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A promessa do Consolador

O clima era de despedida. Os discípulos de Jesus estavam tristes e preocupados. O Mestre, então, faz uma profecia importantíssima. Promete a vinda do Consolador, do Espírito Santo. João 16:8 diz: “E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo”.

É muito provável que Jesus tenha dito estas palavras a caminho do Getsêmani. O momento era de profunda preocupação e apreensão. A missão de pregar o evangelho ao mundo ainda não era entendida completamente por eles.

O cumprimento dessa promessa se tornava indispensável para o progresso e sobrevivência da Igreja cristã. “Se o Espírito Santo não viesse, os discípulos estariam em situação muito difícil. Por que? Em primeiro lugar, padecendo perseguição, o que causaria para alguns o martírio e para outros a excomunhão das sinagogas. E, em segundo lugar, sofrendo a solidão que já começava a produzir-lhes tristeza” (Comentário do Evangelho de João, Mario Veloso, pg. 308).

Os acontecimentos daquele final de semana foram rápidos. Jesus é preso na quinta-feira à noite, julgado, sentenciado e crucificado na sexta-feira. No sábado repousa na sepultura e, na madrugada do primeiro dia da semana, ressuscita. Depois de cerca de 40 dias com os discípulos, os reúne pela última vez no monte das Oliveiras. Ali deixa as últimas e importantíssimas instruções para aguardar a vinda do Consolador e depois alcançar o mundo com o evangelho (Atos 1:1-8).

Nesse último contato com os queridos discípulos ficou para eles a garantia: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, até os confins da terra” (Atos 1:8).

A profecia seria cumprida em algum momento. Não ficariam sozinhos. Só precisavam aguardar. Também não tinham razão alguma para duvidar de que a palavra do Mestre não seria cumprida desta vez. Tudo o que Ele tinha falado, aconteceu.

Amigo ouvinte, a Bíblia descreve que depois disso os discípulos ficaram reunidos todos os dias para superarem as diferenças e buscarem o poder prometido. Conta também o que aconteceu: “de repente, veio do céu um som, como de vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E viram línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. Todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4).

A profecia de Jesus demorou pouco mais de cinqüenta dias para ser cumprida. O Espírito Santo desceu sobre os discípulos e eles passaram a contar para o mundo todo que o único capaz de salvar o homem do pecado e das conseqüências dele é o Senhor Jesus.

Creio que é importante ressaltar que esse momento glorioso não quer dizer que o Espírito Santo não esteve presente em outros momentos entre os homens. Ele esteve atuante várias vezes. No batismo de Jesus, por exemplo, quando a pomba desceu sobre Ele (João 1:32-33). Atuou de forma muito precisa nas pessoas, para que elas cressem em Cristo e se produzisse o novo nascimento (João 3: 5 e 6).

É claro que quando Jesus disse que o Espírito Santo viria, seria para uma missão especifica. Ele teria que dar testemunho em favor de Cristo. Os discípulos necessitavam que o Espírito Santo viesse para ajudá-los na missão de levar os ensinamentos de Jesus para o mundo inteiro.

A primeira manifestação do Espírito foi na festa de pentecostes. O momento não poderia ser melhor. Pessoas de muitos lugares do mundo estavam em Jerusalém. Visitavam a cidade, a maioria judeus que residiam em diferentes lugares do planeta naquela época.

Assim, aqueles homens simples, que falavam apenas a sua língua materna, passaram a falar em outros idiomas. Receberam esse dom, esse presente de Deus. Cada um daquele grupo que se reuniu para ver e ouvir o que estava acontecendo teve o privilégio de entender o plano de salvação em seu próprio idioma.

Isso foi, além de um fato curioso, motivo de grande surpresa para os habitantes da cidade e os visitantes. Inclusive para irritação dos líderes religiosos que poucas semanas antes haviam condenado Jesus à morte de cruz. Primeiro tentaram desacreditar o fenômeno dizendo que os discípulos estavam embriagados. Pedro diz, então, que isso era uma mentira. Afinal tudo acontecia às nove horas da manhã.

O discurso de Pedro foi extraordinário. Apresentou a Jesus, aquele recentemente morto e ressuscitado como o Salvador da humanidade. Apelou aos ouvintes para que se arrependessem dos pecados e fossem batizados. O Espírito Santo de Deus operou maravilhosamente na vida daquela multidão. Mais de três mil aceitaram o convite e foram batizados.

É interessante destacar também que essa profecia continua sendo cumprida nos dias de hoje. O evangelho, as boas notícias de salvação, tem sido pregado nos mais diferentes idiomas e línguas das nações da terra. Vidas tem sido transformadas, pecadores regenerados e o grupo dos salvos aumenta cada dia.

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