílio do poder civil para imposição de seus dogmas”[2] Nessa linha, o poder religioso toma a iniciativa para a formação da imagem da besta, pois “no próprio ato de impor um dever religioso por meio do poder secular, formariam as igrejas mesmas uma imagem à besta”[3]. É importante frisar que o poder civil opressor da crise final, segundo Apocalipse 13:11-18, é denominado de “imagem da besta”. É essa entidade que impõe a marca, persegue e faz morrer. A primeira besta, de fato, retorna, mas somente por meio da sua imagem reproduzida na América protestante. Nesse caso, o que João revela é que “a autoridade medieval da primeira besta novamente será exercida por meio da besta que surge da terra”. Além disso, está claro que “a segunda besta substituirá a primeira besta em poder e autoridade universais e agirá como o poder opressivo global do tempo do fim”.[4] Desta forma, o conflito desencadeado no fim do tempo pela “imagem da besta” contra os fiéis de Deus tem sua motivação na guarda dos mandamentos. Ellen White afirma que “o último grande conflito entre a verdade e o erro não é senão a luta final da prolongada controvérsia relativa à lei de Deus”[5]. De fato, a investida de Satanás contra os mandamentos de Deus atravessa toda a história. Ao longo da história, portanto, identificamos marcas desse conflito entre a lei da besta (o poder imperial) e a lei de Deus. Esse aspecto é abordagem na segunda parte deste texto. Vanderlei Dorneles é  doutor em Ciências da Religião e coordenador de pós- graduação em teologia e professor. Este artigo foi escrito originalmente para o e-book intitulado Eventos Finais,  produzido pela editora Safeliz e disponível neste link. Veja estudo sobre Apocalipse 13- A Besta da Terra
    Referências: [1] Ellen White. O Grande Conflito, página 443. [2] Ellen White. O Grande Conflito, página 445. [3] Ellen White. O Grande Conflito, páginas 448 e 449. [4] Ranko Stefanovic, Revelation of Jesus Christ: Commentary on the Book of Revelation (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2009), 432. [5] Ellen White. O Grande Conflito, página 582.]]>
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    <![CDATA[Decreto dominical: a lealdade ao Deus criador posta à prova – Parte 2]]> https://tempoprofetico.com.br/decreto-dominical-a-lealdade-ao-deus-criador-posta-a-prova-parte-2/ Sun, 28 Mar 2021 23:58:47 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1923

    O que os possíveis cenários proféticos, apresentados pelo autor com base na Bíblia e em escritos de Ellen White, mostram sobre decreto dominical no futuro? Muito é dito sobre este decreto dominical, mas é importante observar bem o que as fontes bíblicas dizem. Ao longo da história tem havido um povo ou comunidade de fiéis que mantém a aliança com Deus e reivindica sua lei na terra, o principado usurpado por Satanás. O inimigo de Deus tenta firmar seu governo, anulando a lei de Deus na terra. No entanto, um remanescente fiel mantém viva a chama do decálogo divino. Que evidências as Escrituras Sagradas e a história nos oferecem para essa batalha contra a lei de Deus? Esses eventos históricos servem como uma antecipação do que será a luta contra a lei de Deus no fim do tempo. Mas será possível que os regimes democráticos do atual estado de direito venham a assumir tal postura de intolerância aos que guardam a lei divina?

    Lei dominical na história

    Desde o antigo Egito, há evidências de que os impérios, em diversos momentos, perseguiram o povo de Deus por causa do sábado. A princípio, no antigo Egito, houve intolerância aos israelitas por causa da lei de Deus. Quando eram um povo autônomo, os filhos de Israel puderam guardar a lei de Deus livremente. No entanto, chegou um tempo em que eles estiveram sob a lei do estado egípcio. Nesse contexto, por determinação do Faraó, os israelitas foram privados do “descanso” sabático. O termo traduzido por “distrair” (Êxodo 5:5, ver ARA) é o verbo hebraico shabath. No reino da Pérsia, onde muitos judeus permaneceram após o cativeiro babilônico, o oficial Hamã convenceu o rei Assuero a fazer um decreto contra os judeus. A motivação dele não deixa dúvidas: “Existe espalhado, disperso entre os povos em todas as províncias do teu reino, um povo cujas leis são diferentes das leis de todos os povos … Se bem parecer ao rei, decrete-se que sejam mortos” (Ester 3:8-9). Ante a manipulação de Hamã, Assuero “tirou da mão o seu anel, deu-o a Hamã”, o “adversário dos judeus” (Ester 3:10). Exceto o sábado, os demais mandamentos da lei de Deus não impunham distinção significativa entre os judeus e os povos da Pérsia. De fato, Ellen White afirma que o decreto de morte a ser expedido pela “imagem da besta” será “muito semelhante ao que Assuero promulgou contra os judeus” (Ellen White, Profetas e Reis, página 605). Séculos depois, em 321 d.C., no Império Romano, foi emitido o Edito de Constantino: “Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol.” Durante a Idade Média, igualmente, prevaleceu a lei católica romana que ordenava “guardar domingos e festas”, o terceiro mandamento, em detrimento do sábado da lei de Deus (Êxodo 20:8-11).

    Dia do Senhor

    Na Idade Moderna, os protestantes ingleses foram os primeiros a promover a guarda do dia do Senhor. Isso resultou da tradução da Bíblia por William Tyndale (século 16). O reformador muito se impressionou com o tema da aliança, ao qual fez várias notas de margem no Pentateuco. Mais tarde, o estabelecimento da igreja pela coroa britânica levou os protestantes ingleses a enxergarem a si mesmos como os substitutos dos antigos israelitas, como herdeiros da Aliança. Desta forma, as notas de Tyndale e a noção de um povo eleito levaram os protestantes ingleses à redescoberta do dia do Senhor como o sinal da Aliança. No início do século 17, o ministro anglicano Nicholas Bownd passou a ensinar que “profanar o sábado era profanar a Deus”.[1] Assim, os puritanos ingleses passaram a ensinar que “trabalhar no sábado era um pecado tão grave quanto matar ou cometer adultério”,[2] pois seria uma quebra da Aliança com Deus. O posterior retorno da coroa britânica ao catolicismo deixou os protestantes zelosos pela lei de Deus expostos à intolerância. No entanto, a despeito de lerem o Pentateuco, os protestantes ingleses guardavam o dia do Senhor no primeiro dia da semana, e chamavam esse dia de “sábado”. Não demorou, porém, para que alguns concluíssem que o sábado de descanso devia ser guardado no sétimo dia. Os puritanos John Trask e sua esposa Dorothy começaram a guardar o sábado do sétimo dia já no início do século 17, razão pela qual foram perseguidos. Em 19 de junho de 1618, Trask foi “sentenciado a ser chicoteado, ridicularizado, mutilado e condenado a prisão perpétua” acusado de “conspiração”. Ele era o líder de uma seita de separatistas que acreditavam que “o sábado do sétimo dia e a lei dietética mosaica continuavam em vigência para os cristãos.” Infelizmente, Trask se retratou e foi solto. Porém, sua esposa Dorothy “ficou presa por 25 anos por não desistir do sábado do sétimo dia”.[3] Os puritanos zelosos do “sábado”, guardado no primeiro dia da semana, não puderam ter paz na Inglaterra sob influência posterior de Roma. Assim, eles desejavam uma terra onde pudessem manter os “mandamentos de Deus” sob proteção da lei civil. A colonização americana foi a saída para eles. Em 1620, os puritanos chegaram “à América a fim de estabelecer uma nova Jerusalém que preservasse o sábado em sua integridade”.[4] Considerado o papel dos protestantes puritanos e sua motivação no desenvolvimento dos Estados Unidos, deve se assumir que “a guarda do santo dia de sábado é uma de suas poderosas pedras angulares”.[5] Sob esse ímpeto, as colônias puritanas, na América do Norte, logo desenvolveram uma “legislação dominical contra a profanação do dia do Senhor, com pesadas e graves penalidades para as violações”.[6] A chamada Nova Inglaterra aprovou leis que proibiam “não só crimes sexuais, mas também blasfêmia, embriaguez, jogos de azar e violação da santidade do sábado”.[7] O sábado, porém, seguia observado por esses puritanos no primeiro dia da semana. Em função disso, uma lei dominical a ser desenvolvida pelos países cristãos tem, portanto, claros precedentes e motivações históricas.

    O domingo no horizonte global

    Nas décadas recentes, movimentos pela guarda do domingo têm se fortalecido em vista das encíclicas papais sobre o assunto. A chamada European Sunday Alliance defende a guarda do domingo como caminho para renovação da família e da sociedade.[8] Por sua vez, a Lord’s Day Alliance, nos Estados Unidos, propõe que a guarda do domingo é compatível com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, pois os empregadores devem “honrar as necessidades dos trabalhadores por observâncias de fé oportunas, tratamento justo e descanso regenerativo”.[9] Em maio de 1998, o papa João Paulo II lançou a encíclica Dies Domini (“Dia do Senhor”), na qual defende que a guarda do domingo é o meio para a “reforma social”, fortalecimento da família e restauração da igreja. Ele cita “a lei civil do Império Romano”, que reconheceu o “dia do sol”, para que todos nesse dia deixassem de trabalhar. No parágrafo 67, ele afirma que “é natural que os cristãos se esforcem para que, também nas circunstâncias específicas do nosso tempo, a legislação civil tenha em conta o seu dever de santificar o domingo.”[10] Em 2017, o papa Francisco lançou a encíclica Laudato Si (Louvado sejas), em que defende que o ecossistema precisa de um descanso dominical. No parágrafo 71, ele embasa sua argumentação na lei divina sobre o “sábado”. Para ele, a necessidade do descanso da terra e de seus habitantes no domingo “está patente, por exemplo, na lei do Shabath”. Pois, “no sétimo dia, Deus descansou de todas as suas obras. Deus ordenou a Israel que cada sétimo dia devia ser celebrado como um dia de descanso, um Shabath (cf. Gênesis 2:2-3; Êxodo 16, 23; 20, 10)”.[11] Evidentemente, os que defendem a lei dominical, tanto católicos quanto protestantes, afirmam que a mesma será coerente com o estado de liberdade mantido pela Carta dos Direitos Humanos. No entanto, o contexto de instabilidade e as atuais situações de emergência, em que a sobrevivência da humanidade é colocada em perspectiva, tal lei dificilmente manteria direitos de minorias contrárias. Em vista disso e das previsões proféticas, não há dúvida de que a lei dominical contribuirá para acirrar oposição e intolerância. Nessa linha, Ellen White afirma que, no contexto da lei dominical, será feita “a alegação de que a corrupção que rapidamente se alastra pode ser atribuída em grande parte à profanação do descanso dominical, e que a imposição da observância do domingo melhorará grandemente a moral da sociedade” (Ellen White, O Grande Conflito, 587). Os Estados Unidos, como o poder civil representado pela “imagem da besta”, serão o primeiro país a aprovar essa lei. Mas, em decorrência de sua influência e poder sobre as demais nações, essa mesma lei se reproduzirá pelo mundo. “Quando os Estados Unidos, o país da liberdade religiosa, aliar-se ao papado, a fim de dominar as consciências e obrigar as pessoas a reverenciar o falso sábado, os povos de todos os demais países do mundo serão induzidos a imitar seu exemplo” (Ellen White, Eventos Finais, página 85). Deve se observar que a guarda do domingo, por milhões de cristãos sinceros, não é em si a marca da besta. “A observância do domingo não é ainda o sinal da besta, e não o será até que saia o decreto” (Ellen White, Eventos Finais, página 224). Desta forma, é a lei dominical imposta que determina a condição da marca da besta. No contexto de Apocalipse 13 fica claro que a besta pretende, a exemplo de Nabucodonosor (Daniel 3:15), assumir o lugar de Deus. Portanto, seguir a lei da besta e ter sua marca será uma condição para se viver na Terra e ter a proteção da lei do estado. Por outro lado, seguir a lei de Deus e ter o selo de Deus é a condição da cidadania celestial e da proteção divina. A escolha diante desse dilema definirá de fato uma filiação à besta ou a Deus. Os guardadores do sábado devem ter em mente que a lei dominical, em nível mundial, é o último evento escatológico. Pois, “a substituição da lei de Deus pela dos homens, a exaltação, por autoridade meramente humana, do domingo, posto em lugar do sábado bíblico, é o último ato do drama. Quando essa substituição se tornar universal, Deus se revelará” (Ellen White, Testemunhos Seletos, volume 3, páginas 142 e 143).

    Conclusão

    A revelação profética, portanto, apresenta-se coberta de persuasão no tempo atual. De fato, o mundo caminha para um evento escatológico de grandes proporções em que a lealdade ao Deus criador será posta à prova. As profecias apontam para uma retomada da relação entre Igreja e Estado como caminho para a emergência de um novo e último estado de intolerância e perseguição religiosa. Essa intolerância tende a se manifestar naquele mesmo ponto em que a lei de Deus se distingue da lei dos homens: o dia de descanso e culto, o dia em que se celebra o Deus criador como digno de adoração e fidelidade. A guarda desse dia marca uma relação entre criatura e Criador, é um elo entre Deus e sua criação (Gênesis 2:1-3). Portanto, como parte do esforço satânico contra Deus, o decreto pretende quebrar essa ligação. O povo de Deus, no entanto, não deve temer as consequências de sua lealdade, pois a adesão ao selo de Deus garante a cidadania celestial e a proteção divina. Vanderlei Dorneles é doutor em Ciências da Religião, coordenador de pós-graduação em Teologia e professor. Este artigo foi escrito originalmente para o e-book intitulado Eventos Finais,  produzido pela editora Safeliz e disponível neste link.
    Referências [1] Christopher D. Ringwald, A Day Apart: How Jews, Christians, and Muslims Find Faith, Freedom, and Joy On the Sabbath (New York: Oxford University Press, 2007), 104. [2] Ibid., 105. [3] Walter B. Douglas, “The Sabbath in Puritanism”. In ed. Kenneth Strand, The Sabbath in Scripture and History (Hagerstown: Review and Herald, 1982), 237. [4] Ringwald, 10. [5] Douglas, 239. [6] Ibid., 240. [7] John A. Grigg, “Puritan Family”. What Happened?: An Encyclopedia of Events that Changed America Forever, eds. John E. Findling & Frank W. Thackeray, vol. 1 (Santa Barbara: CA: ABC-Clio, 2011), 270. [8] Ver http://www.europeansundayalliance.eu. [9] Ver http://ldausa.org. [10] Disponível em www.vatican.va, em 14 de outubro de 2020. [11] Disponível em www.vatican.va, em 14 de outubro de 2020.]]>
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    <![CDATA[A identidade dos 144 mil e o fenômeno de “ver e ouvir”]]> https://tempoprofetico.com.br/a-identidade-dos-144-mil-e-o-fenomeno-de-ver-e-ouvir/ Wed, 21 Apr 2021 02:44:06 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1928 O estudo aprofundado dos livros proféticos amplia a maneira de se compreender os acontecimentos atuais e traz esperança ao leitor.[/caption] No livro do Apocalipse há alguns fenômenos sensoriais importantes que necessitam de investigação para que se possa entender melhor o conteúdo teológico do livro. Um desses é o chamado fenômeno de “ver e ouvir”. Ele está presente em pelo menos quatro situações, que serão brevemente analisadas a seguir. Em Apocalipse 5:5, João foi arrebatado ao céu (4:1) até ao trono de Deus, no santuário celestial, o qual está rodeado por 24 anciãos e quatro seres viventes (4:2–7), que louvam a Ele continuamente. João um livro selado e “chora muito”, porque pensa que não há ninguém digno de retirar os selos, abrir o livro, “nem mesmo olhar para ele” (5:1–4).

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    Nesse momento, “um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (5:5). João ouve de um dos anciãos que o Leão da tribo de Judá é digno de abrir o livro. A imagem que o leitor faz nesse momento é de um ser forte e imponente como um leão. No verso seguinte, contudo, João se volta e no meio do trono, “de pé, um Cordeiro como tendo sido morto” (5:6), humilde e singelo. Esse Cordeiro vem e toma o livro (5:7), fazendo o que fora dito pelo ancião no verso 5. Ou seja, o Leão e o Cordeiro não são duas entidades distintas, mas se referem à mesma pessoa. João ouve uma descrição e algo distinto, mas tendo o mesmo referente. Ao invés de serem figuras opostas (Leão x Cordeiro), são descrições que se complementam a fim de que o leitor tenha uma visão mais ampla do mesmo referente. Ou seja, o Ser que é digno de abrir o livro tem a realeza do Leão e a mansidão do Cordeiro. Forte e imponente, humilde e singelo. Leão vitorioso que venceu pela sua morte, como Cordeiro. Esse Ser é tão tremendo que apenas as palavras que João ouve não são capazes de representá-Lo. Essa descrição, para ser melhor entendida, precisa ser complementada pela cena que João . Dessa forma, o fenômeno de “ver e ouvir” faz com que esse Ser seja melhor representado e identificado. Uma mesma realidade Esse fenômeno também ocorre em Apocalipse 21:2–3. No texto, João primeiramente e depois ouve. Mas novamente o ver e o ouvir são complementares e se referem à mesma entidade. No verso 2 João “a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.” O verso 3 complementa a visão: “Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles.” João a cidade santa, a nova Jerusalém, e depois ouve a explicação que vem diretamente do trono dizendo que a cidade é “o tabernáculo de Deus.” Duas ideias distintas tendo o mesmo referente. A nova Jerusalém, portanto, é o santuário de Deus que desce do céu e vem para a Terra. Apocalipse junta em dois versos (21:2–3) duas imagens distintas que correm em paralelo como um fio de ouro tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento. No livro de Hebreus, em especial, podemos ver essas duas ideias juntas. Em Hebreus 10:19–22, o crente é convidado a entrar no santuário celestial. E em 14:22 é dito que o crente “tem chegado à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial.” Mas o fenômeno de “ver e ouvir” em Apocalipse liga mais fortemente essas duas descrições quando as usa apontando para apenas um referencial em versos imediatos (uma explicação mais detalhada sobre a cidade-tabernáculo em Apocalipse 21–22 será fornecida em outro artigo). Um terceiro lugar onde o fenômeno de “ver e ouvir” acontece é em Apocalipse 17:1–3. O texto diz que “veio um dos sete anjos que têm as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas” (verso 1). João ouve o anjo dizer sobre o julgamento da meretriz assentada sobre muitas águas. Mas quando o anjo o transporta para ver o que havia acabado de descrever, João registra: “vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres” (verso 3). João ouve e uma mulher meretriz. Mas o anjo fala que ela está assentada sobre muitas águas, e João a assentada sobre uma besta escarlata. Novamente, o mesmo fenômeno parece estar em ação. Muito embora a descrição e a visão pareçam opostos (água x animal), eles estão adjacentes na mesma narrativa e têm o mesmo referente. São apenas maneiras distintas de se falar da mesma realidade. Devido à complexidade da entidade referida e para que uma descrição mais ampla possa ocorrer, faz-se necessário que o fenômeno de “ver e ouvir” entre em ação.

    Salvos pelo Cordeiro

    Usualmente, em Apocalipse a figura das “muitas águas” (17:1) representa muitos povos (17:15), enquanto a besta escarlata (17:3) remonta à besta de Apocalipse 13:1–3, que por sua vez é um amalgama das bestas de Daniel 7 e dos povos ali representados. É interessante notar como em Apocalipse 17 há também a junção de Jerusalém, Babilônia e Roma em uma única imagem (versos 4–13). Por isso a dificuldade de se interpretar esse capítulo. A compreensão do fenômeno de “ver e ouvir”, contudo, talvez possa auxiliar na compreensão de toda a passagem. À vista disso, parece que em geral o capítulo quer evidenciar primeiramente a coligação de todos os povos e reinos da Terra apoiando a mulher meretriz (17:1–15; ela se assenta sobre eles, águas e besta), mas que esses finalmente a destroem (versos 16–17). “O mal por si só se destrói”, já dizia o velho ditado. Mas o Cordeiro e Seus eleitos vencerão, “pois [o Cordeiro] é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis.” Apocalipse 7:3–9 é a última passagem a ser brevemente analisada aqui, onde também é possível se encontrar o fenômeno de “ver e ouvir”. Essa passagem faz parte do interlúdio entre o sexto e o sétimo selo em resposta à pergunta final do sexto selo: “porque chegou o grande Dia da ira deles [Deus e o Cordeiro]; e quem é que pode suster-se?” (6:17). Nos versos seguintes, um anjo clama com grande voz para que a Terra não seja destruída “até selarmos na fronte os servos do nosso Deus” (7:3). João escreve a seguir: “Então, ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel” (7:4). Ele ouve o número dos selados que irão suster-se no grande Dia da ira de Deus e do Cordeiro — cento e quarenta e quatro mil. E também ouve a lista simbólica desses selados — 12 mil de cada tribo listada (7:5–8). Depois de ter ouvido o número e a lista dos selados, João declara: “vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro” (7:9). O que João em Apocalipse 7:9 parece explicar o que está sendo falado desde 6:17. Três comparações são essenciais. Para a pergunta “Quem poderá suster-se no grande Dia da ira de Deus e do Cordeiro?” (6:17), a resposta que João ouve é: “os cento e quarenta e quatro mil selados” (7:3–4). E o que João é uma “grande multidão que está em pé diante do trono e do Cordeiro” (7:9). João ouve sobre os cento e quarenta e quatro mil selados “de todas as tribos dos filhos de Israel” (7:4), com uma listagem simbólica adjacente (7:5–8). João “grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (7:9). É importante ressaltar que a descrição sobre o que a “grande multidão” faz e o relacionamento dela com o Cordeiro e com Aquele assentado no trono em Apocalipse 7:9–17 é similar à narrativa dos cento e quarenta e quatro mil em Apocalipse 14:1–5 (cf., 7:17; 14:4). O fenômeno de “ver e ouvir” parece indicar, portanto, que os cento e quarenta e quatro mil e a grande multidão seriam um mesmo grupo retratados de maneira distinta a fim de que uma representação mais abrangente pudesse ser oferecida. O fenômeno sensorial analisado indica que o Leão e o Cordeiro são uma só pessoa, que a Nova Jerusalém e o Tabernáculo de Deus são o mesmo lugar, que os povos e os reinos da Terra se reúnem todos para destruir a mulher meretriz, e que os cento e quarenta e quatro mil e a grande multidão são representações distintas do mesmo grupo de salvos, daqueles que ficarão de pé no grande Dia da ira de Deus e do Cordeiro e que O servirão em Seu santuário (Nova Jerusalém, cf. 22:3; 7:15) para sempre.]]>
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    <![CDATA[Luz na Escuridão]]> https://tempoprofetico.com.br/luz-na-escuridao/ Wed, 21 Apr 2021 04:01:40 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1932

    A ressurreição de Cristo dissipou as trevas daquela madrugada de domingo e da história humana. Sua vitória foi uma prévia da nossa. Gerald A. Klingbeil A história de John Nevins Andrews, que viajou com seus dois filhos adolescentes para a Basileia, na Suíça, tornando-se o primeiro missionário transcultural oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, é um capítulo importante da nossa história denominacional. Andrews era um erudito, escritor e administrador. Os adventistas prezam sua pesquisa sobre a história do sábado. Apreciamos também sua habilidade de escrever e sua liderança. No entanto, para mim, o que mais se destaca na vida desse pioneiro foi sua disposição de se agarrar a Jesus no meio da dor e da perda pessoal. Ele teve que sepultar a filha bem jovem, vítima da mesma doença terrível que havia ceifado a vida da esposa, seis anos antes. Num registro realizado por John ­Vuilleumier na página 11 da Advent Review and Sabbath Herald de 11 de abril de 1929, aparece um desabafo de Andrews num contexto em que ele estava exausto, subnutrido e desafiado: “Irmão Kinne, parece que estou me segurando em Deus com a mão dormente.” Mas você pode pensar: “O que mãos e corações dormentes têm que ver com a alegria?” A alegria engloba uma variedade de sentimentos e situações. Embora envolva emoções, é também um sentimento, ou seja, pode se tornar uma fonte de algo prazeroso. Muitas vezes pensamos na alegria como algo frágil, uma bolha que pode estourar rapidamente. Contudo, a alegria é mais do que contemplar o céu azul, a luz solar ou nuvens brancas e fofas. A alegria vai além das sensações de aconchego e de soluções rápidas. Vamos pensar um pouco sobre isso. ALEGRIA E ADVERSIDADE Os autores bíblicos escreveram bastante sobre a alegria, especialmente na perspectiva de adoração a Deus e confiança Nele (ver Jó 33:26; Sl 21:1; 42:4; 51:12; 105:43). Ela aparece, por exemplo, de modo surpreendente, relacionada à provação (Tg 1:2). Isso porque o conceito bíblico de alegria contraria em grande medida a concepção contemporânea sobre esse sentimento. Quando pensamos a partir da perspectiva de que Deus age na história e em nossa vida, somos lembrados de que fé e alegria caminham juntas. Não sem razão, segundo Kurt A. Richardson, em seu comentário da carta de Tiago (New American Commentary, 1997, v. 36, p. 58), o autor bíblico incentiva seus leitores a “aceitar suas provações não pelo que foram, mas pelo que Deus pôde realizar por meio delas”. Em outras palavras, Tiago quis nos direcionar para uma potencial vitória divina sobre a realidade humana, num ato de fé que nos leva a enxergar além do que vemos. Essa parece ter sido parte da motivação de Jesus ao enfrentar o julgamento e a cruz. É o que ressalta o autor da epístola de Hebreus, quando nos incentiva a fixar nossos olhos em Cristo: “O qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, sem Se importar com a vergonha, e agora está sentado à direita do trono de Deus” (Hb 12:2). A alegria de salvar Sua criação ajudou Jesus a suportar as trevas da cruz, mesmo quando gritou para o Pai que, se possível, afastasse Dele esse sofrimento (Lc 22:42). Nessa oração, ouvimos dor e desespero, mas também entrega e compromisso. No momento mais terrível de Sua curta vida na Terra, Jesus foi capaz de enxergar além da cruz e considerar a alegria que a salvação traria a incontáveis milhões e bilhões de pessoas que haviam sido reivindicadas por Satanás. A CRUZ E ALÉM DELA A escuridão e o desespero compõem o cenário da crucificação. Depois de um julgamento fraudulento perante um Sinédrio que não seguia suas próprias leis, Jesus foi pregado numa cruz, entre dois criminosos. A mensagem das autoridades é clara: pendurado aqui está um pecador entre outros pecadores. Muitos na multidão que O viram sofrer zombam Dele (Mt 27:39-44), enquanto um pequeno grupo de Suas discípulas chorava e lamentava (Lc 23:27; Mc 15:40, 41). Trevas sobrenaturais cobriram o local ao meio-dia e duraram três horas (Mc 15:33). Quando Jesus finalmente morreu, lá no templo de Jerusalém, o véu que separava o compartimento santo do santíssimo se rasgou de cima a baixo, um terremoto sacudiu a cidade e sepulturas foram abertas (Mt 27:51-53). A criação chorou e a alegria pareceu estar tão distante quanto o Oriente está do Ocidente. Naquele sábado, Jesus descansou no túmulo até acontecer o impensável na manhã de domingo. Quando algumas mulheres e os discípulos foram à tumba para embalsamar o corpo sem vida de Jesus, encontraram a sepultura vazia, pois Deus havia ressuscitado Seu Filho. O apóstolo João descreve com ternura o momento em que Maria Madalena chorou ao ver o túmulo vazio e dois anjos sentados no lugar em que haviam depositado o corpo de Cristo. De repente, uma voz gentil atrás de Maria perguntou: “Mulher, por que você está chorando?” (Jo 20:15). Maria não reconheceu a voz até que Jesus a chamou pelo nome (v. 16). Ao longo dos séculos, a exclamação “Ele ressuscitou” tem sido a saudação tradicional dos cristãos na Páscoa. E isso realmente muda tudo. As trevas se convertem em luz, o desespero se transforma em reconhecimento, e o reconhecimento, finalmente, se converte em alegria. A manhã da ressurreição nos oferece uma prévia do que Deus tem planejado para aqueles que dormiram confiando Nele ao longo da história. A manhã da ressurreição nos lembra de que Satanás não tem a palavra final. A manhã da ressurreição nos oferece esperança e nos comunica fé. Davi estava certo quando escreveu isso mil anos antes da cruz: “Porque a sua ira dura só um momento, mas o seu favor dura a vida inteira. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30:5). Ele ressuscitou! Seu coração já ouviu isso? Você consegue sentir novamente a alegria dessa afirmação? GERALD A. KLINGBEIL é editor associado da Adventist World

    (Artigo publicado na edição de abril de 2021 da Revista Adventista / Adventist World)

    Última atualização em 1 de abril de 2021 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[A Morte da Morte]]> https://tempoprofetico.com.br/a-morte-da-morte-2/ Wed, 21 Apr 2021 04:03:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1936

    Olhando o presente com foco na esperança da ressurreição Heber Toth Armí O coronavírus trouxe à nossa consciência a fragilidade da vida. Assim, o medo, a angústia, a preocupação e a insegurança rapidamente tomaram conta de todas as classes sociais e povos do mundo. Felizmente, Cristo trouxe a certeza da vida eterna. Sua morte e ressurreição oferecem a oportunidade de salvação a ricos e pobres de todas as etnias. A doutrina da ressurreição é essencial na proclamação da verdade trazida e vivida pelo Salvador. Ela foi fortemente proclamada pelos primeiros líderes do cristianismo após a ascensão de Jesus ao Céu. Em meio ao drama que envolve todas as áreas da vida, como política, economia e até a religião, precisamos urgentemente reavivar nossa crença na doutrina da ressurreição. Afinal, a proclamação do evangelho no período apostólico fundamentava-se no Cristo ressurreto, cujo sacrifício visa garantir a ressurreição dos cristãos mortos. Eis aí um dos aspectos que caracterizavam a pregação como boas-novas (evangelho). CRENÇA NOTÁVEL Nem todas as crenças cristãs ganharam um capítulo inteiro na Bíblia, mas a enfática doutrina da ressurreição ganhou um dos trechos mais longos do Novo Testamento. 1 Coríntios 15, com seus 58 versículos, nos convida a atentar para esse assunto tão oportuno, quando a imprensa e as mídias sociais destacam, inevitavelmente, tantas mortes, neste que é o pior momento da pandemia em nosso país. O apóstolo Paulo não tinha dúvida sobre a ressurreição de Cristo. A garantia de “um amanhã da ressurreição” está na certeza de que Cristo morreu e ressuscitou, criando assim uma possibilidade maravilhosa à humanidade caída em pecado. Não haveria “manhã gloriosa” nem segunda vinda de Cristo sem que Ele ressuscitasse; os cristãos teriam perdido seu tempo, teriam vivido por nada e morrido em vão. Porém, como Cristo ressuscitou, se negarmos a ressurreição, estaremos negando o próprio Cristo, o evangelho e a Bíblia. Por outro lado, se cremos na ressurreição de Jesus, não apenas creremos na ressurreição dos cristãos que faleceram, mas teremos o privilégio de revê-los, abraçá-los e desfrutar para sempre da companhia deles! Diante dos argumentos de Paulo, podemos alegar que, quanto maior for nossa confiança na soteriologia, maior será nossa esperança na escatologia. Embora a lei de Deus nos revele o pecado, e este nos conduza à morte, o Cordeiro de Deus (Jo 1:29), que tira o pecado do mundo por meio de Sua morte, nos concede a vitória sobre a morte. Assim, no presente, ainda que seja real nos despedirmos dos mortos, a saudade durará pouco tempo. Na segunda vinda de Cristo, teremos de volta nossos queridos que morreram crendo em Jesus e, na companhia deles, nos despediremos da morte. Embora a cultura greco-romana desafiasse e ainda continue desafiando a esperança na ressurreição, a revelação bíblica permanece para ser estudada, apreendida e proclamada como um bálsamo refrescante a todo coração carente de uma esperança concreta diante da dor da saudade provocada pela ausência da vida. Ao analisarmos o que o Espírito Santo inspirou Paulo a escrever aos crentes de Corinto, percebemos que a morte não é a porta para o Céu, nem a antessala do paraíso. Na verdade, ela não é positiva, pois é inimiga (1Co 15:26). Por mais que as crenças erradas estejam em toda parte, no íntimo cada um de nós sabe que a morte não é bem-vinda. Ela é o salário do pecado, o oposto da vida (Rm 6:23). MOTIVAÇÃO E FOCO CERTOS Assim, em primeiro lugar, a motivação e o foco do cristão não devem ser a morte e seu reinado, mas a ressurreição da morte para a vida. Na ressurreição de Cristo encontramos encorajamento para agir incansavelmente em favor da proclamação do evangelho (1Co 15:1-11). Em segundo lugar, a motivação e o foco do cristão não estão nas dúvidas sobre a morte e a ressurreição, mas na certeza da revelação divina acerca da ressurreição. Incerteza quanto à ressurreição põe em dúvida o ministério evangelístico, ameaça a fé cristã e enfraquece a esperança no futuro. Por outro lado, a crença correta na revelação de Deus quanto ao futuro reaviva nossa fé e nossa esperança no Cristo ressurreto (1Co 15:12-19). Em terceiro lugar, a motivação e o foco do cristão não estão nas crenças populares a respeito da morte, mas na vitória do Cristo que ressurgiu para garantir a ressurreição dos que confiam seu futuro a Ele. Note que, desde o início do capítulo, Cristo é a referência do apóstolo, cuja ênfase cresce no decorrer das exposições de seus sofisticados e criativos argumentos em favor da certeza da ressurreição. Ele deixa, assim, um poderoso e inspirado legado escriturístico, no qual mostra que a teologia da vitória de Cristo sobre a morte garante um futuro brilhante a toda pessoa dependente Dele (1Co 15:20-28). Possuir tais informações bem articuladas sobre a ressurreição prevista para o segundo advento de Cristo (v. 23) muda nossa maneira de ver o futuro. Os ressuscitados não terão corpo frágil, desonroso e corruptível; ao contrário, ao “ressoar a última trombeta” (v. 52), o corpo dos ressuscitados será espiritual, glorioso, poderoso e incorruptível (v. 29-57). Por isso, somos encorajados a (1) deixar de lado a filosofia humanista, imediatista e pessimista do “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos” (v. 32); (2) fugir das más conversações que corrompem os bons costumes, oriunda dos hereges e dos que deturpam a verdadeira doutrina bíblica da ressurreição (v. 33); (3) tornar-nos sóbrios, equilibrados e concentrados como realmente deve ser o cristão, a fim de não cair em tentação, e então submergir no mar das ilusões das ideias e conceitos pervertidos que visam solapar nossa fé e esperança de um futuro glorioso (v. 34); (4) ser firmes e inabaláveis diante das diversas crises e adversidades que a vida neste mundo carcomido pelo pecado nos prega, tentando minar nossa motivação na continuidade e intensidade da missão (v. 58); e (5) ter ciência de que trabalhar incansavelmente para o Senhor será benéfico a cada crente fiel (v. 58). RESTAURAÇÃO COMPLETA Além da alegria da ressurreição, temos informações no texto que nos mostram como os ressurretos estarão novamente entre nós, os vivos. Após destacar que os cristãos ressuscitados terão corpos, o texto apresenta a transformação pela qual o corpo precisa passar para poder entrar no ambiente sagrado do Céu (v. 35-53). Ellen White amplia nossa compreensão da revelação apresentada pelo apóstolo Paulo: “Nossa identidade pessoal é preservada na ressurreição, se bem que não as mesmas partículas de matéria e substância material que foram para a sepultura. As maravilhosas obras de Deus são um mistério para o homem. O espírito, o caráter do homem, volta a Deus para ser preservado. Na ressurreição cada pessoa terá seu próprio caráter” (Maranata, p. 299). Portanto, essa transformação esplendorosa não nos impedirá de identificar nossos queridos. Nesse dia espetacular, “mataremos a saudade” daqueles que estavam separados pela morte. Reconheceremos nossos amados. Abraçaremos nossos queridos vivos novamente. Pelo fato de Cristo ter ressuscitado com corpo em Sua primeira vinda, Ele terá condições de chamar os mortos à vida, com corpos glorificados, em Sua segunda vinda. Em face de um mundo em desespero, o povo de Deus deve levar a esperança. Não qualquer esperança, mas a revelada na Bíblia e com base na vitória de Cristo. Inspirados nessa realidade, um dia poderemos gritar: “Tragada foi a morte pela vitória” (v. 54). Nesse dia se dará a morte da morte. Aleluia! Aguardemos com grande expectativa esse grandioso momento com o coração tomado pela maravilhosa promessa da ressurreição, que resultará em reencontro com os cristãos que foram ceifados pela morte. Além de viver essa esperança, vamos compartilhá-la com nosso próximo. Em Cristo, cuja ressurreição é um símbolo e uma garantia da ressurreição final, temos um futuro seguro. HEBER TOTH ARMÍ, mestre em Teologia, é pastor em Osório (RS)

    (Artigo publicado na edição de abril de 2021 da Revista Adventista)

    Última atualização em 1 de abril de 2021 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[Ponto da Convergência]]> https://tempoprofetico.com.br/ponto-da-convergencia/ Wed, 21 Apr 2021 04:05:43 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1940

    Na cruz, as pessoas se encontram, pois jesus é o centro de todas as coisas André Oliveira Em meio a uma crise, assim como em outras Páscoas, o festival de libertação chegou novamente. Mas o Cordeiro é o centro da sua vida? Na primeira Páscoa típica, as famílias se reuniram para imolar o cordeiro (Êx 12). Na Páscoa antitípica, a família humana sacrificou “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1:29). E o sumo sacerdote Caifás, não falando por conta própria, “profetizou que Jesus estava para morrer pela nação. E não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos” (Jo 11:51, 52). O perfil de Cristo Jesus como ponto de atração começava a ficar mais delineado. Mais tarde, Paulo afirmou que Deus tinha o propósito “de fazer convergir Nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do Céu como as da Terra” (Ef 1:10). Em Sua cruz e em Seu sangue, Cristo Se tornou o ponto de convergência do Universo. Para esse ponto no futuro, olhavam os crentes do passado. Para esse ponto no passado, olham os crentes do presente. Nesse ponto, todos, de todos os tempos, encontram esperança. Ali, o Universo se encontra com Deus e com a verdade sobre o caráter do Criador. Ele é o ponto de encontro entre o tipo e o Antítipo, entre símbolo e realidade, entre a Palavra escrita e a Palavra encarnada. Ele é o ponto de união entre judeus e gentios. Ele é o centro da história, o único ponto de salvação. Para esse ponto são atraídos todos os seres humanos, de todos os níveis intelectuais, de todas as etnias, culturas, classes sociais e econômicas, cores, alturas, línguas e tribos. Nele há convergência entre o Céu e a Terra, entre os pecadores e o Salvador, entre salvos e salvos, entre o Salvador ressurreto e o Pai, entre o Filho e os anjos que O adoram. Vamos a esse ponto por meio da Palavra, dos joelhos dobrados, do coração transformado e do testemunho sobre a graça. No ponto de convergência, são derrubados muros, barreiras, inimizades, preconceitos, hostilidades e inimizades. Cristo, o ponto de convergência, é também o ponto de equalização universal. Na cruz, somos todos iguais, embora diferentes. Somos todos pecadores, condenados, desesperados, necessitados, justificados, transformados e chamados para proclamar uma “rude” mensagem de esperança. Somos iguais, pois temos um só Criador, um só Salvador, uma só verdade, uma só Bíblia, uma só esperança. Nas coisas mais importantes, somos iguais; nas mais insignificantes, um pouco diferentes. As principais diferenças surgem quando nos afastamos da cruz e ficamos longe dos outros, pois saímos do único ponto de convergência e permanecemos em muitos pontos de divergência. O conceito da graça de Cristo e de Sua cruz como ponto de convergência foi expresso de maneira eloquente na letra da música “Graça”, gravada pelo quarteto Arautos do Rei. Ao ouvir um sermão de Benedito Muniz sobre a salvação pela graça, Daniel Sales foi inspirado a escrever o refrão do hino. Porém, a ideia para a primeira estrofe da canção surgiu ao pensar nas pessoas que chegam aos aeroportos e terminais rodoviários carregando malas pesadas e esperando para embarcar em suas viagens: A graça é um ponto de encontro, Lugar onde os fardos se espalham no chão, Onde todo que chega cansado Tranquilo descansa o seu coração. A graça se explica em uma cruz. Lá eu posso entender o que o Céu me traduz: A morte era a minha sentença, Mas agora sou livre em Jesus. Nesta Páscoa, pense na cruz de Cristo, vá até esse ponto de convergência e tenha um encontro com o Cordeiro de Deus. ANDRÉ OLIVEIRA é pastor e editor da Lição da Escola Sabatina de adultos na CPB

    (Artigo publicado na edição de abril de 2021 da Revista Adventista)

    Última atualização em 1 de abril de 2021 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[Um novo nome antes da Nova Terra]]> https://tempoprofetico.com.br/um-novo-nome-antes-da-nova-terra/ Tue, 25 May 2021 09:06:45 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1945

    O mundo ocidental e secularizado há muito tornou a prática de dar nome a uma pessoa algo muito mais simples e corriqueiro do que como se fazia nos tempos bíblicos, e como alguns povos fazem, ainda hoje. Escolhemos um nome para uma criança porque gostamos de como ele soa ou para homenagear uma pessoa querida ou famosa. A propósito, nós, brasileiros, somos mestres em criar nomes; você encontra dos mais interessantes aos mais esdrúxulos; e talvez isso reflita uma mania de exclusividade ou o desejo de parecer diferente da maioria. Mas, como eu disse, ainda há alguns grupos étnicos em que o nome de uma pessoa carrega um significado muito profundo, seja religioso ou parte de uma tradição. Aqui no Egito e em países muçulmanos com presença cristã, quase sempre podemos saber se uma pessoa é islâmica ou não pelo seu primeiro nome. Mohamed, Ahmed, Mahmoud, Mustafa, Ali e Islam são os nomes mais comuns entre egípcios muçulmanos. Evidentemente, não há homens cristãos de nascimento que se chamam assim. Por outro lado, alguns nomes de profetas são comuns entre ambas as religiões. Nestes casos, basta perguntar o segundo ou terceiro nome da pessoa para descobrir de que “lado” ela é; isso porque o sobrenome por aqui é, na realidade, uma sequência do primeiro nome, que é herdado do pai, avô, bisavô, podendo retroceder até sete gerações. Houve um período em que os egípcios registravam uma sequência de nomes de tantos antecedentes quanto a família conseguia lembrar; hoje, o governo pede para que fiquem em apenas três ou quatro “sobrenomes”.

    Vidas transformadas

    Há um tempo conhecemos a Farida (vou chamá-la assim para proteger sua identidade). Ela faz parte de um grupo de seguidores de Cristo do século XXI que receberam um novo nome ao aceitarem a Jesus como Senhor de suas vidas. Fiquei intrigada quando lhe perguntei como se chamava e ela insistiu em me dizer apenas o seu apelido; estava com vergonha de dizer seu nome de nascimento. Ela me chamou num canto e sussurrou: “esse, na verdade, era meu nome muçulmano, e eu não gosto nem de ouvi-lo mais”. Ainda sem entender muito bem as marcas profundas de uma pessoa transformada pelo sangue de Cristo, tentei diminuir a tensão do momento elogiando seu nome islâmico, que era realmente belo. Falei com sinceridade. Aquela jovem ainda estava vivendo sob a pressão de ter deixado o pai e os familiares para seguir a Jesus. Chamá-la por seu nome de registro trazia o peso e lembranças duras da decisão que ela tomou por Cristo. Na época, Farida ainda não havia decidido qual seria o seu novo nome, por isso insistiu em apenas me dizer seu apelido. O fato é que esta é a forma mais real e evidente para essas pessoas anunciarem ao mundo que pertencem a Cristo. Manter o nome de nascimento não faz mais sentido para elas. Praticamente todas que passam por essa mudança radical de vida escolhem uma nova identidade para si; quase sempre um nome reconhecidamente cristão. Mesmo que, para a maioria delas, o nome de registro nunca mude, você as conhecerá e as chamará por seus novos nomes. Muitas mantém suas identidades islâmicas por segurança; outras apresentam seu novo nome apenas aos amigos de fé; alguns escolhem um nome mais “ocidental”, sob a desculpa de ser mais fácil para os amigos lembrarem, especialmente quando mudam de país, evitando questionamentos de cunho religioso. Mas, no fim das contas, todas elas são, realmente, novas criaturas, renascidas em Cristo.

    Um novo nome

    Eu não tinha ideia do quanto isso é profundo e importante na vida delas, e, ao entender um pouco melhor esse processo, pude imaginar como será a sensação de receber o meu novo nome das mãos do próprio Deus. Ao ver a alegria nos olhos daqueles que nos apresentam sua nova identidade, temos um vislumbre do que acontecerá na Nova Terra. Depois de um tempo em sua caminhada com Deus, Farida encontrou seu novo nome. Ela, de fato, nasceu de novo. Você conhece pessoas que, transformadas pelo Evangelho, poderiam receber uma nova identidade ainda nessa Terra? Você mesmo(a), talvez, poderia assumir um nome diferente depois de ter reconhecido a Cristo como seu Salvador e Senhor? Que transformação Ele causou e tem causado em sua vida? Cristo nos faz novas criaturas, e aqui no Egito temos uma visão tremenda e privilegiada do que isso, genuinamente, significa na vida de alguém. Muita renúncia, dor e sofrimento; mas, acima de tudo, a esperança, a paz e a certeza da salvação em Cristo. “Ao vencedor, darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedrinha branca, e, sobre essa pedrinha, um novo nome escrito, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe” (Apocalipse 2:17).]]>
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    <![CDATA[Conceito: Esperança Para o Tempo do Fim]]> https://tempoprofetico.com.br/conceito-esperanca-para-o-tempo-do-fim/ Tue, 15 Jun 2021 00:51:45 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1950

    Como ter esperança?

    Nessa série especial, você aprenderá um pouco mais sobre a Igreja Adventista do Sétimo Dia: sua origem, identidade, desafios e missão. O conteúdo desta série de estudos é baseado em dois pilares importantes: a Bíblia e os textos inspirados de Ellen White. Assista, envolva-se, compartilhe. E que essa esperança inspire você também! [embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=n4sAQS0dZoE[/embedyt]
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    1950 0 0 0
    <![CDATA[Tema 01: Povo Remanescente]]> https://tempoprofetico.com.br/tema-01-povo-remanescente/ Tue, 15 Jun 2021 01:00:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1956

    A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem uma origem, identidade, desafios e missão. Logo após o desapontamento de 22 de outubro de 1844, um grupo de pessoas procurou estudar melhor a Bíblia e encontrar uma explicação para o que havia acontecido. [embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=bdK4r9ytZCw[/embedyt]]]>
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    <![CDATA[Tema 02: A Guarda dos Mandamentos de Deus]]> https://tempoprofetico.com.br/tema-02-a-guarda-dos-mandamentos-de-deus/ Tue, 15 Jun 2021 01:03:03 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1960

    “O dragão irou-se contra a mulher e saiu para guerrear contra o restante da sua descendência, os que obedecem aos mandamentos de Deus e se mantêm fiéis ao testemunho de Jesus.” Apocalipse 12:17 [embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=1lIGpC1oMnY[/embedyt]]]>
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    <![CDATA[Aliança eterna]]> https://tempoprofetico.com.br/alianca-eterna/ Thu, 24 Jun 2021 11:01:45 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1965

    Livro analisa o papel da lei e do evangelho no relacionamento entre Deus e Seu povo. Por que Jesus afirma que veio para cumprir os mandamentos (Mt 5:17), mas o apóstolo Paulo diz que o fim da lei é Cristo (Rm 10:4)? Que lugar ocupam a lei e o evangelho na aliança de Deus com Seu povo? Cristãos das mais diferentes confissões religiosas acreditam que, na era do Novo Testamento, a lei foi substituída pela graça. Desse modo, quem vive no Espírito estaria livre do jugo dos mandamentos. Ellen White, pioneira adventista, alerta: “Nenhum erro aceito pelo mundo cristão fere mais audaciosamente a autoridade do Céu, nenhum se opõe mais diretamente aos ditames da razão, nenhum é mais pernicioso em seus resultados do que a doutrina moderna, que tão rapidamente ganha terreno, de que a lei de Deus não mais vigora para os homens” (O Grande Conflito, p. 584). Muitos intérpretes bíblicos falham em enxergar a realidade de que o Deus dos mandamentos é o mesmo Deus da cruz (Êx 33:18-23, Jo 1:14-18). Em meio à grande confusão de interpretações que opõem a graça à lei, o livro O DNA das Alianças (CPB, 2021, 256 páginas), de Skip MacCarty, traz uma importante contribuição à compreensão desse tema. MacCarty é doutor em Ministério pela Universidade Andrews (EUA) e serviu por mais de duas décadas como pastor associado da Pioneer Memorial Church, no campus da universidade. Sua abordagem é solidamente bíblica e brotou dos questionamentos enfrentados ao longo de seu ministério. Sua obra analisa em detalhes a relação entre o Antigo e o Novo Testamentos e qual é o papel da lei e do sábado para o povo de Deus após a cruz. Segundo o autor, as alianças feitas pelo Senhor em diferentes situações ao longo da história são unidas pelo amor divino que se estende de eternidade a eternidade. A grande contribuição de MacCarty está em demonstrar que muitos trechos bíblicos falam da antiga e da nova aliança não em termos de um período histórico ou uma fase do relacionamento entre Deus e a humanidade. Para o autor, essas duas alianças são defi nidas, em muitos casos, como uma experiência vivida em qualquer época ou lugar. A nova aliança é vista como uma experiência com base na graça, que produz fé, contém o evangelho e está voltada para a missão. Esses quatro elementos, extraídos de Jeremias 31:33, 34 e Hebreus 8:10 a 12 , são apontados como os marcadores do DNA da experiência de nova aliança, em que a lei de Deus continua válida, é internalizada pelo crente e vivida pela graça e no poder do Espírito. A experiência de antiga aliança, pelo contrário, é o retrato da lei restrita à pedra, vivida de maneira externalizada, com aparência de piedade, mas destituída do poder do Espírito. Um exemplo disso pode ser visto em 2 Coríntios 3:6, em que o apóstolo Paulo afi rma que “a letra mata, mas o Espírito vivifi ca”. Nesse caso, a referência negativa à lei não retrata um período histórico, mas a experiência da obediência externa de um coração não transformado. Ao longo de toda a obra, o livro demonstra que o Deus soberano é autor de uma lei perpétua, de uma graça infi nita e de uma aliança eterna. Portanto, a graça não nos livra da lei, mas nos habilita a vivê-la pela fé. Até as últimas consequências. TRECHO “Em Suas diversas alianças com os seres humanos, Deus revelou progressivamente Sua natureza como um Deus de graça, compaixão, amor, justiça, justificação, verdade e perdão. […] A graça e a verdade, proclamadas na palavra de Deus ao Seu povo no Sinai, foram encarnadas em Cristo e habitaram entre nós” (p. 56). GUILHERME SILVA é pastor, jornalista e editor de livros na CPB (Resenha publicada na edição de maio de 2021 da Revista Adventista)

    Última atualização em 10 de junho de 2021 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[Proclamando as mensagens dos três anjos]]> https://tempoprofetico.com.br/proclamando-as-mensagens-dos-tres-anjos/ Fri, 25 Jun 2021 22:15:52 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1970

    A conhecida mensagem dos três anjos, registrada no livro do Apocalipse. dever provocar uma reação e uma reflexão na vida dos cristãos. Palavra de Deus mostra a profundidade da tríiplice mensagem angélica, relacinoada a decisões espirituais. Saudações, irmãos e irmãs! Como adventista do sétimo dia, você provavelmente já ouviu falar das três mensagens angélicas encontradas em Apocalipse 14:6-12. Afinal, essas proclamações têm estado no cerne da mensagem e missão adventista do sétimo dia desde o início deste movimento. Essas mensagens são proféticas, ilustrando a confiabilidade da Palavra de Deus e proclamando as advertências mais sérias encontradas nas Escrituras. A mensagem do primeiro anjo traz o evangelho eterno a todo o mundo – um chamado para adorar a Deus como Criador e anunciando a hora de Seu julgamento. O segundo baseia-se no primeiro, proclamando que a Babilônia – um falso sistema de adoração que rejeita a proclamação do primeiro anjo – caiu. Esse sistema aceita as ilusões de Satanás e se une ao mundo. A mensagem do terceiro anjo traz à luz a marca da besta, em contraste com o verdadeiro sábado de Deus como o selo de Deus, exortando as pessoas a não receberem a marca. Exposição da mensagem Como adventistas do sétimo dia, estamos familiarizados com o conteúdo dessas mensagens, mas com que frequência as proclamamos, com exceção em reuniões evangelísticas públicas? Ellen White compartilha este importante insight: “Os anjos são representados voando pelo meio do céu, proclamando ao mundo uma mensagem de advertência e tendo uma influência direta sobre o povo que vive nos últimos dias da história terrestre. Ninguém ouve a voz desses anjos, pois eles são um símbolo que representa o povo de Deus que está trabalhando em harmonia com o universo celestial. Homens e mulheres, iluminados pelo Espírito de Deus e santificados pela verdade, proclamam as três mensagens em sua ordem” (Life Sketches, página  429). Obviamente, todos nós somos chamados a proclamar essas mensagens que salvam vidas, mas como fazê-lo de forma angelical? Aqui estão três aspectos práticos a serem considerados:
    1. Acredite nas mensagens pessoalmente e permita que elas transformem nossos corações.
    Não podemos apresentar autenticamente uma mensagem como verdadeira se estivermos em dúvida. Agora é a hora de estudar cuidadosamente as três mensagens angélicas e permitir que seu significado seja profundamente absorvido. Mas o conhecimento intelectual não é suficiente; eles devem penetrar no coração. Somos advertidos de que “o inimigo porá tudo em operação para arrancar a confiança dos crentes nos pilares de nossa fé nas mensagens do passado, que nos colocaram na elevada plataforma da verdade eterna, e que estabeleceram e deram caráter à obra. Aqueles que detêm a verdade teoricamente, com as pontas dos dedos, por assim dizer, que não trouxeram seus princípios para o santuário interior da alma, mas guardaram a verdade vital no átrio exterior, não verão nada sagrado na história passada deste povo, que os tornou o que são, e os estabeleceu como trabalhadores missionários fervorosos e determinados no mundo. A verdade para este tempo é preciosa; mas aqueles cujos corações não foram quebrados por cair sobre a rocha Cristo Jesus, não verão e compreenderão o que é a verdade” (Life Sketches, p. 430). Amigos, vamos crer na Palavra de Deus e permitir que ela faça uma obra de reforma em nossos próprios corações.

     Ação do Espírito Santo

    1. Permita que o Espírito de Deus nos encha com um amor profundo e cristão por todos.
     O tema do amor de Deus permeia a Bíblia. Nós lemos em 1 João: “. . . Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.” (4:16). “Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros.” (4:11). Em Lucas 10, vemos o amor de Deus ilustrado de maneiras práticas e espirituais. Quando perguntado “Quem é o meu próximo?” (vs. 29), Cristo respondeu com a história do Bom Samaritano, que se esforçou para cuidar compassivamente das necessidades do homem ferido de uma forma muito prática. Mais tarde, encontramos Jesus na casa de Maria, Marta e Lázaro. Marta está aborrecida porque Maria não está ajudando nos aspectos práticos do momento, mas, em vez disso, está ouvindo as palavras de Jesus. Jesus gentilmente reprova Marta enquanto elogia Maria, que “escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada” (vs. 42). Embora devamos fazer o que pudermos para aliviar a dor e o sofrimento, quão importante é fornecer “aquela parte boa, que não será tirada”, que flui das palavras de Cristo, particularmente na “revelação de Jesus Cristo”, onde encontramos essas mensagens dadas a partir de um profundo amor por toda a humanidade e para serem compartilhadas com o mesmo espírito.     

    Métodos amparados pela Bíblia

    1. Use métodos baseados na Bíblia para compartilhar a mensagem completa.
    Deus nos abençoou com muitas maneiras de alcançar as pessoas – mesmo durante a pandemia da Covid-19. Muitos métodos criativos foram encontrados online por meio das mídias sociais, pequenos grupos, YouTube, Zoom e muito mais. Alcançar as pessoas por meio da literatura – impressa e online – é outro método muito importante de divulgar as mensagens dos três anjos. Exorto-o a compartilhar essas mensagens celestiais de todas as maneiras possíveis, conforme a orientação do Senhor. Somos informados de que “em sentido especial foram os adventistas do sétimo dia postos no mundo como vigias e portadores de luz. A eles foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer. Sobre eles incidiu a maravilhosa luz da Palavra de Deus. Foram incumbidos de uma obra da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Nenhuma obra há de tão grande importância. Não devem eles permitir que nenhuma outra coisa lhes absorva a atenção.” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 9, página 19).

    Mudança de vida

    Meus queridos amigos, Deus está mudando o coração daqueles que ouvem essas mensagens maravilhosas. O Espírito Santo se move na mente das pessoas que precisam tomar uma decisão por Cristo, e que privilégio é nosso ser usado como instrumento de Deus para alcançar outros para Ele! Somente confiando totalmente em Jesus e no poder do Espírito Santo seremos capazes de realizar qualquer coisa. Deus está nos preparando para algo muito incomum que acontecerá em breve – o derramamento da chuva serôdia do Espírito Santo. Que a segunda vinda de Cristo e Suas três mensagens angélicas sejam proclamadas por todos os adventistas do sétimo dia ao redor do mundo, porque Jesus virá em breve! Vamos orar juntos. Pai nosso que estás nos céus, muito obrigado por compartilhar o maravilhoso livro de Apocalipse por meio de Seu servo, João, que compreendeu naquela ilha de Patmos as coisas maravilhosas que Tu estavas revelando a ele e que precisaríamos saber neste momento da história da terra. Por favor, Senhor, ajude-nos a proclamar essas três mensagens angélicas maravilhosas de Apocalipse 14 e o quarto anjo de Apocalipse 18, chamando as pessoas de volta à adoração verdadeira a Ti como o verdadeiro Deus e, Senhor, nos ajuda a retratar Cristo e Sua justiça, que realmente é o núcleo das três mensagens angélicas. Obrigado, Senhor, por nos ajudar a praticamente compartilhar essas mensagens com os outros, e obrigado, pela promessa da breve volta de Jesus, que vai acontecer muito em breve. Ansiamos pela vinda de Jesus, e é em nome de nosso maravilhoso Salvador, Jesus Cristo, que pedimos tudo isso, amém. Veja o vídeo com a mensagem na íntegra:

    [embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=lyjACrt5xM4[/embedyt]

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    <![CDATA[A mesma velha lamentação (da Babilônia)]]> https://tempoprofetico.com.br/a-mesma-velha-lamentacao-da-babilonia/ Sun, 27 Jun 2021 00:32:26 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1974

    Autor aponta realidade de conflito que envolve controvérsia em relação à adoração a Deus, observância do sábado e perseguição em um decreto dominical. Conceito bíblico de uma controvérsia final em relação a adoração a Deus, como criador, é uma realidade. Uma onda recente de escatologia antiadventista tem surgido. É a mesma velha lamentação (da Babilônia), só que vindo do nosso meio. Roma não é mais um jogador importante; a perseguição dominical nunca surgirá; nosso cenário do tempo do fim vem de Ellen White, não da Bíblia. E devemos parar de assustar as pessoas.

    Livro de Daniel

    Para começar, Roma – não é mais um jogador? Em Daniel capítulo 2, logo após a queda da Grécia antiga (Daniel 2:39), o ferro nas pernas da estátua, e o ferro e o barro em seus pés e dedos dos pés (Daniel 2:33, 34, 39-43) representam o último império terrestre, que permanece até que uma pedra, que “do monte foi cortada […], sem auxílio de mãos” (Daniel 2:45) destrói a terra, e Deus estabelece Seu reino eterno (Daniel 2:44). Em Daniel 7, após a queda da Grécia antiga (Daniel 7:6), a quarta besta com seu chifre pequeno (Daniel 7:7, 8, 19-21) representa o império terrestre final, que permanece até que Deus estabeleça Seu reino eterno: “Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade” (Daniel 7:18). Já em Daniel 8, após a queda da Grécia antiga (Daniel 8:8, 21, 22), o chifre pequeno representa o último império terrestre (Daniel 8:9-11, 22-25), que existe até que é sobrenaturalmente destruído, como em Daniel 2, “sem esforço de mãos humanas” (Daniel 8:25) no “tempo do fim” (Daniel 8:17). Que poder, que também desempenha um papel importante no Novo Testamento, surge depois da Grécia antiga e permanece até nossos dias (como deve ser se destruído no final)? Este mesmo poder também perseguiu o povo de Deus (Daniel 7:21), foi blasfemo (Daniel 7:20), exaltou-se contra “o príncipe do exército” (Daniel 8:11) e cuidou “em mudar os tempos e as leis” (Daniel 7:25). Portanto, a menos que os críticos possam identificar outro grande poder que surge após a Grécia antiga, que perseguiu o povo de Deus, que cuidou “em mudar os tempos e as leis” e que perdura até os nossos dias – o posicionamento adventista sobre Roma continua a ser a única opção viável.

    Apocalipse

    E essa opção se torna ainda mais viável, graças a Apocalipse, capítulo 13, que faz referência às mesmas imagens que Daniel 7 usou para representar o poder terrestre final, aquele que surgiu depois da Grécia antiga e permanece até ser destruído sobrenaturalmente no fim do mundo. Em outras palavras, Roma – que agora, no Apocalipse, é retratada como o principal jogador do fim do jogo, ou seja, uma besta (Apocalipse 13:1-11), a mesma besta por trás da infame e apocalíptica “marca da besta” (Apocalipse 16:2). Obviamente, a interpretação “tradicional” adventista da “marca da besta” e a perseguição do tempo do fim também são ridicularizadas. Vamos ver…

    Adoração no centro

    O Apocalipse descreve os eventos finais como centrados na adoração. A adoração da besta e de sua imagem (Apocalipse 14:9), ou adoração a Deus, o Criador, Aquele que “fez o céu, e a terra, e o mar e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7). A linguagem aqui é extraída diretamente do quarto mandamento (Êxodo 20:10). Este é o único mandamento que mostra por que devemos adorar a Deus – porque Ele é o Criador. E é o mesmo mandamento que Roma procurou mudar, substituindo o decreto de Deus (o sétimo dia) pelo do homem (o primeiro). “Observamos o domingo em vez do sábado porque a Igreja Católica transferiu a solenidade do sábado para o domingo” (Peter Geiermann, The Convert’s Catechism of Catholic Doctrine, IL: Tan Books and Publishers, 1977, página 50). Enquanto isso, os seguidores do Senhor – que são descritos, duas vezes, como guardadores dos “mandamentos de Deus” (Apocalipse 12:17; 14:12) – adoram a Deus porque, como Criador (e, também, nosso Redentor), só Ele é digno de adoração (Apocalipse 5:9). E não existe símbolo mais fundamental Dele, como nosso Criador, do que o sábado do sétimo dia, que (novamente) o poder da besta procurou mudar. Para um poder terreno tentar mudar, de certa forma, usurpar o sinal mais básico da doutrina mais básica, a criação, é tentar usurpar a autoridade do Senhor no nível mais básico possível: Deus como Criador. O único nível mais básico é o próprio Deus, e porque nenhuma entidade, celeste ou terrestre, pode chegar a Ele, em vez disso, chega o mais perto possível: do sinal fundamental Dele como Criador – o sábado do sétimo dia.

    Perseguição por causa do sábado?

    Mas, perseguição por causa do sábado? Em Mateus 12, depois que Jesus curou no sábado o homem com a mão atrofiada (Mateus 12:9-13), como os líderes religiosos reagiram? “Retirando-se, porém, os fariseus, conspiravam contra ele, sobre como lhe tirariam a vida” (Mateus 12:14). Morte por causa do sábado do sétimo dia? Em João 5:1-16, após outra cura milagrosa no sétimo dia, os líderes “e os judeus perseguiam Jesus, porque fazia estas coisas no sábado” (João 5:16). Morte por causa da tradição humana (nada na Bíblia proíbe curar no sábado, assim como nada na Bíblia coloca o domingo no lugar do sábado) versus o sábado do sétimo dia? Embora a questão específica aqui com Jesus não seja a mesma dos eventos finais, é próxima o suficiente: a lei humana versus a de Deus. E, em ambas, a lei contestada gira em torno do sábado bíblico. É difícil, então, ver como a questão de adorar ao Criador ou à besta e sua imagem não será sobre o único mandamento que aponta a Deus como Criador e que revela porque devemos adorá-Lo – o mandamento exato que o poder da besta usurpou.  

    Argumentação de Ellen White

    E, no que diz respeito a usar Ellen White para provar nossa posição sobre a marca da besta… Onde eu a citei acima? Finalmente, e quanto a assustar as pessoas com aquelas bestas ferozes e advertências sobre a perseguição e decretos de morte? Noé provavelmente ouviu algo semelhante. Talvez alguém tenha dito a Malaquias: Será que você não pode se concentrar mais no amor de Yahweh em vez de dar advertências desagradáveis ​​como: “Eis que vos reprovarei a descendência, atirarei excremento ao vosso rosto, excremento dos vossos sacrifícios, e para junto deste sereis levados” (Malaquias 2:3)? E o que dizer do sermão de Jesus no monte: guerras, rumores de guerras, fome, pestilência, iniquidade, perseguição, “o princípio das dores” (Mateus 24:8)? Desculpe-nos, se necessário, por pregar a marca da besta. É uma parte integrante das três mensagens angélicas e do “evangelho eterno” a ser proclamado pelo povo de Deus do tempo do fim. Afinal, aquele que o receber apenas “beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira” (Apocalipse 14:10). Não podemos, sem avisar sobre os eventos que precedem esse acontecimento, proclamar fielmente a segunda vinda de Jesus. Uma coisa é nossa mensagem do tempo do fim ser atacada pelos de fora. Mas pelos de dentro? Seria ingênuo esperar o contrário. Infelizmente. Clifford Goldstein é teólogo e autor do guia de estudos da Bíblia conhecido como Lição da Escola Sabatina, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em âmbito mundial.]]>
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    <![CDATA[Não deixe que a ideologias roubem a verdadeira esperança]]> https://tempoprofetico.com.br/nao-deixe-que-a-ideologias-roubem-a-verdadeira-esperanca/ Thu, 01 Jul 2021 01:55:40 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1978

    A confiança em Deus não vem de ideologias que contrariam a Bíblia. E, ao mesmo tempo, esta esperança não anula a importância do envolvimento social. Os pioneiros adventistas fizeram a diferença na área social sem necessariamente recorrer a ideologias humanas. O fizeram na perspectiva bíblica de solidariedade e esperança em Deus. “Não confiem em príncipes, em meros mortais, incapazes de salvar” (Salmos 146:3, NVI). Guilherme Miller (1782-1849), precursor do movimento adventista, que arrebanhou milhões de adeptos nos Estados Unidos da América no século XIX, foi um homem descrente durante parte de sua vida. Na adolescência, Miller aderiu a uma corrente intelectual de destaque à época, o deísmo, que desafiava os ensinamentos recebidos por ele através de sua família cristã. A ideia de um Deus pessoal, que intervém na história e se relaciona com as criaturas tornou-se, ao passo que a crença nos esforços humanos para construir um mundo melhor, objeto de sua devoção. Durante esse período, a religião foi reduzida a assunto para piadas em bebedeiras com os amigos. Conceitos como pecado, salvação e eternidade eram infantis para Miller. Ao invés disso, amizade, nacionalismo, educação e ciência eram alguns de seus dogmas. Essas crenças não resistiram à sangrenta guerra civil norte-americana. Sua experiência durante o conflito implodiu sua fé no homem e o voltou à Deus e, posteriormente, às Escrituras. “A Bíblia se tornou meu livro de estudo principal, e posso verdadeiramente dizer que passei a investigá-la com grande deleite”[1].

    Uma nova esperança 

    O retorno de Miller à Bíblia o levou para uma verdade ignorada nos púlpitos cristãos da época: a volta iminente, literal, corporal e visível de Jesus Cristo nas nuvens dos céus. Naquele contexto, as igrejas haviam se rendido ao espírito otimista do seu tempo. Os grandes avanços e feitos humanos haviam se incorporado às suas teologias. Por outro lado, “o fundamento do milerismo estava no conceito pessimista de que a humanidade não alcançaria seus grandiosos planos”[2]. Ao invés disso, a solução para o problema humano viria por meio da intervenção de Deus na história, com o segundo advento de Cristo. Nesse sentido, o milerismo passou a arrebanhar setores da população que também estavam se tornando desiludidos com as iniciativas humanas e resultou em confronto entre os cristãos otimistas e os adventistas pessimistas.

    Aprendendo com as lições passadas 

    Olhar em retrospecto para a conversão de Miller, o crescimento do adventismo e o impacto desses movimentos revela que o ceticismo para com a ação humana está diretamente relacionado à crença da ação de Deus na história. As ideologias, nesse sentido, devem ser encaradas como ferramentas capazes de comprometer a devoção e drenar as esperanças. Por essa razão, Carlos Flávio Teixeira entende que o “papel do teólogo é desmontar tais ideologias, reconduzir o indivíduo inteligível de volta à Bíblia”[3].  Segundo o reitor da Faculdade Adventista da Amazônia (Faama), “ao cuidar de uma teologia puramente bíblica e preocupada com a integralidade indivisível do ser humano, indiretamente combaterá tais desvios da mentalidade humana em seus devaneios especulativos”[4], explica. “Além de combater tais ideologias, o teólogo deve cuidar para que as mesmas não o influenciem, limitem ou direcionem sua teologia”, finaliza Teixeira.[5] Amoldar-se às pressões de seu tempo é desfigurar a fé.

    Envolvimento social 

    A crença na ação de Deus, por outro lado, não consiste no abandono da busca por justiça social. Essa é uma aspiração legítima dos discípulos de Jesus. Um bom exemplo do equilíbrio entre a crença em Jesus e os impactos sociais do Evangelho é encontrado em John Wesley (1703-1791), um dos principais articuladores da abolição da escravatura na Inglaterra. Vishal Mangalwadi comenta que “Wesley cria que a Palavra de Deus convoca a salvação de almas individuais. Mas também nos dá ordens para a existência nacional e para uma vida social na presença de Deus”[6]. Em outras palavras, “a redenção do indivíduo leva à regeneração social”[7]. Pioneiros adventistas herdaram a ênfase na santidade social dos metodistas e também souberam articular teologia e sociedade. Um exemplo foi o compromisso dos primeiros adventistas com o combate à escravidão. Richard W. Schwarz afirma que “as convicções abolicionistas da maioria dos conferencistas mileritas os tornavam persona non grata [pessoas não bem-vindas ou aceitáveis] no sul”[8]. Joshua V. Himes, o grande responsável pela expansão do adventismo milerita por meio da literatura, manifestou-se contra a possibilidade de donos de escravos envolverem-se na causa “com base no argumento de que eles corromperam a organização”[9]. Para Himes, a abolição era uma questão inegociável para o cristianismo. John Byington (1798-1887) e Joseph Bates (1792-1872), que foram presidentes da Igreja Adventista do Sétimo Dia, também se mostraram ativamente envolvidos nessa causa.

    Liberdade religiosa

    Em A. T. Jones podemos destacar a defesa da liberdade religiosa em uma época em que esse princípio ainda cambaleava. Dizia ele que as “coisas pertencentes a Deus não podem ser submetidas ao governo, aos poderes constituídos”[10]. Por isso, ele percebia a prevalência de algumas ideologias à sua época como ameaças. “O princípio que serve de base para o Dr. Crafts e seus aliados na lei dominical conseguirem o apoio da classe operária neste projeto de lei não é nada mais do que evidente socialismo”[11]. Ellen G. White, por sua vez, percebeu as consequências da escravidão nos Estados Unidos e manifestou sua preocupação promovendo a causa da educação como ferramenta para ascensão social dos negros. “A nação americana possui uma dívida de amor para com os negros, e Deus ordenou que ela deve restituir o erro que cometeu no passado. Aqueles que não tomaram parte ativa na aplicação da escravidão sobre as pessoas negras não estão livres da responsabilidade de fazer esforços especiais para remover, tanto quanto possível, o resultado inevitável de sua escravidão”[12]. Mervyn Warren, reitor aposentado da Universidade de Oakwood, instituição educacional adventista com prevalência negra, afirma que a instalação da “Oakwood Industrial School [fundada no fim do século XIX] se tornou a prova da justiça social promovida pelos adventistas do sétimo dia, conforme percebida por Ellen White”[13].

    Para pensar 

    A trajetória adventista revela equilíbrio entre a esperança futura e trabalho presente. O enredo bíblico da criação, queda e redenção deve ocupar espaço de honra no coração daqueles que desejam um mundo melhor. Esse complexo, que dá base às estruturas do grande conflito, afasta o homem da tentação de crer nos próprios esforços, seja para a salvação, seja para a melhora da terra, mas também nos afasta da indolência. Nossas instituições e vocações individuais servem para a glória de Deus e serviço ao próximo. Nosso envolvimento com a sociedade, cultura, artes, educação e mercado são parte de nossas responsabilidades. Entretanto, não devemos crer em nenhum desses esforços como o meio de remir a humanidade de seu estado. A libertação do homem envolve a soteriologia e escatologia bíblicas, não as formulações ideológicas. Conforme ensina Knight, a “única resposta suficiente e permanente para as dificuldades humanas que envolvem um mundo perdido, conforme Cristo ensinou tanto nos evangelhos quanto no livro do Apocalipse, seria o seu retorno nas nuvens do céu. Na sua volta há verdadeira esperança. O resto não passa de simples paliativo”[14]. Momentos de crise econômica e moral, como o que vivemos hoje, servem para que desejemos ainda mais o desfecho divino para a história humana, prometido por Deus. Quando comparadas com essa promessa, as ideologias são reveladas como esperanças apóstatas e concorrentes ilusórias para a verdade. Davi Boechat é jornalista e estudante de Direito.
    Referências [1] Midnight Cry, 17 de novembro de 1842, p. 1. [2] KNIGHT, George. Adventismo: origem e impacto do movimento milerita, p. 20. Casa Publicadora Brasileira, 2015. [3] TEIXEIRA, Carlos Flávio. Repensando a Religião: Debates Sobre Teologia, Estado e Religião, p. 192. Unaspress, 2011 [4] Idem. [5] Idem. [6] MANGALWADI, Vishal. O Livro que fez o seu mundo: como a Bíblia criou a alma da civilização ocidental, p. 308. Editora Vida, 2013. [7] Idem. [8] Portadores de Luz, p. 52. Unaspress, 2016. [9] KNIGHT, 2015, p. 123. [10] JONES, Alonzo T. A Lei Dominical Nacional, p. 23. Editora dos Pioneiros, 2015. [11] Idem, p. 97. [12] Ellen G. White, Review and Herald, 21 de janeiro de 1896, em The Southern Work, p. 54. [13] Thompson, Jonathan A.. Social Justice (p. 36). Pacific Press Publishing Association. Edição do Kindle. [14] KNIGHT. A Visão Apocalíptica e a Neutralização do Adventismo, p. 105. Casa Publicadora Brasileira, 2015.]]>
    1978 0 0 0
    <![CDATA[Divulgado documento oficial sobre marca da besta e decreto dominical]]> https://tempoprofetico.com.br/divulgado-documento-oficial-sobre-marca-da-besta-e-decreto-dominical/ Fri, 02 Jul 2021 22:39:55 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1983

    Declaração foi produzida pelo Instituto de Pesquisa Bíblica, órgão ligado à sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Documento foi fundamentado na Bíblia Sagrada. Questionamentos recentes foram direcionados ao Instituto de Pesquisa Bíblica a respeito de marca da besta e sua relação com a observância do domingo, bem como condicionalidade da profecia bíblica. O órgão consultivo para temas teológicos, ligado à sede mundial adventista, divulgou uma declaração oficial acerca deste tema em formato de perguntas e respostas. O documento trata, por exemplo, da fundamentação bíblica para a compreensão acerca de um decreto mundial a respeito do domingo. Além disso, aborda a própria visão de Ellen White sobre o assunto, o que inclui uma explicação acerca da marca da besta. Segundo Adolfo Suárez, reitor do Seminário Adventista Latinoamericano de Teologia, “a Igreja Adventista é um movimento profético fundamentado na sólida Palavra de Deus; por isso, diante de possíveis dilemas interpretativos e propostas criativas de compreensão de temas bíblicos, nossa referência está na Sagrada Escritura”. Para o teólogo, a Bíblia é a base de compreensão adotada pelos adventistas. “Assim, precisamos estudá-la com afinco e profundidade, tomando-a como padrão para avaliar tudo o que for dito sobre o passado, presente e futuro, e que afeta a nossa salvação”, acrescenta.

    RESPOSTAS ÀS PERGUNTAS SOBRE A MARCA DA BESTA E OS EVENTOS FINAIS

    Instituto de Pesquisa Bíblica 25 de junho de 2021

    O Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia recebeu várias perguntas sobre a posição dos adventistas a respeito da marca da besta e sua relação com a observância do domingo, a condicionalidade da profecia bíblica e as declarações sobre esses temas nos escritos de Ellen G. White.

    As perguntas a seguir resumem as principais preocupações que nos são colocadas, as quais foram respondidas brevemente.

    1. Visto que nem o sábado nem o domingo são mencionados explicitamente no livro do Apocalipse, como pode a marca da besta implicar um dia de culto (adoração) ou uma lei que exija a observância do domingo?
    A marca da besta é mencionada sete vezes no Apocalipse (13:16, 17; 14:9, 11; 16:2; 19:20; 20:4). Quatro dessas ocorrências aparecem na parte central do livro (cap. 12–14), que é introduzida por uma visão da arca do pacto que contém os dez mandamentos (Ap 11:19). O povo remanescente de Deus é identificado como aqueles que “guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (12:17). Imediatamente depois, João descreve duas bestas que perseguem a igreja de Deus: uma que sobe do mar (13:1) e outra que sobe da terra (13:11). A primeira besta ordena a adoração falsa e sua atividade perseguidora se assemelha à do “chifre pequeno” de Daniel 7, que “pretende mudar os tempos e a lei” (Dn 7:27) e persegue o povo de Deus durante 1.260 dias (Ap 13:4, 8). A conexão com a profecia de Daniel mostra que a falsa adoração envolve uma tentativa de mudar os “tempos” de Deus e a lei dos dez mandamentos. O único mandamento dos dez que faz referência ao tempo é o quarto, que assinala santificar o sétimo dia: o sábado. Historicamente, a tentativa de mudar o dia de adoração foi perpetrada pelo papado, o poder romano que venera o domingo como o dia de repouso ou adoração em lugar do sábado bíblico. O fato de que a segunda besta de Apocalipse 13, representando o protestantismo apóstata, exerce a mesma autoridade que a primeira besta (v. 12) e coopera com a primeira besta para impor a falsa adoração, mostra que o domingo será uma importante marca distintiva daqueles que adoram a besta e sua imagem. Isso está em claro contraste com o povo remanescente de Deus, que “guarda os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (12:14). A obediência deste povo inclui a santidade pelo sétimo dia, já que prestam atenção ao chamado que assinala “adorar àquele que fez o céu e a terra, o mar e as fontes das águas” (14:7, cf. Êx 20:11). Aqueles que pertencem a este grupo receberão o selo de Deus (Ap 7:4; 14:1) enquanto aqueles que rejeitam esse chamado, reverenciam o domingo como dia de repouso e aceitam a autoridade da besta, são descritos como parte da Babilônia; portanto, recebem a marca da besta (14:8-11). A prova final, então, será sobre a adoração verdadeira ou falsa. Uma adoração que esteja baseada na obediência à lei de Deus, o que inclui o sábado, ou uma onde se adore um dia estabelecido pelo homem: o domingo.
    2. Qual é o número da besta e como ele se relaciona com a marca da besta?
    Na Bíblia, o número da besta aparece em Apocalipse 13:17-18. Esse texto diz: “para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de ser humano [anthrōpou, ‘de um ser humano’]. E esse número é seiscentos e sessenta e seis”. A Igreja Adventista não tem uma posição oficial sobre esse assunto, embora haja duas posições principais entre nós sobre o número da besta, o 666 em Apocalipse 13:17, 18. Alguns interpretam esse número como uma referência enigmática ao título papal em latim Vicarius Filii Dei, mas não somos informados de que 666 é a soma do resultado numérico das letras desse título. Outros o veem como um seis triplo, que indica uma trindade satânica. Alguns assinalam que a frase “é número de ser humano” (13:18) poderia ser traduzida como “é o número da humanidade”, ou seja, dos seres humanos afastados de Deus. Esse número, consequentemente, simbolizaria a intensa rebelião contra Deus e a total independência do ser humano. No texto em grego, entretanto, lê-se literalmente 600 + 60 + 6, não três seis ou um seis triplo. Ao reconhecer esse assunto, muitos adventistas continuam vinculando o número da besta com o título Vicarius Filii Dei, e pesquisas recentes proporcionaram uma boa evidência histórica para conectar o 666 com esse título papal e entendê-lo melhor do que era entendido antes. Em qualquer caso, há muitas evidências do texto e da história para identificar a primeira besta de Apocalipse 13 com o papado, independentemente de como o número 666 é concebido.
    3. Na Bíblia, há profecias condicionais e incondicionais. Nesse contexto, como os escritos de Ellen White poderiam ser entendidos? Uma interpretação pode ser condicional se a profecia apocalíptica é incondicional?
    As profecias clássicas do Antigo Testamento se concentram especialmente na época e no contexto histórico do profeta, embora também possam incluir uma perspectiva mais ampla e cósmica que se estende até o “dia do Senhor” do fim dos tempos (veja, por exemplo, Isaías 2:12; 13:9; Joel 2:21). As profecias clássicas, como estavam em um contexto de aliança entre Deus e Israel, contêm elementos condicionais cujo cumprimento dependia da resposta de Israel (ver Deuteronômio 28). Como os profetas canônicos, os testemunhos de Ellen G. White relacionados a indivíduos e instituições podem ter somente uma aplicação local e condicional, já que seu cumprimento dependia frequentemente da resposta ou decisão dos envolvidos. No entanto, como as Escrituras, os princípios subjacentes são de aplicação contínua. Por outro lado, as descrições de Ellen G. White sobre o fim dos tempos devem ser entendidas em um contexto escatológico fundamentado na profecia apocalíptica da Bíblia e nas visões que ela mesma recebeu de Deus. Essas mensagens proféticas explicam a profecia apocalíptica, que por sua própria natureza é incondicional e se concentra na resolução do grande conflito cósmico. Já que as mensagens proféticas de Ellen G. White refletem o contexto do fim dos tempos, e não o contexto local da época em que foram escritas, então elas devem ser entendidas como profecias incondicionais, como as profecias apocalípticas de Daniel e Apocalipse que fundamentam a perspectiva profética de Ellen G. White.
    4. Com o passar do tempo, Ellen G. White mudou sua posição sobre o papado e o protestantismo em relação à marca da besta?
    Não há nenhuma mudança real nas declarações de Ellen G. White sobre esse assunto. Para entender suas declarações posteriores, é útil observar as anteriores. A primeira declaração de Ellen G. White sobre os católicos e os protestantes como poderes perseguidores é de 1850. Com base em Apocalipse 13 e 17, o papado é descrito como “a mãe das prostitutas” e os protestantes como “suas filhas” e como “a besta com dois chifres”. Várias fases da perseguição são descritas: 1) o “dia… passado” do papado se refere aos 1.260 anos de supremacia papal quando ela perseguiu o povo de Deus; 2) os protestantes, em harmonia com a mensagem do segundo anjo (Ap 14:8), também começariam a persegui-los. É evidente que Ellen G. White não considerou a obra de perseguição papal como encerrado. Isso fica claro nos parágrafos seguintes, que indicam fases adicionais da perseguição: 3) as igrejas protestantes, juntamente com a Igreja Católica, viriam contra aqueles que “guardam o sábado e ignoram o domingo”, e 4) a Igreja Católica emprestaria sua influência aos protestantes nos Estados Unidos com o objetivo de destruir o povo de Deus. Claramente, de acordo com Ellen G. White, os católicos e os protestantes se unirão durante um período considerável de tempo para perseguir o povo de Deus. A declaração a seguir sobre esse assunto, publicada em 1884, desenvolve a declaração inicial de 1850. Além disso, ela esclarece que o foco no passado com respeito ao tempo do papado é dado para mostrar que a mensagem do segundo anjo (“Caiu! Caiu a grande Babilônia”; Ap 14:8) se refere especificamente ao protestantismo apóstata: “A Palavra de Deus ensina que estas cenas [de perseguição durante o período de supremacia papal] devem repetir-se, quando os católicos romanos e protestantes se unirem para a exaltação do domingo”. En conclusión, se mantiene vigente la posición de Ellen G. White con respecto al papado y la observancia del domingo como día de adoración. Las declaraciones posteriores, incluyendo aquellas que se encuentran en las diversas ediciones de El conflicto de los siglos, son una ampliación de su primera declaración y no un cambio de posición. Por ejemplo, en 1900 ella escribió: “Cuando llegue la prueba se manifestará claramente qué es la marca de la bestia: es la observancia del domingo”.
    5. Os adventistas do sétimo dia continuam afirmando o cenário do tempo do fim encontrado nos escritos de Ellen G. White?
    Em harmonia com a referência ao testemunho de Jesus atuando no final da história do mundo (Ap 12:17), os adventistas do sétimo dia reconhecem Ellen G. White como mensageira do Senhor e continuam afirmando que seus escritos foram dados à igreja remanescente como um guia inspirado para os últimos dias, e que eles são especialmente úteis no entendimento das profecias bíblicas relacionadas aos acontecimentos finais. Como se pode observar nas repostas às perguntas respondidas neste documento, cremos que as interpretações de Ellen G. White sobre as profecias são sólidas e continuam sendo relevantes e instrutivas para a igreja.
    6. A interpretação adventista de Apocalipse 13 é anticatólica?
    Ellen G. White reconhece que os filhos de Deus estão presentes em todas as denominações, incluindo a Igreja Católica. No parágrafo 4 do Manuscrito 14 de 1887, lê-se: “Não devemos criar preconceitos em suas mentes [dos católicos] desnecessariamente, fazendo campanha contra eles… Pelo que o Senhor me mostrou, sei que um grande número de católicos será salvo”. Em outro lugar, ela diz: “Entre os católicos há cristãos conscienciosos que andam na luz que brilha sobre eles, e Deus trabalhará em seu favor”. Com essas declarações, é evidente que Ellen G. White não era de forma alguma anticatólica. Da mesma forma, deve-se notar que ela se posicionou na mesma direção da Reforma Protestante. Ela considerava que o sistema doutrinal católico, como a missa e outros sacramentos, era incoerente com a fé de Cristo e o princípio da Sola Scriptura. Além disso, ela entendeu que a estrutura de autoridade da Igreja Católica se opõe diretamente à Bíblia e sua autoridade. Portanto, a interpretação de Ellen G. White sobre Apocalipse 13 é coerente com a teologia adventista e com a interpretação historicista das profecias de Daniel e Apocalipse.
    7. Alguns conjeturaram que a Bíblia e Ellen G. White realmente não apoiam a interpretação adventista que assinala que a adoração no sábado frente à do domingo será um problema nos últimos tempos. Existem provas recentes que apoiam a interpretação adventista?
    Em primeiro lugar, devemos ser muito cautelosos ao estudar as profecias bíblicas não cumpridas e devemos resistir à tentação de interpretar as Escrituras através da perspectiva das últimas manchetes da imprensa oral e escrita. Ao interpretar a Bíblia, devemos seguir princípios sólidos de interpretação bíblica e prestar atenção especial ao texto bíblico. A sugestão de que as cinco declarações de Ellen G. White não refletem a realidade da Igreja Católica depois do Concílio Vaticano II, ou seja, que essas declarações estavam condicionadas pelas circunstâncias do tempo de Ellen G. White e, portanto, não poderiam ser aplicadas a nosso contexto e situação atual, requer uma avaliação mais detalhada. Embora o Concílio Vaticano II tenha proporcionado maior tolerância da Igreja Católica em relação a outros grupos religiosos, não houve nenhuma mudança na doutrina, incluindo a posição sobre a importância de santificar o domingo como dia de culto. Na verdade, a interpretação adventista das profecias de Daniel e Apocalipse, além das declarações de Ellen G. White sobre esse assunto, parece cada vez mais convincente. Por exemplo, o Papa João Paulo II, em sua carta apostólica Dies Domini, seção 67, afirma que “é natural que os cristãos procurem que, inclusive nas circunstâncias especiais de nosso tempo, a legislação civil leve em consideração seu dever de santificar o domingo”, e acrescenta que os cristãos se absterão “de trabalhos e negócios incompatíveis com a santificação do dia do Senhor”. Mais recentemente, o Papa Francisco afirmou o seguinte na seção 13 de sua carta encíclica Laudato Si’: “O desafio urgente de proteger nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar”. Esse desenvolvimento, de acordo com o Papa Francisco, inclui a restauração da vida espiritual tendo como centro a Eucaristia e o domingo como dia universal para descansar e, assim, experimentar essa restauração. A importância da santificação do domingo e a obrigação de participar da missa dominical também são destacadas no catecismo católico: “Todo o cristão deve evitar impor a outrem, sem necessidade, o que possa impedi-lo de guardar o Dia do Senhor. […] Não obstante as pressões de ordem econômica, os poderes públicos preocupar-se-ão em assegurar aos cidadãos um tempo destinado ao repouso e ao culto divino. Os patrões têm obrigação análoga para com os seus empregados” (seção 2187). O papel unificador do domingo também é reconhecido pelos líderes ortodoxos. Em uma edição da revista Sunday Magazine (2015), o reverendo ortodoxo Dr. Demetrio E. Tonias descreveu o “domingo como a marca da união cristã” (p. 6, 7). Portanto, não é de surpreender que os políticos promovam algumas dessas ideias e até mesmo tenham convocado a frequência obrigatória à igreja no domingo, além de promulgar leis dominicais mais rígidas. E isso não é feito apenas nos Estados Unidos. A poderosa Aliança Europeia para os Domingos está pressionando por leis dominicais mais duras nos países da União Europeia. Embora esses acontecimentos sejam sinais dos tempos do fim e mereçam nossa atenção cuidadosa, eles podem não ser o cumprimento do tempo do fim encontrado nas Escrituras e nos escritos de Ellen G. White. No entanto, eles certamente proporcionam uma estrutura na qual essas questões podem ocorrer com credibilidade em um tempo relativamente curto.
    Conclusão
    Como adventistas, nossa missão é pregar o evangelho eterno ao mundo, o qual se concentra no sacrifício único de Cristo na cruz, o dom gratuito de Sua justiça e Seu ministério de intercessão e de juízo no santuário celestial. Nossa tarefa especial nos últimos tempos se concentra na proclamação das três mensagens angélicas com o objetivo de preparar as pessoas para o breve retorno de Cristo. Uma parte essencial dessas mensagens é nossa compreensão profética dos acontecimentos dos últimos dias. Embora não devamos nos envolver em especulações que nos desviem dessa missão, os eventos atuais tendem a confirmar nosso entendimento. Estamos convencidos de que as mensagens proféticas de Deus, conforme reveladas na Bíblia e nos escritos de Ellen G. White, estão corretas e fornecem um cenário cada vez mais plausível à medida que nos aproximamos dos eventos finais que foram divinamente revelados, mesmo que não possamos determinar com precisão quando esses eventos ocorrerão. Nosso foco deve permanecer na missão da igreja, fortalecendo a família, envolvendo-nos na evangelização e refletindo Jesus em nossa vida. À medida que as condições do mundo se desenvolvem e continuamos a estudar as profecias da Bíblia em busca de orientação, especialmente as de Daniel e Apocalipse, nosso entendimento dos eventos dos últimos dias se tornará mais claro. Os escritos de Ellen G. White também são um recurso importante que esclarece essas profecias. Para obter mais informações sobre esses e outros temas importantes, o leitor poderá achar útil a seção “Materials” (Materiais, em português) do site do Instituto de Pesquisa Bíblica: https://adventistbiblicalresearch.org __________ 1 Para uma análise detalhada do que significa o número 666, incluindo uma perspectiva bastante completa das diversas interpretações ao longo da história, ver Edwin de Kock, “The Number of the Beast”, en la Encyclopedia of Seventh-day Adventists, https://encyclopedia.adventist.org/article?id=5FP8 (consultado em 22 de maio de 2021). Muito do presente material foi extraído desse documento. 2 Ellen G. White, Manuscrito 15 de 1850, párr. 5-7. 3 Ellen G. White, O Grande Conflito (Doral, FL: APIA, 2007), p. 578. Veja também The Spirit of Prophecy, v. 4, p. 233, https://m.egwwritings.org/en/book/ 140.913#913 (consultado em 24 de junho de 2021), p. 396, https://m.egwwritings.org/en/book/140.1513#1513 (consultado em 24 de junho de 2021). Para uma explicação bíblica mais detalhada dessas afirmações, ver o “Apêndice”, n. 8 (ibid., 501-504), https://m.egwwritings.org/en/book/140.1968#1968 (consultado em 24 de junho de 2021). 4 Ellen G. White, Eventos Finais (Doral, FL: APIA, 2009), p. 189. 5 Cf. Ellen G. White, El evangelismo (Doral, FL: APIA, 1994), 418. 6 Ellen G. White, Testimonios para a Igreja (Doral, FL: APIA, 1998), v. 9, p. 243. 7 Veja Frank M. Hasel, ed., Biblical Hermeneutics: An Adventist Approach (Silver Spring, MD: Biblical Research Institute/Review & Herald Academic, 2020). A edição em espanhol deste livro será publicada no próximo ano pela Inter-American Division Publishing Association. 8 Para uma análise histórica e teológica cuidadosa e bem documentada da evolução recente da Igreja Católica Romana, consulte os dois artigos de Hans Heinz, “Roman Catholicism: Continuity and Change”, Reflections: The BRI Newsletter 59 (julho de 2017): 1-11; Hans Heinz, “The Roman Catholic Church – Continuity and Change: The Pontificate of John Paul II, Benedict XVI, and Francis”, Reflections: The BRI Newsletter 64 (Octubre, 2018): 1-7. 9 Veja https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/es/apost_letters/1998/documents/hf_jp-ii_apl_05071998_dies-domini.html (consultado em 22 de junho de 2021). 10 Catecismo da Igreja Católica, “Dia de graça e de descanso”, seção 2187. Veja também as seções 2176, 2177, 2182 y 2184. Disponível em https://www.vatican.va/archive/catechism_sp/p3s2c1a3_sp.html 11 http://www.europeansundayalliance.eu/site/home (consultado el 22 de junio de 2021). Segundo sua autodescrição, “a Aliança Europeia para os Domingos [o descanso dominical] é uma rede de organizações ‘ad hoc’, sindicatos, comunidades religiosas e associações civis empenhadas em difundir a sincronização do tempo livre como valor fundamental para a sociedade europeia. O domingo e, em geral, os horários de trabalho decentes, são o centro de nossas campanhas”. A Aliança Europeia para os Domingos está associada a cerca de 83 organizações de toda a Europa, bem como 25 organizações de apoio. Sobre a crescente influência do papado na Europa, consulte Giuliana Chamedes, A Twentieth-Century Crusade: The Vatican’s Battle to Remake Christian Europe (Cambridge, MA: Harvard University Press, 2019).
    ]]>
    1983 0 0 0
    <![CDATA[Recortes do Cotidiano]]> https://tempoprofetico.com.br/recortes-do-cotidiano/ Fri, 09 Jul 2021 03:38:59 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1987

    O segredo das parábolas de Jesus e do poder das histórias

    Brilho na face, semblante sereno, olhar amigável, manto azul ao vento, Ele apareceu caminhando sozinho ou em grupo pelas praias da Galileia, nas colinas da Judeia e nos recintos do templo de Jerusalém. Onde estava Deus, lá estava Ele, e vice-versa. Também, onde havia gente, lá Ele aparecia para curar, animar e indicar novos caminhos. E para contar histórias. Muitas histórias. Na verdade, Ele era a personificação da História e das histórias. Chamava as histórias de parábolas, pequenos recortes imaginários ou reais da vida para surpreender os ouvintes e ensinar uma lição moral ou espiritual. Cada parábola, com seu subtexto formado por ecos de verdades eternas, lampejos de uma mente criativa e interrogações do cotidiano, era uma combinação inteligente de enredo e personagens para suscitar exclamações, despertar emoções e criar um efeito no coração. A intenção, em geral, era ensinar apenas um ponto, mas que ponto! A primeira vez que Y viu o jovem Rabi contar uma história, ficou fascinado. “Ninguém nunca falou como esse Homem”, pensou. “Ele fala com autoridade! Vive no mesmo ambiente em que vivemos, mas parece ter acesso direto ao Céu. Que mundo é esse que Ele está construindo? Será que Ele conta histórias porque Deus prefere Se revelar por meio de narrativas? Ele descreve o reino, e não apenas fala sobre ele. Usa histórias para revelar a realidade.” Impressionado com o fenômeno, Y começou a seguir o Mestre, que abria a boca para iluminar a vida e não em busca de 15 minutos de fama. E foi gravando na mente as parábolas: as sementes lançadas no solo do coração representando respostas ao evangelho, o filho que sai de casa e volta depois de fracassar, as jovens que dormem esperando o noivo e metade delas perde o casamento… Mais de 50 histórias, que ligaram Y para sempre ao jovem Rabi. Estima-se que, em sua forma final, elas ocupem 43% do texto de Mateus, 16% de Marcos e 52% de Lucas. Jesus não começava dizendo: “De acordo com a raiz suméria da palavra…”. “Por intermédio da imaginação, Ele alcançava o coração”, observa Ellen White. “Suas ilustrações eram tiradas das coisas da vida diária e, embora simples, traziam admirável profundidade de sentido” (O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 193). Ele adaptava a história à audiência, e o público seguia a tensão e o movimento do relato.
    Use histórias para ajudar o mundo preso em um pesadelo a sonhar de novo
    Dois mil anos depois, aquelas narrativas metafóricas continuam impactando, porque boas histórias têm poder e não envelhecem. Elas encantam, ensinam, desafiam, inspiram. Formam um quadro mental, criam uma moldura conceitual e colocam o ouvinte dentro do relato. Ativam os cinco sentidos. No fundo, as histórias não somente criam um momento, mas evidenciam ou redefinem a identidade, pois ninguém existe sem uma narrativa. Você nasce dentro de uma história e escreve sua própria história. Nos últimos anos, os olhos do mundo se tornaram gigantescos para ver e o cérebro ficou pequeno para pensar. Os ouvidos perderam sensibilidade. Mas retratos bem elaborados da vida ainda têm apelo para as gerações atuais, que valorizam mais os instantâneos da vida que a linearidade dos argumentos. Seguindo o maior Contador de histórias que o mundo já conheceu, é legítimo contar histórias no sermão, assim como é importante apresentar o “assim diz o Senhor” e enfatizar os deveres do cristão. Todos nós somos pregadores ou ouvintes de sermões e já fomos marcados por histórias. Por isso, deguste as matérias desta edição que destacam o valor de uma boa narrativa. Use histórias para ajudar o mundo preso em um pesadelo a sonhar de novo. Acima de tudo, sinta-se incluído na narrativa de Deus e viva dentro do Seu círculo de amor e graça. MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista]]>
    1987 0 0 0
    <![CDATA[Eu vou]]> https://tempoprofetico.com.br/eu-vou/ Fri, 09 Jul 2021 03:40:23 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1991

    Em todos os lugares há vidas quebradas que precisam de um toque de fé e esperança

    Com a filha de 12 anos gravemente doente, Jairo, o dignitário judeu, apesar do preconceito e da oposição, buscou a ajuda de Jesus. A aparente demora no tratamento transformou a doença em morte, mas o poder e o amor de Jesus, além da fé do pai, transformaram a morte em vida. Outra mulher anônima, doente havia 12 anos, que já tinha gastado todos os recursos e perdido a esperança, encontrou saúde e salvação num toque de fé e restauração. Ambas foram alcançadas pelo “Eu vou” de Jesus. A cegueira era considerada um castigo divino. O grito “Jesus, filho de Davi, tenha compaixão” foi ouvido e foram abertos os olhos físicos e espirituais de dois cegos. Um homem mudo endemoninhado, quebrado por seu silêncio e por seus demônios, foi restaurado em corpo e alma. Enquanto os fariseus murmuravam, a multidão ficou maravilhada. Nada parecido com aquilo jamais havia sido visto em Israel. “Ao ver as multidões, Jesus Se compadeceu delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9:36). Aqui Jesus resume o propósito de Sua vida e missão. Ele é o grande Eu Sou e também o grande Eu Vou. Em todos os lugares há vidas quebradas, cansadas, dilaceradas, aflitas e abandonadas que precisam de um toque de fé e esperança. Perdemos a capacidade de admiração e reação diante do aumento diário da dor e do sofrimento. Isso não vai acontecer indefinidamente. Desde a eternidade, Deus está no controle de todas as coisas.
    Cada adventista tem o desafio de alcançar 136 pessoas com a bendita esperança
    Fomos chamados por Deus para proclamar a bendita esperança a este mundo confuso e moribundo. Ellen White declarou: “Deus estabeleceu, porém, um dia para o término da história deste mundo: ‘Será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim.’ […] Perto está o dia em que será decidido para sempre o destino de toda pessoa” (Eventos Finais, p. 16). “Trabalhemos, oh, trabalhemos, tendo em vista a eternidade! Tenhamos presente que todas as faculdades devem ser santificadas. Uma grande obra tem que ser feita”, diz a autora (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 47). “Não haverá ninguém salvo no Céu com uma coroa sem estrelas. Se você entrar ali, haverá alguma pessoa nas cortes da glória que encontrou entrada ali por seu intermédio”, a mensageira comenta (Eventos Finais, p. 282). Hoje, na Divisão Sul-Americana, somos uma grande família com mais de 2,5 milhões de irmãos e irmãs em uma população de quase 350 milhões de habitantes. Cada adventista tem o desafio de alcançar 136 pessoas com a bendita esperança. Para efeito de comparação, seria como se cada um tivesse que cuidar de um prédio inteiro de 12 andares, com três famílias em cada andar. Agradeço a Deus por tantos irmãos dedicados, a exemplo da irmã Bertha Limaco, da Igreja Central de Piura A, no norte de Peru. Ela tem 65 anos e, pela graça de Deus, plantou uma nova igreja. Em 2021 já levou 15 pessoas ao batismo e está estudando a Bíblia com outras 25 pessoas. É inspirador ouvi-la dizer: “Sou missionária e, nas horas vagas, trabalho numa empresa familiar.” No momento certo, Jesus disse: “Eu vou à Terra buscar e salvar.” Isso ocorreu para que eu também possa dizer: “Eu vou buscar e salvar. Eu vou fortalecer minha dependência do Senhor. Eu vou me encarnar na multidão quebrantada. Eu vou procurar ovelhas errantes e feridas, para que o Senhor as restaure e salve.” Estou indo. Vamos? STANLEY ARCO é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul]]>
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    <![CDATA[A lei dominical na Profecia]]> https://tempoprofetico.com.br/a-lei-dominical-na-profecia/ Fri, 09 Jul 2021 03:42:20 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=1995

    Instituto de Pesquisa Bíblica adventista responde perguntas sobre a “marca da besta” e os eventos finais

    A atual pandemia parece ter despertado a atenção de muitas pessoas para as profecias bíblicas. Algumas têm manifestado um interesse sincero em conhecer mais a respeito dos sinais que precederão a segunda vinda de Cristo. Ao mesmo tempo, percebe-se que outras têm feito releituras da escatologia bíblica a partir de perspectivas que tendem a suprimir/relativizar os elementos preditivos das profecias e a condicioná-las historicamente. No contexto adventista, por exemplo, alguns têm enxergado a promulgação de um futuro “decreto dominical” em âmbito global como uma possibilidade remota ou algo impossível de acontecer. Assim, a tradicional interpretação adventista da imposição da observância do domingo não se encaixa nessa visão. Foi para esclarecer essa e outras questões relacionadas ao cenário profético apresentado na Bíblia e nos escritos de Ellen White que o Instituto de Pesquisa Bíblica (BRI, na sigla em inglês), órgão ligado à sede mundial da denominação, preparou o documento intitulado “Answers to Questions on the Mark of the Beast and End Time Events”, publicado em 25 de junho. A seguir, disponibilizamos uma versão traduzida para o português.      

    RESPOSTAS A PERGUNTAS SOBRE A MARCA DA BESTA E OS EVENTOS FINAIS

    Têm chegado perguntas ao Instituto de Pesquisa Bíblica acerca da posição da Igreja Adventista do Sétimo Dia quanto à relação entre a marca da besta e a guarda do domingo, bem como a respeito da condicionalidade da profecia e dos escritos de Ellen G. White sobre o tempo do fim. As seguintes perguntas resumem as principais preocupações que foram trazidas à nossa atenção e respondidas aqui de maneira resumida. 1. Visto que nem o sábado nem o domingo são especificamente mencionados no livro do Apocalipse, como pode a marca da besta envolver um dia de adoração ou uma lei exigindo a guarda do domingo? A marca da besta é mencionada sete vezes no Apocalipse (13:16, 17; 14:9, 11; 16:2; 19:20; 20:4). Quatro dessas menções aparecem no centro do livro (Ap 12-14), que é introduzida por uma visão da arca da aliança contendo os Dez Mandamentos (Ap 11:19). O povo remanescente de Deus é identificado como os que “guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17). Imediatamente depois isso, João descreve duas bestas que perseguem a igreja de Deus: (1) uma que “emerge do mar” (Ap 13:1) e (2) outra que “emerge da terra” (Ap 13:11). A primeira besta ordena uma falsa adoração e sua atividade de perseguição se assemelha à do “chifre pequeno” de Daniel 7, que cuidaria “em mudar os tempos e a lei” (v. 25) e perseguiria o povo de Deus por 1.260 dias/anos (Ap 13:4, 8). A conexão com a profecia de Daniel mostra que a falsa adoração envolve uma tentativa de mudar os “tempos” de Deus e Sua lei dos Dez Mandamentos. O único mandamento dos dez que lida com tempo é o quarto — o mandamento para santificar o sábado do sétimo dia. Historicamente, a tentativa de mudar o dia de adoração foi perpetrada pela igreja romana, que reverencia o domingo como dia de descanso, em vez do sábado, o dia de descanso bíblico. O fato de a segunda besta em Apocalipse 13, representando o protestantismo apostatado, exercer a mesma autoridade da primeira besta (Ap 13:12) e cooperar com ela para impor a falsa adoração mostra que o domingo será uma marca distintiva importante dos que adoram a besta e sua imagem, em contraste com o povo remanescente de Deus que guarda “os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (Ap 14:12). Sua obediência inclui a santificação do sétimo dia porque eles dão ouvidos ao chamado para “adorar aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:7; ver Êx 20:11). Eles recebem o selo de Deus (Ap 7:4; 14:1), enquanto os que rejeitam esse chamado e reverenciam o domingo, a marca da autoridade da besta, são descritos como parte de Babilônia e recebem a marca da besta (Ap 14:8-11). A prova final, portanto, tem a ver com a verdadeira ou a falsa adoração embasada na obediência à lei de Deus, o que inclui o sábado e o dia de adoração inventado pelo homem, o domingo. 2. Qual é o número da besta e como isso se relaciona à marca da besta? Na Bíblia, o número da besta é mencionado em Apocalipse 13:17, 18: “Para que ninguém possa comprar nem vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem [anthropou = de um ser humano]: Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis”. A Igreja Adventista do Sétimo Dia não tem uma posição oficial sobre essa questão, mas há dois pontos de vista principais em nosso meio acerca do número da besta (666), em Apocalipse 13:17, 18. Alguns o interpretam como uma referência crítica ao título papal Vicarius Filii Dei, embora não nos seja dito que “666” seja o somatório do valor numérico das letras em tal designação. Outros veem o “6” triplo como indicativo de uma trindade satânica. Eles ressaltam que a expressão “é número de homem” (Ap 13:18) pode ser traduzida como “é número da humanidade”, ou seja, de seres humanos separados de Deus. Esse número (seis usado três vezes) simbolizaria, portanto, uma rebelião intensa e independência total de Deus. No entanto, o texto grego é literalmente 600 + 60 + 6, e não três 6 ou um 6 triplo. Ao reconhecer isso, muitos adventistas do sétimo dia continuam a associar o número da besta com o título papal Vicarius Filii Dei, tendo pesquisas recentes proporcionado boas evidências históricas para vincular o “666” com esse título. Seja como for, há muitas evidências do texto e da história para identificar a primeira besta de Apocalipse 13 com o papado, independentemente de como o “666” seja compreendido. 3. Na Bíblia, há profecias condicionais e incondicionais. Como os escritos de Ellen G. White poderiam ser compreendidos à luz desse fazto? A interpretação pode ser condicional se a profecia apocalíptica é incondicional? As profecias clássicas do Antigo Testamento se concentram primariamente no próprio tempo e contexto histórico do profeta, embora também possam incluir uma perspectiva cósmica, mais ampla, que atinge até o “dia do Senhor” no tempo do fim (ver, por exemplo, Is 2:12; 13:9; Jo 2:21). As profecias clássicas dadas no contexto da aliança de Deus com Israel continham elementos condicionais, cujo cumprimento dependia da resposta de Israel (ver Dt 28). Semelhantemente aos profetas canônicos, os testemunhos de Ellen G. White acerca de pessoas e instituições podem ter apenas uma aplicação local, condicional, visto que seu cumprimento geralmente dependia da resposta ou decisão dos envolvidos. No entanto, como nas Escrituras, os princípios subjacentes são de aplicação contínua. Por outro lado, as descrições feitas por Ellen White sobre o tempo do fim devem ser compreendidas no contexto escatológico da profecia apocalíptica bíblica, bem como em visões que ela mesma recebeu de Deus. Essas mensagens proféticas interpretam a profecia apocalíptica, que é, por sua própria natureza, incondicional e se concentra na resolução do grande conflito. Considerando que as mensagens proféticas de Ellen G. White refletem o contexto do tempo do fim, e não o contexto local da época em que foram escritas, elas devem ser compreendidas como profecias incondicionais, ou seja, como as profecias apocalípticas de Daniel e Apocalipse que dão sustentação ao seu panorama profético. 4. Os pontos de vista de Ellen G. White sobre o papado e o protestantismo, em conexão com a marca da besta, mudaram com o passar dos anos? Não há mudança real nos pontos de vista de Ellen G. White sobre o papado e o protestantismo, nem a respeito da imposição da marca da besta. A fim de compreender suas últimas declarações, é útil considerar seus primeiros escritos sobre o tema. A primeira declaração de Ellen G. White a respeito do catolicismo e do protestantismo como poderes perseguidores data de 1850 e se baseia em Apocalipse 13 e 17, capítulos nos quais o papado é descrito como “a mãe das meretrizes” e os protestantes, como “suas filhas”, assim como “a besta de dois chifres”. Várias fases da perseguição são descritas: (1) o “dia” do papado refere-se aos 1.260 anos de supremacia papal e perseguição ao povo de Deus; (2) os protestantes, em harmonia com o que diz a segunda mensagem angélica (Ap 14:8), também começariam a persegui-los. O fato de Ellen G. White não considerar encerrada a obra de perseguição do papado está claro nos parágrafos subsequentes, que indicam fases adicionais de perseguição; (3) igrejas protestantes, juntamente com a Igreja Católica, viriam contra os que “guardam o sábado e desconsideram o domingo”; e (4) a Igreja Católica emprestaria sua influência aos protestantes nos Estados Unidos para destruir o povo de Deus (Ellen G. White, Ms 15, 1850, parágrafos 5-7). Assim, de acordo com Ellen White, católicos e protestantes farão uma aliança durante um período considerável de tempo para perseguir o povo de Deus. A próxima declaração importante, publicada em 1884, discorre sobre essa fala inicial de 1850 e mostra que a mensagem do segundo anjo sobre a queda de Babilônia se refere especificamente ao protestantismo apóstata: “A palavra de Deus ensina que essas cenas [de perseguição durante o período de supremacia papal] devem se repetir à medida que católicos e protestantes se unirem para a exaltação do domingo” (Ellen G. White, The Spirit of Prophecy, v. 4, p. 233, 396). Em suma, a posição de Ellen G. White sobre o papado e a promoção da santidade do domingo permanece consistente. Declarações posteriores, incluindo as que foram publicadas nas diversas edições de O Grande Conflito, são um aprimoramento de sua declaração inicial, não uma mudança de posicionamento. Por exemplo, em 1900, ela escreveu: “Quando vier a prova, será mostrado claramente o que é a marca da besta. Ela é a observância do domingo” (Ellen G. White, Eventos Finais, p. 224). 5. Os adventistas do Sétimo Dia continuam sustentando o cenário do tempo do fim encontrado nos escritos de Ellen G. White? Em harmonia com a referência ao testemunho de Jesus em operação no final da história mundial (Ap 12:17), os adventistas reconhecem Ellen G. White como mensageira do Senhor e continuam sustentando que seus escritos foram dados à igreja remanescente como um guia inspirado para estes últimos dias, sendo especialmente úteis na compreensão das profecias da Bíblia acerca dos eventos finais. Conforme demonstram as respostas a essas perguntas, cremos que suas interpretações proféticas são sólidas e permanecem relevantes e instrutivas para a igreja. 6. A interpretação adventista de Apocalipse 13 é anticatólica? Ellen G. White reconhece que os filhos de Deus estão presentes em todas as denominações, incluindo a Igreja Católica Romana. Ela declara: “Não devemos criar desnecessariamente um preconceito em seu espírito [isto é, na mente dos católicos] com o fazer-lhes um ataque. […] Pelo que Deus me tem mostrado, grande número será salvo dentre os católicos” (Manuscrito 14, 1887, parágrafo 4). Em outra de suas obras, a pioneira acrescenta: “Entre eles [os católicos] existem muitos que são cristãos conscienciosos, que vivem segundo a luz que lhes é proporcionada, e Deus atuará em seu favor” (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 243). Essas declarações deixam claro que Ellen G. White não era, de forma alguma, anticatólica. Dito isso, vale salientar que ela permanecia alinhada com a Reforma. A pioneira via o sistema doutrinário católico, incluindo a missa e os outros sacramentos, como inconsistentes com a fé em Cristo e com o princípio da Sola Scriptura. Além disso, ela entendia que a estrutura de autoridade da Igreja Católica Romana está em oposição direta à Bíblia e sua autoridade. Sua compreensão de Apocalipse 13 é consistente com a teologia adventista e com a interpretação historicista de outras profecias apocalípticas em Daniel e Apocalipse. 7. Alguns têm conjecturado que a Bíblia e Ellen G. White não proporcionam sustentação à compreensão de que a adoração no sábado versus domingo será uma questão importante no tempo do fim. Há evidências recentes que sustentem a interpretação tradicional adventista? Em primeiro lugar, devemos ser muito cuidadosos ao lidar com profecias bíblicas não cumpridas e resistir à tentação de interpretar as Escrituras pelas lentes das últimas manchetes dos jornais. Devemos seguir princípios sólidos de interpretação bíblica e dar a devida atenção ao texto bíblico (ver Frank M. Hasel, ed., Biblical Hermeneutics: An Adventist Approach [Silver Spring, MD: Biblical Research Institute e Review and Herald Academic, 2020]). A ideia de que declarações de Ellen G. White sobre a Igreja Católica Romana não refletem a realidade pós-Concílio Vaticano II, que foram condicionadas pelas circunstâncias de seu tempo e não se aplicam à nossa situação presente demanda uma análise mais detalhada. Embora o Concílio Vaticano II tenha levado a uma maior abertura por parte da Igreja Romana para com outros grupos religiosos, não houve mudança doutrinária substancial, inclusive acerca de sua posição sobre o domingo como dia de adoração. De fato, a interpretação adventista das profecias de Daniel e Apocalipse e as declarações de Ellen G. White a esse respeito parecem cada vez mais plausíveis. Por exemplo, na seção 67 de sua Carta ApostólicaDies Domini, o papa João Paulo II declarou que “é natural que os cristãos se esforcem para que, também nas circunstâncias específicas do nosso tempo, a legislação civil tenha em conta o seu dever de santificar o domingo” e enfatizou que eles “têm a obrigação de consciência de organizar o descanso dominical de forma que lhes seja possível participar na Eucaristia, abstendo-se dos trabalhos e negócios incompatíveis com a santificação do dia do Senhor”. Mais recentemente, o papa Francisco fez o seguinte apelo em sua EncíclicaLaudato Si (seção 13): “O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar”. Esse desenvolvimento, de acordo com o papa Francisco, inclui a restauração da vida espiritual, tendo em seu cerne a Eucaristia e o domingo como dia universal para o descanso, bem como para experimentar essa restauração. A importância da adoração no domingo e a obrigação de participar da missa aos domingos também são enfatizadas no catecismo católico mais recente: “Todo cristão deve evitar impor a outrem, sem necessidade, o que possa impedi-lo de guardar o Dia do Senhor. […] Não obstante as pressões de ordem econômica, os poderes públicos se preocuparão em assegurar aos cidadãos um tempo destinado ao repouso e ao culto divino. Os patrões têm obrigação análoga para com os seus empregados” (Catechism of the Catholic Church, 1994, seção 2187; ver também as seções 2176, 2177, 2182 e 2184; disponível em português aqui). O papel unificador do domingo também é reconhecido por líderes ortodoxos. Numa edição de 2015 da Sunday Magazine, o teólogo e líder ortodoxo Demetrios Tonias considerou o “domingo como marca da unidade cristã”. Portanto, não é surpresa que alguns políticos impulsionem essas ideias e até mesmo preconizem uma frequência obrigatória na igreja aos domingos e leis dominicais mais estritas, não apenas dos Estados Unidos. A forte Aliança Europeia pelo Domingo (European Sunday Alliance) está exigindo leis dominicais mais rígidas nos países da União Europeia. Embora esses desdobramentos sejam sinais dos tempos e mereçam nossa devida atenção, podem não ser o cumprimento final do cenário do tempo do fim que é apresentado nas Escrituras e nos escritos de Ellen White. Contudo, certamente proporcionam uma estrutura na qual essas coisas podem plausivelmente ocorrer em um período de tempo relativamente curto. Conclusão Como adventistas do sétimo dia, nossa missão é pregar o evangelho eterno ao mundo, que está centrado no sacrifício de uma vez por todas de Cristo na cruz, o dom gratuito de Sua justiça e Seu ministério de intercessão e juízo no santuário celestial. Nossa tarefa especial no tempo do fim se concentra na proclamação das três mensagens angélicas, a fim de preparar um povo para Seu breve retorno. Nossa compreensão profética dos eventos finais é essencial a essas mensagens. Embora não devamos nos envolver em especulações que nos distraiam dessa missão, os eventos finais realmente tendem a confirmar nossa compreensão. Estamos convencidos de que as mensagens proféticas de Deus, conforme reveladas na Bíblia e nos escritos de Ellen G. White, são corretas e proporcionam um cenário cada vez mais plausível à medida que nos aproximamos dos eventos finais que foram divinamente revelados, mesmo se não pudermos determinar precisamente quão breve esses eventos se darão. Nosso foco deve permanecer na missão da igreja, fortalecendo a família, envolvendo-nos em evangelismo e refletindo Jesus em nossa vida. À medida que as condições do mundo avançam e continuamos a estudar as profecias da Bíblia em busca de orientação, especialmente os livros de Daniel e Apocalipse, nossa compreensão dos eventos finais se tornará mais clara. Os escritos de Ellen G. White também são um recurso importante que lançam luz sobre essas profecias. INSTITUTO DE PESQUISA BÍBLICA, órgão vinculado à sede mundial da Igreja Adventista, nos Estados Unidos (com tradução de Hander Heim) SAIBA +
    • Para um ponto de vista detalhado do significado do número “666”, incluindo uma visão geral criteriosa das diversas interpretações no decorrer da história, acesse o verbete intitulado “The Number of the Beast”, escrito por Edwin de Kock e publicado na Enciclopédia Adventista on-line.
    • Confira aqui uma explicação bíblica mais detalhada das declarações de Ellen White sobre a relação do papado e do protestantismo com as profecias bíblicas.
    • Para uma análise teológica e histórica cuidadosa e bem documentada dos desdobramentos recentes da Igreja Católica Romana, ver os artigos intitulados “Roman Catholicism: Continuity and Change” e “The Roman Catholic Church – Continuity and Change: The Pontificate of John Paul II, Benedict XVI, and Francis”, de autoria de Hans Heinz, publicados na Reflections, newsletter do BRI.
    • O site da Aliança Europeia pelo Domingo descreve o movimento como “uma rede de Alianças Dominicais nacionais, sindicatos, organizações da sociedade civil e comunidades religiosas comprometidas em despertar a conscientização do valor inigualável de um tempo livre sincronizado para nossas sociedades europeias. O domingo e horas de trabalho mais universais e decentes são o foco de nossas campanhas”. Atualmente, 83 organizações são membros da Aliança Europeia pelo Domingo, além de outras 25 que apoiam a causa.
    • Sobre a crescente influência do papado na Europa, veja Giuliana Chamedes, A Twentieth-Century Crusade: The Vatican’s Battle to Remake Christian Europe (Cambridge, MA: Harvard University Press, 2019).

    Última atualização em 1 de julho de 2021 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[Igreja potencializará as três mensagens angélicas com livro mundial]]> https://tempoprofetico.com.br/igreja-potencializara-as-tres-mensagens-angelicas-com-livro-mundial/ Sat, 10 Jul 2021 22:43:21 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2000

    "O Último Convite" estará disponível em mais de 50 idiomas e dialetos. Igreja Adventista pretende distribuir a obra em mais de 180 países. As três mensagens angélicas de Apocalipse 14, nos versos de 6 a 12, uma das bases da teologia adventista, serão o foco do livro distribuído pela Igreja Adventista do Sétimo Dia em 2022. Intitulado O Último Convite, suas 79 páginas detalham a relevância dessa fração do texto bíblico para a humanidade e a esperança que existe para aqueles que a abraçam.   A obra chegará no ano em que a denominação dará ênfase especial ao tema nos quatro cantos do globo, ressaltando principalmente a necessidade de voltar os olhos para a Bíblia, para a veracidade da criação, para a observância do sábado do quarto mandamento, e para a urgência de uma conversão verdadeira a Deus e aos propósitos divinos.   É uma mensagem adventista, mas para o mundo. Nós devemos anunciá-la para todos. As pessoas se perguntam: por que estamos aqui? Por que existe a morte? Nós temos as respostas para esse tipo de pergunta. Por isso, ele foi escrito para que as pessoas tenham esperança”, detalha o autor do livro, Clifford Goldstein.    O objetivo da Igreja Adventista do Sétimo Dia é distribuir cópias da obra em mais de 50 idiomas e dialetos. Apenas na América do Sul, estima-se que serão entregues mais de 20 milhões de exemplares, em português e espanhol. 

    Fortalecimento dos princípios bíblicos 

    “Estamos vivendo em um tempo em que muitas pessoas têm questionado a veracidade da Bíblia, apontando para a desconstrução do princípio bíblico e a necessidade de construir uma nova filosofia. Isso atinge diretamente a religião e as famílias”, diagnostica o pastor Luís Gonçalves, evangelista da denominação para a América do Sul. “O conteúdo das três mensagens angélicas é como se fosse uma vacina com três doses doutrinarias, um remédio bíblico.”  Também conhecida como tríplice mensagem angélica, os versos de 6 a 12 do capítulo 14 de Apocalipse tratam de um chamado de advertência ao mundo antes da segunda vinda de Cristo, as quais devem ser proclamadas por aqueles que aguardam Seu retorno.   Mas como “traduzir” ou esclarecer um conteúdo tão específico, encontrado em um livro profético e que requer estudo aprofundado para entender seus simbolismos e significados? Para o diretor mundial do Ministério de Publicações da Igreja Adventista, pastor Almir Marroni, a forma e linguagem empregadas por Goldstein alcançam pessoas que não têm ou nunca tiveram contato com a Bíblia. Com o auxílio divino, sublinha ele, despertará muitas pessoas para o interesse em compreender a relevância do texto bíblico para a história humana.  Para ampliar ainda mais o assunto, ao longo de seus 13 capítulos a obra conta com QR codes que direcionam para conteúdos complementares, além de proporcionar um caminho para esclarecer dúvidas via WhatsApp. 

    Envolvimento necessário  

    Em mais de 13 anos, a Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul já distribuiu aproximadamente de 300 milhões de livros sobre saúde, família e vida espiritual. Seja nos grandes centros, na zona rural ou em qualquer lugar do planeta graças às versões digitais, suas bases bíblicas tem despertado o interesse de milhares de pessoas para conhecer profundamente a Deus e Seus propósitos. Veja todos os títulos aqui.  Um desses exemplares chegou às mãos do aposentado Jair Antonio, no interior de São Paulo. Naquele dia, período de eleições, ele saiu de casa para votar. Enquanto aguardava na fila, uma adolescente lhe entregou um exemplar de A Maior EsperançaQuando recebeu, disse a si: “Era esse mesmo o livro que eu estava procurando.”  Antonio foi batizado pelos pastores Stanley Arco (direita) e Luís Gonçalves como uma evidência do alcance dos livros. Em uma ocasião, ao conversar com seu irmão, descobriu que um de seus amigos, Milton Moura, estava frequentando uma igreja, a qual parecia ser a Adventista do Sétimo Dia. Ao conversar com Moura, a informação foi confirmada. Antonio demonstrou seu interesse em frequentar as reuniões.  Quando visitou a igreja pela primeira vez, o pastor perguntou se ele iria voltar. “Eu disse a ele que fui para ficar. Não queria ser um convidado. Fui para continuar. Fui decidido”, descreve.   Milton estava estudando a Bíblia e em busca de uma denominação que lhe ajudasse a compreender a vontade de Deus. Momentos antes de ser batizado, disse ao pastor Luís Gonçalves, evangelista da Igreja Adventista para oito países sul-americanos e apresentador do programa Na Mira de Verdade, da TV Novo Tempo: “Achei o que eu procurava. Você não fala na televisão: ‘Chega mais perto?’ Cheguei.” 

    Para entender mais sobre as três mensagens angélicas, assista: 

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    <![CDATA[Haja luz! E houve escuridão]]> https://tempoprofetico.com.br/haja-luz-e-houve-escuridao/ Sun, 11 Jul 2021 11:12:26 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2005

    Há muita escuridão quando se fala da interpretação bíblica. Cinco critérios básicos precisam ser observados para detectar falsos ensinadores e ensinos. Segundo o autor, “aqueles que conhecem Jesus estão firmados em Sua Palavra e mantêm uma vida de oração e testemunho facilmente distinguem a voz do Pastor dos ruídos sutis da serpente”. Em Gênesis 1, as palavras de Deus produzem um eco criador. Elas dão forma às ideias divinas, passeiam entre a energia e a matéria, escrevem e articulam a Física para arquitetar o tempo e o espaço. Por meio da Sua palavra, o Senhor não só ordena o caos, mas vocaliza novas realidades. “Pois Ele falou, e tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir” (Salmos 33:9). Contudo, um terrorista cósmico lançou um atentado contra o Autor da criação, mirando Seus alvos mais vulneráveis. Inesperadamente lança mão da mais terrível arma que poderia utilizar: as palavras de Deus. Como em uma arte marcial, ele tenta usar a força do Oponente contra Ele mesmo. Assim, a antiga serpente reproduz e torce as palavras divinas que, no início produziram luz, mas, então, começam a tingir o céu de escuridão.

    Conflito textual 

    Jacques Doukhan destaca que “a serpente não desafia a palavra de Deus nem argumenta contra ela. De fato, ela se apresenta como a expositora de Deus, dando a entender que Eva não O tinha compreendido bem.”1 Ironicamente, a primeira interpretação das palavras de Deus foi feita por Satanás, conforme Garret Green destacou: “A hermenêutica teológica começou no Jardim do Éden, assim como qualquer observador cuidadoso reconhecerá imediatamente a serpente, essa hermeneuta sutil da suspeita.” Ela fez a “mais antiga interpretação incorreta de um texto religioso”.2 No doce veneno de suas palavras estavam escondidos todos os desastres, toda a discórdia, todas as doenças, todas as bombas, todas as mortes, toda a dor. Foi no campo da hermenêutica – a ciência e a arte de interpretar a Bíblia – que Satanás tentou Jesus no deserto. Cristo, porém, o venceu pela Palavra. Tanto a queda como a redenção começaram com uma disputa sobre o sentido das palavras de Deus. A saga do Israel bíblico e do cristianismo, até seu desfecho final, foi e tem sido ditada pelos caminhos da hermenêutica. “A história da igreja”, afirma Gerhard Ebelling, nada mais do que a “história da exposição das Escrituras”.3 Tendo isso em mente, devemos abrir muito bem os olhos quando o assunto são novas tendências de interpretação da Bíblia. Inúmeras vozes nas redes sociais têm articulado os métodos de interpretação mais exóticos. Sem perceber e muitas vezes sem qualquer aviso, internautas se veem expostos aos ângulos mais sedutores de discursos antibíblicos.

    Alertas  

    “Amados, não deem crédito a qualquer espírito, mas provem os espíritos para ver se procedem de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído mundo afora” (1 João 4:1). No tempo de João já havia falsos ensinadores, e hoje, muito mais. Para ambos os tempos, foi e é preciso testá-los. Seguem cinco critérios básicos: Falam de acordo com a Palavra de Deus? Alguns discursos religiosos parecem muito bonitos e até são “lacradores”, magnetizando centenas de likes, mas contrariam ensinos claros das Escrituras. É cada vez mais comum uma insurgência contra a própria ideia de que a Bíblia contenha ensinos ou doutrinas, mas isso não passa de uma pós-verdade, uma mentira agradável para aqueles que não têm o amor da verdade (2 Tessalonicenses 2:9). Como Jesus teria dado um estudo bíblico sobre sua identidade messiânica, “começando por Moisés e todos os Profetas” (Lucas 24:27), se a Bíblia não apresentasse ensinos a esse respeito? O que dizer dos ensinos bíblicos sobre o pecado, a salvação, a vida cristã e a segunda vinda? “Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, se rodearão de mestres segundo as suas próprias cobiças […] Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se a fábulas” (2 Timóteo 4:3, 4). Esse tempo já chegou.  

    Bíblia como fonte essencial 

    Usam a Bíblia como fonte essencial? Precisamos verificar se o que é apresentado tem sua raiz no que Deus afirma ou se deriva da filosofia, sociologia, psicologia, antropologia, de teorias políticas, teologias segmentadas, autoajuda, misticismo, relativismo, espiritualismo, perfeccionismo, etc. É preciso diferenciar as palavras vivas de Deus da palavra morta de construções humanas. Sem dúvida, a Bíblia pode dialogar com outros conhecimentos, porém sempre tenhamos bem clara a excelência e primazia da Palavra. Aliás, nem toda teologia é bíblica, e a palha pode ser bonita, mas só o trigo alimenta. Enxergam as Escrituras como um todo coeso e coerente? Alguns influenciadores fazem distinção entre os livros bíblicos, rejeitando alguns ou propondo um tipo de gradação de valor entre eles, como Marcion e Lutero fizeram no passado. Não existe livro menos inspirado do que o outro; todos são inspirados e úteis (2 Timóteo 3:16). Mesmo as palavras de Cristo, registradas pelos evangelistas, não devem nos levar a menosprezar as demais Escrituras. Os ensinos de Jesus, segundo Ele mesmo avisou, seriam complementados e expandidos após Sua partida (João 16:12).É algo que encontramos marcadamente nos escritos apostólicos. Do mesmo modo, todo o Antigo Testamento testifica sobre Jesus (Lucas 24:27) e não deve ser lido em contraposição aos evangelhos. Falsas dicotomias bíblicas devem ser desmascaradas. Apresentam frutos dignos em sua vida? Cristo nos alertou: “Cuidado com os falsos profetas, que se apresentam a vocês disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Pelos seus frutos os conhecerão” (Mateus 7:15, 16). Cabe então perguntar: O testemunho desses ensinadores os recomenda? Suas palavras e obras são inspiradoras? Resultam em vidas salvas? Conduzem à perseverança na fé ou desanimam os de dentro e desencaminham os de fora? Fazer esse tipo de análise não é “julgar as pessoas”, mas dar ouvidos a uma recomendação clara de Jesus quanto aos falsos ensinadores.  

    Ataques ao corpo remanescente  

    Negam a existência e atacam o corpo do remanescente? Ventos ecumênicos sopram cada vez mais forte. Fala-se em queda de paredes, a vivência pura do amor e da plena aceitação, o que em um primeiro momento parece até louvável. No entanto, esse é apenas um lado da moeda de um discurso acusatório contra a ideia de Deus ter um povo remanescente no tempo do fim. Alérgicos à escatologia bíblica, esquecem a identidade cristalina do remanescente: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:12). Esse remanescente não é um grupo secreto, mas uma comunidade real, organizada e mundial, estruturada para cumprir a missão (Mateus 28:18-20; Apocalipse 14:6). Sem dúvida, tanto o povo quanto a organização são imperfeitos e têm muito a mudar, melhorar e crescer. Porém, a necessidade de organização é uma recomendação apostólica e, sem ela, a mensagem do advento não teria alcançado o mundo e protegido sua fé (leia Atos 15). O ataque impiedoso ao remanescente e à sua organização não poderia ter outra origem que não a ira do próprio inimigo de Deus (Apocalipse 12:17). Portanto, abra os olhos para aqueles que dizem que “amam a igreja”, mas lançam sobre ela seus tijolos verbais, suspeitas e acusações constantes. Isso não é amor. Outros critérios poderiam ser acrescentados, mas estes cinco são suficientes para o momento. Não devem ser usados para agir de forma agressiva contra indivíduos, acusar, faltar com a ética e o amor cristãos. Servem apenas para identificar tendências e direcionar em uma época de vertigens e desorientação. Aqueles que conhecem Jesus estão firmados em Sua Palavra e mantêm uma vida de oração e testemunho facilmente distinguem a voz do Pastor dos ruídos sutis da serpente. Enquanto a Palavra for conhecida e vivida, a luz brilhará e superará a mais densa escuridão. Diogo Cavalcanti é teólogo, jornalista e editor de Livros da Casa Publicadora Brasileira. Referências: 1 Jacques Doukhan, Seventh-day Adventist International Bible Commentary. Genesis. (Nampa, Idaho: Pacific Press, 2016), p 91. 2 Garret Green, Theology, Hermeneutics, and Imagination: The Crisis of Interpretation at the End of Modernity (Cambridge: Cambridge University Press, 2004), p. 1. 3 Gerhard Ebeling, The Word of God and Tradition: Historical Studies Interpreting the Divisions of Christianity (Philadelphia: Fortress Press, 1964), p. 11-31.]]>
    2005 0 0 0
    <![CDATA[Os efeitos colaterais da cultura da pressa]]> https://tempoprofetico.com.br/os-efeitos-colaterais-da-cultura-da-pressa/ Fri, 16 Jul 2021 08:57:04 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2009

    A velocidade das novas tecnologias acelerou significativamente nosso ritmo de vida, mas precisamos repensar essa lógica. Na rotina agitada de hoje, parece que o tempo não anda, mas voa. De onde vem essa sensação, já que o tique-taque do relógio mantém seu compasso desde sempre? O novo episódio do podcast da Revista Adventista nos ajuda a entender os fatores que contribuíram para acelerar a vida moderna e como os efeitos colaterais desse fenômeno se intensificaram nas últimas décadas. Também analisamos se a pandemia poderá ou não influenciar uma mudança de ritmo da sociedade. DESCRIÇÃO Trilhas utilizadas (YouTube Audio Library) “Bug Catching” – Emily A. Sprague “Breatha” – Josh Pan “Fast Times” – Quincas Moreira “For The Love Of” – Stayloose “Hypnosis” – Godmode “Land of the RetroOnes” – RAGE “Tick Tock” – Jimmy Fontanez_Media Right Productions

    Última atualização em 14 de julho de 2021 por Márcio Tonetti.

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    2009 0 0 0
    <![CDATA[Rota de fuga]]> https://tempoprofetico.com.br/rota-de-fuga/ Fri, 16 Jul 2021 08:59:20 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2013

    Livro narra a incrível história de um adventista que salvou judeus e militares aliados durante a Segunda Guerra Mundial. “Quem salva uma vida salva o mundo inteiro”, diz o famoso ditado judaico. Esse adágio, que na verdade é uma citação da Mishná (Sanhedrin 4:5), resume muito bem o espírito altruísta que marcou a trajetória do adventista Johan Hendrik Weidner (1912-1994), mais conhecido como John Henry Weidner, cuja vida é narrada no livro Um Justo Entre as Nações, de Herbert Ford (CPB, 2021, 296 páginas). Entre 1940 e 1944, ele ajudou a res­gatar cerca de 800 judeus e 100 pilotos aliados. Weidner criou uma rede de fuga clandestina, a Dutch-Paris, que levava refugiados desde a Holanda até a Suíça ou a Espanha, atra­vessando a Bélgica e a França. Muitas dessas missões de res­gate foram realizadas por ele mesmo e envolveram grande risco. Por vezes foi necessário escalar montanhas cobertas de neve e fazer longas caminhadas à noite. Em outras ocasiões, foi preciso escapar da prisão, sal­tar de um trem em movimento, mergulhar em um rio enquanto atiravam em sua direção e fugir de soldados alemães esquiando montanha abaixo.
    Em tempos de intolerância, desrespeito e violência, a história do capitão Weidner é um lembrete de nossa missão para com o próximo
    Algumas das pessoas auxiliadas por sua organização foram o conde François de Menthon, Xavier de Gaulle e Bob van der Stok. François foi um dos promotores do Tribunal Militar Internacional de Nuremberg, corte criada pe­los países aliados para julgar os crimes contra a humanidade cometidos pelos nazis­tas. Xavier era irmão do grande general Charles de Gaulle, líder da Resistência Francesa e futuro presidente da nação. E Bob foi um dos três prisioneiros do campo de concentração Stalag Luft III, em Sagan, na Baixa Silésia, que conseguiram fugir da prisão e chegar à Inglaterra. Essa fuga entrou para a história como uma das mais impressionantes da guerra, já que os prisioneiros escaparam de um campo de segurança máxima por meio de um túnel subterrâneo escavado por eles mesmos. Em 1978, o Estado de Israel condecorou John Weidner com a Medalha dos Justos Entre as Nações, um título atribuído aos gentios que arriscaram a vida para salvar judeus durante o Holocausto. Na mesma ocasião, ele plantou uma árvore na Avenida dos Justos, uma honra reservada a poucas pessoas. Em tempos de intolerância, desrespeito e violência, a história do capitão Weidner é um lembrete de nossa missão para com o próximo. Afinal, a própria Bíblia nos encoraja a agir em favor dos oprimidos: “Liberte os que foram injustamente condenados a morrer; salve-os enquanto vão tropeçando para a morte. Não se desculpe, dizendo: ‘Não sabia o que estava acontecendo’; lembre-se de que Deus conhece cada coração. Aquele que zela por sua vida sabe que você estava ciente; Ele retribuirá a cada um conforme suas ações” (Pv 24:11, 12, NVT). Ao ler essa história empolgante, você vai se emocionar com o altruísmo desse “justo” que se arriscou para salvar quem estava em perigo. TRECHO “John Weidner salvou a vida dos meus pais; salvou minha vida; salvou a vida de inúmeras pessoas, muitas delas judias. Porém, fez ainda mais do que isso; ele nos deu abrigo, alimento e a coragem de que necessitávamos. John se tornou um símbolo vivo de um homem dedicado ao próximo” (p. 8). Helene M. Cornelisse, sobrevivente do Holocausto ANDRÉ VASCONCELOS é pastor e editor de livros na CPB]]>
    2013 0 0 0
    <![CDATA[Atenção especial às profecias]]> https://tempoprofetico.com.br/atencao-especial-as-profecias/ Thu, 22 Jul 2021 04:11:01 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2019

    Especialista em Antigo Testamento reforça necessidade de direcionar os olhos para os livros de Daniel e Apocalipse. Doukhan pontua a importância do livro de Daniel para se compreender as profecias encontradas em Apocalipse. O livro de Daniel é certamente um dos mais instigantes de todo o Antigo Testamento. Além das histórias de fidelidade das personagens, é, também, um livro com abordagem escatológica e muitas revelações para os dias atuais. No primeiro trimestre de 2020, ele foi minuciosamente estudado por milhares de pessoas em todo o mundo por meio de um guia preparado pela Igreja Adventista do Sétimo: a Lição da Escola Sabatina. Para promover mais conhecimento sobre o assunto, a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) conversou com um dos maiores especialistas da denominação sobre Antigo Testamento. Jacques B. Doukhan é professor emérito de Hebraico e Exegese do Antigo Testamento no Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia e diretor do Instituto de Estudos Judaico-Cristãos da Universidade Andrews, nos Estados Unidos. Integra o corpo docente da Andrews desde 1984 e também atua como editor geral do Projeto SDAIBC (Comentário Bíblico Internacional Adventista do Sétimo Dia). Além de seus inúmeros artigos e resenhas publicados, Doukhan escreveu mais de 20 livros, alguns deles traduzidos para diversos idiomas, incluindo: Drinking at the Sources; Daniel: The Vision of the End; Hebrew for Theologians; Secrets of Revelation; Israel and the Church: Two Voices for the Same God; Ecclesiastes: All Is Vanity; Proverbs; Genesis (SDAIBC); Daniel 11 Decoded e No caminho para Emaús: Cinco importantes profecias messiânicas eSegredos de Daniel. Foi editor da Shabbat Shalom e de diversos livros coletivos, incluindo The Three Sons of Abraham: Interfaith Encounters between Judaism e Christianity and Islam.

    Os adventistas consideram o estudo aprofundado do livro de Daniel relevante. Por que esse livro deveria ser estudado de forma mais detalhada pelos cristãos hoje? E quais pressupostos históricos, culturais e gramaticais precisam ser levados em conta por aqueles que querem entender melhor seu conteúdo?

    Como [a escritora] Ellen White indica, esse livro merece uma atenção especial. Isso é verdade por duas razões. Mais do que qualquer livro da Bíblia, Daniel se concentra no fim (8:17). Portanto, é escrito para nós, que temos a convicção de que estamos no tempo do fim. Em segundo lugar, esse é o único livro dirigido diretamente a nós (12:12-13). Contudo, a atenção à mensagem apocalíptica que se abre para as realidades celestiais deveria ser acompanhada de sabedoria e ética que nos conecte com a existência presente e com nossos contemporâneos; para que não leve ao fanatismo e à violência. O livro de Daniel é um livro tanto apocalíptico quanto de sabedoria (Daniel é um profeta e um homem sábio). Metodologicamente, este livro deveria ser estudado a partir dos pressupostos extraídos do próprio texto. Seu material literário e linguístico deveria guiar nossas interpretações.

    Em termos de influência e fidelidade a Deus na narrativa do livro, que grandes lições podem ser aprendidas a partir da perspectiva dos jovens cativos (Daniel e seus amigos) presentes nas cortes dos impérios que dominaram os tempos em que eles viveram, como Babilônia e Pérsia?

    A principal lição é a tensão de ser “humano e santo”. Humano, por ser capaz de se relacionar com as pessoas, como Daniel, que mantém um bom relacionamento com o chefe dos eunucos (1:9). Santo, por ser capaz de se separar dos outros, por causa de Deus. Esse livro nos ensina a viver como cristãos em minoria “no mundo”, mas não do mundo. Os três hebreus e Daniel se acomodam no contexto do mundo: eles trabalham para o rei na corte; todavia, eles nunca cedem e estão prontos para morrer por sua fé. Eles são santos sem ser fanáticos e legalistas. Eles se destacam em suas tarefas sem se vangloriar ou rebaixar os outros. Eles testemunham totalmente, através de suas palavras, sua sabedoria e intelecto, seu corpo saudável e comportamento.

    O senhor descreve em um de seus livros sobre o risco de uma visão antissemita. Como evitar esse tipo de postura a partir da leitura e do estudo do livro?

    Embora não houvesse antissemitismo naquela época – como saberemos mais tarde na história do cristianismo a partir do século IV -, o livro de Daniel nos adverte contra qualquer tipo de preconceito. E contra outra pessoa simplesmente porque ela pertence a outra cultura, raça, gênero ou classe social. Daniel é o livro mais inclusivo da Bíblia – note aí a diversidade de idiomas, povos, classes, gênero, etc. Ironicamente, o livro de Daniel foi usado, às vezes, por cristãos – incluindo adventistas do sétimo dia – para promover o antissemitismo (ver Daniel 9:24). Essa interpretação acontece com base em um erro gramatical e em uma ignorância da expressão literária. Uma leitura atenta do texto bíblico e do modelo de Daniel deveria nos impedir de uma abordagem da Palavra de Deus que seria afetada por preconceitos culturais.

    O senhor já escreveu expondo uma interpretação diferente (especialmente comparada com a visão tradicional adventista) em relação a uma parte do capítulo 11 do livro de Daniel. Explique melhor qual é sua visão sobre essa passagem, em especial a identidade dos reis do Norte e do Sul.

    Eu compartilho as mesmas visões tradicionais da Igreja Adventista sobre a interpretação de 11:40-45. Com a maioria dos intérpretes adventistas, entendo que essa passagem se refere a um conflito espiritual no fim dos tempos, envolvendo o papado (rei do norte: Babilônia) e o poder político secular (rei do sul: Egito), que se unirão contra Deus e Seu povo (montanha santa). Ancorada na abordagem historicista tradicional da Igreja Adventista do Sétimo Dia, minha interpretação de Daniel 11 difere, no entanto, da maioria dos intérpretes adventistas, que veem do 11:5 ao 11:39 a história dos ptolomeus e dos selêucidas e Antíoco Epifânio, seguindo, assim, a tese dos Macabeus, que foi iniciada pelo filósofo neoplatônico Porfírio. Interpreto esses versos, em paralelo com o capítulo 8, da mesma perspectiva espiritual que o 11:40-45, envolvendo o papado, desde sua ascensão (11:5) até seu fim (11:45).

    A conexão íntima entre os livros de Daniel e Apocalipse é frequentemente mencionada. O que o estudante da Bíblia ainda pode aprender com Daniel para entender melhor alguns pontos importantes do livro profético escrito pelo apóstolo João?

    Os dois livros estão intimamente relacionados, tanto que não podemos entender um sem o outro. A maneira como o livro do Apocalipse é expressa, os símbolos e as imagens, mas, também, as ideias, estão todas enraizadas no livro de Daniel. Significativamente, o livro do Apocalipse começa onde o livro de Daniel termina, com uma bênção na mesma perspectiva da vinda de Cristo (Daniel 12:12; cf. Apocalipse 22:3). Além disso, os dois livros são moldados na mesma estrutura quiástica centrada no julgamento, o Dia da Expiação. Enquanto Daniel vê no céu o Dia da Expiação depois de 2300 dias proféticos, o Apocalipse vê na Terra, ao mesmo tempo, a proclamação das três mensagens angélicas (Daniel 7-8; cf. Apocalipse 13-14). Portanto, os dois livros estão não apenas transmitindo a mesma profecia, mas entregando aspectos complementares da mesma mensagem.]]>
    2019 0 0 0
    <![CDATA[A polêmica sobre a lei dominical]]> https://tempoprofetico.com.br/a-polemica-sobre-a-lei-dominical/ Mon, 09 Aug 2021 02:03:28 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2024

    Razões para crer no impensável

    Em uma democracia, será que a voz da maioria deve predominar sempre ou é preciso proteger o direito legítimo das minorias? Houve uma fase na história estadunidense em que a elite usava o argumento de que democracia é sinônimo de maioria. Porém, no século 19, as minorias reagiram contra a “tirania” da maioria e ajudaram a redefinir a democracia do país. Mais tarde, os adventistas, interessados na liberdade de consciência e no direito de adorar no sábado bíblico, fizeram parte dessa luta. Ao mesmo tempo, a partir dos anos 1820 e 1830, líderes protestantes começaram a defender a premissa de que a maioria moral deveria controlar a crescente democracia da nação. Kyle G. Volk documenta esses embates no livro Moral Minorities and the Making of American Democracy (Oxford University Press, 2014). Será que a história se repetirá? Poderia um “sábado” do interesse da maioria ser imposto ao mundo? Desde os estágios iniciais do adventismo, a questão do sábado como fator de polarização no fim dos tempos fez parte da escatologia e do imaginário adventista. Porém, recentemente surgiram tentativas de releituras do nosso ensino sobre o fim, relegando a expectativa da promulgação de leis dominicais ao cenário do século 19. Por isso, pautamos o tema como matéria de capa. É fato que não conhecemos a configuração do futuro, nem devemos ­especular, tampouco criar sensacionalismo. Mas dizer que o mundo hoje não comporta leis obrigando a observância do domingo seria não ver o óbvio. Tentativas de impor leis dominicais não são novas e surgiram em muitos lugares. Em 321, o imperador Constantino promulgou a primeira lei conhecida proibindo o trabalho no domingo, e o mesmo ocorrerá no fim dos tempos. Esse é o cenário claro de Apocalipse 13 e de outros capítulos que falam da marca da besta, em oposição ao selo de Deus. Afinal, o sábado é parte essencial da ordem da criação, um memorial no tempo sinalizando quem é o Criador. Não é por acaso que o inimigo tenta mudar o dia de adoração, violar a configuração do mundo e estabelecer um reino alternativo.
    CONFIAR NO CENÁRIO PROFÉTICO, AINDA QUE PAREÇA IMPLAUSÍVEL, FAZ PARTE DA FÉ
    Há precedentes em vários países para as chamadas blue laws (leis azuis), que objetivam regular certas atividades no domingo. Nos Estados Unidos, onde 28 estados têm blue laws, elas são debatidas há séculos, com destaque para o século 19. A primeira lei dominical no país foi promulgada na colônia de Virgínia em 1610. Mas o ano de 1961 foi um marco, pois em um só dia (29 de maio) quatro decisões sobre diferentes casos foram tomadas em favor de leis dominicais. A Suprema Corte do país decidiu que as leis sobre ­restrições de atividades no domingo não têm caráter religioso e não ferem a constituição. Um desses casos (Gallagher v. Crown Kosher Market) foi o de um judeu que havia sido preso por abrir seu estabelecimento no domingo, violando a legislação de Massachusetts. Em todos os casos, o juiz William Douglas, apelidado pelos inimigos de “Wild Bill” por seu estilo independente, foi uma voz discordante. Defensor da Primeira Emenda, que proíbe o Congresso de fazer leis sobre religião e limitar a liberdade de expressão, ele citou em sua peça o quarto mandamento e concluiu que o fato de muita gente “guardar o primeiro dia da semana não autoriza a legislação a tornar essa observância compulsória”. Foi voto vencido. Apesar dos revisionismos, mais do que nunca temos que preservar os fundamentos da nossa escatologia, pois são pilares da crença e formam a subestrutura do edifício teológico. Elimine a escatologia da teologia e você perderá metade do reino. Elimine o sábado da escatologia e perderá um sétimo de sua substância. Confiar no cenário profético, ainda que pareça implausível, faz parte da fé. Acima de tudo, Deus está no controle, e Seu poder protetor é maior do que qualquer ameaça. MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista (Editorial da edição de agosto de 2021)

    Última atualização em 2 de agosto de 2021 por Márcio Tonetti.

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    2024 0 0 0
    <![CDATA[À sombra do decreto]]> https://tempoprofetico.com.br/a-sombra-do-decreto/ Mon, 09 Aug 2021 02:09:18 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2028

    Os tempos mudaram, mas Apocalipse 13 não. Entenda o cenário da crise final e realidades atuais que apontam para ela.

    A fé adventista nasceu no berço da profecia. Nela encontra sua identidade e missão. Contudo, alguns fundamentos da interpretação apocalíptica estão sendo desconstruídos com argumentações sedutoras e sofisticadas. Há “uma onda recente de escatologia antiadventista. […] Roma não é mais um ator importante; a perseguição dominical nunca surgirá; nosso cenário do tempo do fim vem de Ellen White, não da Bíblia”, alertou Clifford Goldstein recentemente em um artigo publicado no site da Adventist Review e reproduzido no Portal Adventista. Um dos pontos questionados na atualidade é o decreto dominical e a marca da besta, que inclusive recebeu atenção do Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral. Devido à limitação de espaço, tocaremos apenas nos elementos essenciais, embora haja muito de que tratar. A exemplo dos bereanos (At 17:11), vamos revisitar aqui os fundamentos bíblicos, nossa história, o papel do dom profético nesse processo e alguns desenvolvimentos recentes. AS DUAS BESTAS Em Apocalipse 13, duas bestas emergem para perseguir o remanescente de Deus nos momentos finais da história. A primeira é representada por um monstro, uma corporificação da anormalidade. Composta por partes de animais diferentes, seu ser viola as categorias da criação, dos animais criados “segundo a sua espécie”, além da básica distinção entre animais marinhos e terrestres (Gn 1:21, 24; ver Diogo Cavalcanti, “O Monstro Leonino que Surge do Mar”, dissertação de mestrado, 2019, p. 102-128). Os contornos transgressores da primeira besta denotam a violação das fronteiras da criação (Lv 19:19) e sua essência ímpia. Formada por partes de animais impuros (Lv 11), representa o cúmulo da impureza. Quanto mais cabeças, dentes e chifres, maior é sua força e ímpeto para devorar. A segunda besta não é monstruosa, mas também não é natural, pois é semelhante a um cordeiro e fala como o ­dragão, Satanás (Ap 12:9). Movidas pela ira do dragão, ambas querem devorar física ou espiritualmente “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17). Considere as características da primeira besta (Ap 13:1-10): (1) ela é composta por partes dos quatro animais de Daniel 7; (2) persegue os santos por 42 meses (que correspondem a 1.260 anos; Ap 12:6; Dn 7:25; ver Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 895), ou seja, durante o período da Inquisição; (3) uma de suas cabeças foi ferida de morte, quando o papado perdeu gradualmente sua força até a prisão de Pio VI pelo general francês Louis-Alexandre Berthier em 1798; e (4) ela ressurgiu e maravilhou o mundo (a restauração do Vaticano e o estrelato global do papa), que chegará ao ponto de adorá-la. Este poder milenar, religioso, perseguidor e que ressurge no fim só pode ser o da igreja de Roma e o papado, como Lutero já cria no século 16 (Dennis Pettibone, “Martin Luther and the AntiChrist”, Perspective Digest, v. 13, no 2, 2008, p. 6, 12). A segunda besta (Ap 13:11-18) sobe da terra, e não das águas, que representam povos (Ap 17:15). Não surgiu de um império que conquistou outro antigo domínio imperial. Ela “emerge” na América, que era muito mais ampla e menos povoada (Norman R. Gulley, Systematic Theology [Andrews University Press, 2016], v. 4, p. 524). Essa besta tem aparência de cordeiro (é religiosa) e dois chifres ou poderes predominantes. Ela ganha um domínio mundial no tempo em que a ferida da primeira besta é curada (Ap 13:12). Essa mescla de poderio global e apelo religioso não pode descrever outra nação do mundo senão os Estados Unidos da América e, por extensão, o protestantismo americano. Trata-se de um país marcado por duas características (republicanismo e protestantismo) e por dois partidos majoritários (Democrata e Republicano). É a terra da liberdade religiosa e da democracia (aparência de cordeiro), mas ainda é uma besta (therion) assim como a primeira (Gulley, p. 525) e tem voz de dragão, uma intolerância latente, que já deu sinais do que realizará no futuro. A IMAGEM E A MARCA A obra-prima de engano e opressão no tempo do fim, arquitetada pelo dragão e operacionalizada pelas duas bestas, tem o objetivo de cativar a adoração universal. A estratégia final é obrigar o mundo a fazer algo para a primeira besta: formar uma imagem dedicada a ela e então adorar essa imagem, e, por tabela, adorar a besta e o próprio dragão. A segunda besta, chamada de “falso profeta” no restante do livro (16:13; 19:20; 20:10), atua para servir à primeira. Por meio de sinais miraculosos (Ap 13:12), faz com que os habitantes da Terra a adorem, dando-lhes o sinal de Elias no monte ­Carmelo: o fogo descendo do céu, pois “o deus que responder com fogo esse é que é Deus” (1Rs 18:24; Ap 13:13). Ela age para seduzir o mundo com seus sinais milagrosos, dando vida à imagem, fazendo-a falar e permitindo-lhe matar “todos os que não adorassem a imagem da besta” (Ap 13:15). Em paralelo com Daniel 3, a imagem da besta configura um instrumento legal pelo qual o decreto será imposto, ou seja, uma lei. Sinais realizados por cristãos convencem o mundo a aprovar uma lei de intolerância. Há décadas tem sido marcante a experiência pentecostal e carismática envolvendo curas e sinais tidos como selos de aprovação divina, mas também precisamos considerar a ação espiritualista e mística de outros grupos. No passado, por meio de milagres e artes místicas, os magos e os falsos profetas contrariaram a voz profética genuína (Êx 7:11, 22; 8:7). O mesmo ocorrerá no fim, com os “espíritos de demônios, operadores de sinais” (Ap 16:13, 14; O Grande Conflito, p. 588, 589). Então surge uma classificação diabólica: a marca da besta (Ap 13:16, 17). Ela dividirá a humanidade entre fiéis e infiéis ao sistema. Promoverá um embargo cruel, proibindo os dissidentes de “comprar e vender” (Ap 13:16, 17), o que deve ser entendido literalmente, assim como o “fizesse morrer” do verso 15. A marca (charagma, do verbo grego charasso) tem que ver com um tipo de gravação que deixa uma marca indelével, à semelhança da que era usada por reis em moedas, escravos e animais marcados com ferro (Dicionário Bíblico Adventista [CPB, 2016], p. 859). Denota dominação e posse. No entanto, para entender o que é a marca da besta, é preciso descobrir o que é o selo de Deus. O selo de Deus (sphragida Theou, Ap 7:2, 3), provavelmente do verbo phrasso, “parar”, “cercar”, “obstruir”, é a antítese da marca da besta. Refere-se às antigas formas de autenticação dos reis, com seus anéis e carimbos aplicados em gravações em cera, certificando documentos e cartas. Indica algo reservado, particular ou autorizado. Em Ezequiel, o selamento protege alguns judeus contra a matança causada pelos invasores (Ez 9:1-11), assim como o sangue nos umbrais das portas livrou os israelitas do anjo destruidor (Êx 12:21-23). O selo de Deus é um elemento distintivo de Seu povo, que guarda Seus mandamentos e tem a fé de Jesus (Ap 14:12). Dentre os mandamentos, o quarto é o único que revela Deus como Criador. A linguagem desse mandamento está presente na primeira mensagem angélica (Ap 14:6, 7), a qual é pregada pelo povo que é selado (Ap 14:1; 7:1-8). Ou seja, esse povo tem como elemento distintivo a guarda dos mandamentos, com ênfase especial no quarto, que ordena a observância do sábado. É um povo duplamente selado: com o evangelho, para a salvação (2Co 1:22; Ef 1:13; 4:30; 2Tm 2:19), e com a proteção, para enfrentar a crise final (Jirí Moskala, “Duplo selamento”, Ministério, maio-junho de 2018, p. 22-24). O sábado tem sido um sinal entre Deus e Seu povo ao longo das eras (Ez 20:12, 20). Portanto, se o selo de Deus se torna visível pela guarda dos mandamentos, em especial o sábado, a marca da besta se torna visível pelo “antissábado”, o domingo, a marca da autoridade papal.
    O passar dos dias não pode apagar a visão. Os olhos precisam voltar a brilhar com a esperança da profecia
    Na longa tradição protestante americana, o domingo é chamado até hoje de Sabbath (sábado) e é guardado pelos devotos a partir do pôr do sol. A mudança do sábado para o domingo foi um ato do Império Romano e de Roma papal (Dn 7:25). E a aceitação do domingo por parte de outras igrejas é um sinal de subserviência à igreja de Roma (Marvin Moore, Apocalipse 13 [CPB, 2013], p. 198, 199). O próprio mundo secular já assimilou o domingo como um dia de descanso, tanto que a Organização Internacional de Normalização, conhecida como ISO e presente em 162 países, considera desde 1975 o domingo como o sétimo dia da semana, e dessa forma ele aparece em calendários. O domingo já é uma realidade quase universal; porém, para se tornar a marca da besta, ele deve ser “anabolizado”, potencializado por leis que ainda não foram aprovadas. Será uma “grande e complexa obra de contrafação”, conforme ressalta Vanderlei ­Dorneles (O Último Império [CPB, 2012], p. 47). Satanás falsificará até a segunda vinda de Cristo como o ápice de sua obra de contrafação (O Grande Conflito, p. 624). O selo de Deus será posto sobre a testa, indicando a aceitação consciente. Já a marca da besta será posta sobre a testa ou sobre a mão, simbolizando adesão consciente ou apenas conveniente. Quem não receber a marca da besta será ameaçado pelos poderes da Terra. Aquele que receber a marca da besta, conforme indica a terceira mensagem angélica, sofrerá a ira de Deus (as pragas) e será lançado no lago de fogo (Ap 13:9-11; 20:4, 5, 9, 10, 14, 15). Todos tomarão sua decisão, e isso significará salvação ou perdição eterna. CONFIRMAÇÃO PROFÉTICA De que maneira o ministério profético de Ellen White contribuiu para esse entendimento? Embora ela tenha escrito a pessoas e sobre eventos imediatos, seu principal trabalho foi o de confirmação de posicionamentos teológicos. Isso ocorreu em relação a vários temas, incluindo a marca da besta. Não foi uma inovação dela e, em alguns casos, nem mesmo dos pioneiros.
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    Em 1766, o reverendo Ebenezer Frothingham, um ministro congregacionalista de Connecticut, já identificava a “América” como a besta semelhante ao cordeiro de Apocalipse 13 (“The Articles of the Separate Churches”, republicado em The Great Awakening [Bobbs-Merrill Co., 1967], p. 452). LeRoy Edwin Froom, em Movement of Destiny (Review and Herald, 1971, p. 109), destaca que o desenvolvimento doutrinário do adventismo se deu em um processo fundamentado no estudo da Bíblia e que Ellen White exerceu um papel confirmatório para sedimentar posições e resolver impasses, o que incluiu a marca da besta. José Bates, em 1847, foi o primeiro a identificá-la como a observância do domingo (The Seventh-day ­Sabbath, a Perpetual Sign, p. 57). Nesse mesmo ano, Ellen White escreveu a Bates endossando sua interpretação (Enciclopé­dia Ellen G. White [CPB, 2018], p. 1061). Froom (p. 87) sublinha que, em janeiro de 1849, Bates já entendia que a observância do domingo seria imposta legalmente. Em seu panfleto “A Seal of the Living God”, ele afirmou: “Esse poder ímpio, do qual o povo de Deus tem sido chamado a sair [Ap 18:4], ainda irá, como agora parece, promulgar uma lei com o propósito expresso de fazer todos se curvarem e guardarem o sábado do papa (o domingo).” Em 1850, José Bates, Tiago White, J. Lindsey e Hiram Edson “identificaram a marca da besta como a observância do primeiro dia da semana”, observa Alberto Timm. No mesmo ano, G. W. Holt e Hiram Edson entenderam que “adorar a besta e sua imagem” (Ap 14:9, 11) se referia à “guarda do primeiro dia da semana em vez do sétimo” (O Santuário e as Três Mensagens Angélicas [Unaspress, 2013], p. 90). Em maio de 1851, John N. Andrews identificou a segunda besta como os Estados Unidos, país por meio do qual Roma imporia a marca da besta (ver Herbert Douglass, Profecias Surpreendentes [CPB, 2012], p. 104, 105). Em Thoughts, Critical and Practical, on the Book of Revelation (Steam Press, 1865, p. 224), Uriah Smith desenvolveu a interpretação geral do tema. REVISIONISMO Um dos argumentos mais sutis do revisionismo aplicado ao papel e aos escritos de Ellen White é condicioná-los artificialmente a seu tempo. Sim, é fundamental compreender o texto em seu contexto, mas também é necessário dar voz a seu sentido. É preciso evitar a falácia do presentismo, ou seja, interpretar o passado à luz de eventos posteriores, como se podássemos os galhos secos do passado e deixássemos apenas os galhos verdes, os mais recentes (David ­Fischer, Historians’ Fallacies [Harper and Row, 1970], p. 135). O Grande Conflito talvez seja a obra definidora do ministério de Ellen White. É o único livro para o qual ela mesma preparou um prefácio, no qual afirma que o conteúdo é o registro de “cenas” reveladas por Deus sobre o conflito entre o bem e o mal. Destaca-se a visão que ela teve em Lovett’s Grove, Ohio, em 14 de março de 1858, que rendeu o primeiro ancestral do livro, Spiritual Gifts, publicado em setembro do mesmo ano. Em relação ao decreto dominical, podemos tirar algumas conclusões seguras. Para começar, seus principais elementos estavam presentes de forma embrionária desde a primeira visão. Em 1847, Ellen White identificou a ação do papado e a marca como contrafação ao selo de Deus (A Word to the Little Flock, p. 19). Quatro anos depois, ela se referiu a um decreto: “E aqueles que não receberem a marca da besta e sua imagem, quando o decreto for emitido, deverão decidir agora dizer não” (A Sketch of the Christian Experience and Views of Ellen G. White, 1851, p. 55).
    Um dos argumentos mais sutis do revisionismo aplicado ao papel e aos escritos de Ellen White é condicioná-los artificialmente a seu tempo
    Em segundo lugar, suas visões do grande conflito tiveram um efeito cumulativo. Acrescentaram e expandiram informações, porém sobre a mesma base. Os escritos dos anos 1880, quando ocorreu uma ameaça real de aprovação de uma lei dominical nacional, conferiram mais nitidez e clareza ao que antes já era definido. Em 1882, ela afirmou: “Trinta e seis anos atrás foi-me mostrado que o que agora se desenrola haveria de suceder, que seria imposta ao povo a observância de uma instituição do papado por meio de uma lei dominical” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 137). As declarações encontradas na versão de 1888 de O Grande Conflito, embora dialogassem com seus dias, não eram uma pura decorrência deles, mas uma ampliação das visões do passado, e assim permaneceram até a versão final, de 1911, supervisionada cuidadosamente pela autora (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 123, 124; Douglass, p. 151, 152). Após a crise de 1888, Ellen White conservou sua posição sobre a marca da besta e o decreto dominical, que se manteve nos anos 1890 até o século 20. Ela não olhava para o passado, mas para o futuro. Em 1910, afirmou na revista Signs of the Times (22 de março): “Quando as igrejas protestantes se unirem com o poder secular, […] quando o Estado usar seu poder para promulgar os decretos e sustentar as instituições da igreja, então a América protestante terá formado uma imagem ao papado”. SINAIS CONTEMPORÂNEOS Como o país da liberdade poderia fazer algo assim, e o mundo seguir seu exemplo? Ellen White reconhece que as “predições” nesse sentido parecem alarmistas, sem fundamento e absurdas (O Grande Conflito, p. 605, 606). Aceitamos a profecia pela fé, porém também é necessário discernir acontecimentos sinalizadores do fim. Na parábola da figueira, Jesus ensinou que os figos históricos anunciam o verão escatológico (Mt 24:32, 33). Quanto ao tema deste artigo, destacamos os seguintes:
    • A cooperação dos Estados Unidos com o Vaticano. O primeiro encontro entre um presidente americano e o papa ocorreu em 1919. Quarenta anos depois, ocorreu o segundo. Porém, de 1963 até 2017, foram 28 encontros de 12 presidentes americanos com cinco papas. Esses encontros revelam o respeito mútuo entre as partes e as agendas globais enfrentadas em parceria. O discurso da paz, o exercício do soft power e o carismático apelo às massas lançado por João Paulo II derrubou o muro de Berlim e a Cortina de Ferro. O papa Francisco discursou no Congresso americano em 2015 e foi recebido pelo público efusivamente, como nenhum outro líder mundial. São duas lideranças globais que já cooperam há décadas.
    • A direita cristã americana. Segundo uma pesquisa do Instituto Barna realizada em 2015 com protestantes evangélicos, 75% dos respondentes discordaram de que “um conjunto de valores não devesse dominar o país”. Ou seja, a maioria deles concorda que um conjunto de valores cristãos deve governar o país, o que em tese significaria o fim da separação entre Igreja e Estado. A direita cristã é uma corrente político-religiosa sustentada por um complexo colossal de instituições, programas de TV e rádio, sites, livrarias e gravadoras, agências de publicidade e meios modernos de levantamento de fundos. Atuam em pelo menos três linhas: (1) em defesa de valores ligados à família; (2) pela aprovação de leis cristãs; e (3) para aumentar sua influência dentro do Partido Republicano, elegendo políticos, em especial presidentes. A invasão do Capitólio, ocorrida em 6 de janeiro de 2021, também tem sido associada à retórica da direita cristã.
    • A relevância do domingo para o Vaticano e o mundo ­secular. Encíclicas papais, como Dies Domini (Dia do Senhor, 1998) e Laudato Si’ (Louvado Sejas, 2015), vão na mesma direção que a da pregação dos protestantes evangélicos americanos, acrescentado o resgate da dignidade humana e o cuidado pelo meio ambiente. Entidades religiosas, sindicais e sociais têm feito um intenso lobby em favor da aprovação de um dia comum de descanso, especialmente na Europa. A urgência climática também tem levado a um clamor por menos consumo e emissão de carbono, o que pode ser conseguido por um dia de descanso. O diálogo em torno de valores comuns está ligado ao ecumenismo, um processo inaugurado pelo Concílio Vaticano II. Segundo o papa Francisco, o ecumenismo é “um caminho irreversível”, “uma exigência essencial de nossa fé” (Alessandro Di Bussolo, Vatican News, 19 de janeiro de 2019).
    • A ameaça de tirania e a regressão do Ocidente. Os Estados Unidos ainda não atingiram a condição de intolerância profetizada. Ainda promovem ideais de liberdade. Porém, isso pode mudar. O ataque a Pearl Harbor (1941) levou à suspensão automática dos direitos de 110 mil cidadãos de origem japonesa. Apenas seis semanas depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, com o Ato Patriótico, entrou em ação um estado de vigilância jamais visto. Novos genocídios não estão descartados, pois “as ansiedades de nossa era podem mais uma vez [como no Holocausto] levantar bodes expiatórios e inimigos imaginários”, observou Timothy Snyder (The New York Times, 12 de setembro de 2015).
    As novas tecnologias possibilitaram a criação de mecanismos de controle sem precedentes, com o advento dos metadados e da inteligência artificial. Pensadores têm alertado para a crescente ameaça da “ditadura dos algoritmos”. Eles permitem que partidos políticos, governos e grandes empresas influenciem as massas sem que elas percebam. Em mãos erradas, as novas tecnologias podem levar ao controle quase absoluto dos cidadãos, o que já se observa na China. Os algoritmos permitem uma segregação precisa daqueles que não concordam ou agem conforme os valores e leis vigentes. Podem levar a uma discriminação individual, como já ocorre com nosso score bancário.
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    Está em atividade um quadro de vigilância total no ciberespaço, com destaque para as ações da agência americana NSA (e parceiras) e a formidável capacidade desse país de bloquear economicamente nações e indivíduos com seus embargos implacáveis. “Vivemos no momento processos perigosos de uma descivilização”, tempos de “­emoções regressivas de descivilização”, alertou Oliver Nachtwey (“Futuros Majoritários”, em A Grande Regressão [Estação Liberdade, 2019], p. 121, 122, 123). Na mesma obra, Ivan Krastev chama a atenção para “o retorno de velhas identidades étnicas, religiosas e tribais”, uma situação em que “a democracia se torna um regime que garante o poder das maiorias” (“Descivilização”, p. 217). Tudo isso nos é familiar, mas não é um bom sinal. Apesar de a profecia e a realidade clamarem diante dos nossos olhos, ainda parece ­obscura para alguns. Vivemos como que no tempo de Ezequiel. Deus lhe perguntou: “Filho do homem, que provérbio é esse que vocês têm na terra de Israel: ‘Os dias passam, e as profecias fracassam’?” (Ez 12:22, 23). O passar dos dias não pode apagar a visão. Os olhos precisam voltar a brilhar com a esperança da profecia. Apagar os marcos proféticos significa neutralizar nossa fé (George ­Knight, A Visão Apocalíptica e a Neutralização do Adventismo [CPB, 2010], p. 29). Somos chamados a confiar na palavra profética (2Cr 20:20) e a nos preparar para o cenário que ela anuncia, pois algum dia o bom Deus vai dizer: “Darei um basta nesse provérbio” (Ez 12:23). DIOGO CAVALCANTI, pastor, jornalista e mestre em Estudos Judaicos pela USP, é coordenador editorial de livros na CPB

    (Matéria de capa da Revista Adventista de Agosto de 2021)

    Última atualização em 5 de agosto de 2021 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[Bater palmas na igreja]]> https://tempoprofetico.com.br/bater-palmas-na-igreja/ Tue, 10 Aug 2021 03:08:11 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2032

    Reprovada durante muito tempo e mais comum hoje em algumas congregações, essa prática tem apoio bíblico?

    Bater palmas durante o culto está se tornando mais popular em muitas igrejas adventistas ao redor do mundo. Porém, bater palmas vai ter significados distintos em variadas culturas. Na Bíblia, essa manifestação aparece associada a práticas sociais e religiosas e quatro verbos hebraicos são usados para expressar esse gesto (macha’nakahsaphaktaqa’), todos eles usados em associação com o substantivo “mão” (do hebraico kaf). As referências bíblicas que encontrei sobre bater palmas estão associadas com os aspectos a seguir. 1. Alegria pela entronização de um rei. Essa é uma função social do gesto. Por exemplo, os que presenciaram a introdução de Joás como herdeiro legítimo ao trono de Judá bateram suas mãos e gritaram: “Viva o rei!” (2Rs 11:12). Nos Salmos, por sua vez, temos convites para que as pessoas batam palmas ao Rei da Terra (Sl 47:1) e para que os rios fizessem o mesmo para Aquele que reina e julga sobre nosso planeta (Sl 98:8). Nesse último caso, a natureza é chamada também a se regozijar diante do Senhor. 2. Gratidão por conta das ações salvíficas de Deus. O retorno do povo de Deus do cativeiro babilônico é descrito por Isaías como um ato de redenção. Aquilo que o Senhor faria por Seu povo exilado seria tão maravilhoso que até mesmo as árvores do campo bateriam palmas em alegria (Is 55:12). 3. Aversão e ira. O rei moabita Balaque bateu com uma mão na outra para expressar sua ira contra Balaão, o profeta que havia abençoado em vez de ter amaldiçoado o povo de Israel (Nm 24:10). Ezequiel também bateu suas mãos em sinal de aversão ao mal praticado em Israel (Ez 6:11). O mesmo gesto fez Deus como manifestação de Sua ira e juízo contra os impenitentes de Jerusalém (Ez 21:14, 17; 22:13).
    O QUE REALMENTE IMPORTA NESSA DISCUSSÃO É O QUE NOS MOTIVA A BATER PALMAS NA IGREJA
    4. Sarcasmo e escárnio. Esse significado é encontrado exclusivamente no contexto da derrota de inimigos. Na profecia contra Nínive, por exemplo, Deus anuncia que todas as vítimas da crueldade dessa cidade bateriam palmas quando soubessem do infortúnio dela (Na 3:19). Por sua vez, os amonitas também celebraram a destruição de Judá por Babilônia batendo palmas (Ez 25:6). O mesmo desprezo foi expresso por aqueles que passaram pelas ruínas de Jerusalém (Lm 2:15). Por fim, não existe evidência bíblica clara de que o gesto de bater palmas fizesse parte do culto a Deus. Para dizer a verdade, não encontrei nenhuma referência a essa prática no Novo Testamento. Portanto, parece não existir qualquer paralelo bíblico para o que está acontecendo em nossas igrejas hoje. Deduzo que estamos incorporando esse hábito por influência da indústria do entretenimento e dos programas religiosos televisivos. Mas, deixando de lado a questão da influência cultural, suponho que o que realmente importa sobre essa ­discussão é que cada um esteja consciente das razões por que bate palmas na igreja. Sua motivação é para expressar gratidão pelo poder salvífico de Deus? É para substituir um audível “amém”? Ou em reconhecimento ao bom sermão ou apresentação musical? Como você pode ver, tenho mais perguntas do que respostas. ÁNGEL MANUEL RODRÍGUEZ, pastor, professor e teólogo aposentado, foi diretor do Instituto de Pesquisa Bíblica (Texto publicado na edição de agosto de 2021 da Revista Adventista)]]>
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    <![CDATA[Identificando a Igreja Remanescente da profecia bíblica – Parte II]]> https://tempoprofetico.com.br/identificando-a-igreja-remanescente-da-profecia-biblica-parte-ii/ Thu, 12 Aug 2021 22:12:28 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2036

    Ter a Bíblia como fonte suprema é o que diferencia a Igreja Remanescente de todas as demais igrejas e religiões. No artigo anterior, vimos que a Igreja Remanescente é profética e visível, sobrevivente e historicista, surgiu após 1798 em resultado de estudos integrados de Daniel e Apocalipse, e guarda os mandamentos de Deus. Demonstramos que nenhuma das denominações fundadas antes de 1798 poderia ser a Igreja Remanescente pois, segundo a profecia, o remanescente no tempo do fim, apareceria depois de 1798, após o longo período das perseguições papais. Lembramos que, várias denominações surgiram após 1798, mas, decisivamente, não podem ser a Igreja Remanescente, pois não tem as marcas bíblicas do remanescente. Os que insistem em dizer que o remanescente escatológico é invisível devem compreender que: “Nunca houve um remanescente invisível, pois ao longo da história, o remanescente é conhecido pelas marcas identificadoras de sua época.  Não há remanescente invisível escatológico porque as marcas de identificação do remanescente escatológico separam aqueles que aceitam as marcas de identificação daqueles que ainda não aceitaram”.[1] Contudo, provavelmente, a marca mais crucial da Igreja Remanescente é a fonte exclusivamente bíblica de suas doutrinas. É o que fundamentalmente a diferencia de todas as demais igrejas e religiões. Leia também: “A Igreja Remanescente é enraizada no Antigo e no Novo Testamento, e tem um sistema teológico doutrinário integrado baseado nos princípios Sola e Tota Scriptura.” Apocalipse 12:1 apresenta a Igreja verdadeira sob o símbolo de uma mulher radiante e visível com uma coroa de doze estrelas na cabeça (Isaías 60:1, 2; Mateus 5:14-16). Doze é o número do povo de Deus no Antigo e no Novo Testamento (Êxodo 28:21, 29; Marcos 3:13, 14; Apocalipse 21:12, 14). “Como no Antigo Testamento os doze patriarcas ocupavam o lugar de representantes de Israel, assim os doze apóstolos representam a igreja evangélica”.[2] Logo, “A coroa com doze estrelas significa as doze tribos de Israel e os doze apóstolos, indicando a continuidade entre o povo de Deus do Antigo Testamento e a igreja Cristã.[3] Portanto, a mulher em Apocalipse 12 “simboliza tanto a igreja do Antigo Testamento quanto a do Novo Testamento”.[4] Evidência disso, é que a mulher deu à luz a um Filho que há “de reger as nações” (verso 5). O Messias foi anunciado primeiro nas Escrituras do Antigo Testamento (João 5:39; Lucas 24:25, 27), conforme o próprio Novo Testamento menciona (Mateus 1:22; 2:6, 15; João 19:24, 36; Atos 2:25-28). Assim, a Igreja Remanescente está na continuidade da igreja do Antigo Testamento, e da igreja apostólica do Novo Testamento, cujos ensinos e práticas foram fundamentados somente nas Escrituras Sagradas, e em sua totalidade (Isaías 8:20; Mateus 4:4, 7, 10; 5:18; Lucas 24:27; 2 Timóteo 3:16; 2 Pedro 1:19-21; 3:15, 16).

    Suficiência bíblica

    A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem um sistema teológico doutrinário integrado, baseado coerentemente nos princípios Sola e Tota Scriptura. [5] Sola Scriptura é um grande princípio bíblico fundamental de que somente as Escrituras Sagradas são a norma suprema da verdade. O texto clássico é Isaías 8:20: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva”. À Lei e ao Testemunho dos Profetas. “As duas palabras torah (lei) e teudah (testemunho) apontam para os dois loci da autoridade nos dias de Isaías”.[6] Jesus reconheceu esta divisão das Escrituras hebraicas (Mateus 5:17). Evidentemente, “O Novo Testamento acrescenta a revelação autorizada transmitida por Jesus e Suas testemunhas apostólicas (ver Ef 2:20; 3:5)”.[7] O grande princípio Sola Scriptura inclui a Primazia da Escritura. A Bíblia está acima de qualquer outra fonte de conhecimento que ameaça usurpar sua autoridade definitiva.[8] Por exemplo, a tradição religiosa (Mateus 15:3, 6), a filosofia humana (Colossenses 2:8), e a ciência humana (1 Timóteo 6:20). Sola Scriptura também implica na Suficiência da Escritura “como única guia infalível da verdade” (Isaías 8:19, 20; Salmo 119:105; João 5:39; 17:17; 2 Timóteo 3:15-17; Hebreus 4:12; 2 Pedro 1:19, 20; Apocalipse 22:18, 19). “Toda outra fonte de conhecimento deve ser provada por esta norma infalível”.[9] Já o segundo grande princípio no qual a Igreja Remanescente está firmada é o Tota Scriptura. Não é suficiente afirmar o Sola Scriptura, sua primazia e suficiência. É necessário também aceitar a totalidade da Escritura como inspirada por Deus, pois a Bíblia não contém a Palavra de Deus. Ela é a Palavra de Deus (Lucas 24:27; 2 Timóteo 3:16, 17). Os Adventistas do Sétimo Dia descobriram na Bíblia um “completo sistema de fé e uma linha de práticas”.[10] Neste completo sistema de verdades estão agrupadas doutrinas como “a perpetuidade da Lei de Deus e do sábado, o ministério celestial de Cristo em duas fases, a segunda vinda pessoal e visível de Cristo, a imortalidade condicional da alma e a manifestação moderna do dom profético na pessoa e escritos de Ellen G. White”.[11] Por sua coerência com os grandes princípios Sola e Tota Scriptura, a Igreja Remanescente rejeita os projetos teológicos católico-romano e protestante, os quais tiveram influência da tradição dos Pais da Igreja, marcados pela filosofia grega. “Agostinho batizou no cristianismo a intuição de Parmênides sobre a natureza da realidade, a cosmologia de Platão e a compreensão de Aristóteles sobre Deus”.[12] Como resultado, “gradualmente o Deus atemporal de Parmênides (c. 540-470 a.C.), Platão (c. 427-c. 347 a.C.), Aristóteles (384-322 a.C.), e Plutarco (c. 45-125) substituiu o Deus das Escrituras na teologia Cristã”.[13]

    Tradições errôneas

    Entre outros, os seguintes ensinos devem ser rejeitados, pois não são bíblicos, mas somente tradições eclesiásticas: imortalidade da alma, tormento eterno, purgatório, batismo de criancinhas, santificação do domingo, veneração de imagens, mediação de Maria e de todos os santos, indulgências, confissão auricular, papado, infalibilidade papal, sacerdócio hierárquico, transubstanciação, e celibato sacerdotal. Como mencionado, a Igreja Remanescente também rejeita o projeto teológico protestante, pois, apesar de professar fidelidade ao princípio Sola Scriptura os protestantes não produzem teologia somente da matriz bíblica, pois “na prática, continuam a produzir suas teologias a partir da matriz das fontes múltiplas”.[14] Por exemplo: a adoção agostiniana pagã do conceito de um Deus fora do tempo pelos protestantes tem resultado na aceitação de conceitos não bíblicos como imortalidade da alma, predestinação, antinomianismo e, uma vez salvo, para sempre salvo. Não há agora espaço para falar da crença no evolucionismo e do método crítico-histórico do iluminismo racionalista em âmbitos católicos romanos e protestantes.  Devemos lembrar, porém, que: “Diferentes fontes para a reflexão teológica têm levado a diferentes correntes teológicas, com o resultado natural de dividir o cristianismo em várias práticas, igrejas ou denominações conflitantes”.[15]

    Característica distintiva

    A Igreja Remanescente tem o testemunho de Jesus. “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:17). Os textos a seguir explicam o significado da expressão “testemunho de Jesus”. “Prostrei-me aos seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantém o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apocalipse 19:10). “Então, ele me disse: Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus” (Apocalipse 22:9). Estes dois textos são semelhantes, e as expressões “testemunho de Jesus” e “espírito de profecia” estão em paralelo com “profetas”. “Essas expressões paralelas deixam claro que são os profetas que possuem o “testemunho de Jesus”.[16] A propósito, “considerando que os restantes de Apocalipse 12:17 constituem uma referência específica à igreja após o fim dos 1260 dias proféticos dos versos 6 e 14, isto é, após 1798, a passagem demonstra ser uma predição clara da manifestação do “espírito” ou do “dom” de profecia na igreja em nossos dias”.[17] Para Stefanovic, “Apocalipse 12:17 declara claramente que o remanescente de Deus no tempo do fim é caracterizado por uma posse especial do testemunho de Jesus dado por meio daqueles que foram chamados por Deus para serem seus profetas”.[18] Os profetas foram porta-vozes de Deus ao Seu povo, e a outras nações (Isaías 1:1; 10:5; 13:1; Jeremias 1:5). De fato, “…o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7). Eles guiaram em segurança o povo em tempos de crise, promovendo a unidade, e a confiança na liderança divina. “Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e prosperareis” (2 Crônicas 20:20). Eles atuaram como reformadores do povo, e restauradores das instituições divinas (1 Reis 18:20-40; Isaías 58:13, 14; Mateus 3:1-10).  Se no passado, Deus deu este dom para guardar Seu povo, porque não o concederia no perigoso tempo do fim, precedente à segunda vinda de Cristo? (Mateus 24:5, 10-12; Marcos 13:22; Lucas 18:8; 2 Timóteo 3:1-5). Infere-se pela profecia de Apocalipse 12 que, o Senhor deu também este dom a Sua Igreja Remanescente, a fim de protegê-la das armadilhas de Satanás no conflito final (Apocalipse 12:17). Portanto, o dom profético concedido – o testemunho de Jesus – “corresponde a uma característica distintiva da igreja remanescente”.[19]  O dom de profecia prometido foi inconfundivelmente manifestado na Igreja Adventista do Sétimo Dia, no longo e profícuo ministério de Ellen G. White.[20] Porém, é crucialmente importante esclarecer que seus escritos, embora inspirados por Deus, não tem o mesmo nível de autoridade que a Bíblia, pois, conforme a crença fundamental número um da Igreja Adventista do Sétimo Dia, “As Escrituras Sagradas são a suprema, autoritativa e infalível revelação de Sua vontade. Constituem o padrão de caráter, a prova da experiência, o definitivo revelador de doutrinas e o registro fidedigno dos atos de Deus na História (Salmos 119:105; Provérbios 30:5, 6; Isaías 8:20; João 17:17; 1 Tessalonicenses 2:13; 2 Timóteo 3:16, 17; Hebreus 4:12; 2 Pedro 1:20, 21).[21] A propósito, o dom profético pós-bíblico manifestado no tempo do fim, tem função semelhante ao dom profético de Natã, Gade, Asafe, Semaías, Azarias, Eliézer, Aías, Obede, Miriã, Débora, Hulda, Simeão, João Batista, Ágabo, Silas, Ana e as quatro filhas de Filipe que não tiveram seus escritos registrados nas Escrituras.[22]  “O mesmo Deus que falou por meio dos profetas que escreveram a Bíblia inspirou esses profetas e profetisas. Suas mensagens não entraram em contradição com a revelação divina previamente registrada”.[23] Os escritos de Ellen G. White, não foram dados como adição ou substituição às Escrituras, mas para levar os negligentes de volta à Bíblia. “Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior. Oh! quanto bem poderia ser feito se os livros que contêm esta luz fossem lidos com a resolução de se executarem os princípios que eles contêm! Haveria uma vigilância mil vezes maior, um esforço abnegado e resoluto mil vezes maior”.[24] Sim, está escrito: “mil vezes maior”! Nunca vi alguém se perder por ler O Desejado de Todas as Nações.[25] Apelo a você, amigo, para que leia a Bíblia e os livros do Espírito de Profecia. E, por favor, ore pelo terceiro artigo desta série.
    Referências [1]Norman R. Gulley, Systematic Theology: The Church and the Last Things (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2016), p. 473. [2]Ellen G. White, Atos dos apóstolos, 9ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013), p. 19. [3]Ranko Stefanovic, Revelation of Jesus Christ, 2ª ed., (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2009),  p. 388. A seguir: Stefanovic. [4]Francis D. Nichol, ed. Comentário bíblico adventista do sétimo dia, 1ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2014), v. 7, p. 893. [5]Para um estudo mais detido ver: Fernando Canale, Princípios elementares da teologia cristã: a Bíblia substituindo a tradição, 1ª ed. (Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2018). A seguir: Canale. Ver também: Raúl Kerbs, El problema de la identidad bíblica del cristianismo: las presuposiciones filosóficas de la teología cristiana desde los pressocráticos al protestantismo (Libertador San Martin, Argentina: Universidad Adventista del Plata), 2014). [6]Raoul Dederen, ed. Tratado de teologia adventista do sétimo dia, 1ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), p. 70. [7]Ibidem, p. 71. [8]Ibidem. [9]Ibidem. [10]Ellen G. White, Mente, caráter e personalidade, 3ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996), v. 2, p. 784. [11]Alberto R. Timm, O santuário e as três mensagens angélicas, 5ª ed. (Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2009), p. 1. [12]Canale, p. 62. [13]Norman R. Gulley, Sistematic Theology: God as Trinity (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2011), p. 179, 180. [14]Canale, p. 27. [15]Ibidem, p. 22. [16]Nisto cremos (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2020), p. 283, 284. [17]Francis D. Nichol, ed. Comentário bíblico adventista do sétimo dia, 1ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2014), v. 7, p. 973, 974. [18]Stefanovic, p. 560, 561. [19]Nisto cremos, p. 284. [20]Para estudar Ellen G. White, e seu ministério profético ver: Alberto R. Timm e Dwain N. Esmond, Quando Deus fala, 1ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2017), p. 291-489; Arthur L. White, Ellen G. White, 1ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016). [21]Nisto cremos, p. 11. [22]Ibidem, p. 286 [23]Ibidem. [24]Ellen G. White, Review and Herald, 20 de janeiro de 1903. [25]_______, O Desejado de Todas as Nações, 22ª ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013).]]>
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    <![CDATA[Daniel 5, a queda da Babilônia e o fim]]> https://tempoprofetico.com.br/daniel-5-a-queda-da-babilonia-e-o-fim/ Thu, 09 Sep 2021 02:29:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2042

    Famosa pintura de Rembrandt ilustrando o episódio descrito no capítulo 5 de Daniel.

    Em Daniel, “as perspectivas humanas e celestiais se encontram no contexto da história”[1]. As visões, estrutura, narrativas, teologia e abrangência profética nele descritas o diferenciam dos outros livros do Antigo Testamento. O leitor é atraído por cenários intrigantes, como a destruição de uma estátua gigante por uma pedra, o aparecimento de animais híbridos que lutam entre si, ou ainda, uma batalha entre seres angelicais. Sua estrutura está dividida em duas partes: a primeira, histórica (Daniel 1-6) e a segunda, profética (Daniel 7-12). No entanto, o livro é uma unidade literária. As diferentes seções se comunicam entre si. A maneira como Deus lida com Babilônia ilustra como Deus julgará as nações. Assim, a ascensão e queda das nações apresentadas na parte profética do livro devem ser compreendidas com base nos princípios descritos na seção histórica[2]. Este artigo pretende discutir sobre a revelação de Deus à Belsazar, a queda da Babilônia e suas implicações no cenário profético.

    O contexto 

    O profeta Daniel introduz o capítulo 5 e descreve uma grande festa que o rei fez aos seus súditos. E como ele usa os utensílios sagrados do templo de Jerusalém, trazidos por Nabucodonosor, para beber vinho e louvar aos “deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra” (Daniel 5:1-4). É interessante notar que os elementos metálicos que aparecem em Daniel 5:4 são os mesmos que compõem a estátua polimetálica descrita em Daniel 2. Nesta ocasião, o rei da Belsazar diviniza estes metais e celebra a vitória dos deuses babilônicos sobre o Deus de Israel. Daniel 5:5-6 descreve, contudo, o aparecimento misterioso de uma mão que escreve algo na parede e que espanta o rei e seus convidados. A reação de Belsazar e sua pressa para trazer os intérpretes sugere que ele viu neste sinal um mau presságio. De fato, na Bíblia, quando a mão de Deus escreve, o faz em um contexto de juízo (Daniel 7:10; Êxodo 31:18; 34:1; Apocalipse 3:5; 21:27; Deuteronômio 10:5). Logo após o fracasso dos intérpretes em traduzir o que estava escrito, Daniel é convidado a se apresentar diante do rei para lhe dar a interpretação. Mesmo não tendo mais a juventude de seus anos iniciais na Babilônia, as Escrituras Sagradas testificam que ele era um homem que tinha “o espírito dos deuses santos” e se achava nele “luz, e inteligência, e sabedoria como a sabedoria dos deuses” (vv. 11).

    Belsazar consulta Beltessazar 

    Como demostrado no esboço abaixo[3], a estrutura deste capítulo está organizada em um quiasmo[4], cujo clímax é o encontro entre Daniel e Belsazar. A A glória do rei (vv. 1-4) B O mistério da escrita (vv. 5-9) C O sermão da rainha (vv. 10-12) D Belsazar consulta Beltessazar (vv. 13-16) C’O sermão do profeta (vv. 17-24) B’ O mistério decifrado (vv. 25-28) A’ A queda do rei (vv. 29-31) Neste encontro, o rei babilônico promete a Daniel presentes e o terceiro lugar em seu reino, caso fosse revelado o mistério (vv. 16). Tais presentes são rejeitados por Daniel que, nos versos 17 a 24, introduz seu discurso a respeito de como o rei havia se levantado contra o “Senhor do céu” (vv. 23). O profeta lembra, por sete vezes neste capítulo, que Belsazar conhecia a experiência de humilhação de Nabucodonosor (vv. 2, 11, 13, 18 e 22). Todavia, ele decidiu se levantar contra o Deus, em cuja mãos estava a sua vida (vv. 23).  O rei permitiu que “o amor dos prazeres e a glorificação do eu obliterassem as lições que jamais devia ter esquecido[5].

    Interpretação da escrita na parede e suas implicações 

    Após o seu discurso, o profeta passa a fazer uma exposição acerca do escrito enigmático e seu significado. Para Belsazar, a dificuldade não estava na definição das palavras, mas em compreender o significado delas para si, pois os termos tinham um significado conhecido para os falantes da língua hebraica e aramaica [6]. Por isso, Daniel esclarece dizendo: “esta é a interpretação daquilo: Mene: contou Deus o teu reino e deu cabo dele. Tequel: pesado foste na balança e achado em falta. Peres: dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas” (Daniel 5:26-28). Os três substantivos escritos na parede poderiam ser compreendidos como medidas de peso: uma mina, um shekel e a metade de uma mina[7]. A palavra mene é usada primariamente na Bíblia para mensurar prata e ouro[8]. Além disso, o termo mene deriva de uma raiz traduzida como ‘numerar, contar’ e descreve o deus babilônico do destino em Isaías 65:11, 12. Em outras palavras, o Deus de Israel determinaria o destino da nação babilônica e o número de seus dias estava completo. O termo tekel vem de uma raiz traduzida como “pesar”. Ser pesado no contexto bíblico e do antigo Oriente Médio estava relacionado com o julgamento de Deus[9]. A leveza do shekel (10 gramas) representava um reino achado em falta diante do Deus que pesa todas as ações (1 Samuel 2:3; Salmo 62:9). Finalmente, a palavra peres envolve um verbo traduzido como “dividir”.  Na Bíblia esta palavra sempre aparece em um contexto de violência (Deuteronômio 14:2; Miqueias 3:3) e sua forma plural, encontrada em Daniel 5:25, indica a pluralidade de predadores que atacaria aquela nação. O conteúdo revelado, portanto, descreve o destino da Babilônia. Naquele mesmo dia, em 539 a.C, Ciro e seu exército invadiram e conquistaram a cidade, o que marcou a queda da Babilônia e a ascensão do império Medo-Persa[10]. Tendo, deste modo, iniciado o cumprimento histórico da sucessão de reinos profetizados em Daniel 2:31-45.

    Significado de Babilônia

    Algo também digno de nota é que Babilônia, nas Escrituras Sagradas, não representa somente uma região geográfica. O termo grego Babylṓn é usado apenas 12 vezes no Novo Testamento. Sua maior incidência está no livro do Apocalipse (Apocalipse 14:8; 16:19; 17:5; 18:2,10 e 21). Nele, tem-se a Babilônia como um símbolo dos poderes das trevas que perseguem o povo de Deus no tempo do fim. Em Apocalipse 14:8, é predita a queda da Babilônia espiritual, assim como nos tempos do reinado de Belsazar. Ao descrever as sete últimas pragas João declara que Deus se lembrará da Babilônia e lhe dará o “vinho do furor da sua ira” (Apocalipse 16:19).  Embora Apocalipse 17 descreva a grande hostilidade destes poderes a ponto de se embriagarem com “o sangue das testemunhas de Jesus (Apocalipse 17: 5-6), chegará a hora de seu juízo e Babilônia cairá (Apocalipse 18). O conteúdo de Daniel 5 traz uma reflexão a respeito da transitoriedade dos reinos terrestres, o juízo de Deus e aponta para a queda antitípica da Babilônia do tempo do fim. Assim como Ciro conquistou Babilônia com seu exército, Jesus dará fim à Babilônia espiritual e estabelecerá o seu reino eterno, por ocasião de sua vinda. Por isso, “ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mateus 24:44). Este artigo foi escrito em parceria com Natan Lima,  pastor distrital no Rio Grande do Sul. 
    Referências: [1] SYMPOSIUM on Daniel: introductory and exegetical studies. Edição de Frank B. Holbrook. U.S.A.: Review and Herald Publishing Association, 1992. v. 2. p. 61 [2] COMENTARIO biblico Adventista do Sétimo Dia: Isaías a Malaquias. Edição de Francis D. Nichol, Vanderlei Dorneles. Tatuí – SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013. v. 4 . 819 e 820 [3] Doukhan, Jacques. Secrets of Daniel: Wisdom and Dreams of a Jewish Prince in Exile. Hagerstown, MD: Review and Herald Pub. Association, 2000. p. 86. [4] Uma estrutura literária onde os elementos paralelos se correspondem em uma ordem invertida (Ex: A-B-C-Cʹ-Bʹ-Aʹ). [5] White, Ellen G. Profetas e reis. Tradução de Carlos Alberto Trezza. 8. ed. São Paulo, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2007. p. 333. [6] BALDWIN, Joyce G.  Daniel: An Introduction and Commentary. Tyndale Old Testament Commentaries. Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1978. v. 23. p. 137. [7] Equivale respectivamente a 600g, 10g e 300g. [8] SWANSON, James. Dictionary of Biblical Languages with Semantic Domains: Aramaic (Old Testament). Oak Harbor: Logos Research Systems, Inc., 1997. [9] Doukhan, Jacques. Secrets of Daniel: Wisdom and Dreams of a Jewish Prince in Exile. Hagerstown, MD: Review and Herald Pub. Association, 2000. p. 84 [10] Cf. O Cilindro de Ciro, artefato escrito em acadiano que hoje se encontra no museu britânico. Ele descreve esta conquista e se apresenta como uma evidência externa importante a respeito da queda do império Neo-Babilônico.]]>
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    <![CDATA[Perceba os sinais (parte 2)]]> https://tempoprofetico.com.br/perceba-os-sinais-parte-2/ Tue, 21 Sep 2021 02:48:43 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2047

    A Bíblia afirma que Cristo é a Água Viva, disponível para saciar a sede de todo sedento.

    Os últimos 18 meses têm sido de muitas mudanças para a minha família aqui no Egito. Além dos impactos inevitáveis da pandemia na nossa rotina, durante a “primeira onda” nasceu a nossa filha mais nova. Nos reinventamos socialmente, espiritualmente, economicamente e profissionalmente. Comecei um pequeno negócio de pão de queijo, mas deixarei para abordar este assunto específico em outro momento. O fato é que foi dirigindo pelas ruas do Cairo para entregar encomendas que veio à minha mente a reflexão que trarei hoje. Estamos em pleno verão egípcio. O pico de calor e secura nesta região, desértica, acontece entre os meses de julho e setembro. Não que eu já não tenha passado muito calor no Brasil, mas a estação quente no Egito começa entre abril e maio e pode se estender até outubro, tranquilamente. Ou seja, vivemos praticamente seis meses de calor intenso, com média de 38oC e picos de 45°C, sem chuva alguma para refrescar. Pelo contrário. Este é o período em que ocorrem as famosas tempestades de areia. Quando pensamos que não vamos aguentar mais, começamos a sentir o frescor do outono chegando. Acredite: aqui só chove umas três ou quatro vezes ao ano. Nunca agradeci tanto a Deus pela água como quando passamos a viver aqui. Aliás, a nação do Egito só existe nesse lugar seco e quente graças ao rio Nilo; “uma dádiva”, como chama o grande historiador Heródoto. Desde o primeiro verão que passamos aqui, em 2015, ainda voluntários vivendo na periferia do Cairo, eu guardo a lembrança de como a água passou a significar a única possibilidade de continuar vivendo. Há momentos em que você tem a nítida sensação de que morreria em poucas horas desidratado, embaixo do sol do deserto, em um dia de extremo calor. Aqui eu passei a entender o que é sofrer por falta de água, mesmo sem nunca precisar ficar muito tempo sem acesso a ela. Mas o que ainda me chama a atenção nesse país é que, em muitos lugares, você vai encontrar bebedouros de água gelada, cântaros de barro ou galões pelas ruas, seja nas grandes cidades ou em vilarejos humildes. Você sempre conseguirá matar a sede por onde passar. Água é a primeira coisa que lhe oferecem em qualquer casa em que você entrar, e ela não pode faltar à mesa. No portão do edifício onde moramos, numa avenida supermovimentada que corta a cidade do Cairo, há um bebedouro grande, refrigerado, com cinco torneiras, como esses que encontramos em alguns postos de gasolina nas estradas do Brasil. Por aqui, todos os dias vemos motoristas e transeuntes pararem aqui em frente para beber água e encher suas garrafas. Nesse cenário, eu enxergo de forma direta e real o cumprimento da promessa em Isaías 33:16: “o seu pão lhe será dado, e água nunca lhe faltará”. Quanta segurança isso nos dá! Vejo um povo que representa a bondade e a misericórdia de Deus mesmo sem ainda conhecer o significado espiritual do refrigério que a Água da Vida – Jesus Cristo – traz a todo aquele que dela beber. Este é o Evangelho puro e simples na prática. Aquele que se sacia em Cristo não terá mais sede, além de se tornar uma fonte para o refrigério de outros. “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (João 7:38). Vejo por aqui corações sedentos, naturalmente conscientes da necessidade que temos de água para viver. Vejo aqui a importância de levarmos refrigério ao nosso próximo, seja com atos de amor, de generosidade, seguindo costumes locais ou uma tradição religiosa. Quando essas pessoas tiverem a oportunidade de ouvir sobre Cristo, talvez estejam muito mais preparadas para entender, aceitar e proclamar a mensagem de salvação do que você e eu, que não fomos criados em um clima desértico. Que tenhamos sede! E que sejamos fontes de água viva para refrigério de quem encontrarmos pelo caminho. Ah, e já que falamos da água por aqui, no próximo artigo quero falar sobre o “pão”, no contexto em que vivemos no mundo árabe. Até mais!]]>
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    <![CDATA[Como se desenvolveu a separação entre judaísmo e cristianismo]]> https://tempoprofetico.com.br/como-se-desenvolveu-a-separacao-entre-judaismo-e-cristianismo/ Wed, 22 Sep 2021 09:12:19 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2051

    Entenda a questão histórica e teológica que explica esta separação e como isso chegou até os tempos atuais na realidade do cristianismo. Segundo artigo da série sobre cristianismo e judaísmo aponta como esta cisão se deu ao longo da história. O primeiro século da era cristã terminou com discussões de identidade e o início de relações atribuladas entre cristãos e judeus. Um fato importante, contudo, é que os primeiros ainda eram judeus, cujas doutrinas e crenças estavam ainda dentro do pano de fundo judaico geral, conhecido naqueles tempos. Ao sairmos desse século, não podemos deixar de notar que a identidade judaica fluida foi deixada para trás, após a quase destruição do judaísmo no ano 70. A necessidade de fixação de uma identidade que não fosse demasiadamente aberta e ampla, foi uma decisão tomada pelos principais partidos sobreviventes, fariseus E cristãos. Nesse processo, as diferenças passaram a pesar muito mais do que as similitudes e essas foram se acentuando cada vez mais nos séculos seguintes e migrando da periferia para o centro.  

    Mudanças profundas no segundo século 

    Junte-se a este quadro as pressões políticas. Tanto exercidas sobre o judaísmo nos dois primeiros séculos, quanto sobre o cristianismo, até a época do compromisso. Então a unidade na diversidade se transforma na diversidade da diferença, como veremos nas partes seguintes dessa série. O período iniciado no segundo século marca o aprofundamento das diferenças entre judeus e cristãos, até o ponto da ruptura ocorrida por volta do século IV. Não era possível mais se manter a unidade tênue do primeiro século e cada atitude do grupo contrário era marcada como uma ação de afastamento. Por um lado, judeus acentuavam o afastamento da Torá por parte do cristianismo, denunciando-o como apostasia. Por outro lado, o cristianismo acusava o judaísmo de deicídio, causado pelo afastamento da Torá, e aceitação de tradições de seus rabinos. Em suma, em um adiantamento das recíprocas excomunhões entre cristianismo do oriente e do ocidente. Judeus e cristãos se acusavam virtualmente do mesmo: apostasia.

    Sobrevivência 

    Apesar disso, havia um interesse mais humano e terrestre nas crises do segundo século: sobrevivência. Observando a dinâmica das relações entre judeus, cristãos e o império Romano, não é difícil concluir que, de alguma forma, ambos viam no fim do outro a sua salvaguarda. De fato, no primeiro século, quando Nero acusou os cristãos do incêndio em Roma, rapidamente os judeus trataram de declarar que a fé cristã nada tinha de judaica. Igualmente, na tentativa de manter-se como religio licita, o judaísmo, novamente, declara-se apartado do cristianismo. Os cristãos, por sua vez, durante as revoltas de 66-70 EC, sob Vespasiano e Tito e 132-135 sob Adriano, também se declararam não participantes do meio judaico, nem de suas rebeliões. De certa maneira, portanto, as relações de judeus e cristãos com o estado moldaram as relações entre eles. E não apenas em Roma, mas em cada estado no qual coexistiram. Nos séculos seguintes encontramos a mesma dinâmica de acusações mútuas em Constantinopla (séculos III e IV), Veneza (séculos X e XI) e Alemanha (séculos XVI e XVII), com o cristianismo utilizando o poder estatal para impor ao judaísmo derrotas em supostos debates teológicos, além de desterro para seus líderes. Da perspectiva teológica, foi com Justino que o antissemitismo se acentuou. A partir de suas leituras e de suas apologias, criou-se a ideia de protocristãos que eram constituídos pelos grandes homens da Bíblia Hebraica, cristianizados, enquanto a designação de judeus ficou reservada para os homens maus da história de Israel, como os adoradores do bezerro de ouro, os profetas de Baal, etc. Dessa forma, o judaísmo passou a ser teologicamente esvaziado de significado, e sua existência vista apenas como uma mera ponte para a realidade maior da Igreja.  Essa foi a posição dominante no pensamento cristão durante o período de dominação católica, mas não deixou de existir com o surgimento do protestantismo.  

    Reformadores e o tema 

    De fato, quase nada mudou para as relações judaico-cristãs com a chegada da Reforma. Se, por um lado, os reformadores lançaram bendita luz sobre temas das Escrituras escurecidos pelas trevas da Idade Escura, essa luz não atingiu a compreensão do papel e posição de Israel. John Huss atacou fortemente os judeus por não aceitarem se converter ao cristianismo.   Martinho Lutero, o campeão da Reforma, enxergava os judeus como “mentirosos” e responsáveis pela morte de Jesus. Ele escreveu três obras amargas contra os judeus: Sobre os judeus e suas mentiras, Von Shem hamphoras e Warning against Jews. Nessas obras, Lutero apregoa que os judeus deveriam ser mortos, desterrados e que eram equivalentes ao próprio demônio. Já Calvino mantinha a ideia de que os judeus de seu tempo não possuíam piedade e eram uma nação rejeitada por Deus. Em seu Response to Questions and Objections of a Certain Jew, ele argumentou que os judeus não sabiam sequer ler. E muitas vezes torciam suas próprias Escrituras.  A influência desses reformadores, dentre outros, pode ser sentida ainda em nossos dias, com o pesado legado antissemita com seu linguajar de substituição, ainda existente em muito da teologia cristã.

    Conclusão

    Em linhas apressadas, vimos o desenvolvimento da separação entre cristãos e judeus. E descobrimos que não é um fenômeno que pode ser localizado em um ponto temporal único, mas em um processo que passou pelo acirramento das animosidades entre essas duas fés que possuem relação de origem e originada.  As relações políticas e a busca por identidade exerceram influência sensível no aprofundamento dessa crise que iniciando no final do primeiro século, acentuou-se nos séculos seguintes e de forma incrível, atingiu os nossos dias, passando viva e fortalecida pelo tempo dos reformadores. Na última parte dessa série, queremos refletir sobre como a Igreja Adventista do Sétimo Dia no século 21 se encaixa nessa linha. Estamos do lado do antissemitismo ou judaizantes modernos? Ou nenhum e nem outro, mas uma terceira e bíblica via? Como podemos alinhar a perspectiva missiológica e eclesiástica da Igreja Adventista com sua ênfase no remanescente com uma posição antissemita. Ou com uma posição dispensacionalista que enxerga a Igreja como um parêntesis no plano de Deus que se cumpriria finalmente com Israel? Sérgio Monteiro é teólogo, capelão e membro do Instituto de Estudos Judaicos Feodor Meyer, membro da Adventist Theological SocietyInternational Association for the Old Testament Studies e Associação dos Biblistas Brasileiros.]]>
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    <![CDATA[Progressismo ou declínio? Eis a questão (parte 2)]]> https://tempoprofetico.com.br/progressismo-ou-declinio-eis-a-questao-parte-2/ Wed, 22 Sep 2021 09:14:47 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2055

    O cristão precisa estar atento às necessidades do próximo e aos propósitos divinos.

    Se um entrevistador lhe perguntasse: “O mundo está melhorando ou piorando?” O que você responderia? “Os índices de pobreza, mortalidade infantil e segurança estão melhorando?” Se sua resposta foi negativa para ambas as perguntas, saiba que você está errado. Você e a maioria dos entrevistados numa pesquisa feita pela Ipsos com a Gates Foundation, realizada com 26.489 pessoas de 28 países[1]. Afinal, para a maioria dos entrevistados, o mundo está socialmente pior, embora não seja bem isso o que os índices sociais apresentam. Só para dar um exemplo, se não fosse pela crise da covid-19 continuaríamos numa sequência ininterrupta de 25 anos de queda dos índices de pobreza mundial.  Entre 1990 e 2015, o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, ou seja, com US$ 1,90 ou menos por dia, caiu de 1,9 bilhão para menos de 656 milhões em 2018. Isso significa que a parcela da população global considerada pobre, por essa definição, caiu de 36% para menos de 10% no mesmo período. Hoje há muito mais direitos humanos. Mesmo com tantos casos de violência (um mal não erradicado), as mulheres de hoje contam com muito mais recursos para se proteger de um agressor do que contariam as do início do século 20. Mesmo convivendo, infelizmente, com atitudes de segregação racial, uma pessoa negra tem mais chances de agir juridicamente contra um racista do que um norte-americano afrodescendente dos anos 1950. Mesmo assim, continuamos não achando nosso planeta um lugar seguro para se viver. Várias explicações foram dadas do porquê de tanto pessimismo se os índices sociais estão melhorando. Alguns apontam para argumentos evolucionistas, dizendo que herdamos de nossos ancestrais hominídeos essa vigilância constante, mesmo em períodos de calmaria, pois foi isso que nos fez evoluir e ser preservados mesmo em meio a tantos predadores que hoje encontram-se extintos. Outros apontam para a sensação de pânico causada por notícias exageradas, fake news e alertas generalizados, sem especificar o contexto de cada evento traumático. Muitos em Israel, ao ouvirem notícias sobre o Brasil, pensam que aqui é perigoso andar desarmado até mesmo n praia de Copacabana. Os brasileiros, por sua vez, imaginam que os israelenses vivem olhando para cima o tempo todo à espera de onde cairá o próximo míssil.

    Um cenário atual

    Sobre a pandemia, em que pesem os terríveis dados de quase 4,6 milhões de mortos no mundo até ao fechamento deste artigo, isso não se compara aos mortos da Peste Negra que, segundo estimativas, ceifou entre 75 e 200 milhões de vidas apenas na Eurásia. É claro que, olhando assim num mapa, os dados podem ser frios demais. Para quem perdeu um ente querido, um pai, uma mãe, um irmão, a estatística é de 100% e a dor não tem como ser medida. Contudo, dizem por aí que contra números não há argumentos. Ainda que este seja um ditado discutível, não podemos negar o poder argumentativo que os algarismos nos oferecem. Sendo assim, a sensação humana de piora pode ser mero sentimento psicológico ou ilusório desprovido de uma avaliação real do cenário. Para os que cremos na Bíblia, no entanto, a questão se torna mais delicada, pois se o santo livro descreveu em tons tão pessimistas os momentos que antecedem a vinda de Jesus, dizer que o pessimismo é uma ilusão corresponde a negar nossa própria fé profética. As Escrituras nunca falaram do fim em termos otimistas. “Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Timóteo 3:13); “Os homens desmaiarão de terror, apreensivos com o que estará sobrevindo ao mundo” (Lucas 21:26); “Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante! É tempo de angústia para Jacó” (Jeremias 30:7).

    Tempos modernos, problemas não resolvidos

    Talvez uma forma de entendermos esse paradoxo entre o que previu a Bíblia e o que os dados apresentam seria ampliarmos as considerações da carta a Laodiceia para entender como estaria o mundo no tempo do fim. É claro que a epístola apocalíptica se dirige, em primeiro lugar, ao povo de Deus. É uma advertência interna quanto a nosso estado espiritual. Contudo, compreendendo que a Igreja, como organismo social, tende a reproduzir a sociedade no meio da qual ela vive, podemos dizer que o que vale para a igreja (em termos de repreensão) vale também para o mundo. Afinal de contas, o que é a apostasia senão a permissão dada para que hábitos e costumes mundanos adentrem ao povo de Deus? E qual era o grande problema de Laodiceia? Achar que tinha tudo e não tinha nada. O paradoxo entre os índices sociais e do que que a profecia apresenta é retratado nas ironias da carta. “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente! Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.  Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Apocalipse 3:15-17) Vejam que contraste: hoje, uma edição normal do New York Times contém mais informação do que uma pessoa comum poderia receber durante toda a vida na Inglaterra do século XVII. No entanto, o excesso de informação está provocando uma angústia típica dos tempos atuais e levando à conclusão de que, às vezes, saber demais é um problema. “Quanto mais sabemos, menos seguros nos sentimos. É a sensação de que o mundo está girando a muitas rotações a mais do que nós mesmos”, disse Wayne Luke. Nunca na história se produziram tantos livros sobre criação de filhos. E o que mais encontramos são pais perdidos sem saber o que fazer com seus rebentos. Técnicas de didática e aprendizado se acumulam aos montes e os jovens estão cada vez com mais dificuldade de compreensão, raciocínio lógico e capacidade de interpretação. As pessoas continuam se desentendendo, mesmo com meios de comunicação funcionando à velocidade da luz, pois não é necessário nem um segundo de tempo para que uma mensagem via WhatsApp cruze o atlântico e vá de um celular em São Paulo a outro em Lisboa. Aplicativos de tradução cada vez mais sofisticados estão desmotivando o surgimento de novos poliglotas, pois ficou fácil conversar com um coreano mesmo sem saber nenhuma palavra de seu idioma. O irônico, porém, é que quanto mais nos comunicamos, menos nos entendemos uns com os outros.

    Olhos fixos em outro lugar

    Este é o nosso mundo, que se acha tão esperto, tão rico, tão abastado que não precisa de nada, nem mesmo de Deus. Este mundo está adentrando às igrejas e precisamos estar em alerta quanto a isso. Lá fora eles dizem não precisar de Deus. Aqui dentro dizemos precisar de Deus, mas vivemos como se não precisássemos. No fim, tudo acaba sendo uma espécie de ateísmo inconsciente. Dizemos crer em Deus e vivemos como se Ele não existisse. Pior ainda é quando colocamos o ser humano acima de Deus ou no lugar dEle, trocando humanitarismo (que é um dever bíblico) pelo humanismo (o ser humano no centro de todas as coisas). Como cristãos e, ao mesmo tempo, cidadãos e cidadãs, temos uma responsabilidade social para com esse mundo, e ninguém deve se eximir disso. Devemos, sim, acolher os necessitados, preservar o meio ambiente, condenar a desigualdade, combater a discriminação. É o que está em Tiago 1:27 “A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo.” O problema é que muitos pulam a última parte, que diz: “e não se deixar corromper pelo mundo”. Pensam que tudo se resume a ativismo social. Esse foi o terrível erro da falida teologia da libertação que transformou profetas em líderes sindicais e o discurso de Cristo em um ato revolucionário. Não podemos é cair na cilada de que é nosso papel atuar como ativistas na construção de um mundo melhor, justo e ideal. De acordo com a orientação bíblica, esse mundo só virá por ocasião da vinda de Cristo. Nosso ativismo, portanto, dever ser no sentido de aguardar e apressar a vinda de Cristo. É o que encontramos em 2 Pedro 3:12 e 13. “Aguardando o Dia do Senhor e apressando a sua vinda. Naquele Dia, os céus se dissolverão pelo fogo, e todos os elementos, ardendo, se dissiparão com o calor. Todavia, confiados em sua Promessa, esperamos novos céus e nova terra onde habita a justiça.” Negligenciar o dever social é cair na filosofia do mal servo que não faz nada na certeza de que seu Senhor tarde virá. Por outro lado, enfatizar em demasia tais pautas pode resultar numa desnecessária preparação para o segundo advento. Afinal, o paraíso é aqui e agora com as mudanças sociais que conseguirmos construir. Se isso ocorrer, estaremos em sério risco de perder nossa identidade e, à semelhança do mundo lá fora, continuaremos nos sentindo vazios e inseguros mesmo com tantos recursos ao nosso dispor.

    Referências

    [1] https://www.ipsos.com/sites/default/files/ct/news/documents/2017-09/Gates_Perils_of_Perception_Report-September_2017.pdf Acesso em 03/09/2021 [2] https://www.worldbank.org/en/topic/poverty Acesso em 03/09/2021]]>
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    <![CDATA[Especialista esclarece sobre marca da besta de Apocalipse 13]]> https://tempoprofetico.com.br/especialista-esclarece-sobre-marca-da-besta-de-apocalipse-13/ Sun, 26 Sep 2021 01:55:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2059

    O entendimento correto do tema vem de um estudo atento de vários trechos da Bíblia Sagrada.

    O novo episódio da série Perspectivas apresenta entrevista realizada com o doutor Ranko Stefanovic, professor de Teologia da Andrews University, nos Estados Unidos. O assunto foi a tão comentada marca da besta, mencionada especialmente no capítulo 13 do livro do Apocalipse. Esta entrevista é a primeira parte de uma conversa com o professor a respeito de temas escatológicos. Stefanovic é autor de um comentário sobre o livro do Apocalipse e vários artigos e materiais relacionadas a profecias bíblicas. Veja a conversa na íntegra:

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    <![CDATA[O evangelho na língua de sinais]]> https://tempoprofetico.com.br/o-evangelho-na-lingua-de-sinais/ Thu, 30 Sep 2021 09:51:14 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2064

    Como a igreja pode ser mais efetiva no trabalho de alcançar os surdos e atender suas necessidades

    Em Levítico 19:14 está escrito: “Não amaldiçoe o surdo, nem ponha tropeço diante do cego, mas tema o seu Deus. Eu sou o Senhor”. Este versículo nos leva a pensar não só no amor incomensurável de Deus, mas também na essência ética dos princípios e leis que o Senhor transmitiu à humanidade. Pelo fato de conhecer o fim desde o princípio, Ele olhou através dos tempos e percebeu a necessidade de orientar o ser humano no que tange ao trato uns com os outros, não se esquecendo de ninguém. Há quem atribua um sentido figurado aos termos “surdo” e “cego”. Outros não, consideram a pessoa com as respectivas limitações. Prefiro acreditar nesta última, uma vez que a história traz um registro de como as pessoas com deficiência eram tratadas nas mais diversas civilizações, em todas as eras, num misto de compaixão e crueldade atroz. A ênfase na condição de não-ouvinte da pessoa surda contribui para o surgimento de obstáculos, os quais demandam da incomunicabilidade, o que pode gerar desprezo por parte dos que ouvem, deixando-a alheia ao mundo, desassistida, desamparada. Essa não seria uma forma de amaldiçoar o surdo? A propósito, ao pesquisar no dicionário o significado da palavra amaldiçoar, é possível encontrar sinônimos interessantes, como: renegar, desamparar, abandonar, detestar, odiar, entre outros. Ao assentar tais premissas num plano de evangelismo, parece que a responsabilidade é dobrada, não só pela quantidade de luz recebida como também pelo uso dos dons e talentos a fim de tornar o evangelho acessível a todas as pessoas. A ordem do Mestre expressa em Mateus 28:19 e 20 não apresenta exceções nem condições. Ele deixa explícito que o evangelho deve ser levado a todas as pessoas, a todas as nações, o que inclui, evidentemente, a pessoa surda. O Senhor dotou a humanidade de consciência moral e habilidades extraordinárias, as quais podem abarcar todas as pessoas. Portanto, necessita-se empregá-las em Seu serviço. Todos são capazes de atuar na grande obra de salvação. Sendo assim, é importante considerar dois pontos. Primeiro, todo o Céu coopera com aqueles que estão dispostos a trabalhar para o Mestre. Segundo, consequentemente, não há desculpas para a negligência. Isso é confirmado nas palavras da escritora Ellen G. White: “Vi que é pela providência de Deus que viúvas e órfãos, cegos, surdos, coxos e pessoas atribuladas por diversos modos foram postas em íntima relação cristã com sua igreja. Isso é para provar Seu povo e desenvolver-lhe o caráter. Os anjos de Deus estão observando para ver nossa maneira de tratar essas pessoas necessitadas de nossa simpatia, amor e desinteressada generosidade. Essa é a maneira de Deus provar nosso caráter” (Serviço Cristão, p. 191). O Senhor compreende as dificuldades e está disposto a cooperar com o ser humano. Na obra de evangelização das pessoas surdas, não é diferente. Porém, isso não significa que o envolvimento nessa missão deixe de gerar insegurança, angústia e incerteza ou impeça o surgimento de questionamentos: Como evangelizar os surdos? Para responder tais perguntas e solucionar possíveis problemas que delas demandem, faz-se necessário, antes de qualquer coisa, conhecer o surdo e suas especificidades. É preciso saber quem ele é, como se comunica e qual é a natureza de sua língua. Em suma, tudo o que estiver relacionado aos seus valores culturais e identitários. QUEM É O SURDO? O Decreto Federal 5626 de 2005, em seu Art. 2, apresenta a seguinte definição: “Considera-se pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais – Libras”. No mesmo decreto, no parágrafo único do Capítulo I, há outra definição que é importante apresentar: “Considera-se deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz”. A partir dessas definições é possível perceber as duas grandes concepções de surdez: uma denominada concepção clínico-patológica e a outra sócio-antropológica. A primeira trata a pessoa surda como portadora de uma deficiência e necessitada de reabilitação por meio dos mais diversos recursos, como aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI), implante coclear, método oralista para o desenvolvimento da fala, entre outros. Ainda sobre esta concepção de surdez, é importante destacar que ela não valoriza as línguas de sinais como língua natural e sua indispensabilidade no processo de desenvolvimento do surdo. Já a segunda concepção compreende o surdo como sujeito cuja língua materna e de instrução é a língua de sinais. Nesse caso, a surdez é vista como uma marca cultural, não uma deficiência. Isso porque as comunidades surdas consideram o termo deficiência como incapacitante, como se o surdo fosse portador de uma patologia que necessita ser tratada ou curada, o que não é de fato assim. Enquanto os ouvintes possuem uma língua e uma cultura oral-auditiva, os surdos se apropriam de conceitos e compartilham as experiências de mundo visualmente, ou seja, constituem uma minoria linguística cuja língua é de natureza visual-espacial. AS LÍNGUAS DE SINAIS Não existe uma língua de sinais única, pois cada país possui a sua própria, cujas convenções e manifestações se dão por meio da cultura das diversas comunidades surdas, espalhadas pelo mundo. Logo, expressões do tipo: “A Libras dos Estados Unidos” é empregada erroneamente, pois o referido país tem a sua própria língua de sinais, a ASL (American Sign Language). Já a Libras é exclusivamente do Brasil. É importante observar que a Libras, bem como a ASL, pertencem a troncos linguísticos diferentes, o que permite perceber diferenças significativas na produção dos sinais, além de outras nuances como a própria forma de sinalizar, tudo muito ligado às questões culturais. A Libras tem sua origem na Língua de Sinais Francesa (Langue des Signes Française – LSF). Mesmo no Brasil, ela sofre variações linguísticas. Há sinais, por exemplo, da região Nordeste ou Centro-Oeste que diferem dos sinais do Sul e Sudeste.
    Como evangelizar os surdos? Faz-se necessário, antes de qualquer coisa, conhececer suas especificidades
    Existem ainda alguns estereótipos em relação às línguas de sinais. Muitos pensam que elas sejam meramente “um conjunto de gestos, mímica e teatralização, incapaz de expressar conceitos abstratos” (Tenho Um Aluno Surdo, e Agora?, p. 27). Outro estereótipo bastante comum é que as línguas de sinais são apenas a versão sinalizada da língua oral. Nesse caso, a Libras seria a língua portuguesa gesticulada. Tais considerações acerca das línguas de sinais surgem devido à falta de conhecimento sobre o assunto. Não se trata, obviamente, de um crime ou violação de algum princípio. Afinal, muitos estudos ainda estão sendo desenvolvidos como forma de estruturar e reforçar o status de língua natural. O que não deveria acontecer é o que podemos chamar de ignorância obstinada, ou seja, negar a si mesmo a oportunidade de conhecer o universo da surdez e das línguas de sinais por algum receio, preconceito, falta de interesse ou qualquer outra razão. Em relação ao status de língua natural das línguas de sinais é importante destacar que elas possuem as mesmas características das línguas orais, do processo de aquisição à constituição pelos elementos linguísticos, como morfologia, sintaxe, semântica e pragmática. Porém, distinguem-se em sua estruturação, levando em conta sua natureza visual-espacial. Uma curiosidade sobre as línguas de sinais é que estudos desenvolvidos no Laboratório de Neurociências Cognitivas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriram que elas são organizadas no hemisfério esquerdo do cérebro, assim como as línguas de modalidade oral-auditiva. No caso dos ouvintes, os movimentos das mãos são processados no hemisfério direito. Isso acontece “justamente porque são entendidos como língua, e não como gesticulação ou movimento corporal aleatório” (Tenho Um Aluno Surdo, e Agora?, p. 29). Sobre a estrutura da Libras, convêm destacar que ela é organizada em parâmetros, sendo eles: 1. Configurações de Mãos (CM). A forma que a mão ocupa na produção dos sinais. As letras do alfabeto datilológico constituem configurações de mãos. Por exemplo, com a letra Y é possível produzir inúmeros sinais como: “vaca”, “avião”, “idade”, entre outros. É muito comum ouvir por aí que as línguas de sinais são o alfabeto datilológico, o que é um equívoco. Elas transcendem o alfabeto, não se reduzem a ele. 2. Ponto de Articulação (PA) ou Locação (L). O local em que o sinal é produzido, sendo em algum espaço à frente do corpo, neutro ou tocando o corpo. No caso do sinal de “aprender”, a configuração de mão é em S (alfabeto datilológico) e a locação é na testa. 3. Movimento (M). Os sinais podem ou não ter movimento. No sinal de “bicicleta”, por exemplo, cuja configuração de mão é em S (alfabeto datilológico), a locação se dá à frente do corpo sem tocá-lo, em movimento circular bidirecional. Os referidos parâmetros são os primários, ou seja, as unidades mínimas que formam os sinais, porém existem outros dois que são de igual importância, os chamados parâmetros secundários. Consistem em: (1) orientação de mãos (O) e expressões não manuais (E). O primeiro refere-se à direção da palma da mão na produção do sinal. Por exemplo, no sinal de “desculpa”, a configuração de mão é em Y (alfabeto datilológico), a locação, tocando o queixo, em movimento retilíneo curto repetitivo, e a orientação de mãos se dá com a palma voltada para o corpo; (2) expressões da face e do corpo, elementos muito importantes na constituição dos sinais. Enquanto nas línguas orais as expressões faciais são recursos extralinguísticos, nas línguas de sinais, ao contrário, são componentes gramaticais. MINISTÉRIO DE LIBRAS A preocupação do cristão envolvido na missão está em evangelizar as pessoas e, a despeito das limitações de cada um, o contato de ouvintes com seus pares ocorre com precisão e previsibilidade, uma vez que se comunicam pela mesma língua. Isso não acontece entre ouvintes e surdos, pois nesse caso há importantes diferenças linguísticas. Logo, é preciso pensar numa forma de tornar o evangelho acessível a eles, o que, a priori, demanda um trabalho de sensibilização, reflexão e formação. Caso o surdo contatado não saiba Libras, o que é muito comum, os envolvidos na missão, em formação contínua, podem realizar o trabalho de formação desse surdo, ensinando Libras para ele. Existe na igreja o Ministério Adventista de Surdos (MAS), cuja missão é “levar adiante o imperativo do Mestre de pregar o evangelho a todos”. A partir dessa iniciativa, surgiram projetos muito interessantes com o intuito de cumprir a missão, dentre eles a Missão Calebe para surdos, o Evangelibras (semana de evangelismo virtual) e o Encontro de Amigos Surdos e Intérpretes (EASI), evento cujo objetivo é reunir os amigos surdos e intérpretes para fomentar a cultura surda e a língua de sinais, bem como mostrar o amor de Cristo pelos surdos. Há também os projetos que visam a capacitação e o treinamento de novos intérpretes para atuar nas igrejas, além do Clube de Jovens Surdos, que envolve aventuras radicais e crescimento pessoal, social, profissional e espiritual, e os pequenos grupos que reúnem surdos e intérpretes. Isso mostra que a igreja não está alheia à realidade dos surdos. Porém, existem possibilidades que ainda podem ser exploradas a fim de desenvolvermos um ministério de Libras na igreja local como apoio ou complemento aos demais projetos de evangelismo para surdos. Nesse sentido, podem ser desenvolvidos projetos visando preparar e equipar pessoas para evangelizar a comunidade surda e tornar o ambiente da igreja mais acessível para eles, buscando envolvê-los. A igreja precisa ser capaz não apenas de acolher os surdos em dias de culto ou eventos especiais, mas também de guiá-los, sob o amor de Jesus e o poder do Espírito Santo, à eternidade. FLÁVIO JÚNIOR FERREIRA ALEXANDRE, graduado em Letras e especialista em Libras, é professor da rede municipal de Campinas (SP), onde frequenta a Igreja do Jardim Yeda]]>
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    <![CDATA[Dom de línguas]]> https://tempoprofetico.com.br/dom-de-linguas-2/ Thu, 30 Sep 2021 09:53:06 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2068

    Professor fala de sua experiência como tradutor e intérprete e das tendências nessa área cada vez mais permeada pela tecnologia. Assim como outras datas do nosso calendário, o Dia do Tradutor também surgiu com um pano de fundo religioso por homenagear a vida e a obra de Jerônimo. Considerado o patrono dos tradutores, ele traduziu a Bíblia para o latim a partir dos originais em hebraico e grego, no 5° século, tradução que ficou conhecida como Vulgata. Neste 30 de setembro, conversamos com uma autoridade não apenas em grego, mas também em outros idiomas. Mestre em Filologia Clássica pela University of Texas System (2001) e em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia (1995), Milton Torres também cursou doutorado em Letras Clássicas pela USP (2014) e pós-doutorado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (2009). Seu longo currículo inclui a tradução de clássicos gregos e uma vasta experiência como intérprete de grandes evangelistas, músicos, entre outras personalidades. Nesta entrevista, o professor do mestrado em Educação e das graduações em Letras e Tradutor do UNASP fala sobre sua trajetória, seus desafios e sonhos, bem como a respeito do futuro dessa profissão. Fale-nos um pouco sobre sua experiência com tradução e também como intérprete. Tenho trabalhado com tradução durante a maior parte da minha vida profissional. Já traduzi alguns livros e artigos para a Igreja Adventista, principalmente na área teológica e pastoral. Também já traduzi do grego para o português obras seculares antigas como a Exagoge e o Misopogon. Meu trabalho de pós-doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi uma tradução comentada, também do grego. Além disso, atuei como intérprete de grandes pregadores adventistas, como George Vandeman, Mark Finley, Laverne Tucker e Ted Wilson, e de cantores como Del Delker, Ullanda Innocent, Wintley Phipps, Steve Green, Bill Gaither e David Phelps. Existe algo difícil ou impossível de ser traduzido? Considerando sua experiência na área, houve algum episódio em que a escolha de uma palavra ou expressão fez toda a diferença numa tradução? Na tradução, há diferentes graus de dificuldade a depender do vocabulário, da área temática e do prazo em que a tradução precisa ser feita. Acho que a tarefa mais difícil que já enfrentei na minha carreira como tradutor e intérprete foi interpretar de modo simultâneo um treinamento de auditores internacionais para o Serviço de Auditoria da sede mundial da Igreja Adventista. Essa é uma área que não domino. Felizmente, estava ao meu lado um colega que é bem fluente nesse assunto. Dividimos a cabine de interpretação durante vários dias e longas horas. No final, deu tudo certo. Era, porém, uma área que não admitia equívocos. Como já mencionou, o senhor tem uma vasta experiência na tradução simultânea de séries evangelísticas. Além de conhecer o idioma e a cultura estrangeira, quais outros fatores ajudam o tradutor na missão de fazer com que a mensagem seja transmitida de forma eficiente e atinja o objetivo de falar ao coração das pessoas? Minha primeira experiência como intérprete ocorreu no início da década de 1990, no Ginásio de Esportes Antônio Balbino, em Salvador (BA). Naquele dia havia 13 mil pessoas no ginásio. Desde então, já participei de inúmeras outras campanhas. Tenho uma filosofia que difere um pouco da que outros intérpretes têm. Uma filosofia comum no ramo é que o intérprete tem que se tornar invisível durante a interpretação. Como eu tento imitar a expressão facial, os gestos e tom de voz do pregador, meu objetivo é que o pregador se torne invisível. Ou seja, tento fazer com que o público não tenha a impressão de que está ouvindo uma interpretação. Afinal de contas, no evangelismo o mais importante não é o pregador, mas a pessoa de Jesus. Na tradição cristã, especialmente de vertente protestante, a tradução do texto sempre teve um papel importante? No mundo antigo, o grego era uma língua universal, como o inglês atualmente. Nesse sentido, o fato de o Novo Testamento ter sido escrito em grego dispensou, durante muito tempo, a necessidade de traduzi-lo. Por outro lado, a Bíblia usada pelos principais apóstolos para pregar o evangelho, exceto João e Mateus, foi a Septuaginta, que era a tradução grega da Bíblia Hebraica. Portanto, podemos dizer que as traduções sempre foram importantes para o cristianismo. O conteúdo religioso e cristão traz uma linguagem bastante peculiar, principalmente pelo uso de fraseologias bíblicas e terminologia bem específica. Quais são alguns dos desafios de tradução nesse segmento? O maior desafio para traduzir e interpretar textos ou sermões na tradição cristã é o conhecimento das Escrituras. Sem entender a Bíblia e sua mensagem é muito difícil que um tradutor ou intérprete, ainda que seja bom em outras áreas, consiga ter um desempenho satisfatório. Qual é a sua opinião sobre as novas tecnologias na área de tradução (aplicativos de tradução simultânea, Google Tradutor, softwares, etc.)? Será que nesta era digital essas tecnologias estão dispensando o agente “humano”? As novas tecnologias estão dando uma enorme contribuição para a área da tradução. As traduções automáticas estão cada vez melhores, especialmente as que lidam com a língua inglesa. Por isso surgiu o papel do “trevisor”, uma função que reúne os papéis de tradutor e revisor. Ou seja, o tradutor agora simplesmente lê o texto traduzido por máquina, conserta os erros e lhe dá um toque pessoal, mais harmonioso e humano. Há 20 anos o UNASP, campus Engenheiro Coelho (SP), oferece uma graduação nessa área, que o senhor coordenou, inclusive, por uma década. Como está sendo a procura por esse curso atualmente? E de que maneira você vê o futuro desse profissional? Muitos alunos procuram o curso, mas nem todos conseguem se graduar, pois o curso não ensina inglês para quem não sabe nada desse idioma. É necessário ter certo conhecimento prévio porque a preocupação maior é transmitir as técnicas de tradução e interpretação. Nossos discentes têm tido uma boa participação no cenário nacional, tanto como tradutores quanto como intérpretes. Recentemente, os alunos do UNASP interpretaram eventos para a Universidade de Yale e a Universidade de Loma Linda, nos Estados Unidos. Já temos, inclusive, um convite para interpretar, em breve, um evento da Universidade de Princeton. Essas instituições de ensino preferem recorrer a alunos em formação por duas razões: prover um ambiente para que desenvolvam suas habilidades num contexto real e evitar os altos custos da interpretação profissional. Seja como for, há muita procura por bons tradutores e o mercado é atrativo, embora, em muitos casos, seja necessário que o tradutor complete o orçamento dando aulas de inglês. Você tem algum sonho/objetivo pessoal nessa área? Sim. Tenho dois projetos que quero retomar quando me aposentar em breve. Sonho em traduzir o livro de Salmos a partir da Septuaginta, pois há pequenas, mas significativas diferenças entre o texto hebraico e o grego. Já iniciei o projeto, mas tive que abandoná-lo por razões de trabalho. Sonho também fazer a tradução de alguns historiadores cristãos. A obra História Eclesiástica, de Eusébio, já traduzida para o português, é muito boa, mas peca pelas tendências antitrinitárias daquele escritor antigo. Portanto, pretendo traduzir outros historiadores da época, como Sócrates Escolástico e Sozômeno, cujos antigos textos gregos ainda não foram traduzidos para o português. Essas obras foram negligenciadas por não apresentarem a mesma elegância do texto de Eusébio. Qual é a maior responsabilidade do tradutor? O tradutor é um mediador. Deve traduzir de tal maneira que seu trabalho não crie preconceitos nem discriminação. Deve estar sempre atento às questões éticas e fazer opções conscientes para promover o diálogo, mesmo em contextos mercadológicos.]]>
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    <![CDATA[A reforma é obra de quem?]]> https://tempoprofetico.com.br/a-reforma-e-obra-de-quem/ Tue, 26 Oct 2021 08:59:20 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2077

    Deus está disposto a restaurar cada coração quebrantado pelo pecado e seus devastadores efeitos. Quando começaram seguir a Cristo, os discípulos eram pedras brutas. Durante o tempo que trabalharam com Jesus em seu ministério, é possível ver que eles estavam em contínuo desenvolvimento da fé. Embora a salvação seja pela graça (Efésios 2:8-9), o desenvolvimento da fé pode ser visto na atitude colaboradora de muitos personagens bíblicos, como o filho pródigo (Lucas 15:11-24) e o enfermo junto ao tanque de Betesda (João 5:1-14). Mas observando a vida dos apóstolos, podemos comparar suas maneiras religiosas antes da cruz e depois do Pentecostes. Eles enfrentaram cada etapa do jogo, até amadurecerem o suficiente para a batalha da busca intensa pelo poder (Lucas 24:49). Tiago e João, por exemplo, eram vingativos (Lucas 9:51-56) e queriam destruir os samaritanos que negaram acolhida a eles, além de também terem desejado os melhores lugares, ao lado de Jesus, no Reino de Deus (Mateus 20:20-28). Mas depois da morte de Jesus é possível ver grandes mudanças ocorridas em João. Ele ficou mais confiante em Cristo, e também mais amoroso, obediente e humilde. Pelo que lemos desse amado discípulo em 1João 2:1-9, podemos aprender sobre o que significa seguir ao Senhor. Ele passou a anunciar que Jesus tinha morrido para a salvação das pessoas e do mundo inteiro. Ou seja, após passar tanto tempo com o mestre, João ficou parecido com Ele. As palavras de Pedro antes da morte de Jesus (Mateus 26:31-35) apresentavam presunção e precipitação. Não conseguia prever a reação covarde que teria porque, além de não conhecer a si mesmo, deixara de confiar no poder divino. Mas em sua experiência vemos mais uma realidade de luta existente na vida do crente. Ele já seguia a Jesus, mas seu processo de conversão ainda estava longe de ser concluído (Lucas 22:31-32). E enquanto Pedro era presunçoso, Tomé exercia o tipo de incredulidade do “ver para crer”. Além de revelar essa postura de Tomé, o episódio de João 20:24-29 nos ensina que precisamos primeiro crer na Palavra de Deus e ter esperança. E Deus fará Sua parte em operar Suas maravilhas em nós. As batalhas espirituais enfrentadas pelos discípulos antes do Pentecostes devem inspirar-nos ao desejo da busca pela vitória do Espírito Santo.

    Entrega sem medida

    Para realizar o processo de reforma na minha vida, Deus precisa da minha cooperação. Ele respeita as escolhas que vamos fazendo quanto ao trabalho do Espírito Santo em nós. Há quem pense que ao dizer “desenvolvei a vossa salvação” e “Deus é quem efetua em vós” (Filipenses 2:12-14), Paulo estaria contradizendo-se. Mas o que o apóstolo parece ensinar é que, embora a ação seja de Deus, a permissão é nossa. Ou seja, a ação divina se desenvolverá na proporção em que formos dando lugar para que ela aconteça. O começo da salvação é ao pé da Cruz, através do perdão. Contudo, a continuação dela trafega nas vias do poder da decisão humana e do poder da atuação divina, por um caminho de crescimento espiritual, rumo à vitória do cristão. O crescimento em Cristo é parte do Reavivamento para a Reforma. Como matérias-primas em lapidação, estamos num processo de caminhada espiritual com Cristo. A experiência da chuva do Espírito Santo em plenitude ainda está por vir. Precisamos pensar em como nos sentiríamos caso fossemos Pedro e tivéssemos acabado de negar ao nosso Senhor. Poderá existir momentos em que Jesus permitirá que nos sintamos envergonhados. Afinal, não é difícil que tenhamos características parecidas com as de Tiago, João e Tomé. É aí que precisamos entender que a Reforma acontece quando, pela fé, aceitamos a vitória de Cristo como sendo nossa, e decidimos abandonar os comportamentos que não condizem com um cristão. E isso acontece quando cremos e nos apegamos ao poder do Espírito Santo, decidindo-nos a entregar a vida a Ele totalmente. Precisamos dos novos hábitos dos Reavivados. Isso é dar lugar para que o Senhor opere a Reforma que precisa acontecer em nós.]]>
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    <![CDATA[Recado urgente para um mundo surdo]]> https://tempoprofetico.com.br/recado-urgente-para-um-mundo-surdo/ Sat, 13 Nov 2021 10:13:57 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2082

    Não consigo pensar em surdez sem lembrar de Efatá. A palavra usada por Jesus ao realizar o milagre na vida de um surdo em Decápolis. O livro de Marcos nos conta que Jesus olhou para os céus e pronunciou essa palavra em aramaico que significa: Abre-te! Desimpedidos imediatamente os ouvidos que estavam tapados. Imagino o clamor aos céus na voz de Cristo quando da execução desse milagre. Imagino que a mistura de clamor aos céus e angústia por aquela vida seja o sentimento atual que Jesus tenha em relação aos homens. Estamos todos surdos. O mundo se tornou um lugar de narrativas ensurdecedoras.

    Narrativas 

    A palavra narrativa aqui representa uma leitura da vida e da realidade que é expressa em nossa visão de mundo, atitudes e comunicação. No entanto, essa leitura da vida é subjetiva, e cada um enxerga a vida como prefere. A internet permitiu que as preferências de muitos se encontrassem. Mas a internet também permitiu que aquilo que não é preferido também fosse encontrado. Assim, com base em preferências, comumente sustentadas por fatos reais e não verdadeiros, nós nos alinhamos com quem concordamos e conflitamos com quem não comunga de nossos ideais. Como a base dessa divisão está nas preferências individuais, empoderadas por meias-verdades e boas intenções de ambos os lados, essa divisão é perfeita. Acabamos nos ensurdecendo voluntariamente para aquilo que não é nossa visão.

    Tapar os ouvidos 

    E nada pode ser mais perigoso do que tapar os próprios ouvidos. Porque ficamos presos em nós mesmos, seres pecadores que confiam nos próprios ideais. Com a porta de entrada fechada para aquilo que é diferente, revelador ou novo, ficamos travados num estado terrível, visto que nenhum de nós é perfeito. Ao contrário, somos todos injustos e maus. Entretanto, o perigo é bem pior do que nós imaginamos, e vai muito além do que uma simples questão de preferência. Essa atitude sozinha pode inviabilizar a eternidade para nós. Mas deixe-me aprofundar. O cristianismo passou séculos apresentando a graça de Cristo por meio do Seu sacrifício em nosso favor. Aprendemos que Deus está disposto a perdoar qualquer um, inclusive os piores de nós. Entendemos que no Reino de Deus o perdão é dez vezes infinito x infinito (70×7). E que “nada pode nos separar do amor de Deus” (Romanos 8:38-39). Portanto, não há quem possa me impedir de receber a salvação em Cristo e nada que eu possa fazer que seja maior que a graça de Jesus. Estas são verdades cristãs. No entanto, há inúmeros momentos na Bíblia onde vemos Deus chegando a um limite. Acontece quando Ele destrói o mundo por um dilúvio, quando destrói Sodoma e Gomorra, quando devasta o Egito, quando devasta as terras canaanitas. Ou quando morrem Hofni e Finéias, os filhos de Eli, Coré, Datã e Abirão, o Espírito é retirado de Saul e quando morrem Ananias e Safira no Novo Testamento. Só para nomear alguns. Todos casos, em que tanto para nós quanto para Deus algum limite foi atingido, e o Senhor teve de pôr fim àquelas histórias. Sabemos, também, que um dia Deus dará um fim a todo o mal, indicando claramente que Ele tem sim um limite para o mal.

    Limites 

    Temos um paradoxo aqui ou uma contradição? Nem um, nem outro. Na verdade, o que nos confunde é o fato de que todos esses casos nos parecem absurdos demais porque nosso limite é bem mais curto. Afinal de contas, somos limitados, e essa é a dimensão máxima que nossa consciência consegue chegar. Mas Deus perdoou absurdos ultrajantes de Davi e Pedro, por exemplo. Limites, inclusive que, se eu fosse o juiz, não cruzaria visto que sou tão limitado. Mas Ele foi além do que eu imaginava. Morreu por todos nós. E tem cada um de nós que eu vou te falar, hein! Falta uma peça para entender esse quebra-cabeça. Liberdade. Deus nos deu liberdade de escolha. Ao ponto de se permitir ser rejeitado e negado por nós. Por esse motivo, ninguém vai para o céu se não quiser, ninguém será obrigado a viver eternamente e nem será obrigado a amar a Deus. Aqueles que decidirem assim terão seus desejos concedidos. E Deus não violará nossa liberdade. Então cabe a pergunta: “Até quando Deus cortejará o ser humano? Até quando Ele cortejará um indivíduo? Até quando Ele tentará convencê-lo a uma vida eterna?” Deus não pode insistir para sempre. Em algum momento Ele terá de deixar que a decisão tomada siga seu curso, porque isso é o justo num ambiente de liberdade. No universo de Deus as pessoas têm o direito de dizer: “CHEGA! EU NÃO QUERO MAIS SABER! EU NÃO QUERO NEM OUVIR!” (enquanto tapa seus ouvidos).

    Escolhas 

    Deus respeita nossa escolha. E quando nossa escolha, a despeito de todas as tentativas de Deus é decidida, voluntária e determinada, Ele permitirá sua decisão.  E isso é o pecado contra o Espírito Santo: Deixar de ouvi-Lo. Fica mais claro quando entendemos melhor as palavras de Jesus: “se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir” (Mateus 12:32). Entendemos a palavra “contra” como se fosse uma ofensa ao Espírito Santo, mas a noção aqui está mais para falar contra o que Ele diz. Falar por cima daquela voz com a sua própria voz, falar contra o que ela está dizendo, desafiar a voz, cantar alto tra-lá-lá-lá-lá enquanto tampa os ouvidos. Acho que uma imagem vai dizer mais. Pessoas fechando o ouvido para não escutar: uma realidade dos tempos de hoje com implicações espirituais sérias. Nesse caso, não há como haver perdão, simplesmente porque o perdão está sendo frontalmente confrontado. Ir além disso seria quebrar a liberdade, trair a verdade, agir com injustiça. Assim, Deus cessa de falar a estes, e o perdão não poderá mais ser outorgado. Por isso haverá um tempo em que Deus dirá aos homens: “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda” (Apocalipse 22:11). Não é um ato de cansaço, de cruzamento do limite do amor de Deus, é justiça com aquele que escolheu. E não há mais nada que Deus possa fazer. Imagine um pai que vê seu filho destruir a própria vida por decidir não dar ouvidos. Essa é a dor de Deus. Não é Deus que não é capaz de perdoar, mas eles decidiram rejeitar. O assustador é que Apocalipse está nos informando que chegará um dia em que todos os que não ouviram a voz de Deus, se ensurdecerão a tal ponto. E naquele dia Deus aceitará a escolha de tantos. Sendo assim, nos casos que citamos de destruição divina, a misericórdia de Deus se manifestou com o mundo da época e com as próprias pessoas envolvidas quando Ele lança destruição sobre elas. Elas chegaram ao seu próprio limite de escutar, e cruzaram esta linha. Dali para frente nenhum esforço traria sucesso. Deus sabe o fim desde o começo. E para aqueles que já não ouvem mais, não resta mais graça, e o mundo será uma dor a eles ou eles causarão dor no mundo. Não foi Deus quem chegou no limite, eles que se limitaram a não ouvir mais. Entende agora? As narrativas que hoje nos dividem, solidificam nosso pensamento e tapam nossos ouvidos. É um treinamento para Apocalipse 22:11. Nós nos cercamos do que concordamos e rejeitamos ouvir outros argumentos. A política e as ideologias motivadas por nosso egoísmo travestido de amor e boas intenções estão nos atropelando. Os efeitos na fé são nítidos. Irmãos divididos, igrejas divididas, partidos se alastrando em nossas cabeças, famílias divididas, amizades desfeitas, o completo contrário de uma igreja em “um acordo” (Atos 2:1) que receberá a chuva serôdia. E estamos exatamente no tempo em que ela deveria receber esta chuva. No mínimo uma “coincidência”. Ou, se eu fosse o diabo, e soubesse que há um “pecado imperdoável” (agora você entende por que se chama assim) eu trabalharia para jogar a humanidade nele, porque esse seria o esforço definitivo. “Basta que eles não consigam mais ouvir então? Hmmm! Nesse caso: Encham eles de teorias, usem as mentes mais brilhantes, façam com que acreditem em meias verdade, envolvam elas com amor para garantir que eles se tornem pequenos ditadores da ‘verdade e do bem’, conte histórias ridículas, extraordinárias e longas para entretê-los, crie mil camadas de compreensão, ocupe a mente e feche qualquer abertura. Diga-lhes que só ouçam a voz interna, chame-a de ‘voz do coração’. Aproveite a natureza caída e valide suas lógicas internas. Use suas necessidades pessoais para justificar o egoísmo. Validem suas ideias trazendo mais gente que concordem com eles para perto. Chame quem se opõe ao pensamento deles de inimigo. Enfim, deixem-nos surdos. Será suficiente!”  Estamos cada vez mais surdos. Os algoritmos estão lá fazendo o trabalho sujo de acabar com os diálogos, com as conversas, com a abertura. E o risco vai muito além da escolha do próximo presidente, esta além de questões econômicas, além das batalhas de superação pessoal, o risco é viver ouvindo apenas a si mesmo, e deixar de ouvir o que mais tem de ser ouvido! Acredito que se hoje Jesus fosse escrever um Tweet ou um post nas redes sociais, acho que Ele digitaria Seu mais profundo clamor: Efatá!]]>
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    <![CDATA[A doutrina na igreja apostólica e na Igreja Adventista]]> https://tempoprofetico.com.br/a-doutrina-na-igreja-apostolica-e-na-igreja-adventista/ Mon, 15 Nov 2021 01:48:16 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2086

    A formulação de doutrinas é resultado do profundo estudo e compreensão da Bíblia.

    Atos 2:42-47 apresenta um quadro impressionante e vívido da igreja apostólica; um raio X da primeira igreja: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por meio dos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo salvos”. A doutrina dos apóstolos Uma leitura atenta revela pelo menos 14 aspectos distintivos ou marcas dessa comunidade. Chamo a sua atenção para o primeiro desses aspectos: Doutrina (verso 42). A palavra original é didache e se refere ao ensino. Esse vocábulo aponta para o fervor e a dedicação dos primeiros convertidos ao cristianismo em relação à Palavra. “Eles se voltavam para os apóstolos constantemente a fim de receberem instrução sobre o evangelho de Cristo, pois Jesus havia nomeado Seus seguidores imediatos para que fossem professores desses aprendizes (ver Mateus 28:20)”.[1] Por que era importante perseverar na doutrina? A igreja apostólica praticava uma evangelização poderosa e eficaz; como resultado, muitas pessoas se juntavam à nova comunidade e isso levava a mudanças práticas, pois, embora as pessoas se tornassem propriedade de Jesus, sabiam pouco a respeito dEle. O teólogo Werner de Boor relata de maneira impressionante a importância e necessidade da “doutrina dos apóstolos”: Como [as pessoas] estavam ávidas para aprender mais, muito mais de Jesus! Não precisavam ser pressionadas para ler a Bíblia, se acotovelavam em torno do NT [Novo Testamento] vivo que estava diante deles nas pessoas dos apóstolos. Temos de imaginar agora o “ensino” dos apóstolos de acordo com o costume judaico, de forma bem escolar e justamente por isso satisfatório e abençoador. Os apóstolos não desenvolviam pensamentos teológicos e dogmáticos, mas relatavam “todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar” (At 1:1), relatavam o que haviam vivenciado com Jesus e transmitiam os ditos, discursos e parábolas do Senhor. E os ouvintes gravavam tudo na memória, aprendendo-o de cor como pessoas acostumadas desde a infância a fixar na memória muita Bíblia. É dessa maneira que os evangelhos estavam vivos no coração e na memória de numerosas pessoas muito tempo antes que algo tenha sido escrito. Esse aprender e decorar, porém, não era “monótono”, mas abençoador. Como a pessoa era enriquecida quando absorvia cada vez mais desse Jesus, a quem ela pertencia com profunda gratidão, por ser o Salvador e Messias.[2] Imaginemos, então, que os discípulos narravam o que haviam vivenciado com Jesus e transmitiam o que aprenderam com Ele: ensinos, discursos, parábolas e milagres. E os ouvintes assimilavam tudo.

    As doutrinas na Igreja Adventista do Sétimo Dia

    Assim como a Igreja Apostólica, a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) valoriza as doutrinas, e elas são o fundamento de sua fé e prática. A IASD formula suas doutrinas a partir de sólido estudo da Bíblia, e faz isso mediante longas pesquisas, trabalhando em comissões e contando com eruditos de todas as áreas da Teologia. Por isso, precisamos prestar atenção quando uma pessoa se levanta em atitude crítica diante das doutrinas da IASD, que foram sistematizadas e aprovadas por diversas comissões. Não estou querendo dizer que, necessariamente, uma comissão esteja certa e, necessariamente, uma pessoa esteja equivocada. Mas estou sugerindo que é muito provável que uma comissão tenha mais acertos que uma única pessoa. E por falar em comissões: O livro Nisto Cremos (o qual contém as 28 crenças da IASD) foi elaborado e aprovado por uma comissão, assim como o Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia (o qual contém um material que recapitula cuidadosamente os ensinos bíblicos que servem de base ao dinâmico movimento adventista). Por outro lado, o Biblical Research Institute Committee (BRICOM) é uma comissão que analisa publicações oficiais do Instituto de Pesquisa Bíblica ou da sede mundial da Igreja Adventista, e é um órgão oficial da Associação Geral da IASD. Tudo isso mostra que a IASD leva a sério as doutrinas, a exemplo da igreja apostólica. Afinal, as doutrinas são a base de uma vida correta e de ensinamentos corretos. E nunca é demais afirmar que a igreja cristã deve ser conhecida pela correção de sua prática e pela retidão de suas crenças.

    Referências

    [1] Kistemaker, S. (2016). Atos. (É. Mullis & N. B. da Silva, Trads.) (2a edição, Vol. 1, p. 148). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã. [2] Boor, W. de. (2002). Comentário Esperança, Atos dos Apóstolos (p. 59). Curitiba: Editora Evangélica Esperança.]]>
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    <![CDATA[A Bíblia aponta a imposição de um decreto dominical?]]> https://tempoprofetico.com.br/a-biblia-aponta-a-imposicao-de-um-decreto-dominical/ Thu, 09 Dec 2021 08:49:33 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2091

    Ranko Stefanovic, especialista em profecias bíblicas, detalha cenário para que a guarda do domingo se torne obrigatória. Estudo aprofundado da Bíblia ajuda a identificar os planos de Deus para a humanidade e como não ser enganado por falsos ensinamentos.

    O profeta João usou uma linguagem simbólica para compor um dos livros bíblicos mais conhecidos: o Apocalipse. Mas os significados desses ícones revelam informações que viriam a ser interpretadas e completamente compreendidas apenas nos últimos dois séculos, e que estão relacionadas ao futuro da humanidade. Dentre os diversos cenários apresentados, um deles diz respeito à imposição política e religiosa de um dia de guarda universal. O Apocalipse revela que Satanás, o declarado inimigo de Deus, usará o engano para desviar os olhares daquilo que é descrito pela Bíblia, sobretudo o quarto mandamento. Em uma mistura de verdade e mentira, uma de suas artimanhas será promover o domingo como o dia escolhido para a correta adoração a Deus, em detrimento do sábado. Aqueles que se negarem a fazê-lo serão perseguidos sob a alegação de agir contra a Palavra de Deus. Esses são os detalhes explorados pelo doutor Ranko Stefanovic, professor de Teologia da Universidade Andrews e autor de um comentário sobre o livro do Apocalipse. Anteriormente, ele conversou com a Agência Adventista Sul-Americana Adventista (ASN) sobre outro tema: a marca da besta. “É nessa crise final que nós teremos as controvérsias entre o sábado e o domingo, que o teste de fidelidade do povo Deus será realmente o dia de adoração”, sublinha Stefanovic durante esta nova entrevista. Veja abaixo: 

    [embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=FhQ1jFDdNV8[/embedyt]

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    <![CDATA[O Dom de Línguas Bíblico]]> https://tempoprofetico.com.br/o-dom-de-linguas-biblico/ Fri, 25 Feb 2022 09:48:26 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2100

    Esse importante dom mencionado na Bíblia tem sido incompreendido pelos sinceros irmãos da atualidade. Há mesmo quem afirme que quem não fala em “línguas estranhas” não é batizado com o Espírito Santo (Contrariando totalmente o que está escrito em Efésios 1:13 que afirma sermos selados pelo Espírito a partir do momento em que cremos em Jesus e não no momento em que “falamos línguas estranhas”), ou seja, é uma espécie de “cristão de segunda classe”. Asseguram inclusive que a única prova de ser batizado com o Espírito Santo é falar “língua estranha”.

    Definição e Propósito

    Segundo a Bíblia, o dom de línguas é a capacidade de falar outra língua conhecida, em outro idioma (esse é o significado do termo grego para “língua”) com o objetivo de anunciar a boa notícia e salvação por meio de Cristo. Mateus 28:19, 20 diz que devemos “ensinar as pessoas a guardarem todas as coisas…” Observe que, para ensinar, é indispensável conhecer a língua falada do estrangeiro. “A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso.” 1 Coríntios 12:7. Concluímos, obviamente, que o falar em língua deve ter uma utilidade; deve ser, ao menos, inteligível. Lembrando: que tenha um propósito evangelístico. Esta experiência autêntica aconteceu com os discípulos por ocasião do Pentecostes (A palavra pentecostes é grega e quer dizer “qüinquagésimo (dia)”, pois essa festa era comemorada cinqüenta dias depois da PÁSCOA (Dicionário da Bíblia de Almeida – Sociedade Bíblica do Brasil).):
    “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua. Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?” Atos 2:1-11.
    O relato mostra que o dom de línguas foi dado para evangelizar. O verso 6 declara que “cada um ouvia falar na sua própria língua” o que cada seguidor de Cristo dizia e o verso 8 confirma: “e como os ouvimos falar cada um em nossa própria língua materna?” Pela terceira vez exclamaram os estrangeiros: “como os ouvimos falar em nossa própria língua as grandezas de Deus ?” (verso 11). Havia, naquele lugar, cerca de 18 nações diferentes. Os apóstolos não tinham tempo e nem uma escola para aprender todos aqueles idiomas. Você percebeu? Houve uma “NECESSIDADE” de pregar o evangelho em um lugar onde havia muita gente (Deus não poderia perder aquela oportunidade!); por isso, o Senhor deu-lhes o dom de línguas estrangeiras. Note que os discípulos não falaram palavras ou sílabas sem sentido. Eram compreendidos em outros idiomas. Há dois aspectos importantes a analisarmos o dom de línguas em Atos 2:
    1. A mensagem de Pedro centralizava-se em Jesus (Atos 2:22-36);
    2. O dom de línguas não foi acompanhado por um êxtase sentimental descontrolado. Observe que a mensagem foi compreendida de forma a haver resultados: 3.000 pessoas foram batizadas! (Atos 2:41);
    3. Paulo também afirma que as palavras usadas no dom são idiomas que precisam ser entendidos pelos ouvintes para que se convertam a Cristo. Não adianta nada falar num idioma que a pessoa não conheça: “Agora, porém, irmãos, se eu for ter convosco falando em outras línguas, em que vos aproveitarei, se vos não falar por meio de revelação, ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina? É assim que instrumentos inanimados, como a flauta ou a cítara, quando emitem sons, se não os derem bem distintos, como se reconhecerá o que se toca na flauta ou cítara? Pois também se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a batalha? Assim, vós, se, com a língua, não disserdes palavra compreensível, como se entenderá o que dizeis? Porque estareis como se falásseis ao ar.” 1 Coríntios 14:6-9.
    4. “Assim vós, se com a língua não disserdes palavras compreensíveis, como se entenderá o que dizeis? Porque estaríeis como se falásseis ao ar” (ler também 1 Coríntios 14: 18, 19, 23).
    5. O dom de línguas é um sinal para os descrentes a fim de que ouçam as maravilhas de Deus no idioma deles. Não é um sinal para os crentes, conforme 1 Coríntios 14:22: “De sorte que as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos; mas a profecia não é para os incrédulos, e sim para os que creem.”
    Portanto, tal dom não deve ser usado para orgulho pessoal. O dom de línguas é concedido para evangelizar outras pessoas de outras nações que não conhecem ao Salvador.

    Regras a serem seguidas no uso do Dom de Línguas:

    1. No máximo três pessoas devem falar, de forma sucessiva e organizada, um de cada vez – 1 Coríntios 14:27;
    2. Deve haver tradutor (intérprete) – 1 Coríntios 14:28;
    3. Precisa ser entendido por todos – Atos 2:9-12;
    4. Cumprir o papel de edificar a igreja edifica a Igreja estando subordinado ao dom de profecia (1 Coríntios 14:1, 5, 26).
    5. Ser enriquecido pelo amor aos irmãos – 1 Coríntios 13:1 e 9.
    Muitos cristãos de hoje ferem essas cinco regras frontalmente. Em muitas congregações, por exemplo, há certo número de pessoas e todos querem falar ao mesmo tempo. Não pode haver intérpretes porque os que falam não sabem o que estão falando. Observação: Por que utilizar o dom de línguas no Brasil se todos falam o português?

    Outros aspectos importantes a serem avaliados sobre o Dom:

    1. A gritaria não pode fazer parte da manifestação de qualquer dom – Efésios 40:30, 31;
    2. A pessoa tomada pelo Espírito Santo tem paz e domínio próprio (Gálatas 5:22, 23), ou seja, não cai no chão.
    3. O dom de línguas não provoca desordem na igreja. Em 1 Coríntios 14:33, 40 é dito que “Deus não é de confusão e sim de ordem e paz.” A obra de Deus sempre se caracteriza pela calma e a dignidade. Havendo barulho, choca os sentidos (ler Mateus 6:6; Gálatas 5:22, 23). Lembremos de que Deus não é surdo.
    4. O Espírito Santo somente é concedido aos que obedecem a Deus (Atos 5:32). Será que os que se dizem possuidores do Espírito Santo guardam todos os mandamentos de Deus? (ver Tiago 2:10). A pessoa que conhece a Palavra e de livre vontade desobedece a Deus, não tem o Espírito Santo, mesmo que possa parecer! “O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.” Provérbios 28:9.
    5. O fato de alguém falar em línguas não é prova de tenha sido batizado(a) pelo Espírito Santo. A Bíblia apresenta diversas pessoas que receberam o Espírito Santo e, contudo, não falaram em línguas, pois não era necessário. São elas:
      • Os samaritanos (Atos 8:17);
      • Maria (Lucas 1:35);
      • Estevão (Atos 6:5; 7:55);
      • Saul, o primeiro rei de Israel (l Samuel 10:10);
      • Gideão, juiz de Israel (Juízes 6:34);
      • Sansão, outro juiz (Juízes 15:14);
      • Zacarias, pai de João Batista (Lucas 1:67);
      • Bezalel, em tempos remotos (Êxodo 31:1-3);
      • João Batista e sua mãe (Lucas 1:15 e 41);
      • Os sete diáconos (Atos 6:1-7);
      • Jesus Cristo (Lucas 3:22).
    Vemos que Jesus nunca falou em línguas. Será que Ele não tinha o Espírito Santo? Claro que tinha! Ele não usou esse dom porque não havia uma necessidade evangelística para tal. Exigir que todos os irmãos falem em línguas é querer dirigir o Espírito. É ir contra a soberania dEle, pois somente Deus Espírito Santo é quem distribui os dons como Ele quer: “Porém é um só e o mesmo Espírito quem faz tudo isso. Ele dá um dom diferente para cada pessoa, conforme ele quer.” 1 Coríntios 12:11.
    1. O termo “língua dos anjos” só aparece em l Coríntios 13:1, quando Paulo afirma: “Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.” O apóstolo está apenas destacando que, mais importante que falar a língua dos homens e dos anjos, é ter amor. Não está afirmando que essa manifestação estranha de língua angélica fizesse parte de nossa pregação (leia Gênesis 18 e Apocalipse 22:8, 9, onde os próprios anjos falaram idiomas humanos para que pudessem ser compreendidos! Leia também Gênesis 19:15; Lucas 2:8-14; 1:16-18).
    2. Em Marcos 16:17 é dito: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios: falarão novas línguas.” O que significa “falar uma nova língua” na Bíblia? O texto original grego responde. Há duas palavras gregas diferentes para descrever o termo “novas” línguas: neós e kainós.
      • Neós é algo novo que não existia antes.
      • Kainós é algo novo que já existia.
    A palavra empregada em Lucas 16:17 é kainós, indicando assim que as “novas línguas” faladas pelos discípulos de Jesus seriam novas apenas para eles que não as conheciam, mas elas já existiam!

    Ilustrações

    Ilustração 1: A pessoa tinha um carro, ano 2007, e trocou por um 2008. Para a pessoa que comprou, o carro é novo. Significa novo na “experiência”, pois o carro já existia. Assim é o dom de línguas em Marcos 16:17. Para a pessoa que aprendeu a nova língua, é nova (Kainós), mas o idioma já existia, era falado por um grupo de pessoas. Ilustração 2: Certa vez, um pastor foi em um culto para “testar” se realmente aqueles cristãos entendiam o que estavam dizendo. No decorrer da programação ele recitou o Salmo 23 em grego. Um dos membros daquela igreja levantou-se e foi “interpretar” o que o pastor disse. Afirmou que Deus estava pedindo para que todos entregassem o coração a Jesus, sendo que o pastor apenas falou o Salmo 23 em grego, e ainda por três vezes! Imagine que “balde de água fria” foi para a congregação quando o pastor disse o significado verdadeiro das palavras e que o suposto tradutor estava mentindo.

    Considerações Finais:

    A língua falada é um sistema de linguagem em que os seres humanos, dotados de inteligência, se comunicam e se entendem perfeitamente. As “línguas estranhas” faladas em muitos cultos de hoje nada têm em comum com as mais de 3.000 línguas e dialetos existentes na Terra. Por conseguinte, não possuem importância evangelística e nem servem para identificar quem é cristão consagrado ou não (lembre-se Efésios 1:13). A teoria de que o genuíno dom de línguas se manifesta hoje na forma de línguas estáticas, não faladas atualmente por qualquer povo ou nação, carece de fundamento bíblico. As várias alusões, na Versão Almeida Revista e Corrigida, a “línguas estranhas” (1 Coríntios 14) não aparecem no texto original grego (O termo línguas estranhas foi acrescentado pelo tradutor para tentar “facilitar” a compreensão do texto. Entretanto, dificultou mais ainda, dando apoio à idéia de que o dom de línguas bíblico é algo ininteligível) onde a expressão usada é simplesmente “línguas”. Portanto, se estou falando a você em Francês (língua estrangeira) e você não sabe nada de Francês, para você estou falando língua estranha, pois não pode ser entendida. Mas isso não quer dizer que o Francês é um idioma que não pode ser entendível por ninguém. Daí surge a necessidade do intérprete. Segundo nossos dicionários, interpretar é a “arte de determinar o significado preciso de um texto ou lei”, “fazer entender”. Traduzir é apenas converter cada palavra de seu estado estrangeiro (estranho) ao corrente (entendível). Portanto, não existe tradução sem interpretação. E, não esqueça: o dom de línguas em Atos 2 (Atos 10, 19, 1 Coríntios 12-14) tem sempre um propósito evangelístico. Fonte: Escola Bíblica da TV Novo Tempo. Autoria: Desconhecida. Edição de Texto: Leandro Quadros. Rede Novo Tempo de Comunicação]]>
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    <![CDATA[O Anticristo]]> https://tempoprofetico.com.br/o-anticristo-2/ Fri, 25 Feb 2022 09:51:13 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2104

    Você tem dúvidas sobre quem é o Anticristo?

    Reunimos abaixo artigos e vídeos que podem lhe ajudar.

    Como saber se uma pessoa é o Anticristo?

    Anticristo é tudo aquilo que se opõe à obra de Jesus, ou seja, todos aqueles que de uma forma ou de outra são contra a lei do Senhor. Para identificar se alguém é o anticristo, devemos identificar algumas características:
    1. Ter aparência de Cristo;
    2. Não aceitar toda a Bíblia;
    3. Operar milagres, prodígios;
    4. Dizer ser Cristo, mas negar algum ensino das escrituras.
    “Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.” (2 Ts 2:3-4).
    Dos muitos anticristos que já existiram, podemos estar certos de que o maior deles é um anjo, que já foi perfeito, mas que infelizmente decidiu seguir seu próprio caminho, sem Deus. Por ter achado que poderia ser como Deus, deixou que o orgulho tomasse conta de seu coração. Satanás é o maior anticristo, pois é completamente contra o ministério de Jesus e seu amor por nós. Ele ainda não se mostrou de maneira pessoal, mas está chegando o dia em que o ele irá se transformar em anjo de Luz, dizendo ser Cristo, para enganar o maior número de pessoas possível.
    “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras” (2 Coríntios 11:14-15).
    Olhando o nosso mundo, vemos que têm surgido vários anticristos no decorrer do tempo. Nem sempre é fácil reconhecê-los; muitos acabam sendo atraídos por suas palavras. Somente saberemos identificar se alguém é ou não apenas se estivermos firmes na palavra de Deus, pois muitos deles têm falado a verdade, misturada de uma maneira bastante sutil ao erro. Leia a Bíblia, ore pedindo a guia do Espírito Santo em sua vida, tenha uma comunhão íntima com Deus, e assim Deus te guiará em todos os seus caminhos. Que possamos estar firmes nas verdades eternas, e estar preparados, para a volta de Jesus. Fonte: Escola Bíblica da TV Novo Tempo. Rede Novo Tempo de Comunicação]]>
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    <![CDATA[Besta escarlate, 666, Chifre Pequeno: como entender profecias?]]> https://tempoprofetico.com.br/besta-escarlate-666-chifre-pequeno-como-entender-profecias/ Sun, 27 Feb 2022 21:08:05 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2108

    Uma das melhores maneiras de se compreender como interpretar as profecias bíblicas é ver a forma como Jesus lia as profecias. Como entender o que significa o enigmático número 666, citado no capítulo 13 de Apocalipse.

    Quando se fala em profecia apocalíptica, o que vem à mente da maioria das pessoas é a curiosidade de se saber quem é o anticristo, o oitavo rei, a ponta e o chifre pequeno de Daniel, a representação do número 666. As pessoas parecem fascinadas pelos simbolismos exóticos que realmente chamam a atenção. Para interpretarmos corretamente os mistérios da profecia apocalíptica, porém, é necessário usarmos um método de interpretação adequado. De outra forma, podemos fazer com que a profecia diga algo que a própria profecia não queria dizer. Como muitos já sabem, quatro são os principais métodos de interpretação da profecia apocalíptica: preterismo, futurismo, idealismo, historicismo. As próprias palavras indicam que o preterismo interpreta as profecias apocalípticas como acontecendo no passado, no tempo em que o profeta escreveu. Já o futurismo põe uma parte do cumprimento profético como acontecendo em um período curto de tempo, em um futuro além dos nossos dias. E o idealismo (também conhecido como abordagem espiritual, alegórica ou não-literal) busca entender a mensagem da profecia, por trás dos símbolos, de maneira existencial e subjetiva, sem dar valor ao cumprimento histórico e literal da profecia. Por último, o historicismo vê as profecias se cumprindo ao longo de um período histórico, principalmente desde a época do escritor do livro (Daniel e Apocalipse) até o fim da história como conhecemos, e a restauração de todas as coisas, de acordo com o ideal do Éden.

    Método de interpretação de Jesus

    Com tanta divergência, a primeira pergunta que surge é: qual desses métodos é o melhor, ou correto? Tudo depende do padrão de comparação. Nesse caso (como em muitos outros), Cristo pode ser a solução! Em Seu discurso sobre o Reino de Deus (Mateus 24–25), Cristo apresenta uma interpretação da profecia de Daniel que é muito reveladora. Em Mateus 24:15–16, Ele diz: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes.” Neste texto, Jesus faz uma referência direta à “abominação desoladora” da profecia de Daniel, um convite para entender essa profecia, e a conecta com o “lugar santo” e a fuga da Judéia. O relato paralelo de Marcos oferece uma afirmação semelhante e contém o mesmo convite para entender Daniel: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação situado onde não deve estar (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes” (Marcos 13:14). Talvez tudo isso pareça um pouco confuso. Mas o discurso do Reino de Deus vindouro, como descrito por Lucas, ajuda a esclarecer a situação e fornece mais uma peça de informação. O texto diz: “Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes” (Lucas 21:20–21). Quando comparamos as passagens bíblicas, podemos perceber que a frase “os que estiverem na Judéia, fujam para os montes” permanece inalterada nos três evangelhos. Isso demonstra que os trechos falam da mesma situação histórica. Já a sentença “quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos” ajuda a explicar o significado da expressão “abominação desoladora” e da presença dela no “lugar santo.” Ou seja, para Cristo a “abominação desoladora” de Daniel é uma referência aos exércitos que sitiaram Jerusalém, destruíram o “lugar santo,” mais propriamente o templo de Jerusalém, que é o assunto inicial do discurso (conforme Mateus 24:1–3), e fizeram com que o povo fugisse da Judéia. Esse fato, bem conhecido e documentado na história, aconteceu quando o exército de Roma sitiou Jerusalém no ano 70 d.C., liderado pelo general Tito, destruiu o templo (lugar santo), e obrigou os judeus a se dispersarem de sua terra. Desse modo, é possível afirmar que, para Jesus, a “abominação desoladora” da profecia de Daniel se refere à Roma. Em três lugares, a expressão “abominação desoladora” aparece em Daniel (Daniel 9:27; 11:31; 12:11) e, nesses três lugares, seguindo a Cristo, a interpretação da profecia precisa estar de alguma forma conectada a Roma. É muito importante notar que, em Daniel 9:27, a abominação desoladora está relacionada com a última semana da profecia das 70 semanas. O método preterista entende que a abominação desoladora nesse texto se refere a Antíoco IV Epifânio (rei da dinastia Selêucida [Grega] que governou a Síria entre 175 a.C. e 164 a.C.), um rei que tentou helenizar a Judéia por meio da força. E que profanou terrivelmente o templo instalando ali uma estátua de Zeus e sacrificando porcos no recinto sagrado. Esse fato histórico aconteceu por volta de 200 anos antes do que o afirmado por Jesus. O método futurista entende que essa última semana da profecia de Daniel acontecerá no fim dos tempos, pelo menos 2 mil anos depois do que Cristo disse. E o idealismo não vê o cumprimento da profecia na história, contrário à atitude de Jesus de conectar a profecia a um fato histórico. De acordo com os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), o entendimento de Jesus de que a “abominação desoladora” está relacionada a Roma, e que tem na história seu cumprimento, preenche uma aparente lacuna do livro de Daniel. Dos quatro principais reinos mencionados no livro, três são indicados diretamente: Babilônia (Daniel 2:36), Medo-Pérsia (Daniel 8:20), e Grécia (Daniel 8:21). Mas o quarto animal (terrível e espantoso), de Daniel 7, que está em paralelo com os reinos de Daniel 2 e os animais de Daniel 8, não é identificado. É dito, porém, que esse animal “devorava a toda a terra” e tinha um chifre que “falava com insolência.” Essas características são resumidas posteriormente por Daniel com a expressão “abominação desoladora” (Daniel 9:27; 11:31; 12:11). Como Jesus identifica a “abominação desoladora” com Roma, esse quarto animal precisa simbolizar Roma. Encontramos, portanto, uma sequência histórica apresentada no livro de Daniel (2, 7–8) que vai de Babilônia a Roma. Normalmente os historicistas compreendem que, como os três primeiros reinos são mencionados explicitamente em Daniel, o quarto animal só poderia representar Roma porque essa é a sequência histórica natural. As palavras de Jesus nos evangelhos sinóticos confirmam essa interpretação. Parece que Jesus era historicista. É muito bom seguir a Jesus, na vida prática, nos ensinos e no modo de interpretar as profecias apocalípticas. Quando estudarmos sobre o oitavo rei, a ponta e o chifre pequeno de Daniel, o número 666, os 144 mil, o rei do norte, e outros assuntos, iremos seguir o método historicista, porque nós queremos seguimos a Jesus. E você, quer seguir a Jesus também?]]>
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    <![CDATA[Carta de amor para Éfeso]]> https://tempoprofetico.com.br/carta-de-amor-para-efeso/ Tue, 01 Mar 2022 23:35:28 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2112

    Mensagem para a primeira igreja de Apocalipse traz conforto e esperança àqueles que perseverarem. Cartas endereças às sete igrejas contém mensagens de ânimo, exortação e esperança.

    Era por volta de 90 d.C., época em que Domiciano governava o vasto império romano e ao mesmo tempo empreendia uma intensa perseguição contra os cristãos. Uma das vítimas do imperador foi o último representante do círculo mais íntimo de Jesus, João, que já era idoso. Segundo a tradição cristã, ao ser perseguido e preso, o apóstolo foi lançado dentro de um caldeirão de óleo fervente, porém, Deus preservou a sua vida. Ele saiu ileso. Por causa daquela situação sobrenatural, Domiciano decidiu exilar João na ilha de Patmos como um criminoso de alta periculosidade. Foi no “dia do Senhor” (Apocalipse 1:10), um dia de sábado, quando o exilado e solitário discípulo ouviu a voz de Jesus que dizia: “o que vês escreve em livro e envia às sete igrejas” (Apocalipse 1:11) para que elas saibam as coisas que em breve devem acontecer. Cada igreja recebeu uma mensagem específica, apesar de as sete cartas terem circulado nas congregações que faziam parte da mesma rota. Por isso, ao mesmo tempo em que as mensagens refletem uma situação e um lugar específico, essas mensagens também foram úteis às outras congregações. Quando se lê mais de perto o texto sagrado, porém, a impressão que se tem é que as sete igrejas foram escolhidas por Cristo porque a situação vivida por cada uma delas refletia um cenário profético no transcurso da história terrestre até a Sua segunda vinda. Ao estudarmos as sete igrejas do Apocalipse, percebemos que as mensagens possuem três possíveis aplicações: a) histórica – para uma igreja específica da Ásia menor, já no primeiro século; b) profética – o cumprimento ocorre no transcurso da história, ou seja, indica as diferentes fases que a igreja passaria e c) universal – uma mensagem para cada leitor independente do período profético que viveu ou vive. A estrutura das sete cartas consiste em uma (a) apresentação cristológica, seguida por uma (b) avaliação, (c) exortação e (d) promessa. É significativo notar que quanto mais problemas uma igreja possuí, mais promessas Jesus faz a ela, com o objetivo de fortalecê-la a viver de acordo com o evangelho.

    Contexto histórico

    A primeira carta foi endereçada para a igreja que se encontrava em Éfeso, que era a principal cidade da Ásia menor. Centro político, comercial e da religião pagã. A deusa principal era Ártemis ou Diana (fertilidade) e havia dois templos dedicados ao culto ao imperador. Tudo indica que o evangelho chegou em Éfeso por meio de discípulos de João Batista ou de pessoas que ouviram a sua mensagem (Atos 18:24­-19:7). Havia ali um pequeno grupo de discípulos que permaneceu fiel por mais de 23 anos à mensagem ensinada por João (tendo em vista que a segunda viagem de Paulo terminara por volta de 53 d.C.; Atos 18:24-28). A igreja cristã em Éfeso foi fundada mais propriamente por Priscila e Áquila (Atos 18:18-19) no final da segunda viagem missionária de Paulo. E foi em Éfeso que o grande pregador cristão Apolo aprofundou seus conhecimentos concernentes a Jesus como o Messias. Paulo mesmo morou em Éfeso por mais de dois anos. E em sua primeira prisão em Roma, escreveu a carta aos efésios (por volta de 61-63 d.C.). O apóstolo também enviou Timóteo para pastorear a igreja daquela cidade (1Timóteo 1:3). Ao que tudo indica, parece que já em 90 d.C. Éfeso era um dos principais centros do cristianismo onde se congregavam cristãos de segunda e terceira gerações. Segundo Eusébio de Cesareia, após as guerras judaicas (70 d.C.), o apóstolo João foi enviado para ser pastor das igrejas da Ásia menor e morou em Éfeso por boa parte de seu ministério.[2] Naquela cidade havia uma igreja diferenciada que amava a Jesus, buscava viver o evangelho prático e era composta por uma diversidade de cristãos, sendo eles judeus, gentios (Efésios 2:11-22).

    Apresentação de Cristo

    A primeira carta do Apocalipse começa com a apresentaçãode Jesus, “ao anjo da igreja em Éfeso escreve: ‘Estas coisas diz Aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candelabros de ouro” (2:1). Em apocalipse 1:20 é revelado para João que “as sete estrelas são os sete anjos das sete igrejas” (Apocalipse 1:20). Isso significa que a apresentação cristológica revela que Jesus “guarda” (gr.: kratôn; segura, conserva, mantêm cuidadosamente e fielmente) a igreja com o Seu soberano poder e conduz todas as coisas que a Sua igreja passará na Terra. A escritora Ellen White sugere que as estrelas são “os ministros de Deus [...]. Eles são apenas instrumentos em Suas mãos, e todo o bem que realizam é feito por meio do poder de Cristo”.[3] É revelado que Ele “anda no meio dos sete candeeiros de ouro” e os “sete candeeiros são as sete igrejas” (Apocalipse 1:20). Isso aponta para o fato que Jesus está com a Sua igreja, se preocupa com ela ao mesmo tempo que as conhece pessoalmente. A palavra “igreja” vem do grego ekklesia, que significa: aqueles que são chamados para fora com o objetivo de proclamarem às nações o evangelho da cruz. Por isso, Cristo disse: “ninguém, depois de acender uma candeia, a cobre com um vaso ou a põe debaixo de uma cama; pelo contrário, coloca-a sobre um velador, a fim de que os que entram vejam a luz” (Lucas 8:16). “Vocês são a luz do mundo. Assim brilhe a vossa luz diante dos homens” (Mateus 5:14). Jesus é o Sumo Sacerdote que assegura e garante que a chama do evangelho permaneça acessa nos corações dos cristãos e os proclama a compartilhar as boas-novas da salvação.

    Avaliação de Éfeso

    O segundo ponto revelado pelo Mestre é a avaliação que Ele faz da igreja de Éfeso: “conheço as obras que você realiza, tanto o seu esforço como a sua perseverança. Sei que você não pode suportar os maus e que pôs à prova os que se declaram apóstolos e não são, e descobriu que são mentirosos. Você tem perseverança e suportou provas por causa do meu nome, sem esmorecer. Tenho, porém, contra você o seguinte: você abandonou o seu primeiro amor” (Apocalipse 2:2-4). A palavra  “obras” vem do grego erga que significa: ações, atitudes e pensamentos, ou seja, Jesus conhece plenamente os problemas da igreja, toda a vida e a conduta de cada crente. A palavra “labor” vem do grego kópon que significa: trabalho árduo, até o ponto da exaustão, indicando assim a “perseverança” como “característica da pessoa que não se desvia de seu propósito, mesmo diante das maiores provações e sofrimentos”.[4] Por isso, é dito: “suportaste provas por causa de meu nome, e não te deixaste esmorecer” (v. 3). A igreja de Éfeso marca a era da pureza apostólica (31-100 d.C.), pela oração, pregação e batismo do Espírito Santo. Os cristãos viviam na doutrina dos apóstolos, tinham tudo em comum, não havia necessitados entre eles, partiam o pão de casa em casa, tinham a simpatia da sociedade e, dia a dia, Deus acrescentava mais e mais conversos a sua igreja (Atos 2:42-47). A igreja era perseguida pelos judeus e pelo Estado romano. Os apóstolos se tornaram mártires do evangelho. Viviam o discipulado bíblico na prática, compreendiam perfeitamente o ide (Mateus 28:19). Mas, infelizmente, por causa da intensa perseguição, da morte dos apóstolos e dos primeiros cristãos que conheceram o Salvador, o amor de muitos começou a esmorecer. Heresias avassaladoras surgiram. Paulo, em 58 d.C., a caminho de Jerusalém, advertiu os ministros da igreja primitiva que depois da sua partida, entre ele penetrariam falsos mestres, que não poupariam o rebanho (Atos 20:29-30). Adentrava às portas das igrejas o docetismo, que acreditava que o corpo de Cristo era uma ilusão (não possuía carne e sangue), e que sua crucificação teria sido apenas aparente. Outra heresia foi o gnosticismo, isto é, o universo material foi criado por uma emanação imperfeita do Deus supremo chamada demiurgo, neste caso Jesus. Os nicolaítas foram seguidores de Nicolau, um dos sete diáconos que se apostatou (Atos 6:5), que tudo indica ter pensamentos semelhantes aos gnósticos e docetistas.

    Exortação à igreja

    O terceiro ponto é a exortação que Jesus faz à igreja: “Lembre-se, pois, de onde você caiu. Arrependa-se e volte à prática das primeiras obras. Se você não se arrepender, virei até você e tirarei o seu candelabro do lugar dele. Mas você tem a seu favor o fato de que odeia as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio” (Apocalipse 2:5-6). Esse é um apelo claro de Cristo à igreja de Éfeso e ao cristão moderno; se arrependa de seus pecados, reflita e tome a decisão de viver as práticas do primeiro amor quando se deparou com o evangelho e se converteu. Isso deve ser levado a sério mesmo diante das perseguições e das perspectivas incertas. O cristão deve viver o evangelho amando as pessoas, acolhendo-as, discipulando-as, pregando e levando as pessoas a experimentarem a vida em comunidade.

    Promessa de Cristo

    O quarto ponto é a promessa de Jesus à igreja: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: ‘Ao vencedor, darei o direito de se alimentar da árvore da vida, que se encontra no paraíso de Deus’” (Apocalipse 2:7). A promessa inicia-se com a exortação de ouvir o Espírito. Afinal, Jesus havia dito que “quando vier, porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade; e não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me glorificará” (João 16:13-14). A fala de Jesus se mistura com a do Espírito e fazem uma promessa ao vencedor. A palavra “vencedor” é muito significativa. Ela vem do grego nikáo e é um verbo presente, particípio, ativo, da voz média, dativo do singular, e a pergunta que se deve fazer é: o que tudo isso significa? O verbo particípio é um adjetivo verbal. Como tal, reúne características tanto de verbo com de adjetivo. Verbo é toda palavra que indica ação, estado, ocorrência ou desejo. Adjetivo são palavras que qualificam o sujeito. Por exemplo: o juiz confiável. Nessa frase o sujeito é qualificado pelo adjetivo. A voz média, por sua vez, expressa uma ação que o sujeito realiza em si mesmo, para si mesmo ou de si mesmo. Ou seja, sofre os efeitos da ação em si e realiza a ação. Por iniciativa própria, surge a força interior guiada pelo Espírito para ser vencedor. Devido a palavra “vencedor” ser um verbo particípio, a melhor tradução para ela é: aquele que está vencendo ou que continuamente é vitorioso. Isso aponta para o fato que a vitória do cristão deve ser continua e diária. A promessa para aquele que é continuamente é vitorioso é o “fruto da árvore da vida”. O homem perdeu o acesso a árvore da vida por ocasião do pecado. Foi expulso do jardim para que não tomasse do fruto da árvore da vida, comesse e vivesse eternamente. Deus colocou “querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida” (Gênesis 3:22, 24). No Apocalipse é dito que “no meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos” (Apocalipse 22:2). A árvore da vida estará na cidade santa e será regada com a água do rio da vida que flui do trono de Deus e todos aqueles que são vencedores terão acesso ao seu fruto. “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas” (Apocalipse 22:14). “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. Daquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor”.[5]
    Artigo escrito em coautoria com João Renato Alves da Silva, pastor distrital em Cuiabá, no Mato Grosso, no distrito de Parque Cuiabá. Referências: [1] Ellen White. Atos dos Apóstolos. 10ª edição. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006, p. 570. [2] Eusébio de Cesareia. História Eclesiástica. 1ª edição. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Brasileira das Assembleias de Deus, 1999, p. 78, 79. [3] Ellen White. Atos dos Apóstolos. 10ª edição. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006, p. 586. [4] James Strong. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2002. [5] Ellen White. O Grande Conflito. 43ª edição. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2005, p. 678).]]>
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    <![CDATA[O mistério do amor que redime]]> https://tempoprofetico.com.br/o-misterio-do-amor-que-redime/ Tue, 08 Mar 2022 08:22:41 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2121

    A Bíblia mostra que não há graça sem justiça e que ambas coexistem no caráter de Deus. Satanás tentou separar a graça e a justiça de Deus para descaracterizar sua identidade.

    Intercedendo a Deus por si mesmo e o povo, o salmista em adoração e fé antecipou a resposta: “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85:10, Almeida Revista e Corrigida). O objetivo deste artigo é apresentar essa perfeita união da graça com a verdade, e o beijo da justiça e a paz no caráter de Deus. As Escrituras revelam que “o Senhor é justo; Ele ama a justiça” (Salmos 11:7). E que Ele “tem prazer na misericórdia” (Miquéias 7:18). Em toda a Bíblia, Deus é apresentado como um Ser de “misericórdia e benignidade”, e de “rigorosa e imparcial justiça”. Quando não percebemos a sintonia perfeita entre estes atributos no caráter de Deus, interpretaremos Seus atos na história de forma unilateral, seja à luz de Sua justiça ou da Sua misericórdia (Deuteronômio 7:1-11; Jonas 4:2, 3; Lucas 7:39). Ver o Senhor como um Deus de misericórdia, sem levar em conta Sua justiça, nos levará a responsabiliza-Lo como causador do caos universal. E ao considerarmos Deus promovendo apenas Sua “rigorosa e imparcial justiça” alienada da paz e misericórdia, o veremos como um Ser frio, insensível e causador de mágoas. Sua Revelação escrita, as Santas Escrituras (2 Timóteo 3:16, 17; 2 Pedro 1:19-21), integra maravilhosa e perfeitamente a misericórdia e justiça no Seu caráter, e em tudo o que faz (Êxodo 20:5, 6; João 8:11). Ele “é a fonte de justiça, misericórdia e verdade”.[iv] NEle “a misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85:10, Almeida Revista e Corrigida). Este mistério é compreendido no contexto do evangelho eterno, “coisas essas que anjos anelam perscrutar” (Apocalipse 14:6; Romanos 16:25; 1 Pedro 1:12). Como Ellen White considerou este tema? “O maravilhoso desígnio de graça do Senhor, o mistério do amor que redime, é o tema para que "os anjos desejam bem atentar", e será seu estudo através dos séculos sem fim”.[v]

    O “mistério do amor que redime”, no arco-íris e no trono de Deus

    Admiramos a beleza do arco-íris, mas a maior maravilha é o que ele representa: o beijo da justiça e a misericórdia no trono de Deus, e em Seu governo (Ezequiel 1:26-28; Apocalipse 4:1-3), pois “justiça e misericórdia são os atributos de Seu trono. Ele é um Deus de amor, de piedade e de terna compaixão”.[vi] Lúcifer tentou perverter o trono de Deus (Isaías 14:13, 14).Como “querubim da guarda ungido” conheceu o caráter divino de justiça e bondade, e Seu refulgente trono circundado pelo arco-íris da Sua glória (Ezequiel 28:14; Êxodo 25:18-20). Desde sua criação era “perfeito em seus caminhos”, até se achar nele “iniquidade” (verso 15), “orgulho” e “corrupção” (Ezequiel 28:17). Lúcifer estabeleceu um trono rival (Isaías 14:13), pois, por meio de mentiras pretendia administrar o Universo melhor que Seu Criador (Ezequiel 28:18). Foi o primeiro antinomianista a rebelar-se contra a Lei de Deus, pois “vive pecando desde o princípio” (1 João 3:4, 8).  Finalmente expulso do Céu (João 18:44; Ezequiel 28:16; Apocalipse 12:7-9), com ódio e engano consumados, levou nossos pais ao pecado estabelecendo pretenso domínio sobre a Terra (Gênesis 3:1-8; Lucas 4:6, 7). Sua estratégia era “divorciar a misericórdia da verdade e da justiça”.[vii] Como acusador, e presumida vítima, atacou a essência do caráter de Deus, a união de Sua justiça e misericórdia (João 8:44; Apocalipse 12:10). “Mas no plano divino, elas estão indissoluvelmente unidas; uma não pode existir sem a outra. "A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram" (Salmos 85:10).[viii] Estrategicamente, “levantava extremamente o prato da justiça divina” para pisar abaixo em outra extremidade, o “prato da misericórdia”. “Satanás levou o homem a imaginar Deus como um Ser cujo principal atributo fosse a justiça severa - um rigoroso juiz, e credor exigente e cruel”.[ix] Assim, atacava tanto a justiça como a misericórdia de Deus, expondo-O de modo distorcido e perverso. O resultado foi “rebelião, trevas e miséria”.[x] Multidões passaram a odiar a Deus, amar o pecado, e desprezar Seus apelos para arrependimento e salvação, até que Ele fez um “ato estranho” (Isaías 28:21) destruindo-os pelo Dilúvio (Gênesis 6:1-5; 11-13; Mateus 24:39; 2 Pedro 3:6). Mas o arco-íris que circunda o trono de Deus, cujo símbolo aparece nas nuvens é “um sinal da divina misericórdia e bondade para com o homem; que, embora Deus tenha sido provocado a destruir a Terra pelo dilúvio, ainda Sua misericórdia circunda a Terra”.[xi] Seu trono circundado pelo arco-íris é “o penhor do cumprimento de Sua Palavra”.[xii] Mais que isso, “o arco-íris da promessa, circundando o trono de Deus no alto, é um perpétuo testemunho de que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).[xiii] Somente pela graça de Deus, Noé e sua família foram salvos da destruição (Gênesis 6:8; 1 Pedro 3:18-21; 2 Pedro 2:5), porque Deus é amor (1 João 4:8). “O amor de Deus tem-se expressado tanto em Sua justiça como em Sua misericórdia. A justiça é o fundamento de Seu trono, e o fruto de Seu amor”.[xiv] Ao olharmos o arco-íris nas nuvens, lembremos que: “Assim como o arco nas nuvens é formado pela união da luz solar e da chuva, assim o arco-íris que circunda o trono representa o poder conjunto da misericórdia e justiça”.[xv] “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85:10, Almeida Revista e Corrigida).

    O “mistério do amor que redime” no propiciatório cobrindo a arca do concerto

    Ao Moisés construir o tabernáculo, sob a ordem de Deus preparou a arca do concerto. E nela colocou as tábuas da santa Lei dos Dez Mandamentos, a Sua aliança, escrita pelo próprio Deus (Êxodo 25:10-16; 31:18; Deuteronômio 4:13; 5:22; 10:2-5). Foi ordenado a Moisés também preparar o propiciatório, e colocá-lo como cobertura em cima da arca (Êxodo 25:17-19, 21; Hebreus 9:4,5). “Assim se representa a união da justiça com a misericórdia no plano da redenção humana. Somente a sabedoria infinita poderia conceber esta união, e o poder infinito realizá-la; é uma união que enche o Céu todo de admiração e adoração”.[xvi] E Deus também ordenou a Moisés preparar dois anjos querubins de ouro. Estes deveriam ser colocados nas duas extremidades do propiciatório, com as asas estendidas “por cima, cobrindo com elas o propiciatório” de “faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório” (Êxodo 25:18- 20; Hebreus 9:5). “Os querubins do santuário terrestre, olhando reverentemente para o propiciatório, representam o interesse com que a hoste celestial contempla a obra da redenção. Este é o mistério da misericórdia a que os anjos desejam atentar”[xvii]. A abertura do santíssimo do santuário celestial, na visão da arca do concerto em Apocalipse 11:19, implica essencialmente na centralidade do “mistério do amor que redime” no grande conflito entre Cristo e Satanás. E singularmente, revela o grande interesse dos anjos de Deus não apenas para estudar, mas proclamar o “evangelho eterno” a todos os habitantes da Terra, para conhecerem e aceitarem “o precioso amor que redime” (Apocalipse 14:6-12). “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85:10, Almeida Revista e Corrigida).

    O “mistério do amor que redime” na cruz do Calvário

    Foi na cruz que “o príncipe deste mundo foi expulso, e todos atraídos ao Salvador”, porque Jesus veio para “destruir as obras do Diabo” (João 12:31-32; Apocalipse 12:10-11; 1 João 3:8). “Por Sua vida e morte, provou Cristo que a justiça divina não destrói a misericórdia, mas que o pecado pode ser perdoado, e que a lei é justa, sendo possível obedecer-lhe perfeitamente. As acusações de Satanás foram refutadas”[xviii]. Pela morte de Cristo na cruz, Deus pode “ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:26; Isaías 53:5). “Os seres remidos e os não caídos encontrarão na cruz de Cristo sua ciência e seu cântico.[xix] “Quando estudamos o caráter divino sob o aspecto da cruz, vemos misericórdia, ternura e perdão mesclados com equidade e justiça. Exclamamos na linguagem de João: "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus" (1 João 3:1).[xx] Portanto, “Cristo na cruz foi o meio pelo qual a misericórdia e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram. Este é o meio de mover o mundo”[xxi]. A propósito, “os seres remidos e os não caídos encontrarão na cruz de Cristo sua ciência e seu cântico[xxii]. Logo, “aqui deve começar o estudo que será a ciência e o cântico dos remidos através da eternidade”[xxiii]. “Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hebreus 2:3), pois “a misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85:10, Almeida Revista e Corrigida).
    Referências: [i]Bíblia Sagrada Almeida Revista e Corrigida. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009. A seguir, ARC. [ii]WHITE, Ellen G. The Signs of the Times, 24 de março de 1881. [iii]Bíblia de Estudo Andrews. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2015, p. 762. [iv]WHITE, Ellen G. Atos dos apóstolos. 9ª ed., Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 507. [v]_______. O Desejado de Todas as Nações. 22ª ed., Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 19. A seguir: O Desejado de Todas as Nações. [vi]_______. Testemunhos para a igreja. 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, v. 5, p. 174. [vii]_______. O Desejado de Todas as Nações, p. 762. [viii]Ibidem. [ix]_______. Caminho a Cristo. 1ª ed., Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2015, p. 10. [x]_______. O Desejado de Todas as Nações, p. 22. [xi]_______. História da redenção. 11ª ed. 2013, p. 71. [xii]_______. Parábolas de Jesus. 15ª ed., Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 148. [xiii]_______. A Ciência do bom viver, 10ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 94. [xiv]_______. O Desejado de Todas as Nações, p. 762. [xv]_______. Review and Herald, 13 de dezembro de 1892. [xvi]_______. Cristo em seu santuário, p. 90. [xvii]Ibidem. [xviii]WHITE, Ellen G. O Desejado de Todas as Nações. p. 762. [xix]Ibidem, p. 20. [xx]WHITE, Ellen G. Exaltai-O. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, MM 1992, p. 250. [xxi]_______. Filhos e filhas de Deus. Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, MM 1956, p. 243. [xxii]_______. O Desejado de Todas as Nações, p. 20. [xxiii]_______. Paulo: o apóstolo da fé e da coragem. Campinas, SP: Certeza Editorial, 2004, p. 128.]]>
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    <![CDATA[Rússia, terceira guerra mundial e profecias bíblicas]]> https://tempoprofetico.com.br/russia-terceira-guerra-mundial-e-profecias-biblicas/ Wed, 09 Mar 2022 04:09:15 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2126

    Como é possível compreender corretamente o conflito atual, que ocorre no leste europeu, à luz das profecias bíblicas. Conflito entre Rússia e Ucrânia tem suscitado alguns questionamentos a respeito do fim dos tempos, especialmente sobre profecias bíblicas.

    A recente invasão da Rússia à Ucrânia tem suscitado discussões a respeito de geopolítica, crise humanitária e, também, aspectos proféticos. Não vou me deter nesse artigo em tópicos sobre origem do embate entre Rússia e Ucrânia. E nem acerca do pano de fundo que existe por trás de situações como essa. Há diversos especialistas que, com propriedade, já explicam o fenômeno adequadamente. Ou, pelo menos, oferecem várias perspectivas para que se construa uma opinião. Sobre crise humanitária, recomendo ver atualizações da ajuda de organismos como a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA). Ou em noticias.adventistas.org. Além do site internacional adra.org, bem como seus perfis nas redes sociais. Entendo ser importante trazer à tona alguns aspectos que ajudarão a esclarecer dúvidas que costumam surgir em um momento como esse. Há algumas indagações que cristãos sinceros poderão fazer, diante de um conflito com mortes, destruições e um antagonismo com efeitos econômicos, políticos e sociais no planeta inteiro. Um dos questionamentos é: esse tipo de ataque da Rússia é algo profetizado na Bíblia? Ou ainda: existe alguma clara indicação de que a Rússia é um poder mencionado na Palavra de Deus?

    Rússia e profecia bíblica

    Há vários anos, um grupo de estudiosos de profecias bíblicas, de diversas denominações, tem identificado a Rússia nos capítulos 38 e 39 do livro de Ezequiel, especificamente na profecia contra Gogue. Uma das principais razões para esse pensamento é a menção, no versículo 2 do capítulo 38, de que Gogue seria o príncipe de Rôs e de Meseque (Bíblia na versão Nova Almeida Atualizada). Por assimilação fonética, muitos interpretam Rôs como uma palavra associada à Rússia e Meseque como um termo que remete a Moscou, atual capital da Rússia. Os adeptos dessa ideia creem que o ataque de Gogue contra Israel no futuro será algo literal. Os que defendem esse conceito, muitos da linha conhecida como dispensacionalismo, possuam uma argumentação específica. Afirmam que, em algum tempo futuro, a nação de Israel será envolvida em uma grande batalha protagonizada por outras nações, entre elas a Rússia. O doutor Rodrigo Silva, especialista em arqueologia e historicidade bíblica, salientou, em uma live[1], que os dispensacionalistas compreendem que isso se dará na batalha do Armagedom, que aparece no capítulo 16 de Apocalipse.

    Termos em Ezequiel

    O Comentário Bíblico Adventista, ao tratar do capítulo 38 de Ezequiel, especialmente do versículo 2, afirma que “é questionável a tradução de ro’sh como um nome próprio, Rôs. A palavra é muito comum no hebraico e ocorre cerca de 600 vezes no Antigo Testamento. Seu significado básico é ‘cabeça’ e, além de Ezequiel, a única ocorrência da tradução de ro’sh como um nome próprio é em Gênesis 46:21, em que é o nome dado a um dos filhos de Benjamin”.[2] De acordo com a mesma fonte, é provável que Rússia seja originado de Rus. O Comentário assinala que “pode-se ver que qualquer semelhança sonora entre Rôs e Rússia é, obviamente, mera coincidência. Parece não haver evidência de que o nome tenha sido aplicado àquele país antes de cerca do 10º século depois de Cristo”.[3]

    Ezequiel e Apocalipse

    Em artigo publicado no ano de 2007[4], o teólogo adventista Jiri Moskala conclui que as profecias relatadas nos capítulos 38 e 39 de Ezequiel precisam ser corretamente compreendidas à luz de outros textos como o versículo 8 do capítulo 20 de Apocalipse. Nesse trecho, o apóstolo João menciona Gogue já na destruição final de Satanás e as pessoas perdidas após o milênio. E, portanto, depois da volta de Jesus Cristo. Moskala defende a ideia de que o ataque de Gogue a Israel poderia ser interpretado historicamente como algo a ocorrer após o exílio babilônico. Isso soaria plausível na hipótese de Israel, enquanto nação, tornar-se fiel a Deus. O autor, no entanto, pondera que João universaliza a profecia de Ezequiel. Para Mosakala, “Gogue e Magogue já não são inimigos políticos da etnia israelita, mas sim inimigos escatológicos adversários de todas as gerações do povo perverso, desde Adão até a segunda vinda de Cristo, que obstinadamente se rebelaram contra Deus e os Seus valores e os Seus fiéis seguidores”. O Comentário Bíblico Adventista vai no mesmo sentido ao afirmar que “Gogue é muito provavelmente um nome abstrato pelo qual Ezequiel descreve o líder das hostes pagãs que fazem um ataque final a Israel após a restauração deste e numa ocasião em que povo de Deus está desfrutado a prosperidade prometida sob condição de obediência”.

    Babilônia e a terceira guerra?

    Na mesma live, o doutor Rodrigo Silva lembra de comentaristas que fazem referência ao fato de Gogue ser um codinome ou um nome codificado para Babilônia. Ele explica, em detalhes, a técnica que permite chegar a essa conclusão. Josef Greig também faz alusão a esse código em um artigo datado de 1978. Ali ele ressalta que “as hordas pagãs mencionadas em Ezequiel podem ser usadas para representar, simbolicamente, os poderes do mal que sempre estiveram e sempre estarão em conflito com o reino de Deus até o triunfo final de Deus”.[5] O assunto é longo e mereceria, por isso, um artigo exclusivo. Mas a Bíblia não dá a entender que o mundo será destruído finalmente por uma terceira guerra mundial, talvez até por um embate nuclear. O capítulo 2 de Daniel nos dá uma perspectiva muito clara de como o reino eterno colocará fim ao que aqui temos visto hoje. Jesus, no famoso sermão profético registrado no capítulo 24 do evangelho de Mateus, situa guerras e rumores de guerras (versículo 6) como indicativos dos tempos finais que antecedem Seu retorno. Ao mesmo tempo, salienta seguramente que o evangelho será pregado a todas as pessoas. E esse é o grande sinal do fim.

    Retorno de Jesus

    Segundo Malaquias 4, II Pedro 3:10 e Apocalipse 20, e outros textos, haverá a aniquilação completa do mal. Trata-se de uma retribuição a quem se apegou ao pecado e não aceitou a graça de Cristo que leva ao arrependimento e à mudança de vida. São os que aderiram ao conceito do mal contrário à vontade e propósitos de Deus representado fielmente por Babilônia e obviamente por aquilo que Ezequiel optou por chamar de Gogue e Magogue. O retorno de Cristo, prometido no Antigo Testamento e confirmado pelo próprio Jesus, como no capítulo 14 do evangelho de João, é o ápice da história universal. Isso deveria ser razão suficiente para produzir esperança na vida das pessoas e profunda confiança em uma perspectiva melhor no futuro breve. Felipe Lemos é jornalista e editor do Portal Adventista e do site Apocalipse.com. Referências: [1] Rússia versus Ucrânia, profetizado na Bíblia? Live com Dr. Rodrigo Silva - https://www.youtube.com/watch?v=l9tfl5bYTfk&t=2356s [2] NICHOL, Francis. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia. Vol. 4. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 776. [3] NICHOL, Francis. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia. Vol. 4. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 777. [4] MOSKALA, Jiri. Toward the fulfillment of the Gog and Magog prophecy of Ezequiel. Journal of the Adventist Theological Society, 2007. Disponível em https://digitalcommons.andrews.edu/jats/vol18/iss2/6/. [5] GREIG, Josef. Gog and Magog – Hebrew ciphers help solve a problem and knock some cherished speculations. Ministry Magazine, 1978. Disponível em https://www.ministrymagazine.org/archive/1978/02/gog-and-magog.]]>
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    <![CDATA[O Tempo de Angústia]]> https://tempoprofetico.com.br/o-tempo-de-angustia/ Sun, 13 Mar 2022 02:54:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2131

    A angústia ao longo da história da igreja cristã e o chamado tempo da angústia nos últimos dias desse mundo explicados segundo a Bíblia.

    A expressão “tempo de angústia” ocorre várias vezes na Bíblia. O povo de Deus, em diferentes épocas, passou por momentos difíceis com perseguições, escravidão, guerras e fome. Vale ressaltar nas primeiras palavras desse artigo que Deus não é o causador da angústia, no sentido de que Ele não cria situações de sofrimento para os seres humanos. Isso é consequência do pecado. Nos últimos dias, fomos bombardeados com notícias estarrecedoras que evidenciam a incapacidade que temos diante da fúria da natureza. Furacões, terremotos, enchentes, destruição e mortes. Não temos nada a fazer diante da força dos eventos naturais, senão apenas fugir. Somos reféns dessa situação. Nesse artigo, vou explorar quatro tempos específicos de angústia que estão relacionados com a Igreja de Deus nos últimos dias. Esses momentos nos ajudam a entender para onde estamos indo e como Deus tem cuidado de cada detalhe da história para que os Seus propósitos sejam cumpridos. Os 4 tempos são: os 1260 anos, o pequeno tempo de angústia, a grande angústia e por fim a angústia de Jacó. A angústia dos 1.260 anos – Apocalipse 12:6 Cristo foi para o céu e a mulher, que representa a igreja, encontrou proteção divina no deserto durante o período de tempo profético de 1.260 dias. Neste tempo, ela aguarda o retorno de Cristo e o estabelecimento do reino eterno de Deus, mas não pode se manifestar publicamente por causa da intensa perseguição. Esse período é o da supremacia papal, que começa no ano de 538 d.C., quando os ostrogodos são vencidos por Belizário, general de Justiniano, e expulsos de Roma. Nesse ano, cai o terceiro dos três chifres descritos no livro de Daniel 7:8, 20. O imperador Justiniano faz um decreto onde reconhece a supremacia do bispo de Roma e a partir daí começa a perseguição a quem não obedecer às doutrinas humanas que passam a fazer parte da igreja cristã. As perseguições sobre os seguidores de Cristo são intensas. A Bíblia descreve essa angústia sendo “grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.” (Mateus 24:21). Tempo de angústia depois do deserto – Apocalipse 10:10 O propósito de Apocalipse 10 não é apenas dar uma descrição da experiência de João comendo o livro. Lembre-se que o Apocalipse é um livro de profecia e o seu objetivo é dizer ao povo de Deus o que acontecerá no futuro (1: 1; 22: 6). Assim, a experiência visionária de João tem um propósito muito mais profundo. Ele representa a igreja, comissionada para proclamar o evangelho por toda parte do mundo durante o tempo entre o período profético especificado em Daniel e a Segunda Vinda. Isto é, durante este período que, por meio da igreja, Deus advertirá os habitantes da Terra do Seu julgamento (14: 6-12). A experiência de João aponta para outro evento que ocorreu no final da profecia de Daniel sobre os 1260 dias. Os adventistas do sétimo dia viram um paralelo entre a experiência de João e o Grande Desapontamento experimentada pelos mileritas em 1844. Sob a liderança do revivalista Guilherme Miller, eles erroneamente concluíram que a segunda vinda de Jesus ocorreria no outono de 1844. A mensagem sobre a vinda de Cristo foi muito doce no começo. No entanto, quando a data passou sem o retorno, os mileritas ficaram desapontados experimentaram a amargura da mensagem que eles haviam crido e pregado. Os adventistas viram na comissão de Cristo a João para "profetizar novamente sobre muitos povos e nações e línguas e reis”, o comissionamento da igreja de Deus para proclamar a mensagem da Segunda Vinda “para aqueles que vivem na terra e para todas as nações e tribos e línguas e povos” (Apocalipse 14: 6). Quando a mensagem do evangelho for ouvida no mundo inteiro, então o fim virá e a história da Terra irá terminar (Mateus 24:14). O grande tempo de angústia O grande tempo de angústia é mencionado nos escritos proféticos de Daniel. “Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro” (Daniel 12:1). O texto de Daniel esclarece que o tempo da grande angústia ocorrerá quando Miguel Se levantará no Céu. Miguel é uma figura de Cristo, e na Sua ascensão ao Céu depois de Sua ressurreição Ele “assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (Hebreus 1:3). Como o assentar-se indica o início de Sua obra no Céu, assim o levantar-se anuncia o fim. Então o levantar-se é simultâneo ao fim da graça e o início das sete últimas pragas. Esse tempo de angústia vai do momento em que se pronuncia no Céu o decreto de Apocalipse 22:12 – é o momento em que termina a graça ou a oportunidade de salvação – até o dia da segunda vinda de Cristo. Será uma oportunidade para Satanás demonstrar suas intenções sobre a Terra. Após o fim da graça, ele terá domínio completo sobre os habitantes e elementos da Terra. Para esse momento ele planejou todo tempo. Agora lhe é permitido ser o pretenso Cristo e ele imagina que pode governar o mundo. Antes desses dias, vivemos a intensificação dos sinais preditos por Jesus em Mateus 24 – guerras, rumores de guerras, furacões, enchentes, aumento da indiferença, tragédias, fome entre tantas coisas mais. O aumento desses sinais em quantidade e intensidade são evidências que nos aproximamos do fim de todas as coisas. Angústia de Jacó A expressão “angústia de Jacó” ocorre apenas uma vez na Bíblia, em Jeremias 30:7. Esse tempo da angústia inicia com o decreto de morte promulgado no fim da segunda praga e antes do início da terceira. A primeira praga será uma chaga maligna, e, na segunda, o mar se transformará em sangue. Daí o apóstolo João declara: “Então, ouvi o anjo das águas dizendo: Tu és justo, tu és e que eras, o Santo, pois julgaste estas coisas; porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tem dado a beber: são dignos disso” (Apocalipse 16:5, 6). Por condenar à morte os filhos de Deus, os incrédulos se tornarão verdadeiramente culpados pelo seu sangue como se eles já o tivessem derramado com suas mãos. Assim Deus envia a terceira praga porque os ímpios promulgarão um decreto de morte contra os filhos de Deus. No auge da perseguição, os fiéis viveram essa angústia que tem suas razões:
    1. Medo de serem mortos.
    2. Medo de que seus pecados não foram perdoados. Assim como Satanás acusou Jacó, acusará o povo de Deus.
    3. Estarão perfeitamente conscientes de sua fraqueza e indignidade. Satanás se esforçará por aterrorizá-los com o pensamento de que seus casos não dão margem à esperança.
    4. Medo de não terem se arrependido de todos os pecados.
    5. Medo de desonrar o nome de Deus.
    O final de todo o período de angústia será por ocasião da Volta de Jesus. E o povo de Deus O receberá com uma grande aclamação de vitória. Rapidamente os fiéis são atendidos pelos anjos e todo o Céu estará brilhante com a glória de Deus. A angústia terminou para sempre. O prêmio final será para todos os que permanecerem até o final ao lado do Senhor (Mateus 24:13). Por isso, não desista, falta somente um pouco mais.   “Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros”, diz 2 Crônicas 20:20.]]>
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    <![CDATA[Crenças fundamentais dos adventistas: A primeira guerra]]> https://tempoprofetico.com.br/crencas-fundamentais-dos-adventistas-a-primeira-guerra/ Wed, 16 Mar 2022 08:36:04 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2138 A natureza de Lúcifer era perfeita e ele tinha alta honra no Céu, mas quando se desviou, perdeu todos os seus privilégios e iniciou uma guerra.

    [embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=os44HHZukSs[/embedyt]

    Olá amigos. Neste mundo de problemas e turbulências, nossos corações doem quando vemos e experimentamos o sofrimento. Guerras e devastação. Doenças, enfermidades e mortes. Desastres de todo tipo. Onde está Deus em tudo isso? E se Ele é tão gentil, amoroso e bom, por que Ele não faz algo a respeito?! Muitas pessoas fazem esta pergunta. Esta pergunta tem sido feita ao longo dos séculos, e hoje vamos olhar para o que é chamado de O Grande Conflito – a terrível guerra entre Cristo e Satanás, entre o bem e o mal.

    Início dos Tempos

    No início dos tempos, após a criação deste mundo, nos é dito em Gênesis 1:31 que "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia." Sim, era pacífico e bonito - na verdade, perfeito. Então o que aconteceu? Para responder a esta pergunta, precisamos olhar ainda mais para trás - para o Céu, onde o problema começou.

    Problemas no Céu

    "Problemas no céu?", você pode perguntar. O céu não é um lugar perfeito? Sim, foi - até que a guerra estourou. Guerra no céu? Como isso é possível? Como a Bíblia nos diz em muitos lugares, há anjos no Céu. Por exemplo, no Salmo 103:20 lemos: "Bendizei ao Senhor, todos os seus anjos, valorosos em poder, que executais as suas ordens e lhe obedeceis à palavra." E ao descrever a obra dos anjos, lemos em Hebreus 1:14: "Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?" Tragicamente, porém, houve um anjo que decidiu que sabia mais do que Deus e estava determinado a não mais seguir Sua palavra. Ele queria se elevar acima de Deus e ser seu próprio deus. Seu nome era Lúcifer. Usando os reis de Tiro e Babilônia como descrições figurativas para Lúcifer, as Escrituras esclarecem como essa controvérsia cósmica começou. Em Ezequiel 28:12 a 15, falando de Lúcifer, Deus diz: "Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura... Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti." E em Isaías 14:12 a 14 lemos: "Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono...subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo."

    Raízes do Pecado

    Embora não possamos explicar ou justificar o surgimento do pecado, suas raízes podem ser encontradas no orgulho de Lúcifer. Falando desse querubim que cobre, Ezequiel 28:17 explica: "Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor". Em vez de se contentar com sua alta posição, Lúcifer queria mais. Ele queria ser como Deus. A rebelião de Lúcifer contra o governo de Deus foi o primeiro passo para sua transformação em Satanás, "o adversário". Através de seus sofismas, Satanás foi capaz de enganar um terço dos anjos e, juntos, eles se uniram a ele em rebelião. Como lemos em Apocalipse 12:7 a 9: "Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos.”

    Enganos Para a Terra

    Infelizmente, como todos sabemos muito bem, Satanás trouxe seu engano para a terra e por seu engano rastejante no Jardim do Éden foi capaz de primeiro convencer Eva, que então convenceu Adão a dar a primeira mordida de desobediência a Deus, mergulhando o que antes era um mundo perfeito nas profundezas do pecado, miséria e sofrimento que vemos hoje. Nos últimos vídeos estamos analisamos nossas Crenças Fundamentais Adventistas do Sétimo Dia, e hoje estamos discutindo a Crença Fundamental Adventista do Sétimo Dia Número 8: "O Grande Conflito", que declara: "Toda a humanidade está agora envolvida num grande conflito entre Cristo e Satanás, quanto ao caráter de Deus, Sua lei e Sua soberania sobre o Universo. Este conflito originou-se no Céu quando um ser criado, dotado de liberdade de escolha, por exaltação própria tornou-se Satanás, o adversário de Deus, e conduziu à rebelião uma parte dos anjos. Ele introduziu o espírito de rebelião neste mundo, ao induzir Adão e Eva em pecado. Este pecado humano resultou na deformação da imagem de Deus na humanidade, no transtorno do mundo criado e em sua consequente devastação por ocasião do dilúvio mundial. Observado por toda a criação, este mundo tornou-se o palco do conflito universal, dentro do qual será finalmente vindicado o Deus de amor. Para ajudar Seu povo nesse conflito, Cristo envia o Espírito Santo e os anjos leais, para os guiar, proteger e amparar no caminho da salvação." Se você quiser conhecer esta crença fundamental por si mesmo, juntamente com os textos bíblicos de apoio, eu o encorajo a visitar o endereço que aparece na parte inferior da tela: www.adventistas.org/pt/institucional/crencas

    O Grande Conflito

    Eu também encorajo você a ler, ou reler, o incrível livro intitulado O Grande Conflito, escrito por Ellen White. Este livro de inspiração divina e revelador irá levá-lo aos bastidores desta guerra incrível que está ocorrendo agora em nosso mundo e, de fato, em nosso próprio coração. Ele conta como esse conflito se desenrolou na história, como está se desenrolando hoje e como será em um futuro muito próximo. Louvamos a Deus porque Ele tem um plano para nos resgatar desta terrível guerra. Agradecemos a Ele por enviar Jesus, que veio e experimentou essa guerra em primeira mão enquanto estava na Terra, que viveu, morreu e ressuscitou e agora está ministrando por nós no Céu. Por causa Dele, podemos ter certeza de que um dia, em breve, este grande conflito vai chegar ao fim e Ele e todos os que O amam triunfarão gloriosamente! Mais uma vez, eu o encorajo a pegar o livro O Grande Conflito e ler ou reler a obra. Você vai ficar surpreso com o quão oportuno e preciso é. Você pode ler e baixar uma cópia gratuita, disponível em vários idiomas, em egwwritings.org.

    O Grande Conflito é Real

    Amigos, a guerra do grande conflito é real. Este mundo e nossos corações são o campo de batalha. De que lado você está? Convido você a entregar seu coração, ou reentregar seu coração, ao nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, agora mesmo. Não há tempo a perder. Vamos orar juntos. Pai nosso que estás nos céus, nós te agradecemos pela magnífica revelação das atividades futuras, conforme as lemos na Bíblia. Também somos muito gratos por entender o que aconteceu no passado e como o Senhor teve um plano de salvação mesmo antes da fundação deste mundo. Nós Te agradecemos porque Jesus abriu uma rota de escape para nós, e não apenas viveu nesta Terra, morreu e ressuscitou, Ele agora está ministrando por nós no lugar santíssimo do santuário celestial e, em breve, vai tirar as vestes sacerdotais e colocar Suas vestes de Rei e virá para nos levar para casa. Senhor, o grande conflito vai terminar e Cristo vai triunfar. Senhor, pela fé e graça, em conexão Contigo, reivindicamos essa vitória para nós mesmos, através da justiça de Cristo! Obrigado por nos ouvir nesta oração. Em nome de Jesus, amém.
    Ted Wilson é o presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia.]]>
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    <![CDATA[O dilema de Malinowski]]> https://tempoprofetico.com.br/o-dilema-de-malinowski/ Wed, 23 Mar 2022 08:57:06 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2145

    Breves reflexões sobre o conflito atual entre Rússia e Ucrânia, A guerra afunda a chamada “civilização” em contradições insondáveis.

    Eu sempre lembro, nas minhas aulas de Antropologia, daquela história do grande antropólogo polonês Bronisław Malinowski, fundador da antropologia social britânica a partir da metodologia baseada na experiência pessoal do trabalho de campo. A Primeira Guerra Mundial surpreendeu esse pesquisador em uma das distantes ilhas do Pacífico Sul. O brutal enfrentamento bélico se estenderia entre 1914 e 1928, e resultaria na lamentável morte de dez milhões de pessoas. Neste interim, e em pleno processo de sua pesquisa antropológica, Malinowski conversou com um senhor, membro de um dos grupos canibais da região. Ao comentar sobre a guerra e as mortes na Europa, o canibal lhe perguntou o que os brancos faziam com tanta carne. Com um ar didático, Malinowski explicou que nas regiões ocidentais não existia o consumo de carne humana e que isso constituía em uma característica da civilização que os afastava da barbaridade. Perplexo, o canibal argumentou: “Mas se não os comem, para que os matam?” Silêncio. Malinowski não podia responder nada.

    Conflito atual

    A guerra se afunda, na chamada “civilização”, em contradições insondáveis. O recente conflito entre Rússia e Ucrânia deixou exposta (mais uma vez) a desumanidade do homem para com o homem. Eugene, de 27 anos, sabe disso. Ele fugiu da cidade de Jarkov em direção à Lviv, escapando dos disparos russos, mas logo viu nas notícias como um míssil atingiu e destruiu a câmara municipal da sua cidade e o apartamento em que vivia, que ficava ao lado. O mesmo sabem os pais de Alisa Hlans, uma menina que em três meses teria completado oito anos, e que morreu em um ataque com míssil no jardim da infância de Okhtyrka, local que se encontra a 6 horas ao leste de Kiev. E juntamente com Alisa, se somam Polina, Ivan, Sofia e outras crianças cujas mortes foram registradas. Infelizmente, há muitas mais. Maksim Ostrovsky, de 25 anos, pastor adventista na Ucrânia que mora e serve na Igreja de Jarkov também sabe disso. Tanto ele como vários irmãos estão refugiados no subsolo do templo, supostamente protegidos dos ataques. Enquanto isso, ele se dedica a fornecer assistência espiritual às pessoas e orar com elas. Também organiza atividades e brincadeiras para que as crianças mantenham a calma. As centenas de esposas que, com angústia nos olhos, se despedem de seus maridos que se alistaram no exército ucraniano também sabem disso. Os milhares de amontoados nas estações de trem que fogem para a Polônia deixando suas casas, seus pertences e seus objetos pessoais também sabem disso. Tudo para valorizar a vida. É disso que se trata.

    Lições da guerra

    Não há nada de positivo em uma guerra, mas de toda situação podemos extrair algumas lições, que podem ser as seguintes: 1. Ninguém tem a vida assegurada: A finitude da nossa frágil existência é clara. Em qualquer momento podemos morrer. Precisamos então estar preparados hoje para o Céu, tendo nossa vida e nossos assuntos em harmonia com Deus e com nossos semelhantes. 2. Em questão de dias (e até de horas) nossa situação pode mudar: Isso implica que a virada pode ser para o bem ou para o mal. Seja para onde for, devemos estar prontos e ter a sábia adaptação às imprevistas circunstâncias. 3. As crises geram oportunidades de serviço: muitos cidadãos civis ucranianos se alistaram no exército para lutar pelo seu país. Da mesma forma, nações como Polônia receberam milhares de pessoas que fugiam dos horrores da guerra. Por outro lado, dezenas de organizações não-governamentais e muitos voluntários se colocaram à disposição para ajudar os refugiados. 4. Se alguma vez pensamos que com o declínio da pandemia o mundo seria um lugar melhor, esse novo conflito mundial nos devolveu a angústia. No entanto, também renovou nossa fé. À luz de Mateus 24, essa guerra é um sinal da nossa maior esperança: a segunda vinda de Cristo.

    Reflexão bíblica

    Tudo indica que o mundo é hoje um lugar complicado. Na verdade, desde Gênesis 4, o mundo é um lugar complicado. A invasão do pecado destruiu toda a felicidade que nosso Criador tinha planejado para nós. Ellen White já havia antecipado isso: “O mundo está se tornando cada vez mais iníquo. Em breve surgirá grande perturbação entre as nações — perturbação que não cessará até que Jesus venha. — Estamos mesmo no limiar do tempo de angústia, e acham-se diante de nós perplexidades com que dificilmente sonhamos. — Estamos no limiar da crise dos séculos. Em rápida sucessão os juízos de Deus se seguirão uns aos outros — fogo, inundações e terremotos, com guerras e derramamento de sangue” (Eventos Finais, p. 12). No entanto, em vez de fixarmos nossos olhos nas calamidades globais e nos terríveis acontecimentos diários, é tempo de fixar nossos olhos em Deus. Somente nEle encontraremos paz e salvação. O conselho de Paulo é precioso: “Pensem nas coisas lá do alto, e não nas que são aqui da terra. Porque vocês morreram, e a vida de vocês está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a vida de vocês, se manifestar, então vocês também serão manifestados com ele, em glória. Portanto, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena: imoralidade sexual, impureza, paixões, maus desejos e a avareza, que é idolatria; por causa destas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Vocês também andaram nessas mesmas coisas, no passado, quando viviam nelas. Agora, porém, abandonem igualmente todas estas coisas: ira, indignação, maldade, blasfêmia, linguagem obscena no falar. Não mintam uns aos outros, uma vez que vocês se despiram da velha natureza com as suas práticas e se revestiram da nova natureza que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que a criou” (Colossenses 3:2-10). A renovação que Cristo nos oferece é total. Toda nossa vida pode ser restaurada. Deus tem as respostas para o dilema de Malinowski!
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    <![CDATA[Quando as crianças temem pelo fim do mundo]]> https://tempoprofetico.com.br/quando-as-criancas-temem-pelo-fim-do-mundo/ Tue, 29 Mar 2022 08:29:35 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2151

    A situação atual do mundo gera temor e ansiedade nas crianças, e é importante falar com elas sobre a esperança que Jesus oferece na Bíblia. As crianças estão acumulando medos e preocupações em relação à situação do mundo.

    O mundo está passando por momentos conturbados. Os adultos tentam, muitas vezes com dificuldade, assimilar e se sobrepor aos muitos desafios que se apresentaram nos últimos meses. Queremos olhar para os acontecimentos do mundo pela ótica da esperança, mas há momentos em que a realidade se torna esmagadora e sentimos medo pelo que pode acontecer com a nossa família. Há alguns dias fui acordar minha filha de oito anos pela manhã. Oramos juntas para começar o dia e, ao acabar, ela olhou para mim e disse: “Agora, sim, parece que Jesus está voltando”. Fiquei impactada com o que ela disse. Conversamos sobre as coisas que estão acontecendo no mundo, gerando medo e ansiedade. Tentei oferecer a esperança que Jesus nos oferece na Bíblia ao seu pequeno coração preocupado. É normal que as crianças absorvam medos e preocupações em relação à situação do mundo. Elas escutam o que os adultos falam sobre a vinda de Jesus e os sinais que antecedem esse evento: guerras, rumores de guerra, enfermidades, perseguição e morte. As crianças pequenas têm uma compreensão limitada do mundo que as rodeia e não conseguem facilmente dar significado ao que veem ou ouvem. Mas com os maiores é diferente. Eles têm acesso à informação com mais facilidade e necessitam que os adultos sejam filtros do que veem e escutam. Como ajudar as crianças a lidar com a ansiedade e com o medo que a situação do mundo pode causar? Veja algumas ideias:
    • Prestar atenção às características de temperamento e personalidade. Cada criança é única, isso já sabemos. Mas na prática há momentos que perdemos de vista essas particularidades. A criança é naturalmente otimista? É impaciente? Costuma sentir medo com facilidade? É equilibrado emocionalmente? É desconfiado? Não use as tragédias para conseguir um bom comportamento por parte da criança ou para animá-la a se aproximar de Deus por medo das consequências. O medo é uma reação natural do ser humano. Quando a criança mostra medo ou temor, valide esses sentimentos, e a partir daí, converse com ela para saber quais coisas estão provocando essas reações.
    • Equilíbrio vs. alarmismo. Quando você conversa sobre as notícias do mundo à luz da vinda de Jesus, qual é a sua reação? Em que aspectos você dá ênfase? Muitos adultos colocam suas energias em falar sobre os sinais, a besta do apocalipse, o 666 etc. Se apenas focarmos nessa parte, o panorama é desolador e isso, para uma criança que não tem maturidade espiritual apropriada para sua idade, pode ser um motivo para temer por sua vida e pela de sua família. Satanás, o vilão da história, se transforma no aparente ganhador. Tente ter uma atitude equilibrada que não ignora o que está acontecendo no mundo. Coloque sua atenção nas misericórdias de Deus para com seus filhos e lindas promessas que a Bíblia registra. Explique com bonecos ou objetos o conflito entre o bem e o mal, o conflito cósmico, como também o chamamos, e ressalte o lugar de Jesus como vencedor e salvador da humanidade.
    • Educação espiritual com propósito. Aproveite cada oportunidade que tiver para fortalecer a vida espiritual da criança. Pode ser por meio do culto familiar, da lição da Escola Sabatina, de um passeio pela natureza, de uma história impactante da vida real etc. As crianças precisam da orientação e do exemplo de adultos coerentes que vivam um cristianismo verdadeiro. Lembre-se de que a vida espiritual saudável não acontece por casualidade, precisa ser planejada e executada com um propósito claro: ajudar as crianças a escolher Jesus como seu amigo e salvador.
    • Seja um filtro. A maldade deste mundo tem muita publicidade. Precisamos ser consumidores de tais notícias? O que você está permitindo que seu filho veja ou escute dentro do seu lar? É muito prejudicial para uma criança escutar e ver cenas violentas, morte e maldade em todas suas formas que são expostas nos noticiários, filmes, videogames etc. Cuide da inocência do seu filho. E mesmo que fora do lar ele tenha acesso à realidade do mundo, ajude-o a definir um significado correto à luz da Bíblia.
    • Memorizem promessas bíblicas. Um perfeito antídoto contra o medo é repetir promessas bíblicas. As crianças têm uma memória privilegiada e, sem dúvida, os versos que aprenderem os acompanharão pelo restante de suas vidas. Escolha versos como: Salmo 118:6, Salmo 46:1, Salmo 23, Deuteronômio 31:6, Romanos 8:31 etc. Canções e/ou hinos que falem de proteção também podem ser aprendidos com facilidade para cantarem quando sentirem temor ou medo.
    • Envolva a criança em atividades missionárias. Ajudar outros é se integrar na missão. As crianças têm um lugar especial no coração de Deus e podem ser grandes instrumentos em suas mãos para levar o evangelho a outras pessoas, primeiramente suprindo suas necessidades. Aprender a amar o próximo é um desafio que traz grandes benefícios, e levar a criança a se sentir parte do cumprimento de Mateus 28:19, 20 poderá ajudá-la a combater o medo.
    • Meditem na visão do caminho estreito. A visão que Ellen White teve sobre a caminhada espiritual até o Céu é muito valiosa para conversar com a criança. Veja uma imagem e um texto que representam essa visão: Viajando pelo caminho estreito
    É uma tendência natural do ser humano ter medo diante de tantas tragédias que assolam o mundo. Nós nos comparamos ao poder de Satanás e dificilmente podemos dizer “Quem é semelhante à besta? Quem pode lutar contra ela?” (Apocalipse 13:4). Quando o seu coração ou o coração de uma criança se sentir temeroso ou frágil, medite e agradeça a Deus pela resposta que está em Apocalipse 17:14: “Lutarão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; serão vencedores também os chamados, eleitos e fiéis.”]]>
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    <![CDATA[Como Interpretar a Parábola do Rico e Lázaro em Lucas 16:19-31?]]> https://tempoprofetico.com.br/como-interpretar-a-parabola-do-rico-e-lazaro-em-lucas-1619-31/ Thu, 21 Apr 2022 08:20:25 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2158

    Alguns sugerem que o relato de Lucas 16:19-31 deveria ser interpretado literalmente, como uma descrição do estado do homem na morte. Mas essa interpretação nos levaria a uma série de conclusões inconsistentes com o restante das Escrituras.

    Alguns sugerem que o relato de Lucas 16:19-31 deveria ser interpretado literalmente, como uma descrição do estado do homem na morte. Mas essa interpretação nos levaria a uma série de conclusões inconsistentes com o restante das Escrituras. Em primeiro lugar, teríamos de admitir que o Céu e o inferno se encontram suficientemente próximos para permitir uma conversa entre os habitantes de ambos os lugares (versos 23-31). Teríamos de acreditar também na vida após a morte, enquanto o corpo jaz na sepultura, continua existindo de forma consciente uma espécie de alma espiritual que possui “olhos”, “dedo” e “língua”, e que inclusive pode sentir sede (versos 23 e 24). Se esta fosse uma descrição real do estado do homem na morte, então o Céu certamente não seria um lugar de alegria e de felicidade, pois os salvos poderiam acompanhar de perto os infindáveis sofrimentos de seus entes queridos que se perderam e até mesmo dialogar com eles (versos 23-31). Como poderia uma mãe sentir-se feliz no Céu, contemplando ao mesmo tempo as agonias incessantes, no inferno, de seu amado filho? Num contexto como esse, seria praticamente impossível o cumprimento da promessa bíblica de que então “não haverá luto, nem pranto, nem dor” (Apocalipse 21:4). Diante disso, a maioria dos eruditos bíblicos contemporâneos considera a história do rico e Lázaro (Lucas 16:19-31) como uma parábola, da qual nem todos os detalhes podem ser interpretados literalmente. George E. Ladd, por exemplo, diz que essa história era provavelmente “uma parábola de uso corrente no pensamento judaico e não tenciona ensinar coisa alguma acerca do estado dos mortos”. (O Novo Dicionário da Bíblia [São Paulo: Vida Nova, 1962], vol. 1, p. 512). Sendo esse o caso, temos que procurar entender qual o verdadeiro propósito da parábola. Nos capítulos 15 e 16 de Lucas, Cristo apresenta várias parábolas em resposta à preconceituosa discriminação dos escribas e fariseus para com as classes marginalizadas da época (Lucas 15:1 e 2; 16:14 e 15). A parábola de Lucas 16:19-31, que aparece no final desses dois capítulos, é caracterizado por um forte contraste entre “certo homem rico” e bem vestido (verso 19) e “certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas” (verso 20). O relato ensina pelo menos duas grandes lições. A primeira é que o status e o reconhecimento social do presente não são o critério de avaliação para a recompensa futura. Em outras palavras, aqueles que, à semelhança dos escribas e fariseus, se julgam mais dignos do favor divino podem ser os mais desgraçados espiritualmente aos olhos de Deus (comparar com Mateus 23). A segunda lição é que o destino eterno de cada pessoa é decidido nesta vida, e jamais poderá ser revertido na era vindoura, nem mesmo pela intervenção de Abraão (Lucas 16:25 e 26). A referência à impossibilidade de Abraão salvar o homem rico do seu castigo reprova o orgulho étnico dos fariseus, que se consideravam merecedores da salvação por serem descendentes de Abraão (ver Lucas 3:8; 13:28; João 8:39 e 40, 52-59). É importante lembrarmos que um dos princípios básicos da interpretação bíblica é que não devemos fundamentar doutrinas nos detalhes acidentais de uma parábola, sem primeiro verificar se as conclusões obtidas estão em perfeita harmonia com o consenso geral das Escrituras. A própria parábola de Lucas 16:19-31 afirma que, para obter vida eterna, o ser humano precisa viver em plena conformidade com a vontade de Deus revelada através de “Moisés e os profetas” (verso 29; comparar com Mateus 7:21), ou seja, através da “totalidade da Escritura” (L. L. Morris). Mesmo não tencionando esclarecer o estado do homem na morte, esta parábola declara, em harmonia com o restante das Escrituras, que os mortos só podem voltar a se comunicar com os vivos através da ressurreição (Lucas 16:31). E, se analisarmos mais detidamente o que “Moisés e os profetas” têm a nos dizer sobre o estado na morte, perceberemos que os mortos permanecem inconscientes na sepultura até o dia da ressurreição final (ver Jó 14:10-12; Salmos 6:4-5; Eclesiastes 9:5, 10; João 5:28 e 29; 11:1-44; 1 Coríntios 15:16-18; 1 Tessalonicenses 4:13-15).]]>
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    <![CDATA[O que a Bíblia Ensina sobre Generosidade]]> https://tempoprofetico.com.br/o-que-a-biblia-ensina-sobre-generosidade/ Thu, 21 Apr 2022 08:22:10 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2163

    Generosidade nas ofertas é um tema muito presente na Bíblia.

    Alguns exemplos de vida no cristianismo brilham como um farol na profunda escuridão do nosso mundo egoísta. E nos dizem: podemos exercer a generosidade, apesar das nossas provações. Tais exemplos deveriam nos desafiar a investir o nosso tesouro no céu onde a traça, ferrugem e os ladrões não podem chegar. Certo missionário havia desafiado os membros de sua igreja a fazerem um sacrifício em prol da causa de Deus. Ao visitar uma das famílias mais pobres da igreja, não podia acreditar em seus olhos. Quando ele se aproximou, percebeu que o filho mais velho estava puxando o arado, em vez de o boi forte que a família possuía. Quando o missionário perguntou onde estava o boi ele ficou surpreso quando a família respondeu: Nós vendemos, para que pudéssemos dar uma oferta para o novo lugar de adoração a Deus. O missionário chorou quando entendeu o enorme sacrifício feito pela família. Eles estavam dispostos a suportar a pobreza de modo que pudessem contribuir para a obra de Deus. Leia também: Exemplos a serem seguidos na Bíblia Em 2 Coríntios 8:1-5, Paulo incentiva os coríntios a crescer na graça de dar. Para motivá-los a dar generosamente, ele tem diante de si o exemplo das igrejas da Macedônia. Paulo apresenta os macedônios como um exemplo digno de imitação quando se trata da questão de dar a Deus. Os macedônios Macedônia era uma região montanhosa ao norte da Grécia, na Península dos Bálcãs. A primeira menção na Bíblia está em Atos 16, quando um homem aparece em uma visão a Paulo e suplicar-lhe, dizendo: “Vem à Macedônia e ajuda-nos” (Atos 16:9). Lucas dá um relato detalhado das jornadas de Paulo pela Macedônia (Atos 16:11-17:14). Paulo pregou em Filipos, a principal cidade macedônica. Nesta cidade, Paulo fez sua primeira convertida na Europa, uma mulher chamada Lídia que era uma vendedora de púrpura. Várias vezes, Paulo menciona o sacrifício que os cristãos da Macedônia suportaram para suprir as suas necessidades e as necessidades dos outros. (Romanos 15, 2 Coríntios 8, Filipenses 4). Os macedônios foram condenados ao ostracismo e perseguidos por acreditarem no Senhor Jesus. Por conta disso, abandonaram os falsos deuses e sua maneira vazia de viver. Muitos, em condições similares, operariam em um modo de autopreservação, mas não os macedônios. Eles estavam em profunda angústia, mas contribuíram para o alívio dos outros. Os cristãos da Macedônia, apesar de toda a prova, são descritos como tendo uma abundância de alegria em meio a tribulação, essa alegria abundava em sua generosidade. Sua pobreza extrema Paulo ressalta o fato de que os macedônios não eram apenas pobres, porém extremamente pobres. Era maravilhoso para Paulo observar que pessoas tão pobres poderiam ser tão generosas. Como a generosidade poderia abundam em tamanha pobreza? Para Paulo isso era um milagre que ele só poderia atribuir a Deus. Paulo usa o exemplo dos Macedônios para fazer o seguinte desafio aos cristãos de outras partes e épocas: Em que deve ser o nosso principal investimento? Paulo dá o seguinte conselho através de Timóteo: “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; Que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna.” (1 Timóteo 6:17-19) O exemplo da Macedônia ensina de maneira eloquente para aqueles na igreja que tem que servir ao Senhor em uma posição de pobreza. Olhamos para a nossa situação e nos perguntamos: O que podemos dar ao Senhor quando estamos tão pobres? “Ensinou Ele (Jesus) que o valor da oferta é estimado, não pela quantidade, mas pela proporção em que é dada e pelos motivos que moveram o doador.” Alguns do nosso povo podem passar por provas e desafios financeiros, mas o forte exemplo dos macedônios silencia os nossos protestos. E cala todas as nossas desculpas até que sejamos obrigados a confessar que é o nosso egoísmo e autopreservação que nos impedem de dar generosamente à causa de Deus. Como se tornar generoso? Uma pergunta a ser respondida: O que fez dos cristãos macedônios uma igreja tão generosa e alegre, que não precisavam de coerção para dar? O que os fez pedir ao Apóstolo que lhes fosse dado o privilégio de participar no ministério de dar? Qual era o segredo? Na verdade, não existe segredo na causa de Deus, todos podemos viver uma vida de generosidade e vitória sobre o egoísmo. Três aspectos se destacam na disposição de ofertar com generosidade Eles tinham recebido a graça de Deus Por natureza somos egocêntricos e não queremos dar generosamente. E mesmo quando damos, podemos ser motivados por motivos egoístas. Para dar à causa de Deus livremente, temos de encontrar a graça de Deus na Pessoa de Jesus Cristo. Compreender seu sacrifício na cruz por nós vai tocar as cordas invisíveis de nossos corações, derretendo o egoísmo e egocentrismo que reside lá. É somente quando vemos o Filho do Homem levantado por nós que somos atraídos para mais perto Dele. Quando nós olhamos para o Seu sacrifício feito apenas por nós, nossos corações serão movidos para retribuir, o amor desperta o amor. De fato, nós amamos porque Ele nos amou primeiro. Seu amor vai restringir e impulsionar-nos a dar. Eles deram a si mesmos primeiro ao Senhor A razão pela qual muitas pessoas não dão generosamente é porque eles não têm realmente se entregado ao Senhor. O segredo por trás da verdadeira doação se encontra na doação de nós mesmos primeiro a Ele. A razão pela qual os macedônios deram, além das expectativas, e além de sua capacidade, tem a ver com o mesmo fator. Eles tinham se entregado ao Senhor. A verdade é que só podemos dar generosamente, seja rico ou pobre, quando damos a nós mesmos primeiro ao Senhor! Eles se entregaram à causa Desperdiçar com os nossos meios é geralmente difícil. Nós só investimos dinheiro em coisas que nos são importantes. É por esta razão que Jesus declara que o nosso coração segue o nosso tesouro. Temos bons exemplos a serem seguidos, por isso precisamos agora ir à presença de Deus a cada dia para que Ele nos dê força e capacidade para fazermos o que sabemos que deve ser feito.]]>
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    <![CDATA[José – Fidelidade à Toda Prova]]> https://tempoprofetico.com.br/jose-fidelidade-a-toda-prova/ Thu, 21 Apr 2022 08:23:27 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2168

    Acredite, no céu, enquanto suas mágoas caem pelo chão, e as dores passam a ser apenas uma lembrança do passado, Jesus vai explicar a você o inexplicável, e dar a recompensa eterna da sua fidelidade.

    Denis Versiani

    Erros na Família e o Efeito Dominó

    Se Deus é bom, por que coisas ruins acontecem? A resposta para esta pergunta é simples e dolorosa. Vivemos num mundo de pecado onde coisas ruins acontecem. Mas, a pergunta principal é: Se Deus é bom, como ele pode me ajudar a tirar proveito disso? Esta é uma pergunta de fé! Embora as coisas não sejam tão simples, é possível.

    Veja a vida de José. Ele era o típico “filhinho de papai”. Embora ele tivesse um caráter bondoso, e amasse o Deus de seu pai, não tinha maturidade para lidar com os conflitos de uma família complicada, onde um homem toma quatro mulheres e tem treze filhos. Além disso, a predileção declarada de Jacó por José em detrimento dos irmãos mais velhos encheram-nos de uma inveja doentia.

    José recebeu uma túnica que o investia com os direitos da primogenitura, algo que pertencia naturalmente a Rubem. Além disso, José delatava a Jacó a má conduta dos seus irmãos. Mas a gota d’água foi quando José contou ao pai e aos irmãos os sonhos que ele teve, onde feixes de trigo, o Sol, a Lua e as estrelas, símbolos da sua família, se prostravam diante de José. Embora José tivesse um caráter puro, ele não era maduro para escolher a melhor hora e o melhor modo de contar essas coisas. Por isso, a ira dos irmãos se acendeu de tal forma que, distantes 70 quilômetros do pai, ao avistarem o irmão se aproximando, pegaram-no e o venderam como escravo a mercadores ismaelitas por 200g de prata (leia essa história fatídica em Gênesis 37).

    Ao entregarem a túnica manchada de sangue ao pai, inventaram uma mentira que dilacerou o coração de Jacó por mais de 21 anos. Não estamos falando de inimigos da família de José. Estamos falando dos próprios irmãos, o que torna essa atitude ainda mais absurda! Como foram capazes de ver o seu pai definhar com tamanha tristeza, e não se arrependerem?

    Afinal, se Deus é bom, por que coisas ruins acontecem? Infelizmente, uma das respostas é que muitas vezes, nós mesmos alertados, ou sem aviso, com boas ou más intenções, acabamos trazendo situações desfavoráveis contra nós. Muitas vezes, Deus consegue nos livrar dessas encrencas. Mas outras vezes, Deus as usa para nos tornar pessoas melhores.

    José no Egito – Prosperidade e Injustiça

    “José foi levado ao Egito, e Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda, egípcio, comprou-o dos ismaelitas que o tinham levado para lá. O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa do seu senhor egípcio. Vendo Potifar que o Senhor era com ele e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos, alcançou José favoritismo perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha” (Gênesis 39:1-4).

    No Egito, José foi exposto a todo tipo de tentações nada comuns. Ele estava no meio da idolatria. O culto aos deuses era cheio de requinte e realeza, apoiado pela riqueza e cultura da maior potência política e militar do mundo antigo. O ruído, a sensualidade e o vício estavam ao redor dele todos os dias. Longe dos seus pais, indignado com toda injustiça que sofreu, José poderia ter-se entregue a esse estilo de vida, e pode ser que conseguisse algumas vantagens passageiras.

    Mas José lidou com isso com humildade, e foi firme em seus princípios. É óbvio que ele seria obrigado a trabalhar no sábado, a se prostrar diante dos deuses egípcios nas horas do culto. Mas, com humildade, José se negava, mesmo que isso custasse algum castigo em sua escravidão. Sua firmeza e fé foi compensada no fato de ser gentil e fiel ao seu chefe. Além disso, tudo o que ele fazia dava certo, porque José trabalhava com perseverança e energia. O seu sucesso era sempre atribuído a Yahweh, o Deus de seu pai Jacó. Mas José sempre teve a consciência de que ele ainda era um escravo.

    A nossa sociedade já perdeu o rumo há muito tempo. “Dai a César o que é de Cesar” (Mateus 22:21). “Escravos, obedeçam em tudo o seu senhor… com singeleza de coração, temendo ao Senhor (Colossenses 3:22). “Os governantes devem ser respeitados” (Romanos 13:3). Nós até dizemos que fazemos a coisa certa. O problema é que muitos de nós fazemos as coisas certas pela razão errada, pensando, na verdade, em alguma recompensa, ou no que pode acontecer de mau se fizermos o que é errado. Mas, Deus precisa de homens que façam o certo simplesmente porque é certo, mesmo que isso resulte em uma situação desvantajosa para nós. Infelizmente, em nosso mundo de pecado, Satanás usa de tudo para nos destruir. E foi isso o que aconteceu com José.

    “Aconteceu que, depois destas coisas que a mulher de seu senhor, pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. Ele porém recusou e disse à mulher do seu senhor: Meu senhor me tem por mordomo e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos… Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” (Gênesis 39:7-12).

    Diante dessa proposta indecente, você pode pensar: “José era um patriarca, um profeta de Deus! Quem sou eu? Além disso, as coisas são diferentes hoje!” Mas vamos pensar mais claramente. Potifar não escolheria qualquer mulher. Provavelmente a sua esposa era uma das mulheres mais bonitas do Egito e José era um jovem na plenitude do seu vigor físico.

    Como Potifar, sendo general no Egito, viajava muito, aquela “pobre mulher” se sentia sozinha e carente. Se José tivesse um caso com ela, provavelmente ninguém ficaria sabendo. Mas, José nem sequer hesitou; ele se afastou daquela mulher e recusou, por duas razões: lealdade ao chefe e fidelidade a Deus. Não importava se Deus o livraria dessa situação ou se ele apodreceria numa prisão. José era bem resolvido na sua fé, e não pecaria contra Deus.

    Infelizmente, há muitos cristãos mal resolvidos no mundo. Eles professam crer em Deus, mas questionam os padrões da sua igreja e quebram os mandamentos de Deus. Eles usam drogas ilícitas, fazem sexo ilícito e se submetem a tantas perversões, acreditando que isso não vai destruir a sua mente, seus relacionamentos e seu futuro. Amigo, não justifique o seu pecado na sua personalidade, nos traumas de infância, no modo como você foi criado, ou no fato de vivermos no mundo moderno. O mundo precisa de homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo do seu coração sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus. Portanto, seja um crente bem resolvido.

    Parece que as investidas daquela mulher foram se tornando mais atrevidas (Gênesis 39:10), até que ela “partiu para cima” de José. Para não usar de violência contra ela, ele fugiu deixando a sua capa. Acostumada a ter tudo o que queria, a mulher irada inventou uma mentira que lançou José na prisão. E lá, ele ficou por pelo menos dois anos.

    A Bíblia não mostra o quanto José questionou a Deus a respeito de tudo o que estava dando errado em sua vida. Mas, pode ter questionado! Independente disso, José permaneceu fiel e confiante em Deus, e Deus o fez prosperar dentro daquela prisão. Até diante das promessas não cumpridas de um funcionário da coorte.

    Zafenate-Panea – Da Vergonha a Honra

    Por mais que parecesse, Deus não se esqueceu de José. Em Gênesis 41, José interpretou os sonhos do Faraó. Essa foi a oportunidade para José mostrar a todo alto escalão egípcio que ele servia o Deus dos deuses, o único Deus. O dom de interpretar sonhos “não está em mim; mas Deus dará a resposta favorável ao Faraó” (Gênesis 41:16). José não apenas deu a interpretação do sonho (Gênesis 41:17-24), mas também mostrou a solução para que o Egito prosperasse nos sete anos de fartura e sobrevivesse aos sete anos de fome, ajudando outras nações ao redor (Gênesis 41:33-36).

    A história de José mostra uma coisa: não importa se você é justo ou corrupto. Não importa se você é um cristão de fachada ou um crente bem resolvido. Neste mundo, você vai sofrer, seja pelas investidas de Satanás, ou pelas fatalidades de um mundo de pecado.

    Mas, uma verdade animadora é que “em todas as coisas, Deus age para o bem daqueles que o amam e são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28). Durante esses mais de 21 anos, José lutou com a saudade e diversas frustrações; Jacó amargava a morte do filho e os irmãos eram açoitados pela sua consciência. Mas, enquanto isso, Deus agia para proteger nações inteiras de uma seca tão severa que poderia ter dizimado até mesmo a linhagem de Abraão. Em José Deus abençoou todas as famílias da Terra (Gênesis 12:3). Assim, José se tornou o governador do Egito, e ainda se casou com Azenate, sendo abençoado com dois filhos (Gênesis 41:37-57).

    Crescer Dói!

    José finalmente alcançou paz de espírito, sabendo que Deus o havia guiado até lá para ser uma bênção. Então, sete anos depois, já no rigor da seca, dez homens se prostraram diante do governador. Eles não o reconheceram. Naquele momento, a mágoa aflorou descontroladamente. Nesse conflito, José se lembrou dos sonhos que teve aos dezessete anos e entendeu que eles estavam se cumprindo (Gênesis 42:7-9).

    Aquele homem tinha todas as razões para fazer justiça. Ele era governador, legislador, o segundo homem mais poderoso da Terra. Seria até justo que José condenasse seus irmãos pelo crime hediondo que cometeram. Mas eles não o reconheceram. Aproveitando-se disso, José os submeteu a um terrível e longo teste de fidelidade, a fim de ver se eles haviam mudado. Para resumir a história, Judá viu o risco de ver seu pai amargar a morte de mais um filho, Benjamim, o filho mais novo de Raquel. Judá se prostrou e rasgou o coração diante de Zafenate-Panea (nome egípcio de José). Diante dele, confessou a sua preocupação com o velho pai diante da possibilidade de perder o irmão mais novo, e suplicou para ficar como escravo no lugar de Benjamim (Gênesis 44:14-34).

    Não podendo mais se conter, José satisfez um desejo de 21 anos. Não o desejo de vingança, mas de perdoá-los e ser restituído à sua família. Então ele se fez conhecer aos seus irmãos. Num caloroso e apertado abraço, o perdão triunfou finalmente. Jacó teve a oportunidade de beijar seu filho novamente, e viver com ele no Egito até o fim da sua vida. José não era mais um menino imaturo de dezessete anos, mas um homem maduro, sábio, alguém que insistiu em confiar e esperar em Deus quando coisas ruins aconteceram.

    Amigo leitor, a pergunta “Se Deus é bom, porque coisas ruins acontecem?” pode ter a seguinte resposta: Nunca se sabe por onde essa vida vai nos levar, ou que lutas teremos de enfrentar. Talvez, possamos prosperar como José, ou sermos perseguidos por causa da Justiça. Podemos descansar em paz como Daniel, ou ter nossa cabeça cortada, como a de João Batista. Mas Jesus deu a razão porque andar nos seus caminhos é certeza de sucesso. “No mundo vocês terão aflições, contudo, tenham ânimo. Eu venci o mundo!” (João 16:33). “Seja fiel até diante da morte, e eu lhe darei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).

    Por isso, nunca desista! Você vai precisar lutar contra a sua natureza, contra os conceitos distorcidos da nossa sociedade, contra as tentações de Satanás. Mas não lute sozinho; “submetam-se a Deus e resistam ao diabo; e ele fugirá de vocês” (Tiago 4:7). Seja fiel, um cristão bem resolvido, mesmo que esse mundo tente ridicularizar a sua fé. Vai chegar o dia em que Jesus vai nos dizer pessoalmente: “Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que foi preparado para vocês desde a criação do mundo” (Mateus 25;34). Acredite, no céu, enquanto suas mágoas caem pelo chão, e as dores passam a ser apenas uma lembrança do passado, Jesus vai explicar a você o inexplicável, e dar a recompensa eterna da sua fidelidade.

    Deus abençoe você!

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    <![CDATA[10 SEGUNDOS]]> https://tempoprofetico.com.br/10-segundos-2/ Thu, 21 Apr 2022 08:25:00 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2173

    É um universo de escolhas ocorrendo a todo instante. E cada um é responsável por suas próprias resoluções.⁣

    Tudo o que ele teve. Tempo pra decidir se era, ou não, um míssel de cruzeiro na direção do seu território. Imerso no veludo ameaçador da noite iraniana, o soldado tinha que escolher. Escolheu. O disparo riscou o céu de fogo. Explodiu o que parecia terrivelmente perigoso. Não era. O inocente avião comercial cairia segundos depois formando outra imensa bola de chamas. Agora, no chão. Todos morreram. 176 civis. 25 eram menores de idade.⁣ ⁣ Decisão. Limiar derradeiro da escolha antes das tremendas consequências. Boas ou ruins. Depende da direção tomada. Neste caso, o Irã busca palavras pra se desculpar perante o mundo enquanto familiares choram seus mortos que só queriam chegar no destino ucraniano. Nos outros casos? Nunca saberemos. É um universo de escolhas ocorrendo a todo instante. E cada um é responsável por suas próprias resoluções.⁣ ⁣ “Escolham hoje a quem irão servir” (Josué 24:15). Que frase! 10 segundos pra nortear sua eternidade. Qual o seu caminho? “Submetam-se a Deus” (Tiago 4:7). Errar aqui será fatal. Matará você, ou não. E não há margem pra delegar o momento, nem repassar a responsabilidade. ⁣ ⁣ Já pensou no perigo de confundir o imprescindível? O Inimigo reúne todo o seu arsenal pra distrair nossa percepção da realidade. Eva caiu, Ló errou, Davi pecou, Pedro negou, Saulo matou, Sansão cedeu. Percebe? Todos tiveram seus 10 segundos antes de despencarem no precipício do mal. Culpados, sofreram a dor do depois. ⁣ ⁣ “Satanás conjuga todas as forças, e arremessa ao combate todo o seu poder”¹ . Tempos urgentes demandam mentes despertas. A missão disparada neste clímax profético conclama serenidade. Toda a atenção possível é obrigatória neste campo de batalha. E se decidir é inevitável perder-se é opcional. Pois nem Deus, nem o demônio, invadem o livre-arbítrio. Meu. Seu. ⁣ ⁣ Decida de joelhos prostrados e jamais você errará o alvo. Toda a informação necessária está na Palavra de Deus. A seguir, é momento solene de escolha. Disso dependerá sua vida eterna. Não desperdice. Não confunda a salvação com nada mais. É pra sempre!⁣ ⁣ 10, 9, 8, 7, 6, 5…⁣]]>
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    <![CDATA[Desafio de teólogos é tornar livro de Daniel mais compreendido]]> https://tempoprofetico.com.br/desafio-de-teologos-e-tornar-livro-de-daniel-mais-compreendido/ Mon, 02 May 2022 17:59:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2179

    Trabalhos acadêmicos e ensino prático têm ampliado entendimento sobre obra profética. Daniel é uma das obras mais importantes da Bíblia, principalmente em relação ao futuro da humanidade.

    O pastor costarriquenho Carlos Mora, doutor em Antigo Testamento, reconhece que os adventistas têm um desafio bem claro: tornar o conteúdo do livro de Daniel mais conhecido e compreendido pelas pessoas. A 14ª edição do Simpósio Bíblico-Teológico Sul-Americano, encerrado nesse sábado, 30, na Faculdade Adventista Paranaense, confirmou a importância dessa obra para a sociedade atual. Mora foi um dos palestrantes, tem um livro publicado sobre Daniel e pelo menos 15 artigos acadêmicos a respeito de aspectos relacionados à obra. Mas, na prática, a percepção que ele possui é a de que existe pouco entendimento acerca do que o texto de Daniel significa. “Nosso grande objetivo deve ser o de levar o livro de forma simples às pessoas. Elas precisam entender que essa mensagem tem impacto sobre o desenvolvimento espiritual delas”, comenta o professor da Universidade de Montemorelos, instituição adventista localizada no México. A necessidade de fazer com que os ensinos contidos no livro de Daniel façam sentido às pessoas é justificada. O pastor Alberto Timm, diretor associado do Ellen White Estate (instituição adventista responsável pelo patrimônio literário da pioneira e profetisa), explica que, historicamente, esse livro do Antigo Testamento sempre foi central para os adventistas. Em 1833, por exemplo, o pregador Guilherme Miller já tinha escrito sobre Daniel. O movimento milerita, que há dois séculos arrebanhou milhões de pessoas nos Estados Unidos em torno da mensagem sobre a breve volta de Jesus, levou muitos ao estudo de Daniel. A interpretação do capítulo 8, em especial, derivou no episódio do grande desapontamento. Finalmente, o movimento de Miller, Joshua Himes e outros ministros de diferentes denominações evangélicas, deu ensejo ao estabelecimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia, organizada oficialmente em 1863.

    Publicações pioneiras

    Entre 1869 e 1871, nos tempos adventistas do sétimo dia organizados, o antigo editor de periódicos da denominação, Uriah Smith, encarregou-se de disponiblizar uma série de 54 artigos sobre Daniel na publicação Advent Review and Sabbath Herald. Timm afirma que o livro de Daniel é essencial para o adventismo e para o cristianismo de uma forma geral. “Não é possível ignorar o livro. Há toda uma estrutura nessa obra capaz de fazer com que as pessoas se entendam como cristãos. As profecias bíblicas dão segurança quanto ao futuro”, arremata. Carlos Mora faz eco a essa ideia e assegura que “Daniel mostra um Deus que controla a história e oferece a certeza de que seu povo está sendo guiado por Ele”.

    Na prática

    Durante o Simpósio, alguns trabalhos chamaram a atenção para o livro e suas conexões com o cotidiano da vida espiritual das pessoas. O artigo do pastor e professor Antonio Tavela, e dos estudantes Charles Cabral e Marcos Pimentel, por exemplo, relaciona a fidelidade de Daniel a Deus, relatada no primeiro capítulo do livro, e foi analisada como resultado do ensino religioso recebido da sua família. A preocupação da pesquisa foi a de identificar, na bibliografia, o abandono da fé nas novas gerações. No resumo do trabalho, é dito que o “quadro de apostasia e a educação religiosa doméstica será destacada como a principal estratégia de conservação das novas gerações na Igreja”.
    Dezenas de pessoas têm desenvolvidos trabalhos acadêmicos e práticos relacionados ao estudo do livro de Daniel e de profecias bíblicas (Foto: Marketing/FAP)
    Já a teóloga Rejane Godinho também se valeu do primeiro capítulo de Daniel para sua análise. Mas a ideia foi a de compreender a religiosidade/espiritualidade, escolha alimentar e desempenho acadêmico apresentados no capítulo sob a ótica gramático-histórica e em artigos científicos dos últimos dez anos. O jornalista Felipe Lemos, por sua vez, apresentou artigo a respeito do ensino sistemático e regular sobre o livro de Daniel na igreja local. Ele dirige classes de estudos proféticos desde 2016, voltadas a públicos em geral, inclusive não adventistas. Na sua análise e pesquisa, procurou mostrar que o ensino acerca do livro faz parte da missão adventista de levar o conhecimento a todos. E mostrou o resultado de alunos que, inclusive, tornaram-se adventistas participando dos estudos.]]>
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    <![CDATA[Apocalipse 11:18 e as questões ambientais]]> https://tempoprofetico.com.br/apocalipse-1118-e-as-questoes-ambientais/ Thu, 05 May 2022 09:54:44 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2184

    Um estudo mais profundo do texto de Apocalipse mostra que as questões ambientais não eram o foco do escritor, mas algo mais profundo. Apesar do uso comum, texto do último livro da Bíblia trata do juízo de Babilônia e não necessariamente de cuidado ambiental.

    O cuidado com o planeta é uma agenda justa e, como adventistas, nós deveríamos ser os primeiros a defendê-la. Nossa teologia das origens, do sábado, da soberania de Deus sobre a natureza (especialmente nos Salmos) falam disso. Nosso entendimento de como a queda afetou não só o ser humano, como também a criação (Romanos 8:22), informa nossa postura em relação à ecologia e aos movimentos ambientalistas. Apesar de a expressão “destruir os que destroem a terra”, encontrada em Apocalipse 11:18, ser muito usada em alguns círculos cristãos como um texto referindo-se às questões ambientais, não é esse o tema deste versículo e dessa frase. Há pelo menos quatro razões para essa constatação.

    Entendendo o texto

    Em primeiro lugar, a preocupação com o meio ambiente é um assunto que vem à tona especialmente a partir da segunda metade do século XVIII.[1] Em outras palavras, essa é uma questão moderna, não da antiguidade, do contexto histórico-cultural no qual o livro do Apocalipse surgiu. O segundo aspecto é o de que Apocalipse 11:18 é o que chamamos de passagem duodirecional.[2] Esse tipo de trecho, um recurso literário do livro, encerra uma grande sessão ou visão e indica resumidamente os temas da seção seguinte. Um exemplo claro é Apocalipse 1:20, que finaliza a visão do capítulo 1, explicando o que são as estrelas e candelabros. Esse é o tema de toda a seção compreendida entre os capítulos 2 e 3, que trata das igrejas e cujas mensagens são enviadas para os seus respectivos anjos/mensageiros. Em Apocalipse 11:18, a primeira metade do livro encontra seu clímax e toda a segunda metade do livro é anunciada em breves orações:[3] “Na verdade, as nações se enfureceram (Apocalipse 12-14); chegou, porém, a tua ira (Apocalipse 15-18), e o tempo determinado para serem julgados os mortos (Ap 19-22), para se dar o galardão aos teus servos (Ap 19:1-10, caps. 21-22) [...] e para destruíres os que destroem a terra [Ap 19:11-21; 20:1-15]”. Assim, a última expressão de Apocalipse 11:18 se refere primariamente ao milênio e ao juízo descrito como tendo lugar ao final desse período.

    Conexão com Gênesis

    Terceiro, o uso do verbo grego diaphtero (“destruir”, “corromper”) em Apocalipse 11:18 lembra o jogo de palavras presente em Gênesis 6:11-13. O texto original hebraico é mais claro, mas a Septuaginta, versão grega das escrituras hebraicas, tenta preservar o recurso utilizado pelo autor original. O texto diz que “a terra estava corrompida [ou destruída / ephtharē] à vista de Deus e cheia de violência. Deus olhou para a terra, e eis que estava corrompida [ou sendo destruída /  katephtharmenē]; porque todos os seres vivos haviam corrompido [ou destruído / katephtharmenē] o seu caminho na terra. Então Deus disse a Noé: Resolvi acabar [corromper ou destruir / kataphtheirō] com todos os seres humanos, porque a terra está cheia de violência por causa deles. Eis que os destruirei juntamente com a terra.”[4] O mesmo jogo de palavras aparece novamente em 1 Coríntios 3:17. A primeira parte do verso diz: “Se alguém destruir [phtheirei] o santuário de Deus, Deus o destruirá [phtherei]”. No contexto, Paulo diz que aqueles que tentam corromper/destruir a igreja e seus membros serão corrompidos/destruídos escatologicamente.[5]

    Juízo de Babilônia

    Por fim, indo para contexto interno do próprio Apocalipse, Apocalipse 11:18 adianta o tema que será retomado em Apocalipse 19:2. A grande meretriz, a Babilônia mística escatológica, é julgada porque ela corrompe/destrói [phtheirō] a terra e seus moradores com sua imoralidade e idolatria. A descrição imagética disso se encontra em Apocalipse 17:1-6. Toda essa ideia tem como pano de fundo Jeremias 51:25, que retoma o tema de “destruir quem destrói”. Só que agora não no contexto de um juízo mundial, como em Gênesis 6, mas contra Babilônia, o que será retomado em Apocalipse.[6] Portanto, Apocalipse 11:18 aponta para o juízo final no final do milênio ligado ao julgamento escatológico da Babilônia mística. O texto não se refere às questões ambientais dos nossos dias, apesar de a linguagem ser comumente aplicada à essa questão. Esse uso, portanto, não pode ser confundido com a intenção original do versículo. Clacir Virmes Júnior é professor de Novo Testamento no Seminário Latino Americano de Teologia (Faculdade Adventista da Bahia).
    Referências: [1] Ramachandra Guha, Environmentalism: A Global History (New York: Longman, 2000), p. 4. [2] Jon Paulien, The Deep Things of God: An Insider’s Guide to the Book of Revelation (Hagerstown: Review and Herald, 2004), p. 115-17. [3] Ranko Stefanovic, Revelation of Jesus Christ: A Commentary on the Book of Revelation. 2. ed. (Berrien Springs: Andrews University Press, 2009), p. 374. [4] Stefanovic, Revelation of Jesus Christ, p. 367. [5] Clacir Virmes Junior, “O Tema do Santuário/Templo Aplicado ao Corpo nos Escritos Paulinos,” diss. de mestrado (Cachoeira: Seminário Latino-Americano de Teologia, 2014), p. 36-43. [6] Stefanovic, Revelation of Jesus Christ, p. 369.]]>
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    <![CDATA[Documento reforça interpretação adventista do livro de Daniel]]> https://tempoprofetico.com.br/documento-reforca-interpretacao-adventista-do-livro-de-daniel/ Wed, 18 May 2022 08:31:18 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2190

    Declaração de Consenso serve como parâmetro de metodologia de estudo do livro e sua compreensão, sob a perspectiva da teologia adventista. Apesar de alimentar discussões polêmicas, o livro de Daniel é um deleite para os estudiosos que adotam uma metodologia assertiva.

    É fato conhecido que o livro de Daniel, assim como o Apocalipse, é um desafio à hermenêutica. O seu conteúdo profético, disposto em linguagem simbólica, alimenta discussões profundas entre os estudiosos da Bíblia, que resultam nas mais diversas interpretações. A Igreja Adventista, no entanto, tem clara a sua metodologia de estudo do livro, bem como a compreensão do mesmo, que, a propósito, embasa partes importantes do conjunto de doutrinas da denominação. Essa metodologia e interpretação foram reafirmadas numa Declaração de Consenso, elaborada durante o XIV Simpósio Bíblico-Teológico Sul-Americano. O evento ocorreu nos dias 28 a 30 de abril na Faculdade Adventista do Paraná (FAP), promovido pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (SALT), em parceria com o curso de Teologia da FAP. O livro de Daniel foi o objeto de estudo dos cerca de 400 teólogos, professores e entusiastas do tema que estavam presentes. A Declaração de Consenso foi formulada e votada por uma comissão composta por representantes do Instituto de Pesquisa Bíblica (órgão vinculado à sede mundial adventista), decanos das faculdades de Teologia, entre outros líderes da Igreja. Para o reitor do SALT, pastor Adolfo Suárez, esse documento é útil para todos que estudam a Bíblia sob a perspectiva da teologia adventista. “A partir dele, a Igreja tem um direcionamento claro e sólido para se aproximar do livro de Daniel e compreendê-lo”, explica o teólogo. O texto da declaração também foi apresentado neste domingo (15) aos delegados participantes da Comissão Diretiva Plenária da Igreja Adventista na América do Sul. “Nós entendemos que todas as decisões administrativas da Igreja devem estar embasadas na Palavra de Deus. E Daniel é um livro da Palavra de Deus. Por isso, consideramos importantíssimo que o plenário ouça essa declaração, conheça documentos dessa natureza”, enfatiza Adolfo.
    Leia o documento na íntegra:

    FACULDADE ADVENTISTA DO PARANÁ

    SEMINÁRIO ADVENTISTA LATINO-AMERICANO DE TEOLOGIA

    XIV Simpósio Bíblico-Teológico Sul-Americano

    28 a 30 de abril de 2022

    DECLARAÇÃO DE CONSENSO

    “Daniel: Visões e mensagens para o tempo do fim”

    Proposta para o XIV Simpósio Bíblico-Teológico Sul-Americano

    Faculdade Adventista do Paraná

    Ivatuba, Paraná, Brasil

    Nós, os participantes do XIV Simpósio Bíblico-Teológico Sul-Americano, após um estudo do tema “Daniel: Visões e mensagens para o tempo do fim”, segundo esta Declaração de Consenso, reafirmamos que:

    1. O livro de Daniel foi escrito pelo profeta homônimo que viveu nos séculos VII e VI a.C. Ele foi reconhecido como inspirado por diversas comunidades de fé, por seus contemporâneos, por Jesus e por escritores do Novo Testamento, seja em menções explícitas ou por alusões (Dn 1:1-7, 21; 5:1, 13; 6:1, 2; Mt 24:15; Ap 1:9-18 [comparar com Dn 10:7-9]; Ap 13:1-8 [comparar com Dn 7:1-8, 25; 8:25]).
    2. Conforme o texto de Daniel expressa repetidamente, o profeta recebeu revelações divinas por meio de sonhos e visões. Assim como as demais Escrituras, é Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo (Dn 2:19; 7:2; 8:1, 2, 16; 9:23; 2Tm 3:16; Hb 1:1; 2Pe 1:20, 21).
    3. O método interpretativo das profecias de Daniel, evidenciado no próprio livro, deve ser o historicista. Isso significa que os eventos identificados exegeticamente no livro têm seu cumprimento ao longo da história. É necessário ressaltar que o historicismo já contempla o passado, o presente e o futuro, e assim dispensa hermenêuticas críticas (Dn 7:15-27; 8:15-26; 9:24-27; comparar com Mt 24:15; Mc 1:15; Lc 21:20; Gl 4:4).
    4. Como um todo, o livro de Daniel apresenta um claro conceito de filosofia divina da história, que aponta para a soberania de Deus e a redenção dos fiéis (Dn 1:19-21; 2:46-49; 3:26-30; 4:34-37; 5:29, 30; 6:19-28; 7:9-14; 9:24; 12:1).
    5. Jesus Cristo é identificado em Daniel como Filho do Homem, o Príncipe, o Ungido e como Miguel, o Grande Príncipe. Por Sua atuação redentora, o livro converge para a reconquista do domínio perdido desde o Éden (Dn 3:25; 7:13, 27; 9:25-27; 10:21; 12:1-3). Também alude às diferentes fases do ministério de Cristo como oferta pelo pecado (Dn 9:24), nosso Sumo Sacerdote no santuário celestial (Dn 8:14; comparar com Hb 1:3; 2:16, 17; 4:14-16; 8:1-5; 9:11-28; 10:19-22), nosso Advogado no juízo (Dn 7:10, 13; comparar com 1Jo 2:1) e como Rei vindouro (Dn 7:13).
    6. O princípio dia-ano marca as profecias de tempo de Daniel, que se estendem por longos períodos. As profecias sobre “tempo, tempos e metade de um tempo” (1260 dias), as 70 semanas, as 2300 tardes e manhãs, os 1290 e os 1335 dias também se fundamentam nesse princípio, o qual é subentendido, retomado e ampliado no Apocalipse (Dn 8:17, 19, 26; 10:14; comparar com Nm 14:34; Ez 4:6, 7; Mt 24:15; Dn 7:25; 8:14; 9:24-27; 12:11, 12; 2Ts 2:3, 4; Ap 11:2, 3, 9, 11; 12:6, 14; 13:5).
    7. A profecia das 2300 tardes e manhãs de Daniel 8:14 cumpriu-se em 22 de outubro de 1844, conforme o ponto de partida indicado pela explicação do anjo no livro, 457 a.C. (Dn 9:25). A purificação do santuário celestial e a restauração das verdades a seu respeito são elementos centrais dessa profecia que demarca o início do juízo investigativo pré-advento (Dn 9:25; cf. Dn 7:9-14; Ap 12:17; 14:6-12).
    8. A teologia do santuário celestial, conforme apresentada no livro de Daniel, constitui a chave hermenêutica que “revelou um sistema completo de verdades ligadas harmoniosamente entre si” (O Grande Conflito, p. 423). Portanto, a compreensão desse ensino bíblico tem fundamentado o desenvolvimento doutrinário e moldado a identidade e a missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia (Dn 8; comparar com Êx 25:8, 40; Lv 16; Hb 8:1, 2; 9:23; Ap 10; 14:6-12).
    9. O livro de Daniel revela de modo explícito e implícito episódios e o desfecho do grande conflito entre Cristo e Satanás, iniciado no Céu e transferido para a Terra, onde se desenvolve até a erradicação do mal e o livramento dos filhos de Deus (Dn 1:1, 2; 10:12, 13; 12:1, 2).
    10. O profeta Daniel e seus amigos são um exemplo de estilo de vida e testemunho para o povo de Deus. Seus valores devem ser ensinados nos ambientes familiar e educacional, com vistas ao desenvolvimento de uma geração fiel e comprometida com a missão (Dn 1:8; 3:16-18; 6:10; 9:1-19; 11:11, 12:17; comparar com Ap 14:1-5).
    11. Ellen G. White estimula o estudo contínuo do livro de Daniel em conexão com o de Apocalipse (O Grande Conflito, p. 341), para identificar os perigos dos últimos dias (Conselhos sobre Educação, p. 114), expor a fé (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 410, 411) e experimentar um reavivamento espiritual (Testemunhos para Ministros, p. 114).
    12. O estudo e a difusão do conhecimento de Daniel no contexto do tempo do fim cumprem uma profecia anunciada de que o conhecimento a seu respeito se multiplicaria. Assim, renovamos nosso compromisso de investigá-lo à luz de toda a Bíblia, especialmente em conexão com o livro de Apocalipse. Conforme somos exortados por Cristo (Mt 24:15), é necessário aprofundar e expandir ainda mais o conhecimento desse livro profético, que se revela crucial para a igreja em meio aos desafios atuais e futuros (Dn 12:4, 9; comparar com 2Ts 2:10).
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    <![CDATA[Só uma versão da Bíblia é inspirada?]]> https://tempoprofetico.com.br/so-uma-versao-da-biblia-e-inspirada/ Sun, 22 May 2022 01:05:40 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2195

    Entenda por que não devemos rejeitar aquelas traduções que foram revisadas.

    De tempos em tempos, ressurge nos meios adventistas a discussão quanto à confiabilidade das versões bíblicas, a mesma que existe nos círculos mais radicais do fundamentalismo evangélico desde a segunda metade do século 19. O problema, que afeta mais o NT que o AT, tem que ver com o chamado Textus Receptus, que é como ficou popularmente conhecido o NT grego editado por Erasmo de Roterdam em 1516.[1] Por haver servido de base para as primeiras traduções protestantes, inclusive a de João Ferreira de Almeida, e por causa da crença (explícita ou implícita) na inspiração verbal e inerrância absoluta das Escrituras, o Textus Receptus é visto por alguns como sagrado e, portanto, intocável. Sendo assim, as versões revisadas, cujo texto se baseia em manuscritos diferentes daqueles utilizados por Erasmo, são ilegítimas e, por isso, deveriam ser rejeitadas.[2] A reivindicação, porém, é infundada e reflete o elevado grau de despreparo e obscurantismo dos que a mantêm. Ignorando a história da transmissão do texto bíblico, as práticas escribais e o grande acervo de manuscritos gregos disponíveis (cerca de 5.700), os defensores do texto de Erasmo se deixam levar por teorias conspiratórias e embarcam na defesa inútil de um texto medieval, inferior e que não é testemunhado na íntegra por um único manuscrito grego sequer. A seguir, estão algumas considerações a respeito. O texto de Erasmo Convidado às pressas para que preparasse uma edição do NT grego, Erasmo se valeu de apenas meia dúzia de manuscritos que encontrou nos mosteiros próximos a Basileia, na Suíça, onde seu texto seria publicado. Os manuscritos eram todos tardios (posteriores ao século 11), de pouca qualidade (já bastante viciados por copistas) e nenhum que contivesse o NT em sua totalidade. Para o Apocalipse, por exemplo, Erasmo dispunha de um único manuscrito (do século 12), ao qual faltava a última folha com os versículos finais do livro (Ap 22:16-21). Para suprir a falta, bem como de outros versículos ilegíveis do manuscrito, Erasmo retraduziu-os da Vulgata Latina, de Jerônimo. Isso gerou um texto imperfeito, repleto de anomalias. É o caso do versículo 19, entre outros, onde Erasmo omite o artigo seis vezes, todas indevidamente, e usa uma palavra grega inexistente. No mesmo versículo, o texto de Erasmo diz: “Deus tirará sua parte do livro da vida.” Ocorre que não existe um único manuscrito grego que traga essa expressão. Todos os manuscritos que contêm o versículo trazem “árvore da vida” em vez de “livro da vida.”[3] A alteração foi embasada num texto igualmente tardio da Vulgata. O próprio Erasmo reconheceu mais tarde em carta enviada ao Papa, a quem dedicara sua obra, que ela fora “mais ´precipitada que editada”.[4]
    As muitas revisões do texto de Erasmo tornam inaceitável a reivindicação de que ele seja verbalmente inspirado ou uma reprodução perfeita e autorizada do texto original
    Ainda que do ponto de vista doutrinário o Textus Receptus seja virtualmente idêntico ao texto dos melhores e mais antigos manuscritos, adotá-lo como aquele que supostamente melhor representa o texto original do NT é uma atitude injustificada que só serve para confundir e desorientar os mais simples.[5] Quem quer que repute o Textus Receptus como uma espécie de texto revelado deve acreditar que Erasmo, um sacerdote católico humanista que jamais se uniu à Reforma Protestante, foi inspirado por Deus ao editá-lo. Além disso, deve explicar como esse texto permaneceu desconhecido até o século 16, visto que, como já foi dito, ele não é testemunhado por nenhum dentre os milhares de manuscritos gregos conhecidos.[6] Por fim, deve saber que o texto de Erasmo de 1516 sofreu sucessivas alterações em diferentes lugares da Europa, primeiro pelo próprio Erasmo (nas quatro edições seguintes, de 1519 a 1535) e depois por editores tais como Roberto Estéfano, Teodoro Beza e Abraão e Boaventura Elzevir. As muitas revisões – algumas para pior – do texto de Erasmo pelo período de mais de cem anos, até o tempo dos Elzevir, tornam inaceitável a reivindicação de que ele seja verbalmente inspirado ou uma reprodução perfeita e autorizada do texto original. Um mínimo de conhecimento da história do texto neotestamentário seria suficiente para se evitar alegações tão constrangedoras como essas.[7] A propósito, o próprio Erasmo estava convencido de que várias das passagens que mantivera ou incluíra no texto não eram originais, mas as publicou mesmo assim porque acreditava que elas estavam em harmonia com o evangelho.[8] O papel de Westcott e Hort Os ataques à integridade e ortodoxia de B. F. Westcott e F. J. A. Hort revelam o desespero, senão a má fé, dos defensores do Textus Receptus. Professores de teologia na Universidade de Cambridge, Inglaterra, Westcott e Hort publicaram em 1881 uma edição do NT grego que muito contribuiu para pôr fim ao reinado do já moribundo Textus Receptus.[9] No mesmo ano, também foi publicado o NT da English Revised Version (ERV), que teve como base o texto grego por eles preparado e de cuja tradução ambos participaram. A ERV, é claro, diferia da chamada Versão Autorizada, que era como a tradicional KJV era conhecida, e não demorou para que Westcott e Hort fossem acusados de haver adulterado as Escrituras. As críticas, portanto, não são recentes e com frequência chegam a incluir, entre outras coisas, alegações de que eles estavam envolvidos com ocultismo e sociedades secretas e de não crerem nem na criação nem na divindade de Cristo.[10]
    Antes de Westcott e Hort, por mais de dois séculos os estudiosos já vinham estudando manuscritos antigos e colecionando evidências que demonstravam a inferioridade do Textus Receptus e a necessidade de corrigi-lo
    Por mais, porém, que as contribuições de Westcott e Hort quanto ao texto grego do NT tenham sido significativas, tanto do ponto de vista editorial quanto metodológico, as acusações de que são alvo dão a impressão de que antes e depois deles ninguém fez absolutamente nada. Isso é pura desinformação. Antes de Westcott e Hort, por mais de dois séculos os estudiosos já vinham estudando manuscritos antigos e colecionando evidências que demonstravam a inferioridade do Textus Receptus e a necessidade de corrigi-lo. Foi um processo gradual, cumulativo.[11] Da mesma forma, depois de Westcott e Hort, vários outros continuaram a desenvolver o texto grego do NT até seu estágio atual. A evidência documental em favor do texto neotestamentário é impressionante: 5.700 manuscritos gregos, sendo que alguns remontam ao segundo século; 20 mil manuscritos das antigas versões; e mais de um milhão de citações dos antigos escritores cristãos. É uma espécie de “constrangimento da fartura”, como declara Daniel B. Wallace.[12] Tal evidência não pode simplesmente ser ignorada. Além disso, mesmo que discordemos de algumas das crenças de Westcott e Hort, que eram anglicanos, dizer que eles – especialmente Westcott – não estavam alinhados com a fé protestante beira à leviandade. De profunda consciência religiosa e piedade cristã, Westcott cria na inspiração e autoridade das Escrituras. Ele acreditava em milagres, na encarnação e na ressurreição de Cristo, que para ele era o fundamento da fé cristã. Numa época em que a crítica liberal dominava a cena na Europa continental e atacava duramente a credibilidade histórica dos evangelhos, Westcott produziu um dos melhores comentários do evangelho de João já produzidos nos meios conservadores. Sua defesa, por exemplo, da autoria apostólica do evangelho é um marco da pesquisa joanina e até hoje usada como referência.[13] Ao contrário do que se ouve nos porões da boataria e difamação, Westcott cria, sim, na plena divindade de Jesus, não era panteísta e defendia a criação como um ato direto de Deus por meio de Cristo.[14] Citações de Ellen G. White Sobre Erasmo, Ellen White escreveu: “A Bíblia de Wycliffe [concluída em 1382] fora traduzida [para o inglês a partir] do texto latino, que continha muitos erros. Nunca havia sido impressa, e tão elevado era o custo dos exemplares manuscritos que, a não ser homens abastados ou nobres, poucos poderiam adquiri-los; ademais, sendo estritamente proscrita pela igreja, tivera divulgação relativamente acanhada. Em 1516, um ano antes do aparecimento das teses de Lutero, Erasmo publicara sua versão grega e latina do Novo Testamento. Agora, pela primeira vez, a Palavra de Deus era impressa na língua original. Nesta obra muitos erros das versões anteriores foram corrigidos, dando-se mais clareza ao sentido.”[15] Não está claro se na última frase da citação acima Ellen White se refere ao texto grego ou ao texto latino de Erasmo. Não obstante a referência ao texto grego na frase imediatamente anterior, a alusão às “versões anteriores” parece indicar que Ellen White tivesse em mente as versões latinas, pois se tratava da primeira vez que o texto grego era impresso e disponibilizado ao público em geral. Sendo assim, os “muitos erros” eliminados por Erasmo só poderiam se referir ao texto latino, que era praticamente o único que circulava na Europa ocidental desde o início da Idade Média e o único que estava sendo impresso desde que Gutenberg publicara o primeiro exemplar, em 1456. De fato, o foco de Erasmo não era o texto grego, mas o texto latino da Vulgata, que estava demasiadamente corrompido pelos copistas e que ele pretendia corrigir a partir do que supunha ser o original grego.[16] E ele fez um excelente trabalho. Embora os poucos manuscritos gregos que encontrara fossem tardios e também houvessem sofrido muitas alterações escribais, eles traziam um texto superior ao texto latino da época, o que permitiu que Erasmo revisasse extensamente esse texto com base no texto grego. Em realidade, a tradução latina de Erasmo, a primeira desde o tempo de Jerônimo, era moderna e bem feita, muito superior ao consagrado texto da Vulgata.
    Ellen White jamais pretendeu que a versão bíblica por ela utilizada na primeira metade de seu ministério fosse considerada como inerrante só porque ela a utilizou
    A utilização da citação acima para se defender o Textus Receptus, portanto,não parece correta. Além do mais, Ellen White reconhecia que erros haviam sido introduzidos no processo de cópia e recópia dos manuscritos bíblicos, em que pese a divina Providência em preservá-los através dos séculos. “Vi que Deus havia de maneira especial guardado a Bíblia, ainda quando dela existiam poucos exemplares; e homens doutos nalguns casos mudaram as palavras, achando que a estavam tornando mais compreensível quando, na verdade, estavam mistificando aquilo que era claro, fazendo-a apoiar suas estabelecidas opiniões, que eram determinadas pela tradição.”[17] Com relação às versões em inglês, além da KJV, Ellen White também fez uso da ERV, a mesma que Westcott e Hort ajudaram a produzir, tão logo ela foi publicada, em 1881. Mais tarde, Ellen White também faria uso da ARV, American Revised Version, também conhecida como American Standard Version (ASV), publicada em 1901. O NT de ambas as versões era embasado no texto grego de Westcott e Hort. Segundo William C. White, filho de Ellen White, sua mãe dera orientações específicas às suas assistentes para que usassem a versão que melhor refletisse suas ideias. Em A Ciência do Bom Viver, por exemplo, há dez citações da ERV e mais de cinquenta da ARV, além de umas poucas de outras versões e notas marginais.[18] Ou seja, Ellen White não se limitou à KJV ou fez qualquer advertência quanto ao uso de novas versões, o que demonstra que ela não via qualquer razão para isso. A posição da IASD A Igreja Adventista jamais tomou uma posição oficial a favor de uma versão em detrimento de outras. Quando da publicação da ERV, a Review and Herald publicou diversos artigos com comentários favoráveis a essa nova tradução, embora ela divergisse do Textus Receptus ou da KJV.[19] Em 1919, quando perguntado se não devemos recorrer aos escritos de Ellen White para resolver tensões entre a KJV e as versões revisadas, Arthur G. Daniels, então presidente da Associação Geral, respondeu: “Não creio de jeito nenhum que a irmã White quisesse estabelecer a certeza de uma tradução. Não creio que ela tivesse isso em mente, ou desejasse pôr seu selo de aprovação sobre a KJV ou sobre qualquer versão revisada quando as citou. Ela usa a versão que melhor expressa o pensamento que ela deseja comunicar”.[20] No início da década de 1930, no contexto de uma discussão em torno da suposta superioridade da KJV,[21] a Associação Geral emitiu declarações oficiais afirmando que tanto a KJV quanto a ARV podiam ser usadas pelos adventistas apesar de suas diferenças. Ninguém que estivesse a serviço da igreja deveria agravar as discussões e os membros deveriam se sentir livres para escolher qual tradução utilizar.
    A Igreja Adventista jamais tomou uma posição oficial a favor de uma versão em detrimento de outras
    Em meio a outro debate que se seguiu à publicação da Revised Standard Version (RSV), entre 1946 e 1952, uma comissão foi nomeada pela Associação Geral para tratar do assunto, e mais uma vez a igreja reconheceu a utilidade de novas versões. A comissão justificou sua posição mediante três argumentos: (1) as muitas descobertas de textos seculares antigos, especialmente a partir de 1900, que têm enriquecido nossa compreensão das línguas bíblicas; (2) os muitos manuscritos bíblicos, descobertos sobretudo a partir de meados do século 19, que têm permitido a progressiva correção do Textus Receptus; e (3) o caráter dinâmico das línguas modernas, que estão em constante mudança.[22] Em anos recentes, diante de mais um esforço de ressuscitar, por meio de vídeos e palestras populistas na internet, as mesmas alegações de sempre em favor do Textus Receptus e contra as versões revisadas, inclusive chamando-as de “demoníacas”, a Associação Geral publicou dois artigos com a intenção de ajudar e orientar a igreja. O primeiro foi escrito por Johannes Kovar, professor de NT em Bogenhofen, na Áustria, e o outro por Ekkehardt Mueller, ex-diretor associado do Instituto de Pesquisa Bíblica (BRI, em inglês).[23] Tanto Kovar quanto Mueller destacam o contrassenso de se pensar no Textus Receptus como sagrado e, portanto, superior ao texto dos manuscritos mais antigos. Quanto às versões, para estudos mais técnicos, Mueller recomenda aquelas que têm como base o texto grego revisado e que adotam uma tradução mais literal. Versões um pouco mais dinâmicas podem ser úteis para a leitura devocional.[24] Respeito aos fatos e à doutrina A Bíblia é a inspirada Palavra de Deus, mas chegou até nós em roupagem humana (e por mãos humanas), do contrário seres caídos e limitados não a poderiam compreender.[25] E conquanto tudo o que é humano contenha imperfeições, nada disso compromete o poder ou a veracidade do texto sagrado. Focar nos problemas, sejam eles internos ou de transcrição, em detrimento da unidade e harmonia geral do texto, é dar espaço à dúvida e ao ceticismo. Os mesmos manuscritos que apresentam divergências textuais demonstram que a mensagem bíblica foi preservada de forma inalterada através dos séculos. Não é de todo errado, portanto, preferir uma versão à outra,mas alegar que um texto grego editado no início do século 16 e alterado inúmeras vezes até meados do século 17 é o único que contém o texto original do NT beira ao ridículo. O mesmo acontece com a defesa quase idólatra da KJV que existe em círculos fundamentalistas, incluindo-se pentecostais,[26] e que de tempos em tempos alguém insiste em trazer para dentro do adventismo. Nos anos que se seguiram à sua publicação, em 1611, a KJV foi submetida a várias revisões, de modo que seu texto atual não é em absoluto idêntico ao da primeira edição.[27] Como, então, justificar a reivindicação de que tanto o Textus Receptus quanto a KJV contêm uma espécie de texto verbalmente inspirado? O mesmo se aplica à ARC.[28] Se o texto foi alterado, pergunta W. Edward Glenny, “qual edição é a edição inspirada?”[29]
    A Bíblia é a inspirada Palavra de Deus, mas chegou até nós em roupagem humana (e por mãos humanas), do contrário seres caídos e limitados não a poderiam compreender
    As coisas, porém, ficam ainda mais difíceis quando se observa o grau de crueldade e malícia por detrás das acusações para com aqueles cuja principal preocupação era restaurar o texto à sua forma original. O pinçamento de detalhes isolados por si só já é suficiente para criar um enredo falso, mas ainda mais grave é quando evidência falsa é confeccionada com a única intenção de difamar. Isso, com efeito, revela muito mais acerca daqueles que assim o fazem que daqueles que são o objeto da difamação. A prática joga na lama o suposto interesse deles em defender a verdade, além de torná-los responsáveis por confundir aqueles que pouco ou nada entendem do assunto. Por fim, Ellen White jamais pretendeu que a versão bíblica por ela utilizada na primeira metade de seu ministério – a KJV era praticamente a única disponível – fosse considerada como inerrante só porque ela a utilizou. Não é, por conseguinte, legítimo usar seus escritos para justificar tal conceito. Ela sempre rejeitou a noção de inspiração verbal e, como já salientado, tão logo novas versões embasadas no texto grego revisado começaram a ser publicadas, ela mesma passou a utilizá-las. Isso inclui a própria ERV, cujo projeto de tradução foi em parte liderado pelos próprios Westcott e Hort. Na verdade, visto que não partilhamos da crença na inspiração verbal e inerrância das Escrituras, esta discussão toda é absolutamente alheia ao pensamento adventista – pelo menos deveria ser. É por isso que a IASD sempre se opôs à defesa do Textus Receptus e à consequente rejeição das versões revisadas. Quem quer que tente fazê-lo, portanto, estará em desarmonia com o ensino e a prática da igreja. WILSON PAROSCHI é professor de Novo Testamento na Southern Adventist University, nos Estados Unidos
    NOTAS [1] A edição de Erasmo, a princípio por ele denominada de Novum Instrumentum (depois, Novum Testamentum), era na verdade bilíngue (em grego e latim em colunas paralelas).O nome Textus Receptus, que significa “texto recebido”, refere-se apenas ao texto grego e não seria utilizado senão a partir de 1633. Para a origem do nome, veja: Wilson Paroschi, Origem e Transmissão do Texto do Novo Testamento (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2012), p. 122-129. [2] Em inglês, o Textus Receptus é representado principalmente pela tradicional King James Version (KJV) e sua sucessora, a New King James Version (NKJV). Em português, pela Almeida Revista e Corrigida (ARC), assim chamada desde 1898 e a remanescente mais direta da obra de João Ferreira de Almeida. Outras versões em língua portuguesa embasadas nesse texto incluem a Edição Contemporânea de Almeida (1990) e a Almeida Corrigida Fiel (1994). [3] Diferentemente da KJV, a ARC, que também é baseada no Textus Receptus, traz “árvore da vida.” [4] Werner G. Kümmel, Introduction to the New Testament, transl. Howard C. Kee (Nashville: Abingdon, 1975), p. 541. [5] D. A. Carson esclarece: “Nada do que acreditamos ser doutrinalmente verdadeiro, e nada do que nos é ordenado fazer, está, de algum modo, comprometido pelas variantes. […] A interpretação de passagens individuais pode muito bem ser questionada; mas nunca uma doutrina é prejudicada” (The King James Version Debate: A Plea for Realism [Grand Rapids: Baker, 1979], 56). Para mais informações, veja: Paroschi, Origem e Transmissão do Texto do Novo Testamento, p. 189-193, 266-279. [6] Seu parente mais próximo, o chamado Texto Majoritário – ou o texto representado pela maioria dos manuscritos gregos, todos posteriores ao quinto século – difere dele nada menos que 1.838 vezes. Algumas vezes, o Textus Receptus “é melhor que o texto Majoritário, mas, quase sempre, é decididamente inferior, com leituras que apresentam pouco ou nenhum apoio documental” (ibid., 128). Ou seja, embora o Textus Receptus e o Texto Majoritário estejam relacionados, não é correto pensar que eles são idênticos. [7] Além das cinco edições de Erasmo, foram quatro de Estéfano (entre 1546 e 1551), cinco de Beza (entre 1565 e 1604, além de uma edição póstuma, em 1611), e sete dos Elzevir (entre 1624 e 1678), para citar apenas os mais importantes. E convém salientar que, por haver sido feitas antes que o texto do Textus Receptus fosse padronizado, o que ocorreu somente a partir da segunda edição dos Elzevir (1633), as primeiras traduções protestantes não foram baseadas em textos gregos idênticos, embora todos representassem essencialmente o texto de Erasmo. A tradução de Lutero para o alemão, por exemplo, foi embasada na segunda edição de Erasmo, de 1519, ao passo que a King James o foi principalmente na edição de Beza de 1598. Não se sabe ao certo qual edição do Textus Receptus foi usada por João Ferreira de Almeida, mas há indícios de que possa ter sido alguma das edições de Beza. [8] É o caso, por exemplo, da doxologia do Pai-Nosso (Mt 6:13), dos versículos finais de Marcos (Mc 16:9-20), do relato da mulher adúltera (Jo 7:53-8:11) e da chamada Comma Joanina (1Jo 5:7-8). Veja: Jerry H. Bentley, “Erasmus’ Annotationes in Novum Testamentum and the Textual Criticism of the Gospels”, ARG 67 (1976), p. 46-53. [9] Ernest C. Colwell se referiu à edição de Westcott e Hort como o “golpe de misericórdia” para o Textus Receptus (What Is the Best New Testament? [Chicago: University of Chicago Press, 1952], p. 35). [10] As acusações costumam aparecer em sites sensacionalistas de internet (veja, por exemplo: http://christianchat.com/bible-discussion-forum/33219-part-11-riders-occult-connections-westcott-hort.html) e, por vezes, em publicações destituídas de qualquer reconhecimento acadêmico, inclusive nos meios conservadores, como é o caso de Thomas Holland, Crowned with Glory: The Bible from Ancient Text to Authorized Version (San Jose: Writers Club, 2000), p. 36-39. [11] Dentre os vários nomes dignos de nota, Constantin von Tischendorf (1815-1874), por exemplo, é lembrado como “o homem a quem mais deve a moderna crítica textual do NT” (Bruce M. Metzger e Bart D. Ehrman, The Text of the New Testament: Its Transmission, Corruption, and Restoration, 4ª. ed. [Nova York: Oxford, 2005], p. 172). Em suas viagens pelo Oriente Médio, Tischendorf descobriu 24 manuscritos, entre eles o Códice Sinaítico, preparou edições inéditas de 25, reedições de onze, transcrições de outros quatro e colações de treze manuscritos. Ele ainda preparou oito edições do NT grego, sendo que, até hoje, o aparato crítico da sua última edição continua sendo valioso para os trabalhos crítico-textuais do NT. Ao todo, Tischendorf escreveu mais de 150 livros e artigos, quase todos relacionados ao texto do NT. [12] Daniel B. Wallace, “Laying a Foundation: New Testament Textual Criticism”, em Interpreting the New Testament Text: Introduction to the Art and Science of Exegesis, eds. Darrell L. Bock e Buist M. Fanning (Wheaton: Crossway, 2006), p. 43. [13] Stanley E. Porter declara que Westcott “deveria ainda ser considerado um dos maiores intérpretes joaninos de sua ou de qualquer geração” (“Brooke Foss Westcott: Johannine Scholar Extraordinaire”, em The Gospel of John in Modern Interpretation, ed. Stanley E. Porter e Ron C. Fay [Grand Rapids: Kregel, 2018], p. 61). [14] Algumas citações extraídas de seu comentário de João (The Gospel according to St. John [Londres: Murray, 1882; reimpressão, Grand Rapids: Eerdmans, 1978]): “Nenhuma ideia de inferioridade de natureza é sugerida pela forma de expressão [‘e a Palavra era Deus’, Jo 1:1c], a qual simplesmente afirma a verdadeira divindade da Palavra” (3); “O modo da existência do Senhor na terra era verdadeiramente humano [‘e a Palavra se fez carne’, v. 14] e sujeito a todas as condições da existência humana, mas Ele nunca cessou de ser Deus” (10); e sobre o v. 18, “O Filho é um em essência com o Pai” (14), e “Cristo, a Palavra Encarnada, é a perfeita revelação do Pai: como Deus, Ele revela Deus” (xliv). Veja também seu comentário de Hebreus (The Epistle to the Hebrews [Londres: Macmillan, 1889; reimpressão, Grand Rapids: Eerdmans, 1973): sobre Hb 1:2, Westcott afirma que “Ele [Cristo] é ao mesmo tempo o Criador e o Herdeiro de todas as coisas” (p. 7); “Toda a criação é um único ato instantâneo” e Cristo foi “o instrumento por meio do qual o mundo foi feito” (p. 9); e sobre 4:15, “Apeguemo-nos à nossa fé nEle [Cristo], a quem confessamos abertamente como verdadeiramente humano e verdadeiramente divino” (p. 106).Para mais informações, veja: http://westcotthort.com/jmay/deityofChrist.html. [15] O Grande Conflito, p. 245. [16] Paroschi, Origem e Transmissão do Texto do Novo Testamento, p. 122-126. [17] Primeiros Escritos, p. 220-221. [18] Arthur Ferch, “Which Version Can We Trust? (Part Four)”, Adventist Review, 27 de setembro de 1990, p. 13. [19] Ibid. [20] “Report of Bible Conference, Held in Takoma Park, D.C., July 1-19, 1919”, 1205. [21] Benjamin G. Wilkinson, Our Authorized Bible Vindicated (Washington: College Press, 1930). [22] The General Conference Committee, Problems in Bible Translation (Washington: Review and Herald, 1954), 76-77. [23] Johannes Kovar, “The Textus Receptus and Modern Bible Translations”, Reflections: The BRI Newsletter, v. 21 (2008), p. 6-10; Ekkehardt Mueller, “Transmission and Preservation of the Biblical Text”, Reflections: the BRI Newsletter, v. 50 (2015), p. 1-7. [24] Em inglês, as versões que Mueller recomenda para estudos exegéticos/teológicos são a NASB (New American Standard Bible) e a ESV (English Standard Version); a NIV (New International Version) seria para uma leitura mais devocional (Mueller, 6). Em português, o primeiro grupo (mais formal) inclui a NAA (Nova Almeida Atualizada) e a NBJ (Nova Bíblia de Jerusalém); o segundo (mais devocional), a NVI (Nova Versão Internacional), a A21 (Almeida Século 21) e a NVT (Nova Versão Transformadora). [25] Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 19-21. [26] Para saber como os pentecostais respondem às dificuldades textuais de Mc 16:9-20 (particularmente os v. 17-18), veja: http://www.scielo.org.za/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2074-77052020000100037. [27] W. Edward Glenny, “The New Testament Text and the Version Debate”, em One Bible Only? Examining Claims for the King James Bible, eds. Roy E. Beacham e Kevin T. Bauder (Grand Rapids: Kregel, 2001), p. 86. [28] A tradução original do NT de João Ferreira de Almeida passou por um longo processo de revisão até sua publicação, em 1681. O texto continuou a ser revisado até ser publicado, agora em conjunto com o AT (em dois volumes), entre 1748 e 1753. Outra grande revisão ocorreria cerca de cem anos mais tarde em Londres, entre 1869 e 1875, que é quando o AT e NT seriam pela primeira vez publicados num único volume. Vinte anos depois, em 1894, o antigo texto de Almeida sofreu nova revisão, na qual foram feitas várias correções ortográficas e diversos termos obsoletos foram substituídos. O próprio nome, Almeida Revista e Corrigida, reflete as várias alterações que lhe foram incorporadas ao longo de mais de duzentos anos. Ela é assim chamada desde a edição de 1898, feita em Lisboa. Veja: https://biblia.sbb.org.br/almeida-revista-e-corrigida. [29] Glenny, “The New Testament Text and the Version Debate”, p. 86.

    Última atualização em 9 de maio de 2022 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[A linguagem de Deus]]> https://tempoprofetico.com.br/a-linguagem-de-deus/ Sun, 22 May 2022 01:09:28 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2200

    Como você expressa suas emoções mais básicas e seus desejos mais profundos?

    Oração. Esse é o tema de capa. Novamente. Se a oração é o oxigênio espiritual, então não podemos viver sem orar. Você já parou para pensar no significado da oração para os escritores bíblicos? Algumas de suas frases mais conhecidas aparecem em falas diretas a Deus. Os Salmos, em especial, registram belíssimas preces. Muitas dessas orações contêm vocativos dirigidos a Deus, às vezes combinados com a interjeição “ó” (ó Deus!). O vocativo é um termo usado para chamar a atenção do interlocutor num discurso direto. E as interjeições servem para expressar uma emoção, um estado de espírito, uma ordem, um apelo. Junto com o vocativo, a interjeição “ó” acrescenta um tom de urgência. As interjeições “oh” e “ah” também são usadas com frequência. O vocativo e a interjeição se encontram, por exemplo, nos pedidos de Davi por renovação espiritual: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável” (Sl 51:10); “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139:23, 24). Ele usou esse recurso também para pedir a presença do Senhor: “Ó Deus, não Te ausentes de mim; Deus meu, apressa-Te em me socorrer” (Sl 71:12). O rei-poeta revelou um desejo intenso por Deus, expresso pela metáfora da sede: “Assim como a corça suspira pelas correntes das águas, assim, por Ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Sl 42:1, 2); “Ó Deus, Tu és o meu Deus; eu Te busco ansiosamente. A minha alma tem sede de Ti; meu corpo Te almeja, como terra árida, exausta e sem água” (Sl 63:1); “A Ti levanto as mãos; a minha alma anseia por Ti como terra sedenta” (Sl 143:6). Vivendo em terras áridas, ele sabia que, sem água, o corpo desfalece. A sede expressa uma necessidade primordial. A desidratação reduz o volume de sangue e de plasma, diminui o processo metabólico, causa dor de cabeça e provoca vertigem. Sem água, as células encolhem e os nervos funcionam mal. A morte chega em 3 a 10 dias. De igual modo, sem a água viva, a pessoa morre espiritualmente.
    Não tenha medo de falar com Deus na linguagem que Ele mesmo usou na Bíblia
    Não é por acaso que as metáforas da água e da comida, o líquido e o pão que saciam a sede e a fome, aparecem em outros lugares da Bíblia em conexão com Deus, Jesus e o Espírito Santo. Se Isaías (55:1) convida os que têm sede a ir às águas, o último capítulo do Apocalipse (22:17) retrata o Espírito oferecendo de graça a água da vida. No seu caso, qual é o seu anseio mais profundo? Quando tem sede, aonde você vai? A Bíblia é tão rica em verdades, promessas e expressões de intimidade com Deus que muitos cristãos têm enriquecido suas orações com trechos ou princípios da Palavra. Segundo Joni Eareckson Tada, esse é um meio de trazer o poder de Deus para a oração: “É uma maneira de conversar com Deus em Sua língua, falando Seu dialeto, usando Seu vernáculo, empregando Suas expressões. […] Não é simplesmente uma questão de vocabulário divino. É uma questão de poder” (link.cpb.com.br/558a4e). A autora está convencida de que “Deus gosta quando nós, conscientemente, empregamos Sua Palavra em nossas orações”. Igualmente, Donald Whitney, autor de Praying the Bible (Crossway, 2015), comenta que “Deus nos deu os Salmos para que pudéssemos dá-los de volta para Ele. Nenhum outro livro da Bíblia foi inspirado com esse propósito específico” (p. 46). Para alguns que são duros de coração, rígidos nas emoções, vazios de amor, justos aos próprios olhos, farisaicos no viver, talvez essas expressões pareçam excessivamente sentimentais ou místicas. Mas essa é a linguagem dos profetas e amigos de Deus, inclusive de Ellen White. Não tenha medo de falar com Deus na linguagem que Ele mesmo usou na Bíblia. MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista (Editorial da edição de maio de 2022)]]>
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    <![CDATA[Mensagem para nossos dias]]> https://tempoprofetico.com.br/mensagem-para-nossos-dias/ Sun, 22 May 2022 01:12:47 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2205

    Por que o livro O Grande Conflito precisa ter ampla circulação.

    Acabamos de passar pelo Impacto Esperança 2022, em que levamos a mensagem de Apocalipse 14 por meio do livro O Último Convite. Milhões de pessoas foram alcançadas pelas publicações. A igreja foi às ruas, aos prédios, às casas, pelos rios, no campo, nas cidades e nas ilhas. Crianças, jovens, famílias se mostraram presentes e atuantes, levando pão físico e espiritual. Eu mesmo tive a alegria de fazer parte de três Impactos: com os servidores da CPB, o pessoal da Divisão em Taguatinga (DF) e os jovens do projeto Um Ano em Missão (OYiM, na sigla em inglês) em Salvador (BA). Muito obrigado, querida igreja, pelo envolvimento de todos! De 2007 até 2022, mais de 328 milhões de livros e revistas foram espalhados. Deus fez e fará maravilhas! Temos um desafio para 2023/2024, junto com a igreja mundial: distribuir O Grande Conflito. Que importância tem esse livro para os dias de hoje? Ellen White disse: “Aprecio o livro O Grande Conflito mais que prata ou ouro, e desejo grandemente que vá perante o povo. Enquanto preparava o manuscrito de O Grande Conflito, muitas vezes estive consciente da presença dos anjos de Deus” (O Colportor Evangelista, p. 128). A mensageira ressaltou: “O Grande Conflito deve alcançar ampla circulação. Ele contém a história do passado, do presente e do futuro. Em sua exposição das cenas finais da história desta Terra, ele dá um poderoso testemunho em favor da verdade. Estou mais ansiosa de ver ampla circulação deste que de qualquer outro livro que eu tenha escrito” (p. 127). Em 2019, ao vasculhar uma pequena caixa de ferramentas, Paulo se deparou com O Grande Conflito. Chegando à sua casa em Pouso Alegre (MG), deixou-o na sala. Sua esposa, Maria, ficou impactada pelo título. Não demorou muito para que ela lesse todo o livro. Ela se alimentava dia a dia como uma pessoa faminta que encontrou o pão. Cada palavra era como vitamina que trazia vitalidade.
    O inimigo sabe que esses escritos inspirados o desmascaram e ele resiste a perder seus cativos; por isso, precisamos orar mais
    Pouco depois, duas jovens do projeto OYiM a visitaram e começaram a estudar a Bíblia com ela. Diante das verdades bíblicas que penetravam como espada em sua alma, ela procurou a Igreja Adventista para conhecer melhor a mensagem que estava transformando sua vida. Com o carinho da igreja, Paulo também foi sendo sensibilizado e começou a estudar a Bíblia. Hoje, pela graça de Deus, Paulo, Maria, Eduardo, Elaine, Rodrigo, Evelyn, Wesley e Nataly, membros da família de Paulo, estão batizados e são líderes comprometidos na igreja. “Os resultados da circulação deste livro não devem ser julgados pelo que agora aparece”, explicou Ellen White. Muitas pessoas tomarão uma posição quando virem que “estão tendo lugar os próprios eventos nele preditos” (p. 128). Os resultados desse instrumento serão incalculáveis. O inimigo treme. Sabe que esses escritos inspirados o desmascaram e ele resiste a perder seus cativos. Podemos esperar furiosos ataques. Por isso, necessitamos orar mais, estudar mais esse livro, planejar uma distribuição com a igreja, preparar as finanças para a entrega, fazer uma entrega intencional às pessoas mais próximas (familiares, amigos e vizinhos). Hoje há muitos, a exemplo de Paulo e Maria, que precisam ser alcançados. EU VOU fazer parte desse movimento. Vamos juntos? STANLEY ARCO é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul (Artigo publicado originalmente na seção Bússola da Revista Adventista de maio de 2022)]]>
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    <![CDATA[O terceiro Elias - Parte 1]]> https://tempoprofetico.com.br/o-terceiro-elias-parte-1/ Sat, 16 Jul 2022 09:21:21 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2214

    A profecia de Malaquias vai além do ministério de João Batista. Conheça mais a respeito do misterioso mensageiro profético de Malaquias.
    “Que fazes aqui, Elias?”, perguntou a escritora Ellen White a John N. Loughborough, um dos evangelistas mais destacados do período formativo da Igreja Adventista. Frustrado com o ministério, Loughborough havia abandonado sua vocação pastoral para trabalhar no campo. Por isso, a mensagem de Ellen White foi tão contundente: ele havia cometido o mesmo erro do profeta Elias, que fugiu após ter obtido uma grande vitória no monte Carmelo (1Reis 18–19). A exemplo do pastor Loughborough, todos nós podemos cair na armadilha de negligenciar a missão para a qual fomos chamados como remanescentes – os sete mil homens que, metaforicamente, não dobraram os joelhos diante de Baal (1Reis 19:18; conferir Romanos 11:1-5;). Como parte do povo remanescente, Deus nos incumbiu de exaltar Sua lei e de preparar o caminho para a segunda vinda de Cristo (Apocalipse 12:17), uma missão revelada no nome “adventista do sétimo dia”.

    Leia também:

    Supreendentemente, essas duas características distintivas são mencionadas na última profecia do Antigo Testamento. O profeta Malaquias anunciou um mensageiro que deveria preparar o caminho para a vinda do Senhor (3:1). No capítulo 4, esse mensageiro é chamado de Elias (verso 5), e sua missão é converter “o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (verso 6), a fim de preparar a Terra para “o grande e terrível Dia do Senhor” (verso 5). Nesse contexto, o povo de Israel é convidado a se lembrar da “Lei de Moisés” (verso 4). Portanto, o mensageiro de Malaquias deveria unir a mensagem da lei de Deus com a da vinda do Messias, que é chamado pelo profeta de “Anjo da Aliança” (3:1) e “Sol da Justiça” (4:2; ver Lucas 1:76-79). Esses paralelos entre Elias e o remanescente levantam algumas questões importantes sobre a escatologia e a missão adventista, como o papel de reconciliar os “pais” e os “filhos” e apresentar um evangelho indivisível, que une o testemunho da lei com a mensagem da vinda de Jesus. Com isso em mente, vamos analisar o texto de Malaquias e compará-lo com outras passagens bíblicas que esclarecem a obra do remanescente apocalíptico.

    A voz que clama no deserto

    Em tom escatológico, Malaquias 3:1 anuncia: “Eis que Eu [o Senhor] envio o Meu mensageiro, que preparará o caminho diante de Mim.” Antes de tecer qualquer comentário a respeito desse texto, é importante destacar que ele evoca Isaías 40:3: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus”. Essa conexão é evidenciada pelo fato de que ambos os versos empregam o verbo hebraico panah, “preparar”, seguido pelo substantivo derekh, “caminho”. É interessante notar que tal relação é confirmada em Marcos 1:2 e 3, que une as duas passagens para se referir ao ministério de João Batista: “Eis aí envio diante da tua face o Meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor.” No melhor estilo rabínico, Marcos misturou as duas declarações para comentar a obra desse mensageiro, como se estivesse dialogando com alguém: “Deus enviará Seu mensageiro. Mas quem é o mensageiro do Senhor? O mensageiro do Senhor é a voz que clama no deserto.” É fundamental reforçar que o mensageiro de Malaquias 3:1 é chamado de “Elias” no verso 5 do capítulo 4. Podemos apresentar pelo menos dois argumentos para confirmar esse ponto de vista: (1) os dois personagens são introduzidos com a expressão “eis que Eu envio”, do hebraico hinneh sholeach;  (2) Jesus, o maior de todos os intérpretes das Escrituras Sagradas, identificou o “Elias que estava para vir” com o mensageiro de Malaquias 3:1 (Mateus 11:11-14).

    No espírito e poder de Elias

    De acordo com Lucas 1:15 a 17, a profecia de Malaquias se cumpriu parcialmente em João Batista, que deveria desenvolver seu ministério no espírito e poder que caracterizaram Elias: “E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus. E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado.” No entanto, quando foi interrogado pelos sacerdotes e levitas sobre sua identidade, João negou ser o profeta Elias e se identificou como a “voz do que clama no deserto” (João 1:21-23), que, como já observado, também está relacionada com a obra do mensageiro profético de Malaquias. Apesar de ter negado, o Batista se vestia como o profeta Elias (Marcos 1:6; 2Reis 1:8) e também fundamentava seu discurso em Malaquias 4 (Lucas 3:7, 9; conferir Malaquias 4:1). Essa aparente contradição é facilmente resolvida quando lemos o texto a partir da perspectiva judaica. Conforme o registro de Mateus 17:10, havia uma crença entre os judeus de que o profeta Elias voltaria à Terra para preparar o caminho do Messias. Até os dias de hoje o povo judeu mantém essa esperança. A cada pôr do sol de sábado para o domingo, em uma cerimônia conhecida como Havdalah, eles entoam a canção: “Elias, o profeta / Elias, o tisbita / Elias, o gileadita / apresse-se em vir com o Messias, filho de Davi.” Na Páscoa, os judeus preparam um lugar à mesa para o profeta Elias e deixam uma taça de vinho reservada para ele. O rabino ortodoxo Chaim Jachter, no livro From David to Destruction (Kol Torah, 2019 [Eliyahu HaNavi and the Drought of Faith, seder 19]), resumiu bem a importância do profeta Elias na escatologia judaica: “Eliyahu HaNavi nos levará a um teshuvah [retorno] que desencadeará a chegada do Mashiach, nossa redenção final. Alinhado com essa missão, Eliyahu HaNavi chega ao nosso seder [cerimônia de Páscoa] no momento exato em que nos referimos ao veheve’ti, o quinto passo condicional da redenção [uma referência ao verbo ‘levar’ em Êxodo 6:8]”. Foi por causa dessa crença popular que o Batista negou ser Elias. João não era o profeta Elias que havia sido levado ao Céu, mas o Elias profético que deveria preparar o caminho para a vinda do Messias. Em Mateus 17:11 a 13, Jesus confirmou essa interpretação, mas também apresentou uma nuance interessante no verso 11: “De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas. Eu, porém, vos declaro que Elias já veio.” Além de afirmar que Elias já tinha vindo, Jesus disse que o ilustre profeta ainda viria e “restauraria” todas as coisas. O verbo “restaurar” (do grego apokathistēmi) foi extraído de Malaquias 4:6, conforme o texto do Antigo Testamento grego, a Septuaginta. Esse mesmo verbo é usado para retratar a redenção final de nosso mundo por ocasião da segunda vinda de Cristo (Atos 1:6; conferir 3:21), revelando o teor escatológico da declaração de Mateus 17:11. Em outras palavras, Jesus estava dizendo que a profecia de Malaquias não se limitava ao ministério de João Batista. Assim como haveria duas vindas do Messias, deveria haver mais de uma vez a manifestação profética de Elias. No futuro, outro mensageiro deveria ser levantado para exaltar a “Lei de Moisés”, preparar um povo para “o grande e terrível Dia do Senhor” e converter o “coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Malaquias 4:3-6). Continua...
    André Vasconcelos é mestre em Teologia Bíblica e doutorando em Antigo Testamento. Atualmente, trabalha como editor na Casa Publicadora Brasileira.
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    <![CDATA[O “complexo de Deus” determina que o fim está próximo]]> https://tempoprofetico.com.br/o-complexo-de-deus-determina-que-o-fim-esta-proximo/ Sat, 06 Aug 2022 01:52:53 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2221 Milênios se passaram desde o Éden e ainda estamos chafurdando no mesmo problema. Entretanto, a distância do evento originário do pecado já é tamanha que nos esquecemos completamente dos porquês e estamos cada vez mais afundando em nosso próprio mal. Quero te mostrar nesse texto que estamos aumentando nossa aposta no pecado original nos tempos atuais. E isso nos mostra que o fim está próximo. Como foi no começo, será o fim. Recapitule comigo a história humana até aqui. Fomos iniciados no pecado. Em seguida, foi-nos revelado o mal que isso significa, sofremos a consequência, prometemos nunca mais repetir e iniciou-se um processo de luta constante para correção do problema. Descobrimos que não poderíamos resolvê-lo, então Deus veio e proveu uma solução que não dependeria de nós: Sua morte e a distribuição da graça a todo aquele que crê. Isso, porém, criou um ponto de bifurcação. Como a solução é facultativa, só aceita quem quer, e há sempre os que não querem. Esses optaram por continuar a jornada humana na Terra por seus próprios meios e caminhos. A maioria de nós, diga-se de passagem. Como a história até aqui nos demonstrou, somos incapazes de nos consertar. E o efeito de buscar a solução por nossos próprios meios e caminhos apenas nos afunda mais em complexidades e maldades, como quem gira em círculos. Na verdade, descemos em espiral. Retornando lentamente ao ponto máximo do desgaste dessa tentativa inútil: o ponto onde começamos. Entretanto, agora convencidos (nem todos) dessa incapacidade e tendo rejeitado por decisão própria a solução divina, só nos resta o orgulho de insistir no primeiro erro: queremos ser como Deus.

    O pecado original traz luz aos dias de hoje

    Muito se discutiu na história e na teologia sobre qual era o pecado original. Achamos por muitos séculos que o sexo foi a origem de todo o problema. Mas se olharmos o relato de Gênesis 3, veremos que ele claramente nos revela o problema. Quando Eva passou próximo demais da árvore proibida, foi convencida pela astúcia de uma serpente que o fruto contrariava as afirmações divinas: “Certamente não morrereis” (Gênesis 3:4). Você consegue imaginar alguém que não conhecia o pecado ouvindo a sua primeira mentira? Foi o mesmo sentimento estranho e curioso de quando ouvimos histórias maldosas ou cruéis, uma espécie de interesse e medo misturados, que faz parecer que o clima mudou em nosso redor. Eva também sentiu esse estranho interesse por aquela serpente que havia afirmado algo incorreto (o primeiro contato com o mal): “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gênesis 3:1). No afã de corrigir o erro, ela engajou com a serpente, para seu próprio infortúnio. Aliás, nosso infortúnio. A serpente então afirmou o contrário do que Deus tinha dito. “Não morrereis” é mais do que uma informação errada, é uma afronta contra o Criador de todas as coisas. A criatura afirmou que o Ele não dizia a verdade. Mas a mentira nunca vem sem argumentos. A serpente, aproveitando a exibição de vida que dava a Eva ao falar com ela, afirmou que “no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal” (Gênesis 3:5). Note que “abrir os olhos” é uma afirmação de empoderamento, o estado que aquela serpente exibia. Ela falava com astúcia, superando os outros animais. Ser conhecedor do bem e do mal é apenas uma característica de quem Deus era. O ponto central no pensamento hebraico é sempre mais importante. No sanduíche de palavras que a serpente usou, no centro está “sereis como Deus”. Perceba que essa mentira veio cercada por duas verdades. De fato, os olhos deles se abriram (Gênesis 3:7) e tornaram-se conhecedores do bem e do mal (Gênesis 3:22). Naquele momento, surge o “eu” quando só havia um “nós”. Tínhamos sido criados à imagem e semelhança de um “nós”. Pensando somente em si, Eva decide que quer ser como Deus. O que isso significa na prática e como isso se manifestará no fim?

    O problema persiste

    Ser como Deus é desejar que todas os nossos desejos sejam atendidos. Uma expectativa de controle sobre a vida para obtenção de todos os nossos desejos. Quando a gente tenta ser como Deus, se coloca numa esperança, cria um desejo que é impossível de ser atendido. Impossível de ser manifestado. Começamos a almejar por uma impossibilidade. Tanto somos assim que muitos de nós imaginam que o Céu será um lugar onde todos os nossos desejos serão realizados, enquanto essa nunca foi a promessa. Alguns, ao ler essa última frase que escrevi, estão estranhando. “E não vai ser?”, é a pergunta. Tomamos por certo que lá teremos tudo o que quisermos. Todo desejo só é apaziguado quando é atendido ou resolvido. Sede só se resolve com água, fome com comida e sono com uma cama. Quando decidimos que queríamos ser como Deus, desejamos algo que determinou imediatamente nossa infelicidade. Porque uma expectativa não realizada é exatamente a definição de infelicidade. É querer ter uma coisa e nunca obter. E quando a gente decide querer ser como Deus, estamos perdidos, nunca seremos atendidos! E querer ter os poderes divinos é o que todo mundo quer, mesmo que chamemos de outras coisas. Todo mundo quer realizar a sua própria vontade. Esse é o motivo dos conflitos e das guerras (Tiago 4:1). É claro que tanto Eva como qualquer ser humano normal não pensa em se sentar no trono do Universo e ser um novo Deus governando sobre tudo. Não é isso. Mas todos queremos ser como Ele. É sobre domínio, privilégios e realizações. Veja o que isso faz: ninguém na história humana teve ou terá uma vida facilitada ou sem frustrações, exatamente porque ninguém consegue tudo. O fato de nós só conseguirmos pensar em felicidade se pudermos tudo, demonstra que a gente se conformou, moldou a ser a alguém que precisa ser Deus. Temos que ter tudo, conseguir tudo ou seremos frustrados e infelizes. Logo, qual foi o problema da humanidade? Foi desejar aquilo que ela não é, desejar aquilo que ela não pode ter, querer mais do que nos foi dado. Eva se rebelou contra o Criador quando decidiu por si mesma não apenas romper e desafiar a Deus, como a comparar-se à Ele.

    Por que isso demonstra o fim?

    Essa é exatamente a entronização do homem comentada em Apocalipse 14 ao se referir ao infame número 666. O homem no centro da sua própria governança. O homem fazendo suas vontades, o seu querer. O que, em última instância, é querer ser Deus. Então, quando decidimos que queríamos ser Deus, nos “auto amaldiçoamos” para sempre com um sonho inalcançável. Todas as nossas histórias e vidas são difíceis porque nós estamos amaldiçoados pelo desejo de ter tudo e ser tudo. Sem romper com isso por meio de Cristo, estamos condenados a uma vida infeliz. As vezes queremos coisas que só Deus pode querer, como, por exemplo, quando plantamos uma jabuticabeira e desejamos que ela desse seu fruto imediatamente. Esse impulso de impaciência humana exibe nossa capacidade por sentir falta de algo que jamais poderíamos obter. Anseios que existem fora de um sentido natural, desejos ilimitados. Só faria sentido você ser impaciente com coisas que levam tempo se você tivesse a menor expectativa de conseguir agora algo que leva tempo. Mas isso nunca existiu, e ainda assim você sente. Ou seja, nossa carne pede para ser todo-poderosa. A impaciência é uma prova de que está escrito em nossa carne o desejo de ser como Deus. Esquecemos que já fomos criados à “imagem e semelhança” de Deus. Já éramos como Ele antes do pecado. Por isso, não vivíamos para nós mesmos. Quando decidimos nos comportar como usurpadores, nos distanciamos de quem Ele é. Nunca fomos tão egoístas (palavra humana para definir quem vive para satisfazer a si mesmo), nunca fomos tão I Timóteo 4! Nunca fomos tão 666! E por isso lhes digo que estamos caminhando para os momentos finais da história, a experiência humana como a conhecemos está para acabar porque já estamos muito perto do exato ponto que partimos. O círculo terá feito a volta completa, chegaremos às consequências finais da decisão de Eva. E é nesse ponto que a Bíblia nos informa que Deus há de interferir. Quando o ser humano assumir para si mesmo, em definitivo, a sua própria soberania, a voz do Espírito Santo será calada, e então virá o fim.]]>
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    <![CDATA[Como o sacrifício de Cristo explica a compreensão adventista da liberdade religiosa]]> https://tempoprofetico.com.br/como-o-sacrificio-de-cristo-explica-a-compreensao-adventista-da-liberdade-religiosa/ Mon, 29 Aug 2022 04:05:56 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2229

    Poder escolher sua própria crença faz parte do princípio do livre arbítrio, em que cada ser humano tem autonomia sobre sua própria consciência e fé. Amar ao próximo inclui respeitar as escolhas individuais.

    Em 1888, líderes adventistas do sétimo dia fizeram oposição a dois projetos de lei apresentados no Senado dos Estados Unidos. O primeiro previa a promoção do domingo como um dia de descanso religioso. O segundo trazia a proposta de uma emenda constitucional exigindo que as escolas públicas americanas ensinassem os princípios da religião cristã. Um dos opositores a esses projetos foi um pioneiro adventista chamado Alonzo Jones, que viria a ser um dos editores da Adventist Review, versão americana da Revista Adventista. Jones testemunhou no Congresso, intercedendo para impedir a lei dominical e a proposta de tornar a América uma nação cristã por força da lei. E ele fez isso em respeito à liberdade religiosa para todas as pessoas. Este acontecimento foi determinante para a construção de uma consciência adventista sobre o livre arbítrio, inclusive na escolha religiosa. Em 1889, os adventistas criaram uma associação para promover este direito. “Acreditamos que é o certo e que é dever de todo homem adorar a Deus de acordo com os ditames de sua consciência”, dizia o texto com as diretrizes da recém-criada Associação Nacional de Liberdade Religiosa. Foi o embrião para a criação da Associação Internacional de Liberdade Religiosa (Irla), atuante até hoje, com uma agenda em favor do direito em todo o mundo.

    Criação, queda e redenção

    O ponto fundamental, desde então, é o entendimento de que liberdade religiosa é um direito de todas as pessoas, e não um privilégio de um grupo específico. A leitura do primeiro dos oito marcos referenciais adventistas da liberdade religiosa, publicados na mais recente edição do Manual Prático para Diretores de Liberdade Religiosa da Igreja Local, um conteúdo da sede sul-americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia[1], ajuda nesta compreensão. Afirma o primeiro marco referencial, focado na criação, queda e redenção da humanidade: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36). Deus criou os seres humanos com livre arbítrio. Com a entrada do pecado, essa liberdade foi perdida. Mediante seu sacrifício, Cristo restaura, para todos, o direito à liberdade. O sacrifício de Cristo e Sua ressurreição asseguram o direito à humanidade de ser livre do peso da culpa e do mal. Esta restauração da liberdade precisa ser entendida menos como um privilégio e mais como uma dádiva. Deus restaura a liberdade da humanidade para o bem de todas as pessoas e para a manifestação de sua graça e justiça. É desta visão bíblica que deriva a compreensão dos adventistas do sétimo dia sobre o direito à liberdade religiosa para toda a humanidade. Vem da fé no amor de Deus, expresso na criação da raça humana, à Sua imagem e semelhança. Deus criou seres humanos livres, com liberdade de escolha para adorá-Lo e obedecer-Lhe, de forma espontânea e não coercitiva. A coerção anula o amor, mas a liberdade é o requisito para a expressão do amor genuíno. A origem do mal, o surgimento do pecado e a queda da raça humana com a consequente perda da liberdade original são evidências que apontam para um Deus soberano, cujas criaturas nunca foram constrangidas a servi-Lo. O plano da redenção oferece a restauração da liberdade perdida com a queda da humanidade e possibilita a restauração da imagem divina no ser humano, caso seja aceita. A provisão foi feita para toda as pessoas, mas recebê-la é uma decisão pessoal. Defender, proteger e promover a liberdade religiosa é um vigoroso testemunho da crença em um Deus Eterno, Criador e Redentor, que fez tudo para reerguer e restaurar a dignidade humana, que deriva unicamente do Seu eterno amor. Por conta disso, os adventistas não entendem a liberdade religiosa como um privilégio denominacional. Isto evita fazer uso da liberdade para impor uma visão de mundo às pessoas. Pelo contrário. Compartilhar a fé é um ato de amor, resultado da liberdade experimentada na compreensão do sacrifício de Cristo. A liberdade religiosa nunca será usada como privilégio, ou buscando minimizar o direito a esta liberdade de pessoas de outras confissões, ou mesmo daquelas que não creem. Em 1 Pedro 2:16, o apóstolo aconselha: “Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal.”

    Compreensão na prática

    E como, na prática, isto pode acontecer? O pastor Ganoune Diop, secretário geral da Associação Internacional de Liberdade Religiosa (Irla) e diretor mundial de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, apresentou[2] em artigo algumas sugestões: 1. Compreensão do princípio político. Segundo ele, no nível mais básico, a liberdade de pensamento, consciência, religião ou crença é um princípio político que sustenta outros princípios políticos, como consentimento dos governados, estado de direito, democracia e governo representativo. 2. Disposições do direito internacional, seguindo textos consagrados como a Declaração Universal dos Direito Humanos, da União Europeia, e outros documentos e tratados internacionais. 3. Compreensão de que que a liberdade religiosa é composta e pressupõe a liberdade de pensamento, consciência, crença, convicção, expressão, reunião e associação. 4. Entendimento do direito humano a esta liberdade. O aspecto humano não deve ser negligenciado por razões antropológicas, teológicas, filosóficas e existenciais. 5. Visão clara de ser um sinal da nossa humanidade, não só pela nossa racionalidade, mas também pelo sentido de responsabilidades morais e éticas. A posição central da liberdade religiosa baseada na liberdade de consciência permite que ela forneça uma base normativa para o que significa ser um indivíduo, um ser humano. Tem dimensões individuais e corporativas, como coexistência e cooperação pacíficas. 6. Um símbolo de nossa interconexão humana. 7. Um selo de sacralidade. Nas religiões monoteístas, os seres humanos são sagrados, templos do divino, criados à imagem de Deus; ou representantes do divino; ou ligado ao divino, como estipulado nas religiões asiáticas. 8. Um apelo à solidariedade, tolerância e respeito, baseado na sacralidade de cada ser humano. 9. Um imperativo moral. A liberdade de religião, crença e consciência é um impedimento contra o autoritarismo ou o totalitarismo. É contra o atropelamento da dignidade humana, contra a redução dos seres humanos a objetos que podem ser dominados, domesticados ou subjugados. 10. Expressão do valor imensurável de cada ser humano. A liberdade de religião ou crença é um sinal que significa a necessidade de proteger os seres humanos de serem instrumentalizados, usados, abusados ​​e desumanizados. Diop conclui que a liberdade religiosa é um apelo intrínseco à solidariedade humana, baseada na inviolabilidade da consciência e um antídoto contra os abusos que desumanizam uma pessoa ou grupo de pessoas. É uma percepção que promove o entendimento da liberdade segundo os ditames da história humana de queda e redenção, segundo o relato bíblico.
    Referências: [1] Disponível em adventistas.org/liberdadereligiosa. [2] DIOP, Ganoune. Religious Freedom: A Multifaceted Gift to Humanity. Disponível em https://adventistreview.org/feature/religious-freedom-a-multifaceted-gift-to-humanity/]]>
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    <![CDATA[O “mistério” da redenção]]> https://tempoprofetico.com.br/o-misterio-da-redencao/ Mon, 29 Aug 2022 04:09:33 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2234

    Por que, biblicamente, a redenção proporcionada por Cristo pode ser considerada um mistério? Em que sentido podemos entender? Crucificação de Jesus tem total relação com a redenção para os seres humanos.

    No pensamento da escritora Ellen G. White, “o tema central da Bíblia, o tema sobre o qual giram todos os demais, é o plano da redenção, a restauração da imagem de Deus no ser humano”.[1] De maneira que, para ela, a redenção é a grande verdade central do sistema de verdade. E quando isso é assim entendido, “uma luz nova é derramada em todos os eventos do passado e o futuro. Eles são vistos em uma relação nova e possuem um significado novo e mais profundo”.[2] Também se destaca a importância que Ellen G. White dá ao tema, cujo estudo resultaria em avivamento e enobrecimento da pessoa. Para ela, “a ciência da redenção é a ciência de todas as ciências [...] o mais alto estudo no qual é possível o homem se empenhar. Como nenhum outro estudo pode fazê-lo, acelerará a mente e enaltecerá a alma”.[3]

    Redenção, um “mistério”

    De acordo com Ellen G. White, a redenção é um tema que vai além da compreensão humana; “é um tema inesgotável, merecedor de nossa contemplação mais íntima. Ultrapassa a compreensão do mais profundo pensamento, a extensão da mais vívida imaginação”.[4] Neste sentido, ela considerava que “a obra da redenção [...] é um mistério”, a despeito de ser “uma obra maravilhosa”.[5] Na verdade, não era apenas um mistério, mas “o mistério dos mistérios”.[6]

    Por que a redenção é um mistério?

    Mas, por que razão ela considera a redenção um mistério? Há três aspectos a serem considerados nessa expressão. O primeiro é que “por um processo misterioso tanto a anjos como também aos homens, Cristo assumiu a humanidade”.[7] Há mistério na encarnação de Cristo, processo este que lhe permitiu esconder “sua divindade, deixando de lado sua glória”.[8] Em segundo lugar, devido ao fato de o tema ser inesgotável, Ellen G. White entende que a mente humana tem dificuldade para captar racionalmente o quadro completo do significado da cruz que foi levantada, com seu consequente quadro de sofrimento, o qual garantia a redenção da humanidade.[9] Daí ser um mistério no sentido de difícil compreensão. Em terceiro lugar, o mistério parece se referir aos resultados da salvação efetuada por Cristo, os quais, por extensos, são incompreensíveis. Assim Ellen G. White o expressa: “Os mistérios de redenção, a mistura do divino e o humano em Cristo, sua encarnação, sacrifício, mediação, será suficiente para prover mentes, corações, línguas e canetas com temas para pensamento e expressão durante todo o tempo; e o tempo não será suficiente para esvaziar as maravilhas de salvação, mas através das eras eternas, Cristo será a ciência e a canção da alma resgatada. Novos desenvolvimentos da perfeição e glória de Deus em face de Jesus Cristo estarão sempre se desdobrando”.[10] Ellen G. White entende que é impossível ao ser humano “compreender a obra da redenção. Seu mistério excede ao conhecimento humano; todavia, aquele que passa da morte para a vida percebe que é uma divina realidade”.[11]

    O “mistério” da misericórdia

    Ellen G. White faz outras abordagens sobre o ‘mistério’ conectado à redenção; diz, por exemplo: “Este é o mistério da misericórdia [...]: que Deus pode ser justo, ao mesmo tempo em que justifica o pecador arrependido e renova Suas relações com a raça decaída; que Cristo pode humilhar-Se para erguer inumeráveis multidões do abismo da ruína e vesti-las com as vestes imaculadas de Sua própria justiça, a fim de se unirem aos anjos que jamais caíram e habitarem para sempre na presença de Deus.[12] É interessante notar que a autora não está sozinha na consideração da redenção como um mistério. O Teólogo Emil Bruner também examina a divindade e encarnação de Cristo, classificando como um “mistério” o milagre divino de Deus desejar “encontrar-se conosco num ser humano”.[13] Por outro lado, curiosamente, Ellen G. White afirma que a redenção é um mistério que pode ser conhecido. Isso fica para um próximo artigo.
    Referências: [1] WHITE, Ellen G. Education, p. 125.[2] WHITE, Ellen G. That I May Know Him. Washington, DC: Review and Herald, 1964, p. 208. [3] WHITE, Ellen G. Education, p. 126. [4] WHITE, Ellen G. “The Darkness Comprehended It Not”, in The Review and Herald, 3 de junho de 1890. Ver também WHITE, Ellen G. “Missionary Work”, in The Sings of the Times, 17 de agosto de 1891. [5] WHITE, Ellen G. “Christ Revealed the Father”, in The Review and Herald, 7 de janeiro de 1890. [6] WHITE, Ellen G. God’s Amazing Grace. Washington, DC: Review and Herald, 1973, p. 186. [7] WHITE, Ellen G. “Sacrificed for Us”, in Youth’s Instructor, 20 de julho de 1899. [8] Idem. [9] WHITE, Ellen G. God’s Amazing Grace, p. 186. [10] WHITE, Ellen G. “God so Loved the World”, in The Signs of the Times, 24 de novembro de 1890. [11] WHITE, Ellen G. The Desires of Ages: The Conflict of the Ages Illustrated in the Life of Christ. Mountain View, California: Pacific Press, 1940, p. 173. [12] WHITE, Ellen G. The Great Controversy: The Conflict of the Ages in the Christian Dispensation. Mountain View, California: Pacific Press, 1950, p. 415 [13] BRUNER, Emil. Dogmática, vol. 2: Doutrina Cristã da Criação e Redenção. Tradução de Deuber de Souza Calaça. São Paulo: Fonte Editorial, 2006, p. 435.]]>
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    <![CDATA[Carta de amor para Esmirna]]> https://tempoprofetico.com.br/carta-de-amor-para-esmirna/ Sat, 10 Sep 2022 04:14:17 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2240 Como a fidelidade do povo cristão serve como testemunho de fé para os dias de hoje. Mensagem enviada à igreja da época também tem aplicações para os dias atuais; Caro leitor, este artigo é a primeira parte de uma série de três artigos sobre o conteúdo da carta da igreja de Esmirna. Por isso, desfrute dessa leitura, retenha o máximo possível e aguarde os próximos episódios da revelação de Jesus Cristo para a igreja de Esmirna. No primeiro século, milhares de igrejas foram plantadas pelos cristãos primitivos. Ao revelar o livro do Apocalipse, Jesus Cristo escolheu apenas sete delas para receberem uma carta com uma mensagem especial. Ele sabia que o contexto religioso, histórico e político em que estavam envolvidas apontaria não somente para o cristianismo em seus primeiros anos, mas também para aquele de séculos vindouros que a igreja enfrentaria até Sua segunda vinda. Ao estudar o conteúdo das mensagens às sete igrejas do Apocalipse, percebemos que é possível fazer três possíveis aplicações: a) histórica, ou seja, para uma igreja específica da Ásia menor, já no primeiro século; b) profética, quando o cumprimento ocorre no transcurso da história, indicando as diferentes fases por que a igreja cristã passaria; e c) universal, em que há uma mensagem para cada pessoa, independentemente do período profético em que ela viveu ou vive. Outro aspecto importante a ser levado em conta está relacionado à estrutura das mensagens das sete igrejas, que possuem: a) apresentação cristológica, b) avaliação, c) exortação e d) promessa. Por fim, as cartas são revelações do próprio Cristo, que as transmitiu em primeira pessoa. Neste artigo estudaremos o conteúdo da mensagem à igreja de Esmirna.

    Contexto histórico

    Esmirna era uma cidade portuária com um próspero comércio de exportação. No primeiro século possuía aproximadamente 200 mil habitantes. Estava a cerca de 50km de Éfeso e havia se tornado famosa pela sua prosperidade e por reivindicar para si ser a cidade natal de Homero. Tinha o status de cidade livre, e era um centro político, religioso e cultural pagão. Foi a primeira cidade da Ásia a erigir um templo para a deusa de Roma (195 a.C.) e, em 26 d.C., venceu uma disputa entre outras cidades para construir um templo de adoração ao imperador Tibério Cézar. Ali foram construídos dois templos que ficaram famosos no mundo conhecido daquela época: o de Zeus e da deusa Cibele. A comunidade cristã que morava em Esmirna possivelmente era pobre por, no mínimo, dois fatores. Primeiro, na cidade era obrigatória a adoração ao imperador nos templos pagãos. Ao menos uma vez por ano, todo habitante da cidade era obrigado a queimar incenso aos deuses. Além disso, no período de Domiciano houve um edito ordenando a adoração a ele, e quem desobedecesse sofreria sérias penalidades. O segundo motivo é que na cidade havia uma grande presença de judeus. Isso dificultava a vida dos cristãos, pois na década de 80 d.C., o judaísmo havia intensificado o ódio e as perseguições contra os cristãos, chegando ao ponto de expulsá-los das sinagogas, uma vez que eram considerados “hereges”.

    Apresentação de Cristo

    A carta à igreja de Esmirna inicia-se com a apresentação que Jesus faz de Si mesmo. “Estas coisas diz o Primeiro e o Último, que esteve morto e tornou a viver” (Apocalipse 2:8). Essas palavras têm a intenção de trazer confiança aos ouvintes. Aqui, Jesus faz uma referência à Sua manifestação gloriosa na abertura do livro (Apocalipse 1:9-20). Assim como na abertura das demais cartas, Ele resgata algo da Sua natureza divina humana e glorificada, e de Seu esplendor como Sacerdote eterno e soberano. Esse verso é uma citação direta de Apocalipse 1:17-18: “Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.” A apresentação de Cristo não deixa dúvidas. O Filho do Homem encarnado possui vida em si mesmo, eternidade inerente. Mesmo tendo passado pela morte na cruz, tornou a viver (João 10:17; 1 Timóteo 6:16). Essas palavras fazem referência ao Antigo Testamento: “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor [Yahweh] dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus” (Isaías 44:6). “Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a Moisés: Eu Sou o que Sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós outros. O Senhor [Yahweh], [...] este é o meu nome eternamente e assim serei lembrado de geração em geração” (Êxodo 3:13-15). O nome sagrado “Yahweh” aparece 6.828 vezes no Antigo Testamento e deriva da forma semita do verbo “ser”, e significaria: “Eu Sou Aquele que é”. Este nome apresenta a natureza e poder Daquele que o possui, assinalando a soberania, grandeza, onipotência e eternidade de Deus. As autodeclarações de Cristo, “Eu Sou o Primeiro e o Último” e “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim” (Apocalipse 1:17; 2:8; 22:13), são uma equivalência não apenas às proclamações divinas de “Yahweh” no Antigo Testamento, como também no próprio Apocalipse: “Eu Sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apocalipse 1:8). É expresso que ambos, Pai e Filho, controlam o início e o fim, e tudo o que há entre eles. A unidade entre Pai e Filho é manifestada e “têm domínio sobre toda a história, controle sobre este mundo e sobre o mundo do porvir, com plena autoridade sobre os poderes cósmicos e terrenos.” Continua...
    João Renato Alves da Silva é pastor distrital em Cuiabá, Mato Grosso. Formado em Teologia, é pós-graduado em Interpretação e Ensino das Escrituras pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia da Bahia.]]>
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    <![CDATA[A revolução das águas]]> https://tempoprofetico.com.br/a-revolucao-das-aguas/ Sun, 11 Sep 2022 06:04:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2245

    Sete coisas que você precisa saber sobre o batismo

    Num distante sábado de dezembro, em meio a um grupo, um menino de oito anos caminhou para a margem do rio para ser batizado. Ele não se lembra da temperatura da água, mas sabe que seu compromisso foi para a eternidade. Depois, com a beca preta recebida no dia da ordenação, realizou muitas cerimônias parecidas. E ainda se emociona ao cantar “Oh, Que Belos Hinos!” e ver uma pessoa entregando a vida a Jesus. Você já passou por essa experiência? Na sua visão, o que é batismo? É um sacramento ou um símbolo? Ele tem significado psicológico ou teológico? Para introduzir o tema de capa desta edição, vejamos sete fatos que você precisa saber. 1. O batismo é um ritual de “iniciação” belo e sério. Por meio dele, você entra para um relacionamento pactual com Deus e para a comunidade de fé. Ao ser batizado, Deus diz para você o que falou para Jesus dentro do rio: “Você é Meu filho amado” (ver Mt 3:17). Além de um reconhecimento do pecado, o batismo é uma confissão de fé. Os primeiros cristãos levavam a sério o preparo para essa cerimônia sagrada. O padrão de conduta esperado do candidato era rigoroso. 2. O batismo representa uma transferência de domínio. Ao ser batizado, você assinala que pertence ao reino do Céu. Nos primeiros séculos, os cristãos associavam o batismo à renúncia ao reino do mal. Ser batizado é dizer sim a Deus, e não ao inimigo. Há uma antiga controvérsia a respeito da fórmula batismal original. Deveríamos batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo ou somente no nome de Jesus? A fórmula completa em Mateus 28:19 tem solidez textual. Portanto, o batismo envolve um elo com toda a Divindade. 3. O batismo é identificação com Cristo. Jesus foi batizado em nosso favor, enquanto nós somos batizados Nele e para Ele. Mais que um modelo, o batismo de Cristo dá origem e significado a todos os outros batismos. Por isso, há um só batismo (Ef 4:5). O batismo proclama que Jesus é o ­Salvador e o Senhor. O foco está na realidade representada pelo rito, e não no ato repetível de purificação cerimonial. É cristo que salva, não o ritual. O batismo sinaliza o que Deus fez, não o que você ou a igreja faz.
    O batismo representa um rompimento com o passado que permite zerar os erros e reiniciar o “sistema”
    4. O batismo é o fim de uma vida e o início de outra. Simboliza morte e ressurreição. Trata-se de um rompimento com o passado que permite zerar os erros e reiniciar o “sistema”. No batismo, você aceita a morte vicária de Cristo, morre para o velho estilo de vida e renasce para uma nova vida (Rm 6:1-9). Ganha nova identidade e assume novo comportamento. 5. O batismo na água prefigura o batismo com “fogo”. João Batista explicou que um Batizador mais poderoso que ele batizaria com o Espírito Santo e com fogo (Mt 3:11). Jesus enfatizou que é essencial nascer da água e do Espírito (Jo 3:5-8), um nascimento “de novo” e/ou “do alto”, já que a palavra usada (anothen) tem os dois significados. Portanto, a água é o início, não o fim. 6. O batismo provê uma nova vestimenta. Na cerimônia, você coloca um roupão para ser mergulhado na água e depois veste uma nova roupa. De igual modo, ao ser batizado, você simbolicamente recebe o traje da justiça de Cristo, pois todos os que foram batizados se revestiram de Cristo (Gl 3:27). 7. O batismo é o início de uma vida de serviço para Deus. Assim como o Jordão marcou a inauguração do ministério messiânico de Jesus, o batismo deve sinalizar o começo de uma vida dedicada à missão divina. Se você ainda não foi batizado, dê esse passo. Se já foi, permaneça leal até o fim; não desista no meio do caminho para a cidade santa. MARCOS DE BENEDICTO é editor da Revista Adventista (Editorial da edição de setembro de 2022)]]>
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    <![CDATA[Tudo é passageiro]]> https://tempoprofetico.com.br/tudo-e-passageiro/ Sun, 11 Sep 2022 06:07:57 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2250

    Três lições de um rei sábio que somente na velhice aprendeu a valorizar a vida

    Todos nós queremos curtir a vida e ser felizes, não é mesmo? Gostamos de viajar, experimentar novos sabores, conhecer pessoas diferentes e desfrutar dos diversos prazeres que a breve existência humana proporciona. Diferentemente do que muita gente acredita, a Bíblia não é contrária a nada disso. Deus criou os seres humanos para apreciar a vida e as inúmeras possibilidades que ela oferece. É óbvio que, após a queda moral do ser humano e a entrada do pecado neste mundo, essa realidade sofreu muitas alterações. A existência perfeita e harmônica se tornou imperfeita e injusta; deixou de proporcionar exclusivamente felicidade e bem-estar para produzir medo e angústia. A eternidade foi substituída pela fugacidade (ver Ec 9:9). É por isso que o rei Davi, no Salmo 144:4, comparou nossa vida ao sopro e à sombra que passa. Salomão, o maior bon vivant das Escrituras, entendeu bem essa mensagem. É verdade que ele cometeu muitos erros (cf. 1Rs 11:1-11) e levou algum tempo para se tornar realmente sábio aos olhos de Deus. À semelhança de nós hoje, o rei dissipador tentou encontrar a felicidade nas conquistas pessoais (Ec 2:4-7), nos relacionamentos (v. 8) e na realização de todos os seus desejos (v. 3, 10). Depois de Salomão mencionar seus grandes feitos e sua busca hedonista pelo prazer, concluiu: “E eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol” (Ec 2:11). Nesse verso, ele resumiu o conceito de fugacidade existencial na palavra “vaidade”. O trocadilho é evidente, considerando o fato de que o termo hebraico hevel, traduzido como “vaidade”, significa literalmente “sopro”, “vapor”. Tudo é vaidade porque tudo é transitório, uma concepção materializada na breve e angustiante existência de Abel, cujo nome hebraico também é hevel (ver Gn 4:1-11). Em Eclesiastes 9:1 a 6, a ideia da brevidade da vida é reforçada diante do destino inevitável de todos os seres humanos: a morte. O teólogo Jacques Doukhan, no livro Todo Es Vanidad (Aces, 2006), na página 93, sintetizou muito bem essa passagem: “A perspectiva de Eclesiastes é universal. […] ‘Todas’ as categorias humanas são consideradas: o justo e o ímpio, o puro e o impuro, a pessoa religiosa e a secular, o bom e o pecador, o que jura e o que teme fazê-lo (9:2). Todos temos a mesma sorte: não sabemos para onde vamos; não sabemos o que está diante de nós (9:1); não sabemos quais serão nossos amores e ódios, nossas dores e alegrias. Porém, sabemos de uma coisa com certeza: nós morreremos.” É por causa dessa realidade que Salomão nos aconselha a desfrutar da vida, pois para os vivos sempre “há esperança” (Ec 9:4). Nos versos 7 a 9, após refletir sobre a existência e o destino de todos os seres humanos (v. 1-3), Salomão nos deixou três conselhos para que aproveitemos a existência. Essas sábias orientações podem ser facilmente identificadas por meio de três verbos na forma imperativa: “vá”, “aproveite” e “faça”. 1º VÁ E APRECIE COM MODERAÇÃO
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    O primeiro conselho de Salomão inicia-se com o imperativo “vá”, do hebraico lekh. Essa expressão nos lembra da ordenança divina dada ao patriarca Abraão para “sair” (heb. lekh-lekha) de sua terra e do convívio de sua família (Gn 12:1). Em outras palavras, trata-se de um convite à ação. É necessário deixar a zona de conforto para “ir” e apreciar os presentes de Deus para nós. Existem, porém, algumas diferenças entre o chamado de Abraão e a ordem de Eclesiastes 9:7. O primeiro envolveu sacrífico, fé e resignação; enquanto o segundo é um convite generoso para apreciar o “pão” e o “vinho”. Esses alimentos, junto ao “óleo” ou “azeite” mencionado no verso 8, que poderia servir como perfume e remédio mas também como comida, compunham a dieta básica do povo de Israel em Canaã (ver Sl 104:14, 15). É importante destacar que Salomão não recomendou a bebida alcoólica em Eclesiastes 9:7. O próprio rei condenou esse tipo de bebida em Provérbios 20:1 e 23:30 a 32. Essa confusão acontece porque o termo hebraico yayin, traduzido como vinho, é ambíguo e pode se referir tanto à bebida fermentada quanto ao suco de uva recém-preparado, mais conhecido como mosto. Nesse caso, uma expressão análoga pode ajudar a esclarecer essa confusão. Vários textos do Antigo Testamento, como 2 Reis 18:32, empregam as palavras “cereal” e “vinho” como um sinônimo de “pão” e “vinho”. O detalhe de 2 Reis 18:32 é que, além de a palavra “cereal” estar em paralelo com “pão”, o termo hebraico para vinho é tirosh, que significa literalmente “mosto”. À luz desse paralelismo, podemos inferir que Eclesiastes 9:7 se refere ao vinho novo, o suco da uva, e não ao vinho velho já fermentado. Tudo isso nos mostra que Deus não apenas permite que desfrutemos dos produtos da terra, mas que Ele “Se agrada” de nós quando agimos assim (v. 7). O verbo “agradar”, do hebraico ratsah, geralmente é usado na Bíblia para se referir às ofertas “aceitas” por Deus (ver Lv 1:4; 7:18; etc.). Em Eclesiastes 9:7, contudo, nós é que devemos “aceitar” os presentes que o Senhor nos oferece.
    “Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe com coração contente o teu vinho” (Ec 9:7)
    Honramos a Deus quando comemos o pão com alegria e bebemos o vinho com prazer (ver Ec 2:24; 3:13; 5:18-20). Gratidão e reconhecimento são os conceitos-chave aqui. Não é bíblica a ideia de que a religião deve ser rigorosa, apenas contemplativa e de que as pessoas não podem comer nem se alegrar. Eclesiastes 9:8 deixa isso ainda mais claro ao afirmar que devemos ter as vestes sempre brancas e nunca deixar faltar o óleo sobre a nossa cabeça. As “vestes brancas” e o “óleo” formam uma imagem de um banquete festivo (Sl 23:5; Ap 3:4, 5; 19:7-9; ver Et 8:15-17). A verdade é que Deus gosta de festas! (ver Lv 23:4-44; Dt 14:24-29; Ne 8:10; Mt 22:1-14; 26:26-29; Lc 14:15-24; etc.). Jesus ilustrou muito bem o conceito apresentado em Eclesiastes 9:7 e 8. Seu primeiro milagre foi multiplicar o vinho em uma festa de casamento. Ele também multiplicou o pão para alimentar multidões em duas circunstâncias. Alguns críticos chegaram até mesmo a chamá-Lo de “glutão e bebedor de vinho”, por comer e beber com os pecadores (Mt 11:19). Além disso, o Mestre incentivou Seus discípulos a ungir a cabeça, a fim de não agirem como os religiosos da época que desfiguravam o rosto para aparentar piedade e religiosidade (Mt 6:16, 17). Portanto, a primeira dica de Salomão para curtir a vida, conforme exemplificado por Jesus, é ter atitude e apreciar com moderação e sabedoria as bênçãos materiais que Deus nos dá. 2º CURTA A VIDA COM QUEM VOCÊ AMA
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    O segundo conselho de Salomão começa com o imperativo “aproveite”, do hebraico ra’ah. O curioso desse verbo é que o significado básico de sua raiz é “ver”. Salomão nos incentiva a “contemplar” a vida com a pessoa que amamos, isto é, com aquela que decidimos nos unir por meio de uma aliança eterna. Podemos dizer que Salomão entendia algo sobre esse assunto. De acordo com 1 Reis 11:3, ele havia se casado com aproximadamente mil mulheres! No entanto, embora tivesse se unido matrimonialmente a 700 princesas e 300 concubinas, seu coração parecia pertencer a uma mulher chamada Sulamita, a respeito de quem ele escreveu no livro bíblico de Cântico dos Cânticos. O próprio rei confessou que, no período mais sombrio da vida, havia procurado encontrar a felicidade nas “delícias dos filhos dos homens: mulheres e mais mulheres” (Ec 2:8). A exemplo de Salomão, muitos hoje trilham o mesmo caminho promíscuo de destruição. A essas pessoas, o experiente monarca adverte: “Achei coisa mais amarga do que a morte: a mulher cujo coração é rede e armadilha e cujas mãos são correntes. Quem agrada a Deus fugirá dela, mas o pecador virá a ser seu prisioneiro” (Ec 7:26). A dica do sábio poeta é: “Alegre-se com a mulher da sua mocidade. […] Que os seios dela saciem você em todo o tempo; embriague-se sempre com as suas carícias” (Pv 5:18, 19). Como se pode ver, a Bíblia não é contra o prazer sexual, desde que seja vivenciado no contexto seguro e íntimo do casamento.
    “Aproveite a vida com a mulher que você ama, todos os dias dessa vida fugaz que Deus lhe deu debaixo do sol” (Ec 9:9)
    A expressão pura da sexualidade humana também é um dos presentes de Deus para nossa felicidade. O amor compartilhado é uma das “porções” ou “recompensas” que o Senhor nos oferece para que suportemos a angústia e a fadiga que experimentamos “debaixo do sol” (Ec 9:9; ver 3:22; 5:18, 19). Jacques Doukhan fez o seguinte comentário sobre Eclesiastes 9:9: “Este é um convite para abrir nossos olhos e reconhecer o valor e a beleza que existe nesse verso, como sugere a tradução literal: ‘veja a vida’. A vida está aqui, contudo, não a vemos. Nossos olhos podem estar em outro lugar. Isso significa estar atento ao que nos é dado, em vez de olhar para outros horizontes; implica gratidão e fidelidade, a condição fundamental para a felicidade no casamento” (Todo Es Vanidad, p. 98). Em resumo, podemos afirmar que a segunda dica de Salomão para curtir a vida é compartilhá-la com quem amamos. Nem tudo na vida precisa de test drive! O melhor é se preservar até encontrar a pessoa certa, no momento adequado. Quem seguir esse conselho poderá “ver” a vida com outros olhos! 3º FAÇA TUDO CONFORME SUA CAPACIDADE
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    O terceiro e último conselho de Salomão é marcado pelo imperativo “faça”. Em Eclesiastes 9:10 encontramos a orientação para fazer, conforme nossas forças, tudo o que vier à nossa mão. A justificativa do texto é que, na sepultura (heb. she’ol), “não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”. A expressão “conforme as suas forças”, do hebraico bekhochakha, significa “conforme as suas habilidades”. Como destacou Michael Fox, no livro Ecclesiastes (Jewish Publication Society, 2004), na página 64, Salomão não ensinou que precisamos empregar toda a nossa energia naquilo que fazemos. Isso seria ‘amal, o trabalho que nos causa fadiga debaixo do sol (Ec 9:9; comparar com 1:3; 2:10, 11; 2:18-22; 3:9; 4:6-8; 5:18; 8:15; etc.). Salomão nos diz que devemos trabalhar conforme as nossas forças (Ec 9:10), nem mais nem menos! Ele defende o trabalho moderado. Mais do que isso é vaidade e correr atrás do vento; menos do que isso é preguiça e passividade. Assim, cabe a nós buscar esse equilíbrio. Não há justificativa para trabalhar ou estudar excessivamente nem para ser descomprometido com os próprios deveres.
    “Tudo o que vier às suas mãos para fazer, faça-o conforme as suas forças” (Ec 9:10)
    A linguagem de Eclesiastes 9:10 faz alusão a Gênesis 2:1 a 3 e Êxodo 20:9 a 11, na medida em que são usadas as palavras “todo” (heb. kol) e “fazer” (heb. ‘asah). O texto de Êxodo 20:9 a 11, por exemplo, prescreve: “Seis dias você trabalhará e fará toda a sua obra, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, seu Deus. Não faça nenhum trabalho nesse dia. […] Porque em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (itálico acrescentado). A relação entre Eclesiastes 9:10 e o mandamento do sábado nos ajuda a desenvolver uma visão correta acerca do trabalho. É um lembrete de que devemos “fazer tudo” com diligência sem perder de vista o “descanso”. Segundo Doukhan, “as lições dessa conexão […] são múltiplas. Em primeiro lugar, o trabalho é uma expressão humana da imagem divina. Criamos a semelhança de como Ele criou. A partir dessa perspectiva, o trabalho corresponde ao domínio sagrado. É interessante notar o fato de que a palavra hebraica para ‘trabalho’, ‘avodah, também significa ‘adorar’. O trabalho, então, deve ser realizado com a mesma concepção de sagrado que temos para com um culto de adoração. […] Ao mesmo tempo, o trabalho deveria ficar dentro das proporções humanas; na proporção de nossas ‘forças’. O trabalho nunca deveria nos esmagar; ele está em nossa ‘mão’” (Todo Es Vanidad, p. 99). Logo, a terceira dica de Salomão para curtir a vida é fazer tudo que vier à nossa mão conforme a nossa capacidade. Não trabalhe demais nem de menos! Para desfrutar da existência, o que deixamos de fazer é tão importante quanto o que fazemos. Pega a ideia! Depois de apontar o caminho para uma existência mais significativa e feliz por meio dessas três dicas, que na verdade são imperativos, Salomão, ao fim do livro de Eclesiastes, resumiu seus ensinos em apenas um conselho. Então, pega a ideia: “De tudo o que se ouviu, a conclusão é esta: tema a Deus e guarde os Seus mandamentos, porque isto é o dever de cada pessoa. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ec 12:13, 14). ANDRÉ VASCONCELOS é pastor e editor de livros na CPB (Artigo publicado originalmente na seção Texto e Contexto da revista Conexão 2.0 de abril-junho de 2021)

    Última atualização em 5 de setembro de 2022 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[Crenças fundamentais dos adventistas: A Segunda Vinda de Cristo]]> https://tempoprofetico.com.br/crencas-fundamentais-dos-adventistas-a-segunda-vinda-de-cristo/ Fri, 16 Sep 2022 22:41:46 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2255

    A fé dos adventistas está na esperança do breve retorno de Jesus, que dará fim a um mundo de sofrimento e dor.

    Saudações, amigos! Hoje vamos considerar o evento mais incrível e transformador de toda a vida — a Segunda Vinda de Jesus Cristo! Este é o ponto culminante de todas as esperanças dos crentes ao longo de milênios. Ao descrever esse glorioso evento, o profeta Isaías escreveu: "Naquele dia, se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o SENHOR, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos" (Isaías 25:9). No Salmo 50:3 lemos: “Vem o nosso Deus e não guarda silêncio; perante ele arde um fogo devorador, ao seu redor esbraveja grande tormenta.” Enquanto estava na Terra, Jesus disse aos Seus discípulos: "Vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (João 14:2,3). Ele repete essa promessa com urgência em Apocalipse 22, dizendo no versículo 7: "Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro"; versículo 12: "E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras", e, no versículo 20: "Certamente, venho sem demora." E estes são apenas alguns dos versículos que nos asseguram que Jesus está voltando! A Bíblia também nos diz como Ele virá. Quando Jesus subiu em uma nuvem, dois anjos asseguraram a Seus discípulos que “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” (Atos 1:11). E será um retorno visível! As Escrituras afirmam claramente: "Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá" (Apocalipse 1:7). Enquanto Seus seguidores se regozijarão, Cristo notou a resposta dos ímpios, dizendo: "todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mateus 24:30). Jesus não voltará sorrateiramente à terra, apenas aparecendo para algum grupo aqui ou ali. A Bíblia nos diz: "o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus" (1 Tessalonicenses 4:16). Esse grito será ouvido em todo o mundo! A próxima parte do versículo nos diz que acordará os justos mortos e eles se levantarão para encontrá-lo nos ares, junto com os justos vivos. Oh, que dia maravilhoso será esse! Ellen White dá esta bela descrição: “Cristo vem com poder e grande glória... Ao passo que os ímpios fugirão de Sua presença, os seguidores de Cristo rejubilarão... Dos fiéis seguidores, Cristo tem sido companheiro diário, amigo familiar. Viveram em contato íntimo, em comunhão constante com Deus... Estão preparados para a comunhão do Céu; pois têm o Céu no coração” (Maranata, p. 96). Nossa Crença Fundamental Adventista do Sétimo Dia número 25 afirma: “A segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja, o grande ponto culminante do evangelho. A vinda do Salvador será literal, pessoal, visível e universal. Quando Ele voltar, os justos falecidos serão ressuscitados e, junto com os justos que estiverem vivos, serão glorificados e levados para o Céu, mas os ímpios irão morrer. O cumprimento quase completo da maioria dos aspectos da profecia, bem como a condição atual do mundo, indica que a vinda de Cristo é iminente. O tempo exato desse acontecimento não foi revelado, e somos portanto exortados a estar preparados em todo o tempo.” Claro, a pergunta frequentemente feita é: "Quando Ele virá?" Os discípulos de Cristo Lhe fizeram essa pergunta, e Jesus respondeu apontando para a profecia e os encorajou a procurar sinais de cumprimento. "Aprendei, pois, a parábola da figueira", disse Ele. "Quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas" (Mateus 24:32,33). Ele então advertiu: "Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, senão o Pai" (v. 36). As profecias de Daniel e Apocalipse deixam claro que estamos no fim dos tempos. Por exemplo, os estudiosos da Bíblia reconhecem que a profecia de Daniel 2, com sua imagem representando os reinos do mundo, revela que estamos vivendo nas pontas dos dedos dessa imagem - o próximo e último evento será a Segunda Vinda de Cristo. Outros sinais indicados nas Escrituras também foram e continuam a ser cumpridos. Você pode ler mais sobre a Segunda Vinda no site adv.st/crencas. Amigos, estamos literalmente na porta daquele grande, cataclísmico e tremendo dia em que nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, retornará para nos levar para casa. No entanto, há alguns que duvidam que a vinda do Senhor esteja próxima. Isso não deve nos surpreender, como lemos em 2 Pedro 3:3-7 – “nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.” Pedro aponta que esses escarnecedores “esquecem, deliberadamente” que Deus criou os céus e a terra, e que houve um dilúvio mundial. Ele então avisa que um dia tudo será destruído pelo fogo. Pedro então dá importante instrução e encorajamento para aqueles que creem: "... amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia. Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (vs. 8,9). Ele então nos exorta, uma vez que a terra e todas as coisas nela serão destruídas, a considerar que tipo de pessoas devemos ser “Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis" (v. 14). Que chamado temos, ficar perto do Senhor e permitir que Ele nos guie enquanto aguardamos ansiosamente a Sua vinda. O livro de Hebreus nos encoraja: “Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma” (Hebreus 10:35-39). Amigos, vamos reivindicar esta promessa juntos enquanto oramos agora. Pai nosso que estás nos céus. Obrigado pela maravilhosa salvação de nossas almas por meio do poder de Jesus Cristo. Por favor, ajuda-nos a nos apoiarmos todos os dias, todos os momentos em Jesus, que é o autor e consumador da nossa fé, aquele que é capaz de nos levar ao reino e de nos preparar para Sua breve segunda vinda. Alegramo-nos com o fato de que Jesus está voltando em breve. Então, Senhor, venha para perto de nós agora. Ajuda-nos a nos apoiarmos em Teus braços eternos e a perceber que a salvação é somente através de Jesus. Obrigado por nos ouvir nesta oração! Em nome de Jesus oramos. Amém!
    Ted Wilson é o presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia.]]>
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    <![CDATA[Crenças fundamentais dos adventistas: Morte e Ressurreição]]> https://tempoprofetico.com.br/crencas-fundamentais-dos-adventistas-morte-e-ressurreicao/ Tue, 20 Sep 2022 01:57:44 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2261

    A Bíblia explica o destino dos mortos e a esperança do reencontro. 

    Olá, amigos. Sem dúvida, uma das perdas mais dolorosas e devastadoras que podemos experimentar nesta terra é a perda de um ente querido. A perda doentia e insubstituível dessa pessoa especial é algo que penetra profundamente no coração e, embora a dor possa diminuir com o tempo, a memória desse ente querido permanece conosco pelo resto de nossa vida. Como crentes em Cristo, no entanto, temos a incrível esperança de ver nossos entes queridos novamente. Jesus diz em João 11:25: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá”. Essa preciosa promessa nos assegura que a morte não precisa ser o fim. Para aqueles que amam a Jesus, há esperança de vida eterna. Mas quando começa a eternidade? Alguns pensam que, quando uma pessoa morre, se ela for boa, sua "alma" eterna flutua para o céu ou, se for má, desce para outro lugar. Mas o que a Bíblia nos diz?

    Único Imortal

    Em 1 Timóteo 6:16 nos é dito claramente que Deus é "o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível”. Ele não foi criado, é auto existente e não tem começo nem fim. Em contraste com Deus, os humanos são seres mortais, criados. Em nenhum lugar nas Escrituras somos descritos como imortais, ou que temos uma "alma imortal" ou espírito. Na criação, "formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente" (Gênesis 2:7), ou, como algumas traduções colocam, um "ser vivente". Para ser uma "alma vivente", é preciso ter o fôlego da vida, mais um corpo. Sem ambos, a "alma" ou "ser" não existem.

    "Certamente morrerás"

    Quando Deus criou Adão e Eva, Ele lhes deu o livre arbítrio, o poder de escolha. Eles podiam obedecer ou desobedecer, e sua existência contínua dependia de suas escolhas. Deus explicou cuidadosamente que se eles comessem da "árvore do conhecimento do bem e do mal" eles "certamente morreriam" (Gênesis 2:17). Mas Satanás contradisse a advertência de Deus, afirmando a Eva: "É certo que não morrereis" (Gênesis 3:4). Mas depois que pecaram, Adão e Eva descobriram que "o salário do pecado" é, de fato, a morte (Romanos 6:23). Deus lhes disse: "até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás" (Gênesis 3:19). Nossa crença fundamental adventista do 26º dia explica isso da seguinte maneira: "O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos”. "Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas. Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar, os justos ressuscitados e os justos vivos serão glorificados e arrebatados para o encontro de seu Senhor”. "A segunda ressurreição, a ressurreição dos ímpios, ocorrerá mil anos mais tarde”. Se você quiser ler mais sobre essa crença fundamental, eu o encorajo a visitar o site adv.st/crencas.

    A morte é como um sono

    A Bíblia descreve a morte como um estado inconsciente, um sono profundo do qual a pessoa aguarda a ressurreição. Salomão, o homem mais sábio que já viveu, escreveu: "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma" (Eclesiastes. 9:5). E o salmista declara claramente: "Os mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio" (Salmos 115:17). Jesus também falou da morte como um sono. Ao descrever a condição da filha de Jairo, que estava morta, Cristo disse que ela estava dormindo (Mateus 9:24; Marcos 5:39). Ao se referir a Seu amigo Lázaro, Jesus disse a Seus discípulos: "Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo" (João 11:11). Aqui Cristo está se referindo tanto à morte de Lázaro quanto à sua futura ressurreição. O profeta Daniel também fala da morte como um sono, e da ressurreição e julgamento que se seguirão. Referindo-se ao fim dos tempos, ele escreveu: "Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno" (Daniel 12:2). Quando a Bíblia fala da morte como um sono, isso implica um despertar desse sono, uma ressurreição. É a morte e ressurreição de Cristo que torna possível que sejamos ressuscitados. Como Paulo aponta em 1 Coríntios 15:13, 14, "se não há ressurreição de mortos, então, Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé”.

    “Todos serão vivificados em Cristo”

    Mas louvado seja Deus, ele continua. “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (versos 20-22). Ellen White dá uma descrição incrível da primeira ressurreição na Segunda Vinda. Ela escreve: "Por entre as vacilações da Terra, o clarão do relâmpago e o ribombo do trovão, a voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. Ele olha para a sepultura dos justos e, levantando as mãos para o céu, brada: ‘Despertai, despertai, despertai, vós que dormis no pó, e surgi!’ Por todo o comprimento e largura da Terra, os mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem viverão" (O Grande Conflito, página 644). Sim, amigos. Porque Ele vive, podemos viver também. Mas, como lemos em Daniel 12:2, alguns serão elevados à “vergonha e horror eterno”. Isso se refere à "segunda ressurreição", quando aqueles que rejeitaram a Cristo como seu Salvador serão ressuscitados para seu julgamento final e destruição. Exploraremos isso mais adiante em nosso próximo vídeo sobre o Milênio e o Fim do Pecado. Amigos, espero estar entre os vivos para ver Jesus voltar, e tenho certeza que vocês também. Mas mesmo que morramos, podemos ter certeza de que, se dormirmos em Jesus, Ele nos ressuscitará naquele dia. "Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras" (1 Tessalonicenses 4:16-18). Meus amigos, esta é uma de minhas passagens preferidas nas Escrituras e estou certo de que é uma de suas também. Com esta segurança oremos juntos agora mesmo. Pai nosso que estás nos céus, obrigado pela grande certeza de que Jesus está vindo, que Ele é o poder sobre a morte e trará de volta à vida as pessoas que morreram Nele. Oh, Senhor, por favor, mantenha cada um de nós na preciosa concha de Tua mão enquanto caminhamos todos os dias em direção à breve vinda de Jesus Cristo. E, Senhor, esperamos que, através da Tua Graça, estejamos vivos quando Jesus vier. Mas se não, ajuda-nos a ter certeza de que, ao olharmos para Cristo em todas as coisas, Ele nos salvará e nos ressuscitará no último dia, para ver Sua breve vinda. Obrigado por nos ouvir nesta oração. Em nome de Jesus, pedimos. Amém.
    Ted Wilson é o presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia.]]>
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    <![CDATA[Reinos com pés de barro]]> https://tempoprofetico.com.br/reinos-com-pes-de-barro/ Mon, 26 Sep 2022 03:39:34 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2266

    As riquezas conquistadas na terra não são um problema, mas não podem ocupar o espaço de Deus. Homem rico se esqueceu de onde vinha sua fortuna e o quanto a vida é finita.

    “A vida de uma pessoa não consiste na abundância dos bens que ela tem” (Jesus Cristo). Um dos textos bíblicos que mais podem nos ensinar sobre a verdadeira humildade é o capítulo dois do livro de Daniel. É interessante notar que um dos pontos de destaque no livro de Daniel é o contraste entre a humildade do profeta e seus amigos e a arrogância dos governantes e sábios da Babilônia e Medo-pérsia. De diversas formas isso fica evidente no livro, inclusive no sonho dado a Nabucodonosor no capítulo dois. A Bíblia nos diz que o rei teve um sonho e Daniel recebeu de Deus a interpretação. O sonho era sobre “uma grande estátua. Esta, que era imensa e de extraordinário esplendor” (Daniel 2:31), estava dividida em cinco partes. “A cabeça era de ouro puro, o peito e os braços eram de prata, o ventre e os quadris eram de bronze; as pernas eram de ferro, e os pés eram em parte de ferro e em parte de barro” (Daniel 2:32-33). Cada uma dessas partes representava um reino que dominaria a terra. Esses reinos eram a Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma Imperial e Roma Religiosa. Quatro pontos nessa profecia nos falam sobre a necessidade de compreender a humildade que devemos ter diante da soberania divina. Em primeiro lugar, cada um desses reinos buscava domínio territorial, poder absoluto e riquezas materiais. De certa maneira, cada um deles conseguiu essas conquistas, mas a sucessão de materiais da estátua mostra que cada reino seria inferior ao anterior, assim como a prata é inferior ao ouro, o bronze é inferior a prata, o ferro é inferior ao bronze e o barro é inferior ao ferro. Segundo, fica claro nessa profecia que cada reino chegaria ao fim e seria substituído por um outro reino. Terceiro, todos os reinos, por mais grandiosos que fossem, estavam sendo sustentados por uma frágil estrutura de barro misturado com ferro. E por fim, todos seriam despedaçados e reduzidos a pó por um reino que duraria eternamente (Daniel 2:34-35). Imagine Daniel diante do homem mais poderoso do planeta explicando esses detalhes, dizendo que o reino da Babilônia terminaria e que seria substituído por um outro. A maneira como Deus revelou o sonho e o seu significado foram tão fortes que o rei se inclinou, prostrou-se com rosto em terra diante de Daniel e disse: “Certamente o Deus que vocês adoram é o Deus dos deuses e o Senhor dos reis” (Daniel 2:47).

    Reinos e a humanidade

    Infelizmente, muitos de nós lemos o capítulo dois de Daniel e só conseguimos ver a história dos reinos. Mas eu quero convidá-lo a ver esse sonho e sua interpretação como a história de cada pessoa e a resposta divina ao desejo natural do ser humano de estabelecer o seu próprio reino, em oposição ao reino de Deus. Em maior ou menor grau, todos queremos domínio, poder e riquezas. E não há problema em desejar essas coisas, desde que a nossa compreensão dessas palavras esteja de acordo com a compreensão divina. Não é que Deus tenha algum problema com riqueza, domínio ou poder, a questão é que Ele sabe o quanto essas coisas são passageiras e Ele não deseja que seus filhos se dediquem unicamente a coisas finitas. O domínio que devemos buscar não é territorial e sim o domínio do nosso caráter. O poder oferecido aos filhos de Deus não é medido por status ou função, mas sim pela plenitude da presença do Espírito em nossa vida. A riqueza divina disponível não se mede pela quantidade de dinheiro na conta do banco, mas pelo amor dispensado a Deus e ao semelhante. Precisamos nos perguntar que tipo de reino, poder, riqueza e domínio estamos buscando. Precisamos entender que todo reino, riqueza e poder desta terra tem pés de barro, ou seja, pode desmoronar facilmente a qualquer momento. Certo dia, Jesus contou a seguinte parábola sobre isso: “O campo de um homem rico produziu com abundância. Então ele começou a pensar: ‘Que farei, pois não tenho onde armazenar a minha colheita?’ Até que disse: ‘Já sei! Destruirei os meus celeiros, construirei outros maiores e aí armazenarei todo o meu produto e todos os meus bens. Então direi à minha alma: Você tem em depósito muitos bens para muitos anos; descanse, coma, beba e aproveite a vida.’” Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Esta noite lhe pedirão a sua alma; e o que você tem preparado, para quem será?’ — Assim é o que ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para com Deus” (Lucas 12:16-21). Qual era o verdadeiro problema do homem da parábola? O problema era o fato de os campos dele terem produzido em abundância? Ou o fato de ele decidir construir grandes celeiros? Ou o fato de ele ter bens em quantidade suficiente ao ponto de poder comer, beber, descansar e aproveitar a vida? Não! Essas coisas não são problema em si mesmas. O grande problema daquele homem é denunciado pela forma de se expressar. Por quatro vezes ele disse: “minha colheita”, “meus celeiros”, “meus produtos” e “meus bens”. E na parábola ele é chamado de louco (essa é a única vez que Deus chama alguém de louco na Bíblia), pois não percebeu que todo o seu reino iria desmoronar naquela que seria sua última noite de vida. “Pela parábola do rico insensato, mostrou Cristo a loucura dos que fazem do mundo seu tudo. Este homem recebera tudo de Deus... Não pensou em Deus, de quem vieram todas as dádivas... Esse homem vivera e planejara para o eu... Este homem escolheu o material em vez do espiritual, e com o material tem que sucumbir... A ilustração é aplicável a todos os tempos. Podeis planejar meramente para a própria satisfação egoísta, acumular tesouros, construir mansões grandes e altas como os arquitetos da antiga Babilônia; porém, não podeis arquitetar um muro tão alto e um portal tão forte que exclua os mensageiros da vingança.”[1]
    Referências: [1] Ellen White, Parábolas de Jesus. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2009, p.256-259.]]>
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    <![CDATA[Vida, morte e eternidade: um estudo completo segundo a Bíblia]]> https://tempoprofetico.com.br/vida-morte-e-eternidade-um-estudo-completo-segundo-a-biblia/ Mon, 26 Sep 2022 03:43:05 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2271

    Há um tema que, de forma geral, costuma preocupar muitas pessoas. Trata-se da morte e, especialmente, do que ocorre depois que uma pessoa falece. A perda de entes queridos ainda é um desafio para o ser humano, em todas as realidades culturais. O título do material é Vida, Morte e Eternidade, e o autor principal é o pastor sul-americano Alberto Timm. Recentemente, o Comitê Executivo da Associação Geral, sede mundial da Igreja Adventista, nomeou Timm como diretor associado do Biblical Research Institute (BRI), o Instituto de Pesquisas Bíblicas da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Timm atuou como diretor associado do Ellen White Estate, órgão responsável pelo legado literário da escritora Ellen White, ao longo dos últimos 10 anos. Graduado em Teologia, é mestre e doutor em Religião, e em 1995 defendeu a tese O Santuário e as três mensagens angélicastítulo de seu livro lançado pela Editora Universitária Unaspress. Ao longo de sua trajetória de serviço à Igreja Adventista, iniciada em 1982, Timm teve várias funções. Ele foi pastor distrital; professor e diretor da pós-graduação em Teologia do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP); reitor do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (Salt) e coordenador da área de Espírito de Profecia da sede sul-americana adventista. Timm também é autor de um livro sobre a mesma temática que serve de apoio ao guia de estudo, que em português é disponibilizado pela Casa Publicadora Brasileira. Veja a conversa que a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) teve com ele.

    Conteúdo do guia

    O que este guia de estudo da Bíblia tem a oferecer sobre os conceitos de morte e esperança? O guia de estudos da Bíblia – intitulado em português Vida, Morte e Eternidade – apresenta a perspectiva bíblica sobre a origem do mal no universo e em nosso mundo, a natureza do ser humano e da morte, o plano divino para solucionar o problema do pecado e da morte. Além disso, mostra a esperança da ressurreição dos mortos e o dom da imortalidade. O guia também analisa alguns textos bíblicos controvertidos e responde a teorias antibíblicas muito populares em nossos dias como, por exemplo, as assim chamadas “experiências de quase morte”. O livro complementar – publicado em português sob o título Além da Morte (CPB) – aprofunda um pouco mais os temas abordados durante cada semana. Fornece informações que, devido às limitações de espaço, não puderam ser acrescidas ao próprio guia de estudos. O livro complementa o guia de estudos sem depender dele. O material pode ajudar as pessoas a entenderem a posição bíblico-adventista sobre esse importante assunto.

    Conceito dentro do cristianismo

    Explique um pouco por que há, mesmo no meio cristão, muitos que creem em um conceito que diferencia o corpo e a chamada alma, como se fossem entidades independentes e separadas? A Bíblia apresenta o ser humano como uma pessoa integral e indivisível, ou seja, que só pode existir conscientemente como um todo. Mas no período pós-apostólico, o cristianismo acabou sendo vítima do processo de helenização, passando a reler o texto bíblico alegoricamente da perspectiva da filosofia grega. Para os filósofos gregos, especialmente Sócrates (como registrado por Platão), o corpo é a prisão da alma que, por sua vez, acaba sendo liberada pela morte. Essa visão filosófica da natureza humana se tornou um dos fundamentos básicos da teologia católica romana, foi mantida pela tradição protestante, e é um dos dogmas mais importantes de quase todas as denominações cristãs contemporâneas.

    Perspectiva bíblica

    De que maneira a Bíblia contradiz essa forma de enxergar a vida e a morte? Esse é um assunto bastante amplo, e que exigiria uma abordagem mais detida. Mas existem três conceitos bíblicos fundamentais que não podem ser ignorados. Em primeiro lugar, o ser humano foi criado como uma pessoa integral e indivisível. O texto bíblico afirma que “formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gênesis 2:7). Em outras palavras, o ser humano não tem uma alma imortal, mas é uma alma mortal. Em segundo lugar, a morte nada mais é do que a cessação da vida em um estado de completa inconsciência (Salmo 146:4; Eclesiastes 3:19, 20; 9:5, 10; 12:7; Ezequiel 18:4, 20). E em terceiro lugar, a esperança bíblica para o dilema da morte não é a imortalidade natural do ser humano e sim a ressurreição final dos mortos (João 5:28, 29; 1 Coríntios 15:51-54; 1 Tessalonicenses 4:13-18). Jesus mesmo afirmou: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25).

    Objetivos de aprendizado

    Quais os objetivos, pensando nos leitores, ao escrever essa lição que fala de vida, morte e eternidade? Escrevi o guia de estudos (e o livro que o acompanha) com três objetivos em mente. Primeiro, enfatizar a compreensão bíblica desses temas extremamente importantes, e responder às teorias antibíblicas tão populares em nossa cultura contemporânea. O segundo foi o de consolar biblicamente (e não com ilusões fantasiosas) aqueles que sofrem a dor da separação dos seus queridos que descansam na sepultura. E em terceiro lugar, a ideia foi a de fornecer argumentos bíblicos para que os membros da Escola Sabatina possam compartilhar esses temas com outras pessoas que não os conhecem devidamente. O apóstolo Paulo advertiu que nos últimos dias todo o vento de falsas doutrinas estaria soprando (Efésios 4:14; 2 Timóteo 4:3, 4). Não é de se surpreender que o nosso mundo hoje está inundado pelos fortes vendavais do misticismo e do espiritualismo, em suas mais variadas formas. Precisamos, mais do que nunca, dizer ao mundo o que a Palavra de Deus nos diz sobre esses assuntos tão pertinentes para os nossos dias.]]>
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    <![CDATA[Crenças fundamentais dos adventistas: A Nova Terra]]> https://tempoprofetico.com.br/crencas-fundamentais-dos-adventistas-a-nova-terra/ Sat, 08 Oct 2022 08:23:38 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2277

    Quando for o fim e Jesus tiver levado todos os salvos, o que os aguarda é um lugar perfeito, sem dor ou sofrimento.

    Ted Wilson (TW): Olá, amigos. Hoje estamos concluindo nossa série de vídeos sobre as 28 Crenças Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Espero que você tenha sido abençoado por esses breves estudos de cada uma de nossas crenças baseadas na Bíblia. Se você quiser assistir a qualquer uma dessas mensagens novamente, ou compartilhá-las com um amigo, você vai encontrar todas elas no canal do YouTube da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Nancy Wilson (NW): Nossa 28ª Crença Fundamental é muito empolgante, pois trata-se da Nova Terra, um mundo que será perfeito, completamente sem pecado. Será um mundo cheio de alegria e felicidade, um lugar onde nunca mais haverá dor ou sofrimento.

    Pecado e pecadores serão destruídos pelo fogo

    TW: Em nossa mensagem anterior sobre o Milênio e o Fim do Pecado, falamos sobre como o pecado e os pecadores serão destruídos pelo fogo, e a Terra será completamente purificada. No livro de Apocalipse, capítulo 21, lemos como o apóstolo João viu a Nova Jerusalém descer e se estabelecer na Terra. Ele então escreve, começando no versículo 3: "Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Apocalipse 21:3-5).

    Os salvos vão comer o fruto da Árvore da Vida e beber do Rio da Vida

    NW: Que lugar incrível! Imagine como será quando toda a terra for restaurada de tal forma que tudo seja perfeito e belo, um lugar onde viveremos na presença do próprio Deus para sempre! Poderemos comer o fruto da Árvore da Vida e beber do Rio da Vida. E, por causa da brilhante glória de Deus, não haverá noite lá. Viveremos para sempre com nossos preciosos entes queridos, que morreram no Senhor e ressuscitaram. Estas são apenas algumas das coisas incríveis que podemos esperar na Nova Terra. TW: Ao falar desse lugar maravilhoso, nossa 28ª Crença Fundamental o descreve assim: "Na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria e aprendizado eternos, em Sua presença. Pois aqui o próprio Deus habitará com o Seu povo, e o sofrimento e a morte terão passado. O grande conflito estará terminado e não mais existirá pecado. Todas as coisas, animadas e inanimadas, declararão que Deus é amor; e Ele reinará para todo o sempre. Amém”. Se você quiser saber mais sobre o que a Bíblia diz sobre esse assunto, eu o encorajo a visitar o site adv.st/crencas. NW: Na Nova Terra teremos uma eternidade para aprender, crescer e descobrir coisas novas. Poderemos conversar com Adão e Eva, José, Daniel, Rute, Maria, os apóstolos e muitos outros heróis da Bíblia. E o melhor de tudo, estaremos com Jesus, para sempre! Todo pecado, dor e sofrimento deixarão de existir. Chega de ódio, só amor. Chega de incredulidade, apenas adoração e paz. Não há mais pecado, apenas salvação e segurança. Será um planeta inteiro cheio de promessas e possibilidades, sem qualquer dor.

    Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus

    TW: No capítulo final do maravilhoso livro O Grande Conflito, a autora inspirada escreve: “Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão voo incansável para os mundos distantes, mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não-caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder” (O Grande Conflito, p. 677).

    “Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão”

    NW: Ela continua: "E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor” (O Grande Conflito, p. 678). TW: Amigo, eu quero estar lá para participar desse poderoso coro de louvor, você não quer? Você poderá estar lá! Deus anseia dar a cada um de nós o dom da salvação e da eternidade. Você tem dado o seu coração a Ele? Se não, não há melhor momento para fazer isso do que agora. E se você tem, por que não se comprometer novamente com Ele agora enquanto oramos. Pai nosso que estás nos céus, nós Te agradecemos pelo incrível desfecho do grande conflito, que traz a Cristo, nossa justiça, à frente de todos aqueles que vão ser salvos pela Sua graça e pelo Seu sangue, e pelo que Ele está fazendo agora mesmo no lugar santíssimo do santuário celestial: intercedendo por nós. Nesse evento, tão arrebatador e maravilhoso, nos reuniremos, para ficarmos juntos para sempre, por toda a eternidade. Senhor, nós nos submetemos a Ti agora e Te pedimos que controle nosso coração, para que nós, e muitos outros, nos juntemos a esse grande e maravilhoso desfecho, quando subiremos ao céu e estaremos com Cristo para sempre. Em nome de Jesus, pedimos. Amém.
    Ted Wilson é o presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia.]]>
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    <![CDATA[Carta de amor para Esmirna - parte II]]> https://tempoprofetico.com.br/carta-de-amor-para-esmirna-parte-ii/ Sat, 26 Nov 2022 00:30:56 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2287

    Como a fidelidade do povo cristão serve como testemunho de fé para os dias de hoje. Na carta, Jesus demonstra conhecer a identidade da igreja de Esmirna.

    Este artigo é o segundo de uma série sobre o conteúdo da carta à igreja de Esmirna. Nele está a avaliação que Jesus fez a respeito dela e como se desenrolam os fatos proféticos na história terrestre. Para ler o primeiro artigo, onde foi tratado o contexto histórico e a apresentação cristológica de Jesus para Esmirna. O segundo ponto revelado pelo Senhor Jesus é a avaliação que faz da igreja de Esmirna: “conheço a tribulação pela qual você está passando, a sua pobreza, embora você seja rico, e a blasfêmia dos que se declaram judeus e não são, sendo isto sim, sinagoga de Satanás” (Apocalipse 2:9). Esta afirmação está em direto contraste com a avaliação da igreja de Laodiceia, que dizia ser rica, estar bem e não precisar de nada. Na aferição de Cristo, porém, era pobre e miserável. Possivelmente, Esmirna desfrutava de um próspero amadurecimento espiritual, porque a carta não contém nenhuma palavra de reprovação, mas sim de encorajamento. Ao que tudo indica, os cristãos de Esmirna já estavam sofrendo perseguições no período de Domiciano, e a “tribulação e pobreza parecem estar relacionadas. Podemos supor que a pobreza dos esmirneanos não advinha somente da sua situação econômica normal, mas do confisco de propriedades, de bandos hostis que saqueavam e da dificuldade de ganhar a vida em um ambiente hostil”.[i] Em Hebreus 10:34 está escrito: “porque vocês [...] aceitaram com alegria a desapropriação dos seus bens, porque sabiam que tinham um patrimônio superior e durável.” Esse verso é uma indicação clara de como os crentes sofreram perseguições, inclusive perdendo o direito a terras, casas e bens para suster a bandeira do evangelho de Jesus Cristo. É possível extrairmos da carta da igreja de Esmirna uma aplicação profética que se desdobra no percurso da história, mesmo sem firmar as datas com precisão, que se estima ser algo em torno do ano 100 ao ano 313 d.C. Esse período foi marcado por inúmeras crises na esfera econômica, política, social e sanitária. Na segunda guerra de Barkokeba (“filho da estrela”, em tradução livre), segundo Dio Cassius (150 d.C.), foram mortos 580 mil judeus, além de um sem-número deles pela fome e doença. Nesse tempo, os cristãos já haviam rompido com o judaísmo porque eram vítimas da opressão judaica. Já no segundo século, para distanciar as práticas cristãs do judaísmo, fora introduzido em algumas comunidades cristãs do império romano (em sua maioria gentia) o jejum sabático, que começava na sexta-feira e se estendia para o dia de sábado, que era o dia mais severo de fome.[ii] Plínio, governador romano, em 111 d.C., diz que os templos pagãos estavam abandonados e que não se encontravam compradores de carne para sacrificar aos ídolos. Segundo ele, o cristianismo havia penetrado as cidades, povoados e campos.[iii] Essas palavras do governador indicam que os cristãos primitivos haviam compreendido a ordem de Jesus de ir e fazer discípulos (Mateus 28:18-20). O Estado requeria aos cristãos a invocação dos seus deuses, adoração ao imperador e que amaldiçoassem a Cristo. A política estabelecida pelo imperador Trajano, e que se seguiria contra os cristãos durante todo o segundo século, era: se alguém os acusasse e o acusado não negasse a fé cristã, deveria ser executado. Mas, se não houvesse acusação, o Estado não deveria empregar recursos para persegui-los. Mas, tristemente, a história relata que cristãos foram perseguidos e executados. Inácio de Antioquia disse: “estou começando a ser discípulo [...] fogo e a cruz, multidões de feras, ossos quebrados [...] tudo eu hei de aceitar, contanto que eu alcance a Jesus Cristo. [...] E com Ele ressuscitarei em liberdade”.[iv] Policarpo, bispo em Esmirna (69-155 d.C.) e discípulo de João, o apóstolo, disse antes de ser queimado vivo diante dos romanos: “Eu sirvo a Jesus há 86 anos e Ele não me fez nenhum mal. Como eu blasfemaria ao meu Rei, que me salvou?”[v] Em 161 d.C., Marco Aurélio era imperador do Estado romano. Durante seu reinado houve várias invasões, inundações, epidemias e outros diversos desastres. O povo e os líderes políticos imaginavam que tais catástrofes se davam porque os cristãos estavam atraindo tais males e a ira dos deuses estava sobre eles. Os cristãos eram acusados de serem antissociais, praticarem uniões incestuosas, comer carne humana e de adorar um asno crucificado.[vi]

    A sabedoria de Deus

    Os romanos criam que a verdadeira sabedoria se originou com os gregos por causa da filosofia e que dos cristãos não poderia vir nada de bom, afinal, em sua maioria, os crentes que defendiam a bandeira do Príncipe Emanuel eram da classe pobre. Neste período surgiram os apologistas em defesa da fé cristã, que defendiam que a verdadeira filosofia provinha Daquele que era o Logos de Deus. Gregos e romanos criam na imortalidade da alma, porém, o centro da esperança cristã não era esse, mas a ressurreição do corpo pelo poder de Cristo Jesus e por Sua segunda vinda. O segundo século foi marcado pela heresia provinda do gnosticismo. Isto é, a crença num conhecimento secreto dado por Jesus em que a matéria era má e o espírito bom. Para essa filosofia, Cristo não possuíra um corpo físico como nós, mas apenas a aparência de um corpo. Uma outra heresia que abalaria o cristianismo primitivo fora inserida por Marcião, um herege reconhecido pela igreja no segundo século (85-160 d.C.). Ele rejeitava toda e qualquer origem do cristianismo no judaísmo, por isso criou um cânon que excluía o Antigo Testamento e boa parte dos livros do Novo Testamento que possuem uma forte correspondência com o Velho Testamento. Apesar de o jejum sabático ter sido introduzido em Roma pelos cristãos antes de Marcião, ele ordenou a seus seguidores que “jejuassem no sábado, justificando deste modo: ‘Porque é o repouso de Deus aos judeus. Nós jejuamos nesse dia para não realizarmos nele o que foi ordenado pelo Deus dos judeus.’”[vii] Continua...
    João Renato Alves da Silva é pastor distrital em Cuiabá, Mato Grosso. Formado em Teologia, é pós-graduado em Interpretação e Ensino das Escrituras pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia da Bahia. Referências: [i] LADD, George Eldon. Apocalipse: introdução e comentário. Tradução de Hans Udo. São Paulo: Vida Nova, 2020, p. 34. [ii] BACCHIOCCHI, Samuele. Do sábado para o domingo: Uma Investigação do Surgimento da Observância do Domingo no Cristianismo Primitivo. The Pontifical Gregorian University Press, Roma, 1977, p. 108, 109. [iii] GONZÁLEZ, Justo L. História ilustrada do cristianismo: a era dos mártires até a era dos sonhos frustrados. Tradução de Hans Udo. 2ª edição, São Paulo: Vida Nova, 2011, p. 45. [iv] GONZÁLEZ, Justo L. História ilustrada do cristianismo: a era dos mártires até a era dos sonhos frustrados. Tradução de Hans Udo. 2ª edição, São Paulo: Vida Nova, 2011, p. 45. [v] GONZÁLEZ, Justo L. História ilustrada do cristianismo: a era dos mártires até a era dos sonhos frustrados. Tradução de Hans Udo. 2ª edição, São Paulo: Vida Nova, 2011, p. 51. [vi] GONZÁLEZ, Justo L. História ilustrada do cristianismo: a era dos mártires até a era dos sonhos frustrados. Tradução de Hans Udo. 2ª edição, São Paulo: Vida Nova, 2011, p. 55, 56. [vii] BACCHIOCCHI, Samuele. Do sábado para o domingo: Uma Investigação do Surgimento da Observância do Domingo no Cristianismo Primitivo. The Pontifical Gregorian University Press, Roma, 1977, p. 106.]]>
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    <![CDATA[Não sejamos Jezabel]]> https://tempoprofetico.com.br/nao-sejamos-jezabel/ Tue, 06 Dec 2022 01:46:30 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2293

    Os cristãos devem estar atentos para não ceder aos ensinos dos falsos profetas. Ao longo da história, Deus tem mostrado o caminho correto para o ser humano.

    Jesus repreendeu a igreja de Tiatira por ser tolerante com algo que não deveria: “você tolera [aphíēmi] Jezabel, aquela mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos [didáskō], ela induz [planáō] os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos” (Apocalipse 2:20). Dentre outros significados, a palavra grega aphíēmi indica uma permissão, um “deixar ir” sem oposição. É uma tolerância conivente, e, nesse caso, o ambiente é a igreja. É um ensino bíblico básico que diz que, entre os crentes, há lobos devoradores e falsos mestres, mas em lugar algum é dito que eles devam ser tolerados. Não sabemos quem foi essa falsa profetisa da época de João, mas sabemos quem foi a Jezabel original e o que ela representa aqui: uma péssima influência, uma ameaça interna.

    Como age a ameaça interna

    Jezabel “ensina e seduz” (2:20 BJ). O ensino (didáskō) é uma atividade de Jesus e de sua igreja, mas também dos falsos profetas. Jezabel tem “doutrinas”, os “profundos segredos de Satanás” (2:24); e, no contexto, a igreja de Pérgamo também foi repreendida por ser conivente com falsos ensinos de “Balaão” e dos “nicolaítas” (2:14-15). Na verdade, é impossível viver sem doutrinas. Todos temos doutrinas, e a ideia de que doutrinas não importam já é uma doutrina! Jezabel também seduz e engana (planáō), fazendo a mesma obra de Satanás (12:9; conferir 20:3, 8, 10), da segunda besta (13:14) e do “falso profeta” (19:20). Ela não é inofensiva! Há espaço, na igreja, para a tolerância redentora entre seres humanos imperfeitos. Porém, uma coisa é o erro ocasional, outra, bem diferente, é a rebelião, defendida abertamente. A misericórdia e a graça do Senhor nos dão arrependimento e acesso ao perdão. Mas não brinque com o espírito de Jezabel.

    Uma igreja amorosa tolera tudo?

    Deus não é tolerante com tudo, e nem seus filhos deveriam ser. Existem juízos que só Deus pode fazer, mas existem outros que, segundo a Bíblia, a igreja deve fazer (1 Coríntios 5:11-13). Diante da notória ameaça de Jezabel, não é hora de aplicar o conselho tolerante de Gamaliel: “deixem esses homens em paz e soltem-nos [aphíēmi]” (Atos 5:38). Algumas situações exigem um alto e claro “enfrentai-o!” (Mensagens escolhidas, v. 1, p. 205-206). Devemos amar o que Deus ama, e odiar o que Deus odeia. A igreja de Éfeso foi elogiada por odiar “as práticas dos nicolaítas, como eu também as odeio” (Apocalipse 2:6). Isso em nada invalida o amor. Pelo contrário, quem ama, automaticamente odeia: “O amor deve ser sincero; odeiem o que é mau” (Romanos 12:9). A igreja de Tiatira amava (“conheço [...] o seu amor”; 2:19), mas a sua tolerância nada tinha a ver com o amor, e sim com a infidelidade. Tolerar imoralidade sexual e idolatria na igreja não é manifestação de amor. Como a igreja de Tiatira não resolveu o problema, o Senhor teve que intervir duramente. Jesus deu a ela tempo para se arrepender, mas ela não quis. Por isso, promete castigá-la, juntamente com quem se envolve com ela (2:21-23). Sim, Jesus repreende e disciplina, e ele não está brincando com a tolerância.

    Quem resiste à Jezabel?

    Os que “não seguem a doutrina dela” (2:24). Em Tiatira, havia um remanescente, e Jesus os incentiva: “apeguem-se com firmeza ao que vocês têm, até que eu venha” (2:25). A igreja não está autorizada a tentar ser mais tolerante do que Jesus, amando o que ele odeia e odiando o que ele ama. Jezabel pode estar confortável numa sociedade que defende o pluralismo nos sistemas de crenças e o relativismo ético. Mas ela jamais deveria se sentir confortável na igreja de Jesus. Deus nos guarde de ser Jezabel.]]>
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    <![CDATA[O Espírito Santo e a estratégia comunicacional ]]> https://tempoprofetico.com.br/o-espirito-santo-e-a-estrategia-comunicacional/ Wed, 07 Dec 2022 04:26:41 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2298

    A ação do Espírito Santo para uma comunicação eficiente não anula a importância de método e estratégia comunicacional. A Bíblia diz isso. A Bíblia tem interessantes lições comunicacionais válidas para organizações hoje em diferentes aspectos.

    Há alguns dias me deparei com uma cena ocorrida em frente ao prédio onde moro. Ouvi um som de pregação religiosa ecoando pela rua. Fui verificar pela janela e constatei que se tratava de um caminhão, aparelhado com equipamentos de som, mas parado e com sinal de pisca-alerta ligado. O referido veículo travava uma das vias mais movimentadas da região. Em cima do caminhão, pessoas se agrupavam em torno de um homem que falava de Cristo, de Deus e citava passagens bíblicas. A música ouvida também tinha uma letra condizente com a mensagem proferida pelo orador. Vi, também, alguns motoristas tentando desviar do caminhão, enquanto outros buzinavam atrás dele. Isso me levou a uma reflexão, na minha opinião, relevante para os tempos atuais. Ela tem a ver com o aparente dilema que parece existir entre a ação sobrenatural divina para comunicar e a estratégia comunicacional organizada pelo ser humano quando se trata de levar adiante a mensagem religiosa. Vamos pensar em dois aspectos importantes sobre isso e já volto ao meu relato inicial.

    O papel do sobrenatural

    Ao ler a Bíblia e crer nela como revelação divina, eu não tenho dúvidas de que Deus pode fazer Sua mensagem chegar até onde Ele deseja pelos mais diferentes meios. Há explícitos e evidentes relatos no texto dos Antigo e Novo testamentos capazes de justificar isso. O até então vacilante Moisés e seu irmão, Aarão, como ensina o livro de Êxodo, foram capacitados divinamente a conduzir a saída do povo hebreu escravizado das terras egípcias. Mais tarde, na história bíblica narrada no livro de Números, lemos que uma jumenta falou e perturbou um obstinado e corrupto profeta chamado Balaão. Ele efetivamente não conseguiu amaldiçoar e fazer sua comunicação de maneira eficiente junto ao povo de Israel. Deus colocou impedimentos. No período do cativeiro babilônico, o poder divino foi determinante para que o humilde exilado Daniel conseguisse expressar uma contundente mensagem para o rei opressor. Mais tarde, e já idoso, Daniel teve ação semelhante, de comunicação eficaz, ao interpretar o código apresentado por Deus na blasfema festa dada pelo soberano Belsazar. Obras divinas. Em suma, acredito totalmente na soberania divina para comunicar a salvação aos seres humanos. A autoridade do Espírito Santo é inigualável e infalível quando se trata de convencer as pessoas da necessidade de uma mudança espiritual profunda. Por isso, entendo que a mensagem ecoando do caminhão pode se tornar aquilo que uma pessoa, vivenciando uma péssima experiência individual, mais necessita.

    Estratégia comunicacional

    Lendo isso, até agora, pode-se ter a impressão de que não há necessidade, portanto, de considerar a estratégia comunicacional no contexto da difusão de mensagens religiosas. Existe, no entanto, uma ponderação digna de ser mencionada para enriquecer a discussão. Na mesma Bíblia Sagrada, consigo enxergar estratégia comunicacional clara da parte de Deus. Voltando ao ministério do profeta Daniel, é possível perceber uma metodologia divina para tornar a comunicação palatável e relevante para seus públicos de interesse. O rei Nabucodonosor II, no capítulo 4 do livro de Daniel, recebeu um sonho de uma árvore. O interessante é que o sonho com a mensagem foi dado ao monarca no contexto em que ele poderia entender. Comunicação eficiente. O teólogo e comentarista Jacques Doukhan explica que “o simbolismo da árvore não era estranho para Nabucodonosor. Heródoto fala do caso de Astíages, cunhado de Nabucodonosor, que também havia sonhado com uma árvore que simbolizava o seu domínio sobre parte do mundo. O próprio Nabucodonosor, em uma inscrição, compara Babilônia a uma grande árvore que abriga as nações do mundo”.1

    Comunicação de Jesus e Paulo

    Há também vários outros exemplos, inclusive da parte de Jesus. Cito as parábolas contadas pelo Mestre, sempre com a preocupação de se tornar compreendido pelos públicos com os quais se relacionava. No episódio da conversa com a mulher samaritana (João 4), Jesus começa o diálogo com ela utilizando dados e informações comuns, atinentes à realidade cotidiana daquela pessoa. Jesus efetivamente estabeleceu uma comunicação de profunda conexão com seu público. E o fez a partir de uma estratégia. Não falou com ela como se expressava diante de gentios, de líderes judaicos ou mesmo nas conversas com seus discípulos mais próximos. Posso, ainda, mencionar o episódio de Paulo ao ser convidado para falar no Areópago, em Atenas, como registrado em Atos 17. Ao iniciar seu discurso, seu esforço comunicacional foi direcionado a um público pouco familiarizado com a teologia judaica e mesmo acerca do cristianismo embrionário. Suas primeiras palavras evocaram imagens e textos que faziam parte do conhecimento do público grego. Aí temos uma preocupação com o público a partir de uma estratégia comunicacional. Não vou me alongar mais, pois quero aprofundar outros aspectos desse assunto em artigos posteriores. Essa reflexão, contudo, retoma meu relato inicial. A comunicação do pregador em cima do caminhão com carro de som certamente tem uma mensagem relevante para muitas pessoas. E que pode chegar até as pessoas por obra sobrenatural divina. Mas, ao mesmo tempo, percebo que Deus usa, igualmente, a estratégia comunicacional. Não vejo, na Bíblia, uma exclusão de métodos e princípios que levam em conta o melhor momento ou lugar para se falar da salvação divina. Ou mesmo a abordagem mais apropriada para públicos, muitas vezes, indiferentes ou pouco dispostos a escutar o discurso religioso convencional. A estratégia comunicacional para amplificar e potencializar a mensagem bíblica é perfeitamente compatível com o profundo interesse divino por sensibilizar e mudar a vida das pessoas. Não enxergo as duas ações como excludentes, mas mutuamente essenciais e capazes de produzir excelentes resultados. Sigo crendo firmemente nos meios nada previsíveis de Deus para fazer Sua mensagem ir muito mais longe. Creio, ao mesmo tempo, no uso de adequadas estratégias para que públicos cada vez mais segmentados e específicos compreendam a comunicação na sua realidade.
    Referência: 1.Doukhan, Jacques. Segredos de Daniel – sabedoria e sonhos de um príncipe no exílio. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2017, p. 65.]]>
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    <![CDATA[Predito o destino do mundo]]> https://tempoprofetico.com.br/predito-o-destino-do-mundo/ Sun, 15 Jan 2023 06:02:03 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2306 Olá amigos! Ao iniciarmos nossa jornada pelo livro O Grande Conflito, capítulo 1, encontramos Cristo no topo do Monte das Oliveiras, contemplando Jerusalém e seu magnífico templo, chorando incontrolavelmente. Nós ouvimos Suas palavras em Lucas 19:42-44, enquanto Ele se dirige à cidade condenada: "Ah! Se você soubesse, ainda hoje, o que é preciso para conseguir a paz! Mas isto está agora oculto aos seus olhos. Pois virão dias em que os seus inimigos cercarão você de trincheiras e apertarão o cerco por todos os lados; e vão arrasar você e matar todos os seus moradores. Não deixarão pedra sobre pedra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio visitá-la" (Lucas 19:42-44 NAA).

    Profecia “difícil” de acreditar

    Na época em que essa profecia foi proferida, parecia totalmente impossível que ela fosse cumprida. As muralhas da cidade eram altas e bem fortificadas. O templo era uma visão espetacular, brilhando em branco e dourado. No entanto, apenas 40 anos depois que a triste profecia de Cristo foi proferida, ela foi cumprida exatamente como predita. A pena inspirada dá esta descrição horrível: "Era um espetáculo pavoroso... Todo o cimo da colina que dominava a cidade, chamejava como um vulcão. Um após outro caíram os edifícios, com tremendo fragor, e foram absorvidos pelo ígneo abismo. Os tetos de cedro assemelhavam-se a lençóis de fogo; os pináculos dourados resplandeciam como pontas de luz vermelha; as torres dos portais enviavam para cima altas colunas de chama e fumo. As colinas vizinhas se iluminavam; e grupos obscuros de pessoas foram vistas a observar com horrível ansiedade a marcha da destruição... As aclamações da soldadesca romana, enquanto corriam de uma para outra parte, e o gemido dos rebeldes que estavam perecendo nas chamas, misturavam-se com o rugido da conflagração e o rumor trovejante do madeiramento que caía... ao longo de todo o muro ressoavam alaridos e prantos..." (O Grande Conflito, página 34).

    Quem confiou nas palavras de Jesus sobreviveu

    Surpreendentemente, porém, nenhum cristão morreu na destruição. Como eles escaparam? Cristo dera advertência a Seus discípulos e todos os que criam em Suas palavras aguardavam o sinal prometido. Ele disse: "Quando, porém, vocês virem Jerusalém sitiada de exércitos, saibam que está próxima a sua devastação. Então os que estiverem na Judeia fujam para os montes; os que se encontrarem dentro da cidade saiam dela; e os que estiverem nos campos não entrem na cidade" (Lucas 21:20-21, NAA). A história nos conta que os romanos, sob o comando de Céstio, cercaram a cidade; então, de repente, eles se retiraram inesperadamente. Ellen White escreve: "Entretanto, a misericordiosa providência de Deus estava dirigindo os acontecimentos para o bem de Seu próprio povo. O sinal prometido fora dado aos cristãos expectantes, e agora se proporcionou a todos oportunidade para obedecer ao aviso do Salvador" (Ellen White, O Grande Conflito, página 30). Quando os romanos retornaram sob o comando de Tito, todos os que atenderam ao aviso do Salvador já haviam fugido.

    A profecia se repetirá; quem confiar em Jesus sobreviverá

    A profecia nos adverte que essas cenas se repetirão, mas de uma forma muito maior. Nós lemos: "A profecia do Salvador relativa aos juízos que deveriam cair sobre Jerusalém há de ter outro cumprimento, do qual aquela terrível desolação não foi senão tênue sombra. Na sorte da cidade escolhida podemos contemplar a condenação de um mundo que rejeitou a misericórdia de Deus e calcou a pés a Sua lei... Terríveis têm sido os resultados da rejeição da autoridade do Céu. Entretanto, cena ainda mais tenebrosa se apresenta nas revelações do futuro" (Ellen White, O Gran Conflito, página 36). No entanto, não precisamos temer! Assim como Jesus alertou Seus seguidores sobre a destruição de Jerusalém, "Ele também advertiu o mundo quanto ao dia da destruição final, e lhes deu sinais de sua aproximação para que todos os que queiram, possam fugir da ira vindoura" (Ellen White, O Grande Conflito, página 37). Assim como o povo de Deus foi liberto da destruição de Jerusalém, Seu povo, aqueles que ouvem e obedecem à Sua voz hoje, serão salvos da destruição vindoura.

    Estamos prontos para a tempestade que cairá sobre o mundo?

    Amigo, você vê os sinais de Sua vinda? Você acredita que o fim está próximo? Você está pronto para a tempestade que está prestes a cair sobre o mundo, "implacável em sua fúria?" (Ellen White, Testemunhos para a Igreja, Volume 8, página 315). Você pode estar. A Bíblia nos garante, "Creiam no Senhor , seu Deus, e vocês estarão seguros; creiam nos profetas do Senhor e vocês serão bem-sucedidos" (2 Crônicas 20:20, NAA). Mais uma vez, encorajo você a obter uma cópia deste livro maravilhoso, O Grande Conflito, disponível para download gratuito em vários idiomas em greatcontroversyproject.org. Que o Senhor o abençoe e guie enquanto você lê este livro maravilhoso em espírito de oração. Convido você a orar agora mesmo.

    Oração

    Pai nosso que estás nos céus, abençoa os milhares. Sim, milhões estarão lendo o livro O Grande Conflito, um livro que Tu inspiraste, um livro que nos dá uma compreensão da maneira pela qual Tu conduziste Teu povo desde o início do período cristão, até os tempos em que estamos vivendo agora e em um futuro muito próximo. Pouco antes do retorno de Jesus, Senhor, abençoa as pessoas à medida que elas leem este livro e correlacionam os eventos com as profecias da Bíblia. Senhor, ajuda-nos a perceber que, independentemente do que enfrentamos, pela graça de Deus, ao colocarmos nossa confiança em Ti, Tu nos carregarás. Tu nos darás um meio de escape de acordo com Tua vontade. Senhor, obrigado pelas mensagens em profecias nos livros de Daniel e Apocalipse. E obrigado pelo livro O Grande Conflito. Abençoa aqueles que lerem essas palavras e que eles sejam inspirados a compartilhar com outros a promessa da breve vinda de Jesus. Em nome de Cristo pedimos, amém!
    Ted Wilson é o presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia.]]>
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    <![CDATA[Carta de amor para Esmirna - parte III]]> https://tempoprofetico.com.br/carta-de-amor-para-esmirna-parte-iii/ Wed, 08 Feb 2023 06:07:08 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2312 Como a fidelidade do povo cristão serve como testemunho de fé para os dias de hoje. Os antigos cristãos se firmaram nas promessas de Cristo e mantiveram a fé mesmo diante da perseguição.

    Caro leitor, este artigo é o terceiro e último de uma série sobre a carta à igreja de Esmirna. Nele, veremos a exortação e a promessa que Jesus fez aos crentes daquela cidade. Para lembrar o contexto histórico, a apresentação cristológica de Jesus, a avaliação que Ele fez da igreja e os fatos proféticos no desenrolar da história humana. Exortação “Conheço a tribulação pela qual você está passando, a sua pobreza - embora você seja rico - e a blasfêmia dos que se declaram judeus e não são, sendo, isto sim, sinagoga de Satanás. Não tenha medo das coisas que você vai sofrer. Eis que o diabo está para lançar alguns de vocês na prisão, para que vocês sejam postos à prova, e passem por uma tribulação de dez dias. Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida” (Apocalipse 2:9-10). Seguindo o mesmo princípio de uma aplicação profética que se desenrola no percurso da história e com base na interpretação dia/ano que há na Bíblia, em que cada dia na profecia equivale a um ano literal, entende-se que esses dez dias podem ter um cumprimento real na história de dez anos. Em meados do terceiro século, o imperador Sétimo Severo deu início a uma política religiosa de caráter sincretista que viria a piorar anos mais tarde, sob o comando de Décio. Por volta de 249 d.C., Décio desejava reavivar os velhos costumes do culto pagão. Por isso, reacendeu as chamas da perseguição à igreja. “A perseguição de Décio não durou muito. Em 251, Galo sucedeu a Décio, e a perseguição diminuiu. Seis anos mais tarde, sob Valeriano, antigo companheiro de Décio, houve nova perseguição, mas, quando em 260 d.C., os persas fizeram Valeriano prisioneiro, a igreja desfrutou novamente de uma paz que durou mais de quarenta anos”.[1] Depois deste período, floresceu uma nova e grande perseguição aos cristãos, de 303 a 313 d.C. Quem estava no poder do império romano era Diocleciano. O conflito iniciou porque muitos crentes não queriam servir ao exército, e os que serviam rejeitavam os cultos pagãos. Promulgado um novo edito, edifícios e livros sagrados foram destruídos, e os cristãos, privados de sua dignidade e seus direitos civis. Nessa mesma época, ocorreram dois incêndios misteriosos no palácio. O vice imperador Galério acusou os cristãos de terem provocado o fogo, o que aumentou ainda mais a perseguição. O imperador emitiu um decreto que obrigava a todos a oferecerem sacrifício diante dos ídolos, dando origem a uma das mais cruéis perseguições sofridas pelos cristãos. Estes eram severamente torturados e, em seguida, executados. Essa violência só veio a cessar após a promulgação do Edito de Milão, por Constantino, em 313 d.C. As palavras de Jesus para a igreja de Esmirna eram: “Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10). Em consonância, Ele também disse: “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno” (Mateus 10:28). Muitos cristãos se agarraram a essas palavras e obedeceram o Mestre até o martírio. Mesmo diante da fogueira, da forca ou da espada, eles se lembravam da promessa da coroa da vida. E, apenas reforçando, a palavra “coroa” em Apocalipse 2:10 se refere a uma guirlanda de folhas ou flores que era dada aos atletas nos jogos olímpicos antigos, como símbolo da vitória alcançada. Cristo cumprirá a Sua promessa a todo aquele que perseverar até o fim (Mateus 24:12). O chamado ao cristão é para a fidelidade, mesmo diante da morte certa. Devemos nos lembrar de que é nos momentos de crise que o caráter é revelado. Por isso, na Bíblia está escrito: “Bem-aventurado é aquele que suporta com perseverança a provação, porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tiago 1:12).

    Promessa

    “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: o vencedor de nenhum modo sofrerá o dano da segunda morte” (Apocalipse 2:11). É verdade que "nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte pela vitória.” “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Coríntios 15:51–57). Amém! Ora, vem, Senhor Jesus!
    João Renato Alves da Silva é pastor distrital em Cuiabá, Mato Grosso. Formado em Teologia, é pós-graduado em Interpretação e Ensino das Escrituras pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia da Bahia.
    Referências:
    [1] GONZÁLEZ, Justo L. História ilustrada do cristianismo: a era dos mártires até a era dos sonhos frustrados. Tradução de Hans Udo. 2ª edição, São Paulo: Vida Nova, 2011, p. 90.]]>
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    <![CDATA[Negação Profética: O Alto Custo de Ignorar os Avisos]]> https://tempoprofetico.com.br/negacao-profetica-o-alto-custo-de-ignorar-os-avisos/ Sun, 30 Jul 2023 23:29:31 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2325 Estamos agora experimentando um silêncio devastador e impressionante sobre a ascensão do nacionalismo cristão.   Então, como nós chegamos aqui? Como chegamos onde nossa voz profética mudou tão significativamente que agora muitas vezes silencia a advertência da mensagem do terceiro anjo contra a besta e sua imagem, especificamente o papado católico romano e o protestantismo apóstata? Acredito que a resposta está no que chamei de negação profética ou revisionismo, particularmente em relação à segunda besta da profecia bíblica. Um erro profético comum que escuto com frequência é que a segunda besta da profecia bíblica, descrita como tendo chifres de cordeiro, um dia no futuro falará como um dragão. Este conceito, no entanto, é uma negação e uma má interpretação do que a Bíblia realmente diz. Esta besta não fala primeiro como um cordeiro. Nunca fala como um cordeiro. Ele fala apenas como um dragão, e o faz desde o início. Essa negação (ou revisão) da segunda besta levou muitos adventistas do sétimo dia a se sentirem confortáveis ​​em realmente se unirem à besta a que deveriam se opor. Este último ponto revela um segundo erro. Muitos que lêem esse último parágrafo podem ser tentados a pensar que estou denegrindo a América. Eu não sou. A besta que se ergue da terra não representa a América em si . É mais especificamente falando do elemento protestante dentro da América. Portanto, é uma referência ao protestantismo apóstata na América, e não na própria América. Quando dizemos “América” em profecia, o que devemos identificar é o protestantismo apóstata dentro da América. Como Ellen White afirma: “Os protestantes dos Estados Unidosserão os primeiros em estender suas mãos através do abismo para agarrar a mão do espiritismo; eles estenderão a mão sobre o abismo para dar as mãos ao poder romano; e sob a influência desta tríplice união, este país seguirá os passos de Roma ao atropelar os direitos da consciência”. 1 A falha em reconhecer essa diferença leva muitos à visão errônea de que pregar tal mensagem significa que o pregador não aprecia a bênção que Deus derramou sobre esta nação e o baluarte da liberdade religiosa que ela tem sido. Mas embora não devamos negar o bem dentro desta nação, também não devemos negar o fato profético de que desde o seu início, o protestantismo cumpriu a própria descrição de parecer um cordeiro, mas falando como um dragão. Ellen White fala sobre isso quando escreve: “Foi o desejo de liberdade de consciência que inspirou os peregrinos a enfrentar os perigos da longa jornada através do mar, a suportar as dificuldades e perigos do deserto, e com a bênção de Deus , nas costas da América, a fundação de uma nação poderosa. Mesmo sendo honestos e tementes a Deus, os peregrinos ainda não compreendiam o grande princípio da liberdade religiosa. A liberdade que eles sacrificaram tanto para garantir para si mesmos, eles não estavam igualmente dispostos a conceder aos outros.'Muito poucos, mesmo dos mais importantes pensadores e moralistas do século XVII, tinham qualquer concepção justa desse grande princípio, o resultado do Novo Testamento, que reconhece Deus como o único juiz da fé humana.' — Martyn, vol. 5, pág. 297. A doutrina de que Deus confiou à Igreja o direito de controlar a consciência e definir e punir a heresia é um dos erros papais mais profundamente enraizados. Enquanto os reformadores rejeitaram o credo de Roma, eles não estavam inteiramente livres de seu espírito de intolerância.. A densa escuridão em que, através das longas eras de seu governo, o papado envolvera toda a cristandade, ainda não havia sido totalmente dissipada. Disse um dos principais ministros da colônia da Baía de Massachusetts: 'Foi a tolerância que tornou o mundo anticristão; e a igreja nunca foi prejudicada pela punição dos hereges.' — Ibidem. , vol. 5, pág. 335. O regulamento foi adotado pelos colonos de que apenas os membros da igreja deveriam ter voz no governo civil. Uma espécie de igreja estatal foi formada, todas as pessoas sendo obrigadas a contribuir para o sustento do clero, e os magistrados sendo autorizados a suprimir a heresia. Assim, o poder secular estava nas mãos da igreja. Não demorou muito para que essas medidas levassem ao resultado inevitável – perseguição.” 2    
    A tentação de muitos adventistas do sétimo dia é pensar que, embora algumas coisas ruins possam ter acontecido no passado, a besta não está mais falando como um dragão.
        Embora possamos agradecer a Deus pela Declaração de Independência e pela Constituição, devemos nos lembrar da hipocrisia da escravidão, perpetrada principalmente por cristãos professos semelhantes a cordeiros. Foi exatamente essa hipocrisia que levou nossos pioneiros a fazer declarações como estas: “A besta de dois chifres aparece em duas fases – com a doçura de um cordeiro e a ferocidade do dragão. Isso, até certo ponto, já foi demonstrado , na inconsistência de enviar ao mundo a doutrina da igualdade de todos os homens com respeito aos direitos naturais – o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade – e defendida por lei todos os males da escravidão americana.Além disso, professando conceder a todos o privilégio de adorar a Deus de acordo com os ditames de suas próprias consciências, e depois perseguindo os batistas e quacres por seguirem suas convicções de consciência. Mas isso será mostrado mais detalhadamente no futuro , quando o Congresso for chamado a fazer leis relativas à religião”. 3   “Mas como João viu este assunto, a cena é tristemente degenerada quando a besta começa a agir. Em vez de cumprir sua profissão de cordeiro, ' ele fala como um dragão '. Sim, esse mesmo órgão executivo nacional, que tem diante de si esta Declaração de Independência e professa estar cumprindo seus princípios, pode aprovar leis pelas quais 3.200.000 escravos podem ser mantidos em cativeiro. A Declaração de Independência foi declaradamente baseada em verdades auto-evidentes . [Verdades que não precisavam de raciocínio para estabelecê-las.] Mas é uma verdade auto-evidente agora que um grande número de nossa raça nasceu na escravidão. Para produzir uma harmonia entre nossas leis e sua base professada, a Declaração de Independência deve ter uma cláusula fornecida, e deve ler: Todos os homens são criadosigual , exceto 3.200.000. Como as coisas existem em nossa União atualmente, podemos olhar para o acima como apenas uma profissão semelhante a um cordeiro, enquanto a ação [voz ou leis do governo] é semelhante a um dragão”. 4 Hoje, esse ensino profético da história dos Estados Unidos seria visto por muitos adventistas do sétimo dia como nada mais do que “teoria racial crítica” ou “wokeism”. Por sua vez, muitos adventistas estão agora negando essa profecia, revisando-a para significar algo estranho ao texto. No entanto, observe isso: “Dizemos que licitamos todas as reformas, Deus apresse! mas alguns estão trabalhando por reformas que nunca verão realizadas. Tanto quanto qualquer um, de nossa própria alma detestamos e abominamos essa mancha suja de nosso país – a escravidão! e nossas condolências estão com aqueles em cujos corações arde o amor pela liberdade, e que desejam ver o escravo solto de suas correntes. Mas aquele que espera ver a terra inteiramente liberta dessa maldição, ou mesmo ver a escravidão confinar-se satisfeita dentro de certos limites, só podemos considerar como trabalhando sob uma falsa esperança;falará como um dragão ! Não que a escravidão por si só constitua a voz do dragão; mas devemos levar consigo o seu principal motor, esse espírito infernal que está mesmo agora, nas planícies do Kansas, incendiando as casas dos homens livres e expulsando os seus presos roubados e insultados, e que recentemente provocou um ataque brutal sobre um senador nos próprios salões do congresso. A profecia não nos dá base para esperança de reforma aqui: a besta fala como um dragão. As pessoas podem acariciá-lo nunca com tanto carinho, ou ameaçá-lo nunca tão ferozmente; eles não podem reformar sua boca: ele ainda falará como um dragão.A profecia não diz que a princípio ele falou como um dragão, mas por fim reformulou seu discurso e exalou um espírito justo e semelhante ao de Cristo. Sua história futura não apresenta nenhuma característica redentora. Ele continuará a berrar a sua voz de dragão, até que seja lançado na chama ardente, e o remanescente a quem ele perseguirá tomará sua posição de vitória no Monte Sião com o Cordeiro ”. 5 Devemos entender que enquanto a América como nação avançou, a besta (o protestantismo apóstata) é o que é. Falou como um dragão tolerando e endossando a escravidão no Sul. E quando isso foi abolido, falou como um dragão através de gangues de correntes. E quando esses foram eliminados, falou como um dragão através da segregação. E quando isso foi proibido, falou como um dragão através de redlining e redistritamento. Claro, isso não quer dizer que todos os protestantes se enquadram nessa categoria. Muitos protestantes, povo de Deus (Apocalipse 18), foram responsáveis ​​por lutar contra a tirania da besta, derrubando por meio de ação legislativa os ditames da besta. Não devemos esquecer o seu heroísmo. Mas a tentação de muitos adventistas do sétimo dia é pensar que, embora algumas coisas ruins possam ter acontecido no passado, a besta não está mais falando como um dragão. Isso é evidentemente falso. O dialeto da fera muda. Sua voz não. Ainda está falando hoje, mas muitos adventistas ficaram surdos para isso. Negar que a besta sempre falou como um dragão nos posiciona para abraçar essa besta e sua ideologia. Como a besta ainda não começou a falar como um dragão, o pensamento continua, então é apropriado abraçar a besta até que ela o faça. Faça amizade agora com a fera, dizem alguns. Mas não para por aí. O que vemos agora é que muitos adventistas do sétimo dia não têm problemas em apontar e chamar a primeira besta da profecia bíblica, mas ficam muito ofendidos se a segunda besta da profecia bíblica for descrita com precisão. E assim estamos agora experimentando um silêncio devastador e assombroso em relação à ascensão do nacionalismo cristão. Quando nossa voz deveria ser o aviso mais alto desse perigo, esse trabalho está sendo largamente deixado para secularistas e ateus que veem claramente esse perigo, mas desconhecem totalmente que a Bíblia, o próprio livro que eles vêem como um livro de fábulas, predisse esse desenvolvimento com milhares de anos de antecedência. O silêncio agora é um abandono do dever.  
    Hoje, esse ensino profético da história dos Estados Unidos seria visto por muitos adventistas do sétimo dia como nada mais do que “teoria racial crítica” ou “wokeism”.
      Ao abraçar o protestantismo apóstata como parceiro contra o secularismo e o socialismo, muitos, em essência, estão comprando sua ideologia. Em sua versão da profecia, os inimigos a serem temidos são comunistas, socialistas, elites globais e secularistas que desejam nada mais do que um governo secular e mundial. Claro, para manter o que pensamos ser as mensagens dos três anjos, adicionamos um componente anti-papal à mistura para dar à nossa posição um sabor adventista, mas o vinho ainda é da Babilônia. E esse vinho distorce nossa voz profética. Bebemos o vinho da Babilônia enquanto afirmamos odiar o barman. Hoje, ao notar o silêncio ensurdecedor das vozes adventistas falando sobre a ascensão profetizada do nacionalismo cristão, juntamente com a aceitação de novas “vozes proféticas” de personalidades políticas substituindo nossa velha voz profética, só posso apelar à igreja para se firmar urgentemente no Palavra de Deus. Enquanto observo o mesmo espírito do dragão que energizou, em nome de Cristo, um espírito de rebelião, raiva e suspeita nos nacionalistas cristãos de hoje, levando-os a desculpar a violência em nome de Cristo e ver a insurreição como uma boa e coisa nobre, não posso deixar de pensar nas palavras de Cristo: “Chegou o tempo em que quem vos matar pensará que está servindo a Deus” (João 16:2, KJV). Enquanto vejo esse mesmo espírito entrar em nossa igreja, causando polarização e separação, Não posso deixar de pensar no aviso que recebemos sobre o abalo e a apostasia final de muitos de nosso povo. As palavras são um aviso adequado para todos os que querem ouvi-las. “À medida que a tempestade se aproxima, uma grande classe que professou fé na mensagem do terceiro anjo, mas não foi santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição e junta-se às fileiras da oposição. Unindo-se ao mundo e participando de seu espírito, eles passaram a ver as coisas quase sob a mesma luz.; e quando o teste é feito, eles estão preparados para escolher o lado fácil e popular. Homens de talento e endereço agradável, que uma vez se regozijaram na verdade, empregam seus poderes para enganar e desencaminhar as almas. Eles se tornam os mais amargos inimigos de seus ex-irmãos. Quando os observadores do sábado são levados perante os tribunais para responder por sua fé, esses apóstatas são os mais eficientes agentes de Satanás para deturpá-los e acusá-los, e, por meio de falsos relatos e insinuações, incitar os governantes contra eles.” 6 O que levará aqueles de endereço agradável a se unirem à besta do protestantismo apóstata para se oporem aos adventistas? Vendo os assuntos na mesma luz apresentada pela referida besta. Meu apelo à minha igreja é que voltemos à pregação não adulterada das três mensagens angélicas, não para criticar católicos romanos ou protestantes, mas para tirá-los de um sistema falso. Quanto mais esperarmos para fazer isso , pensando que só faremos isso quando a besta “começar a falar como um dragão”, mais teremos que responder diante de Deus. Ivor Myers é o orador e diretor do Ministério Power of the Lamb. Ele também co-apresenta com sua esposa a série 3ABN “Battles of Faith”.

    Referências:

    1  Ellen G. White, The Great Controversy (Mountain View, Califórnia: Pacific Press Pub. Assn., 1911), p. 588. (Itálico fornecido.) 2  Ibid. , pp. 292, 293. (Itálico fornecido.) 3  Ellen G. White, The Spirit of Prophecy (Battle Creek, Michigan: Review and Herald Pub. Assn., 1884), vol. 4, pág. 502. (Itálico fornecido.) 4  John N. Loughborough, A Besta de Dois Chifres de Apocalipse 13, um Símbolo dos Estados Unidos (1857), p. 29. 5  “True Reforms and Reformers”, Review and Herald , 26 de junho de 1856. (últimas duas frases, itálico fornecido.) 6  EG White, O Grande Conflito , p. 608. (Itálico fornecido.)]]>
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    <![CDATA[ALERTA: A Falsa Aurora]]> https://tempoprofetico.com.br/alerta-a-falsa-aurora/ Sun, 30 Jul 2023 23:34:34 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2328 O livro A Falsa AuroraA iniciativa das religiões unidas, o globalismo e as busca por uma religião mundial, de Le Penn, estuda a Investigação das Religiões Unidas (URI) a serviço da Nova Ordem Mundial, ou seja, governo, moeda e religião únicos. Pretende ser um movimento inter-religioso, pregando a paz entre as religiões e a criação de culturas de paz, justiça e cura para todos. Parece muito bom, não é mesmo? O movimento criado pelo bispo episcopaliano William Swing conta com o apoio de Dalai Lama, de adeptos da Nova Era, aliados do globalismo, Fórum Econômico Mundial, ONU, Carta da Terra, políticos da Casa Branca, George Soros, entre tantos outros que não se revelam abertamente, tamanha a aberração que isso significa. O movimento também encontra eco no Vaticano, onde é instituído o domingo como dia de adoração a Gaia, a mãe Terra, como forma de dar um “respiro” ao planeta. Essa nova religião pretende unir todas as religiões, inclusive as pagãs, abraçando com elas todas as aberrações/distorções que seus membros possam praticar tais como: pedofilia, incesto, zoofilia, antropofagia, união entre pessoas do mesmo sexo, orgias, satanismo, propagação da divindade humana, negação de Cristo, antissemitismo, relativismo religioso, controle populacional, aborto, feminismo, panteísmo e fim da civilização judaico cristã, entre muitas outras que estão enumeradas no livro, mas que seria impossível relatá-las todas aqui. O livro, com quase 800 páginas, aborda: Helena Blavatski e a sociedade teosófica; Alice Bailey e o Lucius Trust; Pierre Teilhard, que prega a alma comum da humanidade, eutanásia, eugenia, entre outras práticas abomináveis para o conservadorismo. Fonte: https://michelsonborges.wordpress.com/]]> 2328 0 0 0 <![CDATA[Vamos Morar no Céu ou na Nova Terra?]]> https://tempoprofetico.com.br/vamos-morar-no-ceu-ou-na-nova-terra-2/ Tue, 01 Aug 2023 07:55:45 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2331

    Deus vai purificar o nosso mundo com fogo consumidor, destruindo até a mínima mancha de pecado.

    “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (João 14:1-3). Jesus responde essa questão de forma bem simples. “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mateus 5:5). Logo, nosso lar por toda a eternidade será aqui. Mas, quando isso vai acontecer? Afinal, nosso planeta é o único lugar no Universo que está degradado pelo pecado. Satanás espalha o mal por esse planeta por mais de seis mil anos (Jó 1:7). Os profetas Daniel e João atestam que, antes de Jesus voltar, um julgamento precisa ser feito no Santuário Celestial (Daniel 7:9, 10, 25, 26; 8:13, 14 e Apocalipse 14:6-12). Na fase investigativa desse julgamento, Jesus está analisando as ações de todo ser humano desde Adão. Elas são as evidências forenses usadas para definir quem aceitou a salvação pela fé e quem a rejeitou. Aqui são definidos os santos do Altíssimo, aqueles que persistiram em guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (Apocalipse 14:12). A fase investigativa está em vigor agora e, enquanto acontece, o Espírito Santo insiste para que cada coração busque a Deus. Quando todos tiverem sido julgados e Jesus encerrar o juízo investigativo, ele vai executar o sua sentença contra os ímpios (Apocalipse 15-18). O Espírito de Deus deixará de insistir com o homem, e a maldade se tornará desenfreada. Paulo diz que só “então, será, de fato revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda” (2 Tessalonicenses 2:7, 8). Nesse momento, o engano de Satanás será desmascarado, mas já será tarde de mais. As chances estão disponíveis agora. Depois pode ser tarde. Mateus 24:30 e 31 diz que “todos os povos da Terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande som de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade do céu.” Não será arrebatamento secreto ou transmissão ao vivo pelos plantões noticiários; vai ser a poderosa manifestação pessoal e universal do próprio Jesus, com todo o seu exército de anjos, e todo olho o verá (Apocalipse 1:7). Paulo diz em 1 Tessalonicenses 4:13-18 que “dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo [o próprio Jesus], e ressoada a trombeta de Deus, [o próprio Jesus] descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre as nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”. Em 1 Coríntios 15:51, 52, Paulo diz que “nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. Essa é a glorificação; os mortos ressuscitam e os vivos, junto com eles, terão o seu corpo e mente totalmente transformado, livre da morte e do pecado, para viver eternamente em saúde e alegria com Jesus. Você notou que quando Jesus voltar, ele não vai pisar na Terra? Ao contrário, ele vai nos levar para encontrá-lo nas nuvens. Isso, porque a Terra é um planeta degradado pelo pecado e precisa ser purificado, mas ainda não. Jesus quer que o seu julgamento seja revisado antes, não porque ele errou, mas para que a sua justiça seja comprovada. Em Apocalipse 19:19-21, João relata que Satanás e seus agentes serão condenados, e os ímpios serão mortos. “Então, vi um anjo descer do céu; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até que se completem os mil anos. Depois disto é necessário que ele seja solto pouco tempo” (Apocalipse 20:1-3). De forma figurada, João descreve uma Terra totalmente desolada. Todos estarão mortos, exceto Satanás, que será preso aqui na Terra por mil anos sem poder enganar a humanidade. Nesse tempo, os salvos estarão no Céu, na Nova Jerusalém. Apocalipse 20:4 e 6 diz que eles se assentarão em tronos e receberão autoridade para julgar os vivos, os mortos e os anjos (1 Coríntios 6:3). “Eles serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos”. Ou seja, os salvos participarão da segunda fase do julgamento de Deus, a fase comprovativa. Analisando os registros celestes, veremos como Jesus julgou a cada ser humano, inclusive, nós mesmos. Vamos constatar em detalhes a misericórdia de Deus e o trabalho do Espírito Santo para salvar cada homem e mulher, bem como a resposta que cada um deu a essa oferta. Muitas pessoas que não conheceram Jesus estarão no Céu, e poderão conhecer pessoalmente a grandeza do seu amor e salvação. Para pessoas limitadas, amor ilimitado. Mas só estarão no céu aqueles que, conforme a luz que tiveram, buscaram fazer o bem (Atos 17:30). Em Daniel 12:2, é dito que os “que dormem no pó da terra ressuscitarão; uns para a vida eterna, e outros para a vergonha e horror eterno.” O próprio Jesus disse: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28, 29). Depois dos mil anos, vai começar a terceira fase do juízo: a fase executiva. A Nova Jerusalém vai empreender uma viagem pelo Universo; e quando se aproximar da Terra desolada, os ímpios ressuscitarão pelo poder da palavra de Deus. João descreve essa cena em Apocalipse 20:9, 11 e 21:2. Chegou a hora de a Terra ser limpa do pecado. “Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão e sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da Terra… a fim de reuni-las para a batalha. O número dessas é como a areia do mar” (Apocalipse 20:7, 8). João detalha ainda mais: “Vi um trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos… postos de pé diante do trono. Então se abriram os livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros” (Apocalipse 20:11, 12). Nessa fase, todas as pessoas verão quantas chances de aceitar a salvação foram desprezadas. O evangelho foi pregado por todo o mundo; pessoas falaram; a Bíblia estava disponível em livros, e-books, em cursos e em programas de TV e rádio; as igrejas estavam abertas; as redes sociais e as plataformas de streaming eram como pedras clamando; mas eles rejeitaram! Mesmo que alguém nunca ouvisse falar de Deus, todos tiveram a chance de fazer o bem. Salomão avisou que “Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Eclesiastes 12:14). Naquela hora, todos, bons e maus, salvos e perdidos reconhecerão que Deus é amor (Filipenses 2:10,11). Mas Satanás não se dará por vencido e tentará invadir a Nova Jerusalém uma última vez. Anjos caídos e nações se unirão a ele, e atacarão a cidade santa com toda força que puderem empregar. “Marcharam, então pela superfície da terra e sitiaram o acampamento dos santos, e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os consumiu. O diabo, o sedutor deles foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre… a morte e a sepultura foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo” (Apocalipse 20:9, 10, 14, 15). O fogo consumidor de Deus destruirá pecado e pecador. É o fim de uma história triste e o recomeço daquilo que Deus sempre planejou para nós. “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como uma noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas” (Apocalipse 21:1-5). Aqui a nossa história recomeça. Deus vai purificar o nosso mundo com fogo consumidor, destruindo até a mínima mancha de pecado. Pela sua palavra, ele vai recriar a nossa Terra. A Nova Jerusalém, será a nossa capital, e a nossa Terra renovada será a capital do Universo por toda a eternidade. Durante toda a eternidade, em alegria e satisfação, viveremos na presença visível do nosso Deus, e estudaremos por toda a eternidade, não só os segredos do Universo, mas a grandeza e profundidade do amor de um Deus que deu a sua vida para salvar quem não merecia. Este será o nosso Éden para sempre. “Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro; e os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte estará o nome dele… O Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 22:3-5). Sim, bem aventurados os mansos, porque herdarão a terra! Que todos nós possamos nos preparar para ver Jesus, a nossa Salvação! Só depende de nós aceitarmos, pois a vida eterna começa agora. Equipe Escola Biblica.com.br

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    Denis Versiani é Mestre em Teologia.

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    <![CDATA[O que representavam as 10 pragas e quais deuses do Egito foram atingidos?]]> https://tempoprofetico.com.br/o-que-representavam-as-10-pragas-e-quais-deuses-do-egito-foram-atingidos-3/ Tue, 01 Aug 2023 08:19:17 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2338

    Uma das histórias mais espetaculares de toda a Bíblia e que chama a atenção de cristãos e não cristãos é a narrativa das 10 pragas derramadas pelo Senhor sobre o Egito, e a maneira incrível que o Êxodo aconteceu.

    Essas terríveis pragas tinham por objetivo conduzir Faraó ao arrependimento e revelar que Yahweh é o único verdadeiro Deus, o  Rei soberano no universo. O termo Faraó era o título dado ao rei do Egito, e ele se autointitulava “filho de Rá”, como um deus. Além do deus falso Rá, os egípcios criam em um panteão de outros deuses que eram tidos como os responsáveis pela vida, fertilidade, imortalidade, etc. Sendo que os israelitas foram reduzidos à escravidão por muitos anos, os egípcios, por meio do seu contato com eles, tiveram uma oportunidade de conhecer sobre o verdadeiro Deus. As orações dos israelitas, que clamavam por libertação da opressão, haviam ascendido aos céus e Yahweh os ouviu. Moisés e Arão eram irmãos e foram enviados por Deus para anunciar os juízos iminentes que cairiam sobre o Egito caso Faraó e seus oficiais não permitissem que os hebreus saíssem para adorar o Senhor no deserto. Um dos objetivos das 10 pragas era revelar a grandeza, o poder e a soberania de Yahweh como único e verdadeiro Deus em contraste com as falsas deidades egípcias. Faraó devia reconhecer e confessar que o Deus dos hebreus era supremo e que o Seu poder estava acima do rei do Egito e da nação que ele governava (Êxodo 9:16; 1 Samuel 4:8). As pragas foram juízos contra os egípcios, seus deuses e sua falsa religião (Êxodo 12:12). Como foi que isso aconteceu? Por que águas se transformaram em sangue? Por que pragas como infestações de rãs, piolhos e moscas aconteceram? Por que houve pestes no rebanho, feridas malignas nos egípcios, chuva de pedras, infestação de gafanhotos, escuridão e morte dos primogênitos? Existe algum significado para tudo isso? 1) Água em sangue (Êxodo 7:14-24) Cada uma das dez pragas foi dolorosamente literal e dirigida contra algum aspecto da falsa religião. A primeira praga – a transformação do Nilo e de todas as águas do Egito em sangue – foi uma ofensa ao deus Nilo (personificação de Hápi), que se acreditava ser o deus da fertilidade. Tal praga resultou na morte de peixes e foi, portanto, um duro golpe contra a religião egípcia que venerava algumas espécies de peixes (Êxodo 7:19-21). 2) Rãs (Êxodo 8:2-14)

    As rãs eram animais sagrados para os egípcios e um de seus ídolos, a deusa Heqet, tinha cabeça de rã. Eles supunham que ela possuía poder criador. Embora o principal propósito dessa praga fosse punir os opressores de Israel, também atrairia desprezo por seus muitos deuses pagãos. A grande multiplicação de rãs fez com que a deusa Heqet parecesse maligna. Ela atormentou o povo que lhe era tão devoto. As superstições dos egípcios os obrigaram a respeitar as criaturas que a praga lhes fez odiar, e que, se não fossem deidades, teriam destruído (Êxodo 8:2-14).

    3) Piolhos (Êxodo 8:16-19) Na terceira praga Arão estendeu a mão com o seu bordão e feriu o pó da terra que se tornou em piolhos que infestaram nos homens e no gado e por toda a terra do Egito. Os magos egípcios tentaram reproduzir tal feito, mas reconheceram a sua impotência e disseram: “Isto é dedo de Deus” (Êxodo 8:19). Atribuía-se ao deus Tot a criação do conhecimento, da sabedoria, da arte e da magia, mas nem mesmo essa divindade pôde ajudar os magos a imitar a terceira praga. Este foi mais um golpe contra a falsa religião do Egito. 4) Moscas (Êxodo 8:20-32) Novamente foi dada a chance para que faraó reconhecesse o Deus verdadeiro e se arrependesse, deixando os hebreus partirem para servirem o Senhor. A quarta praga consistia em enxames de moscas que infestariam todo o Egito. Um novo elemento é introduzido a partir dessa praga – a distinção entre os Egípcios e os adoradores do verdadeiro Deus (Êxodo 8:22). Enquanto as casas dos egípcios eram infestadas pelos enxames de moscas, os israelitas na terra de Gósen não foram atingidos (Êxodo 8:23, 24). Mais uma vez a falsa religião egípcia é derrotada. A separação entre israelitas e egípcios constituía uma evidência adicional do caráter miraculoso dos juízos divinos, planejados de modo a impressionar as pessoas de que Deus não era uma deidade local ou mesmo nacional, mas que possuía um poder que se estendia a todos os povos. Os egípcios, que estudavam o curso dos eventos durante essas semanas ou meses fatídicos, devem ter reconhecido a autoridade suprema do Deus de Israel sobre o Egito, bem como sobre os próprios hebreus. 5) Peste sobre bois e vacas (Êxodo 9:1-7) Foi anunciado com antecipação o dia em que o juízo divino cairia sobre o rebanho egípcio, em forma de pestilência sobre os animais.  Novamente há uma linha de separação entre os hebreus e os egípcios. Do rebanho de Israel nenhum animal foi atingido, enquanto que todo o rebanho dos egípcios morreu (Êxodo 9:6, 7). Esta praga certamente atingiu a crença em divindades muito populares no Egito Antigo: Ápis (deus sagrado de Mênfis, da fertilidade dos rebanhos); Hator (deusa-vaca, deusa celestial); Nut (algumas vezes representada como uma vaca). (Êxodo 9:1-7). 6) Feridas sobre os egípcios (Êxodo 9:8-12) Até aqui os magos egípcios estiveram presentes quando os milagres foram realizados. Embora tivessem reproduzido algumas falsas imitações utilizando as ciências ocultas, nesta ocasião a praga caiu sobre eles com tamanha severidade que não podiam continuar com o rei. Em vez disso, fugiram para as suas casas em busca de proteção e tratamento. Novamente houve clara distinção entre os egípcios e os hebreus. Nenhum poder mágico ou sobrenatural pôde protegê-los. 7) Chuva de pedras (Êxodo 9:13-35) Foi fixado o tempo para o começo da sétima praga (chuva de pedras). Ela deveria cair sobre o Egito no dia seguinte, caso o Faraó não se arrependesse e não deixasse os hebreus sair.  Esse período de tempo determinado testificaria ao rei que Yahweh é o único Senhor – o Criador da Terra e dos céus – e que toda a natureza animada e inanimada estão sujeitas ao Seu poder. Esses elementos, considerados pelos egípcios como seus deuses, longe de serem capazes de ajudá-los, estavam sob o controle do Deus de Israel, e Ele os usaria como instrumentos para punir aqueles que os adoravam. Como Deus se aborrece com a idolatria! Mesmo em meio ao castigo Deus mostrou misericórdia, advertindo os egípcios de seu destino iminente e avisando-lhes que protegessem a si mesmos e suas propriedades. Se o faraó e seus servos tivessem aceitado o aviso dado de maneira tão misericordiosa, a vida de homens e de animais teria sido poupada. Mas o aviso não foi considerado e houve grandes perdas. O verso 20 insinua que alguns egípcios haviam aprendido a temer a Deus. Talvez ainda não O conhecessem como o único Deus verdadeiro, mas apenas como alguém a quem convinha respeitar. A forte saraivada envergonhou os deuses considerados como tendo controle sobre os elementos naturais; por exemplo, Íris – deus da água e Osíris – deus de fogo. 8) Gafanhotos (Êxodo 10:1-20) A praga dos gafanhotos destruiu toda a vegetação que havia sobrado da devastadora chuva de pedras e demonstrou que Yahweh tinha controle absoluto sobre todos os elementos da natureza. O juízo divino era mais uma demonstração de que a crença egípcia em deuses que eles supunham garantir abundante colheita, eram falsos. Deus encheu o ar e a terra de gafanhotos e os deuses egípcios Xu (deus do ar) e Sebeque (deus-inseto) não puderam fazer nada para impedir (Êxodo 10:12-15). 9) Escuridão total (Êxodo 10:21-23) O Egito ficou em trevas tão densas que não era possível enxergar as pessoas e essa escuridão se estendeu por 3 dias. Mas na casa dos hebreus havia luz (Êxodo 10:23). Como as pragas anteriores, esta desferiu um forte golpe nos deuses egípcios. Por séculos o deus-sol tinha sido a principal divindade no Egito, e todo rei chamava a si mesmo de “filho de Rá”. Na época de Moisés esse deus era identificado com Amon e tinha o nome de Amon-Rá. Os maiores templos que o mundo já viu foram construídos em sua honra, e um deles, o grande templo em Karnak, no alto Egito, é ainda magnificente, mesmo em ruínas. Outro deus era o disco sol Aton, que poucas décadas depois do Êxodo tornou-se o deus supremo do sistema religioso egípcio. Por ocasião da nona praga, a completa impotência desses deuses estava demonstrada claramente aos seus adoradores. 10) Morte de todos os primogênitos (Êxodo 11-12) Este golpe cairia sobre os primogênitos dos homens e dos animais. Deus não desejava exterminar os egípcios e seu gado, mas apenas convencê-los de que a oposição ao Seu propósito para Israel não seria mais tolerada. A morte dos primogênitos causou o maior vexame para a religião do Egito. “Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR” (Êxodo 12:12). Os governantes do Egito chamavam a si mesmos de “filhos de Rá”, e se autoproclamavam divinos. A morte dos primogênitos foi uma grande humilhação. Certamente pressionado pela demanda popular, faraó enviou seus principais oficiais, ainda enquanto era noite, para chamar os odiados líderes hebreus, aos quais havia dito nunca mais vê-los (Êxodo 12:31). A rendição de faraó foi completa. Ele não apenas ordenou que deixassem o país e levassem tudo o que possuíam, como também pediu algo que os dois irmãos não poderiam imaginar: “Levai também convosco vossas ovelhas e vosso gado, como tendes dito; ide-vos embora e abençoai-me também a mim” (Êxodo 12:32). Se as palavras de Moisés e Arão tinham trazido maldição, faraó deve ter suposto que elas também poderiam trazer bênção. Não se sabe como seu pedido foi recebido, mas o fato de ter sido feito é um forte indício de quão subjugado estava o seu orgulho. O Êxodo foi a libertação da escravidão do povo hebreu do domínio egípcio. Esse evento é uma prefiguração que aponta para uma libertação muito maior realizada por Jesus Cristo – a libertação do pecado. Da mesma maneira como Deus conduziu Seu povo no passado, “com mão forte”, Ele também deseja nos conduzir à Canaã celestial. Por isso devemos caminhar humildemente com Deus, hoje, e todos os dias, e quando Cristo voltar, estaremos com Ele por toda a eternidade! Será que existem evidências de que o povo do Egito sofreu mesmo as 10 pragas? Equipe Biblia.com.br ]]>
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    <![CDATA[Jesus glorificado, soberano e salvador em Apocalipse 1]]> https://tempoprofetico.com.br/jesus-glorificado-soberano-e-salvador-em-apocalipse-1/ Wed, 09 Aug 2023 04:22:19 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2342 Como o último livro da Bíblia amplia a compreensão da figura de Jesus, mostrando Sua vitória sobre a morte e o mal. A Bíblia nos apresenta várias imagens de Cristo, e todas elas revelam o Seu poder, caráter e amor.

    O Antigo Testamento (AT) da Bíblia Sagrada está repleto de imagens e alusões ao Messias, o prometido Salvador da humanidade, que haveria de redimir o povo de Deus. Ao estudar o Pentateuco, os livros poéticos e proféticos, conseguimos enxergar claramente o desejo de Deus de oferecer esperança às pessoas quanto ao futuro. Os quatro evangelhos do Novo Testamento (NT) ampliam tal perspectiva ao retratarem a vida e o ministério de Jesus, apresentando-O como o Cristo, o Ungido, o Messias. Detalhes importantes sobre Sua atuação, na dupla condição de humano e divino, são narrados por quatro autores, em tempos e circunstâncias distintas, e para diferentes audiências. O relato de Jesus Cristo no livro do Apocalipse, escrito por João no final do primeiro século da era cristã, é ainda mais abrangente. Os temas da morte, ressurreição e ascensão de Cristo ainda são recorrentes, mas Ele é retratado de uma forma glorificada; alguém vitorioso e que oferece real esperança aos que vencerem com Ele.

    Revelação aberta

    Os três primeiros versículos do capítulo 1 de Apocalipse elucidam que o livro é uma revelação de e sobre Jesus Cristo para todos. Não se trata, portanto, de uma obra cujo conteúdo deveria ser escondido, proibido ou mesmo temido. No versículo 3, João afirma: “Bem-aventurado aquele que lê, e bem-aventurados aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo”. É, portanto, uma revelação que deve ser vivida e experimentada por aqueles a quem ela alcança. O comentarista Ranko Stefanovic afirma que “quando os ouvintes entendem esse livro de profecias como a revelação de Jesus Cristo, eles respondem por meio da aceitação e observância de suas mensagens como palavra de Deus”.1

    A identidade do revelador

    No versículo 4, tem início uma descrição da identidade do Revelador dessa mensagem que deve ser obedecida pelas pessoas. E o autor atesta a divindade deste Ser quando diz, nos versículos 4 e 5: “Que a graça e a paz estejam com vocês, da parte daquele que é, que era e que há de vir, da parte dos sete espíritos que estão diante do seu trono e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra”. É maravilhoso saber que Aquele que é o centro da mensagem de Apocalipse é vitorioso até sobre a morte. Ele morreu, mas ressuscitou, e garantiu, assim, salvação a todos nós. Em Colossenses 1:15, é dito que Jesus é “o primogênito de toda a criação”, em paralelo ao texto de Apocalipse 1:5, que O apresenta como o Primogênito dos mortos. Jesus Cristo não foi o primeiro a nascer, nem a morrer, tampouco ressurgir, mas Sua condição de vitória sobre o mal e o pecado O torna referência aos seres humanos. Ele é a Fiel Testemunha, e Seu testemunho é válido por conta da Sua origem divina (João 8:14) e Seu amor inigualável pelas pessoas. Ao mesmo tempo, o primeiro capítulo do livro conecta esse testemunho de Cristo à necessidade de testemunho dos que O seguem (versículo 9), como o de João, preso na Ilha de Patmos por conta da sua fé. O primeiro capítulo de Apocalipse ainda retrata Jesus Cristo como o Soberano entre os reis da terra. Estes reis são sempre identificados, em outras partes da Bíblia, como inimigos de Deus, que não prevalecerão, apesar do poder que possuem (Apocalipse 10:11; 17:2 e 18; 18:3). Jesus Cristo, glorificado e salvador, está acima deles, e Seu reino espiritual e eterno não será superado pelas estruturas que o mal estabelece. O salmista, em Salmos 89:27 e 37, falava do poder superior de Deus acima de tudo o que existe, inclusive das forças malignas. Grant Osborne observa que “o mesmo Cristo que reina sobre a vida e a morte naturalmente reinará ‘sobre os reis da terra’. O conflito entre Cristo exaltado e os soberanos deste mundo é predominante em Apocalipse”.2

    Jesus presente e atuante

    Mas, para mim, há uma outra parte do capítulo ainda mais motivadora e alentadora. Ainda no final do versículo 5 e início do versículo 6, é dito que Jesus Cristo “nos ama e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai”. Na visão dada a João, Jesus não é apenas glorificado; Ele é retratado, claramente, como Salvador, próximo das pessoas e que age em favor delas para libertá-las do pecado. A libertação de Cristo vai muito além de sistemas opressivos humanos; aqui, o texto trata da vitória sobre a pecaminosidade, que nos distancia do nosso Deus. Segundo o texto, Jesus também eleva o nível do ser humano da condição de um pecador a um habitante das moradas eternas e participante ativo do reino que nunca se acabará. Ele transforma a perspectiva humana por meio da Sua morte, ressurreição e retorno a esse mundo para buscar os Seus (versículo 7). É um Deus que está perto e se interessa por Suas criaturas. É uma figura radicalmente diferente de grande parte das divindades históricas, sempre distantes e indiferentes às necessidades dos seres criados. Do versículo 12 em diante, a descrição feita por João ecoa o relato do capítulo 10 de Daniel. O "semelhante a um filho de homem" - expressão também encontrada em Daniel 7 e que os próprios escritos dos Evangelhos atribuem a Jesus Cristo - está em meio aos candelabros de ouro. Estes representam as igrejas, ou seja, a comunidade dos fiéis. Em outras palavras, Jesus não está longe, mas caminha entre Seu povo e participa de suas dores e alegrias. “Quando João diz que viu Cristo no meio dos candelabros, ele quer nos dizer que Cristo não é um Senhor ausente. Pelo contrário, Ele está no meio de Suas igrejas, dando-lhes apoio durante as provações e perseguições”, comenta Osborne.3 Ali, a imagem de Jesus Cristo pendurado em uma cruz é substituída por um Ser poderoso, que irradia impressionante brilho, luz e pureza. Não há mais derrota na narrativa, mas esperança real por conta Daquele diante de quem o profeta chega a cair ao chão (versículo 17). Jesus Cristo, aquele que é "o primeiro e o último e aquele que vive” (versículos 17 e 18), tem uma mensagem poderosa, que precisa ser disseminada a todos, em todos os tempos. Não se limita ao primeiro século da era cristã, quando João viveu, nem a poucos anos depois do ministério do profeta.

    Ele há de vir

    Finalmente, a promessa da volta de Jesus Cristo é contundente e vibrante no primeiro capítulo de Apocalipse. Jesus Glorificado, Soberano e Salvador vai voltar para dar a recompensa a cada um conforme suas obras. Comentando acerca deste capítulo, Jacques Doukhan afirma que “a promessa de Sua vinda está reservada para o futuro. O porvir nos oferece muito mais do que o passado e o presente. Mais do que o Deus da memória, da existência, da espiritualidade e da comunhão. Ele é o Deus ‘que há de vir’”.4 Jesus, o Salvador do mundo e Vitorioso sobre o pecado, há de vir para concretizar a implantação do reino prometido a todos os que O aguardam e aceitam Seu amor e graça. Richard Bauckham pontua que “não há dúvida de que ele tem em mente muitas passagens proféticas do AT que anunciam que Deus virá com o intuito de salvar e julgar”.5 Em resumo, o livro do Apocalipse começa com esperança, com certeza de vitória sobre o pecado e o mal, e um grande destaque do poder divino sobre tudo o que de mau existe. Apocalipse não é um livro de derrota, tristeza, medo ou códigos indecifráveis, mas um sopro de otimismo para a humanidade amedrontada, doente, cansada e que não enxerga um horizonte promissor. O que me deixa bastante satisfeito ao estudar o primeiro capítulo do último livro da Bíblia Sagrada é a certeza de que um reino de paz, amor, igualdade e verdadeira solidariedade não será construído por seres humanos com suas habilidades e vontades; é um reino alicerçado Naquele que é “o alfa e o ômega, o princípio e o fim”.

    Referências:

    1 STEFANOVIC, Ranko. Revelação de Jesus Cristo: comentário sobre o livro do Apocalipse. 1ª edição. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2023, página 71. 2 OSBORNE, Grant. Apocalipse: comentário exegético. São Paulo: Vida Nova, 2014, página 69. 3 Idem, página 96. 4 DOUKHAN, Jacques. Segredos do Apocalipse: uma perspectiva hebraica do último livro da Bíblia. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2023, página 14. 5 BAUCKHAM, Richard. A teologia do livro do Apocalipse. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2022, página 43.  ]]>
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    <![CDATA[Apocalipse e a missão da Igreja]]> https://tempoprofetico.com.br/apocalipse-e-a-missao-da-igreja/ Sun, 03 Sep 2023 02:44:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2347 O livro profético, do Novo Testamento, está permeado de alusões ao evangelismo e ao cumprimento da missão da Igreja. Há diferentes trechos do último livro da Bíblia que fazem referência direta ao chamado para os cristãos serem missionários.

    Apocalipse é um livro missionário! Do início ao fim, sua linguagem chama a atenção do leitor para a obra de Deus pela salvação da humanidade e a participação da Igreja nesse projeto missionário divino. A linguagem missionária de Apocalipse pode ser percebida de diversas formas. O livro fala de agentes missionários (Apocalipse 10:11); da audiência (Apocalipse 14:6; conferir 7:9); do palco onde a missão de Deus ocorre (Apocalipse 11:15; 14:6, 15-16); da proclamação da mensagem de salvação (Apocalipse 10:6, 11; 14:7); do conteúdo dessa mensagem (Apocalipse 14:7); do objetivo da proclamação (Apocalipse 14:7, 15-16); do esforço para a realização da tarefa (Apocalipse 14:3); e de uma recompensa (Apocalipse 11:18; 22:12). Além disso, Apocalipse também se concentra em um intenso movimento de um lugar para outro; mais especificamente, um movimento do céu para a Terra com o propósito de fazer a mensagem do livro chegar à Igreja (Apocalipse 1:1, 11; 22:6, 16) e, a partir dela, ao mundo inteiro (Apocalipse 18:1). Esse movimento do céu para a Terra aponta para a origem celestial da mensagem bem como para o fato de que a salvação é fruto de uma iniciativa divina.

    Luz

    Embora a Igreja em Apocalipse seja representada por diversos termos e símbolos, o leitor atento perceberá que a imagem destacada nos capítulos iniciais é a metáfora da luz. A Igreja é retratada como um candelabro. Com certa frequência, a Bíblia utiliza a metáfora da luz para se referir à proclamação da mensagem de salvação (Isaías 42:6; 49:6; Lucas 2:32; Atos 13:47; 26:23, etc.). Portanto, a afirmação de Jesus: “Eu sou a luz do mundo” (João 8:12; conferir 9:5) não deve nos surpreender. Ele veio ao mundo como um missionário, a fim de nos salvar do cativeiro do pecado! Porém, Jesus também aplica a metáfora da luz à ação missionária da Igreja: “Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:14). Uma vez que Jesus é a Luz do mundo, o real papel da Igreja se resume em refletir a luz de Jesus. A Igreja é representada como luz no início de Apocalipse porque ela deve ser uma luz para o mundo. Ao perceber um esfriamento do zelo missionário por parte da Igreja de Éfeso, Jesus faz a seguinte repreensão: “moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas” (Apocalipse 2:5). A igreja existe para brilhar. Aos olhos de Jesus, deixar de fazê-lo é passível de repreensão. Imagens missionárias da Igreja conectadas à metáfora da luz também ocorrem em outras partes do livro. Por exemplo, uma mulher resplendente é vista em Apocalipse 12:1, e um anjo iluminando a Terra inteira com a sua glória aparece em Apocalipse 18:1. Em ambos os casos, a luz refletida tem origem celestial.

    Chamado divino

    Como sabemos, ao longo da história da Igreja cristã, algumas verdades bíblicas foram esquecidas. A Igreja não brilhou como deveria! Desse modo, no cenário do tempo do fim, Deus chamou um povo para que restaurasse algumas verdades que haviam sido abandonadas bem como as anunciasse ao mundo. Enquanto a comissão do povo remanescente se encontra em Apocalipse 10:8-11, o conteúdo de sua proclamação está em Apocalipse 14:6-13. A linguagem de comissão que encontramos em Apocalipse 10 é semelhante à linguagem do chamado divino a profetas do Antigo Testamento (Ezequiel 2:8-3:3; Jeremias 1:9; 15:16). Além disso, a frase “é necessário que profetizes”, que aparece em Apocalipse 10:11, é semelhante à linguagem utilizada por Jesus para comissionar o recém-converso Paulo: “Levanta-te e entra na cidade, e te dirão o que é necessário fazer” (Atos 9:6, tradução do autor). Algo similar acontece em Atos 27:24, onde Paulo menciona a mensagem que recebeu de um anjo de Deus (Atos 27:23): “Paulo, é necessário que te apresentes a César” (tradução do autor). Apocalipse 10:8-11 retrata uma comissão profética e missionária. Como a visão de Apocalipse 10 se encontra entre a sexta e a sétima trombeta (ver Apocalipse 8:13; 9:12; 11:14), seu cumprimento ocorre no tempo do fim. Esse é um chamado para a igreja remanescente. A experiência de João é símbolo do que aconteceria com o movimento adventista no século XIX. Deus chamou esse movimento para apresentar a última mensagem de advertência ao mundo. Obviamente, esse é um grande privilégio, mas a responsabilidade é maior! Porém, não devemos esquecer que a missão da Igreja é apenas parte de um projeto maior: a missão de Deus. A missão não é nossa, é de Deus (Apocalipse 7:10; 19:1). É no poder de Deus que a Igreja concluirá a tarefa (Apocalipse 5:6); e cada um de nós é chamado a participar desse grande empreendimento missionário. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
    Adenilton Aguiar é teólogo e professor na Faculdade Adventista da Bahia (Fadba)]]>
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    <![CDATA[Além dos limites: zoofilia e os desafios atuais da moralidade]]> https://tempoprofetico.com.br/alem-dos-limites-zoofilia-e-os-desafios-atuais-da-moralidade/ Sun, 03 Sep 2023 02:47:10 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2350 Práticas pecaminosas sexuais condenadas pela Bíblia Sagrada, como a zoofilia, desvirtuam o plano divino original para a sexualidade. A Bíblia Sagrada apresenta um ideal sobre como o ser humano deve entender a sexualidade.

    Deus criou o sexo como um presente sagrado para a humanidade, projetado para ser vivido dentro de limites morais (Gênesis 1:28; 2:24). No entanto, o mundo tem sido palco de uma crescente prevalência da imoralidade sexual (Gálatas 5:19-21)1. Existem movimentos surgindo que desejam, por exemplo, normatizar práticas consideradas abomináveis na Palavra de Deus como pedofilia2 e zoofilia3. A Palavra de Deus é bastante clara quanto a práticas sexuais indevidas, suas consequências e como enfrentar isso espiritualmente. Quando os seres humanos começam a se afastar do ideal de Deus, inicia-se um processo de degradação moral, denominado por Gallagher de “espiral da degradação”4. Tal fenômeno ocorre quando as pessoas, gradualmente, afastam-se dos princípios morais de Deus e cedem a desejos pecaminosos. Isso pode levar a uma escalada de imoralidade que culmina em práticas abomináveis, como zoofilia e pedofilia.

    Pornografia

    Tomemos por exemplo uma a pessoa que começa a acessar conteúdo pornográfico. Com o tempo, o que antes satisfazia já não é suficiente. Ela passa a assistir a cenas cada vez intensas. Chega um ponto em que a experiência virtual não causa a mesma satisfação de antes, e a pessoa parte para a prática sexual real. Gradualmente, aproxima-se de um abismo. Esse fácil acesso à conteúdos imorais torna extremamente desafiador resistir à imoralidade sexual e buscar o princípio bíblico da santidade5. Esse processo de degradação acontece porque “o pecado sexual é insaciável. Não existem limites para aqueles que estão controlados por essa degradação sexual. Aquilo que ontem era abominável passa a ser desejado. Então, quando a pessoa menos espera, ela se vê praticando justamente aquilo que abominava”6. São indivíduos imersos nesse processo degradante, ofuscados por seus pecados, que argumentam que as práticas condenadas pela Bíblia não são aplicáveis, atualmente, e que refletem apenas a cultura da época7.

    Zoofilia

    A Bíblia ressalta como um pecado pode levar a outro. O apóstolo Paulo escreve em Romanos 1:24-32 sobre como a rejeição de Deus resulta em uma sequência de pecados, incluindo a homossexualidade e a imoralidade sexual generalizada. Além disso, nas Escrituras Sagradas encontramos pelo menos quatro passagens diferentes que condenam o envolvimento sexual com animais, ou seja, a zoofilia: “Homem nenhum deve se contaminar tendo relações sexuais com um animal. E mulher nenhuma deve se oferecer para um animal macho para ter relações com ele. Isso é depravação” (Levítico 18:23; ver Êxodo 22:19; Levítico 20:15-16; Deuteronômio 27:21). Os textos deixam claro que a zoofilia, de acordo com a Bíblia, é abominável ao Senhor. Desde a criação, foi ordenado aos seres humanos cuidar dos animais (Gênesis 1:26). É Deus quem sustenta a vida deles (Salmos 104:24-30). Maltratar os animais é uma violação da ordem dada na criação.

    Pedofilia

    Em relação às crianças, ao receber uma nos braços, Jesus proclama um “ai”, símbolo de juízo na Bíblia8, sobre aqueles que as prejudicam e roubam sua inocência (Mateus 18:2-7). Ele também declara: “Fiquem atentos, para não desprezarem nenhum destes pequeninos! Porque eu afirmo a vocês que os anjos deles, lá nos céus, veem incessantemente a face de meu Pai celeste.” (Mateus 18:10). Práticas, portanto, como pedofilia e zoofilia são exemplos extremos de como a degradação espiritual e moral pode levar a comportamentos abomináveis. Outras práticas também são condenadas na Palavra, como o incesto, a poligamia, o adultério e homossexualidade (Levítico 18).

    Visão bíblica da sexualidade

    O sexo foi criado por Deus para ser desfrutado dentro do casamento heterossexual, uma instituição divina, descrito como a união entre um homem e uma mulher, que se tornam "uma só carne" (Gênesis 2:24).  “Os cristãos são chamados a considerar as relações sexuais à luz da Criação: exclusivamente no contexto do casamento heterossexual”9. Todas as formas de relações sexuais que desviam desse ideal são pecaminosas, contrárias à vontade de Deus. A sexualidade, criada por Deus, é um dom maravilhoso destinado a ser vivido dentro dos limites estabelecidos por Ele. A espiral da degradação ilustra o trágico desfecho da escolha pelo pecado. No entanto, a misericórdia divina oferece a oportunidade de arrependimento e transformação. O chamado é para que a humanidade busque a santidade e a pureza, respeitando os princípios bíblicos e preservando a dignidade de todos. Em um mundo em constante transformação, as Escrituras continuam a oferecer diretrizes sólidas para uma vida de integridade e retidão.
    Lucas Hígor de Lima Pereira ­é teólogo e pastor distrital em Manaus, Amazonas. Referências: 1. STRINGER, Jay. Unwanted: how sexual brokenness reveals our way to healing. Navpress, 2018. 2. CASTRO, Gabriel A. Como a agenda progressista permissiva nos costumes leva à aceitação da pedofilia. Gazeta do Povo, https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/como-a-agenda-progressista-permissiva-nos-costumes-leva-a-aceitacao-da-pedofilia/. Acesso em 15 de maio de 2023. 3. NUNES, Everton. ALEMANHA – ‘Descriminalização do sexo com animais’: Marchas do Orgulho da Zoofilia exigem que o movimento LGBTQI + adicione um Z.  Descriminalização da zoofilia. Portal do Norte, https://portaljornaldonorte.com.br/alemanha-descriminalizacao-do-sexo-com-animais-marchas-do-orgulho-da-zoofilia-exigem-que-o-movimento-lgbtqi-adicione-um-z/. Acesso em 28 de agosto de 2023. 4. GALLAGHER, Steve. No Altar da Idolatria Sexual. BPAT1, 2013. 5. RIGNEY, Joe. Mais que uma batalha. Thomas Nelson Brasil, 2022. 6. COMFORT, Philip W; ELWELL, Walter A. Dicionário Bíblico Tyndale, p. 1691. Geográfica Editora, 2015. 7. CRAIG, William L. Apologética para questões difíceis da vida. Vida Nova, 2020. 8. NICHOL, Francis D (Editor). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo dia, Volume 5, p. 404. Casa Publicadora Brasileira, 2015. 9. MOON, Denis. The Ellen White Encyclopedia. Review and Herald, 2013.]]>
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    <![CDATA[Perguntas difíceis sobre Ellen White - Parte 1]]> https://tempoprofetico.com.br/perguntas-dificeis-sobre-ellen-white-parte-1/ Sun, 03 Sep 2023 02:50:33 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2353 Tudo o que Ellen White escreveu é inspirado por Deus? Ela cometeu erros? Cometeu plágios? Suas visões eram resultado de epilepsia? Entenda. Os adventistas do sétimo dia acreditam que Ellen White foi inspirada por Deus nas mensagens que deixou ao longo da sua vida.

    A crença número 18 da Igreja Adventista do Sétimo Dia diz assim: “As Escrituras revelam que um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é uma característica da igreja remanescente e nós cremos que ele foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Seus escritos falam com autoridade profética e proveem consolo, orientação, instrução e correção para a igreja. Eles também tornam claro que a Bíblia é a norma pela qual deve ser provado todo ensino e experiência”. A crença deixa clara a compreensão dos adventistas a respeito do dom profético e do ministério de Ellen G. White. Acontece que algumas pessoas, especialmente aquelas que não conhecem bem a Igreja Adventista do Sétimo Dia, têm dúvidas a respeito desse dom e, especificamente, do fato de ele ter sido manifestado na vida de Ellen. É legítimo alguém ter dúvidas. Por isso, preparei um vídeo para responder às seguintes perguntas, que considero muito importantes:
    1. Tudo o que Ellen G. White escreveu é inspirado por Deus?
    2. Ellen G. White cometeu erros?
    3. As visões de Ellen G. White eram resultado de epilepsia?
    4. Ellen G. White plagiou livros de outras pessoas?
    Essas questões merecem uma boa resposta. Assim, acompanhe o vídeo.
    Eu sugiro que, antes de formar uma opinião a respeito da senhora Ellen G. White, você leia os livros dela com atenção. Tenha cuidado com artigos em sites e blogs, podcasts, livros, revistas, etc., que estão preocupados em transmitir informações que fragilizam a confiança na mensageira do Senhor. Lembre-se de 2 Crônicas 20:20: “Creiam no Senhor, seu Deus, e vocês estarão seguros; creiam nos profetas do Senhor e vocês serão bem-sucedidos”. Amém!]]>
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    <![CDATA[O jogo do grande conflito]]> https://tempoprofetico.com.br/o-jogo-do-grande-conflito/ Sat, 23 Sep 2023 01:18:34 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2358 Saiba quando e como a humanidade colocou tudo a perder e qual foi a resposta de Deus. Aos primeiros habitantes da Terra, foi dada a escolha de seguir a ordem divina ou suas próprias vontades.

    Um grupo de pessoas está assentado ao redor da mesa. Alguém explica as regras do jogo e distribui as cartas igualmente. Dois participantes inexperientes estão empolgados, mas seu entusiasmo não dura muito. Após algumas jogadas, ambos são enganados pelo blefe do adversário e perdem todas as fichas. Essa história é uma boa metáfora para o relato de Gênesis 3, que narra a pior jogada da humanidade, representada por um casal ingênuo: Adão e Eva. Eles tiveram a oportunidade de escolher entre obedecer a Deus ou satisfazer a própria vontade. Porém, infelizmente, não tomaram a melhor decisão. Mas o que aconteceu naquela “partida” para que os pais da humanidade fossem enganados pelo adversário? Qual foi o resultado de sua transgressão? E como Deus consertou a situação?

    Regras do jogo

    O relato da queda do ser humano em Gênesis 3 é antecedido pela ordenança divina no capítulo 2, versos 16 e 17: “O SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” A narrativa deixa claro que Deus é quem determina as regras do jogo. Esses dois versos apresentam características típicas de uma aliança. Em 1955, o teólogo norte-americano George Mendenhall publicou o livro Law and Covenant in Israel and the Ancient Near East [Lei e Aliança em Israel e no Antigo Oriente Próximo]. Na obra, ele comparava os antigos tratados políticos dos hititas (séculos 14 e 13 a.C.) com o acordo firmado entre Deus e Israel. Ao fazê-lo, Mendenhall percebeu que os pactos na Bíblia seguiam a mesma estrutura desses tratados que, em sua maioria, apresentavam um acordo entre um senhor e um servo. Nesses antigos documentos, os senhores estipulavam as leis que os servos deveriam obedecer, além de pronunciar bênçãos e maldições que ocorreriam em resultado da fidelidade ou infidelidade à aliança. De maneira semelhante, Deus estipulou que o primeiro casal poderia comer o fruto de toda árvore do jardim, menos da árvore do conhecimento do bem e do mal. De fato, Gênesis 2:16 é a primeira vez que o verbo “ordenar” (do hebraico tsawah) é usado na Bíblia, o qual tem a mesma raiz da palavra “mandamento” (mitswah). Isso demonstra que, ao fazer aquela proibição, o Senhor havia promulgado uma lei. Conforme o rito da aliança, Deus pronunciou uma bênção e uma maldição, que dependeriam da fidelidade do primeiro casal à Sua palavra: se Adão e Eva fossem fiéis, teriam acesso à árvore da vida e viveriam eternamente (Gênesis 3:22); se desobedecessem, seriam banidos do jardim e punidos com a morte (Gênesis 2:17; 3:23).

    Blefe do adversário

    A narrativa segue, e uma nova personagem é apresentada: a serpente. Essa víbora não era um animal comum. O texto a qualifica por meio do artigo “a” (do hebraico ha), demonstrando que se tratava de uma cobra especial, que era mais “sagaz” que todos os animais que haviam sido criados por Deus. A Bíblia menciona apenas duas ocasiões em que um animal falou com um ser humano: a serpente no Éden (Gênesis 3) e a jumenta de Balaão (Números 22:28-32). No segundo caso, as Escrituras informam que a jumenta falou por meio da intervenção de um anjo, que se colocou diante do profeta como seu adversário (satan). Esse paralelo sugere que a serpente também serviu de “boca” para um anjo. Porém, no caso de Gênesis 3, o anjo não se colocou como um adversário; ele era o próprio adversário. O Novo Testamento revela claramente a identidade dele: “Foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo” (Apocalipse 12:9; ver 20:2). A serpente se aproveitou do fato de que Eva era uma “jogadora” iniciante e a enganou. O contraste entre a sagacidade da serpente e a inocência de Eva é acentuado na narrativa por meio de um jogo de palavras. Gênesis 2:25 menciona que Adão e Eva estavam “nus” (‘arummim), ao passo que a serpente é retratada no versículo seguinte como uma criatura “sagaz” (‘arum). Apesar de serem duas palavras diferentes, elas possuem a mesma sonoridade. Assim, o leitor é induzido a interpretar a nudez do primeiro casal em contraste com a sagacidade da serpente. Nesse caso, a nudez é um símbolo da pureza e inocência de Adão e Eva, características que eles perderam logo após o pecado (Gênesis 3:7). A serpente blefou ao simular ser um agente divino. Gênesis 3:1 indica essa leitura por duas razões: (1) a fala da serpente é introduzida com as palavras “e disse” (wayyo’mer), a mesma expressão utilizada para iniciar as declarações de Deus em todo o relato da criação (ver Gênesis 1:3, 6, 9, 11, 14, 20, 24, 26, 28 e 29); (2) a serpente cita a ordem divina – “É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” –, mas omite a proibição de comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:17). Eva respondeu à serpente dizendo que Deus havia proibido que ela e seu esposo comessem aquele fruto, sob pena de morte. Então Satanás partiu para sua jogada final e disse: “É certo que não morrereis” (Gênesis 3:4). Ele atribuiu ao fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal a imortalidade oferecida por meio da árvore da vida (v. 22). E, para piorar a situação, o engano pode ter se tornado ainda mais forte, devido ao fato de as duas árvores estarem no centro do jardim (2:9; 3:3). O texto menciona que Eva contemplou a árvore e viu que “era boa” para se comer (Gn 3:6). A expressão “e viu […] que era bom” é uma clara alusão à atividade criadora de Deus (ver 1:4, 10, 12, 18, etc.). Gênesis 3:6 ainda menciona que Eva comeu o fruto e “deu” (natan) a seu marido para que ele também “comesse” (’akhal). A ideia de “dar” para “comer” é mais uma referência à atividade criadora de Deus, pois, em Gênesis 1:29, é o Senhor quem “dá” (natan) o “mantimento” (’okhlah) para os seres humanos. Esses paralelos parecem sugerir uma tentativa de Eva assumir indevidamente o lugar de Deus na narrativa. O mais interessante é que, ao tentar se tornar “como Deus” (3:6), Eva adotou a mesma postura da serpente (3:1; ver Isaías 14:12-15). Em resumo, Gênesis 3 mostra a verdadeira natureza do pecado: levar o ser humano a substituir a palavra de Deus pelo próprio desejo e inverter os papéis da aliança, de modo que o servo assuma as prerrogativas do senhor. Ao agir dessa maneira, o ser humano se torna igual a Satanás (o adversário) e passa a ser seu próprio deus.

    Aposta fracassada

    Após terem desobedecido ao Senhor e comido do fruto, Adão e Eva foram confrontados com as consequências de sua decisão. Como servos, eles podiam optar por ser fiéis ou não, o que eles não podiam controlar era o resultado de suas escolhas. O texto relata que, ao ouvirem a voz de Deus, eles perceberam que estavam nus e fizeram cintas de folhas de figueira para si (Gênesis 3:7). Após Adão e Eva terem sido influenciados pela “sagacidade” da serpente, sua “nudez”, que era símbolo de pureza, se tornou motivo de vergonha (comparar com Isaías 20:2, 4). Além de terem tentado solucionar seu erro com as próprias mãos, fazendo vestes de folhas de figueira, eles se esconderam de Deus. A Bíblia diz que o casal procurou refúgio “entre as árvores do jardim” (3:8). No original hebraico, porém, esse verso diz literalmente que eles se esconderam “no meio da árvore do jardim”. A expressão “no meio” (betokh) é a mesma utilizada para se referir à localização das árvores da vida e do conhecimento do bem e do mal. Curiosamente, a tradição judaica ensina que Adão e Eva se refugiaram na árvore da tentação (Abravanel, Sobre a Torá, Gênesis 3:8). Se considerarmos o fato de que, na cena seguinte, Deus Se encontra com o casal na presença da serpente (Gênesis 3:12-14), essa afirmação faz todo sentido. Isso quer dizer que, ao pecar, Adão e Eva se afastaram de Deus e se aproximaram moral e geograficamente da serpente. Na sequência, Adão tentou se justificar atribuindo sua falha à mulher que o Senhor lhe tinha dado (v. 12), e Eva se desculpou transferindo seu erro à serpente (v. 13). Em última instância, eles estavam responsabilizando Deus, o Criador da mulher e da serpente, pelo pecado que haviam cometido. Essa experiência nos revela que, embora seja mais fácil negar nossos erros e culpar os outros, nada está oculto aos olhos de Deus. Quando Deus Se colocou diante de Adão, Eva e a serpente, o jardim do Éden se transformou num tribunal. Visto que havia sido infiel à aliança, o casal ficou sujeito às maldições que acompanhavam a violação do pacto (v. 16-19; ver Deuteronômio 27:12-24). Avesso ao mal (Habacuque 1:13), o Senhor pronunciou Seu veredito sobre cada transgressor. Na esfera animal, a serpente foi condenada a rastejar sobre o ventre e a comer pó todos os dias de sua vida; na esfera espiritual, Satanás, que havia falado por intermédio da serpente, foi condenado a viver em inimizade com a mulher e a ser destruído pelo Descendente dela, isto é, Jesus (ver Gênesis 3:15; Salmos 110; Habacuque 2:14; Apocalipse 12:1-9). O texto também menciona que a “descendência” de Satanás estaria em constante conflito com o Descendente da mulher (João 8:44; ver 1João 3:10). A mulher, por sua vez, foi condenada a sofrer dores na gravidez e a ser governada pelo homem (Gênesis 3:16). No entanto, é importante lembrar que isso não fazia parte do plano original de Deus, pois Ele havia criado ambos, homem e mulher, iguais diante Dele (Gênesis 1:27). Logo, essa passagem não deve ser usada como uma desculpa para oprimir e subjugar a mulher. Por último, Adão foi condenado a lavrar o solo com dificuldade. Devido ao pecado do homem, a terra se tornaria infértil, por isso Adão teria que trabalhar arduamente para obter dela o seu sustento. Mas o pior de tudo foi a última parte da sentença divina: “Porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gênesis 3:19). Deus havia advertido o primeiro casal de que, se comessem o fruto proibido, morreriam (Gênesis 2:17), e a palavra do Senhor não falha.

    Jogada de mestre

    Quando o “jogo” parecia estar perdido por causa de uma escolha precipitada dos participantes, Deus reverteu a situação. Conforme já observado, a violação da aliança requeria a morte dos transgressores. Ou seja, por terem perdido as fichas, Adão e Eva teriam que ser “eliminados” do jogo. O Senhor, porém, não permitiu que isso acontecesse. Ele assumiu a dívida dos participantes e deu novas fichas para que eles continuassem jogando. Mas como Deus fez isso? A resposta para essa pergunta está em Gênesis 3:21: o sacrifício substitutivo. Um animal teve que ser sacrificado para vestir Adão e Eva com peles (comparar com Levítico 7:8). As vestes providenciadas pelo Senhor contrastavam diretamente com as cintas de folhas de figueira confeccionadas por eles mesmos (Gênesis 3:7). Isso mostra que o problema do pecado e das más escolhas humanas necessita de ajuda externa para ser solucionado. Ao encenar a maldição da aliança por meio de um sacrifício, Deus revelou Seu plano de redenção ao primeiro casal: Ele mesmo assumiria a culpa dos seres humanos e pagaria o preço da lei. Por isso Paulo afirmou: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se Ele próprio maldição em nosso lugar” (Gálatas 3:13). Sendo “o Cordeiro de Deus” (João 1:29), Jesus assumiu o “castigo que nos traz a paz” (Isaías 53:5) e morreu por nós, cumprindo os requerimentos da transgressão de nossos primeiros pais. O brado de Cristo: “Está consumado!” (João 19:30) é a garantia da vitória dos seres humanos sobre a morte. Por mais que uma escolha errada de Adão e Eva tenha trazido maldição sobre toda a criação, Cristo, por meio de Seu sacrifício, providenciou uma solução para o problema do pecado (ver Romanos 5:18, 19). Com uma “jogada de mestre”, Deus ofereceu e ainda oferece a cada ser humano a oportunidade de ser vitorioso na batalha contra o adversário (Tiago 4:7). Portanto, para vencer o jogo do grande conflito entre o bem e o mal, basta seguir a orientação Daquele que dá as cartas e fazer a escolha correta (Deuteronômio 11:26-28).
    Outras fontes consultadas: Genesis, Seventh-day Adventist International Bible Commentary (Pacific Press, 2016), de Jacques Doukhan, p. 79-114. Patriarcas e Profetas (CPB, 2006), de Ellen G. White, p. 52-70. Texto publicado originalmente na revista Conexão 2.0 nº 52 (outubro-dezembro de 2019), p. 20-23.]]>
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    <![CDATA[Profecia, por que ela é importante?]]> https://tempoprofetico.com.br/profecia-por-que-ela-e-importante/ Sat, 23 Sep 2023 01:21:11 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2361 Uma experiência agridoce. Apesar de parecer assustador, o estudo das profecias mostra o plano de Deus.

    Você já ouviu pessoas falarem sobre “profecias”? Algumas pessoas amam esse tema, mas outras acham que é desnecessário e, bem, “difícil de digerir”. Isso é engraçado, já que dois famosos profetas bíblicos, Ezequiel e João, foram instruídos a comer um pergaminho e depois contar aos outros o que estava escrito nele. Ezequiel disse que o pergaminho tinha um sabor doce. Para João, o pergaminho começou doce como mel, mas ficou amargo em seu estômago. Por que a profecia seria doce para uma pessoa e faria doer o estômago de outra? E quem comeria um livro, afinal? Primeiro, vamos destacar alguns princípios básicos. O que é profecia e por que ela é importante? Um profeta é alguém escolhido por Deus para compartilhar uma mensagem de instrução ou advertência ou para prever algo. Profecia é o nome dado a essa mensagem. A Bíblia contém muitas profecias, e algumas delas estão em lugares inesperados. Há pelo menos 14 sobre a crucificação de Jesus somente no Salmo 22, e cada uma delas se tornou realidade. Que doces profecias! Elas nos ensinam que podemos confiar plenamente na Palavra de Deus. Como Davi exclamou: “Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca” (Sl 119:103, NAA). Depois, há profecias do tipo “uau”, como a profecia das covas de água. Você pode ler a história em 2 Reis 3:16-24. Jorão, rei de Israel, e seus aliados viajaram sete dias pelo deserto a caminho da batalha contra o rei de Moabe. Porém, eles descobriram que não havia água para as tropas nem para os animais. Ops! O profeta Eliseu veio relutantemente em socorro e compartilhou o plano de ação de Deus. Façam covas por todo o vale! Para provar que isso não foi uma coincidência, Deus disse que não haveria vento ou chuva, mas o vale ficaria cheio de água suficiente para todas as pessoas e animais. “Ah, e Eu também lhes darei a vitória sobre os moabitas”, Ele disse. O vale se encheu de água, tal como Deus havia prometido, e os moabitas foram derrotados por uma ilusão de ótica. Uau! Que tal a profecia que previa que um governante chamado Ciro ajudaria a resgatar o povo de Deus de seu cativeiro na Babilônia, mais de 100 anos antes disso acontecer? (Veja Isaías 44 e 45.) Uau! Escavações na Babilônia nos anos 1800 levaram à descoberta de um barril de argila, conhecido como Cilindro de Ciro, que confirmou a história bíblica[1]. Outros escritos proféticos parecem um tanto confusos e são escritos em uma espécie de linguagem de código. Daniel, Isaías, Ezequiel e João, que escreveu o Apocalipse, tiveram visões nas quais viram imagens, sons e símbolos estranhos. Pense em rodas flamejantes, bestas de quatro cabeças ou gafanhotos gigantes com dentes de leão. Parece interessante, mas não para quem costuma ter pesadelos.

    Medo ou esperança?

    Deus definitivamente não quer nos assustar. A Bíblia diz: “Não tema” e “Não tenha medo”[2]. Então, por que todos estes símbolos estranhos e assustadores? Bem, e se você fosse um general de quatro estrelas e quisesse transmitir uma mensagem muito importante através das linhas inimigas a alguns prisioneiros para lhes contar sobre uma operação de resgate – uma que os salvaria da morte certa? Escrever em linguagem de código faz muito sentido durante uma guerra. Jovens amigos, estamos numa guerra épica! E isso nos leva à segunda metade da nossa pergunta inicial. Por que a profecia é importante? A profecia não serve apenas para prever o futuro e mostrar que a Palavra de Deus é confiável. O principal objetivo da profecia é ajudá-lo a conhecer o Deus da criação, que detém o futuro e quer que você viva com Ele para sempre. Ele ama tanto você que deu a vida para salvá-lo. Que palavras doces! Estudar as profecias também leva a escolhas difíceis, pois elas revelam armadilhas desonestas que Satanás coloca em nosso caminho. As profecias costumam ser um aviso sonoro: Atenção! Destruição à frente! Por meio da profecia, Jesus está nos chamando para mudar e nos afastar do pecado que nos destruirá. Um estudo honesto das profecias afeta a vida das pessoas: ou as aproxima de Jesus ou as afasta. As palavras de Deus são doces quando as aceitamos plenamente, deixando que elas nos mudem. Ao mesmo tempo, pode ser um processo doloroso e um pouco amargo. Não, você não precisa comer nenhum livro. Mas prove e veja que o Senhor é bom! Isso significa ler a Palavra de Deus, orar e confiar Nele em todas as decisões. Deus promete que, se você ler, ouvir e levar a sério Suas palavras, você será abençoado, agora e para sempre.
    Referências: [1] Ira M. Price, The Monuments and the Old Testament (Chicago: Christian Culture Press, 1902), p. 234. [2] Salmo 91:5; Isaías 41:10, 13; Mateus 10:31; Apocalipse 1:17. Esse texto foi publicado originalmente em Adventist World.]]>
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    <![CDATA[Como entender o capítulo 11 de Daniel]]> https://tempoprofetico.com.br/como-entender-o-capitulo-11-de-daniel/ Fri, 06 Oct 2023 03:25:15 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2365 Primeira parte da entrevista com o doutor Roy Gane sobre o considerado enigmático capítulo 11 do livro do profeta Daniel. Profeta Daniel recebeu visões cujo conteúdo foram muito além do tempo em que viveu.

    O livro de Daniel é considerado uma das obras do gênero apocalíptico no Antigo Testamento. E o capítulo 11 suscita muitas dúvidas quanto ao seu significado, especialmente por aqueles que seguem a linha interpretativa chamada de historicista. A fim de oferecer uma perspectiva de interpretação do capítulo, a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) realizou uma entrevista acerca desse capítulo, em duas partes, com o teólogo Roy E. Gane. Ele é professor de Bíblia Hebraica e Línguas Antigas do Oriente Próximo no Seminário Adventista do Sétimo Dia de Teologia na Universidade Andrews, onde atua desde 1994. Gane obteve seu mestrado e doutorado em Língua e Literatura Hebraica Bíblica na Universidade da Califórnia, Berkeley. Ele serviu como presidente na Sociedade Teológica Adventista de 2009 a 2010. Ele tem feito apresentações nos seis continentes em eventos como conferências acadêmicas, reuniões campais, reuniões de pastores e conferências bíblicas. Ele está particularmente interessado em explorar maneiras pelas quais os princípios das leis bíblicas e a adoração do santuário podem guiar e capacitar as pessoas modernas que optam por aceitar a transformação por Cristo por meio do Espírito Santo em preparação para a Segunda Vinda de Cristo. Gane publicou inúmeros artigos para revistas acadêmicas e capítulos de livros, Lições da Escola Sabatina para adultos sobre Juízes e Isaías, e ele foi o principal tradutor da porção de Levítico da Common English Bible (Bíblia em Inglês Comum). Ele publicou vários livros. s publicações de Gane sobre Daniel 11 incluem Understanding Daniel 11:2-12:3 in Seven Steps (Doral, FL: Inter-American Division Publishing Association, 2018; em espanhol, Cómo entender Daniel 11:2-12:3 en siete pasos); “Religious-Political Papacy and Islamic Power in Daniel 11,” DavarLogos 19/2 (2020): 37-70; “Review of: Jacques B. Doukhan, Daniel 11 Decoded: An Exegetical, Historical, and Theological Study (Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2019)” in Andrews University Seminary Studies 58 (2020): 152-55; e “Raw Data and Its Implications in Exegesis of Daniel 11:2b-12:3”, DavarLogos, a ser publicado. Acompanhe a primeira parte. O capítulo 11 de Daniel tem um contexto que vem dos outros capítulos do livro, certo? Você pode falar um pouco sobre esse contexto que nos ajuda a entender sobre quais eventos o profeta poderia estar falando neste capítulo? Sim, o contexto de Daniel 11 vem dos capítulos anteriores, especialmente de Daniel 8 e 9, que fornecem um quadro histórico. Daniel 11 apresenta a terceira interpretação da visão na primeira parte de Daniel 8, depois da primeira interpretação na última parte de Daniel 8 e da segunda interpretação em 9:24-27. Existem algumas correlações específicas, incluindo o uso de palavras idênticas, entre os versículos de Daniel 11 e os capítulos anteriores. Assim, se entendermos a sucessão de poderes e eventos históricos em Daniel 8 e 9, podemos localizar partes semelhantes de Daniel 11 na história.

    Chave em Daniel 8

    Daniel 8:1-12 registra a última visão simbólica, transmitindo conteúdo histórico do livro de Daniel. Os versos 13 e 14 relatam uma conversa entre dois seres celestiais a respeito do tempo em que o cumprimento da visão terminaria. A resposta para essa questão é “2.300 tardes e manhãs” (v. 14). Então, o anjo Gabriel dá a Daniel uma explicação basicamente literal da visão nos versículos 17, 19-26. A explicação fornece explicitamente um quadro histórico: O império Medo-Persa seria seguido pela Grécia sob um primeiro rei (claramente Alexandre, o Grande). Seu império se dividiria em quatro reinos gregos (v. 20-22). Esses reinos, por sua vez, seriam substituídos por um grande poder destrutivo e enganoso governado por um rei, representado na visão por um “chifre pequeno”. E que se expandiria horizontalmente como um império político (v. 9) e então se envolveria em uma guerra político-religiosa contra o que pertence a Deus (v. 10-13). De acordo com a explicação, as vítimas deste poder incluiriam o povo de Deus (v. 23-25). “Chegará a enfrentar na batalha o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado, embora não por força humana” (v. 25; NVT aqui e abaixo, exceto quando indicado de outra forma); palavras entre parênteses acrescentadas). Na visão, o Príncipe é “o Príncipe do exército” do céu, que é atacado por um poder religioso (v. 10, 11; ver também os versículos 12, 13).

    Roma

    A história nos diz que o poderoso poder destrutivo e perseguidor que seguiu os quatro reinos gregos foi Roma. Roma era uma república governada por seu senado, depois foi a Roma Imperial governada por imperadores e então se tornou um poder político-religioso. O Príncipe que comanda as hostes/exército deve ser Cristo (compare com Josué 5:13-15; Apocalipse 19:11-16). Assim, Roma em sua fase político-religiosa como igreja se levanta arrogantemente contra Cristo, mas, em última análise, Roma não é destruída por nenhum poder humano, implicando que o próprio Deus a destrói (compare com Daniel 2:44, 45; 7:26, 27). Ok, tais relações nós podemos ver no capítulo 8. Mas existe alguma chave de interpretação para Daniel 11 a partir do estudo do capítulo 9? Sim. No capítulo 9, o profeta Daniel estava especialmente preocupado com o destino de seu povo, a cidade de Jerusalém, e o templo de lá durante o futuro próximo (Daniel 9:2-19). Então, Gabriel voltou a Daniel para lhe dar informações adicionais sobre a parte da visão que trata daquele período da história (v. 21-23). A explicação de Daniel está registrada nos versículos 24-27, onde ele prevê a vinda de “um ungido”, isto é, o Messias, durante a última “semana” das “setenta semanas” depois de “um tempo conturbado”. Estas devem ser “semanas” de anos, porque os eventos históricos que ocorreriam neste período levariam muito mais tempo do que setenta semanas de dias. O Messias é chamado de “Príncipe (hebraico nagid)” (v. 25). Ele seria “cortado” e “não teria nada” (v. 26), mas confirmaria (ou fortaleceria) uma aliança para muitos durante uma “semana” de anos e “colocaria um fim no sacrifício e ofertas” por “metade da semana” (v. 27). Então, o povo de outro príncipe destruiria a cidade de Jerusalém e o santuário/templo (v. 26, 27). À luz do Novo Testamento e da história, esses eventos profetizam a vinda de Jesus Cristo. Foi Ele quem confirmou a “nova aliança” e morreu, cumprindo assim o significado dos sacrifícios israelitas e encerrando seu significado. Agora, voltando à descrição do capítulo 11, temos uma descrição de um longo período histórico. Qual sua explicação? Como expliquei sobre o capítulo 8 de Daniel, Daniel capítulo 11 começa com o império (Medo-) Persa (v. 2) e termina com o desaparecimento de um poder perseguidor e destrutivo, neste caso chamado de “o rei do Norte” (v. 40, 45). Assim, o período geral da história é o mesmo nos dois capítulos. O início de Daniel 11 fornece um ponto de apoio histórico ao nomear explicitamente a Pérsia, seguida pela Grécia sob um “poderoso rei” (que a história identifica como Alexandre, o Grande), cujo império seria dividido “em direção aos quatros ventos do céu” (vs. 2-4). Isso é paralelo à sucessão de poderes na visão e explicação registrada em Daniel 8:3-8, 20-22, mostrando que Daniel 11 é uma interpretação adicional da mesma progressão histórica. Daniel 11 contém muitos detalhes, começando com o conflito entre governantes dinásticos de dois dos quatro reinos gregos, chamados de “o rei do Sul” e “o rei do Norte (vs. 5-19). O país natal do “rei do Sul” é o Egito (v. 8), que era governado pelos ptolomeus. Então, a expressão “o reino do Norte” deve se referir aos governantes selêucidas da Síria. Estes dois reinos lutaram pela terra de Israel, localizada entre eles.

    Príncipe da aliança e pessoa desprezível

    O versículo 22 se refere à quebra dos exércitos por um grande poder, e (a quebra do) “do príncipe [nagid] da aliança”. À luz de Daniel 9:25-27, onde o Messias é o Príncipe que confirma a aliança, 11:22 deve predizer a morte de Cristo (no coração de Daniel 11). Cristo morreu por volta de 31 A.D., durante o reinado do imperador romano Tibério César. Assim, a narrativa profética de Daniel 11 atingiu a época da Roma Imperial, pelo menos até esse ponto. O versículo 22 continua as ações do mesmo governante, chamado de “pessoa desprezível”, que foi introduzido no versículo 21. Então, essa “pessoa” também deve ser romana. As ações desse governante continuam por um longo período da história com muitos eventos até o final do capítulo no versículo 45. Portanto, a “pessoa desprezível” deve se referir a uma linhagem de governantes romanos, pelo menos começando com imperadores, em vez de um indivíduo. Depois da morte de Cristo sob Roma no versículo 22, o versículo 23 diz que “apesar da aliança com ele [a “pessoa desprezível”], ele usará de engano; subirá e se tornará forte com pouca gente”. Ele também vem “de surpresa” (v. 24). As mesmas palavras hebraicas para “engano” e “de surpresa” aparecem anteriormente em 8:25, descrevendo a fase político-religiosa de Roma.

    Transição para a Igreja de Roma

    Assim, Daniel 11:23 prevê a transição da Roma Imperial para a Igreja de Roma por meio de uma aliança com o imperador romano, formando assim uma nova liderança que continua o legado da “pessoa desprezível”. As palavras “se tornará forte com pouca gente” não podem se referir à Roma Imperial, que já era forte com muitas pessoas. Essas palavras devem descrever um novo tipo de governante, agora da igreja, cujo apoio principal veio de um pequeno grupo (de “cristãos”) que aumenta em força. O governante da Igreja de Roma se torna “o rei do Norte” (ver versículo 25, onde ele inicia a guerra com “o rei do Sul”), tendo substituído os romanos que, por sua vez, substituíram os reis selêucidas do Norte. Nessa substituição dos selêucidas aos romanos, ver os versículos 19-22, onde os versículos 20 e 21 começam com a expressão de transição, “se levantará em lugar dele”, isto é, no lugar do “rei do Norte”, que foi Antíoco III, o Grande. De acordo com o versículo 31, as forças “do rei Norte”, que é a cabeça da Igreja de Roma, profanará o santuário, o refúgio. Eles removerão o que é regular (hattamid), referindo-se à adoração regular a Deus por Seu povo na Terra. Além disso, colocarão em seu lugar a falsa adoração, descrito como abominação desoladora. Estes são os mesmos eventos previstos com linguagem semelhante em 8:11-13, referindo-se a ações da fase político-religiosa de Roma, simbolizada por um “chifre pequeno”. Daniel 11:32-39 descreve, ainda, as atividades religiosas e a atitude arrogante do mesmo poder perseguidor e blasfemo da Igreja Romana, expandindo a visão em 8:10-13 e sua interpretação em 8:23-25. Esse poder continua até “o tempo do fim” (11:40-45).

    Linhas de interpretação

    Você pode falar sobre as principais linhas de interpretação do significado deste capítulo, considerado um dos mais complexos do livro? Sim. Existem quatro chaves principais para identificar as pessoas e os eventos profetizados em Daniel 11. A falta de reconhecimento desses fatores e de considerá-los cuidadosamente resultou em muitas interpretações equivocadas, que tornam o capítulo mais difícil de entender do que realmente é. As quatro chaves são as seguintes: Uma delas é o gênero literário. Seguindo a visão simbólica na primeira parte de Daniel 8, há três explicações/interpretações desta visão em (1) a última parte de Daniel 8, (2) Daniel 9:24-27 e (3) Daniel 11. A fim de cumprir seu objetivo de fornecer compreensão, essas explicações usam uma linguagem que é basicamente literal, com algumas figuras de linguagem (como “virá como turbilhão contra ele” em Daniel 11:40; veja acima). Só que sem os tipos de símbolos que aparecem em 8:1-12, onde um carneiro e um bode representam a Média-Pérsia e a Grécia (vs. 20-21). Daniel 11:2 a 12:3 constitui um discurso em bloco de um ser celestial que começa com identificações literais explícitas de nações (Pérsia e Grécia no verso 2b), e não há indicação de que o gênero mude de literal para o resto da unidade de discurso. Em Daniel 11, “rei” significa rei, “Norte” e “Sul” significam as direções Norte e Sul, e “Egito” significa o país do Egito, etc. É interessante ver sobre isso, também, Bennie H. Reynolds III, em Between Symbolism and Realism: The Use of Symbolic and Non-Symbolic Language in Ancient Jewish Apocalypses 333-63 B.C.E., 225-227, 377-378.) É verdade que o gênero geral da profecia apocalíptica, que é representado pelos livros de Daniel e Apocalipse, é notável por seu uso de símbolos. Mas Daniel inclui subgêneros apocalípticos: visão simbólica e explicação literal que a acompanha. Outra chave é a comparação intratextual. A estrutura histórica de Daniel 11 pode ser identificada identificando características deste capítulo que se correlacionam com expressões e contextos semelhantes nas revelações proféticas anteriores em Daniel 8 e 9 e, no mesmo livro, portanto, “intratextual. A partir disso, vemos onde Daniel 11 progride da Pérsia à Grécia, às divisões do império grego, à Roma pagã e à Igreja de Roma, como em Daniel 8.

    Outros critérios

    Mas há mais dois critérios que devem ser levados em conta na sua avaliação, certo? Existe a questão das anáforas. Depois de introduzir um personagem, Daniel 11 continua a se referir à mesma pessoa ou linha de pessoas por meio de sujeitos de verbos hebraicos ou por pronomes que podem ser traduzidos como “ele”, “dele”, etc. Os linguistas os denominam como anáforas. É importante identificar corretamente a que se referem. Tarsee Li, professor na Universidade Oakwood, nos EUA, realizou um estudo cuidadoso das anáforas hebraicas em Daniel 11 e desenvolveu uma tradução do capítulo em inglês codificada por cores, que mostra seus referentes. O material se chama A Color-Coded Translation of Daniel 11:2b–12:3, disponível aqui. E, por fim, temos a identificação histórica. Estas identificações deveriam ser feitas somente após análise minuciosa dos perfis textuais de pessoas e eventos em Daniel 11, considerando os fatores acima (gênero literário, comparação intratextual e anáforas). Então, esses perfis devem ser devidamente combinados com pessoas e eventos históricos compreendidos com precisão. Por exemplo, no versículo 16, “o rei no Norte” toma a terra de Israel (“terra gloriosa”; compare com Ezequiel 20:6, 15). Então, no versículo 17, ele (“o rei do Norte”) dá sua filha em casamento político ao rei do Sul. Em seguida, no versículo 18, ele (ainda “o rei do Norte”) é vitorioso em tomar regiões costeiras, mas é impedido por um “comandante”. No versículo 19, ele (“o rei do Norte”) retorna à sua terra natal, “mas tropeçará e cairá, e não será encontrado”. Todos esses eventos se cumpriram nessa sequência na carreira do rei selêucida Antíoco II, o Grande (que viveu de 242 a 187 a.C. e governou de 223 a 187 a.C.). Ele tomou a terra de Israel do reino Ptolomaico, deu sua filha (Cleópatra I Sira) em casamento a Ptolomeu V, conquistou partes da Ásia Menor (atual Turquia) e da Grécia (incluindo regiões costeiras), mas foi derrotado pelo comandante romano Lúcio Cornélio Cipião. Então, ele voltou para seu território natal e foi assassinado perto de Susa. Na segunda parte desta entrevista, o doutor Roy Gane falará sobre as preocupações do capítulo 11 de Daniel, bem como apresentará uma explicação para os enigmáticos versículos 40 a 45.]]>
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    <![CDATA[Herança espiritual]]> https://tempoprofetico.com.br/heranca-espiritual/ Fri, 03 Nov 2023 04:57:37 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2371

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    <![CDATA[Como entender o capítulo 11 de Daniel – Segunda parte]]> https://tempoprofetico.com.br/como-entender-o-capitulo-11-de-daniel-segunda-parte/ Fri, 03 Nov 2023 04:59:47 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2376 Segunda parte da entrevista com doutor Roy Gane traz uma interpretação possível para se entender símbolos do capítulo 11. O décimo-primeiro capítulo do livro de Daniel é motivo de interpretações múltiplas nos meios teológicos.

    De acordo com seus estudos, qual é a principal preocupação do capítulo 11 para o leitor interessado em profecias? Daniel 10:14 registra as palavras de um ser celestial que disse a Daniel o propósito da revelação que ele estava prestes a receber em 11:2-12:3. O ser disse a Daniel: “estou aqui para explicar o que acontecerá com seu povo no futuro, pois essa visão se refere a um tempo que ainda está por vir”. Nós que cremos no Deus de Daniel somos o povo do fim dos tempos de Daniel. Os eventos finais previstos em 11:40-12:3 estão prestes a acontecer, porque a profecia foi cumprida até 11:39. Ellen White escreveu: “a profecia do capítulo onze de Daniel atingiu quase o seu cumprimento completo. Logo se darão as cenas de perturbação das quais falam as profecias” (Testemunhos Seletos, volume 3, página 283). Portanto, a revelação a Daniel é para nós também para que entendamos o que vai acontecer conosco. Esse conhecimento nos fortalece a manter nossa fé em Deus e Sua libertação final (12:1-3), por meio de circunstâncias violentas e difíceis (11:40-45), incluindo o momento mais conturbado da história do mundo (Daniel 12:1). A visão de Daniel 10:14 é a que foi descrita na primeira parte de Daniel 8. Como resultado de experimentar essa visão, Daniel estava preocupado e muito chateado sobre a condição de seu povo (judeu) e de sua cidade e templo, e o que poderia acontecer com ele (9:2-20). Então, Gabriel respondeu às suas preocupações ao revelar o que aconteceria em um futuro relativamente próximo, incluindo o momento em que o libertador prometido, o Messias, apareceria (9:24-27). Em 11:2-12:3, Daniel recebe muito mais informações sobre o futuro de seu povo, incluindo eventos que precedem a morte do Messias (no versículo 22), e depois disso até a segunda vinda de Cristo (12:2-3). Conflitos e perseguições previstos em Daniel 11 trariam direta e indiretamente testes de fé ao povo de Deus, mas Daniel poderia ser encorajado porque Deus os levaria à segurança eterna. O povo de Deus não precisa temer a perseguição, o perigo e a morte na vida presente, porque Ele os ressuscitará “para a vida eterna” (12:2) quando Jesus vier novamente (1 Tessalonicenses 4:13-17). A presciência de Deus proporciona a garantia de que Ele sabe o que Seu povo precisa e é capaz de cumprir Suas promessas a eles. Daniel 11 é a profecia histórica mais detalhada na Bíblia, demonstrando a precisão da presciência de Deus mais que em qualquer outra passagem bíblica. As previsões neste capítulo são tão precisas em detalhes que os estudiosos que não acreditam que Deus revela o futuro tentam explicar essa precisão alegando que grande parte de Daniel 11 foi escrita depois dos eventos e descreve o que já aconteceu. Mas a presciência de Deus prova que Ele é a única divindade real em quem podemos confiar (veja, por exemplo, Isaías 42:9; 46:9-10), e Daniel 11 é a demonstração suprema disso.

    Identidade do rei do sul

    O versículo 40 e os próximos no capítulo 11 são considerados ainda mais obscuros por muitos, pois as imagens ali contidas são vistas por muitos como difíceis de serem exaustivamente compreendidas. Qual é sua avaliação sobre o significado da parte final do capítulo? Podemos identificar os eventos em Daniel 11:2-39 como já tendo sido cumpridos, incluindo a blasfema auto exaltação da Igreja de Roma contra Deus nos versículos 36-39 (compare com Daniel 7:8, 25; 8:10-12; 2 Tessalonicenses 2:3-4; Apocalipse 13:5-8). Mas não vimos o cumprimento de Daniel 11:40-45. No entanto, podemos entender alguns aspectos desses versículos à luz das conexões entre eles e partes anteriores de Daniel 11. Daniel 11:40 prevê que em/durante (preposição b) “o tempo do fim, o rei do Sul lutará contra ele”, isto é, o provocará a entrar em combate mútuo. Aqui ele se refere ao mesmo rei do Norte, ou seja, o chefe da Igreja de Roma que age nos versículos anteriores da formação desta união igreja-estado no versículo 23 (ver acima). O rei do Norte rapidamente retalia invadindo e conquistando terras/países (versículos 40, 42) pertencentes ao rei do Sul, incluindo Egito, Líbia e Cuxe, que nos tempos antigos incluíam o sul do Egito e parte do Sudão (versículos 40-43). No entanto, os territórios da Transjordânia onde o povo de Edom, Moabe e Amon habitaram nos tempos antigos (agora no país da Jordânia) serão poupados do “rei do Norte” (versículo 41). Já sabemos que o rei do Norte no final de Daniel 11 é a Igreja de Roma, um poder político-religioso. Mas quem é o rei do Sul? Nos versículos 5 a 17, o rei do Sul era o governante ptolomaico do Egito. Mas depois da morte de Cristo, no versículo 22, o rei do Sul reaparece nos versículos 25 a 30. Continuando a descrição da Igreja de Roma dos versículos 23 e 24, os versículos 25-30 predizem uma série de conflitos militares que a Igreja inicia contra o rei do Sul (versículo 25). Os versículos 25-30 não se referem explicitamente ao rei do Norte, mas, como a Igreja de Roma ataca o rei do Sul, fica claro que a Igreja é governada pelo rei do Norte. A igreja tomou o lugar dos imperadores romanos que substituíram os reis selêucidas do Norte (ver acima). Não havia um rei do sul separado durante o período da Roma Imperial, porque o Egito fazia parte do Império Romano, mas posteriormente o Império Romano foi dividido entre o norte “cristão” e o sul islâmico durante a Idade Média.

    Islamismo

    De fato, a Igreja político-religiosa de Roma iniciou uma séria de “guerras santas” por parte das nações “cristãs” da Europa contra o poder político-religioso islâmico. O objetivo dos cristãos era tomar dos muçulmanos a terra de Israel. Isto é, a “terra santa” para onde os peregrinos cristãos viajavam, fugindo dos muçulmanos. Essas guerras começaram com o chamado do papa Urbano II, em 1095 d.C., para que os cristãos se unissem e lançassem a primeira cruzada. No entanto, as nações da “cristandade” acabaram falhando em manter a “terra santa”, como previsto em Daniel 11:30 (“ele terá medo e se retirará”). Agora podemos ver que a profecia sobre a Igreja de Roma em Daniel 11:23-45 contém três partes. Primeiro, os versículos 23-30 se concentram em suas atividades políticas até o final das cruzadas. Em segundo lugar, os versículos 31-39 se concentram nas atividades religiosas da Igreja, começando com sua remoção anterior (do que as cruzadas) do culto regular a Deus e o estabelecimento da abominação desoladora (versículo 31; compare 12:11 no início dos 1.290 dias proféticos) e continuando durante o período anterior ao “tempo do fim”. A terceira parte de Daniel 11:40-45 retorna às atividades políticas da igreja durante “o tempo do fim” (veja o versículo 40). A igreja continua a ser uma força político-religiosa que atua por meio de estados civis, possuindo poder militar, do qual é aliada. Seu concorrente e rival continua sendo o mesmo rei do Sul político-religioso contra quem lutou nas cruzadas: o Islã. Os países que o rei do Norte (= a Igreja de Roma) invade nos versos 41-43 após sua entrada “na terra gloriosa” (= a terra de Israel) continuam a ser islâmicos. Assim, os versículos 40-43 preveem o que poderia ser chamado de “a última cruzada”. A Igreja de Roma e seus aliados atacarão novamente o poder islâmico, desta vez com sucesso final no estabelecimento da Igreja como o poder religioso dominante. No entanto, a satisfação do triunfo pelo “rei do Norte” durará pouco. O versículo 44 prediz: “Mas, então, chegarão notícias do leste e do norte que o deixarão alarmado, e ele partirá enfurecido para destruir e aniquilar muitos”. O que poderia causar tal alarme à Igreja depois de ter obtido a vitória sobre as forças terrenas? Por que lançará outra campanha, desta vez não para conquistar território, mas para exterminar pessoas, indicada pelo mesmo termo hebraico para devoção à destruição total que anteriormente se aplicava à aniquilação dos ímpios cananeus pelos israelitas (como em Deuteronômio 20:16-18; Josué 6:21; 8:26)? Quatro pistas para responder a essas perguntas são encontradas nos versículos anteriores e posteriores. Primeiro, o versículo 30 diz que depois que “o rei do Norte” se retirasse no final das cruzadas, ele “ficaria enfurecido e tomaria medidas contra a santa aliança”. Isso significa que a Igreja de Roma perseguiria aqueles que fossem leais à aliança de Deus dentro de seu próprio território (compare os versículos 32-35). A história poderia ser repetida se o versículo 44 significasse que a Igreja se voltaria contra o povo fiel de Deus após a Última Cruzada. Em segundo lugar, o “rei do Norte” está prestes a “chegar ao seu fim, sem ninguém para ajudá-lo” (versículo 45). E isso ocorre apesar de afirmar seu domínio político-religioso, colocando estrategicamente um quartel general “entre o mar e o glorioso monte santo” (versículo 45), que se refere ao monte do templo na terra de Israel. Isso não significa que a terra de Israel e Jerusalém, com seu templo monte, continuem a ter um significado especial de aliança para o povo de Deus (como acreditam os dispensacionalistas futuristas). No entanto, eles continuam a ter grande importância para a Igreja de Roma e para o Islã. Apesar de sua supremacia terrena, o rei do Norte” será destruído por um poder mais forte, que a previsão paralela em 8:25 identifica como “nenhuma mão humana”, implicando o poder de Deus. O “rei” ficaria com medo se ouvisse que Deus estava prestes a acabar com ele e se voltaria contra aqueles que comunicassem aquela mensagem. Terceiro, quando o rei do Norte está tentando acabar com muitas pessoas e chega ao seu fim, “Nessa época, Miguel, o grande príncipe que guarda seu povo, se levantará” (12:1). Ter o comando do povo de Daniel significa que Miguel protege (o hebraico literalmente significa “fica por cima”) o povo fiel de Deus no fim dos tempos. Ele os protege de quê? Nesse contexto, quem precisa de proteção são as pessoas que são caçadas pelo rei do Norte. Quarto, a notícia que alarma o rei do Norte é “do Oriente e do Norte” (versículo 44). Essas são as direções pelas quais Ciro, governante persa, veio para conquistar a Babilônia e libertar o povo de Deus (Isaías 41:2, 25; 44:28; 45:1-3, 13; 2 Crôn. 36:22-23; Esdras 1; Ciro veio da Pérsia, no leste, pelo norte para conquistar Babilônia). Elas também são direções que estão associadas com Deus (norte em Isaías 14:13) e a segunda vinda de Cristo (leste em Mateus 24:27; veja também Apocalipse 16:12), quando Ele vencerá os poderes humanos malignos e opressores do Planeta Terra (Apocalipse 19:11-12), e salvará Seu povo fiel (Apocalipse 20:4; veja também 7:13-17).

    Proclamação da vinda de Cristo

    À luz dos fatores mencionados acima, faz sentido que a “notícia do Oriente e do Norte” seja a proclamação da segunda vinda de Cristo por Seu povo leal. Essas pessoas mantêm sua fidelidade ao Deus verdadeiro, o único que é digno de adoração porque Ele criou tudo (Apocalipse 14:7; conforme celebrado por Seu sábado do sétimo dia; Êxodo 20:11). Eles se recusam a se curvar à falsa adoração (Apocalipse 13) que Deus condena (14:8-11). Em vez disso, eles escolhem guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus (versículo 12), que destruirá o “iníquo” (2 Tessalonicenses 2:8), isto é, a Igreja de Roma. Não admira que eles serão vistos como traidores e ameaçados de extermínio pela Igreja e seus aliados! Mas o povo de Daniel/do fim dos tempos de Deus será libertado. “Os que forem sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento, e os que conduzirem muitos à justiça brilharão como as estrelas, sempre e eternamente” (Daniel 12:3).  ]]>
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    <![CDATA[Dom de luz]]> https://tempoprofetico.com.br/dom-de-luz/ Fri, 03 Nov 2023 05:01:02 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2379 Superior à Bíblia. Algumas pessoas estimam os escritos de Ellen White como uma revelação superior às Escrituras. Provavelmente, ninguém que pertença a esse grupo assuma isso em teoria, mas, na prática, age dessa maneira. A partir de interpretações equivocadas de seus textos, distorcem conceitos apresentados na Palavra de Deus, subjugando-os àquilo que pretensamente Ellen White falou, promovem um ambiente de dissensão na igreja e ajudam a reforçar o estigma sectário que alguns nutrem em relação ao adventismo. Contrária à Bíblia. Por outro lado, há também aqueles que não aceitam o dom profético de Ellen White e criticam seus escritos, afirmando que muitas de suas ideias contradizem as Escrituras e são resultado de doença psiquiátrica, distúrbios psicológicos, fanatismo e plágio. Em realidade, a maior parte dessas acusações foi feita ainda no período em que ela estava viva, e todas já foram amplamente contestadas. No entanto, de tempos em tempos, essas críticas são reapresentadas com uma abordagem diferente, lançando dúvidas especialmente àqueles que pouco conhecem a respeito do ministério de Ellen White, ou tenham convivido com pessoas cuja visão sobre seus escritos é desequilibrada.
    ELLEN WHITE COMPREENDIA QUE SEU MINISTÉRIO VISAVA CONDUZIR AS PESSOAS A UM ENTENDIMENTO MAIS PROFUNDO DA PALAVRA DE DEUS
    Igual à Bíblia. Temos também um grupo que tem uma visão positiva sobre o ministério de Ellen White, mas nutre pressupostos equivocados quanto ao dom profético. Alguns membros da igreja consideram seus escritos uma adição ao cânon sagrado, substituindo a leitura da Bíblia, servindo como fundamento doutrinário, esgotando o significado das Escrituras e, por fim, assumindo um papel de autoridade final da fé. Isso não corresponde à maneira como a Igreja Adventista crê (link.cpb.com.br/b4d27e). Embora reconheçamos que sua inspiração e autoridade proféticas sejam iguais às dos escritores bíblicos, entendemos que a aplicação de suas orientações seja direcionada ao nosso tempo e à nossa igreja, à semelhança daquilo que ocorreu com os profetas não canônicos como, por exemplo, Natã, Gade, Semaías e Ido (1Cr 29:29; 2Cr 12:15). Isso está em harmonia com o propósito central da manifestação do dom de profecia na igreja remanescente. Luz menor que conduz à Bíblia. Ellen White jamais considerou suas mensagens superiores ou iguais às Escrituras, muito menos contrárias a elas, mas compreendia que seu ministério visava conduzir as pessoas a um entendimento mais profundo da Palavra de Deus. Ela afirmou: “Por meio dos testemunhos, o Senhor Se propõe advertir, repreender e aconselhar Seus filhos e impressionar-lhes a mente com a importância da verdade de Sua Palavra. Os testemunhos não estão destinados a comunicar nova luz, mas sim a imprimir fortemente na mente as verdades da Inspiração que já foram reveladas. […] Não se trata de escavar verdades adicionais, mas, pelos Testemunhos, Deus tem facilitado a compreensão de verdades importantes já reveladas e posto estas diante de Seu povo pelo meio que Ele próprio escolheu, a fim de despertar e impressionar com elas sua mente, para que todos fiquem sem desculpa” (Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 5, p. 565). O Senhor escolheu revelar mensagens especiais para o povo remanescente por intermédio de uma mulher simples, cristã e que enfrentava vários desafios pessoais, mas que se deixou ser usada para abençoar a igreja com seu dom especial. Valorizemos seu ministério e cumpramos seu propósito: ser cristãos plenamente comprometidos com a Bíblia, envolvidos na missão e preparados para a vinda de Jesus. WELLINGTON BARBOSA é editor da Revista Adventista

    (Editorial da Revista Adventista de novembro/2023)

    Última atualização em 1 de novembro de 2023 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[O dom de profecia]]> https://tempoprofetico.com.br/o-dom-de-profecia/ Fri, 03 Nov 2023 05:05:10 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2382 O pastor Renato Stencel, diretor do Centro de Pesquisas Ellen G. White no Unasp, campus Engenheiro Coelho, concedeu esta entrevista para detalhar o projeto de núcleos de estudo que, ao longo de mais de duas décadas, tem desempenhado um papel crucial na compreensão do dom profético, ao mesmo tempo em que promove o conhecimento da história do adventismo. Esses núcleos se dividem em três níveis, abrangendo Minicentros, Centros de Estudos e Centros de Pesquisas, e fortalecem o entendimento sobre a identidade adventista e a pregação do evangelho. Qual a diferença entre Minicentros, Centros de Estudos e Centros de Pesquisas Ellen G. White? Os Minicentros White são pequenos núcleos criados para o estudo da Bíblia, dos escritos de Ellen G. White e da história da Igreja Adventista, com o propósito de fortalecer a vida espiritual. Eles têm como objetivo disseminar os projetos e conteúdos criados pelos Centros de Pesquisas. Os Minicentros estão localizados em igrejas locais, instituições educacionais e sedes administrativas da denominação. Por sua vez, os Centros de Estudos são núcleos estabelecidos em instituições de ensino superior, com o propósito de fortalecer a compreensão da Bíblia e dos escritos de Ellen G. White entre alunos e colaboradores. Esses centros promovem pesquisa, eventos temáticos e oferecem apoio aos coordenadores do Espírito de Profecia nas comunidades locais. Os Centros de Pesquisas são os núcleos encarregados de divulgar temas relacionados ao patrimônio literário de Ellen G. White e à história do adventismo. Eles orientam e apoiam os Centros de Estudos e os Minicentros em seu território, promovendo pesquisas, eventos temáticos e a produção de conteúdo para ser divulgado nos sites do Centro White, na Enciclopédia Adventista e nas redes sociais. Além disso, são responsáveis pela administração de todos os Minicentros espalhados pelo território nacional. Qual é a importância dos Minicentros na preservação da identidade adventista? Cada Minicentro colabora na jornada de fé dos membros por meio do estudo da Bíblia, dos testemunhos de Ellen G. White e da história do adventismo. Eles se tornam instrumentos poderosos que fortalecem o desejo das pessoas de participar ativamente da missão evangélica dada por Cristo à igreja remanescente. Em mais de duas décadas desde a ampliação desse projeto, o número de Minicentros cresceu para mais de 200 unidades. Quais são os impactos notáveis dessa expansão? Observamos uma promoção consistente da literatura sobre o dom profético concedido aos adventistas, tanto em formatos digitais quanto impressos. Isso contribui para orientar, fortalecer e capacitar os membros a viver e testemunhar o evangelho de Cristo no tempo do fim. De que forma os Minicentros auxiliam aqueles que estão tendo os primeiros contatos com a igreja? Cada unidade auxilia os novos conversos na compreensão do dom profético na Bíblia e nos escritos de Ellen White. Também possibilita o acesso a inúmeros materiais relacionados à história da Igreja Adventista, abrangendo desde seu período formativo até os dias atuais. Como os interessados em estabelecer um Minicentro White em sua igreja podem obter informações detalhadas sobre esse projeto? O Centro de Pesquisas Ellen G. White dispõe de um site (centrowhite.org.br) onde é possível encontrar todas as informações necessárias para iniciar um Minicentro, incluindo as diretrizes de funcionamento, requisitos de recadastramento anual, materiais obrigatórios, kits sugestivos e orientações visuais para o espaço.

    (Entrevista publicada na Revista Adventista de novembro/2023)

    Última atualização em 1 de novembro de 2023 por Márcio Tonetti.

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    <![CDATA[Dons do Espírito Santo: Dom de Profecia]]> https://tempoprofetico.com.br/dons-do-espirito-santo-dom-de-profecia/ Fri, 03 Nov 2023 05:08:05 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2386 Por meio do Dom de Profecia, Deus fala claramente e de forma simples e direta com o homem para edificá-lo, exortá-lo e consolá-lo (I Cor 14,3). Diante da palavra de Deus, da voz divina, devemos nos colocar em atitude de respeito e de obediência. A profecia acontece depois de um louvor a Deus, em línguas, em cânticos ou em palavras, quando a comunidade se reúne em oração, ou quando um cristão se recolhe na sua oração pessoal. Após o louvor, segue-se um silêncio de escuta a Deus e recebimento da unção, que pode vir através de um senso da presença de Deus, um impulso, um movimento no íntimo do nosso espírito, um formigamento nos dedos, um calor pelo corpo todo, um batimento cardíaco mais forte, ou da forma que o Senhor achar melhor ungir, é então proclamada a mensagem de Deus. Geralmente, as profecias são ditas na 1ª ou na 2ª pessoa, pois o Senhor é um Deus pessoal e nos falará diretamente: “Não temas”, “Tu és o meu povo…”, “Meus filhos…”, “Eu sou o Teu Deus…”. Essa mensagem divina é ouvida e guardada em nossos corações. A veracidade da profecia Depois que a mensagem é proclamada, todos devem estar em atitude de escuta para que o Senhor confirme a profecia (I Cor 14,29), através de moções dadas a outros membros da comunidade. Deus pode se utilizar da própria Palavra, de visões, sentimentos ou palavras para confirmar a veracidade da profecia. Esta tem de estar de acordo com a palavra de Deus, com a doutrina da Igreja e dirigidos à glória de Deus e à salvação dos homens. Aqueles que recebem a confirmação da profecia proclamada devem se manifestar no meio da assembleia. Quanto mais uma profecia é confirmada, maior é a fé que depositamos nela e maior é a abertura que será dada para a ação do Espírito Santo naquela comunidade.
    Consentimento da vontade O Dom da Profecia edifica a assembleia (I Cor. 14,4). Ninguém profetiza sem o consentimento da vontade, que acolhe as palavras de Deus em sua mente; se as pronunciamos por medo, insegurança ou respeito humano, podemos deixar de profetizar. Deus não violenta, não força a mente humana contra nossa vontade, contra nosso consentimento; serve-se, sim, da mente humana e suas faculdades, pedindo apenas que nos deixemos usar por ele: “o espírito dos profetas deve estar-lhes submisso”(I Cor 14,32), contudo deve dar-se com “ dignidade” e ordem (v. 40) e com um critério de julgamento sobre a mesma, pelos demais (v. 29), pois “Deus não é Deus de confusão, mas de paz (v. 33). Nossa colaboração é essencial Os Carismas do Espírito, concedidos a todos por ocasião do Batismo e intensificados no Crisma, também são chamados de dons do Espírito Santo. Ele nos capacita com estes dons para servirmos à Igreja de Cristo, através dos irmãos. Os carismas são, portanto, dons de poder para o serviço da comunidade cristã. Algumas condições para recebermos e perseverarmos na vida carismática: Simplicidade e pureza de coração; Assiduidade da meditação da Palavra de Deus; Vida de Oração; Desejo de servir aos irmãos como Jesus (Lc 22, 27); Perseverança à recepção dos dons espirituais (sempre abertos para sermos canais à ação e poder do Espírito em nós). Nossa colaboração é essencial. Deus não nos quer robôs agindo independentemente de colaboração ou de forma mecânica. Ele respeita a nossa liberdade e consentimento. Se cremos, dizemos sim ao que o Senhor quer realizar em nós. Maria Santíssima é o modelo da total abertura: “Faça-se em mim, segundo a Tua palavra” (Lc 1, 38).
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    <![CDATA[Apocalipse e a mensagem do remanescente]]> https://tempoprofetico.com.br/apocalipse-e-a-mensagem-do-remanescente/ Mon, 08 Jan 2024 02:59:33 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2413 Para compreender as profecias, é necessário olhar de forma mais ampla para a Bíblia. Diversos textos do Apocalipse fazem referência e estão interligados a outros livros bíblicos.

    Apocalipse é um livro missionário.[i] Do início ao fim, ele envolve o leitor com uma linguagem que destaca a obra de Deus pela salvação da humanidade e a participação crucial da igreja no plano da redenção. Ellen White, escritora norte-americana e considerada uma profetiza pelos adventistas do sétimo dia, afirma que “as profecias de Daniel e Apocalipse devem ser cuidadosamente estudadas e, em ligação com elas, as palavras: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’”  (Evangelismo, p. 196). Em O Desejado de Todas as Nações, ela usa as palavras de João 1:29 para sintetizar a pregação evangélica ao dizer que Jesus “olhou, por um momento, futuro adiante, e ouviu as vozes que proclamavam em toda parte da Terra: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado mundo’” (O Desejado de Todas as Nações, p. 438). Assim como o livro de Atos, Apocalipse também começa onde os Evangelhos terminam. Mateus, Marcos, e Lucas concluem suas respectivas obras com uma comissão transmitida à igreja pelo Senhor ressurreto por ocasião de Seu retorno ao céu. Atos parte daí para falar sobre a missão da igreja cristã primitiva (Atos 1:8). Por sua vez, embora Apocalipse inicie com uma comissão para o Israel espiritual (Apocalipse 1:5-6; cf. Êxodo 19:6), o foco do livro se concentra na comissão da igreja remanescente (Apocalipse 10:8-11; 14:6-12). Nesse sentido, os capítulos 10 e 14 se complementam, pois enquanto o primeiro fornece uma síntese da comissão da igreja remanescente, o segundo enfatiza a mensagem a ela confiada. Em Apocalipse 14:6, João afirma: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo”. O que vem depois, o chamado para temer, glorificar e adorar a Deus, bem como a própria advertência contra a idolatria e falsa adoração denunciadas na segunda e terceira mensagens angélicas são parte integrante da pregação do povo remanescente (Apocalipse 14:7-12). Em síntese, o evangelho proclamado na fase final da história cristã envolve sete temas principais. 1. O sacrifício expiatório de Cristo.  A frase “evangelho eterno” em Apocalipse 14:6 deve ser lida em conexão com Apocalipse 13:8, no qual João fala a respeito do “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo”. Referências ao sacrifício expiatório de Cristo aparecem com certa frequência ao longo da primeira metade do livro (Apocalipse 1:5; 5:9; 7:14; 12:11; 13:8). O evangelho anunciado no final da história não é diferente daquele proclamado pelos apóstolos. 2. As profecias de Daniel. O anjo forte de Apocalipse 10 faz o solene juramento de que não haveria mais tempo; ou, para dizer de outro modo, ele informa a João que “o tempo terminou” (Apocalipse 10:6, A Boa Nova em Português Corrente). O anjo está se referindo a tempo profético. Mais especificamente, ele tem em mente o fim das profecias de tempo de Daniel. Portanto, para entender não apenas o capítulo 10 de Apocalipse, mas também o que vem depois, é indispensável atentar para as profecias de Daniel! Isto indica que as profecias de Daniel são parte integrante da mensagem a ser proclamada pelo remanescente no tempo do fim. 3. As profecias de Apocalipse. Em Apocalipse 10:11, João recebe uma comissão para profetizar a “muitos povos, nações, línguas e reis”. Existe um consenso entre intérpretes de Apocalipse de que o conteúdo dessa comissão é dado na segunda metade do livro. Porém, não é possível compreender adequadamente a seção escatológica de Apocalipse (capítulos 12-22) sem relacioná-la com a parte histórica (capítulos 1-11). Com segurança, podemos afirmar que as profecias de Apocalipse fazem parte da mensagem proclamada pelo povo remanescente. 4. Restauração do santuário celestial. Enquanto em Apocalipse 10:11 João recebe uma ordem para profetizar a “muitos povos, nações, línguas e reis”, em Apocalipse 11:1-2 ele recebe uma ordem para medir o santuário. As duas ordens estão intimamente ligadas. Como originalmente a Bíblia não tinha capítulos e versículos, é melhor interpretar Apocalipse 11:1-2 como a continuação de Apocalipse 10:8-11.  A medição do santuário está associada à restauração do santuário e à concepção de juízo. Isto pode ser sustentado de diversas formas. Primeiro, a partir de Ezequiel 40-48, é possível concluir que, na cultura judaica, um edifício era medido com o objetivo de restaurá-lo. Segundo, a linguagem de Apocalipse 11:1-2 faz alusão a Levítico 16,[ii] no qual encontramos uma descrição do dia da expiação. Terceiro, Apocalipse 11:1-2 também faz alusão a Daniel 8:11-14[iii] e sua profecia da restauração do santuário. Mais precisamente, Apocalipse 11:1-2 é uma interpretação de Daniel 8:11-14.[iv] A restauração do santuário em Daniel 8 equivale ao juízo de Daniel 7, de modo que os dois capítulos se referem ao mesmo evento a partir de diferentes ângulos. A combinação de passagens bíblicas como Daniel 7-8, Apocalipse 7:1-8; 11:1-2, 19; 14:6-7 permitem concluir que selamento, medição do santuário, restauração do santuário e juízo são termos diferentes para se referirem à obra que Cristo realiza no lugar santíssimo do santuário celestial desde 1844. Essa mensagem é proclamada na Terra pelo povo remanescente. 5. A validade da lei para cristãos na nova aliança. O texto de Apocalipse 12:17 caracteriza o remanescente como “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”. Esse texto é quase sinônimo de Apocalipse 14:12, o qual menciona “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Em ambas as passagens, a palavra grega traduzida como “mandamentos” é entolai). No Novo Testamento, essa expressão pode se referir aos Dez Mandamentos ou adquirir um significado mais abrangente, incluindo as instruções divinas de maneira geral. Como a arca da aliança é mencionada em Apocalipse 11:19, é razoável concluir que o termo entolai em Apocalipse 12:17 e 14:12 é uma referência aos Dez Mandamentos. Na arca da aliança, que ficava no santuário israelita, foram colocadas as duas tábuas da lei de Deus (Êxodo 25:16, 21; Deuteronômio 10:1-5). 6. A validade do sábado para cristãos na nova aliança. Em conexão com o tema anterior, o evangelho eterno abrange a perpetuidade do quarto mandamento da lei de Deus, a guarda do santo sábado do Senhor, o sétimo dia da semana (Êxodo 20:11). Essa ideia é sugerida em Apocalipse 14:7 no chamado para adorar “aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. Essa é uma clara alusão a Êxodo 20:10-11: “Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho..., porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há...”. Também há uma alusão clara a Êxodo 20:11 em Apocalipse 10:6: “E jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe”. Apocalipse 10 a 14 sugerem que o sábado será um ponto de controvérsia na crise final. A primeira mensagem angélica e seu chamado para adorar o Criador (Apocalipse 14:6-7) é o antídoto contra a idolatria denunciada na segunda e terceira mensagens angélicas (Apocalipse 14:8-11). A advertência contra a adoração à besta e à sua imagem em Apocalipse 14:9 tem sua base no primeiro e segundo mandamentos da lei de Deus em Êxodo 20:3-4, que proíbem, respectivamente, adoração a outros deuses e imagens de escultura. Essa mensagem é proclamada pelo remanescente de Apocalipse 12:17. 7. A segunda vinda de Jesus. Após descrever as três mensagens angélicas (Apocalipse 14:6-13), João nos oferece um quadro da segunda vinda de Jesus (Apocalipse 14:14-20). Isto sugere que a pregação das três mensagens angélicas amadurece a Terra para a colheita final. Em outras palavras, a proclamação da última mensagem de advertência ao mundo tem como propósito preparar um povo para encontrar o Senhor em Sua segunda vinda. A segunda vinda de Jesus é um tema tão importante em Apocalipse que ele é mencionado várias vezes no livro (por exemplo, em Apocalipse 1:7; 6:15-17; 14:14-20; 19:11-21). Em resumo, a proclamação do evangelho eterno inclui a mensagem do sacrifício expiatório de Jesus, as profecias de Daniel, as profecias de Apocalipse, o juízo celestial, a lei de Deus, o sábado e a segunda vinda de Jesus. Obviamente, vários outros temas se interrelacionam com essas mensagens. Porém, esses sete elementos se apresentam como eixos temáticos centrais em torno dos quais outros temas orbitam. Deus chamou um povo para anunciar essas verdades ao mundo, no poder do Espírito Santo (Apocalipse 18:1)! Que nossa determinação seja como a do hino: “Vamos dar a mensagem ao mundo, / proclamar a história da cruz; / história de amor e graça / história de paz e luz / Pois Jesus, nosso Rei, em breve / Voltará Rei dos reis, Senhor. / Virá Seu reino de luz fundar, / um reino de paz e amor!" (Novo Hinário Adventista, número 224).
    Adenilton Aguiar é doutor em Novo Testamento pela Universidade Andrews, nos Estados Unidos, com especialização em Apocalipse. Escreveu sua tese doutoral sob a orientação de Ranko Stefanovic, autor do livro Revelação de Jesus Cristo: comentário sobre o livro do Apocalipse, lançado pela Casa Publicadora Brasileira. É professor de Apocalipse no Salt/Uniaene, em Cachoeira, na Bahia. Referências: [i] O conteúdo deste artigo é um breve resumo de algumas seções de minha tese doutoral. Ver Adenilton Tavares de Aguiar, “You Must Prophesy Again: The Mission of God’s People in Revelation 10-14.” PhD Diss., Andrews University, 2022. Link: https://digitalcommons.andrews.edu/dissertations/1787. [ii] Kenneth A. Strand, “An Overlooked Old Testament Background to Revelation 11:1,” AUSS 22, no. 3 (1984): 317–25. [iii] Isso é amplamente reconhecido por diversos intérpretes de Apocalipse. Infelizmente, a maior parte da literatura a esse respeito está em inglês. Alguns exemplos são: Thomas R. Shreiner, “Revelation,” em Hebrews-Revelation, ESV Expository Commentary, Vol. 12. Editado por  Ian M. Duguid, James M. Hamilton Jr., Jay Sklar. Wheaton, IL: Crossway, 2018, p. 648; Craig R. Koester, Revelation: A New Translation with Introduction and Commentary, Anchor Yale Bible. New Haven; London: Yale University Press, 2014, 494; John Christopher Thomas and Frank D. Macchia, Revelation, The Two Horizons New Testament Commentary. Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans Publishing Company, 2016, 200. [iv] Richard Bauckham, The Climax of Prophecy: Studies on the Book of Revelation. London; New York: T&T Clark: A Continuum Imprint, 1993, 271.  ]]>
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    <![CDATA[As mensagens angélicas são para o nosso tempo?]]> https://tempoprofetico.com.br/as-mensagens-angelicas-sao-para-o-nosso-tempo/ Wed, 17 Jan 2024 04:54:38 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2417 2417 0 0 0 ]]> ]]> <![CDATA[Uma mensagem atemporal]]> https://tempoprofetico.com.br/uma-mensagem-atemporal/ Fri, 20 Jun 2025 23:24:43 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2436 Livro sobre Daniel traz análises de estudiosos de cinco continentes. O material busca facilitar o estudo e a compreensão das mensagens do livro de Daniel.

    O livro de Daniel, um dos textos mais fascinantes e enigmáticos da Bíblia, ocupa um lugar importante tanto na tradição judaica quanto na cristã. Além disso, o estudo desse livro remete às origens do adventismo. A vida de Daniel, narrada no livro, oferece um paradigma ético para a convivência com Deus e com o próximo, especialmente em tempos de crise. Suas visões alertam sobre o futuro e o fim dos tempos, afinal, a relevância dessa obra transcende o contexto do exílio babilônico, no qual foi escrita. A mensagem do profeta revela com clareza a soberania e o controle de Deus sobre a história e a superioridade de Seu reino perante os impérios terrenos. Diante de toda a riqueza e a importância desse texto, é natural que sua interpretação tenha desafiado os leitores ao longo dos séculos, mesmo nos dias de hoje. Esse pensamento reflete a escolha do tema do XIX Simpósio Bíblico-Teológico Sul-Americano: “Daniel: Visões e mensagens para o tempo do fim”. O evento ocorreu entre os dias 28 e 30 de abril de 2022 na Faculdade Adventista do Paraná (FAP). Os assuntos tratados na ocasião foram compilados na obra Daniel: Interpretação, História e Teologia. Organizada por acadêmicos da FAP e da Casa Publicadora Brasileira (CPB), esse livro se destaca como uma obra essencial para compreender as complexidades de Daniel em profundidade. Ao reunir contribuições de 19 estudiosos de diferentes contextos culturais e teológicos, oferece uma abordagem multifacetada, equilibrando exegese rigorosa, reflexão histórica e aplicação contemporânea. Sua estrutura é organizada em seções temáticas, representando alguns dos principais campos de conhecimento teológico: estudos bíblicos (Antigo e Novo Testamentos); estudos históricos; estudos sistemáticos; e estudos aplicados. Assim, o leitor pode explorar os desafios interpretativos de Daniel e sua mensagem atemporal sob diferentes pontos de vista do conhecimento teológico. Embora tenha surgido em um contexto acadêmico, esse livro não é apenas para teólogos, pastores e estudantes de teologia, mas para todos os que tem interesse em aprofundar o conhecimento acerca de um dos textos mais impactantes da Bíblia. Trata-se de uma leitura enriquecedora que certamente ampliará a compreensão a respeito do plano de redenção de Deus para a humanidade apresentada no livro de Daniel.

    Citação

    “As visões registradas no livro de Daniel estão na base da escatologia bíblica. As predições desse profeta descrevem a orientação divina da história humana rumo ao ‘tempo do fim’. Historicamente, essas profecias fundamentam a contemporaneidade e o senso de urgência tão característicos do adventismo do sétimo dia. A convicção de que a mensagem de Daniel nos informa que vivemos no tempo do fim e às portas da concretização do retorno do Filho do Homem impulsiona nosso contínuo estudo desse livro fundamental das Escrituras” (p. 22). Max Pfeffer é editor de livros na Casa Publicadora Brasileira.]]>
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    <![CDATA[Fé e sofrimento]]> https://tempoprofetico.com.br/fe-e-sofrimento/ Sat, 20 Dec 2025 06:00:55 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2454 Lições bíblicas para tempos difíceis.
    Eduardo Teixeira O telefone tocou. Ao atender, meu coração disparou com a notícia. Um jovem, que costumava cantar em uma das igrejas que eu pastoreava, havia falecido. Fui até a casa da família, e a cena da mãe dele, desolada na sala, chorando pela perda de seu filho mais velho, ficou gravada na minha memória. Ela recebia cumprimentos e palavras de conforto de todos que vinham prestar condolências. Era visível a aflição em seus olhos, como se nada pudesse aliviar a dor naquele momento. Mas, quando uma senhora chegou, tudo foi diferente. Aquela era uma irmã da mesma congregação que havia vivido a mesma dor alguns anos antes. O abraço delas foi diferente dos demais. O ambiente na casa se silenciou, e foi então que ouvimos a senhora, após abraçar a jovem mãe, dizer: “Eu sei exatamente o que você está sentindo. Sua vida não será fácil a partir de agora, mas pode contar comigo.” Esse momento me fez refletir sobre como as dores que enfrentamos não são apenas questões filosóficas ou abstratas, mas realidades que nos alcançam e ferem intensamente, com consequências que nos impactam de forma duradoura. ESPERA E TESTEMUNHO Mais de 2 mil anos se passaram desde a ressurreição de Cristo, e continuamos a esperar o retorno em glória do nosso Senhor e Salvador. Essa espera, em um mundo afetado pelo pecado, acarreta aflições a todos os seres humanos (Jo 16:33). Convivemos com sofrimentos, dores, tristezas e angústias que roubam os momentos felizes e tranquilos. Na escola da vida, a dor, o sofrimento e a perda tendem a estar presentes em todas as etapas, servindo até mesmo como fatores que nos conduzem ao amadurecimento emocional e social. As palavras atribuídas ao poeta italiano Niccolò Tommaseo ilustram essa situação: “O homem que a dor não educou será sempre uma criança.” Além dos poetas, a temática do sofrimento atrai a atenção de outros pensadores, como filósofos e teólogos. O filósofo alemão Arthur Schopenhauer enfatizou que, de tanto lidar com as dores do mundo, “o homem acabrunhado pela idade passeia cambaleando ou repousa a um canto, não sendo mais do que a sombra, o fantasma do seu ser passado” (As Dores do Mundo [Edipro, 2018], p. 39). Essa dura experiência de crescimento, com as aflições que desgastam as pessoas, alcança ateus e crentes, tornando o dia a dia um desafio constante. O próprio Jesus, ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades (Is 53), é exemplo de Alguém que suportou as dores deste mundo e as expôs de maneira direta a Deus. Na crucificação, Ele bradou o Salmo 22: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” (v. 1). Nosso Salvador poderia ter escolhido qualquer outra parte das Escrituras, mas optou por essa, que expressava exatamente Seu sentimento de angústia. Ele não suavizou Sua conversa com o Pai, como poderia ter feito, citando, por exemplo, o Salmo 23, que fala do Pastor que conduz as ovelhas a pastos verdejantes. Ao longo das histórias bíblicas, fica claro que a esperança não isenta a dor nem significa a negação das dificuldades cotidianas. De fato, à medida que os anos passam, constatamos que nossas condições pioram, a maldade se multiplica e o amor esfria (Mt 24:12). Esses dilemas acentuam as cicatrizes no coração humano.
    A interpretação bíblica oferece ao cristão um caminho para manter a esperança, mesmo nas circunstâncias mais difíceis
    Em tempos cada vez mais angustiantes, cabe a cada cristão continuar exercendo seu testemunho, sendo sal e luz (Mt 5), auxiliando, assim, aqueles que enfrentam perdas e adversidades. Além disso, o testemunho também impacta os outros em momentos nos quais o próprio fiel atravessa seus desertos. Não é por acaso que, mesmo fora dos muros das igrejas, se reconhece que “a palavra [mensagem] evangélica é a única a problematizar realmente a violência humana” (René Girard, Eu Via Satanás Cair Como um Relâmpago [Paz & Terra, 2012], p. 259). De maneira significativa, a reflexão bíblica sobre a violência e o sofrimento revela algo mais profundo do que um simples problema estrutural das sociedades. Ela aponta para as consequências do pecado e da queda da humanidade (Gn 3), e essas questões devem ser interpretadas à luz da Bíblia, mesmo quando representem desafios à fé. FOCO NAS ESCRITURAS A interpretação bíblica oferece ao cristão um caminho para manter a esperança, mesmo nas circunstâncias mais difíceis. Afinal, como escreveu C. S. Lewis, o sofrimento exige nossa atenção, bradando como um megafone de Deus (O Problema do Sofrimento [Vida, 2016], p. 105, 106). Somos levados ao limite e forçados a lidar com situações das quais certamente nos afastaríamos se pudéssemos escolher. O apóstolo Paulo demonstrou que a correta perspectiva para lidar com as dores físicas e espirituais é fundamental. Em Romanos 8:18 a 25, ele tratou dos sofrimentos do presente em comparação com a glória futura. O texto apresenta o reconhecimento de que é necessário suportar as angústias (v. 22) e manter a esperança (v. 24, 25), pois os sofrimentos não são comparáveis com a glória que será revelada em nós (v. 18) nem com os direitos de adoção na família celestial e a redenção de nosso corpo (v. 23). Por sua vez, em 2 Coríntios 1:3 a 7, o apóstolo reforçou o quão importante é manter a esperança e enfrentar as tribulações, para que o cristão desenvolva perseverança. Assim, como os sofrimentos de Cristo transbordam, o consolo por meio Dele também transbordará (v. 5). As aflições que suportamos, ao fortalecerem a perseverança, aproximam ainda mais o sofredor do Senhor, tornando-o capaz de ajudar aqueles que posteriormente passarem por tribulações semelhantes. Dessa maneira, na época de Paulo ou atualmente, a igreja pode atender ao próximo, sendo uma comunidade de consolações profundas, na qual recebemos um enorme apoio em sofrimento e onde as pessoas se veem transformadas (Timothy Keller, Caminhando com Deus em Meio à Dor e ao Sofrimento [Vida Nova, 2016], p. 212). No Antigo Testamento, Jó é apresentado como exemplo máximo de que, mesmo perdendo bens, saúde e filhos, o ser humano pode continuar adorando a Deus com amor sincero. Não é por acaso que, após sua aflição, ele pôde testemunhar ao Universo que, por meio do consolo divino, viu Aquele que antes conhecia só de ouvir (Jó 42:5). Elias, um dos maiores profetas de Israel, em sua dor, retirou­se para o deserto e pediu para morrer (1Rs 19). Jeremias expressou o sofrimento causado pelo pecado de um povo que rejeitou o Senhor e clamou por uma resposta após tanto tempo de abandono, pedindo o retorno da alegria e questionando se a rejeição divina seria definitiva (Lm 5:20-22). A coletânea dos Salmos nas Escrituras também possui diversos trechos que abordam momentos dolorosos e inquietantes vividos pelos seres humanos. Enquanto algumas composições exaltam o júbilo dos filhos de Deus, outras expressam o desconforto de lidar com a dor, a tristeza e as lágrimas. Na maioria dos relatos há uma combinação de sofrimento e esperança que revela possíveis aprendizados para encontrar sentido nas adversidades, permitindo, assim, uma experiência de fé mais profunda. CLAMOR EM POESIA O Salmo 88 se destaca por retratar integralmente o clamor angustiado de uma pessoa que, imersa no sofrimento, não encontra respostas imediatas. Em sua narrativa, não encontramos uma reviravolta das trevas para a luz nem sequer nos deparamos com um final feliz. Escrito em um momento de profunda aflição e atribuído a Davi, esse salmo de lamento revela um clamor incessante em busca da confirmação de que Deus, ao menos, tivesse ouvido a súplica (Ellen White, Profetas e Reis [CPB, 2021], p. 199) .
    Nossa espera neste mundo, marcado por lutas e sofrimento, é sustentada por uma sólida esperança
    O salmo começa com um lampejo de esperança: “Ó Senhor, Deus da minha salvação” (v. 1). Apesar do desespero, a confiança no Salvador é professada. Nos versos seguintes, vemos um filho de Deus clamando (v. 2), farto de males e à beira da morte (v. 3), contado entre os que descem à cova (v. 4) e desamparado pelas mãos do Senhor (v. 5). Alguém que se encontra na escuridão (v. 6) devido à ira divina sobre si (v. 7), sendo considerado uma abominação até mesmo pelos seus conhecidos (v. 8), desfalecendo de aflição, mas ainda clamando pela intervenção divina (v. 9). Nos versículos 10 a 12, o salmista intensifica sua argumentação, sugerindo que, se ele morresse, o Senhor perderia uma testemunha. Afinal, os mortos nada podem fazer, e tanto o louvor quanto o testemunho são expressos exclusivamente entre os vivos. Esse argumento é tanto sincero quanto corajoso. Sincero porque, de fato, os mortos não sabem de nada, sendo entregues ao esquecimento enquanto dormem (Ec 9:5; 1Ts 4:13); e corajoso, pois, ao clamar ao Senhor, o salmista se coloca como alguém que pode fazer a diferença na pregação do evangelho. Ele pede alívio para sua situação, desejando continuar a servir como estandarte do reino de Deus. Na parte final do salmo, nos versículos 13 a 18, o autor continua demonstrando seu pesar, mantendo seu clamor (v. 13) e questionando a razão de ser rejeitado, sem conseguir um encontro face a face com o Eterno (v. 14). Segue desorientado (v. 15), sentindo a ira divina passar sobre si (v. 16), submerso por ela como águas prestes a afogá-lo (v. 17). Por fim, o último verso repete de maneira contundente a sensação de abandono, não apenas por Deus, mas também por aqueles a quem o salmista poderia recorrer em busca de ajuda e simpatia durante o sofrimento. O poema termina em escuridão (v. 18), um clímax sombrio para um texto profundamente melancólico. O desfecho em escuridão parece refletir alguns acontecimentos de nossa jornada, como a notícia de uma doença terminal, o falecimento de entes queridos e tantas outras mazelas que pesam sobre os ombros de diferentes famílias ao redor do mundo. Embora o Salmo 30:5 ofereça conforto em tempos difíceis ao dizer que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”, o Salmo 88 se apresenta de maneira oposta, mostrando que há situações que, mesmo com orações contínuas ao amanhecer, podem não encontrar a resposta desejada (Sl 88:13, 14). APRENDIZADOS Nesse contexto, três lições podem ser aprendidas com o Salmo 88 quando nos deparamos com tristezas, angústias e perdas. A primeira delas é procurar insistentemente o Senhor com fé. Davi não se afastou de Deus; ele O reconheceu como Salvador (v. 1), fiel (v. 11) e justo (v. 12), e que pode operar prodígios (v. 10) e maravilhas (v. 12). Sua dor não abalou a confiança na soberania divina. A sinceridade é outro ensinamento valioso desse salmo. O autor não escondeu sua dor e clamou de maneira respeitosa, verso após verso. O Senhor conhece nossas lutas e nossos segredos, e não espera uma conversa fria; Ele deseja que a oração seja, de fato, a respiração da alma (Ellen White, Mensagens aos Jovens [CPB, 2021], p. 188). Ao expressarmos nossas aflições com sinceridade, permitimos que nossa relação com o Eterno se fortaleça, pois Ele nos encontra em nossa vulnerabilidade e nos acolhe com Seu amor infinito. O terceiro e talvez o mais difícil aprendizado que podemos extrair do Salmo 88 é o de aguardar. É interessante perceber que o poema nos apresenta uma espera com clamor contínuo, não um convite à inatividade. Devemos esperar pela resposta do Senhor, conversando sinceramente com Ele, expondo nossos medos, nossas preocupações e lágrimas. Contudo, essa espera é sustentada por uma sólida esperança, que encontra alento nas promessas de Apocalipse 21. Sabemos que Deus “enxugará dos olhos toda lágrima. E já não existirá mais morte, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21:4). No entanto, enquanto as “primeiras coisas” ainda fazem parte de nossa vida, não podemos nos esquecer de que “o sofrimento é causado por Satanás, mas o Senhor predomina sobre ele para fins misericordiosos” (Ellen White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 378). Em meio a essa realidade, contamos com a presença e a intervenção de Deus, tanto nos momentos felizes quanto nas situações desesperadoras. Não estamos sozinhos; temos a companhia do Espírito Santo, o Consolador (Jo 14:26). Ele nos auxilia a manter a esperança, reordenar sentimentos e enfrentar toda e qualquer escuridão.  EDUARDO TEIXEIRA é editor associado da Revista Adventista

    (Artigo publicado na Revista Adventista de abril/2025)

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    <![CDATA[Esperança renovada]]> https://tempoprofetico.com.br/esperanca-renovada/ Sat, 20 Dec 2025 06:02:26 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2457 O dia 22 de outubro de 1844 marcou a virada espiritual que definiu a identidade e o propósito dos adventistas.
    Stanley Arco Ao estudar as profecias do livro de Daniel, o pregador batista norte-americano Guilherme Miller dedicou atenção especial a uma delas: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs. Depois, o santuário será purificado” (Dn 8:14). Ele interpretou essa passagem como um anúncio do retorno de Cristo para purificar a Terra. Com base no princípio dia/ano (Nm 14:34; Ez 4:6), e partindo da ordem para a reconstrução de Jerusalém após o exílio babilônico, em 457 a.C. (Dn 9:25; Ed 7), Miller concluiu que Jesus voltaria entre março de 1843 e março de 1844. Seus argumentos convenceram muitas pessoas sinceras, dando origem ao movimento que ficou conhecido como milerita. Após o encerramento desse período, o pregador milerita Samuel Snow popularizou sua interpretação de que a profecia se cumpriria, conforme o calendário judaico caraíta, no dia equivalente ao Dia da Expiação daquele ano: 22 de outubro. A expectativa pelo iminente retorno do Senhor era algo doce ao coração dos fiéis. O dia chegou, mas Cristo não veio. A doce esperança se transformou em amarga decepção. O que aconteceu? Após o desapontamento, alguns mileritas voltaram a estudar cuidadosamente as Escrituras, buscando entender o que, de fato, havia ocorrido. Embora o cálculo dos períodos proféticos estivesse correto, o evento profetizado era outro. Eles concluíram que a profecia não se referia ao retorno literal de Cristo à Terra, mas ao início de uma nova fase de Seu ministério: a purificação antitípica do santuário celestial, o juízo investigativo pré-­advento. Essa compreensão lançou as bases para o desenvolvimento das doutrinas distintivas do movimento adventista.
    Em breve, toda decepção será substituída pela alegria eterna
    Em Apocalipse 10, João relata a visão de um anjo poderoso descendo do Céu, com um livrinho aberto na mão. Ele é instruído a tomar o livro e comê-lo. Disseram-lhe que seria doce na boca, mas amargo no estômago. Esse “livrinho” é interpretado como uma referência às profecias de Daniel, que permaneceriam seladas até o tempo do fim (Dn 12:4). Sua abertura simboliza a redescoberta e a compreensão dessas profecias. A chamada “experiência agridoce” representa a expectativa inicial quanto à iminente vinda de Cristo, uma mensagem doce e empolgante para os crentes mileritas, mas que se tornou em amargo desapontamento quando Ele não voltou na data esperada. Apesar da decepção, Apocalipse 10:11 enfatiza que a missão deve continuar: “É necessário que você ainda profetize a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap 10:11). Trata-se de um chamado à perseverança na pregação do evangelho eterno e das verdades redescobertas sobre o juízo pré-advento e o ministério celestial de Cristo. No relato de sua primeira visão, Ellen White mencionou Carlos Fitch, um pastor que ela conheceu e que participou ativamente da proclamação da vinda de Cristo. Fitch aceitou a mensagem do advento por meio das palestras de Guilherme Miller e, com dedicação, tornou-se um dos líderes do movimento milerita. Morreu dias antes do esperado retorno de Jesus, após contrair uma enfermidade ao realizar batismos numa manhã fria de outono (Primeiros Escritos [CPB, 2022], p. 47). Sua esposa, motivada pela esperança, consolava os filhos com a promessa do reencontro em poucos dias, que não se cumpriu. Ainda assim, os crentes não abandonaram a missão. Era preciso continuar anunciando a verdade bíblica, agora com entendimento mais claro sobre o ministério celestial de Cristo. Em breve, toda decepção será substituída pela alegria eterna. Mais do que as dores deste mundo, devemos, pela graça de Deus, cumprir o propósito de preparar pessoas para o novo mundo que está por vir!  STANLEY ARCO é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

    (Publicado originalmente na seção “Bússola” da Revista Adventista de outubro/2025)

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    <![CDATA[Enquanto esperamos]]> https://tempoprofetico.com.br/enquanto-esperamos/ Sat, 20 Dec 2025 06:03:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2460 Cinco atitudes essenciais que devemos cultivar até o retorno de Cristo.
    Stanley Arco A 62a Assembleia da Associação Geral, realizada sob o lema “Jesus está voltando, eu vou!”, já entrou para a história. Foi o maior evento oficial da igreja após a pandemia, reunindo representantes do mundo todo. Durante o encontro, foram tratados assuntos administrativos importantes para o desenvolvimento global da denominação, além de ações de planejamento e alinhamento com o objetivo de levar esperança a todas as nações e concluir a mis­são. Reafirmamos nosso compromisso com as crenças fundamentais, mantendo o foco em Cristo, o Autor e Consumador da nossa fé. Também foi eleita a liderança mundial para o próximo quinquênio, sendo a primeira vez que um sul-americano assume a presidência da Associação Geral. A Assembleia destacou ainda a necessidade urgente de reavivamento espiritual, renovação da fidelidade, busca diária pelo Espírito Santo e o envolvimento de todos os membros no cumprimento da missão. Agradeço a Deus e à igreja pelo desafio que Ele nos confiou de liderar os adventistas da América do Sul nestes dias históricos. Sinto, a cada momento, a necessidade constante da orientação divina, do derramamento do Espírito Santo e de nosso esforço conjunto. Conto com suas orações e sua participação nessa jornada.
    Somos chamados a permanecer apoiando uns aos outros em amor. Esse amor nos une, sustenta e fortalece
    Quando, afinal, nos reuniremos na eternidade? O livro de Judas nos desafia quanto à maneira pela qual devemos viver enquanto aguardamos o cumprimento da promessa. Em apenas 25 versículos, ele apresenta uma poderosa mensagem de advertência, juízo, graça e esperança. Judas conclama os santos no Senhor a lutar intensamente pela fé (v. 3). Ele adverte contra a incredulidade, indignidade, idolatria, independência, indiferença e rebeldia. Sua exortação é clara: permaneçamos fiéis e missionários, cultivando as seguintes atitudes. 1. Edificando-nos “na fé santíssima” (v. 20). Em vez de edificar a vida sobre sentimentos subjetivos e instáveis, somos chamados a construir sobre um corpo sólido de verdades reveladas: o imutável “Está escrito”. Afinal, “a fé vem pelo ouvir, e o ouvir, pela palavra de Cristo” (Rm 10:17). 2. “Orando” (v. 20). Conectados a Deus por meio da oração, somos guiados pelo Espírito Santo. É Ele quem nos revela nossa condição pecaminosa e nos conduz ao arrependimento, à retidão, à fidelidade e ao testemunho. Quando somos guiados pelo Espírito, pedimos e recebemos de forma apropriada, pois a verdadeira oração não busca que a vontade do ser humano seja feita no Céu, mas que a vontade do Céu se cumpra na Terra. 3. Mantendo-nos “no amor de Deus” (v. 21). Somos chamados a permanecer apoiando uns aos outros em amor. Esse amor nos une, sustenta e fortalece. 4. “Esperando a misericórdia do nosso Senhor Jesus Cristo” (v. 21). Enquanto os incrédulos e os indiferentes só podem aguardar o juízo, os que permanecem firmes na fé herdarão a vida eterna. 5. Cumprindo a missão de alcançar a todos (v. 22, 23). Somos chamados a fortalecer a fé dos que duvidam e resgatar aqueles que estão sendo consumidos pela indiferença ou rebelião. “Não haverá ninguém salvo no Céu com uma coroa sem estrelas. Se entrarmos lá, haverá alguém nas cortes da glória que encontrou entrada ali por nosso intermédio” (Ellen G. White, Eventos Finais [CPB, 2021], p. 174). Muito em breve, “sobre a cabeça dos vencedores, Jesus colocará a coroa de glória. […] Jesus abrirá amplamente os portais de pérola, e por eles entrarão as nações que observaram a verdade” (p. 174). Maranata!  STANLEY ARCO é presidente da Igreja Adventista para oito países da América do Sul

    (Artigo publicado na seção “Bússola” da Revista Adventista de agosto/2025)

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    <![CDATA[Vitória total]]> https://tempoprofetico.com.br/vitoria-total/ Sat, 20 Dec 2025 06:05:50 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2463 O triunfo de Cristo é a garantia de que o mal não tem a última palavra para os filhos de Deus Stanley Arco O grande conflito entre Deus e Satanás é retratado do Gênesis ao Apocalipse. A origem do mal remonta ao Céu, onde ocorreu a rebelião de uma das criaturas de Deus, um anjo conhecido como Lúcifer. Tomado de orgulho, ele se insurgiu contra seu Criador e foi expulso para a Terra (Is 14:12-15; Ez 28:12-19). Lúcifer levantou três questionamentos a respeito do Senhor, colocando em dúvida a justiça de Seu governo, a amorosidade de Seu caráter e a possibilidade de guardar Sua lei. Criado perfeito, ele excedeu os limites de sua liberdade e se tornou Satanás, o inimigo de Deus e da humanidade. O pecado de Adão e Eva permitiu a entrada do mal no jardim do Éden. Ao tomar a decisão errada, eles abriram um caminho de sofrimento e morte na Terra. Nossa luta não é contra “o sangue e a carne”, mas contra “forças espirituais do mal, nas regiões celestiais” (Ef 6:12). O diabo é retratado como um “leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe 5:8). A encarnação de Jesus, o segundo Adão, foi essencial. Sendo tentado em tudo como nós, mas sem jamais pecar (Hb 4:15), Ele venceu o pecado e a morte por meio de Seu sacrifício na cruz e de Sua ressurreição. Por esse triunfo, Cristo nos resgatou da condenação do pecado e nos concedeu o dom da vida eterna.
    Para o cristão, a luta entre o bem e o mal é um conflito cuja vitória é garantida
    O desfecho da história se dará com a criação de um novo céu e uma nova Terra, em que não existirão pranto, sofrimento ou morte (Ap 21:1-4). Então, o Senhor destruirá para sempre o diabo e seus anjos (Ap 20:10). Nunca mais haverá pecado e suas consequências, pois o mal não se levantará novamente (Na 1:9). As primeiras coisas terão passado, e tudo será novo. Para o cristão, a luta entre o bem e o mal é um conflito com resultado assegurado. A Bíblia apresenta o caminho da vitória: “Aproximemo-nos do trono da graça com confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça para ajuda em momento oportuno” (Hb 4:16). Por meio da fé em Cristo, o fiel é capaz de resistir às tentações malignas. “Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo 5:4). Assim, Ele nos liberta do poder do pecado. Ellen White escreveu: “Lutam em toda pessoa, com veemência, dois poderes em disputa pela vitória. A incredulidade arregimenta suas forças, dirigida por Satanás, a fim de separar-nos da Fonte de nossa resistência. A fé ordena suas forças, comandadas por Cristo, o Autor e Consumador de nossa fé. Hora após hora, em face do universo celestial, vai o conflito em prosseguimento. Esta é uma luta mão a mão, e a grande questão é: Quem vencerá? Essa questão cada um tem que decidir por si mesmo. Todos têm que tomar parte nessa peleja, combatendo de um ou de outro lado. Não há libertação do conflito” (Filhos e Filhas de Deus [CPB, 2005], 17 de novembro). Mas “graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo!” (1Co 15:57).  STANLEY ARCO é presidente da Igreja Adventista para a América do Sul

    (Artigo publicado na seção Bússola da Revista Adventista de novembro/2025)

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    <![CDATA[Egoísmo disfarçado]]> https://tempoprofetico.com.br/egoismo-disfarcado/ Mon, 05 Jan 2026 02:48:35 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2468 O perigo de amar para se exaltar e servir para ser notado.
    Pablo Canalis Miguel vivia uma nova fase em sua vida. Ele não estava acostumado a não ser o centro das atenções e das conversas. Agora, todos falavam sobre a nova integrante da família. Aquilo não fazia sentido na mente do menino que, após quatro anos de reinado absoluto, havia se acostumado a ser o dono de tudo. Passados alguns meses, Lívia, sua irmãzinha, começou a dar sinais de que iria nascer. A correria para o hospital aconteceu na madrugada de uma sexta-feira chuvosa. Os pais deixaram Miguel com a avó materna, Amélia, que tinha vindo ajudar a família nas primeiras semanas após o parto. Ele amava a avó. Ela era divertida, brincalhona e fazia sanduíches deliciosos. Naquela manhã, porém, surgiu um problema: os pais haviam saído às pressas e não havia pão em casa. Sem carro, Amélia procurava algo mais nutritivo para o desjejum, mas a despensa estava quase vazia. Tudo o que encontrou foram duas fatias de pão, um pouco de manteiga de amendoim e um restinho de geleia esquecida na geladeira. Miguel observava atentamente enquanto a avó preparava para ele o sanduíche de amendoim e geleia. Curioso, perguntou: “Vovó, não tem para a senhora?” Tranquilamente, Amélia respondeu: “Não se preocupe comigo, querido! O importante é você comer. Já, já eu preparo algo para mim.” A mãe de Miguel já havia lhe dito várias vezes que ele precisaria aprender a compartilhar os brinquedos com a irmã e não poderia ser egoísta. O menino terminou o lanche pensando no que a avó havia feito. Era só um sanduíche de amendoim e geleia, mas, para ele, significava muito. Vivemos tempos em que olhar apenas para si mesmo tornou-se quase uma regra. Frases como estas ecoam por todos os lados: “Você precisa pensar mais em si e menos nos outros”; “Não vale a pena se desgastar tanto; estão se aproveitando de você”; ou “Você faz tudo pelos outros, e ninguém reconhece!” Embora possam ter fundamento, essas ideias podem nos levar a outro extremo: o de viver em função de nós mesmos. Então surgem as perguntas: Será que estão mesmo se aproveitando de mim? Será que, sem mim, vão conseguir? Ou será que, ao me fechar em mim mesmo, estou deixando de amar e de permitir que o outro cresça? É verdade que há pessoas que agem movidas pelo amor genuíno, mas também existem aquelas que fazem o bem para controlar, e depois “cobram a fatura” pelo que fizeram. O amor verdadeiro não escraviza, não exagera, não controla. Ele respeita limites e deseja o crescimento do outro. O amor educa, concede liberdade de escolha, sabe dizer “não”, “espera” e “sim” nos momentos certos e, com maturidade, também sabe respeitar o “não”, o “espera” e o “sim” dos outros. É preciso ter cuidado para não alimentar nosso egoísmo disfarçado de amor. Se nosso “amor” serve para nos colocar acima dos outros, então precisa ser reavaliado. A entrega de Cristo pela humanidade pecadora é o maior exemplo de amor verdadeiro. Ele Se ofereceu em sacrifício não para dominar, mas para libertar. Amar e servir também têm limites; o limite do respeito e da consideração, que impedem o abuso e preservam a dignidade. Não alimentemos nosso egoísmo nem o dos outros. Não vivamos em busca de aplausos nem façamos o bem esperando algo em troca. Porque o amor que vem de Deus é o que se entrega e se satisfaz apenas em amar.  PABLO CANALIS é médico especialista em Psiquiatria, pós-graduado em Medicina da Família e Comunidade
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    <![CDATA[Nada a temer]]> https://tempoprofetico.com.br/nada-a-temer/ Mon, 05 Jan 2026 02:49:54 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2471 Erton Köhler O calendário mudou, mas os clamores do mundo não silenciaram. Enquanto fogos de artifício coloridos iluminavam o céu por breves segundos, multidões entraram no novo ano sob o barulho de artilharias, sirenes e explosões. Guerras persistem em vários continentes, crises humanitárias se intensificam, alguns países enfrentam convulsões civis e locais que antes eram pacíficos agora sofrem com uma violência em escala nunca vista antes. As principais potências globais reforçam seus arsenais no cenário nuclear. Os laços entre as principais potências estão tensos, e manobras militares comprometem a estrutura da segurança global. Esses eventos confirmam o diagnóstico atual: estamos passando por um período histórico de guerras em larga escala. E se as coisas não se resolverem? As Escrituras previram esse cenário: “E vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem” (Mateus 24:6). Essa orientação de Cristo não é ingenuidade, mas soberania. Ele não ignora o conflito, mas chama Seu povo a viver com propósito, livre do pânico. Assim, ao iniciarmos 2026, que nossa referência não se firme na euforia do novo, mas na segurança do que é eterno. Vai melhorar? Sim, absolutamente, e para sempre! “Mas nós, segundo a Sua promessa, aguardamos novos céus e nova Terra, onde habita a justiça” (2 Pedro 3:13). Para o adventista, a esperança não desconsidera os alarmes; ela ouve uma trombeta ainda mais alta: “Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo” (Tito 2:13). A voz bíblica e profética chama a igreja a responder com missão, em vez de medo. Um anjo veloz proclama o evangelho eterno a todas as nações, sem aguardar por estabilidade (Apocalipse 14:6). Em tempos de incerteza, a identidade se fortalece. Quando a violência cresce, a compaixão se amplia. E, mesmo com a geopolítica instável, a fidelidade permanece firme. “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, levantem-se e fiquem de cabeça erguida, porque a redenção de vocês se aproxima” (Lucas 21:28). Durante a tempestade, a Palavra ancora nosso coração: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Salmo 46:1). Nossos pioneiros nos mostraram como enfrentar períodos como este. “Vem uma tempestade, implacável em sua fúria. Estamos preparados para enfrentá-la?”1 Aqueles que se preparam para o Céu não carregam medo na Terra; orientam sua vida, seus horários e seus recursos para a missão. Fortalecem os joelhos na oração, as mãos no serviço e a voz na proclamação. Também cultivam um coração agradecido, pois a gratidão alimenta a coragem. “Nada temos a temer com relação ao futuro, a menos que nos esqueçamos da maneira pela qual o Senhor tem nos conduzido e de Seus ensinos em nosso passado.”2 Aqueles que se lembram da poderosa direção de Deus avançam com convicção sobrenatural. Vai melhorar! Creia! Que ao iniciarmos 2026, nossos pés permaneçam firmes na realidade, enquanto nossos olhos se voltam para a eternidade. Que cada família comece o ano em harmonia; que cada adorador renove sua fé; e que cada igreja confirme seu chamado. Conforme o ruído do mundo aumenta, que nosso testemunho se torne mais audacioso. Se os mapas se tornarem incertos, firmemos nossos passos na Palavra. E prossigamos – fundamentados na Bíblia e focados na missão – sem recuar, até o glorioso dia em que Deus “lhes enxugará dos olhos toda a lágrima” (Apocalipse 21:4). Feliz Ano Novo. Feliz Novo Céu. Maranata! ERTON KÖHLER é presidente da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia ]]> 2471 0 0 0 <![CDATA[Ano novo, novo céu]]> https://tempoprofetico.com.br/ano-novo-novo-ceu/ Sat, 10 Jan 2026 15:07:57 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2475 Enquanto o mundo inicia o ano em meio a conflitos e incertezas, nós, cristãos, precisamos nos firmar na esperança eterna que não falha. Em meio à incerteza do mundo atual, Deus promete novos céus e uma nova terra.

    O calendário virou, mas os clamores do mundo não cessaram. Enquanto fogos de artifício coloridos brilharam para alguns, multidões começaram um novo ano sob o estrondo de artilharia, sirenes e bombas. Guerras persistem nos continentes, catástrofes humanitárias estão se agravando, algumas nações estão em convulsão civil, e lugares antes pacíficos agora enfrentam violência em uma escala sem precedentes. Os principais jogadores do mundo agora reafirmam seus arsenais no tabuleiro nuclear de xadrez. As relações entre as grandes potências estão tensas, e exercícios militares desestabilizam a arquitetura da segurança global. Toda essa dinâmica confirma o diagnóstico mais atual: estamos vivendo em um nível histórico de conflito armado. Se as coisas não melhorarem, então o que acontecerá? As Escrituras profetizaram esse cenário. “E vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem [...]” (Mateus 24:6). Esse mandamento de Jesus não é ingenuidade; é soberania. Ele não nega o conflito, mas chama Seu povo para uma vida com propósito, livre de pânico. Portanto, ao iniciarmos 2026, que nosso ponto de referência não esteja na euforia do novo, mas na certeza do eterno. Vai melhorar? Absolutamente, e eternamente. “Nós, porém, segundo a promessa de Deus, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita a justiça” (2 Pedro 3:13). Para o cristão adventista, a esperança não ignora os alarmes, ela aguarda uma trombeta muito mais forte. “Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo” (Tito 2:13). A voz bíblica e profética convoca a igreja a responder com missão, não com temor. Um anjo veloz anuncia o evangelho eterno para todo o mundo; ele não espera estabilidade para pregá-lo (Apocalipse 14:6). Onde a incerteza cresce, a identidade surge. Quando a violência se expande, a compaixão aumenta. E se a geopolítica treme, a fidelidade se mantém firme. “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, levantem-se e fiquem de cabeça erguida, porque a redenção de vocês se aproxima” (Lucas 21:28). Em meio à tempestade, a Palavra ancora nossos corações: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Salmo 46:1).

    “Vai melhorar? Definitivamente, e eternamente.”

    Nossos pioneiros já nos ensinaram como suportar momentos como estes. “Vem uma tempestade, implacável em sua fúria. Estamos preparados para enfrentá-la?” [1] Aqueles que se preparam para o Céu não acumulam medo nesta terra; eles direcionam suas vidas, agendas e recursos para a missão. Fortalecem os joelhos em oração, as mãos no serviço e as vozes em proclamação. Eles também cultivam um coração grato, pois a gratidão alimenta a coragem. “Nada temos a temer quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e Seu ensino em nossa história passada.” [2] Aqueles que lembram a poderosa direção de Deus avançam com uma convicção sobrenatural.

    Vai melhorar! Acredite.

    Ao entramos em 2026, nossos pés permanecem na realidade, e nossos olhos se fixam na eternidade. Que cada lar comece o ano em comunhão, que cada adorador renove sua confiança e que cada igreja reafirme seu chamado. À medida que o ruído do mundo aumenta, aumentemos a ousadia de nosso testemunho. Se os mapas se tornarem instáveis, firmemos nossos passos na Palavra. E prossigamos – alicerçados na Bíblia, focados na missão – sem recuar. Até o precioso dia quando “Deus enxugará todas as lágrimas de seus olhos” (Apocalipse 21:4, BKJ). Feliz Ano Novo. Feliz Novo Céu. Maranata.
    Erton C. Köhler é o presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia. A versão original deste artigo foi publicada pela Adventist Review.

    Referências

    [1] Ellen G. White, Conselhos sobre Educação, CPB, p. 245. [2] Ellen G. White, Eventos Finais, CPB, p. 72.]]>
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    <![CDATA[Você não está só]]> https://tempoprofetico.com.br/voce-nao-esta-so/ Sat, 17 Jan 2026 00:46:52 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2479 O que a ilha de Patmos ensina sobre solidão, fé e presença divina.
    Kevin Vinícius Oliveira O sentimento de isolamento é uma experiência humana universal. Seja por dificuldades pessoais, enfermidades, decisões incompreendidas ou pela firme defesa de convicções, todos nós, em algum momento, nos sentimos como se estivéssemos em uma ilha deserta. Nesses momentos de silêncio e solidão, a pergunta que ecoa na alma é quase sempre a mesma: “Onde está Deus em meio a tudo isso?” A história oferece uma poderosa perspectiva sobre essa questão por meio da vida do apóstolo João. Já idoso, o último dos 12 discípulos foi exilado na rochosa ilha de Patmos. O que foi planejado para ser o fim de seu ministério e o silenciamento de sua voz tornou-se o cenário da mais profunda revelação profética da história. A experiência de João ensina uma lição atemporal: mesmo quando o mundo nos isola, nunca estamos verdadeiramente sozinhos. O exílio de João não foi um acaso, mas um ato deliberado de Domiciano (81-96 d.C.). Um tirano que exigia adoração divina, o imperador via os cristãos como uma ameaça existencial. Movido por uma superstição que temia o surgimento de um líder da linhagem de Davi, ele perseguiu a fé cristã com ferocidade. Patmos, uma prisão a céu aberto, foi o destino escolhido para o apóstolo. O objetivo de Roma era claro: enviar a última grande voz da primeira geração de cristãos para um lugar esquecido e deixar que sua influência se extinguisse com ele. Contudo, a estratégia do Império Romano fracassou. Em Patmos, a visão de João transcendeu as rochas áridas e o mar Egeu. Ele contemplou o Cristo glorificado, caminhando entre Sua igreja e assegurando-lhe de Sua presença constante (Ap 1). Naquela ilha, o Senhor descortinou o futuro para seu servo, revelando a contínua batalha entre o bem e o mal, a soberania de Deus sobre os poderes terrenos e a certeza da vitória final de Cristo. O Apocalipse nasceu não do desespero, mas da mais profunda confiança no controle divino. A experiência de João é um poderoso manual de resiliência espiritual. Ela nos ensina que Deus tem a capacidade de transformar nossas piores crises em oportunidades grandiosas. O que era para ser uma prisão tornou-se um púlpito; o que era para ser silêncio tornou-se profecia. Nossos momentos em “Patmos” – sejam eles de dor, solidão ou adversidade – podem ser terrenos mais férteis para o fortalecimento da fé e a revelação do propósito divino. A solidão, muitas vezes temida, pode se tornar um caminho para uma intimidade mais profunda com o Criador, longe das distrações do cotidiano. Para quem hoje se sente isolado, a lição é clara: você não está abandonado. O mesmo Cristo que caminhou com João naquela ilha caminha conosco em nossas provações, pronto para transformar nosso isolamento em comunhão e nossa dificuldade em testemunho. A promessa final que ecoou de Patmos não foi de desespero, mas de esperança gloriosa, sintetizada na oração da igreja que transcende o tempo: “Amém. Ora vem, Senhor Jesus” (Ap 22:20).  KEVIN VINÍCIUS OLIVEIRA é pastor no sul do Maranhão
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    <![CDATA[Modern hourglass in running time and justice hammer on wooden table.]]> https://tempoprofetico.com.br/a-hora-do-julgamento/modern-hourglass-in-running-time-and-justice-hammer-on-wooden-table/ Sat, 28 Mar 2020 04:22:14 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/a-hora-do-julgamento-AdobeStock.jpg 424 423 0 0 <![CDATA[Open Bible with Pen and Eyeglasses]]> https://tempoprofetico.com.br/ellen-g-white-e-a-interpretacao-de-daniel-e-apocalipse/open-bible-with-pen-and-eyeglasses/ Sat, 28 Mar 2020 04:24:52 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/unnamed.jpg 427 426 0 0 <![CDATA[Wooden church door]]> https://tempoprofetico.com.br/a-igreja-esta-fechada-e-agora/wooden-church-door/ Sat, 28 Mar 2020 04:30:26 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/a-igreja-esta-fechada-3-credito-AdobeStock_265400611.jpg 430 429 0 0 <![CDATA[A-profecia-dos-1260-anosBeliefs-william-krause-741173-unsplash]]> https://tempoprofetico.com.br/a-profecia-dos-1-260-anos/a-profecia-dos-1260-anosbeliefs-william-krause-741173-unsplash/ Sat, 28 Mar 2020 04:32:26 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/A-profecia-dos-1260-anosBeliefs-william-krause-741173-unsplash.jpg 433 432 0 0 <![CDATA[falta-pouco-ainda-que-falte-muito-617x460]]> https://tempoprofetico.com.br/segunda-vinda-de-jesus-cristo-e-os-sinais-do-tempo-do-fim/falta-pouco-ainda-que-falte-muito-617x460/ Sat, 28 Mar 2020 04:34:49 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/falta-pouco-ainda-que-falte-muito-617x460-1.jpg 436 435 0 0 <![CDATA[TEMPO DO FIM]]> https://tempoprofetico.com.br/filhos-no-tempo-do-fim-parte-i/tempo-do-fim/ Sat, 28 Mar 2020 04:40:27 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/TEMPODOFIM.jpg 439 438 0 0 <![CDATA[o-monstro-leonino-que-sobe-do-mar-em-tese-4]]> https://tempoprofetico.com.br/o-monstro-que-surge-do-mar/o-monstro-leonino-que-sobe-do-mar-em-tese-4/ Sat, 28 Mar 2020 04:54:25 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/o-monstro-leonino-que-sobe-do-mar-em-tese-4.jpg 442 441 0 0 <![CDATA[o-monstro-leonino-que-sobe-do-mar-em-tese-6-768x461]]> https://tempoprofetico.com.br/o-monstro-que-surge-do-mar/o-monstro-leonino-que-sobe-do-mar-em-tese-6-768x461/ Sat, 28 Mar 2020 04:55:26 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/o-monstro-leonino-que-sobe-do-mar-em-tese-6-768x461-1.jpg 443 441 0 0 <![CDATA[Data-sabado-da-criacao]]> https://tempoprofetico.com.br/sabado-da-criacao/data-sabado-da-criacao/ Sat, 28 Mar 2020 04:59:46 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Data-sabado-da-criacao.jpg 448 447 0 0 <![CDATA[pecado]]> https://tempoprofetico.com.br/o-misterio-do-pecado/pecado/ Sat, 28 Mar 2020 05:07:00 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/pecado.jpg 451 450 0 0 <![CDATA[Adão e Eva 9]]> https://tempoprofetico.com.br/triste-dia-para-o-universo/ada%cc%83o-e-eva-9/ Sat, 28 Mar 2020 05:09:08 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Adão-e-Eva-9.png 454 453 0 0 <![CDATA[JesusCreator-05]]> https://tempoprofetico.com.br/coobreiros-na-criacao/jesuscreator-05/ Sat, 28 Mar 2020 05:11:04 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/JesusCreator-05.jpg 457 456 0 0 <![CDATA[transformadospelaglodiadedeus-oa5a0h53e6kh52uppl6hhk9llvq3y14y8bphibbnj4]]> https://tempoprofetico.com.br/transformados-na-sua-imagem/transformadospelaglodiadedeus-oa5a0h53e6kh52uppl6hhk9llvq3y14y8bphibbnj4/ Sat, 28 Mar 2020 05:12:34 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/transformadospelaglodiadedeus-oa5a0h53e6kh52uppl6hhk9llvq3y14y8bphibbnj4.jpg 460 459 0 0 <![CDATA[cruz-weleson-moreira-fernandes-491x330]]> https://tempoprofetico.com.br/a-compaixao-de-cristo/cruz-weleson-moreira-fernandes-491x330/ Sat, 28 Mar 2020 05:16:36 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/cruz-weleson-moreira-fernandes-491x330-1.jpg 463 462 0 0 <![CDATA[Fé e sofrimento]]> https://tempoprofetico.com.br/fe-e-sofrimento-2/ Sat, 17 Jan 2026 00:48:11 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2482 Lições bíblicas para tempos difíceis.
    Eduardo Teixeira O telefone tocou. Ao atender, meu coração disparou com a notícia. Um jovem, que costumava cantar em uma das igrejas que eu pastoreava, havia falecido. Fui até a casa da família, e a cena da mãe dele, desolada na sala, chorando pela perda de seu filho mais velho, ficou gravada na minha memória. Ela recebia cumprimentos e palavras de conforto de todos que vinham prestar condolências. Era visível a aflição em seus olhos, como se nada pudesse aliviar a dor naquele momento. Mas, quando uma senhora chegou, tudo foi diferente. Aquela era uma irmã da mesma congregação que havia vivido a mesma dor alguns anos antes. O abraço delas foi diferente dos demais. O ambiente na casa se silenciou, e foi então que ouvimos a senhora, após abraçar a jovem mãe, dizer: “Eu sei exatamente o que você está sentindo. Sua vida não será fácil a partir de agora, mas pode contar comigo.” Esse momento me fez refletir sobre como as dores que enfrentamos não são apenas questões filosóficas ou abstratas, mas realidades que nos alcançam e ferem intensamente, com consequências que nos impactam de forma duradoura. ESPERA E TESTEMUNHO Mais de 2 mil anos se passaram desde a ressurreição de Cristo, e continuamos a esperar o retorno em glória do nosso Senhor e Salvador. Essa espera, em um mundo afetado pelo pecado, acarreta aflições a todos os seres humanos (Jo 16:33). Convivemos com sofrimentos, dores, tristezas e angústias que roubam os momentos felizes e tranquilos. Na escola da vida, a dor, o sofrimento e a perda tendem a estar presentes em todas as etapas, servindo até mesmo como fatores que nos conduzem ao amadurecimento emocional e social. As palavras atribuídas ao poeta italiano Niccolò Tommaseo ilustram essa situação: “O homem que a dor não educou será sempre uma criança.” Além dos poetas, a temática do sofrimento atrai a atenção de outros pensadores, como filósofos e teólogos. O filósofo alemão Arthur Schopenhauer enfatizou que, de tanto lidar com as dores do mundo, “o homem acabrunhado pela idade passeia cambaleando ou repousa a um canto, não sendo mais do que a sombra, o fantasma do seu ser passado” (As Dores do Mundo [Edipro, 2018], p. 39). Essa dura experiência de crescimento, com as aflições que desgastam as pessoas, alcança ateus e crentes, tornando o dia a dia um desafio constante. O próprio Jesus, ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades (Is 53), é exemplo de Alguém que suportou as dores deste mundo e as expôs de maneira direta a Deus. Na crucificação, Ele bradou o Salmo 22: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” (v. 1). Nosso Salvador poderia ter escolhido qualquer outra parte das Escrituras, mas optou por essa, que expressava exatamente Seu sentimento de angústia. Ele não suavizou Sua conversa com o Pai, como poderia ter feito, citando, por exemplo, o Salmo 23, que fala do Pastor que conduz as ovelhas a pastos verdejantes. Ao longo das histórias bíblicas, fica claro que a esperança não isenta a dor nem significa a negação das dificuldades cotidianas. De fato, à medida que os anos passam, constatamos que nossas condições pioram, a maldade se multiplica e o amor esfria (Mt 24:12). Esses dilemas acentuam as cicatrizes no coração humano.
    A interpretação bíblica oferece ao cristão um caminho para manter a esperança, mesmo nas circunstâncias mais difíceis
    Em tempos cada vez mais angustiantes, cabe a cada cristão continuar exercendo seu testemunho, sendo sal e luz (Mt 5), auxiliando, assim, aqueles que enfrentam perdas e adversidades. Além disso, o testemunho também impacta os outros em momentos nos quais o próprio fiel atravessa seus desertos. Não é por acaso que, mesmo fora dos muros das igrejas, se reconhece que “a palavra [mensagem] evangélica é a única a problematizar realmente a violência humana” (René Girard, Eu Via Satanás Cair Como um Relâmpago [Paz & Terra, 2012], p. 259). De maneira significativa, a reflexão bíblica sobre a violência e o sofrimento revela algo mais profundo do que um simples problema estrutural das sociedades. Ela aponta para as consequências do pecado e da queda da humanidade (Gn 3), e essas questões devem ser interpretadas à luz da Bíblia, mesmo quando representem desafios à fé. FOCO NAS ESCRITURAS A interpretação bíblica oferece ao cristão um caminho para manter a esperança, mesmo nas circunstâncias mais difíceis. Afinal, como escreveu C. S. Lewis, o sofrimento exige nossa atenção, bradando como um megafone de Deus (O Problema do Sofrimento [Vida, 2016], p. 105, 106). Somos levados ao limite e forçados a lidar com situações das quais certamente nos afastaríamos se pudéssemos escolher. O apóstolo Paulo demonstrou que a correta perspectiva para lidar com as dores físicas e espirituais é fundamental. Em Romanos 8:18 a 25, ele tratou dos sofrimentos do presente em comparação com a glória futura. O texto apresenta o reconhecimento de que é necessário suportar as angústias (v. 22) e manter a esperança (v. 24, 25), pois os sofrimentos não são comparáveis com a glória que será revelada em nós (v. 18) nem com os direitos de adoção na família celestial e a redenção de nosso corpo (v. 23). Por sua vez, em 2 Coríntios 1:3 a 7, o apóstolo reforçou o quão importante é manter a esperança e enfrentar as tribulações, para que o cristão desenvolva perseverança. Assim, como os sofrimentos de Cristo transbordam, o consolo por meio Dele também transbordará (v. 5). As aflições que suportamos, ao fortalecerem a perseverança, aproximam ainda mais o sofredor do Senhor, tornando-o capaz de ajudar aqueles que posteriormente passarem por tribulações semelhantes. Dessa maneira, na época de Paulo ou atualmente, a igreja pode atender ao próximo, sendo uma comunidade de consolações profundas, na qual recebemos um enorme apoio em sofrimento e onde as pessoas se veem transformadas (Timothy Keller, Caminhando com Deus em Meio à Dor e ao Sofrimento [Vida Nova, 2016], p. 212). No Antigo Testamento, Jó é apresentado como exemplo máximo de que, mesmo perdendo bens, saúde e filhos, o ser humano pode continuar adorando a Deus com amor sincero. Não é por acaso que, após sua aflição, ele pôde testemunhar ao Universo que, por meio do consolo divino, viu Aquele que antes conhecia só de ouvir (Jó 42:5). Elias, um dos maiores profetas de Israel, em sua dor, retirou­se para o deserto e pediu para morrer (1Rs 19). Jeremias expressou o sofrimento causado pelo pecado de um povo que rejeitou o Senhor e clamou por uma resposta após tanto tempo de abandono, pedindo o retorno da alegria e questionando se a rejeição divina seria definitiva (Lm 5:20-22). A coletânea dos Salmos nas Escrituras também possui diversos trechos que abordam momentos dolorosos e inquietantes vividos pelos seres humanos. Enquanto algumas composições exaltam o júbilo dos filhos de Deus, outras expressam o desconforto de lidar com a dor, a tristeza e as lágrimas. Na maioria dos relatos há uma combinação de sofrimento e esperança que revela possíveis aprendizados para encontrar sentido nas adversidades, permitindo, assim, uma experiência de fé mais profunda. CLAMOR EM POESIA O Salmo 88 se destaca por retratar integralmente o clamor angustiado de uma pessoa que, imersa no sofrimento, não encontra respostas imediatas. Em sua narrativa, não encontramos uma reviravolta das trevas para a luz nem sequer nos deparamos com um final feliz. Escrito em um momento de profunda aflição e atribuído a Davi, esse salmo de lamento revela um clamor incessante em busca da confirmação de que Deus, ao menos, tivesse ouvido a súplica (Ellen White, Profetas e Reis [CPB, 2021], p. 199) .
    Nossa espera neste mundo, marcado por lutas e sofrimento, é sustentada por uma sólida esperança
    O salmo começa com um lampejo de esperança: “Ó Senhor, Deus da minha salvação” (v. 1). Apesar do desespero, a confiança no Salvador é professada. Nos versos seguintes, vemos um filho de Deus clamando (v. 2), farto de males e à beira da morte (v. 3), contado entre os que descem à cova (v. 4) e desamparado pelas mãos do Senhor (v. 5). Alguém que se encontra na escuridão (v. 6) devido à ira divina sobre si (v. 7), sendo considerado uma abominação até mesmo pelos seus conhecidos (v. 8), desfalecendo de aflição, mas ainda clamando pela intervenção divina (v. 9). Nos versículos 10 a 12, o salmista intensifica sua argumentação, sugerindo que, se ele morresse, o Senhor perderia uma testemunha. Afinal, os mortos nada podem fazer, e tanto o louvor quanto o testemunho são expressos exclusivamente entre os vivos. Esse argumento é tanto sincero quanto corajoso. Sincero porque, de fato, os mortos não sabem de nada, sendo entregues ao esquecimento enquanto dormem (Ec 9:5; 1Ts 4:13); e corajoso, pois, ao clamar ao Senhor, o salmista se coloca como alguém que pode fazer a diferença na pregação do evangelho. Ele pede alívio para sua situação, desejando continuar a servir como estandarte do reino de Deus. Na parte final do salmo, nos versículos 13 a 18, o autor continua demonstrando seu pesar, mantendo seu clamor (v. 13) e questionando a razão de ser rejeitado, sem conseguir um encontro face a face com o Eterno (v. 14). Segue desorientado (v. 15), sentindo a ira divina passar sobre si (v. 16), submerso por ela como águas prestes a afogá-lo (v. 17). Por fim, o último verso repete de maneira contundente a sensação de abandono, não apenas por Deus, mas também por aqueles a quem o salmista poderia recorrer em busca de ajuda e simpatia durante o sofrimento. O poema termina em escuridão (v. 18), um clímax sombrio para um texto profundamente melancólico. O desfecho em escuridão parece refletir alguns acontecimentos de nossa jornada, como a notícia de uma doença terminal, o falecimento de entes queridos e tantas outras mazelas que pesam sobre os ombros de diferentes famílias ao redor do mundo. Embora o Salmo 30:5 ofereça conforto em tempos difíceis ao dizer que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”, o Salmo 88 se apresenta de maneira oposta, mostrando que há situações que, mesmo com orações contínuas ao amanhecer, podem não encontrar a resposta desejada (Sl 88:13, 14). APRENDIZADOS Nesse contexto, três lições podem ser aprendidas com o Salmo 88 quando nos deparamos com tristezas, angústias e perdas. A primeira delas é procurar insistentemente o Senhor com fé. Davi não se afastou de Deus; ele O reconheceu como Salvador (v. 1), fiel (v. 11) e justo (v. 12), e que pode operar prodígios (v. 10) e maravilhas (v. 12). Sua dor não abalou a confiança na soberania divina. A sinceridade é outro ensinamento valioso desse salmo. O autor não escondeu sua dor e clamou de maneira respeitosa, verso após verso. O Senhor conhece nossas lutas e nossos segredos, e não espera uma conversa fria; Ele deseja que a oração seja, de fato, a respiração da alma (Ellen White, Mensagens aos Jovens [CPB, 2021], p. 188). Ao expressarmos nossas aflições com sinceridade, permitimos que nossa relação com o Eterno se fortaleça, pois Ele nos encontra em nossa vulnerabilidade e nos acolhe com Seu amor infinito. O terceiro e talvez o mais difícil aprendizado que podemos extrair do Salmo 88 é o de aguardar. É interessante perceber que o poema nos apresenta uma espera com clamor contínuo, não um convite à inatividade. Devemos esperar pela resposta do Senhor, conversando sinceramente com Ele, expondo nossos medos, nossas preocupações e lágrimas. Contudo, essa espera é sustentada por uma sólida esperança, que encontra alento nas promessas de Apocalipse 21. Sabemos que Deus “enxugará dos olhos toda lágrima. E já não existirá mais morte, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21:4). No entanto, enquanto as “primeiras coisas” ainda fazem parte de nossa vida, não podemos nos esquecer de que “o sofrimento é causado por Satanás, mas o Senhor predomina sobre ele para fins misericordiosos” (Ellen White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 378). Em meio a essa realidade, contamos com a presença e a intervenção de Deus, tanto nos momentos felizes quanto nas situações desesperadoras. Não estamos sozinhos; temos a companhia do Espírito Santo, o Consolador (Jo 14:26). Ele nos auxilia a manter a esperança, reordenar sentimentos e enfrentar toda e qualquer escuridão.  EDUARDO TEIXEIRA é editor associado da Revista Adventista

    (Artigo publicado na Revista Adventista de abril/2025)

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    <![CDATA[Teste de realidade]]> https://tempoprofetico.com.br/teste-de-realidade/ Sat, 17 Jan 2026 00:49:55 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2485

    Quanto falta para evangelizar o mundo?

    Brad Mills Dependendo do lugar onde crescemos, a visão e a compreensão acerca do cristianismo podem variar bastante. Para um habitante da Região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, um dia típico pode ser assim: ao sair de casa e caminhar até o metrô, passa por um outdoor anunciando o Colégio Adventista do bairro. No metrô lotado, pode esbarrar em alguém vestindo uma camiseta com a expressão “Impacto Esperança” e o logo da Igreja Adventista. Depois, ao parar no mercado para um lanche, encontra na seção de alimentos saudáveis diversos produtos da Superbom. Finalmente, durante uma rápida consulta médica, a televisão na sala de espera exibe um programa de culinária saudável da TV Novo Tempo. Em um único dia, há vários contatos indiretos com a Igreja Adventista. Em algumas partes do Brasil, como em Manaus (AM), há um adventista para cada 34 habitantes. É possível que você não resida em uma cidade como São Paulo ou Manaus, onde a Igreja Adventista está bastante presente. Ainda assim, pode haver diferentes denominações espalhadas pelos bairros da cidade. Portanto, quando o pastor menciona a relevância do testemunho pessoal e da evangelização, pode surgir a inclinação de acreditar que a missão está prestes a ser concluída. Será que ainda há pessoas que nunca ouviram falar de Jesus? Imagine ter a oportunidade de visitar uma das maravilhas do mundo: as enigmáticas pirâmides do Egito Antigo. Embora possamos imaginá-las isoladas no deserto, a realidade é que elas estão na periferia de uma grande cidade em rápido crescimento. A Grande Cairo tem uma população de mais de 20 milhões de pessoas, número comparável ao de São Paulo. Diariamente, entre 10 e 15 milhões de pessoas saem das regiões circunvizinhas e se deslocam para a cidade. Isso significa que, em um dia útil, é possível conviver com uma população de 30 milhões de pessoas. As ruas estão cheias de carros buzinando, motoristas gritando e pessoas por toda parte. O Cairo nunca dorme! No entanto, ao explorarmos a cidade, percebemos algo muito diferente em relação a São Paulo. Onde estão as igrejas? Sim, existe uma Igreja Adventista no Cairo, com aproximadamente 300 membros. Isso implica que, ao contrário de um membro para cada 34 pessoas em Manaus, a proporção é de um para cada 100 mil habitantes. Não existem hospitais adventistas nem TV Novo Tempo proclamando o evangelho. É improvável encontrar um adventista por acaso nessa metrópole. Por isso, é oportuno refletir sobre esta pergunta: Quanto falta para evangelizar o mundo? Povos não alcançados As agências missionárias que analisam essa questão classificam o mundo em categorias conhecidas como “grupos de povos”, que geralmente compartilham uma língua, cultura e identidade. As estimativas variam de acordo com a base de dados utilizada, mas a maioria concorda que há aproximadamente 17 mil grupos de povos diferentes ao redor do mundo.1 Dentre eles, entre 7.200 e 7.500 são classificados como “não alcançados”. Povos não alcançados costumam ter menos de 5% de adeptos do cristianismo e menos de 2% de evangélicos.2 Além disso, algumas agências missionárias afirmam que um grupo também é considerado não alcançado se não possui uma igreja nacional robusta o suficiente para evangelizar o restante de seu povo sem assistência externa. Quando consideramos essas definições, o resultado é surpreendente: aproximadamente 3,5 bilhões de pessoas – isto é, mais de 40% da população global – ainda não foram alcançadas. É importante refletir sobre isso. Praticamente todas as agências missionárias concordam que mais de 40% do mundo ainda não foi alcançado.3 Isso significa que, dentro desses grupos étnicos, menos de 5% são cristãos. Como isso pode acontecer, considerando que em certos países é quase impossível ir ao supermercado sem passar por diversas igrejas? A maior parte das pessoas não alcançadas vive na chamada “Janela 10/40”, uma região geográfica que vai do norte da África, atravessando o Oriente Médio, até a Ásia.4 Muitos desses grupos, geralmente compostos por milhões de pessoas, habitam países nos quais a atividade missionária é limitada ou proibida. Para piorar a situação, apenas uma pequena parcela dos missionários estrangeiros trabalha com os grupos mais difíceis de serem alcançados. Por várias e complexas razões, a maioria das agências missionárias ainda concentra seus esforços em povos que já foram evangelizados. O que fazer? Primeiramente, você pode se tornar um intercessor. Abra um mapa on-line, aproxime até conseguir visualizar os nomes das ruas, hospitais e universidades nos países da Janela 10/40 e ore por eles. Escolha uma cidade específica e interceda por ela todos os dias. Ore para que o Espírito Santo seja derramado sobre essas cidades. Peça a Deus de forma específica, mencionando o nome de pessoas e lugares que puder mencionar. Você também pode participar do projeto Mission Refocus.5 A Igreja Adventista está revisando sua abordagem missionária, enfatizando alcançar os não alcançados. Ministérios de apoio, como o Adventist Frontier Missions (AFM),6 também estão enviando missionários para comunidades ainda não alcançadas. Ore pedindo que Deus lhe mostre se você está sendo preparado “para um tempo como este”, a fim de servir em outro lugar. Mesmo que você não vá, ainda pode contribuir apoiando os missionários que estão se preparando para partir. A missão ainda não acabou. Deus é o autor da salvação da humanidade, mas nos deu a responsabilidade de participar de Seu plano. Jesus nos conclama: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que tenho ordenado a vocês. E eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos” (Mateus 28:19, 20). Este é um chamado à ação. É um convite para que nos ajoelhemos e perguntemos a Deus: Qual é a minha responsabilidade em evangelizar os não alcançados? Cristo virá em breve. Que sejamos encontrados ativos, compartilhando a salvação que temos Nele!  BRAD MILLS é presidente da Adventist Frontier Missions, com sede em Berrien Springs (EUA)
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    <![CDATA[Sábado no tempo do fim]]> https://tempoprofetico.com.br/sabado-no-tempo-do-fim/ Sat, 17 Jan 2026 00:51:04 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2488 Reflexões sobre o papel escatológico do quarto mandamento
    Ángel Manuel Rodríguez Aescatologia adventista confere ao quarto mandamento um papel significativo pouco antes da vinda de Cristo. Essa ênfase escatológica específica levanta pelo menos uma questão: quais são os fundamentos que nos permitem atribuir essa importância ao sábado? A seguir, apresento algumas sugestões que podem ser úteis para responder à nossa pergunta. Essas ideias pressupõem o entendimento da narrativa do querubim celestial caído (Isaías 14:12-14; Ezequiel 28:12-19), que desafiou a integridade do caráter divino (cf. Gênesis 3:4, 5; João 1:8-11) e buscou ser como Deus, afirmando ser um objeto legítimo de adoração (Mateus 4:8-10). O amor de Deus Embora seja mencionado como lei, o sábado confirma a veracidade do evangelho eterno e nos incentiva e ordena sua lembrança. O quarto mandamento é o único que cita Deus explicitamente, referindo-se às Suas duas obras mais importantes: criação (Êxodo 20:8, 11) e redenção (Deuteronômio 5:15). Quais são as semelhanças entre criação e redenção? Há muitas, mas citarei apenas algumas. Elas são resultado da obra do Filho de Deus (João 1:1-3; 14; Romanos 3:23, 24), o que exige uma interpretação cristológica de ambas (cf. Colossenses 1:15-20). São obras únicas de Deus realizadas por intermédio de Seu Filho e estão envolvidas em um aspecto essencial do evangelho: não são fruto de esforços humanos (Romanos 3:20). Criação e redenção são as duas manifestações mais poderosas da ação divina que conhecemos. A imensidão do Universo indica que sua origem foi uma esplêndida manifestação do poder de Deus. A manifestação incomparável de Sua graça salvadora (Romanos 5:20) é o envolvimento pessoal e direto do Senhor na obra da redenção por intermédio de Cristo, que possibilita a restauração de cada indivíduo à comunhão permanente com Ele. Uma das principais semelhanças entre criação e redenção é que ambas expressam o amor divino. O Deus que criou tudo por amor nos deu o sábado para nos lembrar de que Ele é um Criador amoroso. O Deus que nos redimiu por meio do amor e da graça nos concedeu o sábado como um lembrete de que a redenção é um dom do Seu amor e da Sua graça. O sábado é uma prova maravilhosa do amor de Deus como Criador e Redentor. Assim, não é surpreendente que, ao final do conflito cósmico, o sábado se torne um alvo de ataques das forças malignas que se opõem ao evangelho da salvação por meio da fé em Cristo (Apocalipse 12:4; 14:8). Elas tentarão alcançar isso por meio da marca da besta. Satanás tem como objetivo silenciar o testemunho do sábado, que representa o primeiro ato de amor divino na história do cosmos e do evangelho da salvação, que é realizado pelo amor sacrificial de Cristo (Apocalipse 14:13; 13:15). Contudo, o testemunho do sábado não será calado. O caráter de Deus O querubim caído parece acreditar que modificar o quarto mandamento seria um meio eficiente para alcançar seus propósitos malignos. Desde o início, ele esteve em conflito aberto contra a vontade de Deus, mas sua hostilidade contra a lei é claramente exposta na literatura apocalíptica (cf. Daniel 7:25; 2 Tessalonicenses 2:3, 4, 7, 8). Sua oposição à lei divina disfarça um ataque direto contra o Senhor. Como o Decálogo reflete verbalmente o caráter divino, qualquer mudança na lei representa um ataque à integridade e à perfeição desse caráter, insinuando que Deus não é quem afirma ser, conforme a serpente sugeriu a Eva (Gênesis 3:4, 5). Se houvesse necessidade de alterar a lei de Deus, isso indicaria claramente que a lei, e especialmente o Legislador, é falha e necessita de aprimoramentos. Como resultado, Lúcifer parece defender que desobedecer a uma lei imperfeita é legal e moralmente aceitável. A alteração mais significativa aconteceu quando se buscou substituir a observância do sábado pela guarda do domingo. Dessa forma, Satanás buscava descreditar o caráter divino e exibir sua autoridade sobre a lei. Ao aceitar a mudança e obedecer ao “mandamento” modificado, os seres humanos, de fato, negam a integridade do caráter amoroso de Deus. Isso justifica a relevância do Decálogo, que reflete o caráter do Senhor, no livro do Apocalipse (Apocalipse 12:17; 14:12). Sábado e adoração Mudar o quarto mandamento, trocando o dia de descanso e adoração, resultaria na adoração de um deus falso. É importante ter em mente que o mandamento do sábado não diz respeito ao descanso em um dia comum, mas está ligado a um dia sagrado. Esse é o tempo em que Deus e os fiéis se encontram, liberando os observadores do sábado das preocupações com produtividade ou obras humanas. Entramos nesse período sagrado para estar em comunhão com nosso Criador e Redentor, adorando-O. De fato, a santidade do sétimo dia, o sábado, é um “espaço no tempo” que foi divinamente estabelecido para adorar a Deus. Atualmente, a maior parte do mundo cristão considera o domingo como o dia verdadeiro de culto. Parece que o objetivo de Satanás foi alcançado: ele mudou a lei no ponto em que se encontra com a adoração. De fato, eles são inseparáveis; portanto, mudar o quarto mandamento leva à idolatria. Isso é incrivelmente engenhoso e extremamente enganoso! Ao modificar o quarto mandamento, o querubim caído parece ter alcançado seu objetivo: desacreditar o caráter divino e se tornar objeto de adoração. Para ele, o sábado precisa acabar! Assim, é imprescindível que a humanidade ouça novamente o evangelho da salvação por meio da fé em Cristo, que não contraria a lei divina expressa no Decálogo. A perpetuidade da lei deve ser proclamada não como um instrumento de salvação, mas como prova da salvação por meio da fé em Cristo. Sinal de lealdade O sábado ocupa o centro do Decálogo, e sua singularidade e especificidade o tornam um sinal ideal de lealdade a Deus. No idioma hebraico, o Decálogo, conforme apresentado em Êxodo 20:3-17, é composto por 152 palavras. Para encontrar o centro, basta dividir 152 por dois, resultando em 76 palavras em cada lado. O versículo 10 é o centro do Decálogo. A 76a palavra é “sétimo”, enquanto na outra seção é “sábado”. A seguinte frase está no centro do Decálogo: Mas o sétimo dia é um sábado “pertencente ao”, “em honra de”, ou “para” o Senhor. Sob a perspectiva literária, a frase específica ocupa o centro dos Dez Mandamentos, e considerando o que sabemos sobre a narrativa bíblica do sábado, isso não é uma coincidência. Sabemos que essa frase adquiriu grande relevância na história da observância do sábado. A especificidade do mandamento, expressa na frase “o sétimo dia é o sábado”, perturbou tanto o mundo cristão que se optou por removê-la, sob a justificativa de que “o sétimo dia” é um elemento ritual do quarto mandamento sem nenhuma relevância para os cristãos. Entretanto, é exatamente a especificidade do mandamento – ser o sétimo dia – que o torna um sinal de fidelidade ao Senhor no meio do conflito cósmico e que enfatiza o privilégio humano de viver em comunhão com esse Deus santo. Satanás exige lealdade exclusiva e se opõe ao sinal de fidelidade a Deus no tempo do fim, oferecendo ironicamente um falso sábado, o primeiro dia da semana, como sinal de lealdade a ele: a marca da besta (Apocalipse 13:16). Entretanto, a lei de Deus é perfeita (Salmo 19:7) e inalterável, pois reflete o caráter divino. Conclusão O papel escatológico do sábado no tempo do fim está ligado ao propósito divino de que ele sirva como um testemunho do evangelho da salvação por meio da fé em Cristo. Isso é inaceitável para o querubim caído, que tenta divulgar seu evangelho falso. As forças do mal se opõem ao sábado bíblico, pois ele serve como um lembrete constante para a humanidade de que criação e redenção são as expressões mais significativas do amor divino. O sábado associa um mandamento específico à verdadeira identidade do objeto de adoração, e essa particularidade o converte em um sinal visível e efetivo de fidelidade ao Cordeiro, em um período em que as forças malignas batalham contra Ele, Sua lei e Seu caráter. Assim, a observância do sábado pelo povo de Deus servirá como um sinal, um testemunho para o mundo, demonstrando que o Criador e Redentor é um Deus amoroso e cheio de misericórdia, e que o descanso é encontrado por meio da fé em Cristo. O Cordeiro de Deus vencerá a oposição escatológica contra Ele (Apocalipse 17:14). ÁNGEL MANUEL RODRÍGUEZ, pastor, professor e teólogo aposentado, foi diretor do Instituto de Pesquisa Bíblica Referência *A versão completa deste artigo está disponível em: “The eschatological role of the sabbath”, Reflections, no 87, jul/set 2024, p. 2-5.
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    <![CDATA[Uma lei dominical e a missão do remanescente]]> https://tempoprofetico.com.br/uma-lei-dominical-e-a-missao-do-remanescente/ Fri, 06 Feb 2026 17:13:40 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2493 Uma análise bíblica sobre a relação entre movimentos em prol de uma lei dominical e a necessidade de se pregar o evangelho. O que legislações como as que sugere um documento recém divulgado falam sobre a necessidade de os adventistas fortalecerem a pregação bíblica e profética?

    Nas últimas semanas, percebi que tenho pensado mais do que o habitual sobre nossa missão como adventistas do sétimo dia. Não foi uma reflexão isolada, nem fruto de uma única leitura. Foi o resultado de vários estímulos que começaram a dialogar entre si: as aulas do meu doutorado, algumas publicações recentes e, sobretudo, uma leitura atenta de um dos meus livros preferidos: O Grande Conflito, de Ellen G. White. Tudo isso gerou em mim uma pergunta insistente, quase incômoda: estamos sendo realmente fiéis à missão profética que Deus confiou ao nosso movimento remanescente? Recentemente, cursei a disciplina intitulada missão urbana e confesso que essas aulas me desafiaram mais do que eu esperava. A missão urbana nos obriga a pensar a fé em contextos complexos, plurais e fragmentados, onde respostas simples já não são suficientes. Ali, não é possível se esconder atrás de fórmulas desgastadas. É necessário voltar às convicções profundas. É necessário perguntar qual mensagem temos e por que a anunciamos. Em uma dessas aulas, o professor fez um panorama histórico do surgimento do movimento adventista. Não foi uma revisão fria, nem meramente acadêmica. Era um convite a lembrar quem somos e por que existimos. E esse percurso histórico começou, como era de se esperar, com o movimento milerita e com o estudo sério da profecia bíblica no início do século XIX.

    A verdade presente

    Guilherme Miller começou a estudar as Escrituras Sagradas com uma convicção sincera e um método rigoroso. Nesse processo, deparou-se com a profecia de Daniel 8:14, as 2.300 tardes e manhãs, o período profético mais extenso da Bíblia. Miller e seus contemporâneos entenderam que esse período chegaria ao fim por volta de 1843–1844. Eles assumiram que o evento indicado seria a segunda vinda de Cristo. Sabemos que se equivocaram quanto ao evento, mas não quanto à profecia nem à data. Após o grande desapontamento, um grupo se voltou à Bíblia com humildade. Tornou a estudar, a orar e a comparar texto com texto. Foi ali que os milerita compreenderam que o evento anunciado não era o retorno de Cristo; tratava-se do início de uma nova fase do ministério de Cristo no santuário celestial. A partir de 1844, Cristo iniciou Sua obra como Sumo Sacerdote no lugar santíssimo. Esse entendimento não foi um simples ajuste teológico; foi o nascimento de uma identidade profética clara. Nesse mesmo contexto histórico e teológico, ganha força a mensagem de Apocalipse 14, que, a meu ver, contém o coração da missão adventista. Ellen White, em O Grande Conflito, expressa isso com clareza ao afirmar que as mensagens de Apocalipse 14 constituem uma tríplice advertência destinada a preparar os habitantes da Terra para a segunda vinda do Senhor. “A declaração: “O anúncio: “Vinda é a hora do Seu juízo” (Apocalipse 14:7) — aponta para a obra finalizadora do ministério de Cristo para a salvação dos homens. Anuncia uma verdade que deve ser proclamada até que cesse a intercessão do Salvador, e Ele volte à Terra para receber o Seu povo. (White, 2020). Aqui, vale lembrar que o primeiro anjo proclama que chegou a hora do juízo (Apocalipse 14:6). Esse anúncio não deve ser lido como uma ameaça, porém como uma boa notícia. Fala de um Deus que estabelece limites ao mal, que faz justiça e que não deixa a história entregue ao caos. Aponta para o início da obra final de Cristo em favor da humanidade, uma obra que começou em 1844 e culminará com Seu retorno glorioso. Esse mesmo anjo chama os seres humanos a temer a Deus e dar-Lhe glória, direcionando a adoração ao Criador do céu, da terra e do mar (14:7). Essa linguagem não é casual. Trata-se de uma referência direta à criação e, consequentemente, ao sábado. Aqui está o fundamento bíblico da verdadeira adoração e a razão pela qual o quarto mandamento ocupa um lugar tão central na identidade do povo de Deus. O segundo anjo anuncia a queda de Babilônia, um sistema religioso que mistura verdade e erro, confunde a adoração e se afasta da fidelidade a Deus (14:8). O terceiro anjo, por sua vez, adverte contra a adoração à besta e à sua imagem, apresentando um contraste claro entre dois grupos e duas lealdades (14:9,10).

    Fidelidade e obediência

    É importante observar que o livro do Apocalipse não deixa espaço para neutralidade, nem para comodidade. Apresenta decisões claras que precisam ser tomadas e consequências reais a serem encaradas. Por isso, quando o versículo 12 do capítulo 14 afirma: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”, descreve com precisão o caráter do povo fiel no tempo do fim: um povo fiel a Deus e contrário às doutrinas humanas. Esse texto deixa algo muito claro: a fidelidade a Deus se expressa em obediência. E, de modo especial, na observância do sábado bíblico, conforme apresentado no quarto mandamento de Êxodo 20. Não se trata de um dia intercambiável, tampouco uma tradição cultural. Trata-se do dia que o próprio Deus abençoou e santificou como memorial da criação (Gênesis 1 e 2; Êxodo 20:8–11). Novamente, em O Grande Conflito, Ellen White afirma que a observância da lei de Deus, em contraste com sua violação, estabelecerá a distinção final entre aqueles que adoram a Deus e aqueles que adoram a besta. Essa afirmação não busca gerar medo, mas clareza. O sábado se torna, no contexto final da história, um divisor de águas entre fidelidade e desobediência.

    Uma lei dominical?

    Foi justamente em meio a essas reflexões que surgiram algumas publicações recentes que, embora não sejam o foco central desta análise, não podem ser ignoradas. No início de janeiro de 2026, a Heritage Foundation publicou um relatório intitulado Saving America by Saving the Family, que gerou forte repercussão entre alguns grupos de adventistas. Aqui vale mencionar alguns elementos que me levaram a aprofundar sua leitura. No site oficial dessa instituição, sua missão é apresentada da seguinte forma: “a missão da Heritage é formular e promover políticas públicas conservadoras baseadas nos princípios da livre iniciativa, do governo limitado, da liberdade individual, dos valores tradicionais americanos e de uma forte defesa nacional” (tradução livre). Embora essa organização não exerça uma função governamental direta, deixa clara sua visão em relação aos valores que defende, todos eles, aparentemente, bons em si mesmos. Retomando o relatório Saving America by Saving the Family, para compreender o pano de fundo dessa proposta é importante entender a intenção que a motiva. O documento afirma que as comunidades religiosas desempenham hoje um papel fundamental no fortalecimento da vida familiar. A partir dessa perspectiva, entende-se que a liberdade religiosa não deveria se restringir ao âmbito privado, mas pode ser utilizada para reafirmar valores considerados essenciais para o ser humano, o casamento e a família. Ao mesmo tempo, incentiva-se as igrejas a assumirem um papel mais ativo no acompanhamento das pessoas, oferecendo apoio às famílias, orientação para pessoas solteiras, preparação para o casamento e ferramentas para fortalecer os relacionamentos conjugais (Saving America by Saving the Family, p. 36). Nesse contexto, a ideia de um dia de descanso surge como uma proposta voltada a criar um tempo protegido para a fé, a família e o cuidado dos vínculos. Na página 37 do documento, apresenta-se a proposta de um “dia de descanso uniforme” para favorecer a vida religiosa e familiar. Dentro desse enfoque, argumenta-se que a existência de um dia de descanso compartilhado, com limites claros à atividade comercial, ajudaria a estabelecer ritmos mais saudáveis para a vida comunitária. A ideia é que, ao contar com um tempo “protegido”, as pessoas possam dedicar espaço à experiência religiosa, ao convívio familiar, às atividades ao ar livre e ao descanso (Ibid., p. 37). Segundo essa perspectiva, tais práticas contribuiriam para o bem-estar emocional, o fortalecimento dos laços sociais e uma maior estabilidade nas relações familiares. Aqui há um alerta. Embora a Heritage Foundation seja uma organização privada e esse documento não tenha força de lei, trata-se, sem dúvida, de um sinal cultural que merece ser observado com muita atenção. Diante dessa proposta, a Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Norte manifestou com clareza sua preocupação. Por meio de um comunicado, lembrou que a liberdade religiosa implica o direito de cada pessoa adorar de acordo com sua consciência, sem coerção do Estado. Na mesma publicação, ficou claro que, há mais de cento e sessenta anos, os adventistas se opõem a qualquer forma de legislação dominical, mesmo quando essas iniciativas são apresentadas com argumentos sociais ou de bem-estar comunitário. Para a Igreja Adventista, esse tipo de proposta contradiz o espírito da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que exige neutralidade religiosa por parte do governo. Além disso, foi destacado que restringir atividades comerciais no domingo afeta diretamente comunidades de fé que não observam esse dia, como os adventistas do sétimo dia e os judeus ortodoxos. Nesse sentido, a igreja relembrou seu compromisso de continuar defendendo a liberdade religiosa e de se opor firmemente a qualquer tentativa, por parte de organizações públicas ou privadas, de utilizar o poder do Estado para promover práticas religiosas específicas (Sunday Rest Proposal Raises Troubling Religious Liberty Concerns – North American Division of Seventh-day Adventists, 2026). Voltando ao início, tenho a convicção profunda de que não podemos dar espaço às vozes sensacionalistas do momento. Mas precisamos reconhecer que há uma necessidade de despertar diante das realidades que se desenrolam diante de nossos olhos. As profecias não foram dadas para gerar pânico, mas para produzir fidelidade e impulsionar a missão. Se essas coisas estão acontecendo, não é motivo de tristeza, mas um chamado à responsabilidade. Historicamente, fomos chamados a proclamar a verdade presente para este tempo.

    Uma missão urgente

    Hoje, mais do que nunca, os adventistas do sétimo dia têm uma missão urgente. Somos chamados a pregar o evangelho eterno, a anunciar que a hora do juízo chegou, a proclamar que existe um Intercessor no santuário celestial e a convidar as pessoas a uma relação de obediência e fidelidade a Deus. Não somos salvos por nossas obras, mas aqueles que amam a Deus guardam Seus mandamentos. Todos os mandamentos. E, de modo especial, aquele que será mais esquecido e atacado no tempo do fim: o quarto mandamento. Quero encerrar conduzindo nossa mente, por alguns instantes, ao texto de Apocalipse 18. Ali encontramos a imagem de um anjo que desce do céu com grande poder e cuja glória ilumina toda a Terra. A última mensagem. A última oportunidade para toda a raça humana. Essa imagem é um chamado. Deus precisa de um povo que reflita Seu caráter, proclame Sua verdade e utilize todos os meios legítimos para fazê-lo. Hoje dispomos de ferramentas que gerações anteriores jamais tiveram. Internet, redes sociais, plataformas digitais, inteligência artificial e meios de comunicação globais. Tudo aquilo que pode ser usado para confundir também pode ser usado para iluminar. Temos os recursos. Precisamos também de clareza e coragem. Este é um chamado para todos, mas de maneira especial para pastores, influenciadores e comunicadores adventistas. Não podemos diluir a mensagem. Nem devemos suavizar a verdade presente por medo da oposição. Está profetizado que haverá resistência. Mas também está prometido que o Espírito Santo capacitará aqueles que decidirem ser fiéis. Este é o nosso tempo. Deus está nos chamando para ser a geração que cumpra o propósito profético, com uma mensagem clara e uma identidade bem definida. Não se trata de protagonismo, mas de obediência. Não se trata de sucesso, mas de fidelidade. A história ainda não terminou. E a missão é mais urgente do que nunca.

    Referências:

    NORTH AMERICAN DIVISION OF SEVENTH-DAY ADVENTISTS. Sunday rest proposal raises troubling religious liberty concerns. 21 jan. 2026. Disponível em: https://www.nadadventist.org/news/sunday-rest-proposal-raises-troubling-religious-liberty-concerns/. Acesso em 02 de fevereiro de 2026. THE HERITAGE FOUNDATION. Family: worth pursuing. [S. l.], s. d. Disponível em: https://www.heritage.org/family. Acesso em: 31 jan. 2026. THE HERITAGE FOUNDATION. Saving America by saving the family: a foundation for the next 250 years. [S. l.], s. d. 1 arquivo PDF. WHITE, Ellen G. O grande conflito entre Cristo e Satanás (Site EGWrittings), páginas 435, 436 e 445.]]>
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    <![CDATA[Quem são os 144 mil?]]> https://tempoprofetico.com.br/quem-sao-os-144-mil-2/ Tue, 31 Mar 2026 05:32:42 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2502 O perfil profético dos 144 mil e o significado dessa mensagem para os tempos de hoje. Os "144 mil" são o povo remanescente que aguarda a volta de Jesus e resiste aos últimos dias.

    O objetivo deste breve artigo é apresentar características dos “144 mil” e mencionar como podemos fazer parte desse grupo citado no Apocalipse, o último livro da Bíblia.[1] Os “144 mil” são servos de Deus que subsistirão na crise final. No dia da ira do Cordeiro, os ímpios perguntarão: “Porque chegou o grande Dia da ira deles, e quem poderá subsistir?” (Apocalipse 6:17).[2] A resposta profética é imediata. “Depois disso, vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, segurando os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma. Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo. Ele gritou com voz bem forte aos quatro anjos, aqueles que tinham recebido poder para causar dano à terra e ao mar, dizendo: — Não danifiquem nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até marcarmos com um selo a testa dos servos do nosso Deus. Então ouvi o número dos que foram marcados com selo. Eram cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel” (Apocalipse 7:1-4).

    Os quatro ventos e a contenção divina no tempo do fim

    Os ventos simbolizam forças destrutivas (Daniel 7:2; Jeremias 51:1) e, ao mencionar os “quatro ventos da terra”, o texto indica a abrangência universal da grande tribulação (Apocalipse 7:14). Devido à impiedade humana, “o refreador Espírito de Deus está agora mesmo sendo retirado da Terra.”[3] Satanás, então, intensifica suas ações de conflito e destruições (Jó 1:6-18; Marcos 5:13; 1 Pedro 5:8; Apocalipse 12:12). Por “toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo o seu poder.”[4] Mas Deus conterá seu poder destruidor até os “144 mil” serem selados. Deus os protegerá das pragas, preparadas para os que terão a “marca da besta” e adorarão “a sua imagem” (Apocalipse 7:1-4, 9-14; 16:2).

    O Israel espiritual e a simbologia das doze tribos

    O grupo dos “144 mil” representa o Israel espiritual e multiétnico de Deus. O Apocalipse apresenta o número dividido em doze mil por tribo, mas interpretá-lo de forma literal é incoerente, pois João não fala do Israel nacional, e sim do Israel messiânico. A lista das tribos é teológica e não histórica.[5] As dez tribos do norte foram miscigenadas no cativeiro assírio (2 Reis 17:6-23). E “com a destruição de Jerusalém no ano 70 de nossa era, as duas tribos restantes, Judá e Benjamim, foram dispersas por todo Império Romano. Como resultado, o judaísmo atual não é composto das doze tribos originais.”[6] A rejeição e morte de Cristo pelos líderes do Israel nacional (João 1:11; 19:6, 12,15; Daniel 9:26, 27)[7] significou que “apartara-se a nação judaica da teocracia”.[8] Como resultado, “Cristo transferiu o reino de Deus do Israel nacional para o Israel messiânico. Ele fez de sua Igreja uma cristocracia”[9] (Mateus 8:10-12). Assim, “a igreja do Novo Testamento é chamada de 12 tribos de Israel” (Tiago 1:1), e Paulo chama os cristãos fiéis de “Israel de Deus” (Gálatas 6:16). Os “144 mil” são homens e mulheres “comprados dentre todos os seres humanos” (Apocalipse 14:4). Deus ama profundamente o povo judeu e condena qualquer forma de antissemitismo (João 3:16; Lucas 23:34; Romanos 1:16; 2:9-11; 11:1,2,23). Todos necessitamos igualmente da salvação por meio de ligação viva com Cristo (João 14:6; 15:1,5; Atos 4:12). Por isso, devemos orar pelo derramamento do Espírito Santo e estender a graça aos judeus, lembrando que o evangelho continua sendo uma bênção “primeiro do judeu” (Romanos 1:16).  “Então a experiência do primeiro Pentecostes será repetida numa escala universal e milhares de judeus retornarão para o Messias.”[10]

    O significado simbólico do número 144 mil

    Em Apocalipse 7 aparecem os “144 mil” e a “grande multidão”. A chave para entender sua relação está no recurso literário “ouvi versus vi” (Apocalipse 1:10-13; 5:5-6; 21:9-10).[11]  “Então ouvi o número dos que foram marcados com selo. Eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel” (Apocalipse 7:4). “Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestes brancas, com ramos de palmeira nas mãos” (Apocalipse 7:9). Os “144 mil e a grande multidão são o mesmo grupo do povo de Deus em papéis e circunstâncias diferentes.”[12] Primeiro, “os 144 mil são retratados como o povo militante de Deus, o verdadeiro Israel dividido em doze tribos e organizado em unidades militares que seguem o padrão do exército israelita do Antigo Testamento.”[13] Logo, o mesmo grupo é retratado como a Igreja triunfante, em uma “inumerável multidão” vitoriosa que “vêm da grande tribulação” (Apocalipse 7:14; cap. 15, 16; Daniel 12:1). “O número 144 mil é simbólico da vastidão da inumerável multidão.”[14] “Os 144 mil são a plenitude da igreja militante de Deus no tempo do fim:12x12x1000. Esse número nos faz lembrar as 12 tribos de Israel e os 12 apóstolos do Cordeiro (Apocalipse 21:12, 14). O número mil pode apontar para uma unidade militar no antigo Israel (Números 31:4-6).”[15] Os “144 mil” estão preparados e arregimentados para a grande tribulação. Eles vencerão, porque estão com o Cordeiro, que é Senhor dos senhores e o Rei dos reis (Apocalipse 14:1; 17:14; Daniel 12:1).

    Características espirituais da última geração

    Eles constituem a última geração viva do povo fiel de Deus.[16] Os “144 mil” não reclamam perfeccionismo ou natureza impecável. Eles devem sua salvação unicamente a Deus e ao Cordeiro (Apocalipse 7:9, 10). “Quando o capítulo 14:5 diz que eles são “irrepreensíveis”[17], é porque “eles estão vencendo, e não sendo vencidos... eles estão selados e imaculados por meio dos méritos do Cordeiro (Apocalipse 7:14).”[18] Esses fiéis não praticam “atos voluntários de rebelião contra Deus. Todavia, eles não perdem sua natureza pecaminosa e corruptível até que sejam revestidos de incorruptibilidade no segundo advento (1 Coríntios 15:53).”[19] São chamados de “virgens” por não terem se contaminado com a “fornicação” espiritual de adorar a besta, Babilônia e suas filhas (Apocalipse 14:4,8; 17:1-8; 18:4).”[20] Sua singularidade não é maior santidade que os santos de outras épocas. “Exercer fé sob a mais extrema pressão é a experiência singular da geração final”[21] (Apocalipse 7:14; capítulos 13; 15 e 16). Em relação ao mundo, os “144 mil” são as primícias redimidas da humanidade (Apocalipse 14:5). Em relação aos fiéis ressuscitados, são as primícias vivas a serem trasladadas.[22] “Estes, tendo sido trasladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como as primícias para Deus e para o Cordeiro" (Apocalipse 15:3).[23] O grupo “144 mil” são os “restantes”, “remanescentes” da mulher que manterão o “testemunho de Jesus” (Apocalipse 12:17).[24] “Obviamente, o remanescente (isto é, os santos que não recebem a marca da besta nem adoram a besta e a sua imagem) e os 144 mil pertencem ao mesmo grupo.”[25] Já o testemunho de Jesus é a manifestação do dom de profecia no povo remanescente (Apocalipse19:10; 22:8, 9). Os “144 mil” são conservos dos santos profetas e dos santos anjos, pois adoram somente a Deus.[26] A propósito: “Os Adventistas do Sétimo Dia aceitam a Bíblia como seu único credo”.[27] “As Escrituras Sagradas são a revelação infalível, suprema e repleta de autoridade de Sua vontade” (Salmo 119:105; Provérbios 30:5; Isaías 8:20; João 17:17; 1 Tessalonicenses 2:13; 2 Timóteo 3:16, 17; Hebreus 4:12; 2 Pedro 1:20, 21).” [28] Mas, para não haver desculpas, Deus manifestou o dom de profecia no povo remanescente, com o objetivo de levar os negligentes de volta à Bíblia. “Pouca atenção é dada à Bíblia, e o Senhor deu uma luz menor para guiar homens e mulheres à luz maior. Oh! quanto bem poderia ser feito se os livros que contêm esta luz fossem lidos com a resolução de se executarem os princípios que eles contêm! Haveria uma vigilância mil vezes maior, um esforço abnegado e resoluto mil vezes maior.”[29] Os “144 mil” guardam “os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:12). “A Igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente creem em Cristo; mas nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado para guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus”.[30] As palavras  τὴν πίστιν Ἰησοῦ em Apocalipse 14:12 podem ser traduzidas tanto por “fé em Jesus” como “fé de Jesus”.[31] Logo, assim como Jesus, os “144 mil” guardam os mandamentos divinos com inabalável confiança em Deus e na autoridade da Bíblia (Salmo 40:7, 8; Mateus 5:17-28; João 15:10; 17:17). Sua obediência à Lei de Deus é fruto da fé em Jesus, pois estão vestidos com as “vestes brancas” da justiça de Cristo, e “seguem o Cordeiro” (Apocalipse 14:12; 7:9,10,14; 14:4). A Lei dos Dez Mandamentos representa as palavras da aliança escritas pelo dedo de Deus em tábuas de pedra (Êxodo 31:18; Deuteronômio 4:13; Apocalipse 11:19).[32] A expressão “dedo de Deus” é referência ao Espírito Santo (ver Lucas 11:20; Mateus 12:28). Na nova aliança, o dedo do Espírito escreve a mesma Lei “na mente e coração” dos que amam a Deus (Hebreus 10:16).

    O selo de Deus na fronte e seu significado

    Os “144 mil” receberão em suas frontes um selo invisível com o nome de Deus e do Cordeiro (Apocalipse 7:2, 3; 14:1). O Novo Testamento fala do selamento do Espírito Santo (2 Coríntios 1:22; Efésios 1:13-14; 4:30). Mas, “baseado no contexto é óbvio que o selamento de Apocalipse 7:3 lida com o selo escatológico de Deus, o qual está associado aos eventos finais.”[33] “Os servos de Deus já possuem o selo espiritual do Espírito Santo, recebido quando de seu batismo em Cristo. Eles estão, portanto “em Cristo”. Mas, apenas após os servos de Deus dos últimos dias terem sido provados com respeito à marca da besta e encontrados leais até a morte, receberão eles dos anjos celestes o “selo” apocalíptico como marca da aprovação divina e escudo contra as forças da morte e da destruição.”[34] O selo representa a santidade do caráter. Este selo a ser colocado na fronte dos “144 mil” tem o nome de Deus e do Cordeiro. O nome de Deus representa Seu caráter, descrito na Lei dos 10 mandamentos (Êxodo 33:19; 34:1-8; 20:1-17). Cada verdadeiro discípulo tem a Lei de Deus selada na mente e coração (Isaías 8:16; Hebreus 10:16). A propósito, “o selo da lei de Deus se encontra no quarto mandamento.”[35]

    O sábado na crise final e o ataque de Satanás

    Este selo/sinal também indica propriedade. “Lembre-se do dia de sábado, para o santificar. Seis dias você trabalhará e fará toda a sua obra, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, seu Deus. Não faça nenhum trabalho nesse dia, nem você, nem o seu filho, nem a sua filha, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu animal, nem o estrangeiro das suas portas para dentro. Porque em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êxodo 20:8-11).[36] Somente este mandamento tem três elementos de um selo autêntico: (1) O nome Daquele a quem o selo pertence: “Senhor, seu Deus”; (2) Seu título: “Aquele que fez” – o Criador; (3) Seu território: “os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há”. “O sábado no coração da lei corresponde ao carimbo ou selo do suserano no centro dos antigos documentos de tratados.”[37] Santificar o sábado é respeitar a soberania do Criador (Êxodo 20:8-11; Isaías 58:13, 14; Ezequiel 20:12, 20; Apocalipse 11:19; 14:7, 12). Compare o final do mandamento com o apelo angélico. “E adorem aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7). “O fato de o anjo enfatizar a adoração a Deus como Criador do céu e da Terra (verso 7) aponta inequivocamente para o negligenciado quarto mandamento da lei de Deus, o preceito do sábado do sétimo dia (Êxodo 20:8-11).”[38] Percebe por que Satanás ataca o sábado no conflito final em torno da adoração? “Os que querem ter o selo de Deus na testa precisam guardar o sábado do quarto mandamento”[39] e, rejeitar o sinal da besta (capítulos 13; 14:9-12).[40]

    A volta de Jesus e a grande colheita final

    Os “144 mil” são fiéis soldados do Rei Jesus em missão (Apocalipse 7:4-8; 14:1, 6-12). Pense na ordem unida, nas características dos “144 mil” e, pelo poder do Espírito Santo, seja um fiel soldado desse exército de remanescentes. Apocalipse 14:6-12 apresenta a missão e a mensagem dos “144 mil”. “Ela coincide com a obra de julgamento no Céu e resulta em uma obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a desempenhar uma parte nesse testemunho mundial (Daniel 7:9-14; Isaías 1:9; 11:11; Jeremias 23:3; Miquéias 2:12; 2 Coríntios 5:10; 1 Pedro 1:16-19; 4:17; 2 Pedro 3:10-14; Judas 3, 14; Apocalipse 12:17; 14:6-12; 18:1-4).”[41] Logo, nosso Rei Jesus voltará para buscar Sua grande colheita de salvos (Apocalipse 14:14-20). Compartilhemos esta bendita esperança. “Temos de preparar-Lhe o caminho mediante o desempenho de nossa parte em preparar um povo para esse grande dia.”[42] Que pela graça de Deus, continuemos integrados em Cristo, fundamentados na Bíblia, e focados na missão!
    Referências: [1]Salvo quando informado, os textos bíblicos deste artigo são da versão Nova Almeida Atualizada (NAA), 3ª ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017. [2]Para estudar sobre a ira de Deus ler: REIS, Emilson dos. A ira de Deus no mundo dos homens, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2017. [3]WHITE, Ellen G. Testemunhos para a igreja, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012, v. 6, p. 408. A seguir: Testemunhos para a igreja, v. 6. [4]_______. O grande conflito, 43ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013,  p. 589, 590. A seguir: O grande conflito. [5]STEFANOVIC, Ranko. O apocalipse de João, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2019, p. 56. A seguir: O apocalipse de João. [6]Comentário bíblico andrews, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2025, v. 4, p. 678. A seguir: Comentário bíblico andrews, v. 4. [7]Para compreender as 70 semanas proféticas de graça para a nação de Israel ver: MAXWELL, C. Mervyn, Uma nova era segundo as profecias de Daniel, 2ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011, p. 203-278; DOUCKAN, Jacques B. Segredos de Daniel, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2022, p. 139-162. [8]WHITE, Ellen G. O Desejado de Todas as Nações, 22ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013, p. 737, 738. [9]LARONDELLE, Hans K. “Israel na profecia”, em O futuro: a visão adventista dos últimos acontecimentos, editado por Alberto R. Timm, Amin A. Rodor e Vanderlei Dorneles. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2004, p. 233. A seguir: LARONDELLE, O futuro. [10]LARONDELLE, O futuro, p. 236. [11]Comentário bíblico andrews, v. 4, p. 677. [12]STEFANOVIC, Ranko. Revelação de Jesus Cristo, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2023, p. 270. A seguir: Revelação de Jesus Cristo. [13]Ibidem, p. 271. [14]NEALL, Beatrice S. “Os santos selados e a grande tribulação” em Estudos sobre o apocalipse, ed. por Frank B. Holbrook, 2ª ed. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2021, v. 6, p. 315. A seguir: Estudos sobre o apocalipse, v. 6. Ler também: TIMM, Alberto R. “Simbolização em miniatura e o princípio ‘dia-ano’ de interpretação profética”, em Revista Parousia, editado por Amin A. Rodor e Alberto R. Timm, (2º semestre 2004), p. 33-43. [15]MUELLER, Ekkehardt. “Quem são os 144mil e a grande multidão?”, em Interpretando as escrituras, Gerhard Pfandl, org. 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2023, p. 352. A seguir: MUELLER, Interpretando as escrituras. [16]Para estudar mais detidamente os temas da última geração, perfeccionismo, e a natureza humana de Cristo ler: MOSKALA, PECKHAM, God’s Character And The Last Generation, Nampa, Idaho: Pacific Press Publishing Association, 2018; RODOR, Amin A., MILLI, Adriani e FOLLIS, Rodrigo. orgs. Perfeccionismo, 1ª ed. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2016; RODOR, Amin A. org. A natureza de Cristo, 1ª ed. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2017. [17]Bíblia thompson, Edição Contemporânea, Deerfield, FL: Editora Vida, 1990. [18]Estudos sobre apocalipse, v. 6, p. 324. [19]Ibidem, p. 323. [20]Revelação de Jesus Cristo, p. 435. [21]Estudos sobre apocalipse, v. 6, p. 325. [22]Ibidem, p. 320, 321. [23]WHITE, Ellen G. Eventos finais, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p.153. A seguir: Eventos finais. [24]Para um estudo sobre o remanescente no tempo do fim ler: LARONDELLE, Hans K.  “O Remanescente e as Três Mensagens Angélicas”, em Tratado de teologia adventista do sétimo dia, editado em inglês por Raoul Dederen, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011, p. 949-987; WHITE, Ellen G. O grande conflito, p. 317-432; RODRÍGUEZ, Ángel M., ed. El remanente: el enfoque adventista, 1ª ed. Florida: Asociación Publicadora Interamericana, 2013; GOLDSTEIN, Clifford. El remanente: ¿realidad bíblica o ilusión sin base?, 1ª ed. Buenos Aires: Asociación Casa Editora Sudamericana, 1994. [25]MUELLER, Interpretando as escrituras, p. 352. [26]Para um estudo mais detido sobre o dom de profecia entre o remanescente do tempo do fim, ver: TIMM, Alberto R. e ESMOND, Dwain N. Quando Deus fala, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2017, p. 291-499; READ, W. E. A Bíblia, o espírito de profecia e a igreja, 1ª ed. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2015; STENCEL, Renato, org., Espírito de profecia, 1ª ed. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2012. [27]Manual da igreja, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2025, p. 178. A seguir: Manual da igreja. [28]Nisto cremos, 10ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2022, p. 11. [29]WHITE, Ellen G. Review and Herald, 20 de janeiro de 1903. [30]Manual da igreja, p. 182. [31]Nisto cremos, p. 216. [32]Para um estudo sobre o tema da aliança ver: LARONDELLE, Hans K. Nosso Criador Redentor: Introdução à teologia bíblica da aliança, editado por Rodrigo Follis, 1ª ed. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2016; HASEL, Gerhard F. e HASEL, Michael G. Pacto eterno: aliança de Deus com a humanidade, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2021. [33]MUELLER, Ekkehardt. “O Espírito Santo no Apocalipse de João”, em Pneumatologia, Pessoa e Obra do Espírito Santo, organizado por Reinaldo W. Siqueira e Alberto R. Timm, 1ª ed. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2017, p. 337. [34]LARONDELLE, Hans K. Armagedom: o verdadeiro cenário da guerra final, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004, p. 146. [35]O grande conflito, p. 452. [36]Para estudar mais sobre o mandamento do sábado do sétimo dia ver: TIMM, Alberto R. O sábado na Bíblia, 1ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2010; ANDREWS, J. N. História do sábado e do primeiro dia da semana, 1ª ed. Jasper, Oregon: Adventist Pioneer Library, (Apoio Centro de Pesquisas White do Brasil), 2018; STRAND, Kenneth A. “O Sábado”, em Tratado de teologia adventista do sétimo dia, 1ª ed. Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2021, p. 549-597. A seguir: Tratado de teologia adventista do sétimo dia. [37]Estudos sobre apocalipse, v. 6, p. 303. [38]Tratado de teologia adventista do sétimo dia, p. 969. [39]Eventos finais, p. 126. [40]Para um estudo sobre o sinal da besta ler: Comentário bíblico Andrews, v. 4, p. 700-714; Estudos sobre apocalipse, v. 6, p. 405-416; O apocalipse de joão, p. 75-89; Revelação de Jesus Cristo, p. 398-463; Segredos do apocalipse, p. 109-135; MAXWELL, Mervyn C. Uma nova era sobre as profecias do apocalipse, 3ª ed. Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 321-436. [41]Manual da igreja, p. 182, 183. [42]WHITE, Ellen G. Evangelismo, 3ª ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2012, p. 219.]]>
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    <![CDATA[As sete faces da profecia]]> https://tempoprofetico.com.br/as-sete-faces-da-profecia/ Thu, 16 Apr 2026 17:31:32 +0000 https://tempoprofetico.com.br/?p=2507 Nova obra identifica as principais linhas da escatologia bíblica. Obra apresenta a escatologia em categorias que ajudam a compreender o agir de Deus do Gênesis ao Apocalipse.

    O interesse pelos últimos acontecimentos está no coração do adventismo. Para um povo que carrega o segundo advento no nome, é um privilégio estudar as profecias bíblicas, a fim de entender os tempos em que vivemos, bem como aquilo que já passou e o que virá. Entendemos que adoramos um Deus histórico, que Se move e atua no tempo e no espaço. Sendo assim, Ele intervém nos assuntos humanos, embora não os determine. Essa realidade se reflete marcadamente nos livros apocalípticos, em que os desastres que se abateram sobre o povo de Deus não contradizem a soberania divina. Normalmente, estamos condicionados a pensar que a escatologia (o estudo das últimas coisas) se restringe especialmente ao livro do Apocalipse. Falhamos, porém, em perceber que as linhas centrais da escatologia bíblica nascem e se desenvolvem ao longo de todas as Escrituras. Para ajudar a entender os padrões básicos por trás da revelação, o livro Visões do Futuro busca identificá-los e analisá-los por meio de uma ampla pesquisa bibliográfica.

    Categorização

    A obra escrita pelo pastor Marcos De Benedicto, editor-chefe emérito da Casa Publicadora Brasileira (CPB), contempla sete categorias nas quais a escatologia bíblica se desdobra: Deus, o paraíso, o povo de Deus, o templo/tempo, o inimigo, o Salvador e o juízo divino. Segundo o autor, é possível encontrar esses elementos em diversos livros da Bíblia, com alguma variação, mas ainda assim presentes de maneira consistente. Trata-se de uma categorização dos conceitos fundamentais da profecia, os quais informam, preenchem e contornam a simbologia apocalíptica. Assim, o Apocalipse não deve ser lido como um livro independente e autossuficiente em relação às Escrituras. Desde o Gênesis, os principais conceitos da profecia bíblica surgem como elementos seminais, os quais encontram seu clímax na profecia apocalíptica.

    Análise dos conceitos

    Devido às limitações de espaço, o autor optou por apresentar a conexão conceitual entre o Gênesis, os Profetas e os apóstolos e o Apocalipse, dividida em três partes: “O Começo”, “O Meio” e “O Fim”. Em cada uma dessas seções, a análise é feita utilizando os sete paradigmas identificados pelo autor. Como De Benedicto argumenta, “todos os temas escatológicos nas Escrituras são variantes dessa grande síntese em sete aspectos. Alguns temas podem ter contrapartes ligeiramente diferentes, mas pertencem à mesma categoria lógica” (p. 15). O livro é especialmente útil para fornecer um panorama mais amplo e um mapa para auxiliar os leitores a entender o dicionário e o pano de fundo para todo o simbolismo apocalíptico. Como resultado, tendo a segunda vinda de Cristo como o sol no horizonte, esse evento “valida o passado, enche de esperança o presente e ilumina o futuro” (p. 27).

    O papel da profecia

    “A escatologia bíblica não só nos apresenta uma perspectiva intelectual confiável quanto ao futuro, mas também nos ajuda a alinhar nossa vida aos propósitos divinos. No sentido mais profundo, escatologia não é tanto uma linha do tempo que diz em que ponto estamos, mas um mapa que aponta a direção para a qual Deus está Se movendo. Quando olhamos para o futuro com esperança, o presente parece menos utópico e mais suportável. E Deus, de fato, Se torna o Senhor da nossa história” (p. 11). Para adquirir a obra, acesse: cpb.com.br]]>
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    <![CDATA[em_construcao2]]> https://tempoprofetico.com.br/em_construcao2/ Thu, 26 Mar 2020 05:24:39 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/em_construcao2.png 405 0 0 0 <![CDATA[07193400040475]]> https://tempoprofetico.com.br/cristo-se-sacrificou-por-nos/attachment/07193400040475/ Sat, 28 Mar 2020 05:22:24 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/07193400040475.jpg 466 465 0 0 <![CDATA[salvador]]> https://tempoprofetico.com.br/o-templo-de-deus/salvador/ Sat, 28 Mar 2020 05:28:58 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/salvador.jpg 470 468 0 0 <![CDATA[Clock_Pocket_watch_478573]]> https://tempoprofetico.com.br/o-tempo-da-angustia/clock_pocket_watch_478573/ Sat, 28 Mar 2020 05:31:21 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Clock_Pocket_watch_478573.jpg 473 472 0 0 <![CDATA[dez-chaves-para-interpretar-o-apocalipse-creditos-fotolia-1]]> https://tempoprofetico.com.br/dez-chaves-para-interpretar-o-apocalipse/dez-chaves-para-interpretar-o-apocalipse-creditos-fotolia-1/ Sat, 28 Mar 2020 12:17:28 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/dez-chaves-para-interpretar-o-apocalipse-creditos-fotolia-1.jpg 477 476 0 0 <![CDATA[dez-chaves-para-interpretar-o-apocalipse-creditos-fotolia-2-1]]> https://tempoprofetico.com.br/dez-chaves-para-interpretar-o-apocalipse/dez-chaves-para-interpretar-o-apocalipse-creditos-fotolia-2-1/ Sat, 28 Mar 2020 12:18:51 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/dez-chaves-para-interpretar-o-apocalipse-creditos-fotolia-2-1.jpg 478 476 0 0 <![CDATA[cinco-minutos-decisivos-creditos-fotolia]]> https://tempoprofetico.com.br/cinco-minutos-decisivos/cinco-minutos-decisivos-creditos-fotolia/ Sat, 28 Mar 2020 12:19:46 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/cinco-minutos-decisivos-creditos-fotolia.jpg 481 480 0 0 <![CDATA[Os-ciclos-economicos-e-aprofecia-creditos-fotolia]]> https://tempoprofetico.com.br/os-ciclos-economicos-e-a-profecia/os-ciclos-economicos-e-aprofecia-creditos-fotolia/ Sat, 28 Mar 2020 12:21:01 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Os-ciclos-economicos-e-aprofecia-creditos-fotolia.jpg 484 483 0 0 <![CDATA[Os-ciclos-economicos-e-aprofecia-creditos-fotolia-info2-300x260]]> https://tempoprofetico.com.br/os-ciclos-economicos-e-a-profecia/os-ciclos-economicos-e-aprofecia-creditos-fotolia-info2-300x260/ Sat, 28 Mar 2020 12:22:00 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Os-ciclos-economicos-e-aprofecia-creditos-fotolia-info2-300x260-1.jpg 485 483 0 0 <![CDATA[Os-ciclos-economicos-e-aprofecia-Bank_of_the_United_States_failure_NYWTS-1]]> https://tempoprofetico.com.br/os-ciclos-economicos-e-a-profecia/os-ciclos-economicos-e-aprofecia-bank_of_the_united_states_failure_nywts-1/ Sat, 28 Mar 2020 12:23:20 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Os-ciclos-economicos-e-aprofecia-Bank_of_the_United_States_failure_NYWTS-1.jpg 486 483 0 0 <![CDATA[Os-ciclos-economicos-e-aprofecia-creditos-fotolia-info1]]> https://tempoprofetico.com.br/os-ciclos-economicos-e-a-profecia/os-ciclos-economicos-e-aprofecia-creditos-fotolia-info1/ Sat, 28 Mar 2020 12:23:49 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Os-ciclos-economicos-e-aprofecia-creditos-fotolia-info1.jpg 487 483 0 0 <![CDATA[o-codigo-da-profecia-Sinais-RA-junho-2015-creditos-fotolia]]> https://tempoprofetico.com.br/o-codigo-da-profecia/o-codigo-da-profecia-sinais-ra-junho-2015-creditos-fotolia/ Sat, 28 Mar 2020 12:25:10 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/o-codigo-da-profecia-Sinais-RA-junho-2015-creditos-fotolia.jpg 490 489 0 0 <![CDATA[slider-artigo-Sinais-Guerra-dos-tronos-RA-maio-2015-2]]> https://tempoprofetico.com.br/guerra-dos-tronos/slider-artigo-sinais-guerra-dos-tronos-ra-maio-2015-2/ Sat, 28 Mar 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Saint-Léger-les-Vignes (Loire-Atlantique)]]> https://tempoprofetico.com.br/uma-nova-reforma-da-igreja/clocher-de-leglise-de-saint-leger-les-vignes-loire-atlantique/ Sat, 28 Mar 2020 12:50:23 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/REFORMA.jpg 520 519 0 0 <![CDATA[rsz_ascension_rock]]> https://tempoprofetico.com.br/datas-para-o-advento/rsz_ascension_rock/ Sat, 28 Mar 2020 12:52:22 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/rsz_ascension_rock.jpg 523 522 0 0 <![CDATA[Quadro-Miller-1843]]> https://tempoprofetico.com.br/datas-para-o-advento/quadro-miller-1843/ Sat, 28 Mar 2020 12:53:39 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Quadro-Miller-1843.jpg 524 522 0 0 <![CDATA[Antes-e-depois-da-fe-2-AdobeStock_213873382-1]]> https://tempoprofetico.com.br/antes-e-depois-da-fe/antes-e-depois-da-fe-2-adobestock_213873382-1/ Sat, 28 Mar 2020 12:55:31 +0000 https://licao7.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Antes-e-depois-da-fe-2-AdobeStock_213873382-1.jpg 527 526 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https://tempoprofetico.com.br/o-ministerio-da-profecia-va-alem-das-aparencias-e-descubra-a-verdade/capa-o-ministerio-da-profecia-2020/ Fri, 03 Apr 2020 21:36:48 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2020/04/CAPA-O-MINISTERIO-DA-PROFECIA-2020.png 1056 1048 0 0 <![CDATA[cavalo]]> https://tempoprofetico.com.br/o-misterioso-chifre-pequeno/cavalo/ Sat, 04 Apr 2020 03:01:09 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2020/04/cavalo.jpg 1059 1058 0 0 <![CDATA[unnamed]]> https://tempoprofetico.com.br/terrivel-espantoso-e-forte/unnamed-4/ Sat, 04 Apr 2020 03:04:07 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2020/04/unnamed-2.jpg 1062 1061 0 0 <![CDATA[084-grecia]]> https://tempoprofetico.com.br/leopardo-com-quatro-cabecas/084-grecia/ Sat, 04 Apr 2020 03:10:05 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2020/04/084-grecia.jpg 1065 1064 0 0 <![CDATA[sonhar-com-urso-significado-1024x686]]> 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https://tempoprofetico.com.br/uma-profetisa-entre-nos/uma-profetisa-entre-nos-creditocortesia-de-ellen-g-white-estate/ Thu, 06 Aug 2020 03:14:30 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2020/08/uma-profetisa-entre-nos-creditocortesia-de-Ellen-G.-White-Estate.jpg 1619 1618 0 0 <![CDATA[Bibel in den Haenden des Pfarrers bei einer Hochzeit]]> https://tempoprofetico.com.br/o-que-significou-jesus-soprar-o-espirito-santo-sobre-os-discipulos-2/bibel-in-den-haenden-des-pfarrers-bei-einer-hochzeit-2/ Sun, 16 Aug 2020 04:45:08 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Fotolia_129505094_Subscription_Monthly_M-1900x1266_c.jpg 1641 1640 0 0 <![CDATA[engano-intencional-credito-AdobeStock_224589266]]> https://tempoprofetico.com.br/engano-intencional/engano-intencional-credito-adobestock_224589266/ Mon, 17 Aug 2020 05:34:29 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2020/08/engano-intencional-credito-AdobeStock_224589266.jpg 1648 1647 0 0 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Christian girl holds bible in her hands sitting on a bench. Concept for faith, spirituality and religion. Peace, hope]]> https://tempoprofetico.com.br/a-beleza-das-escrituras/reading-the-holy-bible-in-outdoors-christian-girl-holds-bible-in-her-hands-sitting-on-a-bench-concept-for-faith-spirituality-and-religion-peace-hope/ Sun, 14 Feb 2021 05:01:34 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2021/02/A-beleza-das-Escrituras-creditoAdobeStock_282829069.jpg 1833 1832 0 0 <![CDATA[estrategia-sideral-creditonasa-yZygONrUBe8-unsplash]]> https://tempoprofetico.com.br/estrategia-sideral/estrategia-sideral-creditonasa-yzygonrube8-unsplash/ Sun, 14 Feb 2021 05:03:24 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2021/02/estrategia-sideral-creditonasa-yZygONrUBe8-unsplash.jpg 1837 1836 0 0 <![CDATA[Для Интернета]]> https://tempoprofetico.com.br/24-sermoes-em-audios-da-conferencia-internacional-online-eventos-finais/%d0%b4%d0%bb%d1%8f-%d0%b8%d0%bd%d1%82%d0%b5%d1%80%d0%bd%d0%b5%d1%82%d0%b0/ Sun, 14 Feb 2021 05:08:34 +0000 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https://tempoprofetico.com.br/crencas-fundamentais-dos-adventistas-a-primeira-guerra/black-storm-cloud-at-night-dark-sky-and-black-clouds-high-contrast/ Wed, 16 Mar 2022 08:34:52 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2022/03/istockphoto-1130324829-170667a.jpg 2141 2138 0 0 <![CDATA[malinowski]]> https://tempoprofetico.com.br/o-dilema-de-malinowski/malinowski/ Wed, 23 Mar 2022 08:56:04 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2022/03/malinowski.jpg 2146 2145 0 0 <![CDATA[shutterstock_1112504390]]> https://tempoprofetico.com.br/quando-as-criancas-temem-pelo-fim-do-mundo/shutterstock_1112504390/ Tue, 29 Mar 2022 08:28:14 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2022/03/shutterstock_1112504390.jpg 2152 2151 0 0 <![CDATA[sky-1549875_1920]]> https://tempoprofetico.com.br/como-interpretar-a-parabola-do-rico-e-lazaro-em-lucas-1619-31/sky-1549875_1920/ Thu, 21 Apr 2022 08:19:53 +0000 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Hourglass vanishing on grey table against b]]> https://tempoprofetico.com.br/tudo-e-passageiro/time-is-running-out-hourglass-vanishing-on-grey-table-against-b/ Sun, 11 Sep 2022 06:05:51 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2022/09/tudo-e-passageiro-credito-AdobeStock_517492968.jpg 2251 2250 0 0 <![CDATA[maxresdefault]]> https://tempoprofetico.com.br/crencas-fundamentais-dos-adventistas-a-segunda-vinda-de-cristo/maxresdefault-3/ Fri, 16 Sep 2022 22:40:09 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2022/09/maxresdefault.jpg 2256 2255 0 0 <![CDATA[maxresdefault]]> https://tempoprofetico.com.br/crencas-fundamentais-dos-adventistas-morte-e-ressurreicao/maxresdefault-4/ Tue, 20 Sep 2022 01:56:04 +0000 https://tempoprofetico.com.br/wp-content/uploads/2022/09/maxresdefault-1.jpg 2262 2261 0 0 <![CDATA[Businessman,Spread,His,Arms.,Money,Fall,From,Above]]> https://tempoprofetico.com.br/reinos-com-pes-de-barro/businessmanspreadhisarms-moneyfallfromabove/ Mon, 26 Sep 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